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TCC HIV

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CENTRO EDUCACIONAL CATAGUASES 
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM 
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 
 
 
 
FLÁVIA RODRIGUES DE FIGUEIREDO LOPES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA - HIV 
CONDUTA DO PROFISSIONAL DE SAÚDE DIANTE DO RESULTADO POSITIVO 
PARA HIV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cataguases, MG 
2022 
 
 
FLÁVIA RODRIGUES DE FIGUEIREDO LOPES 
 
 
 
 
 
 
VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA - HIV 
CONDUTA DO PROFISSIONAL DE SAÚDE DIANTE DO RESULTADO POSITIVO 
PARA HIV 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso submetido 
ao corpo docente do Curso de Técnico de 
Enfermagem do Centro Educacional 
Cataguases (CEC) como parte dos 
requisitos necessários à obtenção do 
diploma de Técnico de Enfermagem. 
 
 Cataguases, 10 de dezembro de 2022 
 
 
 
 
 
 
 
Cataguases, MG 
2022 
 
 
COMISSÃO EXAMINADORA 
 
 
 
 
 
_________________________________________________ 
Prof. Kátia Morais Rodrigues de Souza 
Centro Educacional Cataguases 
 
 
 
 
_________________________________________________ 
Prof. (nome do professor convidado) 
Centro Educacional Cataguases 
 
 
 
__________________________________________________ 
Prof. (nome do representante da escola) 
Centro Educacional Cataguases 
 
 
 
 
 
 Aprovado em: ____/____/_____ 
 
 
 
 
Cataguases, ___ de ________________de 2022. 
 
 
AGRADECIMENTOS 
A minha família 
Agradeço primeiramente a Deus, por ter me dado essa oportunidade de estudar 
e me manter firme em meu caminho sem as distrações. 
Eu agradeço e dedico este trabalho a minha mãe, que esteve comigo todos os 
momentos ruins que passei na minha vida e ela sempre este lá quando precisei, não 
era preciso dizer a ela que precisava dela, que ela já sabia que eu precisava de um 
conforto dela só de me olhar. Agradeço a ela novamente pelo incentivo, pela forma de 
mostrar que eu posso ser guerreira como ela é. Por muitas vezes a gente tem em 
mente que tudo depende da gente. Mas eu sou grata por saber que eu tenho a minha 
mãe para me apoiar em minhas decisões e mostrar que eu consigo ser alguém MUITO 
MELHOR do que eu fui “ontem” e pretendo me superar a cada dia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“A enfermagem é uma arte, e para realizá-la como arte, 
 requer uma devoção tão exclusiva, 
um preparo tão rigoroso, 
quanto a obra de qualquer pintor ou escultor.” 
(Florence Nightingale) 
 
 
 
RESUMO 
 
LOPES, FLÁVIA R. FRIGUEIREDO. Virus da Imunodeficiência Humana (HIV): Conduta do 
Profissional de Saúde diante do resultado positivo para HIV 2022. (Trabalho de Conclusão de 
Curso). Curso técnico em enfermagem em Centro Educacional Cataguases, Cataguases/MG, 
turma de 2022. 
 
 
 
HIV é uma sigla utilizada para o vírus da imunodeficiência humana, causador de 
deficiência no sistema imunológico do indivíduo, no qual tem a função de defender o 
organismo contra as doenças. Este trabalho trata-se de uma pesquisa bibliográfica. Com base 
na finalidade dos estudos demonstra que a prevenção a transmissão vertical, é de suma 
importância do Enfermeiro no acompanhamento e aconselhamento dessas pacientes. Ter o 
vírus não é o mesmo que ter a doença, pois muitos dos soros positivos vivem anos sem que 
apresentem os sintomas, mas ainda assim eles podem transmitir a doença para outros através 
de relações sexuais sem proteção, seringas contaminadas, e da transmissão vertical que 
passa da mãe para o bebê na gestação, na hora pó parto, ou após pelo leite materno. No 
Brasil existe um programa que foi implantado pelo ministério da saúde em 1994 conhecido 
como O Programa Saúde da Família (PSF) que tem como objetivo melhorar a qualidade de 
vida dos Brasileiros. Este relatório tem como objetivo tratar e relacionar as observações 
realizadas durante os estágios no curso técnico de enfermagem com as teorias estudadas 
durante o curso. Do observado nota-se a necessidade de haver um diálogo claro e específico 
sobre a compreensão da doença, de forma que o paciente consiga entender a importância de 
aderir/seguir ao tratamento, na busca da análise dos fatores que levam a não adesão ao 
tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Palavra-Chave: VÍRUS, ENFERMAGEM, AIDS, TRANSMISSÃO, TRATAMENTO.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
AIDS Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (acquired 
immunodeficiency syndrome) 
anti-HBc Anticorpo Anti-core do Vírus B 
Anti- HCV Anticorpo Contra o Vírus da Hepatite C 
ARVs Antirretrovirais 
CMV Sorologia para Citomegalovírus 
COFEN Conselho Federal de Enfermagem 
DNA Ácido Desoxirribonucleico 
DPOC Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica 
ELISA Ensaio de Imunoabsorção Enzimática (Enzyme-Linked 
Immunosorbent Assay) 
EPI’S Equipamentos de Proteção Individual 
FTA-abs Absorção de Anticorpos Treponêmicos Fluorescentes 
(Fluorescent treponemal antibody absorption) 
HBS Ag Antígeno de Superfície 
HCV Hepatite C 
HIV Vírus da Imunodeficiência Humana (Human Immunodeficiency 
Virus) 
HIV+ Vírus da Imunodeficiência Humana Positivo 
HTLV Vírus T-Linfotrópico Humano 
HTLV-I Vírus T-Linfotrópico Humano tipo I 
HTLV-II Vírus T-Linfotrópico Humano tipo II 
HTLV-III Vírus T-Linfotrópico Humano tipo III 
lgG Sorologia para Toxoplasmose 
IO Infecções Oportunista 
IRAS Relacionados a Assistência em Saúde 
ISTs Infecções Sexualmente Transmissíveis 
LAV Virus Associado à Linfadenopatia 
LLcTA Leucemia-Linfoma de Células T do Adulto 
PCR Reação em Cadeia da Polimerase 
PPD Derivado Proteico Purificado 
RNA Ácido Ribonucleico 
SINAN Sistema de Informação de Agravos de Notificação 
SIV Vírus da Imunodeficiência Símia 
SUS Sistema Único de Saúde 
 
