Buscar

PEDIATRIA 3 CICLO

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 18 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 6, do total de 18 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 9, do total de 18 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

DESNUTRIÇÃO, SOBREPESO
E OBESIDADE
STATUS ANUAL:
“Roma/Nova Iorque, 12 de julho de 2021 – Houve
um agravamento dramático da fome mundial
em 2020, as Nações Unidas disseram hoje –
muito provavelmente relacionado às
consequências da Covid-19.
Embora o impacto da pandemia ainda não
tenha sido totalmente mapeado, um relatório de
várias agências estima que cerca de um décimo
da população global – até 811 milhões de pessoas
– enfrentaram a fome no ano passado. 
 
A má nutrição persistiu em todas as suas formas,
com as crianças pagando um preço alto: em
2020, estima-se que mais de 149 milhões de
crianças menores de 5 anos sofriam de
desnutrição crônica, ou eram muito baixas para
sua idade; 
mais de 45 milhões tinham desnutrição aguda,
ou eram muito magras para sua altura; e quase
39 milhões estavam acima do peso.
A alimentação saudável permaneceu inacessível
para três bilhões de adultos e crianças, em
grande parte devido ao alto custo dos alimentos. 
Quase um terço das mulheres em idade
reprodutiva sofre de anemia.”
DESNUTRIÇÃO:
Estado mórbido secundário a deficiência ou
excesso, de um ou mais nutrientes essenciais . 
 
Na verdade, o termo desnutrição significa
inadequado estado nutricional quando
comparado a determinado referencial. 
-excesso (hiper nutrição-obesidade) 
-déficit (subnutrição). 
Origem 
Primária- inadequação no consumo dietético,
sem nenhum outro fator de interferência. 
Secundária- fatores que alteram a utilização
normal de nutrientes, mesmo em vigência de
consumo alimentar adequado. 
 
Isso pode ocorrer, em condições nas quais os
processos de deglutição, digestão, absorção, e
excreção encontram-se prejudicados.
EPIDEMIOLOGIA:
Nos últimos 20 anos 
tendência mundial- diminuição da prevalência
da subnutrição infantil em comparação ao
notável aumento dos casos de obesidade. 
 
 Em 2010 dados do MS já demostravam que a
 Subnutrição (estatura), caiu de 13% para 7%. 
excesso de peso em relação à altura foi
encontrado em 7% das crianças avaliadas
(PNDS-2006). 
 
Apesar disso, a subnutrição ainda constitui um
dos maiores problemas de saúde nas sociedades
em desenvolvimento nas quais 1/3 de todas as
crianças menores de cinco anos é acometido . 
em menores hospitalizados a letalidade chega a
ser 10X mais elevada, quando comparados aos
eutróficos .
Há dois tipos de déficit de crescimento em
crianças: 
 
EMAGRECIMENTO é definido pelo peso
e magreza abaixo de -2DP-
da mediana do padrão de referência do
NCHS/OMS é considerado como patológico. 
 
BAIXA ESTATURA é definida pela altura por
idade, e quando abaixo de -2 DP da mediana do
padrão de referência do NCHS/OMS, é chamada
nanismo. 
 
 São processos biológicos distintos. 
Emagrecimento pico de prevalência: 
2º ano de vida, = introdução dos alimentos
complementares (alimentos
inadequados em quantidade e qualidade) e alta
incidência de diarréia. 
 
Baixa estatura ou nanismo: lentificação do
crescimento linear, começa em torno do 3º mês
de vida e continua por 2 ou 3 anos. 
 
A velocidade de crescimento só é +/- restaurada
em torno dos 5 anos, quando o déficit de altura
pode já ser de cerca de 15cm em relação à
criança normal, e mantido durante a idade
adulta. 
 
Entre 5 e 18 anos, a taxa de crescimento é
normal, mas não há crescimento rápido. 
Pode ocorrer relação com o desenvolvimento de
retardo mental em crianças pequenas.
MARASMO:
Forma clínica de desnutrição freqüente na
maioria dos países em desenvolvimento, ppl em
menores de 18 meses, 
 
Todos esses fatores podem estar presentes: 
-ingestão inadequada de alimentos (valor
calórico), 
-prematuridade 
-baixo peso 
-falta de aleitamento materno 
-retardo na introdução de alimentos
complementares 
-fórmulas hiperdiluídas 
-condições não higiênicas.
KWASHIORKOR:
Dieta escassa tanto em energia como em
proteínas 
As infecções desempenham um importante
papel. 
 
