Buscar

Trabalho de Investigacao sobre Temas Transversais III _ CELSO ISABEL SOARES

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 26 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 6, do total de 26 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 9, do total de 26 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

Celso Isabel Soares 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de investigação da cadeira de Temas Transversais III 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Pedagógica 
Maputo 
2022 
 
Celso Isabel Soares 
 
 
 
 
 
 
Trabalho final de investigação sobre 
 
Educação Financeira fiscal 
 
 
 
 
 
 
Faculdade de Engenharias e Tecnologias 
Licenciatura em Informática Aplicada 
Disciplina de Temas Transversais II 
 
 
 
 
 
 
 
Universidade Pedagógica 
Maputo 
2022 
https://ceadupm.up.ac.mz/course/index.php?categoryid=2
Índice 
 
LISTA DE TABELAS .................................................................................................................................... 5 
AGRADECIMENTOS ................................................................................................................................... 6 
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 7 
2. OBJECTIVOS........................................................................................................................................ 7 
2.1.1. OBJECTIVOS GERAIS ........................................................................................................................ 7 
2.1.2. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................................................... 7 
3. METODOLOGIA DO TRABALHO ..................................................................................................... 8 
3.1. PESQUISA BIBLIOGRÁFICA ......................................................................................................... 8 
4. EDUCAÇÃO FINANCEIRA E FISCAL ............................................................................................... 8 
4.1. PAGAMENTO DE IMPOSTOS........................................................................................................ 9 
4.1.1. TIPOS DE IMPOSTOS ......................................................................................................................... 9 
4.1.2. FUNÇÕES ........................................................................................................................................ 10 
4.1.3. IMPOSTOS PAGOS EM MOÇAMBIQUE ............................................................................................. 10 
4.2. VALOR DO DINHEIRO ................................................................................................................. 11 
4.2.1. VALOR DE DINHEIRO AO LONGO DO TEMPO (INFLAÇÃO E DEFLAÇÃO) ........................................ 11 
4.3. CARACTERIZAÇÃO DA SOCIEDADE DE CONSUMO ............................................................ 12 
4.3.1. DEFINIÇÃO ..................................................................................................................................... 12 
4.3.2. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA SOCIEDADE DE CONSUMO ...................................................... 12 
4.4. DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS CONSUMIDORES .............................................................. 12 
4.4.1. DIREITOS DO CONSUMIDOR ........................................................................................................... 12 
4.5. PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES DE DEFESA DOS CONSUMIDORES ...................................... 13 
4.6. ORGANISMOS PÚBLICOS E LEGISLAÇÃO DE PROTECÇÃO AOS DIREITOS DO 
CONSUMIDOR............................................................................................................................................ 14 
4.6.1. ORGANISMOS PÚBLICOS DE PROTECÇÃO AOS DIREITOS DO CONSUMIDOR .................................. 14 
4.6.2. LEGISLAÇÃO DE PROTECÇÃO AOS DIREITOS DO CONSUMIDOR .................................................... 15 
4.7. IMPORTÂNCIA DO MARKETING E DA PUBLICIDADE NAS DECISÕES DOS 
CONSUMIDORES ....................................................................................................................................... 15 
4.7.1. MARKETING E O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR................................................................. 15 
4.7.1.1. TEORIAS DO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR ....................................................................... 16 
4.7.1.1.1. Tomada de decisão ................................................................................................................ 16 
4.7.1.1.2. Teoria comportamental ......................................................................................................... 16 
4.7.1.1.3. Teoria da racionalidade econômica...................................................................................... 16 
4.7.1.1.4. Teoria psicanalítica ............................................................................................................... 16 
4.7.1.1.5. Teoria cognitivista ................................................................................................................. 16 
4.8. CONSEQUÊNCIAS AMBIENTAIS E RISCOS SOCIAIS DO CONSUMO ................................. 17 
4.8.1. O CONSUMISMO COMPULSIVO E OS IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE ............................................ 17 
4.8.2. O PODER DO CONSUMO E A DISCUSSÃO ÉTICA SOBRE A SUSTENTABILIDADE............................... 18 
4.9. ORÇAMENTO FAMILIAR: CONSUMISMO E POUPANÇA ..................................................... 19 
4.10. FONTES DE RENDIMENTO FAMILIAR .................................................................................... 19 
4.11. ECONOMIA DOMÉSTICA (DISTRIBUIÇÃO DE RENDIMENTO FAMILIAR) ...................... 20 
4.12. NOVAS FORMAS E TIPOS DE CONSUMO E POUPANÇA ....................................................... 20 
4.12.1. AS DIFERENTES FORMAS DE POUPAR ............................................................................... 21 
4.13. SOCIEDADE DE CONSUMO ........................................................................................................ 23 
4.14. CONSUMO DOS JOVENS ............................................................................................................. 23 
5. CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 25 
6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................... 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lista de Tabelas 
Tabela 1: Contribuição da carga tributária no PIB de alguns países 
Tabela 2: Tipos de Impostos e suas áreas de incidência 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço em primeiro lugar a instituição Universidade pedagógica, a Faculdade de 
Tecnologias e Engenharias que permitiram que jovens como eu, com escassez de tempo 
pudessem frequentar um curso de licenciatura nesta instituição e particularmente a Docente 
Carla Uaiene, pelo suporte prestado durante a lecionação desta cadeira que muito sabiamente 
soube passar o essencial sobre os diversos temas que foram abordados durante os meses em 
que decorreram as aulas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
O cerne deste trabalho será em torno de alguns temas relacionados com a educação financeira 
e fiscal. A educação financeira e fiscal é um dos aspectos bastante importantes e da actualidade, 
que visam incutir nas pessoas conhecimentos básicos relacionados com a gestão de receitas, 
pagamento de impostos como forma de comparticipação no desenvolvimento do país. 
Um país para que consiga construir escolas, estradas, hospitais e satisfazer as demais 
necessidades de uma sociedade, ele precisa de financiamento e umas das fontes primarias de 
financiamento dos governos são os impostos e taxas, estes que são abordados com maior ênfase 
no desenvolvimento dotrabalho. 
Toda sociedade que gera riqueza gera consumo e consequentemente gera consumidores e neste 
contexto o governo de Moçambique tem a protecção do consumidor e a educação financeira 
como uma das prioridades, principalmente nas áreas de crédito ao consumidor, pagamentos 
electrónicos, microsseguros e a acções adoptadas pelas instituições financeiras para evitar 
fraudes e vendas inadequadas que prejudiquem os consumidores, dado que práticas 
inadequadas, como a falta de transparência e o recurso a cláusulas contratuais abusivas ou 
inapropriadas acabam prejudicando o consumidor. 
Entretanto, no âmbito da implementação da Estratégia para o Desenvolvimento do Sector 
Financeiro, nos últimos anos foram realizados diagnósticos sobre a protecção do consumidor 
financeiro e educação financeira, que concluíram que, não obstante o quadro legal e 
regulamentar para a protecção do consumidor financeiro ter melhorado nos últimos anos, a 
expansão do acesso aos produtos e serviços financeiros deve ser acompanhada de medidas 
adicionais no campo da protecção e educação do consumidor com vista a mitigar riscos ao 
bem-estar das famílias e empresas, bem assim à estabilidade do sistema financeiro. 
 
