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Cabo de Santo Agostinho-PE, 2022/2023 FENÔMENOS DE TRANSPORTE UNIDADE I Capítulo 1: Conceitos Fundamentais Capítulo 2: Estática dos Fluidos Capítulo 3: Cinemática dos Fluidos Capítulo 4: Equações Básicas na Forma Integral para o Volume de Controle Profa. Edilma P. Oliveira 1. CANEDO, Eduardo L. Fenômenos de Transporte. Grupo GEN, 2010. E-book. ISBN 978-85-216- 2441-7. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-216-2441-7/. Acesso em: 13 nov. 2022. 2. ZABADAL, Jorge Rodolfo S.; RIBEIRO, Vinicius G. Fenômenos de Transporte: Fundamentos e Métodos. Cengage Learning Brasil, 2016. E-book. ISBN 9788522125135. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522125135/. Acesso em: 13 nov. 2022. 3. FILHO, Washington B. Fenômenos de Transporte para Engenharia, 2ª edição. Grupo GEN, 2012. E-book. ISBN 978-85-216-2079-2. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-216-2079-2/. Acesso em: 13 nov. 2022. 4. ÇENGEL, Yunus A.; CIMBALA, John M. Mecânica dos fluidos. Grupo A, 2015. E-book. ISBN 9788580554915. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580554915/. Acesso em: 13 nov. 2022. Referências Bibliográficas Introdução - Motivação Fenômenos de Transporte é uma área da física aplicada, que inclui os tópicos: 1. Mecânica dos fluidos – Transporte da quantidade de movimento; 2. Transferência de calor - transporte de energia 3. Transferência de matéria - transporte de massa (de espécies químicas) Introdução e Aplicações Fenômenos de Transporte é uma disciplina fundamental em várias áreas da engenharia, em particular aquelas que envolvem processos de transformação da matéria, como engenharia química, engenharia de materiais e engenharia de alimentos, engenharia civil, engenharia elétrica e engenharia eletrônica. É também importante em muitas outras áreas da ciência e da tecnologia: ciências do ambiente, meteorologia, agricultura, fisiologia, farmácia etc. 1. Na Engenharia Elétrica e Eletrônica: têm importância nos cálculos de dissipação de potência – otimização de gasto de energia; 2. Na Engenharia Mecânica e Materiais: processos de usinagem, tratamentos térmicos, cálculo de máquinas hidráulicas – mecânica dura. 3. Na Engenharia Civil: Constitui a base do estudo de hidráulica e hidrologia e tem aplicações no conforto térmico em edificações Motivação: Como se estuda Fenômenos de Transporte? Termodinâmica Mecânica dos Fluidos Transferência de Calor Introdução Estados de agregação da matéria: •Sob o ponto de vista do estado de agregação, os materiais são normalmente classificados como sólidos, líquidos ou gasosos. •As formas de agrupamento molecular mais simples dividem os materiais em sólidos e fluidos. Principais Estados da Matéria Instalação Simples de uma Central Termoelétrica a Vapor Introdução e Conceitos Fundamentais Profa. Edilma Pereira Oliveira Universidade Federal Rural do Pernambuco Unidade Acadêmica de Cabo de Santo Agostinho Curso de Engenharia Mecânica 1. Introdução e Conceitos Fundamentais 1.1. Definição e Propriedades do fluido 1.2. Equações Básicas 1.3. Métodos de Análises e Campo de velocidade, Campo de tensão e Tensão superficial; 1.4. Formulação Diferencial versus Formulação Integral 1.5. Discrição e classificação dos movimentos de fluido; 1.6. Sistemas de Unidades • Referencia Bibliográfica: 1.Fox, Robert W.; Pritchard, Philip J.; McDonald, Alan T.; “Introdução a Mecânica dos Fluidos”. 8ª edição, Editora LTC (2014). (Capítulo 1 e Capítulo 2) 2.Cengel, Yunus A. e Cimbala, John M. “Mecânica dos Fluidos - Fundamentos e Aplicações”. 