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Estratégia 
Concursos 
 
 
 
Aula 02 
TRT-SC 12º Região (Técnico Judiciário - 
Área Administrativa) Noções de Direito 
Processual do Trabalho - 2023 
(Pós-Edital) 
Autor: 
Bruno Klippel 
05 de Agosto de 2023
Bruno Klippel 
 
Aula 02 
Sumário 
Serviços Auxiliares da Justiça do Trabalho ............cererereeeeeeaaaeaeeerererrerenaaaanaaeaareerersrnanaananans 3 
1 — Das Secretarias das Varas do Trabalho ...........ieeereeeeeeeererereaaaaaaaeearererraneaaaaaaaaaarerenss 3 
2 — Das Secretarias dos Tribunais... eeecaeerereaaaaaanaaaaaeraeeee na aaaaaaaaaaraeee na anaaaaaaaaaa 6 
3 - Dos Distribuidores ..........cciiiitereeeeeeeeeecerarererenaaaaananacareeerer aa aaaaaaacaarer era aaaaanaaacaseeress as aaaanaaaaaa 7 
E Ohciais de JUSCa AVBNSCIOROS: usas 8 
Das PANOS asas DDS GISaGess GARE SanaSanssonSssUEnsENsssaGonapanasanasouas 10 
1: Conceito dE PANE asus aim ua aca cur uTes es ua cega 10 
2— CAPaCIAADE press nara spaaas aaa O ga 11 
3-— Assistência JUCÍCIANA sssuuasesnanasasiaianoaasaracemsanvenasa cenas cenas asa mua mais ana sauiarss arara anenaaçãa 16 
À —-Substituição processual sasssessesssssesanssesssansansseasiunanas cus cano iscas iara cormessre srasasa miar veres 20 
5. = Secessão processtal.,sausvasansseascuasessenesssuessessotensassesaressorasecassencas comi cseuonaaasacoseniseuansaassênivanso 23 
E SLISCONSÓNCIO) soraia emotion A DO 25 
7 - Representação da massa falida e das empresas em recuperação judicial ........ meme 32 
Dos Procuradores..........eeeeeeereereenenaaaaaaaaaarereeranaaaaaaaaaaa aeee era a nana aaa aaa ae rare nana a anna aaa aa seres anna aaaaaanas 33 
1 - Mandato tácito... ceirreeeeeereenenaereerenanacerenenanare rena nanaa aerea neces era a nana e een anaae ee renanareerana 33 
2 - Honorários advocatícios... cteeeereeeceeeaeereaceeeacaraaceeaaareaaaeanarea aerea nara cera nareanareanareaneesa 36 
Do Júiz;e Seus atos processuais sussa ds a nd sia 40 
T= DES SOSCO JUR sn CU 45 
2—: Das gardtitias CONSINUCIONAIS aaaa ssa arara sad ssa a 55 
3 InRipéaimento & Suspeição dO JUIZ, quan amenas aro ana an quacanaoqas 57 
Ministério Publico do Trabalho ssssemsssessaes sara esronso case nmocesaas sanreniasacoa sas samranIs rerame acesa inurasuns 58 
|.—:COTCOIOS INICIAIS soscscovesecarreranas tasca consta esses acoes seta ceoraara crescesse rrenan 58 
 
 
TRT-SC 12º Região (Técnico Judiciário - Área Administrativa) Noções de Direito Processual do Trabalhó - 2023 (Pós-Editc 
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Bruno Klippel 
 
Aula 02 
2='Principios: institucionais remocssereerorrermae amooo Ira cosas ca er Ones NS ra es me 59 
3 — Formas de atuação .........ceeereaaaereaeaaaaaeerenananaereranaaaaerenaaaa aerea nana serena aaaaa sera aaa caseraaaaaartas 60 
4 — Garantias constitucionais .......... cc eeeeeerrecacananan ana rreeeenaaa aa nana aaa erra aa aca an anna are rea eaaanaaaanaaaaas 68 
5 — Organização do Ministério Público do Trabalho............icerereenaaeerereeanaeerrreanaereranaa 69 
RESUMO ses ci TD 70 
ONES COMENTADAS SSD TT RS a 73 
Listade QUOSIOOS ps 126 
CABIMO cup ST 152 
 
 
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Aula 02 
SERVIÇOS AUXILIARES DA JUSTIÇA DO TRABALHO 
Dentre os serviços auxiliares da Justiça do Trabalho, destacam-se, na CLT e nos editais de 
concursos, as Secretarias das Varas do Trabalho, as Secretarias dos Tribunais, os Distribuidores e 
os Oficiais de Justiça Avaliadores. Geralmente as questões de concursos, como serão vistas 
oportunamente, trazem as informações constantes da CLT, que estão nos artigos 710 a 721, que 
serão oportunamente transcritos, pois respondem aos questionamentos das principais bancas de 
concursos. As informações aqui trazidas serão bem específicas, objetivas, mesmo porque não 
existem correntes doutrinárias, Súmulas ou Orientações Jurisprudenciais do TST sobre o tema 
serviços auxiliares. 
 
 
1- Das Secretarias das Varas do Trabalho 
 
 
Em primeiro lugar, é sempre importante destacar que as Secretarias das Varas do Trabalho são 
os órgãos incumbidos de realizar os serviços burocráticos em primeiro grau de jurisdição, bem 
como de guarda dos autos enquanto estão tramitando. Na Secretaria da Vara do Trabalho é 
realizada, por exemplo, a expedição da notificação postal ao reclamado, bem como a juntada de 
documentos aos autos, além de certificar a ocorrência de atos processuais. 
Nos termos do art. 710 da CLT, cada Vara do Trabalho possui 1 (uma) Secretaria, que é dirigida 
pelo Diretor da Secretaria, antigamente denominado de chefe ou secretário. O Diretor de 
Secretaria é designado pelo Juiz do Trabalho, nos moldes do dispositivo mencionado, a seguir 
transcrito: 
 
“Cada Junta terá 1 (uma) secretaria, sob a direção de funcionário que o 
Presidente designar, para exercer a função de secretário, e que receberá, além 
dos vencimentos correspondentes ao seu padrão, a gratificação de função fixada 
 em lei”. 
 
 
TOME NOTA! 
 
Essa é a primeira informação indispensável para as provas: o Diretor ou Chefe de 
Secretaria é designado pelo Juiz do Trabalho. Lembrando que o art. 710 ao falar “que 
 
 
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Aula 02 
 
o Presidente designar” faz referência ao Presidente da Junta de Conciliação que não 
existe mais, ou seja, será o Juiz Titular da Vara do Trabalho. 
 
Em relação às atribuições do mesmo, é indispensável a leitura (na verdade, memorização) do art. 
712 da CLT, pois é o dispositivo muitas vezes cobrado pelas bancas de concurso, já que diz quais 
são os atos a serem realizados por aquele servidor. 
b |PEGADINHA 
 
 
Cuidado: O Art. 712 da CLT trata dos atos a serem realizado pelo Diretor ou Chefe de 
Secretaria. Mais a frente será transcrito o art. 711 da CLT, que trata dos atos a serem realizados 
pelas SECRETARIAS. 
 
Vejamos a redação do art. 712 da CLT: 
“Compete especialmente aos secretários das Juntas de Conciliação e Julgamento: 
a) superintender os trabalhos da secretaria, velando pela boa ordem do serviço; 
b) cumprir e fazer cumprir as ordens emanadas do Presidente e das autoridades 
superiores; 
c) submeter a despacho e assinatura do Presidente o expediente e os papéis que devam 
ser por ele despachados e assinados; 
d) abrir a correspondência oficial dirigida à Junta e ao seu Presidente, a cuja deliberação 
será submetida; 
e) tomar por termo as reclamações verbais nos casos de dissídios individuais; 
f) promover o rápido andamento dos processos, especialmente na fase de execução, e a 
pronta realização dos atos e diligências deprecadas pelas autoridades superiores; 
9) secretariar as audiências da Junta, lavrando as respectivas atas; 
h) subscrever as certidões e os termos processuais; 
 
 
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i) dar aos litigantes ciência das reclamações e demais atos processuais de que devam ter 
conhecimento, assinando as respectivas notificações; 
)) executar os demais trabalhos que lhe forem atribuídos pelo Presidente da Junta. 
Parágrafo único - Os serventuários que, sem motivo justificado, não realizarem os atos, 
dentro dos prazos fixados, serão descontados em seus vencimentos, em tantos dias 
quantos os do excesso”. 
Colocamos em negrito o parágrafo único do dispositivo legal, pois muitas questões levam em 
consideração a sua redação. O serventuário da Justiça do Trabalho pode sofrer descontos em 
seus vencimentos, por não realizarem os atos processuais, sem motivo justificado, dentro dos 
prazos legais. Ocorre que esse desconto será em tantosdias quantos os do excesso. Qualquer 
outra informação acerca do desconto está equivocada. Se o atraso foi de 10 dias, o desconto 
poderá ser de 10 dias nos vencimentos do servidor! 
Já as SECRETARIAS possuem por incumbência os atos previstos no art. 711 da CLT, abaixo 
transcrito para conhecimento: 
“Compete à secretaria das Juntas: a) o recebimento, a autuação, o andamento, a 
guarda e a conservação dos processos e outros papéis que lhe forem 
encaminhados; b) a manutenção do protocolo de entrada e saída dos processos 
e demais papéis; c) o registro das decisões; d) a informação, às partes 
interessadas e seus procuradores, do andamento dos respectivos processos, cuja 
consulta lhes facilitará; e) a abertura de vista dos processos às partes, na própria 
secretaria; f) a contagem das custas devidas pelas partes, nos respectivos 
processos; 9) o fornecimento de certidões sobre o que constar dos livros ou do 
arquivamento da secretaria; h) a realização das penhoras e demais diligências 
processuais; i) o desempenho dos demais trabalhos que lhe forem cometidos 
pelo Presidente da Junta, para melhor execução dos serviços que lhe estão 
afetos”. 
Destacamos a contagem das custas devidas pelas partes, nos respectivos processos, pois muitas 
vezes as questões de concursos exploram tal informação! 
Ainda podem os servidores das Secretarias das Varas do Trabalho realizar os atos previstos no 
art. 203, 84º do CPC/15, que são aqueles ligados aos atos de mero expediente praticados no 
processo, nos termos do dispositivo do CPC, abaixo transcrito para conhecimento: 
 
 
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8 4º Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, 
independem de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e 
revistos pelo juiz quando necessário. 
 
Por fim, é sempre bom lembrar que aos Juízes de Direito podem ser atribuídas as competências 
trabalhistas, conforme previsão contida no art. 112 da CF/88, que é estudado na parte sobre 
Organização da Justiça do Trabalho. 
Nesses casos, serão aplicados os artigos 716 e 717 da CLT, que determinam que os cartórios 
fiquem incumbidos das mesmas obrigações e atribuições das Varas do Trabalho. 
 
 
2 — Das Secretarias dos Tribunais 
 
As secretarias dos tribunais estão dispostas em 3 (três) artigos da CLT, a saber: 718, 719 e 720, a 
seguir transcritos: 
“Art. 718 - Cada Tribunal Regional tem 1 (uma) secretaria, sob a direção do 
funcionário designado para exercer a função de secretário, com a gratificação de 
função fixada em lei”. 
“Art. 719 - Competem à Secretaria dos Conselhos, além das atribuições 
estabelecidas no art. 711, para a secretaria das Juntas, mais as seguintes: a) a 
conclusão dos processos ao Presidente e sua remessa, depois de despachados, 
aos respectivos relatores; b) a organização e a manutenção de um fichário de 
jurisprudência do Conselho, para consulta dos interessados. Parágrafo único - No 
regimento interno dos Tribunais Regionais serão estabelecidas as demais 
atribuições, o funcionamento e a ordem dos trabalhos de suas secretarias”. 
“Art. 720 - Competem aos secretários dos Tribunais Regionais as mesmas 
atribuições conferidas no art. 712 aos secretários das Juntas, além das que lhes 
forem fixadas no regimento interno dos Conselhos”. 
 
 
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(e) (o) FIQUE 
Enero 
Percebam que a primeira informação relevante para os concursos é a disposta no art. 
718 da CLT, que diz existir apenas 1 (uma) secretaria por tribunal. Essa informação 
deve ser levada em consideração, apesar dos tribunais maiores possuírem mais 
secretarias, como do Tribunal Pleno, Órgão Especial, etc. 
 
 
 
As atribuições são aquelas descritas no art. 711 da CLT, bem como aquelas que estão inseridas 
no art. 719, sendo que o 8 único que foi negritado, afirma que o regimento interno poderá criar 
outras atribuições. 
As Secretarias dos Tribunais serão chefiadas pelos Diretores, que possuem as mesmas 
atribuições daqueles que chefiam as Secretarias das Varas do Trabalho, ou seja, aquelas que 
constam no art. 712 da CLT, que já foi transcrito, bem como aquelas que forem criadas pelos 
regimentos internos, conforme informação do art. 720 da CLT. 
 
3 - Dos Distribuidores 
 
 
Diz o art. 713 da CLT que onde houver mais de uma Vara do Trabalho com competência para 
processar o feito, será feita a distribuição do mesmo. Vejamos: 
 
“Nas localidades em que existir mais de uma Junta de Conciliação e Julgamento 
haverá um distribuidor”. 
Os distribuidores, dentre as suas atribuições, realizam, como o próprio nome afirma, a 
distribuição dos processos entre as Varas competentes, especialmente para que seja mantido o 
princípio do Juiz Natural, ou seja, para que não haja escolha do julgador. Além disso, a 
distribuição faz com que as Varas do Trabalho recebam o mesmo número de processos, evitando 
a sobrecarga de uma delas. 
As atribuições constam no art. 714 da CLT, que deve ser memorizado: 
 
 
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“Compete ao distribuidor: a) a distribuição, pela ordem rigorosa de entrada, e 
sucessivamente a cada Junta, dos feitos que, para esse fim, lhe forem apresentados 
pelos interessados; b) o fornecimento, aos interessados, do recibo correspondente a 
cada feito distribuído; c) a manutenção de 2 (dois) fichários dos feitos distribuídos, 
sendo um organizado pelos nomes dos reclamantes e o outro dos reclamados, ambos 
por ordem alfabética; d) o fornecimento a qualquer pessoa que o solicite, verbalmente 
ou por certidão, de informações sobre os feitos distribuídos; e) a baixa na distribuição 
dos feitos, quando isto lhe for determinado pelos Presidentes das Juntas, formando, 
com as fichas correspondentes, fichários à parte, cujos dados poderão ser consultados 
pelos interessados, mas não serão mencionados em certidões”. 
A designação dos distribuidores é feita nos moldes do art. 715 da CLT: o Presidente do Tribunal 
designa dentre os servidores das varas e do tribunal, diretamente subordinados ao Presidente. 
Por fim, a distribuição dos processos deve ser feita imediatamente, nos termos do art. 93, XV da 
CF/88, como medida de celeridade processual. 
 
 
4 — Oficiais de Justiça Avaliadores 
 
O tema é regulamentado em apenas um dispositivo da CLT, a saber, o art. 721, que será 
transcrito a seguir: 
“Art. 721 - Incumbe aos Oficiais de Justiça e Oficiais de Justiça Avaliadores da Justiça 
do Trabalho a realização dos atos decorrentes da execução dos julgados das Juntas de 
Conciliação e Julgamento e dos Tribunais Regionais do Trabalho, que lhes forem 
cometidos pelos respectivos Presidentes. 
8 1º Para efeito de distribuição dos referidos atos, cada Oficial de Justiça ou Oficial de 
Justiça Avaliador funcionará perante uma Junta de Conciliação e Julgamento, salvo 
quando da existência, nos Tribunais Regionais do Trabalho, de órgão específico, 
destinado à distribuição de mandados judiciais. 
8 2º Nas localidades onde houver mais de uma Junta, respeitado o disposto no 
parágrafo anterior, a atribuição para o cumprimento do ato deprecado ao Oficial de 
Justiça ou Oficial de Justiça Avaliador será transferida a outro Oficial, sempre que, após 
o decurso de 9 (nove) dias, sem razões que o justifiquem, não tiver sido cumprido o ato, 
sujeitando-se o serventuário às penalidades da lei. 
 
 
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8 3º No caso de avaliação, terá o Oficial de Justiça Avaliador, para cumprimento do ato, 
o prazo previsto no art. 888. 
$ 4º É facultado aos Presidentes dos Tribunais Regionais do Trabalho cometer a 
qualquer Oficial de Justiça ou Oficial de Justiça Avaliador a realização dos atos de 
execução das decisões desses Tribunais. 
$ 5º Na falta ou impedimento do Oficial de Justiça ou Oficial de Justiça Avaliador, o 
Presidente da Junta poderá atribuir a realização do ato a qualquer serventuário”. 
Com base nos dispositivos acima transcritos, podemos destacar em relação aos Oficiais de 
Justiça Avaliadores, o que segue, de forma bem objetiva e didática: 
Geralmente o Oficial de Justiça atua no processo de execução, citando o executado, por 
exemplo, nos moldes do art. 880 da CLT, para que pague ou deposite quantia ou nomeie bens à 
penhora, sob pena de penhora dos bens. 
Além de penhorar, cabe ao Oficial de Justiça a avaliação do bem, não mais se aplicando o art. 
887 da CLT, assim redigido: 
“A avaliação dos bens penhorados em virtude da execução de decisão 
condenatória, será feita por avaliador escolhido de comum acordo pelas 
partes, que perceberá as custas arbitradas pelo juiz, ou presidente do 
tribunal trabalhista, de conformidade com a tabela a ser expedida pelo 
Tribunal Superior do Trabalho”. 
 
ESTACA! 
NA PROVA! 
Em regra, os atos devem ser realizados pelo Oficial de Justiça no prazo de 9 (nove) 
dias, conforme art. 721, 82º da CLT. 
Em relação à avaliação do bem, o prazo é de 10 (dez) dias, por aplicação do art. 888 
da CLT, assim redigido: 
 
 
 
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“Concluída a avaliação, dentro de dez dias, contados da data da nomeação do 
avaliador, seguir-se-á a arrematação, que será anunciada por edital afixado na 
sede do juízo ou tribunal e publicado no jornal local, se houver, com a 
 
antecedência de vinte (20) dias”. 
Serviços auxiliares da Justiça E Secretaria dos Tribunais 
do Trabalho 
. 
 
——. Secretarias das Varas do Trabalho 
| 
] 
ss 1 Secrataria por tribunal 
Atribuições do art. 720 da GT 
Mm bem om Rdactrm cure cume cnduttr ruads cê o uma jueitm de 
Mt. N3da Cr Coecflação € juigancmto havera iam dtraddo 
Principais atribuições do art 712 da AT 
Os servertuários que. sem motivo 
justificado, não realizarem os atos. dentro 
dos praros fixados, serão descontados em 
seus vencimentos em tantos dias 
quantos os da excesso 
superintender os trabalhos da secretaria, 
vedando pela boa ordem do serviço 
cumpri e fazer cumprir as orders emanadas 
superiores do Presidente e das 
tomar por termo as reclamações verbais nos 
individuais casos de dissídios 
Competem 305 secretárias dos Tribunais 
conferidas no art. TIZ sos secretários das 
juntas, abôêm das que lhes forem fixadas 
no regimento interno dos Conselhos. 
tecer em remicação cáua atuo cdocorrerrtm sis 
emcaações ea uia diem juarvtam che Conciliação e 
st. 721 da CLT 
 
Judigeeraerto É hem Tom re Ecras ce Ti uaioo Prazos da Oficial de Justiça 
Principais atribuições do art. 714 da OT 
feitos que. para esse fim. lhe forem 
apresentados pelos interessados: 
o fornecimento, aos interessados, do redbo 
correspondente a cada feito distribuído 
 
o formedmento a qualquer pessoas que o 
solicite, verbalmente ou por certisião, de 
informações sobre os feitos distribuidos 
9 dias para a realização dos atos em geral 
Í 
| údias para avaliação 
DAS PARTES 
 
1- Conceito de parte 
 
 
Em primeiro lugar, deve destacar o conceito de partes, distinguindo duas situações: partes na 
demanda (caráter processual) e partes no conflito (caráter material). As partes na demanda, ou 
seja, no processo, são aquelas que estão em juízo buscando um pronunciamento acerca dos 
pedidos formulados na petição inicial e na contestação. 
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O autor é aquele que formula uma pretensão, retirando o Estado de sua inércia, em face de 
outrem, qualificado como réu. No direito processual do trabalho utilizam-se as expressões 
reclamante e reclamado de forma a demonstrar a autonomia do direito processual do trabalho. 
Contudo, dependendo do procedimento trabalhista, os nomes são outros, a saber: 
 
 
 
 
 
Procedimento Autor SIT 
Recursos Recorrente (embargante, | Recorrido (embargado, 
agravante) agravado) 
Execução Exequente Executado 
Inquérito para apuração | Requerente Requerido 
de falta grave 
Liquidação de sentença Liquidante Liquidado 
Dissídios Coletivos Suscitante Suscitado 
Mandado de Segurança e | Impetrante Impetrado 
habeas corpus 
 
 
2 — Capacidade 
 
Sobre o tema, é importante destacar que a capacidade é tripartite, ou seja, deve ser analisada 
sob três aspectos: 
> Capacidade para ser parte: é a aptidão para ser parte, ou seja, para adquirir direitos e 
deveres na órbita civil. Segundo dispõe o art. 2º do Código Civil, a pessoa natural começa 
com o nascimento com vida. Assim, uma criança detém capacidade para ser parte logo 
após o nascimento. Em relação às pessoas jurídicas, segundo o art. 45 do Código Civil, a 
capacidade para ser parte tem início com a inscrição dos atos constitutivos no registro 
competente. Alguns entes despersonalizados, como a massa falida e o espólio, também 
detém a capacidade em estudo. 
NÃO 
«> CONFUNDA! 
Capacidade para ser parte está relacionada à personalidade jurídica. 
 
 
 
Art. 2º CC: A personalidade civil da pessoa começa do 
nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a 
 
 
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concepção, os direitos do nascituro. | 
 
 
Art. 45 CC: Começa a existência legal das pessoas jurídicas 
de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no 
respectivo registro, precedida, quando necessário, de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se 
no registro todas as alterações por que passar o ato 
constitutivo. 
 
> Capacidade processual: também denominada de capacidade para estar em juízo. Está 
relacionada à capacidade civil. Se a parte possui capacidade civil, também possui 
capacidade processual, nos termos do art. 70 do CPC/15. Nos moldes do art. 402 da CLT, 
capaz para fins trabalhistas é o maior de 18 (dezoito) anos. 
Ao maior de 14 (quatorze) e menor de 18 (dezoito), será aplicado o art. 793 da CLT, que trata da 
representação para ajuizamento da ação. No tocante às pessoas jurídicas, estas devem ser 
representadas por alguém, que é denominado de “preposto”, conforme art. 843 da CLT. 
Salienta-se que a reforma trabalhista de 2017 extinguiu a necessidade do preposto ser 
empregado, na medida em que incluiu o 83º no referido artigo, com a seguinte redação: “O 
preposto a que se refere o 8 1º deste artigo não precisa ser empregado da parte reclamada”. 
 
Yw o 
CONFUNDA! 
Capacidade processual está relacionada à capacidade civil. 
 
 
Art. 70. Toda pessoa que se encontre no exercício de seus 
direitos tem capacidade para estar em juízo. 
 
 
Art. 402 da CLT: Considera-se menor para os efeitos desta 
Consolidação o trabalhador de quatorze até dezoito anos. 
 
 
 
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Art. 793 da CLT: A reclamação trabalhista do menor de 18 
anosserá feita por seus representantes legais e, na falta 
destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo 
sindicato, pelo Ministério Público estadual ou curador 
nomeado em juízo. 
 
Art. 843, 83º da CLT: O preposto a que se refere o 8 1º deste 
artigo não precisa ser empregado da parte reclamada. 
> Capacidade postulatória: é a necessidade de estar representado por Advogado, nos 
termos do art. 133 do CRFB/88. Nos domínios do direito processual do trabalho, aplica-se 
o jus postulandi, prescrito no art. 791 da CLT, que já foi objeto de análise em tópico 
próprio sobre os princípios. Destaca-se sobre o tema a Súmula nº 425 do TST. 
 
Art. 133 da CF: O advogado é indispensável à administração da 
justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício 
da profissão, nos limites da lei. 
 
Art. 791 da CLT: Os empregados e os empregadores poderão 
reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar 
as suas reclamações até o final. 8 1º - Nos dissídios individuais os 
empregados e empregadores poderão fazer-se representar por 
intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, 
inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. 8 2º Nos dissídios 
coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado. $ 
3º A constituição de procurador com poderes para o foro em geral 
poderá ser efetivada, mediante simples registro em ata de 
audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com 
anuência da parte representada. 
 
 
Súmula nº 425 do TST: O jus postulandidas partes, estabelecido no 
art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais 
Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do 
 
 
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| Tribunal Superior do Trabalho. 
 
 
Exemplo: qualquer pessoa, mesmo sem ser Advogado ou ter contratado um, pode 
ajuizar uma ação trabalhista, pois na Justiça do Trabalho não há necessidade desse 
profissional, com algumas exceções da Súmula nº 425 do TST. Se João não vier a 
receber as verbas rescisórias, após ser demitido, pode ele mesmo mover a ação 
trabalhista e acompanhá-la até o final. A essa possibilidade de mover a ação sem 
Advogado dá-se o nome de jus postulandi, que é o direito de postular (pedir) em 
juízo. Se a sentença for desfavorável a João, ele poderá recorrer ao TRT sem 
Advogado. Se perder novamente, somente poderá interpor recurso para o TST se 
contratar Advogado, pois essa é uma das exceções ao jus postulandiprevistas na 
Súmula nº 425 do TST. 
E NOVIDADE 
A reforma trabalhista implementada pela Lei 13.467/17 criou mais uma exceção ao jus 
postulandi, ou seja, mais uma hipótese em que o Advogado é indispensável, ao estabelecer a 
competência da Justiça do Trabalho para a homologação de acordo extrajudicial, através do 
procedimento previsto no art. 855-B da CLT. 
 
 
Segundo o dispositivo legal citado, as partes devem ser representadas por Advogado no 
procedimento, não podendo ser advogado comum, ou seja, cada parte deve estar representada 
por seu próprio Advogado. 
 
Como as exceções são sempre fundamentais para as provas, devemos atentar para o novo texto 
legal, abaixo transcrito: 
 
Art. 855-B. O processo de homologação de acordo extrajudicial terá 
início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das 
partes por advogado. 8 1º As partes não poderão ser representadas 
por advogado comum. 8 2º Faculta-se ao trabalhador ser assistido 
pelo advogado do sindicato de sua categoria. 
 
 
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Capacidade 
p t Todo aquele que possui 
es capacidade para ser parte pode 
| ser autor de ação trabalhista 
Art 2º do CC 
: dd ra RRO e 
Aptidão para adquirir direitos e 
obrigações e a defendé-las em 
juízo. 
Processual 
| Pode praticar todos os atos 
Art. 70 do CPC e a 
| Possibilidade de praticar atos f Es ue 
processuais Ê E AEE cs 
s ES AT 
=” falta destes, pela Procuradoria 
DER Tac A] 
Praqusmom 15 o ERR ER SRT VE 
” e Sá Ee e ET la 
Incapacidade processual - Art. e nomeado em juízo. 
795 da CLT 
Postulatóri 
| clan ceeà cod ea 
4 
Jus postulandi F: 
BEI TE Ação rescisória 
a TU 
pu Ação cautelar 
Recursos para o TST 
 
Homologação de acordo Aa pa ; | | 
papa F F e 
ú não pode ser Advogado comum. 
 
 
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3 — Assistência judiciária 
 
 
Segundo as normas de direito processual do trabalho, a assistência judiciária será prestada ao 
trabalhador que esteja representado pelo Sindicato da Categoria e perceba quantia inferior a 
dois salários mínimos, conforme art. 14 da Lei n. 5584/70. O primeiro ponto a ser destacado, de 
extrema importância, é que a assistência deve ser prestada pelo sindicato independentemente 
do empregado ser filiado ou não. A filiação não é condição para a assistência judiciária, já que é 
dever do sindicato representar a categoria. 
 
to (o) FIQUE 
Zn ATENTO! 
Mesmo não sendo filiado, é direito do empregado ser assistido pela entidade, 
conforme art. 18 da Lei nº 5584/70. 
 
Art. 14 da Lei 5584/70: Na Justiça do Trabalho, a assistência 
judiciária a que se refere a Lei nº 1.060, de 5 de fevereiro de 1950, 
será prestada pelo Sindicato da categoria profissional a que 
pertencer o trabalhador. 8 1º A assistência é devida a todo aquele 
que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, 
ficando assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário, 
uma vez provado que sua situação econômica não lhe permite 
demandar, sem prejuízo do sustento próprio ou da família.8 2º A 
situação econômica do trabalhador será comprovada em atestado 
fornecido pela autoridade local do Ministério do Trabalho e 
Previdência Social, mediante diligência sumária, que não poderá 
exceder de 48 (quarenta e oito) horas. 8 3º Não havendo no local a 
autoridade referida no parágrafo anterior, o atestado deverá ser 
expedido pelo Delegado de Polícia da circunscrição onde resida o 
empregado. 
 
O fato do empregado receber quantia superior a 2 (dois) salários mínimos, não impede o acesso 
à assistência judiciária, já que poderá afirmar não ter condições de arcar com os custos do 
 
 
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processo. Em todas as situações, a prova da miserabilidade será realizada por declaração 
firmada pelo empregado ou por seu Advogado. 
É : NOVIDADE 
Mais restrita que a assistência judiciária, tem-se o benefício da justiça gratuita, que nos termos 
do art. 790, 83º da CLT, pode ser concedida de ofício ou a requerimento das partes, isentando 
do pagamento das custas processuais, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40% 
do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (INSS), ou percebendo 
quantia superior, afirmarem não ter condições de pagar as custas processuais, conforme 84º do 
mesmo artigo 790 da CLT. 
 
E importante registrar, que mesmo a reforma trabalhista tendo alterado os requisitos para a 
concessão da justiça gratuita, o mesmo não ocorreu quanto aos requisitos para a assistência 
judiciária prevista em lei. 
 
 
 
Os honorários do assistente técnico sempre serão suportadospela parte que o 
contratou, não sendo possível a isenção daqueles, pois a contratação desse 
profissional é mera faculdade da parte. Assim prescreve a Súmula nº 341 do TST. 
O TST publicou uma nova súmula (463) registrando entendimento já consagrado naquela 
corte Superior de que para a concessão da assistência judiciária gratuita à pessoa natural basta 
uma simples declaração de hipossuficiência firmada pela parte ou por seu advogado com 
procuração; já para a concessão à pessoa jurídica é necessária a demonstração de forma cabal 
da impossibilidade da parte em arcar com os custos do processo. 
 
 
 
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Art. 790 8 3º É facultado aos juízes, órgãos julgadores e 
presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância 
conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça 
gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que 
perceberem salário igual ou inferior a 40% (quarenta por cento) do 
limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência 
Social. 
 
Art. 790 8 4º O benefício da justiça gratuita será concedido à parte 
que comprovar insuficiência de recursos para o pagamento das 
custas do processo. 
 
Súmula nº 341 do TST: A indicação do perito assistente é 
faculdade da parte, a qual deve responder pelos respectivos 
honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia. 
 
SÚMULA 463 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA | GRATUITA. 
COMPROVAÇÃO (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 304 
da SBDI-I, com alterações decorrentes do CPC de 2015) I- A partir 
de 26.06.2017, para a concessão da assistência judiciária gratuita à 
pessoa natural, basta a declaração de hipossuficiência econômica 
firmada pela parte ou por seu advogado, desde que munido de 
procuração com poderes específicos para esse fim (art. 105 do 
CPC de 2015); Il - No caso de pessoa jurídica, não basta a mera 
declaração: é necessária a demonstração cabal de impossibilidade 
de a parte arcar com as despesas do processo. 
 
Exemplo: se sou demitido e pretendo ajuizar reclamação trabalhista contra o meu ex- 
empregador, posso ir ao sindicato da minha categoria ou contratar um Advogado 
particular. Se vou ao Sindicato e recebo até 2 salários mínimos (ou recebendo mais, 
declaro não ter condições financeiras), preencho os requisitos da assistência judiciária 
gratuita e, se a empresa for condenada ao pagamento das minhas verbas rescisórias, 
será também condenada ao pagamento de uma quantia, chamada de honorários 
advocatícios, para o Sindicato. Agora, se contrato um Advogado particular, isso não 
 
 
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quer dizer que eu tenha situação financeira boa, que posso gastar com o processo. 
Muito pelo contrário. Assim, requeiro ao Juiz a isenção das custas processuais, ou 
seja, os benefícios da justiça gratuita, para não pagar as custas processuais. 
 
