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Metodologia - aula 15(7)

Resumo/guia sobre metodologia da pesquisa científica: define pesquisa, descreve etapas do projeto, diferencia protocolo e projeto, orienta escolha do tema e formulação do problema com critério FINER (factível, interessante, nova, ética, relevante) e indica revisão bibliográfica.

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METODOLOGIA DA PESQUISA 
 
FONTELLES, M. J. et al. Metodologia da Pesquisa Científica: Diretrizes para a Elaboração de Um 
Protocolo de Pesquisa. Revista Paraense de Medicina on-line. Pará: 2009. 
A pesquisa científica é a aplicação prática de um conjunto de procedimentos objetivos, utilizados 
por um pesquisador (cientista), para o desenvolvimento de um experimento, a fim de produzir 
um novo conhecimento, além de integrá-lo àqueles pré-existentes. 
ETAPAS DO PROJETO DE PESQUISA 
- Escolha do tema a ser pesquisado 
- Planejamento da investigação 
- Desenvolvimento do método escolhido 
- Coleta e tabulação dos dados 
- Análise dos resultados 
- Elaboração das conclusões 
- Divulgação dos resultados 
 
 
 
PROTOCOLO DE PESQUISA X PROJETO DE PESQUISA 
Protocolo de pesquisa: documento onde estarão previstos todos os passos para o 
desenvolvimento da pesquisa; é o instrumento utilizado pelo investigador para a solicitação de 
recursos financeiros e, também, um guia prático a ser utilizado para organizar a pesquisa de 
forma lógica e eficiente. 
Projeto de pesquisa: documento mais restrito, onde estarão descritos todos os procedimentos 
que serão realizados na aplicação do método escolhido no delineamento da pesquisa, o qual 
deverá ser explicitado no protocolo. 
RESUMINDO: o protocolo é responsável pelo planejamento da pesquisa, ao passo que o projeto 
é responsável pela execução da mesma. 
 
ESCOLHA DO TEMA 
- Primeiro passo para a definição do protocolo de pesquisa; 
- O pesquisador deverá perguntar: “O que, de fato, quero estudar?” 
- Tema  Amplo  Corresponde a um aspecto geral sobre uma área de interesse de 
determinado assunto que se deseja estudar. 
- Questão da pesquisa  Específico/delimitado  É o objetivo do estudo, a incerteza que deverá 
ser investigada pelo autor da pesquisa 
 
 
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FORMULAÇÃO DO PROBLEMA (QUESTÃO DA PESQUISA) 
- Todos os procedimentos propostos para a realização da pesquisa deverão ser planejados no 
sentido de solucionar ou esclarecer o problema proposto; 
- Ordem correta de raciocínio: “qual é a questão que necessita de investigação e/ou solução?” 
“O que ela causa?” “O que a minha pesquisa irá contribuir para solucioná-la”? 
- Características de uma boa questão de pesquisa: acrônimo FINER  Factível, Interessante, 
Nova (inovadora), Ética e Relevante. (Cummings, Browner e Hulley, 2014). 
 
 
 
 Factível 
- A pesquisa, da maneira como está sendo planejada, é possível de ser realizada? 
- Os pesquisadores envolvidos têm domínio do assunto e experiência suficientes para realizá-la? 
O tempo e os recursos disponíveis são suficientes? 
- Enfocar a questão de maior relevância ao delinear um estudo  Base para o plano de estudo 
e para o cálculo do tamanho da amostra; 
- “Se a pesquisa não lhe parece factível, reavalie-a!”  Tempo, recursos disponíveis, custo, 
alcance do objetivo, número de sujeitos disponíveis para o estudo, limitações do pesquisador 
 Manter a qualidade do estudo. 
 
 Interessante 
- O objeto da pesquisa deve despertar o interesse do pesquisador: ascensão profissional e 
construção do conhecimento. 
 
 Nova (Inovadora) 
- Produção de novos conhecimentos ou questionamentos acerca da reprodutibilidade ou 
generalização de achados anteriores. 
 
 Ética 
- Todas as pesquisas envolvendo seres humanos devem atender às exigências éticas e científicas 
fundamentais, que implicam consentimento livre e esclarecido dos indivíduos pesquisados, 
proteção de grupos vulneráveis e dos legalmente incapazes (princípio da autonomia). 
- Potenciais riscos e benefícios deverão ser ponderados, individuais ou coletivos. A pesquisa 
deve trazer o máximo de benefícios e o mínimo de danos (princípio da beneficência), além da 
relevância social, com vantagens significativas para os sujeitos e minimização do ônus para os 
vulneráveis, o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos sem perder o sentido 
de sua destinação sóciohumanitária (princípio da justiça e equidade). 
 
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 Relevância 
- Mostrar e justificar como o estudo pretendido poderá ser inserido em um contexto mais amplo, 
ou seja, como os resultados poderão contribuir para os avanços científico e tecnológico e, 
consequentemente, para o desenvolvimento social. 
 