3ª edição. Editora McGraw-Hill (2015). (Capítulo 1 e Capítulo 2) 13 Tópicos http://loja.grupoa.com.br/livros/mcgraw-hill 1. Estabeleça de forma breve e concisa a informação dada; 2. Identifique as informações a serem encontradas; 3. Faça um desenho esquemático do sistema ou volume de controle a ser usado na análise. Certifique-se de assinalar a fronteira do sistema ou a superfície de controle e as direções e sentidos apropriadas das coordenadas; 4. Apresente a formulação matemática das leis básicas que você considera necessárias para resolver o problema; 5. Relacione as considerações simplificadoras que você considera apropriadas para o problema; 6. Complete a análise algebricamente, antes de introduzir valores numéricos; 7. Introduza os valores numéricos dado, usando um sistema consistente de unidades para obter a resposta numérica desejada; 8. Referencie a fonte de valores para as propriedades físicas; 9. Certifique-se de que os algarismos significativos da resposta são compatíveis com aqueles de dados fornecidos; 10. Verifique a resposta e reveja as considerações feitas na solução a fim de assegurar que elas são razoáveis; 11. Destaque sua resposta e comente. 14 Procedimento de Resolução dos Exercícios 15 Procedimento de Resolução dos Exercícios 1 – Declare com suas próprias palavras, a informação dada e a desejada. 2 – Faça um desenho esquemático do S ou do VC a ser usado na análise. Assinale as suas fronteiras e os sentidos apropriados do sistema de coordenadas. 3 – Apresente a formulação matemática das leis básicas necessárias para resolver o problema. 4 – Relacione as hipóteses simplificadoras que você considera apropriadas ao problema. 5 – Complete a análise algebricamente, antes de introduzir valores numéricos. 6 – Use valores numéricos (com sistema consistente de unidades), a fim de obter uma resposta numérica. a) Faça referência à fonte de valores com relação a qualquer propriedade física. b) Observe se os algarismos significativos da resposta são consistentes com os dados fornecidos. 7 - Verifique a resposta, e reveja as hipóteses da solução, a fim de assegurar que são razoáveis. 16 Mecânica Sólidos Fluidos Estática Dinâmica Incompressível ρ = cte Real (viscoso) μ ≠ 0 Laminar NRe Turbulento NRe Ideal (não-viscoso) μ = 0 Compressível Real Ideal Relativística Quântica Prever e controlar o comportamento dos fluidos para: - planejar - projetar MÁQUINAS - construir Fluxograma • Sólidos e fluidos se distinguem em função de seu comportamento quando submetidos a uma carga externa (Força). • Sólidos se fragmentam ou se deformam permanentemente quando submetidos a esforços externos. • Fluidos são substâncias que se deformam sem desintegração de sua massa (escoam) e se adaptam à forma do recipiente que os contém. 17 Definição de Fluidos 18 Experimento: Esta experiência revela a ação de forças que arrastam o fluido no sentido do movimento de uma placa. O fluido pode ser considerado como composto de lâminas paralelas à placa, cada uma deslizando sobre as vizinhas, sendo arrastada pela mais veloz e arrastando a mais lenta. Isto também vale para os gases. Fluido: Comprovação Experimental Definição Científica: Fluidos são substâncias que se deformam continuamente sobre uma aplicação de uma tensão de cisalhante (força tangencial) não importando o quão pequeno seja esse valor. Como o movimento do fluido continua sobre a aplicação dessa tensão definimos um fluido também, como uma substância que não pode sustentar uma tensão de cisalhamento quando em repouso. São fluidos: água, ar, óleo diesel etc. São sólidos: diamante, uma barra de aço etc. Podem ser fluidos: pastas, parafina, betume. 19 Definição de Fluido 20 • Perfis laminares de velocidades de fluidos escoando em: (a) Um rio (b) dentro de um tubo Movimento dos Fluidos ❖Um líquido é praticamente incompressível, tem volume definido e assume a forma do recipiente em que está contido, apresentando uma superfície livre. ❖Um gás é muito compressível e expande-se indefinidamente se não existirem esforços externos, ocupando o volume de todo o recipiente que o contém. 