Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ENSINO
FUNDAMENTAL
Material para professor(a) e para estudante
SABERES DO TRÂNSITO
Educação para o trânsito, educação para a vida
Saberes do Trânsito
Educação para o trânsito, educação para a vida
9° ano – Ensino Fundamental
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET)
Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
LabTrans
Florianópolis, 2021 
Saberes do Trânsito
Educação para o trânsito, educação para a vida
9° ano – Ensino Fundamental
Flavio De Mori e Jorge Luiz Silva Hermenegildo (organizadores)
Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Campus Universitário - UFSC - Trindade - Caixa Postal 5005
CEP 88040-970 - Florianópolis - Santa Catarina 
contato@labtrans.ufsc.br - www.labtrans.ufsc.br 
Supervisão
Flavio De Mori
Capa
João Luiz Martins
Edição Eletrônica
João Luiz Martins
Ilustrações
Paulo Roberto Xavier
Revisão
Bárbara Farias da Silva
Bianca Franchini da Silva
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
Ficha catalográfica elaborada por Guilherme Goulart Righetto – CRB 14/1622
Nota: a presente obra foi produzida a partir dos produtos desenvolvidos durante a 
execução do Objeto 3 – Educação para o Trânsito do Termo de Execução Descentralizada 
(TED) 448/2017 firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes 
(DNIT) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Saberes do trânsito : educação para o trânsito, educação para 
a vida : 9º ano : ensino fundamental / Flavio De Mori, Jorge 
Luiz Silva Hermenegildo (orgs.). – 1. ed. – Florianópolis : 
LabTrans/UFSC, 2021.
194 p. : il.
Inclui Bibliografia
ISBN 978-65-00-31476-2 
1. Educação para o trânsito. 2. Ensino Fundamental. 3. 
LabTrans/UFSC. I. Título.
CDU: 37:656.05
S115
Essa obra é licenciada por uma Licença Pública Creative Commons do tipo:
Você tem o direito de:
• Compartilhar – Copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato.
• Adaptar – remixar, transformar e criar a partir do material.
De acordo com os seguintes termos e condições:
Atribuição – Você deve dar crédito apropriado aos autores originais da 
forma especificada pelos autores ou licenciantes. 
Uso não comercial – Você não pode utilizar esta obra com 
finalidades comerciais. 
Compartilhamento pela mesma licença – Se você alterar, 
transformar ou criar outra obra com base nesta, você somente poderá 
distribuir a obra resultante sob uma licença idêntica a esta.
Sem restrições adicionais – Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas 
de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a 
licença permita.
Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro, para outros, os 
termos da licença desta obra — Licença Jurídica (licença integral): 
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/.
Termo de Execução Descentralizada (TED) 448/2017, processo 50600.029289/2017-12, 
assinado em 06 de julho de 2017, publicado no DOU Nº 132, quarta-feira, 12 de julho de 2017.
Estudos, pesquisas, ferramentas e programas de capacitação para prover 
suporte à gestão de competências da CGPERT vinculadas às áreas de 
segurança viária, infrações e operações rodoviárias
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES – DNIT
Antônio Leite dos Santos Filho 
Diretor-Geral
Euclides Bandeira de Souza Neto
Diretor Executivo
Lucas Alberto Vissotto Júnior
Diretor de Infraestrutura Rodoviária - Substituto
Bráulio Fernando Lucena Borba Junior 
Coordenador-Geral de Operações Rodoviárias
Davi Costa Melo 
Coordenador de Operações
Julio Cesar Donelli Pelizzon 
Coordenação de Multas e Educação para o Trânsito
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
Ubaldo Cesar Balthazar
Reitor
Edson Roberto De Pieri
Diretor do Centro Tecnológico
Wellington Longuini Repette
Chefe do Departamento de Engenharia Civil
LABORATÓRIO DE TRANSPORTES E LOGÍSTICA – LABTRANS
Amir Mattar Valente
Coordenador-Geral
Valter Zanela Tani
Coordenador de Projetos
As atividades pedagógicas transversais de Educação para o Trânsito 
disponibilizadas nesta publicação foram desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos e 
Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) no âmbito do TED.448/2017
Coordenação
Flavio De Mori
Jorge Luiz Silva Hermenegildo
Elaboração das atividades pedagógicas
Aline Martins de Souza
Cristiane Guimarães
Daiane Eckardt Derlam
Daniel Godinho Berger
Flavio De Mori
Francieli Triches
Irene Rios da Silva
Jorge Luiz Silva Hermenegildo
Jussara Brigo
Leandro Costa
Luciana Paula Bonetti Silva
Maeli Faé
Maria Flavia Barbosa Xavier
Marlise Medeiros Nunes
Samara Laís Zimermann
Sidneya Magaly Gaya
Tatiana de Oliveira Santana
Apoio técnico e operacional
Camila Costa da Cunha
Deucélia Eva Pedroso
Guilherme Goulart Righetto
Léia Mayer Eyng
Luiza Estefano
Mariana Roncale Martins
Projeto gráfico
Flavio De Mori
João Luiz Martins
Paulo Roberto Xavier
Diagramação
João Luiz Martins
Ilustrações
Paulo Roberto Xavier
Revisão
Bárbara Farias da Silva
Bianca Franchini da Silva (Coordenação)
Educar é crescer. E crescer é viver. 
Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra.
Anísio Teixeira
Prefácio
Ao falarmos em Educação para o Trânsito no contexto do Programa Conexão 
DNIT, estamos nos referindo a um processo de mudança com a inserção de temas 
contemporâneos transversais de urgência e de emergência social nas escolas. 
Em Saberes do trânsito – Educação para o trânsito, educação para a vida, é possível 
perceber um inovador e diferenciado caminho para trabalhar a transversalidade 
das temáticas do trânsito, de modo integrado, interdisciplinar e transdisciplinar.
Por meio de processos intensivos em conhecimento, o Programa Conexão DNIT foi 
concebido e desenvolvido, sendo resultado da união de esforços do Departamento 
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) com a Universidade Federal de 
Santa Catarina (UFSC), através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para 
o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans).
Como conjunto inicial, as 143 atividades pedagógicas formuladas pelo Programa, 
que integram essa coleção de livros para os nove anos do Ensino Fundamental, 
podem promover uma viagem emocionante! Através do diálogo com a realidade de 
cada escola e de cada educador e, ainda, da condução, para os estudantes, de uma 
oportunidade singular de desenvolver a Educação para o Trânsito no cotidiano, as 
atividades foram construídas para a prática integrada com as áreas de conhecimento 
do Ensino Básico e para o trabalho de forma efetiva, dinâmica e lúdica.
Esta publicação oportuniza o contato com um conjunto de atividade pedagógicas, 
alinhadas com estratégias de aprendizagem integradas e conectadas a diversos 
conceitos que buscam sensibilizar e mobilizar o coração das pessoas para um olhar 
diferenciado para o ato de transitar, sendo eles: 
• Conexão com o útil – atividades criativas, simples, educativas, direcionadas para 
as práticas pedagógicas e, ao mesmo tempo, livres para cocriação.
• Conexão com o dialógico – atividades que são completas, estruturadas e leves, e 
que promovem movimentos com flexibilidade.
• Conexão com o sustentável – atividades que propiciam a análise dos valores e 
das responsabilidades sociais, coletivas e participativas.
• Conexão com o humano – atividades que são significativas, funcionais, bonitas 
e surpreendentes, e que impactam as pessoas para a busca de atitudes 
conscientes e seguras ao transitar.
Em cada atividade pedagógica, abrem-se possibilidades de inserção dos temas do 
trânsito nas práticas pedagógicas cotidianas, de modo a despertar o interesse dos 
estudantes para a percepção dos riscos do trânsito e para a necessidade da adoção 
de comportamentos seguros, visando garantir a integridade física, emocional e 
mental de todas as pessoas que ocupam o espaço do trânsito, seja na condição 
de pedestres, de passageiras, de ciclistas, de motociclistas, sejana condição de 
condutoras de diferentes tipos de veículos automotores.
Inspirar, sensibilizar e mobilizar os educadores para inserção da Educação para o 
Trânsito no dia a dia das escolas, buscando preservar vidas, têm sido as principais 
motivações para a criação e o desenvolvimento das atividades pedagógicas do 
Programa Conexão DNIT. 
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET)
LabTrans/UFSC
Apresentação
Situações ou realidades que colocam as pessoas em risco são, costumeiramente, 
associadas a crimes organizados em grandes cidades, a catástrofes naturais e a 
doenças, por exemplo. Independentemente da percepção de risco que se tenha, 
os sinistros de trânsito ocuparam, em 2018, o 8º lugar na relação de maiores 
causadores de morte no planeta, segundo pesquisa publicada no Relatório Global 
do Estado da Segurança Viária 20181. Esse mesmo relatório, da Organização Mundial 
da Saúde (OMS), aponta que o trânsito é o maior causador de mortes em todo o 
mundo quando se olha apenas para as causas evitáveis, ou seja, aquelas que são 
possíveis de serem prevenidas com atitudes humanas.
De modo a destacar essa urgência, alguns dos pontos mencionados no relatório, 
além dos aspectos de má conservação da infraestrutura das estradas, foram: as 
principais causas de mortes de jovens (de 15 a 29 anos) e de crianças (de 5 a 14 
anos) são as lesões ocasionadas no trânsito; metade das mortes registradas no 
trânsito no mundo são de pedestres, de ciclistas e de motociclistas, considerados os 
usuários mais vulneráveis desse sistema; e o excesso de velocidade é uma das três 
principais causas de acidentes de trânsito. Dentre tantos fatores que potencializam 
esses dados, há de se pôr em evidência que os comportamentos inadequados e a 
falta de responsabilidade e de clareza dos usuários no que concerne ao respeito às 
normas de trânsito são uma emergência a ser reparada.
Para mudar esse comportamento, é preciso que sejam feitos exercícios de 
autoanálise, de observação sobre as próprias atitudes em relação ao trânsito. Além 
disso, é importante estar ciente da dimensão dessa problemática na sociedade, 
sendo impensável promover uma mudança tão significativa sem despertar 
transformações em seu sistema de ensino. 
Toda escola, considerando-se até mesmo a inserção dela em quaisquer um dos 
diversos contextos regionais do país, representa, para sua comunidade, um espaço 
de trocas e de vivências com o potencial de gerar transformações e movimentos. 
Por isso que é tão importante que a Educação para o Trânsito seja abordada em 
todos níveis de ensino.
Nesse contexto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes 
(DNIT), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), 
através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET), 
do Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans), concebeu um programa 
de Educação para o Trânsito voltado para a promoção da cultura de paz e de 
segurança no trânsito: o Programa Conexão DNIT. 
As atividades educacionais foram pensadas para que os professores levem o 
conteúdo de educação para o trânsito para as salas de aula, ao longo de todo 
o ano letivo, integrando as temáticas de trânsito aos conteúdos do currículo 
formal. A característica fundamental do material paradidático é o enfoque do 
trânsito como tema transversal, local e de urgência social. A transversalidade 
propõe a integração desse tema com os conteúdos disciplinares de maneira que 
complemente o currículo e que seja trabalhado de forma efetiva, dinâmica e lúdica. 
O trânsito, portanto, é um tema social para ser trabalhado na escola, escolhido 
em função das urgências que a sociedade apresenta, e que representam aspectos 
relevantes da realidade.
1 World Health Organization – WHO. Global status report on road safety 2018. France: 
World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/
item/9789241565684#:~:text=The%20Global%20status%20report%20on,people%20aged%20
5%2D29%20years. Acesso em: 11 dez. 2020.
Se, de um lado, as legislações de trânsito citam que esse tema deva compor os 
conteúdos de sala de aula, por outro lado, as diretrizes pedagógicas mencionam 
o trânsito como uma temática a ser transversalizada. Ou seja, a Educação para o 
Trânsito está prevista na legislação brasileira, a partir do Artigo 76, do Código de 
Trânsito Brasileiro (CTB). O item I do parágrafo único, do referido artigo, ressalta: 
“[...] a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com 
conteúdo programático sobre segurança de trânsito”2. Além disso, a abordagem do 
trânsito como tema transversal está indicada nas Diretrizes Nacionais de Educação 
para o Trânsito, do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), desde 20093. 
Por sua vez, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)4 citam o trânsito como 
um tema local; e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)5 define o trânsito como 
tema transversal. No documento Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: 
Contexto Histórico e Pressupostos Pedagógicos6, está exibido que a Educação para 
o Trânsito compõe o grupo de 15 Temas Contemporâneos Transversais (TCTs), 
voltados para as questões sociais e para a cidadania, fazendo a associação dos 
conteúdos escolares com a realidade vivida dos estudantes.
Sustentado por esses preceitos, o Programa Conexão DNIT foi concebido como 
uma iniciativa estruturada em rede e direcionada para as escolas de Ensino 
Fundamental e se destaca por oferecer uma proposta de metodologia inovadora, 
sustentável e colaborativa de Educação para o Trânsito. Através de seu portal 
web7 e do aplicativo móvel8, o Programa disponibiliza um banco de atividades que 
articulam conteúdos de trânsito com os conteúdos de todas as disciplinas, a partir 
dos objetos de conhecimento previstos pela BNCC para os anos escolares de 1º a 
9º, na área “Atividades”. Essa área apresenta, aos usuários, a busca, a recuperação 
e o download das atividades de Educação para o Trânsito desenvolvidas, bem como 
suas orientações de uso.
2 BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, DF: 
Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. 
Acesso em: 02 set. 2021.
3 Id. Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN. Diretrizes Nacionais da Educação para o 
Trânsito no Ensino Fundamental. Brasília, DF: Ministério da Infraestrutura, 2009. Disponível em: 
https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/arquivos-denatran/portarias/2009/
PORTARIA_DENATRAN_147_09_ANEXO_II_DIRETRIZES_EF.pdf. Acesso em: 02 set. 2021.
4 Id. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos 
temas transversais. Brasília, DF: MEC, 1998.
5 Id. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível 
em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 02 set. 2021.
6 Id. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC: Contexto Histórico e 
Pressupostos Pedagógicos. Brasília, DF: MEC, 2019.
7 Disponível em: https://servicos.dnit.gov.br/conexao/#/.
8 Aplicativo disponível para Android e para iOS.
SUMÁRIO
19
23
27
24
29
37
49
59
71
83
Introdução
Educação para o Trânsito 
como tema transversal
Transversalidade
Atividades pedagógicas transversais 
de Educação para o Trânsito
Um papo cabeça sobre trânsito
Vagas exclusivas: por que elas existem?
O controle do excesso de velocidade nas vias
Os impactos do trânsito na biodiversidade
Futebol da Lei Seca
Sentindo o caminho 
O envelhecimento humano e o trânsito
Planejando um passeio ciclístico
Caminho sob rodas
As cidades e o direito de ir e vir
Accessibility in traffic
Do you know the traffic signs?
Direitos e deveres no trânsito 
Os idosos no trânsito
O desafio mundial pela redução de
mortes por acidentes no trânsito
Tecnologia e emissões veiculares
119
127
137
149
159
167
181
109
91
99
19
IntroduçãoHaja vista a relevância do tema para a formação de cidadãos conscientes sobre suas 
atitudes no sistema trânsito, o Programa Nacional de Educação para o Trânsito, 
intitulado Programa Conexão DNIT, buscou desenvolver um material paradidático 
que trabalhasse a Educação para o Trânsito de forma transversal, articulada às 
disciplinas da grade curricular das escolas, a partir de atividades direcionadas aos 
estudantes do Ensino Fundamental. A presente publicação contém 16 atividades 
pedagógicas de Educação para o Trânsito do 9º ano do Ensino Fundamental, 
elaboradas pelo Programa. 
No que se refere à organização desta publicação, serão expostas, na seguinte 
sequência, atividades das disciplinas curriculares de Arte, Ciências, Educação 
Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Matemática, a partir 
dos objetos de conhecimento previstos pela BNCC. Para cada atividade, haverá a 
disponibilização da versão dos professores, seguida pela versão dos estudantes.
De modo a descrever a formulação das atividades, é interessante mencionar que a 
versão dos professores é iniciada pelo cabeçalho, que especifica a que ano escolar, 
disciplina e subtema a atividade se refere. Logo abaixo, encontram-se o título e o 
subtítulo da atividade, e, na sequência, esta é composta por blocos, os quais estão 
descritos a seguir.
Apresentando o percurso pedagógico, que objetiva apresentar as 
informações básicas que sustentam a atividade, sendo composto: 
pela articulação didática, que é o caminho didático entre os conceitos 
e o conteúdo de trânsito e os conhecimentos disciplinares; pelas 
competências e pelas habilidades do trânsito contempladas, escolhidas 
de acordo com a Tabela de Conceitos e Conteúdos de Trânsito – Programa 
Conexão DNIT; pelo tempo estimado da atividade; e pelos recursos 
necessários para sua aplicação, considerados como materiais e digitais. 
Conectando os saberes do trânsito, que contém textos e informações sobre 
trânsito vinculados à atividade. Nesse bloco, os objetivos principais são 
de explicitar a problemática da atividade e, ainda, de relacioná-la aos fatores 
de risco, à reeducação, à consciência e às mudanças atitudinais, através 
do entrelaçamento dos conceitos, dos conteúdos, das competências 
e das habilidades de trânsito. Fazem parte desse bloco: os textos de 
especialistas, os dados estatísticos, as reportagens, os aspectos legais, as 
imagens, os gráficos e os mapas, isto é, todos os documentos de caráter 
formativo direcionados aos professores, os quais aparecem enumerados, 
para melhor organização visual da proposta.
Construindo os caminhos da atividade, que tem o objetivo de indicar, aos 
professores, caminhos para o desenvolvimento da atividade, através da 
proposição de estratégias didáticas. Esse bloco apresenta orientações e, 
também, a atividade completa, com gabarito, acrescida de conversas com 
os professores, organizadas em boxes com o nome Mediação, os quais 
têm a intenção de ajudar os professores a tecerem relações de sentidos 
que enriqueçam as interações em sala de aula.
20
Aprimorando práticas e ampliando conexões, que objetiva fazer o fechamento 
da atividade com reflexões sobre a avaliação. À medida que o olhar dialógico 
constitui os princípios fundantes (a importância do processo de interação, a 
construção colaborativa, a valorização e a socialização de saberes), as atividades 
buscam ajudar os professores a aprimorar e a reorganizar os objetivos de 
aprendizagem, especialmente os saberes e as atitudes relacionados ao 
trânsito. Nesse sentido, o boxe Outras conexões apresenta possibilidades e 
desdobramentos para a atividade, como socializações com a comunidade escolar, 
através de varais literários, campanhas de conscientização, compartilhamento 
de textos, de imagens e de fotografias em mídias comunitárias, rodas de 
conversa com especialistas de trânsito, sugestões de atividades integradas 
com outras áreas de conhecimento, solicitações de intervenções na 
infraestrutura local a órgãos competentes etc. Ainda nesse bloco, são 
listadas as referências que subsidiaram a produção da atividade, organizadas 
conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Por sua vez, a versão das atividades destinada para os estudantes é composta 
por um cabeçalho (informando dados básicos, como: ano escolar, a disciplina e o 
subtema correspondente ao ano escolar ao qual a atividade se destina). Logo em 
seguida, há três campos para serem preenchidos pelos estudantes: nome; turma; e 
data. Adiante, há apenas um bloco, que contém textos, questões e propostas. 
Tanto a versão dos professores quanto a versão dos estudantes abrigam diferentes 
elementos gráficos de interação, que contribuem para a dialogicidade na 
comunicação com os estudantes, assim como possibilitam interlocuções entre os 
conhecimentos. O uso dos elementos de interação pode variar de atividade para 
atividade, a depender do conteúdo e das intenções pretendidas, sendo eles:
Mediação, como já brevemente comentado, remete-se ao conceito 
homônimo e tem o propósito de construir um espaço significativo de 
interação com os professores, estimulando a reflexão e as relações entre os 
professores, os objetos de aprendizagem e os estudantes. Esse elemento é 
apresentado nas colunas principais, em forma de um boxe textual.
É de Lei é apresentado tanto no material dos professores quanto no 
material dos estudantes, especialmente a partir do 6º ano, e objetiva 
oferecer, à atividade, informações legais que são publicadas em gêneros 
discursivos específicos ou que são oriundas dessa esfera de atividade 
humana. A longo prazo, o elemento propicia uma formação contínua 
dos professores no que diz respeito aos aspectos legais que organizam a 
convivência no trânsito brasileiro, ampliando o repertório de leituras que 
dizem respeito à vida cidadã dos envolvidos no Programa.
Acesse! pode fornecer endereços eletrônicos que complementem as informações 
que fazem parte da construção teórica, conceitual e procedimental das 
atividades, uma vez que as atividades promovem interações entre textos, 
imagens e diferentes gêneros discursivos, sempre abordando uma relação 
entre a problemática e os temas prioritários e emergentes na educação para 
o trânsito. Ou seja, são interações que apresentam links relacionados ao 
trânsito, aos conceitos, às competências e às habilidades contempladas, e, 
ainda, sugestões que ajudam nos processos de mediação da problemática, em 
formatos de áudios (canções, contos, podcasts), audiovisuais (curtas-metragens, 
clipes musicais, adaptações, notícias ou reportagens), que ampliam a recepção 
de sentidos em diferentes linguagens, além dos textos verbais, favorecendo a 
inclusão de diferentes habilidades cognitivas e de diversos níveis de aprendizado.
21
Trânsito em números objetiva compartilhar dados estatísticos relevantes 
para a composição da atividade e pode ser apresentado no material 
dos professores ou durante a atividade dos estudantes. Esse elemento 
colabora, também, para dar mais legitimidade às problemáticas abordadas 
e, a longo prazo, é um elemento formativo que amplia o repertório 
específico do trânsito dos professores participantes do Programa Conexão 
DNIT e exibe informações imprescindíveis aos estudantes. 
Compartilhe! busca estimular os professores a relatarem os processos de 
recepção e de desenvolvimento das atividades no cotidiano escolar. Além 
disso, é um elemento que favorece o diálogo e que nutre a produção de 
atividades a partir de fotos, de relatos sobre as dificuldades apresentadas 
e de possibilidades de aperfeiçoamento. 
Papo sério! busca chamar a atenção dos estudantes para uma 
informação ou para uma realidade do trânsito que carece de 
conscientização e de novos comportamentos. Contém pequenos textos 
informativos, complementares à atividade e que dialogam com o cerne 
da questão apresentada.
Vocabulário objetiva esclarecer conceitos novos apresentados na 
atividade, auxiliando na compreensão e na apropriaçãodos leitores a 
respeito dos sentidos do texto. Trata-se de um elemento fundamental no 
processo de leitura, principalmente para os estudantes, pois se relaciona 
com a ampliação do léxico dos leitores. 
Você sabia? objetiva compartilhar curiosidades sobre a problemática 
abordada, como números impactantes, curiosidades regionais e locais, 
relações comparativas com outras realidades mundiais etc. 
Tá combinado? tem o propósito de firmar um compromisso com os 
estudantes. À medida que o Programa Conexão DNIT objetiva educar os 
estudantes para a percepção, a tomada de consciência e a mudança de 
atitudes deles enquanto usuários do trânsito, esse elemento de interação é 
escrito em linguagem informal, mais próxima do público jovem, propiciando 
a aproximação entre a problemática, a atividade e os estudantes, seus 
modos de existir e de se expressar na sociedade, buscando firmar um 
acordo de conduta mediante os aprendizados construídos.
Fique ligado! apresenta um enunciado performativo que busca dar ênfase 
à percepção de riscos, a um olhar para aspectos do cotidiano que se 
relacionem com a problemática abordada. Esse item funciona como 
um aviso educativo, uma forma de sinalização, que conecta os saberes 
construídos e compartilhados na atividade e na vida cotidiana. 
A praticidade visada na proposta do Programa Conexão DNIT está na confluência e 
no diálogo entre os conteúdos de trânsito e os objetos de conhecimento previstos 
pela BNCC, proporcionando, assim, que os professores contem com esse auxílio 
para desenvolver atividades com os estudantes, sem deixar de atender aos 
objetivos de aprendizagem de seus planos de ensino.
23
Educação para o Trânsito 
como tema transversal
O trânsito é uma temática que está presente na vida de todas as pessoas, 
independentemente da posição ou da condição que elas ocupam nesse espaço, 
seja como pedestres, passageiras, ciclistas, seja como condutoras. O trânsito é um 
espaço coletivo, com regras bem estabelecidas que precisam ser seguidas para a 
segurança de todos. Para além de respeitar as regras de circulação, é importante 
que as pessoas estejam cientes dos direitos que elas têm no trânsito, para que, se 
necessário, também possam reivindicá-los, atuando ativamente para a garantia 
de melhores condições de fluidez e de segurança para quem transita nas vias. 
Para que sejam desenvolvidos todos esses aprendizados nas pessoas, desde a 
necessidade de conhecer e de respeitar as regras até o de saber reivindicar seus 
direitos enquanto usuárias do trânsito, faz-se importante investir na Educação para 
o Trânsito sustentada no desenvolvimento da percepção dos riscos no trânsito, 
no despertar da consciência sobre os riscos nesse espaço e na adoção de atitudes 
seguras ao transitar. 
Idealmente, a Educação para o Trânsito deve começar desde cedo, abordando-se 
as temáticas do trânsito de maneira articulada aos conteúdos do currículo escolar, 
ou seja, a partir de uma abordagem transversal. A institucionalização desse tema, 
enquanto parte do currículo nacional da Educação Básica, teve uma trajetória longa, 
marcada pela publicação de diversos dispositivos legais ao longo do tempo.
Desde a década de 1990, entende-se que o trânsito é um tema pertinente para ser 
trabalhado durante o Ensino Fundamental, orientado pelos Parâmetros Curriculares 
Nacionais (PCNs)9. Além de apresentarem diretrizes para o ensino das diversas 
áreas do saber, com o objetivo de respaldar os processos avaliativos e pedagógicos, 
os PCNs abordam, ainda, uma série de temas transversais, estes que, devido à sua 
natureza, não constituem uma disciplina à parte, podendo ser trabalhados em 
todas elas. Muitos são os temas pertinentes à vida dos estudantes e à formação de 
cidadãos mais conscientes, sendo a Educação para o Trânsito um desses temas.
O próprio Código de Trânsito Brasileiro (CTB)10, publicado em 1997, enfatiza a 
necessidade de se trabalhar a Educação para o Trânsito em todos os níveis de 
Ensino, como consta no seu Artigo 76:
A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas 
escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações 
coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de 
Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação.
Outro marco importante que reforça a necessidade e a relevância de abordar a 
temática do trânsito no Ensino Fundamental foi a definição de diretrizes para a 
Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental, estabelecidas em 2009, pelo 
Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), através do Anexo II da Portaria 14711.
9 BRASIL, 1998.
10 Id., 1997.
11 Id., 2009.
24
Por sua vez, a BNCC define a Educação para o Trânsito como um dos “[...] temas 
contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global e 
que devem ser abordados, preferencialmente de forma transversal e integradora, 
nos currículos e práticas pedagógicas de todo o Ensino Básico”12, devendo ser, 
necessariamente, incorporados ao contexto pedagógico da escola. A Educação para 
o Trânsito, então, apresenta seu viés transversal, como temática de urgência social, 
ligada às diferentes realidades locais, regionais e nacionais e com foco na educação 
para exercício da cidadania.
Nessa perspectiva, o Programa Conexão DNIT oferece um material paradidático 
em consonância com os normativos legais e disponibiliza, aos educadores, um 
banco de atividades, as quais articulam os conteúdos de trânsito com os objetos de 
conhecimento das diversas disciplinas, visando apoiá-los a cumprirem seus objetivos 
de ensino-aprendizagem e, ainda, auxiliá-los na promoção de um trânsito seguro.
Transversalidade
Os temas transversais são oriundos das problemáticas diárias e de urgência social 
e que, devido à amplitude de sua natureza, necessitam ser trabalhados com os 
saberes escolares, transpassando os diferentes campos do conhecimento. Esses 
temas se distinguem das áreas convencionais do Ensino Básico, sendo relacionados 
a processos que emergem das necessidades cotidianas dos espaços e das cidades, 
que se mostram como importantes desafios a serem solucionados pela sociedade. 
Dessa forma, expressam conceitos e valores fundamentais à democracia e à 
promoção da cidadania.
Nesse sentido, a transversalidade pode ser definida como um recurso pedagógico 
cujo intuito é ajudar os estudantes a adquirirem uma perspectiva mais 
compreensiva e crítica da realidade social, assim como sua inserção e participação 
nessa realidade. Esse recurso contrapõe-se à visão alienada e individualista do 
conhecimento e relaciona os conteúdos com o contexto que os cerca e ignora, ainda 
mais, as barreiras disciplinares13.
Na promoção de uma educação transversal, os educadores não precisam 
interromper o planejamento de ensino de suas áreas para trabalharem os temas 
transversais, uma vez que a intenção é que esses temas possam ser incorporados 
ao planejamento e trabalhados a partir da afinidade que cada educador tem com 
a disciplina em questão. Caberá, aos professores, mobilizar esses conteúdos em 
torno de temáticas escolhidas, de forma que as diversas áreas não representem 
continentes isolados, mas digam respeito aos diversos aspectos que compõem o 
exercício da cidadania14. Assim, os temas transversais estarão presentes em todas 
as áreas do conhecimento, o que proporciona, aos estudantes, olhares globais e 
integradores sobre a realidade social.
Como se pode notar, a transversalidade oferece, aos professores, uma 
oportunidade de trabalhar os mesmos conteúdos a partir de outras perspectivas, 
agregando novas abordagens. E, por conter temas de urgência social, por 
excelência, a perspectiva transversal tende a agregar dinamicidade e atratividade 
ao currículo das escolas. 
12 BRASIL, 2018.
13 MORAES, S. E. Interdisciplinaridade e transversalidade mediante projetos temáticos. Revista 
Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), Brasília, v. 86, n. 213/214, p. 38-54, 2005. Disponível em:http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/rbep/article/view/1402/1141. Acesso em: 24 jun. 2020. p. 39.
14 BRASIL, 1998.
25
Contudo, para que a transversalidade proporcione, para a escola, maneiras de 
refletir e de agir em prol de uma educação respaldada por valores e por atitudes 
– em todas as áreas –, é preciso que haja uma ruptura em termos de prática 
pedagógica, ampliando a responsabilidade dos educadores com a formação dos 
estudantes e implicando, nesse processo, na relação com diferentes membros da 
comunidade escolar. Devido à sua natureza, os temas transversais demandam não 
atividades pontuais, mas um trabalho sistemático e contínuo no decorrer da vida 
escolar, o que possibilita um tratamento mais profundo das questões eleitas e um 
aprendizado mais significativo. Esse trabalho é intenso e exige, dos educadores, 
uma mudança de perspectiva. Esse esforço se justifica diante da importância dos 
temas transversais na formação dos estudantes e da urgência que esses temas 
representam para a sociedade.
Para que a aprendizagem seja significativa e proporcione uma formação cidadã, é 
fundamental que diferentes temas sociais sejam estudados e debatidos na escola, 
já que o espaço escolar é parte constituinte importante da sociedade e que o seu 
currículo não pode ignorar os assuntos que são mais urgentes na sociedade.
Dentre os temas transversais, o trânsito, por exemplo, apresenta um impacto local e 
específico para cada comunidade. Nas ruas onde se situam as escolas, nota-se que o 
trânsito é diretamente impactado pelo aumento do fluxo de veículos e de pedestres 
nos horários de entrada e de saída. A mudança de atitude, se promovida pela escola, 
terá um impacto direto no aumento da segurança no trânsito daquela comunidade.
Em outra dimensão, o trabalho de conscientização, realizado sistematicamente em 
todas as escolas, é capaz de oportunizar mudanças em maior escala na redução 
do número de acidentes, por exemplo, impactando diretamente na área da saúde. 
Outra mudança de atitude em relação ao trânsito se dá pela consciência do bom 
uso dos meios de locomoção, aderindo-se aos meios de transporte coletivo, que, 
em grande escala, promoveria a redução da emissão de poluentes que afetam o 
meio ambiente. É interessante pensar, ainda, na gentileza no trânsito que, enquanto 
postura ética e cidadã, pode colaborar não apenas para a promoção de um trânsito 
mais seguro, mas também pode fomentar a gentileza nos mais diversos momentos 
da vida social.
A finalidade basilar da transversalidade é promover a superação da fragmentação e 
da linearidade, ao trabalhar com a totalidade do conhecimento. A transversalidade 
proporciona uma experiência não linear de aprendizagem e, ainda, articula 
saberes múltiplos, sem buscar integrá-los, mas suscitando infinitas interconexões. 
Ao abordar os desafios sociais contemporâneos, em todas as disciplinas e anos 
escolares, o aprendizado científico favorece a criatividade, o aperfeiçoamento de 
atitudes e de valores e o senso de coletividade.
27
Atividades pedagógicas transversais 
de Educação para o Trânsito 
Nesta publicação, está disponibilizado o conjunto inicial de atividades pedagógicas 
do material paradidático de Educação para o Trânsito do Programa Nacional de 
Educação para o Trânsito – Conexão DNIT, as quais, aliás, também se encontram 
em formato digital e podem ser acessadas através do portal web15 ou do aplicativo 
móvel16 do Programa. 
Para a produção dessas atividades, inicialmente, para que esse material fosse 
significativo, instigante e capaz de mobilizar experiências e saberes acerca do trânsito, 
através de propostas flexíveis, atraentes e dialógicas de modo a engajar professores 
e estudantes em diferentes cotidianos escolares, foi definido um conjunto de 
características denominado: DNA. A dialogicidade, a utilidade, a sustentabilidade e a 
humanidade compõem esse DNA, e são esses elementos os balizadores do processo de 
criação, de revisão e de cocriação dos materiais pedagógicos do Programa Conexão DNIT.
Os conceitos e os valores do Programa também foram considerados na elaboração 
das atividades, estruturando-as para que se adequem aos cotidianos escolares e 
para que atendam às especificidades do trânsito, com o propósito de desenvolver, 
nos estudantes, a percepção de riscos, de ativar a consciência sobre os riscos e de 
promover a mudança de comportamento e a adoção de atitudes seguras ao transitar.
As atividades pedagógicas contemplam as especificidades e as demandas dos 
nove anos do Ensino Fundamental a partir de três grandes temas: O trânsito no 
contexto do letramento (1º e 2º ano); O trânsito no lugar de vivência (3º, 4º e 5º ano); e 
O trânsito no espaço social (6º, 7º, 8º e 9º ano). Além deles, as atividades abrangem os 
seguintes subtemas: Os sentidos do trânsito (1º ano); Explorando o trânsito no entorno 
da escola (2º ano); Percepções e cuidados no trânsito (3º ano); Descobrindo as diferentes 
paisagens (4º ano); Circulando com responsabilidade (5º ano); As comunicações 
do trânsito (6º ano); Um olhar sensível para o trânsito (7º ano); Escolhas e ações 
responsáveis no trânsito (8º ano); e Trânsito como um ambiente democrático (9º ano). 
No que se refere aos parâmetros e aos aspectos formais e de conteúdo 
considerados para a consolidação do material paradidático, é importante 
mencionar os seguintes detalhamentos:
• Atividades do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental – linguagem simples, com grafias 
em caixa-alta nos textos, nos títulos e nas ilustrações, e os textos são curtos, com até 
dez linhas. As atividades, de modo geral, são ricas em imagens e em ilustrações, 
de forma a atender à especificidade dos estudantes desses anos escolares, os quais 
estão em período de alfabetização e em processo inicial de letramento. Dessa 
maneira, as propostas são elaboradas de forma mais lúdica e prática, envolvendo 
passatempos e brincadeiras, por exemplo, conforme consta na BNCC.
• Atividades do 3º ao 5º ano – a grafia passa a ser script nos textos, nos títulos e 
nas ilustrações, e os textos são em tamanho médio (até 20 linhas). As atividades, 
de modo geral, também contam com imagens e com ilustrações direcionadas ao 
nível escolar dos estudantes, e as propostas continuam a explorar a ludicidade e 
os sentidos humanos. Além disso, o entorno da escola passa a ser introduzido nas 
atividades, exibindo-se os cuidados e os riscos no trânsito.
15 Disponível em: https://servicos.dnit.gov.br/conexao/#/.
16 Aplicativo disponível para Android e para iOS.
28
• Atividades do 6º ao 9º ano – são mais complexas em relação aos anos anteriores, 
desenvolvidas com o intuito de ampliar o nível de compreensão, dos estudantes, 
a respeito das problemáticas do trânsito e das relações destas com o mundo. 
A partir das propostas das atividades, os professores podem inserir diferentes 
mídias na execução dos exercícios, de acordo com a realidade do ambiente escolar. 
O conjunto inicial de atividades pedagógicas de Educação para o Trânsito dos 
nove anos do Ensino Fundamental é composto por 143 atividades, abrangendo as 
disciplinas de Arte, de Ciências, de Educação Física, de Geografia, de História, de 
Língua Inglesa, de Língua Portuguesa e de Matemática. A coleção de livros Saberes 
do trânsito – Educação para o trânsito, educação para a vida disponibiliza essas 
atividades em nove livros, organizados por ano escolar.
299º ANO | ARTE | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Um papo cabeça sobre trânsito
Direitos e deveres no trânsito podem ser trabalhados através do Slam
Articulação didática 
Os estudantes, ao escutarem e lerem uma música e ao verem e anotarem 
palavras relacionadas ao trânsito, serão inspirados a promover, em um 
processo criativo, a construção de poesias e a participar de um Slam. Nele, 
as poesias serão declamadas, expondo-se reflexões sobre os direitos e os 
deveres dos usuários do sistema trânsito.
Objeto de conhecimento
Processos de criação – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania notrânsito.
Conteúdo do trânsito
Direitos e deveres no trânsito.
Competência
Aprender sobre direitos e deveres no trânsito.
Habilidade
Relacionar direitos e deveres no trânsito.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papel A4, 
lápis, caixa de som e microfone. 
O que é ser cidadão no trânsito? Que atitudes um cidadão deve ter nas vias? 
Quais são os direitos e os deveres dele no trânsito? O texto Cidadão no trânsito 
apresenta algumas reflexões sobre a postura cidadã e sobre os comportamentos 
adequados ao transitar.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
30 UM PAPO CABEÇA SOBRE TRÂNSITO
Cidadão no trânsito
Ser cidadão é ter consciência e exercer os direitos e os deveres civis, políticos e 
sociais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, a 
qual garante que aqueles sejam colocados em prática. Na Constituição brasileira 
(BRASIL, 1988), portanto, constam alguns direitos dos cidadãos brasileiros, como os 
mencionados no Artigo 5°: 
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança 
e à propriedade [...]. 
Esses direitos devem ser seguidos, também, nas vias públicas, um ambiente que 
deve ser democrático, de convivência social, onde circulam pessoas de idades, de 
culturas e de classes sociais diferentes. Para uma real cidadania, é essencial que as 
pessoas reivindiquem seus direitos, pensando-se, também, na coletividade. Exercer 
a cidadania, assim, envolve atitudes que colocam em prática os direitos e, ainda, 
os deveres. Ou seja, independentemente de origens, de etnias, de idades ou de 
condições de vida, é preciso ter atitudes que assegurem, à humanidade como um 
todo, a possibilidade de viver em paz, com dignidade, com saúde e com segurança.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) apresenta, ao longo dos seus 
artigos e parágrafos, os direitos e os deveres do cidadão, cabendo destacar: 
Art. 1º
[...]
§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e 
dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de 
Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, 
adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.
[...]
Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:
I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo 
para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar 
danos a propriedades públicas ou privadas;
II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, 
depositando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela 
criando qualquer outro obstáculo.
[...]
Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever 
prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito.
No trânsito, para que haja segurança e fluidez, é de extrema importância a postura 
cidadã. Abaixo, estão descritos alguns exemplos de atitudes cidadãs.
• Cumprir as normas disponíveis pelo CTB.
• Andar com segurança, de um lugar a outro.
• Respeitar o próximo e as suas diferenças.
• Observar o movimento dos usuários das vias e ter cuidado com isso.
• Ajudar uma pessoa com limitações de locomoção a atravessar a rua.
• Valorizar a vida e priorizar a segurança nas vias.
• Contribuir para a preservação do meio ambiente.
• Praticar valores como cooperação, solidariedade, justiça, responsabilidade, 
equidade e tolerância.
319º ANO | ARTE | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Para promover a Educação para o Trânsito, é necessário exercer a cidadania, exigir 
seus direitos enquanto pedestre, passageiro, ciclista e motorista, mas, além disso, é 
fundamental cumprir seus deveres. Não é aceitável, por exemplo, que um cidadão 
que deixa de cumprir seus deveres ao transitar ensine a alguém ou exija deste uma 
postura responsável no trânsito. Ser um bom cidadão é pensar e agir em prol do 
bem comum. Preparar indivíduos para o exercício da cidadania nas vias é uma das 
finalidades da Educação para o Trânsito.
Estratégias didáticas
A atividade é iniciada com a música Rua da Passagem (Trânsito), que pode ser lida 
e, se possível, ouvida. Na sequência, propõem-se, em uma roda de conversa com 
os estudantes, questões de interpretação de texto, a partir da letra da música, dando-se 
ênfase à temática direitos e deveres no trânsito. Posteriormente, solicita-se a construção 
individual de uma poesia utilizando as palavras relacionadas ao trânsito. Por fim, como o 
gênero Slam, faz-se a batalha de poesias. 
Atividade com gabarito
Um papo cabeça sobre trânsito
O espaço do trânsito permite o exercício da cidadania, com a prática dos direitos e 
dos deveres de seus usuários. Os direitos e os deveres são, comumente, requeridos 
pelos cidadãos, e o gênero Slam (batalha de poesias), caracterizado por ser 
uma maneira de comunicar opiniões, é uma forma de manifestar, dentre tantas 
temáticas, os direitos e os deveres no trânsito.
1) Leia, com atenção, a letra da música e, em seguida, em uma roda de conversa 
com os colegas, apresente argumentos sobre: direitos e deveres no trânsito. 
Rua da Passagem (Trânsito)
Os curiosos atrapalham o trânsito 
Gentileza é fundamental
Não adianta esquentar a cabeça 
Não precisa avançar no sinal
Dando seta pra mudar de pista 
Ou para entrar na transversal
Pisca alerta pra encostar na guia 
Para brisa para o temporal
Já buzinou, espere, não insista, 
Desencoste o seu do meu metal
Devagar pra contemplar a vista 
Menos peso do pé no pedal
Não se deve atropelar um cachorro 
Nem qualquer outro animal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Acesse!
Conheça a canção 
Rua da Passagem 
(Trânsito), composta 
por Arnaldo 
Antunes e por 
Lenine, podendo 
ser acessada 
em: http://bit.
ly/2mkVnW5. 
Tá combinado? 
A obrigatoriedade 
de se ter cintos de 
seguranças nos 
automóveis foi um 
direito conquistado 
e, também, é 
uma obrigação. 
Não importa o 
lugar onde você 
se senta: seja no 
banco da frente, 
seja no banco de 
trás, utilize o cinto 
de segurança. 
Ele salva vidas! 
Construindo os caminhos da atividade
Motoqueiro caminhão pedestre 
Carro importado carro nacional
Mas tem que dirigir direito 
Para não congestionar o local
Tanto faz você chegar primeiro 
O primeiro foi seu ancestral
É melhor você chegar inteiro 
Com seu venoso e seu arterial
A cidade é tanto do mendigo 
Quanto do policial
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Travesti trabalhador turista 
Solitário família casal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Sem ter medo de andar na rua 
Porque a rua é o seu quintal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Boa noite, tudo bem, bom dia, 
Gentileza é fundamental
Pisca alerta pra encostar na guia 
Com licença, obrigado, até logo, 
tiau.
RUA da passagem: trânsito. 
Composição: Arnaldo Antunes e 
Lenine. [S. I.]: Letras, [2003]. 1 vídeo 
(3 min. 51 s.). Disponível em: http://
letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso 
em: 21 nov. 2019.
