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Universidade Federal do Espírito Santo Centro Tecnológico Departamento de Engenharia Elétrica Prof. Hélio Marcos André Antunes UFES - Instalações Elétricas I 11 Unidade 3: Condutores Elétricos - Dimensionamento e Instalação Instalações Elétricas I Engenharia Elétrica UFES - Instalações Elétricas I 22 3.1- Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos • Condutor Elétrico: é todo material que possui a propriedade de conduzir ou transportar energia elétrica, ou ainda, transmitir sinais elétricos. • Devem ser analisados sobre os seguintes aspectos: – Material utilizado como condutor; – Forma geométrica; – Isolação e isolamento; – Seção Nominal. • Material: – Alta resistividade • Transformação de energia elétrica em térmica. Exemplo: Chuveiro, ferros elétricos; • Transformação de energia elétrica em luminosa. Exemplo: Filamento de tungstênio; UFES - Instalações Elétricas I 3 Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos • Material: – Alta condutividade • Destinam-se a aplicações em que a corrente elétrica deve circular com as menores perdas possíveis; • Os materiais mais utilizados como condutores nas instalações elétricas são: Cobre e Alumínio. • Comparação entre cobre e alumínio – Considerando duas seções de ambos os materiais, com mesma resistência e comprimento: – Para o transporte de uma mesma corrente, o condutor de alumínio deve ter um diâmetro 28% maior que o de cobre, porém com metade da massa. UFES - Instalações Elétricas I 4 Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos • Quanto a forma geométrica, os condutores elétricos podem ser classificados como: – Fio (Redondo Sólido): Formado por um único fio de metal sólido, sendo sua construção limitada até seções de 16 mm2; – Cabo: É um condutor constituído por vários fios encordoados, isolados uns dos outros ou não. Para seções de até 10 mm2 é denominado condutor flexível. – Os cabos podem ser: • Unipolares: quando constituídos por um condutor de fios trançados com cobertura protetora; • Multipolares: quando constituídos de dois ou mais condutores isolados protegidos por uma camada protetora de cobertura comum. UFES - Instalações Elétricas I 5 Exemplos de Condutores Elétricos UFES - Instalações Elétricas I 6 Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos • Observações importantes segundo a NBR5410/2004: – Nas Instalações Elétricas Residenciais: somente podem ser empregados condutores de cobre, exceto condutores de aterramento e proteção; – Nas Instalações Elétricas Comerciais: é permitido o uso de condutores de alumínio, desde que a seção seja maior ou igual a 50mm2. – Nas Instalações Elétricas Industriais: é permitido o uso de condutores de alumínio, desde que sejam atendidas as seguintes condições: • a seção seja maior ou igual a 16mm2; • a carga instalada seja maior ou igual a 50kW; • instalações com manutenção qualificada. UFES - Instalações Elétricas I 7 Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos • Isolação: – Trata-se de um conjunto de materiais isolantes aplicados sobre o condutor, cuja finalidade é isolá-lo eletricamente do meio ambiente que o circunda. Além disso, protege o condutor contra ações mecânicas. – Os materiais utilizados como isolação devem possuir elevada resistividade e alta rigidez dielétrica. Isolantes termoplásticos amolecem com o aumento de temperatura, enquanto os termofixos não. UFES - Instalações Elétricas I 8 Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos • Não se deve confundir isolação com isolamento! – Isolação define o aspecto qualitativo, como por exemplo isolação de PVC, polivinil antiflam, etc. – Isolamento se refere ao aspecto quantitativo, ou seja, condutor com tensão de isolamento para 750 V, resistência de isolamento 12MΩ. • A isolação dos condutores é sempre para uma determinada “classe de isolamento”, relacionada a espessura da isolação e características da instalação. Vo: refere-se a tensão fase-terra V: tensão fase-fase Valor mais comum em fios e cabos