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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uso de pinos anatômicos na odontologia: Revisão de literatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FLORIANÓPOLIS 
2021 
 
 
 
THALES COELHO CHAVES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uso de pinos anatômicos na odontologia: Revisão de literatura. 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao 
Curso de Odontologia da UFSC como requisito 
para a conclusão do Curso de Graduação em 
Odontologia. 
 
Orientador: Prof. Dr. Danny Omar Mendoza Marin 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FLORIANÓPOLIS 
2021 
 
 
Thales Coelho Chaves 
 
 
 
Uso de pinos anatômicos na odontologia: Revisão de literatura. 
 
 
Este Trabalho Conclusão de Curso foi julgado adequado para obtenção do 
Título de Cirurgião-Dentista e aprovado em sua forma final pelo Departamento 
de Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina. 
 
 
Florianópolis, 27 de Agosto de 2021. 
 
 
 
________________________ 
Prof. ª, Dr. ª Gláucia Santos Zimmermann 
Coordenadora do Curso 
 
 
Banca Examinadora: 
 
 
 
________________________ 
Prof., Dr. Danny Omar Mendoza Marin 
Orientador 
Universidade Federal de Santa Catarina 
 
 
 
________________________ 
Prof.ª, Dr.ª Cleonice da Silveira Teixeira 
Avaliadora 
Universidade Federal de Santa Catarina 
 
 
 
________________________ 
Prof., Dr. Sylvio Monteiro Jr. 
Avaliador 
Universidade Federal de Santa Catarina
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho aos meus filhos Júlia, Joaquim e Liz. 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
Agradeço primeiramente à minha filha primogênita Júlia que é a 
principal responsável pelo início de toda essa história. Ao meu filho Joaquim, 
por ser esse menino iluminado que trouxe energia e amor para nossa família. À 
minha caçula Liz que com sua alegria e carinho deu a força necessária para 
que eu conseguisse concluir esta etapa. Eu amo vocês. 
 À minha amada e querida esposa, Nathália. Sem você nada disso seria 
possível. Obrigado por todo sacrifício, dedicação e empenho. Obrigado por 
estar ao meu lado em todos os momentos e me dar o suporte necessário para 
seguir em frente. Obrigado por cuidar da nossa família de maneira brilhante, 
com garra, determinação, hombridade e com muito amor. Você é uma mulher 
incrível, forte, guerreira que eu admiro imensamente. Obrigado por tudo e por 
tanto. 
 À minha mãe, Shirley por tudo que fez pela nossa família. Por todo 
apoio em momentos difíceis. Por toda a dedicação para facilitar minha 
trajetória acadêmica e ajudar que o sonho de me tornar cirurgião dentista se 
tornasse realidade. 
 Ao meu pai, Jairo por contribuir incansavelmente, sem medir esforços, 
para que esta jornada fosse um pouco menos árdua. Obrigado por todo aporte, 
pelos conselhos e pela preocupação comigo, meus filhos e minha esposa. 
Você tornou tudo mais fácil. 
 Aos meus irmãos, Alexandre e Tatiane por torcerem por mim desde o 
início. 
 Aos meus avós Rosa e Joaquim, obrigado por toda ajuda e pelo carinho 
com a minha família. 
 Aos meus tios, tias, primos e primas que torceram por mim e sempre 
enviaram boas energias. 
 Aos familiares da minha esposa, agradeço na figura da minha querida 
sogra, Márcia que sempre fez de tudo para ajudar a minha família. Obrigado a 
todos por me acolher de forma tão calorosa e amorosa. Vocês fazem parte 
desta conquista. 
 
 
 Aos queridos amigos que a Odontologia trouxe William Pedelhes, 
Guilherme Estácio, João Paulo Lopes, Letícia Zacchi e Letícia Scarduelli. 
Vocês foram especiais e fundamentais, igualmente, na minha trajetória 
acadêmica. Tive muita sorte por ter pessoas tão incríveis ao meu lado e serei 
eternamente grato por todo apoio, pela parceria e pelo carinho que tiveram 
comigo. Desejo todo o sucesso do mundo pra vocês. 
 Ao meu orientador, Danny O. M. Marin por todo ensinamento, paciência 
e dedicação. Você é um grande profissional e acima de tudo um grande ser 
humano. 
 Aos professores, por proporcionar tanto conhecimento qualificado que 
certamente fará muita diferença para que eu me torne um bom profissional. Em 
especial ao professor Sylvio Monteiro Jr., por todas as histórias 
compartilhadas, pelo conhecimento passado com maestria e pelo exemplo de 
pessoa e de profissional que ama a profissão que exerce. 
 Aos membros na da banca, por aceitarem o convite e contribuir com 
este trabalho neste momento de grande importância. 
 E por fim, agradeço aos pacientes que confiaram suas vidas em minhas 
mãos e contribuíram para minha evolução profissional durante toda jornada 
acadêmica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“A gratidão permite que coisas maravilhosas aconteçam”. (Autor desconhecido)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“A fé em si mesmo constitui o primeiro segredo do êxito”. (Ralph Waldo Emersom) 
 
 
RESUMO 
 
 A reabilitação de dentes tratados endodonticamente muitas vezes requer 
a utilização de núcleos e pinos intrarradiculares. Este tipo de tratamento é 
utilizado em remanescentes dentais fragilizados que necessitam reestabelecer 
função e estética. O objetivo deste trabalho é apresentar uma revisão de 
literatura mostrando os benefícios do uso de pinos anatômicos na odontologia. 
Foram analisados artigos que avaliam a adesão intrarradicular, indicações 
clínicas, tipos de cimentos utilizados nesta técnica e características físicas e 
estruturais deste material. Com o resultado observou-se que os pinos 
anatômicos são indicados para uma melhor adaptação ao canal radicular, em 
comparação com o pino de fibra pré-fabricado, especialmente em canais 
ovoides amplos ou fragilizados. Além disso, pinos anatômicos possuem 
características que proporcionam uma estética mais natural e possibilitam um 
tratamento mais conservador. Mostrou-se que os cimentos resinosos duais 
autoadesivos possuem propriedades interessantes que os indicam para 
cimentação de pinos anatômicos. Conclui-se que a utilização de pinos 
anatômicos favorece a longevidade do tratamento, diminui os riscos de falhas e 
tempo clinico, resultando em menor gasto para os pacientes e possibilitando o 
retratamento em casos onde se faz necessário, sendo a melhor escolha para 
tratamentos de remanescentes dentais com canais amplos e raízes 
fragilizadas. . 
PALAVRAS-CHAVE: Pino Anatômico; tratamento endodôntico; cimento resinoso; 
resina composta. 
 
