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PROTOCOLO DE ENFERMAGEM 
DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
SAÚDE DA CRIANÇA
0 a 12 ANOS 
Porto Alegre 2018 
AUTORES
Aline Machado de Oliveira
Ana Maria Matzenbacher
Annelise Krause
Adriane Letícia Friedrich
Clarissa Koren Chiappini
Fabiane Sores de Souza
Lívia de Almeida Faller
Heloisa Helena Duarte
Isabela Machado Penteado
Lisiane Vieira dos Santos
Micheli Rossetto dos Santos
Roger Flores Ceccon
Silvio Antonio Vieira
Sonia Silvestrin
Quadro 1: Anamnese, exame físico e orientações de enfermagem na puericultura...............................................................................................10
Quadro 2: Etapas da avaliação do grau de desidratação em crianças...................................................................................................................26
Quadro 3: Esquema medicamentoso para criança com parasitose/verminose.....................................................................................................28
Quadro 4: Medicações utilizadas em situações febris na criança.........................................................................................................................30
Quadro 5: Classificação baseada nos níveis de controle da pessoa com asma...................................................................................................36
Quadro 6: Exame físico do recém‐nascido na 1ª consulta de puericultura realizada pela(o) enfermeira(o)........................................................43
Quadro 7: Seguimento da criança com sífilis congênita ou exposta à sífilis materna.............................................................................................45
Quadro 8: Dificuldades e Manejo no Aleitamento Materno....................................................................................................................................46
Quadro 9: Itens a serem observados durante a mamada.......................................................................................................................................48
Quadro 10: Esquema alimentar para crianças que estão em Aleitamento Materno Exclusivo..............................................................................49
Quadro 11: Alimentação de crianças com leite de vaca........................................................................................................................................50
Quadro 12: Esquema alimentar para crianças que não estão em aleitamento materno.......................................................................................50
Quadro 13: Esquema alimentar para crianças a partir dos 6 meses de idade.........................................................................................................51
Quadro 14: Materiais sobre amamentação para pais/responsáveis......................................................................................................................52
Quadro 15: Principais Doenças Exantemáticas da Infância na Atenção Primária à Saúde...................................................................................53
Quadro 16: Valores considerados normais da frequência cardíaca em crianças conforme a idade.......................................................................56
Quadro 17: Valores considerados normais da frequência respiratória em crianças conforme a idade..................................................................56
Quadro 18: Escore de avaliação do desenvolvimento da criança...........................................................................................................................57
Quadro 19: Conduta para suplementação de ferro................................................................................................................................................58
Quadro 20: Suplementação de vitamina D.............................................................................................................................................................60 
Quadro 21: Orientações de retorno da criança à Unidade de Saúde....................................................................................................................61
Quadro 22: Relação de medicamentos contemplados neste Protocolo conforme o agravo apresentado.........................................................62
LISTA DE QUADROS
INTRODUÇÃO......................................................................................................................................................................................4
GLOSÁRIO DE PRÁTICAS.............................................................................................................................................................................6
FERRAMENTAS DE APOIO AO ENFERMEIRO(A).......................................................................................................................................................................8
ACOLHIMENTO DO RECÉM‐NASCIDO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE.....................................................................................................................9
CÓLICA EM RECÉM‐NASCIDO....................................................................................................................................................................17
PROBLEMAS NO UMBIGO...........................................................................................................................................................................18
DERMATITE AMONIACAL OU DE FRALDA.................................................................................................................................................19
DERMATITE SEBORREICA..........................................................................................................................................................................20
MILIÁRIA (BROTOEJA).................................................................................................................................................................................21
MONILÍASE...................................................................................................................................................................................................22
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL EM CRIANÇAS < DE 2 ANOS...................................................................................................................23
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL EM CRIANÇAS > DE 2 ANOS..................................................................................................................24
DIARRÉIA......................................................................................................................................................................................................25
PARASITOSE/VERMINOSE INTESTINAL................................................................................................................................................................................27
FEBRE...........................................................................................................................................................................................................29
D OR DE GARGANTA...........................................................................................................................................................................31
DOR DE OUVIDO...........................................................................................................................................................................................32
TOSSE...........................................................................................................................................................................................................33
RINITE ALÉRGICA....................................................................................................................................................................................................34ASMA.........................................................................................................................................................................................................................35
SUSPEITA DE DEFICIÊNCIA DE FERRO.............................................................................................................................................................................37
ESCABIOSE..................................................................................................................................................................................................38
PEDICULOSE................................................................................................................................................................................................39
INFECÇÃO PRIMÁRIA DE PELE...............................................................................................................................................................40
SECREÇÃO VULVOVAGINAL.................................................................................................................................................................41
A T E N D I M E N T O D E C R I A N Ç A S E M S I T U A Ç Ã O D E V I O L Ê N C I A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .42
ANEXOS.........................................................................................................................................................................................................43
REFERÊNCIAS..............................................................................................................................................................................................63
SUMÁRIO: 
 A taxa de mortalidade infantil reduziu significativamente nas últimas décadas no município de Porto Alegre, embora ainda apresente alta 
prevalência e se constitua como um importante problema de saúde pública. Resultado da redução da pobreza, ampliação da cobertura da Estratégia de 
Saúde da Família e melhoria dos serviços assistenciais, os óbitos infantis diminuíram de 18,5 para 9,0 a cada mil nascidos vivos nos últimos 20 anos, 
entretanto, a garantia do direito à vida e à saúde das crianças ainda não foi alcançada em sua plenitude, persistindo desigualdades sociais e problemas 
relacionados ao acesso a serviços e à qualidade da atenção à saúde. Além disso, a maioria das mortes é de crianças negras, pobres e no período neonatal, 
e um número expressivo de óbitos por causas evitáveis por ações dos serviços de saúde – como a atenção ao pré‐natal, ao parto e ao recém‐nascido ‐ faz 
parte da realidade social e sanitária do país.
 Desde a década de 1980, diferentes iniciativas foram implementadas no Brasil para qualificar a assistência e reduzir a morbimortalidade das 
crianças, como o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), o Programa de Humanização do Pré‐Natal e Nascimento, a Política 
Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher e a Rede Cegonha. Estas ações refletem o compromisso de qualificar as Redes de Atenção Materno‐
Infantil em todo o país, com o objetivo de reduzir as taxas, ainda elevadas, de morbimortalidade materna e infantil.
 Apesar dos avanços assistenciais relativos à saúde da criança, é fundamental a manutenção, qualificação e ampliação da assistência a este grupo 
na Atenção Primária à Saúde, com oferta de ações integrais, equânimes, interdisciplinares e em rede. Assim, a (o) enfermeira (o) tem papel fundamental 
na produção do cuidado à saúde da criança no âmbito da Atenção Primária à Saúde, por meio de práticas voltadas ao acompanhamento no pré‐natal, na 
promoção do nascimento saudável, acompanhamento do recém‐nascido, do crescimento e desenvolvimento da criança, vigilância das imunizações, 
promoção ao aleitamento materno, alimentação saudável, atenção aos distúrbios nutricionais, prevenção e atendimento de doenças e agravos, visando 
a integralidade do cuidado, vigilância, prevenção e promoção da saúde.
 Este Protocolo visa validar as práticas da (o) enfermeira (o), nortear a assistência e garantir que intervenções baseadas em evidências 
apresentem resultados que dialoguem com as reais necessidades dos usuários do serviço. Foi produzido por meio de uma construção coletiva 
envolvendo trabalhadores, gestão e usuários dos serviços de saúde. Organizado em eixos e fluxogramas que facilitam a utilização pela (o) enfermeira 
(o) no cotidiano do trabalho, o protocolo aborda as intervenções a serem realizadas pelos profissionais sobre as doenças e agravos mais prevalentes em 
crianças de zero a doze anos. Entretanto, práticas de cuidado devem ser ofertadas também para outras doenças e agravos não contempladas neste 
protocolo, a fim de garantir a assistência integral da população adstrita no serviço. 
 