À assistência judiciária gratuita é outro 
instituto. que está ligado à atuação do 
Sindicato ao ajuizar a ação trabalhista em 
benefício do empregado. Está prevista no 
art 14 da Lei 5584/70 
LÁ 
f 
! 
/ 
Eidos Dee ie 
 
Deferido a quem não possui O beneficiário da Justiça Gratuita não é mais 
condições de arcar com os custos aà condenado ao pagamento de honorários de 
- Ear sucumbência, conforme decisãoo proferida do processo, em virtude de pri 
hipossuficiência econômica. 
Art. 790 S3ºda CLT 
Concessão da Justiça Gratuita a quem rocobe aib 
40% do Emite dos beneficios do RGPS (INSS) 
Ou seja, sem pedido da parte 
 
Art. 790, 84º da CLT 
Ada ques recabaram mais de 40% do limite doa 
bensficics do RGPS 4NSS), podisrá ser concesdída a 
justiça gratuit, am d a pe Sciênci 
, Pesos fisica: demonstração por dacisração de 
NX pobreza 
+ 
Parmos juridica demonstração documental cia 
Eu e impossibilidade firanceira Não besta a mera 
deciaração 
 
 
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4 — Substituição processual 
 
O tema ora em análise merece cuidado em seu estudo, pois vários pontos são relevantes sob os 
aspectos teórico e prático. 
Em primeiro lugar, a substituição processual também é denominada legitimidade extraordinária, 
sendo previsto genericamente no art. 18 do CPC/15, que traz importante regra: a legitimidade 
extraordinária só é possível nas hipóteses previstas em lei. O que é a legitimidade extraordinária, 
enfim? De maneira mais didática, comparam-se as espécies de legitimidade: 
 
Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, 
salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico. Parágrafo 
único. Havendo substituição processual, o substituído poderá 
intervir como assistente litisconsorcial. 
> Legitimidade Ordinária: nessa espécie de legitimidade, o titular do direito material vai a 
juízo defender interesse próprio, ou seja, o titular do direito material exercita o direito de 
ação. Em um exemplo simples, o empregado que não recebeu as horas extraordinárias 
trabalhadas ajuíza a reclamação trabalhista (é autor daquela ação). 
Verifica-se a coincidência nos planos material e processual: o titular do direito material 
exerce o direito de ação. 
> Legitimidade Extraordinária: já na legitimidade extraordinária, consoante a regra prescrita 
no art. 6º do CPC, o titular do direito material não é o autor da ação, pois este é um 
terceiro, autorizado por lei a pleitear direito de outrem. A situação típica é verificada 
quando o sindicato ajuíza reclamação trabalhista (como autor), pedindo a condenação da 
reclamada ao pagamento de verbas devidas à determinados empregados (que não são os 
autores, mas titulares do direito material). 
 
 
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O titular do direito material é um e quem exerce o direito de ação é outro, não havendo 
a coincidência já tratada. 
ESCLARECENDO 
 
Assim, a legitimidade extraordinária pode ser entendida como a possibilidade de um terceiro 
pleitear direito de outrem, quando autorizado por lei, sendo o autor da ação, em substituição ao 
titular do direito material. Daí o nome substituição processual. Nessa não há a coincidência entre 
o titular do direito material e aquele que exerce o direito de ação. 
Na seara trabalhista, os sindicatos estão autorizados pelo art. 8º, Ill da CRFB/88 a defender os 
direitos e interesses coletivos e individuais da categoria, em questões judiciais e administrativas. 
 
 
Art. 8º, Il da CF: ao sindicato cabe a defesa dos direitos e 
interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em 
questões judiciais ou administrativas. 
Nesse ponto surgiu importante questão jurisprudencial acerca da amplitude do comando 
constitucional acima descrito. Num primeiro momento, o TST editou a Súmula n. 310, 
restringindo a legitimidade extraordinária dos sindicatos, afirmando que aquela seria possível 
apenas nas hipóteses previstas em lei. 
Contudo, adequando-se ao entendimento do STF, o Tribunal Superior do Trabalho cancelou o 
referido verbete, fazendo com que o entendimento se firmasse no sentido de que o art. 8º, Ill da 
CRFB/88 deve ser interpretado de maneira ampla, proporcionando maior acesso ao Poder 
Judiciário. 
Assim, atualmente entende-se que o sindicato possui legitimidade extraordinária para defender 
qualquer direito do trabalhador que esteja relacionado ao vínculo empregatício(ou mesmo para 
requerer a sua declaração). 
Com o cancelamento da Súmula n. 310 do TST, passou-se a entender que a legitimidade 
extraordinária do sindicato é ampla, abarcando todas as situações relacionadas ao 
vínculo de emprego. 
 
 
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A legitimidade extraordinária do sindicato, apesar de comum, não se dá apenas no polo ativo da 
demanda, conforme reconhecido pela Súmula 406 do TST, que prevê que o sindicato, na ação 
rescisória, constará no polo passivo quando tiver ocupado o polo ativo na ação originária. 
 
Súmula nº 406 do TST: | - O lIitisconsórcio, na ação rescisória, é 
necessário em relação ao polo passivo da demanda, porque supõe 
uma comunidade de direitos ou de obrigações que não admite 
solução dispar para os litisconsortes, em face da indivisibilidade do 
objeto. Já em relação ao polo ativo, o litisconsórcio é facultativo, 
uma vez que a aglutinação de autores se faz por conveniência e 
não pela necessidade decorrente da natureza do litígio, pois não 
se pode condicionar o exercício do direito individual de um dos 
litigantes no processo originário à anuência dos demais para 
retomar a lide. (ex-OJ nº 82 da SBDI-2 - inserida em 13.03.2002) II 
- O Sindicato, substituto processual e autor da reclamação 
trabalhista, em cujos autos fora proferida a decisão rescindenda, 
possui legitimidade para figurar como réu na ação rescisória, sendo 
descabida a exigência de citação de todos os empregados 
substituídos, porquanto inexistente litisconsórcio passivo 
necessário. 
Também detém legitimidade para a defesa dos direitos coletivos, difusos e individuais 
homogêneos o Ministério Público do Trabalho, bem como as associações, conforme art. 82 do 
Código de Defesa do Consumidor. 
 
Art. 82 do CDC: Para os fins do art. 81, parágrafo único, são 
legitimados concorrentemente: | - o Ministério Público, Il - a União, 
os Estados, os Municípios e o Distrito Federal; Ill - as entidades e 
órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem 
personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos 
interesses e direitos protegidos por este código; IV - as 
associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que 
incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e 
direitos protegidos por este código, dispensada a autorização 
assemblear. 8 1º O requisito da pré-constituição pode ser 
 
 
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dispensado pelo juiz, nas ações previstas nos arts. 91 e seguintes, 
quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão 
ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser 
protegido. 
 
Exemplo: se eu fui lesado em meus direitos trabalhistas, eu devo buscar a reparação 
perante o Poder Judiciário, ajuizando a ação trabalhista. Nesse caso, o empregado 
que foi lesado é o autor da ação. Dá-se o nome de legitimidade ordinária. Meu irmão 
não pode ajuizar essa ação para mim, pois ele não possui legitimidade. Se ajuizasse, a 
ação seria extinta sem resolução do mérito. Diferente seria se a situação envolvesse 
um número maior de empregados e o Sindicato da categoria ajuizasse a ação. Ele 
(Sindicato) seria o autor da ação trabalhista, defendendo interesses de outras pessoas. 
Teríamos, nessa hipótese, a legitimidade extraordinária. 
 
 
5 — Sucessão processual 
 
Não se deve confundir sucessão processual e substituição processual, estudado no tópico 
anterior, pois absolutamente distintas, pois a primeira decorre de ato que venha a ocorrer no 
curso do processo, como a morte do empregado-reclamante ou a alienação da empresa- 
reclamada, enquanto que a segunda importa na possibilidade da ação ser ajuizada por terceiro 
(ou mesmo em situações excepcionais, como a rescisória, que a ação venha a ser ajuizada em 
face de terceiro em relação ao direito material). 
A sucessão processual pode ocorrer em duas situações, a depender se o sujeito processual a ser 
substituído é pessoa física ou jurídica. 
Sendo pessoa física, empregado ou empregador, o espólio, representado pelo inventariante, 
assumirá aquela posição processual, pois designado na ação de inventário para representar 
aquele ente (espólio). Se não for ajuizada ação de inventário, pela inexistência de bens deixados 
pelo morto, entende-se que haverá a habilitação direta dos sucessores, mediante a apresentação 
das certidões (nascimento, casamento, contrato de união estável, etc) ou através de certidão do 
INSS em que constam os seus herdeiros. 
 
 
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Se for ajuizado o inventário, a reclamação trabalhista será suspensa até que seja 
nomeado o inventariante, que assumirá a representação do espólio na demanda 
trabalhista. 
 
 
Cuidado, pois se o óbito ocorrer antes do ajuizamento da reclamação trabalhista não 
haverá sucessão processual. 
Ainda sobre a morte da pessoa física, importante frisar que se o empregador for pessoa física e 
vier a falecer, o art. 483, 82º da CLT permite ao empregado rescindir o contrato ou continuar a 
prestar os serviços, continuando o vínculo de emprego com os herdeiros do ex-empregador. 
 
Art. 483, 82º da CLT: No caso de morte do empregador 
constituído em empresa individual, é facultado ao empregado 
rescindir o contrato de trabalho. 
A sucessão processual também pode ocorrer no polo do empregador, hipótese que não 
interfere na relação de emprego mantida com o empregado, à luz dos artigos 10 e 448 da CLT, 
pois em relação ao empregador o contrato de trabalho não é intuitu personae, podendo haver 
modificações na titularidade da empresa sem que represente um novo contrato de trabalho. 
NÃO 
CONFUNDA! 
 
 
Se o contrato de trabalho é considerado intuitu personae em relação ao empregado, que não 
pode ser substituído, o mesmo não pode ser dito em relação ao empregador, já que as alterações 
na estrutura jurídica não importam em alteração ou rescisão do contrato de trabalho. 
 
 
 
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Art. 10 da CLT: Qualquer alteração na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. 
 
Art. 448 da CLT: A mudança na propriedade ou na estrutura 
jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos 
respectivos empregados. 
Se João trabalha para a Empresa Alfa, que vem a ser vendida para a Empresa Beta, o seu 
contrato de trabalho será mantido, sendo que a segunda passará a ser integralmente 
responsável pelos débitos trabalhistas para com João. Assim, se tal alienação se der no curso do 
processo, Alfa será substituída por Beta no polo passivo. Se a alteração ocorrer antes de ser 
ajuizada a reclamação trabalhista, João incluirá no polo passivo tão somente a Empresa Beta, por 
ser a nova empregadora, com responsabilidade integral. 
 
 
6 — Litisconsórcio 
 
Na imensa maioria das vezes, as demandas trabalhistas fazem nascer a relação processual entre 
um autor, um réu e o Estado, demonstrando-se subjetivamente simples. Porém, pode ocorrer de 
mais um autor se juntar para propor uma só reclamação trabalhista, ou um autor ajuizar aquela 
ação em face de mais de uma empresa reclamada, como geralmente ocorre nas hipóteses de 
terceirização, quando se inclui no polo passivo a empresa tomadora,na busca de sua 
condenação subsidiária. Pelo que foi demonstrado, os polos da demanda (ativo e passivo) 
podem conter uma singularidade ou pluralidade de sujeitos, sendo que essa última hipótese é 
denominada de litisconsórcio. 
Tal pluralidade pode ocorrer no polo ativo e passivo em separado, bem como nos dois ao 
mesmo tempo. Aquelas partes, que se aglutinaram em litisconsórcio, são chamadas de 
litisconsortes. 
O litisconsórcio é importante ora para determinar a economia processual, reduzindo o 
número de ações ajuizadas, ora para manter a igualdade entre as partes, uma vez que 
a situação vivenciada pelos litisconsortes será analisada por um único Juiz. 
 
 
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> Classificações 
A questão mais importante acerca do instituto do litisconsórcio toca às classificações existentes, 
que são 4 (quatro) e que passam a ser analisadas a partir de agora. 
o/a) 
4» TOME NOTA! 
 
 
1. Quanto à posição: 
o Ativo: será ativo o litisconsórcio quando houver mais de um autor. 
o Passivo: será passivo o litisconsórcio quando houver mais de um réu, como ocorre 
quando o autor ajuíza a demanda em face de responsável subsidiário ou solidário, 
quando há sucessão de empresas, etc. 
o Misto: será misto quando o litisconsórcio ocorrer ao mesmo tempo nos polos ativo e 
passivo, ou seja, houver mais de um autor e réu no mesmo processo. 
2. Quanto à formação: 
o Necessário: no litisconsórcio necessário, previsto no art. 114 do CPC/2015, a lei 
impõe a sua formação, prevendo a obrigação de sua formação, sob pena de 
extinção do processo sem resolução de mérito. Nessas hipóteses, as partes não 
possuem escolha, haja vista que a lei assim determina. Por exemplo, o art. 73, 81º 
do CPC trata da citação obrigatória dos cônjuges, sendo indispensável a presença 
de ambos. Na hipótese de rescisória por colusão das partes, o litisconsórcio 
também será necessário, pois a decisão poderá afetar a ambos. Nos domínios do 
processo do trabalho, adota-se a teoria acerca da impossibilidade do litisconsórcio 
necessário ativo, ou seja, da obrigação da demanda ser proposta por mais de um 
autor, por violar o livre acesso ao Poder Judiciário. 
 
Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para 
propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando 
casados sob o regime de separação absoluta de bens. 8 1º Ambos 
os cônjuges serão necessariamente citados para a ação: | - que 
 
 
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verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o 
regime de separação absoluta de bens; Il - resultante de fato que 
diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles; Ill 
- fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da 
família; IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição 
ou a extinção de ônus sobre imóvel de um ou de ambos os 
cônjuges. 
 
o Facultativo: será facultativo o litisconsórcio quando a sua formação decorrer 
unicamente da vontade de partes, que possuem a opção de ajuizar as demandas 
em separado ou em litisconsórcio. A regra é a existência dessa espécie de 
litisconsórcio, cujas hipóteses estão descritas no art. 113 do CPC/15. A 
possibilidade de haver a aglutinação decorre da existência de causas de pedir ou 
pedidos comuns, de maneira a possibilitar economia processual. Destaque para os 
88 1º e 2º do art. 113 do CPC/15, que alude ao litisconsórcio multitudinário, que é 
caracterizado pelo número significativo de litisconsortes, o que poderia atrapalhar a 
realização dos atos processuais ou a defesa do reclamado. Visando evitar tais 
infortúnios, o legislador previu a possibilidade de fracionamento, evitando-se, desta 
forma, que uma demanda seja ajuizada por 5.000 (cinco mil) reclamantes, sendo 
que seria mais viável o ajuizamento de 10 (dez) ações cada uma com 500 
(quinhentos) autores. 
 
 
 
 
Destaque importante deve ser dado à espécie de litisconsórcio que pode ser 
fracionado: apenas o litisconsórcio facultativo, nunca o necessário, já que, conforme 
será visto, esse último decorre da vontade da lei, não podendo haver qualquer 
interferência em sua formação. 
 
 
S 
 
Art. 113. Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo 
processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando: | - entre 
elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente 
à lide; Il - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela 
causa de pedir; Ill - ocorrer afinidade de questões por ponto 
comum de fato ou de direito. 8 1ºO juiz poderá limitar o 
 
 
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litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de 
conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando 
este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa 
ou o cumprimento da sentença. 8 2º O requerimento de limitação 
interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que 
recomeçará da intimação da decisão que o solucionar. 
 
Além disso, deve-se atentar para a regra acerca do fracionamento do litisconsórcio 
multitudinário, já que: 
o Pode ser determinado de ofício pelo Juiz, quando prejudicar o desenvolvimento dos 
atos processuais, bem como a celeridade do processo. 
o Pode ser requerido pelo réu, quando dificultar a apresentação da defesa. 
Claro que a limitação do número de litigantes não possui razão se a matéria discutida nos autos 
for unicamente de direito, já que a análise a ser realizada pelo Magistrado é única, inexistindo 
fatos a serem apurados em relação a cada um dos litigantes. 
3. Quanto à decisão que será proferida: 
o Simples: Também denominada de litisconsórcio comum, nesse a decisão a ser 
proferida pode ser a mesma ou diferente para os litisconsortes, já que as relações 
jurídicas, apesar de parecidas, comuns, não são idênticas. Se as relações jurídicas 
não são idênticas, o Poder Judiciário pode tratá-las de maneira diversa. Importante 
observar que a decisão pode ser igual para os litigantes, mas não necessariamente, 
uma vez que o Juiz pode decidir, por exemplo, pela procedência dos pedidos 
formulados pelo autor “a” e pela improcedência dos pedidos do autor “b”. 
Assim, a possibilidade de divergência no tratamento dado aos litisconsortes é o que 
caracteriza tal instituto, não sendo correto dizer que nessa espécie as decisões são 
obrigatoriamente diversas. 
a 
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o Unitário: Nessa espécie de litisconsórcio, prevista no art. 116 do CPC/2015, a 
decisão a ser proferida deve ser a mesma para todos os litisconsortes, haja vista que 
a relação jurídica posta em discussão é a mesma, como no célebre exemplo do 
ajuizamento de ação anulatória de cláusula convencional pelo MPT em face dos 
entes sindicais que a convencionaram. Nessa situação, a decisão judicial anulará ou 
manterá a cláusula para todos os litisconsortes (réus), não sendo possível anular 
aquela para um ou alguns ou mantê-la intacta para os demais. 
4. Quanto ao momento de formação: 
o Inicial: trata-se de uma das mais simples classificações, pois apenas leva em 
consideração o momento da formação do litisconsórcio. Se já presente na petição 
inicial, será inicial. Trata-se da situação mais comum, quando, por exemplo, na 
hipótese de responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços(terceirização), 
ajuíza-se a demanda em face das duas empresas — terceirizada (empregadora) e 
tomadora dos serviços, conforme Súmula nº 331 do TST, de maneira a buscar o 
adimplemento por meio da segunda empresa, caso a execução em face da primeira 
seja infrutífera. 
 
Súmula nº 331, IV do TST: O inadimplemento das obrigações 
trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade 
subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, 
desde que haja participado da relação processual e conste 
também do título executivo judicial. 
 
o Ulterior (superveniente): se o litisconsórcio for formado após a distribuição da ação, 
será ulterior ou superveniente. É o que ocorre na hipótese de sucessão processual, 
quando, por exemplo, o autor ou o réu, pessoa física, morre, sendo sucedido pelos 
dependentes ou quando se ajuíza a ação de execução em face da empresa 
componente do grupo econômico, mas que não participou do processo de 
conhecimento (o que é permitido após o cancelamento da Súmula nº 205 do TST). 
 
 
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> Reflexos processuais do litisconsórcio 
A previsão do litisconsórcio no processo do trabalho (assim como no processo civil) traz uma 
séria de consequências ou reflexos, dentre as quais podem ser destacadas as seguintes: 
Apesar dos litisconsortes encontrarem-se no mesmo polo da demanda, muitas vezes utilizando- 
se das mesmas teses jurídicas, produzindo as mesmas provas, devem ser considerados como 
litigantes distintos, nos termos do art. 117 do CPC/15, o que significa dizer que os atos e 
omissões de um não prejudicarão aos demais, uma vez que podem realizar os atos processuais 
em separado. 
 
Art. 117. Os litisconsortes serão considerados, em suas relações 
com a parte adversa, como litigantes distintos, exceto no 
litisconsórcio unitário, caso em que os atos e as omissões de um 
não prejudicarão os outros, mas os poderão beneficiar. 
 
Os litisconsortes, quantos forem, devem ser intimados de todos os atos processuais, não sendo 
válida a intimação de apenas um ou alguns. Por se tratarem de litigantes distintos, assim devem 
ser tratados, tendo ciência dos atos processuais que foram realizados e aqueles que podem ser 
realizados. Essa regra está descrita no art. 118 do CPC/15. 
 
Art. 118. Cada litisconsorte tem o direito de promover o 
andamento do processo, e todos devem ser intimados dos 
respectivos atos. 
 
Havendo mais de um litigante, a defesa apresentada por um aproveita aos demais, não havendo 
presunção de veracidade, conforme art. 345, | do CPC/15. O mesmo entendimento consta no 
art. 844, 84º da CLT, incluído pela reforma trabalhista. 
 
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: 
| - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; 
 
 
 
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Em relação aos recursos, importante se mostra a regra do art. 1.005 do CPC/15, que afirma: “O 
recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos os 
seus interesses”. Atenção, pois essa regra somente é válida para o litisconsorte unitário, já que a 
decisão deve ser a mesma para todos, conforme já estudado. 
 
Art. 1.005. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos 
aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses. 
Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso 
interposto por um devedor aproveitará aos outros quando as 
defesas opostas ao credor lhes forem comuns. 
Por fim, o art. 229 do CPC/15, antigo art. 191 do CPC/73 não é aplicável ao processo do 
trabalho, conforme OJ nº 310 da SDI-1 do TST, não havendo prazo em dobro para os 
litisconsortes com diferentes procuradores. 
 
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de 
escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro 
para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, 
independentemente de requerimento. 
 
OJ nº 310. LITISCONSORTES. PROCURADORES DISTINTOS. 
PRAZO EM DOBRO. ART. 229, CAPUT E 88 1º E 2º, DO CPC DE 
2015. ART. 191 DO CPC DE 1973. INAPLICÁVEL AO PROCESSO 
DO TRABALHO (atualizada em decorrência do CPC de 2015) — 
Res. 208/2016, DEJT divulgado em 22, 25 e 26.04.2016 
Inaplicável ao processo do trabalho a norma contida no art. 
229, capute 88 1º e 2º, do CPC de 2015 (art. 191 do CPC de 
1973), em razão de incompatibilidade com a celeridade que lhe é 
inerente. 
 
Exemplo: as hipóteses mais comuns de litisconsórcio na Justiça do 
Trabalho são: 1. litisconsórcio facultativo ativo, na hipótese de 
ajuizamento de uma única ação por vários ex-empregados da 
 
 
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empresa; 2. Litisconsórcio facultativo passivo, quando há 
responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços na 
terceirização. Se trabalhei como segurança na empresa Alfa, que 
prestava serviços para a empresa Beta, há terceirização. Eu posso 
ajuizar a ação em face das duas empresas, especialmente, se quiser 
a condenação da empresa Beta, tomadora dos serviços. Tem-se um 
litisconsórcio facultativo passivo. 
 
 
7 - Representação da massa falida e das empresas em 
recuperação judicial 
A regra consta expressamente no art. 21 e seguintes da Lei 11.101/05, que trata da falência e da 
recuperação judicial e extrajudicial. O Administrador Judicial, ou seja, nomeado pelo Juiz do 
processo de falência ou de recuperação judicial, é o representante legal da massa falida ou da 
empresa em processo de recuperação, devendo ser, preferencialmente, advogado, economista, 
administrador ou contador, podendo ser ainda uma pessoa jurídica especializada, ou seja, uma 
empresa. 
Dentre as atribuições do Administrador Judicial, descritas na lei em referência, sob a fiscalização 
do Juiz e do Comitê de credores, especialmente: 
e Relacionar os processos e assumir a representação judicial e extrajudicial, incluídos 
os processos arbitrais, da massa falida; 
e Receber e abrir a correspondência dirigida ao devedor, entregando a ele o que não 
for assunto de interesse da massa; 
e Avaliar os bens arrecadados; 
e Contratar avaliadores, de preferência oficiais, mediante autorização judicial, para a 
avaliação dos bens caso entenda não ter condições técnicas para a tarefa; 
e Praticar os atos necessários à realização do ativo e ao pagamento dos credores; 
e Proceder à venda de todos os bens da massa falida no prazo máximo de 180 (cento 
e oitenta) dias, contado da data da juntada do auto de arrecadação, sob pena de 
destituição, salvo por impossibilidade fundamentada, reconhecida por decisão 
judicial; 
e Praticar todos os atos conservatórios de direitos e ações, diligenciar a cobrança de 
dívidas e dar a respectiva quitação; 
e Representar a massa falida em juízo, contratando, se necessário, advogado, cujos 
honorários serão previamente ajustados e aprovados pelo Comitê de Credores; 
 
 
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e Requerer todas as medidas e diligências que forem necessárias para o cumprimento 
desta Lei, a proteção da massa ou a eficiência da administração; 
Importante destacar que o administrador judicial e os membros do Comitê responderão pelos 
prejuízos causados à massa falida, ao devedor ou aos credores por dolo ou culpa,devendo o 
dissidente em deliberação do Comitê consignar sua discordância em ata para eximir-se da 
responsabilidade. 
Dos PROCURADORES 
Nos termos do art. 104 do CPC/15, o Advogado, ao patrocinar uma demanda, deve juntar aos 
autos o denominado instrumento de mandato, também conhecido por procuração, quando da 
prática do ato processual (ajuizamento da ação, apresentação de defesa, interposição de 
recurso, etc), sob pena do ato considerar-se inexistente. Ocorre que nos domínios do processo 
do trabalho as regras sobre representação por Advogado e apresentação do instrumento de 
mandato são relativizadas, ante o jus postulandie o mandato tácito, a serem estudados a seguir. 
 
Art. 104. O advogado não será admitido a postular em juízo sem 
procuração, salvo para evitar preclusão, decadência ou prescrição, 
ou para praticar ato considerado urgente. 8 1º Nas hipóteses 
previstas no caput, o advogado deverá, independentemente de 
caução, exibir a procuração no prazo de 15 (quinze) dias, 
prorrogável por igual período por despacho do juiz. 8 22 O ato não 
ratificado será considerado ineficaz relativamente àquele em cujo 
nome foi praticado, respondendo o advogado pelas despesas e 
por perdas e danos. 
 
1- Mandato tácito 
 
Por vezes é comum folhear um processo trabalhista e não encontrar, como é comum na seara 
cível, um documento de nome procuração ou mandato. Não há nos autos nenhum documento 
no qual expressamente a parte confere poderes para o Advogado atuar em seu nome. Fora dos 
 
 
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domínios do processo do trabalho, tal situação somente é permitida para os Advogados Públicos 
(Procuradores de Municípios, Estados, Advogados da União, Procuradores Federais, etc). 
Ocorre que em uma demanda trabalhista, pode ser que não se encontre o tal documento e 
mesmo assim exista Advogado nos autos realizando os atos processuais. Nesse ponto fica a 
pergunta: mas como saber se aquele Advogado possui poderes para representar a parte se não 
há um documento expresso nos autos? 
Neste ponto vislumbra-se a importância do instituto do mandato tácito, que decorre da 
presença do Advogado em Audiência para representar determinado litigante. Em outras 
palavras, o fato do Advogado “X” ter comparecido à audiência acompanhando o autor faz 
presumir que aquele possui poderes para agir em nome deste último. Daí o mandato tácito que 
permite a prática de atos ordinários no processo trabalhista. 
A presença em audiência faz presumir que o Advogado possui procuração/mandato 
da parte para agir naquele processo. 
Tal fato é expressamente reconhecido pela Súmula nº 383 do TST, alterada em 2016 para 
adequar-se ao Novo CPC, que afirma ser possível a interposição de recurso pelo Advogado 
detentor do mandato tático, conforme inciso | da jurisprudência consolidada, abaixo transcrita: 
 
| - É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração 
juntada aos autos até o momento da sua interposição, salvo 
mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), 
admite-se que o advogado, independentemente de intimação, 
exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição 
do recurso, prorrogável por igual período mediante despacho do 
juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e não 
se conhece do recurso. 
 
Sobre o tema, ainda é importante frisar que tal forma de mandato outorga apenas os poderes 
gerais ao Advogado, excetuando-se aqueles descritos no art. 38 do CPC, que são denominados 
especiais, pois intimamente ligados ao direito material objeto do litígio. A existência dos 
poderes gerais está descrita no art. 791 83º da CLT. 
 
 
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Art. 791, 83º da CLT: A constituição de procurador com poderes 
para o foro em geral poderá ser efetivada, mediante simples 
registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado 
interessado, com anuência da parte representada. 
 
Destaque para a corrente doutrinária e jurisprudencial que identificam a similitude entre 
mandato tácito e procuração apud acta, considerando expressões sinônimas no direito 
processual do trabalho. 
Por fim, o detentor de mandato tácito não pode substabelecer, por não ser considerada uma 
providência ordinária, isto é, comum no rito trabalhista. Tal afirmação está em conformidade 
com a OJ nº 200 da SDI-1 do TST. Já em relação ao mandato escrito, expresso, a regra já é um 
pouco diversa, conforme análise do inciso Ill da Súmula n. 395 do TST, que prevê a regularidade 
dos atos processuais realizados pelo substabelecido, mesmo que não haja poder expresso para 
substabelecer. 
 
OJ nº 200 da SDI-1 do TST: É inválido o substabelecimento de 
advogado investido de mandato tácito. 
 
 
Súmula nº 395, Ill do TST: São válidos os atos praticados pelo 
substabelecido, ainda que não haja, no mandato, poderes 
expressos para substabelecer (art. 667, e parágrafos, do Código 
Civil de 2002). 
 
 
Exemplo: imagine que um cliente ligou para um Advogado falando 
que daqui a 2 horas teria uma audiência e que se não fossem seria 
decretada a revelia, com possível condenação. Os dois conversaram 
sobre a situação, que era simples e o Advogado compareceu ao ato 
processual. Chegando na sala de audiências, foi inserido o nome do 
Advogado na ata de audiência, com a informação de que estava 
representando dos interesses do reclamado. Mesmo não tendo 
procuração escrita, o Advogado poderá praticar atos no processo, 
pois é detentor de mandato tácito, já que seu nome consta na ata 
 
 
 
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| de audiência. 
 
 
O mandato tácito ou apud acta surgs 
quando o nome do Advogado é inserido 
Conforme Súmula 383 do TST, o portador 
de mandato tácito poder recorrer. 
e: 
m : ) na ata de audiência. 
 Art. 791, 53º da CLT J 
O mandato térito outorga os poderes 
Eurais para atuar no processo. 
Mandato Tácito Poderes para atuar no processo Não são conferidas os poderes especiais O Advogado irvestido de mandato tático 
do art. 105 do CFC não pode 
 
 Substabelecimento 
Y receber citação, confessar, reconhecer a 
procedência do pedido, transigir, desistir, 
O) nº 200 da SDI-1 do TST renunciar ao direito sobre o qual se funda 
a ação, receber. dar quitação, firmar 
compromisso e assinar declaração de 
hipossuficiência econômica 
 
 
 
2 —- Honorários advocatícios 
 
 
O tema passou por enorme modificação com a reforma trabalhista implementada pela Lei 
13.467/17, pois foi incluído o art. 791-A da CLT, instituindo a condenação ao pagamento de 
honorários advocatícios por mera sucumbência, que é o mesmo sistema existente no processo 
civil. 
Assim, com a reforma trabalhista, os honorários advocatícios de sucumbência passam a ser 
devidos pela mera sucumbência, ou seja, sem a necessidade de qualquer outro requisito, como 
ocorria anteriormente, à luz da Súmula nº 219 do TST, que vinculava a condenação àquela 
parcela ao fato do reclamante estar assistido pelo sindicato da categoria, que lhe prestava a 
assistência judiciária gratuita, nos termos do art. 14 da lei 5584/70. 
Para que não pairem dúvidas, podemos dizer que: 
 
 
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Até a entrada em vigor da Lei 13.467/17 (reforma trabalhista), somente o Sindicatorecebia os 
honorários de sucumbência, pois a Súmula 219 do TST vinculava a condenação ao fato da parte 
estar assistida pelo Sindicato. 
Após a entrada em vigor da Lei 13.467/17, com a inclusão do art. 791-A da CLT, a condenação 
ao pagamento da parcela passou a ser “automática”, decorrente da mera sucumbência da parte, 
isto é, sem a necessidade de qualquer outro requisito. Pode-se chamar o sistema de “perdeu- 
pagou”, pois, a condenação decorre pura e simplesmente do fato de ter perdido. 
Com as novas regras, o Advogado particular passou a receber os honorários de 
sucumbência, pagos pela parte contrária (perdedora, sucumbente). Antes, apenas o 
Sindicato recebia a quantia. 
 
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão 
devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% 
(cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o 
valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito 
econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o 
valor atualizado da causa. 
 
Apesar do processo do trabalho agora utilizar o mesmo sistema do processo civil — mera 
sucumbência — há uma grande disparidade entre os dois sistemas, em relação ao percentual da 
parcela, já que no Código de Processo Civil a estipulação ocorre entre 10% e 20%, enquanto que 
no processo do trabalho a parcela vai de 5% a 15%. 
 
Exemplo: imagine que eu tenha ajuizado uma ação trabalhista em face do meu ex- 
empregador, requerendo a condenação ao pagamento de R$10.000,00 de verbas 
rescisórias. A ação foi ajuizada pelo meu Advogado particular, Dr. José. Na sentença o 
Juiz do Trabalho condenou a empresa ao pagamento de R$10.000,00 (verbas 
rescisórias), R$1.500,00 (honorários Advocatícios de sucumbência) e R$200,00 (custas 
processuais). O meu Advogado receberá da parte contrária (perdedora) a quantia de 
R$1.500,00 fixada por sentença, bem como o percentual ou valor que comigo ajustou, 
denominado de honorários contratuais. Vejam que o meu Advogado receberá de mim 
(cliente) e da parte contrária, não havendo qualquer problema ou ilegalidade nisto. 
 
