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Resumo Atenção Integral à Saúde da Mulher

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INTERAÇÃO COMUNITÁRIA 
Graziela Gonzaga Santana 
 
ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE DAS MULHERES 
• Para que a Atenção Básica (AB) possa cumprir 
seu papel na Rede de Atenção à Saúde, é 
fundamental que a população reconheça que 
as unidades básicas de saúde (UBS) estão 
próximas a seu domicílio e podem resolver 
grande parte de suas necessidades em saúde. 
• Para isso, gestores e trabalhadores possuem a 
tarefa de organizar os serviços de modo que 
eles sejam, de fato, acessíveis e resolutivos às 
necessidades da população. 
 
 
 
 
 
• O atendimento integral das mulheres – com 
acolhimento de suas demandas e 
necessidades, garantia do acesso e respostas 
a contento – ainda está em processo de 
consolidação. 
 
 
 
 
FLUXO DE ATENDIMENTO NA APS 
• Captação da mulher para consulta pelo ACS 
ou demanda espontânea. 
• Realização de consulta da saúde da mulher 
pelo profissional da equipe responsável. 
• Retorno da mulher para diagnóstico e fluxo 
de acompanhamento pelo profissional da 
equipe responsável. 
 
 
 
 
 
 
ACOLHIMENTO COM ESCUTA QUALIFICADA 
• É uma das diretrizes para qualificação e 
humanização das práticas de saúde no SUS, 
que devem estar fundamentadas no trabalho 
em equipe e na construção do 
relacionamento entre profissionais e usuárias. 
• Incluir o acolhimento com escuta qualificada 
como princípio básico das ações dos 
profissionais de saúde tem por objetivos: 
 A melhoria do acesso das usuárias aos 
serviços de saúde. 
 A humanização das relações entre 
profissionais de saúde e usuárias. 
 A mudança de objeto (da doença para o 
sujeito). 
 A abordagem integral a partir de 
parâmetros humanitários de 
solidariedade e cidadania. 
 O aperfeiçoamento do trabalho em 
equipe, com a integração e a 
complementaridade das atividades 
exercidas por categoria profissional. 
 O aumento da responsabilização dos(as) 
profissionais de saúde em relação às 
usuárias e a elevação dos graus de 
vínculo e confiança. 
 A operacionalização de uma clínica 
ampliada que implica a abordagem da 
usuária para além da doença e das 
queixas. 
 
