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Apostila-Completa-Língua-Inglesa-I

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1 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA INGLESA I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUARULHOS – SP 
2 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3 
2 USO DE ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO EM INTERAÇÕES 
COMUNICATIVAS DA VIDA COTIDIANA.......... ......................................................... 4 
2.1 Estratégias de comunicação em diferentes níveis de formalidade ....................... 4 
2.2 Modalidade oral e escrita ...................................................................................... 5 
2.2.1 Expressando opinião........................................................................................... 7 
2.2.2 Fornecendo instruções...................................................................................... 11 
3 OS TIPOS DE FRASES EM INGLÊS ................................................................... 17 
3.1 Os detalhes de uma frase em inglês ................................................................... 21 
3.2 O sujeito e o predicado ....................................................................................... 24 
4 ESTRUTURAS GRAMATICAIS ............................................................................ 26 
4.1 Plural dos Substantivos - Plural of Nouns ........................................................... 26 
4.2 Os Pronomes (The Pronouns) ............................................................................ 30 
4.2.1 Pronomes Pessoais - Personal Pronouns......................................................... 30 
4.3 Reconhecendo o verbo e suas apresentações ................................................... 32 
4.3.1 Verbos anômalos............................................................................................... 33 
4.3.2 Tempos verbais................................................................................................. 37 
4.3.3 Modificações do adjetivo: casos comparativos e superlativo............................ 39 
4.3.4 Adjetivos de três ou mais sílabas...................................................................... 41 
4.3.5 Adjetivos irregulares.......................................................................................... 42 
4.3.6 Sujeito verbal ou ação desenvolvida: usos e motivações linguísticas da voz 
passiva....................................................................................................................... 42 
5 TÉCNICAS DE LEITURA EM INGLÊS ................................................................. 45 
5.1 Em que se deve prestar atenção ao ler um texto? ............................................. 46 
5.1.1 Técnica de leitura em inglês – Critical Reading................................................. 46 
3 
 
5.1.2 Técnica de leitura em inglês – Scanning........................................................... 47 
5.1.3 Técnica de leitura em inglês – Skimming.......................................................... 47 
5.1.4 Outras técnicas de leitura em inglês que vale a pena conhecer....................... 48 
5.2 Passos para uma boa leitura .............................................................................. 50 
5.3 Inglês Instrumental – uma técnica que pode ser aplicada na leitura em inglês .. 50 
5.4 Como fazer uma análise dos textos pode ajudar na leitura em inglês? .............. 51 
5.4.1 Os diferentes tipos de textos............................................................................. 52 
5.4.2 A estrutura do parágrafo.................................................................................... 52 
5.5 Estratégias de leitura em inglês instrumental ...................................................... 53 
6 INTRODUÇÃO À LEITURA INTERPRETATIVA DE TEXTOS .............................. 53 
6.1 Identificando o tema ............................................................................................ 53 
6.2 Identificando subtemas do texto ......................................................................... 55 
6.3 Critical reading: leitura crítica e interpretação do texto ....................................... 57 
6.3.1 O que o texto diz, faz e significa: em busca da interpretação........................... 58 
6.3.2 O objetivo da leitura crítica................................................................................ 58 
7 HABILIDADES LINGUÍSTICAS DE AUDIÇÃO, EXPRESSÃO ORAL E 
ESCRITA 62 
7.1 Estratégias práticas de audição em língua inglesa ............................................. 63 
7.2 Estratégias práticas da expressão oral em língua inglesa .................................. 66 
7.3 Estratégias práticas da escrita em língua inglesa ............................................... 67 
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ...................................................................... 70 
8.1 Bibliografia Básica .............................................................................................. 70 
8.2 Bibliografia Complementar .................................................................................. 70 
 
 
3 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um 
aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é 
que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas 
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em 
tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora 
que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
2 USO DE ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO EM INTERAÇÕES 
COMUNICATIVAS DA VIDA COTIDIANA 
Seja em nossa língua nativa ou em língua estrangeira, todos temos que nos 
comunicar oralmente ou por escrito para que consigamos realizar nossas tarefas 
cotidianas. Numa situação de sala de aula, um estudante, por exemplo, precisa utilizar 
a linguagem para fazer uma apresentação, participar de uma discussão, elaborar uma 
redação, fazer uma prova. Um profissional administrativo, por sua vez, tem que saber 
escrever um e-mail comercial, atender uma ligação, elaborar um relatório e, 
possivelmente, participar de reuniões e negociações. No nosso dia a dia, utilizamos 
gêneros escritos ou orais para interagirmos em sociedade. Isso significa que a 
organização da linguagem não é aleatória, mas segue um conjunto de regras 
razoavelmente padronizadas que facilita, a quem nos ouve ou lê, ou seja, ao nosso 
interlocutor, a compreensão adequada da mensagem. 
A utilização desses padrões linguísticos, respeitando, também, o nível de 
formalidade, permite a adequação do indivíduo ao seu contexto social e cultural. 
2.1 Estratégias de comunicação em diferentes níveis de formalidade 
Marcuschi (2008) defende a ideia de que é impossível não se comunicar 
verbalmente por algum gênero ou texto. Os gêneros textuais representam muito mais 
que tipologias textuais (como a narração, a descrição, a argumentação e a injunção): 
estão presentes em nosso cotidiano, em nossa esfera comunicativa, em nosso meio 
social, na forma de textos orais ou escritos, e é por meio dos gêneros textuais que nos 
socializamos com o meio no qual estamos inseridos. 
 Por apresentarem estrutura organizacional e linguísticaconvencionalizadas, 
os gêneros permitem tanto aos escritores quanto aos leitores uma comunicação mais 
efetiva. Por exemplo, as pessoas, em geral, conhecem o gênero “receita culinária” e 
sabem que essa está organizada, basicamente, em “ingredientes” e “modo de fazer”. 
Assim, se alguém quiser passar-nos os segredos daquela lasanha da vovó, incluirá 
esses dois tópicos para que sejamos capazes de realizar o prato. Além disso, 
reconheceremos o vocabulário relativo a cada parte a partir de palavras como: bake 
(assar), 2 table spoons (2 colheres de sopa), add salt to taste (adicione sal a gosto). 
 
5 
 
Utilizando essas formas de linguagem, podemos comunicar-nos de modo 
escrito ou oral em variados graus de formalidade, como veremos a seguir. 
2.2 Modalidade oral e escrita 
Conforme Sangaletti et al. (2018, p. 47), uma das características que difere a 
linguagem oral da escrita é o grau de interação dos participantes. Desse modo, na 
comunicação escrita, temos maior distância entre os interlocutores e, assim, temos 
que utilizar recursos de coerência e coesão, tais como marcadores discursivos (but, fi 
nally, moreover), sinônimos para evitar repetições, dentre outros. Entretanto, quando 
estamos cara a cara, podemos transmitir nossa mensagem não somente por meio da 
fala, mas, também, com a entoação e a linguagem corporal. Podemos, além disso, 
interagir com quem falamos, e esse interlocutor pode, por exemplo, pedir que 
repitamos a mensagem ou que esclareçamos algum tópico mal compreendido. 
Em geral, a linguagem formal é associada à escrita, já que, quando 
escrevemos, temos maior tempo disponível para refletir sobre nossa escolha 
linguística e utilizar a norma culta. Por outro lado, a linguagem informal é relacionada 
à oralidade devido, especialmente, à espontaneidade e à improvisação da fala, visto 
que, além da linguagem, utilizamos outros recursos para nos fazer entender. 
Entretanto, essa separação não é tão categórica. Há momentos em que a 
escrita pode ser muito informal, por exemplo, ao escrever cartões-postais, cartas para 
amigos ou mensagens de texto no celular. Também há exemplos em que o inglês 
falado pode ser muito formal, como, por exemplo, em um discurso ou palestra. 
A linguagem formal e a informal podem estar ligadas a situações comunicativas 
específicas e estão associadas a escolhas particulares de gramática e vocabulário, 
como você pode ver no Quadro 1, a seguir. 
 
 
6 
 
 
 
 
7 
 
 
 
Contrastadas as diferenças no emprego do inglês formal e informal, sempre se 
deve estar atento às situações comunicativas que exigem níveis de formalidade 
diversos. Por exemplo, um entrevistador que irá questionar uma banda de rock, 
utilizará um nível de linguagem diferente no caso de fazer uma entrevista com o 
presidente de seu país, não é mesmo? 
 
2.2.1 Expressando opinião 
 
Em várias situações, usamos a linguagem para manifestar nosso ponto de vista 
sobre determinado tema. Como cidadãos críticos e participativos de nossa sociedade, 
é importante que tenhamos um posicionamento acerca dos fatos que afetam nossa 
vida e nossa comunidade. (DAVIDSON, 2006) 
Utilizamos vários gêneros argumentativos escritos ou orais, formais ou 
informais para expressar nossas convicções. Veja, no Quadro 2, exemplos de gêneros 
escritos e orais. 
 
8 
 
 
 
Também por meio da tecnologia, cada vez mais, podemos expor nossas ideias, 
nossos valores e convicções, bem como “ouvir” e discutir a partir da opinião de 
terceiros locais ou estabelecidos em qualquer local do globo por meio de fóruns 
virtuais, blogs ou das mídias sociais. (MARCUSCHI, 2008) 
Cada gênero possui uma organização textual própria e uma linguagem 
específica, seja na modalidade oral ou escrita. Para exemplificar isso, vamos analisar 
uma carta do leitor (letter to the editor) (Quadro 3), apontando suas características 
organizacionais (estruturação) e lexicais (de vocabulário). 
 
 
 
9 
 
 
 
Segundo Antunes (2003), verifique que temos um vocabulário específico para: 
 
 Organizar os argumentos: marcadores de discurso (first of all, secondly, 
besides, finally); 
 Expressar opinião: I believe, from my point of view, I think; 
 Apresentar uma recomendação: (should encourage, should give). 
 