2. OBJECTIVOS 
 
2.1.1. Objectivos gerais 
• O objectivo geral do trabalho é fazer uma pesquisa sobre os diversos subtemas 
propostos, relacionados com os temas Educação Financeira e Fiscal. 
2.1.2. Objectivos específicos 
 
Os objetivos específicos do trabalho são: 
• Entender os conceitos relacionados com os impostos; 
• Nomear os tipos de impostos que são cobrados em Moçambique; 
• Entender o que é o dinheiro e qual é o seu valor; 
• Entender o conceito de sociedade de consumo; 
• Entender as caracteristicas de uma sociedade de consumo; 
• Entender o conceito de consumidor; 
• Entender e explicar duma forma exaustiva quais são os direitos fundamentais do 
consumidor; 
• Conhecer o ordenamento legal moçambicano relacionado ao consumidor; 
• Mencionar as organizações moçambicanas que actuam na área de defesa do 
consumidor; 
• Mencionar a o seu papel na proteção dos consumidores; 
• Entender quais são os organismos públicos que actuam na proteção dos consumidores; 
• Conhecer as leis relacionados com a defesa do consumidor; 
• Entender a importância do marketing e da publicidade nas decisões dos consumidores; 
• Definir os conceitos de marketing e publicidade; 
• Entender quais são as consequências ambientais e riscos relacionados com o consumo 
para a sociedade; 
• Enumerar os riscos ambientais do consumo; 
• Definir os conceitos de Consumismo e poupança; 
• Entender como os conceitos podem impactar no desenvolvimento das famílias; 
• Descrever quais são as fontes de rendimento familiar para a realidade de Moçambique; 
• Entender como podemos fazer a destribuicao do rendimento familiar; 
• Endenter as estrategias de poupanca e boa gestao dos rendimentos familiares; 
• Entender o conceito de Consumo; 
• Entender os conceitos de endividamento; 
• Entender as formas que podem ser usadas para evitar o endividamento nas famílias; 
• Entender sobre as novas formas de poupança e consumo; 
• Entender sobre os tipos de poupança; 
• Definir sociedade de consumo; 
• Caracterizar uma sociedade de consumo; 
• Explicar como se caracteriza o consumo dos jovens na actualidade; 
 
3. METODOLOGIA DO TRABALHO 
 
3.1. Pesquisa bibliográfica 
Para se tornar possível a concretização do presente trabalho recorreu-se à métodos descritivos 
para principais elementos relacionados com o tema Educação financeira e fiscal, com base nos 
subtemas previamente fornecido pela docente. Recorreu-se a consultas à livros, revisão 
bibliográfica, pesquisa na Internet, digitação e técnicas de resumo. 
4. EDUCAÇÃO FINANCEIRA E FISCAL 
A educação financeira é uma área transversal e transdisciplinar cujo propósito é auxiliar 
indivíduos na escolha de seus rendimentos, em seus sonhos, no consumo sustentável, em suas 
decisões sobre investimentos, e na prevenção de situações problemáticas; 
A educação financeira pode ser entendida como o conjunto de informações que auxilia as 
pessoas a lidarem com a sua renda, com o gerenciamento do dinheiro, com gastos e 
empréstimos monetários, poupança e investimentos de curto e longo prazo. 
A difusão da educação financeira permite que as pessoas aproveitem as oportunidades de 
produtos e serviços fornecidos de uma forma consciente. 
 
 
4.1. Pagamento de impostos 
Podemos entender Imposto como a imposição de um encargo financeiro ou outro tributo sobre 
o contribuinte (pessoa física ou jurídica) por um estado ou o equivalente funcional de um estado 
a partir da ocorrência de um fato gerador, sendo calculado mediante a aplicação de uma alíquota 
a uma base de cálculo de forma que o não pagamento acarreta irremediavelmente sanções civis 
e penais impostas à entidade ou indivíduo não pagador, sob forma de leis. 
O imposto é uma das espécies do gênero tributo. Diferentemente de outros tributos, como taxas 
e contribuição de melhoria, é um tributo não vinculado: é devido pelo contribuinte 
independentemente de qualquer contraprestação por parte do Estado. 
4.1.1. Tipos de Impostos 
Os impostos são, frequentemente, divididos em diretos e indiretos. 
impostos diretos são destinados taxar diretamente o contribuinte sendo que o principal 
exemplo deste é o imposto de renda e riqueza. 
impostos indiretos são repassados ao contribuinte através do markup adicionado ao custo do 
produto e o reflexo deste é sentido no preço final dos produtos. Os impostos indiretos são 
cobrados em todos os bens adquiridos pelo consumidor. 
Em tese, os recursos arrecadados pelos governos são revertidos para o bem comum, para 
investimentos e custeio de bens e serviços públicos, como saúde, segurança e educação. Mas 
não há vinculação entre receitas de impostos e determinada finalidade - ao contrário do que 
ocorre com as taxas e a contribuição de melhoria, cujas receitas são vinculadas à prestação de 
determinado serviço ou realização de determinada obra. 
Segundo dados de 2008 a contribuição da carga tributária no produto interno bruto (PIB) para 
alguns países incluindo Moçambique esteve de acordo com a tabela abaixo. 
Pais Percentual 
Brasil 38.8% 
Portugal 37% 
Alemanha 40.6% 
Angola 5.7% 
Reino unido 39% 
Holanda 39% 
Timor-Leste 19.7% 
Sri Lanka 15.3% 
Estados Unidos 28% 
Moçambique 13.4% 
Tabela 1: Contribuição da carga tributária no PIB de alguns países 
 
 
4.1.2. Funções 
Os recursos providos pela tributação têm sido usados por estados e suas funções equivalentes 
ao longo da história para realizar diversas despesas governativas. Alguns destes incluem gastos 
bélicos, a aplicação das leis, a manutenção da ordem pública, proteção da propriedade, 
construção e manutenção de infraestruturas (manutenção de estradas, por exemplo), obras 
públicas, transferências sociais, e o funcionamento do próprio governo. Os governos também 
usam os impostos para financiar serviços sociais e públicos. 
Estes serviços podem incluir sistemas de ensino, os sistemas de cuidados de saúde, pensões 
para os idosos, seguro-desemprego e transporte público. Água, energia e sistemas de gestão de 
resíduos também são serviços públicos comuns. 
Os estados também usam os impostos para forçar os produtores e empresários que relutam em 
modernizar sua estrutura de investimento. 
4.1.3. Impostos pagos em Moçambique 
Em Moçambique os impostos caracterizam-se segundo a tabela abaixo: 
Imposto Base de incidência Taxa 
Imposto 
Simplificado 
para Pequenos 
Contribuintes 
Incide sobre as pessoas coletivas e 
singulares que exerçam atividades 
agrícolas, industriais ou comerciais de 
pequena dimensão, incluindo prestação de 
serviços, cujo volume de negócios seja 
igual ou inferior a 2.500.000,00 MZM. 
75.000 MZM por ano ou 
3% sobre o volume anual 
de negócios 
IVA Valor as transmissões de bens e prestações 
de serviçosefetuadas a título oneroso em 
território moçambicano, e ainda, sobre as 
importações de bens. 
17% 
Direitos 
Aduaneiros 
Mercadorias importadas e exportadas Definidos na pauta 
aduaneira 
 