Não há consenso sobre a etiologia do edema. 
Hipóteses: 
-baixa ingestão de proteína em relação aos
carboidratos agravado pelas perdas de
nitrogênio nas infecções 
=> alterações metabólicas que => edema, 
-desadaptação, de origem hormonal, à
deficiência de proteínas. 
-mecanismos endógenos relacionados a radicais
livres.
simiesco: aspecto de macaco
FOME OCULTA:
carência silenciosa, não manifesta, de um ou
mais micronutrientes no organismo. 
 
Problema nutricional mais prevalente em todo o
mundo (OMS) 
qualidade dos alimentos consumidos se
apresenta deficiente em micronutrientes -
vitaminas e minerais. 
 
Sequelas irreversíveis, no momento em que o
estágio mais avançado da deficiência é
alcançado. 
 
Prejuízos estão diretamente relacionados à
precocidade de instalação e exposição
prolongada à deficiência.
Sinais mais frequentes de carências nutricionais
específicas e sua associação com o diagnóstico
por áreas 
vit A: tem nos carotenóides, beterraba, cenoura,
mamão, manga
OBESIDADE:
Acúmulo excessivo de gordura corporal
acarretando prejuízos à saúde dos indivíduos. 
Etiologia multifatorial 
-genéticos, 
-metabólicos, 
-nutricionais, 
-psicossociais, 
-ambientais 
mudanças no estilo de vida parecem estar
envolvidas na sua gênese. 
 
Urbanização 
mudanças nos padrões de comportamento
alimentar 
redução da atividade física, 
O aumento da prevalência da obesidade no
Brasil é relevante e proporcionalmente mais
elevado nas famílias de baixa renda. 
Síndromes genéticas :
-S. de Prader-Willi 
-S. De Bardet-Biedl 
-S. Albright e Alstrom 
 
Outras doenças e condições associadas à
obesidade: 
S. de Cushing - hipertensão, obesidade central,
estrias, cortisol elevado. 
Obesidade hipotalâmica - TCE, Tumor de SNC,
radiação ou neurocirurgia. 
Hipotiroidismo - constipação, atraso linear de
crescimento, mixedema, letargia. 
Deficiência de GH - Baixa estatura. 
Depressão ou ansiedade - alteração do
comportamento alimentar, medicamentos. 
Abuso - sinais e sintomas consistentes de abuso
físico, psicológico e/ou sexual.
Leptina :
proteína codificada pelo gene ob e secretada
pelos adipócitos. SACIEDADE
Sua secreção é sensível tanto ao balanço
energético quanto à quantidade de massa
gorda. 
Age pela ativação dos seus receptores situados
no plexo coróide e no hipotálamo, inibindo a
ingestão alimentar e estimulando o gasto
energético 
 
Grelina 
peptídeo, produzido predominantemente no
estômago, que age na regulação da ingestão
alimentar. SENSAÇÃO DE FOME
As concentrações plasmáticas de grelina
aumentam gradualmente antes das refeições e
diminuem imediatamente após estas. 
A grelina estimula a expressão do
neuropeptídeo Y e da AGRP no hipotálamo,
aumentando a ingestão alimentar. 
 
Na síndrome de Prader-Willi, os níveis de grelina
estão elevados, o que pode contribuir para a
acentuada hiperfagia e a obesidade associadas a
essa síndrome.
FATORES DE RISCO:
OBESIDADE MATERNA
RN GIG : Programação fetal 
- Rápido ganho ponderal pós-natal
OBESIDADE NA FAMÍLIA
DESMAME PRECOCE
RELAÇÕES FAMILIARES E COMPORTAMENTOS
ALIMENTARES:
AMBIENTE MODERNO:
SÍNDROME METABÓLICA:
- grande circunferência abdominal (devido à
gordura abdominal excessiva)
 
-hipertensão arterial, 
 
-resistência aos efeitos da insulina 
hiperinsulinemia (resistência à insulina) ou 
diabetes
 