UFES - Instalações Elétricas I 9 Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos • Características quanto a variação de temperatura dos diversos materiais usados na isolação de condutores. • A temperatura máxima para serviço contínuo é a máxima temperatura admitida para operação normal. • A temperatura limite de sobrecarga não deve atingir 100 horas durante 12 meses consecutivos, nem 500 horas durante a vida do cabo. • A temperatura limite de curto-circuito é a temperatura máxima que a isolação pode atingir durante um curto-circuito que não ultrapasse 5 segundos. UFES - Instalações Elétricas I 10 Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos Curvas A e B: vida útil do condutor. Curvas C e D: tempo máximo que o condutor pode ficar sujeito a uma temperatura maior que a de regime contínuo. UFES - Instalações Elétricas I 11 Conceitos Básicos sobre Condutores Elétricos • As seções nominais de fios e cabos são dados em milímetros quadrado (mm2), de acordo com uma série definida pela IEC, aceita internacionalmente. UFES - Instalações Elétricas I 12 3.2- Seções Mínimas dos Condutores Elétricos • A NBR 5410:2004 estabelece os seguintes critérios com relação as seções mínimas para os condutores: – Fase; – Neutro; – Condutor de proteção (PE). • A seguir serão apresentadas as seções mínimas de cada condutor. • Tais seções referem-se aos condutores dos circuitos terminais. UFES - Instalações Elétricas I 13 3.2.1- Seção Mínima dos Condutores Fase • A seção dos condutores fase, em circuitos CA, e dos condutores vivos, em circuitos CC, não devem ser inferiores a: UFES - Instalações Elétricas I 14 3.2.2- Seção do Condutor Neutro • O condutor neutro, em um sistema elétrico de BT (Baixa Tensão) tem por finalidade o equilíbrio e a proteção do sistema elétrico. • A NBR 5410/2004 define que: – O condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito e deve ter a mesma seção do condutor fase (circuito monofásico); – Em circuitos trifásicos com neutro, caso os condutores fase sejam superiores a 25 mm2, a seção do condutor neutro pode ser inferior à dos condutores de fase, quando observada as seguintes condições: • O circuito for presumidamente equilibrado em serviço normal; • A corrente das fases não deve ter uma taxa de terceira harmônica e múltiplos superior a 15%; • O condutor neutro for protegido contra sobrecorrentes. UFES - Instalações Elétricas I 15 Seção do Condutor Neutro • Respeitando os três critérios citados anteriormente, a seção do condutor neutro em um circuito trifásico pode ser dimensionado da seguinte forma: UFES - Instalações Elétricas I 16 3.2.3- Seção do Condutor de Proteção • O condutor de proteção deve ser dimensionado a partir da seguinte tabela: UFES - Instalações Elétricas I 17 3.2.4- Identificação dos Condutores • A NBR 5410/2004 define que as linhas elétricas devem ser dispostas ou marcadas de modo a permitir a sua identificação quando da realização de verificações, ensaios, reparos na instalação. – Condutor neutro: Deve ser identificado pela cor azul-claro; – Condutor de proteção (PE): Deve ser identificado com dupla coloração, verde-amarelo ou a cor verde; – Condutor com a função PEN: Deve ser identificado com a cor azul-claro, com anilhas verde-amarelo nos pontos visíveis e acessíveis; – Condutor Fase e Retorno: Pode ser identificado com qualquer cor, observadas as restrições das cores dos condutores neutro, PE e PEN. UFES - Instalações Elétricas I 18 3.3- Dimensionamento de Condutores Elétricos • É um procedimento para definir a seção mais adequada que seja capaz de permitir a corrente elétrica, sem aquecimento excessivo e que a queda de tensão seja mantida dentro dos valores normalizados. • A seção dos condutores deve ser determinada de forma que sejam atendidos, no mínimo, todos os seguintes critérios: – A capacidade de condução de corrente dos condutores deve ser igual ou superior a corrente de projeto do circuito; – Proteção de sobrecarga, curto-circuitoe solicitação térmica; – Proteção contra choques elétricos por