Imposto sobre 
Consumos 
Específicos 
(ICE) 
Incide sobre algumas categorias de bens de 
luxo e nocivos à saúde e para o meio 
ambiente 
Entre 15% e 75% 
SISA Transmissões a título oneroso do direito de 
propriedade ou figuras parcelarem desse 
direito sobre imóveis 
2% agravada para 10% 
quando adquirente seja 
residente em paraíso 
fiscal 
Imposto sobre 
Sucessões e 
Doações 
Transmissões a título gratuito do direito de 
propriedade sobre bens móveis e imóveis, 
Entre 2% e 10% 
Imposto Predial 
Autárquico 
Incide sobre o valor patrimonial dos 
prédios urbanos situados no território da 
respetiva autarquia, ou na sua falta, o valor 
0,4% prédios para 
habitação; 
0,7% no caso de prédios 
destinados a atividade de 
declarado pelos proprietários desses 
mesmos prédios 
natureza comercial, 
industrial ou para o 
exercício de actividades 
profissionais 
independentes, 
Imposto do Selo Incide sobre diversas realidades, como é, 
designadamente, o caso de documentos, 
contratos, livros, papéis, ações e 
obrigações, alvará de empreitada, cartões 
de crédito, cheques, garantias de 
obrigações, jogo, licenças, notariado e atos 
notariais, marcas e patentes, operações 
aduaneiras e financeiras, seguros, títulos de 
crédito e transferências de fundos, entre 
outras. 
Várias taxas de imposto, 
com o máximo de 10%. 
Os atos e documentos 
relacionados com o jogo 
estão sujeitos a uma taxa 
de 50% 
Imposto de 
Reconstrução 
Nacional 
Incide sobre todos os cidadãos nacionais e 
estrangeiros residentes no território 
nacional 
Taxas definidas 
anualmente 
Tabela 2: Tipos de Impostos e suas áreas de incidência 
4.2. Valor do dinheiro 
A Moeda é o meio através do qual são efetuadas as transações monetárias. É todo o ativo que 
constitua forma imediata de solver débitos, com aceitabilidade geral e disponibilidade imediata, 
e que confere ao seu titular um direito de saque sobre o produto social. 
 
O dinheiro é constituído pelas notas (geralmente em papel) e moedas (peça metálica) admitidas 
em circulação. 
 
Nem sempre o dinheiro existiu. Na verdade, no início dos tempos as pessoas trocavam as coisas 
de que precisavam. Tudo baseava-se em trocas comerciais. 
 
O dinheiro surgiu naturalmente na sociedade, e surgiu como uma maneira de auxiliar as 
transações econômicas voluntárias. Foi uma das maiores invenções da humanidade, não apenas 
facilitou às pessoas adquirirem o que queriam como também tornou o ato de poupar muito mais 
possível. 
O metical, oficialmente Metical de Moçambique, é a moeda de Moçambique, que substituiu a 
moeda colonial, o Escudo de Moçambique, em 16 de junho de 1980. 
A partir de 1 de julho de 2006 entrou em circulação em Moçambique a nova moeda do país, o 
Metical da Nova Família, que tem o valor da denominação anterior dividida por mil, ou seja 
1000 MZM = 1 MZN. 
A 31 de dezembro de 2007, as notas da "antiga família" saíram de circulação e a sigla nacional 
do metical passou a ser simplesmente MT. 
4.2.1. valor de dinheiro ao longo do tempo (inflação e deflação) 
A economia de um país costuma ser bem rotativa. Tanto ações do Estado quanto da iniciativa 
privada interferem nela. Com isso as moedas valorizam ou desvalorizam ao longo do tempo. 
Quando uma moeda desvaloriza (mais comum), com o passar do tempo, compramos menos 
bens com a mesma quantidade dela. Chamamos esta desvalorização de Inflação. 
Quando uma moeda valoriza (menos comum), com o passar do tempo, eu compro mais bens 
com a mesma quantidade dela. Chamamos esta valorização de Deflação. 
4.3. Caracterização da sociedade de consumo 
4.3.1. Definição 
Sociedade de consumo é um termo utilizado para designar o tipo de sociedade que se encontra 
em uma etapa avançada de desenvolvimento industrial capitalista, onde a elevada produção de 
bens e serviços aumenta e consequentemente o consumo é massivo. Este conceito está ligado 
ao de economia de mercado, a qual encontra o equilíbrio entre oferta e demanda, através da 
livre circulação de capitais, produtos e pessoas, sem intervenção estatal. 
A expressão Sociedade de Consumo designa uma sociedade característica do mundo 
desenvolvido, na qual a oferta geralmente excede a procura, os produtos são normalizados e os 
padrões de consumo massificados. 
4.3.2. Principais características da sociedade de consumo 
As principais características da sociedade de consumo são: 
o Para a maioria dos bens, a sua oferta excede a procura, levando as empresas a 
recorrerem a estratégias de marketing agressivas e sedutoras que induzem o consumidor 
a consumir, permitindo-lhes escoar a produção. 
o A maioria dos produtos e serviços estão normalizados, os seus métodos de fabrico 
baseiam-se na produção em série, recorrendo-se a estratégias de marketing que 
permitam o escoamento permanente dos produtos e serviços. 
o Os padrões de consumo estão massificados e o consumo assume as características de 
consumo de massas. 
o Existe uma tendência para o consumismo (um tipo de consumo impulsivo, 
descontrolado, irresponsável e muitas vezes irracional). Muitas vezes até para suprir 
faltas e vazios. 
 