INTRODUÇÃO
4 
 As ações de enfermagem descritas neste Protocolo podem ser realizadas de diferentes formas, que incluem o acolhimento, as consultas de 
enfermagem programadas e por demanda espontânea, busca ativa, visita domiciliar, grupos de educação em saúde e interconsulta. As práticas devem 
garantir a assistência em sua integralidade, buscando, além da resolução da queixa pontual trazida pelo usuário, a investigação e melhoria de outras 
necessidades ou problemas que os acometem. Também deve ser considerado o grau de vulnerabilidade do indivíduo e do território, priorizando o 
princípio da equidade na garantia do cuidado.
 Este Protocolo não pretende esgotar os assuntos abordados, mas constituir‐se como um dos dispositivos para a prática de produção de saúde e 
cuidado. Para um aprofundamento das temáticas aqui abordadas, indicamos publicações do Ministério da Saúde, como os “Cadernos de Atenção 
Básica”, que descrevem de maneira mais detalhada as ações a serem desenvolvidas na APS. Por fim, esperamos que este Protocolo se constitua como 
um importante dispositivo para a prática qualificada da(o) enfermeira(o) na Atenção Primária à Saúde de Porto Alegre e torne‐se uma ferramenta de 
melhoria das condições de saúde da população, em especial à saúde da criança.
5
5 
 Esta seção apresenta alguns conceitos utilizados neste Protocolo e que devem ser incorporados na prática de enfermagem na Atenção Primária à 
Saúde, a fim de garantir a resolutividade da assistência e a produção do cuidado integral à saúde das crianças.
Protocolo de Enfermagem: Conjunto de informações que permitem direcionar o trabalho de enfermagem e os cuidados ofertados na resolução ou 
prevenção de um problema. Trata‐se de uma padronização das ações realizadas pela equipe de enfermagem no âmbito da APS.
Consulta de enfermagem: Atividade realizada privativamente pela(o) enfermeira(o) na qual são identificados problemas de saúde e 
prescritas/implementadas ações de enfermagem buscando a promoção, prevenção, proteção, recuperação ou reabilitação da saúde do usuário. Deve 
contemplar a (1) Análise das informações contidas no prontuário do usuário; (2) Anamnese e exame físico; (3) Diagnóstico de enfermagem; (4) Análise 
dos dados subjetivos e objetivos coletados; (5) Elaboração de um Plano de Cuidados, que pode contemplar orientações, prescrição de medicamentos e 
solicitação de exames; (6) Registro em prontuário.
Anamnese: Entrevista com o usuário do serviço que busca a coleta de informações que subsidiem o diagnóstico de enfermagem. Contempla a 
identificação da queixa principal, história da doença ou agravo, antecedentes fisiológicos e/ou patológicos, história de doenças na família, hábitos de 
vida, vulnerabilidade, situação socioeconômica.
Exame físico: Compreende o exame físico do usuário por meio da inspeção, palpação, percussão e ausculta buscando identificar problemas 
relacionados à saúde física.
Puericultura: Acompanhamento periódico esistemático de crianças entre 0 a 24 meses para avaliação do crescimento e desenvolvimento, vacinação, 
orientações sobre prevenção de acidentes, aleitamento materno, higiene individual e ambiental e identificação precoce de agravos e doenças, com vista 
ao cuidado integral e equânime.
Interconsulta: Ação de saúde interprofissional e interdisciplinar que tem por objetivo integrar e promover a troca de saberes de diferentes profissionais 
que atuam nos serviços de saúde, visando o aprimoramento assistencial. Faz‐se por meio de parecer, discussão de caso e consulta conjunta.
Encaminhamento do usuário a outro profissional ou outro nível de atenção: Consiste no ato de encaminhar o usuário para atendimento, através de 
mecanismo de referência e contra‐referência, à outro profissional da própria Unidade de Saúde ou outro serviço, buscando a resolução dos problemas 
encontrados.
Acolhimento: Postura ética que implica na escuta do usuário em suas queixas, no reconhecimento do seu protagonismo no processo de saúde e 
adoecimento, e na responsabilização pela resolução, com ativação de redes de compartilhamento de saberes. Acolher é um compromisso de resposta 
às necessidades dos cidadãos que procuram os serviços de saúde.
GLOSSÁRIO DE PRÁTICAS
6
6 
Assistência integral: Práticas que contemplem a resolutividade dos problemas dos usuários do serviço em sua integralidade, incluindo ações de 
promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento e reabilitação. Deve ser garantida nos serviços de saúde.
Equidade: Um dos princípios doutrinários do SUS que tem relação direta com os conceitos de igualdade e de justiça social. Trata‐se da produção de 
cuidado de acordo com as necessidades dos usuários, oferecendo mais a quem mais precisa e menos a quem requer menos cuidados. Deve ser 
garantido nos serviços de saúde.
Alta responsável: Processo de planejamento e transferência do cuidado da maternidade à Unidade de Saúde, de modo a propiciar a continuidade da 
assistência por meio de orientação de usuários e familiares/cuidadores; articulação com os demais pontos das Redes de Atenção à Saúde; e implantação 
de mecanismos de desospitalização.
Registro de informações: Todas as ações realizadas pelo enfermeiro devem ser devidamente registradas no prontuário eletrônico do e‐SUS e em 
outras fontes de informação, como carteira de vacinas, livros de registro da Unidade e outros.
7 
DYNAMED PLUS: O Dynamed Plus é uma ferramenta de informação baseada em evidências clínicas, proporcionando apoio à decisão clínica e 
otimização do tempo de resposta. Disponível em: http://www.dynamed.com/
TELESSAÚDERS‐UFRGS: O TelessaúdeRS‐UFRGS disponibiliza a ferramenta de teleconsultoria para todas (os) as (os) enfermeiras (os) da Atenção 
Primária em Saúde através do 0800 e está disponível para apoiar nos desafios diários da prática profissional.
Para dúvidas clínicas e assistenciais ligue gratuitamente, de Segunda à Sexta‐feira, das 8hs às 17hs30min, para o número 0800 644 6543
Para envio de materiais e atividades de educação permanente, cadastre‐se na Plataforma Telessaúde
Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO: última atualização em janeiro de 2018
Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/teleducacao/calendario‐nacional‐de‐vacinacao‐telessaudersufrgs/
BIBLIOTECA VIRTUAL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE (BVAPS‐POA): A Biblioteca Virtual da Atenção Primária à Saúde tem por objetivo reunir, 
divulgar e garantir o acesso confiável e permanente aos documentos administrativos, técnicos, fluxos, protocolos, linhas de cuidado, entre outros que 
se julguem relevantes para a rede de atenção à saúde de Porto Alegre.
Disponível em: https://sites.google.com/view/bvsapspoa/
FERRAMENTAS DE APOIO AO ENFERMEIRO(A) 
8
8 
Acolhimento do Recém‐nascido na Atenção Primária em Saúde 
 ** Sinais de Risco:
Letargia, inconsciência;
Febre maior 38ºc;
Vômito;
Tiragem intercostal;
Apneia;
Batimento de Asas de Nariz;
Gemido, estridor e/ou sibilância;
Cianose;
Palidez severa;
Icterícia abaixo do umbigo;
Pústulas ou vesículas ;
Equimose, petéquias, hemorragia
Secreção purulenta no umbigo,
 olhos e ouvidos;
Distensão abdominal;
Diarreia a 7 dias ou mais;
Melena (sangramento nas fezes);
Olhos fundos;
Sinal da prega presente .
Consulta Médica
Acolhimento do Récem-
Nascido após *alta da
Maternidade
 
até o 5º dia
de vida
Criança apresenta 
**sinais de Risco
Realizar anamnese, exame físico e orientações 
conforme Quadro 1;
Verificar a realização da vacina Hep B;
Conferir a realização do teste oftalmológico,
auditivo e do coração. Caso não tenha
realizado, encaminhar para o hospital de
nascimento. 
Observação da mamada e realizar
aconselhamento e manejo da amamentação
conforme Anexo D.
Conferir a realização da BCG. Caso não tenha
sido realizado, encaminhar ou aplicar a vacina.
Realizar teste do pezinho (3º ao 5º dia de vida).
SIM NÃO
 A triagem auditiva neonatal que não tenha
 sido 
 
realizada na maternidade ou nascidos fora de 
POA, encaminhar para HMIPV: 
 ambulatório@hmipv.prefpoa.com.br
Mais informações sobre AME (Aconselhamento
 e manejo da amamentação) no link:
 