 
ABSTRACT 
 
 Rehabilitation of endodontically treated teeth often requires the use of 
intraradicular cores and posts. This type of treatment is used on fragile dental 
remnants that need to reestablish function and esthetics. The aim of this paper 
is to present a literature review showing the benefits of using anatomical posts 
in dentistry. Articles evaluating intraradicular adhesion, clinical indications, types 
of cement used in this technique and physical and structural characteristics of 
this material were analyzed. With the result, it was observed that anatomical 
posts are indicated for a better adaptation to the root canal, compared to the 
prefabricated fiber post, especially in large or fragile ovoid canals. In addition, 
anatomical posts have characteristics that provide a more natural aesthetic and 
allow for a more conservative treatment. Dual self-adhesive resin cements have 
been shown to have interesting properties that indicate them for cementing 
anatomical posts. It is concluded that the use of anatomical posts favors the 
longevity of the treatment, reduces the risk of failure and clinical time, resulting 
in less expense for patientsand allows retreatment in cases where it is 
necessary, being the best choice for treatment of remnants teeth with wide 
canals and fragile roots. 
KEYWORDS: Anatomical posts; endodontic treatment; resin cements; 
composite resin. 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1- Pino de fibra de vidro ....................................................................... 29 
Figura 2- Pino de fibra de vidro e broca referente à largura do pino fornecido 
pelo fabricante .................................................................................................. 30 
Figura 3- A- aplicação de ácido fosfórico 37%; B- pino de fibra após aplicação 
de ácido fosfórico 37%; C- Aplicação de silano; D- aplicação de adesivo. ...... 30 
Figura 4- A- Aplicação de gel hidrossolúvel no canal radicular; B- Aplicação de 
resina composta no pino de fibra de vidro; C- Inserção do pino de fibra com 
resina composta no canal radicular; D- Remoção do pino após fotoativação de 
20 segundos; E- Fotopolimerização ................................................................. 31 
Figura 5- Reposição do pino de fibra anatômico no canal radicular e confecção 
do núcleo de preenchimento. ........................................................................... 32 
Figura 6- Sequência de cimentação do pino de fibra anatômico. .................... 33 
 
 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 13 
2. OBJETIVOS ................................................................................................. 15 
2.1. Objetivo Geral ........................................................................................... 15 
2.2. Objetivos Específicos ............................................................................... 15 
3. MÉTODOS.....................................................................................................16 
 
4. REVISÃO DE LITERATURA ....................................................................... 18 
4.1. EFEITO DA ESPESSURA DA CAMADA DE CIMENTO APÓS OS 
PROCEDIMENTOS DE CIMENTAÇÃO EM PINOS DE FIBRA DE VIDRO ..... 18 
4.2. VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DE PINO ANATÔMICO .......................... 19 
4.3. INDICAÇÃO DE PINO PERSONALIZADO COM RESINA COMPOSTA OU 
PINO ANATÔMICO .......................................................................................... 21 
4.4. CIMENTAÇÃO DO PINO ANATÔMICO COM CIMENTO RESINOSO ..... 22 
4.5. TRANSMISSÃO DE LUZ ........................................................................... 24 
4.6. CIMENTOS RESINOSOS ......................................................................... 26 
4.7. PROCEDIMENTOS CLÍNICOS ................................................................. 29 
5. DISCUSSÃO ............................................................................................. 33 
6. CONCLUSÃO ............................................................................................ 35 
REFERÊNCIAS. ............................................................................................... 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Apesar dos avanços na Odontologia, em relação a novos materiais e 
técnicas, a reabilitação de dentes tratados endodonticamente ainda é um 
desafio, especialmente em casos onde o remanescente radicular encontra-se 
fragilizado (1, 2). A utilização de pinos intrarradiculares se faz necessário quando 
temos dentes com canais tratados endodonticamente e precisamos de um 
apoio para uma futura prótese. Além disso, o pino intrarradicular deve ter boas 
propriedades mecânicas para que não cause estresse nas estruturas de 
suporte, evitando fraturas indesejadas. Com isso, essas propriedades devem 
ser semelhantes à estrutura dental. 
Os núcleos metálicos fundidos foram por muito tempo a alternativa de 
escolha para tratamentos de dentes com extensa perda coronária (3). Essa 
técnica apesar de muito utilizada, apresenta aspectos negativos como o alto 
grau de elasticidade do pino, o que aumenta o risco de fratura radicular, 
dependência laboratorial para confecção, falta de adesão à estrutura dental e 
dificuldade de remoção quando for necessário intervir novamente no 
remanescente dental (3). Essas dificuldades inerentes ao uso de núcleos 
metálicos levaram à busca por técnicas que possibilitassem redução das 
etapas clínicas e ao uso de materiais com propriedades mecânicas mais 
favoráveis, de modo a aprimorar os tratamentos e melhorar o prognóstico dos 
casos clínicos. 
Com a crescente demanda por procedimentos estéticos foi necessário 
que o mercado odontológico desenvolvesse materiais que pudessem trazer 
resultados mais estéticos, satisfazendo assim, aos anseios dos pacientes que 
prezam por esaa característica em seus tratamentos. Os pinos de fibra de vidro 
surgiram a partir da necessidade de alternativas para os tratamentos onde os 
pinos metálicos não poderiam ser utilizados ou, se utilizados, não resultariam 
num tratamento 100% eficaz, como por exemplo, em casos onde o resultado 
estético final não seria gratificante para o paciente. 
O pino de fibra de vidro pré-fabricado é um material com ótimas 
propriedades mecânicas e apresenta um módulo de elasticidade semelhante à 
dentina, o que melhora a distribuição de forças mastigatórias no longo eixo do 
14 
 
