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Conectividade de Redes
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Esp. Antonio Eduardo Marques da Silva
Revisão Textual:
Prof.ª Me. Sandra Regina Fonseca Moreira
Conectividade de WAN
• Introdução;
• WAN (Wide Area Network);
• Modelo de Rede Hierárquica para WAN;
• Tipos de Conexão WAN;
• Terminologia de Camada Física de WAN.
• Compreender e abordar os conceitos fundamentais sobre rede de longa distância ou Wide 
Area Network (WAN), bem como os nomes e sintaxes utilizadas nesse contexto;
• Ver as diferenças de tipos de conexão e entender o modelo de desenho de rede hierárqui-
co aplicado em redes de longa distância. 
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
Conectividade de WAN
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas:
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de 
aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Conectividade de WAN
Introdução
Para um bom conhecimento em redes de comunicação, o entendimento de 
como funciona uma rede remota, ou rede de longa distância (WANs), é de extrema 
importância. Nessa unidade, vamos tratar dos aspectos e características principais 
para o funcionamento de uma rede de longa distância, descrevendo alguns de seus 
protocolos, tecnologias e sintaxes utilizadas nesse contexto.
WAN (Wide Area Network)
Uma possível maneira de categorizar os tipos de redes de comunicação é dividi-
-los em redes de área local (LAN) e redes de área ilimitada (WAN). Como já estuda-
mos anteriormente, as LANs geralmente são compostas por estações de trabalho 
conectadas, computadores pessoais, servidores de rede, impressoras de rede e ou-
tros dispositivos dentro de uma área geográfica limitada como, por exemplo, um 
edifício, um pequeno escritório ou uma residência. Todos os dispositivos na LAN 
estão sob a administração comum do proprietário dessa rede local, como uma em-
presa, uma instalação de governo ou uma instituição educacional. Atualmente, a 
maioria das LANs são baseadas no protocolo Ethernet (no passado existia a Token 
Ring da IBM e as redes Novell). 
Já as WANs são redes que abrangem uma área geográfica muito maior do que 
as redes locais, e geralmente exigem os serviços de uma operadora de teleco-
municações. A verdade é que as WANs interligam as várias LANs, permitindo 
conectividade remota pública ou privada. Por esse motivo, uma WAN nada mais é 
do que uma rede de comunicação de dados que opera além do escopo geográfico 
de uma LAN. Exemplos de tecnologias e protocolos de WAN incluem o xDSL, o 
Cable Modem, o Frame Relay, o ATM, a MetroEthernet, o MPLS e muitos outros. 
(TANENBAUM, 2011)
As WANs diferem das LANs de várias maneiras. Enquanto uma LAN conecta 
computadores, periféricos e outros dispositivos em um único edifício dentro de uma 
pequena área geográfica, uma WAN permite a transmissão de dados por distâncias 
geográficas muito maiores. Além disso, uma empresa deve contratar um provedor 
de serviços WAN (por exemplo, a Claro, a VIVO etc.) para usar os serviços de rede 
dessa operadora. Já as LANs geralmente são de propriedade da empresa ou orga-
nização que as utiliza, e são administradas por alguém dessas instituições.
Como funciona a Internet? Parte 1: O protocolo IP. No link: https://youtu.be/HNQD0qJ0TC4
Ex
pl
or
As WANs usam recursos fornecidos por um provedor de serviços (ISPs) ou ope-
radoras, como uma empresa de telefonia ou empresa a cabo de televisão, para 
8
9
conectar os locais de uma organização entre si, para serviços externos e para usuá-
rios remotos. As WANs fornecem recursos de rede para suportar uma variedade de 
tráfego de missão crítica, como voz, vídeo e dados. A seguir, estão as três principais 
características das WANs:
• As WANs geralmente conectam dispositivos separados por uma área geográ-
fica mais ampla, se comparado a uma rede local;
• As WANs usam os serviços das operadoras, como empresas de telefonia, em-
presas de cabo de TV, sistemas de satélite e outros;
• As WANs usam conexões seriais de vários tipos para fornecer acesso à largura 
de banda em grandes áreas geográficas.
