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Terapias Integrativas Energéticas UNIDADE 1 - Reiki e Imposição de Mãos Reiki, uma terapia vibracional que utiliza a imposição de mãos para equilibrar a energia e melhorar aspectos físicos, mentais e espirituais de quem o recebe, contribuindo para a melhora da saúde e do bem-estar. Também verá como o Reiki surgiu no Japão e chegou até o Brasil, onde faz parte das práticas integrativas e complementares em saúde. Verá as bases do Reiki, para quem ele se destina e como se tornar um reikiano. Por fim, você verá os cinco princípios básicos do Reiki. As bases do Reiki O Reiki (imagem abaixo) integra desde 27 de março de 2017 o rol das Práticas Integrativas e Complementares no SUS, sendo considerada uma prática de cura vibracional, que compõe o arcabouço de técnicas de imposição de mãos. A técnica busca canalizar a energia vital, visando promover o equilíbrio energético, necessário ao nosso bem-estar físico e mental (BRASIL, 2018). Segundo Bratman (1998), praticamente todas as práticas integrativas e complementares creem na existência de uma energia vital ou força vital. Na medicina tradicional chinesa essa energia é denominada Qi, e flui por todas as células do nosso corpo. Quando a energia vital floresce, há o bem-estar; já quando está bloqueada, surge a doença. A cura consiste em ir além de combater as doenças e em ajudar a energia vital a realizar a sua tarefa. A energia vital está presente em todo o universo, e em tudo que é vivo: pessoas, animais e plantas. O Reiki ativa e dirige a energia vital, permitindo equilibrar as energias das pessoas, dos animais, das plantas e dos ambientes. A palavra Reiki é formada pela junção de Rei, a energia universal, com a palavra Ki, a energia vital individual. Assim, pode ser definido como a energia vital universal, que se encontra dentro e ao redor de tudo que é vivo, e em todo o universo. “O campo da energia humana é a manifestação da energia universal intimamente envolvida na vida humana. Pode ser descrito como um corpo luminoso que cerca o corpo físico e o penetra, emite sua radiação, característica própria e é habitualmente chamado aura” (BRENNAN, 2006, p. 67). A aura humana (imagem abaixo) divide-se em sete camadas, denominadas de corpos energéticos ou corpos sutis: corpo extrafísico, corpo físico, corpo mental, corpo emocional, aura espiritual, aura celestial e aura divina. O Reiki harmoniza o campo áurico, melhorando tanto os aspectos físicos quanto mentais e espirituais do indivíduo que o recebe. Outro conceito importante para o Reiki é o dos chacras, os centros de energia vital. Existem sete chacras principais (imagem abaixo), dispostos ao longo da coluna vertebral. São eles (em ordem ascendente): Chacra Base (Muladhara); Chacra Umbilical (Svadhisthana); Chacra Plexo Solar ou Umbilical (Manipura); Chakra Cardíaco (Anahata); Chacra Laríngeo (Vishuddha); Chacra Frontal ou 3º olho (Ajna); Chakra Coronário (Sahasrara). Os chakras agem como canais de troca e assimilação de todas as energias que integram nosso corpo físico, emocional, mental e espiritual. O profissional que aplica o Reiki posiciona suas mãos sobre os chacras, restabelecendo um fluxo harmônico de energia. O Reiki pertence às antigas práticas orientais de cura e foi decodificado por Mikao Usui, um sacerdote e médico japonês que viveu entre 1858 e 1930. Muito além de ser uma terapia, o Reiki é considerado uma filosofia de vida. A filosofia do Reiki é baseada em cinco princípios (MACHADO, 2020): -Seja grato; -Não sinta raiva; -Não se preocupe; -Trabalhe honestamente; -Seja bondoso. Ao equilibrar nossos chacras, o Reiki mantém e restaura a saúde. Tem sido muito utilizado como terapia complementar em casos de estresse, ansiedade, depressão e outras disfunções psicofisiológicas, além de proporcionar conforto, bem-estar e melhor qualidade de vida. História e fundamentos do Reiki A imposição de mãos (imagem abaixo) é uma manobra religiosa relatada desde tempos primordiais. Está presente em várias religiões: cristianismo, espiritismo, xamanismo, budismo e hinduísmo, entre outras. Também é aplicada em terapias de cura de caráter não religioso, como o Reiki, a terapia Karuna Reiki e o toque terapêutico (ROHDE, 2021). Quem redescobriu o Reiki foi o Dr. Mikao Usui, no final do século XIX. Nascido no Japão, era sacerdote, médico e diretor de faculdade. A partir de seu interesse pelas curas feitas por Jesus, descritas na Bíblia, passou a estudar as antigas escrituras cristãs e as escrituras dos discípulos de Buda, que também exercia a cura com o uso de símbolos e mantras. Passou a executar e a ensinar um método que curava não apenas o corpo físico, mas também o emocional, o mental e o espiritual. Um dos seus discípulos mais dedicados foi o Dr. Chujiro Hayashi, médico que fundou uma clínica em Tóquio para o atendimento do Reiki e criou o sistema de ensino da técnica por níveis. Machado (2021) nos conta que o Reiki chegou no Brasil em 1983, com a realização de um curso ministrado pelo norte-americano Stephen Cord Saiki, da American International Reiki Association (AIRA). Nesse mesmo ano houve a fundação da Associação Brasileira de Reiki (ABR), pela mestra Claudete França. O Reiki pode ser utilizado em tudo que é vivo: plantas, animais e pessoas. Para aplicar o Reiki em plantas utiliza-se a energização da água com a qual as plantas serão regadas. Isso porque a energia curativa pode ser armazenada em água para uso futuro. Também é possível aplicar o Reiki na base da planta, através da terra, e nas sementes, antes do plantio (MACHADO, 2020). Animais também podem receber o Reiki. “Cães e gatos são os mais comuns, mas também se incluem os pássaros, peixes, coelhos, entre outros” (MACHADO, 2020, p. 35). Bebês podem receber o Reiki ainda no útero materno, o que contribuirá para sua formação e para o parto. Após o nascimento, podem continuar recebendo para tratar as cólicas, por exemplo. Em crianças um pouco maiores, o Reiki fornece calma para lidar com as emoções e a vivência social (MACHADO, 2020). Objetos também podem receber o Reiki, como alimentos, remédios, roupas, carros e dinheiro. Pode-se aplicar também o Reiki à distância, bastando o terapeuta emanar mentalmente a energia e direcioná-la para quem precisa. O terapeuta pode se autoaplicar o Reiki, experimentando as sensações energéticas como o calor, o frio, o formigamento, a repulsão e a atração. Os ensinamentos do Reiki, no Ocidente, são divididos em 4 níveis (MACHADO, 2000): Nível 1: abertura dos canais para o fluxo de energia. Capacita o terapeuta para aplicar a técnica com foco nos aspectos físicos. Nível 2: estudos dos símbolos (imagem abaixo) e de como aplicar o Reiki à distância, com foco nos aspectos emocionais e mentais. Nível 3: aprofundamento da prática, com foco na consciência. Nível 4: capacitação do terapeuta para ensinar o Reiki, tornando-se mestre. Aplicação e princípios do Reiki A aplicação do Reiki deve ser feita preferencialmente em um local silencioso, estando o receptor – quem irá receber o Reiki – deitado ou sentado. O terapeuta sintoniza mentalmente a energia e direciona suas mãos nos chacras, fluindo a energia vital. Essa energia entra pelo chacra coronário (na cabeça), passa pelo chacra do coração (no meio do tórax) e é distribuído pelas mãos. Segundo Babenko (2004, p. 63), as palmas das mãos do reikiano são sempre voltadas para baixo e os cinco dedos mantêm-se unidos e estendidos. As mãos ficam relaxadas e não exercem pressão sobre o corpo de quem irá receber a aplicação energética (seja o cliente, seja o próprio reikiano) podendo ser posicionadas diretamente sobre o corpo da pessoa ou ligeiramente acima dele. A imposição de mãos sob cada ponto ao longo do corpo tem duração de aproximadamente três minutos e, totalizando, são vinte e três os pontos que podem ser “energizados” durante as sessões. Algumas pessoas referem sentir, durante a aplicação, calor, frio, vibrações ou formigamentos. Durante a aplicação do Reiki (imagem abaixo) háuma recomposição da energia vibracional (aura), cuja frequência fica mais alta. Com isso, as células são ativadas, assim como o sistema imunológico, glandular, nervoso e digestório. Os bloqueios energéticos são dissolvidos e eliminados, promovendo dessa forma equilíbrio e cura. Os chacras também são energizados, melhorando o funcionamento físico, mental e emocional (SENAC, 2010). O Reiki não apresenta contraindicações e nem efeitos colaterais. A energia do Reiki é a energia universal, portanto o reikiano não transfere sua energia pessoal, mantendo-se dentro de um campo altamente energizado durante a aplicação. O reikiano deve buscar seguir os princípios do Reiki e divulgá-lo a quem for atendido por ele. São esses princípios: 1. Seja grato. Ao nos sentirmos agradecidos por tudo que recebemos do universo, estamos mais dispostos a compartilhar essas bênçãos. A gratidão abre o caminho para a abundância e o sucesso em todas as áreas da nossa vida (BABENKO, 2004). 2. Não sinta raiva. Os praticantes de Reiki consideram o zangar e o criticar atos inúteis, ineficazes e prejudiciais (BABENKO, 2004). 3. Não se preocupe. Ter pensamentos de dor e sofrimento representam uma fuga do presente e podem interferir em nossas energias. O universo tem seu propósito e não devemos tentar interferir com preocupações desnecessárias. 4. Trabalhe honestamente. Gostar daquilo que se faz, ser verdadeiro em nossos pensamentos, emoções e ações, trabalhando sem contrariedades e ressentimentos. 5. Seja bondoso. Respeitar os outros, atender suas necessidades, ter compaixão. Partindo desses princípios, tem-se que as qualidades requeridas aos praticantes de Reiki são: complacência, serenidade, resignação, honestidade e respeito. Esses princípios devem ser praticados diariamente, reformulando antigos hábitos e costumes para que assim se chegue ao autoconhecimento, chave da transformação pessoal, preconizada por Mikao Usui como o verdadeiro caminho para a cura (BABENKO, 2004). Unidade 1 / Aula 2 Teorias de base do Reiki Bases do Reiki. Uma delas é a energia vital, a energia que está em todo o universo e que nos dá vida e saúde. Conhecerá os chacras, os centros de energia que permitem a circulação dessa energia por todo nosso corpo. Por fim, aprenderá sobre a aura ou os corpos sutis, a energia eletromagnética que circunda nosso corpo físico. como o Reiki mobiliza a energia vital através da aura até chegar nos chacras, liberando bloqueios energéticos que causam problemas psíquicos e físicos. Relação do Reiki com a energia vital, os chacras e os corpos sutis Para entendermos a proposta do Reiki é necessário ir além do corpo físico e conhecer os sistemas de energia que existem no universo e nos seres vivos. Todo ser vivo – pessoas, animais e plantas – é um ser de energias multidimensionais, afetado pelas energias ao seu redor. A base de muitas das terapias integrativas e complementares vem da antiga China, que visa os seres humanos como um microcosmo dentro de um macrocosmo universal. Segundo Gerber (2007, p.143), os princípios que regem o funcionamento da maquinaria interna dos seres humanos se refletem nos relacionamentos universais do fluxo energético. Um dos conceitos básicos do fluxo de energia é a existência do chi ou qi, uma singular substância energética que flui do ambiente para o corpo. Essa energia Qi é também chamada de energia vital ou de Prana, nos textos hindus. É uma energia sutil que impregna o ambiente, nutre e organiza as células. Ela é absorvida pelo corpo humano através dos meridianos (imagem abaixo), que estão logo abaixo da pele e se estendem até nossos órgãos mais profundos. A energia vital é processada pelos chacras, para assim poder influenciar as atividades celulares, fisiológicas e do organismo como um todo. Segundo Gerber (2007, p. 303), os chacras, por meio do sistema endócrino, “transformam em manifestações biológicas os inputs vibracionais dos corpos etérico, astral e de outros corpos de dimensões superiores”. Os chacras (imagem abaixo), esses centros de energias especializados que nos ligam ao universo multidimensional, estão espalhados pelo corpo, sendo que os sete principais localizam-se ao longo da coluna. São eles, de baixo para cima: chacra básico, chacra umbilical, chacra do plexo solar, chacra cardíaco, chacra laríngeo, chacra frontal e chacra coronário. A parte do campo de energia universal associada ao corpo humano denomina-se aura ou corpos sutis. Segundo Brennam (2006), o campo áurico é composto por sete camadas, sendo que da mais interna – mais próxima ao corpo físico – à mais externa temos: corpo etérico, corpo emocional, corpo mental, corpo astral, corpo etérico padrão, corpo celestial e corpo causal. Cada camada do campo áurico está associada a um chacra. Com o Reiki é possível não apenas expandir, mas também “limpar” a aura, de tal forma que os chacras consigam receber a energia universal de forma mais fácil. O Reiki é a terapia por imposição de mãos mais conhecida. Mas também existe a terapia Karuna Reiki, o Toque Terapêutico e o Toque de Cura, entre outros. A Karuna Reiki foi proposta nos Estados Unidos por William Lee Rand. Ela utiliza a imposição de mãos sobre o corpo físico, aplicando os símbolos nos chacras e permitindo que a energia alcance os locais necessários de ação nos meridianos ou canais de energia (ROHDE et al., 2021). O Toque Terapêutico foi inventado pela enfermeira Dolores Krieger, em 1972. Com a imposição de mãos, feita por pessoas com um corpo razoavelmente sadio, o corpo energético dos pacientes é reequilibrado e harmonizado, induzindo ao processo de cura. Ela formou várias enfermeiras na técnica, a qual é usada em ambientes hospitalares (GERBER, 2007). O Toque de Cura foi criado pela enfermeira Janet Mentgen, em 1989, e utiliza as mãos do praticante sobre e no corpo do paciente, para desbloquear a energia, promovendo a cura física e o equilíbrio das emoções, da mente e do espírito (POST-WHITE et al., 2003 apud MOTTA; BARROS, 2015). As técnicas de imposição de mãos são de fácil aplicação e baixo custo, e suas aplicações têm se mostrado benéficas na promoção do bem-estar e da saúde, desde que utilizadas como terapias complementares aos tratamentos convencionais. Funções da energia vital, dos campos áuricos e dos chacras A energia vital – energia Qi – é a substância fundamental que mantém a vitalidade do corpo e nos protege das doenças. Os seres humanos são os centros transformadores dessa energia. Parte dessa energia nos é transmitida no momento da concepção, sendo chamada de pré-celestial (energia inata ou congênita). Outra parte do Qi é dita pós-celestial ou adquirida: recebemos por meio dos alimentos e da respiração. Essa energia circunda o corpo humano como um campo eletromagnético. Vários cientistas tentaram comprovar a existência dessa energia, sendo o mais conhecido o russo Semyon Kirlian, que no início dos anos 1940 desenvolveu uma técnica capaz de medir alterações nesse campo energético por meio de eletrofotografia (GERBER, 2007). Esse campo eletromagnético é chamado pelas terapias tradicionais de campo áurico ou aura. É dividido em sete camadas. Do ponto de vista da ciência, cada camada pode ser considerada um nível de vibrações mais elevadas, que ocupa o mesmo espaço dos níveis de vibração inferiores, e se estende além deles. Segundo Brennam (2006), da camada mais interna à mais externa, temos: corpo etérico, corpo emocional, corpo mental, corpo astral, corpo etérico padrão, corpo celestial e corpo causal. 1ª camada: corpo etéreo. É nossa parte material, e serve como um intermediário entre o corpo físico e as emoções. 2ª camada: corpo emocional. Ligado aos sentimentos, sofre influência da racionalidade. 3ª camada: corpo mental. Está associado aos pensamentos e aos processos mentais. 4ª camada: corpo astral. Corpo dos sentimentos, do afeto, das relações amorosas e familiares. 5ª camada: corpo etérico padrão. Fonte da intuição,da criatividade e dos desejos. 6ª camada: corpo celestial. Onde se encontra a real sabedoria, é o nível emocional do plano espiritual. 7ª camada: corpo causal. Também chamado de espiritual, é a consciência pura, a iluminação. É a camada que faz a conexão mais profunda com o divino e o universo. Os chacras são centros de energia especializados que nos ligam ao universo multidimensional. Eles podem ser definidos como “portais dimensionais, existentes no interior dos corpos sutis, que captam e processam energia de natureza vibracional superior de modo que ela possa ser corretamente assimilada e utilizada para transformar o corpo físico” (GERBER, 2007, p. 304). Os sete chacras principais, de baixo para cima, são (BARROCO; TOMBI, 2019; MACHADO et al., 2021): Chacra básico ou da raiz: localiza-se no final da coluna e está ligado à terra e à vontade de viver, de realizar. Relaciona-se com as glândulas suprarrenais e os rins, e seu equilíbrio é importante para a saúde física. Chacra sacral ou sexual: localiza-se abaixo da cicatriz umbilical, relacionando-se com as gônadas, os rins e as suprarrenais. Tem influência na nossa autoestima e nos relacionamentos interpessoais. Chacra do plexo solar: está localizado acima da cicatriz umbilical, estando ligado ao sistema digestório. Em equilíbrio, mantém a vitalidade e a força de vontade para realizações. Chacra cardíaco: localizado no centro do tórax, relaciona-se com o coração, o sistema cardiorrespiratório, o amor e a empatia. Chacra laríngeo: na região do pescoço, é o chacra relacionando à glândula tireoide e à habilidade de comunicação. Chacra frontal: também chamado de “terceiro olho”, localiza-se entre as sobrancelhas. Relaciona-se com o sistema nervoso e com a glândula pituitária; do ponto de vista emocional, ele se liga à intuição e à criatividade. Chacra coronário ou da coroa: localiza-se no alto da cabeça, está relacionado com o sistema nervoso e a glândula pineal. Capta a energia celeste e se liga à espiritualidade e ao divino. A prática do Reiki O Reiki ativa, direciona e aplica a energia vital, ou energia vital universal. É essa energia que assegura o estado de saúde das pessoas, e o reikiano, por meio da imposição de mãos, restabelece esse fluxo energético (BABENKO, 2004). Ao iniciar a sessão, o reikiano deve estar vibrando na energia do amor incondicional, sintonizando mentalmente essa energia. A energia deve entrar pelo chacra coronário (Figura 5) e passar pelo chacra cardíaco (SENAC, 2010). Após entrar pelo chacra coronário, a energia segue o trajeto da medula espinal e dos gânglios nervosos existentes ao longo do eixo central do corpo, fluindo para baixo. Os chacras vão absorvendo as energias sutis e convertendo-as em sinais hormonais, liberando hormônios na corrente sanguínea. Também distribuem a energia vital para os órgãos ao seu redor (GERBER, 2007). Durante uma sessão de Reiki são energizados 23 pontos, incluindo os sete chacras principais. A primeira sessão costuma durar de 45 a 60 minutos, e as subsequentes, 30 minutos. O reikiano permanece com suas mãos sobre cada ponto por 3 minutos. Conforme a energia vital transita pelos chacras (Figura 6), as perturbações psíquicas que podem estar ocorrendo devido a algum bloqueio são minimizadas. Essas perturbações são, de acordo com cada chacra (BABENKO, 2004): Chacra básico: medo, depressão e insegurança; Chacra sacral: ansiedade e ilusões; Chacra do plexo solar: sentimentos de superioridades e egoísmo; Chacra cardíaco: indiferença e egoísmo; Chacra laríngeo: fobias, terror, inibição e rigidez; Chacra frontal: neuroses; Chacra coronário: alienação, psicose, confusão mental e dificuldades de aprendizagem. O Reiki, ao liberar o fluxo de energia pelos chacras, também minimiza ou elimina as perturbações físicas resultantes dos bloqueios. São elas (BABENKO, 2004): Chacra básico: obesidade, anorexia e problemas ósseos; Chacra sacral: problemas nos órgãos reprodutores; Chacra do plexo solar: hiperatividade, úlceras e diabetes; Chacra cardíaco: asma e outras enfermidades pulmonares, hipertensão e doenças cardíacas; Chacra laríngeo: dores de garganta e torcicolos; Chacra frontal: enxaquecas, otite e doenças relacionadas à visão; Chacra coronário: perda de habilidades físicas, de interagir em grupo e de suportar dores e desconfortos físicos. Além de melhorar questões psíquicas e físicas, o Reiki pode ajudar a resolver problemas cotidianos e a ter uma vida mais plena. Por exemplo, segundo Frazier (2021), o Reiki pode: Remover os bloqueios energéticos que impedem o progresso na vida; Ajudar a resolver questões emocionais como luto, ressentimento e baixa autoestima; Proporcionar cura e apoio energético após desastres naturais ou acontecimentos traumáticos; Fortalecer o indivíduo para que viva sua vida de forma plena, a favor do seu bem maior. O Reiki vai muito além do reequilíbrio energético. Ele é uma filosofia de vida, uma prática diária de bondade, gratidão e amor por tudo que é vivo. Unidade 1 / Aula 3 Aplicações clínicas do Reiki Os conceitos de saúde e de doença são tratados de forma holística e integrativa pela Medicina Tradicional Chinesa, assim como a relação entre saúde e energia vital. Você aprenderá ainda sobre a ligação entre o Reiki e as disfunções psicofisiológicas, como a ansiedade e a depressão. Verá que o Reiki é capaz de controlar o estresse, já que ele é algo inevitável na vida de todos nós. Também verá como a prática regular do Reiki tem ação positiva em todos os domínios que compõem a qualidade de vida. Efeitos do Reiki no equilíbrio do organismo e na saúde O Reiki tem suas origens na Medicina Tradicional Chinesa, portanto, devemos entender como essa medicina aborda os conceitos de saúde e de doença. A base da Medicina Tradicional Chinesa é o equilíbrio: saúde é um estado de equilíbrio, enquanto a doença é um distúrbio desse equilíbrio, o qual é influenciado por aspectos físicos, emocionais, ambientais e genéticos, sendo papel dos terapeutas ajustar esse equilíbrio (BRATMAN, 1998). Outro conceito importante na Medicina Tradicional Chinesa é o conceito de energia, particularmente a energia vital e a energia eletromagnética. A energia vital é uma energia presente em tudo o que é vivo, no ambiente e no universo. Ela nutre todas as células vivas, portanto, ela precisa circular livremente por todo o corpo. Caso haja escassez, excesso ou bloqueio dessa energia, nosso equilíbrio é perturbado, podendo surgir desconfortos e doenças. Muitas das terapias ditas energéticas buscam trabalhar esse fluxo de energia: o Reiki é um exemplo. Todos os seres vivos são circundados por uma aura energética, um campo eletromagnético, em que as três dimensões do ser interagem: corpo, mente e espírito. Dessa forma, os tratamentos ditos integrativos tratam dessas três dimensões (imagem abaixo), pois não vêm sentido em tratá-las isoladamente, como o faz a medicina ocidental. Dessa forma, a manutenção do equilíbrio é a base da saúde. Muitos fatores buscam alterar esse equilíbrio, sejam fatores externos, como microrganismos e lesões mecânicas, ou fatores internos, como as emoções e os distúrbios psicológicos. Muitas vezes, o que vemos é uma combinação de fatores externos e internos interferindo no nosso bem-estar e até mesmo causando doenças. As chamadas disfunções psicofisiológicas são uma associação de doenças orgânicas (somáticas) com fatores psicossociais (psíquicos, comportamentais, ambientais e culturais). Para entendê-las e tratá-las é necessária uma visão holística da saúde, que reconheça a interdependência das manifestações biológicas, físicas, psicológicas e emocionais dos indivíduos. Ansiedade, depressão e estresse, por exemplo, são muito comuns atualmente e impactam a saúde física e mental, gerando um desequilíbrio que acaba abalando todas as áreas da vida do sujeito. Do ponto de vista da Medicina Tradicional Chinesa, essas condições abalam o equilíbrio da energia vital, afetandoo físico e o emocional. A ansiedade (imagem abaixo) é “uma emoção orientada ao futuro, caracterizada por percepções de incontrolabilidade e imprevisibilidade sobre eventos potencialmente aversivos e um desvio rápido na atenção para o foco de eventos potencialmente perigosos ou para a própria resposta afetiva do indivíduo a esses eventos” (BARLOW Apud CLARK; BECK, 2012, p. 16-17). Muitos dos seus sintomas são de natureza fisiológica, mas também aparecem sintomas cognitivos, comportamentais e afetivos. A depressão pode se confundir com a ansiedade, mas enquanto os pensamentos da ansiedade são de dano e de perigo, os da depressão são de perda e fracasso. Na depressão há uma desesperança global em relação a problemas existenciais específicos (CLARK; BECK, 2012). Outro fator que desequilibra nossas energias é o estresse. Segundo Rohde (2021, p. 443), o estresse “é considerado um estado de desequilíbrio do organismo em resposta às influências ambientais. O organismo tenta se adaptar a situações que exigem dele uma resposta mais forte que a habitual.” O Reiki tem sido muito utilizado como tratamento complementar em casos de ansiedade, depressão e estresse. Também é utilizado de forma preventiva, já que um de seus objetivos é manter o equilíbrio interno do indivíduo para que ele permaneça saudável e evite o adoecimento, resultando em uma melhora global da sua qualidade de vida. As disfunções psicofisiológicas, o estresse e a qualidade de vida Segundo Clark e Beck (2012, p. 17), ansiedade é um sistema de resposta cognitiva, afetiva, fisiológica e comportamental complexo que é ativado quando eventos ou circunstâncias antecipadas são consideradas altamente aversivas porque são percebidas como eventos imprevisíveis, incontroláveis, que poderiam potencialmente ameaçar os interesses vitais de um indivíduo. A ansiedade, produz sintomas de ordem física, cognitiva, comportamental e afetiva, desequilibrando o indivíduo em todas as esferas de sua existência. Clark e Beck (2012) citam alguns desses sintomas: Fisiológicos: aumento da frequência cardíaca e respiratória, dor ou pressão no peito, tontura, agitação e tensão muscular; Cognitivos: medo de perder o controle, pensamentos aterrorizantes, confusão e dificuldade de raciocínio; Comportamentais: agitação, fuga e dificuldade para falar; Afetivos: a pessoa sente-se constantemente nervosa, assustada, irritável e impaciente. A depressão, é uma alteração específica de humor, considerada uma síndrome devido a seus vários sintomas, de ordem emocional, cognitiva, motivacional e físicos/vegetativos (BECK; ALFORD, 2011). As queixas principais dos deprimidos envolvem a sensação de tristeza, preocupação, falta de esperança, falta de objetivos ou falta de vontade de fazer coisas que antes lhe eram agradáveis. Em relação às queixas físicas, as mais comuns são o cansaço e a falta de energia. A depressão também pode causar perda dos vínculos emocionais e crises de choro. O estresse, é uma alteração fisiológica que se processa no organismo quando ele tenta se adaptar a situações que exigem mais do que ele pode corresponder (VASCONCELLOS apud ROHDE, 2021). Na sua fase inicial – fase de alarme – há taquicardia e taquipneia, secreção de hormônios como adrenalina e cortisol e deslocamento de parte do sangue da periferia para o centro do corpo. Passada essa fase, vem a fase de resistência, na qual os sintomas físicos dão lugar às sensações de medo, irritabilidade, nervosismo e ansiedade. Qualidade de vida é algo que todos nós queremos, mesmo sem sabermos ao certo no que ela consiste. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), qualidade de vida é definida como “a percepção que o indivíduo tem sobre a sua posição na vida e no contexto de sua cultura, de acordo com os sistemas de valores da sociedade em que vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (WHOQOL Apud DINIZ, 2013, p. 22). A qualidade de vida tem quatro domínios: físico, psicológico, social e ambiental, conforme a seguir: Físico: engloba a presença ou não de dores e desconfortos, o nível de energia para realizar tarefas, a qualidade do sono, a capacidade de fazer atividades cotidianas, de se locomover e trabalhar, entre outros. Psicológico: engloba os sentimentos positivos e negativos, a capacidade de pensar e aprender, a autoestima, a imagem corporal, as crenças pessoais e a espiritualidade e a religião, entre outros. Social: engloba as relações pessoais e o suporte e apoio social, entre outros. Ambiental: engloba a segurança, o ambiente físico (poluição, ruído, trânsito, clima), os transportes, a disponibilidade e qualidade de serviços de saúde e de lazer e os recursos financeiros, entre outros. Compreender a integralidade do ser humano, em que corpo, mente e espírito não são dissociados, mas, sim, uma unidade, é fundamental para o cuidado global com a saúde. Nesse contexto encontram-se as práticas integrativas e complementares, a exemplo do Reiki. Efeitos do Reiki nas disfunções psicofisiológicas, no estresse e na qualidade de vida Qualquer doença, na perspectiva energética, representa uma condição de desarmonia. O Reiki é compatível com todos os tratamentos médicos e de saúde, mas de forma complementar, pois não é recomendável suspender nenhum medicamento para substituí-lo pela técnica. No caso de pessoas com disfunções psicofisiológicas e de estresse, o Reiki pode ajudar não somente com questões físicas, mas também melhorando as emoções e promovendo uma melhor atitude em relação à vida e aos seus desafios. A pessoa que recebe o Reiki consegue maior serenidade e tranquilidade, o que reduz os transtornos da ansiedade, da depressão e do estresse. Esse relaxamento leva ao autoconhecimento e a uma nova perspectiva de ver os problemas e a vida, proporcionando mais felicidade. E, quando a mente e o espírito estão felizes, o corpo tem boa saúde. Segundo Ruiz (2019), o Reiki atua de forma precisa em casos de ansiedade ou estresse, quando níveis altos de descontrole emocional geram desarmonia das funções básicas do corpo, resultando em um desequilíbrio interno e na redução das defesas. O Reiki auxilia na diminuição dos níveis de estresse. Segundo Machado (2020, p. 65-66), “seu efeito costuma ser rápido justamente por conseguir recuperar desequilíbrios mais agudos, possibilitando a retomada da visão da realidade e dos sentidos plenos gradualmente. O Reiki busca nos trazer de volta à nossa realidade”. A Organização Mundial de Saúde afirma que ter saúde não é apenas não estar doente, mas ter um bem-estar físico, psíquico e social. Dessa forma, o Reiki pode ser útil não apenas em quem passa por algum tratamento médico, mas também para todo aquele que deseja se manter saudável. O Reiki tem um importante papel em melhorar a qualidade de vida, mantendo as boas condições de saúde. A energia que o Reiki fornece auxilia no equilíbrio em todas as áreas da vida. O Reiki pode ser aplicado para melhorar aspectos de todos os domínios que envolvem a qualidade de vida: Domínio físico: o Reiki fornece mais ânimo e energia para a realização de atividades físicas e promove um sono de qualidade. Também é capaz de reduzir dores e desconfortos. Domínio psicológico: com o Reiki, a energia vital flui de forma harmônica e abundante por todos os chacras, o que melhora todos os aspectos psicológicos do indivíduo. Os sentimentos positivos afloram e há fortalecimento da autoestima e da imagem corporal. Aspectos mentais como o pensar e o aprender, assim como a memória e a concentração, também melhoram. O Reiki desenvolve a espiritualidade e as crenças pessoais. Domínio social: com o Reiki, as pessoas passam a se importar mais com as relações pessoais de qualidade, incluindo o aspecto sexual dos seus relacionamentos. Domínio ambiental: o Reiki desperta nas pessoas a vontade de viver melhor, o que inclui buscar formas de ter mais recursos financeiros e melhor qualidade em todos os ambientes, incluindo o doméstico e o de trabalho. O Reikipode ser entendido não somente como uma técnica, mas como uma maneira de viver diferente, mais plena e mais feliz. Unidade 1 / Aula 4 Níveis de formação Reiki O conteúdo desenvolvido em cada um dos três níveis de formação: nível 1, aspectos físicos do Reiki, início da aplicação em outras pessoas; nível 2: aspectos mentais e emocionais do Reiki, aplicação à distância; nível 3: aspectos espirituais e aprofundamento dos níveis anteriores. Por fim, aprenderá sobre os rituais do Reiki, tanto na formação quanto no dia a dia dos reikianos. Como aprender a aplicar o Reiki Qualquer pessoa pode aprender a aplicar o Reiki, devendo para isso passar por um curso de iniciação com um mestre Reiki. Uma vez tendo ativados seus canais energéticos, ela passa a ser um canal de Reiki por toda a vida, e quanto mais praticar o Reiki, mais intensamente fará fluir a energia (SENAC, 2010). Machado (2020) nos conta que originalmente os ensinamentos do Reiki se subdividiam em três níveis: Nível 1 (Shoden): subdividido em seis outros níveis. Nível 2 (Okuden): subdividido em dois níveis, Okuden Zenki e Okuden Koki. Nível 3 (Shinpiden): nível adicionado posteriormente, que permitia aos alunos se tornarem professores. No Ocidente, a formação também passou por modificações, tendo cada nível um propósito diferente. O processo de formação em Reiki é composto, hoje, por três níveis de aprendizado, sempre ministrados por um mestre Reiki. Para se tornar um reikiano é necessário cursar no mínimo os 2 primeiros níveis e isso habilitará o aluno a aplicar o Reiki em si mesmo e em outras pessoas. Para se tornar um mestre em Reiki é necessário cursar um terceiro estágio, que geralmente se desdobra em dois níveis (BABENKO, 2004). Os níveis de aprendizado são (MACHADO, 2020): Nível 1: esse nível foca nos aspectos físicos. Há a abertura dos canais por onde flui a energia Reiki e o aprendiz se capacita para aplicar em pessoas próximas (imagem abaixo), animais e plantas, e se autoaplicar. Nível 2: foco nos aspectos mentais e emocionais. Esse é o nível ideal para iniciar a aplicação do Reiki em desconhecidos. Os ensinamentos são aprofundados, com o uso dos símbolos (imagem abaixo) e da aplicação do Reiki à distância. Nível 3a: o foco é na consciência. Esse nível se aprofunda no Reiki, tanto em tratamentos presenciais quanto à distância. Nível 3b: nesse nível o praticante torna-se mestre, podendo ensinar o Reiki. A partir da conclusão do nível 2, já é possível tornar-se terapeuta em Reiki. Porém, a experiência de viver seguindo os princípios do Reiki e de se autoaplicar é fundamental para um tratamento de qualidade. Machado (2020) coloca alguns pontos importantes antes de atender alguém profissionalmente: Compreender as variadas respostas de um tratamento por meio do Reiki: cada pessoa responde de um jeito diferente ao tratamento, e por isso deve-se ter paciência e persistência. Compreender o funcionamento da energia Reiki (Figura 3): o terapeuta não manipula a energia, ele a direciona. Obter base de fortalecimento energético: o terapeuta deve estar relaxado para auxiliar o fluxo de energia. Conhecer anatomia básica: reconhecer a localização dos chacras principais (imagem abaixo) e de outros pontos em que deve realizar a imposição das mãos. Conhecer conceitos científicos sobre a mente humana: sobretudo compreender que o receptor deve aceitar o tratamento. Obter experiência: passar por um período de estágio supervisionado por um mestre Reiki. O Reiki é capaz de realizar mudanças não somente em quem o recebe, mas sobretudo em quem o aplica. Babenko (2004) lista algumas delas: melhor compreensão de si próprio e de suas responsabilidades, maior tolerância com as outras pessoas e abandono de vício e adoção de hábitos alimentares mais saudáveis. Assim, além de uma terapia, o Reiki torna-se um estilo de vida. Os níveis de aprendizado do Reiki O foco do nível 1 é o aspecto físico do Reiki, que, segundo Machado (2020, p. 28), “liga-se à percepção que temos sobre nossa realidade imediata, o mundo físico, palpável, facilmente percebido de forma direta através dos nossos cinco sentidos”. O aluno é sintonizado com a energia do Reiki e aprende sua história e as posições básicas das mãos para o tratamento. O processo de iniciação ao Reiki, ou de sintonização à energia universal, é um ritual que precisa ser seguido corretamente. Antes da iniciação, o aluno precisa purificar sua mente e eliminar toxinas de seu corpo, restabelecendo a harmonia individual. Para tanto, durante sete dias antes da iniciação, não pode comer carne vermelha, fumar e nem ingerir bebidas alcoólicas. Deve refletir sobre o significado de se tornar um reikiano e de suas responsabilidades, procurando manter a mente equilibrada e sem pensamentos indesejados (BABENKO, 2004). O nível 2 foca-se nos aspectos mentais e emocionais. O aspecto mental “liga-se às nossas faculdades do pensamento, que nos auxiliam a mapear escolhas, propósitos e projetos, através da lógica e da razão” (MACHADO, 2020, p.28). Já o aspecto emocional “liga-se às nossas capacidades sensoriais em um âmbito mais sutil. O emocional ajuda-nos a sentir a nós próprios e ao outro, com empatia e compaixão, além de capacitar uma breve e inicial compreensão do ser” (MACHADO, 2020, p. 28-29). O aluno recebe três símbolos, com seus respectivos mantras, que aumentarão a intensificação da energia cósmica do terapeuta, tanto atuando em si quanto nos outros (SENAC, 2010). Nesse nível, o aluno aprende como enviar o Reiki à distância, para outras pessoas, animais ou plantas. O nível 3 foca-se no aspecto consciencial ou espiritual. Segundo Machado (2020, p. 29), “este aspecto está ligado à nossa capacidade de expansão da consciência e de compreensão profunda de nós mesmos e do outro; ou seja, a percepção da completa realidade que nos cerca através da experiência física, mental e emocional, nos elevando então a novos patamares evolutivos”. Nesse estágio, o aluno desenvolve sua sensibilidade e aprimora o uso da intuição. Caso o aluno deseje se tornar um mestre, ele deve continuar sua formação. Ao se tornar mestre, teoricamente, o aluno se igualou ou superou o seu mestre. Cada mestre agrega os ensinamentos dos mestres que o sucederam. O conceito de linhagem é importante dentro do Reiki. Mikao Usui foi o primeiro mestre e a partir dele todo conhecimento foi passado de mestre a mestre. Recomenda-se um espaço mínimo de três meses entre cada nível, para dar tempo para a expansão da consciência. Segundo Machado (2020, p. 29), “não é o nível que potencializa a capacidade do praticante, é o praticante que se capacita ao próximo nível”. Os rituais do Reiki No nível 1, o aluno passa pelo ritual de iniciação, que será repetido em todos os estágios de aprendizagem. Ele se senta em uma cadeira, com a coluna ereta, pés apoiados no chão e mãos em posição de prece à frente do chacra cardíaco. O mestre traça os símbolos do Reiki com suas mãos primeiramente sobre alguns dos chacras do aluno e depois nas palmas das suas mãos. O ritual começa com a abertura do chacra coronário (BABENKO, 2004). Os símbolos do Reiki foram encontrados por Mikao Usui, sendo considerados extremamente poderosos e sagrados. O primeiro símbolo que o aluno aprende é o Cho-ku-rei, que significa “poder aqui e agora” Esse símbolo atua na cura do corpo físico, sendo um amplificador de energia. Outro símbolo é o Sei He Ki, “a união entre o céu e a terra”. Esse símbolo ativa a cura por meio do subconsciente, selando a aliança entre a energia universal e o homem. O terceiro símbolo é o Hon-sha-ze-sho-ne (“sem passado, nem presente, nem futuro”). É um símbolo que trabalha o corpo mental, e é usado para a aplicação do Reiki à distância. O quarto e último símbolo é o Dai-ko-myo (“Deus brilhe sobre mim e seja meu amigo”). Esse é o símbolo mestre, que trabalha no corpo espiritual e amplia os outros três símbolos do Reiki. No nível 2, o aluno aprende a trabalhar com o Reiki à distância. Existemvárias formas de se enviar o Reiki à distância. Pode-se usar uma fotografia da pessoa, ou alguma roupa ou objeto que lhe pertence. Outra técnica é a do caderno, em que o terapeuta escreve em um caderno os símbolos e tudo aquilo que deseja curar. Também inclui nesse caderno o nome de todas as pessoas que deseja atingir com a energia Reiki, reativando essa energia diariamente. Técnica semelhante é a da caixa, na qual o terapeuta coloca em uma caixa os nomes das pessoas para quem quer enviar a energia, desenhando na caixa os símbolos. Essa técnica permite atender muitas pessoas ao mesmo tempo (SENAC, 2010). Ao se tornar um reikiano, o aluno assume um compromisso perante todos os mestres reikis – de todas as linhagens atuais e passadas – e perante seus pares. Machado (2020) elenca algumas atitudes obrigatórias aos reikianos: Não deve prometer a cura a ninguém; Não deve pedir que o receptor abandone os tratamentos médicos convencionais; Não deve receitar medicamentos, chás, ervas ou alimentos; Não deve se envolver pessoalmente; Não deve dar conselhos; Não deve terminar o tratamento repentinamente. Por fim, o reikiano deve praticar diariamente os cinco princípios deixados por Mikao Usui (BABENKO, 2004): Hoje eu conto com todas as minhas bênçãos; Hoje eu abandono a raiva; Hoje eu abandono as minhas preocupações; Hoje eu faço meu trabalho honestamente; Hoje eu sou gentil com todas as criaturas vivas. Unidade 1 / Aula 5 Revisão da unidade Conhecimento da terapia Reiki O Reiki é uma terapia vibracional por imposição de mãos, que pertence ao rol de terapias integrativas e complementares oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foi redescoberto pelo sacerdote e médico japonês Dr. Mikao Usui, no final do século XIX, que praticava e ensinava a cura por meio da imposição de mãos (imagem abaixo). O princípio do Reiki é a canalização da energia vital – energia Qi –, presente no universo, para o receptor da energia. Essa energia que fornece vida e saúde quando está em desequilíbrio causa diversos transtornos ou doenças de ordem física, mental, emocional e espiritual. O reikiano aprende a direcionar essa energia para tudo que é vivo – pessoas, animais e plantas –, para objetos – alimentos, água, dinheiro, carro –, e para si próprio. A energia vital entra e percorre o corpo físico pelo chacras, que são os centros de energia. Os sete chakras principais, de baixo para cima: basal, sacral, plexo solar, cardíaco, laríngeo, frontal e coronal, estão indicados na imagem abaixo. Além dos chacras, a energia flui pela aura (imagem abaixo), também chamada de corpos energéticos ou sutis, constituídos por sete camadas: corpo extra físico, corpo físico, corpo mental, corpo emocional, aura espiritual, aura celestial e aura divina. O Reiki harmoniza os chacras e o campo áurico, tratando e prevenindo problemas de ordem física, mental e emocional, como as disfunções psicofisiológicas e o estresse. A ansiedade, a depressão e o estresse são queixas muito comuns, gerando desequilíbrios energéticos que impactam todos os setores da vida do sujeito: físico, mental, emocional, social e espiritual. Agindo como um complemento às terapias convencionais (médicas e psicoterapêuticas), o Reiki se propôs a equilibrar as energias, capacitando o sujeito a desenvolver um processo de autocura. Também pode-se usar o Reiki de forma preventiva, melhorando a qualidade de vida. O objetivo é manter um equilíbrio energético entre todos os domínios: físico, psicológico, social e ambiental. Mais que uma terapia, o Reiki é uma filosofia de vida, baseada em cinco princípios: seja grato, não sinta raiva, não se preocupe, trabalhe honestamente e seja bondoso. O aprendizado do Reiki é feito por níveis: Nível 1: nível focado nos aspectos físicos, em que o mestre Reiki abre os canais de energia do aluno, capacitando-o a aplicar o Reiki em pessoas próximas, animais e plantas, e a se autoaplicar. Nível 2: focado nos aspectos mentais e emocionais, nos quais os ensinamentos do Reiki são aprofundados, os símbolos Reiki são ensinados e o aluno capacita-se para aplicar a técnica à distância. Nível 3: subdivide-se em duas partes, com foco na consciência. Terminando a parte 2 desse nível o aluno torna-se um mestre Reiki. O Reiki não apresenta contraindicações e pode ser aplicado em pessoas de todas as idades, condições de saúde e religiões. Vêm sendo muito utilizado por profissionais de saúde, inclusive nos hospitais, devido a seus benefícios, associados à praticidade de uso. Guia de Reiki: conhecendo a terapia O Reiki é uma terapia que utiliza a imposição de mãos para equilibrar as energias dos seres vivos. Em uma sessão de Reiki, o terapeuta – chamado de reikiano – coloca suas mãos acima do corpo de quem está sendo tratado e mentaliza alguns símbolos e mantras que mobilizam a energia vital, contribuindo para um melhor equilíbrio e saúde. E o que é essa energia vital? Como o nome diz, é a energia que dá a vida, que dá a saúde. Essa energia existe no universo e em todos os seres vivos. Quando temos um nível adequado dessa energia fluindo por nosso corpo – sem excesso, falta ou bloqueio –, temos disposição, bem-estar e saúde. Porém, estando desequilibrada, essa energia pode causar diversos transtornos ou até mesmo doenças de ordem física, mental ou emocional. Estou tomando remédios para controlar a pressão alta. Posso receber o Reiki? Sim, o Reiki é uma terapia complementar e pode ser usado junto com os tratamentos convencionais. Aliás, o Reiki ajuda a controlar a pressão, pois promove melhora das emoções negativas e acalma a mente. O Reiki é uma terapia japonesa? Sim, o Reiki foi redescoberto no final do século XIX pelo Dr. Mikao Usui, um médico e sacerdote japonês, que fazia e ensinava a cura pela imposição de mãos. Quem pode aplicar o Reiki? O terapeuta de Reiki – ou reikiano – deve cursar no mínimo dois níveis do Reiki para aplicar a técnica em outras pessoas. O Reiki à distância funciona? Sim, o Reiki pode ser aplicado tanto presencialmente quanto à distância, desde que o terapeuta tenha a formação em pelo menos os 2 primeiros níveis do Reiki. PRINCÍPIOS DO REIKI – SÓ POR HOJE: Seja grato. Não sinta raiva. Não se preocupe. Trabalhe honestamente. Seja bondoso. Resumo Visual REIKI Terapia por imposição de mãos O Reiki é uma terapia integrativa e complementar vibracional, que utiliza a imposição de mãos para canalizar a energia vital. Quem redescobriu o Reiki foi o Dr. Mikao Usui, no Japão, no final do século XIX. O Reiki tem cinco princípios: Seja grato Não sinta raiva Não se preocupe Trabalhe honestamente Seja bondoso Sua aplicação pode ser feita em: Pessoas Animais; Plantas Objetos (alimentos, roupas, chaves, etc.) Autoaplicado Algumas indicações do Reiki são: Retomar o equilíbrio das energias Diminuir a ansiedade Auxiliar no tratamento da depressão Controlar o estresse Melhorar a qualidade de vida A formação em Reiki é composta por 3 níveis: Nível 1: o aluno tem seus canais de Reiki desbloqueados pelo mestre e aprende a aplicar o Reiki presencialmente e a se autoaplicar. Nível 2: o aluno aprende a aplicar o Reiki à distância. Nível 3a: o aluno aprofunda seus conhecimentos no Reiki. Nível 3b: o aluno torna-se mestre. UNIDADE 2 - Terapia Bioenergética Unidade 2 / Aula 1 Estudo da personalidade humana por meio da terapia bioenergética Os fundamentos da terapia bioenergética, de que maneira nosso desenvolvimento e a forma como lidamos com os sentimentos e traumas afetam nosso organismo, como nos defendemos destes eventos criando as chamadas couraças e bloqueando o que precisamos para sobreviver de forma saudável sem presença de tensões de cunho físico e mental. Faremos uma abordagem sobre o trabalho da terapia bioenergética com os anéis corporais e sua relação com as estruturas presentes no organismo, com destaque para o modo como são afetadas por momentos que passamos em nossa vida, trazendo sinaise sintomas especialmente a nível físico, ainda que corpo e mente sejam iguais e indissociáveis. Processos energéticos do corpo, relação entre corpo e mente, conceito de vibração e movimento A terapia bioenergética – hoje conhecida como terapia corporal – surge a partir das ideias do psicanalista Wilhelm Reich. Este profissional trabalhava com técnicas que agiam no corpo, desde melhora da respiração até possibilidade de uma experiência emocional, depois este trabalho foi ampliado para um método terapêutico, denominado de análise bioenergética (OLIVEIRA; LIMA, 2015). A terapia bioenergética trabalha com muitos movimentos e posturas, com destaque para o grounding, trazendo nestas posturas vibrações involuntárias no corpo, as quais, junto com a respiração, com sons e palavras, movimentos do corpo, são usadas para melhorar a energia corporal e as emoções, tornando-as mais conscientes. Os movimentos voluntários despertam os involuntários, trazendo à tona sentimentos inconscientes que são gravados na memória corporal (PARABONI, 2010). A energia é responsável por todo o movimento que existe no organismo e influencia no processo orgânico de cada indivíduo. Existe um fluxo de carga e descarga de energia, o qual deve ser equilibrado. A bioenergética visa aumentar o nível de energia do paciente, melhorar a autoexpressão, melhorar os sentimentos do indivíduo, especialmente trabalhando respiração e movimento e relacionando os movimentos à história de vida do paciente. A resolução dos conflitos internos aumenta a energia e o seu fluxo, inclusive influenciando a criatividade do indivíduo (OLIVEIRA, 2006). A bioenergética é considerada ainda uma palavra reichiana (ou seja, originada do Reich) que determina energia biológica, forma de interpretação do corpo e de sua energia, a qual flui no organismo e é produzida pela respiração e pelo metabolismo, mas também analisa a expressão de nossos sentimentos e como lidamos com cada um deles, em um conjunto que é o básico para a vida. Esta terapia parte da ideia que mente e corpo são iguais, ou seja, aquilo que se passa no corpo reflete na mente e o que se passa na mente é refletido no corpo, chamada de terapia da personalidade, sendo um modelo holístico que verifica os aspectos biopsicossociais do ser humano, ou seja questão física, mental, emocional, energética e ambiental que agem sobre cada ser humano (BARROS, 2002; MONTEIRO, 2007). A análise bioenergética trabalha com uma ligação homem-corpo-emoção-razão, analisando o corpo, os pensamentos, as atitudes e as emoções, trabalha com couraça muscular e com as divisões desta couraça, terapias corporais, grounding (base, entrar em contato com o chão) e a vegetoterapia que trabalha com objetivo de liberar as couraças que são adquiridas ao longo da vida (CANDIDO; MATTOS, 2009). O corpo e a mente estão ligados pelo sistema nervoso central, através da memória que existe nas células, em que toda experiência é registrada, assim como a reação a elas. Ou seja, se as experiências forem traumáticas, lesivas e ameaçadoras, a tensão muscular aumenta e isto protege o indivíduo contra ações externas e tudo que for traumático. Por outro lado, isto tudo dificulta a respiração, diminui a relação entre os seres humanos, dificulta a autopercepção, diminui a sensibilidade em relação ao amor, ao afeto e à compaixão, e o ser humano não consegue viver de forma completa. O corpo traduz suas necessidades em forma de sinais e sintomas, lemos o corpo, ou seja, o corpo revela as expressões de nossas emoções vivenciadas até o momento (MOYZÉS; LÉLIS, 2004). Ação dos processos energéticos no corpo e mente, interligados e iguais A terapia bioenergética se baseia em alguns conceitos, dentre eles vibração, carga e descarga de energia, trabalha com respiração, relacionamentos e pensamentos, e procura alinhar corpo, mente e o espírito. A análise bioenergética permite um autoconhecimento, resolução de crises pessoais, traz vitalidade, criatividade e alegria (OLIVEIRA; LIMA, 2015). A visão bioenergética postula que existe ligação entre corpo e mente, considera emoções não apenas da natureza subjetiva, mas também um evento que pode mudar o estado