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CRRO de recurso adesivo honarios

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Flavio Galdino
	Felipe Brandão
	Ivana Harter Albuquerque
	Rebecca O. Pereira da Silva
	Carolina Pfeiffer Figueiredo
	Sergio Coelho
	Adrianna Chambô Eiger
	Fernanda Rocha David
	Beatriz Capanema Young
	Maria Victoria P. L. Marins
	Rafael Pimenta
	Pedro Mota
	Luan Gomes Peixoto
	Letícia Willemann Campanelli
	Thayssa Bohadana Martins
	Rodrigo Candido de Oliveira
	Mauro Teixeira de Faria
	Luciana Barsotti Machado
	Amanda Guimarães Torquetti
	Rafael Leandro Dantas
	Eduardo Takemi Kataoka
	André Furquim Werneck
	Júlia Leal Danziger
	Milene Pimentel Moreno
	Leonardo  Mucillo Mathia
	Cristina Biancastelli
	Raissa de A. Lima Pereira
	Paulo F. de Gouvêa Junqueira
	Claudia Tiemi Ferreira
	Mônica Franco Lima
	Gustavo Salgueiro
	Wallace Corbo
	Bruno Duarte Santos
	Carolina Bueno de Oliveira
	Felipe L. L. e Castro Perretti
	Isabel Picot França
	Isadora A. R. de Almeida
	Roberta Issa Maffei
	Isabella Bandeira de Mello
	Caroline Rabello Müller
	Marcelo Atherino
	Julianne Zanconato
	Jacques Felipe A. Rubens
	Sávio A. Capra Marinho
	Luíza M. Lima Valle
	Marta Alves
	Rodrigo Saraiva P. Garcia
	Michelle Sorensen Camilo
	Paula O. Barata Reis
	Victoria de Azevedo T. Silveira
	Cláudia Maziteli Trindade
	Vanessa F. F. Rodrigues
	Tomás de S. Góes M. Costa
	Bruna Villanova Machado
	João Pachá
	Pedro C. da Veiga Murgel
	Aline da Silva Gomes
	Marcela R. Silva Quintana
	Isabela Rampini Esteves
	
	Gabriel Rocha Barreto
	Maria Flávia J. F. Macarimi
	Ana  Carolina S. Gasparine
	Isabela Augusta  X. da silva
	
	Diogo Rezende de Almeida
	Yasmin Paiva
	Jorge Luiz da C. Silva
	Yuri A. da Costa Nascimento
	