Porque as WANs São Tão Necessárias?
As tecnologias LAN, como a Ethernet, fornecem velocidade e eficiência de cus-
to para a transmissão de dados em organizações que estão em áreas geográficas 
limitadas, como o ambiente de um edifício. No entanto, outras necessidades de 
negócios exigem uma comunicação entre sites remotos, incluindo os seguintes:
• Os profissionais nas filiais regionais ou filiais de uma organização precisam se 
comunicar e compartilhar recursos com o site central (matriz);
• As organizações geralmente desejam compartilhar informações com outras 
organizações em grandes distâncias. Por exemplo, os fabricantes de software 
comunicam rotineiramente informações sobre produtos e promoções aos dis-
tribuidores que vendem seus produtos para usuários finais;
• Os funcionários que viajam frequentemente para os negócios da empresa pre-
cisam acessar as informações que residem em suas redes corporativas. 
Além disso, os usuários de computadores domésticos precisam enviar e receber 
dados por distâncias cada vez maiores. Aqui estão alguns exemplos:
• Atualmente, é muito comum, em domicílios, que os consumidores possam se 
comunicar com bancos, lojas e uma variedade de provedores de bens e servi-
ços por meio de computadores através de uma rede;
• Estudantes poderiam fazer pesquisas para suas matérias acessando catálogos 
e publicações de uma ou mais bibliotecas virtuais localizadas em outras partes 
do país ou até mesmo em outras partes do mundo.
Como, obviamente, não é viável conectar computadores em um país ou ao redor 
do mundo da mesma forma como eles podem ser conectados em uma rede local 
com cabos de par trançado ou de fibras ópticas, diferentes tecnologias evoluíram 
para suportar essa necessidade de conexão mais abrangente. Com certeza, a Inter-
net tornou-se uma alternativa barata para conectividade WAN, se comparada com 
linhas dedicadas ou redes remotas privadas. Por esse motivo, novas tecnologias 
estão disponíveis para as empresas, a fim de fornecer segurança e privacidade para 
suas comunicações e transações através da Internet. (COMER, 2016)
9
UNIDADE Conectividade de WAN
O Modelo de Rede
O modelo de rede hierárquica é uma estrutura que ajuda a visualizar e projetar 
redes dos mais variados tipos. Variações deste modeloexistem e podem ser adap-
tadas para implementações específicas, como em redes locais (LANs), ou em redes 
de longa distância (WANs). Vamos conhecer o modelo mais comumente utilizado, 
o modelo hierárquico.
Modelo de Rede Hierárquica para WAN
O modelo de rede hierárquica, ou modelo de design hierárquico, é uma fer-
ramenta útil de alto nível para projetar uma infraestrutura de rede confiável. Ele 
fornece uma visão modular de uma rede de comunicação, facilitando o desenho e 
a criação de uma rede escalonável.
Núcleo
Comutação de alta velocidade
Distribuição
Acesso
Conectividade baseada 
em políticas
Acesso a grupos de 
trabalho locais e remotos
Figura 1 – Modelo de Rede Hierárquica 
Da mesma forma que aplicamos o modelo de rede hierárquico em redes locais, 
podemos aplicá-lo também em redes de longa distância (WANs). Vamos lembrar 
suas camadas e principais características:
• A Camada de Acesso concede acesso de usuário aos dispositivos de rede. 
Em uma rede campus, a camada de acesso geralmente incorpora dispositivos 
de comutação LAN com interfaces que fornecem conectividade a estações de 
trabalho e servidores. No ambiente de WAN, ele pode fornecer acesso aos 
teletrabalhadores ou locais remotos à rede corporativa pela tecnologia WAN.