dente, diminuindo a possibilidade de fraturas. Além disso esse tipo de pino 
apresenta uma boa estética e uma boa adesão à estrutura dental quando 
utilizado em conjunto com sistemas adesivos e cimentos resinosos (4, 5). 
Apesar de muitas características positivas, os pinos de fibra de vidro 
enfrentam um desafio quando o cirurgião dentista se depara com canais 
amplos, com pouca estrutura coronária e radicular remanescentes. Em tais 
casos, os pinos não apresentam uma correta adaptação, o que gera uma linha 
de cimentação muito espessa caso o pino seja cimentado, e faz com que suas 
propriedades tão vantajosas sejam perdidas, facilitando a formação de bolhas, 
prejudicando a retenção, assim como diminuindo a resistência coesiva do 
cimento (6). 
Com isso, os pinos de fibra de vidro personalizados com resina 
composta, também denominados pinos anatômicos têm sido uma ótima 
alternativa em casos de canais radiculares com forma ovoide e/ou já 
preparados anteriormente para núcleos metálicos fundidos, onde a estrutura 
radicular encontra-se fragilizada. Pois nessas situações, esses pinos não 
apresentam os problemas relacionados aos pinos metálicos e também são 
altamente indicados em casos onde a estética é extremamente relevante. Além 
disso, a anatomização dos pinos de fibra de fibra torna desnecessária a 
utilização de grande quantidade de material para cimentação, o que eleva seu 
potencial de retenção e distribuição das cargas mastigatórias recebidas (7). 
Neste trabalho apresentaremos uma revisão de literatura sobre pinos de 
fibra de vidro personalizados com resina composta ou pinos anatômicos, o 
passo a passo para a confecção e utilização dos mesmo, suas vantagens, 
desvantagens e o tipo de cimento mais adequado para a técnica. 
15 
 
2. OBJETIVOS 
2.1. Objetivo Geral 
Rever a literatura sobre pinos de fibra de vidro anatômicos, a técnica 
para a confecção e utilização desse tipo de material restaurador, suas 
vantagens e desvantagens, e o tipo de cimento mais adequado para a técnica . 
2.2 . Objetivos Específicos 
 
 Descrever a importância da utilização de pinos anatômicos. 
 Identificar suas vantagens e desvantagens. 
 Analisar os tipos de cimentos mais indicados para esse tipo de 
tratamento. 
 Mostrar o passo a passo da realização da técnica. 
16 
 
 
3. MÉTODOS 
 
Tipo de estudo 
 
A metodologia adotada nesta pesquisa trata-se de revisão de literatura com 
método de revisão bibliográfica qualitativa básica, de caráter descritivo-
exploratório, através de pesquisa bibliográfica, baseado em livros de diversosautores do período de 1980 a 2020. Ainda sendo feito um levantamento de 
informações sobre o tema em repositórios universitários. Os objetivos, critérios 
de inclusão e métodos desta revisão seguiram protocolo crítico pessoal do 
pesquisador. 
 
Fontes de Dados 
 
Foram feitas pesquisas em livros e na internet (periódicos e artigos) com o 
objetivo de enriquecer o conteúdo, buscando aprofundar e embasar 
cientificamente o assunto. As buscas foram feitas nas bases de dados: Scielo, 
Pubmed eGoogle Acadêmico. 
 
Elegibilidade 
 
Foram escolhidos artigos e livros que continham informações relevantes sobre 
o tema estudado. 
Textos que fugiam do tema ou tinham uma temática muito abrangente não 
foram utilizados. 
 
Descritores e Palavras-chave 
 
Foram utilizadas as seguintes expressões: pino anatômico, resina composta, 
tratamento endodôntico e cimento resinoso. 
 
Seleção dos Textos 
 
17 
 
Os textos foram selecionados conforme os tópicos selecionados pelo 
pesquisador para apresentar o tema estudado. A pesquisa preocupa-se com a 
compreensão e interpretação do tema em questão. Seu propósito fundamental 
é exploração e especificação científica do uso pinos de anatômicos na área de 
odontologia.
18 
 
4. REVISÃO DE LITERATURA 
 
É uma evidência clínica encontrar deslocamentos do pino de fibra de 
vidro após a fase de cimentação (8). Um excesso na espessura do cimento, 
especialmente no nível coronal, pode ser considerado como a causa principal. 
Além disso, é muito comum encontrar canais radiculares que não são 
perfeitamente arredondados após a instrumentação endodôntica, o que 
dificulta a completa adaptação do pino de fibra de vidro. 
Uma melhora na adaptação e retenção do pino de fibra de vidro pode 
ser alcançada utilizando a técnica de pino de fibra de vidro personalizado com 
resina composta ou pino anatômico. O conceito nada mais é que um pino de 
fibra de vidro translúcido coberto por uma camada de resina composta 
fotopolimerizável, permitindo uma individualização e modelagem anatômica do 
pino de fibra de vidro por meio de sua inserção no canal radicular, com o 
objetivo de alcançar uma melhor adaptação às paredes quando comparado 
com outros pinos de fibra de vidro pré-fabricados. (7,9) Como resultado de sua 
adaptação precisa ao canal radicular, o pino personalizado é cercado por uma 
camada fina e uniforme de cimento resinoso, que cria condições ideais para 
sua pós-retenção. (7) 
4.1. EFEITO DA ESPESSURA DA CAMADA DE CIMENTO APÓS A 
CIMENTAÇÃO DE PINOS DE FIBRA DE VIDRO 
 
De acordo com alguns estudos, a causa mais comum de falhas, quando 
utilizamos o pino de fibra de vidro, está relacionada ao deslocamento do pino 
da raiz dental, ao contrário dos pinos metálicos fundidos onde muitas falhas 
resultam em fratura radicular (10,11). Apesar de ser considerado um insucesso 
no tratamento restaurador, o deslocamento do pino de fibra de vidro ainda 
possibilita, em muitos casos, que uma nova restauração seja realizada, o que 
diminui a possibilidade de perdas dentais e/ou necessidade de tratamentos 
mais invasivos e com maiores custos para os pacientes. 
As falhas no tratamento com pinos de fibra de vidro, referentes ao 
descolamento, estão amplamente ligadas a dois fatores: à má adaptação do 
19 
 
pino, principalmente ao nível coronal, e à camada de cimento muito espessa, 
responsável pelo surgimento de bolhas. (7) 
Por mais que a literatura não mostre muitas informações sobre a 
interferência da espessura do cimento em relação ao deslocamento do pino 
anatômico do canal radicular, um pino que copie a estrutura do canal de forma 
mais fiel possível, aliado à uma camada de cimento tênue e uniforme, 
possibilitará uma melhor adaptação e retenção. De acordo com Boudrias et 
al.(12), o pino de fibra anatômico deve ser envolvido por uma camada fina e 
uniforme de cimento resinoso, o que cria condições ideais para a sua retenção. 
Uma linha de cimentação tênue e contínua além de influenciar 
positivamente para uma adesão efetiva, tanto na interface cimento-dentina 
quanto na interface cimento-pino, colabora com uma melhor distribuição das 
forças mastigatórias ao longo da porção dental remanescente, diminuindo a 
ocorrência de possíveis fraturas radiculares e tornando o prognóstico do 
tratamento muito mais favorável (13). 
Uma alternativa de solução para os problemas de adaptação e excesso 
de cimento é a personalização de um pino de fibra de vidro utilizando resina 
composta, fazendo com que o pino de fibra de vidro copie a anatomia do canal 
radicular e com isso, a adaptação seja mais fiel, tendo um melhor ajuste do que 
qualquer outro pino pré-fabricado (14). 
4.2. VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO DE PINO ANATÔMICO 
 
