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Transporte Dutoviário 
 
O Transporte Dutoviário (ou Transporte Tubular) é aquele realizado por meio de 
Dutovias, ou seja, de tubulações. Note que o termo “duto” significa tubos e corresponde 
ao local para transportar óleos, gases e produtos químicos através da gravidade ou da 
pressão. 
Gasoduto Aéreo 
 
 
 
Tipos 
 
Segundo a localização de construção dos dutos, eles podem ser: 
 Subterrâneos: dutos não visíveis, de modo que estão localizados abaixo da terra. 
 Aparentes: dutos visíveis, encontrados geralmente nas estações de abastecimento. 
 Aéreos: dutos construídos suspensos no ar nos terrenos que apresentam relevo 
acidentado, bem como para atravessar um rio ou um vale. 
 Submarinos: dutos submersos no fundo do mar, geralmente utilizados para o transporte 
de petróleo nas plataformas marítimas. 
 
Classificação 
Dependendo da substância transportada, os dutos (vias de transporte, linhas tubulares 
feitas de aço soldado) são classificados em: 
 Gasodutos: transporte de gases, por exemplo, gás natural e dióxido de carbono. 
 Oleodutos: transporte de substâncias derivadas e não derivadas do petróleo, por 
exemplo: combustível, gasolina, álcool, dentre outros. 
 Minerodutos: transporte de minérios, por exemplo, minério de ferro, diesel, querosene, 
cimento e sal-gemas. 
 Carbodutos: transporte de carvão mineral. 
 Polidutos: transporte de variados produtos, por exemplo, água, cerveja, vinho. 
 
Vantagens e Desvantagens 
 
Além de diminuir o tráfego de substâncias perigosas e a incidência de desastres 
ecológicos, o sistema dutoviário é bastante seguro e pode transportar grande quantidade 
de carga (embora transporte pouca variedade de produtos) por longas distâncias. 
Na maior parte dos casos, não necessita de embalagens para o transporte desses 
produtos. Curioso notar que os dutos apresentam serviços continuados, ou seja, 
funcionam 24 horas por dia. Outra vantagem do sistema dutoviário é a diminuição de 
roubos e furtos de produtos, de forma que muitos tubos estão imersos no solo. 
Outras vantagens desse tipo de transporte é que ele apresenta fácil implementação e 
além disso, é bem econômico uma vez que apresenta baixo custo operacional de 
transporte e de energia. 
Por outro lado, as desvantagens do transporte dutoviário são: considerado um transporte 
lento (com velocidade de 2 a 8 km/h) em relação aos outros, além de apresentar pouca 
flexibilidade de destinos e de produtos. 
 
Transporte Dutoviário no Brasil 
 
No Brasil, o transporte dutoviário surgiu na década de 50, sendo pouco utilizado em 
comparação aos outros tipos. Segundo a Agência Nacional de Transporte Terrestres 
(ANTT) no país, cerca de 60% dos transportes é realizado por rodovias, 20% por 
ferrovias, 13% por hidrovias e 4% por dutovias. 
Merecem destaque o Oleoduto São Sebastião/Paulínia (226km) e de Angra dos 
Reis/Caxias (125km); o mineroduto Paragominas/Barcarena, Pará (250km); e o 
Gasoduto Brasil-Bolívia, com 3150 km de extensão (sendo 2593 km em território 
brasileiro), considerado o maior da América latina e um dos maiores do mundo. 
A maioria dos produtos transportados pelos dutos são realizados pela empresa de 
petróleo brasileira, a Petrobras. No mundo, as dutovias são um dos mais importantes 
meios de transporte, sendo muito empregado nos Estados Unidos e na Europa. 
 
As dutovias como alternativa do transporte rodoviário 
 
 
No Brasil, cerca de 60% de toda produção é transportada pela malha rodoviária, as 
ferrovias são responsáveis por apenas 21% e o modo aquaviário por 14%. Os sistemas 
dutoviário e aéreo não alcançam 5% da produção. 
Para escolher o meio mais adequado de transporte é necessário estudar todas as rotas 
possíveis e quais são os modais mais vantajosos para cada percurso. São vários critérios 
a considerar: menor custo, capacidade de transporte, natureza da carga, versatilidade, 
segurança e rapidez. 
 