 
2 
 
CLÍNICA AMPLIADA 
• No cotidiano dos serviços, a integralidade se 
expressa pela atenção à saúde dos usuários, 
sob a ótica da clínica ampliada, com a oferta 
de cuidado à (e com a) pessoa, e não apenas a 
seu adoecimento. 
• Ampliar a clínica é aumentar a autonomia do 
usuário do serviço de saúde, da família e da 
comunidade. 
• Considerando que os aspectos biológicos, 
psíquicos, socioeconômicos, culturais, 
espirituais e ambientais exercem 
determinação sobre o processo saúde-doença 
dos indivíduos e, portanto, os profissionais de 
saúde devem acionar recursos diversos. 
INTEGRALIDADE 
• É necessário adoção de ações de saúde não 
apenas para a mulher, mas também para a 
família e a comunidade. Aponta-se, ainda, 
para o fortalecimento das ações voltadas a 
mulheres historicamente excluídas das 
políticas públicas, como forma de garantir 
legitimidade às suas necessidades e 
especificidades. 
• Nesse sentido, é necessário garantir acesso 
aos serviços, respeitando a diversidade 
cultural, sexual, étnica e religiosa, 
contribuindo para a construção da autonomia 
de mulheres com deficiência, lésbicas, 
bissexuais, transexuais, negras, índias, 
ciganas, do campo e da floresta, em situação 
de rua e privadas de liberdade, em todas as 
fases da vida. 
PRESTAÇÃO DE CUIDADOS ABRANGENTES 
• A integridade e se expressa pela atenção à 
saúde dos usuários, sob a ótica da clínica 
ampliada incluindo a prestação de cuidados 
abrangentes, que compreendem desde a 
promoção da saúde, a prevenção primária, o 
rastreamento e a detecção precoce de 
doenças até a cura, a reabilitação e os 
cuidados paliativos, além da prevenção de 
intervenções e danos desnecessários, a 
denominada prevenção quaternária. 
ATRIBUIÇÕES COMUNS DA EQUIPE DA APS 
• Aliados ao objetivo de qualificar as ações de 
saúde na Atenção Básica, os Protocolos da 
Atenção Básica cumprem uma função 
primordial, que é oferecer respaldo ético-
legal para a atuação dos(as) trabalhadores(as) 
da Atenção Básica, conforme disposto em 
suas atribuições comuns e específicas 
constantes na PNAB, particularmente no que 
se refere aos(às) profissionais de 
enfermagem. 
• Compondo a equipe mínima da Saúde da 
Família – juntamente com médico, técnicos 
em enfermagem e agentes comunitários de 
saúde – e outras modalidades de equipes de 
Atenção Básica, enfermeiras e enfermeiros 
desenvolvem atividades clínico-assistenciais e 
gerenciais. 
ATRIBUIÇÕES COMUNS DA EQUIPE DA APS 
• Acolher as mulheres de forma humanizada. 
• Conhecer hábitos de vida, condições e 
estratégias de saúde. 
• Trabalhar em equipe, valorizando saberes e 
práticas. 
• Desenvolver atividades educativas, individuais 
e coletivas. 
• Prestar atenção integral e contínua. 
ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO 
• Realizar consulta médica, coleta de exame 
preventivo e exame clínico das mamas. 
• Avaliar quadro clínico e emitir diagnóstico. 
• Solicitar exames complementares, quando 
necessário. 
• Encaminhar, quando necessário, aos demais 
pontos da RAS. 
SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL 
• Avaliar se o sangramento realmente é uterino 
(enfermeiro/médico). 
 
3 
 
• Fazer teste de gravidez (enfermeiro/médico). 
 Se der positivo: 
o Considerar abortamento. 
o Atentar para violência sexual. 
 Se der negativo: 
o Avaliar se é sangramento agudo 
intenso (enfermeiro/médico). 
▪ Se não for: avaliar o padrão de 
sangramento (médico). 
▪ Se for: tratamento clínico do 
sangramento agudo. 
SANGRAMENTO UTERINO AUMENTADO 
• Ciclos regulares, porém, prolongados ou 
intensos. 
• Volume do sangramento interfere nas 
atividades. 
• É importante lembrar que grandes 
sangramentos podem causar anemia em 
mulheres, sendo necessário o 
encaminhamento para o hematologista. 
CAUSAS MAIS RELEVANTES: 
 
FUNCIONAL (CAUSA ENDOMETRIAL) 
• Anteriormente denominado sangramento 
uterino disfuncional. 
• Distúrbio em que o tecido que normalmente 
reveste o útero cresce fora do útero. 
• Na endometriose, o tecido pode estar 
presente nos ovários, nas tubas uterinas ou 
no intestino. 
 
 
 
 
 
 
 
MIOMATOSE 
• Os miomas são tumores benignos do útero. 
• Consiste no crescimento exagerado das 
células do miométrio de forma delimitada, 
formando nódulos. 
 
 
 
 
 
 
ADENOMIOSE 
• Condição em que tecido endometrial cresce, 
ocorrendo um espessamento dentro das 
paredes do próprio útero. 
• O endométrio invade a musculatura uterina 
(miométrio – músculo que envolve o útero). 
• Na endometriose, tecido endometrial se 
instala em outros órgãos, como nos ovários, 
no intestino e na bexiga. Já na adenomiose, o 
tecido endometrial cresce na parede do 
útero, o miométrio. 
• O diagnóstico é feito a partir de ultrassom e 
de exame anatomopatológico. 
• Geralmente se manifesta com sangramentos 
(necessário manejo clínico) e dor pélvica. 
• Se o sangramento ir aumentando, é 
importante também avaliar se há quadro de 
anemia. 
 
