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ÁREAS PROTEGIDAS ( UNIDADES DE CONSERVAÇÃO)
Nome da Unidade de Conservação: Parque Nacional do Pau Brasil;
Categoria: Federal;
Órgão gestor: ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade);
Área da Unidade: 19.027,2218 hectares;
Bioma: Mata Atlântica;
Municípios que abrange: Porto Seguro (100%);
Data de criação e número da Lei: Decreto s/nº de 20 de abril de 1999 e ampliado pelo Decreto s/nº de 11 de
junho de 2010;
Ano de publicação do Plano de Manejo: 2016;
Principais objetivos e metas: Preservar a biodiversidade da Mata Atlântica de tabuleiro, aliando aspectos ambientais, históricos, socioculturais e econômicos numa região de grande riqueza biológica, atratividade turística, sítio do descobrimento e patrimônio mundial da humanidade (Unesco), possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, de recreação em contato com a natureza e turismo ecológico.
Objetivos Específicos do Parque Nacional do Pau Brasil:
· Colaborar com a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica do sul da Bahia, importante remanescente florestal integrante do Corredor Central da Mata Atlântica;
· Preservar os maciços florestais sobre os tabuleiros costeiros, fitofisionomia da Mata Atlântica e organismos associados;
· Preservar o patrimônio genético, espécies raras, endêmicas e ameaçadas existentes no PNPB;
· As espécies bandeiras como o pau-brasil (Caesalpinia echinata), a perereca-verde (Hylomantis aspera), a perereca-folha (Phyllomedusa burmeisteri), o mutum-do-sudeste (Crax blumembachii), o gavião-real (Harpia harpyja) e a anta (Tapirus terrestris);
· Contribuir para a manutenção dos padrões climáticos da região;
· Proteger os recursos hídricos regionais,os ecossistemas fluviais e os mananciais das bacias hidrográficas dos rios Trancoso, Taipe e Barra;
· Proteger o patrimônio geológico e suas particularidades geomórficas;
· Promover a visitação, lazer e recreação de forma ordenada, voltados para a conscientização ambiental, a valorização e conservação do patrimônio natural, histórico e cultural bem como a educação ambiental, por meio da difusão de conceitos e práticas ambientalmente sustentáveis;
· Estimular a integração e o desenvolvimento sustentável junto às comunidades do entorno, visando à proteção e à minimização dos impactos ambientais sobre a paisagem na qual se insere o Parque;
· Incentivar e dar suporte a pesquisas que gerem conhecimento sobre a região, forneçam subsídios para a gestão da Unidade de Conservação e auxiliem na formulação e execução de estratégias de conservação e preservação;
Visão de Futuro do Parque Nacional do Pau Brasil
“Aprimorar o status de conservação e preservação dos ecossistemas abrigados pelo PNPB, tornando-se referência no Uso Público, inclusive para esportes de aventura de baixo impacto, aliando a integração e inserção das comunidades do entorno nos esforços de preservação e gestão da Unidade”.
Zonamento da área em zonas ou categorias de uso:
· Zona Primitiva - agrupa áreas naturais bem conservadas, com pequena ou mínima intervenção humana;
· Zona de Uso Extensivo - zona de transição entre a Zona Primitiva e a Zona de Uso Intensivo;
· Zona de Uso Intensivo - constituída por áreas naturais ou antropizadas. O ambiente é mantido o mais próximo possível do natural, devendo conter centro de visitantes e outras facilidades e serviços;
· Zona de Recuperação - Trata-se de zona provisória que, uma vez recuperada, será transformada em uma das zonas permanentes;
· Zona de Uso Especial - aquela que contém áreas necessárias à administração, manutenção e serviços do PNPB, abrangendo alojamentos, postos de fiscalização, oficinas, helipontos, sedes administrativas, centro de visitantes e outros;
· Zona de Uso Conflitante - corresponde a espaços estabelecidos dentro do PNPB, antes da criação do mesmo, cujos usos e finalidades conflitam com os objetivos de conservação da área protegida;
· Zona de Ocupação Temporária - corresponde às áreas dentro do PNPB onde ocorrem concentrações de populações humanas residentes e as respectivas áreas de uso. Esta zona é provisória e, uma vez reassentadas as populações, será incorporada a uma das zonas permanentes;
· Zona de Amortecimento - Corresponde a uma extensa faixa no entorno do Parque, onde as atividades humanas estarão sujeitas as normas e restrições específicas;
Principais medidas de conservação:
· Melhorar comunicação entre fiscalização e população do entorno;
· Propor um estudo de manejo e ou erradicação da palmeira do dendê na região, visando coibir sua utilização na ceva para caça;
· Realizar trabalho de inteligência para detectar redes de tráfico nacional e internacional com o apoio da Polícia Federal, Departamento de Polícia Ambiental (Polícia Civil), Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental – CIPPA e Coordenação de Informações sobre ilícitos ambientais – COIN-IBAMA;
· Promover campanhas educativas nas comunidades do entorno, escolas e propriedades rurais, voltadas para a conscientização do problema dos incêndios florestais, visando coibi-los;
· Incentivar o trabalho conjunto das brigadas de incêndio na região;
· Aquisição e instalação de torres de observação de incêndio no PNPB;
· Cobrar da Prefeitura Municipal de Porto Seguro o saneamento básico para estas comunidades;
· Ações de educação ambiental voltadas para o turismo sustentável, com enfoque no impacto causado pela produção de lixo, buscando parcerias dos proprietários interessados no turismo para ações de sensibilização, educação ambiental e fiscalização;
· Articular junto à Prefeitura de Porto Seguro o serviço de coleta de lixo, promovendo a coleta seletiva, além da melhoria nos sistemas de abastecimento e tratamento de água e esgoto;
· Identificar e mapear as áreas de ocorrência da muçununga visando conservá-las e incentivar a realização de pesquisas sobre sua função e importância para o ecossistema;
· Promover interface do Parque com o Comitê de Bacias, visando monitorar a quantidade e a qualidade da água, principalmente no início das chuvas e em caso de mortandades de peixes e crustáceos;
· Promover monitoramento periódico nos limites do Parque, visando identificar acessos indevidos para a exploração madeireira;
· Incentivar os proprietários rurais a adotarem práticas de agricultura orgânica, visando agregar valor ao produto e mitigar os impactos ambientais negativos decorrentes do uso de agrotóxicos no entorno do Parque;
Principais medidas para o monitoramento e avaliação: Patrulhas terrestres e aéreas (com uso de VANT) frequentes e com cronograma (Plano de Proteção aprovado);
Principais pressões e ameaças: Riscos de invasão, áreas particulares ainda sem regularização fundiária, caça, incêndios criminosos, agrotóxicos, uso de água e invasão de animais domésticos (gado).
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Referências
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (Brasil). Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Plano de Manejo: Parque Nacional do Pau Brasil. [S. l.: s. n.], 2016. v. 1. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/mata-atlantica/lista-de-ucs/parna-do-pau-brasil/arquivos/dcom_plano_de_manejo_parna_pau_brasil_volume_i.pdf. Acesso em: 20 jun. 2023.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (Brasil). Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Plano de Manejo: Parque Nacional do Pau Brasil. [S. l.: s. n.], 2016. v. 2. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/mata-atlantica/lista-de-ucs/parna-do-pau-brasil/arquivos/dcom_plano_de_manejo_parna_pau_brasil_volume_ii.pdf. Acesso em: 20 jun. 2023.

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