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1. (Fuvest 2018)
Leia o texto.
Um tema frequente em culturas variadas é o do desafio à ordem divina, a apropriação do fogo pelos
mortais. Nos
mitos gregos, Prometeu é quem rouba o fogo dos deuses. Diz Vernant que Prometeu representa no
Olimpo uma
vozinha de contestação, espécie de movimento estudantil de maio de 1968. Zeus decide esconder dos
homens o
fogo, antes disponível para todos, mortais e imortais, na copa de certas árvores – os freixos – porque
Prometeu
tentara tapeá-lo numa repartição da carne de um touro entre deuses e homens.
Na mitologia dos Yanomami, o dono do fogo era o jacaré, que cuidadosamente o escondia dos outros,
comendo
taturanas assadas com sua mulher sapo, sem que ninguém soubesse. Ao resto do povo – animais que
naquela
época eram gente – eles só davam as taturanas cruas. O jacaré costumava esconder o fogo na boca.
Os outros
decidem fazer uma festa para fazê-lo rir e soltar as chamas. Todos fazem coisas engraçadas, mas o
jacaré fica firme,
no máximo dá um sorrisinho.
Betty Mindlin, O fogo e as chamas dos mitos. Revista Estudos Avançados. Adaptado.
a) O emprego do diminutivo nas palavras “vozinha” e “sorrisinho”, consideradas no contexto, produz o
mesmo efeito
de sentido nos dois casos? Justifique.
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b) Reescreva o trecho “Os outros decidem fazer uma festa para fazê-lo rir (...). Todos fazem coisas
engraçadas”,
substituindo o verbo “fazer” por sinônimos adequados ao contexto em duas de suas três ocorrências.
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2. (Fuvest 2018)
Leia o texto e responda ao que se pede.
Da idade
Não posso aprovar a maneira por que entendemos a duração da vida. Vejo que os filósofos lhe
assinam* um limite
bem menor do que o fazemos comumente. (...) Os [homens] que falam de uma certa duração normal da
vida,
estabelecem-na pouco além. Tais ideias seriam admissíveis se existisse algum privilégio capaz de os
colocar fora do
alcance dos acidentes, tão numerosos, a que estamos todos expostos e que podem interromper essa
duração com
que nos acenam. E é pura fantasia imaginar que podemos morrer de esgotamento em virtude de uma
extrema
velhice, e assim fixar a duração da vida, pois esse gênero de morte é o mais raro de todos. E a isso
chamamos morte
natural como se fosse contrário à natureza um homem quebrar a cabeça numa queda, afogar-se em
algum naufrágio,
morrer de peste ou de pleurisia; como se na vida comum não esbarrássemos a todo instante com esses
acidentes.
Não nos iludamos com belas palavras; não denominemos natural o que é apenas exceção e guardemos
o
qualificativo para o comum, o geral, o universal.
Morrer de velhice é coisa que se vê raramente, singular e extraordinária e portanto menos natural do
que qualquer
outra. É a morte que nos espera ao fim da existência, e quanto mais longe de nós menos direito temos
de a esperar.
Michel de Montaigne, Ensaios. Editora 34. Trad. de Sérgio Milliet.
a) No texto, o autor retifica o que corriqueiramente se entende por “morte natural”? Justifique.
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b) A que palavra ou expressão se referem, respectivamente, os pronomes destacados no trecho “Vejo
que os
filósofos lhe assinam um limite bem menor do que o fazemos comumente”?
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Leia o texto para responder à(s) questão(ões) a seguir.
Muitos anos mais tarde, Ana Terra costumava sentar-se na frente de sua casa para pensar no passado.
E no
pensamento como que ouvia o vento de outros tempos e sentia o tempo passar, escutava vozes, via
caras e
lembrava-se de coisas... O ano de 81 trouxera um acontecimento triste para o velho Maneco: Horácio
deixara a
fazenda, a contragosto do pai, e fora para o Rio Pardo, onde se casara com a filha dum tanoeiro e se
estabelecera
com uma pequena venda. Em compensação nesse mesmo ano Antônio casou-se com Eulália Moura,
filha dum
colono açoriano dos arredores do Rio Pardo, e trouxe a mulher para a estância, indo ambos viver num
puxado que
tinham feito no rancho.