• A Camada de Distribuição agrega os “wiring closets” usando switches de 
rede para segmentar grupos de trabalho e isolar domínios de colisão de rede em 
um ambiente campus. Da mesma forma, a camada de distribuição agrega cone-
xões WAN na borda do campus e fornece conectividade baseada em diretivas.
10
11
• A Camada Principal (também chamada de núcleo, core ou backbone) é a 
espinha dorsal da rede de alta velocidade, projetada para comutar os pacotes 
o mais rápido possível. Como o núcleo é crítico para conectividade, ele deve 
fornecer um alto nível de disponibilidade e se adaptar às mudanças muito rapi-
damente. Ele também fornece escalabilidade e convergência rápida.
O Modelo de Rede Hierárquica em ambientes de campus fornece uma estrutura 
modular que permite flexibilidade no desenho da rede e facilita a implementação e 
a solução de problemas na infraestrutura. No entanto, é importante entender que a 
infraestrutura de rede é apenas a base de uma arquitetura abrangente. (CISCO, 2017)
Núcleo
Distribuição
Acesso
WAN Internet
Rede 
telefônica
Acesso
Figura 2 – Camadas do Modelo de Rede Hierárquica
Arquitetura Corporativa
Conforme descrito anteriormente, diferentes empresas precisam de diferentes 
tipos de redes, dependendo de como a empresa está organizada conforme os seus 
objetivos de negócio. Infelizmente, com demasiada frequência, as redes crescem de 
maneira desordenada à medida que novos componentes de rede são adicionados 
em resposta às necessidades imediatas do negócio. Com o tempo, o gerenciamento 
da rede se torna complexo e caro. Como a rede é uma mistura de tecnologias novas 
e antigas, pode ser difícil o seu suporte e manutenção, por esse motivo, interrup-
ções e baixo desempenho de rede são uma fonte constante de problemas para os 
administradores de rede.
A fim de auxiliar as instituições no enfrentamento de tais problemas, a Cisco 
desenvolveu uma arquitetura recomendada chamada de “Cisco Enterprise 
Architecture”, do português “Arquitetura Corporativa da Cisco”. Ela tem relevância 
para os diferentes estágios do crescimento de uma empresa. Tal arquitetura foi 
11
UNIDADE Conectividade de WAN
projetada para fornecer aos projetistas de rede um roteiro para o crescimento da 
rede à medida que o negócio passa por diferentes estágios de vida. Seguindo o 
roteiro sugerido, os gerentes de TI podem planejar futuras atualizações de rede que 
se integrarão perfeitamente à rede existente para suportar a crescente necessidade 
de serviços. (CISCO, 2017)
A Arquitetura Corporativa da Cisco consiste em módulos que representam vi-
sões focalizadas que visam cada local na rede de uma empresa. Cada módulo 
possui uma infraestrutura de rede distinta com serviços e aplicativos de rede que 
se estendem pelos outros módulos. A seguir, estão alguns dos módulos dentro da 
arquitetura que são mais relevantes para o cenário de grandes instituições:
• Enterprise Campus Architecture;
• Enterprise Branch Architecture;
• Enterprise Edge Architecture;
• Enterprise Data Center Architecture;
• Enterprise Teleworker Architecture.
Figura 3 – Modelo de Arquitetura Corporativa Cisco 
Fonte: Adaptado de lms.svuonline.org
Enterprise Campus Architecture
Uma rede campus é um edifício ou grupo de edifícios conectados em uma rede 
corporativa que consiste em várias LANs. Um campus geralmente é limitado a 
uma área geográfica limitada e fixa, podendo também abranger vários edifícios 
vizinhos, como um complexo industrial ou um ambiente de parque empresarial. 
