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AutoCAD Map 3D
APLICADO A PROJETOS DE GIS/SIG
DEDICATÓRIA
Dedico este livro a minha família e aos meus amigos que me acompanham em minha caminhada
seja ela reta ou sinuosa.
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AGRADECIMENTOS
Foi em 1995 que tive contato pela primeira vez o AutoCAD Map (versão 2.0). Eu trabalhava
na Prefeitura do Rio de janeiro como contratada pela Fundação Padre Leonel Franca. Devo esse
início a Carlos Henrique Levy por ter me estimulado dar os primeiros passos com o software e dar
as primeiras aulas de AutoCAD Map. Aos coordenadores; Sergio Costa, Maria Luisa Mendonça,
Thelma Lima e Silva e Neide Carvalho Monteiro, funcionários do IPP que me apoiaram no
lançamento do primeiro livro.
Agradeço a Autodesk, espacialmente a Acir Martelo que em meados dos anos 90 me
encantou com suas palestras sobre a linha GIS da Autodesk e a Cristina Randazzo que está
sempre disposta a ajudar sanando as minhas dúvidas. Jamais poderia esquecer da ajuda de Pedro
Antônio Ribeiro Silva (PARS) por ter me dado à oportunidade fazer parte da equipe como gerente
de GIS, atuando diretamente com a AutoDesk ministrando treinamentos a revendedores e
participando ativamente de eventos na área, e a equipe da PARS, destacando Sergio Bomfim, Luiz
Marcio, Dolores Ribas e outros amigos queridos. Dentre os revendedores Autodesk, destaco a
Allen Informática, Marcelo Torres e toda a equipe da V53, por terem me apoiando em eventos e
treinamentos.
Todo o conhecimento que tenho hoje sobre coordenação de projetos de SIG se deve a
Marcelo Tílio (Tecgraf Puc-Rio), que me confiou coordenação de projetos que até hoje considero
escola em meu percurso profissional. Aos amigos do Tecgraf, Cristiane Carneiro, Maristeli
Camargo e Marcelo Chiarela, que por amor ao trabalho e a amizade, me ajudam a produzir as
primeiras bases e primeiro aplicativo para o Município de Duas Barras.
A ENCE (Escola Nacional de Ciências Estatística), instituição que acompanha desde 1980,
quando estudei na Escola Técnica de Geodésia e Cartografia, e retornei em 2006, como aluna do
curso de pós-graduação em Análise Ambiental e Gestão do Território. Aos coordenadores Julia
Strauch e Professor Scarcello, ao meu orientador João Bosco e as amigas inseparáveis: Flávia
Valença, Juliana Bustamante e Tatiana Calçada.
Aos professores e amigos da UERJ, Marta Foepel, Vivian e Nadja Castilho, Robson Nunes
e Rejane Sousa.
As companheiras Esperança, Emilia, Graça e Rejane que me escutam em meus dias
ensolarados e chuvosos.
A minha família, que representa meu porto seguro. Em especial aos meus pais que deram
oportunidade de estudar e canalizaram minhas inquietações para a criatividade. Eles me
ensinaram a “pescar” ao invés de simplesmente me entregar o “peixe”.
A minha única filha, Juliana Góes, que representa a mola propulsora da minha vida. Por ela
fui a luta, me transformei, cresci. Hoje somos mais do que mãe e filha. Somos amigas
inseparáveis.
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Aos leitores e usuários do primeiro livro, Explorando as Ferramentas de Mapeamento do
AutoCAD Map, que me pressionaram a escrever um novo livro. Sem vocês acho que seria
impossível. Virou uma questão de honra!
A todos aqueles que direta e indiretamente, colaboraram para a concretização deste livro.
Ao meu Deus, amantíssimo, que me deu determinação, fé e disciplina.
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REFLEXÃO
“Os conceitos de confiança e de fé estão tão intimamente relacionados, que muitas vezes é difícil distinguir
um do outro... Quando você tem fé em algo, a confiança lhe permite acreditar que sua fé dará frutos. Quando
você tem fé, desenvolve a confiança. Quando você confia, a fé não é mais necessária. Você já conhece.”.
Iyanla Vanzant
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PREFÁCIO
Este livro supre uma carência que temos de publicações na língua portuguesa sobre
AutoCAD Map 3D e ainda mais sobre sistemas de informação geográfica (SIG). Os conceitos
básicos são abordados de forma objetiva e, em seguida, um estudo aprofundado das aplicações do
AutoCAD Map 3D a SIG é iniciado.
Embora o AutoCAD Map 3D seja um software já bastante utilizado no Brasil, grande parte
dos usuários utilizam-no apenas como se fosse o AutoCAD e não tiram proveito das
funcionalidades geoespaciais que o tornam uma solução poderosa que une o mundo CAD e o
mundo SIG. A união entre CAD e SIG é o principal diferencial do AutoCAD Map 3D em relação às
demais soluções de mercado e saber usar os recursos geoespaciais do AutoCAD Map 3D é
fundamental para qualquer usuário que queira aventurar-se em análises espaciais, sem ter que
abandonar seus dados provenientes, muitas vezes, da área de Engenharia. Este livro, com
certeza, o ajudará a dar este passo adicional, caso você já seja usuário do AutoCAD. Se você está
buscando uma solução de geoprocessamento, também encontrará aqui o auxílio que precisa para
desvendar estas ferramentas no AutoCAD Map 3D.
O conceito de interoperabilidade é essencial quando falamos de aplicações geoespaciais.
A capacidade de trabalhar com diferentes formatos de dados geoespaciais, vetoriais e raster,
também é um diferencial desta plataforma e este livro aborda como integrar estes dados a fim de
se criar às análises que são fundamentais no dia-a-dia do profissional que trabalha com SIG. Você
conseguirá perceber que o AutoCAD Map 3D não é apenas para aqueles que trabalham com CAD,
mas para todo profissional SIG.
Os exercícios que são propostos em cada capítulo são pertinentes, simples e elucidam a
aplicação das funcionalidades apresentadas. Tomando situações e elementos do mundo real, os
exercícios mostram claramente como a tecnologia SIG é aplicada. Além disto, a disponibilização
de vídeos de cada um dos exercícios facilita ainda mais o aprendizado, pois o leitor poderá
acompanhar a execução dos exercícios através dos vídeos e dirimir suas dúvidas.
Enfim, este livro é uma obra completa sobre o AutoCAD Map 3D visto como solução SIG.
Sua leitura irá proporcionar o conhecimento que o profissional desta área necessita para trabalhar
com bases de dados espaciais, topologias, análises e produção de mapas. Seguramente esta é
uma obra única no Brasil e, graças à forma como está organizada, sua leitura será fácil e
prazerosa.
Cristina Randazzo
Engenheira de Soluções da Autodesk
Doutora, mestre e bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de
Minas Gerais.
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APRESENTAÇÃO
Este livro se destina aos profissionais das áreas de Geociências, Engenharia, Geomática e
tecnologia da Informação, que utilizam Sistemas de Informações Geográficas, e que necessitam
aprender a desenvolver projetos utilizando as potencialidades do AutoCAD Map 3D.
O livro apresenta uma estrutura de organização diferente da forma como comumente os
livros técnicos de informática se organizam. Para este material preocupou-se em atender 3
necessidades básicas entre os usuários de SIG: A primeira foi em fornecem uma base conceitual a
respeito do assunto abordado, imaginando que o usuário poderia ser alguém que está iniciando na
área de geoprocessamento e Sistemas de Informações geográficas. Sendo assim, formam
transcritos textos de autores conceituados de instituições como INPE, UNESP, IBGE, UFJF, ENCE
e outros.
A segunda preocupação foi em construir uma seqüência lógica de organização dos
assuntos e de exercícios de forma que procurasse adequar não somente a sequência de
construção de um projeto, mas também tentando conciliar a estrutura de comandos do Software. O
livro se prende a versão de programa, mas sugere-se utilizar AutoCAD Map 3D a partir da versão
2007.
A terceira e talvez uma das mais importantes, já que acredito que vai inovar entre os livros
técnicos da área, diz respeito aos exercícios propostos pelo livro. De acordo com o capítulo, o
número de exercícios pode chegar até sete etapas sequenciais.Todos os arquivos de exercícios
estão prontos e receberam numeração que combina número do capitulo com o número do
exercício. Caso o usuário deste livro, já seja um conhecedor da ferramenta, mas precisa se ater um
pouco mais um determinado capítulo, ele pode suprimir todos os exercícios anteriores, partindo do
exercício que antecede o capitulo no qual pretende-se estudar.
Se por ventura, o usuário não conseguir executar a sequência de tarefas propostas, ele
poderá assistir ao filme (*.AVI) do exercício. Foi feito filme de todos os exercícios do livro. Com
este recurso, acredito que facilitará bastante a introdução aos usuários que nunca viram a
ferramenta antes.
SOBRE O CD:
O DVD está organizado em 3 diretórios distintos: Arquivo de Exercícios, Bases Cartográficas e
Programas úteis.
- Arquivos de Exercícios: Estão alocados arquivos do tipo, DWG e AVI, dos exercícios propostos
no livro;
- Programas Úteis: Arquivo Winamp para visualizar os arquivos do tipo AVI;
- Bases Cartográficas: Estão alocados todos os arquivos da base de dados geográfica de Duas
Barras que será utilizado ao longo dos exercícios:
CurvasNivel
7
DGN
Dwf
DWG
Equipamentos_sociais
Fotos
Hidrografia
Imagens
Limites
MalhaViaria
Nevegacao_GPS
Sdf
SedesFazendas
SHP_DisplayManger
SOBRE DUAS BARRAS:
O município de Duas Barras localiza-se na Região Serrana, possui uma população de
10.334 habitantes, distribuída em uma área de 343,5 km2, distante da capital cerca de 100 Km.
Esta denominação (Duas Barras) é decorrente de sua localização entre as barras formadas
pelo encontro dos Rios Negro e Resende com o Córrego do Baú. Uma particularidade de Duas
Barras é o fato de todos os seus rios nascerem dentro do território do município, eliminando desta
forma, o risco de contaminação proveniente de outras cidades e municípios, e proporcionando a
utilização de suas águas para a exploração para irrigação, piscicultura e outras explorações que
requeiram água de boa qualidade.
Inicialmente o município de Duas Barras pertencia ao município de Cantagalo e, como tal,
teve sua expansão associada à busca de ouro no Rio Macuco e, depois, as plantações de café.
Com o declínio da produção cafeeira no estado do Rio de Janeiro, essas cidades, assim como
muitas outras, apresentaram um desaquecimento de sua economia, o que gerou êxodo
populacional e abandono de propriedades. Entretanto, estes fatos que, aparentemente, são
prejudiciais ao município, acabaram por produzir formas na paisagem como casarões e fazendas
históricas dos séculos XVII e XIX, que podem ser aproveitadas para revitalização da cidade,
através do turismo rural.
O interesse por Duas Barras, surgiu em 2004 ao escolher a cidade para descansar um final
de semana após concluir curso de SIG no INPE. A exuberância em recursos naturais e culturais
despertou meu interesse em produzir um SIG Turístico para o Município – SIG DUAS BARRAS.
Em 2007, após concluir curso de pós-graduação em Análise Ambiental e Gestão do Território
(ENCE), defendi monografia de conclusão de curso com tema Análise da Vocação Turística – O
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caso do município de Duas Barras, cujo tema aborda metodologia para identificar vocação turística
de setores censitários rurais com base em indicadores de sustentabilidade.
A base de dados geográficos produzidas para os projetos de 2004 e 2007, foram em
grande parte produzidos no AutoCAD Map 3D. O processo de conversão de base de dados CAD
para Base de dados SIG forma utilizados para compor os exercícios propostos por este livro.
Que este livro possa ser útil no desvendar do AutoCAD Map 3D que é uma ferramenta
poderosa já que atende desde construção da base de dados, correção de erros grosseiros,
análises espaciais, produção de mapas temáticos, Atlas e integração com outras plataformas de
SIG sem mistérios.
Desejo aos usuários sucesso em seus projetos.
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SOBRE O AUTOR
Kátia Góes nasceu na cidade de Salvador (BA) e chegou ao Rio de Janeiro na década de 70,
cidade onde iniciou seus estudos e sua jornada profissional.
No ensino médio, optou pela formação tecnológica, formando-se em Geodésia e Cartografia
pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).
Após a conclusão do curso tecnológico, ingressou na Marinha do Brasil, tornando-se militar do
Corpo Feminino da Reserva da Marinha em 1985. Na Marinha especializou-se em maregrafia,
levantamentos batimétricos e confecção de cartas náuticas.
A partir dos anos 80, passou a atuar junto a iniciativa privada, através da empresa Geomap
S/A Estudos Ambientais, dando apoio técnico a levantamentos topográficos, batimétricos e
geofísica marinha, em projetos de Águas rasas e profundas, nos poços de exploração de petróleo
em Macaé.
Em 1995, iniciou os primeiros contatos com SIG (Sistema de Informações Geográficas),
participando de projetos na Prefeitura do Rio, através do LabGeo – PUC-Rio. Neste contexto,
iniciou suas pesquisas com AutoCAD Map (versão 2.0), escrevendo a primeira apostila de
AutoCAD Map em 1997.
No ano 2000, já trabalhava para a Distribuidora Autodesk (PARS), como gerente de produto
de GIS. Nesta fase, participava diretamente de treinamentos no Brasil e no exterior, treinava
revendedores de AutoDesk Map do Brasil, e desenvolvia projetos pilotos para clientes grandes
contas. Neste mesmo ano lançou seu primeiro livro: Explorando as Ferramentas de
Mapeamento do AutoCAD Map.
No segundo semestre de 2000, ingressou na universidade optando pelo curso de
Licenciatura em Geografia. Neste mesmo ano, passou a atuar como Coordenadora de projeto
de SIG, junto ao TECGRAF Puc-Rio, onde esteve a frente de projetos como Mapa de
Sensibilidade Costeira (CENPES) e SIGMA (Infraero).
Em 2003, fundou a GEODATA Informática, empresa prestadora de serviço em consultoria de
projetos e treinamento.
Em 2004, concluiu curso de SIG pelo INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais) e iniciou projeto
autônomo de SIG Rural para o município de Duas Barras (RJ), no qual redigiu um artigo sobre o
tema e expôs trabalho na 1º ECO – UERJ.
Em 2006 iniciou curso de especialização(Latu Senso), em Análise Ambiental e Gestão do
Território, pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas, onde desenvolveu monografia na
Área de Turismo em Áreas Rurais, com o título: Análise da Vocação Turística – o caso de Duas
Barras (RJ).
Hoje, atua no mercado como consultora em projetos de SIG e treinamentos na linha
GEOESPACIAL da Autodesk.
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Contato:
Katia.goes@katiagoes.com
Katia.goes@ig.com.br
Portal: www.katiagoes.com
Blog: http://katiageo.blogspot.com/
Capítulo 1 – Conceitos Básicos e
Projetos
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SUMÁRIO
CAPÍTULO 1 – CONCEITOS BÁSICOS E PROJETOS 11
1.1 – Geoprocessamento e SIG (Base Conceitual) 19
1.1.1 – Fases de Implantação do SIG 19
1.1.2 – Características do SIG 20
1.1.3 – Principais Tipos de dados do SIG 21
1.2 - SIG em AutoCAD Map 23
1.2.1 – Ambientes do AutoCAD Map 23
1.2.2 – Módulos do AutoCAD Map - Task Pane 24
1.2.2.1 - Display Manager 24
1.2.2.2 - Map Explorer 25
1.2.2.3 - Map Book 26
1.2.3 – Manipulando Mapas e Projetos no AutoCAD Map 3D 27
1.2.3.1 - Conceito de Mapa Corrente e Mapa Fonte (Drawing Set) 27
1.2.3.2 - Vinculando Mapa Fonte do Mapa Corrente (projeto) 28
1.2.3.3 - Usando Zoom Extents 32
1.2.3.4 - Usando Quick View 34
1.2.3.5 – Desativando Mapa do Projeto 35
1.2.3.6- Desvinculando Mapa do Projeto 36
1.2.3.7– Drawing Statatistics 38
1.2.3.8 - Drawing Maintenance 39
1.2.3.9 - Drawing Índices 39
1.2.3.10 – Key View 40
Exercícios 1.1: Vinculando Mapas Fonte ao Projeto (Mapa Corrente) 42
Exercícios 1.2: Visualizando mapas vinculados ao Projeto 45
CAPÍTULO 2 – REGISTRANDO SISTEMAS DE COORDENADAS 47
2.1 - Conceitos Básicos 48
2.1.1 – Ciências ligadas a Cartografia 48
2.1.2 – Classificação de Cartas48
2.1.3 – A Esfera Terrestre 49
o Azimute: É o ângulo (medido sobre a superfície terrestre) formado por uma direção
que se deseja orientar e o pólo. 51
2.1.4 – Levantamentos 51
2.1.5 - Escala 53
2.1.5.1 – Classificação 53
2.1.6 – Projeção Cartográfica 54
2.1.6.1 – Desenvolvimento da Esfera 54
2.1.6.2 – Classificação das Projeções 55
2.1.6.3 – Projeção de Mercator 56
2.1.6.4 – Sistema UTM 57
2.2 - Configurando Sistemas de Coordenas em AutoCAD Map 59
2.2.1 - Ajustes na Conversão de Sistemas de Coordenadas 60
2.2.2 - Configuração de Sistemas de Coordenada com AutoCAD Map 62
2.2.3 - Definição de um novo sistema de Coordenadas 66
Exercício 2.1: Registrando um sistema de coordenadas a sessão de trabalho 67
Exercício 2.2 Fixando um sistema de coordenadas em um mapa fonte 68
Exercício 2.3: Criando um novo sistema de coordenadas 71
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CAPÍTULO 3 – IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE ARQUIVOS OUTROS FORMATOS 74
3.1 Importação de Arquivos em AutoCAD Map 76
3.2 – Importação e Exportação de arquivos SHP/ ArcView – ESRI 80
3.3 - Importação e Exportação de arquivos do ArcInfo 81
3.4 - Importação e Exportação de arquivos GML (Geography Markup Language) 83
3.5 - Importação e Exportação de arquivos MIF/MID/TAB (MapInfo) 84
3.6 - Importação e Exportação de arquivos DGN (MicroStation) 86
3.7 – Importação/Exportação de arquivos SDF (Map Guide) 87
Exercício 3.1 : Importando arquivos DGN 90
Exercício 3.2: Importando Arquivos SHP 94
Exercício 3.3: Importando arquivo SHP e transformando o sistema de coordenadas de
geográfica para UTM, durante a importação 96
Exercício 3.4: Exportando arquivo DWG para SHP e transformando sistema de
coordenadas de UTM para geográfica (Lat/Long) durante a exportação. 99
Exercício 3.5 : Exportando arquivo para SDF 101
CAPÍTULO 4 – UTILIZANDO BANCO DE DADOS 103
4.1 - Modelo de Banco de Dados e SGBD 104
4.2 – Usando Banco de Dados no AutoCAD Map: 106
4.2.1 - Bloco Atributo 106
4.2.2 – Object Data 108
4.2.2.1 - Definindo uma tabela Object Data 108
4.2.2.2 – Edição de campo de tabela object data: adicionando, corrigindo e cancelando. 109
4.2.2.3 - Removendo e Renomeando tabelas 110
4.2.2.4 – Vinculando registros de tabelas Object Data 111
4.2.2.5 - Desvinculando registros de tabela Object Data 112
4.2.2.6 - Editando registros de tabelas 112
4.2.2.7 – Gerando link de Bloco Atributo para tabela Object Data automaticamente 114
4.2.2.8 - Vinculando Object Data durante a digitalização 116
4.2.3 – Banco de Dados Externo (External Database) 118
4.2.3.1 – Vinculando e conectando Banco de Dados 120
4.2.3.2 – Desconectando e Desvinculando Banco de Dados 125
4.2.3.3 - Visualizando e Editando Banco de Dados usando Data View 127
4.2.3.4 - Formatando colunas 128
4.2.3.5 - Editando tabelas 130
4.2.3.6 – Linkando registros de banco de dados às feições gráficas do mapa 134
4.2.3.7 - Usando Data View para visualizar Links com banco de dados 141
4.2.3.8 - Exportando tabelas Object Data para Bancos de dados externo 145
4.3.4 – Vinculando Documentos 148
Exercícios 4.1: Criando Tabela Object Data/ preenchendo a tabela durante digitalização.
150
Exercício 4.2: Convertendo tabelas Object Data (arquivos shapes) para banco de dados
externo 154
Exercício 4.3: Convertendo tabelas Object Data (arquivos shapes) para banco de dados
externo(2) 158
13
Exercício 4.4: Importanto arquivos shapes e linkado diretamente no banco de dados externo
160
Exercícios 4.5: Vinculando Documentos a entidades do Mapa. 163
CAPÍTULO 5 – CORRIGINDO MAPAS COM CLEANUP 167
5.1 – Definindo as entidades que serão corrigidas (Select Object) 168
5.2 – Definindo quais os tipos de correção que serão aplicados (Cleanup Action) 170
5.3 – Definindo a forma de correção de entidades (CleanUp Methods) 176
5.4 – Marcação de erros (Error Markers) 177
Exercício 5-1: Corrigindo Erros e preparando base para topologia (base GIS) 178
Exercício 5-2: Trechamento de entidades lineares. 181
CAPÍTULO 6 – TOPOLOGIA 185
O capítulo a seguir tem como principal objetivo conceituar, esclarecer a função e os
diversos tipos de topologias que podem ser construídas no AutoCAD Map 3D. Para
conceituar topologia, foi utilizado textos de Cezar Henrique Barra Rocha. 186
6.1 – Conceito de Topologia 186
6.2 - Vantagens no uso de topologia 188
6.3 - Entendendo topologia no AutoCAD Map: 188
6.3.1- Tipos de Topologia 189
6.3.2 - Criando Topologia 191
6.3.2.1 - Criando Topologia do tipo Node: 191
6.3.2.2 - Criando Topologia do tipo Network 193
6.3.2.3 - Criando Topologia do tipo Polygon 197
6.3.3 – Administrando topologia (Administration) 203
6.3.4 – Visualizando Geometria (Show Topology Geometry) 204
6.3.5 – Editando Topologia (Edit Topology) 205
6.3.5.1 - Editando Topologia do tipo Node (ponto) 206
6.3.5.2 - Editando Topologia do tipo Network (rede)e Polygon (área) 208
Exercícios 6-1: Criando topologia de pontos(Node) 211
Exercício 6-1A - Criando topologia do tipo Nodes para os layers : cemitérios, igrejas,
escolas e hospitais. 211
Exercício 6-1B - Criando topologia - NODE para os layers: Pontos Observados e
Pontos_Observados_Fotos. 212
Exercícios 6-2 - Criando topologia de rede (Network) 213
Exercício 6-2A - Criando topologia de rede para layer Malha_Viária: 213
Exercício 6-2B - Topologia de rede para layer Hidrografia 215
Exercício 6-2C - Criando topologia de rede para layers:Trilha_GPS_Linha 216
Exercícios 6-3: Criando topologia em polígonos (Polygon) 217
CAPÍTULO 7 – CONSTRUINDO CONSULTAS (QUERIES) 223
Este capítulo se destina a esclarecer quais são os tipos e como funciona o processo de
construção de Queries no AutoCAD Map 3D. Queries são muito utilizadas para resgatar ou
recortar uma porção ou um tipo dados especifico do Mapa. 224
14
7.1 – Entendendo o Conceito de Query em AutoCAD Map 224
7.2 – Definindo Pesquisas (Define Query) 225
7.2.1 – Tipos de Critérios de Consultas e Pesquisas (Query Types) 225
7.2.1.1 - Critérios de locação (Location): 226
7.2.1.2 - Critério de Propriedade (Property) 227
7.2.1.3 - Critérios de Data (Data) 228
7.2.1.4 - Critério SQL 229
7.2.2 – Tipos Consultas e Pesquisas (Query Mode) 232
7.2.2.1 - Preview 233
7.2.2.2 - Draw 233
7.2.2.3 - Report 233
7.2.2.4 – Options 233
7.2.3 – Alterando a visualização das entidades geométricas durante a pesquisa (Options)
233
7.2.3.1 - Alter Properties 233
7.3 – Executando Consultas (Run Query) 241
7.4 – Biblioteca de Consultas (Query Library) 241
7.5 – Executando Consultas Externas (Run External Query) 242
Exercícios 7-1: Usando query para extrair layers de mapa fonte 243
Exercícios 7-2 : Transformando objetos do mapa em entidades inteligentes. 245
Exercícios 7-3: Criando Query com base em banco de dados Object Data 248
Exercícios 7-4: Gerando consultas com base em External Database 250
Exercícios 7-5: Criando mapa temático 251
Exercícios 7-6: Usando Query para gerar texto 252
Exercícios 7-7: Usando Query para inserir cota (Z) em curvas de nível 253
CAPÍTULO 8 - ANÁLISE ESPACIAL E GEOGRÁFICA 255
A este capítulo cabe conceituar Analise Espacial e Geográfica e esclarecer como esses
processos se desenvolvem no AutoCAD Map 3D. Serão demonstrados todos os tipos de
analise para topologia do tipo ponto, linha e área. 256
8.1 - Definindo Análise Espacial 256
8.2 - Análise do tipo Buffer 256
8.2.1 - Tipos de Buffers 257
8.2.1.1 - Buffer com Topologia de Ponto 257
8.2.1.2 - Buffer com Topologia de rede 258
8.2.1.3 - Buffer com Topologia de Polígono 258
8.2.2 - Gerando Análise Buffer 259
8.3 - Análise do tipo Overlay 262
8.3.1 - Tipos de análise Overlay 262
8.3.2 - Operações de Análise Overlay 263
8.3.4 - Utilizando Object Data em Análise Overlay 265
8.3.5 – Criando Análise Overlay 266
8.4 Query Topology 268
8.4.1 – Resuldados – Query Topology 269
8.4.2 – Delimitação de Consultas Topológicas 269
8.4.3 - Usando ALTER PROPERTY em consultas topológicas 270
15
8.4.4 - Salvando Consultas Topológicas 270
8.4.5 – Criando Topology Query 270
8.5 - Dissolver 273
8.5.1 – Desmembrando Áreas 273
8.5.2 - Dissolvendo Linhas de Rede (Network Link)274
8.5.3 – Usando Dissolver para desmembrar topologias 275
8.6 Análise de Rede (Network Analysis) 277
8.6.1 - Shortest Path Trace 277
8.6.1.1 - Usando Tempo em análises de percurso 278
8.6.1.2 – Criando Análise de Menor Percurso entre dois pontos (Shortest Path Trace)
278
8.6.2 –Best Route Analysis 281
8.6.2.1 - Usando Tempo em análises de percurso 281
8.6.2.2 - Armazenando a melhor rota 281
8.6.2.3 – Criando o Melhor percurso entre dois ou mais pontos (Best Route) 282
8.6.3 - Flood Trace 284
8.6.3.1 – Usando Analise Flood Trace para testar a integridade da rede. 285
8.6.3.2 – Criando Análise de Inundação (Flood Trace) 285
Exercício 8-1: Usando análise buffer para gerar quadras e áreas de desapropriação 288
Exercício 8-2: Delimitando área de desapropriação 289
Exercício 8-3: Usando analise de rede para identificar o menor percurso entre dois pontos 290
Exercício8-4: Usando analise Dissolver para criar tema Regiões de Governo 292
Exercício 8-5: Utilizando Análise Overlay para identificar trechos da malha viária
prejudicada em caso de transbordamento dos Rios 294
CAPÍTULO 9 – CONSTRUINDO MAPAS TEMÁTICOS 297
9.1 - Mapas Temáticos 298
9.2 - Elementos de um mapa temático 298
9.3 – Mapas temáticos quantitativos 299
9.3.1 - Abordagem ordinal 299
9.3.2 - Abordagem interpolar 300
9.3.3 - Abordagem relacional 301
9.4 - Mapas qualitativos ou nominais 301
9.5 - Técnicas de Simbolização 302
9.5.1 - Mapa de dados Pontuais 302
9.5.2 - Mapa de dados lineares 303
9.5.3 - Mapa de Representações de volume através de linhas 303
9.5.4 - Mapa de dados de áreas 304
9.5.5 - Mapa de dados do tipo superfície 304
9.6 - Cartogramas 305
9.7 - Gerando mapas temáticos em AutoCAD Map 305
9.7.1 - Object Thematic Query 305
9.7.1.1 – Construindo mapas temáticos tipo Object Thematic Query 306
9.7.2 - Topology Thematic Query 310
9.7.2.1 – Construindo mapas temáticos tipo Topology Thematic Query 310
9.7.3 – Construindo mapa temático usando Display Manager 314
Exercício 9-1: Gerando mapa temático baseado em uma tabela Object Data 319
16
Exercício 9-2: Gerando mapa temático baseado em topologia 320
Exercício 9-3: Usando Display Manager para gerar mapa temático 322
CAPÍTULO 10 – UTILIZANDO IMAGENS 324
10.1 - Algumas considerações sobre Imagem 325
10.1.1 - FotoInterpretação 325
10.1.2 - Características das Imagens 326
De acordo com IBAMA(2008), podem ser considerados: 326
10.1.3 - Níveis de Aquisição de Dados 328
10.1.4 - Sistemas Orbitais 328
10.2 - Utilizando Imagens no AutoCAD Map 334
10.2 - Formatos aceitos pelo AutoCAD Map 334
10.3 - Introduzindo Imagem ao Projeto – Via Menu Map 335
10.3.1- Configurando gerenciador de memória 335
10.3.2 – Inserção e Redimensionamento de Imagens 337
10.3.3 – Inserindo Imagem 337
10.3.4 - Configurando o fator de escala da imagem 338
10.3.5 - Unloading e Reloading imagens 339
10.3.6 - Desvinculando imagens 339
10.3.7 Visualizando as propriedades de uma imagem 339
10.3.8 - Modificando o diretório da imagem 339
10.3.9 - Ajustando brilho, contraste e fade 340
10.3.10 - Cortando imagem (Clipping) 340
10.3.11 - Modificando cor e transparência de uma imagem 340
10.4 - Inserindo imagem ao projeto – Via Display Manager 341
10.4.1 – Inserindo imagem através do Display Manager 341
10.5 - Integração AutoCAD Map 3D e Google Earth 342
10.5.1 - Importando Imagens do Google Earth 343
10.5.2 - Importando superfícies do Google Earth 345
10.5.4 - Importando Imagem e superfície do Google Earth 348
10.5.5 - Publicando Dados no Google Earth 349
Exercício 10-1: Inserindo imagem LandSat-5. 352
Exercício 10-2: Recortando Imagens 353
Exercício 10-3: Usando Display Manager para inserir Imagem 354
Exercício 10-4: Inserindo Imagem do Google Earth 355
CAPÍTULO 11 - DISPLAY MANAGER 356
11.1 - Current Map 358
11.2 - Mapa Base (Map Base) 358
11.3 – Adicionando Dados (Add Data) 358
11.3.1 - Acessando Features Sources 359
11.3.1.1 - Tipos de dados Feature Source 360
11.3.2 – Acessando Drawings Objects 374
11.3.2.1 – Tipos de dados Drawings Objects 375
17
11.4 – Estilizando Temas 381
11.4.1 - Criando Estilo em Entidades Pontuais 382
11.4.2 - Criando Estilo em entidades linha 387
11.4.2.1 – Criando mapa temático de entidades tipo linha - veja item 11.4.1.1 388
11.4.3 - Criando estilo em entidades Área. 388
11.4.3.1 – Criando Temático de entidade do tipo área - veja item 11.4.1.1 389
11.4.4 - Escala de Zoom para Layers 389
11.5 – Table - Acessando atributos do layer 390
11.5.1 - Data: Em data selecione o layer que deseja investigar; 390
11.5.2 - AutoZoom : 391
11.5.3 - Auto Scroll: 391
11.5.4 - Apply Filter 392
11.5.5 - JOIN 392
11.5.5.1 - Criando Join 392
11.6 – Group - Organizando Layers 395
11.7 - Bulk Copy 396
11.7.1 - Usando Bulk Copy 397
11.7.2 - Transferindo dados entre conexões 397
11.7.3 – Exportando DWG para ORACLE 400
11.8 - METADATA 403
11.8.1 - Preenchendo Metadados 404
11.9 – Inserindo Legenda 405
Exercício 11-1 – Criando conexão com arquivos de outras plataformas. 406
Exercício 11-2 – Estilizando layers 410
Exercício 11-3 – Preparando para gerar MapBook – Melhorando a aparência do mapa
inserindo temas complementares e Legenda 418
Exercício 11-4: Criando conexão com Banco Oracle 421
CAPÍTULO 12 – PREPARANDO PARA IMPRESSÃO - MAPBOOK 424
12.1 - Criando Modelo do MapBook 425
12.1.1 - Para Criar Modelos: 425
12.1.2 - Identificação das ViewPorts 426
12.1.3 - Placeholds 427
12.1.3.1 - Identificando PlaceHold 427
12.2 – Criando Mapbook 428
Exercício12-1 – Criando MapBook 436
18
Neste capítulo serão visto alguns conceitos básicos na área de Geoprocessamento e SIG e
estrutura de projeto no AutoCAD Map 3D. Para tal, este capítulo se compromete em fazer uma
rápida revisão na literatura, retirados de livros e artigos de autores conceituados da área como
Cezar Barra Rocha (UFJF) e Meneguette (UNESP), com objetivo de ampliar os horizontes do
usuário fornecendo pouco mais de base para compreender o contexto no qual está inserido e
não apenas sequência de passos para o uso da ferramenta. Deste modo, este livro pretende
apenas iniciar o leitor fornecendo dicas de onde se informar mais a respeito dos aqui
abordados.
1.1 – Geoprocessamento e SIG (Base Conceitual)
o GEOPROCESSAMENTO - É o processo informatizado de dados georreferenciados. Utiliza
programas de computador que permitem o uso de informações cartográficas (mapas e
plantas) e informações a que se possa associar coordenadas desses mapas ou plantas.
o SIG/GIS - Geographical Information System – É um conjunto poderoso de ferramentas
para coletar, armazenar, recuperar, transformar e visualizar dados sobre o mundo real para
um objetivo específico. Esta definição enfatiza as ferramentas de GIS: Hardware,
softwares, bancos de dados e Sistemas de Gerencia de banco de Dados (Burrough &
McDonnel apud Rocha 2000).
o Sistema de Informações Geográficas – SIG é um sistema com capacidade para aquisição,
armazenamento, tratamento, integração, processamento, recuperação, transformação,
manipulação, modelagem, atualização, análise, e exibição de informações digitais
georreferenciadas, topologicamente estruturadas, associadas ou não a um banco de dados
alfanuméricos (Rocha, 2000).
1.1.1 – Fases de Implantação do SIG
Um SIG fornece os meios através do qual a informação geográfica pode ser usada para
uma grande variedade de aplicações e por usuários com muita diversidade de habilidades. Para
que esses dados possam ser usados no processo de tomada de decisão, sua qualidade deve ser
conhecida fidedignamente (Aronoff apud Rocha, 2000).
Organizações públicas encarregadas da produção e disseminação da informação
geográfica devem estar cientes das questões de responsabilidade que podem surgir quando seus
dados são usados. É o gerenciamento de uma estrutura SIG que determinará a qualidade da
informação e a extensão de sua distribuição. Para isso ele apresenta uma estrutura para
implementação, a qual é considerada como todo o processo de transferênciade tecnologia, desde
quando uma organização se torna consciente da tecnologia SIG, até quando esta é adotada. A
“adoção” é usada por ele para significar que uma organização incorporou o SIG em suas
19
operações e usa-lo regularmente quando apropriado ‘as suas atividades diárias (apud Meneguette,
2004).
1. Conscientização: as pessoas dentro da organização se tornam cientes da tecnologia
SIG e seus benefícios;
2. Desenvolvimento dos requisitos do sistema: a idéia que um SIG poderia beneficiar
a organização é reconhecida e em seguida é definido um processo de coletar
informações sobre a tecnologia e reconhecimentos dos usuários potenciais e suas
necessidades.;
3. Avaliação do sistema: sistemas alternativos são propostos e avaliados. No final desta
fase, uma decisão deve ser feita positiva ou negativamente quanto a aquisição do SIG;
4. Desenvolvimento de um plano de implementação: Em seguida deve ser
desenvolvido um plano para adquirir o equipamento necessário e pessoal
especializado, fazer mudanças organizacionais e financiar o processo;
5. Aquisição do sistema e inicialização: Uma vez executada a etapa anterior, a criação
da base de dados deve ser iniciada e os procedimentos de operacionalização devem
começar a ser processados. A criação da base de dados é a parte tem o maior custo
no processo de implementação. A fim de manter a integridade da informação, é
importante criar mecanismos para observar a qualidade dos dados que estão sendo
produzidos e quais os processos de atualização que serão adotados para a atualização
dos mesmos;
6. Fase Operacional: Nesta fase procedimentos são desenvolvidos para manter a
estrutura SIG e os serviços de melhorias do hardware e software, de forma que este
continue a dar suporte às necessidades. Questões operacionais, relativas às
responsabilidades da estrutura SIG, prover serviços necessários e garantir padrões de
desempenho, tornam-se mais proeminentes. Para Arnoff (1989) a atenção deve ser
focalizada no componente mais oneroso de implantação do SIG, ou seja, a base de
dados, a qual representa 75% ou mais do montante total. A construção da base de
dados comumente custa de 5 a 10 vezes o preço de hardware e software somados.
1.1.2 – Características do SIG
Um SIG deve reunir as seguintes características:
20
Ter capacidade para coletar e processar dados espaciais obtidos a partir de fontes
diversas, tais como: levantamento de campo (incluindo o sistema GPS), mapas existentes,
fotogrametria, sensoriamento remoto e outros;
Ter capacidade para armazenar, recuperar, atualizar e corrigir os dados processados de
uma forma eficiente e dinâmica;
Ter capacidade para permitir manipulações e a realização de procedimentos de análise
dos dados armazenados, com possibilidade de executar diversas tarefas, tais como, alterar
a forma dos dados através de regras de agregação definidas pelo usuário, ou produzir
estimativas de parâmetros e restrições para modelos de simulação e gerar informações
rápidas a partir de questionamentos sobre os dados e suas inter-relações;
Ter capacidade para controlar a exibição e saída de dados em ambos os formatos, gráfico
e tabular (Rocha, 2000).
1.1.3 – Principais Tipos de dados do SIG
Os Dados utilizados em SIG podem ser divididos em dois grandes grupos: dados gráficos,
espaciais ou geográficos, que descrevem as características geográficas da superfície (forma e
posição) e dados não gráficos, alfanuméricos ou descritos, que descrevem os atributos destas
características.
Dados Espaciais - Existem basicamente duas formas distintas de representar dados espaciais em
um SIG: Vetorial (Vector) e Matricial (Raster).
Vetorial: Os mapas são abstrações gráficas nas quais linhas, sombras e símbolos são
usados para representar as localizações de objetos do mundo real. Tecnicamente falando,
os mapas são compostos de pontos, linhas e polígonos. Internamente, um SIG representa
os pontos, linhas e áreas, como conjunto de pares de coordenadas (X,Y) ou (Longitude,
Latitude). Os pontos são representados por apenas um par. Linhas e áreas são
representadas por seqüências de pares de coordenadas, sendo que nas áreas o último par
coincide exatamente com primeiro.
Desta forma, são armazenadas e representadas no SIG as entidades do mundo real são
representáveis graficamente, no modelo vetorial. Esta forma de representação é também
utilizada por softwares CAD e outros. No entanto, o SIG precisa ser capaz de extrair mais
resultados destas informações. Deve ser capaz, por exemplo, de determinar se a
edificação está totalmente contida no lote e de indicar qual é o lote que contém o registro
de água. Para isto, os SIG’s contam com um conjunto de algoritmos que lhes permitem
analisar topologicamente as entidades espaciais.
21
Matricial: O outro formato de armazenamento interno em uso pelos SIG’s é o formato
matricial ou Raster. Neste formato, tem-se uma matriz de células, às quais estão
associados valores, que permitem reconhecer os objetivos sob a forma de imagem digital.
Cada uma das células, denominada pixel, é endereçável por meio de suas coordenadas
(linha, coluna). É possível associar o par de coordenadas da matriz (coluna, linha) a um par
de coordenadas espaciais, (X,Y) ou (Longitude, latitude). Cada um dos pixels está
associado a valores. Estes valores serão sempre numéricos inteiros e limitados,
geralmente entre 0 e 255. Os valores são utilizados para definir uma cor para apresentação
na tela ou na impressão. Os valores dos pixels representam uma medição de alguma
grandeza física, correspondente a um fragmento do mundo real. Por exemplo, em uma
imagem obtida por satélite, cada um dos sensores é capaz de captar a intensidade de
reflexão de radiação eletromagnética sobre a superfície da Terra em uma específica faixa
de freqüências. Quanto mais alta a reflectância, no caso, mais alto será o valor do pixel.
Dados Alfanuméricos: Os dados alfanuméricos ainda podem ser subdivididos em dois tipos:
Atributos dos Dados Espaciais;
Atributos georreferenciados.
Atributos dos Dados Espaciais - São os atributos que fornecem informações descritivas
acerca das características de algum dado espacial. Estão ligados os elementos espaciais
através de identificadores comuns, normalmente chamados de geocódigos, que estão
armazenados tanto nos registros alfanuméricos como nos espaciais.
Podem fornecer informações qualitativas ou quantitativas associadas às feições espaciais
pontos, linhas ou áreas representadas na base de dados. Um exemplo da feição ponto
seriam os postes de uma concessionária de energia. Pode-se ter um arquivo de atributos
alfanuméricos com informações do tipo de poste, material, diâmetro, estado de
conservação, etc. No caso de linhas, tem-se o exemplo de uma rede de abastecimento de
água, que permitiria um arquivo associado com informações sobre o tipo de rede, material,
diâmetro, vazão: ou o caso de uma estrada, com informações do número de faixas,
condições do pavimento e número de acidentes em cada trecho.
Análises do tipo: mostre-me todos os postes de concreto, todas as redes de determinado
diâmetro ou vazão, ou número de acidentes por trecho de estrada, são facilmente
executadas pelo SIG.
22
Atributos Georreferenciados - Como o próprio nome diz, são dados onde a preocupação
é apenas georreferenciar alguma característica específica, sem descrever as suas feições
espaciais.
Como exemplo tem-se os relatórios de acidentes de uma estrada, que estão associados à
estrada, ou os relatórios de crimes, associados por delegacia ou bairro. Neste caso, a
entidade estrada não poderia ser dividida em trechos com mais ou menos acidentes, como
no exemplo do item anterior. Estes dados são armazenados e gerenciados em arquivos
separados,sendo associados à base espacial através de registros (Rocha, 2000).
1.2 - SIG em AutoCAD Map
O software AutoCAD® Map 3D, a principal plataforma do sistema de informações
geográficas (SIG) para criar e gerenciar dados espaciais, preenche a lacuna entre sistemas CAD e
SIG, ao fornecer acesso direto aos dados. O AutoCAD® Map 3D possibilita o uso de ferramentas
do AutoCAD® para gerenciar uma ampla variedade de projetos e informações geoespaciais
(Autodesk, 2009).
Em AutoCAD Map, entende-se como projeto, o ambiente onde são realizadas edições,
consultas, análises, links com banco de dados, links com outros projetos e configurações de
usuários que acessam o projeto. As configurações do projeto ficam armazenadas dentro do
arquivo DWG para que todas as vezes em que o arquivo de projeto for aberto, as conexões e os
links, inclusive externos, sejam acionados automaticamente. Um projeto pode incluir os seguintes
elementos:
Mapas (outros projetos) agregados ao projeto (Drawing Set);
Banco de Dados (External DataBase);
Visualização do Banco de Dados Externo (Data View);
Pesquisas pré-construídas (Save Queries);
Definição de modo de visualização de dados (Key View);
Definição de chaves para banco de dados (Link Template);
Tabela de Símbolos(Table Symbol);
Tabelas Object Data;
Documentos agregados como fotos, tabelas, apresentações,etc;
Imagem georreferenciada.
1.2.1 – Ambientes do AutoCAD Map
Trabalhar com projeto exige organização. Portanto, antes de iniciar é necessário fazer uma lista
dos arquivos vetoriais (mapas), bancos de dados, documentos tais como: fotos, textos e planilhas,
23
que farão parte do projeto e organiza-los em diretórios. Posteriormente, estes arquivos e diretórios
serão configurados no AutoCAD Map para toda vez que o projeto for solicitado, os dados sejam
disponibilizados automaticamente. Cada vez que um diretório é renomeado ou um dado é
modificado de lugar, o AutoCAD Map perde o mapeamento das informações. Desta forma, vale a
pena perder um tempo organizando o nome dos diretórios e a distribuição dos dados para evitar re-
trabalho no futuro.
Você pode utilizar as ferramentas de Customize User Interface (CUI) para personalizar o
AutoCAD Map 3D criando diversos ambientes de trabalho. Entretanto, as versões mais recentes já
disponibilizam predefinidos pelo menos 3 configurações de ambiente de trabalho.
Cada ambiente mostra um conjunto diferente de comandos e barras de ferramentas. Você
pode alternar entre o mapa 3D para Geospatial trabalho (o padrão) e do Mapa 3D Desenhos (para
ver comandos adaptados às DWG objetos). Se você está acostumado com os menus das versões
anteriores, pode utilizar Map Classic.
MAP 3D For Geospatial – Preparado para trabalho padrão de SIG, configurado para
utilizar com fontes de dados externos como banco de dados espacial tipo Oracle, arquivos
SHP, imagens ikonos, banco de dados alfanuméricos, dentro outros.
MAP 3D For Drawing - personalizada para criar mapas. Possui ferramentas de edição;
MAP Classic – Possui as ferramentas do AutoCAD Map Clássico. Portando ferramentas
para edição e acesso a dados externos, incluindo o AutoCAD menu.
Independentemente do ambiente que selecionar para trabalhar muitos dos menus
AutoCAD Map 3D e AutoCAD comandos estão disponíveis, através da tecla de atalho,
disponível na tecla direita do mouse.
Nota: para mudar a área de trabalho clique em Menu Exibir / Barra de ferramentas Layout.
1.2.2 – Módulos do AutoCAD Map - Task Pane
O Painel de Tarefas (Task Pane), é um menu com estrutura de painel que dá acesso aos principais
módulos do AutoCAD Map 3D: Display Manager, Map Explorer e Map Book.
1.2.2.1 - Display Manager
Funciona como integrador de dados externos, onde ficam disponíveis ferramentas de
visualização capazes de criar layers com estilos tipo: espessura, cor, símbolos, temáticos, etc. com
base em entidades geométricas (ponto, linhas, polígonos), alfanuméricas (banco de dados e
atributos) e matricial (Imagens e DTM).
Os layers são provenientes de dados criadas como Features Layers ou em Object Data
Layers.
24
Features layer – são layers criados a partir de informações cuja fonte de dados é banco
de dados geoespacial como Oracle, SQL, MySql, etc.
Object Drawing Layers - São layers criados a partir de entidades de desenho ou do
mapa.
Figura 1-1
Neste módulo vale ainda ser citados:
Acesso direto a dados externos sem necessidade de realizar importações, evitando assim
replicagem de dados e aumento no tamanho do arquivo DWG;
Acesso direto a banco de dados oracle, arquivos ESRI, Imagens e outros, potencializando o
projeto no AutoCAD Map;
Ferramentas de transferência de dados entre conexões distintas;
Utilização de escala de visualização;
Superposição de estilos;
Transparência de layers do tipo área;
Classificação de imagens.
1.2.2.2 - Map Explorer
Este módulo é mais apropriado para realizar processos de edição, tratamento e conversão
da base de dados geográfica e alfanumérica. As bases geográficas tratadas neste módulo,
25
normalmente são desenhos ou mapas em CAD, muitas vezes sem nenhuma preocupação com
normas cartográficas. Da mesma forma, neste estágio a base alfanumérica encontra-se
armazenadas em tabelas do Excel sem nenhum tipo de preocupação com regras de banco de
dados. Usando recursos do Map Explorer estas bases se tornarão bases inteligentes com
geometria e atributos vinculados, própria de uma base de dados SIG (Sistema de Informações
Geográfica). Neste local também ficam armazenadas ferramentas para: digitalizar informações,
para manipular banco de dados, gerar links, criar
topologias e gerar análises espaciais e
geográficas.
Figura 1-2
Em Map Explorer residem ferramentas como: acesso a outras mapas, criação de topologia,
construção de bancos de dados do tipo Object Data, inserção de imagem do Raster, geração de
consultas e correção de base de dados com Clean Up.
1.2.2.3 - Map Book
É o módulo do AutoDesk Map onde são criados os mapas ou coleções do tipo atlas,
que serão poderão ser plotados futuramente. Os mapas são criados de forma automática
com base na aparência estabelecida no modulo Display Manager.
26
Figura 1-3
Neste módulo os mapas para plotagem (layout) se dividem formando um grande mapa
articulado, que podem ser apresentados em cada página separada. Você pode publicar livros
no mapa de uma variedade de formatos, tanto para impressão e para visualização online.
1.2.3 – Manipulando Mapas e Projetos no AutoCAD Map 3D
1.2.3.1 - Conceito de Mapa Corrente e Mapa Fonte (Drawing Set)
Em projetos de SIG é muito comum utilizar vários mapas para compor um projeto ou ainda
criar um projeto com base em composições de outros projetos preexistentes. Esses projetos, com
freqüência, têm configurações de limites de coordenadas, sistema métrico e ainda sistema de
coordenadas distinto entre si. Neste caso, o AutoCAD Map trata a conversão automática de
sistemas para configuração do projeto atual, mantendo a integridade do projeto original (mapa
fonte).