 
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Prosseguindo na análise do art. 791-A da CLT, temos o 81º, que destaca a condenação ao 
pagamento dos honorários de sucumbência também nas ações contra a Fazenda Pública, bem 
como nas ações em que a parte está assistida ou substituída pelo sindicato da categoria. Aqui 
vale a pena diferenciar os termos “assistida” e “substituída”. Vejamos: 
a ron NOTA! 
> Assistida: diz-se que a parte está assistida pelo sindicato quando aquele é o “Advogado” 
da parte. Ex: o autor da ação é João, assistido pelo Sindicato da categoria, que por meio 
do seu setor jurídico, ajuizou a ação. 
> Substituída: a substituição processual também é chamada de legitimidade extraordinária, 
ocorrendo quando o Sindicato ajuizar a ação em nome próprio, ou seja, o próprio 
sindicato é o autor da ação, em substituição aos titulares do direito. Ex: os titulares do 
direito são João, José, Maria e Manoel, mas o autor da ação é o Sindicato da categoria 
deles, que ajuíza a ação para que os mesmos não precisem se expor. 
Mas que parâmetros o Juiz utiliza para fixar os honorários de sucumbência entre 5% e 15%? A 
resposta consta no 82º do art. 791-A da CLT, a saber: 
 
8 2º Ao fixar os honorários, o juízo observará: | - o grau de zelo do 
profissional; Il - o lugar de prestação do serviço; Ill - a natureza e a 
importância da causa; IV - o trabalho realizado pelo advogado e o 
tempo exigido para o seu serviço. 
 
 
e e PRESTEMAIS .. 
ATENÇÃO!! 
Outro tema importante, que consta no 83º do art. 791-A da CLT, que certamente será 
cobrado pelas bancas examinadoras, é a fixação de honorários advocatícios de 
sucumbência quando houver sucumbência recíproca. Mas o que é a sucumbência 
recíproca? 
 
 
 
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Digamos que João tenha ajuizado uma ação de indenização em face de Marcela, pleiteando a 
condenação da ré ao pagamento de R$100.000,00 (cem mil reais). Na sentença, o Juiz condenou 
a ré ao pagamento de R$60.000,00 (sessenta mil reais). Na hipótese, nenhuma das partes saiu 
inteiramente satisfeita do processo, tendo havido sucumbência recíproca, uma vez que autor e 
réu foram prejudicados pela sentença, podendo dela recorrer. 
Na hipótese, por determinação do 83º do art. 791-A da CLT, as duas partes serão condenadas a 
pagar os honorários de sucumbência para o Advogado da outra, com base no proveito 
econômico do processo, ou seja, a vantagem conquista no processo. Na hipótese: 
> Oréu pagará honorários (de 5% a 15%) sobre a sua condenação — R$60.000,00. 
> O autor pagará honorários (de 5% a 15%) sobre o proveito econômico do réu, que foi de 
R$40.000,00, valor que conseguiu reduzir do pedido do autor. 
 
8 3º Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará 
honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação 
entre os honorários. 
Um destaque importante deve ser feito em relação à reconvenção, modalidade de defesa do 
reclamado prevista no art. 343 do CPC/15, que possui natureza jurídica de ação, apesar de ser 
apresentada como uma parte da contestação. 
Pode-se dizer que apresentar uma reconvenção é igual a ajuizar uma ação, mas no mesmo 
processo, o que impõe a condenação ao pagamento de honorários de sucumbência na 
modalidade de defesa em estudo. Assim, dispõe o 85º do art. 791-A da CLT que são devidos os 
honorários advocatícios de sucumbência na reconvenção. 
 
| $ 5º São devidos honorários de sucumbência na reconvenção. | 
 
Por fim, vale a pena tratar da condenação ao pagamento dos honorários de sucumbência 
quando a parte recebeu o benefício da justiça gratuita, previsto no art. 790, 83º da CLT. O 84º do 
art. 791-A da CLT disciplina a matéria, afirmando que a parte que teve o benefício concedido, se 
sucumbente (perdedora) na ação, será condenada ao pagamento de honorários advocatícios, 
mas terá a cobrança suspensa, podendo a parte credora demonstrar, nos próximos dois anos, 
que a parte passou a ter condições de adimplir com a obrigação. Passado o prazo de dois anos, 
a obrigação se extingue e a quantia não poderá mais ser cobrada. 
 
 
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Contudo, este entendimento não deve ser levado em consideração para as provas, já que o STF 
julgou procedente a ADI nº 5766 para considerar inconstitucional a condenação do bemeficiário 
da justiça gratuita, devendo novamente ser considerado que "haverá a condenação ao pagamento 
da quantia, salvo se beneficiária da justiça gratuita", como era antes da reforma trabalhista. 
 
8 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não 
tenha obtido em juízo, ainda que em outro processo, créditos 
capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua 
sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e 
somente poderão ser executadas se, nos dois anos subsequentes 
ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor 
demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de 
recursos que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, 
passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário. 
(”) Art. 791-A da CLT Raio 
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Haverá a condenação ao pagamento de De posto econômico 
honorários, tando em vista a natureza -€ — 
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de Sucumbência aço qro 7” Matiomuza o importância 
 
 
 
 
Os honorários são devidos também nas 
ações contra a Farenda Pública e nas 
ações em que a parte estiver nusiticia ou 
aubetituída pelo sindicato de sua 
extegoria 
Do Juíz E SEUS ATOS PROCESSUAIS 
Nesse momento, destacam-se algumas regras previstas no CPC, aplicáveis subsidiariamente ao 
processo do trabalho, sobre o Juiz. Em primeiro lugar, o art. 139do CPC/15 afirma quais são os 
poderes do Juiz: 
> Assegurar as partes igualdade de tratamento: a equidistância que o Juiz deve manter das 
partes serve para assegurá-las igualdade de tratamento, já que àquelas devem ser 
oportunizadas as mesmas possibilidades de demonstrar em juízo as suas alegações. O 
deferimento de uma espécie de prova para uma parte e o indeferimento para outra, sem 
justificativa, importa em violação ao dever. 
 
 
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> Velar pela rápida solução do litígio: De acordo com o art. 5º, LXXVIII da CRFB/88, é 
garantia constitucional a rápida solução do litígio, devendo o Juiz estar atento para 
reprimir qualquer tentativa das partes e servidores de burlar os prazos processuais, além 
de evitar o denominado tempo morto do processo, em que aquele fica “parado”, sem a 
prática de qualquer ato processual, sem justificativa plausível. 
> Prevenir e reprimir qualquer ato contrário à dignidade da Justiça: Deve o Juiz, à luz dos 
artigos 77 e seguintes do CPC/15, que tratam dos deveres de todos aqueles que atuam 
no processo, bem como os atos que constituem litigância de má-fé, inibir a prática de atos 
considerados atentatórios à dignidade da Justiça, em especial, o descumprimento das 
decisões. 
> Promover a autocomposição: o acordo é, para o processo do trabalho, a “melhor saída”, 
pois põe fim ao litígio da forma mais rápida e barata. Em relação ao tema, é importante 
frisar que o TST, Po meio da Instrução Normativa nº 39/16, entendeu não se aplicar a 
final V « 139 do CPC/15, quando fala de conciliadores e mediador 
judiciais, pois tais servidores não existem na organização da Justiça do Trabalho, devendo 
o Magistrado realizar a autocomposição. 
 
Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste 
Código, incumbindo-lhe: | - assegurar às partes igualdade de 
tratamento; Il - velar pela duração razoável do processo; Ill 
prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da justiça e 
indeferir postulações meramente protelatórias; IV - determinar 
todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub- 
rogatórias necessárias para assegurar o cumprimento de ordem 
judicial, inclusive nas ações que tenham por objeto prestação 
pecuniária; V - promover, a qualquer tempo, a autocomposição, 
preferencialmente com auxílio de conciliadores e mediadores 
judiciais; Vl - dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de 
produção dos meios de prova, adequando-os às necessidades do 
conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito; 
VII - exercer o poder de polícia, requisitando, quando necessário, 
força policial, além da segurança interna dos fóruns e tribunais; VIII 
- determinar, a qualquer tempo, o comparecimento pessoal das 
partes, para inquiri-las sobre os fatos da causa, hipótese em que 
não incidirá a pena de confesso; IX - determinar o suprimento de 
pressupostos processuais e o saneamento de outros vícios 
processuais; X - quando se deparar com diversas demandas 
 
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individuais repetitivas, oficiar o Ministério Público, a Defensoria 
Pública e, na medida do possível, outros legitimados a que se 
referem o art. 5º da Lei nº7.347, de 24 de julho de 1985, e o art. 
82 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, para, se for o 
caso, promover a propositura da ação coletiva respectiva. 
Parágrafo único. A dilação de prazos prevista no inciso VI somente 
pode ser determinada antes de encerrado o prazo regular. 
Além disso, destaque importantepara regra constante no art. 140 do CPC/15, conhecida por 
princípio da indeclinabilidade do poder jurisdicional, cuja ideia central é a seguinte: uma vez 
provocado o Poder Judiciário por meio do exercício do direito de ação, o Juiz, por ser 
representante daquele Poder, não poderá deixar de julgar a lide, isto é, analisar o mérito, 
quando presentes os seus requisitos. A inexistência de norma jurídica sobre a questão discutida 
pelas partes ou a obscuridade na norma criada pelo Poder Legislativo, não impedem a análise 
do pedido formulado, uma vez que ao Juiz cabe aplicar a analogia, os costumes, princípios 
gerais do direito e equidade. 
 
 
TOME NOTA! 
A regra acima descrita também é encontrada no art. 4º da Lei de Introdução às Normas 
do Direito Brasileiro (LINDB), antiga Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), sendo a 
analogia sempre o primeiro recurso a ser utilizado pelo Magistrado. 
 
Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou 
obscuridade do ordenamento jurídico. Parágrafo único. O juiz só 
decidirá por equidade nos casos previstos em lei. 
Ainda sobre a atuação do Juiz, o art. 141 do CPC/15 dispõe sobre o princípio da congruência, 
que impõe que a decisão do Juiz respeite os limites da petição inicial, isto é, que julgue de 
acordo com os pedidos que foram formulados pelo autor. Assim, se o autor requereu a 
condenação do réu ao pagamento de danos materiais, não poderá condená-lo ao pagamento de 
danos morais. Se o pedido é de condenação ao ressarcimento de quantia de R$100.000,00 (cem 
mil reais), não poderá condenar ao pagamento de R$120.000,00 (cento e vinte mil), pois nas 
 
 
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duas situações o autor impôs um limite à atuação do Poder Judiciário, sob pena da decisão ser 
eivada de nulidade. Os vícios que podem surgir são de três espécies: 
> Decisão extra petita: Nessa espécie de vício, o Poder Judiciário analisa e decide 
questão que não é objeto do pedido do autor e que não poderia ser analisada de 
ofício pelo Magistrado, como danos materiais e danos morais. Algumas matérias 
podem ser analisadas de ofício pelo Magistrado, tais como custas, honorários 
advocatícios e juros, não configurando vício a condenação nessas parcelas, mesmo 
sem pedido do autor, conforme Súmula nº 211 do TST. 
> Decisão ultra petita: Nessa situação, o Poder Judiciário decide exatamente o que foi 
pedido pelo autor, contudo, excede a quantidade pleiteada, como ocorre se o 
pedido de condenação ao pagamento de danos materiais for de R$100.000,00 e a 
condenação áquele título for superior. Aqui, o problema é a quantidade, que se 
mostra superior àquela que foi pedida. 
v Decisão citra ou infra petita: Por fim, na decisão citra ou infra petita o problema 
surge quando o Juiz deixa de analisar algum pedido formulado. Trata-se de decisão 
omissa, que deve ser complementada. 
O fato do Juiz entender que a parte deva receber quantia inferior à postulada, não 
enseja nulidade. Assim, se quero R$100.000,00 de danos morais e o Poder Judiciário 
entende devidos apenas R$10.000,00, posso recorrer para tentar majorar a quantia. 
Contudo, não posso alegar que a decisão é citra ou infra petita, pois o meu pedido foi 
analisado. 
 
Art. 141. O juiz decidirá o mérito nos limites propostos pelas 
partes, sendo-lhe vedado conhecer de questões não suscitadas a 
cujo respeito alei exige iniciativa da parte. 
Por fim, dois princípios importantes e indispensáveis para as provas de concursos, previstos nos 
artigos 370 e 371 do CPC/15, respectivamente: 
> Princípio dos poderes instrutórios do Juiz: afirma o dispositivo em comento que o 
Juiz possui liberdade para definir os meios de prova que serão produzidos pelas 
partes, além de poder determinar a produção de outros, que não tenham sido 
 
 
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requeridos por aquelas, uma vez que o interesse maior na resolução da lide é do 
Estado. O Juiz determinará, mesmo de ofício, as provas a serem produzidas e 
indeferirá os requerimentos das partes que se mostrem apenas procrastinatórias. 
Caberá ao Juiz, igualmente, deferir ou indeferir as provas requeridas pelo Ministério 
Público, quando fiscal da lei. 
> Princípio do livre convencimento motivado do Juiz: dentre o conjunto probatório, 
formado por todos os meios de prova que foram produzidos, o Juiz pode escolher 
aquele que melhor o convenceu, não havendo prova “mais forte ou mais fraca”. 
Todos os meios de prova — documental, pericial, depoimento pessoal e testemunhal 
— são lícitos para o convencimento do Magistrado, podendo levar em consideração 
uma testemunha em detrimento de um documento, desde que, claro, motive a 
decisão, isto é, fale os fundamentos de seu convencimento. 
 
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, 
determinar as provas necessárias ao julgamento do mérito. 
Parágrafo único. O juiz indeferirá, em decisão fundamentada, as 
diligências inúteis ou meramente protelatórias. 
 
Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos autos, 
independentemente do sujeito que a tiver promovido, e indicará 
na decisão as razões da formação de seu convencimento. 
 
 
Exemplo: digamos que um empregador de uma grande empresa tenha sofrido um 
acidente de trabalho, permanecendo sem trabalho por meses, bem como sofrendo com 
a perda de uma perna. Este empregado ajuizou ação trabalhista pedindo danos 
materiais, pelo tempo em que ficou sem trabalho e o valor gasto no tratamento. Não 
houve pedido de condenação ao pagamento de danos morais, pela perda da perna. Por 
mais que o Juiz entenda devido o dano moral, como não houve pedido, não pode a 
empresa ser condenada, pois o princípio da congruência diz que o Juiz não pode julgar o 
que não foi pedido. 
 
 8 
Exemplo: um ex-empregado moveu ação em face da empresa para a qual trabalhava, 
alegando dano moral. Apesar de ter sido notificada, a empresa não compareceu à 
 
 
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audiência e foi aplicada a pena de revelia e confissão. Apesar de pena de revelia ter sido 
aplicada, o Juiz entendeu que não houve o dano moral pelos relatos da petição inicial. 
Assim, julgou improcedente o pedido, utilizando-se o seu livro convencimento 
motivado. 
 
 
 
1- Dos atos do Juiz 
 
Dispostos nos artigos 203, 204 e 932 do CPC/15, o Juiz poderá, ao atuar em um processo, 
realizar os seguintes atos, a serem estudados separadamente: despachos, decisões 
interlocutórias, sentenças, acórdãos e decisões monocráticas. Estudam-se os atos em ordem 
invertida do art. 203 do CPC/15, iniciando-se pelo mais simples (despacho) até o mais complexo 
(sentença), de maneira a facilitar o aprendizado. 
 
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistião em sentenças, 
decisões interlocutórias e despachos. 8 1º Ressalvadas as 
disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o 
pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento 
nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do procedimento 
comum, bem como extingue a execução. 3 2º Decisão 
interlocutória é todo pronunciamento judicial de natureza decisória 
que não se enquadre no 8 1º. 8 3º São despachos todos os demais 
pronunciamentos do juiz praticados no processo, de ofício ou a 
requerimento da parte. 8 4º Os atos meramente ordinatórios, 
como a juntada e a vista obrigatória, independem de despacho, 
devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz 
quando necessário. 
» DESPACHOS: 
Previsto no 83º do art. 203 do CPC/15, são conceituados pelo legislador como “(...) todos os 
demais pronunciamentos do juiz praticados no processo, de ofício ou a requerimento da parte.”. 
 
 
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8 3º São despachos todos os demais pronunciamentos do juiz 
praticados no processo, de ofício ou a requerimento da parte. 
 
Trata-se do mais simples ato processual praticado pelo Juiz na condução do processo e tem por 
finalidade proporcionar andamento ao feito, isto é, fazer com que o processo se movimente, 
conforme preconizado no art. 2º do CPC/15, que diz que o processo se desenvolve por impulso 
oficial. 
As principais características dos despachos são: 
vw Praticados de ofício pelo Magistrado, isto é, sem necessidade de pedido das partes; 
Não há prazo para a sua prática, diferentemente das decisões e sentenças; 
Não possuem forma predeterminada; 
Não geram prejuízo às partes, pois apenas movimentam o processo, não possuindo 
conteúdo decisório; 
v
 
V
 
wvY 
Não podem ser impugnados por recurso, exatamente pela razão acima disposta, conforme art. 
1.001 do CPC/15. 
 
| Art. 1.001. Dos despachos não cabe recurso. 
 
São exemplos de despachos: 
determinação de intimação das partes sobre determinado ato processual 
designação de perito 
determinação para devolução dos autos 
determinação para subida dos autos ao Tribunal para julgamento de recurso 
concessão de vista às partes, etc. 
V
N
 
v
v
 
v 
 
Exemplo: se o Juiz determina uma nova audiência, esse ato é um despacho, pois não 
está causando prejuízo às partes, e sim, apenas movimentando o processo. Se o Juiz 
condena o réu ao pagamento de indenização, ele está proferindo uma sentença, pois 
julga o pedido formulado pela parte. Se ele, liminarmente, defere um pedido para 
que a gestante retorne ao trabalho, depois de ter sido ilegalmente demitida, o Juiz 
 
 
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profere uma decisão interlocutória, pois o processo continuará com a prática de 
outros atos processuais. 
 
> DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS: 
Tratadas no art. 203, 82º do CPC, possuem importância ímpar, já que podem ser proferidas 
diversas vezes no curso do processo, quando decidirem incidentes processuais, ou seja, 
questões que surgem no curso da demanda, mas que não representam o objeto principal do 
litígio. Segundo a dicção legal, “Decisão interlocutória é todo pronunciamento judicial de 
natureza decisória que não se enquadre no 8 1º.”. 
 
8 2º Decisão interlocutória é todo pronunciamento judicial de 
natureza decisória que não se enquadre no 8 1º. 
 
Em direito processual do trabalho, as interlocutórias vêm sendo cada vez mais proferidas, tendo 
em vista a complexidade crescente das demandas, nas quais regularmente são formulados 
pedidos liminares, ora para obstar transferência de empregado, reintegrar obreiro, determinar 
ao empregador que custeie tratamento médico no curso da ação, ora para determinar que o 
sindicato não impeça a empresa de funcionar, durante movimento paredista, dentre outras 
situações do cotidiano forense. 
Sobre as decisões interlocutórias, algumas características devem ser destacadas: 
> Necessitamde pedido da parte, pois em regra o Juiz não pode decidir de ofício; 
> Possuem forma predeterminada, já que nelas há que se ter relatório, fundamentação e 
dispositivo, por aplicação do art. 489 do CPC/15, sendo que no primeiro o Magistrado 
demonstra qual é a questão controvertida, no segundo demonstra o seu convencimento e 
no último decide a questão incidente. 
> Podem gerar prejuízo às partes, já que a decisão favorável ao autor prejudica o réu e vice- 
e-versa; 
 
 
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> Não podem ser impugnadas de imediato, pois como já estudado, vige no processo do 
trabalho o princípio da irrecorribilidade imediata das interlocutórias, previsto no art. 893 
da CLT, com as exceções da Sumula 214 do TST, devendo a parte prejudicada aguardar a 
decisão final para dela recorrer. Sendo proferida em audiência, a parte deverá apresentar 
protesto, sob pena de preclusão. 
 
Exemplo: a decisão interlocutória mais comum na Justiça do Trabalho é aquela que 
determina a reintegração do empregado que, apesar de sua estabilidade, é demitido 
pelo empregador. Um dirigente sindical que foi demitido durante o período de 
estabilidade, pode pedir ao Juiz, liminarmente, que seja reintegrado aos quadros da 
empresa, voltando a trabalhar. Vejam que o processo não terminou, e sim, foi 
proferida uma decisão no curso dele, provisória. Outros atos processuais serão 
praticados e, depois, será proferida a sentença, dizendo se o reclamante tem ou não 
direito ao que pediu. 
> SENTENÇAS: 
Conforme dispõe o art. 203, 81º do CPC, "$ 1º Ressalvadas as disposições expressas dos 
procedimentos especiais, sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, com 
fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como 
extingue a execução.”, ou seja, pode determinar a extinção do processo com ou sem resolução 
do mérito. Essa é a principal diferença em relação à decisão interlocutória, já que essa não 
possui por finalidade precípua a extinção do feito, como já verificado. 
 
8 1º Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos 
especiais, sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, 
com fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do 
procedimento comum, bem como extingue a execução. 
 
A sentença é por natureza o ato judicial que determina a extinção do processo no primeiro grau 
de jurisdição, ao julgar o mérito, conforme art. 487 do CPC/15, ou ao afirmar a ausência de 
algum requisito indispensável à análise dos pedidos formulados, hipótese em que extinguirá o 
feito sem resolução do mérito, de acordo com o art. 485 do CPC/15. 
S 
 
 
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Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: | - indeferir a 
petição inicial; Il - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) 
ano por negligência das partes; Ill - por não promover os atos e as 
diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais 
de 30 (trinta) dias; IV - verificar a ausência de pressupostos de 
constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo; V 
- reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de 
coisa julgada; VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse 
processual; VIl - acolher a alegação de existência de convenção de 
arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; 
VIII - homologar a desistência da ação; IX - em caso de morte da 
parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e 
X - nos demais casos prescritos neste Código. 
 
Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: | - acolher ou 
rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção; Il - decidir, 
de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou 
prescrição; Ill - homologar: a) o reconhecimento da procedência do 
pedido formulado na ação ou na reconvenção; b) a transação; c) a 
renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção. 
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do8 1º do art. 332, a 
prescrição e a decadência não serão reconhecidas sem que antes 
seja dada às partes oportunidade de manifestar-se. 
Sobre a fundamentação das sentenças, decisões interlocutórias e acórdãos, que serão vistos em 
seguida, dispõe o art. 489 do CPC/15, aplicável ao processo do trabalho por determinação da IN 
39/16 do TST, temos que: 
Certamente uma das regras do Novo CPC que tendem a atrapalhar a celeridade da Justiça do 
Trabalho, e que por isso entendia-se por sua não aplicação, é o art. 489 do Novo Código, 
considerado pela IN nº 39/16 do TST como totalmente compatível e aplicável ao processo do 
trabalho, apesar da CLT prever em seu art. 832 os requisitos da sentença. 
E NOVIDADE 
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Sob a égide do antigo código, a sentença possui como requisitos do art. 458 o relatório, a 
fundamentação e o dispositivo. O novel art. 489 do CPC/15 mantém tais requisitos, mas inova ao 
inserir o 81º no sistema processual, ao dizer que a sentença não é considerada fundamentada 
em uma série de hipóteses, muitas delas extremamente importantes no processo do trabalho, 
dado ao número de súmulas e OJs do TST que são utilizadas como fundamentos de pedidos e 
defesas. Pelo que vamos ver daqui a pouco, o Juiz deve enfrentar todas aquelas súmulas e OJs 
que foram alegadas pelas partes, demonstrando o motivo de sua aplicação ou afirmando porque 
não se aplicam ao caso concreto. A decisão que não analisar todas as súmulas, Ojs e 
fundamentos das partes, será considerada nula, sem fundamentação, podendo-se alegar ao 
mesmo tempo o ferimento ao dispositivo e ao disposto no art. 93, IX da CF/88. 
 
Vamos transcrever o dispositivo para que o mesmo seja analisado com calma: 
8 1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, 
sentença ou acórdão, que: 
| - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua 
relação com a causa ou a questão decidida; 
Il - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua 
incidência no caso; 
HIl - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; 
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, 
infirmar a conclusão adotada pelo julgador; 
V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus 
fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta aqueles 
fundamentos; 
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela 
parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do 
entendimento. 
Conforme pode ser visto no inciso | do 81º do art. 489 do CPC/15, nenhum órgão da Justiça do 
Trabalho poderá decidir, seja proferindo decisões interlocutórias, sentenças ou acórdãos, sem 
analisar a situação em concreto que foi levada ao Poder Judiciário. Decidir analisando a situação 
concreta significa dizer que o Magistrado poderá dizer de que forma o artigo de lei, a súmula ou 
 
 
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OJ do TST se mostram aplicáveis naquela situação, de forma que não será considerada 
fundamentada a decisão que simplesmente indicar ou transcrever aquela norma jurídica. De 
nada adiantará o Magistradoafirmar que “o reclamante não possui direito nos termos da súmula 
nº x”, ou que procedente o pedido conforme art. Y, da CLT”. O inciso | diz que o Magistrado 
deverá demonstrar a relação da norma jurídica com a relação jurídica posta em juízo”. 
Por sua vez, Oo inciso Il trata da utilização de “termos jurídicos indeterminados”, sem 
demonstração da sua incidência no caso concreto, como por exemplo, “interesse público”, 
“ordem pública”. Uma sentença que negue ou conceda um direito com base na existência de 
norma de ordem pública, deverá explicar o motivo da negativa ou da concessão, explicando a 
razão da norma ser de ordem pública, o interesse público que está por detrás da criação da 
norma jurídica. 
Outra forma de evitar a decisão genérica é por meio da aplicação do inciso Ill, que trata dos 
fundamentos que servem para justificar várias decisões, como por exemplo, “ausência de 
provas”. Deverá afirmar o motivo de não ter sido provado o fato constitutivo, impeditivo, 
extintivo ou modificativo. 
Já o inciso IV trata da necessidade do Magistrado analisar todos os fundamentos que foram 
deduzidos pelas partes e que são necessários para o deslinde da controvérsia, para análise da 
situação em concreto. Se o fundamento não estiver diretamente ligado ao mérito, não precisará 
ser analisado. 
O inciso V complementa o |, que trata da simples indicação de dispositivos, no caso específico 
de súmulas e precedentes. Como já dito, não poderá uma decisão valer-se da indicação de 
súmula ou precedente jurisprudencial sem explicar o motivo de sua aplicação ou de sua não 
aplicação. Assim também consta no inciso Vl. 
Em suma, o art. 489 do CPC/15 quer evitar as decisões genéricas, que não analisam a situação 
em concreto, quer evitar o “CTRL C + CTRL V” nas decisões judiciais. 
Caso a decisão judicial — interlocutória, sentença e acórdão — não siga os ditames do art. 489 do 
CPC/15, teremos nulidade nos termos do art. 93, IX da CF/88, podendo-se interpor recurso para 
anular a decisão de modo que seja outra proferida em substituição. 
» ACÓRDÃOS: 
Acórdão é a denominação genérica para toda e qualquer decisão colegiada tomada por tribunal, 
de qualquer instância ou justiça (comum, eleitoral, trabalhista, etc), conforme destaca o art. 204 
 
 
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do CPC/15, assim redigido: “recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos 
tribunais”. 
 
Art. 204. Acórdão é o julgamento colegiado proferido pelos 
tribunais. 
Salienta-se que o acórdão é uma decisão colegiada e que tal espécie de decisão é a regra geral 
dos tribunais, ante a presunção de que o julgamento proferido por colegiado é melhor do que o 
juízo singular, pela troca de experiências e discussões que aquele proporciona. 
Apesar de mostrar-se bastante comum o julgamento monocrático nos tribunais, é importante 
fixar que a regra continua sendo o julgamento colegiado, que impõe o proferimento de acórdão, 
uma vez que as decisões monocráticas somente podem ser proferidas se preenchidas as 
hipóteses do art. 932 do CPC/15. 
 
Os acórdãos não são proferidos apenas nos julgamentos dos recursos, e sim, em todos 
os procedimentos julgados por colegiados, seja em questões administrativas ou 
judiciais. 
Assim, se impetrado um mandado de segurança ou ação rescisória de competência do TRT ou 
TST, o seu julgamento, regra geral, se dará por meio de acórdão. 
 
Exemplo: O Juiz da 10º Vara do Trabalho de Vitória/ES proferiu sentença negando 
todos os meus pedidos. Dessa sentença interpus recurso ordinário, que será julgado 
pelo TRT/ES. Nesse tribunal, quem julgará o recurso será uma turma composta por 3 
Desembargadores. A decisão dos Desembargadores será chamada de acórdão, pois 
proferida por um órgão colegiado. 
>» DECISÕES MONOCRÁTICAS: 
 
 
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Excepcionalmente os feitos que tramitam nos tribunais podem ser julgados monocraticamente, 
isto é, por apenas um julgador e não pelo colegiado. Esse único julgador é denominado relator, 
que é o Magistrado para o qual o processo é distribuído no tribunal e que, em regra, o conduz 
até julgamento final. 
Até o ano de 1998, os julgamentos pelos tribunais sempre eram colegiados, mas o legislador, 
por meio da Lei n. 9756/98, previu hipóteses nas quais o processo poderia ser julgado apenas 
pelo relator, por tratar-se de situação mais simples, que dispensa a discussão pelo colegiado. 
De acordo com o art. 932 do CPC/15, a decisão monocrática poderá ser proferida nas seguintes 
situações: 
> Recurso inadmissível, ou seja, ausência de qualquer pressuposto de admissibilidade 
(tempestividade, legitimidade, interesse processual, preparo, etc). 
> Recurso prejudicado, que é aquele que não mais precisa ser julgado, por ausência 
superveniente do interesse recursal (perda do objeto). 
> Recurso improcedente, no qual não há a demonstração do direito por parte do recorrente 
ou, em outras palavras, aquele no qual resta nítida a ausência do direito do recorrente; 
> Recurso em confronto com jurisprudência dominante do Tribunal, do Supremo Tribunal 
Federal ou de Tribunal Superior, hipóteses em que já se verifica a inexistência de direito 
do recorrente, por sua pretensão esbarrar na jurisprudência dominante dos Tribunais. 
> Recurso em face de decisão que conflita com jurisprudência dominante, hipótese em que 
o relator, monocraticamente, dará provimento ao apelo, anulando ou reformando a 
decisão recorrida. 
A decisão monocrática pode ser proferida para negar ou conceder o pedido do 
recorrente, conforme dispõe o art. 932 do CPC/15. 
 
Art. 932. Incumbe ao relator: | - dirigir e ordenar o processo no tribunal, 
inclusive em relação à produção de prova, bem como, quando for o caso, 
homologar autocomposição das partes; Il - apreciar o pedido de tutela 
provisória nos recursos e nos processos de competência originária do 
tribunal; Ill - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que 
não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão 
recorrida; IV - negar provimento a recurso que for contrário a: a) súmula 
do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do 
 
 
 
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próprio tribunal; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou 
pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; 
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas 
repetitivas ou de assunção de competência; V - depois de facultada a 
apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão 
recorrida for contrária a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do 
Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido 
pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em 
julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em 
incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de 
competência; Vl - decidir o incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica, quando este for instaurado originariamente 
perante o tribunal; VII - determinar a intimação do Ministério Público, 
quando for o caso; VIll - exercer outras atribuições estabelecidas no 
regimento interno do tribunal. Parágrafo único. Antes de considerar 
inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao 
recorrente para que seja sanado vício ou complementada a 
documentação exigível. 
Apesar das diversas hipóteses quepermitem o julgamento monocrático nos tribunais, é 
importante frisar que continua tal situação a ser excepcional no sistema processual pátrio. 
 
Exemplo: ajuizei ação trabalhista pedindo horas sobreaviso por usar o telefone celular 
que a empresa me forneceu. O pedido foi negado por sentença, nos termos da 
Súmula nº 428 do TST, que diz que o simples fornecimento do celular não gera horas 
sobreaviso. Dessa sentença interpus recurso ordinário. Chegando ao TRT, o meu 
recurso foi distribuído a um dos Desembargadores, chamado de relator. Esse relator, 
lendo o recurso, verá que é uma situação simples, que o meu pedido esbarra no 
entendimento do TST, na súmula nº 428. Ele relator poderá julgar sozinho, proferindo 
decisão monocrática. Não há necessidade que esse recurso seja julgado por 3 
Desembargadores, pois é uma situação simples. 
 