corporal de cada ser humano. Cada um recebe cargas emocionais desde a vida intrauterina até a adolescência, estas cargas vêm do ambiente e isto influencia como cada um lida com suas emoções ao longo da vida. As emoções são ligadas à energia corporal e ela se desenvolve conforme a experiências relacionais e como cada um se entrega a essas experiências, especialmente nos primeiros anos de vida (VOLPI; VOLPI, 2006). As atitudes corporais de cada pessoa criam couraças musculares, ou seja, o corpo vai acumulando tensão emocional que passamos ao longo da vida. Apesar de nascemos sem estas couraças e sem problemas no fluxo energético, ao longo da vida vamos criando estas couraças como uma forma de defesa contra os problemas, o que causa rigidez e tensão cada vez maiores no corpo (OLIVEIRA; OLIVEIRA; FREITAS, 2013). Toda vez que contraímos a musculatura por muito tempo, esta ação se torna inconsciente e é passada ao sistema nervoso autônomo; se esta contração for crônica é a couraça muscular que age como uma proteção, uma cápsula gigante, não deixando a energia fluir. O resultado é que o ser humano não consegue vivenciar suas emoções e elas são congeladas, com isso surgem as patologias que têm como fundamento reprimir a expressão; o indivíduo não consegue desfazer esta proteção e passa a não conseguir mais expressar qualquer sentimento (SANTANA, 2006). Reich, psiquiatra e psicanalista, trabalhou com as teorias de Freud e mapeou o corpo em sete divisões em que a couraça está estabelecida, não deixando a energia fluir. Estas couraças se posicionam na frente, aos lados, atrás do corpo, formando os anéis: ocular, oral, cervical, torácico, diafragmático, abdominal e pélvico. Os anéis se movimentam e cada um deles tem órgãos e músculos ligados, podendo ser expressados de forma emocional. Estes anéis são interligados, mas não há influência entre eles e onde um termina o outro começa (CANDIDO; MATTOS, 2009). Alterações nestes anéis fazem com que o corpo precise adotar posturas compensatórias para elas, dentre elas: ombros caídos, dores e alterações de coluna, presença de rigidez ou flacidez, tensão na região dos maxilares. Os bloqueios vão ocorrendo como forma de defesa para evitar os sentimentos e as sensações ruins; em geral, este bloqueio ocorre por meio dos olhos e já se inicia com o bebê evitando contato visual com estímulos ruins; já na fase de sexualidade, esse bloqueio ocorre na região da pelve (MONTEIRO, 2007). Monteiro (2007) postula que a análise bioenergética visa equilibrar o ser humano, desbloquear a energia parada, de tal forma que ocorra autopercepção, a pessoa se conheça, conheça seus traumas e dificuldades, para que o organismo flua naturalmente. Fazem parte da avaliação bioenergética três pontos principais: a história da pessoa, a sua postura corporal e a maneira como se comporta. Ações para trabalhar nos processos energéticos do corpo, relação entre corpo e mente e influência no equilíbrio A bioenergética trabalha com a ideia holística de saúde, trabalhando os aspectos biopsicossociais, avalia a saúde da pessoa tanto no sentido físico, mental, suas emoções, aspectos religiosos, energéticos e influência do ambiente sobre ela. Esta terapia tem como base a teoria do psicanalista Reich que fala da couraça muscular, seus segmentos e a postura grounding (contato com a terra, chão), respiração e massagem. A bioenergética trabalha com liberação das tensões por meio da liberação de couraças musculares que são adquiridas ao longo da vida (OLIVEIRA; SILVA; ROLIM, 2013). As atitudes corporais se ligam às couraças musculares, mostram as tensões e os problemas emocionais que vivemos. Temos muita vitalidade, sem qualquer bloqueio de energia, mas as relações com o mundo, com as pessoas e a vida em si fazem com que surjam defesas, as couraças, para que o ego e o próprio corpo sejam protegidos.Se estas ficam muito tempo no corpo, vai aumentando a tensão e o corpo vai ficando cada vez mais rígido, isto bloqueia a energia, limita os movimentos e as expressões do indivíduo (OLIVEIRA; OLIVEIRA; FREITAS, 2013). A bioenergética trabalha com o conceito que emoções, sentimentos e ações atuais e passados afetam o corpo, influenciando seu caráter, seu comportamento e afeta inclusive a forma do corpo se movimentar. O corpo, por sua vez, expressa as emoções e o nosso jeito de ser: quando fica rígido, o corpo denota rigidez psíquica, em que nossas tensões corporais bloqueiam as emoções e este fato acaba sendo percebido pelos outros (OLIVEIRA, 2006). A bioenergética visa auxiliar a vivência e expressão de cada dor e prazer, tristezas e alegrias, raiva e amor, ou seja, a alegria de estar vivo, que vem de um estado de vibração do ser, expansão e contração pulsátil do organismo, sistema vegetativo, respiratório, circulatório e inclusive o digestório (WEIGAND, 2006). Vamos aprender um pouco mais sobre os anéis em que o psiquiatra Reich dividiu o corpo, a saber: ocular, oral, cervical, torácico, diafragmático, abdominal e pélvico. O ocular está na base do crânio envolvendo vários músculos tais como os oculares, palpebrais e os da testa, neste segmento os olhos que recebem e mandam energia. O anel oral envolve a musculatura do queixo, faringe, região occipital e ao redor da boca, se relaciona com a ação de sugar; o anel cervical abrange a musculatura do pescoço, tais como platisma e esternocleidomastóideo, também a língua, onde se localiza a voz. O anel torácico abrange músculos dos membros superiores e dos membros inferiores, além dos órgãos coração, pulmão e ainda a caixa torácica; o anel diafragmático abrange o músculo diafragma e os músculos que estão ao longo das vértebras torácicas mais baixas; o anel abdominal abrange músculo reto abdominal, transversos, partes inferiores dos músculos da coluna e todos os órgãos que estão no abdômen, por último, o anel pélvico pega todos os músculos da pelve, adutores da coxa, esfíncter anal, músculos do glúteo, quadris, pernas, pés e dedos (CANDIDO; MATTOS, 2009). Cada um dos caracteres denominados defesas, conhecidas como bloqueios, acaba por se localizar em um destes anéis e conforme está o desenvolvimento do indivíduo e o momento em que, por exemplo, um trauma ocorra, afetará a formação deles, podendo ser desfeito por massagens, exercícios e por uma respiração adequada. O paciente deve procurar melhorar, ou seja, reorganizar os pensamentos, entrando em contato com suas emoções e queixas da infância, para que o movimento se torne espontâneo, sendo isto uma das bases da teoria bioenergética (MONTEIRO, 2007). Unidade 2 / Aula 2 Terapia Bioenergética Origem da bioenergética e sua evolução ao longo do tempo, o que caracteriza a energia vital e como ela influencia o funcionamento do organismo, bem como bloqueios que podem ocorrer nesta energia. A análise bioenergética permite verificar os problemas apresentados pelos seres humanos e o trabalho por meio de respiração e posturas, possibilitando o tratamento dos bloqueios e problemas pessoais, emocionais e físicos de cada paciente, atuando, assim, no tratamento de várias patologias. A terapia bioenergética tem como base autoconhecimento, respiração adequada, posturas corporais, bem como a forma de lidar com emoções e sentimentos para liberação da energia bloqueada. Histórico da bioenergética A terapia bioenergética foi inicialmente proposta por Wilhelm Reich. O estudioso partiu da teoria freudiana que tratava da terapia corporal e das expressões do corpo conforme sentimentos e emoções - para ele, as couraças psíquicas agem como defesas e se manifestam no corpo com dores musculares crônicas e fixas (REGO, 2003). Esse estudo tem como princípio o inconsciente, que é a base da metapsicologia de Freud. Wilhelm Reich nasceu em março de 1897, na Galícia, um império austro-húngaro. Estudou Direito em Viena, depois Medicina e, em 1919 participou de um seminário em que teve seu primeiro contato com Freud. O corpo foi mapeado por Reich em sete segmentos ou tipos de couraças musculares. Ele começou a trabalhar, então, para desfazer tais couraças e bloqueios, para que a musculatura e o fluxo energético ficassem saudáveis. Essa ação foi chamada de desencouraçamento e se dá por movimentos denominados actins. Com suas pesquisas, Reich descobriu a existência de uma energia, a qual chamou de orgone e conhecemos por bionergia, e, então, passou a verificar a possibilidade de manipular tal energia em busca da cura (QUADROS, 2017). O bem-estar físico e mental, ou seja, a qualidade de vida depende do fluxo normal da energia vital no organismo, a qual precisa se movimentar da cabeça até os pés. A vida em si pode ser considerada energia vital e ela se movimenta no universo (REICH; ZORNÀNSZKY, 1997). A energia se manifesta em emoções, ideias, percepções, pensamentos e por vários níveis de energia chamadas de etérea/sutil e densa/somática, usadas nas terapias para equilíbrio energético. Qualquer desequilíbrio físico ou mental bloqueia a energia e tanto a falta ou o excesso dela traz prejuízos aos sistemas funcionais, gerando o primeiro estágio de doenças funcionais ou orgânicas, ou seja, as primeiras alterações corporais, demonstrando os primeiros sinais da patologia (SIVIERO; LORENZETTO, 2004). Nesta terapia pode ser realizada também uma análise bioenergética – por meio de uma análise do ser humano e com auxílio para que sua energia volte a fluir e entre em equilíbrio –, a qual tenta levar o ser humano a recuperar sua natureza primária, ou seja, quando o organismo pode ser livre e a pessoa pode levar uma vida com alegria e saúde. Esta análise bioenergética surge aproximadamente em 1953, por meio dos estudos de dois alunos de Reich, Alexander Lowen e John Pierrakos. Lowen se tratou com Reich e por problemas enfrentados pela sua ligação com Reich e decidiu seguir seu caminho, iniciando estudos do aspecto analítico da psicoterapia reichiana; junto com Pierrakos começaram a discutir casos clínicos, criando seminários. Começaram a desenvolver a percepção de campos energéticos, fundando em 1956 o Instituto de Análise Bioenergética em Nova York (RUSSO, 1996). Lowen trabalhou principalmente na estrutura defensiva do caráter e nas relações entre as pessoas, além da compreensão da constituição do eu, tanto no sentido psicossomático como também em como isto é um fator que deixa o ser vulnerável e pode auxiliar e influenciar o desenvolvimento dos sintomas orgânicos (FONAGY; TARGET, 1997). Ação da bioenergética no organismo e análise pela bioenergética Reich iniciou seus estudos por meio das pesquisas de Freud. Posteriormente, ele desenvolveu melhor sua técnica criando uma terapia chamada de Análise do Caráter, em que conseguiu fazer a divisão dos segmentos da couraça e a partir daí criou uma nova forma de terapia, a Vegetoterapia, a qual pretendia equilíbrio biofísico, fazendo trabalhos corporais para desfazer couraças (QUADROS, 2017). Reich no fim da sua vida não fazia mais terapias individuais, trabalhava muito com prevenção em especial de neuroses, pensando bastante em profilaxia. Sua filha, Eva Reich, dá continuidade nestes trabalhos criando a chamada terapia bioenergética suave, que tem como premissa evitar o surgimento das couraças desde o nascimento, trabalhando na visualização de como estes bloqueios se instalam e na tentativa de prevenir que surjam (REICH; ZORNANSZKY, 1997). A energia tem vários significados: em uma visão ocidental, de forma genérica, vem da ideia de energia cósmica, em que todos os seres vivos estão submetidos a ela e ela influencia o ciclo da vida chamado de “pulsação universal”, a qual se manifesta de várias formas no organismo. Em relação à cura, a energia se divide em alguns níveis de cuidados, como busca pelo equilíbrio físico, a alimentação adequada e o equilíbrio espiritual, os quais podem ser alcançados por práticas meditativas e sempre tentando readquirir o equilíbrio. Na visãooriental é chamada de Qi e está no universo, no homem, na terra (SIVIERO; LORENZETTO, 2004). Cada paciente manifesta sua energia de uma forma por meio de sinais e sintomas no corpo, especialmente quando esta energia está de alguma forma bloqueada. por exemplo, uma digestão lenta, uma algia na cabeça, entre outros sinais. Cada indivíduo tem marcas pessoais e um modo particular para que a energia flua. A terapia, então, deve ser personalizada e feita de acordo com a história do paciente. A terapia bioenergética se desenvolveu por meio da psicanálise, que era liderada por Freud, trabalhando o funcionamento da mente. Reich, porém, foi além da descrição da mente, trazendo alguns aspectos sobre o funcionamento somático no campo terapêutico, considerando a ideia de funcionamento unificado da pessoa, ou seja, mente e corpo como unidade única. Abrangendo os domínios de experiência e comportamento, sua descrição da pessoa desenvolveu o self corporal, expandindo a descrição mente-corpo e a mobilidade dos dois, para enxergar a pessoa, sua mente e seu corpo (HELFAER, 2015). A análise bioenergética se baseia em prática clínica para compreensão da personalidade, tanto no sentido orgânico como energético, partindo para uma análise psicodinâmica, possibilitando pelos aspectos corporais, atitudes de comportamento e a linguagem do corpo a condução clínica, especialmente nos casos de sofrimento (LOWEN, 2015). A análise bioenergética trabalha com o entendimento da história de cada ser humano, analisando sua postura e o comportamento do organismo. Pela união do corpo com a mente procura trabalhar para que pessoa consiga organizar seus pensamentos, emoções, sentimentos, que são ligados a seu histórico de vida e expressos na forma de queixas, traumas, bloqueios, tensões na musculatura, trabalhando para que seus movimentos sejam mais conscientes e espontâneos (BRASIL, 2018). Terapia por meio da análise bioenergética Wilhelm Reich desenvolve a terapia bioenergética após seu rompimento com Freud, quando cria sua própria escola, para entender os seres vivos como unidades energéticas. Sua teoria postula sobre o psiquismo, em que mente e corpo são elementos paralelos, não se separam e um influencia o outro, e toda sua teoria parte da premissa do desbloqueio das couraças presentes no organismo. Reich acabou por perceber que os pacientes tinham bloqueios e dificuldades de cura porque criavam certas resistências, as quais vinham do caráter, e levavam a mudanças no comportamento, no modo de falar, nas posturas corporais e emoções (QUADROS, 2017). Na visão oriental, a energia é uma combinação de formas opostas e complementares, Yin e Yang, uma negativa e outra positiva, e ambas são necessárias ao universo e sua sobrevivência. A energia se movimenta atuando sobre o organismo e está presente também no homem; na visão oriental, ela é chamada de Qi, e na visão ocidental, ela é denominada de energia cósmica. Para os orientais, a energia é chamada de sopro de vida, sendo considerada fundamental à manutenção da vida e seu movimento contínuo rege as atividades fisiológicas, existindo o Qi ancestral, energia recebida de nossos pais, e o Qi adquirido que recebemos dos alimentos que ingerimos e do ar que respiramos (SIVIERO; LORENZETTO, 2004). Todo ser humano tem ao ser redor um campo de energia específico, o que o diferencia dos demais, em um sistema no qual cada um tem um campo energético próprio. Este campo tem movimento próprio e se inter-relaciona com os demais campos de energia, surgindo sinais e marcas que aparecem pelo contato entre diferentes energias. As marcas no corpo vêm de acúmulo de energia, se manifestando em tensões musculares, alterações na fisiologia, mudanças em pensamentos e atitudes, sendo influenciadas pela maneira como cada um se relaciona com a natureza e com outros sujeitos que também têm seus campos energéticos. Reich denominou a relação do sujeito com os demais campos energéticos de caráter, sendo este influenciado pelo campo energético; já o campo energético é gerado pelas emoções e sentimentos de cada pessoa (PAULA, 2010). A análise bioenergética faz com que por meio da respiração seja desenvolvida a consciência, o que melhora o fluxo energético de forma livre e profunda, restabelecendo a saúde, por isto postula a importância da respiração em algumas etapas: inspiração, pausa, expiração e pausa, para que haja batimento cardíaco adequado e uma boa circulação sanguínea (ALVES; CORREIA, 2015). No núcleo da análise bioenergética está o grounding, ou seja, o enraizamento (conceito-chave da bioenergética), feito por meio dos pés no chão, contato com a realidade e tão importante quanto a respiração é a postura corporal. No conceito grounding a pessoa fica em contato com a terra por meio de seus pés e pernas, além da conexão com as realidades de sua vida e de sua existência. Na análise energética, o paciente está em contato consigo mesmo, com o mundo ao seu redor, e estar bem “plantado no chão”, além de sua conexão com os sentimentos, corpo, vida, são fatores que permitem com que a pessoa seja saudável. A pessoa precisa estar consciente de energia vital, prazer na vida, autoconfiança e segurança (grounding) (LOWEN, 2015). Unidade 2 / Aula 3 Bases da Bioenergética A respiração indicada para auxiliar no fluxo energético adequado e na forma como cada um reage aos sentimentos, como as energias são bloqueadas conforme não conseguimos lidar com nossas emoções. Além disso, você vai conhecer sobre a forma e importância do toque terapêutico usado na terapia bioenergética para auxílio de fluxo energético e equilíbrio do paciente, sendo este toque usado para desfazer os bloqueios e tensões, conhecidos na técnica de bioenergética como couraças musculares, que podem ser trabalhadas por meio do autoconhecimento, mas também pelo uso do toque terapêutico e da respiração adequada. Respiração, energia e mundo e toque bioenergético Todos os dias, nós passamos por diversas experiências que nos fazem reagir de várias formas (imagem abaixo) sejam elas com alegria, tristeza ou raiva, sendo que estas reações, ou seja, nossas emoções atuam sobre nosso corpo, inclusive afetando a velocidade (ritmo) e profundidade da respiração. Geralmente, quando estamos mais tranquilos, a respiração é mais lenta e suave; já em momentos de grande emoção, a respiração fica mais forte e com maior intensidade (LOWEN, 2007). Lowen (2007) afirma que uma respiração adequada de forma profunda permite sentir e libertar os sentimentos que estão reprimidos. Quando as emoções são liberadas, as tensões que estão nos músculos também são liberadas, os músculos deixam de ficar de forma defensiva, as couraças musculares vão sendo desfeitas, a energia é liberada e as lembranças da infância que podem ser o motivo dos problemas presentes podem ser resolvidas (VOLPI; VOLPI, 2003). Respiramos de forma involuntária, não percebemos este ato, por este motivo várias práticas de meditação usam a respiração para ter seus efeitos terapêuticos. A respiração é usada para equilibrar o corpo e a mente, sendo uma forma de integração entre os dois (LOZANO, 2016). Passamos por várias emoções em nossa vida, precisamos ficar saudáveis emocionalmente, estando em contato com nosso corpo e nossa mente, nossos pensamentos, devendo expressá-los somente no momento adequado por meio de riso ou choro e até mesmo por meio de briga. A respiração reforça o ego, permite ao indivíduo sentir o mundo real e faz com que não tenha medo das sensações que o mundo pode oferecer. Fato é que estamos normalmente acostumados com uma respiração inadequada, precisando esta ser trabalhada de forma gradual para que se alcancem níveis elevados de vitalidade, devendo ser trabalhadas a inspiração e a expiração para melhorar em especial os bloqueios emocionais (BOADELLA, 1992). Devemos saber de nossa realidade interna e externa e uma prática para isto é estarmos conectados com chão, relacionando o chão com a realidade, chamada de postura de grounding. O contato das pernas com o chão é muito importante, como tambéma flexão do corpo para frente para que os dedos toquem o chão, com as pernas na posição adequada em que os músculos e tendões da parte posterior das pernas estejam no máximo de comprimento para alongar-se. Quanto mais em contato com o chão, mais o paciente consegue estar ciente de si mesmo, mais consegue suportar cargas e melhor lida com seus sentimentos (PIAUHY, 2014). Na bioenergética, o toque direto em um músculo que está bloqueado, ou seja, onde se formou a couraça muscular (defesa em relação a sentimentos ruins), proporciona ao paciente relaxamento; este toque é feito pelos polegares, para que por meio do estímulo a tensão seja desfeita. O ponto sensível é chamado de ponto nevrálgico e o relaxamento trará resposta terapêutica somente se forem tratados os sentimentos, as emoções e todos os pensamentos que são reprimidos, o que traz diretamente contenções musculares (ALVARENGA, 2019). Importância da energia, respiração e toque na terapia bioenergética A respiração é ligada à maneira como estamos nos sentindo emocionalmente, quando mais o corpo está estimulado, mais rápido será o ritmo respiratório, podendo ser dito que a respiração pode ser descrita como um reflexo de nossa saúde, especialmente a saúde emocional. Quando passamos por algum tipo de sentimento ou emoção de maior magnitude, a primeira coisa que manifestamos é uma contenção da respiração para não permitir que sejam manifestadas as sensações e emoções (NAVARRO, 1995; LOWEN, 2007). Na respiração, a expansão e contração do tórax indicam sinais de força vital do organismo. A respiração é a principal manifestação da movimentação do ser humano e quando existe saúde os movimentos da respiração se espalham por todo o corpo, sendo sentidos de forma profunda. A respiração correta e completa mobiliza as regiões da couraças musculares permitindo sua flexibilização e melhora dos bloqueios energéticos causados por problemas emocionais (LOWEN, 2007). A respiração adequada (Figura 2) faz com que as ondas da respiração sejam levadas a todo o corpo, porém, quando os músculos estão contraídos, a respiração fica dificultada e isto diminui a energia e a vivacidade do indivíduo. Esta respiração ideal deve ter inspiração com movimento do abdômen, contração do diafragma, depois o tórax se expande e, na sequência, na expiração, o tórax baixa e a onda chega até a pelve trazendo sensação de fluidez (LOWEN, 1984). A respiração está presente em técnicas que visam liberar tensões específicas no corpo, para que sejam desfeitos bloqueios que não permitem a energia de fluir, isto também permite melhora do padrão respiratório, otimizando a relação pessoal entre as pessoas e destas com o ambiente. A técnica respiratória é usada para melhorar sua própria funcionalidade, proporcionando uma respiração sadia, inclusive para aqueles que não conseguem se entregar à terapia de bioenergética (BOADELLA, 1992). A bioenergética objetiva liberar a tensão física na musculatura que está muito tensa e trabalha além de problemas psicológicos do paciente, avaliando de que maneira o problema se manifesta no corpo e em seu movimento. Na terapia bioenergética, existe o contato físico, sendo que o objetivo é que o paciente seja o principal centro das atenções, por meio do trabalho de seu lado afetivo e físico, demandando uma maior atenção por parte do terapeuta para lidar com as emoções e as tensões decorrentes delas que podem estar presentes no organismo (LOWEN, 1958). O ser humano desenvolve como primeiro sentido o tato. Um pequeno pedaço de pele com apenas três centímetros de diâmetro tem três milhões de células, glândulas sudoríparas, terminações nervosas e vasos sanguíneos, em torno de seiscentos e quarenta mil receptores sensoriais estão presentes na pele e 12% do peso corporal equivale a nossa pele (ALVARENGA, 2019). Ainda para Alvarenga (2019), podem ser usados vários tipos de toque de acordo com a situação emocional do paciente e existe um toque tanto para carregar o sistema energético como para descarregá-lo. Como exemplo um paciente apático e lento precisa de toque para aumentar a energia; há também o toque para descarregar energia de pacientes com grande carga energética, portanto, deve-se direcionar de forma adequada a energia individualmente. Respirar bem, energia equilibrada e toque bioenergético Toda vez que passamos por uma emoção mais forte, acabamos por contrair toda a musculatura corporal, para que a sensação desagradável não chegue à superfície corporal, lugar onde sentimos e percebemos este sentimento. A contração muscular é consciente, mas pode se tornar inconsciente quando se torna crônica, de tanto haver contenção dos sentimentos. A respiração saudável é profunda, traz sensação de liberdade, permite atuar sobre todo o corpo, já os quadros de ansiedade, irritação, estresse, cansaço, depressão, entre outros, traz uma respiração fora do padrão normal evocando tais sintomas relacionados às patologias (LOWEN, 2007). Quando não conseguimos respirar, não é possível ter saúde emocional, a terapia bioenergética começa com a respiração, para que sejam propagadas as ondas respiratórias, sem nenhum bloqueio, agindo sobre o sistema muscular e permitindo a expressão dos sentimentos de forma natural (LOWEN, 1984). O toque é muito importante para que haja desenvolvimento do ser humano e possibilita que sejam transmitidos sentimentos. Por exemplo: as mãos quentes geralmente surgem em momentos bons, e as mãos ficam frias em momentos de medo; as mãos podem suar em momentos de ansiedade, portanto, toda emoção se manifesta no funcionamento do corpo, ou seja, em sua fisiologia normal. Com esta ideia, quando o corpo é estimulado pelo toque existe ação sobre as emoções, podendo haver redução do estresse e ansiedade nos clientes com sessões em que haja toque por meio das mãos do terapeuta (Figura 3) (ALVARENGA, 2019). Por exemplo: um paciente com bloqueio na voz pode fazer um autotratamento por meio de um movimento de colocar o polegar da mão direita abaixo do