4.4. Direitos fundamentais dos consumidores 
O dia 15 de março marca o dia internacional dos direitos do consumidor. Esta data passou a ser 
comemorada como tal devido ao discurso proferido pelo Presidente John F. Kennedy – 
Consumidores somos todos nós - ao Congresso Americano, no dia 15 de março de 1962. 
Este discurso consagrou 4 direitos fundamentais e marcou o começo do movimento mundial 
4.4.1. Direitos do Consumidor 
i. direito à segurança contra produtos e serviços nocivos à saúde e à vida; 
ii. direito à informação; 
iii. direito à escolha; e 
iv. direito a ser ouvido. 
Pouco tempo depois, o movimento dos consumidores, através da maior organização de defesa 
e protecção dos consumidores, a Consumers International, veio acrescentar mais 4 direitos 
totalizando 8 direitos fundamentais: 
v. direito a satisfação das necessidades básicas; 
vi. o direito à reparação; 
vii. direito à educação; e 
viii. direito a um ambiente saudável. 
Embora o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor tenha começado a ser celebrado no dia 15 
de março de 1983, a data é ainda muito pouco divulgada, e são poucos os países que a 
comemoram, principalmente os países em desenvolvimento. 
Porém, no dia 15 de março, não lemos, não vimos nem ouvimos nos mídias nacionais qualquer 
artigo ou anúncio alusivo ao consumidor, nem tivemos conhecimento sobre qualquer tipo de 
comemoração. 
4.5. Papel das organizações de defesa dos consumidores 
Segundo o inquérito realizado pela Consumare (Organizacao Internacaional de associações de 
consumidores de língua portuguesa, as suas obrigações incluem, mas não limitam-se a: 
a) Realizar análises comparativas, estudos de qualidade e preços dos produtos e serviços 
existentes no mercado; 
b) Divulgar os resultados de estudos e análises, bem como informações relevantes para a 
análise crítica dos consumidores; 
c) Informar os associados e o público em geral acerca das suas atividades; 
d) Editar publicações; 
e) Apoiar ou comparticipar em ações úteis à melhoria das condições de vida da população 
e à defesa do meio ambiente; 
f) Colaborar com ou integrar entidades nacionais ou estrangeiras que prossigam fins 
similares aos seus; 
g) Promover a realização de ações de formação e de outras iniciativas de informação de 
consumidores e de profissionais; 
h) Estabelecer protocolos e realizar parcerias com outras entidades, públicas ou privadas; 
i) Integrar grupos de trabalho, conselhos consultivos ou outros comités de entidades 
públicas ou privadas; 
j) Defender e representar, através de meios legais e judiciais, os interesses coletivos e 
individuaisdos consumidores; 
k) Representar individualmente os consumidores em mecanismos alternativos de 
resolução de conflitos de consumo; 
l) Promover a constituição de serviços de apoio, informação e de resolução extrajudicial 
de conflitos de consumo; 
 
4.5.1. Papel das organizações de defesa do consumidor em Moçambique 
O papel das organizações de defesa do consumidor em Moçambique consiste em: 
A. Dotar o consumidor de conhecimentos, técnicas, métodos e ferramentas para a tomada 
consciente e acertada de decisão de consumo. 
B. Protecção e educação do Consumidor moçambicano. 
C. Educação, informação, formação e defesa do consumidor, 
D. Informar os fornecedores, instituições e organismos sobre as suas obrigações 
relativamente aos direitos do consumidor e qualidade de produtos, bens e serviços 
disponíveis no mercado. 
E. Assegurar que a educação, informação, formação e a defesa do consumidor, sejam por 
princípio assumidas por todos os consumidores e que os fornecedores, instituições e 
organismos conheçam suas obrigações relativas aos direitos do consumidor e qualidade 
de produtos, bens e serviços que põem no mercado. 
F. Dotar o Consumidor de Conhecimentos, Técnicas, Métodos e Ferramentas para a 
tomada Consciente e Acertada de decisão de consumo. 
 
4.6. Organismos públicos e legislação de protecção aos direitos do 
consumidor 
Em 1985 a Assembleia da Organização das Nações Unidas adoptou a Resolução 39-248, que 
estabeleceu as Directrizes para a Protecção do Consumidor. Estas directrizes ressaltam a 
importância do desenvolvimento e manutenção pelos Governos de políticas de defesa do 
consumidor. 
A expansão do movimento pela consagração dos direitos do consumidor incitou a criação de 
leis e regulamentos em vários países do mundo, reguladoras das relações de consumo. 
Em Moçambique o movimento da defesa dos direitos do consumidor não causou grandes 
alterações ao quadro legislativo do país. 
4.6.1. Organismos públicos de protecção aos direitos do consumidor 
De acordo com a Lei no 22/2009 de 28 de setembro no seu artigo 37, incumbe também ao 
Ministério Público a defesa dos consumidores no âmbito da presente Lei e no quadro das 
respectivas competências, intervindo em acções administrativas e cíveis tendentes à tutela dos 
interesses” individuais homogéneos, bem como de interesses colectivos ou difusos dos 
consumidores. 
No seu artigo 38 diz que: 
1. O Instituto do Consumidor é entre outros o instituto público destinado a 
promover a política de salvaguarda dos direitos dos consumidores, bem como a coordenar e 
executar as medidas tendentes à sua protecção, informação e educação e de apoio às 
organizações de consumidores. 
 
2. Para a prossecução das suas atribuições, o Instituto do Consumidor é 
considerado autoridade pública e goza dos seguintes poderes: 
a) solicitar e obter dos fornecedores de bens como prestadores de serviços, bem 
como das entidades referidas no no " 2 do artigo 3, mediante pedido 
fundamentado, as informações, os elementos e as diligências que entender 
necessários à salvaguarda dos direitos e interesses dos consumidores; 
b) participar na definição do serviço público de rádio e de televisão em matéria 
de informação e educação dos consumidores; 
c) representar em juízo os direitos e interesses colectivos e difusos dos 
consumidores: 
d) ordenar medidas cautelares de cessação, suspensão ou interdição de 
fornecimentos de bens ou prestações de serviços que, independentemente de 
prova de uma perda ou um prejuízo real, pelo seu objecto, forma ou fim, 
acarretem ou possam acarretar riscos para a saúde, a segurança e os interesses 
económicos dos consumidores 
 
4.6.2. legislação de protecção aos direitos do consumidor 
Alguns dos diplomas que afectam as relações de consumo estão ligados a determinados 
sectores, como é o caso dos sectores alimentar, da saúde e do comércio - Lei nº 8/82 de 23 de 
Junho, a Lei sobre crimes contra a saúde pública no âmbito da higiene alimentar e Decreto nº 
12/82 de 23 de Junho, o qual estabelece os requisitos higiénico-sanitários de produção, 
transporte e comercialização de géneros alimentícios. 
 
Recentemente, o Conselho de Ministros aprovou a Política de Qualidade e a Estratégia para 
sua Implementação (Resolução nº 51/2003, de 31 de dezembro) e o Código de Publicidade 
(Decreto nº 65/2004, de 31 de dezembro). 
 
A aprovação dos diplomas legais previamente descritos demonstra que existe uma preocupação 
por parte do regulador moçambicano de se debruçar sobre a questão dos direitos do 
consumidor. 
 