seccionamento automático da alimentação em esquemas TN, TT e IT; – Os limites de queda de tensão; – As seções mínimas indicadas. UFES - Instalações Elétricas I 19 3.3- Dimensionamento de Condutores Elétricos • Neste capítulo os condutores elétricos serão dimensionados pelos seguintes critérios: – Seção Mínima ( NBR 5410/2004, só para circuitos terminais); – Capacidade de Condução de Corrente (Ampacidade); – Queda de Tensão (Método da queda de tensão unitária). • Na etapa de dimensionamento dos dispositivos de proteção ( Unidade 4), será verificada a capacidade dos condutores com relação a sobrecarga e curto-circuito. • A proteção contra choque elétrico, por seccionamento automático, será analisada na Unidade 7. UFES - Instalações Elétricas I 20 3.3.1- Critério da Capacidade de Condução de Corrente • Um condutor ao ser submetido a uma tensão, faz surgir em suas extremidades uma corrente elétrica. Essa corrente, ao passar pelo condutor, produz uma determinada quantidade de calor, que segundo a Lei de Joule (P=Ri2) tende a elevar a temperatura do condutor. • A dissipação térmica do calor produzido pelo condutor depende da natureza dos materiais constituintes e do meio (maneira de instalar o condutor). • Deve ser tomado cuidado para evitar que o calor eleve a temperatura a níveis que possam danificar a isolação e outras partes próximas. UFES - Instalações Elétricas I 21 Tipo de Isolação • A isolação determina a máxima temperatura a que os condutores poderão estar submetidos em regime contínuo, em sobrecarga ou em condições de curto-circuito, conforme a tabela a seguir. • Os condutores com isolação de PVC são os mais comuns em instalações elétricas prediais. UFES - Instalações Elétricas I 22 Maneira de Instalar- Seleção e Instalação de Linhas Elétricas • Em uma instalação elétrica é necessário definir a maneira como os condutores elétricos serão instalados, como exemplo: – Eletrodutos embutidos ou aparentes; – Canaletas, bandejas e eletrocalhas; – Leito; – Diretamente enterrados ou ao ar livre; – Outras formas. • A maneira de instalar exerce certa influência no que se refere a capacidade de troca térmica entre os condutores e o ambiente, e em consequência, na sua capacidade de corrente elétrica. • Dessa forma a NBR 5410/2004 prevê inúmeras possibilidades (mais de 75) para a instalação de condutores elétricos. A seguir serão ilustradas algumas formas de instalação. UFES - Instalações Elétricas I 23 Maneira de Instalar- Seleção e Instalação de Linhas Elétricas Eletroduto flexível Eletroduto de PVC rígido Canaleta Bandeja Eletrocalha Leito UFES - Instalações Elétricas I 24 Maneira de Instalar- Seleção e Instalação de Linhas Elétricas Para outros métodos de referência de instalação, definidos pela NBR 5410, consultar o livro texto. UFES - Instalações Elétricas I 25 Corrente Nominal ou Corrente de Projeto (Ip) • É a corrente que os condutores de um circuito de distribuição ou circuito terminal devem suportar, levando-se em consideração as suas características nominais • Revisão de Circuitos Elétricos: UFES - Instalações Elétricas I 26 Número de Condutores Carregados • Entende-se por condutor carregado aquele que efetivamente é percorrido pela corrente elétrica no funcionamento normal do circuito. • O número de condutores carregados a ser considerado é indicado na Tabela a seguir. UFES - Instalações Elétricas I 27 Definindo a Seção do Condutor • Sendo conhecido os seguintes itens anteriores: – Tipo de isolação; – Maneira de instalar o circuito; – Corrente de projeto (Ip); – Numero de condutores carregados. • Consultar as Tabelas 36 a 39 da NBR 5410/2004 (ou o livro texto Instalações Elétricas Prediais - Geraldo Cavalin). • Na coluna correspondente com os dados obtidos anteriormente, encontraremos a seção do condutor, que deve ser aquela que, por excesso, atenda ao valor de corrente, em função das características de instalação do circuito. UFES - Instalações Elétricas I 28 Dimensionamento de Condutores: Capacidade de Condução de Corrente •Condutores de cobre com Isolação