 
TARV Terapia Antirretroviral 
UTI UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA 
VDRL Estudo Laboratorial de Doenças Venéreas (Venereal Disease 
Research Laboratory)
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 11 
1.1 APRESENTAÇÃO ................................................................................................. 12 
1.2 JUSTIFICATIVA ......................................................................................................... 14 
2. OBJETIVOS .............................................................................................................. 15 
2.1 Objetivo Geral ............................................................................................................ 15 
2.2 Objetivo Específico ..................................................................................................... 15 
3 METODOLOGIA ....................................................................................................... 16 
3.1 TIPO DE ESTUDO ..................................................................................................... 16 
4 DESENVOLVIMENTO .............................................................................................. 17 
4.1 O QUE É HIV/AIDS .................................................................................................... 17 
4.1.1 Ciclo Vital do HIV na Célula Humana: ..................................................................... 18 
4.2 TRANSMISSÃO ......................................................................................................... 20 
4.3 SINTOMAS ................................................................................................................ 21 
4.4 DIAGNÓSTICO .......................................................................................................... 22 
4.4.1 Fase Assintomática ................................................................................................. 22 
4.5 PREVENÇÃO ............................................................................................................. 254.6 TRATAMENTO ........................................................................................................... 26 
4.7 VÍRUS LINFOTRÓPICOS DE CÉLULAS T HUMANA (HTLV) .................................... 27 
4.7.1 Principais Transmissão do HTLV ............................................................................. 27 
4.7.2 A coinfecção ............................................................................................................ 28 
4.7.3 Diagnóstico HTLV ................................................................................................... 28 
4.7.4 Tratamento HTLV .................................................................................................... 28 
4.8 SURGIMENTO DA DISCRIMINAÇÃO ........................................................................ 30 
4.8.1 A Contextualização Social da AIDS ......................................................................... 30 
5 PAPEL DA ENFERMANGE DIANTE DO INDIVIDUO TESTADO COMO SOROPOSITIVO
 ......................................................................................................................................... 32 
5.1 AIDS E SUAS COMPLICAÇÕES PARA O ENFERMEIRO......................................... 33 
5.1.1 Cuidados Críticos .................................................................................................... 33 
 
 
5.1.1 Liderança da Enfermagem ...................................................................................... 33 
5.2 CUIDADOS CRÍTICOS NO CONTEXTO DO PACIENTE COM DOENÇA 
RELACIONADA A HIV ..................................................................................................... 34 
6 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 36 
5 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 37 
 
 
11 
 
1. INTRODUÇÃO 
Em 1981, nos Estados Unidos, surgiram os primeiros rudimentos sobre a Síndrome de 
Imunodeficiência Adquirida (AIDS). No momento em que ocorreram as notificações, foram 
apresentadas tendo como foco os homossexuais masculinos saudáveis, casos de pneumonia 
e de sarcoma de Kaposi. 
No Brasil, a partir de 1982, os primeiros casos de Aids foram oficialmente reconhecidos 
em São Paulo e pouco mais tarde no Rio de Janeiro. Em 1983, dez casos surgiram: quatro 
casos notificados à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, e seis outros noticiados 
pela imprensa, mas não oficialmente comunicados. O sistema formal de vigilância 
epidemiológica em relação à Aids em âmbito nacional iniciou suas atividades em agosto de 
1985. Até janeiro de 1986, ou seja, apenas cinco meses depois, já eram registrados 1.012 
casos em vinte estados. Esses dados apresentavam a realidade do rápido crescimento da 
epidemia no Brasil. 
Em 1983, o HIV-1 foi isolado de pacientes com AIDS pelos pesquisadores Luc 
Montaigner, na França, e Robert Gallo, nos EUA, recebendo os nomes de LAV 
(Lymphadenopathy Associated Virus ou Virus Associado à Linfadenopatia) e HTLV-III (Human 
T-Lymphotrophic Virus ou Vírus T-Linfotrópico Humano tipo lll) respectivamente nos dois 
países. Em 1986, foi identificado um segundo agente etiológico, também retrovírus, com 
características semelhantes ao HIV-1, denominado HIV-2. Nesse mesmo ano, um comitê 
internacional recomendou o termo HIV (Human Immunodeficiency Virus ou Vírus da 
Imunodeficiência Humana) para denominá-lo, reconhecendo-o como capaz de infectar seres 
humanos. 
Em 1987, a articulação com o Inamps, do Ministério da Previdência e Assistência 
Social, torna-se efetiva e significa um apoio importante para as atividades de prevenção, 
controle e assistência desenvolvidos pelo Programa do Ministério da Saúde. 
Em 1996, pesquisas divulgadas na IX Conferência Mundial de Aids (Canadá) 
demonstraram a eficácia do uso combinado de ARVs (antirretrovirais). Era elevado o número 
de comprimidos diários, dificultando a adesão e com muitos efeitos colaterais; seu alto custo 
restringiu o acesso aos países industrializados. 
A Organização Mundial de Saúde considera imprescindível a atuação direta da 
Enfermagem para alcançar o objetivo global 90-90-90: testar 90% da população, iniciar o 
tratamento de 90% das pessoas vivendo com HIV e reduzir a carga viral de 90% dos tratados 
a níveis indetectáveis. 
Os óbitos por conta da doença ainda continuam sendo registrados no mundo e no 
Brasil. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) levanta dados, divulgados 
12 
 
pelo Boletim Epidemiológico de HIV/Aids de 2021, que mostram 29.917 casos de Aids 
notificados no país em 2020, contra 37.731 em 2019, uma queda de 20,7%. O país conta com 
694 mil pessoas em tratamento para a doença, o que, de acordo com o Ministério da Saúde, 
representa 81% das pessoas diagnosticadas com HIV em todo o país recebendo tratamento 
ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento possibilita que, desse total, 95% 
já não transmite o HIV por via sexual, por terem atingido carga viral suprimida. A marca 
ultrapassa a meta das Nações Unidas, que é de 90%. 
 
1.1 APRESENTAÇÃO 
A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é uma doença causada pelo 
vírus da imunodeficiência humana (HIV) que reduz progressivamente a eficácia do 
sistema imunológico e eleva a susceptibilidade para infecções oportunistas e tumores 
A infecção pelo HIV/Aids é considerada uma epidemia, que se tornou um expressivo 
problema de saúde pública, fenômeno global e instável. Sabe-se que a AIDS é uma doença 
adquirida através do vírus HIV, que condiz com o estágio avançado provocado pela infecção, 
possibilitando a outras infecções oportunistas. Após os primeiros casos detectados, foi 
possível alcançar números estarrecedores em todo o mundo. Com sua repercussão mundial, 
através das políticas públicas, foi possível inserir a AIDS na agenda do SUS. A partir disso, 
atualmente, o Brasil dispõe das políticas de enfrentamento, tidas como as mais modernas do 
mundo 
No princípio, a reação mundial foi lenta, mas a partir de 2001, líderes mundiais 
assumiram compromissos na luta contra a AIDS, como a promoção ao acesso universal 
à prevenção, atenção e ao tratamento. No Brasil, entre outras ações, a política 
compreende a promoção do diagnóstico, a organização de uma rede hierarquizada de 
serviços assistenciais e laboratoriais, o acesso às terapias existentes, incluindo a oferta 
de medicamentos antirretrovirais (ARV) e para infecções oportunistas, o apoio social e a 
defesa dos direitos. Com o desenvolvimento de novas terapias ARV e sua evolução na 
última década, a mortalidade e morbidade da infecção pelo HIV sofreram uma importante 
redução. Em contrapartida a esses benefícios, no entanto, a emergência de eventos 
adversos decorrentes do uso dos ARV influiu negativamente na qualidade de vida, 
fazendo com que o tratamento da infecção pelo HIV-1 passasse a ser associado à piora 
ou ao surgimento de comorbidades. 
Embora não se saiba ao certo qual a origem do HIV-1 e 2, sabe-se que uma grande 
família de retrovírus relacionados a eles está presente em primatas não-humanos, na África 
13 
 