-níveis anormais de colesterol e outras gorduras
no sangue (dislipidemia).
IMC MENINOS 0-5 PERCENTIL:
IMC MENINOS 5-19 ANOS SCORE Z
IMC MENINAS 0-5 SCORE Z:
IMC MENINAS 5=19 SCORE Z
COMO USAR: 
1- Coletar as seguintes informações do paciente: 
data de nascimento (idade), sexo, peso e altura. 
2- Calcular o IMC, da mesma forma que se faz
para adultos, dividindo o Peso (Kg) pelo
quadrado da altura (m). 
3- Selecionar o gráfico Z-IMC aplicável ao
paciente, conforme sexo e idade. 
4- Identificar no gráfico o ponto de intersecção
correspondente ao IMC em relação à idade do(a)
paciente.
Associações entre o perímetro de cintura,
perímetro de pescoço e índice de massa
corporal em crianças e adolescentes 
CEFALÉIA/ENXAQUECA:
Cefaléia é uma queixa freqüente na infância e na
adolescência. Queixa presente em 40-80%da
população estudada.
A prevalência da cefaléia na infância aumenta
numa relação diretamente proporcional à idade
das crianças. de 39%, na idade de 7 anos a 69%
aos 14 anos de idade
Abaixo dos 10 anos de idade, há uma
predominância no sexo masculino
A partir da adolescência, há um predomínio no
sexo feminino
Largo espectro de causas -desde as benignas,
como a desencadeada por febres e infecções,
-até condições clínicas de prognóstico reservado,
como a secundária aos tumores e malformações
vasculares cerebrais Entre os dois extremos,
encontram-se as cefaléias primárias -migrânea
(enxaqueca) e cefaléia tipo tensional
DIAGNÓSTICO:
É fundamentalmente clínico. O médico
necessita, portanto, das informações detalhadas
do paciente, sobre a dor.
Investigação laboratorial:
-Quando as anormalidades, no exame físico
geral e/ou neurológico, apontam para a
possibilidade de cefaléia secundária,
necessitamos de exames complementares
-Tomografia computadorizada de crânio,
-Radiografias dos seios da face e das mastóides,
-Exame do líquido cefalorraquidiano
-Hemograma,
- Provas de função renal
As cefaléias podem ser divididas segundo a
etiologia em:
Primárias - aquelas que não apresentam uma
etiologia definida,
Secundárias - aquelas devidas a patologias de
orgânicas específicas, de origem intracraniana,
ou devidas a doenças sistêmicas
CEFALEIA AGUDA:
é aquela não sentida anteriormente pela criança
e cuja intensidade se agrava rapidamente no
decorrer de minutos ou horas
Causas mais frequentes:
• Sinusites, otites e mastoidites
• Distúrbios dentários
• Distúrbios oftalmológicos
• Traumatismos craniano
• Hidrocefalia aguda
• Hemorragia intracranianas
• Meningites e encefalites
• Hipertensão arterial
Podem provocar cefaléia local ou generalizada.
Em crianças pequenas, podem faltar
informações a respeito do trauma.
É fundamental a inspeção e palpação do crânio.
Lembrar que, em crianças predispostas à
migrânea ou com ela já manifesta, é comum a
ocorrência ou o agravamento dos ataques após
traumas cranianos, mesmo de discreta
intensidade.
Observar a presença de vômitos, sonolência e
cefaléia de maior intensidade S/N, realizar
tomografia computadorizada
. Hidrocefalia aguda: cefaléia de características
semelhantes às da hipertensão intracraniana,
exacerbação no período noturno e no início da
manhã, provocando o despertar da criança.
Predomínio dos vômitos sobre a queixa de
cefaléia: são abundantes e rebeldes às
medicações.
Hemorragias intracranianas: cefaléia de
instalação abrupta, intensidade severa,
associadas a vômitos e algum grau de
comprometimento da consciência, sinais de
irritação meníngea, hemorragias retinianas e/ou
sinais localizatórios no exame neurológico.
Emergência médica, rapidez do atendimento,
diagnóstico e tratamento são fatores
determinantes.
Diagnóstico => TC e punção liquórica S/N.
CEFALEIA CRONICA RECORRENTE:
Os protótipos dessa cefaléia são as
-migrânea (enxaqueca) e a
-cefaléia tipo tensional episódica (CTT).
São cefaléias crônicas, que ocorrem em crises
MIGRÂNEA:
Baseado nos critérios clínicos da International
Classification of Headache Disorders, 3ª edição
(ICHD-3). dois tipos principais: enxaqueca sem
aura e enxaqueca com aura.
A enxaqueca sem aura é uma síndrome clínica
caracterizada por cefaléia recorrente com
características específicas e sintomas associados.
Manifesta-se por crises com duração de 4 a 72
horas.
As características típicas da cefaléia são:
-Localização unilateral;
-Caráter pulsátil;
-Intensidade moderada ou grave;
-Agravamento pela atividade física de rotina;
-Associação com náusea e/ou fotofobia e
fonofobia
A enxaqueca com aura sintomas neurológicos
focais transitórios que geralmente precedem ou,
às vezes, acompanham a cefaléia.
Em alguns casos há uma fase prodrômica, horas
ou dias antes da cefaléia, e/ou uma fase posterior
após sua resolução.
Os sintomas prodrômicos e após a crise
incluem:
- Dismetropsia;
-Hiper ou hipoatividade;
-Depressão;
-Desejos por determinados alimentos;
-Bocejos repetitivos;
-Fadiga e dor e/ou rigidez de nuca.
Síndrome de Alice no País das Maravilhas:
condição neuropsicológica que tem como
principal sintoma a dismetropsia, (alteração na
percepção do tamanho do seu próprio corpo e
dos objetos ao seu redor).
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS:
A. Pelo menos cinco episódios preenchendo
os critérios B-D.
B. Crises, perdurando por 4 a 72 horas (não
tratadas ou tratadas sem sucesso).
*em crianças abaixo de 15 anos, as crises podem
durar de 2 a 48 horas. Se o paciente adormece e
acorda sem migrânea, considera-se que a crise
durou até o momento do despertar.
C. A cefaléia tem, no mínimo, duas das
seguintes características:
1. localização unilateral;
2. pulsátil;
3. intensidade moderada ou severa (limitando ou
impedindo atividades cotidianas);
4. agravada por subir degraus ou por atividade
física rotineira similar.
D. Durante a cefaléia há, no mínimo, um dos
seguintes sintomas:
1. náuseas e/ou vômitos;
2. fotofobia e fonofobia.
Cefaléia do tipo tensional (CTT) episódica
Critérios diagnósticos da CTT episódica
A. Pelo menos 10 episódios prévios de dor de
cabeça, preenchendo os critérios de B a D,
listados a seguir.
Número de dias com cefaléia < 180/ano (<
15/mês).
B. Cefaléia, durando de trinta minutos a sete
dias.
C. A dor deve ter, pelo menos, duas das
seguintes características:
1. caráter de pressão/aperto (não pulsátil);
2. intensidade fraca ou moderada (pode limitar,
porém não impedir as atividades).
3. localização bilateral.
4. não é agravada por subir escadas ou por
atividades físicas similares.
D.Ambos os itens seguintes:
1. ausência de náuseas ou vômitos (anorexia
pode ocorrer).
2. fotofobia e fonofobia estão ausentes, ou uma
mas não a outra está presente
Cefaléia por Uso Excessivo de Medicamento
• Cefaléia crônica induzida por consumo de
analgésicos ou outros fármacos para migrânea
aguda em mais de 10 a 15 dias por mês.
• Interrupção do uso das medicações é a única
maneira de resolver esta cefaleia
TRATAMENTO:
Medidas não farmacológicas:
-Hábitos de sono,
-Dieta alimentos desencadeantes das crises < de
20% dos casos, queijos, leite de vaca, chocolate,
cafeína, glutamato monosódico, vinagre tinto,
amendoim, banana, repolho, etc…
-Diminuição de fatores estressores emocionais
educação, relaxamento, fisioterapia e
biofeedback, TCC em grupo (ótimos resultados).
Para tratamento farmacológico até a
puberdade, Primeira escolha:
-ibuprofeno (10 mg/kg de peso)
- acetaminofeno/paracetamol (10 mg/kg de
peso)
Drogas de segunda linha:
- triptanos (ex: sumatriptano spray nasal 10 mg
- Sumax, zolmitriptano oral 2,5 mg ou
rizatriptano oral 10 mg)
Crises álgicas intensas:
*Dipirona EV 6-15 mg/kg/dose - distúrbio
gastrintestinal, reações alérgicas
*Clorpromazina SL 0,5 mg/kg/dose (Amplictil
gotas) sedação, hipotensão ortostática, distúrbio
visual, retenção Urinária, constipação
*Dexametasona EV 0,25 mg/kg/dose
Em alguns casos pode haver necessidade de se
iniciar profilaxia medicamentosa (para melhorar
a qualidade de vida de crianças e adolescentes
com migrânea).
-flunarizina 5 mg,
-propranolol 20 mg a 80 mg
-topiramato (até a dose de 100 m /dia), maior
eficácia, mas com mais efeitos colaterais,
-amitriptilina em baixas doses (iniciando com 10
mg / dia).
O QUE PRECISA SER FEITO:
• É preciso uma melhor compreensão a respeito
de síndromes específicas de crianças e
adolescentes, tais como as síndromes
precursoras da migrânea.
• Mais especialistas em cefaléia e dor devem ser
treinados objetivando a compreensão da
cefaléia e seu tratamento em crianças e
adolescentes.
• Mais ensaios clínicos com drogas específicas e
tratamentos não farmacológicos para crianças e
adolescentes devem ser realizados.
PUBERDADE PRECOCE:
A maturação sexual normal no adolescente e
seus “desvios” precoces e tardios devem fazer
parte do conhecimento básico dos médicos
para reconhecer suas fases e variações 
A puberdade é um processo fisiológico
caracterizado pela fase de transição da infância
para a vidaadulta, na qual tem início o
desenvolvimento dos caracteres sexuais
secundários e a maturação sexual que culmina
com a capacidade reprodutiva. 
FISIOLOGIA:
O hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH)
é produzido no hipotálamo e liberado dos
terminais axônicos na hipófise, secreção do
hormônio luteinizante (LH) e do hormônio
folículo-estimulante (FSH), que, por sua vez,
atuam nas gônadas para promover a produção
de esteroides sexuais e gametogênese. 
QUANDO SE INICIA?
Esse eixo é ativado primariamente no feto, na
primeira metade da gestação, seguido por
queda progressiva até o nascimento. 
 