em PVC, Temperatura no condutor de 70°C. •Temperaturas de referência do ambiente: 30°C (ar), 20°C (solo) Exemplo: • Circuito Fase-Neutro -PE(127V), • Condutor de cobre • Isolação de PVC • Temperatura ambiente 30º C • Condutor isolado em seção circular embutido em parede termicamente isolante •S=2000VA, Ip=15,75 A Logo, o condutor para o circuito em análise terá seção de 2,5mm2, pelo critério da Ampacidade. Ic UFES - Instalações Elétricas I 29 Fatores de Correção para Dimensionamento de Condutores • As tabelas para definição da seção dos condutores referem-se apenas a determinadas situações, o que faz com que ajustes precisem ser feitos em função de determinadas condições de instalação. • São dividas em três grupos: – Fator de Correção de Temperatura (FCT): Se a temperatura ambiente, ou do solo, for diferente da qual as tabelas foram estabelecidas (solo 20oC e ambiente 30oC), aplica-se este fator, sendo FCT <1 se a temperatura for maior e FCT >1 se menor; – Fator de Correção da Resistividade Térmica do Solo (FCR): Os valores de capacidade de corrente somente são válidos para linhas subterrâneas (20oC), com uma resistividade térmica do solo de 2,5K.m/W. Para diferentes tipos de solos deve-se aplicar um fator FCR; UFES - Instalações Elétricas I 30 Fatores de Correção para Dimensionamento de Condutores – Fator de Correção de Agrupamento (FCA): Aplicável quando existem mais de 3 condutores carregados, aplicados aos métodos de referência de instalação definidos pela NBR 5410. • Deste modo: Z CI I FCT FCR FCA • IZ - Capacidade de condução de corrente dos condutores corrigida, aplicando-se os fatores de correção. •IC- Capacidade de condução de corrente dos condutores, conforme Tabela da NBR 5410/2004. • FCT – Fator de Correção de Temperatura. • FCR – Fator de Correção de Resistência Térmica do solo. • FCA – Fator de Correção de Agrupamento. UFES - Instalações Elétricas I 31 Fator de Correção de Temperatura (FCT) UFES - Instalações Elétricas I 32 Fatores de Correção Resistividade Térmica do Solo (FCR) Fator de Correção de Agrupamento (FCA) UFES - Instalações Elétricas I 33 3.3.2- Critério do Limite de Queda de Tensão • Os condutores apresentam, mesmo que pequena, uma resistência à passagem da corrente elétrica. • A corrente ao passar por essa impedância provoca uma queda de tensão, que deve respeitar certos limites admissíveis. • Estes limites não devem ser superiores aos valores estabelecidos pela NBR 5410, a fim de não prejudicar o funcionamento dos equipamentos conectados aos circuitos terminais. • A queda de tensão causa aos equipamentos elétricos a redução de desempenho e vida útil de equipamentos, podendo causar a queima de equipamentos a curto prazo. UFES - Instalações Elétricas I 34 Critério do Limite de Queda de Tensão • A queda de tensão em uma instalação elétrica, desde a origem até o ponto mais afastado de qualquer circuito terminal, não deve ser superior aos valores apresentados a seguir. • Limites estabelecidos pela NBR 5410/2004: UFES - Instalações Elétricas I 35 Critério do Limite de Queda de Tensão CCM UFES - Instalações Elétricas I 36 3.3.2.1- Método da Queda de Tensão Unitária • Constitui um método mais preciso para o cálculo da queda de tensão. • Tanto a reatância indutiva quanto a resistência do cabo são considerados para o cálculo da queda de tensão, além do fator de potência da carga. • Como desvantagem desse método, podemos destacar a necessidade do uso de uma tabela fornecida pelo fabricante de condutores. • A tabela relaciona a queda de tensão unitária (V/A.km) para cada seção do condutor, com a respectiva queda de tensão, método de instalação e tipo de circuito.