ângulo do queixo, aproximadamente 2,5 centímetros, dedo médio no outro lado do pescoço, além disso os músculos esternocleidomastóideos e escaleno são trabalhados com pressão firme, quando o paciente fala algo alto. Isto deve ser feito várias vezes no meio e base do pescoço, fazendo com que a voz fique mais forte é desfeito o bloqueio da garganta (LOWEN, 1982). O toque age de forma mecânica sobre um músculo tenso, existe uma movimentação de energia que promove o relaxamento, trazendo uma sensação de conforto, especialmente uma pressão maior em local mais tenso, como o local onde está a couraça, dispersando a energia que fica acumulada e aliviando as tensões musculares (ALVARENGA, 2019). O toque pode ser instrumental, que consiste no desempenho de tarefas, como administrar uma medicação ou fazer um curativo. Já no toque afetivo há o contato espontâneo, transmitindo sentimentos. O toque terapêutico trabalha com energia universal, isto é, com a energia vital que fica mais concentrada ao redor de seres vivos, dirigindo a energia do paciente e promovendo sua vitalidade. O toque harmoniza o campo universal de forma consciente, alivia a congestão e equilibra os locais em que a energia está desiquilibrada, podendo ser feito por meio de imposição as mãos (SILVA; JUNIOR, 1996). O toque terapêutico por meio da bioenergética permite um estímulo ao hipotálamo, permite que sejam liberadas endorfinas e encefalinas, reduzindo dor, dando sensação de prazer. Este efeito ocorre porque o estímulo tátil chega mais rápido ao cérebro que os estímulos dolorosos, o estímulo tátil, portanto, inibe o doloroso (RAMADA et al., 2013). Dentro da terapia bioenergética existe a técnica chamada bioenergética suave criada por Eva Reich, que tem como princípio o estímulo mínimo e muito sutil, tanto que é comparada com a suavidade da borboleta, por isso a massagem é chamada de toque de borboleta. Essa técnica também tem como objetivo a liberação das couraças que impedem o fluxo normal de energia vital, trabalhando todos os segmentos já citados (REICH,1998). Unidade 2 / Aula 4 Indicações e contraindicações da terapia bioenergética Os efeitos da terapia bioenergética no organismo, bem como os benefícios que ela proporciona como a flexibilidade e o relaxamento corporal, atuando também na mente, auxiliando nos bloqueios energéticos conhecidos como couraças, possibilitando o alívio de dores e dos problemas emocionais. Ainda vamos falar sobre os efeitos advindos devido à aplicação desta técnica, casos em que ela deve ser evitada e efeitos indesejáveis que podem ocorrer. Vamos conhecer um pouco mais sobre os benefícios e os cuidados que devem ser tomados durante a aplicação da terapia. Flexibilidade corporal, relaxamento e efeitos adversos da terapia bioenergética Pode-se definir o termo flexibilidade como algo relacionado a bem-estar, aptidão física, podendo ser trabalhada com exercícios de alongamento, sendo ligada à elasticidade muscular, levando o músculo a atingir seu comprimento funcional. A flexibilidade é trabalhada inclusive para melhorar o desempenho dos atletas nas competições, estando, portanto, relacionada à saúde, permitindo que existam movimentos com qualidade e quantidade adequada, melhorando a postura corporal e permitindo a realização das atividades de vida diária com qualidade (BADARO; SILVA; BECHE, 2007). A energia precisa se movimentar de forma adequada para que o corpo fique saudável. A partir do momento que exista uma consciência que pode ser adquirida por meio do alongamento e da contração corporal, bem como por meio de estímulos externos, o corpo passa a ter flexibilidade, gerando, assim, equilíbrio na energia vital (ALMEIDA, 2004). Dentro da terapia bioenergética pode ser usado o rolo de bioenergética, o qual é utilizado no tratamento psicoterapêutico corporal, trabalho que varia do banco de energia de Lowen. Este trabalho faz com que seja possível um relaxamento e alongamento dos músculos tensos especialmente das costas, além de trazer relaxamento e melhora da respiração que se torna mais profunda (MOREIRA, 2020). Ainda a bioenergética permite ser trabalhada em grupos, chamados de grupos de movimento, de forma interativa. Em geral, eles são feitos em hospitais, unidade de saúde, CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), possibilitando o trabalho com diversos tipos de pacientes como gestantes, pacientes psiquiátricos, idosos, entre outros, envolvendo vários profissionais de distintas áreas, trazendo como benefício redução de estresse, aumento dos autocuidados, alívio de dores, aumento da vitalidade e segurança, melhor conhecimento do próprio corpo, melhor capacidade de expressar as emoções e sentimentos, melhora da qualidade de sono, autoestima e das relações sociais (BRASIL, 2018). A bioenergética trabalha também por meio de manipulações que ocorrem utilizando-se de exercícios especiais – massagem, pressões, toques para relaxar a musculatura tensa, sendo que o próprio paciente é estimulado a liberar suas tensões. A terapia não apresenta contraindicações específicas, mas sim autonomia ao paciente ao realizar os exercícios, sempre respeitando os limites de seu corpo e indo de acordo com a sua condição física. Os exercícios não devem ser mecânicos, devem ser executados de forma lenta permitindo ao paciente conhecer seu próprio corpo. Deve-se ter cuidado na aplicação da técnica visto que movimenta não apenas o consciente, mas também o inconsciente, e isto pode fazer com que o paciente desperte alguns sentimentos como tristeza, raiva, ansiedade. Portanto, os exercícios não devem ser apenas verbalizados ao paciente, pois ele poderia não compreender como executá-lo como também não o sentiria, podendo isto desencadear alguns efeitos indesejáveis (LOWEN, 1977). Os exercícios de bioenergética não devem ser usados em caso de problemas emocionais profundos como depressão, psicoses, neuroses. Isso porque os exercícios não conseguirão resolver estes problemas e, por iss, é necessário a ajuda de um profissional competente. Em geral, ao iniciar os exercícios, a percepção da necessidade de buscar ajuda em outras terapias para solucionar os seus problemas acaba sendo despertada no paciente (LOWEN; LOWEN, 2014). Flexibilidade e relaxamento para corpo e mente e efeitos indesejáveis da aplicação da terapia bioenergética Quando estamos realizando as atividades de vida diária, precisamos ter uma flexibilidade ideal; já algumas atividades específicas, como balé ou caratê, exigem que ela seja maior. A flexibilidade depende de um alongamento ideal da musculatura, isto faz com que os movimentos ocorram dentro de uma amplitude ideal e de acordo com as necessidades de cada mobilidade, diminuindo o risco de lesões e permitindo movimentos sem nenhuma restrição (BADARO; SILVA; BECHE, 2007). Ao longo da vida passamos por várias experiências afetivas que geram as couraças, fazendo com que o indivíduo fique muito angustiado, precisando ter ações e reações para lidar com essas emoções. Porém estas couraças acabam trazendo dificuldade na realização de suas atividades laborais e da vida diária e há a necessidade de aprender a ser flexível para suportar as pressões impostas no ambiente laboral (SALVADEO, 2015). A terapia bioenergética permite uma liberação emocional e relaxamento muscular, permitindo uma liberação física e tensional, devido à liberação dos bloqueios energéticos. O paciente é levado para dentro de seu próprio corpo, religando-o com seu ser, os elos entre corpo, mente, emoção e energia são refeitos, a energia flui livremente e com ritmo adequado no ser, ou seja, a energia flui pelo organismo sem bloqueios, proporcionando, portanto, o desbloqueio energético (HENRIQUES; EISENREICH, 2010). O trabalho com bioenergética como técnica de respiração, postura de grounding, postura de arco invertido e trabalho nas couraças corporais permitem que o paciente se conheça, melhorando seu comportamento, sua autoestima, melhorando a flexibilidade das tensões corporais, trazendo uma respiração mais adequada e mais profunda. Essa terapia pode, inclusive, ser trabalhada com pacientes psiquiátricos (BRASIL, 2018). Toda vez que é realizado um trabalho corporal, são desfeitas as tensões e barreiras presentes na musculatura. Nesse trabalho, os pacientes devem expressar seus sentimentos e isso pode ocorrer por meio de exercícios e técnicas, com o objetivo de relaxar as couraças presentes no organismo. Com o passar do tempo, o paciente estimula a sua musculatura e permite uma descarga e um relaxamento das defesas fazendo a energia fluir, trazendo benefícios terapêuticos e relaxamento da musculatura tensionada (KLOPSTECH, 2005). Não existem contraindicações para a realização da técnica, porém os exercícios devem ser feitos de forma cuidadosa, sempre sob a supervisão de um especialista que tenha conhecimento técnico e experiência, para que os exercícios sejam feitos da forma adequada, além de que as orientações sejam adequadas à realização destes em casa ou em outros locais de forma segura (BRASIL, 2018). Os exercícios de bioenergética ajudam o paciente a ter domínio de si próprio. Proporcionam aumento da energia de seu corpo, pois, tendo as pernas firmes, a respiração se torna mais profunda e a percepção de si mesmo fica mais aguda, ampliando a auto expressividade. Há a melhora de sua figura com relação aos sentimentos e da confiança em si mesmo. São exercícios importantes, mas que dependem de como são realizados, se o paciente os fizer de forma mecânica, ele não alcançará seus benefícios terapêuticos, se os fizer de forma compulsiva, ele diminuirá seu valor, se realizar de forma competitiva, o paciente não aproveitará nada. Ao contrário, se feito com interesse pelo próprio corpo e com cuidado, os benefícios da terapia bioenergética são inúmeros (LOWEN; LOWEN, 2014). Ser flexível, estar relaxado, efeitos desejados no trabalho da técnica de bioenergética Para que nosso corpo consiga trabalhar de forma efetiva, são necessários alguns fatores como força, velocidade e flexibilidade e isto faz com que o movimento ocorra em cada articulação dentro de seu arcode movimento fisiológico. A flexibilidade é diferente para cada um, sendo que ela só é possível devido à mobilidade e elasticidade nos tecidos moles, presentes em cada articulação, músculo, pele, tecido conectivo e demais estruturas, isto tudo é primordial para que sejam feitas as atividades ocupacionais e mesmo as de lazer sem que haja dor (BADARO; SILVA; BECHE, 2007). As couraças criadas como defesas às emoções negativas que passamos diariamente promovem estagnação de energia, necessitando de intervenções adequadas por meio da bioenergética, como forma de mobilizar a energia. Destacamos que problemas específicos podem tornar estes bloqueios recorrentes, necessitando de novas soluções, novas possibilidades, ou seja, uma maior flexibilidade na resolução das couraças (PEREIRA; LIMA, 2013). A prática de exercícios corporais com base na análise bioenergética traz ao paciente consciência, percepção e o leva a conhecer melhor seu corpo, regular sua respiração, de acordo com a forma que tem que lidar com seus sentimentos. Permite, ainda, que ele reconheça suas tensões musculares e seus bloqueios energéticos, integrando corpo e mente fazendo com que a energia flua e promova relaxamento corporal (MORI, 2015). A postura de grounding trabalhada na bioenergética melhora a respiração e melhora fluxo energético, mobilizando os músculos e melhorando alinhamento corporal. As vibrações da bioenergética agem nos pontos de tensão, relaxando-os, trazendo sensação de leveza, promovendo uma descarga energética, trazendo o corpo de novo à homeostasia, relaxando as couraças musculares, melhorando respiração e trazendo as emoções de forma mais adequada (VOLPI; VOLPI, 2003). A terapia bioenergética pode ser trabalhada em grupos específicos como gestantes, com o objetivo de melhorar a qualidade do sono, proporcionar maior segurança, reduzir edemas, diminuir dores, gerar maior contato com a criança. Para os idosos, a técnica traz segurança, melhorando a expressão de sentimentos, capacidade de reconhecer, aceitar e resolver dificuldades. Ainda pode ser trabalhada em transtornos psicossomáticos melhorando sintomas de depressão, ansiedade, insegurança, raiva, bem como está indicada para tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, por meio de uma respiração adequada e exercícios que aumentam a carga energética e o equilíbrio do paciente (BRASIL, 2018). Não existem, segundo os autores, contraindicações ao uso da terapia bioenergética, porém é necessário que os exercícios sejam sentidos, ou seja, é preciso sentir o movimento e a vibração proporcionados por eles, motivo pelo qual devam ser feitos de forma lenta, respirando adequadamente. Para alguns pacientes, estes exercícios podem não parecer prazerosos, podendo alguns relatar dor, mas esta sensação desagradável vem como reflexo do grau de tensão apresentado pelo corpo. Porém, com o passar do tempo a prática destes exercícios se torna agradável e traz sensação de bem-estar. A terapia bioenergética pode evocar nos pacientes choro, soluço e sensação de opressão devido às novas sensações que o corpo desperta com os exercícios e por esse motivo, o terapeuta deve sempre conversar com o paciente e explicar o que está ocorrendo, explicando qual o objetivo do exercício (LOWEN; LOWEN, 1985). Unidade 2 / Aula 5 Revisão da unidade Conhecimento da terapia bioenergética A terapia bioenergética é uma forma de atendimento terapêutico praticado há bastante tempo, desde estudos iniciais de Freud e depois desenvolvida por um de seus discípulos, o psicanalista Wilhelm Reich. Este passou a estudar a ação desta terapia sobre o corpo, verificando que ela é capaz de promover mudanças na respiração, atuando sobre as emoções e sentimentos e a maneira como lidamos com eles, sendo posteriormente também trabalhada como uma forma de avaliação denominada análise bioenergética. Esta terapia trabalha com diversas formas de intervenção como posturas e movimentos específicos, respiração calma e profunda, massagem, entre outras intervenções, com intenção de proporcionar equilíbrio físico e mental ao paciente. Toda vez que passamos por uma emoção traumática ou triste, essa situação faz com que a energia vital que corre em nosso organismo de forma livre seja bloqueada e desenvolve o que a terapia bioenergética chama de couraças ou bloqueios, os quais geram sintomas a nível físico ou mental, como algias musculares e tensões. Por meio da análise bioenergética, é possível levar o paciente a se autoconhecer, ou seja, voltar ao que chamamos de natureza primária. Quando nascemos, não temos nenhuma couraça, ou seja, bloqueio formado, o qual somente se desenvolve quando passamos por um primeiro evento, emoção triste ou desagradável. Pela visão da bioenergética é possível avaliar a personalidade de cada um tanto no sentido físico como energético e isto mostra de que forma os comportamentos expressos pelo indivíduo estão se manifestando a nível corporal. Essa associação é possível porque o corpo expressa o que a mente também está sentindo e vice-versa, uma vez que corpo e mente são indissociáveis. A postura de cada indivíduo reflete aquilo que ele já vivenciou, ou seja, sua história, e trabalhando corpo e mente é possível organizar os pensamentos, sentimentos e emoções, por meio do entendimento do histórico do que cada um passou na vida. Dessa forma, é possível entender queixas e bloqueios, identificar músculos que se apresentam tensos, para que o próprio indivíduo consiga se movimentar de forma consciente e auxiliar na terapia. Durante a terapia bioenergética é muito importante uma respiração adequada, pois isto auxilia para que todas as emoções que estão reprimidas sejam liberadas. Consequentemente, isto libera as tensões musculares e mentais e há a saída de uma posição de defesa para uma posição leve e relaxada, ocorrendo, então, a liberação da energia bloqueada e os problemas que estão se manifestando são resolvidos. O relaxamento muscular pode ser trabalhado também por meio do toque realizado pelo terapeuta. Dentro da terapia bioenergética, o toque com os polegares, por exemplo, sobre o músculo que apresenta trigger points (pontos de tensão), que foram formados por sentimentos ruins faz com que o paciente relaxe e a tensão seja desfeita, aliviando dores e desconfortos musculares e promovendo um relaxamento global. A energia equilibrada traz relaxamento e flexibilidade corporal e mental, sendo que a busca deste equilíbrio pode ser trabalhada em grupo ou de forma individual, em clínicas, hospitais, centros de atenção psicossocial, entre outros. A terapia não apresenta contraindicações absolutas, porém deve-se respeitar a condição física de cada paciente, e quando o paciente está trabalhando por meio de movimentos, eles não devem ser feitos de forma mecânica, mas, sim, percebendo cada um deles, realizando-os de forma lenta, para se beneficiar das respostas terapêuticas que vêm desta terapia. Resumo Visual Energia que flui constantemente em nosso corpo e que quando bloqueada traz consequências que se manifestam a nível físico ou mental. Em bioenergética, o bloqueio se transforma em couraças que irão trazer dentre outros sintomas as dores físicas e os problemas mentais. A terapia bioenergética pode ser realizada por meio do toque do terapeuta, quando aplicado, por exemplo, em uma musculatura com pontos de tensão chamado de trigger points, auxiliando no relaxamento, na diminuição de dores e no alívio físico e mental. A terapia bioenergética trabalha tanto o aspecto físico como também o mental e isto permite que o paciente tenha autoconhecimento, melhore a respiração e consequentemente melhore a flexibilidade física e mental. A terapia bioenergética desfaz as couraças que criamos como defesa a qualquer sentimento ruim pelo qual passamos, estas couraças bloqueiam a energia que flui em nosso corpo trazendo como consequências sintomas físicos e mentais. Saber lidar com as emoções é importante como forma de prevenção a problemas mais sérios. O respirar é muito importante no sentido fisiológico,mas não só. Na terapia bioenergética, ele facilita o relaxamento e a percepção do paciente do seu eu, o que ajuda a equilibrar a energia e a lidar com emoções e sentimentos desagradáveis. UNIDADE 3 - Metafísica Quântica Unidade 3 / Aula 1 Noções de física quântica Física quântica e as interações dos campos energéticos com o organismo. Também vai estudar sobre a saúde e a cura por meio das frequências quânticas, o prana, o Chi e a medicina energética. A física quântica, que também é conhecida por teoria quântica ou mecânica quântica, é uma área da física que descreve o comportamento e a interação da matéria e da energia à escala das partículas subatômicas, fótons e certos materiais. O ambiente quântico é onde a "ação" ou o momento angular da partícula acontece, a poucas ordens de magnitude de uma constante incrivelmente pequena chamada de constante de Planck. O mundo quântico é o um mundo de possibilidades, por isso, espero que você dedique seu tempo para estudar sobre esse assunto e aplicar os conceitos em seu dia a dia como terapeuta. A origem da física quântica A física quântica é a física do invisível, do mundo pequeno. Sabe-se que tudo o existe é feito de energia, como nosso corpo, nossa casa, nosso carro, o universo e tudo que está ao nosso redor. Essa energia de que todo o universo é composto, foi inicialmente definida pelo matemático e físico Max Karl Ernst Ludwig Planck como o conceito de um quantum de energia, no ano de 1901. Entretanto, a ideia só ganhou espaço ao ser defendida por Albert Einstein, após ele ter usado o conceito com sucesso em sua explicação sobre o efeito fotoelétrico. Conceitualmente, o quantum significa a menor parte de uma coisa, a parte indivisível de algo, é a parte elementar de alguma coisa. Por exemplo: o quantum do deserto é a areia, pois, a areia é a menor parte de um deserto; a menor parte do oceano é a gota d’água, pois, o oceano é feito de água; o quantum do organismo vivo é a célula, pois, todo ser vivo é feito de células. O quantum na física quântica é a menor energia do universo e é chamada de constante de Planck. O quantum do tempo é o menor tempo do universo corresponde a 10-42 de 1 segundo. Também existe o quantum do espaço, que é o menor espaço do universo, sua medida é 10-33 de 1 centímetro. Portanto, são coisas extremamente pequenas sobre as quais nós não temos real noção de sua existência. Uma outra forma de explicar o quantum na física quântica é que eles são portais para uma realidade transcendente, como portões para uma realidade metafisica, uma realidade sem tempo, sem espaço; uma realidade em que as coisas aparecem e desaparecem do nada. Sendo assim, as coisas não existem, elas tendem a existir, tendem a interagir. Não existe uma definição para existência. O quantum coloca o conhecimento científico no plano da metafisica e isso é histórico, pois, nunca havia acontecido de a metafisica ser incorporada na canônica da física clássica. Portanto, o quantum inaugura a entrada da física no domínio da transcendência e no domínio da metafisica. A realidade do quantum não é algo abstrato, sem nenhuma densidade fenomênica, que não trava um diálogo com o nosso cotidiano, na verdade esses quantum têm a ver com as pessoas na sua vida prática. Outra teoria importante para a física quântica é a teoria dos campos magnéticos desenvolvida pelo cientista James Clerk. Ele identificou que os padrões e as interações magnéticas acontecem por meio da indução magnética. As cargas elétricas positivo e negativo criam em torno de si um campo eletromagnético. Esse magnetismo está presente não só no núcleo terrestre, mas afeta todos os organismos vivos. Por isso é importante destacar que a interação dos campos magnéticos com o organismo pode trazer benefícios para saúde. Já na medicina oriental tradicional, esse conceito é abordado como energia metafísica ou energia universal de prana, já a medicina chinesa batiza esse conceito de Chi ou Qi, que é a energia que vem por meio dos quatros elementos – terra, água, ar e fogo – e sustenta todos os seres vivos na terra. Você pode ser o que quiser ser e construir a realidade que deseja, tudo a partir dos seus pensamentos. Você pode, ainda, melhorar sua saúde com a terapia quântica dos campos magnéticos. Saúde e qualidade de vida por meio da física quântica Para o conceito da realidade da física quântica, as partículas são invisíveis e não são perceptíveis, nem aos cinco sentidos do homem e nem aos instrumentos da física tradicional. Entretanto, de alguma forma, os físicos estudiosos perceberam que existe uma partícula que tem a incrível capacidade de se materializar no mundo físico. Para que isso aconteça, elas precisam entrar em contato com uma consciência, assim sendo, apenas quando uma dada partícula está em observação ela poderá ser transferida da invisível realidade quântica para a visível realidade física. Essa capacidade de materialização é o famoso colapso da função de ondas. De acordo com os princípios da física quântica, as leis que governam o mundo quântico são as mesmas leis que regem o nosso mundo material. Basicamente isso significa que a mesma capacidade que a nossa mente tem de materializar uma partícula, ela tem de materializar projetos pessoais e profissionais, materializar a cura e a saúde física, desejos, etc. Já segundo a teoria do colapso da função de onda, a nossa mente tem a capacidade de criar realidades. Acredito que você já deve ter ouvido isso de místicos e religiões, mas nada que tivesse sido comprovado cientificamente. As pessoas não têm noção do que sua mente é capaz e se soubessem ficariam perplexas, com a realidade que pode ser criada, ao produzir circunstâncias positivas ou negativas, encontros, realizando sonhos, tudo isso dependendo apenas do comportamento de sua mente. O que te impede de fazer o mesmo? O que está barrando a sua mente para a criação de objetivos específicos? Para a realização de seus sonhos? Em seus estudos, os físicos observaram que quando duas partículas quânticas estão interligadas, elas têm a capacidade de interagir de forma instantânea uma com a outra, de uma forma ainda considerada misteriosa, porém, fantástica. E o mais fantástico em tudo isso é que mesmo separadas por uma grande distância, esse processo quântico também ocorre na realidade humana. Isso significa que se você se manter fortemente focado em seus sonhos, projetos ou desejos, eles irão se concretizar de forma mais eficaz em sua realidade. Vale ressaltar, entretanto, que é preciso vibrar na frequência certa, com aquilo que você deseja concretizar na sua vida, e existem muitas formas de fazer isso. Por meio de cálculos e estudos, os físicos puderam descobrir que a causa do universo é um tipo de consciência, que eles chamaram de Princípio Antrópico Forte, isto é, o universo foi criado por essa espécie de consciência universal. Depois de toda essa explicação que não é uma teoria qualquer, você ainda acredita que não é capaz de manifestar a sua cura? É comprovado cientificamente que a mente é como uma bateria elétrica, a maior de todos os elementos já conhecidos. O pensamento é como um processador de memória ram de computador, e quando você se concentra o seu pensamento, ela funciona rápido. Todo esse conceito de física quântica e campos magnéticos podem ser visualizados por meio das técnicas de terapêuticas de curas quando há um alinhamento energético, que podem ser conseguidos com produtos magnéticos e pastilhas magnéticas, entre outros. Para a filosofia do Prana, a meditação é a principal ferramenta para esse alinhamento, pois acredita-se que a respiração, sendo a única função automática do organismo, pode modificar os campos magnéticos, trazendo saúde e qualidade de vida. A física quântica como ferramenta terapêutica Desde o