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Mandado de Segurança 16 06

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A) DE DIREITO DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO
(10 linhas)
Referente ao processo nº: _________________ da 100ª vara do trabalho de São Paulo
Impetrante: Romeu
Impetrado: Doutor Juiz de Direito da 100ª Vara do Trabalho de São Paulo
Romeu, (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador da cédula de identidade RG de n.° _____________, devidamente inscrito no CPF de n.° _______, registrado na CTPS de n.° ________, Série n.° _______ (a CTPS eletrônica usa o número do CPF), PIS n.° _________, detentor do correio eletrônico: (e-mail), residente e domiciliado na residente na (Rua), (número), (bairro), cidade de (cidade), Estado de (Estado), CEP: _________, por seu advogado que esta subscreve, conforme inclusa procuração com poderes conforme artigo 103 do Código de Processo Civil, em anexo, com endereço profissional situado na (Rua), (número), (bairro), cidade de (cidade), Estado de (Estado), CEP: _________, e endereço eletrônico (e-mail) o qual recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 5º, inciso LXIX da Constituição Federal; artigo 114, inciso IV da Constituição Federal e artigo 1º e seguintes da Lei nº 12.016 de 2009, impetrar o presente 
MANDADO DE SEGURANÇA
em face de ato coator do Senhor Doutor Juiz de Direito da 100ª Vara do Trabalho de São Paulo, funcionário público do Estado de São Paulo, devidamente inscrito no CNPJ nº _________, sediando em (Rua), (número), (bairro), cidade de (cidade), Estado de (Estado), CEP: _________, em razão dos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos.
1. PRESSUPOSTOS
Requer-se primeiramente o reconhecimento do preenchimento de todos os requisitos para impetração do presente mandado de segurança, ora especificados:
A - DO CABIMENTO E DA TEMPESTIVIDADE 
O mandado de segurança é cabível nos termos do artigo 5º, inciso LXIX da Constituição Federal e artigo 1º e seguintes da Lei nº 12.016 de 2009. 
Ambas as normas reconhecem que o mandado de segurança é cabível para no caso de ato coator ilegal que fere direito líquido e certo.
No caso em tela, o impetrante teve o direito líquido e certo referente a estabilidade de emprego violada, por ato coator ilegal do impetrado, no dia ____. Dessa forma, o presente mandado de segurança torna-se medida cabível para solver o litígio.
Outrossim o mandado de segurança é tempestivo, isso pois o impetrante foi intimado do ato coator ilegal em __/___/___, considerando a data de intimação em conformidade com o artigo 231, inciso I do Código de Processo Civil e o presente mandado de segurança é proposto dentro de 120 (cento e vinte) dias após a intimação, nos termos do artigo 26 da Lei nº 12.016 de 2009.
Ressalta-se a aplicação do código de processo civil por força do artigo 769 da CLT.
B – DAS CUSTAS E DESPESAS PROCESSUAIS 
O impetrante trata-se de pessoa pobre, inclusive está desempregado, por isso, é incapaz de arcar com as custas e despesas processuais do processo. 
Isso posto, conforme artigo 5º, inciso LXXIV e artigo 98 e seguintes do Código de Processo Civil, o impetrante deve ser agraciado com os benefícios da justiça gratuita. 
Nesse sentindo, anexa-se ao presente processo, declaração de hipossuficiência, e requer que seja beneficiado com os benefícios da justiça gratuita. 
C- DA REPRESENTAÇÃO
O impetrado está devidamente representado conforme procuração em anexo, documento em conformidade com os artigos 103 e 105 do Código de Processo Civil: 
Art. 103. A parte será representada em juízo por advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.
[...]
Art. 105. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber citação, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o qual se funda a ação, receber, dar quitação, firmar compromisso e assinar declaração de hipossuficiência econômica, que devem constar de cláusula específica.
2 – RESUMO DOS FATOS
O impetrante manteve vínculo empregatício com o impetrado dura __, anos, referente ao lapso temporal compreendido entre a data _____ e a data ____, sendo dispensado nesta data, supostamente por justa causa, posto que de acordo com o impetrado, o impetrante ocupava-se de forma demasiada os trabalhos pertinentes ao sindicato dos trabalhadores. 
Na data que o impetrante foi dispensado, ele estava com mandato vigente referente ao cargo de presidente dos sindicatos dos trabalhadores, detendo assim, estabilidade nos termos da lei. 
A respeito, sua Convenção Coletiva determinava, nos termos do seu artigo 50, que o empregado que detinha o cargo de presidente dos sindicatos dos trabalhadores, poderia retirar-se do serviço, sempre que necessário, para o exercício das atividades referentes ao cargo de presidente ocupado, desde que se comunica anteriormente ao empregador para que este fosse capaz de fazer uma substituição. 
Por esse motivo, no dia 15 de março de 2023, após ocorrência de acidente em oficina de reparo de trêm que gerou greve de trabalhadores sem a presença do sindicato, o impetrado observou a necessidade de atuar na situação, utilizando-se do seu cargo para solver o problema. Assim, comunicou ao seu superior hierárquico que iria se retirar do serviço, porém, a autorização foi negada. 
Inconformado, e levando em conta o dispositivo 50 da sua Convenção Coletiva, comunicou de forma escrita que iria se retirar do serviço. Ocorre que no dia 16 de março de 2023, o impetrante não pode exercer suas atividades laborativos, sendo impedido de trabalhar e encaminhado aos recursos humanos e em seguida, dispensado por justa causa. 
O impetrado reconhecia sua estabilidade em função do mandato eletivo referente ao cargo de presidente do sindicato, por isso propôs ação trabalhista visando sua reintegração ao trabalho, posto que a dispensa teria sido arbitrária e sem seguir o procedimento legal para a demissão de empregado estável. 
Assim, requereu ao Doutor Juiz de Direito da 100ª Vara do Trabalho de São Paulo liminarmente, conforme folhas _________, a reintegração ao trabalho, por se tratar de empregado estável nos termos da lei, todavia a tutela lhe foi negada. 
	 Inconformado, propõe o presente mandado de segurança para refutar a decisão ilegal que indeferiu a liminar.
3 – DO MÉRITO
A – DO DIREITO LÍQUIDO E CERTO: REINTEGRAÇÃO DO EMPREGADO ESTÁVEL
	Vejamos que a legislação cuidou de resguardar o empregado que exerce cargo de de presidente em sindicato dos trabalhadores. Para tanto, estipulou que os empregados detentores do cargo se tornariam estáveis, enquanto perdurar o mandado e pelo prazo de até 1 (um) anos após encerrado o mandato. 
	A imperiosidade da matéria, fez com o exposto fosse descrito na norma constitucional, em seu artigo 8º, inciso VIII, vejamos:
“VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.”
	A dispensa só poderia ocorrer no caso de justa causa, por cometimento de falta grave, conforme supra exposto. 
	A consolidação das leis do trabalho, também versa sobre a matéria, dispondo em seu artigo 543, § 3º, sobre a impossibilidade da dispensa:
“§ 3º - Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação.” 
	
