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Cadu – 7°β / TIII 
• Processo inflamatório da vesícula biliar. 
 
• Litiásica ou alitiásica. 
 
• Pode haver resolução espontânea. 
- Regressão do quadro inflamatório em até 4 meses. 
 
 
EMBRIOLOGIA 
• O intestino primitivo embrionário é dividido em 
anterior, médio e posterior. 
- Se forma durante a quarta semana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VASCULARIZAÇÃO 
• Intestino anterior 
- Tronco celíaco. 
 
• Intestino médio 
- a. mesentérica superior. 
 
• Intestino posterior 
- a. mesentérica inferior. 
 
VESÍCULA BILIAR 
• Originada do intestino anterior. 
- Compreende a formação do fígado e de todo o 
sistema biliar (ductos hepáticos, vesícula biliar e ducto 
biliar). 
ANATOMIA 
SISTEMA BILIAR 
• Porções intra e extra – hepáticas. 
 
- EXTRA – HEPÁTICO 
• Ducto hepático esquerdo 
- Porção extra – hepática de 2cm. 
 
• Ducto hepático direito 
- Porção extra – hepática < esquerdo. 
 
• Ducto hepático comum 
- União dos ductos hepáticos direito e esquerdo. 
- Une ao ducto cístico para formar o colédoco. 
 
• Ducto cístico 
- Une o colo da vesícula biliar ao ducto hepático 
comum. 
- 1 – 5cm de comprimento. 
- 3 – 7mm de diâmetro. 
- Válvulas de Heister: impedem que cálculos migrem 
para o colédoco. 
 
 
COLECISTITE AGUDA 
Cadu – 7°β / TIII 
• Vesícula biliar 
- Fossa da vesícula biliar na face visceral do fígado. 
- 7 – 10cm de comprimento. 
- 3 – 5cm de diâmetro. 
- 30 – 60ml de volume. 
- Armazena e concentra a bile. 
- Válvulas de Heister. 
- Porções: fundo, corpo e colo. 
 
• Colédoco 
- União dos ductos cístico e hepático comum. 
- Termina na papila maior do duodeno. 
- 5 – 9cm de comprimento. 
- Porções: supra – duodenal, retroduodenal e 
intrapancreático. 
 
 
- VASCULARIZAÇÃO 
• a. aorta abdominal 
- Tronco celíaco. 
 
• Tronco celíaco 
- a. gástrica esquerda. 
- a. esplênica. 
- a. hepática comum. 
 
• a. hepática comum 
- a. gástrica direita. 
- a. gastroduodenal. 
- a. hepática própria. 
 
• a. gastroduodenal 
- Nutre o colédoco e o ducto hepático comum 
juntamente com as aa. retroduodenal e 
pancreatoduodenal. 
 
• a. hepática própria 
- a. hepática direita. 
- a. hepática esquerda. 
 
• a. hepática direita 
- a. cística. 
 
• a. cística 
- Pode ter origem variada (a. hepática comum, a. 
hepática esquerda, a. gastroduodenal, a. mesentérica 
superior...). 
- Nutre a vesícula biliar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRIÂNGULO DE CALOT 
- Trígono cisto – hepático. 
 
- LIMITES 
• Ducto cístico. 
 
• Ducto hepático comum. 
 
• Borda inferior do fígado. 
 
- ESTRUTURAS 
• a. cística. 
 
Cadu – 7°β / TIII 
• a. hepática direita. 
 
• Linfonodo do ducto cístico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FISIOLOGIA 
BILE 
• Sintetizada pelos hepatócitos. 
- 600ml – 1L / dia. 
 
• Armazenada na vesícula biliar. 
 
- FUNÇÕES 
• Emulsificação de gorduras. 
 
• Auxílio na absorção de gorduras. 
 
• Excreção de Bb. 
 
• Excreção de colesterol. 
 
- COMPOSIÇÃO 
• Sais biliares. 
- Ação emulsificante. 
- Auxiliam na absorção de ác. graxos, monoglicerídeos 
e colesterol. 
- Secreção êntero – hepática: secretados na bile, 
atingem a circulação por absorção no intestino 
delgado e retornam ao fígado pela v. porta. 
 
• Água. 
 
• Cloreto. 
 
• Eletrólitos. 
 
• Bb. 
- Pigmento amarelado. 
- Hemocaterese no baço. 
- Circulação sanguínea ligada à albumina, sendo 
captada pelo fígado e excretada na bile. 
 
• Lecitinas. 
- Componentes: glicolipídeos, TG e fosfolipídeos. 
- Membranas celulares. 
 
• Colesterol. 
 
 
VESÍCULA BILIAR 
- ESVAZIAMENTO 
- Por contração. 
 
• O alimento na boca já inicia o processo de 
esvaziamento biliar. 
 
• Sua presença no duodeno gera grande 
secreção de bile. 
- Ação da colecistocinina produzida na primeira e na 
segunda porções do duodeno, especialmente pela 
presença de gordura no alimento, que gera feedback 
positivo para que ocorra grande secreção de bile. 
- Colecistocinina também atua relaxando a papila 
duodenal para que o conteúdo biliar possa chegar ao 
duodeno. 
 
 
COLELITÍASE 
FATORES DE RISCO 
• Mulher. 
- Estrogênio estimula a síntese de colesterol. 
- Progesterona reduz a contratilidade vesicular. 
 
• Gestações. 
 
• ACO. 
 
• > 40 anos. 
 