 
 
 
 
 
 
DIU DE COBRE 
• A inserção do DIU de cobre pode causar 
sangramentos anormais, principalmente nos 
três primeiros meses. 
• Algumas mulheres 
sentem muitas 
cólicas também, 
sendo preciso 
avaliação médica. 
 
4 
 
COAGULOPATIAS 
• Sãos doenças 
relacionadas à 
coagulação e que 
podem causar 
sangramentos. 
• Podem estar 
associadas a histórico 
familiar. 
 
 
 
• Outras causas, mas que geralmente provocam 
sangramento intermenstrual: 
 Pólipos endometriais. 
 Hiperplasia ou carcinoma de endométrio. 
 Doença inflamatória pélvica, 
endometrite. 
SANGRAMENTO IRREGULAR (ANOVULATÓRIO) 
• Ciclos irregulares, geralmente sem sintomas 
relacionados à menstruação. 
• Volume do sangramento variável. 
CAUSAS MAIS RELEVANTES: 
 
PRIMEIROS ANOS APÓS MENARCA 
• Menarca: primeira menstruação. 
• É normal amulher ter ciclos irregulares nos 
primeiros anos depois da primeira 
menstruação. 
• Em alguns casos pode ser prescrito uso de 
anticoncepcional para a regulação do ciclo 
menstrua. 
 
CLIMATÉRIO 
• Menopausa: ausência de menstrual por 12 
meses consecutivos. 
• Climatério: transição da fase reprodutiva para 
a não reprodutiva. Nessa fase de transição é 
normal ter sangramentos irregulares. 
• É orientação é através do manejo clínico, 
sendo possível, até mesmo, a prescrição de 
anticoncepcional para a regulação do 
sangramento. 
SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS (SOP) 
• Pequenos cistos no ovário que levam a 
alterações no ciclo menstrual. 
• Mulheres com ovários policísticos têm maior 
tendência à obesidade. 
• Além disso, consiste em um distúrbio 
hormonal, o que pode favorecer acnes, pele 
oleosa, excesso de pelos... ou seja, não trata 
apenas de uma alteração anatômica, mas 
também influencia em vários outras 
características. 
• Pode ser confirmado através de ultrassom. 
• Trata-se com anticoncepcional oral. 
Lembrando que é necessário fazer o controle 
do peso. 
 
 
 
 
 
 
HIPOTIREOIDISMO 
• A glândula tireoide não produz a quantidade 
suficiente do hormônio da 
tireoide. 
• É necessário repor a falta dos 
hormônios. 
• Sintomas: cansaço, pele seca e 
áspera, cabelo seco, 
irritabilidade... 
• O hipotireoidismo pode causar 
também irregularidade do ciclo menstrual. 
 
HIPERPROLACTINEMIA 
• Aumento de prolactina (hormônio do leite) no 
sangue. 
• A mulher pode apresentar até amenorreia 
(ausência de menstruação). 
 
5 
 
• Uma das causas é o uso de medicamentos 
que estimulam a produção de prolactina. 
• A hiperprolactina é também uma das causas 
da irregularidade do ciclo menstrual podendo 
levar até a amenorreia. 
SANGRAMENTO UTERINO INTERMENSTRUAL 
• Sangramento o não relacionado ao ciclo 
menstrual. 
• Padrões: 
 Escape ou spotting: ocorre em qualquer 
momento do ciclo menstrual e, 
geralmente, em pequena quantidade. 
 Sangramento pós-coito: é desencadeado 
pelo ato sexual e, geralmente, decorre de 
patologias da vagina ou do colo uterino. 
 
ASSOCIADO A ANTICONCEPCIONAL ORAL COMBINADO 
• O uso de forma inadequada pode causar 
sangramento intermenstrual. 
• Pode-se ter sangramentos nos três primeiros 
meses de uso de anticoncepcional. 
• Anticoncepcionais que possui baixas doses de 
estrogênios podem causar sangramentos 
também. Ex.: minipílula. 
 