Agora imagine que você irá participar de um debate e precisará posicionar-se, 
apresentando seus argumentos, concordando ou discordando, em inglês. 
 Para auxiliá-lo, o Quadro 4, a seguir, lista as expressões mais comuns para 
pedir ou dar opinião. Os termos marcados em negrito são os mais utilizados. 
 
 
10 
 
 
Agora, no Quadro 5, veja como essas expressões poderiam ser empregadas 
em um diálogo. 
 
 
Segundo Antunes (2003), seja no discurso oral ou escrito, você deve atentar 
para a estrutura do gênero (o modo como está organizado), além do vocabulário 
 
11 
 
específico que é comumente encontrado nesses textos. Essas expressões irão 
auxiliá-lo a debater e expressar seu ponto de vista. Do you see what I mean? (Você 
entende o que eu quero dizer?). 
 
2.2.2 Fornecendo instruções 
Em nosso cotidiano, estamos constantemente pedindo ou fornecendo 
instruções. Como operar aquele celular novo? Como preparar um risoto? Como 
preencher um formulário para obter um visto? Antigamente, tínhamos que buscar 
essas respostas nos livros, com especialistas no assunto ou perguntando para algum 
conhecido. Hoje em dia, a internet resolve isso mais facilmente, não é? Em outros 
momentos, precisamos instruir alguém acerca da montagem de um brinquedo ou 
mesmo explicar como funciona um aplicativo de celular. Para isso, utilizamos a 
estruturação e a linguagem de textos instrutivos. 
Textos instrutivos podem ser subdivididos em: 
 
 Injuntivos: quando existe uma orientação, uma recomendação acerca 
de um procedimento, como ocorre, por exemplo, num manual de 
instrução ou receita culinária; 
 Prescritivos: quando existe um caráter coercitivo, como num contrato ou 
num edital. 
 
 Além dos gêneros instrutivos tipicamente escritos, os manuais de instrução, 
muitos outros ocorrem tanto no discurso oral quanto no escrito, tais como informar 
como chegar a determinado local; instruir sobre como usar um aparelho; informar 
como deverá ser elaborado um trabalho, (SANGALETTI, 2018). 
Como todas as situações comunicativas, existe uma certa ritualização, ou seja, 
uma maneira ordenada de comunicar a mensagem. Textos instrucionais não fogem à 
regra e têm uma organização conhecida, conforme você pode ver a seguir. 
 
 Elementos linguísticos que indicam a sequência do que deve ser feito: 
firstly (primeiramente); then (então); next (em seguida); after that (após 
isso); finally (finalmente). 
 
12 
 
 Formas verbais, como o imperativo, que pode exprimir uma ordem, 
orientação ou alerta, no contexto de instruções. É importante não 
confundir o modo imperativo (que tem uma função comunicativa) com o 
infinitivo verbal (verbo sem conjugação) (Quadro 6). 
 
 
 
 Recomendações gerais que indicam o que é, ou não, necessário, o que 
é obrigatório e o que não pode ou não deve ser feito. Para certos 
comandos, podemos utilizar o modo imperativo, como, por exemplo: 
Open the box carefully; Don’t use alcohol to clean the screen 
 
Certos verbos modais são comumente utilizados para esse fim, como: 
 
 Need: precisar (You need/don’t need to.../don’t add sugar); 
 Should: dever, como uma recomendação (You should/shouldn’t... add 
sugar); 
 Have to: dever, como uma obrigação mais branda (You have to/don’t 
Have to... add sugar); 
 Must: dever, como uma obrigação (You must/mustn’t... add sugar). 
(SANGALETTI, 2018) 
 
Em suma, para fornecer instruções, você pode optar entre as várias formas 
linguísticas, conforme mostra o Quadro 7. 
 
13 
 
 
 
Ao escolher as formas linguísticas, a mesma instrução pode ser oferecida de 
modo diverso. Veja, no exemplo a seguir, duas orientações de comoaplicar um creme 
hidratante (moisturizer). Optando pelo modo imperativo, o estilo é mais objetivo e 
direto. A preferência pelo uso de modais pode tornar o texto mais polido. Marcadores 
discursivos de sequência (first, then, next) tornam o trecho mais coeso. (MARCUSCHI, 
2008) 
 
 
 
Agora, vamos ver como vários itens linguísticos podem estar presentes em um 
manual de instruções de uma máquina de lavar roupas? 
 
14 
 
 
Veja que o manual, primeiramente, fornece a sequência de procedimentos para 
que se consiga operar a máquina. A sequência deve ser seguida na ordem 
estabelecida, ou seja, em primeiro lugar, deve-se colocar as roupas na máquina, 
depois, o sabão liquido ou em pó (liquid or powdered detergent). Em seguida, deverá 
ser adicionado a água sanitária (bleach) ou o amaciante (fabric softner) para, 
finalmente, escolher o programa e apertar ou selecionar o botão de início (Start). 
Essas instruções iniciais garantem o funcionamento do equipamento. 
Num segundo momento, são feitas algumas recomendações com verbos 
modais (You have to use detergents; You should call our hotline) e imperativos (Don’t 
open the machine; please check the Troubleshooting section). O modal must utilizado 
na forma negativa (You mustn’t add bleach water...) é mais incisivo, utilizado como um 
alerta para que o usuário não coloque água sanitária diretamente nas roupas, evitando 
maiores problemas. (DAVIDSON, 2006) 
Também podemos dar instruções a partir do discurso oral, o que ocorre, 
geralmente, com uma linguagem mais informal. 
 Veja, no exemplo a seguir, como seria um diálogo entre uma mãe que está 
ensinando o filho a preparar uma omelete. As figuras colaboram na compreensão da 
sequência. 
 
15 
 
 
 
Tom: Hey mum can you teach me how to cook an omelet? 
Tina: Sure dear. It’s very simple. Go get the ingredients: 2 eggs, salt, butter. Do 
you want some filling: cheese, bacon, ham? 
Tom: Wow! Cheese and ham would be great! 
Tina: OK. Ah! Get a bowl to make the mixture and a skillet to cook it. 
Tom: Here you are. 
Tina: Now, pay attention. First you must beat the eggs with salt. 
Tom: OK, ready. 
Tina: Next, heat the butter in the skillet for 2 minutes and then pour in the 
mixture. 
Tom: That’s easy! 
Tina: When the top surface of the eggs in thickened and you can’t see no liquid 
egg, flip the omelet and wait until is completely cooked. You should be careful 
when you flip it because it can fall apart. 
Tom: Let me try! Oops! I’ve ruined it! Sorry mum! 
Tina: Easy does it! No worries, I’ll fix that. 
Tom: Now I know: I have to fold the omelet and add the filling. 
Tina: Great! Now some extra tips: Always add fillings in small pieces because 
they can tear the omelet. Bacon should be coooked first and refrigerated fillings 
have to be heated. 
 
16 
 
Tom: OK I got it! Now, it’s just practice. 
Tina: Absolutely 
 
Observe que o diálogo acerca de como preparar uma omelete segue a mesma 
estruturação dos textos instrutivos. No caso de uma receita culinária, primeiramente, 
os ingredientes, depois, o modo de fazer. (ANTUNES, 2003) 
Quanto aos itens linguísticos, o imperativo é muito utilizado. Por exemplo, em 
Go get the ingredientes: “Vá pegar os ingredientes”; Get a bowl: “pegue uma tijela”; 
Flip the omelete: “Vire a omelete”, seguido dos verbos modais, indicando 
recomendação. Por exemplos, You should be careful: “Você deve ter cuidado”; Bacon 
should be coooked first and refrigerated fillings have to be heated: “O bacon deve ser 
cozido primeiro e os recheios refrigerados devem ser aquecidos”. 
Naturalmente, estão presentes uma série de palavras típicas do discurso oral, 
tais como Wow (Uau), Great (Maravilha), Absolutely! (Certíssimo!), bem como 
expressões idiomáticas: Here you are (Aqui está); I got it (Entendi) Easy does it! (Vai 
com calma!). 
 Como você deve ter verificado, as várias situações comunicativas que 
vivenciamos cotidianamente estão cercadas de práticas ritualizadas e são repetidas 
pelas gerações. Essa sistematização facilita aos falantes, leitores e escritores a 
compreensão dos gêneros que estão presentes em cada atividade. Esses gêneros 
vão evoluindo com o passar do tempo, em especial na atualidade, por causa do 
desenvolvimento tecnológico. Vemos, por exemplo, que, agora, nossos pontos de 
vista podem ser ouvidos ou lidos por pessoas do mundo inteiro pela internet. Você 
lembra do famoso livro de receitas? Agora, as instruções escritas também possuem 
hiperlinks e as pessoas podem até seguir a receita assistindo a um vídeo. Entretanto, 
como você pode notar, as características básicas desse gênero não foram alteradas, 
pelo menos por enquanto, de modo que é importante atentar-se a elas. 
Para que possamos participar ativamente de nossa comunidade, devemos 
conhecer e utilizar os gêneros que dela fazem parte, observando como eles evoluem 
e buscando uma constante atualização. 
 