Podemos mencionar que o pino anatômico apresenta as vantagens de 
um pino metálico fundido, como a possibilidade de se adaptar às paredes 
internas do canal radicular, assim como as do pino de fibra de vidro pré-
fabricado tais como: estética, módulo de elasticidade semelhante à dentina, 
redução do risco de fraturas radiculares irreversíveis e menor desgaste de 
estrutura dentária sadia (15, 16) 
Seu módulo de elasticidade, por ser semelhante ao da estrutura dental, 
é uma das suas principais características, pois favorece a distribuição mais 
homogênea das tensões que são geradas na mastigação. Rodrigues et. Al (17) 
menciona que um maior módulo de elasticidade, como dos pinos metálicos, 
aumenta a possibilidade de ocorrências de fraturas radiculares. Já no caso de 
20 
 
pinos de fibra de vidro anatomizados, essa possibilidade diminui devido às 
suas propriedades mecânicas mais favoráveis (18). 
Outra vantagem bem importante é o fato de o material não ser corrosivo, 
evitando alteração na coloração da gengiva, o que favorece sua utilização em 
casos onde a estética é de extrema importância para o sucesso do tratamento 
(18). Além disso, uma linha de cimentação que se mantém uniforme em grande 
parte da superfície do pino de fibra anatômico, reduzirá muito qualquer 
possibilidade de falha no tratamento. 
Na comparação com os pinos de fibra de vidro pré-fabricados, os pinos 
anatômicos apresentam maior valor de resistência de união e isso indica que o 
reembasamento do pino de fibra de vidro com resina composta influencia 
positivamente na retenção do pino no canal radicular. Num estudo de Macedo 
(19), os pinos que foram reembasados com resina composta (pinos anatômicos) 
apresentaram os maiores valores de resistência de união, quando comparados 
aos não reembasados. Desde um ponto de vista clínico, “em um canal radicular 
após o tratamento endodôntico, sendo em formato cônico ou não perfeitamente 
redondo, aprecia-se melhor a possibilidade de confeccionar um pino de fibra 
anatômico, onde o pino se adapta ao canal radicular em vez de tentar adaptar 
o canal ao pino” (6). Além disso, um pino anatômico diminui a intervenção do 
cirurgião dentista no conduto radicular, sendo necessária muito pouca ou 
nenhuma remoção da dentina nesse local, o que preserva a estrutura dental e 
diminui a possibilidade de alguma fratura radicular devido à perda de estrutura 
e consequente fragilidade desta porção dental (20). 
Em comparação com os pinos metálicos, o pino anatômico oferece as 
mesmas vantagens que todos os outros pinos de fibra de vidro, incluindo o fato 
de que, caso seja necessário um retratamento endodôntico, um pino de fibra é 
removido mais rápido e facilmente do que um pino metálico (21). As 
considerações sobre o tempo na cadeira e os custos exigidos pelos dois 
procedimentos comparados (pino metálico fundido e pino de fibra anatômico) 
para restaurar dentes tratados endodonticamente tendem a inclinar a favor do 
pino de fibra anatômico, pois a utilização desse, ao contrário do pino metálico 
fundido, permite cimentar o pino no canal radicular e construir o núcleo numa 
única sessão, sem qualquer fase laboratorial e custos adicionais, alémde 
21 
 
permitir instalar uma prótese provisória, a qual receberá futuramente uma 
prótese definitiva. (7) 
Todas essas vantagens mostram que a escolha por pinos anatômicos é 
extremamente benéfica quando for possível a realização desta técnica. 
Por tanto, entre as vantagens dessa técnica podemos resumir em (19, 20): 
a. Maior preservação da estrutura dental; 
b. A espessura do cimento é menor, uniforme e constante; 
c. Módulo de elasticidade semelhante ao da dentina, o que favorece a 
distribuição de forças à estrutura dental; 
d. A formação de bolhas ou vazios, representando áreas de fraqueza 
dentro do material, são menos prováveis em uma camada fina e 
uniforme de cimento; 
e. O estresse de polimerização que se desenvolve dentro de um filme 
de baixa espessura de cimento é mínimo; 
f. Estética, pois as fibras apresentam uma cor próxima à do dente 
natural; 
g. Melhor adaptação às paredes do conduto; 
h. Fácil remoção em caso de retratamento endodôntico; 
i. Ausência de corrosão; 
j. Menor tempo clínico quando comparados com os pinos metálicos. 
4.3. INDICAÇÃO DO PINO PERSONALIZADO COM RESINA COMPOSTA 
OU PINO ANATÔMICO 
 
Os pinos de fibra de vidro têm se mostrado um material restaurador ideal 
no tratamento de dentes tratados endodonticamente, pois além de obter 
resultados estéticos, possuem um módulo de elasticidade próxima da estrutura 
dentinária (20 a 51 GPa), fornecendo boas características biomecânicas, 
fazendo com que as forças aplicadas sobre a estrutura dental se dissipem ao 
longo das fibras, que são filamentos contínuos e longitudinais e não para a 
estrutura radicular remanescente, apresentando também uma resistência 
flexural adequada para suportar cargas mastigatórias.(22) 
No entanto, a exigência estética leva o cirurgião dentista à uma 
indicação incorreta em situações onde os pinos de fibra de vidro não têm 
22 
 
