Prévia do material em texto
NUMERAÇÃO GERAL
01- Informática ---------------------01
José Roberto
02- Português ----------------------88
Leonardo Andrade
03-Raciocínio Lógico ----------103
Thales Junqueira
04- Legislação do SUS ---------153
Nadhia Ribeiro
05- Código de Ética da EBSERH --
------------------------------------------182
Nadhia Ribeiro
06-Estatuto Social EBSERH ---193
Nadhia Ribeiro
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
AVISO IMPORTANTE: Nota de Copyright © 2023 - Prof. JOSÉ ROBERTO COSTA - Todo conteúdo aqui contido foi compilado de diversos materiais
disponíveis na Internet e está licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 Internacional (para ver uma cópia desta
licença, visite o site https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/legalcode), podendo ser livremente copiado, impresso, distribuído e modificado mediante os termos
da GNU Free Documentation License versão 1.3 (https://www.gnu.org/licenses/fdl-1.3.html) ou posterior publicado pela Free Software Foundation. Todos os direitos
autorais desta obra são protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/12/1998. É PROIBIDA a reprodução, total ou parcialmente, COM FINS COMERCIAIS sem autorização
prévia expressa por escrito da editora e/ou dos autores.
Eu gosto do impossível
porque sei que lá a
concorrência é menor!
(Walt Disney)
~ ~ S U M Á R I O ~ ~
Conceitos Básicos de Hardware & Software ........................................................................................ 4
1 Dados vs. Informações .................................................................................................................................................................. 4
2 Processamento de Dados ................................................................................................................................................................ 4
3 Gerações de Computadores ............................................................................................................................................................ 4
4 Sistemas Computacionais ............................................................................................................................................................... 5
5 Diferença entre Drive vs. Driver ...................................................................................................................................................... 6
6 Tipos de Softwares ......................................................................................................................................................................... 6
7 Principais Categorias de Softwares ................................................................................................................................................. 6
8 Funções de um Sistema Operacional .............................................................................................................................................. 7
9 Exemplos de Sistemas Operacionais ............................................................................................................................................... 7
10 Modelo de Von Neumann ................................................................................................................................................................ 8
11 Hardware Básico ............................................................................................................................................................................. 8
12 São Unidades Híbridas (de Entrada e Saída Simultaneamente).................................................................................................... 10
13 Unidade Central de Processamento (CPU) .................................................................................................................................... 10
14 Memórias Principais ....................................................................................................................................................................... 13
15 ROM vs. BIOS vs. POST vs. BOOT ................................................................................................................................................... 14
16 Relação Velocidade vs. Tamanho .................................................................................................................................................. 14
17 O Bit e o Byte ................................................................................................................................................................................. 14
18 Unidades de Armazenamento ....................................................................................................................................................... 16
19 Diferenças entre HDs SATA vs. SSD ............................................................................................................................................... 16
20 Gabarito – Módulo I - Conceitos Básicos de Hardware & Software ................................................................................................ 17
Sistemas Operacionais Microsoft Windows & LINUX ........................................................................ 18
21 Tipos de Softwares ....................................................................................................................................................................... 18
22 Principais Categorias de Softwares ............................................................................................................................................... 18
23 Funções de um Sistema Operacional ............................................................................................................................................ 19
24 Exemplos de Sistemas Operacionais ............................................................................................................................................. 19
25 Kernel de um Sistema Operacional ............................................................................................................................................... 20
26 O Linux .......................................................................................................................................................................................... 20
27 Usuários do Sistema Linux ............................................................................................................................................................. 21
28 Pacotes de Aplicativos para Escritório ........................................................................................................................................... 21
29 Principais Características do MS-Windows vs. Linux ...................................................................................................................... 21
30 Licenciamento Linux ..................................................................................................................................................................... 23
31 Distribuições Linux ........................................................................................................................................................................ 24
1
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/legalcode
https://www.gnu.org/licenses/fdl-1.3.html
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
32 O Wine .......................................................................................................................................................................................... 25
33 Gerenciamento e Organização de Pastas e Arquivos .................................................................................................................... 25
34 Gerenciadores de Boot no Linux ...................................................................................................................................................30
35 A Lixeira do Windows .................................................................................................................................................................... 31
36 Principais Ferramentas do Sistema ............................................................................................................................................... 32
37 Central de Segurança do Windows ............................................................................................................................................... 33
38 Principais Comandos de Texto do Linux ....................................................................................................................................... 34
39 Permissões Linux ........................................................................................................................................................................... 35
40 Gabarito – Módulo II – Sistema Operacionais: Microsoft Windows & Linux ................................................................................. 37
Redes de Computadores, Internet, Intranet, Extranet e Protocolos de Comunicação ................... 38
41 Conceito de INTERNET ................................................................................................................................................................... 38
42 Conceitos de Redes de COMPUTADORES ...................................................................................................................................... 38
43 Tipos de REDES .............................................................................................................................................................................. 38
44 Meios VINCULADOS ....................................................................................................................................................................... 40
45 Meios Não VINCULADOS ................................................................................................................................................................ 40
46 Chaves de Segurança de Redes WIFI ............................................................................................................................................. 41
47 Topologias de REDES ..................................................................................................................................................................... 41
48 VPN – Virtual Private NETWORK ................................................................................................................................................... 42
49 Hardware de REDE ........................................................................................................................................................................ 42
50 Intranet vs. EXTRANET .................................................................................................................................................................. 43
51 Serviços da INTERNET .................................................................................................................................................................... 44
52 Protocolos de Redes ou Protocolos de COMUNICAÇÃO ................................................................................................................ 49
53 Principais Protocolos TCP/IP .......................................................................................................................................................... 50
54 Principais Portas de Comunicação ................................................................................................................................................. 51
55 E-Mails (Correio Eletrônico) .......................................................................................................................................................... 54
56 Gabarito – Módulo III – Redes, Internet, Intranet & Protocolos de Comunicação ......................................................................... 56
Malwares & Segurança da Informação ................................................................................................ 57
57 Requisitos de Segurança da INFORMAÇÃO ................................................................................................................................... 57
58 Diferença entre Hacker e CRACKER ............................................................................................................................................... 58
59 Software Maliciosos (MALWARES) ............................................................................................................................................... 58
60 Vírus de COMPUTADOR ................................................................................................................................................................. 59
61 Worms (VERMES) .......................................................................................................................................................................... 61
62 Cavalos de Tróia (TROJAN)............................................................................................................................................................ 62
63 BACKDOORS .................................................................................................................................................................................. 62
64 RANSOMWARE .............................................................................................................................................................................. 62
65 SPYWARES .................................................................................................................................................................................... 63
66 KEYLOGGERS ................................................................................................................................................................................. 63
67 SCREENLOGGERS ........................................................................................................................................................................... 63
68 ADWARES ...................................................................................................................................................................................... 63
69 ROOTKITS ...................................................................................................................................................................................... 63
70 Bots e BOTNETS............................................................................................................................................................................. 64
71 Sniffer (ou FAREJADORES) ............................................................................................................................................................ 64
72 SPOOFING ...................................................................................................................................................................................... 64
73 Pharming (Envenenamento de DNS) ............................................................................................................................................ 64
74 Ataques por E-MAIL....................................................................................................................................................................... 65
75 Engenharia SOCIAL ........................................................................................................................................................................ 65
76 Ataque por Força BRUTA ..............................................................................................................................................................66
77 COOKIES ........................................................................................................................................................................................ 66
78 Segurança nos NAVEGADORES ...................................................................................................................................................... 66
79 Negação de Serviço (Denial Of SERVICE) ....................................................................................................................................... 67
80 FIREWALLS .................................................................................................................................................................................... 68
81 Cópias de Segurança (BACKUPS) ................................................................................................................................................... 68
82 CRIPTOGRAFIA ............................................................................................................................................................................... 70
83 HASH .............................................................................................................................................................................................. 71
84 Assinatura DIGITAL ......................................................................................................................................................................... 71
85 Autenticidade e NÃO-REPÚDIO ..................................................................................................................................................... 72
86 Certificado DIGITAL ....................................................................................................................................................................... 72
87 Gabarito – MÓDULO IV – Malwares & Segurança da Informação ................................................................................................. 73
Planilhas Eletrônicas MS-Excel & LibreOffice CALC............................................................................ 74
88 Extensões de Arquivos (Salvar como...) ........................................................................................................................................ 74
2
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
89 Estrutura de uma Planilha ............................................................................................................................................................. 74
90 Como Iniciar a Digitação de Fórmulas ........................................................................................................................................... 74
91 Operadores Aritméticos - Microsoft Excel e Libreoffice Calc ........................................................................................................ 75
92 Outras Funções Matemáticas ........................................................................................................................................................ 75
93 Precedência de Operadores .......................................................................................................................................................... 76
94 Operações Aritméticas (Exemplos) .............................................................................................................................................. 76
95 Concatenação (&) ......................................................................................................................................................................... 77
96 Exemplos de Intervalos ................................................................................................................................................................. 77
97 Funções Básicas ............................................................................................................................................................................. 78
98 Funções Hoje e Agora .................................................................................................................................................................... 78
99 Função Média ................................................................................................................................................................................ 79
100 Diferença entre a Função Média e Med ......................................................................................................................................... 79
101 Funções Mínimo, Máximo, Menor e Maior .................................................................................................................................... 80
102 Operadores Lógicos ...................................................................................................................................................................... 81
103 Tabela Verdade ............................................................................................................................................................................. 81
104 Contadores .................................................................................................................................................................................... 81
105 Função Condicional (SE) ................................................................................................................................................................ 82
106 Referências Relativas, Mistas, Absolutas e Cruzadas (Calculo entre Planilhas)............................................................................. 84
107 Principais Códigos de Erros ........................................................................................................................................................... 85
108 Gabarito – MÓDULO V – Planilhas Eletrônicas: Microsoft Excel & LibreOffice CALC ..................................................................... 87
3
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Módulo I - Informática para GABARITAR
Conceitos Básicos
de Hardware & Software
1 DADOS VS. INFORMAÇÕES
Dados e Informações são 2 (duas) entidades diferentes:
• DADOS: de uma maneira em geral, é o conteúdo
QUANTIFICÁVEL e que por si só não transmite nenhuma
mensagem que possibilite o entendimento sobre deter-
minada situação. Os dados são considerados a unidade
básica da informação. Sem dados não temos informa-
ções pois estas (as informações) são criadas a partir des-
tes (os dados).
• INFORMAÇÃO: definimos informação como da-
dos processados, que foram organizados, analisados, in-
terpretados e possivelmente formatados, filtrados, seg-
mentados e resumidos sob determinada ótica ou cenário
tornando-se possível QUALIFICAR esses dados. A INFOR-
MAÇÃO É O RESULTADO DO PROCESSAMENTO DOS DA-
DOS. A informação é um conjunto de dados com con-
texto.
Figura 1 - Diferença entre Dados e Informações
2 PROCESSAMENTO DE DADOS
• Processamento de dados consiste em extrair in-
formações de dados. A extração de informações não é
nada mais do que uma análise do conteúdo e contexto
dos dados em questão e as relações (conclusões) retira-
das dessa análise.
2.1 ETAPAS DO PROCESSAMENTO DE DADOS
• A ENTRADA DE DADOS (INPUT) refere-se à obten-
ção dos dados e valores (matéria-prima) que serão pro-
cessados posteriormente.
• O PROCESSAMENTO é quando os dados obtidos
são processados e analisados através de operações arit-
méticas e comparações lógicas para gerar um determi-
nado resultado (podendo ser parcial ou final), ou seja, a
INFORMAÇÃO.
• A SAÍDA DE DADOS (OUTPUT) é simplesmente a
exibição dos resultados obtidos durante todo o proces-
samento, essas saídas podem ser exibidas em tela, im-
pressas em papel, armazenadasou até mesmo servir
como entrada para novos processos.
Observação 1: Opcionalmente, mas bem comum nos
dias atuais, é possível armazenar os dados e as informações
tratadas ou para exibição posterior ou para retroalimentar
novos processamentos de dados.
Figura 2 - Etapas do Processamento de Dados
3 GERAÇÕES DE COMPUTADORES
1a. Geração de Computadores:
• ENIAC – 1o. Computador totalmente eletrônico.
• Componente de fabricação: Válvulas.
• Uso estritamente militar.
2a. Geração de Computadores:
• Componente de fabricação: Transistores.
• Uso Militar.
4
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• Uso por Grandes Empresas.
• Uso por Instituições de Pesquisas e Ensino.
3a. Geração de Computadores:
• Componente de fabricação: Circuito Eletrônico,
Circuito Integrado ou Chip.
• Tipos de Chips:
o SSI – Small Scale of Integration.
o MSI – Middle Scale of Integration.
• Uso Militar.
• Uso por Grandes Empresas.
• Uso por Instituições de Pesquisas e Ensino.
• Uso por Empresas de Médio Porte.
4a. Geração de Computadores:
• Componente de fabricação: Circuito Eletrônico,
Circuito Integrado ou Chip.
• Tipos de Chips:
o LSI – Large Scale of Integration.
o VLSI – Very Large Scale of Integration.
• Uso Militar.
• Uso por Grandes Empresas e de Médio Porte.
• Uso por Instituições de Pesquisas e Ensino.
• Uso por Empresas de Pequeno Porte.
• Uso Pessoal (surgimento do PC).
5a. Geração de Computadores (após 1990)???
• Componente de fabricação: Circuito Eletrônico,
Circuito Integrado ou Chip.
• Processamento em paralelo (distribuído) como
padrão.
• Circuitos integrados com mais de um milhão de
transistores por “chip”.
• Inteligência Artificial.
• Convergência Digital e Disponibilidade Total
(Computação nas Nuvens).
Observação 2: A 5a. Geração ainda não é adotada pela
maioria das bancas! NÃO EXISTE UM CONSENSO TÉCNICO
SOBRE SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS.
Observação 3: O ENIAC (Electronic Numerical Integrator
And Calculator) FOI O PRIMEIRO COMPUTADOR DIGITAL
TOTALMENTE ELETRÔNICO, inventado pelos professores
John Eckert e John Mauchly da Universidade da Pennsylva-
nia (E.U.A.), em 1945. Tinha cerca de 18.000 válvulas, ocu-
pava três andares (270 m2) e queimava uma válvula a cada
dois minutos. No total ele pesava aproximadamente 30
toneladas...
Figura 3 - Geração de Computadores e suas Características
4 SISTEMAS COMPUTACIONAIS
Questão 1. (___) (CESPE/CEBRASPE) O Microsoft Windows
faz parte de um Sistema Computacional?
Questão 2. (___) (CESPE/CEBRASPE - ADAPTADA) O Micro-
soft Windows é um Sistema Operacional?
4.1 COMPONENTES DE UM SISTEMA COMPUTACIONAL
Figura 4 - Diagrama em Pirâmide de um Sistema Computacional
• Um Sistema Computacional consiste em um con-
junto de dispositivos eletrônicos (HARDWARE) capazes
de processar dados e informações de acordo com um
conjunto de instruções de um programa (SOFTWARE) e
orientado pelas ações de um usuário/operador ou profis-
sional de informática (PEOPLEWARE).
Observação 4: Tudo “aquilo” que você possa associar ao
uso do computador ou da informática, “irá sim” fazer
parte de um Sistema Computacional.
• Hardware: é a parte física (palpável) do computa-
dor, capaz de executar a entrada de dados, seu proces-
samento, a saída e o armazenamento das informações.
Exemplos agrupados por categorias...
5
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
o Dispositivos de Entrada (Mouse, Teclado, Scan-
ner, WebCam, Trackball, Touchpad, …);
o CPU (ULA, UCS, Registradores, Cache);
o Memória Principal (RAM, ROM);
o Unidades de Armazenamento (HD, SSD, CD,
DVD, Pen Drive, Cartão de Memória, Fitas Mag-
néticas, entre outros) e
o Dispositivos de Saída (Monitor, Impressora,
Plotter, Caixas de Som, …).
• Software (ou Programas de Computadores): é
um conjunto de ordens em uma sequência lógica. Os sof-
twares são conjuntos de instruções que devem ser exe-
cutadas (obedecidas) pela CPU do computador para exe-
cutar uma determinada tarefa. Exemplos: Windows 10,
Microsoft Word, LibreOffice Calc, Adobe Photoshop, Mi-
crosoft Outlook, Microsoft Edge, Corel DRAW, Mozilla Fire-
fox, etc.
• Peopleware (Usuários e Profissionais): são todas
as pessoas que manuseiam um computador em qualquer
grau de domínio ou conhecimento. Exemplos: Analista de
Sistemas, Administrador de Redes, WEB-Designer, Progra-
mador de Sistemas, etc.
Observação 5: Firmware – Conjunto de instruções (soft-
ware “embarcado”) essenciais para o funcionamento de
um dispositivo. O firmware é armazenado em um chip de
memória no próprio dispositivo. Portanto em sua prova
não esqueça que:
• Firmware é um software “embarcado”;
• São instruções operacionais programadas direta-
mente no hardware;
• O Firmware é armazenado em um chip de memó-
ria do dispositivo.
Observação 6: Lembre-se: Sistemas Computacionais
existem para realizar o processamento de dados. Em ou-
tras palavras: transformar DADOS em INFORMAÇÕES.
5 DIFERENÇA ENTRE DRIVE VS. DRIVER
• Definição de Drive (Hardware): unidade de leitura
e/ou gravação de uma unidade de disco.
• Definição de Driver (Software): conjunto de arqui-
vos responsáveis pela instalação e configuração de um
novo dispositivo ou periférico no computador. Estes ar-
quivos possuem parâmetros técnicos sobre o novo peri-
férico e serve de interface (ligação) entre o periférico e o
Sistema Operacional instalado na máquina.
Figura 5 - Diferença entre Drive (Hardware) e Driver (Software)
6 TIPOS DE SOFTWARES
• Básicos (ou Softwares de Sistema): são progra-
mas que gerenciam todo o funcionamento do computa-
dor, além de oferecer ao usuário uma interface para
acesso aos diversos recursos computacionais. Dividem-
se em:
o Firmwares – a exemplo da BIOS do computador.
o Drivers de Dispositivos – para a instalação de no-
vos periféricos no computador.
o Sistemas Operacionais – a exemplo do Micro-
soft Windows e LINUX.
• Aplicativos: os softwares aplicativos têm como
objetivo facilitar o trabalho do usuário, auxiliando-o nas
tarefas diárias específicas. Softwares aplicativos “geram
novos documentos”. Exemplos: Word, Excel, Writer, Calc,
CorelDRAW, Adobe PhotoShop.
• Utilitários: são programas que oferecem opções
aos usuários de executar tarefas complementares às ofe-
recidas pelos Sistemas Operacionais e tarefas relaciona-
das a manutenção do próprio sistema, como por exem-
plo: compactação de arquivos (Winzip e Winrar), ferra-
menta de antivírus, desfragmentação de unidades de dis-
cos, recuperação de arquivos excluídos acidentalmente,
verificação do disco (Scandisk), softwares de backup, sof-
twares para otimização do sistema (CCleaner), etc.
7 PRINCIPAIS CATEGORIAS DE SOFTWARES
Categoria Principais Exemplos de Softwares
Sistemas
Operacionais
MS DOS, Microsoft Windows, LINUX,
iOS, UNIX, macOS, Solaris, OS/2, No-
vell, Android, Chrome OS.
Processadores
de Textos
WordPerfect, Word, Writer, Word-
pad.
Planilhas
Eletrônicas
Excel, Calc, Lotus 1-2-3, Quattro Pro.
6
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Categoria Principais Exemplos de Softwares
Browsers
(ou Navegadores)
Internet Explorer (IE), Google
Chrome, Mozilla Firefox, Opera, Sa-
fari, Microsoft Edge, Tor.
Clientes de E-Mail Outlook Express, Microsoft Outlook,
Mozilla Thunderbird, Microsoft E-
Mail, Eudora.
AntiVírus AVG, Avast, McAfee, Norton (Syman-
tec), Kaspersky, Avira.
Observação 7: O Android e o iOS são Sistemas Operacio-
nais desenvolvidos para dispositivos móveis a exemplo de
smartphones e tablets, portanto possuem as mesmas fun-
ções e recursos do MS Windows e do LINUX.
Observação 8: O novo Sistema Operacional Chrome OS
é um Sistema Operacional de código aberto e baseado no
LINUX desenvolvido pela Google para trabalhar prioritaria-
mente com aplicativos Web e com os recursos da Compu-
taçãonas Nuvens.
8 FUNÇÕES DE UM SISTEMA OPERACIONAL
Todo Sistema Operacional possui como funções bási-
cas...
8.1 CONCEITO BÁSICO
• Gerenciar toda a parte física (hardware) do com-
putador;
• Servir de base (plataforma) para o funcionamento
dos demais programas (softwares) e
• Oferecer ao usuário uma interface clara e funcio-
nal para a manipulação e configuração dos recursos com-
putacionais.
8.2 DEFINIÇÃO TÉCNICA
• Gerenciamento do Processador;
• Gerenciamento da Memória;
• Gerenciamento dos Dispositivos de E/S (Entrada
e Saída);
• Gerenciamento de Armazenamento (Unidades de
Armazenamento);
• Interface de Aplicativos e
• Interface do Usuário.
Figura 6 - Relação entre Conceitos Básicos
e Definição Técnica dos Sistemas Operacionais
9 EXEMPLOS DE SISTEMAS OPERACIONAIS
Figura 7 - Na sequência: macOS, Android, Windows e LINUX
São exemplos de Sistemas Operacionais...
• MS DOS (ou, simplesmente, DOS)
• Microsoft Windows (95, 98, 98 SE, Me, XP, Vista,
7, 8, 8.1, 10, 11, etc.)
• UNIX
• LINUX (Red Hat, CentOS, Slackware, Debian,
Ubuntu, Mint, SUSE e openSUSE, Oracle Linux, Elemen-
tary OS, Fedora, etc.)
• FreeBSD ou OpenBSD
• macOS
• OS/2
• Novell
• Solaris e OpenSolaris
• Android, iOS, Symbian, Windows Phone, Firefox
OS (para dispositivos móveis: Smartphones e Tablets)
• Chrome OS (Sistema Operacional desenvolvido
para a Computação nas Nuvens)
Observação 9: O novo Sistema Operacional Chrome OS
é um Sistema Operacional de código aberto e baseado no
LINUX desenvolvido pela Google para trabalhar priorita-
riamente com aplicativos Web e com os recursos da Com-
putação nas Nuvens.
Questão 3. (___) (CESPE/CEBRASPE) O hardware é a parte fí-
sica do computador. São exemplos de hardware: placa de som,
placa-mãe, monitor e dispositivos USB. O software pode ser
considerado a parte lógica, responsável pelo que fazer e por
7
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
como fazer. São exemplos de software: Sistemas Operacionais,
como por exemplo: o Windows, Microsoft Office e o LINUX.
10 MODELO DE VON NEUMANN
• O computador é uma máquina com uma grande
capacidade para processamento de dados e informa-
ções, tanto em volume de dados quanto em velocidade,
variedade e complexidade das operações que realiza so-
bre esses. Basicamente, o computador é organizado em
quatro grandes funções ou áreas, as quais são: 1) EN-
TRADA DE DADOS; 2) PROCESSAMENTO DE DADOS; 3)
SAÍDA DE DADOS (OU INFORMAÇÕES) e 4) ARMAZENA-
MENTO DE DADOS.
• Abaixo temos o famoso Modelo de Von Neumann
que tem como objetivo explicar o funcionamento de um
computador e como os elementos que fazem parte do
mesmo interagem entre si com o objetivo de realizar o
processamento de dados.
Figura 8 - Computador representado através
de Diagrama de Blocos (modelo de Von Neumann)
11 HARDWARE BÁSICO
11.1 UNIDADES DE ENTRADA
• São dispositivos que fornecem dados para opera-
ções em um programa/computador. Também chamados
de Periféricos ou Dispositivos de Entrada. Exemplos: Te-
clado, Mouse, Scanner, Microfone, WEBCam, Leitor Óp-
tico, Trackball, Touchpad.
Observação 10: Layout do Teclado…
• Português/ABNT2: O teclado ABNT 2 é aquele
onde você encontra a tecla “Ç” no teclado.
• Estados Unidos/Internacional: Teclado onde é ne-
cessário pressionar o ‘ (acento agudo) e depois a letra C
para gerar a cedilha.
Observação 11: OCR – é um acrônimo para o inglês Opti-
cal Character Recognition, uma tecnologia para reconhecer
caracteres a partir de um arquivo de imagem sejam eles di-
gitalizados, escritos à mão, datilografados ou impressos.
Dessa forma, através do OCR é possível obter um arquivo
de texto editável. O processo geralmente consiste em três
etapas: 1) Abrir (Scan) o documento, 2) Reconhecê-lo e en-
tão 3) Salvar em um formato conveniente ao usuário (DOC,
DOCX, RTF, PDF, HTML, TXT, etc.) ou exportar os dados di-
retamente para aplicações como Microsoft Word ou Libre-
Office Writer, ou ainda para a Área de Transferência do
Windows.
Questão 4. (FCC) Para permitir a leitura de textos digitaliza-
dos por escâner, transformando-os em documentos de exten-
são txt, utiliza-se a técnica de:
A. Off-Line Reader (OLR)
B. Post Office Protocol (POP)
C. Open Systems Interconnection (OSI)
D. Optical Character Recognition (OCR)
E. American Standard Code for Information Interchange
(ASCH).
Questão 5. (FCC) Na Universidade Federal de Goiás, um funci-
onário da secretaria de um curso fica encarregado de digitalizar
uma série de documentos, contendo cada um somente textos
digitados em antigas máquinas de escrever. Os tipos de equipa-
mento e de classe de software que permitem proceder a esta
digitalização de forma que o documento digitalizado possa ser
editado, por exemplo, no editor de textos Word, são, respecti-
vamente,
A. Scanner e ADR D. Scanner e OCR
B. Printer e FTC E. Impressora e OCR
8
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
C. Printer e DDR
11.2 UNIDADES DE SAÍDA
• Convertem dados digitais manipulados pelo com-
putador para formatos inteligíveis por nós, seres huma-
nos (como por exemplo: letras, números, símbolos, si-
nais sonoros, cores, etc.). Também conhecidos como Pe-
riféricos ou Dispositivos de Saída. Exemplos: Monitores
de Vídeo, Impressoras, Caixas de Som.
Observação 12: Tecnologias dos Monitores…
• CRT – (sigla de Tubo de Raios Catódicos);
• PLASMA – Ionização de Gases Nobres (Plasma);
• LCD – (sigla de Tela de Cristal Líquido);
• LED – (sigla de Diodo Emissor de Luz), a banca,
também, pode fazer referência as tecnologias de OLED e
AMOLED.
Observação 13: Um Pixel é o menor ponto que forma
uma imagem digital, sendo que o conjunto de milhares de
pixels formam a imagem inteira. Quanto maior for a quan-
tidade de pixels melhor será a qualidade da imagem, ou
seja, melhor será a sua resolução desta imagem.
Observação 14: Dot Pitch determina a distância entre
dois pixels de mesma cor.
Observação 15: Touch Screen – tela com monitor sensível
ao toque. Considerada com uma Unidade Híbrida (de En-
trada e Saída de Dados).
Observação 16: Padrões de Cores…
• RGB – Red/Green/Blue: padrão utilizado para ge-
ração de imagens nos monitores de computador.
• CMYK – Cyan/Magenta/Yellow/Black: padrão utili-
zado pela indústria gráfica nos diversos processos de im-
pressão.
Questão 6. (FCC) Os monitores de vídeo utilizados pelos com-
putadores são construídos com tecnologias apropriadas para
formação de imagens projetadas em telas. NÃO representa
uma tecnologia para construção de monitores
A. a sigla CRT. D. o termo RECEIVER.
B. a sigla LCD. E. o termo PLASMA.
C. a sigla AMOLED.
Observação 17: Tipos de Impressoras e seus Suprimentos
a. Matricial (ou de Impacto) ................................... Fita
b. Jato de Tinta ...............................Cartuchos de Tinta
c. Laser ................................................................. Toner
d. Térmica .............................................. Papel Térmico
e. Cera ................................................. Bastões de Cera
f. 3D ............................................................... Polímeros
g. Sublimação ............... Cartuchos (ou Fitas) de Tinta
h. LED ................................................................... Toner
Observação 18: Impressoras Multifuncionais e Plotters…
• Impressoras Multifuncionais – um equipamento
multifuncional é aquele que possui múltiplas funções. Ge-
ralmente consiste de um equipamento integrado por Di-
gitalizador (ou Scanner), Impressora e Copiadora.
• Plotter – um plotter é uma impressora destinada a
imprimir desenhos e imagens em grandes dimensões,
com elevada qualidade e perfeição, como por exemplo
plantas arquitetônicas, mapas cartográficos, projetos deengenharia (CAD), grafismo, banners, plotagem automo-
tiva, etc.
Observação 19: Siglas relativas à Impressora/Impressão...
• Velocidades de Impressão: CPS, LPS e PPM.
o CPS – Caracteres por Segundo. Medida de velo-
cidade para impressoras do tipo matricial.
o LPS – Linhas por Segundo. Medida de velocidade
para impressoras do tipo matricial.
o PPM – Páginas por Minuto. Medida de veloci-
dade para as demais impressoras (jato de tinta,
laser, cera, sublimação e LED).
• DPI – Pontos por Polegada Quadrada (PPP). Me-
dida de resolução / qualidade da impressão.
• DPI, também, mede a qualidade na captura de
imagens por um scanner. Quanto maior o seu valor ou
quantidade, melhor será a qualidade da imagem captu-
rada.
Questão 7. (FCC) “O método utilizado consiste na sobreposi-
ção de diversas lâminas de polímeros, as quais são coladas por
meio do conteúdo de um cartucho especial de cola e cortadas em
locais específicos, camada por camada, conferindo a forma final.
A cor do material também pode ser escolhida, mas deve ser apli-
cada em toda a peça. Ao término do processo, o usuário precisa
apenas destacar as partes remanescentes do bloco principal.”
O método tratado no texto se refere a
A. escaneamento multifuncional. D. escaneamento 3D.
B. impressão 3D. E. impressão matricial.
C. impressão a laser.
Questão 8. (FGV) A qualidade dos textos e das imagens pro-
duzidos em uma impressora depende da quantidade máxima
de pontos que podem ser utilizados na composição do material
impresso. Assinale a opção que indica a medida usualmente uti-
lizada para expressar essa característica nas especificações de
impressoras dos tipos laser e jato de tinta.
A. DPI D. PPM
9
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
B. Pino E. RGB
C. Pixel
12 SÃO UNIDADES HÍBRIDAS
(DE ENTRADA E SAÍDA SIMULTANEAMENTE)
• Monitor com Tela Sensível ao Toque (Touch
Screen);
• Impressora Multifuncional (ou Multifuncional);
• TODAS as Unidades de Armazenamento;
• Placa de Rede (Redes Locais);
• MODEM (Internet);
• Placa de Som (Microfones e Caixas de Som) e
• HeadSet (ou Headphone).
Observação 20: A banca pode usar a denominação de Sis-
temas de I/O (Sistemas de Input and Output) ou de Siste-
mas de E/S (Entrada e Saída) para a classificação dos peri-
féricos de um computador.
12.1 DISPOSITIVOS DE ENTRADA VS. SAÍDA
Dispositivos, Unidades ou Periféricos de Entrada
• Teclado
• Mouse
• Trackball
• Touchpad
• Scanner
• Microfone
• Leitor Óptico
• WEBCam
Dispositivos, Unidades ou Periféricos de Saída
• Monitor
• Caixas de Som
• Plotter
• Impressoras
Dispositivos, Unidades ou Periféricos de Entrada e Saída
• Monitor com Tela Sensível ao Toque (Touch Screen)
• Impressora Multifuncional (ou Multifuncional)
• TODAS as Unidades de Armazenamento
• Placa de Rede (Redes Locais)
• MODEM (Internet)
• Placa de Som (Microfones e Caixas de Som)
• HeadSet (ou Headphone)
Questão 9. (___) (CESPE/CEBRASPE) Uma placa de rede WiFi
é um dispositivo de entrada e saída.
Questão 10. (FGV) Em um microcomputador existem dispositi-
vos que operam exclusivamente na entrada de dados, outros
na saída e um terceiro tipo que pode ser utilizado tanto na en-
trada como na saída de dados, dependendo do momento em
que ocorre o evento.
Nesse sentido, dois dispositivos de entrada e saída de dados,
são:
A. Teclado ABNT2 e impressora multifuncional.
B. Disco rígido SATA e pen drive 64 GB.
C. Impressora multifuncional e mouse sem fio.
D. Pen drive 64 GB e teclado ABNT2.
E. Mouse sem fio e disco rígido SATA.
Questão 11. (___) (CESPE/CEBRASPE) Em um microcomputa-
dor existem dispositivos que operam exclusivamente na en-
trada de dados, outros na saída e um terceiro tipo que pode ser
utilizado tanto na entrada como na saída de dados, depen-
dendo do momento em que ocorre o evento. Nesse sentido,
dois dispositivos de entrada e saída de dados, são a impressora
multifuncional e mouse sem fio.
13 UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO
(CPU)
• A CPU, popularmente chamado de processador
ou microprocessador é um circuito eletrônico integrado
que realiza as funções de cálculo e tomadas de decisões
de um computador. Todos os computadores e equipa-
mentos eletrônicos baseiam-se neste componente para
executar as suas tarefas.
• Central Processing Unit (Unidade Central de Pro-
cessamento – UCP).
• Local onde os dados são processados.
• É responsável por executar os programas e co-
mandos do usuário.
• Também chamada de Processador ou Micropro-
cessador.
• Divide-se em três partes: ULA, UCS (ou UC) e Re-
gistradores.
• Todo computador tem um (algumas placas-mães
suportam mais de um).
• É o circuito eletrônico que processa (calcula) to-
das as informações que passam pelo computador.
• Ou seja: o microprocessador (a CPU) é o “cére-
bro” do computador.
• O microprocessador, assim como os demais com-
ponentes, é encaixado na Placa-Mãe.
10
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 9 - Esquema de uma CPU e seus Principais Componentes
13.1 FABRICANTES E MODELOS
(FAMÍLIAS DE PROCESSADORES)
• Hoje temos no mercado, como principais fabrican-
tes de CPUs (processadores) para computadores pesso-
ais (do tipo desktop e notebooks) as empresas: INTEL e
AMD.
Figura 10 - Principais Processadores
(modelos de CPUs) da família Intel e AMD
13.2 COMPONENTES DA CPU
• O processador é composto 3 (três) componentes,
cada um tendo uma função específica no processamento
dos dados e na execução das tarefas do computador.
a. ULA – Unidade Lógica e Aritmética: a Unidade Ló-
gica e Aritmética (ULA) é a responsável por executar efe-
tivamente as instruções dos programas, como operações
lógicas e matemáticas e instruções de desvios de rotinas,
etc.
b. UCS – Unidade de Controle do Sistema: ou, sim-
plesmente, Unidade de Controle (UC) é responsável pela
tarefa de controle das ações a serem realizadas pelo
computador, comandando todos os demais componen-
tes e o fluxo de dados dentro do computador.
c. Registradores: os registradores são pequenas me-
mórias, de altíssima velocidade, onde os dados referen-
tes a execução de uma determinada instrução e a instru-
ção a ser executada são temporariamente armazenados.
- Em resumo, temos os seguintes papéis ou funções...
• ULA = PROCESSAR
• UCS (ou UC) = TRANSPORTAR ou CONTROLAR
• Registradores = ARMAZENAR
Observação 21: Os REGISTRADORES são as memórias de
MAIOR VELOCIDADE de todo o computador!
13.3 CLOCK DO PROCESSADOR (RELÓGIO)
• Indica a velocidade de processamento da CPU.
• Possui como unidade de medida padrão o Hertz
(Hz).
• Atualmente os processadores utilizam as unida-
des de medida Megahertz e Gigahertz, que são múltiplos
do Hertz. Exemplo: 3200 MHz equivalem a 3.2 GHz.
• Clock Interno: é usado pelos componentes inter-
nos do processador (ULA, UC ou UCS e Registradores)
para realizar as tarefas necessárias para o processa-
mento de dados.
• Clock Externo ou FSB: possui uma frequência bem
inferior ao clock interno e é responsável pela comunica-
ção do processador com os demais componentes, a
exemplo do HD, memórias principais e placa-mãe (tam-
bém chamado de barramento frontal ou de sistema).
13.4 OVERCLOCKING (OVERCLOK)
VS. TURBO BOOST (BOOSTER)
• Overclocking (Overclock): é o nome que se dá ao
processo manual de forçar um componente de um com-
putador a rodar numa frequência, definida em hertz
mais alta do que a especificada pelo fabricante.
• O Overclocking pode resultar em superaqueci-
mento do processador, instabilidade no sistema e às ve-
zes pode danificar o hardware, se realizado de maneira
imprópria.
• Turbo Boost: é uma tecnologia implementada
pela Intel em certos modelos de suas CPUs, incluindo o
Core i3, Core i5, Core i7 e o novo Core i9. O Turbo Boost
permite o aumento dinâmico da velocidadede clock da
CPU, quando necessário.
• O Turbo Boost é ativado quando o Sistema Opera-
cional requer um maior desempenho do processador em
resposta a um aumento da demanda de processamento.
• Este procedimento (ou tecnologia) nos processa-
dores da família AMD é conhecido por Turbo Core.
11
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
13.5 PROCESSADORES DE 32 BITS VS. 64 BITS
Figura 11 - Diferenças entre os Processadores de 32 e 64 bits
13.6 COMPATIBILIDADE ENTRE 32 BITS E 64 BITS
Figura 12 - “Sistemas de 32 bits você não tem escolha,
sistemas de 64 bits você tem a escolha”...
13.7 PROCESSADORES SINGLE-CORE VS. MULTI-CORE
• Single-Core ou Multi-Core: esta característica in-
dica a quantidade de núcleos de processamento que uma
CPU pode ter. Podendo variar de apenas um único nú-
cleo até quantidades bem superiores à dezesseis nú-
cleos em um mesmo processador.
• Quanto maior o número de cores, maior é a capa-
cidade de processar tarefas simultaneamente e acelerar
a execução das tarefas de uma aplicação do PC.
Figura 13 - Processador com 1 único Núcleo (à esquerda)
e Processador com 4 Núcleos (à direita da imagem)...
Questão 12. (___) (CESPE/CEBRASPE) Uma das características
de um processador é sua frequência de operação, que pode ser
medida em gigahertz (GHz) ou bilhões de ciclos por segundo,
também denominada frequência de clock. Mas nem sempre um
processador com maior frequência de operação é mais rápido
que outro que opera com frequência menor.
Questão 13. (___) (CESPE/CEBRASPE) Um processador de dois
núcleos (dual-core), rodando a 3,2 GHz, equivale a um proces-
sador de um único núcleo (single-core) de 6,4 GHz.
13.8 ARQUITETURAS DE PROCESSADORES
Existem dois principais modelos de computação (arqui-
teturas) usados em processadores:
• CISC (em inglês: Complex Instruction Set Compu-
ting) Processamento com um Conjunto Complexo/Com-
pleto de Instruções – de menor velocidade.
• RISC (em inglês: Reduced Instruction Set Compu-
ting) Processamento com um Conjunto Reduzido de Ins-
truções – de maior velocidade.
CISC RISC
Instruções complexas que
exigem vários ciclos de reló-
gio para serem executadas.
Instruções simples executa-
das em um único ciclo de re-
lógio.
Instruções com formatos e
tamanhos variáveis.
Instruções com formatos e
tamanhos fixos.
13.9 MEMÓRIA CACHE
• A memória Cache é um tipo ultrarrápido de memó-
ria que serve para armazenar os dados mais frequentes
usados pelo processador, evitando, na maioria das vezes,
que ele tenha que recorrer à comparativamente lenta
memória RAM.
• Sem ela, o desempenho do sistema ficará limitado
à velocidade da memória, podendo cair em até 95%.
• São usados dois tipos de Cache, chamados de Ca-
che Primário, ou Cache L1 (Level 1), e Cache Secundário,
ou Cache L2 (Level 2) (obs. Em alguns modelos é possível,
também, a existência de um L3).
• O Cache Primário é embutido no próprio proces-
sador e é rápido o bastante para acompanhá-lo em velo-
cidade aumentando consideravelmente o desempenho
do computador.
- Não esqueça sobre a memória Cache que:
• Memória de grande velocidade localizada dentro
dos processadores.
• Serve para guardar os dados mais frequente-
mente usados pelo processador no processamento de
dados.
• Quanto maior a quantidade de memória Cache de
um processador maior a velocidade e o desempenho do
computador.
• Chamada pelas bancas de “Memória Intermediá-
ria”.
12
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• Tipos: Cache L1, Cache L2 e Cache L3.
• É uma memória do tipo volátil.
13.10 CHIPSET
Questão 14. (FCC) O principal componente da placa-mãe de
um microcomputador é denominado:
A. BIOS D. Chipset
B. Processador (CPU) E. CACHE
C. Clock
Questão 15. (FCC - ADAPTADA) O principal componente do
computador é denominado:
A. BIOS D. Chipset
B. Processador (CPU) E. CACHE
C. Clock
• O chipset é um circuito de apoio à placa-mãe.
• O desempenho de uma placa-mãe está intima-
mente relacionado ao chipset utilizado.
• Ele é o principal componente de uma placa-mãe.
• Divide-se entre “Ponte Norte” (North-Bridge, con-
trolador do sistema, alta velocidade) e “Ponte Sul”
(South-Bridge, controlador de periféricos, baixa veloci-
dade).
- Funções dos Chipsets:
• Ponte Norte (controlador do sistema)
o Processador (CPU)
o Memória RAM
o GPU (Graphics Processing Unit)
o Barramento AGP (Placa de Vídeo)
o Barramento PCI Express
• Ponte Sul (controlador de periféricos)
o HDs
o Memória ROM
o Portas USB
o Barramentos PCI, ISA e IDE
o Barramentos Externos (ou Interfaces de Entrada
e Saída), como por exemplo: teclado, mouse, im-
pressora, etc.
Questão 16. (IBFC) A placa-mãe de um microcomputador pos-
sui um chipset composto de dois chips principais. São eles:
A. Soquete e barramento
B. Disco rígido e CPU
C. Memória principal e disco rígido
D. Ponte norte e ponte sul
E. CPU e memória principal
14 MEMÓRIAS PRINCIPAIS
Figura 14 - Tipos de Memórias de um Computador
14.1 MEMÓRIA ROM
• Memória ROM: o tipo de memória existente nos
microcomputadores permite apenas a leitura das infor-
mações nela contidas é a ROM (de Read Only Memory, ou
Memória Somente de Leitura).
• Essa memória não perde as informações ao ser
desligado o equipamento, sendo, portanto, utilizada
para guardar os códigos básicos de operação do equipa-
mento, suas rotinas de inicialização e autoteste.
• Tais informações não podem ser alteradas, ape-
nas lidas.
• Este conjunto de códigos de operação/funciona-
mento forma o Sistema Básico de Entrada e Saída (BIOS
– Basic Input Output System) da máquina.
• A ROM, contém a BIOS que é responsável por dois
processos no seu computador:
o POST (Autoteste, diagnóstico, ao ligar o compu-
tador)
o Boot do Sistema (Carregar o Sistema Operacio-
nal instalado no computador, em seu HD, para a
memória RAM do computador).
14.2 MEMÓRIA RAM
• Memória RAM: para efetuar os cálculos, compara-
ções, rascunhos e outras operações necessárias ao seu
funcionamento, os computadores possuem uma memó-
ria de trabalho chamada de RAM (de Random Access Me-
mory, ou Memória de Acesso Aleatório).
• É a memória de trabalho do usuário.
• É uma memória do tipo volátil (assim como a me-
mória Cache e os Registradores).
• Quanto maior for à quantidade de memória RAM
do computador maior será a sua velocidade e capacidade
de processamento.
13
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Observação 22: Se a banca citar na questão os termos
DDR (ou DDR1), DDR2, DDR3, DDR4 ou DDR5 associe estas
siglas a memória RAM.
Observação 23: Memória Virtual é um espaço reservado
pelo Sistema Operacional no disco rígido que serve como
memória auxiliar/adicional à memória RAM, acionada
quando a memória RAM necessita de mais espaço para ar-
mazenamento das tarefas que estão sendo executadas.
Observação 24: Memórias Voláteis só armazenam infor-
mações enquanto o computador estiver ligado! Exem-
plos: RAM, Cache e Registradores (eventualmente a banca
pode citar, também, a Memória Virtual).
Figura 15 - Memórias Voláteis vs. NÃO-Voláteis
15 ROM VS. BIOS VS. POST VS. BOOT
Figura 16 - ATENÇÃO: Entenda a relação
entre os termos acima no texto abaixo...
O chip de memória ROM contém a BIOS (Sistema Básico
de Entrada e Saída) que é responsável por processos como
o POST (autoteste ou diagnóstico ao ligar o computador)
e o BOOT DO SISTEMA (carregamento do Sistema Opera-
cional instalado no computador, em seu HD, para a me-
mória RAM do computador).
- Lembre-se:
• Chip de memória ROM = HARDWARE;
• BIOS (de Basic Input and Output System, Sistema
Básico de Entrada e Saída) = SOFTWARE.
Questão 17. (FCC) Qual o primeiro software a entrar em execu-
ção após o usuário ligar um computador?
A. Sistema Operacional D. POST
B.BIOS E. Memória ROM
C. SETUP
Questão 18. (FGV) Em relação à BIOS (Basic Input Output Sys-
tem) dos microcomputadores, são características intrínsecas a
esse recurso as abaixo relacionadas, EXCETO:
A. prepara o computador para executar o sistema operacio-
nal.
B. está armazenado em um componente da placa- mãe.
C. é responsável pelo boot do computador.
D. é um componente de hardware.
E. armazena informações básicas para o funcionamento da
máquina.
16 RELAÇÃO VELOCIDADE VS. TAMANHO
Figura 17 - A Velocidade e Capacidade de
Armazenamento são Inversamente Proporcionais
Questão 19. (___) (CESPE/CEBRASPE) Memórias mais rápidas
são mais baratas e maiores.
Questão 20. (CESGRANRIO) Registradores constituem memó-
ria de alta velocidade,
A. não volátil, localizada na placa mãe, para fazer o papel de
memórias cache.
B. não volátil, do tipo RAM, localizada na placa mãe, para re-
ceber dados externos.
C. não volátil, de acesso aleatório, localizada na CPU e prepa-
rada para armazenar as instruções dos programas.
D. volátil, localizada na CPU e usada para armazenar resulta-
dos temporários.
E. volátil, de alta capacidade, projetada para manter a ROM
atualizada.
17 O BIT E O BYTE
• A menor unidade de informação que um computa-
dor pode armazenar é o binômio 0 (zero) ou 1 (um).
• A este tipo de informação chamamos Código Bi-
nário ou BIT (do inglês Binary Digit), que é a Linguagem
de Máquina usada pelos computadores.
• Para cada informação, o computador utiliza diver-
sos 0 e 1 seguidos: 0011010101001011.
• Entretanto, utilizar o bit como padrão para uma
medida de tamanho de informação seria um tanto
14
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
cansativo, pois as informações seriam medidas em milha-
res de bits.
• Por isso, a unidade padrão de medida na informá-
tica é o Byte (Bynary Term, ou Termo Binário), que é o
conjunto de 8 (oito) bits.
• A cada caractere, como uma letra, associamos um
Byte.
Figura 18 - Bits (b) vs. Bytes (B)
• Para o computador a sequência de bits 0100001101
0000010101001101000001 representa a palavra “CASA”.
• Como um byte é muito pouco, pois só dá para ar-
mazenar um caractere, recorremos múltiplos para repre-
sentar quantidades maiores de bytes reunidos (conforme
tabela abaixo).
Tabela de Conversão entre bits, Bytes e seus Múltiplos
1 bit (b) 0 ou 1
8 bits (b) 1 Byte (B) (ou 1 caractere)
1024 Bytes (B) ou 210 B 1 KiloByte (KB)
1024 KiloBytes (KB) ou 220 B 1 MegaByte (MB)
1024 MegaBytes (MB) ou 230 B 1 GigaByte (GB)
1024 GigaBytes (GB) ou 240 B 1 TeraByte (TB)
1024 TeraBytes (TB) ou 250 B 1 PetaByte (PB)
1024 PetaBytes (PB) ou 260 B 1 ExaByte (EB)
1024 ExaBytes (EB) ou 270 B 1 ZettaByte (ZB)
1024 ZettaBytes (ZB) ou 280 B 1 YottaByte (YB)
• Em resumo, temos que para converter de uma uni-
dade para outra...
Figura 19 - Conversão: DIVIDA por 1024 para aumentar a gran-
deza e MULTIPLIQUE por 1024 para diminuir a grandeza.
Questão 21. (QUADRIX) Com relação às unidades de medidas
bit e bytes, utilizadas nos sistemas de computação, assinale a
alternativa correta.
A. O byte é a menor unidade de informação armazenada em
um computador.
B. O byte representa os números e o bit representa as letras.
C. O byte é usado como unidade de medida apenas para discos
rígidos (HD), enquanto o bit é usado como unidade de medida
para os diversos tipos de memórias primárias.
D. Um byte é formado por 8 bits.
E. Caractere e bit são a mesma coisa, ou seja, um caractere é
igual a um bit.
- Não esqueça...
Figura 20 - Por padrão bit indica uma unidade
de Velocidade e o Byte uma unidade de Tamanho.
Questão 22. (FGV) Suponha que na sua empresa haja um sis-
tema que mantém um cadastro de clientes, contendo dados
tais como CPF, nome, endereço, dentre outros, de tal forma
que cada registro ocupe em média 100 bytes.
Num pen drive de 2GB, seria possível armazenar aproximada-
mente:
A. 1 milhão de registros; D. 20 milhões de registros;
B. 2 milhões de registros; E. 50 milhões de registros.
C. 10 milhões de registros;
Questão 23. (FGV) A uma taxa de transmissão regular e cons-
tante de 4 Mbps, a transferência de um arquivo de 6 GB toma o
tempo aproximado de:
A. 25 minutos D. 200 minutos
B. 50 minutos E. 400 minutos
C. 100 minutos
15
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
18 UNIDADES DE ARMAZENAMENTO
Figura 21 – Observe os diferentes nomes
dados para as Unidades de Armazenamento
Mídias Magnéticas
Nome Tamanhos
Disquetes ou Discos Flexíveis 1.44 MB
HD SATA (Disco Rígido) 320, 500 GB, 1 TB, ...
Mídias de Backup (DAT, LTO) 800 GB, 1.5 TB, 15 TB, ...