Mapa Corrente (projeto atual) é o mapa corrente ou o mapa que está sendo construído
atualmente.
27
Mapa Fonte (projeto(s) agregado(s)) é o um mapa ou projeto preexistente, que esta
vinculada ao projeto, para ser utilizado pelo projeto atual ou corrente. Estes mapas ou
projetos ficam vinculados ao projeto atual sobre a condição de XREF (bloco).
1.2.3.2 - Vinculando Mapa Fonte do Mapa Corrente (projeto)
Com AutoCAD Map é possível trabalhar com mais de um mapa ao mesmo tempo e
recortar somente a parte do mapa que será utilizada pelo projeto corrente. Ao trabalhar com
múltiplos mapas normalmente é necessário desempenhar duas operações básicas: visualizar os
mapas fonte e posteriormenterecortar a parte de interesse. A criação deste novo mapa poderá ser
realizada de diversas formas:
A forma mais simples é recortar a área de interesse usando ferramentas CAD ou GIS e
A forma mais sofisticada é realizar o recorte através de execução de uma pesquisa,
gerando uma consulta de forma que seja possível resgatar entidades através de seus
atributos geométricos ou ainda através de seu atributo alfanumérico armazenados em
bando de dados.
Ao vincular os mapas a área de trabalho, estes arquivos podem ficar ativos ou inativos. Deste
modo, é importante ressaltar que se o objetivo da vinculação for construir um novo mapa utilizando
ferramentas de Query, então os mapas fontes deverão estar ativados, já que o AutoCAD Map não
realiza queries em mapas inativos.
Outro ponto interessante que merece ser comentado é o fato de um mapa fonte poder ser
compartilhado por mais de um usuário simultaneamente. Ao vincular um mapa ao projeto, o
AutoDesk criar um arquivo, no mesmo diretório, com extensão DWK (Lock) que indica que o
arquivo está sendo utilizado.
Adicionando Mapas Fonte no projeto:
Existe 3 formas de vincular mapas fonte ao projeto atual em AutoCAD Map:
Manu Map
Map Explorer
Drag and Drop para Map Explorer
Vinculando mapas via Menu Map
1. Entre menu Map – Drawing – Define and Modify Drawing Set;
2. Na caixa de diálogo Define/Modify Set, clique em Attach;
3. Em seguida clique no ícone Create and Edit Aliases, a direita da lista Look In;
4. Na caixa de diálogo Alias Administration, em Alias Drive Details, preencha a caixa de texto
com ProjetoDuasBarras para Alias Drive. Não pode haver espaço entre os nomes
28
5. Na caixa de Texto Actual Path, Use Browse para localizar o diretório c:/Duas_Barras;
Figura 1-4
6. Clique OK;
7. Clique Add;
8. Clique Close;
9. Na Caixa de diálogo Select Drawing to Set, verifique a lista Look In;
10. Clique em arquivos, em seguida DWG para verificar os mapas disponíveis;
11. Selecione um arquivo na lista e em seguida pressione o botão ADD;
12. Selecione os demais mapas clicando com o primeiro e em seguida com a tecla shift
pressionada clicando no último para selecionar todos de uma única vez;
13. Clique OK para finalizar esta etapa;
29
Figura 1-5
14. Na caixa de diálogo Define Modify Drawing Set, lista os mapas selecionas;
15. Clique no mapa Duas Barras e em seguida o botão Drawing Settings;
16. A caixa de diálogo Drawings Settings, possibilita fazer algumas configurações antes do
mapa ser adicionado ao projeto corrente;
Em Simple Transformation – é possível modificar escala, rotação e ponto de inserção;
Na caixa Save Back Extents, mostra os limites do mapa;
17. Na caixa Active Drawing, corra com a barra de rolamento para a direita para verificar a
informação sobre sistema de coordenadas;
18. Clique Close para sair desta opção;
Figura 1-6
19. Retornando a caixa de diálogo Define/Modify Drawing Set, clique OK para vincular os
mapas;
20. Observe no Map Explorer os mapas vinculados ao projeto baixo do diretório Drawings.
30
Vinculando mapas via Menu Map Explorer
1. Em Map Explorer clique com tecla direita do mouse sobre o diretório Drawing;
2. No menu de atalho selecione a opção Attach;
3. Desta opção para adiante o processo se repete conforme mostrado no anterior.
Figura 1-7
Vinculando mapas usando Drag and Drop
Usar este método só é possível quando já se utilizou anteriormente o método via Menu
Map ou via Map Explorer, visto que o programa pergunta, durante o processo de vinculação do
mapa, qual o drive alias que o mapa deverá ser associado.
1. Abra a pasta do diretório que contém o mapa de interesse;
2. Posicione-o ao lado da janela principal do AutoDeskMap;
3. Arraste o arquivo DWG do mapa sobre o diretório Drawing do Map Explorer e depois;
31
4. Solte o arquivo;
Figura 1-8
5. Quando existir mais um drive alias, o programa pergunta a qual Alias Drive o mapa deve ser
vinculado;
Figura 1-9
6. Selecione o drive e em seguida pressione OK.
32
1.2.3.3 - Usando Zoom Extents
Utilize o comando Zoom Extents para identificar o limite de cada mapa vinculado ou limite
de todos os mapas vinculados ao projeto. Para visualizar o mapa vinculado ao projeto utilizamos
comando Quick View, que será visto logo adiante.
O comando Zoom Extents pode ser solicitado de dois lugares distintos: Via Menu Map ou
via Map Explorer.
Usando Zoom via Menu Map
1. Entre Map – Drawings – Zoom Drawing Extents;
2. Na caixa de diálogo Zoom Drawing Extents, selecione o mapa que deseja visualizar o
limite ou OK para visualizar todo a área.
Figura 1-10
Usando Zoom via Map Explorer
1. Clique com a tecla direta do mouse sobre a mapa e selecione o comando Zoom extents.
Se desejar selecionar todos os mapas clique no primeiro e com a tecla shift pressionada
clique no último mapa da lista e em
seguida solicite o comendo Zoom
extents.
33
Figura 1-11
1.2.3.4 - Usando Quick View
O comando Quick View, é diferente do Zoom Extents porque mostra o conteúdo do mapa
vinculado ao projeto. Ele traz o mapa para a tela do computador, sob forma de bloco (XREF),
possibilitando assim visualizar as entidades que o compõe. Utilizando Quick View é possível
realizar comando como Zoom e Pan, mas não é possível editar o mapa. Após executar um Quick
View é necessário executar Zoom Extents para visualizar o mapa.
Existem duas formas distintas de aplicar o comando: Via menu Map ou Via Map Explorer.
Usando Quick View via Menu Map
1. No Menu Map - Drawing – Quick View Drawings;
2. Na caixa de diálogo Quick View Drawing, selecione o mapa e em seguida pressione OK;
3. Caso desejar verificar todos os mapas vinculados, selecione o primeiro mapa e em seguida o
último mapa da lista e em seguida pressione OK.
34
Figura 1-12
Usando Quick View via Map Explorer
1. Clique com a tecla direita sobre o mapa que deseja visualizar e execute o comando Quick
View. Caso desejar verificar todos os mapas, clique no primeiro mapa e com a tecla shift
pressionada, clique no último mapa;
2. Em seguida clique no comando Quick View disponível no menu de atalho.
Figura 1-13
1.2.3.5 – Desativando Mapa do Projeto
Este comando desliga o módulo de visualização mantendo na sessão de trabalho.
Desativando Mapa do Projeto via Menu Map
1. Entre no Menu Map – Drawing – Define/Modify Drawing Set;
2. Na caixa de diálogo Define/Modify Drawing Set, selecione o mapa que deseja desativar;
3. Em seguida pressione o botão Deactivate;
35
4. Observe que o stutus do mapa muda para NO na coluna Active.
Figura 1-14
Desativando Mapa do Projeto via Map Explorer
1. Clique no mapa que deseja desativa;
2. Em seguida clique com tecla direita do Mouse para abrir o menu de atalho;
Selecione o comando Deactivate.
Figura 1-15
36
1.2.3.6- Desvinculando Mapa do Projeto
Este comando desvincula o mapa do projeto, retirando da sessão de trabalho.
Desvinculando Mapa do Projeto via Menu Map
1. Entre no Menu Map – Drawing – Define/Modify Drawing Set;
2. Na caixa de diálogo Define/Modify Drawing Set, selecione o mapa que deseja
desvincular;
3. Em seguida pressione o botão Detach.
4. Observe que o mapa desaparece da lista de mapas disponíveis no projeto.
Figura 1-16
Desvinculando Mapa do Projeto via Map Explorer
1. Selecione o mapa que deseja desvincular;
2. Em seguida clique
com a tecla direita do
mouse;
3. Ao abrir o menu de atalho,
selecione o comando
Detach.
4. Observe que o mapa
desaparece da
lista de mapas
disponíveis.
37
Figura 1-17
1.2.3.7– Drawing Statatistics
Disponibiliza informações sobre todos os mapas ativos no projeto.
Objects Counts – Informa numero e tipo de objetos do mapa fonte;
Figura 1-18
Symbols Tables
Disponibiliza a tabela de símbolos e seus valore para cada mapa selecionado. Tabela de
símbolos inclui blocos, camadas, tipo de linha, estilo de texto.
38
Figura 1-19
Object Data – Para cada mapa disponibiliza informaçõessobre:
Link Templates
Tabelas Object
Atributos
Figura 1-20
Features Classes – Informa se o mapa está usando features Classes e o número de features
Classes para cada mapa.
Figura 1-21
1.2.3.8 - Drawing Maintenance
Use esta caixa de diálogo para remover e verificar Lock de mapas, criar índices e verificar
quem são os usuários que estão utilizando os mapas.
39
Figura 1-22
1.2.3.9 - Drawing Índices
Esta opção existe para facilitar a execução de queries. Como os Índices aumentam o
tamanho físico do projeto, a solução alternativa é criar índices somente para as queries mais
utilizadas, identificando na caixa de diálogo quais tipos de index deseja que o sistema crie.
Figura 1-23
40
1.2.3.10 – Key View
Quando se trabalha com múltiplos mapas fonte, geralmente cada mapa traz uma informação
specífica. O somatório de todas essas informações específicas de cada mapa é que formará o
projeto em construção (projeto corrente). Quase sempre, o mapa fonte traz diversas outras
informações que não interessa ao projeto, obrigando utilizar recursos para desligar layer, mudança
na escala de aproximação, etc. A ferramenta Key View atua na como uma espécie de filtro,
definindo a forma como o mapa fonte deve ser visto, ou seja, da forma como será consultado.
Ex: Utilizar o mapa do município de Duas Barras com objetivo de retirar do mapa a
informação sobre a malha viária estadual.
Definindo Key View
1. Execute Quick View e Zoom Extent na área de interesse;
2. Utlize Zoom Window para deixar o mapa na escala que deseja que ele seja visto;
3. Utilize o comando Dist para medir o tamanho da janela de interesse. A distância não
define o tamanho do Zoom, mas o espaço onde deverá conter informações;
4. Meça a distancia do canto inferior esquerdo ao canto inferior direito e reserve o valor para
ser usado mais adiante;
Figura 1-24
5. Entre no menu Map – Drawing – Define Key View;
41
6. Na caixa de diálogo Define Key View, no campo Width, preencha com a distância Medida
no passo 4;
7. No campo Layer digite o nome dos layers que deseja visualizar. Use a vírgula quando
houver mais de um ou pressione o botão layers e escolha os layers de interesse com a
tecla CTRL pressionada;
8. Após realizar as escolhas digite OK para retornar para caixa de diálogo principal;
Figura 1-25
9. Pressione OK novamente para finalizar a configuração.
42
Figura 1-26
10. Para editar a configuração pressione EDIT;
11. Após reeditar pressione Update para finalizar;
12. Pressione OK novamente para finalizar.
Visualizando Key View
1. Execute Quick View e Zoom Extents em todos os mapas disponíveis no projeto;
2. Entre no Menu Map – Drawing – Show Key View;
3. Ao abrir a caixa de diálogo Show Key View, selecione o botão Window e faça uma janela
na área de interesse. Observe que todos os temas indesejáveis são desligados;
4. Utilize os outros comandos visualização para navegar o mapa;
5. Utilize Regen para limpar a tela.
Exercícios 1.1: Vinculando Mapas Fonte ao Projeto (Mapa Corrente)
Neste exercício serão vinculados ao projeto os mapas Alem_Paraíba.dwg, Cordeiro.dwg,
Cantagalo.dwg e DuasBarras.dwg, que formam criados durante exercício de conversão de
arquivos realizados no exercício 5 do capítulo 3. O mapa Duas_Barras.dwg, desenvolvido no
exercício 7 também do capítulo 3, será utilizado como mapa base para dar continuidade aos
exercícios deste capítulo.
Drive Alias – é o nome dado ao atalho ou percurso que o sistema operacional percorre para
localizar o diretório de seus arquivos, ou seja, refere-se ao mapeamento de diretórios.
1. Crie um arquivo novo e nomeie como Duas_Barras1-1.dwg;
2. Entre no menu: Map – Drawings – Define/ Modify Drawing Set;
3. Na caixa de diálogo Define /modify Drawing Set, selecione a opção Attach;
4. Clique no ícone, localizado à direita da lista de diretório Look in, Create/Edity Aliases;
43
Figura 1-27
5. Na caixa de diálogo Alias Administration, em Aliases Details, preencha o campo Drive
Alias, fornecendo um nome para o drive, onde estão armazenados os mapas que serão
utilizados durante o projeto. Para este exercício, preencha o Alias Drive como DuasBarras
(não pode ter conter espaços entre os nomes);
6. Em Actual Path, preencha com o caminho que o sistema deve fazer para localizar seus
mapas ou use Browser para localizá-lo de forma mais eficaz.
Figura 1-28
7. Clique OK para concluir esta etapa;
8. Clique ADD para adicionar o Drive Alias criado as opções de Drive List;
44
Figura 1-29
9. Pressione Close para sair da opção;
10. Retornando a tela anterior, clique na lista para selecionar o drive que você acabou de criar;
Para Criar Drive Alias via Map Explorer
1. Clique com a tecla clique com a tecla direita do mouse sobre Drawing;
2. No menu de atalho selecione o comando Attach;
3. Caso não tenha criado o drive no exercício anterior, selecione a opção Create Alias Drive e
crie o drive Projetos_DWG.
Para Vincular projetos
4. Na caixa de diálogo Select Drawings to Attach, em Look in, selecione o Drive alias; criados
em exercícios anteriores – Projeto_DWG;
5. Em Projeto_DWG, entre em cada um dos diretórios dos municípios e selecione as seguintes
cartas em respectivos subdiretórios;
6. Selecione os arquivos do tipo DWG disponíveis: Alem_Paraíba, Cantagalo, Cordeiro, Duas
Barras e Sapucaia:
Alem_Paraiba_Total.dwg;
Cantagalo.dwg;
Cordeiro.dwg;
DuasBarras.dwg.
7. Após selecioná-los clique em ADD;
45
Figura 1-30
8. Em seguida pressione OK para concluir esta etapa.
Exercícios 1.2: Visualizando mapas vinculados ao Projeto
1. Em Map Explorer, observe os dois mapas disponíveis como subdiretórios de Drawings;
2. Clique no primeiro mapa da lista e em seguida pressione a tecla direita do mouse para
abrir o menu de atalho;
3. No menu de atalho selecione o comando Zoom Extents,
4. Execute um comando de Quick View para se aproxima da área do mapa;
5. Selecione o segundo da lista de mapas disponíveis e faça o mesmo procedimento;
6. Clique com tecla direita para abrir o menu de atalho;
7. No menu de atalho selecione novamente o comando Quick View;
8. Selecione os dois mapas do diretório Drawing de uma única vez;
9. Com a tecla direita do mouse abra o menu de atalho e selecione o comando Zoom
Extents.
Figura 1-31
46
47
Capítulo 2 – Registrando
Sistemas de Coordenadas
48
Este capítulo se destina a citar conceitos sobre Sistemas de Coordenadas, Projeções,
Datuns, diferença entre mapas e cartas e tipos de mapas, além de e como este conceitos se
processam dentro do AutoCAD Map 3D. Para sustentar as conceitos citados, foram utilizados
textos do livro de Ceurio de Oliveira e outros materiais disponíveis na pagina do IBGE, assim como
trechos de textos das apostilhas da curso técnico de Geodésia e Cartografia.
2.1 - Conceitos Básicos
Cabe ao Cartógrafo encontrar a melhor forma de representar uma superfície esférica
(Terra) em um plano (carta), produzindo menor quantidade de erros dentro da finalidade
pretendida. A única forma de projetar uma superfície esférica é desenvolvendo esta sobre uma
outra superfície e fazer uso de modelos matemáticos para a representação. Estes modelos
matemáticos são compostos por parâmetros, como elipsóide, datum, sistema de coordenadas etc.
A fim de facilitar o entendimento do usuário, este capítulo destina-se a esclarecer alguns
conceitos básicos da cartografia para facilitar a compreensão durante a configuração dos
parâmetros das projeções que serão tratados ao longo deste capítulo.
2.1.1 – Ciências ligadas a Cartografia
o Cartografia - Ciência de organização de cartas terrestres, marítimas e aéreas de
qualquer espécie, abrangendo todas as operações, desde os levantamentos iniciais do
terreno até a impressão definitiva das mesmas. (ONU- 1949). Não é ciência nem uma arte,
mas é, sem dúvida, um método científicoque se destina a expressar fatos e
fenômenos observados na superfície da Terra, e, por extensão, na de outros astros,
como a Lua, Marte, etc., através de simbologia própria.
o Geodésia - Ciência aplicada que estuda a forma da Terra.
o Topografia - Ciência aplicada que determina a forma, dimensão e posicionamento de uma
porção limitada da Terra.
o Fotogrametria - Divisão da topografia, que realiza levantamentos de pontos através de
fotografias (Novaes, 1985)
2.1.2 – Classificação de Cartas
Há uma tendência no Brasil, em empregar o termo mapa quando se trata de documento
mais simples ou mais diagramático. Ao contrário, o documento mais complexo, ou mais detalhado,
tende à denominação de carta.
Mapa - Representação gráfica da Terra nos seus aspectos geográficos naturais ou artificiais - que
se destinam os fins culturais e ilustrativos.
49
Exemplos:
Mapas Gerais - Mapa Mural escala de 1:5.000.000.
Mapas Especiais - Mapas meteorológicos e mapas demográficos
Mapas Temáticos - Mapas geológicos e mapas geomorfológicos
Carta - Representação dos aspectos naturais e artificiais da Terra destinados a fins práticos da
atividade humana, permitindo a avaliação precisa de distâncias, direções e a localização
geográfica de pontos, áreas e de detalhes.
Exemplos:
Carta Cadastral – Cartas da IplanRio (Escala grande)
Carta Topográfica – Carta da Cidade do Rio de Janeiro (Escala Media)
Carta Geográfica – Mapa de estado de São Paulo (Escala pequena)
Carta Náutica - Para fins especificamente náuticos
Carta Aeronáutica - Para fins especificamente aeronáuticos
Atlas - Coleção ordenada de mapas, com o objetivo de representar um espaço dado, e expor um
ou vários temas.
Exemplos:
Atlas Nacionais - Coletânea dos mapas dos estados do Brasil (vegetação, hidrografia,
densidade demográfica, etc...).
Atlas Referência - Mapas toponímicos
Planta - Carta que representa uma área de extensão suficientemente restrita para que sua
curvatura não precise ser levada em consideração, e que, em conseqüência, a escala possa ser
dada como constante.
Globo - Representação cartográfica da superfície terrestre, ou de outro astro, ou ainda do espaço
celeste, através da utilização de símbolos de referência, além do colorido (Oliveira, 1983).
2.1.3 – A Esfera Terrestre
o A Terra - Gira em torno de seu eixo em: 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos. Seu raio
médio é de 6.371 quilômetros. Não se trata de uma esfera perfeita: Existe uma saliência na
Região Polar Ártica e um maior achatamento na região Polar Antártica.
o Sistema de Coordenadas - Para representar a superfície da Terra é necessário
estabelecer um sistema tal que, um ponto representado na carta corresponda a um
homólogo na superfície terrestre. Isto se faz através de um sistema de coordenadas.
50
Meridianos - São os arcos de circunferências de círculos máximos que contém os pólos. Os
meridianos vão de um pólo a outro, variando entre 0 e 180 graus.
Para partida dos meridianos (0 grau), adotou-se o Meridiano de Greenwich
(Inglaterra),dividindo a Terra em Este e Oeste.
Paralelos - São círculos de igual latitude, paralelos ao Equador, variando entre 0 e 90 graus.
Equador - É um paralelo que divide a Terra em dois hemisférios: Norte e Sul.
Latitude de um Ponto: É o ângulo, formado entre o plano do Equador e paralelo que contém o
ponto.
Longitude de um Ponto: É o ângulo medido entre o meridiano de Greenwich e o meridiano do
ponto, no plano do Equador.
o Sistema de Coordenadas Geográficas: São aquelas cujos parâmetros
são: Latitude e Longitude.
Lat : ( ) / Long: ( )
o Sistema de Coordenadas planas - retangulares: São aquelas cujos
parâmetros são:
Eixo das abcissas: (X) / Eixo das ordenadas: (Y).
Figura2-1: Paralelos e Meridianos (Oliveira, 1983)
51
o Azimute: É o ângulo (medido sobre a superfície terrestre) formado por uma direção que se
deseja orientar e o pólo.
Figura2-2 : Azimute (Góes, 2000)
o Rumo: É o ângulo (medido sobre a superfície terrestre) formado por uma direção que se deseja
orientar, tomada no sentido do ponto que se está, para o que se vê e o pólo mais próximo
(Oliveira, 1983).
Figura2-3:Azimute (Góes, 2000)
2.1.4 – Levantamentos
É o conjunto de operações destinadas à execução de medições, visando à determinação
das posições relativas de pontos. Os trabalhos topográficos, até 50 km de raio, podem ser
referidos a uma superfície plana, denominada PLANO HORIZONTAL BÁSICO. Quando se tratar
de levantamento de maior precisão ou de áreas maiores, sempre, devem ser referidas ao SGB
(Sistema Geodésico Brasileiro).
o Levantamento Geodésico - compreende o conjunto de atividades dirigidas para as medições
e observações de grandezas físicas e geométricas, que conduzem à obtenção de parâmetros.
Tais levantamentos são efetuados conforme especificações e normas que objetivam a
unicidade desejável para o SGB.
o Levantamento Topográfico - São operações através das quais se realizam medições, com a
finalidade de serem determinadas posições relativas de pontos da superfície da Terra.
52
1
2
N Az = 100 20 40
N
E
S
O
R = 70 25 35
SE
Os levantamentos topográficos diferem dos geodésicos, principalmente por não levar em
consideração a curvatura da Terra.
o Datum - Os levantamentos geodésicos necessitam ser referidos a um ponto de partida, que
permita o transporte de valores aos demais. Este ponto inicial é conhecido pela palavra latina
DATUM.
o Datum Planimétrico - Os levantamentos planimétricos do SGB foram referidos, inicialmente
ao Córrego Alegre (MG) e posteriormente ao Chuá (MG) sendo que, atualmente, devido a um
compromisso internacional utiliza-se o SAD-69 (Datum da América do Sul 1969).
o Datum Altimétrico - As altitudes do SGB eram, inicialmente, referidas ao Marégrafo de Torres
(RS), mas, a partir de 1958 passaram a ser referidas ao Marégrafo de Imbituba (SC). As
altitudes do SGB inicialmente se referiam ao Marégrafo de Torres (RS) mas, a partir de 1958
passaram a ser referidas ao Marégrafo de Imbituba (SC).
o Elipsóide de Referência - É a imagem geométrica da Terra, constituído de pontos coerentes
entre si com coordenadas de precisão. Como os cálculos geodésicos necessitavam ser
referidos a uma figura matemática, passou-se a usar o elipsóide de revolução (uma elipse
girando em torno do eixo menor) como figura de referência.
Vários conjuntos de parâmetros foram deduzidos a partir de medições geodésicas, para o
elipsóide terrestre. Dentre eles, podemos citar:
-WGS ................................................................................................ Satélite de Navegação
-CLARKE ................................................. .................................................América do Norte
-Internacional (HAYFORD).............................................................................Europa e Brasil
- UGGI......................................................................................... América do Sul e Austrália
Tanto o Datum de Córrego Alegre quanto o de Chuá, correspondem ao Elipsóide
Internacional de Hayford e o Datum SAD-69 ao Elipsóide UGGI- 67 (Novaes, 1984).
Elipsóide de Referência (UGGI-67)
Figura2-4:
Elipsóide (Góes, 2000)
53
a
b
a = Semi-eixo maior
Raio equatorial =
6378160.00 m
b = Semi-eixo menor
Raio polar = 6356774.72 m
2.1.5 - Escala
Escala é uma medida adimensional que representa a relação entre a distância de dois
pontos quaisquer do mapa com a correspondente distância na superfície da Terra. Como
normalmente é traduzida por fração, significa que essa fração representa a relação entre as
distâncias lineares e as mesmas distâncias da natureza, ou melhor: é uma fração em que o
numerador (invariavelmente a unidade) representa uma distância no mapa, e o denominador a
distância correspondenteno terreno. Se, por exemplo, a escala é de 1:20.000 concebemos que
qualquer medida linear na carta é, no terreno, 20.000 vezes maior. Se, na mesma carta, tomarmos
uma distância, por exemplo, de 2 cm ( dois centímetros), esta corresponderá, no terreno, a 40.000
cm, que são iguais a 400 metros (DHN, 1965).
2.1.5.1 – Classificação
Escala Numérica - É a que vem representada pelo anunciado da própria fração.
ESCALA: Equivalência em km de 1 cm no mapa
1: 500 0,005 Km Escalas grandes - mapas cadastrais
1: 1.000 0,010 Km e plantas.
1: 5.000 0,050 Km
1: 10.000 0,100 Km
1: 25.000 0,250 Km
1: 50.000 0,500 Km
1: 100.000 1,000 Km Escalas Médias - cartas topográficas
1: 250.000 2,500 Km
1: 500.000 5,000 Km
1: 1.000.000 10,000 Km Escalas Pequenas - cartas geográficas
1:2.500.000 25,000 Km
1:5.000.000 50,000 Km
1: 20.000.000 200,000 Km
Escala Gráfica - É representada por um segmento de reta graduado.
Com este tipo de escala podemos medir diretamente no mapa, qualquer distância no terreno , em
quilômetros.
54
5 0 5 10 15
1 Km
20 Km
Figura 2-5
Problemas:
Na contínua utilização de mapas, surgem alguns problemas e em geral eles se referem os
três elementos: a medida no terreno (D), a medida no mapa(d) e o denominador da escala (E).
Sempre que se conheçam 2 termos desses elementos, o terceiro será determinado por cálculo.
Eis a relação:
a) Conhecidas a distância no terreno e a escala (o denominador da fração), determinará a
distância no mapa;
b) Conhecidas a distância no mapa e a escala, determinar a distância no terreno;
c) Conhecidas a distância no terreno e a distância no mapa, determinar a Escala.
Sendo, por exemplo, D a distância real, d a distância gráfica e E o denominador da escala,
têm as seguintes fórmulas, respectivamente.
a) d=D/E; b) E=D/d; c) D=E X d.
Exemplificando:
A Carta do Distrito federal na escala de 1:100.000. Desejamos saber qual a distância entre
a Praça dos Três Poderes e a praça Municipal, a qual na carta, representa 52 milímetros. Pela
segunda fórmula teremos:
100000 X 52 = 5200000 mm ou 5,20 Km (DHN, 1965).
2.1.6 – Projeção Cartográfica
Segundo Oliveira (1983), o globo geográfico é a representação mais fiel que se conhece da
Terra. Embora saibamos que nosso planeta não é uma esfera perfeita, o papel da cartografia é
assim o de termos que transferir tudo o que existe numa superfície curva, que é a Terra, para uma
superfície plana, que é o mapa.
2.1.6.1 – Desenvolvimento da Esfera
Desenvolver – Para projeções cartográficas, significa executar o desdobramento de uma
superfície em outra, sem deformá-la. Como a esfera não desenvolve sobre o plano, passamos a
utilizar superfícies intermediárias, ou auxiliares, que tenham a propriedade de se desenvolver.
Essas superfícies são:
CILINDRO
CONE
55
PLANO
SUPERFÍCIES DE DESENVOLVIMENTO
Figura2-6: Planos de desenvolvimento (Oliveira, 1983)
2.1.6.2 – Classificação das Projeções
o EQUIVALENTES- Tem a propriedade de não deformar a área, conservando assim, uma
relação constante com as suas correspondentes na superfície da Terra.
o CONFORMES- Tem a propriedade de não deformar os ângulos e, em decorrência dessa
propriedade, não deforma pequenas áreas.
o EQUIDISTANTES- Tem a propriedade de não apresentar deformação linear, isto é, os
comprimentos são apresentados em escala uniforme.
o AZIMUTAIS OU ZENITAIS- É uma projeção que dá os azimutes ou as direções da
superfície da Terra. Ela se destina invariavelmente, a mapas especiais construídos para
fins náuticos.
o AFILÁTICAS OU ARBITRÁRIAS- É uma projeção arbitrária, onde as áreas, os ângulos e
os comprimentos não são conservados (IBGE, 1998).
Exemplos:
56
PROJEÇÃO EQUIVALENTEPROJEÇÃO EQUIVALENTE
PROJEÇÃO CONFORMEPROJEÇÃO CONFORME
PROJEÇÃO DE MERCÁTORPROJEÇÃO DE MERCÁTOR
Figura2-7: Tipos de projeções (Oliveira, 1983)
2.1.6.3 – Projeção de Mercator
Os meridianos são representados por linhas retas paralelas e eqüidistantes, e os paralelos
formam um sistema de linhas em ângulos retos com os meridianos. No sentido de manter a
conformidade, tem-se que adotar o crescimento de cada grau de latitude em direção ao pólo, na
mesma proporção que os graus de longitude são acrescidos pela própria projeção. A grande
vantagem desta projeção, em suas aplicações náuticas, está no fato de que uma linha de rumo
é representada, na carta, por uma linha reta, a qual mantém o mesmo ângulo de orientação, em
relação aos meridianos cruzados pelo navio no seu curso em linha reta.
Exemplo de deformação de área causada pela Projeção de Mercator:
A Groenlândia apresenta uma área maior que o Brasil.
57
Figura 2-8
Figura: Deformações de projeções (Oliveira, 1983)
2.1.6.4 – Sistema UTM
Surgiu em 1947, para determinar as coordenadas retangulares nas cartas militares, em
escala grande, de todo o mundo. Na realidade, a conhecida UTM não é uma projeção, mas um
Sistema de Projeção Transversa de Mercator (conforme de Gauss). Esta projeção estabelece
o sistema que a Terra seja dividida em 60 fusos de 6 graus de longitude, os quais têm início no
anti-meridiano de Greenwich (180 graus), e que seguem de oeste para leste, até o fechamento
neste mesmo ponto de origem. Quanto à extensão em latitude, os fusos se originam no paralelo 80
graus Sul até o paralelo 84 graus Norte. Se em relação à longitude os fusos são de número 60, no
que toca à latitude, a divisão consiste em zonas de 4 graus, e isto está vinculado ao tamanho da
carta de 1:100.000, e não à projeção. Os fusos são decorrentes da necessidade de se reduzirem
às deformações. Além dos paralelos extremos (80S e 84N), a projeção adotada mundialmente é a
estereográfica polar universal (Oliveira, 1983).
Se fixarmos a nossa atenção em qualquer uma dessas 1.200 quadrículas, verificaremos
que os 6 graus de longitude apresentam as seguintes características: os dois meridianos laterais
são múltiplos de 6, assim como o meridiano central é de 6 mais 3. Conforme a seguir.
58
Figura2-9: Zonas UTM
A figura abaixo demonstra 2 quadrículas localizadas na região sudeste: a primeira,
com o meridiano central 51 graus e os dois meridianos laterais de, respectivamente 54 e 48 graus,
a segunda, com meridiano central 45 graus e os dois meridianos laterais de, respectivamente, 48 e
42 graus. Quanto aos limites em latitude, temos para ambas as quadrículas, os paralelos de 28 e
20 graus.
Figura 2-10: Convergência meridiana (Oliveira, 1983)
Todos os meridianos do sistema são curvos, se excetuado cada meridiano central e o
Equador. Como as quadrículas se apóiam no meridiano central do fuso, os meridianos curvilíneos
se tornam cada vez mais oblíquos, a medida que se aproximam dos meridianos laterais. O ângulo
Y, denominado convergência meridiana, varia como o exemplo a figura abaixo.
Figura 2-11
59
Vários são os elipsóides adotados no sistema UTM. O que vimos adotando no Brasil é o
denominado Elipsóide Nacional Australiano, aceito pela União Geodésica e Geofísica
Internacional, em 1967 (UGGI-67).
Devemos ainda, observar que o cilindro da projeção não é tangente ao elipsóide, como se
da com a projeção transversa de Mercator, mas secante, isto é, o cilindro corta o elipsóide ao longo
dos dois meridianos eqüidistantes do meridiano central.
As medidas quilométricas, em cada fuso, têm início na interseção do meridiano central com
o Equador. As coordenadas de origem são 500 Km na direção leste, e ao em relação ao hemisfério
sul, 10.000 Km na direção norte. Quanto ao hemisfério norte, a origem é 0,0 Km. Os valores
10.000 e 500 Km são adicionados as coordenadas N e E, obtidas pelas equações da projeção
(Novaes, 1982).
2.2 - ConfigurandoSistemas de Coordenas em AutoCAD Map
O AutoCAD Map, disponibiliza uma infinidade de modelos de projeções que podem ser
utilizados para atender vários tipos de projetos. Caso o modelo, ou seja, o sistema de coordenadas
utilizado pelo projeto não exista previamente configurado no AutoCAD Map, este permite ao
usuário criar um sistema de coordenadas com características próprias. Além disso, permite tanto
visualizar um mapa em um determinado sistema de coordenada diferente do modelo aplicado, bem
como converter originalmente o sistema de coordenada de um determinado mapa.
É importante ressaltar que se o projeto estiver trabalhando com mapas fonte com os
sistemas de coordenadas diferentes do projeto atual; ao realizar consultas para extrair entidades
do mapa fonte para compor o projeto atual, o AutoCAD Map converte automaticamente o sistema
de coordenadas das entidades extraídas do mapa fonte para mapa atual, mantendo a integridade
do mapa fonte original. O mapa fonte também pode ser convertido na íntegra, entretanto, ao
realizar esta função, o AutoCAD Map cria automaticamente um arquivo bkp do mapa fonte que
está sendo modificado. Isso também se aplica a qualquer arquivo de projeto que não tenha um
sistema de coordenadas registrado.
Os diversos modelos disponíveis no AutoCAD Map são identificados por códigos. Se você
criou, por exemplo, um mapa usando Universal Transverse Mercator, Zone 27, US Survey Feet,
o código que fica fixado no mapa é UTM-27F. Segue, abaixo, as opções encontradas neste menu.
Category Manager – Exibe a caixa de diálogo que gerencia as categorias de Sistemas de
Coordenadas. Neste menu é possível criar ou modificar uma categoria, ou ainda mover um
sistema de coordenadas de uma categoria para outra;
Category – Especifica uma categoria de sistema de coordenadas. Para selecionar uma
categoria diferente, deve-se selecionar outras opções na lista de categoria;
60
Coordinate Systems In Category –. Exibe a descrição de um sistema de coordenadas de
uma categoria específica;
Define – Exibe a caixa de diálogo utilizada para definir um novo sistema de coordenadas;
Modify – Exibe a caixa de diálogo Modify Global Coordinate System, onde é possível
modificar uma configuração de coordenadas existente.
Se existir a intenção de modificar um sistema de coordenadas predefinido, deve-se então
criar um novo código e fazer a alteração sobre o novo código criado. O ideal é também fornecer
uma descrição única de forma a diferenciá-lo dos demais.
Remove – Deleta o sistema de coordenadas da biblioteca do AutoCAD Map.
Se na versão anterior do AutoCAD Map foram feitas customizações de sistemas de
coordenadas, no momento da instalação as customizações são automaticamente adicionadas à
nova versão.
Entretanto, se você continuar a utilizar a versão anterior do AutoCAD Map para realizar as
customizações de Sistemas de Coordenadas, então você precisa utilizar o aplicativo
CSUPDATE.EXE, a fim de adicionar as customizações na nova versão.
Cuidado: Nunca copie arquivo da versão anterior diretamente dentro do diretório de sistema
de coordenadas do AurtoDesk Map 3D. Sempre utilize o aplicativo para fazer a transferência de
arquivos.
2.2.1 - Ajustes na Conversão de Sistemas de Coordenadas
Permite manipular ajustar a geometria do sistema de coordenadas. Use a opção transformação
de coordenadas para especificar como o AutoCAD Map deverá realizar as transformações de
conversão, através de tamanho, escala, rotação e elevação. As configurações ficam armazenadas
no mapa ou projeto ativo. Mesmo que os mapas fonte, utilizados pelo projeto, tenham uma
configuração específica, vale somente a configuração do mapa ou projeto ativo. Isso significa dizer
que ao extrair entidades de um mapa fonte para o mapa atual, através de pesquisas (queries),
automaticamente as entidades serão convertidas para atenderem a configuração estabelecida para
o mapa atual.
1. No menu Map, selecione a opção Options –Current Drawing – na opção Coordinate
Transformations Adjustaments:
61
Figura 2-12
Selecione Adjust Sizes e Scale - ajusta comprimento e escala na transformação das unidades
de medidas do mapa fonte que tenha um sistema de coordenadas diferente da sessão de
Trabalho.
o For Change Units: especifica se as unidades usadas no sistema de coordenada
do mapa fonte são escaladas às unidades usadas no sistema de coordenada do desenho atual.
Por exemplo, se você está trabalhando com entidades do desenho fonte que usa metros e
a sessão de trabalho usa U.S. Survey Feet, você pode escalonar texto e blocos de forma que
suas medidas e escalas meçam em feet ao invés de metros.
Se você não configurar esta opção, o AutoCAD Map não dimensiona, e redimensiona
novamente as entidades. Por exemplo, se você tem uma entidade de 5 metros de comprimento,
ela será 5 feet de comprimento quando você trouxer para a sessão de desenho.
o For Map Distortions: ajusta o tamanho e escala de textos e blocos para corrigir
distorções introduzidas pelo mapa quando você se representa um objeto esférico (terra) em um
sistema de coordenadas Cartesiano.
Por exemplo, imagine dois objetos onde um está plotado ao extremo norte e outro, ao extremo
sul de um mapa qualquer. Se o mapa estiver usando um sistema qualquer de coordenadas “X”,
62
a distâncias entre os dois pontos será a mesma ao ser convertido a um sistema de coordenadas
“Y”.
Se você não selecionar esta opção, os dois objetos serão escalados a comprimentos diferentes
para o sistema de coordenada “Y”, de acordo com a distorção de relativa do mapa (fator de
escala).
Esta opção não está disponível, caso a opção For Change Units não esteja acionada.
Configure Adjust Rotation – ajusta Rotação e Distorção de textos e blocos para corrigir
distorções devido à Convergência Meridiana (desvio do eixo Y do sistema cartesiano para o
Norte Verdadeiro).
o For Map Distortion – ajusta o tamanho e a escala de texto e bloco para corrigir
distorções introduzidas quando você converte a Terra Esférica (geográfica) para um sistema de
coordenadas cartesiano.
o For Zero-Rotation Objects – specifica que texto e blocos que tenham um valor de rotação
zero no mapa fonte devam ser ajustados para corrigir distorções para convergência Meridiana.
o Adjust Elevation - Ajustar o eixo Z de entidades quando você seleciona Adjust Sizes and
Scales for Chages in Units e Adjust Sizes and Scales for Map Distortion.
Nota: Se você configurar estas preferências, AutoCAD Map adicionará o ângulo convertido para
texto e bloco com valor de rotação zero.
Se você não configurar esta opção, AutoCAD Map não rotacionar texto e bloco com valor de
rotação zero, mesmo que haja uma convergência Meridiana.
2.2.2 - Configuração de Sistemas de Coordenada com AutoCAD Map
1. Na barra de menus do AutoCAD Map, selecione a opção Map – Tools – Assign
Global Coordinate System;
63
Figura 2-13
2. Ao fazer esta opção, abre-se uma caixa de diálogo que permite selecionar, se o projeto a
fixar um sistema de coordenadas, é o projeto atual ou projeto fonte.
Ao acionar a opção Select Coordinate System e posteriormente Category, surgem as
diversas categorias de sistemas de coordenadas classificadas, segundo o AutoCAD Map.
Basicamente a classificação se divide em 3 grandes blocos (Lat/Long, classificado por países e por
último, casos específicos) e, a partir desses, surgem outras opções.
Figura 2-14
64
Segue abaixo a visualização de algumas das opções disponíveis na categoria Lat/Longs.
Figura 2-15
Segue abaixo uma visualização de algumas das opções disponíveis na Categoria Brasil.
As opções são classificadas por faixa de UTM e por último, mais casos específicos do Brasil.
65
Figura 2-16
Figura 2-17
Ao acionar o botão Properties, tem-se acesso aos parâmetros do sistema de
coordenadas. Observe que os valores estão na cor cinza, o que significaque não é permitido fazer
nenhum tipo de edição nos valores. A possibilidade de edição só é possível criando um novo
sistema de coordenadas que não exista disponível no AutoCAD Map.
66
2.2.3 - Definição de um novo sistema de Coordenadas
Modificar um sistema de coordenadas requer conhecimento sobre parâmetros
cartográficos. Use esta caixa de diálogo somente se estiver familiarizado com o assunto e se tiver
os parâmetros corretos e de fonte segura.
Se o sistema de coordenadas que lhe convém não estiver disponível na listas de categorias
do AutoCAD Map, é possível configurar o sistema coordenadas desejado utilizando o menu Define
a Global Coordinate System. Entretanto, quando se define um novo sistema de coordenadas é
necessário especificar parâmetros como:
Tipo de Projeção: o método usado para converter ponto de latitude e longitude para
coordenadas cartesianas. A projeção projeta uma forma esférica em uma folha de papel.
Tipo de Datum: ponto, linha ou superfície de referência para o mapa.
Tipo de Elipsóide: a superfície matemática do sistema de coordenadas.
Se desejar modificar um sistema de coordenadas predefinido pelo AutoCAD Map, deverá
primeiro criar um novo código e uma descrição apropriada, uma vez que somente a descrição é
mostra na lista de opções.
Opções General:
Code – serve para salvar o Datum modificado como novo Datum, entre com um novo
código;
Description – a descrição aparece na lista de opções. Logo, ela deverá conter as
informações necessárias que identifique o sistema de coordenadas;
Units - a unidade selecionada para o sistema de coordenadas deverá ser compatível com
os parâmetros da projeção;
Geodetic – especifica que o sistema de coordenadas é do tipo geodésica e está baseada
em um datum;
Datum – selecione o botão Datum para exibir a caixa de diálogo Select Datum, onde é
possível selecionar um novo modelo de datum para o sistema de coordenadas. Em
seguida, selecione a caixa de Diálogo Datum Define, para mostrar a caixa de diálogo
Datum Manager, onde é possível criar um novo datum ou modificar um existente;
Non-geodetic – especifica que o sistema de coordenada não é geodésica e que, portanto,
é baseada em um elipsóide;
Ellipsoid – selecione o botão elipsóide para selecionar um novo modelo de elipsóide na
caixa de Diálogo. Para definir um Elipsóide selecione o botão Define para definir um
elipsóide ou Modify para modificar um preexistente;
67
Opções Projeção:
Projection – a projeção mais comumente utilizada é a Transversa de Mercator (para
regiões mais compridas do que largas) e Cônica Conforme de Lambert (para regiões mais
largas do que compridas);
False Origin - selecione Norte e Este para especificar o número de unidades lineares para
aparecer como coordenada X e Y. Se você escolheu uma latitude de origem que fica ao sul
da área mapeada, o número para Norte é zero.
Projection Parameters – exibe os parâmetros que você pode configurar para a atual
projeção, selecionada na lista de projeções. O conteúdo desse grupo muda dinamicamente
quando uma outra projeção é selecionada.
Exercício 2.1: Registrando um sistema de coordenadas a sessão de trabalho
1. No menu arquivo, selecione a opção New;
2. Crie um projeto com nome de Duas_Barras2-1.dwg;
3. No prompt do AutoCAD Map digite units para configurar as unidades do projeto. A
configuração deverá ficar conforme caixa de diálogo abaixo:
Figura 2-18
4. Pressione ok para finalizar este passo;
5. No menu: Map –Tools – Assign Coordinate System, na opção Current Drawing, pressione
o botão Select Coodinate System;
6. Na lista Category, selecione a opção Brasil;
7. Na lista Coordinate system in category, selecione a opção Sistema Geográfico Brasileiro
fuso 23 ;
68
8. Clique em OK e depois OK novamente para executar a função, conforme figura abaixo.
Figura 2-19
9. Salve o projeto em C:/Duas Barras2-1.dwg
Exercício 2.2 Fixando um sistema de coordenadas em um mapa fonte
Para executarmos este exercício será necessário adiantar um assunto do capítulo 4
(Projetos), onde se refere à criação de Drives Alias. Mesmo assim, no capítulo IV, o assunto será
tratado mais detalhadamente.
Drive Alias – é o nome dado ao atalho ou percurso que o sistema operacional percorre para
localizar o diretório de seus arquivos, ou seja, refere-se ao mapeamento de diretórios.
1. Abra o arquivo Duas_Barras 2-1.dwg;
2. Salve como arquivo DuasBarras 2-2.dwg;
3. Entre no menu: Map –Tools – Assign Coordinate System;
4. Na opção Source Drawing, clique em Select Drawing;
5. Clique em Create/Edit Alias
6. Clique no ícone, localizado à direita da lista de diretório Look in, Create/Edity Aliases;
7. Na caixa de diálogo Alias Administration, em Aliases Details, preencha o campo Drive
Alias, fornecendo um nome para o drive, onde estão armazenados os mapas que serão
utilizados durante o projeto. Para este exercício, preencha o Alias Drive como
DuasBarras (não pode ter conter espaços entre os nomes);
8. Em Actual Path, preencha com o caminho que o sistema deve fazer para localizar seus
mapas ou use Browser para localizá-lo de forma mais eficaz. Para este exercício C:\Duas-
Barras\DWG conforme figura abaixo:
69
Figura 2-20
9. Clique OK para concluir esta etapa;
10. Clique ADD para adicionar o drive criado as opções de Drive List;
Figura 2-21
11. Pressione Close para sair da opção;
12. Retornando a tela anterior, clique na lista para selecionar o drive que você acabou de
criar;
13. Ao clicar na lista Look in, serão mostrados os mapas disponíveis para o projeto e que
serão selecionados para configuração de um sistema de coordenadas;
70
Figura 2-22
14. Na Caixa de Diálogo Select Drawing, selecione todos os arquivos e mapas e em seguida
clique ADD;
15. Clique OK;
16. Ao retornar para caixa de diálogo inicial, no campo Select Coordinate System, selecione:
Category: Brasil;
Sistema Geodésico Brasileiro fuso 23;
17. Clique em Ok e depois OK novamente para finalizar;
71
Figura 2-23
18. Observe que o prompt do AutoCAD Map vai demonstrando nas linhas do prompt a
conversão de cada mapa e a conseqüente criação de um back up do arquivo original.
Figura 2-24
19. Salve o arquivo em C:/Duas_Barras2-2.dwg.
Exercício 2.3: Criando um novo sistema de coordenadas
1. Abra o arquivo DuasBarras2-2.dwg;
2. Salve-o como DuasBarras2-3.dwg;
3. Entre no menu Map e selecione a opção – Tools – Define Global Coordinate System;
4. Na lista Category, selecione Brasil;
5. Em General Tab, selecione a opção Define e preencha conforme figura abaixo:
6. Code: CorAleg23;
7. Units: Meters;
8. Description: Corrego Alegre - fuso23;
Figura 2-25
72
9. No Tab General, na opção Coodinate System Type, selecione a opção Geodetic;
10. Use o botão Select para localizar o datum South American Datum 1969, Brazil;
Figura 2-26
11. Em Projetion Tab, no item Projetion, selecione na lista a Projeção Transverse Mercator
seguintes;
12. Em False Origin, preencha com 10.000.000 para Northing e 500.000 para Easting;
13. Em Projetion Parameters, preencha da seguinte forma:
14. Origin Latitude: 0d0’0.00000
15. Scale
Reduction,:0.9996
16. Central Meridian,:
- 45d0’0.0000
Conforme figura
abaixo:
73
Figura 2-27
17. Clique Ok ;
18. Em seguida, clique Close para finalizar.
19. Para verificar se a categoria foi criada, entre no menu Map – assign a coordinate system;
20. Em seguida, clique em Select Coorninate System;
21. Na caixa de diálogo da categoria Brasil, na opção coordinate system in category, corra
a barra de rolagem até o final para verificar a disponibilização do código Córrego Alegre-
fuso 23.