sub-Sahariana. Todos os membros desta família de retrovírus possuem estrutura genômica 
semelhante, apresentando homologia em torno de 50%. Além disso, todos têm a capacidade 
de infectar linfócitos através do receptor CD4. Aparentemente, o HIV1 e o HIV-2 passaram a 
infectar o homem há poucas décadas; alguns trabalhos científicos recentes sugerem que isso 
tenha ocorrido entre os anos 40 e 50. Numerosos retrovírus de primatas não-humanos 
encontrados na África têm apresentado grande similaridade com o HIV-1 e com o HIV-2. O 
vírus da imunodeficiência símia (SIV), que infecta uma subespécie de chimpanzés africanos, 
é 98% similar ao HIV-1, sugerindo que ambos evoluíram de uma origem comum. Por esses 
fatos, supõe-se que oHIV tenha origem africana. Ademais, diversos estudos sorológicos 
realizados na África, utilizando amostras de soro armazenadas desde as décadas de 50 e 60, 
reforçam essa hipótese 
Profissionais da Enfermagem sempre estiveram envolvidos na luta contra o vírus HIV 
e a doença causada por ele, a Aids. No Brasil, são 2.565.116 profissionais entre enfermeiros, 
técnicos e auxiliares inscritos no Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Destes, grande 
parte está no atendimento e nos trabalhos de prevenção e conscientização contra as 
infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e Aids. 
A categoria mais numerosa da área da saúde também é maioria nesta missão 
assumida por milhares destes profissionais em todo o Brasil, atuando em campanhas e ações 
de prevenção e na realização de testagem rápida de HIV, sífilis e hepatites virais, seguindo 
protocolos do Ministério da Saúde. Isso coloca o profissional enfermeiro como ator chave no 
processo de detecção e tratamento dessa epidemia. 
O profissional de enfermagem que não trabalha diretamente nas campanhas de 
prevenção às ISTs/Aids também tem o papel importante na política de prevenção, por meio 
do acolhimento humanizado, com orientação ao paciente e formação de vínculo com a 
comunidade como estratégia de sensibilização da população. 
 
 
14 
 
1.2 JUSTIFICATIVA 
O interesse pelo tema da prevenção da AIDS em locais de trabalho se deve ao 
meu cotidiano pessoal, onde tenho parentesco portador do Vírus. Desta forma, o presente 
estudo abordará primeiramente o HIV, discorrendo sobre a doença, transmissão, evolução, 
tratamento e prevenção. Posteriormente, buscar-se-á analisar a importância da educação 
como instrumento de promoção da saúde, enfocando o dia a dia do profissional de 
enfermagem. 
Mediante levantamento bibliográfico, dados estatísticos, matérias de jornais e revistas, 
discutimos sobre a epidemia do HIV, especialmente sobre os estigmas criados em torno dos 
soropositivos. 
Este estudo visa, principalmente, demonstrar como os estigmas sociais sobre as 
pessoas soropositivas podem destruir a vida dessas pessoas. Além disso, tais estigmas 
podem influenciar o tratamento e o controle epidemiológico, o que dificulta o combate a esse 
vírus. Assim buscamos, com este estudo, desconstruir a alienação da sociedade acerca do 
HIV/AIDS. 
 
 
15 
 
2. OBJETIVOS 
Ao decorrer da pesquisa, notou-se que esta pesquisa tem como objetivo refletir sobre 
os efeitos dos estigmas sociais na vida das pessoas portadoras do vírus do HIV. 
2.1 Objetivo Geral 
Descrever de forma detalhada sobre o indivíduo portador do HIV/AIDS e o papel 
fundamental que a enfermagem tem ao passar o resultado para o indivíduo. 
2.2 Objetivo Específico 
A relevância deste estudo se dá visto que esta investigação permitirá conhecer a 
realidade das pessoas que vivem com HIV/AIDS dentro da perspectiva individual e grupal, 
através dos estudos publicados na última década, na intenção de valorizar os seus 
sentimentos, suas aflições e angústias, seus questionamentos, facilitando a compreensão do 
concreto que é observável pela sociedade e da compreensão do significado da qualidade de 
vida. Algumas mudanças podem ocorrer na vida dos indivíduos afetados, emergindo novas 
necessidades para a sua compreensão, enfrentamento e ampliação daquelas já existentes. 
 
16 
 
3 METODOLOGIA 
3.1 TIPO DE ESTUDO 
Trata-se de um estudo bibliográfico com abordagem descritiva onde pode se 
aprofundar sobre o assunto retratado. Foram definidos critérios de inclusão e exclusão dos 
procedimentos do indivíduo portador da doença, a definição do problema clínico, a 
identificação das informações necessárias, a condução da busca de estudos na literatura 
e sua avaliação crítica, a atuação da enfermagem ao notificar o indivíduo, seu 
comportamento para auxiliar de forma privativa e respeitosa onde não possa deixar rastro 
de julgamento em questões sociais. Com base em todos os estudos frisamos a seguinte 
questão: Deu positivo e agora?
17 
 
4 DESENVOLVIMENTO 
4.1 O QUE É HIV/AIDS 
O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é um retrovírus que pertence ao 
gênero Lentivirus e é o agente infeccioso que causa a Síndrome da imunodeficiência adquiria, 
da sigla em inglês AIDS. 
Ser HIV positivo não é o mesmo que ter AIDS, que é o estágio mais avançado da 
doença, isto é, quando o sistema imunológico se encontra bem debilitado e suscetível a 
contrair doenças oportunistas. Embora ainda não exista a cura para a doença, pacientes 
diagnosticados com o vírus podem levar uma vida saudável com o tratamento adequado, e 
trabalhar, estudar, praticar esportes, constituir família e relacionar-se. 
O HIV infecta os linfócitos TCD4+ e os destrói. O vírus infecta as células, produz seu 
DNA viral e se integra ao genoma do hospedeiro. À medida que as células CD4+ vão 
enfraquecendo o infectado começa a sentir os sintomas. A AIDS se desenvolve ao longo de 
anos. É importante ressaltar que ser portador do vírus HIV não é a mesma coisa que ter a 
aids. Existem pessoas que carregam o vírus, mas não manifestam a doença. 
A AIDS, é uma doença que atinge o sistema imunológico dos indivíduos infectados e 
impede que o organismo consiga combater infecções. A nossa imunidade é definida como a 
resistência a doenças infecciosas e o conjunto de células, tecidos e moléculas que participam 
dessa resistência é denominado Sistema imunológico. As células que fazem parte desse 
sistema são os linfócitos, as células apresentadoras, que capturam os microrganismos e 
apresentam eles e as células efetoras que eliminam os microrganismos. Existem os linfócitos 
B, que produzem os anticorpos e os linfócitos T, que são responsáveis pela imunidade celular. 
Entre os linfócitos T, estão as células TCD4+, que são auxiliadoras e os TCD8+ que destroem 
as células infectadas por microrganismos intracelulares como os vírus. 
Há muitos soropositivos que vivem por anos sem apresentar sintomas e sem 
desenvolver a doença, mas podem transmitir o vírus a outras pessoas através de relações 
sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho 
durante a gravidez e a amamentação. 
A Aids é o estágio mais avançado da doença e, visto que o vírus ataca as células 
de defesa do corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, desde um 
simples resfriado até infecções mais graves, como tuberculose, ou mesmo tumores. Há 
alguns anos, receber o diagnóstico de Aids era como receber uma sentença de morte, 
porém, atualmente, é possível ser soropositivo ao HIV e viver com qualidade de vida, 
18 
 