https://bit.ly/2f9sUij
*** Orientar sobre calendário de consultas e
 calendário de vacinação no link : 
 https://goo.gl/VJ0ELX
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Consulta de
Enfermagem
Registrar no prontuário do
paciente conforme o processo
de enfermagem (histórico de
enfermagem, diagnóstico de
enfermagem, planejamento,
implementação e avaliação)
*Alta responsável da Maternidade após contato com a Unidade de Saúde
9 
Avaliar:
 Nascimento (tipo e local de 
parto, peso ao nascer, idade 
gestacional);
 Apgar;
 Período neonatal e tratamentos 
realizados;
 Sinais de alerta no recém‐
nascido;
 Problemas socioeconômicos;
 Histórico de amamentação;
 Ausência de pré‐natal;
 Gestações anteriores;
 Vulnerabilidade: Mãe com menos 
de 18 anos de idade, mãe com 
baixa escolaridade, história 
familiar de morte de criança com 
menos de 5 anos de idade, mais 
do que três filhos morando 
juntos e problemas 
socioeconômicos;
 Gestação gemelar;
 Malformação congênita ;
 Calendário Vacinal;
 Atraso no desenvolvimento;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Necessidade de consultas mais 
frequentes com enfermeiro(a), 
médico(a) ou interconsultas;
 Relacionamento da 
mãe/cuidador e dos familiares 
com o bebê.
Avaliar:
 Peso;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico;
 Frequência cardíaca e respiratória; 
 Reflexos de moro, babinski, sucção, preensão plantar, 
palmar, marcha e fuga/asfixia;
 Realizar ausculta cardíaca e respiratória;
 Ausculta abdominal;
 Fontanelas: posterior fecha‐se até o 2º mês e a anterior 
fecha‐se do 9º ao 18º mês ;
 Visão ‐ teste do reflexo vermelho;
 Coto Umbilical;
 Icterícia;
 Face;
 Pele;
 Crânio;
 Olhos ( sinais de alerta para conjuntivite: edema, 
eritema, secreção);
 Orelhas;
 Nariz;
 Boca (fenda palatina);
 Tórax;
 Clavícula/fratura;
 Abdome;
 Displasia evolutiva de quadril (Barlow e Ortolani);
 Genitália;
 Criptorquidia;
 Meato urinário (observar hipospadia e epispadia);
 Ânus e reto;
 Coluna vertebral;
 Membros superiores ;
 Membros inferiores;
 Reflexos arcaicos;
 Registrar na caderneta da criança as medidas de 
crescimento e os parâmetros de desenvolvimento.
 Orientar aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de 
vida;
 Orientar sobre situações em que há restrições ao 
aleitamento materno: mães infectadas pelo HIV, HTLV1 
e HTLV2. Llink para solicitação de leite especial: 
https://docs.google.com/forms/d/1ShsxqLunfq4b_gwW
e3c1x6tQMi4oo4TNL4c2R6MkNI8/viewform 
 Uso de medicamentos incompatíveis com a 
amamentação e criança portadora de galactosemia, 
demais situações de suspensão temporária da 
amamentação consultar: 
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf 
 Realizar aconselhamento e manejo da amamentação;
 Verificar dificuldades na amamentação conforme 
(Quadro 8);
 Verificar pega e avaliar a mama da mãe (Quadro 9);
 Evitar co‐leito;
 Posição supina para dormir (de barriga para cima);
 Lavagem de mãos por todas as pessoas que têm 
contato com o bebê;
 Cuidados com o umbigo;
 Orientar calendário vacinal ;
 Verificar realização da vacina Hep B;
 Realizar ou verificar a vacinação BCG;
 Higiene bucal com gaze ou fralda limpa e úmida 1x/dia;
 Conferir a realização do Teste Oftalmológico, auditivo e 
do coração. Caso não tenha realizado, encaminhar para 
o hospital de nascimento ou agendar testes no hospital 
Materno Infantil Presidente Vargas, caso o nascimento 
tenha ocorrido fora de Porto Alegre;
 Realizar Teste do Pezinho do 3º ao 5º dia de vida do 
bebê;
 Investigar sinais de depressão na mãe;
 Preencher os marcadores de consumo alimentar no 
 E‐SUS AB (CDS)
10 
Anamnese Exame Físico Orientações
Avaliar:
 Calendário Vacinal;
 Atraso no desenvolvimento;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Problemas socioeconômicos;
 Necessidade de consultas mais 
frequentes com enfermeiro(a), 
médico(a) ou interconsultas;
 Relacionamento dos pais, 
cuidadores e familiares com o 
bebê.
Avaliar:
 Peso;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico;
 Frequência Respiratória e Cardíaca;
 Fontanelas: posterior fecha‐se até o 2º mês e a 
anterior fecha‐se do 9º ao 18º mês;
 Auscultas cardíaca e respiratória;
 Cicatriz Umbilical;
 Abdômen;
 Genitais;
 Displasia evolutiva de quadril (Barlow e Ortolani);
 Criptorquidia;
 Icterícia;
 Eliminações fisiológicas;
 Marcos do desenvolvimento: Percepção melhor de 
um rosto;
 Reação ao som;
 Postura (Cabeça lateralizada, barriga para cima e 
flexão de membros);
 Registrar na caderneta da criança as medidas de 
crescimento e os parâmetros de desenvolvimento.
 Aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida;
 Realizar aconselhamento e manejo da amamentação;
 Se criança prematura iniciar prescrição de sulfato 
ferroso; 
 Posição supina para dormir (de barriga para cima); 
 Evitar co‐leito;
 Prevenção de acidentes;
 Lavagem de mãos por todas as pessoas que têm 
contato com o bebê;
 Higiene bucal com gaze ou fralda limpa e úmida 1x/dia
 Orientar e programar próximas vacinas.
11 
Anamnese Exame Físico Orientações
Avaliar:
 Problemas específicos da 
criança; 
 Calendário Vacinal;
 Atraso no desenvolvimento;
 Problemas socioeconômicos;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Necessidade de consultas mais 
frequentes com 
enfermeiro(a), médico(a) ou 
interconsultas;
 Relacionamento dos pais, 
cuidadores e familiares com o 
bebê.
Avaliar: 
 Peso;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico;
 Frequência cardíaca e respiratória;
 Fontanelas posterior fecha‐se até o 2º mês e a 
anterior fecha‐se do 9º ao 18º mês; 
 Auscultas cardíaca e respiratória;
 Abdômen;
 Genitais;
 Criptorquidia;
 Reflexos de moro, babinski, sucção, preensão plantar 
e fuga/asfixia;
 Displasia evolutiva de quadril (Barlow e Ortolani);
 Eliminações fisiológicas;
 Marcos do desenvolvimento: Ampliação do seu 
campo de visão (O bebê visualiza e segue objetos com 
o olhar);
Entre 2 e 3 meses: sorriso social, bebê fica de bruços, 
levanta a cabeça e os ombros, de bruços eleva a cabeça, 
abre as mãos, emite sons, movimenta ativamente os 
braços;
 Registrar na caderneta da criança as medidas de 
crescimento e os parâmetros de desenvolvimento.
 Aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida ;
 Realizar aconselhamento e manejo da amamentação;
 Cuidados de higiene;
 Posição supina para dormir (de barriga para cima);
 Evitar co‐leito ;
 Prevenção de acidentes;
 Brincar e conversar com o bebê, mostrar objetos 
coloridos;
 Lavagem de mãos por todas as pessoas que têm 
contato com o bebê;
 Higiene bucal com gaze ou fralda limpa e úmida 1x/dia;
 Atentar para sinais de abuso ou negligência;
 Orientar e programar próximas vacinas.
12 
Anamnese Exame Físico Orientações
Avaliar: 
 Problemas específicos da 
criança; 
 Calendário Vacinal;
 Atraso no desenvolvimento;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Problemas socioeconômicos;
 Necessidade de consultas 
mais frequentes com 
enfermeiro(a), médico(a) ou 
interconsultas;
 Relacionamento dos pais, 
cuidadores e familiares com o 
bebê.
Avaliar:
 Peso ;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico;
 Frequência cardíaca e respiratória;
 Fontanelas posterior fecha‐se até o 2º mês e a anterior 
fecha‐se do 9º ao 18º mês; 
 Abdômen;
 Criptorquidia;
 Visão ‐ teste do reflexo vermelho;
 Eliminações fisiológicas;
 Marcos do desenvolvimento: Resposta mais ativa ao contato 
