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ENSINO FUNDAMENTAL Material para professor(a) e para estudante SABERES DO TRÂNSITO Educação para o trânsito, educação para a vida Saberes do Trânsito Educação para o trânsito, educação para a vida 9° ano – Ensino Fundamental Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) LabTrans Florianópolis, 2021 Saberes do Trânsito Educação para o trânsito, educação para a vida 9° ano – Ensino Fundamental Flavio De Mori e Jorge Luiz Silva Hermenegildo (organizadores) Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Campus Universitário - UFSC - Trindade - Caixa Postal 5005 CEP 88040-970 - Florianópolis - Santa Catarina contato@labtrans.ufsc.br - www.labtrans.ufsc.br Supervisão Flavio De Mori Capa João Luiz Martins Edição Eletrônica João Luiz Martins Ilustrações Paulo Roberto Xavier Revisão Bárbara Farias da Silva Bianca Franchini da Silva Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ficha catalográfica elaborada por Guilherme Goulart Righetto – CRB 14/1622 Nota: a presente obra foi produzida a partir dos produtos desenvolvidos durante a execução do Objeto 3 – Educação para o Trânsito do Termo de Execução Descentralizada (TED) 448/2017 firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Saberes do trânsito : educação para o trânsito, educação para a vida : 9º ano : ensino fundamental / Flavio De Mori, Jorge Luiz Silva Hermenegildo (orgs.). – 1. ed. – Florianópolis : LabTrans/UFSC, 2021. 194 p. : il. Inclui Bibliografia ISBN 978-65-00-31476-2 1. Educação para o trânsito. 2. Ensino Fundamental. 3. LabTrans/UFSC. I. Título. CDU: 37:656.05 S115 Essa obra é licenciada por uma Licença Pública Creative Commons do tipo: Você tem o direito de: • Compartilhar – Copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato. • Adaptar – remixar, transformar e criar a partir do material. De acordo com os seguintes termos e condições: Atribuição – Você deve dar crédito apropriado aos autores originais da forma especificada pelos autores ou licenciantes. Uso não comercial – Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais. 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Estudos, pesquisas, ferramentas e programas de capacitação para prover suporte à gestão de competências da CGPERT vinculadas às áreas de segurança viária, infrações e operações rodoviárias DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT Antônio Leite dos Santos Filho Diretor-Geral Euclides Bandeira de Souza Neto Diretor Executivo Lucas Alberto Vissotto Júnior Diretor de Infraestrutura Rodoviária - Substituto Bráulio Fernando Lucena Borba Junior Coordenador-Geral de Operações Rodoviárias Davi Costa Melo Coordenador de Operações Julio Cesar Donelli Pelizzon Coordenação de Multas e Educação para o Trânsito UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC Ubaldo Cesar Balthazar Reitor Edson Roberto De Pieri Diretor do Centro Tecnológico Wellington Longuini Repette Chefe do Departamento de Engenharia Civil LABORATÓRIO DE TRANSPORTES E LOGÍSTICA – LABTRANS Amir Mattar Valente Coordenador-Geral Valter Zanela Tani Coordenador de Projetos As atividades pedagógicas transversais de Educação para o Trânsito disponibilizadas nesta publicação foram desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) no âmbito do TED.448/2017 Coordenação Flavio De Mori Jorge Luiz Silva Hermenegildo Elaboração das atividades pedagógicas Aline Martins de Souza Cristiane Guimarães Daiane Eckardt Derlam Daniel Godinho Berger Flavio De Mori Francieli Triches Irene Rios da Silva Jorge Luiz Silva Hermenegildo Jussara Brigo Leandro Costa Luciana Paula Bonetti Silva Maeli Faé Maria Flavia Barbosa Xavier Marlise Medeiros Nunes Samara Laís Zimermann Sidneya Magaly Gaya Tatiana de Oliveira Santana Apoio técnico e operacional Camila Costa da Cunha Deucélia Eva Pedroso Guilherme Goulart Righetto Léia Mayer Eyng Luiza Estefano Mariana Roncale Martins Projeto gráfico Flavio De Mori João Luiz Martins Paulo Roberto Xavier Diagramação João Luiz Martins Ilustrações Paulo Roberto Xavier Revisão Bárbara Farias da Silva Bianca Franchini da Silva (Coordenação) Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra. Anísio Teixeira Prefácio Ao falarmos em Educação para o Trânsito no contexto do Programa Conexão DNIT, estamos nos referindo a um processo de mudança com a inserção de temas contemporâneos transversais de urgência e de emergência social nas escolas. Em Saberes do trânsito – Educação para o trânsito, educação para a vida, é possível perceber um inovador e diferenciado caminho para trabalhar a transversalidade das temáticas do trânsito, de modo integrado, interdisciplinar e transdisciplinar. Por meio de processos intensivos em conhecimento, o Programa Conexão DNIT foi concebido e desenvolvido, sendo resultado da união de esforços do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans). Como conjunto inicial, as 143 atividades pedagógicas formuladas pelo Programa, que integram essa coleção de livros para os nove anos do Ensino Fundamental, podem promover uma viagem emocionante! Através do diálogo com a realidade de cada escola e de cada educador e, ainda, da condução, para os estudantes, de uma oportunidade singular de desenvolver a Educação para o Trânsito no cotidiano, as atividades foram construídas para a prática integrada com as áreas de conhecimento do Ensino Básico e para o trabalho de forma efetiva, dinâmica e lúdica. Esta publicação oportuniza o contato com um conjunto de atividade pedagógicas, alinhadas com estratégias de aprendizagem integradas e conectadas a diversos conceitos que buscam sensibilizar e mobilizar o coração das pessoas para um olhar diferenciado para o ato de transitar, sendo eles: • Conexão com o útil – atividades criativas, simples, educativas, direcionadas para as práticas pedagógicas e, ao mesmo tempo, livres para cocriação. • Conexão com o dialógico – atividades que são completas, estruturadas e leves, e que promovem movimentos com flexibilidade. • Conexão com o sustentável – atividades que propiciam a análise dos valores e das responsabilidades sociais, coletivas e participativas. • Conexão com o humano – atividades que são significativas, funcionais, bonitas e surpreendentes, e que impactam as pessoas para a busca de atitudes conscientes e seguras ao transitar. Em cada atividade pedagógica, abrem-se possibilidades de inserção dos temas do trânsito nas práticas pedagógicas cotidianas, de modo a despertar o interesse dos estudantes para a percepção dos riscos do trânsito e para a necessidade da adoção de comportamentos seguros, visando garantir a integridade física, emocional e mental de todas as pessoas que ocupam o espaço do trânsito, seja na condição de pedestres, de passageiras, de ciclistas, de motociclistas, sejana condição de condutoras de diferentes tipos de veículos automotores. Inspirar, sensibilizar e mobilizar os educadores para inserção da Educação para o Trânsito no dia a dia das escolas, buscando preservar vidas, têm sido as principais motivações para a criação e o desenvolvimento das atividades pedagógicas do Programa Conexão DNIT. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) LabTrans/UFSC Apresentação Situações ou realidades que colocam as pessoas em risco são, costumeiramente, associadas a crimes organizados em grandes cidades, a catástrofes naturais e a doenças, por exemplo. Independentemente da percepção de risco que se tenha, os sinistros de trânsito ocuparam, em 2018, o 8º lugar na relação de maiores causadores de morte no planeta, segundo pesquisa publicada no Relatório Global do Estado da Segurança Viária 20181. Esse mesmo relatório, da Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que o trânsito é o maior causador de mortes em todo o mundo quando se olha apenas para as causas evitáveis, ou seja, aquelas que são possíveis de serem prevenidas com atitudes humanas. De modo a destacar essa urgência, alguns dos pontos mencionados no relatório, além dos aspectos de má conservação da infraestrutura das estradas, foram: as principais causas de mortes de jovens (de 15 a 29 anos) e de crianças (de 5 a 14 anos) são as lesões ocasionadas no trânsito; metade das mortes registradas no trânsito no mundo são de pedestres, de ciclistas e de motociclistas, considerados os usuários mais vulneráveis desse sistema; e o excesso de velocidade é uma das três principais causas de acidentes de trânsito. Dentre tantos fatores que potencializam esses dados, há de se pôr em evidência que os comportamentos inadequados e a falta de responsabilidade e de clareza dos usuários no que concerne ao respeito às normas de trânsito são uma emergência a ser reparada. Para mudar esse comportamento, é preciso que sejam feitos exercícios de autoanálise, de observação sobre as próprias atitudes em relação ao trânsito. Além disso, é importante estar ciente da dimensão dessa problemática na sociedade, sendo impensável promover uma mudança tão significativa sem despertar transformações em seu sistema de ensino. Toda escola, considerando-se até mesmo a inserção dela em quaisquer um dos diversos contextos regionais do país, representa, para sua comunidade, um espaço de trocas e de vivências com o potencial de gerar transformações e movimentos. Por isso que é tão importante que a Educação para o Trânsito seja abordada em todos níveis de ensino. Nesse contexto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans), concebeu um programa de Educação para o Trânsito voltado para a promoção da cultura de paz e de segurança no trânsito: o Programa Conexão DNIT. As atividades educacionais foram pensadas para que os professores levem o conteúdo de educação para o trânsito para as salas de aula, ao longo de todo o ano letivo, integrando as temáticas de trânsito aos conteúdos do currículo formal. A característica fundamental do material paradidático é o enfoque do trânsito como tema transversal, local e de urgência social. A transversalidade propõe a integração desse tema com os conteúdos disciplinares de maneira que complemente o currículo e que seja trabalhado de forma efetiva, dinâmica e lúdica. O trânsito, portanto, é um tema social para ser trabalhado na escola, escolhido em função das urgências que a sociedade apresenta, e que representam aspectos relevantes da realidade. 1 World Health Organization – WHO. Global status report on road safety 2018. France: World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/ item/9789241565684#:~:text=The%20Global%20status%20report%20on,people%20aged%20 5%2D29%20years. Acesso em: 11 dez. 2020. Se, de um lado, as legislações de trânsito citam que esse tema deva compor os conteúdos de sala de aula, por outro lado, as diretrizes pedagógicas mencionam o trânsito como uma temática a ser transversalizada. Ou seja, a Educação para o Trânsito está prevista na legislação brasileira, a partir do Artigo 76, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O item I do parágrafo único, do referido artigo, ressalta: “[...] a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com conteúdo programático sobre segurança de trânsito”2. Além disso, a abordagem do trânsito como tema transversal está indicada nas Diretrizes Nacionais de Educação para o Trânsito, do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), desde 20093. Por sua vez, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)4 citam o trânsito como um tema local; e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)5 define o trânsito como tema transversal. No documento Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Contexto Histórico e Pressupostos Pedagógicos6, está exibido que a Educação para o Trânsito compõe o grupo de 15 Temas Contemporâneos Transversais (TCTs), voltados para as questões sociais e para a cidadania, fazendo a associação dos conteúdos escolares com a realidade vivida dos estudantes. Sustentado por esses preceitos, o Programa Conexão DNIT foi concebido como uma iniciativa estruturada em rede e direcionada para as escolas de Ensino Fundamental e se destaca por oferecer uma proposta de metodologia inovadora, sustentável e colaborativa de Educação para o Trânsito. Através de seu portal web7 e do aplicativo móvel8, o Programa disponibiliza um banco de atividades que articulam conteúdos de trânsito com os conteúdos de todas as disciplinas, a partir dos objetos de conhecimento previstos pela BNCC para os anos escolares de 1º a 9º, na área “Atividades”. Essa área apresenta, aos usuários, a busca, a recuperação e o download das atividades de Educação para o Trânsito desenvolvidas, bem como suas orientações de uso. 2 BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 02 set. 2021. 3 Id. Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN. Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental. Brasília, DF: Ministério da Infraestrutura, 2009. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/arquivos-denatran/portarias/2009/ PORTARIA_DENATRAN_147_09_ANEXO_II_DIRETRIZES_EF.pdf. Acesso em: 02 set. 2021. 4 Id. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais. Brasília, DF: MEC, 1998. 5 Id. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 02 set. 2021. 6 Id. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Contexto Histórico e Pressupostos Pedagógicos. Brasília, DF: MEC, 2019. 7 Disponível em: https://servicos.dnit.gov.br/conexao/#/. 8 Aplicativo disponível para Android e para iOS. SUMÁRIO 19 23 27 24 29 37 49 59 71 83 Introdução Educação para o Trânsito como tema transversal Transversalidade Atividades pedagógicas transversais de Educação para o Trânsito Um papo cabeça sobre trânsito Vagas exclusivas: por que elas existem? O controle do excesso de velocidade nas vias Os impactos do trânsito na biodiversidade Futebol da Lei Seca Sentindo o caminho O envelhecimento humano e o trânsito Planejando um passeio ciclístico Caminho sob rodas As cidades e o direito de ir e vir Accessibility in traffic Do you know the traffic signs? Direitos e deveres no trânsito Os idosos no trânsito O desafio mundial pela redução de mortes por acidentes no trânsito Tecnologia e emissões veiculares 119 127 137 149 159 167 181 109 91 99 19 IntroduçãoHaja vista a relevância do tema para a formação de cidadãos conscientes sobre suas atitudes no sistema trânsito, o Programa Nacional de Educação para o Trânsito, intitulado Programa Conexão DNIT, buscou desenvolver um material paradidático que trabalhasse a Educação para o Trânsito de forma transversal, articulada às disciplinas da grade curricular das escolas, a partir de atividades direcionadas aos estudantes do Ensino Fundamental. A presente publicação contém 16 atividades pedagógicas de Educação para o Trânsito do 9º ano do Ensino Fundamental, elaboradas pelo Programa. No que se refere à organização desta publicação, serão expostas, na seguinte sequência, atividades das disciplinas curriculares de Arte, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Matemática, a partir dos objetos de conhecimento previstos pela BNCC. Para cada atividade, haverá a disponibilização da versão dos professores, seguida pela versão dos estudantes. De modo a descrever a formulação das atividades, é interessante mencionar que a versão dos professores é iniciada pelo cabeçalho, que especifica a que ano escolar, disciplina e subtema a atividade se refere. Logo abaixo, encontram-se o título e o subtítulo da atividade, e, na sequência, esta é composta por blocos, os quais estão descritos a seguir. Apresentando o percurso pedagógico, que objetiva apresentar as informações básicas que sustentam a atividade, sendo composto: pela articulação didática, que é o caminho didático entre os conceitos e o conteúdo de trânsito e os conhecimentos disciplinares; pelas competências e pelas habilidades do trânsito contempladas, escolhidas de acordo com a Tabela de Conceitos e Conteúdos de Trânsito – Programa Conexão DNIT; pelo tempo estimado da atividade; e pelos recursos necessários para sua aplicação, considerados como materiais e digitais. Conectando os saberes do trânsito, que contém textos e informações sobre trânsito vinculados à atividade. Nesse bloco, os objetivos principais são de explicitar a problemática da atividade e, ainda, de relacioná-la aos fatores de risco, à reeducação, à consciência e às mudanças atitudinais, através do entrelaçamento dos conceitos, dos conteúdos, das competências e das habilidades de trânsito. Fazem parte desse bloco: os textos de especialistas, os dados estatísticos, as reportagens, os aspectos legais, as imagens, os gráficos e os mapas, isto é, todos os documentos de caráter formativo direcionados aos professores, os quais aparecem enumerados, para melhor organização visual da proposta. Construindo os caminhos da atividade, que tem o objetivo de indicar, aos professores, caminhos para o desenvolvimento da atividade, através da proposição de estratégias didáticas. Esse bloco apresenta orientações e, também, a atividade completa, com gabarito, acrescida de conversas com os professores, organizadas em boxes com o nome Mediação, os quais têm a intenção de ajudar os professores a tecerem relações de sentidos que enriqueçam as interações em sala de aula. 20 Aprimorando práticas e ampliando conexões, que objetiva fazer o fechamento da atividade com reflexões sobre a avaliação. À medida que o olhar dialógico constitui os princípios fundantes (a importância do processo de interação, a construção colaborativa, a valorização e a socialização de saberes), as atividades buscam ajudar os professores a aprimorar e a reorganizar os objetivos de aprendizagem, especialmente os saberes e as atitudes relacionados ao trânsito. Nesse sentido, o boxe Outras conexões apresenta possibilidades e desdobramentos para a atividade, como socializações com a comunidade escolar, através de varais literários, campanhas de conscientização, compartilhamento de textos, de imagens e de fotografias em mídias comunitárias, rodas de conversa com especialistas de trânsito, sugestões de atividades integradas com outras áreas de conhecimento, solicitações de intervenções na infraestrutura local a órgãos competentes etc. Ainda nesse bloco, são listadas as referências que subsidiaram a produção da atividade, organizadas conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Por sua vez, a versão das atividades destinada para os estudantes é composta por um cabeçalho (informando dados básicos, como: ano escolar, a disciplina e o subtema correspondente ao ano escolar ao qual a atividade se destina). Logo em seguida, há três campos para serem preenchidos pelos estudantes: nome; turma; e data. Adiante, há apenas um bloco, que contém textos, questões e propostas. Tanto a versão dos professores quanto a versão dos estudantes abrigam diferentes elementos gráficos de interação, que contribuem para a dialogicidade na comunicação com os estudantes, assim como possibilitam interlocuções entre os conhecimentos. O uso dos elementos de interação pode variar de atividade para atividade, a depender do conteúdo e das intenções pretendidas, sendo eles: Mediação, como já brevemente comentado, remete-se ao conceito homônimo e tem o propósito de construir um espaço significativo de interação com os professores, estimulando a reflexão e as relações entre os professores, os objetos de aprendizagem e os estudantes. Esse elemento é apresentado nas colunas principais, em forma de um boxe textual. É de Lei é apresentado tanto no material dos professores quanto no material dos estudantes, especialmente a partir do 6º ano, e objetiva oferecer, à atividade, informações legais que são publicadas em gêneros discursivos específicos ou que são oriundas dessa esfera de atividade humana. A longo prazo, o elemento propicia uma formação contínua dos professores no que diz respeito aos aspectos legais que organizam a convivência no trânsito brasileiro, ampliando o repertório de leituras que dizem respeito à vida cidadã dos envolvidos no Programa. Acesse! pode fornecer endereços eletrônicos que complementem as informações que fazem parte da construção teórica, conceitual e procedimental das atividades, uma vez que as atividades promovem interações entre textos, imagens e diferentes gêneros discursivos, sempre abordando uma relação entre a problemática e os temas prioritários e emergentes na educação para o trânsito. Ou seja, são interações que apresentam links relacionados ao trânsito, aos conceitos, às competências e às habilidades contempladas, e, ainda, sugestões que ajudam nos processos de mediação da problemática, em formatos de áudios (canções, contos, podcasts), audiovisuais (curtas-metragens, clipes musicais, adaptações, notícias ou reportagens), que ampliam a recepção de sentidos em diferentes linguagens, além dos textos verbais, favorecendo a inclusão de diferentes habilidades cognitivas e de diversos níveis de aprendizado. 21 Trânsito em números objetiva compartilhar dados estatísticos relevantes para a composição da atividade e pode ser apresentado no material dos professores ou durante a atividade dos estudantes. Esse elemento colabora, também, para dar mais legitimidade às problemáticas abordadas e, a longo prazo, é um elemento formativo que amplia o repertório específico do trânsito dos professores participantes do Programa Conexão DNIT e exibe informações imprescindíveis aos estudantes. Compartilhe! busca estimular os professores a relatarem os processos de recepção e de desenvolvimento das atividades no cotidiano escolar. Além disso, é um elemento que favorece o diálogo e que nutre a produção de atividades a partir de fotos, de relatos sobre as dificuldades apresentadas e de possibilidades de aperfeiçoamento. Papo sério! busca chamar a atenção dos estudantes para uma informação ou para uma realidade do trânsito que carece de conscientização e de novos comportamentos. Contém pequenos textos informativos, complementares à atividade e que dialogam com o cerne da questão apresentada. Vocabulário objetiva esclarecer conceitos novos apresentados na atividade, auxiliando na compreensão e na apropriaçãodos leitores a respeito dos sentidos do texto. Trata-se de um elemento fundamental no processo de leitura, principalmente para os estudantes, pois se relaciona com a ampliação do léxico dos leitores. Você sabia? objetiva compartilhar curiosidades sobre a problemática abordada, como números impactantes, curiosidades regionais e locais, relações comparativas com outras realidades mundiais etc. Tá combinado? tem o propósito de firmar um compromisso com os estudantes. À medida que o Programa Conexão DNIT objetiva educar os estudantes para a percepção, a tomada de consciência e a mudança de atitudes deles enquanto usuários do trânsito, esse elemento de interação é escrito em linguagem informal, mais próxima do público jovem, propiciando a aproximação entre a problemática, a atividade e os estudantes, seus modos de existir e de se expressar na sociedade, buscando firmar um acordo de conduta mediante os aprendizados construídos. Fique ligado! apresenta um enunciado performativo que busca dar ênfase à percepção de riscos, a um olhar para aspectos do cotidiano que se relacionem com a problemática abordada. Esse item funciona como um aviso educativo, uma forma de sinalização, que conecta os saberes construídos e compartilhados na atividade e na vida cotidiana. A praticidade visada na proposta do Programa Conexão DNIT está na confluência e no diálogo entre os conteúdos de trânsito e os objetos de conhecimento previstos pela BNCC, proporcionando, assim, que os professores contem com esse auxílio para desenvolver atividades com os estudantes, sem deixar de atender aos objetivos de aprendizagem de seus planos de ensino. 23 Educação para o Trânsito como tema transversal O trânsito é uma temática que está presente na vida de todas as pessoas, independentemente da posição ou da condição que elas ocupam nesse espaço, seja como pedestres, passageiras, ciclistas, seja como condutoras. O trânsito é um espaço coletivo, com regras bem estabelecidas que precisam ser seguidas para a segurança de todos. Para além de respeitar as regras de circulação, é importante que as pessoas estejam cientes dos direitos que elas têm no trânsito, para que, se necessário, também possam reivindicá-los, atuando ativamente para a garantia de melhores condições de fluidez e de segurança para quem transita nas vias. Para que sejam desenvolvidos todos esses aprendizados nas pessoas, desde a necessidade de conhecer e de respeitar as regras até o de saber reivindicar seus direitos enquanto usuárias do trânsito, faz-se importante investir na Educação para o Trânsito sustentada no desenvolvimento da percepção dos riscos no trânsito, no despertar da consciência sobre os riscos nesse espaço e na adoção de atitudes seguras ao transitar. Idealmente, a Educação para o Trânsito deve começar desde cedo, abordando-se as temáticas do trânsito de maneira articulada aos conteúdos do currículo escolar, ou seja, a partir de uma abordagem transversal. A institucionalização desse tema, enquanto parte do currículo nacional da Educação Básica, teve uma trajetória longa, marcada pela publicação de diversos dispositivos legais ao longo do tempo. Desde a década de 1990, entende-se que o trânsito é um tema pertinente para ser trabalhado durante o Ensino Fundamental, orientado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)9. Além de apresentarem diretrizes para o ensino das diversas áreas do saber, com o objetivo de respaldar os processos avaliativos e pedagógicos, os PCNs abordam, ainda, uma série de temas transversais, estes que, devido à sua natureza, não constituem uma disciplina à parte, podendo ser trabalhados em todas elas. Muitos são os temas pertinentes à vida dos estudantes e à formação de cidadãos mais conscientes, sendo a Educação para o Trânsito um desses temas. O próprio Código de Trânsito Brasileiro (CTB)10, publicado em 1997, enfatiza a necessidade de se trabalhar a Educação para o Trânsito em todos os níveis de Ensino, como consta no seu Artigo 76: A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação. Outro marco importante que reforça a necessidade e a relevância de abordar a temática do trânsito no Ensino Fundamental foi a definição de diretrizes para a Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental, estabelecidas em 2009, pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), através do Anexo II da Portaria 14711. 9 BRASIL, 1998. 10 Id., 1997. 11 Id., 2009. 24 Por sua vez, a BNCC define a Educação para o Trânsito como um dos “[...] temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global e que devem ser abordados, preferencialmente de forma transversal e integradora, nos currículos e práticas pedagógicas de todo o Ensino Básico”12, devendo ser, necessariamente, incorporados ao contexto pedagógico da escola. A Educação para o Trânsito, então, apresenta seu viés transversal, como temática de urgência social, ligada às diferentes realidades locais, regionais e nacionais e com foco na educação para exercício da cidadania. Nessa perspectiva, o Programa Conexão DNIT oferece um material paradidático em consonância com os normativos legais e disponibiliza, aos educadores, um banco de atividades, as quais articulam os conteúdos de trânsito com os objetos de conhecimento das diversas disciplinas, visando apoiá-los a cumprirem seus objetivos de ensino-aprendizagem e, ainda, auxiliá-los na promoção de um trânsito seguro. Transversalidade Os temas transversais são oriundos das problemáticas diárias e de urgência social e que, devido à amplitude de sua natureza, necessitam ser trabalhados com os saberes escolares, transpassando os diferentes campos do conhecimento. Esses temas se distinguem das áreas convencionais do Ensino Básico, sendo relacionados a processos que emergem das necessidades cotidianas dos espaços e das cidades, que se mostram como importantes desafios a serem solucionados pela sociedade. Dessa forma, expressam conceitos e valores fundamentais à democracia e à promoção da cidadania. Nesse sentido, a transversalidade pode ser definida como um recurso pedagógico cujo intuito é ajudar os estudantes a adquirirem uma perspectiva mais compreensiva e crítica da realidade social, assim como sua inserção e participação nessa realidade. Esse recurso contrapõe-se à visão alienada e individualista do conhecimento e relaciona os conteúdos com o contexto que os cerca e ignora, ainda mais, as barreiras disciplinares13. Na promoção de uma educação transversal, os educadores não precisam interromper o planejamento de ensino de suas áreas para trabalharem os temas transversais, uma vez que a intenção é que esses temas possam ser incorporados ao planejamento e trabalhados a partir da afinidade que cada educador tem com a disciplina em questão. Caberá, aos professores, mobilizar esses conteúdos em torno de temáticas escolhidas, de forma que as diversas áreas não representem continentes isolados, mas digam respeito aos diversos aspectos que compõem o exercício da cidadania14. Assim, os temas transversais estarão presentes em todas as áreas do conhecimento, o que proporciona, aos estudantes, olhares globais e integradores sobre a realidade social. Como se pode notar, a transversalidade oferece, aos professores, uma oportunidade de trabalhar os mesmos conteúdos a partir de outras perspectivas, agregando novas abordagens. E, por conter temas de urgência social, por excelência, a perspectiva transversal tende a agregar dinamicidade e atratividade ao currículo das escolas. 12 BRASIL, 2018. 13 MORAES, S. E. Interdisciplinaridade e transversalidade mediante projetos temáticos. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), Brasília, v. 86, n. 213/214, p. 38-54, 2005. Disponível em:http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/rbep/article/view/1402/1141. Acesso em: 24 jun. 2020. p. 39. 14 BRASIL, 1998. 25 Contudo, para que a transversalidade proporcione, para a escola, maneiras de refletir e de agir em prol de uma educação respaldada por valores e por atitudes – em todas as áreas –, é preciso que haja uma ruptura em termos de prática pedagógica, ampliando a responsabilidade dos educadores com a formação dos estudantes e implicando, nesse processo, na relação com diferentes membros da comunidade escolar. Devido à sua natureza, os temas transversais demandam não atividades pontuais, mas um trabalho sistemático e contínuo no decorrer da vida escolar, o que possibilita um tratamento mais profundo das questões eleitas e um aprendizado mais significativo. Esse trabalho é intenso e exige, dos educadores, uma mudança de perspectiva. Esse esforço se justifica diante da importância dos temas transversais na formação dos estudantes e da urgência que esses temas representam para a sociedade. Para que a aprendizagem seja significativa e proporcione uma formação cidadã, é fundamental que diferentes temas sociais sejam estudados e debatidos na escola, já que o espaço escolar é parte constituinte importante da sociedade e que o seu currículo não pode ignorar os assuntos que são mais urgentes na sociedade. Dentre os temas transversais, o trânsito, por exemplo, apresenta um impacto local e específico para cada comunidade. Nas ruas onde se situam as escolas, nota-se que o trânsito é diretamente impactado pelo aumento do fluxo de veículos e de pedestres nos horários de entrada e de saída. A mudança de atitude, se promovida pela escola, terá um impacto direto no aumento da segurança no trânsito daquela comunidade. Em outra dimensão, o trabalho de conscientização, realizado sistematicamente em todas as escolas, é capaz de oportunizar mudanças em maior escala na redução do número de acidentes, por exemplo, impactando diretamente na área da saúde. Outra mudança de atitude em relação ao trânsito se dá pela consciência do bom uso dos meios de locomoção, aderindo-se aos meios de transporte coletivo, que, em grande escala, promoveria a redução da emissão de poluentes que afetam o meio ambiente. É interessante pensar, ainda, na gentileza no trânsito que, enquanto postura ética e cidadã, pode colaborar não apenas para a promoção de um trânsito mais seguro, mas também pode fomentar a gentileza nos mais diversos momentos da vida social. A finalidade basilar da transversalidade é promover a superação da fragmentação e da linearidade, ao trabalhar com a totalidade do conhecimento. A transversalidade proporciona uma experiência não linear de aprendizagem e, ainda, articula saberes múltiplos, sem buscar integrá-los, mas suscitando infinitas interconexões. Ao abordar os desafios sociais contemporâneos, em todas as disciplinas e anos escolares, o aprendizado científico favorece a criatividade, o aperfeiçoamento de atitudes e de valores e o senso de coletividade. 27 Atividades pedagógicas transversais de Educação para o Trânsito Nesta publicação, está disponibilizado o conjunto inicial de atividades pedagógicas do material paradidático de Educação para o Trânsito do Programa Nacional de Educação para o Trânsito – Conexão DNIT, as quais, aliás, também se encontram em formato digital e podem ser acessadas através do portal web15 ou do aplicativo móvel16 do Programa. Para a produção dessas atividades, inicialmente, para que esse material fosse significativo, instigante e capaz de mobilizar experiências e saberes acerca do trânsito, através de propostas flexíveis, atraentes e dialógicas de modo a engajar professores e estudantes em diferentes cotidianos escolares, foi definido um conjunto de características denominado: DNA. A dialogicidade, a utilidade, a sustentabilidade e a humanidade compõem esse DNA, e são esses elementos os balizadores do processo de criação, de revisão e de cocriação dos materiais pedagógicos do Programa Conexão DNIT. Os conceitos e os valores do Programa também foram considerados na elaboração das atividades, estruturando-as para que se adequem aos cotidianos escolares e para que atendam às especificidades do trânsito, com o propósito de desenvolver, nos estudantes, a percepção de riscos, de ativar a consciência sobre os riscos e de promover a mudança de comportamento e a adoção de atitudes seguras ao transitar. As atividades pedagógicas contemplam as especificidades e as demandas dos nove anos do Ensino Fundamental a partir de três grandes temas: O trânsito no contexto do letramento (1º e 2º ano); O trânsito no lugar de vivência (3º, 4º e 5º ano); e O trânsito no espaço social (6º, 7º, 8º e 9º ano). Além deles, as atividades abrangem os seguintes subtemas: Os sentidos do trânsito (1º ano); Explorando o trânsito no entorno da escola (2º ano); Percepções e cuidados no trânsito (3º ano); Descobrindo as diferentes paisagens (4º ano); Circulando com responsabilidade (5º ano); As comunicações do trânsito (6º ano); Um olhar sensível para o trânsito (7º ano); Escolhas e ações responsáveis no trânsito (8º ano); e Trânsito como um ambiente democrático (9º ano). No que se refere aos parâmetros e aos aspectos formais e de conteúdo considerados para a consolidação do material paradidático, é importante mencionar os seguintes detalhamentos: • Atividades do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental – linguagem simples, com grafias em caixa-alta nos textos, nos títulos e nas ilustrações, e os textos são curtos, com até dez linhas. As atividades, de modo geral, são ricas em imagens e em ilustrações, de forma a atender à especificidade dos estudantes desses anos escolares, os quais estão em período de alfabetização e em processo inicial de letramento. Dessa maneira, as propostas são elaboradas de forma mais lúdica e prática, envolvendo passatempos e brincadeiras, por exemplo, conforme consta na BNCC. • Atividades do 3º ao 5º ano – a grafia passa a ser script nos textos, nos títulos e nas ilustrações, e os textos são em tamanho médio (até 20 linhas). As atividades, de modo geral, também contam com imagens e com ilustrações direcionadas ao nível escolar dos estudantes, e as propostas continuam a explorar a ludicidade e os sentidos humanos. Além disso, o entorno da escola passa a ser introduzido nas atividades, exibindo-se os cuidados e os riscos no trânsito. 15 Disponível em: https://servicos.dnit.gov.br/conexao/#/. 16 Aplicativo disponível para Android e para iOS. 28 • Atividades do 6º ao 9º ano – são mais complexas em relação aos anos anteriores, desenvolvidas com o intuito de ampliar o nível de compreensão, dos estudantes, a respeito das problemáticas do trânsito e das relações destas com o mundo. A partir das propostas das atividades, os professores podem inserir diferentes mídias na execução dos exercícios, de acordo com a realidade do ambiente escolar. O conjunto inicial de atividades pedagógicas de Educação para o Trânsito dos nove anos do Ensino Fundamental é composto por 143 atividades, abrangendo as disciplinas de Arte, de Ciências, de Educação Física, de Geografia, de História, de Língua Inglesa, de Língua Portuguesa e de Matemática. A coleção de livros Saberes do trânsito – Educação para o trânsito, educação para a vida disponibiliza essas atividades em nove livros, organizados por ano escolar. 299º ANO | ARTE | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Um papo cabeça sobre trânsito Direitos e deveres no trânsito podem ser trabalhados através do Slam Articulação didática Os estudantes, ao escutarem e lerem uma música e ao verem e anotarem palavras relacionadas ao trânsito, serão inspirados a promover, em um processo criativo, a construção de poesias e a participar de um Slam. Nele, as poesias serão declamadas, expondo-se reflexões sobre os direitos e os deveres dos usuários do sistema trânsito. Objeto de conhecimento Processos de criação – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania notrânsito. Conteúdo do trânsito Direitos e deveres no trânsito. Competência Aprender sobre direitos e deveres no trânsito. Habilidade Relacionar direitos e deveres no trânsito. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4, lápis, caixa de som e microfone. O que é ser cidadão no trânsito? Que atitudes um cidadão deve ter nas vias? Quais são os direitos e os deveres dele no trânsito? O texto Cidadão no trânsito apresenta algumas reflexões sobre a postura cidadã e sobre os comportamentos adequados ao transitar. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 30 UM PAPO CABEÇA SOBRE TRÂNSITO Cidadão no trânsito Ser cidadão é ter consciência e exercer os direitos e os deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, a qual garante que aqueles sejam colocados em prática. Na Constituição brasileira (BRASIL, 1988), portanto, constam alguns direitos dos cidadãos brasileiros, como os mencionados no Artigo 5°: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]. Esses direitos devem ser seguidos, também, nas vias públicas, um ambiente que deve ser democrático, de convivência social, onde circulam pessoas de idades, de culturas e de classes sociais diferentes. Para uma real cidadania, é essencial que as pessoas reivindiquem seus direitos, pensando-se, também, na coletividade. Exercer a cidadania, assim, envolve atitudes que colocam em prática os direitos e, ainda, os deveres. Ou seja, independentemente de origens, de etnias, de idades ou de condições de vida, é preciso ter atitudes que assegurem, à humanidade como um todo, a possibilidade de viver em paz, com dignidade, com saúde e com segurança. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) apresenta, ao longo dos seus artigos e parágrafos, os direitos e os deveres do cidadão, cabendo destacar: Art. 1º [...] § 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito. [...] Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem: I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas; II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro obstáculo. [...] Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito. No trânsito, para que haja segurança e fluidez, é de extrema importância a postura cidadã. Abaixo, estão descritos alguns exemplos de atitudes cidadãs. • Cumprir as normas disponíveis pelo CTB. • Andar com segurança, de um lugar a outro. • Respeitar o próximo e as suas diferenças. • Observar o movimento dos usuários das vias e ter cuidado com isso. • Ajudar uma pessoa com limitações de locomoção a atravessar a rua. • Valorizar a vida e priorizar a segurança nas vias. • Contribuir para a preservação do meio ambiente. • Praticar valores como cooperação, solidariedade, justiça, responsabilidade, equidade e tolerância. 319º ANO | ARTE | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Para promover a Educação para o Trânsito, é necessário exercer a cidadania, exigir seus direitos enquanto pedestre, passageiro, ciclista e motorista, mas, além disso, é fundamental cumprir seus deveres. Não é aceitável, por exemplo, que um cidadão que deixa de cumprir seus deveres ao transitar ensine a alguém ou exija deste uma postura responsável no trânsito. Ser um bom cidadão é pensar e agir em prol do bem comum. Preparar indivíduos para o exercício da cidadania nas vias é uma das finalidades da Educação para o Trânsito. Estratégias didáticas A atividade é iniciada com a música Rua da Passagem (Trânsito), que pode ser lida e, se possível, ouvida. Na sequência, propõem-se, em uma roda de conversa com os estudantes, questões de interpretação de texto, a partir da letra da música, dando-se ênfase à temática direitos e deveres no trânsito. Posteriormente, solicita-se a construção individual de uma poesia utilizando as palavras relacionadas ao trânsito. Por fim, como o gênero Slam, faz-se a batalha de poesias. Atividade com gabarito Um papo cabeça sobre trânsito O espaço do trânsito permite o exercício da cidadania, com a prática dos direitos e dos deveres de seus usuários. Os direitos e os deveres são, comumente, requeridos pelos cidadãos, e o gênero Slam (batalha de poesias), caracterizado por ser uma maneira de comunicar opiniões, é uma forma de manifestar, dentre tantas temáticas, os direitos e os deveres no trânsito. 1) Leia, com atenção, a letra da música e, em seguida, em uma roda de conversa com os colegas, apresente argumentos sobre: direitos e deveres no trânsito. Rua da Passagem (Trânsito) Os curiosos atrapalham o trânsito Gentileza é fundamental Não adianta esquentar a cabeça Não precisa avançar no sinal Dando seta pra mudar de pista Ou para entrar na transversal Pisca alerta pra encostar na guia Para brisa para o temporal Já buzinou, espere, não insista, Desencoste o seu do meu metal Devagar pra contemplar a vista Menos peso do pé no pedal Não se deve atropelar um cachorro Nem qualquer outro animal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Acesse! Conheça a canção Rua da Passagem (Trânsito), composta por Arnaldo Antunes e por Lenine, podendo ser acessada em: http://bit. ly/2mkVnW5. Tá combinado? A obrigatoriedade de se ter cintos de seguranças nos automóveis foi um direito conquistado e, também, é uma obrigação. Não importa o lugar onde você se senta: seja no banco da frente, seja no banco de trás, utilize o cinto de segurança. Ele salva vidas! Construindo os caminhos da atividade Motoqueiro caminhão pedestre Carro importado carro nacional Mas tem que dirigir direito Para não congestionar o local Tanto faz você chegar primeiro O primeiro foi seu ancestral É melhor você chegar inteiro Com seu venoso e seu arterial A cidade é tanto do mendigo Quanto do policial Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Travesti trabalhador turista Solitário família casal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Sem ter medo de andar na rua Porque a rua é o seu quintal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Boa noite, tudo bem, bom dia, Gentileza é fundamental Pisca alerta pra encostar na guia Com licença, obrigado, até logo, tiau. RUA da passagem: trânsito. Composição: Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, [2003]. 1 vídeo (3 min. 51 s.). Disponível em: http:// letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso em: 21 nov. 2019. 