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O que é, conceito e definição
História da necropsia
Sumário
Pág. 3 – O que é necropsia?
Pág. 4 – Necrópsia Clínica
Pág. 5 – Técnicas de necrópsia
Pág. 6 – Quem criou a necrópsia?
Pág. 7 – Quais as fases principais de uma necrópsia?
Pág. 8 – O Período Pré-Técnico ou da Magia
Pág. 9 – Primórdios Científicos
Pág. 10 – Exercício Técnico
Pág. 11 – Alcméon de Crotona (c. 510 a.C.)
Pág. 12 – Hipócrates de Cós (468-377a.C.)
Pág. 13 – Natureza Universal
Pág. 14 – Patologia Humoral
Pág. 15 – Escritos hipocráticos
Pág. 16 e 17 – O papiro Edwin Smith
Pág. 18 – Papiro Ebers
Pág. 19 – Herófilo (Herophilus, 335-280 a.C.)
Pág. 20 – Como iniciou a história da necropsia no Brasil?
Pág. 21 – No fim da era colonial
Pág. 22 – Numa crônica de 1286:
Pág. 23 – Os tratados sobre necrópsia
Pág. 24 – Uma grande mudança de paradigma
Pág. 25 – Realização da necrópsia
Pág. 26 – Desvalorização da necrópsia
Pág. 27 – Clique aqui para acessar o vídeo
Pág. 28 a 39 – Atividades
Pág. 40 – Gabarito das atividades
https://vimeo.com/826302532/ad8c18647c?share=copy
Necrópsia é uma série de procedimentos e 
observações, organizada e hierarquizada, 
realizada ao cadáver com o objetivo de 
determinar o que provocou a sua morte. A 
origem da palavra "necropsia" vem dos termos 
gregos nekros = cadáver e opsis = vista.
O que é necrópsia?
Necrópsia Clínica
A necropsia clínica é efetuada por um médico 
patologista e visa esclarecer a fisiopatologia e 
a patogenia da doença.
Técnicas de necrópsia
As técnicas tradicionais de autópsia costumam ser 
variações das técnicas de Virchow, Gohn ou Letulle. O 
método de Rokitansky que utiliza a dissecção in sito 
dos órgãos não resistiu ao tempo. Pelo método de 
Virchow, todos os órgãos são retirados 
individualmente.
Quem criou a necropsia?
Karl Rokitansky (1804-1878) estabeleceu as 
bases estruturais das doenças e a técnica de 
necropsia com estudo sistemático de cada 
órgão.
Quais as fases principais de 
uma necropsia?
As fases principais de uma necropsia são: transporte do 
cadáver a mesa, confecção de lâminas para microscopia e 
relatório final.
Neste período, que vai das origens da humanidade até a Grécia nos séculos VI e 
V a.C, a ajuda ao enfermo era regida por uma combinação de tratamento 
empírico (pela repetição de prática curativa descoberta por acaso, sem a 
preocupação de se saber o porquê de sua eficácia) e magia (por poderes 
misteriosos extra naturais, que podem ser mobilizados para um determinado 
fim, por meio de ritos específicos realizados por magos, bruxos, feiticeiros, 
pajés, xamãs), com o predomínio maior de um ou do outro, sendo este modo de 
ver convertido em doutrina, de acordo com o modo próprio de viver de cada 
povo. 
O Período Pré-Técnico ou 
da Magia
Primórdios Científicos
Deve-se ao mundo helênico, a Magna Grécia, a 
Sicília e a costa Jônica, na Ásia menor, a ilha de Cós, 
o acontecimento mais importante da história 
universal da medicina, a constituição desta como 
um saber técnico, a partir do final do século VI a.C. 
Exercício técnico 
Nesta mudança de paradigma o 
médico, obrigatoriamente, passou a 
perguntar-se o que são, em si mesmos, 
o remédio, a doença e o homem, 
mediante os saberes fundamentais de 
uma Physiologia ou Ciência da 
Natureza, cuja concepção excluiu as 
causas transcendentes, não naturais, 
nas enfermidades e outros fenômenos 
do viver.