“conversa”, segura objetos, emite sons (gugu, eee...), de 
bruços levanta a cabeça, apoiando‐se nos antebraços;
 Registrar na caderneta da criança as medidas de 
crescimento e os parâmetros de desenvolvimento.
 Aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida;
 Realizar aconselhamento e manejo da amamentação;
 Posição supina para dormir (de barriga para cima);
 Lavagem de mãos por todas as pessoas que têm contato 
com o bebê;
 Higiene bucal com gaze ou fralda limpa e úmida 1x/dia;
 Atentar para sinais de abuso ou negligência;
 Se a criança estiver em uso de fórmulas não enriquecidas 
com ferro, suplementar 1 a 2mg/kg/dia de ferro dos 4 aos 
 24 meses; 
 Se criança não for amamentada no peito orientar a 
introdução lenta e gradual de papas salgadas conforme 
(Quadro 12);
 Avaliar e programar próximas vacinas;
 Brincar e conversar com o bebê, oferecer objetos coloridos;
 Avaliar rede de apoio e volta ao trabalho da mãe, pai ou 
cuidadores.
Avaliar:
 Problemas socioeconômicos; 
 Problemas específicos da 
criança; 
 Calendário Vacinal;
 Atraso no desenvolvimento;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Necessidade de consultas 
mais frequentes com 
enfermeiro(a), médico(a)
 ou interconsultas;
 Relacionamento dos pais, 
cuidadores e familiares com o 
bebê.
Avaliar:
 Peso ;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico ;
 Frequência cardíaca e respiratória; 
 Criptorquidia;
 Fontanelas posterior fecha‐se até o 2º mês e a anterior 
 fecha‐se do 9º ao 18º mês;
 Eliminações fisiológicas;
 Visão ‐ teste do reflexo vermelho;
 Avaliar cicatriz da BCG;
 Marcos do desenvolvimento: Em torno do 6º mês inicia‐se a 
noção de “permanência de objeto”, localiza o som (virando a 
cabeça), busca objetos e os leva a boca, muda de posição 
ativamente (rola), brinca de esconde – achou, transfere
 objetos de uma mãe para a outra, duplica sílabas, senta‐se 
 sem apoio;
 Registrar na caderneta da criança as medidas de crescimento 
 e os parâmetros de desenvolvimento.
 Aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida;
 Realizar aconselhamento e manejo da amamentação;
 Cuidados de higiene;
 Prevenção de acidentes;
 Evitar co‐leito;
 Posição supina para dormir (de barriga para cima);
 Suplementação de ferro (1‐2 mg/Kg/dia), (Quadro 19); 
 Higiene bucal com gaze ou fralda limpa e úmida 1x/dia;
 Evitar chupetas;
 Orientar introdução de papas de forma lenta e gradual 
conforme (Quadro 10);
 Próximas vacinas;
 Rede de apoio e volta ao trabalho da mãe, pai ou 
cuidadores;
 Encaminhar para consulta/grupo com equipe de 
odontologia;
 Sinais e sintomas físicos e comportamentais associados a 
abuso ou negligência.
13 
Anamnese Exame Físico Orientações
Avaliar:
 Problemas específicos da criança;
 Problemas socioeconômicos;
 Calendário Vacinal;
 Atraso no desenvolvimento;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Necessidade de consultas mais 
frequentes com enfermeiro(a), 
médico(a) ou interconsultas;
 Relacionamento dos pais, 
cuidadores e familiares com o 
bebê.
Avaliar:
 Peso ;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico;
 Frequência Respiratória e cardíaca ;
 Fontanelas posterior fecha‐se até o 2º mês e a 
anterior fecha‐se do 9º ao 18º mês;
 Auscultascardíaca e pulmonar;
 Eliminações fisiológicas;
 Marcos do desenvolvimento: 
 Se criança engatinha ou anda com apoio, localiza o 
som (virando a cabeça, busca objetos e os leva a 
boca, muda posição ativamente (rola), brinca de 
esconde‐achou, transfere objetos de uma mão para 
outra, senta sem apoio, reação a estranhos, duplica 
sílabas;
 Registrar na caderneta da criança as medidas de 
crescimento e os parâmetros de desenvolvimento.
 Orientar Amamentação e outros alimentos;
 Cuidados de higiene;
 Prevenção de acidentes;
 Evitar co‐leito
 Brincar e conversar com o bebê, oferecer objetos 
coloridos; 
 Deixá‐lo no chão, estimular a sentar, rolar e engatinhar 
com supervisão;
 Posição supina para dormir (de barriga para cima);
 Após o nascimento do primeiro dente inserir escova 
dental com cerdas macias;
 Evitar chupetas;
 Orientar para prevenção lesões não intencionais;
 Atentar para sinais e sintomas físicos e 
comportamentais associados ao abuso ou negligência;
 Avaliar e programar próximas vacinas;
 Orientar sobre o não uso de andadores;
 Avaliar e programar próximas vacinas.
14 
Anamnese Exame Físico Orientações
Avaliar:
 Problemas específicos da criança;
 Problemas socioeconômicos; 
 Calendário Vacinal;
 Atraso no desenvolvimento;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Necessidade de consultas mais 
frequentes com enfermeiro(a), 
médico(a) ou interconsultas;
 Relacionamento da 
mãe/cuidador e dos familiares 
com o bebê.
Avaliar:
 Problemas específicos da criança 
 Calendário Vacinal;
 Problemas socioeconômicos;
 Atraso no desenvolvimento;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Necessidade de consultas mais 
frequentes com enfermeiro(a), 
médico(a) ou interconsultas;
 Relacionamento da mãe/cuidador 
e dos familiares com o bebê;
 Registrar na caderneta da criança 
as medidas de crescimento e os 
parâmetros de desenvolvimento.
Avaliar:
 Peso ;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico;
 Frequência respiratória e cardíaca;
 Fontanelas posterior fecha‐se até o 2º mês e a 
anterior fecha‐se do 9º ao 18º mês;
 Auscultas cardíaca e pulmonar;
 Eliminações fisiológicas;
 Abdômen;
 Avaliação da visão ‐ teste do reflexo vermelho;
 Marcos do desenvoIvimento: imita gestos, mostra o 
quer, anda com apoio, fala uma palavra, anda sem 
apoio.
 Orientar amamentação e outros alimentos;
 Cuidados de higiene;
 Prevenção de acidentes;
 Evitar co‐leito;
 Escovar 1x/dia com escova com cerdas macias;
 Evitar chupetas;
 Atentar para sinais e sintomas físicos e 
 comportamentais associados ao abuso ou negligência;
 Posição supina para dormir (de barriga para cima);
 Avaliar e programar próximas vacinas;
 Orientar sobre o não uso de andadores;
 Brincar e conversar com o bebê, oferecer objetos 
coloridos; deixe a criança no chão para que ela levante‐
se e ande apoiando‐se; estimular palavras ao invés de 
gestos; abordar limites;
 Avaliar e programar próximas vacinas.
Avaliar:
 Peso;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico;
 Frequência Respiratória e cardíaca;
 Fontanelas posterior fecha‐se até o 2º mês e a 
anterior fecha‐se do 9º ao 18º mês; 
 Auscultas (cardíaca e pulmonar); 
 Marcos do desenvolvimento: fala frases com 2 
palavras, pula com ambos os pés, aponta figuras, 
chuta a bola, anda sozinho, corre ou sobe degraus 
abaixo.
 Registrar na caderneta da criança as medidas de 
crescimento e os parâmetros de desenvolvimento.
Avaliar:
 Orientar amamentação e outros alimentos;
 Cuidados de higiene;
 Prevenção de acidentes;
 Evitar co‐leito;
 Escovar 2x/dia com escova com cerdas macias e utilizar 
dentifrício fluoretado em pouca quantidade;
 Evitar chupetas;
 Atentar para sinais e sintomas físicos e 
comportamentais associados ao abuso ou negligência;
 Avaliar e programar próximas vacinas.
15 
Anamnese Exame Físico Orientações
Avaliar: 
 Problemas específicos da 
criança;
 Problemas socioeconômicos;
 Calendário Vacinal;
 Atraso no desenvolvimento;
 Suspeita ou evidência de 
violência;
 Necessidade de consultas mais 
frequentes com enfermeiro(a), 
médico(a) ou interconsultas;
 Relacionamento da 
mãe/cuidador e dos familiares 
com o bebê;