	Vejamos que caso o empregador esteja ciente da ocupação do cargo durante a vigência do contrato de trabalho a estabilidade é devida, conforme explanou o Egrégio Tribunal Superior do Trabalho, nos autos da súmula 369:
“SÚMULA N.º 369 - DIRIGENTE SINDICAL.ESTABILIDADE PROVISÓRIA
I - É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho.”
 
Em razão disso, o impetrante só poderia ter sido dispensada caso praticasse falta grave presentes no artigo 482 da CLT, com fulcro no artigo 493 da Consolidação das Leis Trabalhistas. A dispensa por sua vez, baseada em falta grave, em se tratando de empregado estável, ocupante de cargo sindical, deveria ocorrer apenas mediante inquérito após proposta de reclamação por escrito à Junta ou Juízo de Direito, com fulcro nos artigos 494 e 853 da CLT. Ocorre que no caso em tela, nada disso ocorreu. 
Pelo exposto, é incontestável que o impetrante era empregado estável, sendo de forma evidente, direito líquido e certo do impetrante sua permanência na empresa e no caso de dispensa arbitrária, sua reintegração. 
No mais, vejamos que o empregado não praticou qualquer falta grave, retirando-se da empresa no dia 15 de março de 2023, com amparo na sua Convenção Coletiva, no seu artigo 50. Assim, não cometeu qualquer ato que pudesse ensejar sua demissão. 
Outrossim, caso o empregador decidisse pela dispensa, deveria seguir o procedimento legal de abertura de inquérito mediante reclamação, com fulcro nos artigos 494 e 853 da CLT.
Nesses termos, o fato do Doutor Juiz de Direito da 100ª Vara do Trabalho de São Paulo ter rejeitado o pedido de reintegração do impetrado, implicou em violação ao direito líquido e certo do impetrado, posto que conforme demonstrado acima, sua estabilidade estava amparada pela legislação, inclusive pela Carta Maior.
Isso posto, requer-se que o mandado de segurança seja conhecido e provido, para assegurar a reintegração do impetrante ao cargo anteriormente ocupado, enquanto perdurar o mandato de presidente do sindicato dos trabalhadores e durante após um ano depois de encerrado o mandato, com fulcro no artigo 8º, inciso VIII da CF, 543, § 3º da CLT e súmula 369 do TST.
B – DO PEDIDO DE LIMINAR – TUTELA DE URGÊNCIA 
O autor está desempregado, passando por situações financeiras precárias, incapaz de custear a subsistência própria e de sua família e por isso que a reintegração ocorra o mais rápido possível. Por isso, requer que a reintegração ocorra liminarmente, sendo a segurança deferida de forma liminar, com fulcro no artigo 7º, inciso III da Lei 12.016 de 2009. 
 