 
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Despachos Art LOGI do CPC q...” 
Possuuem conteúdo decisório, 
mas não extinguem o processo. 
Decisões interlocutórias |-— Art 2053, 82º do CPC 
No processo do trabalho não 
podem ser impugnadas de 
imediato, ou seja, não cabe 
recurso. 
e... 
teresa ” 
esmo resolução do mérito. 
Extinguem o processo sem 
Sen I-—— Art 832 da CLT resolução do mérito - 
cm amquivamentodo processo. 
o - EEE 
AtosdoJuiz H NE 
A parte prejudicada poderá q 
interpor o Recurso Ordinário. 
São proferidas pelo relator no 
julgamento de recursos. 
Podem estar relacionadas à 
inadimissão de recursos ou a Decisões monocráticas |-— Art 832 do CPC = 
Serão impugnadaspor agravo 
interna, conforme art. 1021 do 
crpCc 
8... 
São as decisões colegiadas dos rá 
Tribunais O recurso será interposto em 8 
( dias, conforme IN 39/16 do TST 
Acórdãos |-— Art 204 do CPC 
 
Do acórdão do TRT que julgar o 
Recurso Ordinário caberá o 
Recurso de Revista 
 
 
 
2 — Das garantias constitucionais 
 
São 3 (três) as garantias constitucionais da Magistratura, conforme art. 95 da CRFB/88, a saber: 
RL sera NOTA! 
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> VITALICIEDADE: Após o período de 2 (dois) anos, conhecido por estágio probatório, o 
cargo passa a ser vitalício. Alguns aspectos de relevo devem ser destacados. 
1. Após ser declarado estável, o Magistrado poderá perder o cargo por decisão judicial 
com trânsito em julgado, o que significa dizer que deverá ser iniciada ação judicial que comine 
como pena a perda do cargo. Não basta decisão de primeira instância nesse sentido, e sim, o 
trânsito em julgado. 
2. Antes de findo o estágio probatório, poderá o Magistrado perder o cargo por decisão 
administrativa, oriunda de processo administrativo disciplinar, da lavra do Tribunal ao qual está 
vinculado. Da decisão que excluir o Magistrado da carreira ou impuser qualquer outra punição, 
caberá discussão judicial, já que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou 
ameaça a direito (art. 5º, XXXV CRFB/88). 
3. Ao perder o cargo, por decisão administrativa ou judicial, o Magistrado perderá o direito 
aos salários e a todos os benefícios concedidos aos membros da carreira, diferentemente do que 
ocorre quando é imposta como pena a aposentadoria compulsória, situação em que são 
mantidos os vencimentos, mesmo que proporcionais ao tempo de serviço. 
> INAMOVIBILIDADE: Regra geral não pode o Magistrado ser retirado (movido) da comarca 
ou vara na qual está exercendo a judicatura, sem a sua vontade, salvo se o interesse 
público evidenciar tal necessidade. 
> IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS: Os vencimentos dos membros da Magistratura 
não podem sofrer redução, já que a função exercida por aqueles é indispensável para a 
própria organização do Estado, devendo os Juízes ser dotados de certa “tranquilidade” 
em relação aos vencimentos que, mesmo em situações de instabilidade política ou 
econômica, são dotados de tal garantia. A própria Constituição Federal elenca algumas 
exceções, relacionadas ao pagamento de tributos, que pode acarretar a redução do valor 
líquido recebido sem, contudo, demonstrar-se como violação ao princípio, já que se trata 
de norma geral, a todos aplicável no interesse do Estado. 
 
Art. 95 da CF: Os juízes gozam das seguintes garantias: | - 
vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois 
anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, 
de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos 
demais casos, de sentença judicial transitada em julgado; Il - 
inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma 
 
 
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do art. 93, Mill; Ill - irredutibilidade de subsídio, ressalvado o 
disposto nos arts. 37, X e XI, 39, 8 4º, 150, Il, 153, Ill, e 153, 8 2º,1. 
 
3 - Impedimento e Suspeição do Juiz 
 
As hipóteses de impedimento e suspeição do Juiz descrevem situações em que o Magistrado, 
por presunção, tende a ser parcial em relação ao julgamento do mérito, ou seja, acabará se 
afastando da necessária imparcialidade no julgamento do conflito, como por exemplo, na 
hipótese de amizade intima com uma das partes. Neste exemplo simples, pode-se pensar que o 
Magistrado irá beneficiar o seu amigo em detrimento da outra parte, tão somente por possuir o 
laço de amizade. A mesma ideia surgiria se o laço fosse de parentesco. 
Nas suas situações, o Juiz deve ser afastado na condução do processo, assumindo o seu 
substituto legal. 
As hipóteses de impedimento e suspeição constam na CLT (art. 801) e no CPC (art. 144 e 145), 
sendo que nas provas podemos encontrar qualquer uma das hipóteses, razão pela qual serão 
todas aqui expostas a seguir: 
Art. 801 - O juiz, presidente ou vogal, é obrigado a dar-se por suspeito, e pode ser 
recusado, por algum dos seguintes motivos, em relação à pessoa dos litigantes:a) inimizade 
pessoal;b) amizade íntima;c) parentesco por consanguúinidade ou afinidade até o terceiro 
grau civil;d) interesse particular na causa.Parágrafo único - Se o recusante houver praticado 
algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz, não mais poderá alegar exceção de 
suspeição, salvo sobrevindo novo motivo. A suspeição não será também admitida, se do 
processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente, quando já a conhecia, 
ou que, depois de conhecida, aceitou o juiz recusado ou, finalmente, se procurou de 
propósito o motivo de que ela se originou. 
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: | - 
em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro 
do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha; || - de que conheceu em 
outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão; Ill - quando nele estiver postulando, 
como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou 
companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o 
terceiro grau, inclusive; IV - quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou 
companheiro, ou parente, consanguiíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro 
 
 
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grau, inclusive; V - quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa 
jurídicaparte no processo; VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador 
de qualquer das partes; VIl - em que figure como parte instituição de ensino com a qual 
tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços; VIII - em 
que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou 
parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, 
mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório; IX - quando promover ação 
contra a parte ou seu advogado. 
Art. 145. Há suspeição do juiz: | - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de 
seus advogados; Il - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa 
antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do 
objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio; Ill - quando 
qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de 
parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; IV - interessado no julgamento 
do processo em favor de qualquer das partes. 
A forma de demonstração (alegação) do impedimento e da suspeição, bem como a 
possibilidade de reconhecimento de ofício pelo Juiz, serão estudados na parte sobre defesa do 
reclamado, uma vez que a peça de defesa denominada de “exceção” será utilizada com a 
finalidade de alegar o vício, caso não seja reconhecido pelo Magistrado. 
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO 
1- Conceitos iniciais 
 
 
Doutrina majoritária afirma que o Ministério Público possui sua origem na ordenança francesa, 
de 1302, ocasião em que o rei francês Felipe IV, “o belo” impôs aos seus procuradores o dever 
de defender apenas os interesses da majestade, impedindo-os de defender quaisquer outros. 
Assim, eram agentes do rei, atuando no seu interesse. 
A CRFB/88, em seu art. 127, conceituou o Ministério Público como instituição permanente, 
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime 
democrático e dos direitos sociais e individuais indisponível, estando desvinculado dos demais 
 
 
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poderes, agindo de forma a controlar os demais e estando impedido de atuar em favor das 
entidades públicas. 
Art. 127 da CF: O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do 
Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses 
sociais e individuais indisponíveis. 8 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a 
unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. 8 2º Ao Ministério Público é assegurada 
autonomia funcional e administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor ao 
Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por 
concurso público de provas ou de provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; 
a lei disporá sobre sua organização e funcionamento. (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 19, de 1998) 8 3º - O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites 
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 8 4º Se o Ministério Público não encaminhar a 
respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, 
o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os 
valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na 
forma do 8 3º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 8 5º Se a proposta 
orçamentária de que trata este artigo for encaminhada em desacordo com os limites estipulados 
na forma do 8 3º, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação 
da proposta orçamentária anual. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 8 6º 
Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a realização de despesas ou a 
assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes 
orçamentárias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares 
ou especiais. 
Ao dizer que se trata de função essencial à função jurisdicional do Estado, a CRFB/88 deixou 
claro que o Ministério Público (parquet) age de forma a garantir a aplicação da lei, isto é, atua 
como fiscal da lei. 
 
 
2 — Princípios institucionais 
 
Com o intuito de garantir a autonomia e independência do Ministério Público, o Legislador 
Constituinte dotou o órgão de diversos princípios, que permitem a sua atuação em prol do 
cumprimento da lei. Tal aspecto mostra-se indispensável à consecução do seu mister, já que a 
existência do referido órgão é um dos pilares da democracia, uma vez que não existe 
democracia sem lei e o parquet age para que haja o fiel cumprimento das normas jurídicas. 
Dentre os princípios institucionais, destacam-se: 
 
 
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ESTACAI 
NA PROVA! 
 
> Unidade: o princípio da unidade demonstra que todos os membros do Ministério 
Público integram um único órgão, que deve agir dentro dos limites impostos pela 
CRFB/88, visando ao mesmo objetivo. A atuação dos membros do MP é sempre no 
sentido de serem cumpridas as funções institucionais. Porém, tal unidade é verificada 
dentro de cada ramo do Ministério Público, não havendo unidade administrativa 
entre os diversos órgãos, por exemplo, MPT e MPF. 
> Indivisibilidade: a indivisibilidade significa a inexistência de vinculação dos membros 
do Ministério Público aos processos em que atuam, já que a atuação não é de João 
ou José, e sim, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal, etc. 
> Independência funcional: quando do exercício de suas funções, os membros do 
Ministério Público possuem independência funcional, isto é, estão vinculados apenas 
à lei, e não ao entendimento de qualquer outro poder constituído. A independência 
funcional permite ao membro do MP a autonomia própria da imparcialidade, já que 
vinculado apenas ao seu entendimento. Claro que existe a subordinação 
administrativa, vinculada aos ditames legais, devendo-se seguir as recomendações e 
normas dos órgãos colegiados do MP. 
> Promotor natural: encontra respaldo no art. 5º, LIIl da CRFB/88, analisado quando do 
estudo do princípio do juiz natural. A norma impede designações arbitrárias dos 
membros do MP para atuação em determinadas situações, privilegiando a atuação 
imparcial, baseada nos preceitos legais e em critérios objetivos. 
Art. 5º, LIII da CF: ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade 
competente. 
 
 
3 - Formas de atuação 
 
Os artigos 127 a 129 da CRFB/88 elencam diversas atividades a serem desempenhadas pelo 
Ministério Público, sendo que ali estão previstas formas de atuação judicial como, por exemplo, 
a ação civil pública, instrumento processual extremamente utilizado pelo MP, bem como atuação 
 
 
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extrajudicial, como ocorre no inquérito civil, que precede, quase sempre, a ação civil pública, por 
possuir iminente caráter investigatório, assim como o inquérito policial. 
Adentrando no direito processual do trabalho, vale a pena destacar a atuação judicial do MPT 
(Ministério Público do Trabalho). Nos termos do art. 83 da Lei Complementar nº 75/93, aquele 
órgão deverá: 
e Intervir em processos trabalhistasem que haja interesse público; 
e Ajuizar a ação civil pública; 
e Ajuizar ações declaratórias de nulidade de cláusulas que violem os direitos 
trabalhistas; 
e Promover ações que visem resguardar os direitos dos menores, incapazes e índios; 
e Interpor recursos nos feitos de competência da Justiça do Trabalho; 
e Participar dos julgamentos colegiados dos Tribunais Trabalhistas; 
e Ajuizar a ação de dissídio coletivo em caso de greve em atividades essenciais; 
e Ajuizar mandado de injunção e outras ações constitucionais. 
e Atuar como árbitro em demandas de competência da Justiça do Trabalho; 
e Requerer diligências para se alcançar a melhor solução para as demandas em que 
intervier; 
Verifica-se claramente que o dispositivo acima referido trata de situações em que o Ministério 
Público é autor da demanda, bem como outras em que apenas intervém para auxiliar na solução 
dos conflitos, notadamente quando há interesse público evidenciado. 
Art. 128 da CF: O Ministério Público abrange: | - o Ministério Público da União, que compreende: a) o 
Ministério Público Federal; 
b) o Ministério Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério Público do Distrito Federal 
e Territórios; || - os Ministérios Públicos dos Estados. 8 1º - O Ministério Público da União tem por chefe o 
Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, 
maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do 
Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução. 8 2º - A destituição do Procurador- 
Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da 
maioria absoluta do Senado Federal. 8 3º - Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e 
Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira, na forma da lei respectiva, para escolha de 
seu Procurador-Geral, que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo, para mandato de dois anos, 
permitida uma recondução. 8 4º - Os Procuradores-Gerais nos Estados e no Distrito Federal e Territórios 
poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo, na forma da lei 
complementar respectiva. 8 5º - Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos 
respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de cada 
Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros: | - as seguintes garantias: a) vitaliciedade, 
após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado; 
b) inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla 
 
 
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defesa;(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) c) irredutibilidade de subsídio, fixado na 
forma do art. 39, 8 4º, e ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 150, Il, 153, Ill, 153, 8 2º, |; (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) Il - as seguintes vedações: a) receber, a qualquer título e sob 
qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais; b) exercer a advocacia; c) participar de 
sociedade comercial, na forma da lei; d) exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função 
pública, salvo uma de magistério; e) exercer atividade político-partidária; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) f) receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas 
físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei. (Incluída pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 8 6º Aplica-se aos membros do Ministério Público o disposto no art. 95, 
parágrafo único, V. 
Art. 129 da CF: Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: | - promover, privativamente, a 
ação penal pública, na forma da lei; Il - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de 
relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua 
garantia; Ill - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, 
do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; IV - promover a ação de inconstitucionalidade 
ou representação para fins de intervenção da União e dos Estados, nos casos previstos nesta Constituição; V 
- defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas; VI - expedir notificações nos 
procedimentos administrativos de sua competência, requisitando informações e documentos para instruí-los, 
na forma da lei complementar respectiva; VIl - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da 
lei complementar mencionada no artigo anterior; VIII - requisitar diligências investigatórias e a instauração 
de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais; IX - exercer 
outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a 
representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. 8 1º - A legitimação do Ministério 
Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo 
o disposto nesta Constituição e na lei. 8 2º As funções do Ministério Público só podem ser exercidas por 
integrantes da carreira, que deverão residir na comarca da respectiva lotação, salvo autorização do chefe da 
instituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 8 3º O ingresso na carreira do 
Ministério Público far-se-á mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da 
Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três 
anos de atividade jurídica e observando-se, nas nomeações, a ordem de classificação. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 8 4º Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no 
art. 93. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 8 5º A distribuição de processos no 
Ministério Público será imediata. 
Art. 83 LC 75/93: Compete ao Ministério Público do Trabalho o exercício das seguintes atribuições junto aos 
órgãos da Justiça do Trabalho: | - promover as ações que lhe sejam atribuídas pela Constituição Federal e 
pelas leis trabalhistas; Il - manifestar-se em qualquer fase do processo trabalhista, acolhendo solicitação do 
juiz ou por sua iniciativa, quando entender existente interesse público que justifique a intervenção; Il - 
promover a ação civil pública no âmbito da Justiça do Trabalho, para defesa de interesses coletivos, quando 
desrespeitados os direitos sociais constitucionalmente garantidos; IV - propor as ações cabíveis para 
declaração de nulidade de cláusula de contrato, acordo coletivo ou convenção coletiva que viole as 
liberdades individuais ou coletivas ou os direitos individuais indisponíveis dos trabalhadores; V - propor as 
ações necessárias à defesa dos direitos e interesses dos menores, incapazes e índios, decorrentes das 
relações de trabalho; VI - recorrer das decisões da Justiça do Trabalho, quando entender necessário, tanto 
nos processos em que for parte, como naqueles em que oficiar como fiscal da lei, bem como pedir revisão 
dos Enunciados da Súmula de Jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho; VIl - funcionar nas sessões 
 
 
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dos Tribunais Trabalhistas, manifestando-severbalmente sobre a matéria em debate, sempre que entender 
necessário, sendo-lhe assegurado o direito de vista dos processos em julgamento, podendo solicitar as 
requisições e diligências que julgar convenientes; VIII - instaurar instância em caso de greve, quando a 
defesa da ordem jurídica ou o interesse público assim o exigir; IX - promover ou participar da instrução e 
conciliação em dissídios decorrentes da paralisação de serviços de qualquer natureza, oficiando 
obrigatoriamente nos processos, manifestando sua concordância ou discordância, em eventuais acordos 
firmados antes da homologação, resguardado o direito de recorrer em caso de violação à lei e à 
Constituição Federal; X - promover mandado de injunção, quando a competência for da Justiça do 
Trabalho; XI - atuar como árbitro, se assim for solicitado pelas partes, nos dissídios de competência da 
Justiça do Trabalho; XII - requerer as diligências que julgar convenientes para o correto andamento dos 
processos e para a melhor solução das lides trabalhistas; XIII - intervir obrigatoriamente em todos os feitos 
nos segundo e terceiro graus de jurisdição da Justiça do Trabalho, quando a parte for pessoa jurídica de 
Direito Público, Estado estrangeiro ou organismo internacional. 
> Atuação como parte: 
Trata-se da atuação mais importante do Ministério Público a partir da CRFB/88, haja vista a sua 
função constitucional de defesa dos interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos. 
Dentre os diversos instrumentos de atuação, destaca-se a ação civil pública, rotineiramente 
ajuizada pelos membros do Ministério Público, principalmente no combate ao trabalho escravo, 
trabalho infantil, fraudes trabalhistas que atinjam contingente significativo de pessoas, meio 
ambiente do trabalho, moralidade administrativa e outros que evidenciam o interesse público. 
Além da ação civil pública, que será estudada em tópico apartado, destacam-se igualmente a 
ação de dissídio coletivo, a ser ajuizada pelo MPT nas hipóteses de greve em serviços essenciais; 
ação anulatória de cláusulas convencionais, quando a cláusula ferir interesses difusos, coletivos e 
individuais homogêneos; mandado de segurança contra ato judicial; ação rescisória, conforme 
Súmula nº 407 do TST, etc. 
Súmula nº 407 do TST: A legitimidade "ad causam" do Ministério Público para propor ação 
rescisória, ainda que não tenha sido parte no processo que deu origem à decisão rescindenda, 
não está limitada às alíneas "a", "b" e "c”" do inciso III do art. 967 do CPC de 2015 (art. 487, III, 
"a" e "b”, do CPC de 1973), uma vez que traduzem hipóteses meramente exemplificativas (ex-OJ 
nº 83 da SBDI-2 - inserida em 13.03.2002). 
 
Exemplo: vendo que uma empresa está reduzindo os salários de centenas de 
empregados, o MPT resolve ajuizar uma ação civil pública, para condenar a empresa a 
restabelecer os antigos salários, bem como pagar as diferenças salariais dos meses em 
que houve o pagamento reduzido. Vejam que os titulares do direito são os empregados, 
 
 
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mas o autor da ação é o MPT. Essa é uma situação típica em que o MPT atua como autor 
da ação, com legitimidade extraordinária. 
 
> Atuação como Fiscal da lei 
O Ministério Público poderá atuar também como fiscal da lei, conforme artigos 177 a 181 do 
CPC/15, atuando quando houver interesse de incapazes e interesse público, não sendo possível 
o recurso do órgão ministerial quando o interesse for privado, nos termos da Orientação 
Jurisprudencial nº 237 da SDI-1 do TST. 
Quando houver a intervenção do órgão como fiscal da lei, essa ocorrerá em todos os órgãos e 
instâncias, sendo o MP intimado de todos os atos processuais, constituindo a ausência do ato em 
nulidade absoluta. 
Art. 177. O Ministério Público exercerá o direito de ação em conformidade com suas atribuições 
constitucionais. 
Art. 178. O Ministério Público será intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como 
fiscal da ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na Constituição Federal e nos processos 
que envolvam: 1 - interesse público ou social; II - interesse de incapaz; III - litígios coletivos pela 
posse de terra rural ou urbana. Parágrafo único. A participação da Fazenda Pública não 
configura, por si só, hipótese de intervenção do Ministério Público. 
Art. 179. Nos casos de intervenção como fiscal da ordem jurídica, o Ministério Público: 1 - terá 
vista dos autos depois das partes, sendo intimado de todos os atos do processo; II - poderá 
produzir provas, requerer as medidas processuais pertinentes e recorrer. 
Art. 180. O Ministério Público gozará de prazo em dobro para manifestar-se nos autos, que terá 
início a partir de sua intimação pessoal, nos termos do art. 183, 8 1º. 8 1º Findo o prazo para 
manifestação do Ministério Público sem o oferecimento de parecer, o juiz requisitará os autos e 
dará andamento ao processo. 8 2º Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei 
estabelecer, de forma expressa, prazo próprio para o Ministério Público. 
Art. 181. O membro do Ministério Público será civil e regressivamente responsável quando agir 
com dolo ou fraude no exercício de suas funções. 
 
 
 
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OJ nº 237 da SDI-1 do TST: I - O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer na defesa 
de interesse patrimonial privado, inclusive de empresas públicas e sociedades de economia 
mista.II - Há legitimidade do Ministério Público do Trabalho para recorrerde decisão que declara a 
existência de vínculo empregatício com sociedadede economia mista ou empresa pública, após a 
ConstituiçãoFederal de 1988, sem a prévia aprovação em concurso público, poisé matéria de 
ordem pública 
Conforme disposição contida no art. 179 do CPC/15, o Ministério Público: 
o Será intimado de todos os atos processuais, deles podendo recorrer (art. 996 do CPC/15), 
tendo vista dos autos depois das partes, de forma a controlar a atuação daquelas, bem 
como do Juiz; 
Art. 996. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo 
Ministério Público, como parte ou como fiscal da ordem jurídica.Parágrafo único. Cumpre ao 
terceiro demonstrar a possibilidade de a decisão sobre a relação jurídica submetida à apreciação 
judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em juízo como substituto 
processual. 
o Poderá juntar documentos e certidões, com o intuito de demonstrar a verdade dos fatos 
discutidos em juízo; 
o Produzir prova em audiência, isto é, participar do interrogatório das partes e inquirição de 
testemunhas, podendo inclusive arrolar testemunhas a serem ouvidas; 
o Requerer medidas ou diligências necessárias ao descobrimento da verdade, assim como 
requerer a expedição de ofícios, juntada de documentos, etc. 
Art. 179. Nos casos de intervenção como fiscal da ordem jurídica, o Ministério Público: I - terá 
vista dos autos depois das partes, sendo intimado de todos os atos do processo; II - poderá 
produzir provas, requerer as medidas processuais pertinentes e recorrer. 
 
Exemplo: em um determinado processo trabalhista, o Juiz do Trabalho determinou a 
penhora em meu salário. Diante dessa situação, impetrei um mandado de segurança. O 
MPT não é parte, nem autor, nem réu, mas deve ser ouvido, pois é fiscal da lei no 
 
 
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mandado de segurança. Temos que ouvir a opinião, o parecer daquele órgão, por tratar- 
se de mandado de segurança.> Atuação extrajudicial: 
Prevista no art. 84 da Lei Complementar nº 75/93, a atuação extrajudicial do MP consiste, 
principalmente, na condução do inquérito civil público, conceituada como uma investigação 
administrativa que visa colher provas mínimas para o ajuizamento da ação civil pública ou a 
formalização do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O inquérito civil público, assim como 
o inquérito policial, não é indispensável ao ajuizamento da demanda principal, sendo, portanto, 
facultativo. 
Mesmo sem o inquérito civil público, poderá o MP ajuizar a ação civil pública, buscando 
provas da ocorrência de ilegalidades na fase instrutória da demanda 
 
ESTACAI 
NA PROVA! 
 
Art. 84 da LC 75/93: Incumbe ao Ministério Público do Trabalho, no âmbito das suas 
atribuições, exercer as funções institucionais previstas nos Capítulos |, Il, Ill e IV do 
Título |, especialmente: | - integrar os órgãos colegiados previstos no 8 1º do art. 6º, que 
lhes sejam pertinentes; Il - instaurar inquérito civil e outros procedimentos 
administrativos, sempre que cabíveis, para assegurar a observância dos direitos sociais 
dos trabalhadores; Ill - requisitar à autoridade administrativa federal competente, dos 
órgãos de proteção ao trabalho, a instauração de procedimentos administrativos, 
podendo acompanhá-los e produzir provas; IV - ser cientificado pessoalmente das 
decisões proferidas pela Justiça do Trabalho, nas causas em que o órgão tenha intervido 
ou emitido parecer escrito; V - exercer outras atribuições que lhe forem conferidas por 
lei, desde que compatíveis com sua finalidade. 
Ainda sobre o inquérito, destaque para a discussão sobre a necessidade ou desnecessidade de 
garantir-se o contraditório durante aquele procedimento. Corrente majoritária ainda defende a 
desnecessidade, deixando para um momento posterior (ação civil pública) o direito ao 
contraditório e ampla defesa, em sua integralidade. 
 
 
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O segundo instrumento de atuação extrajudicial do MP é o termo de ajustamento de conduta 
(TAC) como o ajuste feito entre aquele órgão e determinada empresa para fazer cessar o 
descumprimento à legislação trabalhista, impondo ao descumpridor sanções como multas, que 
serão executadas caso o mesmo não seja cumprido, haja vista que o art. 876 da CLT prevê o 
acordo em exame como um título executivo extrajudicial. 
O termo de ajustamento de conduta (TAC) é considerado pela lei como um título executivo 
extrajudicial (art. 876 CLT). 
Art. 876 da CLT: As decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com 
efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados 
perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as 
Comissões de Conciliação Prévia serão executada pela forma estabelecida neste Capítulo. 
 
 
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Ajuizar a ação civil pública 
intervir em processos trabalhistas em que 
Promever ações que visem resguardar os 
direitos das menares, incapazes e índios 
Interpor recursos nos feitos de 
competência da Justiça do Trabalho 
Requerer diligências para se alcançar a 
melhor solução para as demandas em que 
É à 
 
Princípios 
 
 
 
 
ó Como parts 
Ministério Público Art 83 da LC 75/93 
« cs 
Formas de atuação Coma fiscal 
Extrajudicial Art B4 da LC 75/93 
Vialiciadade 
Garantias constitucionais Inamovibiidade 
iredutibifciade de verncimertos 
 
 
instaurar inquérito civil e outros 
procedimentos administrativos, sempre 
que cabíveis, para assegurar a obsenáncia 
das direitos sociais dos trabalhadores 
requisitar à autoridade administrativa 
federal competente, dos órgãos de 
proteção ao trabalho, a instauração de 
procedimentos administrativos, podendo 
acompanhá-las e produzir provas 
exErcer outras atribuições que lhe forem 
conferidas por lei, desde que compativeis 
com sua finalidade. 
 
 
4 — Garantias constitucionais 
 
 
As garantias constitucionais dos Membros do Ministério Público estão dispostas no art. 128, 85º, 
| da CRFB/88, sendo as mesmas dos Magistrados, conforme art. 95 da CF, já estudado. 
Art. 128, 85º, I da CF: Leis complementares da União e dos Estados, cuja iniciativa é facultada 
aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecerão a organização, as atribuições e o estatuto de 
cada Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros: I - as seguintes garantias: 
a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença 
judicial transitada em julgado; b) inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, 
mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria 
 
 
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absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 45, de 2004) c) irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do art. 39, 8 4º, e ressalvado o 
disposto nos arts. 37, X e XI, 150, II, 153, III, 153, 8 2º, I; 
 
 
5 — Organização do Ministério Público do Trabalho 
 
Antes de tratarmos da organização do Ministério Público do Trabalho, temos que lembrar que a 
Constituição Federal dividiu a instituição em ramos, a saber: 
Ministério Público dos Estados; 
Ministério Público da União; 
Ministério Público Federal; 
Ministério Público Militar; 
Ministério Público do DF e Territórios; 
Ministério Público do Trabalho; o 
o
o
o
o
f
b
o
O
o
 
 
O Ministério Público da União é chefiado pelo Procurador-Geral da República, que é 
nomeado pelo Presidente da República, após sabatina do Senado Federal, sendo o 
“chefe” de todos os ramos do Ministério Público da União. 
Já o Ministério Público do Trabalho, objeto de nosso estudo, é chefiado pelo 
Procurador-Geral do Trabalho, nomeado pelo Procurador-Geral da República, n 
processo descrito no art. 88 da LC 75/93. 
Acerca da carreira no MPT, podemos dizer que são quatro os níveis, a saber: 
e Procurador do Trabalho: realiza atos processuais, em regra, nas ações de 
competência das Varas do Trabalho. 
e Procurador Regional do Trabalho: atua nos processos perante os Tribunais Regionais 
do Trabalho. 
e Subprocurador-geral do Trabalho: oficia junto ao Tribunal Superior do Trabalho. 
e Procurador-Geral do Trabalho: chefia o Ministério Público do Trabalho. 
Por fim, resta falar sobre o Conselho Nacional do Ministério Público, que é um órgão de controle 
externo, incluído pela EC nº 45/04, através do art. 130-A da CF/88. Ao referido conselho cabe o 
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controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público e o cumprimento os deveres 
funcionais dos seus membros. Vejamos: 
Art. 130-A. O Conselho Nacional do Ministério Público compõe-se de quatorze membros nomeados pelo 
Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um 
mandato de dois anos, admitida uma recondução, sendo: | o Procurador-Geral da República, que o preside; Il 
quatro membros do Ministério Público da União, assegurada a representação de cada uma de suas carreiras; 
Ill três membros do Ministério Público dos Estados; IV dois juízes, indicados um pelo Supremo Tribunal 
Federal e outro pelo Superior Tribunal de Justiça; V dois advogados,indicados pelo Conselho Federal da 
Ordem dos Advogados do Brasil; VI dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um 
pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. 8 1º Os membros do Conselho oriundos do 
Ministério Público serão indicados pelos respectivos Ministérios Públicos, na forma da lei. 8 2º Compete ao 
Conselho Nacional do Ministério Público o controle da atuação administrativa e financeira do Ministério 
Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo lhe: | zelar pela autonomia 
funcional e administrativa do Ministério Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua 
competência, ou recomendar providências; Il zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou 
mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério 
Público da União e dos Estados, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as 
providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência dos Tribunais de Contas; 
Ill receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos 
Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da 
instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a 
aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções 
administrativas, assegurada ampla defesa; IV rever, de ofício ou mediante provocação, os processos 
disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos Estados julgados há menos de um ano; V 
elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias sobre a situação do Ministério 
Público no País e as atividades do Conselho, o qual deve integrar a mensagem prevista no art. 84, XI. 
O próprio Conselho Superior do Ministério Público, valendo-se da prerrogativa do 83º do art. 
130-A da CF, escolherá dentre os seus membros o Corregedor Nacional, que receberá 
reclamações e denúncias, realizará inspeções e correições e, por fim, requisitará e designará 
membros do MP para a prática de atos. 
Sobre os serviços auxiliares da Justiça do Trabalho, destacam-se os artigos 710 a 721 da CLT, 
que precisam ser estudados para as provas de processo do trabalho. Um dos principais órgãos 
auxiliares é a Secretaria da Vara do Trabalho, que possui por finalidade a prática de atos 
 
 
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burocráticos, tais como: a expedição de notificação, a juntada de documentos, a certificação de 
atos processuais, bem como a guarda dos autos dos processos em andamento. O Diretor da 
Secretaria é nomeado pelo Juiz do Trabalho. Aqui muito cuidado, pois o art. 710 da CLT diz que 
é o “Presidente” que irá nomear, sendo que tal o “presidente” é o Juiz do Trabalho, que era o 
presidente da antiga Junta de Conciliação e Julgamento. 
Falamos que dentre os serviços burocráticos a serem realizados está a expedição de notificação, 
que nos termos do art. 841 da CLT deverá ser realizada em 48 horas. O que ocorre se o prazo 
não for respeitado? O art. 712, parágrafo único, da CLT prevê a possibilidade de desconto 
salarial dos dias de atraso da prática dos atos processuais. Assim, se tivermos um atraso de 3 
dias na prática do ato, poderão ser descontados 3 dias de salários do servidor. 
Os distribuidores estão previstos no art. 713 da CLT, para aqueles locais onde há mais de uma 
Vara do Trabalho, de maneira que seja feito o sorteio entre as varas existentes, evitando-se a 
escolha do juízo, o que feriria o princípio do juiz natural. 
Por fim, o Oficial de Justiça, que na Justiça do Trabalho também é avaliador, atua na execução 
trabalhista, realizando a citação, penhora e avaliação de bens, conforme art. 880 da CLT. Os atos 
processuais devem ser realizados pelo Oficial de Justiça no prazo de 9 dias, com exceção da 
avaliação, que possui um prazo um pouco maior, de 10 dias. 
A capacidade processual plena ocorre aos 18 anos, conforme art. 402 da CLT, o que significa 
dizer que a pessoa pode realizar todos os atos processuais sem assistência ou representação. 
Antes de tal idade, apesar de ser possível o trabalho na qualidade de emprego, conforme art. 7º 
da CF/88 (a partir dos 16 anos ou 14 anos, na qualidade de aprendiz), o ajuizamento da ação 
dependerá da assistência dos representantes legais. 
Sobre a incapacidade processual, importante destacar o art. 793 da CLT que prevê o 
ajuizamento da ação para os incapazes pelos representantes, Ministério Público e Sindicatos. 
A capacidade postulatória, conforme art. 133 da CF/88, é inerente ao Advogado, já que por 
meio dele as partes têm suas pretensões analisadas pelo Poder Judiciário. Ocorre que a regra 
possui exceções. Apesar do Advogado ser indispensável à administração da justiça, em algumas 
situações o profissional é dispensado. Uma das situações excepcionais é o processo do trabalho, 
pois as partes possuem o jus postulandi, que é o direito de postular em juízo sozinhas, 
acompanhando as ações até o final, conforme o art. 791 da CLT. 
Em 2011 o TST restringiu o jus postulandiao criar a Súmula nº 425 do TST, afirmando que no 
mandado de segurança, na ação rescisória, na ação cautelar e nos recursos para o TST, é 
indispensável a presença do Advogado, ou seja, tais medidas não podem ser apresentadas sem 
assinatura de um Advogado. A parte até pode ajuizar uma ação trabalhista e recorrer ao TRT 
sem Advogado, mas querendo recorrer ao TST, terá que contratar um Advogado. A reforma 
 