32 UM PAPO CABEÇA SOBRE TRÂNSITO
Mediação
Sugere-se que a letra da música seja apresentada juntamente com o áudio, pois isso 
enriquecerá, aos estudantes, a experiência estética e a compreensão do texto. Na 
roda de conversa, podem ser feitas perguntas para os estudantes sobre situações 
cotidianas envolvendo direitos e deveres no trânsito, com intuito de provocar reflexões 
para inspirar a construção das poesias. 
Pode-se perguntar, por exemplo: Como se sentem ao atravessar uma via?; Como se 
sentem ao caminhar pelas ruas?; Como reagiram a uma situação de perigo pela qual já 
passaram?; e, ainda, O que poderia ser modificado nessa situação?. Nessa conversa, 
pode-se pontuar, também: a falta de faixa de pedestres; pedestres que se expõem 
caminhando por acostamentos de rodovias; as dificuldades enfrentadas pelos idosos 
epor pessoas com deficiência; e as dificuldades de locomoção nas cidades e nos 
transportes públicos.
2) Agora, crie uma poesia sobre os direitos e os deveres no trânsito para ser 
declamada para a turma como em um Slam. Para se inspirar, use as palavras 
e as expressões contidas no quadro a seguir.
Palavras e expressões relacionadas ao trânsito
Acidente Cidadania Estacionar Motorista Respeito
Ajuda Cinto de segurança Excesso de velocidade Multa Rodovia
Andar Código de Trânsito Brasileiro (CTB) Faixa de pedestre Organização Segurança
Apito Cooperação Farol Paciência Semáforo
Atenção Deveres Gentileza Passarela Tolerância
Atitude Dificuldade de locomoção Idoso Passeio Vagas exclusivas
Automóveis Direitos Imprudência Pedestre Veículos
Bicicleta Dirigir Infrações Placas de sinalização Vias seguras
Bonde Educação Leis Policial Vida
Calçadas Espaço coletivo Morte Regra Rua
Mediação
Como sugestão para o momento de criação das poesias, podem ser escritas, no 
quadro, outras palavras relacionadas ao trânsito além das apresentadas no exercício, 
para auxiliar a inspiração dos estudantes na produção das poesias sobre direitos e 
deveres no trânsito.
Dependendo da quantidade de alunos na turma, a criação das poesias poderá 
ocorrer em grupos, sendo indicado um dos integrantes do grupo para a 
declamação na batalha. 
3) Por fim, apresente sua poesia para a turma. Mas não se esqueça: quando for 
a vez dos colegas declamarem suas poesias, participe batendo palmas para 
as performances que mais chamarem a sua atenção.
339º ANO | ARTE | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Mediação
A caraterística do Slam envolve, necessariamente, uma batalha. Nesta atividade, 
propõe-se uma adaptação com a apresentação de duas poesias (criadas 
individualmente ou por dois grupos) em sequências de rodadas. Para cada rodada 
de apresentação, o critério de aplausos poderá ser adotado para a escolha da 
poesia que melhor apresente o conteúdo relacionado aos direitos e aos deveres 
no trânsito. A batalha será concluída quando todas as poesias tiverem sido 
apresentadas, duas a duas.
Avaliação
A avaliação proposta para essa atividade é perceber, no processo criativo das 
poesias: como os elementos relacionados a direitos e a deveres no trânsito foram 
explorados pelos estudantes e de que modo foram apresentados por eles; quais 
reflexões foram compartilhadas e quais atitudes foram evidenciadas por eles; e, 
ainda, como a oralidade e a emoção foram explorados ao recitaram seus versos.
Outras conexões
Outras possibilidades de desdobramento dessa atividade são: publicar as poesias 
no mural da escola; e desenvolver o gênero Slam em outros espaços educativos, 
variando-se as duplas. Essas novas atividades podem ocorrer, também, para além 
da escola, como, por exemplo, em eventos organizados pela própria escola nos 
quais haja a participação da comunidade, para, assim, chamar a atenção em relação 
aos direitos e aos deveres no trânsito.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 05 fev. 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Emendas 
Constitucionais. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 05 fev. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm. Acesso em: 18 set. 2019.
RUA da passagem - Lenine. Curitiba: Youtube, 2014. 1 vídeo (3 min. 17s.). Publicado 
pelo canal Gilmar Kaminski Junior. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=5ZsLnSpMcHg. Acesso em: 18 set. 2019.
Aprimorando práticas e ampliando conexões
Referências
Compartilhe!
Conte-nos como 
foi a recepção da 
proposta por parte 
dos estudantes: 
envie-nos fotos 
e/ou vídeos da 
atividade! 
Você e os 
estudantes são 
os protagonistas 
do Programa 
Conexão DNIT.
359º ANO | ARTE | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Um papo cabeça sobre trânsito
O espaço do trânsito permite o exercício da cidadania, com a prática dos direitos e 
dos deveres de seus usuários. Os direitos e os deveres são, comumente, requeridos 
pelos cidadãos, e o gênero Slam (batalha de poesias), caracterizado por ser 
uma maneira de comunicar opiniões, é uma forma de manifestar, dentre tantas 
temáticas, os direitos e os deveres no trânsito.
1) Leia, com atenção, a letra da música e, em seguida, em uma roda de 
conversa com os colegas, apresente argumentos sobre: direitos e deveres 
no trânsito. 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
A obrigatoriedade 
de se ter cintos de 
seguranças nos 
automóveis foi um 
direito conquistado 
e, também, é 
uma obrigação. 
Não importa o 
lugar onde você 
se senta: seja no 
banco da frente, 
seja no banco de 
trás, utilize o cinto 
de segurança. 
Ele salva vidas! 
É melhor você chegar inteiro 
Com seu venoso e seu arterial
A cidade é tanto do mendigo 
Quanto do policial
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Travesti trabalhador turista 
Solitário família casal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Sem ter medo de andar na rua 
Porque a rua é o seu quintal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Boa noite, tudo bem, bom dia, 
Gentileza é fundamental
Pisca alerta pra encostar na guia 
Com licença, obrigado, até logo, tiau.
RUA da passagem: trânsito. Composição: 
Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, 
[2003]. 1 vídeo (3 min. 51 s.). Disponível em: 
http://letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso 
em: 21 nov. 2019.
Rua da Passagem (Trânsito)
Os curiosos atrapalham o trânsito 
Gentileza é fundamental
Não adianta esquentar a cabeça 
Não precisa avançar no sinal
Dando seta pra mudar de pista 
Ou para entrar na transversal
Pisca alerta pra encostar na guia 
Para brisa para o temporal
Já buzinou, espere, não insista, 
Desencoste o seu do meu metal
Devagar pra contemplar a vista 
Menos peso do pé no pedal
Não se deve atropelar um cachorro 
Nem qualquer outro animal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Motoqueiro caminhão pedestre 
Carro importado carro nacional
Mas tem que dirigir direito 
Para não congestionar o local
Tanto faz você chegar primeiro 
O primeiro foi seu ancestral
Estudante
36 UM PAPO CABEÇA SOBRE TRÂNSITO
2) Agora, crie uma poesia sobre os direitos e os deveres no trânsito para ser 
declamada para a turma como em um Slam. Para se inspirar, use as palavras 
e as expressões contidas no quadro a seguir.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Palavras e expressões relacionadas ao trânsito
Acidente Cidadania Estacionar Motorista Respeito
Ajuda Cinto de segurança Excesso de velocidade Multa Rodovia
Andar Código de Trânsito Brasileiro (CTB) Faixa de pedestre Organização Segurança
Apito Cooperação Farol Paciência Semáforo
Atenção Deveres Gentileza Passarela Tolerância
Atitude Dificuldade de locomoção Idoso Passeio Vagas exclusivas
Automóveis Direitos Imprudência Pedestre Veículos
Bicicleta Dirigir Infrações Placas de sinalização Vias seguras
Bonde Educação Leis Policial Vida
Calçadas Espaço coletivo Morte Regra Rua
3) Por fim, apresente sua poesia para a turma. Mas não se esqueça: quando for 
a vez dos colegas declamarem suas poesias, participe batendo palmas para 
as performances que mais chamarem a sua atenção.
379º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 
Vagas exclusivas: por 
que elas existem?
Por que existem espaços exclusivos para deficientes físicos e idosos?
Articulação didática 
Esta atividade, por meio dos conceitos de equidade, de igualdade e de 
diferença, busca evidenciar a importância de, no espaço do trânsito, 
haver vagas exclusivas para deficientes físicos e idosos. Para isso, são 
expostas, aos estudantes, imagens, contemporâneas e históricas, para 
que sejam classificadas entre os conceitos de equidade, de igualdade e 
de diferença, visando promover a reflexão das situações do trânsito e a 
compreensão de que cada pessoa apresenta uma necessidade, sendo 
fundamental que os direitos de todos os cidadãos sejam assegurados.
Objeto de conhecimento
Contextos e práticas – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Vagas de estacionamento exclusivas.
Competência
Compreender a essencialidade das vagas de estacionamento 
exclusivas para idosos e para pessoas com deficiência.
Habilidade
Justificar a importância das vagas de estacionamento exclusivas para idosos 
e para pessoas com deficiência e argumentar a importância de respeitá-las.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, 
revistas, cartolina, cola, tesoura e materiais para colorir. 
Para que todos gozem do direito de ir e vir, é preciso reconhecer que existem 
diferenças entre os usuários do trânsito. No texto Equidade no espaço do trânsito, 
aborda-se o tema da promoção da igualdade no sistema trânsito, a partir da 
concepção de equidade, princípio que orienta, por exemplo, a reserva de vagas de 
estacionamento para idosos e para pessoas com deficiência.
Apresentando o percurso pedagógico
Conectando saberes do trânsito
Professor(a)
38 VAGAS EXCLUSIVAS: POR QUE ELAS EXISTEM?
Equidade no espaço do trânsito
O debate sobre a promoção da igualdade é pertinente à Educação para o Trânsito, 
uma vez que existem diferenças entre as pessoas que ocupam esse espaço. Essas 
diferenças podem ser de várias ordens – desde diferenças físicas, de faixas etárias, 
de gênero, de condições sociais, até diferenças religiosas e culturais. Por isso, 
para que todos tenham condições iguais de acesso ao direito de ir e vir, é preciso 
adequar os espaços do trânsito a diferentes realidades.
Entende-se que um idoso e um cadeirante, por exemplo, demandem condições de 
locomoção distintas das que uma pessoa adulta sem deficiência motora precisa. 
Desse modo, para que o espaço do trânsito permita condições de livre circulação 
para todos, a lei pode ser acionada para a correção de eventuais assimetrias.
Parte-se, assim, do princípio de que, para a promoção da igualdade, é preciso agir 
com equidade diante das diferenças. A equidade, para o filósofo grego Aristóteles, 
refere-se à natureza de corrigir a lei no que ela for insuficiente, na promoção da 
igualdade, devido ao seu caráter universal (ABBAGNANO, 2007). É sobre reconhecer 
que, para que indivíduos diferentes vivam em igualdade de direitos, é preciso, em 
alguns casos, dar tratamento desigual.
Um exemplo de equidade que se aplica ao trânsito é a garantia de vagas de 
estacionamento exclusivas para idosos e para pessoas com deficiência motora. 
Com essa finalidade, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência 
(BRASIL, 2015) garante a reserva de 2% das vagas de estacionamento próximas 
aos acessos de pedestres, em locais públicos e privados abertos ao público, para 
veículos devidamente sinalizados que transportem pessoas com deficiência ou 
com comprometimento de mobilidade. Essas vagas precisam estar devidamente 
sinalizadas e precisam respeitar o espaçamento recomendado pelas normas técnicas 
de acessibilidade – de maneira a possibilitar o desembarque de um cadeirante, por 
exemplo. Somada a ela, a Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003, do Estatuto do Idoso 
(BRASIL, 2003), lhes garante a reserva de 5% das vagas de estacionamentos públicos 
e privados e estabelece que essas vagas sejam posicionadas em locais onde se 
garanta a comodidade e o acesso ao direito de ir e vir desses cidadãos. 
Em ambos os casos, para o direito de usufruto das vagas reservadas, os veículos 
precisam exibir, em um local visível, uma credencial de beneficiário, fornecida 
pelos órgãos de trânsito. O uso indevido dessas vagas representa uma infração 
gravíssima e acarreta a cobrança de multa. 
É importante, no entanto, que o respeito a esses espaços não seja enfatizado 
apenas pelo risco de perdas financeiras. A formação para a cidadania perpassa uma 
sensibilização sobre as diferenças para que o respeito ao próximo e o respeito à lei 
sejam resultados de atitudes conscientes.
Estratégias didáticas 
A atividade pode ser iniciada com a realização de uma roda de conversa, na qual as vagas 
exclusivas para deficientes e idosos sejam a temática principal, abordando-se os aspectos 
legais envolvidos. Após as reflexões, em grupos, os estudantes são convidados a analisar 
algumas imagens, classificando-as como exemplos de equidade, de igualdade ou de 
diferença. Na sequência, a proposta é que, a partir da análise das imagens e da experiência 
pessoal de cada um, os estudantes discorram sobre a importância da equidade no trânsito. 
Por fim, é sugerido que os estudantes façam uma arte com o intuito de conscientizar toda a 
comunidade escolar sobre a importância do respeito às vagas exclusivas. 
Acesse!
Para ampliar o 
debate sobre a 
temática, o vídeo 
Corrida por $100 
feita de privilégio e 
desigualdade é um 
bom complemento 
para discussão 
da equidade e 
pode ser acessado 
em: https://bit.
ly/32cgJqF. 
Construindo os caminhos da atividade 
399º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 
Atividade com gabarito 
Vagas exclusivas: por 
que elas existem?
Atualmente, no Brasil, há leis que asseguram o direito às vagas exclusivas para 
deficientes físicos e para idosos. Você já pensou no porquê de elas terem sido 
criadas? Pois bem, um dos aspectos fundamentais foi o de buscar garantir a equidade 
e o respeito às diferenças no trânsito, e, assim, as vagas exclusivas visam garantir o 
direito de ir e vir de pessoas que têm necessidades específicas de locomoção. 
Mediação 
É importante iniciar a atividade conversando com os estudantes sobre o que já 
sabem sobre vagas exclusivas para deficientes físicos e para idosos, ativando seus 
conhecimentos prévios e preparando a turma para ampliar a percepção sobre os usos 
e a função dessas vagas. Algumas perguntas podem ser feitas para conduzir esse 
diálogo inicial, como, por exemplo: Você já viu uma vaga exclusiva para deficientes físicos 
e para idosos nas ruas do bairro e da cidade?; Quais as diferenças dessas vagas para as 
outras?; Você sabe qual o motivo pelo qual essas vagas foram criadas?. 
Nesse diálogo, sugere-se que seja feita uma breve exposição sobre a legislação atual que trata 
sobre vagas exclusivas, conforme texto disponível na seção Conectando saberes do trânsito. 
1)Em grupos, façam a leitura do quadro a seguir, com atenção, sobre os 
conceitos de: igualdade, equidade e diferença. Em seguida, analisem as 
imagens, classificando-as de acordo com cada conceito detalhado no 
quadro. Registrem as suas observações para que possam apresentar, aos 
demais colegas, a análise e a discussão feitas pelo grupo. 
Equidade Diferença Igualdade
Consideração em relação 
ao direito de cada um 
independentemente da lei 
positiva, levando em conta o que 
se considera justo.
Qualidade ou estado de 
diferente; propriedade ou 
característica pela qual pessoas 
ou coisas diferem umas das 
outras.
Qualidade daquilo que é igual ou 
que não apresenta diferenças; 
identidade.
Significados extraídos do Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis.
Imagem 1 – Fotografia de uma ambulância no trânsito
Fo
nt
e:
 A
do
be
 S
to
ck
.
40 VAGAS EXCLUSIVAS: POR QUE ELAS EXISTEM?
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo 
dessa imagem como sendo: equidade. A ambulância tem preferência no trânsito, uma vez 
que está salvando vidas em risco.
Imagem 2 - Sinalização de trânsito
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo 
dessa imagem como sendo: equidade. Essa sinalização de trânsito especifica a reserva do 
local para pessoas com deficiência física ou com dificuldade de locomoção.
Imagem 3 – Mulheres e a direção
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo 
dessa imagem como sendo: igualdade. As mulheres podem exercer a função de motorista 
assim como os homens. 
Imagem 4 – Tirinha “Nunca andou...”
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo 
dessa imagem como sendo: diferença. A tirinha foi produzida por um grupo de 
artistas cadeirantes, visando difundir a ideia de que cada um possui necessidades e 
possibilidades específicas e que, nem por isso, deixam de ser seres humanos “normais”.
Fo
nt
e:
 S
up
er
 N
or
m
ai
s 
(2
01
3)
Fo
nt
e:
 W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
419º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 
Imagem 5 – Placas de sinalização de trânsito
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes classifiquem o conteúdo dessa 
imagem como sendo: igualdade. Todos devem seguir as mesmas regras, já que as placas de 
trânsito são feitas para os usuários desse sistema. No entanto, a classificação “diferença” também 
poderá ser colocada, já que os estudantes podem argumentar que as placas de trânsito têm 
diferentes recomendações para pedestres, para ciclistas, para motoristas, entre outros.
Mediação 
Para realizar o exercício, é importante organizar a turma em grupos de modo que todos 
possam participar e realizar a análise das imagens. Depois de os grupos debaterem, é 
importante realizar a socialização, em que cada grupo poderá comentar a respeito de uma 
das imagens, colocando a classificação que fez e argumentando essa posição. A turma 
poderá contribuir, concordando ou não com a análise do grupo, e colaborar com observações 
e reflexões, que enriqueçam a compreensão comum dos conceitos e suas relações com as 
práticas que cada imagem expõe. É possível aprofundar o debate sobre as vagas exclusivas, 
valorizando-se, também, as vivências dos estudantes com algumas perguntas: Vocês já 
cederam seus lugares para familiares e amigos se sentarem?; Se sim, por que fizeram isso?; Há 
pessoas próximas, familiares e amigos, que usam com frequência as vagas exclusivas?; Vocês já se 
sentiram prejudicados pelas vagas exclusivas existentes nos estacionamentos?.
As percepções da turma sobre as dificuldades enfrentadas pelos idosos e pelas 
pessoas com deficiências físicas no uso das vagas reservadas e as possibilidades de 
ações respeitosas com esses indivíduos podem ser transcritas no quadro para servir 
de referência para o exercício seguinte. 
2) Agora, o grupo precisará criar uma arte para uma campanha de 
conscientização sobre a necessidade e a importância das vagas exclusivas 
para idosos e para pessoas com deficiência física, com a temática “Vagas 
exclusivas: garantindo a mobilidade de todos”.
Vale lembrar que essa produção é destinada a diferentes pessoas de 
toda a comunidade escolar. Por isso, para a diversidade do público-alvo, 
o grupo precisará produzir um material que incentive todas as pessoas a 
transformarem o trânsito em um local mais seguro e com equidade! 
42 VAGAS EXCLUSIVAS: POR QUE ELAS EXISTEM?
Mediação
Esse exercício intenta estimular e inspirar os estudantes a criarem, a partir de suas 
anotações, algumas artes para compor uma campanha de conscientização. Importante 
incentivar os grupos para que a criação seja feita visando ao compartilhamento com 
a comunidade escolar. Além disso, é interessante conversar com os estudantes, 
durante a produção da atividade, sobre a importância da realização de campanhas 
de conscientização sobre o trânsito para a sociedade, colocando-os em posição de 
criadores de uma arte que pode sensibilizar e colaborar para a garantia do direito de ir 
e vir das pessoas com deficiência e das pessoas idosas.
As imagens finalizadas podem ser organizadas ou digitalizadas para compor a 
campanha de conscientização sobre as vagas exclusivas para idosos e para deficientes 
físicos, junto à comunidade escolar.
Avaliação
A avaliação poderá considerar a participação de cada estudante tanto no momento de 
conversa do diálogo inicial com a turma quanto no grupo nos momentos de análise das 
imagens e de colaboração no debate. As artes finais também poderão ser avaliadas, 
seguindo alguns critérios, como: conformidade com a temática; a estética e a linguagem 
pensadas para o público-alvo; e a mensagem apresentada sobre atitudes respeitosas a 
serem adotadas, para as interações com os deficientes físicos e com idosos no trânsito, 
para que este seja um ambiente mais inclusivo, democrático e seguro. 
Outras conexões
Além do compartilhamento com a comunidade escolar, esta atividade pode ser 
continuada com a exposição da campanha em outras plataformas de divulgação, 
como as redes sociais ou o jornal do bairro. 
Outra possibilidade de dar continuidade a esta atividade é realizar uma saída de 
campo, em que os estudantes poderão observar a realidade do bairro no que diz 
respeito às vagas destinadas às pessoas com deficiência física e às pessoas idosas, 
considerando estacionamentos de estabelecimentos públicos e privados. Com 
isso, os estudantes poderão analisar se há ou não cumprimento da legislação, 
com a reserva de vagas exclusivas e, também, observar se as vagas existentes são 
respeitadas pelos usuários do trânsito. Essa atividade poderá estimular, ainda, a 
discussão de como os estudantes (também cidadãos) podem contribuir para que os 
direitos desses sujeitos sejam garantidos e respeitados. 
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Trad. Ivone Castilho Benedetti. 5 ed. 
São Paulo: Martins Fontes, 2007.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 04 nov. 2020.
Tá combinado?
Respeite as 
diferenças! A 
educação e o 
respeito no trânsito 
são essenciais 
para a garantia 
da segurança dos 
seus usuários 
em qualquer 
faixa etária e 
com condições 
de mobilidade 
diversas.
Compartilhe! 
Conte-nos como 
foi a experiência 
de realizar esta 
atividade com 
a turma! Houve 
interesse e 
participação de 
todos? Envie-nos 
fotos e/ou vídeos 
das artes criadas 
pelos estudantes!
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
439º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 
BRASIL. Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e 
dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm. Acesso em: 04 nov. 2020.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileirade Inclusão 
da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: 
Presidência da República, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 04 nov. 2020. 
DIFERENÇA. In: Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis. Editora 
Melhoramentos Ltda, c2020. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/
busca?r=0&f=0&t=0&palavra=DIFEREN%C3%87A. Acesso em: 04 nov. 2020.
EQUIDADE. In: Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis. Editora 
Melhoramentos Ltda, c2020. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/
busca?r=0&f=0&t=0&palavra=equidade. Acesso em: 04 nov. 2020.
IGUALDADE. In: Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis. Editora 
Melhoramentos Ltda, c2020. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/
busca?r=0&f=0&t=0&palavra=IGUALDADE. Acesso em: 04 nov. 2020.
459º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 
Vagas exclusivas: por 
que elas existem?
Atualmente, no Brasil, há leis que asseguram o direito às vagas exclusivas para 
deficientes físicos e para idosos. Você já pensou no porquê de elas terem sido 
criadas? Pois bem, um dos aspectos fundamentais foi o de buscar garantir a equidade 
e o respeito às diferenças no trânsito, e, assim, as vagas exclusivas visam garantir o 
direito de ir e vir de pessoas que têm necessidades específicas de locomoção. 
1) Em grupos, façam a leitura do quadro a seguir, com atenção, sobre os 
conceitos de: igualdade, equidade e diferença. Em seguida, analisem as 
imagens, classificando-as de acordo com cada conceito detalhado no 
quadro. Registrem as suas observações para que possam apresentar, aos 
demais colegas, a análise e a discussão feitas pelo grupo. 
Equidade Diferença Igualdade
Consideração em relação 
ao direito de cada um 
independentemente da lei 
positiva, levando em conta o que 
se considera justo.
Qualidade ou estado de 
diferente; propriedade ou 
característica pela qual pessoas 
ou coisas diferem umas das 
outras.
Qualidade daquilo que é igual ou 
que não apresenta diferenças; 
identidade.
Significados extraídos do Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa – Michaelis.
Imagem 1 – Fotografia de uma ambulância no trânsito
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Ad
ob
e 
St
oc
k.
Estudante
46 VAGAS EXCLUSIVAS: POR QUE ELAS EXISTEM?
Imagem 2 - Sinalização de trânsito
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Imagem 3 – Mulheres e a direção
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s.
479º ANO | ARTES | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO 
Imagem 4 – Tirinha “Nunca andou...”.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________ 
Imagem 5 – Placas de sinalização de trânsito
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
2) Agora, o grupo precisará criar uma arte para uma campanha de 
conscientização sobre a necessidade e a importância das vagas exclusivas 
para idosos e para pessoas com deficiência física, com a temática “Vagas 
exclusivas: garantindo a mobilidade de todos”. 
Vale lembrar que essa produção é destinada a diferentes pessoas de 
toda a comunidade escolar. Por isso, para a diversidade do público-alvo, 
o grupo precisará produzir um material que incentive todas as pessoas a 
transformarem o trânsito em um local mais seguro e com equidade! 
Su
pe
r 
N
or
m
ai
s 
(2
01
3)
.
Respeite as 
diferenças! A 
educação e o 
respeito no trânsito 
são essenciais 
para a garantia 
da segurança dos 
seus usuários 
em qualquer 
faixa etária e 
com condições 
de mobilidade 
diversas.
499º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
O controle do excesso de 
velocidade nas vias
O uso dos radares como instrumento de proteção à vida no trânsito 
Articulação didática 
Esta atividade intenta provocar, nos estudantes, a reflexão a respeito da função 
dos radares de controlar a velocidade nas vias, visando à preservação da vida. 
Para isso, os estudantes, através de leitura, de exercícios e de interações orais, 
conhecerão dois tipos de radar, o móvel e o fixo, a partir da caracterização de 
suas diferenças quanto: às ondas eletromagnéticas e às frequências.
Objeto de conhecimento
Matéria e energia – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Cumprimento de normas de trânsito.
Competência
Entender o significado e as possíveis consequências do cumprimento e do 
descumprimento das normas de trânsito.
Habilidades
Indicar os benefícios e as consequências do cumprimento e do 
descumprimento das normas de trânsito.
Caracterizar a função dos radares e argumentar como eles podem auxiliar 
motoristas, pedestres e ciclistas a transitarem com segurança. 
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. 
Existem causas e consequências do excesso de velocidade nas vias. O texto O 
excesso de velocidade e suas consequências discute a importância de cumprir as 
normas de trânsito e trafegar dentro dos limites de segurança para evitar acidentes. 
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
50 O CONTROLE DO EXCESSO DE VELOCIDADE NAS VIAS
O excesso de velocidade e suas consequências
Ao longo das transformações nas cidades, a demanda pelos deslocamentos fez 
com que a indústria automobilística se transformasse muito rapidamente no século 
XX, alcançandoníveis exponenciais de produção e de venda de automóveis. Além 
da quantidade de veículos nas vias, a velocidade dos deslocamentos nas cidades 
e entre cidades, estados e regiões também acarretou novos desafios para a 
segurança dos cidadãos.
Atualmente, o excesso de velocidade é uma das três principais causas de acidentes 
de trânsito e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) (WHO, c2018), as 
lesões decorrentes de acidentes de trânsito são as principais causas de morte de 
crianças e de jovens (entre 5 a 29 anos). O excesso de velocidade nas vias, fruto dos 
comportamentos inadequados dos condutores, coloca em risco a vida deles e dos 
outros usuários do trânsito. A pressa, atrelada à falta de atenção e a problemas 
estruturais nas vias, potencializa (ainda mais) os riscos de acidentes. Há, também, a 
falta de responsabilidade coletiva e de clareza em relação às normas do trânsito e 
às consequências destas, para além das infrações.
No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, existem diferentes velocidades 
máximas permitidas para cada via. Elas são indicadas e sinalizadas por meio das 
placas de trânsito. A indicação das velocidades permitidas existe para manter a 
segurança viária e, por isso, é diferente em cada tipo de via. Em frente a uma escola, 
por exemplo, é comum que haja placas indicando velocidades mais baixas do que 
em uma rodovia, uma vez que é um lugar onde transitam muitos pedestres, os 
quais, em sua maioria, são crianças e jovens.
As consequências
As velocidades máximas permitidas, especificadas nas placas, devem ser 
respeitadas pelos condutores de veículos. Exceder a velocidade ou transitar muito 
devagar pode provocar acidentes e gerar uma infração de trânsito ao condutor.
É importante que se desenvolva, nos condutores, uma maior conscientização 
sobre a importância de se deslocar no trânsito sempre com velocidade segura. 
Quanto mais alta a velocidade de um veículo, mais tempo e espaço serão 
necessários para realizar as frenagens e outras manobras necessárias. Sem 
contar que dirigir em velocidades altas reduz a visão periférica dos condutores 
e coloca em risco os demais usuários nas vias. É por isso que, a cada acréscimo 
de 1% na velocidade de um veículo, aumenta-se em 4% o risco de acidentes com 
morte, e, para cada redução de 5% na velocidade, diminui-se em 30% o risco de 
fatalidades (WHO, c2018).
Por sua vez, para inibir práticas abusivas dos condutores, a fiscalização eletrônica 
(como os radares de trânsito) é uma das iniciativas que existem. Os radares, fixos ou 
móveis, que funcionam a partir da leitura das ondas eletromagnéticas, possibilitam 
o registro da velocidade em que os veículos trafegam. Esses radares funcionam de 
acordo com as regras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 
O CTB estabelece regras para que os motoristas adotem velocidades seguras 
e compatíveis com as características das vias e das áreas por onde circulam. 
Em seu Artigo 218, o CTB (BRASIL, 1997) determina que quem exceder em até 
20% a velocidade máxima permitida estará cometendo uma infração média, e o 
motorista que trafegar em velocidade entre 20% e 50% acima da máxima permitida 
será multado por infração grave. Ademais, quem exceder em mais de 50% a 
velocidade máxima permitida, além de multa correspondente à infração gravíssima, 
multiplicada por 3, será punido com a suspensão imediata do direito de dirigir 
e com a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Quem, no entanto, 
trafegar a uma velocidade inferior à metade da velocidade máxima permitida, 
também estará oferecendo risco de acidentes a si e aos demais usuários. Neste 
último caso, segundo o Artigo 219 do CTB, o condutor deverá ser multado por uma 
infração média (BRASIL, 1997).
519º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Vale frisar: nenhuma dessas penalidades é maior que os riscos de dirigir em uma 
velocidade insegura e que as consequências físicas, psicológicas, sociais, materiais 
decorrentes dos acidentes. Esses riscos atentam contra a vida de condutores e 
contra a vida dos demais usuários do sistema trânsito.
Estratégias didáticas 
A atividade pode ser iniciada com a leitura compartilhada do texto Os radares e a 
função deles no trânsito, que expõe os tipos e a função dos radares. Na sequência, 
propõe-se a realização de uma roda de conversa, para que os estudantes 
possam trocar de informações sobre o tema a partir de conhecimentos prévios 
que têm e de suas vivências. Para dar continuidade à atividade, sugere-se, aos 
estudantes, um exercício de preenchimento de uma cruzadinha, a partir da 
leitura de micronarrativas relacionadas aos tipos e à função dos radares. Em 
seguida, os estudantes são convidados a elaborar, completando a cruzadinha, 
duas micronarrativas relacionadas à educação para a cidadania no trânsito. Para 
o encerramento da atividade, propõe-se promover uma reflexão, através da 
exposição das produções feitas, sobre a necessidade de respeitar a legislação do 
trânsito, como uma atitude de cidadania.
Atividade com gabarito 
O controle do excesso de 
velocidade nas vias
Você sabe qual a função dos radares no trânsito? Mas como ocorre a captação de 
velocidade por esses dispositivos, você sabe? Após a leitura do texto Os radares 
e a função deles no trânsito, discuta essas questões com os colegas, e, juntos, 
conversem, ainda, sobre como o controle de velocidade pode auxiliar a salvar vidas!
Os radares e a função deles no trânsito
O excesso de velocidade é uma das principais causas de mortes no trânsito. A 
exigência do deslocamento cada vez mais rápido de um lugar para outro provocou 
um aumento do fluxo de veículos, e a indústria automobilística acompanhou esse 
desenvolvimento, produzindo carros cada vez mais velozes. Porém, o comando da 
velocidade do veículo é responsabilidade do motorista, que, por sua vez, é um ser 
humano e que sofre diversas influências do meio em que vive.
Nesse sentindo, para controlar o excesso de velocidade, foram criados os radares. 
O primeiro radar foi criado em 1904, na Alemanha, sendo aprimorado ao longo dos 
anos, por meio de conhecimentos historicamente construídos. Atualmente, existem 
radares fixos e móveis. O radar móvel, que mede a velocidade através de um 
fenômeno físico natural conhecido por efeito Doppler, foi criado por um austríaco 
chamado Christian Doppler. Esse tipo de radar emite uma onda eletromagnética 
e capta sua frequência em diferentes valores, assim indicando a velocidade do 
veículo. Ele é um equipamento móvel que mede se o comprimento da onda é maior 
ou menor, conforme sua fonte se afasta ou se aproxima do observador. Por sua 
vez, o radar fixo utiliza sensores instalados no asfalto, chamados de laços indutivos, 
que são uma espécie de bobina dupla enterrada no asfalto, utilizada para calcular 
É de Lei
A placa “R-19 
- Velocidade 
Máxima Permitida” 
estabelece a 
velocidade máxima 
a ser adotada a 
partir do ponto 
onde o sinal está 
colocado. Por 
ser uma placa de 
regulamentação, 
possui as cores 
vermelha e branca 
(BRASIL, 2007).
Construindo os caminhos da atividade
52 O CONTROLE DO EXCESSO DE VELOCIDADE NAS VIAS
a velocidade do veículo. Um veículo, que é um corpo metálico, passa por cada 
laço indutivo, provoca uma perturbação no campo magnético, gerado em cada 
um dos sensores. Essa perturbação é processada por um software que consegue 
detectar o tempo que o veículo gastou de um lado a outro. Como os sensores no 
chão são fixos, torna-se fácil calcular a velocidade do veículo, usando-se a fórmula: 
velocidade igual à distância, dividida pelo tempo (V= D/T). Se for registrada uma 
velocidade acima da que foi estabelecida naquele trecho da via e para aquele tipo 
de veículo, uma câmera digital recebe um comando (por meio de um flash) para que 
capture a imagem da placa do veículo infrator. 
Mediação 
Sugere-se, durante a leitura compartilhada do texto, que sejam considerados 
os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto e suas vivênciaspara aprofundar outros aspectos, visando à compreensão e à interpretação das 
informações. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, como: Quais os tipos de 
radares para controle de velocidade foram citados no texto?; Qual a diferença técnica entre 
eles?; Qual a principal função desses radares?; Existem radares de controle de velocidade 
em seu município?; Você considera importante a instalação de radares para aumentar 
a segurança dos usuários do trânsito, principalmente para os pedestres e os ciclistas, os 
usuários mais vulneráveis?.
1) Os radares, fixo ou móvel, visando à prevenção de acidentes e ao auxílio aos 
usuários a transitar com segurança, são usados para detectar os veículos 
que estão em excesso de velocidade. A partir disso, da leitura do texto Os 
radares e a função deles no trânsito e da conversa com os colegas, leia as 
micronarrativas e complete a cruzadinha.
1. Qual é objetivo da instalação de radares em trechos urbanos de rodovias 
onde há alto fluxo de pedestres e de ciclistas?
2. Como é o nome da onda que é emitida e recebida pelos radares 
móveis em frequências de diferentes valores, em função da 
velocidade do veículo?
3. Como são chamados os sensores instalados no pavimento, controlados 
por software, utilizados para determinar a velocidade do veículo que está 
trafegando nas vias?
Fique ligado!
Veículos com 
excesso de 
velocidade podem 
perder o controle 
facilmente. 
Atente-se à 
velocidade dos 
veículos ao 
seu redor e ao 
comportamento 
dos condutores. 
Proteja-se!
539º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
4. Como é chamado o nome do efeito, criado por um físico australiano, que 
auxilia o trânsito, no controle de velocidade, medindo a velocidade por 
meio de um fenômeno físico natural?
5. Serve para evitar acidentes e pode ser considerada a principal função 
dos radares. 
6. Como pode ser chamado um motorista que acelera demasiadamente seu 
veículo, excedendo a velocidade permitida, a ponto de causar um acidente? 
7. É usado para detectar a velocidade dos veículos que circulam, 
principalmente em rodovias federais e estaduais, com o objetivo para 
combater o excesso de velocidade e prevenir mortes no trânsito. Esse 
tipo de radar emite ondas eletromagnéticas para calcular a velocidade e 
pode ser levado de um lado para o outro. 
8. Independentemente da presença ou não de radares, o que não pode 
faltar aos motoristas, aos pedestres e aos ciclistas ao transitar, de forma 
a garantir a segurança deles e dos demais usuários da via?
9. 
 
 
 
10. 
 
 
 
2) Na cruzadinha do exercício anterior, estão faltando duas micronarrativas para 
completar a palavra velocidade. Escreva duas micronarrativas relacionadas 
à educação para a cidadania no trânsito, cujas respostas sejam: uma palavra 
que contenha a letra “A”; e uma palavra que contenha a letra “E”.
Mediação 
Sugere-se que, depois de preenchida a cruzadinha por cada um dos estudantes, sejam 
compartilhadas as respostas. Além disso, propõe-se que os estudantes compartilhem 
as micronarrativas criadas, com palavras que tenham as letras “A” e “E”. Antes de criar as 
micronarrativas, pode-se discutir com o grupo sobre palavras/expressões relacionadas à 
educação para a cidadania no trânsito, como: “direitos e deveres”; “empatia”; “equidade”; 
“segurança”; e “respeito”.
Nesse momento, é importante promover uma reflexão sobre a necessidade de respeitar 
a legislação do trânsito, como uma atitude de verdadeira cidadania e de valorização da 
vida e dos diferentes usuários do trânsito (pedestres, ciclistas, motociclistas, passageiros 
e motoristas). Para conduzir a reflexão, pode-se fazer algumas questões, como: Quais 
as possíveis consequências de transitar com excesso de velocidade nas vias?; Vocês têm 
conhecimento de algum acidente que teve como causa principal o excesso de velocidade?; Quais 
os benefícios para os usuários do trânsito (motoristas, motociclistas, passageiros, pedestres e 
ciclistas) do cumprimento das normas que regulamentam as velocidades permitidas nas vias?.
Papo sério!
O excesso de 
velocidade não 
gera apenas 
infrações e 
consequências 
materiais, é 
preciso agir com 
responsabilidade 
no trânsito em 
respeito à própria 
vida e à vida de 
outras pessoas. 
54 O CONTROLE DO EXCESSO DE VELOCIDADE NAS VIAS
Avaliação 
A avaliação, nesta atividade, pode ocorrer de modo processual, observando-se se 
os estudantes: interagiram no processo de execução da própria atividade, como nos 
debates e nas respostas compartilhadas dos exercícios; se conseguiram indicar os 
benefícios do cumprimento e as consequências do descumprimento das normas de 
trânsito; e se descreveram a função dos radares e argumentaram como eles podem 
auxiliar motoristas, pedestres e ciclistas no trânsito mais seguro nas cidades e vias.
Outras conexões
A atividade pode ter continuidade, ainda tendo como foco os excessos de 
velocidade no trânsito e as consequências disso, através da exploração das 
notícias relacionadas a acidentes de trânsito nas mídias impressas ou virtuais. Se 
houver jornais disponíveis, é possível realizar recortes e discussões em equipes 
sobre as notícias coletadas. É possível envolver as disciplinas de Arte e de Língua 
Portuguesa, por exemplo, para discutir as situações expostas nas notícias dando 
a oportunidade de os estudantes recriarem as narrativas com atitudes mais 
conscientes e seguras. 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/.
Acesso em: 11 dez. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 11 dez. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. Brasília, 
DF: CONTRAN, 2007. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/
assuntos/transito/arquivos-denatran/educacao/publicacoes/manual_vol_i_2.pdf. 
Acesso em: 16 dez. 2020.
World Health Organization – WHO. Global status report on road safety 2018. 
France: World Health Organization, c2018. Disponível em: https://www.who.int/
publications/i/item/global-status-report-on-road-safety-2018#:~:text=The%20
Global%20status%20report%20on,people%20aged%205%2D29%20years. Acesso 
em: 11 dez. 2020.
Compartilhe! 
Como foi realizar 
esta atividade com 
os estudantes? 
Envie-nos sua 
descrição dessa 
experiência! 
Você e os 
estudantes fazem 
parte do Programa 
Conexão DNIT! 
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
559º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
O controle do excesso de 
velocidade nas vias
Você sabe qual a função dos radares no trânsito? Mas como ocorre acaptação de 
velocidade por esses dispositivos, você sabe? Após a leitura do texto Os radares 
e a função deles no trânsito, discuta essas questões com os colegas, e, juntos, 
conversem, ainda, sobre como o controle de velocidade pode auxiliar a salvar vidas!
Os radares e a função deles no trânsito
O excesso de velocidade é uma das principais causas de mortes no trânsito. A 
exigência do deslocamento cada vez mais rápido de um lugar para outro provocou 
um aumento do fluxo de veículos, e a indústria automobilística acompanhou esse 
desenvolvimento, produzindo carros cada vez mais velozes. Porém, o comando da 
velocidade do veículo é responsabilidade do motorista, que, por sua vez, é um ser 
humano e que sofre diversas influências do meio em que vive.
Nesse sentindo, para controlar o excesso de velocidade, foram criados os radares. 
O primeiro radar foi criado em 1904, na Alemanha, sendo aprimorado ao longo dos 
anos, por meio de conhecimentos historicamente construídos. Atualmente, existem 
radares fixos e móveis. O radar móvel, que mede a velocidade através de um 
fenômeno físico natural conhecido por efeito Doppler, foi criado por um austríaco 
chamado Christian Doppler. Esse tipo de radar emite uma onda eletromagnética 
e capta sua frequência em diferentes valores, assim indicando a velocidade do 
veículo. Ele é um equipamento móvel que mede se o comprimento da onda é maior 
ou menor, conforme sua fonte se afasta ou se aproxima do observador. Por sua 
vez, o radar fixo utiliza sensores instalados no asfalto, chamados de laços indutivos, 
que são uma espécie de bobina dupla enterrada no asfalto, utilizada para calcular 
a velocidade do veículo. Um veículo, que é um corpo metálico, passa por cada 
laço indutivo, provoca uma perturbação no campo magnético, gerado em cada 
um dos sensores. Essa perturbação é processada por um software que consegue 
detectar o tempo que o veículo gastou de um lado a outro. Como os sensores no 
chão são fixos, torna-se fácil calcular a velocidade do veículo, usando-se a fórmula: 
velocidade igual à distância, dividida pelo tempo (V= D/T). Se for registrada uma 
velocidade acima da que foi estabelecida naquele trecho da via e para aquele tipo 
de veículo, uma câmera digital recebe um comando (por meio de um flash) para que 
capture a imagem da placa do veículo infrator. 
1) Os radares, fixo ou móvel, visando à prevenção de acidentes e ao auxílio aos 
usuários a transitar com segurança, são usados para detectar os veículos 
que estão em excesso de velocidade. A partir disso, da leitura do texto Os 
radares e a função deles no trânsito e da conversa com os colegas, leia as 
micronarrativas e complete a cruzadinha.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Veículos com 
excesso de 
velocidade podem 
perder o controle 
facilmente. 
Atente-se à 
velocidade dos 
veículos ao 
seu redor e ao 
comportamento 
dos condutores. 
Proteja-se!
Estudante
56 O CONTROLE DO EXCESSO DE VELOCIDADE NAS VIAS
1. Qual é objetivo da instalação de radares em trechos urbanos de rodovias 
onde há alto fluxo de pedestres e de ciclistas?
2. Como é o nome da onda que é emitida e recebida pelos radares 
móveis em frequências de diferentes valores, em função da 
velocidade do veículo?
3. Como são chamados os sensores instalados no pavimento, controlados 
por software, utilizados para determinar a velocidade do veículo que está 
trafegando nas vias?
4. Como é chamado o nome do efeito, criado por um físico australiano, que 
auxilia o trânsito, no controle de velocidade, medindo a velocidade por 
meio de um fenômeno físico natural?
5. Serve para evitar acidentes e pode ser considerada a principal função 
dos radares. 
6. Como pode ser chamado um motorista que acelera demasiadamente seu 
veículo, excedendo a velocidade permitida, a ponto de causar um acidente? 