 
17 
 
3 OS TIPOS DE FRASES EM INGLÊS 
A língua inglesa se difere de outras línguas por alguns aspectos relevantes e 
próprios a ela. Um dos aspectos é referente às palavras, os substantivos e aos 
adjetivos, por exemplo. Para student, um substantivo em inglês, o equivalente em 
português pode ser “aluno” ou “aluna”. A formação de student e seu sufixo não indica 
se é uma palavra masculina ou feminina; sua tradução para o português dependerá 
do contexto, da situação em que se utiliza. Os adjetivos também apresentam tais 
características: tall é “alto” ou “alta”. Assim, ao falarmos “That student is tall”, a 
tradução em português pode ser “Aquele aluno é alto” ou “Aquela aluna é alta”. 
Vamos analisar outras frases: 
 
That tall student can play volleyball in our team. (1) 
Sujeito: That tall student 
Verbo: can play 
 
We invited that tall student to play volleyball in our team. (2) 
Sujeito: We 
Verbo: invited 
Objeto: that tall student 
 
Nesses exemplos, that tall student pode ser tanto o sujeito quanto o objeto nas 
frases. As palavras that, “aquele” ou “aquela”, tall, “alto” ou “alta”, e student, “aluno” 
ou “aluna”, não têm uma terminação indicando se são masculinas ou femininas ou, 
ainda, se juntas podem ocupar a posição de sujeito ou objeto. (SANGALETTI, 2018) 
Algumas palavras têm a propriedade de combinar-se, e essa combinação pode 
ocupar o lugar de sujeito ou de objeto em uma frase, vindo antes ou depois dos verbos. 
Nesses exemplos, antes dos verbos can play (pode jogar) e depois de invited 
(convidamos). É o que acontece com that tall student. Essa combinação pode ser 
usada nessas posições, pois pronomes como that e adjetivos como tall acompanham 
substantivos como student em inglês. 
Apesar de só entendermos algumas mensagens dentro de um contexto ou de 
uma situação contextual, as frases são formadas desta forma em inglês. A 
 
18 
 
compreensão dessas frases é possível porque há uma ordem em que essa 
combinação é feita. A palavra central nessa combinação é o substantivo, que pode 
ser acompanhado por artigos, adjetivos e alguns pronomes. Veja no Quadro 1, a 
seguir, algumas possíveis combinações. 
 
 
 
Percebemos que as combinações são possíveis no singular e no plural, mas só 
dentro de um contexto entendemos se tratam de masculino ou feminino, algo fácil de 
ser identificado. (DAVIDSON, 2006) 
Todas as combinações do Quadro 1 podem aparecer em uma frase como 
sujeito ou objeto 
Vamos analisar novamente as frases 1 e 2: 
 
That tall student can play volleyball in our team. 
We invited that tall student to play volleyball in our team 
 
Os verbos na língua inglesa são palavras que apresentam mais variações que 
os substantivos, pois podem estar no presente, no passado e no futuro, além de serem 
 
19 
 
flexionados no singular e no plural. Os verbos can play e invited estão no presente e 
no passado, respectivamente. Can é um verbo auxiliar, usado no presente, e é 
acompanhado por um verbo principal no infinitivo.O verbo invited está no passado; 
ele é um verbo principal e regular, por isso recebe o sufixo ed para informar seu tempo 
passado. 
Agrupando as palavras que compõem uma frase (artigos, substantivos, 
adjetivos e verbos), formamos uma frase afirmativa, negativa ou interrogativa. As 
frases são utilizadas para informar algo ou dizer algo para alguém, além de serem 
usadas para transmitir detalhes suficientes para a compreensão da mensagem, dados 
essenciais para uma comunicação eficaz. Uma frase escrita também deve começar 
sempre com letra maiúscula e terminar com um ponto final, uma exclamação ou uma 
interrogação (DAVIDSON, 2006). Essas características fazem parte da formação de 
frases em inglês, que apresentam os seguintes tipos: 
 
 Frases declarativas: as frases declarativas podem ser afirmativas ou 
negativas, usadas no presente, no passado ou no futuro. Exemplos: 
Edward didn’t have time to finish the exam. 
We have been there twice. 
I study English every day. 
Mary can speak four languages. 
They won’t go to the party. 
 Frases interrogativas: as frases interrogativas têm um ponto de 
interrogação no final da pergunta, quando escritas, ou uma entonação 
de pergunta, quando pronunciadas. Uma pergunta pode ser feita no 
presente, no passado ou no futuro. Exemplos: 
Did you see her yesterday? 
What do you know about it? 
How often do you practise sport? 
Have you ever tried Thai food? 
How long will you stay there? 
 Frases exclamativas: as frases exclamativas geralmente expressam um 
sentimento forte sobre o que se sente ou sobre o que se opina. 
Exemplos: 
 
20 
 
I can’t believe it! 
What a nice day! 
Oh, I love it! 
That’s very kind of you! 
Poor little thing! 
 Frases imperativas: as frases imperativas são frases que carregam um 
verbo no presente porque transmitem ordens ou pedidos no momento 
em que a pessoa pronuncia essa ordem ou esse pedido a quem se 
dirige: you (você). Exemplos: 
Wait here, please. 
Be quiet. 
Don’t be late tomorrow. 
Come in and take a seat. 
Don’t enter. 
 
Como podemos ver, as frases podem ser declarativas, interrogativas, 
exclamativas ou imperativas. As frases também podem ser simples, compostas ou 
complexas, de acordo com as orações que cada frase tem. (SANGALETTI, 2018) 
 
 Frases simples: uma frase simples apresenta apenas um verbo, 
contendo apenas uma oração. Exemplos: 
Ann wants a new car. 
I have forgotten my book. 
We’re leaving now. 
Have you just arrived? 
There must be somebody there. 
 Frases compostas: as frases compostas apresentam dois ou mais 
verbos, e isso significa que há duas ou mais orações, de acordo com a 
quantidade de verbos formando as frases compostas, que geralmente 
são coordenadas. Exemplos: 
I arrived home and had a shower. 
She went to London, but he decided to stay in New York. 
They were having breakfast while their boss was working. 
 
21 
 
Either she is late, or she is coming tomorrow. 
Tom is going to travel next month, and Jude must stay in the office. 
 Frases complexas: as frases complexas são frases com dois ou mais 
verbos, contendo duas ou mais orações, nas quais uma oração é 
independente e a outra é dependente, porque precisa da oração 
independente para completar seu sentido. Exemplos: 
Betty was leaving home when her phone rang. 
They want to tell you the truth because it is important. 
George had arrived before I went home. 
If we had time, we could speak to you. 
We are living in a nice neighborhood although we have to commute every 
day. 
 
Os tipos de frases mencionados, segundo Davidson (2006), são compostos 
pelas palavras que analisamos no início desta seção: os substantivos, artigos, 
adjetivos, verbos e advérbios, por exemplo. 
Nas frases do Quadro 2 a seguir, vemos exemplos de frases simples, que 
contêm apenas um verbo, uma oração, com complementos como adjetivos e 
advérbios, detalhando mais as demais frases. 
 
3.1 Os detalhes de uma frase em inglês 
Uma frase envolve alguns elementos que são, basicamente, o sujeito, o verbo 
e o objeto. Observando esse sistema de formação de frases, você produz essas frases 
e as usa para se comunicar. Lembrando que você deve observar a combinação das 
palavras para formar frases em inglês, observe os exemplos abaixo: 
 
22 
 
 
We have this project to execute him? 
She hads a pain in the head. 
They not went to gym. 
I pretend to study more. 
Carlo will can to go tomorrow. 
 
Essas frases apresentam problemas de formação e combinação de palavras. 
Esses problemas acontecem porque a tradução é feita literalmente e porque 
acumulamos regras aplicadas em determinadas situações que não podem ser usadas 
dependendo da palavra ou expressão que comunica a mensagem. 
 Vamos analisar outras frases, começando por *We have this project to execute 
him? (Temos um projeto para executar?). Nessa frase há uma interrogação, ou seja, 
trata-se de uma pergunta que, na língua inglesa, é diferenciada das formas afirmativas 
e negativas pela inversão do sujeito e do verbo auxiliar. A pergunta está no tempo 
presente, portanto, é necessário iniciá-la com do. O verbo execute é muito formal para 
ser usado na pergunta, de modo que usar um sinônimo como carry out seria mais 
apropriado. O pronome him, “o” em português, pronome usado depois de verbos, 
sendo sempre um objeto na frase, não está bem empregado porque him como objeto 
se refere à pessoa. Como a frase faz referência a um projeto, o correto é usar it. Então, 
a pergunta poderia ser feita da seguinte forma: “Do we have a project to carry out? ”. 
O segundo exemplo, *She hads a pain in the head (Ela teve uma dor de 
cabeça), apresenta uma tradução literal. Não se diz a pain in the head, e sim a 
headache. O verbo hads não existe desta forma; o emprego da letra s no final de verbo 
em inglês só acontece para he, she e it em verbos conjugados no presente. Como o 
verbo “ter” está no passado, ele deve estar na forma had. Então, a frase correta é She 
had a headache. 
Em *They not went to gym (Eles não foram à academia), temos uma frase 
negativa. Frases negativas em inglês sempre pedem um auxiliar negativo, conjugado 
no tempo do verbo principal. Como se trata de uma frase no passado, a negação deve 
ser feita com o auxiliar didn’t. (ANTUNES, 2003) 
O quarto exemplo, *I pretend to study more usa um falso cognato. O verbo 
pretend significa “fingir” em português, então o correto é dizer I intend to study more. 
 
23 
 
Caso contrário, a equivalência dessa frase seria: Eu finjo estudar mais. No quinto e 
último exemplo, temos *Carlo will can to go tomorrow (Carlo não poderá ir amanhã). 
O problema que essa frase tem é em relação aos dois verbos modais: will, auxiliar que 
marca o futuro em inglês, e can, auxiliar que equivale a “poder”, ocupam o mesmo 
lugar em uma frase. Logo, quando se usa will, não se pode usar can, e vice-versa, de 
modo que é preciso fazer uma escolha. Ainda há mais um problema nessa frase: 
depois de verbos modais, como will e can, não se usa a preposição to para separá-
los do verbo principal, com algumas exceções. A frase correta é Carlo will go tomorrow 
ou Carlo can go tomorrow. 
Essas frases são alguns exemplos de problemas que podem aparecer em 
relação à combinação de palavras e à construção de frases em inglês: posição do 
sujeito e do verbo auxiliar em perguntas, uso de auxiliares em frases negativas, grafia 
de palavras parecidas com palavras que fazem parte do idioma de quem está falando 
e confusão com as regras do próprio idioma que se está estudando. (SANGALETTI, 
2018) 
Há ainda outros casos, como a concordância do sujeito, que podem causar 
dúvidas ao serem utilizados. 
 Acompanhe alguns exemplos no Quadro 3. 
 