Em 85 uma nuvem de gafanhotos desceu sobre a lavoura deitando a perder toda a colheita. Em 86,
quando
Pedrinho se aproximava dos oito anos, uma peste atacou o gado e um raio matou um dos escravos.
Foi em 86 mesmo ou no ano seguinte que nasceu Rosa, a primeira filha de Antônio e Eulália? Bom. A
verdade era que a criança tinha nascido pouco mais de um ano após o casamento. Dona Henriqueta
cortara-lhe o
cordão umbilical com a mesma tesoura de podar com que separara Pedrinho da mãe.
E era assim que o tempo se arrastava, o sol nascia e se sumia, a lua passava por todas as fases, as
estações iam e vinham, deixando sua marca nas árvores, na terra, nas coisas e nas pessoas.
E havia períodos em que Ana perdia a conta dos dias. Mas entre as cenas que nunca mais lhe saíram
da
memória estavam as da tarde em que dona Henriqueta fora para a cama com uma dor aguda no lado
direito, ficara
se retorcendo durante horas, vomitando tudo o que engolia, gemendo e suando de frio.
Érico Veríssimo. O tempo e o Vento, “O Continente”, 1956.
3. (Fgv 2017)
Leia o trecho do 1º parágrafo: “Horácio deixara a fazenda, a contragosto do pai, e fora para o Rio Pardo,
onde se
casara com a filha dum tanoeiro e se estabelecera com uma pequena venda. Em compensação nesse
mesmo ano
Antônio casou-se com Eulália Moura, filha dum colono açoriano dos arredores do Rio Pardo, e trouxe a
mulher para a
estância, indo ambos viver num puxado que tinham feito no rancho”.
a) Explique os processos de derivação das palavras destacadas no trecho.
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b) Considerando a organização das informações no trecho, explique a diferença de sentido que se tem
com o
emprego da preposição “com” nas expressões presentes na passagem “onde se casara com a filha dum
tanoeiro e
se estabelecera com uma pequena venda”.
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Leia o poema de Manuel Bandeira (1886-1968) para responder à(s) questão(ões) a seguir.
Poema só para Jaime Ovalle1
Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Então me levantei,
Bebi o café que eu mesmo preparei,
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando...
– Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.
(Estrela da vida inteira, 1993.)
1 Jaime Ovalle (1894-1955): compositor e instrumentista. Aproximou-se do meio intelectual carioca e se
tornou amigo
íntimo de Villa-Lobos, Di Cavalcanti, Sérgio Buarque de Hollanda e Manuel Bandeira. Sua música mais
famosa é
“Azulão”, em parceria com o poeta Manuel Bandeira. (Dicionário Cravo Albin da música popular
brasileira)
4. (Unesp 2016)
Por oscilar entre duas classes de palavras, o termo “só” confere ambiguidade ao título do poema.
Identifique estas
duas classes de palavras e o sentido que cada uma delas confere ao título.
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5. (Unicamp 2015)
Os textos abaixo foram retirados da coluna “Caras e bocas”, do Caderno Aliás, do jornal O Estado de
São Paulo:
“A intenção é salvar o Brasil.” Ana Paula Logulho, professora e entusiasta da segunda “Marcha da
Família com Deus
pela Liberdade”, que pede uma intervenção militar no país e pretendeu reeditar, no sábado, a passeata
de 19 de
março de 1964, na capital paulista, contra o governo do Presidente João Goulart.
“Será um evento esculhambativo em homenagem ao outro de São Paulo.” José Caldas, organizador da
“Marcha
com Deus e o Diabo na Terra do Sol”, convocada pelo Facebook para o mesmo dia, no Rio de Janeiro.
O Estado de São Paulo, 23/03/2014, Caderno Aliás, E4. Negritos presentes no original.
) Descreva o processo de formação de palavras envolvido em “esculhambativo”, apontando o tipo de
transformação
ocorrida no vocábulo.
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b) Discorra sobre a diferença entre as expressões “evento esculhambado” e “evento esculhambativo”,
considerando
as relações de sentido existentes entre os dois textos acima.
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