No exercício técnico se propõe 
atuar na cura do enfermo sabendo 
o porquê do que faz. 
Alcméon de Crotona (c. 
510 a.C.)
Filósofo, discípulo de Pitágoras, e médico grego, de 
Crotona, principal centro do pensamento de Pitágoras de 
Samos (ca. 571 ou 570 a.C. - ca. 497 ou 496 a.C.), 
filósofo e matemático grego, afirmava que a saúde 
depende da isonomia, equilíbrio, harmonia, das seis 
qualidades dos componentes do corpo, ou potências: 
quente e frio; seco e úmido; amargo e doce. 
 Hipócrates de Cós 
(468-377a.C.)
Médico grego, natural de Cós, pequena 
ilha na Ásia menor, afirmava que as 
doenças têm causas naturais e não se 
originam da ação de deuses ou de 
forças espirituais, sobrenaturais.
Natureza Universal
Para os filósofos gregos a Physiologia era a 
ciência da natureza (phýsis), onde buscavam 
descrever e explicar os fenômenos naturais do 
viver. A palavra phýsis englobava a “Natureza 
Universal,” soberana, divina, o fundamento de 
toda realidade, e também a “natureza 
particular,” de cada coisa, indivíduo, aquilo pelo 
qual cada coisa é o que é; podendo-se falar em 
“Phýsis” e “phýsis.”
Assim, todas as phýsis ou naturezas 
particulares, não seriam senão configurações 
diversas de um princípio de operações 
comuns, a unitária Phýsis universal. Dito de 
outro modo, a Phýsis universal se realizaria e 
se concretiza na particular, dando a cada 
coisa ou indivíduo, a sua própria phýsis, a sua 
constituição específica, sendo sempre 
mantida uma inter-relação harmônica e 
ordenadora, recíproca, da Phýsis universal 
com a phýsis particular. 
Patologia Humoral
Ao conceito de phýsis 
associava-se o entendimento da 
Patologia Humoral, defendida 
pela Escola de Cós, segundo 
várias escolas filosóficas 
gregas, a qual se fundamentava 
na doutrina dos quatro 
elementos básicos de 
Empédocles de Agrigento 
(504-433 a.C.), 
o ar, a água, o fogo e a terra, 
sendo estes, misturados em 
diversas proporções, os 
formadores de todos os 
corpos, vivos e não vivos. 
Escritos hipocráticos
Deixaram descrições sobre a inflamação dos ferimentos, por 
exemplo, e registraram que os pacientes com supurações 
apresentam calafrios e febre.
A febre era tida como um sinal do esforço do corpo em preservar a 
vida pela cocção dos humores alterados, e a tosse, o vômito, a 
diarreia, a sudorese, a ulceração, etc, significavam o estádio de 
crisis, na qual os humores formados no estádio de cocção (pepsis) 
eram expelidos. O pus era considerado meramente uma 
transformação do sangue aquecido, onde o mesmo apodreceu. 
Caso, porém, com o tratamento médico (dieta, exercícios, repouso, 
banhos, medicamentos, sangrias), o organismo não fosse capaz de 
sustentar os estádios de cocção ou de crise, a morte ocorreria.
O papiro Edwin Smith
É um livro de instrução cirúrgica 
no formato de rolo, com uma 
parte frontal dividida em 17 
colunas (377 linhas) e um verso 
com 5 colunas (92 linhas). 
Na parte frontal é feita uma descrição 
do coração e das veias e o relato de 48 
casos de pacientes, em geral vítimas 
de traumatismos (27 da face e do 
crânio; 6 do pescoço; 2 da clavícula; 3 
do número; 8 do esterno, peito e 
costelas; 1 do ombro e 1 da região 
lombar da coluna vertebral)
Papiro Edwin Smith 
• No verso são descritas 8 fórmulas de 
encantamentos para exorcizar os 
ventos das pragas do ano; um 
diagnóstico ginecológico; uma receita 
para doenças do ânus, e duas receitas 
para melhorar as feições, sendo uma 
para rejuvenescimento, etc.
