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Infecções bacterianas

Material sobre infecções bacterianas da pele: define piodermite e impetiginização, lista agentes e toxinas, explica defesas do hospedeiro; descreve foliculite, furúnculo, forunculose e antrax; indica diagnóstico (sintomas, exame bacteriológico) e tratamento (compressas, antibióticos; drenagem não recomendada).

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Infecções bacterianas 
Piodermite: É uma infecção primária da pele, 
geralmente causada por bactérias como o 
estafilococo. Isso ocorre na pele saudável e pode 
resultar em problemas cutâneos. 
Impetiginização: Quando a pele já está 
danificada devido a ferimentos, coceira (como 
na escabiose), eczemas ou outras condições, 
uma infecção bacteriana secundária pode 
ocorrer. 
Manifestações cutâneas de infecções 
sistêmicas: Isso pode acontecer devido a 
bactérias entrando na corrente sanguínea 
(bacteremia) ou desencadeando reações 
imunológicas. 
Pistas para infecções graves: A pele pode dar 
dicas importantes sobre infecções que 
ameaçam a vida, como aquelas causadas por 
bactérias como Neisseria meningitidis, 
Staphylococcus aureus e Pseudomonas 
aeruginosa. 
Toxinas bacterianas: Algumas infecções de pele 
são causadas pela ação de toxinas liberadas por 
bactérias, como no caso da síndrome 
estafilocócica da pele escaldada. 
 
Infecciones bacterianas con 
compromiso cutáneo 
 
A gravidade da infecção depende da 
agressividade da bactéria, como ela entrou, a 
resposta inflamatória e a imunidade do 
hospedeiro. 
Bactérias comuns na pele incluem: 
Micrococcus, Staphylococcus epidermidis, S. 
hominis, Corynebacterium, Propionibacterium. 
 
O Staphylococcus aureus é mais comum em 
pele doente. Seu habitat são as narinas e o 
períneo. 
 
Outros patógenos incluem: Streptococcus 
pyogenes, Proteus, Pseudomonas, etc. 
Os mecanismos de defesa dos hóspedes 
incluem: 
- A naturalização e bom estado da superfície 
epitelial, incluindo sua capacidade de produzir 
secreções. 
- Interações entre organismos saprofíticos da 
flora normal e patógenos. 
- Mecanismos imunológicos humorais e 
celulares. 
Piodermitis 
 
Causadas principalmente por estafilococos 
coagulase-positivos, estreptococos beta-
hemolíticos ou uma combinação de ambos. Em 
casos menos frequentes, outras bactérias 
também podem causar essas infecções. 
O Staphylococcus aureus pode causar infecções 
na pele devido à sua ação direta, produção de 
toxinas e enzimas, além de problemas 
sistêmicos graves e potencialmente mortais. 
 
Piodermites Anexiais: 
Afetam folículo, unha e glândula sudorípara. 
Folicular: Aguda: (muito frequente) foliculite, 
osteofoliculite ou impetigo de bockart, 
furúnculo, antrax. 
Crônica: (rara e de difícil tratamento) foliculite 
hipertrófica ou queloidiana, sicocis da barba, 
celulites dissecantes do coro cabeludo ou 
foliculite e perifoliculite capitis absceden et 
suffodiens, foliculites decalvante. 
Afecção ungueal onixis e perionixis piogena. 
Hidrosadenitis e periporitis por afetação da 
glândula sudorípara. 
Piodermites Extraanexiais: 
 
Englobam infecções como o impetigo 
estafilocócico, que é muito comum, além de 
outros quadros frequentes como dactilite, 
botriomicose e piodermites vegetantes. 
 
Foliculitis 
 
A foliculite é uma infecção que afeta os folículos 
pilosos, acompanhada de inflamação aguda ou 
crônica e estão presentes em toda a pele, exceto 
nas palmas das mãos e plantas dos pés. 
Mais comuns no couro cabeludo, área da barba, 
bigode, axilas e área púbica. 
A foliculite pode ser classificada como superficial 
ou profunda, dependendo da profundidade da 
infecção. 
 