basta aderir a Terapia Antirretroviral (TARV) e seguir corretamente o tratamento de acordo 
com as orientações da equipe de saúde 
O desenvolvimento, bem como a ampla distribuição dos medicamentos 
antirretrovirais no Brasil, gerou mudanças no curso da infecção e a Aids passou de uma 
doença aguda e fatal a uma doença crônica. Devido a isso, tem sido crescente a 
preocupação com a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/Aids, uma vez 
que o aumento da sobrevida trouxe consigo novos desafios para uma vida melhor mesmo 
com o agravo. 
Desde o início da descoberta do HIV/Aids em meados do século XX até os dias de 
hoje, diversas áreas do conhecimento vêm demonstrando diferentes preocupações do 
cuidado frente ao problema. A Enfermagem possui responsabilidades que vão além da 
realização de procedimentos técnicos, cabendo a estes profissionais determinar a 
amplitude da ação e conscientizarem-se de que a atuação se centra nos processos 
complexos do cuidar. Nessa ação, o cuidar subentende ampla dimensão, na qual o 
emocional e o espiritual contribuem significativamente no processo saúde-doença. 
 
4.1.1 Ciclo Vital do HIV na Célula Humana: 
1. Ligação de glicoproteínas virais (gp120) ao receptor específico da superfície celular 
(principalmente linfócitos T-CD4); 
2. Fusão do envelope do vírus com a membranada célula hospedeira; 
3. Liberação do "core" do vírus para o citoplasma da célula hospedeira; 
4. Transcrição do RNA viral em DNA complementar, dependente da enzima transcriptase 
reversa; 
5. Transporte do DNA complementar para o núcleo da célula, onde pode haver 
integração no genoma celular (provírus), dependente da enzima integrasse, ou a 
permanência em forma circular, isoladamente; 
6. O provírus é reativado, e produz RNA mensageiro viral, indo para o citoplasma da 
célula; 
7. Proteínas virais são produzidas e quebradas em subunidades, por intermédio da 
enzima protease; 
8. As proteínas virais produzidas regulam a síntese de novos genomas virais, e formam 
a estrutura externa de outros vírus que serão liberados pela célula hospedeira; 
9. O vírion recém-formado é liberado para o meio circundante da célula hospedeira, 
podendo permanecer no fluído extracelular, ou infectar novas células. 
19 
 
 
A interferência em qualquer um destes passos do ciclo vital do vírus impediria a 
multiplicação e/ou a liberação de novos vírus. Atualmente estão disponíveis comercialmente 
drogas que interferem em duas fases deste ciclo: a fase 4 (inibidores de transcriptase reversa) 
e a fase 7 (inibidores de protease).
20 
 
4.2 TRANSMISSÃO 
A transmissão do HIV ocorre principalmente por via sexual (esperma e secreção 
vaginal); pelo sangue (via parenteral e vertical); e pelo leite materno. Deve-se considerar como 
grupos de comportamento de risco para HIV, aqueles que realizam relações sexuais 
desprotegidas, a utilização de sangue e seus derivados não tratados e testados 
adequadamente, a recepção de órgãos ou sêmen de doadores não testados, a reutilização 
de seringas e agulhas, os acidentes ocupacionais com materiais perfurocortantes que tiveram 
contato com sangue e secreções de pessoas com HIV e a transmissão vertical em mulheres 
gestantes com HIV. Alguns pacientes soropositivos não manifestam a doença, mas ainda 
assim podem transmitir o vírus que está incubado no organismo.
21 
 
4.3 SINTOMAS 
O HIV possui um período de incubação longo. Após a infecção, ocorre uma 
viremia leve e rápida com quadros de febre e mal-estar e logo após a doença regride e 
permanece em estado de latência. Geralmente, durante esse período de latência ocorre à 
destruição das células do sistema imunológico que diminuem em número no sangue e a partir 
daí os pacientes se tornam suscetíveis a infecções oportunistas, doenças que não 
apareceriam em pessoas com sistema imunológico normal, mas tem grande repercussão nos 
infectados devido à baixa do sistema e alguns tipos cânceres. 
A infecção pelo HIV pode ser dividida em período de incubação, entre o início da 
infecção e surgimento dos sinais e sintomas da fase aguda. O período de latência é definido 
pela interação entre as células de defesa e o vírus que se multiplica no organismo, sem, no 
entanto, causar sintomas. Essa fase corre a partir da fase aguda até o desenvolvimento da 
aids, podendo demorar entre 5 e 10 anos, com média de 6 anos. 
Enquanto o portador está sintomas evidentes (assintomático), o vírus ataca as células 
de defesa do corpo, aumentando a possibilidade do indivíduo de apresentar doenças comuns, 
como febre, diarreia, suor noturno e perda de peso. Pode ocorrer também, na chamada 
infecção aguda, sintomas parecidos com os da gripe, como febre e mal-estar. Na fase 
denominada AIDS, microrganismos oportunistas podem se aproveitar da fragilidade do 
sistema imunológico do indivíduo infectado, causando doenças oportunistas ou intensificando 
seus quadros clínicos, entre elas estão: hepatites virais, tuberculose e pneumonia.
22 
 
4.4 DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por testes sorológicos e moleculares, e/ou 
por meio de testes rápidos disponíveis no sistema público de saúde, de acordo com o tempo 
necessário para que cada tipo de exame detecte a presença do vírus no material biológico. 
 Identificam anticorpos específicos do HIV e o principal teste é a reação de ensaio 
imunoenzimático, conhecido como Elisa, os testes moleculares com o uso da reação em 
cadeia da polimerase (PCR) e os testes rápidos, bastante aplicados em campanhas. 
É importante saber que existe uma janela imunológica que pode causar confusão no 
diagnóstico do vírus. Essa janela é o intervalo de tempo, que tem em média 30 dias, entre a 
infecção pelo HIV até a primeira detecção de anticorpos contra o HIV produzidos pelo sistema 
imunológico. Um teste realizado no período da janela pode ser negativo para a detecção do 
HIV, por isso a recomendação é de que em casos de testes com resultados negativos seja 
repetido uma nova coleta após 30 dias. 
É importante frisar que apenas e somente apenas, médicos e cirurgiões-dentistas 
devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar 
remédios. 
4.4.1 Fase Assintomática 
Na infecção precoce pelo HIV, também conhecida como fase assintomática, o estado 
clínico básico é mínimo ou inexistente. Alguns pacientes podem apresentar uma 
linfadenopatia generalizada persistente, "flutuante" e indolor. Portanto, a abordagem clínica 
nestes indivíduos no início de seu seguimento prende-se a uma história clínica prévia, 
investigando condições de base como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, Doença 
pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doenças hepáticas, renais, pulmonares, intestinais, 
doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose e outras doenças endêmicas, doenças 
psiquiátricas, uso prévio ou atual de medicamentos, enfim, situações que podem complicar 
ou serem agravantes em alguma fase de desenvolvimento da doença pelo HIV. 
Os exames laboratoriais de rotina recomendados são: 
• Hemograma completo: para avaliação de anemia, leucopenia, linfopenia e 
plaquetopenia. 
• Níveis bioquímicos: para uma visão das condições clínicas gerais, em particular para 
conhecimento dos níveis bioquímicos iniciais dos pacientes, principalmente funções 
hepática e renal, desidrogenase lática, amilase. 
23 
 