Figura 2-28
22. Salve o arquivo.
74
Capítulo 3 – Importação e
Exportação de Arquivos outros
Formatos
75
Este capítulo se destina a discorrer sobre as formas e tipos de Exportação e importação de
arquivos de outras plataformas aceitas pelo AutoCAD Map 3D. Paracada uma dessas etapas será
demonstrado o detalhamento necessário e nuances entre as diferentes plataformas incluindo tanto
arquivos CAD quanto arquivos SIG. Para compor o capítulo formam traduzidos vários trechos do
Help do Programa.
O AutoCAD Map é um dos poucos, senão talvez o único, software de GIS que faz seletiva
quantidade de importações/exportações para outros formatos de GIS. Essa ferramenta é de
significativa importância para os profissionais desta área, visto que, ao se manipular um projeto de
GIS, existe uma vasta diversidade de informações e fontes originadas em diferentes softwares.
Deste modo, é muito confortante para o profissional utilizar um único software para manipular
diversos tipos de arquivos utilizados no projeto.
É importante ressaltar que infelizmente muitos profissionais desta área subtilizam o AutoCAD
Map somente para realizar estes tipos de conversões de arquivos e que, quando têm a
oportunidade de investigar a potencialidade do produto, se surpreendem com tamanha flexibilidade
e poder das ferramentas de GIS oferecidos pelo AutoCAD Map.
Neste capítulo será mostrado como importar e exportar arquivos de mapas com formatos
de outros programas de GIS como: os arquivos shapes - ARCVIEW, Coverage/ E00 - ARC INFO,
MIF/MID/TAB– MapInfo e DGn – Microstation, para o AutoCAD Map. Além desses, também é
possível importar e exportar arquivos do tipo ASCII, Raster e SDF do AutoCAD Mapguide.
Esta etapa do trabalho é muito importante, já que a construção do projeto deste livro inicia
exatamente com a importação de várias cartas do IBGE que irão compor o município de Duas
Barras.
Mapas digitais podem conter 3 tipos de informações:
Informação Geográfica – também referida como informação gráfica, indica a posição e o
formato das entidades do mapa. Entidades como linhas, arcos e polígonos são alocados com
coordenadas X e Y (e, em alguns casos, Z).
Dados Alfanuméricos – referidos como atributos em arquivos de formatos externos, promove
informações textuais sobre as entidades. Estas informações são sempre armazenadas em
arquivos de banco de dados externos.
Exibição da Informação – descreve como a entidade deve aparecer na tela, inclui cores
de entidades, linhas, tipo de linhas e hachuras. Alguns arquivos digitais não contêm este tipo
de informação.
Quando se importa e exporta arquivos de outros formatos, o AutoCAD Map usa o arquivo
mapiarx.ini para determinar algumas configurações para a conversão. O arquivo fica
76
armazenado no diretório raiz da de instalação do AutoCAD Map. Mapiarx.ini é um arquivo
ASCII, portanto editável com qualquer tipo de programa editor de texto. O arquivo contém as
seguintes informações:
Export Flags - Esta configuração determina se os arquivos do AutoCAD Map estão sendo
exportados com duas ou três dimensões. Se a configuração for NO, todos os arquivos serão
exportados com duas dimensões; se for YES, arquivos com três dimensões. Como, por
exemplo, DGN serão exportados como duas dimensões.
Line Widths – Permite controlar espessura de linha de arquivos externos.
Polygon Options – Esta configuração permite determinar como polígonos de arquivos de
outros formatos são importados para dentro do AutoCAD Map. Existem duas opções:
o Topology – Polígonos são importados como polígonos fechados, e centróides são
adicionados em cada polígono. Topologia é a configuração default. Os Atributos fixados
no polígono, como banco de dados SQL, são transferidos para o centróide. Use esta
configuração se você não planeja exportar o mapa para o formato original ou se planeja
criar topologias no AutoCAD Map.
o Region – Polígonos são importados como polígonos fechados sem centróides. Os
dados que estavam vinculados no polígono são transferidos diretamente para o polígono.
Nota: Quando você desinstalar o AutoCAD Map, o arquivo mapiarx.ini é também
desinstalado. Se você tiver modificado a configuração neste arquivo, faça um backup e
guarde reservadamente para reutilizá-lo mais tarde.
Adicionalmente, o AutoCAD Map tem arquivos *.ini; como exemplo, mapdgn.ini, para
todos os tipos de formatos que o AutoCAD Map aceita importar/exportar. Estas são
configurações padrões que podem ser editadas.
3.1 Importação de Arquivos em AutoCAD Map
1. Para importar arquivos, entre no menu Map - Tools – Import
2. Na opção Look in, selecione o diretório onde os arquivos estão alocados;
3. Na caixa de lista,
em Files of Type,
selecione o tipo de
formato de arquivo
que deseja importar;
77
Figura 3-1
4. Selecione os arquivos na caixa de diálogo e pressione OK;
Fi
gura 3-2
5. Em seguida, se abrirá uma outra caixa de diálogo com diversas informações que serão
pontuadas a seguir:
78
Figura 3-3
Current Drawing Coordinate System – Exibe a configuração do sistema de coordenadas,
configurado para o mapa corrente;
Drive Options – Esta opção somente é liberada para alguns formatos que disponibilizam e
que necessitam de drives adicionais;
Spacial Filter – Possibilita especificar a área na qual deseja importar os dados;
o None – Não limite na importação;
o Current Drawing – Importam dados somente no limite do mapa;
o Define Window – Limita a importação traçando uma janela limite.
Import properties for each layer imported
o Input Layer – Nesta coluna são indicados todos os mapas selecionados no item 4.
Caso não deseje importá-lo, deixe a caixa ao lado do nome do layer desmarcada;
o Drawing Layer – Nesta etapa, é possível realizar as seguintes opções:
Criar um layer automaticamente com o mesmo nome do arquivo original;
Importar as entidades e colocá-las em um layer com nome diferente do
nome do arquivo original;
Importar as entidades colocando-as em um layer já existente;
Importar as entidades e usar o nome do atributo como layer.
79
Figura 3-4
o Feature Class – Esta coluna só está disponível se você já tiver predefinida a
classificação de entidades no mapa. Este assunto será abordado mais adiante;
o Input Coordinate System – Indica o sistema de coordenadas dos mapas que estão
sendo importados. Esta opção só é válida quando já existe um sistema de coordenadas
fixado para o mapa corrente. Uma vez fixado um sistema de coordenadas para o mapa
corrente, conversão de sistemas de coordenadas é feita automaticamente para o sistema
do mapa corrente;
o Data – Nesta etapa é feita a opção ou não de aceitar os atributos existentes nas
entidades que estão sendo importadas. Na coluna Data, são exibidos o nome da tabela
Object Data ou Link Template para conexão com banco de dados para os mapas que
estão sendo importados. Nesta etapa, é possível fazer as seguintes opções:
Não aceitar os atributos;
Criar uma tabela do tipo Object Data usando o mesmo nome do mapa que está
sendo importado;
Criar uma tabela do tipo Object Data com nome diferenciado do nome do arquivo;
Acrescentar os atributos do tipo Object Data em uma tabela preexistente;
Linkar os atributos com um banco de dados conectado ao projeto.
Figura 3-5
80
o Points – Lista os blocos que serão usados para objetos pontuais. Selecione
ACAD_POINT ou o nome do bloco disponível na lista. Possibilita criar textos a partir de
atributos e blocos. Para criar textos ou nomes de blocos nos mapas que estão sendo
importados, clique em Data Field.
Figura 3-6
o Save profile – Salva e ativa uma configuração de importação;
o Import polygons as closed polylines – Especificaque deseja importar os polígonos,
como polilinhas fechadas, já que futuramente serão geradas topologias para as entidades
poligonares. Se não fizer está opção as entidades serão importadas como objetos.
o Use Class Default for aut of range values – Especifica valores default para feature
class, para valores importados que não estejam inseridos no range de valores.
6. Clique OK para concluir o processo;
7. Execute Zoom Extent para mostrar as entidades importadas.
3.2 – Importação e Exportação de arquivos SHP/ ArcView – ESRI
Importação
AutoCAD Map suporta as versões 3.2 a e 8x do Arcview. Um arquivo SHP do ArcView é
composto por 3 arquivos físicos que contêm o mesmo nome, mas com extensões
diferenciadas:
.shp— Arquivo que contém a geometria;
81
.shx — Arquivo que contém o índice da geometria;
.dbf— Arquivo que contém os atributos associados à geometria.
Driver Options
ArcView não tem opções de drive importantes.
Exportação
O ArcView agrupa geometria como entidades do tipo ponto, linha e polígono. Ao
exportar entidades do AutoCAD Map Para ArcView, essas entidades são automaticamente
filtradas, a fim de que sejam exportadas corretamente. No momento da exportação, é
necessário indicar no menu que tipo de entidade está sendo exportada.
Os dados devem ser armazenados em coordenadas geográficas (lat/Long) e não
em coordenadas cartesianas. Antes de realizar a exportação, faça a conversão.
É possível exportar os dados armazenados como object data ou banco de dados.
Essas informações são transferidas para o arquivo DBF.
Arquivos shapes não aceitam as cores configuradas no AutoCAD Map porque as
cores no arcview são configuradas para cada tema.
ArcView não suporta arcos. Estes devem ser convertidos em polilinhas.
Quando exportar textos, AutoCAD Map 3D cria campos que armazena o texto no arquivo
DBF.
Driver Options
Ao exportar SHP, você pode selecionar os seguintes drive::
Option Description
Shapefile Type Select 2D (Arcview 3.0), 2D + Measures, or 3D + Measures
3.3 - Importação e Exportação de arquivos do ArcInfo
Importação
AutoCAD Map 3D suporta as versões 7.2, 7.3, e 8.x, and E00. No diretório do coverage,
cada diretório, cada arquivo, contém um data específico pertencente ao coverage. Exemplo:
Arquivos do tipo ARC contém as coordenadas par arcos, LAB contém as coordenadas para
inserção de textos e TIC contém Tic para arquivos. Tics são pontos com coordenadas conhecidas
do mundo-real. Coverages usa TICS para assegurar precisão.
82
Na tabela a seguir, é mostrado como as feições coverage são convertidas para o mapa
como objetos.
Coverage Feature Drawing Object
Point Point on _point layer, PAT attributes in object data or in an
external database.
Arc Sketch on _arc layer, AAT attributes in object data or in an
external database.
Polygon Closed polyline on _poly layer, PAT in object data attached to
polyline. In addition, all segments are duplicated as sketches on
the _arc layer.
Point, Arc, and Polygon with FAT
(feature allocation table) in dBASE
Geometry converted as above, attribute in object data.
Annotation Text on _text layer. Text arrows on _textarrow layer.
Tics Points on _tic layer, attributes in object data.
A seguir, as features não aceitas durante a conversão para AutoCAD Map: feature attribute
tables
Textos de atributos;
Roteamentos;
Endereçamento;
Turntables;
Arquivos LOG;
Fonts;
Símbolos;
Tipos de linha;
Shades .
Drive Options
É possível configurar as seguintes de Drives durante a importação de entidades do
ArcInfo: Arc/INFO coverages ou E00 :
Option Description
Text Curves Select Follow, Fit, or Ignore.
Optional Feature Types Select Extract Bounds, or Extract Tics.
83
Exportação
O ArcInfo armazena coverages no Hard Disk como arquivo de diretórios. O diretório
principal é chamado de workspace e sempre inclui um subdirectório chamado INFO. Cada
coverage é escrita em seu próprio subdirectório. Se você não tem um workspace em seu
computador, o AutoCAD Map criar para você durante a exportação.
Quando especificar uma coverage, use menos que 14 caracteres e não use períodos no
nome. Se você está usando caracteres double-byte, use até 6 caracteres.
Se especificar um diretório existente, certifique-se de que ele está vazio. Caso esteja com
outras informações, elas serão perdidas.
O Arc/INFO também suporta exportar, para um arquivo, chamados E00 que escreve toda
informação em arquivo ASCII. Fique atento, porque o arquivo poderá tornar-se muito grande.
Feições, como arcos, splines e círculos são segmentados como coverages.
Valores de elevação ficam armazenados em tabelas de atributos. Selecione a propriedade
elevation para exportar elevação.
Quando exportar texto ou mtext para Arc/Info Coverages, o resultado são entidades do tipo
annotation.
Driver Options
Quando exportar para E00 ou formato coverage, você pode configurar as seguintes opções:
Option Description
Coverage Precision Select Double or Single. The default is Double.
Compression (available only for E00) Select None, Partial, or Full.
Linear Topology Select Create or Bypass. The default is Create.
3.4 - Importação e Exportação de arquivos GML (Geography Markup Language)
Importação
GML (Geography Markup Language) versão 2 é uma implementação especificada do
OpenGIS®, que define códigos em XML para transportar e armazenar informações geográficas. A
especificação pode ser encontrada no site: OpenGIS Consortium web site.
Tipos de arquivos GML que podem ser importados para AutoCAD Map:
GML version 2 files
Ordinance Survey of Great Britain MasterMap GML version 2 files
84
A dificuldade em importar este tipo de arquivo é a grande variação de formatos de
arquivos, fornecidos juntamente por ele oferecer ao usuário flexibilidade e permissão para
especificar os próprios esquemas. AutoCAD Map 3D lê muitos dos arquivos, mas alguns não
existem compatibilidade com o drive do Autodesk .
Contudo, antes de importar arquivos GML em linguagem asiática, deve verificar se existe
esta configuração no arquivo mapimport.ini, do AutoCAD Map.
Driver Options
Não existe drive extras para este tipo de arquivo.
Exportação
Possibilita exportar arquivos GML para versão 2. O arquivo Ordinance Survey of Great
Britain MasterMap GML version 2, possibilita somente importar.
Para exportar dados para arquivos GML usando linguagem asiática, deve-se verificar
anteriormente a configuração do arquivo mapexport.ini. Para mais informações, consulte o arquivo
Customizing the .ini.
Driver Options
Opções que podem ser configuradas durante a exportação deste tipo de arquivo:
Option Description
Schema Mode
Select an export mode:
FIXED para criar arquivos GML (gml) que contenha todos os tipos de
entidades.
CREATE para produzir 3 arquivos a GML (gml) que contém a geometria e
dados, um arquivo xfMap (.xmp), e um arquivo de esquema de aplicação e
descrição (.xsd).
Fixed é a opção default e, portanto, a mais recomendada.
3.5 - Importação e Exportação de arquivos MIF/MID/TAB (MapInfo)
Importação
MIF/MID
85
MapInfo utiliza arquivos do tipo MIF/MID. O AutoCAD Map é compatível com arquivos da
version 7.
O formato MapInfo MIF/MID armazena tanto a geometria quanto o atributo das feições no
conjunto de arquivos MIF/MID que devem estar juntos.
.mif— Armazena a geometria.
.mid— Armazena o atributo.
Os símbolos são representados de forma semelhante à entidade ponto do AutoCAD Map.
Desta maneira, os símbolos não podem ser importados de forma direta no MapInfo. Entretanto,
posteriormente é possível fixar bloco atributos com simbologia aos pontos importados.
Ao importar polígonos, utilize a opção Closed polylines.
Driver Options
Não utiliza drives extras para importação.
TAB
O arquivo TAB é um arquivonativo do MapInfo, é bidimensional e também armazena
geometria e atributos em arquivos físicos, que têm as seguintes extensões:
.tab – É o arquivo principal
.dat – Dados tabulares do MapInfo;
.id— Armazena índice da
.map – Armazena informações geográficas descrevendo entidades do mapa;
.ind— índice dos dados tabulares.
AutoCAD Map importa e exporta arquivos TAB a partir da versão 7.
Importing
Para importar arquivos TAB, eles devem estar juntos no mesmo diretório.
Entidades do tipo símbolo são importadas como entidades pontuais do AutoCAD Map. A
solução para isso é configurar, durante o processo de importação, para que os pontos sejam
inseridos como entidades do tipo bloco.
Ao importar polígonos, deve-se utilizar a opção closed polylines.
Por default, as cores são importadas como ACI (AutoCAD Color Index) color. Se deseja
usar RGB, você deve configurar editando o mapimport.ini file.
Para modificar a opção padrão de justificação de textos, edite o arquivo edit the
mapforeignfileproperties.ini
Driver Options
Não existem drives importantes para importação.
86
Exportação
Formato MIF/MID não suporta entidade do tipo Elipse do Autocad. Desta forma, para
exportar elipses do AutoCAD Map para MapInfo TAB, deve segmentá-la..
Driver Options
Não existe drives de exportação.
Formato TAB não suporta entidade do tipo Elipse. Desta forma, para exportar elipses do
AutoCAD Map para MapInfo TAB, antes deve segmentá-la em linhas.
Driver Options
Não existe drives de exportação.
3.6 - Importação e Exportação de arquivos DGN (MicroStation)
DGN é um formato similar ao formato DWG.
Toda a geometria do Microstation é armazenada usando 9 números. É importante entender
que pode-se perder precisão ao tentar exportar desenhos com larga extensão em coordenadas. O
arquivo SEED usado para exportação é que vai definir o resultado da exportação.
Os atributos são armazenados em arquivos externos e vinculados à geometria. O AutoCAD
Map Importa atributos dos arquivos DGN.
Driver Options
Configurações durante a importação:
Option Description
Group
Elements By
Escolhe como você deseja agrupar as entidades importadas. Choose how you
want to group the incoming elements.
Element
Expansion
Seleciona a opções de manipulação das entidades durante a importação.
Linkage
Extraction
Permite extrair MSLinks e FRAMME linkando valores para o arquivo. Se selecionar
MSLink, AutoCAD Map 3D, importa 3 links por objeto. Cada link é adicionado para
tabela Object :mslinks_n, especifica chave, e entity_num_n, especifica a tabela. Se
selecionar FRAMME, os seguintes campos são adicionados à tabela Object Data:
comp_count, comp_num, dgnfile, feat_num, state_num, and ufid.
Coordinate Cada arquivo define uma UOR (unit of resolution). Adicionalmente, isso pode ter
87
Units
definições para Sub units e Master units. Selecione Master, Sub, ou UOR para
especificar qual dessas unidades coincide com as unidades default do Autodesk.
Se selecionar UOR, o arquivo DGN é importado sem conversão. A unidade defaul
é Sub.
Outras opções importantes
Outras configurações podem ser feitas em the MapForeignFileProperties.
SDTS
AutoCAD Map 3D suporta SDTS (Spatial Data Transfer Standard). SDTS funciona somente
como importação, não sendo possível exportar.
Quando seleciona um arquivo de catálogo, AutoCAD Map 3D, importa objetos e atributos
de um dataset especificado no arquivo catálogo. Tipicamente, um dataset é um grupo de
arquivos .ddf que tem o mesmo prefixo. AutoCAD Map 3D importa somente um registro por
entidade. Se a entidade tiver mais de um registro, somente um será importado.
Driver Options
Não há nenhum drive importante.
VPF(Vector Product Format)
Você pode importar arquivos Vector Product Format (VPF para o AutoCAD Map 3D, mas
não pode exportar para este formato.
VPF é um formato standard, estrutura e organiza grandes bases de dados geográficos
que são baseados em modelos de dados geo-relational. Estes tipos de arquivos são comumente
utilizados por militares.
As especificações sobre este tipo de arquivo estão disponíveis no site National Imaging
and Mapping Agency (NIMA) web site
Driver Options
Não há drives importantes para esta opção.
3.7 – Importação/Exportação de arquivos SDF (Map Guide)
Importação
1. Entre no menu Map – Tools – Import from AutoCAD MapGuide;
88
2. Na caixa de diálogo SDF Import, selecione o arquivo;
3. Para converter o dados que estão vinculados à entidade para Object Data, selecione a
opção SDF data;
4. Em seguida pressione o botão Data para denominar a tabela.
5. Pressione OK;
6. Pressione OK novamente;
7. Execute zoom extent para visualizar as entidades importadas
Exportação
O processo de exportação para SDF Mapguide é similar processo de exportação para SHP
(ArcView). As entidades se classificam em áreas, linhas, pontos e textos.
Nota: Quando você converte um arquivo em SDF, o AutoCAD Map usa o arquivo map2sdf.ini que
contém configurações para serem feitas durante a conversão do arquivo.
1. Entre no menu Map – Tools – Export to AutoCAD MapGuide;
2. Na Caixa de diálogo AutoCAD Mapguide Export, em File name, preencha com o
nome que será dado ao arquivo. Use Browser para localizar o diretório onde o arquivo
ficará armazenado. Se você não inserir a extensão SDF, o AutoCAD Map insere
automaticamente;
Figura 3-7
3. Clique save para concluir esta etapa;
4. No Tab Selection, em SDF Type, indique o tipo de entidade que será exportada;
Point : Exporta pontos e inserções.
Line: Exporta entidades lineares do tipo: Linhas, arcos (segmentados) e Polilinhas.
89
Map2SDF ignora a coordenada Z.
Polygon: Exporta polígonos: somente polígonos fechados e círculos.
Annotation: Exporta text e Mtext (ponto de inserção).
Seleção de entidades:
Escolha agora como deseja selecionar entidades e se você deseja selecionar todas ou apenas de
um layer específico
Select Automatically : Usa todas as entidades do desenho, menos a selecionada no Filter.
Select Manually : Seleciona entidades individualmente. Clique Select < para selecionar as
entidades no desenho
Filter Selected Objects : Se esta opção está selecionada, somente entidades que estão no
layer especificado serão selecionadas para a seleção automática ou manual de entidades. Se
esta seleção não estiver selecionada, o filtro é ignorado.
Filter On Layers : Especifique os layers que serão convertidos, use a lista para seleção.
5. Ao concluir clique OK;
No Tab Data, clique em select attributes, para selecionar opções de atributos dos objetos;
Em SDF Description, forneça uma descrição do tipo de tema que está sendo exportado;
Data Expressions – Cada entidade no arquivo SDF contém descrição geométrica e o campo
atributo: Key, Name e URL. Use esta caixa de diálogo para especificar os valores das
entidades que você deseja usar para preencher esses três campos no arquivo SDF.
Esta expressão pode ser definida de duas maneiras:
Inserindo a correta expressão na caixa de expressões.
Clicando os botões properties, data ou SQL, para selecionar os valores no desenho. A sintaxe
correta é gerada automaticamente.
Exportação geométrica:
SDF Key area : Use esta opção para definir a expressão fonte para interagir como link
entre o arquivo SDF e o campo do banco de dados externo.
Por exemplo, você
pode usar o identificador de
lotes armazenado
como atributo para
ocupar o campo-chave
para interagir como
único link com o banco
de dados.
90
SDF name area : Use esta opção para definir a expressão fonte para o campo SDF name.
Por exemplo, você pode usar o identificador de lotes armazenado comobloco atributo para
preencher o nome que será mostrado como etiqueta, quando o mouse estiver sobre a
entidade
SDF URL area: Use esta opção para definir a expressão fonte para interagir com a URL
(Uniform Resource Locator), endereço de uma página Web específica).
Por exemplo: Com o endereço mostrado de um hotel, você pode usar o atributo Hotel ID ( ex.:
HOTID999) para preencher o campo URL que será usado pelo arquivo SDF, a fim de identificar a
Web page do hotel.
Coordinate Conversion – use está opção para converter sistema de coordenadas do arquivo de
saída;
Pressione OK para concluir e aguarde o processo de exportação.
Figura 3-9
91
Figura 3-8
Exercício 3.1 : Importando arquivos DGN
Neste exercício serão importadas as cartas do IBGE em formato DGN que, reunidas,
formam o município de Duas Barras, são elas: Duas Barras, Além Paraíba, Cantagalo, Bom
Jardim, Sumidouro, Cordeiro, e Nova Friburgo. Essas cartas ficam disponíveis no site do IBGE, em
arquivo formato ZIP.
Ao descompactar o arquivo serão encontrados diversos arquivos que compõem a carta,
classificados nas seguintes categorias: HD (hidrografia), HP (hipsometria), ST (sistema de
transportes), LC (localidade), PR (ponto de referência), LM (limite), O (obra e edificação), RD (grid)
e VG (vegetação) e 2 arquivos texto: um com nome da carta e outro com a organização dos
arquivos vetoriais. No arquivo com nome da carta, encontra-se uma tabela onde existe a
correlação entre os níveis (layers) do arquivo DGN e o nome do tema a que o nível de refere. Esta
documentação será muito útil para que seja possível criar layers corretamente durante ou após
processo de importação.
1. Abra o arquivo Duas_Barras2-3.dwg;
2. Salve como DuasBarras3-1.dwg;
3. Entre no menu Map – Tools – Import;
4. Em Look In, navegue até o diretório Arquivos – DGN_Originais – Além Paraíba;
5. Na lista de tipos de arquivo, selecione DGN;
6. Selecione o arquivo de hidrografia 0426824hd.dgn e clique OK para concluir esta etapa;
7. Na caixa de diálogo Import, observe a lista de níveis disponíveis no arquivo de hidrografia;
8. Abra o arquivo 26824.doc para verificar a relação entre o número e o nome dos níveis;
9. Clique em cada nível individualmente, em seguida em Drawing Layer e depois reticências
(...) para mudar o nome do layer;
10. Ao abrir a caixa de diálogo Mapping Layer, clique em Create on New Layer e preencha
com o novo nome. Ex: Nivel 10 = Direção da Corrente;
11. Clique OK para fechar a caixa de diálogo Mapping Layer;
12. Na coluna Input Coordinate System, clique (...) para fixar um sistema de coordenadas ao
arquivo. Em Category, selecione Brasil e depois, Sistema Geodésico Brasileiro fuso 23;
92
N0 ELEMENTOS HIDROGRÁFICOS NÍVEL COR ESTILO PESO TIPO
1) Catarata/Cachoeira MD (Com Representação) 13 83 0 1 linha
2) Contorno HD Permanente/Contorno Ilha 2 72 0 1 área
3) Cruzeta Geográfica (Canto de Folha - HD) 63 63 0 0 ponto
4) Delimitador - HD 62 23 5 0 área
5) Direção da Corrente 10 80 0 1 ponto
6) Ilha (Texto) 54 117 0 0 texto
7) Rio Permanente 7 77 0 1 linha
8) Toponímia-HD 61 61 0 0 texto
13. Repita o mesmo processo para os demais níveis, deixando preenchido conforme figura
abaixo:
14. Clique em Drive Options e preencha conforme figura abaixo:
Figura 3-11
15. Pressione OK para retornar para tela principal;
16. Clique em OK para concluir o processo de importação de DGN;
17. Aplique Zoom Extent para visualizar a geometria importada;
18. Clique em Layer Properties Manager para verificar a identificação dos layers;
93
Figura 3-10
19. Salve o mapa;
20. Entre novamente no menu Map – Tools – Import e repita todos os processos para o
arquivo 0426824hp.dgn;
21. No menu Import, deixe somente acionada a opção Import Polygon as Closed Polyline;
22. Pressione OK;
23. Os níveis serão importados conforme a configuração do MicroStation (números);
24. Clique em Layer Properties Manager para fazer as alterações necessárias nos nomes
dos layers;
1 – Curva Mestra;
2 – Curva Intermediária;
21 – Ponto contado não comprovado;
26 – Serra-Linha Guia;
61 – Toponímia HP;
63 – Cruzeta geográfica;
9 – Aterro.
25. Clique OK para concluir.
26. Salve o mapa;
Figura 3-12
27. Continue o exercício para as demais categorias (ST, PR, O, LM, RD e VG) do mapa de
Além Paraíba;
28. Salve o arquivo do diretório exercício 5 como Alem_Paraíba. DWG.
94
Figura 3-13
Exercício 3.2: Importando Arquivos SHP
Nesta etapa do projeto, será importado o tema Municípios_RJ. Este tema corresponde ao limite de
todos os municípios que compõem o Estado do Rio de Janeiro. O arquivo encontra-se em ArcView
Shape File e, junto à geometria dos municípios, contém atributos sobre cada município. Estas
informações deverão ser aproveitadas sobre a forma de Object Data.
1. Abra o arquivo Duas_Barras3-1.dwg
2. Salve como DuasBarras3-2.dwg;
3. Clique no menu Map – Tools – Import;
4. Na Lista Look In, selecione o diretório arquivos/shapes/limites;
5. Na lista Files of type, selecione arquivo shp;
6. Na caixa de diálogo, selecione a opção Municípios_RJ (dentro do diretório
limites);
7. Na caixa de diálogo Import, clique na coluna Input Coordinate e selecione a
categoria Brasil, Sistema Geodésico Brasileiro fuso 23;
8. Na coluna Data, clique (...) e em seguida create Object Data;
9. Na caixa de diálogo Atribute Data, em Object Data table to Use, aceite a
sugestão de usar o mesmo nome do arquivo para nomear a tabela;
10. Clique OK para retornar para tela principal;
11. Deixe acionada a opção import polygon as closed polyline;
12. Clique OK para concluir a importação;
95
Figura 3-14
13. Execute Zoom Extent para visualizar o tema importado;
14. Clique no menu Map – Object Data – Edit Object Data;
15. Selecione um polígono qualquer para verificar o atributo da geometria;
Figura 3-15
16. Outra forma de verificar o atributo da geometria é selecionando um polígono
qualquer e em seguida verificar a caixa de diálogo Properties no Tab Design;
96
Figura 3-16
Exercício 3.3: Importando arquivo SHP e transformando o sistema de coordenadas
de geográfica para UTM, durante a importação
Nesta etapa do exercício serão importados, para o projeto, Duas Barras, trilhas de
navegação com GPS. As trilhas de navegação contêm informações do tipo: localização de
radares, pedágios, polícia rodoviária, pontos de interesse turístico etc. A navegação inicia no
município do Rio de Janeiro e vai até o município de Duas Barras. Os arquivos de trilhas são do
tipo Shape File (SHP), sistema de geográficas (Lat/Long) e datum WGS-84. A navegação é
composta por entidades pontuais seqüenciais. Os arquivos de navegação são compostos por dois
tipos de arquivos que têm o mesmo nome: um traz a navegação e outro, com as letras OBS, traz
os pontos levantados durante a navegação. O objetivo do exercício é importar a navegação
realizada com GPS, bem como as observações (OBS) inseridas aos pontos levantados durante o
percurso. Além disso, pretendem-se realizar a conversão do sistema de coordenadas, de
geográfica para UTM, necessárias para que este seja incorporado ao projeto.
1. Abra o arquivo Duas_Barras 3-2.dwg;
2. Salve como Duas_Barras 3-3.dwg;
3. Na caixa de diálogo Import Location, in Look In, selecione o diretório Arquivos –
navegação_GPS;
4. Clique no primeiro arquivo e, com a tecla shift pressionada, clique no último arquivo;
5. Clique OK para seguir em frente;
6. Na coluna Input Coordinate System, clique em (...);
977. Em Category, mantenha a opção Lat/Long e em seguida selecione na lista Coordinate
System in Category a opção WGS84 datum, latitude-Longitude; Degrees;
Figura 3-17
8. Na coluna Drawing Layer, onde houver nome do arquivo com OBS, substitua pelo nome
Pontos Observados, que será o novo layer. Renomeie os demais layer, ou seja, sem OBS no
nome, para Trilha GPS;
9. Na coluna Data, nos arquivos cujo layer estão em Pontos Observados, clique em Data
(...) e em seguida Create Object Data;
10. Em Object Data to Use, escreva Pontos_Observados, que será o nome da tabela a
receber os atributos da geometria dos pontos levantados durante a navegação com GPS;
Figura 3-18
98
11. Clique em OK para concluir;
12. Clique em Layer Properties Manager e em seguida mude a cor do layer Trilha_GPS para
vermelho e Pontos Observados, para azul;
Figura 3-19
13. Desligue o layer trilha, deixando ligado somente o layer Pontos_Observados;
14. Clique em um ponto qualquer para verificar os atributos da geometria que foram
importados;
99
Figura 3-20
15. Salve o projeto.
Exercício 3.4: Exportando arquivo DWG para SHP e transformando sistema de coordenadas
de UTM para geográfica (Lat/Long) durante a exportação.
Neste exercício, exportaremos o tema Municípios_RJ para shape, mudando o sistema de
coordenadas original, UTM – Sad69, para Geográfica (Lat/Long).
1. Abra o arquivo Duas_Barras3-3.dwg;
2. Salve como Duas-Barras 3-4.dwg;
3. Desligue todos os layers, deixando apenas ligado o layer Municípios_RJ;
100
Figura 3-21
4. Clique no menu – Map- Tools – Export;
5. Na caixa de diálogo Map Location, em Save in, Capitulo 3;
6. Em File Name escreva, Municipios_RJ_LatLong, para nome do arquivo;
7. Em Files of Type, selecione SHP;
8. Clique OK para continuar;
9. Na caixa de diálogo Export, clique no Tab Selection,
10. Em Object Type, selecione para opção de geometria Polygon;
11. Já que todos os layers estão desligados, em Select Object to Export, marque a opção all;
12. Para levar junto com o shape os atributos da geometria, clique no tab Data;
13. Clique em Select Atributes;
14. Na opção Object Data, selecione a opção de tabela Municípios_RJ;
15. Clique OK;
Figura 3-22
16. Clique OK novamente;
17. Clique no Tab Options;
18. Em coordinate conversion, clique em Convert To;
19. Clique na opção Select Coordinate System, para selecionar o novo sistema de
coordenadas;
101
20. Na lista Category Lat/Long, selecione a opção South America 1969 datum; Latitude-
Longitude;Degrees;
Figura 3-23
21. Clique OK, para continuar;
22. Em Other, clique na opção Treat closed polylines as Polygon;
23. Clique OK para finalizar o processo;
24. Observe dentro no diretório 3-4 do capitulo 3 os 3 arquivos que compõem o arquivo
Shape: Municípios_RJ_LatLong(SHP/SHX/DBF);
25. Para verificar se a conversão foi realizada com sucesso, crie um arquivo DWG novo e
importe novamente o shape criado neste exercício.
102
Figura 3-24
Exercício 3.5 : Exportando arquivo para SDF
Neste exercício, exportaremos o tema Municípios_RJ para SDF (Mapguide File). O processo é
semelhante ao processo de exportação para ArcView Shape File.
1. Abra o arquivo Duas_Barras3-4.dwg;
2. Salve como Duas Barras 3-5.dwg;
3. Clique no menu Map – Tools – Export to AutoCAD Mapguide;
4. Na caixa de diálogo AutoCAD Mapguide Export, em Save In, selecione o diretório 3-5 do
ca´pitulo 3;
5. Em File Name, escreva Municípios_RJ 3-5 e depois pressione o botão Save;
6. No Tab Selection, na opção SDF Type, selecione a opção Polygon;
7. Clique na ficha Option, em Data Expressions;
8. No campo Key, clique em (...) e em Object data selecione o campo ID como chave;
9. No campo Name, clique em Object Data e selecione o campo Chave PRC. O campo
name é o campo que é mostrado cada vez que o mouse passar sobre a geometria.
Figura 3-25
10. Clique OK para finalizar;
103
Figura 3-26
Capítulo 4 – Utilizando Banco de
Dados
104
O objetivo deste capítulo é demonstrar não só as formas como AutoDesk Map se relaciona
com banco de dados, mas também explorar o enriquecimento trazidos para os sistemas de
informações geográficas, quando existem relações que integram feições do mapa a banco de
dados. Para conceituar banco de dados forma utilizados textos e artigos de autores do INPE
(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e trechos do livro de Cezar Barra Rocha (UFJF).
Em projetos de SIG, quase sempre é necessário acrescentar atributos de bancos de dados
às feições do mapa. Para exemplificar, suponhamos que existe um mapa de bairro em se deseja
cadastrar informações sobre as edificações do bairro. Se houver algum registro sobre os edifícios
armazenados em tabelas ou ainda em bancos de dados, estas podem ser utilizadas vinculando-se
a informação (atributo) à construção (feição) correspondente no mapa. A partir disso, você pode
facilmente visualizar a informação, e ainda, se utilizar deste recurso para realizar pesquisas e/ou
gerar mapas temáticos com base nas informações acrescentadas.
Um outro exemplo de aplicabilidade que pode ser considerado interessante para
demonstrar a eficiência desta ferramenta é utilizar uma tabela com informações detalhadas sobre
condições da malha viária de um determinado estado e a partir disso, utilizar recursos de
pesquisas (queries) para destacar estradas que se encontra em boas condições de uso.
Ao contrário do que se imagina, vincular tabela de banco de dados às feições não significa
aumento em MB para o projeto. O tamanho do arquivo é invariável, porque o banco de dados é
acessado pelo AutoDesk Map, através de um link, mas reside fora deste. Inclusive o mesmo
banco de dados pode ser utilizado por outros programas ou ainda em outras aplicações. Somente
o vínculo (link) fica armazenado no projeto. Isso significa que se você deletar a feição o atributo do
banco de banco de dados se mantém intacto.
4.1 - Modelo de Banco de Dados e SGBD
Segundo Rocha (2000), os sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBD)
informatizados é a principal ferramenta disponível atualmente para o armazenamento, manipulação
e organização de grandes volumes de informações. São sistemas que armazenam e recuperam
informações de acordo com uma simplificação do mundo real, em que cada entidade física é
representada com maior ou menor grau de detalhe, de acordo com as necessidades da utilização
das informações, ou seja, da aplicação.
Quanto ao modelo de armazenamento de informações, os SGBDs associados aos SIGs
são classificados em: seqüencial, hierárquico, de rede, relacional e orientado a objetos.
Seqüencial: Em uma estrutura em que as informações são guardadas em registros
organizados seqüencialmente, um após o outro. Por exemplo:
Nº do lote Endereço do lote Proprietário Endereço do
105
proprietário
007 Rua doa Aflitos, 13 Eutinatan S. Golicher Rua das Rosas, 24
008 Av. da Consolação, 01 Antônio C.E. Pereira Rua das Azaléias, 42
Hierárquico: Numa estrutura hierárquica existem diversos tipos de registros no banco de
dados. Estes registros são classificados como pais e filhos em uma hierarquia. Um registropai é associado a vários registros filhos que podem ou não ter seus próprios filhos e assim
sucessivamente. Por exemplo, em uma quadra, todos os lotes são filhos desta quadra. Os
filhos dos lotes seriam as edificações
dentro do lote. Se for eliminado o registro de uma quadra, todos os lotes são eliminados
automaticamente.
Rede: Na estrutura de rede, as diversas informações estão relacionadas entre si por meio
de apontadores. Estes apontadores formam pares de entidades e, de par em par,
conseguem expressar relacionamentos do tipo 1 para 1, 1 para vários, vários para 1 e
vários para vários. Por exemplo:
1:1 – no ocidente, cada marido só tem uma esposa e vice-versa;
1:n – numa empresa um empregado trabalho num departamento, mas um
departamento tem vários empregados;
m:n - um empregado trabalha em vários projetos e cada projeto pode contar com
vários empregados.
Relacional: Num banco de dados do tipo relacional, os diversos arquivos são ligados
entre si de forma apenas lógica. Cada arquivo ou tabela, como são chamados os arquivos
no modelo relacional, contém diversos campos (ou colunas) e, para se relacionar com o
outro arquivo, basta que este novo arquivo tenha um destes campos. Por exemplo: no
arquivo de proprietários, existe o campo “código do proprietário”. No arquivo de lotes
deverá existir também o campo “código do proprietário”. Desta maneira as duas tabelas
estão relacionadas.
Está provado que o modelo relacional, com seus recursos, é capaz de implementar
os conceitos de todos os modelos anteriores, simulando seu funcionamento e podendo
substituí-los, se necessário. É o principal tipo de banco de dados utilizado atualmente,
tanto para SIG’s como para aplicações convencionais. No entanto, a implementação de
conceitos espaciais não é simples, levando em geral a muitos problemas, principalmente
no consumo de espaço em disco, na performance e no entendimento da representação
dos dados por parte do usuário (DAVIS e FONSECA, 1997 apud Rocha, 2000).
106
Orientado a objetos: Segundo DAVIS e FONSECA (1997), nos bancos de dados
orientados a objetos, a unidade fundamental de recuperação e armazenamento de
informações passa a ser o objeto. O objeto é a estrutura de dados que contêm além de
suas informações gráficas e alfanuméricas, informações sobre o relacionamento deste
objeto com outros objetos. O comportamento do objeto também faz parte da base de
dados, ajudando a resolver, de forma padronizada, algumas situações comuns: criação do
objeto, exclusão do objeto, apresentação na tela, plotagem, etc.
Segundo os mesmos autores, este tipo de enfoque se apresenta como sendo mais
adequado para a implementação de SIG, pois permite uma maior flexibilidade na definição
das entidades representadas e suas interdependências, sem comprometer a percepção do
usuário com relação ao modelo (apud Rocha, 2000).
4.2 – Usando Banco de Dados no AutoCAD Map:
Blocos Atributos – É a forma mais primitiva do AutoCad de fixar uma informação textual a
uma entidade de desenho.
Object Data – É um banco de dados nativo do AutoDesk Map, em que possibilita criar
tabelas, estruturando nome, tipo, descrição e valor default de cada campo que compõe a
mesma. Use object data para criar tabelas simples no projeto, possibilitando armazenar
dados textuais e numéricos as feições do mapa. A tabela do Object Data aceita vínculo
com qualquer tipo de feição, e não somente como blocos. Isso o diferencia do recurso de
bloco atributos.
Banco de Dados Externo - Possibilita vincular atributos de banco de dados as feições
geográficas existentes no mapa, utilizando um link entre a feição geográfica e o banco de
dados, que reside externamente ao AutoDesk Map. Para possibilitar este tipo de
relacionamento, o AutoDesk Map dispõe de drives que possibilitam a leitura do banco de
dados através do próprio Autodesk Map. A vinculação do atributo de banco de dados a
feição somente é possível quando existe uma relação de coincidência entre a feição e o
atributo. Essa conexão é realizada através de um campo-chave que realiza a ligação (link)
entre o atributo e a geometria. O campo-chave denomina-se Link template.
4.2.1 - Bloco Atributo
Este comando cria uma definição de atributo que age como um modelo (Template). Além
disso, fornece uma etiqueta (Tag), que especifica tanto o pronto (Prompt) usado para inserção do
Valor de Atributo, quando o bloco que será é inserido, além do valor padrão (Default) para o
atributo. Ela também descreve local, tamanho e estilo de texto (String) usado para mostrar o
atributo.
107
Definições do Atributo (Attribute Definition) – Define a entidade que servirá como
Template para o bloco atributo. Para usar um bloco atributo, você deve defini-lo usando os
comandos DDATTDEF ou ATTDEF, e então incluir o atributo em uma definição de bloco. Você
pode fixar valores de atributo para entidades e extraí-las de um arquivo de banco de dados
externo.
Quando você insere este comando aparece uma caixa de diálogo que se divide nas
seguintes partes:
Mode – Configura a forma como será visualizado o atributo:
o Invisible - O valor do atributo fica invisível quando o bloco de atributo é inserido. O
comando ATTDISP permite a você controlar a visibilidade (ON/OFF)
o Constant - Insere um atributo fixo para todas as inserções de bloco.
o Verify - Durante o processo de inserção permite que você verifique se o valor está
correto.
Present - Permite criar atributos que são variáveis, mas que não são solicitados durante a
inserção do bloco. Quando você insere um bloco contendo um atributo em modo Present, o valor
do atributo não é solicitado, mas é configurado automaticamente como valor default (ou nulo se
não tiver valor default especificado)
Attibute Tag – Insere um texto associado a um bloco atributo, que posteriormente pode
possibilitar a extração de um atributo particular.
Attribute Value - Informação alfanumérica associada a uma etiqueta de atributos.
Exemplo de configuração de Bloco Atributo:
1. Entre em Draw - Blocks - Define Attributes;
Mode: Verify;
Tag: Praças;
Prompt: Código de Acesso;
Value: Praça;
Pick Point: Escolha onde inserir o atributo.
2. Na linha de comando do AutoCad: Block;
3. Block Name: AtribPraças;
4. Escolha os demais parâmetros;
5. Linha de Comando do AutoCad: Insert - Blocks - AtribPraças;
108
6. Vá inserindo os blocos de texto, note que ele lhe pedirá o código de acesso e ainda lhe
confirma o número digitado.
4.2.2 – Object Data
Utilizando recurso de criação de tabela do tipo Object Data no AutoDesk Map, é possível
armazenar uma variedade de informações sobre as entidades ou feições envolvidas no projeto.
Essas feições podem se referir a uma infindável lista de temas onde podem ser agregados, por
exemplo, informações sobre diâmetro de canos, extensão de rede elétrica ou até fluxo de trânsito.
Quando Existindo tabelas bem organizadas e estruturas, é possível também realizar consultas e
pesquisas (queries) usando object data como filtro e ainda construir mapas temáticos com base em
valores existentes em tabelas object data. Um outro ponto interessante, que vale ressaltar, é o fato
de poder utilizar tabela Object Data para associar documentos (externos) à feição do mapa como:
textos, planilhas, slides e outros. Ao configurar o programa de visualização do documento, o
AutoDesk Map inicializa automaticamente o programa ao se clicar sobre a feição, desde de que
este esteja devidamente instalado no computador.
Trabalhar com Object Data é muito fácil. Entretanto, para iniciar são necessários percorrer 3
passos básicos:
Passo 1: definir a estrutura dos campos das tabelas estabelecendo: nome, descrição, tipo
de campo;
Passo 2: alimentar a tabela criada no primeiro passo;
Passo 3: vincular o registro da tabela a feição correspondente no mapa.
Nota 1 :Uma mesma entidade pode conter mais de uma tabela vinculada. Assim como uma
mesma tabela Object Data pode fazer referência a uma ou mais entidades no mapa.
Exemplo 1: Uma feição do tipo eixo de logradouros pode ter vinculado informações
sobre logradouros e sobre fluxo trânsito, originados de tabelas distintas.
Exemplo 2: Uma tabela sobre pavimentação, contendo tipo de pavimento, pode
estar vinculada a mais de uma entidade do tipo logradouro, em um mesmo mapa.
4.2.2.1 - Definindo uma tabela Object Data
1. No menu Map, escolha Object Data – Define Object Data;
2. Na caixa de diálogo Define Object , clique New Table;
3. Na caixa de diálogo Define New Object Data Table, entre com um nome para a tabela no
campo Table Name;
4. Em Fiel Definitions preencha o campo Field Name para identificar o nome do campo;
5. Na lista Type , escolha o tipo de campo;
Interger: Inteiro (numérico) entre -2,147,483,648 e 2,147,483,647;
109
Character: caracter - qualquer caracter ate 132;
Point: Uma lista de 3 números reais separados por vírgula e representando campo como
de valoresX, Y e Z;
Real: Entre 1.7 E – 308 e 1.7E+308
6. Use o campo Description, para melhor descrever o campo que está sendo criado;
7. Use o espaço Default, para casos em que exista muita repetição de um mesmo valor;
8. Pressione o botão ADD para que o campo criado migre para a caixa Object Data Field;
9. Para remover um campo, pressione o botão Delete;
10. Para deletar todos os campos, pressione o botão Delete All;
11. Para concluir pressione o botão OK.
Figura 4-1
4.2.2.2 – Edição de campo de tabela object data: adicionando, corrigindo e
cancelando.
Adicionando novo campo:
1. Na caixa de Diálogo Define Object Data Table, selecione a tabela na qual deseja editar;
2. Clique em Modify;
3. Preencha os campos necessários;
4. Ao final pressione UpDate;
5. Clique em Ok para Concluir.
Editando campo:
1. Na caixa de Diálogo Define Object Data Table, selecione a tabela na qual deseja editar;
2. Clique em Modify;
110
3. Na caixa de diálogo Modify Object Data Table, em Object Data Field, selecione o campo que
deseja modificar;
4. Em Field Definition, faça as alterações necessárias;
5. Ao final pressione UpDate;
6. Clique Ok para Concluir.
Cancelando campo:
1. Na caixa de Diálogo Define Object Data Table, selecione a tabela na qual deseja editar;
2. Clique em Modify;
3. Selecione o campo que deseja deletar;
4. Em seguida pressione o Delete;
5. Para Deletar todos os campos, pressione o botão Delete All;
6. Em seguida pressione o botão UpDate para atualizar as modificações;
7. Para finalizar pressione OK.
Figura 4-2
4.2.2.3 - Removendo e Renomeando tabelas
Renomeando Tabelas:
1. Na lista de tabelas na caixa de diálogo Define Object Data, selecione a tabela que deseja
renomear.
2. Clique em Rename;
3. Entre com o novo nome;
4. Clique OK para finalizar.
111
Para Remover:
1. Na lista de tabelas, na caixa de diálogo Define Object Data, selecione a tabela que deseja
remover.
2. Clique Delete;
3. Pressione Close para finalizar;
Figura 4-3
Nota 2: Ao remover uma tabela do tipo Object Data, serão eliminados todos os links com feições
existentes no projeto.
4.2.2.4 – Vinculando registros de tabelas Object Data
Uma vez definida a tabela object data, os próximos passos são: preencher e vincular a tabela a
uma ou mais entidades no mapa.
1. No menu Map, escolha Object Data – Attach / Dettach Object Data;
2. Na lista Table, selecione a tabela que deseja vincular;
3. Selecione cada campo e preencha com as informações solicitadas;
4. Ao concluir o preenchimento pressione a tecla ENTER.;
OBS: Se passar para outro campo usando ponteiro do mouse, o registro preenchido
anteriormente é apagado. Por isso é necessário finalizar o registro com ENTER;
5. Na caixa de diálogo Action, selecione a opção Attach to Object;
Nota 3: Opção Overwhite:
112
Quando está opção estiver acionada, se houver algum registro de uma mesma tabela vinculada a
entidade, o AutoDesk Map Subscreverá o registro anterior, substituindo o registro atual. Caso não
esteja acionada, os diversos registros de uma mesma tabela vão sendo vinculados de forma
acumulativa a uma mesma entidade.