Mídias Ópticas
Nome Tamanhos
CD 640 à 700 MB
DVD 4.7 GB (DVD 5)
8.5 GB (DVD 9 ou DVD-DL)
Blu-Ray à partir de 25 GB
50 GB do tipo DL
Mídias Eletrônicas (Tecnologia FLASH)
Nome Tamanhos
Pen Drives 16, 32, 64, 128, 256 GB, ...
Cartões de Memória 16, 32, 64, 128, 256 GB, ...
SSD (Disco de Estado Sólido) 240, 480 GB, 1TB, ...
NVMe 240, 480 GB, 1TB, ...
19 DIFERENÇAS ENTRE HDS SATA VS. SSD
• SSD (sigla do inglês Solid-State Drive) ou Unidade
de Estado Sólido é um tipo de dispositivo, sem partes
móveis, para armazenamento não volátil de dados digi-
tais.
• Diferente dos sistemas magnéticos (como os HDs
SATA) ou ópticos (discos como CDs e DVDs), os dispositi-
vos do tipo SSD utilizam memória flash (tecnologia
semelhante as utilizadas em cartões de memória e pen
drives).
Figura 22 - HDs do tipo SSD e HDs do tipo SATA (comparativo)
Questão 24. (FCC) Nos computadores de uma organização per-
cebeu-se que a inicialização do Windows está muito lenta. No-
tou-se que cada computador leva, em média, 2,5 minutos na ini-
cialização. Para resolver o problema, a equipe de TI resolveu co-
locar duas unidades de armazenamento em cada computador:
uma unidade C que usa memória flash de 120 GB apenas para o
Windows e uma unidade de disco D de 2TB para armazenar ar-
quivos e softwares que não necessitam de grande rapidez na
inicialização. Após esta mudança o Windows começou a inicia-
lizar cerca de 10 vezes mais rápido. Com base nessas informa-
ções, as unidades C e D são, respectivamente,
A. dois HDs SATA. D. pen drive e disco rígido.
B. HD SATA e HD IDE. E. dois SSDs IDE.
C. SSD e HD.
Questão 25. (FCC) Considere a seguinte descrição de compo-
nentes de computadores encontrada em um site de comércio
eletrônico:
“Intel Core i7-12960X 3.2GHz 64bits LGA 2022 V3
12MB L1 8GB DDR4 2133MHz BX80648I75960X
1TB SATA + 128GB SSD
802.11 b/g/n Ethernet 100/1000.”
8GB DDR4 2133MHz refere-se à configuração
A. do HD. D. do Processador.
B. da Memória RAM. E. do monitor de vídeo.
C. da memória cache.
16
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
20 GABARITO – MÓDULO I - CONCEITOS BÁSICOS DE HARDWARE & SOFTWARE
1. Certo 11. Errado 21. D
2. Certo 12. Certo 22. D
3. Errado 13. Errado 23. D
4. D 14. D 24. C
5. D 15. B 25. B
6. D 16. D
7. B 17. B
8. A 18. D
9. Certo 19. Errado
10. B 20. D
Bons ESTUDOS!!!
prof. JOSÉ ROBERTO COSTA (informática)
Instagram: @prof.joseroberto74 | Cel.: (79) 9 9981.6870
acessem ao site: www.professorjoseroberto.com.br
“Hay que endurecer-se, mas pero que sin perder la ternura jamás!” (Che Guevara)
17
http://www.professorjoseroberto.com.br/
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Capítulo II - Informática para GABARITAR
Sistemas Operacionais
Microsoft Windows & LINUX
21 TIPOS DE SOFTWARES
• Básicos (ou Softwares de Sistema): são progra-
mas que gerenciam todo o funcionamento do computa-
dor, além de oferecer ao usuário uma interface para
acesso aos diversos recursos computacionais. Dividem-
se em:
o Firmwares – a exemplo da BIOS do computador.o Drivers de Dispositivos – para a instalação de no-
vos periféricos no computador.
o Sistemas Operacionais – a exemplo do Micro-
soft Windows e LINUX.
• Aplicativos: os softwares aplicativos têm como
objetivo facilitar o trabalho do usuário, auxiliando-o nas
tarefas diárias específicas. Softwares aplicativos “geram
novos documentos”. Exemplos: Word, Excel, Writer, Calc,
CorelDRAW, Adobe PhotoShop.
• Utilitários: são programas que oferecem opções
aos usuários de executar tarefas complementares às ofe-
recidas pelos Sistemas Operacionais e tarefas relaciona-
das a manutenção do próprio sistema, como por exem-
plo: compactação de arquivos (Winzip e Winrar), ferra-
menta de antivírus, desfragmentação de unidades de dis-
cos, recuperação de arquivos excluídos acidentalmente,
verificação do disco (Scandisk), softwares de backup, sof-
twares para otimização do sistema (CCleaner), etc.
Figura 23 - Classificação dos Softwares quanto ao Tipo
22 PRINCIPAIS CATEGORIAS DE SOFTWARES
Categoria Principais Exemplos de Softwares
Sistemas
Operacionais
MS DOS, Microsoft Windows, LINUX,
iOS, UNIX, macOS, Solaris, OS/2, No-
vell, Android, Chrome OS.
Processadores
de Textos
WordPerfect, Word, Writer, Word-
pad.
Planilhas
Eletrônicas
Excel, Calc, Lotus 1-2-3, Quattro Pro.
Browsers
(ou Navegadores)
Internet Explorer (IE), Google
Chrome, Mozilla Firefox, Opera, Sa-
fari, Microsoft Edge, Tor.
Clientes de E-Mail Outlook Express, Microsoft Outlook,
Mozilla Thunderbird, Microsoft E-
Mail, Eudora, IncrediMail.
AntiVírus AVG, Avast, McAfee, Norton,
Kaspersky, Avira.
Observação 25: O Android e o iOS são Sistemas Operacio-
nais desenvolvidos para dispositivos móveis a exemplo de
smartphones e tablets, portanto possuem as mesmas fun-
ções e recursos do MS Windows e do LINUX.
Observação 26: O novo Sistema Operacional Chrome OS
é um Sistema Operacional de código aberto e baseado no
LINUX desenvolvido pela Google para trabalhar prioritaria-
mente com aplicativos Web e com os recursos da Compu-
tação nas Nuvens.
18
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 24 - Classificação dos
Sistemas Operacionais Windows e LINUX
23 FUNÇÕES DE UM SISTEMA OPERACIONAL
Todo Sistema Operacional possui como funções bási-
cas...
23.1 CONCEITO BÁSICO
• Gerenciar toda a parte física (hardware) do com-
putador;
• Servir de base (plataforma) para o funcionamento
dos demais programas (softwares) e
• Oferecer ao usuário uma interface clara e funcio-
nal para a manipulação e configuração dos recursos com-
putacionais.
23.2 DEFINIÇÃO TÉCNICA
• Gerenciamento do Processador;
• Gerenciamento da Memória;
• Gerenciamento dos Dispositivos de E/S (Entrada
e Saída);
• Gerenciamento de Armazenamento (Unidades de
Armazenamento);
• Interface de Aplicativos e
• Interface do Usuário.
Figura 25 - Relação entre Conceitos Básicos
e Definição Técnica dos Sistemas Operacionais
24 EXEMPLOS DE SISTEMAS OPERACIONAIS
Figura 26 - Na sequência: macOS, Android, Windows e LINUX
São exemplos de Sistemas Operacionais...
• MS DOS (ou, simplesmente, DOS)
• Microsoft Windows (95, 98, 98 SE, Me, XP, Vista,
7, 8, 8.1, 10, 11, etc.)
• UNIX
• LINUX (Red Hat, CentOS, Slackware, Debian,
Ubuntu, Mint, SUSE e openSUSE, Oracle Linux, Elemen-
tary OS, Fedora, etc.)
• FreeBSD ou OpenBSD
• macOS
• OS/2
• Novell
• Solaris e OpenSolaris
• Android, iOS, Symbian, Windows Phone, Firefox
OS (para dispositivos móveis: Smartphones e Tablets)
• Chrome OS (Sistema Operacional desenvolvido
para a Computação nas Nuvens)
Observação 27: O novo Sistema Operacional Chrome OS
é um Sistema Operacional de código aberto e baseado no
LINUX desenvolvido pela Google para trabalhar priorita-
riamente com aplicativos Web e com os recursos da Com-
putação nas Nuvens.
Questão 26. (___) (CESPE/CEBRASPE) O hardware é a parte fí-
sica do computador. São exemplos de hardware: placa de som,
placa-mãe, monitor e dispositivos USB. O software pode ser
considerado a parte lógica, responsável pelo que fazer e por
19
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
como fazer. São exemplos de software: Sistemas Operacionais,
como por exemplo: o Windows, Microsoft Office e o LINUX.
Questão 27. (FCC) O Sistema Operacional de um computador
consiste em um
A. conjunto de procedimentos programados, armazenados na
CMOS, que é ativado tão logo o computador seja ligado.
B. conjunto de procedimentos programados, armazenados na
BIOS, que é ativado tão logo o computador seja ligado.
C. conjunto de dispositivos de hardware para prover gerenci-
amento e controle de uso dos componentes de hardware, sof-
tware e firmware.
D. hardware de gerenciamento que serve de interface entre
os recursos disponíveis para uso do computador e o usuário,
sem que este tenha que se preocupar com aspectos técnicos
do software.
E. software de gerenciamento, que serve de interface entre
os recursos disponíveis para uso do computador e o usuário,
sem que este tenha que se preocupar com aspectos técnicos
do hardware.
25 KERNEL DE UM SISTEMA OPERACIONAL
• Na Informática, o Núcleo ou Cerne (em inglês:
Kernel) é o componente central do Sistema Operacional
instalado no computador.
• Ele serve de ponte entre aplicativos e o processa-
mento real de dados realizado pelo hardware.
• Para o usuário acessar o Kernel do seu Sistema
Operacional é necessário fazer uso de um INTERPRETA-
DOR DE COMANDOS (Shell).
Em resumo...
• Kernel de um Sistema Operacional
o É o núcleo de um Sistema Operacional;
o Contém as funções básicas (principais) do SO;
o É a parte do Sistema Operacional mais próxima
do nível físico (hardware);
o O Kernel do Windows e do LINUX são do tipo
Monolítico;
o No LINUX o Kernel é aberto (OpenSource).
• Shell
o É um interpretador de comandos;
o Representa uma camada entre o usuário e o Ker-
nel do Sistema Operacional;
o Executa tarefas por meio de comandos digita-
dos pelo teclado;
o GUI (Graphical User Interface) é a sigla utilizada
para Shells que possuam Interface Gráfica;
o Exemplos de Shell no Windows: Prompt de Co-
mando, PowerShell e Terminal.
o Exemplos de Shell no LINUX: Bash ou Terminal.
Observação 28: O Microsoft Windows PowerShell é o
novo shell de linha de comando e linguagem de scripts de-
senvolvido especialmente para a manutenção e adminis-
tração de sistemas e redes de computadores, possui mais
comandos e é muito mais completo e com mais recursos se
comparado com o cmd.exe (ou Prompt de Comando).
Observação 29: O Terminal é o mais novo shell do Win-
dows que possui suporte a interpretação de comandos LI-
NUX dentro do ambiente Windows.
Observação 30: Podem existir Shells Gráficos???
Como o shell é a parte do Sistema Operacional que cria a
interface de comunicação do usuário com os demais recur-
sos computacionais... o shell, também, pode ser gráfico
(como no Windows, quando você usa os ícones, as janelas,
os botões das barras de ferramentas e o mouse para “dar
ordens” ao computador). Nesses casos chamamos de GUI
(Interface Gráfica com o Usuário). O shell também pode
ser textual (ou baseado em linhas de comando), quando o
usuário conta apenas com o teclado para interagir com o
Sistema Operacional (exemplo: MS-DOS ou Prompt de Co-
mando).
Questão 28. (ESAF) Em um Sistema Operacional, o Kernel é?
A. Um computador central, usando um Sistema Operacional
de rede, que assume o papel de Servidor de acesso para os usu-
ários da rede.
B. A técnica usada para permitir que um usuário dê instruções
para a máquina, usando instruções gráficas.
C. O processo de intervenção do Sistema Operacional durante
a execução de um programa. Tem como utilidade desviar o
fluxo de execução de um sistema para uma rotina especial detratamento.
D. O Núcleo do Sistema, responsável pela administração dos
recursos do computador, dividindo-os entre os vários proces-
sos que os requisitam. No caso do LINUX, o Kernel é aberto, o
que permite sua alteração por parte dos usuários.
E. Um pedido de atenção e de serviço feito à CPU.
26 O LINUX
• O LINUX é um Sistema Operacional criado em 1991
por Linus Torvalds na universidade de Helsinki na Finlân-
dia. É um Sistema Operacional de código aberto distri-
buído gratuitamente pela Internet. Seu código fonte é
liberado como Free Software (Software Livre) sob li-
cença GPL, isto quer dizer que você não precisa pagar
nada para usar o LINUX e não é crime fazer cópias para
instalar em outros computadores. O termo UNIX-Like
(amplamente utilizado em concursos públicos) descreve
os Sistemas Operacionais que compartilham muitas das
características do original UNIX, e neste caso o LINUX é
um UNIX-Like!
20
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 27 - Linus Torvalds usou o UNIX
para criar o LINUX (portanto: o LINUX é um UNIX-Like)
27 USUÁRIOS DO SISTEMA LINUX
• O LINUX (na verdade, qualquer Sistema Operacio-
nal baseado em UNIX) possui um tipo de usuário que tem
acesso irrestrito aos arquivos e processos do sistema:
trata-se do usuário root ou super usuário.
Figura 28 - Usuário Root (ou Super-Usuário) do LINUX
equivale ao Administrador do Sistema Operacional Windows
• Root (ou super usuário) é uma conta de usuário
especial usado para a administração de sistemas basea-
dos no UNIX.
• Este usuário terá acesso a todos os arquivos do
computador e pode alterar a configuração do sistema,
configurar interfaces de rede, manipular usuários e gru-
pos de usuários e suas permissões de acesso, alterar as
prioridades de processos, entre outras tarefas. O usuário
root do LINUX (ou sistemas UNIX-Like) é equivalente no
Windows ao usuário Administrador.
• No ambiente em shell, em seu prompt de co-
mando, é possível identificar o perfil do usuário através
dos símbolos abaixo...
Símbolo Tipo do Usuário
$ - Indica que é um usuário comum. - Sem privilégios especiais ou administrativos.
#
- Indica que é um usuário do tipo root
(ou um super-usuário).
- Com privilégios especiais ou administrativos.
28 PACOTES DE APLICATIVOS PARA ESCRITÓRIO
Figura 29 - Comparativo entre os pacotes Office e LibreOffice
29 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
DO MS-WINDOWS VS. LINUX
Figura 30 - Comparativo MS-Windows vs. LINUX
29.1 INTERFACES GRÁFICAS DO LINUX (GUI)
Questão 29. (FCC) O que é o KDE?
A. Uma GUI LINUX
B. Aplicativo padrão para E-Mails no LINUX
C. Comando de Texto LINUX
D. Uma ‘distro’ do LINUX
E. Um Gerenciador de Boots no LINUX
• A Interface Gráfica de um Sistema Operacional é
composta por elementos visuais, como por exemplo:
o Ícones;
o Botões;
o Barra de Tarefas;
o Menu Iniciar;
o Barras de Ferramentas;
o Barra de Inicialização Rápida;
o Janelas;
o Área de Notificação;
o ...
21
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• O Sistema Operacional LINUX possui várias inter-
faces gráficas (GUIs).
• Principais Ambientes Gráficos (Interfaces Gráfi-
cas) do LINUX:
o KDE
o Gnome
o Unity (especializada para telas de touch screen)
o BlackBox
o Xfce
o MATE
o ICEwm
o Window Maker
Observação 31: O comando “startx” inicia o X-Win-
dow(s) ou X11 (gerenciador/servidor de interfaces gráfica)
do LINUX. O usuário pode iniciar o LINUX em modo texto,
ou seja, sem ambiente gráfico e a partir do comando
“startx” iniciar o X-Window(s) ou X11 para utilizar uma das
diversas interfaces gráficas instalados na sua distribuição
LINUX.
29.2 SISTEMAS DE 32 E 64 BITS (DIFERENÇAS)
• Os termos 32 bits (x86) e 64 bits (x64) referem-se
à maneira como o processador do computador (também
chamado de CPU), lida com informações.
• Sistemas Operacionais de 32 bits ou x86:
o Compatível com processadores de 32 e 64 bits;
o Reconhecem no máximo 4 GB de RAM.
• Sistemas Operacionais de 64 bits ou x64:
o Compatível com processadores de 64 bits;
o Reconhecem acima de 4 GB de RAM.
29.3 COMPATIBILIDADE ENTRE 32 BITS E 64 BITS
Figura 31 - “Sistemas de 32 bits você não tem escolha,
sistemas de 64 bits você tem a escolha”...
Questão 30. (___) (CESPE/CEBRASPE) Diferentemente de um
processador de 32 bits, que não suporta programas feitos para
64 bits, um processador de 64 bits é capaz de executar progra-
mas de 32 bits e de 64 bits.
Questão 31. (___) (CESPE/CEBRASPE) Quando se utiliza o Mi-
crosoft Windows na sua versão de 64 bits, pode-se executar
programas que sejam de versões tanto de 32 quanto de 64 bits,
o que não é possível quando se utiliza o Microsoft Windows na
sua versão 32 bits, pois não se pode executar programas de ver-
sões 64 bits.
29.4 O WINDOWS E O LINUX SÃO “MULTI...”
• Multitarefas: possibilidade de executar várias ta-
refas “ao mesmo tempo” (ou seja: permite que diversos
programas rodem ao mesmo tempo). Multitarefas Pre-
emptiva vs. Cooperativa?
• Multiusuários: vários usuários usam o Sistema
Operacional e seus recursos ao mesmo tempo (ver tópico
“Opções de Desligamento” no item 29.5).
• Multiprocessamento: capacidade que o Sistema
Operacional tem de distribuir seus processos entre dois
ou mais núcleos ou processadores.
• Multiplataforma: estes sistemas rodam em diver-
sos tipos de plataformas e arquitetura de computadores,
sejam eles x86 (32 bits) ou x64 (64 bits).
29.5 OPÇÕES DE DESLIGAMENTO
Figura 32 - Opções de Desligamento
do Windows localizado em: Iniciar → Desligar
• Trocar Usuário: Não fecha (“não finaliza”) os pro-
gramas ou processos quando um novo usuário entra no
sistema.
• Efetuar Logoff: Finaliza todas as aplicações do
usuário atual e exibe a tela de Logon para acesso de um
novo usuário.
• Bloquear: trava/bloqueia o acesso a outros usuá-
rios na máquina (atalho no teclado para o Windows:
“Winkey + L”).
• Reiniciar vs. Desligar???
• Em Espera (Stand By ou Suspender): Alguns com-
ponentes de hardware são desligados, mantendo o con-
teúdo da memória RAM “ligado”.
• Hibernar: Salva todo o conteúdo aberto no sis-
tema (programas, documentos, configurações e
22
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
memória RAM) no HD acelerando o retorno aos sistemas
após o computador ser reiniciado.
Figura 33 - Diferença entre os comandos Stand By e Hibernar
29.6 KERNEL MONOLÍTICO
• Um kernel monolítico é uma arquitetura de kernel
em que todos os serviços e módulos do Sistema Operaci-
onal (como por exemplo: o sistema de arquivos, os dri-
vers de dispositivo, etc.), bem como as funções principais
(agendamento, alocação de memória, etc.) constituem
um único grupo que compartilha o mesmo espaço ou
bloco.
29.7 DIFERENÇA ENTRE DRIVE VS. DRIVER?
• Definição de Drive (Hardware): unidade de leitura
e/ou gravação de uma unidade de disco.
• Definição de Driver (Software): conjunto de arqui-
vos responsáveis pela instalação e configuração de um
novo dispositivo ou periférico no computador. Estes ar-
quivos possuem parâmetros técnicos sobre o novo peri-
férico e serve de interface (ligação) deste com o Sistema
Operacional instalado na máquina.
Figura 34 - Diferença entre Drive (hardware) e Driver (software)
29.8 SISTEMAS PLUG AND PLAY (OU PNP)
• Nesta tecnologia, assim que o novo dispositivo é
conectado, o Sistema Operacional reconhece e instala
automaticamente os drivers do periférico sem a inter-
venção do usuário.
• Para que isso funcione adequadamente são neces-
sários 4 requisitos:
o Barramentos Compatíveis (exemplo: USB);
o Suporte pela BIOS (ou Placa-Mãe);
o Suporte pelo Sistema Operacional e
o Suporte pelo Periférico.
Questão 32. (AOCP) O objetivo da tecnologia PnP do Windows
é
A. fazer com que o computador reconheça e configureauto-
maticamente um novo dispositivo instalado no computador.
B. possibilitar o acesso à internet de computadores de uma
rede ad-hoc, utilizando um único computador como host.
C. controlar os componentes de hardware que requisitam
tempo computacional de processamento da máquina.
D. permitir ao fabricante de um equipamento a possibilidade
de implementar o seu próprio dispositivo de entrada/saída.
E. realizar o redirecionamento da saída padrão de um pro-
grama, para a entrada padrão de outro.
30 LICENCIAMENTO LINUX
Figura 35 - O LINUX possui Código-Fonte Aberto, sendo classifi-
cado como um Software do tipo OpenSource
• Inicialmente, Torvalds Linus lançou o LINUX sob
uma licença de software que proibia qualquer uso comer-
cial. Isso foi modificado de imediato para a GNU General
Public License. Essa licença permite a distribuição e
mesmo a venda de versões possivelmente modificadas
do LINUX, mas requer que todas as cópias sejam lança-
das dentro da mesma licença e acompanhadas do código
fonte.
• O GNU General Public License (Licença Pública Ge-
ral), GNU/GPL ou simplesmente GPL, é a designação da
licença para software livre idealizada por Richard Stall-
man no final da década de 1980, no âmbito do Projeto
GNU da Free Software Foundation (FSF).
23
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 36 - A licença GPL foi criada
a partir do projeto GNU da Fundação FSF
• Em termos gerais, a GPL baseia-se em 4 (quatro)
liberdades:
Liberdade 0 EXECUTAR (ou USAR)
Liberdade 1 ESTUDAR
Liberdade 2 REDISTRIBUIR (DISTRIBUIR ou COPIAR)
Liberdade 3 MODIFICAR (ou APERFEIÇOAR)
• A liberdade de EXECUTAR o programa, para qual-
quer propósito (liberdade nº 0);
• A liberdade de ESTUDAR como o programa funci-
ona e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº
1). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta
liberdade;
• A liberdade de REDISTRIBUIR cópias de modo que
você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
• A liberdade de APERFEIÇOAR o programa, e libe-
rar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comu-
nidade se beneficie deles (liberdade nº 3). O acesso ao có-
digo-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
• Com a garantia destas liberdades, a GPL permite
que os programas sejam distribuídos e reaproveitados,
mantendo, porém, os direitos do autor de forma a não
permitir que essa informação seja usada de uma maneira
que limite as liberdades originais. A licença não permite,
por exemplo, que o código seja apoderado por outra
pessoa, ou que sejam impostos sobre ele restrições que
impeçam que seja distribuído da mesma maneira que foi
adquirido.
31 DISTRIBUIÇÕES LINUX
• Uma distribuição LINUX é composta por uma co-
leção de aplicativos e utilitários mais o Kernel (núcleo)
do Sistema Operacional.
• O LINUX, na realidade, é apenas o nome do Kernel
do Sistema Operacional. Isto significa que todas as distri-
buições usam o mesmo Kernel, mas podem acoplar diver-
sos aplicativos e utilitários de acordo com o objetivo do
seu mantenedor.
• O LINUX é um Sistema Operacional “UNIX-Like”,
ou seja, tem características similares ao do Sistema Ope-
racional UNIX (multitarefa, multiusuário, multiproces-
sado e multiplataforma).
• Uma distribuição LINUX pode ser comercial
(paga) ou não comercial (gratuita). No primeiro caso, o
usuário paga pelo sistema e recebe suporte técnico. No
segundo caso, não há qualquer cobrança pelo uso do sis-
tema, basta que o usuário faça o download do instalador
na Internet. Como não há suporte técnico, o usuário de-
verá tentar resolver os problemas que ocorrerem através
das listas de discussão e fóruns da sua correspondente
distribuição na Internet.
31.1 PRINCIPAIS DISTRIBUIÇÕES DO LINUX
• Red Hat
• Debian
• Fedora
• Ubuntu
• Slackware
• SUSE ou openSUSE
• Oracle Linux
• Elementary OS
• CentOS
• Mint
Observação 32: O LINUX é (e sempre foi) um Sistema Ope-
racional gratuito, porém existem distribuições pagas (co-
merciais) deste Sistema Operacional, a exemplo da Red
Hat e do SUSE.
31.2 NÃO CONFUNDA GUIS COM DISTRIBUIÇÕES (DIS-
TROS)
Figura 37 – Principais Interfaces Gráficas (GUIs)
e Distribuições (“Distros”) LINUX
24
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Questão 33. (___) (CESPE/CEBRASPE) Fedora, OS X, Red Hat,
Solaris e Ubuntu são Sistemas Operacionais que utilizam Kernel
LINUX.
Questão 34. (CESPE/CEBRASPE) Entre as diferentes distribui-
ções do Sistema Operacional LINUX estão?
A. Conectiva, OpenOffice, StarOffice e Debian.
B. GNU, Conectiva, Debian e Kernel.
C. KDE, Blackbox, Debian e Pipe.
D. Debian, Fedora, SUSE e Slackware.
E. Fedora, RedHat, Kurumim e Posix.
32 O WINE
• O Wine é uma espécie de “emulador” que simula
o ambiente do Sistema Operacional MS Windows den-
tro do LINUX. Com ele é possível executar as aplicações
desenvolvidas para a plataforma Windows (a exemplo
dos programas: Word, Excel, PowerPoint, Corel DRAW,
Photoshop, entre outros) na sua distribuição LINUX fa-
vorita.
Figura 38 – Wine permite a instalação e uso de aplicativos
“for Windows” dentro do Sistema Operacional LINUX
Questão 35. (___) (CESPE/CEBRASPE) O navegador Microsoft
Edge não pode ser executado no Sistema Operacional LINUX,
visto ter sido criado exclusivamente para ser executado no am-
biente Windows.
Questão 36. (FCC) No ambiente LINUX, excepcionalmente,
pode acontecer que o Analista de Suporte precise de um pro-
grama que só execute no Windows, sem versões equivalentes
para LINUX. Contudo, o LINUX é um sistema flexível a ponto de
oferecer suporte a esse tipo de programa por meio de uma ca-
mada que deve ser instalada à parte, denominada
A. Fluxconf D. PinUp
B. Conky E. Wine
C. Aterm
33 GERENCIAMENTO E ORGANIZAÇÃO
DE PASTAS E ARQUIVOS
33.1 SISTEMAS DE ARQUIVOS
• Um Sistema de Arquivos é um conjunto de instru-
ções (estruturas lógicas) e de rotinas, que permitem ao
Sistema Operacional controlar o acesso, para leitura e
gravação de dados, as diversas Unidades de Armazena-
mento.
• Diferentes Sistemas Operacionais e mídias usam
diferentes Sistemas de Arquivos.
- Principais Sistemas de Arquivos:
• MS-DOS ............................................. VFAT e FAT16
• Windows XP, Vista, 7, 8, 8.1 e 10 ...... FAT32 e NTFS
• LINUX........... Ext2, Ext3, Ext4, ReiserFS, XFS e JFS
• CD ................................................. CDFS e ISO9660
• DVD ................................................................... UDF
• Pen Drive ........... FAT32, NTFS e exFAT (ou FAT64)
Observação 33: O Sistema Operacional Windows em
suas versões mais recentes (em especial as versões: Win-
dows 7 e 10) utiliza como padrão o Sistema de Arquivos
NTFS. E para o Pen Drive o Sistema de Arquivos padrão é
o FAT32.
Observação 34: O Sistema Operacional LINUX em suas
versões e distribuições mais recentes utiliza como padrão
o Sistema de Arquivos Ext4 que possui suporte ao recurso
de journaling.
33.2 DIFERENÇAS ENTRE OS SISTEMAS DE ARQUIVOS
• NTFS
o Cria partições maiores que 32GB;
o Tem capacidade de compactar arquivos e eco-
nomizar espaço em disco (compactação na-
tiva);
o Conta com melhor gestão de espaço, gerando
menos fragmentação de arquivos e possuindo
menor espaço desperdiçado;
o Trabalha de forma mais rápida e com menor
uso da memória RAM;
o Conta com criptografia de arquivos usando o
EFS (Encrypting File System);
o Possui a capacidade de recuperar alguns erros
do sistema de arquivos automaticamente (jour-
naling parcial);
o Possui maior segurança e trabalha com diferen-
tes níveis de permissão para o mesmo objeto
(arquivo ou pasta).
25
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• FAT32
o É compatível com todos os Sistemas Operacio-
nais;
o Possui menor nível de segurança;
oNão consegue gerar partições em disco maiores
que 32 GB;
o Só reconhece arquivos com no máximo 4 GB de
tamanho;
o É compatível com a maioria dos dispositivos ele-
troeletrônicos (câmeras fotográficas, players
(MP3s, DVDs, TVs, Sistemas de Som), ...).
• exFAT (ou FAT64)
o Conta com leitura e escrita de arquivos maiores
que 4 GB;
o Capacidade de criar partições do disco com mais
de 32 GB;
o Possui melhor gerenciamento de espaço;
o Também conhecida como FAT64;
o Utilizado principalmente em discos de memória
flash e cartões de memória;
o Não é compatível com a maioria dos dispositivos
(câmeras, players, ...);
o Possui um menor nível de fragmentação de ar-
quivos.
Questão 37. (FCC) Devido ao pouco espaço disponível no disco
rígido (HD) de seu computador, Paulo resolveu adicionar outro
HD com capacidade de 540 GB. Após adicionar o novo disco,
executou o procedimento para formatação, onde foi solicitado
que selecionasse o Sistema de Arquivos desejado. Como utiliza
o Sistema Operacional Windows e deseja armazenar inclusive
seus arquivos de vídeo superiores a 4 GB (por arquivo), ele op-
tou por selecionar o Sistema de Arquivos indicado pela Micro-
soft para sua versão do Windows, o
A. FAT D. ext2
B. FAT32 E. UDF
C. NTFS
33.3 SISTEMAS DE ARQUIVOS NO LINUX
• Atualmente, uma importante característica dos
atuais Sistemas de Arquivos é o “journaling”. O journa-
ling é um recurso que permite recuperar um sistema
após um desastre (ou sinistro) no disco em velocidades
e taxas de sucesso superiores que nos Sistemas de Arqui-
vos sem journaling.
- Principais Sistemas de Arquivos do LINUX:
• Ext2 (sem o recurso de journaling)
• Ext3
• Ext4 (padrão atual do sistema)
• ReiserFS
• XFS
• JFS
• O sistema de journaling grava qualquer operação
que será feita no disco em uma área especial chamada
“journal”, assim se acontecer algum problema durante
a operação de disco, ele pode voltar ao estado anterior
do arquivo, ou finalizar a operação.
• Desta forma, o journal acrescenta ao Sistema de
Arquivos o suporte a alta disponibilidade e maior tolerân-
cia a falhas.
Questão 38. (___) (CESPE/CEBRASPE) Comparativamente a
computadores com outros Sistemas Operacionais, computado-
res com o sistema LINUX apresentam a vantagem de não per-
derem dados caso as máquinas sejam desligadas por meio de
interrupção do fornecimento de energia elétrica.
33.4 NOME DE ARQUIVOS NO MS WINDOWS
- Principais perguntas cobradas em prova:
• Qual o tamanho máximo de um nome de arquivo?
• O que é uma extensão de nome de arquivo? E quais
seus principais exemplos?
• Quais caracteres não podem ser usados em um
nome de arquivo?
33.5 QUAL O TAMANHO MÁXIMO DE UM NOME DE ARQUIVO?
• Resposta: O Windows limita os nomes de arquivos
em 260 caracteres para as versões do Windows 7, 8 e
Windows 10.
• Mas o nome do arquivo, na verdade, deve ser mais
curto que isso, já que o caminho completo (como C:\Ar-
quivos de Programa\nome_do_arquivo.txt) está inclu-
ído nessa contagem de caracteres. É por isso que você
pode, ocasionalmente, encontrar um erro ao copiar um
arquivo com um nome muito longo para um local que
possua um caminho mais longo que o local de origem.
Figura 39 – Comprimento, tamanho máximo, dos nomes
de arquivos nas versões do Windows 7, 8 e 10
33.6 O QUE É UMA EXTENSÃO DE NOME DE ARQUIVO?
• Escreva ao lado o conteúdo dos arquivos citados
na lista abaixo...
26
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
1. XPTO __________________________________
2. XPTO.docx __________________________________
3. XPTO.xlsx __________________________________
4. XPTO.html __________________________________
5. XPTO.jpg __________________________________
6. XPTO.mp3 __________________________________
• Resposta: Uma extensão de nome de arquivo é
um conjunto de caracteres que ajuda Windows a enten-
der qual tipo de informação está armazenada em um ar-
quivo e qual programa deve abri-lo.
• Ela é chamada de extensão porque aparece no fi-
nal do nome do arquivo, após um ponto. No nome de ar-
quivo “meuarquivo.txt”, a extensão é “.txt”. Ela diz ao
Windows que esse é um arquivo de texto simples (sem
formatação) que pode ser aberto por programas associ-
ados a essa extensão, como WordPad ou Bloco de Notas.
Figura 40 - Extensões de Arquivos no Pacote MS Office
Figura 41 - Extensões de Arquivos no Pacote LibreOffice
Figura 42 - Extensões de Arquivos do Word e do Writer
Figura 43 - Extensões de Arquivos do Excel e do Calc
Questão 39. (FCC) Arquivos, documentos de textos salvos no
processador do pacote Office, o Microsoft Word versão 2016,
na forma de modelos são salvos com a extensão padrão
A. docx D. dotx
B. doc E. xlsx
C. pptx
Questão 40. (FCC) Por padrão, documentos, planilhas e apre-
sentações criadas no Office 2016 são salvos no formato
A. XHTML, com extensões de nomes de arquivos .docx, .xlsx e
.pptx.
B. HTML, com extensões de nomes de arquivos .docn, .xlsn e
.pptn.
C. XML, com extensões de nomes de arquivos .docw, .xlse e
.pptp.
D. XHML, com extensões de nomes de arquivos .doc, .xls e
.ppt.
E. XML, com extensões de nomes de arquivos .docx, .xlsx e
.pptx.
27
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
33.7 QUAIS CARACTERES NÃO PODEM SER USADOS
EM UM NOME DE ARQUIVO OU PASTA?
• Resposta: Você não pode usar os seguintes carac-
teres em um nome de arquivo ou pasta:
o \ .........................contra barra ou barra invertida
o / .................................................................. barra
o ? ...................................................... interrogação
o : ........................................................ dois pontos
o * ........................................................... asterisco
o " ..................................................... aspas duplas
o > ......................................................... maior que
o < ........................................................ menor que
o | .................................... “pipe” ou barra vertical
Questão 41. (FCC) Pedro utiliza em seu computador o Sistema
Operacional Microsoft Windows 7 Professional. Certo dia teve
a necessidade de criar uma pasta no Hard Disk (HD). Após várias
tentativas, conseguiu criar a pasta com o nome
A. Gastos*Meses D. Data?Hora
B. Controle|Clientes E. Diversos\Arquivos
C. Valores_R$
Questão 42. (FGV) Considere as seguintes assertivas acerca da
utilização de arquivos no Sistema Operacional Windows 10.
Está correto o que se afirma em:
I - Os nomes de arquivos podem ser compostos por qualquer
caractere disponível no teclado, à exceção dos caracteres arroba
“@” e cifrão “$”.
II - Uma pasta pode conter simultaneamente arquivos e sub-
pastas.
III - O número máximo de caracteres de um nome de arquivo
no Windows 10 é de 11 (onze) caracteres, incluída a extensão.
A. I e II, apenas; D. III, apenas;
B. I e III, apenas; E. I, II e III.
C. II, apenas;
33.8 O SISTEMA OPERACIONAL LINUX É CASE SENSITIVE
• Podem existir dois ou mais arquivos com o mesmo
nome em um mesmo diretório ou subdiretório desde que
respeite-se o fato do LINUX ser um Sistema Operacional
“CASE SENSITIVE”, ou seja: existam diferenças entre a
caixa das letras utilizadas para nomear o arquivo ou dire-
tório.
• Quando: CASA ≠ Casa, então É CASE SENSITIVE.
Observação 35: O Windows não é CASE SENSITIVE (não
diferencia letras maiúsculas de letras minúsculas nos no-
mes de seus arquivos, pastas e comandos de texto).
Observação 36: O LINUX é CASE SENSITIVE (diferencia le-
tras maiúsculas de letras minúsculas nos nomes de seus
arquivos, pastas e comandos de texto).
Figura 44 - Janela do Explorador de Arquivos Nautilus do LINUX
com a Pasta Pessoal selecionada e 4 Arquivos com omesmo nome dentro desta mesma Pasta, como isso é possível?
Questão 43. (___) (CESPE/CEBRASPE) No LINUX, em um
mesmo diretório, não podem existir dois subdiretórios com o
mesmo nome, contudo, em virtude de os nomes dos diretórios
serem Case Sensitive, é possível criar dois subdiretórios de no-
mes /usr/TreRJ e /usr/trerj.
33.9 PRINCIPAIS PASTAS DO SISTEMA WINDOWS
Figura 45 - Estrutura hierárquica do maior para o menor nível
Principais Pastas e seus Conteúdos
C:\
Diretório Raiz ou Unidade Local ou Disco Local.
C:\WINDOWS
Arquivos do Sistema Operacional.
C:\ARQUIVOS DE PROGRAMAS
Arquivos dos Programas Instalados no Computador.
C:\USUÁRIOS
Documentos Pessoais do Usuário.
28
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 46 - Exemplo de Path (Caminho)
Observação 37: Para computadores com o Windows ver-
são de 64 bits, temos que...
• C:\Arquivos de Programas (x86)
Arquivos dos Programas de 32 bits instalados em
um Sistema de 64 bits.
• C:\Arquivos de Programas
Arquivos dos Programas de 64 bits instalados no
computador.
33.10 BIBLIOTECAS NO WINDOWS
• As Bibliotecas organizam seus arquivos espalha-
dos pelo PC ou pela rede. Uma biblioteca reúne suas
“coisas” em um lugar – SEM MOVER ou alterar o lugar
onde realmente elas estão armazenadas.
• Se você excluir uma biblioteca, a biblioteca será
movida para a Lixeira. Os arquivos e as pastas que po-
diam ser acessados na biblioteca serão mantidos em seu
local de origem e, portanto, não serão excluídos.
• Se você excluir arquivos ou pastas dentro de uma
biblioteca, eles também serão excluídos de seus locais
originais. Para remover um item de uma biblioteca sem
excluí-lo do local em que ele está armazenado, remova a
pasta que contém o item. Quando você remove uma
pasta de uma biblioteca, todos os itens da pasta serão re-
movidos (mas não excluídos).
• Bibliotecas Padrões do Windows
o Documentos
o Imagens
o Músicas
o Vídeos
Figura 47 - Bibliotecas padrões do Windows
Questão 44. (FCC) O armazenamento lógico em disco rígido é
estruturado hierarquicamente, do nível maior para o menor,
em
A. arquivo, diretório e subdiretório.
B. diretório, subdiretório e arquivo.
C. diretório, arquivo e subdiretório.
D. pasta, arquivo e subpasta.
E. arquivo, subpasta e pasta.
Questão 45. (___) (CESPE/CEBRASPE) No Windows 10, é possí-
vel organizar os arquivos em pastas e subpastas ou, ainda, em
bibliotecas. Caso se opte por organizar os arquivos em bibliote-
cas, os arquivos serão movidos fisicamente de onde eles esta-
vam armazenados para as bibliotecas, a fim de melhorar a per-
formance de consulta.
Questão 46. (CESGRANRIO) Em qual pasta de uma instalação
padrão do Windows 10 serão armazenados os arquivos e os ata-
lhos presentes na área de trabalho de um usuário cujo login é
urs90235?
A. C:\Área de Trabalho\urs90235
B. C:\Usuários\urs90235\Área de Trabalho
C. C:\Windows\system\Desktop\urs90235
D. C:\Arquivos de Programa\urs90235
E. C:\Windows\Registration\ Desktop \urs90235
Questão 47. (___) (CESPE/CEBRASPE) Em uma instalação pa-
drão, se o sistema for logado pelo usuário Joaquim, o local fí-
sico que o ícone Downloads apontará no disco rígido será
C:\Downloads\Desktop\Users\Joaquim\.
33.11 PRINCIPAIS DIRETÓRIOS LINUX
• Um diretório nos sistemas LINUX/UNIX são espe-
cificados por uma barra simples “/” e não por uma con-
trabarra “\” como é feito nos sistemas Windows.
Diretório Descrição/Função
/ Diretório raiz (contém todos os demais diretó-
rios e arquivos da unidade de disco do sistema).
/home Diretórios contendo os arquivos dos usuários.
/root Diretório do usuário root.
/boot Contém arquivos necessários para a inicializa-
ção do sistema.
/bin Contém arquivos dos programas do sistema
que são usados com frequência pelos usuários.
29
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Diretório Descrição/Função
/sbin Diretório de programas usados pelo super usu-
ário (root) para administração e controle do
funcionamento do sistema.
/lib Bibliotecas compartilhadas pelos programas
do sistema e módulos do Kernel.
/dev Contém arquivos (drivers) usados para acessar
dispositivos (periféricos) existentes no compu-
tador.
/etc Arquivos de configuração do sistema e do seu
computador local.
/usr Contém arquivos executáveis, bibliotecas, re-
cursos do sistema e até documentação de soft-
wares usados pelos usuários ou administrado-
res do sistema.
Questão 48. (FUNCAB) No Sistema Operacional LINUX confi-
gurado de forma padrão, para o usuário chamado ‘paulo’,
quando se entra no sistema pela primeira vez após ligar o com-
putador, o diretório de trabalho corrente é configurado como:
A. /usr/paulo D. /home/Paulo
B. /lib/Paulo E. /bin/Paulo
C. /etc/paulo
Questão 49. (___) (CESPE/CEBRASPE) No LINUX, o diretório
raiz, que é representado pela barra /, e o diretório representado
por /dev servem para duas funções primordiais ao funciona-
mento do ambiente: o primeiro é onde fica localizada a estru-
tura de diretórios e subdiretórios do sistema; o segundo é onde
ficam os arquivos de dispositivos de hardware do computador
em que o LINUX está instalado.
33.12 ARRASTANDO ARQUIVOS ENTRE PASTAS
Figura 48 - Comportamento padrão
ao “arrastar” arquivos com o mouse...
Questão 50. (FCC) Um técnico abriu duas janelas, uma ao lado
da outra, na área de trabalho do Windows 10, em português. A
janela da esquerda contém os arquivos e pastas de um pen-
drive e a janela da direita, os arquivos e pastas de uma partição
do HD. Usando o método arrastar e soltar, o técnico arrastou
um arquivo da janela da esquerda para a janela da direita. Neste
caso, o arquivo será
A. movido. D. ocultado.
B. compactado. E. copiado.
C. apagado.
33.13 WINDOWS EXPLORER (OU EXPLORADOR DE ARQUI-
VOS)
• O Windows Explorer (ou Explorador de Arquivos
no Windows 10) é um GERENCIADOR DE PASTAS E AR-
QUIVOS do Sistema Operacional Windows. Ou seja, é uti-
lizado para a cópia, exclusão, organização, movimenta-
ção e todas as atividades de associadas ao gerencia-
mento de pastas e arquivos.
• Atalho do Teclado: Winkey + E
Observação 38: No Sistema Operacional LINUX temos 2
gerenciadores de pastas e arquivos que possuem as mes-
mas funções do Windows Explorer no sistema Windows:
• Konqueror
• Nautilus
Questão 51. (CESPE/CEBRASPE) Acerca do Sistema Operacio-
nal Linux, assinale a opção correta.
A. No Linux, pode-se definir um caminho de diretórios a partir
do uso de barras invertidas (\), diferentemente do Windows,
em que são utilizadas barras não invertidas (/).
B. O Linux disponibiliza, na barra de inicialização rápida, re-
curso para ligar ou desligar o computador com maior veloci-
dade, empregando o conceito de boot parcial da máquina.
C. O Linux tem a desvantagem, com relação ao Windows, de
ser mais vulnerável a vírus de computador, que se propagam
com rapidez nesse ambiente, tornando os aplicativos lentos e
infectando os arquivos.
D. Em ambiente operacional, o gerenciador de arquivos é utili-
zado para se visualizar a estrutura de diretórios e respectivos
arquivos. No Linux, o Konqueror constitui exemplo de gerenci-
ador de arquivos.
E. O diretório raiz do Linux é o C:\.
34 GERENCIADORES DE BOOT NO LINUX
• Dual (ou Multi) Boot é um software que permite a
escolha de um entre vários Sistemas Operacionais insta-
lados em um mesmo computador no momento em que o
equipamento é ligado.
• Para cada Sistema Operacional instalado é neces-
sária a criação de uma nova partição formatada com o
Sistema de Arquivos específico para o Sistema Operaci-
onal a ser instalado.
30
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 49 - Windows 10 e LINUX instalados em
um mesmo computador através do Dual Boot.
• Os gerenciadores de inicialização(gerenciadores
de Boot) mais usados em sistemas LINUX são:
o GRUB (com sua Interface Gráfica) e
o LILO (com sua Interface em Modo Texto).
Questão 52. (___) (CESPE/CEBRASPE) Considere que dois ser-
vidores públicos que trabalham em horários diferentes usem o
mesmo computador, no qual está instalado o Sistema Operaci-
onal LINUX. Considere, ainda, que tenha sido designado a um
desses servidores que passe a utilizar o Sistema Operacional
Windows. Nessa situação, é necessário que seja disponibilizado
outro computador, visto que um computador suporta a instala-
ção de apenas um Sistema Operacional.
35 A LIXEIRA DO WINDOWS
• Você consegue responder a todas as perguntas a
respeito da Lixeira do Sistema Operacional Windows ci-
tadas abaixo???
1. Qual a função da lixeira?
2. Como excluir um arquivo do sistema?
3. Como recuperar um arquivo excluído?
4. Como excluir um arquivo sem enviar para a lixeira?
5. Quando um arquivo é recuperado para onde ele vai?
6. O que acontece com os arquivos quando eles são ex-
cluídos de dentro da lixeira?
7. Como esvaziar o conteúdo da lixeira?
8. Por quanto tempo um arquivo pode ser guardado pela
Lixeira?
9. Para onde vão os arquivos excluídos de um pen drive?
10. Para onde vão os arquivos excluídos de um CD-ROM?
11. Para onde vão os arquivos excluídos através de uma
rede de computadores?
12. Qual o tamanho padrão da lixeira?
13. Qual o tamanho máximo da lixeira?
14. É possível visualizar o conteúdo de um arquivo dentro
da lixeira ao clicar 2x (duas) vezes neste arquivo?
15. É possível excluir o ícone da Lixeira da Área de Traba-
lho?
16. Para onde vão os arquivos excluídos quando o seu ta-
manho é maior que o tamanho da Lixeira?
17. E quando a Lixeira estiver cheia? Para onde vão os no-
vos arquivos que forem excluídos?
• Respostas:
1. Armazenar os arquivos que foram excluídos pelo usuário.
2. O usuário deve primeiro selecionar o arquivo que deseja
excluir e em seguida pressionar a tecla DEL ou DELETE no
teclado. As bancas, também, citam a opção de clicar com o
botão direito do mouse e em seguida na opção “Excluir”
do Menu de Contexto.
3. Abrir a Lixeira, através do seu ícone na Área de Trabalho,
e em seguida selecionar o arquivo desejado e com o botão
direito do mouse escolher a opção de “Restaurar”.
4. “SHIFT + DEL” ou “SHIFT + Delete”. Ou qualquer proce-
dimento de exclusão segurando a tecla SHIFT.
5. Retorna ao local de onde foi excluído (local de origem).
6. São excluídos de forma definitiva, ou seja: exclusão per-
manente.
7. Você deve selecionar o ícone da Lixeira e com o botão
direito do mouse escolher a opção “Esvaziar Lixeira”.
8. Por tempo indeterminado. Até o usuário excluir de
forma definitiva ou restaurar o arquivo para o seu local de
origem.
9. São excluídos de forma definitiva. Com exceção do HD
externo, que possui sua própria Lixeira, arquivos excluídos
de mídia removíveis (como por exemplo: o pen drive, car-
tões de memória, o antigo disquete) são excluídos perma-
nentemente.
10. Não se exclui. É uma unidade somente leitura (do tipo
ROM – Read Only Memory).
11. Exclusões através de uma rede de computadores em
pastas compartilhadas são exclusões definitivas.
12. A partir do Windows 7, e agora no Windows 10, o seu
tamanho padrão não é mais de 10% do HD ou da partição
ativa. Nas novas versões o tamanho é igual a soma de: 1º) 4
GB (10% de 40 GB) + 2º) 5% do restante do HD ou partição.
13. O restante do espaço livre do HD ou partição.
14. Não. É necessário restaurar primeiro. Com exceção das
miniaturas de imagens (por exemplo) criadas pelo próprio
Sistema Operacional.
15. Não. No máximo é possível, apenas, ocultar este ícone.
16. São excluídos de forma definitiva (permanente).
17. Quando a lixeira está cheia, o Windows automatica-
mente limpa o espaço suficiente (o espaço necessário) para
poder acomodar os novos arquivos ou pastas excluídas.
Como o Windows faz isso: ele apaga primeiro os arquivos
mais antigos para liberar espaço para os novos arquivos ou
pastas excluídas.
31
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Questão 53. (FCC) Um estagiário apagou acidentalmente um
importante relatório que seu chefe vinha preparando há duas
semanas. Um colega de trabalho informou-lhe que os seguintes
itens não são armazenados na Lixeira do Windows e, portanto,
não podem ser restaurados:
I. Itens excluídos de locais da rede.
II. Itens excluídos de mídia removível (como pen drives).
III. Itens maiores do que a capacidade de armazenamento da
Lixeira.
IV. Itens excluídos há mais de quinze dias.
V. Itens ocultos e arquivos do sistema.
NÃO podem ser recuperados utilizando-se o procedimento da
Lixeira do Windows APENAS os itens
A. II, III, IV e V. D. III e V.
B. I e II. E. I, II e III.
C. I, III e V.
36 PRINCIPAIS FERRAMENTAS DO SISTEMA
36.1 DESFRAGMENTADOR DE DISCOS (OTIMIZAR UNIDA-
DES)
• Por padrão, quando o Windows grava qualquer
arquivo no disco ele o grava em partes separadas.