21 Fluido: Diferença entre gases e líquidos • Otimização do funcionamento de equipamentos,máquinas, aeronaves etc. 22 Escoamento de Fluidos – Aplicações • Entendimento de fenômenos da natureza e monitoramento de corpos vivos. 23 Escoamento de Fluidos – Aplicações • Geração de Energia 24 Escoamento de Fluidos – Aplicações • Na indústria, uma grande diversidade de fluidos são processados em equipamentos, tubulações, tanques etc. 25 Escoamento de Fluidos – Aplicações • Propriedades físicas que distinguem analiticamente os fluidos e são mais empregadas no estudo do escoamento de fluidos. • Massa específica () - Peso específico () • Densidade Relativa (d) - Volume específico (s) • Viscosidade ( ou ) - Pressão de vapor (Pvap) • Para entender o comportamento dos fluidos, estuda-se as variações sofridas pelas propriedades acima em função de variáveis de processo (T e p). 26 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 1. Temperatura (Noção Intuitiva) • Grandeza física que indica o estado (grau de agitação) das partículas de um corpo, caracterizando o seu estado térmico. 27 T1 T2 T1 > T2 T T contato T1 > Teq > T2 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 28 Conversão entre as escalas mais usadas: Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 2. Capacidade Térmica (C) • É uma característica do corpo; • A capacidade térmica corresponde à quantidade de calor (recebida ou cedida) que leva a uma variação na temperatura do corpo; • É dada pela relação da quantidade de calor recebida por um corpo e a variação de temperatura sofrida pelo mesmo. É representada pela letra C e é medida em calorias por grau Celsius (cal/°C) ou caloria por Kelvin (cal/K). dT Q C = Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo http://pt.wikipedia.org/wiki/Celsius http://pt.wikipedia.org/wiki/Kelvin Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 3. Pressão: Define-se pressão como a razão entre a componente normal de uma força e a área em que ela atua. Unidades de pressão: - Pa (N m-2), kPa (103 Pa), kgf cm -2, lbf in 2 (psi), m H2O, mm Hg (Torr), atm, bar. 31 F A A F p = Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo • Escalas para medição da Pressão: pabsoluta = pefetiva + preferência 32 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo Pressão hidrostática phid = g H Ptot = patm + g H 33 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo Pressão de fluidos estáticos 34 Gases Ideais p V = n R T p1 V1/T1 = p2 V2/T2 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo Pressão de fluidos estáticos 1. Massa específica ou densidade absoluta () É a quantidade de massa de uma substância existente em um determinado volume, ou seja, a massa que ocupa uma unidade de volume. • Unidades de medida: • kg m-3, kg L-1, ton m-3, g cm-3, lbm ft -3. 35 V m ρ = Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 2. Densidade Relativa (d) É a razão entre a massa específica de uma substância e a massa específica de uma substância de referência em condições-padrão. Corresponde ao número de vezes que um material é “mais pesado” que outro. • Unidades de medida: é adimensional. 36 padrãoρ ρ d = Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 2. Densidade (d) Substância de referência e condições-padrão. ▪ Líquidos e sólidos: geralmente água Condições diversas são aplicadas: ▪ 4ºC – T em que a água possui maior ; ▪ 20ºC – T recomendada pela ISO; ▪ 15ºC – T empregada pelo API. ▪ Gases e vapores: ar (diversas condições-padrão) ▪ Densidade do petróleo: 37 5,131 d 141,5 APIº 60/60 −= Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 3. Volume específico (s) É o volume ocupado por uma determinada massa de uma substância, ou seja, o volume ocupado por unidade de massa. Corresponde ao inverso da massa específica: Unidades de medida: • m3 kg-1, L kg-1, m3 ton-1, cm3 g-1. 