6. Selecione, no mapa, a entidade que receberá o registro da tabela Object Data.
Figura 4-4
4.2.2.5 - Desvinculando registros de tabela Object Data
Após vincular um registro, é possível desfazer o vínculo removendo o registro da entidade. Este
processo é feito a cada entidade. Para fazer mais de uma, use recursos de zoom.
1. Entre no menu Map – Object Data – Atach/Detach Object Data;
2. Em Action selecione a opção Detach from Object ;
3. Na lista de campos, selecione o campo que você deseja desvincular;
4. Selecione a(s) entidade(s) que terão registro removidos;
5. Confirme com a tecla direita do mouse.
4.2.2.6 - Editando registros de tabelas
Após vincular registros de tabela Object Data a entidades, é possível visualizar as informações
vinculadas e até fazer alterações sem alterar o vínculo. Este processo pode ser feito de duas
formas distintas. Uma via Menu Map e outra via Properties.
113
Menu Map:
Entre no Menu Map - Object Data – Edit Object Data;
Na caixa de diálogo Edit Object Data, na lista de table, selecione a tabela que será editada.
Esta lista é útil quando existem mais de uma tabela vinculada à mesma entidade;
Clique no Botão Select Object para selecione a entidade, no mapa, que deseja editar;
Em Object Data Field, selecione o campo que deseja fazer alteração;
Ao selecionar o campo o valor aparece no campo value;
Faça as alterações necessárias, mas não esqueça de pressionar ENTER ao finalizar cada
campo;
Se existirem múltiplos registros vinculados à mesma entidade, use o opção Insert Record e
Delete Record para inserir novo registro ou deletar registro;
Para mudar o valor para outra entidade, clique em select objects e selecione a próxima
entidade a ser modificada;
Clique OK para finalizar.
Clique no Botão Select Object para selecione a entidade, no mapa, que deseja editar;
Figura 4-5
Menu Properties:
1. Selecione a entidade no mapa;
2. Em seguida clique com tecla direita do mouse;
3. No menu de atalho selecione a opção
Properties;
4. Selecione o TAB Design para verificar a tabela
OD, vinculada a entidade;
5. Execute duplo-clique para editar o campo.
114
Figura 4-6
4.2.2.7 – Gerando link de Bloco Atributo para tabela Object Data automaticamente
Permitem converter entidade do tipo bloco atributos em tabela Object Data de forma
automática.
Para que isso ocorra, é necessário criar antes uma tabela Object Data para receber os blocos
atributos. Em seguida utiliza-se a ferramenta do AutoDesk Map que criar links automáticos
entre a tabela e o bloco atributo.
Nota 5: Para que ocorra a linkagem automática, é necessário que o layer que contém as
entidades, não estejam nos seguintes estados: Locado, congelado ou desligado.
1. Entre no menu Map – Define Object Data;
2. Crie uma nova tabela tabela para receber os blocos atributos;
115
Figura 4-7
3. Entre no menu Map – Database – Generate Links;
4. Selecione o tipo de link que que deseja realizar:
5. Block - Cria links de dados do tipo Bloco atributo e armazena o link no próprio Bloco
atributo;
6. Text - Cria link de textos. O link é criado na entidade texto;
7. Enclosed Block - Cria links de blocos envolvidos por polylines. O link é criado na polyline;
8. Enclosed Text – Cria links de textos envolvidos por polylines. O link fica armazenado na
polyline.
9. Pressione Ok para finalizar;
10. Na linha de comando, pressione ENTER para linkar todo o layer.
116
Figura 4-8
11. Para verificar o Link, entre no menu Map – Object Data – Edit ObjectData;
12. Selecione a entidade que contém o bloco atributo;
13. Após feita a linkagem, a tabela Object Data poderá ser editada e consequentemente
implementados novos campos que enriquecerão o trabalho.
Figura 4-9
4.2.2.8 - Vinculando Object Data durante a digitalização
A associação de atributos, sob forma de tabela Object Data durante a digitalização é muito
produtivo porque possibilita a criação de entidades inteligentes no momento da construção do
mapa. Este procedimento poupa tempo em etapas futuras muitas vezes mais trabalhosas.
Essa ferramenta dispõe também de um dispositivo que possibilita o preenchimento obrigatório de
campos de tabelas object data durante a digitalização, facilitando assim o controle da construção
de entidades não atributadas no mapa.
Antes de iniciar é necessário criar a tabela que receberá os dados ou utilizar uma já construída.
Estas informações serão necessárias nos passos a seguir.
1. Entre no menu Map – Data Entry – Digitize Setup;
2. Na caixa de diálogo Digitize Setup, em Object Type, selecione o tipo de entidade gráfica
que serão digitalizadas: Nodes (pontual) ou Linear (linear);
3. Marque Attach Data para selecionar a tabela object data;
4. Ao abrir a caixa de diálogo Data to Attach, selecione Object Data em Object Data Type;
5. Em Object Data Tables, selecione na lista a tabela que será utilizada;
6. Utilize a opção Promp for label point para que seja obrigatório o preenchimento da
tabela;
117
7. Ao retornar para caixa de diálogo Digitize Setup, dependendo do tipo de entidade que
será digitalizada, é necessário preencher informações mais detalhadas para construção da
entidades durante a digitalização:
Nodes
Create on Layer: Indique o layer onde serão armazenadas as entidades que serão
digitalizadas;
Block name: Se for utilizar bloco atributo, indique o nome do bloco;
Prompt For: utilize esta opção para mudar rotação e escala do objeto ponto;
Object Snap to End: selecione está opção para ativar o Snap.
Lines
Create on Layer: Indique o layer onde serão armazenadas as entidades que serão
digitalizadas;
Linetype: Use esta opção para indicar o tipo de linha que será digitalizada;
Elevation: Indique se será 2D ou 3D (X,Y,Z);
Width: Use esta opção para indicar espessura das linhas;
Object Snap to End: selecione está opção para ativar o Snap.
Figura 4-10
8. Pressione OK para finalizar;
9. Para iniciar a digitalização, Entre no menu Map - Data Entry- Digitize;
10. Construção uma entidade no mapa;
11. Ao finalizar a digitalização, automaticamente se abrirá a tabela Object Data solicitando o
preenchimento;
118
Figura 4-11
12. Posteriormente a digitalização com atributo poderá ser conferida, utilizando a opção de
visualização Properties.
4.2.3 – Banco de Dados Externo (External Database)
Ao iniciar um projeto de SIG, normalmente se idealiza um projeto completo, contendo o
máximo de informações possíveis a respeito de um determinado tema. Tais informações podem
existir sob forma de banco de dados, documentos textuais ou planilhas. Quando as Informações
são armazenadas no projeto sob forma de banco de dados, traz maior integração e autonomia para
o projeto. Portanto, antes de iniciar é necessário saber exatamente o que se deseja, fazendo uma
triagem da documentação preexistente para não trazer para o sistema, informações que não serão
utilizadas ou que fogem a proposta do projeto. Fazer um inventário filtrando o que beneficia o
projeto, criando tópicos de benefícios, pode ser um bom início para o sucesso do projeto.
Ao estudar tabelas do tipo Object Data, foi visto formas de criar banco de dados, atribuindo
valores para as entidades, bem como vincular informações textuais, fotografias ao projeto. Neste
item será visto como trabalhar com banco de dados que residem externamente ao AutoCAD Map.
Se em seu projeto existem dados que estão armazenados em banco de dados do tipo
ACCESS, ORACLE, SQL e outros, o AutoDesk Map possibilita a vinculação desses dados a
entidades do projeto. Para isso, o Autodesk Map utiliza drives que permite a conexão entre os
diversos tipos de banco de dados externo existentes e o projeto que está sendo desenvolvido. Tais
informações, posteriormente poderão ser vistas através de janela de visualização denominada
Data View, assim como podem ser realizadas consultas a estas bases de dados e até produzir
mapas temáticos.
119
Para exemplificar, após importar para o projeto limites municipais do Estado do Rio de
Janeiro, tornou-se necessário trazer para o projeto dados populacionais a respeito dos municípios.
Tais informações encontram-se armazenadas em banco de dados do tipo Access. O banco de
dados poderá ser vinculado ao projeto e através da interação entre base de dados vetorial e
alfanumérica, poderão ser construídos relatórios populacionais.
O AutoDesk Map suporta os seguintes métodos de conexão para banco de dados externo:
Jet Provider, que trabalha com Access, SQL Server Provider, Oracle Provider e Drive OBDC. Este
último requer informações específicas para cada DBMS e necessita criar um DSN que registra as
informações sobre o DBMS.
O AutoCAD Map cria DSN automaticamente para os seguintes tipos de banco de dado:
Dbase
Excel
Fox Pro (2x)
Ms Access
Paradox
Para trabalhar com Oracle ou SQL é necessário criar DSN para conexão ou fazer a
conexão através do Display Manager que será visto adiante no Capítulo 11.
Nota 1: Os bancos de dados que tem linkagem automática, também podem ser configurados via
ODBC, porém é recomendado que se use o Microsoft Jet Direct Drives para melhorar o
desempenho e reabilitar o banco de dados, quando vincular, linkar e registrar banco de dados.
Data Source - Entende-se por Data Source a tabela externa ou ao conjunto de tabelas que forma
um banco de dados externo. Ao vincular um banco de dados ao projeto, automaticamente o banco
fica listado no Data Source. Isso pode ser identificado no Map Explorer do projeto. A vinculação do
banco pode ser realizada simplesmente usando o recurso drag and drop do Windows. O Microsoft
Windows usa UDL como ponto para especificar um Data Source. O arquivo UDL lista a
localização, o tipo, a versão e o drive apropriado para o banco de dados que está sendo utilizado.
Para cada Data Source, ou seja, para cada banco de dados que é conectado ao AutoDesk Map é
criado um arquivo UDL. O Autodesk Map usa o UDL como shortcut para acessar mais rapidamente
o banco desejado.
Link Templates - Informa o campo da tabela do banco de dados que contém a chave que uni os
dados alfanuméricos da tabela com os dados vetoriais do mapa. O AutoDesk Map usa links para
conectar entidades gráficas do mapa com informações de banco de dados e o link se estrutura em
6 partes: Environments, Catalog, Schema, Table , Key Column(s) e Link template.
120
Environments: Gerencia o banco de dados. Também chamado de database management
system (DBMS). É a parte da hierarquia que inclui catálogos, esquemas e tabelas.
Catalog: Elemento do banco de dados que ajuda você a organizar seus dados. Catálogo é
um alias que representa o caminho do diretório que contém os subdirectórios onde estão
armazenados os arquivos do banco de dados. É o nome lógico para o percurso (path)
onde reside o Schema. Observe que nem todo banco de dados suporta catálogos.
Schema: Elemento do banco de dados que organiza ainda mais seus dados. O Schema é
o alias que representa o subdirectório abaixo do catálogo que contém as tabelas do banco
de dados.
A estrutura de catálogos e schemas varia dependendo do gerenciador de banco
dados que você está usando.
Table: Tabela do banco dados que contém a coluna que você pode linkar para entidades
do AutoDesk Map .
Key Column – Coluna no banco de dados que contém valores únicos. Você pode usar
mais de uma coluna comochave em LPN (link path name), mas é recomendado que se
use somente colunas contendo valores únicos ou única combinação de valores, porque a
entidade de desenho também é única. Ao linkar teríamos uma entidade de desenho e um
registro de banco de dados.
Link Template: Consiste em um valor na coluna chave da tabela que está sendo usada
para linkar registros de um banco de dados a entidades de um mapa, com objetivo de
estabelecer a conexão entre entidades e tabela. O LPN é também um tipo de diretório alias
usado para reter essas informações e fica armazenado na sessão de trabalho.
Você usa a coluna chave como base para edição e pesquisa em um banco de dados
externo.
Nota 2: Schema deverá ser subdirectório de Catálogo
4.2.3.1 – Vinculando e conectando Banco de Dados
Sempre que você vincula um banco de dados ao projeto, o AutoDesk Map verifica
automaticamente se o tipo de banco de dados é registrado para ambiente de desenvolvimento do
sistema operacional Windows ou não. Quando você encerra a sessão de trabalho todo e qualquer
banco de dados agregado a sessão de trabalho é desconectado. Ao abrir novamente o projeto o
banco é automaticamente reconectado.
O Autodesk Map disponibiliza 4 formas de vincular banco de dados ao projeto:
1. Usando o menu Map – Database;
2. Usando Map Explorer;
3. Usando Drag and Drop do Windows;
4. Digitando o comando MAPATTACHDB no prompt do AutoDesk Map.
121
Menu Map - Database
1. Entre no Menu Map – Databases – Data Sources – Configure;
2. Na caixa de diálogo Configure Data Source entre com um nome no campo Data Source
Name;
3. Pressione OK;
Figura 4-12
4. Na caixa de Diálogo Data Link Properties encontram-se 4 fichas (tabs): Provider,
Connections, Advanced e All;
5. No Tab Provider, selecione o tipo de conexão que será estabelecida com o banco de
dados. Se o banco for um Microsoft Access, aconselha-se usar a conexão Microsoft Jet
4.0;
6. Clique Next para Continuar;
122
Figura 4-13
7. No Tab Connection, use reticências(...) para localizar o diretório e o banco de dados que
será conectado;
8. Se necessário entre com Log In e senha do banco;
Figura 4-14
9. Teste a conexão;
Figura 4-15
10. No Tab Advanced podem ser feitas configuração para acessar via rede;
11. No Tab All, mostra todas as configurações a ajustadas para o DSN que está sendo criado;
12. Pressione OK para finalizar.
13. Retorne para o Menu – Map - Database e selecione – Attach;
14. Na caixa de diálogo Attach, selecione na lista o Data Source criado para conexão criada;
em seguida pressione Attach;
15. Observe Data Source, no Map Explorer do Projeto e veja todas as tabelas disponíveis
dentro banco de dados Access que foi conectado;
16. Para Visualizar os dado, execute um duplo-clique sobre a tabela;
123
Figura 4-16
Usando Map Explorer
Para configurar uma conexão no Map Explorer, clique com a tecla direita do mouse sobre o
diretório Data Sources;
1. No menu de atalho selecione a opção:
2. Configure - para criar o arquivo UDL da conexão com banco de dados;
Figura 4-
17
3. Attach - para utilizar uma conexão existente;
4. Selecione o arquivo UDL e em seguida clique em Attach para finalizar.
124
Figura 4-18
Usando Drag em Drop
1. Abra o windows explorer no diretório que contém o banco de dados;
2. Selecione o banco desejado e arraste-o até o diretório Data Source, no Map Explorer;
Figura 4-19
3. A conexão é feita automaticamente.
Nota 3: O AutoDesk Map não aceita vincular arquivos tipo DBF que tenham hífen(-) ou underscore
(_). Para que a conexão com banco de dados seja bem sucedida, modifique o nome do arquivo
retirando esta sinalização.
4.2.3.2 – Desconectando e Desvinculando Banco de Dados
Desconectar – mantém a conexão do banco de dados com o projeto, mas o acesso as tabelas do
banco não ficam disponíveis
125
Desvincular – Interrompe o vínculo do banco de dados com projeto, retirando o banco de dados
do projeto.
Enquanto o banco de dados está conectado ao projeto, este consome memória virtual do
computado. Para economizar memória, pode-se desconectar o banco de dados, mas mantê-lo
vinculado ao projeto.
Desconectando Banco de Dados
1. Usando o menu Map - Database – Data Source - Disconnect;
2. Na caixa de diálogo Disconnect Data Source, selecione o Data Source desejado;
3. Em seguida pressione Disconnect.
Figura 4-20
4. Usando Map Explorer, clique com a tecla direita do mouse sobre o banco, ao abrir o menu de
atalho, selecione a opção Disconnect;
5. Clique em yes para confirmar.
126
Figura 4-21
Desvinculando Banco de Dados
1. Usando menu Map, escolha Database – Data Source – Dettach;
2. na caixa de diálogo Detach Data Souce, selecione o banco de dados que deseja
desvincular;
3. Em seguida pressione o botão Detach;
Usando o Menu Explorer:
4. Clique com a tecla direita sobre o banco de dados, ao abrir o menu de atalho selecione a
opção Detach;
5. Em seguida pressione Yes para finalizar.
Figura 4-22
4.2.3.3 - Visualizando e Editando Banco de Dados usando Data View
Após ter vinculado e conectado banco de dados ao projeto, AutoDesk Map prover uma forma de
visualizar as tabelas, registros e consultas do banco de dados, através de uma ferramenta
denominada DataView.
o View Mode: Possibilita alterar a visualização dos dados funcionando de forma semelhante
a uma editor de planilhas. Deste forma esta opção permite: formatar, ocultar, sortear,
ordenar, além de criar links de forma manual.
127
o Edit Mode: Possibilita a edição de tabelas e registros, ou seja, adicionar ou deletar
registro.
Visualizando múltiplas Dataviews
Como padrão, o AutoDesk Map abre uma várias janelas Data View em uma mesma sessão de
trabalho. Contudo, se a aplicação solicitar que sejam somente uma janela fique aberta, é possível
configurar esta opção no Menu Map – Tools, no tab Data Source.
Figura 4-23
Visualização de tabelas usando menu Map:
Selecione no Menu Map a opção Database;
1. Clique em View Data e em seguida View table;
2. Na caixa de diálogo select table, selecione o data source na primeira lista;
3. Selecione na segunda lista a tabela que deseja visualizar;
4. Clique Ok para finalizar;
128
Figura 4-24
5. Ao pressionar Ok, abre-se uma janela disponibilizando os dados da tabela solicitada;
Figura 4-25
6. Observe que apesar dos dados disponíveis, a data View Não possibilita nenhum tipo de
edição.
4.2.3.4 - Formatando colunas
1. Abra uma tabela em Data View,
2. Selecione uma ou mais colunas;
3. Entre no menu Format ou clique com tecla direta do mouse para abrir o menu de atalho e
em seguida selecione Format;
129
Figura 4-27
4. Ao abrir a caixa de Diálogo Column, possibilita fazer opções de configuração de Fonte,
Color, Borda e Alinhamento.
Figura 4-28
Congelando e descongelando colunas
1. Abra uma tabela em Data View,
2. Selecione uma ou mais colunas;
3. No menu Data View, escolha menu View;
4. Em seguida selecione a opção Freeze Column;
5. para verificar o congelamento da coluna, use a barra de rolamento da Data View.
6. Para descongelar as colunas, selecione-as novamente e retorne para o menu View do
Data View;
7. Escolha a opção Unfreeze column;
Fazendo Seleções
Você pode facilmente navegar pelo DataView usando as barras de rolamento horizontal e
vertical. Pode também selecionar simples e múltiplas linhas e tornar qualquer linha como corrente.
Selecionando uma linha simples
1. Clique no cabeçalho do registro, situado no canto extremo esquerdo da tabela.
130
Selecionando múltiplas linhas
1. Clique no cabeçalho do registro, situado no canto extremo esquerdo da tabela e deslize o
mouse para baixo até atingir o ponto desejado;
2. Uma outra opção é selecionar o primeiro registro e com a tecla shift pressionada clique no
ponto do registro desejado;
3. Se os registros desejados não são contíguos, use a tecla CRTL para fazer a seleção.
Tornando a linha como linha corrente
Para tornarregistro como corrente, basta clicar no cabeçalho do registro selecionado. No
cabeçalho do registro, surge uma seta preta, indicando que o registro está corrente.
4.2.3.5 - Editando tabelas
1. Selecione no Menu Map a opção Database;
2. Clique em View Data e em seguida Edit Table;
3. Na caixa de diálogo select table, selecione o data source na primeira lista;
4. Selecione na segunda a tabela que será editada;
5. Ao abrir a tabela, possibilita fazer edições;
Figura 4-29
Localizando registros
131
1. Posicione o cursor na coluna da tabela que contém as informações necessárias para a
busca;
2. Entre no menu Edit e em seguida selecione a opção Find;
3. Na caixa de diálogo Find , digite a busca na caixa de texto Find What;
4. Faça a opção de direção e em seguida pressione Find Next;
5. Use cancel para fechar.
Figura 4-30
Localizando e substituindo registros
1. Posicione o cursor na coluna da tabela que contém as informações necessárias para
substituição;
2. Na caixa de diálogo Find and Replace, digite o texto de busca e o texto de substituição;
3. Em seguida pressione o o botão Find Next;
4. Escolha Replace ou Replace All para substituir o texto que você está procurando;
5. Clique em Close para finalizar.
Adicionando um novo registro
1. No menu DataView, selecione o menu Record;
2. Em seguida faça a opção Append;
3. Outra opção é rolar até o final da tabela e utilizar o registro que contém um asterisco (*)
Nota 4: Um asterisco (*) à esquerda da linha marca a localização de onde você pode adicionar um
novo registro. Você pode também filtrar ou limitar o dado mostrado no DataView.
132
Filtrando uma informação
1. No menu DataView, selecione o menu Records,
2. Em seguida selecione a opção QSL Filter;
3. Na caixa de diálogo filter, selecione a coluna desejada em em seguida configure o critério
que será utilizado como filtro(operadores e valores de campos);
4. Selecione o botão com reticências (...) para selecionar da lista de possíveis valores
disponíveis para a coluna selecionada;
Figura 4-31
5. Após configurar o critério, escolha ADD;
6. A condição que você configurou aparece na lista de filtro SQL;
7. Usando as condições AND, OR e NOT, você pode adicionar varias condições e agrupá-las
para ser evoluído na ordem que se deseja;
8. para usar Wild Cards, selecione o operador Like. Por exemplo, para produzir a listagem
somente de ruas que começam com a letra C, configure o operador like entre com C* ou C
% na caixa de valor;
9. Escolha History para ver a lista de filtros que você tem previamente definido para a tabela;
10. Na caixa de diálogo filter History, para usar o filtro selecione-o na lista e escolha OK, ou
duplo-clique.
133
Figura 4-32
11. Para apaga, selecione o filtro e escolha Delete;
12. Para apagar todos, escolha Delete All;
13. Quando terminar, escolha OK;
14. Quando sua declaração de condições estiver completa, selecione OK.
A janela DataView agora mostra somente os registros que foram especificados na condição.
Limpando o filtro
1. No menu DataView, selecione a opção Record em seguida Clear Filter
Imprimindo relatórios
1. No menu DataView, selecione file em seguida aget Setup;
2. Na caixa de diálogo page setup, faça as opção de impressão;
3. Em seguida pressione OK;
4. No menu DataView, selecione File – e em seguida header and footer;
5. Na caixa de diálogo Header and Footer, configure sua opção para cabeçalho e rodapé de
seu relatório e escolha OK;
6. No menu DataView , selecione a opção File e em seguida Print;
7. Na caixa de diálogo padrão Windows, selecione quantidade de páginas e números de
cópias e escolha OK.
Visualização de tabelas usando Map Explorer
1. Clique com o botão direito do mouse sobre a tabela e faça a opção de Edit Table ou View
table.
134
2. Usando este método o AutoDesk Map não pergunta Data Source da tabela;
3. Ao passos seguinte são semelhantes ao método anterior.
Figura 4-33
4.2.3.6 – Linkando registros de banco de dados às feições gráficas do mapa
Embora você possa manipular e analisar seus dados usando somente os recurso básicos
de DataView, é muito mais interessante trabalhar com a ferramenta DataView quando existe
vínculo entre os registros da tabela e as entidades do mapa.
A associação entre a entidade gráfica e o registro de banco de dados é feita através da
geração de LINK entre um ou mais registros da tabela. Existem formas automáticas e formas
manuais de gerar links com banco de dados. O Link Template especifica como unir entidades
gráficas para registro de banco de dados. A linkagem ocorre quando existe uma correlação entre a
entidade gráfica e um campo da tabela do banco de dados. A correlação normalmente é feita
através de um identificador ou chave primária. Especifica o nome do banco de dados e as colunas
fundamentais para ser identificado exclusivamente a cada registro. A coluna-chave (key column) é
o identificador que relaciona a entidade gráfica ao registro da tabela. Desta forma, esta coluna
deverá conter valores únicos e que, portanto não se repetem.
É importante ressaltar que não é possível criar Links de entidades não gráficas tais como
layers e tipos de linhas. O link fica armazenado na entidade gráfica, o que significa que ao move,
copiar ou deletar uma entidade que esteja linkado a uma tabela, o link também é movido, copiado
ou deletado.
135
Figura 4-34
Formas de Linkagem:
Conectando Entidades e registros manualmente. Uma entidade a um registro de cada vez;
Criando links automaticamente estabelecendo coincidências entre a entidade gráfica e a
tabela do banco de dados;
Criando link enquanto digitaliza;
Convertendo uma tabela Object Data para banco de dados externo.
Definindo um Link Template
1. Entre no menu Map e selecione a opção Database e em seguida Define Link Template;
2. Em Map Explorer, clique com a tecla direita do Mouse sobre o diretório Link Template e
seguida, ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Define link Template;
3. Ao abrir a caixa de diálogo Define Link Template, selecione o banco de dados em Data
Souce;
4. Em Table Name, selecione a tabela do banco de dados que deseja criar link;
5. No campo Link Template, dê um nome para identificar o Link;
6. Em Key Selection, marque a coluna da tabela que corresponderá a coluna-chave, ou seja
que fará correspondência entre a entidade gráfica e a tabela do banco de dados;
7. Clique Ok para finalizar.
136
Figura 4-35
Nota 5: Ao gerar Link Template diretamente do diretório Data Source, clicando com tecla direita do
Mouse sobre a tabela, evidentemente o AutoDesk Map não pergunta qual o Data Source e qual a
tabela, pedindo somente para identifiacr o Link Template.
Figura 4-36
Nota 6: Colunas com dados binários ou dados definidos pelo usuário, não podem ser utilizadas
como chave.
Consultando as propriedades do Link template
137
1. Entre no menu Map – Database – Edit Link Templates Properties;
2. Na caixa de diálogo Select Database Objects, selecione o Link template que deseja
consultar e pressione a tecla continue;
Figura 4-37
3. Na caixa de diálogo Link Template Properties, disponibiliza todas as informações
necessárias sobre o link criado.
Figura 4-38
Criando Links Manualmente
1. No diretório Link Template, execute um duplo-clique sobre o link criado para abrir a janela
Data View;
138
2. Na tabela, clique no cabeçalho do registro que deseja linkar;
3. Em seguida, entre no menu Links, do Data View;
4. Selecione a opção Link Records to Objects;
5. Em seguida, com o mouse busque no mapa a entidade gráfica correspondente ao registro;
6. Confirme com Enter ou com a tecla direita do Mouse;
Figura 4-39
7. Repita os passos citados acima para continuar linkando um a um.
Criando links automaticamente
Se existirem no mapa informações do tipo textos ou bloco atributos que coincidem com
alguma tabela do banco de dados, é possível então, fazer a linkagem automática criando links para
cada entidade gráficaselecionada e o respectivo registro da tabela.
Suponha, por exemplo, que exista no mapa um layer de lotes e um layer com identificação
do lote (número do lote). Vinculado ao projeto, existe um banco que contém uma tabela
denominada lote e que nesta contém as informações complementares sobre os lotes do mapa. Na
mesma tabela existe uma coluna que contém a identificação dos lotes do mapa e que esta por sua
vez coincide com o texto contido no layer texto. Com estas possibilidades é possível linkar
automaticamente textos e tabela automaticamente. A linkagem automática também é possível
caso exista bloco atributo ao invés de texto.
Usando a opção Generate Links é possível criar Links da tabela do banco de dados
externo ou entidades gráficas vinculadas a tabelas do tipo Object Data.
Nota 7: você não pode criar Links para entidades em layers que estão travados, congelados ou
desligados.
139
Nota 8: Não é possível gerar links automáticos a partir de textos e blocos para polilinhas abertas,
linhas ou ponto.
Gerando link de tabela automaticamente
1. Entre no menu Map - Database – Generate Link – em Map Map Explorer, clique com a
tecla direita do mouse na tabela do Database
2. No menu Map Explorer, escolha a pasta Link template. Sobre o link template criado,
clique com a tecla direita do mouse para abrir o menu de atalho. No menu de atalho
selecione a opção Generate link;
3. Ao abrir a caixa de diálogo Generate Data Link, em Link template faça a opção de
linkagem:
Block - Cria links de dados a partir de bloco atributos e armazena o link no próprio Bloco
atributo;
Text - Cria link a partir de textos. O link é criado na entidade texto;
Enclosed Block - Cria links de blocos envolvidos por polylines. O link é criado na polyline;
Enclosed Text – Cria links de textos envolvidos por polylines. O link fica
armazenado na polyline.
Nota 9: Para usar a opção Enclosed Text, o Link Template deverá conter somente uma coluna-
chave.
Obs: No exemplo utilizado trata-se de um bloco atributo
Figura 4-40
4. Em Data Link, selecione a que tipo de tabela será linkado:
140
5. Create Object Data Record – Preenche automaticamente tabelas do tipo Object data de
forma automática, utilizando um texto ou um bloco atributo;
6. Create Data Base Link - gera links a partir de tabela de banco de dados externo,
utilizando um texto ou um bloco atributo.
7. Na Lista em Link template selecione o Link Template que representa a ligação entre a
tabela e a entidade gráfica;
8. Na lista Block é liberada somente quando seleciona opções em que se utiliza blocos
atributos. Selecione o nome do bloco atributo que será envolvido no processo;
9. Se você está criando Links de tipo enclosed text, selecione um Link Template que tem
somente uma coluna chave.
10. Se você esta criando Links de blocos ou enclosed blocks, para cada coluna-chave no
Link Template, selecione o tag correspondente do bloco atributo.
11. Em Database Validation, selecione opção de regras de validação para vinculação dos
dados;
12. None: Cria Links sem desempenhar cheque de validação
13. Link Must Exist: Cria Links somente se o valor da etiqueta do atributo coincidir com o
valor da coluna chave de um registro existente.
14. Create If New: Cria um novo registro na tela se não existir registro coincidente. O novo
registro tem valor da coluna chave preenchido, mas outras colunas estão em branco.
15. Selecione Use Insertion Point as Label Point para salvar o ponto de inserção do bloco ou
texto como o label point para entidades no qual a informação do Link está vinculada.
16. Label Point é o ponto usado para inserir tudo quando você resgata uma entidade e define
um texto baseado na propriedade de alteração.
17. Escolha OK para finalizar a etapa de configuração;
141
Figura 4-41
18. Em seguida pressione ENTER para selecionar todos os blocos ou todas as entidades de
texto, ou ENTER "S" para selecionar blocos ou textos individualmente.
4.2.3.7 - Usando Data View para visualizar Links com banco de dados
Uma vez realizada a linkagem, tanto manual quanto automática, entre as entidades gráficas e o
banco de dados, é possível utilizar o recurso de visualização Data View para acessar e manipular
os dados vinculados.
Execute um duplo-clique sobre o Link Template que já foi linkado;
No menu Data View, entre as opções de visualização em HighLight:
1. Auto Highlight – Destaca colorindo os registros das tabelas que estão sendo consultados;
2. Auto Zoom – Traz para a tela os registros consultados, utilizando uma escala de
visualização informada durante a configuração desta opção;
3. Auto Select – Desta a entidade gráfica consulta, utilizando recurso de clip do autocad;
4. Zoom Scale – Permite inserir escala de visualização das entidades gráfica
correspondente.
5. No DataView, selecione um ou mais registro, clicando no cabeçalho da tabela (canto
extremo esquerdo da tabela);
Figura 4-42
6. Observe que quando mais de um registro é selecionado, o Autodesk Map organiza os
registros na tela de acordo com a escala de visualização selecionada;
142
Figura 4-43
Visualizando Link na tabela a partir de seleção de entidades no mapa
1. Execute um duplo-clique sobre o Link Template que já foi linkado;
2. No menu Data View, entre as opções de visualização em HighLight;
3. Selecione a opção Highlight Record e em seguida Select Objects;
4. Com o cursor do mouse, selecione algumas entidades no mapa ou faça uma janela
envolvendo várias entidades;
5. Em seguida confirme com a tecla direita do mouse;
Figura 4-44
143
6. Use a opção Clear HighLight para desfazer a seleção;
7. Use a opção Show Highlighted Records Only para mostrar na tabela somente registros
selecionados na consulta;
Figura 4-45
8. Use a opção HighLight Color para configurar a cor de destaque do registro. A cor
escolhida fica sempre destacada no canto inferior direita;
Figura 4-46
Linkando registros de banco de dados enquanto digitaliza
144
Conforme visto no 5.2.10 deste capítulo, é possível vincular entidades a banco de dados externo
enquanto digitaliza. Para que isso seja possível é imprescindível realizar todas as etapas
necessárias para criar um link template, conforme visto anteriormente neste mesmo capítulo.
1. Entre no menu Map - Data Entry;
2. Selecione a opção Digitize Setup;
3. Na caixa de diálogo Digitize Setup, Selecione a opção Attach Data e em seguida pressione o
botão Data to Attach;
4. Ao abrir a caixa de diálogo Data to Attach, selecione a opção Database Link para linkar a um
banco de dados externo;
5. Em Database link Settings, selecione na lista o Link Template criado para vínculo com o
banco;
6. Em Record Validation, selecione uma das opções:
o Validate: Confere se o valor que você entrou na coluna chave existe usado pelo Link Path
Name. Se o valor existe, a entidade de mapa é "linkada" para este registro; se não, um
novo valor é requerido. Use esta opção quando cada entidade de mapa corresponder a um
registro no banco de dados.
o Validate e Create: Confere se o valor que você digitou para a coluna chave já existe
sendo usado Link Path Name. Se o valor existir, a entidade é "linkada" ao registro, se não,
um novo registro com este valor é criado na tabela e "linkado" na entidade. Se o novo
registro é criado, a caixa de diálogo Data Entry permite a você inserir valores para outras
colunas no registro. Use esta opção quando estiver editando um banco de dados existente,
você pode editar ou adicionar registros de banco de dados.
o No validation: O valor inserido é "linkado" para a entidade. Use este valor se você tem
correspondência no banco de dados e não quer criar um.
9. Pressione OK, para retornar;
145
Figura 4-47
10. Em Object Type, selecione o tipo de entidade que será digitalizada;
11. Use Prompt for label point para que o preenchimento da tabela seja obrigatório;
12. Em Nodes ou Linear objectSetting, faça as configurações de layer, tipo de linha,
espessura e blocos onde que serão digitalizados;
13. Clique OK para finalizar a configuração;
14. Entre novamente no menu Map – Data Entry- Digitize;
15. Inicie a digitalização. Ao concluir a digitalização com Enter, abre-se a tela solicitando a
preenchimento;
Figura 4-48
4.2.3.8 - Exportando tabelas Object Data para Bancos de dados externo
Esta ferramenta pode ser considerada como uma das mais úteis do Autodesk Map porque
permite converter uma tabela do tipo Object Data (formato nativo do Autodesk Map) para um banco
de dados externo (Access, SQL, Oracle,etc). Isso significa que uma tabela criada no AutoDesk
Map, pode estabelecer relacionamentos com outras tabelas criadas fora do AutoDesk Map.
Inclusive tabelas do tipo Object Data que se tornaram volumosas ao projeto, podem migrar para
um banco de dados externo tornando o projeto mais leve em MB. Ao exportar a tabela Object Data
para o banco de dados externo, o AutoDesk Map faz automaticamente o Link entre a feição e
banco de dados. Esta é a solução mais viável para que grandes quantidades de entidades pontuais
que não possuem bloco atributo ou entidades lineares possam gerar link automático com o banco
de dados externo. Outro ponto interessante, é que tabelas provenientes de importações de outros
formatos,como arquivos do tipo SHP, podem ser exportada diretamente para o banco de dados
sem ter que passar pela condição de tabela Object Data.
146
Convertendo Object Data em tabela de banco de dados externo
1. Entre no menu Map – Tools – Convert Object Data to Database Link;
2. Na caixa de diálogo Convert Object Data to Databe Link, em Source Object Data Table,
selecione na lista a tabela que será exportada;
3. Use a opção Remove Data from Obejcet Processed para remover a tabela object data
da entidade após ser exportada;
4. Em Target Link Template as opções:
Convert Object Data to Database – Migra a tabela object data para o banco de
dados externo;
Link Object Data to Database – vincula entidades com tabela object data para
registros de tabelas de banco de dados externos, utilizando como link campos-
chave;.
Ao clicar no botão Define com a opção Convert Object Data to Database
acionada, abre-se uma caixa de diálogo Define Link Template, onde deverá dado
informações o link que será criado:
Data Source;
O Table Name é preenchido automaticamente;
Figura 4-49
147
Key Column (coluna-chave) é sugerido automaticamente pelo AutoDesk Map, mas poderá
ser modificado selecionando outro campo em select;
Figura 4-50
5. Em Link Template crie um nome para o link;
6. Clique Ok para retornar para a caixa de diálogo Convert Object Data to Databse Link;
7. Em Object Selection, informe se a conversão das entidades serão parcial, selecionando
quais serão convertidas, ou se serão todas convertidas automaticamente;
8. Use a opção Layer das entidades que contém o banco Object Data que será convertido;
9. Clique em Proceed para realizar a conversão.
Figura 4-51
148
4.3.4 – Vinculando Documentos
Permite consultar uma determinada entidade no mapa no qual além de uma tabela Object
Data com informações detalhadas, existam também informações adicionais do tipo fotos,
planilhas e documentos word; é muito produtivo e enriquecedor.
Use a ferramenta Document View para associar documentos, planilhas, apresentações e
imagens, que residem fora do AutoDesk Map, a entidades residentes do mapa. Para vincular
documentos é necessária uma seqüência de passos, onde os mais importantes são: saber o
diretório onde reside o documento e qual o programa que executa o arquivo, quando for
solicitado a sua visualização.
Para ilustrar, suponha a existência de um tema denominado edificações históricas, onde a
cada limite de edificação foi associado um mapa em formato de imagem, contendo a planta
baixa da edificação, a foto da fachada e a documentação histórica do local. Para associar um
documento, é necessário antes criar uma tabela Object Data ou External Database que fará a
ligação entre a feição do mapa e o documento externo, no qual receberá principalmente o
nome dos arquivos dos documentos (com grafia perfeita). A tabela não fica limita a ter somente
o campo que contém nome do arquivo que será executado, podendo ser acrescentados outros
campos conendo dados complementares.
Nota 4: Ao armazenar o nome do documento em tabela tipo object data, o tipo de dado deve
ser character e a string não pode ter espaço. O nome do arquivo que contem o documento
também não poderá conter espaços, bem como ao definir as configurações em Define
Document View não poderá ter espaços no campo Name.
Definindo a tabela Object Data que fará o vínculo entre a entidade e o documento
1. Entre no Menu Map - Object Data – Define Object ;
2. Crie uma tabela para receber os nome dos arquivos externos;
149
Figura 4-52
3. Entre no menu Map – Object Data – Attach/Dettach Object Data;
4. Selecione a tabela criada para fazer o vínculo com os arquivos externos;
5. O campo que define o nome, preencha com nome exatamente igual ao nome do
arquivo externo;
6. Confirme com tecla direita do mouse;
7. Entre no menu Map – Object Data – Define Document View;
8. Na caixa de diálogo Document View Definition, no campo Name, entre com o nome
que define o documento. O nome deve ser único, não conter espaços, e começar com
um caracter alfanumérico. O nome pode ter até 31 caracteres.
9. Em Description, preencha o nome na forma como deve ser visto;
10. Em Expression, utilize o browse pala localizar a tabela Object Data de documentos e
qual campo deverá ser utilizado para fazer o vínculo entre a entidade e o arquivo
externo;
11. No campo Directory, informe o local onde está armazenado o diretório onde está
localizado o arquivo de documento;
12. No campo EXT, informe a extensão do arquivo;
13. Em Command Line, informe qual programa deverá ser executado pelo windows para
abrir o arquivo. Use o Browse para localizar o executável do programa;
14. Na lista Lauch Method, selecione uma das seguintes opções:
Default – usa funções existentes para chamar o visualizador do aplicativo. Ex: em
Windows, AutoCAD Map usa a função windows winexec chamada para expandir
um aplicação específica
User – Permite a você entrar com o nome de uma função ADS que deseja utilizar
para visualizar o documento. A função deve ser definida em ADS application
ads_defun.
15. Clique em ADD;
16. Clique Ok para concluir.
150
Figura 4-53
Visualizando os documentos vinculados
1. Para visualizar os documentos vinculados.
2. Entre no menu Map – Object Data – View Associated Document;
3. Com o ponteiro do mouse selecione a entidade, no mapa, na qual vinculou registros da
tabela de documentos;
Figura 4-54
Exercícios 4.1: Criando Tabela Object Data/ preenchendo a tabela durante
digitalização.
Neste exercício serão trabalhados os layers: Pontos Observados e Trilha_GPS.
Esses layers são formados por entidades pontuais e o objetivo deste exercício será digitalizar 2
trilhas lineares: Trilha Como Chegar e Trilha Duas_Barras, utilizando a orientação da trilha
pontual criada automaticamente pelo GPS. A trilha Como chegar inicia no município do Rio de
Janeiro e vai até o limite do município de Duas Barras. Já a trilha Duas Barras, que se inicia na
entrada do limite do município de Duas Barras, se ramifica dentro da mancha urbana. Outro passo
importante do exercício será a configuração para que durante a digitalização seja obrigatório o
preenchimento da tabela object data criada no primeiro passo do exercício.
1. Abra o arquivo Duas_Barras 3-3.dwg;
2. Ligue os layers Trilha_GPS e Pontos Observados;
3. Entre no Menu Map – Object Data – define Object Data;
4. Pressione o botão New Table para criar nova tabela;
151
5. No campo Table Name escreva: Trilha_Como_Chegar;
6. Em Field Name, escreva: Nome_Trilha;
7. Em Description:Trecho Rio de Janeiro a Duas Barras;
8. Em Type, selecione character;
9. Pressione ADD para adicionar o campo;
10. Pressione OK ;
11. Ao retornar para a caixa de diálogo Define Object Data, pressione Close para finaliza esta
etapa;
12. Repita o mesmo processo para criar a tabela Trilha_Duas_Barras;
Figura 4-55
13. Entre no menu Map – Data Entry – Digitize Setup;
14. Em Object Type selecione Linear;
15. Marque Attach Data e em seguida pressione o botão Data to Attach para selecionar a
tabela usada para digitalização;
16. Escolha a tabela Trilha_como_Chegar;
17. Pressione Ok para finalizar;
18. Ao retornar para caixa de diálogo, deixe marcada a opção Prompt for label point;
152
Figura 4-56
19. Em na caixa Linear Object Settings, em Create on Layer
escreva:Trilha_Como_Chegar;
20. Em Width digite 1.0 para espessura da linha;
21. Pressione OK para Finalizar;
Figura 4-57
22. Para iniciar a digitalização, faça um zoom no inicio da trilha, ou seja, na parte inferior do
mapa;
23. Ao se aproximar verifique a infinidade de pontinhos que caracterizam a trilha;
24. Clique no Menu – Map – Data Entry Digitize;
25. Use os comando de Zoom para aproximar e afastar dos pontos;
153
26. Nota: Não utilize os comando Line ou polyline para desempenhar este exercício.
Figura 4-58
27. Digitalize um trecho e em seguida pressione Enter;
28. Neste momento deverá se abrir a tabela Object data solicitando o preenchimento do
campo Nome da Trilha;
29. Digite Trilha Como Chegar e em seguida pressione OK;
30. No Prompt do sistema pedirá que seja preenchido o local onde o texto será poderá ser
inserido. Para isso clique em um ponto qualquer sobre a linha digitalizada;
31. Ponto inicial e tamanho do texto;
32. Continue a digitalização até o município de Duas Barras;
33. Ao concluir Trilha Como chegar, inicie a digitalização da trilha Duas_Barras;
34. Entre no menu Map– Data Entry -Digitize Setup;
35. Na caixa de diálogo Digitize Setup, configure novamente para digitalizar object do tipo
Linear;
36. Pressione o botão Data to Attach;
37. Em Object Table, escolha tabela Trilha Duas_Barras, criada no início deste exercício;
38. Pressione OK para voltar para tela anterior;
39. Em Linear Object Settings, Preencha com Trilha_Duas_Barras, em Create On Layer;
40. Pressione OK para concluir;
41. Entre no menu Map – Data Entry – Digitize;
42. Digitalize a trilha Duas Barras percorrendo os pontinhos. Ao concluir e abrir a tabela Object
Data, Digite Trilha Duas Barras.
154
Figura 4-59
Exercício 4.2: Convertendo tabelas Object Data (arquivos shapes) para banco de
dados externo
Nesta etapa será mostrado como converter banco de dados do tipo object data,
proveniente de importações de outros formatos de arquivos GIS, para um banco de dados externo
do tipo Access. O exercício acontecerá em duas etapas: a primeira ocorrerá a importação do tema
curvas de nível, em formato shape, onde os atributos serão importados como Object Data. Em
seguida será feita a conversão das tabelas de curvas de nível e da tabela Municípios_RJ importada
em exercícios anteriores. Durante a conversão será realizada a linkagem automática dos dados.
1. Abra o arquivo Duas_Barras_4-1.dwg;
2. Salve como Duas_Barras 4-2.dwg;
3. Para importar o tema curvas de nível, entre no menu Map – Tools – Import;
4. Para localizar o arquivo entre no diretório Curvas_Nivel
5. /curvas_nivel.shp;
155
Figura 4-60
5. Pressione OK, para seguir;
6. Na caixa de diálogo Import, em Input Coordinate System; Selecione categoria Brasil –
fuso 23;
7. Em Data, clique em reticências para abrir a caixa de dialogo Attribute Data;
8.Clique em Create Object Data e em seguida aceita a sugestão de nomear a tabela com
mesmo nome do tema, ou seja, curvas_nivel;
Figura 4-61
16. Pressione Ok para retornar para caixa de diálogo Import;
17. Pressione OK para concluir a importação;
18. Salve o mapa;
19. Deixe somente o tema curva de nível ligado;
20. Neste momento será vinculado ao projeto um banco de dados Access denominado Duas
Barras. O arquivo DuasBarras.mdb esta situado no diretório ...Capitulo 4 \Banco de
Dados\DuasBarras_vazio.mdb. Para vincular o arquivo será utilizado o método Drag and
Drop do windows.
21. Entre no diretório mencionado e selecione o arquivo com o mouse;
156
22. Para vincular o arquivo será utilizado o método Drag and Drop, do windows;
Figura 4-62
23. No mesmo em que o banco de dados é conectado aparecem as tabelas que já existem
dentro do banco;
24. Entre no menu Map – Tools – Convert Object Data to Database Link;
25. Em Source Object Data Table, na lista de tabelas selecione o tabela Curvas_Nivel;
26. Em Target Link Template, selecione a opção Convert Object Data to database e em
seguida pressione o botão Define;
27. Na caixa de diálogo Define Link Template, selecione, na lista , o Data Source Duas
Barras;
28. Pressione Conect;
29. Em Table Name, mantenha a sugestão de nome de tabela igual ao nome do tema,
Curvas_Nivel;
30. Em Key Column, selecione o botão Select para criar um campo Identificar e coloca-lo
como coluna-chave;
31. Na caixa de diálogo Select Link Template Key, marque a opção Generate Key Field;
32. Em Generate Key, preencha o campo name como Id_Cnivel;
33. Pressione OK para retornar;
157
Figura 4-63
34. Na caixa de diálogo Convert Object Data to Database Links, em Object Selection,
deixe a opção Select Automatically;
35. Pressione Proceed para concluir;
Figura 4- 64
158
Figura 4-65
36. Observe que na pasta Link Template foi criado um link chamado Curvas_Nivel;
37. De um duplo-clique, sobre o link para abrir a janela Data View;
38. Observe que o campo Id_Cnivel foi criado;
39. No menu Data View entre no menu HighLight, e acione as opções Auto highLight, Auto
Zoom e Auto Select;
40. Na opção Zoom Scale, configure a escala de visualização para 50%;
41. Retorne a janela Data View e clique no cabeçalho de um registro qualquer ou mais de um
registro se desejar;
42. Observe que automaticamente será mostrado na tela as curvas de nível selecionadas na
tabela;
43. Salve o mapa;
Exercício 4.3: Convertendo tabelas Object Data (arquivos shapes) para banco de
dados externo(2)
1. Salve o Arquivo DuasBarras4-2.dwg como DuasBarras 4-3.dwg
2. Repita o mesmo processo para o tema Municipios_RJ, ja importado para o arquivo Duas
Barras.dwg;
3. Deixe somente ligado o layer Municipos_RJ;
4. Entre no Menu Map – Tools- Convert Object Data to databe Link e faça as
configurações conforme figura abaixo;
159
Figura 4-66
5. Observe que o campo selecionado para coluna-chave, o campo Codmun, que já existe
na tabela;
6. Clique OK para continuar;
7. Em Object Selection, selecione a opção Select Automatically;
8. Clique Proceed para concluir;
9. Para testar o link abra o Link Template Municipos_RJ;
10. Com a janela Data View aberta, faça as configurações necessárias para navegar pela
tabela;
11.
Salve o mapa.