 
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trabalhista também restringiu essa possibilidade ao determinar que na homologação do acordo 
extrajudicial as partes devem estar assistidas por advogado (art. 855-B, da CLT). 
Nos dissídios coletivos a assistência por Advogado é facultativa, conforme art. 791 da CLT. 
Os honorários advocatícios de sucumbência passaram a ser devidos pela mera sucumbência, 
conforme art. 791-A da CLT, seguindo-se o mesmo sistema do CPC. A quantia será fixada entre 
5% e 15%, sendo devida também na reconvenção, lembrando que o beneficiário da justiça 
gratuita não é mais condenado ao pagamento, conforme decisão proferida pelo STF na ADI 
5766. 
O benefício da justiça gratuita, previsto no art. 790, 8 3º, da CLT, pode ser concedido a 
requerimento da parte, que demonstrará situação de hipossuficiência, podendo ser deferido de 
ofício pelo Magistrado, a qualquer tempo e grau de jurisdição. Nessa hipótese, basta a 
demonstração de hipossuficiência econômica, dispensando-se a assistência pelo sindicato. 
No processo do trabalho, admite-se o mandato tácito ou apud acta, que decorre da presença do 
Advogado em audiência, e a inserção de seu nome na ata de audiência, conforme o art. 791, 8 
3º, da CLT. Dispensa-se, portanto, o mandato expresso, ou seja, o documento procuração. O 
Advogado com mandato tácito pode recorrer, conforme a Súmula n. 383 do TST.Apesar do 
Advogado portador do mandato tácito poder recorrer, não pode substabelecer, de acordo com 
a OJ n. 200 da SDI-1 do TST. 
Em relação ao comparecimento das partes em audiência, o art. 843 da CLT afirma que deve ser 
pessoal, sendo que a ausência do autor importa em arquivamento do feito e a ausência do réu, 
em revelia. O réu poderá ser representado por preposto, que não precisa mais ser empregado, 
conforme redação do 83º do art. 843 da CLT, alterado pela reforma trabalhista de 2017. 
Não há previsão legal para atraso das partes na audiência, ou seja, não há tolerância em relação 
ao horário doato. Se a audiência está marcada para as 9h e no horário tem início, deverão as 
partes estar presentes naquele horário, sob pena de aplicação das penalidades previstas no art. 
844 da CLT: arquivamento (reclamante) e revelia (reclamado). 
O Juiz pode chegar atrasado em até 15 minutos, conforme art. 815 da CLT, mas as partes não 
possuem o mesmo tratamento, por falta de precisão legal. Caso o Juiz se atrase por mais de 15 
minutos, poderá a parte retirar-se, requerendo certidão, para que não sofra qualquer 
penalidade. 16 - Ocorre que há uma situação em que não se aplica o art. 815 da CLT, que é 
aquela em que o atraso da audiência decorre da realização de outro ato processual pelo Juiz. 
Assim, se a audiência de 9h ainda não começou apesar de já serem 11h, por estar sendo 
realizada a audiência das 10h, não poderá a parte se retirar. 
Por fim, eventual falta das partes à audiência pode ser justificada por atestado médico, mas não 
pode qualquer doença atestada, já que a Súmula nº 122 do TST diz que o atestado deve 
 
 
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demonstrar a impossibilidade de locomoção. Na hipótese, o Juiz deverá redesignar a audiência. 
Caso não seja apresentada justificativa, serão aplicadas as consequências do art. 844 da CLT: 
arquivamento (ausência do autor), revelia (ausência do réu) e arquivamento (ausência de ambos). 
Sobre o Ministério público e seus princípios institucionais, podemos destacar: unidade, que 
demonstra ser o MP um órgão único na defesa dos direitos previstos no art. 127 da CF; 
indivisibilidade, que prega a inexistência de vinculação dos Promotores/Procuradores ao 
processo, mas do Ministério Público como órgão; independência funcional, que prega que os 
Membros do MP somente devem seguir a lei e os seus próprios entendimentos, não estando 
vinculado a qualquer determinação de outro órgão; Promotor natural, previsto no art. 5º, LIII, da 
CF/88, que não permite a escolha do Membro do MP que atuará em determinado processo. 
O MP poderá atuar de forma judicial e extrajudicial. A primeira forma pode ser na qualidade de 
parte, conforme art. 179 do NCPC, ajuizando ações civis públicas, ações anulatórias de cláusulas 
convencionais, Dissídios Coletivos de greve, bem como interpondo recursos e outras situações. 
Ainda na atuação judicial, além da qualidade de parte, pode o MP atuar como fiscal da lei, nos 
termos do art. 178 do NCPC, quando houver interesse de incapazes, mandados de segurança, 
conflitos de competência, etc. 
Já a atuação extrajudicial do MP consiste na condução de inquéritos civis, meio utilizado para 
verificar o descumprimento da lei e produzir prova sobre o fato; firmando termos de 
ajustamento de condução — TAC — visando à correção de irregularidades encontradas em 
inquérito civil; etc. 
Com o advento do CPC/15, o Ministério Público passou a ter prazo em dobro para se defender 
e recorrer, nos termos do art. 180 do novo código, não havendo mais prazo em quádruplo para 
defesa daquele ente. No CPC anterior, o art. 188 previa o prazo em quádruplo, que não foi 
repetido no atual código (CPC/15). 
QUESTÕES COMENTADAS 
PRATICAR! 
 
 
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1 -Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TST Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Paulo, contador autônomo, prestando serviços em sua própria empresa de contabilidade, 
compareceu na audiência representando sua cliente, a Empresa Sol Brilhante S/A, acompanhado 
do advogado da reclamada, sendo que a Carta de Preposição, a Procuração e a Defesa já 
estavam devidamente juntadas aos autos. Neste caso, de acordo com a CLT, alterada pela Lei 
nº13.467/2017 e o entendimento sumulado do TST, 
a) a juntada de Carta de Preposição, Procuração e a Defesa, por si só, elide os efeitos da revelia 
e da confissão quanto à matéria de fato. 
b) a reclamada, por ser Sociedade Anônima, não está devidamente representada, uma vez que o 
preposto, neste caso, deveria ser seu empregado. 
c) a reclamada está devidamente representada, uma vez que o preposto não precisa ser seu 
empregado. 
d) Paulo deveria ter conhecimento dos fatos para ser preposto, sendo que trabalhando em 
escritório próprio, presume-se que não possui condições de representar a empresa. 
e) Paulo deveria ser empregado da empresa, considerando-se ausente a reclamada, devendo ser 
excluídos ou desconsiderados a contestação e os documentos apresentados. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. Uma das alterações mais importantes da reforma 
trabalhista está relacionado ao preposto, que a partir da Lei 13.467/17 não mais precisa ser 
empregado, diferentemente do que antes era pregado pela Súmula 377 do TST. Assim, 
adequada a letra “C”, que está em conformidade com o art. 843, 3º da CLT. Lembre-se que o 
preposto, apesar de não precisar ser empregado, tem que possuir conhecimento dos fatos e que 
as suas declarações obrigam o proponente, conforme 81º do mesmo artigo. As demais assertivas 
estão erradas, conforme análise a seguir: 
A) errada, pois se a reclamada não estiver representada na audiência, será aplicada a revelia, 
conforme art. 844 da CLT, produzindo como efeito a confissão quanto à matéria fática. 
B) errada, pois não há mais necessidade de que o preposto seja empregado, 
independentemente do tipo de empresa. 
D) errada, pois não se pode presumir que o preposto não possui conhecimento dos fatos por 
trabalhar em escritório próprio, externo. 
 
 
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E) errada, pois além de não precisar ser empregado, o 85º do art. 844 da CLT determina a 
aceitação da contestação e documentos. 
 
2 - Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TST Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa 
No tocante aos honorários periciais e advocatícios no processo do trabalho, considere: 
|. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, 
fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 20% sobre o valor que resultar da liquidação de 
sentença, do proveito econômico obtido ou não, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor 
atualizado da causa. 
Il. Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, 
vedada a compensação entre os honorários. 
Il. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na 
pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita. Entretanto, deverá ter 
obtido créditos em juízo capazes de suportar a referida despesa, ainda que em outro processo, 
caso contrário, a União responderá pelo encargo. 
Tendo em vista as alterações introduzidas na CLT, pela Lei nº 13.467/2017, está correto o que 
consta em 
a) Ile Ill, apenas. 
b) |, Ile II. 
c) |, apenas. 
d) Ill, apenas. 
e) le Il, apenas. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Apenas as assertivas Il e Ill estão corretas de acordo 
com a reforma trabalhista, conforme será analisado a seguir: 
Errada, já que o art. 791-A da CLT fixa os honorários entre os percentuais mínimo e máximo de 
5% e 15%, não havendo condenação em 20% como afirmado na assertiva. 
 
 
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Correta, já que a informação consta expressamente no art. 791-A 83º da CLT. 
Correta, já que a informação da banca é a conjugação do caput e do 84º do art. 790-A da CLT, 
que tratam do assunto. Somenteexcepcionalmente a União será responsável, nos termos da 
Súmula 457 do TST. 
 
3 - Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 24º REGIÃO (MS) Prova: Técnico Judiciário - Área 
Administrativa 
Quanto às partes e procuradores que figuram no Processo do Trabalho, a Consolidação das Leis 
do Trabalho estabelece: 
a) A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, 
com anuência da parte representada. 
b) Nos dissídios coletivos, é obrigatória aos interessados a assistência por advogado. 
c) No processo do trabalho não é admitida a acumulação de várias reclamações em um mesmo 
processo, ainda que haja identidade de matéria e se tratem de empregados da mesma empresa 
ou estabelecimento. 
d) Os empregadores não poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e 
acompanhar as suas reclamações até o final. 
e) A reclamação trabalhista do menor de 21 anos será feita por seus representantes legais e, na 
falta destes, apenas pelo sindicato ou curador nomeado em juízo. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A situação prevista na letra “a” é conhecida como 
“mandato tácito” ou “apud acta”, estando previsto no art. 791, 83º da CLT, que é a procuração 
outorgado ao Advogado diante da inclusão do seu nome na ata de audiência, com autorização 
da parte representada. Na hipótese, conferem-se poderes gerais para o foro, não sendo 
necessária a juntada de procuração expressa, no papel. As demais assertivas estão erradas. 
Vejamos: 
B) nos dissídios coletivas é facultativa a representação por advogado, conforme 82º do art. 791 
da CLT. 
 
 
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C) é sim possível a cumulação de várias ações, em litisconsórcio ativo, quando presentes os 
requisitos do art. 842 da CLT. 
D) errada, pois se aplica o jus postulandiaos empregadores, conforme art. 791 da CLT. 
E) a restrição imposta no art. 793 da CLT é para os menores de 18 anos. Para os maiores de 
idade, capazes civilmente, não há restrição quanto ao ajuizamento das ações. 
 
4 - Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 24º REGIÃO (MS) Prova: Analista Judiciário - Área 
Judiciária 
Analisando o normativo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho quanto à nomeação de 
advogado com poderes para o foro em geral na Justiça do Trabalho, 
a) dá-se pela juntada prévia de instrumento de procuração, com firma devidamente 
reconhecida. 
b) a nomeação poderá ser efetivada mediante simples registro em ata de audiência, a 
requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada. 
c) apenas o trabalhador poderá reclamar sem a presença de advogado, uma vez que o princípio 
do jus postulandi somente se aplica à parte hipossuficiente. 
d) o advogado pode atuar sem que lhe sejam exigidos poderes outorgados pela parte, em razão 
da previsão legal do jus postulandi. 
e) nos dissídios coletivos é obrigatória aos interessados a assistência por advogado constituído 
necessariamente por instrumento de mandato, com firma devidamente reconhecida. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A questão trata do instituto denominado de “mandato 
tácito” ou “apud acta”, muito comum nos concursos trabalhistas, que seria uma “procuração 
tácita”, sem necessidade de juntada do instrumento de procuração escrito, como é o mais 
comum. O mandato tácito consta no art. 791, 83º da CLT e consiste na simples inclusão do nome 
do Advogado na ata de audiência, com a concordância da parte representada, o que confere 
poderes gerais para o causídico, conforme dito na alternativa “b”. As demais assertivas estão 
erradas, conforme será visto a seguir: 
A) não há necessidade de procuração física, muito menos com firma reconhecida. 
 
 
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C) o jus postulandise aplica ao reclamante e ao reclamado. 
D) O Advogado deve possuir procuração, por meio da qual são outorgados os poderes, mas ela 
pode ser escrita ou tácita. 
E) a assistência por Advogado nos dissídios coletivos é facultativa, conforme art. 791, 82º da 
CLT, 
 
5 - Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 11º Região (AM e RR) Prova: Analista Judiciário - Oficial 
de Justiça Avaliador 
Considere: 
|. Recurso Ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho da 11a Região. 
Il. Ação rescisória. 
III. Mandado de segurança. 
IV. Agravo de Petição ao Tribunal Regional do Trabalho da 11a Região. 
De acordo com o entendimento Sumulado do TST, o jus postulandi das partes estabelecido no 
artigo 791 da CLT, alcança os indicados APENAS em 
a) |, Ill e IV. 
b) le lv. 
c) Ile III. 
ad) le IV. 
e)lelll. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. O jus postulandise aplica apenas nas hipóteses descritas 
eme IV, conforme análise a seguir: 
Aplicável, pois os recursos para o TRT não estão excluídos pela Súmula nº 425 do TST. 
 
 
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Não se aplica, conforme Súmula nº 425 do TST, que exclui o jus postulandina ação de 
procedimento especial. 
Não se aplica, conforme Súmula nº 425 do TST, que exclui o jus postulandina ação de 
procedimento especial. 
Aplicável, pois os recursos para o TRT não estão excluídos pela Súmula nº 425 do TST. 
 
6 - Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20º Região (SE) Prova: Analista Judiciário -Oficial de 
Justiça 
Ulisses foi nomeado Procurador-Geral do Trabalho. Durante o seu mandato poderia ser acusado 
de desvio de suas atribuições funcionais em caso de 
(A) decidir, atendendo a necessidade do serviço, sobre remoção a pedido ou por permuta de 
membro do Ministério Público do Trabalho. 
(B) decidir processo disciplinar contra membro da carreira ou servidor dos serviços auxiliares, 
aplicando as sanções que sejam de sua competência. 
(C) nomear o Corregedor-Geral do Ministério Público do Trabalho, segundo lista tríplice formada 
pelo Conselho Superior. 
(D) elaborar a proposta orçamentária do Ministério Público do Trabalho, submetendo-a, para 
aprovação, ao Conselho Superior. 
(E) exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público do Trabalho, especialmente para 
elaborar e aprovar as normas e as instruções para o concurso de ingresso na carreira. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”.A atribuição descrita na letra “E” realmente não é do 
Procurador-Geral do Trabalho, mas do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho, 
conforme art. 98, | da LC nº 75/93, conforme transcrição abaixo: 
Art. 98. Compete ao Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho: | - exercer o 
poder normativo no âmbito do Ministério Público do Trabalho, observados os princípios 
 
 
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desta lei complementar, especialmente para elaborar e aprovar: b) as normas e as 
instruções para o concurso de ingresso na carreira; 
7 - Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20º Região (SE) Prova: Técnico Judiciário 
Em relação às capacidades de postular e de estar em juízo, conforme normas contidas na 
Consolidação das Leis do Trabalho, 
(A) nos dissídios individuais os empregados e empregadores somente poderão estar em juízo se 
estiverem representados por advogado particular ou de entidade sindical. 
(B) nos dissídios coletivos trabalhistas, as partes representadas pelos entes sindicais, deverão ter 
a necessária assistênciapor advogado. 
(C) a constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, 
com anuência da parte representada. 
(D) a reclamação trabalhista do menor de 18 anos somente será acolhida se feita por órgão do 
Ministério Público do Trabalho. 
(E) os maiores de 18 e menores de 21 anos poderão pleitear perante a Justiça do Trabalho sem a 
assistência de seus pais ou tutores, desde que assistidos por advogado. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”.A letra “C” trata do mandato tácito ou apud acta, que 
consta expressamente no art. 791, 83º da CLT, que decorre da inclusão do nome do Advogado 
na ata da audiência, com a anuência da parte representada. Tal fato caracteriza a representação 
para a foro em geral, ou seja, outorga os poderes gerais para a prática dos atos processuais. 
 
8 - Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20º Região (SE) Prova: Analista Judiciário 
Vênus atuou durante 6 anos como preposta da Cia de Bebidas Fonte de Amor. Por força da crise 
econômica foi dispensada sem receber alguns direitos trabalhistas. Em razão de sua experiência, 
ingressou com reclamação trabalhista de forma verbal, sem constituir advogado. Conforme 
súmula do Tribunal Superior do Trabalho e dispositivo processual trabalhista, a capacidade 
postulatória de Vênus em relação a essa reclamatória 
 
 
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(A) está restrita a fase de conhecimento na Vara do Trabalho. 
(B) limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a fase 
executória. 
(C) limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando os 
recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
(D) é ilimitada quanto a fase processual, bem como em relação à instância, alcançando inclusive 
o Tribunal Superior do Trabalho, porque a lei permite o acompanhamento das reclamações até o 
final. 
(E) está restrita à fase de conhecimento, incluindo recursos em todas as instâncias trabalhistas, 
Varas do Trabalho, Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho, mas não 
envolve a fase de execução. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C".A questão é respondida com base na Súmula nº 425 do 
TST, que trata do tema jus postulandi. A reclamante poderá realizar os atos processuais sem a 
assistência de Advogado na Vara do Trabalho e no Tribunal Regional do Trabalho, não podendo 
interpor recursos dirigidos ao TST, pois a súmula restringe o jus postulandi naquele último 
tribunal. Lembrando que o art. 855-B, da CLT, introduzido pela reforma trabalhista, trouxe uma 
nova exceção ao jus postulandi, uma vez que também será necessária a presença do advogado 
no processo de homologação de acordo extrajudicial. 
 
9 - Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20º Região (SE) Prova: Analista Judiciário 
O Ministério Público da União, organizado por Lei Complementar, é instituição permanente, 
essencial à função jurisdicional do Estado, compreendendo em sua estrutura o Ministério Público 
do Trabalho. Sobre a organização desse último, é correto afirmar que 
(A) os Procuradores Regionais do Trabalho poderão atuar tanto nos Tribunais Regionais do 
Trabalho quanto nas Varas do Trabalho, de forma residual. 
(B) o chefe do Ministério Público do Trabalho é o Procurador-Geral da República indicado em 
lista tríplice pelos seus pares e nomeado pelo Congresso Nacional. 
 
 
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(C) dentre os órgãos do Ministério Público do Trabalho estão o Colégio de Procuradores do 
Trabalho, a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho e a 
Corregedoria do Ministério Público do Trabalho. 
(D) os Subprocuradores-Gerais do Trabalho serão designados para oficiar junto ao Tribunal 
Regional do Trabalho da 10a Região — Distrito Federal, com sede em Brasília. 
(E) o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho será composto pelo Procurador-Geral 
do Trabalho, o Vice Procurador-Geral do Trabalho, quatro Subprocuradores-Gerais do Trabalho 
e quatro procuradores regionais do trabalho, todos eleitos pelos seus pares. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C"”.A questão, que entendo ser difícil, por ser “mais do que 
decoreba” e sem aplicação prática para um Servidor do TRT, está de acordo com o art. 85 da LC 
nº 75/93, que traz os órgãos do MPT, dentes os quais aqueles descritos na letra “C”, a saber: 
Art. 85. São órgãos do Ministério Público do Trabalho: | - o Procurador-Geral do Trabalho; 
Il - o Colégio de Procuradores do Trabalho; Ill - o Conselho Superior do Ministério Público 
do Trabalho; IV - a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho; V 
- a Corregedoria do Ministério Público do Trabalho; VI - os Subprocuradores-Gerais do 
Trabalho; VII - os Procuradores Regionais do Trabalho; VIIl - os Procuradores do Trabalho. 
10 - Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14º Região (RO e AC) Prova: Analista Judiciário 
Sobre as partes e procuradores, o jus postulandi e a representação processual, conforme norma 
legal e entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, 
a) o jus postulandi somente pode ser exercido pelo empregador, visto que o trabalhador é parte 
hipossuficiente e necessita de assistência profissional de advogado particular ou do sindicato. 
b) se o trabalhador utilizar o jus postulandi para a propositura da ação, sendo sucumbente na 
decisão de primeiro grau, deverá contratar advogado para interpor recurso ao Tribunal. 
c) a Constituição Federal aboliu o instituto do jus postulandi revogando expressamente 
dispositivo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho sobre o tema. 
 
 
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d) nos dissídios coletivos é obrigatória aos interessados a assistência por advogado, não 
podendo ser utilizado o jus postulandi, que é restrito aos dissídios individuais até a prolação de 
sentença. 
e) a reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na 
falta destes, pelo Ministério Público do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público Estadual 
ou curador nomeado pelo Juízo. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”.A informação, bastante cobrada pela FCC, está em 
conformidade com o art. 793 da CLT que traz as várias possibilidades para o ajuizamento da 
ação pelo empregado menor: representantes legais, MPT, Sindicato, MPE ou curador. 
“ " A alternativa “a” está INCORRETA, pois o jus postulandi é garantido para empregado e 
empregador (art. 791, da CLT). A alternativa “b” está INCORRETA, já que nos termos da Súmula 
nº 425, do TST, o jus postulandi pode ser utilizado pela parte em Varas do Trabalho e no 
Tribunal Regional do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de 
segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. A alternativa “c” está 
INCORRETA, dado que não foi abolido pela Constituição Federal. A alternativa “d” está 
INCORRETA, pois ele não se limita à prolação da sentença, conforme previsto na Súmula nº 425, 
do TST. 
Lembrando que o art. 855-B, da CLT, introduzido pela reforma trabalhista, trouxe uma nova 
exceção ao jus postulandi, uma vez que também será necessária a presença do advogado no 
processo de homologação de acordo extrajudicial. 
 
11 - Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de São Luiz - MA Prova: Procurador Municipal 
Camilo,metalúrgico, ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa OQ. Na audiência de 
instrução e julgamento, Camilo, hospitalizado, enviou, para o representar, Carlos, metalúrgico, 
que também trabalha na empresa Q, sem comunicar com antecedência à Justiça do Trabalho. 
Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, 
a) Camilo fez correto e não terá nenhum prejuízo. 
b) o processo será arquivado pela ausência de Camilo, podendo ele ajuizar outra reclamação 
trabalhista após 6 meses do arquivamento. 
 
 
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c) o processo será arquivado uma vez que não foi comunicada a referida representação com a 
antecedência mínima de 48 horas. 
d) o processo será arquivado pela ausência de Camilo, podendo ele ajuizar imediatamente outra 
reclamação trabalhista. 
e) o processo será arquivado, uma vez que não foi comunicada a referida representação com a 
antecedência mínima de 24 horas. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”.Nos termos do art. 843 da CLT, Camilo atuou 
corretamente, já que em situações urgentes e graves, como na hipótese, poderá o reclamante 
ser representado por empregado da categoria ou da mesma empresa, não havendo necessidade 
de informação prévia à Justiça do Trabalho. O colega de trabalho justificará a ausência, evitando 
o arquivamento do processo. 
 
12 - Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Campinas — SP Prova: Procurador 
Hermes ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Olympikus Serviços Gráficos S/A 
postulando o pagamento de salários em atraso e 13º salário. Na primeira audiência UNA, a 
reclamada compareceu com seu advogado e o reclamante não compareceu por motivo de 
doença, mas fez-se representar por colega de trabalho da mesma profissão, acompanhado de 
advogado. Não havendo nenhuma proposta de conciliação, o Juiz recebeu a contestação da 
reclamada e designou uma audiência de instrução, ficando a reclamada intimada para 
comparecimento na audiência em prosseguimento para depor, sob a pena cominada em leie o 
reclamante intimado pessoalmente por via postal com a mesma cominação. Na audiência de 
instrução, a reclamada compareceu com seu advogado, mas o reclamante não compareceu e seu 
advogado presente não apresentou nenhuma justificativa para a sua ausência. Nessa situação, 
conforme dispositivos processuais contidos na Consolidação das Leis do Trabalho e 
entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, o Juiz 
a) não poderia arquivar o processo na primeira audiência e deveria aplicar a pena de confissão 
quanto à matéria de fato ao reclamante ausente na segunda audiência, visto que, expressamente 
intimado com aquela cominação, não compareceu à audiência de prosseguimento, na qual 
deveria depor. 
b) deveria ter arquivado o processo já na primeira audiência em face da ausência do reclamante. 
 
 
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c) não poderia ter recebido a contestação da reclamada por irregularidade de representação do 
reclamante. 
d) poderia receber a contestação e designar audiência de instrução, mas constatada a ausência 
do reclamante na segunda audiência deveria arquivar o processo, aplicando multa por litigância 
de má-fé ao reclamante. 
e) deveria ter adiado a primeira audiência aplicando multa para o reclamante ausente, mas não 
poderia receber a contestação da reclamada e designar audiência de instrução. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”.As informações constantes na letra “A” estão corretas à 
luz do art. 843 da CLT, que prevê a possibilidade de outro empregado da mesma profissão 
comparecer para justificar a ausência do reclamante por motivo sério (no caso, doença), bem 
como da Súmula nº 9 do TST, que diz ser aplicável a pena de confissão, não havendo o 
arquivamento no processo na hipótese, já que a defesa foi apresentada na primeira audiência e 
o reclamante foi intimado expressamente para depor na audiência em prosseguimento. 
 
13 - Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23º REGIÃO (MT) Prova: Analista Judiciário - Área 
Judiciária 
O trabalhador Hércules convidou uma testemunha para depor em audiência UNA designada na 
reclamação trabalhista movida em face da empresa Vênus de Millus S/A. No saguão do fórum, 
após o pregão das partes, o reclamante resolveu não ingressar na sala de audiências da Vara do 
Trabalho porque a sua testemunha não compareceu e a reclamada tinha trazido três 
testemunhas. O representante da reclamada, ao verificar que Hércules se evadiu do local, 
também não ingressou na sala de audiências. Nesse caso, o Juiz 
a) não deverá arquivar nem aplicar a revelia visto que ausentes ambas as partes, julgando o 
processo no estado em que se encontra. 
b) deverá redesignar a audiência intimando ambas as partes para comparecimento, sob pena de 
condução coercitiva e pagamento de multa. 
c) deverá marcar nova audiência para que o trabalhador possa trazer suas testemunhas em razão 
do devido processo legal. 
 
 
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d) deverá aplicar a revelia e consequente pena de confissão à reclamada ausente. 
e) deverá arquivar a ação diante da ausência injustificada do reclamante. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”.Na hipótese, independentemente das partes estarem 
presentes no saguão e terem se evadido quando da realização do pregão, deve ser aplicada a 
penalidade prevista no art. 844 da CLT em relação à ausência do reclamante. Se realizado o 
pregão o reclamante não compareceu, deve o Juiz determinar o arquivamento do feito, ou seja, 
a sua extinção sem resolução do mérito. 
14 - TRT/MT - 2016: Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23º REGIÃO (MT) Prova: Analista 
Judiciário. Agatha, empregada doméstica, ingressou com reclamação trabalhista em face da sua 
empregadora Isis, de forma verbal sem a assistência de advogado, postulando o pagamento de 
férias com 1/3. O pedido foi julgado procedente e a reclamada sucumbente interpôs recurso 
ordinário. A autora foi intimada para apresentar contrarrazões. No caso, conforme previsão legal 
e entendimento sumulado do TST, 
a) a autora não pode exercer o jus postulandi para contrarrazoar perante o Tribunal Regional. 
b) nenhuma das partes pode utilizar o jus postulandi em fase recursal. 
c) ambas podem exercer o jus postulandi para recorrer e contrarrazoar o recurso ordinário 
perante o Tribunal Regional. 
d) apenas por se tratar de reclamação de empregado doméstico as partes podem exercer o jus 
postulandiem todas as fases e instâncias do processo. 
e) por se tratar de condenação de pessoa física, a reclamada pode exercer o jus postulandi para 
o recurso ordinário, o mesmo não ocorrendo à autora que foi vencedora. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A interposição de recursos perante o TRT é permitida 
pelas partes pessoalmente, ou seja, exercendo o jus postulandi, já que a Súmula nº 425 do TST 
apenas restringe o instituto para os recursos dirigidos ao TST. Vejamos: 
 
 
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“O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do 
Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho”. 
Lembrando que o art. 855-B, da CLT, introduzidopela reforma trabalhista, trouxe uma nova 
exceção do jus postulandi, uma vez que é necessária a presença do advogado no processo de 
homologação de acordo extrajudicial. 
15 - TRT/MT - 2016: Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23º REGIÃO (MT) Prova: Técnico — 
Administração. Na reclamação trabalhista movida contra a Empresa “S", Leila está assistida pelo 
sindicato de sua categoria profissional, alegando que recebe salário de R$ 1.200,00 mensais e 
requerendo os benefícios da justiça gratuita, comprovando sua condição de miserabilidade, não 
podendo suportar o ônus da condenação sem prejuízo de seu próprio sustento. Neste caso, 
sendo julgada procedente a reclamação, 
a) não há direito ao pagamento de honorários advocatícios, pois pela regra do jus postulandi, 
Leila poderia se fazer representar sozinha no processo do trabalho, tendo sido sua a escolha do 
patrocínio através de sindicato, portanto, arcará com os honorários devidos, abatidos de seu 
crédito na condenação. 
b) caberá condenação somente em honorários advocatícios, pois no caso de assistência pelo 
sindicato, se defere apenas um dos pedidos. 
c) caberá somente os benefícios da justiça gratuita, pois a previsão legal é a de que o sindicato 
deve patrocinar o empregado sem nada receber. 
d) não há direito aos honorários advocatícios, pois Leila recebe mais do que um salário mínimo. 
e) caberá condenação em honorários advocatícios, bem como poderá ser deferido os benefícios 
da justiça gratuita pelo Juiz. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Haverá a condenação ao pagamento de honorários, pois 
de acordo com o art. 791-A, da CLT (pós reforma trabalhista) os honorários advocatícios 
 
 
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sucumbenciais serão devidos a qualquer advogado, dessa forma, o gabarito da questão continua 
sendo a letra “e”, mas não há mais a necessidade de a parte estar representada por advogado 
da categoria. Sobre a justiça gratuita, essa também poderá ser deferida, nos termos do art. 790, 
83º da CLT, uma vez que o reclamante recebe salário inferior a 40% do limite máximo dos 
benefícios do Regime Geral de Previdência Social. 
O artigo 790 foi alterado pela Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), que modificou a redação 
do 83º e incluiu o 84º que passaram a dispor que: 
“g 3º É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de 
qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, 
inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou 
inferior a 40% (quarenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de 
Previdência Social. 
8 4º O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar insuficiência de 
recursos para o pagamento das custas do processo.” 
16 - TRT/PR - 2015: Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 9º REGIÃO (PR) Prova: Analista 
Judiciário - Área Judiciária. Thales, bacharel em Direito não inscrito nos quadros da OAB, ajuizou 
reclamação trabalhista em face de sua empregadora postulando o pagamento de adicional 
de periculosidade. A ação foi julgada improcedente. Inconformado, Thales resolveu interpor 
recurso ordinário no prazo legal, recolhendo as custas devidas. Para evitar despesas, e por 
entender que tinha conhecimentos jurídicos adequado, decidiu atuar sem advogado. Nessa 
hipótese, o recurso ordinário 
Parte superior do formulário 
a) não será conhecido porque é indispensável a assistência de advogado. 
b) somente será conhecido se, no prazo legal de 10 dias, for subscrito por um advogado. 
c) não será conhecido porque o jus postulandi somente pode ser exercido com assistência 
sindical. 
d) será conhecido somente em caso de a ação tramitar pelo rito sumaríssimo. 
e) será conhecido em razão do jus postulandi. 
COMENTÁRIOS: 
 
 
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A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. O recurso ordinário pode ser interposto sem Advogado, 
por aplicação do jus postulandi previsto no art. 791 da CLT. Além disso, não há na Súmula nº 425 
do TST qualquer restrição à interposição do recurso ordinário pela parte desacompanhada de 
Advogado. Os recursos para o TST, que não é o caso do RO, é que dependem de Advogado. 
Vejamos o entendimento do TST: 
“O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do 
Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho”. 
Lembrando que o art. 855-B, da CLT, introduzido pela reforma trabalhista, trouxe uma nova 
exceção do jus postulandi, uma vez que é necessária a presença do advogado no processo de 
homologação de acordo extrajudicial. 
17 - TRT/PR - 2015: Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 9º REGIÃO (PR) Prova: Técnico 
Judiciário - Área Administrativa. No tocante as partes e os procuradores, considere: 
|. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na 
falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público 
estadual ou curador nomeado em juízo. 
Il. Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado. 
Il. A constituição de procurador com poderes para o foro em geral não poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, havendo expressa vedação legal neste sentido. 
De acordo com as normas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se 
afirma APENAS em: 
Parte superior do formulário 
a) 1. 
b) le III. 
c) Hell. 
 