ASSOCIADO À MEDROXIPROGESTERONA DE DEPÓSITO 
• É um tipo de anticoncepcional. 
• É um injetável trimestral. 
• Principalmente nos três primeiros meses, a 
mulher pode ter sangramentos de escape. Se 
persistir, é necessário avaliar. 
 
PATOLOGIAS CERVICAIS E ECTOPIA 
• Mulheres com patologias cervicais podem ter 
sangramentos de escape, até mesmo, nas 
relações sexuais. Ex.: câncer de colo de útero. 
• A ectopia é a famosa ferida no colo uterino. 
Ela é normal em gestantes, usuárias de 
anticoncepcional e mulheres em idade 
reprodutiva. 
• Não é maligno e as vezes nem é necessário 
tratar, mas pode 
ser uma causa de 
sangramento de 
escape. 
 
 
PATOLOGIAS DO ENDOMÉTRIO 
• Também podem levar a sangramentos, 
geralmente sangramentos de escape. 
• Pólipo: é um crescimento excessivo de células 
na parede 
interna do 
útero, chamada 
endométrio, 
formando 
bolinhas 
semelhantes a 
cistos que se desenvolvem para o interior do 
útero. Diagnóstico por meio de histeroscopia. 
 
• Hiperplasia: proliferação anormal das 
glândulas do 
endométrio, 
com um 
acometimento 
difuso ou 
focal, e com 
possibilidade 
de evoluir para neoplasia maligna. 
 
• Câncer de endométrio (CA): Tipo de câncer 
que começa no revestimento do útero. A 
maioria dos casos ocorre em mulheres acima 
de 55 anos. Um sinal 
importante é o 
sangramento vaginal 
anormal, como 
sangramento após a 
menopausa ou entre os 
períodos menstruais. 
 
DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA (DIP) 
• Infecção dos órgãos reprodutores femininos. 
 
6 
 
• Geralmente, ocorre quando bactérias 
sexualmente transmissíveis se propagam da 
vagina para o útero, as tubas uterinas ou os 
ovários. 
• Os sintomas mais comuns incluem dor pélvica 
e febre. Pode ter até sangramento pós coito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATRASO MENSTRUAL E AMENORREIAS 
AMENORREIA DEVIDO AO USO DE 
ANTICONCEPCIONAIS 
• Há mulheres que tomam anticoncepcionais 
sem intervalo, o que resulta na amenorreia. 
 
 
 
 
AMENORREIA HIPOTALÂMICA 
• Relacionada a um comprometimento do eixo 
hipotálamo-hipófise-gonadal não decorrente 
de alterações orgânicas identificáveis, mas 
frequentemente associada com estresse, 
perda de peso ou atividade física excessiva. 
 
 
 
 
 
 
FALÊNCIA OVARIANA 
• Por diminuição do estrógeno. 
• Uma das principais causas de menopausa 
precoce (antes dos 40 anos). 
• Mulher com menos de 40 anos que apresenta 
amenorreia. 
 
 
 
NEOPLASIA DE OVÁRIO OU ADRENAL 
• Nesse caso, geralmente, a amenorreia 
acontece de forma súbita. 
 
 
TUMORES DO SNC 
• Há tumores que causam amenorreia. 
• Um exemplo pode ser o prolactinoma. 
 
 
 
FATOR UTERINO: OBSTRUÇÃO DO TRATO 
GENITAL 
• Aderências podem causar 
obstrução do canal uterino, 
podendo gerar atraso menstrual 
ou amenorreia. 
 
 
SINTOMAS PRÉ-MENSTRUAIS 
SINTOMAS TÍPICOS AFETIVOS 
• Depressão. 
• Explosões de raiva. 
• Irritabilidade. 
• Confusão. 
• Isolamento social. 
• Fadiga. 
SINTOMAS TÍPICOS SOMÁTICOS 
• Dor mamária. 
• Distensão abdominal. 
• Cefaleia. 
• Edema de extremidades. 
 