A Enterprise Campus Architecture descreve os métodos recomendados para criar 
uma rede escalável, ao mesmo tempo em que atende às necessidades de operações 
12
13
de negócios no estilo campus. A arquitetura é modular e pode ser facilmente 
expandida para incluir edifícios ou andares adicionais do campus à medida que a 
empresa cresce. Ela é composta de quatro submódulos:
• O Building Access: contém estações de trabalho do usuário final, telefones IP 
e switches de acesso da Camada 2 que conectam dispositivos ao submódulo 
de distribuição do edifício (building distribution).
• O Building Distribution: fornece agregação de dispositivos de acesso ao edi-
fício, geralmente usando a comutação da Camada 3. Este submódulo executa 
roteamento, controle de qualidade e controle de acesso.
• O Campus Core: oferece conectividade redundante e de convergência rápida 
entre edifícios e a fazenda de servidores (server farm) e a borda corporativa.
• O Server Farm: contém servidores de e-mail e corporativos que fornecem 
serviços de aplicativos, arquivos, impressão, e-mail e DNS (Domain Name 
System) a usuários internos.
O módulo de campus corporativo descreve as conexões entre os usuários, a rede 
campus, a fazenda de servidores e os módulos de Enterprise Edge.
Enterprise Edge Architecture
Esse módulo geralmente funciona como uma ligação entre o módulo do campus 
e os outros módulos da arquitetura empresarial. Oferece conectividade para servi-
ços de voz, vídeo e dados para fora da empresa, permitindo que a empresa utilize 
recursos da Internet e de parceiros e possa fornecer recursos para seus clientes. 
A Enterprise Edge agrega a conectividade de várias áreas funcionais na borda cor-
porativa (e-commerce, conectividade com a Internet e VPNs) e direciona o tráfego 
para o submódulo principal da rede campus. Como itens desse módulo, podemos 
citar o E-commerce, a Internet Connectivity, a WAN, MAN e Site-to-Site VPN, e 
a Remote Access e o Concentrador de VPN. (CISCO, 2017)
WAN and Internet
Como o nome propriamente indica, esse módulo possui os provedores de ser-
viços/acesso provavelmente redundantes (ISP A e ISP B), sistemas de telefonia 
clássico, como é o caso do PSTN e os protocolos de encapsulamento e tecnologias 
de WAN, como o Frame-Relay, ATM e muitos outros.
Enterprise Branch Architecture
Esse módulo permite que as empresas estendam os aplicativos e serviços encon-
trados na rede campus para milhares de locais e usuários remotos.
13
UNIDADE Conectividade de WAN
Enterprise Data Center Architecture
Os data centers fornecem gerenciamento para muitos sistemas de dados que são 
vitais para as operações comerciais modernas. Funcionários, parceiros e clientes 
confiam em dados e recursos no data center para criar, colaborar e interagir de 
forma eficaz. Na última década, a ascensão das tecnologias baseadas na Internet e 
na Web tornou o data center mais importante do que nunca, melhorando a produ-
tividade, aprimorando os processos de negócios e acelerando as mudanças. O data 
center corporativo gerencia e mantém sistemas de dados centralizados para toda a 
empresa. (CISCO, 2017)
Enterprise Teleworker Architecture
Muitas empresas hoje oferecem um ambiente de trabalho flexível paraseus fun-
cionários, permitindo que eles trabalhem em escritórios domésticos (home work). 