• Sorologia para sífilis: em função do aumento da incidência de coinfecção, visto que 
a infecção pelo HIV pode acelerar a história natural da sífilis. Recomenda-se o Estudo 
Laboratorial de Doenças Venéreas (VDRL) e se positivo o exame confirmatório FTA-
ABS (Absorção de anticorpos treponêmicos fluorescentes). Pacientes HIV+ com 
evidências sorológicas de sífilis não tratada devem ser submetidos a punção lombar e 
avaliação para neurolues. 
• Sorologia para os vírus da hepatite: devido à alta incidência de coinfecção com 
hepatites B e C nos grupos de homossexuais, bissexuais, heterossexuais com 
múltiplos parceiros e usuários de drogas injetáveis. A triagem recomendada para 
hepatite B é antígeno de superfície (HBS Ag) e o anticorpo anticore do vírus B (anti-
HBc); para a hepatite C: anticorpo contra o vírus da hepatite C (Anti- HCV). 
• Sorologia para toxoplasmose (lgG): em decorrência da maioria dos pacientes 
apresentar exposição prévia ao Toxoplasma gondii, sendo indicada a profilaxia em 
momento oportuno, conforme faixa de células T CD4+ do paciente. Os métodos 
preferenciais são: hemoaglutinação, imunofluorescência ou ELISA. 
• Sorologia para citomegalovírus (CMV) e herpes: embora questionada, indica-se 
para detecção de infecção latente. Pacientes com sorologia negativa para 
citomegalovírus devem evitar exposição a hemoderivados de doadores com sorologia 
positiva, em caso de necessidade de transfusões sanguínea. 
• Radiografia de tórax: recomenda-se na avaliação inicial como parâmetro basal para 
possíveis alterações evolutivas no futuro ou em pacientes com história de doença 
pulmonar frequente. 
• PPD (derivado proteico purificado): teste recomendado de rotina anual para 
avaliação da necessidade de quimioprofilaxia para tuberculose. Em paciente com 
infecção pelo HIV, considera-se uma enduração > 5mm como uma reação forte e 
indicativa da necessidade de quimioprofilaxia. 
• Papanicolau:recomendado na avaliação ginecológica inicial, seis meses após e, se 
resultados normais, uma vez a cada ano. Sua indicação é de fundamental importância, 
devido à alta incidência de displasia cervical e rápida progressão para o câncer cervical 
em jovens HIV positivas. 
• Perfil imunológico e carga viral: é, sem dúvida, um dos procedimentos mais 
importantes na avaliação do paciente com infecção precoce pelo HIV, pois é a partir 
dela, através da interpretação dos vários testes atualmente disponíveis, que se pode 
ter parâmetros do real estadiamento da infecção, prognóstico, decisão quanto ao início 
da terapia antirretroviral e avaliação da resposta ao tratamento, bem como o uso de 
profilaxia para as infecções oportunistas mais comuns na ocasião propícia. 
24 
 
• Recomenda-se a realização periódica de subtipagem de células T CD4+ e avaliação 
quantitativa da carga viral para HIV a cada 3-4 meses.
25 
 
4.5 PREVENÇÃO 
O meio mais simples e acessível de prevenção ao HIV é o uso de preservativos 
masculino e feminino em todas as relações sexuais. Os preservativos são distribuídos 
gratuitamente em unidades de saúde e podem ser comprados em estabelecimentos da 
iniciativa privada, como farmácias e drogarias.
26 
 
4.6 TRATAMENTO 
Com o tratamento adequado, o vírus HIV fica indetectável, isto é, não pode ser 
transmitido por relação sexual, e a pessoa não irá desenvolver a Aids. O Brasil foi um dos 
primeiros países a terem tratamento disponível para Aids, abrindo as portas para que todos 
os outros países também lutassem pelo tratamento. Desde 1996, o país distribui 
gratuitamente medicamentos antirretrovirais (ARV) a todas as pessoas que convivem com o 
HIV e que necessitam de tratamento. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento 
do sistema imunológico. Seu uso regular é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade 
de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por 
doenças oportunistas, como tuberculose, pneumonia e outras. 
O tratamento do indivíduo é centrado para o controle da infeção pelo HIV, através do 
acompanhamento do sistema imunológico e replicação do vírus, também com terapia 
antirretroviral para impedir a multiplicação do vírus. A terapia antirretroviral recebe o nome 
genérico Coquetel, que visa controlar a replicação do vírus, mantendo a carga viral baixa e 
assim auxilia a prevenir a transmissão e combater infecções. Os antirretrovirais são 
responsáveis por controlar a replicação do vírus, diminuindo sua quantidade no sangue, 
oportunizando uma melhora na saúde e o bem-estar do paciente. 
 O tratamento não induz a cura ou eliminação do HIV. Existem diversas campanhas 
de conscientização e todas enfatizam a prática de sexo seguro, com o uso de preservativos, 
pois a via sexual é um dos principais meios de transmissão do vírus. 
A medicação deve ser iniciada o mais rápido possível depois do diagnóstico. Alguns 
efeitos colaterais podem ser esperados, tais como: enjoo, vomito, diarreia, dificuldade para 
dormir, dor de cabeça, coceira e tontura. Este tratamento também pode ser utilizado 
preventivamente 
27 
 