indicação precisa, tais como os casos onde a anatomia do preparo radicular 
não permite uma boa adaptação do pino, como acontece em canais ovoides 
amplos ou em canais fragilizados já anteriormente preparados para receber 
pinos metálicos fundidos. 
Como alternativa no tratamento de dentes tratados endodonticamente 
que apresentam raízes fragilizadas (espessura de dentina inferior a 1mm), 
canais amplos ou ovoides e estrutura coronária remanescente menor que 2 
mm, pode ser indicado o uso de pinos de fibra de vidro personalizado com 
resina composta ou pinos anatômicos (23). 
De acordo com Costa et al.(24), o pino anatômico é indicado em canais 
amplos, onde o cirurgião dentista não possui um pino o suficiente amplo para 
obter uma boa adaptação e em situações com pouco remanescente coronário 
para sustentação da restauração final. 
O procedimento de “individualizar ou personalizar” o pino de fibra de 
vidro, através de uma camada de resina, embora aconselhável em todos os 
casos, parece ser particularmente eficaz para o propósito de melhorar a 
retenção do pino ao lidar com canais de formato elíptico ou com uma 
quantidade reduzida de estrutura residual da raiz após o tratamento 
endodôntico (7). A última situação contra-indica uma nova remoção de dentina 
para fazer o formato do canal coincidir ao formato do pino. Nessa situação 
clínica, a criação de um "pino anatômico", modelando o pino para a anatomia 
da raiz, é o procedimento de escolha (7). 
4.4. CIMENTAÇÃO DO PINO ANATÔMICO COM CIMENTO RESINOSO 
 
Na etapa de cimentação, temos a interação do cimento com o substrato 
dental e com o material restaurador. No caso dos cimentos resinosos, o 
preparo, tanto do remanescente dental quanto do material restaurador, é de 
extrema importância para que o cimento se una à essas duas porções e 
mantenha boa adesão (25). 
Existem alguns fatores que influenciam na retenção do pino de fibra de 
vidro quando se utiliza cimento resinoso para sua cimentação. Além da 
transmissão de luz na etapa de cimentação, que é o fator com maior 
relevância, a solução de irrigação utilizada no preparo do canal, o sistema 
23 
 
adesivo, utilização ou não de agentes ácidos condicionantes e a espessura do 
cimento são alguns outros fatores que podemos mencionar (11). 
Diferente dos pinos metálicos, os pinos de fibra de vidro são compostos 
de dióxido de silício longitudinal e fibras de alumina rodeadas por uma matriz 
Bis-GMA de aminas cicloalifáticas, como resinas epóxi, reforçadas com 
partículas inorgânicas. Devido a essa composição, pode-se utilizar algumas 
técnicas para tratar a superfície do pino, buscando uma melhor interação do 
pino com o cimento resinoso, visto que a matriz polimérica do pino de fibra de 
vidro não reage quimicamente com os monômeros do cimento resinoso (13). 
Essa melhora na interação é de grande importância para que se obtenha uma 
adesão mais efetiva, aumentando a retenção e diminuindo as falhas ligadas ao 
descolamento do pino. 
Na interface cimento-material restaurador, o preparo da superfície do 
material restaurador vai depender da sua composição (25). A utilização de 
silano, peróxido de hidrogênio e bicarbonato de sódio são algumas alternativas 
de tratamento que podem ser utilizadas (13). A literatura (13) mostra que a 
combinação de mais de uma técnica pode aumentar a interação do pino com o 
cimento resinoso. 
No caso dos pinos de fibra de vidro, o tratamento mais utilizado é feito 
com ácido fosfórico 37% para expor a sílica presente na estrutura do pino e 
criar micro retenções, seguido da aplicação de silano que serve para unir a 
peça ao cimento resinoso (25). O álcool 70% é outra solução bastante utilizada 
para a remoção de sujidades da superfície dos pinos de fibra de vidro. Já o 
silano é importante por ser um agente bifuncional que promove interações 
entre compostos orgânicos e inorgânicos (13). Assim, a matriz orgânica da 
resina, o cimento resinoso e a sílica presentes na fibra de vidro dos pinos são 
quimicamente ligados e fornecem melhor capacidade de umedecimento da 
superfície pelo agente de cimentação (13). 
Na interface cimento-substrato, a porção dental pode ser tratada 
conforme o tipo de sistema adesivo selecionado, que no caso pode ou não 
precisar a utilização de ácido fosfórico 37% previamente ao sistema adesivo. 
No caso da utilização de adesivo autocondicionante, o condicionamento ácido 
é descartado (25). Também pode-se utilizar EDTA 17% como solução irrigadora 
para a remoção da lama dentinária, pois a desmineralização superficial da 
24 
 
estrutura dentinária do canal, com túbulos dentinários mais limpos e abertos, 
acaba por promover uma melhor interação entre a dentina e o cimento resinoso 
(13). 
Quando na utilização de cimentos resinosos autoadesivos, as aplicações 
de condicionamento ácido e sistema adesivo são descartadas (25). A grande 
vantagem do uso desse tipo de cimento está no controle da umidade na porção 
dental, pois se exclui etapas onde é necessário o enxágue (25). 
Além das técnicas de tratamento das superfícies, tanto no pino quanto 
no remanescente dental, o reembasamento do pino de fibra vidro com resina 
composta também é um fator preponderante para o não deslocamento do pino, 
pois este reembasamento promove uma maior área de contato entre o pino e o 
substrato remanescente (22). Aumentando a área de contato, na cimentação, o 
pino irá promover uma pressão de assentamento sobre o cimento contra as 
paredes do canal radicular, e isto fará com que o cimento penetre mais na 
estrutura dentinária do substrato, aumentando seu poder de adesão química e 
também promovendo retenção friccional. 
4.5. TRANSMISSÃO DE LUZ 
 
Outra preocupação com a utilização de pinos anatômicos é com sua 
adesão à dentina, inclusive este é o motivo principal na ocorrência de falhas 
devido ao deslocamento do pino. 
O problema está na polimerização dos cimentos resinosos utilizados 
neste tipo de tratamento. A transmissão de luz em todas as porções do canal 
radicular durante a fotopolimerizaçãodo cimento resinoso é um grande 
problema encontrado nestes casos. Estudos mostram que, principalmente nas 
porções média e apical, a luz atinge níveis insuficientes para o alcance de 
resultados satisfatórios de polimerização do cimento (12). Isso pode influenciar 
negativamente no resultado final do tratamento. 
Rodrigues et al.(17) comenta que ocorre uma redução significativa na 
irradiação da luz nas porções mais profundas do canal radicular (17). Por esse 
motivo, mesmo para cimentos resinosos de dupla polimerização, esse 
processo ainda é crítico, pois a transmissão de luz através do pino pode não 
25 
 
