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OS SISTEMAS DE APOIO À DECISÃO Giancarlo Lucca Fonte: Bakhtiar Zein / 123RF. Introdução Nesta unidade, trataremos dos sistemas de apoio à decisão, uma importante ferramenta estratégica que surgiu a partir do aprimoramento dos sistemas de informação gerenciais. Vamos enfatizar o uso da informação como diferencial estratégico competitivo e destacar algumas ferramentas indispensáveis para o sucesso dessa missão. Isso porque a inteligência competitiva tem sido uma das grandes áreas do estudo estratégico nos últimos tempos e tem inúmeras ferramentas, desenvolvidas ao longo de décadas de pesquisa, sendo que algumas delas serão abordadas nesta unidade. Os estudos acerca da inteligência competitiva são muito antigos e confundem-se com a origem da humanidade. Essa inteligência teve ênfase, porém, somente na década de 1970, com os estudos e o desenvolvimento de consultoria do Gartner Group, usando a expressão Business Intelligence (BI). Em virtude da alta competitividade no âmbito empresarial, essa teoria agrega qualidade e gestão aos recursos financeiros e mercadológicos. Os indicadores de vitória nos negócios, que também serão apresentados neste estudo, são voltados para o desenvolvimento empresarial sadio e a ferramenta de sistema de apoio à decisão, definida como cubo de decisão, a qual permite escolher a medida de avaliação e de dimensões de informações. Desse modo, caro(a) aluno(a), nesta unidade, você entenderá as vantagens operacionais desse processo. Por fim, você compreenderá a mineração de dados, data mining, que se baseia na análise de dados em grandes quantidades, à procura de tendências estratégicas. Esperamos que esta unidade possa aprimorar seus conhecimentos. Bons estudos! 1. A Inteligência Competitiva (Business Intelligence) A expressão Business Intelligence (BI) foi utilizada pela primeira vez na década de 1970, pelo Gartner Group. Traduzida para o português, de forma mais realista, significa inteligência competitiva. Corroborando, Rud (2009) define BI como o processo relacionado às informações que incluem, em sua coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento, com a finalidade de proporcionar a gestão de negócios. Para alcançar esses objetivos, esse processo é constituído por um conjunto de técnicas e de ferramentas para a transformação de dados brutos em informações significativas e úteis para a análise de um negócio. Ainda de acordo com essa autora, a BI tem a capacidade de suportar grande quantidade de dados desestruturados e ordená-los, para ajudar a identificar, desenvolver e, até mesmo, criar novas oportunidades estratégicas de negócios. O objetivo é permitir a interpretação de grande volume de dados, de forma fácil e ordenada, propiciando a identificação de novas oportunidades e a implementação de uma estratégia efetiva. Essa conduta pode promover negócios com vantagem competitiva no mercado e estabilidade em longo prazo. Apesar dessa utilização recente, os estudos acerca da inteligência competitiva são bem mais antigos e se confundem com a origem da humanidade. Quando os homens das cavernas avaliavam seu ambiente competitivo e escolhiam as ferramentas e as técnicas de caça e pesca, ou durante uma competição entre os membros de uma tribo pela conquista de uma companheira, estavam invocando sua inteligência competitiva. É claro que as situações mudaram muito em sua forma, mas nem tanto em sua essência. Na análise do ambiente competitivo, há princípios como: coletar os dados elementares; obter informações estratégicas; transformar as informações em decisões ou ações estratégicas; medir o resultado das ações executadas; aprender com os erros e acertos; transformar essas etapas em um processo, ininterruptamente, cíclico e contínuo. Cerca de 400 a.C., um livro acerca dos feitos de um general chinês, chamado Sun Tzu, apresentou um tratado de guerra, com lições de competição muito úteis até os dias de hoje. O livro é A arte da guerra e tem como principal lição o uso da informação para fins estratégicos e competitivos. A seguir, há uma importante citação do general chinês, que está, diretamente, relacionada à noção de estratégia e à gestão de informações, ou seja, é necessário aplicar técnicas de estratégia competitiva e avaliar as informações existentes, para que haja a correta tomada de decisão. Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha, sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas (TZU, 2010, p. 28). Atualmente, conforme expõe Lucca (2013), é claro que a competição não acontece com arcos, flechas e longas lanças, mas com recursos financeiros, mercadológicos, muita engenharia e capital intelectual. Os indicadores de vitória na arena de negócios são: ● a rentabilidade obtida pelas organizações; ● a participação no mercado; ● o valor da marca; ● o capital de relacionamento com os clientes; ● os níveis de produtividade, qualidade, confiabilidade, flexibilidade, custos e velocidade de resposta; ● a capacidade dos colaboradores de responder às expectativas e às necessidades do mercado; ● o nível de retenção de conhecimento e know-how nas organizações; ● o impacto do funcionamento das organizações na sociedade e no meio ambiente. Dessa forma, para responder a todos esses itens, indispensáveis para a inteligência competitiva, são necessários projetos de sistemas de informação muito bem elaborados, com o apoio imprescindível da tecnologia da informação especializada. Os cubos de decisão e a mineração de dados são duas dessas tecnologias que não podem faltar à gestão estratégica da informação. Aplicação do BI – Business Intelligence Assista ao vídeo O que é BI – Business Intelligence (guia definitivo) e reflita acerca da aplicação desse recurso no dia a dia da organização em que você trabalha. O vídeo está disponível, na íntegra, no link: <https://www.youtube.com/watch?v=PoCLfN6sF_8>. Acesso em: 30 maio 2019. 1.1 O Uso de Cubos de Decisão O cubo de decisão é uma ferramenta dinâmica, que permite ao tomador de decisão escolher a medida e as informações a serem avaliadas, que podem ser combinadas em tempo real, oferecendo cálculos, filtros, agrupamentos e classificações no momento da execução, ao contrário de um relatório gerencial, por exemplo, que é estático. Para Inmon e Hackathorn (1999), um cubo de decisão é um sistema de apoio muito útil para relacionar tabelas em um banco de dados, gerando relatórios, por meio de gráficos ou de planilhas, que envolvem o cruzamento e o cálculo de dados solicitados pelo operador (geralmente, o próprio tomador de decisões) (LUCCA, 2015). Para compreender esse conceito, caro(a) aluno(a), considere o seguinte exemplo: uma fábrica de sapatos, propriedade do senhor José, gera informações comerciais diariamente. Assim, os executivos de marketing querem estudar esses dados ao longo dos últimos cinco anos, para avaliar as tendências da nova coleção. Para essa tarefa, um dos executivos, experiente em planilhas de cálculo, resolveu incorporar um cubo de decisão em uma dessas planilhas. Para a criação do cubo, ele determinou algumas variáveis essenciais ao funcionamento da ferramenta, como: pelo menos, uma medida de desempenho (o volume de vendas, em termos monetários ou o faturamento) e algumas informações, combinadas no cubo e que são chamadas de dimensões. A Figura 3.4 ilustra esse cubo de decisão. Figura 3.1 - Sistemática do cubo de decisão Fonte: Elaborada pelo autor. Conforme a sistemática presente na Figura 3.1, o cubo de decisão precisa de uma medida de desempenho que, nesse caso, é o faturamento, e que é usada em todas as combinações do cubo. As dimensões estabelecidassão: a região onde ocorrem as vendas; o período de tempo em que elas ocorrem; o segmento de clientes no qual elas ocorrem; o modelo de produto vendido. Com base nesse cubo, é possível responder às questões: ● quais são os modelos de produto mais faturados em determinado período? ● quais são os segmentos de clientes que mais compram produtos da empresa, em determinado período? ● para quais regiões a empresa fatura mais? ● considerando a região em que a empresa mais vendeu no último ano, em qual mês o faturamento foi maior e qual foi o modelo de produto mais vendido? ● para qual segmento de cliente foram vendidos mais produtos no último ano, em qual mês houve o maior faturamento e qual é o modelo de produto mais vendido? ● qual é o modelo de produto mais vendido no último trimestre e para qual segmento de cliente? ● qual é a distribuição por região dos faturamentos dos sapatos de camurça no último ano? ● qual é o segmento de clientes, de quais regiões, que mais comprou sapatos de camurça? ● em quais meses ocorrem mais vendas das botinas de couro? ● na região sul, quais são os produtos mais vendidos no inverno? ● nas regiões norte e nordeste, quais são os produtos mais vendidos, no inverno? Essas questões são alguns exemplos da aplicação desse cubo, mas muitas outras poderiam ser elaboradas. A grande vantagem desse cubo é que ele pode ser operado pelo próprio tomador de decisão, sem a necessidade de contratar especialistas em tecnologias da informação para criarem relatórios gerenciais. Isso porque