Quando você precisar abrir esse mesmo arquivo o pró-
prio Windows levará mais tempo, pois precisará procurar
por todo o disco pelas partes deste arquivo.
• A fragmentação faz com que o disco rígido tenha
um trabalho adicional que pode deixar o computador
lento. Dispositivos de armazenamento removíveis, como
unidades flash USB, também podem estar fragmenta-
dos. O Desfragmentador de Disco reorganiza dados fra-
gmentados para que os discos e unidades trabalhem de
forma mais eficiente.
• O Desfragmentador de Discos (ou Otimizar Uni-
dades no Windows 10): 1º) Reorganiza os arquivos grava-
dos em uma unidade de disco (ex. HD) e 2º) Torna o sis-
tema mais rápido na ação de leitura (ao abrir) os arqui-
vos na unidade desfragmentada. Ou seja: ele procura em
todo o disco rígido por arquivos que estão fragmenta-
dos (em pedaços) e os “une” novamente tornando a lei-
tura dos mesmos mais fácil e rápida.
36.2 LIMPEZA DE DISCO
• Você pode usar a ferramenta de Limpeza de Disco
para reduzir o número de arquivos desnecessários em
suas unidades de armazenamento, o que pode ajudar na
execução mais rápida de aplicativos e tarefas do compu-
tador. A Limpeza de Disco exclui arquivos temporários
da Internet e do sistema, esvazia os arquivos guardados
pela Lixeira e remove vários outros itens não mais ne-
cessários ao uso do sistema.
• Principais itens excluídos no processo de Limpeza
de Disco:
o Arquivos Temporários da Internet
o Arquivos Temporários do Sistema (.tmp / .~)
o Limpeza da Lixeira (Esvaziar a Lixeira)
Observação 39: No Windows 10 temos uma versão apri-
morada desta ferramenta chamada de Sensor de Armaze-
namento que apresenta como grande novidade o monito-
ramento ativo e a execução automática de ações de lim-
peza pré-definidas pelo usuário.
Figura 50 - Janela da Limpeza de Disco para a Unidade C:
36.3 RESTAURAÇÃO DO SISTEMA (PONTO DE RESTAURA-
ÇÃO)
• A Restauração do Sistema o ajuda a restaurar ar-
quivos do sistema do computador para um ponto ante-
rior no tempo, restaurando a sua forma de funcionar. É
uma forma de desfazer alterações do sistema no compu-
tador sem afetar os arquivos pessoais, como e-mail, do-
cumentos ou fotos.
• Às vezes, a instalação de um programa ou driver
pode causar uma alteração inesperada no computador
ou fazer com que o Windows se comporte de modo im-
previsível, com muita lentidão ou travamentos. Geral-
mente, a desinstalação do programa ou driver corrige o
problema. Se a desinstalação não corrigir o problema,
você pode tentar restaurar o sistema do computador
para uma data anterior, quando tudo funcionava correta-
mente.
• A Restauração do Sistema usa um recurso cha-
mado proteção do sistema para criar e salvar regular-
mente pontos de restauração no computador. Esses
pontos de restauração contêm informações sobre as
configurações do Registroe outras informações do
32
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
sistema que o Windows usa naquele momento. Também
é possível criar pontos de restauração manualmente.
• A Restauração do Sistema não é destinada a fazer
backup de arquivos pessoais, portanto, ela não pode
ajudá-lo a recuperar um arquivo pessoal que foi excluído
ou danificado (A RESTAURAÇÃO DO SISTEMA NÃO É
UMA CÓPIA DE CONTEÚDOS! NÃO É UM BACKUP!).
36.4 VERIFICAÇÃO DE ERROS (SCANDISK)
• É possível resolver alguns problemas do computa-
dor verificando se há erros em uma unidade de armaze-
namento ou identificar arquivos corrompidos. Por exem-
plo, você pode verificar o disco rígido principal do seu
computador para corrigir alguns problemas de desempe-
nho ou pode verificar se uma unidade de disco rígido ex-
terna não está funcionando adequadamente.
• O Scandisk é a ferramenta que permite detectar
e corrigir erros lógicos num disco rígido ou unidade re-
movível (como um HD externo ou pen drive), além de
pesquisar a superfície do disco em busca de setores da-
nificados, você pode verificar a integridade de sua mídia
e reparar a maioria dos problemas que podem ocorrer
(O Scandisk NÃO VERIFICA OU PESQUISA POR VÍRUS!).
• O que são Bad Blocks?
o Bad blocks são setores defeituosos do disco que
foram identificados e que são marcados pelo
Scandisk para não serem mais utilizados pelo
sistema e evitar assim a perda de dados.
36.5 READYBOOST
• O ReadyBoost pode acelerar o seu computador
usando espaço de armazenamento na maioria das unida-
des flash USB (pen drive) e cartões de memória flash.
Quando você conecta um dispositivo de armazena-
mento compatível com ReadyBoost ao computador, a
caixa de diálogo Reprodução Automática oferece a op-
ção de acelerar o computador usando o ReadyBoost. Se
você selecionar essa opção, poderá escolher o quanto
de memória do dispositivo usar para esse fim.
• Quando você configura um dispositivo para funci-
onar com o ReadyBoost, o Windows mostra quanto es-
paço é recomendável para uso para obter o desempenho
ideal.
Figura 51 - ReadyBoost acrescentando 4 GBytes
de capacidade a memória RAM do Notebook
36.6 BITLOCKER
• O BitLocker é um recurso de proteção de dados
que criptografa unidades em computadores para ajudar
a evitar roubo ou exposição de dados.
• A Criptografia de Unidade de Disco BitLocker é
um recurso de proteção de dados que se integra ao sis-
tema operacional e enfrenta as ameaças de roubo de da-
dos ou exposição de computadores perdidos, roubados
ou incorretamente descomissionados.
36.7 HISTÓRICO DE ARQUIVOS
• O Histórico de Arquivos do Windows 10 permite
que o usuário faça backup de seus arquivos pessoais fa-
cilmente. Este recurso faz múltiplas cópias das diferen-
tes versões de um arquivo e as armazena em um HD ex-
terno, em outro disco rígido instalado no PC ou em uma
Unidade de Rede compartilhada. Assim você pode con-
sultar diferentes versões de um documento para poder
comparar as alterações, por exemplo.
Questão 54. (___) (CESPE/CEBRASPE) A restauração do sis-
tema Windows é uma opção para formatação completa e irre-
versível do disco rígido do computador; nesse caso, é necessá-
ria, em seguida, uma nova instalação do Sistema Operacional.
Questão 55. (___) (CESPE/CEBRASPE) A restauração do sis-
tema é uma forma de desfazer alterações do sistema do com-
putador para um ponto anterior no tempo. A restauração do
sistema, entretanto, não pode ser usada para recuperação de
arquivos pessoais.
Questão 56. (VUNESP) Com relação ao Windows e seus com-
ponentes, assinale a incorreta:
A. O Backup permite fazer cópias de segurança de arquivos;
B. O Scandisk permite verificar e corrigir erros em arquivos e
pastas;
C. O Drivespace reorganiza os arquivos no HD;
D. O Wordpad é um editor de texto
E. O Readyboost melhora a velocidade do computador.
37 CENTRAL DE SEGURANÇA DO WINDOWS
• A Central de Segurança do Windows é um aplica-
tivo integrado ao Windows 10 que ajuda a manter seu
computador mais seguro. Ele possui como principal fer-
ramenta o Windows Defender Antivírus e Firewall, que é
33
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
o antimalware e firewall nativos do Windows, além de
uma ferramenta para backup de arquivos e o Windows
Update (antigo: atualizações automáticas do sistema).
Observação 40: As ferramentas de antivírus ou antimal-
wares, firewall e backup serão estudas no módulo de Mal-
wares e Segurança da Informação mais a frente neste
mesmo material.
38 PRINCIPAIS COMANDOS DE TEXTO DO LINUX
38.1 COMANDOS DO SISTEMA DE ARQUIVOS
• df - (disk filesystem) mostra o espaço livre e ocu-
pado em disco (ou cada partição).
• du - (disk usage) mostra o espaço ocupado por ar-
quivos e subdiretórios do diretório atual.
38.2 MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS E DIRETÓRIOS
• cd - (change directory) altera o diretório atual. Se
você não especificar nada ele muda para seu diretório
/home.
o cd / - retorna ao diretório raiz.
o cd .. – sobe um diretório. Muda o diretório atual
para um diretório acima na estrutura hierár-
quica.
• cp - (copy) copia os arquivos de um diretório/pasta
para outro diretório/pasta.
o cp teste.txt teste1.txt - copia o arquivo teste.txt
para teste1.txt.
o cp teste.txt /tmp - copia o arquivo teste.txt para
dentro do diretório /tmp.
o cp * /tmp - copia todos os arquivos do diretório
atual para /tmp.
• ls - (list) lista o conteúdo de um diretório (arquivos
e subdiretórios).
• pwd - (print working directory) exibe o caminho
(diretório) atual.
o Estando o usuário no diretório jroberto74 e digi-
tando o comando “pwd” o resultado apresen-
tado será apresentado conforme a imagem
abaixo...
Figura 52 - pwd exibe o diretório de trabalho atual.
• mkdir - (maker directory) cria um diretório.
o Por exemplo, para criar um diretório em /tmp
com o nome de teste que será usado para gravar
arquivos de teste, você deve usar o comando
mkdir /tmp/teste.
• mv - (move) move ou renomeia arquivos e diretó-
rios.
o mv teste.txt teste1.txt - muda o nome do ar-
quivo teste.txt para teste1.txt.
o mv teste.txt /tmp - move o arquivo teste.txt
para o diretório /tmp. Lembre-se que o arquivo
de origem é apagado após ser movido.
o mv teste.txt teste.new (supondo que teste.new
já exista) - copia o arquivo teste.txt por cima de
teste.new e apaga teste.txt após terminar a có-
pia (ação de renomear arquivos).
• rm - (remove) exclui arquivos (também apaga di-
retórios e subdiretórios vazios ou que contenham arqui-
vos).
o rm teste.txt - apaga o arquivo teste.txt no dire-
tório atual.
o rm *.txt - apaga todos os arquivos do diretório
atual que terminam com .txt.
o rm *.txt teste.novo - apaga todos os arquivos
do diretório atual que terminam com .txt e tam-
bém o arquivo teste.novo.
• rmdir - (remove directory) exclui um diretório va-
zio.
o É necessário estar um nível acima do diretório(s)
que será(ão) removido(s). Por exemplo, para re-
mover o diretório /tmp/teste você deve estar no
diretório /tmp e executar o comando rmdir
teste.
38.3 EDIÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE ARQUIVOS
• vi - editor com uma interface de linha de comando.
38.4 COMPRESSÃO DE ARQUIVOS, BACKUP E RESTAURA-
ÇÃO
• rpm - Instalador de programas (pacotes) do Re-
dHat.
• tar - compacta grupos de arquivos.
38.5 GERENCIAMENTO DE PROCESSOS E APLICATIVOS
• kill - finaliza um processo através do seu nome.
• ps - (process status) exibe quais são os processos
que estão em execução.
• sa - mostra informações sobre os processos que
estão sendo executados pelos usuários.
38.6 AJUDA
• help - ajuda para os comandos do bash.
• man - (manual page) mostra o manual de um co-
mando.
34
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
38.7 REDE
• ifconfig - configura a interface de rede.
38.8 MODOS DE EXECUÇÃO DO SISTEMA
• logout - faz o logoutdo usuário (termina a sessão
do usuário atual).
• poweroff - desliga o computador.
• reboot - reinicia o computador.
• shutdown - desliga/reinicia o computador imedia-
tamente ou após determinado tempo (programável) de
forma segura.
o shutdown -h now - desliga o computador imedi-
atamente.
o shutdown -r now - reinicia o computador imedi-
atamente.
o shutdown -r 20 - faz o sistema ser reiniciado
após 20 minutos.
• startx - inicia o X-Window System (gerenciador de
interfaces gráficas do LINUX).
38.9 GERENCIAMENTO DE USUÁRIOS (CONTROLE DE
ACESSO)
• adduser - adiciona um usuário ao sistema.
• passwd - muda a senha do usuário atual.
• su - (super user) permite o usuário mudar sua iden-
tidade para outro usuário sem fazer o logout.
• useradd - adiciona um usuário.
• w - (who) mostra os usuários logados e suas tare-
fas.
Questão 57. (FGV) Considerando a figura acima, que mostra a
tela de um terminal do sistema operacional Linux Ubuntu 14.10,
assinale a alternativa correta no que se refere ao resultado da
execução do comando apresentado.
A. O comando cp copiará, para o diretório atual, o arquivo
man, localizado no diretório secretaria.
B. O comando cp copiará, para o diretório secretaria, o ar-
quivo man, localizado no diretório atual.
C. Na tela representada na figura acima, haverá a exibição de
algumas propriedades do arquivo man, como, por exemplo,
seu tamanho, antes de ser finalizada a sua cópia do diretório
secretaria para o diretório atual.
D. Será realizada a instalação do programa cp pelo usuário
root, administrador do sistema, direto do man, repositório do
Ubuntu 14.10.
E. Será mostrado manual com as informações referentes ao
comando cp.
Questão 58. (FCC) Assinale a opção que apresenta o comando,
no sistema operacional Linux, que deve ser utilizado para de-
terminar quanto espaço em disco está sendo ocupado por um
diretório e seus subdiretórios.
A. pwd D. file
B. du E. head
C. lshw
Questão 59. (___) (CESPE/CEBRASPE) No Linux, o comando cd
/etc/teste cria o diretório teste dentro do diretório /etc.
Questão 60. (FUNCAB) No Linux, o comando rm eventos.odt
A. apaga o diretório eventos.odt.
B. renomeia o arquivo eventos para odt.
C. move o arquivo eventos.odt para o diretório imediata-
mente acima.
D. restringe o direito de acesso ao arquivo eventos.odt.
E. apaga o arquivo eventos.odt no diretório atual.
Questão 61. (___) (CESPE/CEBRASPE) Em ambiente LINUX, o
comando mv é utilizado para mover ou renomear um ou mais
arquivos e diretórios, o que facilita a organização das informa-
ções.
Questão 62. (FCC) No console do Sistema Operacional LINUX,
alguns comandos permitem executar operações com arquivos
e diretórios do disco. Os comandos utilizados para criar, aces-
sar e remover um diretório vazio são, respectivamente,
A. pwd, mv e rm. D. cdir, lsdir e erase.
B. md, ls e rm. E. md, cd e rd.
C. mkdir, cd e rmdir.
39 PERMISSÕES LINUX
• Existem 3 níveis de permissões para Arquivos e
Diretórios no LINUX: um para o Dono, um para o Grupo
e um para Outros. Mas o que é isso?
o Dono do Arquivo: é, normalmente, como o
nome já diz, o usuário que criou o arquivo. Eu
disse “normalmente” porque um arquivo pode
ter seu dono atribuído posteriormente (o título
de dono do arquivo é transferível a outros usuá-
rios).
o Grupo: descreve o grupo de usuários ao qual o
dono do arquivo pertence.
o Outros: descreve os privilégios de acesso dos ou-
tros usuários do computador.
• Existem, também, permissões para 3 tipos de ope-
rações: Escrever, Ler e Executar.
o Escrever (w, valor = 2): esse privilégio permite,
ao seu detentor, modificar o conteúdo de um
35
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
arquivo (salvá-lo). Normalmente, esse direito
está atrelado ao direito de ler o arquivo (porque,
na maioria dos casos, modificar o arquivo requer
que se abra ele primeiro).
o Ler (r, valor = 4): permite que o detentor desse
privilégio possa apenas ler o conteúdo de um ar-
quivo, sem poder alterá-lo (salvar). Se você não
tiver acesso a um arquivo para modificá-lo, nada
feito, o LINUX não deixará mesmo!
o Executar (x, valor = 1): define que o arquivo em
questão poderá ser executado como um pro-
grama qualquer pelo usuário. Como já vimos, no
LINUX, vários arquivos são considerados execu-
táveis, como os binários e os Shell Scripts. Para
que o sistema os possa executar quando o usuá-
rio pedir, é necessário que este (o usuário) tenha
privilégio para executar o arquivo.
Figura 53 - Permissões em Diretórios e Arquivos no LINUX
Exemplo:
–rwxrwxr–– jroberto users teste
12345678910
• A 1ª (primeira) letra diz qual é o tipo do arquivo.
Caso tiver um “d” é um diretório, um “l” um link para um
arquivo no sistema, um “–” quer dizer que é um arquivo
comum, etc.
• Da 2ª (segunda) a 4ª (quarta) letra (rwx) dizem
qual é a permissão de acesso ao dono do arquivo. Neste
caso o usuário jroberto tem a permissão de ler (r - read),
gravar (w - write) e executar (x - execute) o arquivo
teste.
• Da 5ª (quinta) a 7ª (sétima) letra (rwx) diz qual é a
permissão de acesso ao grupo do arquivo. Neste caso to-
dos os usuários que pertencem ao grupo users tem a
permissão de ler (r), gravar (w), e também executar (x)
o arquivo teste.
• Da 8ª (oitava) a 10ª (décima) letra (r – –) diz qual é
a permissão de acesso para os outros (demais) usuários.
Neste caso todos os usuários que não são donos do ar-
quivo teste tem a permissão apenas para ler o arquivo,
gravar e executar o arquivo lhe é negado.
Observação 41: A respeito do arquivo acima “–rwxrwxr–
– jroberto users teste” podemos afirmar que suas permis-
sões podem ser representadas pelo número 771 de acordo
com a representação numérica onde: 1) Escrever (w, possui
valor = 2); Ler (r, possui valor = 4) e 3) Executar (x, possui
valor = 1). Desta forma, para cada grupo (Dono, Grupo e
Outros) fazemos a soma dos valores numéricos correspon-
dentes as suas permissões.
Questão 63. (FGV) Em um Sistema Operacional LINUX, um ar-
quivo possui as seguintes permissões: -rwxr--r--. Qual valor
representa essa permissão no modo octal?
A. 655 D. 666
B. 711 E. 744
C. 777
Questão 64. (___) (CESPE/CEBRASPE) Considere que, após a
execução do comando ls, um usuário obtenha a seguinte res-
posta:
drwxrwxrwx João users teste
Nesse caso, no trecho drwxrwxrwx, d identifica o tipo de ar-
quivo como arquivo comum; a segunda, a terceira e a quarta
letras — rwx — garantem a João a permissão de ler, gravar e
executar o arquivo teste; respectivamente; e a quinta, a sexta
e a sétima letras — rwx — especificam, respectivamente, que,
do grupo users, apenas João terá acesso ao arquivo teste.
Questão 65. (FUNCAB) Considere no LINUX padrão a questão
das permissões de acesso aos arquivos. Suponha que um dado
arquivo comum tem permissão total para o dono, permissão de
leitura e execução para o grupo e permissão de execução para
os demais usuários. O modo de permissões do arquivo, como
apresentado pelo comando ‘ls’, é:
A. -rwx-wx--x D. -x-r--xrwx
B. --xr-xrwx E. -rwxr-x--x
C. x--rwxr-x
36
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
40 GABARITO – MÓDULO II – SISTEMA OPERACIONAIS: MICROSOFT WINDOWS & LINUX
26. Errado 31. Certo 41. C 51. D 61. Certo
27. E 32. A 42. C 52. Errado 62. C
28. D 33. Errado 43. Certo 53. E 63. E
29. A 34. D 44. B 54. Errado 64. Errado
30. Certo 35. Errado 45. Errado 55. Certo 65. E
36. E 46. B 56. C
37. C 47. Errado 57. E
38. Errado 48. D 58. B
39. D 49. Certo 59. Errado
40. E 50. E 60. E
Bons ESTUDOS!!!
prof. JOSÉ ROBERTO COSTA (informática)
Instagram: @prof.joseroberto74 | Cel.: (79) 9 9981.6870
acessem ao site: www.professorjoseroberto.com.br
“Hay que endurecer-se, mas pero que sin perderla ternura jamás!” (Che Guevara)
37
http://www.professorjoseroberto.com.br/
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Módulo III - Informática para GABARITAR
Redes de Computadores,
Internet, Intranet, Extranet
e Protocolos de Comunicação
41 CONCEITO DE INTERNET
• Rede mundial de computadores;
• Conjunto de redes interligadas e de alcance mun-
dial;
• A Internet é uma rede classificada como WAN
(Rede de dimensão global ou abrangência mundial) que
conecta diversas outras redes em todo o mundo através
de estruturas robustas e de altas velocidades chamadas
de backbones.
• A Internet é um conglomerado de redes em escala
mundial de milhões de computadores interligados pelo
protocolo TCP/IP que permite o acesso a informações e
a todos os tipos (natureza) de transferência de dados. Ela
oferece uma ampla variedade de recursos e serviços, in-
cluindo o acesso à documentos interligados por meio de
hiperligações (links) da World Wide Web (Rede de Al-
cance Mundial – WWW), e a infraestrutura para suportar
correio eletrônico e serviços como comunicação instan-
tânea, compartilhamento de dados, de arquivos, compu-
tação distribuída (em grade), entre tantos outros.
Figura 54 - Hierarquia tecnológica e tipos de redes
Observação 42: Os conceitos, tecnologias e terminolo-
gias sobre redes de computadores serão “herdados” pela
Internet e desta para a Intranet e Extranet.
42 CONCEITOS DE REDES DE COMPUTADORES
• Em seu nível mais elementar, uma rede computa-
cional consiste em dois (ou mais) dispositivos conecta-
dos um ao outro por um meio e protocolos de comuni-
cação para que possam compartilhar dados e/ou recur-
sos.
Figura 55 - Requisitos de uma rede de computadores
43 TIPOS DE REDES
43.1 QUANTO AO TIPO DE APLICAÇÃO
• Ponto-à-Ponto: SEM a presença de um servidor
dedicado.
• Cliente/Servidor: COM a presença de um servidor
dedicado.
Observação 43: Entenda por um servidor dedicado uma
máquina física ou virtual que fica hospedado em uma sala
de servidores na rede local ou em um data center e que pro-
porciona aos seus clientes (usuários da rede) o máximo de
desempenho, estabilidade e segurança. Para isso ele possui
38
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
um hardware diferenciado e softwares diferentes daqueles
utilizados nas estações de trabalho do usuário.
Observação 44: PONTO, NÓ ou HOST é o nome dado a
cada máquina conectada em rede e que mantém seu pró-
prio Sistema Operacional, arquivos e roda os seus próprios
aplicativos.
43.2 QUANTO À SUA EXTENSÃO,
TAMANHO, ESPAÇO OU ABRANGÊNCIA FÍSICA
• PAN (Personal Area Network, ou Rede Pessoal):
uma PAN é uma rede de computadores usada para comu-
nicação entre dispositivos computacionais (incluindo
smartphones, tablets e assistentes pessoais digitais) ge-
ralmente de uso pessoal ou particular e sem fins comer-
ciais.
• LAN (Local Area Network, ou Rede Local): é uma
rede, geralmente corporativa, limitada ao espaço físico
de uma empresa ou instituição.
• MAN (Metropolitan Area Network, ou Rede Me-
tropolitana): a MAN é uma rede onde temos, por exem-
plo, uma matriz de uma empresa comunicando-se com
uma ou mais filiais dentro de uma mesma cidade ou re-
gião metropolitana. Uma MAN também pode ser consi-
derada como um conjunto de LANs dentro de uma
mesma cidade ou região metropolitana.
• WAN (Wide Area Network, Rede de Longa Distân-
cia ou Geograficamente Distribuídas): uma WAN integra
equipamentos ou redes em diversas localizações geográ-
ficas, envolvendo diversas cidades, estados, países e con-
tinentes. A Internet é uma rede do tipo WAN.
Observação 45: A Internet é uma rede do tipo WAN.
Observação 46: wPAN, wLAN, wMAN e wWAN são redes
que utilizam tecnologia Wireless (sem fio) para a comuni-
cação entre os seus pontos.
Observação 47: VLAN – Uma Rede Local Virtual (Virtual
LAN), normalmente denominada de VLAN, é uma rede vir-
tualmente independente e separada de outras redes. Vá-
rias VLANs podem coexistir em um mesmo ambiente físico
de forma a dividir uma rede local (física) em mais de uma
rede virtual, criando domínios separados e permitindo a
aplicação de diversas políticas de segurança.
Figura 56 - VLANs aplicadas em um ambiente escolar
Questão 66. (FCC) Uma rede de computadores é uma combi-
nação de hardware e software que envia dados de um local para
outro. Uma categoria de redes de computadores, que abrange
uma área dentro de uma cidade ou de um município, projetada
para atender clientes que precisam de conectividade de alta ve-
locidade e cujas extremidades abrangem uma cidade inteira ou
parte dela denomina-se
A. WAN D. Ethernet
B. LAN E. ARPANET
C. MAN
Questão 67. (___) (CESPE/CEBRASPE) Uma rede local (LAN –
Local Area Network) é caracterizada por abranger uma área ge-
ográfica, em teoria, ilimitada. O alcance físico dessa rede per-
mite que os dados trafeguem com taxas acima de 100 Mbps.
43.3 QUANTO À ARQUITETURA
OU VELOCIDADE DE TRANSMISSÃO DE DADOS
• Ethernet ..................................................... 10 Mbps
• Fast Ethernet ........................................... 100 Mbps
• Giga Ethernet ................................................ 1 Gbps
Observação 48: 1000 Mbps = 1 Gbps (padrão Giga Ether-
net).
Questão 68. (FCC) Uma Placa Ethernet no computador de um
usuário tem velocidade de transmissão de 10/100. Isso significa
que a transmissão de dados pela rede entre o computador
deste usuário e um computador servidor com Placa Ethernet
de mesma velocidade pode ser de até?
39
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
A. 100 megabits por segundo.
B. 100 megabytes por segundo.
C. 10 megabytes por segundo.
D. 100 megabits por minuto.
E. 1000 megabits por segundo.
Figura 57 - Tipos de Meios de Comunicação
44 MEIOS VINCULADOS
• Coaxial;
• Par-Trançado (padrão do mercado);
• Fibra Ótica (maior velocidade);
• PLC (do inglês Power Line Communication, aproxi-
madamente “comunicações através de linha de força”) é
a tecnologia que utiliza a rede de energia elétrica. Ela
consiste na transmissão de dados, vídeo e voz em banda
larga pela rede de energia elétrica.
Observação 49: O cabo de Par-Trançado é o tipo de cabo
de rede mais usado atualmente. Existem basicamente dois
tipos de Par-Trançado: 1) sem blindagem, também cha-
mado UTP (Unshielded Twisted Pair), e 2) com blindagem,
também chamado de STP (Shielded Twisted Pair). A dife-
rença entre eles é justamente a existência, no par trançado
com blindagem, de uma malha em volta do cabo prote-
gendo-o contra interferências eletromagnéticas.
Observação 50: Na prova a banca poderá chamar o cabo
Par-Trançado de: 1) Cabo Ethernet; 2) Cabo UTP; 3) Cabo
Cat. 5e (ou Categoria 5e); 4) Cabo Cat. 6 (ou Categoria 6);
5) Cabo LAN.
Observação 51: RJ45 é o nome dado ao conector do cabo
do tipo Par-Trançado.
Observação 52: Fibra Ótica transmite informações atra-
vés de sinais luminosos (pulsos de luz), em vez de sinais elé-
tricos, desta forma é o meio de comunicação mais veloz
existente no mercado e a tecnologia adequada e utilizada
para a construção de backbones.
45 MEIOS NÃO VINCULADOS
• InfraVermelho (IrDA)
• Raio Laser
• Ondas de Rádio
• MicroOndas (Via Satélite)
• BlueTooth (padrão 802.15)
• RFID
• 3G, 4G e 5G
• WAP e EDGE
• WiFi (padrão 802.11)
• WiMAX (padrão 802.16)
• Li-Fi
• NFC
Observação 53: WiFi (Wireless Fidelity) A tecnologia WiFi
é indicada para aplicações de uso indoor de curtas distân-
cias (entre 50 e 150 metros).
Observação 54: WiMAX trata-se de uma tecnologia de
banda larga capaz de atuar como alternativa as tecnologias
como cabo e DSL na construção de redes metropolitanas
sem fio. Em teoria, espera-seque os equipamentos WiMAX
tenham alcance, em média, de 50 à 70 Km. A WiMax é, re-
sumidamente, uma versão mais poderosa e potente da já
conhecida rede WiFi, tanto em velocidade quanto em co-
bertura. Portanto esqueça o raio de alguns metros de sinal.
Esta conexão é capaz de cobrir uma cidade inteira e com
uma taxa de transferência de dados surpreendente.
Figura 58 - Comparação entre
as tecnologias Wireless: WiFi e WiMAX
Observação 55: A expressão WiFi foi criada para se referir
os produtos e serviços que respeitam o conjunto de nor-
mas (ou padrão) 802.11 criado pelo Institute of Electrical
and Electronic Engineers (IEEE). Entre os padrões temos:
Padrão IEEE Velocidade
802.11 a 54 Mbps
802.11 b 11 Mbps
802.11 g 54 Mbps
802.11 n 65 à 600 Mbps
802.11 ac 433 Mbps à 1300 Mbps (1.3 Gbps)
Questão 69. (FCC) Considerando os padrões Ethernet em uso
utilizados pela maioria das tecnologias de rede local, permi-
tindo que a integração de produtos de diferentes fabricantes
funcionem em conjunto. Qual das alternativas diz respeito ao
padrão 802.11?
40
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
A. Redes Token King D. Redes Bluetooth
B. Redes WiFi E. Redes WIMAX
C. Redes Cabeada
Questão 70. (___) (CESPE/CEBRASPE) Cabos de par trançado,
coaxiais e fibras óticas são os tipos mais populares de meios de
transmissão não guiados.
Questão 71. (VUNESP) Os padrões para a rede sem fio em com-
putadores, utilizados para as redes locais (LANs), são originá-
rios do padrão IEEE 802.11. Nesse padrão, a versão IEEE 802.11b
estabelece uma largura de banda de até
A. 11 Mbps. D. 20 Mbps.
B. 54 Mbps. E. 100 Mbps.
C. 200 Mbps.
46 CHAVES DE SEGURANÇA DE REDES WIFI
Tecnologia Nível de Segurança
Wired Equivalent Privacy (WEP) BAIXO
Wifi Protected Access (WPA) MÉDIO
Wifi Protected Access 2 (WPA2) ALTO
Wifi Protected Access 3 (WPA3) MAIS NOVO PADRÃO
Questão 72. (___) (CESPE/CEBRASPE) O Mecanismo de segu-
rança WEP (Wired Equivalent Privacy) é o mecanismo mais re-
comendado em intranets sem fio, devido aos seus recursos de
segurança.
47 TOPOLOGIAS DE REDES
• São esquemas e tecnologias que definem as for-
mas de interconexão entre redes de computadores e di-
tam as regras do seu funcionamento. As principais topo-
logias físicas existentes são: Barramento, Anel e Estrela.
47.1 TOPOLOGIA: BARRAMENTO
Figura 59 - Topologia Física Barramento
• Vantagens:
o Uso de cabo é econômico;
o Mídia é barata e fácil de trabalhar e instalar;
o Simples e relativamente confiável;
o Fácil expansão.
• Desvantagens:
o Rede pode ficar extremamente lenta em situa-
ções de tráfego pesado;
o Problemas são difíceis de isolar;
o Falha no cabo paralisa a rede inteira.
47.2 TOPOLOGIA: ANEL (OU TOKEN RING)
Figura 60 - Topologia Física Anel
• Vantagens:
o Todos os computadores acessam a rede igual-
mente;
o Performance não é impactada com o aumento
de usuários.
• Desvantagens:
o Falha de um computador pode afetar o restante
da rede;
o Problemas são difíceis de isolar.
47.3 TOPOLOGIA: ESTRELA
Figura 61 - Topologia Física Estrela
• Vantagens:
o A codificação e adição de novos computadores é
simples;
o Gerenciamento centralizado;
o Falha de um computador não afeta o restante
da rede.
• Desvantagem:
41
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
o Uma falha no dispositivo central paralisa a rede
inteira.
48 VPN – VIRTUAL PRIVATE NETWORK
Rede Virtual “Privada” de longa distância que utiliza a
infraestrutura dos serviços de telecomunicação pública
(ou seja, a Internet). As linhas de transmissão utilizadas
são compartilhadas e a privacidade das transmissões é
garantida através da criptografia de dados, protocolos
de tunelamento e outros mecanismos de segurança. Ob-
jetiva permitir os mesmos tipos de acesso de uma rede
corporativa de longa distância, porém, com um menor
custo, sendo uma tendência para Intranets de longa dis-
tância.
Figura 62 - Fica a dica sobre: VPN (Virtual Private NetWork)
Questão 73. (___) (CESPE/CEBRASPE) Uma Virtual Private
Network é um tipo de rede privada dedicada exclusivamente
para o tráfego de dados seguros e que precisa estar segregada
dos backbones públicos da Internet. Em outras palavras, ela dis-
pensa a infraestrutura das redes comuns.
Questão 74. (CESGRANRIO) No contexto de segurança do
acesso a distância a computadores, é o processo que encapsula
o pacote de dados, previamente protegido por mecanismos
que o torna ilegível, podendo, dessa forma, trafegar em uma
rede pública até chegar ao seu destino, onde é desencapsulado
e tornado legível. Trata-se de
A. Criptografia D. Chaves Digitais Privada
B. Tunelamento E. Conexão Segura
C. Autenticação
49 HARDWARE DE REDE
49.1 MODEM
• MODEM (MOdulador e DEModulador): A palavra
Modem vem da junção das palavras modulador e demo-
dulador. Ele é um dispositivo eletrônico que modula um
sinal digital em uma onda analógica pronta a ser transmi-
tida pela linha telefônica e que demodula o sinal analó-
gico e o reconverte para o formato digital original.
49.2 REPETIDOR
• Repetidor é um equipamento utilizado para inter-
ligação de redes idênticas, pois eles amplificam e regene-
ram eletricamente os sinais transmitidos no meio físico.
Ele recebe todos os pacotes de cada uma das redes que
interliga e os retransmite para as demais redes sem reali-
zar qualquer tipo de tratamento sobre os mesmos, ape-
nas amplificando o sinal e o alcance da rede.
49.3 PLACA DE REDE
• Uma placa de rede (também chamada adaptador
de rede, interface de rede ou, simplesmente, NIC) é um
dispositivo de hardware responsável pela comunicação
entre os computadores em uma rede local (LAN).
• A placa de rede é o hardware que permite aos
computadores conversarem entre si através da rede. Sua
função é controlar todo o envio e recebimento de dados
através desta rede.
49.4 ROTEADORES
• Roteador é um equipamento usado para fazer a
comutação de protocolos/dados na comunicação entre
diferentes redes de computadores provendo a comuni-
cação entre computadores distantes entre si.
• Utilizado para calcular as melhores rotas entre re-
des (computadores transmissor e receptor) na Internet.
SÃO RESPONSÁVEIS EM CONTROLAR TODO O TRÁFEGO
DE DADOS NA INTERNET.
49.5 GATEWAY
• Um gateway, ou porta de ligação, é um hardware
(computador servidor, modem, roteador) ou software
(firewall) colocada de forma intermediária entre redes
destinada a interligar redes, separar domínios de redes
ou ligar uma rede interna (LAN) à Internet.
• Um gateway pode conter dispositivos como tradu-
tores de protocolo tornando possível ligar redes que
usam protocolos diferentes. As atividades de um gate-
way são mais complexas que aquelas do roteador ou
switch, uma vez que se comunicam usando mais de um
protocolo.
49.6 BACKBONE
• No contexto de redes de computadores, o back-
bone (traduzindo para o português: espinha dorsal, em-
bora no contexto de redes, backbone signifique “rede de
transporte”) designa o esquema de ligações centrais de
um sistema mais amplo, tipicamente de elevado desem-
penho (normalmente composto por cabos de fibra
ótica).
42
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• É o termo utilizado para identificar a rede principal
pela qual os dados de todos os clientes da Internet pas-
sam. É a espinha dorsal da Internet. Esta rede também é
a responsável por enviar e receber dados entre as cida-
des brasileiras ou para países de fora.
49.7 HUB
• O hub é um dispositivo que tem a função de inter-
ligar os computadores de uma rede local. Sua forma de
trabalho é a mais simples se comparado ao switch: o hub
recebe dados vindos de um computador e os transmite
à TODAS as outras máquinas da rede. No momento em
que isso ocorre, nenhum outro computadorconsegue
enviar sinal. Sua liberação acontece após o sinal anterior
ter sido completamente distribuído.
49.8 SWITCH
• O switch é um aparelho muito semelhante ao hub,
mas tem uma grande diferença: os dados vindos do com-
putador de origem SOMENTE são repassados ao compu-
tador de destino. Isso porque os switches criam uma es-
pécie de canal de comunicação exclusiva entre a origem
e o destino. Dessa forma, a rede não fica “presa” a um
único computador no envio de informações. Isso au-
menta o desempenho da rede já que a comunicação está
sempre disponível. Essa característica também diminui a
ocorrência de erros (colisões de pacotes, por exemplo).
Figura 63 - Desenhe a diferença entre a distribuição
de dados de uma rede com o HUB e com o SWITCH...
Responda...
1) Qual é a rede mais veloz: - HUB - SWITCH
2) Qual é a rede mais segura: - HUB - SWITCH
Questão 75. (___) (CESPE/CEBRASPE) Um hub é um equipa-
mento que permite a integração de uma ou mais máquinas em
uma rede de computadores, além de integrar redes entre si,
com a característica principal de escolher qual é a principal rota
que um pacote de dados deve percorrer para chegar ao desti-
natário da rede.
Questão 76. (FGV) João verificou em sua rede de computado-
res, que o dispositivo de interligação dos computadores replica,
em todas as suas portas, as informações recebidas pelas máqui-
nas da rede. Como a rede está crescendo, João precisa aumen-
tar seu desempenho trocando tal dispositivo por outro que en-
vie quadros somente para a porta destino. Para isso, João deve
usar um
A. hub D. switch
B. roteador E. repetidor
C. ponte
50 INTRANET VS. EXTRANET
50.1 INTRANET
• Sistema corporativo que possui as mesmas tecno-
logias, o mesmo tipo de infraestrutura e oferece os mes-
mos serviços da Internet, porém o acesso é restrito e
apenas em ambiente interno da empresa/instituição.
• O termo “Intranet” refere-se a uma rede privada
baseada no protocolo TCP/IP e outros padrões da Inter-
net como o HTTP. Também é usado para descrever um
WebSite interno, protegido por um firewall e que é aces-
sível APENAS pelos funcionários da empresa. Geral-
mente utilizada para hospedar aplicações corporativas
da empresa. A Intranet pode ser acessada no espaço fí-
sico da empresa, não permitindo acessos externos a
mesma, com exceção de acessos via VPNs.
50.2 EXTRANET
• Sistema corporativo que possui as mesmas tecno-
logias, o mesmo tipo de infraestrutura e oferece os mes-
mos serviços da Internet, porém diferente da Intranet,
também, permite o acesso em ambientes externos da
empresa/instituição.
• Sistema corporativo de uma empresa que utiliza
todos os padrões da Internet e que permite o acesso re-
moto à mesma, após a autenticação do usuário. Em geral
usada para conectar a empresa com seus fornecedores
(empresas parceiras) e funcionários que por algum mo-
tivo necessitem acessar ao sistema corporativo de fora
da empresa.
43
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
(*) – Com exceção de acessos externos através de uma VPN.
Questão 77. (___) (CESPE/CEBRASPE) É possível, utilizando-se
uma conexão VPN criptografada, acessar os dados da Intranet
do TCE/RS por meio da Internet.
Questão 78. (___) (CESPE/CEBRASPE) As Intranets podem ter
os mesmos serviços e produtos que a Internet, sejam eles de
correio eletrônico, acesso a páginas de hipertextos, upload e
download de arquivos. A única diferença entre Intranet e Inter-
net é que a Intranet é destinada ao acesso de usuários externos
a uma organização, como clientes e fornecedores, por exem-
plo, ou para acesso remoto de casa pelos empregados de uma
empresa.
Questão 79. (CESGRANRIO) Uma empresa tem uma Intranet
fortemente protegida, porém deseja dar aos seus funcionários
uma forma de estabelecer uma conexão segura do computador
de sua casa à Intranet da empresa, estando ligado na Internet.
Isso dará ao funcionário a impressão de que está dentro da In-
tranet da própria empresa. Para isso, deve estabelecer um(a)
A. Captcha D. DNS
B. Firewall E. LAN
C. VPN
51 SERVIÇOS DA INTERNET
Figura 64 - Principais Serviços da Internet
51.1 SITES DE BUSCA
• Principais Sites/Mecanismos de Busca:
o Google ................... http://www.google.com.br/
o Yahoo ................................ http://br.yahoo.com/
o Bing ................................ http://www.bing.com/
Questão 80. (___) (CESPE/CEBRASPE) No sítio web goo-
gle.com.br, se for realizada busca por “memórias póstumas” –
com aspas delimitando a expressão memórias póstumas –, o
Google irá realizar busca por páginas da Web que contenham a
palavra memórias ou a palavra póstumas, mas não necessaria-
mente a expressão exata memórias póstumas. Mas se a expres-
são memórias póstumas não foi delimitada por aspas, então o
Google irá buscar apenas as páginas que contenham exata-
mente a expressão memórias póstumas.
Questão 81. (FGV) Joana quer localizar a página de formatura
da sua amiga Natália Souza e Silva. Joana sabe que, na lista pu-
blicada na Internet, aparecem os nomes completos dos alunos,
e tem certeza de que a lista está indexada pelo Google, pois
seus amigos já realizaram outras buscas na mesma lista. O texto
de busca que Joana NÃO deve usar para localizar Natália é:
A. natalia souza e silva D. “natalia souza silva”
B. Natalia Souza e Silva E. Silva Souza Natalia
C. natalia souza silva
Questão 82. (FCC) Para pesquisar nos sites de busca (Google,
Bing, Yahoo) todos os sites que contenham a palavra gato, não
contenham a palavra cachorro e contenham a expressão pires
de leite morno (com as palavras da expressão nesta ordem),
deve-se digitar:
A. gato –cachorro “pires de leite morno”.
B. +gato ^cachorro (pires de leite morno).
C. gato CACHORRO (pires de leite morno).
D. gato Cachorro “pires de leite morno”.
E. –gato +cachorro (pires de leite morno).
Questão 83. (FGV) Marina quer saber a velocidade do jaguar,
sabidamente um dos mais rápidos animais do planeta. Entre-
tanto, nas suas buscas no Google apareceram muitas referên-
cias ao automóvel Jaguar. Marina pediu uma ajuda a cinco de
seus colegas para refinar essa busca. Das sugestões que rece-
beu, a que mais ajudou Marina nesse caso foi:
a) “velocidade do jaguar” –“carros automóveis motor”
b) ~velocidade ~jaguar –carro –automóveis –motor
c) “velocidade do jaguar” e não “carros automóveis motor”
d) velocidade jaguar –carros –automóveis –motor
e) velocidade jaguar –carros automóveis motor
Questão 84. (FUNCAB) A melhor maneira de localizar na Inter-
net arquivos Excel contendo gráficos e projeções na área de fis-
calização é informando na caixa de pesquisa do Google a ex-
pressão:
A. gráficos fiscalização filetype:xlsx
B. gráficos fiscalização filetype:docx
44
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
C. gráficos fiscalização filetype:excel
D. gráficos fiscalização filetype:pdf
E. gráficos fiscalização filetype:html
Questão 85. (FUNRIO) O Google Search é um serviço da em-
presa Google onde é possível fazer pesquisas na Internet sobre
qualquer tipo de assunto ou conteúdo. Uma pesquisa pode ser
feita acessando a página http://www.google.com.br/ em um na-
vegador web como Microsoft Internet Explorer ou Mozilla Fire-
fox, onde é exibida uma interface para pesquisa como ilustrado
na figura.
Assinale, entre as alternativas abaixo, o primeiro resultado de
uma pesquisa no Google Search em que o texto de busca é 5!
como ilustrado na figura.
A. Apresentação do smartphone iPhone 5.
B. Cálculo do fatorial de 5 (igual a 120).
C. Imagens ilustrativas do número 5.
D. Link para uma lista de Notícias sobre 5!.
E. Significado do número 5 na Wikipedia.
Questão 86. (___) (CESPE/CEBRASPE) Caso se digite, na caixa
de pesquisa do Google, o argumento“crime eleitoral”
url:www.tre-rj.gov.br, será localizada a ocorrência do termo
“crime eleitoral”, exatamente com essas palavras e nessa
mesma ordem, apenas no sítio www.tre-rj.gov.br.
Questão 87. (___) (CESPE/CEBRASPE) No Bing a sintaxe Rio
Branco filetype:pdf url:www.tjac.gov.br localiza arquivos do
tipo pdf no site www.tjac.gov.br que contenham o termo Rio
Branco.
Questão 88. (FCC) Utilizando um navegador de Internet e o
site de pesquisa Google, um usuário deseja pesquisar por tele-
visores com tela maior ou igual a 40 polegadas. Uma forma efi-
ciente de realizar a pesquisa é utilizar os comandos de pesquisa
avançada do Google, que, nesse caso, é por meio da inserção,
na barra de pesquisa, de: televisão
A. >=40 polegadas D. +40 polegadas
B. 40> polegadas E. 40+ polegadas
C. 40.. polegadas
51.2 COMPUTAÇÃO NAS NUVENS (CLOUD COMPUTING)
• Refere-se, essencialmente, à ideia de utilizarmos,
em qualquer lugar e independente de plataforma, as
mais variadas aplicações por meio da Internet com a
mesma facilidade de como se tivéssemos estas aplica-
ções instaladas em nossos próprios computadores e uti-
lizar, também, o poder computacional de processa-
mento ou os recursos de hardware dos Servidores de
rede onde estão hospedadas estas aplicações.
• Em resumo, a Computação nas Nuvem é o forne-
cimento de serviços de computação – servidores, arma-
zenamento de arquivos, bancos de dados, rede, e-mails,
edição de documentos, software, análise de dados, rela-
tórios e muito mais – através da Internet (“a nuvem”).
As empresas que oferecem esses serviços de computa-
ção são denominadas provedoras de nuvem e costumam
cobrar pelos serviços de computação em nuvem com
base no uso (pay per use) da mesma forma que você seria
cobrado pela conta de água ou luz em sua casa.
• Exemplos:
o Google DOCS;
o Office 365 (agora: Microsoft 365);
o iCloud (Apple);
o Serviços de Web-Mail (Gmail, Hotmail, Yahoo);
o Discos Virtuais (Google Drive, DropBox, Micro-
soft OneDrive – antigo Skydrive) e
o LINUX Ubuntu ONE.
Observação 56: O novo Sistema Operacional Chrome OS
é um Sistema Operacional de código aberto e baseado no
LINUX desenvolvido pela Google para trabalhar prioritaria-
mente com aplicativos Web e com os recursos da Compu-
tação nas Nuvens.
50.2.1 Principais Características da Computação nas Nu-
vens
45
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 65 - Principais Características da Computação nas Nuvens
• Mobilidade: desde que conectado à Internet, você
terá acesso aos seus arquivos e documentos em qual-
quer lugar.
• Escalabilidade (ou Princípio da Elasticidade): pro-
visionamento dinâmico de recursos sob demanda, com o
mínimo de tempo e esforço e com o aumento ou diminui-
ção da oferta de serviços.
• Pay per Use (Faturamento por Consumo): você ou
sua empresa paga apenas pelo que consome.
• Economia com Custos em TI pela Empresa: os cus-
tos de locação de serviços nas nuvens é bem inferior aos
custos diretos e indiretos na aquisição (compra) de solu-
ções de hardware e software em Tecnologia da Informa-
ção.
• Independente de Plataforma (Multiplataforma):
compatível com qualquer plataforma de hardware ou de
software.
50.2.2 Cloud Storage – Armazenamento de Dados nas
Nuvens
• É o uso de qualquer disco virtual para o armazena-
mento online (e remoto) dos seus arquivos.
o DropBox
o Apple iCloud
o Microsoft OneDrive (antigo SkyDrive)
o Google Drive
o Amazon Cloud Drive
o 4Shared
Observação 57: Armazenamento de Dados nas Nuvens É
CONSIDERADO COMO UM TIPO DE BACKUP!
50.2.3 Tipos de Serviços na Computação em Nuvem
Figura 66 - Principais Tipos de Serviços nas Nuvens
Observação 58: Nas questões mais antigas você encon-
trará a sigla HaaS (Hardware) no lugar de IaaS (Infraestru-
tura). Hoje o correto é nomearmos o serviço como “Infra-
estrutura como um Serviço” (IaaS).
Para entendermos melhor veja a imagem abaixo da rela-
ção que existe entre o IaaS e o SaaS...
Figura 67 - Relação entre os Serviços de SaaS e IaaS
50.2.4 Modelos de Negócio na Nuvens
• Nuvem Pública: uma nuvem é chamada de “Nu-
vem Pública” quando os serviços são apresentados por
meio de uma rede que é aberta para uso público ou para
empresas. Serviços de Nuvem Pública podem ser livres.
Tecnicamente pode haver pouca ou nenhuma diferença
entre a arquitetura de Nuvem Privada para uma Nuvem
Pública.
• Nuvem Privada: as Nuvens Privadas são aquelas
construídas exclusivamente para um único usuário (uma
empresa, por exemplo). A infraestrutura utilizada per-
tence ao usuário, e, portanto, ele possui total controle
sobre como as aplicações são implementadas na nuvem.
Uma Nuvem Privada é, em geral, construída sobre um
data center privado ou alugado de forma exclusiva a um
data center externo ou provedor de serviços nas nuvens.
• Nuvem Híbrida: nas Nuvens Híbridas temos uma
composição mesclada dos modelos de nuvens públicas e
privadas.
• Nuvem Comunitária: o modelo de Nuvem Comu-
nitária é muito similar ao modelo de nuvem privada.
46
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Entretanto, no lugar da infraestrutura atender a uma
única organização, atende a um conjunto de organiza-
ções. O modelo de nuvem de comunidade é especial-
mente aplicável para empresas de um mesmo setor, que
precisam atender um mesmo conjunto de regulações,
mas que também desejam (ou precisam) compartilhar
dados ou aproveitar as vantagens da economia de escala.
Figura 68 - Modelos de Negócio em Nuvem
Questão 89. (FCC) A Computação na Nuvem apresenta a
grande vantagem de acessar os recursos computacionais (pro-
cessamento, banco de dados, etc) a partir da Internet sem a ne-
cessidade de instalar programas e aplicações nos computado-
res e dispositivos. Dentre os diferentes tipos de serviços da
computação na nuvem, quando recursos de hardware são aces-
sados na nuvem, está se utilizando o tipo de serviço
A. DevaaS D. IaaS
B. CaaS E. SaaS
C. PaaS
Questão 90. (___) (CESPE/CEBRASPE) A computação na nu-
vem permite ao usuário alocar recursos de forma dinâmica e em
tempo real, o que possibilita o ajuste entre a necessidade e os
recursos.