Na sequência da aprovação da Lei de Defesa do Consumidor (Lei n.º 22/2009, de 28 de 
setembro) foi finalmente publicado o Regulamento da Lei de Defesa do Consumidor, aprovado 
pelo Decreto n.º 27/2016 de 18 de julho. 
O Regulamento, prevê os mecanismos de prevenção dos danos, estabelecendo as informações 
obrigatórias que devem ser prestadas ao consumidor. Cada produto deve conter, 
obrigatoriamente, um rótulo ou etiqueta com informações em português sobre prováveis riscos 
associados ao seu consumo, bem como o seu preço expresso em moeda nacional. 
4.7. Importância do marketing e da publicidade nas decisões dos 
consumidores 
4.7.1. Marketing e o comportamento do consumidor 
Segundo (KOTLER; ARMSTRONG, 2000, p. 4). “A satisfação do cliente depende do 
desempenho percebido na entrega de valor feita pelo produto em relação às expectativas do 
comprador. Se o desempenho fica aquém das expectativas do cliente, ele fica insatisfeito. Se o 
desempenho se equipara às expectativas, o comprador fica satisfeito. Se o desempenho excede 
as expectativas, o comprador fica encantado”. Conhecer o comportamento do cliente é 
necessário para saber antecipar suas exigências, fazendo que ele seja atraído e retenha o mesmo. 
Assim a empresa elabora sempre as melhores campanhas que serão atingidas pelo excelente 
conhecimento sobre seus clientes. 
 
4.7.1.1. Teorias do comportamento do Consumidor 
Como aponta Couto (2014), várias são as teorias que buscam explicar esse comportamento 
psicológico dos consumidores, entretanto, a maioria parte de um mesmo ponto de partida, onde 
o processo de compra é estimulado por uma motivação que passa a se tornar uma necessidade. 
4.7.1.1.1. Tomada de decisão 
De acordo com Menezes (2010), todo o processo de tomada de decisão baseia-se na percepção 
das necessidades realizadas, essas necessidades psicológicas ocorrem em estados de apreensão, 
como a falta de reconhecimento. 
4.7.1.1.2. Teoria comportamental 
Couto (2014), relata que o comportamento e a sua interação com o local onde o ser humano se 
faz presente, interfere na sua decisão no acto da compra. Ela faz uma observação em qual 
estímulo ocasiona um comportamento otimista ou inverso com os materiais à disposição do 
consumidor. 
4.7.1.1.3. Teoria da racionalidade econômica 
De acordo com Couto (2014), a ideia desta teoria é nos expor que os indivíduos quando 
decidem comprar algo, sempre buscam produtos com um benefício maior, porém, com um 
valor que esteja dentro de seus orçamentos. 
4.7.1.1.4. Teoria psicanalítica 
Segundo Couto (2014), Freud relata que a cabeça do ser humano é dividida pelo consciente e 
inconsciente, e que o comportamento manifestado na mente é uma interpretação diferente das 
nossas vontades. 
4.7.1.1.5. Teoria cognitivista 
A teoria cognitivista compreende que a aquisição de um bem está relacionada a sua cultura, o 
ambiente em que ela se encontra, sendo processos fundamentais para uma tomada de decisão. 
Portanto, escolher qual produto comprar baseia-se nos fatores cognitivos, por exemplo, as 
atitudes, sua personalidade, inspiração e cultura. 
4.7.2. A Influência da publicidade no consumidor 
Dias (2003), diz que dentre os aspectos fundamentais que influenciam as escolhas dos 
consumidores, estão: o cenário atual do mercado, os fatores culturais, sociais, as condições 
pessoais e o aspecto psicológico.Portanto, é indispensável conhecer os fatores do 
comportamento do consumidor. 
4.7.2.1. Fatores de Mercado 
Conforme Dias (2003), aponta de modo geral que o mercado retrata muito sobre o 
comportamento e as escolhas do consumidor. As condições econômicas de qualquer país 
modificam o esquema de compra dos indivíduos, pois está diretamente ligado à profissão 
ocupada, remuneração, produtos disponíveis para oferta, gerando então, condições positivas ou 
negativas nos consumidores. 
A crescente demanda também ocasiona uma elevação dos valores, propiciando a inflação ao 
um aumento significativo da taxa de juros. 
4.7.2.2. Fatores Culturais 
Como aponta Dias (2003), desde o princípio a cultura induz nossos costumes como indivíduo, 
em outras palavras é uma mistura de valores e crenças que são repassadas de descendência para 
descendência pelas famílias. De modo que somos levados por motivos culturais, as 
organizações dependendo de qual é a visão, valor ou crença, escolhem certos distribuidores 
podendo optar por transferir alguns serviços que são essenciais para a atividade final da 
empresa. 
4.7.2.3. Fatores Sociais 
Segundo Dias (2003), determina-se que as pessoas desde a sua infância sofrem algum tipo de 
influência em seu comportamento, juntamente com suas famílias. Isso ocorre de uma forma 
crescente, e ao decorrer dos anos os indivíduos vão se relacionando com outros grupos que 
possuem hábitos, atitudes diferentes e passarão a adquirir novos hábitos. 
4.7.2.4. Fatores Pessoais 
A escolha dos consumidores é influenciada também pelos fatores pessoais, no decorrer desse 
período há mudanças de hábitos e novas expectativas entre eles estão: sua personalidade, estilo 
de vida, idade e entre outros fatores. De certa forma esses fatores impactam diretamente sobre 
o comportamento dos consumidores. 
4.7.2.5. Fatores Psicológicos 
Durante anos, vários autores com pensamentos distintos, buscam de alguma forma explicar os 
fatores psicológicos internos dos consumidores. Quaisquer as teorias acreditam que a ação de 
comprar tem a motivação de satisfazer uma necessidade. 
Segundo Karsaklian (2008), o cuidado e as pesquisas sobre o incentivo humano não é de hoje, 
vários cientistas tentam compreender e decifrar essas motivações. 
4.8. Consequências ambientais e riscos sociais do consumo 
4.8.1. O consumismo compulsivo e os impactos no meio ambiente 
Na sociedade pós-moderna o consumo ganhou uma importância na formação da identidade dos 
indivíduos, bem como na construção das relações sociais. Isto porque o acto de consumir 