As classificações de transportes, de acordo com a modalidade, são: terrestre (rodoviário, 
ferroviário e dutoviário), aquaviário (marítimo e hidroviário); e aéreo. 
Quanto à forma, temos: modal ou unimodal (envolve apenas uma modalidade); 
intermodal (mais de uma modalidade e para cada trecho-modal é realizado um 
contrato); multimodal (várias modalidades, porém regidas por um único contrato); 
segmentados (diversos contratos para diversos modais); sucessivos (quando a 
mercadoria, para alcançar o destino final, necessitar ser transportada para 
prosseguimento em veículo da mesma modalidade de transporte – regido por um único 
contrato). 
http://wwwo.metalica.com.br/images/stories/Id6396/dutovias_01.jpg
Dutovias 
O transporte dutoviário utiliza um sistema de tubos ou cilindros, previamente 
preparados, formando uma linha chamada de dutovia ou via que movimenta produtos de 
um ponto a outro. O transporte de cargas ocorre no interior dessa linha e o movimento 
se dá por pressão ou arraste por um elemento transportador. Uma dutovia é constituída 
de terminais (com os equipamentos de propulsão do produto), tubos e as respectivas 
juntas de união. 
Essa modalidade de transporte, especialmente quando comparada com os modais 
rodoviário e ferroviário, vem se revelando como uma das mais econômicas para grandes 
volumes de produto, principalmente de petróleo (e derivados), gás natural e álcool 
(etanol). 
 
Por apresentar características como alto nível de segurança, transportabilidade 
constante, baixo custo operacional, as dutovias possibilitam o transporte dos seguintes 
produtos: 
 
• Petróleo e seus derivados (oleodutos): tipo de carga que pode ser transportado por 
oleodutos ou gasodutos. 
• Não derivados de petróleo (polidutos ou alcooldutos): algumas cargas não derivadas 
do petróleo, como álcool, CO2 (dióxido de carbono) e CO3 (trióxido de carbono), 
também podem ser transportadas por oleodutos. 
• Gás natural (gasodutos): esse gás é transportado por gasoduto que é bastante 
semelhante aos oleodutos, embora tenha suas particularidades, principalmente no 
sistema de propulsão da carga – compressores. 
• Minério, cimento e cereais (minerodutos ou polidutos): o transporte é feito por 
tubulações que possuem bombas especiais, que impulsionam cargas sólidas ou em pó. 
Também se dá por meio de um fluido portador, como a água para o transporte do 
minério (média e longa distância) ou o ar, para o cimento e cereais (curta distância). 
• Carvão e resíduos sólidos (minerodutos): para esse tipo de carga utiliza-se uma 
cápsula para transportar a carga, por meio da tubulação, impulsionada por um fluido 
portador, água ou ar. 
• Águas servidas – esgoto (dutos de esgoto): as águas servidas ou esgotos produzidos 
pelo homem podem ser conduzidos por canalizações próprias até um destino final 
adequado. 
• Água potável (dutos de água): uma vez coletada em mananciais ou fontes, a água é 
conduzida por meio de tubulações até estações, para tratamento e distribuição, também 
por meio de tubulações. As tubulações envolvidas na coleta e distribuição são 
denominadas adutoras. 
Classificação das dutovias sobre processos relevantes 
Como forma de melhorar o entendimento sobre as dutovias, é feita uma classificação 
dos processos relevantes sobre ela. Quanto ao tipo de operação, está dividida em 
transporte ou transferência; quanto à rigidez, pode ser rígida ou flexível; quanto à 
localização, têm-se as formas enterrada, flutuante, aérea ou submarina; quanto à 
temperatura de operação, pode ser normal ou aquecida; e quanto ao material de 
constituição, divide-se em aço e materiais não metálicos. 
As operações de transporte ou de transferência de produtos por dutovias podem ser 
realizadas por um sistema forçado (que utiliza um elemento de força para movimentar o 
produto dentro do duto); ou pelo sistema por gravidade (que utiliza apenas a força da 
gravidade para movimentar o produto dentro do duto). O sistema por gravidade 
apresenta vantagens sobre o sistema forçado, uma vezque não precisa de força motriz 
mecânica o que faz com que não haja gasto com energia, porém possui, como limitação, 
a condição de transportar apenas produtos fluidos, pouco viscosos. 
 
O sistema de transporte de produtos se caracteriza por levar o produto por grandes 
distâncias, até o ponto final. Já o sistema de transferência de produtos está caracterizado 
por movimentá-lo por pequenas distâncias, geralmente dentro da planta de uma 
indústria, refinaria. 
 