as questões podem ser elaboradas pelo próprio gestor e respondidas, imediatamente, pelo cubo de decisão. É claro que essas respostas estão limitadas às dimensões do cubo, mas outras podem ser adicionadas. Nesse exemplo, poderia ser adicionada a dimensão “representante”, para identificar a participação dos representantes comerciais no faturamento da empresa, o que possibilitaria a combinação com as outras dimensões do cubo. Cubos de decisão Ao pensarmos em cubos de decisão, devemos considerar um conjunto de funcionalidades que a ferramenta deve proporcionar; a principal delas é a capacidade de gerar consultas dinâmicas e em tempo real. Muitas vezes, o utilizador de um cubo de decisão não tem uma ideia precisa do que está procurando, porém, ao navegar pelas dimensões do cubo, descobre novas informações, que geram insights e conhecimentos estratégicos. Nesse contexto, pesquise sobre as ferramentas existentes no mercado para a criação de cubos de decisão, a fim de saber mais acerca desse assunto. 2. A Mineração de Dados Conforme expõe Lucca (2015), a expressão data mining, ou mineração de dados, surgiu na década de 1980, quando as organizações decidiram tornar útil a análise de suas grandes massas de dados, em busca de relações coerentes que pudessem identificar tendências estratégicas. Até então, esse grande volume de dados era utilizado, momentaneamente, para gerir as atividades operacionais e, no máximo, para fins de relatórios gerenciais do nível tático. Com o advento da tecnologia da informação e o surgimento de máquinas mais capazes de processar grandes volumes de dados e realizar cálculos estatísticos mais complexos, a mineração de dados passou a ser uma ferramenta útil para os sistemas de apoio à decisão. Para Azevedo e Santos (2015), a mineração de dados é um processo, não trivial, que identifica, em um conjunto de dados, padrões válidos, novos, potencialmente úteis e compreensíveis. Basicamente, a ideia da mineração de dados é a transformação de dados brutos em correlações coerentes. A Figura 3.2 apresenta esse processo. A Figura 3.2 - Sistemática do processo de mineração de dados Fonte: Elaborada pelo autor. Quanto à utilização da mineração de dados, de acordo com Lucca (2015), podemos destacar alguns propósitos, que estão expostos. Propósitos da Mineração de Dados • Previsão: é uma grande característica da mineração de dados. Essa previsão de comportamentos futuros é feita, geralmente, com base nas situações ocorridas no passado. • Identificação: pode ser utilizada para identificar os comportamentos padrões nos dados e a existência de um item, um evento ou uma atividade. • Classificação: classificar a mineração de dados pode facilitar a segmentação em classes e categorias. • Otimização: considerando que os recursos nas organizações são limitados (tempo, espaço, dinheiro ou matéria-prima), a análise de correlações pode gerar ideias para otimizar a utilização de tais recursos. Para esclarecer a sistemática do processo de mineração de dados, a seguir, há um estudo de caso como exemplo. Data mining Os investidores do mercado de ações começam a usar a mineração de dados para encontrar tendências de altas e baixas nos valores de ações de empresas na bolsa de valores. Para saber mais acerca desse assunto, assista ao vídeo “O que é data mining?” no link: <https://www.youtube.com/watch?v=xsKO_1OiKxI>. Acesso em: 30 maio 2019. 2.1 O Big Data A segunda década do século XXI está sendo marcada por uma revolução tecnológica que intensifica o uso das redes de computadores como jamais visto. A internet deu origem à computação em nuvem e, com essa nova sistemática, novos mercados foram surgindo. É o caso da Nubank, com os cartões de crédito virtuais, sem qualquer tarifa, e as contas digitais do Banco Inter, que também não cobra taxas. Segundo Lucca (2015), o avanço da tecnologia da informação está quebrando paradigmas, mudando as velhas formas de se fazer as coisas e deixando para trás o tradicionalismo, para que as organizações ofereçam bens e serviços que atendam às expectativas dos novos consumidores. O surgimento de novos processos e produtos, alinhados às necessidades e expectativas jamais pensadas, está ocorrendo graças ao conceito de Big Data, que possibilita o cruzamento de informações entre as mais diversas fontes de dados. A expressão Big Data tem origem na língua inglesa e significa “grandes dados”, fazendo referência ao universo de dados em que estamos inseridos e que precisamos aprender a utilizar do melhor modo possível, a fim de obtermos vantagens competitivas. Nesse sentido, podemos