• Obesidade. 
- Hipersecreção de colesterol hipersatura a bile. 
 
Cadu – 7°β / TIII 
• HF. 
 
• Dismotilidade vesicular. 
- Estase. 
 
• Hipertrigliceridemia. 
- Causa estase biliar. 
 
• Dieta. 
- Carência de fibras. 
- Excesso de carboidratos e colesterol. 
 
• Cirrose. 
 
 
PATOGÊNESE 
- CÁLCULOS DE COLESTEROL 
- Mais comum. 
- FR: mulher, multiparidade, ACO e obesidade. 
• Supersaturação de colesterol na bile gera 
condensação e agregação dos cristais de 
colesterol. 
- Nucleação. 
 
• Em processo de redução do esvaziamento 
biliar, a formação dos cálculos é favorecida. 
 
 
- CÁLCULOS PIGMENTARES 
- Resultam da precipitação da Bb na bile. 
- FR: ambos sexos, cirrose, estase biliar, hemólise e 
infecções. 
 
• Pretos 
- Pequenos. 
- Firmes. 
- Formados pela associação ente Bb conjugada e Ca, 
formando o bilirrubinato de Ca. 
- Resultantes de processos hemolíticos. 
 
• Marrons 
- Moles. 
- Formados pela associação entre Bb não conjugada, 
colesterol e proteínas. 
- Resultantes de processos infeciosos. 
- Mais encontrados nos ductos biliares. 
 
 
- LAMA BILIAR 
- Fluido viscoso. 
- Formada por mucina, bilirrubinato de Ca e cristais de 
colesterol. 
 
• Ocorre desequilíbrio entre a síntese e a 
eliminação de mucina, o que persiste o 
processo de nucleação. 
 
 
FISIOPATOLOGIA 
• Obstrução do ducto cístico. 
 
• Inflamação da vesícula biliar. 
 
• Distensão. 
 
• Isquemia. 
 
• Necrose. 
 
• Perfuração. 
 
• Peritonite generalizada. 
 
• Sepse grave. 
 
 
ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS 
• Edema subseroso. 
 
• Hemorragia subserosa. 
 
• Necrose de mucosa. 
 
• Leucócitos polimorfonucleares. 
 
• Fibrose. 
 
• Gangrena. 
 
• Perfuração. 
 
 
Cadu – 7°β / TIII 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA 
• Dor abdominal em QSD. 
- Abaixo do gradil costal. 
 
• Dor referida em região infraescapular. 
 
• Febre. 
 
• Náusea. 
 
• Vômito. 
 
• Icterícia. 
- Obstrução do colédoco. 
- SD de Mirizzi: secundária à impactação de cálculo 
no infundíbulo biliar, causando inflamação 
pericolecística grave. 
 
 
DIAGNÓSTICO 
EXAME FÍSICO 
- SINAL DE MURPHY 
• Fazer hepatimetria para localizar borda inferior 
do fígado. 
 
• Positivo quando vesícula biliar palpável. 
 
 
- LEMOS TORRES 
• Elevar o fígado com a mão esquerda. 
 
• Mão direita palpa o fígado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
- MATHIEU 
• Mãos lado a lado. 
 
• Pedir o paciente para respirar fundo. 
 
• Pressionar os dedos para dentro e para cima 
em direção ao rebordo costal. 
• Palpar a borda hepática com as polpas 
digitais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LABORATÓRIO 
- LEUCÓCITOS 
• Normais. 
 
• 12000 – 15000. 
 
• > 15000. 
- Suspeita de complicação. 
 
 
- Bb SÉRICA 
• Elevação discreta. 
- Inflamação do colédoco. 
 
 
- PODEM ALTERAR 
• Fosfatase alcalina. 
 
• Amilase. 
 
• AST. 
 
• ALT. 
 
 
IMAGEM 
- USG 
• Achados sugestivos 
- Cálculos no colo da vesícula. 
- Espessamento da parede vesicular. 
- Líquido perivesicular. 
- Sinal de Murphy ultrassonográfico. 
- Distensão vesicular. 
Cadu – 7°β / TIII 
- Gás. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- TC 
• Cálculos de colesterol geralmente não são 
visíveis. 
 
 
• Achados sugestivos 
- Aumento do realce da parede vesicular. 
- Espessamento da parede vesicular. 
- Gás. 
- Interrupção da parede vesicular por necrose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS 
• Pancreatite aguda. 
- Pode coexistir com a colecistite. 
 
• Apendicite aguda. 
- Quando ceco alto. 
 
• Úlcera péptica. 
- Ar livre sob o diafragma à radiografia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Diverticulite da flexura hepática. 
 
• Abscesso hepático. 
 
• Sida. 
- Infecçõesoportunistas. 
 
 
COMPLICAÇÕES 
• Perfuração. 
 
 
• Empiema. 
- Pus no interior da vesícula. 
- Colecistite supurativa. 
- Bacteremia. 
 
• Fístula colecistoentérica. 
- Ocorre quando há inflamação da parede inferior da 
vesícula biliar, havendo inflamação por contiguidade 
do duodeno e sendo formada a fístula. 
- Na presença de cálculo, ele pode migrar para o 
intestino e, a depender de ser tamanho, causar 
obstrução, havendo evolução para abdome agudo 
obstrutivo. 
Sombra acústica 
Cadu – 7°β / TIII 
TRATAMENTO 
• Ressuscitação volêmica. 
- Desidratação. 
- Distúrbio hidroeletrolítico. 
 
• ATB. 
 
• Colecistectomia.

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