32 UM PAPO CABEÇA SOBRE TRÂNSITO Mediação Sugere-se que a letra da música seja apresentada juntamente com o áudio, pois isso enriquecerá, aos estudantes, a experiência estética e a compreensão do texto. Na roda de conversa, podem ser feitas perguntas para os estudantes sobre situações cotidianas envolvendo direitos e deveres no trânsito, com intuito de provocar reflexões para inspirar a construção das poesias. Pode-se perguntar, por exemplo: Como se sentem ao atravessar uma via?; Como se sentem ao caminhar pelas ruas?; Como reagiram a uma situação de perigo pela qual já passaram?; e, ainda, O que poderia ser modificado nessa situação?. Nessa conversa, pode-se pontuar, também: a falta de faixa de pedestres; pedestres que se expõem caminhando por acostamentos de rodovias; as dificuldades enfrentadas pelos idosos epor pessoas com deficiência; e as dificuldades de locomoção nas cidades e nos transportes públicos. 2) Agora, crie uma poesia sobre os direitos e os deveres no trânsito para ser declamada para a turma como em um Slam. Para se inspirar, use as palavras e as expressões contidas no quadro a seguir. Palavras e expressões relacionadas ao trânsito Acidente Cidadania Estacionar Motorista Respeito Ajuda Cinto de segurança Excesso de velocidade Multa Rodovia Andar Código de Trânsito Brasileiro (CTB) Faixa de pedestre Organização Segurança Apito Cooperação Farol Paciência Semáforo Atenção Deveres Gentileza Passarela Tolerância Atitude Dificuldade de locomoção Idoso Passeio Vagas exclusivas Automóveis Direitos Imprudência Pedestre Veículos Bicicleta Dirigir Infrações Placas de sinalização Vias seguras Bonde Educação Leis Policial Vida Calçadas Espaço coletivo Morte Regra Rua Mediação Como sugestão para o momento de criação das poesias, podem ser escritas, no quadro, outras palavras relacionadas ao trânsito além das apresentadas no exercício, para auxiliar a inspiração dos estudantes na produção das poesias sobre direitos e deveres no trânsito. Dependendo da quantidade de alunos na turma, a criação das poesias poderá ocorrer em grupos, sendo indicado um dos integrantes do grupo para a declamação na batalha. 3) Por fim, apresente sua poesia para a turma. Mas não se esqueça: quando for a vez dos colegas declamarem suas poesias, participe batendo palmas para as performances que mais chamarem a sua atenção. 339º ANO | ARTE | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Mediação A caraterística do Slam envolve, necessariamente, uma batalha. Nesta atividade, propõe-se uma adaptação com a apresentação de duas poesias (criadas individualmente ou por dois grupos) em sequências de rodadas. Para cada rodada de apresentação, o critério de aplausos poderá ser adotado para a escolha da poesia que melhor apresente o conteúdo relacionado aos direitos e aos deveres no trânsito. A batalha será concluída quando todas as poesias tiverem sido apresentadas, duas a duas. Avaliação A avaliação proposta para essa atividade é perceber, no processo criativo das poesias: como os elementos relacionados a direitos e a deveres no trânsito foram explorados pelos estudantes e de que modo foram apresentados por eles; quais reflexões foram compartilhadas e quais atitudes foram evidenciadas por eles; e, ainda, como a oralidade e a emoção foram explorados ao recitaram seus versos. Outras conexões Outras possibilidades de desdobramento dessa atividade são: publicar as poesias no mural da escola; e desenvolver o gênero Slam em outros espaços educativos, variando-se as duplas. Essas novas atividades podem ocorrer, também, para além da escola, como, por exemplo, em eventos organizados pela própria escola nos quais haja a participação da comunidade, para, assim, chamar a atenção em relação aos direitos e aos deveres no trânsito. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 05 fev. 2020. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Emendas Constitucionais. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 05 fev. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm. Acesso em: 18 set. 2019. RUA da passagem - Lenine. Curitiba: Youtube, 2014. 1 vídeo (3 min. 17s.). Publicado pelo canal Gilmar Kaminski Junior. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=5ZsLnSpMcHg. Acesso em: 18 set. 2019. Aprimorando práticas e ampliando conexões Referências Compartilhe! Conte-nos como foi a recepção da proposta por parte dos estudantes: envie-nos fotos e/ou vídeos da atividade! Você e os estudantes são os protagonistas do Programa Conexão DNIT. 359º ANO | ARTE | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Um papo cabeça sobre trânsito O espaço do trânsito permite o exercício da cidadania, com a prática dos direitos e dos deveres de seus usuários. Os direitos e os deveres são, comumente, requeridos pelos cidadãos, e o gênero Slam (batalha de poesias), caracterizado por ser uma maneira de comunicar opiniões, é uma forma de manifestar, dentre tantas temáticas, os direitos e os deveres no trânsito. 1) Leia, com atenção, a letra da música e, em seguida, em uma roda de conversa com os colegas, apresente argumentos sobre: direitos e deveres no trânsito. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ A obrigatoriedade de se ter cintos de seguranças nos automóveis foi um direito conquistado e, também, é uma obrigação. Não importa o lugar onde você se senta: seja no banco da frente, seja no banco de trás, utilize o cinto de segurança. Ele salva vidas! É melhor você chegar inteiro Com seu venoso e seu arterial A cidade é tanto do mendigo Quanto do policial Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Travesti trabalhador turista Solitário família casal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Sem ter medo de andar na rua Porque a rua é o seu quintal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Boa noite, tudo bem, bom dia, Gentileza é fundamental Pisca alerta pra encostar na guia Com licença, obrigado, até logo, tiau. RUA da passagem: trânsito. Composição: Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, [2003]. 1 vídeo (3 min. 51 s.). Disponível em: http://letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso em: 21 nov. 2019. Rua da Passagem (Trânsito) Os curiosos atrapalham o trânsito Gentileza é fundamental Não adianta esquentar a cabeça Não precisa avançar no sinal Dando seta pra mudar de pista Ou para entrar na transversal Pisca alerta pra encostar na guia Para brisa para o temporal Já buzinou, espere, não insista, Desencoste o seu do meu metal Devagar pra contemplar a vista Menos peso do pé no pedal Não se deve atropelar um cachorro Nem qualquer outro animal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Motoqueiro caminhão pedestre Carro importado carro nacional Mas tem que dirigir direito Para não congestionar o local Tanto faz você chegar primeiro O primeiro foi seu ancestral Estudante 36 UM PAPO CABEÇA SOBRE TRÂNSITO 2) Agora, crie uma poesia sobre os direitos e os deveres no trânsito para ser declamada para a turma como em um Slam. Para se inspirar, use as palavras e as expressões contidas no quadro a seguir. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Palavras e expressões relacionadas ao trânsito Acidente Cidadania Estacionar Motorista Respeito Ajuda Cinto de segurança Excesso de velocidade Multa Rodovia Andar Código de Trânsito Brasileiro (CTB) Faixa de pedestre Organização Segurança Apito Cooperação Farol Paciência Semáforo Atenção Deveres Gentileza Passarela Tolerância Atitude Dificuldade de locomoção Idoso Passeio Vagas exclusivas Automóveis Direitos Imprudência Pedestre Veículos Bicicleta Dirigir Infrações Placas de sinalização Vias seguras Bonde Educação Leis Policial Vida Calçadas Espaço coletivo Morte Regra Rua 3) Por fim, apresente sua poesia para a turma. Mas não se esqueça: quando for a vez dos colegas declamarem suas poesias, participe batendo palmas para as performances que mais chamarem a sua atenção. 379º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Vagas exclusivas: por que elas existem? Por que existem espaços exclusivos para deficientes físicos e idosos? Articulação didática Esta atividade, por meio dos conceitos de equidade, de igualdade e de diferença, busca evidenciar a importância de, no espaço do trânsito, haver vagas exclusivas para deficientes físicos e idosos. Para isso, são expostas, aos estudantes, imagens, contemporâneas e históricas, para que sejam classificadas entre os conceitos de equidade, de igualdade e de diferença, visando promover a reflexão das situações do trânsito e a compreensão de que cada pessoa apresenta uma necessidade, sendo fundamental que os direitos de todos os cidadãos sejam assegurados. Objeto de conhecimento Contextos e práticas – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Vagas de estacionamento exclusivas. Competência Compreender a essencialidade das vagas de estacionamento exclusivas para idosos e para pessoas com deficiência. Habilidade Justificar a importância das vagas de estacionamento exclusivas para idosos e para pessoas com deficiência e argumentar a importância de respeitá-las. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, revistas, cartolina, cola, tesoura e materiais para colorir. Para que todos gozem do direito de ir e vir, é preciso reconhecer que existem diferenças entre os usuários do trânsito. No texto Equidade no espaço do trânsito, aborda-se o tema da promoção da igualdade no sistema trânsito, a partir da concepção de equidade, princípio que orienta, por exemplo, a reserva de vagas de estacionamento para idosos e para pessoas com deficiência. Apresentando o percurso pedagógico Conectando saberes do trânsito Professor(a) 38 VAGAS EXCLUSIVAS: POR QUE ELAS EXISTEM? Equidade no espaço do trânsito O debate sobre a promoção da igualdade é pertinente à Educação para o Trânsito, uma vez que existem diferenças entre as pessoas que ocupam esse espaço. Essas diferenças podem ser de várias ordens – desde diferenças físicas, de faixas etárias, de gênero, de condições sociais, até diferenças religiosas e culturais. Por isso, para que todos tenham condições iguais de acesso ao direito de ir e vir, é preciso adequar os espaços do trânsito a diferentes realidades. Entende-se que um idoso e um cadeirante, por exemplo, demandem condições de locomoção distintas das que uma pessoa adulta sem deficiência motora precisa. Desse modo, para que o espaço do trânsito permita condições de livre circulação para todos, a lei pode ser acionada para a correção de eventuais assimetrias. Parte-se, assim, do princípio de que, para a promoção da igualdade, é preciso agir com equidade diante das diferenças. A equidade, para o filósofo grego Aristóteles, refere-se à natureza de corrigir a lei no que ela for insuficiente, na promoção da igualdade, devido ao seu caráter universal (ABBAGNANO, 2007). É sobre reconhecer que, para que indivíduos diferentes vivam em igualdade de direitos, é preciso, em alguns casos, dar tratamento desigual. Um exemplo de equidade que se aplica ao trânsito é a garantia de vagas de estacionamento exclusivas para idosos e para pessoas com deficiência motora. Com essa finalidade, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2015) garante a reserva de 2% das vagas de estacionamento próximas aos acessos de pedestres, em locais públicos e privados abertos ao público, para veículos devidamente sinalizados que transportem pessoas com deficiência ou com comprometimento de mobilidade. Essas vagas precisam estar devidamente sinalizadas e precisam respeitar o espaçamento recomendado pelas normas técnicas de acessibilidade – de maneira a possibilitar o desembarque de um cadeirante, por exemplo. Somada a ela, a Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003, do Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003), lhes garante a reserva de 5% das vagas de estacionamentos públicos e privados e estabelece que essas vagas sejam posicionadas em locais onde se garanta a comodidade e o acesso ao direito de ir e vir desses cidadãos. Em ambos os casos, para o direito de usufruto das vagas reservadas, os veículos precisam exibir, em um local visível, uma credencial de beneficiário, fornecida pelos órgãos de trânsito. O uso indevido dessas vagas representa uma infração gravíssima e acarreta a cobrança de multa. É importante, no entanto, que o respeito a esses espaços não seja enfatizado apenas pelo risco de perdas financeiras. A formação para a cidadania perpassa uma sensibilização sobre as diferenças para que o respeito ao próximo e o respeito à lei sejam resultados de atitudes conscientes. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a realização de uma roda de conversa, na qual as vagas exclusivas para deficientes e idosos sejam a temática principal, abordando-se os aspectos legais envolvidos. Após as reflexões, em grupos, os estudantes são convidados a analisar algumas imagens, classificando-as como exemplos de equidade, de igualdade ou de diferença. Na sequência, a proposta é que, a partir da análise das imagens e da experiência pessoal de cada um, os estudantes discorram sobre a importância da equidade no trânsito. Por fim, é sugerido que os estudantes façam uma arte com o intuito de conscientizar toda a comunidade escolar sobre a importância do respeito às vagas exclusivas. Acesse! Para ampliar o debate sobre a temática, o vídeo Corrida por $100 feita de privilégio e desigualdade é um bom complemento para discussão da equidade e pode ser acessado em: https://bit. ly/32cgJqF. Construindo os caminhos da atividade 399º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Atividade com gabarito Vagas exclusivas: por que elas existem? Atualmente, no Brasil, há leis que asseguram o direito às vagas exclusivas para deficientes físicos e para idosos. Você já pensou no porquê de elas terem sido criadas? Pois bem, um dos aspectos fundamentais foi o de buscar garantir a equidade e o respeito às diferenças no trânsito, e, assim, as vagas exclusivas visam garantir o direito de ir e vir de pessoas que têm necessidades específicas de locomoção. Mediação É importante iniciar a atividade conversando com os estudantes sobre o que já sabem sobre vagas exclusivas para deficientes físicos e para idosos, ativando seus conhecimentos prévios e preparando a turma para ampliar a percepção sobre os usos e a função dessas vagas. Algumas perguntas podem ser feitas para conduzir esse diálogo inicial, como, por exemplo: Você já viu uma vaga exclusiva para deficientes físicos e para idosos nas ruas do bairro e da cidade?; Quais as diferenças dessas vagas para as outras?; Você sabe qual o motivo pelo qual essas vagas foram criadas?. Nesse diálogo, sugere-se que seja feita uma breve exposição sobre a legislação atual que trata sobre vagas exclusivas, conforme texto disponível na seção Conectando saberes do trânsito. 1)Em grupos, façam a leitura do quadro a seguir, com atenção, sobre os conceitos de: igualdade, equidade e diferença. Em seguida, analisem as imagens, classificando-as de acordo com cada conceito detalhado no quadro. Registrem as suas observações para que possam apresentar, aos demais colegas, a análise e a discussão feitas pelo grupo. Equidade Diferença Igualdade Consideração em relação ao direito de cada um independentemente da lei positiva, levando em conta o que se considera justo. Qualidade ou estado de diferente; propriedade ou característica pela qual pessoas ou coisas diferem umas das outras. Qualidade daquilo que é igual ou que não apresenta diferenças; identidade. Significados extraídos do Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis. Imagem 1 – Fotografia de uma ambulância no trânsito Fo nt e: A do be S to ck . 40 VAGAS EXCLUSIVAS: POR QUE ELAS EXISTEM? Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo dessa imagem como sendo: equidade. A ambulância tem preferência no trânsito, uma vez que está salvando vidas em risco. Imagem 2 - Sinalização de trânsito Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo dessa imagem como sendo: equidade. Essa sinalização de trânsito especifica a reserva do local para pessoas com deficiência física ou com dificuldade de locomoção. Imagem 3 – Mulheres e a direção Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo dessa imagem como sendo: igualdade. As mulheres podem exercer a função de motorista assim como os homens. Imagem 4 – Tirinha “Nunca andou...” Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo dessa imagem como sendo: diferença. A tirinha foi produzida por um grupo de artistas cadeirantes, visando difundir a ideia de que cada um possui necessidades e possibilidades específicas e que, nem por isso, deixam de ser seres humanos “normais”. Fo nt e: S up er N or m ai s (2 01 3) Fo nt e: W ik im ed ia C om m on s 419º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Imagem 5 – Placas de sinalização de trânsito Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo dessa imagem como sendo: igualdade. Todos devem seguir as mesmas regras, já que as placas de trânsito são feitas para os usuários desse sistema. No entanto, a classificação “diferença” também poderá ser colocada, já que os estudantes podem argumentar que as placas de trânsito têm diferentes recomendações para pedestres, para ciclistas, para motoristas, entre outros. Mediação Para realizar o exercício, é importante organizar a turma em grupos de modo que todos possam participar e realizar a análise das imagens. Depois de os grupos debaterem, é importante realizar a socialização, em que cada grupo poderá comentar a respeito de uma das imagens, colocando a classificação que fez e argumentando essa posição. A turma poderá contribuir, concordando ou não com a análise do grupo, e colaborar com observações e reflexões, que enriqueçam a compreensão comum dos conceitos e suas relações com as práticas que cada imagem expõe. É possível aprofundar o debate sobre as vagas exclusivas, valorizando-se, também, as vivências dos estudantes com algumas perguntas: Vocês já cederam seus lugares para familiares e amigos se sentarem?; Se sim, por que fizeram isso?; Há pessoas próximas, familiares e amigos, que usam com frequência as vagas exclusivas?; Vocês já se sentiram prejudicados pelas vagas exclusivas existentes nos estacionamentos?. As percepções da turma sobre as dificuldades enfrentadas pelos idosos e pelas pessoas com deficiências físicas no uso das vagas reservadas e as possibilidades de ações respeitosas com esses indivíduos podem ser transcritas no quadro para servir de referência para o exercício seguinte. 2) Agora, o grupo precisará criar uma arte para uma campanha de conscientização sobre a necessidade e a importância das vagas exclusivas para idosos e para pessoas com deficiência física, com a temática “Vagas exclusivas: garantindo a mobilidade de todos”. Vale lembrar que essa produção é destinada a diferentes pessoas de toda a comunidade escolar. Por isso, para a diversidade do público-alvo, o grupo precisará produzir um material que incentive todas as pessoas a transformarem o trânsito em um local mais seguro e com equidade! 42 VAGAS EXCLUSIVAS: POR QUE ELAS EXISTEM? Mediação Esse exercício intenta estimular e inspirar os estudantes a criarem, a partir de suas anotações, algumas artes para compor uma campanha de conscientização. Importante incentivar os grupos para que a criação seja feita visando ao compartilhamento com a comunidade escolar. Além disso, é interessante conversar com os estudantes, durante a produção da atividade, sobre a importância da realização de campanhas de conscientização sobre o trânsito para a sociedade, colocando-os em posição de criadores de uma arte que pode sensibilizar e colaborar para a garantia do direito de ir e vir das pessoas com deficiência e das pessoas idosas. As imagens finalizadas podem ser organizadas ou digitalizadas para compor a campanha de conscientização sobre as vagas exclusivas para idosos e para deficientes físicos, junto à comunidade escolar. Avaliação A avaliação poderá considerar a participação de cada estudante tanto no momento de conversa do diálogo inicial com a turma quanto no grupo nos momentos de análise das imagens e de colaboração no debate. As artes finais também poderão ser avaliadas, seguindo alguns critérios, como: conformidade com a temática; a estética e a linguagem pensadas para o público-alvo; e a mensagem apresentada sobre atitudes respeitosas a serem adotadas, para as interações com os deficientes físicos e com idosos no trânsito, para que este seja um ambiente mais inclusivo, democrático e seguro. Outras conexões Além do compartilhamento com a comunidade escolar, esta atividade pode ser continuada com a exposição da campanha em outras plataformas de divulgação, como as redes sociais ou o jornal do bairro. Outra possibilidade de dar continuidade a esta atividade é realizar uma saída de campo, em que os estudantes poderão observar a realidade do bairro no que diz respeito às vagas destinadas às pessoas com deficiência física e às pessoas idosas, considerando estacionamentos de estabelecimentos públicos e privados. Com isso, os estudantes poderão analisar se há ou não cumprimento da legislação, com a reserva de vagas exclusivas e, também, observar se as vagas existentes são respeitadas pelos usuários do trânsito. Essa atividade poderá estimular, ainda, a discussão de como os estudantes (também cidadãos) podem contribuir para que os direitos desses sujeitos sejam garantidos e respeitados. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. Ivone Castilho Benedetti. 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 04 nov. 2020. Tá combinado? Respeite as diferenças! A educação e o respeito no trânsito são essenciais para a garantia da segurança dos seus usuários em qualquer faixa etária e com condições de mobilidade diversas. Compartilhe! Conte-nos como foi a experiência de realizar esta atividade com a turma! Houve interesse e participação de todos? Envie-nos fotos e/ou vídeos das artes criadas pelos estudantes! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 439º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO BRASIL. Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm. Acesso em: 04 nov. 2020. BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileirade Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 04 nov. 2020. DIFERENÇA. In: Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis. Editora Melhoramentos Ltda, c2020. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/ busca?r=0&f=0&t=0&palavra=DIFEREN%C3%87A. Acesso em: 04 nov. 2020. EQUIDADE. In: Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis. Editora Melhoramentos Ltda, c2020. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/ busca?r=0&f=0&t=0&palavra=equidade. Acesso em: 04 nov. 2020. IGUALDADE. In: Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis. Editora Melhoramentos Ltda, c2020. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/ busca?r=0&f=0&t=0&palavra=IGUALDADE. Acesso em: 04 nov. 2020. 459º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Vagas exclusivas: por que elas existem? Atualmente, no Brasil, há leis que asseguram o direito às vagas exclusivas para deficientes físicos e para idosos. Você já pensou no porquê de elas terem sido criadas? Pois bem, um dos aspectos fundamentais foi o de buscar garantir a equidade e o respeito às diferenças no trânsito, e, assim, as vagas exclusivas visam garantir o direito de ir e vir de pessoas que têm necessidades específicas de locomoção. 1) Em grupos, façam a leitura do quadro a seguir, com atenção, sobre os conceitos de: igualdade, equidade e diferença. Em seguida, analisem as imagens, classificando-as de acordo com cada conceito detalhado no quadro. Registrem as suas observações para que possam apresentar, aos demais colegas, a análise e a discussão feitas pelo grupo. Equidade Diferença Igualdade Consideração em relação ao direito de cada um independentemente da lei positiva, levando em conta o que se considera justo. Qualidade ou estado de diferente; propriedade ou característica pela qual pessoas ou coisas diferem umas das outras. Qualidade daquilo que é igual ou que não apresenta diferenças; identidade. Significados extraídos do Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis. Imagem 1 – Fotografia de uma ambulância no trânsito _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Ad ob e St oc k. Estudante 46 VAGAS EXCLUSIVAS: POR QUE ELAS EXISTEM? Imagem 2 - Sinalização de trânsito _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Imagem 3 – Mulheres e a direção _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ W ik im ed ia C om m on s. 479º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Imagem 4 – Tirinha “Nunca andou...”. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Imagem 5 – Placas de sinalização de trânsito _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 2) Agora, o grupo precisará criar uma arte para uma campanha de conscientização sobre a necessidade e a importância das vagas exclusivas para idosos e para pessoas com deficiência física, com a temática “Vagas exclusivas: garantindo a mobilidade de todos”. Vale lembrar que essa produção é destinada a diferentes pessoas de toda a comunidade escolar. Por isso, para a diversidade do público-alvo, o grupo precisará produzir um material que incentive todas as pessoas a transformarem o trânsito em um local mais seguro e com equidade! Su pe r N or m ai s (2 01 3) . Respeite as diferenças! A educação e o respeito no trânsito são essenciais para a garantia da segurança dos seus usuários em qualquer faixa etária e com condições de mobilidade diversas. 499º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO O controle do excesso de velocidade nas vias O uso dos radares como instrumento de proteção à vida no trânsito Articulação didática Esta atividade intenta provocar, nos estudantes, a reflexão a respeito da função dos radares de controlar a velocidade nas vias, visando à preservação da vida. Para isso, os estudantes, através de leitura, de exercícios e de interações orais, conhecerão dois tipos de radar, o móvel e o fixo, a partir da caracterização de suas diferenças quanto: às ondas eletromagnéticas e às frequências. Objeto de conhecimento Matéria e energia – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Cumprimento de normas de trânsito. Competência Entender o significado e as possíveis consequências do cumprimento e do descumprimento das normas de trânsito. Habilidades Indicar os benefícios e as consequências do cumprimento e do descumprimento das normas de trânsito. Caracterizar a função dos radares e argumentar como eles podem auxiliar motoristas, pedestres e ciclistas a transitarem com segurança. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. Existem causas e consequências do excesso de velocidade nas vias. O texto O excesso de velocidade e suas consequências discute a importância de cumprir as normas de trânsito e trafegar dentro dos limites de segurança para evitar acidentes. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 50 O CONTROLE DO EXCESSO DE VELOCIDADE NAS VIAS O excesso de velocidade e suas consequências Ao longo das transformações nas cidades, a demanda pelos deslocamentos fez com que a indústria automobilística se transformasse muito rapidamente no século XX, alcançandoníveis exponenciais de produção e de venda de automóveis. Além da quantidade de veículos nas vias, a velocidade dos deslocamentos nas cidades e entre cidades, estados e regiões também acarretou novos desafios para a segurança dos cidadãos. Atualmente, o excesso de velocidade é uma das três principais causas de acidentes de trânsito e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) (WHO, c2018), as lesões decorrentes de acidentes de trânsito são as principais causas de morte de crianças e de jovens (entre 5 a 29 anos). O excesso de velocidade nas vias, fruto dos comportamentos inadequados dos condutores, coloca em risco a vida deles e dos outros usuários do trânsito. A pressa, atrelada à falta de atenção e a problemas estruturais nas vias, potencializa (ainda mais) os riscos de acidentes. Há, também, a falta de responsabilidade coletiva e de clareza em relação às normas do trânsito e às consequências destas, para além das infrações. No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, existem diferentes velocidades máximas permitidas para cada via. Elas são indicadas e sinalizadas por meio das placas de trânsito. A indicação das velocidades permitidas existe para manter a segurança viária e, por isso, é diferente em cada tipo de via. Em frente a uma escola, por exemplo, é comum que haja placas indicando velocidades mais baixas do que em uma rodovia, uma vez que é um lugar onde transitam muitos pedestres, os quais, em sua maioria, são crianças e jovens. As consequências As velocidades máximas permitidas, especificadas nas placas, devem ser respeitadas pelos condutores de veículos. Exceder a velocidade ou transitar muito devagar pode provocar acidentes e gerar uma infração de trânsito ao condutor. É importante que se desenvolva, nos condutores, uma maior conscientização sobre a importância de se deslocar no trânsito sempre com velocidade segura. Quanto mais alta a velocidade de um veículo, mais tempo e espaço serão necessários para realizar as frenagens e outras manobras necessárias. Sem contar que dirigir em velocidades altas reduz a visão periférica dos condutores e coloca em risco os demais usuários nas vias. É por isso que, a cada acréscimo de 1% na velocidade de um veículo, aumenta-se em 4% o risco de acidentes com morte, e, para cada redução de 5% na velocidade, diminui-se em 30% o risco de fatalidades (WHO, c2018). Por sua vez, para inibir práticas abusivas dos condutores, a fiscalização eletrônica (como os radares de trânsito) é uma das iniciativas que existem. Os radares, fixos ou móveis, que funcionam a partir da leitura das ondas eletromagnéticas, possibilitam o registro da velocidade em que os veículos trafegam. Esses radares funcionam de acordo com as regras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O CTB estabelece regras para que os motoristas adotem velocidades seguras e compatíveis com as características das vias e das áreas por onde circulam. Em seu Artigo 218, o CTB (BRASIL, 1997) determina que quem exceder em até 20% a velocidade máxima permitida estará cometendo uma infração média, e o motorista que trafegar em velocidade entre 20% e 50% acima da máxima permitida será multado por infração grave. Ademais, quem exceder em mais de 50% a velocidade máxima permitida, além de multa correspondente à infração gravíssima, multiplicada por 3, será punido com a suspensão imediata do direito de dirigir e com a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Quem, no entanto, trafegar a uma velocidade inferior à metade da velocidade máxima permitida, também estará oferecendo risco de acidentes a si e aos demais usuários. Neste último caso, segundo o Artigo 219 do CTB, o condutor deverá ser multado por uma infração média (BRASIL, 1997). 519º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Vale frisar: nenhuma dessas penalidades é maior que os riscos de dirigir em uma velocidade insegura e que as consequências físicas, psicológicas, sociais, materiais decorrentes dos acidentes. Esses riscos atentam contra a vida de condutores e contra a vida dos demais usuários do sistema trânsito. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a leitura compartilhada do texto Os radares e a função deles no trânsito, que expõe os tipos e a função dos radares. Na sequência, propõe-se a realização de uma roda de conversa, para que os estudantes possam trocar de informações sobre o tema a partir de conhecimentos prévios que têm e de suas vivências. Para dar continuidade à atividade, sugere-se, aos estudantes, um exercício de preenchimento de uma cruzadinha, a partir da leitura de micronarrativas relacionadas aos tipos e à função dos radares. Em seguida, os estudantes são convidados a elaborar, completando a cruzadinha, duas micronarrativas relacionadas à educação para a cidadania no trânsito. Para o encerramento da atividade, propõe-se promover uma reflexão, através da exposição das produções feitas, sobre a necessidade de respeitar a legislação do trânsito, como uma atitude de cidadania. Atividade com gabarito O controle do excesso de velocidade nas vias Você sabe qual a função dos radares no trânsito? Mas como ocorre a captação de velocidade por esses dispositivos, você sabe? Após a leitura do texto Os radares e a função deles no trânsito, discuta essas questões com os colegas, e, juntos, conversem, ainda, sobre como o controle de velocidade pode auxiliar a salvar vidas! Os radares e a função deles no trânsito O excesso de velocidade é uma das principais causas de mortes no trânsito. A exigência do deslocamento cada vez mais rápido de um lugar para outro provocou um aumento do fluxo de veículos, e a indústria automobilística acompanhou esse desenvolvimento, produzindo carros cada vez mais velozes. Porém, o comando da velocidade do veículo é responsabilidade do motorista, que, por sua vez, é um ser humano e que sofre diversas influências do meio em que vive. Nesse sentindo, para controlar o excesso de velocidade, foram criados os radares. O primeiro radar foi criado em 1904, na Alemanha, sendo aprimorado ao longo dos anos, por meio de conhecimentos historicamente construídos. Atualmente, existem radares fixos e móveis. O radar móvel, que mede a velocidade através de um fenômeno físico natural conhecido por efeito Doppler, foi criado por um austríaco chamado Christian Doppler. Esse tipo de radar emite uma onda eletromagnética e capta sua frequência em diferentes valores, assim indicando a velocidade do veículo. Ele é um equipamento móvel que mede se o comprimento da onda é maior ou menor, conforme sua fonte se afasta ou se aproxima do observador. Por sua vez, o radar fixo utiliza sensores instalados no asfalto, chamados de laços indutivos, que são uma espécie de bobina dupla enterrada no asfalto, utilizada para calcular É de Lei A placa “R-19 - Velocidade Máxima Permitida” estabelece a velocidade máxima a ser adotada a partir do ponto onde o sinal está colocado. Por ser uma placa de regulamentação, possui as cores vermelha e branca (BRASIL, 2007). Construindo os caminhos da atividade 52 O CONTROLE DO EXCESSO DE VELOCIDADE NAS VIAS a velocidade do veículo. Um veículo, que é um corpo metálico, passa por cada laço indutivo, provoca uma perturbação no campo magnético, gerado em cada um dos sensores. Essa perturbação é processada por um software que consegue detectar o tempo que o veículo gastou de um lado a outro. Como os sensores no chão são fixos, torna-se fácil calcular a velocidade do veículo, usando-se a fórmula: velocidade igual à distância, dividida pelo tempo (V= D/T). Se for registrada uma velocidade acima da que foi estabelecida naquele trecho da via e para aquele tipo de veículo, uma câmera digital recebe um comando (por meio de um flash) para que capture a imagem da placa do veículo infrator. Mediação Sugere-se, durante a leitura compartilhada do texto, que sejam considerados os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto e suas vivênciaspara aprofundar outros aspectos, visando à compreensão e à interpretação das informações. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, como: Quais os tipos de radares para controle de velocidade foram citados no texto?; Qual a diferença técnica entre eles?; Qual a principal função desses radares?; Existem radares de controle de velocidade em seu município?; Você considera importante a instalação de radares para aumentar a segurança dos usuários do trânsito, principalmente para os pedestres e os ciclistas, os usuários mais vulneráveis?. 1) Os radares, fixo ou móvel, visando à prevenção de acidentes e ao auxílio aos usuários a transitar com segurança, são usados para detectar os veículos que estão em excesso de velocidade. A partir disso, da leitura do texto Os radares e a função deles no trânsito e da conversa com os colegas, leia as micronarrativas e complete a cruzadinha. 1. Qual é objetivo da instalação de radares em trechos urbanos de rodovias onde há alto fluxo de pedestres e de ciclistas? 2. Como é o nome da onda que é emitida e recebida pelos radares móveis em frequências de diferentes valores, em função da velocidade do veículo? 3. Como são chamados os sensores instalados no pavimento, controlados por software, utilizados para determinar a velocidade do veículo que está trafegando nas vias? Fique ligado! Veículos com excesso de velocidade podem perder o controle facilmente. Atente-se à velocidade dos veículos ao seu redor e ao comportamento dos condutores. Proteja-se! 539º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 4. Como é chamado o nome do efeito, criado por um físico australiano, que auxilia o trânsito, no controle de velocidade, medindo a velocidade por meio de um fenômeno físico natural? 5. Serve para evitar acidentes e pode ser considerada a principal função dos radares. 6. Como pode ser chamado um motorista que acelera demasiadamente seu veículo, excedendo a velocidade permitida, a ponto de causar um acidente? 7. É usado para detectar a velocidade dos veículos que circulam, principalmente em rodovias federais e estaduais, com o objetivo para combater o excesso de velocidade e prevenir mortes no trânsito. Esse tipo de radar emite ondas eletromagnéticas para calcular a velocidade e pode ser levado de um lado para o outro. 8. Independentemente da presença ou não de radares, o que não pode faltar aos motoristas, aos pedestres e aos ciclistas ao transitar, de forma a garantir a segurança deles e dos demais usuários da via? 9. 10. 2) Na cruzadinha do exercício anterior, estão faltando duas micronarrativas para completar a palavra velocidade. Escreva duas micronarrativas relacionadas à educação para a cidadania no trânsito, cujas respostas sejam: uma palavra que contenha a letra “A”; e uma palavra que contenha a letra “E”. Mediação Sugere-se que, depois de preenchida a cruzadinha por cada um dos estudantes, sejam compartilhadas as respostas. Além disso, propõe-se que os estudantes compartilhem as micronarrativas criadas, com palavras que tenham as letras “A” e “E”. Antes de criar as micronarrativas, pode-se discutir com o grupo sobre palavras/expressões relacionadas à educação para a cidadania no trânsito, como: “direitos e deveres”; “empatia”; “equidade”; “segurança”; e “respeito”. Nesse momento, é importante promover uma reflexão sobre a necessidade de respeitar a legislação do trânsito, como uma atitude de verdadeira cidadania e de valorização da vida e dos diferentes usuários do trânsito (pedestres, ciclistas, motociclistas, passageiros e motoristas). Para conduzir a reflexão, pode-se fazer algumas questões, como: Quais as possíveis consequências de transitar com excesso de velocidade nas vias?; Vocês têm conhecimento de algum acidente que teve como causa principal o excesso de velocidade?; Quais os benefícios para os usuários do trânsito (motoristas, motociclistas, passageiros, pedestres e ciclistas) do cumprimento das normas que regulamentam as velocidades permitidas nas vias?. Papo sério! O excesso de velocidade não gera apenas infrações e consequências materiais, é preciso agir com responsabilidade no trânsito em respeito à própria vida e à vida de outras pessoas. 54 O CONTROLE DO EXCESSO DE VELOCIDADE NAS VIAS Avaliação A avaliação, nesta atividade, pode ocorrer de modo processual, observando-se se os estudantes: interagiram no processo de execução da própria atividade, como nos debates e nas respostas compartilhadas dos exercícios; se conseguiram indicar os benefícios do cumprimento e as consequências do descumprimento das normas de trânsito; e se descreveram a função dos radares e argumentaram como eles podem auxiliar motoristas, pedestres e ciclistas no trânsito mais seguro nas cidades e vias. Outras conexões A atividade pode ter continuidade, ainda tendo como foco os excessos de velocidade no trânsito e as consequências disso, através da exploração das notícias relacionadas a acidentes de trânsito nas mídias impressas ou virtuais. Se houver jornais disponíveis, é possível realizar recortes e discussões em equipes sobre as notícias coletadas. É possível envolver as disciplinas de Arte e de Língua Portuguesa, por exemplo, para discutir as situações expostas nas notícias dando a oportunidade de os estudantes recriarem as narrativas com atitudes mais conscientes e seguras. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 11 dez. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 11 dez. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, DF: CONTRAN, 2007. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/ assuntos/transito/arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_i_2.pdf. Acesso em: 16 dez. 2020. World Health Organization – WHO. Global status report on road safety 2018. France: World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/ publications/i/item/global-status-report-on-road-safety-2018#:~:text=The%20 Global%20status%20report%20on,people%20aged%205%2D29%20years. Acesso em: 11 dez. 2020. Compartilhe! Como foi realizar esta atividade com os estudantes? Envie-nos sua descrição dessa experiência! Você e os estudantes fazem parte do Programa Conexão DNIT! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 559º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO O controle do excesso de velocidade nas vias Você sabe qual a função dos radares no trânsito? Mas como ocorre acaptação de velocidade por esses dispositivos, você sabe? Após a leitura do texto Os radares e a função deles no trânsito, discuta essas questões com os colegas, e, juntos, conversem, ainda, sobre como o controle de velocidade pode auxiliar a salvar vidas! Os radares e a função deles no trânsito O excesso de velocidade é uma das principais causas de mortes no trânsito. A exigência do deslocamento cada vez mais rápido de um lugar para outro provocou um aumento do fluxo de veículos, e a indústria automobilística acompanhou esse desenvolvimento, produzindo carros cada vez mais velozes. Porém, o comando da velocidade do veículo é responsabilidade do motorista, que, por sua vez, é um ser humano e que sofre diversas influências do meio em que vive. Nesse sentindo, para controlar o excesso de velocidade, foram criados os radares. O primeiro radar foi criado em 1904, na Alemanha, sendo aprimorado ao longo dos anos, por meio de conhecimentos historicamente construídos. Atualmente, existem radares fixos e móveis. O radar móvel, que mede a velocidade através de um fenômeno físico natural conhecido por efeito Doppler, foi criado por um austríaco chamado Christian Doppler. Esse tipo de radar emite uma onda eletromagnética e capta sua frequência em diferentes valores, assim indicando a velocidade do veículo. Ele é um equipamento móvel que mede se o comprimento da onda é maior ou menor, conforme sua fonte se afasta ou se aproxima do observador. Por sua vez, o radar fixo utiliza sensores instalados no asfalto, chamados de laços indutivos, que são uma espécie de bobina dupla enterrada no asfalto, utilizada para calcular a velocidade do veículo. Um veículo, que é um corpo metálico, passa por cada laço indutivo, provoca uma perturbação no campo magnético, gerado em cada um dos sensores. Essa perturbação é processada por um software que consegue detectar o tempo que o veículo gastou de um lado a outro. Como os sensores no chão são fixos, torna-se fácil calcular a velocidade do veículo, usando-se a fórmula: velocidade igual à distância, dividida pelo tempo (V= D/T). Se for registrada uma velocidade acima da que foi estabelecida naquele trecho da via e para aquele tipo de veículo, uma câmera digital recebe um comando (por meio de um flash) para que capture a imagem da placa do veículo infrator. 1) Os radares, fixo ou móvel, visando à prevenção de acidentes e ao auxílio aos usuários a transitar com segurança, são usados para detectar os veículos que estão em excesso de velocidade. A partir disso, da leitura do texto Os radares e a função deles no trânsito e da conversa com os colegas, leia as micronarrativas e complete a cruzadinha. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Veículos com excesso de velocidade podem perder o controle facilmente. Atente-se à velocidade dos veículos ao seu redor e ao comportamento dos condutores. Proteja-se! Estudante 56 O CONTROLE DO EXCESSO DE VELOCIDADE NAS VIAS 1. Qual é objetivo da instalação de radares em trechos urbanos de rodovias onde há alto fluxo de pedestres e de ciclistas? 2. Como é o nome da onda que é emitida e recebida pelos radares móveis em frequências de diferentes valores, em função da velocidade do veículo? 