 
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d)lell. 
e) Il. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Estão corretas apenas as assertivas | e Il, conforme 
análise a seguir: 
Correta, pois em conformidade com o art. 793 da CLT, abaixo transcrito: 
“Art. 793. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes 
legais e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo 
Ministério Público estadual ou curador nomeado em juízo”. 
Correto, conforme informação constante no art. 791, 82º da CLT: 
8 2º - Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado. 
Errado, pois o mandato tácito é aceito na Justiça do Trabalho, estando explicitamente previsto 
no art. 791, 83º da CLT: 
8 32 À constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado 
interessado, com anuência da parte representada. 
18 - TRT/SP — 2013: Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta. 
(A) Segundo jurisprudência sumulada do TST, o alcance do jus postulandi das partes limita-se às 
Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não se estendendo à ação rescisória, à 
ação cautelar, ao mandando de segurança e aos recursos de competência do TST. 
(B) O princípio do impulso oficial nas execuções trabalhistas é aplicável somente às ações 
trabalhistas típicas, ou seja, aquelas em que se discutem créditos advindos de relações de 
emprego. 
 
 
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(C) O acordo homologado judicialmente tem força de decisão irrecorrível, transitando emjulgado na data de sua homologação, salvo em relação à Previdência Social, quanto às 
contribuições que lhe forem devidas, passível somente de ação rescisória. 
(D) O princípio protetor, utilizado amplamente no direito material do trabalho, é igualmente 
aplicado ao processo do trabalho, tendo em vista a hipossuficiência do trabalhador, sendo 
desnecessária a produção de provas para deferimento do quanto pleiteia o reclamante, 
bastando a apresentação de prova documental. 
(E) Consoante a sistemática da Consolidação das Leis do Trabalho, sendo escrita, a reclamação 
deverá conter a designação do presidente da Vara ou do Juiz de Direito, a quem for dirigida, a 
qualificação do reclamante e do reclamado, uma breve exposição dos fatos de que resulte o 
dissídio, os fundamentos jurídicos do pedido, o pedido, a data e a assinatura do reclamante ou 
de seu representante. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A única assertiva correta é a letra “A”, pois em 
conformidade com a Súmula nº 425 do TST, sobre jus postulandi, muito cobrada nas provas da 
FCC. Vejamos a sua redação: 
“O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do 
Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho”. 
Lembrando que o art. 855-B, da CLT, introduzido pela reforma trabalhista, trouxe uma nova 
exceção do jus postulandi, uma vez que é necessária a presença do advogado no processo de 
homologação de acordo extrajudicial. 
As demais assertivas estão erradas, de acordo com a análise a seguir: 
Letra “B”: errada, pois não há qualquer interpretação restritiva no art. 878 da CLT. Assim, 
poderia em qualquer espécie de ação, a execução ser iniciada de ofício pelo Magistrado. 
Todavia, esse dispositivo sofreu alteração com a reforma trabalhista (Lei nº 13.467) e dessa 
forma, a execução só poderá iniciar de ofício pelo Juiz, caso as partes não estejam 
representadas por advogado. 
 
 
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Letra “C”: errada, pois a União é que pode recorrer, conforme art. 832, 83º e 4º da CLT, por 
meio de recurso e não ação rescisória. 
Letra “D”: errada, pois o princípio da proteção não retira do trabalhador o ônus de provar a 
veracidade de suas alegações. 
Letra “E”: errada, pois não são necessários os fundamentos jurídicos do pedido, pois tal 
requisito não consta no art. 840, 81º da CLT. 
19 - TRT/SC — 2013: ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 12º Região (SC) - Analista Judiciário - Área 
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores;) Camila e Carla são irmãs, 
advogadas e sócias administradoras do escritório de advocacia criado por ambas. Camila atua na 
área Trabalhista e Carla na área Cível. Considerando que ambas figuram como advogadas em 
todas as procurações, mas que nas reclamações trabalhistas, Camila requer na petição inicial, 
expressamente, que as publicações e intimações sejam realizadas exclusivamente em seu nome, 
a comunicação feita apenas em nome de Carla é 
a) válida, porque ambas figuram como advogadas na procuração. 
b) nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo. 
c) válida, porque são irmãs e sócias administradoras do escritório. 
d) nula, independente da existência ou não de prejuízo, em razão do expresso requerimento 
contido nos autos. 
e) válida, porque o requerimento de Camila deveria ter sido feito através de petição própria e 
não no corpo da petição inicial. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. O pedido de intimação em nome de um determinado 
Advogado é possível de ser feito, nos termos da Súmula nº 427 do TST, assim redigida: 
“Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam realizadas 
exclusivamente em nome de determinado advogado, a comunicação em nome de outro 
profissional constituído nos autos é nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo”. 
 
 
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Se houve pedido de intimação apenas em nome de Camila e a intimação foi feita em nome de 
Carla, esse ato será nulo, salvo se constatada a ausência de prejuízo, uma vez que nulidade = 
erro + prejuízo. Se não houve prejuízo, o ato é válido (princípio do prejuízo). 
20 - TRT/SC — 2013: ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 12º Região (SC) - Analista Judiciário - Área 
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) O jus postulandi das partes 
previsto no artigo 791 da Consolidação das Leis do Trabalho alcança 
a) o Recurso ordinário interposto ao Tribunal Regional do Trabalho. 
b) o Recurso de revista interposto ao Tribunal Superior do Trabalho. 
c) o Recurso de embargos interposto ao Tribunal Superior do Trabalho. 
d) o mandado de segurança. 
e) a ação rescisória. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Uma questão simples, que é facilmente respondida pela 
leitura da Súmula nº 425 do TST. Vejamos: 
“O jus postulandidas partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do 
Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho”. 
O entendimento do TST diz que não se aplica o jus postulandiaos seguintes procedimentos: 
ação rescisória, ação cautelar, mandado de segurança e RECURSOS PARA O TST (todos os 
recursos para aquele tribunal). Analisando as assertivas, vemos que as letras “B” e “C” se 
referem à recursos para o TST, ao passo que a letra “D” menciona o mandado de segurança e a 
letra “E” a ação rescisória. A única situação em que há um procedimento em que se aplica o 
instituto em análise, ou seja, em que não há necessidade de Advogado, é a letra “A”, que trata 
 
 
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do RECURSO ORDINÁRIO dirigido ao TRT. Realmente nessa situação não há necessidade de 
Advogado. Pode a parte valer-se do jus postulandi, previsto no art.791 da CLT. 
Lembrando que o art. 855-B, da CLT, introduzido pela reforma trabalhista, trouxe uma nova 
exceção do jus postulandi, uma vez que é necessária a presença do advogado no processo de 
homologação de acordo extrajudicial. 
 
21 - QUESTÃO ADAPTADA( Prova: FCC - 2011 - TRT - 1º REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Quanto aos honorários advocatícios no 
processo do trabalho, é correto afirmar: 
a) São requisitos para a condenação ao pagamento de honorários advocatícios na Justiça do 
Trabalho: estar a parte assistida por sindicato da categoria profissional, comprovar a percepção 
de salário inferior ao dobro do salário mínimo e comprovar não encontrar-se em situação 
econômica que lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva 
família. 
b) É incabível a condenação ao pagamento de honorários advocatícios em ação rescisória. 
c) São devidos honorários advocatícios nas lides que não derivem da relação de emprego. 
d) São devidos honorários advocatícios sempre que a parte estiver assistida por sindicato da 
categoria profissional, exceto nas causas em que o sindicato atue como substituto processual. 
e) Na Justiça do Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios, nunca 
superiores a 15%, não decorre simplesmente da sucumbência, devendo a parte estar assistida 
por sindicato da categoria profissional. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”.Quanto a essamatéria, tivemos recente modificação em 
nosso ordenamento jurídico, que passou a prever a possibilidade na Justiça do Trabalho do 
pagamento de honorários advocatícios de sucumbência a todos os advogados, 
independentemente da parte estar ou não assistida pelo sindicato da categoria.Sobre a matéria, 
temos o art. 791-A, da CLT que dispõe: 
“Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de 
sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze 
 
 
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por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico 
obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. 
$ 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações 
em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria. 
$ 2º Ao fixar os honorários, o juízo observará: 
|- o grau de zelo do profissional; 
Il - o lugar de prestação do serviço; 
Ill - a natureza e a importância da causa; 
IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 
8 3º Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência 
recíproca, vedada a compensação entre os honorários. 
8 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda 
que em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes 
de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão 
ser executadas se, nos dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as 
certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos 
que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais 
obrigações do beneficiário. 
8 5º São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.” 
Letra “A”: está errada, pois a afirmativa traz 3 requisitos, que não de acordo com o novo 
ordenamento jurídico. 
Letra “B”: errada, pois viola o inciso Il da Súmula nº 219 que diz ser cabível a condenação aos 
honorários na ação rescisória. Como a lei nova nada fala acerca dos honorários na ação 
rescisória, acreditamos que esse inciso não deve ser cancelado. 
Letra “D”: errada, pois nas lides em que o sindicato atua como substituto processual, os 
honorários são devidos, parágrafo primeiro do dispositivo em comento. 
Letra “E”: errada, pois os honorários decorrem da mera sucumbência. 
 
 
 
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22 - ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1º REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Reclamação Trabalhista; ) Hermes manteve 
contrato de trabalho com a empresa Gama Transportadora de Cargas por três anos, sendo 
dispensado por justa causa, sem receber nenhuma verba rescisória. Procurou a Vara do Trabalho 
do município para ajuizar reclamação trabalhista. Conforme previsão contida na Consolidação 
das Leis do Trabalho e jurisprudência atual e sumulada pelo TST, Hermes 
a) deve necessariamente constituir advogado para a propositura da reclamação trabalhista. 
b) pode postular sem a necessidade de advogado em todas as instâncias da Justiça do 
Trabalho. 
c) pode propor a reclamação trabalhista sem constituir advogado, apenas na primeira instância. 
d) não precisa constituir advogado para atuar em todas instâncias da Justiça do Trabalho, desde 
que esteja assistido pelo Sindicato da Categoria Profissional. 
e) pode reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho, limitando-se às Varas do Trabalho 
e aos Tribunais Regionais do Trabalho. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A resposta está em conformidade com a importante 
Súmula nº 425 do TST, que trata do jus postulandi das partes, instituto previsto no art. 791 da 
CLT. Transcrevemos a Súmula do TST e o artigo da CLT, para comentarmos: 
SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE - Res. 165/2010, 
DEJT divulgado em 30.04.2010 e 03 e 04.05.2010. O jus postulandidas partes, estabelecido 
no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, 
não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos 
de competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
Art. 791 - Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a 
Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. 
 
 
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O jus postulandi, que é possibilidade das partes demandarem na Justiça do Trabalho, seja na 
qualidade de autor ou réu, sem Advogado, encontra-se em vigor, tendo sido recepcionado pela 
CF/88, por não conflitar com o art. 133 daquela Carta, mesmo que haja a informação acerca da 
indispensabilidade do Advogado para a administração da Justiça. Contudo, o TST, por meio da 
súmula já destacada, o TST restringiu o cabimento do instituto, afirmando que o mesmo 
somente pode ser aplicado às Varas do Trabalho e os Tribunais Regionais do Trabalho, não se 
aplicando ao TST. Além disso, nem todos os procedimentos das Varas do Trabalho e TRTs 
podem ser utilizados sem Advogado, pois a súmula também restringiu o jus postulandi, 
afirmando que não é aplicável ao mandado de segurança, ação rescisória e ação cautelar (além 
dos recursos para o TST). Com base no entendimento sumulado, está correta a afirmativa da 
FCC, quando diz que o instituto é aplicado apenas às Varas do Trabalho e Tribunais Regionais 
do Trabalho, já que no TST a parte não pode “chegar” sem Advogado, já que os recursos por 
ele julgados dependem de Advogado. 
Lembrando que o art. 855-B, da CLT, introduzido pela reforma trabalhista, trouxe uma nova 
exceção do jus postulandi, uma vez que é necessária a presença do advogado no processo de 
homologação de acordo extrajudicial. 
Letra “A”: para ajuizar a reclamação trabalhista, não há necessidade de Advogado, aplicando-se 
o art. 791 da CLT. 
Letra “B”: não de aplica à todas as instâncias, já que a Súmula nº 425 diz que não se aplica ao 
TST. 
Letra “C”: errado, pois na segunda instância (TRT) também não precisa de Advogado. 
Letra “D”: errado, pois o Sindicato, para recorrer ao TST, precisa estar assistido por Advogado, 
não se aplicando o jus postulandi. 
 
23 - ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18º Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito Processual do 
Trabalho / Partes e Procuradores; ) Em relação à representação processual no processo do 
trabalho, conforme entendimento jurisprudencial dominante, 
a) a constituição de procurador com poderes para o foro em geral depende de outorga de 
procuração escrita. 
b) a representação em juízo, ativa e passiva, da União, Estados, Municípios e Distrito Federal, 
suas autarquias e fundações públicas, por seus procuradores, deve ser comprovada mediante a 
juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nomeação. 
c) os Estados e os Municípios têm legitimidade para recorrer em nome das autarquias detentoras 
de personalidade jurídica própria. 
 
 
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d) é inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não contenha, 
pelo menos, o nome da entidade outorgante e do signatário da procuração, pois estes dados 
constituem elementosque os individualizam. 
e) caracteriza a irregularidade de representação a ausência da data da outorga de poderes, pois, 
no mandato judicial, tanto quanto no mandato civil, é condição de validade do negócio jurídico. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA "D”. A afirmação contida na letra “D” está em total 
consonância com a Súmula nº 456, |, do TST, alterada em 2016, que atualmente possui a 
seguinte redação: 
“É inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não 
contenha, pelo menos, o nome da entidade outorgante e do signatário da procuração, pois 
estes dados constituem elementos que os individualizam”. 
Perceba que a letra “D” transcreve o conteúdo da Súmula nº 456, |, do TST, que afirma a 
necessidade de ser informados na procuração os dados que identifiquem a pessoa jurídica, bem 
como aquele que está assinando o documento em nome da empresa, sob pena de se considerar 
a irregularidade de representação. Vejamos as demais assertivas: 
Letra “A”: errada, pois pode ocorrer também por meio do mandato tácito, conforme previsão 
contida no art. 791, 83º da CLT. 
Letra “B”: errada, pois a Súmula nº 436 do TST, que dispensa tais documentos. 
Letra “C”: errada, pois contraria a OJ nº 318 da SDI-1 do TST, que afirma a ilegitimidade na 
hipótese. 
Letra “E”: errada, pois contraria a OJ nº 371 da SDI-1 do TST, que diz não ser condição de 
validade do mandato a data da outorga de poderes. 
 
24 - ( Prova: FCC - 2012 - PGE-SP - Procurador / Direito Processual do Trabalho / Partes e 
Procuradores; Teoria Geral do Processo do Trabalho; ) As pessoas jurídicas de direito público, 
segundo o entendimento do TST, 
 
 
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a) não podem ser consideradas revéis, por defenderem interesses considerados indisponíveis. 
b) não se submetem à multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias. 
c) têm afastado o duplo grau de jurisdição obrigatório na ação rescisória quando a decisão 
desfavorável está em consonância com súmula do Tribunal Superior do Trabalho. 
d) têm direito ao duplo grau de jurisdição quando condenadas ao pagamento de qualquer 
quantia de dinheiro. 
e) têm o prazo em quádruplo para a oposição de embargos de declaração. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A questão trata do tema “remessa necessária”, também 
denominada, como na questão, de duplo grau de jurisdição obrigatório. Nesse ponto, mostra-se 
indispensável o estudo da Súmula nº 303 do TST, que será transcrita a seguir: 
“| - Em dissídio individual, está sujeita ao reexame necessário, mesmo na vigência da 
Constituição Federal de 1988, decisão contrária à Fazenda Pública, salvo quando a 
condenação não ultrapassar o valor correspondente a: a) 1.000 (mil) salários mínimos para a 
União e as respectivas autarquias e fundações de direito público; b) 500 (quinhentos) 
salários mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fundações 
de direito público e os Municípios 
que constituam capitais dos Estados; c) 100 (cem) salários mínimos para todos os demais 
Municípios e respectivas autarquias e fundações de direito público. 
Il - Também não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão fundada em: 
a) súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; 
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho 
em julgamento de recursos repetitivos; 
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de 
assunção de competência; 
d) entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo 
do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa. 
 
 
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Ill - Em ação rescisória, a decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho está sujeita 
ao duplo grau de jurisdição obrigatório quando desfavorável ao ente público, exceto nas 
hipóteses dos incisos anteriores. (ex-OJ nº 71 da SBDI-1 - inserida em 03.06.1996) 
IV - Em mandado de segurança, somente cabe reexame necessário se, na relação 
processual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela 
concessão da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como 
impetrante e terceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de 
matéria administrativa. (ex-OJsnºs 72 e 73 da SBDI-1 — inseridas, respectivamente, em 
25.11.1996 e 03.06.1996)”. 
Percebam que a letra “C” afirma o que foi dito pelo TST no inciso Ill da Súmula em comento: se 
a decisão, mesmo que desfavorável ao ente público, estiver em consonância com Súmula do 
TST, não haverá remessa necessária, por uma presunção de que a decisão está correta e que, 
por isso, não precisa ser revista pelo órgão superior (Tribunal). 
Letra “A”: errada, pois podem ser revéis, caso não apresentem defesa, conforme OJ nº 152 da 
SDI-1 do TST. 
Letra “B”: errada, pois contraria o entendimento da OJ nº 238 da SDI-1 do TST. 
Letra “D”: errada, pois contraria a Súmula nº 303 do TST, que diz não haver duplo grau de 
jurisdição obrigatório nas hipóteses previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do item 1. 
Letra “E”: errada, pois os embargos de declaração são um recurso e, assim, o prazo é contado 
em dobro, conforme DL 779/69 e art. 180 do CPC/15. 
25 - (Prova: FCC - 2012 - TRT - 1º REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito Processual do 
Trabalho / Partes e Procuradores; ) Quanto ao mandato e ao substabelecimento, de acordo com 
o entendimento da jurisprudência pacífica do TST, é INCORRETO afirmar: 
a) Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à outorga 
passada ao substabelecente. 
b) É inválido o substabelecimento de advogado investido de mandato tácito. 
c) Diante da existência de previsão, no mandato, fixando termo para sua juntada, o instrumento 
de mandato só tem validade se anexado ao processo dentro do aludido prazo. 
 
 
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d) São válidos os atos praticados pelo substabelecido, ainda que não haja, no mandato, poderes 
expressos para substabelecer. 
e) Inválido é o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa INCORRETA É A LETRA “E”. A afirmação contida na Letra “E” está incorreta, pois 
contraria totalmente o conteúdo da Súmula nº 395 do TST, que será transcrita na íntegra, com o 
destaque posterior do inciso que se aplica à hipótese tratada na questão: 
"SUM-395 MANDATO E SUBSTABELECIMENTO. CONDIÇÕES DE VALIDADE (nova 
redação dos itens | e Il e acrescido o item V em decorrência do CPC de 2015) - Res. 
211/2016, DEJT divulgado em 24, 25 e 26.08.2016 
| - Válido é o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda (8 4º do art. 
105 do CPC de 2015). (ex -OJ nº 312 da SBDI-1 - DJ 11.08.2003) 
Il - Se há previsão, no instrumento de mandato, de prazo para sua juntada, o mandato só 
tem validade se anexado ao processo o respectivo instrumento no aludido prazo. (ex-OJ nº 
313 da SBDI-1 - DJ 11.08.2003) 
Ill - São válidos os atos praticados pelo substabelecido, ainda que não haja, no mandato, 
poderes expressos para substabelecer (art. 667, e parágrafos, do Código Civil de 2002). 
(ex-OJ nº 108 da SBDI-1 - inserida em 01.10.1997) 
IV - Configura-se a irregularidadede representação se o substabelecimento é anterior à 
outorga passada ao substabelecente. (ex-OJ nº 330 da SBDI-1 - DJ 09.12.2003) 
V-— Verificada a irregularidade de representação nas hipóteses dos itens Il e IV, deve o juiz 
suspender o processo e designar prazo razoável para que seja sanado o vício, ainda que em 
instânciarecursal (art. 76 do CPC de 2015)”. 
A afirmação da FCC está em desconformidade com o inciso |, que diz ser possível constar na 
procuração um prazo, bem como a afirmação de que os poderes outorgados se aplicam até o 
 
 
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final da demanda. Pode haver a estipulação do prazo, sem problemas, conforme entendimento 
sumulado. Vejamos as demais alternativas, todas corretas: 
Letra “A”: correta, pois de acordo com o inciso IV da súmula em estudo. 
Letra “B”: correta, pois a OJ nº 200 da SDlI-1 do TST afirma a impossibilidade do 
substabelecimento se o mandato é tácito. 
Letra “C”: correta, em conformidade com o inciso Il da Súmula em destaque. 
Letra “D”: correta, pois de acordo com o inciso Ill da Súmula nº 395 do TST, aqui analisada. 
 
26 - (Prova: FCC - 2012 - TRT - 1º REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito Processual do 
Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Procedimento ordinário e sumaríssimo; ) De 
acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência do TST, 
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte à audiência. 
b) pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia. 
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, salvo se presente 
seu advogado munido de procuração específica. 
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida. 
e) a revelia produz confissão na ação rescisória. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A afirmação de que inexiste previsão legal tolerando 
atraso no horário de comparecimento da parte à audiência está contida na OJ nº 245 da SDI-1 
do TST, que tantas vezes é cobrada nos concursos. Transcreve-se: 
“Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na 
audiência”. 
 
 
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Se não existe a dita tolerância, devem ser aplicadas as consequências processuais da ausência 
das partes à audiência, previstas no art. 844 da CLT, a saber: 
Ausência do reclamante: arquivamento do processo (extinção sem resolução do mérito). 
Ausência do reclamado: revelia (com presunção de veracidade dos fatos afirmados na petição 
inicial). 
Ausência de ambas as partes: arquivamento do processo. 
Esse dispositivo da CLT sofreu recente, e importante, alteração com a reforma trabalhista. O seu 
parágrafo quarto inovou ao trazer hipóteses em que os efeitos da revelia deverão ser afastados, 
e o parágrafo quinto passou a permitir em casos que a reclamada esteja ausente em audiência e 
o seu advogado esteja presente, serão aceitos a contestação e seus documentos. Transcrevo os 
dispositivos a seguir: 
“8 4º A revelia não produz o efeito mencionado no caput deste artigo se: 
| - havendo pluralidade de reclamados, algum deles contestar a ação; 
Il - o litígio versar sobre direitos indisponíveis; 
ll - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato; 
IV - as alegações de fato formuladas pelo reclamante forem inverossímeis ou estiverem em 
contradição com prova constante dos autos. 
8 5º Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão aceitos a 
contestação e os documentos eventualmente apresentados. ”(NR) 
Letra “B”: errada, pois a OJ nº 152 da SDlI-1 do TST diz que as pessoas jurídicas de direito 
publico também podem ser consideradas revéis. 
Letra “C”: errada, pois mesmo que presente o Advogado, será considerada revel, conforme 
previsão da Súmula nº 122 do TST. 
Letra “D”: errada, pois a própria Súmula nº 122 do TST traz uma hipótese em que a revelia será 
evitada, a saber: declaração expressa no atestado médico da impossibilidade de locomoção no 
dia da audiência. 
 
 
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Letra “E”: errada, pois a Súmula nº 398 do TST diz que não há confissão na rescisão, caso não 
haja apresentação de defesa, ou seja, a revelia não produz os seus efeitos. 
 
27 - ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 / Direito Processual 
do Trabalho / Partes e Procuradores; ) De acordo com o entendimento adotado pelo Tribunal 
Superior do Trabalho, é INCORRETO afirmar: 
a) Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam realizadas 
exclusivamente em nome de determinado advogado, a comunicação em nome de outro 
profissional constituído nos autos é nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo. 
b) Diante da existência de previsão, no mandato, fixando termo para sua juntada, o instrumento 
de mandato só tem validade se anexado ao processo dentro do aludido prazo. 
c) Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à outorga 
passada ao substabelecente. 
d) Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome das autarquias 
detentoras de personalidade jurídica própria, devendo ser representadas pelos procuradores 
que fazem parte de seus quadros ou por advogados constituídos. 
e) Inválidos os atos praticados no processo por estagiário, ainda que, entre o substabelecimento 
e a interposição do recurso, sobreveio a habilitação, do então estagiário, para atuar como 
advogado. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa INCORRETA É A LETRA “E”. A afirmação da FCC, de que seriam inválidos os atos 
processuais realizados pelo estagiário nessa hipótese, conflita com a OJ nº 319 da SDlI-1 do TST, 
a seguir transcrita: 
“Válidos são os atos praticados por estagiário se, entre o substabelecimento e a 
interposição do recurso, sobreveio a habilitação, do então estagiário, para atuar como 
advogado”. 
 
 
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Perceba que os atos processuais são válidos, pois convalidados pela habilitação posterior do 
estagiário na qualidade de Advogado. Vejamos as demais assertivas: 
Letra “A”: perfeito, pois de acordo com a Súmula nº 427 do TST. 
Letra “B”: correta, em conformidade com a Súmula nº 395, Il do TST. 
Letra “C”: correta, de acordo com a Súmula nº 395, IV do TST. 
Letra “D”: correta, de acordo com a OJ nº 318 da SDI-1 do TST. 
28 - (Prova: FCC - 2012 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 / Direito Processual 
do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; ) É INCORRETO afirmar que 
a) o preposto deve ser necessariamente empregado. 
b) nas ações plúrimas, os empregados poderão fazer-se representar pelo sindicato da categoria 
profissional correspondente. 
c) o não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação. 
d) aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação. 
e) a vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não 
afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa INCORRETA É A LETRA “A".O art. 843, 83º, da CLT, prevê que o preposto não 
precisa ser empregado da reclamada. Essa recente mudança de posicionamento provavelmente 
acarretará o cancelamento da Súmula nº 377, do TST. Devidoa importância da mudança, cito o 
teor do dispositivo: 
“8 32 O preposto a que se refere o 8 1º deste artigo não precisa ser empregado da parte 
reclamada.” (NR) 
Letra “B”: correto, pois em conformidade com o art. 843, 82º da CLT. 
 
 
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Letra “C”: correto, já que de acordo com o art. 844 da CLT. Lembrando que nesse caso, para o 
empregado ajuizar nova ação trabalhista terá que pagar as custas dessa ação arquivada, nos 
termos do art. 844, 82º e 3º, da CLT. 
Letra “D”: correto, pois de acordo com o art. 846 da CLT. 
Letra “E”: correto, já que de acordo com a Súmula nº 74, Ill do TST. 
 
29 - ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 / Direito Processual 
do Trabalho / Partes e Procuradores; ) É INCORRETO afirmar: 
a) Embora não haja previsão expressa na CLT para o litisconsórcio passivo, o mesmo é possível 
no processo do trabalho, não havendo qualquer impedimento para o mesmo. 
b) Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas num 
só processo, se se tratar de empregados de uma mesma empresa ou estabelecimento. 
c) O Sindicato, substituto processual e autor da reclamação trabalhista, em cujos autos fora 
proferida a decisão rescindenda, possui legitimidade para figurar como réu na ação rescisória, 
sendo descabida a exigência de citação de todos os empregados substituídos, porquanto 
inexistente litisconsórcio passivo necessário. 
d) O litisconsórcio, na ação rescisória, é necessário em relação ao polo passivo da demanda, 
porque supõe uma comunidade de direitos ou de obrigações que não admite solução diíspar 
para os litisconsortes, em face da indivisibilidade do objeto. Já em relação ao polo ativo, o 
litisconsórcio é facultativo, uma vez que a aglutinação de autores se faz por conveniência e não 
pela necessidade decorrente da natureza do litígio, pois não se pode condicionar o exercício do 
direito individual de um dos litigantes no processo originário à anuência dos demais para 
retomar a lide. 
e) Litisconsortes com procuradores distintos têm no processo do trabalho prazo em dobro para 
contestar, para recorrer e, de modo geral, para falar nos autos. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa INCORRETA É A LETRA “E”. A afirmação, muito comum nos concursos, de que os 
litisconsortes com procuradores diferentes possuem prazos em dobro nos autos, apesar de 
constar no art. 229 do CPC/15 (art. 191 do CPC/73), não é aplicável ao processo do trabalho, 
tendo em vista o entendimento da OJ nº 310 da SDI-1 do TST, a seguir transcrita: 
 
 
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“Inaplicável ao processo do trabalho a norma contida no art. 229, capute 884 1º e 2º, do 
CPC de 2015 (art. 191 do CPC de 1973), em razão de incompatibilidade com a celeridade 
que lhe é inerente.”. 
Vejam que no processo do trabalho, mesmo que os litisconsortes possuam diferentes 
procuradores, os prazos serão simples, ou seja, sem qualquer prerrogativa. Vejamos as demais 
alternativas: 
Letra “A”: perfeito. O litisconsórcio passivo, ou seja, o polo passivo formado por mais de um réu, 
é muito comum no processo do trabalho, em especial, quando o empregado ajuíza ação em face 
do empregador e do tomador dos serviços, na hipótese de terceirização trabalhista, conforme 
Súmula nº 331, IV do TST. 
Letra “B”: correto, pois de acordo com o art. 842 da CLT. 
Letra “C”: correto, já que em conformidade com a Súmula nº 406, Il do TST. 
Letra “D”: correto, pois de acordo com a Súmula nº 406, | do TST. 
30 - (QUESTÃO ADAPTADA) ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19º Região (AL) - Técnico Judiciário - 
Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Considere as 
assertivas abaixo a respeito das partes, representação e procuradores no processo trabalhista. 
| Em regra, há obrigatoriedade do preposto ser empregado do reclamado. 
Il. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na 
falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público 
estadual ou curador nomeado em juízo. 
Il. O jus postulandié o direito que tem a parte de ingressar em juízo podendo praticar 
pessoalmente todos os atos processuais da respectiva reclamação trabalhista. 
IV. Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado. 
De acordo com a CLT, é correto o que se afirma APENAS 
a) llle IV. 
 
 
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b) Ile III. 
c) Il, le IV. 
d)le ll. 
e)lell. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. As alternativas corretas são as de número Il, Ill e IV, 
conforme análise a seguir: 
|. incorreta, nos termos da nova redação do art. 843, 83º, da CLT, não há necessidade de ser 
empregado. 
Il. correta, pois de acordo com o Art. 793 da CLT. 
III. correta, já que em conformidade com o art. 791 da CLT. Vejam que não é preciso levar em 
consideração as restrições da Súmula nº 425 do TST e do art. 855-B, da CLT. 
IV.correta, já que o dissídio coletivo não é ação descrita na Súmula nº 425 do TST como 
necessária a contratação de Advogado, razão pela qual pode ser dito que é uma situação em 
que é possível a contratação (apesar de não ser necessária). 
 
31 - ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 2º REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Quanto às partes e aos procuradores, 
é correto afirmar: 
a) O empregador que não puder comparecer à audiência de instrução e julgamento poderá 
fazer-se representar por seu advogado, desde que este esteja munido de procuração com 
poderes para tanto. 
b) O empregado que não puder comparecer à audiência de instrução e julgamento por motivo 
de doença poderá fazer-se representar por sua esposa ou pessoa da família. 
c) Em se tratando de reclamação plúrima, os empregados poderão fazer-se representar na 
audiência de instrução e julgamento pelo sindicato de sua categoria. 
 
 
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d) A reclamação trabalhista do menor de 16 anos, na falta de seus representantes legais, poderá 
ser feita por outro empregado maior que pertença à mesma profissão. 
e) Sendo o reclamante empregado doméstico, a representação do empregador só pode ser feita 
pelo proprietário do imóvel onde exerça suas funções. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A informação acerca da representação dos 
trabalhadores em audiência, quando ajuizada ação plúrima, encontra-se no art. 843 da CLT, a 
seguir transcrito para verificação: 
“Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, 
independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de 
Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer- 
se representar pelo Sindicato de sua categoria”. 
Perceba que a letra “C” é a transcrição do dispositivo mencionado acima, razão pela qual está 
correta. Vejamos as demais alternativas: 
Letra “A”: errado, pois não existe tal previsão. A representação por Advogado, mesmo que 
munido de procuração, não evita as consequências do art. 844 da CLT (arquivamento e revelia), 
nos termos da Súmula nº 122 do TST. Todavia, em recente mudança na legislação, passou a ser 
permitida a juntada da contestação e dos documentos (art.844, 85º, da CLT), caso a reclamada 
esteja ausente e seu advogado presente, ainda que não se afaste os efeitos da revelia. 
Letra “B”: não há tal previsão na CLT. A previsão é para a hipótese de impossibilidade de 
comparecimento do art. 843, 82º da CLT, em que pode haver a representação por empregado 
da mesma categoria ou pelo Sindicado. 
Letra “D”: incorreto, pois conflita com o art. 793 da CLT, a seguir transcrito: “A reclamação 
trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na falta destes, pela 
Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público estadual ou curador 
nomeado em juízo”. 
Letra “E”: Nos termos do art. 843, 83º, da CLT, o preposto não precisa ser empregado da 
reclamada. 
 