Nessas frases, há a concordância do sujeito e do verbo em inglês. Palavras 
como everybody, anybody, nothing, something (todo mundo, qualquer pessoa, nada, 
alguma coisa) sempre concordamcom verbos no singular. Nas duas últimas frases, 
people e the police (“pessoas” e “a polícia”) pedem verbos no plural. Frases negativas 
em inglês podem ser feitas de duas formas: com a negação do verbo ou com a 
negação do substantivo, como no exemplo abaixo. 
 
Nothing will happen to you 
 
24 
 
 
Nothing (“nada”, em português) é uma palavra negativa. Quando usada nas 
frases da língua inglesa, os verbos devem ficar afirmativos. Observe os exemplos no 
Quadro 4 e a explicação no box Fique Atento logo após. 
 
 
3.2 O sujeito e o predicado 
O sujeito é o elemento de uma frase e é composto por palavras que se referem 
a pessoas ou a alguma coisa, assunto, algo a que se quer fazer referência. Os 
substantivos geralmente ocupam a posição de sujeito em uma frase, acompanhados 
por algum artigo ou pronome. Os adjetivos também acompanham os substantivos em 
alguns exemplos. Alguns pronomes em inglês também ocupam a função de sujeito 
em uma frase, podendo substituir os substantivos. Veja os seguintes exemplos: 
 
The man in black has just left. (The man in black = sujeito) 
He left the party early. (He = sujeito) 
That went wrong. (That = sujeito) 
 My parrot speaks four languages. (My parrot = sujeito) 
 
Nessas frases, reconhecemos os sujeitos the man in black (o homem de preto), 
he (ele), that (aquilo) e my parrot (meu papagaio). Note que o verbo sempre concorda 
com o sujeito e, nesses exemplos, o sujeito é simples também. (ANTUNES, 2003) 
O predicado é o elemento de uma frase e é composto por todas as palavras 
que não fazem parte do sujeito. Nas frases anteriores, o predicado está em has just 
 
25 
 
left (acabou de sair); left the party early (deixou a festa cedo); went wrong (deu errado); 
speaks four languages (fala quatro línguas). (SANGALETTI, 2018) 
O predicado contém verbos que podem pedir complemento direto ou indireto, 
chamados objeto direto e objeto indireto. Geralmente, completamos o significado da 
maioria dos verbos em inglês, formando, então, o predicado. Há casos em que um 
verbo pede os dois complementos: um objeto direto e outro objeto indireto. Entretanto, 
há alguns verbos que não precisam de complemento porque são verbos que 
apresentam uma ideia completa e seu significado é suficiente para a compreensão 
das frases. Esses verbos são intransitivos. Lembre-se que essa variação pode 
acontecer em frases simples, compostas ou complexas, como os exemplos que 
estudamos no início do capítulo. Veja alguns exemplos no Quadro 5. 
 
 
Nesses predicados, os verbos usados pedem diferentes complementos. Em 
“didn’t sleep well”, o verbo sleep (dormir) não pede complemento, mas é seguido por 
um advérbio de modo. Caso o predicado não contenha esse advérbio, a frase fica sem 
um detalhe para sua compreensão. Na segunda frase, “will send you a copy”, o verbo 
send (enviar) pede dois objetos. You (você) é o objeto direto, porque se trata de uma 
pessoa, e a copy (uma cópia) é o objeto direto, porque é algo. Já em “need to go” 
(preciso ir), to go é o complemento do verbo need, que pede um complemento para 
informar o que o sujeito precisa fazer. Em “read all my e-mails” (li todos meus e-mails), 
o verbo read só pede um complemento, all my e-mails, um objeto direto. Por último, 
em “lent my book to you” (emprestei meu livro para você), o verbo lent pede um objeto 
direto, my book, um objeto, e you, um objeto indireto, seguido da preposição to. O 
objeto indireto é uma pessoa. 
 
26 
 
4 ESTRUTURAS GRAMATICAIS 
4.1 Plural dos Substantivos - Plural of Nouns 
Segundo Antunes (2003), à semelhança do Português, a maioria dos 
substantivos tem seu plural formado a partir do acréscimo de "s" ao seu singular: 
 
 One pencil (um lápis) 
Eighteen pencils (dezoito lápis) 
 
 One car (um carro) 
A garage full of cars (uma garagem cheia de carros) 
 
 Book: books (livros) 
 Cat: cats (gatos) 
 Computer: computers (computadores) 
 Cup: cups (xícaras) 
 Garden: gardens (jardins) 
 Sweatshirt: sweatshirts (blusões de moletom) 
 Table: tables (mesas) 
 Week: weeks (semanas) 
 
Exceções? Não poderia deixar de haver! E se pensarmos nos nossos 
substantivos em Português, veremos que também existem exceções na formação de 
seu plural, o que chamamos de plurais irregulares: 
 
 Rim: rins 
 Anel: anéis 
 Barril: barris 
 Cachecol: cachecóis 
 
 
27 
 
A seguir, apresentamos uma relação desses casos especiais de formação do 
plural em Inglês: 
Substantivos que terminam em ch, s, ss, sh, x, z e a maioria dos substantivos 
que terminam em o: acrescenta-se es no final. (ANTUNES, 2003) 
Exemplos: 
 
One dress - a rack of dresses (uma estante de roupas) 
One buzz - many buzzes of many bees (muitos zunidos de muitas abelhas) 
 
-ch: 
Church - churches (igrejas) 
Match - matches (fósforos) 
Watch - watches (relógios) 
 
Exceções: Substantivos que terminam em ch com som de /K/: acrescenta-se 
apenas s: 
Conch - conchs (conchas) 
Monarch - monarchs (monarcas) 
Patriarch - patriarchs (patriarcas) 
Stomach - stomachs (estômagos) 
 
 -s: 
Bus - buses (ônibus) 
 
-ss: 
Class - classes (aulas) 
Glass - glasses (copos) 
Kiss - kisses (beijos) 
 
-sh: 
brush -brushes (escovas) 
crash - crashes (colisões) 
flash - flashes (lampejos) 
 
28 
 
wish - wishes (desejos) 
-x: 
Box - boxes (caixas) 
Fox - foxes (raposas) 
 
-z: 
Topaz - topazes (topázios) 
 
Exceção: A maioria dos substantivos terminados em somente um z, no entanto, tem 
plural em -zzes. Exemplo: quiz - quizzes 
 
-o: 
Echo - echoes (ecos) 
Superhero - superheroes (super-heróis) 
Potato - potatoes (batatas) 
Tomato - tomatoes (tomates) 
 
Exceções: Nas formas reduzidas e nos vocábulos de origem estrangeira terminados 
em o, porém, acrescenta-se apenas s. (ANTUNES, 2003) 
 
Avocado - avocados (abacates) 
Cello - cellos (violoncelos) 
Commando - commandos (comandos) 
Dynamo - dynamos (dínamos) 
Eskimo - Eskimos (Esquimós) 
Ghetto - ghettos (guetos) 
Kilo - kilos (quilos) 
Libretto - librettos (libretos) 
Logo - logos (logotipos) 
Magneto - magnetos (magnetos) 
Photo - photos (fotos) 
Piano – pianos 
Portfolio – portfolios 
 
29 
 
Radio - radios (rádios) 
Solo - solos (solos) 
Soprano - sopranos (sopranos) 
Studio - studios (estúdios) 
Tango - tangos (tangos) 
Video - videos (vídeos) 
Virtuoso - virtuosos (virtuosos) 
 
As palavras a seguir podem ter o plural em -s ou -es; -es é mais comum: 
 
Buffalo – buffalo (e)s 
Mosquito - mosquito (e)s 
Tornado - tornado (e)s 
Volcano – volcano (e)s (vulcões) 
 
Substantivos que terminam em vogal + y: acrescenta-se somente -s no final. 
Exemplos: 
 
Boy - boys (meninos) 
Day - days (dias) 
Donkey - donkeys (burros) 
Essay - essays (ensaios) 
Quy - guys (caras, sujeitos, rapazes) 
Key - keys (chaves) 
Monkey - monkeys (macacos) 
Play - plays (peças) 
Toy - toys (brinquedos) 
 
Exceção: o plural da palavra soliloquy (monólogo) não segue essa regra, 
ficando soliloquies.(ANTUNES, 2003) 
 
Substantivos que terminam em consoante + y: retira-se o y e acrescenta-se -ies. 
Observe: 
 
30 
 
 
 
 
4.2 Os Pronomes (The Pronouns) 
Pronome é a classe de palavras que acompanha ou substitui um substantivo 
ou um outro pronome, indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou 
mesmo situando-o no espaço e no tempo. (MARCUSCHI, 2008) 
Os pronomes nos ajudam a evitar repetições desnecessárias na fala e na 
escrita. São divididos em: 
4.2.1 Pronomes Pessoais - Personal Pronouns 
Os Pronomes Pessoais referem-se a alguma pessoa, lugar ou objeto específico 
e são subdivididos em Pronomes Pessoais do Caso Reto (Sujeito) Subject 
Pronouns e Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo (Objeto) Object Pronouns. 
 
31 
 
 
 
 Os Pronomes Pessoais do Caso Reto desempenham papel 
de sujeito (subject) da oração: 
 
Rachel and I go to the park every day. (Eu e Raquel vamos ao parque todos os 
dias.) 
She is Brazilian.(Ela é Brasileira) 
 
Os Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo desempenham as seguintes funções: 
 
 Objeto direto ou indireto: 
Alfred loves her. (Alfredo a ama.) 
 Objeto de preposição: 
We talked to him last night. (Nós falamos com ele ontem à noite.) 
 
OBSERVAÇÕES: 
 
É indispensável que se saiba claramente a diferença entre sujeito e objeto. 
(DAVIDSON, 2006) 
 
We saw him at the bookstore. (Nós o vimos na livraria.) 
 (s.) (o.) 
 
32 
 
He saw us at the bookstore. (Ele nos viu na livraria.) 
 (s.) (o.) 
I gave you a flower. (Eu lhe dei uma flor.) 
 (s.) (o.) 
You sent me a letter. (Você me mandou uma carta.) 
 (s.) (o.) 
 