3. Como são chamados os sensores instalados no pavimento, controlados por software, utilizados para determinar a velocidade do veículo que está trafegando nas vias? 4. Como é chamado o nome do efeito, criado por um físico australiano, que auxilia o trânsito, no controle de velocidade, medindo a velocidade por meio de um fenômeno físico natural? 5. Serve para evitar acidentes e pode ser considerada a principal função dos radares. 6. Como pode ser chamado um motorista que acelera demasiadamente seu veículo, excedendo a velocidade permitida, a ponto de causar um acidente? 7. É usado para detectar a velocidade dos veículos que circulam, principalmente em rodovias federais e estaduais, com o objetivo para combater o excesso de velocidade e prevenir mortes no trânsito. Esse tipo de radar emite ondas eletromagnéticas para calcular a velocidade e pode ser levado de um lado para o outro. 8. Independentemente da presença ou não de radares, o que não pode faltar aos motoristas, aos pedestres e aos ciclistas ao transitar, de forma a garantir a segurança deles e dos demais usuários da via? 9. 579º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 10. 2) Na cruzadinha do exercício anterior, estão faltando duas micronarrativas para completar a palavra velocidade. Escreva duas micronarrativas relacionadas à educação para a cidadania no trânsito, cujas respostas sejam: uma palavra que contenha a letra “A”; e uma palavra que contenha a letra “E”. O excesso de velocidade não gera apenas infrações e consequências materiais, é preciso agir com responsabilidade no trânsito em respeito à própria vida e à vida de outras pessoas. 599º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Os impactos do trânsito na biodiversidade É possível conciliar a construção de estradas com a manutenção da biodiversidade? Articulação didática Nesta atividade, propõe-se a realização de uma discussão, com os estudantes, sobre os impactos causados pela construção de estradas que atravessam florestas e áreas de preservação. Para isso, promove-se uma análise da relação entre o meio ambiente, o trânsito e a preservação da biodiversidade, problematizando-se essa relação com o levantamento de pontos positivos e de pontos negativos entre o impacto ambiental e os desenvolvimentos econômico e social das regiões afetadas. Objeto de conhecimento Preservação da biodiversidade – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Meio ambiente e o trânsito. Competência Conhecer os impactos ambientais causados pelas transformações do trânsito. Habilidade Argumentar sobre o equilíbrio entre preservação da biodiversidade e a construção de estradas. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. O texto Novo estudo: impactos provocados por estradas vão além dos danos ambientais apresenta reflexões sobre os impactos sociais e ambientais da construção de estradas. Nele, são elencados os prós e contras dessas construções e é feito um alerta, aos leitores, sobre a carência de estudos sobre os impactos sociais, ambientais e econômicos da construção de estradas e da manutenção delas. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 60 OS IMPACTOS DO TRÂNSITO NA BIODIVERSIDADE Novo estudo: impactos provocados por estradas vão além dos danos ambientais Até o ano de 2050, está prevista aconstrução de 25 milhões de quilômetros (15,5 milhões de milhas) de estradas pavimentadas em todo o mundo. Um novo estudo, publicado em 23 de outubro de 2017 na revista Current Biology, avalia os riscos ambientais, sociopolíticos e econômicos que acompanham a construção de estradas, principalmente nos países em desenvolvimento. Os autores defendem uma seleção mais criteriosa de áreas para construção de estradas, privilegiando locais que ofereçam maior benefício econômico e minimizem os danos ao meio ambiente. As estradas podem atuar como artérias que transportam pessoas e mercadorias, conectam comunidades e mercados e impulsionam o desenvolvimento econômico. Contudo, segundo um novo estudo publicado em outubro de 2017, elas podem fomentar conflitos, endividar países e abrir as portas para a destruição ambiental se não forem planejadas com cuidado. Nas próximas três décadas e meia, está prevista a construção de cerca de 25 milhões de quilômetros (15,5 milhões de milhas) de estradas pavimentadas em todo o mundo. No entanto, há poucos estudos publicados até o momento sobre os riscos econômicos, sociais e ambientais provenientes da construção de estradas. Segundo Mohammed Alamgir, cientista ambiental da Universidade James Cook em Cairns e autor principal do estudo, “nenhum estudo tem como foco a integração desses três setores”. Ele e seus colegas analisaram as pesquisas disponíveis sobre os efeitos da construção de estradas e descobriram uma tendência preocupante. Os resultados foram publicados na revista Current Biology. [...] Os impactos de uma estrada tendem a se propagar no ecossistema. O movimento traz para o local pessoas que exploram a terra, caçam animais selvagens e derrubam árvores, podendo destruir o habitat, dizimar espécies e afetar serviços ambientais importantes como a provisão de água limpa. Em 2014, uma equipe chefiada por Laurance descobriu que quase 95% do desmatamento na Amazônia brasileira acontece em um raio de 5,5 km (3,4 milhas) das estradas, ou 1 km (0,6 milha) dos rios. [...] No entanto, ele e seus colegas sabem que, em muitos locais, a falta de boas estradas faz com que as pessoas permaneçam oprimidas pela pobreza. [...] Entretanto, a equipe defende que, com a elaboração de um processo mais ordenado e a identificação das áreas mais adequadas, as futuras estradas podem oferecer mais benefícios à população. [...] Para incentivar o que a equipe de Laurance chama de “desenvolvimento inteligente”, eles disponibilizam seus dados na Internet por meio de um projeto chamado Global Road Map. Nesse projeto, eles identificaram os locais onde as estradas ajudariam a alavancar a economia com o menor dano ambiental possível, produzindo mapas que mostram os pontos mais promissores para a construção de estradas do planeta, além dos locais com maior probabilidade de destruição. Eles também compartilham sua visão com autoridades governamentais, conservacionistas e outros cientistas no Sudeste Asiático e na porção equatorial da África. “Não estamos dizendo que você não pode construir uma estrada”, acrescenta Alamgir. “A questão é … onde você consegue construir uma estrada com melhor resultado econômico.” Fragmento extraído de CANNON, John. Novo estudo: impactos provocados por estradas vão além dos danos ambientais. Tradução: Isadora Veiga. Ambiente Legal, 2018. Disponível em: http://www.ambientelegal.com.br/novo-estudo-impactos-provocados-por-estradas-vao- alem-dos-danos-ambientais/. Acesso em: 28 jan. 2019. 619º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto O Sistema Urubu e o trânsito, que pode ser seguida pela realização de uma discussão, com os estudantes, sobre os pontos positivos e negativos tanto do desenvolvimento econômico e da construção de estradas quanto da preservação da biodiversidade. Após os estudantes manifestarem suas reflexões, propõe-se, nesta atividade, a realização de um debate para apresentação de diferentes pontos de vistas deles sobre o tema. Por fim, em uma roda de conversa, os estudantes são convidados a propor ações para mudanças de atitudes dos usuários das vias, com os objetivos de promover a preservação da biodiversidade e de conscientizar os demais para um trânsito seguro. Entendo que a Proposta na mediação final. Atividade com gabarito Os impactos do trânsito na biodiversidade Se, por um lado, a construção de estradas e de vias pode estimular os desenvolvimentos econômico e social (a partir do encurtamento de distâncias, da movimentação de mercadorias e de pessoas), por outro, pode impactar, negativamente, na preservação da biodiversidade, comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas. Por vezes, a falta de infraestrutura adequada e o comportamento dos usuários das vias podem, também, provocar acidentes que põem em risco as suas vidas e as dos animais. Você já ouviu falar do Sistema Urubu? Conheça a história do Sr. Wilson e de como seu olhar sobre a preservação da biodiversidade mudou depois de experiências vividas no trânsito, com a leitura do texto O Sistema Urubu e o trânsito. O Sistema Urubu e o trânsito Sr. Wilson trabalha como caminhoneiro em uma empresa que transporta máquinas de sorvete. Ele é o responsável por entregá-las para todo o Brasil e, por conta disso, conhece muitas estradas. Muito observador, Sr. Wilson se preocupa com a preservação da biodiversidade brasileira. Assim, sempre que passa por estradas que cortam regiões de reserva ambiental, ele redobra a atenção e reduz a velocidade, conforme especificado na sinalização de regulamentação instalada ao longo da via. Ele faz isso por dois motivos: primeiro, porque sabe que o barulho do motor pode confundir os animais que se utilizam dos sons para identificar a presença de presas e de predadores; e, segundo, porque a redução da velocidade ainda ajuda a prevenir mortes e mutilações desses animais em atropelamentos. Ao atravessar estradas que cortam reservas, o Sr. Wilson também costuma reduzir a luz dos faróis do caminhão, pois essa iluminação não é natural e seu uso, no período noturno, pode alterar o ciclo circadiano dos animais, que é o que os guia quanto aos horários de acordar, de se alimentar e de voltar a dormir. Infelizmente, nem todos os motoristas são tão preocupados com a natureza e com a fauna quanto o Sr. Wilson. Aliás, ele também não era, até vivenciar uma situação que o sensibilizou. Em uma viagem do Rio de Janeiro (RJ) para Porto Seguro Construindo os caminhos da atividade 62 OS IMPACTOS DO TRÂNSITO NA BIODIVERSIDADE (BA), enquanto percorria o trecho do km 101, da BR-101, que atravessa a Reserva Biológica de Sooretama, onde a velocidade máxima permitida é de 30 km/hora, foi surpreendido com o trânsito que parou de repente! Antes de parar, só pôde ouvir o barulho de uma colisão e o gemido alto de um animal. Com o caminhão parado, o Sr. Wilson decidiu ver o que tinha acontecido e descobriu que um outro caminhão havia acabado de atropelar uma anta. Esse animal é o maior mamífero do Brasil e está ameaçado de extinção. Ao se aproximar, o Sr. Wilson percebeu que o motorista do acidente estava em choque e que olhava fixamente para o animal sem saber o que fazer. No acostamento, encontrava-se um passageiro do caminhão que havia se machucado, pois não estava usando o cinto de segurança no momento da colisão. O caminhoneiro que causou o acidente disse que andava a uma velocidade 60 km/h, que o trânsito estava tranquilo, mas que, de repente, a anta entrou na pista correndo! Alegou, ainda, que não deu nem tempo de sequer pisar no freio do caminhão ou de desviar, colidindo, diretamente, com o animal. Diante dessa situação, outro motorista se aproximou, tirou uma foto do animal e a enviou para o aplicativo do Sistema Urubu. Esse sistema é uma rede social de conservação da biodiversidade brasileira, criado por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais(MG). Ao enviar fotos de animais atropelados, qualquer cidadão pode ajudar os pesquisadores a compor um banco de dados sobre animais em risco de extinção. Após o registro fotográfico, o Sr. Wilson e outras pessoas removeram a anta dali e conseguiram liberar a pista. Como esse animal pode pesar até 300 kg, para fazer isso, foi preciso de uma força-tarefa! Depois do acontecido, ele resolveu pesquisar sobre esse sistema, que nunca antes tinha escutado alguém falar e descobriu várias informações sobre a preservação da biodiversidade. A experiência do acidente e as informações que visualizou no sistema foram suficientes para despertar mudanças de atitudes no Sr. Wilson. Ele se tornou um motorista mais atento ao trânsito e passou a valorizar estudos e pesquisas sobre a extinção de animais, compreendendo a importância dos ativistas que defendem a biodiversidade, em defesa da vida no planeta. Mediação Propõe-se que a leitura do texto O Sistema Urubu e o trânsito seja feita pelos estudantes e que, logo após, seja realizada uma roda de conversa, com eles, para abordar as temáticas relacionadas aos impactos do trânsito na biodiversidade e nos desenvolvimentos social e econômico e aos cuidados necessários ao se transitar nas vias, a partir tanto do conteúdo do texto quanto da realidade local, ampliando-se, assim, a reflexão. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, como, por exemplo: Quais as causas e as consequências do acidente que o Sr. Wilson presenciou na Reserva Biológica de Sooretama?; Qual o nome do sistema criado pelos pesquisadores para monitorar a morte de animais que estão em extinção e qual a importância desse sistema para preservação da biodiversidade?; Quais práticas de preservação da biodiversidade o Sr. Wilson adotou após ter vivido a experiência na reserva de Sooretama?. Para que seja vinculada a discussão do texto à realidade local, pode-se perguntar, aos estudantes, se eles já viram acidentes (ou se já ouviram falar de algum) envolvendo animais nas pistas, estimulando o compartilhamento, com os colegas, dos relatos de casos de acidentes que conhecem e dos impactos relacionados a eles. 1) A partir dos conhecimentos gerados pela análise do texto O Sistema Urubu e o trânsito e das informações sobre os impactos socioeconômicos e ambientais relacionados à construção de estradas apresentadas no texto Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil, a seguir, realize, com a sua turma, um debate sobre os impactos positivos e negativos de construção de estradas. Para isso, é preciso que se dividam em dois grandes grupos. Nesse debate, moderado pelo professor, um dos grupos 639º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO apresentará uma pequena avaliação dos impactos negativos da construção de estradas para a preservação da biodiversidade. O outro grupo, por sua vez, ficará responsável por abordar uma avaliação dos impactos positivos da abertura de estradas para os desenvolvimentos econômico e social. É importante que os grupos façam uma lista que contenha aspectos das questões a serem abordadas no debate, de forma a organizar os argumentos a serem apresentados e a elaborar questões a serem feitas aos debatedores. Cada grupo deve escolher um representante para sustentar, no debate, os argumentos reunidos. Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil [...] Impactos negativos A construção de rodovias, tanto na fase de sua implantação, quanto na fase de sua operação implica em danos ambientais de várias ordens. Entre os impactos negativos, pode-se citar o aumento de emissão de ruídos, poeira e gases, início e aceleração de processos erosivos, carreamento de sólidos e assoreamento da rede de drenagem, interferências com a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, alteração do curso d’água, com consequências para a vida aquática, deposição de materiais de descarte, supressão de vegetação nativa, alteração nos habitats, alteração dos movimentos migratórios de alguns animais, potencialidade de propiciar a invasão de espécies exóticas, criação de barreiras à vida selvagem sensível, perda da biodiversidade causada pela fragmentação e isolamento de populações, aumento da caça predatória, atropelamento de animais, formação de ambientes propícios ao desenvolvimento de vetores, alteração no cotidiano da população, possibilidade de acidentes com cargas perigosas com contaminação de rios e lagos, disseminação de doenças entre as comunidades de silvícolas, facilitação das atividades de madeireiras ilegais e da ocorrência de desmatamento, especulação de terras, colonização ilegal, aumento do número de incêndio nas proximidades das rodovias, aumento do comércio ilegal como o de carne de animais selvagens, extração ilegal de recursos naturais e incentivo à garimpagem ilegal, entre outros. [...] Assim, a construção de estradas é potencialmente causadora de um grande número de impactos ambientais negativos. Em áreas florestais, a construção de estradas pode ter um impacto negativo ainda mais acentuado. As florestas possuem uma complexa estrutura que abriga uma grande biodiversidade, o que faz com que os atropelamentos ou caça ilegal sejam ainda mais impactantes, podendo levar a diminuição ou até mesmo a extinção de algumas espécies. [...] Impactos positivos As rodovias são parte indispensável da sociedade moderna (LAURANCE, 2014) e apesar da ocorrência de vários impactos negativos, deve-se lembrar de que a construção de estradas traz também, por outro lado, diversos impactos positivos. A construção de estradas de rodagem pode contribuir para o aumento da produtividade agrícola, incentivar a instalação de indústrias e fábricas nas suas proximidades, contribuir para o aumento do número de empregos, seja dos operários da construção das rodovias em razão da abertura de vagas de trabalho, seja em razão do surgimento das empresas beneficiadas. Contribui para o aumento da arrecadação pública, do comércio legal, para o aumento da demanda de bens e serviços, da qualidade de vida de seus usuários com a facilitação do deslocamento entre as cidades, contribui, ainda, para melhoria nas condições de saúde e educação da população que poderá ter melhor acesso aos hospitais e escolas, facilita o transporte de pessoas e de carga, com potencial para o incremento de turismo em determinados locais, facilita o escoamento dos produtos 64 OS IMPACTOS DO TRÂNSITO NA BIODIVERSIDADE da região, evita a perda de produtos perecíveis, contribui para a realização de novos negócios e para a exportação de produtos. Além disso, atraem migrantes para longe das áreas selvagens vulneráveis. O comércio e o mercado imobiliário ganham, assim como a população, já que implica em melhoria na qualidade de vida das pessoas. Ainda que de forma indireta, o próprio meio ambiente é beneficiado pela promoção do desenvolvimento econômico, potencializando obtenção de mais recursos orçamentários pelos entes públicos e sua reversão em prol da população, com a melhoria, por exemplo, da infraestrutura de uma cidade. [...] As estradas de rodagem colaboram muito efetivamente com o desenvolvimento social e econômico e via de consequência, com a qualidade de vida das pessoas. [...] Fragmento extraído de REZENDE, Elcio Nacur; COELHO, Hebert Alves. Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil. Revista do Mestrado em Direito, Brasília, v. 9, n. 2, p. 155-180, jul-dez. 2015. Disponível em: https:// portalrevistas.ucb.br/index.php/rvmd/article/view/5880/4238. Acesso em: 20 abr. 2020. Mediação Nesse último exercício, propõe-se que seja simulado, entre os estudantes, um debate, estabelecendo: um tempo curto (em minutos) para a apresentação; e um tempo curto para a realização de perguntas e de respostas, podendo haver réplicas e tréplicas. Sugere-se que sejam sistematizadaspotencialidades e debilidades relacionadas à construção de estradas e à preservação da biodiversidade com foco no desenvolvimento sustentável. Como encerramento, propõe-se abrir o diálogo com a turma, a partir da seguinte questão: O debate apresentou diferentes visões sobre a construção de estradas e sobre a preservação da biodiversidade. Considerando-se que se têm várias estradas que atravessam áreas protegidas, quais as ações de adequação da infraestrutura que são necessárias para reduzir os impactos à biodiversidade e quais são as mudanças de atitudes e de comportamento dos usuários das vias para transitar em segurança?. Avaliação Os estudantes poderão ser avaliados de acordo com a participação nas atividades coletivas previstas na atividade. É importante, durante o desenvolvimento da atividade, observar a participação deles na roda de conversa sobre o tema, como também na estruturação e na participação do debate realizado. Outras conexões Um desdobramento possível desta atividade é, por exemplo, propor, aos estudantes, a realização de uma pesquisa sobre mais informações acerca do Sistema Urubu para serem compartilhadas em sala. É possível, também, fazer uma campanha, na comunidade escolar, de conscientização e de sensibilização sobre os cuidados necessários ao transitar em áreas ambientalmente protegidas, com base nas ações de adequação da infraestrutura necessárias para reduzir os impactos à biodiversidade e nas mudanças de atitudes e de comportamento dos usuários das vias propostas no debate realizado. Tá combinado? As estradas são importantes para o país, mas é importante respeitar e preservar a biodiversidade. Mesmo sendo passageiro, nos veículos, fique sempre alerta aos limites de velocidade e à presença de animais nas vias. Compartilhe seus conhecimentos com amigos e com familiares e, em caso de riscos, comunique-se com as autoridades locais de trânsito! Compartilhe! Como foi a realização desta atividade? Compartilhe conosco a sua experiência ao praticá-la com os estudantes! Aprimorando práticas e ampliando conexões 659º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 20 abr. 2020. CANNON, John. Novo estudo: impactos provocados por estradas vão além dos danos ambientais. Tradução: Isadora Veiga. Ambiente Legal, 2018. Disponível em: http://www.ambientelegal.com.br/novo-estudo-impactos-provocados-por-estradas- vao-alem-dos-danos-ambientais/. Acesso em: 17 abr.2020. CENTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM ECOLOGIA DE ESTRADAS – CBEE. Sistema Urubu. c2013. Disponível em: http://cbee.ufla.br/portal/sistema_urubu/. Acesso em: 20 abr. 2020. REZENDE, Elcio Nacur; COELHO, Hebert Alves. Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil. Revista do Mestrado em Direito, Brasília, v. 9, n. 2, p. 155-180, jul-dez. 2015. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rvmd/article/view/5880/4238. Acesso em: 20 abr. 2020. Referências 679º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Os impactos do trânsito na biodiversidade Se, por um lado, a construção de estradas e de vias pode estimular os desenvolvimentos econômico e social (a partir do encurtamento de distâncias, da movimentação de mercadorias e de pessoas), por outro, pode impactar, negativamente, na preservação da biodiversidade, comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas. Por vezes, a falta de infraestrutura adequada e o comportamento dos usuários das vias podem, também, provocar acidentes que põem em risco as suas vidas e as dos animais. Você já ouviu falar do Sistema Urubu? Conheça a história do Sr. Wilson e de como seu olhar sobre a preservação da biodiversidade mudou depois de experiências vividas no trânsito, com a leitura do texto O Sistema Urubu e o trânsito. O Sistema Urubu e o trânsito Sr. Wilson trabalha como caminhoneiro em uma empresa que transporta máquinas de sorvete. Ele é o responsável por entregá-las para todo o Brasil e, por conta disso, conhece muitas estradas. Muito observador, Sr. Wilson se preocupa com a preservação da biodiversidade brasileira. Assim, sempre que passa por estradas que cortam regiões de reserva ambiental, ele redobra a atenção e reduz a velocidade, conforme especificado na sinalização de regulamentação instalada ao longo da via. Ele faz isso por dois motivos: primeiro, porque sabe que o barulho do motor pode confundir os animais que se utilizam dos sons para identificar a presença de presas e de predadores; e, segundo, porque a redução da velocidade ainda ajuda a prevenir mortes e mutilações desses animais em atropelamentos. Ao atravessar estradas que cortam reservas, o Sr. Wilson também costuma reduzir a luz dos faróis do caminhão, pois essa iluminação não é natural e seu uso, no período noturno, pode alterar o ciclo circadiano dos animais, que é o que os guia quanto aos horários de acordar, de se alimentar e de voltar a dormir. Infelizmente, nem todos os motoristas são tão preocupados com a natureza e com a fauna quanto o Sr. Wilson. Aliás, ele também não era, até vivenciar uma situação que o sensibilizou. Em uma viagem do Rio de Janeiro (RJ) para Porto Seguro (BA), enquanto percorria o trecho do km 101, da BR-101, que atravessa a Reserva Biológica de Sooretama, onde a velocidade máxima permitida é de 30 km/hora, foi surpreendido com o trânsito que parou de repente! Antes de parar, só pôde ouvir o barulho de uma colisão e o gemido alto de um animal. Com o caminhão parado, o Sr. Wilson decidiu ver o que tinha acontecido e descobriu que um outro caminhão havia acabado de atropelar uma anta. Esse animal é o maior mamífero do Brasil e está ameaçado de extinção. Ao se aproximar, o Sr. Wilson percebeu que o motorista do acidente estava em choque e que olhava fixamente para o animal sem saber o que fazer. No acostamento, encontrava-se um passageiro do caminhão que havia se machucado, pois não estava usando o cinto de segurança no momento da colisão. O caminhoneiro que causou o acidente disse que andava a uma velocidade 60 km/h, que o trânsito estava tranquilo, mas que, de repente, a anta entrou na pista correndo! Alegou, ainda, que não deu nem tempo de sequer pisar no freio do caminhão ou de desviar, colidindo, diretamente, com o animal. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 68 OS IMPACTOS DO TRÂNSITO NA BIODIVERSIDADE Diante dessa situação, outro motorista se aproximou, tirou uma foto do animal e a enviou para o aplicativo do Sistema Urubu. Esse sistema é uma rede social de conservação da biodiversidade brasileira, criado por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais (MG). Ao enviar fotos de animais atropelados, qualquer cidadão pode ajudar os pesquisadores a compor um banco de dados sobre animais em risco de extinção. Após o registro fotográfico, o Sr. Wilson e outras pessoas removeram a anta dali e conseguiram liberar a pista. Como esse animal pode pesar até 300 kg, para fazer isso, foi preciso de uma força-tarefa! Depois do acontecido, ele resolveu pesquisar sobre esse sistema, que nunca antes tinha escutado alguém falar e descobriu várias informações sobre a preservação da biodiversidade. A experiência do acidente e as informações que visualizou no sistema foram suficientes para despertar mudanças de atitudes no Sr. Wilson. Ele se tornou um motorista mais atento ao trânsito e passou a valorizar estudos e pesquisas sobre a extinção de animais, compreendendo a importância dos ativistas que defendem a biodiversidade, em defesa da vida no planeta. 1) A partir dos conhecimentos gerados pela análise do texto O Sistema Urubu e o trânsitoe das informações sobre os impactos socioeconômicos e ambientais relacionados à construção de estradas apresentadas no texto Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil, a seguir, realize, com a sua turma, um debate sobre os impactos positivos e negativos de construção de estradas. Para isso, é preciso que se dividam em dois grandes grupos. Nesse debate, moderado pelo professor, um dos grupos apresentará uma pequena avaliação dos impactos negativos da construção de estradas para a preservação da biodiversidade. O outro grupo, por sua vez, ficará responsável por abordar uma avaliação dos impactos positivos da abertura de estradas para os desenvolvimentos econômico e social. É importante que os grupos façam uma lista que contenha aspectos das questões a serem abordadas no debate, de forma a organizar os argumentos a serem apresentados e a elaborar questões a serem feitas aos debatedores. Cada grupo deve escolher um representante para sustentar, no debate, os argumentos reunidos. Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil [...] Impactos negativos A construção de rodovias, tanto na fase de sua implantação, quanto na fase de sua operação implica em danos ambientais de várias ordens. Entre os impactos negativos, pode-se citar o aumento de emissão de ruídos, poeira e gases, início e aceleração de processos erosivos, carreamento de sólidos e assoreamento da rede de drenagem, interferências com a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, alteração do curso d’água, com consequências para a vida aquática, deposição de materiais de descarte, supressão de vegetação nativa, alteração nos habitats, alteração dos movimentos migratórios de alguns animais, potencialidade de propiciar a invasão de espécies exóticas, criação de barreiras à vida selvagem sensível, perda da biodiversidade causada pela fragmentação e isolamento de populações, aumento da caça predatória, atropelamento de animais, formação de ambientes propícios ao desenvolvimento de vetores, alteração no cotidiano da população, possibilidade de acidentes com cargas perigosas com contaminação de rios e lagos, disseminação de doenças entre as comunidades de silvícolas, facilitação das atividades de madeireiras ilegais e da ocorrência de desmatamento, especulação de terras, colonização ilegal, aumento do número de incêndio nas proximidades das rodovias, aumento do comércio ilegal como o de carne de animais selvagens, extração ilegal de recursos naturais e incentivo à garimpagem ilegal, entre outros. [...] 699º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Assim, a construção de estradas é potencialmente causadora de um grande número de impactos ambientais negativos. Em áreas florestais, a construção de estradas pode ter um impacto negativo ainda mais acentuado. As florestas possuem uma complexa estrutura que abriga uma grande biodiversidade, o que faz com que os atropelamentos ou caça ilegal sejam ainda mais impactantes, podendo levar a diminuição ou até mesmo a extinção de algumas espécies. [...] Impactos positivos As rodovias são parte indispensável da sociedade moderna (LAURANCE, 2014) e apesar da ocorrência de vários impactos negativos, deve-se lembrar de que a construção de estradas traz também, por outro lado, diversos impactos positivos. A construção de estradas de rodagem pode contribuir para o aumento da produtividade agrícola, incentivar a instalação de indústrias e fábricas nas suas proximidades, contribuir para o aumento do número de empregos, seja dos operários da construção das rodovias em razão da abertura de vagas de trabalho, seja em razão do surgimento das empresas beneficiadas. Contribui para o aumento da arrecadação pública, do comércio legal, para o aumento da demanda de bens e serviços, da qualidade de vida de seus usuários com a facilitação do deslocamento entre as cidades, contribui, ainda, para melhoria nas condições de saúde e educação da população que poderá ter melhor acesso aos hospitais e escolas, facilita o transporte de pessoas e de carga, com potencial para o incremento de turismo em determinados locais, facilita o escoamento dos produtos da região, evita a perda de produtos perecíveis, contribui para a realização de novos negócios e para a exportação de produtos. Além disso, atraem migrantes para longe das áreas selvagens vulneráveis. O comércio e o mercado imobiliário ganham, assim como a população, já que implica em melhoria na qualidade de vida das pessoas. Ainda que de forma indireta, o próprio meio ambiente é beneficiado pela promoção do desenvolvimento econômico, potencializando obtenção de mais recursos orçamentários pelos entes públicos e sua reversão em prol da população, com a melhoria, por exemplo, da infraestrutura de uma cidade. [...] As estradas de rodagem colaboram muito efetivamente com o desenvolvimento social e econômico e via de consequência, com a qualidade de vida das pessoas. [...] Fragmento extraído de REZENDE, Elcio Nacur; COELHO, Hebert Alves. Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil. Revista do Mestrado em Direito, Brasília, v. 9, n. 2, p. 155-180, jul-dez. 2015. Disponível em: https:// portalrevistas.ucb.br/index.php/rvmd/article/view/5880/4238. Acesso em: 20 abr. 2020. As estradas são importantes para o país, mas é importante respeitar e preservar a biodiversidade. Mesmo sendo passageiro, nos veículos, fique sempre alerta aos limites de velocidade e à presença de animais nas vias. Compartilhe seus conhecimentos com amigos e com familiares e, em caso de riscos, comunique-se com as autoridades locais de trânsito! 719º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Futebol da Lei Seca Dirigir sob efeito de álcool pode colocar em risco a vida dos motoristas e dos outros usuários do trânsito Articulação didática Esta atividade propõe a realização de um debate, com os estudantes, sobre a importância do respeito à Lei Seca para garantir a segurança dos usuários do trânsito. Articulando-se com a disciplina de Educação Física, esta atividade explora a realização de um jogo utilizando o futebol como base. Nesse jogo, a partir de algumas adaptações, cada jogador da equipe tentará marcar um gol após girar por alguns segundos, o que será relacionado com uma das alterações nos sentidos que ocorrem na presença de álcool no organismo de um usuário do trânsito. Com isso feito, serão ressaltados cuidados que pedestres e passageiros podem adotar para transitar em segurança. Objeto de conhecimento Esportes de invasão – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Lei Seca. Competência Conhecer a Lei Seca. Habilidade Discutir sobre a importância da Lei Seca para a redução do número de acidentes e do índice de mortalidade no trânsito. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, espaço externo, bola de futebol, cronômetro e giz. Para que o trânsito seja um ambiente seguro para todos, é importante que haja conscientização dos usuários desse espaço sobre os riscos atrelados a dirigir sob efeito de álcool. O texto Bebida e direção aborda esse tema, expondo dados estatísticos sobre essa realidade, mostrando os efeitos colaterais da bebida causados no organismo e tratando dos dispositivos legais de fiscalização e de penalização dessa conduta. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 72 FUTEBOL DA LEI SECA Bebida e direção No trânsito brasileiro, são frequentes os casos de acidentes relacionados à embriaguez ao volante. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) (BRASIL, c2020), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados, com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo aquarta maior causa de acidentes no território nacional. O álcool é uma droga lícita que provoca diversos efeitos colaterais no organismo. Alguns deles, descritos a seguir, podem ser associados aos riscos à condução de veículos. • Alteração do controle corporal: o motorista perde o equilíbrio e fica com dificuldades de movimento. • Redução da capacidade de reagir adequadamente a estímulos (reflexos): o motorista fica apático e lento. Diante de uma situação de risco, tem dificuldades de agir para evitar um acidente. • Diminuição da visão periférica: sob o efeito de álcool, o motorista apresenta redução da capacidade de perceber aquilo que está em volta do seu foco principal. Isso pode fazer com que, por exemplo, ao olhar para a via, não enxergue um pedestre prestes a atravessá-la. Essa alteração visual compromete, também, a noção de distância e prejudica a capacidade de diferenciar detalhes, contornos e formas, dificultando, por exemplo, a visualização das placas de trânsito. • Excesso de confiança: a bebida alcoólica pode deixar as pessoas mais confiantes, desinibidas e eufóricas. No trânsito, esse excesso de confiança pode levar o motorista a cometer infrações, como, por exemplo, desrespeitar o limite de velocidade e as demais sinalizações e realizar manobras perigosas. • Perda da atenção: o álcool diminui a atenção, prejudica a percepção e a memória, causa desorientação e confusão mental. Esses efeitos, no motorista, comprometem a direção segura. Por isso, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) prevê diversas penalidades aos motoristas que dirigem sob influência de álcool, desde multa, suspenção do direito de dirigir, até a prisão do condutor. A grande consequência da mistura de álcool e direção, no entanto, não está na penalidade, mas sim na perda de vidas, desestruturando famílias, e na quantidade de feridos que sobrecarregam os hospitais e que oneram o Sistema Único de Saúde (SUS). Lei Seca Para coibir a ingestão de bebidas alcoólicas por motoristas, em 2008, foi publicada a Lei nº 11.705/08, que alterou alguns artigos do CTB, a fim de impor penalidades mais severas aos condutores que dirigem sob influência de álcool. Por estabelecer “alcoolemia zero”, essa norma ficou conhecida como Lei seca. Para proporcionar um maior rigor punitivo à conduta da embriaguez ao volante, a Lei Seca já sofreu 3 alterações: no final de 2012, por meio da Lei nº 12.760/12; em 2016, pela Lei nº 13.281; e, em 2017, através da Lei nº 13.546. Atualmente, dirigir sob a influência de álcool, independentemente da concentração, ou se recusar a fazer o teste do bafômetro, é uma infração gravíssima, com o valor da multa multiplicado por 10, chegando a R$ 2.934,70. Além do pagamento da multa, o motorista terá a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida e responderá a um processo administrativo que levará à suspensão do direito de dirigir por 12 meses e à retenção do veículo até que outro condutor habilitado se apresente. Se o motorista for flagrado novamente dirigindo embriagado dentro de 1 ano, a multa será dobrada, para R$ 5.869,40, e a CNH poderá ser cassada. Além de infração de trânsito, dirigir sob a influência de álcool é crime, sujeito à pena de detenção de seis meses a três anos. 739º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Verificando as capacidades psicomotoras dos condutores Para garantir a segurança nas vias de trânsito, alguns procedimentos foram estabelecidos para averiguar e para fiscalizar a capacidade de condução dos motoristas e dos motociclistas. Segundo a Resolução nº 432, de 2013, do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), a verificação da alteração das capacidades psicomotoras de condutores em decorrência do uso de álcool e de outras substâncias psicotrópicas será realizada através de, ao menos, 1 entre 4 procedimentos previstos por essa resolução. Entre eles estão o exame de sangue e outros exames realizados por laboratórios especializados, indicados por órgãos competentes, para detectar o consumo de outras substâncias psicoativas que determinem dependência. Está previsto, também, nessa resolução, o teste de medição do teor alcoólico no ar alveolar, popularmente conhecido como bafômetro. Por fim, a verificação também poderá se dar através da constatação de sinais que indiquem a alteração da capacidade psicomotora do condutor. Alguns desses sinais, por exemplo, são: sonolência, falta de memória, agressividade, fala alterada, falta de equilíbrio, entre outros – especificados no Anexo II da referida resolução (BRASIL, 2013). Estratégias didáticas Sugere-se que esta atividade seja iniciada com uma roda de conversa, com os estudantes, com o objetivo de fazê-los refletir acerca da Lei Seca e das suas consequências no trânsito, enfatizando-se as alterações que podem ocorrer no organismo dos condutores de veículos ao ingerirem bebidas alcoólica e os riscos ao transitarem nessas condições. Na sequência, propõe-se que os estudantes, divididos em 2 equipes, realizem o jogo Futebol da Lei Seca. O jogo propõe que cada integrante de cada equipe, após girar o corpo no seu próprio eixo, por alguns segundos, realize tentativas de marcar gols, com o objetivo de que os estudantes, reflitam, a partir disso, sobre as dificuldades de equilíbrio e de orientação ao cumprirem uma tarefa. Em seguida, propõe-se a realização de uma segunda rodada de chutes e de defesas, entretanto, sem que os estudantes girem o corpo. Ao final, propõe-se a realização de uma roda de conversa com a turma para que os estudantes possam discutir sobre as consequências da ingestão de álcool e do uso da direção e sobre os cuidados, enquanto pedestres e passageiros, que eles podem tomar para transitar em segurança. Atividade com gabarito Futebol da Lei Seca Dirigir sob efeito de bebida alcoólica pode causar diversos tipos de acidentes de trânsito, pois o álcool interfere nas atitudes, na orientação, na memória e na capacidade motora e verbal dos motoristas. Além de colocar em risco a própria vida e a vida dos demais usuários do trânsito (pedestres, ciclistas, motociclistas e outros motoristas e passageiros), o desrespeito à Lei Seca acarreta uma série de medidas punitivas para os motoristas, incluindo multa, recolhimento da habilitação, retenção do veículo e prisão. Observe, no quadro a seguir, os sinais de alteração da capacidade psicomotora que são detectados pelas autoridades de trânsito, de acordo com a Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013, do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). É de Lei Segundo o Artigo 165-A do CTB, negar-se a realizar os testes de capacidade psicomotora é uma infração gravíssima, com previsão de multa, suspensão de 12 meses do direito de dirigir, recolhimento da CNH e retenção do veículo. Construindo os caminhos da atividade 74 FUTEBOL DA LEI SECA Capacidade psicomotora Sinais observados Quanto à aparência • Sonolência. • Olhos vermelhos. • Vômito. • Soluços. • Desordem nas vestes. • Odor de álcool no hálito. Quanto à atitude • Agressividade. • Arrogância. • Exaltação. • Ironia. • Falante. • Dispersão. Quanto à orientação • Sabe onde está.• Sabe a data e a hora. Quanto à memória • Sabe seu endereço.• Lembra dos atos cometidos. Quanto à capacidade motora e verbal • Dificuldade no equilíbrio. • Fala alterada. Mediação Após os estudantes lerem os dados mostrados no quadro, sugere-se a realização de uma roda de conversa para estimular a reflexão dos estudantes acerca da Lei Seca e de suas consequências no trânsito, enfatizando-se as alterações que podem ocorrer no organismo de condutores ao ingerirem bebida alcoólica e os riscos ao transitarem nessas condições. Sugere-se, também, que sejam feitos alguns questionamentos aos estudantes para o desenvolvimento da conversa: Vocês já viram ou pegaram carona com motoristas que ingeriram bebidas alcoólicas?; Já foram parados pela fiscalização em uma condição como essa?; Como foi essa experiência?. Agora éhora de participar de um jogo para entender um pouco mais sobre as alterações que o álcool pode causar no organismo. No jogo Futebol da Lei Seca, você vai refletir sobre a dificuldade de transitar com as alterações que o álcool causa no organismo, sobretudo a desorientação e a tontura, que serão trabalhadas nesse jogo. É hora de jogar! Boa sorte! Antes de iniciar o jogo, organize-se e tenha à disposição: • Quadra esportiva com trave de futebol ou espaço compatível. • Bola de futebol. • Cronômetro. • Apito. • Giz. 759º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar as equipes e definir a ordem de início. Para isso, siga as seguintes instruções: • Escolha um lado da quadra e faça uma marcação que seja equidistante da marca do pênalti e do centro da trave e, em seguida, faça outra marcação, de forma simétrica, espelhando a primeira marcação. • Divida a turma em 2 equipes e escolha, em comum acordo, qual equipe irá chutar primeiro a bola ao gol. • Defina a ordem em que os jogadores irão participar do jogo e posicione as equipes junto às laterais da quadra. • Posicione o primeiro estudante do time escolhido para chutar primeiro na marcação feita na parte da quadra onde se encontra a sua equipe, e o primeiro jogador da equipe adversária, que terá a função de goleiro, ficará atrás do jogador chutador. • Posicione o segundo estudante, do outro time, na marcação feita na parte da quadra onde se encontra a sua equipe, e o segundo jogador da equipe adversária deverá ficar atrás dele. Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é hora de realizar o jogo. A seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo: • Ao apito do professor, o jogador que fará a tentativa de chute deverá ser girado pelo jogador do time adversário por um tempo determinado, combinado previamente. Após o segundo apito do professor, ambos deverão correr para as suas posições (de goleiro e de chutador), e o jogador da rodada deverá chutar a bola para tentar fazer o gol. • Se o jogador fizer gol, ele somará um ponto para a equipe. Se errar, a equipe não somará ponto. • Seguindo as orientações acima, os chutes deverão ser feitos de forma alternada, até que todos os jogadores chutem ao gol. • Após concluir a primeira série de chutes, deverá ser feita uma segunda rodada de chutes e de defesas com as mesmas duplas formadas, entretanto, sem girar o jogador chutador. • Os jogadores se posicionarão nas marcações e, ao apito do professor, eles deverão correr para suas posições (de goleiro e de chutador), e o jogador da rodada deverá chutar a bola para tentar fazer o gol. • Se o jogador fizer gol, ele somará um ponto para a equipe. Se errar, a equipe não somará ponto. • A equipe que somar mais pontos depois de finalizadas as duas séries de chutes e de defesas será nomeada a “Melhor equipe de segurança viária”. Caso dê empate, a turma será considerada “Turma em prol da segurança viária”. 