7. É usado para detectar a velocidade dos veículos que circulam, 
principalmente em rodovias federais e estaduais, com o objetivo para 
combater o excesso de velocidade e prevenir mortes no trânsito. Esse 
tipo de radar emite ondas eletromagnéticas para calcular a velocidade e 
pode ser levado de um lado para o outro. 
8. Independentemente da presença ou não de radares, o que não pode 
faltar aos motoristas, aos pedestres e aos ciclistas ao transitar, de forma 
a garantir a segurança deles e dos demais usuários da via? 
9. 
 
 
 
579º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
10. 
 
 
 
2) Na cruzadinha do exercício anterior, estão faltando duas micronarrativas para 
completar a palavra velocidade. Escreva duas micronarrativas relacionadas 
à educação para a cidadania no trânsito, cujas respostas sejam: uma palavra 
que contenha a letra “A”; e uma palavra que contenha a letra “E”.
O excesso de 
velocidade não 
gera apenas 
infrações e 
consequências 
materiais, é 
preciso agir com 
responsabilidade 
no trânsito em 
respeito à própria 
vida e à vida de 
outras pessoas. 
599º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Os impactos do trânsito 
na biodiversidade
É possível conciliar a construção de estradas com 
a manutenção da biodiversidade? 
Articulação didática
Nesta atividade, propõe-se a realização de uma discussão, com os 
estudantes, sobre os impactos causados pela construção de estradas que 
atravessam florestas e áreas de preservação. Para isso, promove-se uma 
análise da relação entre o meio ambiente, o trânsito e a preservação da 
biodiversidade, problematizando-se essa relação com o levantamento de 
pontos positivos e de pontos negativos entre o impacto ambiental e os 
desenvolvimentos econômico e social das regiões afetadas.
Objeto de conhecimento
Preservação da biodiversidade – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Meio ambiente e o trânsito.
Competência
Conhecer os impactos ambientais causados pelas transformações do trânsito.
Habilidade
Argumentar sobre o equilíbrio entre preservação da biodiversidade e a 
construção de estradas.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. 
O texto Novo estudo: impactos provocados por estradas vão além dos danos ambientais 
apresenta reflexões sobre os impactos sociais e ambientais da construção de 
estradas. Nele, são elencados os prós e contras dessas construções e é feito 
um alerta, aos leitores, sobre a carência de estudos sobre os impactos sociais, 
ambientais e econômicos da construção de estradas e da manutenção delas.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
60 OS IMPACTOS DO TRÂNSITO NA BIODIVERSIDADE
Novo estudo: impactos provocados por estradas vão além dos 
danos ambientais
Até o ano de 2050, está prevista aconstrução de 25 milhões de quilômetros (15,5 
milhões de milhas) de estradas pavimentadas em todo o mundo.
Um novo estudo, publicado em 23 de outubro de 2017 na revista Current Biology, 
avalia os riscos ambientais, sociopolíticos e econômicos que acompanham a 
construção de estradas, principalmente nos países em desenvolvimento.
Os autores defendem uma seleção mais criteriosa de áreas para construção 
de estradas, privilegiando locais que ofereçam maior benefício econômico e 
minimizem os danos ao meio ambiente.
As estradas podem atuar como artérias que transportam pessoas e mercadorias, 
conectam comunidades e mercados e impulsionam o desenvolvimento econômico. 
Contudo, segundo um novo estudo publicado em outubro de 2017, elas podem 
fomentar conflitos, endividar países e abrir as portas para a destruição ambiental 
se não forem planejadas com cuidado.
Nas próximas três décadas e meia, está prevista a construção de cerca de 25 
milhões de quilômetros (15,5 milhões de milhas) de estradas pavimentadas em 
todo o mundo. No entanto, há poucos estudos publicados até o momento sobre os 
riscos econômicos, sociais e ambientais provenientes da construção de estradas.
Segundo Mohammed Alamgir, cientista ambiental da Universidade James Cook em 
Cairns e autor principal do estudo, “nenhum estudo tem como foco a integração 
desses três setores”. Ele e seus colegas analisaram as pesquisas disponíveis sobre 
os efeitos da construção de estradas e descobriram uma tendência preocupante. 
Os resultados foram publicados na revista Current Biology. 
[...] 
Os impactos de uma estrada tendem a se propagar no ecossistema. O movimento 
traz para o local pessoas que exploram a terra, caçam animais selvagens e derrubam 
árvores, podendo destruir o habitat, dizimar espécies e afetar serviços ambientais 
importantes como a provisão de água limpa. Em 2014, uma equipe chefiada por 
Laurance descobriu que quase 95% do desmatamento na Amazônia brasileira 
acontece em um raio de 5,5 km (3,4 milhas) das estradas, ou 1 km (0,6 milha) dos rios.
[...]
No entanto, ele e seus colegas sabem que, em muitos locais, a falta de boas 
estradas faz com que as pessoas permaneçam oprimidas pela pobreza.
[...] Entretanto, a equipe defende que, com a elaboração de um processo mais 
ordenado e a identificação das áreas mais adequadas, as futuras estradas podem 
oferecer mais benefícios à população.
[...]
Para incentivar o que a equipe de Laurance chama de “desenvolvimento inteligente”, 
eles disponibilizam seus dados na Internet por meio de um projeto chamado Global 
Road Map. Nesse projeto, eles identificaram os locais onde as estradas ajudariam 
a alavancar a economia com o menor dano ambiental possível, produzindo mapas 
que mostram os pontos mais promissores para a construção de estradas do planeta, 
além dos locais com maior probabilidade de destruição. Eles também compartilham 
sua visão com autoridades governamentais, conservacionistas e outros cientistas no 
Sudeste Asiático e na porção equatorial da África.
“Não estamos dizendo que você não pode construir uma estrada”, acrescenta Alamgir. “A 
questão é … onde você consegue construir uma estrada com melhor resultado econômico.”
Fragmento extraído de CANNON, John. Novo estudo: impactos provocados por estradas vão 
além dos danos ambientais. Tradução: Isadora Veiga. Ambiente Legal, 2018. Disponível em: 
http://www.ambientelegal.com.br/novo-estudo-impactos-provocados-por-estradas-vao-
alem-dos-danos-ambientais/. Acesso em: 28 jan. 2019. 
619º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Estratégias didáticas
A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto O Sistema Urubu e o trânsito, 
que pode ser seguida pela realização de uma discussão, com os estudantes, 
sobre os pontos positivos e negativos tanto do desenvolvimento econômico e 
da construção de estradas quanto da preservação da biodiversidade. Após os 
estudantes manifestarem suas reflexões, propõe-se, nesta atividade, a realização 
de um debate para apresentação de diferentes pontos de vistas deles sobre o tema. 
Por fim, em uma roda de conversa, os estudantes são convidados a propor ações 
para mudanças de atitudes dos usuários das vias, com os objetivos de promover 
a preservação da biodiversidade e de conscientizar os demais para um trânsito 
seguro. Entendo que a Proposta na mediação final. 
Atividade com gabarito
Os impactos do trânsito 
na biodiversidade
Se, por um lado, a construção de estradas e de vias pode estimular os 
desenvolvimentos econômico e social (a partir do encurtamento de distâncias, 
da movimentação de mercadorias e de pessoas), por outro, pode impactar, 
negativamente, na preservação da biodiversidade, comprometendo o equilíbrio dos 
ecossistemas. Por vezes, a falta de infraestrutura adequada e o comportamento 
dos usuários das vias podem, também, provocar acidentes que põem em risco as 
suas vidas e as dos animais. 
Você já ouviu falar do Sistema Urubu? Conheça a história do Sr. Wilson e de como 
seu olhar sobre a preservação da biodiversidade mudou depois de experiências 
vividas no trânsito, com a leitura do texto O Sistema Urubu e o trânsito. 
O Sistema Urubu e o trânsito
Sr. Wilson trabalha como caminhoneiro em uma empresa que transporta máquinas 
de sorvete. Ele é o responsável por entregá-las para todo o Brasil e, por conta disso, 
conhece muitas estradas. 
Muito observador, Sr. Wilson se preocupa com a preservação da biodiversidade 
brasileira. Assim, sempre que passa por estradas que cortam regiões de reserva 
ambiental, ele redobra a atenção e reduz a velocidade, conforme especificado 
na sinalização de regulamentação instalada ao longo da via. Ele faz isso por dois 
motivos: primeiro, porque sabe que o barulho do motor pode confundir os animais 
que se utilizam dos sons para identificar a presença de presas e de predadores; 
e, segundo, porque a redução da velocidade ainda ajuda a prevenir mortes e 
mutilações desses animais em atropelamentos. Ao atravessar estradas que cortam 
reservas, o Sr. Wilson também costuma reduzir a luz dos faróis do caminhão, pois 
essa iluminação não é natural e seu uso, no período noturno, pode alterar o ciclo 
circadiano dos animais, que é o que os guia quanto aos horários de acordar, de se 
alimentar e de voltar a dormir.
Infelizmente, nem todos os motoristas são tão preocupados com a natureza e 
com a fauna quanto o Sr. Wilson. Aliás, ele também não era, até vivenciar uma 
situação que o sensibilizou. Em uma viagem do Rio de Janeiro (RJ) para Porto Seguro 
Construindo os caminhos da atividade
62 OS IMPACTOS DO TRÂNSITO NA BIODIVERSIDADE
(BA), enquanto percorria o trecho do km 101, da BR-101, que atravessa a Reserva 
Biológica de Sooretama, onde a velocidade máxima permitida é de 30 km/hora, foi 
surpreendido com o trânsito que parou de repente! Antes de parar, só pôde ouvir o 
barulho de uma colisão e o gemido alto de um animal. 
Com o caminhão parado, o Sr. Wilson decidiu ver o que tinha acontecido e 
descobriu que um outro caminhão havia acabado de atropelar uma anta. Esse 
animal é o maior mamífero do Brasil e está ameaçado de extinção. Ao se aproximar, 
o Sr. Wilson percebeu que o motorista do acidente estava em choque e que olhava 
fixamente para o animal sem saber o que fazer. No acostamento, encontrava-se um 
passageiro do caminhão que havia se machucado, pois não estava usando o cinto 
de segurança no momento da colisão. O caminhoneiro que causou o acidente disse 
que andava a uma velocidade 60 km/h, que o trânsito estava tranquilo, mas que, de 
repente, a anta entrou na pista correndo! Alegou, ainda, que não deu nem tempo 
de sequer pisar no freio do caminhão ou de desviar, colidindo, diretamente, com o 
animal. 
Diante dessa situação, outro motorista se aproximou, tirou uma foto do animal e 
a enviou para o aplicativo do Sistema Urubu. Esse sistema é uma rede social de 
conservação da biodiversidade brasileira, criado por um grupo de pesquisadores 
da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais(MG). Ao enviar fotos de 
animais atropelados, qualquer cidadão pode ajudar os pesquisadores a compor um 
banco de dados sobre animais em risco de extinção. Após o registro fotográfico, o Sr. 
Wilson e outras pessoas removeram a anta dali e conseguiram liberar a pista. Como 
esse animal pode pesar até 300 kg, para fazer isso, foi preciso de uma força-tarefa!
Depois do acontecido, ele resolveu pesquisar sobre esse sistema, que nunca antes 
tinha escutado alguém falar e descobriu várias informações sobre a preservação 
da biodiversidade. A experiência do acidente e as informações que visualizou no 
sistema foram suficientes para despertar mudanças de atitudes no Sr. Wilson. Ele 
se tornou um motorista mais atento ao trânsito e passou a valorizar estudos e 
pesquisas sobre a extinção de animais, compreendendo a importância dos ativistas 
que defendem a biodiversidade, em defesa da vida no planeta.
 
Mediação
Propõe-se que a leitura do texto O Sistema Urubu e o trânsito seja feita pelos 
estudantes e que, logo após, seja realizada uma roda de conversa, com eles, para 
abordar as temáticas relacionadas aos impactos do trânsito na biodiversidade e nos 
desenvolvimentos social e econômico e aos cuidados necessários ao se transitar nas 
vias, a partir tanto do conteúdo do texto quanto da realidade local, ampliando-se, assim, 
a reflexão. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, como, por exemplo: 
Quais as causas e as consequências do acidente que o Sr. Wilson presenciou na Reserva 
Biológica de Sooretama?; Qual o nome do sistema criado pelos pesquisadores para 
monitorar a morte de animais que estão em extinção e qual a importância desse sistema 
para preservação da biodiversidade?; Quais práticas de preservação da biodiversidade o 
Sr. Wilson adotou após ter vivido a experiência na reserva de Sooretama?. Para que seja 
vinculada a discussão do texto à realidade local, pode-se perguntar, aos estudantes, 
se eles já viram acidentes (ou se já ouviram falar de algum) envolvendo animais nas 
pistas, estimulando o compartilhamento, com os colegas, dos relatos de casos de 
acidentes que conhecem e dos impactos relacionados a eles. 
1) A partir dos conhecimentos gerados pela análise do texto O Sistema Urubu e o 
trânsito e das informações sobre os impactos socioeconômicos e ambientais 
relacionados à construção de estradas apresentadas no texto Impactos ambientais 
decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade 
civil, a seguir, realize, com a sua turma, um debate sobre os impactos positivos 
e negativos de construção de estradas. Para isso, é preciso que se dividam 
em dois grandes grupos. Nesse debate, moderado pelo professor, um dos grupos 
639º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
apresentará uma pequena avaliação dos impactos negativos da construção de 
estradas para a preservação da biodiversidade. O outro grupo, por sua vez, ficará 
responsável por abordar uma avaliação dos impactos positivos da abertura de 
estradas para os desenvolvimentos econômico e social. É importante que os 
grupos façam uma lista que contenha aspectos das questões a serem abordadas 
no debate, de forma a organizar os argumentos a serem apresentados e a 
elaborar questões a serem feitas aos debatedores. Cada grupo deve escolher 
um representante para sustentar, no debate, os argumentos reunidos.
Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e 
suas consequências na responsabilidade civil
[...]
Impactos negativos
A construção de rodovias, tanto na fase de sua implantação, quanto na fase de sua 
operação implica em danos ambientais de várias ordens.
Entre os impactos negativos, pode-se citar o aumento de emissão de ruídos, 
poeira e gases, início e aceleração de processos erosivos, carreamento de sólidos 
e assoreamento da rede de drenagem, interferências com a qualidade das águas 
superficiais e subterrâneas, alteração do curso d’água, com consequências para a 
vida aquática, deposição de materiais de descarte, supressão de vegetação nativa, 
alteração nos habitats, alteração dos movimentos migratórios de alguns animais, 
potencialidade de propiciar a invasão de espécies exóticas, criação de barreiras à vida 
selvagem sensível, perda da biodiversidade causada pela fragmentação e isolamento 
de populações, aumento da caça predatória, atropelamento de animais, formação 
de ambientes propícios ao desenvolvimento de vetores, alteração no cotidiano da 
população, possibilidade de acidentes com cargas perigosas com contaminação de 
rios e lagos, disseminação de doenças entre as comunidades de silvícolas, facilitação 
das atividades de madeireiras ilegais e da ocorrência de desmatamento, especulação 
de terras, colonização ilegal, aumento do número de incêndio nas proximidades 
das rodovias, aumento do comércio ilegal como o de carne de animais selvagens, 
extração ilegal de recursos naturais e incentivo à garimpagem ilegal, entre outros.
[...]
Assim, a construção de estradas é potencialmente causadora de um grande 
número de impactos ambientais negativos. Em áreas florestais, a construção 
de estradas pode ter um impacto negativo ainda mais acentuado. As florestas 
possuem uma complexa estrutura que abriga uma grande biodiversidade, o que faz 
com que os atropelamentos ou caça ilegal sejam ainda mais impactantes, podendo 
levar a diminuição ou até mesmo a extinção de algumas espécies.
[...]
Impactos positivos
As rodovias são parte indispensável da sociedade moderna (LAURANCE, 2014) 
e apesar da ocorrência de vários impactos negativos, deve-se lembrar de que a 
construção de estradas traz também, por outro lado, diversos impactos positivos.
A construção de estradas de rodagem pode contribuir para o aumento da produtividade 
agrícola, incentivar a instalação de indústrias e fábricas nas suas proximidades, contribuir 
para o aumento do número de empregos, seja dos operários da construção das rodovias 
em razão da abertura de vagas de trabalho, seja em razão do surgimento das empresas 
beneficiadas. Contribui para o aumento da arrecadação pública, do comércio legal, 
para o aumento da demanda de bens e serviços, da qualidade de vida de seus usuários 
com a facilitação do deslocamento entre as cidades, contribui, ainda, para melhoria 
nas condições de saúde e educação da população que poderá ter melhor acesso aos 
hospitais e escolas, facilita o transporte de pessoas e de carga, com potencial para o 
incremento de turismo em determinados locais, facilita o escoamento dos produtos 
64 OS IMPACTOS DO TRÂNSITO NA BIODIVERSIDADE
da região, evita a perda de produtos perecíveis, contribui para a realização de novos 
negócios e para a exportação de produtos. Além disso, atraem migrantes para longe das 
áreas selvagens vulneráveis. O comércio e o mercado imobiliário ganham, assim como a 
população, já que implica em melhoria na qualidade de vida das pessoas.
Ainda que de forma indireta, o próprio meio ambiente é beneficiado pela promoção 
do desenvolvimento econômico, potencializando obtenção de mais recursos 
orçamentários pelos entes públicos e sua reversão em prol da população, com a 
melhoria, por exemplo, da infraestrutura de uma cidade. 
[...]
As estradas de rodagem colaboram muito efetivamente com o desenvolvimento 
social e econômico e via de consequência, com a qualidade de vida das pessoas.
[...]
Fragmento extraído de REZENDE, Elcio Nacur; COELHO, Hebert Alves. Impactos ambientais 
decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil. Revista 
do Mestrado em Direito, Brasília, v. 9, n. 2, p. 155-180, jul-dez. 2015. Disponível em: https://
portalrevistas.ucb.br/index.php/rvmd/article/view/5880/4238. Acesso em: 20 abr. 2020.
Mediação 
Nesse último exercício, propõe-se que seja simulado, entre os estudantes, um debate, 
estabelecendo: um tempo curto (em minutos) para a apresentação; e um tempo curto para a 
realização de perguntas e de respostas, podendo haver réplicas e tréplicas. Sugere-se que 
sejam sistematizadaspotencialidades e debilidades relacionadas à construção de estradas e 
à preservação da biodiversidade com foco no desenvolvimento sustentável. 
Como encerramento, propõe-se abrir o diálogo com a turma, a partir da seguinte 
questão: O debate apresentou diferentes visões sobre a construção de estradas e sobre 
a preservação da biodiversidade. Considerando-se que se têm várias estradas que 
atravessam áreas protegidas, quais as ações de adequação da infraestrutura que são 
necessárias para reduzir os impactos à biodiversidade e quais são as mudanças de atitudes 
e de comportamento dos usuários das vias para transitar em segurança?.
Avaliação
Os estudantes poderão ser avaliados de acordo com a participação nas atividades 
coletivas previstas na atividade. É importante, durante o desenvolvimento da 
atividade, observar a participação deles na roda de conversa sobre o tema, como 
também na estruturação e na participação do debate realizado. 
Outras conexões
Um desdobramento possível desta atividade é, por exemplo, propor, aos 
estudantes, a realização de uma pesquisa sobre mais informações acerca do 
Sistema Urubu para serem compartilhadas em sala. É possível, também, fazer uma 
campanha, na comunidade escolar, de conscientização e de sensibilização sobre os 
cuidados necessários ao transitar em áreas ambientalmente protegidas, com base 
nas ações de adequação da infraestrutura necessárias para reduzir os impactos à 
biodiversidade e nas mudanças de atitudes e de comportamento dos usuários das 
vias propostas no debate realizado. 
Tá combinado?
As estradas são 
importantes 
para o país, mas 
é importante 
respeitar e 
preservar a 
biodiversidade. 
Mesmo sendo 
passageiro, nos 
veículos, fique 
sempre alerta 
aos limites de 
velocidade e 
à presença de 
animais nas vias. 
Compartilhe seus 
conhecimentos 
com amigos e com 
familiares e, em 
caso de riscos, 
comunique-se com 
as autoridades 
locais de trânsito! 
Compartilhe!
Como foi a 
realização 
desta atividade? 
Compartilhe 
conosco a sua 
experiência ao 
praticá-la com 
os estudantes! 
Aprimorando práticas e ampliando conexões
659º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 20 abr. 2020.
CANNON, John. Novo estudo: impactos provocados por estradas vão além dos 
danos ambientais. Tradução: Isadora Veiga. Ambiente Legal, 2018. Disponível em: 
http://www.ambientelegal.com.br/novo-estudo-impactos-provocados-por-estradas-
vao-alem-dos-danos-ambientais/. Acesso em: 17 abr.2020.
CENTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM ECOLOGIA DE ESTRADAS – CBEE. Sistema 
Urubu. c2013. Disponível em: http://cbee.ufla.br/portal/sistema_urubu/. Acesso em: 
20 abr. 2020.
REZENDE, Elcio Nacur; COELHO, Hebert Alves. Impactos ambientais decorrentes da 
construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil. Revista do 
Mestrado em Direito, Brasília, v. 9, n. 2, p. 155-180, jul-dez. 2015. Disponível em: 
https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rvmd/article/view/5880/4238. Acesso em: 
20 abr. 2020.
Referências
679º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Os impactos do trânsito 
na biodiversidade
Se, por um lado, a construção de estradas e de vias pode estimular os 
desenvolvimentos econômico e social (a partir do encurtamento de distâncias, 
da movimentação de mercadorias e de pessoas), por outro, pode impactar, 
negativamente, na preservação da biodiversidade, comprometendo o equilíbrio dos 
ecossistemas. Por vezes, a falta de infraestrutura adequada e o comportamento 
dos usuários das vias podem, também, provocar acidentes que põem em risco as 
suas vidas e as dos animais. 
Você já ouviu falar do Sistema Urubu? Conheça a história do Sr. Wilson e de como 
seu olhar sobre a preservação da biodiversidade mudou depois de experiências 
vividas no trânsito, com a leitura do texto O Sistema Urubu e o trânsito. 
O Sistema Urubu e o trânsito
Sr. Wilson trabalha como caminhoneiro em uma empresa que transporta máquinas 
de sorvete. Ele é o responsável por entregá-las para todo o Brasil e, por conta disso, 
conhece muitas estradas. 
Muito observador, Sr. Wilson se preocupa com a preservação da biodiversidade 
brasileira. Assim, sempre que passa por estradas que cortam regiões de reserva 
ambiental, ele redobra a atenção e reduz a velocidade, conforme especificado 
na sinalização de regulamentação instalada ao longo da via. Ele faz isso por dois 
motivos: primeiro, porque sabe que o barulho do motor pode confundir os animais 
que se utilizam dos sons para identificar a presença de presas e de predadores; 
e, segundo, porque a redução da velocidade ainda ajuda a prevenir mortes e 
mutilações desses animais em atropelamentos. Ao atravessar estradas que cortam 
reservas, o Sr. Wilson também costuma reduzir a luz dos faróis do caminhão, pois 
essa iluminação não é natural e seu uso, no período noturno, pode alterar o ciclo 
circadiano dos animais, que é o que os guia quanto aos horários de acordar, de se 
alimentar e de voltar a dormir.
Infelizmente, nem todos os motoristas são tão preocupados com a natureza e 
com a fauna quanto o Sr. Wilson. Aliás, ele também não era, até vivenciar uma 
situação que o sensibilizou. Em uma viagem do Rio de Janeiro (RJ) para Porto Seguro 
(BA), enquanto percorria o trecho do km 101, da BR-101, que atravessa a Reserva 
Biológica de Sooretama, onde a velocidade máxima permitida é de 30 km/hora, foi 
surpreendido com o trânsito que parou de repente! Antes de parar, só pôde ouvir o 
barulho de uma colisão e o gemido alto de um animal. 
Com o caminhão parado, o Sr. Wilson decidiu ver o que tinha acontecido e 
descobriu que um outro caminhão havia acabado de atropelar uma anta. 
Esse animal é o maior mamífero do Brasil e está ameaçado de extinção. Ao se 
aproximar, o Sr. Wilson percebeu que o motorista do acidente estava em choque 
e que olhava fixamente para o animal sem saber o que fazer. No acostamento, 
encontrava-se um passageiro do caminhão que havia se machucado, pois não 
estava usando o cinto de segurança no momento da colisão. O caminhoneiro que 
causou o acidente disse que andava a uma velocidade 60 km/h, que o trânsito 
estava tranquilo, mas que, de repente, a anta entrou na pista correndo! Alegou, 
ainda, que não deu nem tempo de sequer pisar no freio do caminhão ou de 
desviar, colidindo, diretamente, com o animal. 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
68 OS IMPACTOS DO TRÂNSITO NA BIODIVERSIDADE
Diante dessa situação, outro motorista se aproximou, tirou uma foto do animal e 
a enviou para o aplicativo do Sistema Urubu. Esse sistema é uma rede social de 
conservação da biodiversidade brasileira, criado por um grupo de pesquisadores 
da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais (MG). Ao enviar fotos de 
animais atropelados, qualquer cidadão pode ajudar os pesquisadores a compor um 
banco de dados sobre animais em risco de extinção. Após o registro fotográfico, o Sr. 
Wilson e outras pessoas removeram a anta dali e conseguiram liberar a pista. Como 
esse animal pode pesar até 300 kg, para fazer isso, foi preciso de uma força-tarefa!
Depois do acontecido, ele resolveu pesquisar sobre esse sistema, que nunca antes 
tinha escutado alguém falar e descobriu várias informações sobre a preservação 
da biodiversidade. A experiência do acidente e as informações que visualizou no 
sistema foram suficientes para despertar mudanças de atitudes no Sr. Wilson. Ele 
se tornou um motorista mais atento ao trânsito e passou a valorizar estudos e 
pesquisas sobre a extinção de animais, compreendendo a importância dos ativistas 
que defendem a biodiversidade, em defesa da vida no planeta.
1) A partir dos conhecimentos gerados pela análise do texto O Sistema Urubu e o 
trânsitoe das informações sobre os impactos socioeconômicos e ambientais 
relacionados à construção de estradas apresentadas no texto Impactos 
ambientais decorrentes da construção de estradas e suas consequências na 
responsabilidade civil, a seguir, realize, com a sua turma, um debate sobre 
os impactos positivos e negativos de construção de estradas. Para isso, é 
preciso que se dividam em dois grandes grupos. Nesse debate, moderado 
pelo professor, um dos grupos apresentará uma pequena avaliação dos 
impactos negativos da construção de estradas para a preservação da 
biodiversidade. O outro grupo, por sua vez, ficará responsável por abordar 
uma avaliação dos impactos positivos da abertura de estradas para os 
desenvolvimentos econômico e social. É importante que os grupos façam 
uma lista que contenha aspectos das questões a serem abordadas no 
debate, de forma a organizar os argumentos a serem apresentados e a 
elaborar questões a serem feitas aos debatedores. Cada grupo deve escolher 
um representante para sustentar, no debate, os argumentos reunidos.
Impactos ambientais decorrentes da construção de estradas e 
suas consequências na responsabilidade civil
[...]
Impactos negativos
A construção de rodovias, tanto na fase de sua implantação, quanto na fase de sua 
operação implica em danos ambientais de várias ordens.
Entre os impactos negativos, pode-se citar o aumento de emissão de ruídos, 
poeira e gases, início e aceleração de processos erosivos, carreamento de sólidos 
e assoreamento da rede de drenagem, interferências com a qualidade das águas 
superficiais e subterrâneas, alteração do curso d’água, com consequências para a 
vida aquática, deposição de materiais de descarte, supressão de vegetação nativa, 
alteração nos habitats, alteração dos movimentos migratórios de alguns animais, 
potencialidade de propiciar a invasão de espécies exóticas, criação de barreiras à vida 
selvagem sensível, perda da biodiversidade causada pela fragmentação e isolamento 
de populações, aumento da caça predatória, atropelamento de animais, formação 
de ambientes propícios ao desenvolvimento de vetores, alteração no cotidiano da 
população, possibilidade de acidentes com cargas perigosas com contaminação de 
rios e lagos, disseminação de doenças entre as comunidades de silvícolas, facilitação 
das atividades de madeireiras ilegais e da ocorrência de desmatamento, especulação 
de terras, colonização ilegal, aumento do número de incêndio nas proximidades 
das rodovias, aumento do comércio ilegal como o de carne de animais selvagens, 
extração ilegal de recursos naturais e incentivo à garimpagem ilegal, entre outros.
[...]
699º ANO | CIÊNCIAS | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Assim, a construção de estradas é potencialmente causadora de um grande 
número de impactos ambientais negativos. Em áreas florestais, a construção 
de estradas pode ter um impacto negativo ainda mais acentuado. As florestas 
possuem uma complexa estrutura que abriga uma grande biodiversidade, o que faz 
com que os atropelamentos ou caça ilegal sejam ainda mais impactantes, podendo 
levar a diminuição ou até mesmo a extinção de algumas espécies.
[...]
Impactos positivos
As rodovias são parte indispensável da sociedade moderna (LAURANCE, 2014) 
e apesar da ocorrência de vários impactos negativos, deve-se lembrar de que a 
construção de estradas traz também, por outro lado, diversos impactos positivos.
A construção de estradas de rodagem pode contribuir para o aumento da produtividade 
agrícola, incentivar a instalação de indústrias e fábricas nas suas proximidades, contribuir 
para o aumento do número de empregos, seja dos operários da construção das rodovias 
em razão da abertura de vagas de trabalho, seja em razão do surgimento das empresas 
beneficiadas. Contribui para o aumento da arrecadação pública, do comércio legal, 
para o aumento da demanda de bens e serviços, da qualidade de vida de seus usuários 
com a facilitação do deslocamento entre as cidades, contribui, ainda, para melhoria 
nas condições de saúde e educação da população que poderá ter melhor acesso aos 
hospitais e escolas, facilita o transporte de pessoas e de carga, com potencial para o 
incremento de turismo em determinados locais, facilita o escoamento dos produtos 
da região, evita a perda de produtos perecíveis, contribui para a realização de novos 
negócios e para a exportação de produtos. Além disso, atraem migrantes para longe das 
áreas selvagens vulneráveis. O comércio e o mercado imobiliário ganham, assim como a 
população, já que implica em melhoria na qualidade de vida das pessoas.
Ainda que de forma indireta, o próprio meio ambiente é beneficiado pela promoção 
do desenvolvimento econômico, potencializando obtenção de mais recursos 
orçamentários pelos entes públicos e sua reversão em prol da população, com a 
melhoria, por exemplo, da infraestrutura de uma cidade. 
[...]
As estradas de rodagem colaboram muito efetivamente com o desenvolvimento 
social e econômico e via de consequência, com a qualidade de vida das pessoas.
[...]
Fragmento extraído de REZENDE, Elcio Nacur; COELHO, Hebert Alves. Impactos ambientais 
decorrentes da construção de estradas e suas consequências na responsabilidade civil. Revista 
do Mestrado em Direito, Brasília, v. 9, n. 2, p. 155-180, jul-dez. 2015. Disponível em: https://
portalrevistas.ucb.br/index.php/rvmd/article/view/5880/4238. Acesso em: 20 abr. 2020.
As estradas são 
importantes 
para o país, mas 
é importante 
respeitar e 
preservar a 
biodiversidade. 
Mesmo sendo 
passageiro, nos 
veículos, fique 
sempre alerta 
aos limites de 
velocidade e 
à presença de 
animais nas vias. 
Compartilhe seus 
conhecimentos 
com amigos e com 
familiares e, em 
caso de riscos, 
comunique-se com 
as autoridades 
locais de trânsito! 
719º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Futebol da Lei Seca
Dirigir sob efeito de álcool pode colocar em risco a vida 
dos motoristas e dos outros usuários do trânsito
Articulação didática
Esta atividade propõe a realização de um debate, com os estudantes, sobre 
a importância do respeito à Lei Seca para garantir a segurança dos usuários 
do trânsito. Articulando-se com a disciplina de Educação Física, esta atividade 
explora a realização de um jogo utilizando o futebol como base. Nesse jogo, 
a partir de algumas adaptações, cada jogador da equipe tentará marcar um 
gol após girar por alguns segundos, o que será relacionado com uma das 
alterações nos sentidos que ocorrem na presença de álcool no organismo 
de um usuário do trânsito. Com isso feito, serão ressaltados cuidados que 
pedestres e passageiros podem adotar para transitar em segurança.
Objeto de conhecimento
Esportes de invasão – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Lei Seca.
Competência
Conhecer a Lei Seca.
Habilidade
Discutir sobre a importância da Lei Seca para a redução do número de 
acidentes e do índice de mortalidade no trânsito.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, espaço 
externo, bola de futebol, cronômetro e giz. 
Para que o trânsito seja um ambiente seguro para todos, é importante que haja 
conscientização dos usuários desse espaço sobre os riscos atrelados a dirigir 
sob efeito de álcool. O texto Bebida e direção aborda esse tema, expondo dados 
estatísticos sobre essa realidade, mostrando os efeitos colaterais da bebida 
causados no organismo e tratando dos dispositivos legais de fiscalização e de 
penalização dessa conduta.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
72 FUTEBOL DA LEI SECA
Bebida e direção
No trânsito brasileiro, são frequentes os casos de acidentes relacionados à 
embriaguez ao volante. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) (BRASIL, 
c2020), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras 
causados por condutores alcoolizados, com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo aquarta maior causa de acidentes no território nacional.
O álcool é uma droga lícita que provoca diversos efeitos colaterais no 
organismo. Alguns deles, descritos a seguir, podem ser associados aos riscos à 
condução de veículos. 
• Alteração do controle corporal: o motorista perde o equilíbrio e fica com 
dificuldades de movimento.
• Redução da capacidade de reagir adequadamente a estímulos (reflexos): o 
motorista fica apático e lento. Diante de uma situação de risco, tem dificuldades 
de agir para evitar um acidente.
• Diminuição da visão periférica: sob o efeito de álcool, o motorista apresenta 
redução da capacidade de perceber aquilo que está em volta do seu 
foco principal. Isso pode fazer com que, por exemplo, ao olhar para a via, 
não enxergue um pedestre prestes a atravessá-la. Essa alteração visual 
compromete, também, a noção de distância e prejudica a capacidade de 
diferenciar detalhes, contornos e formas, dificultando, por exemplo, a 
visualização das placas de trânsito.
• Excesso de confiança: a bebida alcoólica pode deixar as pessoas mais confiantes, 
desinibidas e eufóricas. No trânsito, esse excesso de confiança pode levar o 
motorista a cometer infrações, como, por exemplo, desrespeitar o limite de 
velocidade e as demais sinalizações e realizar manobras perigosas.
• Perda da atenção: o álcool diminui a atenção, prejudica a percepção e a 
memória, causa desorientação e confusão mental. Esses efeitos, no motorista, 
comprometem a direção segura.
Por isso, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) prevê diversas 
penalidades aos motoristas que dirigem sob influência de álcool, desde multa, 
suspenção do direito de dirigir, até a prisão do condutor. A grande consequência da 
mistura de álcool e direção, no entanto, não está na penalidade, mas sim na perda 
de vidas, desestruturando famílias, e na quantidade de feridos que sobrecarregam 
os hospitais e que oneram o Sistema Único de Saúde (SUS).
Lei Seca
Para coibir a ingestão de bebidas alcoólicas por motoristas, em 2008, foi publicada 
a Lei nº 11.705/08, que alterou alguns artigos do CTB, a fim de impor penalidades 
mais severas aos condutores que dirigem sob influência de álcool. Por estabelecer 
“alcoolemia zero”, essa norma ficou conhecida como Lei seca.
Para proporcionar um maior rigor punitivo à conduta da embriaguez ao volante, a 
Lei Seca já sofreu 3 alterações: no final de 2012, por meio da Lei nº 12.760/12; em 
2016, pela Lei nº 13.281; e, em 2017, através da Lei nº 13.546. 
Atualmente, dirigir sob a influência de álcool, independentemente da concentração, 
ou se recusar a fazer o teste do bafômetro, é uma infração gravíssima, com o 
valor da multa multiplicado por 10, chegando a R$ 2.934,70. Além do pagamento 
da multa, o motorista terá a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida e 
responderá a um processo administrativo que levará à suspensão do direito de 
dirigir por 12 meses e à retenção do veículo até que outro condutor habilitado se 
apresente. Se o motorista for flagrado novamente dirigindo embriagado dentro de 
1 ano, a multa será dobrada, para R$ 5.869,40, e a CNH poderá ser cassada.
Além de infração de trânsito, dirigir sob a influência de álcool é crime, sujeito à pena 
de detenção de seis meses a três anos.
739º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Verificando as capacidades psicomotoras dos condutores
Para garantir a segurança nas vias de trânsito, alguns procedimentos foram 
estabelecidos para averiguar e para fiscalizar a capacidade de condução 
dos motoristas e dos motociclistas. Segundo a Resolução nº 432, de 2013, 
do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), a verificação da alteração das 
capacidades psicomotoras de condutores em decorrência do uso de álcool e de 
outras substâncias psicotrópicas será realizada através de, ao menos, 1 entre 4 
procedimentos previstos por essa resolução. Entre eles estão o exame de sangue 
e outros exames realizados por laboratórios especializados, indicados por órgãos 
competentes, para detectar o consumo de outras substâncias psicoativas que 
determinem dependência. Está previsto, também, nessa resolução, o teste de 
medição do teor alcoólico no ar alveolar, popularmente conhecido como bafômetro. 
Por fim, a verificação também poderá se dar através da constatação de sinais 
que indiquem a alteração da capacidade psicomotora do condutor. Alguns desses 
sinais, por exemplo, são: sonolência, falta de memória, agressividade, fala alterada, 
falta de equilíbrio, entre outros – especificados no Anexo II da referida resolução 
(BRASIL, 2013). 
Estratégias didáticas
Sugere-se que esta atividade seja iniciada com uma roda de conversa, com os 
estudantes, com o objetivo de fazê-los refletir acerca da Lei Seca e das suas 
consequências no trânsito, enfatizando-se as alterações que podem ocorrer no 
organismo dos condutores de veículos ao ingerirem bebidas alcoólica e os riscos 
ao transitarem nessas condições. Na sequência, propõe-se que os estudantes, 
divididos em 2 equipes, realizem o jogo Futebol da Lei Seca. O jogo propõe que 
cada integrante de cada equipe, após girar o corpo no seu próprio eixo, por alguns 
segundos, realize tentativas de marcar gols, com o objetivo de que os estudantes, 
reflitam, a partir disso, sobre as dificuldades de equilíbrio e de orientação ao 
cumprirem uma tarefa. Em seguida, propõe-se a realização de uma segunda rodada 
de chutes e de defesas, entretanto, sem que os estudantes girem o corpo. Ao 
final, propõe-se a realização de uma roda de conversa com a turma para que os 
estudantes possam discutir sobre as consequências da ingestão de álcool e do uso 
da direção e sobre os cuidados, enquanto pedestres e passageiros, que eles podem 
tomar para transitar em segurança.
Atividade com gabarito
Futebol da Lei Seca
Dirigir sob efeito de bebida alcoólica pode causar diversos tipos de acidentes 
de trânsito, pois o álcool interfere nas atitudes, na orientação, na memória e na 
capacidade motora e verbal dos motoristas. Além de colocar em risco a própria 
vida e a vida dos demais usuários do trânsito (pedestres, ciclistas, motociclistas e 
outros motoristas e passageiros), o desrespeito à Lei Seca acarreta uma série de 
medidas punitivas para os motoristas, incluindo multa, recolhimento da habilitação, 
retenção do veículo e prisão. Observe, no quadro a seguir, os sinais de alteração 
da capacidade psicomotora que são detectados pelas autoridades de trânsito, de 
acordo com a Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013, do Conselho Nacional de 
Trânsito (CONTRAN).
É de Lei
Segundo o 
Artigo 165-A do 
CTB, negar-se a 
realizar os testes 
de capacidade 
psicomotora é uma 
infração gravíssima, 
com previsão de 
multa, suspensão 
de 12 meses do 
direito de dirigir, 
recolhimento da 
CNH e retenção do 
veículo.
Construindo os caminhos da atividade
74 FUTEBOL DA LEI SECA
Capacidade psicomotora Sinais observados
Quanto à aparência
• Sonolência.
• Olhos vermelhos.
• Vômito.
• Soluços.
• Desordem nas vestes.
• Odor de álcool no hálito.
Quanto à atitude
• Agressividade.
• Arrogância.
• Exaltação.
• Ironia.
• Falante.
• Dispersão.
Quanto à orientação • Sabe onde está.• Sabe a data e a hora.
Quanto à memória • Sabe seu endereço.• Lembra dos atos cometidos.
Quanto à capacidade 
motora e verbal
• Dificuldade no equilíbrio.
• Fala alterada.
Mediação
Após os estudantes lerem os dados mostrados no quadro, sugere-se a realização de 
uma roda de conversa para estimular a reflexão dos estudantes acerca da Lei Seca e 
de suas consequências no trânsito, enfatizando-se as alterações que podem ocorrer 
no organismo de condutores ao ingerirem bebida alcoólica e os riscos ao transitarem 
nessas condições. Sugere-se, também, que sejam feitos alguns questionamentos aos 
estudantes para o desenvolvimento da conversa: Vocês já viram ou pegaram carona com 
motoristas que ingeriram bebidas alcoólicas?; Já foram parados pela fiscalização em uma 
condição como essa?; Como foi essa experiência?.
Agora éhora de participar de um jogo para entender um pouco mais sobre as 
alterações que o álcool pode causar no organismo. No jogo Futebol da Lei Seca, você 
vai refletir sobre a dificuldade de transitar com as alterações que o álcool causa no 
organismo, sobretudo a desorientação e a tontura, que serão trabalhadas nesse jogo. 
É hora de jogar! Boa sorte!
Antes de iniciar o jogo, organize-se e tenha à disposição:
• Quadra esportiva com trave de futebol ou espaço compatível.
• Bola de futebol.
• Cronômetro.
• Apito.
• Giz.
759º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar as equipes e 
definir a ordem de início. Para isso, siga as seguintes instruções:
• Escolha um lado da quadra e faça uma marcação que seja equidistante da marca 
do pênalti e do centro da trave e, em seguida, faça outra marcação, de forma 
simétrica, espelhando a primeira marcação. 
• Divida a turma em 2 equipes e escolha, em comum acordo, qual equipe irá chutar 
primeiro a bola ao gol.
• Defina a ordem em que os jogadores irão participar do jogo e posicione as 
equipes junto às laterais da quadra. 
• Posicione o primeiro estudante do time escolhido para chutar primeiro na 
marcação feita na parte da quadra onde se encontra a sua equipe, e o primeiro 
jogador da equipe adversária, que terá a função de goleiro, ficará atrás do 
jogador chutador.
• Posicione o segundo estudante, do outro time, na marcação feita na parte da 
quadra onde se encontra a sua equipe, e o segundo jogador da equipe adversária 
deverá ficar atrás dele.
Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é hora de realizar o jogo. A 
seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo:
• Ao apito do professor, o jogador que fará a tentativa de chute deverá ser girado pelo 
jogador do time adversário por um tempo determinado, combinado previamente. Após 
o segundo apito do professor, ambos deverão correr para as suas posições (de goleiro e 
de chutador), e o jogador da rodada deverá chutar a bola para tentar fazer o gol.
• Se o jogador fizer gol, ele somará um ponto para a equipe. Se errar, a equipe não 
somará ponto.
• Seguindo as orientações acima, os chutes deverão ser feitos de forma alternada, 
até que todos os jogadores chutem ao gol. 
• Após concluir a primeira série de chutes, deverá ser feita uma segunda rodada 
de chutes e de defesas com as mesmas duplas formadas, entretanto, sem girar o 
jogador chutador.
• Os jogadores se posicionarão nas marcações e, ao apito do professor, eles 
deverão correr para suas posições (de goleiro e de chutador), e o jogador da 
rodada deverá chutar a bola para tentar fazer o gol. 
• Se o jogador fizer gol, ele somará um ponto para a equipe. Se errar, a equipe não 
somará ponto.