princípio dos tempos, desde a formação do universo, que já dura cerca de 15 bilhões de anos, desde a criação do planeta Terra, desde o átomo até as grandes galáxias, o universo tende a produzir a vida e a consciência. O surgimento da consciênciana realidade física é a grande meta da evolução do universo, portanto, a natureza no universo é inteligente e autoconsciente, e tem a substância de uma intencionalidade, que os filósofos chamam de teleologia. A estrutura essencial do universo é uma consciência, tanto quanto a nossa estrutura essencial. Quando os físicos estudam a estrutura da realidade, quando a física quântica e o conhecimento penetraram na intimidade da matéria, descobriu uma estranha realidade sem tempo e sem espaço, em que as coisas surgem do nada, onde as coisas desaparecem do nada. Algumas culturas e filosofias ao redor do mundo já utilizam esses conceitos quânticos há muitos anos, como é o caso da Filosofia Vedanta que chama essa energia universal de prana, e da medicina chinesa que batiza esse conceito de Chi ou Qi, ou seja, uma explicação para essa energia invisível que permeia tudo o que existe no universo. Além disso, descobriu-se um substrato inteligente, ou seja, uma grande consciência causal se movendo entre as partículas. A física quântica descobriu algo que foi chamado de princípio antrópico forte, mas que as pessoas costumam chamar de Deus, Mente Divina, Universo Autoconsciente, etc. A maioria das pessoas não assume responsabilidade pessoal por seus resultados atuais. Elas honestamente acreditam que a causa de seus resultados atuais reside fora de si mesmas, devido a condições e circunstâncias sobre as quais não têm controle. A maioria das pessoas são ignorantes quanto à capacidade de atrair e manifestar para sua vida tudo o que está em vibração com elas. Geralmente deixamos que nosso mundo externo controle nosso mundo interno. Temos que reverter isso. Nossos pensamentos ditam o que atraímos ou para o que somos atraídos. Precisamos contribuir para que o mundo interno influencie positivamente o mundo externo. Não pense que essa conexão está longe de você, de sua realidade, de outro local, em uma outra dimensão, tudo isso está dentro de você, está dentro de nossas cabeças. Isso faz com que você entenda perfeitamente o efeito placebo dos remédios. Em estudos experimentais te dão água com açúcar, comprimidos de farinha, e você acredita que está tomando o remédio que vai te curar, o remédio que possui o princípio ativo, e a sua doença é curada. Há casos ainda que o paciente que tomou o placebo, após finalizar esse tratamento e submetido a exames, são encontrados em seu organismo os componentes do medicamento original, como se ele tivesse tomado o remédio com o princípio ativo, ou seja, ele materializou o princípio ativo em seu corpo. Não estou sugerindo que abandone qualquer tratamento médico, mas, sim, trazendo à tona a importância das terapias alternativas integrativas em conjunto com tratamentos tradicionais. Unidade 3 / Aula 2 Energia e as células As células têm mecanismos fisiológicos que governam o seu comportamento metabólico e são influenciadas pelo ambiente externo por meio das interações bioenergéticas que acontecem através dos campos magnéticos. Existe uma “consciência” celular que sofre influência do ambiente externo, dos nossos pensamentos, dos campos energéticos, por isso da importância desse estudo para as terapias integrativas energéticas. Células e a energia para as funções Cada célula do nosso corpo é uma pequena parte de um todo, assim como uma gota d’agua ao mesmo tempo é o oceano como um todo, mas também é uma pequena parte com consciência própria. Nossas células são divididas basicamente em membrana plasmática, citoplasma e núcleo. Elas desenvolvem atividades metabólicas, contém informações no DNA, se reproduzem e podem se dividir. Como terapeuta integrativo energético, você precisa se conscientizar que a interação que a energia do ambiente externo influencia categoricamente nas células consequentemente afeta nossa saúde e bem-estar. Se o nosso entendimento é que o ambiente interfere negativamente em nossa saúde, entendemos que ele também pode interferir de modo positivo, gerando cura para nossas doenças e saúde completa, por meio de novas terapias auxiliares à medicina tradicional. A energia para a sobrevivência da célula vem por meio de seu metabolismo, que é a transformação de energia. Os processos energéticos mais importantes das células são a respiração e a fotossíntese; os organismos vivos como um todo gastam energia para manter suas atividades, por isso uma das fontes importantes de energia é a luz solar. A luz solar se dá através da transferência de energia resultante do movimento das ondas que ampliam o campo magnético que nos envolve. Para os campos magnéticos que estudamos na aula passada atuam como fonte de energia das células. Podemos concluir que tudo que existe no universo sofre influência dos campos magnéticos, principalmente os organismos vivos que são o objeto do nosso estudo; uma célula vegetal, por exemplo, faz a sua transformação de energia recebendo a luz solar através da fotossíntese e transformando isso em alimento. Já os animais e nós, seres humanos, recebemos nossa fonte de energia através da respiração, dos alimentos vegetais e animais, entre outros. Dessa maneira, podemos perceber como tudo está conectado e está em um constante ciclo energético. Então, quando falamos de processos terapêuticos que envolvem o reequilíbrio da nossa energia vital, estamos falando do equilíbrio energético das nossas células. Se passamos muito tempo expostos à radiação dos eletroeletrônicos, se reclamamos e dizemos palavras negativas, se estamos pensando em problemas e nos sentimos culpados, há interferência na energia das nossas células. Células cancerígenas ou de tantas outras doenças podem surgir em organismos desequilibrados, organismos que estão expostos a essas frequências. Porém, o inverso também é verdadeiro, podemos buscar o equilíbrio das nossas células através da qualidade das fontes de energia que fornecemos a elas. Podemos começar mudando a qualidade dos nossos pensamentos, evitar exposição a aparelhos eletrônicos, meditar e buscar o equilíbrio e a paz interior, pois tudo o que fazemos acaba se transformando em reações químicas que se manifestam em nossas células, afetando nosso sistema imunológico, nosso sistema endocrinológico e o sistema nervoso central. Alimentos e fornecimento energético Vimos a relação das células com a energia e suas funções, como é importante essa conexão com o ambiente exterior, agora vamos aprofundar um pouco mais o nosso estudo sobre a energia gerada por meio da alimentação. Todos os organismos vivos são compostos por células, como já vimos anteriormente, e sofremos as interações magnéticas, as quais acontecem por meio da indução magnética. Sabemos também que as cargas elétricas positiva e negativa criam em torno de si um campo eletromagnético que interfere diretamente no equilíbrio energético das nossas células. Quando olhamos para nossa alimentação, podemos observar que nos alimentamos basicamente de células vegetais ou animais, que também são formadas por energia, sendo a sua menor partícula o quantum de energia, assim como tudo o que existe no universo. Levando em consideração a teoria da física quântica de que tudo está conectado, a nossa alimentação vai influenciar diretamente o equilíbrio do nosso organismo, podendo gerar doenças ou saúde. O filosofo Hipócrates, considerado o pai da medicina, deixa duas das frases mais poderosas sobre o que estamos estudando: “Você é aquilo que você come” e “Deixe que a alimentação seja o seu remédio e o remédio a sua alimentação''. Agora vamos refletir juntos o quanto é importante para nossa saúde o que nós comemos. Qual é a diferença da qualidade da alimentação dos nossos avós para a nossa nos dias atuais? Comemos mais alimentos industrializados e super processados do que alimentos saudáveis, e o que falar dos agrotóxicos que envenenam nossa comida? O consumo excessivo de produtos industrializados é um dos maiores causadores de doenças crônicas, diabetes, obesidade e hipertensão. Já os alimentos contaminados por agrotóxicos são os principais responsáveis por alergiasrespiratórias, mal de Parkinson, lesões nos rins e fígado, fibrose pulmonar e o temido câncer. Outro grande vilão que está em nossa alimentação e vem através da água de consumimos é o Trialometano (THM). O cloro que é utilizado nas estações de tratamento de água e que chega nas nossas torneiras produz esse componente químico altamente cancerígeno que consumimos através da água que bebemos e da água que usamos para cozinhar. Veja bem, para cozinhar 500g de feijão, nós utilizamos em média 1 litro de água, sem contar que as nossas células são compostas por mais de 70% de água. Se considerarmos a água como um alimento, ou um ingrediente presente na maioria dos alimentos, estamos sofrendo esse desequilíbrio energético em nossos alimentos o tempo todo. Por isso é importante escolhermos bem o que vamos comer, evitar ao máximo os produtos industrializados, dar preferência por alimentos orgânicos e utilizar aparelhos que filtram e purificam nossa água, retirando os produtos químicos e biológicos. Nossas células são o que comemos, elas recebem energia através da água, dos alimentos, do ar que respiramos e da nossa vibração positiva gerada por nossos pensamentos. Por isso é importante levar em consideração nos seus atendimentos como terapeuta a relação dos desequilíbrios energéticos com a alimentação. Desequilíbrio energético e efeito sobre o metabolismo O metabolismo celular é o conjunto de reações químicas que as substâncias sofrem dentro de cada célula. Assim sendo, essas reações químicas são responsáveis pelos processos de síntese dos nutrientes dentro das células. Esse processo metabólico acontece por meio das enzimas que fazem a síntese (anabolismo) ou a degradação (catabolismo). Esse fenômeno acontece por meio da nutrição, da respiração e da síntese. Vejamos cada uma delas a seguir: Nutrição: processo em que o nosso organismo absorve os nutrientes ingeridos e utilizados para gerar energia para as células. Respiração: processo celular de liberação de energia que ocorre através da oxidação completa da glicose no organismo. Síntese: processo de utilização da energia produzida por meio da respiração e da nutrição. Existem também aqueles nutrientes que são essenciais, porém não são produzidos pelo nosso organismo, e necessariamente precisam ser ingeridos. Dentre eles, destacam-se os ácidos graxos, aminoácidos, vitaminas, minerais e alguns glicídios. Insta salientar que, embora usamos o termo nutrientes essenciais, não significa que são somente estes necessários às células, mas há muitos outros que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo e que podem ser sintetizados a partir de outros nutrientes já ingeridos por nós. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, esse desequilíbrio pode desencadear uma síndrome metabólica, que é o conjunto de fatores de risco e doenças que associadas ao estresse do dia a dia, alimentação, a falta de atividade físicas, a maneira como respiramos e nossos hábitos sedentários. Já para a medicina tradicional chinesa, o desequilíbrio energético das nossas células não é produzido apenas pela alimentação, mas também é influenciado pelos nossos sentimentos. A medicina tradicional chinesa traz o conceito de que a saúde de cada órgão interno do corpo humano está vinculada com um sentimento. Vejamos: o coração ocupa o cargo de senhor e soberano, o brilho do espírito se origina dele. O pulmão ocupa o cargo de ministro e chanceler, a regulação da rede que dá vida se origina dele. O fígado ocupa o cargo de general das forças armadas, a avaliação das circunstâncias e a concepção dos planos se originam dele. A vesícula biliar é responsável pelo que é justo e exato, a determinação e a decisão se originam dela. O estômago e o baço são responsáveis pela armazenagem e pelos celeiros, os cinco sabores se originam deles. O intestino grosso é responsável pelo trânsito, os resíduos da transformação se originam dele. O intestino delgado é responsável em receber e fazer as coisas florescerem, as substâncias transformadas se originam dele. O rim é responsável pela criação de poder, a perícia e a habilidade se originam dele. A bexiga é responsável pelas regiões e pelas cidades e remove a água por meio da transformação de energia. Concluindo nosso estudo nesse bloco, é importante reforçar que o equilíbrio energético se dá pela nossa alimentação, respiração, nossos pensamentos e sentimentos. Unidade 3 / Aula 3 Formas de aplicação da física quântica A maioria das pessoas não percebe, mas a física quântica está presente na medicina, na nanotecnologia, nos computadores, na segurança, na geração de energia, entre outros. Nos dias de hoje, os estudos de aplicabilidade da física quântica para qualidade de vida e saúde avançaram muito. Por exemplo: um aparelho de ressonância magnética tem a capacidade de gerar exames com imagens nítidas sem o uso de radiação como é feito nos exames de raio X, essa qualidade de imagem possibilita um diagnóstico muito mais preciso. Aplicação da metafísica quântica Que a metafísica quântica está em todos os lugares, isso nós já sabemos, mas agora quero trazer algumas aplicabilidades dessa ciência para o benefício do ser humano. Há algum tempo, eu tive a honra de visitar o Mar Morto em Israel e conhecer os famosos manuscritos do Mar Morto. O que chamou a minha atenção e mudou o meu modo pedir e criar a minha realidade foi a experiência que tive ali nas ruínas de Qumran e no museu de Israel com os manuscritos do Mar Morto. Os manuscritos são uma coleção de textos encontrados nas cavernas de Qumran no Mar Morto no final da década de 1940. Entre esses textos, está o rolo ou livro de Isaias que contém o que os estudiosos chamam de “Oração de Isaías” ou “Oração Quântica”. Essa poderosa forma de pedir a Deus ou ao Universo, denominada “Oração de Isaias”, e manifestar o seu desejo está relacionada com a aplicabilidade da física quântica que falaremos mais adiante, lembrando que o objetivo dessa aula não é trazer uma pesada e obscura carga teórica sobre esses assuntos, mas simplificar e mostrar o caminho de como colocar em prática, transformar a sua vida como terapeuta e a vida dos seus pacientes. Os essênios praticavam o livro de Isaias, que era a forma simples de criar um pensamento e imaginar aquilo que eles queriam, depois colocar emoção e sentimento e, por fim, crer e agradecer como se já tivesse acontecido. Uma das coisas mais fantásticas que os essênios praticavam era a imposição de mãos, essa técnica tem sua base na física quântica, pois através da imposição de mãos é possível emitir ondas de energia com o objetivo de cura. Hoje essa energia bioquântica pode ser encontrada não só por meio da imposição de mãos no Reiki, mas também em diversos equipamentos como a tomografia computadorizada, a radioterapia nos tratamentos do câncer, os colchões magnéticos com infravermelho longo, a vibroterapia, as cirurgias a laser, os televisores, entre outros. Com a magnoterapia por meio da física quântica, podemos usar os campos magnéticos através de ímãs a fim de acelerar o movimento das células e suas substâncias, como a água, para obter a diminuição da dor, por exemplo. A intensidade dos campos magnéticos e o tamanho dos ímãs usados podem variar de acordo com o tipo de problema que se pretende tratar. Esses ímãs magnéticos podem ser encontrados em palmilhas para sapatos, pulseiras, garrafas térmicas, coletes ortopédicos e outros objetos e devem ser colocados sobre a pele no local a ser tratado. Assim como na acupuntura que as agulhas são inseridas em pontos específicos, os imãs magnéticos também podem ser utilizados da mesma maneira, para aliviar as dores e reequilibrar as energias das células. A energia bioquântica e o tratamento da dor Como nós sabemos, a energia bioquântica está em todos os lugares e pode ser utilizada para o tratamento da dor. Assim, os profissionais da saúde, de um modo geral, vêm percebendo que nos últimos anos têm aumentado os problemas e as queixas de dores resistentesao tratamento convencional. De acordo com os estudos da Associação Brasileira Para o Estudo da Dor (ASBED), as dores crônicas estão cada vez mais resistentes e continuam após a cura da lesão que iniciou o processo de dor. Nos Estados Unidos, dados mostram que 31% da população tem dor crônica, o que representaria 86 milhões de cidadãos americanos, ocorrendo uma incapacidade total ou parcial em 75% deles, ou seja, 65 milhões. Estima-se que no Brasil, tendo em vista que não há dados epidemiológicos precisos, teríamos cerca de 50 milhões de pessoas com dores crônicas com custos e prejuízos econômicos, sociais e da qualidade de vida, destacando-se danos à saúde mental e psicológica relativas ao sofrimento e às limitações impostas pela dor. Os avanços médicos e tecnológicos nos tratamentos referentes à dor têm sido expressivos, porém entre os pacientes que apresentam sintomas crônicos de dores, as queixas têm aumentado. Diante deste cenário, tanto os pacientes, quanto os profissionais da área da saúde estão em busca de alternativas para o tratamento da dor. As técnicas alternativas energéticas que compõem a terapia complementar aplicada sobre o campo energético humano têm como objetivo maior trazer equilíbrio, restaurar a estabilidade, bem como a vitalidade, trazendo alívio para as dores. A energia bioquântica por meio da magnetoterapia e a vibroterapia atua reequilibrando o campo de energia do organismo para restaurar o equilíbrio e o fluxo de energia das células, moléculas, átomos e partículas refletindo também nos tecidos, órgãos, aparelhos e sistemas. As consequências desses processos são: ativação equilibrada do metabolismo, aceleração da regeneração celular, aumento da imunidade, alívio eficaz da dor, regulação dos mecanismos hormonais, melhora na condução sináptica, aumento dos níveis de produção das enzimas, melhora na produção dos neurotransmissores e hemoglobina do sangue e redução dos efeitos do stress e depressão sobre o organismo humano. É importante salientar que o processo terapêutico baseado nas energias bioquânticas tem apresentado êxito também no campo das dores psicossomáticas, que estabelecem uma estreita relação entre comportamento/saúde e doença, uma vez que a forma de interação com a realidade se dá por meio do conjunto de informações recebidas pelos cinco sentidos, processadas e organizadas em crenças mentais. A principal ideia que está por trás da utilização da energia bioquântica é que o nosso corpo possui a incrível capacidade natural para se regenerar. Todo indivíduo tem uma percepção e uma experiência diferente com os seus processos biológicos, a dor e a relação com o seu próprio corpo. Aparelhos quânticos e suas aplicações Uma forma eficaz de aplicação da energia bioquântica em processos terapêuticos se dá por meio do biomagnetismo, que consiste em uma técnica terapêutica alternativa e complementar com o uso de imãs. Com essa técnica é possível equilibrar as energias do nosso organismo, aliviando a dor, eliminar bactérias, vírus e fungos que podem ser a causa de inúmeras doenças, tais como infecciosas, autoimunes, degenerativas, metabólicas, tumorais, psicossomáticas, disfuncionais, entre outras. O corpo humano é constituído por partículas positivas e negativas que reagem de acordo com os campos magnéticos a que está sujeito no dia a dia. O trabalho com ímãs consiste em posicioná-los em pontos específicos do corpo humano, para que eles possam produzir o magnetismo necessário que irá reequilibrar o organismo através da energia bioquântica e, por sua vez, influenciar a bioquímica do corpo, produzindo um ambiente favorável para que o nosso sistema se recupere. Assim, a melhora clínica do paciente é obtida em muitos casos, evitando os efeitos adversos dos tratamentos convencionais, intoxicação farmacológica por overdose ou anafilaxia, resistência antimicrobiana e reduzindo os riscos de infecção, hemorragia ou complicação cirúrgica, bem como hospitalização, convalescença e tempos de reabilitação. Entre os equipamentos e utensílios que existem no mercado com os imãs para aplicação da magnetoterapia e da energia bioquântica podemos destacar: Garrafas/magnetizadores de água: os ímãs têm a função de magnetizar a água que poderá ser utilizada em substituição à água normal, pois os magnetos agem quebrando as moléculas da água deixando-a mais leve e ótima para alívio da dor crônica, enxaquecas, recuperação, regulação e desintoxicação do organismo, prevenção de disfunções, fortalecimento do corpo e combate à celulite e obesidade. Os benefícios da água imantada acontecem porque ela facilita a circulação sanguínea eliminando as substâncias nocivas em excesso, como as toxinas. Geralmente coloca-se ao redor da garrafa uma faixa de tecido ou plástico, contendo vários imãs pequenos ou médios. Já existem algumas marcas que disponibilizam as garrafas magnéticas com os ímãs de fábrica. Basta colocar a água no recipiente e depois é só deixar a água em repouso por 6 a 12 horas. Colchões magnéticos:os colchões são aparelhos ortopédicos que possuem em seu tecido pastilhas magnéticas que agem diretamente no corpo enquanto dormimos, essas pastilhas geram um campo magnético que proporciona alívio de dores na região lombar, auxiliam na prevenção de varizes e câimbras, tensões e dores musculares, auxiliam no controle da pressão arterial, entre outros benefícios. Infravermelho longo: o infravermelho longo é uma energia que faz parte do espectro da luz solar que pode ser reproduzida por meio de pastilhas de biocerâmica que possuem a capacidade de irradiar e penetrar nos tecidos subcutâneos aumentando levemente a temperatura do corpo, proporcionando melhora na circulação sanguínea e estimulando a eliminação de toxinas do nosso organismo. Vibroterapia: consiste em massagem terapêutica baseada em aparelhos de vibração que produzem ondas vibratórias. Essa técnica favorece o metabolismo, melhora a circulação sanguínea, alivia dores e tensões musculares, alivia o estresse e melhora o tônus muscular. Unidade 3 / Aula 4 Campos energéticos humanos Biocampo ou campo bioenergético humano Uma prática bastante utilizada no meio das terapias integrativas complementares e baseada na física quântica é a terapia dos campos energéticos humanos, a qual estuda a relação do toque terapêutico com os benefícios atingidos pelos pacientes. O campo energético humano, segundo a terapia bioenergética, é o local onde ficam armazenadas todas as informações e experiências vividas, o aprendizado que o indivíduo teve na primeira infância, assim como os traumas físicos e emocionais. Essas informações e traumas são armazenados no nosso corpo em forma de desequilíbrio e tensões musculares. As terapias bioenergéticas auxiliam na transformação de um corpo doente em um organismo saudável e equilibrado, proporcionando maior tranquilidade, equilíbrio das emoções e relaxamento. Elas também têm a capacidade de ativar todo o fluxo energético e renovar a energia vital das células, trabalhando o corpo físico, a mente e o emocional. A respiração é um componente fundamental dessa terapia, pois é alterada de acordo com a situação – pode ser mais lenta em situações de tristeza e mais rápida em situação de estresse. As terapias bioenergéticas se utilizam de exercícios corporais que atuam diretamente no bem-estar físico e psíquico, pois tudo que acontece no nível corporal também reflete na mente. Pesquisadores diretamente da Universidade da Califórnia, uma das universidades mais respeitadas dos Estados Unidos, fizeram uma revisão geral nos estudos científicos que estudaram a eficácia das chamadas terapias bioenergéticas do campo ou biocampo, incluindo entre elas o Reiki, terapia do toque terapêutico, entre outras. Nós sabemos que as terapias bioenergéticas geralmente trazem resultados que vão além do prometido em tratamentos da medicina convencional, que são em sua maioria baseados em psicoterapia e medicamentos. Essas terapias integrativas energéticas afirmam utilizar a energia vital do corpo,ou o biocampo energético, para ativar os processos de cura do próprio organismo. As terapias bioenergéticas integrativas se utilizam também do processo de imposição de mãos, como o toque quântico, que seriam capazes de produzir efeitos fisiológicos positivos. Os conhecimentos científicos ainda não foram capazes de descrever como ocorre esse fenômeno de transferência de energias por meio do toque. Essas técnicas de toque terapêutico, toque quântico ou imposição de mãos, que iremos estudar aqui se baseiam na mecânica quântica e na teoria do biocampo. Os estudiosos acreditam que os efeitos da técnica estão relacionados com a capacidade do terapeuta de restabelecer o equilíbrio energético e vibracional do campo energético da área do corpo que está em desequilíbrio e precisa ser tratada. A OMS tem incentivado os seus estados-membros, incluindo o Brasil, para que formulem e implementem políticas públicas direcionadas para a utilização racional das práticas integrativas e complementares nos sistemas nacionais de atenção à saúde e, sobretudo, no desenvolvimento de pesquisa científica sobre a eficácia dessas práticas. O toque terapêutico Precisamos aprofundar um pouco mais nossos estudos sobre as terapias bioenergéticas, em especial o toque terapêutico ou toque quântico. Nós, seres humanos, somos sensíveis ao toque e isso é uma característica dos animais mamíferos, como o boi que, por exemplo, lambe suas crias recém-nascidas para estimular seus instintos. Uma das funções da pele é receber os estímulos, os quais ativam o sistema nervoso, através do tato. Existe uma série de ligações nervosas entre a pele e o sistema nervoso central, que faz uma conexão