REVISÃO DA LITERATURA (PESQUISA BIBLIOGRÁFICA) 
- Conhecimento amplo sobre o objeto de estudo: quem escreveu (expertises), o que já foi 
publicado, quais aspectos foram abordados e as dúvidas sobre o tema ou questão da pesquisa 
proposta; 
- Fundamentação teórica para o suporte e justificativa da proposta, além da definição mais 
precisa dos objetivos da pesquisa (ineditismo ou novas abordagens); 
- Valer-se de métodos de revisão sistematizados, com rigor metodológico (revisão integrativa da 
literatura, revisão sistemática); 
- Fontes possíveis: livros, revistas especializadas (escritas ou eletrônicas), jornais e revistas, sites 
da Internet, especializados ou de busca (bases de dados), eventos científicos (anais), consulta 
direta a expertises na área de interesse. 
 
JUSTIFICATIVA 
- O pesquisador mostra “o porquê” da realização do estudo  Deve-se “vender o peixe”. 
- Justificar e convencer o avaliador do projeto, sobre a importância da realização da pesquisa; 
- Evidenciar quais os pontos positivos do estudo e porque a resposta à pergunta de pesquisa é 
interessante para a ciência. 
 
DETERMINAÇÃO DOS OBJETIVOS 
- Intenções do pesquisador em relação ao tema proposto  É a questão de pesquisa sem sua 
interrogação; 
- Geralmente há dois tipos de objetivo: o geral e os específicos  Devem ser coerentes com o 
problema proposto e com a justificativa fornecida; 
- Objetivo geral: o pesquisador propõe uma síntese dos resultados que pretende alcançar com 
a pesquisa; 
- Objetivos específicos: detalhamento das propostas desdobradas a partir do objetivo geral; 
- Os objetivos devem ser redigidos com verbo(s) no infinitivo e apropriado(s) à proposta: 
comparar, avaliar, definir, descrever, analisar, mensurar, relacionar, investigar, compreender, 
relatar  Devem se alinhar à abordagem do estudo (quali- ou quantitativa). 
 
ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA 
- Corresponde à etapa mais importante e de maior complexidade da pesquisa: do correto 
delineamento (desenho) depende o sucesso na obtenção das respostas esperadas pela questão 
da pesquisa; 
- O que é delineamento ou desenho da pesquisa? 
É planejar a realização de sua parte científica operacional (experimental e observacional)  É 
escrever um projeto onde estarão previstas todas as etapas de sua realização; 
- Regra geral: a função básica de um bom projeto de pesquisa é permitir uma comparação 
satisfatória entre as diferentes variáveis dos grupos de sujeitos incluídos no estudo  
Determinado ponto no tempo; antes e depois de uma intervenção ou exposição; quantificar 
diferenças em termos absolutos e relativos; minimizar os erros (vieses); evitar os fatores de 
confundimento, dentre outras intercorrências. 
 
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- Etapa crucial de definições: população e sujeitos que serão estudados; tipo de estudo - 
experimental ou observacional / prospectivo ou retrospectivo / dentre outros; abordagem do 
estudo (quanti- ou qualitativa). 
 
EXECUÇÃO OPERACIONAL DO PROJETO (COLETA DE DADOS) 
- Refere-se à coleta de material para análise; 
- Estudo ou projeto piloto: recomendado para identificar possíveis erros no planejamento da 
pesquisa e minorar os vieses  Garante a uniformidade e a padronização na execução do 
projeto; 
- Vantagens: ajuda a testar e validar o método, bem como o cálculo final do tamanho da amostra; 
permite o treinamento da equipe do estudo; e ajuda a rever os formulários e os questionários 
que serão aplicados no decorrer da pesquisa. 
 
ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL COLETADO 
- Compilado de informações numéricas ou textuais; 
- Fase de tabulação e apresentação dos dados; 
- Seleção  Agrupamento  Análise 
 
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
- Escolha do método apropriadode análise dos dados  Ver principalmente a abordagem do 
estudo; 
- Testagem das hipóteses ou pressupostos  Confirmação ou rejeição  Discussão e 
comparação com dados publicados na literatura 
 
RELATÓRIO FINAL E DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS 
- Poderá ser escrito sob a forma de relatório de pesquisa, trabalho de conclusão de curso, 
dissertação ou tese; 
- Formatação segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou outras, 
próprias de cada instituição (Vancouver, APA); 
- A estrutura do trabalho deve possuir beleza técnica: organização, padronização, clareza, 
objetividade, obediência à norma culta da Língua e escrita agradável ao leitor; 
- Publicação dos textos: na íntegra (livro); ou de forma resumida (artigos originais ou short 
communication) em revistas especializadas. 
- Atualmente cobra-se, além da publicação dos dados, o retorno do pesquisador ao campo para 
divulgar os resultados da pesquisa e levar os benefícios da mesma aos participantes. 
 
TIPOS DE PESQUISA CIENTÍFICA 
- Sequência correta do raciocínio no planejamento dos procedimentos 
1) Escolher, entre os diversos tipos de pesquisa, aquele que melhor se enquadra na população 
a ser estudada e que melhor atende aos seus objetivos; 
2) Definir o melhor delineamento a ser empregado para que os objetivos possam ser 
alcançados. 
- Um mesmo tipo de pesquisa pode ser delineado de diferentes maneiras. 
 