• A equipe que somar mais pontos depois de finalizadas as duas séries de chutes 
e de defesas será nomeada a “Melhor equipe de segurança viária”. Caso dê 
empate, a turma será considerada “Turma em prol da segurança viária”.
76 FUTEBOL DA LEI SECA
Mediação
Após terminar o jogo, sugere-se que, ao declarar uma das equipes como a “Melhor equipe de 
segurança viária”, seja frisado, com a turma, que o trânsito é um ambiente coletivo e que não 
existe um único vencedor. Todos ganham quando os usuários (condutores, passageiros, ciclistas 
e pedestres) adotam atitudes seguras ao transitar e todos perdem quando são desrespeitadas 
as regras e as sinalizações do trânsito, aumentando-se o risco de acidentes e de fatalidades.
Depois de jogar, reflita sobre as seguintes questões, em uma roda de conversa com 
seus colegas.
1) Foi mais difícil fazer o gol na primeira ou na segunda rodada? Por quê?
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes reflitam que, na primeira 
rodada, foi mais difícil por estarem tontos, não podendo se equilibrar ou se orientar 
corretamente para chutar a bola ao gol.
2) No trânsito, sentir-se tonto e desorientado por conta da ingestão de álcool é, 
infelizmente, uma alteração bastante comum. Pela experiência que você teve 
no jogo, quais consequências podem acontecer no trânsito com motoristas 
que ingerem bebida alcoólica e que sentem essas e outras alterações? 
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que os estudantes reflitam que estar tonto 
devido à ingestão de bebida alcoólica altera a percepção, a orientação e o equilíbrio dos 
condutores e que isso pode gerar graves acidentes nas vias.
3) Que cuidados você pode tomar enquanto pedestre ou passageiro quando 
percebe que os motoristas estão dirigindo sob efeito de álcool?
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que, enquanto pedestres e passageiros, os 
estudantes compreendam a importância de adotar posturas seguras para transitarem 
nas vias, como atravessar ruas com atenção e respeitando as regras, assim como de 
evitar pegar carona com motoristas que ingeriram álcool, sinalizando-lhes a respeito da 
conduta errada de conduzir um veículo sob ingestão de álcool.
Mediação
Para o fechamento da atividade, sugere-se a realização de uma roda de conversa com 
os estudantes, guiada pelas questões colocadas, para que eles possam refletir sobre a 
importância das conexões do jogo e sobre como se sentiram simulando alguns dos efeitos 
no organismo quando se ingere bebidas alcoólicas. É importante enfatizar que os estudantes 
não devem pegar carona com motoristas que ingeriram bebida alcoólica e devem sempre 
alertá-los de não conduzir o veículo nessa situação, pegando carona com alguém que não 
bebeu, esperando o dia seguinte para ir embora ou chamando um carro de aplicativo.
Avaliação
Nesta atividade, a avaliação pode ser feita considerando-se a participação e 
a colaboração dos estudantes no jogo. Pode-se avaliar se eles conseguiram, 
coletivamente, cumprir o objetivo proposto, reconhecendo as consequências de 
dirigir sob efeito de bebida alcoólica e, sobretudo, o que podem fazer enquanto 
pedestres e passageiros para transitar em segurança.
Você sabia?
Conforme 
dados da Polícia 
Rodoviária Federal 
(PRF), em 2019, 
foram registrados 
5.419 acidentes 
nas rodovias 
federais brasileiras 
causados por 
condutores 
alcoolizados.
Papo sério!
Motoristas 
alcoolizados 
colocam a própria 
vida em risco e 
a vida daqueles 
que transitam 
com eles nas vias. 
Não pegue carona 
com motoristas 
alcoolizados! 
Aprimorando práticas e ampliando conexões
779º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Outras conexões
Uma possibilidade de continuação para essa atividade é convidar um médico para 
uma roda de conversa com a turma, para explicar os efeitos, no organismo, do uso 
de álcool e o perigo à vida dos jovens. 
Outra sugestão é engajar os estudantes na elaboração de uma campanha 
publicitária em parceria com outras áreas de conhecimento, alertando os jovens 
sobre o risco de misturar álcool e direção, divulgando, pela escola, para outras 
turmas e, também, através das redes sociais. 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 24 mar. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 jul. 2020.
BRASIL. Polícia Rodoviária Federal - PRF. Dados Abertos - Acidentes: agrupados 
por ocorrência (2019). c2020. Disponível em: https://portal.prf.gov.br/dados-
abertos-acidentes. Acesso em: 27 jul. 2020.
BRASIL. Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013. Dispõe sobre os 
procedimentos a serem adotados pelas autoridades de trânsito e seus agentes na 
fiscalização do consumo de álcool ou de outra substância psicoativa que determine 
dependência, para aplicação do disposto nos arts. 165, 276, 277 e 306 da Lei nº 
9.503, de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Brasília, 
DF: CONTRAN, [2013]. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-contran/resolucoes/resolu-o-uo-432-2013c.pdf. Acesso 
em: 14 set. 2020.
Compartilhe! 
Conte-nos como 
foi realizar esta 
atividade com os 
estudantes! Para 
descrever esse 
momento, não se 
esqueça de nos 
enviar fotos e/ou 
vídeos da dinâmica 
feita. 
Você e os 
estudantes fazem 
parte do Programa 
Conexão DNIT! 
Referências
799º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Futebol da Lei Seca
Dirigir sob efeito de bebida alcoólica pode causar diversos tipos de acidentes 
de trânsito, pois o álcool interfere nas atitudes, na orientação, na memória e na 
capacidade motora e verbal dos motoristas. Além de colocar em risco a própria 
vida e a vida dos demais usuários do trânsito (pedestres, ciclistas, motociclistas e 
outros motoristas e passageiros), o desrespeito à Lei Seca acarreta uma série de 
medidas punitivas para os motoristas, incluindo multa, recolhimento da habilitação, 
retenção do veículo e prisão. Observe, no quadro a seguir, os sinais de alteração 
da capacidade psicomotora que são detectados pelas autoridades de trânsito, de 
acordo com a Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013, do Conselho Nacional de 
Trânsito (CONTRAN).
Capacidade psicomotora Sinais observados
Quanto à aparência
• Sonolência.
• Olhos vermelhos.
• Vômito.
• Soluços.
• Desordem nas vestes.
• Odor de álcool no hálito.
Quanto à atitude
• Agressividade.
• Arrogância.
• Exaltação.
• Ironia.
• Falante.
• Dispersão.
Quanto à orientação • Sabe onde está.• Sabe a data e a hora.
Quanto à memória • Sabe seu endereço.• Lembra dos atos cometidos.
Quanto à capacidade 
motora e verbal
• Dificuldade no equilíbrio.
• Fala alterada.
Agora é hora de participar de um jogo para entender um pouco mais sobre as 
alterações que o álcool pode causar no organismo. No jogo Futebol da Lei Seca, você 
vai refletir sobre a dificuldade de transitar com as alterações que o álcool causa no 
organismo, sobretudo a desorientação e a tontura, que serão trabalhadas nesse jogo. 
É hora de jogar! Boa sorte!
Antes de iniciar o jogo, organize-se e tenha à disposição:
• Quadra esportiva com trave de futebol ou espaço compatível.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
80 FUTEBOL DA LEI SECA
• Bola de futebol.
• Cronômetro.
• Apito.
• Giz.
Ainda nessa etapa inicial, é necessário organizar o espaço, montar as equipes e 
definir a ordem de início. Para isso, siga as seguintes instruções:
• Escolha um lado da quadra e faça uma marcação que seja equidistante da marca 
do pênalti e do centro da trave e, em seguida, faça outra marcação, de forma 
simétrica, espelhando a primeira marcação. 
• Divida a turma em 2 equipes e escolha, em comum acordo, qual equipe irá chutar 
primeiro a bola ao gol.
• Defina a ordem em que os jogadores irão participar do jogo e posicione as 
equipes junto às laterais da quadra. 
• Posicione o primeiro estudante do time escolhido para chutar primeiro na 
marcação feita na parte da quadra onde se encontra a sua equipe, e o primeiro 
jogador da equipe adversária, que terá a função de goleiro, ficará atrás do 
jogador chutador.
• Posicione o segundo estudante, do outro time, na marcação feita na parte da 
quadra onde se encontra a sua equipe, e o segundo jogador da equipe adversária 
deverá ficar atrás dele.
Depois de organizar o espaço e de separar as equipes, é hora de realizar o jogo. A 
seguir, são apresentadas as orientações para o desenvolvimento do jogo:
• Ao apito do professor, o jogador que fará a tentativa de chute deverá ser girado pelo 
jogador do time adversário por um tempo determinado, combinado previamente. Após 
o segundo apito do professor, ambos deverão correr para as suas posições (de goleiro e 
de chutador), e o jogador da rodada deverá chutar a bola para tentar fazer o gol.
• Se o jogador fizer gol, ele somará um ponto para a equipe. Se errar, a equipe não 
somará ponto.
• Seguindo as orientações acima, os chutes deverão ser feitos de forma alternada, 
até que todos os jogadores chutem ao gol. 
• Após concluir a primeira série de chutes, deverá ser feita uma segunda rodada 
de chutes e de defesas com as mesmas duplas formadas, entretanto, sem girar o 
jogador chutador.
• Os jogadores se posicionarão nas marcações e, ao apito do professor, eles 
deverão correr para suas posições (de goleiro e de chutador), e o jogador da 
rodada deverá chutar a bola para tentar fazer o gol. 
Conforme 
dados da Polícia 
Rodoviária Federal 
(PRF), em 2019, 
foram registrados 
5.419 acidentes 
nas rodovias 
federais brasileiras 
causados por 
condutores 
alcoolizados.
819º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
• Se o jogador fizer gol, ele somará um ponto para a equipe. Se errar, a equipe não 
somará ponto.
• A equipe que somar mais pontos depois de finalizadas as duas séries de chutes 
e de defesas será nomeada a “Melhor equipe de segurança viária”. Caso dê 
empate, a turma será considerada “Turma em prol da segurança viária”.
Depois de jogar, reflita sobre as seguintes questões, em uma roda de conversa com 
seus colegas.
1) Foi mais difícil fazer o gol na primeira ou na segunda rodada? Por quê?
2) No trânsito, sentir-se tonto e desorientado por conta da ingestão de álcool é, 
infelizmente, uma alteração bastante comum. Pela experiência que você teve 
no jogo, quais consequências podem acontecer no trânsito com motoristas 
que ingerem bebida alcoólica e que sentem essas e outras alterações? 
3) Que cuidados você pode tomar enquanto pedestre ou passageiro quando 
percebe que os motoristas estão dirigindo sob efeito de álcool?
Motoristas 
alcoolizados 
colocam a própria 
vida em risco e 
a vida daqueles 
que transitam 
com eles nas vias. 
Não pegue carona 
com motoristas 
alcoolizados! 
839º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Sentindo o caminho
O piso tátil é importante para que o trânsito seja um espaço mais inclusivo
Articulação didática
Esta atividade articula o conteúdo de trânsito “piso tátil” com a disciplina 
de Educação Física por meio de uma adaptação da brincadeira Cabra-cega, a 
partir da qual é possível trabalhar com algumas questões, como confiança, 
equilíbrio, coordenação motora e percepção espacial. Abordam-se os tipos 
de pisos táteis, com intuito de conscientizar os pedestres sobre as suas 
funções para a mobilidade de pessoas com deficiência visual. 
Objeto de conhecimento
Ginástica de conscientização corporal – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Piso tátil.
Competência
Reconhecer as funções e os benefícios do piso tátil para as pessoas com 
deficiência visual.
Habilidade
Descrever a funcionalidade e a importância do piso tátil para pedestres com 
deficiência visual.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, vendas para os 
olhos, cordas, cones e hastes para simular bengalas para deficientes visuais. 
O trânsito como espaço inclusivo requer a promoção de ações e de investimentos 
em infraestrutura de forma a atender às diferentes necessidades dos seus usuários. 
O piso tátil, e sua relevância, é um exemplo que é abordado nesta atividade para a 
promoção de um trânsito mais democrático. O texto Os pisos táteis: para que e para 
quem? aborda a importância do piso tátil para o pedestre com deficiência visual e 
descreve orientações sobre o que os pedestres precisam saber para zelar por essa 
sinalização nas cidades, tão importante para os deficientes visuais.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
84 SENTINDO O CAMINHO
Os pisos táteis: para que e para quem?
As cidades se transformaram muito no último século. Carroças foram substituídas 
por carros, bondes por ônibus e cavalos por bicicletas. A arquitetura priorizou 
prédios em detrimento de casas, promovendoa verticalização das grandes cidades 
para comportar o aumento populacional decorrente do êxodo rural. Junto com essas 
transformações, os cidadãos, em constante adaptação, reivindicaram e conquistaram 
novos direitos e deveres, os quais são manifestados em leis que organizam a vida 
social. Quando se trata de pessoas com deficiência ou com algum tipo de limitação 
física, as cidades, atualmente, contam com políticas de acessibilidade, ainda que o 
avanço dessas políticas não seja igual em todos os lugares. Nas imagens a seguir, são 
apresentados exemplos de pisos táteis que podem ser encontrados nas vias públicas 
e nos ambientes públicos e privados e que orientam os trajetos das pessoas com 
deficiência visual, durante seus deslocamentos.
É importante ressaltar que os pisos táteis não foram idealizados para que o 
indivíduo caminhe por cima deles, mas sim ao lado, com a função principal de 
sinalizar o percurso para o pedestre através do toque com a bengala, distinguindo-
se do piso tradicional em função da textura diferenciada. 
Nesse sentido, as questões de busca de condições de igualdade e do exercício dos 
direitos e das liberdades fundamentais para a pessoa com deficiência vêm despertando 
a atenção da sociedade, visando garantir o transitar e o convívio seguro de deficientes 
físicos, de idosos e de pessoas com dificuldade de locomoção nas cidades. Com isso, 
têm sido instituídas leis e normas destinadas a assegurar e a promover a acessibilidade.
A Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015 (BRASIL, 2015), que instituiu a Lei Brasileira de 
Inclusão da Pessoa com Deficiência, aborda, com detalhes, os elementos que envolvem 
os processos destinados a assegurar e a promover as inclusões social e cidadã das 
pessoas com deficiência. Dentre as definições ali inseridas, constam termos importantes 
para serem observados, como é o caso da definição de pessoa com deficiência: 
Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento 
de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em 
interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e 
efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas [...].
Acrescenta-se, assim, que são considerados deficientes visuais aqueles que possuem 
limitação ou perda de funções básicas da visão. Para a segurança no trânsito de 
pedestres deficientes visuais, os pisos táteis ajudam a compor uma linguagem especial 
para esse público e têm sido implementados para sinalizar melhor as cidades, as 
calçadas e os edifícios, possibilitando que os deficientes se orientem com segurança. A 
norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 16537 - Acessibilidade — 
Sinalização tátil no piso — Diretrizes para elaboração de projetos e instalação versa sobre 
859º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
os detalhes técnicos necessários para a implementação dos pisos táteis de maneira 
eficaz. No entanto, as normas orientam a instalação, mas são os deficientes visuais que, 
de fato, vão sentir de que forma a instalação, a escolha de produtos e as adaptações 
feitas os ajudam nos desafios cotidianos de transitar na cidade. 
De modo a descrevê-los, os pisos táteis são divididos em dois tipos, piso tátil 
direcional e piso tátil de alerta. Ambos estão especificados na norma brasileira 
ABNT NBR 9050 e precisam atender às suas diretrizes, em relação a medidas, à 
distância e à disposição. Por um lado, há o piso tátil direcional, que tem a função 
de conduzir os deficientes visuais, em uma espécie de trilha em relevo. Ou seja, 
esse piso é uma placa disposta no chão com superfície e com relevos direcionais e 
lineares e que necessita ser instalado na direção do deslocamento. Por outro lado, 
há o piso tátil de alerta que possui formato de relevo tronco-cônico, necessitando 
ser instalado no sentido perpendicular ao sentido do deslocamento dos pisos 
direcionais e que significa que há um obstáculo, como um poste, um muro, um 
degrau, uma parede ou uma entrada de um estabelecimento, dentre outros, que 
compromete o deslocamento em segurança do pedestre com deficiência visual.
Assim como outros elementos de segurança disponíveis no sistema trânsito (como faixa 
de pedestres, passarelas e semáforos), os pisos táteis são dispositivos que auxiliam a 
mobilidade de forma segura. Como mais uma das diferentes linguagens e dos diversos 
significados que compõem as cidades, os pisos táteis fazem parte da linguagem do 
trânsito e têm o seu propósito. À medida que a deficiência física, especialmente a 
deficiência visual, gera a dependência de ajuda de outras pessoas (como amigos e 
familiares) para terem o acesso ao direito de ir e vir, todo cidadão precisa estar ciente da 
importância do piso tátil na vida dessas pessoas. Ou seja, ter esse conhecimento e essa 
consciência é importante na formação de indivíduos mais atentos aos direitos e deveres 
e, também, à construção de cidades e de instituições menos excludentes.
Estratégias didáticas
A atividade pode ser iniciada convidando os estudantes para uma caminhada 
pelas instalações da escola e pelo entorno dela com os objetivos de identificar se, 
na escola, existem pisos táteis e de reconhecer os diferentes tipos. Depois, em 
uma brincadeira, os estudantes experimentarão a sensação de fazer um percurso 
de olhos vendados. Para finalizar, propõe-se a realização de uma conversa com 
os estudantes sobre as sensações sentidas ao terem experienciado andar sob 
orientação do piso tátil e, a partir disso, sobre as atitudes que podem ser adotadas 
para tornar o trânsito um espaço inclusivo e democrático.
Atividade com gabarito
Sentindo o caminho
As leis e as normas destinadas a assegurar e a promover a acessibilidade 
intentam dar condições de igualdade e do exercício dos direitos e das liberdades 
fundamentais aos cidadãos, visando garantir o transitar e o conviver seguros 
de deficientes físicos, de idosos e de pessoas com dificuldade de locomoção nas 
cidades. Nesse aspecto, os pisos táteis são importantes para que os pedestres com 
deficiência visual possam se locomover de forma segura e de forma democrática. 
Construindo os caminhos da atividade
86 SENTINDO O CAMINHO
Que tal conversar um pouco sobre o assunto com seus colegas e, depois, fazer uma 
caminhada pelas instalações da escola e pelo entorno dela para identificar se existem 
pisos táteis instalados e para reconhecer, caso existam, os seus diferentes tipos?
Mediação
É importante iniciar a atividade conversando com os estudantes sobre o que já sabem 
sobre pisos táteis, ativando seus conhecimentos prévios e preparando a turma para 
ampliar a percepção sobre seus usos e suas funções. Algumas perguntas podem ser feitas 
para conduzir esse diálogo inicial, como, por exemplo: Você já viu pisos táteis nas ruas do 
bairro e da cidade?; Você sabe qual é a função deles?; Você sabe a quem são destinados?. 
Na sequência, a proposta é realizar uma pequena caminhada de observação pelas 
instalações da escola e pelos arredores dela, observando se, em algum desses 
espaços, estão instalados pisos táteis. 
Será que você conseguiria caminhar sem utilizar o sentido da visão para se orientar? 
Na brincadeira desta atividade, você e sua turma vão vivenciar essa experiência!
Antes de iniciar a brincadeira, organize-se e tenha à disposição: 
• Uma ou mais vendas para os olhos.
• Cordas e cones para formar o circuito no pátio da escola ou na quadra de esportes. 
Caso a escola tenha pisos táteis, os espaços que os contêm poderão ser utilizados. 
• Uma ou mais hastes para simular a bengala utilizada pelos deficientes visuais 
(vara de bambu e cabo de vassoura são alguns exemplos dessa adaptação).
Prepare o ambiente para caso não haja ou não seja possível utilizar os pisos 
táteis da escola. Assim, monte um circuito na quadra ou no pátio, preparando um 
caminho, na forma de corredor, com cordas dos dois lados e prevendo mudança de 
direção. A mudança de direção e o final do caminho,aliás, podem ser sinalizados 
por cones, orientando quem brinca sobre a mudança de trajetória.
Mediação
Usar o piso tátil presente na escola ou construir um circuito têm o objetivo de simular 
a sensação de poder guiar-se, sem o sentido da visão, para percorrer um caminho.
879º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Tendo isso organizado, é hora de realizar a brincadeira e de vivenciar a experiência 
de se locomover com olhos vendados com apoio de uma guia. Para que o objetivo 
da brincadeira seja atingido, siga as orientações propostas:
• Os participantes deverão se posicionar em fila no início do caminho. 
• O primeiro da fila será vendado e receberá uma haste.
• O participante vendado precisará atravessar o caminho orientado pelas cordas, 
pelos cones ou pelo piso tátil, com auxílio da haste. 
• Ao finalizar o circuito, entregará a venda e a haste para o próximo estudante, e 
assim sucessivamente, até que todos participem da experiência. 
Mediação
A simulação pode acontecer com um estudante de cada vez. Quando chegar ao final do trajeto, 
o estudante deverá entregar a venda e a haste ao próximo, e os demais ficarão observando. 
Para dar celeridade à brincadeira, é possível dividir a turma em dois grupos, posicionando 
um no início e outro no final do caminho sinalizado. Um grupo percorrerá o caminho 
de ida e outro o caminho da volta. O intuito é que todos experimentem a sensação. 
Como foi sua experiência? Compartilhe com a turma suas impressões, em uma roda 
de conversa, respondendo às perguntas a seguir:
1) Qual foi a sensação de caminhar de olhos vendados e com o auxílio da 
haste? Foi difícil? Por quê?
2) Sem a ajuda da corda e dos cones, seria possível chegar no final do percurso?
3) Quais cuidados são necessários para não atrapalhar as pessoas com 
deficiência visual que fazem usos dos pisos táteis para se locomover?
Mediação
Ao final da brincadeira, sugere-se fazer uma roda de conversa com a turma para que os 
estudantes possam refletir acerca do tema, compartilhando, com seus colegas, suas impressões 
de acordo com a vivência experienciada na brincadeira a partir das respostas das perguntas 
formuladas. Algumas indagações e mediações podem ser feitas adicionalmente, como, por 
exemplo: questionar quais outros sentidos que eles utilizaram para se locomoverem; se 
sentiram medo, se ficaram perdidos ou ansiosos também são questões a serem trabalhadas. 
Na última questão, é possível orientar as respostas da turma discutindo alguns exemplos, como: 
não caminhar sobre o piso tátil ou permanecer parado enquanto um deficiente visual está 
fazendo uso desse dispositivo; não deixar nenhum tipo de objeto sobre o piso tátil; entre outros. 
Avaliação
A proposta da atividade é promover a conscientização dos estudantes sobre a 
função e a importância da existência do piso tátil em todas as áreas (públicas e 
privadas), em que haja circulação de pedestres, para garantir a acessibilidade de 
Aprimorando práticas e ampliando conexões
88 SENTINDO O CAMINHO
pessoas com deficiência visual. Com isso, é importante avaliar a demonstração dos 
estudantes (tanto na brincadeira quanto depois dela) a respeito de solidariedade, de 
cooperativismo e de coletividade para a prover acessibilidade segura e democrática.
Outras conexões
Essa experiência pode ser ampliada em outra atividade, abordando-se a 
importância e o cuidado de um deficiente visual ser auxiliado para percorrer um 
determinando trecho não sinalizado por piso tátil. Com essa proposta, consideram-
se as atitudes dos estudantes na abordagem e na forma de orientar outra pessoa 
na travessia ou no caminho a serem feitos com a presença de obstáculos, a 
partir da realização de um exercício prático similar ao proposto nesta atividade e, 
posteriormente, avaliar, com os estudantes, essa experiência.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Piso tátil tem função 
importante. Disponível em: http://www.abnt.org.br/imprensa/releases/5477-piso-
tatil-tem-funcao-importante. Acesso em: 08 jul. 2019.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 06 fev. 2020.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão 
da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: 
Presidência da República, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm - Acesso em: 17 fev. 2020.
Compartilhe!
Como foi a 
realização desta 
atividade com 
os estudantes? 
Conte-nos sua 
experiência 
ao aplicá-la!
Referências
899º ANO | EDUCAÇÃO FÍSICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Sentindo o caminho
As leis e as normas destinadas a assegurar e a promover a acessibilidade 
intentam dar condições de igualdade e do exercício dos direitos e das liberdades 
fundamentais aos cidadãos, visando garantir o transitar e o conviver seguros 
de deficientes físicos, de idosos e de pessoas com dificuldade de locomoção nas 
cidades. Nesse aspecto, os pisos táteis são importantes para que os pedestres com 
deficiência visual possam se locomover de forma segura e de forma democrática. 
Que tal conversar um pouco sobre o assunto com seus colegas e, depois, fazer 
uma caminhada pelas instalações da escola e pelo entorno dela para identificar 
se existem pisos táteis instalados e para reconhecer, caso existam, os seus 
diferentes tipos?
Será que você conseguiria caminhar sem utilizar o sentido da visão para se orientar? 
Na brincadeira desta atividade, você e sua turma vão vivenciar essa experiência!
Antes de iniciar a brincadeira, organize-se e tenha à disposição: 
• Uma ou mais vendas para os olhos.
• Cordas e cones para formar o circuito no pátio da escola ou na quadra de 
esportes. Caso a escola tenha pisos táteis, os espaços que os contêm poderão 
ser utilizados. 
• Uma ou mais hastes para simular a bengala utilizada pelos deficientes visuais 
(vara de bambu e cabo de vassoura são alguns exemplos dessa adaptação).
Prepare o ambiente para caso não haja ou não seja possível utilizar os pisos 
táteis da escola. Assim, monte um circuito na quadra ou no pátio, preparando um 
caminho, na forma de corredor, com cordas dos dois lados e prevendo mudança de 
direção. A mudança de direção e o final do caminho, aliás, podem ser sinalizados 
por cones, orientando quem brinca sobre a mudança de trajetória.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
90 SENTINDO O CAMINHO
Tendo isso organizado, é hora de realizar a brincadeira e de vivenciar a experiência 
de se locomover com olhos vendados com apoio de uma guia. Para que o objetivo 
da brincadeira seja atingido, siga as orientações propostas:
• Os participantes deverão se posicionar em fila no início do caminho. 
• O primeiro da fila será vendado e receberá uma haste.
• O participante vendado precisará atravessar o caminho orientado pelas cordas, 
pelos cones ou pelo piso tátil, com auxílio da haste. 
• Ao finalizar o circuito, entregará a venda e a haste para o próximo estudante, e 
assim sucessivamente, até que todos participem da experiência. 
Como foi sua experiência? Compartilhe com a turma suas impressões, em uma roda 
de conversa, respondendo às perguntas a seguir:
1) Qual foi a sensação de caminhar de olhos vendados e com o auxílio da 
haste? Foi difícil? Por quê?
2) Sem a ajuda da corda e dos cones, seria possível chegar no final do percurso?
3) Quais cuidados são necessários para não atrapalhar as pessoas com 
deficiência visual que fazem usos dos pisos táteis para se locomover?
919º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
O envelhecimento humano e o trânsito
Ao dramatizar cenas do cotidiano do trânsito, 
aprende-se sobre o respeito às diferenças
Articulação didática
A presente atividadeaborda o envelhecimento da população e as mudanças 
decorrentes do avançar da idade, com o objetivo de trabalhar o trânsito 
como um ambiente democrático. Para isso, são apresentados dados e 
informações, na forma de gráficos, sobre vítimas do sistema trânsito e 
são destacados temas, como: as especificidades do idoso no trânsito; o 
respeito às diferenças; e a reflexão sobre atitudes inclusivas em relação aos 
motoristas, aos pedestres e aos passageiros com mais de 60 anos de idade. 
Objeto de conhecimento
Leitura e elaboração de mapa temático, croquis e outras formas de 
representação para analisar informações geográficas – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Idosos no trânsito.
Competência
Conhecer as características das pessoas idosas e a sinalização de trânsito que 
organiza e que beneficia as pessoas com mais de 60 anos.
Habilidades
Destacar as especificidades do idoso nas condições de pedestre, de 
motorista e de passageiro. 
Indicar atitudes que respeitam as particularidades dos idosos.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, cartolina e 
materiais para colorir. 
Reconhecer o trânsito como um ambiente democrático requer o respeito às 
especificidades de diversos segmentos da população que necessitam de condições 
diferenciadas para usufruir do direito de ir e vir. Em relação aos idosos, é importante que 
haja a compreensão das pessoas sobre o envelhecimento humano e sobre a forma como 
os idosos interferem na vida social quando se encontram no trânsito exercendo diferentes 
papéis. Para subsidiar essa reflexão, o Texto 1 Pedestres idosos sofrem mais acidentes fatais 
de trânsito contextualiza a situação do idoso no trânsito brasileiro, e o Texto 2 Estatuto do 
idoso destaca alguns direitos dos idosos com relação à utilização dos meios de transportes.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
92 O ENVELHECIMENTO HUMANO E O TRÂNSITO
Texto 1
Pedestres idosos sofrem mais acidentes fatais de trânsito
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) (OPAS, 2018), o número de 
pessoas com idade de 60 anos ou mais chegará a 2 bilhões até o ano de 2050. 
Sendo assim, os idosos representarão um quinto da população mundial. Para 
a garantia da segurança viária, o envelhecimento da população abrange novos 
desafios. Pessoas com mais de 65 anos também são as que, na condição de 
pedestre, mais sofrem acidentes fatais ou invalidez permanente em consequência 
de acidente de trânsito. 
Em 2016, o Brasil registrou a quinta maior população idosa do mundo, segundo 
dados do Ministério da Saúde. Estima-se que, em 2030, esse número ultrapasse o 
número total de crianças entre zero e 14 anos. A disparidade de idade também se 
reflete no registro de mortalidade em acidentes de trânsito entre faixas etárias, 
conforme revelado por diversos estudos. Um deles é uma análise de acidentes de 
transportes terrestres no Brasil e de Unidades Federadas entre os anos de 1990 e 
2015, publicado em maio de 2017 na Revista Brasileira de Epidemiologia (LADEIRAI 
et al., 2017). No período de 25 anos analisados, constatou-se que a chance de um 
pedestre ser uma vítima fatal em um acidente praticamente dobra entre as faixas 
etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos. Em comparação com a faixa etária acima 
de 80 anos, essa diferença quase triplica. No Gráfico 1, pode-se observar, fazendo 
relação com a idade, a quantidade de vítimas fatais a cada 100 mil habitantes e o 
tipo de usuário no trânsito.
Gráfico 1 - Taxas* de mortalidade específica por idade, de acordo com os tipos de 
acidentes de transporte terrestre - no Brasil, em 2015
Condições inerentes ao envelhecimento contribuem, também, para esses efeitos e 
podem explicar o fato de os idosos estarem expostos, por mais 
tempo, ao risco de colisão com um veículo. Na velhice, é comum que o caminhar 
fique mais lento, que haja redução da visão periférica, que se tenha falta de 
atenção, que se revele distúrbio de equilíbrio corporal, entre outros fatores 
limitantes, os quais contribuem para acidentes.
Segundo dados analisados da administradora do seguro DPVAT (2018?), nos últimos 
10 anos, entre 2009 e 2018, foram registrados mais de 55 mil mortes e 110 mil 
casos de invalidez permanente decorrentes de acidentes de trânsito. Na maioria 
dos casos, as vítimas estavam na condição de pedestres, e os automóveis foram 
responsáveis pela maioria das colisões. 
Fo
nt
e:
 b
as
ea
do
 e
m
 L
ad
ei
ra
i e
t a
l. 
(2
01
7)
*Taxas padronizadas por sexo e idade utilizando a população mundial.
939º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Texto 2
Estatuto do idoso
O Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003) possui um capítulo específico sobre os direitos 
em relação ao transporte. De modo a descrevê-lo, os artigos 39 ao 42 mencionam:
• a gratuidade no transporte coletivo; 
• a reserva de 10% das vagas dos assentos para idosos, que devem ser 
devidamente identificados;
• a gratuidade no transporte interestadual aos idosos com renda inferior a 2 
salários mínimos; 
• a reserva de 5% de vagas nos estacionamentos públicos e privados que devem 
ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade do idoso;
• o asseguramento da prioridade e da segurança do idoso nos procedimentos de 
embarque e de desembarque no transporte coletivo.
Estratégias didáticas
Para iniciar a atividade, pode ser feito um diálogo com a turma sobre 
envelhecimento, dando destaque a como o avançar da idade implica em alterações 
na saúde e no corpo das pessoas. Com isso, podem ser evidenciados os desafios 
que idosos enfrentam em situações que lhes foram comuns ao longo da vida como: 
pegar um ônibus; dirigir um carro; ou caminhar pelas calçadas. Na sequência, os 
estudantes são convidados a analisar um gráfico de barras com dados sobre o tema 
e a produzir cenas breves sobre situações enfrentadas por idosos no trânsito. Como 
conclusão da atividade, propõe-se a confecção de cartazes sobre o respeito às 
diferenças no trânsito, com foco nos idosos.
Atividade com gabarito
O envelhecimento humano e o trânsito
O risco de morte em acidentes de trânsito varia de acordo com as diferentes 
faixas etárias. Essa realidade é evidenciada em pesquisa publicada, em 2017, na 
Revista Brasileira de Epidemiologia, que analisou os acidentes no trânsito brasileiro 
entre 1990 e 2015. Para saber mais sobre o assunto, analise o gráfico de barras a 
seguir, referente a esse estudo, e, em seguida, responda às perguntas que seguem 
observando a relação entre a idade, a quantidade de vítimas fatais a cada 100 mil 
habitantes e o tipo de usuário no trânsito.
Construindo os caminhos da atividade
94 O ENVELHECIMENTO HUMANO E O TRÂNSITO
Gráfico 1 - Taxas* de mortalidade específica por idade a cada 100 mil habitantes, de 
acordo com os tipos de usuários de transporte terrestre – no Brasil, em 2015
LADEIRAI, Roberto Marini. et al. Acidentes de transporte terrestre: estudo Carga Global de 
Doenças, Brasil e unidades federadas, 1990 e 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, 
[online], v. 20, suppl.1, p. 157-170, maio 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbepid/
v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00157.pdf. Acesso em: 21 fev. 2020.
1) Após a leitura do Gráfico 1, sobre os acidentes fatais por faixa etária no 
trânsito brasileiro, indique se as afirmações abaixo estão de acordo com os 
dados apresentados na pesquisa, colocando: F, para falsa, e V, para verdadeira. 
( )� As crianças de 0 a 4 anos são as maiores vítimas fatais na condição de pedestres 
em comparação com as demais faixas etárias.
( )� Os idosos com mais de 80 anos na condição de ciclistas sofrem mais acidentes 
fatais do que na condição de pedestres.
( )� A chance de um pedestre ser uma vítima fatal em um acidente de trânsito 
praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos. 
( )� Idosos com mais de 80 anos, em todas as condições de usuáriode trânsito, 
foram os usuários que sofreram mais acidentes fatais em relação às demais 
faixas etárias.
( )� Os idosos acima de 65 anos sofreram mais acidentes fatais quando estavam na 
condição de pedestres. 
2) Você já percebeu que o índice de acidentes com idosos no trânsito é alto. 
Mas você imagina por quê? Converse com seus colegas sobre as dificuldades 
enfrentadas pelos idosos em seus deslocamentos e sobre as possibilidades 
de serem adotadas ações respeitosas para uma maior inclusão deles no 
trânsito. Com isso feito, anote as observações comentadas.
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes apresentem exemplos de 
situações enfrentadas pelos idosos, como, por exemplo: lentidão na travessia de ruas; 
desafios de caminhar por vias mal pavimentadas; dificuldades de forma geral devido 
à perda de audição; maior tempo de reflexo para ação e para reação a estímulos; e 
perda de visão. Como ações inclusivas, há os seguintes exemplos: o respeito às vagas 
prioritárias de estacionamento; o respeito aos assentos reservados no transporte 
coletivo; entre outros. 
F
F
F
V
V
*Taxas padronizadas por sexo e idade utilizando a população mundial.
959º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Mediação
Esse é um momento oportuno para promover um diálogo com a turma a respeito 
da relação dos idosos com o trânsito. Além disso, é importante trabalhar os 
comportamentos dos estudantes com relação à segurança e ao bem-estar dos idosos 
nesse ambiente. As percepções da turma no que dizem respeito às dificuldades 
enfrentadas pelos idosos e às possibilidades de ações respeitosas com eles podem ser 
transcritas no quadro para servir de referência à realização do exercício seguinte. 
3) Após conversar com a turma, escolha uma das situações vivenciadas pelos 
idosos no trânsito, e, com seus colegas, organize um pequeno roteiro e 
represente, de forma teatral, a cena escolhida. Não se esqueça de realçar as 
atitudes positivas que deverão ser adotadas.
Mediação 
Para a realização do exercício, é importante dividir a turma em equipes de forma que 
todos possam participar e possam colaborar no desenvolvimento do exercício. 
Em grupos, os estudantes podem encenar, brevemente, situações que representem 
os desafios dos idosos no trânsito. Nas cenas, pode-se, preferencialmente, dar ênfase 
às diferenças entre as boas e as más atitudes dos demais usuários das vias diante dos 
idosos. Ao final das apresentações, cabe, ainda, fazer uma reflexão coletiva sobre as 
atitudes positivas a serem adotadas por todos os usuários do sistema trânsito. 
4) Para despertar a consciência de mais pessoas sobre a questão, elabore um 
cartaz sobre o respeito às diferenças no trânsito, com foco nos idosos.
Mediação
Os cartazes podem ser construídos em grupos e podem ser combinados alguns critérios 
para essas produções. É importante orientar os grupos de que o conteúdo do cartaz 
sintetize as principais reflexões realizadas na atividade, abordando as características 
decorrentes do envelhecimento e os desafios enfrentados por idosos no trânsito. É 
importante, ainda, indicar, mesmo que de forma implícita, a importância de serem adotadas 
atitudes de respeito e de acolhimento de forma a sensibilizar as pessoas sobre os desafios 
que os idosos, muitas vezes, vivenciam quando os seus direitos não são reconhecidos. Os 
cartazes poderão ser expostos na escola para potencializar o processo de sensibilização.
Avaliação
A avaliação poderá considerar a compreensão dos estudantes sobre o envelhecimento 
da população e as particularidades dos idosos nas condições de pedestres, de 
motoristas e de passageiros. Além disso, podem ser consideradas as indicações, por 
parte dos estudantes, de atitudes respeitosas a serem adotadas para as interações 
com os idosos no trânsito para que este seja um ambiente mais democrático.
Tá combinado?
A educação e o 
respeito no trânsito 
são essenciais 
para a garantia 
da segurança dos 
seus usuários em 
qualquer faixa 
etária. Respeite 
as diferenças!
Você sabia?
Embora os idosos 
tenham dificuldade 
de atravessar a 
rua no tempo do 
semáforo, o Artigo 
214 do Código de 
Trânsito Brasileiro 
(CTB) garante o 
direito à conclusão 
da travessia para 
todos os pedestres, 
cabendo aos 
motoristas 
aguardar caso 
o sinal fique 
verde antes de o 
pedestre completar 
a travessia. 
Aprimorando práticas e ampliando conexões
96 O ENVELHECIMENTO HUMANO E O TRÂNSITO
Outras conexões
Como desdobramento desta atividade, pode ser organizado, na escola, um debate 
sobre o respeito às diferenças no trânsito, para a inclusão dos idosos. Podem ser 
convidados o Conselho Municipal do Idoso e os familiares idosos. Essa será uma 
ótima oportunidade para o desenvolvimento do protagonismo e da liderança dos 
estudantes, ao mobilizarem as famílias, organizando e divulgando previamente o 
evento. Outro tipo de encaminhamento poderia ser a realização de um diagnóstico 
da cidade, do bairro ou do entorno da escola, a partir da seguinte pergunta: 
nesta localidade, o trânsito é um ambiente democrático em que o idoso é respeitado e 
considerado em suas diferenças?. Se detectados desafios a serem superados quanto 
à questão, pode-se perguntar ainda: o que poderia ser feito?. Para a organização das 
equipes, os estudantes podem ser divididos de acordo com as diferentes condições 
(pedestres, motoristas e passageiros) que os idosos podem se encontrar no 
trânsito. Como resultado, pode ser feito um relatório a ser publicado na página on-
line da escola, encaminhado às autoridades competentes ou mesmo apresentado 
pelos estudantes em uma Associação de Idosos. 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 06 fev. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 04 out. 2019. 
BRASIL. Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e 
dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm. Acesso em: 12 jul. 2019.
LADEIRAI, Roberto Marini. et al. Acidentes de transporte terrestre: estudo Carga 
Global de Doenças, Brasil e unidades federadas, 1990 e 2015. Revista Brasileira de 
Epidemiologia, [online], v. 20, suppl.1, p. 157-170, maio 2017. Disponível em: http://
www.scielo.br/pdf/rbepid/v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00157.pdf. Acesso em: 21 
fev. 2020.
SEGURADORA LÍDER - DPVAT. Semana Nacional de Trânsito. Taxa de Mortalidade 
no Trânsito: Relatório especial - 10 anos. [2018?]. Disponível em: https://www.
seguradoralider.com.br/Documents/boletim-estatistico/Relatorio%20Especial%20
SNT-20-09.pdf. Acesso em: 21 fev. 2020.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE - OPAS. Folha informativa - 
Envelhecimento e saúde. 2018. Disponível em: https://www.paho.org/bra/
index.php?option=com_content&view=article&id=5661:folha-informativa-
envelhecimento-e-saude&Itemid=820. Acesso em: 21 fev. 2020.
Compartilhe!
Agora que a 
atividade foi 
desenvolvida, 
compartilhe 
conosco, do 
Programa Conexão 
DNIT, a sua 
experiência!
Referências
979º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
O envelhecimento humano e o trânsito
O risco de morte em acidentes de trânsito varia de acordo com as diferentes 
faixas etárias. Essa realidade é evidenciada em pesquisa publicada, em 2017, na 
Revista Brasileira de Epidemiologia, que analisou os acidentes no trânsito brasileiro 
entre 1990 e 2015. Para saber mais sobre o assunto, analise o gráfico de barras a 
seguir, referente a esse estudo, e, em seguida, responda às perguntas que seguem 
observando a relação entre a idade, a quantidade de vítimas fatais a cada 100 mil 
habitantes e o tipo de usuário no trânsito.
Gráfico 1 - Taxas* de mortalidade específica poridade a cada 100 mil habitantes, de 
acordo com os tipos de usuários de transporte terrestre – no Brasil, em 2015
LADEIRAI, Roberto Marini. et al. Acidentes de transporte terrestre: estudo Carga Global de 
Doenças, Brasil e unidades federadas, 1990 e 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, 
[online], v. 20, suppl.1, p. 157-170, maio 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbepid/
v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00157.pdf. Acesso em: 21 fev. 2020.
1) Após a leitura do Gráfico 1, sobre os acidentes fatais por faixa etária no 
trânsito brasileiro, indique se as afirmações abaixo estão de acordo com os 
dados apresentados na pesquisa, colocando: F, para falsa, e V, para verdadeira. 
( )� As crianças de 0 a 4 anos são as maiores vítimas fatais na condição de pedestres 
em comparação com as demais faixas etárias.
( )� Os idosos com mais de 80 anos na condição de ciclistas sofrem mais acidentes 
fatais do que na condição de pedestres.
( )� A chance de um pedestre ser uma vítima fatal em um acidente de trânsito 
praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 anos e de 65 a 69 anos. 
( )� Idosos com mais de 80 anos, em todas as condições de usuário de trânsito, 
foram os usuários que sofreram mais acidentes fatais em relação às demais 
faixas etárias.
( )� Os idosos acima de 65 anos sofreram mais acidentes fatais quando estavam na 
condição de pedestres.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
*Taxas padronizadas por sexo e idade utilizando a população mundial.
Estudante
98 O ENVELHECIMENTO HUMANO E O TRÂNSITO
2) Você já percebeu que o índice de acidentes com idosos no trânsito é alto. 