produtos de última geração, realizar frequentes viagens internacionais, frequentar restaurantes 
de renome, adquirir veículos importados e tudo mais que é comercializado e instigado pelas 
publicidades sedutoras se tornou sinônimo de poder e felicidade. 
Nunca se consumiu tanto como nas últimas décadas. Ocorre que o consumismo compulsivo 
criou a cultura do desperdício, do descartável. A prática do consumo desenfreado e impulsivo 
compromete diretamente a natureza. Tal relação entre consumo e meio ambiente é facilmente 
comprovada, uma vez que para que seja realizada a produção dos bens torna-se necessária a 
extração de recursos naturais, portanto quanto mais se consome, mais insumos são retirados da 
natureza, o que gera impacto direto em todo o bioma. 
Nas palavras de Rodolfo Fares Paulo: “...o homem se apropriou do meio ambiente visando 
sempre ao enriquecimento e ao crescimento material da sociedade, pouco se importando 
também com a exploração predatória que isso estava desencadeando sobre o meio ambiente, 
acreditando cegamente que esses meios seriam inesgotáveis.” (PAULO, 2010, p. 180). 
No último século com o aumento populacional, aumentou-se o consumo e, consequentemente 
cresceu a produção de lixo, que são os resíduos depositados na própria natureza e, grande parte, 
de forma incorreta, em decorrência da ausência de uma prática adequada de descarte. 
Grande parte dos resíduos decorrente do consumismo desenfreado é depositado em rios, mares, 
terrenos baldios e lixões. O ser humano consome de maneira irresponsável, uma vez que não 
realiza um destino adequado para o lixo que ele próprio produz. 
Tanto lixo produzido diariamente é consequência do consumismo por impulso, que decorre de 
necessidades criadas pelo mercado e, um dos maiores contribuintes para esse fenômeno 
mundial é o mercado publicitário, que em função do poder de compra do consumidor investe 
cada vez mais no setor. Contudo, o consumo compulsivo tem gerado sérios problemas para a 
humanidade, pois além de prejudicar o próprio indivíduo que se torna dependente do ato de 
comprar, danos ao meio ambiente são enormes, como aquecimento global, poluição, o que 
compromete os recursos socioambientais. 
4.8.2. O poder do consumo e a discussão ética sobre a sustentabilidade 
Há muito se discute sobre eticidade nas relações de consumo, mas sem que se lance mão de 
uma discussão mais ampla, que é o combate ao consumo excessivo em prol da preservação 
ambiental. 
A relação entre consumo e meio ambiente integra um complexo de relações intersubjetivas que 
dada à implicação daquele, neste verifica-se facilmente que o mundo consome muito mais do 
que o ambiente é capaz de absorver. 
O consumo é tratado de uma forma completamente equivocado, gerando cada vez mais o desejo 
de se ter algo a mais, que seja novo, muitas vezes desnecessário, sem se preocupar com o custo 
ambiental e toda matéria prima explorada. 
A cultura do consumo sem necessidade não é sustentável como esclarece Fernando dos Reis 
Condesso: 
[...] o planeta terra encontra-se, hoje, perante o dilema de viver uma “civilização” industrial e 
agrícola poluidora, conter uma população que cresce a um ritmo galopante e ter um patrimônio 
e recursos naturais, incessantemente, degradados pela humanidade, à escala mundial. Como 
vimos, os problemas ambientais situam-se, hoje, entre as principais questões mundiais. 
(CONDESSO, 2001, p. 39) 
Todos os atores da temática global têm seus deveres na busca da sustentabilidade, como uma 
espécie de responsabilidade solidária, não bastando o comportamento liberal para se construir 
um pleno progresso, sendo necessário também a eticidade nas relações de consumo para se 
alcançar um verdadeiro desenvolvimento sustentável, através da responsabilidade social de sua 
atuação. 
4.9. Orçamento familiar: consumismo e poupança 
A necessidade do ser humano pela aquisição cada vez mais constante de bens e serviços criou 
o fenômeno do consumismo, vivenciado na sociedade atual e que tem trazido consequências 
nefastas para o meio ambiente. 
Algo comum que acontece dentro do sistema de consumo é o excesso de consumo, que se 
manifesta como resposta ao apelo da mídia. Pessoas comprando produtos dos mais variados 
tipos e funções em formas de pagamentos cada vez mais facilitadas, favorecendo o 
endividamento. Além de fazer com que pessoas iludidas pelas propagandas acumulem itens 
não prioritários as suas vidas. 
Um estágio mais avançado do excesso de consumo manifesta-se em uma doença, uma anomalia 
no comportamento de algumas pessoas que passam a consumir compulsivamente, a 
Oneomania. Esta ocorre com cada vez mais frequência em pessoas que não resistem ao apelo 
das propagandas e consomem para se satisfazer. Logo, o consumo age como uma droga, e 
assim como o alcoolismo, a doença deve ser tratada em centros de apoio ou hospitais. 
4.10. Fontes de rendimento familiar 
Embora o nível de receitas dos agregados familiares não caracteriza automaticamente o seu 
bem-estar, elas são a potencial base para o seu nível de vida. O Inquerito aos agregados 
familiares de 2002 (IAF 2002/3) forneceu valiosas informações sobre as várias fontes de 
receitas. 
Os inquiridores perguntaram cada membro dos agregados familiares sobre as suas receitas 
durante o mês antes ao inquérito. Experiências de outros inquéritos em Moçambique e tambémde outros países mostram que dados sobre receitas são muitas vezes subvalorizados. Por razões 
de ordem vária, geralmente a população não declara correctamente informações sobre as suas 
receitas. 
No IAF 2002-03 informações sobre as receitas foram recolhidas na última visita ao agregado 
familiar quando tinha-se estabelecido um ambiente de confiança entre o inquiridor e o 
entrevistado. Este facto contribuiu muito para melhorar a qualidade desta informação. 
No inquérito, foram recolhidas receitas monetárias e em espécie angariadas por cada um dos 
membros dos agregados familiares. 
 