4.7 VÍRUS LINFOTRÓPICOS DE CÉLULAS T HUMANA (HTLV) 
Os vírus linfotrópicos de células T humana (HTLV) foram os primeiros onco-retrovírus 
identificados em humanos. O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o agente etiológico 
da doença que atua no sistema imunológico, que pode acarretar a Síndrome da 
imunodeficiência Humana (Aids). A co-infecção pelo HTLV em indivíduos infectados pelo HIV 
ocorre pelo fato destes vírus compartilharem vias de transmissão similares, seja por via 
sexual, parenteral ou vertical, além de infectarem o mesmo tipo de célula. Os pacientes 
coinfectados podem apresentam evolução desfavorável das doenças. 
Portadores do HTLV-1 apresentam risco de cerca de 1% para desenvolvimento de 
uma mielopatia ao longo da vida, assim como de a leucemia-linfoma de células T do adulto 
(LLcTA); porém, estudos indicam que indivíduos coinfectados HIV/HTLV tem um risco maior 
de doença neurológica ou talvez um curto período de incubação do HTLV. A carga viral do 
HTLV-I não é afetada pelo HIV, como a carga viral do HIV não é alterada pelo HTLV. Portando 
os estudos destacam que a coinfecção por retrovírus HTLV-I ou HTLV-II e HIV tem sido 
associada a maior probabilidade de desenvolvimento de doenças. 
O HTLV-II demonstra trofismo preferencial in vivo por linfócitos CD8+, sendo assim, 
podendo ocasionar proliferação das populações de linfócitos infectados que parecem ser 
benignos. A coinfecção de HIV-HTLV-II pode estar ligada a maior incidência de desordens 
malignas, além de desordens neurológicas semelhantes a PET/MAH. Em estudo de coorte, 
com indivíduos HIV-I co-infectados com HTLV-II, a prevalência de anticorpos HTLV-II foi 
maior, naqueles com polineuropatia sensorial predominante do que nos controles 
assintomáticos. Foi sugerido que o HTLV-II pode causar formas de disfunções neurológicas 
generalizadas. A frequência dessas síndromes é desconhecida. 
 
 
4.7.1 Principais Transmissão do HTLV 
Os principais modos de transmissão do HTLV foram descritos: por via vertical (mãe 
para criança) principalmente pela amamentação; por via sexual e via parenteral (usuários de 
drogas e transfusão de sangue e hemocomponentes). Portando o HIV e o HTLV-I/II 
apresentam as mesmas vias de transmissão, podendo ser transmitidos simultaneamente para 
a mesma pessoa. No Brasil determinou a triagem de HTLV-I e II obrigatória nos doadores de 
sangue, conduta adotada por vários outros países na década de 1990. 
 
28 
 
4.7.2 A coinfecção 
A coinfecção é quando o organismo sofre com duas ou mais doenças ao mesmo tempo. 
No caso do HTLV e HIV isso ocorre devido estes vírus compartilharem as mesmas vias de 
transmissão, além de infectarem o mesmo tipo de célula. A co-infecção no Brasil foi 
inicialmente descrita no final da década de 80, foi verificado em um estudo que 10% dos 
pacientes com Aids na cidade de São Paulo estavam infectados pelo HTLV-I/II, sendo assim 
foi direcionado estudo sorológicos para HTLV em indivíduos com maior risco de adquirir a 
infecção do HIV (homossexuais, bissexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas e 
hemofílicos), e encontrou-se anticorpos anti HTILV-I presente em todos os grupos estudados. 
A co-infecção do HIV com o HTLV-I proporciona proliferação de células CD4+, mas 
que esses linfócitos possam não ser imunologicamente competentes. Tal fato pode mascarar 
a real quantidade de células CD4+ competentes, favorecendo a susceptibilidade à infecção 
pelo HIV. 
Quanto a carga viral os estudos mostram que do HTLV-I não é afetada pelo HIV, como 
a carga viral do HIV não é alterada pelo HTLV. 
4.7.3 Diagnóstico HTLV 
Para o diagnóstico de infecção pelo HTLV-I são necessárias a determinação de 
anticorpos contra o vírus pelo método sorológico ELISA e a confirmação pelo Western Blot 
(WB). Pela grande homologia genética entre o HTLV-I/II, muitas vezes é difícil a sua 
diferenciação, sendo necessário o uso do diagnostico molecular, que consiste na reação em 
cadeia de polimerase (PCR). 
Diferentemente de outros retrovírus, a carga viral circulante no sangue de indivíduos 
infectados por HTLV é muito pequena. Portanto, a sua detecção por métodos moleculares é 
realizada usando-se o DNA como ácido nucléico alvo) 
4.7.4 Tratamento HTLV 
Não foi desenvolvimento nenhum tratamento satisfatório contra a infecção pelos vírus 
do HTLV, entretanto existe tratamento para as doenças desenvolvidas a partir da infeção. 
 
As recomendações práticas do Ministério da saúde são: 
 
• Todos os indivíduos infectados pelo HIV-1 e/ou HCV (hepatite C) deveriam ser 
testados para anticorpos anti-HTLV-1/2. 
29 
 
• Um terço dos pacientes coinfectados pelo HIV/HTLV-1 pode apresentar dissociação 
CD4 e estadiamento clínico. Ou seja, mesmo com contagem de CD4 normal, podem 
apresentar infecção oportunista.• Indivíduos coinfectados pelo HIV-1/HTLV-1 podem apresentar doença neurológica 
relacionada ao HTLV-1 como manifestação clínica inicial. 
30 
 
4.8 SURGIMENTO DA DISCRIMINAÇÃO 
A AIDS, ao se fazer presente no mundo moderno, levantou a ameaça de uma crise 
global de rápida disseminação e agravamento, exigindo respostas e a necessidade premente 
de criação de recursos econômicos, políticos, sociais e psicológicos que dessem conta de 
uma problemática com tal magnitude. 
Essa crise instigou principalmente nossa capacidade de lidar de forma humanitária 
com uma doença repleta de símbolos, significados, imagens imprecisas, falaciosas e que 
estimularam atitudes descomedidas de pânico, negação, intolerância e discriminação às 
pessoas atingidas por ela. 
A discriminação ou estigmatização de um indivíduo ou grupo por qualquer motivo 
constitui em violações da dignidade humana, dos direitos humanos e das liberdades 
fundamentais. A discriminação consiste em todas as formas de exclusão, seja por ação ou 
omissão, baseada em atributos estigmatizantes. A história de discriminação de pessoas 
vivendo com HIV se inicia com o primeiro caso de Aids publicado em 1981 nos Estados 
Unidos. Naquela época, foram descritas aparições de pessoas diagnosticadas com 
pneumocistose em Los Angeles e incomuns casos de sarcoma de Kaposi nas cidades de 
Nova Iorque e Califórnia. As pessoas acometidas por estas doenças, coincidentemente, 
eram homens homossexuais, o que gerou um estigma de que se presumia que todo o 
indivíduo com HIV era homossexual. A existência de tais questões faz com que muitas 
pessoas afetadas pela AIDS caminhem solitária e silenciosamente, limitadas em suas 
possibilidades de direitos e de acesso aos meios de proteção, promoção e assistência, 
obrigando-as muitas vezes a esconder sua condição sorológica pelo medo de se expor e de 
padecer de preconceito ou discriminação, respostas provocadas pelo estigma. 
Mesmo reconhecendo o estigma como marcador de diferenças individuais e sociais, 
não se trata de atributo fixo, mas de uma construção social e cultural, portanto histórica e 
mutável, e que estabelece relações de desvalorização do outro. Dessa forma, insere-se em 
contextos e processos socialmente construídos. 
 