Forúnculo 
Profunda e dolorosa do folículo piloso, menos 
comum em crianças. 
Nódulo vermelho, endurecido e sensível que 
cresce, gera pus e dor, quando se rompe, libera 
pus formando um núcleo central de material 
morto chamado "clavo", a dor diminui, a 
vermelhidão e o inchaço desaparecem. 
Forunculose: Processo crônico e recorrente. 
Fatores de risco: obesidade, etilismo, diabetes e 
uso de certos medicamentos. 
Aparecem em: pescoço, axilas, nádegas e 
pernas. Em casos graves, pode se espalhar para 
os lábios e nariz, causando tromboses nos seios 
cavernosos, e a infecção pode se espalhar pelo 
corpo, levando a sepse. 
 
DX: É baseado nos sintomas. O exame 
bacteriológico e o teste de sensibilidade 
antimicrobiana destinam-se a orientar o 
tratamento. 
DX DIFERENCIAL: miasis forunculoide, quiste 
enfectado, hidradenitis. 
TTO: inclui compressas quentes no início e 
antibióticos por via oral. 
A drenagem cirúrgica não é recomendada. 
 
Forunculose: Higiene adequada, controle de 
fatores de risco e o uso de antibióticos tópicos 
nas áreas de reservatório da bactéria podem ser 
recomendados (fosas nasales, periné, region 
subungueal). 
Deixa cicatriz permanente. 
Antrax 
Aguda, profunda e de um grupo de folículos 
pilosos adjacentes, acompanhada por calor 
intenso nos tecidos celulares subcutâneos. 
Comum:Idosos do sexo masculino, desnutridos, 
diabéticos e imunossuprimidos. 
Nódulos profundos que crescem, formando uma 
placa vermelha, dura e dolorosa de 3 a 10 cm 
marcada por múltiplas pústulas liberando pus 
que pode necrosar, criando uma área amarelada 
sobre um buraco (cráter) na pele que quando se 
solta, deixa uma úlcera com um fundo purulento 
que cicatriza lentamente por meio de formação 
de tecido granuloso. 
Ocorre na parte de trás do pescoço, ombros, 
quadris e coxas, e pode ser acompanhado de 
febre, calafrios e mal-estar. 
 
DX DIFERENCIAL: carbunco hidradenitis 
TTO: Antibioticoterapia sistémica (via oral). 
Deixa cicatriz residual. 
 
Sicosis o Foliculitis de la Barba 
As formas superficiais nas quais os pelos não 
caem, não deixam cicatrizes. 
A sicose da barba, por outro lado, é uma 
foliculite profunda e crônica que destrói os 
folículos, deixando cicatrizes. 
DX DIFERENCIAL: sicosis tricofitica 
TTO: antiséptico, ATB tópico e sistêmico. 
Foliculitis hipertrófica de la nuca o 
queloidiana 
Pápulas e pústulas isoladas ou confluentes, que 
formam bandas ou placas horizontais e 
irregulares de aspecto queloidiano, com mechas 
de pelos emergentes de um mesmo orifício 
folicular. Se associa a acne. Mas frequente em 
negro. 
 
Foliculitis Disecante del cuero 
cabeludo 
Nódulos que se interconectam por meio de 
canais, com pressão resultando na liberação de 
pus por vários orifícios, causando descolamento 
do couro cabeludo do crânio. 
Frequentemente em jovens (condição rara). O 
mesmo paciente pode ter acne conglobata ou 
hidradenite. 
DX DIFERENCIAL: exclusão de infecções fúngicas 
do couro cabeludo. 
perda permanente de cabelo 
Orzuelo 
Infecção profunda e aguda dos folículos ciliares 
e glândulas de meibomio. Mais frequente em 
paciente com dermatite seborreica. 
 