You é Pronome Reto (sujeito/subject pronoun) e também Pronome Oblíquo 
(objeto/object pronoun). 
 
You are a beautiful woman. (Você é uma mulher bonita.) 
(s.) 
 
He gave some flowers to you. (Ele deu flores a você.) 
 (o.) 
 
Em Inglês não há omissão do sujeito como pode ocorrer em Português, salvo 
em raríssimas exceções e em linguagem muito informal. No caso de sujeito 
inexistente, oculto ou indeterminado, devemos empregar it, we ou they. 
(SANGALETTI, 2018) 
 
It is easy to play basketball. (É fácil jogar basquete.) 
We speak Italian in Italy. (Falamos Italiano na Itália.) 
It started to rain. (Começou a chover.) 
We will go to the beach in the summer. (Iremos para a praia no verão.) 
They always think I am wrong. (Sempre acham que eu estou errado.) 
4.3 Reconhecendo o verbo e suas apresentações 
Identificar as diferentes formas verbais e as apresentações que as palavras 
podem assumir em língua inglesa é primordial para o acesso à informação e ao 
conhecimento, em virtude da abundância de informações e materiais disponíveis em 
inglês para estudo, atualização, lazer e entretenimento. Ao reconhecer as principais 
 
33 
 
formações verbais e a constituição lexical em inglês, as possibilidades de se 
experimentar diferentes realidades se expandem, já que há uma grande oferta de 
diversas fontes culturais e intelectuais nessa língua. A maioria dos sujeitos 
contemporâneos pode se deparar com textos em língua inglesa mais de uma vez ao 
dia durante a sua rotina, como, por exemplo, ao acessar as redes sociais, ao utilizar 
algum dispositivo eletrônico, ao interagir com aplicativos de celular, entre outras 
possibilidades. 
4.3.1 Verbos anômalos 
Ao se familiarizarem com as estruturas básicas da língua inglesa, os aprendizes 
precisam encontrar uma forma de sistematizar o seu novo conhecimento sobre a 
língua. Essa sistematização se constrói por meio do reconhecimento de padrões e do 
funcionamento de categorias específicas de cada sistema linguístico. Portanto, para 
além de reconhecer o significado das palavras e das possíveis combinações entre 
elas, um falante de uma língua estrangeira deve atentar aos padrões intrínsecos a 
cada categoria, de modo que entender a classificação própria dos verbos é de extrema 
importância. 
Para entender o que são e como funcionam os verbos anômalos, 
primeiramente, faz-se necessário distinguir os finite dos non-finite verbs. A categoria 
dos non-finite verbs compreende os verbos no infinitivo (present e perfect, com ou 
sem a partícula to), o particípio presente ou passado e o gerúndio, ou substantivo 
verbal. Já a categoria dos finite verbs compreende os verbos que não são non-finite, 
ou seja, é uma forma verbal que tem um sujeito (explícito ou implícito) e que pode 
funcionar como núcleo de uma oração independente (i.e., pode operar como uma 
frase independente). Os finite verbs se diferenciam dos non-finite verbs, que operam 
em um grau hierárquico menor na estrutura sintática do sistema linguístico da língua 
inglesa. 
A seguir, são apresentados exemplos de finite verbs, em negrito, e non-finite 
verbs, sublinhados (VAN GELDEREN, 2010): 
 
This sentence is illustrating finite and non-finite verbs. 
Esta frase está exemplificando verbos finitos e não finitos. 
 
The dog will have to be trained well. 
 
34 
 
O cachorro deverá ter que ser bem treinado 
 
Tom promised to try to do the work. 
Tom prometeu tentar fazer o trabalho. 
 
Considerando os verbos to be, tem-se, como formas non-finite desse verbo: (to) 
be, (to) have been, being, been | (to) see, (to) have seen, seing, seen. Já como formas 
finite dos mesmos verbos, tem-se: am, is, are, was, were | see, sees, saw. 
Quando os finite verbs são utilizados com to, eles são chamados de to infinitive. 
Já quando são utilizados sem o to, eles são chamados de bare infinitive. Exemplos de 
to infinitive são: to dream (sonhar), to have (ter), to sleep (dormir). Observe que, 
embora em português haja três terminações verbais para indicar o infinitivo (-ar, er, 
ir), em inglês, essa forma verbal é indicada pelo to em frente aos verbos sem 
conjugação. Exemplos de bare infinitive, por sua vez, podem ser encontrados nos 
modal verbs, como can, should, may, entre outros. (ANTUNES, 2003) 
O Quadro 1, a seguir, apresentada os finite e os non-finite verbs. 
 
 
 
35 
 
O termo anômalo é aplicado para as 24 formas dos finite verbs do Quadro 1. A 
característica mais evidente dos finite verbs (e, aqui, anômalos) é que eles podem ser 
unidos para se contrair com o not para construir a forma negativa (isn’t, weren’t, 
haven’t, don’t, didn’t, can’t, shouldn’t, oughtn’t). O termo anômalo é restrito aos finite 
verbs que podem ser combinados com not. Assim, o verbo have pode ser considerado 
anômalo quando é auxiliar, como em I haven’t done that (Eu não fiz isso), mas não 
quando é o verbo principal, como em I have lunch everyday (Eu almoço todos os dias). 
No exemplo em que have opera como verbo principal, ele funciona como um ordinary 
verb. 
Os verbos em forma anômala podem funcionar como verbos de ligação. Nos 
exemplos a seguir, os finite verb forms de be e de have são anômalos e verbos de 
ligação, porém não são auxiliares (HORNBY, 1975). 
 
She is a teacher. 
Ela é professora 
 
The men are busy. 
Os homens são/estão ocupados. 
 
Have you any money? 
Você tem algum dinheiro? 
 
Jane has two brothers. 
 Jane tem dois irmãos. 
 
They had a good holiday. 
Eles tiveram um bom feriado/boas férias. 
 
Os verbos anômalos podem ter várias funções e são separados em duas 
grandes categorias: palavras estruturais e verbos modais. Eles funcionam, 
primeiramente, como palavras estruturais de grande importância discursiva. Quando 
utilizadas para evitar repetição, as formas anômalas podem ser encontradas, por 
exemplo, nas tag questions. Também como palavras estruturais, os verbos anômalos 
 
36 
 
podem ser aplicados em inversões sintáticas, como em Little did they know, referente 
a They little knew that (Mal sabiam eles/Mal eles sabiam). Hornby (1975) menciona, 
inclusive, que algumas classes específicas de advérbios podem ter a sua posição 
definida em frases de acordo com a ocorrência de verbos anômalos nessas estruturas. 
Um exemplo disso é a posição intermediária de advérbios que precedem verbos 
anômalos não finitos e são seguidos de anômalos finitos (a menos que estes sejam 
acentuados stressed). A disposição dos advérbios pode mudar de acordo com o tipo 
de verbo anômalo em questão. 
Com verbos anômalos não finitos (HORNBY, 1975): 
 
We generally/usually go to school by bus. 
Nós geralmente vamos à escola de ônibus. 
 
The sun always rises in the east. 
O sol sempre nasce ao leste. 
 
Com verbos anômalos finitos (HORNBY, 1975): 
 
You should always try to be punctual. 
Você deveria sempre tentar ser pontual. 
 
We shall soon be there. 
Devemos estar logo por aí. 
 
Com um verbo anômalo finite acentuado (tônico; HORNBY, 1975): 
 
We’ve never refused to help. 
Nunca nos negamos a ajudar. 
We never have refused to help. 
 
Além disso, os verbos anômalos são aplicados para formar modos verbaisque 
não existem originalmente flexionados em língua inglesa. Quando funcionam dessa 
 
37 
 
forma, são chamados de verbos modais (modal é o adjetivo referente a mode ou mood 
em língua inglesa, referente a “modo”). Alguns exemplos de verbos modais são: 
Condicional: 
 
I might call her, if I feel like doing it later. 
Eu devo ligar para ela, se eu sentir vontade de fazer isso mais tarde. 
 
Subjuntivo: 
 
If she were smarter, she wouldn’t do that. 
Se ela fosse mais esperta, não teria feito isso. 
 
4.3.2 Tempos verbais 
Existem 12 combinações verbais em língua inglesa ao total, considerando-se 
tempo, aspecto e forma verbal. Antes de se fazer uma listagem a fim de apresentar 
seus usos, estruturas e exemplos, faz-se necessário diferenciar os conceitos de tempo 
e aspecto verbais (tense and aspect), geralmente confundidos ou tomados como 
conceitos sinônimos. (MARCUSCHI, 2008) 
Entende-se por aspecto verbal a noção de duração da ação expressa pelo 
verbo. Existem dois aspectos verbais em língua inglesa: o progressivo ou contínuo 
(progressive ou continuous) e o perfeito (perfect). O aspecto progressivo expressa 
ações continuadas, que pressupõem uma atividade incessante, repetida com 
determinada regularidade e sem interrupção. O aspecto perfeito, por usa vez, é 
responsável por expressar a ligação entre dois tempos verbais. Essa ligação pode se 
dar por meio de uma ação que tenha ocorrido no passado e que tenha continuidade 
até o tempo presente (unindo passado e presente), ou por meio de uma ação do 
presente que tenha afeitos previstos para o futuro (unindo presente e futuro). O 
aspecto contínuo é marcado pela partícula –ing, unida aos verbos principais das 
orações, ao passo que o aspecto perfeito conta com o verbo auxiliar have/has ou had, 
acrescido de um verbo no particípio. É o aspecto verbal que permite aos usuários do 
inglês compreenderem os eventos da língua e expressá-los de acordo com a sua 
percepção. 
 