4.8.1 A Contextualização Social da AIDS 
A sociedade, diante de uma nova doença que se disseminava rapidamente, que 
apresentava uma alta taxa de letalidade e suscitava intensas emoções de pânico, de medo e 
de contágio, precisava ser prontamente caracterizada e entendida a fim de minimizar as 
consequências de um mal que já se imaginava abolido da experiência humana: a 'peste'. 
31 
 
Rapidamente, a partir de uma interrogação científica sobre os doentes, cujo número 
na época era muito limitado, produziu-se um discurso no qual se configurou a sensação de 
um risco iminente que repercutia sobre toda a coletividade, questionando nossos modos de 
vida e nossos valores 
Tal questão diz respeito à construção social da AIDS, pois ao se fazer presente para 
o mundo humano, este precisava iniciar um processo de construção do código de 
interpretações desta nova realidade. A questão imediata era estabelecer símbolos que, 
partilhados pela sociedade, lhe permitissem a comunicação a respeito dela, a fim de decifrá-
la. O fato interessante da AIDS é que a construção do sentido e a elaboração do seu 
conhecimento comum, produzido pela sociedade e pela opinião pública, aconteceram 
paralelamente à codificação médica, situação a que talvez nunca tenhamos assistido. 
Assim, diante do desconhecido, a sociedade produziu representações apoiadas na 
ideia de doença contagiosa, incurável e mortal, recrudescendo o conceito de 'peste', cujo 
significado representava uma ameaça extrema à sociedade, atrelada a atitudes de evitamento 
daquele que a portava. Além desses entendimentos, a AIDS era uma doença que levava à 
deformação física e estava associada a grupos considerados discriminados e marginalizados, 
como os homossexuais, usuários de drogas injetáveis e as prostitutas. Essa forma de 
representá-la serviu para retirá-la do campo das doenças, transmutando-a para o campo das 
doenças malignas, mobilizando sentimentos e preconceitos arraigados e evocando 
comportamentos e políticas discriminatórias, principalmente em relação aos grupos 
supracitados. Assim a AIDS conglomerou vários estigmas, transformando-se ela mesma em 
um grande estigma. 
Além dos entendimentos da peste e do estigma, as representações construídas para 
significar a AIDS tiveram, igualmente, como base as crenças e interpretações morais, 
principalmente relacionadas à sexualidade, que acabaram instituindo valores para explicar a 
origem da situação que provocou a infecção. Esse posicionamento moral da sociedade 
acabou inscrevendo culpa e responsabilidade pelo fato de uma pessoa estar doente de AIDS 
ou ser portadora do HIV, dirigindo-lhe o rótulo de culpada, pois o seu estilo de vida rompeu 
com os comportamentos socialmente aceitáveis e, assim, a doença reafirma seu caráter de 
pena e castigo. 
Em função dessas representações, advindas do preconceito e da ignorância, as 
pessoas com o HIV e a AIDS vivenciam emoções singulares permeadas de sofrimento dentro 
de um contexto repleto de significados, entre os quais: o medo do abandono, de ser julgado 
e de revelar sua identidade social, a culpa pelo adoecimento, a impotência, a fuga, a 
clandestinidade, a omissão, a exclusão e o suicídio, originados e construídos pelo real 
convívio com o social que reforça os hábitos e as expectativas e que estão profundamente 
enraizados numa sociedade preconceituos
32 
 
5 PAPEL DA ENFERMANGE DIANTE DO INDIVIDUO TESTADO COMO 
SOROPOSITIVO 
A qualidade do cuidado e a relação positiva com os profissionais de saúde estão 
relacionadas à boa aceitação do paciente ao tratamento antirretroviral (TARV). Esse 
tratamento é considerado fundamental para o restabelecimento, tendo relação com a 
percepção do cliente sobre a competência do profissional, desenvolver uma prática 
assistencial de enfermagem com o uso de um suporte teórico metodológico para lhe dar 
sustentação, pode tornar a atuação dos enfermeiros coerentes quanto ao alcance de padrões 
e metas assistenciais mínimos para o desempenho profissional. 
Ao longo dos anos vem crescendo o número de casos de indivíduos portadores do 
vírus HIV, por esse motivo os profissionais de enfermagem necessitam de mais 
conhecimentos e ter técnicas e habilidades no processo de trabalho que irá executar no seu 
dia a dia , melhorando os cuidados e tendo conhecendo as situações para repassar 
orientações com mais competência e eficiência para que cada um tenha a compreensão de 
como executar os cuidados e os tratamentos para uma melhor assistência à saúde dos 
pacientes com HIV. 
A comunicação estabelecida entre os profissionais de saúde, o paciente HIV/AIDS e 
sua família seja uma relação de ajuda efetiva, dentro de um ambiente que haja confiança 
mútua, onde o paciente e sua família possam revelar seus medos e anseios. É necessário 
que os profissionais de saúde sejam sinceros e se façam entender, fornecendo informações 
concretas, claras e reais, para que a relação que está sendo construída seja de total 
confiança. Em razão disso, o enfermeiro e/ou comunicador esteja apto para acolher esse 
paciente, e que a orientações seja repassada para que ele possa viver com uma boa 
qualidade de vida e prosseguir no tratamento de forma adequada, uma boa assistência do 
profissional de enfermagem diante do resultado positivo para HIV-AIDS é essencial para o 
paciente. 
A equipe que está inserida no cuidado desses pacientes necessita de uma preparação 
especial para dar suporte físico e mental, de maneira a ajudá-los a superar todas as 
implicações. Não se trata apenas de cuidados, mas, sobre estratégias que possam melhorar 
e transformar a vida do paciente. 
 
 
 
 
33 
 
5.1 AIDS E SUAS COMPLICAÇÕES PARA O ENFERMEIRO5.1.1 Cuidados Críticos 
• O plano de cuidados e as intervenções para o paciente com HIV/AIDS 
devem: ser individualizados, com o propósito de satisfazer as necessidades do paciente; 
promover o enfrentamento frente às reações da terapia antirretroviral, o fortalecimento do 
suporte social e emocional e a adesão ao tratamento. 
• Cuidar de pacientes com AIDS requer cuidados mais intensivos e, às vezes, 
prolongados. Isso coloca mais demandas sobre os enfermeiros em uma era global de uma 
força de trabalho de saúde cada vez menor. 
• Mesmo anos após a introdução da TARV, as pessoas ainda não aderem 
totalmente ao tratamento o que pode gerar várias implicações, principalmente ao nível 
terciário de saúde o qual irá prestar assistência ao paciente com o agravamento da doença. 
• Ao longo do processo de enfermagem, um papel crítico do enfermeiro é 
orientar o paciente e a família através de todas as informações necessárias para 
compreender as opções de cuidado. 
 
