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DA ORGANIZAÇÃO E DA FISCALIZAÇÃO DAS FUNDAÇÕES

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Da organização e da Fiscalização das Fundações 
Art. 764. O juiz decidirá sobre a aprovação do estatuto das fundações e de suas 
alterações sempre que o requeira o interessado, quando: 
I – ela for negada previamente pelo Ministério Público ou por este forem exigidas 
modificações com as quais o interessado não concorde; 
II – o interessado discordar do estatuto elaborado pelo Ministério Público. 
§1º. O estatuto das fundações deve observar o disposto na Lei nº 10.406 (Código 
Civil). 
§2º. Antes de suprir a aprovação, o juiz poderá mandar fazer no estatuto 
modificações a fim de adaptá-la ao objetivo do instituidor. 
Art. 765. Qualquer interessado ou o Ministério Público promoverá em juízo a 
extinção da fundação quando: 
I – se tornar ilícito o seu objeto; 
II – for impossível a sua manutenção; 
III – vencer o prazo de sua existência. 
 
Comentários: 
 Noções Gerais. A fundação pode ser conceituada como “uma 
universidade de bens personalizada, em atenção ao fim, que lhe dá unidade”. 
 Consiste num complexo de bens livres (universitas bonorum), “colocado 
por uma pessoa física ou jurídica a serviço de um fim ilícito e especial com 
alcance social pretendido pelo seu instituidor, em atenção ao disposto em seu 
estatuto”. 
 As fundações são pessoas jurídicas de direito privado (art. 44, III, CC), 
instituídas formalmente, por escritura pública ou testamento, mediante a dotação 
especial de bens livres, objetivando atingir determinado fim. 
 Em razão da relevância que as fundações podem representar para a 
sociedade, foram elas colocadas sob custódia do Ministério Público do Estado 
onde se situarem (art. 66, CC). E, devido a essa interferência tutelar do Estado 
na vida das fundações, é que o legislador instituiu um procedimento especial de 
jurisdição voluntária para disciplinar sua organização, fiscalização e extinção. 
 Elaboração, aprovação e alteração do estatuto. Para a criação das 
fundações o instituidor, mediante escritura pública ou testamento, dotará bens 
livres de quaisquer ônus ou gravames, especificando as finalidades e, 
facultativamente, a maneira como se dará a administração da fundação (art. 62, 
CC). As fundações somente se destinam às finalidades previstas na lei material 
(art. 62, parágrafo único, I a IX, do CC). 
 Aqueles a quem o instituidor a aplicação do patrimônio é que ficarão 
responsáveis pela elaboração do estatuto da fundação projetada, submetendo-
o, em seguida, à aprovação da autoridade competente. A incumbência da 
elaboração do estatuto somente recairá sobre o Ministério Público quando ele 
não for elaborado no prazo designado pelo instituidor, ou, não havendo prazo, 
se a elaboração não ocorrer dentro de 180 dias (art. 65, parágrafo único, CC). 
 Acerca da aprovação do estatuto, coube à lei processual (Novo CPC) 
apenas regular as hipóteses nas quais o julgador deve resolver o conflito 
eventualmente existente entre o instituidor da fundação e o Ministério Público; 
São elas: 
I – se a aprovação do estatuto for negada previamente pelo Ministério Público; 
II – se o Ministério Público impuser modificações ao estatuto com as quais o 
instituidor ou pessoa interessada não concorde; ou 
III – se o interessado discordar do estatuto elaborado pelo Ministério Público (art. 
764). 
 O juiz pode denegar a aprovação, deferi-la ou mandar fazer reparos no 
estatuto, a fim de adaptá-lo ao objetivo do instituidor (art. 764, §2º). 
 Quanto à alteração, o procedimento previsto no art. 764 também só deve 
ser aplicado em caso de divergências. Lembrando que a lei material dispõe que 
o estatuto poderá ser alterado sem a intervenção judicial, se cumulativamente: 
I – houver deliberação por dois terços dos competente para gerir e representar 
a fundação; 
II – se não contrariar ou desvirtuar a finalidade da fundação; 
III – se for aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 
dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Público denegar, poderá o juiz supri-
la, a requerimento do interessado (art. 67 do CC). 
 Quando a reforma não houver sido deliberada por votação unânime, os 
administradores, ao submeterem aos órgãos do Ministério Público o estatuto, 
pedirão que se dê ciência à minoria vencida para impugná-la no prazo de 10 dias 
(art. 68 do CC). 
 Extinção da Fundação. Qualquer interessado ou o Ministério Público 
poderá promover a extinção da fundação quando se tornar ilícito o seu objeto, 
for impossível a sua manutenção ou vencer o prazo de sua existência (art. 765). 
O CC, no art. 69, especifica os casos de extinção e prevê a destinação dos bens 
da fundação. 
 À falta de disposição expressa, o procedimento a ser observado na 
extinção é aquele previsto nos arts. 719 a 724, sendo necessária a intervenção 
do Ministério Público somente nos casos do art. 178. 
 A sentença que acolher o pedido de extinção determinará o destino dos 
bens da fundação conforme estiver estipulado no ato constitutivo, ou, se omisso 
este, ordenará que os bens sejam incorporados a outras fundações que se 
proponham a fins iguais ou semelhantes (art. 69 do CC).

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