Exercício 4.4: Importanto arquivos shapes e linkado diretamente no banco de dados
externo
Neste exercício também importaremos arquivos shapes de entidades pontuais como
hospitais, Igrejas, escolas, cemitérios e sedes de fazenda. Entretanto, a linkagem com banco
de dados externo será feita configurada no momento da importação dos arquivos.
1. Abra o arquivo Duas_Barras4-3.dwg;
2. Salve o arquivo como DuasBarras4-4.dwg
160
Figura 4-67
3. Crie um link template para cada tabela que será vinculada, conecte o banco de dados de
Duas Barras;
4. Clique com a tecla direita sobre a tabela.
5. Ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Define Link Template;
6. Repita o mesmo procedimento para todas as tabelas que existem correspondência com os
temas que serão importados: Hospitais, Igrejas, escolas, cemitérios e sedes de
fazenda;
Figura 4-68
7. Para importar os temas, entre no Menu Map – Tools – Import;
8. Os arquivos shapes estãoem dois lugares distintos: Igreja_capela, escolas, hospitais e
cemitérios, estão no diretório Arquivos/shapes/equipamentos_sociais e o temas sobre
sedes_fazenda está no diretório arquivos/shapes/SedesFazenda;
9. Entre primeiro no diretório Equipamentos Sociais;
10. Selecione os arquivos Cemitérios, Escolas, Hospitais e Igrejas_capelas, com a tecla shift
pressionada;
11. Ao abrir a caixa de diálogo Import, em Input Coordinate System, faça as configurações
necessária de categoria para Brasil –fuso 23;
12. Em Data, pressione reticências;
13. Ao abrir a caixa de diálogo Attribute Data, selecione a opção Add to database table;
14. Em External Database, selecione na lista o link template que corresponde aos atributos
do tema que está sendo importado;
15. Pressione Ok para prosseguir com a importação;
161
Figura 4-69
16. Use a janela Data View para verificar a Linkagem;
17.
Salve o mapa;
18. Retorne para menu Map – Tools – Import para importar o tema Sedes-Fazendas;
19. Faça as configurações necessárias conforme instruídos nos passos acima;
162
Figura 4-70
Figura 4-71
20. Pressione OK para concluir a importação;
21. Use a janela Data View para visualizar os resultados;
Figura 4-72
22. Salve o mapa
163
Exercícios 4.5: Vinculando Documentos a entidades do Mapa.
Durante o levantamento com GPS, ao longo do percurso, na tanto para Trilha Como
Chegar quanto para Trilha Duas Barras, foram tiradas fotos de pontos de interesse turístico. Neste
exercício essas fotos serão vinculadas aos respectivos pontos, enriquecendo o levantamento com
GPS realizado no local. Importaremos inicialmente o Shape Pontos_Observados_Fotos, disponível
em Arquivos/NagevaçãoGPS/PtosObs_comFoto.shp. As fotografias estão armazenados no
diretório Fotos e o nome da foto coincide exatamente com o nome da foto nos atributos do arquivos
Shape..
1. Abra o arquivo Duas_Barras4-4.dwg;
2. Salve como DuasBarras 4-5.dwg;
3. Importe o shape Pontos-Observados_Fotos, considerando o atributo como Object data;
Deixe ligado somente os layers Pontos_Observados_Fotos e Trilha_Duas_Barras.
4. Entre em no menu Format – Point Style para modificar o formato dos pontos;
5. Para criar a tabela que receberá o link entre das fotos, entre no menu Map – Object Data –
Define Object Data;
6. Clique New table;
7. Na caixa de diálogo Define Object Data, crie uma tabela com os seguintes parâmetros:
Name: Documentos;
Field Name: Nome_Foto;
Description: Fotos Levantamentos GPS;
Type: Character.
8. Clique Ok para concluir esta etapa;
Figura 4-73
164
9. Ao retornar para a caixa de diálogo pressione a tecla Close;
10. Para configurar visualização das fotos, entre no manu Map – Object Data – Define
Document View;
11. Na caixa de diálogo Define Document View, em Document View Definition, preencha
seguinte forma:
Name: Fotos_GPS
Description: Fotos do levantamento com GPS
Expression: Nome_Foto@Documentos
Directory: D:\Livro_AutoDeskMap\Fotos\
Ext:JPG
Command Line: C:\WINDOWS\system32\mspaint.exe
Lauch Method:Default
Figura 4-74
12. Clique Add para adicionar o campo;
13. Em seguida pressione OK;
14. Próximo passo é vincular as fotos aos pontos. O nome preenchido no campo da tabela
deverá ser igual ao da foto correspondente, disponível no diretório fotos;
15. Retorne para o mapa e siga a seqüência de pontos vermelhos do layers
Pontos_Observados_Fotos;
16. O primeiro ponto a ser vinculado é o Ponto de Interesse Geológico no município de
Cachoeira de Macacu;
165
17. No diretório de Fotos, clique duas vezes sobre o nome da foto para copia o nome
(PontoInteresseGeologico1ValeRioMacacu);Em seguida pressione Crtl C e reserve na
memória do computados;
18. Entre no menu Map – Object Data – Attach/Dettach Object Data;
19. Escolha a tabela Documentos, e em seguida no selecione o campo Nome_Foto;
20. Clique no campo campo Value e em seguida CRTL V para colar o nome da foto -
PontoInteresseGeologico1ValeRioMacacu;
21. pressione Enter para confirmar;
22. Clique no botão Attach to Object e em seguida vá até o primeiro ponto vermelho na base
do mapa;
Figura 4-75
23. Confirme com tecla direita do mouse;
24. Para visualizar a foto, entre no Menu Map – Object Data – View Associated Document;
25. Com o ponteiro do mouse selecione o ponto desejado para mostrar a foto;
26. Proceda da mesma forma para vincular as demais fotos disponíveis no diretório.
166
Figura 4-76
167
Capítulo 5 – Corrigindo Mapas
com Cleanup
168
Este capítulo se destina a demonstrar como utilizar potencialmente o AutoCAD Map 3D para
corrigir imperfeições dos desenho. Esta ferramenta é muito importante para construção de
topologias e criação de analises espaciais e geográficas.
As Bases cartográficas quando geoprocessadas são capazes de realizar análises espaciais e
geográficas com maior precisão, além de gerar mapas temáticos que ilustram o projeto.
Para que isso seja possível é necessário antes criar relações topológicas das feições
geográficas que serão envolvidas nas análises. Mas antes de pensar em gerar topologia, gerar
mapas temáticos e desempenhar análises espaciais e geográficas é imprescindível que se faça um
tratamento dos dados cartográficos retirando todas as imperfeições adquiridas durante o processo
de confecção do mapa para que estas não interfiram análise fornecendo resultados imprecisos ou
errôneos sobre as bases cartográficas. Para resolver este problema o AutoCAD Map 3D tem a
ferramenta de Cleanup que é muito útil e prática para quem deseja corrigir bases cartográficas
automaticamente ou manualmente
O AutoDesk
Map, oferece esta poderosa ferramenta para identificar e corrigir erros grosseiros. A correção
poderá proceder tanto de forma automática (mais rápido), quando de forma manual (mais
criterioso). Em uma mesma base é possível utilizar os dois métodos, manual e automático, de
acordo com a necessidade ou complexidade de cada tema.
Para iniciar são necessários 3 passos:
Definir onde estão localizadas as entidades que serão corrigidas e se necessários, quem
serão os objetos que servirão como ancoradores da correção;
Definir quais as correções que serão aplicadas;
Definir a forma como essas entidades serão corrigidas.
5.1 – Definindo as entidades que serão corrigidas (Select Object)
Quais entidades você deseja corrigir ou âncorar?
Ao iniciar o processo de correção é necessário informar quem são as feições geométricas (linhas,
polígonos, arcos, e círculos) que serão incluídas no processo de correção. Outros tipos de
entidades como textos ou blocos, são automaticamente filtrados e não podem ser corrigidas.
Durante o processo de correção podem ser selecionadas entidades que servirão durante o
processo como referência ou âncoras. Entidades âncoras são utilizadas como referência e,
portanto não se alteram no processo de correção. As entidades âncoras são fixadas enquanto as
outras entidades selecionadas para o processo de correção se movem em torno das feições
ancoradas.
169
Figura 5-1
Em Objects to Include in Drawing CleanUp, selecione:
o Select All – para corrigir todas as feições que estiverem ligadas na tela;
o Select Manually – Para selecionar manualmente as entidades que participarão do
processo de correção;
o Layers – Permite filtrar a correção definido um ou mais layers;
o Feature Classes – Permite filtrar a correção definindo uma ou mais features
classes para serem corrigidas.
Em Objects to Anchor in Drawing CleanUp, selecione:
o Select Manually – Para selecionar manualmente as entidades que participarão do
processo de ancoramento;
o Layers - Permite filtrar a correção definido um ou mais layers para serem ancoras.
As configurações de correções podem ser armazenadas e solicitadas sempre que necessário. Para
isso utilize:
Save – Para salvar um padrão decorreção. Ao salvar uma padrão de correção é
gerado um arquivo com extensão DPF(Drawing Cleanup Profile);
Load – para chamar o padrão de correção salvo.
Clique em NEXT para seguir em frente.
170
5.2 – Definindo quais os tipos de correção que serão aplicados (Cleanup Action)
Quais as ações de cleanup desejam usar?
CleanUp Actions
Figura 5-2
Delete Duplicate Objects: Apaga entidades duplicadas que compartilham o mesmo ponto de
início e de fim, bem como linhas com pontos de início e fim diferenciados, desde que estejam
dentro da tolerância (distância aceitável), apagando apenas uma das entidades. As seguintes
entidades que podem ser incluídas neste processo:
o Linear objects;
o Points;
o Blocks;
o Text;
o Mtext
Nota 1: Entidades de mesma geometria, mas com layers diferentes, são consideradas como
duplicadas. Se em seu mapa há coincidência de entidades em layer diferente, trabalhe com layer
de cada vez.
171
Nota 2: Não use esta ferramenta em entidades que já passaram pelo processo topológico porque
danifica dados topológicos e consequentemente a relação entre as entidades. Neste caso, passe o
Clean Up e em seguida refaça a topologia.
Figura 5-3
Erase shorts Objects: Reduz a concentração de pontos para construção de linhas e polígonos,
diminuindo o tamanho do arquivo.
Figura 5-4
Break Crossing Objects: Interrompe arcos, linhas, círculos e polilinhas, possibilitando romper em
dois pedaços entidades que se interseccionam.
Esta função é muito importante para criar uma topologia de rede ou trabalhar com curvas de nível.
172
Figura 5-5
Extend Undershoots: Prolonga entidades que ficaram incompletas (undershoots), levando as até
o encontro de outra. Normalmente este tipo de erro é introduzido pela má digitalização ou
escanerização de mapas.
Figura 5-6
173
Apparent Intersection: Possibilita a extensão de duas entidades que não se cruzam. A extensão
das entidades é calculada com base na projeção dos caminhos naturais e limitada usando um raio
de tolerância.
Figura 5-7
Snap Clustered Nodes: Use Snap Clusters Nodes para corrigir concentração de nós próximos a
um mesmo ponto. Com esta ferramenta , é possível transformar vários nós em um único nó,
obedecendo um raio de tolerância para a aproximação dos pontos.
Figura 5-8
174
Dissolver Pseudo Nodes: Pseudo-node é um nó desnecessário em uma ligação geométrica que é
compartilhada através de dois objetos. Por exemplo, uma linha longa, pode conter pontos
desnecessários que podem ser eliminados. Esses posntos desnecessários são denominados
pseudo-nodes. Usando a ferramenta de Dissolver Pseudo Nodes, é possível localizar qualquer
pseudo-node e dissolve-lo em único nó, mantendo apenas os pontos necessários na construção da
linha ou polilinha..
Figura 5-9
Erase Dangling Objects: Corrige erros causados pela má digitalização de entidades que
ultrapassaram o limite de interseção com a entidade principal.
Figura 5-10
175
Simplifying Objects: Diminui o detalhamento desnecessário introduzidos durante a digitalização.
Figura 5-11
Zero Lenght Objects: Use Zero-Length Objects para localizar linhas, arcos, e polilinhas que têm
o ponto de início e fim na mesma coordenada, ou seja, um ponto sobre o outro. Zero-Length
Objects não é válido para polilinhas fechadas.
Zero Lenght podem ser introduzidos inadvertidamente ao importar dados de outras aplicações ou
ao digitalizar dados de mapa.
Weed Polylines: Use Weed Polylines para adicionar ou remover vértices em polinhas 3D. A
ferramenta é excelente para controlar tamanho de arquivo e contornos ou para remover
redundância de Informações.
176
Figura 5-12
Nota 3: Quando você executa ações de cleanup que criam uma nova entidade ou explodem uma
entidade em múltiplos segmentos (tais como break crossing objects ou extend undershoots com
opção de Break Target), a informação agregada a entidade geométrica permanece apenas no
segmento que contém o ponto inicial da entidade original, perdendo-se nos novos segmentos.
Neste caso é necessário novamente agregar manualmente os dados às novas entidades.
Add - Adiciona as ações classificadas para a caixa de diálogo Select Actions List;
Remove – Remove ações selecionadas da caixa de diálogo Select Actions List;
Cleanup Parameters – mostra os parâmetros especificados para cada ação de cleanup.
Como cada ação tem parâmetros próprios, é importante que cada configuração seja
mostrada;
Options – Interative: Permite acompanhar a revisão podendo decidir no controle da
correção. Por exemplo, você pode decidir corrigir ou não os erros, marca-los, ou ignora-los.
Para corrigir automaticamente, desmarque a opção de Interative. Ao acionar esta opção
automaticamente a opção de Error Markes é liberada para que possam ser configuradas
as opções de visualização e identificação dos erros encontrados na base.
Nota 4: Para as opções de Simplify Object ou Weed Polylines, AutoCAD Map 3D aciona
automaticamente está opção.
5.3 – Definindo a forma de correção de entidades (CleanUp Methods)
Como deseja tratar as entidades que estão sendo corrigidas?
Especifica o que fazer com como entidades gráficas originais após o processamento com Cleanup.
177
Figura 5-13
Métodos de correção:
o Modify Original Objects: Executa o processamento no layer original,
aproveitando o máximo possível das entidades já existentes;
o Retain Original and Create New: Mantém as entidades originais em layer original
e cria novas entidades corrigidas em um novo layer;
o Delete Original and Create New Objects: Deleta entidades com problemas e cria
novas entidades. As tabelas do tipo object data e link templates são transferidos
para a nova entidade;
o Use Original Layer: Disponibiliza as novas entidades no mesmo layer das
entidades originais;
o Create on Layer: Entre com um nome para o novo layer ou clique Select Layer
para selecionar um layer na lista. Se o layer não existir, será criado um novo layer;
o Converte Selected Objects : Permite fazer conversões do tipo: Line to Polyline,
3D poly to polyline, Arc to polyline, circle to polyline e circle to arc, antes mesmo de
efetuar a operação de clean up.
Use esta opção para os seguintes casos:
Para aproveitar a base cartográfica corrigida com Cleanup em outro programa
que aceita somente entidades gráficas do tipo polilinhas;
Para modificar linhas com espessura de arcos, círculos ou linhas que só
podem ser utilizadas em mapas temáticos.
5.4 – Marcação de erros (Error Markers)
Quais blocos e cores vocês deseja usar para identificar erros?
Especifica símbolos e cores para cada ação de cleanup. Além disso, especificar tamanho e opções
para apagar ou manter marcas após ações de cleanup.
178
Figura 5-14
Parameters: configura opções para remover símbolos antes e depois das ações de
cleanup. Especifica também o tamanho que os símbolos devem aparecer na tela;
o Erase markers When Cleanup Starts: Deleta símbolos de uma operação anterior,
antes de inserir novos símbolos;
o Maintain Markers When Command Ends: Mantém símbolos no mapa após
operações de cleanup;
o Marker Sike: Especifica o percentual que o símbolo deve aparecer na tela.
Valores entre 3% e7% são aceitáveis;
o Block and Colors: Para cada operação listada, selecione o símbolo e cor.
Exercício 5-1: Corrigindo Erros e preparando base para topologia (base GIS)
Neste exercício será desenvolvida a correção automática no tema Municipios_RJ para que sejam
removidas toda e qualquer imperfeição introduzidas durante a confecção ou manuseio da base
cartográfica. Além disso, como no futuro será feita a topologia deste tema, aproveitaremos o
momento para tratar a base conforme exigências necessárias para se gerar topologia de uma base
cartográfica.
Para gerar topologia de polígonos não pode haver duplicação de linhas de adjacência. Isso
significa dizer que entre doispolígonos poderá haver somente uma linha para limitar a divisa entre
os dois municípios.
Usando as ferramentas de cleanup os polígonos podem ser “explodidos” retirando linhas
duplicadas.
1. Abra o arquivo Duas_Barras-4-5.dwg;
2. Salve-o como Duas_Barras_5-1.dwg;
3. Importe o shape Adjacentes dentro do diretório, Limites, importando a também os
atributos do shape;
4. Aplique Zoom Extent;
5. Deixe ligado somente o layer Adjacentes;
6. Entre no menu Map -Tools – Drawing Cleanup;
7. Em Select Objects – em objects to include in drawing cleanup, deixe acionada a opção
Select All;
8. Não marque nenhuma opção em Object to Anchor;
179
Figura 5-15
9. Em Cleanup Actions – selecione as opções cada ação de cleanup conforma ordem
disposta abaixo, pressionando o botão Add ao término de cada seleção para que a ação
migre para a caixa Selected actions:
Break Crossing Objects;
Delete Duplicate – em cleanup parameters, deixe acionado as opções de remover
objetos lineares e pontuais, com tolerância de 0.0100;
Erase Dangling Objects;
Simplify Objects;
Extend Undershoot – mantendo a tolerância 0.0100;
Erase Short Objects – mantendo a tolerância de 0.001;
Snap Clustered Nodes – deixando acionado em Cleanup parameters Points e
Snap to Nodes;
Dissolve Pseudo Nodes;
Delete Duplicate – em cleanup parameters, deixe acionado as opções de remover
objetos lineares e pontuais, com tolerância de 0.0100;
180
Figura 5-16
10. Pressione Next para continuar;
11. Em Cleanup Methods – Selecione a opção Retain Original Objects and Create News;
12. Desmarque a opção Original Layer;
13. No campo Create on Layer escreva: Adjacentes_Cleanup;
14. Em Convert Select Objects – Selecione as opções:
Line to polyline;
Arc to polyline;
3D poluline to polyline;
Circle to polyline.
181
15. Pressione Finish para concluir a configuração.
16. Após a operação de cleanup, observe a estatística na linha de comando:
17. Observe que foi criado mais um layer no mapa denominado Adjacentes_Cleanup;
18. Observe também que entre um limite e outro existe apenas uma única linha ao invés de
duas. Para verificar utilize o comando list.
182
Figura 5-17
Figura 5-18
Exercício 5-2: Trechamento de entidades lineares.
A operação de cleanup, Break Crossing Objects, será aplicado em temas do tipo malha viária, para
que em capítulos futuros, possam ser geradas topolgia de rede(network) e a partir e com base nos
resultados, possam ser feitas análises espaciais de rede como best trace e shortest trace.
O exercício se dividirá em duas partes: na primeira parte será feita a importação de temas da
malha viária como: caminhos, logradouros e rodovias municipais, estaduais e federais. Na
segunda parte será feito o cleanup com operação de break crossing objects.
1. Abra o arquivo Duas_Barras - 4-5.dwg;
2. Salve-o como Duas_Barras - 5-1.dwg;
3. Entre no menu Map – Tools – Import;
4. Na caixa de diálogo import location, selecione o diretório Duas Barras, Shapes e
MalhaViaria;
5. Selecione todos da lista e em seguida pressione ok;
Figura 5-19
6. Ao abrir a caixa de diálogo Import, no campo layer, configure para que todos os temas
importados sejam criados em novo diretório chamado malha_Viaria;
7. Na coluna Input Coordinate System, pressione reticências(…) e preencha para todos os
temas com categoria Brasil - fuso 23;
8. Na coluna DATA configure para que todos os temas transfiram seus atributos para uma tabela
object data chamada também de Malha_viaria.
183
Figura 5-20
9. Pressione OK para seguir em frente concluindo a importação;
10. Para melhor visualização modifique a cor e espessura de linha dos layers;
11. Salve o mapa;
12. Deixe ligado somente o layer Malha Viária;
13. Entre no menu Map - Tools – Drawing CleanUp;
14. No item Select Object, na opção objects to include in drawing cleanup, selecione Select
All;
Figura 5-21
19. No item Cleaup Actions selecione as seguintes opções de operações de cleanup:
Break Crossing Objects;
184
Extend Undershoots;
Erase Short Objects;
Erase Dangling Objects;
Delete Duplicate Objects;
20.
Pressione Next para seguir;
21. No item Cleanup Methods, selecione a opção modify original objects;
22. Em Convert Selected Objects, marque as seguintes opções:
Line to polyline;
Arc to polyline;
3D Polyline to polyline;
Circle to polyline.
185
Figura 5-22
Figura 5-23
23. Pressione o botão Finish para concluir.
186
Capítulo 6 – Topologia
187
O capítulo a seguir tem como principal objetivo conceituar, esclarecer a função e os diversos tipos
de topologias que podem ser construídas no AutoCAD Map 3D. Para conceituar topologia, foi
utilizado textos de Cezar Henrique Barra Rocha.
6.1 – Conceito de Topologia
A Topologia tem por objetivo demonstrar como as entidades geométricas do mapa estão
organizadas espacialmente. Descreve como pontos, linhas e áreas, conectadas, se relacionam
entre si. Os dados topológicos, que são armazenados sob forma de tabelas, acrescentam as
entidades informações que possibilitam relações de espacialidade entre as feições do mapa, tais
como: identificação ponto inicial e final de linha, anterioridade e posterioridade entre pontos e
linhas, comprimento de linha (distância), adjacências (vizinhança), área, perímetro e total de lados
de um polígono. Estas informações formam a base fundamental para avançadas funções de
GIS que tornam possível a realização de análises espaciais sobre uma base de dados geográfica,
possibilitando, por exemplo:
Calcular o menor percurso entre dois pontos, utilizando menores distâncias ou menor
tempo;
Pode-se calcular o percentual de áreas de inundação para construção de barragens;
Calculo de percentuais de área de desapropriação para construção de rodovias;
Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) difere dos demais sistemas, CAD, AM/FM e o
CAM, pela sua capacidade de estabelecer relações espaciais entre elementos gráficos. Essa
capacidade é conhecida como Topologia, ou seja, o estudo genérico dos lugares geométricos,
com suas propriedades e relações. Esta estrutura, além de descrever a localização e a
geometria das entidades de um mapa, define relações de conectividade (conectado a, ligado a,
relacionado com), adjacência (vizinho a, ao lado de), proximidade, pertinência, continência e
interseção (Rocha, 2000).
188
Figura6-1: Relações topológicas fonte (Rocha, 2000)
A conectividade permite que arcos estejam ligados a outros por através de nós (nodes). A
adjacência permite que arcos possuam direção e lados como esquerda e direita. A direção é
importante para modelagem de fluxos em que os atributos de orientação como informações: de nó
e para nó, são armazenados. Para definir a topologia de um mapa, os Sistemas de Informação
Geográfica utilizam uma estrutura de base de dados espacial (Rocha, 2000).
Figura6-2: Elementos topológicos. Fonte (Rocha, 2000)
189
6.2 - Vantagens no uso de topologia
Usando topologia é possível analisar dados de forma mais flexível, porque ao definir a
relação entre entidades adjacentes e grupo de entidades, e armazena-las em tabelas do tipo object
data, a topologia pode então ser analisada para determinar a relação espacial e geográfica entre
entidades do mapa.
Podem ser consideradas como vantagem do uso de topologia:
Facilidade de criação e edição;
Autonomia para definir e analisar a relação entre entidades;
Analise de entidades e respectivos atributos de forma mais rápida e eficaz;
Eficiência para armazenar grande quantidade de dados;
Possibilidade de combinar topologias para produzir uma informação, com possibilidade de
desfazer combinações, voltando a etapa anterior.
6.3 - Entendendo topologia no AutoCAD Map:
A topologia é construída a partir de três gráficos primitivos: ponto, linha e polígono e
combinações: Linha-ponto,Linha-polígono e Esquerda-direita.
Relação Linha - Ponto - Com este tipo de relação, as linhas são conectadas a outras
através de pontos. Este conceito proporciona a linha uma inteligência necessária para
traçar redes, roteamentos, combinar endereço e mais.
Relação Linha - Polígono – As linhas são conectadas a pontos que formam polígonos.
Os polígonos contêm linhas com qualquer direção. Um polígono pode ter furos tipo
DONUT ou ilhas (um polígono inserido em outro). Essas ilhas também podem mostrar um
exemplo de conexão de linha formando um polígono e a tabela object data armazenada no
polígono.
Relação Esquerda - Direita – Ao se situar em um nó inicial e olha ao longo de uma linha
em direção ao ponto inicial, a linha tem um lado esquerdo e direito. Se a linha forma o
limite entre dois polígonos, esta identifica um polígono à esquerda e um à direita. O lado
esquerdo e direito de um polígono são mais importantes do que simplesmente identificar
relação de adjacências.
190
São armazenadas as seguintes informações para cada tipo de topologia:
PONTO LINHA POLÍGONO
Coordenada X e Y Coordenada X e Y Séries de
coordenadas X e Y
Limites de
Coordenadas X e Y
Dimensão Nenhuma Comprimento Área
6.3.1- Tipos de Topologia
Existe 3 tipos de topologia para o AutoCAD Map: Ponto (Node), Rede (Network) ou Área
(Polygon).
Ao gerar topologia, as informações que definem a relação entre entidades, ficam
armazenadas em tabelas do tipo object data que são criadas automaticamente pelo AutoCAD Map.
Topologia Node - Define a inter-relação de pontos (nodes). Os pontos ou nodes podem ser
usados isoladamente ou em conjunto com os outros tipos de topologia.
Os campos da tabela Object Data para tipologia tipo NODE são:
ID: Identificador do ponto.
Resistance: Estabelece uma resistência para o ponto. O padrão é 0, mas pode ser
alterado.
Topologia Network - Considera a conexão de linhas (links) formando uma rede linear. As linhas
são conectadas por pontos (nodes).
Os campos da tabela Object Data para topologia do tipo Network são:
ID: Identificador.
Start Node: Ponto Inicial.
End Node: Ponto Final.
Direction: Padrão = 0, ou seja, bidirecional (Mão-Dupla).
Direct_Resistance: Padrão = comprimento da linha, podendo ser modificado.
Reverse_Resistance: Padrão = comprimento da linha, podendo ser modificado.
Topologia Polygon - Considera a interconexão de linhas (links)conectadas com pontos que
formam uma área (polígono fechado). Uma linha (relação de adjacência) define o lado em comum
entre áreas diferentes
Os campos da tabela Object Data para topologia do tipo Polygon são:
ID: Identificador.
Start Node: Ponto Inicial.
End Node: Ponto Final.
191
Direction: Padrão = 0, ou seja, bidirecional (Mão-Dupla).
Direct_Resistance: Padrão = comprimento da linha, podendo ser modificado.
Reverse_Resistance: Padrão = comprimento da linha, podendo ser modificado.
Left Polygon: Polígono vizinho.
Right Polygon: Polígono vizinho.
Centróide: centro do polígono
Area: Área do polígono.
Perimeter: Perímetro.
Links_Qty: Quantidade total de links.
Resistance - Resistência
Direct Resistance: É a resistência para viajar em uma direção em um Link que foi gerado.
Reverse Resistance: É a resistência da direção oposta
Os valores gerados para resistência podem ser utilizados, para informarem obstáculos
representativos. Para complementar a informação vale citar como exemplo casos de serviços
de emergência como Polícia, Bombeiros e Serviços de Limpeza: Considere que uma rua
inclinada (ladeira), tem velocidades diferenciadas para subida (mais lento) e descida
(mais rápido). Para calcular o menor percurso entre dois pontos, seja para um carro de
bombeiros em emergência ou para um caminhão de lixo, este fator é relevante devendo
ser considerado para que o resultado da análise seja mais exata.Para isso, utiliza- se o
campo resistência para inferir valores diferenciados para um mesmo LINK (linha),
considerando a inclinação da rua como um obstáculo.
Distância armazenada para diferentes tipos de Links:
Line: comprimento da linha.
Pline: comprimento da linha.
Arc: comprimento do arco calculado.
Circle: comprimento da circunferência calculada.
Direction (Direção): Conforme citado anteriormente na necessidade de informar valores
reais para resistência, o mesmo ocorre com a informação sobre direção. No caso de uma
topologia do tipo network que represente, por exemplo, ruas e avenidas, é fundamental
editar a topologia, no campo direction, informando o sentido das ruas. O valor de padrão
gerado automaticamente para direção é 0, ou seja, considera que todas as ruas são de
mão-dupla.
Bi-Directional (mão-dupla) – 0
Forward : 1
192
Reverse: -1
Figura 6-3
A direção Padrão para o link é anti-horária (0).
(1) – Forward -direção anti-horária;
(–1) – Reverse - direção é horária
Obs.: Para círculos e arcos é contado no sentido anti-horário.
6.3.2 - Criando Topologia
Para que as análises espaciais e geográficas sejam a mais precisa, é imprescindível que a base
cartográfica esteja livre de erros grosseiros. Para isso, é necessário utilizar a ferramenta Clea Up,
antes de gerar qualquer tipo de topologia, para que esta remova as imperfeições da base
cartográfica, antes de gerar a topologia. Uma vez feito o clean up pode seguir em frente.
6.3.2.1 - Criando Topologia do tipo Node:
1. Entre no Menu – Map - Topology – Create;
2. Use a caixa de diálogo Create Topology para selecionar o tipo, o nome e a descrição da
topologia que será criada.
3. Na opção Topology Type, selecione o tipo de topologia que será criada: Node, Network
ou polygon;
4. Selecione Node - Topologia do tipo node, envolve pontos independentes.
193
Figura 6-4
5. Em Topology Name, entre com o nome para definir a topologia.
6. Em Topology Description, entre com uma descrição para topologia.
Figura 6-5
7. Pressione NEXT para mudar de página.
8. Em Select Nodes, escolha uma das opções de seleção dos pontos:
Select All: seleciona automaticamente todas as entidades disponíveis na tela;
Select Manually: Utiliza recurso de seleção para selecionar os pontos que
farão parte da topologia.
Layers: Utiliza recurso de seleção de layer para filtrar a seleção de pontos
envolvidos na topologia.
Blocks: Possibilita a seleção de blocos atributos para filtrar a seleção de
pontos envolvidos na topologia.
Features Classes: utiliza entidades do tipo features Classe para filtrar a
seleção de pontos envolvidos na topologia.
194
Figura 6-7
9. Pressione Finish para concluir a criação da topologia. Ao concluir, use Map Explorer para
visualizar a topologia disponível como subdiretório Topology.
Figura 6-8
10. Para visualizar os atributos da tabela topológica, selecione um dos pontos envolvidos na
topologia e em seguida pressione a tecla direita do mouse para abrir Task pane -
properties.
195
Topologia Node
Figura 6-9
6.3.2.2 - Criando Topologia do tipo Network
1. Entre no Menu – Map - Topology – Create;
2. Use a caixa de diálogo Create Topology para selecionar que tipo, o nome e a descrição
da topologia que será criada.
3. Em Topology Type, selecione o tipo de topologia que será criada: Node, Network ou
polygon;
4. Selecione a opção Network - Topologia do tipo Network envolve entidades lineares, e
pode também envolver entidades pontuais (nodes) conectados as entidades lineares.
Figura 6-10
5. Em Topology name, entre com um nome para definir a topologia.
6. Em Topology Description, entre com uma descrição para topologia.
196
Figura 6-11
7. Pressione NEXT para mudar de página.
8. Em Select Links selecione uma das opções de seleção:
Select All: seleciona automaticamente todas as entidades lineares disponíveis
na tela;
Select Manually: Utiliza recurso de seleção para selecionar as entidades que
farão parte da topologia.
Layers:Utiliza recurso de seleção de layer para filtrar a seleção de entidades
que farão parte da topologia.
Features Classes: utiliza entidades do tipo features Classe para filtrar a
seleção de entidades que farão parte da topologia.
Figura 6-12
9. Pressione NEXT para mudar de página;
10. Em Select Nodes, já foi visto que uma topologia de rede é formada por linhas (link) e
pontos (node) conectados. Ao utilizar pontos relevantes para conectar as linhas, possibilita
no futuro realizar análises espaciais muito interessantes.
197
Exemplo: utilizar tema arruamento para link e tema sinais de transito para nodes.
Juntando estas duas informações, pode-se calcular o melhor caminho ou menor
distancia entre dois pontos de forma mais eficiente.
11. Selecione uma das opções de seleção de nodes:
Select All: seleciona automaticamente todas as entidades disponíveis na tela;
Select Manually: Utiliza recurso de seleção para selecionar as entidades que
farão parte da topologia.
Layers: Utiliza recurso de seleção de layer para filtrar a seleção de entidades
que farão parte da topologia.
Blocks: Possibilita a seleção de blocos atributos para filtrar a seleção de
pontos envolvidos na topologia.
Features Classes: utiliza entidades do tipo features Classe para filtrar a
seleção de entidades que farão parte da topologia.
Figura 6-13
12. Pressione NEXT para mudar de página.
198
13. Em Create New Nodes, use esta opção para criar pontos ao final de cada linha conectada
na rede.
14. Selecione uma das opções de create Nodes:
Layer: Crie um novo layer ou utilize um layer que já esteja criado;
Point Object for node creation: Utilize um bloco para representar o fim
da linha;
15. Pressione Finish para concluir a criação da topologia.
16. Ao concluir, use Map Explorer para visualizar a topologia disponível como subdiretório
Topology.
Figura 6-15
199
Figura 6-14
17. Para visualizar os atributos da tabela topológica, selecione um dos pontos envolvidos na
topologia e em seguida pressione a tecla direita do mouse para abrir task pane -properties.
Figura 6-16
Dica 1: Se estiver planejando usar topologia de rede para análise de direção de
fluxo, você pode usar PEDIT para unir uma série de entidade com o mesma
direção.
6.3.2.3 - Criando Topologia do tipo Polygon
A Topologia do tipo Polygon, envolve polígonos que definem áreas. As áreas são formadas
por linhas e pontos conectados.
200
Topologia Link Topologia Node
Figura 6-17
1. Entre no Menu – Map - Topology – Create;
2. Use a caixa de diálogo Create Topology para selecionar que tipo, o nome e a descrição
da topologia que será criada.
3. Na caixa de diálogo Create Topology, entre com um nome para definir a topologia.
4. Em Topology Description ,entre uma definição para a topologia.
Figura 6-18
5. Pressione NEXT para mudar de página.
6. Em Select Link, selecione uma das opções de seleção.
Select All: seleciona automaticamente todas as entidades disponíveis na tela;
Select Manually: Utiliza recurso de seleção para selecionar as entidades que
farão parte da topologia.
Layers: Utiliza recurso de seleção de layer para filtrar a seleção de entidades
que farão parte da topologia.
Features Classes: utiliza entidades do tipo features Classe para filtrar a
seleção de entidades que farão parte da topologia.
201
Figura 6-19
7. Pressione NEXT para mudar de página
8. Selecione uma das opções de seleção de Nodes:
Select All: seleciona automaticamente todas as entidades disponíveis na tela;
Select Manually: Utiliza recurso para selecionar as entidades que farão parte
da topologia.
Layers: Utiliza recurso de seleção de layer para filtrar a seleção de entidades
que farão parte da topologia.
Blocks: Possibilita a seleção de blocos atributos para filtrar a seleção de
pontos envolvidos na topologia.
Features Classes: utiliza entidades do tipo features Classe para filtrar a
seleção de entidades que farão parte da topologia.
202
9. Pressione NEXT para mudar de página.
10. Em Create New Nodes, use esta opção para criar pontos ao final das linhas que estão
conectadas em rede.
11. Use uma das opções de criação de pontos (nodes)
Layer: Crie um novo layer ou utilize um layer que já esteja criado;
Point Object for node creation: Utilize um bloco para representar o fim
da linha;
Figura 6-21
12. Pressione NEXT para mudar de página;
13. Select Centroids - Toda topologia do tipo Polygon tem o elemento centróide. Selecione as
entidades que representarão o centróide da topologia.
Select All: seleciona automaticamente todas as entidades disponíveis na tela;
Select Manually: Utiliza recurso para selecionar as entidades que farão parte
da topologia.
Layers: Utiliza recurso de seleção de layer para filtrar a seleção de entidades
que farão parte da topologia.
Blocks: Possibilita a seleção de blocos atributos para filtrar a seleção de
pontos envolvidos na topologia.
203
Figura 6-20
Features Classes: utiliza entidades do tipo features Classe para filtrar a
seleção de entidades que farão parte da topologia.
Figura 6-22
14. Pressione NEXT para mudar de página.
15. Create New Centroids - Use está opção para recriar centróides em áreas onde se perdeu
o centróide. Ao encontrar áreas sem centróides, o AutoCAD Map retorna uma mensagem
de erro, informando que a topologia não foi criada, em seguida realça no mapa as áreas
que estão sem centróides.
Figura 6-23
204
16. Pressione NEXT para mudar de página.
17. Errors Markers: Use esta opção para criar símbolos, formas e cores, em locais onde
tiveram problemas durante o momento da criação da topologia.
Figura 6-24
18. Pressione Finish para concluir a topologia. Ao concluir, use Map Explorer para visualizar a
topologia disponível como subdirectório de Topology.
205
Figura 6-25
19. Para visualizar os atributos da tabela topológica, selecione um dos pontos envolvidos na
topologia e em seguida pressione a tecla direita do mouse para abrir task pane -properties.
6.3.3 – Administrando topologia (Administration)
Esta função possibilita fazer a manutenção e administração em topologias pré-existentes
como: ativar, desativar, renomear, deletar, fazer auditoria para verificar a integridade dos
dados, verificar estatística e recriar a topologia, caso tenha ocorrido alguma modificação
nos dados.
1. Entre no Menu Map – Topology – Administration;
Figura 6-27
2. Load – ativa uma topologia;
3. Unload – desativa uma topologia;
4. Statistics - Mostra, na caixa de diálogo Topology Selection, a lista de topologias
disponíveis, para que possam ser selecionadas - Ao escolher e pressionar OK surge
a caixa de diálogo Topolgy Statistics com informações sobre: extensão, limite com
206
Topologia Link Topologia Centroide
Figura 6-26
coordenadas inferior esquerda e superior direita, número de nodes e links criados. As
informações se estendem também a área, perímetro e comprimento e para cada uma
dessas 3 opções: total, média, mínima, máxima, variação e derivação.
5. Delete – Apaga uma topologia;
6. Rename – Modifica o nome de uma topologia;
7. Audit – Faz auditora de uma topologia - Ao abrir a a
caixa de diálogo Select Topology, selecione na lista a topologia que pretende
auditorar
8. Ao concluir surge caixa de mensagens informando o resultado da auditoria:
Figura 6-29
9. Complete – Completa a topologia - Selecione na caixa de diálogo Select
Topology a topologia que deseja completar.
10. Ao concluir a tarefa, surge uma caixa de mensagem informando que a solicitação
já foi concluída.
207
Figura 6-28
Figura 6-30
11. Recreate – Refaz a topologia - Selecione na caixa de diálogo Select Topology a
topologia que deseja refazer e pressione OK para concluir.
6.3.4 – Visualizando Geometria (Show Topology Geometry)
Esta função destaca, no mapa, todas as entidades geométricas agrupadas, envolvidas
na topologia que está sendo consultada.
1. No menu Map Explorer, no diretórioTopology;
2. Clique com a tecla direita do mouse sobre a topologia que desejar destacar;
3. No menu de atalho selecione a opção Show Geometry.
Figura 6-31
208
6.3.5 – Editando Topologia (Edit Topology)
Ao criar topologias (node, network ou polygon), em muitas situações é necessário refazer a
topologia ou fazer alguma espécie de alteração na estrutura. Para entidades topológicas, sob
nenhuma hipótese, deve-se fazer edição (inserir linhas ou pontos, deletar, mover etc) utilizando os
recursos de edição do AutoCad. Para manter a integridade dos dados topológicos, seja para
mover, inserir uma nova topologia ou modificar uma geometria, devem se utilizar às ferramentas
apropriadas para edição de topologia. Ao usar ferramentas do Autocad para fazer edição, o banco
e dados do tipo object, agregado a topologia, não são atualizados induzindo erros aos resultados
de qualquer tipo de análise que possa ser realizada. Etapas necessárias para edição de topologia:
1. Para editar uma topologia, é necessário que ela esteja ativa;
2. A edição ocorre em uma topologia de cada vez e não sendo permitido
multi-usuário;
3. Ao carregar uma topologia, automaticamente a ferramenta de auditoria
confere a integridade de topologia.
4. Só podem ser editada topologia de entidades geométricas completas.
Neste caso, as entidades incompletas são detectadas.
5. A ampliação da topologia de qualquer grupo de entidades geométricas,
somente pode ocorre no projeto original onde a topologia foi criada. Fica
vetada a edição usando recurso de mapa fonte vinculado a projetos.
6. Ao editar uma topologia e em seguida usa o comando UNDO, a geometria alterada
prontamente restabelecida a sua condição anterior.
A figura a seguir demonstra um caso clássico de edição de topologia, no qual torna-se necessário
inserir um novo ponto e em seguida dividir o polígono em duas partes com uma linha.
Figura 6-32
209
6.3.5.1 - Editando Topologia do tipo Node (ponto)
1. Em Map Explore, clique com a tecla direita do mouse sobre a topologia de node
disponível como subdirectório de Topology.
Figura 6-33
2. Observe as opções disponíveis para editar este tipo de topologia:
Adicionando Nodes (pontos): Possibilita inserir um novo ponto a topologia
existente, acrescentar um ponto ao final de uma linha (link-topologia de rede) ou
um vértice de polígono (topologia de polígono). Ao realizar este tipo de tarefa o
AutoCAD Map automaticamente atualiza a tabela object data que se refere a
topologia que foi editada.
Figura 6-34
210
Editando Nodes (pontos): Permite deslocar um ponto ou modificar a posição de
um ponto que faça conexão com uma linha ou com um vértice de polígono.
Conforme ocorre na opção anterior, ao realizar esta tarefa, o AutoCAD Map
atualiza a tabela object data que se refere a topologia.
Deletando Nodes (pontos): Ao apagar um ponto da topologia (node, network ou
polygon), os dados de tabelas Object Data ou External Database que estiverem
vinculadas ao ponto podem se perder porque tanto as informações topológicas
quanto as demais informações alfanuméricas podem estar associadas a entidade
gráfica.
o Ao apagar um ponto compartilhado por duas linhas, as linhas se unem e
imediatamente e o primeiro e o ultimo pontos que limitam a linha são
atualizados automaticamente com novas informações topológicas;
o Ao apagar uma linha são apagados automaticamente os pontos que estão
vinculados. Os pontos só não são apagados caso façam parte de outra
topologia ou se estivem vinculado a outro link.
o Apagando um polígono também são apagados automaticamente o
centróide e todas as referências de relações de adjacências. Isso só não
ocorre quando a linha faz parte de outra topologia, ou refere-se a outro
polígono.
Figura 6-35
211
6.3.5.2 - Editando Topologia do tipo Network (rede)e Polygon (área)
1. Em Map Explorer, clique com tecla direita do mouse sobre a topologia do tipo
nertwork ou Polygon, disponível como subdirectório de Topology.
2. Observe as opções de edição disponíveis para cada tipo de topologia destes dois
tipos.
Editando links (linhas):
212
Network Polygon
Figura 6-36
o Movendo a links - desloca o link de um local para outro e atualiza a tabela object
data automaticamente;
o Movendo o ponto das extremidades - desloca os pontos inicial e final dos links.
o Removendo os pontos-– Remove pontos limitantes de links e une links.
o Invertendo a direção de uma link – possibilita a edição da direção para 0, 1 ou -
1.
o Especificando uma resistência, - insere resistência inversa e direção de uma
linha;
Adicionando Links (Linhas):
o É possível criar uma linha entre dos pontos já existentes;
o Ao acrescentar uma linha a topologias de polígono, AutoCAD Map 3D atualiza os
valores de centróide, a área, e perímetro dos polígonos.;
o Você também pode dividir um polígono usando o comando de MAPDVP.
o Uma nova linha não pode atravessar outras linhas já existentes na topologia de
rede ou polígono;
o Se você desenha uma linha ou um arco, ele é convertido para polilinha
automaticamente;
Dividindo Polygon (Polígonos):
o É possível dividir um polígono em dois polígonos menores construindo uma linha
entre dois nós.
o Fornece ferramentas para remover um limite entre os dois polígonos e somar a um
único polígono.
o Dividir ou juntar modificam os valores de centróides, a área e perímetro, mas ao
utilizar os comandos de edição de nodes e links, o AutoCAD Map faz as mudanças
necessárias no centróide, área e perímetro automaticamente.
213
Figura 6-37
Obs: O AutoCAD Map não possibilita a edição das extremidades de topologias do tipo
Polygon.
Adicionando Polígonos - Possibilita adicionar polígonos a partir de entidades e
topologia preexistentes.
Figura 6-38
Exercícios 6-1: Criando topologia de pontos(Node)
Neste exercício continuaremos geoprocessando a base de dados geográfica do município
de Duas Barras. Nesta etapa serão criadas uma série de topologias de Pontos (nodes), Rede
(Network) e Polígonos (Polygon), para que em exercícios futuros possam ser desenvolvidas
análises espaciais e geográficas e criar mapas temáticos com bases em dados topológicos.
Neste primeiro exercício serão criadas 2 topologias do tipo Node:
a) Equipamentos_Sociais - juntado entidades pontuais dos layers: cemitérios, igrejas,
escolas e hospitais.
b) Pontos_GPS – usando os temas Pontos Observados e Pontos_Observados_Fotos.
Exercício 6-1A - Criando topologia do tipo Nodes para os layers : cemitérios,
igrejas, escolas e hospitais.
1. Abra o arquivo Duas_Barras 5-2.dwg;
2. Salve como Duas_Barras6-1.dwg;
3. Certifique-se que os layers escolas, cemitérios, igrejas e Hospitais, estão ligados;
4. Entre no menu Map – Topology – Create;
214
5. Na caixa de diálogo Create, selecione em Topology Type, a opção NODE;
6. No campo Topology name, preencha com : Equip_Social;
7. No campo Description, preencha com Equipamentos Sociais do Município de Duas
Barras;
Figura 6-39
8. Pressione NEXT para continuar;
9. Em Select Nodes, selecione a opção Select All;
10. Em seguida faça um filtro selecionando os layers: Cemitérios, Escolas, Hospitais e
Igrejas_capelas;
Figura 6-40
215
11. Pressione Finish para concluir a primeira topologia.
12. Observe em Map Explorer, no diretório Topology, a topologia que foi criada: Equip_Social,
criada;
13. Para verificar a tabela object data com a informação topológica dos pontos, clique sobre um
ponto e em seguida , em Task Pane - Properties, a tabela: Topo: Equip_Social;
14. Abra a a caixa de diálogo Layers Properties Manager;
Exercício 6-1B - Criando topologia - NODE para os layers: Pontos Observados e
Pontos_Observados_Fotos.
1. Ainda com arquivo DuasBarras_6-1.dwg;
2. Entre no menu Map – Topology – Create;
3. Na caixa de diálogo Create, selecione em Topology Type, a opção NODE;
4. Desligueos layers cemitérios, escolas, hospitais e Igrejas_capelas e ligue os layers temas:
Pontos_Observados e Pontos_Observados_fotos;
5. Em Map Explorer, clique com tecla direita do mouse sobre o diretório topology;
6. Ao abrir a o menu de atalho, selecione a opção Create;
7. Ao abrir a caixa de diálogo Create Topology, selecione a opção Node;
8. Em Topology Type, selecione a opção NODE;
9. No campo Topology Name, preencha com : Ptos-Obs;
10. No campo Description, preencha com Pontos observados com GPS;
11. Pressione Next para continuar;
12. Selecione a opção Select All;
13. Em seguida faça um filtro selecionando os layers Pontos_observados e
pontos_Observados_fotos;
14. Pressione o botão Finish para concluir a topologia;
15. Observe que a topologia passou a fazer parte do projeto, no diretório topology.
16. Salve o projeto de Duas_Barras.
Exercícios 6-2 - Criando topologia de rede (Network)
Dando continuidade ao projeto de Duas_Barras, neste exercício serão criadas três topologias do
tipo rede:
a) Malha_Viária - Usando o layer Malha viária ou juntando os layers estradas estaduas, federais e
municipais;
b) Hidrografia - Usando o layer hidrografia
c) Trilha_GPS - Usando o layer Trilha_GPS_Linha.
Exercício 6-2A - Criando topologia de rede para layer Malha_Viária:
216
No caso da topologia para o layer Malha_Viária, será feita a opção de inserir automaticamente
pontos marcando o inicio e o fim de cada linha (link), fazendo a conexão entre pontos e linhas da
rede.
1. Abra o arquivo Duas-Barras 6-1.dwg;
2. Salve-o como Duas Barras_6-2.dwg
3. Deixe disponível somente o layer malha_Viária;
4. Entre no menu Map – Topology – Create;
5. Na caixa de diálogo Create, em Topology Type, selecione a opção Network;
6. No campo Topology name preencha com o nome : Malha_Viária;
7. No campo Description preencha com o nome: Malha-Viaria do municipios de Duas Barras;
8.