ser suficiente para gerar uma polimerização ideal, comprometendo a 
resistência de união nas porções apicais do canal radicular. 
Essa diminuição de transmissão de luz para níveis apicais pode resultar 
num grau limitado de conversão do cimento resinoso, afetando suas 
propriedades como dureza e resistência à fratura, já que não se chega a 
polimerização final ideal (26). 
Devido à deficiência de transmissão de luz, é necessário utilizar 
materiais que amenizem essas dificuldades e proporcionem uma melhor 
polimerização do cimento. Num estudo comparando pinos translúcidos e pinos 
opacos, a transmissão de luz através de pinos translúcidos é maior quando 
comparados a pinos opacos e consequentemente, isso resultou num maior 
valor de resistência utilizando cimentos resinosos duais autoadesivos (27). 
Bell-Rönnlöf et al.(18) realizou um estudo comparando a transmissão de 
luz na cimentação de pinos pré-fabricados e de pinos anatomizados, 
demonstrando que em pinos anatômicos a transmissão de luz em toda a sua 
extensão é mais eficaz do que em pinos pré-fabricados. Mesmo assim, a 
transmissão de luz em pinos anatômicos também sofre uma queda conforme a 
profundidade do canal radicular (18). 
Para tentar obter uma boa fotoativação dos cimentos resinosos duais, é 
importante que a luz seja posicionada em diferentes posições sobre a peça, 
buscando uma incidência maior da luz nos locais mais profundos e em 
diferentes angulações (10). 
Para explanar a importância da transmissão de luz na cimentação de 
pinos anatômicos, Macedo (19) realizou um estudou analisando a cimentação 
dos pinos anatômicos e concluiu que a cimentação de um pino anatômico é 
melhor numa profundidade de 5mm (19). Nesse estudo, os pinos anatômicos, 
cimentados à profundidade de 5mm obtiveram os melhores resultados quando 
cimentados com os cimentos resinosos RelyX ARC ou RelyX Unicem. Uma 
possível explicação é que a intensidade de luz, que alcança os cimentos 
resinosos duais nessa profundidade, é maior e mais efetiva, resultando em 
maior grau de conversão dos cimentos e consequentemente melhores 
propriedades mecânicas. Além disso, em menor profundidade existe melhor 
controle da inserção do cimento no canal radicular, o que evita a formação de 
26 
 
bolhas ou regiões que tenham ausência de cimento; além de se ter melhor 
controle da umidade do substrato” (28). 
4.6. CIMENTOS RESINOSOS 
 
Os cimentos são utilizados na odontologia para unir uma peça de 
restauração indireta com a estrutura dental remanescente e por muito tempo os 
cimentos de fosfato de zinco foram considerados como o principal material de 
eleição para procedimentos que utilizavam núcleos metálicos fundidos (29). 
Com o advento e evolução das resinas compostas surgiram os cimentos 
resinosos. Estes cimentos possuem como monômero principal o Bis-GMA, que 
é uma molécula longa contendo um anel aromático no centro da cadeia e 
duplas ligações alifáticas de carbono nas extremidades, e dois grupamentos 
hidroxila, o que aumenta a sua viscosidade (30). Por causa da alta viscosidade, 
outros tipos de monômeros são misturados ao Bis-GMA com o intuito de 
aumentar sua capacidade de escoamento, algo de extrema importância nas 
etapas de cimentação de materiais na Odontologia (30). 
Cimentos resinosos apresentam características importantes, como baixa 
solubilidade, alto grau de resistência e adesão a diversos tipos de superfícies. 
Vantagens tais como: o menor número de etapas na sua aplicação, menos 
riscos de falhas, menor sensibilidade pós-operatória devido a não remoção da 
lama dentinária e pela liberação de flúor, biocompatibilidade e estabilidade 
dimensional também são encontradas nesse tipo de material (31). 
Em relação a sua forma de polimerização, os cimentos resinosos podem 
ser divididos em três grupos: autopolimerizáveis, fotoativados e duais. Os 
autopolimerizáveis são ativados quimicamente e possuem um menor tempo de 
trabalho. Os fotoativados, como o próprio nome diz, utilizam de luz para 
atingirem seu grau de conversão. Por serem dependentes de luz, têm sua 
indicação limitada às peças que possibilitam uma adequada passagem de luz 
para a ativação eficaz do cimento. Já os cimentos duais são ativados 
quimicamente e também através da fotoativação (25). 
 Os cimentos resinosos duais são bastante utilizados, pois não 
apresentam a limitação do controle de tempo de trabalho dos cimentos 
27 
 
ativados quimicamente e não possuem a dependência única da luz para sua 
ativação como os cimentos fotoativados (31). 
Como a cimentação de pinos de fibra de vidro ocorre em canais muitas 
vezes profundos e pode haver, também, algum outro componente protético que 
impossibilite uma passagem apropriada da luz, os cimentos duais são o 
material de eleição para que se consiga um resultado satisfatório quando 
tratamos de cimentação e adesão de pinos fibra de vidro e/ou pinos 
anatômicos (19). 
Alguns autores defendem a utilização de cimentos duais, pois acreditam 
que a luz do fotopolimerizador não chegará adequadamente no nível apical do 
pino, aumentando a possibilidade de falhas no tratamento, quando um cimento 
resinoso fotoativado é utilizado. Já outros autores defendem que a transmissão 
através de um pino translúcido é eficaz o suficiente para permitir que a porção 
apical do pino seja atingido por uma intensidade de luz suficiente para a 
polimerização do cimento (32). Por causa desse ponto de discussão ainda em 
estudo, a utilização do cimento de dupla cura ou dual é uma alternativa mais 
interessante para diminuir os riscos de falhas, pois se utiliza de dois meios, 
físico e químico, para o alcance da polimerização final. 
Os cimentos resinosos duais podem ainda ser divididos em: cimentos 
resinosos duais convencionais, que necessitam de prévio condicionamento 
ácido e emprego de sistema adesivo; e cimentos resinosos duais autoadesivos, 
onde não é necessária a aplicação de condicionamento ácido e de sistemas 
adesivos previamente (33). Os cimentos resinosos duais autoadesivos possuem 
a vantagem de facilitar o processo de aplicação diminuindo algumas etapas 
que poderiam influenciar negativamente no resultado final da adesão do pino 
de fibra de vidro ao substrato dental (34). Além disso, apresentam uma forte 
ligação à dentina e baixa absorção de água (31). 
A falta de visibilidade do canal radicular e o controle de umidade do local 
são fatores preponderantes para a manutenção da resistência de união dos 
pinos de fibra de vidro dentro do canal (35). Nesse sentido, ao optar pela 
utilização de cimentos resinosos convencionais, a escolha por um adesivo 
autocondicionante é mais indicada por pular a etapa de condicionamento com 
ácido fosfórico e não necessitar de enxague. Além disso, os adesivos 
autocondicionantes promovem uma boa modificação da smear layer, 
28 
 