EXMO SR. DR. JUIZ DO TRABALHO DA 09ª VARA DO TRABALHO DE SÃO PAULO – ZONA LESTE – 2ª REGIÃO
RO Nº 1000882-81.2020.5.02.0609
CURY CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A, nos autos da Reclamação Trabalhista que lhe move JOSE VALDIR DA SILVA, vem, perante essa Vara do Trabalho, apresentar Contrarrazões ao Recurso Adesivo de ID. 55390c5, interposto pelo Autor, pelas razões anexas, cuja juntada requer.
Requer, ainda, a remessa do presente ao Tribunal competente, bem como que as intimações e publicações sejam realizadas exclusivamente na pessoa da advogada MARTA CRISTINA DE FARIA ALVES, inscrita na OAB/RJ sob o nº 150.162 e no CPF 104.316.887-70 com escritório na Rua João Lira 144, Leblon, Rio de Janeiro, RJ - CEP 22.430-210
Nestes Termos,
P. Deferimento.
Rio de Janeiro, 06 de outubro de 2022.
MARTA ALVES
OAB/RJ 150.162
CLARA DELLIVENNERI
ESTUDANTE DE DIREITO
 CONTRARRAZÕES DA RECORRIDA
				CURY CONSTRUTORA E INCORPORADORA S.A
Colendo Tribunal,
Egrégia Turma,
TEMPESTIVIDADE
1. A Recorrida tomou ciência do despacho para apresentação de contrarrazões ao apelo autoral, mediante publicação do dia 28/09/2022. Assim, o prazo para apresentação das contrarrazões teve início em 29/09/2022, com término no dia 10/10/2022.
2. Assim tempestivas as contrarrazões.
RESUMO DOS FATOS
3. Pretendeu o Recorrente, por meio da presente reclamação trabalhista, obter (i) declaração de responsabilidade subsidiária; (ii) horas extras e intervalo intrajornada; (iii) FGTS+40%;(iv) honorários advocáticios e;(vii) gratuidade de justiça;(vii) anotação na CTPS; (ix) verbas rescisórias; (x) multa do artigo 467 e 477 da CLT.
4. A Reclamada, ora Recorrida, por sua vez apresentou contestação, sustentando, em síntese, o total descabimento do pleito autoral.
5. O douto Julgador a quo, julgou parcialmente procedente os pedidos autorais.
6. A reclamante, interpôs Recurso Ordinário, ao passo que inconformado o autor interpôs recurso adesivo, o qual não deve ser acolhido, conforme demonstrará a Recorrida.
DO MÉRITO
HONORARIOS SUCUMBENCIAIS
7. Por fim, no que tange ao pagamento dos honorários sucumbenciais, informa a ora recorrida, que a r. Sentença foi clara no sentido de que os honorários advocatícios, estão suspensos.
8. Vejamos a r. Sentença:
Dos honorários advocatícios 
A Lei n. 13.467/17 introduziu várias alterações significativas na CLT, dentre elas as relativas aos honorários de sucumbência e honorários periciais (artigos 790-B e 791-A).  Referidas alterações, no entanto, violam as garantias constitucionais de amplo acesso à jurisdição e de assistência judiciária integral aos necessitados (CF, artigo 5º, incisos XXXV e LXXIV), pois impõem aos empregados, ainda que beneficiários da justiça gratuita, a obrigação de pagarem os honorários periciais e sucumbenciais, reduzindo, de forma considerável, os créditos obtidos na demanda.
Tais mudanças impedem o trabalhador economicamente desfavorecido de assumir os riscos naturais de demanda trabalhista, eis que lhe impõe o pagamento de custas e despesas processuais de sucumbência com uso de créditos trabalhistas auferidos no próprio processo, de natureza alimentar, ou até em outra demanda, em flagrante prejuízo do sustento próprio e do de sua família. O objetivo da garantia constitucional de assistência judiciária gratuita é assegurar ao empregado menos favorecido economicamente o direito ao recebimento de seus créditos de forma integral. 
Ao determinar que o empregado, mesmo beneficiário de justiça gratuita, arque com as despesas de honorários (periciais e  sucumbenciais), não assegurará a devida assistência judiciária, eis que os créditos não serão recebidos integralmente. Conceder ao empregado o benefício da justiça gratuita e, logo após, determinar-se que mesmo reconhecidamente pobre terá que pagar os honorários periciais e de sucumbência, malfere sobremaneira a lógica de todo o sistema. 
A constitucionalidade de referidos dispositivos legais foi questionada pela Procuradoria Geral da República, através da ADI 5766. Conforme ressaltado nessa ADI, a gratuidade judiciária ao trabalhador menos favorecido economicamente equivale à garantia inerente ao mínimo existencial, o que deixa de ser assegurado com a imposição de pagamento de honorários periciais e de sucumbência. Discorre o Procurador Geral da República que: “A legislação impugnada investe contra garantia fundamental da população trabalhadora socialmente mais vulnerável e alveja a tutela judicial de seus direitos econômicos e sociais trabalhistas, que integram o conteúdo mínimo existencial dos direitos fundamentais, na medida de sua indispensabilidade ao provimento das condições materiais mínimas de vida do trabalhador pobre. 