Questão 91. (___) (CESPE/CEBRASPE) O MS Office 365 é uma
solução de Cloud Computing do tipo Plataform as a service
(PaaS).
50.2.5 Outros Conceitos de Cloud Computing
• Tecnologia que permite o acesso remoto a progra-
mas, arquivos, compartilhamento do poder computacio-
nal (hardware) e serviços por meio da Internet.
• Computação em nuvem, é a disponibilidade sob
demanda de recursos do sistema de computador, especi-
almente armazenamento de dados e capacidade de com-
putação, sem o gerenciamento ativo direto do usuário.
• Quando se fala em computação nas nuvens, fala-
se na possibilidade de acessar arquivos e executar dife-
rentes tarefas pela Internet. Quer dizer, você não precisa
instalar aplicativos no seu computador para tudo, pois
pode acessar diferentes serviços online para fazer o que
precisa, já que os dados não se encontram em um com-
putador específico, mas sim em uma rede.
51.3 WEB
• É o “apelido carinhoso” do termo World Wide
Web (WWW) que significa a transferência e acesso a
conteúdos de hipertexto (ou hipermídia).
Figura 69 - Páginas (Arquivos) na Linguagem HTML
possuem extensão: “.htm” ou “.html”
• “WWW (World Wide Web): É o nome que se dá a
um conjunto de informações públicas disponibilizadas na
Internet por meio do protocolo HTTP (Hyper Text Trans-
fer Protocol) ou HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Se-
curity). Normalmente utiliza-se um programa (browser)
de interface com o usuário que permite visualizar docu-
mentos de hipertexto (documentos em HTML) que são
acessados na Internet, tais como, Internet Explorer, Mo-
zilla Firefox, Google Chrome, Microsoft Edge, etc.”Observação 59: As páginas da Web são criadas na lingua-
gem padrão da Internet chamada HTML (Linguagem de
Marcação de Hipertexto).
Figura 70 - HTML - 'L' de Linguagem e HTTP - 'P' de Protocolo
Questão 92. (FGV) “WWW é a sigla para World Wide Web, que
significa rede de alcance mundial, em português. O WWW é um
sistema em hipermídia, que é a reunião de várias mídias interliga-
das por sistemas eletrônicos de comunicação e executadas na In-
ternet, onde é possível acessar qualquer site para consulta na In-
ternet”. Acerca da expressão “HTTP”, é CORRETO afirmar que
A. especifica o endereço único que cada página vai receber e
como ela vai ser encontrada quando os usuários digitarem.
B. é um método de codificar a informação da internet, para ser
exibida de diversas maneiras.
C. consiste em um protocolo de comunicação que permite a
transferência de informação entre redes.
D. é a identificação do usuário para acessar uma rede de com-
putadores ou um determinado serviço na internet.
47
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
E. se trata de uma forma sistemática de controlar o acesso dos
usuários a uma parte ou à totalidade dos serviços de um web-
site.
Observação 60: Exemplos de Navegadores WEB (Inter-
pretadores da Linguagem/Código HTML): Internet Explo-
rer, Google Chrome, Mozilla Firefox, Opera, Safari, Tor e
Microsoft Edge.
Figura 71 - Todo Navegador (ou Browser) é um
INTERPREDADOR da Linguagem/Código HTML
Observação 61: Tor é uma sigla para “The Onion Router”.
Isso é uma referência tanto ao software instalado no seu
computador quando para a rede de computadores que ge-
rencia as conexões do Tor. Para simplificar, o Tor permite
rotear o tráfego na web através de diversos computadores
na rede Tor para que a parte do outro lado da conexão não
conseguir rastrear o tráfego de volta até você (Tor = Nave-
gação Anônima). Para a sua prova ele pode ser associado
ao navegador que permite o acesso a Deep e Dark Web.
Em resumo, temos que...
1. Internet ≠ WEB;
2. A WEB é mais um dos diversos serviços da Internet;
3. WEB (World Wide Web) é transferência de hipertexto;
4. Hipertexto são as páginas WEB;
5. As páginas da WEB são criadas na linguagem padrão de
marcação HTML;
6. A linguagem HTML é uma linguagem interpretada;
7. Utilizamos Browsers (ou Navegadores) para interpretar
código em HTML;
8. Hipertexto (as páginas WEB) são transferidas no proto-
colo HTTP (ou HTTPS);
9. Não confunda HTML (“L” de Linguagem) com HTTP (“P”
de protocolo, um cria e o outro transporta.
Questão 93. (___) (CESPE/CEBRASPE) Navegador Web é um
programa que habilita o usuário para interagir com documen-
tos HTML hospedados em servidores que respondem ao proto-
colo HTTP e(ou) ao HTTPS.
Questão 94. (___) (CESPE/CEBRASPE) Os navegadores de In-
ternet, como o Microsoft Edge ou o Firefox, permitem que se-
jam abertas quaisquer páginas que estejam no formato de ar-
quivo denominado .http.
Questão 95. (FCC) Assinale a opção que cita apenas exemplos
de Navegadores Web.
A. Dropbox, Mozilla Thunderbird, Outlook Express e Google.
B. Windows Explorer, Mozilla Firefox, Safari e Outlook Ex-
press.
C. Google Chrome, Opera, Mozilla Firefox e Dropbox.
D. Mozilla Firefox, Safari, Opera e Tor.
E. Shiira, Windows Explorer, Google Chrome e Mozilla Thun-
derbird.
51.4 DEEP WEB (INTERNET PROFUNDA)
• Corresponde entre 80 à 90% de todo o conteúdo
da Web. Seu conteúdo é considerado como não navegá-
vel, ou seja, seus sites não são indexados, portanto não
podem ser localizados em pesquisas realizados pelos me-
canismos de busca como o Google e possui, também,
conteúdo criptografado, o que impossibilita a abertura
pelos navegadores mais conhecidos, a exemplo do Mi-
crosoft Edge, Mozilla Firefox e Google Chrome. Um nave-
gador (ou browser) que permite a abertura de conteú-
dos da Deep Web é chamado de Tor.
Observação 62: Deep Web (Internet Profunda) vs. Dark
Web (Internet Obscura)
• Dark Web (Internet Obscura) – A Dark Web é
aquela área na qual podemos encontrar as informações
e situações com que o cidadão de bem prefere não se en-
volver.
• Ela é a parte responsável pela maioria dos mitos
sobre a Deep Web. Conteúdos acessíveis na Dark Web:
o Pornografia Ilegal (Pedofilia)
o Tráfego de Armas
o Tráfego de Drogas
o Assassinos de Aluguel
o Tráfego de Órgãos
o Núcleos Terroristas
o Tráfego de Escravos Sexuais
o Canibalismo
Observação 63: Navegador Tor: O acrônimo Tor é uma si-
gla para “The Onion Router”. Isso é uma referência tanto
ao software instalado no seu computador quando para a
rede de computadores que gerencia as conexões do Tor.
Para simplificar, o Tor permite rotear o tráfego na web
através de diversos computadores na rede Tor para que a
parte do outro lado da conexão não consiga rastrear o trá-
fego de volta até você (lembre-se: o Tor permite você na-
vegar de forma anônima em sua rede dentro da Web). Para
48
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
a sua prova ele pode ser associado ao navegador que per-
mite o acesso a Deep e Dark Web.
52 PROTOCOLOS DE REDES
OU PROTOCOLOS DE COMUNICAÇÃO
• Protocolos de Comunicação são um conjunto de
regras que devem ser “obedecidas” para que haja comu-
nicação entre dois ou mais computadores em rede. Dois
computadores somente se enxergarão e conseguirão
trocar informações se estiverem utilizando um mesmo
protocolo.
• São exemplos de protocolos de redes:
o IPX/SPX;
o NetBEUI/NetBios e
o TCP/IP (protocolo roteável padrão da Internet).
Figura 72 - Ligue cada letra da coluna da esquerda
com o número correspondente da coluna da direita
52.1 PROTOCOLO SMB (OU APLICAÇÕES SAMBA)
• O SAMBA é um “software Servidor” para LINUX
(e outros sistemas baseados em Unix) que permite o ge-
renciamento e compartilhamento de recursos em redes
mistas formadas por computadores com o Windows e
com computadores com o LINUX instalado na mesma
rede, permitindo assim a criação de redes mistas utili-
zando Servidores LINUX e clientes Windows.
Figura 73 - Protocolo Server Message Block (SMB)
e Aplicações SAMBA
Questão 96. (___) (CESPE/CEBRASPE) Para permitir que uma
máquina com o Sistema Operacional LINUX coexista em uma
mesma rede com máquinas com Sistema Operacional Win-
dows, permitindo o compartilhamento transparente dos recur-
sos do LINUX para usuários do Windows, deve-se instalar e con-
figurar, na máquina com o LINUX, o Samba, que é um conjunto
de aplicativos do LINUX que utiliza o protocolo denominado
Server Message Block (SMB).
52.2 COMUNICAÇÃO DE DADOS
• Comunicação de dados é a troca de informações
entre dois dispositivos através de algum meio de comu-
nicação como, por exemplo, um par de fios (imagem
abaixo).
Figura 74 - Comunicação de Dados
Observação 64: As informações em uma rede trafegam
em pequenos pedaços chamados de PACOTES, QUADROS
ou DATAGRAMAS. Toda informação transmitida em uma
rede de computadores (um arquivo ou vários arquivos,
uma página de Internet, fotos ou uma mensagem de texto
qualquer, ou até mesmo todo o texto de um documento)
é sempre “quebrada” em pedaços menores para posteri-
ormente ser enviada pela rede até o seu destinatário. Este
papel é de responsabilidade da Interface de Rede, NIC ou
Placa de Rede e dos Protocolos de Comunicação.
• Ou seja, em uma rede de computadores ou teleco-
municações um PACOTE, QUADRO ou DATAGRAMA é
uma estrutura unitária de transmissão de dados ou uma
sequência de dados transmitida por uma rede ou linha de
comunicação que utilize a comutação de pacotes.
49
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• A informação a transmitir geralmente é quebrada
em inúmeros pacotes e então transmitida. Além da infor-
mação (dados), o pacote possui um cabeçalho, que con-
tém informações importantes para a transmissãocomo
o endereço do destinatário, a soma para checagem de er-
ros, suas prioridades, entre outras.
52.3 MODELO OSI VS. MODELO TCP/IP
Figura 75 - Comparativo entre os Modelos de Rede OSI e TCP/IP
53 PRINCIPAIS PROTOCOLOS TCP/IP
53.1 TCP
• Nome: ............ TCP - Transmission Control Protocol
• Definição: Protocolo de Controle de Transmissão
• Camada: ................................................ Transporte
• Portas: ................................................................. - - -
• Funções:
o Protocolo de Transporte de dados;
o É Confiável;
o É Orientado à Conexão;
o Ele é mais lento se comparado ao UDP.
53.2 UDP
• Nome: ..................... UDP - User Datagram Protocol
• Definição: .... Protocolo de Datagrama do Usuário
• Camada: ................................................ Transporte
• Portas: ................................................................. - - -
• Funções:
o Protocolo de Transporte de dados;
o Não é Confiável;
o Não é Orientado à Conexão;
o Ele é mais rápido se comparado ao TCP.
Figura 76 - Comparativo entre os protocolos TCP e UDP
53.3 IPV4
• Nome: .................................... IP - Internet Protocol
• Definição: ............................ Protocolo de Internet
• Camada: ........................................................... Rede
• Portas: ................................................................. - - -
• Funções:
o O endereço IP é um número identificador único
e exclusivo de cada máquina conectada em rede
ou na Internet;
o Cada interface de rede (placa ou adaptador de
rede) possui seu próprio endereço IP;
o Roteável (aceita definição de rotas);
o Versão atual (ainda padrão): IPv4;
o Consiste em um conjunto formado de 4 (quatro)
números decimais, separados por ponto, que va-
riam de 0 à 255 (ou seja: 0 à 255 . 0 à 255 . 0 à 255
. 0 à 255);
o O IPv4 é formado de 4 octetos (grupos de 8 bits)
totalizando 32 bits (4 octetos x 8 bits = 32 bits);
o Possui 232 endereços possíveis = 4.294.967.296
endereços.
53.4 IPV6
• IPv6 é a versão mais nova do protocolo IP;
• O principal motivo para a implantação do IPv6 na
Internet é a necessidade de mais endereços, por-
que os endereços livres IPv4 estão acabando (em
virtude da Internet das Coisas);
• Enquanto o IPv4 possui 32 bits para endereça-
mento, o endereçamento no IPv6 é de 128 bits;
• O novo IPv6 totaliza 2128 endereços possíveis =
340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211
.456 endereços;
• Os endereços IPv6 são normalmente escritos
como oito grupos de 16 bits com 4 dígitos hexa-
decimais. Por exemplo,
o 2001:0db8:85a3:08d3:1319:8a2e:0370:7344
o 2001:0db8:85a3:0000:0000:0000:0000:7344
o 2001:0db8:85a3::7344
53.5 ENDEREÇO IP (ENDEREÇO LÓGICO)
VS. ENDEREÇO MAC (ENDEREÇO FÍSICO)
50
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• Cada placa de rede que é fabricada no Mundo re-
cebe um número único e exclusivo, que a diferencia de
qualquer outra placa produzida. Este número é conhe-
cido como MAC Address (Endereço MAC) ou Endereço
Físico.
• O Endereço MAC é uma espécie de “número de
chassis” da placa de rede, pois cada fabricante coloca o
endereço no momento de fabricação da placa e esse en-
dereço não é usado por nenhuma outra placa de rede no
Mundo.
Questão 97. (FUNCAB) O endereçamento IP dos computado-
res em uma rede é necessário para que eles possam se comuni-
car. O protocolo utilizado no endereçamento pode ser o Inter-
net Protocol versão 4 (IPv4) ou o Internet Protocol versão 6
(IPv6), dependendo da rede. Representa um endereço IPv4 vá-
lido:
A. 172.168.255.128.1 D. 2001:0DB8::ABCD::1234
B. 192.168.1.2 E. A1B.0D2.002.A2D
C. 2001:ODB8::ABCD:0000:0000:0000:1234
Questão 98. (___) (CESPE/CEBRASPE) O endereço IPv6 tem
128 bits e é formado por dígitos hexadecimais (0-F) divididos
em quatro grupos de 32 bits cada um.
Questão 99. (___) (CESPE/CEBRASPE) O IPV6 é um endereça-
mento de IPs que utiliza 32 bits.
53.6 FTP
• Nome: .......................... FTP - File Transfer Protocol
• Definição: Protocolo p/Transferência de Arquivos
• Camada: .............................................. Aplicação
• Portas: ...................................................... 20 e 21(*)
• Funções:
o Protocolo de Transferência de Arquivos;
o Download - “Baixar” arquivos pela Internet;
o Upload - “Enviar” arquivos pela Internet.
Observação 65: Único protocolo a usar 2 portas ao
mesmo tempo: 20 (transferência de dados) e 21 (controle
da conexão).
Figura 77 - Ações do Protocolo FTP na Porta 20
54 PRINCIPAIS PORTAS DE COMUNICAÇÃO
Figura 78 - Principais portas de comunicação
Questão 100. (___) (CESPE/CEBRASPE) Diferentemente do
HTTP, o protocolo de transferência de arquivos (FTP) utiliza
duas conexões paralelas em portas distintas com o servidor:
uma porta para a conexão de controle e outra para a conexão
que viabiliza a transferência de dados.
Questão 101. (___) (CESPE/CEBRASPE) A URL ftp://intra-
net.tre-rj.gov.br é um exemplo de endereço eletrônico não fac-
tível, visto que o protocolo FTP não é empregado em Intranet,
sendo utilizado apenas para transferência de dados na Internet.
54.1 HTTP
• Nome: ................... HTTP - Hyper Transfer Protocol
• Definição: ................. Transferência de Hipertexto
• Camada: ................................................... Aplicação
• Portas: ................................................................. 80
• Funções:
o Protocolo de Transferência de Hipertexto;
o Hipertexto (ou Hipermídia) é o termo que re-
mete a um texto ao qual se agregam outros con-
juntos de informação na forma de blocos de tex-
tos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá
através de referências específicas, no meio digi-
tal denominadas hiperligacões (links ou hiper-
links);
o HTML (abreviação para a expressão inglesa
HyperText Markup Language, que significa Lin-
guagem de Marcação de Hipertexto) é uma lin-
guagem de marcação utilizada como padrão na
construção de páginas na Web. Documentos
HTML podem ser interpretados por navegado-
res ou browsers.
54.2 HTTPS
• Nome: ... HTTPS - Hyper Transfer Protocol Security
• Definição: .... Transferência de Hipertexto Seguro
• Camada: ................................................... Aplicação
• Portas: ............................................................... 443
• Funções:
o Protocolo de Transferência de Hipertexto Se-
guro;
51
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
o É quando aparece o Cadeado na Barra de Ende-
reços;
o Utiliza Criptografia de Dados;
o Utiliza os Protocolos (ou Métodos) de Criptogra-
fia: SSL e TLS.
Figura 79 - Protocolos HTTP e HTTPS e a Linguagem HTML
Figura 80 - HTTP (Internet não-segura)
e HTTPS (com criptografia de dados)
54.3 TELNET
• Nome: ....... TELNET - Telecommunication Network
• Definição: Protocolo de Acesso/Controle Remoto
• Camada: ...................................................Aplicação
• Portas: .................................................................. 23
• Funções:
o Protocolo de Acesso e Controle Remoto não Se-
guro;
o Não utiliza criptografia de dados.
54.4 SSH
• Nome: ......................................... SSH - Secure Shell
• Definição: Protocolo de Acesso/Controle Remoto
• Camada: ...................................................Aplicação
• Portas: .................................................................. 22
• Funções:
o Protocolo de Acesso e Controle Remoto Seguro;
o Utiliza criptografia de dados.
Figura 81 - Diferença entre os protocolos TELNET e SSH
54.5 CONEXÃO DE ÁREA DE TRABALHO REMOTA
• Conecta dois computadores através de uma rede
ou da Internet. Uma vez conectado, você verá a área de
trabalho do computador remoto (terminal virtual) como
se estivesse bem na frentedele e terá acesso a todos os
programas instalados e arquivos gravados neste compu-
tador.
53.5.1 Principais programas para Acesso Remoto:
• Conexão de Área de Trabalho Remota (já vem ins-
talado por padrão no Windows)
• VNC
• LogMeIn
• TeamViewer
Figura 82 - Janela do aplicativo:
Conexão de Área de Trabalho Remota do Windows
54.6 DHCP
• Nome: DHCP Dynamic Host Configuration Protocol
• Definição: ...Protocolo de Configuração Dinâmica
• Camada: ................................................... Aplicação
• Portas: .......................................................... 67 e 68
• Funções:
o Protocolo de Configuração Dinâmica de Esta-
ções;
o Fornece números IPs automaticamente na
rede;
o O endereço de IP de uma máquina pode ser Está-
tico (Fixo) ou Dinâmico;
o O endereço de IP Fixo (Estático) é configurado
manualmente no computador do usuário. O nú-
mero não mudará, mesmo desconectando o
52
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
computador da rede ou desligando o computa-
dor;
o O endereço de IP Dinâmico é configurado no
ato da conexão. O provedor (Servidor de DHCP)
determina qual número será configurado para
o nosso host e ao nos desconectarmos, o prove-
dor poderá dar este número para outro cliente.
Este “sorteio” dos números entre clientes é,
normalmente, utilizado pelos provedores de
acesso, por ser mais fácil de manter e mais efici-
ente, evitando duplicidade de números IPs entre
clientes, o que poderia ocasionar a não conexão
de um dos clientes.
o Em questões de concurso está sempre associado
ao conceito de IP Dinâmico.
54.7 DNS
• Nome: ......................... DNS - Domain Name System
• Definição: ............. Sistema de Nomes de Domínio
• Camada: ...................................................Aplicação
• Portas: .................................................................. 53
• Funções:
o Associa (converte) números IPs à URLs e URLs à
endereços IPs;
o URL - Uniform Resource Locator (Localizador
de Recursos Universal).
54.8 O QUE SÃO URLS?
• Uma URL (de Uniform Resource Locator), em por-
tuguês Localizador-Padrão de Recursos, é o endereço de
um recurso (como um arquivo, uma impressora etc.), dis-
ponível em uma rede, seja na Internet, ou mesmo uma
rede corporativa como uma intranet.
• Uma URL tem a Seguinte Estrutura:
protocolo://máquina/caminho/recurso
o protocolo poderá ser HTTP, HTTPS, FTP, entre
outros.
o máquina identifica o servidor que disponibiliza
o documento ou recurso solicitado.
o caminho especifica o local (“pastas/arquivo”,
geralmente num sistema de arquivos) onde se
encontra o recurso dentro do servidor.
Figura 83 - Exemplo detalhado de uma URL
• Exemplo de uma URL Simplificada:
http://www.nomedodominio.tipo.pais
• “http://www” – http sigla de HyperText Transfer
Protocol que em português quer dizer: Protocolo de
Transferência de Hipertexto. Este protocolo é o conjunto
de regras que permite a transferência de informações na
Web. WWW (World Wide WEB) (do inglês World Wide =
mundial, de âmbito mundial + Web = rede, teia) que em
português quer dizer Teia de Alcance Mundial é a desig-
nação de um serviço da Internet que permite o acesso a
uma vasta quantidade de informações e dados de forma
fácil. A WWW ou simplesmente Web revolucionou a In-
ternet por possibilitar a construção de páginas gráficas,
que podem conter fotos, animações, trechos de vídeo e
sons.
• “nomedodominio” – geralmente é o nome da em-
presa, instituição, produto ou pessoa mantenedora do
site no ar.
• “tipo” – determina a qual categoria o site per-
tence e quais os tipos de conteúdos publicados nele.
• “país” – informa ao usuário/cliente onde o site
está hospedado ou onde o ele foi registrado.
Figura 84 - Exemplos de Tipos de Domínios
53
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Questão 102. (FCC) Considerando o URL (endereço WEB, a se-
guir): “http://www4.tce.sp.gov.br/sites/default/files/resolcao_
12_2006.pdf”, é correto afirmar que...
A. resolucao_12_2006.pdf corresponde ao arquivo que se de-
seja acessar.
B. http é o único protocolo capaz de permitir acesso a qual-
quer endereço na WWW.
C. há erro no URL, pois o certo seria www e não www4.
D. há erro no URL, pois o certo seria resolucao_12_2006.html
e não resolucao_12_2006.pdf.
E. www4.tce.sp.gov.br/sites/default/files corresponde ao ser-
vidor, que é o computador no qual está hospedado o site.
Questão 103. (___) (CESPE/CEBRASPE) Um URL (Uniform Re-
source Locator) é usado na Internet para designar a localização
de um objeto. Nas intranets, que são redes corporativas, a loca-
lização de um objeto é dada por um LRL (Local Resource Loca-
tor).
Questão 104. (___) (CESPE/CEBRASPE) Considere a estrutura
do seguinte URL hipotético: www.empresahipotetica.com.br.
Nessa estrutura, os caracteres br indicam que o endereço é de
uma página de uma organização brasileira e os caracteres com
indicam que o sítio web é de uma empresa especializada no co-
mércio e(ou) na fabricação de computadores.
Questão 105. (FCC) O endereço de um site na Internet, no for-
mato www.nomedodominio.br, do qual foram suprimidos um
ponto e uma abreviatura de três letras, normalmente indica que
se trata de um site do tipo
A. Comercial. D. Educacional.
B. Governamental. E. Genérico.
C. Organizacional.
55 E-MAILS (CORREIO ELETRÔNICO)
Figura 85 - Comparativo entre WEB-Mail e Clientes de E-Mail
Questão 106. (___) (CESPE/CEBRASPE) Para acessarem men-
sagens recebidas por correio eletrônico, pela Internet, deve-se,
necessariamente, utilizar um navegador web.
Questão 107. (___) (CESPE/CEBRASPE) O e-mail, tal como o
serviço de correio convencional, é uma forma de comunicação
síncrona.
55.1 AO ENVIAR UM E-MAIL...
Lembrando ao candidato que
o campo “Para” não é de pre-
enchimento obrigatório! Obri-
gatório é enviar o e-mail para
algum destinatário, portanto,
por mais que não tenha ló-
gica, é possível deixar o
campo “Para” vazio e preen-
cher somente o campo “Cc”
(Com Cópia) ou “Cco” (Com
Cópia Oculta) e mesmo assim
o e-mail será enviado a este
destinatário.
54
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
55.2 PROTOCOLOS DE E-MAILS
Figura 86 - Principais Protocolos de E-Mails (SMTP, POP e IMAP)
Questão 108. (___) (CESPE/CEBRASPE) No Outlook, se a op-
ção Com Cópia Oculta (Cco) estiver ativada durante a criação
de uma nova mensagem de e-mail, poderá ser efetuada a inser-
ção de um ou mais endereços como destinatários, que recebe-
rão cópias do e-mail com o conteúdo ocultado.
Questão 109. (FUNRIO) Analise as seguintes afirmações sobre
os campos de destinatários de mensagens de um aplicativo de
correio eletrônico:
I. (__) Para: é um campo obrigatório com um único ende-
reço de e-mail do destinatário principal da mensagem.
II. (__) Cc: é um campo opcional com uma lista de endere-
ços de e-mail de destinatários para quem a mensagem será envi-
ada como uma cópia.
III. (__) Cco: é um campo opcional com uma lista de ende-
reços de e-mail de destinatários que ficarão ocultos para os de-
mais destinatários.
Quantas dessas afirmações estão corretas?
A. Nenhuma delas está correta.
B. Somente a primeira e a terceira estão corretas.
C. Todas estão corretas.
D. Somente as duas primeiras estão corretas.
E. Somente as duas últimas estão corretas.
Questão 110. (___) (CESPE/CEBRASPE) Entre os programas
para correio eletrônico atualmente em uso, destacam-se aque-
les embasados em softwares clientes, como o Microsoft Out-
look e o Mozilla Thunderbird, além dos serviços de webmail. O
usuário de um software cliente precisa conhecer um maior nú-
mero de detalhes técnicos acerca da configuração de software,
em comparação aos usuários de webmail. Esses detalhes são
especialmenterelativos aos servidores de entrada e saída de e-
mails. POP3 é o tipo de servidor de entrada de e-mails mais co-
mum e possui como característica o uso frequente da porta 25
para o provimento de serviços sem segurança criptográfica.
SMTP é o tipo de servidor de saída de e-mails de uso mais co-
mum e possui como característica o uso frequente da porta 110
para provimento de serviços com segurança criptográfica.
55
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
56 GABARITO – MÓDULO III – REDES, INTERNET, INTRANET & PROTOCOLOS DE COMUNICAÇÃO
66. C 71. A 81. D 91. Errado 101. Errado
67. Errado 72. Errado 82. A 92. C 102. A
68. A 73. Errado 83. D 93. Certo 103. Errado
69. B 74. B 84. A 94. Errado 104. Errado
70. Errado 75. Errado 85. B 95. D 105. D
76. D 86. Errado 96. Certo 106. Errado
77. Certo 87. Errado 97. B 107. Errado
78. Errado 88. C 98. Errado 108. Errado
79. C 89. D 99. Errado 109. E
80. Errado 90. Certo 100. Certo 110. Errado
Bons ESTUDOS!!!
prof. JOSÉ ROBERTO COSTA (informática)
Instagram: @prof.joseroberto74 | Cel.: (79) 9 9981.6870
acessem ao site: www.professorjoseroberto.com.br
“Hay que endurecer-se, mas pero que sin perder la ternura jamás!” (Che Guevara)
56
http://www.professorjoseroberto.com.br/
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Módulo IV - Informática para GABARITAR
Malwares &
Segurança da Informação
Questão 111. (FGV) Um dos procedimentos de proteção e segu-
rança para a informação está na verificação do nome do site,
quando é carregado no browser.
O protocolo de comunicação empregado utiliza uma camada
adicional, que permite aos dados serem transmitidos por meio
de uma conexão criptografada e que verifica a autenticidade do
servidor e do cliente por meio de certificados digitais. A porta
TCP usada por norma para esse protocolo é a 443. Nesse con-
texto, assinale a alternativa que indica um endereço de site se-
guro.
A. sec://ftp.netsecurity.net/
B. http://www.siteseguro.org
C. wwws://https.firewall.com.br/segurança_total/
D. https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9diaP%C3%Agina
E. http:443//www.siteseguro.gov.br
57 REQUISITOS DE SEGURANÇA DA INFORMA-
ÇÃO
57.1 O QUE É CID?
• CID é a sigla que identifica os três requisitos de se-
gurança da informação: CONFIDENCIALIDADE, INTEGRI-
DADE e DISPONIBILIDADE (CID).
• Um computador (ou sistema computacional) é
dito seguro, mas nunca “totalmente” ou “completa-
mente” seguro, se este atender aos três requisitos bási-
cos de segurança relacionados aos recursos que o com-
põem (normas internacionais: ISO 17799 e ISO 27001):
CONFIDENCIALIDADE, INTEGRIDADE e DISPONIBILI-
DADE.
• Confidencialidade: propriedade que limita o
acesso da informação tão somente às entidades legíti-
mas, ou seja, àquelas autorizadas pelo proprietário da in-
formação. Confidencialidade tem como objetivo “garan-
tir que a informação esteja acessível apenas àqueles au-
torizados a ter acesso”. Para ter acesso a um sistema e
as suas informações o usuário deverá através do seu lo-
gin executar o processo de logon.
• Integridade: propriedade que garante que a infor-
mação manipulada mantenha todas as características ori-
ginais estabelecidas pelo proprietário da informação e
que as mesmas não possam sofrer modificações não au-
torizadas (alterações ou adulterações) em benefício de
terceiros.
• Disponibilidade: propriedade que garante que a
informação esteja disponível, quando necessário, para o
uso legítimo, ou seja, por aqueles usuários autorizados
pelo proprietário da informação. Dica: Disponibilidade é
“quando” e “para quem” deve ter acesso e não “sempre”
e “para todos”.
57.2 CONFIABILIDADE
• CONFIABILIDADE é o resultado da preservação do
conjunto composto pela CONFIDENCIALIDADE, INTEGRI-
DADE e DISPONIBILIDADE da informação.
Figura 87 - Confiabilidade
57
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
57.3 CONCEITOS ADICIONAIS
DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
• Autenticidade: propriedade que garante que a in-
formação é proveniente da fonte anunciada (garantia da
origem/fonte da informação) e que não foi alvo de alte-
rações ou adulterações ao longo de um processo (do seu
armazenamento ou durante uma transmissão).
• Não-Repúdio (Irrefutabilidade ou Irretratabili-
dade): propriedade que garante a impossibilidade de ne-
gar a autoria em relação a uma ação (transação) anteri-
ormente realizada. Em poucas palavras trata-se de ga-
rantir que quando for necessário podemos provar que
“alguém fez algo”.
• Legalidade: propriedade que garante a legalidade
(jurídica) da informação; aderência de um sistema à le-
gislação; característica das informações que possuem va-
lor legal respeitando a legislação vigente.
Observação 66: Não confundam…
Figura 88 - Obrigatório mesmo, somente: CID
Observação 67: Não esqueçam…
Figura 89 - Ótima “DICA” para a prova
Questão 112. (FCC) Quando se trata da segurança das informa-
ções trocadas entre duas pessoas, a criptografia garante ...I...
e a função hash permite verificar a ...II... da mensagem.
As lacunas I e II são preenchidas, correta e respectivamente,
com
A. a confidencialidade - integridade.
B. a integridade - disponibilidade.
C. a confidencialidade - disponibilidade.
D. o não repúdio - integridade.
E. a autenticidade - irretratabilidade.
Questão 113. (___) (CESPE/CEBRASPE) As características bási-
cas da segurança da informação – confidencialidade, integri-
dade e disponibilidade – não são atributos exclusivos dos siste-
mas computacionais.
58 DIFERENÇA ENTRE HACKER E CRACKER
• “Hacker” e “Cracker” podem ser palavras pareci-
das, mas possuem significados bastante opostos no
mundo da tecnologia, mas que acabam gerando bas-
tante confusão na mídia em geral.
• Os dois termos servem para conotar pessoas que
possuem amplas habilidades com computadores nas
mais diversas áreas de informática (redes de computado-
res, infraestrutura, comunicação, hardware, software,
sistemas operacionais, segurança), porém, cada um dos
“grupos” usa essas habilidades de formas bem diferen-
tes.
• Hackers: diferentemente dos crackers eles utili-
zam esses conhecimentos para obter soluções de segu-
rança, descobrir vulnerabilidades e falhas de sistemas, ou
seja, eles não são criminosos como a mídia os tratam,
simplesmente eles utilizam a sabedoria de forma bené-
fica. Eles não tentam levar vantagem em algo, logo são
profissionais com ética. Não possuem intenção malici-
osa.
• Crackers (= Criminal Hacker): possuem tanto co-
nhecimento quanto os hackers, mas com a diferença de
que, para eles, não basta entrar em sistemas, quebrar se-
nhas, e descobrir falhas. Eles precisam gerar algum tipo
de prejuízo financeiro ou moral (furtando dados priva-
dos e tornando-os públicos, contaminando sistemas com
vírus e outros tipos de malwares, tirando sites e serviços
do ar, “crackeando” softwares – atividade diretamente li-
gada à pirataria de programas e aplicativos).
Questão 114. (___) (CESPE/CEBRASPE) A principal diferença en-
tre crackers e hackers refere-se ao modo como esses malfeito-
res da área de segurança da informação atacam: os crackers são
mais experientes e realizam ataques sem utilizar softwares, ao
passo que os hackers utilizam códigos maliciosos associados
aos softwares para realizar ataques ao ciberespaço.
59 SOFTWARE MALICIOSOS (MALWARES)
58
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• Software com código malicioso ou simplesmente:
Malware (Malicious Software) é um termo genérico que
abrange todos os tipos de programa especificamente
desenvolvidos para executar ações maliciosas em um
computador.
• Na literatura de segurança da informação o termo
Malware também é conhecido por “Software Malici-
oso”.Alguns exemplos de Malwares são:
o Vírus;
o Worms;
o Bots e BotNets;
o Spywares, Keyloggers e Screenloggers;
o Hijackers;
o Cavalos de Tróia (ou Trojans);
o Rootkits.
60 VÍRUS DE COMPUTADOR
• Vírus é um programa ou parte de um programa de
computador, normalmente malicioso, que se propaga in-
fectando, isto é, inserindo cópias de si mesmo e se tor-
nando parte de outros programas e arquivos de um com-
putador.
• O VÍRUS DEPENDE DA EXECUÇÃO DO PRO-
GRAMA OU ARQUIVO HOSPEDEIRO, POR PARTE DO
USUÁRIO OU SISTEMA, PARA QUE POSSA SE TORNAR
ATIVO E DAR CONTINUIDADE AO PROCESSO DE INFEC-
ÇÃO.
• Em média são criados mais de 850 mil novos vírus
por dia em todo o mundo.
Questão 115. (NCE-UFRJ) O arquivo que, anexado a mensa-
gem de correio eletrônico, oferece, se aberto, O MENOR risco
de contaminação do computador por vírus é:
A. fotos.exe D. vírus.jpg
B. malware.com E. curriculo.docm
C. formatar.bat
• São considerados os principais tipos de vírus co-
brados em concursos públicos...
o Vírus Executável (Clássico ou Comum)
o Vírus de Macro
o Vírus de Boot (Inicialização)
o Vírus Mutante (Polimórficos)
o Time Bomb (Bomba Relógio)
o Vírus Stealth (Invisível)
o Vírus de Script
60.1 VÍRUS EXECUTÁVEL
• Infectam ou são arquivos executáveis:
• Principais tipos de arquivos executáveis:
o .exe
o .com
o .bat
o .dll
o .scr
o .pif
o .msi
o cmd
o .vbs
o .jar
• Todos os tipos de vírus que serão estudados pos-
suem a capacidade da autoduplicação (ou autoreplica-
ção; ou seja: geram cópias de si mesmos);
• Precisam ser executados para saírem do estado
inerte para o estado ativo;
• Executam as mais diferentes ações no computa-
dor infectado apresentando assim os mais diversos e va-
riados sintomas.
Questão 116. (FGV) Provedores de serviços de e-mail costu-
mam bloquear arquivos anexados que possam constituir ame-
aças à segurança dos sistemas computacionais. Com relação às
extensões .bat, .cmd, .com, .exe, assinale a opção que indica
quantas delas são usualmente bloqueadas.
A. Zero. D. Três.
B. Uma. E. Quatro.
C. Duas.
60.2 VÍRUS DE MACRO
• Uma macro é um conjunto de comandos que são
armazenados em alguns aplicativos e utilizados para au-
tomatizar algumas tarefas repetitivas.
• Arquivos nos formatos gerados por programas
da Microsoft, como o Word, o Excel, e o PowerPoint
(que contenham macros), são os mais vulneráveis a este
tipo de vírus. Arquivos nos formatos RTF, PDF e PostS-
cript são menos suscetíveis, mas isso não significa que
não possam conter Vírus de Macro, assim como os arqui-
vos do LibreOffice (antigo BrOffice).
60.3 VÍRUS EXECUTÁVEL VS. VÍRUS DE MACRO...
Figura 90 - Extensões que são “atacadas”
pelos Vírus Executáveis vs. Vírus de Macro
60.4 VÍRUS DE BOOT
59
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• O vírus de boot infecta a partição (setor ou regis-
tro) de inicialização do Sistema Operacional.
• Assim, ele é ativado quando o disco rígido é li-
gado e o Sistema Operacional é carregado para a memó-
ria principal do computador (memória RAM).
60.5 VÍRUS MUTANTE (OU POLIMÓRFICOS)
• Vírus programado para dificultar a detecção pelos
antivírus. Ele consegue se modificar (alterar sua assina-
tura ou código) a cada execução do arquivo contami-
nado.
• Ele tenta dificultar a ação/identificação dos antiví-
rus ao mudar sua estrutura interna ou codificação.
• A “Assinatura de um Vírus” é o seu código de pro-
gramação.
60.6 VÍRUS TIME BOMB
• Os vírus do tipo “bomba-relógio” são programa-
dos para se ativar em determinados momentos, defini-
dos pelo seu criador. Uma vez infectando um determi-
nado sistema, o vírus somente se tornará ativo e causará
algum tipo de dano no dia ou momento previamente de-
finido.
• Alguns vírus se tornaram famosos como o “Sexta-
Feira 13”, “Michelangelo”, “Eros” e o “1º de Abril (Confic-
ker)”.
60.7 VÍRUS STEALTH (INVISÍVEL)
• Um Vírus Stealth é um malware complexo que se
esconde depois de infectar um computador.
• Ele utiliza técnicas avançadas para se esconder
das ferramentas de antivírus.
• Uma vez escondido, ele copia as informações de
dados (arquivos) não infectados para si e os retransmite
para o software antivírus durante uma verificação. Isso
faz com que seja um vírus difícil de ser detectado e exclu-
ído.
60.8 VÍRUS DE SCRIPT
• Escrito em linguagem de script, como VBScript ou
JavaScript, e recebido ao acessar uma página Web ou por
e-mail, como um arquivo anexo ou como parte do pró-
prio e-mail escrito em formato HTML.
• Este vírus “pode ser executado automatica-
mente” ao acessar uma página Web ou por e-mail, de-
pendendo das configurações de segurança do navega-
dor Web e do programa leitor de e-mails do usuário.
60.9 PEQUENO RESUMO SOBRE VÍRUS DE COMPUTADOR
Figura 91 - Principais Tipos de Vírus
Questão 117. (FCC) Em um sistema Windows, os vírus de com-
putador podem infectar arquivos do tipo
A. com, pdf e log. D. xml, txt e exe.
B. exe, dll e txt. E. txt, log e com.
C. pdf, exe e com.
Questão 118. (___) (CESPE/CEBRASPE) Vírus de macro infec-
tam a área do sistema de um disco, ou seja, o registro de inicia-
lização em pen drives e discos rígidos.
Questão 119. (___) (CESPE/CEBRASPE) Quando ativado na
máquina, a principal característica do vírus time bomb é a sua
capacidade de remover o conteúdo do disco rígido em menos
de uma hora.
Questão 120. (___) (CESPE/CEBRASPE) O vírus do tipo stealth,
o mais complexo da atualidade, cuja principal característica é a
inteligência, foi criado para agir de forma oculta e infectar ar-
quivos do Word e do Excel. Embora seja capaz de identificar
conteúdos importantes nesses tipos de arquivos e, posterior-
mente, enviá-los ao seu criador, esse vírus não consegue em-
pregar técnicas para evitar sua detecção durante a varredura
de programas antivírus.
60.10 SOFTWARES ANTIVÍRUS
• Os antivírus são programas que procuram detec-
tar e, então, anular ou remover os vírus de computador.
Atualmente, novas funcionalidades têm sido adicionadas
aos programas antivírus, de modo que alguns procuram
detectar e remover Cavalos de Tróia, worms e outros ti-
pos de códigos maliciosos, barrar programas hostis e ve-
rificar e-mails.
• Um bom antivírus deve: Identificar e eliminar a
maior quantidade possível de vírus e outros tipos de
malwares, sendo desta forma classificado ou nomeado
como Softwares AntiMalwares.
• Exemplos de Ferramentas de Antivírus
o AVG
o Avast
o McAfee
o Norton
o Eset NOD32
o Kaspersky
60
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
o Panda
o Avira
o Microsoft Security Essentials
o BitDefender
o Comodo
60.11 VERIFICAÇÃO HEURÍSTICA
• A Verificação Heurística é uma técnica das ferra-
mentas de antivírus para detectar possíveis VÍRUS DES-
CONHECIDOS ou arquivos suspeitos através do monito-
ramento do seu comportamento e suas ações no sis-
tema.
o 0-Day (aproximadamente 850 mil novos p/dia)
o Vírus Mutante (Polimórficos)
o Vírus Stealth (Invisível)
• Quando mandamos o antivírus ou antimalware
efetuar uma verificação heurística, estamos pedindo que
seja feita uma verificação de possíveis vírus e/ou malwa-
res que ainda não são conhecidos ou reconhecidos como
tais. Desta maneira o que é monitorado é o comporta-
mento do arquivo para a verificação de um comporta-
mento anômalo.
Figura 92 - Não esqueça
quando a banca “falar” sobre verificação Heurística...
Questão 121. (___) (CESPE/CEBRASPE) As ferramentas de an-
tivírus que realizam a verificação do tipo heurística detectam
somente vírus já conhecidos, o que reduz a ocorrência de falsos
positivos.
Questão 122. (___) (CESPE/CEBRASPE) Para tentar prevenir
uma infecção por vírus ou malware, algumas ferramentas de an-
tivírus procedem à detecção por heurística, técnica de detec-
ção de vírus baseada no comportamento anômalo oumalicioso
de um software.
60.12 WINDOWS DEFENDER
• O Windows Defender é um software ANTI-
SPYWARE que acompanha a instalação padrão do Win-
dows (ferramenta nativa) e é executado automatica-
mente quando é ligado. O uso do software antispyware
pode ajudá-lo a proteger seu computador contra spywa-
res e outros possíveis softwares indesejados.
• Spywares são softwares espiões que monitoram
e registram o comportamento do usuário no computa-
dor e em suas aplicações, enviando informações precio-
sas para o invasor responsável pela instalação do
mesmo.
• No Windows 8 e 10 o Windows Defender ajuda a
proteger seu computador contra malwares (softwares
maliciosos). Malware consiste em vírus, spywares e ou-
tros softwares potencialmente indesejados, ou seja, NAS
VERSÕES DO WINDOWS 8 e 10 O WINDOWS DEFENDER
ASSUME O STATUS DE UM SOFTWARE ANTIVÍRUS.
Figura 93 - Linha do Tempo:
Evolução da ferramenta Windows Defender
Questão 123. (___) (CESPE/CEBRASPE) O utilitário Windows
Defender propicia, quando instalado em computadores que uti-
lizam o Sistema Operacional Windows XP ou Windows 7, pro-
teção contra ataques de vírus.
Questão 124. (___) (CESPE/CEBRASPE) O Windows Defender
é um antivírus nativo do Windows 10 que protege o computa-
dor contra alguns tipos específicos de vírus, contudo ele é ine-
ficaz contra os spywares.
61 WORMS (VERMES)
• Um worm (ou verme) é um programa capaz de se
propagar automaticamente através de redes, enviando
cópias de si mesmo de computador para computador.
• Diferente do vírus, o worm não embute cópias de
si mesmo em outros programas ou arquivos e não ne-
cessita ser explicitamente executado para se propagar.
Sua propagação se dá através da exploração de vulnera-
bilidades existentes ou falhas na configuração de softwa-
res instalados em computadores.
• Diferença entre Vírus e Worms...
61
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 94 - Principais diferenças entre Vírus e Worms
• Uma das principais características dos worms
(vermes) cobrada em concursos públicos é o fato deles
tornarem as redes e os sistemas “lentos”.
Questão 125. (___) (CESPE/CEBRASPE) Para que as pragas vir-
tuais denominadas worms ataquem o computador em uso, é
necessário que se execute um arquivo do tipo .bat
Questão 126. (FUNCAB) Selecione a opção abaixo que repre-
senta a principal diferença entre Virus e Worms:
A. O Vírus utiliza uma linguagem de programação própria, en-
quanto o Worm pode utilizar-se de qualquer linguagem de pro-
gramação.
B. O Vírus se alastra sozinho, enquanto o Worm anexa-se ao
arquivo e necessita que o usuário ou o próprio sistema realize
algum tipo de transporte deste arquivo para disseminá-lo.
C. O Worm não pode ser detectado por nenhuma ferramenta
ou software antivírus.
D. O Worm se alastra sozinho, enquanto o Vírus anexa-se ao
arquivo e necessita que o usuário ou sistema realize algum tipo
de transporte deste arquivo para disseminá-lo.
62 CAVALOS DE TRÓIA (TROJAN)
• Conta a mitologia grega que o “Cavalo de Tróia”
foi uma grande estátua, utilizada como instrumento de
guerra pelos gregos para obter acesso a cidade de Tróia.
A estátua do cavalo foi recheada com soldados que, du-
rante a noite, abriram os portões da cidade possibili-
tando a entrada dos gregos e a dominação de Tróia. Daí
surgiram os termos “Presente de Grego” e “Cavalo de
Tróia”.
• Na informática, um Cavalo de Tróia (Trojan Horse)
é um malware que (obrigatoriamente) necessita de um
arquivo hospedeiro e que é recebido “escondido” den-
tro, por exemplo, de um cartão virtual, álbum de fotos,
protetor de tela, jogo, arquivo em PDF, apresentação do
PowerPoint, etc. O trojan, além de executar funções para
as quais foi aparentemente projetado, também executa
outras funções maliciosas de diferentes gêneros e sem o
conhecimento do usuário.
• Algumas das funções maliciosas que podem ser
executadas por um Cavalo de Tróia são:
o Instalação de keyloggers ou screenloggers;
o Furto de senhas e outras informações sensíveis,
como números de cartões de crédito;
o Inclusão de backdoors (portas “abertas”, não
monitoradas pelo sistema), para permitir que
um invasor tenha total controle sobre o compu-
tador;
o Alteração ou destruição de arquivos.
• Normalmente um Cavalo de Tróia consiste em um
único arquivo que necessita ser explicitamente execu-
tado e que além de necessitarem de arquivos hospedei-
ros eles podem ser hospedeiros de outros tipos de mal-
wares. Podem existir casos onde um Cavalo de Tróia con-
tenha um vírus, worms ou softwares spywares.
Questão 127. (___) (CESPE/CEBRASPE) Cavalo de Tróia é um
programa executável que objetiva realizar a função maliciosa
de se autorreplicar, ou seja, criar cópias de si mesmo, de um
computador para outro, podendo ocupar totalmente a memó-
ria de um computador.
63 BACKDOORS
• Normalmente um invasor procura garantir uma
forma de retornar a um computador comprometido, sem
precisar recorrer aos métodos utilizados na realização da
primeira invasão. Na maioria dos casos, também é inten-
ção do atacante poder retornar ao computador compro-
metido sem ser notado.
• Esses programas que permitem o retorno de um
invasor a um computador comprometido, utilizando ser-
viços criados ou modificados para este fim, dá-se o nome
de Backdoors.
• O backdoor é um recurso muito utilizado por diver-
sos malwares para garantir acesso remoto ao sistema ou
à rede infectada. Para esse fim, os códigos maliciosos po-
dem explorar falhas críticas não documentadas existen-
tes em programas instalados, falhas características de
softwares desatualizados ou do firewall, para abrir portas
do roteador. As falhas podem garantir acesso completo
ou parcial ao sistema por um cracker, sendo utilizadas
para a instalação de outros malwares ou para o roubo de
dados.
64 RANSOMWARE
62
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• É um malware (que pode ser instalado em seu
computador através de um trojan) que restringe o
acesso ao sistema infectado (ou aos seus arquivos) me-
diante a criptografia de dados e cobra um valor de “res-
gate” (ransom) para que o acesso possa ser reestabele-
cido através do fornecimento de uma chave de decripta-
ção. Conhecido através do termo: “sequestrador de ar-
quivos”.
• Tipos de Ransomwares:
o Ransomware Locker: impede que você acesse o
equipamento infectado.
o Ransomware Crypto: impede que você acesse
aos dados armazenados no equipamento infec-
tado, geralmente usando criptografia.
64.1 O QUE SÃO BITCOINS?
• Tecnologia criada em 2008, o Bitcoin é uma mo-
eda virtual, uma criptomoeda, portando as “cédulas vir-
tuais” não são emitidas por nenhum governo e não pos-
suem um órgão regulador. Muito utilizada como mo-
eda/cotação para o pagamento de resgates de ataques
realizados através de Ransomwares.
Questão 128. (IESES) No dia 12.05.2017 um ataque cibernético
atingiu quase 100 países ao redor do mundo. Os vírus Wana-
Cryptor 2.0 e WannaCry bloqueavam os arquivos dos computa-
dores do usuário, cryptografando-os e somente liberando-os
mediante o pagamento de um resgate. Este “sequestro vir-
tual” se dá por uma espécie de malware, chamada de:
A. Adware D. Ransomware
B. Phishing E. Hoax
C. Spyware
65 SPYWARES
• Spywares são programas espiões. É o termo utili-
zado para se referir a uma grande variedade de softwares
que tem o objetivo de monitorar atividades do usuário
no sistema e em seus aplicativos e enviar as informações
coletadas para terceiros (furtar dados).