através do toque. Um bom exemplo é receber um abraço quando estamos tristes, o simples toque através do abraço leva a informação de aconchego ao nosso sistema nervoso. A conexão entre razão(mente) e o corpo (emoções) deve ser o alvo do terapeuta, que por meio do toque terapêutico consegue gerar esse equilíbrio energético, pois a saúde está diretamente relacionada com a vibração energética. Quando sofremos algum tipo de impacto emocional, traumas ou estresse do dia a dia, isso se transforma em uma espécie de bloqueio, e esse bloqueio é vivenciado como dor ou desconforto. A energia bioquântica é liberada e desbloqueada por meio do toque terapêutico firme. O toque terapêutico é aplicado e utilizado em diversas metodologias e técnicas de terapias. A utilização do toque como ferramenta terapêutica deve ser utilizada de forma consciente e com responsabilidade. O toque é tão poderoso que pode influenciar o sistema da outra pessoa, carregando ou descarregando o seu sistema, causando um reequilíbrio das funções energéticas Os seres humanos sempre utilizaram o toque como subterfúgio para aliviar suas dores e sintomas, quer um exemplo? Quando batemos o dedinho do pé na quina da parede, imediatamente nós colocamos as mãos no machucado para aliviar a dor, esse toque causa uma leve pressão e um aquecimento do local e a dor é amenizada. Isso é um instinto que comprova a eficácia do toque. Insta salientar que todo toque terapêutico utilizado pelo terapeuta deve ser baseado em uma aplicação clínica e ser fundamentado em um procedimento que tenha um objetivo. Nem sempre o toque terapêutico trará de imediato os resultados que o terapeuta integrativo espera, mas isso faz parte do trabalho. O profissional precisa aceitar a informação que vem do paciente e ressignificar o seu entendimento sobre sua história pessoal e emocional. A experiência do terapeuta é um ponto importante, pois só assim ele poderá entender o momento de cada paciente e formular estratégias adequadas para cada caso. Os tipos de toque terapêuticos que podem ser utilizados em uma sessão de terapia são variados. A escolha do tipo mais adequado será determinada pelo terapeuta, diante da situação emocional que o paciente se apresenta naquele momento. A sensação de conforto é a mesma experimentada em uma sessão de massagem. O toque terapêutico age na função mecânica do corpo humano, ao pressionar um músculo tenso há uma leve descarga de energia bioquântica que leva ao relaxamento. O profissional massagista faz pressões nas áreas mais tensas, para provocar uma descarga de energia e chegar ao alívio completo da tensão. Terapias bioenergéticas, Qi Gong e Reiki Dentro do mundo das terapias bioenergéticas temos inúmeras terapias e técnicas diferentes, mas quero trazer aqui o Qi Gong e o Reiki. O Qigong surgiu na China e constitui-se em uma prática de treino que induz o controle e desenvolvimento da energia qi e à sua conexão pelas diferentes partes do corpo humano; sua origem é tão antiga que não se pode precisar ao certo. É uma forma de terapia em que o paciente pode controlar de forma voluntária e consciente os seus processos corporais, reequilibrando as energias naturais, por meio de exercícios posturais, respiratórios e meditação com propriedades de estabilização vegetativa, visando a autorregulação dos sistemas biológicos corporais com o proveito de não necessitar de medicamentos e de não ser conhecido qualquer efeito colateral ou risco de dependência. O Qigong também pode ser descrito como um conjunto de técnicas, exercícios e de movimentos corporais que visam prevenir ou combater as doenças, na perspectiva de prolongar a vida e manter a boa saúde. O Qigong trabalha com as energias fundamentais e necessárias à vida humana, o qi, o shen e o jing, que utilizando uma linguagem mais simples e comum, pode dizer-se que qi é energia, shen a mente e jing o corpo com as suas capacidades funcionais e regenerativas. Essa terapia trabalha em conexão com as capacidades funcionais, a mente e o corpo. Acredita-se que por meio do Qigong se relaxa o corpo, ativa o fluxo de qi, o sangue, o oxigênio e os nutrientes para as células do corpo, promovendo a eliminação das toxinas e dos resíduos das células. Já o Reiki enquanto terapia complementar se utiliza da imposição das mãos no corpo humano para transferir a energia vital, com objetivo de restabelecer o equilíbrio físico, mental e espiritual. O Reiki surgiu no Japão e foi desenvolvido por Mikao Usui em 1922. Reiki é um termo japonês para a energia da vida universal. “Rei” denota algo misterioso, sagrado e “ki” é usado para denotar a energia do universo. O Reiki pode então ser definido como a energia cósmica que está por trás de toda a vida. O Reiki é utilizado também como uma terapia energética que tem como principal objetivo a redução do estresse, o relaxamento e o equilíbrio energético que também promove a cura. É aplicado por um terapeuta treinado por meio da imposição das mãos sobre o paciente. Baseia-se na teoria de que a energia vital flui através do nosso campo energético até o paciente e pode ser canalizada para auxiliar o processo de cura do organismo. Podemos concluir que tanto o Reiki quanto o Gigong são terapias bioenergéticas que atuam através da interferência positiva dos campos energéticos do ser humano. Os resultados dessas terapias sugerem que, enquanto modalidades de terapias complementares, não invasivas, podem auxiliar pessoas submetidas a exames médicos tradicionais, atendendo assim aos anseios dos pacientes. Unidade 3 / Aula 5 Revisão da Unidade Metafísica quântica A metafísica quântica ou física quântica, como preferir, que também é conhecida por teoria quântica ou mecânica quântica, é uma área da física que descreve o comportamento e interação da matéria e da energia à escala das partículas subatômicas, fótons e certos materiais. O ambiente quântico é onde a "ação" ou o momento angular da partícula acontece, a poucas ordens de magnitude de uma constante incrivelmente pequena chamada de constante de Planck. Outra teoria importante para a física quântica é a teoria dos campos magnéticos desenvolvida pelo cientista James Clerk, o qual identificou que os padrões e as interações magnéticas acontecem por meio da indução magnética. As cargas elétricas positiva e negativa criam em torno de si um campo eletromagnético.Esse magnetismo está presente não só no núcleo terrestre, mas afeta todos os organismos vivos. Por isso é importante destacar que a interação dos campos magnéticos com o organismo pode trazer benefícios para a saúde. Com a magnetoterapia por meio da física quântica, podemos usar os campos magnéticos através de ímãs, a fim de acelerar o movimento das células e suas substâncias, como a água, para obter a diminuição da dor, por exemplo. A intensidade dos campos magnéticos e o tamanho dos ímãs usados podem variar de acordo com o tipo de problema que se pretende tratar. Esses ímãs magnéticos podem ser encontrados em palmilhas para sapatos, pulseiras, garrafas térmicas, coletes ortopédicos e outros objetos, e devem ser colocados sobre a pele no local a ser tratado. Você pode ser o que quiser ser e construir a realidade que deseja, tudo a partir dos seus pensamentos, e pode melhorar sua saúde com a terapia quântica dos campos magnéticos. Outro tema importantíssimo que precisamos revisar é o impacto da energia nas células. Cada célula do nosso corpo é uma pequena parte de um todo, assim como uma gota d'água ao mesmo tempo é o oceano como um todo, mas também é uma pequena parte com consciência própria. Nossas células são divididas basicamente em membrana plasmática, citoplasma e núcleo. Elas realizam atividades metabólicas, contém informações no DNA, se reproduzem e podem se dividir. Como terapeuta integrativo energético, você precisa se conscientizar que a interação que a energia do ambiente externo pode influenciar categoricamente nossas células e consequentemente afetar nossa saúde e bem-estar. Nós vimos também sobre os campos humanos e o biocampo, e podemos afirmar que a principal ideia que está por trás da utilização da energia bioquântica é que o nosso corpo possui a incrível capacidade natural para se regenerar. Todo indivíduo tem uma percepção e uma experiência diferente com os seus processos biológicos, a dor e a relação com o seu próprio corpo. O campo energético humano segundo a terapia bioenergética é o local onde ficam armazenadas todas as informações e experiências vividas, o aprendizado que o indivíduo teve na primeira infância, os traumas físicos e emocionais. Essas informações e traumas são armazenados no nosso corpo em forma de desequilíbrio e tensões musculares. As terapias bioenergéticas auxiliam na transformação de um corpo doente em um organismo saudável e equilibrado, proporcionando maior tranquilidade, equilíbrio das emoções e relaxamento. O toque terapêutico através do biocampo, tem a capacidade de provocar o equilíbrio energético e vibracional do campo energético da área do corpo que está em desequilíbrio e precisa ser tratada. UNIDADE 4 - Constelações Familiares A constelação não resolve problemas, apresenta os caminhos para a solução! Unidade 4 / Aula 1 Histórico da técnica de constelação familiar Dentre as muitas práticas terapêuticas, esta propõe a busca da solução de conflitos e padrões indesejados por meio da cura das relações. Ela exige do cliente ou paciente uma postura interna de reconciliação e aceitação da realidade, sendo assim possível encontrar a força necessária para superar seus desafios. Durante essa jornada, será inevitável que você passe, de forma pessoal, por ajustes sistêmicos, afinal só será possível conduzir o outro por caminhos que você já percorreu. A constelação familiar desenvolve em nós a apreciação daquilo que é essencial, a vida! Bert Hellinger e a história da constelação familiar A constelação familiar é uma abordagem terapêutica que tem o intuito de visualizar e auxiliar na resolução de situações manifestadas no presente, porém resultantes de traumas, conflitos e dificuldades vividas por outros membros do sistema familiar, inclusive transgeracionais. A constelação familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger, nascido em 1925 e falecido em 2019, aos 93 anos. Psicoterapeuta, teólogo, filósofo e pedagogo, aos 10 anos foi enviado para o Monastério Católico a fim de estudar e mais tarde foi ordenado padre. Em 1942 foi para guerra, onde foi prisioneiro na Bélgica em um campo de concentração, conseguiu escapar e retornou à Alemanha. Depois, entrou para Ordem dos Jesuítas e foi enviado para África do Sul como missionário nas tribos Zulus, onde permaneceu por 16 anos. Durante sua participação na guerra e principalmente na convivência com as tribos Zulus, Bert começou a perceber uma forma de organização nas famílias e comunidades que trazia bem-estar emocional, mental e físico para todos os integrantes. E foi aprofundando sua observação e seus estudos nestas tribos que ele pode perceber que além do amor, algumas ordens eram fundamentais para manter todo sistema familiar e comunitário funcionando de forma saudável. Então, ele trouxe ao nosso conhecimento as Ordens do Amor, 3 leis naturais que regem o funcionamento das relações. Para chegar à metodologia da constelação familiar, Bert uniu suas observações vivenciais a conhecimentos que adquiriu estudando escolas de pensamentos e terapias. Nos anos 1960, Bert teve contato com grupos de estudos e começou a perceber a fenomenologia como fonte de conhecimento. Nesse mesmo período, ele encerrou seu ciclo como missionário e padre se dedicando com exclusividade às terapias. No início dos anos 1970, Bert estudou psicanálise em Viena e Munique e no ano de 1973 teve contato nos Estados Unidos com a Terapia Primal de Arthur Janov. Também encontrou em Eric Berne e sua Análise Transacional, algumas bases que serviriam mais tarde para o insight da Constelação Familiar. Outra influência importante para o estudioso foi Virginia Satir. Pioneira na abordagem da terapia familiar sistêmica, ela montava esculturas familiares, com pessoas ou bonecos, como representação simbólica do sistema familiar para observação dos posicionamentos e enredos, combinando esta técnica à teoria geral dos sistemas que reforça uma visão circular dos fatos, pensamentos e sentimentos, a qual ampliava a visão dos seus pacientes em busca de soluções que atendessem a todas as partes. Por meio do médico, filósofo, psicólogo e dramaturgo Jacob Moreno, teve contato com o psicodrama que é uma técnica psicoterápica que se baseia no teatro, na encenação e experimentação do contexto, deixando que a manifestação dos conflitos passe de verbal para esfera corporal. Em 1978 houve a criação da constelação familiar por Bert Hellinger, desta data até hoje houve evolução nos conceitos e na contribuição de outros profissionais e estudiosos do tema. Em 1990 aconteceram as primeiras constelações familiares no Brasil. Em 1995 registrou-se a 1ª Constelação Organizacional realizada por Bert, cuja ideia era verificar se esta potente ferramenta para questões familiares também poderia ser utilizada para questões direcionadas a tarefas. Após o sucesso nesta aplicação, Gunthard Weber, a convite de Bert, ampliou os estudos dessa atuação ao ambiente empresarial, tanto que alguns consideram Weber o “pai” das constelações organizacionais. Em 2012, as constelações familiares entraram como ferramenta auxiliar no judiciário, pelo juiz Sami Storch, em audiências de conciliação de conflitos familiares, trazendo rapidez em resoluções que normalmente durariam anos. Desde 2018, a constelação familiar foi institucionalizada como recurso terapêutico pelo SUS, Sistema Único de Saúde, como uma das práticas integrativas e complementares em saúde. Pensamento Sistêmico Seja no ambiente familiar, organizacional, judicial, educacional ou na área da saúde, o pensamento sistêmico é essencial para a condução de uma constelação. Trata-se de um novo paradigma, no qual compreendemos a grande influência interpessoal dentro dos ambientes sociais. O pensamento sistêmico compreende o desenvolvimento humano sobre a perspectiva da complexidade. É lançar o olhar não somente para o indivíduo e, sim, considerar também seu contexto e as relações estabelecidas em seu contexto. Pensar sistemicamente nos exige uma nova forma de olhar omundo, compreendê-lo como um organismo vivo, no qual existem constantes influências mútuas entre suas “células”. Diferente das linhas de pensamento reducionistas, em que o foco está nos objetos e indivíduos isoladamente, o pensamento sistêmico retoma a necessidade de integração e cooperação. Esta postura propicia ampliar nosso foco e entender que o indivíduo não é o único responsável por ser portador de um sintoma e sim que existem relações que mantêm este sintoma ativo. Com esta visão fica mais fácil compreender que fatos ocorridos com outros membros familiares, inclusive em outras gerações (transgeracionais), podem estar intimamente ligados a conflitos e padrões vividos pelo individuo no presente. Vamos explorar um pouco o nome desta terapia que estamos estudando, de acordo com o dicionário: Constelação: grupo de estrelas próximas umas das outras, e que ligadas por linhas imaginárias, formam diferentes figuras. Familiar: relativo à ou próprio da família, do lar, doméstico. Sistêmica, derivada de sistemas: inter-relação das partes, elementos ou unidades que fazem funcionar uma estrutura organizada. A partir destas descrições literais já conseguimos ter uma ideia do conceito principal desta abordagem que é observar dentro do contexto familiar a posição de cada membro e entender se essa está contribuindo com ou atrapalhando o funcionamento saudável do sistema. Assim como em uma constelação no céu, cada membro do sistema familiar tem seu lugar, sua função e seu direito de pertencer. Bert conta que uma vez foi questionado sobre o que considerava mais importante, os princípios e valores ou as pessoas e que essa pergunta lhe trouxe imensa reflexão. Para ele, seus valores foram sempre muito importantes, porém durante a guerra viu pessoas fazendo coisas terríveis em nome de seus “valores”. Sendo assim, chegou à conclusão que as pessoas devem vir sempre em primeiro lugar. Na constelação familiar é muito importante mantermos a postura de não julgamento sobre qualquer situação que se apresente, compreender que esta terapia visa auxiliar alguma questão específica apresentada por meio da inclusão e do reestabelecimento da ordem sistêmica. Esta é uma terapia de reconciliação, não necessariamente reestabelecer contato e convivência, mas um entendimento do constelado, de que tudo em uma família é feito por amor, absolutamente tudo, porém existe um amor que adoece e um amor que cura. Por meio de uma postura interna de aceitação de tudo como foi, de que todos no sistema fizeram o melhor que puderam com os recursos que possuíam, o constelado compreende que ele recebeu tudo que era preciso. Que ele recebeu o essencial que é a vida e tudo que se apresenta depois deve ser aceito como foi e como é. Somente a partir dessa aceitação é possível adquirir força em nossa vida para fazer diferente, para lutar e para conquistar nossos objetivos. Ordens do Amor – 1ª parte A constelação familiar relaciona sintomas apresentados na vida de um indivíduo, sejam comportamentos, sentimentos, doenças ou qualquer outro, a eventos acontecidos em sua família (conhecidos ou não), mostrando que somos influenciados pelos fatos de nosso sistema familiar muito além do que podemos imaginar e desta mesma forma também temos grande influência sobre este sistema. Como uma grande teia, os destinos de todos os membros familiares estão entrelaçados. A constelação familiar não tem nenhum cunho religioso ou místico, e descobertas e conceitos como os neurônios-espelho, por Giacomo Rizzolatti, os campos morfogenéticos, por Rupert Sheldrake, estudos de Carl Gustav Jung sobre inconsciente coletivo e epigenética são muito utilizados por quem deseja ampliar sua visão de como funciona esta abordagem. Rupert Sheldrake nos traz na teoria da ressonância mórfica, um processo no qual acontecimentos e comportamentos de organismos no passado influenciam organismos no presente. Nesta terapia, você deve observar por meio do posicionamento dos membros do sistema e dos sentimentos e sensações dos representantes se as Ordens do Amor, as 3 leis sistêmicas apresentadas por Bert, estão sendo respeitadas ou infringidas e na busca da solução para novamente equilibrar o sistema, realizar os movimentos e proferir as frases necessárias. Por meio dessa organização e alinhamento do sistema, é possível que a questão apresentada pelo cliente ou paciente seja solucionada parcial ou totalmente. Lembrando que como qualquer outra terapia, não há como garantir quais serão os resultados de uma constelação, o que podemos afirmar é que a reorganização reverbera por todo sistema, isto é, todos os membros familiares recebem o reflexo destes ajustes benéficos e sentirão mais leveza e liberação em suas vidas. Bert nos ensinou que os relacionamentos humanos estão embasados em amor, porém só o amor não basta para formar um vínculo positivo. O amor é como a água e essa pode matar nossa sede, assim como alagar nosso bairro. Partindo deste ensinamento, percebemos que o amor é muito valioso, mas sozinho não é suficiente. É importante observar por quais caminhos ele é conduzido, se esses são ecológicos e irão gerar ligações saudáveis; já quando segue sem rumo e desmedido se torna um amor que adoece. Estas ordens são ocultas e atuam principalmente de forma inconsciente, muitas pessoas as desconhecem e isso traz amarras e obstáculos que poderiam ser evitados. A 1ª ordem é do pertencimento e diz que todos nós pertencemos a um sistema, todos somos filhos, netos, bisnetos, temos antepassados e ancestrais, podemos casar e ter filhos e todas as pessoas que formam esse organismo vivo que é a família estão sujeitas a essa ordem fundamental. Todo o integrante da família tem seu lugar de direito e nenhum membro pode determinar a exclusão de ninguém, se isso acontece o sistema compensará a quebra desta lei. A 2ª ordem é da hierarquia, essa nos diz que existe uma precedência no tempo, os pais têm hierarquia sobre os filhos, os avós por sobre os pais e os netos, o primeiro filho não tem a mesma posição do segundo, nem do terceiro. A 3ª ordem é do equilíbrio, essa diz que os vínculos humanos devem ser pautados pelo equilíbrio entre o dar e receber; quando não existe essa troca, os relacionamentos começam a apresentar problemas e conflitos. A troca equilibrada é fundamental para que a relação flua e ganhe vida. Unidade 4 / Aula 2 Método de trabalho das constelações familiares Muitas vezes de forma inconsciente, estas leis são infringidas, sempre por amor, querendo o bem do outro, porém os princípios da constelação nos ensinam que o amor que cura respeita o destino do outro, sua força e suas escolhas. Quando essas ordens são quebradas é necessário algum tipo de compensação e o campo sistêmico cuida para que isso aconteça. Entendimento do problema sistêmico Você irá conduzir a constelação com base em algum sintoma ou alguma questão que impacta a vida do paciente negativamente. Porém é importante que você entenda que esta questão trazida pelo cliente não é o real problema sob o ponto de vista da constelação. Essa doença, sintoma ou dificuldade é apenas a forma de esta pessoa manifestar uma desordem em seu sistema familiar. Cada pessoa ama profundamente sua família e se existe algo errado nesse sistema muitas vezes um dos membros familiares coloca sua vida e sua saúde à disposição para mostrar aqui na “superfície” que tem algo que precisa ser olhado. Portanto, você monta uma constelação com base em um problema inicial do paciente e depois avalia qual infração está sendo cometida com base nas 3 leis sistêmicas e então faz os ajustes e correções necessários no sistema familiar. E esta organização do sistema pode culminar na melhora do sintoma apresentado pelo paciente, algumas vezes em sua cura. A seguir você verá alguns exemplos comuns de infrações em cada ordem do amor. A lei do pertencimento diz que todos têm o direito de pertencer ao sistema, não importam as circunstâncias. Sendo assim, você deve perceber se todos que pertencem ao sistema estão incluídos,se sentindo pertencentes. Pode acontecer a exclusão de algum membro da família que cometeu um ato não aceito pelos demais, como crime, traição, abandono, quebra de tradições. Um aborto em que a mãe e o pai não se permitiram viver o luto é outra situação em que eles não incluem este filho. Um casal com um aborto e 2 filhos vivos deve compreender em seu coração que têm 3 filhos, para não excluir esta criança que não veio. Se existir algum excluído você faz a inclusão, dentro do possível. Hierarquia, essa ordem nos diz que existe uma precedência no tempo, os pais têm hierarquia sobre os filhos, os avós por sobre os pais e os netos, o primeiro filho não tem a mesma posição do segundo, nem do terceiro. Você vai observar se cada membro da família está em seu lugar, o que pode acontecer é um filho se sentir maior que seu pai ou sua mãe achando que pode fazer melhor que eles ou uma esposa colocar seus filhos como maiores que seu esposo, o que não deve acontecer, pois o relacionamento de casal veio antes, então tem precedência. Você reposiciona os integrantes da família na ordem hierárquica, dentro do possível. Equilíbrio entre dar e receber, essa ordem diz que os vínculos humanos devem ser pautados pelo equilíbrio entre o dar e receber. Aqui o que precisa ser observado é se alguém no sistema está dando muito, só recebendo ou não aceitando receber o que o outro pode dar. Isso não tem a ver apenas com questões materiais, tem a ver com atenção, carinho, divisão de tarefas e situações do dia a dia. Exemplos de desequilíbrio é uma esposa faz demais pelo marido e não abre espaço para retribuição ou não aceita a forma que o marido pode retribuir. Ou marido faz muito pela esposa e esta não tem “força” para retribuir, se coloca numa posição de só querer receber. Ou ainda um filho que não aceita o que seus pais lhe dão, fica sempre exigindo e criticando, desta forma ele se recusa a receber o que lhe é dado. Você vai observar se existe o desequilíbro e trazer para consciência do paciente, a fim de que ele ajuste essa postura no dia a dia. Áreas de atuação da constelação familiar A constelação familiar é muito eficaz como terapia em diferentes áreas, abaixo você vai observar alguns exemplos de como pode atuar. Vale ressaltar que a aplicação deste método não descarta a necessidade de acompanhamento médico ou psicológico de acordo com a questão apresentada. Relacionamento de casais e sexualidade. Você poderá identificar possíveis emaranhamentos na família de origem dos cônjuges, irá observar e aprender a lidar com a lei do equilíbro, desfazer enlaces de relações anteriores. Orientar o paciente sobre a lei da hierarquia com relação a assumir suas culpas e responsabilidades sem transmiti-las aos filhos. Você pode observar a causa sistêmica de doenças e enfermidades, físicas e emocionais. Identificar a causa de enfermidades que podem ser ocasionadas por diferentes tipos de emaranhamentos e realizar os movimentos para solucionar ou diminuir o impacto na vida do constelado. Transtornos de aprendizado e atenção. Você poderá perceber se essas dificuldades têm origem em algum emaranhado no sistema para solucionar ou melhorar a condição do constelado ou filhos do constelado. Você pode ajudar seu paciente a encontrar sua missão de vida, ou seja, seu propósito. Entender por meio dos movimentos do campo como se apresentam as diferentes possibilidades pretendidas pelo constelado e assim identificar quais são as com maior potencial e qual postura do constelado. Identificar se é necessário algum movimento para que o constelado tome sua força para conseguir seguir a decisão que pretende; Poderá auxiliar na organização financeira do paciente. Entender qual postura do constelado com relação à prosperidade e quais movimentos são necessários, geralmente perante o pai, mãe ou ancestralidade para liberação do fluxo de dinheiro e prosperidade em sua vida. Solucionar conflitos. Resolução de hostilidades, distanciamento e diferentes formas de contenda nos relacionamentos familiares no geral, entre irmãos, pais e filhos. Normalmente, estes conflitos impactam na vida do constelado, mas o motivo da constelação nesse nicho é especificamente o relacionamento. Auxiliar no tratamento de fobias. Você pode constelar medos como de escuro, aranhas, altura. Uma vez que estes medos atrapalhem ou impeçam alguma atuação desejada pelo constelado em sua vida. Muitas vezes há medos sem razão consciente para existir e por meio da constelação você pode entender se tem fundo sistêmico. Você pode auxiliar na cura emocional e sistêmica em temas delicados como abusos, assassinatos, abortos e suicídios. Neste caso, você faz os ajustes necessários para respeitar as 3 ordens do amor e incluir no sistema quem quer que seja necessário. Adendo é que essa inclusão não tem a ver com convivência, mas sim com uma postura interna do paciente. Quanto mais estudo sobre as constelações, suas leis, ordens e as observações no dia a dia, mais me convenço que esta é uma ferramenta de poderosa liberação, consciência, compaixão e amor. As constelações estão a serviço de algo muito maior do que podemos imaginar e possui sua própria consciência. Todos no mundo partilham dessa consciência, porém os consteladores têm uma perspectiva diferente, como se fossem operadores, uma extensão desta ferramenta, e a própria ferramenta e consciência ao mesmo tempo. Ao não aceitar a realidade e tomar a vida exatamente como foi e como é, de forma inconsciente, enxergamos as pessoas através de nossa lente que está embaçada, assim criamos expectativas e voltamos para o círculo de não aceitação e insatisfação. Montagem da constelação Abaixo um resumo de como montar uma constelação, os primeiros passos para que você vá se adaptando. Nos livros de Bert Hellinger, ele descreve claramente como se montam as constelações familiares, inclusive com diagramas: Iniciar uma conversa inicial, apresentar-se e explicar a técnica. 