afirmar que o Big Data consiste em extrair informações estratégicas dos mais variados meios de coleta e armazenamento de dados existentes. Esse conceito não parece novo, pois, desde a Revolução Industrial, busca-se extrair informações dos dados gerados pelo funcionamento das fábricas em todas as suas áreas funcionais: produção, marketing, finanças, recursos humanos, etc. No entanto, hoje, há um volume imenso de informações sendo gerado a cada segundo, por meio dos smartphones, aparelhos de TV digitais, eletrodomésticos conectados na rede, carros com mídias digitais e computadores de bordo, etc. Além disso, existem as redes sociais, os sites de buscas e a navegação na internet; todos esses dados revelam comportamentos de consumidores ou potenciais consumidores, tendências de mercado para os produtos existentes e potenciais novos produtos ou até potenciais produtos substitutos. Com isso, os olhos humanos precisam estar atentos e aptos a transformar dados, aparentemente desconexos, em informação estratégica. De acordo com Lucca (2015), existem cinco Vs que auxiliam no entendimento do conceito de Big Data, são eles: volume, variedade, velocidade, veracidade e valor. O volume diz respeito à quantidade exorbitante de dados gerados em um piscar de olhos ou em cada “clique” das pessoas na internet. A variedade está relacionada à diversidade de fontes de dados que oferecem informações úteis. Por exemplo, as redes sociais, os sites de buscas, as lojas de aplicativos para smartphones, etc., fornecem dados importantes e que podem ser utilizados estrategicamente. A velocidade é um dos grandes desafios do Big Data, devido à necessidade de processamentorápido dos dados, antes que eles deixem de ser oportunos. A veracidade das informações, por sua vez, é uma das grandes preocupações atuais, para que seja possível evitar que os tomadores de decisão caiam em armadilhas ou utilizem informações fakes. A necessidade de processamento de grandes volumes, com grandes velocidades, oriundos de uma ampla variedade de fontes, não pode comprometer a veracidade das informações. Por fim, o valor está relacionado ao custo/benefício da informação. Isso porque se deve evitar esforços custosos para gerar informações que não serão úteis. Conforme expõe Lucca (2015), apesar de os Vs citados sustentarem o Big Data, devemos considerar que o sucesso do Big Data está na análise dos dados. É necessária uma análise correta, minuciosa e criteriosa, para, de fato, gerar ideias e conhecimentos estratégicos. Big Data e a garantia da privacidade Considere a seguinte situação: uma organização do segmento de recrutamento e seleção on- line tem investido “pesado” em tecnologia da informação, a fim de atrair a atenção de novos talentos para os seus clientes. Para isso, a organização buscou integração com grandes parceiros, como Google e Facebook. A análise dos perfis dos candidatos, por meio das redes sociais, tornou-se uma prática constante na organização. Nesse contexto, reflita sobre o paradoxo da exploração do Big Data e a garantia da privacidade das pessoas ao utilizarem a rede mundial de computadores. 2.2 A Importância da Medição de Desempenho Segundo Lucca (2013), há muito tempo, as pessoas ouvem que não se pode gerenciar algo sobre o qual não se tem controle, o que depende de medição de desempenho. De certa forma, essa Tatiane Destacar Tatiane Destacar medição já se inicia no momento de definição dos indicadores de desempenho e de suas características: unidades de medida, periodicidade, metas, valores máximos e mínimos, responsáveis, etc. Nesse sentido, o processo de medição depende da análise das forças, das fraquezas, das oportunidades e das ameaças, pois, a partir desse diagnóstico, a equipe estratégica estabelece os objetivos, as metas e os respectivos indicadores de desempenho para acompanhá-los. Para facilitar o processo de medição, o “Formulário: medição de desempenho” deve ser utilizado para cada um dos indicadores estabelecidos, conforme apresenta o FORMULÁRIO: MEDIÇÃO DE DESEMPENHO Nome do indicador: Periodicidade: Unidade de medida: Objetivo: Meta: Valor aceitável: Responsável: Dados da medição Período ou data e hora da medição Origem/forma de coleta dos dados Valor medido Observações/ocorrênci as Quadro 3.1 - Formulário: medição de desempenho Fonte: Adaptada de Lucca (2013, p. 209). Como exposto no quadro 3.1, esse formulário é simples e estabelece os dados dos indicadores de desempenho: nome do indicador; periodicidade da medição; unidade de medida; objetivo (aumentar/reduzir); meta; valor aceitável; responsável pela medição. Em