Os dutos rígidos são caracterizados por apresentar pouca ou nenhuma flexibilidade, já 
os dutos flexíveis possuem a característica de realizar curvaturas, por essa razão são 
muito utilizados na exploração de petróleo offshore, tendo a finalidade de interligar os 
poços de extração às plataformas ou navios. São de fácil lançamento e acomodamento 
no leito marinho. 
 
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http://wwwo.metalica.com.br/images/stories/Id6396/dutovias_03.jpg
Os dutos terrestres podem ser subterrâneos, aparentes ou aéreos 
Dutos subterrâneos enterrados são protegidos contra: intempéries, acidentes provocados 
por outros veículos e máquinas agrícolas, curiosidade e vandalismo. Eles estão mais 
seguros em caso de rupturas ou vazamentos do material transportado devido à grande 
camada de terra que os envolve. 
 
Os dutos aparentes (visíveis no solo) são usados normalmente nas chegadas e saídas das 
estações de bombeio, nas estações de carregamento e descarregamento e nas estações de 
lançamento/recebimento de PIG (aparelhos/sensores utilizados na limpeza e detecção de 
imperfeições ou amassamentos na tubulação). Dependendo do terreno (acidentado ou 
rochoso), a instalação de dutos subterrâneos torna-se difícil e até mesmo inviável 
economicamente. Sendo assim, a linha é fixada em estruturas de sustentação e 
amarração para a tubulação. 
 
Os dutos aéreos são colocados bem acima do solo, próprios para vencer grandes vales, 
cursos de água, pântanos ou terrenos muito acidentados. 
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No modo submarino, a maior parte da tubulação está submersa e geralmente é utilizada 
para o transporte da área de produção de petróleo nas plataformas marítimas para as 
refinarias ou tanques de armazenagem em terra. 
 
A temperatura de operação de transporte de produtos por dutovias, na maior parte dos 
casos, é normal (ambiente). Porém, em casos especiais (principalmente o petróleo), o 
produto deve ser aquecido. A decisão de aumentar a temperatura do fluido por 
aquecimento é uma alternativa para viabilizar o seu transporte em situações em que ele 
apresenta características de óleo pesado e ainda alto teor de H2S e CO2, dificultando o 
escoamento da produção e facilitando a formação de parafinas, o que pode estrangular a 
linha. 
O aquecimento do fluido tem como principal finalidade reduzir a sua viscosidade para 
prevenir os problemas relacionados à formação hidratos e parafinas. Geralmente, são 
utilizados dispositivos de aquecimento por eletricidade ou por água quente. 
Materiais utilizados 
O aço é um material largamente utilizado em oleodutos, gasodutos, minerodutos, 
emissários e adutoras. Sua resistência às intempéries e altas pressões possibilita 
tubulações com milhares de quilômetros. A união mais usual entre os segmentos de 
tubos de aço é feita por meio de soldas. 
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As tubulações feitas de concreto armado são também conhecidas como manilhas e 
geralmente são empregadas em redes de coleta de esgoto, emissários e adutoras em 
cidades. Os diâmetros são bastante variáveis em função da vazão requerida e sua união 
é feita com argamassa de cimento. 
Os tubos de PVC e PEAD (polietileno de alta densidade) são os mais empregados para a 
coleta, distribuição e condução de água potável e esgotos, em instalações residenciais, 
prediais e industriais. Devido à facilidade de aquisição, manuseio e instalação, essas 
tubulações representaram um grande avanço nas instalações hidráulicas prediais. Sua 
união é realizada por meio de luvas coladas ou rosqueadas. 
 