30 minutos; Preparar o local, concentrar-se ao menos uns 15 minutos antes de começar, (pode ser utilizadas as técnicas de meditação ou yoga que acalmam a mente), para o constelador é muito importante permanecer em seu centro, sem reatividade perante o campo familiar e as situações que se apresentam; Identificar o motivo que levou o cliente/paciente a decidir constelar, perguntar ao cliente qual sua expectativa com relação à constelação, perguntas como “o que para você seria um bom resultado nessa constelação?”, “o que você espera que aconteça pós constelação?”. Essa pergunta é importante, pois com base nela precisamos levar o cliente a compreender que na constelação iremos realizar movimentos de integração e organização sistêmica e que o resultado, assim como em qualquer outra terapia, irá depender de uma combinação de fatores; O cliente escolhe os representantes, pessoas ou bonecos. Comece colocando um para o cliente/paciente, depois, normalmente, pai e mãe e irmãos (colocar inclusive membros falecidos e abortados); Após escolha, posicionar os representantes, se for presencial o constelado posiciona cada um deles, se on-line peço que o cliente feche os olhos, pense no familiar que iremos posicionar, vou fazendo movimentos circulares sobre o cenário e peço que me diga quando parar, a fim de determinar o ponto deste representante; Observação do cenário após montagem, silêncio neste momento: o constelador tem a percepção do campo e faz a leitura das posições e sensações dos representantes. Se com representantes humanos pergunta a eles como se sentem; Conversa com o constelado sobre o que está sentindo, quais são as percepções ao olhar a disposição; Verificar o que cada representante está sentindo/pensando, com bonecos ancorando através do toque no boneco e a empatia do constelado; Após observação abordo o que são as ordens do amor, como devemos segui-las, a explicação é de acordo com a infração que se apresenta. Bem pontual para não confundir; Fazer os movimentos, mudança de posições e conversas (frases de cura) para ir solucionandoos conflitos, tento ir dos menores (quando necessário) para deixar o conflito principal por último. Vou percebendo se o constelado está conectado com os movimentos e se necessário faço pausas para explicar ou conversar, incluo algum outro membro familiar se sentir necessidade, avós, tios, bisavós; Se possível, posiciono todos os representantes na ordem de hierarquia para que o constelado visualize e internalize essa imagem; Pedir permissão para o constelado e encerrar oficialmente, retirar os bonecos. Conversar um pouco e finalizar. livro Ordens do Amor: um guia para o trabalho com as constelações familiares por Bert Hellinger (Editora Cultrix) A simetria oculta do amor: porque o amor faz os relacionamentos darem certo, por Bert Hellinger, Gunthard Weber e Hunter Beaumont (Editora Cultrix). Unidade 4 / Aula 3 Terapia de constelação familiar Vamos entender quem pode constelar e se existe um momento certo de fazer uma constelação. Como a constelação pode ser aplicada como terapia complementar na área da saúde, inclusive apresentando excelentes resultados. Vou te apresentar quais são as dinâmicas mais comuns de infração e as leis sistêmicas que resultam em doenças e sintomas. Qual deve ser a postura necessária durante a aplicação desta terapia, diferentemente do médico ou psicólogo o constelador não deve ter nenhuma intenção de ajudar o paciente, sua tarefa é apenas reorganizar o sistema familiar e deixar os resultados possíveis se manifestem. A postura do constelador Depois de tudo que estamos abordando até aqui, você pode estar se questionando como saber a hora de indicar a constelação familiar como terapia para um paciente. A constelação é indicada como terapia complementar para todos os tipos de sintomas ou doenças sem restrições. É importante estarmos atentos apenas se a pessoa tem condições emocionais e físicas para presenciar o processo, muitas vezes, intenso que é vivido durante a constelação. Como são apresentadas dinâmicas normalmente inconscientes pode ser que o paciente se depare com dores ou traumas, para a partir daí ressignificar e reorganizar seu sistema. Neste contexto é importante que o constelador seja uma pessoa capaz de manter uma postura centrada e neutra. Existe uma expressão PAIM, que quer dizer sem pena, sem amor, sem intenção e sem medo e essa é a postura que um constelador deve ter na condução de uma constelação. Ao sentir pena do outro, você envia a mensagem de que não confia em sua capacidade, de que não respeita o seu destino. Ao sentir amor pelo outro ou pela situação, muitas vezes como uma forma de identificação com suas próprias histórias, você se torna parcial, perde a qualidade de olhar para todos os envolvidos no sistema familiar sem julgamento e com aceitação em seu coração. Tendo a intenção de ajudar o outro e facilitar seu destino, você se coloca como superior, é preciso muita humildade para dar espaço e permitir que o outro rompa seus próprios “casulos”, também para aceitar quando ele não consegue rompê-los ou prefere permanecer dentro deles. Com medo de desagradar, de se posicionar de forma adulta, encarando as circunstâncias e exercendo a atitude que vai de fato ajudar na independência e poder pessoal do cliente, você estará, no mínimo, atrasando o processo de sobrevivência ou evolutivo do outro. Todos nós passamos por grandes desafios em nossas vidas, momentos em que precisamos recrutar nossas forças para superar ou impulsionar algo, a perda de um ente querido, separação entre cônjuges, falência de uma empresa, saída de um emprego, traições. Estes desafios se desdobram de maneira menor no dia a dia, tais como manter uma rotina, cuidar dos filhos, realizar seu trabalho, estudar, se relacionar com as pessoas. É preciso encarar o fato de que o seu paciente não terá seu apoio 24h por dia e por isso é essencial que ele desenvolva sua própria força. O arquétipo da ajuda é a relação dos pais com os filhos, principalmente da mãe, porque os pais dão e os filhos recebem. Neste caso, a ajuda pode ser quase que ilimitada, os pais estão dispostos a dar quase tudo aos seus filhos. A prontidão dos pais e receptividade dos filhos estão em ordem. Muitos terapeutas pensam que precisam ajudar seus clientes assim como os pais ajudam seus filhos pequenos, inversamente muitos que procuram ajuda esperam a dedicação do profissional como dos pais. Esperam receber dos terapeutas, médicos, psicólogos algo que ainda esperam e exigem de seus próprios pais. Neste caso, recomendo que você não atenda a esta expectativa, para não criar um envolvimento semelhante ao do ajudado com seus pais e da mesma forma impedi-lo de tomar sua força e se posicionar como adulto perante a vida. Devemos frustrar essa expectativa de receber ajuda além da medida. Caso contrário, você pode permanecer preso na transferência e na contratransferência do ajudado com relação aos pais, dificultando, assim, sua independência, tanto de seus pais quanto dos ajudantes. Essa postura sem intenção de ajudar é muito importante na área da saúde, quando utilizamos a constelação familiar como terapia complementar nos casos de tratamentos de doenças como câncer, fibromialgia, alergias, dores crônicas, diabetes entre outras. Podemos utilizar essa terapia complementar no caso de qualquer sintoma ou doença. Constelação aplicada a área da saúde Você irá perceber que é impressionante como as constelações revelam conexões transgeracionais entre as doenças manifestadas no presente e eventos ocorridos no passado na família de origem do paciente. Nas constelações, observamos os distúrbios de saúde como apenas um sintoma de algo mais profundo que atua no sistema familiar e possivelmente é a causa raiz do adoecimento. A partir do princípio da medicina chinesa, em cujo modelo de pensamento a doença é vista como uma perturbação na ordem, não é estranha a ligação dessa com a infração das ordens do amor que atuam no sistema familiar. Quando é possível identificar a causa do problema, você poderá atuar com movimentos realizados por representantes humanos ou bonecos e frases sistêmicas de cura capazes de colocar em ordem o campo familiar e isso pode propiciar ao paciente melhora nos sintomas, na qualidade de vida e em muitas vezes a cura. Ao optar por trabalhar com a terapia da constelação familiar na área da saúde é muito importante estar preparado para se deparar com um tema pouco presente em nosso cotidiano, a morte. Esta é uma questão que gera receio, principalmente, porque pensamos que o término de nossa vivência irá nos tirar tudo que temos de mais precioso, como os filhos, cônjuges, pais, carreira, missão de vida, a oportunidade de erguer nosso legado. Esses elementos mencionados são verdadeiros tesouros, porém recorde aqui o que é mais precioso, justamente porque é essencial, a nossa própria vida. Independentemente do que possamos construir ou de nossos amores, sem ela, nada seria possível. Porém, aqui estou falando da vida plena, aquela que honra nossos ancestrais e o preço que pagaram para que cada um de nós esteja aqui. Por inúmeras vezes, não prestamos atenção a isso, entrando no piloto automático da existência, levando a vida como se fosse algo normal, até banal. Se você encontrasse a morte, como às vezes acontece quando sofremos a ameaça ou o fato de perder alguém, provavelmente, você passaria a aproveitar seus dias com muito mais entusiasmo e as tarefas rotineiras e até mesmo as dificuldades receberiam novo brilho somente pelo fato de existirem. Nesse contexto, você poderá olhar a morte como guardiã da vida. Em uma constelação na área da saúde, você irá perceber que todas as doenças são manifestadas pelo paciente por amor ao seu sistema familiar, veremos isso mais a frente nas dinâmicas comuns que acontecem nessa área, portanto é importante você ter centramento suficiente na condução para consentir que o paciente continue com a desordem sistêmica, por amor, se assim ele desejar. Em outras palavras, respeitar o desejo do paciente de não se curar. Comum perceberisso quando acontece a recusa do representante do paciente em fazer os movimentos ou falar as frases, ou não levar a sério a constelação com posturas de risos e descaso. Dinâmicas familiares comuns em casos de doenças A seguir você verá as dinâmicas mais recorrentes que atuam nos campos quando montada uma constelação relacionada a uma doença: 1ª Eu vou no seu lugar O vínculo de destino que liga uma família faz nascer a ideia de que uma pessoa pode morrer pela outra. Esse vínculo é acompanhado de profundo amor, que como forma de se manifestar quer ser responsável por outra pessoa. Isso acontece quando uma pessoa acredita, que de forma mágica, com seu próprio sofrimento pode tirar o sofrimento de outra pessoa. Normalmente são as crianças que querem morrer pelo outro, pois são as que têm o amor mais profundo e cego, geralmente desejam partir no lugar de um dos pais. Esta ideia também existe entre parceiros. Seja como for, esta é uma ideia totalmente inconsciente e permanece na sombra, até que possamos trazer à luz por meio de uma constelação. Então o paciente pode perceber que essa ideia de ir no lugar do outro não se faz real, é apenas uma ilusão e então pode tomar outras posturas mais saudáveis em sua vida. 2ª Identificação com excluído ou outro membro familiar O paciente pode estar identificado com um irmão que foi excluído, por exemplo, por um aborto ou por ter nascido morto. Se esta criança não tem espaço, um irmão ou irmã pode também querer ir embora, sentir que não tem espaço. Além de doenças, esta identificação causa problemas nos sistemas que a pessoa identificada tentar construir, com marido, esposa e filhos. Esta pessoa não terá conexão com este sistema atual e sempre desejará ir embora. Nos movimentos, no campo, esta dinâmica pode ser evidenciada quando a pessoa que deseja ir embora sinte-se bem olhando para fora do campo, para o vazio. A solução é incluir novamente o membro excluído ou o paciente perceber que está se identificado com algum membro do sistema e então pode se reconhecer como um ser humano único, sem a identificação. 3ª Expiação de culpas Uma pessoa que comete injustiça ou faz este mal a outro membro do sistema familiar carrega em sua alma uma culpa. O sistema familiar entende que esta culpa deve ser reconhecida e assumida por quem cometeu o ato, juntamente com suas consequências, sejam elas quais forem. Quando não se assume esta culpa, de alguma forma, a pessoa que cometeu o ato tenta negá-la, muitas vezes porque esta culpa vem acompanhada de grande dor, ou pesadas consequências, e acontece uma desordem dentro do sistema familiar. E a desordem, muitas vezes, é sinônimo de doenças, como já vimos. A primeira ação de quem cometeu o ato deve ser perceber e assumir que é culpado(a) perante a vítima, olhar para vítima e partilhar da sensação que causou. Depois aceitar a culpa e perceber que ela irá permanecer. 4º Aborto / Natimorto Cada pessoa que é gerada, mesmo que não chegue a nascer, é percebida pela família como um membro dela. Mesmo que, às vezes, apenas num nível inconsciente, muito profundo. Por isso, o ato de “eliminar” esta pessoa das lembranças, agir não dando a importância necessária, geralmente para se evitar a dor da perda e do luto, por mais bem intencionado que seja, é vivido na família como uma exclusão. Do mesmo modo os que nascem, porém não vivem muito tempo, geralmente por algum tipo de deficiência física ou neurológica, devem ter o ciclo de sua vida respeitado na família. É ilusão achar que conseguimos apagar a passagem de uma criança, como se sua vida e sua morte não deixassem rastro, ou fossem destituídas de efeito. Neste caso a solução é incluir a criança no sistema familiar e essa ser acolhida pelos pais e irmãos. Para acompanhar a simulação de constelações realizadas para pacientes com câncer, aconselho o livro Desatando os laços do destino: Constelações Familiares com doentes de câncer, por Bert Hellinger (Editora Cultrix). Unidade 4 / Aula 4 Formas de constelação familiar A autoconstelação, na visão de Bert Hellinger, quais recomendações e cuidados ele nos traz sobre este ponto. Irei te contar se é recomendado ou não conduzir uma constelação para alguém de sua própria família. Ficará claro para você o que é ser representante em uma constelação e o que acontece com essa pessoa e com seu próprio sistema familiar. Como essas pessoas são escolhidas, que tipo de ressonância existe com a situação da constelação em que irão participar ou assistir. Autoconstelação Em muitas terapias como a hipnose, a análise, o tetha healing entre outras, é possível que o terapeuta se autoatenda. Porém, com a constelação familiar, de acordo com orientação de Bert Hellinger, não é recomendado o autoatendimento. Em um workshop gravado, Bert respondeu essa pergunta sobre autoconstelação ensinando um exercício sistêmico que costumava fazer quando precisava de auxílio para tomar importantes decisões. Antes que eu te explique como fazer, vou esclarecer o que são os exercícios sistêmicos. Na primeira aula, você conheceu sobre os campos morfogenéticos, que são campos de informação que estão além do espaço e tempo e podem ser acessados e “lidos” por qualquer pessoa. Nesses campos ficam guardadas as informações sobre fatos, sentimentos, todos os acontecimentos e eventos de nossa família, nosso bairro, nosso país, nosso planeta. Esse campo também foi observado por Carl Jung como inconsciente coletivo. Em uma constelação familiar, por meio do constelado, o campo de informações daquela família é acessado pelos representantes e constelador e se apresentam as infrações e ajustes que precisam ser realizados para organizar e equilibrar o sistema. No exercício sistêmico, você acessa o campo, porém não vai observar e avaliar algo que se apresenta, já vai realizar diretamente frases e movimentos de solução para algo que você já percebeu que está acontecendo. Por exemplo, você ou seu paciente já sabe que possui uma fissura no relacionamento com a mãe, então de forma centrada faz a intenção de estar frente a frente com a mãe e realiza frases e movimentos que atuam na organização e no equilibro do campo familiar. Alguns profissionais denominam a autoaplicação de exercícios sistêmicos, que são também bastante eficazes principalmente pela repetição, de autoconstelação, porém essa denominação não condiz com os conceitos de Bert Hellinger. Bert ensina um exercício para quando você precisa de orientação sobre uma decisão, separe 3 folhas de papel, uma delas você define como sua posição atual, as outras uma é o SIM e a outra NÃO, então você se posiciona na 1ª folha de sua posição atual, faz a pergunta sobre sua decisão e permanece por alguns minutos sentindo, percebendo para qual das outras duas folhas seu corpo te direciona, o SIM ou o NÃO. Uma recomendação de Bert é que esse exercício seja realizado somente para questões sérias, caso contrário se torna uma “brincadeira”. Ele não recomenda que o constelador conduza uma constelação no seu próprio campo familiar, pois quando falamos de nossas dores e nossos traumas podemos perder nossa postura imparcial, tendendo a não respeitar a postura do PAIM (sem pena, sem amor, sem intenção e sem medo), o que compromete totalmente a qualidade e efetividade do trabalho, em alguns casos trazendo até efeitos negativos. Pelo mesmo motivo não se recomenda facilitar processos de constelação para seus familiares, pois o envolvimento emocional pode prejudicar a condução e os efeitos. Representante em uma constelação A constelação familiar original criada por Bert Hellinger consiste em presencialmente termos algumas pessoas que atuam como representantes no cenário do paciente. O constelador conversa com o cliente e entende qual é a questão que impacta sua vida, pode ser relacionamento, alguma doença, estagnação no trabalho, entre outros inúmeros sintomas. Além de ouvir a questão é importante que o constelador pergunte sobre o sistema do cliente, pai, mãe, se tem irmãos e qual sua posição – mais velho ou caçula –, tambémquestiona sobre eventos ou fatos que o cliente considere marcantes na família, como acidente, assassinato, aborto, abandono, suicídio, agressão, aquilo que vier na mente do cliente. Pois o normal é colocar o núcleo familiar central do cliente pai, mãe e irmãos, além claro do de um representante para o próprio cliente. Porém se tem algum fato marcante pode ser necessário colocar um dos avós ou tios, tias, ou quem quer que esteja envolvido com o fato. Os representantes são muito importantes, pois durante a constelação o paciente tem a chance de ver o problema de fora, observar a dinâmica familiar sem estar nela. E essa dissociação é peça-chave para que a visão do contexto se amplie e a solução possa ser percebida. O paciente escolhe entre as pessoas presentes quem irá representar cada membro da família e posiciona um por vez no cenário de acordo com o que sente ser o correto. Depois, o constelador pede que os representantes permaneçam centrados e se movimentem de acordo com o que desejam, além de perguntar a eles como se sentem e como percebem os demais representantes do cenário. Com base nestas respostas e nos movimentos, o constelador é capaz de perceber qual a dinâmica familiar oculta que infringe uma das leis e está ligada ao impacto na vida do paciente. Os representantes por meio da intenção do constelado conseguem acessar as informações dos campos morfogenéticos dos membros familiares, então a representante da mãe sente física, emocional e mentalmente o que a mãe carrega de informação e vai manifestando essas informações. Neste momento surgem sentimentos e sensações que ficam no inconsciente de cada membro familiar, dinâmicas ocultas que relacionam o constelado a algo ou a uma posição que implica em problemas na vida atual. Algumas pessoas quando participam como representantes no campo dizem que parece mágica e que por aqueles momentos realmente não se sentem como si mesmos. Porém não é mágica e em nossa primeira aula você pode encontrar a indicação de um livro que explica esse tipo de acesso a informações. Mesmo os que apenas assistem a constelação familiar levam para seu próprio sistema familiar os impactos dos movimentos realizados, pois muitas vezes as dinâmicas que se apresentam são semelhantes às que ocorrem em nossa família e isso ressoa em nosso ser. Em outras palavras, as pessoas que atuam como representantes ou assistem a uma constelação levam, na proporção de sua participação, a cura também para seus próprios sistemas familiares. Tipos de constelação No momento de sua criação as constelações familiares eram exclusivamente presenciais e com representantes. Porém, partindo do conceito que os campos morfogenéticos são campos de informações atemporais e que podem ser acessados independentemente do espaço em que se encontram, alguns consteladores começaram a desenvolver técnicas de constelação on-line. E durante a pandemia de Covid-19, com início em março de 2020, a prática das constelações de forma on-line se popularizou ainda mais. Aqui vale resgatarmos que as constelações familiares chegaram ao Brasil em 1990, sendo assim falamos de um passado recente. A escola Hellinger na Alemanha se colocava contra a adaptação para movimentos on-line, porém durante a pandemia realizou alguns testes em suas formações e comprovou a eficácia desse tipo de execução. Tanto que hoje é possível participar aqui no Brasil de um workshop de constelação realizado na Alemanha. Além do formato on-line, foram desenvolvidas outras técnicas, como a constelação onde os representantes são bonecos. Ao invés de reunir um grupo, o encontro acontece somente entre o constelador e o paciente, que escolhe os bonecos para representar cada membro de sua família e os posiciona em um tablado. Essa modalidade com bonecos exige mais esforço para leitura de campo do constelador, uma vez que existem apenas duas consciências conectadas com a percepção do trabalho, a do paciente e do condutor. Já com representantes pessoas são mais consciências ancorando o campo e podendo trazer informações. Na modalidade com bonecos, o constelador precisa estar ainda mais centrado e sem intenções. Pois ele, com auxílio das percepções do paciente será o responsável em perceber as imagens e dinâmicas que se apresentam. Meditação e técnicas de silêncio mental são muito recomendadas como hábito para consteladores. Existem outras variações desenvolvidas por profissionais, a constelação na água por exemplo, baseada nas experiencias do fotógrafo e escritor Masaru Emoto que comprovou através de fotos que as moléculas da água se comportam de formas diferentes a palavras e pensamentos. Sendo assim, quando são colocados representantes de bonecos na água com a intenção de acessar o campo morfogenético de um membro da família, este boneco é tomado por sensações que o posicionam e direcionam na água. Também foram desenvolvidas variações como a celebração sistêmica que se transformou em uma espécie de ritual de passagem para a vida de casados deixando para traz o sistema de origem para priorizar o novo sistema. Reconhecidas pela escola Hellinger temos apenas as constelações on-line e presencial com representantes pessoas. Em todos os modelos de terapias sistêmicas, o primordial é trazer à consciência do paciente as dinâmicas ocultas familiares em que ele está envolvido e muitas vezes não sabe. E a partir daí é possível trabalhar esse envolvimento de forma consciente, criando uma imagem de solução que fica gravada no paciente. Unidade 4 / Aula 5 Revisão da unidade