38 == 1 m V s Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 3. Peso específico () É a força exercida, por unidade de volume, em um corpo de massa específica submetido à aceleração da gravidade g ( 9,81 m s-2). Corresponde à razão entre o peso de um corpo e seu volume, ou seja, • Unidades de medida: • N m-3, lbf ft -3. 39 gρ V gm = = Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 4. Variação da massa específica com a temperatura • Normalmente, aumentando-se a temperatura, o volume do fluido aumenta por conta da dilatação. 40 V m ρ = Substância T (K) (kg m- 3) Água 273 999,6 Água 300 996,4 Vapor d´água 380 0,5863 Vapor d´água 800 0,2579 Ar atmosférico 300 1,1614 Ar atmosférico 800 0,4354 Etanol líquido 351 757 Etanol vapor 351 1,44 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 41 Dilatação anômala da água volume específico (cm3/g) temperatura (°C) 40 Entre 0 e 4°C, a água quando aquecida diminui seu volume. Em 4°C a água assume seu menor volume específico e, portanto, sua maior massa específica. Bismuto, Ferro e Antimônio também se contraem na fusão. Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo Variação da massa específica com a pressão • Líquidos: são praticamente incompressíveis, só sofrem variações significativas a altas pressões; • Gases: são compressíveis. Efeitos significativos de p em são observados. Lei dos gases ideais 42RT Mmp V m RT Mm m nRTpV == == Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 5. Viscosidade absoluta ou dinâmica () Pode ser encarada como a resistência do fluido ao escoamento, ou seja, é a resistência que todo fluido oferece ao movimento relativo de suas partes. Funciona como uma espécie de “atrito interno”, descrevendo a "fluidez" da substância. Por exemplo, o mel apresenta uma resistência maior à deformação (ao escoamento) que a água, dizemos , então, que ele é mais viscoso que água. 43 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 44 Forças tangenciais (forças de cisalhamento) arrastam o fluido no sentido do movimento. No fluido, a lâmina de líquido vizinha à placa adere a esta e acompanha a mesma em seu movimento. A lâmina seguinte desliza sobre a primeira, apresentando velocidade menor que a da placa. Quanto mais distante da placa estiver a lâmina líquida, menor é sua velocidade. Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 45 Forças tangenciais (forças de cisalhamento) arrastam o fluido no sentido do movimento. As forças de resistência viscosa agentes nas faces de uma lâmina têm intensidade proporcional à área das faces, e ao gradiente de velocidade entre elas: x v A F == Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo Matematicamente, - é a tensão cisalhante; - é a viscosidade absoluta; v/x - é o gradiente de velocidade, chamado taxa de cisalhamento, ou ainda, de taxa de deformação. • Principais unidades de medida: - Pa s (N m-2 s), lbf ft -2 s, centipoise = 10-2 dina cm-2 s. 46 x v = Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo - é a tensão cisalhante; - é a viscosidade absoluta; v/x - é o gradiente de velocidade, chamado taxa de cisalhamento ou ainda taxa de deformação. 47 x v = Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 48 Fluidos Newtonianos: x v = = = = − x v x v x v k x v k 1uu Fluidos não-Newtonianos: u – índice de comportamento do escoamento; k – índice de consistência e - viscosidade aparente. Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 49 = = = − x v x v x v k x v k 1uu Fluidos não-Newtonianos: Alguns exemplos: - Plástico ideal: suspensões de argila, pasta dental; - Dilatantes (u > 1): suspensões de amido e areia; - Pseudoplásticos(u < 1): soluções poliméricas, polpa de papel em água; - Tixotrópicos: muitas tintas, colas, sabões; - Reopéticos: suspensões de betonita e argila, sóis. Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 6. Variação da viscosidade de fluidos newtonianos com T e p ❖Para gases: • Aumento na temperatura, aumenta a viscosidade; • A pressão somente influencia a partir de 1000 kPa, onde aumentos na pressão causam aumentos na viscosidade. Exemplo: a viscosidade do N2 a 25ºC dobra seu valor quando a pressão varia de 100 kPa para 50000 kPa. ❖ Para líquidos: • Aumento na temperatura, diminui a viscosidade; • A pressão geralmente não exerce efeito, porém grandes aumentos já foram comprovados a pressões muito altas. H2O (10000 atm) = 2 H2O (1 atm). 50 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 51 Coeficiente de viscosidade - Líquidos e Gases Líquidos T (oC) m (cP) Gases T (oC) m (cP) água 0 1,80 Ar 0 0,01733 água 20 1,002 Ar 100 0,0202 água 100 0,2821 H2 0 0,0085 Éter sulfúrico 20 0,24 He 0 0,0189 Mercúrio 20 1,55 O2 0 0,0192 Glicerina anidra 20 1390 CO2 0 0,01370 Óleo de oliva 30 1200 CO2 100 0,01828 Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo Variação da viscosidade com a temperatura 7. Viscosidade cinemática () É a razão entre a viscosidade absoluta e a massa específica. Principais unidades de medida: - m2 s-1, ft2 s-1, centistokes (cSt) = 10-2 cm2 s-1. 52 = d (cP) μ )cSt( = Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 8. Pressão de vapor (Pvap) Corresponde à pressão em que a fase líquida está em equilíbrio com a fase gasosa (vapor). 53 Compressão isotérmica - ab: compressão do vapor; - bc: mudança de fase (P = Pvap); - cd: compressão do líquido. Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo 8. Pressão de vapor (Pvap) 54 = s Propriedades Físicas dos Fluidos e Variáveis de Processo • Vazão: É a quantidade de fluido que atravessa um sistema estudado por unidade de tempo. • A vazão pode ser: • Vazão mássica: quantidade = massa; • Vazão volumétrica: quantidade = volume; • Vazão molar: quantidade = número de moles. • Algumas unidades de medida empregadas: • Vazão mássica = kg s-1, kg min-1, ton h-1, g s-1; • Vazão volumétrica: m3 s-1, m3 h-1, L s-1, galão h-1; • Vazão molar: mol s-1, mol h-1, kgmol s-1, lbmol s-1. 55 Fluido – Grandezas Fundamentais • Relação entre vazão mássica e volumétrica A vazão mássica é o produto da massa específica pela vazão volumétrica. • Relação entre vazão molar e as outras vazões 56 •• = Vm Mm V Mm m n •• • == Fluido – Grandezas Fundamentais Sistema Fechado Volume de Controle • Quantidade de massa fixa e identificável; • É separável do ambiente pelas fronteiras; • As fronteiras do sistema pode ser fixas ou moveis; • Nenhuma massa cruza essas fronteiras e • Calor e Trabalho podem cruzar as fronteiras do sistema, mas a quantidade de matéria dentro dela permanece constante. • Volume arbitrário no espaço através do qual o fluido escoa; • A fronteira geométrica do volume de controle é chamada de superfície de controle; • As superfície de controle é real ou imaginária, e pode está em repouso ou em movimento; • Massa cruza a superfície de controle; Sistema Fechado e Volume de controle - Sistema Fechado ou Volume de Controle (VC) Métodos de análise: - Equações são na forma diferencial ou integral - Modelos de Lagrange ou Euler (VC) SISTEMA (S) VOLUME DE CONTROLE (VC) Sistemas de coordenadas: (x, y, z) Coordenada Cartesiana (r, Ө, Z) Coordenada Cilíndrica (S) Sistema Fechado e Volume de controle Fluido Como Continuum u = u (x,y) 2D u = u (x) 1D Escoamento uniforme na seção r = 0 u = umáx r = ± R u = 0 (Condição de não-deslizamento) Escoamentos 1D, 2D e uniforme na seção transversal Exemplos de casos simplificados: ● Escoamento permanente em tubo, afastado da entrada u= u (r, θ, x, t) u= u(r) => 1D Uniforme em x! (sem perdas viscosas e de atritos!) (0) r = 0 u= umáx r = ± R u= 0 (Condição de não-deslizamento) Escoamentos 1D, 2D e uniforme na seção transversal ● Escoamento permanente entre paredes retas divergentes, infinitas em Z • Modelo de fluxo uniforme na seção transversal u = u (x,y) 2D u = u (x) 1D Escoamentos 1D, 2D e uniforme na seção transversal u = u (x,y,z,t) v = v (x,y,z,t) w = w(x,y,z,t) componentes