66 KEYLOGGERS
• Keylogger é um malware do tipo spyware capaz
de capturar e armazenar as teclas digitadas pelo usuário
no teclado físico de um computador e enviá-las para ter-
ceiros.
• Um keylogger pode capturar e armazenar as teclas
digitadas pelo usuário. Dentre as informaçõescaptura-
das podem estar o texto de um e-mail, dados digitados
na declaração de Imposto de Renda e outras
informações sensíveis, como senhas bancárias e núme-
ros de cartões de crédito.
67 SCREENLOGGERS
• Os screenloggers são capazes de:
o Armazenar a posição do cursor e a tela apresen-
tada no monitor, nos momentos em que o
mouse é clicado, ou
o Armazenar a região que circunda a posição onde
o mouse é clicado.
• Seu funcionamento é muito parecido com a cap-
tura de tela que ocorre ao acionarmos no teclado a tecla
“PRINT SCREEN”.
68 ADWARES
• Adware, ou “Advertising-Supported Software”
(SOFTWARE COM SUPORTE À PROPAGANDAS) é qual-
quer programa de computador, nos quais anúncios ou
outro material de marketing estão incluídos ou são carre-
gados automaticamente pelo software e exibidos após a
instalação, muitas vezes através de uma conexão direta
com a Internet a fontes não-confiáveis e sem a permis-
são do usuário.
• O termo adware, em concursos públicos, é fre-
quentemente usado para descrever uma forma de mal-
ware (software malicioso) capaz de instalar trojans e
spywares em seu computador.
Figura 95 - Keyloggers, Screenloggers e Adwares
são 3 tipos de softwares Spywares
69 ROOTKITS
• Rootkit é um software criado para esconder ou ca-
muflar a existência de certos processos ou programas
de métodos normais de detecção e permitir acesso ex-
clusivo a um computador e suas informações. Um inva-
sor, ao realizar uma invasão, pode utilizar mecanismos
para esconder e assegurar a sua presença no computa-
dor comprometido. O conjunto de programas que for-
nece estes mecanismos é conhecido como rootkit.
63
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• O invasor, após instalar o rootkit, terá acesso pri-
vilegiado ao computador previamente comprometido,
sem precisar recorrer novamente aos métodos utiliza-
dos na realização da “primeira” invasão, e suas ativida-
des serão escondidas do responsável e/ou dos usuários
do computador.
• Os danos causados pelo rootkit permanecem
mesmo após a sua identificação e extração do sistema.
70 BOTS E BOTNETS
• De modo similar ao worm, o bot é um programa
capaz se propagar automaticamente, explorando vulne-
rabilidades existentes ou falhas na configuração de sof-
twares instalados em um computador. Adicionalmente
ao worm, o bot dispõe de mecanismos de comunicação
com o invasor, permitindo que o bot seja controlado re-
motamente.
70.1 O QUE SÃO BOTNETS?
• Botnets são redes formadas por computadores
infectados com bots. Estas redes podem ser compostas
por centenas ou milhares de computadores. Um invasor
que tenha controle sobre uma botnet pode utilizá-la para
aumentar a potência de seus ataques, por exemplo, para
enviar centenas de milhares de e-mails de phishing ou
spam, desferir ataques de Negação de Serviço, etc.
71 SNIFFER (OU FAREJADORES)
• Procedimento realizado por uma ferramenta
(também conhecida como Analisador de Rede), constitu-
ída de um software ou hardware que é capaz de intercep-
tar e registrar o tráfego de dados em uma rede de com-
putadores. Conforme o fluxo de dados trafega na rede, o
sniffer captura cada pacote e eventualmente decodifica
e analisa o seu conteúdo.
72 SPOOFING
• Técnica utilizada por crackers e hackers para
“mascarar” o verdadeiro IP do computador. São progra-
mas que modificam o verdadeiro IP do computador di-
versas vezes a cada minuto utilizando endereços falsos
para atacar servidores ou computadores domésticos
sem medo de serem rastreados.
• Outra Definição da Técnica de Spoofing: Assim
como os criminosos e estelionatários do mundo real, os
ladrões virtuais podem falsificar informações para roubar
dados importantes ou obter acesso a contas bancárias.
Essa prática é chamada de Spoofing, um termo que en-
globa a falsificação de endereços IP (enviar mensagens
para um computador usando um endereço IP que simula
uma fonte confiável), de e-mails (falsificar o cabeçalho de
um e-mail para disfarçar sua origem) e de DNS (modificar
o servidor de DNS para redirecionar um nome de domínio
específico para outro endereço IP).
• Tipos de Spoofing:
Figura 96 - Tipos de Spoofing (Mascaramento)
73 PHARMING (ENVENENAMENTO DE DNS)
• Em informática Pharming é o termo atribuído ao
ataque baseado na técnica DNS Cache Poisoning (Enve-
nenamento de Cache DNS) que consiste em corromper
o DNS (Sistema de Nomes de Domínio ou Domain Name
System) em uma rede de computadores, fazendo com
que a URL (Uniform Resource Locator ou Localizador Uni-
forme de Recursos) de um site passe a apontar para um
servidor diferente do original (site clonado).
• Ao digitar a URL (endereço) do site que deseja
acessar, um banco por exemplo, o servidor DNS converte
o endereço em um número IP correspondente ao do ser-
vidor do banco. Se o servidor DNS estiver vulnerável a
um ataque de Pharming, o endereço poderá apontar
para uma página falsa hospedada em outro servidor
com outro endereço IP que esteja sob controle de um
golpista.
• Os golpistas geralmente copiam fielmente as pá-
ginas das instituições, criando a falsa impressão que o
usuário está no site desejado e induzindo-o a fornecer
seus dados privados como login ou números de contas e
senha que serão armazenados pelo servidor falso.
Questão 129. (FCC) Na categoria de códigos maliciosos (mal-
ware), um adware é um tipo de software?
A. Que tem o objetivo de monitorar atividades de um sistema
e enviar as informações coletadas para terceiros.
B. Projetado para apresentar propagandas através de um
browser ou de algum outro programa instalado no computa-
dor.
64
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
C. Que permite o retorno de um invasor a um computador
comprometido, utilizando serviços criados ou modificados para
este fim.
D. Capaz de capturar e armazenar as teclas digitadas pelo usu-
ário no teclado de um computador.
E. Que além de executar funções para as quais foi aparente-
mente projetado, também executa outras funções normal-
mente maliciosas e sem o conhecimento do usuário.
74 ATAQUES POR E-MAIL
74.1 SPAM
• Spam é o termo usado para se referir aos e-mails
não solicitados, que geralmente são enviados para um
grande número de pessoas. Quando o conteúdo é exclu-
sivamente comercial, este tipo de mensagem também é
denominada de UCE (do inglês Unsolicited Commercial E-
mail).
Figura 97 - Principais objetivos de um Spam
74.2 HOAX (CORRENTES)
• Hoax são histórias falsas recebidas por e-mail (bo-
atos).
• Mensagens e “histórias” contadas na Internet,
por e-mail, mensageiros instantâneos ou em redes sociais
(também conhecidas como correntes) e que consiste em
apelos dramáticos de cunho sentimental ou religioso.
Supostas campanhas filantrópicas, humanitárias ou de
socorro pessoal, ou ainda, falsos vírus que ameaçam des-
truir, contaminar ou formatar o disco rígido do computa-
dor.
• Ainda assim, muitas pessoas acreditam em coisas
impossíveis como alguns hoax que circulam pela inter-
net. Existem hoax de que pessoas pobres farão uma ci-
rurgia e que alguma empresa irá pagar uma determinada
quantia em centavos para cada e-mail repassado.
• Este tipo de mensagens tem por finalidade a levar
os menos informados a distribuir o e-mail pelo maior nú-
mero de contatos possível com a finalidade de sobrecar-
regar os servidores de e-mail e a própria Internet.
74.3 PHISHING
• Phishing, também conhecido como Phishing Scam
ou Phishing/Scam, foi um termo originalmente criado
para descrever o tipo de fraude que se dá através do
envio de mensagem não solicitada, que se passa por co-
municação de uma instituição conhecida, como um
banco, empresa ou site popular, e que procura induzir o
acesso a páginas fraudulentas (falsificadas), projetadas
para furtar dados pessoais e financeiros de usuários.
• A palavra phishing (de“fishing”) vem de uma ana-
logia criada pelos fraudadores, onde “iscas” (e-mails) são
usadas para “pescar” senhas e dados financeiros de usu-
ários da Internet. Atualmente, este termo vem sendo uti-
lizado também para se referir aos seguintes casos:
o Mensagem que procura induzir o usuário à insta-
lação de códigos maliciosos, projetados para fur-
tar dados pessoais e financeiros;
o Mensagem que, no próprio conteúdo, apresenta
formulários para o preenchimento e envio de da-
dos pessoais e financeiros dos usuários.
Figura 98 - Phishing e Hoax podem atacar em diversas mídias
72.3.1 Tipos de Phishing
Figura 99 - Tipos de Phishing
75 ENGENHARIA SOCIAL
• O termo é utilizado para descrever um método de
ataque, onde alguém faz uso da persuasão, muitas vezes
abusando da ingenuidade ou confiança do usuário, para
obter informações que podem ser utilizadas para ter
acesso não autorizado a computadores ou informações
65
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
geralmente se passando por esta pessoa para praticar
ações maliciosas.
Figura 100 - Por que a Engenharia Social funciona?
76 ATAQUE POR FORÇA BRUTA
Questão 130. (FCC) Uma senha se tornará frágil, ou será fácil
de ser descoberta, caso na sua elaboração utilize?
A. Um código, que seja trocado regularmente.
B. Pelo menos 8 caracteres entre letras, números e símbolos.
C. Nomes próprios ou palavras contidas em dicionários.
D. Um código fácil de ser lembrado.
E. Um código simples de digitar.
• Método de ataque que utiliza um software (pro-
grama de computador) que pela técnica de TENTATI-
VAS, ERROS E ACERTOS “descobre” qual foi a senha uti-
lizada por um usuário para cadastrar o seu login em um
sistema computacional.
76.1 FORÇA BRUTA POR DICIONÁRIO
• O ataque de Força Bruta por Dicionário consiste
em utilizar um arquivo, geralmente .txt, ao invés de gerar
combinações alfanuméricas para realizar o Brute Force.
• Esse arquivo, contém as senhas mais utilizadas
por usuários, dicionários de diversos idiomas e dicioná-
rios de termos técnicos de diversas áreas de atuações
profissionais.
• Palavras contidas em dicionários tornam a sua se-
nha FRACA!
74.1.1 Senhas Fracas e Senhas Fortes:
• Senha Fraca (definição: toda senha que não é
forte)
• Senha Forte
o Conter um mínimo de 8 caracteres;
o Conter Letras, Números e/ou Símbolos;
o Conter Letras Maiúsculas e Minúsculas (se possí-
vel).
• Toda senha (obrigatoriamente) deve...
o Ser fácil de ser lembrada e
o Ser fácil de ser digitada.
Observação 68: Teste a segurança da sua senha no link...
http://howsecureismypassword.net/
Figura 101 - Exemplo do nível de segurança de uma senha
Questão 131. (___) (CESPE/CEBRASPE) Um exemplo de ata-
que por força bruta (brute force) seria adivinhar, por tentativa
e erro, um nome de usuário e senha, por exemplo, e, assim, exe-
cutar processos e acessar sites, computadores e serviços em
nome e com os mesmos privilégios desse usuário.
77 COOKIES
• Cookies são pequenas informações que os sites vi-
sitados por você podem armazenar através do seu
browser em seu computador.
Figura 102 - Principais perguntas
sobre Cookies em Concursos Públicos
Questão 132. (___) (CESPE/CEBRASPE) Cookie é um vírus de
rede que contamina os navegadores, permitindo o acesso cri-
minoso dos hackers aos computadores em que os navegadores
foram instalados.
Questão 133. (___) (CESPE/CEBRASPE) Cookies são pequenos
arquivos de texto usados para gravar as configurações de segu-
rança criadas para determinado ambiente de rede, incluindo to-
das as proteções habilitadas para acesso do Microsoft Edge.
78 SEGURANÇA NOS NAVEGADORES
78.1 NAVEGAÇÃO INPRIVATE (ANÔNIMA)
• A Navegação InPrivate (ou Navegação Anônima)
evita que o seu browser armazene dados da sua sessão
de navegação. Isso inclui cookies, arquivos de Internet
temporários, histórico e outros dados.
66
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• A Navegação InPrivate (Anônima) NÃO IMPEDE
QUE VOCÊ CONTINUE “MONITORÁVEL” DENTRO DA
REDE! A Navegação InPrivate (Anônima) impede que a
informação fique armazenada localmente em seu com-
putador. Somente os arquivos baixados durante sua na-
vegação (arquivos de downloads) e os sites adicionados
à lista de Favoritos (CTRL+D) NÃO são excluídos com a
Navegação Privativa ou Navegação Anônima.
• A Navegação Anônima (CTRL+SHIT+N) do Google
Chrome é equivalente ao InPrivate do Microsoft Edge ou
a Navegação Privativa do Mozilla Firefox...
Figura 103 - Mensagem de alerta
da Navegação Anônima no Google Chrome
78.2 TECLAS DE ATALHO
Figura 104 - Teclas de atalho para limpar o
histórico de navegação e ativar a navegação anônima
Questão 134. (___) (CESPE/CEBRASPE) A função InPrivate
permite navegar na Web sem deixar vestígios no Microsoft
Edge e impede que pessoas que usam o mesmo computador
vejam quais sítios foram visitados por outras pessoas e o que
elas procuraram na Web, mas não impede que o administrador
de rede ou um hacker descubram as páginas visitadas.
78.3 O QUE É O FILTRO DO SMARTSCREEN?
• O Filtro do SmartScreen é um recurso no Micro-
soft Edge que ajuda a detectar sites de phishing. O Filtro
do SmartScreen também pode ajudar a protegê-lo da
instalação de softwares mal-intencionados ou malwares,
que são programas que manifestam comportamento ile-
gal, viral, fraudulento ou mal-intencionado. Nos demais
navegadores este recurso é chamado de Filtro Anti-
Phishing.
79 NEGAÇÃO DE SERVIÇO (DENIAL OF SER-
VICE)
• Nos ataques de Negação de Serviço (DoS – Denial
of Service) o atacante utiliza um computador para tirar
de operação um serviço ou computador conectado à In-
ternet.
• Exemplos deste tipo de ataque são:
o Gerar uma grande sobrecarga no processa-
mento de dados de um computador, de modo
que o usuário não consiga utilizá-lo;
o Gerar um grande tráfego de dados para uma
rede, ocupando toda a banda disponível, de
modo que qualquer computador desta rede fi-
que indisponível;
o Tirar serviços importantes de um provedor do
ar, impossibilitando o acesso dos usuários a suas
caixas de correio no servidor de e-mail ou ao ser-
vidor Web.
79.1 O QUE É UM DDOS?
• DDoS (Distributed Denial of Service) constitui um
ataque de negação de serviço distribuído, ou seja, um
conjunto de computadores é utilizado para tirar de ope-
ração um ou mais serviços ou computadores conectados
à Internet.
• Normalmente estes ataques procuram ocupar
toda a banda disponível para o acesso a um computador
ou rede, causando grande lentidão ou até mesmo indis-
ponibilizando qualquer comunicação com este computa-
dor ou rede.
Observação 69: DDoS e Redes Zumbis... Em um ataque
distribuído de negação de serviço (DDoS), um computa-
dor mestre (denominado “Master”) pode ter sob seu co-
mando até milhares de computadores (“Zombies” - Zum-
bis). Repare que nestes casos, as tarefas de ataque de ne-
gação de serviço são distribuídas a um “exército” de má-
quinas escravizadas.
79.2 CAPTCHA
• O sistema CAPTCHA ou HIP pede para o usuário
interpretar e redigitar manualmente uma senha de nú-
meros e letras na página, impedindo que scripts e outros
métodos automáticos enviem uma determinada solicita-
ção de serviço. A interação com o cliente é importante
para evitar o envio de solicitações não autorizadas a um
sistema podendo gerar um DoS ou DDoS.
67
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 105 - Exemplos de CAPTCHA – “Você é um robô?”
80 FIREWALLS
• Os firewalls são dispositivos constituídos pela
combinação de software e hardware, utilizados para di-
vidir e controlar o acesso entre redes de computadores.
• Um tipo específico é o firewall pessoal, que é um
software ou programa utilizado para proteger um com-
putador contra acessos não autorizados vindos da Inter-
net a exemplo doWindows Defender que é uma ferra-
menta nativa do Sistema Operacional Windows.
• ATENÇÃO: Um firewall não é a mesma coisa que
um Antivírus.
• Um firewall é uma ferramenta que irá controlar
tudo que entra e tudo que sai do seu computador ou
rede local para uma outra rede ou para a Internet.
• Um firewall não protege, por exemplo...
o Contra vírus já instalados em seu computador;
o Contra vírus em unidades removíveis (ex.: pen
drives, cartões de memória e HDs Externos);
o Contra arquivos contaminados anexados por e-
mail.
Figura 106 - Requisitos necessários para considerarmos
um computador seguro
Questão 135. (___) (CESPE/CEBRASPE) Em um computador
com o Windows instalado, o firewall detecta e desativa os vírus
e worms que estejam contaminando o computador.
Questão 136. (___) (CESPE/CEBRASPE) Convém que todo o
tráfego da rede passe por firewall, uma vez que a eficácia da
segurança proporcionada por esse dispositivo será comprome-
tida caso existam rotas alternativas para acesso ao interior da
referida rede.
81 CÓPIAS DE SEGURANÇA (BACKUPS)
• Backup é a cópia de dados de um dispositivo de
armazenamento para outro de forma que possam ser
restaurados em caso da perda dos dados originais, o que
pode ocorrer com a exclusão acidental ou corrompi-
mento dos dados.
81.1 TÓPICOS IMPORTANTES SOBRE BACKUPS
• Cópia de segurança;
• Garantia da SALVAGUARDA física do backup;
• Restore – Ação de recuperação dos dados em caso
de sinistro com os arquivos originais;
• Principais extensões dos arquivos: “.bak” e
“.dat”;
• Mídias: DLT, DAT, LTO, SAN, NAS, STORAGE;
• Gera arquivos compactados;
• Gera arquivos criptografados;
• Principais tipos de backups:
o Normal, Total ou Completo
o Incremental vs. Diferencial
81.2 QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TIPOS DE BACKUPS?
• Normal: “limpa” os marcadores. Faz o backup de
arquivos e pastas selecionados. Agiliza o processo de res-
tauração, pois somente um backup será restaurado.
• Cópia: “não limpa” os marcadores. Faz o backup
de arquivos e pastas selecionados.
68
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
• Diário: “não limpa” os marcadores. Faz o backup
de arquivos e pastas selecionados que foram alterados
durante o dia.
• DIFERENCIAL: “não limpa” os marcadores. Um
backup diferencial copia arquivos criados ou alterados
desde o último backup normal ou incremental. Não
marca os arquivos como arquivos que passaram por
backup (o atributo de arquivo não é desmarcado). Se
você estiver executando uma combinação dos backups
normal e diferencial, a restauração de arquivos e pastas
exigirá o último backup normal e o último backup dife-
rencial.
Figura 107 - Backup do Tipo: DIFERENCIAL
• INCREMENTAL: “limpa” os marcadores. Um
backup incremental copia somente os arquivos criados
ou alterados desde o último backup normal ou incre-
mental e os marca como arquivos que passaram por
backup (o atributo de arquivo é desmarcado). Se você
utilizar uma combinação dos backups normal e incre-
mental, precisará do último conjunto de backup normal
e de todos os conjuntos de backups incrementais para
restaurar os dados.
Figura 108 - Backup do Tipo: INCREMENTAL
Questão 137. (___) (CESPE/CEBRASPE) O uso do becape em
nuvem para sistemas de armazenamento de imagens tem
como vantagem a salvaguarda das cópias em ambientes fisica-
mente seguros e geograficamente distantes.
Questão 138. (FCC) Em relação a backup ou cópia de segu-
rança, é correto afirmar?
A. A cópia de segurança é imprescindível para os documentos
gravados no computador, mas não para os programas residen-
tes no disco rígido, pois, em caso de ocorrência de problemas,
a reinstalação recuperará a última configuração de cada pro-
grama.
B. O disco que contém o sistema operacional é o local mais in-
dicado para guardar as cópias de segurança.
C. Backup é a cópia de segurança de um arquivo ou programa
em outro dispositivo de armazenagem (fita, disco, etc.), para
prevenir eventual acidente com o original.
D. Para arquivos que exijam criptografia, devido à sua confi-
dencialidade, é recomendável que a respectiva cópia de segu-
rança seja gravada em disquetes e estes sejam guardados em
local seguro.
E. Dependendo do tipo e tamanho do arquivo, o backup não é
necessário.
Questão 139. (FCC) Em relação aos tipos de backup, é correto
afirmar que o Backup Incremental
A. É uma cópia extraída diariamente, contendo todos os incre-
mentos que ocorreram no sistema operacional.
B. É uma cópia de segurança que incrementa todas as inclu-
sões e alterações de programas e configurações.
C. É a cópia de segurança na qual são copiados somente os ar-
quivos alterados depois do último backup.
D. Copia todos os arquivos do sistema operacional, assina-
lando aqueles que foram alterados.
E. É programado para ser executado sempre que houver alte-
ração nos dados armazenados.
69
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
82 CRIPTOGRAFIA
• CRIPTO = ocultar, esconder
• GRAFIA = escrever
DICA 01: Em toda questão de Criptografia de Chaves Pú-
blica e Privada a mensagem SEMPRE será codificada atra-
vés da Chave Pública do Destinatário e “quebrada” através
da Chave Privada deste mesmo Destinatário.
DICA 02: Nas questões de Assinatura Digital a mensagem
SEMPRE será codificada através da Chave Privada do Reme-
tente. Característica esta que garante a Autenticidade e o
Não-Repúdio do ato ou informação.
• Criptografia é a ciência e arte de escrever mensa-
gens em forma cifrada ou em código. É parte de um
campo de estudos que trata das comunicações secretas,
usadas, dentre outras finalidades, para:
o Autenticar a identidade de usuários;
o Autenticar e proteger o sigilo de comunicações
pessoais e de transações comerciais e bancárias;
o Proteger a integridade de transferências eletrô-
nicas de fundos.
• Atualmente, os métodos criptográficos podem
ser subdivididos em duas grandes categorias, de acordo
com o tipo de chave utilizada: a criptografia de chave
única e a criptografia de chave pública e privada.
Figura 109 - Tipos de Criptografia
82.1 CRIPTOGRAFIA DE CHAVE ÚNICA
Figura 110 - Esquema de Criptografia Simétrica
• A criptografia de chave única utiliza a mesma
chave tanto para codificar quanto para decodificar men-
sagens. Apesar deste método ser bastante eficiente em
relação ao tempo de processamento, ou seja, o tempo
gasto para codificar e decodificar mensagens, tem como
principal desvantagem a necessidade de utilização de um
meio seguro para que a chave possa ser compartilhada
entre pessoas ou entidades que desejem trocar informa-
ções criptografadas.
82.2 CRIPTOGRAFIA DE CHAVES PÚBLICA E PRIVADA
Figura 111 - Esquema de Criptografia Assimétrica
• A criptografia de chaves pública e privada utiliza
duas chaves distintas, uma para codificar e outra para de-
codificar mensagens. Neste método cada pessoa ou en-
tidade mantém duas chaves: uma pública, que pode ser
divulgada livremente, e outra privada, que deve ser man-
tida em segredo pelo seu dono. As mensagens codifica-
das com a chave pública só podem ser decodificadas com
a chave privada correspondente.
• Seja o exemplo, onde José e Maria querem se co-
municar de maneira sigilosa. Então, eles terão que reali-
zar os seguintes procedimentos:
1. José codifica uma mensagem utilizando a chave
pública de Maria, que está disponível para o uso de qual-
quer pessoa;
2. Depois de criptografada, José envia a mensagem
para Maria, através da Internet;
3. Maria recebe e decodifica a mensagem, utili-
zando sua chave privada, que é apenas de seu conheci-
mento;
4. Se Maria quiser responder à mensagem, deverá
realizar o mesmo procedimento, mas utilizando a chave
pública de José.
Questão 140. (FCC) Apesar de este método ter o desempenhobem inferior em relação ao tempo de processamento, quando
comparado ao método de criptografia de chave única, apre-
senta como principal vantagem a livre distribuição de chaves
públicas, não necessitando de um meio seguro para que chaves
70
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
sejam combinadas antecipadamente. Além disso, pode ser uti-
lizado na geração de Assinaturas Digitais. Uma mensagem envi-
ada de X para Y é criptografada e decriptografada, respectiva-
mente, pelas chaves?
A. Pública de Y (que X conhece) e privada de Y.
B. Pública de Y (que X conhece) e privada de X.
C. Privada de X (que Y conhece) e privada de Y.
D. Privada de X (que Y conhece) e pública de X.
E. Privada de Y (que X conhece) e pública de X.
Questão 141. (FCC) Em determinada instituição, João envia
uma mensagem criptografada para Antônio, utilizando cripto-
grafia assimétrica. Para codificar o texto da mensagem, João
usa
A. a chave privada de Antônio. Para Antônio decodificar a
mensagem que recebeu de João, ele terá que usar sua chave
privada. Cada um conhece apenas sua própria chave privada.
B. a chave pública de Antônio. Para Antônio decodificar a men-
sagem que recebeu de João, ele terá que usar a chave privada,
relacionada à chave pública usada no processo por João. So-
mente Antônio conhece a chave privada.
C. a chave pública de Antônio. Para Antônio decodificar a men-
sagem que recebeu de João, ele terá que usar a chave privada,
relacionada à chave pública usada no processo por João. Am-
bos conhecem a chave privada.
D. a chave privada de Antônio. Para Antônio decodificar a
mensagem que recebeu de João, ele terá que usar a chave pú-
blica, relacionada à chave privada usada no processo por João.
Ambos conhecem a chave privada.
E. sua chave privada. Para Antônio decodificar a mensagem
que recebeu de João, ele terá que usar sua chave pública. So-
mente João conhece a chave privada.
83 HASH
• Uma função de resumo é um método criptográ-
fico que, quando aplicado sobre uma informação, inde-
pendentemente do tamanho que ela tenha, gera um re-
sultado único e de tamanho fixo, chamado hash.
• Você pode utilizar hash para:
o Verificar a integridade de um arquivo armaze-
nado em seu computador ou em seus backups;
o Verificar a integridade de um arquivo obtido da
Internet (alguns sites, além do arquivo em si,
também disponibilizam o hash correspondente,
para que você possa verificar se o arquivo foi
corretamente transmitido e gravado);
o Gerar assinaturas digitais.
• Para verificar a integridade de um arquivo, por
exemplo, você pode calcular o hash dele e, quando julgar
necessário, gerar novamente este valor. Se os dois has-
hes forem iguais então você pode concluir que o arquivo
não foi alterado. Caso contrário, este pode ser um forte
indício de que o arquivo esteja corrompido ou que foi
modificado.
Figura 112 - Exemplo da aplicação da função Hash
84 ASSINATURA DIGITAL
Figura 113 - Assinatura Digital
Observação 70: Níveis de uma Assinatura Digital...
• 1º Nível: “algo que você saiba...”
o Senha
• 2º Nível: “algo que você tenha...”
o Token ou Smart Card
• 3º Nível: “algo que você é...”
o Biometria (Digitais, Íris dos Olhos, Fala, Face)
• Se José quiser enviar uma mensagem assinada
para Maria, ele codificará a mensagem com sua Chave
Privada. Neste processo será gerada uma Assinatura Di-
gital, que será adicionada à mensagem enviada para Ma-
ria. Ao receber a mensagem, Maria utilizará a Chave Pú-
blica de José para decodificar a mensagem. Neste pro-
cesso será gerada uma segunda Assinatura Digital, que
será comparada à primeira. Se as assinaturas forem idên-
ticas, Maria terá certeza que o remetente da mensagem
foi o José e que a mensagem não foi modificada.
• É importante ressaltar que a segurança do mé-
todo baseia-se no fato de que a Chave Privada é conhe-
cida apenas pelo seu dono. Também é importante ressal-
tar que o fato de assinar uma mensagem não significa ge-
rar uma mensagem sigilosa. Para o exemplo anterior, se
José quisesse assinar a mensagem e ter certeza de que
apenas Maria teria acesso a seu conteúdo, seria preciso
codificá-la com a Chave Pública de Maria, depois de as-
siná-la.
71
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Figura 114 - Propriedades de uma Assinatura Digital
Questão 142. (FCC) Uma assinatura digital é um recurso de se-
gurança cujo objetivo é?
A. Identificar um usuário apenas por meio de uma senha.
B. Identificar um usuário por meio de uma senha, associada a
um token.
C. Garantir a autenticidade de um documento.
D. Criptografar um documento assinado eletronicamente.
E. Ser a versão eletrônica de uma cédula de identidade.
Questão 143. (___) (CESPE/CEBRASPE) Quando um docu-
mento assinado digitalmente sofre algum tipo de alteração, au-
tomaticamente a assinatura digital vinculada ao documento
torna-se inválida.
Questão 144. (FCC) Na Secretaria da Fazenda do Estado do Pi-
auí a assinatura digital permite comprovar que uma informação
foi realmente gerada por quem diz tê-la gerado e que ela não
foi alterada. Isto equivale a afirmar, respectivamente, que é
possível comprovar que uma informação
A. é autêntica e confidencial.
B. é autêntica e está íntegra.
C. não pode ser repudiada e é autêntica.
D. não pode ser repudiada e é confidencial.
E. é privada e está sempre disponível.
85 AUTENTICIDADE E NÃO-REPÚDIO
• Autenticidade: é a garantia de que os dados for-
necidos são verdadeiros ou que o usuário é o usuário le-
gítimo.
• Não Repúdio: é a garantia de que uma pessoa não
consiga negar um ato ou documento de sua autoria. Essa
garantia é condição necessária para a validade jurídica de
documentos e transações digitais. Só se pode garantir o
não-repúdio quando houver Autenticidade e Integridade
(ou seja, quando for possível determinar quem mandou
a mensagem e quando for possível garantir que a mensa-
gem não foi alterada).
86 CERTIFICADO DIGITAL
• O Certificado Digital é um arquivo eletrônico que
contém dados de uma pessoa ou instituição, utilizados
para comprovar sua identidade. Este arquivo pode estar
armazenado em um computador ou em outra mídia,
como um token ou smart card.
• Exemplos semelhantes a um certificado digital são
o CNPJ, RG, CPF e carteira de habilitação de uma pessoa.
Cada um deles contém um conjunto de informações que
identificam a instituição ou pessoa e a autoridade (para
estes exemplos, órgãos públicos) que garante sua vali-
dade.
• Algumas das principais informações encontradas
em um certificado digital são:
o Dados que identificam o dono (nome, número
de identificação, estado, etc.);
o Nome da Autoridade Certificadora (AC) que
emitiu o certificado;
o O número de série e o período de validade do
certificado;
o A Assinatura Digital da AC.
• O objetivo da Assinatura Digital no Certificado é in-
dicar que uma outra entidade (a Autoridade Certifica-
dora) garante a veracidade das informações nele conti-
das.
Figura 115 - Conteúdo de um Certificado Digital
86.1 AUTORIDADES CERTIFICADORAS
• Autoridade Certificadora (AC) é a entidade res-
ponsável por emitir Certificados Digitais. Estes certifica-
dos podem ser emitidos para diversos tipos de entida-
des, tais como: pessoa, computador, departamento de
uma instituição, instituição, etc.
• Os Certificados Digitais possuem uma forma de as-
sinatura eletrônica da AC que o emitiu. Graças à sua ido-
neidade, a AC é normalmente reconhecida por todos
como confiável, fazendo o papel de “Cartório Eletrô-
nico”.
72
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Questão 145. (FGV) Uma das aplicações da certificação digital
é a realização da verificação de integridade de documentos por
meio da utilização de criptografia no resultado de uma função
de resumo (hash) aplicada ao documento. Qual informação,
contida em um certificadodigital, é utilizada nesse tipo de veri-
ficação?
A. Chave de criptografia privada.
B. Chave de criptografia pública.
C. Chave de criptografia simétrica.
D. Nome do programa de verificação utilizado.
E. Assinatura digital do certificado.
Observação 71: Sobre a questão acima: O certificado digi-
tal identifica uma empresa ou site que está emitindo uma
informação. Para a verificação da validade de um certifi-
cado, é usada a chave de criptografia pública. A chave de
criptografia privada é usada para verificação de uma assi-
natura digital.
87 GABARITO – MÓDULO IV – MALWARES & SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
111. D 121. Errado 131. Certo 141. B
112. A 122. Certo 132. Errado 142. C
113. Certo 123. Errado 133. Errado 143. Certo
114. Errado 124. Errado 134. Certo 144. B
115. D 125. Errado 135. Errado 145. B
116. E 126. D 136. Certo
117. C 127. Errado 137. Certo
118. Errado 128. D 138. C
119. Errado 129. B 139. C
120. Errado 130. C 140. A
Bons ESTUDOS!!!
prof. JOSÉ ROBERTO COSTA (informática)
Instagram: @prof.joseroberto74 | Cel.: (79) 9 9981.6870
acessem ao site: www.professorjoseroberto.com.br
“Hay que endurecer-se, mas pero que sin perder la ternura jamás!” (Che Guevara)
73
http://www.professorjoseroberto.com.br/
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Capítulo V - Informática para GABARITAR
Planilhas Eletrônicas
MS-Excel & LibreOffice CALC
88 EXTENSÕES DE ARQUIVOS (SALVAR COMO...)
Figura 116 - Compatibilidade: Arquivos criados
em um aplicativo poderá ser aberto e editado no outro
Questão 146. (___) (CESPE/CEBRASPE) Devido a sua extensão
ODS, planilhas do LibreOffice CALC poderão ser abertas apenas
em computadores que operem com Sistema Operacional LI-
NUX.
Questão 147. (FGV) Carlos pretende carregar numa planilha
no LibreOffice Calc os dados dos contatos registrados em seu
e-mail. Depois de investigar como obter e gravar esses dados
num arquivo, Carlos descobriu que poderia optar por diferentes
formatos de gravação. Um formato que torna muito fácil a pos-
terior importação de dados pelas planilhas é conhecido como:
A. .csv D. .docx
B. .html E. .pdf
C. .pptx
Questão 148. (IBFC) Ao receber, por e-mail, um arquivo com o
nome “resumo.xlsx” pode-se abrir esse arquivo, por padrão,
com os aplicativos:
A. Microsoft Office Excel e também com o LibreOffice CALC.
B. Microsoft Office Math e também com o LibreOffice CALC.
C. Microsoft Office Excel e também com o LibreOffice Math.
D. Microsoft Office PowerPoint e também com o LibreOffice
Math.
E. Microsoft Office CALC e também com o LibreOffice Excel.
89 ESTRUTURA DE UMA PLANILHA
Figura 117 - Linhas nomeadas por Números no sentido Horizontal
e Colunas nomeadas por Letras no sentido Vertical
Questão 149. (___) (CESPE/CEBRASPE) Considerando uma
planilha eletrônica elaborada no Microsoft Excel 2016 (padrão
Português-Brasil), podemos afirmar que a célula localizada na
coluna de número 27 e linha 7 é nomeada por AA7.
90 COMO INICIAR A DIGITAÇÃO DE FÓRMULAS
Figura 118 - Preencha quais itens são possíveis no Excel e no CALC
Questão 150. (___) (CESPE/CEBRASPE) No Excel, uma célula
de resultado, também conhecida como célula de absorção,
pode ser preenchida com conteúdo antecedido dos seguintes
sinais: = (igual), @ (arroba), + (mais) ou – (menos).
Questão 151. (___) (CESPE/CEBRASPE) No LibreOffice CALC,
as fórmulas sempre devem ser digitadas começando com o si-
nal de “=”.
74
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
91 OPERADORES ARITMÉTICOS - MICROSOFT EXCEL E LIBREOFFICE CALC
Figura 119 - Principais Operadores Aritméticos
Observação 72: Sobre fórmulas e funções no Excel e Calc...
1. Os aplicativos Excel e CALC NÃO DIFERENCIAM LETRAS MAIÚSCULAS DE LETRAS MINÚSCULAS, ou seja:
=A1+B9, ou =a1+b9, ou =A1+b9, ou =a1+B9 são fórmulas totalmente equivalentes no Excel e no CALC, assim
como: =POTÊNCIA(a4;b2) ou =potência(A4;B2) também são equivalentes.
2. Todas as funções deverão ser digitadas com base no idioma PORTUGUÊS.
3. Respeitem a SINTAXE da função. Existe apenas uma única maneira de cada função/fórmula ser escrita de forma
correta para que não gere nenhum código de erro por parte da aplicação (Excel ou CALC).
4. Desconfiem se a função estiver escrita de forma ABREVIADA. Existem funções abreviadas (ex: ABS, MULT,
CONT.NÚM), porém a maioria das funções do Excel e CALC devem ser escritas por extenso. O correto é =PO-
TÊNCIA(2;3) e não =POT(2;3).
5. Os acentos dos nomes das funções (quando existirem, exemplo: POTÊNCIA, MÁXIMO, MÉDIA, ...) são de escrita
OPCIONAL no Excel, porém os acentos são OBRIGATÓRIOS no CALC. Exemplo...
a. No Excel: =POTÊNCIA(2;3) → 8
=POTENCIA(2;3) → 8
b. No CALC: =POTÊNCIA(2;3) → 8
=POTENCIA(2;3) → #NOME? (código de erro apresentado pelo CALC: IMPOSSÍVEL IDENTIFICAR
O NOME DE FUNÇÃO DIGITADO NESTA FÓRMULA!)
92 OUTRAS FUNÇÕES MATEMÁTICAS
Observação 73: Raiz de um Índice Qualquer...
Para calcular a raiz cúbica ou uma raiz de um índice qual-
quer você deve fazer como nos exemplos abaixo:
• √8
3
no Excel ou CALC... =8^(1/3)
• √32
5
no Excel ou CALC... =32^(1/5)
• √163
4
no Excel ou CALC... =16^(3/4)
75
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
93 PRECEDÊNCIA DE OPERADORES
Ordem de Execução Operação
1º ( ... )
2º %
3º ^
4º * e /
5º + e –
Observação 74: No Excel ou CALC utilizamos diversos pa-
rênteses um dentro do outro, sendo que nesta situação o
cálculo deverá ocorrer, obrigatoriamente, do parêntese
mais interno para o mais externo. Símbolos como os “[ ...
]” (colchetes) e as “{ ... }” (chaves) possuem outras fun-
ções dentro do Excel e do CALC.
Questão 152. (IBFC) Ao digitar uma fórmula de cálculo em pla-
nilhas eletrônicas, NÃO se usa o sinal matemático?
A. + para operação de soma.
B. – para a operação de subtração.
C. x para a operação de multiplicação.
D. / para a operação de divisão.
E. ^ para a operação de exponenciação.
Questão 153. (FCC) Ao realizar um cálculo no Excel, o usuário
escreveu, em uma célula, a fórmula representada pela seguinte
hipótese: =FUNÇÃO(81). Com isto obteve o resultado 9. Desta
forma, a FUNÇÃO representada na hipótese foi?
A. MULT D. RAIZ
B. EXP E. POTÊNCIA
C. MOD
Questão 154. (IBFC) O LibreOffice CALC tem recursos para a
realização de operações matemáticas. Em uma expressão,
onde só aparecem os operadores de exponenciação, soma e
multiplicação, a prioridade a ser respeitada na sequência de
execução das operações correspondentes é dada pela seguinte
ordem:
A. exponenciação, soma e multiplicação
B. exponenciação, multiplicação e soma
C. soma, multiplicação e exponenciação
D. multiplicação, soma e exponenciação
E. multiplicação, exponenciação e soma
94 OPERAÇÕES ARITMÉTICAS (EXEMPLOS)
A B Fórmulas (Equações) Resp.
1 12 10 a) =A1-B5
2 4 8 b) =B4*(B6-A6)-A3
3 3 25 c) =B4*B6-A6-A3
4 30 10 d) =A1/A8
5 15 15 e) =A2*A3/A1
6 18 21 f) =B8^A8
7 5 7 g) =POTÊNCIA(A3;A8)
8 2 5 h) =POTÊNCIA(A3;3)
i) =RAIZ(B3)
j) =4*A2-A3^A8
k) =POTÊNCIA(A8;RAIZ(B2+1))
l) =RAIZ(B3)*POTÊNCIA(A8;A8)
m) =(B4+B1*(B6-A6))-A4-10
n) =B1+A4*30%
Questão 155. (AOCP) Considerando o MS-EXCEL 2013, versão
português, e a planilha a seguir, assinale a alternativa que apre-
senta o valor correto que será exibido após a execução da se-
guinte fórmula: =B2*C1+B3
A. 0 B. 3 C. 5 D. 10 E. 15
Questão 156. (FCC) Observe a planilha a seguir, sendo editada
por meio do LibreOffice CALC 4.0, em sua configuração padrão.
Assinale a alternativa que contém o resultado que será exibido
na célula A4, após ser preenchida com a fórmula =A3+B1^B2*A1-
(C1+C3)
A. 55 B. 63 C. 47 D. 85 E. 77
76
INFORMÁTICA
JOSÉROBERTO
95 CONCATENAÇÃO (&)
Considerando a tabela abaixo, temos que:
Questão 157. (FUNRIO) Considerando a tabela abaixo, ao ser
inserida a função =CONCATENAR(A1;B1;C3) na célula C5, o valor
obtido será igual a:
A. 4 B. 5 C. 24 D. 33 E. 122
Questão 158. (FCC) Em relação à planilha eletrônica Excel,
considere os valores e células abaixo.
• célula A1 = 40
• célula C5 = 30
• célula E6 = 4030
A função/fórmula utilizada na célula E6 que resultou no valor
4030 foi
A. soma("A1"+"C5") D. =unir("A1"+"C5")
B. =unir(A1+C5) E. =soma(A1:C5)
C. =concatenar(A1;C5)
Questão 159. (FCC) A planilha a seguir foi criada no Microsoft
Excel 2016, em português.
Na célula D2 foi utilizada uma operação para agrupar o conte-
údo da célula B2 com o caractere @ (arroba) e com o conteúdo
da célula C2. Em seguida a operação foi arrastada até a célula
D4. A operação digitada foi
A. =CONC(B2&"@"&C2) D. =SOMA(B2+"@"+C2)
B. =B2&"@"&C2 E. =B2+"@"+C2
C. =B2$"@"$C2
96 EXEMPLOS DE INTERVALOS
• A1;A4
A B C D E
1 A1
2
3
4 A4
5
- Células: A1 e A4 (somente A1 e A4)
• A1:A4
A B C D E
1 A1
2 A2
3 A3
4 A4
5
- Células: A1; A2; A3 e A4 (de A1 até A4)
• A1:D1
A B C D E
1 A1 B1 C1 D1
2
3
4
5
- Células: A1; B1; C1 e D1 (de A1 até D1)
• A1:D4
A B C D E
1 A1 B1 C1 D1
2 A2 B2 C2 D2
3 A3 B3 C3 D3
4 A4 B4 C4 D4
5
- Células: A1; A2; A3; A4; B1; B2; B3; B4; C1; C2; C3; C4;
D1; D2; D3 e D4 (de A1 até D4)
Observação 75: Responda: Quantas células existem nos
intervalos (A1:C3) e (D4:G9)?
77
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
97 FUNÇÕES BÁSICAS
• Sintaxe: =NOMEDAFUNÇÃO(intervalo)
Exemplos:
=SOMA(intervalo)
Calcula a soma dos valores de um intervalo.
=MÉDIA(intervalo)
Calcula a média dos valores de um intervalo.
=MULT(intervalo)
Calcula o produto dos valores de um intervalo.
=MÍNIMO(intervalo)
Retorna o menor valor de um intervalo
=MÁXIMO(intervalo)
Retorna o maior valor de um intervalo
A B
1 Teclado
2 Janeiro 30
3 Fevereiro 25
4 Março 35
5 Abril 25
6 Maio 45
7 B7
• Com base na “Tabela Exemplo” apresentada
acima, se digitarmos em B7...
1 =SOMA(B2:B6) Resp.: 160
2 =SOMA(B2;B6) Resp.: 75
3 =SOMA(B2+B6) Resp.: 75
4 =SOMA(B2:B4;B6) Resp.: 135
5 =SOMA(B2..B6) Resp.: 160 (apenas no Excel)
6 =MÉDIA(B2:B6) Resp.: 32
7 =MÉDIA(B2;B6) Resp.: 37,5
• Ou seja,
A1:A4 A1;A4 A1..A4
no Excel intervalo A1 e A4 intervalo
No CALC intervalo A1 e A4 ERRO!
Questão 160. (___) (CESPE/CEBRASPE) Se, em uma célula em
branco de uma planilha do LibreOffice CALC semelhante à mos-
trada abaixo, for inserida a fórmula:
=(SOMA(A1:B2)+SOMA(A1;B2))
o resultado obtido será 15.
Questão 161. (IBFC) Utilizando-se do Microsoft Excel, consi-
derando que é necessário fazer uma soma da sequência numé-
rica 92+14+37 deve-se fazer a operação?
A. = 92+25+37 D. =SOMA(92;14;37)
B. =Soma(92.14.37)= E. (SOMA) = 92+14+37
C. (SOMA = 92+14+37)
Questão 162. (FCC) Em uma planilha editada no Microsoft Ex-
cel 2016 temos, nas células F4, F5, F6 e F7, valores que represen-
tam a quantidade de venda de um determinado produto nos
quatro primeiros meses do ano de 2016. Precisamos obter o so-
matório desses valores. Assinale a alternativa que apresenta a
fórmula correta para obter o resultado pretendido.
A. F4+F5+F6+F7 D. =F4+F5+F6+F7
B. (F4+F5+F6+F7) E. =F4:F7
C. =(F4:F7)
98 FUNÇÕES HOJE E AGORA
Questão 163. (FGV) A função =HOJE( )–1 resultaria:
A. No valor –1 D. No próximo ano
B. Na data de ontem E. No mês passado
C. No ano passado
Questão 164. (___) (CESPE/CEBRASPE) Supondo-se que a
data corrente seja 10/06/2001 e que se coloque a expressão
=HOJE()+10 em célula de uma planilha do Excel, obtém-se como
resultado 19/06/2001.
Questão 165. (FCC) No Libre Office CALC, a função que re-
torna a data e hora atual do computador é chamada:
A. Hora.Atual () D. Agora ()
B. Data.Hora () E. Tempo ()
C. Horário ()
78
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
99 FUNÇÃO MÉDIA
Função
É Média
(Sim/Não)?
01. =A1+A2+A3+A4/4 ( ___ )
02. =(A1+A2+A3+A4)/4 ( ___ )
03. =MÉDIA(A1:A4) ( ___ )
04. =MÉDIA(A1:A4)/4 ( ___ )
05. =MÉDIA(A1;A4) ( ___ )
06. =MÉDIA(A1;A4)/2 ( ___ )
07. =SOMA(A1:A4)/4 ( ___ )
08. =MÉDIA(A1;A2;A3;A4) ( ___ )
09. =MÉDIA(A1+A2+A3+A4) ( ___ )
10. =SOMA(A1:A4)/CONT.NÚM(A1:A4) ( ___ )
99.1 MAIS UM POUQUINHO DA FUNÇÃO =MÉDIA(INTER-
VALO)
COL. A COL. B COL. C COL. D
1 40 40 40 40
2 10 0 Casa
3 20 20 20 20
4 30 30 30 30
5 A5 = ??? B5 = ??? C5 = ??? D5 = ???
Se digitarmos em ..., quais serão os valores obtidos???
Célula Se digitarmos... Temos que...
A5 =MÉDIA(A1:A4)
B5 =MÉDIA(B1:B4)
C5 =MÉDIA(C1:C4)
D5 =MÉDIA(D1:D4)
100 DIFERENÇA ENTRE A FUNÇÃO MÉDIA E MED
Situação hipotética: Fábio, servidor do INSS, recebeu a listagem
dos cinco últimos rendimentos de um pensionista e, para que
fosse calculada a média desses rendimentos, ele inseriu os dados
no LibreOffice CALC, conforme planilha mostrada abaixo.
Questão 166. (___) (CESPE/CEBRASPE) Assertiva: Nessa situa-
ção, por meio da fórmula =MED(A1:A5;5), inserida na célula A6,
Fábio poderá determinar corretamente a média desejada.
Questão 167. (___) (CESPE/CEBRASPE) Tanto no Microsoft
Excel quanto no LibreOffice CALC, o uso da fórmula =MÉ-
DIA(A1;A20) resulta na média aritmética dos conteúdos numé-
ricos de todas as células entre A1 e A20.
Questão 168. (IBFC) Observe a planilha a seguir, sendo edi-
tada por meio do MS-Excel 2016, em sua configuração padrão.
Assinale a alternativa que contém o resultado que será exibido
na célula A4, após ser preenchida com a fórmula =MÉ-
DIA(A1:A3;6)
A. 1 B. 2 C. 3 D. 4 E. 5
Questão 169. (FCC) No Microsoft Excel, para se calcular a mé-
dia Aritmética de vários números, localizados da célula B2 à cé-
lula B7, o usuário poderá utilizar as seguintes fórmulas, exceto:
79
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
A. =SOMA(B2:B7)/6 D. =(B2+B3+B4+B5+B6+B7)/6
B. =MÉDIA(B2:B7)/6 E. =MÉDIA(B2:B7)
C. =MÉDIA(B2;B3;B4;B5;B6;B7)
Questão 170. (FGV) Considere a figura a seguir, extraída do
Microsoft Office Excel 2016 (versão em português e configura-
ção padrão do fabricante).
Considerando que na célula D5 o usuário digita a fórmula =MÉ-
DIA(SOMA(A1:C1);A3–A2;SOMA(B1:B4);C4+C3–C1), o valor re-
sultante nesta célula será de:
A. 4 B. 4,25 C. 5,25 D. 5 E. 6
101 FUNÇÕES MÍNIMO, MÁXIMO, MENOR E MAIOR
• =MÍNIMO(intervalo(s))
Retorna o menor número da lista de valores cita-
dos no intervalo.
• =MÁXIMO(intervalo(s))
Retorna o maior número da lista de valores cita-
dos no intervalo.
• =MENOR(intervalo;posição)
Retorna valores com uma posição específica rela-
tiva em um conjunto de dados a partir do menor
valor deste intervalo.
• =MAIOR(intervalo;posição)
Retorna valores com uma posição específica rela-
tiva em um conjunto de dados a partir do maior
valor deste intervalo.