7 
 
FATORES QUE PODEM ESTAR CONTRIBUINDO 
PARA OS SINTOMAS 
• Situações estressantes em casa ou no 
trabalho. 
• Violência. 
• História prévia de trauma. 
• Transtornos do humor. 
IMPORTANTE AVALIAR 
• Intensidade dos sintomas e impacto deles 
sobre a vida da paciente. 
• Expectativas da paciente em relação ao 
tratamento. 
• Preocupações da paciente em relação à causa 
dos sintomas. 
• Percepção da paciente em relação à 
menstruação. 
 
 
LESÃO ANOGENITAL 
ENTREVISTA 
• Determinar localização, tamanho e 
distribuição. 
• Caracterizar evolução da lesão. 
• Avaliar sintomas associados. 
• Se quadro sugestivo de doença 
hemorroidária, avaliar história de 
constipação. 
EXAME FÍSICO 
• Caracterizar melhor a localização, o tamanho, 
o número de lesões e a distribuição. 
• Avaliar sinais associados: eritema, edema, 
secreção, outras lesões associadas. 
 
 
 
 
CISTO E ABSCESSO DE BARTHOLIN 
• O abscesso da glândula de Bartholin é uma 
complicação que surge quando o líquido 
aprisionado dentro 
do cisto de Bartholin 
contamina-se com 
bactérias e torna-se 
purulento. 
 
 
 
CORRIMENTO VAGINAL E CERVICITE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MUCORRÉIA 
• É um processo fisiológico que leva ao 
corrimento claro e límpido. 
• É importante orientar sobre a fisiologia 
normal da vagina e as relações com a idade e 
oscilações hormonais. 
VAGINOSE CITOLÍTICA 
• Relacionada ao crescimento excessivo do 
lactobacillus ou citólise de Dordelein. 
• É algo benigno. 
• Características clínicas: 
 Prurido vaginal. 
 Queimação vaginal. 
 Dispareunia. 
 
8 
 
 Disúria terminal. 
 Corrimento branco abundante. 
CANDIDÍASE VULVOVAGINAL 
• Candida spp; Candida albicans ( + frequente). 
• Corrimento esbranquiçado; pode estar 
associada à gravidez, à obesidade, ao diabetes 
e à imunossupressão. 
• Infecção endógena. Esse problema pode 
causar inflamação, coceira intensa e um 
corrimento branco e espesso na vagina. 
• Características: 
 Secreção vaginal branca, grumosa 
aderida à parede vaginal e ao colo do 
útero. 
 Sem odor. 
 Prurido vaginal intenso. 
 Edema de vulva. 
 Hiperemia de mucosa. 
 Dispareunia de introito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VAGINOSE BACTERIANA 
• Crescimento bacteriano excessivo na vagina. 
• Características: 
 Secreção vaginal acinzentada, cremosa, 
com odor fétido, maisacentuado após o 
coito e durante o período menstrual. 
 Sem sintomas inflamatórios. 
• É importante avaliar, pois pode ser necessário 
uso de antibióticos. 
TRICOMONÍASE 
• IST causada por Trichomonas vaginalis. 
• Secreção vaginal amarelo-esverdeada, 
bolhosa e fétida. 
• Outros sintomas: prurido intenso, edema de 
vulva, dispareunia, colo com petéquias. 
• Menos frequente: disúria. 
• Importante fazer uma boa inspeção no exame 
de preventivo, na tricomoníase, o colo uterino 
fica com aspecto de pontinhos vermelhos. 
 