Hidrosadenitis o Hidradenitis 
É uma infecção supurativa, aguda ou crônica, 
das glândulas sudoríparas apócrinas (áreas 
axilares, genitais e perineais) causada por 
bloqueios de queratina. Surge após a 
puberdade, relacionada a depilação e o uso de 
desodorantes. (mais comum em mulheres) 
Uma ou várias pápulas que evoluem para 
nódulos dolorosos e profundos. Alguns nódulos 
se tornam fluctuantes e drenam pus, enquanto 
outros podem ser reabsorvidos lentamente. 
 
DX DIFERENCIAL: furúnculos, actinomicose, 
tuberculose e quistes. 
TTO: antissépticos tópicos e antibióticos por via 
oral. 
Recorrentes: isotretinoína oral, 
eletrocoagulação ou cirurgia de ressecção 
podem ser necessários. 
Agudas não deixam cicatrizes quando tratadas. 
Crônicas podem resultar em cicatrizes retráteis. 
 
Periporitis 
Infecção das glândulas sudoríparas écrinas, 
múltiplas lesões papulo-vesiculosas que se 
transformam em pústulas, aumentam de 
tamanho, rompem e eliminam pus. Não há 
presença de estrutura pilosa. 
TTO: ATB tópico ou sistêmico. 
Podem formar abscessos. 
 
Perionixis 
Tumefação dolorosa do reborde periungueal 
que elimina pus ocasionado por S aureus 
precedido de dano local como manicure, 
onicofagia, uso de sabão e detergentes. 
DX DIFERENCIAL: perionixis por cândida o 
pseudomona; panadizo herpético. 
 
Botriomicosis 
Infecção crônica causada por bactérias 
piogênicas, formando lesões semelhantes a 
grãos. Nódulos, úlceras ou trajetosfistulosos 
que se conectam a abscessos profundos que 
pode ocorrer devido à introdução local de um 
corpo estranho ou por bacteremia. 
Reclassificação: tumor vascular benigno 
(hemangioma capilar lobular). 
 
Piodermitis vegetante 
Placas extensas e exsudativas, cobertas de 
costras, pústulas e erosões (grandes pliegues, 
gênitas, nádegas, mãos e pés). Se produz por 
hiperplasia epitelial associada a lesões 
granulomatosas crônicas. 
DX DIFERENCIAL: Tb vegetante, pioderma 
gangrenoso, esporotricose 
 
Impétigo 
ampollar y no ampollar 
No ampollar 
Produzido por estafilo e/ou estreptococcus 
Ampollar 
Produzido exclusivamente por 
Staphylococcus aureus. 
Bolhas flácidas de 1-2 cm que persistem por 
2 a 3 dias, contendo líquido inicialmente 
transparente que se torna turvo durante a 
evolução, sem uma área vermelha 
circundante, ao se romper, deixam uma 
superfície erosiva coberta por uma fina 
crosta marrom e plana. 
Comum no rosto, mas pode aparecer em 
qualquer lugar, incluindo palmas, plantas 
dos pés e mucosa oral. 
 
Não causam aumento dos gânglios 
linfáticos. 
Afeta principalmente crianças, sendo mais 
comum no verão. 
 
 
Estreptococias 
Bactérias gram-positivas que não produzem 
catalase e podem sobreviver em ambientes com 
ou sem oxigênio. 
 
Estreptococcus beta-hemolítico do Grupo A 
(Estreptococcus pyogenes): virulentos para os 
seres humanos devido à proteína M que 
possuem. 
Lesões Estreptocócicas: 
Vesico-ampolares: Inclui condições como o 
impetigo de Tilbury Fox (lesões com vesículas e 
bolhas), dactilite ampolosa distal (bolhas nos 
dedos). 
Lesões Ulcerosas: Exemplos incluem ectima 
(lesões com ulcerações). 
Lesões Eritematosas: Isso abrange condições 
como erisipela (inflamação da pele), celulites 
(infecções de pele) e linfangite (inflamação dos 
vasos linfáticos). 
Lesões Erosivas ou Fissuradas: Isso envolve 
intertrigos (inflamações de dobras de pele). 
Lesões Necróticas: Inclui condições como 
celulite necrosante (infecção de pele com morte 
de tecido) e fasceíte necrosante (inflamação dos 
tecidos profundos com necrose). 
 