A presença de gonadotrofinas nessa fase
pré-natal é importante para a formação da
genitália externa masculina, incluindo o
crescimento testicular, peniano e a descida
testicular 
Logo após o nascimento, ocorre um novo
aumento dos hormônios do eixo
hipotálamo-hipofisários-gonadais (HHG), a
chamada “mini-puberdade”, se inicia em média
com uma semana de vida e termina por volta
dos 6 meses de idade nos meninos e 2 anos nas
meninas.
Nas meninas, esse período de ativação do eixo
HHG é importante para maturação dos folículos
ovarianos. 
 
Após o término da mini-puberdade, há inibição
do eixo HHG durante toda a infância, até que
ocorra sua reativação na puberdade.
DIAGNÓSTICO:
Puberdade precoce é definida como início do
desenvolvimento de caracteres secundários 
-telarca, 
-pubarca, 
-aumento peniano 
-aumento testicular 
 
antes dos 8 anos de idade para as meninas
9 anos para os meninos 
ESTADIAMENTO DE TANNER:
EPIDEMIOLOGIA:
0,2-2% 
-variável na população estudada, 
-diferenças étnicas importantes. 
 
Há uma forte predominância de meninas com
puberdade precoce: em uma revisão
retrospectiva, de 104 crianças encaminhadas
para avaliação da puberdade precoce, 87% eram
do sexo feminino.
Quando acontece, aumenta o risco de
doenças como:
-câncer de mama, 
-câncer de endométrio, 
-obesidade, 
-diabetes tipo 2, 
-doença cardiovascular, 
-alterações da saúde óssea, 
-baixa estatura final e 
-distúrbios comportamentais. 
 O início da puberdade é influenciado por
interações complexas entre idade, sexo, nutrição,
massa corporal, estresse, etnia e fatores
genéticos
DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO:
2 grandes grupos: 
 
* Puberdade precoce central (PPC) : maturação
precoce do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal,
gerando: 
-mamas e pelos pubianos nas meninas.
(80-90%dos casos) 
-aumento testicular bilateral, aumento peniano,
além dos pelos pubianos nos meninos. 
 