A B
1 45 90
2 75 30
3 25 110
4 10 40
5 70 15
6 140 125
7 80 65
8 35 50
• Com base na “Tabela Exemplo” apresentada
acima ..., quais serão os valores obtidos abaixo???
a) =MÍNIMO(A1:A8) Resp.: ________
b) =MÍNIMO(A1;A8) Resp.: ________
c) =MÁXIMO(A1:B8) Resp.: ________
d) =MÁXIMO(A1;B8) Resp.: ________
e) =MÁXIMO(A1:B5) Resp.: ________
f) =MENOR(A1:A8;1) Resp.: ________
g) =MENOR(A1:A8;3) Resp.: ________
h) =MAIOR(A1:B5;1) Resp.: ________
i) =MAIOR(A1:A8;8) Resp.: ________
j) =MÍNIMO(A1:A8;5) Resp.: ________
l) =MÁXIMO(A1:A8;90;120;100) Resp.: ________
Questão 171. (IBFC) Observe a planilha seguinte, sendo edi-
tada por meio do LibreOffice CALC 4.2.2, emsua configuração
padrão.
Assinale a alternativa que contém o resultado da célula A4 após
ser preenchida com a fórmula
=MÉDIA(MAIOR(A1:C3;2);MENOR(A1:C3;2))
A. 1 B. 3 C. 5 D. 7 E. 9
Questão 172. (FCC) No Microsoft Excel, as seguintes células
estão preenchidas: A1=10, A2=20, A3=40, A4=50 e A5=30. Qual o
resultado da fórmula seguinte: =MÉDIA(A1:A5)–MÁ-
XIMO(A1;A5)
A. 0 B. -20 C. -30 D. 20 E. 10
Questão 173. (FGV) Cinco células de uma planilha Microsoft
Office Excel possuem os seguintes valores: A1=1000; A2=800;
A3=800; A4=100; A5=100. Qual o resultado da fórmula
=MAIOR(A1:A5;3)
A. 1000 B. 800 C. 100 D. ERRO E. 2
80
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
102 OPERADORES LÓGICOS
103 TABELA VERDADE
Questão 174. (___) (CESPE/CEBRASPE) O aplicativo em ques-
tão oferece um conjunto de funções, incluindo funções lógicas,
estatísticas e financeiras, para possibilitar a inserção de fórmu-
las que executem cálculos complexos em seus dados. Conside-
rando que, nesse aplicativo, a função lógica E retorna o valor
VERDADEIRO se todos os argumentos forem verdadeiros, ou
retorna o valor FALSO se um dos elementos for falso, é correto
afirmar que a fórmula =E(12<13;14>12;7<6) retornará o valor
FALSO.
104 CONTADORES
• =CONT.NÚM(intervalo)
A função CONT.NÚM conta o número de células
que contêm números.
• =CONT.VALORES(intervalo)
A função CONT.VALORES conta o número de célu-
las que não estão vazias em um intervalo.
• =CONTAR.VAZIO(intervalo)
A função CONTAR.VAZIO conta o número de célu-
las que estão vazias em um intervalo.
• =CONT.SE(intervalo;condição)
A função CONT.SE é usada para contar o número
de células que atendem a um determinado critério
ou condição.
• Considerando a tabela abaixo...
A B
1 12.450 350
2 0 a
3 Casa 12,25
4 40 -100
5 b
6 14.75
7 75 Sucesso
8 35,5
9 50
• Temos que:
=CONT.NÚM(A1:B9) retorna o valor: ____
=CONT.VALORES(A1:B9) retorna o valor: ____
=CONTAR.VAZIO(A1:B9) retorna o valor: ____
=CONT.SE(A1:B9;“<50”) retorna o valor: ____
=CONT.SE(A1:B9;“<=50”) retorna o valor: ____
Questão 175. (FGV) Com base na imagem acima, caso a fun-
ção =CONT.NÚM(B2:D4) seja inserida na Célula D5, o valor apre-
sentado nessa Célula será:
A. 3 B. 9 C. 150 D. 260 E. 690
Questão 176. (IBFC) Observe a seguinte figura, que ilustra
uma planilha eletrônica elaborada no Microsoft Excel 2016.
O resultado da fórmula =CONT.NÚM(B2:B4) é:
A. 2 B. 3 C. 5 D. 10 E. 17
81
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
105 FUNÇÃO CONDICIONAL (SE)
• Use a função SE, uma das principais funções lógicas, para retornar um valor se uma condição for verdadeira e
um outro valor se esta mesma condição for falsa.
• Sintaxe: =SE(teste_lógico; valor_se_verdadeiro; valor_se_falso)
• Por exemplo:
o =SE(A2>B2;“Acima do orçamento”;“OK”)
o =SE(A4=500;B4-A4;“”)
Nome do argumento Descrição
teste_lógico A condição que você deseja testar.
valor_se_verdadeiro O valor que você deseja retornar se o resultado do teste_lógico for VERDADEIRO.
valor_se_falso (opcional) O valor que você deseja retornar se o resultado do teste_lógico for FALSO.
105.1 EXEMPLOS COM A FUNÇÃO CONDICIONAL (SE)
• Considerando os valores da tabela acima, deter-
mine as respostas das funções condicionais apresenta-
das abaixo...
Ex1: =SE(A1<A2;“Aprovado”;“Reprovado”)
Resp: _________________________
Ex2: =SE(A1=A2;“Aprovado”;“Reprovado”)
Resp: _________________________
Ex3: =SE(A1=A2;100;200)
Resp: _________________________
Ex4: =SE(A1=A1;SOMA(A1:B2);200)
Resp: _________________________
Ex5: =SE(A1<>B1;“SOMA(A1:B2)”;200)
Resp: _________________________
Ex6: =SE(SOMA(A1:A2)>=B1;“Aprovado”;“Reprovado”)
Resp: _________________________
Questão 177. (FCC) Utilizando a planilha eletrônica Microsoft
Office Excel 2016, instalação padrão, português Brasil, qual o re-
sultado da função abaixo considerando os valores: A1 = 50, B1 =
20 e C1 = 30?
=SE(C1 >= A1; SOMA(B1:C1); SOMA(A1:C1))
A. 50 B. 100 C. 20 D. 30 E. 80
Questão 178. (FGV) No Excel ou CALC, uma planilha apresenta
os seguintes dados: A1 = 2, B1 = 3, C1 = 4. A célula D1 tem a se-
guinte fórmula:
=SE (B1*A1-5>0;C1-B1*A1;(C1-A1)^A1+B1*C1+A1)
O valor da célula D1 é:
A. positivo, ímpar e menor que 10.
B. positivo, ímpar e maior que 10.
C. negativo.
D. positivo, par e menor que 10.
E. positivo, par e maior que 10.
Pedro tem em uma planilha no Excel uma célula com a fórmula:
=SE(B6>=C6;SE(B6>=D6;B6;D6);SE(C6>=D6;C6;D6))
Questão 179. (___) (CESPE/CEBRASPE) Caso os valores pre-
sentes em B6, C6 e D6 sejam respectivamente: 3 (três), 5
(cinco) e 2 (dois) o valor apresentado como resultado desta
função será 5.
Questão 180. (FCC) João criou a seguinte planilha no pro-
grama LibreOffice CALC, versão 5.2. Após ter criado a planilha,
ele selecionou a célula C1 e digitou a seguinte fórmula:
=SE(Máximo(A1:A5)>Máximo(A1:B5);Soma(A1:B5);Soma(A1:B3))
Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta correta-
mente valor exibido na célula C1.
A. 12 B. 10 C. 24 D. 23 E. 36
Questão 181. (FGV) Quando escrevemos a função =SE(A7-
A8>10; “Apto”; “Inapto”) e temos em A7 o valor 35, qual deve
ser o maior valor em A8 para que a resposta desta função seja
Apto?
82
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
A. 23 B. 25 C. 35 D. 24 E. 0
Questão 182. (FGV) Considere os seguintes valores em uma
planilha do MS-Excel 2016, na sua configuração padrão:
• 61 na célula A1
• 5 na célula B1
• 6 na célula B2
Assinale a alternativa com o resultado proporcionado pela fór-
mula aplicada na célula A2.
=SE(OU(MÉDIA(A1;B1;B2)>24;0);1;CONT.NÚM(B1;B2))
A. #NOME? B. 0 C. 1 D. 2 E. 11
105.2 FUNÇÃO SOMASE
• Use a função SOMASE para somar os valores em
um intervalo que atendem aos critérios que você especi-
ficar. Por exemplo, suponha que em uma coluna que con-
tém números, você deseja somar apenas os valores mai-
ores que 5. É possível usar a seguinte fórmula: =SO-
MASE(B2:B25;">5")
• Nesse exemplo, os critérios são aplicados aos
mesmos valores que estão sendo somados. Se desejar,
você pode aplicar os critérios a um intervalo e somar os
valores correspondentes em um intervalo diferente. Por
exemplo, a fórmula =SOMASE(B2:B5; “João”; C2:C5)
soma apenas os valores no intervalo C2:C5, em que as
células correspondentes no intervalo B2:B5 equivalem a
“João”.
• Sintaxe:
=SOMASE(intervalo_pesquisa; critérios; intervalo_soma)
• A sintaxe da função SOMASE tem os seguintes ar-
gumentos:
o intervalo_pesquisa: (obrigatório) O intervalo de
células que se deseja calcular por critérios. As cé-
lulas em cada intervalo devem ser números e no-
mes, matrizes ou referências que contêm núme-
ros. Espaços em branco e valores de texto são ig-
norados.
o critérios: (obrigatório) Os critérios na forma de
um número, expressão, referência de célula,
texto ou função que define quais células serão
adicionadas. Por exemplo, os critérios podem
ser expressos como 32, ">32", B5, 32, "32", "ma-
çãs" ou HOJE().
o intervalo_soma: (opcional) As células reais a se-
rem adicionadas, se você quiser adicionar células
diferentes das especificadas no argumento de
intervalo. Se o argumento intervalo_soma for
omitido, o Excel adicionará as células especifica-
das no argumento intervalo (as mesmas células
às quais os critérios são aplicados).
Questão 183. (FGV) Em uma planilha do MS Excel 2016, em
português, foi inserida a fórmula =SOMASE(G1:G5;">17";H1:H5)
na célula E12, sendo que nas células G1, G2, G3, G4, G5, H1, H2,
H3, H4 e H5 foram incluídos, respectivamente, os valores: 12, 20,
89, 16, 23, 1, 2, 5, 6 e 2. A execução da fórmula em E12 resulta no
valor:
A.160 B. 132 C. 16 D. 9 E. 7
• Como resolver a questão acima?
Intervalo_Pesquisa Condição (>17) Intervalo_Soma
G1=12 ............................................................ H1=1
G2=20 ............................................................ H2=2
G3=89 ............................................................ H3=5
G4=16 ............................................................ H4=6
G5=23 ............................................................ H5=2
SOMASE=
Questão 184. (IBFC) Considere que a fórmula abaixo foi inse-
rida na célula B6 do trecho de planilha EXCEL representado
abaixo.
=SOMASE(A1:A5;">17";B1:B5)
O resultado obtido na célula B6 é
A. 31 B. 52 C. 76 D. 96 E. 172
Questão 185. (FGV) A planilha a seguir foi criada no Microsoft
Excel 2016, em português.
83
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
A função digitada na célula B6 para somar as comissões para
valores de bens acima de R$ 200.000,00 é
A. =SOMASE(A2:A5;">200000";B2:B5)
B. =SE(A2:A5;">200000";B2:B5)
C. =SE(A2:A5>200000;B2+B5)
D. =SOMASE(A2>200000;B2=B2+)
E. =SOMA(A2:A5;">200000";B2:B5)
106 REFERÊNCIAS RELATIVAS, MISTAS, ABSOLUTAS E CRUZADAS (CALCULO ENTRE PLANILHAS)
• Exemplo de Referência Relativa: =A4
• Exemplo de Referência Mista: =$A4 (no exemplo $A4 congelamos a letra ou coluna)
=A$4 (no exemplo A$4 congelamos o número ou linha)
• Exemplo de Referência Absoluta: =$A$4 (no exemplo $A$4 congelamos tudo: letra/coluna e número/linha)
Para Fazer... No Excel No CALC
Referência Absoluta $ $
Referência a uma célula (ex: C10) localizada em outra planilha
(ex: Plan1) no mesmo arquivo.
Plan1!C10 Plan1.C10
Referência a uma célula (ex: C10) localizada em outra planilha
(ex: Plan1) em outro arquivo (ex: despesas.xls).
[despesas.xls]Plan1!C10 'despesas.xls'#Plan1.C10
Observação 76: Em questões que a banca diga que a célula foi “movida” ou que “recortou (CTRL+X) e colou (CTRL+V)”
a fórmula ou função resultante será a mesma que a original citada no enunciado da questão (sem atualização de linha
ou coluna).
• Em resumo, temos que...
1º Se o deslocamento for no sentido horizontal: ALTERAMOS A LETRA DA COLUNA (aumentando para à direita
e diminuindo para à esquerda) e por padrão MANTEMOS O NÚMERO DA LINHA.
2º Se o deslocamento for no sentido vertical: ALTERAMOS O NÚMERO DA LINHA (aumentando para baixo e
diminuindo para cima) e por padrão MANTEMOS A LETRA DA COLUNA.
Questão 186. (FCC) Em uma fórmula no MS Excel 2016, as re-
ferências =A1, =A$1 e =$A$1 correspondem, respectivamente, às
referências do tipo
A. relativa, absoluta e mista. D. absoluta, mista e relativa.
B. relativa, mista e absoluta. E. mista, relativa e absoluta.
C. absoluta, relativa e mista.
Questão 187. (FCC) No Excel, a fórmula =$A$4-A5 é escrita na
célula A3. Se o usuário copiar esta fórmula para a célula B6, o
Excel regravará esta fórmula como:
A. =$A$7-B8 D. =$A$4-B8
B. =$B$7-B8 E. =$A$7-A5
C. =$A$8+A5
Questão 188. (IBFC) Se escrevermos SEG na célula B1 e, cli-
cando na Alça de Preenchimento, arrastarmos o mouse, até a
B10 obteremos como resposta na Célula B3, o valor:
A. SEG D. #VALOR?
B. #REF E. QUA
C. QUI
Questão 189. (FGV) Na célula C3 foi escrito =A3+$B3, depois de
arrastar pela Alça de Preenchimento, atingimos, na célula C5, o
valor:
A. =A3+$B5 D. =A5+$B3
B. =A5+$B5 E. =A5+B3
C. =$A3+$B3
Questão 190. (FCC) A fórmula =$A$11+A12, contida na célula
A10, quando movida para a célula B10 será regravada pelo CALC
como?
A. =$B$12+B12 D. =$A$11+B12
B. =$B$12+A12 E. =$A$11+A12
C. =$A$10+A11
84
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
Questão 191. (___) (CESPE/CEBRASPE) No LibreOffice CALC 5,
ao se digitar a fórmula =Planilha2!A1 + $A$2 na célula A3 da pla-
nilha Planilha1, será efetuada a soma do valor constante na cé-
lula A1 da planilha Planilha2 com o valor absoluto da célula A2
da planilha Planilha1.
Questão 192. (FGV) As células A1 até A3 de uma planilha Libre-
Office (CALC) contêm, respectivamente, os números: 2, 22 e
222. A célula A4 contém a fórmula =A1*A2+A3 (resultado = 266)
que arrastada pela alça de preenchimento para a célula A5 re-
gistrará, nesta última, o resultado (calculado)
A. 510 D. 5150
B. 6074 E. 10736
C. 63936
Considerando a figura acima, que ilustra uma janela do LibreOf-
fice.org CALC com uma planilha em edição, julgue o item abaixo.
Questão 193. (___) (CESPE/CEBRASPE) Na planilha em ques-
tão, as células E3 e F4 serão preenchidas com os valores 7 e 17,
respectivamente, após a execução da seguinte sequência de
ações: clicar a célula E3; digitar =B2+C3 e, em seguida, teclar
<ENTER>; clicar novamente a célula E3; clicar o botão ; cli-
car a célula F4; e clicar o botão .
107 PRINCIPAIS CÓDIGOS DE ERROS
Códigos de Erros Descrição
#####
Esse erro indica que uma coluna não é larga o suficiente para exibir todo seu conteúdo ou que uma data ou
hora negativa é usada em uma célula.
#N/D Aparece quando a informação que você quer utilizar para executar um cálculo não está disponível.
#DIV/0! O erro #DIV/0! ocorre quando um número é dividido por zero (0) ou por uma célula que não contém um valor.
#N/A Esse erro indica que um valor não está disponível para uma função ou fórmula.
#NOME? Esse erro ocorre quando a aplicação não reconhece o texto em uma fórmula.
#NULO! Esse erro ocorre quando você especifica uma interseção de duas áreas que não se interceptam.
#NUM! Esse erro indica que uma fórmula ou função contém valores numéricos inválidos.
#REF! Esse erro ocorre quando uma referência de célula não é válida.
#VALOR! Esse erro ocorre quando é usado o tipo errado de argumento ou operando.
ERRO:522 Código do erro de ‘REFERÊNCIA CIRCULAR’ do Excel no LibreOffice CALC.
Considerando que a planilha eletrônica mostrada na figura acima
esteja sendo editada no programa Excel, julgue os itens que se se-
guem.
Questão 194. (___) (CESPE/CEBRASPE) Se a sequência de ope-
rações a seguir for realizada na planilha mostrada, nesse caso,
a soma do conteúdo das células D2, D3 e D4 será igual a 99.
• Atribuir o rótulo CLIENTE à célula B2;
• Atribuir a instrução =SE(B2=CLIENTE;C2;0) à célula D2;
• Copiar, por meio da operação de Copiar e
• Colar padronizada, o valor de D2 para as células D3 e D4.
Questão 195. (___) (CESPE/CEBRASPE) Se as células C5, C6, C7
e C8 contiverem as instruções a seguir, então a soma do conte-
údo das células C5, C6, C7 e C8 será igual a 132.
• em C5: =SOMA(C2:C4)/3
• em C6: =MÉDIA(C2:C4)
• em C7: =SOMASE(C2:C4;"<50")/3
• em C8: =SE(C7=C6;SE(C5=C6;C6;SOMA(C2:C7)/6);SOMA
(C2:C7)/6)
Questão 196. (AOCP) Considere a seguinte planilha, elabo-
rada no LibreOffice (CALC):
85
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
A função utilizada na célula B7 realiza a soma dos valores da co-
luna B quando correspondentes ao item Outono da coluna A.
Trata-se da função
A. ESCOLHER D. SOMA
B. SUBSTITUIR E. SOMASE
C. ARRUMAR
Questão 197. (AOCP) Considere a planilha abaixo elaborada
no MS-Excel:
O conteúdo da célula C1 foi obtido pela fórmula =A$1*$B$1 apre-
sentando, inicialmente, o resultado 10. Caso todas as células,
com exceção da C1, tenham seu conteúdo multiplicado por 8, o
resultado da ação de arrastar a célula C1 pela alça de preenchi-
mento para as células C2 e C3 será
A. valor de C2 maior que C1 e valor de C3 maior que C2.
B. valor de C2 menor que C1 e valor de C3 menor que C2.
C. valores e fórmulas em C2 e C3 idênticos aos de C1.
D. valores iguais, porém fórmulas diferentes nas células C1, C2
e C3.
E. valor de C2 igual ao de C1 porém menor que o de C3.
Questão 198. (FGV) Uma planilha, Excel ou CALC, apresenta os
seguintes dados:
A B C D
1 6 5 7 6
2 3 4 4 5
3 3 2
4 ?A célula B3 contém a fórmula =$A$1*$B1 - A$2*B2 = 18 que foi
copiada para a célula D4. O resultado da fórmula em D4 é?
A. 10 B. 12 C. 16 D. 18 E. 20
Questão 199. (FGV) Fórmulas em planilhas no Microsoft Excel
podem conter erros que precisam ser corrigidos.
Com relação aos tipos de erros no Microsoft Excel, assinale a
alternativa correta.
A. O Excel mostra o erro #DIV0 quando uma fórmula ou fun-
ção contém caracteres textuais que não são válidos.
B. O Microsoft Excel mostra o erro #DIV/0! quando um número
é dividido por um valor muito grande.
C. O Excel mostra o erro #VALOR quando há algo errado com
a forma como sua fórmula foi digitada, ou há algo errado com
as células às quais você está fazendo referência.
D. O Excel mostra o erro #DIV0 quando há algo errado com a
forma como sua fórmula foi digitada e há algo errado com as
células às quais você está fazendo referência.
E. A causa mais comum para o erro #NUM se deve às funções
PROCV, PROCH, PROC ou CORRESP, quando uma fórmula não
consegue encontrar um valor de referência. Por exemplo, seu
valor de pesquisa não existe nos dados de origem.
Questão 200. (___) (CESPE/CEBRASPE) No aplicativo LibreOf-
ficeCalc 4.0, o valor da célula A2 poderá ser testado utilizando-
se a função =SE(A2>1000;A2*0,15;A2*0,05); se o referido valor
for maior que 1.000, deverá ser multiplicado por 0,05.
86
INFORMÁTICA
JOSÉ ROBERTO
108 GABARITO – MÓDULO V – PLANILHAS ELETRÔNICAS: MICROSOFT EXCEL & LIBREOFFICE CALC
146. Errado 151. Errado 161. D 171. C 181. D 191. Errado
147. A 152. C 162. D 172. A 182. D 192. D
148. A 153. D 163. B 173.B 183. D 193. Certo
149. Certo 154. B 164. Errado 174. Certo 184. B 194. Errado
150. Certo 155. D 165. D 175. B 185. A 195. Certo
156. B 166. Errado 176. B 186. B 196. E
157. E 167. Errado 177. B 187. D 197. C
158. C 168. C 178. C 188. E 198. C
159. B 169. B 179. Certo 189. B 199. C
160. Certo 170. D 180. C 190. E 200. Errado
Bons ESTUDOS!!!
prof. JOSÉ ROBERTO COSTA (informática)
Instagram: @prof.joseroberto74 | Cel.: (79) 9 9981.6870
acessem ao site: www.professorjoseroberto.com.br
“Hay que endurecer-se, mas pero que sin perder la ternura jamás!” (Che Guevara)
87
http://www.professorjoseroberto.com.br/
Português
Leonardo Andrade
Sintaxe do período simples
Sintaxe é a parte da gramática que estuda a estrutura dos
enunciados. Estuda as funções sintáticas de um termo em
relação a outros.
A gramática tradicional divide a sintaxe em duas: a do pe-
ríodo simples e a do período composto.
Em sintaxe do período simples, estudaremos os termos da
oração: essenciais, integrantes e acessórios.
I – Termos essenciais
1. Sujeito: é o termo sobre o qual se fala na oração.
- Simples: contém apenas 1 núcleo.
Ex.: José gosta de futebol.
Suj. simples
Meus professores de Português foram muito bons co-
migo.
Sujeito simples
Alugam-se casas para temporada. (Casas para tem-
porada são alugadas.)
PA Sujeito
- Composto: é formado por mais de 1 núcleo.
Ex.: José e Maria gostam de futebol.
Suj. comp.
Meu professor de Português e de Inglês e o coorde-
nador foram muito bons comigo.
Sujeito composto
Obs¹.: O núcleo do sujeito não aparece preposicionado.
Portanto, “de Português” e “de Inglês” não são considera-
dos sujeitos.
Obs².: O núcleo do sujeito é sempre um substantivo ou
qualquer palavra com valor de substantivo.
- Implícito/Oculto/Elíptico/Desinencial: é aquele que será
identificado pela terminação verbal.
Ex.: (Nós) Fizemos todos os exercícios hoje. (sujeito im-
plícito)
Amanhã (nós) faremos todas as questões da banca.
(sujeito implícito)
Quebraram o vidro do meu carro. (sujeito indetermi-
nado)
José, Maria e Felipe foram ao baile de formatura da
turma deles. Chegando lá, dançaram muito e voltaram
para casa. (“dançaram” e “voltaram” possuem sujeito im-
plícito)
Suj. composto
Façam (vocês) todas as atividades, por favor. (su-
jeito implícito, pois o verbo está no modo imperativo.)
- Indeterminado: ocorre com VERBO NA 3ª PESSOA DO
PLURAL ou VERBO NA 3ª PESSOA DO SINGULAR + SE,
sem possibilidade de identificação do sujeito.
Verbo na 3ª pessoa do plural: Roubaram meu celular on-
tem. (suj. indeterminado)
Verbo na 3ª pessoa do singular + SE (índice de indetermi-
nação do sujeito)
Obs.: O “se” será índice de indeterminação do sujeito
quando se ligar a VTI, VI ou VL.
Ex.: Precisa-se de professores capacitados. (sujeito inde-
terminado)
VTI IIS
Vive-se bem nesta cidade. (sujeito indeterminado)
VI IIS
No casamento, sempre se fica nervoso.
IIS VL
- Oração sem sujeito: ocorre com os verbos impessoais,
que são aqueles que não se referem a ninguém.
HAVER, com sentido de existir, ocorrer, acontecer ou
tempo decorrido.
Ex.: Havia muitas pessoas naquela sala. (oração sem su-
jeito)
OD
Houve vários acidentes no feriado. (oração sem su-
jeito)
OD
Não viajo (suj. implícito) à Europa há (oração sem
sujeito) 27 anos.
Naquele dia, as meninas haviam feito brigadeiro
para todos.
Sujeito simples Loc. verbal
Obs.: Existiam muitas pessoas naquela sala.
Sujeito simples
Ocorreram vários acidentes no feriado.
Sujeito simples
FAZER, indicando tempo passado ou condições climáticas.
Ex.: Faz (oração sem sujeito) anos que não viajo (sujeito
implícito) à Europa.
Fez muito calor hoje. (oração sem sujeito)
Verbos que exprimem fenômenos da natureza, em seu
sentido real.
88
Português
Leonardo Andrade
Ex.: Choveu muito hoje. (oração sem sujeito)
Trovejou bastante essa noite. (oração sem sujeito)
Sujeito
Choveram vaias após a apresentação. (“Chover”
está com sentido conotativo.)
Sujeito
Meu chefe trovejou de raiva. (“Trovejar está com
sentido conotativo.)
SER, indicando horas ou condições climáticas.
Ex.: São duas horas da tarde. (oração sem sujeito)
Obs.: O verbo “ser” é o único verbo impessoal que pode
flexionar de acordo com o numeral que o acompanha.
2. Predicado: é o que se fala sobre o sujeito.
A classificação do predicado depende diretamente da tran-
sitividade/predicação do verbo.
Os verbos podem ser classificados, quanto à transitivi-
dade, em:
Obs.: Quanto à transitividade, os verbos são classificados
em significativos/nocionais (de ação = VTD, VTI, VTDI, VI)
ou não significativos/ não nocionais (de estado = VL).
VTD: é aquele que pede complemento sem prepo-
sição.
Ex.: Camila comprou um carro luxuoso.
Sujeito VTD Objeto direto
VTI: é aquele que pede complemento com prepo-
sição.
Ex.: Letícia pagou a Leonardo.
Sujeito VTI Objeto Indireto
VTDI (bitransitivo): é aquele que pede um com-
plemento sem preposição e um com.
Ex.: Josefa comprou um carro luxuoso a Leonardo.
Sujeito VTDI OD OI
VI: é aquele que não pede complemento.
Ex.: Choveu muito.
VI Adj. adv. deintens.
Aquele rapaz morreu de fome.
Sujeito VI Adj. adv. de causa
Obs.: Pode vir acompanhado de adjuntos adverbiais.
Ex.: Nilzinha foi ao shopping ontem.
Sujeito VI (Adj. adv. de lugar) (Adj. adv. de tempo)
VL: é aquele que indica estado, qualidade ou característica
do sujeito.
Os principais verbos de ligação são: “ser, estar, parecer,
permanecer, ficar, continuar, tornar-se, virar, andar”,
quando indicam estado.
Ex.: Todos os alunos estavam doentes naquele dia.
Sujeito Adj. adv. de tempo
VL Pred. do sujeito
Todos os alunos estavam na sala no 1º horário.
Sujeito VI Adj. adv. Adj. adv.
José virou padre.
Suj. VL OS
A força da maré virou a canoa.
Sujeito VTD OD
Josefa anda tristonha ultimamente.
Sujeito VL PS Adj. adv.
Josefa anda muito todos os dias.
Suj. VI Adj. adv. Adj. adv
Predicado Verbal: formado por VERBO DE AÇÃO sem pre-
dicativo.
Ex.: As crianças brincavam no parque.
Sujeito VI Adj. adv.
Predicado Nominal: formado por VERBO DE LIGAÇÃO e
PREDICATIVO DO SUJEITO.
Ex.: As crianças estavam alegres.
Sujeito VL PS
Predicado Verbo-nominal: formado por VERBO DE AÇÃO e
PREDICATIVO DO SUJEITO ou PREDICATIVO DO OBJETO.
Ex.: As crianças brincavam alegres no parque.
Sujeito VI PS Adj. adv.
II – Termos integrantes
1. Objeto direto
É o complemento verbal sem preposição.
Ex.: Os devedores pagaram suas dívidas.
Sujeito VTD OD
89
Português
Leonardo Andrade
Obs.: O objeto direto pode, em alguns casos, aparecer
preposicionado.
Ex.: Aninha comeu a torta. (a torta inteira)
Sujeito VTD OD
Aninha comeu da torta. (uma parte da torta)
Sujeito VTD OD Preposicionado
Amai a Deus sobre todas as coisas.
VTD OD Prep. Adj. adv.
Obs.: Existe ainda o objeto direto pleonástico, que, nor-
malmente, é representado por um pronome oblíquo átono.
Ex.: Os presentes, entreguei-os à aniversariante.
OD Pleonástico
2. Objeto indireto
É o complemento verbal com preposição obrigatória.
Ex.: Josefa gosta de festas.
Sujeito VTI OI
José desobedeceu ao pai.
Suj. VTI OI
Assistimos ao jogo lá em casa.
VTI OI Adj. adv. de lugar
Entreguei os presentes à aniversariante.
VTDI OD OI
Necessitamos de sua presença.
VTI OI
Obs.: Ao rico, não lhe devo nada.
OI Pleonástico
3. Complemento nominal
É o termo preposicionado que complementa “adjetivo,
advérbio e substantivo abstrato (valor passivo).
Adjetivo
Ex.: José sempre é fiel ao pai.
Suj. Adj. adv. VL PS CN
O juiz agiu favoravelmente ao réu.
Suj. VI Adj. adv. CN
Nós tínhamos necessidade de sua presença.
Suj. VTD OD CN
A construção da ponte foi demorada.
Sujeito VL PS
CN
4. Agente da passiva
É o termo que pratica a ação na voz passiva. Normal-
mente, é introduzido pela preposição “por” ou suas con-
trações (pelo, pela, pelos, pelas). Em casos mais raros,
pode ser introduzido pela preposição “de”.
Ex.: Ontem o professor foi entrevistado pelo repórter. (voz
passiva analítica)
Adj. adv. Suj. paciente Loc. Verbal Agente da
passiva
Entrevistou-se o professor ontem. (voz passiva sintética)
VTD PA Suj. paciente Adj. adv.
Obs.: Percebemos que, na voz passiva sintética, o agente
da passiva desapareceu.
Obs.: Caso precisemos analisar a transitividade de uma
locução verbal, faremos isso com base no verbo principal.
Ex.: Deve haver muitas pessoas ali.
Loc. Verbal OD Adj. adv.
III – Termos acessórios
- São os termos que adicionam informações a outros ter-
mos das orações. Quando são retirados, podem influenciar
na semântica (sentido) do texto, mas, normalmente, não
causam prejuízos de ordem gramatical.
1. Adjunto adverbial
É a função sintática dos advérbios e locuções adverbiais.
Por isso é responsável por exprimir circunstâncias (tempo,
modo, lugar, intensidade, negação, dúvida, afirmação,
etc.).
Ex.: Ontem eu fui ao shopping.
Adj. adv. VI Adj. adv. de lugar
Suj.
2. Adjunto adnominal
É o termo que acompanha/modifica/especifica um
substantivo núcleo, que pode ser concreto ou abs-
trato (valor ativo).
Pode indicar posse.
Ex.: O meu professor de Português é atencioso.
Sujeito VL OS
O, meu e de Português são adjuntos adnominais do
substantivo núcleo “professor”.
Subs. Abs.
A fala do professor foi demorada.
Sujeito VL PS
90
Português
Leonardo Andrade
A e do professor são adjuntos adnominais do subs-
tantivo núcleo “fala”.
Os investimentos do governo em educação foram in-
satisfatórios.
Sujeito simples VL
PS
Os: adjunto adnominal;
investimentos (subs. abs.): núcleo do sujeito;
do governo: adjunto adnominal;
em educação: complemento nominal.
3. Aposto
É o termo que “explica, especifica, resume ou enumera”
outro termo da oração.
Ex.: Pelé, o rei do futebol, já está idoso.
Aposto explicativo
Minha irmã Amanda vive no Instagram.
Aposto especificativo
Carro, casa, móveis e livros, tudo foi levado pela en-
chente.
Sujeito composto Aposto resumitivo
Comprei tudo o que mamãe mandou: pão, leite, ovos
e manteiga.
Aposto enumerativo
4. Predicativo do sujeito
É o termo que apresenta uma qualidade, característica ou
um estado do sujeito da oração.
Ex.: José é estudioso.
Suj. VL PS
As crianças brincavam alegres no parque.
Suj. VI PS Adj. adv. de lugar
5. Predicativo do objeto
É o termo que apresenta uma qualidade, característica ou
um estado do objeto da oração. Na maioria das vezes,
essa qualidade do objeto é atribuída pelo sujeito.
Ex.: Achei desnecessária a sua colocação.
VTD PO OD
O juiz julgou o réu inocente.
Suj. VTD OD PO
* Vocativo
- É um chamamento, uma interpelação, uma invocação.
- É um termo independente da oração, ou seja, não faz
parte do sujeito nem do predicado.
- É sempre isolado por vírgula.
Ex.: Maria, venha aqui, por favor.
Vocativo
Entenderam o assunto, meus queridos?
Vocativo
Este, juiz, é o réu do processo.
Vocativo
Este juiz é o réu do processo.
Núcleo do sujeito
Exercícios de fixação – Sintaxe do período simples
1. Marque V para Verdadeiro e F para falso conforme a
função correspondente ao termo em destaque:
( ) Comer demais traz malefícios à saúde.(comple-
mento nominal)
( ) Jamais me esquecerei de ti. (objeto indireto)
( ) Ele foi cercado de amigos sinceros. (complemento
nominal)
( ) Não tens interesse pelos estudos. (agente da pas-
siva)
( ) Ele simpatizava com todos a sua volta. (objeto in-
direto)
2. O agente da passiva foi corretamente destacado em to-
das as opções, exceto em:
a) O presídio tinha sido cercado pelos soldados.
b) Ela é autorizada pela organizadora festa.
c) O time foi derrotado para desespero da torcida.
d) O mestre foi homenageado pelos alunos.
e) A casa foi destruída pela inundação.
3. Assinale a frase em que o objeto direto é pleonástico:
a) A borboleta negra, encontrei à noite.
b) Eu a sacudi de novo.
c) Fiquei a olhar o cadáver com simpatia.
d) Um golpe de toalha rematou a aventura.
e) O retrato de meu pai, vi-o próximo à janela.
4. Dentre as opções abaixo assinale aquela em que há ob-
jeto direto preposicionado:
a) Passou aos filhos a herança recebida dos pais;
b) Amou a seu pai, com a mais plena grandeza da alma;
c) Não devo nada a ninguém.
d) Naquele tempo era muito fácil viajar para o exterior.
e) Em dias ensolarados, gosto de ver nuvens flutuarem
nos céus de agosto.
5. Assinale a alternativa em que o termo destacado é
complemento nominal:
a) A enchente alagou a cidade.
b) Precisamos de mais informações.
c) A resposta ao aluno não foi convincente.
d) O professor não quis responder ao aluno.
e) Muitos caminhos foram abertos pelos bandeirantes.
91
Português
Leonardo Andrade
6. Na oração “Não foi aceita por mim a recompensa ofe-
recida”, os termos “por mim” e “recompensa oferecida”
são, respectivamente:
a) objeto indireto e agente da passiva.
b) agente da passiva e sujeito.
c) adjunto adverbial e objeto direto.
d) objeto direto e sujeito
e) adjunto adverbial e sujeito.
7. Assinale a alternativa correspondente ao período em
que há predicativo do sujeito:
a) Como o povo anda tristonho!
b) Agradou ao chefe o novo funcionário.
c) Ele nos garantiu que viria em breve.
d) No Rio, não faltam diversões.
e) O aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação.
8. Em "Usando do direito que lhe confere a Constituição",
as palavras sublinhadas exercem a função, respectiva-
mente, de:
a) objeto direto e objeto direto
b) sujeito e objeto indireto
c) objeto indireto e sujeito
d) sujeito e sujeito
e) objeto direto e objeto indireto
9. "Não faças a outrem o que não queres que te façam."
Na oração "não faças a outrem ", a expressão sublinhada
é:
a) objeto indireto
b) objeto direto preposicionado
c) sujeito da passiva
d) adjunto adverbial de modo
e) predicativo do sujeito
10. Na voz passiva o sujeito sofre a ação expressa pelo
verbo. Assinale a alternativa cuja oração não está em voz
passiva:
a) Sua mente será ampliada pela leitura.
b) Ele foi transformado pela fé.
c) Abel foi morto por Caim.
d) Todos têm simpatia pelo professor.
e) A população seria protegida pela força policial.
11. Analise o pronome oblíquo nas orações e marque a
sequência adequada: (D) para objeto direto (I) para ob-
jeto indireto
1. ( ) Emprestei-lhe o dinheiro.
2. ( ) Espero-o na estação.
3. ( ) Não nos viram na estação.
4. ( ) Isto nos pertence.
5. ( ) Eles me convidaram para festa.
a). I, D, D, I, D
b). I, D, I, D, I
c). D, D, D, I, I
d). I, I, D, D, D
e). D, I, D, I, D
12. No trecho que segue: “Se você ama alguém, deixe-
o livre. Se ele voltar, é seu. Se não, nunca foi.” o termo
sublinhado corresponde a um:
a) predicativo do sujeito
b) adjunto adnominal
c) predicativo do objeto
d) complemento nominal
e) objeto direto
13. Assinale a frase em que ocorre objeto direto pre-
posicionado:
a) Ainda não respondi à carta de Beatriz.
b) Muitos encontram a paz servindo o próximo.
c) Quem resiste a seus encantos?
d) Não se prenda a minúcias.
e) Será que as barbas longas honram mais a quem as cul-
tiva?
14. Assinale a alternativa em que a expressão grifada tem
a função de complemento nominal:
a) A curiosidade do homem incentivava-o à pesquisa.
b) A cidade de Londres merece ser conhecida por todos.
c) O respeito ao próximo é dever de todos.
d) O pobre homem mendigava pela cidade.
e) O receio de errar, normalmente, dificulta o aprendi-
zado das línguas.
15. Assinale a frase que contém agente da passiva:
a) Fiquei ouvindo aquilo por longo tempo.
b) Dei cinco reais pelo cachorrinho.
c) As colheitas foram levadas pela chuva.
d) Sempre saía a esmo pelos caminhos.
e) Agrada–me por todas as formas.
Gabarito Exercícios de fixação – Sintaxe do período
simples:
01-V-V-F-F-V - 2- C - 3- E - 4- B 5 - C –
6-B - 7-A- 8-E - 9-A 10-D - 11-A –
12-C - 13- E- 14-C - 15- C.
Sintaxe do período composto
Na sintaxe do período composto, estudaremos as relações
entre as orações.
Um período pode ser composto por “coordenação” ou “su-
bordinação”.
No período composto por coordenação, as orações são in-
dependentes sintaticamente.
No período composto por subordinação, as orações são
dependentes.
Ex.: José não tem dinheiro, mas tem um iPhone 11.
I II
Se analisarmos I e II separadamente, perceberemos que
as duas orações possuem sentido completo.
Ex.: Todos queriam que José saísse da sala.
III IV
92
Português
Leonardo Andrade
Se analisarmos III e IV, perceberemos que IV é um termo
de III.
Orações coordenadas
Como vimos nas aulas anteriores, já sabemos que as ora-
ções coordenadas são independentes sintaticamente umas
das outras.
Sabemos também que as orações coordenadas podem
apresentar ou não uma conjunção. As que não possuem
conjunção são chamadas de “assindéticas”; as que pos-
suem são “sindéticas”.
E, além disso, o que precisamos saber sobre elas?
Orações coordenadas sindéticas
Precisamos saber que as orações assindéticas não pos-
suem nenhuma classificação. Já as sindéticas serão clas-
sificadas de acordo com a conjunção que apresentarem.
As orações coordenadas sindéticas são classificadas em 5
tipos:
➢ Aditiva;
➢ Adversativa;
➢ Alternativa;
➢ Conclusiva;
➢ Explicativa.
Oração coordenada sindética aditiva
Semanticamente, a oração coordenada sindética aditiva
exprime a ideia de adição, soma, em relação a outra ora-
ção.
Principais conjunções: e, nem, mas também, como tam-
bém, bem como.
Antes de você, eu não tinha estes olhos sem brilho nem
tinha pensamentos amargos.
É importante ressaltar que a conjunção “nem” significa “e
não”. Por isso, não é correto escrever “e nem”.
Oração coordenada sindética adversativa
Semanticamente, a oração coordenada sindética adversa-
tiva exprime a ideia de oposição, adversidade, contraste,
em relação a outra oração.
Principais conjunções: mas, porém, contudo, todavia, en-
tretanto, no entanto.
Os economistas estão empolgados com o cenário atual,
mas isso durará pouco.
A polícia invadiu a comunidade; o tiroteio, porém, con-
tinuava.
Obs.: Exceto “mas”, todas as conjunções adversativas po-
dem ficar deslocadas na oração coordenada sindética ad-
versativa.
Oração coordenada sindética alternativa
Semanticamente, a oração coordenada sindética alterna-
tiva exprime a ideia de alternância, escolha, exclusão, em
relação a outra oração.
Principais conjunções: ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer,
seja...seja...
A mulher ora o agradava, ora o ofendia.
Or. Coord. Sind. Alternativa Or. Coord. Sind. Alternativa
No período acima, como ambas as orações apresentam
síndeto, as duas são classificadas como coordenadas sin-
déticas alternativas.
Oração coordenada sindética conclusiva
Semanticamente, a oração coordenada sindética conclu-
siva exprime a ideia de conclusão, em relação a outra ora-
ção.
Principais conjunções:logo, portanto, por isso, por conse-
guinte, pois (depois do verbo)...
O povo não consegue alimentar-se bem; é um fato, pois,
a necessidade de empregos.
Vocês são especiais em minha vida, por isso não vivo
sem vocês.
Oração coordenada sindética explicativa
Semanticamente, a oração coordenada sindética explica-
tiva exprime a ideia de explicação, em relação a outra ora-
ção.
Principais conjunções: que, porque, pois (antes do verbo).
A criança devia estar doente, porque chorava muito.
Obs.: Se vier um verbo no imperativo (ou com valor op-
tativo) antes de uma dessas conjunções, tenha certeza de
que a oração iniciada por uma dessas conjunções será co-
ordenada sindética explicativa, sempre!
A oração explicativa não está ligada a uma consequência!
Orações subordinadas
Como vimos nas aulas anteriores, já sabemos que as ora-
ções subordinadas são dependentes sintaticamente umas
das outras (em alguns casos, só uma é dependente).
Sabemos também que as orações subordinadas podem
apresentar ou não uma conjunção. As que não possuem
conjunção são chamadas de “oração principal”; as que
possuem são “orações subordinadas”.
Obs.: Há uma oração subordinada que é introduzida por
pronome relativo.
E, além disso, o que precisamos saber sobre elas?
As orações subordinadas são divididas em três grupos:
- Substantivas (introduzidas por conj. integrante);
- Adjetivas (introduzidas por pron. relativo);
- Adverbiais (introduzidas por “T-6C-P-F”).
Cada grupo desse ainda se subdivide em algumas classi-
ficações, conforme veremos a seguir.
Orações subordinadas substantivas
As orações subordinadas substantivas recebem esse nome
porque têm valor de substantivo em relação à oração prin-
cipal.
93
Português
Leonardo Andrade
Como assim, Leo? Uma oração pode ter valor de substan-
tivo?
Nesse caso, sim!
Elas exercerão funções sintáticas, em relação à oração
principal, que, tradicionalmente, são exercidas pelos subs-
tantivos: sujeito, objeto direto, objeto indireto, comple-
mento nominal, predicativo, aposto.
Características importantes das substantivas:
Geralmente, são introduzidas por conjunção integrante
(que, se);
Têm o valor de ISSO;
Exercem uma função sintática em relação à oração prin-
cipal.
Todos queriam que ele saísse da sala. (Todos queriam
isso.)
OP Or. Sub. Subst. Obj. Direta
Não sabia como sair dali. (Não sabia isso.)
OP Or. Sub. Subst. Obj. Direta
Oração subordinada subjetiva
Funciona como sujeito da oração principal, logo não há
sujeito na oração principal, pois este é oracional. O verbo
da principal sempre estará na 3ª pessoa do singular, por-
que o sujeito vem em forma de oração!
Seria verdade que as pessoas têm o poder de mudar?
(Isso seria verdade?)
Viu-se que o aluno entendeu direito a explicação. (Isso
foi visto.)
Convém que todos estudem com frequência. (Isso con-
vém.)
Ficou claro que ele foi classificado no exame. (Isso ficou
claro.)
Oração subordinada substantiva objetiva direta
A oração subordinada substantiva objetiva direta comple-
menta VTD ou VTDI.
Esperamos que você aprenda português. (Esperamos
ISSO.)
OP Or. Sub. Subst. Obj. Direta
Não sabemos se haverá aula. (Não sabemos ISSO.)
OP Or. Sub. Subst. Obj. Direta
Oração subordinada substantiva objetiva indireta
Funcionam como objeto indireto da oração principal, a
qual apresenta um VTI ou um VTDI.
Não te informaram de que o concurso seria este mês?
(Não te informaram DISSO.)
Or. Sub. Subst. Obj. Indireta
O professor insiste em que eu tenho de estudar mais. (O
professor insiste NISSO.)
Or. Sub. Subst. Obj. Indireta
Não resisti a que tu me ajudasses. (Não resisti a ISSO.)
Or. Sub. Subst. Obj. Indireta
Oração subordinada substantiva completiva nominal
Funcionam como complemento nominal da oração princi-
pal, a qual apresenta um nome (normalmente, substan-
tivo ou adjetivo) exigindo um complemento preposicio-
nado.
Elas tinham certeza de que você aceitaria minha suges-
tão.
OP Or. Sub. Subst. Comp. Nominal
(Elas tinham certeza DISSO.)
Todos ficaram orgulhosos de que você tenha conseguido.
OP Or. Sub. Subst. Comp. Nominal
Oração subordinada substantiva predicativa
Funciona como predicativo do sujeito da oração principal.
O certo é que todos querem a felicidade.
OP Or. Sub. Subst. Predicativa
Meu desejo era que vocês aprendessem o Português.
(Meu desejo era isso.)
OP Or. Sub. Subst. Predicativa
Oração subordinada substantiva apositiva
Funcionam como aposto da principal; vêm normalmente
separadas por dois-pontos, vírgula ou travessão.
Quero apenas uma coisa de você: que aprenda portu-
guês.
Tenho um grande sonho, que você aprenda português!
A minha vontade – que você aprenda português – se re-
alizou.
Oração subordinada adjetiva
As orações subordinadas adjetivas possuem caraterísticas
importantes:
São introduzidas por pronome relativo (que=o qual);
Possuem valor de adjetivo, pois se referem a um substan-
tivo;
Exercem a função sintática de adjunto adnominal;
São classificadas em restritivas ou explicativas.
Oração subordinada adjetiva restritiva
A oração adjetiva restritiva, como o próprio nome já su-
gere, restringe algo, especifica.
É caracterizada por não ser separada por vírgula.
Ex.: Os jogadores de futebol que ganham bem conseguem
sustentar toda a família.
94
Português
Leonardo Andrade
Conclusões:
1) Somente aqueles jogadores que ganham bem conse-
guem sustentar toda a família;
2) Nem todos os jogadores ganham bem.
Oração subordinada adjetiva explicativa
A oração adjetiva explicativa tem a função de generalizar
algo, explicar o termo antecedente.
É separada por vírgula.
Ex.: Os jogadores de futebol, que ganham bem, conse-
guem sustentar toda a família.
Conclusões:
1) Todos os jogadores ganham bem;
2) Todos os jogadores conseguem sustentar toda a famí-
lia.
Oração subordinada adverbial
As orações subordinadas adverbiais, assim como todas as
subordinadas, mantêm uma relação de dependência com
a principal.
No entanto, as orações adverbiais apresentam uma pecu-
liaridade importante: elas exprimem uma circunstância
em relação à principal.
As orações subordinadas adverbiais são classificadas de
acordo com o seguinte mnemônico: T – 6C – P – F
Oração subordinada adverbial temporal
Principais conjunções: desde que, logo que, antes
que, quando, assim que, sempre que.
São orações subordinadas que dão ideia de tempo em re-
lação à oração principal.
Ex.: Quando as férias chegarem, viajaremos.
Desde que o isolamento começou, eu só saio de casa
a trabalho.
Oração subordinada adverbial causal
Principais conjunções: que, porque, porquanto,
como, pois, visto que, já que, uma vez que, na me-
dida em que.
São orações subordinadas que dão ideia de causa. Nor-
malmente, estão ligadas a uma consequência.
Ex.: Não fui à aula porque choveu.
Como fiquei doente, não pude ir à aula.
Oração subordinada adverbial consecutiva
Principais conjunções: tão/tanto/tama-
nho/tal...que, de forma que, de modo que, de ma-
neira que.
São orações subordinadas que exprimem a consequência
ou o efeito do que se declara na oração principal. Normal-
mente, as consecutivas estão ligadas a uma causa.
Ex.: Foi tamanho o susto que ela desmaiou.
Oração subordinada adverbial comparativa
Principais conjunções: (do)que, (tão/tanto)
como/quanto.
São orações subordinadas que dão ideia de comparação.
Ex.: Meu professor é mais inteligente do que o seu(é).
Oração subordinada adverbial concessiva
Principais conjunções: embora, ainda que, mesmo
que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais
que, por melhor que.
São orações subordinadas que exprimem um fato contrá-
rio ao da oração principal, mas que não impedem sua re-
alização.
Ex.: Vou à praia, embora esteja chovendo.
Oração subordinada adverbial condicional
Principais conjunções: se, caso, contanto que, salvo
se, desde que, a não ser que.
São orações subordinadas que exprimem hipótese ou con-
dição para que o fato da oração principal se realize ou não.
Ex.: Se não chover, irei à praia.
Caso não chova, irei à praia.
Obs.: Não devem ser usadas, na mesma frase, as conjun-
ções “se” e “caso”.