 
 
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32 - ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6º Região (PE) - Analista Judiciário - Área Judiciária / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Com base nas regras do processo do trabalho 
aplicáveis as partes e procuradores, a substituição e representação processuais, é correto 
afirmar: 
a) Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. 
b) Nos dissídios coletivos é obrigatória aos interessados a assistência por advogado. 
c) A constituição de procurador com poderes para o foro em geral somente poderá ser 
efetivada, mediante instrumento de procuração, não valendo o simples registro em ata de 
audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte 
representada. 
d) Nos dissídios individuais os empregados e empregadores não poderão fazer-se representar 
por intermédio do sindicato, valendo tal situação apenas para os dissídios coletivos. 
e) A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita apenas pela Procuradoria da Justiça 
do Trabalho ou pelo sindicato. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A alternativa correta trata do jus postulandi, previsto no 
art. 791 da CLT, que é a possibilidade das partes reclamarem em juízo sem a necessidade de 
Advogado. Tal regra continua em vigor mesmo após a CF/88, não havendo conflito com a regra 
da indispensabilidade do Advogado para a administração da Justiça. Nos termos do dispositivo 
da CLT, temos: 
“Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final”. 
Vejamos as demais alternativas: 
Letra “B”: errado, pois o 82º do art. 791 da CLT diz ser facultativa tal assistência. 
 
 
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Letra “C”: errado, pois o 83º do art. 791 da CLT trata do mandato tácito, que surge quando há a 
inclusão do nome do Advogado na ata de audiência. 
Letra “D”: errado, pois contraria o 81º do art. 791 da CLT. 
Letra “E”: errado, pois o art. 793 da CLT diz que poderá ser ajuizada pelos representantes 
legais, pela Procuradora da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público Estadual 
ou curador nomeado pelo juízo. 
 
33 - QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - 
Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Mário ajuizou 
reclamação trabalhista verbal, sem a constituição de advogado, em face da empresa W. A 
reclamação trabalhista foi julgada improcedente e Mário contratou Hortência, advogada, para 
interpor Recurso Ordinário. Hortência interpôs o recurso, mas não juntou à peça processual o 
referido instrumento de mandato. Neste caso, de acordo com entendimento Sumulado do TST 
a)a parte deverá regularizar a representação processual no prazo de cinco dias, após a 
interposição do recurso, independentemente de intimação. 
b) será admitido o oferecimento de procuração posteriormente, uma vez que a o instrumento de 
mandato poderá ser anexado aos autos a qualquer momento até o julgamento do referido 
recurso. 
c) só será admitido o oferecimento de procuração após o protocolo de recurso, mediante 
protesto por posterior juntada na referida peça processual. 
d)a parte deverá regularizar a representação processual no prazo de dez dias, após a 
interposição do recurso, independentemente de intimação. 
e) a parte deverá ser previamente intimada para regularizar a representação processual no prazo 
peremptório de cinco dias. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Perceba que na hipótese temos hipótese de 
regularização da representação processual em grau recursal, o que passou a ser viável nos 
termos da nova redação conferida à Súmula nº 383 do TST. Se não foi juntada a procuração 
quando da interposição do recurso, excepcionalmente, admitir-se-áa sua exibição no prazo de 5 
dias, independentemente de intimação: 
 
 
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“"SUM-383 RECURSO. MANDATO. IRREGULARIDADE DE REPRE-SENTAÇÃO. CPC DE 
2015, ARTS. 104 E 76, 8 2º (nova redação em decorrência do CPC de 2015) - Res. 
210/2016, DEJT divulgado em 30.06, 1º e 04.07.2016 
| - É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até o 
momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do 
CPC de 2015), admite-se que o advogado, independentemente de intimação, exiba a 
procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual 
período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado 
e não se conhece do recurso. 
Il — Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, em procuração 
ou substabelecimento já constante dos autos, o relator ou o órgão competente para 
julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. 
Descumprida a determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência couber 
ao recorrente, ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência 
couber ao recorrido (art. 76, 8 2º, do CPC de 2015).”. 
Vejamos as demais alternativas: 
Letra “B”: não poderá ser regularizada a qualquer momento, nos termosda Súmula nº 383 do 
TST. 
Letra “C”: não necessita o protesto. 
Letra “D”: o prazo não é de dez dias, o prazo será de cinco dias, podendo ser prorrogado por 
igual período mediante despacho do Juiz, conforme Súmula nº 383, |, do TST. 
Letra “E”: o prazo não é peremptório, poderá ser prorrogado por igual período mediante 
despacho do Juiz, conforme Súmula nº 383, |, do TST. 
34 - QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - 
Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Murilo ajuizou 
reclamação trabalhista em face de sua ex- empregadora a empresa Azul Ltda; Mateus ajuizou 
reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora a multinacional Blue; e Matias ajuizou 
reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora a empresa Branca Ltda. Na audiência 
UNA já designada nos respectivos processos, todas as empresas pretendem enviar prepostos. 
Nestes casos, considerando que Murilo e Mateus possuem mais de dez anos de contrato de 
 
 
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trabalho, de acordo com as alterações promovidas pela Lei nº 13.467/2017, o preposto deve ser 
necessariamente empregado 
a) em nenhuma das empresas. 
b) das empresas Azul e Branca,apenas. 
c) da empresa Blue, apenas. 
d) das empresas Azul e Blue, apenas. 
e) da empresa Branca, apenas. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A".A Lei nº 13.467 de 2017 alterou essa questão, até então 
pacificada na jurisprudência, da necessidade do preposto ser empregado da empresa. Assim, a 
partir do momento da entrada em vigor dessa lei, não será mais necessário que o preposto da 
empresa seja um de seus empregados (art. 843, 83º, da CLT). 
 
35 - QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 4º REGIÃO (RS) - Analista Judiciário - 
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Considere as 
seguintes assertivas a respeito da representação: 
|. O oferecimento tardio de procuração,em instância recursal, só será possível mediante protesto 
por posterior juntada. 
Il. Nas Reclamatórias Plúrimas os empregados não poderão fazer-se representar pelo Sindicato 
de sua categoria, tendo em vista que não se trata de dissídio coletivo, mas sim de dissídio 
individual com diversos reclamantes. 
Il. É válido o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. 
IV. Não configura irregularidade de representação o fato do substabelecimento ser anterior à 
outorga passada ao substabelecente, tratando-se de mera irregularidade formal. 
Está correto o que se afirma SOMENTE em: 
a) III. 
 
 
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b) |, Ile ll. 
ole lV. 
d)lelv. 
e) |, llle IV. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A única alternativa corretaé a IIl, conforme análise 
pormenorizada abaixo: 
Errada, com a nova redação da Súmula nº 383, | do TST, excepcionalmente é admitida a juntada 
de procuração, posterior à interposição do recurso, no prazo de 5 dias, independentemente de 
protesto pela sua juntada. 
Errada, já que o art. 843, 82º da CLT permite a representação nas reclamações plúrimas, 
evitando-se, assim, o comparecimento de dezenas de reclamantes à audiência. 
Correta, já que em conformidade com a Súmula nº 395 do TST, que permite a inclusão de data 
na procuração. 
Errada, já que a Súmula nº 395, IV do TST diz configurar tal situação irregularidade de 
representação. É importante lembrar aqui que, apesar do item IV da súmula em comento 
considerar irregular a representação, o item V prevê que nesses casos o juiz deverá suspender o 
processo e designar um prazo para que a parte sane o vício. 
Transcrevo o item IV e V da Súmula nº 395 do TST, por sua importância para as provas: 
“IV - Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à 
outorga passada ao substabelecente. (ex-OJ nº 330 da SBDI-1 - DJ 09.12.2003) 
V-— Verificada a irregularidade de representação nas hipóteses dos itens Il e IV, deve o juiz 
suspender o processo e designar prazo razoável para que seja sanado o vício, ainda que em 
instânciarecursal (art. 76 do CPC de 2015)”. 
 
 
 
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36 - QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 23º REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - 
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Custas e 
emolumentos; ) De acordo com as alterações trazidas pela Lei n] 13.467/2017, em demanda 
trabalhista a condenação ao pagamento de honorários advocatícios, 
a) arbitrados entre 15 e 30%, não decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo a 
parte estar assistida por sindicato da categoria profissional. 
b) nunca superiores a 30%, não decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo a parte 
estar assistida por sindicato da categoria profissional. 
c) nunca superiores a 25%, decorre pura e simplesmente da sucumbência, independente da 
assistência por sindicato da categoria profissional. 
d) arbitrados entre 5 e 15%, decorre pura e simplesmente da sucumbência, não havendo 
necessidade de a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional. 
e) nunca superiores a 15%, não decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo a parte 
estar assistida por sindicato da categoria profissional. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativaCORRETA É A LETRA "D”. O art. 791-A, da CLT, passou a prever a possibilidade 
dos honorários advocatícios na Justiça do Trabalho pela mera sucumbência, não havendo mais a 
necessidade de que a parte preencha os requisitos estabelecidos em Súmula do TST. Devido a 
importância da alteração, cito o teor do dispositivo: 
“Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de 
sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze 
por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico 
obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. 
$ 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações 
em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria. 
8 2º Ao fixar os honorários, o juízo observará: 
|- o grau de zelo do profissional; 
Il - o lugar de prestação do serviço; 
Ill - a natureza e a importância da causa; 
 
 
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IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 
8 3º Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência 
recíproca, vedada a compensação entre os honorários. 
8 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda 
que em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes 
de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão 
ser executadas se, nos dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as 
certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos 
que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais 
obrigações do beneficiário. 
8 5º São devidos honorários de sucumbência na reconvenção. ” 
37 - ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 14º Região (RO e AC) - Analista Judiciário - Área Judiciária / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) A procuração apud acta é o mandato 
a) com vigência previamente estipulada. 
b) passado a advogado dativo para fins específicos e determinados logo após a intimação da 
reclamada. 
c) passado em audiência perante o Juiz do Trabalho. 
d) para fins genéricos com permissão expressa para substabelecer. 
e) para fins genéricos que veda expressamente substabelecimento. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. O mandato apud acta também é denominado de 
mandato tácito, previsto no art. 791, 83º da CLT, sendo aquele que surge da apresentação do 
Advogado à audiência representando uma das partes, fazendo-se a inclusão de seus dados na 
ata de audiência. Não há necessidade de procuração expressa, escrita, bastando a inserção dos 
dados do causídico na ata de audiência, para que o mesmo tenha os poderes gerais para o foro, 
ou seja, para a prática dos atos processuais. Assim, o mandato apud acta ou mandato tácito é 
 
 
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passado em audiência perante o Juiz do Trabalho, conforme afirmação do art. 791, 83º da CLT, a 
seguir transcrito: 
“A constituição de procurador com poderespara o foro em geral poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado 
interessado, com anuência da parte representada”. 
Tal espécie de mandato confere apenas os poderes gerais, não sendo possível o 
substabelecimento, conforme OJ nº 200 da SDI-1 do TST. Contudo, é possível a interposição de 
recurso. 
 
38 - ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 24º REGIÃO (MS) - Técnico Judiciário - Área Administrativa / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) A União, Estados, Municípios e Distrito 
Federal, suas autarquias e fundações públicas, quando representados em juízo, ativa e 
passivamente, por seus procuradores, 
a) devem juntar aos autos instrumento de mandato, sendo, porém, concedido pela legislação 
prazo de quinze dias a contar da prática do primeiro ato processual. 
b) devem juntar aos autos instrumento de mandato, sendo, porém, concedido pela legislação 
prazo de trinta dias a contar da prática do primeiro ato processual. 
c) estão dispensados da juntada de instrumento de mandato. 
d) estão dispensados da juntada de instrumento de mandato, se juntarem obrigatoriamente 
documento público oficial de comprovação do exercício do cargo público. 
e) devem juntar aos autos instrumento de mandato, sendo, porém, concedido pela legislação 
prazo de quinze dias a contar da intimação pessoal. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A dispensa da juntada do instrumento de mandato para 
os entes públicos listados na questão encontra-se prevista na Súmula nº 436 do TST, criada em 
setembro de 2012, a seguir transcrita, para conhecimento: 
 
 
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"sSÚM-436 REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. PROCURADOR DA UNIÃO, ES-TADOS, 
MUNICÍPIOS E DISTRITO FEDERAL, SUAS AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS. 
JUNTADA DE INSTRUMENTO DE MANDATO (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 
52 da SBDlI-I e inserção do item Il à redação) - Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 
27.09.2012 
| - A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, 
quando representadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão 
dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de 
nomeação. 
Il - Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao menos declare-se 
exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na 
Ordem dos Advogados do Brasil”. 
Percebam que não há necessidade de juntada de procuração ou ato de nomeação, mas é 
indispensável que afirmem a qualidade de procurador, não podendo haver apenas a indicação 
da OAB do mesmo. Todas as assertivas tratam do mesmo assunto, razão pela qual não precisam 
ser analisadas em separado. 
39 - ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22º Região (PI) - Técnico Judiciário - Área Administrativa / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Reclamação Trabalhista; ) Danilo, 19 anos, 
trabalhava em uma empresa onde realizava horas extras que nunca lhe foram remuneradas. Por 
ter recebido proposta melhor de emprego, Danilo pediu dispensa da referida empresa e decidiu 
ajuizar Reclamação Trabalhista em face da mesma para reaver os valores relativos a tais horas. 
Diante dessa situação, é correto afirmar: 
a) Danilo pode propor a Reclamação Trabalhista, independentemente de assistência de seus pais 
ou responsáveis. 
b) Por ser menor de 21 anos de idade, Danilo necessita da assistência dos pais ou responsáveis 
para propor a Reclamação Trabalhista. 
c) Quem deve propor a Reclamação Trabalhista requerendo as horas extras trabalhadas por 
Danilo são seus pais ou responsáveis, tendo em vista ser ele menor de 21 anos de idade. 
d) Danilo pode propor a Reclamação Trabalhista desde que colacione aos autos autorização de 
seus pais ou responsáveis com fins específicos para tal postulação. 
 
 
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e) A Consolidação das Leis do Trabalho autoriza Danilo a propor a Reclamação Trabalhista, 
porém, na audiência UNA ou inicial deve estar acompanhado de seus pais ou responsáveis. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Percebe-se claramente que Danilo em maior de 18 
anos, ou seja, plenamente capaz para a prática dos atos da vida civil e também os processuais. 
Assim, pode Danilo ajuizar a sua reclamação trabalhista independentemente da assistência dos 
seus pais ou responsáveis. Aos menores de 18 anos é que a CLT confere proteção ao afirmar no 
art. 793 que: 
“A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, 
na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério 
Público estadual ou curador nomeado em juízo”. 
Todas as demais alternativas estão claramente erradas, pois dizem que o trabalhador, por ser 
menor de 21 anos, precisa de assistência ou autorização de pais ou responsáveis. Entendemos 
que não há necessidade de análise das demais alternativas. 
40 - QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22º Região (PI) - Analista Judiciário - Área 
Judiciária - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) 
Na Justiça do Trabalho, a condenação em honorários advocatícios, nunca superiores a 
a) 10%, são devidos quando a parte estiver assistida por Sindicato da categoria profissional e 
apenas se comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal. 
b) 10%, são devidos quando a parte estiver assistida por Sindicato da categoria profissional e 
comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal, ou encontrar-se em 
situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da 
respectiva família. 
c) 15%, são devidos ao advogado, pela mera sucumbência, sobre o valor que resultar da 
liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre 
o valor atualizado da causa. 
 
 
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d) 15%, são devidos quando a parte estiver assistida por Sindicato da categoria profissional e 
comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal, ou encontrar-se em 
situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da 
respectiva família. 
e) 20%, são devidos quando a parte estiver assistida por Sindicato da categoria profissional e 
apenas se comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”.O art. 791-A, da CLT, passou a prever a possibilidade 
dos honorários advocatícios na Justiça do Trabalho pela mera sucumbência, não havendo mais a 
necessidade de que a parte preencha os requisitos estabelecidos em Súmula do TST. 
 
41 - ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 2º REGIÃO (SP) - Analista Judiciário - Área Judiciária - Execução 
de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Com relação ao 
mandato e ao substabelecimento, é correto afirmar: 
a) O advogado sem procuração poderá propor reclamação trabalhista a fim de evitar a 
decadência de direitos, devendo, no entanto, exibir o instrumento do mandato no prazo 
improrrogável de 90 dias. 
b) E inválido o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. 
c) São inválidos os atos praticados pelo substabelecido, se não houver, no mandato, poderes 
expressos para substabelecer. 
d) Existindo previsão, no mandato,fixando termo para sua juntada, o instrumento de mandato 
terá validade, inclusive se anexado ao processo após o aludido prazo. 
e) Considera-se irregular a representação se o substabelecimento é anterior à outorga passada 
ao substabelecente. 
COMENTÁRIOS: 
 
 
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A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Novamente a resposta em relação ao tema regularidade 
de representação encontra-se na Súmula nº 395 do TST, que será novamente transcrita para 
análise: 
SUM-395 MANDATO E SUBSTABELECIMENTO. CONDIÇÕES DE VALIDADE (nova 
redação dos itens | e Il e acrescido o item V em decorrência do CPC de 2015) - Res. 
211/2016, DEJT divulgado em 24, 25 e 26.08.2016 
| - Válido é o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda (8 4º do art. 
105 do CPC de 2015). (ex -OJ nº 312 da SBDI-1 - DJ 11.08.2003) 
Il - Se há previsão, no instrumento de mandato, de prazo para sua juntada, o mandato só 
tem validade se anexado ao processo o respectivo instrumento no aludido prazo. (ex-OJ nº 
313 da SBDI-1 - DJ 11.08.2003) 
Ill - São válidos os atos praticados pelo substabelecido, ainda que não haja, no mandato, 
poderes expressos para substabelecer (art. 667, e parágrafos, do Código Civil de 2002). 
(ex-OJ nº 108 da SBDI-1 - inserida em 01.10.1997) 
IV - Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à 
outorga passada ao substabelecente. (ex-OJ nº 330 da SBDI-1 - DJ 09.12.2003) 
V-— Verificada a irregularidade de representação nas hipóteses dos itens Il e IV, deve o juiz 
suspender o processo e designar prazo razoável para que seja sanado o vício, ainda que em 
instânciarecursal (art. 76 do CPC de 2015)”. 
A resposta ao questionamento encontra-se no inciso IV da Súmula, que foi destacado em 
negrito. É irregular a representação se o substabelecimento é anterior à outorga de poderes, 
pois quem não tinha poderes não pode substabelecer, ou seja, o substabelecimento deve vir aos 
autos posteriormente em relação à procuração. Todavia, recente alteração realizada nessa 
Súmula, acrescentou o item V que prevê que o Juiz deve suspender o processo e designar um 
prazo para que esse vício seja sanado. Vejamos as demais alternativas: 
Letra “A”: errado, pois não há necessidade de juntada posterior de procuração, já que o art. 
791, 83º da CLT admite o mandato tácito. 
Letra “B”: errado, pois a situação é prevista no inciso | da Súmula transcrita. 
Letra “C”: errado, pois contrária ao inciso Ill da Súmula nº 395 do TST, acima transcrita. 
 
 
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Letra “D”: errado, pois contraria ao inciso Il da Súmula nº 395 do TST. 
 
42 - QUESTÃO ADAPTADA (Prova: FCC - 2009 - TRT - 3º Região (MG) - Analista Judiciário - Área 
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Custas e emolumentos;) O 
regramento da gratuidade judiciária vigente no processo do trabalho, segundo prevê a 
Consolidação das Leis do Trabalho, decorre da 
a) comprovação da falta de suficiência econômica, mediante atestado emitido por entidade 
pública. 
b) prova da condição de desempregado, pelo prazo mínimo de 90 dias. 
c) demonstração de que não há ninguém, no domicílio do interessado, com renda igual ou 
superior a dois salários mínimos. 
d) percepção de até dois salários mínimos, assistência do sindicato e apresentação do atestado 
de pobreza. 
e)a insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo ou que a parte 
comprove receber salário igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios do Regime 
Geral de Previdência Social. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. O benefício da justiça gratuita, previsto no art. 790, 83º 
e 84º, da CLT, recentemente alterado pela Lei nº 13.467/ 2017 permite a concessão do benefício 
à parte que comprovar o recebimento de salário igual ou inferior a 40% (quarenta por cento) do 
limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social ou caso a parte comprove a 
insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo. 
O dispositivo celetista mencionado afirma que: 
“8 30 É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de 
qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, 
inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou 
inferior a 40% (quarenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de 
Previdência Social. 
 
 
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8 40 O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar insuficiência de 
recursos para o pagamento das custas do processo.” 
 
43 - QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2009 - TRT - 15º Região - Analista Judiciário - Área 
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Dissídios 
Coletivos; ) Considere as seguintes assertivas: 
|. O advogado pode ser preposto e advogado ao mesmo tempo, não havendo impedimento 
legal neste sentido. 
Il. Nas ações de cumprimento os empregados poderão fazer-se representar pelo sindicato da 
categoria. 
III. É vedado ao empregador fazer-se representar em juízo por preposto em dissídio coletivo. 
Iv. O Preposto em audiência não precisa ser empregado do reclamado. 
Está correto o que se afirma SOMENTE em 
a) le ll. 
b) |, Ile III. 
c) Il, Ile IV. 
d)llle IV. 
e)llelV. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Apenas as assertivas Il e IV estão corretas. Vejamos: 
- | - Errada, pois o não é possível ser preposto e Advogado ao mesmo tempo. Tal situação é 
vedada pelo Código de ética da Advocacia. 
Il - Correta, pois a informação está em conformidade com o art. 843 da CLT, que prevê a 
representação dos empregados pelo Sindicato, conforme transcrição a seguir: 
 
 
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“Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, 
independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de 
Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer- 
se representar pelo Sindicato de sua categoria”. 
III - Errada, pois contraria o art. 861 da CLT, transcrito a seguir: 
“É facultado ao empregador fazer-se representar na audiência pelo gerente, ou por 
qualquer outro preposto que tenha conhecimento do dissídio, e por cujas declarações será 
sempre responsável”. 
IV - Correta, pois de acordo com o art. 843, 83º, da CLT: 
“8 3º O preposto a que se refere o 8 1º deste artigo não precisa ser empregado da parte 
reclamada.” 
 
44 - ( Prova: FCC - 2008 - TRT-2R - Analista Judiciário - Área Judiciária / Direito Processual do 
Trabalho / Partes e Procuradores; ) Com relação ao mandato e ao substabelecimento, é correto 
afirmar: 
a) Existindo previsão, no mandato, fixando termo para sua juntada, o instrumento de mandato 
terá validade, inclusive se anexado ao processo após o aludido prazo. 
b) Considera-se irregular a representação se o substabelecimento é anterior à outorga passada 
ao substabelecente. 
c) O advogado sem procuração poderá propor reclamação trabalhista a fim de evitar a 
decadência de direitos, devendo, no entanto, exibir o instrumento do mandato no prazo 
improrrogável de90 dias. 
 
 
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d) E inválido o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. 
e) São inválidos os atos praticados pelo substabelecido, se não houver, no mandato, poderes 
expressos para substabelecer. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A resposta ao questionamento novamente encontra-se 
na Súmula nº 395 do TST, tantas vezes objeto das questões da FCC. Percebe-se que a letra “B” 
está totalmente de acordo com o inciso IV da referida súmula, que diz ser irregular a 
representação se o substabelecimento é anterior à outorga, pois primeiro devem ser outorgados 
os poderes por meio de procuração para, somente após, ser realizado o substabelecimento. 
Vejamos o inciso mencionado: 
“Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à 
outorga passada ao substabelecente”. 
Passemos à análise das demais alternativas: 
Letra “A”: errado, pois viola o inciso Il da Súmula nº 395 do TST. 
Letra “C: errado, pois não há necessidade de juntada, já que é previsto o mandato tácito, 
conforme art. 791, 83º da CLT. 
Letra “D”: errado, pois o inciso | da Súmula nº 395 do TST diz ser válido o instrumento de 
mandato com prazo e poderes para atuar até o final. 
Letra “E”: errado, pois os atos são validos, conforme inciso Ill da Súmula nº 395 do TST. 
 
45 - ( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Técnico Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual 
do Trabalho / Partes e Procuradores; Dissídios Individuais; ) De acordo com o Decreto Lei no 
5.452/43, a reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais 
e, na falta destes, 
 
 
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a) apenas pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato ou curador nomeado em 
juízo. 
b) apenas pela Procuradoria da Justiça do Trabalho ou pelo Ministério Público estadual. 
c) apenas pela Procuradoria da Justiça do Trabalho ou pelo curador nomeado em juízo. 
d) apenas pelo curador nomeado em juízo ou pelo sindicato. 
e) pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público estadual ou 
curador nomeado em juízo. 
COMENTÁRIOS: 
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Novamente a FCC exige o conhecimento acerca do art. 
793 da CLT, que prevê o ajuizamento de ação de empregado menor de 18 anos. Transcreve-se 
novamente o dispositivo para conhecimento: 
“A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, 
na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério 
Público estadual ou curador nomeado em juízo”. 
A resposta, infelizmente, depende de memorização do dispositivo, para saber que além dos 
representantes legais, também podem ajuizar a reclamação trabalhista do menor, a Procurador 
da Justiça do Trabalho, o sindicato, o Ministério Público estadual ou um curador nomeado em 
juízo. Todas as assertivas tratam do mesmo assunto, razão pela qual não precisam ser analisadas 
em separado. 
 
LISTA DE QUESTÕES 
1. Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TST Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa 
Paulo, contador autônomo, prestando serviços em sua própria empresa de contabilidade, 
compareceu na audiência representando sua cliente, a Empresa Sol Brilhante S/A, acompanhado 
 
 
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do advogado da reclamada, sendo que a Carta de Preposição, a Procuração e a Defesa já 
estavam devidamente juntadas aos autos. Neste caso, de acordo com a CLT, alterada pela Lei 
nº13.467/2017 e o entendimento sumulado do TST, 
a) a juntada de Carta de Preposição, Procuração e a Defesa, por si só, elide os efeitos da revelia 
e da confissão quanto à matéria de fato. 
b) a reclamada, por ser Sociedade Anônima, não está devidamente representada, uma vez que o 
preposto, neste caso, deveria ser seu empregado. 
c) a reclamada está devidamente representada, uma vez que o preposto não precisa ser seu 
empregado. 
d) Paulo deveria ter conhecimento dos fatos para ser preposto, sendo que trabalhando em 
escritório próprio, presume-se que não possui condições de representar a empresa. 
e) Paulo deveria ser empregado da empresa, considerando-se ausente a reclamada, devendo ser 
excluídos ou desconsiderados a contestação e os documentos apresentados. 
2. Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TST Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa 
No tocante aos honorários periciais e advocatícios no processo do trabalho, considere: 
|. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, 
fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 20% sobre o valor que resultar da liquidação de 
sentença, do proveito econômico obtido ou não, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor 
atualizado da causa. 
Il. Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, 
vedada a compensação entre os honorários. 
Il. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na 
pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita. Entretanto, deverá ter 
obtido créditos em juízo capazes de suportar a referida despesa, ainda que em outro processo, 
caso contrário, a União responderá pelo encargo. 
Tendo em vista as alterações introduzidas na CLT, pela Lei nº 13.467/2017, está correto o que 
consta em 
a) Ile Ill, apenas. 
b) |, Ile III. 
 
 
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c) |, apenas. 
d) III, apenas. 
e) le Il, apenas. 
3. Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 24º REGIÃO (MS) Prova: Técnico Judiciário - Área 
Administrativa 
Quanto às partes e procuradores que figuram no Processo do Trabalho, a Consolidação das Leis 
do Trabalho estabelece: 
a) À constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, 
com anuência da parte representada. 
b) Nos dissídios coletivos, é obrigatória aos interessados a assistência por advogado. 
c) No processo do trabalho não é admitida a acumulação de várias reclamações em um mesmo 
processo, ainda que haja identidade de matéria e se tratem de empregados da mesma empresa 
ou estabelecimento. 
d) Os empregadores não poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e 
acompanhar as suas reclamações até o final. 
e) A reclamação trabalhista do menor de 21 anos será feita por seus representantes legais e, na 
falta destes, apenas pelo sindicato ou curador nomeado em juízo. 
4. Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 24º REGIÃO (MS) Prova: Analista Judiciário - Área 
Judiciária 
Analisando o normativo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho quanto à nomeação de 
advogado com poderes para o foro em geral na Justiça do Trabalho, 
a) dá-se pela juntada prévia de instrumento de procuração, com firma devidamente 
reconhecida. 
b) a nomeação poderá ser efetivada mediante simples registro em ata de audiência, a 
requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada. 
 
 
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c) apenas o trabalhador poderá reclamar sem a presença de advogado, uma vez que o princípio 
do jus postulandi somente se aplica à parte hipossuficiente. 
d) o advogado pode atuar sem que lhe sejam exigidos poderes outorgados pela parte, em razão 
da previsão legal do jus postulandi. 
e) nos dissídios coletivos é obrigatória aos interessados a assistência por advogado constituído 
necessariamente por instrumento de mandato, com firma devidamente reconhecida. 
5. Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 11º Região (AM e RR) Prova: Analista Judiciário - 
Oficial de Justiça Avaliador 
Considere: 
|. Recurso Ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho da 11a Região. 
Il. Ação rescisória. 
III. Mandado de segurança. 
IV. Agravo de Petição ao Tribunal Regional do Trabalho da 11a Região. 
De acordo com o entendimento Sumulado do TST, o jus postulandi das partes estabelecido no 
artigo 791 da CLT, alcança os indicados APENAS em 
a) |, Ile IV. 
b) le IV. 
c) Ile III. 
alle lv. 
e)le ll. 
6. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20º Região (SE) Prova: Analista Judiciário -Oficial de 
Justiça 
 
 
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Ulisses foi nomeado Procurador-Geral do Trabalho. Durante o seu mandato poderia ser acusado 
de desvio de suas atribuições funcionais em caso de 
(A) decidir, atendendo a necessidade do serviço, sobre remoção a pedido ou por permuta de 
membro do Ministério Público do Trabalho. 
(B) decidir processo disciplinar contra membro da carreira ou servidor dos serviços auxiliares, 
aplicando as sanções que sejam de sua competência. 
(C) nomear o Corregedor-Geral do Ministério Público do Trabalho, segundo lista tríplice formada 
pelo Conselho Superior. 
(D) elaborar a proposta orçamentária do Ministério Público do Trabalho, submetendo-a, para 
aprovação, ao Conselho Superior. 
(E) exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público do Trabalho, especialmente para 
elaborar e aprovar as normas e as instruções para o concurso de ingresso na carreira. 
7. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20º Região (SE) Prova: Técnico Judiciário 
Em relação às capacidades de postular e de estar em juízo, conforme normas contidas na 
Consolidação das Leis do Trabalho, 
(A) nos dissídios individuais os empregados e empregadores somente poderão estar em juízo se 
estiverem representados por advogado particular ou de entidade sindical. 
(B) nos dissídios coletivos trabalhistas, as partes representadas pelos entes sindicais, deverão ter 
a necessária assistência por advogado. 
(C) a constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, 
com anuência da parte representada. 
(D) a reclamação trabalhista do menor de 18 anos somente será acolhida se feita por órgão do 
Ministério Público do Trabalho. 
(E) os maiores de 18 e menores de 21 anos poderão pleitear perante a Justiça do Trabalho sem a 
assistência de seus pais ou tutores, desde que assistidos por advogado. 
 
 
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8. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20º Região (SE) Prova: Analista Judiciário 
Vênus atuou durante 6 anos como preposta da Cia de Bebidas Fonte de Amor. Por força da crise 
econômica foi dispensada sem receber alguns direitos trabalhistas. Em razão de sua experiência, 
ingressou com reclamação trabalhista de forma verbal, sem constituir advogado. Conforme 
súmula do Tribunal Superior do Trabalho e dispositivo processual trabalhista, a capacidade 
postulatória de Vênus em relação a essa reclamatória 
(A) está restrita a fase de conhecimento na Vara do Trabalho. 
(B) limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a fase 
executória. 
(C) limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando os 
recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
(D) é ilimitada quanto a fase processual, bem como em relação à instância, alcançando inclusive 
o Tribunal Superior do Trabalho, porque a lei permite o acompanhamento das reclamações até o 
final. 
(E) está restrita à fase de conhecimento, incluindo recursos em todas as instâncias trabalhistas, 
Varas do Trabalho, Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho, mas não 
envolve a fase de execução. 
9. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20º Região (SE) Prova: Analista Judiciário 
O Ministério Público da União, organizado por Lei Complementar, é instituição permanente, 
essencial à função jurisdicional do Estado, compreendendo em sua estrutura o Ministério Público 
do Trabalho. Sobre a organização desse último, é correto afirmar que 
(A) os Procuradores Regionais do Trabalho poderão atuar tanto nos Tribunais Regionais do 
Trabalho quanto nas Varas do Trabalho, de forma residual. 
(B) o chefe do Ministério Público do Trabalho é o Procurador-Geral da República indicado em 
lista tríplice pelos seus pares e nomeado pelo Congresso Nacional. 
 