5.1.1 Liderança da Enfermagem 
• A alta complexidade da população estudada justifica a utilização de 
instrumentos que auxiliem na adequação do quantitativo de profissionais a fim de 
garantir uma assistência segura e com qualidade. 
• A competência em enfermagem de cuidados intensivos e críticos é baseada 
em conhecimentos específicos, base de habilidades, atitude e base de valores e base de 
experiência de enfermagem de cuidados intensivos e críticos, e a base de conhecimento e 
experiência pessoal de cada enfermeiro. 
• Os enfermeiros desempenham um papel de liderança na prestação de cuidados 
de saúde e são responsáveis pela maior parte dos cuidados prestados às pessoas que 
vivem com HIV e AIDS, incluindo a educação da população.
34 
 
5.2 CUIDADOS CRÍTICOS NO CONTEXTO DO PACIENTE COM DOENÇA 
RELACIONADA A HIV 
Notamos que ao longo de décadas, a terapia intensiva conseguiu desempenhar seu 
papel primordial que é de recuperar e reabilitar o cliente em cuidados críticos. Nesse quesito 
é notável salientar que a visão da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), assim como tal foi 
concebida, possuía uma assistência fragmentada e restrita ao agente causador (biologismo) 
o que configurou uma perspectiva focada no individualismo e discordando o processo saúde 
e doença do paciente. 
O profissional enfermeiro precisa ter uma assistência integral, humanizada e com 
articulação de ações que promovam o restabelecimento de saúde, levando em consideração 
o indivíduo, família e coletividade dele. Além do mais, tal competência precisa situar-se 
conforme a literaturas vigentes sobre a temática tanto em relação a síndrome em si como os 
cuidados primordiais que o profissional deverá ter com o paciente, como precaução e 
isolamento, dimensionamento de enfermagem e principalmente Cuidados Relacionados a 
Infecção Relacionados a Assistência em Saúde (IRAS). 
Do mesmo modo, quando temos a percepção sobre isolamento e precaução de 
contato, remontamos o que Florence Nightingale implementou durante a Guerra da Criméia 
para impedir a propagação de infecções ali presente. No campo do cliente com 
imunodepressão severa, esses dois cuidados precisam situar-se alinhados com o princípio 
que ele necessita de vigilância mais intensiva em relação a outros pacientes ali inseridos, pois 
o desfecho em caso de infecção oportunista por algum antígeno poderá ocasionar o óbito 
dele. 
Nesse sentido um escore mais alto de gravidade da doença, como por exemplo, 
albumina sérica diminuída, necessidade de vasopressor, inotrópico, ventilação mecânica, 
diagnóstico de algum patógeno como a tuberculose e outras infecções oportunistas 
relacionadas a baixa imunidade estão relacionada a piora do quadro clínico do cliente com 
AIDS, requerendo, assim, uma assistência e um dimensionamento de enfermagem mais 
sistematizado articulado pelo enfermeiro para, assim, prestar um cuidado mais intensivo e 
vigilante com tal paciente. 
Sendo assim, patologias relacionadas (infecções oportunistas) e não relacionadas ao 
HIV (traumas e cuidados pós-operatórios) são uma das principais causas de internamento 
desses clientes na UTI. Sendo pontuado que, as infecções oportunistas precisam e devem ter 
cuidado redobrado do enfermeiro como o uso adequado de Equipamentos de Proteção 
Individual (EPI´S) e higienização das mãos, sendo, as mãos um dos principais meios de 
contaminação cruzada entre os pacientes. 
35 
 
 
Em suma, é indispensável que o profissional enfermeiro busque conciliar os vários 
fatores que necessita administrar tanto em relação às infecções oportunistas (IO) que 
interferem no curso natural da doença e na sua aceleração (AIDS), por consequência, atenua 
a qualidade de vida do paciente, além de gerar custos ao capital dos hospitais, tendo o mesmo 
como implementação as medidas de precaução e isolamento e uso adequado de EPI´s como 
forma de minimizar tal evento. Perpassando, por fim, pelo dimensionamento adequado da 
equipe de enfermagem como forma de reduzir ao mínimo aceitável as IO na terapia intensiva
36 
 
6 CONCLUSÃO 
Durante toda a trajetória da pesquisa, pode-se constatar que é imprescindível o papel 
do profissional enfermeiro na alta complexidade com paciente com HIV/AIDS, exercendo não 
somente procedimentos inerentes aos cuidados deles, todavia, uma preparação emocional, 
humanizada, de acolhimento e acima de tudo um compromisso com os valores éticos e morais 
que regem o exercício profissional. 
Os esforços para superar o HIV devem se concentrar em formas criativas para 
responder à epidemia segundo o contexto em que se apresenta. Alguns métodos que auxilia 
na prestação dos cuidados e compreensão do indivíduo soropositivo: 
• A adequação de recursos humanos de enfermagem, a avaliação da sua carga de 
trabalho e do seu respectivo efeito no resultado da assistência constituem foco de 
interesse dos enfermeiros, uma vez que para assegurar a qualidade da assistência é 
fundamental um quantitativo de pessoal de enfermagem adequado às demandas de 
cuidados individuais do paciente 
• Se a comunicação entre os profissionais da saúde for bem coordenada, possivelmente 
haverá a notificação de casos de forma mais correta. Como a destinação de recursos 
públicos para prevenção e tratamento dependem desta notificação, uma maior 
eficiência poderia levar a melhorias da saúde pública. 
• A melhoria da educação em saúde no ensino público e particular e maior 
conscientização sobre comportamentos de risco possivelmente diminuiria o número 
de novos casos de HIV/AIDS. 
• A descentralização dos serviços de atendimento ambulatorial e a maior utilização de 
testes rápidos para HIV/AIDS colaboraria com a ampliação e facilidade de acesso a 
população de forma geral, o que impactaria na redução de casos. 
 
IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem 
diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em 
Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo 
37 
 
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2012 e 2016. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 04, Ed. 
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http://www.redalyc.org/pdf/3704/370441814001.pdf
	1. INTRODUÇÃO
	1.1 APRESENTAÇÃO
	1.2 JUSTIFICATIVA
	2. OBJETIVOS
	2.1 Objetivo Geral
	2.2 Objetivo Específico
	3 METODOLOGIA
	3.1 TIPO DE ESTUDO
	4 DESENVOLVIMENTO
	4.1 O QUE É HIV/AIDS
	4.1.1 Ciclo Vital do HIV na Célula Humana:
	4.2 TRANSMISSÃO
	4.3 SINTOMAS
	4.4 DIAGNÓSTICO
	4.4.1 Fase Assintomática
	4.5 PREVENÇÃO
	4.6 TRATAMENTO
	4.7 VÍRUS LINFOTRÓPICOS DE CÉLULAS T HUMANA (HTLV)
	4.7.1 Principais Transmissão do HTLV
	4.7.2 A coinfecção
	4.7.3 Diagnóstico HTLV
	4.7.4 Tratamento HTLV
	4.8 SURGIMENTO DA DISCRIMINAÇÃO
	4.8.1 A Contextualização Social da AIDS
	5 PAPEL DA ENFERMANGE DIANTE DO INDIVIDUO TESTADO COMO SOROPOSITIVO
	5.1 AIDS E SUAS COMPLICAÇÕES PARA O ENFERMEIRO
	5.1.1 Cuidados Críticos
	5.1.1 Liderança da Enfermagem
	5.2 CUIDADOS CRÍTICOS NO CONTEXTO DO PACIENTE COM DOENÇA RELACIONADA A HIV
	6 CONCLUSÃO
	5 REFERÊNCIAS

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