Pressione Next
para
continuar;
9. Em Select Link, selecione a opção Select All;
10. Pressione Next para continuar;
11. Não faça nenhum tipo de seleção para a opção Select Node;
12. Pressione Next para continuar;
13. Em Create new Nodes, selecione o toggle Create New Nodes;
14. No campo Layer escreva: malha_viaria_nodes;
15. Pressione Finish para concluir.
217
Figura 6-41
Figura 6-42
16. Observe que existe um ponto marcando cada inicio e cada final das linhas que representam a
topologia Malha_Viária;
17. Selecione uma linha e observe, em task pane – properties , os campos da tabela object data
criados para a linha;
Figura 6-43
Observe também que existe um campo informando o ponto inicial e final de cada linha;
218
Figura 6-44
18. Salve o mapa;
Exercício 6-2B - Topologia de rede para layer Hidrografia
1. Importe o arquivo shape de Hidrografia aproveitando os atributos como Object Data;
2. Deixe ligado somente o tema Hidrografia;
3. Entre no menu Map – Topology – Create;
4. Na caixa de diálogo Create, em Topology Type, selecione a opção Network;
5. No campo Topology name preencha com o nome: Hidrografia;
6. No campo Description preencha com o nome: Hidrografia do municípios de Duas
Barras;
Figura 6-45
7. Pressione Next para continuar;
8. Em Select Link, selecione a opção Select All;
9. Pressione Next para continuar;
10. Não faça nenhum tipo de seleção para a opção Select Node;
11. Pressione Next para continuar;
12. Em Create new Nodes, não faça nenhum tipo de seleção;
13. Pressione Finish para concluir.
14. Observe que a topologia Hidrografia foi criada;
219
15. Para verificar as tabelas object data que foram criadas, utilize o recurso de visualizar
utilizando, Task pane – properties.
Figura
6-46
Exercício 6-2C - Criando topologia de rede para layers:Trilha_GPS_Linha
1. Deixe ligado somente os dois layers: Trilha_Como Chegar e Trilha_DuasBarras;
2. Entre no menu Map – Topology – Create;
3. Na caixa de diálogo Create, em Topology Type, selecione a opção Network;
4. No campo Topology name preencha com o nome : Trilhas_GPS;
5. No campo Description preencha com o nome: Trilhas percorridas com GPS;
6. Pressione Next para mudar de caixa de diálogo;
7. Em seguida pressione o botão Finish para concluir a topologia;
220
Figura 6-47
Exercícios 6-3: Criando topologia em polígonos (Polygon)
O Objetivo deste exercício é criar uma topologia do tipo polígono (polygon) para o
tema Municipios_RJ_CleanUp.
1. Abra o arquivo Duas-Barras6-2C.dwg;
2. Salve Como DuasBarras6-3.dwg;
3. Deixe ligado somente o layer que será trabalhado: Municípios_RJ;
4. Entre no menu Map-Tools-Create Centroids;
5. Create centroide On layers MUN_RJ_CNTR;
6. Pressione OK para finalizar esta etapa;
7. Retorne para o mapa e deixe ligado somente os centroides e o layers
Municipios_RJ_CleanUp;
8. Entre no menu Map – Topology – Create;
9. Na caixa de diálogo Create Topolgy, selecione a opção Polygon;
10. No campo Topology Name preencha: Municipios_RJ;
11. No campo Description preencha: Municípios do estado do Rio de Janeiro;
221
Figura 6-48
12. Pressione Next para continuar;
13. Em Select Links, selecione a opção Select All;
14. Pressione Next para Continuar;
15. Em Select Node, não marque nada;
16. Pressione Next para continuar;
17. Em Create New Nodes, também não marque nada;
18. Pressione Next para Continuar;
19. Em Select Centroide, selecione o layer MUN_RJ_CNTR;
20. Pressione NEXT para Continuar;
21. Em Create Centróides, selecione o toggle Create Missing centroides;
22. Em Layer selecione o layer MUN_RJ_CNTR;
23. Em Error Markers, desmarque as opções Duplicate centroids, Incomplete Áreas e Highlight
Silver polygon;
24. Pressione Finish para finalizar;
25. Caso apareça um aviso dizendo que não pode criar a topologia porque encontrou erro na
geometria, passe novamente o Clean Up no arquivo e proceda com a criação da topologia
novamente;
Figura 6-49
Passando Clean Up Novamente
26. Pressione OK para fechar a caixa de aviso;
27. Aplique um zoom para se aproximar da área onde acusou problemas;
222
28. Observe que o Autodesk Map marcou inicio e fim de duas linhas. Como se trata uma
duplicidade de entidades, delete um linha em cada trecho marcado;
Figura 6-50
29. Entre novamente no Menu – Map – Topology;
30. Observe que as informações sobre a topologia que estava sendo continuam guardadas;
31. Execute Finish novamente;
32. Se o problema persistir retorne para o Clean Up;
33. Faça os ajustes auxiliados pelo Clean Up;
34. Entre no menu Map – Tools – Drawing Clean Up;
35. Em Clen Up selecione as seguintes ações: Delete Duplicate e Erase Short Objects;
Figura 6-51
36. Ao concluir retorne para o menu de topologia e pressione Finish novamente;
223
37. Observe que a topologia finalmente foi criada;
38. Salve o mapa.
Exercícios 6-4: Editando topologia
Neste exercício utilizaremos os recursos de edição de topologia disponível no AutoDesk Map
para modificar sentido do link nas topologias de Malha_Viária e Trilhas GPS.
1. Abra o arquivo Duas_Barras 6-3.dwg;
2. Salve como DuasBarras6-4.dwg
3. Em Map Explorer, no diretório Topology, observe que todas as topologias estão na cor
cinza indicando que não estão ativas;
4. Clique sobre a topologia Malha_Viaria, ao abrir o menu de atalho, selecione a opção
Administration;
5. Em seguida selecione a opção Load Topology;
6. Ao
pressionar a opção Load Topology surge uma caixa de diálogo indicando que a
topologia foi ativada;
Figura 6-53
7. Observe uma linha da trilha situado do lado esquerdo do mapa;
8. Clique no trecho da estrada mencionado;
9. Observe a tabela Topo: Malha_Viaria, disponível em Properties-Design;
10. Clique em Flow Direction;
224
Figura 6-52
11. Observe as opções de direção: Forward, Reverse e Bi-Directional, disponível na lista
Flow Direction;
12. Modifique a linha selecionada de Bi-Directional (mão-dupla) para Forward. Neste
momento, está sendo indicado que o sentido do transito é o sentido anti-horário;
Figura 6-54
13. Agora faremos este trabalho dentro da área edificada domapa;
14. Aplique um zoom window para aproximar-se da área urbana do município;
15. Se precisar de ajuda para se localizar, ligue o layer Área Edificada;
16. Utilizando o mesmo processo realizado nos itens 11 e 12, faça as modificações
necessárias nos links, baseando nas indicações da figura abaixo;
225
Figura 6-55
17. Salve o projeto.
18. Ligue o layer Malha_Viária;
19. Com base na edição de direção realizada nos tópicos anteriores, para
Trilha_Duas_Barras, repita o processo para a topologia de Malha-Viaria;
Figura 6-56
20. Salve o projeto.
226
Capítulo 7 – Construindo
Consultas (Queries)
227
Este capítulo se destina a esclarecer quais são os tipos e como funciona o processo de
construção de Queries no AutoCAD Map 3D. Queries são muito utilizadas para resgatar ou
recortar uma porção ou um tipo dados especifico do Mapa.
7.1 – Entendendo o Conceito de Query em AutoCAD Map
Projetos em SIG tendem a concentrar grande volume de dados de fontes variadas. Projetos
deste porte idealizam reunir a maior quantidade possível de informações como mapas,
informações alfanuméricas e imagem, sobre os mais variados temas, mantendo obviamente
um objetivo final. Posteriormente, essas informações, já processadas, são disponibilizadas sob
forma de banco de dados, mapas impressos ou relatórios, de acordo com as necessidades do
público alvo.
Pesquisas, em AutoCAD Map, servem para fazer recortes de bases de dados pré-
existentes para complementar um projeto já em andamento ao para construir um novo projeto.
Ao se definir uma query, utilizam-se automaticamente filtros com um ou mais critérios. Esses
critérios podem se basear em: limites de coordenadas, propriedades de entidades, banco de
dados do tipo object data ou database, etc. Para executar uma query é necessário abrir um
novo projeto e vincular a sessão de trabalho, os mapas que serão utilizados no processo de
pesquisa (mapa fonte).
O AutoCAD Map não permite realizar pesquisas diretamente sobre um mapa original.
Esse procedimento é uma forma de proteger os arquivos digitais originais, evitando danos.
Existe uma diferença básica entre pesquisa e consulta. Consulta é um procedimento
para verificar ou localizar uma informação aplicando um filtro sobre a base cartográfica. Não
necessariamente sua consulta pode gerar uma pesquisa, mas com certeza antes de fazer uma
pesquisa, cujo objetivo é extrair informações de outros projetos, antes se torna necessário
gerar uma consulta. O que difere uma opção é meramente o uso dos comandos de
visualização e de extração de dados.
No menu Query do AutoCAD Map, existem pelo menos 10 opções de comando
relativos a consultas que estão organizados em 3 grupos distintos.
Definições e Execuções de Pesquisas:
Define Query;
Run Query;
Query Library e
Run external Query
Pesquisas com dados topológicos:
Define Topology Query;
Run Topology Query;
Topology Query Library e
Run External Topology Query) e;
Pesquisas temáticas:
Object Thematic Query e
228
Topology Thematic Query.
Figura 7-1
7.2 – Definindo Pesquisas (Define Query)
7.2.1 – Tipos de Critérios de Consultas e Pesquisas (Query Types)
Nesta etapa deve-se definir quem são as entidades que serão envolvidas na consulta.
Esta definição pode ser feita de diversas formas e combinações que vão desde uma simples
consulta limitando uma região de atuação,definindo critérios com base em banco de dados
externo ou ainda combinando critérios entre limites e banco de dados. Não existe um número
limitado de critérios para construir uma pesquisa. Em uma mesma Query podem ser envolvidos
critérios de Locação (Location), Propriedade (Property), Object Data (DATA) e Banco de
Dados Externo (SQL ).Para se definir uma query no AutoCAD Map podem ser utilizados dois
caminhos: Utilizando menu Map ou o menu Explorer.
‘Utilizando menu Map
1. Entre no menu Map – Query – Define Query;
2. Na caixa de diálogo Define Query of Attached drawing(s), observe as opções
existentes em Query Type para definir os critérios da pesquisa;
Figura 7-2
229
7.2.1.1 - Critérios de locação (Location):
Use este tipo de critério para localizar entidades limitadas por um polígono ou
área. Usando critério de locação, você pode, por exemplo, recuperar todas as
entidades de um raio de 20 metros a partir de certo ponto, ou dentro de uma faixa de
10 metros, ou ainda, em qualquer um dos lados de uma linha específica.
o All: Recupera todas as entidades do mapa fonte;
o Buffer Fence: Retorna todas as entidades dentro de uma distância
especificada para a fence. Defina a Fence fornecendo os pontos de
extensão e largura;
o Circle: Recupera entidades dentro de um círculo;
o Fence: Retorna todas as entidades que atravessam uma linha definida;
o Point: Retorna todas as áreas que perpassam por um ponto;
o Polygon: Retorna todas as entidades dentro de um polígono;
o Polyline: Retorna todas as entidades dentro de uma polilinha;
o Window: Retorna todas as entidades dentro de uma janela;
Figura 7-3
Selection Type:
o Inside: recupera todas as entidades completamente situadas dentro do limite
Buffer;
o Crossing: recupera todas as entidades que tocam o limite do buffer como também
aqueles que atravessam o limite do buffer.
Buffer Fence Circle
Window
Fence
Poligono Polilinha
230
Figura 7-4
7.2.1.2 - Critério de Propriedade (Property)
Use este tipo de pesquisa para localizar entidades com base em informações de
construção de entidades do tipo propriedades. A condição Property recupera entidades com
base em valores de cor, comprimento, estilo de texto, etc.
o Área: retorna entidades com base no tamanho da área;
o Block Name: retorna entidades com base no nome do bloco;
o Color: retorna entidades com base na cor;
o Elevation: retorna entidades com base na elevação;
o Object Type: retorna consulta com base no tipo de entidade;
o Group: retorna entidades com base no grupo na qual a elas pertencem;
o Layer: retorna entidades com base no layer;
o Lenght: retorna entidade com base em seu comprimento;
o Line Type: retorna entidade com base no seu tipo de linha;
o Text Style: retorna entidades com base em estilo de texto;
o Text values: retorna entidades com base em valores de texto;
o Thickness: retorna entidades em thickness;
o Feature Classe: retorna entidades com base em classificação de entidades;
o Lineweight: retorna entidades com base na espessura;
o PlotStyle: retorna entidades com base no estilo de plotagem.
o Operadores (Operator): Lista os operadores;
231
= - o valor para a entidade recuperadas(retorno da query) deverá ser igual ao
valor descrito no campo value;
- o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser maior que
o valor descrito no campo value;
>= o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser maior ou
igual ao valor que o valor descrito no campo value;
< - o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser menor
do que o valor descrito no campo value;
<= - o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser menor
ou igual ao valor que o valor descrito no campo value;
- o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser diferente
do valor descrito no campo value;
o Value: especifique o valor a ser encontrado;
o Values (lista):disponibiliza a lista de valores definidos para a propriedade.
Figura 7-5
7.2.1.3 - Critérios de Data (Data)
Use este tipo de pesquisa para localizar entidades que contém tabelas do tipo Object data
vinculados a entidade gráfica.
o Feature Class: recupera entidades com base dados armazenados em features
classes;
o Object Properties: recupera dados com base em atributos de entidades
customizadas;
o Database Link: recupera entidades com base em Data Link. É necessário
selecionar o link template e em seguida o link template na lista;
o Object Data: recupera dadoscom base em tabelas object data;
Curvas mestras e
intermediárias inseridas dentro
do círculo
232
o Attribute: recupera entidades com base em bloco atributos;
o Operator: Lista os operadores;
= - o valor para a entidade recuperadas(retorno da query) deverá ser igual
ao valor descrito no campo value;
- o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser maior
que o valor descrito no campo value;
>= o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser
maior ou igual ao valor que o valor descrito no campo value;
< - o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser
menor do que o valor descrito no campo value;
<= - o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser
menor ou igual ao valor que o valor descrito no campo value;
- o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser
diferente do valor descrito no campo value;
o Value: especifique o valor a ser encontrado;
o Values (lista): disponibiliza a lista de valores definidos para a propriedade.
Figura 7-6
7.2.1.4 - Critério SQL
Use este tipo de pesquisa para localizar entidades que possuem atributos
armazenados em tabelas de banco de dados externo.
Consulta: trazer dentro do limite
circular rodovia Estadual que
contenha no nome 144 = RJ 144
233
Nota 1 : Antes de definir condições para a query do tipo SQL, certifique-se de que o banco
de dados está vinculado e conectado ao projeto e que os link templates estão disponíveis.
Para criar a condição SQL especifique o Link template.
o Link Template : Selecione a lista o link template que tem conexão com o
banco de dados de interesse;
o Current SQL Condition: Mostra a linha de comando, em Linguagem SQL,
criada para a consulta;
o Edit:Possibilita a edição da condição SQL;
o Group: Agrupam as linhas de condição SQL;
o Ungroup: Desagrupa as linhas de condição SQL;
o Delete: Deleta uma linha de condição SQL;
o Clean All: Deleta todas as linhas de condição da caixa Currente SQL
Condition;
o Condition:
AND, OR, NOT – Determina como as condições SQL podem ser combinadas
entre si:
AND – Especifica que tanto A quanto B devem ser conhecidas para que a condição
seja aceita. Tanto A quanto B devem ser verdadeiras
Figura 7-7
OR – Especifica que ou A ou B devem ser verdadeiras para que a condição
seja aceita;
Figura 7-8
OR NOT – especifica que a primeira condição deve ser verdadeira e a segunda
falsa para que a condição possa ser aceita;
A B
234
Figura 7-9
o Column List – Selecione na lista a coluna da tabela que será utilizada na query;
o Operator List:
= - o valor recuperado deve ser igual ao valor descrito no campo Value;
>= o valor recuperado deve ser maior ou igual ao valor que o valor descrito no
campo Value;
< - o valor recuperado deve ser menor do que o valor descrito no campo Value;
<= - o valor recuperado deve ser menor ou igual ao valor que o valor descrito
no campo value;
<> o recuperado deve ser diferente do que o valor descrito no campo value;
IN: O valor da propriedade selecionada ou dados combinam com quaisquer
dos valores no que você entra na caixa Value. Quando você usa o operador IN,
você tem que incluir cada valor em aspa, tem que separar os valores com
vírgulas, e tem que incluir a lista inteira em parênteses, por exemplo, (' 1',' 2','
3');com nenhum valor na caixa de texto Value;
IS NULL: O valor da propriedade selecionada está vazio. Não com nenhum
valor na caixa de texto value;
LIKE:O valor da propriedade selecionada ou dados contém o valor do campo
value. Aplica-se este operador somente para dados tipo string. Use o sinal de
por cento (%) como wild-card character.
o Value: especifica o valor a ser pesquisado;
o Add Condition: transfere a condição escrita para a caixa Current SQL
Condition;
o Update: atualiza a caixa Current SQL Condition, quando esta foi editada;
o History – Mostra a caixa de diálogo SQL Condition Dialog History, onde é possível
selecionar a lista de condições SQL que foi adicionada;
A or not B B or not A
235
o Type It – Mostra caixa de diálogo SQL type condition, onde é possível redigir a
condição SQL manualmente.
Figura 7-10
7.2.2 – Tipos Consultas e Pesquisas (Query Mode)
Após definir a consulta, é necessário optar pela forma como deseja visualizar o
resultado. Os resultados podem ser apresentados de 3 maneiras: Desenhando as entidades
para o projeto atual (draw), apenas visualizando o resultado (preview) ou gerando um relatório
do resultado (report).
Para facilitar, caso seja necessário refazer algum ajuste na consulta, mesmo após
execução da query, os critérios definidos permanecem listados na caixa de diálogo (Define
Query to attach Map) . Isso possibilita que a consulta possa ser executada novamente em
outro modo de visualização, assim novos critérios podem ser adicionados ou removidos da
consulta.
Figura 7-11
236
7.2.2.1 - Preview
Trata-se apenas de uma visualização da pesquisa, ou seja, mostra o resultado a query
na tela, mas não recupera as entidades para o mapa atual. Essa ferramenta é Ideal para
verificar os resultados antes de executar o modo Draw. O desenho surge na tela como
arquivo XREF, portanto para apagar a consulta da tela, basta executar o comando redraw
ou regen;
7.2.2.2 - Draw
Recupera as entidades pesquisadas para a o projeto atual.
7.2.2.3 - Report
Salva em arquivo TXT, o resultado da pesquisa. Ex: criar lista de coordenadas de um
polígono.
7.2.2.4 – Options
Mostra a caixa de diálogo output report,no qual possibilita a criação de um modelo para o
relatório para ser preenchido. Esta opção somente é disponibilizada quando a opção
Report é selecionada.
7.2.3 – Alterando a visualização das entidades geométricas durante a pesquisa
(Options)
O Comando Option possibilita alterar as propriedades originais das entidades
pesquisadas, modificando a aparência na apresentação final. Usando esta opção podem ser
modificadas propriedades como: cores, espessuras, hachuras, blocos, textos e etc. Outro
ponto importante é a possibilidade de criar mapas temáticos, dando cor, espessura ou hachura
ao atributo, object data ou SQL, da geometria pesquisada.
Exemplo: Supondo que exista um layer de malha viária , onde cada linha arruamento
contem um valor de atributo informando o tipo de pavimentação existente, pode-se a
partir disso, criar um mapa temático diferenciando as linhas da malha viária, com cores e
espessuras, de acordo com o tipo de pavimento.
Em Options encontram-se as opções:
7.2.3.1 - Alter Properties
Alter Properties (check box) – Determina o modo de execução da consulta. Se
esta opção não estiver selecionada, as propriedades alteradas serão ignoradas durante
a execução da query.
Alter Properties (button) – Abre a caixa de diálogo Set Property Alteration, que
possibilita realizar as modificações citadas.
o Current Property Alteration – Lista a expressão de alteração da propriedade
para a entidade envolvida na query.
Edit – Edita um item da lista;
237
Delete – Deleta um item da lista;
Clear Lista –Llimpa a lista.
o Select Property – Disponibiliza as propriedades que podem ser alteradas
como: Block Name, color, Elevation, height, layer, Linetype, Lineweight, Plotstyle,
Rotation, Scale, Thickness, Widht, Text Style, Text value.
Figura 7-12
Text – Abre a caixa de diálogo Define Text, onde podem ser feitas as
especificações que criam textos com base em atributo object data ou SQL.
Nesta caixa de diálogo podem ser adicionados textos configurando tamanho,
ponto de inserção, estilo, layer, cor e rotação.
Figura 7-13
238
Hatch – Mostra a caixa de diálogo Hatch Option, que possibilita inserir uma
hachura no resultado da query.
Figura 7-14
Annotate – Mostra a caixa de diálogo Insert Annotation que possibilita inserir
um modelo (template) de annotation.
Figura 7-15 Expression – Use esta área para criar ou modificar uma expressão que alteram as
propriedades das entidades geométricas do mapa, durante a execução da consulta.
Mapas temáticos podem ser construídos utilizando os recursos disponíveis nesta
função.
o Current Property Alterations (Edit/Update) – Use EDIT para modificar uma
expressão e UPDATE para atualizar as modificações.
239
o Expression - Use esta opção para criar expressões que modificam a aparência
final do mapa, através de comandos como: Propriedade (Properties), Dados (Data),
e SQL que auxiliarão na construção de novas expressões.
Figura 7-16
o ADD – Adiciona a expressão na lista;
o Update – Atualiza na lista a expressão que foi editada;
o Values - Para a propriedade selecionada na área de Propriedade Selecionada, exibe
todos os valores nos desenhos ativos.
o Expression – Mostra a caixa de diálogo, que lista todas as propriedades, campo da
tabela object data e link SQL do mapa ativo.
Range: Uma tabela de ranges (range table), especifica um grupo de condições que
desempenham ações que modificam a configuração original de uma entidade de desenho.
Tais condições formam grupos de ações ou condições que se transforma em expressões.
o Lista Range - Mostra na lista de tabelas de ranges existentes;
o Range – Abre a caixa de diálogo Define Range Table que tem a função de criar,
renomear ou deletar tabelas de ranges.
240
Figura 7-17
Range Table: Use esta área para selecionar uma tabela existente ou para
renomear, criar uma nova ou delatar uma tabela;
Range List – Lista todas as tabelas existentes no mapa atual;
Rename – Mostra a caixa de diálogo Rename Range, onde possibilita
especificar um novo nome para a atual tabela;
New – Mostra a caixa de diálogo New Range Table, onde permite salvar as
atuais definições para a o novo range de tabela;
Remove - Remove range de tabela.
Nota 1: Tome cuidado para não apagar tabelas que estão sendo usadas na
query;
Current Range Table – Use esta área para visualizar, editar ou deletar linhas
de range;
Edit – Edita linha de condição de range
Delete – Deleta linhas de condição de range
Clear List – Limpa todas as condições da caixa Current Table Definition.
o Condition - Use esta área para editar uma linha de range existente ou criar
uma nova.
Para Editar uma condição - selecione a linha a caixa de diálogo Current
Range Table Definition e clique EDIT. Quando concluir a edição, clique
Update;
Para inserir nova condição - selecione To create a New Condition,
selecione um operador, especifique uam expressão e um valor para retornar
e em seguida clique em Add.
241
Operator – Selecione a opção de operação na lista:
= - o valor para a entidade recuperadas(retorno da query) deverá ser
igual ao valor descrito no campo value;
- o valor para a entidade recuperadas(retorno da query) deverá ser maior
que o valor descrito no campo value;
>= o valor para a entidade recuperadas(retorno da query) deverá ser
maior ou igual ao valor que o valor descrito no campo value;
< - o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser
menor do que o valor descrito no campo value;
<= - o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser
menor ou igual ao valor que o valor descrito no campo value;
/= - o valor para a entidade recuperadas (retorno da query) deverá ser
diferente do valor descrito no campo value;
Othewise – especifica a ação para não considerar nenhuma das
condições. Se você esta opção ela deverá estar no fim da lista.
Expression Value – Entre com uma expressão simples. Se uma entidade
coincidir com o valor da expressão, a entidade é afetada pelo valor de
retorno;
Return Value – especifique um valor para retorno da condição;
Add – Adiciona a atual condição para a lista de condições listas Current
Range Table Definition list;
Update – Atualiza a condição para a lista de condições Current Range
Table Definition.
Figura 7-18
Save - Salvando e Armazenando consultas e pesquisas
Ao pressionar o botão Save na caixa de diálogo Define Query of Attached Drawing,
no quadro de opções Option, abre-se a caixa de diálogo Save Current Query. Esta
ferramenta é muito útil quando o usuário realiza pesquisas frequentemente. Esta opção
oferece não só a possibilidade de armazena a consulta, mas também classifica-la em
categorias criando uma biblioteca de consultas.
242
Figura 7-19
o Category (lista) – Lista todas as consultas salvas existentes no mapa;
o New Category – Mostra a caixa de diálogo Define New Category, para definir
uma nova categoria de consultas;
Figura 7-20
o Name – Entre com nome da Consulta. Os nomes devem ser únicos e não conter
espaços;
o Description – Insira uma descrição para facilitar a identificação da consulta;
o Save to External File – salva um arquivo de consulta de extensão, QRY, que fica
armazenado externamente ao AutoCAD Map;
Se desejar que a descrição da query apareça na biblioteca de queries, selecione a
opção Keep Reference In Library.
o Save Options -
Save List of Active Drawings: Slava a lista de mapa fonte vinculados ao
projeto;
243
Save Location Coordinates: Armazena as coordenadas usadas para locação
da pesquisa. Se você não salvar as coordenadas de locação da pesquisa, o
AutoCAD Map pede para colocá-las quando você executa a pesquisa.
Figura 7-21
K
eep Reference In Library: Mantém a lista de pesquisas externas na biblioteca.
Se planejar referenciar a pesquisa na lista de pesquisas, você deve preencher
o nome e descrição.
Save Alter Properties: Salva as definições de alteração de propriedades com
a pesquisa;
AutoExecute – Executa a consulta automaticamente
Load – Executa uma pesquisa salva ou armazenada na biblioteca de consultas;
Redraw - Redesenha a query;
Zoom Extent - Executa um zoom sobre um arquivo específico;
Drawing – Abre um atalho acessando a caixa de diálogo Define/Modify Drawing
Set,que permite vincular mapas fontes ao projeto com finalidade destes participarem
da consulta;
More: Abre atalho para o menu de preferências na consulta;
Current Query
o Edit - Permite alterar as linhas de consultas (expressão SQL) descrita na caixa
Current Query;
o Group – Agrupa linhas de consultas, representadas pelas expressões SQL
na grade Current Query;
o Ungroup – Desagrega consultas que tenham sido agrupadas;
o Delete – deleta linhas de consultas
244
o Clear Query – limpa a caixa de consultas – Current Query.
OK – Esta opção salva as configurações definidas para a(s) consulta(s) e finaliza processo
como salvar consultas dentro e fora do AutoCAD Map, mas não executa a consulta.
Execute Query - Executa a consulta definida;
7.3 – Executando Consultas (Run Query)
Este comando executa uma consulta ou pesquisa definida anteriormente e armazenada para
ser executada sempre que necessário.
1. Entre no manu Map – Query – Run Query;
2. Selecione na lista Category, a consulta que deseja executar;
3. Pressione o botão Run Query;
Figura 7-22
7.4 – Biblioteca de Consultas (Query Library)
Use esta opção para realizar manutenção em consultas como: criar, renomear, deletar
categorias, mover de uma categorias para outra, modificar a descrição, vincular consultas
externas ou deletar consultas não utilizadas.
245
Figura 7-23
7.5 – Executando Consultas Externas (Run External Query)
Este comando aciona a caixa de diálogo Select Query to Run, no qual possibilita
acessar arquivos de consultas de extensão QRY, armazenados fora do AutoCAD Map. Ao
pressionar o botão OPEN a query armazenada no arquivo será executada automaticamente.
Figura 7-24
246
Exercícios 7-1: Usando query para extrair layers de mapa fonte
Neste grupo de exercícios continuaremos desenvolvendo a base de dados geográficos
do município de Duas Barras, porém, desta vez, utilizaremos os recurso disponíveis no
comando QUERY paraimplementar a base. Para isso, iniciaremos com consultas simples e
vamos aumentando o grau de dificuldade ao longo dos exercícios.
Na primeira etapa vamos inserir o tema Hidrografia e Área Edificada a base de dados existente.
Como Mapa fonte serão utilizadas cartas do IBGE em escala de 1:50.000 e formato DWG sem
nenhuma espécie de atributo.
1. Abra o arquivo Duas_Barras6-4.dwg;
2. Salvar como Duas_Barras7-1.dwg;
3. Deixe ligado somente o layer Municipios_RJ;
4. Caso os mapas fonte não estiverem vinculados ao projeto, em Map Explorer, clique
com a tecla direita sobre a pasta Drawing;
5. Ao abrir a caixa de diálogo, Select to Attach, Drawing, selecione o Drive Alias
DuasBarras e atache novamente as cartas DuasBarras, Alem Paraíba, Cantagalo e
Cordeiro;
6. Entre menu Map – Query – Define Query;
7. Em Query Type, selecione a opção Location;
8. Na caixa de diálogo Location Condition, selecione a opção Polyline;
9. Em Selection Type deixe ligada a opção Inside para trazer as entidades que estão
dentro do polígono do município de Duas Barras;
10. Na opção Polyline Mode selecione a opção Polygon;
11. Para selecionar o polígono que limita a consulta, selecione a opção Define;
Figura 7-25
247
12. Retorna as opções de Query Type e selecione desta vez a opção Property;
13. Na caixa de diálogo Property Condition, selecione a opção Layer;
14. Na lista Operator aparecerá o sinal de igual;
15. Em seguida clique no botão layers para selecionar os layers que serão utilizados na
consulta. Selecione os seguintes layers:
Barragem;
BarragemSemRepresentação;
Contorno HD Permanente e Ilha;
Contorno HD permanente e contorno Ilha;
Delimitador HD;
Direção Corrente;
Ilha;
Ilha_Txt;
Rio Permanente;
Rio_Permanente;
Rio_Usina;
Rio_Margem_Dupla;
Hidrografia;
Toponímia_HD;
Toponimia HD;
TXT_Hidrografia;
AreaEdificada;
Limite_Cidade;
Toponímia_LC.
Figura 7-26
248
16. Pressione OK para concluir a seleção;
17. Pressione Ok novamente para voltar para a caixa de diálogo principal;
18. Em Query Mode selecione a opção Preview para certificar de que a consulta ficou
correta;
19. Se a consulta estive OK, retorne para a caixa de diálogo Define Query of attached
Object e em Query Mode slecione a opção Draw para trazer as entidades para o
projeto.;
Figura 7-27
20. Salve o mapa.
Exercícios 7-2 : Transformando objetos do mapa em entidades inteligentes.
Neste exercício será demonstrado como normalmente se acrescenta atributos a entidades
CAD. Para isso serão criadas duas tabelas Object Data, Hidrografia e Área Edificada, que
receberão as os atributos dos layers correspondentes. Após criar as tabelas, sequencialmente
será exercitado a vinculação do atributo a geometria, conforme já exercitado no capítulo 4.
1. Abra o arquivo DuasBarras 7-1.dwg;
2. Salve como DuasBarras 7-2.dwg;
3. Crie um novo layer chamado Hidrografia_DuasBarras;
4. Transfira todas as entidades que representam rios para o novo layer Hidrografia;
5. Salve o mapa;
Criando tabelas Object Data
6. Para criar tabelas, entre no menu Map – Object Data – Define Object Data;
7. Na caixa de diálogo, Define Object Data, pressione o botão New Table;
249
8. Ao entrar na caixa de diálogo Define New Object Data Table, em Table Name
preencha com o nome para a tabela: Hidrografia;
9. Em Field Definitions, Em Field name, preencha com Nome para identificação do rio;
10. Em type, selecione o campo do tipo character;
11. Em Description, preencha como identificação do rio;
12. Pressione ADD para criar o campo;
13. Em seguida pressione OK para finalizar a tabela hidrografia;
Figura 7-28
14. Ao retornar para a caixa de diálogo Define Object Data, pressione novamente o botão
New Table;
15. Ao entrar na caixa de diálogo Define New Object Data Table, em Table name
preencha com Area_Edificada;
16. Em Field Definitions, Em Field name, preencha com Nome para identificação da Área
Edificada;
17. Em type, selecione o campo do tipo character;
18. Em Description, preencha como Área Edificada;
19. Pressione ADD para criar o campo;
20. Em seguida pressione OK para finalizar a tabela Area_Edificada;
Figura 7-29
250
21. Pressione Close para finalizar a etapa de criar tabelas;
22. Ligue os layers de toponimias HD;
23. Se preferir, para facilitar a leitura modifique a cor do layers de toponímia para
vermelho;
24. Aplique o comando zoom window na porção extremo norte do mapa;
Vinculando Informações
25. Entre no manu Map – Object Data – Attach/Detach Object Data;
26. Em table, selecione a tabela Hidrografia;
27. N caixa Object Data Field, selecione o campo Identificação do Rio;
28. Na caixa Value preencha com o nome encontrado para o rio : Córrego Barro Alto;
29. Em Action, selecione a opção Attach to objects;
30. Com o cursor do mouse, selecione toda a extensão do rio;
31. Pressione ok para confirmar;
Figura 7-30
32. Repita o processo para os demais rios até concluir toda a extensão do município de
Duas Barras;
33. Repita o mesmo processo de vinculação de dados utilizando a tabela Área Edificada;
251
Figura 7-31
34. Salve o mapa.
Exercícios 7-3: Criando Query com base em banco de dados Object Data
Daremos continuidade ao exercício implementado a mapa de Duas Barras. Desta vez,
será construída uma consulta para resgatar Regiões de Governo, utilizando recurso de
construção de query com base em Object Data (DATA).
1. Abra o arquivo Duas Barras 7-2.dwg;
2. Salve o arquivo como DuasBarras 7-3.dwg;
3. Abra o windows explorer, vá até o diretório ...\DUAS_BARRAS\DWG\
outroscontém Duas Barras/DWG/
4. Arraste o cole no Map explorer, o arquivo FaixasAlt_local_RegGov.dwg;
5. Entre no menu Map – Query – Define Query;
6. Na caixa de diálogo Define Query of attach, pressione Clear Query para limpar a
caixa de critérios;
7. Em Query Type, selecione a opção Property em seguida Layer;
8. Em VALUE, selecione a opção Default_Regiões_de_Govern;
9. Presione Ok para retornar para a caixa diálogo anterior;
10. Pressione OK novamente;
11. Em Query Type, selecione a opção DATA;
12. Na caixa de diálogo Data Condition, selecione a opção Object Data;
13. Na lista Tables, escolha a tabela Default_Regiões_de_Govern;
14. Selecione o campo Reg_Gov;
252
15. Em Expression, opte por operator (=) e em seguida escreva em VALUE: Região
Serrana;
Figura 7-32
16. Pressione OK para o critério ir para a caixa de diálogo Current Query;
17. Em Query Mode, opte por DRAW;
18. Em seguida Execute Query;
19. Entre novamente em Map – Query - Define Query;
20. Selecione o critério Região Serrana e clique em EDIT;
21. Altere o campo VALUE para Região Metropolitana e em seguida pressione OK;
22. Pressione Execute Query;
23. Deverá aparecer as duas regiões desenhadas na tela;
Figura 7-33
253
24. Salve o mapa.
Exercícios 7-4: Gerando consultas com base em External Database
O próximo exercício demonstrará como construir consultas para extrair entidades com
base em banco de dados externo.
1. Abra o arquivo Duas_Barras 7-3.dwg;
2. Salve o como DuasBarras 7-4.dwg;
3. Atache ao projeto o arquivo DuasBarras_4-5.dwg;
4. Vincule ao projeto o banco de dados access DuasBarras_livroII.mdb, residente dentro
do diretório do capítulo 4;
5. Entre no Menu Map-Query-Define Query;
6. Na opção Property, selecione a opção LAYER;
7. Em VALUE selecione o layer Default_Municipios_RJ;
8. Ao retornar a caixa de diálogo anterior, selecione a opção SQL;
Figura 7-34
9. Em Link Template selecione o link Default_Municipios_RJ;
10. Em Condition, selecione o campo CHAVEPRC;
11. Selecione Operator =;
12. No campo VALUE escreva Rio de Janeiro;
13. Pressione o Botão ADD CONDITION;
14. Ao retornar a caixa de diálogo Define Query, pressione o botão Execute Query;
15. Salve o arquivo Duas_Barras7-4.dwg.
254
Exercícios 7-5: Criando mapa temático
Nesta fase produziremos um mapa temático classificado por JURISDIÇÃO. Para daí,
utilizaremos recursos de alteraçãodas propriedades originais (ALTER PROPERTIES) para
diferenciar os atributos usando cores.
1. Abra o arquivo Duas_Barras7-4.dwg;
2. Salve como DuasBarras7-5.dwg;
3. Certifique-se de que o arquivo FaixasAlt_local_RegGov.dwg está vinculado ao projeto;
4. Em no menu Map – Query_Define Query;
5. Use o comando Clear Query para limpa a caixa de critérios;
6. Selecione a Opção Property e em seguida Layer;
7. No Campo VALUE, selecione a opção Default_Rodovias;
8. Em Query Mode, deixe a opção DRAW ligada;
9. Pressione o botão ALTER PROPERTIES;
10. Em Select Properties, marque a opção COLOR;
11. Em seguida clique na opção RANGE;
12. Clique em NEW para criar um novo RANGE;
13. Nomeie como Jurisdição;
14. Preencha da seguinte forma:
Expression Value - Return Value:
Municipal 32
Estadual 11
Federal 40
15. Pressione ADD ao término de cada critério;
Figura 7-35
255
16. Pressione OK para retornar para a caixa de diálogo Alter Properties;
17. Selecione na lista RANGE a opção Jurisdição;
18. Em seguida, pressione o botão Expression;
19. Em Expression, selecione a opção Object Data e em seguida a tabela Rodovias e o
campo Jurisdição;
20. Selecione ADD para adicionar o critério na lista;
21. Pressione OK;
22. Em seguida EXECUTE QUERY.
Figura 7-36
Exercícios 7-6: Usando Query para gerar texto
1. Abra o arquivo DuasBarras-7-5.dwg;
2. Salve o arquivo como Duas_Barras7-6.dwg;
3. Entre no menu – Map – Query – Define Query;
4. Use a opção Clear Mode para limpar a caixa de critérios;
5. Entre na opção Property;
6. Em Property, selecione a o opção Layer e em Value a opção
Default_Regioes_de_Governo;
7. Deixe marcada a opção DRAW em Query Mode;
8. Selecione a opção ALTER PROPERTIES;
9. Pressione o botão TEXT;
10. Na caixa Text Value, pressione o botão Expression;
11. Em Expression, selecione a opção Object Data;
12. Selecione a tabela Default_Regioes_de_Governo e o campo I_REG_GOV;
13. Na caixa de texto TEXT HEIGHT escreva 700 para o tamanho do texto
14. Retorne a caixa de diálogo principal e pressione o botão Execute Query.
256
Figura 7-36
Exercícios 7-7: Usando Query para inserir cota (Z) em curvas de nível
Este exercício é ideal quando se tem a cota armazenada em tabela Object Data ou Banco de
dados externo e se deseja transferir a informação para o eixo Z. Esta super dica foi enviada por
Cristina Randazzo (AutoDesk)1.
1. Abra o arquivo DuasBarras-7-6.dwg;
2. Salve o arquivo como Duas_Barras7-7.dwg;
3. Desligue todos os layers mantendo ligados somente Municípios_RJ e Curvas de Nível;
4. Elimine todas as entidades existentes no layer Curvas de Nível;
5. Atache ao projeto o arquivo Duas-Barras 7-6.dwg;
6. Entre no menu – Map – Query – Define Query;
7. Use a opção Clear Mode para limpar a caixa de critérios;
8. Entre na opção Property;
9. Em Property selecione o layer Curvas de Nível;
10. Em Query Mode deixe ligada a opção Draw;
11. Pressione o botão ALTER PROPERTIES;
12. Em Select Property, opte por ELEVATION;
13. No quadro Expression, clique no botão Expression;
14. Entre em Object Data, tabela Default Curvas de Nível, campo COTA;
15. Pressione ADD para adicionar a lista de critérios;
16. Pressione OK para retornar a caixa de diálogo Define Query ;
17. Pressione Excute Query;
18. Para verificar digite o comando LIST e em seguida selecione uma polilinha de curva de
nível;
1 Cristina Randazzo - Engenheira de Soluções da Autodesk. Doutora, mestre e bacharel
em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais
257
19. Verifique que estão preenchidos: X, Y e Z, com a cota.
Figura 7-37
258
Capítulo 8 - Análise Espacial e
Geográfica
259
A este capítulo cabe conceituar Analise Espacial e Geográfica e esclarecer como esses
processos se desenvolvem no AutoCAD Map 3D. Serão demonstrados todos os tipos de
analise para topologia do tipo ponto, linha e área.
8.1 - Definindo Análise Espacial
Após corrigir imperfeições do mapa com as ferramentas de CleanUp e gerar topologia das
mais diversas formas na base de dados cartográfica, o próximo passo é utilizar potencialmente
a base de dados construída para realizar análises. De uma forma simplificada, fazer análise é
questionar a base de dados através de perguntas específicas e esta, por sua vez, ser capaz de
responder auxiliando ao usuário na tomada de decisão.
Análise espacial e geográfica é o conjuntos de técnicas utilizadas para determinar a
distribuição espacial de representações geométricas sobre uma rede ou área; como elas se
relacionam entre si; relação de proximidade e orientação de entidades; avaliação de
conveniência e capacidade; cálculo; prognósticos e interpretação.
Análise Espacial - É o processo de extração ou criação de uma nova informação sobre
um grupo de feições geográficas preexistentes. É uma ferramenta que possibilita fazer
referência para determinar, por exemplo, a distribuição de um novo produto no mercado com
uma determinada característica.
Análise Geográfica - Identifica condições da locação geográfica, em uma área ou ao
longo de uma rede linear, e faz o prognóstico dos efeitos de futuros eventos nessas
características.
O AutoCAD Map não constrói nenhum tipo de análise sem a pré-existência da topologia. Na
maioria das vezes esta também não constrói topologia sem antes fazer clean up. Essa tipo de
exigência decorre do fato de que análise pressupõe pesquisa e tomada de decisão. Para
tomada de decisão é necessário que a base de dados esteja com mínimo de erros grosseiros
possíveis e em boas condições de confiabilidade. Portanto antes de iniciar é necessário fazer a
topologia de ponto, linha ou polígono para em seguida analisar espacialmente e
geograficamente através das seguintes modalidades de análises:
Buffer
Overlay
Query topology
Dissolver
Network Analysis
8.2 - Análise do tipo Buffer
É um polígono fechado com uma distancia fixa que se prolonga entorno do dado
pesquisado, que permite identificar feições geográficas e dados topológicos correspondentes,
dentro ou fora de uma distância específica (offset).
O Offset (distância) pode ser expressado como:
Um valor numérico positivo ou negativo;
260
Uma expressão;
Um valor específico cuja a fonte é uma tabela Object Data;
Um valor específico cuja fonte é um banco de dados externo (SQL).
Figura 8-1: Buffer de lotes desapropriados
8.2.1 - Tipos de
Buffers
Os buffers podem envolver pontos, linhas ou áreas (polígonos fechados). A escolha do
buffer adequado vai depender da necessidade exigida pela aplicação que está sendo
desenvolvida. Em alguns casos é necessário criar um buffer e em seguida vários outros,
variando inclusive de tipos, com objetivo de filtrar cada vez mais a análise que se pretende.
Buffer é uma ferramenta de análise muito útil quando se objetiva destacar grupos de feições
geográficas tomando como base uma distância limite.
8.2.1.1 - Buffer com Topologia de Ponto
O buffer envolvendo pontos é útil para localizar entidades ou feições geográficas, dentro de
uma distância limitante, a partir de um ponto.
Figura 8-2
261
Exemplo de aplicação: Utilizar o buffer de 100 metros, em torno de um hospital municipal,
para localizar a existência de pontos comerciais ruidosos no entorno como: boates, aeroportos,
rodoviárias, feiras livres, etc.
8.2.1.2 - Buffer com Topologia de rede
O buffer envolvendo linhas também é utilizando para destacar entidades ou feições
geográficas, no entorno de qualquer tipo de linha, mantendo para tal uma distância limitante a
partir da linha principal.
Figura 8-3
Exemplo de aplicação: Identificar lotes que serão desapropriados para construção de uma
nova rodovia. Caso os lotes em questão já possuam um banco de dados vinculados com
informações sobre os proprietários, a análise buffer pode retorna com o nome e endereço e
telefone doproprietário que será desapropriado. Além disso, como a análise buffer retorna com
percentuais de área recortada, pode se valer dessa informação para calcular o percentual de
desapropriação e o valor venal que deve ser pago para todos os lotes desapropriado.
8.2.1.3 - Buffer com Topologia de Polígono
O buffer envolvendo áreas também é bastante útil quando se deseja destacar entidades
ou feições geográficas, no entorno de áreas ou polígonos fechados, obedecendo uma distância
limite como referência.
Figura 8-4
Exemplo de aplicação: Tendo um uso do solo caracterizado como área urbana, destacar a
partir de uma distância de buffer, a ocorrência de uso do solo do tipo floresta e favelas. O
buffer retornará como o recorte de todas as áreas de uso dentro da distância especificada.
Entretanto, para destacar apenas as áreas de uso florestas ou favelas, terá que ser feita uma
262
segunda análise, desta vez utilizando o banco de dados que contem as informações sobre
cada tipo de uso do solo.
8.2.2 - Gerando Análise Buffer
1. Antes de construir qualquer tipo de análise é necessário ativar a topologia;
2. Para ativa, clique com o botão direito do mouse sobre a topologia que será utilizada na
análise;
3. Ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Administration;
4. Em seguida selecione a opção Load Topology;
Figura 8-5
5. Após ativar a topologia, entre no menu Map – Topology – Buffer;
Figura 8-6
6. Ao selecionar a opção Buffer , o AutoCAD Map mostrará a caixa de diálogo, listando as
topologias que estão ativas;
263
Figura 8-7
7. Pressione Ok para continuar;
8. Ao abrir a caixa de diálogo Topology Buffer – Set a Buffer Distance, escreva diretamente
no campo o valor da distância (offset) do buffer ou pressione o botão ao lado para buscar um
campo de tabela object data ou banco de dados externo que contenha o valor do buffer;
Figura 8-8
9. Pressione Next para continuar;
10. Se desejar criar uma nova topologia com as informações sobre o buffer, entre na caixa de
diálogo New Topology, no campo Name, preencha o nome da nova topologia;
264
Figura 8- 9
11. Pressione Next para continuar;
12. Se desejar armazenar os pontos (nodes) criados para nova topologia, marque o a caixa
(toggles) Create New Nodes for Topology;
Figura 8- 10
13.
Pressione Finish para concluir o Buffer;
14. Observe no diretório topology do Map Explorer, que foi criada uma nova topologia com
base em uma topologia anterior;
265
Figura 8-11
8.3 - Análise do tipo Overlay
A análise do tipo Overlay cruza duas topologias existentes para criar uma terceira, baseada
na interação das duas primeiras. Este tipo de análise objetiva destacar grupos de feições
geométricas, baseada em recortes de sobreposição, tendo como limite da análise uma feição
do tipo área. Se o objetivo é destacar entidades dentro de uma área, é impossível neste tipo de
análise ter como geometria limitante feições como linhas e pontos. Como base nesta premissa
podem ser destacados 3 interações na análise overlay:
o Pontos (nodes) com área (Polygon);
o Redes (network) com área (polygon) ;
o Área (polygon) com área (polygon).
8.3.1 - Tipos de análise Overlay
Pontos (nodes) com área (Polygon) – A análise overlay que envolve pontos dentro de uma
área é bastante utilizada quando se pretende destacar um conjunto de pontos, tendo como
recorte ou limite uma área qualquer.
Exemplo de aplicação: Tendo um layer de pontos que represente os equipamentos sociais de
um município qualquer, poderia utilizar este tipo de análise para destacar a quantidade de
equipamentos sociais por bairro. Utilizando ferramentas de banco de dados, pode-se
posteriormente gerar um relatório do tipo de equipamento ou até mesmo um mapa temático
com os pontos em destaque.
266
Redes (network) com área (polygon) – Esse tipo de análise é válida para destacar um
conjunto de entidades lineares, tendo como recorte ou limite uma área qualquer.
Exemplo de aplicação: Utilizar análise overlay para destacar a malha viária (ruas, avenidas,
estradas, etc.) existente em um município. Se o tema malha-viária estiver vinculado um banco
de dados que contenha o nome das ruas ou avenidas, tipo de malha e até tipo de pavimento;
pode-se a partir disso gerar um relatório classificando a malha-viária ou até gerar um mapa
temático classificando com cores diferenciadas a malha-viária em destaque.