Tubos de aço, manilhas e tubos PVC 
 Processo de construção e montagem 
A construção e a montagem de dutos consistem na ligação de vários tubos de 
comprimento e diâmetro variável. Após a confecção do duto, ele é enterrado a cerca de 
1 m de profundidade. 
Para a construção de dutos, as indústrias contratam empresas especializadas, porém 
ficam responsáveis pela supervisão dos serviços para que se garantam qualidade, prazo 
e custo. Devido ao deslocamento permanente de máquinas, equipamentos, veículos 
pesados, pessoas, alojamentos, alimentos e energia, por locais sem infraestrutura de 
acesso, à medida que a matéria prima vai se transformando no produto final, uma obra 
de dutos é similar a uma obra de estrada de rodagem. 
Além das atividades de construção, são necessários alguns serviços preliminares. A 
construção e a montagem de dutos incluem atividades de aerolevantamento, pré-
comunicação, cadastramento físico e jurídico, projeto básico, estudo de impacto 
ambiental, obtenção das licenças prévia, de instalação e operação e a construção e a 
montagem, propriamente ditas. 
Nas atividades de aerolevantamento são feitas fotografias aéreas para reconhecimento e 
determinação do traçado do duto. A pré-comunicação consiste no contato com as 
comunidades vizinhas para informar sobre as atividades que serão desenvolvidas no 
local por onde o duto vai passar. As atividades de cadastramento físico e jurídico 
consistem no cadastramento das propriedades de passagem do duto, para que 
posteriormente seja feita a atividade de liberação da faixa do duto. 
Um projeto básico define as diretrizes para construção do duto. Estudos de impacto 
ambiental são necessários para o conhecimento de possíveis impactos que poderão ser 
http://wwwo.metalica.com.br/images/stories/Id6396/dutovias_08.jpg
causados pelas atividades da construção. São obrigatórios para a obtenção das licenças 
nos órgãos municipais e estaduais. É necessário que haja uma licença prévia para o 
início das atividades de construção. A licença de instalação é necessária para a 
implantação dos canteiros de apoio. A licença de operação é necessária para que se 
possa iniciar a operação do duto. 
Logística aplicada a dutovias 
A logística aplicada à construção de dutovias deve levar em conta os equipamentos e 
suprimentos que serão usados na obra. A maioria dos equipamentos é de difícil 
manutenção e exige peças de reposição de complicado deslocamento, tornando 
complexa também sua distribuição. O ambiente de movimentação permanente da obra 
favorece a perda dos materiais e ferramentas. Em sua maioria, os equipamentos são de 
grande porte e estão presentes na obra em grande quantidade. 
As operações de transporte de materiais, especialmente dos tubos, são realizadas de 
acordo com as disposições das autoridades responsáveis pelo trânsito na região 
atravessada. As ruas, rodovias (federais, estaduais e municipais) ou estradas particulares 
não serão obstruídas durante o transporte, que deve ser feito de forma a não afetar ou 
expor ao perigo o trânsito normal de veículos. Os tubos são transportados da fábrica 
para as áreas de armazenamento e das áreas de armazenamento para as frentes de 
trabalho. Nessa fase, são usados os guindastes para elevação da carga, os maiores 
equipamentos da obra. Em alguns casos, em que o acesso à localização da construção do 
duto é restrita, devido a limitações naturais, deve-se usar recursos para transporte de 
equipamentos, tubos e máquinas pesadas, como tratores, balsa e até mesmo 
helicópteros. 
 
Transporte de tubos fábrica – armazenagem Utilização de guindastes para elevação da 
carga 
http://wwwo.metalica.com.br/images/stories/Id6396/dutovias_09.jpgTransporte de tubos por trator e de trator por balsa 
Em obras de dutos é necessária grande quantidade de mão de obra e equipamentos para 
todas as atividades. Para isso, existe um mercado especializado. Os profissionais 
necessários na obra são de difícil especialização, como engenheiros e técnicos 
operadores de equipamentos pesados, e exigem um longo período de treinamento. Além 
dessa mão de obra, há aquela que não exige muita especialização ou um período longo 
de treinamento, porém ela é necessária e em grande quantidade. 
Para acomodação de todo pessoal que trabalha na construção de dutos é necessário 
grandes investimentos. Em alguns casos, quando a obra é de grandes proporções e está 
localizada longe das cidades, verdadeiras vilas são montadas para dar a acomodação 
adequada aos trabalhadores. Em ocasiões extremas, são usados barcos dormitórios e 
acampamentos improvisados no meio da floresta. 
 