Impetigo Contagioso o de Tilbury-
Fox 
Agente Causador: Estreptococo beta-hemolítico 
do Grupo A. 
Afeta Principalmente: Crianças entre 5-9 anos, 
no verão e outono, ao redor da boca e nariz. 
Sintomas Iniciais: pequena vesícula de paredes 
finas e base vermelha. 
Evolução: A vesícula se rompe, formando pus 
que seca e cria crostas amarelas, úmidas e 
espessas. Às vezes, pode formar uma aparência 
circular sem deixar cicatriz. Geralmente melhora 
em 2-3 semanas sem tratamento. 
Complicações Imediatas: ectima, linfangite ou 
celulite. 
Complicação Mediata: Glomerulonefrite pode 
surgir após 15-21 dias. 
DX: clinico 
DX DIFERENCIAL: herpes simples, varicela e 
dermatite de contato 
TTO: descosturado com antisepico; ATB tópico 
ou VO. 
 
Ectima 
É uma Piodermite Profunda 
Origem: impetigo (infecção cutânea) ou após 
picadas de insetos, casos de varicela ou traumas 
menores. 
Fatores: má higiene e nutrição inadequada. 
Localização: extremidades inferiores. Pode estar 
acompanhada de aumento dos gânglios 
linfáticos regionais. 
Aparência: Apresenta uma úlcera coberta por 
uma crosta dura e seca, com bordas elevadas e 
um fundo purulento. A lesão é dolorosa, de 
crescimento lento, crônica e tende a deixar 
cicatriz. 
DX: clínica e em exames bacteriológicos. 
TTO: descosturado com antisepico; ATB tópico 
ou VO. 
 
Erisipela 
Áreas Afetadas: derme, hipoderme superficial e 
vasos linfáticos. 
Sintomas Típicos: vermelhidão e inchaço dos 
tecidos afetados, resultando em uma placa 
avermelhada que cresce, torna-se tensa, 
dolorosa, quente, brilhante e elevada, com 
bordas nítidas. Pode apresentar vesículas e 
bolhas, além de febre e mal-estar geral. 
Recorrência: Pode ser recorrente devido à 
obstrução crônica dos vasos linfáticos, levando a 
edema e elefantíase. 
Elefantíase Nostra Verrucosa: É uma hiperplasia 
cutânea resultante de linfedema crônico 
secundário à erisipela recorrente. 
DX: clínica, e pode haver um aumento nos níveis 
de leucócitos no sangue. 
DX DIFERENCIAL: celulite, herpes zoster, 
dermatite de contato e erisipeloide. 
TTO: repouso (principalmente em membros 
inferiores), penicilina e, em casos recorrentes, 
penicilina benzatina a cada 3 semanas pelo 
tempo necessário. 
 
Celulitis Aguda 
Inflamação aguda e extensa da pele que afeta o 
tecido subcutâneo profundo. 
Origem: infecção de uma ferida, lesão 
preexistente ou mesmo na pele saudável. 
Localização: membros inferiores (MMII) e a 
face. 
Sintomas Típicos: vermelhidão, inchaço e dor 
na área afetada, com limites mal definidos. 
Sintomas Gerais: febre, aumento dos gânglios 
linfáticos, linfangite regional e até bacteremia. 
Riscos: alterações oculares, trombose 
intracraniana e meningite quando afeta a região 
periorbital. 
DX DIFERENCIAL: Deve ser diferenciado de 
erisipela, herpes zoster e tromboflebite. 
TTO: repouso, analgésicos e antibióticos 
sistêmicos. O tratamento precoce é 
fundamental, já que é uma doença grave. 
 