Ex.: Se caso você voltar, irei com você. (INADEQUADO!)
Oração subordinada adverbial conformativa
Principais conjunções: segundo, como, conforme,
consoante.
São orações subordinadas que exprimem acordo, concor-
dância de um fato com outro.
Ex.: Cada um colhe conforme semeia.
Oração subordinada adverbial proporcional
Principais conjunções: à medida que, à proporção
que, ao passo que, quanto mais, quanto menos,
quanto menor, quanto melhor.
São orações subordinadas que exprimem concomitância,
simultaneidade.
Ex.: Quanto mais trabalho, menos recebo.
À medida que estudamos, conseguimos absorver o con-
teúdo.
Obs.: “Na medida em que” é uma locução conjuntiva
“CAUSAL”.
Oração subordinada adverbial final
Principais conjunções: a fim de que, para que.
São orações subordinadas que exprimem uma finalidade,
um objetivo.
Ex.: Estamos aqui para que ele fique tranquilo.
Estudamos muito a fim de obtermos sucesso.
95
Português
Leonardo Andrade
Crase
Aprenda CRASE de uma vez por todas!
Por onde devo começar?
Para iniciarmos uma conversa legal sobre crase, devemos
ter uma mínima noção sobre o conteúdo de regência ver-
bal e nominal.
Mas, afinal, o que é regência?
Regência é a maneira como o nome ou o verbo se relaci-
onam com seus complementos, com preposição ou sem.
Termo regente: é o termo que faz as exigências.
Termo regido: é o termo exigido.
Exemplos:
I - Conheço a diretora.
II- Refiro-me à diretora.
Em I e II, os verbos (conhecer e referir-se) são os termos
regentes, e os termos regidos são “a diretora” e “à dire-
tora”, respectivamente.
Atenção para alguns verbos!
Na Língua Portuguesa, alguns verbos regem ou podem re-
ger a preposição a.
Vejamos alguns exemplos:
➢ Ele sempre obedeceu ao regulamento.
➢ Respondi a todos os alunos interessados.
➢ Informei a novidade aos clientes.
➢ Prefiro bicicleta a ônibus.
➢ Ele sempre aspirou ao melhor cargo.
➢ Todos assistiram ao espetáculo em silêncio.
O que é crase?
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. No entanto, nas
situações cotidianas, questões de vestibulares etc., o caso
mais importante é o da união “a+a”.
O caso de crase é sinalizado pelo acento grave (`).
A crase pode ocorrer nas seguintes situações:
I. a (prep.) + a (artigo) = à
II. a (prep.) + a (pronome demonstrativo) = à
III. a (prep.) + aquele(s)/aquela(s)/aquilo =
àquele(s)/àquela(s)/aquilo
Obs.: Perceba que o primeiro “a” é sempre uma preposi-
ção.
Artifício infalível
Como só há crase diante de nome feminino, substitua esse
nome feminino por um masculino e verifique se aparecerá
a forma “ao”.
Ex.: Eu fui a + a clínica de estética.
Verificação: Eu fui ao hospital.
Conclusão: Se ocorrer “ao” com a palavra masculina, ha-
verá crase diante da feminina.
Casos obrigatórios
Além dos casos em que ocorre “a+a”, precisamos ver al-
guns casos específicos para dominar crase.
Locuções adjetivas, adverbiais, prepositivas e conjuntivas
com núcleo no feminino.
Ex.: Um policial à paisana evitou o assalto.
Estávamos à mercê da sua vontade naquele dia.
Saímos à noite para lanchar.
À medida que estudo, sinto-me mais seguro.
Chegamos às duas horas da tarde.
O evento será das 14h às 15h.
Veja como a presença ou ausência do acento grave pode
alterar o sentido da frase:
I- Chegou a noite. (A noite chegou. “A noite” é sujeito do
verbo chegar. Equivale a “Chegou o dia.”.)
II- Chegou à noite. (Alguém chegou a algum lugar no pe-
ríodo da noite. Equivale a “Chegou pelo dia.”.)
Conheça algumas locuções:
a) adjetivas: à vela, à lenha, à toa, à vista, à la carte, à
queima-roupa, à vontade, à venda, à mão armada, à
beça...
b) adverbiais*: à noite, à tarde, às vezes, às pressas, à
vista, à primeira vista, à hora certa, àquela hora, à es-
querda, à direita, à vontade, às avessas, às claras, às es-
curas, à mão, às escondidas, à míngua, à fome, à venda,
à beça, à revelia, à deriva, à meia-noite...
c) prepositivas: à altura de, à custa de, à espera de, à
beira de, à espreita de, à base de, à moda de, à maneira
de, à procura de, à roda de, à guisa de, à mercê de, à
semelhança de...
d) conjuntivas (só duas): à medida que, à proporção que.
Locuções prepositivas implícitas “à moda de, à maneira
de”
Ex.: No almoço, comemos arroz à grega. (... comemos ar-
roz à moda grega.)
Ontem jantei um bacalhau à Gomes de Sá. (... jantei
um bacalhau à maneira de Gomes de Sá.)
No jogo de ontem, fiz um gol a Pelé. (Ofereci meu
gol a Pelé.)
No jogo de ontem, fiz um gol à Pelé. (... fiz um gol à
maneira de Pelé.)
Obs¹.: Esses são os únicos em que haverá crase antes de
um nome masculino.
Obs².: “Frango a passarinho” e “bife a cavalo” não pos-
suem crase!
96
Português
Leonardo Andrade
Casos proibitivos
Antes de substantivos masculinos.
Ex.: Voltei a pé da sua casa.
Andei a cavalo no fim de semana.
Comprei tudo a prazo.
Antes de verbo
Ex.: A partir de hoje, começarei a treinar diariamente.
Antes de substantivo com sentido generalizador
Ex.: Não foi feita menção a mulher, a criança, tampouco
a homem. (A inserção do acento grave diante de “mulher”
e “criança” não seria um erro gramatical, mas alteraria a
semântica da frase. Perceba que foi mantido o paralelismo
sintático entre “mulher”, “criança” e “homem”.)
Depois do trauma, nunca mais foi a festas. (Quando
o “a” estiver sozinho antes de nome no plural, não haverá
crase.)
Antes do artigo indefinido “uma”
Ex.: Iremos a uma reunião de família hoje.
Antes de nomes de santas e celebridades femininas
Ex.: Tenho devoção a Nossa Senhora de Fátima.
Muito devemos a Teresa de Calcutá.
Entre palavras repetidas
Ex.: O policial ficou cara a cara com o assaltante.
Antes da maioria dos pronomes
Ex.: Fizemos uma homenagem a ela ontem.
Vocês se reportaram a quem no plenário?
Entreguei o livro a esta editora.
A atriz brasileira a cuja peça me referi já ganhou
dois prêmios.
Obs.: Pode haver crase diante dos pronomes de trata-
mento “senhora”, “senhorita”, “dona”.
Ex.: Deste teu coração à senhorita, e, ainda assim, ela
te ignorou?
Casos facultativos
Diante da preposição até
Ex.: Teremos aula até às 12h.
Fui até a(à) geladeira para pegar o doce.
Diante de pronome possessivo feminino
Ex.: Enviamos cartas a(à) nossa filha, que está no Canadá.
Obs.: Enviamos cartas a(às) nossas filhas, que estão no
Canadá.
Enviaram uma correspondência a/à nossa residên-
cia, mas não à sua.
Obs.: Cuidado com os casos em que o pronome posses-
sivo estiver substituindo o substantivo.
Ex.: José e Maria enviaram cartas às filhas dele, e nós
também enviamos às nossas.
Diante de nomes próprios femininos
Ex.: Enviei uma carta a(à) Juliana.
Casos especiais
Diante de nomes de lugares (topônimos)
Se volto “de”, vou “a”. Se volto “da”, vou “à”.
Ex.: Fui à Bahia. Voltei da Bahia.
Fui a Aracaju. Voltei de Aracaju.
Fui a Roma. Voltei de Roma.Obs.: Caso o topônimo esteja especificado, haverá a pos-
sibilidade de inserirmos o acento grave.
Ex.: Adoro ir à Roma dos imperadores. Adoro voltar da
Roma dos imperadores.
Adoro ir à Aracaju das belas praias. Adoro voltar da
Aracaju das belas praias.
De... a / das... às
Ex.: Nossa aula será das 10h às 12h.
Aquela palestra terá de 2 a 3 horas de duração
Casa e terra
Esses dois substantivos aceitam a presença do artigo fe-
minino somente quando estão especificados.
Ex.: Fui a casa resolver um problema.
Fui em casa resolver um problema. (coloquial)
Fui à casa dela resolver um problema.
Os marinheiros retornaram a terra.
Os marinheiros retornaram à terra natal.
Distância
Ex.: Estamos na época da educação a distância. (prefe-
rência)
Estamos na época da educação à distância. (alguns
autores aceitam)
O shopping ficava à distância de 500 metros do es-
critório.
Exercícios de fixação
1. Assinale a frase em que à ou às está mal empregado.
a) Amores à vista.
b) Referi-me às sem-razões do amor.
c) Desobedeci às limitações sentimentais.
d) Estava meu coração à mercê das paixões.
e) Submeteram o amor à provações difíceis.
2. Assinale a alternativa em que está correto o uso do
acento indicativo de crase:
a) O autor se comparou à alguém que tem boa memória.
b) Ele se referiu às pessoas de boa memória.
c) As pessoas aludem à uma causa específica.
d) Ele passou a ser entendido à partir de suas reflexões
sobre a memória.
e) Os livros foram entregues à ele.
3. A alternativa em que o sinal de crase não procede é:
a) À exceção da Bandeirantes, as outras emissoras de te-
levisão detêm a ampla liderança com percentuais
97
Português
Leonardo Andrade
fabulosos.
b) Está presente a cineasta das cidades brasileiras à quem
a porcentagem de 7% surpreendeu.
c) Os dados da pesquisa referem-se às cenas, certamente
sem paralelo, em qualquer outro lugar no mundo.
d) Cresce, às escondidas, o número de cidades recebendo
imagens de televisão, ameaçadoras dos valores ético-cul-
turais.
4. Assinale a alternativa em que se tenha optado correta-
mente por utilizar ou não o acento grave indicativo de
crase.
a) Vou à Brasília dos meus sonhos.
b) Nosso expediente é de segunda à sexta.
c) Pretendo viajar a Paraíba.
d) Ele gosta de bife à cavalo.
e) Ele tem dinheiro à valer.
5. Em qual alternativa a ausência da crase pode alterar a
função sintática do adjunto adverbial?
a) Saiu às escondidas antes do final do jantar.
b) Saiu às onze horas antes do final do jantar.
c) Saiu às pressas antes do final do jantar.
d) Saiu à francesa antes do final do jantar.
6. ... levava à crença na contínua evolução da sociedade
...
O emprego do sinal de crase, exemplificado acima, estará
correto, unicamente, em:
a) aludir à felicidade geral;
b) buscar à felicidade;
c) propor à toda a população;
d) impor à esse grupo;
e) discutir à obrigatoriedade da lei.
7. ... e chegou à conclusão de que o funcionário passou o
dia inteiro tomando café.
Do mesmo modo que se justifica o sinal indicativo de crase
em destaque na frase acima, está correto o seu emprego
em:
a) e chegou à uma conclusão totalmente inesperada;
b) e chegou então à tirar conclusões precipitadas;
c) e chegou à tempo de ouvir as conclusões finais;
d) e chegou finalmente à inevitável conclusão;
e) e chegou à conclusões as mais disparatadas.
8. Observa-se o uso adequado do acento grave no trecho
“estamos nos referindo à não ativação de elementos”. Ve-
rifica-se um DESRESPEITO à norma-padrão quanto ao em-
prego desse acento em:
a) O professor se reportou àquele texto de Machado de
Assis.
b) Sonhamos em viajar à terra de Gonçalves Dias.
c) Ele sempre fazia alusão à palavras de seu poeta favo-
rito.
d) Os alunos compreenderam o poema à custa de muito
empenho.
e) Prefiro as poesias de Drummond às de Olavo Bilac.
9. Observe a seguinte frase, correta quanto ao emprego
do acento grave: “[...] competências comportamentais re-
ferentes à forma [...]” O emprego do acento indicativo de
crase está também corretamente feito em:
a) Os empregados mostraram-se resistentes à mudanças
na empresa.
b) Muitos gostariam de ter um tempo maior à fim de se
qualificar.
c) O mercado oferece menos chances à quem está afas-
tado.
d) O bom profissional está atento à todas as transforma-
ções do mercado.
e) Quem quer voltar ao mercado deve atender às neces-
sidades de hoje.
10. O sinal indicativo de crase está adequadamente usado
em:
a) Os pesquisadores dedicaram um estudo sobre games à
um conjunto de pessoas idosas.
b) Daqui à alguns anos, os pesquisadores pretendem ve-
rificar por que os games são viciantes para os jovens.
c) Muitos dos idosos pesquisados obtiveram resultados po-
sitivos e passaram à se comportar de nova maneira.
d) A escolha de um determinado game se deveu à preo-
cupação dos pesquisadores com as características que tal
jogo apresentava.
e) Os estudos dos efeitos dos jogos eletrônicos sobre os
idosos vêm sendo realizados à vários anos.
Gabarito: 1.E 2.B 3.B 4.A 5.D 6.A 7.D 8.C 9.E 10.D
Acentuação gráfica
Conceitos iniciais importantes:
Acento agudo (´), acento grave (`), acento circunflexo
(^).
O que é uma oxítona, paroxítona, proparoxítona ou mo-
nossílaba tônica?
Ao estudarmos a classificação das palavras quanto à posi-
ção da sílaba tônica, precisamos fazer a análise de trás
para a frente.
• Oxítona: é a palavra cuja sílaba tônica é a última.
• Paroxítona: é a palavra cuja sílaba tônica é a pe-
núltima.
• Proparoxítona: é a palavra cuja sílaba tônica é a
antepenúltima.
Faltou a monossílaba tônica, que é uma palavra formada
por apenas uma sílaba e possui “som forte” e significação
própria.
Exemplos:
Oxítonas: café, sofá, jiló...
Paroxítonas: bíceps, néctar, tórax, incrível...
Proparoxítonas: ínterim, matemática, gramática...
Monossílabas: de (átona), dê (tônica), pé (tônica), pó (tô-
nica)...
98
Português
Leonardo Andrade
Acentuação das proparoxítonas
Esta é a regra mais fácil, pois toda proparoxítona é
acentuada.
Ex.: cálculo, matemática, gramática, sílaba, tônica, dú-
vida, plástico...
Reflexão:
Se toda proparoxítona é acentuada, quais são as pronún-
cias corretas das palavras “recorde” e “rubrica”?
O correto é pronunciar “re-COR-de”.
O correto é pronunciar “ru-BRI-ca”.
Acentuação das oxítonas
As palavras oxítonas serão acentuadas quando termina-
rem em “a, e, o, em”, seguidas ou não de –s.
Ex.: português, sofá(s), café(s), amém, parabéns...
Acentuação das monossílabas tônicas
São acentuadas as monossílabas tônicas terminadas em
“a, e, o”, seguidas ou não de –s.
Ex.: pá, pé, pó, só, dó, cá, lá, já...
Acentuação das paroxítonas
São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas:
Em ditongo oral crescente ou decrescente, seguido ou não
de “s”.
Ex.: história, cárie, jóquei, água...
Em -ão(s), -ã(s).
Ex.: órfão(s), ímã(s)
Em outras terminações: l, n, r, x, ps, um, on(s), i, is, us.
Ex.: fácil, possível, glúten, caráter, tórax, bíceps, fórum,
júri, lápis, vírus, elétron(s)...
Observação:
As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen),
mas as que terminam em "ens", não (hifens, jovens).
Acentuação dos hiatos
“EEM” e “OO”
Não são mais acentuados os hiatos “o-o” e “e-em”
Ex.: enjoo, voo, creem, descreem, veem, preveem...
“I e U” tônicos
São acentuadas com acento agudo as vogais “i” e “u”, iso-
ladas ou seguidas de “s” na mesma sílaba, quando são a
segunda vogal do hiato.
Ex: saúde, saída, balaústre, faísca, baú(s), açaí(s)...
IMPORTANTÍSSIMO!
NÃO são acentuados os hiatos em “i” seguidos de “nh”.
Ex: rainha, bainha, ladainha...
NÃO são acentuados os hiatos em “i” e “u” antecedidos
de ditongo decrescente, nas palavras paroxítonas.Ex: feiura, Sauipe, bocaiuva, baiuca...
Acentuação dos ditongos abertos
Os ditongos abertos “-éi, -éu e -ói”, seguidos ou não de
“s” são acentuados nas palavras oxítonas e nas monossí-
labas tônicas.
Ex: herói(s), fiéis, papéis, chapéu(s), céu...
IMPORTANTÍSSMO!
Esses mesmos ditongos abertos NÃO são acentuados
quando ocorrem em palavras PAROXÍTONAS!
Ex: heroico, ideia, joia, geleia, estreia...
Acento diferencial
O acento diferencial é utilizado para distinguir uma palavra
de outra que se grafa de igual maneira. Depois do Acordo
Ortográfico, só precisamos memorizar os que se mantive-
ram.
Ex.: pôde (pretérito perfeito do indicativo de poder) /
pode (presente do indicativo de poder)
pôr (verbo) / por (preposição)
têm (3ª pessoa do plural do verbo ter) / tem (3ª pes-
soa do singular do verbo ter)
vêm (3ª pessoa do plural do verbo vir) / vem (3ª
pessoa do singular do verbo vir)
Exercícios de fixação
1. Quanto à acentuação gráfica, a relação de palavras em
que todas estão conformes ao Acordo Ortográfico é:
A) família – arcaico – espermatozóide – pólo;
B) epopeia – voo – tranquilo – constrói;
C) troféu – bilíngue – feiúra – entrevêem;
D) decompor – agüentar – apóio – colmeia;
E) linguística – joia – refém – assembléia.
2. São acentuadas, pela mesma regra gramatical de acen-
tuação gráfica, as palavras
A) só – até.
B) últimas – fácil.
C) história – parágrafo.
D) você – três.
E) inalienável – provável.
3. Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V)
ou Falso (F) quanto ao emprego do acento circunflexo es-
tabelecido pelo Novo Acordo Ortográfico.
( ) O acento permanece na grafia de 'pôde' (o verbo con-
jugado no passado) para diferenciá-la de 'pode' (o verbo
conjugado no presente).
( ) O acento circunflexo de 'pôr' (verbo) cai e a palavra
terá a mesma grafia de 'por' (preposição), diferenciando-
se pelo contexto de uso.
( ) A queda do acento na conjugação da terceira pessoa
do plural do presente do indicativo dos verbos crer, ler,
ter, vir e seus derivados.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta
de cima para baixo.
A) V F F
B) F V F
C) F F V
99
Português
Leonardo Andrade
D) F V V
E) V V V
4. Entre as frases que seguem, a única correta é:
a) Ele se esqueceu de que?
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui-
lo entre os presentes.
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos
funcionários.
e) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
5. A frase em que ocorre ERRO quanto à acentuação grá-
fica é:
a) Eles têm confiança no colega da equipe.
b) Visitou as ruínas do Coliseu em Roma.
c) O seu sustento provém da aposentadoria.
d) Descoberta a verdade, ele ficou em maus lençóis.
e) Alguns ítens do edital foram retificados.
6. Considere a frase abaixo.
O chefe de vários departamentos identifica a mudança no
cenário da informática.
A palavra identifica pode ser substituída, mantendo o
sentido da sentença, pelo verbo ver, flexionado de acordo
com a norma padrão, por:
a) vêm;
b) veem;
c) vem;
d) vê;
e) viram.
7. Segundo o novo Acordo Ortográfico da Língua Portu-
guesa, “Não se acentuam graficamente os ditongos repre-
sentados por ei e oi da sílaba tônica das palavras paroxí-
tonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o
fechamento e a abertura na sua articulação.”. Segundo
essa regra, portanto, as palavras que eram acentuadas
por terem o ditongo aberto ei ou oi não o são mais.
São exemplos dessa mudança as palavras:
a) assembleia, aldeia, proteico;
b) cadeia, paranoico, introito;
c) heroi, boina, epopeico;
d) heroico, onomatopeico, plateia;
e) jiboia, comboio, papeis.
8. Assinale a alternativa em que todos os substantivos de-
vem ser acentuados.
a) lapis – bonus – bainha.
b) serie – aspecto – torax.
c) alcool – moinho – sucuri.
d) urubu – egoismo – magoa.
e) armazem– orgão – carater.
9. Assinale a alternativa que indica a palavra que deve ser,
obrigatoriamente, acentuada
a) Pratica
b) Melancia
c) Secretaria
d) Infancia
10. Assinale a opção em que as duas palavras transcritas
do texto foram acentuadas segundo a mesma regra.
a) inéditos – possível
b) vítimas – genético
c) análise - difícil
d) edifícios – saíam
e) perícia – destruíram
Gabarito: 1.B 2.E 3.A 4.E 5.E 6.D 7.D 8.E 9.D 10.B
Processos de formação de palavras
A formação de palavras é feita por dois processos princi-
pais: a composição e a derivação.
Contudo, existem também outros processos de formação
de palavras que, embora com menor regularidade e siste-
maticidade, contribuem para formar novas palavras, como
a onomatopeia, abreviação (redução), siglonimização
(siglas), hibridismo etc.
Exemplos:
Onomatopeia: zum-zum-zum, blá-blá-blá, tique-taque,
pingue-pongue.
Abreviação: fotografia > foto; motocicleta > moto; cine-
matógrafo > cinema.
Siglas: CPF; CNPJ; Enem; Unit; Petrobras; EsPCEx
Hibridismo: Bicicleta – Bi (latim) + ciclo (grego) + eta (-
ette, francês).
A Composição
O processo de composição pode ocorrer de duas manei-
ras: por justaposição ou por aglutinação.
Composição por Justaposição
Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais, não
ocorre alteração fonética.
Ex.: passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor
Observação:
Em "girassol" houve uma alteração na grafia (acréscimo
de um "s") justamente para manter inalterada a sonori-
dade da palavra.
Composição por Aglutinação
Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais, ocorre su-
pressão de um ou mais de seus elementos fonéticos
(perda fonética).
Ex: embora (em boa hora)
fidalgo (filho de algo - referindo-se à família nobre)
hidrelétrico (hidro + elétrico)
planalto (plano + alto)
aguardente (água + ardente)
Obs.: Ao se aglutinarem, os componentes subordinam-se
a um só acento tônico, o do último componente.
A derivação
O processo de derivação pode ocorrer nas seguintes for-
mas: prefixal, sufixal, prefixal e sufixal, parassintética, im-
própria e regressiva.
100
Português
Leonardo Andrade
Derivação Prefixal ou Prefixação
Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que
tem o seu significado alterado. Para o nosso vestibular, é
importante que reflitamos sobre o sentido que o prefixo
deu à nova palavra.
Ex.: crer- descrer
ler- reler
capaz- incapaz
Derivação Sufixal ou Sufixação
Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que
pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe
gramatical.
Ex.: alfabetização
A sufixação pode ser:
a) Nominal, formando substantivos e adjetivos.
Ex.: papel – papelaria; riso – risonho
b) Verbal, formando verbos.
Ex.: atual – atualizar
c) Adverbial, formando advérbios de modo.
Ex.: feliz - felizmente
Derivação Prefixal e Sufixal
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo
NÃO SIMULTÂNEO de prefixo e sufixo à palavra primi-
tiva.
Note que a presença de apenas um desses afixos é sufici-
ente para formar uma nova palavra, pois em nossa língua
existem as palavras "desleal", "lealdade" e "infeliz", "feliz-
mente".
Derivação Parassintética ou Parassíntese
Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo si-
multâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva.
Considere, por exemplo, o adjetivo "triste". Do radical
"trist-" formamos o verbo entristecer pela junção simultâ-
nea do prefixo "en-" e do sufixo "-ecer". Note que a pre-
sença de apenas um desses afixos não é suficiente para
formar uma nova palavra, pois em nossa língua não exis-
tem as palavras "entriste", nem "tristecer".
Derivação Regressiva
• Ocorre derivação regressiva quando um verbo que
indica ação serve de base para a formação de um
substantivo abstrato que igualmenteindica ação
ou resultado de uma ação – tal substantivo é cha-
mado de deverbal, pois é derivado de verbo.
Ex.: lutar – a luta;
abraçar – o abraço;
beijar – o beijo.
Derivação Imprópria
• A derivação imprópria ocorre quando determinada
palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou su-
pressão em sua forma, muda de classe gramatical.
Ex.: Os bons serão contemplados.
Aquele garoto alcançou um feito passando no con-
curso.
O andar de Roberta era fascinante.
O badalar dos sinos soou na cidadezinha.
O funcionário fantasma foi despedido.
Exercícios de fixação
1. A alternativa em que todas as palavras são formadas
pelo mesmo processo de formação é:
a) responsabilidade, musicalidade, defeituoso;
b) cativeiro, incorruptíveis, desfazer;
c) deslealdade, colunista, incrível;
d) anoitecer, festeiro, infeliz;
e) reeducação, dignidade, enriquecer.
2. Assinale a alternativa em que o processo de formação
de palavras está corretamente indicado:
a) sociologia = derivação prefixal ou prefixação.
b) “redondo” (em “Skol, a cerveja que desce redondo”) =
derivação sufixal ou sufixação.
c) enlouquecer = parassíntese.
d) combate (do verbo “combater”) = derivação imprópria.
e) “pobre” (em “O pobre merece ajuda”) = derivação re-
gressiva.
3. No verso “Para desentristecer, leãozinho”, Caetano Ve-
loso cria um neologismo. A opção que contém o processo
de formação utilizado para formar a palavra nova e o tipo
de derivação que a palavra primitiva foi formada respecti-
vamente é:
a) derivação prefixal (des + entristecer); derivação paras-
sintética (en + trist + ecer);
b) derivação sufixal (desentriste + cer); derivação impró-
pria (en + triste + cer);
c) derivação regressiva (des + entristecer); derivação pa-
rassintética (en + trist + ecer);
d) derivação parassintética (en + trist + ecer); derivação
prefixal (des + entristecer);
e) derivação prefixal (en + trist + ecer); derivação paras-
sintética (des + entristecer).
4. A palavra “Olhar” em (meu olhar) é um exemplo de
palavra formada por derivação:
a) parassintética;
b) prefixal;
c) sufixal;
d) imprópria;
101
Português
Leonardo Andrade
e) regressiva.
5. Mas, em uma era de globalização e de sociedades mul-
ticonfessionais, a criação do capital exige não apenas to-
lerância, mas também o respeito pelas pessoas de outras
confissões. As palavras sublinhadas são formadas pelo
mesmo processo de derivação, exceto:
a) globalização;
b) sociedades;
c) criação;
d) multiconfessionais.
6. Com relação aos processos de formação de palavras,
analise as afirmativas a seguir:
I. Na palavra jeitinho, o sufixo -inho significa “diminui-
ção”.
II. Denomina-se composição o processo de formação da
palavra utilitarista.
III. A palavra analfabetismo forma-se por derivação pre-
fixal e sufixal, a partir do radical alfabet-.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta;
b) se somente a afirmativa II estiver correta;
c) se somente a afirmativa III estiver correta;
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas;
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
7. A palavra “trem-bala” é composta por justaposição, tal
qual o vocábulo:
a) governança;
b) ilimitado;
c) passatempo;
d) superprodução;
e) faturamento.
8. Os termos Ibama e ararinha são formados, respecti-
vamente, pelos processos de:
a) siglonimização e derivação sufixal;
b) derivação regressiva e onomatopeia;
c) derivação prefixal e abreviação;
d) derivação parassintética e derivação imprópria;
e) composição por justaposição e hibridismo.
9. Um exemplo do texto em que a palavra é formada pela
adição de sufixo e prefixo é:
a) cotidianamente;
b) oportunidade;
c) responsáveis;
d) infelizmente;
e) sucateados.
10. Entre os vocábulos abaixo, aquele que possui uma for-
mação diferente dos demais é:
a) repercussões;
b) desdobramentos;
c) favorável;
d) recentemente;
e) despreocupar.
Gabarito: 1.A 2. C 3.A 4.D 5.D 6.C 7.C 8.A 9.D 10.E
102
Prof: Thales
Disciplina RLM
RACIOCÍNIO LÓGICO PROPOSICIONAL
1. Proposições
➢ São declarações afirmativas ou negativas com
sentido, que podem ser (V) ou (F)
➢ Presença sempre de um verbo.
✓ Exemplos:
• A: Marcelo é dentista
• B: Pedro não é jogador de futebol
❖ PESO PF não são proposições
Pergunta -> Qual seu nome?
Exclamação -> Bom dia!
Sentença aberta -> (ex: x+2= 3 - desde que não seja
definido o valor de x) ou Ele é bonito (quem é bonito?)
Ordem -> Estude amanhã
+
Paradoxos
Frase sem Verbo
***Sempre que falar que existe vida em algum
lugar, será proposição***
EX:
Há vida no planeta marte.
Há vida após a morte
Há vida em saturno , etc
CUIDADO:
- Declarações Interrogativas, exclamativas, sem verbo,
verbos no imperativo e sentenças abertas NÃO
representam uma proposição simples.
✓ Exemplos:
• A: Você vai ao teatro?
Sentença interrogativa
• B: Prestando atenção no edital!
Sentença exclamativa
• C: Faça seu dever de casa hoje.
Sentença imperativa
• D: X + Y = 5
Sentença aberta
• E: Ele é professor.
Sentença aberta
Exceção a regra:
è Se... Então
è Todo
è Nenhum/nenhuma
è Algum/alguma
(Se tiver alguma dessas palavras, será proposição)
Questões de Fixação
1) Analise os itens abaixo:
1. O Brasil é o país do presente.
2. Por que Pedro não estuda?
3. 2 + 3 = 6
4. Preste atenção no exercício!
5. Silvia vai ao estádio
É correto afirmar que, são proposições apenas:
a) 1 e 2
b) 2 e 5
c) 1, 3 e 5
d) 2 e 4
e) 3 e 5
2) Uma proposição é uma sentença que pode ser julgada
como Verdadeira (V) ou Falsa (F). De acordo com essa
definição julgues os itens a seguir:
A) A sentença: “ O feijão é um alimento rico em proteí-
nas” é uma proposição.
B) A sentença: “ Por que Pedro foi comer sanduíche?”
não é uma proposição
3) Considere as seguintes frases:
I. Ele foi o melhor jogador do mundo em 2008.
II. (x + y) / 3 é um número inteiro.
III. Juliana foi Secretária da Fazenda de Sergipe em
2020.
103
Prof: Thales
Disciplina RLM
É verdade que apenas:
a) I e II são sentenças abertas
b) I e III são sentenças abertas
c) II e III são sentenças abertas
d) I é uma sentença aberta
e) II é uma sentença aberta
4) (IBGP - 2019 - Prefeitura de Jacutinga - MG - Guarda
Municipal) Assinale a alternativa que representa uma
sentença ABERTA:
a) 4 + 4 = 8.
b) Carlos possui 5 filhos.
c) Clarice é uma excelente professora de História.
d) Ela é uma ótima profissional.
5) (UFMT - 2019 - COREN-MT - Assistente de Administra-
ção) Assinale a alternativa que apresenta uma proposi-
ção.
a) Vamos combater o sarampo!
b) O Coren-MT é uma autarquia pública federal, autôno-
ma, vinculada ao Poder Executivo?
c) O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso
(COREN/MT) foi criado em 03/09/1975.
d) Enfermeira, aplique a vacina.
6) (CESPE / CEBRASPE - 2019 - TJ-PR - Técnico Judiciá-
rio) Considere as seguintes sentenças.
I A ouvidoria da justiça recebe críticas e reclamações
relacionadas ao Poder Judiciário do estado.
II Nenhuma mulher exerceu a presidência do Brasil até o
ano 2018.
III Onde serão alocados os candidatos aprovados no
concurso para técnico judiciário do TJ/PR?
Assinale a opção correta.
a) Apenas a sentença I é proposição.
b) Apenas a sentença III é proposição.
c) Apenas as sentenças I e II são proposições.
d) Apenas as sentenças II e III são proposições.
e) Todas as sentenças são proposições.
Gabarito
1 – C 2 – V/V 3 – A 4 – D 5 – C 6 – D
2. Princípios Lógicos
➢ São princípios básicos que orientam a lógica for-
mal.
a) Princípio da Identidade
- Se uma proposição for V,ela será sempre V, e for F,
será sempre F.
b) Princípio da não-contradição
- Uma proposição só será V ou F, mas nunca as duas ao
mesmo tempo.
c) Princípio do Terceiro Excluído
- Uma proposição só será V ou F, mas nunca uma tercei-
ra opção.
3. Proposição Simples
➢ São sentenças com presença de verbo que
apresentam um único pensamento, objeto de es-
tudo.
➢ Podem ser chamadas de atômicas.
✓ Exemplo:
• Maria ganhou uma viagem no ano que vem para
Alagoas.
3.1 Negação de uma Proposição Simples
➢ Negação dos verbos nas proposições, apenas o
verbo principal, que inicia o predicado e nada
mais.
➢ Quatro são as formas de negação:
a) Forma Principal
- Simples troca do verbo se ele estiver afirmando colocar
negando e vice versa.
✓ Exemplo:
• João ganhou a aposta que disputará com Pedro.
Sua negação será:
104
Prof: Thales
Disciplina RLM
• João não ganhou a aposta que disputará com Pe-
dro.
b) Forma Secundária
- Só será utilizada caso não tenha nas questões uma
opção com a forma principal
- Consiste em alterar o significado dado de forma a não
deixar brechas.
✓ Exemplo:
• João ganhou a aposta que disputará com Pedro.
Sua negação será:
• João empatou ou perdeu a aposta que disputará
com Pedro.
OBS: Podemos utilizar antônimos
OBS: Verificar negação de símbolos matemáticos a ser
visto em sala de aula.
3.2 Linguagem Simbólica da Negação
➢ As principais simbologias da negação são:
~ A ou ¬ A onde ambos significam:
“Não A”
CUIDADO: A negação da negação será sempre uma
afirmação
3.3 Camuflagens da Negação
➢ As principais camuflagens são:
a) Falar que a frase é verdadeira e pedir uma falsidade e
vice-versa
b) Afirmar que a frase é falsa.
c) Pedir a contradição da frase
CUIDADO: As expressões: “Não é verdade que”, “ é
falso que” ... também representam a falsidade
(negação)
Questões de Fixação
1) (FUNDATEC - 2019 - Prefeitura de Porto Mauá - RS –
Psicólogo) Qual a negação da proposição simples “Pedro
não é um mau pintor”?
a) Pedro é um bom pintor.
b) Pedro é um mau pintor.
c) Pedro não sabe pintar.
d) Pedro não é um bom pintor.
e) Pedro tenta ser bom pintor.
2) (IBGP - 2019 - Prefeitura de Jacutinga - MG - Guarda
Municipal) Com base na proposição A: “A galinha põe
ovo”, assinale a alternativa que representa CORRETA-
MENTE a sua negação:
a) A
b) ~A
c) A → B
d) A ∴
Gabarito
1 – B 2 – B
4) Negação da Proposições Categóricas
4.1) Negação do “TODO”
➢ É chamado de quantificador Universal
➢ Pode vir camuflado também como “qualquer
que seja”, “para todo”, “ cada um”.
➢ Utilizaremos o macete para facilitar
P E A + NÃO
P : Pelo menos um
E: Existe um
A: Algum
Não: Negar a 2ª parte
✓ Exemplo:
• Qual a negação da proposição: “Todo políti-
co é honesto”
✓ Negação:
(~) 𝒆 (¬)
105
Prof: Thales
Disciplina RLM
✓ Pelo menos um político não é honesto
✓ Existe um político que não é honesto
✓ Algum político não é honesto
CUIDADO: A negação também poderia ser “ Algum
político é desonesto”.
Nesse foi utilizado o antônimo (sentido contrário),
mas lembre-se que só utiliza esse se não tiverem as
formas já faladas.
1) Dizer que a afirmação “todos os professores são psicó-
logos" é falsa, do ponto de vista lógico, equivale a dizer
que a seguinte afirmação é verdadeira.
a) Todos os não psicólogos são professores.
b) Nenhum professor é psicólogo.
c) Nenhum psicólogo é professor.
d) Pelo menos um psicólogo não é professor.
e) Pelo menos um professor não é psicólogo.
2) Qual a negação de “Todos os filhos de Maria gostam
de quiabo e desgostam de bife”?
a) Nenhum dos filhos de Maria gosta de quiabo e desgos-
ta de bife.
b) Nenhum dos filhos de Maria desgosta de quiabo ou
gosta de bife.
c) Algum filho de Maria desgosta de quiabo e gosta de
bife.
d) Algum filho de Maria desgosta de quiabo ou gosta de
bife.
e) Algum dos filhos de Maria gosta de bife.
4.2) Negação do “ALGUM”
➢ Utilizaremos o macete para facilitar
NETONÃO
NE: Nenhum
TONÃO: Todo + Não
✓ Exemplo:
• Qual a negação da proposição: “Algum físico
é maluco”
✓ Negação:
✓ Nenhum físico é maluco.
✓ Todo físico não é maluco
1) A negação da seguinte proposição “Algum represen-
tante do povo não compareceu" é:
a) Todo representante do povo compareceu.
b) Todo representante do povo não compareceu.
c) Pelo menos um representante do povo não compare-
ceu.
d) Algum representante do povo faltou.
e) Algum representante do povo compareceu.
2) Seja a seguinte proposição: “existem pessoas que não
acordam cedo e comem demais no almoço” A negação
dessa proposição está corretamente indicada na seguinte
alternativa:
a) A Todas as pessoas acordam cedo ou não comem
demais no almoço.
b) Não existem pessoas que comem demais no almoço
c) Não existem pessoas que acordam cedo.
d) Todas as pessoas que não acordam cedo comem de-
mais no almoço.
4.3) Negação do “NENHUM”
➢ Utilizaremos o macete para facilitar
P E A
P : Pelo menos um
E: Existe um
A: Algum
✓ Exemplo:
• Qual a negação da proposição: “Nenhum
professor é rico”
✓ Negação:
✓ Pelo menos um professor é rico.
✓ Algum professor é rico.
✓ Existe um professor é rico.
Questões
1) A negação de “Nenhum músico é surdo” é:
a) Há, pelo menos, um músico surdo.
b) Nenhum surdo não é músico.
c) Todos os músicos são surdos.
d) Todos os surdos são músicos.
e) Todos os músicos não são surdos.
2) A negação da proposição “2 + 5 = 9” é a proposição
“2 + 5 = 7”.
CERTO ERRADO
106
Prof: Thales
Disciplina RLM
3) Qual é a negação de “Todos os candidatos desse con-
curso têm mais de 18 anos”?
a) Todos os candidatos desse concurso têm menos de 18
anos.
b) Pelo menos um candidato desse concurso tem menos
de 18 anos.
c) Pelo menos um candidato desse concurso tem 18 anos
ou menos.
d) Nenhum candidato desse concurso tem menos de 18
anos.
e) Nenhum candidato tem exatamente 18 anos.
Gabarito
1 – A 2 – E 3 – C
Questões de Fixação
1) (UFMT - 2019 - COREN-MT - Assistente de Administra-
ção) Considere as seguintes sentenças:
— Algum homem faz parte do quadro de Conselheiros
Efetivos do COREN – MT.
— Nenhuma Técnica de Enfermagem é menor de idade.
— Nem todos os profissionais da saúde são bem valori-
zados.
— Existe um Conselho Regional de Enfermagem que não
é subordinado ao Conselho Federal de Enfermagem.
Quantas dentre essas sentenças apresentam quantifica-
dores?
a) 1
b) 3
c) 2
d) 4
2) (VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente -
SP - Operador de Sistemas Júnior) Assinale a alternativa
que contém uma negação lógica para a seguinte afirma-
ção: Todos os servidores públicos usam gravata.
a) Existe servidor público que não usa gravata.
b) Nenhum servidor público usa gravata.
c) Alguns servidores públicos usam gravata.
d) Todos os que usam gravata não são servidores públi-
cos.
e) Ninguém que não usa gravata é servidor público.
3) (FUNRIO - 2016 - Prefeitura de Mesquita - RJ - Guar-
da Municipal Civil) A negação de “Todo guarda é ‘boa
praça’” é:
a) Todo ‘boa praça’ é guarda.
b) Nenhum guarda é ‘boa praça’.
c) Nenhum ‘boa praça’ é guarda.
d) Pelo menos um guarda não é ‘boa praça’.
e) Quase todos os guardas são ‘boa praça’.
4) (VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente -
SP - Programador de Sistemas Júnior) Considere a se-
guinte afirmação: Existe servidor público que não é mu-
lher ou que gosta de questões de raciocínio lógico.
Uma negação lógica para a afirmação apresentada acima
está contida na alternativa:
a) Alguns servidores públicos são mulheres ou nãogos-
tam de questões de raciocínio lógico.
b) Existe servidor público que não é mulher ou que não
gosta de questões de raciocínio lógico.
c) Existe servidor público que é homem e gosta de ques-
tões de raciocínio lógico.
d) Todo servidor público é mulher e não gosta de ques-
tões de raciocínio lógico.
e) Existe servidor público que é mulher e gosta de ques-
tões de raciocínio lógico.
5) (FGV - 2016 - Prefeitura de Paulínia - SP - Diretor de
Unidade Escolar) Considere a sentença: “Todas as crian-
ças desta turma gostam de estudar e de brincar.”
Dado que essa sentença é falsa, deduz-se que:
a) nenhuma criança desta turma gosta de estudar e de
brincar.
b) alguma criança desta turma não gosta de estudar ou
não gosta de brincar.
c) todas as crianças desta turma não gostam de estudar
ou não gostam de brincar.
d) alguma criança desta turma não gosta de estudar nem
de brincar.
e) todas as crianças desta turma não gostam de estudar
nem de brincar.
6) (CESPE - 2013 - MME - Nível Médio - Conhecimentos
Básicos - Todos os Cargos) Assinale a opção que apre-
senta uma proposição logicamente equivalente à nega-
ção da proposição “Todo ser humano é responsável pelo
bem que não faz”.
a) Todo ser humano não é responsável pelo bem que não
faz.
b) Algum ser humano não é responsável pelo bem que
não faz.
c) Todo ser humano é responsável pelo bem que faz.
d) Todo ser humano é responsável pelo mal que não faz.
e) Algum ser humano não é responsável pelo bem que
faz.
107
Prof: Thales
Disciplina RLM
7) (CESPE - 2013 - SEFAZ-ES - Auditor Fiscal da Receita
Estadual) A negação da proposição “Cada uma das con-
tas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois
erros contábeis.” corresponde a:
a) Todas as contas apresentadas por Fernando contêm,
pelo menos, um erro contábil.
b) Nenhuma das contas apresentadas por Fernando con-
tém, no mínimo, dois erros contábeis.
c) Cada uma das contas apresentadas por Fernando con-
tém, no máximo, um erro contábil.
d) Pelo menos uma das contas apresentadas por Fernan-
do contém, no máximo, um erro contábil.
e) Pelo menos uma das contas apresentadas por Fernan-
do contém, no mínimo, dois erros contábeis.
Gabarito
1 – D 2 – A 3 – D 4 – D 5 – B 6 – B
7 – D
5. Proposições Compostas
➢ É toda frase declarativa afirmativa ou nega-
tiva, composta por duas ou mais proposições
simples através de operadores lógicos
OPERADORES LÓGICOS (CONECTIVOS)
➢ Bicondicional e condicional tem ordem de
prioridade
5.1) Camuflagem da Conjunção
➢ Pode vir escondido nas formas:
a) Orações separadas por vírgula;
b) Orações separadas pelo “mas”
c) Orações separadas pelo termo “tanto como”
✓ Exemplo:
• Pedro vai à praia e João ao cinema.
Nem = e +não
Logo a frase pode vir camuflada:
• Pedro vai à praia, João ao cinema.
• Pedro vai à praia, mas João ao cinema.
• Tanto Pedro vai à praia como João ao cine-
ma.
5.2) Camuflagem da Condicional
➢ Uso da virgula, com o Se no começo da frase
➢ Quando; Como; Sempre que; Toda vez que; Pois;
em seguida utilização da vírgula.
✓ Exemplo: “Se chove então bebo”, podem vir as ca-
muflagens:
• Se chove, bebo
• Quando chove, bebo
• Como chove, bebo
• Sempre que chove, bebo
• Toda vez que chove, bebo
Obs: Iremos em sala de aula, comentar mais possibilida-
de.
5.3) Linguagem Simbólica aplicando Conectivos
➢ Iremos substituir as frases por letras e
somado aos conectivos transformaremos a
sentença na linguagem simbólica.
FRASE NOME SÍMBOLO
E Conjunção ∧
ou
Disjunção
(Inclusiva)
∨
ou ... ou
Disjunção
(Inclusiva)
⋁
Se ... Então Condicional ⟶
Se e so-
mente se
Bicondicional ↔
108
Prof: Thales
Disciplina RLM
✓ Exemplo:
• Considere as proposições:
A: Pedro é vascaíno
B: João é inteligente
C: Cássia é sergipana
Com base nas declarações acima A, B e C represente as
sentenças abaixo:
a) Pedro é vascaíno e João é inteligente
Representação Simbólica:
A ∧ B
b) Se Cassia é sergipana, então João é inteligente
Representação Simbólica:
C ⟶ B
c) Se Cassia é sergipana ou Pedro não é vascaíno então
João é inteligente
Representação Simbólica:
C ⋁ ~A ⟶ B
6) Negação de Proposição Composta
6.1) Negação do “E” e do “OU”
➢ Apenas seguir o passo a passo:
1º) Nega a primeira sentença;
2º) Troca E por OU, vice-versa;
3ª) Nega a segunda sentença
➢ DICA: NETRONE
CUIDADO: Se aparecer o termo “nem” é a mesma coisa
de “e não”.
✓ Exemplo:
• A negação da frase: Milão é a capital da Itá-
lia ou Paris é a capital da Inglaterra é:
a) Milão não é capital da Itália.
b) Milão não é a capital da Itália e Paris não é a capital
da Inglaterra.
c) Milão não é a capital da Itália ou Paris não é a capital
da Inglaterra.
d) Paris não é a capital da Inglaterra
e) Milão é a capital da Itália e Paris não é a capital da
Inglaterra.
Questões de Fixação
1) (INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Novo Ham-
burgo - RS – Arquiteto) Considere como verdadeira a
seguinte sentença: “Carlos escreve poemas e ensina
Gramática”. A negação dessa sentença, por definição,
será dada por
a) “Carlos não escreve poemas ou não ensina Gramáti-
ca”.
b) “Carlos escreve poemas ou não ensina Gramática”.
c) “Carlos não escreve poemas ou ensina Gramática”.
d) “Carlos escreve poemas ou ensina Gramática”.
e) “Carlos não escreve poemas se, e somente se, ensina
Gramática”.
2) (INSTITUTO PRÓ-MUNICÍPIO - 2019 - Instituto Práxis
- Técnico em Enfermagem) Observe a afirmação:
‘Pedro é mecânico ou Thiago é arquiteto’.
A negativa da afirmativa acima é:
a) Pedro é mecânico e Thiago é arquiteto;
b) Pedro é mecânico e Thiago não é arquiteto;
c) Pedro não é mecânico e Thiago não é arquiteto;
d) Pedro não é mecânico ou Thiago não é arquiteto.
3) (CESPE / CEBRASPE - 2018 - SEFAZ-RS - Técnico
Tributário da Receita Estadual - Prova 1) A negação da
proposição “O IPTU, eu pago parcelado; o IPVA, eu pago
em parcela única” pode ser escrita como
a) “Eu não pago o IPTU parcelado e não pago o IPVA em
parcela única”.
b) “Eu não pago o IPTU parcelado e pago o IPVA parcela-
do”.
c) “Eu não pago o IPTU parcelado ou não pago o IPVA
em parcela única”
d) “Eu pago o IPTU em parcela única e pago o IPVA par-
celado”.
e) “Eu pago o IPTU em parcela única ou pago o IPVA
parcelado”.
4) (CESPE / CEBRASPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de
Polícia Civil) Proposição
A qualidade da educação dos jovens sobe ou a sensação
de segurança da sociedade diminui.
Assinale a opção que apresenta uma proposição que
constitui uma negação da proposição
109
Prof: Thales
Disciplina RLM
a) A qualidade da educação dos jovens não sobe e a
sensação de segurança da sociedade não diminui.
b) A qualidade da educação dos jovens desce ou a sen-
sação de segurança da sociedade aumenta.
c) A qualidade da educação dos jovens não sobe ou a
sensação de segurança da sociedade não diminui.
d) A qualidade da educação dos jovens sobe e a sensa-
ção de segurança da sociedade diminui.
e) A qualidade da educação dos jovens diminui ou a sen-
sação de segurança da sociedade sobe.
Gabarito
1 – A 2 – C 3 – C 4 –A
6.2) Negação da Disjunção Exclusiva
➢ Iremos apenas trocar o “ou...ou” pelo se e
semente se.
A ∨ B sua negação será A ↔ B
✓ Exemplo:
• A negação da frase: “Ou Paris é bonita, ou
Pedro é feio” é dada por:
✓ Paris é bonita se e somente se Pedro é feito.
6.3) Negação da Bicondicional
➢ Iremos apenas trocar o “se e somente se”
pelo “ou... ou”.
A ↔ B sua negação será A ∨ B
✓ Exemplo:
• A negação da frase: “Paris é bonita se e so-
mente se Pedro é feio”é dada por:
✓ Ou Paris é bonita ou Pedro é feio.
6.4) Negação da Condicional
➢ Iremos seguir os seguintes passos:
1º) Repete a frente (1ª sentença);
2º) Troca “Se ... então” por “E”
3ª) Nega a segunda sentença
➢ DICA: RENE
A ⟶ B sua negação será A ∧ ~B
✓ Exemplo:
• Qual a negação da proposição: “Se você tra-
balha então alcança”
✓ “Você trabalha e não alcança”
Questões de Fixação
1) (FUNDATEC - 2019 - Autarquia Municipal de Turismo
Gramadotur - RS – Assistente) A negação da proposição
“É verão em Gramado se e somente se faz calor” é:
a) Não é verão em Gramado se e somente se não faz
calor.
b) Se é verão então faz calor.
c) É verão em Gramado e faz calor.
d) Não é verão em Gramado e não faz calor.
e) Ou é verão em Gramado ou faz calor.
2) (FUNDATEC - 2019 - Autarquia Municipal de Turismo
Gramadotur – RS) A negação da proposição “Se é outono
em Gramado então a temperatura está amena” é:
a) Se não é outono em Gramado então a temperatura
não está amena.
b) Não é outono em Gramado e está frio.
c) Não é outono em Gramado e está calor.
d) É outono em Gramado e a temperatura não está ame-
na.
e) É outono em Gramado e a temperatura está amena.