76 FUTEBOL DA LEI SECA Mediação Após terminar o jogo, sugere-se que, ao declarar uma das equipes como a “Melhor equipe de segurança viária”, seja frisado, com a turma, que o trânsito é um ambiente coletivo e que não existe um único vencedor. Todos ganham quando os usuários (condutores, passageiros, ciclistas e pedestres) adotam atitudes seguras ao transitar e todos perdem quando são desrespeitadas as regras e as sinalizações do trânsito, aumentando-se o risco de acidentes e de fatalidades. Depois de jogar, reflita sobre as seguintes questões, em uma roda de conversa com seus colegas. 1) Foi mais difícil fazer o gol na primeira ou na segunda rodada? Por quê? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes reflitam que, na primeira rodada, foi mais difícil por estarem tontos, não podendo se equilibrar ou se orientar corretamente para chutar a bola ao gol. 2) No trânsito, sentir-se tonto e desorientado por conta da ingestão de álcool é, infelizmente, uma alteração bastante comum. Pela experiência que você teve no jogo, quais consequências podem acontecer no trânsito com motoristas que ingerem bebida alcoólica e que sentem essas e outras alterações? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes reflitam que estar tonto devido à ingestão de bebida alcoólica altera a percepção, a orientação e o equilíbrio dos condutores e que isso pode gerar graves acidentes nas vias. 3) Que cuidados você pode tomar enquanto pedestre ou passageiro quando percebe que os motoristas estão dirigindo sob efeito de álcool? Resposta oral e pessoal, mas espera-se que, enquanto pedestres e passageiros, os estudantes compreendam a importância de adotar posturas seguras para transitarem nas vias, como atravessar ruas com atenção e respeitando as regras, assim como de evitar pegar carona com motoristas que ingeriram álcool, sinalizando-lhes a respeito da conduta errada de conduzir um veículo sob ingestão de álcool. Mediação Para o fechamento da atividade, sugere-se a realização de uma roda de conversa com os estudantes, guiada pelas questões colocadas, para que eles possam refletir sobre a importância das conexões do jogo e sobre como se sentiram simulando alguns dos efeitos no organismo quando se ingere bebidas alcoólicas. É importante enfatizar que os estudantes não devem pegar carona com motoristas que ingeriram bebida alcoólica e devem sempre alertá-los de não conduzir o veículo nessa situação, pegando carona com alguém que não bebeu, esperando o dia seguinte para ir embora ou chamando um carro de aplicativo. Avaliação Nesta atividade, a avaliação pode ser feita considerando-se a participação e a colaboração dos estudantes no jogo. Pode-se avaliar se eles conseguiram, coletivamente, cumprir o objetivo proposto, reconhecendo as consequências de dirigir sob efeito de bebida alcoólica e, sobretudo, o que podem fazer enquanto pedestres e passageiros para transitar em segurança. Você sabia? Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados. Papo sério! Motoristas alcoolizados colocam a própria vida em risco e a vida daqueles que transitam com eles nas vias. Não pegue carona com motoristas alcoolizados! Aprimorando práticas e ampliando conexões 779º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Outras conexões Uma possibilidade de continuação para essa atividade é convidar um médico para uma roda de conversa com a turma, para explicar os efeitos, no organismo, do uso de álcool e o perigo à vida dos jovens. Outra sugestão é engajar os estudantes na elaboração de uma campanha publicitária em parceria com outras áreas de conhecimento, alertando os jovens sobre o risco de misturar álcool e direção, divulgando, pela escola, para outras turmas e, também, através das redes sociais. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 24 mar. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 jul. 2020. BRASIL. Polícia Rodoviária Federal - PRF. Dados Abertos - Acidentes: agrupados por ocorrência (2019). c2020. Disponível em: https://portal.prf.gov.br/dados- abertos-acidentes. Acesso em: 27 jul. 2020. BRASIL. Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013. Dispõe sobre os procedimentos a serem adotados pelas autoridades de trânsito e seus agentes na fiscalização do consumo de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência, para aplicação do disposto nos arts. 165, 276, 277 e 306 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Brasília, DF: CONTRAN, [2013]. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-contran/resolucoes/resolu-o-uo-432-2013c.pdf. Acesso em: 14 set. 2020. Compartilhe! Conte-nos como foi realizar esta atividade com os estudantes! Para descrever esse momento, não se esqueça de nos enviar fotos e/ou vídeos da dinâmica feita. Você e os estudantes fazem parte do Programa Conexão DNIT! Referências 799º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Futebol da Lei Seca Dirigir sob efeito de bebida alcoólica pode causar diversos tipos de acidentes de trânsito, pois o álcool interfere nas atitudes, na orientação, na memória e na capacidade motora e verbal dos motoristas. Além de colocar em risco a própria vida e a vida dos demais usuários do trânsito (pedestres, ciclistas, motociclistas e outros motoristas e passageiros), o desrespeito à Lei Seca acarreta uma série de medidas punitivas para os motoristas, incluindo multa, recolhimento da habilitação, retenção do veículo e prisão. Observe, no quadro a seguir, os sinais de alteração da capacidade psicomotora que são detectados pelas autoridades de trânsito, de acordo com a Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013, do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). Capacidade psicomotora Sinais observados Quanto à aparência • Sonolência. • Olhos vermelhos. • Vômito. • Soluços. • Desordem nas vestes. • Odor de álcool no hálito. Quanto à atitude • Agressividade. • Arrogância. • Exaltação. • Ironia. • Falante. • Dispersão. Quanto à orientação • Sabe onde está.• Sabe a data e a hora. Quanto à memória • Sabe seu endereço.• Lembra dos atos cometidos. Quanto à capacidade motora e verbal • Dificuldade no equilíbrio. • Fala alterada. Agora é hora de participar de um jogo para entender um pouco mais sobre as alterações que o álcool pode causar no organismo. No jogo Futebol da Lei Seca, você vai refletir sobre a dificuldade de transitar com as alterações que o álcool causa no organismo, sobretudo a desorientação e a tontura, que serão trabalhadas nesse jogo. É hora de jogar! Boa sorte! Antes de iniciar o jogo, organize-se e tenha à disposição: • Quadra esportiva com trave de futebol ou espaço compatível. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 80 FUTEBOL DA LEI SECA • Bola de futebol. • Cronômetro. • Apito. • Giz. Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar as equipes e definir a ordem de início. Para isso, siga as seguintes instruções: • Escolha um lado da quadra e faça uma marcação que seja equidistante da marca do pênalti e do centro da trave e, em seguida, faça outra marcação, de forma simétrica, espelhando a primeira marcação. • Divida a turma em 2 equipes e escolha, em comum acordo, qual equipe irá chutar primeiro a bola ao gol. • Defina a ordem em que os jogadores irão participar do jogo e posicione as equipes junto às laterais da quadra. • Posicione o primeiro estudante do time escolhido para chutar primeiro na marcação feita na parte da quadra onde se encontra a sua equipe, e o primeiro jogador da equipe adversária, que terá a função de goleiro, ficará atrás do jogador chutador. • Posicione o segundo estudante, do outro time, na marcação feita na parte da quadra onde se encontra a sua equipe, e o segundo jogador da equipe adversária deverá ficar atrás dele. Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é hora de realizar o jogo. A seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo: • Ao apito do professor, o jogador que fará a tentativa de chute deverá ser girado pelo jogador do time adversário por um tempo determinado, combinado previamente. Após o segundo apito do professor, ambos deverão correr para as suas posições (de goleiro e de chutador), e o jogador da rodada deverá chutar a bola para tentar fazer o gol. • Se o jogador fizer gol, ele somará um ponto para a equipe. Se errar, a equipe não somará ponto. • Seguindo as orientações acima, os chutes deverão ser feitos de forma alternada, até que todos os jogadores chutem ao gol. • Após concluir a primeira série de chutes, deverá ser feita uma segunda rodada de chutes e de defesas com as mesmas duplas formadas, entretanto, sem girar o jogador chutador. • Os jogadores se posicionarão nas marcações e, ao apito do professor, eles deverão correr para suas posições (de goleiro e de chutador), e o jogador da rodada deverá chutar a bola para tentar fazer o gol. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados. 819º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO • Se o jogador fizer gol, ele somará um ponto para a equipe. Se errar, a equipe não somará ponto. • A equipe que somar mais pontos depois de finalizadas as duas séries de chutes e de defesas será nomeada a “Melhor equipe de segurança viária”. Caso dê empate, a turma será considerada “Turma em prol da segurança viária”. Depois de jogar, reflita sobre as seguintes questões, em uma roda de conversa com seus colegas. 1) Foi mais difícil fazer o gol na primeira ou na segunda rodada? Por quê? 2) No trânsito, sentir-se tonto e desorientado por conta da ingestão de álcool é, infelizmente, uma alteração bastante comum. Pela experiência que você teve no jogo, quais consequências podem acontecer no trânsito com motoristas que ingerem bebida alcoólica e que sentem essas e outras alterações? 3) Que cuidados você pode tomar enquanto pedestre ou passageiro quando percebe que os motoristas estão dirigindo sob efeito de álcool? Motoristas alcoolizados colocam a própria vida em risco e a vida daqueles que transitam com eles nas vias. Não pegue carona com motoristas alcoolizados! 839º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Sentindo o caminho O piso tátil é importante para que o trânsito seja um espaço mais inclusivo Articulação didática Esta atividade articula o conteúdo de trânsito “piso tátil” com a disciplina de Educação Física por meio de uma adaptação da brincadeira Cabra-cega, a partir da qual é possível trabalhar com algumas questões, como confiança, equilíbrio, coordenação motora e percepção espacial. Abordam-se os tipos de pisos táteis, com intuito de conscientizar os pedestres sobre as suas funções para a mobilidade de pessoas com deficiência visual. Objeto de conhecimento Ginástica de conscientização corporal – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Piso tátil. Competência Reconhecer as funções e os benefícios do piso tátil para as pessoas com deficiência visual. Habilidade Descrever a funcionalidade e a importância do piso tátil para pedestres com deficiência visual. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, vendas para os olhos, cordas, cones e hastes para simular bengalas para deficientes visuais. O trânsito como espaço inclusivo requer a promoção de ações e de investimentos em infraestrutura de forma a atender às diferentes necessidades dos seus usuários. O piso tátil, e sua relevância, é um exemplo que é abordado nesta atividade para a promoção de um trânsito mais democrático. O texto Os pisos táteis: para que e para quem? aborda a importância do piso tátil para o pedestre com deficiência visual e descreve orientações sobre o que os pedestres precisam saber para zelar por essa sinalização nas cidades, tão importante para os deficientes visuais. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 84 SENTINDO O CAMINHO Os pisos táteis: para que e para quem? As cidades se transformaram muito no último século. Carroças foram substituídas por carros, bondes por ônibus e cavalos por bicicletas. A arquitetura priorizou prédios em detrimento de casas, promovendoa verticalização das grandes cidades para comportar o aumento populacional decorrente do êxodo rural. Junto com essas transformações, os cidadãos, em constante adaptação, reivindicaram e conquistaram novos direitos e deveres, os quais são manifestados em leis que organizam a vida social. Quando se trata de pessoas com deficiência ou com algum tipo de limitação física, as cidades, atualmente, contam com políticas de acessibilidade, ainda que o avanço dessas políticas não seja igual em todos os lugares. Nas imagens a seguir, são apresentados exemplos de pisos táteis que podem ser encontrados nas vias públicas e nos ambientes públicos e privados e que orientam os trajetos das pessoas com deficiência visual, durante seus deslocamentos. É importante ressaltar que os pisos táteis não foram idealizados para que o indivíduo caminhe por cima deles, mas sim ao lado, com a função principal de sinalizar o percurso para o pedestre através do toque com a bengala, distinguindo- se do piso tradicional em função da textura diferenciada. Nesse sentido, as questões de busca de condições de igualdade e do exercício dos direitos e das liberdades fundamentais para a pessoa com deficiência vêm despertando a atenção da sociedade, visando garantir o transitar e o convívio seguro de deficientes físicos, de idosos e de pessoas com dificuldade de locomoção nas cidades. Com isso, têm sido instituídas leis e normas destinadas a assegurar e a promover a acessibilidade. A Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015 (BRASIL, 2015), que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, aborda, com detalhes, os elementos que envolvem os processos destinados a assegurar e a promover as inclusões social e cidadã das pessoas com deficiência. Dentre as definições ali inseridas, constam termos importantes para serem observados, como é o caso da definição de pessoa com deficiência: Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas [...]. Acrescenta-se, assim, que são considerados deficientes visuais aqueles que possuem limitação ou perda de funções básicas da visão. Para a segurança no trânsito de pedestres deficientes visuais, os pisos táteis ajudam a compor uma linguagem especial para esse público e têm sido implementados para sinalizar melhor as cidades, as calçadas e os edifícios, possibilitando que os deficientes se orientem com segurança. A norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 16537 - Acessibilidade — Sinalização tátil no piso — Diretrizes para elaboração de projetos e instalação versa sobre 859º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO os detalhes técnicos necessários para a implementação dos pisos táteis de maneira eficaz. No entanto, as normas orientam a instalação, mas são os deficientes visuais que, de fato, vão sentir de que forma a instalação, a escolha de produtos e as adaptações feitas os ajudam nos desafios cotidianos de transitar na cidade. De modo a descrevê-los, os pisos táteis são divididos em dois tipos, piso tátil direcional e piso tátil de alerta. Ambos estão especificados na norma brasileira ABNT NBR 9050 e precisam atender às suas diretrizes, em relação a medidas, à distância e à disposição. Por um lado, há o piso tátil direcional, que tem a função de conduzir os deficientes visuais, em uma espécie de trilha em relevo. Ou seja, esse piso é uma placa disposta no chão com superfície e com relevos direcionais e lineares e que necessita ser instalado na direção do deslocamento. Por outro lado, há o piso tátil de alerta que possui formato de relevo tronco-cônico, necessitando ser instalado no sentido perpendicular ao sentido do deslocamento dos pisos direcionais e que significa que há um obstáculo, como um poste, um muro, um degrau, uma parede ou uma entrada de um estabelecimento, dentre outros, que compromete o deslocamento em segurança do pedestre com deficiência visual. Assim como outros elementos de segurança disponíveis no sistema trânsito (como faixa de pedestres, passarelas e semáforos), os pisos táteis são dispositivos que auxiliam a mobilidade de forma segura. Como mais uma das diferentes linguagens e dos diversos significados que compõem as cidades, os pisos táteis fazem parte da linguagem do trânsito e têm o seu propósito. À medida que a deficiência física, especialmente a deficiência visual, gera a dependência de ajuda de outras pessoas (como amigos e familiares) para terem o acesso ao direito de ir e vir, todo cidadão precisa estar ciente da importância do piso tátil na vida dessas pessoas. Ou seja, ter esse conhecimento e essa consciência é importante na formação de indivíduos mais atentos aos direitos e deveres e, também, à construção de cidades e de instituições menos excludentes. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada convidando os estudantes para uma caminhada pelas instalações da escola e pelo entorno dela com os objetivos de identificar se, na escola, existem pisos táteis e de reconhecer os diferentes tipos. Depois, em uma brincadeira, os estudantes experimentarão a sensação de fazer um percurso de olhos vendados. Para finalizar, propõe-se a realização de uma conversa com os estudantes sobre as sensações sentidas ao terem experienciado andar sob orientação do piso tátil e, a partir disso, sobre as atitudes que podem ser adotadas para tornar o trânsito um espaço inclusivo e democrático. Atividade com gabarito Sentindo o caminho As leis e as normas destinadas a assegurar e a promover a acessibilidade intentam dar condições de igualdade e do exercício dos direitos e das liberdades fundamentais aos cidadãos, visando garantir o transitar e o conviver seguros de deficientes físicos, de idosos e de pessoas com dificuldade de locomoção nas cidades. Nesse aspecto, os pisos táteis são importantes para que os pedestres com deficiência visual possam se locomover de forma segura e de forma democrática. Construindo os caminhos da atividade 86 SENTINDO O CAMINHO Que tal conversar um pouco sobre o assunto com seus colegas e, depois, fazer uma caminhada pelas instalações da escola e pelo entorno dela para identificar se existem pisos táteis instalados e para reconhecer, caso existam, os seus diferentes tipos? Mediação É importante iniciar a atividade conversando com os estudantes sobre o que já sabem sobre pisos táteis, ativando seus conhecimentos prévios e preparando a turma para ampliar a percepção sobre seus usos e suas funções. Algumas perguntas podem ser feitas para conduzir esse diálogo inicial, como, por exemplo: Você já viu pisos táteis nas ruas do bairro e da cidade?; Você sabe qual é a função deles?; Você sabe a quem são destinados?. Na sequência, a proposta é realizar uma pequena caminhada de observação pelas instalações da escola e pelos arredores dela, observando se, em algum desses espaços, estão instalados pisos táteis. Será que você conseguiria caminhar sem utilizar o sentido da visão para se orientar? Na brincadeira desta atividade, você e sua turma vão vivenciar essa experiência! Antes de iniciar a brincadeira, organize-se e tenha à disposição: • Uma ou mais vendas para os olhos. • Cordas e cones para formar o circuito no pátio da escola ou na quadra de esportes. Caso a escola tenha pisos táteis, os espaços que os contêm poderão ser utilizados. • Uma ou mais hastes para simular a bengala utilizada pelos deficientes visuais (vara de bambu e cabo de vassoura são alguns exemplos dessa adaptação). Prepare o ambiente para caso não haja ou não seja possível utilizar os pisos táteis da escola. Assim, monte um circuito na quadra ou no pátio, preparando um caminho, na forma de corredor, com cordas dos dois lados e prevendo mudança de direção. A mudança de direção e o final do caminho,aliás, podem ser sinalizados por cones, orientando quem brinca sobre a mudança de trajetória. Mediação Usar o piso tátil presente na escola ou construir um circuito têm o objetivo de simular a sensação de poder guiar-se, sem o sentido da visão, para percorrer um caminho. 879º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Tendo isso organizado, é hora de realizar a brincadeira e de vivenciar a experiência de se locomover com olhos vendados com apoio de uma guia. Para que o objetivo da brincadeira seja atingido, siga as orientações propostas: • Os participantes deverão se posicionar em fila no início do caminho. • O primeiro da fila será vendado e receberá uma haste. • O participante vendado precisará atravessar o caminho orientado pelas cordas, pelos cones ou pelo piso tátil, com auxílio da haste. • Ao finalizar o circuito, entregará a venda e a haste para o próximo estudante, e assim sucessivamente, até que todos participem da experiência. Mediação A simulação pode acontecer com um estudante de cada vez. Quando chegar ao final do trajeto, o estudante deverá entregar a venda e a haste ao próximo, e os demais ficarão observando. Para dar celeridade à brincadeira, é possível dividir a turma em dois grupos, posicionando um no início e outro no final do caminho sinalizado. Um grupo percorrerá o caminho de ida e outro o caminho da volta. O intuito é que todos experimentem a sensação. Como foi sua experiência? Compartilhe com a turma suas impressões, em uma roda de conversa, respondendo às perguntas a seguir: 1) Qual foi a sensação de caminhar de olhos vendados e com o auxílio da haste? Foi difícil? Por quê? 2) Sem a ajuda da corda e dos cones, seria possível chegar no final do percurso? 3) Quais cuidados são necessários para não atrapalhar as pessoas com deficiência visual que fazem usos dos pisos táteis para se locomover? Mediação Ao final da brincadeira, sugere-se fazer uma roda de conversa com a turma para que os estudantes possam refletir acerca do tema, compartilhando, com seus colegas, suas impressões de acordo com a vivência experienciada na brincadeira a partir das respostas das perguntas formuladas. Algumas indagações e mediações podem ser feitas adicionalmente, como, por exemplo: questionar quais outros sentidos que eles utilizaram para se locomoverem; se sentiram medo, se ficaram perdidos ou ansiosos também são questões a serem trabalhadas. Na última questão, é possível orientar as respostas da turma discutindo alguns exemplos, como: não caminhar sobre o piso tátil ou permanecer parado enquanto um deficiente visual está fazendo uso desse dispositivo; não deixar nenhum tipo de objeto sobre o piso tátil; entre outros. Avaliação A proposta da atividade é promover a conscientização dos estudantes sobre a função e a importância da existência do piso tátil em todas as áreas (públicas e privadas), em que haja circulação de pedestres, para garantir a acessibilidade de Aprimorando práticas e ampliando conexões 88 SENTINDO O CAMINHO pessoas com deficiência visual. Com isso, é importante avaliar a demonstração dos estudantes (tanto na brincadeira quanto depois dela) a respeito de solidariedade, de cooperativismo e de coletividade para a prover acessibilidade segura e democrática. Outras conexões Essa experiência pode ser ampliada em outra atividade, abordando-se a importância e o cuidado de um deficiente visual ser auxiliado para percorrer um determinando trecho não sinalizado por piso tátil. Com essa proposta, consideram- se as atitudes dos estudantes na abordagem e na forma de orientar outra pessoa na travessia ou no caminho a serem feitos com a presença de obstáculos, a partir da realização de um exercício prático similar ao proposto nesta atividade e, posteriormente, avaliar, com os estudantes, essa experiência. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Piso tátil tem função importante. Disponível em: http://www.abnt.org.br/imprensa/releases/5477-piso- tatil-tem-funcao-importante. Acesso em: 08 jul. 2019. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 06 fev. 2020. BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm - Acesso em: 17 fev. 2020. Compartilhe! Como foi a realização desta atividade com os estudantes? Conte-nos sua experiência ao aplicá-la! Referências 899º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Sentindo o caminho As leis e as normas destinadas a assegurar e a promover a acessibilidade intentam dar condições de igualdade e do exercício dos direitos e das liberdades fundamentais aos cidadãos, visando garantir o transitar e o conviver seguros de deficientes físicos, de idosos e de pessoas com dificuldade de locomoção nas cidades. Nesse aspecto, os pisos táteis são importantes para que os pedestres com deficiência visual possam se locomover de forma segura e de forma democrática. Que tal conversar um pouco sobre o assunto com seus colegas e, depois, fazer uma caminhada pelas instalações da escola e pelo entorno dela para identificar se existem pisos táteis instalados e para reconhecer, caso existam, os seus diferentes tipos? Será que você conseguiria caminhar sem utilizar o sentido da visão para se orientar? Na brincadeira desta atividade, você e sua turma vão vivenciar essa experiência! Antes de iniciar a brincadeira, organize-se e tenha à disposição: • Uma ou mais vendas para os olhos. • Cordas e cones para formar o circuito no pátio da escola ou na quadra de esportes. Caso a escola tenha pisos táteis, os espaços que os contêm poderão ser utilizados. • Uma ou mais hastes para simular a bengala utilizada pelos deficientes visuais (vara de bambu e cabo de vassoura são alguns exemplos dessa adaptação). Prepare o ambiente para caso não haja ou não seja possível utilizar os pisos táteis da escola. Assim, monte um circuito na quadra ou no pátio, preparando um caminho, na forma de corredor, com cordas dos dois lados e prevendo mudança de direção. A mudança de direção e o final do caminho, aliás, podem ser sinalizados por cones, orientando quem brinca sobre a mudança de trajetória. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 90 SENTINDO O CAMINHO Tendo isso organizado, é hora de realizar a brincadeira e de vivenciar a experiência de se locomover com olhos vendados com apoio de uma guia. Para que o objetivo da brincadeira seja atingido, siga as orientações propostas: • Os participantes deverão se posicionar em fila no início do caminho. • O primeiro da fila será vendado e receberá uma haste. • O participante vendado precisará atravessar o caminho orientado pelas cordas, pelos cones ou pelo piso tátil, com auxílio da haste. • Ao finalizar o circuito, entregará a venda e a haste para o próximo estudante, e assim sucessivamente, até que todos participem da experiência. Como foi sua experiência? Compartilhe com a turma suas impressões, em uma roda de conversa, respondendo às perguntas a seguir: 1) Qual foi a sensação de caminhar de olhos vendados e com o auxílio da haste? Foi difícil? Por quê? 2) Sem a ajuda da corda e dos cones, seria possível chegar no final do percurso? 3) Quais cuidados são necessários para não atrapalhar as pessoas com deficiência visual que fazem usos dos pisos táteis para se locomover? 919º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO O envelhecimento humano e o trânsito Ao dramatizar cenas do cotidiano do trânsito, aprende-se sobre o respeito às diferenças Articulação didática A presente atividadeaborda o envelhecimento da população e as mudanças decorrentes do avançar da idade, com o objetivo de trabalhar o trânsito como um ambiente democrático. Para isso, são apresentados dados e informações, na forma de gráficos, sobre vítimas do sistema trânsito e são destacados temas, como: as especificidades do idoso no trânsito; o respeito às diferenças; e a reflexão sobre atitudes inclusivas em relação aos motoristas, aos pedestres e aos passageiros com mais de 60 anos de idade. Objeto de conhecimento Leitura e elaboração de mapa temático, croquis e outras formas de representação para analisar informações geográficas – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Idosos no trânsito. Competência Conhecer as características das pessoas idosas e a sinalização de trânsito que organiza e que beneficia as pessoas com mais de 60 anos. Habilidades Destacar as especificidades do idoso nas condições de pedestre, de motorista e de passageiro. Indicar atitudes que respeitam as particularidades dos idosos. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, cartolina e materiais para colorir. Reconhecer o trânsito como um ambiente democrático requer o respeito às especificidades de diversos segmentos da população que necessitam de condições diferenciadas para usufruir do direito de ir e vir. Em relação aos idosos, é importante que haja a compreensão das pessoas sobre o envelhecimento humano e sobre a forma como os idosos interferem na vida social quando se encontram no trânsito exercendo diferentes papéis. Para subsidiar essa reflexão, o Texto 1 Pedestres idosos sofrem mais acidentes fatais de trânsito contextualiza a situação do idoso no trânsito brasileiro, e o Texto 2 Estatuto do idoso destaca alguns direitos dos idosos com relação à utilização dos meios de transportes. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 92 O ENVELHECIMENTO HUMANO E O TRÂNSITO Texto 1 Pedestres idosos sofrem mais acidentes fatais de trânsito De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) (OPAS, 2018), o número de pessoas com idade de 60 anos ou mais chegará a 2 bilhões até o ano de 2050. Sendo assim, os idosos representarão um quinto da população mundial. Para a garantia da segurança viária, o envelhecimento da população abrange novos desafios. Pessoas com mais de 65 anos também são as que, na condição de pedestre, mais sofrem acidentes fatais ou invalidez permanente em consequência de acidente de trânsito. Em 2016, o Brasil registrou a quinta maior população idosa do mundo, segundo dados do Ministério da Saúde. Estima-se que, em 2030, esse número ultrapasse o número total de crianças entre zero e 14 anos. A disparidade de idade também se reflete no registro de mortalidade em acidentes de trânsito entre faixas etárias, conforme revelado por diversos estudos. Um deles é uma análise de acidentes de transportes terrestres no Brasil e de Unidades Federadas entre os anos de 1990 e 2015, publicado em maio de 2017 na Revista Brasileira de Epidemiologia (LADEIRAI et al., 2017). No período de 25 anos analisados, constatou-se que a chance de um pedestre ser uma vítima fatal em um acidente praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos. Em comparação com a faixa etária acima de 80 anos, essa diferença quase triplica. No Gráfico 1, pode-se observar, fazendo relação com a idade, a quantidade de vítimas fatais a cada 100 mil habitantes e o tipo de usuário no trânsito. Gráfico 1 - Taxas* de mortalidade específica por idade, de acordo com os tipos de acidentes de transporte terrestre - no Brasil, em 2015 Condições inerentes ao envelhecimento contribuem, também, para esses efeitos e podem explicar o fato de os idosos estarem expostos, por mais tempo, ao risco de colisão com um veículo. Na velhice, é comum que o caminhar fique mais lento, que haja redução da visão periférica, que se tenha falta de atenção, que se revele distúrbio de equilíbrio corporal, entre outros fatores limitantes, os quais contribuem para acidentes. Segundo dados analisados da administradora do seguro DPVAT (2018?), nos últimos 10 anos, entre 2009 e 2018, foram registrados mais de 55 mil mortes e 110 mil casos de invalidez permanente decorrentes de acidentes de trânsito. Na maioria dos casos, as vítimas estavam na condição de pedestres, e os automóveis foram responsáveis pela maioria das colisões. Fo nt e: b as ea do e m L ad ei ra i e t a l. (2 01 7) *Taxas padronizadas por sexo e idade utilizando a população mundial. 939º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Texto 2 Estatuto do idoso O Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003) possui um capítulo específico sobre os direitos em relação ao transporte. De modo a descrevê-lo, os artigos 39 ao 42 mencionam: • a gratuidade no transporte coletivo; • a reserva de 10% das vagas dos assentos para idosos, que devem ser devidamente identificados; • a gratuidade no transporte interestadual aos idosos com renda inferior a 2 salários mínimos; • a reserva de 5% de vagas nos estacionamentos públicos e privados que devem ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade do idoso; • o asseguramento da prioridade e da segurança do idoso nos procedimentos de embarque e de desembarque no transporte coletivo. Estratégias didáticas Para iniciar a atividade, pode ser feito um diálogo com a turma sobre envelhecimento, dando destaque a como o avançar da idade implica em alterações na saúde e no corpo das pessoas. Com isso, podem ser evidenciados os desafios que idosos enfrentam em situações que lhes foram comuns ao longo da vida como: pegar um ônibus; dirigir um carro; ou caminhar pelas calçadas. Na sequência, os estudantes são convidados a analisar um gráfico de barras com dados sobre o tema e a produzir cenas breves sobre situações enfrentadas por idosos no trânsito. Como conclusão da atividade, propõe-se a confecção de cartazes sobre o respeito às diferenças no trânsito, com foco nos idosos. Atividade com gabarito O envelhecimento humano e o trânsito O risco de morte em acidentes de trânsito varia de acordo com as diferentes faixas etárias. Essa realidade é evidenciada em pesquisa publicada, em 2017, na Revista Brasileira de Epidemiologia, que analisou os acidentes no trânsito brasileiro entre 1990 e 2015. Para saber mais sobre o assunto, analise o gráfico de barras a seguir, referente a esse estudo, e, em seguida, responda às perguntas que seguem observando a relação entre a idade, a quantidade de vítimas fatais a cada 100 mil habitantes e o tipo de usuário no trânsito. Construindo os caminhos da atividade 94 O ENVELHECIMENTO HUMANO E O TRÂNSITO Gráfico 1 - Taxas* de mortalidade específica por idade a cada 100 mil habitantes, de acordo com os tipos de usuários de transporte terrestre – no Brasil, em 2015 LADEIRAI, Roberto Marini. et al. Acidentes de transporte terrestre: estudo Carga Global de Doenças, Brasil e unidades federadas, 1990 e 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, [online], v. 20, suppl.1, p. 157-170, maio 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbepid/ v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00157.pdf. Acesso em: 21 fev. 2020. 1) Após a leitura do Gráfico 1, sobre os acidentes fatais por faixa etária no trânsito brasileiro, indique se as afirmações abaixo estão de acordo com os dados apresentados na pesquisa, colocando: F, para falsa, e V, para verdadeira. ( )� As crianças de 0 a 4 anos são as maiores vítimas fatais na condição de pedestres em comparação com as demais faixas etárias. ( )� Os idosos com mais de 80 anos na condição de ciclistas sofrem mais acidentes fatais do que na condição de pedestres. ( )� A chance de um pedestre ser uma vítima fatal em um acidente de trânsito praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos. ( )� Idosos com mais de 80 anos, em todas as condições de usuáriode trânsito, foram os usuários que sofreram mais acidentes fatais em relação às demais faixas etárias. ( )� Os idosos acima de 65 anos sofreram mais acidentes fatais quando estavam na condição de pedestres. 2) Você já percebeu que o índice de acidentes com idosos no trânsito é alto. Mas você imagina por quê? Converse com seus colegas sobre as dificuldades enfrentadas pelos idosos em seus deslocamentos e sobre as possibilidades de serem adotadas ações respeitosas para uma maior inclusão deles no trânsito. Com isso feito, anote as observações comentadas. Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes apresentem exemplos de situações enfrentadas pelos idosos, como, por exemplo: lentidão na travessia de ruas; desafios de caminhar por vias mal pavimentadas; dificuldades de forma geral devido à perda de audição; maior tempo de reflexo para ação e para reação a estímulos; e perda de visão. Como ações inclusivas, há os seguintes exemplos: o respeito às vagas prioritárias de estacionamento; o respeito aos assentos reservados no transporte coletivo; entre outros. F F F V V *Taxas padronizadas por sexo e idade utilizando a população mundial. 959º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Mediação Esse é um momento oportuno para promover um diálogo com a turma a respeito da relação dos idosos com o trânsito. Além disso, é importante trabalhar os comportamentos dos estudantes com relação à segurança e ao bem-estar dos idosos nesse ambiente. As percepções da turma no que dizem respeito às dificuldades enfrentadas pelos idosos e às possibilidades de ações respeitosas com eles podem ser transcritas no quadro para servir de referência à realização do exercício seguinte. 3) Após conversar com a turma, escolha uma das situações vivenciadas pelos idosos no trânsito, e, com seus colegas, organize um pequeno roteiro e represente, de forma teatral, a cena escolhida. Não se esqueça de realçar as atitudes positivas que deverão ser adotadas. Mediação Para a realização do exercício, é importante dividir a turma em equipes de forma que todos possam participar e possam colaborar no desenvolvimento do exercício. Em grupos, os estudantes podem encenar, brevemente, situações que representem os desafios dos idosos no trânsito. Nas cenas, pode-se, preferencialmente, dar ênfase às diferenças entre as boas e as más atitudes dos demais usuários das vias diante dos idosos. Ao final das apresentações, cabe, ainda, fazer uma reflexão coletiva sobre as atitudes positivas a serem adotadas por todos os usuários do sistema trânsito. 4) Para despertar a consciência de mais pessoas sobre a questão, elabore um cartaz sobre o respeito às diferenças no trânsito, com foco nos idosos. Mediação Os cartazes podem ser construídos em grupos e podem ser combinados alguns critérios para essas produções. É importante orientar os grupos de que o conteúdo do cartaz sintetize as principais reflexões realizadas na atividade, abordando as características decorrentes do envelhecimento e os desafios enfrentados por idosos no trânsito. É importante, ainda, indicar, mesmo que de forma implícita, a importância de serem adotadas atitudes de respeito e de acolhimento de forma a sensibilizar as pessoas sobre os desafios que os idosos, muitas vezes, vivenciam quando os seus direitos não são reconhecidos. Os cartazes poderão ser expostos na escola para potencializar o processo de sensibilização. Avaliação A avaliação poderá considerar a compreensão dos estudantes sobre o envelhecimento da população e as particularidades dos idosos nas condições de pedestres, de motoristas e de passageiros. Além disso, podem ser consideradas as indicações, por parte dos estudantes, de atitudes respeitosas a serem adotadas para as interações com os idosos no trânsito para que este seja um ambiente mais democrático. Tá combinado? A educação e o respeito no trânsito são essenciais para a garantia da segurança dos seus usuários em qualquer faixa etária. Respeite as diferenças! Você sabia? Embora os idosos tenham dificuldade de atravessar a rua no tempo do semáforo, o Artigo 214 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) garante o direito à conclusão da travessia para todos os pedestres, cabendo aos motoristas aguardar caso o sinal fique verde antes de o pedestre completar a travessia. Aprimorando práticas e ampliando conexões 96 O ENVELHECIMENTO HUMANO E O TRÂNSITO Outras conexões Como desdobramento desta atividade, pode ser organizado, na escola, um debate sobre o respeito às diferenças no trânsito, para a inclusão dos idosos. Podem ser convidados o Conselho Municipal do Idoso e os familiares idosos. Essa será uma ótima oportunidade para o desenvolvimento do protagonismo e da liderança dos estudantes, ao mobilizarem as famílias, organizando e divulgando previamente o evento. Outro tipo de encaminhamento poderia ser a realização de um diagnóstico da cidade, do bairro ou do entorno da escola, a partir da seguinte pergunta: nesta localidade, o trânsito é um ambiente democrático em que o idoso é respeitado e considerado em suas diferenças?. Se detectados desafios a serem superados quanto à questão, pode-se perguntar ainda: o que poderia ser feito?. Para a organização das equipes, os estudantes podem ser divididos de acordo com as diferentes condições (pedestres, motoristas e passageiros) que os idosos podem se encontrar no trânsito. Como resultado, pode ser feito um relatório a ser publicado na página on- line da escola, encaminhado às autoridades competentes ou mesmo apresentado pelos estudantes em uma Associação de Idosos. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 06 fev. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 04 out. 2019. BRASIL. Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm. Acesso em: 12 jul. 2019. LADEIRAI, Roberto Marini. et al. Acidentes de transporte terrestre: estudo Carga Global de Doenças, Brasil e unidades federadas, 1990 e 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, [online], v. 20, suppl.1, p. 157-170, maio 2017. Disponível em: http:// www.scielo.br/pdf/rbepid/v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00157.pdf. Acesso em: 21 fev. 2020. SEGURADORA LÍDER - DPVAT. Semana Nacional de Trânsito. Taxa de Mortalidade no Trânsito: Relatório especial - 10 anos. [2018?]. Disponível em: https://www. seguradoralider.com.br/Documents/boletim-estatistico/Relatorio%20Especial%20 SNT-20-09.pdf. Acesso em: 21 fev. 2020. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE - OPAS. Folha informativa - Envelhecimento e saúde. 2018. Disponível em: https://www.paho.org/bra/ index.php?option=com_content&view=article&id=5661:folha-informativa- envelhecimento-e-saude&Itemid=820. Acesso em: 21 fev. 2020. Compartilhe! Agora que a atividade foi desenvolvida, compartilhe conosco, do Programa Conexão DNIT, a sua experiência! Referências 979º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO O envelhecimento humano e o trânsito O risco de morte em acidentes de trânsito varia de acordo com as diferentes faixas etárias. Essa realidade é evidenciada em pesquisa publicada, em 2017, na Revista Brasileira de Epidemiologia, que analisou os acidentes no trânsito brasileiro entre 1990 e 2015. Para saber mais sobre o assunto, analise o gráfico de barras a seguir, referente a esse estudo, e, em seguida, responda às perguntas que seguem observando a relação entre a idade, a quantidade de vítimas fatais a cada 100 mil habitantes e o tipo de usuário no trânsito. Gráfico 1 - Taxas* de mortalidade específica poridade a cada 100 mil habitantes, de acordo com os tipos de usuários de transporte terrestre – no Brasil, em 2015 LADEIRAI, Roberto Marini. et al. Acidentes de transporte terrestre: estudo Carga Global de Doenças, Brasil e unidades federadas, 1990 e 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, [online], v. 20, suppl.1, p. 157-170, maio 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbepid/ v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00157.pdf. Acesso em: 21 fev. 2020. 1) Após a leitura do Gráfico 1, sobre os acidentes fatais por faixa etária no trânsito brasileiro, indique se as afirmações abaixo estão de acordo com os dados apresentados na pesquisa, colocando: F, para falsa, e V, para verdadeira. ( )� As crianças de 0 a 4 anos são as maiores vítimas fatais na condição de pedestres em comparação com as demais faixas etárias. ( )� Os idosos com mais de 80 anos na condição de ciclistas sofrem mais acidentes fatais do que na condição de pedestres. ( )� A chance de um pedestre ser uma vítima fatal em um acidente de trânsito praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos. ( )� Idosos com mais de 80 anos, em todas as condições de usuário de trânsito, foram os usuários que sofreram mais acidentes fatais em relação às demais faixas etárias. ( )� Os idosos acima de 65 anos sofreram mais acidentes fatais quando estavam na condição de pedestres. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ *Taxas padronizadas por sexo e idade utilizando a população mundial. Estudante 98 O ENVELHECIMENTO HUMANO E O TRÂNSITO 2) Você já percebeu que o índice de acidentes com idosos no trânsito é alto. Mas você imagina por quê? Converse com seus colegas sobre as dificuldades enfrentadas pelos idosos em seus deslocamentos e sobre as possibilidades de serem adotadas ações respeitosas para uma maior inclusão deles no trânsito. Com isso feito, anote as observações comentadas. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 3) Após conversar com a turma, escolha uma das situações vivenciadas pelos idosos no trânsito, e, com seus colegas, organize um pequeno roteiro e represente, de forma teatral, a cena escolhida. Não se esqueça de realçar as atitudes positivas que deverão ser adotadas. 4) Para despertar a consciência de mais pessoas sobre a questão, elabore um cartaz sobre o respeito às diferenças no trânsito, com foco nos idosos. Embora os idosos tenham dificuldade de atravessar a rua no tempo do semáforo, o Artigo 214 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) garante o direito à conclusão da travessia para todos os pedestres, cabendo aos motoristas aguardar caso o sinal fique verde antes de o pedestre completar a travessia. A educação e o respeito no trânsito são essenciais para a garantia da segurança dos seus usuários em qualquer faixa etária. Respeite as diferenças! 999º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Planejando um passeio ciclístico Lugares seguros e atitudes adequadas para a prática do ciclismo Articulação didática Esta atividade tem como foco o planejamento de um passeio ciclístico como forma de sensibilização da comunidade local a respeito da prática do ciclismo. Para isso, incentiva os estudantes a considerarem, na realização do planejamento, os lugares adequados para a prática no bairro e os cuidados que devem ser adotados pelos usuários do trânsito para a segurança dos ciclistas. Nesse processo, a discussão que a atividade promove está situada no contexto das transformações do espaço urbano na sociedade industrial e destaca a necessidade de o planejamento urbano prever a criação de espaços seguros para a circulação dos ciclistas. Objeto de conhecimento Transformações do espaço na sociedade urbano-industrial – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Ciclistas no trânsito. Competência Reconhecer lugares adequados e atitudes seguras para a prática do ciclismo. Habilidade Caracterizar os lugares e as atitudes de respeito e de proteção ao ciclista. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. Juntamente com o pedestre, o ciclista é o usuário mais vulnerável do sistema trânsito. Por isso, a escolha de locais apropriados e a adoção de atitudes seguras são condições essenciais para pedalar. Assim, no texto Ciclistas no trânsito, apresentam-se algumas regras e alguns cuidados recomendados a esses usuários das vias. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 100 PLANEJANDO UM PASSEIO CICLÍSTICO Ciclistas no trânsito A bicicleta é usada com cada vez mais frequência nas cidades. Pedalando, as pessoas se deslocam para fazer compras, ir ao trabalho ou ir à escola. Por ser um veículo movido pela força que a pessoa faz, a bicicleta não é poluente como outros meios de transporte. Além disso, ao se deslocar de bicicleta, o ciclista pratica uma atividade física, o que contribui para a saúde dele. As cidades podem ser planejadas de forma a criar espaços seguros para a circulação de ciclistas, prevendo, na infraestrutura viária, a construção de ciclovias, de ciclofaixas ou de ciclorrotas. Com isso, as pessoas podem ser incentivadas a se deslocarem de bicicleta em segurança. Mas qual é a diferença entre as ciclovias, as ciclofaixas e as ciclorrotas? Ciclovias: são faixas de trânsito criadas, exclusivamente, para a circulação de bicicletas. São construídas paralelamente à pista por onde passam os carros, mas são separadas por uma barreira que protege os ciclistas. A circulação nas ciclovias pode ter sentido único ou sentido duplo. Ciclofaixas: são espaços das vias destinados ao fluxo de bicicletas, segregados sem uma separação por barreira. Isso significa que a separação das vias para as ciclofaixas é feita por meio de sinalização horizontal e/ou por tachões, isolando os ciclistas dos demais veículos. Ciclorrotas: são vias sinalizadas, onde a circulação de bicicletas é compartilhada com pedestres ou com veículos motorizados (em locais como as calçadas, os canteiros, as passarelas, as faixas ou as pistas), criando condições favoráveis para isso e melhorando a segurança dos ciclistas. Nessas rotas, existe uma sinalização horizontal que indica o trânsito de bicicletas, compartilhando a via, e que, quando o espaço for compartilhado com veículos motorizados, a prioridade é para as bicicletas, devendo o motorista trafegar mais à esquerda da via, mantendo a distância de 1,5 m do ciclista. Além de uma estrutura adequada, para que seja garantida a segurança de todos, há uma série de regras para os ciclistas conduzirem suas bicicletas nas vias, o que lhes garantem direitos e definem deveres. Essas especificações, aliás, podem ser vistas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997). Os ciclistas devem sempre circular na mesma direção dos veículos, ao andarem em zonas rurais ou urbanas de pista dupla que não tenham ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, tendo preferência de circulação em relação aos veículos. Para andar de bicicleta em calçadas, é preciso ter autorização do órgão que gerencia a via, sendo necessária a devida sinalização. Outra regra que deve ser mencionada é que o ciclista desmontado da bicicleta se torna pedestre, tanto em deveres quanto em direitos. Assim, ao atravessar a faixa de pedestres,os ciclistas precisam descer e seguir empurrando a bicicleta para fazer a travessia. No que se refere aos acessórios de segurança obrigatórios, no Brasil, têm-se: a campainha; as sinalizações noturnas dianteira, traseira, lateral e nos pedais; e o espelho retrovisor do lado esquerdo (BRASIL, 1997). Vale lembrar que as sinalizações reflexivas tornam a bicicleta e o ciclista mais visíveis, principalmente nas pedaladas noturnas e que, para maior visibilidade, é necessário manter os adesivos refletivos limpos. Cabe destacar, também, a importância do espelho retrovisor do lado esquerdo do guidão da bicicleta, pois, com ele, é possível perceber a aproximação de veículos, precavendo-se de possíveis situações de risco e, assim, evitando-se acidentes. O uso de capacete, de óculos, de joelheiras e de cotoveleiras não é obrigatório. Contudo, é preciso sempre se lembrar da importância de usá-los para pedalar, pois, em casos de acidentes, eles podem evitar contusões mais graves e salvar vidas. 1019º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO É importante, também, fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial: aos pneus, mantendo-os com a calibragem adequada; à corrente, lubrificando-a com óleo apropriado, fazendo a limpeza antes; aos freios e às demais partes da bicicleta, como o selim, as rodas e o pedal, verificando se estão bem afixadas. Ao perceber algum ruído estranho ou mau funcionamento da bicicleta, o ciclista deve procurar resolver isso antes de usá-la. Estratégias didáticas Para iniciar esta atividade, propõe-se que seja realizada, inicialmente, a leitura do texto Por práticas mais seguras de ciclismo, o qual dialoga sobre os benefícios do uso da bicicleta para deslocamentos, sobre a necessidade de se ter uma infraestrutura adequada e a necessidade de se adotar atitudes seguras para pedalar. Na continuidade, sugere-se que seja feita uma roda de conversa com os estudantes para que exponham suas experiências em relação ao uso da bicicleta. Em seguida, organizados em grupos, os estudantes são convidados a produzir o planejamento de um passeio ciclístico a partir de um roteiro disponibilizado. Para finalizar a atividade, propõe-se que sejam elaboradas frases que deem destaques às atitudes que os usuários do trânsito devem adotar para proteger os ciclistas. Atividade com gabarito Planejando um passeio ciclístico O uso da bicicleta como um meio de transporte alternativo cresce, cada vez mais, ao longo dos anos, e a segurança dos ciclistas no trânsito depende de vários fatores, como, por exemplo: a disponibilidade de uma infraestrutura adequada; e o comportamento dos usuários do sistema trânsito. Como você percebe a prática do ciclismo em seu bairro ou em sua comunidade? Por práticas mais seguras de ciclismo O ciclismo é uma prática que pode ser entendida como lazer, esporte e, também, como uma forma de transporte ativo, pois é a força do condutor que impulsiona o movimento da bicicleta. A prática do ciclismo promove inúmeros benefícios e contribui para melhorar a saúde das pessoas, a mobilidade no trânsito e, até mesmo, a preservação do meio ambiente. Mas é importante que a infraestrutura viária das cidades seja planejada para que essa prática possa ocorrer com segurança e é necessário que tanto os ciclistas quanto os demais usuários do trânsito adotem atitudes seguras ao transitar. Vale lembrar que, para maior segurança, o ciclista precisa seguir algumas regras, como, por exemplo: pedalar, preferencialmente, em ciclovias ou ciclofaixas; seguir sempre pelo lado direito da via; observar a presença de pedestres, de outros ciclistas e de animais; e sinalizar com a mão, se precisar parar. Em ciclorrotas e em vias que não existem locais específicos para o trânsito de bicicletas, é necessário prestar atenção durante a circulação, sinalizando as intenções de mudar de faixa e de fazer curvas, pedalando no mesmo sentido dos veículos automotores. Construindo os caminhos da atividade 102 PLANEJANDO UM PASSEIO CICLÍSTICO Além disso, a bicicleta precisa conter os equipamentos de segurança indicados no Código de Trânsito Brasileiro (CTB): sinalização noturna reflexiva dianteira, traseira, lateral e nos pedais; e campainha e espelho retrovisor no lado esquerdo. É importante, também, que o ciclista use outros itens para a proteção do corpo, como: capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados. Fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial aos freios, às correntes e a condição dos pneus, também é imprescindível. Mediação Após a leitura compartilhada do texto Por práticas mais seguras de ciclismo, sugere-se promover uma roda de conversa com os estudantes, para abordar as vivências deles em relação ao uso da bicicleta. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, como, por exemplo: Quais os locais utilizados para a prática do ciclismo no bairro onde moram?; Esses locais são seguros ou inseguros e por quê?; Existe a necessidade de melhorar as condições de infraestrutura para os ciclistas nesses locais?; Quais atitudes os usuários do trânsito devem adotar para melhorar a segurança nesses locais?. As contribuições podem ser registradas no quadro para auxiliar no desenvolvimento do planejamento do passeio ciclístico proposto nesta atividade. 1) A segurança durante uma pedalada depende das características das vias por onde as bicicletas trafegam e do comportamento dos ciclistas e dos condutores de veículos motorizados. Que tal juntar-se com alguns colegas e planejar um passeio ciclístico para sensibilizar a comunidade sobre a necessidade de se terem locais adequados e de se adotarem atitudes seguras para praticar o ciclismo? a) Para realizar esse planejamento, sigam o roteiro apresentado a seguir, respondendo às perguntas e registrando as respostas em um documento chamado Planejamento do Passeio Ciclístico: b) Qual é o objetivo do passeio ciclístico? O que se quer com a realização dessa ação? c) Qual é o público que será convidado para realizar o passeio? Quantos participantes são esperados para o evento? d) Qual o percurso do passeio ciclístico, incluindo local de partida e local de chegada? e) Qual será o horário de início do passeio ciclístico e qual a estimativa de tempo de duração? f) Existe a necessidade de se obter alguma autorização especial junto à direção da escola, à Prefeitura ou aos órgãos de trânsito? Se sim, quais os procedimentos que devem ser adotados? g) Quais as estratégias a serem adotadas para sensibilizar e para motivar as pessoas a participarem do passeio ciclístico? h) Quais recomendações devem ser repassadas aos participantes que irão realizar o passeio ciclístico? Respostas escritas e em grupo. Espera-se que os estudantes apresentem ideias para a organização do passeio ciclístico, seguindo o roteiro apresentado. Vocabulário Ciclovia – faixa de trânsito exclusiva para ciclos, delimitada com obstáculos (separando-a da pista de veículos motorizados), onde o sentido de circulação pode ser único ou duplo. Ciclofaixa – semelhante à ciclovia, porém não tem delimitação física, apenas delimitada por sinalização específica; Ciclorrota – vias de uso comum, com sinalização horizontal, onde a circulação de bicicletas é compartilhada com pedestres ou com veículos motorizados. Fique ligado! Pedalar promove a saúde do corpo, da mente e ajuda a preservar o meio ambiente, mas é preciso ter cuidado por onde se transita. Pedale em vias apropriadas, mantenha a atenção e não realize manobras de risco! 1039º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Mediação Sugere-se que esse exercício seja realizado em grupos de até cinco estudantes para estimular a participação de todos da turma. É importante destacar que, como se trata de um planejamento para o passeio, é necessário considerar as peculiaridades do local e verificar as providências necessárias para garantir a segurança dos ciclistas que vão participar.Caso seja necessário pedalar sobre as calçadas ou fechar ruas para realizar a pedalada, deve-se considerar, no planejamento, a necessidade de solicitar autorização ao órgão de trânsito responsável. É relevante salientar, também, que, se o público do passeio for composto por estudantes menores de idade, é necessário prever, no planejamento, a autorização dos pais e/ou responsáveis. Assim como na pedalada e no uso cotidiano da bicicleta, é importante conhecer o trânsito da cidade e escolher a alternativa mais adequada para cada situação, incluindo, no planejamento, o que for necessário para uma pedalada segura. Ao final, os planejamentos feitos pelos grupos podem ser socializados para a turma. 2) Para que o passeio ciclístico atinja o objetivo proposto de sensibilizar a comunidade da necessidade de se ter segurança ao pedalar, ainda em grupos, criem uma ou mais mensagens que poderiam ser veiculadas, durante o passeio ciclístico, por meio de placas ou de faixas, tendo como foco as atitudes que os usuários do trânsito devem adotar para proteger os ciclistas. Resposta escrita e em grupo. Espera-se que os estudantes formulem mensagens e demonstrem possibilidades de atitudes que, se adotadas pelos usuários do trânsito, contribuirão para a proteção dos ciclistas. Avaliação Ao longo do desenvolvimento da atividade, há momentos importantes que podem ser considerados pelo professor no processo avaliativo, como, por exemplo: se os estudantes compartilharam suas experiências na primeira roda de conversa formada, momento que poderá ser avaliada a compreensão dos estudantes em relação aos aspectos positivos do ciclismo e o entendimento da bicicleta como meio de transporte ativo; se os estudantes compreenderam a importância do planejamento da cidade para o incentivo à prática da pedalada em relação aos outros meios de transporte; e se, em relação ao passeio ciclístico, os estudantes foram participativos e compreendam as ações que podem contribuir para o incentivo da prática da pedalada, como também as atitudes que devem ser ressaltadas. Outras conexões Considerando-se que a atividade é a realização do planejamento de uma pedalada, há possibilidade de que o desdobramento seja a própria execução do passeio ciclístico. Para isso, as ideias de cada grupo podem ser unidas a uma única prática, procurando melhor adequar o planejamento à realidade local. A turma pode ser orientada a organizar os registros da pedalada, como fotografias, relatos, placas de sensibilização em varais ou exposições, valorizando-se as impressões e os olhares dos estudantes e compartilhando-se a experiência deles com a comunidade escolar. Aprimorando práticas e ampliando conexões 104 PLANEJANDO UM PASSEIO CICLÍSTICO Outra alternativa possível seria: definir com a turma, a partir dos roteiros apresentados, o melhor roteiro para o passeio ciclístico e, após realizar o mapeamento de risco do percurso selecionado, seria possível identificar pontos que requerem maior atenção dos ciclistas e desenvolver uma campanha para chamar a atenção dos ciclistas quanto aos riscos oferecidos e os cuidados necessários ao transitar nesse locais BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 jul. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 03 ago. 2020. Compartilhe! Como foi realizar esta atividade com os estudantes? Envie-nos depoimentos, fotos e/ou vídeos dessa experiência! Você e os estudantes fazem parte do Programa Conexão DNIT! Referências 1059º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Planejando um passeio ciclístico O uso da bicicleta como um meio de transporte alternativo cresce, cada vez mais, ao longo dos anos, e a segurança dos ciclistas no trânsito depende de vários fatores, como, por exemplo: a disponibilidade de uma infraestrutura adequada; e o comportamento dos usuários do sistema trânsito. Como você percebe a prática do ciclismo em seu bairro ou em sua comunidade? Por práticas mais seguras de ciclismo O ciclismo é uma prática que pode ser entendida como lazer, esporte e, também, como uma forma de transporte ativo, pois é a força do condutor que impulsiona o movimento da bicicleta. A prática do ciclismo promove inúmeros benefícios e contribui para melhorar a saúde das pessoas, a mobilidade no trânsito e, até mesmo, a preservação do meio ambiente. Mas é importante que a infraestrutura viária das cidades seja planejada para que essa prática possa ocorrer com segurança e é necessário que tanto os ciclistas quanto os demais usuários do trânsito adotem atitudes seguras ao transitar. Vale lembrar que, para maior segurança, o ciclista precisa seguir algumas regras, como, por exemplo: pedalar, preferencialmente, em ciclovias ou ciclofaixas; seguir sempre pelo lado direito da via; observar a presença de pedestres, de outros ciclistas e de animais; e sinalizar com a mão, se precisar parar. Em ciclorrotas e em vias que não existem locais específicos para o trânsito de bicicletas, é necessário prestar atenção durante a circulação, sinalizando as intenções de mudar de faixa e de fazer curvas, pedalando no mesmo sentido dos veículos automotores. Além disso, a bicicleta precisa conter os equipamentos de segurança indicados no Código de Trânsito Brasileiro (CTB): sinalização noturna reflexiva dianteira, traseira, lateral e nos pedais; e campainha e espelho retrovisor no lado esquerdo. É importante, também, que o ciclista use outros itens para a proteção do corpo, como: capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados. Fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial aos freios, às correntes e a condição dos pneus, também é imprescindível. 1) A segurança durante uma pedalada depende das características das vias por onde as bicicletas trafegam e do comportamento dos ciclistas e dos condutores de veículos motorizados. Que tal juntar-se com alguns colegas e planejar um passeio ciclístico para sensibilizar a comunidade sobre a necessidade de se terem locais adequados e de se adotarem atitudes seguras para praticar o ciclismo? a) Para realizar esse planejamento, sigam o roteiro apresentado a seguir, respondendo às perguntas e registrando as respostas em um documento chamado Planejamento do Passeio Ciclístico: _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Ciclovia – faixa de trânsito exclusiva para ciclos, delimitada com obstáculos (separando-a da pista de veículos motorizados), onde o sentido de circulação pode ser único ou duplo. Ciclofaixa – semelhante à ciclovia, porém não tem delimitação física, apenas delimitada por sinalização específica; Ciclorrota – vias de uso comum, com sinalização horizontal, onde a circulação de bicicletas é compartilhada com pedestres ou com veículos motorizados. Estudante 106 PLANEJANDO UM PASSEIO CICLÍSTICO b) Qual é o objetivo do passeio ciclístico? O que se quer com a realização dessa ação? _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ c) Qual é o público que será convidado para realizar o passeio? Quantos participantes são esperadospara o evento? _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ d) Qual o percurso do passeio ciclístico, incluindo local de partida e local de chegada? _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ e) Qual será o horário de início do passeio ciclístico e qual a estimativa de tempo de duração? _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ f) Existe a necessidade de se obter alguma autorização especial junto à direção da escola, à Prefeitura ou aos órgãos de trânsito? Se sim, quais os procedimentos que devem ser adotados? _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ g) Quais as estratégias a serem adotadas para sensibilizar e para motivar as pessoas a participarem do passeio ciclístico? _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Pedalar promove a saúde do corpo, da mente e ajuda a preservar o meio ambiente, mas é preciso ter cuidado por onde se transita. Pedale em vias apropriadas, mantenha a atenção e não realize manobras de risco! 1079º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO h) Quais recomendações devem ser repassadas aos participantes que irão realizar o passeio ciclístico? _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 2) Para que o passeio ciclístico atinja o objetivo proposto de sensibilizar a comunidade da necessidade de se ter segurança ao pedalar, ainda em grupos, criem uma ou mais mensagens que poderiam ser veiculadas, durante o passeio ciclístico, por meio de placas ou de faixas, tendo como foco as atitudes que os usuários do trânsito devem adotar para proteger os ciclistas. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 1099º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Caminho sob rodas Para praticar a inclusão, as cidades precisam ser nota 10 em acessibilidade Articulação didática Esta atividade instiga os estudantes a refletirem sobre a acessibilidade. A partir dela, é possível, ainda, refletir sobre políticas segregacionistas e de extermínio no contexto do Nazismo. Com isso, lança-se um olhar sobre os avanços conquistados a partir dos Direitos Humanos e sobre os desafios que ainda precisam ser superados para a inclusão dos cidadãos com deficiência. Enfatiza-se, assim, a importância das rampas para a garantia do direito de ir e vir e da acessibilidade no trânsito. Objeto do conhecimento Judeus e outras vítimas do holocausto – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Pessoas com deficiência no trânsito. Competência Entender as diferenças e as necessidades das pessoas com deficiência no trânsito. Habilidade Relatar acerca da importância das rampas para a acessibilidade. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papéis ou cartolina, lápis e materiais para colorir. É importante desnaturalizar a ausência das rampas de acesso em vias públicas e em espaços privados para que os cadeirantes e as pessoas com mobilidade reduzida possam exercer o direito de ir e vir. O Texto 1 Cidadão no trânsito apresenta reflexões sobre a postura cidadã e sobre os comportamentos adequados ao transitar. Por sua vez, no Texto 2 Ambientes com acessibilidade, abordam-se os aspectos gerais sobre acessibilidade e, ainda, destaca-se a importância das rampas para inclusão de todos os usuários do sistema trânsito. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 110 CAMINHO SOB RODAS Texto 1 Cidadão no trânsito Ser cidadão é ter consciência e exercer os direitos e os deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, a qual garante que aqueles sejam colocados em prática. Na Constituição brasileira (BRASIL, 1988), portanto, constam alguns direitos dos cidadãos brasileiros, como os mencionados no Artigo 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]. Esses direitos devem ser seguidos, também, nas vias públicas, um ambiente que deve ser democrático, de convivência social, onde circulam pessoas de idades, de culturas e de classes sociais diferentes. Para uma real cidadania, é essencial que as pessoas reivindiquem seus direitos, pensando-se, também, na coletividade. Exercer a cidadania, assim, envolve atitudes que colocam em prática os direitos e, ainda, os deveres. Ou seja, independentemente de origens, de etnias, de idades ou de condições de vida, é preciso ter atitudes que assegurem, à humanidade como um todo, a possibilidade de viver em paz, com dignidade, com saúde e com segurança. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) apresenta, ao longo dos seus artigos e parágrafos, os direitos e os deveres do cidadão, cabendo destacar: Art. 1º [...] § 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito. [...] Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem: I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas; II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro obstáculo. [...] Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito. No trânsito, para que haja segurança e fluidez, é de extrema importância a postura cidadã. Abaixo, estão descritos alguns exemplos de atitudes cidadãs. • Cumprir as normas disponíveis pelo CTB. • Andar com segurança, de um lugar a outro. • Respeitar o próximo e as suas diferenças. • Observar o movimento dos usuários das vias e ter cuidado com isso.• Ajudar uma pessoa com limitações de locomoção a atravessar a rua. • Valorizar a vida e priorizar a segurança nas vias. • Contribuir para a preservação do meio ambiente. • Praticar valores como cooperação, solidariedade, justiça, responsabilidade, equidade e tolerância. 1119º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Para promover a Educação para o Trânsito, é necessário exercer a cidadania, exigir seus direitos enquanto pedestre, passageiro, ciclista e motorista, mas, além disso, é fundamental cumprir seus deveres. Não é coerente, por exemplo, que um cidadão que deixa de cumprir seus deveres ao transitar ensine a alguém ou exija deste uma postura responsável no trânsito. Ser um bom cidadão é pensar e agir em prol do bem comum. Preparar indivíduos para o exercício da cidadania nas vias é uma das finalidades da Educação para o Trânsito. Texto 2 Ambientes com acessibilidade Ambientes com acessibilidade devem ser pensados e preparados com cuidado, pois cada detalhe faz total diferença para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Para se locomoverem com segurança e com facilidade, as pessoas com deficiência precisam de espaços mais amplos e devidamente equipados. A Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015, que instituí a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, aborda, com detalhes, os elementos que envolvem os processos destinados a assegurar e a promover a inclusão social e cidadã das pessoas com deficiência. Dentre as definições ali inseridas, constam termos importantes para serem observados, conforme estão descritos na sequência. O Art. 2º define “pessoa com deficiência” como: [...] aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. O Art. 3º, no inciso I, a “acessibilidade” é definida como: [...] possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. O Art. 3º, no inciso IV, define “barreiras” como: [...] qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros. Por sua vez, o Art. 3º, no inciso IX, define “pessoa com mobilidade reduzida” como: [...] aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da flexibilidade, da coordenação motora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lactante, pessoa com criança de colo e obeso. As rampas são um dos itens de acessibilidade que necessitam integrar os espaços por onde as pessoas transitam (seja dentro das escolas, no entorno delas, nas praças, seja, também, no comércio em geral), pois permitem que pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida (como os usuários de cadeira de rodas, os idosos com andadores, os pedestre com carrinhos de bebê, entre outros) possam, com menos esforço, circular livremente e acessar os ambientes que desejarem. 112 CAMINHO SOB RODAS Estratégias didáticas Para introduzir a atividade, propõe-se, à turma, fazer um levantamento, diagnosticando a quantidade de estudantes, de professores e de servidores usuários de cadeiras de roda e/ou com mobilidade reduzida que fazem parte da rotina da escola. Entre eles, seria possível localizar os que necessitam de rampas para acessibilidade. Posteriormente, os exercícios propõem realizar: um levantamento da quantidade de rampas de acessibilidade disponíveis na escola; uma análise sobre a importância da acessibilidade; uma reflexão sobre as atitudes cidadãs dos estudantes com foco na acessibilidade; e, com isso, uma produção de uma campanha de sensibilização. Atividade com gabarito Caminho sob rodas Você já viveu a experiência de não conseguir chegar a um lugar porque ele era inacessível? Infelizmente, essa realidade ainda é rotina para quem é usuário de cadeiras de rodas ou tenha mobilidade reduzida. No texto Acessibilidade e inclusão na história, esse tema é discutido com base nos avanços e nos desafios da população com deficiência, após a Segunda Guerra Mundial. Acessibilidade e inclusão na história As cidades são projetadas, idealmente, a partir das necessidades de seus habitantes. Uma necessidade muito básica de todos é a de transitar: de poder ir e vir. Para que todos possam ter a garantia dos mesmos direitos, é preciso que as cidades se adaptem às necessidades específicas de seus cidadãos. Alguns exemplos de inclusão são: as rampas de acesso para os cadeirantes e para as pessoas com mobilidade reduzida; os semáforos sonoros para deficientes auditivos; e o piso tátil para deficientes visuais. Entretanto, nem sempre é possível encontrar esses equipamentos em todos os locais públicos, o que demonstra a necessidade de serem fortalecidas e consolidadas políticas públicas inclusivas, uma vez que elas não são realidade em diversas cidades do Brasil e de inúmeros outros países. Contudo, é importante frisar que a humanidade já avançou muito, quando se faz a comparação com outros momentos históricos. Nos anos da década de 1930, o Nazismo, por exemplo, amparou suas ideologias política e social em preceitos do eugenismo, uma pseudociência que defendia a ideia de aperfeiçoamento racial. Na Alemanha nazista, a eugenia se refletiu em uma política de extermínio em massa de grupos étnicos, políticos e sociais considerados como uma ameaça ao progresso do povo alemão. O chamado Holocausto já foi muito exposto e criticado em pesquisas históricas, em filmes e em reportagens. Entre as vítimas assassinadas e flageladas pelos nazistas estavam judeus, ciganos, comunistas e pessoas com deficiência. A sensibilização para os direitos das pessoas com deficiência é fundamental para que episódios assim não se repitam. Se hoje existem leis sobre os direitos dessa parcela da população, não quer dizer que ela esteja, de fato, incluída na sociedade. Os estudantes, os professores e os servidores que são cadeirantes ou que possuem mobilidade reduzida, por exemplo, sabem quais estruturas específicas são necessárias para suas transições, como, por exemplo, as rampas de acesso, para que possam chegar a determinados locais sem ajuda de outras pessoas. Assim, quem não vive essa realidade nem sempre percebe se essas estruturas estão ou não presentes em todos os lugares. Construindo os caminhos da atividade 1139º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO A partir da leitura do texto Acessibilidade e inclusão na história, reflita se a infraestrutura da sua escola contempla equipamentos para mobilidade, desenvolvendo os exercícios a seguir. 1) A partir de uma conversa com a turma, faça, com seus colegas, um diagnóstico para identificar a existência e a quantidade de estudantes, de professores e de funcionários usuários de cadeiras de roda ou que possuem mobilidade reduzida. Mediação Propõe-se fazer uma conversa inicial com a turma para identificar se existem estudantes, professores ou funcionários na escola que necessitam de rampas para se locomoverem. Caso não existam, cabe lembrar que todas as pessoas podem sofrer acidentes (como quebrar uma perna, torcer o pé, ser submetido a uma cirurgia e, temporariamente, fazer uso de cadeiras de rodas, de muletas), sendo necessária a existência de rampas para locomoção. 2) Juntamente com seus colegas, em grupo, avalie, apartir da sala de aula, quão longe um cadeirante ou uma pessoa com mobilidade reduzida conseguiria chegar usando as rampas disponíveis. Para isso: • Faça o mapeamento das rampas existentes na escola. • A partir desse mapeamento, debata, com seu grupo, sobre a importância das rampas para a garantia do direito de ir e vir e, em seguida, faça um relato, para a turma, de quais locais da escola seriam inacessíveis aos colegas cadeirantes caso não existissem as rampas. Mediação O exercício proposto pretende estimular os estudantes a perceberem quais os locais da escola que possuem acessibilidade. Para isso, a partir da simulação de vários trajetos, partindo-se da sala de aula para outros locais da escola (ou mesmo em seu entorno), estimula-se que os estudantes identifiquem a necessidade de serem instaladas novas rampas ou de serem feitas adequações na infraestrutura escolar. Para esse exercício, sugere-se dividir a turma em grupos, de maneira que cada grupo seja responsável por uma área específica entre os diversos locais da escola. A partir da localização dos trechos com rampas e de outros espaços inacessíveis para cadeirantes, cada grupo ficará encarregado de registrar os locais onde há rampa e onde ainda há problemas de acessibilidade. Ao final, os estudantes poderão apresentar, em seus grupos, os resultados do mapeamento dos elementos de acessibilidade disponíveis na escola e dos lugares que necessitam sofrer ajustes e adequações. O resultado do trabalho dos grupos pode ser colocado no quadro, assim as diferentes percepções podem ser compartilhadas, visualizadas e, se necessário, complementadas. Em uma roda de conversa, cabe destacar a importância de promover ajustes e adaptações para tornar todos os ambientes da escola inclusivos. Caso existam muitos pontos inacessíveis na escola, em decorrência da ausência de rampas ou da infraestrutura inadequada, essa realidade pode ser problematizada a partir de uma abordagem sobre a evolução das legislações e da arquitetura ao longo do tempo. 3) Agora que a turma já analisou as condições estruturais de acessibilidade dos cadeirantes e das pessoas com mobilidade reduzida da escola, converse com todos os colegas da turma e apresente ações tanto de ajustes na infraestrutura quanto de atitudes dos estudantes que podem ser adotadas para garantia do direito de ir e vir. Após isso, organizem uma campanha de sensibilização sobre o tema. É de Lei! A Lei nº 13.146, de 2015, instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência. A legislação foi criada para “[...] assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania” (BRASIL, 2015). Em seu Capítulo X, é abordado o direito ao transporte e à mobilidade. 114 CAMINHO SOB RODAS Mediação Propõe-se fazer um debate, com a turma, para trocar ideias, para promover a sensibilização para a importância de políticas públicas inclusivas e para apresentar sugestões de elaboração de uma campanha de sensibilização. A campanha pode ter dois focos principais: primeiro, pensar na melhoria da infraestrutura com a construção de rampas e com a adaptação de lugares com problemas de acessibilidade; segundo, chamar a atenção para atitudes cidadãs. Após o debate, pode-se retomar o trabalho dos grupos para a produção dos materiais para a campanha de sensibilização, compostos de diferentes formas: cartazes, panfletos, dentre outros. Avaliação A atividade possibilita avaliar se os estudantes refletiram sobre as condições de infraestrutura necessárias aos cadeirantes. É possível também perceber se os estudantes expressaram, através da produção da campanha de sensibilização, o reconhecimento da importância das rampas para a acessibilidade, seja na escola, seja no ambiente de trânsito. Outras conexões O tema desta atividade pode ser abordado em outras produções, a partir de um trabalho interdisciplinar com a disciplina de Matemática, para verificar a adequação das rampas disponíveis (na escola e em seu entorno) e para avaliar se elas atendem aos requisitos legais de inclinação apresentados no Art. 4º, da Lei nº 7.405, de 12 de novembro de 1985 (BRASIL, 1985). BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 06 fev. 2020. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Emendas Constitucionais. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 07 jan. 2020. BRASIL. Lei nº 7.405, de 12 de novembro de 1985. Torna obrigatória a colocação do ‘’Símbolo Internacional de Acesso” em todos os locais e serviços que permitam sua utilização por pessoas portadoras de deficiência e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1985. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7405.htm - Acesso em: 17 fev. 2020. Você sabia? O número de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil chega a, aproximadamente, 24% da população, segundo Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (LOSCHI, 2017). Esse número aponta para a urgência de ser promovido um trânsito cada vez mais acessível. Compartilhe! Como a atividade repercutiu na comunidade escolar? Envie-nos fotos e possíveis críticas e sugestões! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 1159º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 19 fev. 2020. BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm - Acesso em: 19 dez. 2019. LOSCHI, Marília. Pessoas com deficiência: adaptando espaços e atitudes. 2017. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia- de-noticias/noticias/16794-pessoas-com-deficiencia-adaptando-espacos-e-atitudes. Acesso em: 08 jul. 2019. 1179º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Caminho sob rodas Você já viveu a experiência de não conseguir chegar a um lugar porque ele era inacessível? Infelizmente, essa realidade ainda é rotina para quem é usuário de cadeiras de rodas ou tenha mobilidade reduzida. No texto Acessibilidade e inclusão na história, esse tema é discutido com base nos avanços e nos desafios da população com deficiência, após a Segunda Guerra Mundial. Acessibilidade e inclusão na história As cidades são projetadas, idealmente, a partir das necessidades de seus habitantes. Uma necessidade muito básica de todos é a de transitar: de poder ir e vir. Para que todos possam ter a garantia dos mesmos direitos, é preciso que as cidades se adaptem às necessidades específicas de seus cidadãos. Alguns exemplos de inclusão são: as rampas de acesso para os cadeirantes e para as pessoas com mobilidade reduzida; os semáforos sonoros para deficientes auditivos; e o piso tátil para deficientes visuais. Entretanto, nem sempre é possível encontrar esses equipamentos em todos os locais públicos, o que demonstra a necessidade de serem fortalecidas e consolidadas políticas públicas inclusivas, uma vez que elas não são realidade em diversas cidades do Brasil e de inúmeros outros países. Contudo, é importante frisar que a humanidade já avançou muito, quando se faz a comparação com outros momentos históricos. Nos anos da década de 1930, o Nazismo, por exemplo, amparou suas ideologias política e social em preceitos do eugenismo,uma pseudociência que defendia a ideia de aperfeiçoamento racial. Na Alemanha nazista, a eugenia se refletiu em uma política de extermínio em massa de grupos étnicos, políticos e sociais considerados como uma ameaça ao progresso do povo alemão. O chamado Holocausto já foi muito exposto e criticado em pesquisas históricas, em filmes e em reportagens. Entre as vítimas assassinadas e flageladas pelos nazistas estavam judeus, ciganos, comunistas e pessoas com deficiência. A sensibilização para os direitos das pessoas com deficiência é fundamental para que episódios assim não se repitam. Se hoje existem leis sobre os direitos dessa parcela da população, não quer dizer que ela esteja, de fato, incluída na sociedade. Os estudantes, os professores e os servidores que são cadeirantes ou que possuem mobilidade reduzida, por exemplo, sabem quais estruturas específicas são necessárias para suas transições, como, por exemplo, as rampas de acesso, para que possam chegar a determinados locais sem ajuda de outras pessoas. Assim, quem não vive essa realidade nem sempre percebe se essas estruturas estão ou não presentes em todos os lugares. A partir da leitura do texto Acessibilidade e inclusão na história, reflita se a infraestrutura da sua escola contempla equipamentos para mobilidade, desenvolvendo os exercícios a seguir. 1) A partir de uma conversa com a turma, faça, com seus colegas, um diagnóstico para identificar a existência e a quantidade de estudantes, de professores e de funcionários usuários de cadeiras de roda ou que possuem mobilidade reduzida. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ A Lei nº 13.146, de 2015, instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência. A legislação foi criada para “[...] assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”. Em seu Capítulo X, é abordado o direito ao transporte e à mobilidade. Estudante 118 CAMINHO SOB RODAS 2) Juntamente com seus colegas, em grupo, avalie, a partir da sala de aula, quão longe um cadeirante ou uma pessoa com mobilidade reduzida conseguiria chegar usando as rampas disponíveis. Para isso: • Faça o mapeamento das rampas existentes na escola. • A partir desse mapeamento, debata, com seu grupo, sobre a importância das rampas para a garantia do direito de ir e vir e, em seguida, faça um relato, para a turma, de quais locais da escola seriam inacessíveis aos colegas cadeirantes caso não existissem as rampas. 3) Agora que a turma já analisou as condições estruturais de acessibilidade dos cadeirantes e das pessoas com mobilidade reduzida da escola, converse com todos os colegas da turma e apresente ações tanto de ajustes na infraestrutura quanto de atitudes dos estudantes que podem ser adotadas para garantia do direito de ir e vir. Após isso, organizem uma campanha de sensibilização sobre o tema. O número de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil chega a, aproximadamente, 24% da população, segundo Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número aponta para a urgência de ser promovido um trânsito cada vez mais acessível. 1199º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO As cidades e o direito de ir e vir O ato de transitar, para além da infraestrutura, pressupõe atitudes seguras Articulação didática Esta atividade intenta possibilitar a reflexão dos estudantes em relação à adoção de atitudes seguras por pedestres e por ciclistas para a garantia do direito que esses usuários têm de ir e vir. Os exercícios propõem a realização de uma análise: da infraestrutura do bairro onde residem, considerando os espaços e as sinalizações destinadas aos pedestres e aos ciclistas; e das atitudes desses usuários de trânsito em relação à segurança no trânsito. Para isso, serão retomados os processos sociais, econômicos, culturais e políticos que ocorreram a partir da era JK e que ainda têm implicações para o trânsito das pessoas, atualmente. Objeto de conhecimento O Brasil da era JK e o ideal de uma nação moderna: a urbanização e seus desdobramentos em um país em transformação – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Direito de ir e vir. Competência Conhecer os fatores que afetam o direito de ir e vir. Habilidade Argumentar sobre o direito de ir e vir. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia e lápis. Exercer a cidadania no trânsito envolve atitudes que colocam em prática os direitos e, ainda, os deveres dos cidadãos. Ou seja, independentemente de origens, de etnias, de idades, de gênero ou de condições de vida, é preciso ter atitudes que assegurem, aos usuários das vias, o direito de ir e vir em segurança. No Texto 1 Direitos e deveres dos pedestres e no Texto 2 Direitos e deveres dos ciclistas, estão destacadas as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 120 AS CIDADES E O DIREITO DE IR E VIR Texto 1 Direitos e deveres dos pedestres No sistema trânsito (que envolve pessoas, vias e veículos), quem caminha nas vias públicas é chamado de pedestre. Os pedestres possuem direitos e deveres estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997), os quais são importantes para uma circulação segura. Nele, é assegurado, aos pedestres, o direito à utilização dos passeios ou das passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação. Entre esses espaços, destacam-se as calçadas, que são a parte da via normalmente segregada e em nível diferente. As calçadas são locais fundamentais para garantir o direito de ir e vir dos pedestres, em segurança. Onde não houver calçadas ou quando não for possível o acesso a esses espaços, o deslocamento dos pedestres precisa ser feito pelas bordas da pista, em sentido contrário ao tráfego e tendo prioridade em relação aos veículos. Os pedestres possuem prioridade, também, nas travessias de vias, exceto nos locais com sinalização semafórica. Ou seja, nos locais em que houver sinalização semafórica de controle de passagem, a mudança do semáforo indicará quem poderá ou não atravessar. Todavia, caso haja mudança de sinalização, liberando a passagem dos veículos, os pedestres ainda terão a preferência se não tiverem concluído a travessia. Em contrapartida, os pedestres têm, também, deveres a cumprir, como, por exemplo: caminhar pela calçada, ou, quando não houver calçada, pelas bordas da pista, em fila única, em sentido contrário ao deslocamento de veículos (exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida); olhar atentamente para os lados ao descer de um carro ou de um ônibus e esperar sempre que o veículo saia para, em seguida, atravessar a via; olhar para todas as direções antes de atravessar uma via, verificando se todos os veículos estão parados; e atravessar na faixa de pedestre, sempre que houver, sem correr. Texto 2 Direitos e deveres dos ciclistas O uso da bicicleta é cada vez mais comum nas cidades. Pedalando, as pessoas se deslocam para fazer compras, ir ao trabalho ou à escola. Por isso, para incentivar as pessoas no deslocamento por meio da bicicleta, é importante que sejam oferecidos, nas cidades, espaços seguros para os ciclistas, como ciclovias, ciclofaixas ou ciclorrotas, locais com características específicas para um deslocamento seguro desses usuários. Mas, além de uma estrutura adequada, para que seja garantida a segurança de todos, há uma série de regras para os ciclistas conduzirem suas bicicletas nas vias, o que lhes garantem direitos edefinem deveres. Essas especificações, aliás, podem ser vistas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997). Os ciclistas devem sempre circular na mesma direção dos veículos, ao andarem em zonas rurais ou urbanas de pista dupla que não tenham ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, tendo preferência de circulação em relação aos veículos. Para andar de bicicleta em calçadas, é preciso ter autorização do órgão que gerencia a via, sendo necessária a devida sinalização. Outra regra que deve ser mencionada é que os ciclistas desmontados se tornam pedestres, tanto em deveres quanto em direitos. Assim, ao atravessar a faixa de pedestres, os ciclistas precisam descer e seguir empurrando a bicicleta para fazer a travessia. No que se refere aos acessórios de segurança obrigatórios, no Brasil, têm-se: a campainha; as sinalizações noturnas dianteira, traseira, lateral e nos pedais; e o espelho retrovisor do lado esquerdo (BRASIL, 1997). Vale lembrar que as 1219º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO sinalizações reflexivas tornam a bicicleta e o ciclista mais visíveis, principalmente nas pedaladas noturnas e que, para maior visibilidade, é necessário manter os adesivos refletivos limpos. Cabe destacar, também, a importância do espelho retrovisor do lado esquerdo do guidão da bicicleta, pois, com ele, é possível perceber a aproximação de veículos, precavendo-se de possíveis situações de risco e, assim, evitando-se acidentes. O uso de capacete, de óculos, de joelheiras e de cotoveleiras não é obrigatório. Contudo, é preciso sempre se lembrar da importância de usá-los para pedalar, pois, em casos de acidentes, eles podem evitar contusões mais graves e salvar vidas. É importante, também, fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção especial: aos pneus, mantendo-os com a calibragem adequada; à corrente, lubrificando-a com óleo apropriado, fazendo a limpeza antes; aos freios e às demais partes da bicicleta, como o selim, as rodas e o pedal, verificando-se se estão bem afixadas. Ao perceber algum ruído estranho ou mau funcionamento da bicicleta, o ciclista deve procurar resolver isso antes de usá-la. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a interpretação e a leitura de um texto e de uma imagem, para que, com isso, os estudantes possam associar essas informações à realidade dos locais onde vivem. Com isso, os estudantes são convidados a fazer uma avaliação das condições de infraestrutura da localidade e das atitudes e posturas adotadas pela comunidade durante as caminhadas e as pedaladas. Uma vez feita essa pequena avaliação, propõe-se a realização de um painel sobre a questão, no qual sejam pontuados fatores positivos e negativos. Atividade com gabarito As cidades e o direito de ir e vir Entre os governos de Dutra (1946-1950) e de Juscelino Kubitschek (1956-1960), houve muitas iniciativas para a produção e a comercialização de automóveis no Brasil. Outra marca desses períodos foram: a construção de rodovias; e, nas grandes cidades, a ampliação e a criação de avenidas e a construção de viadutos, de pontes e de túneis. Dessa forma, os caminhos foram abertos para os veículos, que, a cada dia, tornavam-se mais populares. Essas ações representaram a ampliação do direito de ir e vir para muitos cidadãos. Mas, em certa medida, ao priorizar o trânsito de veículos, muitas cidades acabaram por adotar planos urbanísticos que não favorecem o trânsito de pedestres e de ciclistas. A imagem, a seguir, de Brasília atualmente, evidencia a ênfase no transporte motorizado. Construindo os caminhos da atividade 122 AS CIDADES E O DIREITO DE IR E VIR Legenda: É possível identificar que, nessa localidade, os motoristas contam com uma avenida larga de cinco faixas, mas não há vias pavimentadas para o trânsito de pedestres e de ciclistas. A partir desta reflexão, realize os exercícios a seguir. Mediação A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto e a observação da imagem. É importante deixar que os estudantes observem a imagem e comentem sobre os detalhes que percebem nela. A partir das observações feitas, que podem ser registradas no quadro, pode-se direcionar a conversa para que apresentem, também, as percepções e as relações feitas com aspectos parecidos com as cidades e os bairros onde vivem. Essa conversa é uma forma de preparar os estudantes para o primeiro exercício, colaborando para que a turma possa trocar informações, olhares e saberes locais sobre as condições de infraestrutura do trânsito. É importante ressaltar que infraestrutura compreende, por exemplo: condições e presença de calçadas, de ciclovias e de ciclofaixas; itens de sinalização de trânsito, como faixa de pedestres, semáforos e placas (como “Passagem de Escolares” e “Área Escolar”); entre outros. 1) Além de uma infraestrutura adequada, para a garantia do direito de ir e vir em segurança, é importante que ciclistas e os pedestres adotem atitudes seguras em seus deslocamentos. Pensando nisso, junte-se a um colega, e façam uma breve avaliação sobre a garantia do direito de ir e vir no entorno da escola que estudam, tendo como foco a infraestrutura disponível para os ciclistas e os pedestres. Além disso, façam, também, uma avaliação do comportamento e das as atitudes de ciclistas e de pedestres que transitam nesses espaços. Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que as duplas apresentem um diagnóstico da realidade vivenciada pelos ciclistas e pelos pedestres no entorno escolar, apontando os elementos de infraestrutura presentes e ausentes, como calçadas, sinalização vertical e horizontal, passarelas, faixas de pedestres, semáforos, dentre outros, assim como apresentem os comportamentos seguros e inseguros dos pedestres e dos ciclistas. Cr éd it o de im ag em : D av id M ar k/ P ix ab ay 1239º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Mediação É importante estimular os estudantes a se atentarem e perceberem às condições do trânsito nos espaços de vivência deles. Nesse sentido, este exercício tem a função de promover uma avaliação diagnóstica dos saberes prévios dos estudantes sobre o tema, para que, no exercício de interação seguinte, esses entendimentos possam ser expandidos a partir da realização de um painel. 2) A partir dos fatores sobre a infraestrutura e as atitudes de pedestres e de ciclistas da comunidade, elencados no exercício anterior, realize, com a sua turma, um painel sobre o direito de ir e vir no bairro de sua escola. Para isso, reorganizem-se em três grupos. No painel, moderado pelo professor, cada grupo terá as seguintes funções: • Grupo 1 – apresentar uma pequena avaliação das condições e da infraestrutura disponível para ciclistas e pedestres no entorno escolar. • Grupo 2 – apresentar uma avaliação das atitudes dos ciclistas diante dessa infraestrutura. • Grupo 3 – apresentar uma avaliação das atitudes dos pedestres. É importante que todos os grupos façam uma lista registrando as avaliações feitas pelas duplas no exercício anterior, das três questões apresentadas, para fazer contrapontos às apresentações dos colegas. Uma vez reunidos os argumentos a serem apresentados, cada grupo deve escolher um representante para sustentá- los no painel. Mediação O exercício propõe que seja simulado um painel, estabelecendo-se um tempo curto (em minutos) para a apresentação, para os comentários complementares das outras equipes e para as respostas a esses comentários (se necessário). Sugere-se que, como conclusão, sejam sistematizados os principais pontos positivos e negativos apresentados pelos grupos, destacando-se quais atitudes seguras precisam ser adotadas por pedestres e por ciclistas da comunidade para que exerçam seu direito de ir e vir em segurança diante da infraestrutura existente. Se necessário, é possível, ainda, apontar atitudes seguras que os grupos, porventura, não tenham apresentado. Avaliação Para que a avaliação desta atividade seja de caráterprocessual, é possível considerar: se os estudantes participaram, desde o início, das interações com a turma; se expuseram as características da infraestrutura local, destacando suas vivências e o que observam em relação aos espaços destinados aos ciclistas e aos pedestres, assim como as atitudes adotadas por estes; e se, na realização dos exercícios, conseguiram elencar e destacar fatores que constituem a garantia do direito de ir e vir em segurança dos pedestres e dos ciclistas. Aprimorando práticas e ampliando conexões 124 AS CIDADES E O DIREITO DE IR E VIR Outras conexões A partir da realização do painel nesta atividade, é possível que seja feito, de modo a dar continuidade, o compartilhamento dele pela escola, através da realização de uma campanha pelo direito de ir e vir, com ênfase na adoção de atitudes seguras. Essa campanha pode se dar com a elaboração de cartazes a serem expostos nas áreas comuns da escola e/ou nas redes sociais da instituição, através da criação de frases e de artes, que intentem promover a conscientização dos leitores. Outro desdobramento possível desta atividade seria a composição de um documento com o diagnóstico, feitos pelos estudantes, dos pontos avaliados como críticos na infraestrutura, encaminhando-o aos órgãos competentes para providências. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 jul. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 fev. 2020. Compartilhe! Compartilhe conosco, através de fotos e/ou descrições, os painéis criados pela turma. Esse material poderá servir de inspiração para outros professores! Referências 1259º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO As cidades e o direito de ir e vir Entre os governos de Dutra (1946-1950) e de Juscelino Kubitschek (1956-1960), houve muitas iniciativas para a produção e a comercialização de automóveis no Brasil. Outra marca desses períodos foram: a construção de rodovias; e, nas grandes cidades, a ampliação e a criação de avenidas e a construção de viadutos, de pontes e de túneis. Dessa forma, os caminhos foram abertos para os veículos, que, a cada dia, tornavam-se mais populares. Essas ações representaram a ampliação do direito de ir e vir para muitos cidadãos. Mas, em certa medida, ao priorizar o trânsito de veículos, muitas cidades acabaram por adotar planos urbanísticos que não favorecem o trânsito de pedestres e de ciclistas. A imagem, a seguir, de Brasília atualmente, evidencia a ênfase no transporte motorizado. Legenda: É possível identificar que, nessa localidade, os motoristas contam com uma avenida larga de cinco faixas, mas não há vias pavimentadas para o trânsito de pedestres e de ciclistas. A partir desta reflexão, realize os exercícios a seguir. 1) Além de uma infraestrutura adequada, para a garantia do direito de ir e vir em segurança, é importante que ciclistas e os pedestres adotem atitudes seguras em seus deslocamentos. Pensando nisso, junte-se a um colega, e façam uma breve avaliação sobre a garantia do direito de ir e vir no entorno da escola que estudam, tendo como foco a infraestrutura disponível para os ciclistas e os pedestres. Além disso, façam, também, uma avaliação do comportamento e das as atitudes de ciclistas e de pedestres que transitam nesses espaços. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Cr éd it o de im ag em : D av id M ar k/ P ix ab ay Estudante 126 AS CIDADES E O DIREITO DE IR E VIR _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 2) A partir dos fatores sobre a infraestrutura e as atitudes de pedestres e de ciclistas da comunidade, elencados no exercício anterior, realize, com a sua turma, um painel sobre o direito de ir e vir no bairro de sua escola. Para isso, reorganizem-se em três grupos. No painel, moderado pelo professor, cada grupo terá as seguintes funções: • Grupo 1 – apresentar uma pequena avaliação das condições e da infraestrutura disponível para ciclistas e pedestres no entorno escolar. • Grupo 2 – apresentar uma avaliação das atitudes dos ciclistas diante dessa infraestrutura. • Grupo 3 – apresentar uma avaliação das atitudes dos pedestres. É importante que todos os grupos façam uma lista registrando as avaliações feitas pelas duplas no exercício anterior, das três questões apresentadas, para fazer contrapontos às apresentações dos colegas. Uma vez reunidos os argumentos a serem apresentados, cada grupo deve escolher um representante para sustentá- los no painel. 1279 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Accessibility in traffic Do you know the rights of persons with disabilities? Articulação didática Esta atividade intenta possibilitar que os estudantes reflitam sobre o direito de ir e vir das pessoas com deficiência a partir das percepções individuais e da leitura de um fragmento da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, disponível no site da Organização das Nações Unidas (ONU), e busca sensibilizá-los a entenderem a necessidade da implementação de políticas públicas que garantam elementos de acessibilidade, propiciando, a essas pessoas, o exercício da cidadania no espaço democrático do trânsito. Objeto de conhecimento A língua inglesa e seu papel no intercâmbio científico, econômico e político – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Direito de ir e vir. Competência Entender os fatores que afetam o direito de ir e vir. Habilidade Indicar fatores estruturais e atitudinais relacionados aos contextos sociais do direito à acessibilidade no trânsito. Tempo estimado 1 hora/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. No trânsito, existem várias regras e formas de comunicação em diferentes códigos e linguagens para que os usuários convivam em harmonia e para que transitem em segurança. Esses códigos e linguagens devem atender às necessidades, aos direitos e deveres dos usuários do trânsito e, ainda, às diversidades desses usuários. O Texto 1 Trânsito e acessibilidade aborda a importância de garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência nos diversos espaços da cidade. O Texto 2 Atitudes que fazem a diferença, por sua vez, elenca dicas para um trânsito mais acessível a todos. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 128 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC Texto 1 Trânsito e acessibilidade As crianças e os adolescentes passama observar e a aprender mais sobre o trânsito conforme crescem e ampliam suas práticas cotidianas de deslocamentos. Nesse processo, espera-se que desenvolvam a percepção e a consciência de risco no trânsito e que passem a perceber a diversidade de pessoas que interagem nesse espaço. Seja a pé ou com outros meios de transporte, há usuários com diversas idades e condições, desde crianças, gestantes, idosos e, também, pessoas com deficiência que demandam espaços acessíveis para que possam usufruir do direito à locomoção autônoma e segura. Os direitos das pessoas com deficiência, ao longo das últimas décadas, têm sido debatidos e reconhecidos através de marcos regulatórios. E para que pessoas com diferentes tipos de deficiência física (como a motora, a auditiva e a visual) tenham a garantia do direito de ir e vir, reconhece-se a necessidade de desenvolver e de monitorar a implementação de padrões e de diretrizes mínimos de acessibilidade. Rampas, banheiros adaptados, vagas de estacionamento reservadas e com as dimensões necessárias para a passagem de cadeirantes, disponibilidade de informações públicas em braile e em formas mais acessíveis para leitura e entendimento, bem como a disposição de intérpretes de língua de sinais são alguns exemplos de dispositivos necessários à acessibilidade dessas pessoas. O Brasil e o acesso de pessoas com deficiência A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi promulgada no Brasil através do Decreto nº 6.949, de 2009 (BRASIL, 2009). 6 anos depois, em 2015, foi instituída a Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência Física – Lei n° 13.146/15 – também conhecida como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2015). São várias iniciativas previstas nesse estatuto que visam garantir o direito à mobilidade desses cidadãos. Alguns elementos de acessibilidade necessários para a garantia da acessibilidade podem ser mencionados: sinalizações táteis; rampas de acesso; e passagens e assentos preferenciais e/ou adaptados no transporte coletivo. Mas não são apenas equipamentos especiais de que as pessoas com deficiência precisam. A atenção, a cooperação e o respeito dos demais usuários nas vias são determinantes para que a diversidade de pessoas que compõe o mosaico humano do trânsito possa transitar nas cidades de modo digno e de forma segura. Os deficientes visuais, por exemplo, podem ser auxiliados na travessia de ruas e na localização de endereços e de outros espaços. Esses cidadãos, ainda, têm grandes desafios para se locomover nas cidades, uma vez que estas ainda são carentes de pisos táteis ou estes são instalados irregularmente, em descontinuidade ou em locais com barreiras, como postes e outros obstáculos. A falta de sinais sonoros nos semáforos e o despreparo da população para o auxílio dessas pessoas no trânsito também são questões que agravam essa realidade. Nesse contexto, gestos simples, como, por exemplo, oferecer ajuda ao atravessar uma rua movimentada ou auxiliar na escolha da linha correta de ônibus, podem fazer a diferença na vida dos deficientes visuais. Partindo do entendimento de que as atitudes e os comportamentos de todos são importantes para a inclusão das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida no trânsito, a Educação para o Trânsito nas escolas é fundamental. Educar para cidadania no trânsito requer a conscientização sobre as condições, as dificuldades práticas, os direitos e os deveres daqueles que precisam transitar nas cidades. Além das melhorias materiais e arquitetônicas, reconhecer os direitos das pessoas com deficiência no trânsito e ter atitudes de cooperação são gestos em defesa da vida. Acesse! O texto Pessoas com Deficiência (PARANÁ, 2020?), que descreve alguns aspectos dos diferentes tipos de condições físicas e como elas interferem no trânsito das pessoas com deficiência, pode ser acessado em: https://bit. ly/2ISUOhY. 1299 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Inclusão no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) É importante considerar que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) em vigência antecede os marcos regulatórios citados anteriormente. Ou seja, ele precisou ser ajustado ao longo do tempo para se tornar mais inclusivo, podendo, ainda, sofrer alterações futuras. O Estatuto da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2015), por exemplo, proporcionou que diversas alterações fossem feitas no texto do CTB, para que houvesse a documentação da garantia do direito de ir e vir das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Um exemplo disso é a alteração do Artigo 2º do CTB, que, visando à adequação desses espaços para que sejam acessíveis, incluiu, na categoria de vias terrestres, locais como: as praias abertas ao público; as áreas internas de condomínios autônomos; e as vias de áreas de estacionamento privados de uso coletivo. Outra alteração do CTB se deu no Artigo 86-A, com a previsão de sinalização das vagas reservadas com as respectivas placas de indicação e, também, com placas informando os dados sobre a infração por estacionamento indevido. Mais um artigo alterado foi o 147, em que se passou a prever a garantia à acessibilidade de comunicação aos candidatos com deficiência auditiva em treinamento para habilitação – seja nos materiais didáticos, seja com o direito à intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Por fim, o Art. 181 do CTB também foi alterado para que estacionar de forma irregular em locais regulamentados – como as vagas reservadas às pessoas com deficiência e a idosos – deixasse de ser uma infração leve, passando a ser considerada uma infração grave. Texto 2 Atitudes que fazem a diferença Atitudes adequadas são fundamentais para que se tenha segurança no trânsito. Para que as atitudes e os comportamentos dos demais usuários não sejam uma barreira para o trânsito das pessoas com deficiência, algumas boas dicas de atitudes previstas na cartilha Atitudes que fazem a diferença com pessoas com deficiência: garantir os Direitos Humanos é o caminho para a inclusão (FADERS, 2013) podem ser mencionadas. • Se você desejar ajudar, ofereça-se! Mas, claro, sem insistência. • Não segure nem toque na cadeira de rodas. Se for ajudar, peça, antes, a permissão para a pessoa. • Ao planejar um passeio com uma pessoa com deficiência física, certifique-se de que o local ou o itinerário escolhido não apresentem eventuais barreiras arquitetônicas. • Respeite as vagas reservadas às pessoas com deficiência ou aos idosos, não estacionando nelas. • Ao auxiliar um cadeirante na subida de uma rampa ou de um degrau alto, conduza a cadeira de frente, e ao descer, conduza-a de marcha à ré. • Preste atenção para não tropeçar em muletas de pessoas com mobilidade reduzida. • Respeite os assentos dos ônibus reservados às pessoas com deficiência. • Motoristas profissionais devem dispor de papel e caneta para atender passageiros surdos caso eles não portem o endereço por escrito. Nos atendimentos de pessoas cegas, por sua vez, esses profissionais devem abrir a porta para que a pessoa reconheça o local onde irá se sentar. Antes do desembarque, esse passageiro deve ser orientado sobre como chegar ao local desejado. É de Lei A Lei n° 10.098/10 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida e pode ser acessada em: https://bit. ly/2IJBHqF. 130 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC • Para guiar uma pessoa cega, deve-se oferecer o braço para que ela segure, preferencialmente, no cotovelo ou no ombro. Oriente-a conforme encontre degraus, meio-fio e outros obstáculos. • Se for guiar uma pessoa cega até uma cadeira, guie a mão dela até o encosto da cadeira e lhe informe se há braços ou se é giratória. • Ao informar direções a uma pessoa cega, é importante dialogar de forma clara e específica, usando termos como “à direita” e “à esquerda”, tomando como referência a posição dapessoa e não a sua. • É importante respeitar, também, os recursos de acessibilidade das pessoas cegas, como a bengala e o cão-guia. Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a realização de uma conversa com os estudantes para que dialoguem sobre os direitos das pessoas com deficiência, conquistados ao longo dos anos. Com isso feito, sugere-se a leitura de parte do documento oficial, em inglês, da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizado em 2016. Em seguida, propõe-se a realização de um exercício de compreensão de termos específicos relacionados à acessibilidade em inglês por meio de uma cruzadinha. Para encerrar a atividade, é proposta a realização de uma roda de conversa com os estudantes para que discutam sobre como os elementos de acessibilidade estão presentes na comunidade escolar e para que mencionem algumas atitudes cotidianas que podem também fazer a diferença na vida das pessoas com deficiência. Atividade com gabarito Accessibility in traffic 2016 marked ten years of the adoption of the Convention on the Rights of Persons with Disabilities (CRPD). Let's read the Article 9 of the official text wrote in 2006 about accessibility! CONVENTION ON THE RIGHTS OF PERSONS WITH DISABILITIES Article 9: Accessibility 1. To enable persons with disabilities to live independently and participate fully in all aspects of life, States Parties shall take appropriate measures to ensure to persons with disabilities access, on an equal basis with others, to the physical environment, to transportation, to information and communications, including information and communications technologies and systems, and to other facilities and services open or provided to the public, both in urban and in rural areas. These measures, which shall include the identification and elimination of obstacles and barriers to accessibility, shall apply to, inter alia: (a) Buildings, roads, transportation and other indoor and outdoor facilities, including schools, housing, medical facilities and workplaces; (b) Information, communications and other services, including electronic services and emergency services. [...] UNITED NATIONS. United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities. 2006. Disponível em: https://www.un.org/disabilities/documents/ convention/convention_accessible_pdf.pdf. Acesso em: 20 nov. 2020. Acesse! O vídeo Trânsito Consciente – Acessibilidade, criado pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), pode ser acessado em: https://www. youtube.com/ watch?v=bZ3gVJ89LuI. Construindo os caminhos da atividade 1319 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Mediação Em uma roda de conversa, estimule os estudantes a conversarem sobre os direitos das pessoas com deficiência. Para isso, sugere-se convidá-los a compartilhar suas vivências, situando-se a problemática relacionada às conquistas das pessoas com deficiência numa linha do tempo e enfatizando-se a importância do evento envolvendo especialistas e estudiosos da área promovido pela ONU. Os textos oficiais das convenções mundiais são produzidos, oficialmente, em inglês e, depois, circulam nos sites oficiais e entre os países participantes e são referenciados nas políticas públicas do mundo inteiro. Essas políticas, em cada país, estado e cidade, expressam-se nas condições materiais e nas transformações na arquitetura das cidades para atender às necessidades das pessoas com deficiência, como pisos táteis, rampas de acesso, vagas de estacionamento, banheiros adaptados etc. Após essa conversa, sugere-se a realização da leitura do Article 9: Accessibility, individual ou em duplas, em que os estudantes podem anotar vocabulário mais conhecido. Depois, em leitura compartilhada, pode-se consolidar a compreensão geral do texto e os principais conceitos. Mais importante que a tradução na íntegra é a compreensão dos direitos básicos que o texto expressa. 1) Based on Article 9 of the Convention and on the conversations in the classroom, read the words below and relate each word to its definitions and statements in Portuguese about the rights of people with disabilities. Then, solve the crossword puzzle below. a) Eles existem nas cidades e dificultam a circulação e a mobility das pessoas com deficiência. Obstacles e Barriers. b) Segundo o texto da Convenção, as pessoas com deficiência têm direito ao acesso, em igualdade de condições, a: Phisical environment, transportation, information e communication. c) Disabled parking space são estacionamentos reservados para pessoas com deficiência e devem ser respeitados pelos demais usuários do trânsito. d) Wheelchair acess é um plano de inclinação nas vias de acesso, nas construções e nas calçadas que garante a interligação de espaços, possibilitando que as pessoas com deficiência (usando cadeira de rodas) acessem os lugares e circulem em segurança. e) Tactile paving é um tipo de piso que garante que os deficientes visuais possam caminhar na cidade por uma trilha composta por uma textura diferente dos pisos comuns. Fique ligado! Desde 2006, a legislação proporcionou muitas conquistas nos direitos das pessoas com deficiência, mas, além das melhorias físicas e arquitetônicas, é preciso ter atitudes de cooperação no cotidiano do trânsito. Por isso, faça a sua parte! Obstacles Wheelchair acess Information Disabled parking space Transportation CommunicationPhisical environment Barriers Tactile paving Mobility 132 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC Mediação Para a realização do exercício, é interessante lembrar os estudantes de que existem alguns pictogramas que indicam assentos, banheiros e vagas preferenciais para estacionar. Existem, também, sinalizações que indicam a presença de rampas. Os pisos táteis, apesar de estarem sendo, aos poucos, disponibilizados nas calçadas das cidades, ainda são um desafio, pois nem sempre há continuidade ou mesmo há elementos que bloqueiem ou que dificultem o fluxo contínuo dos deficientes visuais, por exemplo. 2) Are the rights of people with disabilities being respected and fulfilled in your community? Let's discuss. Mediação Para finalizar a atividade sugere-se, em uma roda de conversa, revisitar elementos citados no exercício e que estejam dispostos no cotidiano do bairro, na comunidade ou na cidade, valorizando-se as observações e as vivências entre familiares, amigos e vizinhos para melhor consolidação da problemática. Algumas questões podem mobilizar a interação, como, por exemplo: Existem pessoas com deficiências em sua cidade ou comunidade?; Quais dificuldades elas têm para se locomover?; Quais elementos físicos e materiais existem para ajudar as pessoas com deficiência em seu bairro ou cidade?; O que é possível fazer no bairro ou na comunidade para ajudar que os direitos de ir e vir das pessoas com deficiência sejam cumpridos?. Além de pensar na presença dos elementos, é importante reforçar as atitudes cotidianas que cada cidadão pode ter em respeito aos direitos das pessoas com deficiência, como indica o Texto 2 Atitudes que fazem a diferença, presente no Conectando saberes do trânsito. Você sabia? Em locais públicos, como hotéis e restaurantes, é preciso que tenham, à disposição das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, banheiros adaptados, rampas de acesso e corrimãos. 1339 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Avaliação A avaliação desta atividade pode ser feita de forma processual, observando-se se os estudantes: interagiram nas rodas de conversa, expondo suas vivências; demonstraram compreender a importância do documento oficial exposto e como esse documento influencia na construção de políticas públicas que garantam o direito de ir e vir das pessoas com deficiência nos diversos países, estados e cidades; e expressaram a importância de adotar atitudes de respeito às pessoas com deficiência e de cooperação com elas nas variadassituações do trânsito. Outras conexões Como possibilidade de continuidade desta atividade, pode-se propor uma roda de conversa com pessoas com deficiência da escola ou da comunidade, ouvindo as vivências cotidianas que têm e as transformações que sentem ao transitarem na cidade, podendo ser expostos, ainda, os desafios e as dificuldades que sentem em relação aos direitos de ir e vir com segurança. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 20 nov. 2020. BRASIL. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Brasília, DF: Presidência da República, 2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.htm. Acesso em: 20 nov. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 20 nov. 2020. BRASIL. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2000. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/LEIS/L10098.htm. Acesso em: 20 nov. 2020. BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 20 nov. 2020. Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PcD e PcAH no RS – FADERS. Atitudes que fazem a diferença com pessoas com deficiência: garantir os Direitos Humanos é o caminho para a inclusão. FADERS: Porto Alegre, 2013. Disponível em: http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/uploads/1427723364Cartilha_ Faders_word_com_novo_layout.pdf. Acesso em: 20 nov. 2020. Compartilhe! Como foi a experiência de realizar esta atividade com os estudantes? Envie-nos fotos e/ou vídeos para ilustrar a sua descrição! Você e os estudantes fazem parte do Programa Conexão DNIT! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 134 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC PARANÁ. Departamento Estadual de Trânsito do Paraná – DETRAN/PR. Educação para o trânsito. Pessoas com Deficiência. 2020?. Disponível em: http://www. educacaotransito.pr.gov.br/pagina-285.html. Acesso em: 20 nov. 2020. UNITED NATIONS. United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities. 2006. Disponível em: https://www.un.org/disabilities/documents/ convention/convention_accessible_pdf.pdf. Acesso em: 20 nov. 2020. 1359 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Accessibility in traffic 2016 marked ten years of the adoption of the Convention on the Rights of Persons with Disabilities (CRPD). Let's read the Article 9 of the official text wrote in 2006 about accessibility! CONVENTION ON THE RIGHTS OF PERSONS WITH DISABILITIES Article 9: Accessibility 1. To enable persons with disabilities to live independently and participate fully in all aspects of life, States Parties shall take appropriate measures to ensure to persons with disabilities access, on an equal basis with others, to the physical environment, to transportation, to information and communications, including information and communications technologies and systems, and to other facilities and services open or provided to the public, both in urban and in rural areas. These measures, which shall include the identification and elimination of obstacles and barriers to accessibility, shall apply to, inter alia: (a) Buildings, roads, transportation and other indoor and outdoor facilities, including schools, housing, medical facilities and workplaces; (b) Information, communications and other services, including electronic services and emergency services. [...] UNITED NATIONS. United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities. 2006. Disponível em: https://www.un.org/disabilities/documents/ convention/convention_accessible_pdf.pdf. Acesso em: 20 nov. 2020. 1) Based on Article 9 of the Convention and on the conversations in the classroom, read the words below and relate each word to its definitions and statements in Portuguese about the rights of people with disabilities. Then, solve the crossword puzzle below. a) Eles existem nas cidades e dificultam a circulação e a das pessoas com deficiência. e . b) Segundo o texto da Convenção, as pessoas com deficiência têm direito ao acesso, em igualdade de condições, a: , , e . c) são estacionamentos reservados para pessoas com deficiência e devem ser respeitados pelos demais usuários do trânsito. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Obstacles Wheelchair acess Information Disabled parking space Transportation CommunicationPhisical environment Barriers Tactile paving Mobility Desde 2006, a legislação proporcionou muitas conquistas nos direitos das pessoas com deficiência, mas, além das melhorias físicas e arquitetônicas, é preciso ter atitudes de cooperação no cotidiano do trânsito. Por isso, faça a sua parte! Estudante 136 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC d) é um plano de inclinação nas vias de acesso, nas construções e nas calçadas que garante a interligação de espaços, possibilitando que as pessoas com deficiência (usando cadeira de rodas) acessem os lugares e circulem em segurança. e) é um tipo de piso que garante que os deficientes visuais possam caminhar na cidade por uma trilha composta por uma textura diferente dos pisos comuns. 2) Are the rights of people with disabilities being respected and fulfilled in your community? Let's discuss. Em locais públicos, como hotéis e restaurantes, é preciso que tenham, à disposição das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, banheiros adaptados, rampas de acesso e corrimãos. 1379° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Do you know the traffic signs? Using modal verbs to know what is a obligation or recomendation in traffic Articulação didática Esta atividade propõe, aos estudantes, a realização de exercícios para que conheçam o significado das sinalizações verticais de trânsito e para que indiquem deveres dos cidadãos nesse ambiente. Esses saberes são articulados ao ensino dos verbos modais na Língua Inglesa, a partir das permissões, das possibilidades, dos direitos e dos deveres necessários para a harmonia do trânsito. Objeto de conhecimento Verbos modais: should, must, have to, may e might – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Sinalizações verticais de trânsito. Competência Conhecer a respeito das regras e das sinalizações verticais de trânsito. Habilidade Apontar o significado de placas de sinalização de trânsito. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. Para promover a segurança no trânsito, existem vários tipos de regras e de formas de comunicação. As placas são um exemplo de comunicação do trânsito, as quais fazem partede um grupo de sinalizações que podem ser de regulamentação, de orientação e de advertência. O texto Sinalização vertical apresenta características desse tipo de sinalização que objetiva regulamentar as obrigações, as limitações, as proibições ou as restrições que governam o uso da via. Apresentando o percurso pedagógico Conectando saberes do trânsito Professor(a) 138 DO YOU KNOW THE TRAFFIC SIGNS? Sinalização vertical As placas de trânsito fazem parte da chamada sinalização vertical, esta que engloba toda sinalização fixada na posição vertical, ao lado da pista ou suspensa sobre esta. A finalidade dessas placas é de fornecer, aos usuários, informações que lhes permitam transitar de forma adequada, de modo a aumentar a segurança, a ordenar os fluxos de tráfego e, ainda, a prestar-lhes informações de orientação e de localização. As placas possuem funções, formas e cores diferenciadas. Quando o usuário não respeita a sinalização, pode colocar sua vida e das outras pessoas em risco. No caso da sinalização de regulamentação, o desrespeito pode ainda gerar penalidades, conforme prescrito nas normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997). O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito define, em seus volumes I, II e III, os tipos de sinalizações verticais, conforme suas funções, que se encontram descritas a seguir. Sinalização vertical de regulamentação Tem por finalidade comunicar aos usuários as condições, proibições, obrigações ou restrições no uso das vias urbanas e rurais. Desta forma, o desrespeito aos sinais de regulamentação constitui infrações, previstas no capítulo XV do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 2007a, p. 23). A forma padrão da sinalização vertical de regulamentação é a circular (com exceção das placas “Parada obrigatória”, que possui a forma octogonal, e “Dê a preferência”, que possui a forma triangular). Em relação às suas características, grande parte das placas circulares possui fundo branco e contorno vermelho. Veja alguns exemplos de placas de regulamentação. Dê a preferência Pedestre, ande pela direita Parada obrigatória Quando essas sinalizações são desrespeitadas, os usuários das vias estão cometendo infrações previstas no Capítulo XV, do CTB. As placas de regulamentação ajudam na segurança de todos os usuários e precisam ser expressamente seguidas. Caso um motorista, por exemplo, desrespeite a velocidade máxima permitida ou faça uma conversão em sentido proibido, ele se expõe a um prejuízo muito maior que o de uma multa, ele coloca sua vida e de outras pessoas em risco. Sinalização vertical de advertência Tem por finalidade alertar os usuários das condições potencialmente perigosas, obstáculos ou restrições existentes na via ou vias próximas a ela. Os sinais destas placas indicam a natureza das situações adversas à frente, quer sejam permanentes ou eventuais (BRASIL, 2007b, p. 11). Quadrada é a forma destinada às placas de advertência, sendo que uma das suas diagonais deve ficar na posição vertical. As placas de advertência possuem fundo amarelo, com contorno preto, conforme exemplos apresentados a seguir. Essas placas exigem, geralmente, do condutor, uma redução de velocidade com o objetivo de propiciar maior segurança no trânsito. 1399° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Área escolar Semáforo à frente Interseção em círculo Sinalização vertical de indicação Tem como finalidade comunicar a identificação das vias e os locais de interesse, bem como orientar condutores de veículos e pedestres quanto aos percursos, destinos, acessos, distâncias, serviços auxiliares e atrativos turísticos, podendo também ter como função a educação do usuário (BRASIL, 2014, p. 26). Retangular é a forma usada nas placas de indicação em geral, podendo variar o tamanho, tanto horizontalmente quanto verticalmente, conforme o tipo de indicação. As cores de fundo variam entre verde, azul, marrom e branca, também conforme o tipo de indicação. Abaixo, encontram-se exemplos de placas indicativas. Placa de identificação Placa de orientação de destino Placa educativa Estratégias didáticas A atividade pode ser introduzida com uma abordagem sobre verbos modais a partir do contexto da comunicação das regras do trânsito. Na sequência, propõe-se, aos estudantes, que completem as frases com os verbos modais e que, em seguida, participem do jogo The signs challenge!. Por fim, propõe-se que escolham três placas de sinalização vertical e que criem frases usando o verbo apropriado. Atividade com gabarito Do you know the traffic signs? Do you know any traffic signs? Have you ever paid attention to what they mean? Do you follow them? They express rules and must be follow for our traffic safety. On these exercises, you are going to need to know the traffic signs and the modal verbs! Construindo os caminhos da atividade 140 DO YOU KNOW THE TRAFFIC SIGNS? 