Alojamento para os trabalhadores – Amazônia Alojamento flutuante – Rio Amazonas 
 
Transporte de trabalhadores – Amazônia Transporte de materiais e pessoal – Amazônia 
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Manutenção e monitoramento 
Outro aspecto importante que deve ser levado em consideração, depois da implantação 
das dutovias, são as operações de manutenção e monitoramento das linhas para garantir 
preservação ambiental e maior segurança através da prevenção de acidentes. Essas 
operações envolvem revisão ou substituição do sistema de dutos, manutenção dos 
controles automatizados dentro dos mais modernos padrões mundiais que, além de tudo, 
tem que ocorrer sem interrupção no fornecimento de produtos, como gás e combustível. 
A prevenção envolve a avaliação das condições geotécnicas das faixas de terra, por 
onde passam os dutos, que podem ser afetadas pelas chuvas. Além de reforçar a 
inspeção visual dos dutos por meio de andarilhos e helicópteros, podem-se utilizar os 
chamados PIGs, instrumentados, equipados com diferentes sensores, que percorrem o 
interior dos dutos verificando sua integridade. 
 
Rompimento de Gasoduto (GLP)-Barueri (SP), em 2001 
 
Acidente com Gasoduto da Petrobras e faixa de oleoduto aberta na Mata Atlântica 
As operações de manutenção e monitoramento devem funcionar ininterruptamente para 
evitar situações que causem prejuízos às empresas e, sobretudo, às pessoas e ao meio 
ambiente. 
Legislação sobre implantação e operação 
Para a implantação de qualquer tipo de projeto, inclusive os dutoviários, alguns 
dispositivos legais devem ser atendidos como forma de controle do meio ambiente. São 
eles: Resolução Conama no 001, de 23 de janeiro de 1986, que estabelece que, para 
qualquer projeto que ocasione algum impacto ao meio ambiente, deverá ser elaborado 
http://wwwo.metalica.com.br/images/stories/Id6396/dutovias_13.jpg
http://wwwo.metalica.com.br/images/stories/Id6396/dutovias_14.jpg
um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O Inciso V do parágrafo 2o da resolução 
estabelece a necessidade de elaboração do EIA para as atividades de instalação de 
oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários. 
A Resolução no 237 do Conama, de 19 de dezembro de 1997, no anexo I, estabelece as 
atividades ou empreendimentos sujeitos obrigatoriamente ao licenciamento ambiental e 
dentre estes, o transporte via dutos. 
Também são utilizadas, pelas empresas construtoras de dutovias no Brasil para fins de 
especificações de materiais e serviços, as normas técnicas da Petrobras e algumas 
internacionais. 
O controle dos sistemas de dutos e dutovias da Petrobras é praticado pela Transpetro, 
que é subsidiária da empresa e que atua no transporte e armazenagem de petróleo e seus 
derivados e gás natural, para construir e operar seus dutos, terminais marítimos e 
embarcações para transporte. Essa absorção operacional ocorreu a partir de janeiro de 
2000. 
A área de atuação da subsidiária, em terra, está dividida em quatro regiões (Sudeste, 
Centro Oeste/São Paulo, Sul e Norte/Nordeste). Ela responde pela operação de 10 mil 
km de oleodutos e gasodutos, nove estações de bombeio e 20 terminais terrestres, no 
País. Essa rede de dutos interliga diversas regiões produtoras de petróleo, refinarias, 
terminais e bases de distribuição, constituindo um importante e considerável elo na 
logística da empresa. 
O segmento de oleodutos operados pela empresa presta serviços de transporte 
dutoviário, armazenamento, recebimento, entrega de petróleo e seus derivados, produtos 
petroquímicos e renováveis, por meio de ampla rede de dutos e terminais terrestres. 
O segmento de gasodutos da Transpetro atua desde a fase do projeto até a entrega das 
instalações às suas gerências operacionais, mantendo estudos constantes de 
confiabilidade, dentro das normas de segurança. 
Todo o sistema de dutovias da empresa é supervisionado e controlado pelo Centro 
Nacional de Controle Operacional (CNCO), localizado na cidade do Rio de Janeiro. 
A responsabilidade pela construção, manutenção e monitoramento dos dutos de 
distribuição de gás canalizado (venda) ao consumidor final nos estados é de 
responsabilidade das empresas estaduais. 
 