 
 
 
 
 
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Classificação Tipos de pesquisa 
Quanto à finalidade 
• Pesquisa básica ou 
fundamental 
• Pesquisa aplicada ou 
tecnológica 
Quanto à natureza 
• Pesquisa observacional 
• Pesquisa experimental 
Quanto à forma de abordagem 
• Pesquisa qualitativa 
• Pesquisa quantitativa: 
 – Descritiva 
 – Analítica 
Quanto aos objetivos 
• Pesquisa exploratória 
• Pesquisa explicativa 
Quanto aos procedimentos técnicos 
• Pesquisa bibliográfica 
• Pesquisa documental 
• Pesquisa de laboratório 
• Pesquisa de campo 
Quanto ao desenvolvimento no tempo 
• Pesquisa transversal 
• Pesquisa longitudinal 
• Pesquisa prospectiva 
• Pesquisa retrospectiva 
 
 
QUANTO À FINALIDADE 
Pesquisa básica ou fundamental – Objetiva adquirir conhecimentos novos que contribuam para 
o avanço da ciência, sem que haja uma aplicação prática prevista. Há acúmulo de conhecimentos 
e informações que podem, eventualmente, levar a resultados acadêmicos ou aplicados 
importantes. Incluem as pesquisas acadêmicas, tais como nos trabalhos de conclusão de curso. 
Pesquisa aplicada ou tecnológica – Produz conhecimentos científicos para aplicação prática 
voltada para a solução de problemas concretos, específicos da vida moderna. Além de produzir 
conhecimento, gera novos processos tecnológicos e produtos  Resultados práticos e melhoria 
da qualidade de vida. 
 
QUANTO À NATUREZA 
Pesquisa observacional – Nos estudos observacionais não existe manipulação de intervenções 
diretas sobre os pacientes em estudo. Assim o pesquisador fica limitado a observação dos dados 
e suas características, pois ele coleta informações sobre as medidas de interesse, mas não 
interfere no evento. 
As pesquisas observacionais podem ser conduzidas sob a forma de quatro tipos de estudo, 
conforme o delineamento: 
 
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1) série de casos: descrição detalhada de casos clínicos, contendo dados importantes sobre sinais, 
sintomas e outras características do paciente e relatando os procedimentos terapêuticos utilizados, 
bem como o desenlace do caso. Pode ser retrospectiva ou prospectiva e consecutiva ou não 
consecutiva. Possuem indicação clara em situações de doenças raras, para as quais tanto o 
diagnóstico como a terapêutica não estão claramente estabelecidos na literatura científica e 
ocupam posições hierarquicamente inferiores em relação ao nível de evidência de um estudo 
quando comparados, por exemplo, com ensaios clínicos. 
2) estudos de coorte (de incidência, longitudinal ou de seguimento): Realizados com grupos 
(coortes) que compartilham fatores comuns de exposição e que são acompanhados ao longo do 
tempo em busca de um desfecho (associação positiva: risco relativo). São utilizados para 
avaliação da etiologia ou história natural de doenças entre outros estudos. Podem ser 
prospectivos ou retrospectivos. 
3) estudo de caso-controle: objetiva identificar a frequência com que ocorrem as exposições nos 
diferentes grupos (casos e controles)  Os indivíduos de uma mesma população são 
selecionados para o estudo em função da presença ou não da característica de interesse (casos 
ou não-casos = controles). Este tipo de estudo parte do desfecho e estuda a exposição, visando 
à busca de fatores de risco. Pode ser dividido em dois subtipos: não-pareado e pareado. Estudo 
caso-controle é aplicado na identificação de fatores prognósticos de uma doença, estudos do 
impacto de intervenções diagnósticas ou terapêuticas, entre outros. 
 
Pesquisa experimental – Neste tipo de pesquisa, o investigador seleciona as variáveis que serão 
estudadas, define a forma de controle sobre elas e observa os efeitos sobre o objeto de estudo, 
em condições pré-estabelecidas. Por estar sob o controle do pesquisador, equívocos e vieses 
praticamente desaparecem, proporcionando maior confiabilidade dos resultados. 
Envolve os estudos controlados (duplo-cego, randomizado, não-randomizado, autocontrolado e 
com controle externo) e não-controlados. 
 