 
 
 
GONORREIA E CLAMÍDIA 
• Gonorreia: IST causada por Neisseria 
gonorrhoeae. 
• Clamídia: IST por Chlamydia trachomatis. 
• As cervicites são assintomáticas em torno de 
70% a 80% dos casos. 
• Nos sintomáticos: 
 Queixas mais frequentes: corrimento 
vaginal, sangramento intermenstrual ou 
pós-coito, dispareunia e disúria. 
 Achados ao exame físico: sangramento ao 
toque da espátula ou swab, material 
mucopurulento no orifício externo do colo 
e dor à mobilização do colo uterino. 
• Devido ao grande número de mulheres 
assintomáticas e a baixa sensibilidade das 
manifestações clínicas nas cervicites, na 
ausência de laboratório, a principal estratégia 
nessas cervicites é o tratamento das parcerias 
sexuais de homens portadores de uretrite. 
PROBLEMAS NAS MAMAS 
MASTALGIA 
• É a dor nas mamas. 
• Investigar: 
 Idade. 
 História ginecológica 
 Mudanças no aspecto da mama, nódulos, 
linfonodomegalia axilar ou 
supraclavicular. 
 
9 
 
 História de amamentação corrente ou 
passada, uso de medicação, história de 
trauma, febre. 
• Deve-se realizar o exame clínico completo das 
mamas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DESCARGA PALPILAR 
• É a saída de secreção pelo mamilo. 
• É importante investigar: 
 Secreção: bilateral ou unilateral, multi ou 
uniductal, aparência, persistência 
espontânea, mancha a roupa. 
 Idade, alterações na mama ou na axila, 
uso de medicação, gestação corrente e 
passada e lactação. 
 Sintomas visuais, dores de cabeça, 
irregularidade menstrual ou amenorreia, 
alteração no apetite ou tolerância à 
temperatura. 
 História de trauma ou cirurgia. 
 História ginecológica. 
• Realizar exame clínico completo das mamas. 
 
 
 
 
QUEIXAS URINÁRIAS 
PERDA URINÁRIA 
• Investigar: 
 O início dos sintomas, duração, 
gravidade, hábito intestinal, frequência 
de perdas, fatores precipitantes, 
sintomas associados (disúria, urgência 
miccional, frequência urinária, noctúria, 
hesitância, esvaziamento incompleto). 
 O impacto sobre a qualidade de vida. 
 Identificar fatores contribuintes: 
obesidade, status hormonal, história 
obstétrica, tabagismo, ingestão hídrica, 
atividade física e sexual, uso de 
medicamentos, cirurgia pélvica prévia. 
 Investigar possíveis causas: infecções do 
trato urinário, neoplasia vesical, litíase 
urinária vesical, obstrução infravesical, 
fatores emocionais e sinais que possam 
sugerir doenças neurológicas. 
 
• Sinais de alerta: 
 Hematúria. 
 Dor. 
 ITU recorrentes. 
 Prolapso uterino sintomático. 
 Massa pélvica. 
 Suspeita de fístula. 
 
• Exame físico: 
 Excluir comprometimento neurológico. 
 Avaliar o suporte pélvico e excluir outras 
anormalidades pélvicas. 
 Avaliar abdome, dorso e pelve buscando 
massas pélvicas, com atenção força 
muscular e à integridade do períneo. 
 Avaliar as paredes vaginais e o colo do 
útero, buscando sinais de deprivação 
estrogênica, fístula, cicatrizes e distopias 
pélvicas. 
 O toque retal testa a força da parede 
vaginal posterior, a presença de retocele, 
enterocele, e o tônus do esfíncter anal. 
DOR E AUMENTO DA FREQUÊNCIA 
• Sintomas de infecção do trato urinário (ITU): 
 Dor ao urinar. 
 Dor supra púbica. 
 Urgência miccional. 
 
10 
 
 Aumento da frequência urinária. 
 Nictúria. 
 Estrangúria. 
 Presença de sangramento visível na 
urina. 
 
• Sintomas sistêmicos: 
 Febre. 
 Taquicardia. 
 Calafrios. 
 Náuseas. 
 Vômitos. 
 Dor lombar, com sinal de giordano 
positivo. 
 Dor abdominal em flancos ou 
hiponcondrios. 
 
• Considerações: 
 Ocorreu tratamento prévio. 
 Episódio de ITU recente; o quadro de ITU 
é recorrente ou de repetição. 
 Ocorreu falha terapêutica. 
 Idosas frágeis. 
 Mulheres imunossuprimidas, com 
multimorbidade e/ou cateterizadas.

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