Ou seja, telecomutar tem o significado de aproveitar os recursos de rede de uma 
empresa sem sair de casa. O módulo de teletrabalhador ou, do inglês, “teleworker”, 
recomenda que as conexões domésticas usando serviços de banda larga, como 
cable modem ou xDSL, podem se conectar à Internet dando acesso a uma rede 
corporativa mesmo dentro de sua residência. Como a Internet introduz riscos de 
segurança significativos para as empresas, medidas especiais precisam ser tomadas 
para garantir que as comunicações do teletrabalhador sejam seguras e privadas, 
evitando que dados sejam corrompidos ou até mesmo roubados por mal-intencio-
nados. (CISCO, 2017)
Conceitos de Tecnologias de WAN
Como vimos, uma WAN é uma rede que ultrapassa os limites locais de uma in-
fraestrutura. Para isso, uma variedade de protocolos e tecnologias é utilizada nessas 
redes como, por exemplo, os serviços/protocolos, o HDLC e o Frame Relay. Confor-
me descrito em relação ao modelo de referência OSI da ISO, as operações da WAN se 
concentram principalmente na Camada 1 (Física) e na Camada 2 (Enlace). Por esse 
motivo, os padrões de acesso à WAN geralmente descrevem os métodos de entrega 
da camada física e os requisitos da camada de enlace de dados, incluindo endereça-
mento físico, controle de fluxo e encapsulamento de dados. Os padrões de acesso 
à WAN são definidos e gerenciados por várias autoridades reconhecidas, incluin-
do a International Organization for Standardization (ISO), a Telecommunication 
Industry Association (TIA) e a Electronic Industries Alliance (EIA).
Os protocolos da camada de enlace de dados (camada 2) definem como os 
dados são encapsulados para a transmissão em direção a um local remoto e 
os mecanismos para transferir os quadros resultantes. Diversas tecnologias são 
utilizadas, como o Frame Relay e o Asynchronous Transfer Mode (ATM). Alguns 
desses protocolos usam o mesmo mecanismo básico de enquadramento, o High- 
-Level Data Link Control (HDLC), um padrão ISO ou um de seus subconjuntos ou 
variantes existentes. (KEVIN, 2015)
14
15
Cómo funciona el Internet (Em espanhol). Disponível em: https://youtu.be/31LE0bPLrhM
Ex
pl
or
Tipos de Conexão WAN
Para os propósitos desta discussão, as conexões WAN foram agrupadas em 
quatro categorias gerais, que refletem os serviços de WAN geralmente disponíveis:
• Circuito Comutado Dedicado;
• Comutado Sob Demanda;
• Circuito Virtual Comutado por Pacote;
• Acesso de Banda Larga.
Conexões de Circuito Comutado Dedicado
As conexões seriais de linhas alugadas (Lease Line) geralmente se conectam a 
um provedor de serviços de transporte por meio de um dispositivo de equipamento 
de comunicação de dados (DCE), que fornece um relógio e transforma o sinal no 
formato canalizado usado na rede do provedor de serviços. Esses links dedicados 
ponto-a-ponto fornecem um único caminho de comunicações de WAN pré-estabe-
lecido, desde as instalações do cliente, comutado por circuito através de uma rede 
de operadora, até uma rede remota. (KEVIN, 2015)
Linhas dedicadas através das taxas T3 / E3 são frequentemente descritas como 
linhas alugadas. O caminho estabelecido é permanente e fixo para cada rede remo-
ta alcançada pelas instalações da operadora. O provedor de serviços reserva o uso 
privado dos circuitos do cliente através da rede de transporte em tempo integral. A 
sincronização do controle de tempo e link de dados é preservada ponto a ponto. 
Essas conexões dedicadas são realizadas usando as interfaces seriais síncronas no 
roteador com uso de largura de banda de links T1, E1, T3 e E3.
Conexões Comutado Sob Demanda
A comutação de circuitos sob demanda é um método de transporte WAN no qual 
um circuito físico dedicado através de uma Rede Telefônica Pública Comutada (PSTN) 
é estabelecido, mantido e terminado para cada sessão de comunicação. A sinalização 
inicial no estágio de configuração determina os pontos finais e a conexão entre os 
dois pontos finais. As conexões típicas comutadas por circuitos são as seguintes:
• Modem Assíncrono;
• ISDN BRI e ISDN PRI.