Nesses pacientes, as características sexuais são
adequadas ao sexo da criança (isossexual) 
 
A ativação precoce do eixo
hipotálamo-hipófise-gonadal ocorre por uma
variedade de anormalidades do sistema nervoso
central (SNC), a chamada puberdade precoce
central patológica ou idiopática. 
 
A PPC é patológica em até 40-75% dos casos em
meninos, 10-20% em meninas.
*Puberdade precoce periférica (PPP) : -não
depende do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal 
-Produção em excesso de estrógenos ou
andrógenos pelas gônadas ou pela suprarrenal,
 -exposição exógena de esteroides sexuais
 -produção ectópica de gonadotropina de um
tumor de células germinativas (por exemplo,
gonadotropina coriônica humana [hCG]). 
 
A precocidade periférica pode ser: isossexual
ou contrassexual. 
 
Na PPP em meninos, costuma ocorrer virilização
sem aumento testicular ou aumento unilateral.
Mamas Pelos pubianos
Variantes benignas que merecem atenção: 
 
Telarca precoce : Na telarca precoce ocorre o
desenvolvimento isolado do tecido mamário.
 Sem outros achados pubertários, 
 
É uma situação benigna que deve ser somente
observada, geralmente não progride e regride
após alguns meses. 
 
É mais frequente em meninas nos primeiros
anos de vida, mas pode ser vista em meninas
mais velhas com desenvolvimento mamário
isolado. 
 
Pubarca precoce:
A pubarca precoce benigna ocorre em
decorrência da adrenarca, período pré-puberal
em que há concentrações levemente elevadas
de andrógenos derivados das suprarrenais, em
especial o DHEA- S (sulfato de
dehidroepiandrosterona), aparecimento precoce
de pelos pubianos e/ou axilar, além de odor
axilar.
Exames complementares:
Avaliação laboratorial: Concentrações de: LH,
FSH, estradiol, testosterona, DHEA-S, 17OHP.
USG pélvica, USG região adrenal, abdominal e/ou
testicular, Rx de punho para avaliação da idade
óssea. 
 
Ressonância magnética de sela túrcica: todas
as meninas < 6 anos ; todos os meninos com
puberdade precoce e todas as crianças com
sintomas neurológicos.
TRATAMENTO:
 
PPC - análogos da GnRH: Este grupo de drogas
inibe a atividade do GnRH endógeno,
bloqueando o eixo puberal, isto é, bloqueia a
produção hormonal em ovários e testículos. 
 
O análogo mais utilizado no Brasil é o acetato
de leuprorrelina, (LUPRON, LECTRUM) IM a
cada 28 dias ou a cada 84 dias, dependendo da
apresentação da droga. 
 
PPP- tratamento da causa de base
DESREGULADORES ENDOCRINOS:
Ou Desruptores endócrinos (DE) : Substância
química, natural ou sintética, presente no
meio-ambiente, que tem a capacidade de
mimetizar ou de interferir com a síntese,
secreção, transporte, ligação, ação ou eliminação
de hormônios.
COMO AGEM OS DE?
– Imitando a ação de um hormônio produzido
naturalmente pelo organismo, como o
estrógeno ou a testosterona, desencadeando
deste modo reações semelhantes (efeito
agonista). 
– Bloqueando os receptores nas células que
recebem os hormônios, impedindo assim a ação
dos hormônios naturais (efeito antagonista). 
– Afetando a síntese, o transporte, o
metabolismo, a ligação a proteínas carreadoras e
a excreção dos hormônios, alterando as
concentrações dos hormônios naturais.
mesmo em microdoses, os DE podem interferir
na regulação do crescimento e desenvolvimento
corporal, metabolismo, reprodução, imunidade e
comportamento. 
PRINCIPAIS DE:
Dietilbestrol: estrógeno sintético foi prescrito
entre 1940 e 1971 
Bisfenol-A (BPA): garrafas plásticas tipo PET,
papel térmico usado em notas de cartão
bancário ou contas, camada interna de latas de
alimentos e líquidos. 
 