Mas você imagina por quê? Converse com seus colegas sobre as dificuldades 
enfrentadas pelos idosos em seus deslocamentos e sobre as possibilidades 
de serem adotadas ações respeitosas para uma maior inclusão deles no 
trânsito. Com isso feito, anote as observações comentadas.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
3) Após conversar com a turma, escolha uma das situações vivenciadas pelos 
idosos no trânsito, e, com seus colegas, organize um pequeno roteiro e 
represente, de forma teatral, a cena escolhida. Não se esqueça de realçar as 
atitudes positivas que deverão ser adotadas.
4) Para despertar a consciência de mais pessoas sobre a questão, elabore um 
cartaz sobre o respeito às diferenças no trânsito, com foco nos idosos.
Embora os idosos 
tenham dificuldade 
de atravessar a 
rua no tempo do 
semáforo, o Artigo 
214 do Código de 
Trânsito Brasileiro 
(CTB) garante o 
direito à conclusão 
da travessia para 
todos os pedestres, 
cabendo aos 
motoristas 
aguardar caso 
o sinal fique 
verde antes de o 
pedestre completar 
a travessia.
A educação e o 
respeito no trânsito 
são essenciais 
para a garantia 
da segurança dos 
seus usuários em 
qualquer faixa 
etária. Respeite 
as diferenças!
999º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Planejando um passeio ciclístico
Lugares seguros e atitudes adequadas para a prática do ciclismo
Articulação didática 
Esta atividade tem como foco o planejamento de um passeio ciclístico 
como forma de sensibilização da comunidade local a respeito da prática do 
ciclismo. Para isso, incentiva os estudantes a considerarem, na realização do 
planejamento, os lugares adequados para a prática no bairro e os cuidados 
que devem ser adotados pelos usuários do trânsito para a segurança dos 
ciclistas. Nesse processo, a discussão que a atividade promove está situada 
no contexto das transformações do espaço urbano na sociedade industrial 
e destaca a necessidade de o planejamento urbano prever a criação de 
espaços seguros para a circulação dos ciclistas. 
Objeto de conhecimento
Transformações do espaço na sociedade urbano-industrial – BNCC 
(BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Ciclistas no trânsito.
Competência
Reconhecer lugares adequados e atitudes seguras para a prática do ciclismo.
Habilidade
Caracterizar os lugares e as atitudes de respeito e de proteção ao ciclista. 
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia.
Juntamente com o pedestre, o ciclista é o usuário mais vulnerável do sistema 
trânsito. Por isso, a escolha de locais apropriados e a adoção de atitudes seguras 
são condições essenciais para pedalar. Assim, no texto Ciclistas no trânsito, 
apresentam-se algumas regras e alguns cuidados recomendados a esses usuários 
das vias.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
100 PLANEJANDO UM PASSEIO CICLÍSTICO
Ciclistas no trânsito
A bicicleta é usada com cada vez mais frequência nas cidades. Pedalando, as 
pessoas se deslocam para fazer compras, ir ao trabalho ou ir à escola. Por ser um 
veículo movido pela força que a pessoa faz, a bicicleta não é poluente como outros 
meios de transporte. Além disso, ao se deslocar de bicicleta, o ciclista pratica uma 
atividade física, o que contribui para a saúde dele.
As cidades podem ser planejadas de forma a criar espaços seguros para a 
circulação de ciclistas, prevendo, na infraestrutura viária, a construção de ciclovias, 
de ciclofaixas ou de ciclorrotas. Com isso, as pessoas podem ser incentivadas a se 
deslocarem de bicicleta em segurança. Mas qual é a diferença entre as ciclovias, as 
ciclofaixas e as ciclorrotas? 
Ciclovias: são faixas de trânsito criadas, exclusivamente, para a circulação de 
bicicletas. São construídas paralelamente à pista por onde passam os carros, mas 
são separadas por uma barreira que protege os ciclistas. A circulação nas ciclovias 
pode ter sentido único ou sentido duplo.
Ciclofaixas: são espaços das vias destinados ao fluxo de bicicletas, segregados 
sem uma separação por barreira. Isso significa que a separação das vias para as 
ciclofaixas é feita por meio de sinalização horizontal e/ou por tachões, isolando os 
ciclistas dos demais veículos. 
Ciclorrotas: são vias sinalizadas, onde a circulação de bicicletas é compartilhada 
com pedestres ou com veículos motorizados (em locais como as calçadas, os 
canteiros, as passarelas, as faixas ou as pistas), criando condições favoráveis para 
isso e melhorando a segurança dos ciclistas. Nessas rotas, existe uma sinalização 
horizontal que indica o trânsito de bicicletas, compartilhando a via, e que, quando 
o espaço for compartilhado com veículos motorizados, a prioridade é para as 
bicicletas, devendo o motorista trafegar mais à esquerda da via, mantendo a 
distância de 1,5 m do ciclista. 
Além de uma estrutura adequada, para que seja garantida a segurança de todos, 
há uma série de regras para os ciclistas conduzirem suas bicicletas nas vias, o 
que lhes garantem direitos e definem deveres. Essas especificações, aliás, podem 
ser vistas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997). Os ciclistas devem 
sempre circular na mesma direção dos veículos, ao andarem em zonas rurais ou 
urbanas de pista dupla que não tenham ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, tendo 
preferência de circulação em relação aos veículos. Para andar de bicicleta em 
calçadas, é preciso ter autorização do órgão que gerencia a via, sendo necessária 
a devida sinalização. 
Outra regra que deve ser mencionada é que o ciclista desmontado da bicicleta se 
torna pedestre, tanto em deveres quanto em direitos. Assim, ao atravessar a faixa 
de pedestres,os ciclistas precisam descer e seguir empurrando a bicicleta para 
fazer a travessia.
No que se refere aos acessórios de segurança obrigatórios, no Brasil, têm-se: 
a campainha; as sinalizações noturnas dianteira, traseira, lateral e nos pedais; 
e o espelho retrovisor do lado esquerdo (BRASIL, 1997). Vale lembrar que as 
sinalizações reflexivas tornam a bicicleta e o ciclista mais visíveis, principalmente 
nas pedaladas noturnas e que, para maior visibilidade, é necessário manter os 
adesivos refletivos limpos. Cabe destacar, também, a importância do espelho 
retrovisor do lado esquerdo do guidão da bicicleta, pois, com ele, é possível 
perceber a aproximação de veículos, precavendo-se de possíveis situações de risco 
e, assim, evitando-se acidentes.
O uso de capacete, de óculos, de joelheiras e de cotoveleiras não é obrigatório. 
Contudo, é preciso sempre se lembrar da importância de usá-los para pedalar, pois, 
em casos de acidentes, eles podem evitar contusões mais graves e salvar vidas.
1019º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
É importante, também, fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção 
especial: aos pneus, mantendo-os com a calibragem adequada; à corrente, 
lubrificando-a com óleo apropriado, fazendo a limpeza antes; aos freios e às demais 
partes da bicicleta, como o selim, as rodas e o pedal, verificando se estão bem 
afixadas. Ao perceber algum ruído estranho ou mau funcionamento da bicicleta, o 
ciclista deve procurar resolver isso antes de usá-la.
Estratégias didáticas 
Para iniciar esta atividade, propõe-se que seja realizada, inicialmente, a leitura do 
texto Por práticas mais seguras de ciclismo, o qual dialoga sobre os benefícios do uso 
da bicicleta para deslocamentos, sobre a necessidade de se ter uma infraestrutura 
adequada e a necessidade de se adotar atitudes seguras para pedalar. Na 
continuidade, sugere-se que seja feita uma roda de conversa com os estudantes 
para que exponham suas experiências em relação ao uso da bicicleta. Em seguida, 
organizados em grupos, os estudantes são convidados a produzir o planejamento 
de um passeio ciclístico a partir de um roteiro disponibilizado. Para finalizar a 
atividade, propõe-se que sejam elaboradas frases que deem destaques às atitudes 
que os usuários do trânsito devem adotar para proteger os ciclistas.
Atividade com gabarito 
Planejando um passeio ciclístico
O uso da bicicleta como um meio de transporte alternativo cresce, cada vez mais, 
ao longo dos anos, e a segurança dos ciclistas no trânsito depende de vários 
fatores, como, por exemplo: a disponibilidade de uma infraestrutura adequada; e o 
comportamento dos usuários do sistema trânsito. 
Como você percebe a prática do ciclismo em seu bairro ou em sua comunidade?
Por práticas mais seguras de ciclismo
O ciclismo é uma prática que pode ser entendida como lazer, esporte e, também, 
como uma forma de transporte ativo, pois é a força do condutor que impulsiona o 
movimento da bicicleta. 
A prática do ciclismo promove inúmeros benefícios e contribui para melhorar a 
saúde das pessoas, a mobilidade no trânsito e, até mesmo, a preservação do meio 
ambiente. Mas é importante que a infraestrutura viária das cidades seja planejada 
para que essa prática possa ocorrer com segurança e é necessário que tanto os 
ciclistas quanto os demais usuários do trânsito adotem atitudes seguras ao transitar.
Vale lembrar que, para maior segurança, o ciclista precisa seguir algumas regras, 
como, por exemplo: pedalar, preferencialmente, em ciclovias ou ciclofaixas; seguir 
sempre pelo lado direito da via; observar a presença de pedestres, de outros 
ciclistas e de animais; e sinalizar com a mão, se precisar parar. Em ciclorrotas e em 
vias que não existem locais específicos para o trânsito de bicicletas, é necessário 
prestar atenção durante a circulação, sinalizando as intenções de mudar de faixa e 
de fazer curvas, pedalando no mesmo sentido dos veículos automotores. 
Construindo os caminhos da atividade
102 PLANEJANDO UM PASSEIO CICLÍSTICO
Além disso, a bicicleta precisa conter os equipamentos de segurança indicados 
no Código de Trânsito Brasileiro (CTB): sinalização noturna reflexiva dianteira, 
traseira, lateral e nos pedais; e campainha e espelho retrovisor no lado esquerdo. 
É importante, também, que o ciclista use outros itens para a proteção do corpo, 
como: capacete, luvas, joelheiras, cotoveleiras e sapatos fechados. Fazer sempre a 
manutenção da bicicleta, com atenção especial aos freios, às correntes e a condição 
dos pneus, também é imprescindível. 
Mediação
Após a leitura compartilhada do texto Por práticas mais seguras de ciclismo, sugere-se 
promover uma roda de conversa com os estudantes, para abordar as vivências deles 
em relação ao uso da bicicleta. Algumas questões podem ajudar nessa conversa, 
como, por exemplo: Quais os locais utilizados para a prática do ciclismo no bairro onde 
moram?; Esses locais são seguros ou inseguros e por quê?; Existe a necessidade de melhorar 
as condições de infraestrutura para os ciclistas nesses locais?; Quais atitudes os usuários do 
trânsito devem adotar para melhorar a segurança nesses locais?. As contribuições podem 
ser registradas no quadro para auxiliar no desenvolvimento do planejamento do 
passeio ciclístico proposto nesta atividade.
1) A segurança durante uma pedalada depende das características das vias 
por onde as bicicletas trafegam e do comportamento dos ciclistas e dos 
condutores de veículos motorizados. Que tal juntar-se com alguns colegas 
e planejar um passeio ciclístico para sensibilizar a comunidade sobre a 
necessidade de se terem locais adequados e de se adotarem atitudes 
seguras para praticar o ciclismo? 
a) Para realizar esse planejamento, sigam o roteiro apresentado a seguir, 
respondendo às perguntas e registrando as respostas em um documento 
chamado Planejamento do Passeio Ciclístico:
b) Qual é o objetivo do passeio ciclístico? O que se quer com a realização 
dessa ação?
c) Qual é o público que será convidado para realizar o passeio? Quantos 
participantes são esperados para o evento? 
d) Qual o percurso do passeio ciclístico, incluindo local de partida e local 
de chegada? 
e) Qual será o horário de início do passeio ciclístico e qual a estimativa de 
tempo de duração? 
f) Existe a necessidade de se obter alguma autorização especial junto à 
direção da escola, à Prefeitura ou aos órgãos de trânsito? Se sim, quais os 
procedimentos que devem ser adotados?
g) Quais as estratégias a serem adotadas para sensibilizar e para motivar as 
pessoas a participarem do passeio ciclístico? 
h) Quais recomendações devem ser repassadas aos participantes que irão 
realizar o passeio ciclístico?
Respostas escritas e em grupo. Espera-se que os estudantes apresentem ideias para a 
organização do passeio ciclístico, seguindo o roteiro apresentado.
Vocabulário
Ciclovia – faixa 
de trânsito 
exclusiva para 
ciclos, delimitada 
com obstáculos 
(separando-a da 
pista de veículos 
motorizados), 
onde o sentido de 
circulação pode ser 
único ou duplo. 
Ciclofaixa – 
semelhante à 
ciclovia, porém não 
tem delimitação 
física, apenas 
delimitada por 
sinalização 
específica;
Ciclorrota – vias 
de uso comum, 
com sinalização 
horizontal, onde 
a circulação 
de bicicletas é 
compartilhada 
com pedestres 
ou com veículos 
motorizados.
Fique ligado!
Pedalar promove 
a saúde do corpo, 
da mente e ajuda 
a preservar o meio 
ambiente, mas é 
preciso ter cuidado 
por onde se 
transita. Pedale em 
vias apropriadas, 
mantenha a 
atenção e não 
realize manobras 
de risco!
1039º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Mediação
Sugere-se que esse exercício seja realizado em grupos de até cinco estudantes para 
estimular a participação de todos da turma. É importante destacar que, como se trata 
de um planejamento para o passeio, é necessário considerar as peculiaridades do 
local e verificar as providências necessárias para garantir a segurança dos ciclistas 
que vão participar.Caso seja necessário pedalar sobre as calçadas ou fechar ruas para 
realizar a pedalada, deve-se considerar, no planejamento, a necessidade de solicitar 
autorização ao órgão de trânsito responsável. É relevante salientar, também, que, se 
o público do passeio for composto por estudantes menores de idade, é necessário 
prever, no planejamento, a autorização dos pais e/ou responsáveis. Assim como na 
pedalada e no uso cotidiano da bicicleta, é importante conhecer o trânsito da cidade e 
escolher a alternativa mais adequada para cada situação, incluindo, no planejamento, 
o que for necessário para uma pedalada segura. 
Ao final, os planejamentos feitos pelos grupos podem ser socializados para a turma.
2) Para que o passeio ciclístico atinja o objetivo proposto de sensibilizar a 
comunidade da necessidade de se ter segurança ao pedalar, ainda em 
grupos, criem uma ou mais mensagens que poderiam ser veiculadas, 
durante o passeio ciclístico, por meio de placas ou de faixas, tendo como 
foco as atitudes que os usuários do trânsito devem adotar para proteger os 
ciclistas. 
Resposta escrita e em grupo. Espera-se que os estudantes formulem mensagens e 
demonstrem possibilidades de atitudes que, se adotadas pelos usuários do trânsito, 
contribuirão para a proteção dos ciclistas. 
Avaliação
Ao longo do desenvolvimento da atividade, há momentos importantes que podem 
ser considerados pelo professor no processo avaliativo, como, por exemplo: se 
os estudantes compartilharam suas experiências na primeira roda de conversa 
formada, momento que poderá ser avaliada a compreensão dos estudantes em 
relação aos aspectos positivos do ciclismo e o entendimento da bicicleta como 
meio de transporte ativo; se os estudantes compreenderam a importância do 
planejamento da cidade para o incentivo à prática da pedalada em relação aos 
outros meios de transporte; e se, em relação ao passeio ciclístico, os estudantes 
foram participativos e compreendam as ações que podem contribuir para o 
incentivo da prática da pedalada, como também as atitudes que devem ser 
ressaltadas. 
Outras conexões
Considerando-se que a atividade é a realização do planejamento de uma pedalada, 
há possibilidade de que o desdobramento seja a própria execução do passeio 
ciclístico. Para isso, as ideias de cada grupo podem ser unidas a uma única prática, 
procurando melhor adequar o planejamento à realidade local. A turma pode ser 
orientada a organizar os registros da pedalada, como fotografias, relatos, placas de 
sensibilização em varais ou exposições, valorizando-se as impressões e os olhares 
dos estudantes e compartilhando-se a experiência deles com a comunidade escolar.
Aprimorando práticas e ampliando conexões
104 PLANEJANDO UM PASSEIO CICLÍSTICO
Outra alternativa possível seria: definir com a turma, a partir dos roteiros apresentados, 
o melhor roteiro para o passeio ciclístico e, após realizar o mapeamento de risco do 
percurso selecionado, seria possível identificar pontos que requerem maior atenção dos 
ciclistas e desenvolver uma campanha para chamar a atenção dos ciclistas quanto aos 
riscos oferecidos e os cuidados necessários ao transitar nesse locais
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 
jul. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 03 ago. 2020.
Compartilhe!
Como foi realizar 
esta atividade com 
os estudantes? 
Envie-nos 
depoimentos, fotos 
e/ou vídeos dessa 
experiência! 
Você e os 
estudantes fazem 
parte do Programa 
Conexão DNIT!
Referências
1059º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Planejando um passeio ciclístico
O uso da bicicleta como um meio de transporte alternativo cresce, cada vez mais, 
ao longo dos anos, e a segurança dos ciclistas no trânsito depende de vários 
fatores, como, por exemplo: a disponibilidade de uma infraestrutura adequada; e o 
comportamento dos usuários do sistema trânsito. 
Como você percebe a prática do ciclismo em seu bairro ou em sua comunidade?
Por práticas mais seguras de ciclismo 
O ciclismo é uma prática que pode ser entendida como lazer, esporte e, também, 
como uma forma de transporte ativo, pois é a força do condutor que impulsiona o 
movimento da bicicleta. 
A prática do ciclismo promove inúmeros benefícios e contribui para melhorar a 
saúde das pessoas, a mobilidade no trânsito e, até mesmo, a preservação do meio 
ambiente. Mas é importante que a infraestrutura viária das cidades seja planejada 
para que essa prática possa ocorrer com segurança e é necessário que tanto os 
ciclistas quanto os demais usuários do trânsito adotem atitudes seguras ao transitar.
Vale lembrar que, para maior segurança, o ciclista precisa seguir algumas regras, 
como, por exemplo: pedalar, preferencialmente, em ciclovias ou ciclofaixas; seguir 
sempre pelo lado direito da via; observar a presença de pedestres, de outros 
ciclistas e de animais; e sinalizar com a mão, se precisar parar. Em ciclorrotas e em 
vias que não existem locais específicos para o trânsito de bicicletas, é necessário 
prestar atenção durante a circulação, sinalizando as intenções de mudar de faixa e 
de fazer curvas, pedalando no mesmo sentido dos veículos automotores. 
Além disso, a bicicleta precisa conter os equipamentos de segurança indicados no Código 
de Trânsito Brasileiro (CTB): sinalização noturna reflexiva dianteira, traseira, lateral e nos 
pedais; e campainha e espelho retrovisor no lado esquerdo. É importante, também, que 
o ciclista use outros itens para a proteção do corpo, como: capacete, luvas, joelheiras, 
cotoveleiras e sapatos fechados. Fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção 
especial aos freios, às correntes e a condição dos pneus, também é imprescindível. 
1) A segurança durante uma pedalada depende das características das vias 
por onde as bicicletas trafegam e do comportamento dos ciclistas e dos 
condutores de veículos motorizados. Que tal juntar-se com alguns colegas 
e planejar um passeio ciclístico para sensibilizar a comunidade sobre a 
necessidade de se terem locais adequados e de se adotarem atitudes 
seguras para praticar o ciclismo? 
a) Para realizar esse planejamento, sigam o roteiro apresentado a seguir, 
respondendo às perguntas e registrando as respostas em um documento 
chamado Planejamento do Passeio Ciclístico:
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Ciclovia – faixa 
de trânsito 
exclusiva para 
ciclos, delimitada 
com obstáculos 
(separando-a da 
pista de veículos 
motorizados), 
onde o sentido de 
circulação pode ser 
único ou duplo. 
Ciclofaixa – 
semelhante à 
ciclovia, porém não 
tem delimitação 
física, apenas 
delimitada por 
sinalização 
específica;
Ciclorrota – vias 
de uso comum, 
com sinalização 
horizontal, onde 
a circulação 
de bicicletas é 
compartilhada 
com pedestres 
ou com veículos 
motorizados.
Estudante
106 PLANEJANDO UM PASSEIO CICLÍSTICO
b) Qual é o objetivo do passeio ciclístico? O que se quer com a realização 
dessa ação?
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
c) Qual é o público que será convidado para realizar o passeio? Quantos 
participantes são esperadospara o evento? 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
d) Qual o percurso do passeio ciclístico, incluindo local de partida e local 
de chegada? 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
e) Qual será o horário de início do passeio ciclístico e qual a estimativa de 
tempo de duração? 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
f) Existe a necessidade de se obter alguma autorização especial junto à 
direção da escola, à Prefeitura ou aos órgãos de trânsito? Se sim, quais os 
procedimentos que devem ser adotados?
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
g) Quais as estratégias a serem adotadas para sensibilizar e para motivar as 
pessoas a participarem do passeio ciclístico? 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Pedalar promove 
a saúde do corpo, 
da mente e ajuda 
a preservar o meio 
ambiente, mas é 
preciso ter cuidado 
por onde se 
transita. Pedale em 
vias apropriadas, 
mantenha a 
atenção e não 
realize manobras 
de risco!
1079º ANO | GEOGRAFIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
h) Quais recomendações devem ser repassadas aos participantes que irão 
realizar o passeio ciclístico?
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
2) Para que o passeio ciclístico atinja o objetivo proposto de sensibilizar a 
comunidade da necessidade de se ter segurança ao pedalar, ainda em 
grupos, criem uma ou mais mensagens que poderiam ser veiculadas, durante 
o passeio ciclístico, por meio de placas ou de faixas, tendo como foco as 
atitudes que os usuários do trânsito devem adotar para proteger os ciclistas. 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________ 
1099º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Caminho sob rodas
Para praticar a inclusão, as cidades precisam ser nota 10 em acessibilidade
Articulação didática
Esta atividade instiga os estudantes a refletirem sobre a acessibilidade. A 
partir dela, é possível, ainda, refletir sobre políticas segregacionistas e de 
extermínio no contexto do Nazismo. Com isso, lança-se um olhar sobre os 
avanços conquistados a partir dos Direitos Humanos e sobre os desafios que 
ainda precisam ser superados para a inclusão dos cidadãos com deficiência. 
Enfatiza-se, assim, a importância das rampas para a garantia do direito de ir e 
vir e da acessibilidade no trânsito.
Objeto do conhecimento
Judeus e outras vítimas do holocausto – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Pessoas com deficiência no trânsito.
Competência
Entender as diferenças e as necessidades das pessoas com deficiência no trânsito.
Habilidade
Relatar acerca da importância das rampas para a acessibilidade.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, papéis ou 
cartolina, lápis e materiais para colorir. 
É importante desnaturalizar a ausência das rampas de acesso em vias públicas 
e em espaços privados para que os cadeirantes e as pessoas com mobilidade 
reduzida possam exercer o direito de ir e vir. O Texto 1 Cidadão no trânsito 
apresenta reflexões sobre a postura cidadã e sobre os comportamentos adequados 
ao transitar. Por sua vez, no Texto 2 Ambientes com acessibilidade, abordam-se os 
aspectos gerais sobre acessibilidade e, ainda, destaca-se a importância das rampas 
para inclusão de todos os usuários do sistema trânsito.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
110 CAMINHO SOB RODAS
Texto 1
Cidadão no trânsito
Ser cidadão é ter consciência e exercer os direitos e os deveres civis, políticos e 
sociais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, a 
qual garante que aqueles sejam colocados em prática. Na Constituição brasileira 
(BRASIL, 1988), portanto, constam alguns direitos dos cidadãos brasileiros, como os 
mencionados no Artigo 5º: 
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança 
e à propriedade [...]. 
Esses direitos devem ser seguidos, também, nas vias públicas, um ambiente que 
deve ser democrático, de convivência social, onde circulam pessoas de idades, de 
culturas e de classes sociais diferentes. Para uma real cidadania, é essencial que as 
pessoas reivindiquem seus direitos, pensando-se, também, na coletividade. Exercer 
a cidadania, assim, envolve atitudes que colocam em prática os direitos e, ainda, 
os deveres. Ou seja, independentemente de origens, de etnias, de idades ou de 
condições de vida, é preciso ter atitudes que assegurem, à humanidade como um 
todo, a possibilidade de viver em paz, com dignidade, com saúde e com segurança.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) apresenta, ao longo dos seus 
artigos e parágrafos, os direitos e os deveres do cidadão, cabendo destacar: 
Art. 1º
[...]
§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e 
dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de 
Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, 
adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.
[...]
Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:
I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo 
para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar 
danos a propriedades públicas ou privadas;
II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, 
depositando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela 
criando qualquer outro obstáculo.
[...]
Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever 
prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito.
No trânsito, para que haja segurança e fluidez, é de extrema importância a postura 
cidadã. Abaixo, estão descritos alguns exemplos de atitudes cidadãs.
• Cumprir as normas disponíveis pelo CTB.
• Andar com segurança, de um lugar a outro.
• Respeitar o próximo e as suas diferenças.
• Observar o movimento dos usuários das vias e ter cuidado com isso.• Ajudar uma pessoa com limitações de locomoção a atravessar a rua.
• Valorizar a vida e priorizar a segurança nas vias.
• Contribuir para a preservação do meio ambiente.
• Praticar valores como cooperação, solidariedade, justiça, responsabilidade, 
equidade e tolerância.
1119º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Para promover a Educação para o Trânsito, é necessário exercer a cidadania, exigir 
seus direitos enquanto pedestre, passageiro, ciclista e motorista, mas, além disso, é 
fundamental cumprir seus deveres. Não é coerente, por exemplo, que um cidadão 
que deixa de cumprir seus deveres ao transitar ensine a alguém ou exija deste uma 
postura responsável no trânsito. Ser um bom cidadão é pensar e agir em prol do 
bem comum. Preparar indivíduos para o exercício da cidadania nas vias é uma das 
finalidades da Educação para o Trânsito.
Texto 2
Ambientes com acessibilidade 
Ambientes com acessibilidade devem ser pensados e preparados com cuidado, pois 
cada detalhe faz total diferença para pessoas com deficiência ou com mobilidade 
reduzida. Para se locomoverem com segurança e com facilidade, as pessoas com 
deficiência precisam de espaços mais amplos e devidamente equipados.
A Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015, que instituí a Lei Brasileira de Inclusão 
da Pessoa com Deficiência, aborda, com detalhes, os elementos que envolvem 
os processos destinados a assegurar e a promover a inclusão social e cidadã 
das pessoas com deficiência. Dentre as definições ali inseridas, constam termos 
importantes para serem observados, conforme estão descritos na sequência.
O Art. 2º define “pessoa com deficiência” como: 
[...] aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, 
mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou 
mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na 
sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
O Art. 3º, no inciso I, a “acessibilidade” é definida como:
[...] possibilidade e condição de alcance para utilização, com 
segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos 
urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, 
inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços 
e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de 
uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com 
deficiência ou com mobilidade reduzida.
O Art. 3º, no inciso IV, define “barreiras” como:
[...] qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que 
limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a 
fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de 
movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à 
compreensão, à circulação com segurança, entre outros.
Por sua vez, o Art. 3º, no inciso IX, define “pessoa com mobilidade reduzida” como: 
[...] aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade de 
movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva 
da mobilidade, da flexibilidade, da coordenação motora ou da 
percepção, incluindo idoso, gestante, lactante, pessoa com criança de 
colo e obeso.
As rampas são um dos itens de acessibilidade que necessitam integrar os espaços 
por onde as pessoas transitam (seja dentro das escolas, no entorno delas, nas 
praças, seja, também, no comércio em geral), pois permitem que pessoas com 
deficiência ou com mobilidade reduzida (como os usuários de cadeira de rodas, os 
idosos com andadores, os pedestre com carrinhos de bebê, entre outros) possam, 
com menos esforço, circular livremente e acessar os ambientes que desejarem.
112 CAMINHO SOB RODAS
Estratégias didáticas
Para introduzir a atividade, propõe-se, à turma, fazer um levantamento, diagnosticando 
a quantidade de estudantes, de professores e de servidores usuários de cadeiras 
de roda e/ou com mobilidade reduzida que fazem parte da rotina da escola. Entre 
eles, seria possível localizar os que necessitam de rampas para acessibilidade. 
Posteriormente, os exercícios propõem realizar: um levantamento da quantidade 
de rampas de acessibilidade disponíveis na escola; uma análise sobre a importância 
da acessibilidade; uma reflexão sobre as atitudes cidadãs dos estudantes com foco 
na acessibilidade; e, com isso, uma produção de uma campanha de sensibilização. 
Atividade com gabarito
Caminho sob rodas
Você já viveu a experiência de não conseguir chegar a um lugar porque ele era 
inacessível? Infelizmente, essa realidade ainda é rotina para quem é usuário 
de cadeiras de rodas ou tenha mobilidade reduzida. No texto Acessibilidade e 
inclusão na história, esse tema é discutido com base nos avanços e nos desafios da 
população com deficiência, após a Segunda Guerra Mundial.
Acessibilidade e inclusão na história
As cidades são projetadas, idealmente, a partir das necessidades de seus 
habitantes. Uma necessidade muito básica de todos é a de transitar: de poder ir 
e vir. Para que todos possam ter a garantia dos mesmos direitos, é preciso que as 
cidades se adaptem às necessidades específicas de seus cidadãos. Alguns exemplos 
de inclusão são: as rampas de acesso para os cadeirantes e para as pessoas com 
mobilidade reduzida; os semáforos sonoros para deficientes auditivos; e o piso 
tátil para deficientes visuais. Entretanto, nem sempre é possível encontrar esses 
equipamentos em todos os locais públicos, o que demonstra a necessidade de 
serem fortalecidas e consolidadas políticas públicas inclusivas, uma vez que elas 
não são realidade em diversas cidades do Brasil e de inúmeros outros países. 
Contudo, é importante frisar que a humanidade já avançou muito, quando se faz 
a comparação com outros momentos históricos. Nos anos da década de 1930, o 
Nazismo, por exemplo, amparou suas ideologias política e social em preceitos do 
eugenismo, uma pseudociência que defendia a ideia de aperfeiçoamento racial. Na 
Alemanha nazista, a eugenia se refletiu em uma política de extermínio em massa de 
grupos étnicos, políticos e sociais considerados como uma ameaça ao progresso do 
povo alemão. O chamado Holocausto já foi muito exposto e criticado em pesquisas 
históricas, em filmes e em reportagens. Entre as vítimas assassinadas e flageladas 
pelos nazistas estavam judeus, ciganos, comunistas e pessoas com deficiência. 
A sensibilização para os direitos das pessoas com deficiência é fundamental para 
que episódios assim não se repitam. Se hoje existem leis sobre os direitos dessa 
parcela da população, não quer dizer que ela esteja, de fato, incluída na sociedade.
Os estudantes, os professores e os servidores que são cadeirantes ou que possuem 
mobilidade reduzida, por exemplo, sabem quais estruturas específicas são 
necessárias para suas transições, como, por exemplo, as rampas de acesso, para 
que possam chegar a determinados locais sem ajuda de outras pessoas. Assim, 
quem não vive essa realidade nem sempre percebe se essas estruturas estão ou 
não presentes em todos os lugares.
Construindo os caminhos da atividade
1139º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
A partir da leitura do texto Acessibilidade e inclusão na história, reflita se a 
infraestrutura da sua escola contempla equipamentos para mobilidade, 
desenvolvendo os exercícios a seguir.
1) A partir de uma conversa com a turma, faça, com seus colegas, um diagnóstico 
para identificar a existência e a quantidade de estudantes, de professores e de 
funcionários usuários de cadeiras de roda ou que possuem mobilidade reduzida.
Mediação
Propõe-se fazer uma conversa inicial com a turma para identificar se existem estudantes, 
professores ou funcionários na escola que necessitam de rampas para se locomoverem. 
Caso não existam, cabe lembrar que todas as pessoas podem sofrer acidentes (como 
quebrar uma perna, torcer o pé, ser submetido a uma cirurgia e, temporariamente, fazer uso 
de cadeiras de rodas, de muletas), sendo necessária a existência de rampas para locomoção. 
2) Juntamente com seus colegas, em grupo, avalie, apartir da sala de aula, 
quão longe um cadeirante ou uma pessoa com mobilidade reduzida 
conseguiria chegar usando as rampas disponíveis. Para isso: 
• Faça o mapeamento das rampas existentes na escola.
• A partir desse mapeamento, debata, com seu grupo, sobre a importância das 
rampas para a garantia do direito de ir e vir e, em seguida, faça um relato, para a 
turma, de quais locais da escola seriam inacessíveis aos colegas cadeirantes caso 
não existissem as rampas.
Mediação
O exercício proposto pretende estimular os estudantes a perceberem quais os locais 
da escola que possuem acessibilidade. Para isso, a partir da simulação de vários 
trajetos, partindo-se da sala de aula para outros locais da escola (ou mesmo em 
seu entorno), estimula-se que os estudantes identifiquem a necessidade de serem 
instaladas novas rampas ou de serem feitas adequações na infraestrutura escolar. 
Para esse exercício, sugere-se dividir a turma em grupos, de maneira que cada grupo 
seja responsável por uma área específica entre os diversos locais da escola. A partir da 
localização dos trechos com rampas e de outros espaços inacessíveis para cadeirantes, 
cada grupo ficará encarregado de registrar os locais onde há rampa e onde ainda há 
problemas de acessibilidade. 
Ao final, os estudantes poderão apresentar, em seus grupos, os resultados do 
mapeamento dos elementos de acessibilidade disponíveis na escola e dos lugares que 
necessitam sofrer ajustes e adequações. O resultado do trabalho dos grupos pode 
ser colocado no quadro, assim as diferentes percepções podem ser compartilhadas, 
visualizadas e, se necessário, complementadas.
Em uma roda de conversa, cabe destacar a importância de promover ajustes e 
adaptações para tornar todos os ambientes da escola inclusivos. Caso existam 
muitos pontos inacessíveis na escola, em decorrência da ausência de rampas ou da 
infraestrutura inadequada, essa realidade pode ser problematizada a partir de uma 
abordagem sobre a evolução das legislações e da arquitetura ao longo do tempo.
3) Agora que a turma já analisou as condições estruturais de acessibilidade dos 
cadeirantes e das pessoas com mobilidade reduzida da escola, converse com todos 
os colegas da turma e apresente ações tanto de ajustes na infraestrutura quanto 
de atitudes dos estudantes que podem ser adotadas para garantia do direito de ir 
e vir. Após isso, organizem uma campanha de sensibilização sobre o tema.
É de Lei!
A Lei nº 13.146, de 
2015, instituiu o 
Estatuto da Pessoa 
com Deficiência. A 
legislação foi criada 
para “[...] assegurar 
e promover, 
em condições 
de igualdade, 
o exercício 
dos direitos e 
das liberdades 
fundamentais 
por pessoa com 
deficiência, visando 
à sua inclusão 
social e cidadania” 
(BRASIL, 2015). Em 
seu Capítulo X, é 
abordado o direito 
ao transporte e 
à mobilidade.
114 CAMINHO SOB RODAS
Mediação
Propõe-se fazer um debate, com a turma, para trocar ideias, para promover a 
sensibilização para a importância de políticas públicas inclusivas e para apresentar 
sugestões de elaboração de uma campanha de sensibilização. 
A campanha pode ter dois focos principais: primeiro, pensar na melhoria da 
infraestrutura com a construção de rampas e com a adaptação de lugares com 
problemas de acessibilidade; segundo, chamar a atenção para atitudes cidadãs. Após 
o debate, pode-se retomar o trabalho dos grupos para a produção dos materiais para 
a campanha de sensibilização, compostos de diferentes formas: cartazes, panfletos, 
dentre outros.
Avaliação
A atividade possibilita avaliar se os estudantes refletiram sobre as condições de 
infraestrutura necessárias aos cadeirantes. É possível também perceber se os 
estudantes expressaram, através da produção da campanha de sensibilização, o 
reconhecimento da importância das rampas para a acessibilidade, seja na escola, 
seja no ambiente de trânsito. 
Outras conexões
O tema desta atividade pode ser abordado em outras produções, a partir de um 
trabalho interdisciplinar com a disciplina de Matemática, para verificar a adequação 
das rampas disponíveis (na escola e em seu entorno) e para avaliar se elas atendem 
aos requisitos legais de inclinação apresentados no Art. 4º, da Lei nº 7.405, de 12 de 
novembro de 1985 (BRASIL, 1985). 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 06 fev. 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Emendas 
Constitucionais. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 07 jan. 
2020.
BRASIL. Lei nº 7.405, de 12 de novembro de 1985. Torna obrigatória a colocação 
do ‘’Símbolo Internacional de Acesso” em todos os locais e serviços que permitam 
sua utilização por pessoas portadoras de deficiência e dá outras providências. 
Brasília, DF: Presidência da República, 1985. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7405.htm - Acesso em: 17 fev. 2020. 
Você sabia?
O número de 
pessoas com algum 
tipo de deficiência 
no Brasil chega a, 
aproximadamente, 
24% da população, 
segundo Censo 
Demográfico de 
2010, realizado 
pelo Instituto 
Brasileiro de 
Geografia e 
Estatística (IBGE) 
(LOSCHI, 2017). 
Esse número 
aponta para a 
urgência de ser 
promovido um 
trânsito cada vez 
mais acessível. 
Compartilhe!
Como a atividade 
repercutiu na 
comunidade 
escolar? Envie-nos 
fotos e possíveis 
críticas e sugestões! 
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
1159º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 19 fev. 2020.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão 
da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: 
Presidência da República, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm - Acesso em: 19 dez. 2019. 
LOSCHI, Marília. Pessoas com deficiência: adaptando espaços e atitudes. 2017. 
Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-
de-noticias/noticias/16794-pessoas-com-deficiencia-adaptando-espacos-e-atitudes. 
Acesso em: 08 jul. 2019.
1179º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Caminho sob rodas
Você já viveu a experiência de não conseguir chegar a um lugar porque ele era 
inacessível? Infelizmente, essa realidade ainda é rotina para quem é usuário 
de cadeiras de rodas ou tenha mobilidade reduzida. No texto Acessibilidade e 
inclusão na história, esse tema é discutido com base nos avanços e nos desafios da 
população com deficiência, após a Segunda Guerra Mundial.
Acessibilidade e inclusão na história
As cidades são projetadas, idealmente, a partir das necessidades de seus 
habitantes. Uma necessidade muito básica de todos é a de transitar: de poder ir 
e vir. Para que todos possam ter a garantia dos mesmos direitos, é preciso que 
as cidades se adaptem às necessidades específicas de seus cidadãos. Alguns 
exemplos de inclusão são: as rampas de acesso para os cadeirantes e para 
as pessoas com mobilidade reduzida; os semáforos sonoros para deficientes 
auditivos; e o piso tátil para deficientes visuais. Entretanto, nem sempre é possível 
encontrar esses equipamentos em todos os locais públicos, o que demonstra a 
necessidade de serem fortalecidas e consolidadas políticas públicas inclusivas, 
uma vez que elas não são realidade em diversas cidades do Brasil e de inúmeros 
outros países. 
Contudo, é importante frisar que a humanidade já avançou muito, quando se faz 
a comparação com outros momentos históricos. Nos anos da década de 1930, 
o Nazismo, por exemplo, amparou suas ideologias política e social em preceitos 
do eugenismo,uma pseudociência que defendia a ideia de aperfeiçoamento 
racial. Na Alemanha nazista, a eugenia se refletiu em uma política de extermínio 
em massa de grupos étnicos, políticos e sociais considerados como uma ameaça 
ao progresso do povo alemão. O chamado Holocausto já foi muito exposto e 
criticado em pesquisas históricas, em filmes e em reportagens. Entre as vítimas 
assassinadas e flageladas pelos nazistas estavam judeus, ciganos, comunistas e 
pessoas com deficiência. 
A sensibilização para os direitos das pessoas com deficiência é fundamental para 
que episódios assim não se repitam. Se hoje existem leis sobre os direitos dessa 
parcela da população, não quer dizer que ela esteja, de fato, incluída na sociedade.
Os estudantes, os professores e os servidores que são cadeirantes ou que possuem 
mobilidade reduzida, por exemplo, sabem quais estruturas específicas são 
necessárias para suas transições, como, por exemplo, as rampas de acesso, para 
que possam chegar a determinados locais sem ajuda de outras pessoas. Assim, 
quem não vive essa realidade nem sempre percebe se essas estruturas estão ou 
não presentes em todos os lugares.
A partir da leitura do texto Acessibilidade e inclusão na história, reflita se a 
infraestrutura da sua escola contempla equipamentos para mobilidade, 
desenvolvendo os exercícios a seguir.
1) A partir de uma conversa com a turma, faça, com seus colegas, um 
diagnóstico para identificar a existência e a quantidade de estudantes, de 
professores e de funcionários usuários de cadeiras de roda ou que possuem 
mobilidade reduzida.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
A Lei nº 13.146, de 
2015, instituiu o 
Estatuto da Pessoa 
com Deficiência. A 
legislação foi criada 
para “[...] assegurar 
e promover, 
em condições 
de igualdade, 
o exercício 
dos direitos e 
das liberdades 
fundamentais 
por pessoa com 
deficiência, 
visando à sua 
inclusão social e 
cidadania”. Em 
seu Capítulo X, é 
abordado o direito 
ao transporte e 
à mobilidade.
Estudante
118 CAMINHO SOB RODAS
2) Juntamente com seus colegas, em grupo, avalie, a partir da sala de aula, 
quão longe um cadeirante ou uma pessoa com mobilidade reduzida 
conseguiria chegar usando as rampas disponíveis. Para isso: 
• Faça o mapeamento das rampas existentes na escola.
• A partir desse mapeamento, debata, com seu grupo, sobre a importância das 
rampas para a garantia do direito de ir e vir e, em seguida, faça um relato, para a 
turma, de quais locais da escola seriam inacessíveis aos colegas cadeirantes caso 
não existissem as rampas.
3) Agora que a turma já analisou as condições estruturais de acessibilidade dos 
cadeirantes e das pessoas com mobilidade reduzida da escola, converse com todos 
os colegas da turma e apresente ações tanto de ajustes na infraestrutura quanto 
de atitudes dos estudantes que podem ser adotadas para garantia do direito de ir 
e vir. Após isso, organizem uma campanha de sensibilização sobre o tema.
O número de 
pessoas com algum 
tipo de deficiência 
no Brasil chega a, 
aproximadamente, 
24% da população, 
segundo Censo 
Demográfico de 
2010, realizado 
pelo Instituto 
Brasileiro de 
Geografia e 
Estatística (IBGE). 
Esse número 
aponta para a 
urgência de ser 
promovido um 
trânsito cada vez 
mais acessível. 
1199º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
As cidades e o direito de ir e vir
O ato de transitar, para além da infraestrutura, pressupõe atitudes seguras 
Articulação didática 
Esta atividade intenta possibilitar a reflexão dos estudantes em relação à 
adoção de atitudes seguras por pedestres e por ciclistas para a garantia do 
direito que esses usuários têm de ir e vir. Os exercícios propõem a realização 
de uma análise: da infraestrutura do bairro onde residem, considerando 
os espaços e as sinalizações destinadas aos pedestres e aos ciclistas; e das 
atitudes desses usuários de trânsito em relação à segurança no trânsito. Para 
isso, serão retomados os processos sociais, econômicos, culturais e políticos 
que ocorreram a partir da era JK e que ainda têm implicações para o trânsito 
das pessoas, atualmente. 
Objeto de conhecimento
O Brasil da era JK e o ideal de uma nação moderna: a urbanização e seus 
desdobramentos em um país em transformação – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Direito de ir e vir.
Competência
Conhecer os fatores que afetam o direito de ir e vir.
Habilidade
Argumentar sobre o direito de ir e vir.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia e lápis. 