Avaliar: 
 Peso;
 Comprimento;
 Perímetro cefálico;
 Frequência respiratória e cardíaca; 
 Visão ‐ teste do reflexo vermelho;
 Marcos do desenvolvimento: usa colher, anda pra 
trás, chuta a bola, anda sozinho, corre ou sobe 
degraus baixos, tirar alguma peça do vestuário. Fala 3 
palavras, diz seu próprio nome, aponta figuras.
 Registrar na caderneta da criança as medidas de 
crescimento e os parâmetros de desenvolvimento. 
 Orientar amamentação e outros alimentos;
 Cuidados de higiene;
 Prevenção de acidentes;
 Evitar co‐leito;
 Escovar 2x/dia com escova com cerdas macias e utilizar 
dentifrício fluoretado em pouca quantidade;
 Evitar chupetas;
 Atentar para sinais e sintomas físicos e 
comportamentais associados ao abuso ou negligência;
 Avaliar e programar próximas vacinas;
 Gradativamente estimule o uso do vaso sanitário; 
Fonte: Assessoria de Gestão do IMESF, 2018.
16 
Anamnese Exame Físico Orientações
Orientações: 
Colocar a criança em decúbito dorsal apoiada
sobre os braços;
Massagear o abdômen com movimentos
circulares, sentido horário, movimento de flexão
extensão de membros inferiores e depois
aplicar compressa morna;
Avaliar pega ao seio se aleitamento materno
exclusivo;
É importante reafirmar aos pais que o bebê está
bem e que às cólicas costumam desaparecer
nos primeiros meses de vida e que não deixam
sequelas importantes;
Incentivar a participação do pai no cuidado do 
 recém-nascido.
Avaliar e Orientar:
Diluição e preparo do leite conforme
Quadro 11;
Frequência e consistência das
evacuações;
Sobre a possibilidade de resgatar o
aleitamento materno.
Distensão abdominal
 associado a choro persistente
 quadro febril ou gemência
SIM
Consulta Médica
ALEITAMENTO
MATERNO
EXCLUSIVO
NÃO
SIM NÃO
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Considera-se que um bebê tem cólica quando 
apresenta episódios repetidos de choro e 
irritação em intensidades suficientes para 
causarem dificuldade e apreensão familiar, em 
uma criança normal em todos os aspectos.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
17 
Cólica no Recém‐Nascido:
Edema e/ou hiperemia e/ou calor
local na região periumbilical/ou
secreção purulenta/fétida.
Consulta Médica
Fonte: dynamed Plus
Fonte: dynamed Plus
Consulta de
Enfermagem
Granuloma umbilical: lesão vegetante, úmida,
de cor rosa-pálido.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o processo
de enfermagem (histórico de
enfermagem, diagnóstico de
enfermagem, planejamento,
implementação e avaliação)
Hérnia umbilical é um achado frequente, em geral 
está ausente ao nascer, vindo a aparecer somente
entre o 1º e 2º mês de vida. Costuma aumentar de
de tamanho antes de desaparecer espontaneamente
por volta do 4º mês. Ela é mais frequente na raça
 negra e faz parte do quadro clínico do hipotireoidismo
congênitos e de outras síndromes congênitas.
Hérnia umbilical é uma protuberância anormal
que pode ser vista ou sentida na região do
umbigo, isto acontece, devido uma fragilidade
da parede, permitindo que um órgão da
cavidade 
abdominal comumente parte do intestino se
torne saliente na barriga
Limpar com soro fisiológico;
Passar vaselina região periumbilical
para proteger a pele;
Prescrever bastão de nitrato de prata
10% na lesão por 01 minuto contínuo,
01 vez ao dia durante 3 dias ou 1 a 2
vezes por semana, durante 2 a 3
semanas, sendo que a aplicação deve
ser realizada por profissional na US.
Orientar que costuma desaparecer
espontaneamente até o 12º mês de
vida;
Que o uso de cintos, faixas, moedas e
botões não têm nenhuma indicação,
pois não modificaa evolução natural
da hérnia;
Se Hérnia Umbilical após 12º mês de
vida, encaminhar para consulta
médica.
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
18 
Problemas no Umbigo:
Orientações:
 Deixar a criança sem fralda algumas horas;
 Lavar o local com água morna a cada troca de fralda;
Suspender o uso de lenços umedecidos, assim como outros produtos 
 industrializados;
 Trocar frequentemente a fralda inclusive à noite. A higienização deve ser 
 frequente mas não excessiva nem agressiva;
 Quando as fraldas forem de tecido, lavar com sabão neutro, enxaguar bem 
 e evitar o uso de produtos perfumados;
 Prescrever miconazol 20mg/g creme após cada troca de fralda, por 7 a 10 
 dias, se houver pústulas, conforme Figura 2;
 Usar cremes de barreira para prevenção;
 Retorno se não houver melhora do quadro.
Figura 1
Fonte: dynamed Plus
Figura 2
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
é o contato da pele com urina e fezes, 
seguido de maceração da pele produzido 
pelas fraldas.
19 
 Dermatite Amoniacal ou de fralda:
Orientações:
Passar vaselina ou óleo mineral no couro
cabeludo à noite e fazer remoção cuidadosa
das crostas pela manhã, pode-se utilizar
escova de cerdas macias para auxiliar na
remoção das crostas;
Dar banho com água morna;
Retorno se não houver melhora do quadro.
Exantema eritematoso
oleoso em formato de
crosta no couro
cabeludo, face e
demais partes do
corpo.
Exantema eritematoso
oleoso em formato de
crosta restrito ao
couro cabeludo. 
Consulta Médica
Fonte: dynamed Plus
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
É uma doença crônica e recidivante comum,
limitada a áreas da pele com alta produção de
sebo e as grandes dobras cutâneas. São 
produzidas por inflamações que levam ao 
eritema e por multiplicação acelerada das 
células epidérmicas. 
Registrar no prontuário do
paciente conforme o processo
de enfermagem (histórico de
enfermagem, diagnóstico de
enfermagem, planejamento,
implementação e avaliação)
20 
 Dermatite Seborreica:
Orientações:
Proporcionar ambiente fresco e arejado;
Usar roupas leves;
Lavar as roupas novas antes de 
 usá-las e evitar amaciantes, talcos, 
cremes e perfume;
Lavar as roupas com sabão neutro;
Realizar banhos frequentes na criança com
sabonetes neutros e água morna;
 Retorno se não houver melhora do
quadro.
Lesões de Pele
avermelhadas,
microvesiculares,
pruriginosas, COM exsudato
purulento principalmente na
face e pescoço.
Lesões de Pele
avermelhadas,
microvesiculares,
pruriginosas, SEM exsudato
purulento. 
Consulta Médica
Fonte: dynamed Plus
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Conhecida como brotoeja, é um problema 
cutâneo comum no período neonatal. Deve-se
à retenção de suor nas glândulas sudoríparas
ocorrendo com mais frequência em épocas de
calor ou quando a criança permanece em 
ambientes muito aquecidos.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
21 
 Miliária (Brotoeja):
Orientações:
Higienizar com água fervente e sabão neutro os bicos das mamadeiras,
chupetas e objetos de mordedura durante 20 minutos;
Lavar sempre as mãos antes e após o contato com a criança;
Prescrever Nistatina 100.000 UI/ml suspensão oral 1 ml a cada 6 horas
durante duas semanas;
Mãe e bebê devem ser tratados simultaneamente, mesmo que a
criança não apresente sinais de monilíase;
O tratamento para a mãe é tópico com miconazol 20mg/g durante 14
dias. As mulheres podem aplicar o creme após cada mamada, não
havendo necessidade de removê-lo para a criança mamar;
Retorno em 2 dias,caso ocorra dificuldades na alimentação ou em 10
dias se não houver melhora do quadro.
Fonte: dynamed Plus
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Também conhecida por candidíase, é uma 
infecção causada por leveduras no gênero 
cândida.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
22 
 Monilíase:
Aleitamento Materno exclusivo 
e/ou ausência de fezes ≥ 10 dias e/ou
constipação desde o nascimento, fezes afiladas,
incontinência fecal, ganho de peso
insuficiente ou perda
de peso e déficit
de crescimento.
SIM NÃO
Consulta Médica
Orientações:
Incentivar amamentação exclusiva;
Recomendar o aumento da ingestão de frutas
(ameixa, pera ou maçã) ou sucos naturais se a
criança não estiver em amamentação exclusiva;
Óleo mineral, laxativos e enema não são
recomendados;
Verificar se foi orientada ingesta hídrica em
crianças no início da alimentação complementar;
Realizar exercícios e massagem abdominal;
 Orientar retorno em consulta médica se não
houver melhora do quadro.
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
Considera-se constipação intestinal a 
dificuldade para evacuar ou a evacuação de
fezes secas, duras e/ou volumosas.
23 
 Constipação Intestinal em crianças < de 2 anos:
Consulta de
Enfermagem
Crianças > 2 anos
fezes endurecidas no abdômen, volumosas, distensão
abdominal e fissura anal.
Consulta Médica
SIM NÃO
Orientações:
Exame físico;
Tranquilizar a família;
Recomenda-se o aumento da ingestão de suco
natural de frutas que contenham sorbitol como
ameixa, pera ou maçã;
Se a criança estiver recebendo leite de vaca,
deve-se verificar se não está havendo excesso
de ingestão de proteína. Em caso afirmativo,
deve-se ajustar a ingestão de proteína ao
tamanho da criança;
Aumentar a ingestão hídrica;
Oferecer chá de ameixa preta, 1 a 2 ameixas de
molho em 75ml de água filtrada;
Exercícios e massagem abdominal no sentido
horário;
Ajudar a criança a elaborar o medo da fase anal;
Não havendo melhora, provavelmente a
constipação não é funcional, devendo ser
investigada em consulta médica.
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Considera-se constipação intestinal a 
dificuldade para evacuar ou a evacuação de
fezes secas, duras e/ou volumosas.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
24 
 Constipação Intestinal em crianças > de 2 anos:
Menor de 2 meses e/ou disenteria 
(sangue nas fezes) e/ou diarreia por mais 
de 14 dias 
Consulta Médica
Avaliar grau de desidratação
conforme Quadro 2;
Seguir as orientações Plano
A,B e C conforme Quadro 2.
SIM NÃO
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
É uma das doenças mais comuns em crianças
em todo o mundo. É basicamente a eliminação
frequente de fezes líquidas e sua etiologia
pode envolver agentescomo vírus, bactérias e
parasitas.
25 
 Diarreia:
ETAPAS
OBSERVAR A B C
Estado Geral Alerta Irritado Letárgico
Olhos Normal Fundos Fundos
Lágrimas Presentes Ausentes Ausentes
Sede/Amamentação Normal Sedento, bebe rápido Não consegue beber ou bebe muito mal
AVALIAR
Prega Desaparece rapidamente Desaparece lentamente Desaparece muito lentamente
Pulso Normal Rápido Débil
Preenchimento Capilar Cheio Prejudicado Muito Prejudicado
RESULTADO ESPERADO SEM DESIDRATAÇÃO Se dois ou mais sintomas = Desidratação Dois ou mais Sintomas = DESIDRATAÇÃO GRAVE
NO DOMICÍLIO: NA UNIDADE DE SAÚDE:
· Amamentar a criança com maior frequência e por
maior duração;
· SRO: 50 a 100 ml/kg no período de 4 a 6
horas;
· O tratamento deve ser iniciado na Unidade
de Saúde e referenciado para um hospital.
· Oferecer ou ingerir mais líquido que o habitual
para prevenir a desidratação.
· O SRO deve ser administrado continuamente,
até que desapareçam os sinais de
desidratação;
· Orientar tomar líquidos caseiros: água de arroz,
soro caseiro, chá, suco e sopas ou Soro de
Reidratação Oral após cada evacuação diarreica;
· Não administrar o SRO de forma rápida para
evitar vômitos;
· Hidratação venosa de maneira rápida.
· Prescrever SRO: 50 a 100 ml depois de cada
evacuação diarreica;
· Se não apresentar sinais de desidratação,
usar o Plano A;
· Manter a alimentação habitual para prevenir a
desnutrição;
· Se continuar desidratado, repetir o Plano B
por mais duas horas e reavaliar;
· Se a criança não melhorar em dois dias ou se
apresentar qualquer um dos *sinais de perigo,
leva‐lo à Unidade de Saúde;
· Reavaliar com frequência a pessoa e procurar
estabelecer o grau de desidratação para
redefinir a conduta.
*Sinais de perigo: piora na diarreia, vômitos
repetidos, muita sede, recusa de alimentos,
sangue nas fezes, diminuição da diurese.
PLANO
TRATAMENTO
26 
Fonte: Adaptado Protocolo de Enfermagem na Atenção Primária do Rio de Janeiro, 2012.
 Quadro 2: Etapas da avaliação do grau de desidratação em crianças 
Dor periumbilical, cólicas de
repetição, diarreia
persistente, constipação
intestinal, dor abdominal,
náuseas ou vômitos
Queixa de coceira anal e/ou
saída de verme nas fezes
Saída de verme pelo vômito
ou nariz ou < de 1 ano
Tratamento e Orientações
Lavar bem os alimentos;
Comer carne bem cozida ou assada;
Manter as unhas curtas e limpas;
Manter as mãos sempre limpas, principalmente,
antes das refeições e após evacuações e ao
preparar os alimentos;
Proteger os alimentos contra poeira, mosca e
outros animais;
Prescrever Albendazol (dose única)
 para crianças > de 1 ano (Quadro 3);
Se dúvida em relação ao parasita solicitar 3
amostras de exame parasitológico de fezes 
 (EPF) e tratar conforme resultado.
Consulta Médica Consulta Médica
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
o Parasitismo é uma associação entre seres
vivos com unilateralidade de benefícios, sendo
o hospedeiro um dos associados e o 
prejudicado na associação, pois fornece o 
alimento e o abrigo ao parasita; assim, a 
parasitose é o estado de infecção cuja 
agressividade repercute prejudicialmente 
sobre o hospedeiro.
27 
 Parasitose/Verminose Intestinal
	