Linfangitis 
 
 
 
 
 
 
 
Processo infeccioso que afeta os condutos 
linfáticos subcutâneos. 
Causas: Pode ocorrer secundariamente a feridas 
nas extremidades, bolhas infectadas, paroníquia 
etc. 
Sintomas Típicos: febre, leucocitose e dor. 
Características: cordão linear avermelhado de 
início súbito, próximo ao local de entrada da 
infecção, que se estende em direção ao gânglio 
linfático da área afetada. 
DX DIFERENCIAL: Deve ser diferenciado da 
tromboflebite. 
TTO: semelhante ao da erisipela. 
 
Fascistis Necrotizante 
Afetam o tecido celular subcutâneo, a fascia 
muscular e a pele acima, podendo ser causadas 
por estreptococos ou uma combinação de 
diferentes bactérias (estafilococos, Gram 
negativos, anaeróbios). 
Porta de Entrada: lesão cirúrgica ou traumática, 
sendo mais comum em pacientes com diabetes, 
insuficiência renal ou outras condições que 
comprometem a imunidade. 
Sintomas Iniciais: lesões eritematosas, 
edematosas e dolorosas que rapidamente se 
tornam violáceas e endurecidas. Podem se 
desenvolver bolhas que eventualmente ulceram 
e necrosam, espalhando-se rapidamente. 
Sintomas Gerais: febre, fraqueza e mau estado 
geral. 
Mortalidade: 34%. 
DX: clínica, sendo essenciais o cultivo e 
antibiograma. Exames de imagem como 
ultrassonografia, tomografia computadorizada 
ou ressonância magnética podem ajudar a 
determinar a extensão e profundidade da 
infecção. 
TTO: administração de antibióticos por via 
intravenosa e a remoção cirúrgica do tecido 
infectado. 
 
A síndrome de choque tóxico pode estar 
associada. 
 
 
 
 
Intertrigo Estreptocócico 
A lesão é eritematosa, fissurada, recoberta por 
crostas melicéricas, 
Localização:retroatrial e perianal. 
 
Dactilitis Ampollar Distal 
Bolhas tensas, purulentas com uma base 
eritematosa, localizadas nas extremidades dos 
dedos. 
Causada por estreptococos e eventualmente 
estafilococos. 
TTO: Drenagem além de antibioticoterapia. 
 
Doenças Bacterianas Mediadas por 
Toxinas 
Toxinas de Estafilococos aureus: pele, 
escaldada, síndrome do Shock tóxico, 
escarlatina estafilocócica. 
Toxina de estreptococos pyogenes: 
síndrome do Shock toxico-like, escarlatina 
 
Sindrome Estafilocócio de la Piel 
Escaldada (SSSS) 
Causada por Staphylococcus aureus. 
Afetação: lactentes e crianças até 5 anos de 
idade, geralmente benigno. 
Menos comum: crianças mais velhas e rara em 
adultos com doenças subjacentes, 
imunossupressão, insuficiência renal, infecção 
pelo HIV, com maior risco de mortalidade. 
Sintomas: erupção cutânea escarlatiniforme 
que começa no rosto, pescoço, axilas e coxas e, 
após alguns dias, se espalha por áreas mais 
amplas. Na semana seguinte, ocorre 
descamação e formação de crostas ao redor das 
aberturas naturais (como a boca). Pode 
resolver-seem poucos dias ou evoluir para uma 
infecção generalizada grave. 
Sintomas típicos: febre, irritabilidade, e a pele é 
sensível. 
DX: clínica, com exame histopatológico que 
mostra a formação de bolhas na camada 
superior da pele (capa granulosa). 
DX DIFERENCIAL: Necrólise Epidérmica Tóxica 
(NET). 
TTO: hospitalização e receber tratamento com 
antibióticos sistêmicos. 
 