decorrente da instrumentação do canal radicular, o que resulta numa camada 
híbrida fina e contínua (35). 
Em contraste com os cimentos resinosos convencionais os cimentos 
resinosos autoadesivos excluem as etapas de condicionamento ácido e 
aplicação de adesivo (35). Esse tipo de cimento possui em sua composição 
grupos de ácido carboxílico ou fosfórico que realizam a desmineralização do 
substrato dental (35). Nesse cenário, há uma significativa diminuiçãode etapas 
onde erros ou negligência do operador poderiam influenciar negativamente no 
resultado final do procedimento. 
O principal cimento adesivo mencionado na literatura é o RelyX Unicem 
(3M ESPE), o qual apresenta excelentes propriedades como: alta tolerância à 
umidade, boa interação química com o cálcio da hidroxilapatita, menos 
nanoinfiltração e um bom desempenho clínico (35). A partir desse cimento, 
surgiram outros similares, como: BisCem (Bisco Inc., Schaumburg, IL, USA), G-
Cem (GC Alsip, IL, USA), Maxcem Elite (Kerr, Orange, CA, USA), Multilink 
Sprint (Ivoclair Viadent, Schaan, Liechtenstein, Germany), além da evolução do 
próprio Relyx Unicem a partir do lançamento do Relyx U100 e Relyx U200, 
sendo os dois apresentados em duas pastas e o segundo considerado com 
uma melhor resistência ao esmalte e dentina entre outras propriedades 
superiores. (36) 
Uma maior resistência de união também pode ser alcançada com a 
utilização deste tipo de cimento, e isso pode estar diretamente ligado ao menor 
estresse de polimerização causado, devido à exclusão de etapas que são 
essenciais quando se utiliza cimentos convencionais (35). Uma melhor adesão 
também se deve ao fato de que os monômeros ácidos presentes na 
composição dos cimentos resinosos autoadesivos desmineralizam e infiltram a 
estrutura dental, resultando numa interação entre o material e o remanescente 
dental, o que cria retenções micromecânicas e também interage quimicamente 
com a hidroxiapatita presente no remanescente dental (31). Outa característica 
importante na utilização de cimentos do tipo RelyX Unicem (3M ESPE) é que 
utilizando-o com uma aplicação sob pressão nas paredes do substrato dental, 
sua adesão será melhor e aumentará sua resistência de união (35). Isso indica 
que ao anatomizar um pino de fibra de vidro, essa modificação anatômica 
29 
 
implicará numa melhor adaptação do pino ao canal radicular e empregará essa 
pressão benéfica ao cimento resinoso autoadesivo. 
4.7. PROCEDIMENTOS CLÍNICOS 
 
 Para iniciar o tratamento com um pino de fibra de vidro anatomizado, 
realizamos uma análise clínica pra observar o remanescente dental. Estando 
esse favorável, analisamos radiograficamente a qualidade do tratamento 
endodôntico e a anatomia radicular do remanescente dental. Partimos então 
para a seleção do pino de fibra de vidro pré-fabricado (Figura 1). O mesmo 
deverá possibilitar a inserção no comprimento igual a dois terços do 
remanescente dental, o que corresponde à uma extensão radicular igual a 
altura da coroa clínica; ou, metade da altura do suporte ósseo do dente em 
questão (42). 
 
Figura 1- Pino de fibra de vidro 
 
Fonte: Imagens cedidas pelo Professor, Dr. Danny Marin, 2021 
 
 Selecionado o pino, inicia-se a remoção parcial da guta percha presente 
no conduto radicular. É necessário a manutenção de pelo menos 3mm a 4mm 
do material obturador, para que seja mantido o selamento na porção apical do 
conduto radicular. Para a remoção, utilizamos brocas de largo selecionando-as 
conforme a largura do conduto. Por último utilizamos a broca referente à 
largura do pino selecionado, sendo essa, via de regra, disponibilizada pelo 
fabricante (Figura 2). 
 
 
 
30 
 
Figura 2- Pino de fibra de vidro e broca referente à largura do pino fornecido pelo fabricante 
 
Fonte: Imagens cedidas pelo Professor, Dr. Danny Marin, 2021 
 
 
 Além da remoção parcial da guta percha, nesta etapa é importante uma 
análise clínica do conduto, e se necessário, a remoção de possíveis pontos de 
retenção que não permitam uma posterior boa modelagem. Por fim, prova-se o 
pino verificando se o mesmo tem uma boa adaptação e penetra em toda a 
extensão prevista, mesmo ainda não estando anatomizado com a resina 
composta. 
Para iniciar a etapa de modelagem do conduto, faz-se o tratamento da 
superfície do pino selecionado com ácido fosfórico 37% por 30 segundos, para 
em seguida realizar a aplicação do silano por 60 segundos e por último o 
sistema adesivo (Figura 3). 
 
Figura 3- A- aplicação de ácido fosfórico 37%; B- pino de fibra após aplicação de ácido 
fosfórico 37%; C- Aplicação de silano; D- aplicação de adesivo. 
 
Fonte: Imagens cedidas pelo Professor, Dr. Danny Marin, 2021 
31 
 
 
Posteriormente, estando o canal radicular lubrificado com gel 
hidrossolúvel, aplica-se uma camada de resina composta na superfície do pino 
de fibra de vidro, insere-se o mesmo no canal radicular realizando uma 
fotoativação inicial de 20 segundos, que é complementada com o pino 
reembasado com resina composta fora do canal por mais 20 segundos (Figura 
4) 
 
Figura 4- A- Aplicação de gel hidrossolúvel no canal radicular; B- Aplicação de resina 
composta no pino de fibra de vidro; C- Inserção do pino de fibra com resina composta no canal 
radicular; D- Remoção do pino após fotoativação de 20 segundos; E- Fotopolimerização 
 
Fonte: Imagens cedidas pelo Professor, Dr. Danny Marin, 2021 
 
 Feito isso, o pino é reposicionado no canal radicular para analisar sua 
adaptação e iniciar a confecção do núcleo de preenchimento, também feito 
com resina composta (Figura 5). Além disso, após a conclusão do núcleo de 
32 
 
preenchimento, faz-se o corte coronal do pino de modo que fique no 
comprimento desejado para posterior restauração. 
 
Figura 5- Reposição do pino de fibra anatômico no canal radicular e confecção do núcleo de 
preenchimento. 
 