seguida, é necessário preencher as seguintes colunas: período ou data e hora da medição; origem ou forma de coleta dos dados; valor medido; observações ou ocorrências, se existirem. O próximo passo refere-se à elaboração de um gráfico de tendências, para acompanhar a evolução do indicador e verificar, visualmente, a proximidade entre a meta e o valor aceitável. A Figura 3.10 apresenta um exemplo de medição, com o indicador “índice de inadimplência”. Figura 3.3 - Exemplo de medição de desempenho Fonte: Adaptada de Lucca (2013, p. 215). O apoio da área de tecnologia da informação é muito importante nessa etapa do processo de gestão estratégica. A origem dos dados dos indicadores pode ser o próprio sistema de informação ERP da empresa (Enterprise Resource Planning) e, nesse caso, a medição é, praticamente, automática, visto que o colaborador alimenta os dados operacionais todos os dias. Ademais, os painéis de desempenho, que contêm os indicadores com os respectivos gráficos de tendência, podem ser feitos por um profissional de TI da empresa ou com a utilização de planilhas eletrônicas, sendo que devem ser acessados, exclusivamente, pela equipe estratégica multifuncional. Avaliação de Desempenho A avaliação de desempenho é uma atividade essencial à gestão organizacional, pois, como expõe o velho ditado, “não é possível gerenciar o que não se pode medir”. Assim, assista ao vídeo “Avaliação de desempenho, estudo de caso na Cooperativa Cresol”, para refletir acerca da importância de se medir todas as áreas organizacionais por meio dos sistemas de informação. O vídeo pode ser assistido, integralmente, no link: <https://www.youtube.com/watch?v=X5dv-6EmGx0>. Acesso em: 30 maio 2019. Livro: Business Intelligence – um enfoque gerencial para a inteligência do negócio Autor: Efrain Turban et al. Ano: 2008 Editora: Artmed. ISBN: 9788577803347. Sinopse: Esse livro é indicado para gerentes, analistas, executivos e para todos os profissionais dessas áreas, por tratar de temas de Business Intelligence (BI), como: ferramentas, arquitetura, bases de dados, data warehouse, gerenciamento de desempenho, dentre outros. Nele, estão reunidas as tecnologias mais recentes do universo dos negócios e as técnicas fundamentais para criar e utilizar os sistemas de BI. Considerações Finais Esta unidade tratou, essencialmente, dos sistemas de informação estratégicos ou de apoio à decisão. Como exposto, caro(a) aluno(a), a preocupação com a obtenção de informações, para fins de estratégia competitiva, não é um conceito novo. A partir da década de 1970, o Gartner Group deu origem ao conceito de BI (Business Intelligence) que, a partir desse momento, passou a impulsionar as atividades estratégicas de grandes corporações. Com a revolução da tecnologia da informação e o surgimento de ferramentas poderosas para tratamento de grandes volumes de informações, surgiram os modelos OLAP (Online Analytical Processing), para a geração de relatórios estratégicos em tempo real. Esses modelos utilizam os famosos cubos de decisão, que têm a capacidade de combinar as perspectivas e os indicadores estratégicos. Os cubos OLAP permitem ao executivo formular questionamentos, de forma ágil e prática, sem a necessidade de conhecimentos técnicos mais profundos ou do apoio de profissionais da tecnologia da informação. Outra tecnologia apresentada nesta unidade foi a mineração de dados, que permite aos gestores descobrirem conhecimentos estratégicos escondidos nas relações entre os milhares de dados granulares, armazenados diariamente e ao longo de muitos anos. A utilização da tecnologia da informação, com softwares estatísticos, que pesquisam relações, similaridades e tendências, pode proporcionar grande vantagem competitiva para os estrategistas organizacionais. L Referências A RODRIGUES. CRM Gestão de Relacionamento com o Cliente. Youtube, 12 maio 2015. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=9QGQ9m_AGxA>. Acesso em: 30 maio 2019. AZEVEDO, A.; SANTOS, M. F. Integration of data mining in business intelligence Systems. Hershey: IGI Global, 2015. BRAINWORKS Solutions. O que é data mining? Youtube, 9 fev. 2014. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=xsKO_1OiKxI>. Acesso em: 30 maio 2019. INMON, W. H.; HACKATHORN, R. D. Using the Data Warehouse. New York: John Wiley & Sons, 1999. LORENSI, E. D. Avaliação de Desempenho, estudo de caso na Cooperativa Cresol. Youtube, 28 set. 2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=X5dv- 6EmGx0>. Acesso em: 30 maio 2019. LUCCA, G. 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