Sindrome del Shock toxico 
Causada por toxinas transportadas pelo sangue, 
produzidas por certas estirpes do 
Staphylococcus aureus (fago I). 
Forma de apresentação menstrual: uso de 
tampões vaginais em mulheres jovens. 
Forma de apresentação não menstrual: ambos 
os sexos, relacionado a feridas cirúrgicas, 
abscessos profundos, perfurações timpânicas, 
etc. 
Sintomas: febre alta, hipotensão e 
anormalidades em pelo menos 3 sistemas do 
corpo, erupção cutânea que evolui para 
eritrodermia (vermelhidão intensa), afetando as 
mucosas e levando a descamação visível, 
principalmente nas palmas e solas dos pés. 
TTO: hospitalização, suporte para equilíbrio de 
líquidos e eletrólitos, antibióticos administrados 
por via intravenosa. 
 
Escarlatina Estafilococica 
Toxina eritrogenica pouco frequente. 
DX: feridas infectadas da pele. 
Apresentação clínica: exantema, enantema, 
febre e quadro similar a escarlatina 
estreptocócica. 
 
 
 
 
Sindrome del Shock Toxico-Like 
Infeção estreptocócica o a partir de una herida. 
Sintomas: febre, dor, mal estado geral, podendo 
levar a choque, insuficiência renal e alta 
mortalidade. 
 
Escarlatina 
Doença mediana causada por uma toxina 
estreptocócica do grupo A, 
Comum em: crianças de 4 a 8 anos durante o 
inverno e primavera. 
Sintomas: febre, cefaleia e um rash de aspecto 
áspero de cor vermelha que respeita as palmas 
das mãos e plantas dos pés. Mais tarde, ocorre 
descamação, principalmente nas palmas das 
mãos e solas dos pés, podendo durar semanas. 
DX: clínico e confirmado por cultivo do exsudato 
da garganta. 
 
Tratamento das infecções de pele por 
estreptococos e estafilococos: 
 
Antissépticos: lesões úmidas e crostosas. 
(Clorhexidina, Iodo-povidona, Sulfato de cobre, 
Sulfato de zinco, Permanganato de potássio, 
Acetato de alumínio e Subacetato de chumbo). 
Antibióticos tópicos: Preferir os que têm uso 
limitado por outras vias para reduzir riscos de 
alergias e resistência microbiana. Nas infecções 
de pele leves e superficiais, pode-se usar apenas 
essa via. (Mupirocina 2%, Ácido fusídico 5%, 
Bacitracina, Polimixina B, Neomicina, 
Rifampicina, ocasionalmente Eritromicina 2-4%, 
Clindamicina 1%, e recentemente 
Retapamulina). 
Antibióticos sistêmicos: via oral ou parenteral, 
dependendo da gravidade do caso e do agente 
causal. 
Infecções estafilocócicas: Cefalosporinas (como 
Cefalexina, Cefadroxilo, Cefalotina, Cefazolina), 
Penicilinas sintéticas (Dicloxacilina, Cloxacilina, 
Oxacilina, Meticilina, Nafcilina), Amoxicilina com 
sulbactam ou ácido clavulânico, 
segunda linha: Macrolídeos (como Eritromicina, 
Azitromicina, Claritromicina, Roxitromicina). 
 
Infecções estreptocócicas: primeira linha: 
Penicilinas (Penicilina V, Penicilina G, Penicilina 
G benzatínica, Amoxicilina). 
segunda linha: Macrolídeos (Eritromicina, 
Claritromicina, Azitromicina, Roxitromicina), 
Cefalosporinas e outros como Clindamicina e 
Ciprofloxacina. 
 