As fontes de renda dos moçambicanos são: 
 
• Os rendimentos do trabalho por conta de outrem, que incluem o salário do 
trabalho principal e secundário e as gratificações; 
• Os rendimentos por conta própria, que incluem as receitas provenientes da 
venda de produtos produzidos pelo agregado familiar deduzidos a partir dos 
custos de produção; 
• O valor líquido de negócios no mercado informal e dos comerciantes e outros 
empresários, 
• As receitas provenientes de propriedade, que incluem o arrendamento de casa, 
terras agrícolas e carros; e 
• As receitas extraordinárias que incluem jogos de sorte, herança e outros. 
Receitas em espécie referem-se à: 
• Bens ou serviços (alimentação, alojamento, transporte etc.) fornecidos pela 
entidade patronal a título gratuito ou a preços reduzidos; 
• A renda estimada da casa própria; 
• O autoconsumo, isto é, o valor de produtos consumidos da produção própria 
do agregado familiar; e 
• O valor de produtos recebidos gratuitamente de instituições sem fins lucrativos 
e religiosas, como também de familiares que vivem noutro agregado familiar. 
 
Os resultados do inquérito mostram a maior parte das receitas dos agregados familiares foi em 
dinheiro, com a excepção das áreas rurais. A nível nacional, as receitas monetárias representam 
56%, enquanto nas urbanas esta percentagem atinge os 72% e apenas 42% nas rurais. A restante 
parte da receita total foi em espécie, estimada do autoconsumo de produtos produzidos pelos 
agregados 
4.11. Economia doméstica (distribuição de rendimento familiar) 
A economia doméstica é um conjunto de técnicas financeiras que auxiliam o processo de fazer 
o equilíbrio entre gastos essenciais e supérfluos, tendo como base a renda atual. Saber como 
aplicar as boas práticas de economia doméstica faz com que o orçamento familiar renda mais 
e agregue segurança ao pagar as contas, permitindo fazer planos para o futuro. 
Acontece que com um bom planejamento e mais organização financeira fica fácil identificar 
quais são os problemas que impactam negativamente o seu patrimônio ao longo do mês. 
4.11.1. Dicas de gestao do rendimento familiar 
Veja abaixo 12 dicas de como melhorarar a getao do seu orcamento familiar 
 Comece a se organizar agora mesmo; 
 Faça uso de planilhas; 
 Corte gastos; 
 Priorize as suas dívidas; 
 Considere a elaboração de uma reserva financeira; 
 Pesquise antes de comprar; 
 Faça listas de compras; 
 Cozinhe mais; 
 Cuidado com o consumo de energia elétrica e de água; 
 Gere renda extra; 
 Evite usar o cartão de crédito e o cheque especial; 
 Planeje-se para o futuro. 
Não importa qual é o objetivo desde que você tenha um ou mais. Planeje-se não apenas para o 
momento e não só para a sua reserva de emergência, mas para compor hábitos saudáveis e que 
vão se traduzir em um futuro mais tranquilo e bem longe das cobranças em decorrência de 
inadimplências. 
4.12. Novas formas e tipos de consumo e poupança 
4.12.1. As diferentes formas de poupar 
Existem diferentes método que o ajudam a poupar, assim como diferentes formas de os adaptar 
à sua realidade, conforme segue abaixo. 
4.12.1.1. O porquinho mealheiro 
A sua principal função. É através dele que se cria o hábito de guardar dinheiro, uma vez que 
só se consegue resgatar se o partir. Muitas das vezes o usual porquinho surge ainda na infância 
e acompanha-o durante longos anos. Começa com o simples gesto de colocar dentro do 
mealheiro dinheiro que anda perdido na carteira, mas pode ser usado para estabelecer metas 
financeiras. 
4.12.1.2. Poupança através de depósitos bancários 
Pode adaptar este conceito a algo mais tecnológico, como os depósitos. Pode acordar com o 
seu banco a transferência de um valor fixo para uma conta poupança, mensalmente. Como este 
processo é automático não tem a tentação de gastar o dinheiro, até porque está "guardado" 
numa outra conta. Com o tempo, e tendo em conta a sua realidade financeira, pode ir ajustando 
esse valor. 
4.12.1.3. Divisão dos rendimentos em percentagens 
Este método de poupança já é mais exigente e requer disciplina. Consiste em dividir os 
rendimentos. Num lado, 80% dos ganhos para as suas despesas fixas e gastos e os restantes 
20% são canalizados para a poupança. Esta é uma percentagem elevada, que pode ajustar, 
consoante as suas possibilidades. Pode sempre ajustar as percentagens mediante os seus 
objetivos e o seu estilo de vida. Pode definir 10%, 5% ou 2%. São metas menos ambiciosas, 
mas que podem ser a forma de começar a poupar. Mas, se não tiver muitos encargos pode 
aumentar a parcela que coloca nas poupanças, definindo, por exemplo, que 60% ficam para 
gastar e os restantes 40% serão para colocar "naquela" conta de poupança. 
4.12.1.4. Divisão dos rendimentos em três parcelas 
Metade do vencimento (50%) deve ser destinado às necessidades, 30% aos desejos e os 
restantes 20% destinados à poupança. 
Como necessidades deve considerar as despesas que são essenciais para viver, nomeadamente 
casa, alimentação, transportes, gás, luz, água e outras que sejam indispensáveis. Como desejo 
deve considerar todas as outras que lhe acrescentam valor enquanto pessoa ou aquelas que 
simplesmente gosta, como livros, cursos, esteticista, roupas, artigos de decoração…. Deve 
fazer a distinção correta entre necessidades e desejos e ir ajustando as despesas às categorias 
corretas. 
Existem várias aplicações disponíveis para android e IOS que ajudam no controlo das suas 
despesas, umas gratuitas e outras pagas. O recurso a este tipo de aplicações é uma forma 
simples de ir acompanhando os seus gastos e adaptar o seu consumo de acordo com os seus 
objetivos. 
4.12.2. Tipos de consumo 
 