Fonte: Imagens cedidas pelo Professor, Dr. Danny Marin, 2021 
 
 Na etapa de cimentação realizamos novamente a limpeza da superfície 
do pino de fibra de vidro, que agora está anatomizado com resina composta, 
com ácido fosfórico 37% por 30 segundos, e aplicamos o adesivo sem realizar 
a fotoativação. Aplicamos o cimento resinoso na porção apical do pino e 
posicionamos o mesmo no canal radicular. Remove-se o excesso de cimento 
que extravasou na porção cervical e realiza-se a fotoativação por 40 segundos, 
em cada face. Finalizada a cimentação do pino anatômico, é possível partir 
33 
 
para a etapa de moldagem para a peça protética e seguir com o tratamento 
(Figura 6). 
 
Figura 6- Sequência de cimentação do pino de fibra anatômico. 
 
Fonte: Imagens cedidas pelo Professor, Dr. Danny Marin, 2021. 
5. DISCUSSÃO 
 
Após o tratamento endodôntico, é comum observar um formato irregular 
ou amplo do canal radicular, o qual dificulta adaptação do pino de fibra de vidro 
pré-fabricado, o que pode levar ao arredondamento das paredes do canal 
radicular por meio de desgaste com brocas, sacrificando uma quantidade 
considerável de tecido residual, fragilizando ainda mais a estrutura radicular 
remanescente, ou utilizar uma camada espessa de cimento para preencher os 
espaços entre o pino e as paredes do canal (6). Esta última situação predispõe 
à falha adesiva e descolamento do pino (21). Por outro lado, um pino 
individualizado que se adeque ao formato do canal radicular será circundado 
por uma película fina e uniforme de cimento, o que representa as condições 
ideais de retenção mecânica (7), diminuindo significativamente o estresse na 
interface adesiva durante a contração de polimerização. 
Os pinos anatômicos surgiram a partir da necessidade de se obter uma 
melhor adaptação ao canal radicular, algo que não acontece com os pinos de 
34 
 
fibra de vidro pré-fabricados. A confecção de um pino anatômico, que é 
considerada simples, traz benefícios a partir desta melhor adaptação do pino 
às paredes dos canais, melhorando a retenção mecânica e diminuindo a 
quantidade de cimento necessário para a fixação do pino (38). 
A técnica de pino anatômico também permite realizar uma restauração 
direta sobre o pino individualizado em apenas uma sessão, sem envolvimento 
de laboratório, diferente da técnica de pino metálico fundido, direto ou indireto, 
o qual requer pelo menos duas sessões e uma fase laboratorial. Alémdisso, se 
uma restauração protética é planejada, é possível construir e preparar 
imediatamente um núcleo de resina composta no pino anatômico e instalar 
uma prótese provisória. 
Diferentemente dos pinos metálicos fundidos, o pino anatômico forma 
um complexo biomecânico mais favorável, uma vez que o pino e a resina 
composta possuem módulo de elasticidade semelhante ao da estrutura dental, 
comparados às ligas metálicas, diminuindo o risco de fratura e aumentando a 
longevidade da restauração. Segundo Stewardson (39) (2001), a utilização de 
materiais menos rígidos possibilita uma menor concentração de tensão, 
especialmente durante a mastigação do paciente, o que garantiria uma 
cimentação mais favorável do pino. 
De acordo com Costa et al.(24), após um acompanhamento de 3 anos de 
dentes tratados endodonticamente com lesões graves, restaurados com um 
sistema de núcleo e pino de fibra de vidro individualizado (pino anatômico) em 
vez de um pino de fibra convencional, esse tipo de tratamento mostrou 
caraterísticas clínicas e radiográficas adequadas após 3 anos, considerando a 
técnica eficaz, menos invasiva e adequada para restauração de dentes 
tratados endodonticamente. 
A etapa de cimentação dos pinos anatômicos é de suma importância, 
pois é constatado que quanto mais profundo o canal radicular, menor é a 
transmissão de luz (18). Uma fotopolimerização onde transmissão de luz passe 
por toda extensão do pino é necessária para obter uma boa polimerização do 
cimento e por consequência uma boa adesão (18). A transmissão de luz através 
de pinos de fibra de vidro reforçados com resina composta é mais eficiente 
comparando com os pinos de fibra de vidro pré-fabricados e isto influencia no 
resultado final da cimentação. Apesar disso, mais estudos são necessários 
35 
 
para analisar a transmissão e distribuição da luz no pino anatômico e sua 
interação com o cimento (18). 
Sendo a transmissão de luz na porção apical do canal radicular mais 
deficiente que nos terços médio e cervical, a utilização de pinos translúcidos 
pode diminuir esta deficiência, já que a polimerização dos cimentos resinosos 
duais autoadesivos através deste tipo de material é mais eficaz (26). Além disso, 
reforça-se a importância de uma correta adaptação do pino anatômico, para 
que se obtenha uma boa resistência mecânica auxiliando no processo de 
adesão do pino ao remanescente dental (26), 
O uso dos cimentos resinosos duais autoadesivos é mais indicado pelas 
dificuldades de transmissão de luz na etapa de cimentação. Sua polimerização 
química final, aliada com a polimerização física, tende a diminuir possíveis 
falhas. Além disso, cimentos resinosos duais autoadesivos possuem 
propriedades superiores a outros cimentos e essas características se adequam 
ao tratamento utilizando pinos anatômicos. 
Silva et al. (40) avaliaram a influência da resina composta Bulk-Fill na 
personalização de pinos de fibra de vidro, na resistência de união desses à 
dentina e modo de fratura após a desunião. Esses autores mostraram que o 
seu uso nessa técnica apresenta melhores resultados quando comparados 
com pinos de fibra de vidro cimentados sem personalização. As resinas 
compostas Bulk-fill, apresentam níveis mais baixos de tensão (41) assim como 
têm propriedades que permitem uma maior transmissão de luz, permitindo 
incrementos de até 5 mm de material resinoso. 
6. CONCLUSÃO 
 
A técnica de confecção do pino anatômico pode ser usada para 
reconstruir um dente tratado endodonticamente, quando a anatomia das 
paredes do canal radicular, após o preparo para o pino, for ampla, e quando 
houver perda importante do substrato dental na região coronal da raiz. Dessa 
forma, o uso do pino anatomizado permite um ajuste individualizado ao canal, 
que é superior ao obtido por qualquer outro pino de fibra pré-fabricado.
36 
 
 
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