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FORMULÁRIO PARA REALIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO CONTINUADA – QUESTÃO ABERTA DISCIPLINA: ÉTICA Nome: MONICA APARECIDA QUIRINO BRESSANIN RA: 1162546 Curso: TECNOLOGIA EM GESTÃO PÚBLICA Polo: JAÚ/SP 1º PASSO – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Link de acesso ao Código de Ética Profissional: http://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2012/03/resolucao_311_anexo.pdf Destaque os 5 principais aspectos presentes no Código de Ética, os quais você julga importantes para a atuação ética de um profissional do ramo. 1- Negar-se a desempenhar atividades que estejam em desacordo com sua competência, que ofereçam risco à sua própria segurança, ou à segurança de terceiros. 2- Exercer a profissão com “justiça, compromisso, equidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade”. As relações devem ser baseadas no direito, na solidariedade e no respeito às diversidades. 3- Se utilizar do cargo para obter qualquer vantagem em troca de assistência profissional, bem como utilizar-se de seus conhecimentos profissionais para praticar atos criminosos ou contravenções. 4- Negar assistência em situações de “urgência, emergência, epidemia, desastre e catástrofe”. 5- Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade da pessoa, em todo seu ciclo vital e nas situações de morte e pós-morte. 2º PASSO – FATOS REAIS CASO KLARA CASTANHO: O QUE PODE ACONTECER COM PROFISSIONAL DE SAÚDE QUE DIVULGA DADOS SIGILOSOS Antes de revelar publicamente que sofreu um estupro e que ficou grávida após o crime, a atriz Klara Castanho, de 21 anos, teve detalhes sobre sua situação vazados para a imprensa e para o meio artístico. No sábado (25/06), a atriz publicou em suas redes sociais um texto contando que foi vítima de violência sexual, que engravidou em consequência do estupro e que, mesmo tendo direito ao aborto legal, decidiu levar a gravidez até o fim e posteriormente entregar a criança para adoção. Klara disse que resolveu fazer o "relato mais difícil" de sua vida porque havia diversas pessoas comentando o seu caso publicamente e a atacando nas redes sociais - embora seu nome não tivesse sido revelado, outras informações e detalhes do caso tornavam possível sua identificação. A jovem disse ainda que, logo após o parto, enquanto ainda estava sob os efeitos da anestesia, foi abordada por uma enfermeira que teria especulado em voz alta sobre uma possível publicação das informações. Tanto a Constituição brasileira quanto as regras de sigilo médico protegem os dados de saúde dos pacientes, e uma violação da privacidade e do sigilo como a sofrida pela jovem é algo ilegal em diversas esferas. "Em um vazamento de dados de saúde, temos não só a questão do sigilo profissional - as profissões da área de saúde têm normas próprias sobre o sigilo - quanto um dano moral é um ilícito por parte do hospital quanto à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)", afirma o advogado e doutor em direito José Luiz Toro, especialista em direito de saúde. AS CONSEQUÊNCIAS DO VAZAMENTO Registros médicos e dados sobre saúde em geral são considerados dados pessoais sensíveis pela LGPD, diz Toro. Ele explica que o vazamento dessas informações - tanto no caso de uma pessoa famosa quanto no caso de alguém menos conhecido - pode gerar consequências em diversas esferas. Uma delas é o campo profissional - médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde têm o dever ético de manter sigilo quanto às informações dos pacientes. As entidades responsáveis por investigar situações de infração ética por parte de profissionais de enfermagem são o Coren (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo) e o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem). Tanto o Coren quanto o Cofen afirmam que estão apurando se teria sido uma enfermeira quem divulgou detalhes sobre o caso de Klara à imprensa. O Cofen divulgou uma nota manifestando "profunda solidariedade" à atriz e dizendo que tomará todas as providências para a identificação de responsáveis pelo vazamento. "Após ser vítima de violência sexual, (Klara) teve o seu direito à privacidade violado, durante processo de entrega voluntária para adoção, conforme assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", diz a entidade. De acordo com o código de ética da enfermagem, infrações éticas podem ser punidas com advertência, multa, suspensão temporária do exercício profissional e - em casos mais graves - cassação do registro, ou seja, fim do direito de exercer a profissão. A possível penalidade aplicada no caso específico de Klara vai depender das investigações e das decisões do Coren e do Cofen. DANOS MORAIS Segundo José Luiz Toro, um caso de vazamento de dados de saúde por profissional também pode dar direito a uma indenização na esfera da Justiça Civil. "Para isso acontecer, a pessoa que se sente lesada teria que entrar com um processo contra o profissional que fez o vazamento", afirma. "São questões relacionadas aos direitos de personalidade, à vida privada." O valor de indenizações por dano moral, no entanto, não costuma ser muito alto na Justiça brasileira - raramente ultrapassando os R$ 100 mil. "A jurisprudência tem sido modesta quanto a esses valores", explica Toro. O HOSPITAL Um hospital de onde dados de saúde tenham sido vazados também pode enfrentar consequências legais, segundo Toro. Caso a vítima decida processar o hospital, a Justiça pode determinar que a entidade também faça uma indenização por danos morais. Além disso, a instituição também está sujeita a punições relativas à LGPD. Informações sobre saúde são considerados dados pessoais sensíveis, portanto têm direito a uma proteção extra dentro da Lei Geral de Proteção de Dados, explica Toro. Caso as autoridades de proteção de dados entendam que a instituição responsável por um vazamento cometeu uma infração da LGPD, explica o advogado, o hospital pode ter que pagar uma multa - que vai até R$ 50 milhões. O dinheiro, no caso, não iria para a pessoa lesada, mas para um fundo de proteção de dados. O hospital onde a atriz ficou internada, na região metropolitana de São Paulo, disse em nota que uma sindicância interna foi aberta para investigar o caso denunciado pela jovem. Data do fato: 27 de junho de 2022 Localidade de ocorrência do fato: São Paulo/SP Envolvido (s): Hospital na região metropolitana de São Paulo Vítima (s): Klara Castanho Identifique, no “Código de ética de sua profissão quais princípios foram infringidos e relacione o fato (ou a sequência de fatos) à norma. FALTA COMETIDA ARTIGO DO CÓDIGO DE ÉTICA VIOLADO 1- Vazamento de informações (que deveriam ser sigilosas) para a mídia. Art. 82 Manter sigilo sobre fato de que tenha conhecimento em razão da atividade profissional, exceto nos casos previstos na legislação ou por determinação judicial, ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou de seu representante ou responsável legal. 2- A vítima relata ter sido ameaçada por uma enfermeira que havia estado na sala de cirurgia no dia do parto. "Ela fez perguntas e ameaçou: 'Imagina se tal colunista descobre essa história'", narrou Klara. Art. 19 Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade da pessoa, em todo seu ciclo vital e nas situações de morte e pós-morte. 3º PASSO – SOLUÇÃO O que você acha que poderia ser feito para que menos situações como esta acontecesse, e, qual seria a melhor forma de combater esta ilicitude. Escreva um texto de no mínimo 30 linhas com sua fundamentação. Apesar das melhorias significativas, os serviços de saúde ainda apresentam falhas em suas realidades práticas que ferem os princípios do próprio sistema. Uma das falhas diz respeito ao monopólio da doença na atenção dos profissionais de saúde, em que, muitas vezes, priorizam-se medidas para conter a enfermidade e deixam o lado humano, a individualidade, o respeito, os valores, os sentimentos e os direitos dos usuários em segundo plano. Isso reflete na assistência como insensibilidade e mecanização, embora a racionalização e o conhecimento científico sejam imprescindíveisnesse contexto. De maneira paralela ao crescente desenvolvimento da ciência e dos recursos tecnológicos, intensificam-se os questionamentos sobre a ética e o direito no contexto da saúde. Estudos têm chamado a atenção para o grau elevado de risco de transgressão aos direitos dos usuários em virtude das novas tecnologias, sem um processo de reflexão que busque identificar limites e possibilidades desses progressos, alicerçados em valores éticos e morais. A violação da privacidade e da confidencialidade dos usuários é considerada como um dos princípios mais vulneráveis no âmbito da saúde, nas relações entre profissionais e usuários. Será que as leis existentes e normas éticas não são suficientes para coibir novas situações semelhantes? Não se faz necessário criar mais leis, mas sim aplicar os dispositivos já existentes. As leis existentes praticadas de forma adequada, pode colaborar para mudanças culturais dentro das unidades de saúde. Os treinamentos com mais frequências diante das rápidas mudanças e um dos pilares neste caso seria a Lei de Proteção de Dados – LGPD que deverá ministrar cada vez mais treinamentos dos funcionários e colaboradores para que se observem as bases legais para o tratamento de dados, adequação à finalidade, necessidade de compartilhamento e as consequências de eventual compartilhamento indevido. Se a organização investe e comprova ter oferecido treinamento a seus funcionários, por exemplo, poderá inclusive demiti-los em razão de eventual descumprimento legal, bem como, se for condenada a indenizar ou pagar multa pelo evento, propor ação regressiva em face dos responsáveis. Outro ponto a ser analisado é “ por que algumas pessoas se sentem no direito de tratar a vida íntima dos outros como se fosse uma mercadoria que podem vender e tirar vantagem? Esse co0mportamento indica de que há falhas na formação ética de profissionais de saúde que lidam com o sofrimento alheio. Este seria o caso de fortalecer a educação ética para as pessoas perceberem o respeito que devem dar aos outros somado a uma certa atenção à psique dessas pessoas que vão lidar com o sofrimento alheio que muitas vezes, são jovens de 18 anos que estão vendo cadáveres sem que tenham quem os preparou para lidar com isso.