4.12.2.1. Consumo essencial e supérfluo 
Tendo em conta a natureza das necessidades satisfeitas, os consumos podem classificar-se em 
essenciais e supérfluos. Os consumos essenciais referem-se à satisfação das necessidades 
primárias, ou à compra e utilização de bens indispensáveis à nossa sobrevivência, como os 
alimentos, o vestuário e a educação. Pelo contrário, o consumo supérfluo ou de luxo assenta 
na satisfação de necessidades secundárias ou terciárias, ou à aquisição e utilização de bens 
dispensáveis à nossa vida, como os cosméticos. 
4.12.2.2. Consumo individual e coletivo 
Outra forma de distinguir os vários tipos de consumo prende-se com o beneficiário do 
consumo. Um consumo que é efetuado individualmente, como por exemplo a compra de uma 
camisola ou a ingestão de alimentos por parte de um indivíduo, é considerado consumo 
individual, pois o consumo irá apenas satisfazer a necessidade de um indivíduo. É, pelo 
contrário, considerado um consumo coletivo, um consumo que é efetuado simultaneamente por 
vários indivíduos, e que irão satisfazer necessidades coletivas. O consumo de serviços públicos, 
como os serviços de saúde, de educação ou de justiça, constitui exemplos deste tipo de 
consumo. 
4.12.2.3. Consumo privado e público 
Há ainda classificações do consumo que têm como base o autor do ato de consumir. Neste caso, 
são duas: 
O consumo privado e o consumo público. Enquanto o consumo privado é efetuado por 
particulares famílias e empresas, o consumo público é efetuado pelas Administrações 
Públicas, como por exemplo o Estado. 
4.12.2.4. Consumo final e intermédio 
Quanto a esta classificação, que se refere à finalidadedo próprio consumo, podemos distinguir 
entre consumo final e consumo intermediário. 
No que toca ao consumo final, este prende-se com o facto do consumo ter como intuito a 
satisfação direta das necessidades dos agentes em questão, e cujos bens não sofrerão qualquer 
transformação. Este ato é normalmente efetuado pelas famílias. 
O consumo intermédio é, contrariamente, feito normalmente pelas empresas, e refere-se à 
utilização de bens que sofrerão transformações, e que serão incorporados nos bens finais bens 
de consumo final. A compra de alimentos por parte de famílias e a compra de matérias-primas 
para fazer bolos por parte de empresas, por exemplo, são respetivamente consumos finais e 
intermédios. 
4.12.2.5. Consumo sustentável 
O consumo sustentável ou responsável diz respeito ao consumo de bens respeitadores do 
ambiente. Incluem-se nesta classificação não só o consumo de produtos reciclados, mas 
também a rejeição de produtos baseados em recursos não renováveis e a rejeição de bens 
nocivos, se bem que estes dois últimos não se enquadram perfeitamente no conceito de 
"consumo", sendo atos assentes na responsabilidade do consumidor. 
4.13. Sociedade de consumo 
Entende-se por sociedade de consumo a era contemporânea do capitalismo em que o 
crescimento econômico e a geração de lucro e riqueza encontram-se predominantemente 
pautados no crescimento da atividade comercial e, consequentemente, do consumo. Para 
manter esse desenvolvimento, incentiva-se o consumo de várias maneiras, principalmente a 
fetichização das mercadorias e o crescimento dos meios publicitários. 
O desenvolvimento da sociedade de consumo ocorreu de forma mais completa a partir da 
expansão da atividade industrial ao longo dos séculos XVIII, XIX e XX. 
As frequentes invenções e modernizações produtivas provocaram um crescimento sem igual 
no nível de consumo, bem como na difusão cada vez mais ampla da publicidade no meio de 
vida da população, com a divulgação dos mais diversos produtos, sendo eles úteis ou não. 
Atualmente, não vivemos mais na predominância do sistema fordista de produção, cuja 
premissa principal era a produção em massa (embora muitas fábricas ainda o utilizem). O 
“toyotismo”, desenvolvido e ampliado a partir do final do século XX, articula o equilíbrio entre 
a demanda e a produção, produzindo em grande quantidade apenas quando a procura por um 
produto é elevada. No entanto, ainda procura manter o consumo e, consequentemente, a 
demanda no máximo patamar possível a fim de que mais lucros sejam gerados nas várias áreas 
da economia. 
4.13.1. Críticas a sociedade de consumo 
Há, assim, muitas críticas à sociedade de consumo, dentre elas, a perspectiva de que, 
economicamente, esse modelo não se sustenta, pois é contraditório desde o seu início e tende 
a chegar a um limite, a um fim, estabelecendo-se, então, cíclicas e temíveis crises econômicas, 
com geração de miséria e desemprego. Outras posições colocam que a difusão do consumismo, 
além de inviável, é insustentável na perspectiva ambiental, pois demanda a exploração de cada 
vez mais recursos naturais e gera cada vez mais lixo e poluição para o ambiente. 
4.14. Consumo dos jovens 
Todos nós temos necessidades de consumo estimuladas por fatores biológicos e sociais. O 
consumo nada mais é do que o uso de coisas que carecemos para sobreviver, enquanto aquilo 
que denominamos de consumismo trata-se de uma ação de consumo estimulada por um 
discurso midiático que cria em nós uma pseudonecessidade de consumo, cujo objetivo é tirar 
proveito comercial e reforçar uma ideia de valorização da coisa a ser consumida. 
 
4.14.1. A corrida pela distinção social 
A ideia de juventude é uma construção social que existe mais como representação social do 
que como realidade. As ideias atribuídas a eles, de revoltados, descolados, viris são construções 
sociais nas quais alguns se reconhecem como parte delas e outros não. 
Com o desenvolvimento do capitalismo o lucro passou a ser o objetivo final, e para isso alguns 
meios foram sendo criados para alcançá-lo. Com o desenvolvimento das tecnologias de 
produção tornou-se necessário ampliar o consumo na mesma proporção. Inicialmente isso se 
deu com o fim da escravidão; depois com a inclusão das mulheres no mercado de trabalho e, 
quase que concomitantemente, à descoberta do mercado infanto-juvenil. 
Nossas crianças e jovens são vítimas de campanhas publicitárias milionárias que produzem um 
consumismo que maximiza o lucro empresarial. Outro elemento que leva os jovens à busca do 
consumo cada vez mais cedo é a busca pela distinção social. 
Os jovens sofrem influência da grande mídia e das redes sociais, onde se configuram e 
fortalecem estilos de vida. Há uma corrida pela posse de determinados bens que dão distinção 
aos indivíduos em uma espécie de concurso promovido pela própria concorrência que ele 
produz. 
O valor do produto, uma roupa de marca, por exemplo, não está baseado apenas no custo de 
produção, distribuição e de marketing, mas também pela própria corrida para obtê-lo e o valor 
simbólico distintivo que ele possui, como bem abordou o sociólogo francês Pierre Bourdieu. 
Questionar sua utilidade entre os amigos seria uma barbárie e um risco de ser excluído do grupo 
social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. CONCLUSÃO 
Durante a elaboração deste trabalho foi possível obter mais informações sobre a importância 
de se fazer a educação financeira, para permitir que as pessoas façam um uso racional dos seus 
recursos, também foi possível perceber mais sobre os vários tipos de impostos que são cobrados 
na república de Moçambique. 
Foi constatar que, o assunto consumidor ainda é muito pouco falado em Moçambique e as leis 
que lidam com estes assuntos são pouco difundidas. 
Foi também possível entender como a publicidade e o marketing juntos podem levar os 
negócios a patamares mais altos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFIA 
 
[1]. UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA, Normas para produção e publicação de trabalhos 
científicos na Universidade Pedagógica. Maputo, 2009 
[2]. Entenda a importância da publicidade junto ao marketing: 
https://blog.wsiconsultoria.com/entenda-a-importancia-da-publicidade-junto-ao-marketing , 
data de acesso: 20 Junho 2022. 
[3]. Sociedade de consumo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_de_consumo , data de acesso: 
20 Junho 2022. 
[4]. As Diferentes formas de poupar: https://www.doutorfinancas.pt/financas-pessoais/poupanca/as-
diferentes-formas-de-poupar/ , data de acesso: 21 Junho 2022. 
[5]. Novas formas de Consumo pos pandemia: https://claudia.abril.com.br/coluna/trabalho-carreira-
rachel-jordan/novas-formas-de-consumo-no-mundo-pos-pandemia/ , data de acesso: 21 junho 
2022. 
[6]. https://www.portaldogoverno.gov.mz/por/Empresas/Impostos-e-Taxas/Taxa-por-Actividade-
Economica-TAE/Descricao-Geral , data de acesso: 21 Junho 2022. 
[7]. Educação financeira: https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_financeira, data 
de acesso: 27 Junho 2022. 
[8]. Fundamentos: o Valor do dinheiro no tempo: https://estudar.com.vc/conceitos/12063-
fundamentos-o-valor-do-dinheiro-no-tempo/resumo-o-valor-do-dinheiro-no-tempo, data de 
acesso: 27 de Junho de 2022. 
[9]. Os jovens e suas relações com o consumo e o consumismo: https://cafecomsociologia.com/os-
jovens-e-suas-relacoes-com-o-consumo-e-o-consumismo/, acesso 28 de junho de 2022.

Outros materiais