Exercer a cidadania no trânsito envolve atitudes que colocam em prática os direitos 
e, ainda, os deveres dos cidadãos. Ou seja, independentemente de origens, de 
etnias, de idades, de gênero ou de condições de vida, é preciso ter atitudes que 
assegurem, aos usuários das vias, o direito de ir e vir em segurança. No Texto 1 
Direitos e deveres dos pedestres e no Texto 2 Direitos e deveres dos ciclistas, estão 
destacadas as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
120 AS CIDADES E O DIREITO DE IR E VIR
Texto 1
Direitos e deveres dos pedestres
No sistema trânsito (que envolve pessoas, vias e veículos), quem caminha nas 
vias públicas é chamado de pedestre. Os pedestres possuem direitos e deveres 
estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997), os quais são 
importantes para uma circulação segura. 
Nele, é assegurado, aos pedestres, o direito à utilização dos passeios ou das 
passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para 
circulação. Entre esses espaços, destacam-se as calçadas, que são a parte da via 
normalmente segregada e em nível diferente. As calçadas são locais fundamentais 
para garantir o direito de ir e vir dos pedestres, em segurança. Onde não houver 
calçadas ou quando não for possível o acesso a esses espaços, o deslocamento dos 
pedestres precisa ser feito pelas bordas da pista, em sentido contrário ao tráfego e 
tendo prioridade em relação aos veículos.
Os pedestres possuem prioridade, também, nas travessias de vias, exceto nos 
locais com sinalização semafórica. Ou seja, nos locais em que houver sinalização 
semafórica de controle de passagem, a mudança do semáforo indicará quem 
poderá ou não atravessar. Todavia, caso haja mudança de sinalização, liberando 
a passagem dos veículos, os pedestres ainda terão a preferência se não tiverem 
concluído a travessia.
Em contrapartida, os pedestres têm, também, deveres a cumprir, como, por 
exemplo: caminhar pela calçada, ou, quando não houver calçada, pelas bordas 
da pista, em fila única, em sentido contrário ao deslocamento de veículos (exceto 
em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar 
comprometida); olhar atentamente para os lados ao descer de um carro ou de um 
ônibus e esperar sempre que o veículo saia para, em seguida, atravessar a via; olhar 
para todas as direções antes de atravessar uma via, verificando se todos os veículos 
estão parados; e atravessar na faixa de pedestre, sempre que houver, sem correr.
Texto 2
Direitos e deveres dos ciclistas
O uso da bicicleta é cada vez mais comum nas cidades. Pedalando, as pessoas se 
deslocam para fazer compras, ir ao trabalho ou à escola. Por isso, para incentivar as 
pessoas no deslocamento por meio da bicicleta, é importante que sejam oferecidos, 
nas cidades, espaços seguros para os ciclistas, como ciclovias, ciclofaixas ou 
ciclorrotas, locais com características específicas para um deslocamento seguro 
desses usuários.
Mas, além de uma estrutura adequada, para que seja garantida a segurança de 
todos, há uma série de regras para os ciclistas conduzirem suas bicicletas nas vias, 
o que lhes garantem direitos edefinem deveres. Essas especificações, aliás, podem 
ser vistas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997). 
Os ciclistas devem sempre circular na mesma direção dos veículos, ao andarem 
em zonas rurais ou urbanas de pista dupla que não tenham ciclovia, ciclofaixa ou 
acostamento, tendo preferência de circulação em relação aos veículos. Para andar 
de bicicleta em calçadas, é preciso ter autorização do órgão que gerencia a via, 
sendo necessária a devida sinalização. 
Outra regra que deve ser mencionada é que os ciclistas desmontados se tornam 
pedestres, tanto em deveres quanto em direitos. Assim, ao atravessar a faixa 
de pedestres, os ciclistas precisam descer e seguir empurrando a bicicleta para 
fazer a travessia.
No que se refere aos acessórios de segurança obrigatórios, no Brasil, têm-se: 
a campainha; as sinalizações noturnas dianteira, traseira, lateral e nos pedais; 
e o espelho retrovisor do lado esquerdo (BRASIL, 1997). Vale lembrar que as 
1219º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
sinalizações reflexivas tornam a bicicleta e o ciclista mais visíveis, principalmente 
nas pedaladas noturnas e que, para maior visibilidade, é necessário manter os 
adesivos refletivos limpos. Cabe destacar, também, a importância do espelho 
retrovisor do lado esquerdo do guidão da bicicleta, pois, com ele, é possível 
perceber a aproximação de veículos, precavendo-se de possíveis situações de risco 
e, assim, evitando-se acidentes.
O uso de capacete, de óculos, de joelheiras e de cotoveleiras não é obrigatório. 
Contudo, é preciso sempre se lembrar da importância de usá-los para pedalar, pois, 
em casos de acidentes, eles podem evitar contusões mais graves e salvar vidas.
É importante, também, fazer sempre a manutenção da bicicleta, com atenção 
especial: aos pneus, mantendo-os com a calibragem adequada; à corrente, 
lubrificando-a com óleo apropriado, fazendo a limpeza antes; aos freios e às demais 
partes da bicicleta, como o selim, as rodas e o pedal, verificando-se se estão bem 
afixadas. Ao perceber algum ruído estranho ou mau funcionamento da bicicleta, o 
ciclista deve procurar resolver isso antes de usá-la.
Estratégias didáticas 
A atividade pode ser iniciada com a interpretação e a leitura de um texto e de uma 
imagem, para que, com isso, os estudantes possam associar essas informações à 
realidade dos locais onde vivem. Com isso, os estudantes são convidados a 
fazer uma avaliação das condições de infraestrutura da localidade e das atitudes e 
posturas adotadas pela comunidade durante as caminhadas e as pedaladas. Uma 
vez feita essa pequena avaliação, propõe-se a realização de um painel sobre a 
questão, no qual sejam pontuados fatores positivos e negativos. 
Atividade com gabarito 
As cidades e o direito de ir e vir
Entre os governos de Dutra (1946-1950) e de Juscelino Kubitschek (1956-1960), 
houve muitas iniciativas para a produção e a comercialização de automóveis 
no Brasil. Outra marca desses períodos foram: a construção de rodovias; e, nas 
grandes cidades, a ampliação e a criação de avenidas e a construção de viadutos, de 
pontes e de túneis. Dessa forma, os caminhos foram abertos para os veículos, que, 
a cada dia, tornavam-se mais populares. Essas ações representaram a ampliação 
do direito de ir e vir para muitos cidadãos. Mas, em certa medida, ao priorizar o 
trânsito de veículos, muitas cidades acabaram por adotar planos urbanísticos que 
não favorecem o trânsito de pedestres e de ciclistas. A imagem, a seguir, de Brasília 
atualmente, evidencia a ênfase no transporte motorizado.
Construindo os caminhos da atividade
122 AS CIDADES E O DIREITO DE IR E VIR
Legenda: É possível identificar que, nessa localidade, os motoristas contam com uma avenida larga de 
cinco faixas, mas não há vias pavimentadas para o trânsito de pedestres e de ciclistas.
A partir desta reflexão, realize os exercícios a seguir.
Mediação
A atividade pode ser iniciada com a leitura do texto e a observação da imagem. 
É importante deixar que os estudantes observem a imagem e comentem sobre 
os detalhes que percebem nela. A partir das observações feitas, que podem ser 
registradas no quadro, pode-se direcionar a conversa para que apresentem, também, 
as percepções e as relações feitas com aspectos parecidos com as cidades e os bairros 
onde vivem. Essa conversa é uma forma de preparar os estudantes para o primeiro 
exercício, colaborando para que a turma possa trocar informações, olhares e saberes 
locais sobre as condições de infraestrutura do trânsito.
É importante ressaltar que infraestrutura compreende, por exemplo: condições e 
presença de calçadas, de ciclovias e de ciclofaixas; itens de sinalização de trânsito, 
como faixa de pedestres, semáforos e placas (como “Passagem de Escolares” e “Área 
Escolar”); entre outros. 
1) Além de uma infraestrutura adequada, para a garantia do direito de ir e vir em 
segurança, é importante que ciclistas e os pedestres adotem atitudes seguras 
em seus deslocamentos. Pensando nisso, junte-se a um colega, e façam uma 
breve avaliação sobre a garantia do direito de ir e vir no entorno da escola que 
estudam, tendo como foco a infraestrutura disponível para os ciclistas e os 
pedestres. Além disso, façam, também, uma avaliação do comportamento e 
das as atitudes de ciclistas e de pedestres que transitam nesses espaços.
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que as duplas apresentem um diagnóstico da 
realidade vivenciada pelos ciclistas e pelos pedestres no entorno escolar, apontando os 
elementos de infraestrutura presentes e ausentes, como calçadas, sinalização vertical 
e horizontal, passarelas, faixas de pedestres, semáforos, dentre outros, assim como 
apresentem os comportamentos seguros e inseguros dos pedestres e dos ciclistas. 
Cr
éd
it
o 
de
 im
ag
em
: D
av
id
 M
ar
k/
 P
ix
ab
ay
1239º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Mediação 
É importante estimular os estudantes a se atentarem e perceberem às condições do 
trânsito nos espaços de vivência deles. Nesse sentido, este exercício tem a função 
de promover uma avaliação diagnóstica dos saberes prévios dos estudantes sobre o 
tema, para que, no exercício de interação seguinte, esses entendimentos possam ser 
expandidos a partir da realização de um painel. 
2) A partir dos fatores sobre a infraestrutura e as atitudes de pedestres e de 
ciclistas da comunidade, elencados no exercício anterior, realize, com a sua 
turma, um painel sobre o direito de ir e vir no bairro de sua escola. Para 
isso, reorganizem-se em três grupos. No painel, moderado pelo professor, 
cada grupo terá as seguintes funções: 
• Grupo 1 – apresentar uma pequena avaliação das condições e da infraestrutura 
disponível para ciclistas e pedestres no entorno escolar. 
• Grupo 2 – apresentar uma avaliação das atitudes dos ciclistas diante dessa 
infraestrutura.
• Grupo 3 – apresentar uma avaliação das atitudes dos pedestres. 
É importante que todos os grupos façam uma lista registrando as avaliações feitas 
pelas duplas no exercício anterior, das três questões apresentadas, para fazer 
contrapontos às apresentações dos colegas. Uma vez reunidos os argumentos a 
serem apresentados, cada grupo deve escolher um representante para sustentá-
los no painel.
Mediação 
O exercício propõe que seja simulado um painel, estabelecendo-se um tempo curto 
(em minutos) para a apresentação, para os comentários complementares das outras 
equipes e para as respostas a esses comentários (se necessário). Sugere-se que, 
como conclusão, sejam sistematizados os principais pontos positivos e negativos 
apresentados pelos grupos, destacando-se quais atitudes seguras precisam ser 
adotadas por pedestres e por ciclistas da comunidade para que exerçam seu direito 
de ir e vir em segurança diante da infraestrutura existente. Se necessário, é possível, 
ainda, apontar atitudes seguras que os grupos, porventura, não tenham apresentado. 
Avaliação 
Para que a avaliação desta atividade seja de caráterprocessual, é possível 
considerar: se os estudantes participaram, desde o início, das interações com a 
turma; se expuseram as características da infraestrutura local, destacando suas 
vivências e o que observam em relação aos espaços destinados aos ciclistas e aos 
pedestres, assim como as atitudes adotadas por estes; e se, na realização dos 
exercícios, conseguiram elencar e destacar fatores que constituem a garantia do 
direito de ir e vir em segurança dos pedestres e dos ciclistas. 
Aprimorando práticas e ampliando conexões
124 AS CIDADES E O DIREITO DE IR E VIR
Outras conexões
A partir da realização do painel nesta atividade, é possível que seja feito, de modo 
a dar continuidade, o compartilhamento dele pela escola, através da realização de 
uma campanha pelo direito de ir e vir, com ênfase na adoção de atitudes seguras. 
Essa campanha pode se dar com a elaboração de cartazes a serem expostos nas 
áreas comuns da escola e/ou nas redes sociais da instituição, através da criação de 
frases e de artes, que intentem promover a conscientização dos leitores.
Outro desdobramento possível desta atividade seria a composição de um documento 
com o diagnóstico, feitos pelos estudantes, dos pontos avaliados como críticos na 
infraestrutura, encaminhando-o aos órgãos competentes para providências.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 27 
jul. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 fev. 2020. 
Compartilhe!
Compartilhe 
conosco, através 
de fotos e/ou 
descrições, os 
painéis criados 
pela turma. Esse 
material poderá 
servir de inspiração 
para outros 
professores! 
Referências
1259º ANO | HISTÓRIA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
As cidades e o direito de ir e vir
Entre os governos de Dutra (1946-1950) e de Juscelino Kubitschek (1956-1960), 
houve muitas iniciativas para a produção e a comercialização de automóveis 
no Brasil. Outra marca desses períodos foram: a construção de rodovias; e, nas 
grandes cidades, a ampliação e a criação de avenidas e a construção de viadutos, de 
pontes e de túneis. Dessa forma, os caminhos foram abertos para os veículos, que, 
a cada dia, tornavam-se mais populares. Essas ações representaram a ampliação 
do direito de ir e vir para muitos cidadãos. Mas, em certa medida, ao priorizar o 
trânsito de veículos, muitas cidades acabaram por adotar planos urbanísticos que 
não favorecem o trânsito de pedestres e de ciclistas. A imagem, a seguir, de Brasília 
atualmente, evidencia a ênfase no transporte motorizado.
Legenda: É possível identificar que, nessa localidade, os motoristas contam com uma avenida larga de 
cinco faixas, mas não há vias pavimentadas para o trânsito de pedestres e de ciclistas.
A partir desta reflexão, realize os exercícios a seguir.
1) Além de uma infraestrutura adequada, para a garantia do direito de ir e vir em 
segurança, é importante que ciclistas e os pedestres adotem atitudes seguras 
em seus deslocamentos. Pensando nisso, junte-se a um colega, e façam uma 
breve avaliação sobre a garantia do direito de ir e vir no entorno da escola que 
estudam, tendo como foco a infraestrutura disponível para os ciclistas e os 
pedestres. Além disso, façam, também, uma avaliação do comportamento e 
das as atitudes de ciclistas e de pedestres que transitam nesses espaços.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Cr
éd
it
o 
de
 im
ag
em
: D
av
id
 M
ar
k/
 P
ix
ab
ay
Estudante
126 AS CIDADES E O DIREITO DE IR E VIR
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
2) A partir dos fatores sobre a infraestrutura e as atitudes de pedestres e de 
ciclistas da comunidade, elencados no exercício anterior, realize, com a sua 
turma, um painel sobre o direito de ir e vir no bairro de sua escola. Para 
isso, reorganizem-se em três grupos. No painel, moderado pelo professor, 
cada grupo terá as seguintes funções: 
• Grupo 1 – apresentar uma pequena avaliação das condições e da infraestrutura 
disponível para ciclistas e pedestres no entorno escolar. 
• Grupo 2 – apresentar uma avaliação das atitudes dos ciclistas diante dessa 
infraestrutura.
• Grupo 3 – apresentar uma avaliação das atitudes dos pedestres. 
É importante que todos os grupos façam uma lista registrando as avaliações feitas 
pelas duplas no exercício anterior, das três questões apresentadas, para fazer 
contrapontos às apresentações dos colegas. Uma vez reunidos os argumentos a 
serem apresentados, cada grupo deve escolher um representante para sustentá-
los no painel.
1279 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Accessibility in traffic
Do you know the rights of persons with disabilities? 
Articulação didática
Esta atividade intenta possibilitar que os estudantes reflitam sobre o direito 
de ir e vir das pessoas com deficiência a partir das percepções individuais e 
da leitura de um fragmento da Convenção Internacional sobre os Direitos das 
Pessoas com Deficiência, disponível no site da Organização das Nações Unidas 
(ONU), e busca sensibilizá-los a entenderem a necessidade da implementação 
de políticas públicas que garantam elementos de acessibilidade, propiciando, 
a essas pessoas, o exercício da cidadania no espaço democrático do trânsito.
Objeto de conhecimento
A língua inglesa e seu papel no intercâmbio científico, econômico e político – 
BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Direito de ir e vir.
Competência
Entender os fatores que afetam o direito de ir e vir.
Habilidade
Indicar fatores estruturais e atitudinais relacionados aos contextos sociais do 
direito à acessibilidade no trânsito.
Tempo estimado
1 hora/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. 
No trânsito, existem várias regras e formas de comunicação em diferentes códigos 
e linguagens para que os usuários convivam em harmonia e para que transitem em 
segurança. Esses códigos e linguagens devem atender às necessidades, aos direitos 
e deveres dos usuários do trânsito e, ainda, às diversidades desses usuários. O 
Texto 1 Trânsito e acessibilidade aborda a importância de garantir a acessibilidade 
das pessoas com deficiência nos diversos espaços da cidade. O Texto 2 Atitudes que 
fazem a diferença, por sua vez, elenca dicas para um trânsito mais acessível a todos.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
128 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC
Texto 1
Trânsito e acessibilidade
As crianças e os adolescentes passama observar e a aprender mais sobre o trânsito 
conforme crescem e ampliam suas práticas cotidianas de deslocamentos. Nesse 
processo, espera-se que desenvolvam a percepção e a consciência de risco no 
trânsito e que passem a perceber a diversidade de pessoas que interagem nesse 
espaço. Seja a pé ou com outros meios de transporte, há usuários com diversas 
idades e condições, desde crianças, gestantes, idosos e, também, pessoas com 
deficiência que demandam espaços acessíveis para que possam usufruir do direito 
à locomoção autônoma e segura.
Os direitos das pessoas com deficiência, ao longo das últimas décadas, têm sido 
debatidos e reconhecidos através de marcos regulatórios. E para que pessoas com 
diferentes tipos de deficiência física (como a motora, a auditiva e a visual) tenham 
a garantia do direito de ir e vir, reconhece-se a necessidade de desenvolver e de 
monitorar a implementação de padrões e de diretrizes mínimos de acessibilidade. 
Rampas, banheiros adaptados, vagas de estacionamento reservadas e com 
as dimensões necessárias para a passagem de cadeirantes, disponibilidade 
de informações públicas em braile e em formas mais acessíveis para leitura e 
entendimento, bem como a disposição de intérpretes de língua de sinais são alguns 
exemplos de dispositivos necessários à acessibilidade dessas pessoas.
O Brasil e o acesso de pessoas com deficiência 
A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi promulgada 
no Brasil através do Decreto nº 6.949, de 2009 (BRASIL, 2009). 6 anos depois, em 
2015, foi instituída a Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência Física – Lei n° 13.146/15 
– também conhecida como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2015). São 
várias iniciativas previstas nesse estatuto que visam garantir o direito à mobilidade 
desses cidadãos. Alguns elementos de acessibilidade necessários para a garantia 
da acessibilidade podem ser mencionados: sinalizações táteis; rampas de acesso; e 
passagens e assentos preferenciais e/ou adaptados no transporte coletivo.
Mas não são apenas equipamentos especiais de que as pessoas com deficiência 
precisam. A atenção, a cooperação e o respeito dos demais usuários nas vias são 
determinantes para que a diversidade de pessoas que compõe o mosaico humano 
do trânsito possa transitar nas cidades de modo digno e de forma segura. 
Os deficientes visuais, por exemplo, podem ser auxiliados na travessia de ruas e na 
localização de endereços e de outros espaços. Esses cidadãos, ainda, têm grandes 
desafios para se locomover nas cidades, uma vez que estas ainda são carentes de 
pisos táteis ou estes são instalados irregularmente, em descontinuidade ou em 
locais com barreiras, como postes e outros obstáculos. A falta de sinais sonoros 
nos semáforos e o despreparo da população para o auxílio dessas pessoas no 
trânsito também são questões que agravam essa realidade. Nesse contexto, gestos 
simples, como, por exemplo, oferecer ajuda ao atravessar uma rua movimentada 
ou auxiliar na escolha da linha correta de ônibus, podem fazer a diferença na vida 
dos deficientes visuais. 
Partindo do entendimento de que as atitudes e os comportamentos de todos 
são importantes para a inclusão das pessoas com deficiência ou com mobilidade 
reduzida no trânsito, a Educação para o Trânsito nas escolas é fundamental. 
Educar para cidadania no trânsito requer a conscientização sobre as condições, as 
dificuldades práticas, os direitos e os deveres daqueles que precisam transitar nas 
cidades. Além das melhorias materiais e arquitetônicas, reconhecer os direitos das 
pessoas com deficiência no trânsito e ter atitudes de cooperação são gestos em 
defesa da vida. 
Acesse!
O texto Pessoas 
com Deficiência 
(PARANÁ, 2020?), 
que descreve 
alguns aspectos 
dos diferentes 
tipos de condições 
físicas e como 
elas interferem 
no trânsito das 
pessoas com 
deficiência, pode 
ser acessado 
em: https://bit.
ly/2ISUOhY.
1299 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Inclusão no Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
É importante considerar que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 
1997) em vigência antecede os marcos regulatórios citados anteriormente. 
Ou seja, ele precisou ser ajustado ao longo do tempo para se tornar mais 
inclusivo, podendo, ainda, sofrer alterações futuras. O Estatuto da Pessoa com 
Deficiência (BRASIL, 2015), por exemplo, proporcionou que diversas alterações 
fossem feitas no texto do CTB, para que houvesse a documentação da 
garantia do direito de ir e vir das pessoas com deficiência ou com mobilidade 
reduzida. Um exemplo disso é a alteração do Artigo 2º do CTB, que, visando 
à adequação desses espaços para que sejam acessíveis, incluiu, na categoria 
de vias terrestres, locais como: as praias abertas ao público; as áreas 
internas de condomínios autônomos; e as vias de áreas de estacionamento 
privados de uso coletivo. Outra alteração do CTB se deu no Artigo 86-A, com 
a previsão de sinalização das vagas reservadas com as respectivas placas 
de indicação e, também, com placas informando os dados sobre a infração 
por estacionamento indevido. Mais um artigo alterado foi o 147, em que se 
passou a prever a garantia à acessibilidade de comunicação aos candidatos 
com deficiência auditiva em treinamento para habilitação – seja nos materiais 
didáticos, seja com o direito à intérprete da Língua Brasileira de Sinais 
(LIBRAS). Por fim, o Art. 181 do CTB também foi alterado para que estacionar 
de forma irregular em locais regulamentados – como as vagas reservadas 
às pessoas com deficiência e a idosos – deixasse de ser uma infração leve, 
passando a ser considerada uma infração grave.
Texto 2
Atitudes que fazem a diferença 
Atitudes adequadas são fundamentais para que se tenha segurança no trânsito. 
Para que as atitudes e os comportamentos dos demais usuários não sejam 
uma barreira para o trânsito das pessoas com deficiência, algumas boas dicas 
de atitudes previstas na cartilha Atitudes que fazem a diferença com pessoas com 
deficiência: garantir os Direitos Humanos é o caminho para a inclusão (FADERS, 2013) 
podem ser mencionadas.
• Se você desejar ajudar, ofereça-se! Mas, claro, sem insistência.
• Não segure nem toque na cadeira de rodas. Se for ajudar, peça, antes, a 
permissão para a pessoa.
• Ao planejar um passeio com uma pessoa com deficiência física, certifique-se 
de que o local ou o itinerário escolhido não apresentem eventuais barreiras 
arquitetônicas.
• Respeite as vagas reservadas às pessoas com deficiência ou aos idosos, não 
estacionando nelas.
• Ao auxiliar um cadeirante na subida de uma rampa ou de um degrau alto, 
conduza a cadeira de frente, e ao descer, conduza-a de marcha à ré. 
• Preste atenção para não tropeçar em muletas de pessoas com mobilidade reduzida.
• Respeite os assentos dos ônibus reservados às pessoas com deficiência.
• Motoristas profissionais devem dispor de papel e caneta para atender passageiros 
surdos caso eles não portem o endereço por escrito. Nos atendimentos de 
pessoas cegas, por sua vez, esses profissionais devem abrir a porta para que 
a pessoa reconheça o local onde irá se sentar. Antes do desembarque, esse 
passageiro deve ser orientado sobre como chegar ao local desejado. 
É de Lei
A Lei n° 10.098/10 
estabelece normas 
gerais e critérios 
básicos para a 
promoção da 
acessibilidade 
das pessoas com 
deficiência ou 
com mobilidade 
reduzida e pode 
ser acessada 
em: https://bit.
ly/2IJBHqF.
130 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC
• Para guiar uma pessoa cega, deve-se oferecer o braço para que ela segure, 
preferencialmente, no cotovelo ou no ombro. Oriente-a conforme encontre 
degraus, meio-fio e outros obstáculos.
• Se for guiar uma pessoa cega até uma cadeira, guie a mão dela até o encosto da 
cadeira e lhe informe se há braços ou se é giratória.
• Ao informar direções a uma pessoa cega, é importante dialogar de forma clara 
e específica, usando termos como “à direita” e “à esquerda”, tomando como 
referência a posição dapessoa e não a sua.
• É importante respeitar, também, os recursos de acessibilidade das pessoas 
cegas, como a bengala e o cão-guia.
Estratégias didáticas
A atividade pode ser iniciada com a realização de uma conversa com os estudantes 
para que dialoguem sobre os direitos das pessoas com deficiência, conquistados ao 
longo dos anos. Com isso feito, sugere-se a leitura de parte do documento oficial, em 
inglês, da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizado 
em 2016. Em seguida, propõe-se a realização de um exercício de compreensão 
de termos específicos relacionados à acessibilidade em inglês por meio de uma 
cruzadinha. Para encerrar a atividade, é proposta a realização de uma roda de conversa 
com os estudantes para que discutam sobre como os elementos de acessibilidade 
estão presentes na comunidade escolar e para que mencionem algumas atitudes 
cotidianas que podem também fazer a diferença na vida das pessoas com deficiência. 
Atividade com gabarito
Accessibility in traffic
2016 marked ten years of the adoption of the Convention on the Rights of Persons 
with Disabilities (CRPD). Let's read the Article 9 of the official text wrote in 2006 
about accessibility!
CONVENTION ON THE RIGHTS OF PERSONS WITH DISABILITIES
Article 9: Accessibility
1. To enable persons with disabilities to live independently and participate fully in all aspects 
of life, States Parties shall take appropriate measures to ensure to persons with disabilities 
access, on an equal basis with others, to the physical environment, to transportation, 
to information and communications, including information and communications 
technologies and systems, and to other facilities and services open or provided to 
the public, both in urban and in rural areas. These measures, which shall include the 
identification and elimination of obstacles and barriers to accessibility, shall apply to, inter 
alia: (a) Buildings, roads, transportation and other indoor and outdoor facilities, including 
schools, housing, medical facilities and workplaces; (b) Information, communications 
and other services, including electronic services and emergency services. [...]
UNITED NATIONS. United Nations Convention on the Rights of Persons with 
Disabilities. 2006. Disponível em: https://www.un.org/disabilities/documents/
convention/convention_accessible_pdf.pdf. Acesso em: 20 nov. 2020.
Acesse!
O vídeo Trânsito 
Consciente – 
Acessibilidade, 
criado pelo 
Departamento 
Nacional de Trânsito 
(DENATRAN), 
pode ser acessado 
em: https://www.
youtube.com/
watch?v=bZ3gVJ89LuI.
Construindo os caminhos da atividade
1319 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Mediação
Em uma roda de conversa, estimule os estudantes a conversarem sobre os direitos 
das pessoas com deficiência. Para isso, sugere-se convidá-los a compartilhar suas 
vivências, situando-se a problemática relacionada às conquistas das pessoas com 
deficiência numa linha do tempo e enfatizando-se a importância do evento envolvendo 
especialistas e estudiosos da área promovido pela ONU. Os textos oficiais das 
convenções mundiais são produzidos, oficialmente, em inglês e, depois, circulam nos 
sites oficiais e entre os países participantes e são referenciados nas políticas públicas 
do mundo inteiro. Essas políticas, em cada país, estado e cidade, expressam-se nas 
condições materiais e nas transformações na arquitetura das cidades para atender às 
necessidades das pessoas com deficiência, como pisos táteis, rampas de acesso, vagas 
de estacionamento, banheiros adaptados etc. 
Após essa conversa, sugere-se a realização da leitura do Article 9: Accessibility, 
individual ou em duplas, em que os estudantes podem anotar vocabulário mais 
conhecido. Depois, em leitura compartilhada, pode-se consolidar a compreensão 
geral do texto e os principais conceitos. Mais importante que a tradução na íntegra é a 
compreensão dos direitos básicos que o texto expressa.
1) Based on Article 9 of the Convention and on the conversations in the 
classroom, read the words below and relate each word to its definitions and 
statements in Portuguese about the rights of people with disabilities. Then, 
solve the crossword puzzle below.
a) Eles existem nas cidades e dificultam a circulação e a mobility das pessoas 
com deficiência. Obstacles e Barriers.
b) Segundo o texto da Convenção, as pessoas com deficiência têm direito ao 
acesso, em igualdade de condições, a: Phisical environment, transportation, 
information e communication.
c) Disabled parking space são estacionamentos reservados para pessoas com 
deficiência e devem ser respeitados pelos demais usuários do trânsito. 
d) Wheelchair acess é um plano de inclinação nas vias de acesso, nas 
construções e nas calçadas que garante a interligação de espaços, 
possibilitando que as pessoas com deficiência (usando cadeira de rodas) 
acessem os lugares e circulem em segurança.
e) Tactile paving é um tipo de piso que garante que os deficientes visuais 
possam caminhar na cidade por uma trilha composta por uma textura 
diferente dos pisos comuns. 
Fique ligado!
Desde 2006, 
a legislação 
proporcionou 
muitas conquistas 
nos direitos das 
pessoas com 
deficiência, 
mas, além das 
melhorias físicas e 
arquitetônicas, é 
preciso ter atitudes 
de cooperação 
no cotidiano do 
trânsito. Por isso, 
faça a sua parte!
Obstacles
Wheelchair acess
Information
Disabled parking space
Transportation
CommunicationPhisical environment
Barriers
Tactile paving
Mobility
132 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC
Mediação
Para a realização do exercício, é interessante lembrar os estudantes de que existem 
alguns pictogramas que indicam assentos, banheiros e vagas preferenciais para 
estacionar. Existem, também, sinalizações que indicam a presença de rampas. Os 
pisos táteis, apesar de estarem sendo, aos poucos, disponibilizados nas calçadas 
das cidades, ainda são um desafio, pois nem sempre há continuidade ou mesmo há 
elementos que bloqueiem ou que dificultem o fluxo contínuo dos deficientes visuais, 
por exemplo.
2) Are the rights of people with disabilities being respected and fulfilled in 
your community?
Let's discuss.
Mediação
Para finalizar a atividade sugere-se, em uma roda de conversa, revisitar elementos 
citados no exercício e que estejam dispostos no cotidiano do bairro, na comunidade 
ou na cidade, valorizando-se as observações e as vivências entre familiares, amigos 
e vizinhos para melhor consolidação da problemática. Algumas questões podem 
mobilizar a interação, como, por exemplo: Existem pessoas com deficiências em sua 
cidade ou comunidade?; Quais dificuldades elas têm para se locomover?; Quais elementos 
físicos e materiais existem para ajudar as pessoas com deficiência em seu bairro ou 
cidade?; O que é possível fazer no bairro ou na comunidade para ajudar que os direitos de 
ir e vir das pessoas com deficiência sejam cumpridos?. 
Além de pensar na presença dos elementos, é importante reforçar as atitudes 
cotidianas que cada cidadão pode ter em respeito aos direitos das pessoas com 
deficiência, como indica o Texto 2 Atitudes que fazem a diferença, presente no 
Conectando saberes do trânsito. 
Você sabia?
Em locais públicos, 
como hotéis e 
restaurantes, 
é preciso que 
tenham, à 
disposição das 
pessoas com 
deficiência ou 
com mobilidade 
reduzida, 
banheiros 
adaptados, rampas 
de acesso e 
corrimãos. 
1339 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Avaliação
A avaliação desta atividade pode ser feita de forma processual, observando-se 
se os estudantes: interagiram nas rodas de conversa, expondo suas vivências; 
demonstraram compreender a importância do documento oficial exposto e como 
esse documento influencia na construção de políticas públicas que garantam 
o direito de ir e vir das pessoas com deficiência nos diversos países, estados e 
cidades; e expressaram a importância de adotar atitudes de respeito às pessoas 
com deficiência e de cooperação com elas nas variadassituações do trânsito. 
Outras conexões 
Como possibilidade de continuidade desta atividade, pode-se propor uma roda de 
conversa com pessoas com deficiência da escola ou da comunidade, ouvindo as 
vivências cotidianas que têm e as transformações que sentem ao transitarem na 
cidade, podendo ser expostos, ainda, os desafios e as dificuldades que sentem em 
relação aos direitos de ir e vir com segurança.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 20 nov. 2020.
BRASIL. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção 
Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo 
Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Brasília, DF: 
Presidência da República, 2009. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.htm. Acesso em: 20 nov. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 20 nov. 2020.
BRASIL. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais 
e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras 
de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília, 
DF: Presidência da República, 2000. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/LEIS/L10098.htm. Acesso em: 20 nov. 2020.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão 
da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: 
Presidência da República, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 20 nov. 2020.
Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PcD e PcAH no 
RS – FADERS. Atitudes que fazem a diferença com pessoas com deficiência: garantir 
os Direitos Humanos é o caminho para a inclusão. FADERS: Porto Alegre, 2013. Disponível 
em: http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/uploads/1427723364Cartilha_
Faders_word_com_novo_layout.pdf. Acesso em: 20 nov. 2020.
Compartilhe! 
Como foi a 
experiência de 
realizar esta 
atividade com 
os estudantes? 
Envie-nos fotos 
e/ou vídeos para 
ilustrar a sua 
descrição! 
Você e os 
estudantes fazem 
parte do Programa 
Conexão DNIT!
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
134 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC
PARANÁ. Departamento Estadual de Trânsito do Paraná – DETRAN/PR. Educação 
para o trânsito. Pessoas com Deficiência. 2020?. Disponível em: http://www.
educacaotransito.pr.gov.br/pagina-285.html. Acesso em: 20 nov. 2020.
UNITED NATIONS. United Nations Convention on the Rights of Persons with 
Disabilities. 2006. Disponível em: https://www.un.org/disabilities/documents/
convention/convention_accessible_pdf.pdf. Acesso em: 20 nov. 2020.
1359 ºANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Accessibility in traffic
2016 marked ten years of the adoption of the Convention on the Rights of Persons 
with Disabilities (CRPD). Let's read the Article 9 of the official text wrote in 2006 
about accessibility!
CONVENTION ON THE RIGHTS OF PERSONS WITH DISABILITIES
Article 9: Accessibility
1. To enable persons with disabilities to live independently and participate fully in all aspects 
of life, States Parties shall take appropriate measures to ensure to persons with disabilities 
access, on an equal basis with others, to the physical environment, to transportation, 
to information and communications, including information and communications 
technologies and systems, and to other facilities and services open or provided to 
the public, both in urban and in rural areas. These measures, which shall include the 
identification and elimination of obstacles and barriers to accessibility, shall apply to, inter 
alia: (a) Buildings, roads, transportation and other indoor and outdoor facilities, including 
schools, housing, medical facilities and workplaces; (b) Information, communications 
and other services, including electronic services and emergency services. [...]
UNITED NATIONS. United Nations Convention on the Rights of Persons with 
Disabilities. 2006. Disponível em: https://www.un.org/disabilities/documents/
convention/convention_accessible_pdf.pdf. Acesso em: 20 nov. 2020.
1) Based on Article 9 of the Convention and on the conversations in the 
classroom, read the words below and relate each word to its definitions and 
statements in Portuguese about the rights of people with disabilities. Then, 
solve the crossword puzzle below.
a) Eles existem nas cidades e dificultam a circulação e a das 
pessoas com deficiência. e .
b) Segundo o texto da Convenção, as pessoas com deficiência têm direito ao 
acesso, em igualdade de condições, a: , , 
e .
c) são estacionamentos reservados 
para pessoas com deficiência e devem ser respeitados pelos demais 
usuários do trânsito. 
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Obstacles
Wheelchair acess
Information
Disabled parking space
Transportation
CommunicationPhisical environment
Barriers
Tactile paving
Mobility
Desde 2006, 
a legislação 
proporcionou 
muitas conquistas 
nos direitos das 
pessoas com 
deficiência, 
mas, além das 
melhorias físicas e 
arquitetônicas, é 
preciso ter atitudes 
de cooperação 
no cotidiano do 
trânsito. Por isso, 
faça a sua parte!
Estudante
136 ACCESSIBILITY IN TRAFFIC
d) é um plano de inclinação nas vias de 
acesso, nas construções e nas calçadas que garante a interligação de 
espaços, possibilitando que as pessoas com deficiência (usando cadeira de 
rodas) acessem os lugares e circulem em segurança.
e) é um tipo de piso que garante que os 
deficientes visuais possam caminhar na cidade por uma trilha composta por 
uma textura diferente dos pisos comuns. 
2) Are the rights of people with disabilities being respected and fulfilled in 
your community?
Let's discuss.
Em locais públicos, 
como hotéis e 
restaurantes, 
é preciso que 
tenham, à 
disposição das 
pessoas com 
deficiência ou 
com mobilidade 
reduzida, 
banheiros 
adaptados, rampas 
de acesso e 
corrimãos. 
1379° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Do you know the traffic signs? 
Using modal verbs to know what is a obligation or recomendation in traffic
Articulação didática
Esta atividade propõe, aos estudantes, a realização de exercícios para 
que conheçam o significado das sinalizações verticais de trânsito e para 
que indiquem deveres dos cidadãos nesse ambiente. Esses saberes são 
articulados ao ensino dos verbos modais na Língua Inglesa, a partir das 
permissões, das possibilidades, dos direitos e dos deveres necessários para a 
harmonia do trânsito.
Objeto de conhecimento
Verbos modais: should, must, have to, may e might – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Sinalizações verticais de trânsito.
Competência
Conhecer a respeito das regras e das sinalizações verticais de trânsito.
Habilidade
Apontar o significado de placas de sinalização de trânsito.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia.
Para promover a segurança no trânsito, existem vários tipos de regras e de formas 
de comunicação. As placas são um exemplo de comunicação do trânsito, as quais 
fazem partede um grupo de sinalizações que podem ser de regulamentação, de 
orientação e de advertência. O texto Sinalização vertical apresenta características 
desse tipo de sinalização que objetiva regulamentar as obrigações, as limitações, as 
proibições ou as restrições que governam o uso da via. 
Apresentando o percurso pedagógico
Conectando saberes do trânsito
Professor(a)
138 DO YOU KNOW THE TRAFFIC SIGNS? 
Sinalização vertical
As placas de trânsito fazem parte da chamada sinalização vertical, esta que engloba 
toda sinalização fixada na posição vertical, ao lado da pista ou suspensa sobre 
esta. A finalidade dessas placas é de fornecer, aos usuários, informações que 
lhes permitam transitar de forma adequada, de modo a aumentar a segurança, a 
ordenar os fluxos de tráfego e, ainda, a prestar-lhes informações de orientação e de 
localização. As placas possuem funções, formas e cores diferenciadas. Quando o 
usuário não respeita a sinalização, pode colocar sua vida e das outras pessoas em 
risco. No caso da sinalização de regulamentação, o desrespeito pode ainda gerar 
penalidades, conforme prescrito nas normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) 
(BRASIL, 1997). 
O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito define, em seus volumes I, II e III, os tipos 
de sinalizações verticais, conforme suas funções, que se encontram descritas a seguir. 
Sinalização vertical de regulamentação
Tem por finalidade comunicar aos usuários as condições, proibições, 
obrigações ou restrições no uso das vias urbanas e rurais. Desta 
forma, o desrespeito aos sinais de regulamentação constitui 
infrações, previstas no capítulo XV do Código de Trânsito Brasileiro 
(CTB) (BRASIL, 2007a, p. 23).
A forma padrão da sinalização vertical de regulamentação é a circular (com exceção 
das placas “Parada obrigatória”, que possui a forma octogonal, e “Dê a preferência”, 
que possui a forma triangular). Em relação às suas características, grande parte das 
placas circulares possui fundo branco e contorno vermelho. Veja alguns exemplos 
de placas de regulamentação.
Dê a preferência Pedestre, ande pela direita Parada obrigatória
Quando essas sinalizações são desrespeitadas, os usuários das vias estão 
cometendo infrações previstas no Capítulo XV, do CTB. As placas de 
regulamentação ajudam na segurança de todos os usuários e precisam ser 
expressamente seguidas. Caso um motorista, por exemplo, desrespeite a 
velocidade máxima permitida ou faça uma conversão em sentido proibido, ele se 
expõe a um prejuízo muito maior que o de uma multa, ele coloca sua vida e de 
outras pessoas em risco. 
Sinalização vertical de advertência
Tem por finalidade alertar os usuários das condições potencialmente 
perigosas, obstáculos ou restrições existentes na via ou vias próximas 
a ela. Os sinais destas placas indicam a natureza das situações 
adversas à frente, quer sejam permanentes ou eventuais (BRASIL, 
2007b, p. 11).
Quadrada é a forma destinada às placas de advertência, sendo que uma das suas 
diagonais deve ficar na posição vertical. As placas de advertência possuem fundo 
amarelo, com contorno preto, conforme exemplos apresentados a seguir. Essas 
placas exigem, geralmente, do condutor, uma redução de velocidade com o objetivo 
de propiciar maior segurança no trânsito.
1399° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Área escolar Semáforo à frente Interseção em círculo
Sinalização vertical de indicação
Tem como finalidade comunicar a identificação das vias e os locais 
de interesse, bem como orientar condutores de veículos e pedestres 
quanto aos percursos, destinos, acessos, distâncias, serviços 
auxiliares e atrativos turísticos, podendo também ter como função a 
educação do usuário (BRASIL, 2014, p. 26).
Retangular é a forma usada nas placas de indicação em geral, podendo variar 
o tamanho, tanto horizontalmente quanto verticalmente, conforme o tipo de 
indicação. As cores de fundo variam entre verde, azul, marrom e branca, também 
conforme o tipo de indicação. Abaixo, encontram-se exemplos de placas indicativas.
Placa de identificação Placa de orientação de destino Placa educativa
Estratégias didáticas
A atividade pode ser introduzida com uma abordagem sobre verbos modais a 
partir do contexto da comunicação das regras do trânsito. Na sequência, propõe-se, aos 
estudantes, que completem as frases com os verbos modais e que, em seguida, 
participem do jogo The signs challenge!. Por fim, propõe-se que escolham três placas 
de sinalização vertical e que criem frases usando o verbo apropriado.
Atividade com gabarito
Do you know the traffic signs? 
Do you know any traffic signs? Have you ever paid attention to what they mean? Do 
you follow them? They express rules and must be follow for our traffic safety. On 
these exercises, you are going to need to know the traffic signs and the modal verbs! 
Construindo os caminhos da atividade
140 DO YOU KNOW THE TRAFFIC SIGNS? 
1) The modal verbs can express ideas of permission, obligation, possibilities, 
abilities and advices. Using your knowledge about the traffic, complete the 
sentences using the modal verbs, according to the situation. Example:
a) In traffic we mustn’t use cell phone. (must or mustn’t)
b) Children up to 10 years old must sit in the back seat in Brazil. (must or might)
c) The drivers mustn’t texting while driving. (must or mustn’t)
d) The cyclist should/ could use cyclist helmet (should or could)
e) All passengers must use seatbelt in car or bus. (must or could)
f) We must walk in pedestrian crossing. (must or could)
g) Young people over 18 years old may drive in Brazil. (may or must) 
h) We must walk in sidewalk. (must or could)
i) We must respect the traffic light. (can or must)
Mediação 
É importante frisar que existem outras opções de respostas possíveis em alguns casos. 
Saber a diferença entre o que é obrigatório ou apenas recomendável no trânsito é o 
que vai definir a escolha mais apropriada de emprego do verbo modal. É importante 
conversar com a turma sobre as regras obrigatórias e as recomendações apresentadas 
nas frases do exercício, visando à segurança no trânsito. 
Cabe realçar, ainda: a necessidade de utilização do cinto de segurança por todos os 
ocupantes dos carros, tanto nos bancos dianteiros quanto nos traseiros, assim como 
pelos estudantes que utilizam transporte escolar; a legislação brasileira determina 
que as crianças com idade inferior a 10 anos, por exemplo, devem ser transportadas 
nos bancos traseiros e, além disso, as crianças com idade entre 4 e 7,5 anos devem, 
obrigatoriamente, usar o assento de elevação, sendo recomendado que elas façam uso 
do dispositivo até atingirem a altura de 1,45 m; e, também, a necessidade de utilização 
de equipamentos de proteção ao pedalar.
