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SINOPSE DO CASE: Qual o possível diagnóstico de um paciente febril, com lesões cutâneas residuais, dispneia progressiva e infecções oportunistas recorrentes?
1 DESCRIÇÃO DO CASO
No dia 10 de janeiro de 2020, um homem deu entrada na UPA do Vinhais com alguns sintomas como tosse seca e febre há 7 dias, caracterizando uma infecção oportunista. O paciente A.S.S., de 32 anos, relatou também ter passado por uma cirurgia em 2016, não deixou sequelas, mas no momento precisou de uma transfusão de sangue. Seis meses atrás apresentou uma suspeita de bronquite e um tempo depois, apresentou lesões na pele causadas por herpes-zoster, que foram tratadas com antiviral Aciclovir.
Ele é ciclista profissional, porém há uns dias vem mostrando um quadro de esforço respiratório e dificuldade para respiração. Quando submetido ao exame físico, estava com um bom estado geral, em domínio de suas características psíquicas e motoras. Entretanto estava com estado febril e com os gânglios palpáveis. O paciente foi sujeitado a uma série de perguntas, disse que não possui alergia, mas recentemente passou por muitas infecções. Não ingere álcool, nem fuma. 
Os exames laboratoriais mostraram algumas alterações nutricionais, e o paciente foi encaminhado para uma consulta com um profissional da área. Além disso, para um infectologista, para determinar o diagnóstico do A.S.S. Dessa forma, é possível observar que o paciente foi infectado por algum ser que causou uma imunodeficiência, já que vem apresentando infecções recorrentes. 
2 IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DO CASO
2.1 Descrições das decisões possíveis
· O possível diagnóstico de um paciente febril, com lesões cutâneas residuais, dispneia progressiva, infecções oportunistas recorrentes e fortes desconfortos digestivos é AIDS. Doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).
2.2 Argumentos capazes de fundamentar cada decisão
· 2.2.1 O possível diagnóstico de um paciente febril, com lesões cutâneas residuais, dispneia progressiva, infecções oportunistas recorrentes e fortes desconfortos digestivos é AIDS. Doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).
	A AIDS é destacada como uma das enfermidades mais infecciosas emergentes na população, a mesma causa grandes danos. Esta doença danifica o sistema imunológico e também interfere no organismo quando se trata do mesmo lutar contra outras infecções. A AIDS facilita o acontecimento de alguns tipos de câncer, além de provocar perda de peso e diarréia (BASTOS et al., 1999).
“No Brasil, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), a incidência do HIV em pessoas de 15 a 49 anos é de 0,6%, segundo atualização em 2013”, afirma Guimarães (2000). O HIV é transmitido por relações sexuais, e compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas com sangue (BASTOS et al., 1999).
Outra forma de transmissão é por transfusão de sangue. A infecção pelo HIV evolui para o AIDS quando o paciente não é tratado, assim sua imunidade vai diminuindo durante os anos, pois mesmo sem sintomas, o HIV continua se multiplicando e fazendo o ataque das células de defesa, como os linfócitos TCD4+ (SABAKE, [20--]).
Os possíveis testes realizados para descobrir diagnosticar o paciente com o vírus é o exame de sangue, testes que verificam os fluidos corporais. A contagem de CD4 é essencial para determinar em que estágio a doença se encontra. Trata-se de um tipo de glóbulo branco que é destruído pelo HIV. Outro teste é a carga viral, que consiste em medir a quantidade de vírus no sangue, e quanto maior for a carga viral, mais quer dizer que o sistema imunológico foi lesado (SABAKE, [20--]). A mesma afirma: 
O teste convencional foi o primeiro a ser desenvolvido. A ele, dá-se o nome de Ensaio Imunoenzimático, ou ELISA. Nele os profissionais de laboratório colhe uma amostra do sangue do paciente e buscam por anticorpos contra o vírus. Se a amostra não apresentar nenhuma célula de defesa específica para o HIV, o resultado é negativo e, então, oferecido ao paciente. Porém, caso seja detectado algum anticorpo anti-HIV no sangue, é necessária a realização de um teste adicional, o chamado teste confirmatório, para que se tenha certeza absoluta do diagnóstico. Nele, os profissionais buscam por fragmentos de HIV na corrente sanguínea do paciente.
Segundo Brasil (2019), o organismo pode levar de um a dois meses para desenvolver anticorpos anti-HIV. Alguns sintomas iniciais são semelhantes ao de uma gripe comum, tais como febre e mal-estar. Depois disso, o sistema imunológico passa a atuar com menos eficiência, essa é a fase conhecida como assintomática, e pode durar anos. Como o ataque se torna frequente com o tempo, aparecem várias doenças oportunistas, que é justamente quando o indivíduo passa a apresentar os sintomas mais característicos da doença.
O tratamento do HIV tem por objetivo prevenir a transmissão do vírus para outras pessoas. Dessa forma, os antirretrovirais diminuem a quantidade de vírus no corpo humano, assim têm uma possibilidade muito baixa de passar o vírus para outra em relações sexuais desprotegidas. Além disso, esses medicamentos reduzem o número de internações e infecções oportunistas (BRASIL, 2019).
2.3 Descrição dos critérios e valores
· O diagnóstico do paciente era infecção por HIV. 
· Existem diversas formas de transmissão desse vírus, inclusive por transfusão sanguínea, que foi como o indivíduo do caso adquiriu.
· Os medicamentos antirretrovirais diminuem a quantidade de vírus circulante no corpo humano, reduzindo os casos de infecções oportunistas.
REFERÊNCIAS
Bastos FI, Strathdee AS, Derrico M, Pina F. Drug use and the spread of HIV/AIDS in South America and the Caribbean. Drugs: Education, Prevention & Policy 6:29-50, 1999. 
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. (org.). Aids / HIV: o que é, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção. o que é, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção. 2019. Disponível em: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/aids-hiv. Acesso em: 30 jun. 2020.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. (org.). Tratamento. 2019. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/prevencao-combinada/tratamento. Acesso em: 30 jun. 2020.
Guimarães MDC. Estudo temporal das doenças associadas à AIDS no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro 16 (supl 1): 21-36, 2000. 
SABAKE, Sumire. AIDS: o que é, sintomas, tratamentos e prevenção. [20--]. Disponível em: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/aids. Acesso em: 30 jun. 2020.

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