38 
 
O tempo verbal, por sua vez, determina um ponto específico no tempo ou um 
período determinado de tempo (CELCE-MURCIA; LARSEN-FREEMAN, 1999; 
MURPHY, 2004). Em termos estritos, existem dois tempos verbais morfologicamente 
expressos nos verbos em inglês: passado e presente. Isso porque, embora haja a 
ideia de futuro, que vem a ser expressa por verbos auxiliares (p. ex., o caso do will), 
esse tempo verbal não é formalmente evidente nas desinências verbais de tempo. 
Seguindo essa ideia, Lewis (1986) define o tempo verbal como uma mudança 
morfológica expressa na forma do verbo. Assim, uma forma verbal que é expressa 
através de um verbo auxiliar não se configuraria como um tempo verbal. 
Para melhor compreensão de passado e presente como tempos verbais em 
língua inglesa, é interessante relacionar esses tempos em termos de percepção com 
relação à noção de distância remoto e próximo. Dessa forma, deve-se considerar três 
características importantes: tempo, realidade e registro. O tempo refere-se ao 
momento em que uma determinada ação foi performada. Já a realidade considera 
alguma relação entre o que está expresso por uma determinada oração através de 
um verbo e o real referente a tal fato. Por fim, o registro diz respeito a alguma 
adequação discursiva situacional expressa pelo falante através do verbo. 
A Figura 1, a seguir, apresenta um esquema com exemplos sobre as noções 
acerca de tempo, realidade e registro. 
 
 
 
 
39 
 
Já que uma primeira apresentação sobre os conceitos de tense e aspect foi 
desenvolvida, parte-se, agora, para as possíveis combinações verbais, que resultam 
em 12 formas para expressar as ações em língua inglesa. Conforme Yule (1998), as 
formas verbais em inglês são: simple present, present progressive, simple past, past 
progressive, simple future, future progressive, present perfect, present perfect 
progressive, past perfect, past perfect progressive, future perfect e future perfect 
progressive. 
O Quadro 2, a seguir, apresenta as formas verbais em questão, acompanhadas 
de exemplos. 
 
 
 
4.3.3 Modificações do adjetivo: casos comparativos e superlativo 
Em língua inglesa, a classe de palavras que compreende os adjetivos não varia 
em gênero (feminino e masculino) e número (singular e plural). Por esse motivo, o 
 
40 
 
adjetivo beautiful pode significar tanto “bonito” quanto “bonita”, “bonitos” ou “bonitas”. 
Desse modo, o contexto discursivo e o substantivo relacionado serão os responsáveis 
por determinar de que forma os adjetivos caracterizam as palavras que venham a 
acompanhar. Em contrapartida, há a possibilidade de se adaptar os adjetivos em duas 
formas: em comparações e em expressões de realidades extremas. A seguir, é 
descrito como os casos comparativo e superlativo se constroem e como funcionam 
em inglês. (ANTUNES, 2003) 
A formação do comparativo em inglês se dá através do sufixo -er, adicionado 
após os adjetivos de até duas sílabas, ou através da palavra more previamente aos 
adjetivos que apresentem mais de duas sílabas. Em ambos os casos, a palavra than 
deve ser inserida logo após o adjetivo, para que a formação do caso comparativo se 
dê de forma completa, seguida do objeto de comparação em questão. 
Já a formação do superlativo em inglês ocorre através do sufixo -est, 
adicionado após os adjetivos de até duas sílabas, ou através da palavra “most” 
previamente aos adjetivos que apresentem mais de duas sílabas. Em geral, o artigo 
the também é utilizado no superlativo previamente aos adjetivos modificados. 
A seguir, são apresentadas algumas regras que são igualmente válidas para 
os sufixos -er e -est: 
 
a) São adicionados em adjetivos de até duas sílabas: 
Tall → taller than | the tallest 
b) Quando adicionados a adjetivos que terminem em molde silábico CVC, 
exigem a duplicação da última consoante para serem inseridos à palavra: 
Big → bigger than | the biggest 
c) Quando adicionados a adjetivos que terminem em E, devem ter o seu e 
eliminado: 
Simple → simpler than | the simplest 
d) Quando adicionados a adjetivos que terminem em Y, precedidos de 
consoante, exigem a troca do Y pelo I para serem acoplados às palavras. 
 Happy → happier than | the happiest 
 
 
41 
 
4.3.4 Adjetivos de três ou mais sílabas 
Os adjetivos com mais de duas sílabas não comportam sufixos como -er ou -
est. Por isso, ao se formar o comparativo e o superlativo em língua inglesa, é preciso 
utilizar as palavras more e most para estabelecer esses modos com os adjetivos. 
(SANGALETTI, 2018) 
Confira, a seguir, alguns exemplos: 
 
 Comfortable (pode ter 3 ou 4 sílabas, a depender da variante linguística): 
Sitting on the sofa is more comfortable than sitting on a wooden chair. 
(Comparativo) 
Sentar-se no sofá é mais confortável do que se sentar em uma cadeira 
de madeira 
I think my bed isthe most comfortable place in the world. (Superlativo) 
Eu acho que a minha cama é o lugar mais confortável do mundo. 
 Important (tem 3 sílabas): 
Trying to solve the problem is more important than whining about it. 
(Comparativo); 
Tentar resolver o problema é mais importante do que reclamar sobre ele; 
Being happy is the most important goal in life. (Superlativo); 
Ser feliz é o objetivo mais importante na vida. 
 Expensive (tem 3 sílabas): 
Travelling to far places is more expensive than travelling to places close 
to you. (Comparativo); 
Viajar para lugares distantes é mais caro do que viajar para lugares 
próximos de você; 
One of the most expensive things in the world is a diamond rock. 
(Superlativo); 
Uma das coisas mais caras no mundo é uma pedra de diamante. 
 
 
 
 
42 
 
4.3.5 Adjetivos irregulares 
 
Alguns adjetivos não se encaixam nas regras apresentadas e, por esse motivo, 
são considerados adjetivos irregulares para a formação de comparativo e superlativo 
em língua inglesa. Esses adjetivos são: good, bad, little, much, many e far. O Quadro 
3, a seguir, apresenta oscomparativos e superlativos desses adjetivos, seguidos de 
um exemplo para cada um deles. 
 
4.3.6 Sujeito verbal ou ação desenvolvida: usos e motivações linguísticas da 
voz passiva 
A voz passiva é uma organização sintática que dá conta de estruturar, em 
termos hierárquicos, o sujeito e o objeto em uma oração. É hierárquica, pois, através 
dela, é definida a ordem linear na qual tais elementos são apresentados. A ordem 
sintática canônica em língua inglesa (assim como no português) é S-V-O (sujeito, 
verbo e objeto). Essa ordem, apesar de canônica, não é o único arranjo sintático 
possível na língua. Para além de inversões sintáticas estilísticas, há a voz passiva, 
uma construção sintática na qual um objeto direto é deslocado para a função de 
sujeito. Essa construção recebe este nome devido à função do verbo, que, ao ter 
sujeito e objeto deslocados, sofre uma modificação: passa a ter atribuição passiva. 
(ANTUNES, 2003) 
 
43 
 
Confira, a seguir, como se dá a estrutura da voz passiva em língua inglesa: 
 
Sujeito da passiva + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo 
principal da ação conjugado no particípio + agente da passiva. 
A voz passiva é bastante utilizada em linguagem formal, jornalística e 
acadêmica. Isso se dá pelo fato de, nessas situações, a ação performada per se ser 
hierarquicamente mais relevante do que o sujeito que a operou. Além disso, os 
profissionais dessas áreas têm como responsabilidade reportar os fatos da forma mais 
impessoal e imparcial ou não enviesada possível. Um exemplo de voz passiva no 
discurso jornalístico pode ser conferido na Figura 2. O mais importante, na notícia em 
questão, é o número de cidadãos que podem vir a ser infectados, e não quem os pode 
infectar, em si. Além disso, sendo o agente infeccioso mundialmente conhecido e 
divulgado de forma incessantemente massiva no momento histórico em que se 
encontra a reportagem, ele pôde, inclusive, ser omitido funcionamento comum no 
agente da passiva. (DAVIDSON, 2006) 
 
 
44 
 
A voz passiva é construída da seguinte forma: desloca-se o objeto direto para 
a posição de sujeito da oração e transforma-se o sujeito da voz ativa em agente da 
passiva. Assim, em uma oração como Coronavirus could infect millions of Americans, 
tem-se, em sua forma passiva, Millions of Americans could be infected [by 
coronavirus]. O agente da passiva pode ser omitido em algumas situações, caso a 
sua explicitude na oração seja dispensável. (SANGALETTI, 2018) 
Nessa oração, destacam-se os seguintes constituintes: 
 
 
O Quadro 4, a seguir, apresenta todas as formas conjugadas para a formação 
da voz passiva em língua inglesa. 
 
 
 
45 
 
Após revisar formas, aspectos e tempos verbais, além de distinguir os casos 
comparativos e superlativos, é possível compreender o funcionamento e os usos da 
voz passiva em língua inglesa. Toda essa revisão instrumentaliza o conhecimento 
para fins acadêmicos e para a formação intelectual em geral. Lembre-se de que é 
necessário estar atento à aplicação e aos usos das estruturas revisadas neste 
capítulo, principalmente em artigos científicos, textos jornalísticos, na linguagem 
empregada em telejornais e na interação entre pessoas. Além disso, deve-se sempre 
buscar informações e fontes diversas para complementar os estudos, já que as 
possibilidades de combinação de palavras e estruturas para a formação de novas 
unidades de sentido são infinitas. 
5 TÉCNICAS DE LEITURA EM INGLÊS 
Existem diferentes estilos de leitura em inglês para as mais diferentes 
situações. Páginas na internet, romances, livros textos, manuais, revistas, jornais e 
correspondência são alguns dos muitos exemplos que podemos citar no momento. 
Leitores eficientes e efetivos aprendem a usar muitos estilos de leitura para 
diferentes propósitos. Já os leitores menos ávidos, podem aprender um pouco sobre 
o reading e melhorar a leitura em inglês através dessas técnicas. Portanto, eles trarão 
benefícios a todos os estudantes, independentemente do nível de reading de cada 
um. (ANTUNES, 2003) 
 Por exemplo, você pode ler por prazer, para obter informações ou para 
completar uma tarefa. Isso quer dizer que cada uma dessas leituras tem uma 
finalidade diferente. Para ajudá-lo nessa questão, você pode utilizar diferentes 
técnicas de leitura em inglês. Scanning, skimming, e leituras críticas são diferentes 
estilos de leituras em inglês. 
Se você está procurando por informação, deve-se usar scanning para uma 
palavra específica. Se você está explorando ou revendo um documento, deve-se usar 
a skimming. E se você tem que traçar uma opinião sobre o texto, utiliza-se da leitura 
crítica. 
 A técnica escolhida em casos como esses irá depender do objetivo da leitura, 
é claro. Para isso, preparamos uma explicação dessas três principais técnicas de 
leitura em inglês, bem como citaremos no final do texto algumas outras que serão 
 