2) Let's play!
The signs challenge!
After dividing the class into groups, each group will be asked to complete a 
matching game, in which every traffic sign must be matched to its correct name, 
and the meaning of each traffic sign must be translated into Portuguese. Once 
completed, the form must be delivered to the teacher. The team with the most 
correct answers will be declared the "Best road safety team". In the event of a tie, 
the team that finishes first will be considered the best team.
The signs challenge!
(09) Destination distance sign 1)
(05) No pedestrian 2)
_________________________________________________________
_________________________________________________________
1419° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
(07) Reserved parking 3)
(01) Pedestrian crosswalk 4)
(08) School crosswalk 5)
(06) Deer crossing  6)
(04) No bicycles 7)
(02) Speed limit metric 8)
(03) Winding road left ahead 9)
Mediação 
Para a realização do exercício, é importante dividir a turma em equipes de forma que 
todos possam participar e colaborar no desenvolvimento do jogo. É necessária uma 
folha por equipe. Após a finalização da atividade, ao declarar qual foi a “Melhor equipe 
de segurança viária”,é importante conversar com a turma sobre a importância de 
respeitar as regras e a sinalização para transitar em segurança. 
Com isso, é preciso frisar que o trânsito é um ambiente coletivo e que não existe um 
único vencedor. Todos ganham quando os usuários (condutores, passageiros, ciclistas e 
pedestres) adotam atitudes seguras ao transitar e todos perdem quando são desrespeitadas 
as regras e as sinalizações, aumentando o risco de acidentes e de fatalidades.
3) Now, choose three signs and write a sentence using a appropriate modal verb.
Resposta escrita e pessoal. Algumas possibilidades são: 
Pedestrian must walk in crosswalk and sidewalk.
In crosswalk we should not ride a bicycle.
Car must not parking here.
We must obey the reserved parking.
Fique ligado!
Fique atento 
às sinalizações 
e às regras do 
trânsito. Quando 
os cidadãos são 
conscientes dos 
seus direitos e 
cumprem os seus 
deveres, o trânsito 
flui melhor. Sua 
segurança e a dos 
demais usuários do 
trânsito também 
dependem de 
sua atitude! 
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
142 DO YOU KNOW THE TRAFFIC SIGNS? 
Mediação
Para o fechamento da atividade, sugere-se a realização de uma roda de conversa 
para apresentação das frases produzidas e para reflexão sobre a aderência das 
mensagens contidas nas frases produzidas com os comportamentos dos estudantes 
no dia a dia. Nessa conversa, é importante realçar, aos estudantes, os riscos 
envolvidos ao não respeitar as regras e a sinalização de trânsito e a necessidade 
de adoção de atitudes seguras ao transitar para garantir o bom funcionamento do 
trânsito e a segurança dos usuários.
Avaliação
É possível observar a compreensão dos estudantes acerca do significado das placas 
que fazem parte do jogo e, ainda, acerca do uso dos verbos modais associados 
às obrigações e às recomendações a serem seguidas pelos usuários do sistema 
trânsito. Pode-se avaliar, também, a interação e a participação dos estudantes no 
jogo de equipes. 
Outras conexões 
Para dar continuidade a esta atividade sobre sinalização, pode-se propor, à 
turma, a realização de um trabalho em que sejam comparadas as placas de 
sinalização brasileiras com as placas de sinalização de países de Língua Inglesa, 
como, por exemplo, as placas utilizadas nas estradas dos Estados Unidos da 
América (US DEPARTMENT OF TRANSPORTATION, 2002). Cada estudante ficará 
responsável por uma placa diferente e deverá encontrar a placa correspondente 
em outro país de Língua Inglesa, descrevendo as diferenças e as semelhanças 
entre elas. Junto com essa descrição, será preciso incluir o contexto do trânsito no 
país, como, por exemplo: no Brasil, são utilizados os quilômetros e, nos EUA, as 
milhas; as diferenças entre os índices de morte; ou, até mesmo, alguma legislação 
diferente. Esse trabalho pode ser compartilhado com a turma, para que todos 
possam trocar informações e possam conhecer um pouco mais da cultura do 
trânsito em outros países.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 27 fev. 2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de regulamentação – volume I. 
Brasília, DF: CONTRAN, 2007a. Disponível em: https://infraestrutura.gov.br/images/
Educacao/Publicacoes/Manual_VOL_I_2.pdf. Acesso em: 29 fev. 2020.
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
Compartilhe! 
Conte-nos como 
foi a realização da 
atividade com a 
turma! Para ilustrar 
essa experiência, 
envie-nos fotos 
e/ou vídeos.
1439° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de advertência – volume II. Brasília, 
DF: CONTRAN, 2007b. Disponível em: http://www.dnit.gov.br/download/rodovias/
operacoes-rodoviarias/faixa-de-dominio/manual-vol-ii-sinalizacao-vertical-de-
advertencia.pdf.pdf. Acesso em: 01 mar.2020.
BRASIL. Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. Manual Brasileiro de 
Sinalização de Trânsito: sinalização vertical de indicação – volume III. Brasília, DF: 
CONTRAN, 2014. Disponível em: https://infraestrutura.gov.br/images/Educacao/
Publicacoes/Manual_VOL_III_2.pdf. Acesso em: 29 fev. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 27 fev. 2020. 
US DEPARTMENT OF TRANSPORTATION. Federal Highway Administration. United 
States Road Symbol Signs. 2002. Disponível em: https://mutcd.fhwa.dot.gov/
services/publications/fhwaop02084/index.htm. Acesso em: 27 fev. 2020.
1459° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
The signs challenge!
After dividing the class into groups, each group will be asked to complete a 
matching game, in which every traffic sign must be matched to its correct name, 
and the meaning of each traffic sign must be translated into Portuguese. Once 
completed, the form must be delivered to the teacher. The team with the most 
correct answers will be declared the “Best road safety team”. In the event of a tie, 
the team that finishes first will be considered the best team.
The signs challenge!
( ) Destination distance sign 1)
( ) No pedestrian 2)
( ) Reserved parking 3)
( ) Pedestrian crosswalk 4)
( ) School crosswalk 5)
( ) Deer crossing  6)
( ) No bicycles 7)
( ) Speed limit metric 8)
( ) Winding road left ahead 9)
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
_________________________________________________________
1479° ANO | LÍNGUA INGLESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Do you know the traffic signs? 
Do you know any traffic signs? Have you ever paid attention to what they mean? Do 
you follow them? They express rules and must be follow for our traffic safety. On 
these exercises, you are going to need to know the traffic signs and the modal verbs! 
1) The modal verbs can express ideas of permission, obligation, possibilities, 
abilities and advices. Using your knowledge about the traffic, complete the 
sentences using the modal verbs, according to the situation. Example:
a) In traffic we mustn’t use cell phone. (must or mustn’t)
b) Children up to 10 years old sit in the back seat in Brazil. 
(must or might)
c) The drivers texting while driving. (must or mustn’t)
d) The cyclist use cyclist helmet (should or could)
e) All passengers use seatbelt in car or bus. (must or could)
f) We walk in pedestrian crossing. (must or could)
g) Young people over 18 years old drive in Brazil. (may or must) 
h) We walk in sidewalk. (must or could)
i) We respect the traffic light. (can or must)
2) Let's play!
The signs challenge!
After dividingthe class into groups, each group will be asked to complete a 
matching game, in which every traffic sign must be matched to its correct name, 
and the meaning of each traffic sign must be translated into Portuguese. Once 
completed, the form must be delivered to the teacher. The team with the most 
correct answers will be declared the "Best road safety team". In the event of a tie, 
the team that finishes first will be considered the best team.
3) Now, choose three signs and write a sentence using a appropriate modal verb.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Fique atento 
às sinalizações 
e às regras do 
trânsito. Quando 
os cidadãos são 
conscientes dos 
seus direitos e 
cumprem os seus 
deveres, o trânsito 
flui melhor. Sua 
segurança e a dos 
demais usuários do 
trânsito também 
dependem de 
sua atitude! 
Estudante
1499° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Direitos e deveres no trânsito
O que se pode e se deve fazer ao transitar? 
Articulação didática
A atividade propõe a realização de exercícios de interpretação da letra da 
música Rua da Passagem (Trânsito), para, a partir dos recursos poéticos de 
figuras de linguagem utilizados na composição, trabalhar os direitos e os 
deveres dos usuários do sistema trânsito.
Objeto do conhecimento 
Figuras de linguagem – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Direitos e deveres no trânsito.
Competência
Aprender sobre os direitos e os deveres no trânsito.
Habilidade
Relacionar os direitos e os deveres no trânsito.
Tempo estimado
2 horas/aula. 
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis e borracha. 
O que é ser cidadão no trânsito? Que atitudes um cidadão deve ter nas vias? Quais são 
os direitos e os deveres dele no trânsito? O texto Cidadão no trânsito apresenta algumas 
reflexões sobre a postura cidadã e sobre os comportamentos adequados ao transitar.
Cidadão no trânsito
Ser cidadão é ter consciência e exercer os direitos e os deveres civis, políticos e 
sociais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, a 
qual garante que aqueles sejam colocados em prática. 
Na Constituição brasileira (BRASIL, 1988), portanto, constam alguns direitos dos 
cidadãos brasileiros, como os mencionados no Artigo 5º: 
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança 
e à propriedade [...]. 
Apresentando o percurso pedagógico
Conectando saberes do trânsito
Professor(a)
150 DIREITOS E DEVERES NO TRÂNSITO
Esses direitos devem ser seguidos, também, nas vias públicas, um ambiente que 
deve ser democrático, de convivência social, onde circulam pessoas de idades, de 
culturas e de classes sociais diferentes. Para uma real cidadania, é essencial que 
as pessoas reivindiquem seus direitos, pensando-se, também, na coletividade. 
Exercer a cidadania, assim, envolve atitudes que colocam em prática os direitos e, 
ainda, os deveres. Ou seja, independentemente de origens, de etnias, de idades 
ou de condições de vida, é preciso ter atitudes que assegurem, à humanidade 
como um todo, a possibilidade de viver em paz, com dignidade, com saúde e com 
segurança.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) apresenta, ao longo dos seus 
artigos e parágrafos, os direitos e os deveres do cidadão. Cabe destacar: 
Art. 1º
[...]
§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e 
dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de 
Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, 
adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.
[...]
Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:
I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo 
para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda 
causar danos a propriedades públicas ou privadas;
II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, 
depositando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela 
criando qualquer outro obstáculo.
[...]
Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui 
dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de 
Trânsito.
No trânsito, para que haja segurança e fluidez, é de extrema importância a 
postura cidadã. Veja alguns exemplos de atitudes cidadãs:
• Cumprir as normas disponíveis pelo CTB.
• Andar com segurança, de um lugar a outro.
• Respeitar o próximo e as suas diferenças.
• Observar o movimento dos usuários das vias e ter cuidado com isso.
• Ajudar uma pessoa com limitações de locomoção a atravessar a rua.
• Valorizar a vida e priorizar a segurança nas vias.
• Contribuir para a preservação do meio ambiente.
• Praticar valores como cooperação, solidariedade, justiça, responsabilidade, 
equidade e tolerância.
Para promover a Educação para o Trânsito, é necessário exercer a cidadania, 
exigir seus direitos enquanto pedestre, passageiro, ciclista e motorista, mas, além 
disso, é fundamental cumprir seus deveres. Não é coerente, por exemplo, que um 
cidadão que deixa de cumprir seus deveres ao transitar ensine a alguém ou exija 
deste uma postura responsável no trânsito. Ser um bom cidadão é pensar e agir 
em prol do bem comum. Preparar indivíduos para o exercício da cidadania nas 
vias é uma das finalidades da Educação para o Trânsito.
1519° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Estratégias didáticas
A atividade é iniciada com a música Rua da Passagem (Trânsito), que pode ser lida e, 
se possível, ouvida. Na sequência, propõem-se questões de interpretação de texto, 
a partir da letra da música, com ênfase na temática direitos e deveres no trânsito 
e na identificação das figuras de linguagem. Dando continuidade à reflexão, é 
solicitada a construção coletiva de uma lista de direitos e de deveres no trânsito.
Atividade com gabarito
Direitos e deveres no trânsito
O espaço do trânsito permite o exercício da cidadania ao praticar os direitos e os 
deveres. Os exercícios propostos promovem a reflexão sobre esse tema a partir 
da letra da música Rua da Passagem (Trânsito), composta por Arnaldo Antunes e 
por Lenine.
Leia com atenção a letra da música e, em seguida, responda às questões formuladas.
RUA da passagem: trânsito. Composição: Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, [2003]. 1 vídeo 
(3 min. 51 s.). Disponível em: http://letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso em: 21 nov. 2019.
Rua da Passagem (Trânsito)
Os curiosos atrapalham o trânsito 
Gentileza é fundamental
Não adianta esquentar a cabeça 
Não precisa avançar no sinal
Dando seta pra mudar de pista 
Ou para entrar na transversal
Pisca alerta pra encostar na guia 
Para brisa para o temporal
Já buzinou, espere, não insista, 
Desencoste o seu do meu metal
Devagar pra contemplar a vista 
Menos peso do pé no pedal
Não se deve atropelar um cachorro 
Nem qualquer outro animal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Motoqueiro caminhão pedestre 
Carro importado carro nacional
Mas tem que dirigir direito 
Para não congestionar o local
Tanto faz você chegar primeiroO primeiro foi seu ancestral
É melhor você chegar inteiro 
Com seu venoso e seu arterial
A cidade é tanto do mendigo 
Quanto do policial
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Travesti trabalhador turista 
Solitário família casal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Sem ter medo de andar na rua 
Porque a rua é o seu quintal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Boa noite, tudo bem, bom dia, 
Gentileza é fundamental
Pisca alerta pra encostar na guia 
Com licença, obrigado, até logo, tiau.
Acesse!
O áudio da 
música Rua 
da Passagem 
(Trânsito) pode 
ser acessado em: 
http://bit.
ly/2ZczA2o.
Construindo os caminhos da atividade
152 DIREITOS E DEVERES NO TRÂNSITO
Mediação 
Sugere-se que a letra da música seja apresentada juntamente com o áudio, pois isso 
enriquecerá a experiência estética dos estudantes e a compreensão do texto por eles. 
Após a leitura/audição, os exercícios poderão ser respondidos em duplas.
1) De acordo com a música, o que não se deve fazer no trânsito?
Reposta escrita, esperando-se que os estudantes mencionem que não se deve ser 
curioso, esquentar a cabeça, avançar o sinal vermelho, insistir após buzinar, querer 
chegar primeiro, atropelar cachorro ou qualquer outro animal, ter medo de andar na rua, 
entre outros pontos.
2) Conforme o autor, que atitudes é preciso ter no trânsito?
Resposta escrita, esperando-se que os estudantes mencionem que é preciso ser gentil, 
dar seta para mudar de pista ou para entrar na transversal, usar o pisca-alerta para 
encostar na guia, usar o limpador de para-brisa quando há temporal, manter a distância, 
ir devagar, dirigir de forma segura.
3) O autor faz referência a indivíduos e a tipos de veículos. Quais são eles?
Resposta escrita, esperando-se que os estudantes mencionem que a música cita 
motoqueiro, caminhão, pedestre, mendigo, policial, travesti, trabalhador, turista, solitário, 
família, carro importado, carro nacional.
4) Em sua opinião, o direito das pessoas nas vias está sendo respeitado?
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes respondam que todos 
têm, ou que deveriam ter, direito à segurança, mas que reflitam que, muitas vezes, os 
direitos das pessoas não são respeitados no trânsito, tanto pela falta de solidariedade e 
de respeito do próximo quanto pelas más condições das vias, pela falta de sinalizações e 
pela falta de acessibilidade, por exemplo.
Mediação 
Nessa questão, também é possível promover uma conversa para enfatizar a 
desigualdade de direitos entre os pedestres, os ciclistas e os motoristas, por exemplo. 
As cidades têm sido projetadas para os veículos automotores, diminuindo-se, assim, o 
espaço público para os pedestres e para os ciclistas.
5) Classifique as figuras de linguagem das frases a seguir. Depois, reescreva as 
frases sem as figuras de linguagem.
a) “Não adianta esquentar a cabeça”.
Eufemismo. “Não adianta ficar bravo”.
b) “Desencoste o seu do meu metal”.
Metonímia. “Mantenha distância do meu veículo”.
c) “Menos peso do pé no pedal”.
Eufemismo. “Menos velocidade ao dirigir”.
d) “A rua é o seu quintal”.
Metáfora. “A rua é o complemento de sua casa”.
e) “O carro é uma arma”.
Metáfora. “O carro pode matar”.
Trânsito em 
números
Devido à violência 
viária, muitas 
pessoas estão 
perdendo o direito 
à vida. Conforme 
dados divulgados 
pelo Departamento 
de Informática do 
Sistema Único de 
Saúde (DATASUS), 
do Ministério da 
Saúde, o número 
de mortes em 
acidentes de 
trânsito, no Brasil, 
em 2017, foi de 
36.430 (VIAS 
SEGURAS, 2019).
1539° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
6) Junto com a turma, elabore uma lista de direitos e de deveres no trânsito. 
Resposta oral e espera-se que os estudantes apresentem direitos e deveres no trânsito 
com base nas suas vivências e nos conhecimentos adquiridos durante a realização desta 
atividade.
Mediação 
O texto Cidadão no trânsito pode ajudar na elaboração da lista de direitos e de deveres no 
trânsito. Essa lista pode ser construída de forma coletiva, sendo exposta, posteriormente, 
no mural da escola ou compartilhada em grupos e páginas das redes sociais. 
Avaliação
Para avaliação, é possível: mensurar as aprendizagens dos estudantes sobre os 
direitos e os deveres no trânsito; e analisar se os estudantes compreenderam as 
questões solicitadas, e se tiveram condições de sistematizar esse conteúdo na 
elaboração da lista de direitos e de deveres.
Outras conexões
De modo a complementar esta atividade, pode-se representar a letra da música, 
utilizando-se diversas formas de linguagem, como interpretação, declamação, 
dramatização, desenho e fotografias, por exemplo.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 04 fev. 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Emendas 
Constitucionais. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 19 dez. 2019.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9503.htm. Acesso em: 01 ago. 2019. 
RUA da passagem: trânsito. Composição: Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, 
[2003]. 1 vídeo (3 min. 51 s.). Disponível em: http://letras.mus.br/lenine/250619/. 
Acesso em: 21 nov. 2019.
VIAS SEGURAS. Estatísticas nacionais de acidentes de trânsito. 2019. Disponível 
em: http://vias-seguras.com/os_acidentes/estatisticas/estatisticas_nacionais. 
Acesso em: 15 dez. de 2019.
Compartilhe!
Conte-nos como 
foi a recepção da 
proposta por parte 
dos estudantes: 
envie-nos fotos 
e/ou vídeos da 
atividade! 
Você e os 
estudantes são 
os protagonistas 
do Programa 
Conexão DNIT!
Aprimorando práticas e ampliando conexões
Referências
1559° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Direitos e deveres no trânsito
O espaço do trânsito permite o exercício da cidadania ao praticar os direitos e os deveres. 
Os exercícios propostos promovem a reflexão sobre esse tema a partir da letra da 
música Rua da Passagem (Trânsito), composta por Arnaldo Antunes e por Lenine.
Leia com atenção a letra da música e, em seguida, responda às questões formuladas.
RUA da passagem: trânsito. Composição: Arnaldo Antunes e Lenine. [S. I.]: Letras, [2003]. 1 
vídeo (3 min. 51 s.). Disponível em: http://letras.mus.br/lenine/250619/. Acesso em: 21 nov. 
2019.
1) De acordo com a música, o que não se deve fazer no trânsito?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Rua da Passagem (Trânsito)
Os curiosos atrapalham o trânsito 
Gentileza é fundamental
Não adianta esquentar a cabeça 
Não precisa avançar no sinal
Dando seta pra mudar de pista 
Ou para entrar na transversal
Pisca alerta pra encostar na guia 
Para brisa para o temporal
Já buzinou, espere, não insista, 
Desencoste o seu do meu metal
Devagar pra contemplar a vista 
Menos peso do pé no pedal
Não se deve atropelar um cachorro 
Nem qualquer outro animal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Motoqueiro caminhão pedestre 
Carro importado carro nacional
Mas tem que dirigir direito 
Para não congestionar o local
Tanto faz você chegar primeiro 
Oprimeiro foi seu ancestral
É melhor você chegar inteiro 
Com seu venoso e seu arterial
A cidade é tanto do mendigo 
Quanto do policial
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Travesti trabalhador turista 
Solitário família casal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Sem ter medo de andar na rua 
Porque a rua é o seu quintal
Todo mundo tem direito à vida 
Todo mundo tem direito igual
Boa noite, tudo bem, bom dia, 
Gentileza é fundamental
Pisca alerta pra encostar na guia 
Com licença, obrigado, até logo, tiau.
Estudante
156 DIREITOS E DEVERES NO TRÂNSITO
2) Conforme o autor, que atitudes é preciso ter no trânsito?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
3) O autor faz referência a indivíduos e a tipos de veículos. Quais são eles?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
4) Em sua opinião, o direito das pessoas nas vias está sendo respeitado?
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
5) Classifique as figuras de linguagem das frases a seguir. Depois, reescreva as 
frases sem as figuras de linguagem.
a) “Não adianta esquentar a cabeça”.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
b) “Desencoste o seu do meu metal”.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Devido à violência 
viária, muitas 
pessoas estão 
perdendo o direito 
à vida. Conforme 
dados divulgados 
pelo Departamento 
de Informática do 
Sistema Único de 
Saúde (DATASUS), 
do Ministério da 
Saúde, o número 
de mortes em 
acidentes de 
trânsito, no 
Brasil, em 2017, 
foi de 36.430.
1579° ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
c) “Menos peso do pé no pedal”.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
d) “A rua é o seu quintal”.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
e) “O carro é uma arma”.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
6) Junto com a turma, elabore uma lista de direitos e de deveres no trânsito. 
1599º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Os idosos no trânsito
Os riscos e os direitos dos idosos no trânsito
Articulação didática
À medida que os idosos são expostos a riscos adicionais ao transitar, em 
função das condições inerentes ao processo de envelhecimento, nesta 
atividade, propõe-se fazer uma discussão, com os estudantes, a respeito da 
relação dos idosos com o trânsito. Para isso, serão trabalhadas a leitura e a 
escrita de um miniconto (uma narrativa curta), em que serão debatidos tanto 
sobre os riscos aos quais os idosos estão expostos ao transitar quanto sobre 
os direitos à cidadania que os idosos têm de ir e vir em segurança.
Objeto de conhecimento
Textualização – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo do trânsito
Idosos no trânsito.
Competência
Conhecer as características das pessoas idosas e a sinalização de trânsito que 
organiza e que beneficia as pessoas com mais de 60 anos.
Habilidades
Destacar as especificidades do idoso na condição de pedestre.
Indicar atitudes que respeitam as necessidades dos idosos no cotidiano 
do trânsito.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos 
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. 
Em decorrência das condições inerentes ao envelhecimento que expõem os idosos a 
um risco adicional ao transitar, eles necessitam de condições diferenciadas para usufruir 
do direito de ir e vir. Por isso, é importante que haja a compreensão das pessoas 
sobre o envelhecimento humano e sobre a forma como os idosos se relacionam 
com o trânsito, exercendo diferentes papéis. Para subsidiar essa reflexão, o Texto 
1 Pedestres idosos sofrem mais acidentes fatais de trânsito contextualiza a situação 
do idoso no trânsito brasileiro, e o Texto 2 Atenção e cuidados aos idosos no trânsito 
destaca alguns direitos dos idosos com relação à utilização dos meios de transportes 
e sugere alguns cuidados que as pessoas mais jovens podem ter com os idosos. 
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
160 OS IDOSOS NO TRÂNSITO
Texto 1
Pedestres idosos sofrem mais acidentes fatais de trânsito
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) (OPAS, 2018), o número de 
pessoas com idade de 60 anos ou mais chegará a 2 bilhões até o ano de 2050. Sendo 
assim, os idosos representarão um quinto da população mundial. Para a garantia da 
segurança viária, o envelhecimento da população abrange novos desafios. Pessoas 
com mais de 65 anos também são as que, na condição de pedestre, mais sofrem 
acidentes fatais ou invalidez permanente em consequência de acidente de trânsito. 
Em 2016, o Brasil registrou a quinta maior população idosa do mundo, segundo dados 
do Ministério da Saúde. Estima-se que, em 2030, esse número ultrapasse o número 
total de crianças entre zero e 14 anos. A disparidade de idade também se reflete 
no registro de mortalidade em acidentes de trânsito entre faixas etárias, conforme 
revelado por diversos estudos. Um deles é uma análise de acidentes de transportes 
terrestres no Brasil e de Unidades Federadas entre os anos de 1990 e 2015, publicado 
em maio de 2017 na Revista Brasileira de Epidemiologia (LADEIRAI et al., 2017). No 
período de 25 anos analisados, constatou-se que a chance de um pedestre ser uma 
vítima fatal em um acidente praticamente dobra entre as faixas etárias de 25 a 29 
anos e de 65 a 69 anos. Em comparação com a faixa etária acima de 80 anos, essa 
diferença quase triplica. No Gráfico 1, pode-se observar, fazendo relação com a idade, a 
quantidade de vítimas fatais a cada 100 mil habitantes e o tipo de usuário no trânsito.
Gráfico 1 - Taxas* de mortalidade específica por idade, de acordo com os tipos de 
acidentes de transporte terrestre no Brasil, em 2015
*Taxas padronizadaspor sexo e por idade utilizando-se a população mundial.
Condições inerentes ao envelhecimento contribuem, também, para esses efeitos e 
podem explicar o fato de os idosos estarem expostos, por mais tempo, ao risco de 
colisão com um veículo. Na velhice, é comum que o caminhar fique mais lento, que haja 
redução da visão periférica, que se tenha falta de atenção, que se revele distúrbio de 
equilíbrio corporal, entre outros fatores limitantes, os quais contribuem para acidentes.
Texto 2
Atenção e cuidados aos idosos no trânsito
O Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003) possui um capítulo específico sobre os direitos 
em relação ao transporte. De modo a descrevê-lo, do Artigo 39 ao Artigo 42, esse 
estatuto menciona:
Fo
nt
e:
 b
as
ea
do
 e
m
 L
ad
ei
ra
i e
t a
l. 
(2
01
7)
1619º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
• a gratuidade no transporte coletivo; 
• a reserva de 10% das vagas dos assentos para idosos, que devem ser 
devidamente identificados;
• a gratuidade no transporte interestadual aos idosos com renda inferior a 2 
salários mínimos; 
• a reserva de 5% de vagas nos estacionamentos públicos e privados que devem 
ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade do idoso;
• o asseguramento da prioridade e da segurança do idoso nos procedimentos de 
embarque e de desembarque no transporte coletivo.
Além dos direitos, previstos no Estatuto do Idoso, em decorrência das condições 
inerentes ao envelhecimento (que expõem os idosos a um risco adicional ao 
transitar), a atenção e os cuidados da sociedade para com esses indivíduos devem 
ser estimulados como prática de cidadania. Dentre eles, pode-se citar:
• o oferecimento de ajuda aos idosos para atravessar a rua;
• a prestação de serviço aos idosos, ajudando-os a subir e a descer do ônibus e 
auxiliando-os com suas sacolas;
• a oferta de assentos preferenciais ou não, em ônibus e em outros espaços, para 
que se acomodem com segurança e com maior conforto;
• o oferecimento de auxílio para transitar aos idosos com dificuldades de 
locomoção, evitando-se buracos na calçada ou amparando-os em locais 
sem semáforos, sem faixas de pedestres ou sem qualquer outra sinalização 
importante para a locomoção com segurança;
• a reivindicação (às autoridades ou às pessoas com acesso às autoridades) para 
promoção de infraestrutura viária adequada e segura para os idosos, como, por 
exemplo, a exigência de calçadas em boas condições, de ruas bem sinalizadas e 
de mais tempo no semáforo para a travessia segura de pedestres.
Esses e outros cuidados dispensados aos idosos (no trânsito e em outros 
espaços) farão grande diferença na segurança e na qualidade de vida desse 
segmento da população.
Estratégias didáticas
Para iniciar a atividade, propõe-se que seja feita uma leitura expressiva 
do miniconto Passos lentos e que, depois, seja feito um diálogo com a 
turma sobre os desafios do envelhecimento e sobre os possíveis riscos 
que os idosos têm no trânsito, abordando-se situações comuns, como, por 
exemplo: pegar um ônibus; dirigir um carro; ou caminhar pelas calçadas. 
Na sequência, os estudantes são convidados a criarem outros minicontos 
com base em situações do cotidiano deles, dando a eles desfechos mais 
positivos e seguros.
É de Lei
Os idosos têm 
direitos garantidos 
por lei! Ir e vir e 
conviver social e 
comunitariamente 
são direitos dos 
idosos e são 
direitos que têm 
relação direta com 
o trânsito. Conheça 
a Lei n° 10.741, de 
1° de outubro de 
2003, que dispõe 
sobre o Estatuto 
do Idoso e que dá 
outras providências, 
podendo ser 
acessada em: 
https://bit.
ly/35NZqgj. 
Construindo os caminhos da atividade
162 OS IDOSOS NO TRÂNSITO
Atividade com gabarito
Os idosos no trânsito
Assim como as crianças, as gestantes e os portadores de necessidades especiais, 
os idosos correm muitos riscos no trânsito das cidades, principalmente na condição 
de pedestres. Na velhice, o ritmo de vida muda, o corpo não atende a movimentos 
bruscos e a visão e a audição também podem estar mais prejudicadas. 
Você acha que os idosos têm mais dificuldades no trânsito? 
Conheça a história do Seu Alceu.
Mediação
Antes da leitura expressiva do miniconto, é importante realizar uma conversa com 
os estudantes sobre o processo de envelhecimento, podendo ser utilizadas algumas 
perguntas para estimular suas reflexões sobre o tema: O que muda quando as pessoas 
envelhecem?; Que tipos de dificuldades passam a ter?. 
Passos lentos
Seu Alceu era um idoso alegre e gostava de caminhar todas as manhãs no bairro 
onde morava. Todos os dias se sentava em um banco de uma praça e proseava feliz 
com amigos da mesma idade.
Certa manhã, o Seu Alceu não apareceu. 
Ao atravessar a rua, na faixa de pedestres, a caminho do encontro matinal, um carro, em 
alta velocidade, dobrou a esquina, e o Seu Alceu não conseguiu acelerar seus passos lentos. 
Fraturou o fêmur e a bacia. 
Seu Alceu está se recuperando e vai demorar alguns meses para voltar a prosear na 
praça com seus amigos.
1) Você já presenciou, no trânsito, situações nas quais idosos passaram por 
momentos difíceis? Converse com seus colegas sobre algumas delas. 
Mediação 
Em uma roda de conversa, é importante permitir que os estudantes se expressem 
sobre cada situação, pois a interação vai gerar possibilidades às situações vivenciadas, 
relembradas ou imaginadas, para nutrir a escrita do miniconto, proposta no exercício 
seguinte. É fundamental, também, que seja estimulada a formulação de hipóteses, de 
como as situações mencionadas poderiam ser resolvidas de maneira mais humana, 
respeitando a condição dos idosos e possibilitando a garantia do direito e da dignidade 
deles ao transitar nas vias. As ideias e as possibilidades discutidas podem ser anotadas no 
quadro, facilitando as escolhas posteriores dos estudantes para a escrita do miniconto.
2) Considere as situações apresentadas a seguir, que podem dificultar a 
vida dos idosos no trânsito. Converse com seus colegas sobre quais são as 
atitudes que podem ajudar os idosos em cada uma dessas situações.
Você sabia? 
A chance de um 
pedestre ser 
uma vítima fatal 
em um acidente 
praticamente 
dobra entre as 
faixas etárias de 
25 a 29 anos e 
de 65 a 69 anos e 
em comparação 
com a faixa etária 
acima de 80 anos, 
essa diferença 
quase triplica.
1639º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Mediação
Durante a troca de informações entre os estudantes, é importante reforçar algumas 
atitudes que podem ajudar os idosos no trânsito, como, por exemplo: ao reparar 
idosos com dificuldades para atravessar a rua, oferecer-lhes ajuda e/ou sinalizar 
para os carros na travessia da faixa de pedestres; ao perceber idosos adentrando 
o ônibus, é possível ajudá-los, carregando suas sacolas e oferecendo-lhes assentos 
preferenciais ou não para que se acomodem com segurança; e, ainda, ao encontrar 
idosos tendo problemas com buracos na calçada, é possível, também, oferecer-lhes 
ajuda no momento, mas, sobretudo, mobilizar conhecidos no bairro para, junto às 
autoridades locais, buscarem uma resolução do problema, evitando que outros idosos 
se machuquem. 
3) Escolha uma das situações apresentadas no exercício anterior ou alguma 
outra que você se lembre e escreva um miniconto, inspirado na história do 
Seu Alceu.
Não se esqueça de que, nos minicontos: os momentos das narrativas são 
mais curtos, assim como os parágrafos e as frases. O conflito precisa ficar 
bem marcado, mas os desfechos inesperados são bem-vindos. Nesse caso, 
os conflitos estão ligados às situações e aos desafios vividos pelos idosos no 
trânsito, mas o seu desafio será resolver os conflitos de uma maneira mais 
positiva e segura, contrariamente à história do Seu Alceu.
Mediação
Após a escrita dos minicontos, pode-se realizar uma rodada de socialização com os 
estudantes, para que compartilhem seus minicontos, através de leituras expressivas, 
em voz alta. Essa prática pode ajudar a sintetizar as situações de risco e os cuidadosalmejados em cada uma delas e pode contribuir para a partilha, entre os estudantes, 
da empatia com os idosos. Além disso, é um momento de refletir sobre a sensibilidade 
com idosos, sobre seus processos de envelhecimento e sobre seus direitos de ir e vir e 
de participar da vida comunitária com dignidade.
Tá combinado?
Os idosos têm 
o direito de se 
locomover nas 
cidades com 
segurança. 
Seja gentil e
educado e, 
quando puder, 
ajude-os a superar 
as dificuldades 
vivenciadas por eles
no cotidiano 
do trânsito.
164 OS IDOSOS NO TRÂNSITO
Avaliação
A atividade valoriza a troca de saberes entre os estudantes, já que, em grande 
parte, existem, entre eles, relações com idosos (familiares ou amigos). Por isso, 
propõe-se avaliar a interação entre os estudantes, se conseguiram expressar suas 
opiniões sobre os idosos e se os minicontos expressaram um olhar mais sensível 
sobre as condições e sobre os desafios que vivem os idosos no trânsito.
Outras conexões
Partindo-se do princípio de que a interação social em Língua Portuguesa é 
fundamento de aprendizagem e de formação humana, é importante que os 
estudantes compartilhem os minicontos que criaram promovendo uma escuta 
significativa. Dependendo da turma, a atividade pode ser flexibilizada na criação 
de narrativas mais longas, como, por exemplo, poemas ou RAPs, ou adaptando os 
minicontos ao formato de áudios e compartilhando-os via podcast ou audiolivro 
com a comunidade escolar. Outra possibilidade, ainda, é organizar uma roda de 
conversa com idosos do bairro ou visitar instituições que realizam atividades 
específicas da idade, para que esses sujeitos possam contar suas experiências 
no trânsito ao longo da vida, visando, mais uma vez, dar ênfase a um olhar mais 
sensível ao processo de envelhecimento, que solicita cuidados redobrados no 
espaço social do trânsito. 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 05 mai. 2020.
BRASIL. Lei nº 10.741, de 1 de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e 
dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm. Acesso em: 12 fev. 2020.
LADEIRAI, Roberto Marini. et al. Acidentes de transporte terrestre: estudo Carga 
Global de Doenças, Brasil e unidades federadas, 1990 e 2015. Revista Brasileira de 
Epidemiologia, [online], v. 20, suppl.1, p. 157-170, maio 2017. Disponível em: http://
www.scielo.br/pdf/rbepid/v20s1/1980-5497-rbepid-20-s1-00157.pdf. Acesso em: 21 
fev. 2020.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE - OPAS. Folha informativa - 
Envelhecimento e saúde. 2018. Disponível em: https://www.paho.org/bra/
index.php?option=com_content&view=article&id=5661:folha-informativa-
envelhecimento-e-saude&Itemid=820. Acesso em: 21 fev. 2020.
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
Compartilhe! 
Conte-nos como 
foi a realização 
desta atividade 
com os estudantes!
Vocês fazem parte 
do Programa 
Conexão DNIT! 
1659º ANO | LÍNGUA PORTUGUESA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Os idosos no trânsito
Assim como as crianças, as gestantes e os portadores de necessidades especiais, 
os idosos correm muitos riscos no trânsito das cidades, principalmente na condição 
de pedestres. Na velhice, o ritmo de vida muda, o corpo não atende a movimentos 
bruscos e a visão e a audição também podem estar mais prejudicadas.
Você acha que os idosos têm mais dificuldades no trânsito? 
Conheça a história do Seu Alceu.
Passos lentos
Seu Alceu era um idoso alegre e gostava de caminhar todas as manhãs no bairro 
onde morava. Todos os dias se sentava em um banco de uma praça e proseava feliz 
com amigos da mesma idade.
Certa manhã, o Seu Alceu não apareceu. 
Ao atravessar a rua, na faixa de pedestres, a caminho do encontro matinal, um carro, em 
alta velocidade, dobrou a esquina, e o Seu Alceu não conseguiu acelerar seus passos lentos. 
Fraturou o fêmur e a bacia. 
Seu Alceu está se recuperando e vai demorar alguns meses para voltar a prosear na 
praça com seus amigos.
1) Você já presenciou, no trânsito, situações nas quais idosos passaram por 
momentos difíceis? Converse com seus colegas sobre algumas delas. 
2) Considere as situações apresentadas a seguir, que podem dificultar a 
vida dos idosos no trânsito. Converse com seus colegas sobre quais são as 
atitudes que podem ajudar os idosos em cada uma dessas situações.
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
A chance de um 
pedestre ser 
uma vítima fatal 
em um acidente 
praticamente 
dobra entre as 
faixas etárias de 
25 a 29 anos e 
de 65 a 69 anos e 
em comparação 
com a faixa etária 
acima de 80 anos, 
essa diferença 
quase triplica.
Estudante
166 OS IDOSOS NO TRÂNSITO
3) Escolha uma das situações apresentadas no exercício anterior ou alguma 
outra que você se lembre e escreva um miniconto, inspirado na história do 
Seu Alceu.
Não se esqueça de que, nos minicontos: os momentos das narrativas são 
mais curtos, assim como os parágrafos e as frases. O conflito precisa ficar 
bem marcado, mas os desfechos inesperados são bem-vindos. Nesse caso, 
os conflitos estão ligados às situações e aos desafios vividos pelos idosos no 
trânsito, mas o seu desafio será resolver os conflitos de uma maneira mais 
positiva e segura, contrariamente à história do Seu Alceu.
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
Os idosos têm 
o direito de se 
locomover nas 
cidades com 
segurança. 
Seja gentil e
educado e, 
quando puder, 
ajude-os a superar 
asdificuldades 
vivenciadas por eles
no cotidiano 
do trânsito.
1679º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
O desafio mundial pela redução de 
mortes por acidentes no trânsito
Lei Seca contribui para reduzir a circulação de motoristas alcoolizados e 
muda as estatísticas
Articulação didática 
Esta atividade propicia a discussão, com os estudantes, sobre os desafios 
necessários para a redução do número de mortes por acidentes de trânsito 
no Brasil. Para isso, os exercícios propostos situam a meta mundial da Década 
de ações para a segurança no trânsito e discutem a importância da Lei Seca 
como estratégia para não haver consumo de bebida alcoólica antes e durante 
a condução de veículos e para reduzir o número de óbitos. Para problematizar 
a situação do Brasil em relação ao acordo internacional, propõem-se: a leitura 
e a interpretação de um gráfico de linhas; o cálculo das taxas percentuais de 
oscilação da curva; e a realização de inferências para os anos seguintes. 
Objeto de conhecimento
Análise de probabilidade de eventos aleatórios: eventos dependentes e 
independentes – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Lei Seca.
Competência
Conhecer a Lei Seca.
Habilidade
Discutir sobre a importância da Lei Seca para a redução da mortalidade no trânsito. 
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia. 
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de reduzir as mortes e 
as lesões graves oriundas do trânsito, tem proclamado décadas de ação pela segurança no 
trânsito. Para que o trânsito seja um ambiente seguro para todos, é importante que haja a 
conscientização sobre os riscos ao transitar, entre eles, os atrelados a dirigir sob efeito de 
álcool. Assim, o Texto 1 Décadas de ação pela segurança no trânsito apresenta informações 
sobre o tema, e o Texto 2 Bebida e direção expõe dados estatísticos sobre essa realidade e 
exibe os dispositivos legais de fiscalização e de penalização dessa conduta.
Conectando saberes do trânsito
Apresentando o percurso pedagógico
Professor(a)
168 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO
Texto 1
Décadas de ação pela segurança no trânsito
Com o lema juntos podemos salvar milhões de vidas, no dia 02 de março de 2010, a 
Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), proclamou, oficialmente, 
o período de 2011 a 2020 como a Década de Ação pela Segurança no Trânsito, a 
fim de reduzir, pela metade, o número de fatalidades no trânsito mundial, que, à 
época, registrava mais de 1 milhão e 300 mil mortes por ano e milhões de pessoas 
feridas, inúmeras com sequelas permanente, atingindo, de forma majoritária, uma 
significativa parcela produtiva da sociedade: pessoas na faixa etária de 15 a 44 anos 
de idade (BRASIL, 2012).
A missão de conter e de reverter a tendência crescente de fatalidades e de 
ferimentos graves em acidentes de trânsito no mundo foi dada à Organização 
Mundial de Saúde (OMS), juntamente com outros organismos internacionais, 
por meio de resolução editada pela ONU (BRASIL, 2016). A OMS avaliou que era 
necessário desenvolver ou reforçar as ações de prevenção dessa violência em, pelo 
menos, 178 países, entre eles o Brasil, no qual os índices de morbimortalidade no 
trânsito estavam acima do razoável (BRASIL, 2016). 
Os principais pilares a serem trabalhados durante a Década de ação pela 
Segurança no Trânsito: 2011-2020 são: fortalecimento da gestão; investimento em 
infraestrutura viária adequada; segurança veicular; comportamento e segurança 
dos usuários do trânsito; e atendimento pré-hospitalar e intra-hospitalar ao trauma 
(BRASIL, 2016). 
Quase no final da década, a ONU, em documento publicado no dia 18 de agosto, 
reconheceu as lições aprendidas com a primeira Década, porém manifestou 
entender que há necessidade de continuar promovendo, de maneira integrada, a 
segurança no trânsito. Nesse documento, aliás, é lançada a Segunda Década de Ação 
pela Segurança no Trânsito: 2021-2030 (VIDA NO TRÂNSITO BRASIL, 2020).
Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito: 2021-2030
Segundo a ONU, a grande maioria das mortes e dos ferimentos graves no trânsito 
são evitáveis e, embora haja algumas melhorias, muitos países permanecem com 
um grande problema de saúde pública e de desenvolvimento, que tem amplas 
consequências sociais e econômicas. Assim, a meta da Segunda Década de Ações pela 
Segurança no Trânsito: 2021-2030 continua sendo reduzir as mortes e as lesões no 
trânsito em, pelo menos, 50% nos próximos 10 anos. No documento, há o incentivo 
aos países a não medir esforços para garantir a segurança dos usuários das vias 
através de uma infraestrutura mais segura, considerando as necessidades de 
transporte motorizado e não motorizado (VIDA NO TRÂNSITO BRASIL, 2020).