15
UNIDADE Conectividade de WAN
As vantagens dos tipos de conexão sob demanda incluem a seleção dinâmica 
do terminal do circuito e o acúmulo de cargas para transporte. Enquanto apenas 
as conexões estão ativas, os custos estão diretamente relacionados ao tempo de 
conexão e à distância de cada linha (POTS) ou canal de portadora ISDN. À medida 
que o tráfego entre os pontos finais (endpoints) aumenta em volume, a duração da 
conexão também aumenta.
Conexões Circuito Virtual Comutado por Pacote
A comutação de pacotes é um método no qual um dispositivo de rede utiliza um 
único link ponto-a-ponto com um provedor de serviços para transportar pacotes 
destinados a um ou mais destinos através de uma rede da operadora. A comutação 
de pacotes é uma tecnologia de rede baseada na transmissão de dados em pacotes. 
Dividir um fluxo contínuo de dados em pequenas unidades (pacotes) permite que os 
dados de uma ou mais fontes sejam transmitidos para um ou mais destinos, com-
partilhando os canais de comunicação dentro da rede de transporte. (DAVID, 2013)
As redes comutadas por pacotes utilizam circuitos virtuais (VCs) que fornecem 
conectividade ponto-a-ponto. Dispositivos de comutação estaticamente programa-
dos realizam conexões físicas. Os cabeçalhos de pacotes identificam o circuito, e 
os cabeçalhos podem mudar em cada link de rede atravessado. Requerem o uso 
de informações de comutação precisas em toda a rede de transporte, podendo ser 
gerenciadas de maneira privada ou pública. A estrutura de comutação subjacente é 
transparente para o usuário da rede, e os comutadores (switches) são responsáveis 
apenas pela entrega interna de dados na rede de comutação de pacotes. A comu-
tação de pacotes é implementada na camada de enlace de dados do modelo de 
referência OSI.
Acesso de Banda Larga
O acesso à Internet migrou de modems dial-up e de conexões lentas para 
acesso em banda larga, utilizando uma variedade de tecnologias que aproveitam 
as infraestruturas existentes de distribuição de televisão por cabo e/ou infraestru-
tura de telefone para fornecer acesso de banda larga à Internet. Podemos incluir, 
como exemplo, algumas tecnologias de banda larga por cabo de alta velocidade 
(cable modem, usada através de serviços de TV a cabo) e DSL, sendo que essa 
última utiliza as linhas telefônicas mais clássicas. A banda larga pode permitir que 
funcionários remotos e pequenos escritórios (SOHO) se conectem ao site central 
com taxas de dados mais altas do que as tecnologias tradicionais sob demanda. 
(DAVID, 2013)
16
17
Terminologia de Camada Física de WAN
Uma diferença principal entre uma LAN e uma WAN é que, para uma empresa 
ou organização poder utilizar serviços de rede de uma operadora WAN, ela deve 
assinar um provedor de serviços WAN externo como, por exemplo, a Telefônica, 
VICO, Embratel etc. Uma WAN utiliza links de dados fornecidos pelos serviços 
da operadora a fim de acessar ou conectar os locais de uma organização entre si, 
para locais de outras organizações, para serviços externos e para usuários remotos. 
A camada física de acesso à WAN descreve a conexão física entre a rede da empre-
sa e a rede do provedor de serviços. Existe uma terminologia comumente utilizada 
para descrever estas conexões WAN físicas como, por exemplo:
• Customer Premises Equipment (CPE): os dispositivos e cabeamento interno 
localizados nas instalações do assinante, conectados a um canal de telecomu-
nicação ou canal de uma operadora. O assinante possui ou aluga o CPE. Um 
assinante, nesse contexto, é uma empresa que organiza os serviços de WAN 
de um provedor de serviços ou operadora.
• Escritório Central (CO): Ou, do inglês, Corporate Office, é uma instalação 
ou edifício de provedor de serviços local, onde os cabos locais se conectam 
a linhas de comunicação de fibra ótica de longa distância, totalmente digitais,através de um sistema de comutadores e outros equipamentos.