Ftalatos: plásticos (garrafas plásticas PET),
adesivos, detergentes, sabonetes, shampoos,
esmaltes, maquiagem. 
PBDE (Polybrominated diphenyl ethers):
substâncias usadas como retardantes de chama
em tecidos, plásticos e automóveis.
Parabenos: ésteres do ácido p-hidroxibenzóico
usados como preservativos em cosméticos,
alimentos e medicações, por sua ação
antimicrobiana. 
Pesticidas. 
Metais pesados como o mercúrio, chumbo,
cádmio, cobre, níquel e arsênico. 
 
Melamina: substância utilizada em laminados,
resinas, colas, tintas, móveis e em alguns
utensílios de cozinha como pratos e copos . 
 
Fitoestrógenos: sojas, legumes e lentilhas
PASSAR:
- LMP - leite de magnésio philips 60 ml
- Oléo essencial de lavanda 20 gotas
- Oléo essencial melaleuca 20 gotas
- 1 ou outro misturadas em 1 ml de álcool de
cereal, ex: vodka
BAIXA ESTATURA - ESTATURA
ELEVADA:
BAIXA ESTATURA:
Como meu filho(a) está crescendo??? Uma das
causas mais frequentes de encaminhamento ao
endocrinologista pediátrico
O crescimento é um processo complexo.
Para que a criança atinja todo o seu potencial,
muitos fatores estão envolvidos:
-nutrição,
-ausência de doenças crônicas,
-produção adequada hormonal (GH, Hormônios
Tireoidianos)
-sono adequado,
-prática moderada de exercícios,
-saúde emocional,
80 % da estatura adulta depende de fatores
genéticos
Genética:
Não existe um gene do crescimento. 423 genes
identificados. Estão espalhados em todos os
cromossomos.
Alguns se relacionam com a produção e ação de
hormônios;
Outros com o funcionamento celular; Outros
estão ligados à saúde e com o desenvolvimento
da cartilagem de crescimento;
Variantes raras (mutações) de alguns genes,
alteram a função biológica e levam à quadros
graves de baixa estatura -deformidades ósseas
ou de outros sistemas.
Outras variantes não alteram tanto a função
desses genes, mas se herdados em conjunto
podem levar à baixa estatura
O que determina o crescimento das crianças?
Além de fatores genéticos,diversas situações
caracterizadas por falta ou excesso de
hormônios alteram a Idade Óssea.
Fatores que aceleram o ritmo do crescimento:
-obesidade,
-puberdade precoce,
-hiperplasia adrenal congênita,
-hipertireoidismo.
Fatores que retardam o ritmo do crescimento:
-deficiência de hormônio de crescimento,
-hipotireoidismo,
- atraso da puberdade,
-excesso de glicocorticoide.
O que é a estatura-alvo ou altura-alvo? critério
para se avaliar se o canal ou percentil de
crescimento no qual a criança está crescendo, é
ou não o esperado para aquela criança, com
base na altura de seus pais.
Meninas = Altura da mãe(cm) + (Altura do pai
(cm) – 13)/2
Meninos = Altura da mãe(cm) + (Altura do pai
(cm) + 13)/2
O resultado desse cálculo indica o canal de
crescimento da família.
Considera-se normal uma variação de ± 5 cm.
Por exemplo: se uma menina tem uma mãe
com altura de 160 cm e um pai com altura de 173
cm, a altura-alvo estimada para ela será de 160
cm, com uma variação entre 155-165 cm.
Como saber se uma criança está crescendo
normalmente?
O crescimento normal da criança é o maior sinal
de que está tudo bem com sua saúde.
Monitoramento: Desde a vida intrauterina
- ultrassonografia obstétrica.
Até os 18 anos:
- curvas de crescimento
Verificando padrão de crescimento compatível
com:
-outras de mesmo sexo e idade
-padrão de estatura da família
O que é e como se calcula a velocidade de
crescimento?
A velocidade de crescimento é a quantidade, em
centímetros, que uma criança deve crescer em
determinado período (cm/ano).
A média de velocidade de crescimento de
acordo com a idade da criança é:
Do nascimento a 1 ano de idade = 25
centímetros por ano.
De 1 ano a 3 anos de idade = 12,5 centímetros