Área (polygon) com área (polygon) – Este tipo de análise é comumente utilizada para
destacar uma determinada área limitada por uma outra área. Certamente é uma das mais
manuseadas em SIG e pode ser considerada uma ferramenta poderosa para produzir recortes.
O AutoCAD Map insere um campo na topologia da análise resultante informando o perímetro e
a área do recorte automaticamente.
Exemplo de aplicação: Considerando que um rio com problemas de assoreamento , em
épocas de chuva intensa, inunda cerca de 150 metros de água, nas bordas de seu entorno,
utilize análise overlay para destacar os lotes atingidos e percentuais de áreas invadida quando
o terreno está inundado.
8.3.2 - Operações de Análise Overlay
Quando se pretende cruzar topologias para criar uma análise overlay, é necessário escolher o
método como estas vão interagir. O AutoCAD Map disponibiliza as formas de cruzanto para
gerar resultados:
o Intersect - Use a opção intersect para combinar topologias e manter somente a área
geométrica em comum. Esta opção age como o operador boolean AND. Os resultados são os
mesmos para qualquer topologia selecionada, seja em primeiro ou em segundo lugar. Esta
operação mantém a geometria e os dados topológicos de ambas as topologias utilizando como
recorte a topologia overlay.
Figura 8-12: Fonte + Overlay = Resultado
267
o Union - Use união para combinar topologia área com área e manter as duas topologias no
resultado. União age como operador Boorlean OR e pode ser usado somente com áreas. União
também é usada para manter os grupos de geometria unidos e destaca-los separadamente se
necessário. Esta operação mantém no resultado ambas as topologias fonte e overlay.
Figura 8-13: Fonte + Overlay = Resultado
o Identify – Essa operação produz resultado semelhante a operação union, porém mantendo
no resultado somente o limite recorte overlay. Use Identify para combinar nodes, links ou áreas
com áreas, e manter todos os entidades geométricas. Esta operação mantém completamente a
geometria da primeira topologia, recorta a geometria da segunda topologia com base na
primeira e mantém os dados de ambas as topologias.
Figura 8-14: Fonte + Overlay = Resultado
o Erase – A operação erase usa a topologia overlay como máscara para apagar entidades
fonte e overlay que estiverem dentro do limite overay. Esta operação mantém a geometria da
topologia fonte, recortando completamente a geometria da topologia overlay e mantendo os
dados topológicos da primeira topologia.
Figura 8-15: Fonte + Overlay = Resultado
o Clip – A operação
clip, funciona de forma oposta a operação erase, pois esta usa o polígono overlay como recorte
para manter somente geometria fonte dentro da área overlay. A parte do polígono fonte que
está fora do polígono overlay é descartada.
Figura 8-16: Fonte + Overlay = Resultado
268
o Paste – Transferem para o polígono fonte as informações contidas no polígono overlay.
Esta operação mantém a geometria de ambas as topologias, mantendo os dados da segunda
topologia.
Figura 8-17: Fonte + Overlay = Resultado
Se no futuro desejar unir novamente os dados topológicos gerados com a análise overlay,
utilize a topologia Dissolver. Topologia dissolver tem a capacidade de reagrupar topologias
para retornar ao estado anterior.
8.3.4 - Utilizando Object Data em Análise Overlay
O AutoCAD Map possibilita manipular junto com topologia overlay, uma base de dados
alfanumérica , podendo esta ser object data ou de banco de dados externo.
Para isso, durante a configuraçãoda topologia utilize as opções, Source Data e Overlay Data,
para configurar a saída das tabelas topológicas (fonte e overlay). É necessário, durante a
configuração, especificar o nome da nova tabela que armazenará os dados.
O campo da nova tabela é estrurado da seguinte forma: TOPOLOGY_FIELD. Onde
Topology é o nome da topologia resultante, e field o nome do campo original. Somente são
permitidos campos com nome até 31 caracteres.
Ao gerar uma análise do tipo Overlay, o AutoCAD Map cria automaticamente os seguintes
campos armazenados em tabela object data como resultado topológico da análise.
Nome do campo Dado
TOPOID N identificação do polígono
TOPONAME1-ID Object ID na topologia fonte
TOPÓNAME2-ID Object ID na topologia Overlay
TOPONAME1-PERCENTAREA Percentual da área – polígono fonte
TOPONAME2-PERCENTAREA Percentual da área no polígono overlay
269
8.3.5 – Criando Análise Overlay
1. Antes de gerar a análise é necessário ativar a topologia;
2. Para ativa, clique com o botão direito do mouse sobre a topologia que será utilizada;
3. Ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Administration;
4. Em seguida selecione a opção Load Topology;
5. Após ativar as topologias envolvidas, entre no menu Map – Topology – Overlay;
6. Clique com tecla direita do mouse sobre a topologia que será utilizada como FONTE;
7. Na opção Analysis Type, selecione o tipo de operação que pretende realizar;
Figura 8- 18
8. Pressione Next para continuar;
9. Na opção Select Overlay Topology, selecione na lista a topologia OVERLAY que cruzará
com topologia fonte;
Figura 8-19
270
10. Pressione Next para continuar;
11. Em Output Topology, selecione cor, nome e layer para representação da topologia;
Figura 8- 20
12.
Pressione Next para continuar;
13. Em Output Atributtes, selecione dados alfanuméricos que serão vinculados à topologia;
Figura 8-21
14. Pressione Finish para Concluir.
271
Figura 8-22
8.4 Query Topology
Ao trabalhar com queries, na qual utiliza recortes a partir de mapas FONTE, seja
necessário resgatar uma topologia armazenada no mapa fonte, use a opção Query Topology
para desempenhar esta operação. Com esta ferramenta é possível resgatar a topologia fonte
de forma integral (total) ou parcialmente (recorte).
Existem 3 diferenças básicas entre usar consultas tradicionais (Query) e consultas com
topologia (Query Topology):
o Possibilidade de trabalha somente com um topologia de cada vez, enquanto Query
tradicional trabalha com varias tabelas ao mesmo tempo;
o Possibilidade de armazenar as informações topológicas em tabelas Object Data, onde as
condições para as consultas podem ser construídas em função de campos como: Área,
Comprimento, Perímetro, Direção, Resistência Direta, e Resistência Inversa.
o Possibilidade de modificação das propriedades originais das entidades com base em
dados topológicos.
8.4.1 – Resuldados – Query Topology
O resultado da consulta (topologia mapa fonte) pode ser a armazenadas no projeto de 3
formas diferentes:
o None — Não será acrescentada nenhuma informação as feições geométricas do
projeto(semelhante ao view);
o Temporary — O resultado da consulta topológica, fica armazenada apenas na memória
com o nome da topologia procedido por um asterisco(*).
272
o Permanent — O resultado da consulta topológica é composta no ada na topologia no
projeto atual.
8.4.2 – Delimitação de Consultas Topológicas
O procedimento para delimitação da área da query topology é semelhante ao processo
para a consulta regular.
Neste tipo de consulta polígonos limitantes da consulta são tratados como áreas
verdadeiramente, o que difere quando se trata de consulta regular. No exemplo abaixo, a área
do polígono que representa um lote, ultrapassa os limites da consulta (circulo), para este tipo
de caso o retorno da consulta será o próprio círculo, já que este se encontra inserido dentro do
lote, ou seja, da área pesquisa.
Figura 8-23
A tabela a seguir descreve quais os resultados prováveis para uma Query Topology.
Topology Dados resgatados na consulta pela locação
Node Pontos
Network Linhas e pontos que fazem partem a topologia
Polygon Polígonos contendo linhas, pontos ou centróides que fazem parte a topologia.
8.4.3 - Usando ALTER PROPERTY em consultas topológicas
Ao alterar as propriedades topológicas de entidades envolvidas na consulta, usando Query
Topology Alteration, serão modificados somente entidades específicas da topologia, conforme
mostrado a seguir:
273
Figura 8-24
8.4.4 - Salvando Consultas Topológicas
Se planeja manusear uma consulta mais de uma vez, aconselha-se salva-la em arquivo
externo ou dentro do projeto.
8.4.5 – Criando Topology Query
1. Clique com tecla direita do mouse sobre a topologia que deseja consultar;
2. No menu de atalho, selecione a opção Analysis e em seguida Topology Query;
Figura 8-25
274
3. Na caixa de diálogo Query Topology, selecione na lista name, a topologia que deseja
consultar;
4. Em Resulte Topology, escolha o tipo de topologia;
5. Caso tenha feito às opções de tipo de topologia temporário ou permanente, preencha os
campos Name e Description, para topologia;
Figura 8-26
6. Pressione o botão Define Query para definir a consulta;
7. Utilize as ferramentas de consulta para definir a topologia;
8. Pressione Execute Query para dar prosseguimento a consulta ou utilize os recursos de
armazenamento de consultas oferecidos pelo recurso de consultas;
Figura 8-27
275
9. Observe em Map Explorer no diretório de topologia que a topologia foi criada como
subdiretório de Topology;
10. Caso deseje visualiza-la, clique com a tecla direita do mouse sobre ela e no menu de
atalho selecione a opção show geometry.
Figura 8-28
8.5 - Dissolver
Dissolver é uma ferramenta de análise que tem função de desmembrar ou desfazer
agrupamentos em topologias tipo área (polygon), rede (network) ou ponto (node). O
desmembramento ocorre através da indicação de um campo da tabela topológica que
desmembra uma topologia tipo polígono dentro de múltiplas topologias com valores comuns.
Se uma topologia contiver muitos polígonos menores, esse polígonos podem ser recombinados
agrupando em polígonos maiores. O reagrupamento somente torna-se possível, quando os
compartilham a mesma tabela e consequentemente os mesmos campos. O campo dissolver
pode ser um campo de tabela object data ou banco de dados externo (SQL).
Exemplo:
Considerando o mapa dos municípios do Estado do Rio de Janeiro, se a base de dados
cartográfica estiver vinculada a uma tabela que contenha não somente o nome do município,
mas também a macrorregião administrativa, a topologia municípios poderá ser dissolvida e
criada nova topologia denominada região. Tudo isso pode ser feito sem edição e sem fazer
grandes manipulações com a base de dados topológica.
276
Figura 8-29
8.5.1 – Desmembrando Áreas
Quando você dissolve uma topologia tipo área, AutoCAD Map conferem cada link que faz
vizinhança entre dois polígonos para verificar se as áreas que possuem relação de vizinhança
compatilham o mesmo campo dissolver. Se estiver for encontrado semelhança o link e o
centroide são removidos.
Se as áreas adjacentes não possuírem um campo dissolver em comum, o limite não é
dissolvido e a nova área resultante recebe um valor em branco por aquele campo.
.
Figura 8-30
8.5.2 - Dissolvendo Linhas de Rede (Network Link)
Quando você dissolve uma topologia de rede, o AutoCAD Map conferem os pontos (nodes)
entre linhas para verificar se duas linhas se cruzam a um nó específico e se o campo dissolver
é o mesmo. Caso os valores sejam coincidentes, o ponto é removido e as duas ligações são
unidas para formar uma única ligação. Todos os campos da entidade, com exceção do
dissolver, são removidos automaticamente.
277
Quando as linhas adjacentes não possuíremo campo dissolver, ponto (node) não é
dissolvido e a linha passará a ter um valor em branco para o campo dissolver..
Figura 8- 31
8.5.3 – Usando Dissolver para desmembrar topologias
1. Antes de iniciar é necessário ativar a topologia que será utilizada;
2. Para ativa, clique com o botão direito do mouse sobre a topologia que será utilizada na
análise;
3. Ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Administration;
4. Em seguida, selecione a opção Load Topology;
5. Ao concluir a ativação, entre no menu – Map – Topology – Dissolver;
Figura 8-32
6. Na caixa de diálogo Topology Dissolver, selecione a opção Set Parameters;
278
7. No campo Dissolver by, pressione o botão ao lado direito para selecione o campo da
tabela Object Data ou Banco de dados externo que servirá como campo dissolver, ou seja,
o campo servirá de orientação para desmembrar a topologia;
8. Pressione Next para continuar;
9. Em New Topology, selecione cor e layer e preencha os nome e descrição para a nova
topologia;
Figura 8-33
10. Pressione Next para continuar;
11. Na caixa de diálogo, Object Data for Result, selecione a tabela object data no qual deseja
ter dados vinculados a nova topologia;
Figura 8- 34
12. Pressione Next para continuar;
279
13. Use a caixa de diálogo centróide and Nodes, para criar novos pontos para a topologia e
marque a caixa create new nodes for topology;
Figura 8-35
14. Pressi
one Finish para concluir.
15. Clique com tecla direta do mouse sobre a entidade geométrica e verifique a nova tabela
topológica do tipo Object Data, criada para representando a topologia Dissolver.
8.6 Análise de Rede (Network Analysis)
A análise de rede utiliza topologia do tipo Network para calcular o menor percurso entre
dois pontos (Shortest Path Trace), a melhor rota entre mais de dois pontos (Best Route
Analysis) e análise de inundação (Flood Trace), que considera uma distância ou tempo fixo
entorno de um ponto para analisar as melhores rotas deste.
Exemplo:
o Utilize Path Trace para escolher o menor caminho entre um edifício em chamas e o
corpo de bombeiros.
o Utilize a análise Best Trace para determinar o melhor caminho para visitar várias
escolas.
o Utilize a análise Flood Trace, para localizar os restaurantes a 500 metros de distância
ou a 10 minutos, entorno de um hotel.
8.6.1 - Shortest Path Trace
Usando uma topologia de rede, é possível calcular o caminho mais curto entre dois pontos
ou determinar uma rota otimizada por valores de direção e resistência. Este processo é
conhecido como análise de menor caminho entre dois pontos. Utilize este recurso de análise
280
para determinar o menor percurso posto de bombeiros e uma escola ao longo da malha viária
de um bairro ou de um município.
Figura 8-36
A resistência pode ser utilizada na análise representando a resistência ou a dificuldade
para desempenhar o percurso normal. A resistência padrão é o comprimento da linha.
Entretanto este valor pode ser substituído por outros valores mais significativos para os
resultados da análise.
Em tese, se o percurso tem uma resistência total inferior ao valor mínimo da resistência, o
caminho é ignorado. Da mesma forma, se o percurso tiver uma resistência total maior que o
valor de Resistência de Máximo, o caminho é ignorado.
8.6.1.1 - Usando Tempo em análises de percurso
Para fazer uma análise de percurso utilizando tempo em lugar de distância, use um campo
de tabela object data ou campo de banco de dados de externo. O campo que armazenar a
informação de tempo, deve ocupar a propriedade Link Direct Resitance como uma expressão
que usa o dado como limitador de velocidade:
(/ .length (* :speed@street_data 5280)) - Esta expressão divide o comprimento de cada
linha envolvida na topologia, pela média de velocidade comum por pé (unidade de medida
americana), onde 5280 significa o número de pés em uma milha. A análise resultante mostra a
rota mais curta, em termos de tempo, não distância, saindo do primeiro ponto em direção ao
segundo ponto.
8.6.1.2 – Criando Análise de Menor Percurso entre dois pontos (Shortest Path
Trace)
Análise baseada em
valor de tempo no campo
resistência (tempo para
atravessar um
segmento).
281
1. Ative a topologia que será utilizada;
2. Para ativa, clique com o botão direito do mouse sobre a topologia que será utilizada na
análise;
3. Ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Administration;
4. Em seguida selecione a opção Load Topology;
5. Para melhor orientação, deixe ligado somente os temas que serão envolvidos na análise;
6. Clique com tecla direita do mouse para abrir o menu de atalho, selecione a opção analysis
e em seguida Network Analysis;
Figura 8-37
7. Na caixa de diálogo Analysis Type, selecione a opção Shortest Path;
8. Pressione Next para marcar os pontos de saída e chegada;
9. Para marcar o ponto inicial, pressione o botão Select Point;
Figura 8-38
282
10. Após selecionar o ponto de partida, pressione a tecla ENTER para confirmar;
11. Marque a opção End Point e em seguida pressione o botão Select point para selecionar o
ponto no mapa;
Figura 8-39
12. Pressione ENTER par confirmar;
13. Pressione Next para segui em frente;
14. Use a caixa de diálogo Resistence e Direction para criar análise com base em resistência
e direção;
Figura 8-40
15. Na caixa de dialogo Output Methods, pressione Finish para concluir a análise de menor
percurso entre dois pontos;
283
Figura 8-41
Resultado da Análise:
Figura 8-42
284
8.6.2 –Best Route Analysis
Usando este tipo de topologia de rede, é possível calcular a melhor rota de um ponto de
partida, para um ou mais pontos de visita, retornando para o ponto de partida. O AutoCAD Map
determinam a melhor rota baseado em valores de direção e resistência. Para exemplificar,
considere que em uma malha de logradouros, é necessário achar a melhor rota para deslocar-
se ao visitar vários locais de cliente a partir do hotel onde se está hospedado.de seu hotel.
Par utilizar a resistência, considerando uma resistência total inferior ao valor de Resistência
Mínimo, o caminho é ignorado. Semelhantemente, se um caminho tiver uma resistência total
maior que o valor de Resistência de Máximo, o caminho também é ignorado.
8.6.2.1 - Usando Tempo em análises de percurso
Para desempenhar uma analise de percurso utilizando tempo em lugar de distância, use
um campo de tabela object data ou campo de banco de dados de externo. O campo que
contem a informação de tempo deve ocupar a propriedade Link Direct Resitance como uma
expressão que usa o dado como limite de velocidade:
(/ .length (* :speed@street_data 5280)) - Esta expressão divide o comprimento de cada
ligação pela média ida de velocidade comum por pé (onde 5280 são o número de pés em uma
milha). A análise resultante mostra a rota mais curta, em termos de tempo, não distância,
saindo do primeiro ponto em direção ao segundo ponto.
8.6.2.2 - Armazenando a melhor rota
Ao salvar os resultados de uma análise do tipo Best Route Trace como uma nova
topologia, o AutoCAD Map armazena a topologia em banco de dados do tipo Object Data, para
cada elemento que compõe a análise Best Route. A tabela Object Data armazena a informação
sobre a ordem dos links visitados e a resistência calculada para a melhor rota. A tabela Object
Data é estruturada da seguinte forma:
Figura 8-43
285
8.6.2.3 – Criando o Melhor percurso entre dois ou mais pontos (Best Route)
1. Ao iniciar ative a topologia;
2. Para ativa, clique com o botão direito do mouse sobre a topologia que será
utilizada na análise;
3. Ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Administration;
4. Em seguida selecione a opção Load Topology;
5. Para melhor orientação deixe ligados os temas que serão envolvidos na
análise;
6. Clique com tecla direita do mouse para abrir o menu de atalho, selecione a
opção Analysis e em seguida Network Analysis;
Figura 8-44
16. Na caixade diálogo Analysis Type, selecione a opção Best Route;
Figura 8-45
286
17. Use Select Point para marcar o ponto de partida;
Figura 8-46
18. Selecione Visit point para marcar os pontos de visitação;
Figura 8-47
19. Pressione Next para continuar;
20. Use a caixa de diálogo Resistence and Direct para gerar análise com base em resistência
e direção;
21. Pressione Next para continuar;
22. Use a caixa de diálogo Output Methods, para gerar uma nova topologia com base na
melhor rota. Informe cor do traçado, layer onde será armazenada, nome e descrição;
287
Figura 8-48
23. Pressione Finish para concluir a análise;
Figura 8-49
8.6.3 - Flood Trace
A análise Flood Trace ou inundação é um tipo de análise na qual se olha em diversas
direções a partir de um ponto de único partida da rede (network). Para realizar a análise é
necessário anteriormente marcar o ponto de partida e a distância máxima permitida para
atravessar a rede. A análise vai determinar quantas linhas e pontos podem ser atravessados
antes de atingir a distância máxima configurada.
288
8.6.3.1 – Usando Analise Flood Trace para testar a integridade da rede.
Use este tipo de análise para conferir a integridade de uma topologia de rede. Se algumas
linhas não forem contempladas na análise, significa que a topologia está incompleta. Ao
detectar o problema, utilize o recurso de edição de topologia para fazer a correção.
8.6.3.2 – Criando Análise de Inundação (Flood Trace)
1. Ative a topologia que será utilizada;
2. Para ativa, clique com o botão direito do mouse sobre a topologia que será utilizada na
análise;
3. Ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Administration;
4. Em seguida selecione a opção Load Topology;
5. Para melhor orientação deixe ligados os temas que serão envolvidos na análise;
6. Clique com tecla direita do mouse para abrir o menu de atalho, selecione a opção Analysis
e em seguida Network Analysis;
Figura 8-50
7. Na caixa de diálogo Analysis Type, selecione a opção Flood Trace;
Figura 8-51
289
8. Pressione Next para continuar;
9. Na caixa de diálogo Locations, marque o ponto de partida;
Figura 8-52
10. Pressione Next para continuar;
11. Use a caixa de diálogo Direction and Resitance, para informar o valor limite analise e/ou
a direção da análise de inundação;
Figura 8-53
12. Pressione Next para continuar;
290
13. Use a caixa de diálogo Output Methods, para gerar uma nova topologia com base na
análise de inundação. Informe cor do traçado, layer onde será armazenada, nome e descrição;
Figura 8-54
14. Pressione Finish para concluir;
Figura 8-55
291
Exercício 8-1: Usando análise buffer para gerar quadras e áreas de
desapropriação
Como os exercícios são progressivos, à medida que se passam os capítulos a base de
dados de Duas Barras vai sendo refinada e ampliada criando várias oportunidades de análise.
No próximo bloco de exercícios daremos continuidade a implementação do projeto produzindo
diversas análises de menos percurso, melhor percurso, buffer, overlay e também várias dicas
de analise que podem minimizar o trabalho automatizando algumas tarefas.
Na primeira série será visto como utilizar uma análise do tipo Buffer gerar quadras,
utilizando uma topologia de rede. No caso de Duas barras trata-se de um município rural, mas,
este recurso pode ser bastante utilizado para traçar quadras automaticamente. Uma outra
aplicabilidade para a ferramenta é o traçado de área APP (área de proteção permanente)
nesse caso traçado de mata ciliar no entorno dos rios.
1. Abra o arquivo Duas-Barras 7-7.dwg;
2. Salve como DuasBarras8-1.dwg;
3. Deixe ligado somente o layer Default logradouros;
4. Entre em Map Explorer e ative a topologia Logradouro;
5. Clique com a tecla direita do mouse sobre a topologia Logradouro e selecione a opção
Buffer;
6. Na caixa de diálogo Set Buffer Distance, preencha com valor 10 metros para offset;
7. Pressione a tecla Next;
8. Na caixa de diálogo New Topology, preencha os campos da seguinte forma:
o Name: Quadras;
o Description: Quadras de Malha_Viaria;
o Layer: Quadras
9. Pressione a tecla Finish para concluir.
292
Figura 8-56
Exercício 8-2: Delimitando área de desapropriação
Na segunda tarefa será construído um Buffer de 30 metros em torno dos principais rios do
município de Duas Barras que atravessam a área urbana. Devido a localização da área
urbana, dentro da Bacia do Rio Negro e assoreamento dos rios, quando ocorre chuvas
intensas, este inunda cerca de 30 em seu entorno. Portanto a área e 30 metros equivale a a
área de desapropriação, onde nestas condições não podem ocorrer construções.
1. Abra o arquivo DuasBarras8-1.dwg;
2. Salve como DuasBarras8-2.dwg;
3. Deixe ligado somente o layers Rios_TrechoUrbano;
4. Ative a topologia Rios_TrechoUrbano, disponível no subdiretório Topologia;
5. Clique com a tecla direita do mouse sobre a topologia Rios_TrechoUrbano;
6. Selecione a opção Buffer;
7. Em Set Buffer Distance, preencha com valor de 30 metros;
8. Em Name preencha como: AreaInundavel;
9. Em Description: Área inundada pelos rios;
10. Em layer: Area Inundável
11. Em New Topology, deixe ligada a opção Highlight e Color: azul;
12. Preencha os demais campos conforme a seguir:
Figura 8- 57
13. Em Centroids and Nodes, marque a opção create new node for topology;
14. Para finalizar pressione Finish.
293
Figura 8-58
15. Salve o projeto
Exercício 8-3: Usando analise de rede para identificar o menor percurso entre
dois pontos
1. Abra o arquivo Duas_Barras8-2.dwg;
2. Salve o arquivo como Duas_Barras8-3.dwg;
3. Deixe ligado somente o layer Malha_Viaria;
4. Ative a topologia Malha-Viaria;
5. Utilize zoom para aproximar-se da área urbana do município de Duas Barras;
6. Em seguida, clique com tecla direta do mouse sobre a topologia malha_viaria;
7. No menu de atalho, selecione a opção Analysis e em seguida Network Analysis;
8. Na caixa de diálogo Network Topology Analysis, selecione Shortest Path;
9. Em seguida pressione Next;
Figura 8-59
294
10. Em Location, selecione o botão Select Star Point para marcar o ponto de partida;
11. Em seguida selecione o botão Select end point para marcar o pronto de chegar;
12. Observe que as coordenadas dos pontos selecionados aparecem dentro da caixa de
diálogo;
Figura 8-60
13. Pressione Next para prosseguir;
14. Não selecione nenhuma opção em Resistance and Direction;
15. Em Output Methods, marque a caixa Highligh e selecione a cor amarela;
16. Marque a opção create topology e preencha o campo com o nome: melhorCaminho;
17. Pressione Finish para concluir.
Figura 8-61
295
Exercício8-4: Usando analise Dissolver para criar tema Regiões de Governo
No exercício a seguir utilizaremos a topologia Municípios_RJ para construir topologia de
Regiões de governo utilizando análise dissolver.
1. Abra o arquivo Duas_Barras 8-3.dwg;
2. Salve-o como DuasBarras 8-4.dwg;
3. Ative a topologia Municípios-RJ;
4. Clique com tecla direita do mouse sobre a topologia e selecione a opção Analysis;
5. Em Analysis, selecione a opção Dissolver;
6. Na caixa de diálogo, no campo Dissolver By, selecione o campo da tabela que servirá
como campo DISSOLVER;
7. Escolha tabela do tipo Object data, Default Municípios_RJ, e em seguida o campo
I_REG_GOV;
Figura 8-62
8. Em New Topology, selecione, marque a caixinha Highlight e em seguida a cor da
topologia;
9. Preencha o campo Nome: RegiaoGoverno;
10. No campo Description:Classificados por Região;
11. Em layer preencha como: RegiãoGoverno;
12. Conforme pode se visto a seguir;
296
Figura 8-63
13. Pressione Next para prosseguir;
14. Em Object data for Result, selecione a tabela e o campo que receberá a topologia
criada;
15. Em Object Data Table, selecione a tabela default Municípios_RJ;
16. Em Object Data Field, selecione o campo I_REG_GOV;
Figura 8-64
17. Na opção Centróides and Nodes, deixe ligada a caixinha create new nodes for
topology;
18. PressioneFinish para concluir a analise.
297
Figura 8-65
Exercício 8-5: Utilizando Análise Overlay para identificar trechos da malha viária
prejudicada em caso de transbordamento dos Rios
No próximo exercício cruzaremos as topologias malha-viária e área inundável para identificar
quais os trechos da malha viária que seriam afetados em casos de alagamento.
1. Abra o arquivo Duas_Barras8-4.dwg;
2. Salve como Duas_Barras8-5;
3. Ative a topologia Malha_viaria e em seguida clique com a tecla direita do mouse e
selecione a opção Analysis;
4. No menu Analysis, selecione a opção Overlay;
5. Na opção Analysis type, selecione a opção intersect;
6. Selecione Next para continuar;
7. Em Select Overlay Type, selecione a topologia que servirá como recorte, neste caso,
Área Inundável;
8. Selecione Next para continuar;
9. Ative Highligh usando a cor vermelha;
10. Em seguida preencha nome da topologia resultado como: malhaViariaAfetad;
11. Em Description, preencha: malha viária afetada por enchentes;
12. Em Layer preencha como:MalhaViariaAfetada
13. O resultado deverá ficar semelhante a caixa de dialogo a seguir:
298
Figura 8- 66
14. Pressione Next para prosseguir;
15. Em OutPut Attributes, selecione as tabelas e campos das topologias, Fonte e Overlay,
que serão aproveitados na topologia de intersecção;
Figura 8-67
16. Em Source Atributtes, selecione os campos da tabela malha_Viária;
17. Em new object data table, crie uma tabela com nome MalhaViaria_afetada;
18. Em Create Nodes, marque a opção create nodes for topology;
299
19. Em seguida pressione Finish para concluir.
Figura 8-68
20. Para verificar os atributos aproveitados no recorte, clique com a tecla direita sobre a
malha viária afetada, e em seguida selecione a opção propriedades.
300
Capítulo 9 – Construindo
Mapas Temáticos
301
Reprodução de Mapa temático é uma das ferramentas mais utilizadas quando se tem
um ambiente SIG como ferramenta de trabalho. Portanto, este capítulo destina-se a conceituar
mapa temático e explicar as diversas formas como estes podem ser construídos no AutoCAD
Map 3D. Para embasar a parte conceitual deste capítulo, utilizou textos e transparências da
Prof(a) Julia Strauch (ENCE, 2006).
Quando se pretende criar um mapa temático algumas considerações devem ser feitas
antes de construir um mapa:
A quem se destina o mapa?
Qual a finalidade?
O que pretendo mostrar?
O que deve ser enfatizado?
Qual a melhor forma de representar os dados simbolicamente?
Não existe uma fórmula pronta. O resultado do mapa vai depender das respostas
acima.
Cada mapa deve ser tratado de maneira única e de acordo com o público que irá
interpretá-lo. Cada fenômeno deve ser representado por apenas uma simbologia específica.
Para se obter um mapa temático devem se respeitar algumas regras:
É válido ter um bom conhecimento da origem e das características da base
cartográfica;
Represente cada fenômeno com apenas uma simbologia específica;
No caso de mapas com informações qualitativas os símbolos mudam a forma;
No caso de mapas com informações quantitativas, as tonalidades da cor;
Busque fonte de representação em uma instituição governamental (Strauch, 2006).
9.1 - Mapas Temáticos
Construir um mapa temático é fazer uso de uma propriedade gráfica e/ou informações
textuais, fixadas entidade de desenho, para enfatizar ou apresentar uma informação no mapa.
Ex: usar cores, espessura de linha, símbolos e banco de dados para representar a
população de uma cidade. Usamos mapas temáticos para mostrar a distribuição de
informações sobre uma área física.
É todo e qualquer mapa que apresente outra informação distinta da mera representação da
porção analisada. São usados para representar uma infinidade de fenômenos visíveis e
invisíveis. O mapa temático é uma poderosa ferramenta de análise espacial e visualização de
dados. Alguns padrões geográficos só podem ser reconhecidos quando apresentados em
forma de mapas (Strauch, 2006).
9.2 - Elementos de um mapa temático
Título do mapa:
O título do mapa deve ser realçado, preciso, conciso e disposto numa posição que
chame a atenção e mantenha o equilíbrio da composição.
302
Legenda:
Utilizar convenções adequadas, de preferência utilizar normas de instituições
governamentais informando a origem na legenda;
Manter coerência entre os símbolos representando no mapa e na legenda;
Deve proporcionar um bom balanceamento visual.
Informe sobre a origem da base cartográfica e dos dados
Fonte e tipo de levantamento;
Ressaltar os créditos a outras pessoas e instituições;
Se possível incluir o ano de publicação.
Orientação:
Indicação da direção Norte.
Escala
A escala de vê ser representada de maneira discreta em um tamanho adequado ao
tamanho do mapa;
De preferência pode ser gráfica ou numérica (Strauch, 2006).
9.3 – Mapas temáticos quantitativos
Os mapas temáticos quantitativos representam espacialmente fenômenos numéricos,
distribuindo uma determinada variável, ou seja, mostrando quanto de uma determinada
variável está presente em uma área. Geralmente é necessário utilizar uma graduação que
classifique os dados segundo categorias suficientes à representação do fenômeno e
também compatíveis com a precisão e a distribuição dos dados submetidos à classificação.
Este tipo de mapa oferece as seguintes abordagens:
Abordagem ordinal;
Abordagem interpolar;
Abordagem relacional;
9.3.1 - Abordagem ordinal
Mapas de abordagem ordinal apresentam uma ordenação dos dados representados de
acordo com a sua importância em relação ao objetivo e requer uma classificação dos
dados segundo uma escala predefinida que associe um determinado intervalo de valores a
uma classe nominativa ou ordem. Nesta abordagem são definidas as categorias, mas não
existe informação numérica explicitamente associada à representação dos dados, já que a
escala de graduação das categorias obedece a parâmetros numéricos de classificação dos
dados, mas é interna ao sistema, sendo, portanto invisível ao usuário. Exemplo: Mapa do
tamanho das unidades de conservação
303
Fonte9-1: IBGE apud Strauch (2006)
9.3.2 - Abordagem interpolar
Mapas quantitativos de abordagem Interpolar consiste na interpolação da massa de dados
a ser representado em uma escala de intervalos que classifica os dados segundo uma
graduação definida a partir de um determinado valor adotado como padrão. Esta
abordagem veicula uma informação mais detalhada e mais precisa que a ordinal, porém
ainda apresenta uma setorização espacial.
Exemplo: Mapa do produto interno bruto por setor de atividade no Brasil
Fonte9-2: IBGE apud Strauch (2006)
9.3.3 - Abordagem relacional
304
Mapas temáticos de abordagem Relacional estabelecem razões de relacionamento dos dados
segundo parâmetros, ou até para com outras massas de dados que permitem a determinação
de grandezas especialmente significativas. Contempla o conceito de densidade demográfica
relacionando os dados não gráficos a uma determinada unidade territorial: país, estado,
município, distrito, setor, etc.
Ex: Mapa de mortalidade no Brasil.
Fonte9-3: IBGE apud Strauch (2006)
9.4 - Mapas qualitativos ou nominais
o Mapas temáticos quantitativos não permitem a determinação de quantidades, nem
tampouco permite o estabelecimento de uma ordem hierárquica de classes, já que não
permite nenhum valor associado às diferentes categorias. Sua função é apresentar a
qualidade, ou seja, a distribuição espacial ou localização de determinadas
características da região mapeada.
Exemplo de mapas qualitativos:
Mapa de bacias hidrográficas;
Mapa de vegetação;
Mapa de aves de acordo com o tipo de uso da terra.
305
Fonte 9-4: IBGE apud Strauch (2006)
9.5 - Técnicas de Simbolização
São técnicas de representação de dados pontuais, lineares ou área que compõemos mapas
temáticos.
9.5.1 - Mapa de dados Pontuais
Para representações de dados pontuais utilizam-se:
o Mapa de pontos nominais;
o Mapa de pontos (Dot mapa);
o Mapa de símbolos proporcionais;
o Mapa de diagramas.
o Mapa de pontos nominais – As feições pontuais são representadas por diferentes
símbolos, quanto aos aspectos: em forma, cor, orientação ou cor. Os símbolos podem
ser de representação figurativa ou geométrica. Ex: Utilização de um avião para
representar aeroporto.
306
Mapa de pontos (Dot mapa) - Representam dados através de pontos, localizados
onde o fenômeno ocorre, em que cada ponto está associado à mesma quantidade.
Esses mapas são úteis para apresentar padrões de distribuição ou de dispersão. O
problema desta representação ocorre quando a amplitude dos dados é grande demais
e a utilização de pontos em áreas heterogêneas implica numa superposição de pontos
muitos grande nas áreas mais densas e conseqüentemente numa dificuldade na
percepção de padrões.
Mapa de símbolos proporcionais - São representados por pontos que variam de
tamanho de acordo com a quantidade que representam. Exemplo: Mapa da população
total das cidades. Este tipo de representação pode ser usado em conjunto com
padrões de cores para simbolizar mais de uma variável, com a cor representando uma
característica e o tamanho do símbolo representando uma quantidade. Exemplo: Mapa
com gráfico de pizza.
Mapa de diagramas - São mapas que contém diagramas para representação dos
valores das variáveis que estão sendo mapeadas. Os diagramas podem ser lineares
como, por exemplo, gráfico de barras, histogramas, gráficos de pizza, diagramas de
fluxo. Em geral são mapas de difícil leitura (Strauch, 2006).
9.5.2 - Mapa de dados lineares
Para representações de entidades lineares utiliza-se:
Mapa de fluxo – São representados por feições lineares que tem valores associados e
são chamados linhas de fluxo e os mapas que se utilizam desta simbologia são
chamados de mapas de fluxo. São usados para representar fenômenos que ocorrem
ao longo de linhas. Ex: tráfego ao longo de uma rodovia
9.5.3 - Mapa de Representações de volume através de linhas
Para a representação de volumes através de linhas utilizam-se:
Mapa de isolinhas(ou isarítmico) - (Grego: Iso [igual]) + rítmo [valor]) - Esses mapas
são representados por linhas que conectam pontos de igual valor. Esses mapas
assumem que o fenômeno a ser representado tem uma distribuição continua e
mudanças suaves dos valores em todas as direções. É comum as isolinhas receberem
nomes diferentes de acordo com o fenômeno que retratam. Ex:
o Curvas de nível: igual altitude acima do nível do mar
o Isométricas: linhas de igual temperatura
o Isobáricas: linhas de igual pressão
Linhas isométricas - Isométrico é o nome que se dá às linhas quando os dados se
referem as medições efetuadas num ponto, como por exemplo, dados de estações
climáticas. Os valores podem ser derivados e dividem-se em dois tipos: Medidas de
307
dispersão tais como médias, medianas e desvio padrão e Estatísticas derivadas de
uma série temporal de observações feitas em um ponto. Ex: Média mensal da
temperatura num ponto, Razões e percentagens de valores pontuais e Razão entre
dias secos e chuvosos em um determinado lugar.
Linhas isopletas - Isopletas é o nome que se dá as isolinhas geradas a partir de
dados que se referem a pontos arbitrários, onde não foram efetivamente executadas
medições, ou seja dados derivados que não podem ocorrer num ponto, são chamadas
de isopletas. Ex: são valores , razoes, percentagens que incluam em sua definição
área diretamente ou por implicação, tal como pessoas/ km2. Ex: Mapa de população
dos setores censitários das RA do Rio de janeiro
9.5.4 - Mapa de dados de áreas
Para representações de dados de área utiliza-se:
Mapa corocromático (ou mosaico)
Mapas Corocromáticos ou Mosaico - Grego: Choros (área) – Chroma: cor - Este método
utiliza cores para os diferentes valores e áreas. A diferença das formas e das cores dos
padrões dá a impressão de diferenças qualitativas e não sugere nenhuma estrutura hierárquica
dos dados.
9.5.5 - Mapa de dados do tipo superfície
São representação de dados que ocorrem em uma área e eles apresentam magnitude, a qual
pode ser traduzida tridimensionalmente. A superfície gerada é denominada de superfície
estatística e representa a tendência geral dos dados na área mapeada. A superfície estatística
é útil na visualização da natureza da distribuição estatística e na sua simbolização. A imagem
resultante da representação tridimensional mostra a tendência geral dos dados na área
mapeada. Exemplo: Mapa de renda.
Para representação de Superfícies utilizam-se:
Mapa coroplético
Mapa dasimétrico
Mapas Coropléticos - Este método atribui valores quantitativos para as áreas através do uso
de cores. As cores são atribuídas de acordo com a intensidade do fenômeno e deixam o
usuário perceber uma hierarquia nos dados. Ex: mapa de percentagem de pessoas acima de
65 anos, em uma população. Os mapas coropléticos são dependentes do método de
classificação dos dados e do número de classes usadas. A variação tanto do método como do
número de classes pode modificar substancialmente a aparência do mapa e
conseqüentemente sua interpretação.
308
Mapas dasimétricos ou isarítmico - São mapas coropléticos em que são usadas
informações geográficas adicionais sobre a distribuição da população ( por exemplo, uma
ortofoto ou uma imagem de satélite) para ajustar os limites das áreas à ocorrência do
fenômeno. Os limites entre as áreas deixam de ser os limites políticos administrativos ou
operacionais dos mapas coropléticos e passam a ser os limites das áreas povoadas. Esta
técnica supriu algumas limitações dos mapas coropléticos (Strauch, 2006).
9.6 - Cartogramas
É uma abstração de um mapa em que a base não mantém um a exatidão geométrica
ou precisão cartográfica. Os cartogramas têm um forte impacto visual já que apresentam uma
visão diferente das regiões o que os torna uma opção atraente par a apresentação dos dados
quando se quer enfatizar a magnitude de uma determinada variável.
Vantagens dos cartogramas - Permitem a representação de distribuições que poderiam ser
mascaradas se mapeadas através de técnicas convencionais. Não há generalização dos dado,
isto é, não existe perda de detalhes devido à generalização em categorias como ocorre nos
mapas coropléticos.
Cartogramas contínuos - São aqueles em que as formas das áreas
podem ou não ser distorcidas, mas respeitam a vizinhança. As áreas se
tocam, preservando a continuidade existente no espaço geográfico
Cartogramas não contínuos - São aqueles em que as formas das áreas
são preservadas, ainda que para isso ocorra uma descontinuidade no
mapa formada de espaços vazios entre as áreas (Strauch, 2006).
9.7 - Gerando mapas temáticos em AutoCAD Map
Em AutoCAD Map, mapas temáticos podem ser gerados a partir de 2 módulos distintos:
Módulo Explore e módulo Display Manager.
Módulo Explorer
Usando Map Explorer, mapas temáticos podem ser construídos através das ferramentas Object
Thematic Query ou Topology thematic Query.
9.7.1 - Object Thematic Query
Através dessa ferramenta, o processo é muito semelhante ao processo de construção queries
vista em capítulos anteriores, modificando apenas a forma de saída dos dados. Para isso,
antes de iniciar é necessário vincular ao projeto o mapa fonte que contém os dados que darão
origem ao mapa temático. Este tipo de temático utiliza como campo temático as propriedades
da geometria, tabelas object data ou SQL.
309
Figura 9-5
9.7.1.1 – Construindo mapas temáticos tipo Object Thematic Query
1. Associe ao projeto o mapa fonte que deseja construir o mapa temático2. Entre no menu Map - Drawing - Define/Modify Drawing Set - Attach;
3. Selecione o mapa que vinculou ao projeto;
4. Pressione OK.
Definindo a pesquisa
5. Entre no Menu Map - Query - Object Thematic Query.
6. Na caixa de diálogo Object Thematic Mapping, na opção Object to Interest, deixe
acionada a opção Limit to layer.
7. Clique no botão layer e selecione o layer que pretende basear o mapa temático;
Figura 9-6
310
8. Pressione OK
9. Ao retornar ao quadro de diálogo Object Thematic Mapping, em Thematic
Expression, selecione Data;
10. Selecione a opção Define;
Figura 9-7
11. Na caixa de diálogo Data Expression, clique em Object Data e selecione a tabela na
lista Tables;
12. Em seguida selecione em Object Data Field o campo temático;
13. Pressione Ok para Continuar;
14. Na opção Display Parameters, seleciona na caixa de lista, Display Properties, o tipo de
propriedade da geometria que deseja construir modificar :
o Color
o Fill
o Line format
o Symbol
o Text
15. Em Ranger Division, selecione Discrete para campo temático textual ou Continuous
para campo temático numérico;
o Continuous - Dado normalmente numérico e dividido em séries.
o Discrete - Normalmente mostra uma série não contínua de categorias, cada valor
forma uma categoria.
16. Selecione Define para definir as classes do mapa temático;
Preencha cada campo seguido de ENTER para ir para o campo seguinte;
311
Figura 9-8
17. Clique Define
18. Na caixa de diálogo Thematic Display Options, clique em ADD;
19. O próximo passo é criar a legenda. A legenda é a chave ou a explicação para os
símbolos no mapa, o que eles significam e seus valores. A legenda também realça a
representação temática. Neste caso, ela mostra o que cada cor e cada espessura de
linha representa na categoria na representação do volume de tráfego. Você pode
reposicionar ou redimensionar a legenda no momento em que desejar.
20. Na caixa de diálogo Thematic Display Option, escolha Legend;
21. Clique em Legend para criar legenda do mapa temático;
Figura 9-9
312
22. Em Create on Layer, selecione ou crie o layer onde a legenda ficará armazenada;
23. Para Insertion Point, clique em qualquer ponto que deseje encaixar a legenda;
24. Para Display Order selecione Ascending:
25. Você precisa configurar o tamanho e espaçamento para as caixas que conterão os
símbolos. Esses valores devem ser largos o suficiente para facilitar a visualização de
cada símbolo, mas pequenos o suficiente para que a legenda não carregue muito o
mapa.
26. Clique Create Legend
27. Create on layer: Legenda
28. Em insertion Point, selecione o botão Pick e selecione um ponto adequado no mapa.
29. Em Display Order, selecione Ascending
30. Em Symbol, selecione Boxes. Para X =15, Y = 15, Offset = 15;
31. Label Settings descreve o tamanho do texto, estilo e locação da descrição da legenda;
32. Preencha estes valores em Labels;
Size = 15, Style = Current (Standart), Offset = 10;
33. Escolha OK para completar a definição Legenda;
34. Na caixa de diálogo Thematic Display Option, escolha OK.
35. Ao retornar a caixa de diálogo Thematic Display Option
36. Clique OK
37. Na caixa de Diálogo Thematic Mapping, escolha Proceed.
313
9.7.2 - Topology Thematic Query
Essa opção também é acionada via menu Query, porém não precisa vincular mapa relevantes
ao projeto. Ao selecionar esta opção o AutoCAD Map imediatamente solicita para que ele
selecione a topologia que será consultada. Ao ativar a topologia o programa entra em menu
semelhante ao menu Object Thematic Mapping da opção anterior.
Figura 9-11
Construir mapas temáticos usando módulo Explorer é muito trabalho porque todo o processo
inserção das classes temáticas é feito manualmente. Para isso é necessário ter conhecimento
exato dos dados existentes dentro das tabelas e atribuir cores a cada um deles.
9.7.2.1 – Construindo mapas temáticos tipo Topology Thematic Query
1. Entre no menu Map - Query - Topology Thematic Query.
2. Na caixa de diálogo selecione a topologia que deseja basear o mapa temático;
Figura 9-10
314
Figura 9-12
3. Em Thematic Expression, selecione o tipo que dado que define o campo temático;
4. Pressione Define para escolher o campo temático;
Figura 9-13
5. Pressione Ok para concluir esta etapa;
6. Na opção Display Parameters, seleciona na caixa de lista, Display Properties, o tipo de
propriedade da geometria que deseja construir modificar :
o Color
o Fill
o Line format
o Symbol
o Text
7. Em Ranger Division, selecione Discrete para campo temático textual ou Continuous
para campo temático numérico;
8. Continuous - Dado normalmente numérico e dividido em séries.
o Discrete - Normalmente mostra uma série não contínua de categorias, cada valor
forma uma categoria.
9. Clique em Define para definir as classes temáticas;
10. Na Caixa de diálogo Thematic Display Options, preencha os campos seguido do
comando ENTER para fixar;
315
Figura 9-14
11. Ao concluir pressione o botão Legend para configurar o posicionamento e o tamanho
da legenda;
Figura 9-15
12. Pressione Ok para retornar a caixa de diálogo anterior;
13. Pressione OK novamente para voltar para caixa de diálogo principal;
316
Figura 9-16
14. Pressione Proceed para concluir.
Figura 9-17
317
Módulo Display Manager
Construir mapas temáticos usando o módulo Display Manager é muito mais rápido e fácil. O
Display Manager é ideal para quem pretende construir mapas temáticos que são constituídos
de muitas classes. Este módulo lê autonomamente os atributos do campo temático e escreve
as classe as classes automaticamente. Para configurar a aparência do mapa, quanto a cor,
espessura, tipo de linha, também é muito fácil.