• Os sinais e sintomas são agrupados em 
síndromes e com associações entre o sítio 
da lesão e a clínica, como a correlação entre 
a paralisia e a fratura do crânio ou da coluna 
vertebral. As descrições incluem os 
prognósticos e os tratamentos possíveis, 
racionais, como bandagem, redução das 
fraturas, uso de talas, suturas, cauterização, 
drenagem, etc.
 Papiro Ebers
Contém 110 colunas com 877 
parágrafos, que registram um 
tratado de medicina com a 
coletânea de diferentes textos 
médicos. Inicia-se com um ritual 
mágico, de encantamento, e no 
resto há poucos encantamentos 
e relatos de vários tratamentos, 
a saber: Para aumentar o apetite, 
a função intestinal e a digestão; 
das dores reumáticas
E da paralisia dos membros; do 
resfriado; das doenças dos olhos, 
dos ouvidos, do estômago, do 
fígado, dos pulmões, do coração e 
das veias, e dos dedos de mãos e 
pés; das doenças ginecológicas; das 
obstruções intestinais; das 
mordeduras e queimaduras; dos 
cuidados com a pele e os cabelos, 
dentes e a língua; dos abscessos e 
tumores, etc.
Herófilo (Herophilus, 335-280 a.C.)Médico grego, natural de Calcedônia, famoso 
professor em Alexandria, Egito, fazia 
necropsia em público, explicando os 
procedimentos. Realizou mais de 600 
dissecações humanas, especialmente de 
criminosos.
Herófilo desenvolveu um sistema fisiológico da vida 
baseado em quatro forças: a nutritiva, localizada no 
fígado e no trato digestivo; a calorífica, localizada no 
coração; a mental, localizada no cérebro, e a 
sensitiva, localizada nos nervos.
Como iniciou a história da 
necropsia no Brasil?
A primeira publicação 
versando sobre exame 
tanatológico no Brasil data de 
21 de setembro de 1835
 E relata a necropsia realizada 
no Regente João Bráulio Moniz 
(que havia morrido 22 horas 
antes da realização do exame), 
executada pelo cirurgião da 
família imperial, Hércules Otávio 
Muzzi.
No fim da era colonial 
Aparecem os primeiros 
documentos médico 
legais no país, frutos de 
estudos influenciados 
pela França e, um tanto 
mais
sutilmente, pela Itália e 
pela Alemanha.
A primeira publicação de 
documento
médico-legal brasileiro, da 
fase nacionalista da 
consolidação de tal ciência 
no país,
data de 1814. 
Numa crônica de 
1286:
Salimbene degli Adami (c. 
1221-1290), historiador italiano, 
que muito viajou pela Itália e a 
França, lê-se o relato de uma 
grande mortandade de seres 
humanos e galinhas, 
provavelmente por gripe, em várias 
cidades da Itália. Em Cremona 
uma mulher havia perdido 48 
galinhas.
Uma necropsia comparada foi 
realizada numa galinha e em um 
homem, demonstrando que 
ambos apresentavam muitos 
apostemas (abscessos), levando 
as autoridades a advertir do 
perigo no consumo de galinhas e 
de ovos.
Os tratados sobre necropsia
 Nos séculos XVI e XVII muitas necropsia foram 
feitas e registradas. No século XVII os estudos 
anatômicos em si, detalhados, passaram também 
a ser valorizados com o intuito de se compreender 
melhor a estrutura e a função, a 
anatomofisiologia. 
Uma Grande Mudança 
de Paradigma
Na primeira metade do século 
XIX, entretanto, o 
desenvolvimento das ciências 
básicas ou pré-clínicas muito 
contribuiu para melhorar a 
infraestrutura no exercício da 
medicina. 
A fisiologia e a química 
fizeram grandes progressos, 
porém, o mais importante foi 
o desenvolvimento do 
microscópio, por 
revolucionar a compreensão 
da anatomia e da patologia. 
A teoria celular e o exame 
direto ao microscópio, 
introduziram novos 
paradigmas no estudo das 
doenças.