	 Quadro 3: Esquema medicamentoso para criança com parasitose/verminose
Fonte: Telessaúde RS, 2017.
Medicamento e 
apresentação
Parasitas Dosagem
Trichuris trichiura Strongyloides stercoralis Taenia 
saginata
T solium 
Giardia Lambila 400mg/10ml, dose única, uma vez ao dia, por 5 dias
Ascaris lumbricoides Ancylostoma duodenale 
Necator americanus Enterobius vermuculares
400mg/10ml, dose única, uma vez ao dia, por 3 dias
400mg/10ml, dose única, repetir após 3 semanas
ALBENDAZOL 
400mg/10ml suspensão oral – para 
crianças > de 1 ano
28 
 
Temperatura axilar acima
 de 39.5º C OU, Menor de 3 meses OU,
 Apresenta *sinais de risco 
SIM NÃO
Consulta Médica
Prescrever antitérmico conforme
avaliação clínica (ver Quadro 4);
Orientar uso de roupas leves, compressa
e banho morno;
Retorno imediato a quaisquer **sinais de
perigo ou piora do quadro;
Retorno em dois dias, se persistir a febre.
**Sinais de perigo: choro persistente, choro fraco,
 gemente ou contínuo; pele pastosa ou com prega persistente; não 
fica alerta e torna a dormir; pálido ou cianótico.
 * Sinais de Risco:
Dificuldade de beber ou mamar
Vômito após alimentação 
Convulsões
Letargia ou inconsciência
Hipotonia
Irritabilidade
Choro inconsolável
Irritabilidade persistente
Pele pálida ou cianótica
Taquipneia ou Hipoventilação
Taquicardia
Má perfusão periférica
Petéquias 
Abaulamento de Fontanelas
Choro fraco continuo ou agudo
Gemido
Valores temperatura axilar:
Febre baixa: 37,2ºC a 38,5ºC
Febre moderada: 38,5ºC a 39,5ºC
Febre alta: 39,5ºC e 40,5ºC
Febre muito alta: superior a 40,5
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o processo
de enfermagem (histórico de
enfermagem, diagnóstico de
enfermagem, planejamento,
implementação e avaliação)
29 
 Febre:
 
Quadro 4: Medicações utilizadas em situações febris na criança
 
 
Fonte: Assessoria de Gestão do IMESF, 2018. 
30
Medicamento Idade Dosagem
Lactantes: 10mg/kg; Pré‐escolares (2 à 6 anos) 15mg/kg e 
Escolares (6 à 12 anos) 25mg/kg a cada 6 horas.
10 a 15 mg/dose. Não exceder cinco doses em 24 horas. 
1 gota/kg/dose
Ibuprofeno – 50mg/ml Maiores de 6 meses
5 a 10mg/kg a cada 6 a 8 horas. Não exceder 40mg/kg/dia. 
1 a 2 gotas/kg/dose
Dipirona sódica ‐ 500 mg/ml Maiores de 3 meses
Paracetamol ‐ 200mg/ml Maiores de 3 meses
31
Febre;
Ausência de tosse;
Pus/placas em tonsilas ;
Linfonodos cervicais dolorosos;
Apresenta 3 ou mais dos 
 sintomas acima?
Realizar Interconsulta com o
médico;
Prescrever analgésico em caso de
dor;
Amoxicilina 50mg/kg dia em dose
única por 10 dias ou 25mg/kg
dose 2 vezes ao dia por 10 dias;
Retorno em consulta médica se
não houver melhora do quadro;
Prescrever analgésico em caso de
dor (Quadro 4). Explique que
antibióticos são desnecessários.
SIM NÃO
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Fonte: Bruce Duncan, 2016 e Blackbook, 2005.
É mais comumente causada por processos
infecciosos. Acometendo preferencialmente
crianças na faixa etária dos 4 aos 7 anos e, de
forma mais rara, crianças menores de 1 ano.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
 Dor de Garganta:
< 2 meses ?
Consulta Médica
Otalgia severa
bilaterial
Febre maior de
39°c
SIM NÃO
SIM NÃO
 Crianças pequenas com dor de ouvido costumam 
 esfregar/puxar a orelha. 
Conduta expectante 
Circunstâncias em que manejo expectante não
é possível: 
Impossibilidade de seguimento e
acesso imediato se piora;
Secar o pavilhão auditivo 3 vezes ao
dia com algodão ou gaze e substituir o
chumaço de algodão até quando o
pavilhão auditivo estiver seco (não
usar cotonete!);
Fazer compressa morna no período
noturno;
Orientar retorno em 2 dias se não
houver melhora no quadro;
Consulta de
Enfermagem
Fonte: Bruce Duncan, 2016 e Blackbook, 2005.
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Prescrever antitérmico e analgésico(Quadro 4);
Prescrever Amoxicilina 50mg/kg/dia
dividido em 2 vezes por 10 dias
conforme tabela ao lado;
Secar o pavilhão auditivo 3 vezes ao dia
com algodão ou gaze e substituir o
chumaço de algodão até quando o
pavilhão auditivo estiver seco (não usar
cotonete!);
Fazer compressa morna no período
noturno;
Orientar retorno em 2 dias se não
houver melhora do quadro.
Realizar interconsulta com o médico;
.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o processo de
enfermagem (histórico de
enfermagem, diagnóstico de
enfermagem, planejamento,
implementação e avaliação)
32
 Dor de Ouvido:
* Frequência respiratória diminuída 
ou aumentada;
Temperatura axilar acima de 39.5
Sinais de alerta (batimento de asa do nariz,
 tiragem subcostal), suspeita de TB.
Consulta Médica
Orientar o aquecimento da criança;
Higiene nasal frequente mediante a instilação de 
soro fisiológico, nas narinas;
Estímulo a oferta do leite materno (em crianças
amamentadas);
Controle de temperatura e prescrição de
antitérmico e/ou analgésico, conforme Quadro 4,
se temperatura entre 38, 5 °C e 39, 5º C;
Retorno se houver dificuldade respiratória ou
para alimentar-se e comprometimento do estado
geral.
SIM NÃO
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
* Valores considerados normais da
frequência respiratória em crianças 
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
33
 Tosse:
34
Presença de espirros em salva,
coriza hialina abundante,
obstrução nasal e hiposmia;
Prurido nasal, no palato, nos
olhos, olheiras e fadiga por mais
de 4 semanas.
Presença de espirros em salva,
coriza hialina abundante,
obstrução nasal e hiposmia;
Prurido nasal, no palato, nos
olhos, olheiras e fadiga 
por menos de 4 semanas.
Consulta Médica
Orientações e tratamento:
Orientar os pais/responsáveis para que evitem: 
Expor a criança a ácaros, alérgenos e mofo;
Fumar com crianças no colo ou dentro de casa;
Aguardar 30 minutos após fumar para ter contato com
a criança;
Orientar lavagem das narinas com soro fisiológico em
jato. 
Se sintomas interferem no sono e alimentação prescrever:
Dexclorfeniramina xarope 0,4 mg/ml solução oral para
crianças > de 2 anos.
Dexclorfeniramina 0,4mg/ml solução oral:
- 2 a 6 anos: 1,25ml a cada 8 horas
durante 5 dias
- 6 a 12 anos: 2,5ml a cada 12 horas
durante 5 dias
- Adultos: 5ml a cada 8 horas
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
Rinite é uma doença respiratória que pode 
afetar a qualidade de vida dos pacientes. Em
crianças, pode haver impacto no 
desenvolvimento neuropsicomotor e no 
aprendizado.
 Rinite Alérgica:
Criança com
crise de asma
Criança em
acompanhamento
para asma
Consulta Médica Avaliar nível de controle da asma conforme Quadro 5;
Revisar técnica inalatória com demonstração;
Avaliar adesão ao tratamento, medicamentos, dose e
técnica do uso de espaçador;
Orientar sobre os fatores que influenciam no controle da
asma: infecções virais, fumo passivo, fatores psicológicos
e comorbidades;
Avaliar tratamento dos sintomas;
Orientar diário de crise;
Orientar como agir em caso de crise.
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
A asma é uma doença inflamatória crônica da
via aérea que se caracteriza por limitação
variável do fluxo aéreo, reversível 
espontaneamente ou com tratamento.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
35
 Asma:
 Quadro 5 – Classificação baseada nos níveis de controle da pessoa com asma 
 
 
 
Materiais para manejo e orientações para pais ou responsáveis de criança com diagnóstico de Asma: 
 