 
01.(ESP-2017) Sobre a pesquisa científica, é CORRETO afirmar que (FONTELLES, 2009): 
I. Trata-se da aplicação prática de um conjunto de procedimentos objetivos, utilizados por um 
pesquisador (cientista), para o desenvolvimento de um experimento, a fim de produzir um novo 
conhecimento, além de integrá-lo àqueles pré-existentes. 
II. A estrutura de uma pesquisa científica inclui a escolha dos objetivos e a elaboração e execução 
operacional do projeto. 
III. Para a realização de uma pesquisa, com o rigor científico, que o método requer, pressupõe-se 
que o pesquisador siga as seguintes etapas: escolha um tema de sua preferência, defina o problema 
a ser investigado e escreva o relatório final. 
IV. As fases propostas para a elaboração de um protocolo de pesquisa e seus respectivos 
procedimentos são: de decisão, de execução, de análise e de redação. 
a) Apenas as alternativas I e IV estão corretas. 
b) Apenas as alternativas I e II estão corretas. 
c) Apenas as alternativas II e III estão corretas. 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
02.(ESP-2019) No planejamento de uma pesquisa é necessário definir o melhor delineamento a 
ser empregado para que os seus objetivos possam ser alcançados. Do ponto de vista da abordagem 
do problema, qual pesquisa considera que há um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e 
a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números? 
A) Qualitativa. 
B) Explicativa. 
Vamos treinar Residente? 
 
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C) Exploratória. 
D) Quantitativa. 
 
03. (UFAL-2019) Dadas as afirmativas sobre a coleta de dados nos levantamentos, 
I. Nos questionários, as perguntas devem ser preferencialmente fechadas e com muitas 
alternativas de respostas. 
II. Formulário é uma técnica de coleta de dados em que o pesquisador formula questões 
previamente elaboradas e anota as respostas. 
III. Entrevista é uma técnica que envolve duas pessoas numa situação face a face em que uma 
delas formula perguntas e a outra responde. 
verifica-se que está(ão) correta(s) 
A) II, apenas. 
B) III, apenas. 
C) I e II, apenas. 
D) I e III, apenas. 
E) I, II e III. 
 
04. (UFC-2019) Com relação aos tipos de estudos epidemiológicos, julgue os itens como 
verdadeiro (V) ou falso (F) e assinale a alternativa correta. 
( ) Os estudos epidemiológicos estão divididos 
entre observacionais (dentre eles transversais, 
coorte e caso-controle) e experimentais (dentre 
eles randomizados e não-randomizados). 
Os estudos epidemiológicos estão divididos 
entre observacionais (dentre eles transversais, 
coorte e caso-controle)e experimentais (dentre 
eles randomizados e não-randomizados). 
 
( ) Quanto ao seu delineamento, o ensaio clínico 
randomizado cego se configura como um dos 
melhores desenhos para minimizar os vieses do 
desfecho da pesquisa. 
Quanto ao seu delineamento, o ensaio clínico 
randomizado cego se configura como um dos 
melhores desenhos para minimizar os vieses do 
desfecho da pesquisa. 
 
( ) Nos estudos epidemiológicos ditos como 
transversais, as medidas de exposição e de efeito 
são coletados em um único momento, sem 
período de seguimento. 
Nos estudos epidemiológicos ditos como 
transversais, as medidas de exposição e de efeito 
são coletados em um único momento, sem 
período de seguimento. 
 
( ) O estudo epidemiológico de coorte, se 
caracteriza por calcular a prevalência e serem 
sempre longitudinais e prospectivos. 
O estudo epidemiológico de coorte, se 
caracteriza por calcular a prevalência e serem 
sempre longitudinais e prospectivos. 
 
 
A) V, V, V, V 
B) V, V, V, F 
C) F, F, V, F 
D) F, F, F, V 
 
 
05. (ESP-2017) Sobre a pesquisa científica, é CORRETO afirmar que (FONTELLES, 2009): 
I. Trata-se da aplicação prática de um conjunto de procedimentos objetivos, utilizados por um 
pesquisador (cientista), para o desenvolvimento de um experimento, a fim de produzir um novo 
conhecimento, além de integrá-lo àqueles pré-existentes. 
II. A estrutura de uma pesquisa científica inclui a escolha dos objetivos e a elaboração e execução 
operacional do projeto. 
 
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III. Para a realização de uma pesquisa, com o rigor científico, que o método requer, pressupõe-se que o 
pesquisador siga as seguintes etapas: escolha um tema de sua preferência, defina o problema a ser 
investigado e escreva o relatório final. 
IV. As fases propostas para a elaboração de um protocolo de pesquisa e seus respectivos procedimentos 
são: de decisão, de execução, de análise e de redação. 
a) Apenas as alternativas I e IV estão corretas. 
b) Apenas as alternativas I e II estão corretas. 
c) Apenas as alternativas II e III estão corretas. 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
 