Requer-se, assim, que haja a reintegração liminarmente, inaudita altera parts, ou seja, sem a oitiva da parte contrária, com deferimento de tutela de urgência reconhecendo as exigências prescritas no artigo 300 do CPC, o “periculum in mora” e o “fumus boni iuris”. 
A primeira exigência resta identificada pelo fato de que enquanto o impetrante permanece sem emprego, permanece sem subsídios para custear sua subsistência e de sua família. A reintegração do emprego implica em ter verba de natureza alimentar.
A segunda exigência resta identificada por ser devido ao impetrante a reintegração ao emprego, posto que detentor de cargo que garante estabilidade empregatícia, com fulcro no artigo 8º, inciso VIII da CF, 543, § 3º da CLT e súmula 369 do TST.
4 – CONCLUSÃO 
Em vista dos fatos e fundamentos jurídicos acima mencionados, requer-se primeiramente que reconheça os pressupostos intrínsecos e extrínsecos do presente mandado de segurança, acolhendo integralmente e lhe dando procedência, deferindo o seguinte:
a- Requer os benefícios da justiça gratuita, nos termos do artigo 98 e seguintes do CPC;
b- Requer a intimação do Ministério Público para que atue na causa como fiscal da lei, com fulcro no artigo 12 da Lei nº 12.016 de 2009;
c- Requer a intimação do impetrado, para que no prazo de 10 dias preste informações, com fulcro no artigo 7º, inciso I da Lei nº12.016-2009;
d- Requer a intimação do Estado de São Paulo para que querendo ingresse no feito, com fulcro no artigo 7º, inciso II da Lei nº12.016-2009;
e- Requer o deferimento da liminar, com fulcro no artigo 7º, inciso III da Lei 12.016 de 2009, reconhecendo os requisitos necessários para a tutela de urgência, exposto no artigo 300 do CPC, para que se determine que o impetrado deixei de praticar o ato coator ilegal referente ao indeferimento do pedido de reintegração do empregado, assegurando, inaudita altera parts, a reintegração do impetrante ao cargo anteriormente ocupado, enquanto perdurar o mandato de presidente do sindicato dos trabalhadores e durante após um ano depois de encerrado o mandato, com fulcro no artigo 8º, inciso VIII da CF, 543, § 3º da CLT e súmula 369 do TST.
f- Requer a confirmação da liminar em sentença, para que se determine que o impetrado deixei de praticar o ato coator ilegal referente ao indeferimento do pedido de reintegração do empregado, assegurando, a reintegração do impetrante ao cargo anteriormente ocupado, enquanto perdurar o mandato de presidente do sindicato dos trabalhadores e durante após um ano depois de encerrado o mandato, com fulcro no artigo 8º, inciso VIII da CF, 543, § 3º da CLT e súmula 369 do TST.
g- Requer que não haja condenação em honorários advocatícios, com fulcro no artigo 25 da Lei nº 12.016 de 2009;
h- Requer que sejam juntadas ao processo todas as provas em anexo, não sendo necessário qualquer produção de provas para análise da demanda.
Dar-se-á a causa o valor de R$ ________, para fins de distribuição. 
Nestes termos, pede e espera deferimento. 
(Local e Data)
(ADVOGADO) 
(OAB/UF)

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