Empresas distribuidoras de gás canalizado no Brasil 
No que concerne a outras formas de dutovia (minerodutos e polidutos), a 
responsabilidade pela construção, manutenção e monitoramento é do proprietário. 
Pontos de relevância 
 
Os principais pontos que fazem com que o modal dutoviário de transporte de produtos 
ganhe em significância e expectativa de maior desenvolvimento no futuro são: 
1. Alta confiabilidade (não depende de alternâncias diurnas e noturnas nem 
contingências climáticas e atmosféricas); 
2. O elemento de transporte é fixo e carga é que se desloca, reduzindo risco de 
acidentes; 
3. O acionamento para impulsão do produto é realizado por motobombas elétricas, o 
que elimina problemas decorrentes da emissão de gases e combustão de motores; 
4. O fato de a tubulação ser, na maioria das vezes, subterrânea permite a utilização da 
camada de solo, por onde ela passa, para outros fins, como plantações e pastagens 
(porém estando sujeito a acidentes); 
5. Facilidade de implantação (condicionadas apenas às possibilidades de utilização 
dos equipamentos para lançamento, inspeção e manutenção); 
http://wwwo.metalica.com.br/images/stories/Id6396/dutovias_15.jpg
6. Baixo consumo de energia; 
7. Não utiliza embalagens; 
8. Necessidade de mão de obra reduzida para sua operação (porém especializada); 
9. Baixa flexibilidade - Origem/Destino fixos, já que funcionam por tempo 
ininterrupto; 
10. Baixo custo de transporte; 
11. Adequado para transferência direta entre indústrias, refinarias, locais de extração; 
12. Elevados investimentos em dutos e sistemas de bombeamento; 
13. Bom nível de segurança. 
Histórico das tubulações 
As tubulações já eram conhecidas como meio de transporte para produtos líquidos 
desde a antiguidade. Podem ser citados os casos de tubulações construídas com bambus 
na China, com materiais cerâmicos por egípcios e astecas e com chumbo por gregos e 
romanos. 
As primeiras utilizações de condutos voltadas para a indústria foram referentes à coleta 
e petróleo dos poços produtivos até as estações centrais de produção. A dificuldade 
encontrada foi transportar o petróleo bruto até as primeiras plantas de processamento e, 
em seguida, distribuir seus derivados. Como o traçado das ferrovias não passava pelas 
áreas de produção, a solução mais imediata foi transportar o petróleo bruto em barcos, 
pelos rios da região. 
Com o rápido aumento da produção petrolífera o transporte fluvial também se mostrou 
ineficiente. A partir daí, imaginou-se, que o petróleo poderia ser levado dos poços aos 
pontos de embarque através de tubulações,como já se fazia com a água. Em 1865 foi 
construído na Pensilvânia (EUA) o primeiro oleoduto com 2 polegadas de diâmetro 
feito de ferro fundido com extensão de 8 km e ligava um campo de produção a uma 
estação de carregamento de vagões. Em 1930, teve início o transporte de produtos 
refinados entre a refinaria de Bayway (Nova York) e Pittsburgh. 
No Brasil, a primeira linha entrou em operação em 1942 na Bahia, tendo diâmetro de 2 
polegadas e 1 km de extensão, ligando a Refinaria Experimental de Aratu e o porto de 
Santa Luzia. A partir daí houve uma grande desenvolvimento deste modal para as mais 
diversas finalidades, destacando-se como principais: 
Oleoduto entre Paulínia e Brasília, com quase 955 km de extensão e diâmetros de 20” e 
12”, que foi inaugurado em 1996 para o transporte de produtos claros (movimentando 
no ano de 2000 cerca de 3.667.000 t); 
Mineroduto entre Mariana (MG) e Ponta do Ubu (ES) com 396 km de extensão, 
operado pela empresa SAMARCO (apresentou em 2000 uma vazão nominal de cerca de 
15 milhões t de minério de ferro); 
Gasoduto Bolívia/ Brasil (Gasbol), entre Canoas, no Rio Grande do Sul, no Brasil e 
Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, o maior da América Latina, com 3.150 km. 
Fonte: 
Adaptação de trabalho acadêmico proposto pelo professor da disciplina Separação, 
Transporte e Armazenamento de Hidrocarbonetos (STA), Diego Ângelo, como 
avaliação complementar ao seminário sobre o tema em destaque. 
 
Curso Técnico em Exploração de Petróleo e Gás 
Disciplina: Separação, Transporte e Armazenamento de Hidrocarbonetos - STA 
 
Modal de Transporte - Dutoviário 
 
Por Abraão Erick Brito da Costa, Allan Santana, Ana Carolina Ribeiro Ramos, Filipe 
Santiago, Jocimara Reis, Rommel Ribeiro Godinho e Wilian de Oliveira. 
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Simões Filho – Bahia 
(BA) 
Novembro-2009

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