Ao impor maior restrição à gratuidade judiciária na Justiça do Trabalho, mesmo em comparação com a Justiça Comum, e ao desequilibrar a paridade de armas processuais entre os litigantes trabalhistas, as normas violam os princípios constitucionais da isonomia (art. 5º, caput), da ampla defesa (art. 5º, LV), do devido processo legal (art. 5º, LIV) e da inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV). Em face da intensidade dos obstáculos econômicos impostos aos direitos fundamentais dos demandantes pobres, as normas impugnadas ainda incorrem em inconstitucionalidade por violação aos princípios da proporcionalidade e da proibição de excesso, configurando desvio de finalidade legislativa”.
“Contrapondo as normas ordinárias delineadoras do direito fundamental (CR, art. 5o, LXXIV), os dispositivos impugnados esvaziam seu conteúdo e inviabilizam ao demandante pobre a assunção dos riscos da demanda. Padecem, por isso, de inconstitucionalidade material. Concessão de justiça gratuita implica reconhecimento de que o beneficiário não dispõe de recursos para pagar custas e despesas processuais sem prejuízo de seu sustento e de sua família, na linha do art. 14, § 1o, da Lei 5.584/1970. Essa premissa se ancora nas garantias constitucionais de acesso à jurisdição e do mínimo material necessário à proteção da dignidade humana (CR, arts. 1o, III, e 5o, LXXIV). Por conseguinte, créditos trabalhistas auferidos por quem ostente tal condição não se sujeitam a pagamento de custas e despesas processuais, salvo se comprovada perda da condição”. 
A ADI 5766 já foi julgada pelo C. STF, que declarou inconstitucionais os artigos 790-B, “caput” e §4º, e 791-A, §4º, da CLT. Por outro lado, da mesma forma que não se pode cobrar honorários desucumbência da parte beneficiária da justiça gratuita, também não há como se impor tal condenação à empresa reclamada, sob pena de afronta ao princípio da igualdade, insculpido no art. 5º, “caput”, da Constituição Federal. 
Por todas as razões até aqui explanadas, e a partir de uma interpretação conforme a Constituição, entendo inaplicáveis ao presente processo as disposições do art. 791-A, da CLT, e, consequentemente, incabível a condenação ao pagamento de honorários sucumbenciais.
9. Requer o recorrente a reforma da sentença para que seja a reclamada seja condenada aos honorários advocatícios, alegando tratar-se de sentença desigual posto que a gratuidade de justiça não fora dirigida as rés, fundamentando ainda inconstitucionalidade do artigo 791- A . 
10. Entretanto, destaca a ora recorrida, que não há que se falar em inconstitucionalidade do artigo 791-A da CLT, tendo em vista não haver qualquer violação expressa ao texto constitucional. O princípio da sucumbência se manifesta em quase todas as normas infraconstitucionais, desde o código de processo civil, passando até pelo código de defesa do consumidor.
11. Em nenhum destes casos, se observou qualquer impedimento do acesso à justiça que implicasse na inconstitucionalidade do texto legal. Pelo contrário, a inclusão de tal princípio na CLT, visa a atender a própria Constituição Federal, determina que: 
“Art. 133 – O advogado é indispensável a administração da justiça, sendo inviolável seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei” 
12. Ademais, não percebe sentido ao alegar que a gratuidade não fora estendida as rés, quando na verdade a sentença brilhantemente informa acerca do princípio de isonomia das partes.
 
13. Assim, requer a Recorrida que seja desprovido o Recurso Adesivo interposto.
14. No entanto, caso seja provido o recurso do reclamante, tal reversão deve também ser estendida ao reclamante, com base nos princípios da equidade, igualdade e justiça.
15. Logo, diante do exposto, requer a Recorrida que seja desprovido o recurso do Recorrente.
CONCLUSÃO
16. Diante da fundamentação acima esposada, requer a ora Recorrida seja negado provimento ao Recurso Adesivo do Autor.
Nestes Termos,
P. Deferimento.
Rio de Janeiro, 06 de outubro de 2022.
MARTA ALVES
OAB/RJ 150.162
CLARA DELLIVENNERI
ESTUDANTE DE DIREITO 
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