3) (VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente -
SP - Operador de Sistemas Júnior) Considere falsa a
afirmação: Se Antonio é alto e magro, então ele é atleta.
Com base nessas informações é correto afirmar que
a) Antonio não é magro e não é atleta.
b) Antonio não é alto e não é atleta.
c) Antonio não é atleta e é alto e magro.
d) Antonio é atleta e é alto e não é magro.
e) Antonio é atleta e não é alto ou não é magro.
110
Prof: Thales
Disciplina RLM
4) (FUNDATEC - 2019 Prefeitura de Campo Bom – RS) A
negação da proposição “Se faz calor em Campo Bom,
então os parques estão cheios de pessoas felizes” é:
a) Faz calor em Campo Bom e os parques não estão
cheios de pessoas felizes.
b) Se não faz calor em Campo Bom, então os parques
não estão cheios de pessoas felizes.
c) Ou faz calor em Campo Bom ou os parques estão
cheios de pessoas felizes.
d) Faz calor em Campo Bom se e somente se os parques
estão cheios de pessoas felizes.
e) Faz calor em Campo Bom ou os parques estão cheios
de pessoas felizes.
5) (CEBRASPE / CESPE - 2016 - POLÍCIA CIENTÍFICA -
PE - Conhecimentos Gerais (Perito Criminal e Médico)
Texto associado
Considere as seguintes proposições para responder a
questão.
P1: Se há investigação ou o suspeito é flagrado come-
tendo delito, então há punição de criminosos.
P2: Se há punição de criminosos, os níveis de violência
não tendem a aumentar.
P3: Se os níveis de violência não tendem a aumentar, a
população não faz justiça com as próprias mãos.
Assinale a opção que apresenta uma negação correta da
proposição P1.
a) Se não há punição de criminosos, então não há inves-
tigação ou o suspeito não é flagrado cometendo delito.
b) Há punição de criminosos, mas não há investigação
nem o suspeito é flagrado cometendo delito.
c) Há investigação ou o suspeito é flagrado cometendo
delito, mas não há punição de criminosos.
d) Se não há investigação ou o suspeito não é flagrado
cometendo delito, então não há punição de criminosos.
e) Se não há investigação e o suspeito não é flagrado
cometendo delito, então não há punição de criminosos.
Gabarito
1 – E 2 – D 3 – C 4 – A 5 – C
7) Equivalências Lógicas
7.1) Equivalência da Condicional
➢ A primeira delas bastará utilizar o macete:
➢ Essa equivalência em algumas provas vem
com o nome de contrapositiva.
✓ Exemplo:
• Qual a equivalência da proposição:
“Se chove, então bebo”
✓ Se não bebo, então não chove
➢ A segunda delas irá utilizar o macete:
✓ Exemplo:
• Qual a equivalência da proposição:
“Se faz frio, então compro café”
Sua equivalência será:
✓ Não faz frio ou compro café.
Observação: ~P V q é a mesma coisa que q V ~p
7.1.1) Principais representações do “Se ... então”
1ª) A implica em B = A → B
2ª) A é condição suficiente para B = A → B
3ª) B é condição necessária para A = A → B
7.2) Equivalência da Bicondicional
Método 1: (𝒑 ↔ 𝒒) = (𝒑 → 𝒒) ∧ (𝒒 → 𝒑)
✓ Exemplo:
• Qual a equivalência da proposição:
“Chove se e somente se bebo”
Sua equivalência será:
✓ Se chove então bebo e se bebo então chove.
Método 2: (𝒑 ↔ 𝒒) = ~𝒑 ⋁ 𝒒 𝑜𝑢 (𝑝 ↔ 𝑞) = 𝑝 ⋁ ~𝑞
➢ Nega uma das proposições e coloca a dis-
junção exclusiva.
NEGA E INVERTE
TROCA PELO “OU”; NEGA(1ª
E REPETE 2ª)
111
Prof: Thales
Disciplina RLM
✓ Exemplo:
• Qual a equivalência da proposição:
“Chove se e somente se bebo”
Sua equivalência será:
✓ Ou Chove ou não bebo
Ou
✓ Ou não chove ou bebo
7.3) Equivalência da Disjunção Inclusiva
𝒑 ∨ 𝒒 = ~𝒑 → 𝒒
✓ Exemplo:
• Qual a equivalência da proposição:
“A Terra é um planeta ou o Sol é um Satéli-
te”
Sua equivalência será:
✓ Se a Terra não é um planeta então o Sol é um Satéli-
te.
Equivalência do (P v Q)
Lembre de cinema - (SeNeMa) = Se nega a primeira
então mantém a segunda.
fica assim: (~P-->Q)
Gosto de lembrar assim, espero ter ajudado
7.4) Equivalência da Disjunção Exclusiva
𝒑 ⋁ 𝒒 = ~𝒑 ↔ 𝒒 = 𝒑 ↔ ~𝒒
• Qual a equivalência da proposição:
“Ou a Terra é um planeta ou o Sol é um Sa-
télite”
Sua equivalência será:
✓ A Terra não é um planeta se e somente se o Sol é
um Satélite.
✓ A Terra é um planeta se e somente se o Sol não é
um Satélite.
Questões de Fixação
1) Se Pedro gosta de pimenta, então ele é falante. Por-
tanto pode-se concluir que:
a) Se Pedro não gosta de pimenta, então ele é falante.
b) Se Pedro gosta de pimenta, então ele é não falante.
c) Se Pedro não é falante, então ele não gosta de pimen-
ta.
d) Se Pedro não gosta de pimenta, então ele não é falan-
te.
2) Duas grandezas x e y são tais que: ''se x = 3, então,
y =7.''Pode-se concluir que:
a) se x ≠ 3, então y ≠7.
b) se y = 7, então x =3.
c) se y ≠ 7, então x ≠3.
d) se x = 5, então y =5.
e) nenhuma das conclusões anteriores é válida.
3) Uma sentença logicamente equivalente a “ Se Ana é
bela, então Carina é feia” é:
a) Se Ana não é bela, então Carina não é feia.
b) Ana é bela ou Carina não é feia.
c) Se Carina é feia, Ana é bela.
d) Ana é bela ou Carina é feia.
e) Se Carina não é feia, então Ana não é bela.
4) Considere a seguinte proposição: “Se chove ou neva,
então o chão fica molhado”. Sendo assim, pode-se afir-
mar que:
a) Se o chão está molhado, então choveu ou nevou.
b) Se o chão está molhado, então choveu e nevou.
c) Se o chão está seco, então choveu ou nevou.
d) Se o chão está seco, então não choveu ou não nevou.
e) Se o chão está seco, então não choveu e não nevou.
5) Um renomado economista afirma que “A inflação não
baixa ou a taxa de juros aumenta”. Do ponto de vista
lógico, a afirmação do renomado economista equivale a
dizer que:
a) se a inflação baixa, então a taxa de juros não aumen-
ta.
b) se a taxa de juros aumenta, então a inflação baixa.
c) se a inflação não baixa, então a taxa de juros aumen-
ta.
d) se a inflação baixa, então a taxa de juros aumenta.
e) se a inflação não baixa, então a taxa de juros não
aumenta.
6) A sentença “Duda é bonita ou Hélio não é magro” é
logicamente equivalente a:
a) se Duda é bonita, então Hélio é magro;
b) se Duda é bonita, então Hélio não é magro;
c) se Duda não é bonita, então Hélio não é magro;
d) se Duda não é bonita, então Hélio é magro;
e) se Hélio não é magro, então Duda não é bonita.
112
Prof: Thales
Disciplina RLM
7) A proposição “Paulo é médico ou Ana não trabalha” é
logicamente equivalente a:
a) Se Anatrabalha, então Paulo é médico.
b) Se Ana trabalha, então Paulo não é médico.
c) Paulo é médico ou Ana trabalha.
d) Ana trabalha e Paulo não é médico.
e) Se Paulo é médico, então Ana trabalha.
8) Não gosto de ficar em casa e vou ao cinema todos os
dias. Do ponto de vista lógico, uma afirmação que cor-
responde a uma negação dessa afirmação é:
a) Não gosto de sair de casa e não vou ao cinema todos
os dias.
b) Vou ao cinema todos os dias e gosto de ficar em ca-
sa.
c) Não vou ao cinema todos os dias ou não gosto de ficar
em casa.
d) Se não gosto de ficar em casa, então não vou ao ci-
nema todos os dias.
e) Gosto de ficar em casa ou não vou ao cinema todos os
dias.
9) (FGV 2018) Um gerente disse a seus subordinados:
“Todos que atingirem as nossas três metas anuais serão
promovidos”.
O ano acabou, o gerente cumpriu sua promessa e Pedro
é um de seus subordinados.
Pode-se deduzir logicamente que:
a) Se Pedro foi promovido, então ele atingiu pelo menos
uma das três metas anuais;
b) Se Pedro foi promovido, então ele atingiu as três me-
tas anuais;
c) Se Pedro não foi promovido, então ele não atingiu pelo
menos uma das três metas anuais;
d) Se Pedro não foi promovido, então ele não atingiu
nenhuma das três metas anuais;
e) Se Pedro não atingiu pelo menos uma das três metas
anuais, então ele não foi promovido.
10) (CEBRASPE / CESPE - 2019 - TJ-PR - Técnico Judiciá-
rio) Assinale a opção que apresenta a proposição lógica
que é equivalente à seguinte proposição:
“Se Carlos foi aprovado no concurso do TJ/PR, então
Carlos possui o ensino médio completo.”
a) “Carlos não foi aprovado no concurso do TJ/PR ou
Carlos possui o ensino médio completo.”
b) “Se Carlos não foi aprovado no concurso do TJ/PR,
então Carlos não possui o ensino médio completo”
c) “Carlos possuir o ensino médio completo é condição
suficiente para que ele seja aprovado no concurso do
TJ/PR.”
d) “Carlos ser aprovado no concurso do TJ/PR é condição
necessária para que ele tenha o ensino médio completo”
e) “Carlos possui o ensino médio completo e não foi
aprovado no concurso do TJ/PR.”
11) (CEBRASPE / CESPE - 2018 - EMAP - Conhecimentos
Básicos - Cargos de Nível Superior) Julgue o item seguin-
te, relativo à lógica proposicional e de argumentação.
A proposição “Se Sônia é baixa, então Sônia pratica gi-
nástica olímpica” é logicamente equivalente à sentença
“Se Sônia é alta, então Sônia não pratica ginástica olím-
pica”
CERTO ERRADO
Gabarito
1 – C 2 – D 3 – E 4 – E 5 – D 6 – C
7 – A 8 – E 9 – C 10 – A 11 – E
8) Tabela Verdade
➢ Método utilizado para dar valores lógicos de
forma organizada através de proposições,
sejam elas simples ou compostas.
➢ Iremos utilizar três passos para aprender
esse conteúdo.
1º Passo: Encontrar a quantidade de linhas
➢ A fórmula é:
𝟐𝒏
𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑛 é 𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑝𝑜𝑠𝑖çõ𝑒𝑠 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠
✓ Exemplo: p ∧ q → 2² = 4
✓ Exemplo: p ∧ q ∨ r → 2³ = 8
2º Passo: Distribuir os valores V ou F na tabela.
“DOBRO”
3º Passo: Verificar a lógica de cada um dos opera-
dores.
113
Prof: Thales
Disciplina RLM
➢ Vamos agora aplicar o entendimento sobre a
lógica dos operadores de forma individuali-
zada.
a) Conjunção: Só será verdadeiro se as duas proposi-
ções forem verdadeiras.
CONJUNÇÃO
A B A ˄ B
V V V
V F F
F V F
F F F
b) Disjunção Inclusiva: Tendo uma proposição ver-
dadeira, a conclusão é verdadeira da sentença.
DISJUNÇÃO INCLUSIVA
A B A ˅ B
V V V
V F V
F V V
F F F
c) Disjunção Exclusiva: Valores opostos resultam
em uma conclusão verdadeira.
d) Condicional: Só será falso, se o antecedente for
verdadeiro e o consequente falso.
DICA: VERA FISHER
e) Bicondicional: Só será verdadeiro se os valores
lógicos forem iguais.
BICONDICIONAL
A B A ˅ B
V V V
V F F
F V F
F F V
Questôes
1. (CESPE) Proposição “A qualidade da educação dos
jovens sobe ou a sensação de segurança da sociedade
diminui.”
A quantidade de linhas da tabela-verdade corresponden-
te à proposição é igual a
a) 2.
b) 4.
c) 8.
d) 16.
e) 32.
2. (CESPE 2021) A quantidade de linhas da tabela-
verdade da proposição composta P → Q ˅ R, em que P, Q
e R são proposições simples e independentes entre si,
que apresentam o valor lógico F é igual a
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 5.
3. (CESPE) Considerando todas as possíveis valorações V
ou F das proposições simples P e Q, a quantidade de
valorações V na tabela-verdade da proposição (P∧Q)∨(~
Q ) → [ P∨(~ Q )] é igual.
a) 1.
b) 2.
c) 3.
d) 4.
e) 0.
4. (CESPE) Com relação a lógica proposicional, julgue o
item subsequente.
Considerando-se as proposições simples “Cláudio pratica
esportes” e “Cláudio tem uma alimentação balanceada”,
é correto afirmar que a proposição “Cláudio pratica es-
portes ou ele não pratica esportes e não tem uma ali-
mentação balanceada” é uma tautologia.
CERTO ERRADO
A B A ˅ B
V V F
V F V
F V V
F F F
DISJUNÇÃO EXCLUSIVA
A B A → B
V V V
V F F
F V V
F F V
CONDICIONAL
114
Prof: Thales
Disciplina RLM
5. Sejam as proposições p e q onde p implica logicamen-
te q e sejam as negações ~p e ~q. Tem-se que p e ~q é
uma contradição.
CERTO ERRADO
6. Em relação à proposição (p ⟷q) ∧ (p ⟶ q) , assinale a
alternativa correta.
a) É uma tautologia.
b) É uma contingência.
c) É uma contradição.
d) A tabela verdade que a representa é formada por oito
linhas.
e) É uma proposição composta formada a partir de três
proposições simples.
Gabarito
1 – B 2 – A 3 – D 4 – E 5 – E 6 – D
9. Diagramas Lógicos
1. Introdução
✓ Em algumas situações, símbolos matemáticos são
usados para facilitar a compreensão e o estudo de temas
mais teóricos, inclusive de outras áreas, como a Lógica
Matemática.
✓ Os diagramas de Venn são ferramentas utilizadas
para facilitar o estudo de sentenças lógicas argumentati-
vas.
2. Casos de Diagramas Lógicos
2.1 Caso 01 – Utilização do TODO
- Com a utilização do “todo” temos duas maneiras de
representação, são elas exemplo:
- Todo A é B
Caso geral Caso Particular
2.2 Caso 02 – Utilização do tipo “ALGUM A É B”
✓ Essa proposição nos leva a pensar em 4 possibilidades
de representação (diagramas).
✓ Pelo menos um elemento de A é elemento de B.
✓ Todos os elementos de A estão em B ou seja A está
contido em B
✓ Pode ocorrer ao contrário ou seja todo B está em A ou
seja B está contido em A
115
Prof: Thales
Disciplina RLM
✓ E pode ocorrer de ambos serem iguais (A = B)
2.3 Caso 03 – Utilização do tipo “ALGUM A NÃO É B”
✓ Podemos ter 3 possibilidades de representação.
✓ Existe elemento de A que não faz parte de B.
Caso Geral Caso Particular
✓ Quando dizemos algum não podemos deixar de pen-
sar na possibilidade de serem todos.
2.4 Caso 04 – Utilização do tipo “NENHUM A É B”
✓ Esta proposição afirma que A e B são dois conjuntos
disjuntos (intersecção vazia ).
Questões
1. Um economista afirmou, no telejornal, que “se os im-
postos não sobem, então a receita fiscal não cresce”. Do
ponto de vista da lógica, uma frase equivalente a essa é
a) se a receita fiscal cresce, então os impostos sobem.
b) se os impostos sobem, então a receita fiscal cresce. c)
se a receita fiscal não cresce, então os impostos não
sobem.
d) ou o imposto não sobe, ou a receita cresce.
e) o imposto sobe sempre que a receita fiscal aumenta.
2. Considerea afirmação: ‘Se administro o remédio nos
intervalos previstos e ofereço nas quantidades corretas,
então o paciente está bem cuidado.’ Uma afirmação logi-
camente equivalente a ela é
a) Não administro o remédio nos intervalos previstos ou
não ofereço nas quantidades corretas e o paciente não
está bem cuidado.
b) Não administro o remédio nos intervalos previstos e
não ofereço nas quantidades corretas ou o paciente não
está bem cuidado.
c) Se o paciente não está bem cuidado, então não admi-
nistro o remédio nos intervalos previstos ou não ofereço
nas quantidades corretas.
d) Se o paciente está bem cuidado, então administro o
remédio nos intervalos previstos e ofereço nas quantida-
des corretas.
e) Administro o remédio nos intervalos previstos ou ofe-
reço nas quantidades corretas e o paciente está bem
cuidado.
3. A proposição composta p → p ∧ q é equivalente à pro-
posição:
a) p v q
b) p ∧ q
c) p
d) ~ p v q
e) q
116
Prof: Thales
Disciplina RLM
4. X e Y são números tais que: Se X ≤ 4, então Y > 7.
Sendo assim:
a) Se Y ≤ 7, então X > 4.
b) Se Y > 7, então X ≥ 4.
c) Se X ≥ 4, então Y < 7.
d) Se Y < 7, então X ≥ 4.
e) Se X < 4, então Y ≥ 7.
5. (CESPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de Polícia Civil) A
qualidade da educação dos jovens sobe ou a sensação de
segurança da sociedade diminui.
Assinale a opção que apresenta uma proposição equiva-
lente à proposição
a) Se a qualidade da educação dos jovens não sobe,
então a sensação de segurança da sociedade diminui.
b) Se qualidade da educação dos jovens sobe, então a
sensação de segurança da sociedade diminui.
c) Se a qualidade da educação dos jovens não sobe, en-
tão a sensação de segurança da sociedade não diminui.
d) Se a sensação de segurança da sociedade diminui,
então a qualidade da educação dos jovens sobe.
e) Se a sensação de segurança da sociedade não dimi-
nui, então a qualidade da educação dos jovens não sobe.
6. (CESPE - 2018 - Polícia Federal - Agente de Polícia
Federal) As proposições P, Q e R a seguir referem-se a
um ilícito penal envolvendo João, Carlos, Paulo e Maria:
P: “João e Carlos não são culpados”. Q: “Paulo não é
mentiroso”. R: “Maria é inocente”.
Considerando que ~X representa a negação da proposi-
ção X, julgue o item a seguir.
As proposições P∧(~Q)→(~R) e R→[Q∧(~P)] são equiva-
lentes.
CERTO ERRADO
7. (CESPE / CEBRASPE - 2021 - PC-DF - Escrivão de Polí-
cia da Carreira de Polícia Civil do Distrito Federal) Com
relação a estruturas lógicas, lógica de argumentação e
lógica proposicional, julgue o item subsequente.
A proposição “Se Paulo está mentindo, então Maria não
está mentindo” é equivalente à proposição “Se Maria está
mentindo, então Paulo não está mentindo”.
CERTO ERRADO
8. Considere a afirmação:
“Carne com gordura não é saudável.”
Uma afirmativa que tem o mesmo significado da acima
é:
a) Carne sem gordura é saudável.
b) Carne não saudável tem gordura.
c) Carne saudável não tem gordura.
d) Carne saudável pode ter gordura.
e) Carne, ou não tem gordura ou é saudável.
9. Dizer que “André é artista ou Bernardo não é enge-
nheiro” é logicamente equivalente a dizer que:
a) André é artista se e somente se Bernardo não é enge-
nheiro.
b) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.
c) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro
d) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.
e) André não é artista e Bernardo é engenheiro
10. Uma proposição logicamente equivalente à negação
da proposição “se o cão mia, então o gato não late” é a
proposição
a) o cão mia ou o gato late.
b) o cão mia e o gato late.
c) o cão não mia ou o gato late.
d) o cão não mia e o gato late.
e) o cão não mia ou o gato não late.
Gabarito
1 – A 2 – C 3 – D 4 – A 5 – A 6 – E
7 – C 8 – C 9 – D 10 – A
10. Argumentação Lógica
➢ Veremos os tipos de argumentações, onde tere-
mos suas aplicações.
a) Raciocínio Dedutivo
✓ Parte de uma situação geral para uma situação par-
ticular
✓ A conclusão confirma o que vem já nas premissas.
✓ Não é criado conhecimento novo.
✓ Racicínio usado na matemática e na lógica formal.
Exemplo:
Premissa 01: Todo homem é fiel.
Premissa 02: Caio é homem.
Conclusão: Logo, Caio é fiel.
117
Prof: Thales
Disciplina RLM
b) Raciocínio Indutivo
✓ Parte de uma situação particular para uma situação
geral
✓ A conclusão excede as informações das premissas.
✓ Racicínio usado na ciência.
Exemplo:
O ferro é metal e conduz eletricidade / o ouro é
metal e conduz eletricidade / o cobre é metal e
conduz eletricidade / logo, os metais conduzem
eletricidade
c) Raciocínio Abdutivo
✓ O raciocínio abdutivo é ampliativo, ele busca a va-
lidez assim como a indução e busca a melhor ex-
plicação possível assim como a dedução busca a
verdade.
✓ O interessante é que a Abdução é o único raciocí-
nio que produz a criatividade e a inovação, por ser
a única lógica que introduz uma nova ideia.
11. Implicação Lógica
11.1 Introdução
✓ Conjunto de afirmações cujo encadeamento lógico
resultará em uma conclusão a ser descoberta.
✓ De forma mais usual as questões pedem com maior
frequência as respectivas conclusões.
Basicamente teremos dois tipos de implicações são elas:
a) Implicação Lógica Simples
b) Implicação Lógica Composta
11.2 Implicação Lógica Simples
✓ São aquelas que aparecem nas questões trazendo
apenas proposições simples ou uma conjunção.
✓ Basicamente sua resolução será colocar todas as
premissas seja simples ou compostas como sendo ver-
dadeiras, dai com conhecimento em tabela verdade
chegará as respectivas conclusões.
Exemplo:
Considere verdadeiras as premissas a seguir:
– Se Paulo é médico, então Sandra não é estudante.
– Se Sandra não é estudante, então Ana é secretária.
– Ou Ana não é secretária, ou Marina é enfermeira.
– Marina não é enfermeira.
Logo, pode-se concluir que:
a) Paulo é médico ou Ana é secretária
b) Sandra é estudante e Paulo é médico
c) Ana não é secretária e Sandra não é estudante.
d) Paulo é médico ou Ana não é secretária.
e) Sandra não é estudante e Paulo é médico.
➢ Nessa questão iremos iniciar pela última premis-
sa, pois a mesma é simples.
➢ Na sequência vai subindo e determinando a valo-
ração das outras premissas.
✓ Observe que a última premissa é simples, logo
estamos diante de uma questão de implicação sim-
ples.
11.3 Implicação Lógica Composta
✓ São aquelas que aparecem nas questões não haverá
nenhuma sentença com proposições simples ou conjun-
ção.
✓ Nesse modelo agora daremos um upgrade e iremos
utilizar um segundo método de utilização.
✓ Será dado valor lógico V ou F para uma das proposi-
ções simples, dando maior preferência a que se repetir
mais.
✓ Na sequência os valores serão substituídos nas pre-
missas e verificaremos aplicação na tabela verdade se irá
aparecer alguma contradição nos resultados obtidos.
Exemplo:
Considere verdadeiras as afirmações I, II, III, e falsa a
afirmação IV.
118
Prof: Thales
Disciplina RLM
I. Se acordo, então abro os olhos.
II. Se me levanto, então caminho.
III. Se não caminho, então fico em casa.
IV. Abro os olhos ou caminho.
A partir dessas afirmações, é verdade que
a) não caminho e abro os olhos.
b) não abro os olhos e acordo.
c) acordo e não me levanto.
d) não fico em casa ou me levanto.
e) acordo ou fico em casa.
➢ Nessa questão iremos iniciar pela premissa que apa-
recer mais vezes e a partir dela tentaremos determinar
as outras.
Questões
1) (CESPE / CEBRASPE - 2013 - SEGER-ES - Todos os
Cargos - ConhecimentosBásicos - Cargos 1, 2 e 3) Um
provérbio chinês diz que:
P1: Se o seu problema não tem solução, então não é
preciso se preocupar com ele, pois nada que você fizer o
resolverá.
P2: Se o seu problema tem solução, então não é preciso
se preocupar com ele, pois ele logo se resolverá.
O número de linhas da tabela verdade correspondente à
proposição P2 do texto apresentado é igual a
a) 4
b) 8
c) 12
d) 16
e) 24
2) (CESPE / CEBRASPE- Adaptada - 2017 - TRT - 7ª Re-
gião (CE) - Conhecimentos Básicos - Cargos 1, 2, 7 e 8)
P1: Se eu assino o relatório, sou responsável por todo o
seu conteúdo, mesmo que tenha escrito apenas uma
parte.
P2: Se sou responsável pelo relatório e surge um pro-
blema em seu conteúdo, sou demitido.
C: Logo, escrevo apenas uma parte do relatório, mas sou
demitido.
O argumento apresentado no texto CB1A5BBB se torna-
ria válido do ponto de vista da lógica sentencial, se, além
das premissas P1 e P2, a ele fosse acrescentada a propo-
sição
a) Não sou demitido ou não escrevo uma parte do relató-
rio.
b) Sou responsável apenas pela parte que escrevi do
relatório.
c) Eu escrevo apenas uma parte do relatório, assino o
relatório e surge um problema em seu conteúdo.
d) Se não escrevo nenhuma parte do relatório, não sou
demitido.
e) Se sou responsável pelo relatório e surge um proble-
ma em seu conteúdo, sou demitido.
3) (CESPE / CEBRASPE- 2016 - Prefeitura de São Paulo -
SP - Assistente de Gestão de Políticas Públicas I) As pro-
posições seguintes constituem as premissas de um ar-
gumento.
• Bianca não é professora.
• Se Paulo é técnico de contabilidade, então Bianca é
professora.
• Se Ana não trabalha na área de informática, então
Paulo é técnico de contabilidade.
• Carlos é especialista em recursos humanos, ou Ana não
trabalha na área de informática, ou Bianca é professora.
Assinale a opção correspondente à conclusão que torna
esse argumento um argumento válido.
a) Carlos não é especialista em recursos humanos e Pau-
lo não é técnico de contabilidade.
b) Ana não trabalha na área de informática e Paulo é
técnico de contabilidade.
c) Carlos é especialista em recursos humanos e Ana tra-
balha na área de informática.
d) Bianca não é professora e Paulo é técnico de contabili-
dade.
e) Paulo não é técnico de contabilidade e Ana não traba-
lha na área de informática.
4) (CESPE / CEBRASPE 2013 - SESA-ES - Todos os Car-
gos - Nível Superior) Considerando que seja falsa a pro-
posição: “Se os manifestantes interromperem a manifes-
tação e repararem os danos cometidos, os ingressos
voltarão a ser distribuídos.”, assinale a opção que apre-
senta uma proposição verdadeira.
a) Se os ingressos não voltarem a ser distribuídos, então
os manifestantes não interromperão a manifestação.
b) Os manifestantes interromperam a manifestação.
c) Os ingressos voltarão a ser distribuídos.
d) Os manifestantes não repararam os danos cometidos.
119
Prof: Thales
Disciplina RLM
e) Os ingressos voltarão a ser distribuídos, e os manifes-
tantes repararam os danos cometidos.
5) (CESPE / CEBRASPE - 2013 - TRE-MS - Técnico Judici-
ário - Programação de Sistemas) As proposições a seguir
são as premissas de um argumento.
Se uma companhia tem grande porte e numerosas rami-
ficações, sua falência teria um custo intolerável para a
sociedade.
Se a falência de uma companhia tem um custo intolerá-
vel para a sociedade, o governo protegê-las-á na iminên-
cia ou durante de uma crise séria.
Se o governo protege uma companhia durante uma crise
séria, recursos públicos são usados em benefício de um
ente privado.
Assinale a opção correspondente à conclusão que, jun-
tamente com as premissas acima, constituem um argu-
mento válido.
a) Se uma companhia tem grande porte e numerosas
ramificações, então recursos públicos são usados em
benefício de um ente privado.
b) Se a falência de uma companhia tem um custo intole-
rável para a sociedade, então recursos públicos são usa-
dos em benefício de um entre privado.
b) Se uma companhia entrar em falência, então a socie-
dade arcará com um custo intolerável.
d) Se o governo protege uma companhia na iminência de
uma crise séria, então recursos públicos são usados em
benefício de um ente privado.
e) Se ocorre uma crise séria em uma companhia, então
recursos públicos são usados em benefício de um ente
privado.
GABARITO
1 – B 2 – C 3 – C 4 – B 5 – A
Conjuntos
1. Introdução
Coleção de objetos (elementos) que tem uma pro-
priedade em comum ou satisfazem determinada con-
dição;
✓ Exemplo: Alunos do curso de Engenharia Civil.
1.1 Representação de Conjuntos
✓ Os conjuntos podem ser representados pela forma de
lista, propriedade e diagramas de Venn.
a) Lista
Quando são utilizados Chaves + vírgula ou chaves +
ponto e vírgula.
✓ Exemplo: A = {5,8,12}
b) Propriedade
São determinadas condições relacionadas entre os
elementos.
✓ Exemplo: A = {x / x é um número ímpar positivo
menor que 8}
/ ⟶ significa “tal que”
c) Diagrama de Venn
Curva fechada, onde dentro das mesmas tem os
elementos.
2. Igualdade entre conjuntos
CUIDADO
● Conjuntos ⟶ São indicados pelas
letras maiúsculas.
● Elementos ⟶ São indicados pelas
letras minúsculas.
Exemplo: A = {a,b,c}
120
Prof: Thales
Disciplina RLM
✓ Quando todos os elementos de um conjunto são ex-
atamente iguais aos de outro conjuntos.
✓ Exemplo. Dado os conjuntos A = {5,6,8}, B =
{15,12} e C = {8,6,5}
⟶ Logo temos A = C, A≠ B, B ≠ C
Observação: Se pelo menos um dos elementos ficar
faltando ou for diferente, os conjuntos serão consi-
derados automaticamente diferentes.
3. Conjunto Vazio, Unitário e Universo
✓ Alguns conjuntos são definidos apenas com propósi-
tos matemáticos. É o caso do conjunto vazio e do
conjunto unitário. Ambos não apresentam significado
de agrupamento ou de coleção.
a) Conjunto Vazio
Quando o conjunto não possui elementos
✓ Exemplo: B = {x / x seja um número primo par mai-
or que 5}
Simbologia: { } ou ∅, cuidado pois { ∅ } não é
considerado conjunto vazio.
b) Conjunto Unitário
Quando o conjunto possui apenas um elemento.
✓ Exemplo: Menor número par positivo {2}
c) Conjunto Universo
✓ É um conjunto considerado para estudar determina-
da situação, conjunto global.
✓ Exemplo: Conjunto de funcionários da Empresa X.
4. Relações de Pertinência
✓ Quando se precisar verificar as relações entre ele-
mentos e conjuntos.
Simbologia: ∈ ( 𝐏𝐞𝐫𝐭𝐞𝐧𝐜𝐞) ou ∉ ( 𝐍ã𝐨 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞)
✓ Exemplo: Dado o conjunto A = {1,5,15,20}, temos
que:
Logo pode-se concluir que:
1 ∈ A 5 ∈ A 15;20 ∈ A
✓ Exemplo: Utilizando diagrama
𝑥1 ∈ 𝐴
𝑥2 ∉ 𝐴
5. Subconjuntos
✓ Sejam A e B dois conjuntos quaisquer. Dizemos que
A é subconjunto de B se, e somente se, todos os
elementos de A pertencerem a B.
Logo observando a ilustração acima verifica-se que A é
subconjunto de B
6. Relação de Inclusão
✓ Em alguns casos é preciso se verificar a relação entre
conjuntos x conjuntos, nesses casos são utilizados as
relações de inclusão.
OBSERVAÇÕES
● Conjunto Finito ⟶ Conjunto que se
consegue ser contado;
✓ Exemplo: A = {1,5,8}
● Conjunto Infinito ⟶ Conjunto que não
se consegue ser contado;
✓ Exemplo: B = {7,8,9 ...}
121
Prof: Thales
Disciplina RLM
● Simbologia:
⊂ ( 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐢𝐝𝐨); ⊄ ( 𝐍ã𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐝𝐨)
⊃ (𝐂𝐨𝐧𝐭é𝐦); ⊅ (𝐍ã𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭é𝐦)
✓ Exemplo: Dado o conjunto A = {1,5,15,20}e B = {5,15} temos que:
B ⊂ A {5} ⊂ A {5} ⊂ B
B ⊃ {5} 1 ⊄ B
7. Conjunto das Partes
✓ Utilizando para determinar quantos subconjuntos
podem ser formados;
𝟐𝒙, sendo que x é a quantidade de elementos
✓ Exemplo: Sendo A = {5,8}, quantos e quais subcon-
juntos podem ser formados?
✓ Resolução: 2² = 4, logo os subconjuntos são {{5},
{8}, {5,8}, ∅}
8. Operações entre Conjuntos
a) União (∪)
✓ Tendo os conjuntos A e B, é indicado A∪B pelos
elementos que pertencem a “A ou B”;
✓ Exemplos: Dados os conjuntos M e N, vamos hachu-
rar, em cada caso, o conjunto união.
✓ Exemplo: Numa classe, 15 alunos usam óculos e 23
não usam. Quantos alunos há na classe? Usando um
diagrama para representar os dois conjuntos:
15 + 23 = 38
Na classe, há 38 alunos.
b) Interseção
✓ Podemos formar um conjunto com os elementos
comuns a eles, ou seja, com elementos que perten-
cem, ao mesmo tempo, a A e a B. Esse conjunto é
formado pela intersecção de A e B.
✓ Exemplos: Dados os conjuntos M e N, vamos hachu-
rar, em cada caso, o conjunto intersecção.
c) Diferença
122
Prof: Thales
Disciplina RLM
✓ Sendo A e B, temos “A – B”, resulta em elementos
que pertencem exclusivamente ao conjunto A.
✓ Dados os conjuntos M e N, vamos hachurar, em cada
caso, o conjunto M - N.
d) Complementar de Conjunto
✓ Similar a diferença entre conjuntos, porém nesse, um
é subconjunto do outro.
𝐶𝐴
𝐵 = 𝐴 − 𝐵, 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝐵 ⊂ 𝐴
9. Número de Elementos da União e Interseção
✓ Princípio que serve para calcular o número de ele-
mento da união de dois conjuntos A e B, em função
do número de elementos de A, de B e de A interseção
B.
Questões Diversas
1) Se A e B são dois conjuntos não vazios tais que: A
B = {1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8}, A – B = {1; 3; 6; 7} e B –
A = {4; 8} então A ∩ B é o conjunto:
a) ∅
b) {1;4}
c) {2;5}
d) {6;7;8}
e) {1;3;4;6;7;8}
2) (UNESP) Se A = {2, 3, 5, 6, 7, 8}, B = {1, 2, 3, 6, 8}
C = {1, 4, 6, 8}, então:
a) (A – B) ∩ C = {1, 2}
b) (B – A) ∩ C = {1}
c) (A – B) ∩ C = {1}
d) (B – A) ∩ C = {2}
e) n.d.a
3) O diagrama em que está sombreado o conjunto
(A⋃B)-(A⋂B) é:
a)
Observação: Se a interseção entre
eles for ∅ logo os conjuntos são cha-
mados disjuntos.
CUIDADO
A – B ≠ 𝐁 - A
OBSERVAÇÃO
Tendo o conjunto universo U, onde
A é subconjunto teremos que:
𝑨´ = �̅� = 𝑨𝒄 = 𝑪𝑼
𝑨 = 𝑼 − 𝑨
● Número de elementos da união
𝒏 (𝑨 ∪ 𝑩) = 𝒏(𝑨) + 𝒏(𝑩) − 𝒏(𝑨 ∩ 𝑩)
Obs: Se os conjuntos forem disjuntos a fórmula
ficará
n (A ∪ B) = n(A) + n(B)
● Número de elementos da Interseção
𝒏 (𝑨 ∩ 𝑩) = 𝒏(𝑨) + 𝒏(𝑩) − 𝒏(𝑨 ∪ 𝑩)
fdffdfdfdfdfdfdfdfdfdfdfd
123
Prof: Thales
Disciplina RLM
b)
c)
d)
4) Considerando os conjuntos A, B e C na figura a se-
guir, a região hachurada representa:
a) B - (A - C)
b) B ⋂ (A - C)
c) B ⋃ (A ⋂ C)
d) B ⋂ (A ⋃ C)
e) B - (A ⋃ C)
5) Dados os conjuntos A = {1, 2, -1, 0, 4, 3, 5} e B = {-
1, 4, 2, 0, 5, 7} assinale a afirmação verdadeira:
a) A U B = {2, 4, 0, -1}
b) A ∩ (B - A) = Ø
c) A ∩ B = {-1, 4, 2, 0, 5, 7, 3}
d) (A U B) ∩ A = {-1, 0}
e) Nenhuma das respostas anteriores
6) (Inaz do Pará – Copeiro (CORE SE/2019) De acordo
com os conjuntos abaixo, qual alternativa está correta?
a) A⋂ B = {a, b, e,1,2}
b) A⋂ B = {c, 2, e,1}
c) A⋂ B = {1,2}
d) A− B = {d,e, 1,2}
e) B− A = {e,1}
7) (Inaz do Pará – Copeiro(CORE SE/2019) Observe os
seguintes conjuntos:
De acordo com esses conjuntos, podemos afirmar que:
a) d ∈ A
b) c ⊂ A ⋂ B
c) A = B
d) {a,b,c} ⊂ B
e) {a,b,c,d} ∈ A ⋂ B
8) (Vunesp 2019 – Inspetor de Vendas) Considere as
operações entre conjuntos:
A ⋂ B – C
A alternativa cuja parte sombreada corresponde ao resul-
tado dessas operações é:
a)
b)
c)
d)
124
Prof: Thales
Disciplina RLM
e)
9) (IDECAN 2019 – Assistente de Administração) Consi-
dere os conjuntos
A = {0, 1, 2, 3}
B = {1, 3}
C = {1, 2, 3}
Qual o conjunto que representa o resultado (A ⋂ B) ∪ C ?
a) {0,1,2,3}
b) {1,2,3}
c) {1,3}
d) {0,2}
e) {0}
10) (IDECAN 2019 – Assistente de Administração) Consi-
derando os conjuntos A={1, 3, 5, 7}, B={2, 4, 6, 8} e
C={0, 1, 3, 5, 7}, pode-se concluir corretamente que o
resultado da operação C – (A ∪ C)
a) possui um elemento, ou seja, {1}.
b) não possui elementos.
c) é igual ao conjunto {0, 2, 4, 6, 8}.
d) é igual a B.
e) é igual ao conjunto {0}.
11) (Fundatec 2019 – Auxiliar Administrativo) Com base
no diagrama abaixo, analise as assertivas e assinale V,
para as verdadeiras, ou F, para as falsas.
( ) Todo quadrado é um retângulo.
( ) Existem quadrados que não são losangos.
( ) Todo losango é um retângulo.
( ) Todo losango é um paralelogramo.
( ) Existem retângulos que não são losangos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de
cima para baixo, é:
a) V – V – V – F – F
b) F – V – V – F – V
c) V – F – F – V – F
d) F – F – F – F – V
e) V – F – F – V – V
12) (FUNDATEC 2019 – Arquiteto e Urbanista) No dia-
grama lógico abaixo, “A” representa o conjunto de pes-
soas que mora em Salto do Jacuí e “B” representa o con-
junto de pessoas que gosta de sorvete.
a) "Pessoas que moram em Salto do Jacuí."
b) "Pessoas que não gostam de sorvete e não moram em
Salto do Jacuí."
c) "Pessoas que não gostam de sorvete."
d) "Pessoas que gostam de sorvete e moram em Salto do
Jacuí."
e) "Pessoas que gostam de sorvete e não moram em
Salto do Jacuí."
13) (FUNDATEC 2019 – Professor) Qual o número de
subconjuntos que podem ser formados com os elementos
do conjunto C={1,2,3,4,5,6} ?
a) 6.
b) 16.
c) 32.
d) 64.
e) 128.
14) (Consulplan 2019) Sejam dois conjuntos A e B, tais
que A∩B = A. Desse modo, pode-se inferir que
a) A – B = Ø
b) A e B são disjuntos.
c) B está contido em A.
125
Prof: Thales
Disciplina RLM
d) A está contido em B.
15) (IBFC 2019 – Assistente Administrativo) Os elemen-
tos dos conjuntos devem ser representados por letras
___________. Os Conjuntos devem ser representados
por letras ____________. Quando um elemento não
pertence a um conjunto usamos o seguinte símbolo
“___”
Assinale a alternativa que preencha correta e respecti-
vamente as lacunas.
a) minúsculas / maiúsculas / ∈
b) maiúsculas / minúsculas / ∉
c) minúsculas / maiúsculas / ∉
d) maiúsculas / minúsculas / ∈
16) (IBFC 2019 – Assistente Administrativo) De acordo
com a teoria dos conjuntos assinale a alternativa incorre-
ta.
a) Os elementos de um conjunto podem ser dentre ou-
tros, números, objetos, figuras, pessoas ou animais
b) Os elementos do conjunto devem ser separados por
vírgula ou ponto e vírgula
c) O conjunto vazio é representado por { } ou Ø
d) A intersecção dos conjuntos é representada pelo sím-
bolo (U)
17) (Instituto AOCP 2019 – Advogado) Considere os con-
juntos M={1,3,5,8,x}, N={2,4,10,12,y}.
Se M∩N={10,3}, em que x e y são números naturais
distintos, então é correto afirmar que:
a) x = 10
b) y = 5
c) x = 3
d) y = 10
18) (FCC 2019 – Assistente Administrativo) Uma pesqui-
sa com todos os alunos de uma escola revelou que 165
alunospraticam esporte mas não se alimentam adequa-
damente, e que 107 alunos se alimentam adequadamen-
te mas não praticam esporte. A pesquisa indicou que um
total de 122 alunos não praticam esporte, e que um total
de 203 alunos se alimentam adequadamente. O número
de alunos dessa escola é
a) 383.
b) 368.
c) 597.
d) 507.
e) 456.
Gabarito Questões Diversas
1 – C 2 – B 3 – A 4 – E 5 – B
6 – E 7 – D 8 – B 9 – B 10 – E
11 – E 12 – E 13 – D 14 – D 15 – C
16 – D 17 – A 18 – A
6.1 OPERAÇÕES COM FRAÇÕES
Frações representam as partes de um todo. A partir
delas podem ser feitas operações de adição, subtração,
multiplicação e divisão.
a) Soma e Subtração
A Adição e Subtração de Frações é feita somando-se ou
subtraindo-se os numeradores, conforme a operação.
Quanto aos denominadores, desde que sejam iguais,
mantêm a mesma base.
Quando os denominadores são diferentes utilizaremos o
MMC.
Exemplo:
2
5
+
2
6
=
12
30
+
10
30
=
22
30
=
11
15
OBS: PODE-SE UTILIZAR O MÉTODO
DOS MÚLTIPLOS PARA DETERMINAR
O MMC.
OBS: Propriedades do MMC
✓ Entre dois números primos, o MMC será o produto
entre eles.
✓ Entre dois números em que o maior é divisível pe-
lo menor, o MMC será o maior deles.
b) Multiplicação de Frações
Iremos multiplicar numerador com numerador e denomi-
nador com denominador, se necessário ao final simpli-
ficar a mesma.
126
Prof: Thales
Disciplina RLM
Pode ser usada a técnica do cancelamento onde nessa
ajuda a diminuir os valores dos números ficando assim
mais fácil de fazer a etapa acima.
✓ Exemplo:
2
8
∙
4
3
=
8
24
Simplificando por 8
8
24
=
1
3
c) Divisão entre frações
Primeiro passo é a inversão entre da fração que vem
depois do sinal de dividir.
Em seguida iremos multiplicar numerador com nu-
merador e denominador com denominador, se necessário
ao final simplificar a mesma.
✓ Exemplo:
2
8
÷
4
3
=
2
8
∙
3
4
6
32
Simplificando por 2
3
16
d) Potenciação entre Frações
Na potência temos que a fração é a base e ela vai estar
elevada a um expoente, onde o mesmo irá determinar a
quantidade de multiplicações que serão feitas.
(
2
5
)
3
=
2
5
∙
2
5
∙
2
5
=
8
125
NÚMEROS DECIMAIS
Os números decimais são números racionais (Q) não
inteiros expressos por vírgulas e que possuem casas
decimais, por exemplo: 1,54; 4,6; 8,9, etc. Eles podem
ser positivos ou negativos.
As casas decimais são contadas a partir da vírgula, por
exemplo o número 12,451 possui três casas decimais, ou
seja, três algarismos após a vírgula.
Os números decimais podem ser:
a) Exatos
Os números decimais exatos são aqueles que apresen-
tam um número finito de casas decimais não nulas.
✓ Exemplo: 0,125 =
125
1000
b) Não Exatos
Os números decimais não exatos são aqueles que
apresentam um número infinito de casas decimais não
nulas.
Se for periódico é chamado de dízima periódica, logo
poderá ser escrito na forma de fração.
✓ Exemplo: 0,555 …
Se for não periódico poderá ser escrito na forma de
fração.
✓ Exemplo: 3,14 159265535….
6.2) Fração Geratriz
É a transformação de um número em formato de dízima
em uma fração.
Como determinar uma fração geratriz?
ANTEPERÍODOPERÍODO−ANTEPERÍODO
PERIODO(Aplica 9)E ANTEPERÍODO(Aplica 0)
Exemplos: 0,777 … = 0, 7̅ =
7−0
9
=
7
9
4,12851851851 … = 4,12851̅̅ ̅̅ ̅ =
412.851−412
99900
=
412.439
99900
Porcentagem
1. Introdução
✓ Porcentagem é a razão que tem 100 no denominador.
✓ Valor percentual pode ser expresso em fração centes-
imal, em número decimal.
Exemplos:
⟶
100
50
= 50% (lê-
se “50 por cento”)
⟶
100
15
= 15% (lê-se
“15 por cento”)
Em questões que aparecem
o “DE”, irá indicar cálculo
de multiplicação.
127
Prof: Thales
Disciplina RLM
2. Cálculo de Porcentagem
✓ Para saber o percentual de um valor basta multiplicar
a razão centesimal correspondente à porcentagem pela
quantidade total.
Utilização do “DE” e suas variações vão represen-
tar cálculo de multiplicação.
Exemplo: Quanto vale 20% de 500
⟶
20
100
∙ 500
⟶
10000
100
= 100
3. Aumentos e Descontos
✓ Em diversas situações ocorrem aplicações utilizando
aumentos e descontos.
a) Aumentos
Quando ocorre um acréscimo no valor inicial
Exemplo: Pedro tinha R$ 120,00 e teve um aumento no
salário de 30%, quanto ele passou a receber?
1º Resolução:
Inicialmente calcula a porcentagem em cima do total
A resposta do item acima é somada com o total
30
100
∙ 120 =
3600
100
= 36
120 + 36 = 156
2º Resolução
Inicialmente soma um inteiro ao valor da porcentagem
em forma decimal
Em seguida calcula a multiplicação
1,3 ∙ 120 = 156
Logo para correção de valores, pode-se utilizar essa fór-
mula, onde F é a correção de valor e t é o valor %.
b) Descontos
Quando ocorre um desconto no valor inicial
Exemplo: Pedro tinha R$ 120,00 e teve um desconto no
salário de 30%, quanto ele passou a receber?
1º Resolução:
Inicialmente calcula a porcentagem em cima do total
A resposta do item acima é subtraída do total
30
100
∙ 120 =
3600
100
= 36
120 - 36 = 84
2º Resolução
Inicialmente subtrai o valor inteiro ao valor da porcenta-
gem em forma decimal
Em seguida calcula a multiplicação
0,7 ∙ 120 = 84
Logo para correção de valores, pode-se utilizar essa fór-
mula, onde F é a correção de valor e t é o valor %.
3.1 Aumentos e Descontos Sucessivos
Quando ocorre aumentos ou descontos mais de
uma vez, cuidado pois no segundo aumento ou no
segundo desconto o valor incide no valor resultante
anterior.
Exemplo: Paula tem R$
200,00 e teve dois aumentos sucessivos, um de 5% e
outro de 10%, com quanto ela ficou ao final das opera-
ções?
200 ∙ 1,05 = 210
210 ∙ 1,10 = 231
4. Problemas com Porcentagem
✓ Nos problemas com porcentagem poderão diversas
vezes utilizar conceitos de equações para facilitar o cál-
culo.
✓ Exemplo: Karina pagou com 10%
multa uma conta R$ 300,00, logo, caso tivesse pago sem
multa, qual o valor seria?
𝑥 → 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑎 𝑠𝑒𝑟 𝑝𝑎𝑔𝑜
Logo acrescentando 10%, sobre o valor x
1,10 𝑥 = 300
𝑥 =
300
1,1
𝑭 = 𝟏 +
𝒕
𝟏𝟎𝟎
𝑭 = 𝟏 −
𝒕
𝟏𝟎𝟎
128
Prof: Thales
Disciplina RLM
𝑥 = 𝑅$272,72
Análise Combinatória
1. Introdução
O princípio da contagem faz parte do corpo de conteúdos
da “Análise Combinatória, logo diversos são os modelos
de questões cobrados nesse conteúdo.
Princípio Fundamental da Contagem (PFC)
Quando um evento é composto por várias etapas, onde
para ver o total de possibilidades temos que multiplicar
as mesmas.
Exemplo
✓ No lanche, estão incluídos um sanduíche, uma bebida
e uma sobremesa. São oferecidas três opções de san-
duíches: hambúrguer especial, sanduíche vegetariano
e cachorro-quente completo.
✓ Para bebidas são oferecidos dois tipos de bebidas,
suco e refrigerante.
✓ Para a sobremesa, existem quatro opções: cupcake
de cereja, cupcake de chocolate, cupcake de morango
e cupcake de baunilha. Considerando todas as opções
oferecidas, de quantas maneiras um cliente pode es-
colher o seu lanche?
Logo utilizando o Princípio Fundamental da Contagem
(PFC) temos:
3 ∙ 2 ∙ 4 = 24 possibilidades
2. Fatorial
✓ Fatorial é um número natural inteiro positivo, o
qual é representado por n!
O fatorial é representado por:
Fatorial