 
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(C) dentre os órgãos do Ministério Público do Trabalho estão o Colégio de Procuradores do 
Trabalho, a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho e a 
Corregedoria do Ministério Público do Trabalho. 
(D) os Subprocuradores-Gerais do Trabalho serão designados para oficiar junto ao Tribunal 
Regional do Trabalho da 10a Região — Distrito Federal, com sede em Brasília. 
(E) o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho será composto pelo Procurador-Geral 
do Trabalho, o Vice Procurador-Geral do Trabalho, quatro Subprocuradores-Gerais do Trabalho 
e quatro procuradores regionais do trabalho, todos eleitos pelos seus pares. 
10. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14º Região (RO e AC) Prova: Analista Judiciário 
Sobre as partes e procuradores, o jus postulandi e a representação processual, conforme norma 
legal e entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, 
a) o jus postulandi somente pode ser exercido pelo empregador, visto que o trabalhador é parte 
hipossuficiente e necessita de assistência profissional de advogado particular ou do sindicato. 
b) se o trabalhador utilizar o jus postulandi para a propositura da ação, sendo sucumbente na 
decisão de primeiro grau, deverá contratar advogado para interpor recurso ao Tribunal. 
c) a Constituição Federal aboliu o instituto do jus postulandi revogando expressamente 
dispositivo previsto na Consolidação das Leis do Trabalho sobre o tema. 
d) nos dissídios coletivos é obrigatória aos interessados a assistência por advogado, não 
podendo ser utilizado o jus postulandi, que é restrito aos dissídios individuais até a prolação de 
sentença. 
e) a reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na 
falta destes, pelo Ministério Público do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público Estadual 
ou curador nomeado pelo Juízo. 
11. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de São Luiz - MA Prova: Procurador Municipal 
 
 
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Camilo, metalúrgico, ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa OQ. Na audiência de 
instrução e julgamento, Camilo, hospitalizado, enviou, para o representar, Carlos, metalúrgico, 
que também trabalha na empresa Q, sem comunicar com antecedência à Justiça do Trabalho. 
Nestecaso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, 
a) Camilo fez correto e não terá nenhum prejuízo. 
b) o processo será arquivado pela ausência de Camilo, podendo ele ajuizar outra reclamação 
trabalhista após 6 meses do arquivamento. 
c) o processo será arquivado uma vez que não foi comunicada a referida representação com a 
antecedência mínima de 48 horas. 
d) o processo será arquivado pela ausência de Camilo, podendo ele ajuizar imediatamente outra 
reclamação trabalhista. 
e) o processo será arquivado, uma vez que não foi comunicada a referida representação com a 
antecedência mínima de 24 horas. 
12. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Campinas — SP Prova: Procurador 
Hermes ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Olympikus Serviços Gráficos S/A 
postulando o pagamento de salários em atraso e 13º salário. Na primeira audiência UNA, a 
reclamada compareceu com seu advogado e o reclamante não compareceu por motivo de 
doença, mas fez-se representar por colega de trabalho da mesma profissão, acompanhado de 
advogado. Não havendo nenhuma proposta de conciliação, o Juiz recebeu a contestação da 
reclamada e designou uma audiência de instrução, ficando a reclamada intimada para 
comparecimento na audiência em prosseguimento para depor, sob a pena cominada em leie o 
reclamante intimado pessoalmente por via postal com a mesma cominação. Na audiência de 
instrução, a reclamada compareceu com seu advogado, mas o reclamante não compareceu e seu 
advogado presente não apresentou nenhuma justificativa para a sua ausência. Nessa situação, 
conforme dispositivos processuais contidos na Consolidação das Leis do Trabalho e 
entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, o Juiz 
a) não poderia arquivar o processo na primeira audiência e deveria aplicar a pena de confissão 
quanto à matéria de fato ao reclamante ausente na segunda audiência, visto que, expressamente 
intimado com aquela cominação, não compareceu à audiência de prosseguimento, na qual 
deveria depor. 
b) deveria ter arquivado o processo já na primeira audiência em face da ausência do reclamante. 
 
 
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c) não poderia ter recebido a contestação da reclamada por irregularidade de representação do 
reclamante. 
d) poderia receber a contestação e designar audiência de instrução, mas constatada a ausência 
do reclamante na segunda audiência deveria arquivar o processo, aplicando multa por litigância 
de má-fé ao reclamante. 
e) deveria ter adiado a primeira audiência aplicando multa para o reclamante ausente, mas não 
poderia receber a contestação da reclamada e designar audiência de instrução. 
13.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23º REGIÃO (MT) Prova: Analista Judiciário - Área 
Judiciária 
O trabalhador Hércules convidou uma testemunha para depor em audiência UNA designada na 
reclamação trabalhista movida em face da empresa Vênus de Millus S/A. No saguão do fórum, 
após o pregão das partes, o reclamante resolveu não ingressar na sala de audiências da Vara do 
Trabalho porque a sua testemunha não compareceu e a reclamada tinha trazido três 
testemunhas. O representante da reclamada, ao verificar que Hércules se evadiu do local, 
também não ingressou na sala de audiências. Nesse caso, o Juiz 
a) não deverá arquivar nem aplicar a revelia visto que ausentes ambas as partes, julgando o 
processo no estado em que se encontra. 
b) deverá redesignar a audiência intimando ambas as partes para comparecimento, sob pena de 
condução coercitiva e pagamento de multa. 
c) deverá marcar nova audiência para que o trabalhador possa trazer suas testemunhas em razão 
do devido processo legal. 
d) deverá aplicar a revelia e consequente pena de confissão à reclamada ausente. 
e) deverá arquivar a ação diante da ausência injustificada do reclamante. 
14. TRT/MT —- 2016: Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23º REGIÃO (MT) Prova: Analista 
Judiciário. Agatha, empregada doméstica, ingressou com reclamação trabalhista em face 
da sua empregadora Isis, de forma verbal sem a assistência de advogado, postulando o 
pagamento de férias com 1/3. O pedido foi julgado procedente e a reclamada 
 
 
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sucumbente interpôs recurso ordinário. A autora foi intimada para apresentar 
contrarrazões. No caso, conforme previsão legal e entendimento sumulado do TST, 
a) a autora não pode exercer o jus postulandi para contrarrazoar perante o Tribunal Regional. 
b) nenhuma das partes pode utilizar o jus postulandi em fase recursal. 
c) ambas podem exercer o jus postulandi para recorrer e contrarrazoar o recurso ordinário 
perante o Tribunal Regional. 
d) apenas por se tratar de reclamação de empregado doméstico as partes podem exercer o jus 
postulandiem todas as fases e instâncias do processo. 
e) por se tratar de condenação de pessoa física, a reclamada pode exercer o jus postulandi para 
o recurso ordinário, o mesmo não ocorrendo à autora que foi vencedora. 
15. TRT/MT —- 2016: Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23º REGIÃO (MT) Prova: Técnico — 
Administração. Na reclamação trabalhista movida contra a Empresa “S", Leila está 
assistida pelo sindicato de sua categoria profissional, alegando que recebe salário de R$ 
1.200,00 mensais e requerendo os benefícios da justiça gratuita, comprovando sua 
condição de miserabilidade, não podendo suportar o ônus da condenação sem prejuízo 
de seu próprio sustento. Neste caso, sendo julgada procedente a reclamação, 
a) não há direito ao pagamento de honorários advocatícios, pois pela regra do jus postulandi, 
Leila poderia se fazer representar sozinha no processo do trabalho, tendo sido sua a escolha do 
patrocínio através de sindicato, portanto, arcará com os honorários devidos, abatidos de seu 
crédito na condenação. 
b) caberá condenação somente em honorários advocatícios, pois no caso de assistência pelo 
sindicato, se defere apenas um dos pedidos. 
c) caberá somente os benefícios da justiça gratuita, pois a previsão legal é a de que o sindicato 
deve patrocinar o empregado sem nada receber. 
d) não há direito aos honorários advocatícios, pois Leila recebe mais do que um salário mínimo. 
e) caberá condenação em honorários advocatícios, bem como poderá ser deferido os benefícios 
da justiça gratuita pelo Juiz. 
 
 
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16.TRT/PR - 2015: Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 9º REGIÃO (PR) Prova: Analista 
Judiciário - Área Judiciária. Thales, bacharel em Direito não inscrito nos quadros da OAB, 
ajuizou reclamação trabalhista em face de sua empregadora postulando o pagamento de 
adicional de periculosidade. A ação foi julgada improcedente. Inconformado, Thales 
resolveu interpor recurso ordinário no prazo legal, recolhendo as custas devidas. Para 
evitar despesas, e por entender que tinha conhecimentos jurídicos adequado, decidiu 
atuar sem advogado. Nessa hipótese, o recurso ordinário 
Parte superior do formulário 
a) não será conhecido porque é indispensável a assistência de advogado. 
b) somente será conhecido se, no prazo legal de 10 dias, for subscrito por um advogado. 
c) não será conhecido porque ojus postulandi somente pode ser exercido com assistência 
sindical. 
d) será conhecido somente em caso de a ação tramitar pelo rito sumaríssimo. 
e) será conhecido em razão do jus postulandi. 
17. TRT/PR -— 2015: Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 9º REGIÃO (PR) Prova: Técnico 
Judiciário - Área Administrativa. No tocante as partes e os procuradores,considere: 
|. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na 
falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público 
estadual ou curador nomeado em juízo. 
Il. Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado. 
Ill. A constituição de procurador com poderes para o foro em geral não poderá ser efetivada, 
mediante simples registro em ata de audiência, havendo expressa vedação legal neste sentido. 
De acordo com as normas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se 
afirma APENAS em: 
Parte superior do formulário 
a) |. 
b) le II. 
o le ll. 
 
 
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d)lell. 
e) Il. 
18. TRT/SP — 2013: Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta. 
(A) Segundo jurisprudência sumulada do TST, o alcance do jus postulandi das partes limita-se às 
Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não se estendendo à ação rescisória, à 
ação cautelar, ao mandando de segurança e aos recursos de competência do TST. 
(B) O princípio do impulso oficial nas execuções trabalhistas é aplicável somente às ações 
trabalhistas típicas, ou seja, aquelas em que se discutem créditos advindos de relações de 
emprego. 
(C) O acordo homologado judicialmente tem força de decisão irrecorrível, transitando em 
julgado na data de sua homologação, salvo em relação à Previdência Social, quanto às 
contribuições que lhe forem devidas, passível somente de ação rescisória. 
(D) O princípio protetor, utilizado amplamente no direito material do trabalho, é igualmente 
aplicado ao processo do trabalho, tendo em vista a hipossuficiência do trabalhador, sendo 
desnecessária a produção de provas para deferimento do quanto pleiteia o reclamante, 
bastando a apresentação de prova documental. 
(E) Consoante a sistemática da Consolidação das Leis do Trabalho, sendo escrita, a reclamação 
deverá conter a designação do presidente da Vara ou do Juiz de Direito, a quem for dirigida, a 
qualificação do reclamante e do reclamado, uma breve exposição dos fatos de que resulte o 
dissídio, os fundamentos jurídicos do pedido, o pedido, a data e a assinatura do reclamante ou 
de seu representante. 
19. TRT/SC — 2013: ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 12º Região (SC) - Analista Judiciário - Área 
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Camila e Carla são 
irmãs, advogadas e sócias administradoras do escritório de advocacia criado por ambas. 
Camila atua na área Trabalhista e Carla na área Cível. Considerando que ambas figuram 
como advogadas em todas as procurações, mas que nas reclamações trabalhistas, Camila 
requer na petição inicial, expressamente, que as publicações e intimações sejam 
realizadas exclusivamente em seu nome, a comunicação feita apenas em nome de Carla é 
a) válida, porque ambas figuram como advogadas na procuração. 
b) nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo. 
 
 
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c) válida, porque são irmãs e sócias administradoras do escritório. 
d) nula, independente da existência ou não de prejuízo, em razão do expresso requerimento 
contido nos autos. 
e) válida, porque o requerimento de Camila deveria ter sido feito através de petição própria e 
não no corpo da petição inicial. 
20. TRT/SC — 2013: ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 12º Região (SC) - Analista Judiciário - Área 
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) O jus postulandi das 
partes previsto no artigo 791 da Consolidação das Leis do Trabalho alcança 
a) o Recurso ordinário interposto ao Tribunal Regional do Trabalho. 
b) o Recurso de revista interposto ao Tribunal Superior do Trabalho. 
c) o Recurso de embargos interposto ao Tribunal Superior do Trabalho. 
d) o mandado de segurança. 
e) a ação rescisória. 
21.QUESTÃO ADAPTADA( Prova: FCC - 2011 - TRT - 1º REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Quanto aos honorários 
advocatícios no processo do trabalho, é correto afirmar: 
a) São requisitos para a condenação ao pagamento de honorários advocatícios na Justiça do 
Trabalho: estar a parte assistida por sindicato da categoria profissional, comprovar a percepção 
de salário inferior ao dobro do salário mínimo e comprovar não encontrar-se em situação 
econômica que lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva 
família. 
b) E incabível a condenação ao pagamento de honorários advocatícios em ação rescisória. 
c) São devidos honorários advocatícios nas lides que não derivem da relação de emprego. 
d) São devidos honorários advocatícios sempre que a parte estiver assistida por sindicato da 
categoria profissional, exceto nas causas em que o sindicato atue como substituto processual. 
 
 
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e) Na Justiça do Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios, nunca 
superiores a 15%, não decorre simplesmente da sucumbência, devendo a parte estar assistida 
por sindicato da categoria profissional. 
22.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1º REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área Judiciária / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Reclamação Trabalhista; ) Hermes 
manteve contrato de trabalho com a empresa Gama Transportadora de Cargas por três 
anos, sendo dispensado por justa causa, sem receber nenhuma verba rescisória. Procurou 
a Vara do Trabalho do município para ajuizar reclamação trabalhista. Conforme previsão 
contida na Consolidação das Leis do Trabalho e jurisprudência atual e sumulada pelo TST, 
Hermes 
a) deve necessariamente constituir advogado para a propositura da reclamação trabalhista. 
b) pode postular sem a necessidade de advogado em todas as instâncias da Justiça do 
Trabalho. 
c) pode propor a reclamação trabalhista sem constituir advogado, apenas na primeira instância. 
d) não precisa constituir advogado para atuar em todas instâncias da Justiça do Trabalho, desde 
que esteja assistido pelo Sindicato da Categoria Profissional. 
e) pode reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho, limitando-se às Varas do Trabalho 
e aos Tribunais Regionais do Trabalho. 
23.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18º Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito Processual do 
Trabalho / Partes e Procuradores; ) Em relação à representação processual no processo 
do trabalho, conforme entendimento jurisprudencial dominante, 
a) a constituição de procurador com poderes para o foro em geral depende de outorga de 
procuração escrita. 
b) a representação em juízo, ativa e passiva, da União, Estados, Municípios e Distrito Federal, 
suas autarquias e fundações públicas, por seus procuradores, deve ser comprovada mediante a 
juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nomeação. 
c) os Estados e os Municípios têm legitimidade para recorrer em nome das autarquias detentoras 
de personalidade jurídica própria. 
 
 
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d) é inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não contenha, 
pelo menos, o nome da entidade outorgante e do signatário da procuração, pois estes dados 
constituem elementos que os individualizam. 
e) caracteriza a irregularidade de representação a ausência dadata da outorga de poderes, pois, 
no mandato judicial, tanto quanto no mandato civil, é condição de validade do negócio jurídico. 
24.( Prova: FCC - 2012 - PGE-SP - Procurador / Direito Processual do Trabalho / Partes e 
Procuradores; Teoria Geral do Processo do Trabalho; ) As pessoas jurídicas de direito 
público, segundo o entendimento do TST, 
a) não podem ser consideradas revéis, por defenderem interesses considerados indisponíveis. 
b) não se submetem à multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias. 
c) têm afastado o duplo grau de jurisdição obrigatório na ação rescisória quando a decisão 
desfavorável está em consonância com súmula do Tribunal Superior do Trabalho. 
d) têm direito ao duplo grau de jurisdição quando condenadas ao pagamento de qualquer 
quantia de dinheiro. 
e) têm o prazo em quádruplo para a oposição de embargos de declaração. 
25.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1º REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito Processual do 
Trabalho / Partes e Procuradores; ) Quanto ao mandato e ao substabelecimento, de 
acordo com o entendimento da jurisprudência pacífica do TST, é INCORRETO afirmar: 
a) Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à outorga 
passada ao substabelecente. 
b) É inválido o substabelecimento de advogado investido de mandato tácito. 
c) Diante da existência de previsão, no mandato, fixando termo para sua juntada, o instrumento 
de mandato só tem validade se anexado ao processo dentro do aludido prazo. 
d) São válidos os atos praticados pelo substabelecido, ainda que não haja, no mandato, poderes 
expressos para substabelecer. 
e) Inválido é o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. 
 
 
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26.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1º REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito Processual do 
Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Procedimento ordinário e sumaríssimo; ) 
De acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência do TST, 
a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte à audiência. 
b) pessoa jurídica de direito público não sujeita-se à revelia. 
c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, salvo se presente 
seu advogado munido de procuração específica. 
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida. 
e) a revelia produz confissão na ação rescisória. 
27.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) De acordo com o entendimento 
adotado pelo Tribunal Superior do Trabalho, é INCORRETO afirmar: 
a) Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam realizadas 
exclusivamente em nome de determinado advogado, a comunicação em nome de outro 
profissional constituído nos autos é nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo. 
b) Diante da existência de previsão, no mandato, fixando termo para sua juntada, o instrumento 
de mandato só tem validade se anexado ao processo dentro do aludido prazo. 
c) Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à outorga 
passada ao substabelecente. 
d) Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome das autarquias 
detentoras de personalidade jurídica própria, devendo ser representadas pelos procuradores 
que fazem parte de seus quadros ou por advogados constituídos. 
e) Inválidos os atos praticados no processo por estagiário, ainda que, entre o substabelecimento 
e a interposição do recurso, sobreveio a habilitação, do então estagiário, para atuar como 
advogado. 
 
 
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28.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; ) É INCORRETO afirmar 
que 
a) o preposto deve ser necessariamente empregado. 
b) nas ações plúrimas, os empregados poderão fazer- se representar pelo sindicato da categoria 
profissional correspondente. 
c) o não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação. 
d) aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação. 
e) a vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não 
afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo. 
29.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) É INCORRETO afirmar: 
a) Embora não haja previsão expressa na CLT para o litisconsórcio passivo, o mesmo é possível 
no processo do trabalho, não havendo qualquer impedimento para o mesmo. 
b) Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas num 
só processo, se se tratar de empregados de uma mesma empresa ou estabelecimento. 
c) O Sindicato, substituto processual e autor da reclamação trabalhista, em cujos autos fora 
proferida a decisão rescindenda, possui legitimidade para figurar como réu na ação rescisória, 
sendo descabida a exigência de citação de todos os empregados substituídos, porquanto 
inexistente litisconsórcio passivo necessário. 
d) O litisconsórcio, na ação rescisória, é necessário em relação ao polo passivo da demanda, 
porque supõe uma comunidade de direitos ou de obrigações que não admite solução díspar 
para os litisconsortes, em face da indivisibilidade do objeto. Já em relação ao polo ativo, o 
litisconsórcio é facultativo, uma vez que a aglutinação de autores se faz por conveniência e não 
pela necessidade decorrente da natureza do litígio, pois não se pode condicionar o exercício do 
direito individual de um dos litigantes no processo originário à anuência dos demais para 
retomar a lide. 
e) Litisconsortes com procuradores distintos têm no processo do trabalho prazo em dobro para 
contestar, para recorrer e, de modo geral, para falar nos autos. 
 
 
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30. (QUESTÃO ADAPTADA) ( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19º Região (AL) - Técnico Judiciário - 
Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Considere 
as assertivas abaixo a respeito das partes, representação e procuradores no processo 
trabalhista. 
| Em regra, há obrigatoriedade do preposto ser empregado do reclamado. 
Il. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na 
falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público 
estadual ou curador nomeado em juízo. 
Il. O iuspostulandi é o direito que tem a parte de ingressar em juízo podendo praticar 
pessoalmente todos os atos processuais da respectiva reclamação trabalhista. 
IV. Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado. 
De acordo com a CLT, é correto o que se afirma APENAS 
a) Ill e IV. 
b) Ile III. 
c) Il, le IV. 
d)le lil. 
e)lell. 
31.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 2º REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Quanto às partes e aos 
procuradores, é correto afirmar: 
a) O empregador que não puder comparecer à audiência de instrução e julgamento poderá 
fazer-se representar por seu advogado, desde que este esteja munido de procuração com 
poderes para tanto. 
b) O empregado que não puder comparecer à audiência deinstrução e julgamento por motivo 
de doença poderá fazer-se representar por sua esposa ou pessoa da família. 
c) Em se tratando de reclamação plúrima, os empregados poderão fazer-se representar na 
audiência de instrução e julgamento pelo sindicato de sua categoria. 
 
 
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d) A reclamação trabalhista do menor de 16 anos, na falta de seus representantes legais, poderá 
ser feita por outro empregado maior que pertença à mesma profissão. 
e) Sendo o reclamante empregado doméstico, a representação do empregador só pode ser feita 
pelo proprietário do imóvel onde exerça suas funções. 
32.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6º Região (PE) - Analista Judiciário - Área Judiciária / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Com base nas regras do processo do 
trabalho aplicáveis as partes e procuradores, a substituição e representação processuais, é 
correto afirmar: 
a) Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. 
b) Nos dissídios coletivos é obrigatória aos interessados a assistência por advogado. 
c) A constituição de procurador com poderes para o foro em geral somente poderá ser 
efetivada, mediante instrumento de procuração, não valendo o simples registro em ata de 
audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte 
representada. 
d) Nos dissídios individuais os empregados e empregadores não poderão fazer-se representar 
por intermédio do sindicato, valendo tal situação apenas para os dissídios coletivos. 
e) A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita apenas pela Procuradoria da Justiça 
do Trabalho ou pelo sindicato. 
33.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - 
Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Mário ajuizou 
reclamação trabalhista verbal, sem a constituição de advogado, em face da empresa W. A 
reclamação trabalhista foi julgada improcedente e Mário contratou Hortência, advogada, 
para interpor Recurso Ordinário. Hortência interpôs o recurso, mas não juntou à peça 
processual o referido instrumento de mandato. Neste caso, de acordo com entendimento 
Sumulado do TST 
a)a parte deverá regularizar a representação processual no prazo de cinco dias, após a 
interposição do recurso, independentemente de intimação. 
 
 
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b) será admitido o oferecimento de procuração posteriormente, uma vez que a o instrumento de 
mandato poderá ser anexado aos autos a qualquer momento até o julgamento do referido 
recurso. 
c) só será admitido o oferecimento de procuração após o protocolo de recurso, mediante 
protesto por posterior juntada na referida peça processual. 
d)a parte deverá regularizar a representação processual no prazo de dez dias, após a 
interposição do recurso, independentemente de intimação. 
e) a parte deverá ser previamente intimada para regularizar a representação processual no prazo 
peremptório de cinco dias. 
34. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20º REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - 
Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Murilo ajuizou 
reclamação trabalhista em face de sua ex- empregadora a empresa Azul Ltda; Mateus 
ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora a multinacional Blue; e 
Matias ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora a empresa Branca 
Ltda. Na audiência UNA já designada nos respectivos processos, todas as empresas 
pretendem enviar prepostos. Nestes casos, considerando que Murilo e Mateus possuem 
mais de dez anos de contrato de trabalho, de acordo com as alterações promovidas pela 
Lei nº 13.467/2017, o preposto deve ser necessariamente empregado 
a) em nenhuma das empresas. 
b) das empresas Azul e Branca, apenas. 
c) da empresa Blue, apenas. 
d) das empresas Azul e Blue, apenas. 
e) da empresa Branca, apenas. 
35.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 4º REGIÃO (RS) - Analista Judiciário - 
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) 
Considere as seguintes assertivas a respeito da representação: 
 
 
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|. O oferecimento tardio de procuração,em instância recursal, só será possível mediante protesto 
por posterior juntada. 
Il. Nas Reclamatórias Plúrimas os empregados não poderão fazer-se representar pelo Sindicato 
de sua categoria, tendo em vista que não se trata de dissídio coletivo, mas sim de dissídio 
individual com diversos reclamantes. 
ll. E válido o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. 
IV. Não configura irregularidade de representação o fato do substabelecimento ser anterior à 
outorga passada ao substabelecente, tratando-se de mera irregularidade formal. 
Está correto o que se afirma SOMENTE em: 
a) III. 
b) |, Ile II. 
c) Il, le IV. 
d)leV. 
e) |, Ile IV. 
36.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 23º REGIÃO (MT) - Analista Judiciário - 
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Custas 
e emolumentos; ) De acordo com as alterações trazidas pela Lei n] 13.467/2017, em 
demanda trabalhista a condenação ao pagamento de honorários advocatícios, 
a) arbitrados entre 15 e 30%, não decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo a 
parte estar assistida por sindicato da categoria profissional. 
b) nunca superiores a 30%, não decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo a parte 
estar assistida por sindicato da categoria profissional. 
c) nunca superiores a 25%, decorre pura e simplesmente da sucumbência, independente da 
assistência por sindicato da categoria profissional. 
d) arbitrados entre 5 e 15%, decorre pura e simplesmente da sucumbência, não havendo 
necessidade de a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional. 
 
 
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e) nunca superiores a 15%, não decorre pura e simplesmente da sucumbência, devendo a parte 
estar assistida por sindicato da categoria profissional. 
37.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 14º Região (RO e AC) - Analista Judiciário - Área Judiciária / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) A procuração apud acta é o 
mandato 
a) com vigência previamente estipulada. 
b) passado a advogado dativo para fins específicos e determinados logo após a intimação da 
reclamada. 
c) passado em audiência perante o Juiz do Trabalho. 
d) para fins genéricos com permissão expressa para substabelecer. 
e) para fins genéricos que veda expressamente substabelecimento. 
38.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 24º REGIÃO (MS) - Técnico Judiciário - Área Administrativa / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) A União, Estados, Municípios e 
Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, quando representados em juízo, 
ativa e passivamente, por seus procuradores, 
a) devem juntar aos autos instrumento de mandato, sendo, porém, concedido pela legislação 
prazo de quinze dias a contar da prática do primeiro ato processual. 
b) devem juntar aos autos instrumento de mandato, sendo, porém, concedido pela legislação 
prazo de trinta diasa contar da prática do primeiro ato processual. 
c) estão dispensados da juntada de instrumento de mandato. 
d) estão dispensados da juntada de instrumento de mandato, se juntarem obrigatoriamente 
documento público oficial de comprovação do exercício do cargo público. 
e) devem juntar aos autos instrumento de mandato, sendo, porém, concedido pela legislação 
prazo de quinze dias a contar da intimação pessoal. 
 
 
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39.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22º Região (PI) - Técnico Judiciário - Área Administrativa / 
Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Reclamação Trabalhista; ) Danilo, 
19 anos, trabalhava em uma empresa onde realizava horas extras que nunca lhe foram 
remuneradas. Por ter recebido proposta melhor de emprego, Danilo pediu dispensa da 
referida empresa e decidiu ajuizar Reclamação Trabalhista em face da mesma para reaver 
os valores relativos a tais horas. Diante dessa situação, é correto afirmar: 
a) Danilo pode propor a Reclamação Trabalhista, independentemente de assistência de seus pais 
ou responsáveis. 
b) Por ser menor de 21 anos de idade, Danilo necessita da assistência dos pais ou responsáveis 
para propor a Reclamação Trabalhista. 
c) Quem deve propor a Reclamação Trabalhista requerendo as horas extras trabalhadas por 
Danilo são seus pais ou responsáveis, tendo em vista ser ele menor de 21 anos de idade. 
d) Danilo pode propor a Reclamação Trabalhista desde que colacione aos autos autorização de 
seus pais ou responsáveis com fins específicos para tal postulação. 
e) A Consolidação das Leis do Trabalho autoriza Danilo a propor a Reclamação Trabalhista, 
porém, na audiência UNA ou inicial deve estar acompanhado de seus pais ou responsáveis. 
40. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22º Região (PI) - Analista Judiciário - 
Área Judiciária - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Partes e 
Procuradores; ) Na Justiça do Trabalho, a condenação em honorários advocatícios, nunca 
superiores a 
a) 10%, são devidos quando a parte estiver assistida por Sindicato da categoria profissional e 
apenas se comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal. 
b) 10%, são devidos quando a parte estiver assistida por Sindicato da categoria profissional e 
comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal, ou encontrar-se em 
situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da 
respectiva família. 
c) 15%, são devidos ao advogado, pela mera sucumbência, sobre o valor que resultar da 
liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre 
o valor atualizado da causa. 
d) 15%, são devidos quando a parte estiver assistida por Sindicato da categoria profissional e 
comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal, ou encontrar-se em 
 
 
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situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da 
respectiva família. 
e) 20%, são devidos quando a parte estiver assistida por Sindicato da categoria profissional e 
apenas se comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do mínimo legal. 
41.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 2º REGIÃO (SP) - Analista Judiciário - Área Judiciária - 
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; ) Com 
relação ao mandato e ao substabelecimento, é correto afirmar: 
a)O advogado sem procuração poderá propor reclamação trabalhista a fim de evitar a 
decadência de direitos, devendo, no entanto, exibir o instrumento do mandato no prazo 
improrrogável de 90 dias. 
b) É inválido o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. 
c) São inválidos os atos praticados pelo substabelecido, se não houver, no mandato, poderes 
expressos para substabelecer. 
d) Existindo previsão, no mandato, fixando termo para sua juntada, o instrumento de mandato 
terá validade, inclusive se anexado ao processo após o aludido prazo. 
e) Considera-se irregular a representação se o substabelecimento é anterior à outorga passada 
ao substabelecente. 
42.QUESTÃO ADAPTADA (Prova: FCC - 2009 - TRT - 3º Região (MG) - Analista Judiciário - 
Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Custas e 
emolumentos;) O regramento da gratuidade judiciária vigente no processo do trabalho, 
segundo prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, decorre da 
a) comprovação da falta de suficiência econômica, mediante atestado emitido por entidade 
pública. 
b) prova da condição de desempregado, pelo prazo mínimo de 90 dias. 
c) demonstração de que não há ninguém, no domicílio do interessado, com renda igual ou 
superior a dois salários mínimos. 
 
 
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d) percepção de até dois salários mínimos, assistência do sindicato e apresentação do atestado 
de pobreza. 
e)a insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo ou que a parte 
comprove receber salário igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios do Regime 
Geral de Previdência Social. 
43. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2009 - TRT - 15º Região - Analista Judiciário - Área 
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; 
Dissídios Coletivos; ) Considere as seguintes assertivas: 
|. O advogado pode ser preposto e advogado ao mesmo tempo, não havendo impedimento 
legal neste sentido. 
Il. Nas ações de cumprimento os empregados poderão fazer-se representar pelo sindicato da 
categoria. 
III. É vedado ao empregador fazer-se representar em juízo por preposto em dissídio coletivo. 
Iv. O Preposto em audiência não precisa ser empregado do reclamado. 
Está correto o que se afirma SOMENTE em 
a)lell. 
b) |, lle Il. 
c) IH, He IV. 
a)llle IV. 
e) Ile IV. 
44.( Prova: FCC - 2008 - TRT-2R - Analista Judiciário - Área Judiciária / Direito Processual do 
Trabalho / Partes e Procuradores; ) Com relação ao mandato e ao substabelecimento, é 
correto afirmar: 
a) Existindo previsão, no mandato, fixando termo para sua juntada, o instrumento de mandato 
terá validade, inclusive se anexado ao processo após o aludido prazo. 
 
 
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b) Considera-se irregular a representação se o substabelecimento é anterior à outorga passada 
ao substabelecente. 
c) O advogado sem procuração poderá propor reclamação trabalhista a fim de evitar a 
decadência de direitos, devendo, no entanto, exibir o instrumento do mandato no prazo 
improrrogável de 90 dias. 
d) É inválido o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula 
estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. 
e) São inválidos os atos praticados pelo substabelecido, se não houver, no mandato, poderes 
expressos para substabelecer. 
45.( Prova: FCC - 2006 - TRT-24R - Técnico Judiciário - Área Administrativa / Direito 
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Dissídios Individuais; ) De acordo com o 
Decreto Lei no 5.452/43, a reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus 
representantes legais e, na falta destes, 
a) apenas pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato ou curador nomeado emjuízo. 
b) apenas pela Procuradoria da Justiça do Trabalho ou pelo Ministério Público estadual. 
c) apenas pela Procuradoria da Justiça do Trabalho ou pelo curador nomeado em juízo. 
d) apenas pelo curador nomeado em juízo ou pelo sindicato. 
e) pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público estadual ou 
curador nomeado em juízo. 
 
 
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GABARITO 
GABARITO 
 
+ e 
de & 16.E 31.6 
2. A 17.D 32.A 
3. A 18.A 33.A 
4. B 19.B 34.A 
5 B 20.A 35.A 
6 E Ze 36.D 
Pa 22.E 37. € 
a € 23.D 38. € 
B 24.C 39.A 
10.E Ea 40.C 
11.A 26.A 41.E 
12.A 27: E 42.E 
13: E 28.A 43.E 
14.C ESTE 44.B 
15: E 30.C 45.E 
 
 
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