GABARITO: 
01-A 02-A 03-E 04-B 05-A 
 
DESENHOS DE PESQUISA EM EPIDEMIOLOGIA 
 
A principal atividade do epidemiologista é buscar respostas para questões relacionadas com os 
diversos agravos à saúde. Tal atividade deve ser norteada por uma série de etapas que 
permitirão ao epidemiologista obter informações que o auxiliem na tomada de decisões. 
QUESTÃO DE PESQUISA 
A definição da questão de pesquisa é o primeiro e mais e mais importante desafio do 
epidemiologista. Questões de pesquisa devem ser elaboradas de modo a possibilitar a 
identificação do desfecho de interesse, das possíveis variáveis explanatórias, da população-alvo 
e do delineamento adequado para resopndê-las. Se um epidemiologista não definir claramente 
sua questão de pesquisa, todas as demais etapas estarão seriamente comprometidas. 
VARIÁVEIS DO ESTUDO 
 Variáveis representam características da população-alvo que devem ser mensuradas com o 
objetivo de dar uma resposta à questão inicialmente proposta. Essas variáveis representam o 
desfecho de interesse (a denominada variável desfecho ou dependente) e os possíveis fatores 
que explicam a ocorrência deste (as denominadas variáveis explanatórias, independentes ou 
preditoras). A definição e a incorporação de variáveis dependerão do conhecimento do 
epidemiologista sobre o problema a ser estudado 
Variáveis podem ser classificadas da seguinte forma: 
1. Variáveis Quantitativas: são as características que podem ser medidas em uma 
escala quantitativa, ou seja, apresentam valores numéricos que fazem sentido. 
Podem ser contínuas ou discretas. 
1. Variáveis discretas: características mensuráveis que podem assumir 
apenas um número finito ou infinito contável de valores e, assim, 
somente fazem sentido valores inteiros. Geralmente são o resultado de 
contagens. Exemplos: número de filhos, número de bactérias por litro de 
leite, número de cigarros fumados por dia. 
2. Variáveis contínuas, características mensuráveis que assumem valores 
em uma escala contínua (na reta real), para as quais valores fracionais 
fazem sentido. Usualmente devem ser medidas através de algum 
 
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instrumento. Exemplos: peso (balança), altura (régua), tempo (relógio), 
pressão arterial, idade. 
2. Variáveis Qualitativas (ou categóricas): são as características que não 
possuem valores quantitativos, mas, ao contrário, são definidas por várias 
categorias, ou seja, representam uma classificação dos indivíduos. Podem ser 
nominais ou ordinais. 
1. Variáveis nominais: não existe ordenação dentre as categorias. 
Exemplos: sexo, cor dos olhos, fumante/não fumante, doente/sadio. 
2. Variáveis ordinais: existe uma ordenação entre as categorias. Exemplos: 
escolaridade (1o, 2o, 3o graus), estágio da doença (inicial, intermediário, 
terminal), mês de observação (janeiro, fevereiro,..., dezembro). 
 
INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS 
Instrumentos de coleta de dados representam o agrupamento de todas as variáveis envolvidas 
no estudo de modo a operacionalizar o registro de todas elas. A “grosso modo”, os instrumentos 
de coleta de dados incluem questionários e roteiros de entrevistas e de observação. 
Para a formatação de um instrumento de coleta de dados recomenda-se que as questões 
estejam divididas em grupos temáticos, os quais devem ser identificados por cabeçalhos, e cujas 
perguntas emocionalmente neutras sejam apresentadas em primeiro lugar, deixandp as 
questões delicadas e pessoais para o final. 
 
 
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Outra forma de registro de valores de uma variável consiste na utilização de escalas. 
EX. Escala visual analógica e Likert 
 
Analógica 
 
Likert 
DELINEAMENTOS 
- ESTUDOS TRANSVERSAIS 
Em muitas situações, o interesse do epidemiologista reside na estimativa de parâmetros de uma 
população-alvo. 
Ex: pode-se estar interessado na proporção de indivíduos com hipertensão arterial na população 
indígena que vive na região norte do país. 
Ou seja, a partir de dados de uma amostra extraída num dado momento em uma população 
bem-delimitada é possível estabelecer um perfil clinico de interesse do epidemiologista. 
Portanto, estudos que buscam delimitar tais parâmetros e estabelecer hipóteses sobre possíveis 
relações entre variáveis dependentes e independentes considerando medidas pontuais são 
denominados transversais. 
Assim, estudos transversais apresentam 03 características essenciais: 
1. As mensurações são feitas em um único momento do tempo; 
2. São úteis quando se quer descrever variáveis e seus padrões de distribuição; 
3. Constituiem o único desenho que possibilita identificar a prevalência de um fenômeno 
de interesse. 
As principais vantagens de um estudo transversal incluem baixo custo, menor risco de perdas e 
rapidez. 
- ESTUDOS DE CASO-CONTROLE 
 
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 São assim denominados por se basearem na comparação de um grupo que apresenta o 
desfecho (caso) de interesse com o grupo que não o apresenta (controle). 
Como a constituição dos grupos é fundamentada no desfecho, diz-se que os estudos de caso-
controle são retrospectivos, pois, a partir desta caracterização, busca-se identificar diferenças 
existentes entre esses grupos, as quais possam explicar tal ocorrência. 
Esse tipo de estudo pode ser utilizado quando o fenômeno de interesse é raro ou de longa 
duração (crônico). Em geral, o tamanho amostral tende a ser menor e, consequentemente, exige 
menos tempo e apresenta baixo custo. 
 
Ex: Uma associação a mortalidade por câncer de pulmão e a exposição ao asbesto. 
 
 
Esse tipo de estudo não nos permite estimar prevelência, incidência ou risco. Em vez disso, 
utiliza-se uma medida conhecida como odds ratio, a qual representa uma aproximação da 
medida de risco relativo quando a prevalência do desfecho é baixa. 
 