Constelação Familiar A constelação familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger, nascido em 1925 e falecido em 2.019, aos 93 anos. Psicoterapeuta, teólogo, filósofo e pedagogo, aos 10 anos Bert foi enviado para o Monastério Católico a fim de estudar e mais tarde foi ordenado padre. Em 1942 foi para guerra, onde foi prisioneiro na Bélgica em um campo de concentração, conseguiu escapar e retornou à Alemanha. Depois entrou para Ordem dos Jesuítas e foi enviado para África do Sul como missionário nas tribos Zulus, onde permaneceu por 16 anos. Durante sua participação na guerra e principalmente na convivência com as tribos Zulus, Bert começou a perceber uma forma de organização nas famílias e comunidades que trazia bem-estar emocional, mental e físico para todos os integrantes. E foi aprofundando sua observação e seus estudos nestas tribos que ele pôde perceber que além do amor, algumas ordens eram fundamentais para manter todo sistema familiar e comunitário funcionando de forma saudável. Então, ele trouxe a nosso conhecimento as Ordens do Amor, 3 leis naturais que regem o funcionamento das relações. Nesta terapia, você deve observar por meio do posicionamento dos membros do sistema e dos sentimentos e sensações dos representantes se as Ordens do Amor, as 3 leis sistêmicas apresentadas por Bert, estão sendo respeitadas ou infringidas. O objetivo dessa observação é buscar a solução para novamente equilibrar o sistema, realizar os movimentos e proferir as frases necessárias. Vale lembrar que, como qualquer outra terapia, não há como garantir quais serão os resultados de uma constelação. O que podemos afirmar, porém, é que a reorganização reverbera por todo sistema, isto é, todos os membros familiares recebem o reflexo destes ajustes benéficos e sentirão mais leveza e liberação em suas vidas. Você irá conduzir a constelação com base em algum sintoma ou alguma questão que impacta a vida do paciente negativamente. Porém é importante que você entenda que esta questão trazida pelo cliente não é o real problema sob o ponto de vista da constelação. Essa doença, sintoma ou dificuldade é apenas a forma de esta pessoa manifestar uma desordem em seu sistema familiar. Portanto, você monta uma constelação com base em um problema inicial do paciente, depois avalia qual infração está sendo cometida com base nas 3 leis sistêmicas e, então, faz os ajustes e correções necessários no sistema familiar. Seguem os conceitos fundamentais nessa técnica: Pertencimento: diz que todostêm o direito de pertencer ao sistema, não importam as circunstâncias. Hierarquia: existe uma precedência no tempo, os pais têm hierarquia sobre os filhos, os avós sobre os pais e os netos, o primeiro filho não tem a mesma posição do segundo, nem do terceiro. Equilíbrio entre dar e receber: essa ordem diz que os vínculos humanos devem ser pautados pelo equilíbrio entre o dar e receber. No momento de sua criação, as constelações familiares eram exclusivamente presenciais e com representantes. Porém, partindo do conceito que os campos morfogenéticos são campos de informações atemporais e que podem ser acessados independentemente do espaço em que se encontram, alguns consteladores começaram a desenvolver técnicas de constelação on-line, formato que hoje já é aceito e utilizado pela Hellinger School na Alemanha. Estudo de Caso Para contextualizar seu aprendizado, imagine que alguém te procura para atendimento em constelação familiar. Como já vimos, é possível observar qualquer coisa ou situação que se apresente por meio da constelação. Leia atentamente a conversa inicial e a questão trazida e tente ir traçando um paralelo com as possíveis infrações das leis que vimos: Pertencimento: todos têm o direito de pertencer. Hierarquia: cada pessoa tem seu lugar no sistema. Equilíbrio: de troca nas relações entre o dar e receber, as ordens do amor apresentadas por Bert Hellinger. Um rapaz de 28 anos, solteiro, mora com seus pais, te procura para uma constelação familiar e conta que gostaria de olhar para um sentimento de angústia que tem em relação ao trabalho. Se sente sem energia perante seu trabalho e com um nó na garganta que não sabe explicar sempre que chega na empresa para a qual trabalha. Sente dificuldades em se posicionar no trabalho com chefe ou colegas, e mesmo quando não gosta ou não concorda com alguma situação não fala nada. Ele também tem dificuldades para expor o que sabe e mostrar suas capacidades, mesmo que esteja seguro de estar certo. Em outros ambientes, ele se sente bem, em casa, na faculdade, com a noiva, porém no trabalho sente essa angústia e não sabe explicar, uma vez que gosta das atividades que desempenha. Esse rapaz nunca fez uma constelação familiar, somente ouviu falar sobre. Ele está noivo de uma moça e pretendem se casar em alguns meses; em seu trabalho tem uma função de supervisão, sendo líder de uma equipe composta por 3 pessoas e já está há 2 anos na empresa. Quando questionado sobre seu sistema familiar, ele conta que seus pais estão vivos, são casados, ele tem uma irmã mais nova e não tem conhecimento de nenhum falecimento de algum irmão ou aborto. Quando questionado sobre fatos importantes que aconteceram em sua família, como acidentes, suicídios, doenças, separações ou algo marcante, ele não se recorda de nada. Essa é uma situação real que foi atendida por mim algum tempo atrás e conseguimos encontrar uma solução por meio da constelação. ______ Reflita Você, como constelador, acredita que tem alguma outra pergunta importante a fazer ao constelado? Por onde você começaria a constelação? Quais elementos você colocaria primeiro no campo? Você poderia agir da seguinte forma, conforme eu conduzi a constelação: Perguntei ao constelado quais membros de sua família ele achava que estavam ligados a esses sentimentos. Ele falou pai e talvez sua mãe. Então orientei a escolha de representantes para: O constelado; O papai; A mamãe. Após escolhidos os bonecos, eles foram posicionados. Pedi que o constelado fechasse seus olhos, colocasse os pés no chão, respirasse profundamente algumas vezes. Orientei que eu pegaria um representante por vez, ele deveria se conectar com esta pessoa por pensamentos, sentimentos, da melhor forma possível, e eu movimentaria o boneco sobre o cenário, quando ele sentisse que eu deveria parar me avisaria e o representante estaria posicionado. Posteriormente perguntei ao constelado se ele reconhecia a estrutura familiar dele na disposição. Ele disse sim, perguntei se ele achava que mais alguém deveria estar no cenário e ele disse sua irmã. Então escolhemos e posicionamos um representante para: A irmã mais nova. Perguntei ao constelado suas percepções sobre o cenário ele disse: Eu estou distante de meus pais; Meus pais não se olham; Estou próximo da minha irmã; Dei as minhas observações: Representante escolhido para o pai representa autoridade, pela vestimenta do boneco escolhido já percebi isso; O constelado está em posição triangular com seus pais, isso é no mesmo lugar hierárquico de seus pais; Sua mãe olha para fora do sistema. Escolhi um representante para os sentimentos trazidos pelo constelado, não falei a ele do que se tratava (oculto), fizemos o processo de posicionar. Os sentimentos ficaram atrás do pai e neste momento o constelado disse que sentiu ansiedade. A imagem que se apresentou para mim foi que o pai é rígido e tem grande autoridade, a mãe não sabe exatamente como lidar com os sentimentos que lhe cabem na relação de casal e convidou o filho para uma posição de triangulação. Ao aceitar o filho, ela cria um problema de relacionamento com o pai. Questiona a forma de condução de seu pai, porém como este tem forte autoridade, o constelado não consegue se posicionar e leva esta postura para vida profissional. Expliquei para o constelado sobre as ordens da hierarquia e sobre a posição dos pais e dos filhos. Pedi permissão para mudar algumas posições e começarmos a fazer alguns movimentos. Fizemos movimentos com a mãe, com o pai e coloquei também seus avós paternos, neste momento o constelado teve clareza de que o pai repassa a educação que recebeu. O sentimento do constelado em relação à irmã era de grande responsabilidade por ela. Então, fizemos os movimentos de liberação dessa responsabilidade entregando sua irmã aos cuidados de seus pais. Durante todo processo pedi ao constelado para trazer as percepções sobre os sentimentos do cenário e dos representantes e ele teve dificuldades em falar, não achava as palavras, engasgava-se para dizer com receio de dizer o que lhe vinha de forma intuitiva. Então eu lhe disse, fale, a expressão faz parte de seu processo. Após os movimentos com a mãe e o pai, o constelado começou a falar os sentimentos de cada representante e suas percepções com clareza e firmeza. E ao final do processo disse que se sentia extremamente aliviado. Resumo Visual Questão 1 Respondida Nosso corpo possui sete chakras maiores, localizados na linha da coluna vertebral e associados às glândulas endócrinas. Um desses chakras localiza-se no centro do tórax, e quando desequilibrado gera indiferença, egoísmo e enfermidades pulmonares e cardíacas. Assinale a alternativa que indica o nome e a função desse chakra. · Chakra do plexo solar, regula a digestão, a vitalidade e a força de vontade. · Chakra frontal, comanda a intuição, a imaginação e a criatividade. · Chakra da coroa, relacionado com a consciência superior e a iluminação. · Chakra da raiz ou de base, traz vitalidade para o corpo físico. · Chakra cardíaco, relacionado com o sistema cardiorrespiratório e o amor. Sua resposta Chakra do plexo solar, regula a digestão, a vitalidade e a força de vontade. Alternativa correta: Chakra cardíaco, relacionado com o sistema cardiorrespiratório e o amor. Chakra do plexo solar, regula a digestão, a vitalidade e a força de vontade. Incorreto. Localiza-se no centro do corpo. Chakra frontal, comanda a intuição, a imaginação e a criatividade. Incorreto. Localizado entre as sobrancelhas, como um “terceiro olho”. Chakra da coroa, relacionado com a consciência superior e a iluminação. Incorreto. Localizado no topo da cabeça. Chakra da raiz ou de base, traz vitalidade para o corpo físico. Incorreto. Localizado na base da coluna. Chakra cardíaco, relacionado com o sistema cardiorrespiratório e o amor. Correto. Localizado na altura do coração. Questão 2 Respondida Na realização da terapia bioenergética é necessária uma respiração calma e profunda, para que todos os sentimentos que foramreprimidos sejam liberados. Esta liberação faz com que a musculatura tensa também seja liberada, os músculos deixam de ficar de forma defensiva, as couraças são desfeitas , a energia é liberada e as lembranças de infância podem ser renovadas. Em relação a terapia bioenergética marque a alternativa que traz o objetivo da terapia em relação aos bloqueios energéticos · A resolução destes bloqueios. · O esquecimento destes bloqueios. · O relembrar destes bloqueios. · O fortalecimento destes bloqueios. · O desenvolvimento destes bloqueios. Sua resposta O desenvolvimento destes bloqueios. Alternativa correta: A resolução destes bloqueios. Quando as emoções são liberadas as tensões que estão nos músculos também são liberadas, os músculos deixam de ficar de forma defensiva, as couraças musculares vão sendo desfeitas, a energia é liberada, e as lembranças da infância que podem ser o motivo dos problemas presentes podem ser resolvidas e a energia consegue fluir naturalmente (VOLPI e VOLPI, 2003). Ser esquecidos alternativa INCORRETA pois a terapia bioenergética trabalha na resolução dos bloqueios energéticos e não apenas esquecimento. Ser relembrados alternativa INCORRETA pois a terapia bioenergética trabalha resolver os bloqueios energéticos e não ficar lembrando deles. Ser fortalecidos alternativa INCORRETA pois a terapia bioenergética não quer fortalecer as lembranças ruins da infância e sim resolver os bloqueios criados Ser desenvolvidos alternativa INCORRETA pois a terapia bioenergética não pretende desenvolver as emoções ruins que tivemos na infância e os bloqueios energéticos e sim desfazê-los Questão 3 Respondida O método Reiki é um sistema natural de harmonização e reposição energética que mantém ou recupera a saúde. Funciona como instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas. Os tratamentos do método Reiki liberam tensões, intensificando as habilidades do corpo. As pessoas vencem dores, fazendo-as sentirem-se mais amorosas, felizes e receptivas. Com base no uso do Reiki, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. O Reiki pode ser aplicado de forma preventiva, para melhorar a qualidade de vida de quem o recebe. PORQUE II. O Reiki é capaz de melhorar todos os aspectos que compõem a qualidade de vida: físico, psicológico, social e ambiental. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: · As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II justificativa a I. · As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não justificativa a I. · A asserção I é uma proposição falsa e a II, verdadeira. · A asserção I é uma proposição verdadeira e a II, falsa. · As asserções I e II são proposições falsas. Sua resposta As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II justificativa a I. Alternativa correta: As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II justificativa a I. A asserção I é verdadeira, pois o Reiki não apenas trata de doenças já instaladas como age preventivamente, melhorando a qualidade de vida de quem o recebe. A asserção II é verdadeira, pois todos os domínios que compõem a qualidade de vida podem ser influenciados positivamente com o Reiki. Questão 4 Respondida A terapia bioenergética é uma forma de tratamento antiga que trabalha com a ideia de que corpo e mente estão interligados e são inseparáveis, quando um deles sofre o outro também é afetado. Os sentimentos nos fazem criar bloqueios energéticos, as conhecidas couraças, que bloqueiam o fluxo de energia e se manifestam como dores e tensões musculares, pode ainda apresentar uma mente mais agitada que não consegue repousar mesmo nos momentos de diversão. Em relação a esta terapia correlacione as colunas abaixo: COLUNA A COLUNA B I- Psicanalista que desenvolveu a terapia bioenergética 1 - os processos orgânicos de cada indivíduo II - A energia é reponsável por todo movimento que ocorre no organismo influenciando 2- Wilhelm Reich III - Bioenergética é uma palavra reichiana que significa 3 - resolução de crises pessoais IV- A análise bioenergética permite autoconhecimento e 4- energia biológica Marque a assertiva que traz a sequência correta: · I-2, II-1, III-4, IV-3 · I-1, II-3, III-4, IV-2 · I-3, II-1, III-4, IV-2 · I-4, II-3, III-2, I-1 · I-2, II-3, III-4, IV-1 Sua resposta I-2, II-1, III-4, IV-3 Alternativa correta: I-2, II-1, III-4, IV-3 I- Psicanalista que desenvolveu a terapia bioenergética - 2-Wilhelm Reich II - A energia é responsável por todo movimento que ocorre no organismo influenciando - 1- os processos orgânicos de cada indivíduo III - Bioenergética é uma palavra reichiana que significa -4- energia biológica IV- A análise bioenergética permite autoconhecimento e 3 - resolução de crises pessoais Questão 5 Respondida A Constelação Familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger, nascido em 1.925 e falecido em 2.019 aos 93 anos. Psicoterapeuta, teólogo, filósofo e pedagogo aos 10 anos foi enviado para o Monastério Católico a fim de estudar e mais tarde foi ordenado padre. Em 1.942 foi para guerra, onde foi prisioneiro na Bélgica em um campo de concentração, conseguiu escapar e retornou a Alemanha. Depois entrou para ordem dos Jesuítas e foi enviado para África do Sul como missionário nas tribos Zulus, onde permaneceu por 16 anos. Durante sua participação na guerra e principalmente na convivência com as tribos Zulus, Bert começou a perceber uma forma de organização nas famílias e comunidades que trazia bem-estar emocional, mental e físico para todos os integrantes. E foi aprofundando sua observação e estudos nestas tribos que ele pôde perceber que além do amor, algumas ordens eram fundamentais para manter todo sistema familiar e comunitário funcionando de forma saudável. Então ele trouxe ao nosso conhecimento as Ordens do Amor. A respeito das Ordens do Amor assinale a alternativa correta. · Pertencimento, diz que todos tem o direito de pertencer ao sistema, não importam as circunstâncias. · Hierarquia, essa ordem nos diz que existe uma precedência no tempo, os filhos tem hierarquias sobre os pais, e cada geração vai tendo precedência sobre as demais anteriores. · Pertencimento, diz que todos tem o direito de pertencer ao sistema, exceto nos casos de assassinato. · Equilíbrio entre dar e receber, essa ordem diz que devemos apenas dar ao outro, assim fazemos o caminho para o amor. · Equilíbrio entre dar e receber, essa ordem diz que quem dá mais em uma relação é a pessoa que tem o maior poder de decisão. Sua resposta Pertencimento, diz que todos tem o direito de pertencer ao sistema, não importam as circunstâncias. Alternativa correta: Pertencimento, diz que todos tem o direito de pertencer ao sistema, não importam as circunstâncias. Pertencimento, diz que todos tem o direito de pertencer ao sistema, não importam as circunstâncias. Hierarquia, essa ordem nos diz que existe uma precedência no tempo, os pais têm hierarquia sobre os filhos, os avós por sobre os pais e os netos, o primeiro filho não tem a mesma posição do segundo, nem do terceiro. Equilíbrio entre dar e receber, essa ordem diz que os vínculos humanos devem ser pautados pelo equilíbrio entre o dar e receber. Questão 6 Sem resposta A flexibilidade se relaciona com equilíbrio, aptidão física, bem estar, geralmente trabalhada por meio de alongamentos, relacionada ao comprimento muscular ou seja a mobilidade do músculo até seu comprimento funcional. Nas competições é trabalhada com os atletas para um bom desempenho, ou seja, pode ser analisada como um conceito de saúde. Em relação ao trabalho da terapia bioenergética na flexibilidade analise as assertivas abaixo: I - Quando o corpo trabalha com alongamento e flexibilidade é possível a movimentação da energia vital. II - A consciência corporal pode ser adquirida por meio de alongamento e contrações corporais. III - O trabalho bioenergético permite alongamento e relaxamento da musculatura tensa. IV - A terapia bioenergética trabalha com manipulação e exercícios especiais para liberação de tensões. Considerandoo exposto, está correto o que se afirma em: · I e II , apenas. · II e III, apenas. · III e IV, apenas. · II e IV, apenas. · I, II, III e IV corretas. Sua resposta I e II , apenas. Alternativa correta: I, II, III e IV estão corretas I - Quando o corpo trabalha com alongamento e flexibilidade é possível a movimentação da energia vital; II - A consciência corporal pode ser adquirida por meio de alongamento e contrações corporais III - O trabalho bioenergético permite alongamento e relaxamento da musculatura tensa IV - A terapia bioenergética trabalha com manipulação e exercícios especiais para liberação de tensões Questão 7 Sem resposta Tanto o Reiki quanto o Gigong são terapias bioenergéticas que atuam através da interferência positiva dos campo energéticos do ser humano. Os resultados dessas terapias sugerem que, enquanto modalidades de terapias complementares, não invasivas, podem auxiliar pessoas submetidas a exames médicos tradicionais, atendendo assim os anseios dos pacientes. Assinale a alternativa que traz a técnica utilizada no Reiki e no Gigong. · O Qigong é um conjunto de exercícios de meditação. O Reiki utiliza a imposição de mãos como técnica principal. · O Qigong é um conjunto de exercícios e de movimentos corporais. O Reiki utiliza a meditação como técnica principal. · O Qigong é um conjunto de exercícios e de movimentos extra-sensoriais. O Reiki utiliza a imposição de mãos como técnica principal. · O Qigong é um conjunto de exercícios e de movimentos corporais. O Reiki utiliza a mediunidade como técnica principal. · O Qigong é um conjunto de exercícios e de movimentos corporais. O Reiki utiliza a imposição de mãos como técnica principal. Sua resposta O Qigong é um conjunto de exercícios e de movimentos corporais. O Reiki utiliza a imposição de mãos como técnica principal. Alternativa Correta. O Qigong é um conjunto de exercícios e de movimentos corporais. O Reiki utiliza a imposição de mãos como técnica principal. As demais alternativas não traduzem uma resposta correta sobre as técnicas de Qigong e Reiki. Questão 8 Sem resposta Atualmente já é bem aceita a ideia de que muitos de nossos sintomas e doenças têm íntima relação com nossos maus hábitos de corpo, fala e mente, através de seus padrões nocivos. Além da prática meditativa e tantas técnicas de tratamento disponibilizadas no Reiki, uma importante orientação vem nos apoiar nesse processo de conquista de saúde integral e felicidade. A base do Reiki são os Gokai, os cinco princípios do Reiki. Esses princípios nos servem como um mapa, fornecendo tanto um norte que desejamos alcançar, quanto uma noção de onde estamos no caminho para assim realizarmos as correções de rota necessárias. Muito além de frases para serem ditas mecanicamente, os princípios devem ser recitados diariamente e contemplados relacionando-os diretamente com nossa vida cotidiana. Eles contêm muitas chaves para transformação pessoal e melhoria de nossa relação conosco, com o outro e com o planeta. Assinale a alternativa que apresenta corretamente os cinco princípios do Reiki. · Manifeste o amor; seja natural; agradeça a tudo; suprima seus desejos; seja atencioso. · Veja sempre o positivo das pessoas; anule seu ego; perdoe; diga a verdade; medite. · Não se preocupe; suprima seus desejos; perdoe; confie em Deus; espalhe a paz. · Seja grato; não sinta raiva; não se preocupe; trabalhe honestamente; seja bondoso. · Seja bondoso; anule seu ego; manifeste o amor; felicite os outros; seja livre. Sua resposta Seja grato; não sinta raiva; não se preocupe; trabalhe honestamente; seja bondoso. Alternativa correta: Seja grato; não sinta raiva; não se preocupe; trabalhe honestamente; seja bondoso. Manifeste o amor; seja natural; agradeça a tudo; suprima seus desejos; seja atencioso. Incorreto. Desses princípios, apenas o “agradeça a tudo” pertence ao Reiki. Veja sempre o positivo das pessoas; anule seu ego; perdoe; diga a verdade; medite. Incorreto. Esses não são princípios do Reiki. Não se preocupe; suprima seus desejos; perdoe; confie em Deus; espalhe a paz. Incorreto. Desses princípios, apenas o “não se preocupe” pertence ao Reiki. Seja grato; não sinta raiva; não se preocupe; trabalhe honestamente; seja bondoso. Correto. Esses são os princípios do Reiki, selecionados por Mikao Usui. Seja bondoso; anule seu ego; manifeste o amor; felicite os outros; seja livre. Incorreto. Esses não são princípios do Reiki. Questão 9 Sem resposta Desde o princípio dos tempos, desde a formação do universo, que já dura cerca de 15 bilhões de anos, desde a criação do planeta Terra. Desde o átomo até as grandes galáxias, mostra que o universo tende a produzir a vida e a consciência. O surgimento da consciência na realidade física é a grande meta da evolução do universo, portanto, a natureza no universo é inteligente e autoconsciente, e tem a substância de uma intencionalidade, que os filósofos chamam de teleologia. A estrutura essencial do universo é uma consciência, tanto quanto a nossa estrutura essencial. Assinale a alternativa correta sobre o objetivos dos nossos pensamentos para a Mecânica Quântica. · O hemisfério esquerdo do nosso cérebro ativa os pensamentos matemáticos. · O hemisfério esquerdo do nosso cérebro ativa os pensamentos criativos e lúdicos. · O hemisfério direito do nosso cérebro ativa os pensamentos criativos e lúdicos. · O hemisfério direito do nosso cérebro ativa os pensamentos matemáticos. · Nossos pensamentos ditam o que atraímos ou somos atraídos. Sua resposta Nossos pensamentos ditam o que atraímos ou somos atraídos. Alternativa correta: Nossos pensamentos ditam o que atraímos ou somos atraídos. O hemisfério esquerdo do nosso cérebro ativa os pensamentos matemáticos. Alternativa Incorreta. Não diz respeito ao enunciado. O hemisfério esquerdo do nosso cérebro ativa os pensamentos criativos e lúdicos.Alternativa Incorreta. A resposta está incorreta porque os pensamentos criativos e lúdicos são do hemisfério direito, e não diz respeito ao enunciado. O hemisfério direito do nosso cérebro ativa os pensamentos criativos e lúdicos.Alternativa Incorreta. Não diz respeito ao enunciado. O hemisfério direito do nosso cérebro ativa os pensamentos matemáticos. Alternativa Incorreta. A resposta está incorreta porque os pensamentos matemáticos são do hemisfério esquerdo, e não diz respeito ao enunciado. Alternativa Correta. Nossos pensamentos ditam o que atraímos ou somos atraídos. Questão 10 Sem resposta A terapia bioenergética permite que o paciente se auto conheça, por meio de uma respiração tranquila e lenta, com a concentração adequada é possível um relaxamento tanto a nível físico quanto mental, a terapia deve ser feita de forma concentrada, não apenas de forma mecânica para que seja atingido o efeito terapêutico desejado. A terapia bioenergética trabalha com massagem, respiração e com posturas. Assinale a alternativa correta com relação ao nome dado a postura de enraizamento. · Guerreiro · Grounding · Letra T · Asana · Cobra Sua resposta Grounding Alternativa correta :grounding guerreiro alternativa INCORRETA pois esta é uma postura do Ioga usada para alongamento e fortalecimento muscular letra T alternativa INCORRETA pois é uma postura de ioga usada no alongamento muscular asana alternativa INCORRETA pois este é o nome dado as posturas de ioga cobra alternativa INCORRETA pois é uma postura do ioga para alongamento posterior do corpo