• A seguir será apresentado um roteiro para o desenvolvimento deste método. UFES - Instalações Elétricas I 37 Método da Queda de Tensão Unitária • Roteiro para dimensionamento – Tipo de isolação do condutor; – Método de instalação; – Material do eletroduto (magnético ou não-magnético); – Tensão do circuito; – Corrente de projeto (IP); – Fator de potência (cos θ) do circuito; – Comprimento (l) do circuito em km; – Queda de tensão admissível e(%); – Cálculo da queda de tensão unitária; – Escolha do condutor: ΔVunit obtido pela fórmula deve ser comparado com um valor tabelado. Este valor deve ser igual ou inferior ao valor calculado (%) unit p e V V I l KmA V . UFES - Instalações Elétricas I 38 Método da Queda de Tensão Unitária Tabela para o Método da Queda de Tensão Unitária ( Tabela 10.22) UFES - Instalações Elétricas I 39 Exemplo Exemplo 3.1) Dimensionar os condutores (cobre) para um chuveiro, tendo como dados: Pn= 5400W, V=220V, cos θ=1, isolação de PVC, eletroduto de PVC embutido em alvenaria, temperatura ambiente 30ºC, comprimento do circuito 15m. UFES - Instalações Elétricas I 40 Tabelas UFES - Instalações Elétricas I 41 Tabelas Tabela para o Método da Queda de Tensão Unitária ( Tabela 10.22) UFES - Instalações Elétricas I 42 Exemplo Exemplo 3.2) A figura abaixo ilustra um trecho de uma instalação elétrica residencial. Dimensione os condutores para o circuito 2, considerando os condutores de cobre com isolação de PVC, tensão V=127V e fator de potência igual a 0,8 atrasado. Considere que o eletroduto de PVC (embutido em alvenaria) localiza-se em um ambiente com temperatura de 35ºC. UFES - Instalações Elétricas I 43 Tabelas UFES - Instalações Elétricas I 44 Tabelas UFES - Instalações Elétricas I 45 Tabelas Tabela para o Método da Queda de Tensão Unitária ( Tabela 10.22) UFES - Instalações Elétricas I 46 Exemplo Exemplo 3.3) A figura abaixo ilustra o trecho de um circuito alimentador, entre o medidor e o QDC. O circuito alimentador é trifásico a cinco fios ( 3 fases + neutro + PE), com comprimento de 30 metros e alimenta uma carga total de 40 kW ( fp= 0,8 atrasado). Dimensione os condutores para o circuito alimentador, considerando os condutores de cobre com isolação de PVC, tensão de fase 127 V e tensão de linha de 220 V. Considere que a carga elétrica do circuito alimentador é equilibrada ( sem harmônicos de corrente), e o mesmo está alocado em um eletroduto de PVC enterrado no solo (método de instalação 61 A e método de referência D), com temperatura de 20ºC. Adote FCR=1. UFES - Instalações Elétricas I 47 Exemplo UFES - Instalações Elétricas I 48 3.4- Eletrodutos para Instalações Elétricas • Os eletrodutos podem ser tubos de metal ( magnéticos ou não magnéticos) ou de PVC (rígidos ou flexíveis). • Tem como principal função: – Proteção dos condutores contra ações mecânicas e contra corrosão; – Proteção do meio contra perigos de incêndio, resultantes do superaquecimento dos condutores ou arcos. • É vedado o uso como eletroduto de produtos que não sejam expressamente apresentados e comercializados como tal (como mangueiras e tubos para água); • Só são admitidos eletrodutos não-propagadores de chama, quando não envolvidos por materiais não-combustíveis. UFES - Instalações Elétricas I 49 Tipos de Eletrodutos Eletroduto flexível (corrugado) •Aplicações: Instalações elétricas embutidas executadas na alvenaria com recobrimento de argamassa; • Fabricado em PVC Antichama; • Cor amarela (leve esforço mecânico de até 320N/5cm de compressão); • Cor azul, cinza e laranja (médio esforço mecânico, de até 750N/5cm). Eletroduto rígido •Aplicações: Entradas de padrões residenciais e instalações embutidas em obras prediais, comerciais e industriais, onde a solicitação dos esforços mecânicos durante a concretagem é elevado; • Fabricados em PVC Antichama e na cor preta. Especificações dos Eletrodutos UFES - Instalações Elétricas I 50 Eletroduto flexível Eletroduto rígido UFES - Instalações Elétricas I 51 Instalação de Eletrodutos e Acessórios UFES - Instalações Elétricas I 52 Instalação de Condutores em Eletrodutos • A NBR 5410/2004 define os seguintes critérios quanto a instalação de condutores nos eletrodutos: – Em condutos fechados, admite-se a possibilidade de condutores de mais de um circuito, nos seguintes casos: 1. Desde que sejam atendidas simultaneamente as três condições: • Os circuitos devem pertencer a mesma instalação, isto é, originarem do mesmo dispositivo geral de proteção; • As seções nominais dos condutores de fase devem pertencer a um intervalo de três valores normalizados; • Todos os condutores devem ser isolados para a mais alta tensão nominal presente. 