Como fazer o espaçador para crianças: 
https://drive.google.com/file/d/1WPROKNB3qDYXUVjpIYC1W9GAb9leBS31/view 
 
Como utilizar corretamente a bombinha: 
https://drive.google.com/file/d/1xt1GLEesFqlv4Oaf6jxH3_CcPs7PQNm6/view 
 
Plano de ação para Asma: 
https://drive.google.com/file/d/1txIv_4m_oaBvsXihJMsFYh7tt_NKYG4e/view 
 
Como fazer espaçador caseiro para crianças – vídeo: 
https://drive.google.com/file/d/1Hw672vZKj3dXz0kL‐IG‐kpHcfabsJH5s/view 
 
 
Fonte: Telessaúde RegulaSUS Asma, 2016. 
36
Nas últimas quatro semanas, o(a) 
paciente:
Bem controlada
Parcialmente 
controlada
Não controlada
Apresentou sintomas de asma durante o dia 
mais do que duas vezes/semana? 
( ) Não ( ) Sim
Acordou alguma noite devido à asma? 
( ) Não ( ) Sim
Utilizou medicamento para alívio dos sintomas 
da asma mais de duas vezes/semana? 
( ) Não ( ) Sim
Apresenta qualquer limitação a atividades 
devido à asma? 
( ) Não ( ) Sim
NÃO para todas as questões SIM para 1 ou 2 das questões
SIM para 3 ou todas as 
questões
Criança <24 meses,criança apresenta 
sinais de risco: dispneia, taquicardia, 
palpitações, letargia, síncope, sopros 
cardíacos leves e 
esplenomegalia.
SIM
Consulta Médica
 Orientações e tratamento:
Solicitar hemograma;
Orientar hábitos alimentares;
Avaliar padrão alimentar;
Orientar ingestão de sucos cítricos junto com as refeições;
Combinar retorno com resultado do hemograma;
Avaliar resultado do hemograma conforme quadro abaixo e,
se necessário, prescrever sulfato ferroso de 3 a 4 mg/kg/dia
(ferro elementar ) por durante 6 semanas. Reavaliar e dar
continuidade ao tratamento por mais 6 semanas;
Orientar quanto ao possível aparecimento de coloração
escura nos dentes e nas fezes de crianças ingerindo sulfato
ferroso, informando os familiares da reversibilidade da
situação.
Recomenda-se que os testes para avaliação de anemia e deficiência de ferro não sejam
 realizados até duas ou três semanas após um processo infeccioso. 
Diarreia e infecções respiratórias, estão frequentemente associadas à redução da produção 
de hemoglobina e absorção do ferro, 
 
com consequente diminuição dos níveis de hemoglobina.
NÃO
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Pontos de corte em hemoglobina e hamatócrito usados para definir
 a anemia em pessoas que vivem no nível do mar
 Fraqueza,
sonolência,cansaço,
síncope, 
 cefaleia, zumbido e 
diminuição do apetite.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
37
 Suspeita de Deficiência de ferro:
Dose recomendada de ivermectina 6mg
segundo o peso corporal:
15 a 24 kg - 1/2 comprimido
25 a 35 kg - 1 comprimido
36 a 50 kg - 1 1/2 comprimido
51 a 65 kg - 2 comprimidos
Orientações:
Orientar sobre questões de higiene e
transmissibilidade;
Trocar a roupa de cama com maior
frequência
 
e lavar as roupas de uso pessoal
com água quente por pelo menos 20 minutos;
Identificar contatos e tratar se necessário;
Aplicar permetrina 5% durante duas noites
seguidas em todo o corpo, menos face e
pescoço, removendo-a após 8 ou 12 horas.
Repetir o uso após uma semana se
persistirem lesões visíveis. Não deve ser
utilizada em crianças menores de 2 meses;
Em casos que a terapia tópica não for
responsiva prescrever Ivermectina 6mg em
dose única. Não deve ser administrada em
crianças menores de cinco anos;
Retorno se não houver melhora do quadro.
Consulta Médica
Fonte: dynamed Plus
Consulta de
Enfermagem
Rash generalizado,
prurido intenso, e/ou
eczematização, SEM 
exsudato purulento 
Rash generalizado,
prurido intenso, e/ou
eczematização,COM
exsudato purulento 
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Escabiose ou sarna é uma infecção causada 
pelo parasita sarcoptes scabiei
que ganha importância pela mobilidade
associada ao prurido intenso, alta
infecciosidade, surtos frequentes e persistência 
dos sintomas por muitos dias mesmo após 
irradiação completa
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
38
 Escabiose:
 Orientações e Tratamento:
Prescrever Permetrina 1% por 10 a 15
minutos, por 2 dias seguidos, repetir após 9
dias. Não deve ser utilizada em crianças
menores de 2 meses;
Remoção das lêndeas com pente fino;
Tratar e investigar os contatos;
 Retorno se não houver melhora do quadro.
Com Infecção
secundária
Sem infecção
secundária
Consulta Médica
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
A Pediculose é causada por parasita 
hemotófago, o qual desenvolve todo seu ciclo
no ser humano , também conhecido como
"piolho", podem causar lesões no couro
cabeludo, local mais afetado.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
39
 Pediculose:
Consulta de
Enfermagem
Orientações e tratamento:
Realizar Interconsulta com o médico;
Orientar a evitar contato com outras crianças;
Lavar lesões com água e sabão duas vezes ao dia;
Se lesões extensas prescrever Cefalexina 50mg/ml suspensão
oral dividido 3 a 4 tomadas por dia em crianças > de 1 ano;
Se não for possível utilizar antibiótico de 1ª escolha ou sem
resposta ao tratamento encaminhar para consulta médica.
Fonte: dynamed Plus
Cefalexina 50mg/ml suspensão oral:
50mg/kg/dia divido 3 a 4 tomadas
 por 7 dias
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
40
Infecção Primária de pele:
 Secreção vulvovaginal
 abundante, odor fétido e
sintomas urinários
associados
Secreção vulvovaginal
escassa, clara e inodora
Consulta Médica
 