As complexidades dos procedimentos das necropsia atuais 
estão muito distantes das necropsia nos séculos XVII e XVIII, 
ainda que a autópsia moderna sirva à dupla função. Deve 
responder qual é a causa da morte de um paciente, permitindo 
desenvolver o conhecimento geral sobre a doença. No princípio 
a dissecação anatômica era virtualmente o único método no 
avanço do estudo científico da doença. Agora, entretanto, a 
dissecação é apenas o início.
Realização da necropsia
Desvalorização da necropsia
Com o Relatório Flexner a autopsia começou a ter uma importante 
parte na decisão da acreditação hospitalar, pela seguinte razão: os 
bons hospitais realizam muitas autopsias; os hospitais ruins fazem 
poucas. Aumentando-se a taxa de autopsias os hospitais ruins irão 
automaticamente melhorar, pois um maior número de autopsias 
estimula um maior cuidado no diagnóstico e seria uma importante 
fonte de ensino.
Acesse o vídeo clicando 
aqui
https://vimeo.com/826302532/ad8c18647c?share=copy
https://vimeo.com/826302532/ad8c18647c?share=copy
Questões de múltipla escolha.
Atividades
Haverá um gabarito 
ao final de cada aula 
para fazer sua 
autoavaliação;
Não será necessário 
o envio das 
atividades para o 
suporte pedagógico; 
Ao final de cada mês 
terá uma avaliação 
para testar seu 
conhecimento e suas 
habilidades.
Informações
1) O que é necropsia?
A – É uma série de procedimentos e 
observações, organizada e hierarquizada, 
realizada ao cadáver com o objetivo de 
determinar o que provocou a sua morte.
B – É uma série de procedimentos e 
observações, organizada e hierarquizada, 
realizada ao cadáver com o objetivo de 
determinar o momento de sua morte.
C –É uma série de procedimentos e 
observações, organizada e hierarquizada, 
realizada ao cadáver com o objetivo de 
encontrar digitais ou sinais de crime.
2) Por quem é efetuada a 
necropsia clínica?
A – Por um 
médico 
urologista.
B – Por um clínico 
geral.
C – Por um 
médico 
patologista.
3) Quem estabeleceu as bases estruturais 
das doenças e a técnica de necropsia 
com estudo sistemático de cada órgão?
A – Karl 
Koktansk.
B – Karl 
Rokhtansk.
C – Karl 
Rokitansky.
4) O que o Hipócrates de 
Cós afirmava?
A – Que as doenças se originam da ação de deuses 
ou de forças espirituais, sobrenaturais, e não de 
causas naturais como muitos dizem.
B – Que as doenças têm causas naturais e não se 
originam da ação de deuses ou de forças espirituais, 
sobrenaturais.
C – Que a causa das doenças vinha dos focos de 
minerações, alastrando-se para os moradores de 
regiões conturbadas.
5) Para os filósofos gregos, o 
que era a Physiologia?
A – Era a ciência da 
natureza.
B – Era a ciência da 
vida.
C – Era a ciência do 
saber.
6) O que é o papiro Edwin 
Smith?
A – É um livro de 
instrução à 
enfermagem no 
formato de rolo.
B – É um livro de 
instrução 
cirúrgica no 
formato de rolo.
C – É um livro de 
ensinamentos de 
necrópsia no 
formato de rolo.
7) No verso do livro são descritas quantas 
fórmulas de encantamentos para exorcizar 
os ventos das pragas do ano?
A – 6.
B – 7.C – 8.
8) O papiro Ebers possui quantas 
colunas e parágrafos?
A – 110 colunas 
com 877 
parágrafos.
B – 128 colunas 
com 926 
parágrafos.
C – 102 colunas 
com 845 
parágrafos.
9) Herófilo desenvolveu um 
sistema fisiológico da vida 
baseado em quantas forças?
A – 
Quatro.
B – 
Cinco.
C – 
Três.
10) Onde se localiza a força 
sensitiva?
A – No 
cérebro.
B – No 
coração.
C – Nos 
nervos.
Gabarito
1 - A
2 - C
3 - C
4 - B
5 - A 
6 - B
7 - C
8 - A
9 - A
10 - C
Obrigada pela atenção!
http://bit.ly/2PfT4lq

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