por ano.
De 3 anos a Puberdade = 5 a 7 centímetros por
ano
Puberdade
meninas = 8 a 10 centímetros ao ano;
meninos = 10 a 12 centímetros ao ano.
Como saber por quanto tempo a criança irá
crescer?
A avaliação de quanto tempo ainda resta de
crescimento é feita pelo exame de idade óssea
realizando um Raio X de mãos e de punhos.
Esse resultado é comparado com resultados que
mostram os diversos padrões de
amadurecimento dos ossos até os 18 anos.
Sono X crescimento
“Vai dormir, senão você não cresce".
Hormônio do crescimento (GH) Produzido e
liberado no organismo durante o sono. 30
minutos após o adormecimento, com maior
produção, entre 22 horas e seis da manhã.
Sono insuficiente:
-déficit de crescimento,
-prejuízos na memória,
-irritabilidade,
-menor concentração e dificuldades de
aprendizado
Obesidade X baixa estatura:
Geralmente a criança que está obesa cresce até
mais que o esperado.
A tendência é que ocorra um avanço da idade
óssea, e no final a criança obesa fica do tamanho
esperado para o seu potencial genético.
Se uma criança tem redução da velocidade do
crescimento, ao mesmo tempo em que ganha
muito peso, é necessário ficar alerta.
A combinação de obesidade com baixa
estatura: deficiência no hormônio de
crescimento, hipotireoidismo, excesso de
glicocorticoides , síndromes genéticas
Atividade física X crescimento:
As diferentes modalidades esportivas não
aumentam ou diminuem a estatura de crianças
e dos adolescentes.
Em moderada intensidade, supervisionadas por
um profissional responsável, promovem uma
vida saudável, e densidade mineral óssea
adequada
A atividade física extenuante, principalmente, se
associada à restrição dietética, afeta o
crescimento e o desenvolvimento da puberdade
CAUSAS DE BAIXA ESTATURA:
CAUSAS DE DEFICIÊNCIA DE GH:
INVESTIGAÇÃO - EXAMES:
ESTATURA ELEVADA:
é definida como altura acima de dois
desvios-padrão da média para a idade e sexo.
50 a 90% a alta estatura é devido a fatores
genéticos (familiar);
Causas patológicas: primária, secundária ou
idiopática.
*Causas primárias ocorrem defeitos intrínsecos
nos ossos ou no tecido conjuntivo, muitas vezes
de origem genética, podendo estar associado a
anomalias cromossômicas, desordens
monogênicas ou síndromes de causa
desconhecida.
Geralmente, a alta estatura já tem origem
pré-natal, caracterizando-se por crescimento
desproporcional e presença de dismorfismos.
*Causas secundárias Em geral de origem
hormonal, ocorridas por mudança da velocidade
de crescimento. (puberdade precoce,
hipertireoidismo, gigantismo).
Crianças que estão acima do canal de
crescimento familiar, velocidade de crescimento
acima do esperado ou que apresentem
dismorfias, devem ser avaliadas para excluir
doença de base.
O diagnóstico etiológico precoce é importante
devido a possibilidade de terapias hormonais e
ortopédicaS
* Síndrome de Klinefelter – Sexo masculino,
geralmente se caracteriza por magreza excessiva
e um hipodesenvolvimento dos órgãos genitais.
• Síndrome de Sotos – RNs GIG, PC aumentado,
crescimento muito no acelerado no 1ºa de vida,
hipotonia muscular e comprometimento
cognitivo. Também chamada de gigantismo
cerebral.
• Síndrome de Marfan – junto com a alta
estatura, os pacientes apresentam braços muito
longos e hiperextensibilidade das articulações.
• Hipertireoidismo – exoftalmia, aumento do
volume da tireoide, sudorese excessiva, tremor
das mãos, perda de peso, aumento da
frequência evacuatória, irritabilidade e agitação.
• Gigantismo – causa bastante rara de alta
estatura, que decorre da produção excessiva do
hormônio de crescimento por tumor hipofisário.

Materiais relacionados

Perguntas relacionadas

Materiais recentes

Perguntas Recentes