 
ESTUDOS DE COORTE 
Em epidemiologia, uma coorte se refere a um grupo de indivíduos,pertencentes a uma mesma 
população, que é acompanhado durante certo período com vistas a estudar a ocorrência de um 
ou mais desfechos. É justamente esse período de acompanhamento que o diferencia dos 
estudos transversais e de caso-controle, caracterizando-o como longitudinal. Além dessa 
diferença, estudos de coorte partem da observação de dois grupos, inicialmente isentos do 
desfecho, extraídos de uma mesma população, diferindo apenas na exposição a um fator de 
risco de interesse. 
Desse modo, estudos de coorte apresentam e se baseiam na análise dos dados de incidência. 
Existem dois tipos básicos de estudos de coorte: prospectivos e retrospectivos. 
 
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Limitações: alto custo e o fato de ser ineficiente para desfechos raros. 
Ex: Um estudo clínico que acompanha, por um determinado tempo, um grupo de pessoas 
que fumam, para observar se elas irão desenvolver câncer de pulmão 
- ESTUDOS ECOLÓGICOS 
Também conhecidos como estudos agregados, são assim denominados porque sua unidade de 
análise é também representada por grupos, diferentemente dos desenhos anteriormente 
apresentados, os quais têm o indivíduo como unidade de análise. A grande parte dos estudos 
ecológicos se refere à análise de estatísticas oficiais divulgadas ou de dados disponíveis em 
órgãos responsáveis pelos sistemas de informação de uma dada população. 
Ex: Qual a influência da adoção de leis antitabaco sobre as taxas de câncer de pulmão na 
comunidade europeia? 
Quais as diferenças ao se compararem países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em 
desenvolvimento, entre cobertura vacinal para poliomielite nos últimos 30 anos e as taxas dessa 
doença? 
Ex. Pesquisa internacional de correlação entre o consumo de álcool e a incidência de câncer no 
estômago em diversos países da Europa. 
ENSAIO CLINICO CONTROLADO 
Enquanto nos estudos observacionais o investigador apenas observa a evolução dos grupos de 
sujeitos diferentes quanto ao fator em estudo, nos ensaios clínicos o investigador introduz uma 
intervenção e observa o efeito dessa nova variável nos desfechos clínicos. 
O ensaio clinico controlado é randomizado quando a intervenção é alocada de maneira aleatória 
entre os sujeitos da pesquisa. 
Os ensaios clínicos controlados randomizados são considerados os estudos padronizados de 
excelência para avaliação dos efeitos de uma intervenção. 
No entanto, os ensaios clínicos são estudos mais difíceis de realizar do que estudos de coorte 
pelas questões práticas, econômicas e éticas envolvidas. 
RESUMINDO.... 
 
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ESTABELECENDO PROPRIEDADES DE UM TESTE DIAGNÓSTICO 
(SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE) 
A sensibilidade de em teste diagnóstico é definida como a proporção de pessoas com a doença 
que tem teste positivo para a doença. É possível calcular a sensibilidade dividindo os 
verdadeiramente positivos pelo total de pacientes com a doença (A/A+C). Especificidade é a 
proporção de pessoas sem a doença que apresentam teste negativo (D/B+D). 
 
 DOENÇA PRESENTE DOENÇA AUSENTE 
TESTE POSITIVO A B 
TESTE NEGATIVO C D 
 
 
 
01. (UFC 2017) No estado de São Paulo, os pacientes que tiveram infartos agudos do 
miocárdio (IAM) comprovados, foram pareados com controles sem história de IAM e 
foram comparados com base na avaliação de seus Eletrocardiogramas (ECG). Os 
resultados estão expressos na tabela abaixo: 
 PACIENTES COM 
HIST DE IAM 
PACIENTES SEM 
HIST. DE IAM 
TOTAL 
ECG ANORMAL 900 500 1400 
ECG NORMAL 300 1900 2200 
TOTAL 1200 2400 3600 
 
1. O número de falsos negativos foi: 
Vamos treinar Residente? 
 
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a) 900 
b) 300 
c) 500 
d) 1900 
2. O número de verdadeiros negativos foi: 
a) 900 
b) 300 
c) 500 
d) 1900 
3. A sensibilidade do ECG foi: 
a) 25% 
b) 40% 
c) 75% 
d) 79,17% 
4. A especificidade do ECG foi: 
a) 25% 
b) 20,8% 
c) 75% 
d) 79,17% 
5. A prevalência do IAM foi: 
a) 61,11% 
b) 38,88% 
c) 33,33% 
d) 66,66% 
02. (FCC 2016) Estudos analíticos são aqueles delineados para examinar a existência de 
associação entre uma exposição e uma doença ou condição relacionada à saúde. Entre os 
principais delineamentos de estudos analíticos não se inclui: 
a) Ecológico 
b) Transversal 
c) Piramidal 
d) Coorte prospectivo 
e) Casos-controle 
03. (UFCG 2016) Considerando os métodos aplicáveis à vigilância epidemiológica, preconizados 
pelo Ministério da Saúde, quanto à “avaliação de todos os pacientes internados no hospital ou em 
 
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uma unidade em um determinado período ou tempo (dia, semana, mês, trimestre), trata-se do 
método: 
a) Prospectivo. 
b) Transversal. 
c) Retrospectivo. 
d) Horizontal. 
e) Global. 
 
04. Um pesquisador está tentando determinar os fatores de risco para a bulimia. A amostra 
selecionada foi de 50.000 adolescentes, acompanhados ao longo de 5 anos para ver quais 
desenvolveriam a doença. Qual tipo de estudo é esse? 
a) Estudo de coorte 
b) Estudo de caso-controle 
c) Ensaio clínico 
d) Estudo de caso 
e) Meta-análise 
 
05. Um grupo de pessoas saudáveis é acompanhado por um período de vários anos para 
observação acerca do desenvolvimento de uma doença. O estudo é observacional e 
prospectivo. Os resultados são descritos em termos de risco relativo. Que tipo de estudo é 
esse? 
a) Caso-controle 
b) Meta-análise 
c) Coorte 
d) Estudo de caso 
e) transversal 
 
06. A pesquisa de qualidade é fundamental para os profissionais da saúde, porque fornece 
um alicerce forte para a avaliação crítica da atividade prática em relação aos achados de 
pesquisa e para a promoção de avanços embasados em evidências. Em relação aos tipos de 
estudos metodológicos da pesquisa em saúde, assinale a opção correta. 
a) No estudo caso-controle ou estudo de grupos, de agregados, estatıśticos ou comunitários, a 
pesquisa é realizada por meio de estatıśticas, sendo a unidade de observação e análise constituıd́a 
de grupos de indivıd́uos, e não, de indivıd́uos isolados. 
b) No estudo ecológico, parte-se do efeito, em busca das causas, comparando- se, em relação à 
exposição prévia, grupos de indivıd́uos com e sem determinado agravo à saúde, de modo que possa 
ser testada a hipótese de a exposição a determinados fatores de risco ser causa contribuinte da 
doença. 
c) No estudo transversal, parte-se da causa, em busca dos efeitos, identificando-se um grupo de 
pessoas e coletando-se a informação pertinente sobre a exposição de interesse, de modo que o 
grupo possa ser acompanhado; em seguida, verificam-se os indivıd́uos que desenvolveram e os que 
não desenvolveram a doença em foco e a relação dessa exposição prévia com a ocorrência da 
doença. 
d) No estudo de coorte, realiza-se a investigação para determinar a prevalência, a fim de se 
examinar a relação entre eventos em um determinado momento, coletando-se simultaneamente os 
dados sobre causa e efeito. 
e) No estudo randomizado, os participantes são alocados aleatoriamente em grupos denominados 
grupos de estudo (experimental) e de controle, sendo os primeiros submetidos a determinada 
intervenção, e os segundos, não. 
 
 
07. Um grupo de 500 pessoas é observado em um dado momento e mede-se a prevalência de 
uma doença. Que tipo de estudo é esse? 
a) Caso-controle 
b) Meta-análise 
c) Coorte 
 
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d) Ecológico 
e) Transversal 
 
 
08. Um pesquisador atende um paciente com uma doença muito rara e escreve um artigo 
sobre este paciente, especialmente sobre a sua história, aspectos físicos e curso clínico. 
Que tipo de estudo é esse? 
a) Caso-controle 
b) Ensaio clínico randomizado 
c) Coorte 
d) Estudo de caso 
e) transversal 
 
09. Assinale a opção correta com relação ao inquérito realizado por equipe de saúde da 
família para conhecer, na localidade em que atua, casos de hipertensão. 
a) Obtêm-se resultados que possibilitam testar hipóteses de associação entre causa e efeito. 
b) É possıv́el estimar a prevalência do agravo de interesse, avaliando-se os indivıd́uos que 
participamdo estudo em um único momento. 
c) Os indivıd́uos são avaliados inicialmente e acompanhados permanentemente, para que se 
obtenham medidas de incidência do agravo. 
d) Os indivıd́uos são avaliados em um único momento, no inıćio do estudo, para a determinação da 
incidência do agravo. 
e) Esse estudo possibilita a estimativa da prevalência do agravo de interesse, excluıd́os os 
indivıd́uos que apresentem, desde o inıćio, a caracterıśtica de interesse. 
 
10. A determinação da diferença entre a incidência de câncer de pulmão em fumantes e a 
incidência desse tipo de câncer em não fumantes corresponde ao cálculo de 
a) Risco relativo. 
b) Odds ratio 
c) Razão de riscos 
d) Risco atribuível 
e) Risco populacional. 
 