Orientações:
Uso de calcinhas de algodão,higiene
local (não utilizar duchas vaginais); 
Manter a vulva limpa e seca;
Evitar uso de calças apertadas;
Evitar uso de possíveis irritantes
(sabonete com perfume), evitar
permanecer com roupas/biquini
molhado por longos períodos;
Suspeitar de violência conforme fluxo
de crianças em situação de violência.
* Caracteriza-se por ser provocada por germes normalmente saprófitas, 
pertencentes à flora endógena vaginal, que em situações específicas causam
 desequilíbrio e sintomas.
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
41
 *Secreção Vulvovaginal:
Suspeita/violência
confirmada
Violência não
confirmada
Agendar retorno
para reavaliação
Situação urgente?
 Avaliação individual;
Acionar Conselho Tutelar;
Realizar notificação;
Orientar a realização do boletim de
ocorrência pelos pais ou
responsáveis;
 Realizar contato com o CRAI
(Centro de Referência no
atendimento infanto juvenil) de
segunda a sexta das 8 às 17 pelo
telefone: 3289-3367 ou 3354;
Agendar retorno para a reavaliação
e acompanhamento na Unidade de
Saúde.
Sinais de suspeita:
> Observar se a criança ou o acompanhante 
expressam espontaneamente que sofre 
violência;
>Há evidência de alteração no comportamento 
da criança: agressiva, muito assustada, 
retraída, apática, evita o contato visual e/ou 
físico; apresenta condutas autodestrutitvas 
ou destrutivas?
>A notificação é obrigatória e deverá ser 
realizada em três vias (CGVS, Conselho 
tutelar e Unidade de Saúde);
>O boletim de ocorrência deve ser realizado
 pelo responsável da criança ou pelo 
Conselho Tutelar;
>Situação urgente: abuso ou violência física,
 psicológica e/ou negligência; a vítima 
apresenta marcas físicas ou emocionais da 
violência sofrida, com necessidade de 
atendimento hospitalar e/ou especializado,
incluindo saúde mental, sem demonstração 
clara por parte dos responsáveis quanto 
ao interesse pelo tratamento e/ou à
mudança de suas atitudes agressivas.
NÃOSIM
Consulta de
Enfermagem
Se dúvida realizar interconsulta com médico(a), demais profissionais
da equipe e/ou ligar para 0800 644 6543 TelessaúdeRS.
 Avaliação individual;
Acionar Conselho Tutelar;
Realizar notificação;
Orientar a realização do boletim de
ocorrência pelos pais ou
responsáveis;
Agendar retorno para a reavaliação
e acompanhamento.
Registrar no prontuário do
paciente conforme o
processo de enfermagem
(histórico de enfermagem,
diagnóstico de enfermagem,
planejamento,
implementação e avaliação)
42
Atendimento de Crianças em situação de Violência:
ANEXO A 
Quadro 6: Exame físico do recém‐nascido na 1ª consulta de puericultura realizada pela(o) enfermeira(o)
43
Avaliar
Peso: considera‐se normal perda de peso de até 10% ao nascer quanto a sua recuperação até o 15º dia de vida; 
Perímetro cefálico: medidas acima ou abaixo de dois desvios‐padrão (<‐2 ou > +2 escores “z”) pode estar relacionado a doenças
neurológicas; comprimento, peso e perímetro cefálico da criança deve ser avaliado conforme curva do crescimento disposto na carteira de 
vacinação;
Face: assimetria, malformação, deformidade e aparência sindrômica;
Pele: edema palidez, cianose, icterícia (a presença de icterícia nas primeiras 24 horas de vida e valores de bilirrubina total acima de 12
mg/dL, independente da idade pós‐natal, são sinais de alerta que merecem investigação imediata;
Crânio: fontanelas não devem estar fechadas no nascimento, fecha‐se do 9º ao 18º mês, não devem estar túrgidas, abauladas ou
deprimidas;
Olhos: reflexo fotomotor: projeta‐se um feixe de luz em posição ligeiramente lateral em um olho e a pupila deve se contrair rapidamente,
isto deve ser repetido no outro olho, devendo ser comparado ao primeiro. Realizar teste do reflexo vermelho e observar se há a presença
de edema e secreção;
Orelhas: tamanho, assimetria,triagem auditiva neonatal ou teste da orelhinha: orientar a família para a realização da triagem auditiva se
ainda não realizado no hospital, deve ser observado e checado nas consultas;
Nariz: forma e presença de secreção;
Boca: coloração, úvula, tamanho da língua, palato e freio lingual;
Tórax: avaliar assimetria, pois ela sugere malformações cardíacas, pulmonares, de coluna ou arcabouço costal. Observar a integridade da
clavícula para avaliar se há fraturas que poderiam acarretar diminuição ou ausência de movimento do braço. A fratura de clavícula é
manejada simplesmente prendendo‐se o braço ao tórax para proporcionar conforto ao bebê, tem caráter benigno e ocorre calo ósseo em
2 a 3 semanas;
Abdome: observar a respiração, que é basicamente abdominal e deve estar entre 40mrm e 60mrm (conforme Quadro 17); observar hérnia
umbilical e inguinal. Os casos de hérnia inguinal têm indicação cirúrgica imediata, devido ao risco de encarceramento ou estrangulamento.
Já nos casos de Hérnia Umbilical, aguarda‐se sua regressão espontânea até 12 meses, dependendo do tamanho da hérnia;
Genitália: apalpar a bolsa escrotal para identificar a presença dos testículos; quando os testículos não forem palpáveis na bolsa escrotal na
primeira consulta do recém‐nascido, a mãe pode ser informada de que isso se trata de uma situação comum, especialmente em
prematuros (9,2% a 30%), isto porque, na maioria das vezes, os testículos “descem” até os 3 meses de vida, quando o caso deverá ser
reavaliado. Se aos 6 meses os testículos não forem apalpados na bolsa escrotal, a criança deve ser encaminhada para melhor avaliação e
tratamento. Observar fimose: a maioria dos meninos nascem com fimose (96%) e ela é considerada fisiológica até os cinco anos de idade;
Fonte: BRASIL, 2012.
44
Ânus e reto: presença de fissuras e impermeabilidade anal;
Coluna Vertebral: área lombossacra e linha média;
Membros superiores e inferiores: examinar os membros superiores e inferiores para avaliar sua resistência à extensão, a flexão dos
membros, a possibilidade de flacidez excessiva e a suposta presença de paralisia. Identificar a provável presença de pé torto, que pode ser
desde posicional (corrigido espontaneamente ou com imobilização) até um pé torto congênito grave, associado inclusive a outras
anormalidades congênitas. O exame da flexibilidade do pé ajuda na diferenciação, mas o ideal é encaminhar a criança para uma avaliação
médica para avaliar necessidade de encaminhamento para Ortopedista, para melhor avaliação e escolha do tratamento. Verificar a
presença de displasia evolutiva do quadril realizando os testes de Ortolani e de Barlow;
Reflexos arcaicos: sucção, preensão palmo‐plantar e teste de Moro; flexão generalizada e a lateralização da cabeça até o final do primeiro
mês; presença de movimentos normais e espontâneos de flexão/extensão dos membros; o tônus normal é de semiflexão generalizada;
Relacionamento da mãe/cuidador e dos familiares com o bebê: observar e avaliar o relacionamento dos pais ou responsáveis e dos
familiares com o bebê: como respondem às suas manifestações, como interagem com o bebê e se lhe proporcionam situações variadas de
estímulo. Incentivar a presença do pai nas consultas.
ANEXO B
 Sífilis Congênita
45
A transmissão vertical é passível de ocorrer em qualquer fase gestacional ou estágio da doença materna e pode resultar em aborto, natimorto, prematuridade 
ou um amplo espectro de manifestações clínicas; apenas os casos muito graves são clinicamente aparentes ao nascimento.
 
Entre mulheres com sífilis precoce não tratada, 40% das gestações resultam em aborto espontâneo (CDC, 1999). 
A avaliação inicial da criança exposta à sífilis ou com sífilis congênita é realizada especialmente na maternidade/casa de parto, considerando os seguintes 
aspectos: 
› Histórico materno de sífilis quanto ao tratamento e seguimento na gestação; 
Nessa perspectiva, a conduta de identificar adequadamente crianças expostas (mas não infectadas) é tão importante quanto detectar e tratar crianças com 
sífilis congênita, para não submeter as crianças expostas a condutas desnecessárias, como exames invasivos e internações prolongadas. 
É essencial garantir o seguimento de todas as crianças expostas à sífilis, excluída ou confirmada a doença em uma avaliação inicial, na perspectiva de que elas 
podem desenvolver sinais e sintomas mais tardios, independentemente da primeira avaliação e/ ou tratamento na maternidade. 
No teste não treponêmico, um título maior que o materno em pelo menos duas diluições (ex.: materno 1:4, RN maior ou igual a 1:16) é indicativo de infecção 
congênita. No entanto, a ausência desse achado não exclui a possibilidade do diagnóstico de SC. 
TESTES DE SÍFILIS NO SEGUIMENTO
Teste não treponêmico Realizar com 1, 3 e 6 meses de idade. 
Interromper o seguimento laboratorial após 
dois testes não reagentes consecutivos ou 
queda do título em duas diluições. 
 Quadro 7 – Teste de sífilis para criança exposta à sífilis
É esperado que os testes não treponêmicos das crianças declinem aos três meses de idade, devendo ser não reagentes aos seis meses nos casos em que a 
criança não tiver sido infectada ou que tenha sido adequadamente tratada. A resposta pode ser mais lenta em crianças tratadas após um mês de idade. 
Idealmente, o exame deve ser feito pelo mesmo método e no mesmo laboratório. 
A falha no tratamento em prevenir a ocorrência de SC é indicada por: 
› Persistência da titulação reagente do teste não treponêmico após seis meses de idade; E/OU
› Aumento nos títulos não treponêmicos em duas diluições ao longo do seguimento (ex.: 1:2 ao nascimento e 1:8 após). 
A sífilis congênita precoce pode surgir até o segundo ano de vida. Já a sífilis congênita tardia é definida como aquela em que os sinais e sintomas surgem 
após os dois anos de idade da criança. 
A sífilis congênita precoce deve ser diagnosticada por meio de criteriosa avaliação clínica e epidemiológica da situação materna, associada à avaliação clínico‐
laboratorial e exames de imagem na criança. 
Nas crianças com sífilis congênita, aproximadamente 60% a 90% dos RN vivos são assintomáticos ao nascimento (BOWEN et al., 2015; ORTIZ‐LOPEZ et al., 
2012); apenas os casos mais graves nascem com sinais/sintomas. As manifestações clínicas das crianças com sífilis congênita raramente surgem após três a 
quatro meses; dois terços desenvolvem sintomas em três a oito semanas (HERREMANS et al., 2010). 
PROCEDIMENTO FREQUÊNCIA E DURAÇÃO
Consultas ambulatoriais de puericultura 
S e g u i m e n t o h a b i t u a l n a r o t i n a d a 
puericultura, conforme recomendação da 
Saúde da Criança: na 1ª semana de vida e nos 
meses 1, 2, 4, 6, 9, 12 e 18, com retorno para 
checagem de exames complementares, se for 
o caso. 
46
 Quadro 8 – Seguimento clínico da criança exposta à sífilis
A presença de sinais e sintomas ao nascimento depende do momento da infecção
MUCOCUTÂNEAS
Rash vesicular (pênfigo sifilítico) 
Pode estar presente ao nascimento, desenvolvendo‐se mais frequentemente nas 
primeiras quatro semanas de vida; é amplamente disseminado. O fluido vesicular 
contém espiroquetas e é infectante. Usar precaução de contato. Condiloma lata Único 
ou múlti 
HEMATOLÓGICAS
Anemia
Período neonatal: hemolítica (teste de Coombs [teste antiglobulina direto] não reagente). 
Pode persistir após tratamento efetivo. Após 1 mês de idade: pode ser crônica e não 
hemolítica. 
Trombocitopenia a Algumas vezes associada a sangramento ou petéquias. Pode ser a única manifestação 
da infecção congênita. 
47
 Quadro 9 – Mucocutâneas
 Quadro 10 – Hematológicas
MUSCULOESQUELÉTICAS
Pseudoparalisia de Parrot 
Ausência de movimentação de um membro causada por dor associada à lesão óssea. Afeta 
com mais frequência membros superiores que inferiores; geralmente unilateral; 
raramente presente ao nascimento. Baixa correlação com anormalidades radiográficas 
Anormalidades radiográficas
Anormalidade mais comum na sífilis congênita precoce não

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