46 
 
faladas nos próximos posts, cada qual, separadamente. Antes de adentrarmos no 
assunto, vamos lembrar um pouco sobre pontos chaves para melhorar sua leitura em 
inglês. 
5.1 Em que se deve prestar atenção ao ler um texto? 
A compreensão do texto lido depende: da capacidade do leitor em relacionar 
ideias, estabelecer referências, fazer inferências ou deduções lógicas, identificar 
palavras que sinalizam ideias, além da percepção de elementos que colaborem na 
compreensão de palavras, como os prefixos e sufixos e não simplesmente, como 
muitos acreditam, o conhecimento de vocabulário, ou seja, só o conhecimento de 
vocabulário é insuficiente para compreender um texto. (ANTUNES, 2003) 
Como a leitura é um processo, para ler de forma mais ativa, rápida e, desse 
modo, mais efetiva, procure: 
 
 Quebrar o hábito de ler palavra por palavra; 
 Usar seu prévio conhecimento sobre o assunto; 
 Dominar as estratégias que fortalecerão este processo; 
 Prestar atenção ao contexto em que o texto está colocado; 
 Fortalecer as estruturas gramaticais que sustentam a formulação das 
ideias apresentadas. 
 
5.1.1 Técnica de leitura em inglês – Critical Reading 
Ao final de cada leitura, o bom leitor deve estar atento para tudo o que lhe foi 
transmitido através do texto, procurando responder perguntas como: O texto é 
interessante? …por que? A leitura do texto acrescentou algo novo aos seus 
conhecimentos? O texto foi apresentado de modo objetivo, superficial, profundo, 
confuso...? Você discorda ou concorda com as ideias do autor? O autor foi imparcial 
ou tendencioso? Você conseguiu captar alguma segunda intenção nas entrelinhas do 
texto? Você acrescentaria algo que não foi mencionado? 
 
 
47 
 
5.1.2 Técnica de leitura em inglês – Scanning 
 
É uma habilidade de leitura em alta velocidade que ajuda o leitor a obter 
informação de um texto sem ler cada palavra. É uma rápida visualização do texto 
como um scanner faz quando, rapidamente, lê a informação contida naquele espaço. 
Scanning envolve mover os olhos de cima para baixo na página, procurando palavras 
chaves, frases especificas ou ideias. Ao realizar o scanning procure verificar se o autor 
fez uso de organizadores no texto, como: números, letras, passos ou as palavras 
primeiro, segundo, próximas. Procure por palavras em negrito, itálico, tamanhos de 
fontes ou cores diferentes. O processo de scanning é muito útil para encontrar 
informações específicas de, por exemplo, um número de telefone numa lista, uma 
palavra num dicionário, uma data de nascimento, ou de falecimento numa biografia, 
um endereço ou a fonte para a resposta de uma determinada pergunta sua. Após 
“escanear” o documento, você deve usar a técnica de skimming. 
 
5.1.3 Técnica de leitura em inglês – Skimming 
 
O processo de skimming permite ao leitor identificar rapidamente a ideia 
principal ou o sentido geral do texto. O uso do skimming é frequente quando a pessoa 
tem muito material para ler em pouco tempo. Geralmentea leitura no skimming é 
realizada com a velocidade de três a quatro vezes maior que a leitura normal. 
Diferentemente do scanning, skimming é mais abrangente; exige conhecimento de 
organização de texto, a percepção de dicas de vocabulário, habilidade para inferir 
ideias e outras habilidades de leitura mais avançadas. (SANGALETTI, 2018) 
Existem muitas estratégias que podem ser usadas ao realizar o skimming. 
Algumas pessoas leem o primeiro e o último parágrafo usando títulos, sumários e 
outros organizadores na medida que leem a página ou a tela do monitor. Você pode 
ler o título, subtítulo, cabeçalhos e ilustrações. Considere ler somente a primeira 
sentença de cada parágrafo. Esta técnica é útil quando você está procurando uma 
informação especifica em vez de ler para compreender. Skimming funciona bem para 
achar datas, nomes, lugares e para revisar figuras e tabelas. Use skimming para 
 
48 
 
encontrar a ideia principal do texto e ver se um artigo pode ser de interesse em sua 
pesquisa. 
Observações: 
Muitas pessoas consideram scanning e skimming como técnicas de pesquisa 
do que estratégias de leitura. Entretanto, quando é necessário ler um grande volume 
de informação, elas são muito práticas, como exemplo durante a procura de uma 
informação específica, de dicas, ou ao revisar informações. Assim, scanning e 
skimming auxiliam-no na definição de material que será lido ou descartado 
 
5.1.4 Outras técnicas de leitura em inglês que vale a pena conhecer 
 
Sem que percebemos usamos as técnicas de leitura em inglês e até mesmo 
quando vamos ler um texto em nosso idioma. Quando pegamos uma carta logo vemos 
que é uma carta pelo fato de como foi escrita, pela sua estrutura. O mesmo acontece 
quando estamos lendo uma bula de remédio ou uma lista telefônica. (DAVIDSON, 
2006) 
Mas o que acontece é que nas escolas não aprendemos a usar essas técnicas 
de leitura em inglês, ou seja, para aprender uma língua estrangeira. Simplesmente 
aprendemos a ler os textos do começo ao fim, lendo todas as palavras, e quando 
chegamos ao final, não entendemos nada. 
Portanto, as técnicas de leitura em inglês que mostraremos a seguir estão ou 
estiverem presentes durante o seu aprendizado de português, mesmo que você não 
te há notado. Por isso, utilizar essas técnicas para melhorar a leitura em inglês é muito 
válido. 
 
 Cognates 
São comuns na língua inglesa, os cognatos são termos de origem grega ou 
latina bastante parecidos com o Português tanto na forma escrita como no significado. 
Isso pode ajudá-lo a saber sobre o assunto principal de um texto através das palavras 
que conhece ou que são parecidas com o nosso idioma. Contudo, é preciso soma-las 
a demais técnicas de leitura em inglês para funcionar, porque existem muitos falsos 
cognatos. 
 
49 
 
 
 Repeated words 
Quando certas palavras se repetem várias vezes no texto, mesmo com formas 
diferentes, normalmente são importantes para a compreensão. As palavras repetidas 
aparecem especialmente na forma de verbos, substantivos e adjetivos e nem sempre 
são cognatas. 
 
 Typography 
As marcas tipográficas (impressas) são elementos que, no texto, transmitem 
informações nem sempre representadas por palavras. Reconhecê-las é um auxílio 
bastante útil à leitura. Key words: Aquelas que estão mais de perto associadas 
especificamente ao assunto do texto são as palavras-chave, podendo aparecer 
repetidas e algumas vezes na forma de sinônimos. Identificar as key words através do 
skimming nos leva a ter uma visão geral do texto. 
 
 Prediction 
É a atividade pela qual o aluno é levado a prever ou deduzir o conteúdo de um 
texto através do título ou de outros elementos tipográficos, como ilustrações, por 
exemplo. Quanto mais cultura geral o leitor tiver, mais fácil será a sua prediction. É a 
primeira coisa a fazer antes de começar a leitura do texto. É possível, muitas vezes, 
antecipar ou prever o conteúdo de um texto, também através do título, de um subtítulo, 
gráfico ou figura incluídos. O título, quando bem escolhido, identifica o assunto do 
texto de cara. 
 
 Nominal groups 
Grupos nominais são expressões de caráter nominal em que prevalecem os 
substantivos e adjetivos, cuja ordem na frase ordinariamente não corresponde ao 
português. (DAVIDSON, 2006) 
 
 Contextual Reference 
É normal existirem no texto elementos de referência que são usados para evitar 
repetições e para ligar as sentenças, tornando a leitura mais compreensível e fluente. 
Esses elementos aparecem na forma de pronomes diversos: 
 
50 
 
 
 Pessoais: he, she, it, they, etc… 
 Demonstrativos: this, that, those, such… 
 Relativos: who, whom, whose, that, which… 
 Adjetivos possessivos: his, her, our… 
 
5.2 Passos para uma boa leitura 
Para extrair o máximo de informação de um texto em inglês, você deve 
primeiramente observar seus aspectos visuais do texto, a presença ou ausência de 
tabelas, números, gráficos etc., tipos utilizados (negritos, itálicos, sublinhados etc.), 
cores utilizadas, se existem textos em negativo (fundo colorido, letras em branco) etc. 
Caso seja necessário, você pode fazer anotações no texto. Assim, você 
aprenderá a separa os pontos chaves durante uma leitura em inglês. Veja: 
 
 Sublinhe as palavras semelhantes ao português (cognatos); 
 As que se repetem e as palavras que você conhece; 
 As palavras desconhecidas; 
 Tente inferir o significado do contexto imediato (na oração ou 
período em que ela se encontra); 
 Tente inferir o significado do contexto mediato (oração ou período 
anterior e/ou posterior, parágrafo anterior e/ou posterior). 
5.3 Inglês Instrumental – uma técnica que pode ser aplicada na leitura em 
inglês 
Qualquer estudante tem a capacidade de conseguir “ler” em inglês, ou melhor, 
pelo menos compreender os pontos principais. A leitura em inglês é uma habilidade 
que pode ser desenvolvida em um espaço de tempo relativamente curto. 
(MARCUSCHI, 2008) 
 
51 
 
Para aprender a ler em inglês, o aluno deve dominar alguns rudimentos da 
estrutura da língua. Este domínio é passivo, ou seja, é necessário apenas que se 
saiba identificar as estruturas para obter a compreensão da mensagem. 
E o vocabulário, que é a preocupação maior de todos, não constitui 
impedimento algum no domínio do idioma. A língua inglesa e a portuguesa possuem 
diversos elementos em comum. Os cognatos, palavras de origem latina, como por 
exemplo, “communication” (comunicação), “program” (programa), “Machine” 
(Maquina), “memory” (memoria) etc. são facilmente identificáveis, como dissemos 
anteriormente. Os cognatos representam aproximadamente 20% dos termos entre os 
dois idiomas, ou seja, português e inglês, o que ajuda muito no aprendizado e na 
melhora do reading. 
Por exemplo, no caso do ramo da informática, as 250 palavras mais frequentes 
da Língua Inglesa são responsáveis por 57% do total das palavras dos textos 
instrumentais desse assunto. Portanto, se vice dominar essas 250 palavras você já 
conhece aproximadamente 60% de qualquer texto em inglês instrumental de 
informática. Assim, você poderá dominar a leitura em inglês pelo menos em uma 
determinada área. 
O inglês instrumental, basicamente, serve para isso: conhecer o vocabulário e 
as principais informações em inglês de um determinado assunto. Outro bom exemplo 
disso são o inglês para negócios, que foca num aprendizado sobre o mundo business. 
Juntando-se a essas palavras específicas da área de interesse mais os 
cognatos, você terá a possibilidade de identificar 80% do vocabulário dos textos 
instrumentais sobre o assunto que quer aprender. 
5.4 Como fazer uma análise dos textos pode ajudar na leitura em inglês? 
Conhecer os tipos de textos ajudá-los a compreender melhor o contexto daquilo 
que você lê, podendo assim ser somado esse conhecimento com as técnicas de leitura 
em inglês para potencializar os seus estudos. (ANTUNES, 2003) 
Para seestabelecer critérios para uma tipologia de textos, usam-se as funções 
da linguagem. Isto é, as diversas finalidades que se atribuem aos enunciados ao 
produzi-los. Portanto, a análise do tipo de um texto se faz com base nas funções da 
linguagem (referencial, expressiva, conativa, fática, metalinguística e poética). 
 
52 
 
Elas têm sua origem na análise dos elementos que compõem o texto. 
Consequentemente, sua utilidade como instrumento para analisarmos os textos que 
lemos é muito grande. 
No Inglês Instrumental, a função de maior ocorrência é a referencial, pois é 
aquela em que o referente é o objeto ou a situação de que a mensagem trata. Esta 
função predomina nos manuais técnicos, textos científicos, guias do usuário, anúncios 
de emprego, gráficos etc. 
Além destas funções, um texto pode ser visto como descritivo, narrativo, 
dissertativo ou semiótico. 
 
5.4.1 Os diferentes tipos de textos 
 
O texto descritivo é aquele no qual se apontam as características que compõem 
um determinado objeto ou como executar ordenadamente determinada tarefa. 
Exemplos: guias do usuário, anúncios de emprego, manuais de equipamentos. 
O texto narrativo é o tipo de texto no qual são contados um ou mais fatos que 
ocorreram em determinado tempo e lugar, envolvendo produtos e/ ou pessoas. 
Exemplo: reportagens em revistas especializadas. (DAVIDSON, 2006) 
O texto dissertativo é aquele no qual são expostas ideias gerais, seguidas da 
apresentação de argumentos que as comprovem. Exemplos: relatórios técnicos, 
artigos científicos. Finalmente o texto semiótico é aquele representado por ícones ou 
ícones e linguagem. Exemplos: tabelas, mapas, figuras. 
Convém ressaltar que pode ocorrer um texto no qual os diferentes aspectos 
aparecem. Exemplos: relatório técnico com tabelas e gráficos, um guia do usuário com 
figuras. 
5.4.2 A estrutura do parágrafo 
Na Língua Inglesa, um parágrafo comumente apresenta uma ideia principal. 
Esta ideia aparece no início do parágrafo e é seguida por um ou mais argumentos de 
sustentação ou exemplos. 
A oração que apresenta a ideia principal é chamada de oração tópica. Em 
muitos parágrafos, a oração tópica é a primeira. Então, as orações ou períodos 
 
53 
 
seguintes dão exemplos para provar que a oração tópica é verdadeira ou então discute 
o tópico com mais detalhes. 
No final do parágrafo, há, usualmente, uma oração ou período que conclui a 
ideia do parágrafo, ela repete as palavras-chave da oração tópica 
5.5 Estratégias de leitura em inglês instrumental 
Para entender o texto instrumental e fazer uma boa leitura em inglês, você deve 
utilizar duas estratégias: a ascendente e a descendente. 
Na ascendente, você deverá processar a informação a partir das unidades 
menores (combinação de letras, sílabas, palavras, orações, períodos, parágrafos e 
finalmente o significado do texto). 
Na descendente, você deverá fazer previsões sobre o significado do texto 
baseado no seu conhecimento de mundo e do assunto (verifique no texto as palavras 
cognatas e as que você conhece), progredindo gradualmente para as unidades 
menores (parágrafos, períodos, orações, palavras, sílabas e combinações de letras). 
Utilize as duas estratégias simultaneamente para melhor a compreensão do texto. 
O rumo ideal para você aprender ou melhorar sua leitura em inglês é aliar o uso 
das técnicas e das estratégias de leitura em inglês para conseguir extrair o máximo 
de informação de um texto. (MARCUSCHI, 2008) 
Além disso, também é preciso que o estudante conheça um número de 
palavras básicas, ou seja, tenho o mínimo de vocabulário exigido. Esse mínimo de 
conhecimento seria conhecer o verbo To Be, pronomes, verbos básicos, substantivos 
básicos etc. Desta forma, você será capaz de compreender os textos de forma mais 
eficiente, melhorando assim a sua leitura em inglês. 
6 INTRODUÇÃO À LEITURA INTERPRETATIVA DE TEXTOS 
6.1 Identificando o tema 
O que é tema? O tema de um texto responde à pergunta “Do que trata este 
texto? ” E serve de base para que as ideias sejam desenvolvidas. Chamamos de tema 
 
54 
 
o assunto a ser abordado: ele dará as diretrizes do texto ao expor a ideia principal que 
será abordada ao longo do texto. 
E por que é importante identificar o tema de um texto? A identificação do tema 
é importante para monitorar a sua capacidade de compreensão do conteúdo de um 
texto. Afinal, quando você é capaz de identificar o tema, você consegue determinar 
mais facilmente a ideia principal do autor do texto. (SANGALETTI, 2018) 
 Por onde começar? Primeiro, pergunte-se: “Sobre o que trata o texto? ”. A 
resposta pode estar no título. Porém, se você achar que o título não deixa o tema 
claro, você pode buscar mais informações no subtítulo, além de observar as figuras e 
tabelas, que podem lhe dar pistas sobre o assunto do texto a ser lido. Reflita, também, 
sobre o gênero textual que você está lendo. É provável que você não encontre uma 
receita de bolo de chocolate em um artigo científico, ao menos não como tema 
principal. Feito isso, se você ainda estiver incerto sobre o tema, leia a introdução ou o 
primeiro parágrafo. Caso o texto tenha apenas um parágrafo de extensão, leia a 
primeira e a última frase. Observe, além disso, as palavras que se repetem com 
frequência no texto. A ideia é conseguir obter o máximo de informação antes de ler 
todo o texto. O tema de um texto é normalmente referido na primeira frase, mas outras 
posições também são possíveis. Veja o parágrafo a seguir: 
 
The family heard the siren warning them that the tornado was coming. They 
hurried to the cellar. The roar of the tornado was deafening, and the children started 
crying. Suddenly it was silent. They waited a while before they went outside to survey 
the damage. 
 
Nesse exemplo, o tema o tornado está na primeira frase, mas, no parágrafo a 
seguir, o tema aparece na última frase. 
The family hurried to the cellar and waited. First, they heard the pounding of the 
hailstones. The wind became deafening, and the children started crying. Suddenly it 
was silent. They waited a while before they ventured outside to see the damage the 
tornado had done. 
 
O tema pode ainda estar implícito, ou seja, presente no texto sem estar 
explicitamente declarado. Veja um exemplo no parágrafo a seguir: 
 
55 
 
The sky became dark and threatening. A funnel of dust began forming in the air 
and soon reached down to touch the ground. Debris was seen swirling around as 
everything was swallowed up, twisted, and then dropped. 
 
Embora a palavra ‘tornado’ não apareça no texto, pela descrição (a tunnel of 
dust in the air, debris... swirling, twisted), podemos inferir que se trata de um tornado. 
 
 
 
6.2 Identificando subtemas do texto 
Segundo Davidson (2006), você pode analisar um texto, de forma geral, de 
modo a apreender o seu conteúdo. Para fazer isso, nem sempre é preciso ler o texto 
minuciosamente, ao menos não em um primeiro momento. Você pode aplicar 
diferentes técnicas para interpretar o conteúdo de um texto de forma generalizada. 
 
56 
 
 
 
 Procure o tema no título, subtítulo ou manchete, se houver. 
Re-entry students é o tema geral (este tema é abrangente). Existem muitos elementos 
na vida de um aluno que pede reingresso na universidade. Quais elementos são 
discutidos pelo autor? Para encontrar o tema específico, procure por ideias repetidas 
no texto. (ANTUNES, 2003) 
 
 Procure por figuras, palavras em itálico ou destacadas no texto. 
Não existem marcações especiais neste texto. 
 
 Leia a primeira e a última frase do parágrafo 
Na primeira, o autor utiliza positive effect. Na última, o verbo improve é usado duas 
vezes. Com essa breve análise, podemos afirmar que os efeitos positivos dos alunos 
de reingresso é um tema específico. Agora, leia todo o parágrafo e veja se o tema 
geral e o tema específico se confirmam. 
 
 Procure por palavras ou referências repetidas.

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