1) The modal verbs can express ideas of permission, obligation, possibilities, abilities and advices. Using your knowledge about the traffic, complete the sentences using the modal verbs, according to the situation. Example: a) In traffic we mustn’t use cell phone. (must or mustn’t) b) Children up to 10 years old must sit in the back seat in Brazil. (must or might) c) The drivers mustn’t texting while driving. (must or mustn’t) d) The cyclist should/ could use cyclist helmet (should or could) e) All passengers must use seatbelt in car or bus. (must or could) f) We must walk in pedestrian crossing. (must or could) g) Young people over 18 years old may drive in Brazil. (may or must) h) We must walk in sidewalk. (must or could) i) We must respect the traffic light. (can or must) Mediação É importante frisar que existem outras opções de respostas possíveis em alguns casos. Saber a diferença entre o que é obrigatório ou apenas recomendável no trânsito é o que vai definir a escolha mais apropriada de emprego do verbo modal. É importante conversar com a turma sobre as regras obrigatórias e as recomendações apresentadas nas frases do exercício, visando à segurança no trânsito. Cabe realçar, ainda: a necessidade de utilização do cinto de segurança por todos os ocupantes dos carros, tanto nos bancos dianteiros quanto nos traseiros, assim como pelos estudantes que utilizam transporte escolar; a legislação brasileira determina que as crianças com idade inferior a 10 anos, por exemplo, devem ser transportadas nos bancos traseiros e, além disso, as crianças com idade entre 4 e 7,5 anos devem, obrigatoriamente, usar o assento de elevação, sendo recomendado que elas façam uso do dispositivo até atingirem a altura de 1,45 m; e, também, a necessidade de utilização de equipamentos de proteção ao pedalar. 2) Let's play! The signs challenge! After dividing the class into groups, each group will be asked to complete a matching game, in which every traffic sign must be matched to its correct name, and the meaning of each traffic sign must be translated into Portuguese. Once completed, the form must be delivered to the teacher. The team with the most correct answers will be declared the "Best road safety team". In the event of a tie, the team that finishes first will be considered the best team. The signs challenge! (09) Destination distance sign 1) (05) No pedestrian 2) _________________________________________________________ _________________________________________________________ 1419° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO (07) Reserved parking 3) (01) Pedestrian crosswalk 4) (08) School crosswalk 5) (06) Deer crossing 6) (04) No bicycles 7) (02) Speed limit metric 8) (03) Winding road left ahead 9) Mediação Para a realização do exercício, é importante dividir a turma em equipes de forma que todos possam participar e colaborar no desenvolvimento do jogo. É necessária uma folha por equipe. Após a finalização da atividade, ao declarar qual foi a “Melhor equipe de segurança viária”,é importante conversar com a turma sobre a importância de respeitar as regras e a sinalização para transitar em segurança. Com isso, é preciso frisar que o trânsito é um ambiente coletivo e que não existe um único vencedor. Todos ganham quando os usuários (condutores, passageiros, ciclistas e pedestres) adotam atitudes seguras ao transitar e todos perdem quando são desrespeitadas as regras e as sinalizações, aumentando o risco de acidentes e de fatalidades. 3) Now, choose three signs and write a sentence using a appropriate modal verb. Resposta escrita e pessoal. Algumas possibilidades são: Pedestrian must walk in crosswalk and sidewalk. In crosswalk we should not ride a bicycle. Car must not parking here. We must obey the reserved parking. Fique ligado! Fique atento às sinalizações e às regras do trânsito. Quando os cidadãos são conscientes dos seus direitos e cumprem os seus deveres, o trânsito flui melhor. Sua segurança e a dos demais usuários do trânsito também dependem de sua atitude! _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ 142 DO YOU KNOW THE TRAFFIC SIGNS? Mediação Para o fechamento da atividade, sugere-se a realização de uma roda de conversa para apresentação das frases produzidas e para reflexão sobre a aderência das mensagens contidas nas frases produzidas com os comportamentos dos estudantes no dia a dia. Nessa conversa, é importante realçar, aos estudantes, os riscos envolvidos ao não respeitar as regras e a sinalização de trânsito e a necessidade de adoção de atitudes seguras ao transitar para garantir o bom funcionamento do trânsito e a segurança dos usuários. Avaliação É possível observar a compreensão dos estudantes acerca do significado das placas que fazem parte do jogo e, ainda, acerca do uso dos verbos modais associados às obrigações e às recomendações a serem seguidas pelos usuários do sistema trânsito. Pode-se avaliar, também, a interação e a participação dos estudantes no jogo de equipes. Outras conexões Para dar continuidade a esta atividade sobre sinalização, pode-se propor, à turma, a realização de um trabalho em que sejam comparadas as placas de sinalização brasileiras com as placas de sinalização de países de Língua Inglesa, como, por exemplo, as placas utilizadas nas estradas dos Estados Unidos da América (US DEPARTMENT OF TRANSPORTATION, 2002). Cada estudante ficará responsável por uma placa diferente e deverá encontrar a placa correspondente em outro país de Língua Inglesa, descrevendo as diferenças e as semelhanças entre elas. Junto com essa descrição, será preciso incluir o contexto do trânsito no país, como, por exemplo: no Brasil, são utilizados os quilômetros e, nos EUA, as milhas; as diferenças entre os índices de morte; ou, até mesmo, alguma legislação diferente. Esse trabalho pode ser compartilhado com a turma, para que todos possam trocar informações e possam conhecer um pouco mais da cultura do trânsito em outros países. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 27 fev. 2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, DF: CONTRAN, 2007a. Disponível em: https://infraestrutura.gov.br/images/ Educacao/Publicacoes/Manual_VOL_I_2.pdf. Acesso em: 29 fev. 2020. Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões Compartilhe! Conte-nos como foi a realização da atividade com a turma! Para ilustrar essa experiência, envie-nos fotos e/ou vídeos. 1439° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de advertência – volume II. Brasília, DF: CONTRAN, 2007b. Disponível em: http://www.dnit.gov.br/download/rodovias/ operacoes-rodoviarias/faixa-de-dominio/manual-vol-ii-sinalizacao-vertical-de- advertencia.pdf.pdf. Acesso em: 01 mar.2020. BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de indicação – volume III. Brasília, DF: CONTRAN, 2014. Disponível em: https://infraestrutura.gov.br/images/Educacao/ Publicacoes/Manual_VOL_III_2.pdf. Acesso em: 29 fev. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 fev. 2020. US DEPARTMENT OF TRANSPORTATION. Federal Highway Administration. United States Road Symbol Signs. 2002. Disponível em: https://mutcd.fhwa.dot.gov/ services/publications/fhwaop02084/index.htm. Acesso em: 27 fev. 2020. 1459° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO The signs challenge! After dividing the class into groups, each group will be asked to complete a matching game, in which every traffic sign must be matched to its correct name, and the meaning of each traffic sign must be translated into Portuguese. Once completed, the form must be delivered to the teacher. The team with the most correct answers will be declared the “Best road safety team”. In the event of a tie, the team that finishes first will be considered the best team. The signs challenge! ( ) Destination distance sign 1) ( ) No pedestrian 2) ( ) Reserved parking 3) ( ) Pedestrian crosswalk 4) ( ) School crosswalk 5) ( ) Deer crossing 6) ( ) No bicycles 7) ( ) Speed limit metric 8) ( ) Winding road left ahead 9) _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ _________________________________________________________ 1479° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Do you know the traffic signs? Do you know any traffic signs? Have you ever paid attention to what they mean? Do you follow them? They express rules and must be follow for our traffic safety. On these exercises, you are going to need to know the traffic signs and the modal verbs! 1) The modal verbs can express ideas of permission, obligation, possibilities, abilities and advices. Using your knowledge about the traffic, complete the sentences using the modal verbs, according to the situation. Example: a) In traffic we mustn’t use cell phone. (must or mustn’t) b) Children up to 10 years old sit in the back seat in Brazil. (must or might) c) The drivers texting while driving. (must or mustn’t) d) The cyclist use cyclist helmet (should or could) e) All passengers use seatbelt in car or bus. (must or could) f) We walk in pedestrian crossing. (must or could) g) Young people over 18 years old drive in Brazil. (may or must) h) We walk in sidewalk. (must or could) i) We respect the traffic light. (can or must) 2) Let's play! The signs challenge! After dividingthe class into groups, each group will be asked to complete a matching game, in which every traffic sign must be matched to its correct name, and the meaning of each traffic sign must be translated into Portuguese. Once completed, the form must be delivered to the teacher. The team with the most correct answers will be declared the "Best road safety team". In the event of a tie, the team that finishes first will be considered the best team. 3) Now, choose three signs and write a sentence using a appropriate modal verb. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Fique atento às sinalizações e às regras do trânsito. Quando os cidadãos são conscientes dos seus direitos e cumprem os seus deveres, o trânsito flui melhor. Sua segurança e a dos demais usuários do trânsito também dependem de sua atitude! Estudante 1499° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Direitos e deveres no trânsito O que se pode e se deve fazer ao transitar? Articulação didática A atividade propõe a realização de exercícios de interpretação da letra da música Rua da Passagem (Trânsito), para, a partir dos recursos poéticos de figuras de linguagem utilizados na composição, trabalhar os direitos e os deveres dos usuários do sistema trânsito. Objeto do conhecimento Figuras de linguagem – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Direitos e deveres no trânsito. Competência Aprender sobre os direitos e os deveres no trânsito. Habilidade Relacionar os direitos e os deveres no trânsito. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis e borracha. O que é ser cidadão no trânsito? Que atitudes um cidadão deve ter nas vias? Quais são os direitos e os deveres dele no trânsito? O texto Cidadão no trânsito apresenta algumas reflexões sobre a postura cidadã e sobre os comportamentos adequados ao transitar. Cidadão no trânsito Ser cidadão é ter consciência e exercer os direitos e os deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, a qual garante que aqueles sejam colocados em prática. Na Constituição brasileira (BRASIL, 1988), portanto, constam alguns direitos dos cidadãos brasileiros, como os mencionados no Artigo 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]. Apresentando o percurso pedagógico Conectando saberes do trânsito Professor(a) 150 DIREITOS E DEVERES NO TRÂNSITO Esses direitos devem ser seguidos, também, nas vias públicas, um ambiente que deve ser democrático, de convivência social, onde circulam pessoas de idades, de culturas e de classes sociais diferentes. Para uma real cidadania, é essencial que as pessoas reivindiquem seus direitos, pensando-se, também, na coletividade. Exercer a cidadania, assim, envolve atitudes que colocam em prática os direitos e, ainda, os deveres. Ou seja, independentemente de origens, de etnias, de idades ou de condições de vida, é preciso ter atitudes que assegurem, à humanidade como um todo, a possibilidade de viver em paz, com dignidade, com saúde e com segurança. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) apresenta, ao longo dos seus artigos e parágrafos, os direitos e os deveres do cidadão. Cabe destacar: Art. 1º [...] § 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito. [...] Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem: I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas; II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro obstáculo. [...] Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito. No trânsito, para que haja segurança e fluidez, é de extrema importância a postura cidadã. Veja alguns exemplos de atitudes cidadãs: • Cumprir as normas disponíveis pelo CTB. • Andar com segurança, de um lugar a outro. • Respeitar o próximo e as suas diferenças. • Observar o movimento dos usuários das vias e ter cuidado com isso. • Ajudar uma pessoa com limitações de locomoção a atravessar a rua. • Valorizar a vida e priorizar a segurança nas vias. • Contribuir para a preservação do meio ambiente. • Praticar valores como cooperação, solidariedade, justiça, responsabilidade, equidade e tolerância. Para promover a Educação para o Trânsito, é necessário exercer a cidadania, exigir seus direitos enquanto pedestre, passageiro, ciclista e motorista, mas, além disso, é fundamental cumprir seus deveres. Não é coerente, por exemplo, que um cidadão que deixa de cumprir seus deveres ao transitar ensine a alguém ou exija deste uma postura responsável no trânsito. Ser um bom cidadão é pensar e agir em prol do bem comum. Preparar indivíduos para o exercício da cidadania nas vias é uma das finalidades da Educação para o Trânsito. 1519° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Estratégias didáticas A atividade é iniciada com a música Rua da Passagem (Trânsito), que pode ser lida e, se possível, ouvida. Na sequência, propõem-se questões de interpretação de texto, a partir da letra da música, com ênfase na temática direitos e deveres no trânsito e na identificação das figuras de linguagem. Dando continuidade à reflexão, é solicitada a construção coletiva de uma lista de direitos e de deveres no trânsito. Atividade com gabarito Direitos e deveres no trânsito O espaço do trânsito permite o exercício da cidadania ao praticar os direitos e os deveres. Os exercícios propostos promovem a reflexão sobre esse tema a partir da letra da música Rua da Passagem (Trânsito), composta por Arnaldo Antunes e por Lenine. Leia com atenção a letra da música e, em seguida, responda às questões formuladas. RUA da passagem: trânsito. Composição: Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, [2003]. 1 vídeo (3 min. 51 s.). Disponível em: http://letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso em: 21 nov. 2019. Rua da Passagem (Trânsito) Os curiosos atrapalham o trânsito Gentileza é fundamental Não adianta esquentar a cabeça Não precisa avançar no sinal Dando seta pra mudar de pista Ou para entrar na transversal Pisca alerta pra encostar na guia Para brisa para o temporal Já buzinou, espere, não insista, Desencoste o seu do meu metal Devagar pra contemplar a vista Menos peso do pé no pedal Não se deve atropelar um cachorro Nem qualquer outro animal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Motoqueiro caminhão pedestre Carro importado carro nacional Mas tem que dirigir direito Para não congestionar o local Tanto faz você chegar primeiroO primeiro foi seu ancestral É melhor você chegar inteiro Com seu venoso e seu arterial A cidade é tanto do mendigo Quanto do policial Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Travesti trabalhador turista Solitário família casal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Sem ter medo de andar na rua Porque a rua é o seu quintal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Boa noite, tudo bem, bom dia, Gentileza é fundamental Pisca alerta pra encostar na guia Com licença, obrigado, até logo, tiau. Acesse! O áudio da música Rua da Passagem (Trânsito) pode ser acessado em: http://bit. ly/2ZczA2o. Construindo os caminhos da atividade 152 DIREITOS E DEVERES NO TRÂNSITO Mediação Sugere-se que a letra da música seja apresentada juntamente com o áudio, pois isso enriquecerá a experiência estética dos estudantes e a compreensão do texto por eles. Após a leitura/audição, os exercícios poderão ser respondidos em duplas. 1) De acordo com a música, o que não se deve fazer no trânsito? Reposta escrita, esperando-se que os estudantes mencionem que não se deve ser curioso, esquentar a cabeça, avançar o sinal vermelho, insistir após buzinar, querer chegar primeiro, atropelar cachorro ou qualquer outro animal, ter medo de andar na rua, entre outros pontos. 2) Conforme o autor, que atitudes é preciso ter no trânsito? Resposta escrita, esperando-se que os estudantes mencionem que é preciso ser gentil, dar seta para mudar de pista ou para entrar na transversal, usar o pisca-alerta para encostar na guia, usar o limpador de para-brisa quando há temporal, manter a distância, ir devagar, dirigir de forma segura. 3) O autor faz referência a indivíduos e a tipos de veículos. Quais são eles? Resposta escrita, esperando-se que os estudantes mencionem que a música cita motoqueiro, caminhão, pedestre, mendigo, policial, travesti, trabalhador, turista, solitário, família, carro importado, carro nacional. 4) Em sua opinião, o direito das pessoas nas vias está sendo respeitado? Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes respondam que todos têm, ou que deveriam ter, direito à segurança, mas que reflitam que, muitas vezes, os direitos das pessoas não são respeitados no trânsito, tanto pela falta de solidariedade e de respeito do próximo quanto pelas más condições das vias, pela falta de sinalizações e pela falta de acessibilidade, por exemplo. Mediação Nessa questão, também é possível promover uma conversa para enfatizar a desigualdade de direitos entre os pedestres, os ciclistas e os motoristas, por exemplo. As cidades têm sido projetadas para os veículos automotores, diminuindo-se, assim, o espaço público para os pedestres e para os ciclistas. 5) Classifique as figuras de linguagem das frases a seguir. Depois, reescreva as frases sem as figuras de linguagem. a) “Não adianta esquentar a cabeça”. Eufemismo. “Não adianta ficar bravo”. b) “Desencoste o seu do meu metal”. Metonímia. “Mantenha distância do meu veículo”. c) “Menos peso do pé no pedal”. Eufemismo. “Menos velocidade ao dirigir”. d) “A rua é o seu quintal”. Metáfora. “A rua é o complemento de sua casa”. e) “O carro é uma arma”. Metáfora. “O carro pode matar”. Trânsito em números Devido à violência viária, muitas pessoas estão perdendo o direito à vida. Conforme dados divulgados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde, o número de mortes em acidentes de trânsito, no Brasil, em 2017, foi de 36.430 (VIAS SEGURAS, 2019). 1539° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 6) Junto com a turma, elabore uma lista de direitos e de deveres no trânsito. Resposta oral e espera-se que os estudantes apresentem direitos e deveres no trânsito com base nas suas vivências e nos conhecimentos adquiridos durante a realização desta atividade. Mediação O texto Cidadão no trânsito pode ajudar na elaboração da lista de direitos e de deveres no trânsito. Essa lista pode ser construída de forma coletiva, sendo exposta, posteriormente, no mural da escola ou compartilhada em grupos e páginas das redes sociais. Avaliação Para avaliação, é possível: mensurar as aprendizagens dos estudantes sobre os direitos e os deveres no trânsito; e analisar se os estudantes compreenderam as questões solicitadas, e se tiveram condições de sistematizar esse conteúdo na elaboração da lista de direitos e de deveres. Outras conexões De modo a complementar esta atividade, pode-se representar a letra da música, utilizando-se diversas formas de linguagem, como interpretação, declamação, dramatização, desenho e fotografias, por exemplo. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 04 fev. 2020. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Emendas Constitucionais. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 19 dez. 2019. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 01 ago. 2019. RUA da passagem: trânsito. Composição: Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, [2003]. 1 vídeo (3 min. 51 s.). Disponível em: http://letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso em: 21 nov. 2019. VIAS SEGURAS. Estatísticas nacionais de acidentes de trânsito. 2019. Disponível em: http://vias-seguras.com/os_acidentes/estatisticas/estatisticas_nacionais. Acesso em: 15 dez. de 2019. Compartilhe! Conte-nos como foi a recepção da proposta por parte dos estudantes: envie-nos fotos e/ou vídeos da atividade! Você e os estudantes são os protagonistas do Programa Conexão DNIT! Aprimorando práticas e ampliando conexões Referências 1559° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Direitos e deveres no trânsito O espaço do trânsito permite o exercício da cidadania ao praticar os direitos e os deveres. Os exercícios propostos promovem a reflexão sobre esse tema a partir da letra da música Rua da Passagem (Trânsito), composta por Arnaldo Antunes e por Lenine. Leia com atenção a letra da música e, em seguida, responda às questões formuladas. RUA da passagem: trânsito. Composição: Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, [2003]. 1 vídeo (3 min. 51 s.). Disponível em: http://letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso em: 21 nov. 2019. 1) De acordo com a música, o que não se deve fazer no trânsito? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Rua da Passagem (Trânsito) Os curiosos atrapalham o trânsito Gentileza é fundamental Não adianta esquentar a cabeça Não precisa avançar no sinal Dando seta pra mudar de pista Ou para entrar na transversal Pisca alerta pra encostar na guia Para brisa para o temporal Já buzinou, espere, não insista, Desencoste o seu do meu metal Devagar pra contemplar a vista Menos peso do pé no pedal Não se deve atropelar um cachorro Nem qualquer outro animal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Motoqueiro caminhão pedestre Carro importado carro nacional Mas tem que dirigir direito Para não congestionar o local Tanto faz você chegar primeiro Oprimeiro foi seu ancestral É melhor você chegar inteiro Com seu venoso e seu arterial A cidade é tanto do mendigo Quanto do policial Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Travesti trabalhador turista Solitário família casal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Sem ter medo de andar na rua Porque a rua é o seu quintal Todo mundo tem direito à vida Todo mundo tem direito igual Boa noite, tudo bem, bom dia, Gentileza é fundamental Pisca alerta pra encostar na guia Com licença, obrigado, até logo, tiau. Estudante 156 DIREITOS E DEVERES NO TRÂNSITO 2) Conforme o autor, que atitudes é preciso ter no trânsito? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 3) O autor faz referência a indivíduos e a tipos de veículos. Quais são eles? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 4) Em sua opinião, o direito das pessoas nas vias está sendo respeitado? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 5) Classifique as figuras de linguagem das frases a seguir. Depois, reescreva as frases sem as figuras de linguagem. a) “Não adianta esquentar a cabeça”. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ b) “Desencoste o seu do meu metal”. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Devido à violência viária, muitas pessoas estão perdendo o direito à vida. Conforme dados divulgados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde, o número de mortes em acidentes de trânsito, no Brasil, em 2017, foi de 36.430. 1579° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO c) “Menos peso do pé no pedal”. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ d) “A rua é o seu quintal”. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ e) “O carro é uma arma”. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 6) Junto com a turma, elabore uma lista de direitos e de deveres no trânsito. 1599º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Os idosos no trânsito Os riscos e os direitos dos idosos no trânsito Articulação didática À medida que os idosos são expostos a riscos adicionais ao transitar, em função das condições inerentes ao processo de envelhecimento, nesta atividade, propõe-se fazer uma discussão, com os estudantes, a respeito da relação dos idosos com o trânsito. Para isso, serão trabalhadas a leitura e a escrita de um miniconto (uma narrativa curta), em que serão debatidos tanto sobre os riscos aos quais os idosos estão expostos ao transitar quanto sobre os direitos à cidadania que os idosos têm de ir e vir em segurança. Objeto de conhecimento Textualização – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo do trânsito Idosos no trânsito. Competência Conhecer as características das pessoas idosas e a sinalização de trânsito que organiza e que beneficia as pessoas com mais de 60 anos. Habilidades Destacar as especificidades do idoso na condição de pedestre. Indicar atitudes que respeitam as necessidades dos idosos no cotidiano do trânsito. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. Em decorrência das condições inerentes ao envelhecimento que expõem os idosos a um risco adicional ao transitar, eles necessitam de condições diferenciadas para usufruir do direito de ir e vir. Por isso, é importante que haja a compreensão das pessoas sobre o envelhecimento humano e sobre a forma como os idosos se relacionam com o trânsito, exercendo diferentes papéis. Para subsidiar essa reflexão, o Texto 1 Pedestres idosos sofrem mais acidentes fatais de trânsito contextualiza a situação do idoso no trânsito brasileiro, e o Texto 2 Atenção e cuidados aos idosos no trânsito destaca alguns direitos dos idosos com relação à utilização dos meios de transportes e sugere alguns cuidados que as pessoas mais jovens podem ter com os idosos. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 160 OS IDOSOS NO TRÂNSITO Texto 1 Pedestres idosos sofrem mais acidentes fatais de trânsito De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) (OPAS, 2018), o número de pessoas com idade de 60 anos ou mais chegará a 2 bilhões até o ano de 2050. Sendo assim, os idosos representarão um quinto da população mundial. Para a garantia da segurança viária, o envelhecimento da população abrange novos desafios. Pessoas com mais de 65 anos também são as que, na condição de pedestre, mais sofrem acidentes fatais ou invalidez permanente em consequência de acidente de trânsito. Em 2016, o Brasil registrou a quinta maior população idosa do mundo, segundo dados do Ministério da Saúde. Estima-se que, em 2030, esse número ultrapasse o número total de crianças entre zero e 14 anos. A disparidade de idade também se reflete no registro de mortalidade em acidentes de trânsito entre faixas etárias, conforme revelado por diversos estudos. Um deles é uma análise de acidentes de transportes terrestres no Brasil e de Unidades Federadas entre os anos de 1990 e 2015, publicado em maio de 2017 na Revista Brasileira de Epidemiologia (LADEIRAI et al., 2017). No período de 25 anos analisados, constatou-se que a chance de um pedestre ser uma vítima fatal em um acidente praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos. Em comparação com a faixa etária acima de 80 anos, essa diferença quase triplica. No Gráfico 1, pode-se observar, fazendo relação com a idade, a quantidade de vítimas fatais a cada 100 mil habitantes e o tipo de usuário no trânsito. Gráfico 1 - Taxas* de mortalidade específica por idade, de acordo com os tipos de acidentes de transporte terrestre no Brasil, em 2015 *Taxas padronizadaspor sexo e por idade utilizando-se a população mundial. Condições inerentes ao envelhecimento contribuem, também, para esses efeitos e podem explicar o fato de os idosos estarem expostos, por mais tempo, ao risco de colisão com um veículo. Na velhice, é comum que o caminhar fique mais lento, que haja redução da visão periférica, que se tenha falta de atenção, que se revele distúrbio de equilíbrio corporal, entre outros fatores limitantes, os quais contribuem para acidentes. Texto 2 Atenção e cuidados aos idosos no trânsito O Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003) possui um capítulo específico sobre os direitos em relação ao transporte. De modo a descrevê-lo, do Artigo 39 ao Artigo 42, esse estatuto menciona: Fo nt e: b as ea do e m L ad ei ra i e t a l. (2 01 7) 1619º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO • a gratuidade no transporte coletivo; • a reserva de 10% das vagas dos assentos para idosos, que devem ser devidamente identificados; • a gratuidade no transporte interestadual aos idosos com renda inferior a 2 salários mínimos; • a reserva de 5% de vagas nos estacionamentos públicos e privados que devem ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade do idoso; • o asseguramento da prioridade e da segurança do idoso nos procedimentos de embarque e de desembarque no transporte coletivo. Além dos direitos, previstos no Estatuto do Idoso, em decorrência das condições inerentes ao envelhecimento (que expõem os idosos a um risco adicional ao transitar), a atenção e os cuidados da sociedade para com esses indivíduos devem ser estimulados como prática de cidadania. Dentre eles, pode-se citar: • o oferecimento de ajuda aos idosos para atravessar a rua; • a prestação de serviço aos idosos, ajudando-os a subir e a descer do ônibus e auxiliando-os com suas sacolas; • a oferta de assentos preferenciais ou não, em ônibus e em outros espaços, para que se acomodem com segurança e com maior conforto; • o oferecimento de auxílio para transitar aos idosos com dificuldades de locomoção, evitando-se buracos na calçada ou amparando-os em locais sem semáforos, sem faixas de pedestres ou sem qualquer outra sinalização importante para a locomoção com segurança; • a reivindicação (às autoridades ou às pessoas com acesso às autoridades) para promoção de infraestrutura viária adequada e segura para os idosos, como, por exemplo, a exigência de calçadas em boas condições, de ruas bem sinalizadas e de mais tempo no semáforo para a travessia segura de pedestres. Esses e outros cuidados dispensados aos idosos (no trânsito e em outros espaços) farão grande diferença na segurança e na qualidade de vida desse segmento da população. Estratégias didáticas Para iniciar a atividade, propõe-se que seja feita uma leitura expressiva do miniconto Passos lentos e que, depois, seja feito um diálogo com a turma sobre os desafios do envelhecimento e sobre os possíveis riscos que os idosos têm no trânsito, abordando-se situações comuns, como, por exemplo: pegar um ônibus; dirigir um carro; ou caminhar pelas calçadas. Na sequência, os estudantes são convidados a criarem outros minicontos com base em situações do cotidiano deles, dando a eles desfechos mais positivos e seguros. É de Lei Os idosos têm direitos garantidos por lei! Ir e vir e conviver social e comunitariamente são direitos dos idosos e são direitos que têm relação direta com o trânsito. Conheça a Lei n° 10.741, de 1° de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso e que dá outras providências, podendo ser acessada em: https://bit. ly/35NZqgj. Construindo os caminhos da atividade 162 OS IDOSOS NO TRÂNSITO Atividade com gabarito Os idosos no trânsito Assim como as crianças, as gestantes e os portadores de necessidades especiais, os idosos correm muitos riscos no trânsito das cidades, principalmente na condição de pedestres. Na velhice, o ritmo de vida muda, o corpo não atende a movimentos bruscos e a visão e a audição também podem estar mais prejudicadas. Você acha que os idosos têm mais dificuldades no trânsito? Conheça a história do Seu Alceu. Mediação Antes da leitura expressiva do miniconto, é importante realizar uma conversa com os estudantes sobre o processo de envelhecimento, podendo ser utilizadas algumas perguntas para estimular suas reflexões sobre o tema: O que muda quando as pessoas envelhecem?; Que tipos de dificuldades passam a ter?. Passos lentos Seu Alceu era um idoso alegre e gostava de caminhar todas as manhãs no bairro onde morava. Todos os dias se sentava em um banco de uma praça e proseava feliz com amigos da mesma idade. Certa manhã, o Seu Alceu não apareceu. Ao atravessar a rua, na faixa de pedestres, a caminho do encontro matinal, um carro, em alta velocidade, dobrou a esquina, e o Seu Alceu não conseguiu acelerar seus passos lentos. Fraturou o fêmur e a bacia. Seu Alceu está se recuperando e vai demorar alguns meses para voltar a prosear na praça com seus amigos. 1) Você já presenciou, no trânsito, situações nas quais idosos passaram por momentos difíceis? Converse com seus colegas sobre algumas delas. Mediação Em uma roda de conversa, é importante permitir que os estudantes se expressem sobre cada situação, pois a interação vai gerar possibilidades às situações vivenciadas, relembradas ou imaginadas, para nutrir a escrita do miniconto, proposta no exercício seguinte. É fundamental, também, que seja estimulada a formulação de hipóteses, de como as situações mencionadas poderiam ser resolvidas de maneira mais humana, respeitando a condição dos idosos e possibilitando a garantia do direito e da dignidade deles ao transitar nas vias. As ideias e as possibilidades discutidas podem ser anotadas no quadro, facilitando as escolhas posteriores dos estudantes para a escrita do miniconto. 2) Considere as situações apresentadas a seguir, que podem dificultar a vida dos idosos no trânsito. Converse com seus colegas sobre quais são as atitudes que podem ajudar os idosos em cada uma dessas situações. Você sabia? A chance de um pedestre ser uma vítima fatal em um acidente praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos e em comparação com a faixa etária acima de 80 anos, essa diferença quase triplica. 1639º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Mediação Durante a troca de informações entre os estudantes, é importante reforçar algumas atitudes que podem ajudar os idosos no trânsito, como, por exemplo: ao reparar idosos com dificuldades para atravessar a rua, oferecer-lhes ajuda e/ou sinalizar para os carros na travessia da faixa de pedestres; ao perceber idosos adentrando o ônibus, é possível ajudá-los, carregando suas sacolas e oferecendo-lhes assentos preferenciais ou não para que se acomodem com segurança; e, ainda, ao encontrar idosos tendo problemas com buracos na calçada, é possível, também, oferecer-lhes ajuda no momento, mas, sobretudo, mobilizar conhecidos no bairro para, junto às autoridades locais, buscarem uma resolução do problema, evitando que outros idosos se machuquem. 3) Escolha uma das situações apresentadas no exercício anterior ou alguma outra que você se lembre e escreva um miniconto, inspirado na história do Seu Alceu. Não se esqueça de que, nos minicontos: os momentos das narrativas são mais curtos, assim como os parágrafos e as frases. O conflito precisa ficar bem marcado, mas os desfechos inesperados são bem-vindos. Nesse caso, os conflitos estão ligados às situações e aos desafios vividos pelos idosos no trânsito, mas o seu desafio será resolver os conflitos de uma maneira mais positiva e segura, contrariamente à história do Seu Alceu. Mediação Após a escrita dos minicontos, pode-se realizar uma rodada de socialização com os estudantes, para que compartilhem seus minicontos, através de leituras expressivas, em voz alta. Essa prática pode ajudar a sintetizar as situações de risco e os cuidadosalmejados em cada uma delas e pode contribuir para a partilha, entre os estudantes, da empatia com os idosos. Além disso, é um momento de refletir sobre a sensibilidade com idosos, sobre seus processos de envelhecimento e sobre seus direitos de ir e vir e de participar da vida comunitária com dignidade. Tá combinado? Os idosos têm o direito de se locomover nas cidades com segurança. Seja gentil e educado e, quando puder, ajude-os a superar as dificuldades vivenciadas por eles no cotidiano do trânsito. 164 OS IDOSOS NO TRÂNSITO Avaliação A atividade valoriza a troca de saberes entre os estudantes, já que, em grande parte, existem, entre eles, relações com idosos (familiares ou amigos). Por isso, propõe-se avaliar a interação entre os estudantes, se conseguiram expressar suas opiniões sobre os idosos e se os minicontos expressaram um olhar mais sensível sobre as condições e sobre os desafios que vivem os idosos no trânsito. Outras conexões Partindo-se do princípio de que a interação social em Língua Portuguesa é fundamento de aprendizagem e de formação humana, é importante que os estudantes compartilhem os minicontos que criaram promovendo uma escuta significativa. Dependendo da turma, a atividade pode ser flexibilizada na criação de narrativas mais longas, como, por exemplo, poemas ou RAPs, ou adaptando os minicontos ao formato de áudios e compartilhando-os via podcast ou audiolivro com a comunidade escolar. Outra possibilidade, ainda, é organizar uma roda de conversa com idosos do bairro ou visitar instituições que realizam atividades específicas da idade, para que esses sujeitos possam contar suas experiências no trânsito ao longo da vida, visando, mais uma vez, dar ênfase a um olhar mais sensível ao processo de envelhecimento, que solicita cuidados redobrados no espaço social do trânsito. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 05 mai. 2020. BRASIL. Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm. Acesso em: 12 fev. 2020. LADEIRAI, Roberto Marini. et al. Acidentes de transporte terrestre: estudo Carga Global de Doenças, Brasil e unidades federadas, 1990 e 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, [online], v. 20, suppl.1, p. 157-170, maio 2017. Disponível em: http:// www.scielo.br/pdf/rbepid/v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00157.pdf. Acesso em: 21 fev. 2020. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE - OPAS. Folha informativa - Envelhecimento e saúde. 2018. Disponível em: https://www.paho.org/bra/ index.php?option=com_content&view=article&id=5661:folha-informativa- envelhecimento-e-saude&Itemid=820. Acesso em: 21 fev. 2020. Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões Compartilhe! Conte-nos como foi a realização desta atividade com os estudantes! Vocês fazem parte do Programa Conexão DNIT! 1659º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Os idosos no trânsito Assim como as crianças, as gestantes e os portadores de necessidades especiais, os idosos correm muitos riscos no trânsito das cidades, principalmente na condição de pedestres. Na velhice, o ritmo de vida muda, o corpo não atende a movimentos bruscos e a visão e a audição também podem estar mais prejudicadas. Você acha que os idosos têm mais dificuldades no trânsito? Conheça a história do Seu Alceu. Passos lentos Seu Alceu era um idoso alegre e gostava de caminhar todas as manhãs no bairro onde morava. Todos os dias se sentava em um banco de uma praça e proseava feliz com amigos da mesma idade. Certa manhã, o Seu Alceu não apareceu. Ao atravessar a rua, na faixa de pedestres, a caminho do encontro matinal, um carro, em alta velocidade, dobrou a esquina, e o Seu Alceu não conseguiu acelerar seus passos lentos. Fraturou o fêmur e a bacia. Seu Alceu está se recuperando e vai demorar alguns meses para voltar a prosear na praça com seus amigos. 1) Você já presenciou, no trânsito, situações nas quais idosos passaram por momentos difíceis? Converse com seus colegas sobre algumas delas. 2) Considere as situações apresentadas a seguir, que podem dificultar a vida dos idosos no trânsito. Converse com seus colegas sobre quais são as atitudes que podem ajudar os idosos em cada uma dessas situações. Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ A chance de um pedestre ser uma vítima fatal em um acidente praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos e em comparação com a faixa etária acima de 80 anos, essa diferença quase triplica. Estudante 166 OS IDOSOS NO TRÂNSITO 3) Escolha uma das situações apresentadas no exercício anterior ou alguma outra que você se lembre e escreva um miniconto, inspirado na história do Seu Alceu. Não se esqueça de que, nos minicontos: os momentos das narrativas são mais curtos, assim como os parágrafos e as frases. O conflito precisa ficar bem marcado, mas os desfechos inesperados são bem-vindos. Nesse caso, os conflitos estão ligados às situações e aos desafios vividos pelos idosos no trânsito, mas o seu desafio será resolver os conflitos de uma maneira mais positiva e segura, contrariamente à história do Seu Alceu. _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________ Os idosos têm o direito de se locomover nas cidades com segurança. Seja gentil e educado e, quando puder, ajude-os a superar asdificuldades vivenciadas por eles no cotidiano do trânsito. 1679º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO O desafio mundial pela redução de mortes por acidentes no trânsito Lei Seca contribui para reduzir a circulação de motoristas alcoolizados e muda as estatísticas Articulação didática Esta atividade propicia a discussão, com os estudantes, sobre os desafios necessários para a redução do número de mortes por acidentes de trânsito no Brasil. Para isso, os exercícios propostos situam a meta mundial da Década de ações para a segurança no trânsito e discutem a importância da Lei Seca como estratégia para não haver consumo de bebida alcoólica antes e durante a condução de veículos e para reduzir o número de óbitos. Para problematizar a situação do Brasil em relação ao acordo internacional, propõem-se: a leitura e a interpretação de um gráfico de linhas; o cálculo das taxas percentuais de oscilação da curva; e a realização de inferências para os anos seguintes. Objeto de conhecimento Análise de probabilidade de eventos aleatórios: eventos dependentes e independentes – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Lei Seca. Competência Conhecer a Lei Seca. Habilidade Discutir sobre a importância da Lei Seca para a redução da mortalidade no trânsito. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de reduzir as mortes e as lesões graves oriundas do trânsito, tem proclamado décadas de ação pela segurança no trânsito. Para que o trânsito seja um ambiente seguro para todos, é importante que haja a conscientização sobre os riscos ao transitar, entre eles, os atrelados a dirigir sob efeito de álcool. Assim, o Texto 1 Décadas de ação pela segurança no trânsito apresenta informações sobre o tema, e o Texto 2 Bebida e direção expõe dados estatísticos sobre essa realidade e exibe os dispositivos legais de fiscalização e de penalização dessa conduta. Conectando saberes do trânsito Apresentando o percurso pedagógico Professor(a) 168 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO Texto 1 Décadas de ação pela segurança no trânsito Com o lema juntos podemos salvar milhões de vidas, no dia 02 de março de 2010, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), proclamou, oficialmente, o período de 2011 a 2020 como a Década de Ação pela Segurança no Trânsito, a fim de reduzir, pela metade, o número de fatalidades no trânsito mundial, que, à época, registrava mais de 1 milhão e 300 mil mortes por ano e milhões de pessoas feridas, inúmeras com sequelas permanente, atingindo, de forma majoritária, uma significativa parcela produtiva da sociedade: pessoas na faixa etária de 15 a 44 anos de idade (BRASIL, 2012). A missão de conter e de reverter a tendência crescente de fatalidades e de ferimentos graves em acidentes de trânsito no mundo foi dada à Organização Mundial de Saúde (OMS), juntamente com outros organismos internacionais, por meio de resolução editada pela ONU (BRASIL, 2016). A OMS avaliou que era necessário desenvolver ou reforçar as ações de prevenção dessa violência em, pelo menos, 178 países, entre eles o Brasil, no qual os índices de morbimortalidade no trânsito estavam acima do razoável (BRASIL, 2016). Os principais pilares a serem trabalhados durante a Década de ação pela Segurança no Trânsito: 2011-2020 são: fortalecimento da gestão; investimento em infraestrutura viária adequada; segurança veicular; comportamento e segurança dos usuários do trânsito; e atendimento pré-hospitalar e intra-hospitalar ao trauma (BRASIL, 2016). Quase no final da década, a ONU, em documento publicado no dia 18 de agosto, reconheceu as lições aprendidas com a primeira Década, porém manifestou entender que há necessidade de continuar promovendo, de maneira integrada, a segurança no trânsito. Nesse documento, aliás, é lançada a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito: 2021-2030 (VIDA NO TRÂNSITO BRASIL, 2020). Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito: 2021-2030 Segundo a ONU, a grande maioria das mortes e dos ferimentos graves no trânsito são evitáveis e, embora haja algumas melhorias, muitos países permanecem com um grande problema de saúde pública e de desenvolvimento, que tem amplas consequências sociais e econômicas. Assim, a meta da Segunda Década de Ações pela Segurança no Trânsito: 2021-2030 continua sendo reduzir as mortes e as lesões no trânsito em, pelo menos, 50% nos próximos 10 anos. No documento, há o incentivo aos países a não medir esforços para garantir a segurança dos usuários das vias através de uma infraestrutura mais segura, considerando as necessidades de transporte motorizado e não motorizado (VIDA NO TRÂNSITO BRASIL, 2020). Além disso, o documento menciona que os governos devem continuar promovendo ações relacionadas à regulamentação de leis que garantam veículos mais seguros e devem prosseguir incentivando o desenvolvimento e a implantação de tecnologias para melhorar a acessibilidade no trânsito, com atenção especial às necessidades dos usuários mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas, motociclistas e usuários de transporte público (VIDA NO TRÂNSITO BRASIL, 2020). Texto 2 Bebida e direção No trânsito brasileiro, são frequentes os casos de acidentes relacionados à embriaguez ao volante. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) (BRASIL, c2020), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados, com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo a quarta maior causa de acidentes no território nacional. O álcool é uma droga lícita que provoca diversos efeitos colaterais no organismo. Alguns deles, descritos a seguir, podem ser associados aos riscos à condução de veículos. 1699º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO • Alteração do controle corporal: o motorista perde o equilíbrio e fica com dificuldades de movimento. • Redução da capacidade de reagir adequadamente a estímulos (reflexos): o motorista fica apático e lento. Diante de uma situação de risco, tem dificuldades de agir para evitar um acidente. • Diminuição da visão periférica: sob o efeito de álcool, o motorista apresenta redução da capacidade de perceber aquilo que está em volta do seu foco principal. Isso pode fazer com que, por exemplo, ao olhar para a via, não enxergue um pedestre prestes a atravessá-la. Essa alteração visual compromete, também, a noção de distância e prejudica a capacidade de diferenciar detalhes, contornos e formas, dificultando, por exemplo, a visualização das placas de trânsito. • Excesso de confiança: a bebida alcoólica pode deixar as pessoas mais confiantes, desinibidas e eufóricas. No trânsito, esse excesso de confiança pode levar o motorista a cometer infrações, como, por exemplo, desrespeitar o limite de velocidade e as demais sinalizações e realizar manobras perigosas. • Perda da atenção: o álcool diminui a atenção, prejudica a percepção e a memória, causa desorientação e confusão mental. Esses efeitos, no motorista, comprometem a direção segura. Por isso, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) prevê diversas penalidades aos motoristas que dirigem sob influência de álcool, desde multa, suspenção do direito de dirigir, até a prisão do condutor. A grande consequência da mistura de álcool e de direção, no entanto, não está na penalidade, mas sim na perda de vidas, desestruturando famílias, e na quantidade de feridos que sobrecarregam os hospitais e que oneram o Sistema Único de Saúde (SUS). Lei Seca Para coibir a ingestão de bebidas alcoólicas por motoristas, em 2008, foi publicada a Lei nº 11.705/08, que alterou alguns artigos do CTB, a fim de impor penalidades mais severas aos condutores que dirigem sob influência de álcool. Por estabelecer “alcoolemia zero”, essa norma ficou conhecidacomo Lei Seca. Para proporcionar um maior rigor punitivo à conduta da embriaguez ao volante, a Lei Seca já sofreu 3 alterações: no final de 2012, por meio da Lei nº 12.760/12; em 2016, pela Lei nº 13.281; e, em 2017, através da Lei nº 13.546. Atualmente, dirigir sob a influência de álcool, independentemente da concentração, ou se recusar a fazer o teste do bafômetro, é uma infração gravíssima, com o valor da multa multiplicado por 10, chegando a R$ 2.934,70. Além do pagamento da multa, o motorista terá a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida e responderá a um processo administrativo que levará à suspensão do direito de dirigir por 12 meses e à retenção do veículo até que outro condutor habilitado se apresente. Se o motorista for flagrado novamente dirigindo embriagado dentro de 1 ano, a multa será dobrada, passando a ser o valor de R$ 5.869,40, e a CNH poderá ser cassada. Além de infração de trânsito, dirigir sob a influência de álcool é crime, sujeito à pena de detenção de seis meses a três anos. Verificando as capacidades psicomotoras dos condutores Para garantir a segurança nas vias de trânsito, alguns procedimentos foram estabelecidos para averiguar e para fiscalizar a capacidade de condução dos motoristas e dos motociclistas. Segundo a Resolução nº 432, de 2013, do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), a verificação da alteração das capacidades psicomotoras de condutores em decorrência do uso de álcool e de outras substâncias psicotrópicas será realizada através de, ao menos, 1 entre 4 procedimentos previstos por essa resolução. Entre eles estão o exame de sangue e outros exames realizados por laboratórios especializados, indicados por órgãos competentes, para detectar 170 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO o consumo de outras substâncias psicoativas que determinem dependência. Está previsto, também, nessa resolução, o teste de medição do teor alcoólico no ar alveolar, popularmente conhecido como bafômetro. Por fim, a verificação também poderá se dar através da constatação de sinais que indiquem a alteração da capacidade psicomotora do condutor. Alguns desses sinais, por exemplo, são: sonolência, falta de memória, agressividade, fala alterada, falta de equilíbrio, entre outros – especificados no Anexo II da referida resolução (BRASIL, 2013). Estratégias didáticas A atividade pode ser iniciada com a realização de uma roda de conversa, para que seja feita a contextualização da Década de ação pela Segurança no Trânsito e da Lei Seca, para que os estudantes possam compartilhar suas impressões quanto ao comportamento das pessoas no trânsito e acerca da ingestão indevida do álcool por diferentes usuários de trânsito. Na sequência, é proposta a leitura e a interpretação de um gráfico, com dados sobre as indenizações pagas por ocorrência de mortes no trânsito desde o início da última década. Com base no comportamento da curva entre 2017 e 2018, os estudantes poderão realizar inferências em dois aspectos: os valores relacionados aos anos de 2019 e de 2020; e a previsão do ano em que o Brasil atingirá a meta. Ao final da atividade, sugere-se a realização de mais uma roda de conversa, para que o comportamento seguro e as atitudes de prudência no trânsito sejam a temática do diálogo visando à redução do número de acidentes e mortes no trânsito. Atividade com gabarito O desafio mundial pela redução de mortes por acidentes no trânsito Países de todo o mundo assumiram o compromisso de realizar ações para reduzir o número de mortes em acidentes de trânsito. O Brasil apresenta queda em relação ao início da última década, e os dados estatísticos disponíveis possibilitam a realização de inferências em relação ao futuro. Uma parcela significativa das mortes ocorridas no trânsito está relacionada a fatores humanos, e dirigir sob efeito de álcool é uma das principais causas de acidentes com fatalidades. Década de ações para a segurança no trânsito e a Lei Seca: o desafio brasileiro Diariamente, morrem, em todo o mundo, 3.000 pessoas, decorrentes de acidentes de trânsito. Para lidar com essa situação, 178 países, reunidos na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovaram a realização de um acordo internacional para a criação da Década de ações para a segurança no trânsito no período entre 2011 e 2020. Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente, os acidentes de trânsito são responsáveis pela morte de 1,25 milhão de pessoas e por deixar feridos entre 20 e 50 milhões, no mundo. O trânsito é o principal responsável por mortes de jovens de 15 a 29 anos, o segundo entre crianças entre 5 e 14 anos e o terceiro entre pessoas de 30 a 44 anos. O estudo estima que, em todo o mundo, são gastos 518 bilhões de dólares por ano, em função dos acidentes de trânsito. É de Lei Segundo o Artigo 165-A do CTB, negar-se a realizar os testes de capacidade psicomotora é uma infração gravíssima, com previsão de multa, suspensão de 12 meses do direito de dirigir, recolhimento da CNH e retenção do veículo. Construindo os caminhos da atividade 1719º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Muitas dessas ocorrências são provocadas pela mistura de álcool e direção. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados, com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo a quarta maior causa de acidentes. No Brasil, a Lei Federal n° 11.705, de 2008, conhecida como Lei Seca, definiu parâmetros para tolerância à presença de álcool no sangue de condutores de veículos. A legislação anterior permitia a ingestão de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue (o que seria equivalente a dois copos de cerveja). Ao ser sancionada, a lei previa a tolerância de até 0,1 mg de álcool por litro de sangue, mas, em 2012, foi alterada, tornando-se mais rígida, ao definir o nível máximo em 0,05 mg/l. A Lei Seca pode ter contribuído para a redução no número de acidentes no Brasil, mas fica a incógnita sobre quando o Brasil conseguirá atingir a meta e, mais ainda, quando conseguirá reduzir a zero, mesmo que hipoteticamente, o número de mortes em acidentes de trânsito. Mediação Propõe-se que a atividade seja iniciada com a leitura compartilhada do texto Década de ações para a segurança no trânsito e a Lei Seca: o desafio brasileiro. Em seguida, em uma roda de conversa, sugere-se que os estudantes exponham as impressões que têm acerca da ingestão indevida do álcool por diferentes usuários de trânsito (motoristas, pedestres, passageiros e ciclistas) e dos riscos que isso tem para o trânsito e para as pessoas. 1) A Lei Seca é uma importante ação para reduzir o número de acidentes, sobretudo com mortes. No entanto, é necessário que as pessoas cultivem uma cultura de respeito à lei e de adoção de atitudes seguras. A partir de suas vivências junto às pessoas de sua família, aos amigos e aos conhecidos, você considera que as pessoas têm respeitado a Lei Seca? Cite exemplos. Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes coloquem seus posicionamentos, explicando, com exemplos, se as pessoas que fazem parte do círculo de relacionamento/convivência respeitam ou não a Lei Seca. Mediação As respostas desse exercício podem ser compartilhadas pelos estudantes como forma de compreender qual é o entendimento dos extratos da sociedade onde eles se inserem sobre a observância da Lei Seca e sua relação com a segurança ao transitar. Importante enfatizar que é preciso compreender o risco da ingestão de álcool e mudar comportamentos não apenas em razão das consequências legais, mas, sobretudo, em respeito à vida daqueles que fazem parte do sistema trânsito. 2) O gráfico a seguir demonstra o número de indenizações pagas por ocorrência de mortes no trânsito entre os anos de 2011 e 2018. Observe os valores representados no gráfico e calcule a taxade oscilação da curva entre um ano e outro, registrando os números no quadro a seguir. Você sabia? Estudos indicam que a associação entre álcool, direção e excesso de velocidade se destacam entre os fatores de risco que mais causam impacto na mortalidade no trânsito. 172 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO Gráfico elaborado pelo LabTrans/UFSC a partir dos dados da Seguradora Líder Fonte: SEGURADORA LÍDER. Taxa de mortalidade no trânsito - Relatório Especial 10 anos. p. 20. Disponível em: https://www.seguradoralider.com.br/Documents/boletim-estatistico/Relatorio%20 Especial%20SNT-20-09.pdf. Acesso em: 05 ago. 2020. Variação anual no número de indenizações por mortes no trânsito 2011-2018 Ano Número de indenizações pagas Taxa de variação em relação ao ano anterior (“+” para acréscimo; e “-” para queda) 2011 58.134 - 2012 60.752 + 4,50% 2013 54.767 - 9,85% 2014 52.226 - 4,64% 2015 42.501 - 18,62% 2016 33.547 - 21,07% 2017 41.151 + 22,67% 2018 38.281 - 6,90% 3) Como visto no gráfico, o comportamento da linha que representa o número de indenizações pagas por morte no trânsito não é linear. No entanto, é possível realizar inferências para obtenção de uma previsão para os anos seguintes. Tomando como referência a taxa de queda apresentada entre o ano de 2017 e 2018, calcule os valores que poderiam ser atribuídos como previsão para o ano de 2019 e para o ano de 2020. Em seguida, verifique e diga se o Brasil teria alcançado, ou não, a meta estabelecida pelo acordo internacional. Resposta escrita. Considerando-se a variação do último ano disponível, seria possível dizer, para 2019: • 38.281 (dados de 2018) - 6,9% (taxa de queda entre 2017 e 2018) = 35.639 indenizações pagas por ocorrência de mortes no trânsito. Para o ano de 2020, seria possível dizer: • 35.639 (projeção para 2019), - 6,9 % (taxa de queda entre 2017 e 2018 adotada como referência) = 33.179 indenizações pagas por ocorrência de mortes no trânsito. Considerando-se que, em 2011, foram pagas 58.134 indenizações, para alcançar a meta, o Brasil precisaria registrar, em 2020: 29.067 mortes. Portanto, a partir da forma selecionada para a realização das inferências, o Brasil não alcançaria a meta. 1739º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Mediação Espera-se que os estudantes compreendam a dificuldade da realização de projeções, nessa situação, tendo em vista a não linearidade na evolução dos dados representados no gráfico. Além da inferência proposta para resolução do exercício, é possível fazer outras inferências, as quais apontarão para diferentes cenários. Os estudantes poderão ser organizados em equipes, e cada uma delas poderá selecionar um critério diferente para posterior comparação. Sugere-se que haja compartilhamento das análises dos estudantes. De acordo com as inferências e as expectativas em relação aos números, é possível problematizar quais atitudes seguras que devem ser adotadas pelos usuários para que haja menos mortes no trânsito, em razão da ingestão indevida do álcool. É importante realçar que o álcool não afeta apenas os condutores, mas também os sujeitos na condição de pedestres, de passageiros e de ciclistas, oferecendo muito risco a estes enquanto transitam nas vias. 4) Considerando-se a mesma taxa de queda selecionada na questão anterior, em que ano o Brasil conseguiria alcançar a meta da Década de ações pela segurança no trânsito? Ano Número de indenizações Variação percentual 2017 41.151 ---------------- 2018 38.281 -6,90 % Previsão 2019 35.639 -6,90 % Previsão 2020 33.179 -6,90 % Previsão 2021 30.889 -6,90 % Previsão 2022 28.758 Levando-se em consideração o método escolhido para a realização das inferências, o Brasil alcançaria a meta em 2022. 5) A Lei Seca é uma das ações que podem contribuir para a redução no número de acidentes com mortes no trânsito. Converse com seus colegas a respeito de quais alternativas poderiam ser consideradas para a mesma finalidade. Resposta oral e pessoal, mas espera-se que proponham ações que possam contribuir para reduzir o número de acidentes, como: educação para o trânsito; campanhas de sensibilização; melhoria da segurança viária com a implantação/melhoria de sinalização; construção de calçadas e de ciclovias; e fiscalização ostensiva. Mediação Para o fechamento da atividade, sugere-se a realização de uma roda de conversa para que os estudantes respondam à pergunta formulada e para que o olhar ao problema seja considerado de várias perspectivas, estimulando os estudantes a aproximarem os números às atitudes éticas do cotidiano que podem salvar vidas. 174 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO Avaliação A avaliação pode ser realizada ao longo do desenvolvimento desta atividade, observando-se se os estudantes demonstram a compreensão da relação existente entre as estatísticas e as atitudes das pessoas. Nesse aspecto, é importante que os estudantes estabeleçam a relação entre a Lei Seca e o cumprimento da meta estabelecida para a Década de ações para segurança no trânsito. Outras conexões Como desdobramento desta atividade, pode ser realizado um mapeamento acerca da experiência dos estudantes com a ocorrência de acidentes de trânsito no bairro em que vivem ou com pessoas da família, analisando o tipo de acidente e as causas atribuídas, identificando, neste caso, a presença ou não do desrespeito à Lei Seca. É possível, também, em parceria com órgãos locais, realizar uma roda de conversa com uma autoridade de saúde ou de trânsito, para que os estudantes possam conversar sobre os fatores químicos e físicos que tornam a ingestão de álcool tão perigosa no trânsito. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 15 set. 2020. BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm. Acesso em: 15 set. 2020. BRASIL. Ministério da Infraestrutura. Semana Nacional de Trânsito 2011 - Denatran. Brasília, 2016. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/ assuntos/transito/conteudo-denatran/semana-nacional-de-transito-2011-denatran. Acesso em: 05 out. 2020. BRASIL. Polícia Rodoviária Federal – PRF. Dados Abertos - Acidentes: agrupados por ocorrência (2019). c2020. Disponível em: https://portal.prf.gov.br/dados- abertos-acidentes. Acesso em: 15 set. 2020. BRASIL. Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013. Dispõe sobre os procedimentos a serem adotados pelas autoridades de trânsito e seus agentes na fiscalização do consumo de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência, para aplicação do disposto nos arts. 165, 276, 277 e 306 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Brasília, DF: CONTRAN, [2013]. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-contran/ resolucoes/resolu-o-uo-432-2013c.pdf . Acesso em: 14 set. 2020. BRASIL. Senado Federal. Catástrofe mundial que ceifa 1,3 milhão de vidas. Em discussão – Revista de audiências públicas do Senado Federal. vol. 3, n. 13, p. 21, 2012. Disponível em: http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/ upload/201204%20-%20novembro/pdf/em%20discuss%C3%A3o!_novembro_2012_ internet.pdf Acesso em: 05 nov. 2020. Compartilhe! Conte-nos como foi a experiência de realizar esta atividade com a turma! Houve interesse e participação de todos? Envie-nos fotos e/ou vídeos para ilustrar a sua descrição! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 1759º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO PORTAL DO TRÂNSITO. Década de Ação pela Segurança no Trânsito se encerra no final de 2020. Disponível em: https://www.portaldotransito.com.br/noticias/ decada-de-acao-pela-seguranca-no-transito-se-encerra-no-final-de-2020-2/.Acesso em: 15 set. 2020. SEGURADORA LÍDER. Taxa de mortalidade no trânsito - Relatório Especial 10 anos. p. 20. Disponível em: https://www.seguradoralider.com.br/Documents/ boletim-estatistico/Relatorio%20Especial%20SNT-20-09.pdf. Acesso em: 15 set. 2020. VIDA NO TRÂNSITO BRASIL. Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito. 2020. Disponível em: https://vidanotransitobrasil.com.br/segunda- decada-de-acao-pela-seguranca-no-transito. Acesso em: 15 set. 2020. 1779º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO O desafio mundial pela redução de mortes por acidentes no trânsito Países de todo o mundo assumiram o compromisso de realizar ações para reduzir o número de mortes em acidentes de trânsito. O Brasil apresenta queda em relação ao início da última década, e os dados estatísticos disponíveis possibilitam a realização de inferências em relação ao futuro. Uma parcela significativa das mortes ocorridas no trânsito está relacionada a fatores humanos, e dirigir sob efeito de álcool é uma das principais causas de acidentes com fatalidades. Década de ações para a segurança no trânsito e a Lei Seca: o desafio brasileiro Diariamente, morrem, em todo o mundo, 3.000 pessoas, decorrentes de acidentes de trânsito. Para lidar com essa situação, 178 países, reunidos na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovaram a realização de um acordo internacional para a criação da Década de ações para a segurança no trânsito no período entre 2011 e 2020. Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente, os acidentes de trânsito são responsáveis pela morte de 1,25 milhão de pessoas e por deixar feridos entre 20 e 50 milhões, no mundo. O trânsito é o principal responsável por mortes de jovens de 15 a 29 anos, o segundo entre crianças entre 5 e 14 anos e o terceiro entre pessoas de 30 a 44 anos. O estudo estima que, em todo o mundo, são gastos 518 bilhões de dólares por ano, em função dos acidentes de trânsito. Muitas dessas ocorrências são provocadas pela mistura de álcool e direção. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados, com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo a quarta maior causa de acidentes. No Brasil, a Lei Federal n° 11.705, de 2008, conhecida como Lei Seca, definiu parâmetros para tolerância à presença de álcool no sangue de condutores de veículos. A legislação anterior permitia a ingestão de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue (o que seria equivalente a dois copos de cerveja). Ao ser sancionada, a lei previa a tolerância de até 0,1 mg de álcool por litro de sangue, mas, em 2012, foi alterada, tornando-se mais rígida, ao definir o nível máximo em 0,05 mg/l. A Lei Seca pode ter contribuído para a redução no número de acidentes no Brasil, mas fica a incógnita sobre quando o Brasil conseguirá atingir a meta e, mais ainda, quando conseguirá reduzir a zero, mesmo que hipoteticamente, o número de mortes em acidentes de trânsito. 1) A Lei Seca é uma importante ação para reduzir o número de acidentes, sobretudo com mortes. No entanto, é necessário que as pessoas cultivem uma cultura de respeito à lei e de adoção de atitudes seguras. A partir de suas vivências junto às pessoas de sua família, aos amigos e aos conhecidos, você considera que as pessoas têm respeitado a Lei Seca? Cite exemplos. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ Estudante 178 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 2) O gráfico a seguir demonstra o número de indenizações pagas por ocorrência de mortes no trânsito entre os anos de 2011 e 2018. Observe os valores representados no gráfico e calcule a taxa de oscilação da curva entre um ano e outro, registrando os números no quadro a seguir. Gráfico elaborado pelo LabTrans/UFSC a partir dos dados da Seguradora Líder Fonte: SEGURADORA LÍDER. Taxa de mortalidade no trânsito - Relatório Especial 10 anos. p. 20. Disponível em: https://www.seguradoralider.com.br/Documents/boletim-estatistico/Relatorio%20 Especial%20SNT-20-09.pdf. Acesso em: 05 ago. 2020. Variação anual no número de indenizações por mortes no trânsito 2011-2018 Ano Número de indenizações pagas Taxa de variação em relação ao ano anterior (“+” para acréscimo; e “-” para queda) 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Estudos indicam que a associação entre álcool, direção e excesso de velocidade se destacam entre os fatores de risco que mais causam impacto na mortalidade no trânsito. 1799º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 3) Como visto no gráfico, o comportamento da linha que representa o número de indenizações pagas por morte no trânsito não é linear. No entanto, é possível realizar inferências para obtenção de uma previsão para os anos seguintes. Tomando como referência a taxa de queda apresentada entre o ano de 2017 e 2018, calcule os valores que poderiam ser atribuídos como previsão para o ano de 2019 e para o ano de 2020. Em seguida, verifique e diga se o Brasil teria alcançado, ou não, a meta estabelecida pelo acordo internacional. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 4) Considerando-se a mesma taxa de queda selecionada na questão anterior, em que ano o Brasil conseguiria alcançar a meta da Década de ações pela segurança no trânsito? Ano Número de indenizações Variação percentual 2017 41.151 ---------------- 2018 38.281 -6,90 % -6,90 % -6,90 % -6,90 % 5) A Lei Seca é uma das ações que podem contribuir para a redução no número de acidentes com mortes no trânsito. Converse com seus colegas a respeito de quais alternativas poderiam ser consideradas para a mesma finalidade. 1819º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Tecnologia e emissões veiculares Descubra como o Brasil reduziu as emissões de poluentes entre 1992 e 2012 Articulação didática A atividade tem o objetivo de estimular a reflexão dos estudantes a respeito da qualidade do ar e de conduzi-los a conhecerem algumas políticas, no Brasil, de combate à poluição atmosférica. Em articulação com a disciplina de Matemática, propõe-se um exercício de leitura e de interpretação de gráficos que revelam o impacto do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Objeto de conhecimento Análise de gráficos divulgados pela mídia: elementos que podem induzir a erros de leitura ou de interpretação – BNCC (BRASIL, 2018). Conceito de trânsito Cidadania no trânsito. Conteúdo de trânsito Meio ambiente e o trânsito. Competência Perceber aspolíticas ambientais para mitigar as emissões de poluição atmosférica. Habilidade Apresentar argumentos sobre a relevância das ações governamentais e das mudanças de atitudes da população para diminuir a emissão de poluentes dos veículos automotores. Tempo estimado 2 horas/aula. Recursos Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis, borracha e calculadora (opcional). Para atenuar a poluição atmosférica causada por veículos automotores, é necessária a promoção de ações por parte da indústria e dos órgãos públicos e é importante, ainda, que haja mudanças de atitudes da população. O texto Emissões Veiculares mostra o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE) e apresenta os resultados da sua implantação. Apresentando o percurso pedagógico Conectando saberes do trânsito Professor(a) 182 TECNOLOGIA E EMISSÕES VEICULARES Emissões Veiculares Estudo realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e parceiros resultou no Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários 2013. O trabalho tem como base as emissões atmosféricas de gases poluentes do ano de 2012 e apresenta um quadro completo do total de poluentes emitidos no Brasil pelo transporte rodoviário. Técnicos do MMA utilizaram a mesma metodologia para calcular as taxas de 1992, resultando no comparativo do período de 20 anos. A queda nas emissões, mesmo com o aumento da frota, se deve ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado pela Resolução Conama n° 18/1986. Antes da criação do Programa não havia qualquer limite sobre as emissões dos veículos, ou seja, eles eram produzidos ou importados e vendidos sem que se soubesse ou se limitasse o quanto emitiam de gases poluentes. O Proconve tem seu funcionamento por fases, as quais são instituídas por resoluções do Conama. Estas resoluções trazem os valores máximos de emissão de poluentes que podem ser emitidos pelos veículos, desta forma, para que seja concedida a licença para comercialização de um determinado modelo de veículo no Brasil, seja ele produzido aqui ou importado, este modelo deve passar por um ensaio de emissão, em um laboratório credenciado pelo IBAMA e em condições controladas, no qual é feita a medição das emissões e constatado se este modelo atende aos limites estabelecidos nas resoluções vigentes. Caso um determinado modelo emita mais que o permitido, sua comercialização não é permitida em território brasileiro. A cada nova fase se limita mais a quantidade de poluente que pode ser emitida, assim os veículos mais novos emitem uma quantidade muito menor de poluente, e com a renovação natural que ocorre na frota (sucateamento, veículos que deixam de circular por falta de peças, etc) tem-se que a soma dos poluentes emitidos tem diminuído ao longo dos anos. Atualmente estão em vigência as fases L6 (veículos leves), P7 (veículos pesados), M4 (motociclos e similares) e MAR1 (máquinas agrícolas e rodoviárias). [...] Fragmento extraído de BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Emissões Veiculares. [2018]a. Disponível em: http://www.mma.gov.br/mma-em- numeros/emissoes-veiculares/. Acesso em: 5 out. 2018. 1839º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Estratégias didáticas A atividade é iniciada com a leitura do texto Brasil reduz emissões veiculares, e, a partir dele, são instigadas, nos estudantes, reflexões sobre as emissões veiculares e os diversos impactos gerados por elas. Em seguida, os estudantes deverão analisar gráficos e responder aos exercícios a partir de dados do PROCONVE. Por fim, busca-se promover um debate com a turma sobre quais ações podem ser realizadas pelas pessoas, de forma individual, para reduzir a emissão de poluentes dos veículos. Atividade com gabarito Tecnologia e emissões veiculares O trânsito moderno é um dos fatores causadores de poluição, e, para amenizar o impacto dos veículos no meio ambiente, o governo brasileiro criou um programa de controle da poluição do ar. Leia mais sobre o assunto no texto a seguir. Brasil reduz emissões veiculares Todos os seres humanos sentem os efeitos da poluição atmosférica. Além disso, todos eles são responsáveis pela qualidade do ar e pela qualidade de vida. A Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS, 2018) calcula que [...] cerca de sete milhões de pessoas morrem a cada ano devido à exposição a partículas finas em ar poluído, que penetram profundamente nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, câncer de pulmão, doenças pulmonares obstrutivas crônicas e infecções respiratórias, incluindo pneumonia. Por isso, é muito importante haver políticas públicas para reduzir essas emissões. No Brasil, conforme dados do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), implantado em 1986, foram registradas reduções nas emissões dos principais poluentes emitidos pelos veículos automotores: monóxido de carbono (CO); hidrocarbonetos; e material particulado. Isso porque os órgãos públicos controlam as emissões de poluentes dos carros realizando testes antes que sejam comercializados. Com esse controle, as montadoras tiveram que desenvolver novas tecnologias para se ajustarem às normas nacionais. Assim, com o passar dos anos, os carros produzidos se tornaram cada vez menos poluentes. Confira o Gráfico 1 e o Gráfico 2 para verificar o impacto do controle da emissão de poluentes dos veículos. Gráfico 1 Construindo os caminhos da atividade 184 TECNOLOGIA E EMISSÕES VEICULARES Gráfico 2 BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Poluentes Atmosféricos. [2018] b. Disponível em: https://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/qualidade- do-ar/poluentes-atmosf%C3%A9ricos.html. Acesso em: 29 jan. 2020. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. PROCONVE: Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores. [2013]. Disponível em: https://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/Arquivos/PROCONVE_ atualizado%20em%2021nov13.pdf. Acesso em: 30 jan. 2020. BRASIL. Resolução CONAMA nº 18, de 06 de maio de 1986. Dispõe sobre a criação do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE. Brasília, DF: CONAMA, 1986. Disponível em: http://www2.mma. gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=41. Acesso em: 29 jan. 2020. 1) Complete o quadro abaixo com o objeto de análise de cada um dos eixos do Gráfico 1 e do Gráfico 2, assim como com cada unidade de medida utilizada. Gráficos Eixo Y Eixo X Objeto de análise Unidade de medida Objeto de análise Unidade de medida Gráfico 1 Frota. Milhões de veículos. Tempo. Anos. Gráfico 2 Emissão de material particulado. Mil toneladas. Tempo. Anos. 2) Denominando-se o valor inicial de V1 e o valor final de V2, é possível determinar a variação percentual “x” de uma quantidade em um determinado período de tempo através do seguinte cálculo: . . Através da leitura do Gráfico 1 e do Gráfico 2, aplique a fórmula para responder: a) Qual a variação percentual na frota de veículos de 1992 a 2012? Você sabia? O PROCONVE foi criado em 1986 para regulamentar os limites de emissão dos principais poluentes veiculares com o objetivo de reduzir o impacto da poluição atmosférica nos centros urbanos. 𝑽𝟐−𝑽𝟏 𝑽𝟏 ∗ 𝟏𝟎𝟎 = 𝒙 . 1992: 13,64 milhões. 2012: 48,78 milhões. 48,78 - 13,64 13,64 ∗ 100 = 257,62 % 1859º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO b) Qual a variação percentual da emissão do material particulado pelos veículos de 1992 a 2002? c) Qual a variação percentual da emissão do material particulado pelos veículos de 1992 a 2012? 3) Qual a variação percentual de quilogramas de material particulado emitido por veículo, de 1992 a 2012? Mediação O objetivo dos exercícios é desenvolver a compreensão da variação percentual, em um intervalo de tempo, da emissão de poluentes e da frotaveicular. A partir dos resultados obtidos, é possível conversar com os estudantes sobre a melhoria dos indicadores obtidos resultante da implementação da política de controle da poluição atmosférica proveniente dos veículos automotivos e quais os reflexos dessa melhoria na qualidade de vida, na preservação ambiental e nos desenvolvimentos científico e tecnológico. 4) As respostas dos exercícios anteriores mostraram os resultados das ações governamentais para melhorar a qualidade do ar em relação às emissões de poluentes provenientes de veículos automotivos. Quais as ações que podem ser praticadas, individualmente, de modo a contribuir com a redução da emissão desses poluentes? Reflita, escreva e compartilhe com a turma. 1992: 61,12 mil toneladas. 2002: 67,9 mil toneladas. 67,9 - 61,12 61,12 ∗ 100 = 11,09% 1992: 61,12 mil toneladas. 2012: 37,23 mil toneladas. 37,23 - 61,12 61,12 ∗ 100 = -39,08% Em 1992: 61,12 mil toneladas / 13,64 milhões de veículos = 4,48 kg/veículo. Em 2012: 37,23 mil toneladas / 48,78 milhões de veículos = 0,76 kg/veículo. 0,76 - 4,48 4,48 ∗ 100 = -83,04% 186 TECNOLOGIA E EMISSÕES VEICULARES Resposta pessoal, mas espera-se que os estudantes abordem ações relacionadas a práticas de deslocamento mais sustentáveis, como utilizar transportes não motorizados, fazer a opção de se deslocar a pé, utilizar transportes coletivos ou compartilhar caronas, reduzir o uso de automóveis que utilizam combustíveis fósseis, dentre outras. Mediação É importante promover uma conversa de conscientização sobre a responsabilidade de cada indivíduo para redução da poluição atmosférica. Os estudantes também podem produzir uma campanha de conscientização a partir das boas práticas sugeridas. Avaliação Pode ser avaliada a apropriação, por parte dos estudantes, do conteúdo de trânsito e de sua relação com a disciplina de Matemática. É importante observar se a atividade despertou, neles, a consciência sobre a relevância da diminuição da emissão de poluentes e sobre a necessidade de serem adotadas mudanças de atitudes pela população e de serem definidas políticas públicas sustentáveis. Outras conexões Um desdobramento possível para esta atividade é trabalhar com os demais gráficos do texto Emissões Veiculares, disponibilizando-o completo para a turma. Outra opção, ainda, é propor, aos estudantes, uma atividade de pesquisa, em que tenham que procurar quais são as cidades do mundo com ações mais eficazes no combate à poluição atmosférica provocada pelos veículos automotivos e, posteriormente, apresentar quais foram os resultados obtidos a partir de uma comparação de um horizonte temporal. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 03 fev. 2020. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Emissões Veiculares. [2018]a. Disponível em: http://www.mma.gov.br/mma-em-numeros/emissoes-veiculares/. Acesso em: 5 out. 2018. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Poluentes Atmosféricos. [2018]b. Disponível em: https://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/qualidade-do-ar/ poluentes-atmosf%C3%A9ricos.html. Acesso em: 29 jan. 2020. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. PROCONVE: Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores. [2013]. Disponível em: https://www.mma. gov.br/images/arquivo/80060/Arquivos/PROCONVE_atualizado%20em%2021nov13. pdf. Acesso em: 30 jan. 2020. Compartilhe! Conte-nos como foi a recepção da proposta por parte dos estudantes: envie-nos fotos e/ou vídeos da atividade! Você e os estudantes são os protagonistas do Programa Conexão DNIT! Referências Aprimorando práticas e ampliando conexões 1879º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO BRASIL. Resolução CONAMA nº 18, de 06 de maio de 1986. Dispõe sobre a criação do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE. Brasília, DF: CONAMA, 1986. Disponível em: http://www2.mma.gov.br/port/conama/ legiabre.cfm?codlegi=41. Acesso em: 29 jan. 2020. EQUIPE ECYCLE. Conheça o gás metano. 2019. Disponível em: https://www.ecycle. com.br/2426-metano. Acesso em: 28 mar. 2019. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE – OPAS/OMS. Nove em cada dez pessoas em todo o mundo respiram ar poluído. 2018. Disponível em: https:// www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5654:nove- em-cada-dez-pessoas-em-todo-o-mundo-respiram-ar-poluido&Itemid=839. Acesso em: 05 fev. 2019. 1899º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO Tecnologia e emissões veiculares O trânsito moderno é um dos fatores causadores de poluição, e, para amenizar o impacto dos veículos no meio ambiente, o governo brasileiro criou um programa de controle da poluição do ar. Leia mais sobre o assunto no texto a seguir. Brasil reduz emissões veiculares Todos os seres humanos sentem os efeitos da poluição atmosférica. Além disso, todos eles são responsáveis pela qualidade do ar e pela qualidade de vida. A Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS, 2018) calcula que [...] cerca de sete milhões de pessoas morrem a cada ano devido à exposição a partículas finas em ar poluído, que penetram profundamente nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, câncer de pulmão, doenças pulmonares obstrutivas crônicas e infecções respiratórias, incluindo pneumonia. Por isso, é muito importante haver políticas públicas para reduzir essas emissões. No Brasil, conforme dados do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE), implantado em 1986, foram registradas reduções nas emissões dos principais poluentes emitidos pelos veículos automotores: monóxido de carbono (CO); hidrocarbonetos; e material particulado. Isso porque os órgãos públicos controlam as emissões de poluentes dos carros realizando testes antes que sejam comercializados. Com esse controle, as montadoras tiveram que desenvolver novas tecnologias para se ajustarem às normas nacionais. Assim, com o passar dos anos, os carros produzidos se tornaram cada vez menos poluentes. Confira o Gráfico 1 e o Gráfico 2 para verificar o impacto do controle da emissão de poluentes dos veículos. Gráfico 1 Gráfico 2 Nome: _______________________________________________________________________________________ Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________ O PROCONVE foi criado em 1986 para regulamentar os limites de emissão dos principais poluentes veiculares com o objetivo de reduzir o impacto da poluição atmosférica nos centros urbanos. Estudante 190 TECNOLOGIA E EMISSÕES VEICULARES BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Poluentes Atmosféricos. [2018] b. Disponível em: https://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/qualidade- do-ar/poluentes-atmosf%C3%A9ricos.html. Acesso em: 29 jan. 2020. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. PROCONVE: Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores. [2013]. Disponível em: https://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/Arquivos/PROCONVE_ atualizado%20em%2021nov13.pdf. Acesso em: 30 jan. 2020. BRASIL. Resolução CONAMA nº 18, de 06 de maio de 1986. Dispõe sobre a criação do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE. Brasília, DF: CONAMA, 1986. Disponível em: http://www2.mma. gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=41. Acesso em: 29 jan. 2020. 1) Complete o quadro abaixo com o objeto de análise de cada um dos eixos do Gráfico 1 e do Gráfico 2, assim como com cada unidade de medida utilizada. Gráficos Eixo Y Eixo X Objeto de análise Unidade de medida Objeto de análise Unidade de medida Gráfico 1 Gráfico 2 2) Denominando-se o valor inicial de V1 e o valor final de V2, é possível determinar a variação percentual “x” de uma quantidade em um determinado período de tempo através do seguinte cálculo: .Através da leitura do Gráfico 1 e do Gráfico 2, aplique a fórmula para responder: a) Qual a variação percentual na frota de veículos de 1992 a 2012? b) Qual a variação percentual da emissão do material particulado pelos veículos de 1992 a 2002? 𝑽𝟐−𝑽𝟏 𝑽𝟏 ∗ 𝟏𝟎𝟎 = 𝒙 . 1919º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO c) Qual a variação percentual da emissão do material particulado pelos veículos de 1992 a 2012? 3) Qual a variação percentual de quilogramas de material particulado emitido por veículo, de 1992 a 2012? 4) As respostas dos exercícios anteriores mostraram os resultados das ações governamentais para melhorar a qualidade do ar em relação às emissões de poluentes provenientes de veículos automotivos. Quais as ações que podem ser praticadas, individualmente, de modo a contribuir com a redução da emissão desses poluentes? Reflita, escreva e compartilhe com a turma. _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ O trânsito é um direito de todas as pessoas e compreende aspectos como segurança, mobilidade humana, qualidade de vida e relações sociais no espaço público. Por ser um espaço coletivo, o trânsito deman- da, de seus usuários, um conjunto de valores e de comportamentos que prezem pela empatia, pela equidade, pela cooperação e pelo respeito à vida de todos, os quais precisam ser desenvolvidos e consolidados atra- vés de um processo permanente de Educação para o Trânsito. A Educação para o Trânsito é uma atribuição legal do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e os nossos projetos e programas fazem parte de diversos esforços que vêm sendo desenvol- vidos no Brasil para a redução de mortes no trânsito, a partir da imple- mentação das ações do Programa Nacional de Redução de Acidentes (PNATRANS). Nosso maior desafio é levar a Educação para o Trânsito para todas as escolas da Educação Básica através do Programa Nacional de Educação para Trânsito, o Conexão DNIT, que está sendo desenvolvido em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Esperamos que o conjunto de ações e de esforços do DNIT, para levar materiais pedagógicos de Educação para o Trânsito para as escolas do Ensino Fundamental, possa, de fato, auxiliar os professores e as pro- fessoras a desenvolverem, de forma transversal e integrada ao currí- culo de suas disciplinas, atividades de Educação para o Trânsito de forma continuada. Fica, aqui, um convite para que os professores e as professoras se integrem ao esforço do DNIT para promoverem um trânsito seguro, permitindo que as nossas crianças, o quanto antes, possam perceber e compreender os riscos do trânsito e, com isso, possam impulsionar uma mudança de comportamento na sociedade, ajudando, assim, a preservar e a salvar vidas. Julio Cesar Donelli Pellizzon Coordenador de Multas e Educação para o Trânsito (CMET– DNIT) MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA