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FEB_ Segunda Avaliação (3)

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
FORMAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL
PROFESSOR PAULO ROBERTO DE AZEVEDO MAIA
Euryellen Ferreira de Melo - 20190159172
Mário Sérgio Lima Craveiro - 20210016807
TRADIÇÕES E RUPTURAS NO BRASIL DO SÉCULO XX
A sociedade brasileira do século XX possui características distintas de acordo
com o período analisado, em especial quando os intervalos se referem a 1900-1930,
1937-1954 e 1964-1985 e a fase pós-85 . Isso ocorre, principalmente, por causa das
rupturas causadas pelas diversas mudanças políticas e rupturas de pensamentos
que evidenciam-se nos seguintes processos: passagem da República Velha para a
Era Vargas, seguido do Golpe Militar de 1964 e, por fim, a chegada de uma
República Contemporânea.
Entender como as transformações políticas e sociais mesclam-se, fica bem
mais acessível quando observa-se a diminuição das inúmeras revoltas populares
incentivadas, maiormente, pela pobreza e desigualdade social características da
República Velha e passam a dar lugar para o ar “abrasileirado” do American Way of
Life que começou a propagar-se durante a Era Vargas, uma vez que, o próprio
Getúlio Vargas manteve a tradição da República Velha de aproximação com os
Estados Unidos, ao mesmo tempo que busca também uma identidade nacional mais
consolidada. No entanto, para além disso, talvez o principal fator motivador para
essa transformação tenha sido a abrupta transformação de um governo marcado por
autoritarismo para um cuja principal prática política seja o populismo.
No período de 1945 a 1964 é pertinente ressaltar o processo de
industrialização que o país enfrentava, com os grandes investimentos em avanços
tecnológicos e urbanização em constante progressão. Com isso, processos de
transformações tornam-se recorrentes principalmente na década de 80, partindo de
uma perspectiva mais esperançosa e otimista, para uma visão mais pessimista e
desencantada da realidade econômica do momento. As indústrias brasileiras foram
fundamentais para a economia moderna, permitindo certa auto-suficiência que
favorecia o sistema de produção e comercialização.
A elevada produção com o auxílio dos recursos naturais abundantes em solo
brasileiro colaborou com esse processo, como também, simultaneamente, a
indústria alimentícia também se desenvolvia cada vez mais. A vista disso, mudanças
consideráveis ocorreram no sistema de comercialização desses produtos, pois
principiou o surgimento de supermercados, fast-foods, shopping centers, entre
outros. Ademais, hábitos de higiene e vestuários foram sendo moldados conforme o
desenvolvimento econômico e cultural, ou seja, esse período sucedeu uma grande
transformação estrutural da sociedade brasileira. No campo tinha-se no topo as
elites latifundiárias de grande influência na terra, seguindo o sistema oligárquico,
havia também os pequenos produtores que trabalhavam para esses senhores, e
nesse nicho existia a extrema pobreza, uma vez que a família tradicional era o
alicerce desse grupo e muitos dependiam de seus componentes para auxiliar na
renda familiar, cujo mau possibilitou uma alimentação básica.
Ainda assim, analisar as permanências e transformações do Brasil do século
XX, também é enxergar a continuidade do autoritarismo como artifício político no
período que se seguiu após o Golpe de 1964, quase como se fosse uma tradição
dos Governos militares, onde, sob certas perspectivas, o governo Vargas tornou-se
uma exceção. Contudo, as ferramentas de censura sempre estiveram presentes
como instrumentos políticos nas gestões da classe militar.
Sendo assim, retomando o foco para o aspecto social, é visível o constante
aumento da desigualdade social em todos os períodos constituidores do século XX,
mas, por outro lado, após a Era Vargas, uma grande parte da população antes
impedida de uma vida política retomou seus direitos com o voto feminino e, para
além, trabalhadores possuem seus direitos ampliados e até ocorre um certo
processo de valorização das universidades no período pós-golpe.
Logo, de forma geral, enxerga-se a sociedade do final do século XX bem
diferente daquela presente em 1901, mas que ainda possui certas características
que se mantiveram presentes. Desta forma, em termos breves, no final do século
vislumbra-se um Estado que possui um aparato social, educacional, econômico
previdenciário muito mais consolidado, também nota-se que mulheres começam a
alcançar o ambiente universitário, existe um aumento de possibilidades de ascensão
para o trabalhador assalariado, o voto de cabresto, apesar de não extinto, diminui
em uma quantidade significativa e a própria conceituação da relação
Família-Estado-Empresa começa a ganhar novos significados. Muito embora,
reforça-se, ainda existe um longo e tortuoso caminho para superar o abismo entre as
classes sociais e o racismo estruturado que tornaram-se, se não uma marca, uma
tradição presente no século XX.
Os aspectos culturais se destacaram fortemente durante o século XX, que
apesar do autoritarismo - explicitamente favorável às elites brasileiras -, foi possível
formular a sociedade cultural da época. Seja em uma esfera acadêmica, em partidos
políticos ou manifestações artísticas, existia o anseio pelos direitos sociais e
igualdade, entretanto, com período ditatorial esses desejos foram reprimidos e a
indústria cultural foi arduamente moldada a maneira que o governo quisesse, nesse
caso, a cultura americanizada.
A dinâmica audiovisual foi extremamente relevante para as tradições, valores
e rupturas dessa fase. A partir dessa forte influência do Estado na indústria cultural,
logo foi possível o estabelecimento de uma rede nacional somada aos avanços
tecnológicos, a fim de promover o governo e com esse fato, surgia uma nova classe
média alimentando as vontades do Estado e a imprensa colaborou para isso. Mais
adiante, ainda que a censura limitava o acesso às informações, foi possível fomentar
uma elaboração de senso crítico do cidadão, propiciando reflexões sobre o tipo de
publicidade que era consumida pelos telespectadores. Portanto, é evidente que a
televisão, somada às outras rupturas e tradições já mencionadas, causaram
grandes impactos na construção da vida do brasileiro, esculpindo seu caráter
sociocultural, econômico e político.

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