9.7.3 – Construindo mapa temático usando Display Manager
1. Em Task pane, mude o tab de Map Explorer para Display Manager;
2. Clique no ícone DATA;
Figura 9-18
3. Em Data, selecione a opção Add Drawing Data e em seguida Drawing Layer
Ao abrir a caixa de Diálogo Select layer, marque com X o layer que pretende construir o mapa
temático;
Figura 9-19
Clique com tecla direita do mouse sobre o layer que migrou para Display Manager;
318
Ao abrir o menu de atalho selecione a opção Add Style e em seguida Theme;
Figura 9-20
1. Na caixa de diálogo Thematic Mapping, em Data Value, selecione o tipo de tema em
Theme Type;
Figura 9-21
o Use A Set of Specific values para campos temáticos textuais
o Use A range of numeric values para campos temáticos numéricos
2. Pressione o botão Value;
3. Na caixa de diágo Range Value, em Data Value, selecione a opção Obtain From ...;
4. Ao Abrir a caixa de diálogo Choose Data Expression, selecione o tipo de dado que
representa o campo temático:
319
5. Em seguida escolha o campo temático e pressione OK, parav retornar para a caixa de
diálogo anterior;
Figura 9-23
6. Pressione o Botão Read Data;
7. Em Data Ranges, em Group Values by, selecione a forma como os valores serão
agrupados:
o Optimal
o Quantile
o Equal Interval
o Standard Deviation
8. Em Number, selecione o numero de classes temáticas;
9. Em Precision selecione o numero de casas decimais;
10. Em seguida pressione Find Ranges para gerar classes;
Figura 9-22
320
11. Em seguida pressione Ok;
12. Ao retornar a caixa de diálogo Thematic Mapping, em Thematic Details, configure as
opções de aparência do mapa;
13. Use Ramps, para utilizar combinações de cores pré-configuradas pelo AutoCAD Map;
14. Use Hide Coluns para esconder as colunas de detalhe que não foram utilizadas;
Figura 9-25
15. Pressione Done para concluir o mapa temático.
Figura 9-26
16. Repetição do Mapa de Regiões de Governo construído através de Display Manager;
Figura 9-24
321
Figura 9-27
322
Exercício 9-1: Gerando mapa temático baseado em uma tabela Object Data
No próximo exercício serra feito mapa temático das principais serras do município de Duas
Barras. Para isso será construído temático do tipo Object Thematic Query com base em tabela
object data do tema Serras e Morros.Associando um mapa à sessão de trabalho
1. Abra o arquivo DuasBarras8-5.dwg;
2. Salve como DuasBarras9-1.dwg;
3. Entre no menu Drawing - Define/Modify Drawing Set;
4. Vincule a sessão de trabalho o mapa DuasBarras8-5.dwg;
5. Entre no Menu Map - Query - Object Thematic Query;
6. Na caixa de diálogo Object Thematic Mapping, acione a opção Limit to Layer;
7. Pressione o botão Layer e em seguida selecione o layer Default_serra_morros;
8. Em Thematic Expression, pressione o botão Data e em seguida Define;
9. Em Data Expression, selecione a opção Object Data;
10.Na lista de tabelas, selecione a tabela Default_serra_morros;
11.Em Object Data Field selecione o campo NOME;
12.Pressione OK para finalizar;
13.Em Display Parameters, na lista Display Properties, selecione na lista Line Format;
14.Em Ranger Division, selecione opção Discrete;
15.Em seguida acione o botão Define para definir as classes;
16.Em Thematic Display Option, pressione o botão ADD e vá inserindo as classes de acordo
com a tabela abaixo:
LINETYPE WIDTH COLOR VALUE DESC
CONTINUOUS 10 10 Serra do Paquequer Serra do Paquequer
CONTINUOUS 20 20 Serra do Monte Verde Serra do Monte Verde
CONTINUOUS 30 30 Serra da Pedra Branca Serra da Pedra Branca
CONTINUOUS 40 40 Serra do Bento Santo Serra do Bento Santo
CONTINUOUS 50 50 Serra da Pena Serra da Pena
CONTINUOUS 60 60 Serra do Garrafao Serra do Garrafao
17. Pressione sempre ENTER após a inserção de cada valor;
18. Ao concluir pressione Legend;
19. Na caixa de Diálogo Thematic Legend Design;
20. Acione a caixinha Create Legend;
21. No campo Create on Layer, escreva Legenda_Serras;
22. Em Insertion Point, pressione o botão Pick e selecione local onde a legenda deve ser
disposta;
23. Em Display Order deixe acionada a opção Ascending;
323
24. Em Symbol, pressione Boxed Symbols;
25. No campo Size X, preencha com valor 1000;
26. Pressione OK;
27. Pressione OK novamente para retornar para a caixa de diálogo principal;
28. Pressione Proceed para concluir.
Figura 9-28
Exercício 9-2: Gerando mapa temático baseado em topologia
1. Abra o arquivo DuasBarras 9-1.dwg;
2. Salve-o como DuasBarras 9-2.dwg
3. Entre no menu Map - Query - Topology Thematic Query;
4. Na caixa de diálogo Topology Thematic Mapping, em Objects of Interest, escolha
Load;
5. Na caixa de diálogo Topology Selection, selecione a topologia MunAdjacentes;
6. Pressione Ok para continuar;
7. Na caixa de diálogo Topology Thematic Mapping,Thematic Expression, Pressione
DATA e em seguida Define;
8. Em Data Expression, selecione a opção Object Data;
9. Na lista Tables, selecione a tabela Municípios_RJ;
10. Thematic expression, Selecione Data e em seguida Define;
11. Na opção Object Data Field, selecione o campo CHAVEPRC;
12. Em seguida pressione OK;
324
13. Em Display parameters, Display parameters, selecione a opção FILL:
14. Em Ranger Division, selecione a opção Discrete;
15. Pressione o Botão Define para continuar;
16. Na caixa de diálogoThematic Display Options, selecione a opção ADD;
17. Na caixa Add Thematic Value, inicie o preenchimento dos campos sempre seguido do
comando ENTER;
PATTERN SCALE ANGLE VALUE COLOR DESC
SOLID 1 NÃO
ALTERAR
CANTAGALO 10 CANTAGALO
SOLID 1 NÃO
ALTERAR
BOM JARDIM 20 BOM JARDIM
SOLID 1 NÃO
ALTERAR
CARMO 30 CARMO
SOLID 1 NÃO
ALTERAR
SUMIDOURO 40 SUMIDOURO
SOLID 1 NÃO
ALTERAR
NOVA
FRIBURGO
50 NOVA
FRIBURGO
SOLID 1 NÃO
ALTERAR
CORDEIRO 60 CORDEIRO
18. Ao término de cada range, pressione ENTER;
19. Ao Concluir esta etapa pressione o botão Legend;
20. No menu Thematic Legend Design, acione a opção Create Legend;
21. No campo Create On Legend, escreva - Legenda Adjacentes;
22. Pressione o botão Pick, e clique em local do projeto onde a legenda deverá ser
inserida. Preferencialmente fora do mapa;
23. Em Display Order, selecione Ascending;
24. Em Symbols, acione a caixinha boxed symbol;
25. Em size X preencha o campo com valor de 700. As demais serão preenchidas
automaticamente
26. No campo Label, se desejar, altere o estilo e tamanho do texto;
27. Pressione Ok para concluir esta etapa e retornar para o menu principal;
28. Em seguida pressione Proceed para concluir;
325
Figura 9-29
Exercício 9-3: Usando Display Manager para gerar mapa temático
1. Abra o arquivo Duas Barras9-2.dwg;
2. Salve como DuasBarras9-3.dwg;
3. Mude o Tabela de Map Explorer Para Display Manager;
4. Pressione o ícone Manager data Content;
5. Ao abrir o menu de talho selecione a opção Add Drawing Data;
6. Em seguida selecione a opção Drawing Layer;
7. Na caixa de diálogo Select Layer, escolha o layer CURVAS de NIVEL;
8. Quando surgir o layer no Task pane, clique com a tecla direta do mouse sobre o
tema;
9. No menu de atalho selecione a opção ADD STYLE e em seguida THEME;
10. Na caixa de diálogo Thematic Mapping, em Data Value, selecione na caixa de
lista a opção A Range of numeric Value;
11. Em seguida clique em Value;
12. Em Data Value, clique em reticências (...), para selecionar a fonte do campo
temático;
13. Clique em Object data e seguida em selecione o campo COTA;
14. Pressione o botão Read Data;
15. Em Data Range, selecione na lista a opção Equal Interval;
16. Na lista number, selecione 5 classes;
326
17. Na Lista Precision, selecione o numero 1;
18. Ao concluir pressione Find Ranges;
19. Para concluir esta etapa pressione Ok;
20. No quadro Thematic Details, clique na caixinha COLOR
21. Em seguida selecione no campo inferior direito a opção RAMP;
22. Em Ramp selecione a opção LAND;
23. deixe selecionada a caixinha Hide Unused Coluns;
24. Pressione Done para finalizar;
25. Caso o mapa temático não apareça, ligue o layer Defaul Curvas de Nivel;
Figura 9-30
26. Salve o mapa.
327
Capítulo 10 – Utilizando
Imagens
328
O recurso de imagens, sejam elas provenientes de vôos aerofotogramétricos ou de
satélites artificiais, são amplamente utilizadas em projetos de SIG. As imagens são excelentes
recursos para atualização da base cartográfica e também como coadjuvante em apresentação
final de projetos. Este capítulo destina-se fornecer alguns conceitos básicos para compreender
as imagens e suas características e como este recurso pode ser mais bem aproveitado dentro
do AutoCAD Map 3D. Para este capítulo foram consultados textos de Cezar Henrique Barra
Rocha, CBPF ( Centro Brasileiro de Pesquisa Física) e material do Prof de Cartografia - João
Bosco (ENCE, 2006).
Imagem
Uma Imagem é a representação gráfica, plástica ou fotográfica de uma pessoa ou de
um objeto (Aurelio, 2009).
A palavra imagem pode significar inúmeras coisas, que serve para a representação
física de algo ou alguém até fotografias tiras do espaço. Desde modo, pode-se dizer que
Imagem é uma palavra subjetiva. Um antigo provérbio chinês já dizia: "Uma imagem contem
mais de mil palavras...". Mais especificamente, e do ponto de vista da Computação Moderna
podemos dizer que uma imagem contém uma imensa quantidade de informações e que um
observador humano interpreta frequentemente globalmente e qualitativamente. Se falarmos
mais concretamente, por exemplo do ponto de vista da Ótica, uma imagem é um conjunto de
pontos que convergem num plano, mas se falarmos de forma abstrata uma imagem é um
suporte para que realizemos trocas de informações. Quando aplicado a física experimental
uma imagem pode representar o fenômeno estudado ou ainda ser uma organização de dados
sob a forma bi-dimensional (matricial).
A imagem digital é a "materialização" de grande parte dos processos da Computação
Gráfica e das Técnicas de Processamento Digital de Imagens. É também o ponto de partida da
sua análise quando falamos de Visão por Computador. Podemos afirmar que a diversidade de
aplicações da área de Análise de Imagens está na realidade associado ao fato desta carregar
em si uma informação, e neste sentido ser comum á várias áreas (CBPF,2009).
10.1 - Algumas considerações sobre Imagem
10.1.1 - FotoInterpretação
É o ato de examinar uma imagem com a finalidade de identificarobjetos e determinar seus
significados. Essa atividade vem sendo cada vez mais desempenhada e com sucesso por
diversas áreas da ciência como engenharia civil, meio ambiente, cartografia, agricultura,
arqueologia, ecologia, Geografia, Geologia, Meteorologia, fins militares, administração de
recursos naturais, planejamento urbano e rural e geoprocessamento (ROCHA, 2000).
329
10.1.2 - Características das Imagens
De acordo com IBAMA(2008), podem ser considerados:
Resolução - A qualidade de um sensor geralmente é especificada pela sua
capacidade de obter medidas detalhadas da energia eletromagnética. As
características dos sensores estão relacionadas com a resolução espacial, espectral e
radiométrica.
Resolução Espacial: Representa a capacidade do sensor distinguir objetos. Ela
indica o tamanho do menor elemento da superfície individualizado pelo sensor (pixel).
A resolução espacial depende principalmente do detector, da altura do posicionamento
do sensor em relação ao objeto. Para um dado nível de posicionamento do sensor,
quanto menor for a resolução geométrica deste maior será o grau de distinção entre
objetos próximos.
Por exemplo, o sistema sensor do Thematic Mapper (TM) do Landsat 5 possui uma resolução
espacial de 30 metros.
Resolução Espectral: Refere-se à largura espectral em que opera o sensor.
Portanto, ela define o intervalo espectral no qual são realizadas as medidas, e
consequentemente a composição espectral do fluxo de energia que atinge o detetor.
Quanto maior for o número de medidas num determinado intervalo de comprimento de
onda melhor será a resolução espectral da coleta.
Por exemplo, o Landsat 5 possui os sensores TM e Multispectral Scanning System
(MSS). O sensor TM apresenta algumas bandas espectrais mais estreitas do que o sensor
MSS, portanto nestas bandas o TM apresenta melhor resolução espectral do que o MSS.
330
Resolução Radiométrica: Define a eficiência do sistema em detectar pequenos
sinais, ou seja, refere-se à maior ou menor capacidade do sistema sensor em detectar
e registrar diferenças na energia refletida e/ou emitida pelos elementos que
compõe a cena (rochas, solos, vegetações, águas, etc). Por exemplo, o sistema sensor
TM do Landsat 5 distingue até 256 tons distintos de sinais representando-os em 256
níveis de cinza.
R
es
olução Temporal: Está relacionada com a repetitividade com que o sistema sensor
pode adquirir informações referentes ao objeto. Por exemplo, os sensores do Landsat
5 possuem uma repetitividade de 16 dias.
331
10.1.3 - Níveis de Aquisição de Dados
Os sistemas sensores podem ser mantidos no nível orbital (satélites) ou suborbital
(acoplados em aeronaves ou mantidos ao nível do solo).
A obtenção de dados no nível orbital é realizada através de sistemas sensores a bordo de
satélites artificiais. O sensoriamento remoto neste nível permite a repetitividade das
informações, bem como um melhor monitoramento dos recursos naturais para grandes áreas
da superfície terrestre.
Ao nível de aeronaves os dados de sensoriamento remoto podem ser adquiridos por sistemas
sensores de varredura óptico-eletrônico, sistemas fotográficos ou radar, e a resolução
espacial destes dados dependerá da altura do vôo no momento do aerolevantamento.
Ao nível do solo é realizada a aquisição de dados em campo ou em laboratório onde as
medidas são obtidas utilizando-se radiômetros ou espectroradiômetros.
10.1.4 - Sistemas Orbitais
Satélites Meteorológicos: orbitas geoestacionárias, localizados em orbitas altas (36.000
Km acima da Terra), no plano do Equador, deslocando-se com a mesma velocidade, angular e
direção do movimento de rotação da Terra. Devido a isso seus sensores coletam dados
constantemente de uma mesma área da superfície terrestre.
GOES e METEOSAT
A América do Sul e a maior parte do Oceano Atlântico são monitoradas pelo GOES-East,
responsável pela geração, a cada quinze minutos, de imagens meteorológicas,
332
disponibilizadas diariamente na Internet pelo CPTEC/INPE. A Embrapa Monitoramento por
Satélite utiliza em suas pesquisas os dados do sistema GOES, passível inclusive de apoiar
a detecção de queimadas e a evolução dos panachos de fumaça em determinadas
condições. Junto com os satélites da série METEOSAT, o GOES completa a rede
internacional de observação meteorológica da Terra.
Satélite de aplicação Híbrida
Imagens de Satélite - AVHRR/NOAA : trabalham com aplicações meteorológicas,
oceanográficas e terrestres. Possuem órbitas polares, síncronos com o Sol, ou seja,
sua velocidade de deslocamento perpendicularmente ao plano do Equador é tal que
sua posição angular com relação ao Sol é constante ao longo do ano, possibilitando
passar pela mesma região sempre no mesmo horário.
O mais importante é o NOAA (National Oceanic and Atmosferic Administrarion)
projetado para adquirir informações meteorológicas. Ele permite a aquisição de uma
imagem a cada 6 horas. É usado pelo IBAMA, para localização de focos de calor
diariamente em todo território nacional.
333
Satélites de Recursos Naturais
Devido à órbita quase polar, recobrem grande parte da totalidade da Terra.
o SPOT (System Probatoire d’ Observation de la Terra) - França
Características:
Altitude – 832 Km;
Resolução Temporal: 26 dias;
Resolução Espacial: Pancromático 10 m e Multiespectral 20m;
Área coberta por cada imagem – 60 por 60 km;
Sensor: HRVIR
o CBERS (Chinese Brazilian Earth Resources Satellite) – Brasil/China
Características:
Altitude: 778 km
Resolução Temporal: 26 dias
Resolução Espacial: um sensor com 10 m e outros com 90 e 260 m
Área de cobertura: 120 X 120 km
Sensor: CCD, IR-MSS e WFI
Distribuídas gratuitamente
o JERS - Japonese Earth Resouces Satellite - Japão
334
Características:
Resolução Temporal: 44 dias
Resolução especial: 18 m
Área de Cobertura da Imagem: 75 X 75 Km;
Sensor; SAR e OPS;
o ERS – European Remote Sensing Satellite – Comunidade Européia
Características:
Resolução Temporal: 32 dias;
Resolução Espacial: 30 m;
Área de Cobertura da Imagem: 75 X 75 Km;
Sensor; AMI e SAR;
o RADARSAT – Canadá
Características:
Resolução temporal: 24 dias;
Resolução Espacial: de 30 a 100 m;
Área de Cobertura da Imagem: 100 X 100 Km a 500 a 500 km;
Sensor: Vários
o IKONOS – A palavra Ikonos significa Imagem – Estados Unidos
Características:
Altitude: 681 Km
Resolução Temporal: 3 dias pan e 1,5 multiespectral;
Resolução Espacial: Pancromática 1 m e Multiespectral 4 m;
Area de Cobertura da imagem: 13 X 13 Km.
o SENSOR MODIS: (Moderate Rosolution Imaging Spectroradiometer) –
Estados Unidos - Características:
Altitude: 705 Km;
Resolução Temporal: Diária, 8 e 16 dias;
Resolução Espacial: 250 m (2 bandas); 500 m(5 bandas) e 1000 m (29 bandas)
em nadir;
Dados georreferenciadas e correção atmosférica.
Distribuídas gratuitamente
o LANDSAT - Características:
Altitude: 705 Km;
Resolução Temporal: 16 dias;
Resolução Espacial: Bandas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 – 30 metros; banda 60
metros e banda 8 15 metros;
Área de cobertura da Imagem: 185 X 185 Km;
Sensor: ETM+
335
Aplicações LandSat 7 ETM
o DEM
Digital Elevation Model (DEM) é uma representação digital da superfície
terrestre topografia ou terreno. É também amplamente conhecido como Modelo
Digital do Terreno (DTM).
O DEM pode ser representado como uma varredura (uma grade de quadrados)
ou como uma rede triangular irregular.
336
Dems são geralmente construídos utilizando técnicas de sensoriamento
remoto, no entanto, eles também podem ser construídos a partir do
levantamento topográfico, usando técnicas de nivelamento.
Dems são frequentemente utilizados em sistemas de informação geográfica.
Uma poderosatécnica para gerar modelos digitais elevação é interferométricas
de abertura sintética; dois passes de um satélite radar (como o RADARSAT-1)
são suficientes para gerar um mapa DEM com resolução com cerca de 10m.
Outra poderosa técnica para a geração de um Modelo de Elevação Digital é
usando correlação de imagens. Implica duas imagens ópticas adquiridas com
diferentes ângulos tomadas a partir da mesma passagem de um avião ou um
Earth Observation Satellite (tais como o instrumento de SPOT5 HRS).
Os mais antigos métodos de produção de Dems envolvem frequentemente
interpolação a partire de curvas de nível, que podem ter sido produzidos via
coleta aquisição direta em campo. Este método ainda é utilizado em zonas de
montanha, onde interferometria nem sempre é satisfatória. Note que o contorno
linha de dados ou qualquer outra amostra elevação de dados (por GPS ou
moídos inquérito) não são Dems, mas podem ser considerados modelos
digitais do terreno. Um DEM implica que a elevação é continuamente
disponível em cada local na área de estudo.
A qualidade de um DEM é uma medida de acordo com a precisão da elevação
associada a cada pixel (precisão absoluta) e é exatamente como a morfologia
apresentada (relativa precisão) ) (Wikipedia, 2009).
Dica: DEM free download para o globo é chamado Gtopo30 (30 arcsecond
resolução, aprox. 1 km) encontra-se disponível, mas a sua qualidade é variável, e
em algumas áreas, é muito pobre. Uma qualidade muito superior marcos da Shuttle
Radar Topography Mission (Srtm) também está disponível livremente para a maior
parte do mundo e representa uma elevação em 3 de arco segunda resolução
(cerca de 90 metros). Para fazer Free download de DEM SRTM – NASA utilize o
link: http://srtm.csi.cgiar.org/SELECTION/inputCoord.asp. Para fazer Free
Download de DEM no Brasil, pode ser utilizando o link da EMBRAPA:
http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br/download/index.htm.Serra da Cangalha TO –
Fonte Embrapa
337
338
10.2 - Utilizando Imagens no AutoCAD Map
Com o AutoCAD Map você pode adicionar ao projeto imagens tipo foto aérea e/ou
imagens de satélite.
Ao inserir uma imagem ao projeto, o AutoCAD Map mantêm a imagem armazenada
fora do projeto, no diretório onde reside a imagem, e cria um link para que esta possa ser
acessada a todo o momento que for solicitado. A solicitação pode ser para simples
visualização, assim como, para compor uma plotagem. AutoCAD Map suporta os formatos de
imagens mais comuns.Existe uma série de razões para combinar imagens com arquivos
vetoriais. Mas a principal razão é o enriquecimento que a imagem proporciona.
Imagens raster, assim como muitas outras entidades no AutoCAD Map, podem ser
copiadas, movidas ou recortadas. Você pode modificar uma imagem usando Grip Mode, ajustar
o contraste de uma imagem, recortar com um retângulo ou polígono, ou usar uma imagem
como um cutting edge para um TRIM.
Vários arquivos de imagem suportam pixels transparentes. Quando o comando Image
Transparency está acionado, o AutoCAD Map reconhece esses pixels transparentes e permite
mostrar gráficos na tela do AutoCAD Map através desses pixels.
Imagens transparentes podem ser em tons de cinza ou colorido.
10.2 - Formatos aceitos pelo AutoCAD Map
Formatos de arquivos de imagem aceitos pelo AutoCAD Map:
TYPE FILE EXTENSION
BMP Bmp, Rle, Dib
CALS-I Rst, Gp4, Mil, Cal,
Cg4
GIF Gif
GEOSPOT Bil
GEOTIFF Tif
IG4 Ig4
IGS Igs
JPEG Jpg
JFIF Jpg
FLIC Flc, Fli
PCX Pcx
PICT Pct
PNG Png
RLC2 Rlc
TARGA Tga
TIFF Tif
339
10.3 - Introduzindo Imagem ao Projeto – Via Menu Map
A habilidade para trabalhar com imagens foi introduzida pelo versão 2.0 do AutoCAD Map. As
versões 3 e 4 estenderam significativamente estas funcionalidades. Uma das ferramentas
novas mais significativas é a possibilidade de usar a correlação (correlation) para georrefenciar
a imagem, ajustando a imagem ao vetor.
Ao clicar com a tecla direita do mouse sobre a imagem selecionada, os comando disponíveis
para raster surgem no menu de atalho. Para selecionar uma imagem, você pode clicar na
moldura que envolve a imagem, ou shift-click em qualquer ponto da imagem.
Nota: Se usar o comando MAPIINSERT para inserir uma imagem, você pode usar todas as
ferramentas de ajuste e manipulação de imagem, como por exemplo, Image Qualify e Image
Transparency. Contudo, se você atachar uma imagem usando o comando mapattach, poderá
usar qualquer comando extensão raster na imagem atachada.
10.3.1- Configurando gerenciador de memória
Quando um arquivo de imagem é inserido ao projeto, na maioria das vezes trata-se de arquivos
abrangentes, que contemplam grandes áreas e/ou com tamanhos variados. O gerenciador de
memória do computador pode vir a ter problemas para gerenciar esses arquivos. Neste caso, o
ideal é configurar o AutoCAD Map para gerenciar arquivos de imagem corretamente. Para
configurar a memória do computador para trabalhar com imagens:
1. Entre no menu Map - Image – Options;
2. Na caixa de diálogo Raster Extension Configuration, na ficha Memory, certifique-se de
que você tem espaço suficiente no drive e no diretório especificado para arquivos
temporários;
340
3. Quando você importa um arquivo grande, que excede o valor especificado pelo limite de
memória, o AutoCAD Map cria um arquivo swap temporário no seu HD e swaps
informações de imagem no seu HD para dentro e fora da memória. Por exemplo, se você
inseriu um arquivo de 100 MB, e o limite de memória é 8MB, o AutoCAD Map precisa achar
uma locação para remanejar 92 MB do arquivo;
4. Diretório padrão para esses arquivos é o diretório Windows/Temp. Certifique-se de que o
drive temporário e o diretório que você especificou têm memória livre suficiente para
acomodar grandes arquivos;
5. Na ficha Option, certifique-se de que a ficha Image Default está de acordo com a unidade
usada no mapa;
341
6. Após completar a configuração, escolha OK.
10.3.2 – Inserção e Redimensionamento de Imagens
O arquivo de imagem é inserido no mapa, mas assim como ocorrem com os arquivos
XREFS, eles não fazem parte do projeto. A imagem é "linkada" para o arquivo através de um
path name ou uma data-management document ID. O Link pode ser trocado ou removido a
qualquer momento.
Uma vez inserida uma imagem, você pode inserir novamente múltiplas vezes ajustando
como se fosse um bloco. Cada imagem inserida tem seu próprio limite (clip boundery) e tem
auto-ajuste para brilho, contraste, fade e transparência. Uma simples imagem pode ser cortada
em muitos pedaços que podem ser reorganizados independentemente em seu mapa.
Para redimensionar basta utilizar os marcadores do limites, usando recurso de
arrastamento ou usar o prompt para entrar com valores mais precisos.
10.3.3 – Inserindo Imagem
1. No menu Map - Image – Insert;
2. Na caixa de diálogo Insert, selecione um arquivo e imagem que será adicionado ao
projeto;
3. O ideal é utilizar uma imagem georreferenciada, mas caso o arquivo não esteja
georreferenciado, utilize a Modify Correlation. Uma vez acionada esta opção Esta
opção possibilita o georeferenciamento do arquivo;
4. Se você deixou acionada a opção Modify Correlation, ao abrir o arquivo, o AutoCAD
Map abre a caixa de diálogo Image Correlation.
342
5. Se você inseriu uma imagem georreferenciada, desligando a opção Modify
Correlation, o AutoCAD Map insere a imagem automaticamente;
6. Na caixa de diálogo Correlation Source, a ficha SOURCE mostra a configuração de
correlação da imagem. Para fazer modificações em ponto de inserção, escala ou
rotação, use a ficha INSERTION.
7. Outra forma de modificar o ponto de inserção da imagem é usando as propriedades da
entidade do AutoCAD Map.
8. Se você selecionou a check box show frame (s) only, o AutoCAD Map mostra
apenas a moldura da imagem. Se estiver trabalhandocom grandes imagens use esta
opção para melhorar o desempenho do software.
9. Na caixa de diálogo Insert image, escolha informações para visualizar a imagem.
10. O botão Information, minimiza ou maximiza as informações sobre a imagem;
11. O quadro Preview, mostra antecipadamente a imagem;
12. Escolha Open para inserir a imagem;
13. Para ver a imagem execute o comendo Zoom Extent para trazer para a tela a imagem
georeferenciada;
14. Note que o AutoCAD Map lê a correlação somente uma vez, quando você insere a
imagem. Se alterar a imagem e salvar a informação de correlação usando um outro
aplicativo, você deve inserir novamente a imagem para que as mudanças tenham
efeito.
Nota: Qualquer alteração que é feita na imagem fica a salvo no mapa. Entretanto, essas
mudanças não são salvas para a imagem original. O arquivo de imagem sempre tem a
correlação original.
10.3.4 - Configurando o fator de escala da imagem
Para configurar o fator de escala é preciso saber antes qual a correção entre a imagem e o
vetor. Para isso, é necessário ter a informações de quantas unidades de medida (polegadas,
pés, metros) da imagem, são necessárias para definir uma unidade do AutoCAD Map.
A imagem deve conter informações de resolução definida em DPI ou pontos por polegadas, e
número de pixels na imagem. Se uma imagem tem informação de resolução, AutoCAD Map
combina com o fator de escala da unidade de medida do AutoCAD Map que você fornece para
redimensionar a imagem em seu mapa.
Por exemplo, se seu raster foi escaneado na escala 1 polegada=50 pés ou 1:600, e seu mapa
está configurado para 1 unidade de mapa=1 polegada, então na caixa de diálogo raster
extension configuration, na ficha option, selecione Inches, na lista de unidades.
343
10.3.5 - Unloading e Reloading imagens
Você pode melhorar o desempenho usando as ferramentas unloading images quando não
precisa das imagens no mapa. Usando esta opção você mantém a imagem no mapa, mas
desativada.
1. Selecione uma imagem no mapa
2. Acione a tecla direita do mouse e depois a opção properties
3. Na ficha display, na caixa de diálogo Properties, faça o seguinte:
4. Para ativar e mostrar a imagem, selecione a check box - show image e escolha OK.
5. Para remover a imagem, limpe a check box show image e escolha OK.
6. Note que a imagem não esta desativada, ela simplesmente não está sendo mostrada. Para
desativar a imagem da memória, use o comando de imagem.
10.3.6 - Desvinculando imagens
Para poupar memória do computador, desvincule as imagens que não sendo utilizadas pelo
projeto. Ao fazer essa opção, todas as instâncias de uma imagem são removidas do AutoCAD
Map.
1. No menu map, escolha manager;
2. Clique com o mouse sobre o nome de arquivo imagem que deseja desativar e em seguida
com a tecla direita do mouse.
3. Ao abrir o menu de atalho, selecione erase.
10.3.7 Visualizando as propriedades de uma imagem
Para acessar as propriedades das imagens tais como: Nome da imagem, status, tamanho e
tipo de arquivo, Data e hora da imagem, Local onde está armazenada, Cor, layer e informação
de tipo de linha e Display State.
1. Escolha a imagem e em seguida pressione com o botão direito do mouse
2. Escolha properties no menu de atalho
3. Selecione Properties
4. Na caixa de diálogo das propriedades, selecione a ficha ALPHABETIC
5. Selecione uma imagem no mapa
10.3.8 - Modificando o diretório da imagem
Ao abrir um mapa em que existe uma imagem atachada, o path de onde foi selecionada a
imagem é mostrado na caixa de diálogo das propriedades. Para modificar o caminho da
imagem, edite diretamente o novo path da imagem e em seguida salve o novo caminho.
1. No menu map Options
2. Na ficha PATH use browser para modificar o diretório da foto.
3. Escolha Ok.
344
10.3.9 - Ajustando brilho, contraste e fade
Para ajustar Contrast e Fade no AutoCAD Map:
1. Selecione a foto e em seguida pressione a tecla direita do mouse;
2. No menu de atalho selecione image e depois Adjust
3. Na caixa de diálogo image adjust, use brilho, contraste e fade para ajustar a imagem;
4. Caso não fique a seu gosto, use reset para desfazer o ajuste;
5. Escolha Ok.
10.3.10 - Cortando imagem (Clipping)
Para recortar uma imagem:
1. Selecione a imagem e em seguida pressione a tecla direita do mouse;
2. No menu de atalho selecione a opção image – Clip;
3. Entre com n (new Boundery);
4. Entre p (poligonal) ou r (retangular) e depois desenhe o limite na imagem;
5. Selecione na foto a região que deseja recortar
10.3.11 - Modificando cor e transparência de uma imagem
Você pode tornar todos os pixels de uma determinada cor para tons de cinza ou uma imagem
cor transparente. A transparência de uma imagem bitonal é sempre o pano de fundo cor da
imagem, mas você pode escolher cada cor para fazer cor transparente e imagens tons de
cinza.
1. Selecione a foto e em seguida pressione a tecla direita do mouse;
2. No menu de atalho selecione properties;
3. No menu properties selecione Transparency Color (...), para selecionar na foto a cor que
deseja tornar transparente.
4. Use o botão select para capturar a cor;
5. Clique em uma cor no mapa;
6. Pressione OK;
7. Selecione na ficha Properties a opção transparency (YES)
8. Quando você habilita transparency, o pixel colorido que selecionou torna-se transparente.
Quando limpa Enable Transparency, o pixel torna-se opaco novamente.
345
10.4 - Inserindo imagem ao projeto – Via Display Manager
Outra forma de inserir uma imagem georreferenciada ao Projeto é utilizando o módulo
integrador – Display Manager. Através deste módulo, cria-se uma conexão com arquivos
RASTER e procede-se com a inserção da imagem ao AutoCAD Map.
10.4.1 – Inserindo imagem através do Display Manager
1. No AutoCAD Map, mude o Tab de Map Explorer para Display Manager;
2. Pressione o ícone Data;
3. Ao abrir o menu de atalho, selecione a opção Connect to Data;
4. Ao abrir a caixa de diálogo, selecione a opção de conexão com Arquivos Raster;
5. No campo Connection Name, preencha com o nome da conexão;
6. No campo Source File or Folder, escolha entre as opções de selecionar apenas um
arquivo ou um grupo de arquivos .
346
7. Após selecionar a imagem, pressione o botão Connect;
8. Marque a(s) imagem(s) e em seguida selecione o botão Add to Map;
9. Use Zoom Extent para visualizar a imagem inteira.
10.5 - Integração AutoCAD Map 3D e Google Earth
Com o AutoCAD Map 3D 2008 possível publicar seu projeto, devidamente georreferenciado,
no Google Earth. Uma vez definido o sistema de coordenadas do projeto, basta publicar no
Google Earth para que toda a informação seja disponibilizada.
O contrário, ou seja, importar imagem ou DEM do Google, também é permitido e tem a mesma
facilidade de execução do comando. Basta abrir o Google e AutoCAD Map juntos e executar o
comando. O mais importante neste processo é haver interação entre os sistemas de
coordenadas.
Para que o processo funcione, tem que haver clareza quanto às informações sobre o sistema
de projeção e sistemas de coordenadas da imagem e do projeto. O GoogleEarth utiliza Sistema
de Coordenas Geodésicas (Lat /Long), enquanto a maioria dos projetos usam projeção UTM. A
informação é fundamental porque durante a importação da imagem o AutoCAD Map transforma
o sistema de coordenada da imagem Google para o sistema que está sendo utilizado pelo
projeto.
Antes de iniciar o processo de importação e exportação para o Google Earth, é imprescindível
ter o programa Google Earth instalado no computador. Durante o processo de importação tem
que ter aberto ambos os programas AutoCAD Map e Google Earth. Poderá ainda explorar
outras funcionalidades que se encontram disponíveis neste plug-in, tais como DEM, entre
outras.
10.5.1 - Importando Imagens do Google Earth
347
1. Abra o AutoCAD Map e em seguida Abra o Google Earth;
2. Após abrir os programas, entre no menuFile - Import - Importar Imagem do Google
Earth ;
3. Observe as mensagens no prompt do sistema e siga as instruções. Dependendo da
localização, projeção e datum do projeto, as informações do prompt serão diferentes.
4. Se a imagem não cair na coordenada correta, pode estar ocorrendo pelo menos dois
problemas: Configuração no Civil 3D ou não identificação do sistema de coordenadas.
Dica: Segundo Randazzo2, se estiver usando CIVIL 3D, no módulo Civil Complete, clique
com a tecla direita do mouse sobre o projeto e em seguida selecione a opção Edit Drawing
Settings;
2 Cristina Randazzo, Engenheira de Soluções da Autodesk - Doutora, mestre e bacharel
em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais.
348
5. Em Edit Drawing Settings, selecione o TAB Units and Zone;
6. Em seguida mude a configuração de Drawings units de Feet ;
7. Presione Apply e em seguida Ok;
8. Retorne para o projeto e reinicie a inserção da imagem Google Earth;
349
Dica: Segundo Cardoso3, Para resolver o problema de não reconhecimento do Sistema de
Coordenadas, deverá ser feito à atualização do service pack (SP2). O service pack
encontra-se disponível no site da AutoDesk através do link:
http://usa.autodesk.com/adsk/servlet/ps/dl/item?
siteID=123112&id=10220655&linkID=9240698
9. Se seu projeto não estiver amarrado a nenhum sistemas de coordenadas, no momento
de inserir a imagem, o AutoCAD Map, vai solicitar ponto de inserção e ângulo da
imagem;
10. Neste caso especifique manualmente o ponto de inserção da imagem e rotação
ângulo;
11. A imagem é exibida no desenho como um novo objeto;
12. A imagem é guardada no formato JPEG na mesma pasta onde se encontra
armazenado o projeto na qual a imagem foi inserida.
Nota: Observe que este tipo de operação é próprio para uma demonstração ao nível
gerencial. A imagem é importada com tons de cinza(grayscale) e com baixíssima precisão
dos pixels, não sendo aconselhado uso para fazer atualização de base cartográfica.
10.5.2 - Importando superfícies do Google Earth
O processo para importar um TIN, através do Google Erath, é semelhante ao de importação de
imagem. Portanto o passo importante é verificar se no Google Earth a opção Terreno está
habilitada, conforme pode ser visto na figura a seguir:
3Marcus Cardoso – Engenheiro Civil – Consultor de Soluções da Frazillio e Ferrone - SP,
350
Após verificado, siga adiante:
1. Com os dois programas abertos;
2. Aproxime-se da área que deseja importar o TIN;
3. Clique em menu File - Import Importar do Google Earth Surface;
4. Siga as instruções no prompt de comando para definir sistemas de coordenadas;
5. Dependendo se ou não o seu desenho tem um sistema de coordenadas definido, faça
um os seguintes procedimentos:
6. Escolha o para localizar a superfície utilizando o sistema de coordenadas definido ou
selecionando a imagem importada anteriormente.
Localize o da superfície utilizando a imagem importada anteriormente;
7. Ao abrir a Caixa de diálogo Create Surface, siga os passos para a criação de um
superfície.
351
8. Uma nova superfície é criada. Observe a moldura.
9. Para visualizar a Superfície, clique com a tecla direita do mouse e em seguida
selecione a opção Object View, no menu de atalho;
10. Para que o modelo apareça, mova para cima a base do circule que envolve a
superfície;
352
11. Se estiver usando Civil 3D, a superfície fica armazenada na guia SURFACE sob o
projeto atual.
10.5.4 - Importando Imagem e superfície do Google Earth
O processo é similar aos anteriores. A diferença é que o programa não entra na caixa de
diálogo Create Surface como ocorre no caso anterior.
Ao concluir a importação, são trazidos para o projeto duas molduras: uma da imagem e outra
da Superfície.
Para visualizar a superfície, proceda da mesma forma que no item anterior.
10.5.5 -
Publicando
Dados no Google Earth
O processo de publicação consiste em transferir dados vetoriais de um projeto para o Google
Earth.
1. Deixe ligado na tela somente os layers que serão transferindo para o Google Earth;
2. Entre em File –
Publish to Google
Earth;
353
3. Ao abrir a caixa de diálogo Publish AutoCad DWG to Google Earth – Describe,
preencha os campos:
O campo Name é automaticamente preenchido com o nome do projeto;
Preencha os campos Description;
4. Pressione Avançar;
5. Na caixa de diálogo Publish AutoCad DWG to Google Earth – Item:
Marque o botão Select Model Space Entities;
Pressione o botão + para selecionar os objetos que serão transferidos;
6. Para continuar
pressione
Avançar;
7. Na caixa de
diálogo Publish AutoCad DWG to Google Earth – Geo-Reference:
Marque a opção DrawingCoordinate System Transform;
354
8. Pressione Avançar para continuar;
9. Na caixa de diálogo Publish AutoCad DWG to Google Earth – Nugde, não faça
nenhuma alteração;
10. Pressione
Avançar para continuar;
11. Na caixa de diálogo Publish AutoCad DWG to Google Earth – File;
12. Pressione o botão reticências para salvar o arquivo *.kmz ;
13. Em seguida pressione Publish.
355
14. Para finalizar pressione o botão View para visualizar o arquivo no Google Earth.
356
Exercícios
Para fazer os próximos exercícios será utilizada uma imagem de satélite do tipo LandSat 5 TM
em preto e branco e colorida. Serão mostradas as formas de inserção via utilização de recursos
Map Explorer e Via Display Manager. Será também visto como recortar uma imagem.
Exercício 10-1: Inserindo imagem LandSat-5.
1. Abra o arquivo DuasBarras9-3.dwg;
2. Salve-o como DuasBarras10-1.dwg;
3. Deixe ligado somente os layers de limites: RJ, Adjacentes e Municipal.
4. Entre no menu Map – Image – Insert;
5. Selecione arquivos do tipo TIFF;
6. Ao entrar na caixa de diálogo insert Image, selecione o diretório de imagem e o arquivo
de imagem que será inserido ao projeto;
7. Como se trata de uma imagem georreferenciada, desligue a opção Modify Correlation;
8. Pressione abrir para inserir a imagem ao mapa;
9. Clique na borda da imagem e em seguida pressione a tecla direita do mouse;
10. No menu de atalho , selecione a opção Draw Order e em seguida a opção send to
Back;
11. Salve o Mapa.
357
Exercício 10-2: Recortando Imagens
Neste exercício recortaremos a imagem nas proximidades do Município de Duas Barras.
1. Abra o mapa DuasBarra10-1.dwg;
2. Salve como DuasBarras10-2.dwg;
3. Execute zoom para se aproximar da área de recorte.
4. Clique na imagem e em seguida pressione o botão direito do mouse para abrir o menu
de atalho;
5. No menu de atalho, selecione a opção Imagem e em seguida CLIP;
6. Observe o retorno do comendo no Promp do AutoCAD Map: Enter Image Clipping
Option: ON/OFF/Delete/New Boundery;
7. Escreva N , de New, e pressione Enter;
8. Observe o comando Enter Clipping Type: Polygonal, Retangular;
9. Selecione a opção Polygonal;
10. Vá selecionando pontos no entorno do município de Duas Barras e ao concluir,
pressione Enter.
358
Exercício 10-3: Usando Display Manager para inserir Imagem
1. Abra o arquivo DuasBarras10-2.dwg;
2. Salve como DuasBarras 10-3.dwg;
3. Em Task Pane troque o taque de Map Explorer para Display Manager;
4. Clique no ícone Manager Data Content;
5. No menu selecione a opção Connect Data;
6. Ao abrir a caixa de diálogo, selecione a opção Add raster Image or Surface Connection;
7. No campo Connection Name, preencha com LandSat_Cinza;
8. No campo, Source file or folder, selecione o diretório que contém a imagem;
9. Na caixa de Schema, marque a imagem e em seguida pressione o botão Add to Map;
10. Para trocar a posição da imagem use o comando Send to Back.
359
Exercício 10-4: Inserindo Imagem do Google Earth
1. Abra o arquivo DuasBarras 10-3;
2. Salve como DuasBarras10-4.dwg;
3. Abra o Google Earth;
4. Execute o arquivo Exerc 10-4DuasBarras.kmz;
5. Se estiver no módulo Geoespacial,mude para Map Classic ou Civil 3D complete;
6. Entre no menu File- Import – Import Google Earth Image and Surface;
7. Pressione Enter para aceitar o sistema de coordenadas do Promp;
8. Aguarde a inserção de imagem e em seguida o DEM;
9. Para verificar a tridimensionalidade do DEM, clique na moldura;
10. Em seguida escolha no menu de atalho a opção Object View;
11. Salve o arquivo.
360
Capítulo 11 - Display Manager
361
O Display Manager é um módulo do AutoCAD Map que pode ser considerado complexo devido
a grande possibilidades de conexões que permitem cruzar diferentes tipos e fonte de dados
em um mesmo ambiente. Essa multiplicidade de exploração da ferramenta, associado a
publicação dos mapas produzidos na WEB com Mapguide, é assunto que corroboram para o
desenvolvimento de um livro avançado em uma próxima etapa. Devido a essa característica do
Display Manager, este capítulo se dedicará a abordar o módulo de forma mais objetiva,
provendo sua utilização, mas tratando os tópicos de forma mais tênue e corriqueira.
Para definir todos os tipos de conexões possíveis de serem realizadas pelo Display
Manager, utilizou-se como fonte Wikipedia(2009).
O capítulo tende a dar maior ênfase a exemplos de conexão com dados do tipo Shape,
Oracle, MDB e extensões da plataforma AutoDesk que são os mais utilizados do mercado.
Apesar de também ser bastante requisitado, as conexões com dados da plataforma Web da
ESRI não terá abordagem mais detalhada neste livro devido ao falta de acesso aos softwares
dessa plataforma SIG.
Conforme já comentado no Capitulo-1, o Display Manager funciona como um módulo
integrador que traz para o Ambiente AutoCAD Map dados de outras plataformas de SIG sem
necessidade de importações e conversões. Outra função extraordinária disponível no Display
Manager, que vale ressaltar, é a ferramenta de transferência de dados entre conexões
diferentes, através do comando Bulk Copy.
Usando ferramentas do Display Manager, dentro de um ambiente AutoCAD Map, pode ser
desenvolvida uma mapa dinâmico baseados em diversas conexões de fontes de dados
diferenciadas entre si, que alimentam e recobrem uma mesma área. Dentro deste ambiente, os
dados podem receber tratamento de estilos de aparência para linhas, pontos e polígono e ser
transferido diretamente para publicação no Mapguide.
O Display Manager fisicamente se divide em 6 partes:
Nomeação do Mapa (Current Map);
Data;
Style;
Table;
Groups;
Tools.
O Primeiro passo para começar a trabalhar com Display Manager é estabelecer uma
conexão seja esta, com um banco de dados espacial ou não-espacial, com fonte dados
geométricos vetoriais ou matriciais (imagem). Somente a partir de estabelecida uma conexão
as demais opções são disponibilizadas.
362
11.1 - Current Map
O AutoCAD Map automaticamente disponibiliza um mapa corrente (Current), que será o mapa
na qual concentrará todas as conexões. Você pode ter diversos mapas e com configurações de
coordenadas distintas. O nome dado ao mapa, aparecerá no futuro no cabeçalho da legenda.
11.2 - Mapa Base (Map Base)
No Display Manager podem ser visualizadas dentro de um mesmo espaço, tanto entidades que
foram criadas pelo AutoCAD Map quanto entidades provenientes de conexões externas, desde
de que estas possuam sistemas de coordenadas compatíveis. As entidades do AutoCAD Map,
podem ser vinculadas ao display manager, através da ferramenta de conexão Add Drawing
Data e as demais conexões através da ferramenta Connect Data. As entidades que foram
desenvolvidas dentro do AutoCAD Map mas não possuem um layer específico no Display
Manager, residem em espaço denominado Map Base. O Map base pode ser visualizado, sendo
acionado através do botão liga/desliga do Display Manager.
11.3 – Adicionando Dados (Add Data)
Feature Data e Drawin Objects
AutoCAD Map 3D funciona em dois tipos distintos de objetos: Feature Data e Drawing Objects :
Feature são Objectos do GIS objetos que são armazenados em arquivos e bancos de
dados externos.
Drawing Objects - são objetos armazenados dentro de um mapa ou obtidos a partir de
desenhos anexados utilizando consultas.
O módulo Display Manager do Autodesk Map disponibiliza ferramentas que possibilitam criar
um único mapa construído com informações de diferentes fontes e tipos de dados. Exemplo:
conexão com banco de geoespacial, acrescentar layer de fonte SHP (shape file), acrescentar
imagem e modelos digitais de terreno, outros mapas em DWG e ainda dados alfanuméricos de
tabelas e banco de dados. As informações acessadas não ficam somente no campo da
visualização. Elas podem ser editadas e ainda serem combinadas gerando novas informações.
Toda edição realizada no Display Manager, principalmente quando ocorrem caso em que a
visualizar está sendo realizada através do acesso direto da fonte original, mas fica armazenada
no Save Back para que no futuro a edição realizada possa ser salva para o dado original ou
descartada.
363
Connect Data
Para construir um mapa é necessário criar uma conexão. Através do Display Manager, é
possível criar uma janela para acessar, visualizar e editar simultaneamente, diferentes fontes
de dados.
AutoCAD Map estabelece conexão com os seguintes fontes de dados:
Dados do próprio AutoCad e AutoCAD Map (dwg);
Dados de banco de dados espacial como Oracle, SQL, MySQL, etc;
Dados atributados, como Access;
Dados espaciais como SDF e SHP;
Dados de Webserver como WFS ou WMS;
Imagens raster e superfícies.
De uma fonte de dados para outra as informações para estabelecer a conexão diferem uma da
outra, portanto nome da conexão é recorrente em todas as opções.
Tipos de dados
11.3.1 - Acessando Features Sources
Feature é a descrição espacial de entidades do mundo real como estradas, rios,
loteamento, limites de bairros, etc. Features são armazenadas em um banco de dados espacial
ou em arquivos que são denominados de Features Sources. Conforme já visto anteriormente,
features sources podem ser banco de dados como Oracle, ArcSDE, SQL Server ou MySQL,
arquivos como SDF e SHP, Webserver como WFs ou tabelas com geometria como Access
algumas vezes armazena.
364
Para trabalhar com features, você precisa conectar-se a um banco de dados ou a um
arquivo e fazer a seleção de features que desejar carregar em seu projeto ou mapa. Cada tipo
de Feature é chamado de Feature Class e elas são todas mostradas através do AutoDesk Map.
Cada tipo de Feature suporta diferentes tipos de segurança (locking), versão e
esquema de edição. Por exemplo, Oracle e ArcSDE suportam segurança ao nível de layer. Isto
é, quando você está acessando uma Feature ela fica travada e mais nenhum usuário pode
acessa-la. Isso significa que o usuário pode verificar sua edição e editar outras features
diferentes da sua. Oracle e ArcSDE também suportam persistência de segurança, então a
entidade permanece travada enquanto não estiver sido liberado do processo de save back.
Arquivos SHP. Por outro lado, suportam esquema de segurança de arquivo. Quando se
conecta um arquivo shape, o arquivo inteiro fica travado e não somente a Feature Class que
está sendo editada. A segurança é liberada somente quando o mapa é fechado. Ao utilizar este
tipo de formato tome o cuidado de verificar as edições e salva-las antes de fechar o mapa.
Arquivos do tipo WFS não suportam edições. Desta forma, não existe nenhum tipo de
segurança e controle de versões.
Para acessar Features Sources
1. Certifique-se de que a conexão com a Feature Source está configurada correntemente;
2. Preenchar o User Name e Password. Caso tenha dúvida com esta informação procure pelo
administrador de banco de dados ou de rede;
3. Abra o mapa que deseja inserir os dados;
4. Se estiver criando um mapa que contém fontes com diferentes sistemas de coordenadas,
fixe o sistema de informações no mapa corrente