11. Em estudo transversal obteve-se uma medida de associação comparando indivíduos com 
esquizofrenia e indivíduos sem esquizofrenia quanto à posse de animal de estimação. Qual 
era essa medida de associação? 
a) Odds ratio 
b) Diferença de risco 
c) Risco relativo 
d) Incidência 
e) Prevalência 
 
12. Quais das seguintes é uma vantagem do estudo de coorte prospectivo? 
a) Barato e rápido 
b) Capaz de estabelecer sequência temporal 
c) Adequado para desfechos raros que levam um longo tempo para se desenvolver 
d) Indivíduos são menos propensos a serem perdidos ao longo do estudo 
 
13 Quais das seguintes é uma vantagem referente ao delineamento de caso-controle? 
a) O viés quanto à avaliação da exposição ao fator de interesse é minimizada. 
b) Múltiplas doenças podem ser facilmente estudadas. 
c) A dependência na memória dos sujeitos é minimizada. 
d) É possível determinar a real incidência da doença 
e) Pode ser utilizado para estudar a etiologia de uma doença rara 
 
14. Em uma pequena comunidade de 15.000 habitantes há suspeita de circulação de um vírus 
emergente com grande número de casos assintomáticos. O ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO COM MAIOR 
POTENCIAL DE CONTRIBUIÇÃO PARA ANALISAR A ABRANGÊNCIA DA CIRCULAÇÃO VIRAL É: 
a. Coorte prospectiva. 
 
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b. Caso controle. 
c. Ensaio clínico. 
d. Transversal. 
 
15. Um pesquisador diz que um determinado exame laboratorial tem sensibilidade de 98% para o 
diagnóstico de uma doença. ELE ESTÁ DIZENDO QUE: 
a. 98% dos indivíduos que não têm essa doença terão resultado negativo nesse exame. 
b. 98% dos indivíduos que tem resultado positivo para essa doença serão verdadeiramente 
doentes. 
c. 2% dos indivíduos que não tem essa doença terão resultado positivo para essa doença. 
d. 2% dos indivíduos que têm essa doença terão resultado negativo para essa doença. 
 
16-Uma Equipe de Saúde da Família de um determinado distrito sanitário observou, nas suas 
visitas domiciliares, muitos casos de pediculose em crianças. Assim, ao ser comunicado ao 
gerente do distrito sanitário, foi proposto um estudo descritivo, representativo da população 
para o conhecimento do problema. Esse é um exemplo que corresponde a estudo do tipo 
A) Seccional 
B) Ensaio clínico controlado. 
C) Coorte. 
D) Antes-Depois. 
E) Caso-controle. 
 
17-É considerado o instrumento mais poderoso de pesquisa, no qual os pacientes são 
alocados, por sorteio, para receberem uma de várias intervenções clínicas. O desenho de 
estudo que melhor se enquadra nessa definição é 
A) Coorte prospectiva. 
B) Coorte retrospectiva. 
C) Caso-controle 
D) Ensaio Clinico Randomizado 
E) Transversal. 
 
18. -Preocupados com a relação entre inseticidas organoclorados e o surgimento de neoplasias 
em agricultores, um pesquisador separou dois grupos de mil trabalhadores rurais expostos e 
não expostos ao inseticida para avaliar a ocorrência de neoplasia. Esse tipo de estudo pode 
ser classificado como 
A) ensaio Clínico. 
B) caso-controle. 
C) estudo ecológico. 
D) Estudo de Coorte. 
E) estudo randomizado. 
 
19. (UFC 2017) Para uma adequada incorporação de evidências científicas à prática clínica 
assistencial faz-se necessário, 
dentre outros aspectos, que os profissionais de saúde desenvolvam sua capacidade de 
compreensão e 
análise crítica acerca dos diversos tipos de delineamentos de pesquisa envolvendo diagnóstico, 
terapêutica e prevenção de agravos à saúde. Considerando os conceitos de metodologia 
epidemiológica e 
saúde baseada em evidências, assinale o item contendo a afirmativa correta. 
A) Estudos de coorte devem ser utilizados para investigação de doenças raras. 
B) Estudos do tipo caso-controle são recomendados quando se objetiva estimar a incidência de 
determinada doença. 
 
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C) Estudos de coorte pressupõem que uma amostra uniforme de uma população será 
acompanhada por 
um período de tempo para se analisar a ocorrência de um ou mais desfechos. 
D) Estudos ecológicos consistem em pesquisas onde os sujeitos são classificados em diversos 
níveis de 
exposição considerando, para tanto, a exposição individual dos mesmos. 
 
 
QUESTÃO EXTRA 
 
No município de Viçosa do Ceará, foi observado ao longo do ano de 2017 o número de 
casos de Leptospirose entre os habitantes, cujos casos estão representados no gráfico 
abaixo: 
 
 
Diante do exposto, responda: 
1. Quantos casos de leptospirose incidentes em 2017? 
2. Quantos casos de leptospirose prevalentes no mesmo ano? 
3. Qual o coeficiente de incidência da doença? 
4. Qual o coeficiente de prevalência da doença? 
GABARITO 
01. 03.B 05.C 07.E 09.B 11.A 13.E 15.D 17.D 19.C 
02. D 04.A 06.E 08.D 10.D 12.B 14.D 16.A 18.D 20.

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