Outras Doenças Bacterianas 
 
Eritrasma 
Infecção bacteriana superficial crônica. 
Causada por Corynebacterium minutissimum. 
Caracteristicas: Placas bem limitadas, pardo-
rojizas, com descamação superficial. 
Localização: pliegues inguinais, axilares, 
submamários e interdigitais. 
Mais comum em homens. 
DX: Clínico e pode usar a lâmpada de Wood 
(fluorescência vermelho-coral na área afetada). 
DX DIFERENCIAL: tiña crural, candidíase e 
pitiríase versicolor. 
TTO: Eritromicina oral 1g/dia por 5-7 dias. 
Alternativas: Claritromicina, azitromicina, 
tetraciclina. 
Tópico: Clindamicina 2% ou miconazol 2%. 
 
Carbunco 
Causado por: Bacillus Anthracis. 
Forma más común: cutânea. 
Afetação: Áreas expostas da pele (rosto, 
pescoço, mãos ou braços). 
Características: pústula sensível que se 
desenvolve em uma bolha hemorrágica e 
necrótica (pápula maligna) com uma base 
vermelha e inchaço. 
Os sintomas gerais aparecem 3 dias depois. 
Mortalidade sem tratamento: 5%-20%. 
TTO:Penicilina G. Tetraciclina se alergia à 
penicilina. 
 
Queratolisis Picada o Punteada 
Infección superficial de la piel 
Posiblemente causada por: Micrococcus 
sedentarius, Corynebacterium y Dermatophilus 
congolensis. 
Características: Múltiples erosiones circulares 
poco profundas que se asemejan a saca-bocados 
y se unen en placas. Puede afectar toda la planta 
del pie. 
TTO: Gel de peróxido de benzoílo al 5%. 
Antibióticos tópicos: mupirocina y eritromicina. 
 
Erisipeloide 
Causada por: Erysipelothrix rhusiopathiae, 
adquirida por ferimentos ou picadas de ossos e 
espinhas de peixe. 
Comum em: profissionais como carniçeiros, 
pescadores e cozinheiros. 
Características: manifesta-se em um dedo ou 
mão como uma placa roxa sensível, com bordas 
definidas, progredindo das bordas para o centro 
e, em casos raros, pode se disseminar ou causar 
sepse. 
TTO: Penicilina. 
 
Tricomicosis Axiliar 
Infecção superficial 
Causada por: Corynebacterium tenuis 
Localização: axilas e, menos frequentemente, 
na região púbica. 
Surge após a puberdade e é mais comum em 
homens. 
Características: Apresenta-se como depósitos 
brancos, amarelos, vermelhos e pretos ao longo 
do folículo piloso. 
 
TTO: Raspar a área afetada, lavar com sabonetes 
antissépticos e usar antibióticos tópicos, como 
clindamicina ou eritromicina. 
 
Infecciones por Pseudomonas 
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria 
oportunista que pode afetar a pele. 
Normalmente vive em ambientes aquáticos, 
solo e em materiais úmidos próximos a 
pacientes doentes. 
Localização: áreas úmidas como axilas, região 
anogenital e ouvido externo. 
 
Os principais distúrbios cutâneos causados pela 
Pseudomonas aeruginosa incluem: 
 
a) Síndrome da unha verde, que provoca 
onicólise e coloração esverdeada nas unhas; 
b) Ectima gangrenoso, caracterizado por úlceras 
necróticas cercadas por uma área avermelhada, 
frequentemente encontradas nas axilas e na 
região anogenital; 
c) Intertrigo nos dedos dos pés, que resulta em 
fissuras dolorosas com descamação e 
maceração da pele, geralmente nas áreas 
cobertas por roupas de banho. Este quadro dura 
de 7 a 10 dias. A septicemia, que é uma infecção 
sistêmica grave, ocorre mais frequentemente 
em pacientes fortemente imunossuprimidos. 
 
TTO: 
casos localizados: solução de ácido acético a 1%, 
polimixina B a 0,1% duas vezes ao dia, ou 
neomicina. 
casos graves: carbenicilina, gentamicina ou 
amicacina.

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