escalares de (Nº de Coord. Espaciais Necessárias) (3D, Transiente) Escoamentos 3D Escoamentos 3D Trajetória (“pathline”) - percurso deixado por uma partícula fluida em movimento; Linhas de tempo – várias partículas fluidas adjacentes marcadas em um dado “t”; t t + δt Linhas de tempo Z X Y t1 t2 t3 t1 > t2 > t3 Técnicas de visualização do campo de velocidade Linhas de Emissão (“streaklines”) – É a linha unindo partículas fluidas que passaram por um determinado ponto fixo no espaço; Linha de Corrente (“streamlines”) – São linhas que, num dado “t”, são tangentes à direção do escoamento em cada ponto “P” do escoamento. São tangentes ao vetor velocidade, em cada “P” do campo. X Y Z v1 v2 v3 Ponto de referência Técnicas de visualização do campo de velocidade TIPOS DE FORÇAS: - CAMPO (sem contato físico e distribuídos em todo volume) Ex: Força gravitacional em um - DE SUPERFÍCIE (atuam nas fronteiras de um meio via contato direto) Ex: Forças de atrito e de pressão As tensões descrevem o modo pela qual as forças atuantes nas fronteiras do meio são transmitidas através dele. Tensão normal Tensão cisalhante As tensões estão associadas ao vetor dA que passa por P, com normal exterior no sentido n. │dA│ P dFn, dAn dFt n dF t Campo de tensões “ O estado de tensão em um ponto é descrito pelas tensões atuantes em três planos quaisquer ortogonais entre si que passam pelo ponto. ” Campo de tensões Um componente de Tij é negativo quando o seu sentido e a plano no qual atua têm sinais opostos. Plano de atuação. Tij Sentido de atuação da tensão. Uma Tensão é Positiva Quando 0 seu sentido e o plano no qual atua têm o mesmo sinal. - + T i j + - + + T i j - - + (π) τ yx τ yxτ yx σ yy σ yy σ yy Y X + + + + – – Campo de tensões Observações experimentais: A) O fluido deforma-se continuamente sob a ação de dFx = cte, com du = cte. B) A τyx aplicada ao fluido é: τyx = dFx/ dAy C) A taxa de deformação do fluido é: dα/ dt D) Da cinemática: dl = du dt E) Da geometria: du dt = dα dy (Taxa de deformação ao cisalhamento) Viscosidade e deformação fluida Fluidos Newtonianos Μ = coeficiente de viscosidade absoluta ou dinâmica Fluidos não-newtonianos (todos os demais que não obedecem à lei) Coeficiente de viscosidade cinemática - Lei de Newton da viscosidade - Massa específica do fluido. Tipos de Fluidos O esforço de τ entre camadas do fluido (viscosidade) é função: • Forças de Adesão Intermolecular (LÍQUIDOS) • Transf. de Qtde. de Mov. Molecular entre camadas adjacentes (GASES) Quando a T aumenta - LÍQUIDOS → FAI ↓ → μ ↓ - GASES → TQMM ↑ → μ ↑ A aplicação de um esforço tangencial externo (F) se transmite às camadas adjacentes na direção y → esforços internos de cisalhamento τ. dy dy τ τ u , F (u – du) camada camada Y X Mecanismos da viscosidade com a temperatura Diagramas Reológicos Fluxo de fluido de viscosidade cte. (μ) no espaço entre 2 placas longas paralelas. Placa superior move-se com velocidade permanente U = cte relativa à placa inferior, as pressões são constantes (dp / dx = 0). Obter: a) Distribuição de velocidades entre as placas b) Distribuição de tensõesde corte no fluido Como o elemento de fluido não acelera (U = cte.) e não há resultante de forças de pressão (dp / dx = 0) : τw = τ(y) = cte. mas τ(y) = μ (du / dy) = cte. τ (y) τ w dx y h U = cte (não depende de x,y,z e t!) Y X Escoamento de Couette A força externa aplicada na placa superior para se obter U = cte. é equilibrada por forças internas (tangenciais) ao fluido (τ. A = Fint.). Como: u = 0 ; y = 0 (condição de não-deslizamento) C = 0 Y u (y) Então: τ (y) Y Como u = U em y = h cte cte Logo: , nesse caso = cte Escoamento de Couette 1) Condição de contorno: Tubulação Canal Asa ou pá 2) Estrutura do Escoamento / Fluxo: NL (ρ) (ρ) (ρ) Laminar Transição Turbulento - interno - em canal - externos Descrição e Classificação dos Escoamentos Fluidos 3) Variação da massa específica (ρ) do fluxo: - incompressível - compressível Δρ ≤ 5% → incompressível Δρ > 5% → compressível 4) Variações transversais ao fluxo das velocidades: - não-viscoso - viscoso viscoso não-viscoso não-viscoso (afastado do objeto) não-viscoso viscoso (próximo das paredes)fluxo Descrição e Classificação dos Escoamentos Fluidos • TUBOS → L = D • PLACAS → L = L L D ; ou turbulentolaminar laminar transição turbulento NRe NRe Número de Reynolds A principal diferença entre HIDRODINÂMICA e AERODINÂMICA é a propriedade da COMPRESSIBILIDADE dos meios fluidos. A medida da velocidade do som em um meio (c) dá uma indicação da sua compressibilidade. Seja: u – velocidade característica do meio fluido c – velocidade do som no meio (velocidade) Dados: car ≈ 300 m/s – ρar ≈ 1,2 kg/m3 ρH2O / ρar ≈ 103 cH2O ≈ 1200 m/s – ρH20 ≈ 10³ kg/m3 cH20 /car ≈ 4 Em geral: uar >>> uH20 Logo: Mar ≈ (≈ 1,0) e MH20 ≈ (<<< 1,0) O M é uma medida da compressibilidade que se relaciona com a razão entre u e c. No caso de H2O, o M é muito baixo, indicando que a H2O é virtualmente INCOMPRESSÍVEL. Exs: uH20 = 3,0 m/s → M = 3/1200 = 0,0025 ≈ 0,002 uar = 25 m/s → M = 25/300 = 0,083 ≈ 0,1 ≈10² maior M = u / c Fluidos Compressíveis e Incompressíveis • LÍQUIDOS (para ∆V ≈ 1% → = ∆p ≈ 200 atm!) Exs. de fenômemos com líquidos em que ocorre efeitos de compressibilidade: - Golpe de Aríete - Cavitação • GASES - se M < 0,30 → ∆ρ < 5% - para M = 0,30 → V ≈ 100 m/s ! M região de fluxos subsônicos compressíveis fluxos incompressíveis 0,30 1,0 fluxos supersônicos fluxos subsônicos fluxos compressíveis maior parte dos casos de Engª Mecânica! Velocidade do fluxo velocidade de onda mecânica (som) Número de MACH 1. Reológico → (líquido; gás) 2. Tensor dilatação → (incompressível; compressível) 3. Variações temporais → (permanente; transiente) 4. Tipo de fluido → (viscoso; não-viscoso) 5. Tipo de movimento → (rotacional; irrotacional) 6. Variações espaciais → (1D; 2D; 3D) Classificação dos fluidos quanto aos comportamentos: Hipóteses: a) Forças viscosas são pequenas em relação às inerciais e compressivas (compressível;invíscido) b) Fluxo 3D porque as variações nos comprimentos, largura e espessura da asa alteram o fluxo (3D). c) O vento atua na forma de rajadas (transiente) d) A distribuição de pressões na asa é a mesma de fora da CL (Irrotacional) Ex: Projetar uma asa que não vibre à velocidades transônicas (NM >1,0). Definição do problema: Gás compressível em fluxo transiente, irrotacional, 3D, invíscido. Selecionar as formas apropriadas das equações governantes cl cl Organizar as técnicas de soluções dos problemas 1 – Camada Limite 2 – Escoamento Viscoso Conceitos 4 – Perfil Carenado 3 – Escoamento Não Viscoso Conceitos Camadas-limite Fig. 9.1. Detalhes do escoamento viscoso em torno de um aerofólio. Fig.9.2 Camada-limite sobre uma placa plana (a espessura vertical está em muito exagerada.) Escoamento viscoso, incompressível, externo Fig. 9.6 Escoamento em camada-limite com gradiente de pressão (espessura da camada-limite exagerada por clareza). Escoamento viscoso, incompressível, externo NRe Y X bordo de ataque bordo de fuga laminar turbulento escoamento não-viscoso CLL ZT CLT filme laminar Estimativa da espessura da Camada Limite (δ) em Placas Blasius Estimativa da espessura da Camada Limite (δ) em Placas Características do • Re = 0,1 = uD (baixo) ν • as Fvisc. são importantes em todo o escoamento • LC’s simétricas em relação ao centro do cilindro • Re = 50 (moderado) • a Fi é tal que o fluido não pode seguir a trajetória curva ao redor do corpo. • Ponto de separação/bolha de separação/fluxo reverso • Re = 105 (alto) • a área afetada pelas Fvisc é forçada para a jusante até que se desenvolva a CL fina (δ « D) Escoamento Viscoso em Regime Permanente em Torno de um Cilindro (simula um corpo rombudo) Carenagem aerodinâmica Visualização Visualização Formação de vórtices