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Anticorpos e antígenos Anticorpos ou imunoglobulinas • Glicoproteínas produzidas por células B mediadores da imunidade humoral • Diversidade e especificidade da resposta adaptativa • Reconhecimento de diferentes tipos de moléculas (proteínas, carboidratos, lipídeos, ác. nucleicos, etc.) • Formas: – Receptores de linfócitos B reconhecimento e ativação – Secretados (plasma, secreções mucosas, fluido intersticial) neutralização; opsonização; ativação do S. Complemento; ativação de outras células do sistema imune Anticorpos ou imunoglobulinas Eletroforese de proteínas séricas Gamaglobulinas + - Imunoglobulinas (porção da fração gamaglobulina que confere imunidade) β1 ESTRUTURA DA MOLÉCULA DE ANTICORPO Fig. 4. Simplified diagrams of the molecular structures of 5 TNF antagonists. (Tracey et al. Tumor necrosis factor antagonist mechanisms of action: A comprehensive review. Pharmacology & Therapeutics 117 (2008) 244–279.) Cadeia leves e pesadas Regiões variáveis e constantes Domínio Ig Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 alças Domínio Ig 3-5 ±110 AA Superfamília Ig Outras proteínas que contêm domínios Ig Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Fab = antigen binding fragment (ligação ao Ag) Fc = crystallizable fragment (cristalizável) Experimentos de clivagem proteolítica de IgG Regiões Fab e Fc Região de dobradiça flexibilidade Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Características estruturais das regiões variáveis do anticorpo Regiões hipervariáveis ou CDRs (regiões determinantes de complementaridade) Regiões variáveis Principais locais de interação Ag-Ac Regiões variáveis 3 CDRs cadeia leve 3 CDRs cadeia pesada Regiões hipervariáveis ou CDRs (regiões determinantes de complementaridade) Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Proteico Forma nativa VH VL Ag Resíduos de interação Ag-Ac Regiões hipervariáveis ESPECIFICIDADE Regiões variáveis INTERAÇÃO ANTÍGENO- ANTICORPO Interação antígeno-anticorpo não covalente, reversível Imunobiologia de Janeway; Murphy. 8ed. 2014 Interação antígeno-anticorpo Afinidade e avidez • Força de ligação de um único sítio determina a AFINIDADE • Força geral de ligação - AVIDEZ Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Interação antígeno-anticorpo Valência Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 epitopos diferentes (proteínas) epitopos iguais (ac nucleicos, polissacarídeos, proteínas agregadas, superfícies de microrganismos) Ag monovalente Ag multivalente Interação antígeno-anticorpo Interação antígeno-anticorpo Reação cruzada Interação antígeno-anticorpo configuração dos epitopos Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Interação antígeno-anticorpo Imunocomplexos Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Características estruturais das regiões constantes do anticorpo Regiões constantes das cadeias pesadas Classes ou isotipos Cada isotipo possui uma sequência de aminoácidos e padrão de glicosilação típicos nas regiões constantes das cadeias pesadas determina diferentes funções efetoras Subclasses: IgG 1, 2, 3 e 4; IgA 1 e 2 Funções efetoras Receptores Fc Os receptores Fc diferem quanto: • à classe de Ig à qual se ligam • à afinidade da ligação • aos tipos celulares em que são encontrados • ao efeito da ligação (ativação, inibição, endocitose, exocitose) Imunobiologia de Janeway; Capítulo 10: Resposta imune humoral; Murphy. 8ed. 2014 Regiões constantes das cadeias leves Um domínio Ig (CL) Kappa (κ) ou lambda (λ) Em humanos 60% dos Ac têm cadeia leve κ Não há diferença funcional conhecida entre κ e λ Isotipos AlotiposIdiotipos Diferentes genes de região C Diferentes alelos do mesmo gene C Diferentes genes de região V produzidos por recombinação Ig secretada x Ig de membrana Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Receptor da célula B (BCR) Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 Mudanças na estrutura do anticorpo durante as respostas imune humorais Anticorpos monoclonais Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abul K. Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 . Anticorpos monoclonais • Terapia • Imunodiagnóstico – pesquisa de Ag ou Ac • Imunofenotipagem • Pesquisa – análises funcionais da superfície celular e moléculas secretadas; purificação de células Imunologia Celular e Molecular; Capítulo 5: Anticorpos e Antígenos; Abul K. Abbas, Lichtman e Pillai, 2015 . Exercício de revisão Agentes bloqueadores de TNF estiveram entre os primeiros medicamentos biológicos introduzidos na prática clínica e levaram a um grande progresso no tratamento de diversas doenças inflamatórias. Na figura são representadas esquematicamente as estruturas moleculares de inibidores do TNF. O infliximab é um anticorpo monoclonal quimérico, com sequências de aminoácidos murinos (região mostrada em rosa) e humanos (região azul). Adalimumab e golimumab são anticorpos monoclonais totalmente humanos. Etanercept é uma proteína de fusão entre o domínio extracelular do receptor de TNF (p75) e uma região Fc de IgG humana. Certolizumab pegol é uma proteína humanizada (contendo sequências de aminoácidos de camundongos nas regiões determinantes de complementaridade, mostradas em rosa) quimicamente ligada ao polietilenoglicol (PEG) (que aumenta a solubilidade e meia-vida da molécula in vivo). Quais são as diferenças entre as moléculas do ponto de vista estrutural? Porque todas possuem ação antagonista de TNF? Qual destas moléculas você consideraria ser mais imunogênica? Qual seria o objetivo de adicionar a porção Fc de IgG ao receptor de TNF na molécula de etanercept? Qual dessas moléculas seria mais apropriada para uso em mulheres gestantes ou que pretendem engravidar? Fig. 4. Simplified diagrams of the molecular structures of 5 TNF antagonists. (Tracey et al. Tumor necrosis factor antagonist mechanisms of action: A comprehensive review. Pharmacology & Therapeutics 117 (2008) 244–279.)