Além disso, o documento menciona que os governos devem continuar promovendo 
ações relacionadas à regulamentação de leis que garantam veículos mais seguros e 
devem prosseguir incentivando o desenvolvimento e a implantação de tecnologias 
para melhorar a acessibilidade no trânsito, com atenção especial às necessidades 
dos usuários mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas, motociclistas e usuários 
de transporte público (VIDA NO TRÂNSITO BRASIL, 2020).
Texto 2
Bebida e direção
No trânsito brasileiro, são frequentes os casos de acidentes relacionados à 
embriaguez ao volante. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) (BRASIL, 
c2020), em 2019, foram registrados 5.419 acidentes nas rodovias federais brasileiras 
causados por condutores alcoolizados, com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo a 
quarta maior causa de acidentes no território nacional.
O álcool é uma droga lícita que provoca diversos efeitos colaterais no organismo. Alguns 
deles, descritos a seguir, podem ser associados aos riscos à condução de veículos. 
1699º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
• Alteração do controle corporal: o motorista perde o equilíbrio e fica com 
dificuldades de movimento.
• Redução da capacidade de reagir adequadamente a estímulos (reflexos): o 
motorista fica apático e lento. Diante de uma situação de risco, tem dificuldades 
de agir para evitar um acidente.
• Diminuição da visão periférica: sob o efeito de álcool, o motorista apresenta 
redução da capacidade de perceber aquilo que está em volta do seu 
foco principal. Isso pode fazer com que, por exemplo, ao olhar para a via, 
não enxergue um pedestre prestes a atravessá-la. Essa alteração visual 
compromete, também, a noção de distância e prejudica a capacidade de 
diferenciar detalhes, contornos e formas, dificultando, por exemplo, a 
visualização das placas de trânsito.
• Excesso de confiança: a bebida alcoólica pode deixar as pessoas mais confiantes, 
desinibidas e eufóricas. No trânsito, esse excesso de confiança pode levar o 
motorista a cometer infrações, como, por exemplo, desrespeitar o limite de 
velocidade e as demais sinalizações e realizar manobras perigosas.
• Perda da atenção: o álcool diminui a atenção, prejudica a percepção e a 
memória, causa desorientação e confusão mental. Esses efeitos, no motorista, 
comprometem a direção segura.
Por isso, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) (BRASIL, 1997) prevê diversas 
penalidades aos motoristas que dirigem sob influência de álcool, desde multa, 
suspenção do direito de dirigir, até a prisão do condutor. A grande consequência 
da mistura de álcool e de direção, no entanto, não está na penalidade, mas sim 
na perda de vidas, desestruturando famílias, e na quantidade de feridos que 
sobrecarregam os hospitais e que oneram o Sistema Único de Saúde (SUS).
Lei Seca
Para coibir a ingestão de bebidas alcoólicas por motoristas, em 2008, foi publicada 
a Lei nº 11.705/08, que alterou alguns artigos do CTB, a fim de impor penalidades 
mais severas aos condutores que dirigem sob influência de álcool. Por estabelecer 
“alcoolemia zero”, essa norma ficou conhecidacomo Lei Seca.
Para proporcionar um maior rigor punitivo à conduta da embriaguez ao volante, a 
Lei Seca já sofreu 3 alterações: no final de 2012, por meio da Lei nº 12.760/12; em 
2016, pela Lei nº 13.281; e, em 2017, através da Lei nº 13.546. 
Atualmente, dirigir sob a influência de álcool, independentemente da concentração, 
ou se recusar a fazer o teste do bafômetro, é uma infração gravíssima, com o valor da 
multa multiplicado por 10, chegando a R$ 2.934,70. Além do pagamento da multa, o 
motorista terá a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida e responderá a um 
processo administrativo que levará à suspensão do direito de dirigir por 12 meses e 
à retenção do veículo até que outro condutor habilitado se apresente. Se o motorista 
for flagrado novamente dirigindo embriagado dentro de 1 ano, a multa será dobrada, 
passando a ser o valor de R$ 5.869,40, e a CNH poderá ser cassada.
Além de infração de trânsito, dirigir sob a influência de álcool é crime, sujeito à pena 
de detenção de seis meses a três anos.
Verificando as capacidades psicomotoras dos condutores
Para garantir a segurança nas vias de trânsito, alguns procedimentos foram 
estabelecidos para averiguar e para fiscalizar a capacidade de condução dos 
motoristas e dos motociclistas. Segundo a Resolução nº 432, de 2013, do Conselho 
Nacional de Trânsito (CONTRAN), a verificação da alteração das capacidades 
psicomotoras de condutores em decorrência do uso de álcool e de outras substâncias 
psicotrópicas será realizada através de, ao menos, 1 entre 4 procedimentos previstos 
por essa resolução. Entre eles estão o exame de sangue e outros exames realizados 
por laboratórios especializados, indicados por órgãos competentes, para detectar 
170 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO
o consumo de outras substâncias psicoativas que determinem dependência. 
Está previsto, também, nessa resolução, o teste de medição do teor alcoólico 
no ar alveolar, popularmente conhecido como bafômetro. Por fim, a verificação 
também poderá se dar através da constatação de sinais que indiquem a alteração 
da capacidade psicomotora do condutor. Alguns desses sinais, por exemplo, são: 
sonolência, falta de memória, agressividade, fala alterada, falta de equilíbrio, entre 
outros – especificados no Anexo II da referida resolução (BRASIL, 2013). 
Estratégias didáticas 
A atividade pode ser iniciada com a realização de uma roda de conversa, 
para que seja feita a contextualização da Década de ação pela Segurança no 
Trânsito e da Lei Seca, para que os estudantes possam compartilhar suas 
impressões quanto ao comportamento das pessoas no trânsito e acerca da 
ingestão indevida do álcool por diferentes usuários de trânsito. Na sequência, 
é proposta a leitura e a interpretação de um gráfico, com dados sobre as 
indenizações pagas por ocorrência de mortes no trânsito desde o início da 
última década. Com base no comportamento da curva entre 2017 e 2018, 
os estudantes poderão realizar inferências em dois aspectos: os valores 
relacionados aos anos de 2019 e de 2020; e a previsão do ano em que o Brasil 
atingirá a meta. Ao final da atividade, sugere-se a realização de mais uma roda 
de conversa, para que o comportamento seguro e as atitudes de prudência 
no trânsito sejam a temática do diálogo visando à redução do número de 
acidentes e mortes no trânsito. 
Atividade com gabarito 
O desafio mundial pela redução de 
mortes por acidentes no trânsito
Países de todo o mundo assumiram o compromisso de realizar ações para 
reduzir o número de mortes em acidentes de trânsito. O Brasil apresenta queda 
em relação ao início da última década, e os dados estatísticos disponíveis 
possibilitam a realização de inferências em relação ao futuro. Uma parcela 
significativa das mortes ocorridas no trânsito está relacionada a fatores 
humanos, e dirigir sob efeito de álcool é uma das principais causas de acidentes 
com fatalidades. 
Década de ações para a segurança no trânsito e a Lei Seca: o desafio brasileiro
Diariamente, morrem, em todo o mundo, 3.000 pessoas, decorrentes de acidentes 
de trânsito. Para lidar com essa situação, 178 países, reunidos na Assembleia 
da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovaram a realização de um acordo 
internacional para a criação da Década de ações para a segurança no trânsito no 
período entre 2011 e 2020.
Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente, os 
acidentes de trânsito são responsáveis pela morte de 1,25 milhão de pessoas e por 
deixar feridos entre 20 e 50 milhões, no mundo. O trânsito é o principal responsável 
por mortes de jovens de 15 a 29 anos, o segundo entre crianças entre 5 e 14 anos e 
o terceiro entre pessoas de 30 a 44 anos. O estudo estima que, em todo o mundo, 
são gastos 518 bilhões de dólares por ano, em função dos acidentes de trânsito.
É de Lei
Segundo o 
Artigo 165-A do 
CTB, negar-se a 
realizar os testes 
de capacidade 
psicomotora é uma 
infração gravíssima, 
com previsão de 
multa, suspensão 
de 12 meses do 
direito de dirigir, 
recolhimento da 
CNH e retenção do 
veículo.
Construindo os caminhos da atividade
1719º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Muitas dessas ocorrências são provocadas pela mistura de álcool e direção. 
Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2019, foram registrados 5.419 
acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados, 
com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo a quarta maior causa de acidentes.
No Brasil, a Lei Federal n° 11.705, de 2008, conhecida como Lei Seca, definiu 
parâmetros para tolerância à presença de álcool no sangue de condutores de 
veículos. A legislação anterior permitia a ingestão de até 6 decigramas de álcool 
por litro de sangue (o que seria equivalente a dois copos de cerveja). Ao ser 
sancionada, a lei previa a tolerância de até 0,1 mg de álcool por litro de sangue, 
mas, em 2012, foi alterada, tornando-se mais rígida, ao definir o nível máximo 
em 0,05 mg/l.
A Lei Seca pode ter contribuído para a redução no número de acidentes no Brasil, 
mas fica a incógnita sobre quando o Brasil conseguirá atingir a meta e, mais ainda, 
quando conseguirá reduzir a zero, mesmo que hipoteticamente, o número de 
mortes em acidentes de trânsito.
Mediação
Propõe-se que a atividade seja iniciada com a leitura compartilhada do texto Década de 
ações para a segurança no trânsito e a Lei Seca: o desafio brasileiro. Em seguida, em uma roda 
de conversa, sugere-se que os estudantes exponham as impressões que têm acerca da 
ingestão indevida do álcool por diferentes usuários de trânsito (motoristas, pedestres, 
passageiros e ciclistas) e dos riscos que isso tem para o trânsito e para as pessoas. 
1) A Lei Seca é uma importante ação para reduzir o número de acidentes, 
sobretudo com mortes. No entanto, é necessário que as pessoas cultivem 
uma cultura de respeito à lei e de adoção de atitudes seguras. 
A partir de suas vivências junto às pessoas de sua família, aos amigos e 
aos conhecidos, você considera que as pessoas têm respeitado a Lei Seca? 
Cite exemplos.
Resposta escrita e pessoal, mas espera-se que os estudantes coloquem seus 
posicionamentos, explicando, com exemplos, se as pessoas que fazem parte do círculo de 
relacionamento/convivência respeitam ou não a Lei Seca.
Mediação 
As respostas desse exercício podem ser compartilhadas pelos estudantes como 
forma de compreender qual é o entendimento dos extratos da sociedade onde eles se 
inserem sobre a observância da Lei Seca e sua relação com a segurança ao transitar. 
Importante enfatizar que é preciso compreender o risco da ingestão de álcool e mudar 
comportamentos não apenas em razão das consequências legais, mas, sobretudo, em 
respeito à vida daqueles que fazem parte do sistema trânsito.
2) O gráfico a seguir demonstra o número de indenizações pagas por 
ocorrência de mortes no trânsito entre os anos de 2011 e 2018. Observe 
os valores representados no gráfico e calcule a taxade oscilação da curva 
entre um ano e outro, registrando os números no quadro a seguir.
Você sabia?
Estudos indicam 
que a associação 
entre álcool, 
direção e excesso 
de velocidade se 
destacam entre 
os fatores de 
risco que mais 
causam impacto 
na mortalidade no 
trânsito. 
172 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO
Gráfico elaborado pelo LabTrans/UFSC a partir dos dados da Seguradora Líder
Fonte: SEGURADORA LÍDER. Taxa de mortalidade no trânsito - Relatório Especial 10 anos. p. 20. 
Disponível em: https://www.seguradoralider.com.br/Documents/boletim-estatistico/Relatorio%20
Especial%20SNT-20-09.pdf. Acesso em: 05 ago. 2020.
Variação anual no número de indenizações por mortes no trânsito 2011-2018
Ano Número de indenizações pagas
Taxa de variação em relação ao ano anterior
(“+” para acréscimo; e “-” para queda)
2011 58.134 -
2012 60.752 + 4,50%
2013 54.767 - 9,85%
2014 52.226 - 4,64%
2015 42.501 - 18,62%
2016 33.547 - 21,07%
2017 41.151 + 22,67%
2018 38.281 - 6,90%
3) Como visto no gráfico, o comportamento da linha que representa o número de 
indenizações pagas por morte no trânsito não é linear. No entanto, é possível 
realizar inferências para obtenção de uma previsão para os anos seguintes. 
Tomando como referência a taxa de queda apresentada entre o ano de 2017 
e 2018, calcule os valores que poderiam ser atribuídos como previsão para o 
ano de 2019 e para o ano de 2020. Em seguida, verifique e diga se o Brasil teria 
alcançado, ou não, a meta estabelecida pelo acordo internacional.
Resposta escrita. Considerando-se a variação do último ano disponível, seria possível 
dizer, para 2019: 
• 38.281 (dados de 2018) - 6,9% (taxa de queda entre 2017 e 2018) = 35.639 
indenizações pagas por ocorrência de mortes no trânsito. 
Para o ano de 2020, seria possível dizer:
• 35.639 (projeção para 2019), - 6,9 % (taxa de queda entre 2017 e 2018 adotada como 
referência) = 33.179 indenizações pagas por ocorrência de mortes no trânsito.
Considerando-se que, em 2011, foram pagas 58.134 indenizações, para alcançar a 
meta, o Brasil precisaria registrar, em 2020: 29.067 mortes. Portanto, a partir da forma 
selecionada para a realização das inferências, o Brasil não alcançaria a meta. 
1739º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Mediação 
Espera-se que os estudantes compreendam a dificuldade da realização de projeções, 
nessa situação, tendo em vista a não linearidade na evolução dos dados representados 
no gráfico. Além da inferência proposta para resolução do exercício, é possível fazer 
outras inferências, as quais apontarão para diferentes cenários. 
Os estudantes poderão ser organizados em equipes, e cada uma delas poderá 
selecionar um critério diferente para posterior comparação. Sugere-se que haja 
compartilhamento das análises dos estudantes. De acordo com as inferências e as 
expectativas em relação aos números, é possível problematizar quais atitudes seguras 
que devem ser adotadas pelos usuários para que haja menos mortes no trânsito, 
em razão da ingestão indevida do álcool. É importante realçar que o álcool não 
afeta apenas os condutores, mas também os sujeitos na condição de pedestres, de 
passageiros e de ciclistas, oferecendo muito risco a estes enquanto transitam nas vias. 
4) Considerando-se a mesma taxa de queda selecionada na questão anterior, 
em que ano o Brasil conseguiria alcançar a meta da Década de ações pela 
segurança no trânsito?
Ano Número de indenizações Variação percentual
2017 41.151 ----------------
2018 38.281 -6,90 %
Previsão 2019 35.639 -6,90 %
Previsão 2020 33.179 -6,90 %
Previsão 2021 30.889 -6,90 %
Previsão 2022 28.758
Levando-se em consideração o método escolhido para a realização das inferências, o 
Brasil alcançaria a meta em 2022.
5) A Lei Seca é uma das ações que podem contribuir para a redução no número 
de acidentes com mortes no trânsito. Converse com seus colegas a respeito 
de quais alternativas poderiam ser consideradas para a mesma finalidade.
Resposta oral e pessoal, mas espera-se que proponham ações que possam contribuir 
para reduzir o número de acidentes, como: educação para o trânsito; campanhas de 
sensibilização; melhoria da segurança viária com a implantação/melhoria de sinalização; 
construção de calçadas e de ciclovias; e fiscalização ostensiva. 
Mediação 
Para o fechamento da atividade, sugere-se a realização de uma roda de conversa para 
que os estudantes respondam à pergunta formulada e para que o olhar ao problema 
seja considerado de várias perspectivas, estimulando os estudantes a aproximarem os 
números às atitudes éticas do cotidiano que podem salvar vidas. 
174 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO
Avaliação 
A avaliação pode ser realizada ao longo do desenvolvimento desta atividade, 
observando-se se os estudantes demonstram a compreensão da relação existente 
entre as estatísticas e as atitudes das pessoas. Nesse aspecto, é importante que 
os estudantes estabeleçam a relação entre a Lei Seca e o cumprimento da meta 
estabelecida para a Década de ações para segurança no trânsito. 
Outras conexões
Como desdobramento desta atividade, pode ser realizado um mapeamento acerca da 
experiência dos estudantes com a ocorrência de acidentes de trânsito no bairro em que 
vivem ou com pessoas da família, analisando o tipo de acidente e as causas atribuídas, 
identificando, neste caso, a presença ou não do desrespeito à Lei Seca. É possível, 
também, em parceria com órgãos locais, realizar uma roda de conversa com uma 
autoridade de saúde ou de trânsito, para que os estudantes possam conversar sobre os 
fatores químicos e físicos que tornam a ingestão de álcool tão perigosa no trânsito. 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 15 set. 2020.
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito 
Brasileiro. Brasília, DF: Presidência da República, 1997. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm. Acesso em: 15 set. 2020.
BRASIL. Ministério da Infraestrutura. Semana Nacional de Trânsito 2011 - 
Denatran. Brasília, 2016. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/
assuntos/transito/conteudo-denatran/semana-nacional-de-transito-2011-denatran. 
Acesso em: 05 out. 2020.
BRASIL. Polícia Rodoviária Federal – PRF. Dados Abertos - Acidentes: agrupados 
por ocorrência (2019). c2020. Disponível em: https://portal.prf.gov.br/dados-
abertos-acidentes. Acesso em: 15 set. 2020.
BRASIL. Resolução nº 432, de 23 de janeiro de 2013. Dispõe sobre os procedimentos 
a serem adotados pelas autoridades de trânsito e seus agentes na fiscalização do 
consumo de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência, para 
aplicação do disposto nos arts. 165, 276, 277 e 306 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro 
de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Brasília, DF: CONTRAN, [2013]. Disponível 
em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-contran/
resolucoes/resolu-o-uo-432-2013c.pdf . Acesso em: 14 set. 2020.
BRASIL. Senado Federal. Catástrofe mundial que ceifa 1,3 milhão de vidas. Em 
discussão – Revista de audiências públicas do Senado Federal. vol. 3, n. 13, p. 21, 
2012. Disponível em: http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/
upload/201204%20-%20novembro/pdf/em%20discuss%C3%A3o!_novembro_2012_
internet.pdf Acesso em: 05 nov. 2020.
Compartilhe! 
Conte-nos como 
foi a experiência 
de realizar esta 
atividade com 
a turma! Houve 
interesse e 
participação de 
todos? Envie-nos 
fotos e/ou vídeos 
para ilustrar a sua 
descrição!
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
1759º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
PORTAL DO TRÂNSITO. Década de Ação pela Segurança no Trânsito se encerra 
no final de 2020. Disponível em: https://www.portaldotransito.com.br/noticias/
decada-de-acao-pela-seguranca-no-transito-se-encerra-no-final-de-2020-2/.Acesso 
em: 15 set. 2020.
SEGURADORA LÍDER. Taxa de mortalidade no trânsito - Relatório Especial 10 
anos. p. 20. Disponível em: https://www.seguradoralider.com.br/Documents/
boletim-estatistico/Relatorio%20Especial%20SNT-20-09.pdf. Acesso em: 15 set. 2020.
VIDA NO TRÂNSITO BRASIL. Segunda Década de Ação pela Segurança no 
Trânsito. 2020. Disponível em: https://vidanotransitobrasil.com.br/segunda-
decada-de-acao-pela-seguranca-no-transito. Acesso em: 15 set. 2020.
1779º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
O desafio mundial pela redução de 
mortes por acidentes no trânsito
Países de todo o mundo assumiram o compromisso de realizar ações para reduzir 
o número de mortes em acidentes de trânsito. O Brasil apresenta queda em 
relação ao início da última década, e os dados estatísticos disponíveis possibilitam a 
realização de inferências em relação ao futuro. Uma parcela significativa das mortes 
ocorridas no trânsito está relacionada a fatores humanos, e dirigir sob efeito de 
álcool é uma das principais causas de acidentes com fatalidades. 
Década de ações para a segurança no trânsito e a Lei Seca: o desafio brasileiro
Diariamente, morrem, em todo o mundo, 3.000 pessoas, decorrentes de acidentes 
de trânsito. Para lidar com essa situação, 178 países, reunidos na Assembleia 
da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovaram a realização de um acordo 
internacional para a criação da Década de ações para a segurança no trânsito no 
período entre 2011 e 2020.
Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente, os 
acidentes de trânsito são responsáveis pela morte de 1,25 milhão de pessoas e por 
deixar feridos entre 20 e 50 milhões, no mundo. O trânsito é o principal responsável 
por mortes de jovens de 15 a 29 anos, o segundo entre crianças entre 5 e 14 anos e 
o terceiro entre pessoas de 30 a 44 anos. O estudo estima que, em todo o mundo, 
são gastos 518 bilhões de dólares por ano, em função dos acidentes de trânsito.
Muitas dessas ocorrências são provocadas pela mistura de álcool e direção. 
Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2019, foram registrados 5.419 
acidentes nas rodovias federais brasileiras causados por condutores alcoolizados, 
com 5.372 vítimas e 324 mortes, sendo a quarta maior causa de acidentes.
No Brasil, a Lei Federal n° 11.705, de 2008, conhecida como Lei Seca, definiu 
parâmetros para tolerância à presença de álcool no sangue de condutores de 
veículos. A legislação anterior permitia a ingestão de até 6 decigramas de álcool por 
litro de sangue (o que seria equivalente a dois copos de cerveja). Ao ser sancionada, 
a lei previa a tolerância de até 0,1 mg de álcool por litro de sangue, mas, em 2012, 
foi alterada, tornando-se mais rígida, ao definir o nível máximo em 0,05 mg/l.
A Lei Seca pode ter contribuído para a redução no número de acidentes no Brasil, 
mas fica a incógnita sobre quando o Brasil conseguirá atingir a meta e, mais ainda, 
quando conseguirá reduzir a zero, mesmo que hipoteticamente, o número de 
mortes em acidentes de trânsito.
1) A Lei Seca é uma importante ação para reduzir o número de acidentes, 
sobretudo com mortes. No entanto, é necessário que as pessoas cultivem 
uma cultura de respeito à lei e de adoção de atitudes seguras. 
A partir de suas vivências junto às pessoas de sua família, aos amigos e 
aos conhecidos, você considera que as pessoas têm respeitado a Lei Seca? 
Cite exemplos.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
Estudante
178 O DESAFIO MUNDIAL PELA REDUÇÃO DE MORTES POR ACIDENTES NO TRÂNSITO
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
2) O gráfico a seguir demonstra o número de indenizações pagas por 
ocorrência de mortes no trânsito entre os anos de 2011 e 2018. Observe 
os valores representados no gráfico e calcule a taxa de oscilação da curva 
entre um ano e outro, registrando os números no quadro a seguir.
Gráfico elaborado pelo LabTrans/UFSC a partir dos dados da Seguradora Líder
Fonte: SEGURADORA LÍDER. Taxa de mortalidade no trânsito - Relatório Especial 10 anos. p. 20. 
Disponível em: https://www.seguradoralider.com.br/Documents/boletim-estatistico/Relatorio%20
Especial%20SNT-20-09.pdf. Acesso em: 05 ago. 2020.
Variação anual no número de indenizações por mortes no trânsito 2011-2018
Ano Número de indenizações pagas
Taxa de variação em relação ao ano anterior
(“+” para acréscimo; e “-” para queda)
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
Estudos indicam 
que a associação 
entre álcool, 
direção e excesso 
de velocidade se 
destacam entre 
os fatores de 
risco que mais 
causam impacto 
na mortalidade no 
trânsito. 
1799º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
3) Como visto no gráfico, o comportamento da linha que representa o número de 
indenizações pagas por morte no trânsito não é linear. No entanto, é possível 
realizar inferências para obtenção de uma previsão para os anos seguintes. 
Tomando como referência a taxa de queda apresentada entre o ano de 2017 
e 2018, calcule os valores que poderiam ser atribuídos como previsão para o 
ano de 2019 e para o ano de 2020. Em seguida, verifique e diga se o Brasil teria 
alcançado, ou não, a meta estabelecida pelo acordo internacional.
_______________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
4) Considerando-se a mesma taxa de queda selecionada na questão anterior, 
em que ano o Brasil conseguiria alcançar a meta da Década de ações pela 
segurança no trânsito?
Ano Número de indenizações Variação percentual
2017 41.151 ----------------
2018 38.281 -6,90 %
-6,90 %
-6,90 %
-6,90 %
5) A Lei Seca é uma das ações que podem contribuir para a redução no número 
de acidentes com mortes no trânsito. Converse com seus colegas a respeito 
de quais alternativas poderiam ser consideradas para a mesma finalidade.
1819º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Tecnologia e emissões veiculares
Descubra como o Brasil reduziu as emissões de poluentes entre 1992 e 2012
Articulação didática
A atividade tem o objetivo de estimular a reflexão dos estudantes a respeito 
da qualidade do ar e de conduzi-los a conhecerem algumas políticas, no 
Brasil, de combate à poluição atmosférica. Em articulação com a disciplina de 
Matemática, propõe-se um exercício de leitura e de interpretação de gráficos 
que revelam o impacto do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos 
Automotores (PROCONVE), do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Objeto de conhecimento
Análise de gráficos divulgados pela mídia: elementos que podem induzir a 
erros de leitura ou de interpretação – BNCC (BRASIL, 2018).
Conceito de trânsito
Cidadania no trânsito.
Conteúdo de trânsito
Meio ambiente e o trânsito.
Competência 
Perceber aspolíticas ambientais para mitigar as emissões de poluição atmosférica. 
Habilidade 
Apresentar argumentos sobre a relevância das ações governamentais e das 
mudanças de atitudes da população para diminuir a emissão de poluentes 
dos veículos automotores.
Tempo estimado
2 horas/aula.
Recursos
Atividade impressa para o estudante e/ou projetor multimídia, lápis, borracha 
e calculadora (opcional). 
Para atenuar a poluição atmosférica causada por veículos automotores, é 
necessária a promoção de ações por parte da indústria e dos órgãos públicos e é 
importante, ainda, que haja mudanças de atitudes da população. O texto Emissões 
Veiculares mostra o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores 
(PROCONVE) e apresenta os resultados da sua implantação.
Apresentando o percurso pedagógico
Conectando saberes do trânsito
Professor(a)
182 TECNOLOGIA E EMISSÕES VEICULARES
Emissões Veiculares
Estudo realizado pelo Ministério do Meio Ambiente 
(MMA) e parceiros resultou no Inventário Nacional 
de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores 
Rodoviários 2013. O trabalho tem como base as 
emissões atmosféricas de gases poluentes do ano 
de 2012 e apresenta um quadro completo do total 
de poluentes emitidos no Brasil pelo transporte 
rodoviário. Técnicos do MMA utilizaram a mesma 
metodologia para calcular as taxas de 1992, 
resultando no comparativo do período de 20 anos.
A queda nas emissões, mesmo com o aumento da 
frota, se deve ao Programa de Controle da Poluição 
do Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado 
pela Resolução Conama n° 18/1986. Antes da 
criação do Programa não havia qualquer limite 
sobre as emissões dos veículos, ou seja, eles eram 
produzidos ou importados e vendidos sem que 
se soubesse ou se limitasse o quanto emitiam de 
gases poluentes.
O Proconve tem seu funcionamento por fases, as 
quais são instituídas por resoluções do Conama. 
Estas resoluções trazem os valores máximos de 
emissão de poluentes que podem ser emitidos 
pelos veículos, desta forma, para que seja concedida 
a licença para comercialização de um determinado 
modelo de veículo no Brasil, seja ele produzido aqui 
ou importado, este modelo deve passar por um 
ensaio de emissão, em um laboratório credenciado 
pelo IBAMA e em condições controladas, no qual 
é feita a medição das emissões e constatado se 
este modelo atende aos limites estabelecidos nas 
resoluções vigentes. Caso um determinado modelo 
emita mais que o permitido, sua comercialização 
não é permitida em território brasileiro.
A cada nova fase se limita mais a quantidade de 
poluente que pode ser emitida, assim os veículos 
mais novos emitem uma quantidade muito menor 
de poluente, e com a renovação natural que ocorre 
na frota (sucateamento, veículos que deixam 
de circular por falta de peças, etc) tem-se que a 
soma dos poluentes emitidos tem diminuído ao 
longo dos anos. Atualmente estão em vigência as 
fases L6 (veículos leves), P7 (veículos pesados), M4 
(motociclos e similares) e MAR1 (máquinas agrícolas 
e rodoviárias). [...]
Fragmento extraído de BRASIL. Ministério do Meio 
Ambiente - MMA. Emissões Veiculares. [2018]a. 
Disponível em: http://www.mma.gov.br/mma-em-
numeros/emissoes-veiculares/. Acesso em: 5 out. 2018.
1839º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Estratégias didáticas
A atividade é iniciada com a leitura do texto Brasil reduz emissões veiculares, e, a 
partir dele, são instigadas, nos estudantes, reflexões sobre as emissões veiculares e 
os diversos impactos gerados por elas. Em seguida, os estudantes deverão analisar 
gráficos e responder aos exercícios a partir de dados do PROCONVE. Por fim, busca-se 
promover um debate com a turma sobre quais ações podem ser realizadas pelas 
pessoas, de forma individual, para reduzir a emissão de poluentes dos veículos.
Atividade com gabarito
Tecnologia e emissões veiculares
O trânsito moderno é um dos fatores causadores de poluição, e, para amenizar o 
impacto dos veículos no meio ambiente, o governo brasileiro criou um programa de 
controle da poluição do ar. Leia mais sobre o assunto no texto a seguir.
Brasil reduz emissões veiculares
Todos os seres humanos sentem os efeitos da poluição atmosférica. Além disso, 
todos eles são responsáveis pela qualidade do ar e pela qualidade de vida. A 
Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS, 2018) calcula que
[...] cerca de sete milhões de pessoas morrem a cada ano devido 
à exposição a partículas finas em ar poluído, que penetram 
profundamente nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando 
acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, câncer de pulmão, 
doenças pulmonares obstrutivas crônicas e infecções respiratórias, 
incluindo pneumonia. 
Por isso, é muito importante haver políticas públicas para reduzir essas emissões. 
No Brasil, conforme dados do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos 
Automotores (PROCONVE), implantado em 1986, foram registradas reduções nas 
emissões dos principais poluentes emitidos pelos veículos automotores: monóxido 
de carbono (CO); hidrocarbonetos; e material particulado. Isso porque os órgãos 
públicos controlam as emissões de poluentes dos carros realizando testes antes 
que sejam comercializados. Com esse controle, as montadoras tiveram que 
desenvolver novas tecnologias para se ajustarem às normas nacionais. Assim, com 
o passar dos anos, os carros produzidos se tornaram cada vez menos poluentes. 
Confira o Gráfico 1 e o Gráfico 2 para verificar o impacto do controle da emissão de 
poluentes dos veículos. 
Gráfico 1
Construindo os caminhos da atividade
184 TECNOLOGIA E EMISSÕES VEICULARES
Gráfico 2
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Poluentes Atmosféricos. [2018]
b. Disponível em: https://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/qualidade-
do-ar/poluentes-atmosf%C3%A9ricos.html. Acesso em: 29 jan. 2020.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. PROCONVE: Programa de 
Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores. [2013]. Disponível 
em: https://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/Arquivos/PROCONVE_
atualizado%20em%2021nov13.pdf. Acesso em: 30 jan. 2020.
BRASIL. Resolução CONAMA nº 18, de 06 de maio de 1986. Dispõe sobre a 
criação do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores 
– PROCONVE. Brasília, DF: CONAMA, 1986. Disponível em: http://www2.mma.
gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=41. Acesso em: 29 jan. 2020.
1) Complete o quadro abaixo com o objeto de análise de cada um dos eixos do 
Gráfico 1 e do Gráfico 2, assim como com cada unidade de medida utilizada.
 
Gráficos
Eixo Y Eixo X
Objeto de 
análise
Unidade de 
medida
Objeto de 
análise
Unidade 
de medida
Gráfico 1 Frota. Milhões de veículos. Tempo. Anos.
Gráfico 2
Emissão de 
material 
particulado.
Mil toneladas. Tempo. Anos.
2) Denominando-se o valor inicial de V1 e o valor final de V2, é possível 
determinar a variação percentual “x” de uma quantidade em um 
determinado período de tempo através do seguinte cálculo: . .
Através da leitura do Gráfico 1 e do Gráfico 2, aplique a fórmula para responder:
a) Qual a variação percentual na frota de veículos de 1992 a 2012?
Você sabia?
O PROCONVE 
foi criado em 
1986 para 
regulamentar os 
limites de emissão 
dos principais 
poluentes 
veiculares com 
o objetivo de 
reduzir o impacto 
da poluição 
atmosférica nos 
centros urbanos.
𝑽𝟐−𝑽𝟏
𝑽𝟏 ∗ 𝟏𝟎𝟎 = 𝒙 .
1992: 13,64 milhões. 
2012: 48,78 milhões.
48,78 - 13,64
13,64
∗ 100 = 257,62 %
1859º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
b) Qual a variação percentual da emissão do material particulado pelos 
veículos de 1992 a 2002? 
c) Qual a variação percentual da emissão do material particulado pelos 
veículos de 1992 a 2012? 
3) Qual a variação percentual de quilogramas de material particulado emitido 
por veículo, de 1992 a 2012? 
 
Mediação
O objetivo dos exercícios é desenvolver a compreensão da variação percentual, em um 
intervalo de tempo, da emissão de poluentes e da frotaveicular. A partir dos resultados 
obtidos, é possível conversar com os estudantes sobre a melhoria dos indicadores 
obtidos resultante da implementação da política de controle da poluição atmosférica 
proveniente dos veículos automotivos e quais os reflexos dessa melhoria na qualidade 
de vida, na preservação ambiental e nos desenvolvimentos científico e tecnológico.
4) As respostas dos exercícios anteriores mostraram os resultados das ações 
governamentais para melhorar a qualidade do ar em relação às emissões de 
poluentes provenientes de veículos automotivos. Quais as ações que podem 
ser praticadas, individualmente, de modo a contribuir com a redução da 
emissão desses poluentes? Reflita, escreva e compartilhe com a turma.
1992: 61,12 mil toneladas. 
2002: 67,9 mil toneladas. 
67,9 - 61,12
61,12
∗ 100 = 11,09%
1992: 61,12 mil toneladas. 
2012: 37,23 mil toneladas. 
37,23 - 61,12
61,12 ∗ 100 = -39,08%
Em 1992: 61,12 mil toneladas / 13,64 milhões de veículos = 4,48 kg/veículo.
Em 2012: 37,23 mil toneladas / 48,78 milhões de veículos = 0,76 kg/veículo. 
0,76 - 4,48
4,48 ∗ 100 = -83,04%
186 TECNOLOGIA E EMISSÕES VEICULARES
Resposta pessoal, mas espera-se que os estudantes abordem ações relacionadas a 
práticas de deslocamento mais sustentáveis, como utilizar transportes não motorizados, 
fazer a opção de se deslocar a pé, utilizar transportes coletivos ou compartilhar caronas, 
reduzir o uso de automóveis que utilizam combustíveis fósseis, dentre outras.
Mediação
É importante promover uma conversa de conscientização sobre a responsabilidade de 
cada indivíduo para redução da poluição atmosférica. Os estudantes também podem 
produzir uma campanha de conscientização a partir das boas práticas sugeridas.
Avaliação
Pode ser avaliada a apropriação, por parte dos estudantes, do conteúdo de 
trânsito e de sua relação com a disciplina de Matemática. É importante observar 
se a atividade despertou, neles, a consciência sobre a relevância da diminuição 
da emissão de poluentes e sobre a necessidade de serem adotadas mudanças de 
atitudes pela população e de serem definidas políticas públicas sustentáveis.
Outras conexões
Um desdobramento possível para esta atividade é trabalhar com os demais gráficos 
do texto Emissões Veiculares, disponibilizando-o completo para a turma. Outra opção, 
ainda, é propor, aos estudantes, uma atividade de pesquisa, em que tenham que 
procurar quais são as cidades do mundo com ações mais eficazes no combate à poluição 
atmosférica provocada pelos veículos automotivos e, posteriormente, apresentar quais 
foram os resultados obtidos a partir de uma comparação de um horizonte temporal. 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular - BNCC. Educação é a base. Brasília, DF: 
MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso 
em: 03 fev. 2020.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Emissões Veiculares. [2018]a. 
Disponível em: http://www.mma.gov.br/mma-em-numeros/emissoes-veiculares/. 
Acesso em: 5 out. 2018.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Poluentes Atmosféricos. [2018]b. 
Disponível em: https://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/qualidade-do-ar/
poluentes-atmosf%C3%A9ricos.html. Acesso em: 29 jan. 2020.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. PROCONVE: Programa de Controle de 
Poluição do Ar por Veículos Automotores. [2013]. Disponível em: https://www.mma.
gov.br/images/arquivo/80060/Arquivos/PROCONVE_atualizado%20em%2021nov13.
pdf. Acesso em: 30 jan. 2020.
Compartilhe!
Conte-nos como 
foi a recepção da 
proposta por parte 
dos estudantes: 
envie-nos fotos 
e/ou vídeos da 
atividade! 
Você e os 
estudantes são 
os protagonistas 
do Programa 
Conexão DNIT!
Referências
Aprimorando práticas e ampliando conexões
1879º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
BRASIL. Resolução CONAMA nº 18, de 06 de maio de 1986. Dispõe sobre a criação 
do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE. 
Brasília, DF: CONAMA, 1986. Disponível em: http://www2.mma.gov.br/port/conama/
legiabre.cfm?codlegi=41. Acesso em: 29 jan. 2020.
EQUIPE ECYCLE. Conheça o gás metano. 2019. Disponível em: https://www.ecycle.
com.br/2426-metano. Acesso em: 28 mar. 2019.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE – OPAS/OMS. Nove em cada dez 
pessoas em todo o mundo respiram ar poluído. 2018. Disponível em: https://
www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5654:nove-
em-cada-dez-pessoas-em-todo-o-mundo-respiram-ar-poluido&Itemid=839. Acesso 
em: 05 fev. 2019.
1899º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
Tecnologia e emissões veiculares
O trânsito moderno é um dos fatores causadores de poluição, e, para amenizar o 
impacto dos veículos no meio ambiente, o governo brasileiro criou um programa de 
controle da poluição do ar. Leia mais sobre o assunto no texto a seguir.
Brasil reduz emissões veiculares
Todos os seres humanos sentem os efeitos da poluição atmosférica. Além disso, 
todos eles são responsáveis pela qualidade do ar e pela qualidade de vida. A 
Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS, 2018) calcula que
[...] cerca de sete milhões de pessoas morrem a cada ano devido à 
exposição a partículas finas em ar poluído, que penetram profundamente 
nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando acidentes vasculares 
cerebrais, doenças cardíacas, câncer de pulmão, doenças pulmonares 
obstrutivas crônicas e infecções respiratórias, incluindo pneumonia. 
Por isso, é muito importante haver políticas públicas para reduzir essas emissões. 
No Brasil, conforme dados do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos 
Automotores (PROCONVE), implantado em 1986, foram registradas reduções nas 
emissões dos principais poluentes emitidos pelos veículos automotores: monóxido de 
carbono (CO); hidrocarbonetos; e material particulado. Isso porque os órgãos públicos 
controlam as emissões de poluentes dos carros realizando testes antes que sejam 
comercializados. Com esse controle, as montadoras tiveram que desenvolver novas 
tecnologias para se ajustarem às normas nacionais. Assim, com o passar dos anos, 
os carros produzidos se tornaram cada vez menos poluentes. Confira o Gráfico 1 e o 
Gráfico 2 para verificar o impacto do controle da emissão de poluentes dos veículos. 
Gráfico 1
Gráfico 2
Nome: _______________________________________________________________________________________
Turma: ______________________________________ Data: ________________________________________
O PROCONVE 
foi criado em 
1986 para 
regulamentar os 
limites de emissão 
dos principais 
poluentes 
veiculares com 
o objetivo de 
reduzir o impacto 
da poluição 
atmosférica nos 
centros urbanos.
Estudante
190 TECNOLOGIA E EMISSÕES VEICULARES
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. Poluentes Atmosféricos. [2018]
b. Disponível em: https://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/qualidade-
do-ar/poluentes-atmosf%C3%A9ricos.html. Acesso em: 29 jan. 2020.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente - MMA. PROCONVE: Programa de 
Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores. [2013]. Disponível 
em: https://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/Arquivos/PROCONVE_
atualizado%20em%2021nov13.pdf. Acesso em: 30 jan. 2020.
BRASIL. Resolução CONAMA nº 18, de 06 de maio de 1986. Dispõe sobre a 
criação do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores 
– PROCONVE. Brasília, DF: CONAMA, 1986. Disponível em: http://www2.mma.
gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=41. Acesso em: 29 jan. 2020.
1) Complete o quadro abaixo com o objeto de análise de cada um dos eixos do 
Gráfico 1 e do Gráfico 2, assim como com cada unidade de medida utilizada.
 
Gráficos
Eixo Y Eixo X
Objeto de 
análise
Unidade de 
medida
Objeto de 
análise
Unidade 
de medida
Gráfico 1
Gráfico 2
2) Denominando-se o valor inicial de V1 e o valor final de V2, é possível 
determinar a variação percentual “x” de uma quantidade em um 
determinado período de tempo através do seguinte cálculo: .Através da leitura do Gráfico 1 e do Gráfico 2, aplique a fórmula para responder:
a) Qual a variação percentual na frota de veículos de 1992 a 2012?
b) Qual a variação percentual da emissão do material particulado pelos 
veículos de 1992 a 2002? 
𝑽𝟐−𝑽𝟏
𝑽𝟏 ∗ 𝟏𝟎𝟎 = 𝒙 .
1919º ANO | MATEMÁTICA | TRÂNSITO COMO UM AMBIENTE DEMOCRÁTICO
c) Qual a variação percentual da emissão do material particulado pelos 
veículos de 1992 a 2012? 
3) Qual a variação percentual de quilogramas de material particulado emitido 
por veículo, de 1992 a 2012? 
4) As respostas dos exercícios anteriores mostraram os resultados das ações 
governamentais para melhorar a qualidade do ar em relação às emissões de 
poluentes provenientes de veículos automotivos. Quais as ações que podem 
ser praticadas, individualmente, de modo a contribuir com a redução da 
emissão desses poluentes? Reflita, escreva e compartilhe com a turma.
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
O trânsito é um direito de todas as pessoas e compreende aspectos 
como segurança, mobilidade humana, qualidade de vida e relações 
sociais no espaço público. Por ser um espaço coletivo, o trânsito deman-
da, de seus usuários, um conjunto de valores e de comportamentos que 
prezem pela empatia, pela equidade, pela cooperação e pelo respeito à 
vida de todos, os quais precisam ser desenvolvidos e consolidados atra-
vés de um processo permanente de Educação para o Trânsito. 
A Educação para o Trânsito é uma atribuição legal do Departamento 
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e os nossos projetos e 
programas fazem parte de diversos esforços que vêm sendo desenvol-
vidos no Brasil para a redução de mortes no trânsito, a partir da imple-
mentação das ações do Programa Nacional de Redução de Acidentes 
(PNATRANS). Nosso maior desafio é levar a Educação para o Trânsito 
para todas as escolas da Educação Básica através do Programa 
Nacional de Educação para Trânsito, o Conexão DNIT, que está sendo 
desenvolvido em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em 
Educação para o Trânsito (NEPET), do Laboratório de Transportes e 
Logística (LabTrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Esperamos que o conjunto de ações e de esforços do DNIT, para levar 
materiais pedagógicos de Educação para o Trânsito para as escolas 
do Ensino Fundamental, possa, de fato, auxiliar os professores e as pro-
fessoras a desenvolverem, de forma transversal e integrada ao currí-
culo de suas disciplinas, atividades de Educação para o Trânsito de 
forma continuada. 
Fica, aqui, um convite para que os professores e as professoras se 
integrem ao esforço do DNIT para promoverem um trânsito seguro, 
permitindo que as nossas crianças, o quanto antes, possam perceber 
e compreender os riscos do trânsito e, com isso, possam impulsionar 
uma mudança de comportamento na sociedade, ajudando, assim, a 
preservar e a salvar vidas.
Julio Cesar Donelli Pellizzon
Coordenador de Multas e Educação para o Trânsito (CMET– DNIT)
MINISTÉRIO DA
INFRAESTRUTURA

Mais conteúdos dessa disciplina