• Ponto de Demarcação: Um ponto estabelecido em um prédio ou complexo 
para separar o equipamento do cliente do equipamento do provedor de ser-
viços. Fisicamente, o ponto de demarcação é a caixa de conectorização de 
cabeamento, localizada nas instalações do cliente, que conecta a fiação CPE 
ao loop local. Geralmente, é colocado para facilitar o acesso por um técnico. 
O ponto de demarcação ou também conhecido como “demarc” é o lugar onde 
a responsabilidade pela conexão muda do usuário para o provedor de servi-
ços. Isso é muito importante porque quando surgem problemas, é necessário 
determinar se o usuário ou o provedor de serviços é responsável pela solução 
de problemas ou reparo.
• Loop Local: o cabo metálico ou fibra óptica que conecta o CPE no local do 
assinante ao escritório central (CO) do provedor de serviços. O loop local é às 
vezes chamado de “última milha”, do inglês, “last mile”.
• Data Communications Equipment (DCE): também chamado de equipa-
mento de terminação de circuito de dados, o DCE consiste em dispositivos que 
colocam dados no loop local (que é a linha de comunicação entre o cliente e 
a operadora). O DCE fornece principalmente uma interface para conectar os 
assinantes a um link de comunicação na nuvem da WAN. É no DCE que é 
realizada a comunicação de portadora e geração de clock em um link.
17
UNIDADE Conectividade de WAN
• Data Terminal Equipment (DTE): dispositivos do cliente que transmitem 
os dados de uma rede do cliente ou computador host para transmissão pela 
WAN. O DTE se conecta ao loop local por meio do DCE ligado em outra pon-
ta. Os roteadores, por exemplo, são dispositivos tipicamente DTEs.
CO Switch
Loop local
Demarcação
Ponto
Equipamento de
Comunicação de 
Dados (ECD)
Terminal de dados
Equipamentos (TDE)
Companhia 
(assinante)
Central Local
Escritório (CE)
Provedor de serviços de WAN
Serviço de WAN
Rede de Provedores
S
Instalações do cliente
Equipamento (ICE)
Provedor de serviço
Equipamento
Figura 4 – Terminologia de Camada Física de WAN
18
19
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Módulo de Roteamento e Switching: Conceitos Essenciais (CCNA2)
CISCO NETACAD – Módulo de Roteamento e Switching: Conceitos Essenciais (CCNA2) 
– 6ª Versão, Cisco Systems, 2017. (Material on-line).
Módulo de Roteamento e Switching: Dimensionamento (CCNA3)
CISCO NETACAD – Módulo de Roteamento e Switching: Dimensionamento (CCNA3) 
– 6ª Versão, Cisco Systems, 2017. (Material on-line).
Redes de Computadores
DAVID, B. S.; PETERSON, L. L. Redes de Computadores. 5. ed. São Paulo: Editora 
Campus, 2013.
Comunicação de Dados
ROCHOL, J. Comunicação de Dados. Porto Alegre: Editora Bookman, 2012. (e-book).
CCNP Routing and Switching Official Cert Library
KEVIN, W; LACOSTE, R; HUCABY, D. CCNP Routing and Switching Official Cert 
Library. Indianápolis – EUA: Editora Cisco Press, 2015.
19
UNIDADE Conectividade de WAN
Referências
COMER, D. E. Redes de Computadores e Internet. 6. ed. Porto Alegre: Editora 
Bookman, 2016.
KUROSE, James F; ROSS, Keith W. Redes de Computadores e a Internet: uma 
abordagem top-down. 6. ed. São Paulo: Editora Pearson, 2013.
STALLINGS, W. e ROSS K. Redes de Computadores e a Internet. 5. ed. São 
Paulo: Editora Pearson, 2010.
TANENBAUM, A. S; WETHERALL, D. Redes de Computadores. 5. ed. Rio de 
Janeiro: Editora Campus, 2011.
20

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