2. No caso dos circuitos de força, de comando e/ou sinalização de um mesmo equipamento; Obs: Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados, salvo quando o eletroduto for utilizado exclusivamente para o sistema de aterramento elétrico. UFES - Instalações Elétricas I 53 Taxa Máxima de Ocupação • A área útil dos eletrodutos deve possibilitar a instalação e retirada com facilidade dos condutores, bem com deixar uma área livre para permitir a dissipação de calor. • A NBR 5410/2004 define as seguintes prescrições com relação a taxa máxima de ocupação: – A taxa máxima de ocupação do eletroduto, dado pelo quociente entre a soma das áreas da seções transversais dos condutores previstos e a área útil da seção transversal do eletroduto, não deve ser superior a : • 53% no caso de um condutor ( fio ou cabo); • 31% no caso de dois condutores; • 40% no caso de três ou mais condutores. UFES - Instalações Elétricas I 54 Instalação de Eletrodutos • A NBR 5410/2004 determina as condições para instalação de caixas de derivação ou de passagem, para interligar trechos de eletrodutos. • Trechos contínuos de eletrodutos: – Os trechos contínuos de tubulação, não devem exceder 15m de comprimento para linhas internas a edificação e 30m para linhas externas a edificação; – Se os trechos incluírem curvas, o limite de 15m e 30m deve ser reduzido em 3m para cada curva de 90º; – Quando o eletroduto passar por um local que não seja possível a instalação de caixa de passagem, o comprimento do trecho pode ser aumentado, desde que seja utilizado um eletroduto de tamanho nominal imediatamente superior para cada 6m, ou fração, de aumento da distância calculada. • Em cada trecho da tubulação, entre duas caixas de passagem, podem ser previstas no máximo três curvas de 90º. Não pode haver curva com deflexão superior a 90º. UFES - Instalações Elétricas I 55 Roteiro para Dimensionamento de Eletrodutos • Para o dimensionamento de eletrodutos, deve-se proceder da seguinte forma: a) Para condutores de seções diferentes, determinar a seção total ocupada pelos condutores conforme a tabela abaixo, utilizando a seguinte equação: N n n T D S 1 2 4 UFES - Instalações Elétricas I 56 Di – Diâmetro interno do eletroduto (mm). ST – Área ocupada pelos condutores elétricos Tx – Taxa de ocupação (0,53 ; 0,31 ; 0,4); Se= Área interna do eletroduto; Roteiro para Dimensionamento de Eletrodutos b) Determinar o diâmetro externo do eletroduto (mm), com o valor de ST obtido no item a, por meio da tabela abaixo. T x e S T S 2 4 T x i S T D 2 Ti X S D T 2 4 x T i T S D e Di De UFES - Instalações Elétricas I 57 Roteiro para Dimensionamento de Eletrodutos c) Para determinar o comprimento máximo dos eletrodutos para interligação de caixa de passagem, utiliza-se a equação: Lmax- Comprimento máximo entre duas caixas (m). N- Número máximo de curvas de 90º no trecho (0-3). d) Quando não for possível a utilização de caixa de passagem dentro dos limites definidos por norma, utiliza-se um eletroduto de seção nominal imediatamente superior para cada 6m, ou fração, de aumento dessa distância. Deve-se utilizaresta equação: A- Aumento do eletroduto Lreal- Comprimento real do trecho (m) Lrmax- Comprimento máximo por Norma (m) N3-15Lmax 6 maxLLA real maxL 30-3 N Externo a edificaçãoDentro da edificação UFES - Instalações Elétricas I 58 Exemplo Exemplo 3.4) Dimensione o trecho do eletroduto de PVC rígido, conforme desenho apresentado a seguir. Considere os condutores como fios e o trecho da instalação como sendo interno a residência. UFES - Instalações Elétricas I 59 Tabelas UFES - Instalações Elétricas I 60 Exemplo Exemplo 3.5) Dimensione o trecho do eletroduto de PVC rígido, conforme desenho apresentado a seguir. Considere os condutores como fios e o trecho da instalação como sendo interno a residência.