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FORMA ADEQUADA DE CONTORNAR A OCIOSIDADE POR PSIQUIÁTRICAS
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RESUMO
Devido a pouca infraestrutura e o caos nas políticas públicas para a saúde mental, a deficiência de leitos e a baixa quantidade de profissionais adequados, a ociosidade é considerada um dos maiores desafios enfrentados pelos psiquiatras, a falta de motivação para execução do trabalho possibilita que esses não realizem seu trabalho de maneira adequada. Existem inúmeros desafios encontrados para que o atendimento possa ser realizado de forma adequada, a mão de obra uma vez que a equipe administrativa é reduzida, a quantidade de salas reduzidas para atendimento, equipamentos de computação reduzidos, o cadastro de pacientes desatualizados, demora para agendar as consultas juntamente com as necessidades desses que não são corretamente atendidas. Foi usada a ferramenta de qualidade: PDCA. Para que a ociosidade fosse diminuída sendo esse o foco do trabalho, começamos a introduzir nos PSF e UBS questionários para que possíveis casos de pacientes que necessitem de atendimento médico fossem considerados. Com isso o aumento na quantidade de pacientes se tornou significativo, foi possível também publicar o tipo de serviço realizado em redes sociais, para que ficasse disponível para o público geral. A ociosidade em 6 meses foi diminuída, tendo 2 pacientes para cada profissional no período de 1 hora. 
INTRODUÇÃO 
	Ao decorrer da história pacientes psiquiátricos foram denominados de loucos, doidos, insanos, dementes ou alienados mentais. Tais indivíduos quando em demonstração dos seus comportamentos eram considerados parcialmente incômodos ou em alguns casos perigosos (ALBERTI, 2008). 
	Segundo Almeida (2007, p. 14):
“Através de todo o período colonial, os alienados, os idiotas, os imbecis foram tratados de acordo com suas posses. Os abastados e relativamente tranqüilos, eram tratados em domicílio e às vezes enviados à Europa (...). Se agitados punham-nos em algum cômodo separado, soltos ou amarrados, de acordo com a intensidade da agitação. Os mentecaptos pobres, tranqüilos vagueavam pelas cidades, aldeias ou pelo campo (...). Os agitados eram recolhidos às cadeias onde barbaramente amarrados e piormente alimentados muitos faleceram mais ou menos rapidamente.” (ALMEIDA, 2007, p. 14)
	Com isso ocorreram numerosas pressões sociais para que a livre circulação dessas pessoas fosse regulada e dessa forma contida. A vinda da família real em 1808 e a independência em 1822, foi um dos eventos marcantes responsáveis pelo aumento progressivo das cidades e com isso o aumento do convívio populacional (FURTADO, 2005).
	Vale ressaltar que aspectos históricos entre o final de 1970 e ao longo da década de 1980, especialmente no que define a conexão entre os movimentos da reforma psiquiátrica e sanitária, essas caminharam em junção e disjunção, sendo a disjunta responsável por sua origem (CANDIDO, 2000). 
	Com esse pensamento em 6 de abril de 2001, foi inserida a lei n° 10.216 essa dispõe sobre o direito de pessoas portadoras de transtornos mentais, responsáveis por direcionar o modelo de tratamento assistencial para a saúde mental. Com isso o Brasil fechou com mais velocidade leitos em hospitais psiquiátricos, colocando em funcionamento ao mesmo tempo outras estruturas com perspectiva comunitária (SILVA, 2008). 
	Devido a pouca infraestrutura e o caos nas políticas públicas para a saúde mental, a deficiência de leitos e a baixa quantidade de profissionais adequados, a ociosidade é considerada um dos maiores desafios enfrentados pelos psiquiatras, a falta de motivação para execução do trabalho possibilita que esses não realizem seu trabalho de maneira adequada (ROSA, 2005). 
	A inclusão de ações que promovam a saúde mental como prática das equipes de saúde da família reforça os pontos defendidos pela Reforma Psiquiátrica, sendo considerado relevante que o tratamento do transtorno mental deve possuir manutenção constante em seu território evitando ao máximo as internações (MUNARI, 2008). 
	Para o Ministério de Saúde o PSF é visto como uma estratégia que visa atender o indivíduo e a família de maneira integral e continuamente, desenvolvendo ações de recuperação da saúde, proteção e promoção, possui como seu objetivo reorganizar a prática assistencial, antes de que seja realizada a procura ao hospital, passando assim a diminuir o fluxo e o ambiente físico e social 
	Segundo Correia (2011, p. 47): 
“Portanto, o Programa de Saúde da Família estruturado dentro de uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) possibilita a qualificação da assistência à saúde mental, corrobora com a reforma psiquiátrica, com atividades e intervenções fora do ambiente hospitalar, refletindo na dinâmica das famílias que precisam aprender a lidar com a situação da doença mental.” (CORREIA, 2011, p. 47)
	Existe uma grande dificuldade no tratamento de pacientes portadores de transtorno mental, sendo que em alguns casos o desarranjo familiar é um dos principais fatores, uma vez que a falta de acompanhamento domiciliar adequado impossibilita o cuidado constante. Há também uma grande escassez de profissionais responsáveis pelo acompanhamento adequado o que impossibilita o tratamento de todos os portadores da doença.
OBJETIVO
	Esse trabalho possui como seu objetivo geral demonstrar o impacto que a ociosidade possui no trabalho de psiquiatras e qual a forma adequada para resolução e melhoria de desempenho. 
	Existem inúmeros desafios encontrados para que o atendimento possa ser realizado de forma adequada, a mão de obra uma vez que a equipe administrativa é reduzida, a quantidade de salas reduzidas para atendimento, equipamentos de computação reduzidos, o cadastro de pacientes desatualizados, demora para agendar as consultas juntamente com as necessidades desses que não são corretamente atendidas. Foi usada a ferramenta de qualidade: PDCA. 
MÉTODO – descrição sobre a fase P, o que é PCDA, falar da instituição de saúde
	A instituição em que foi desenvolvida a pesquisa está localizada na rua XXXX, n° xxxx, bairro, na cidade XXXX. Aproximadamente XXX km da capital xxxxxx, a população total é estimada em xxx, e atendendo em média XXX pessoas. 
FOTO DO LOCAL 
	Citar a história do município e como SUS age em relação a psiquiatria no local. 
Definição dos desafios encontrados
	De acordo com as informações selecionadas a partir da atividade clínica vivenciada pela XXXXXXX, foram identificadas os seguintes desafios:
· Mão de obra: A equipe administrativa é reduzida, a equipe de acolhimento necessita de capacitação, sendo a falta de treinamento das equipes responsáveis um grande desafio; 
· Meio ambiente: Os números das quantidades de salas disponíveis para atendimento; 
· Máquinas: A quantidade de equipamentos de computação reduzidos e ausência de uma central responsável pela regulação própria; 
· Medidas: O cadastro de pacientes desatualizados; 
· Método: Demora no agendamento das consultas, tempo longo para espera de atendimento, ferramenta de controle de monitoramento. 
Plano de ação 
Inserir plano de ação 5W2H
	
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 
	Foram propostos 4 indicadores para o desenvolvimento de atividades responsáveis. 
1. Média das marcações de consultas realizadas: essa realizada para verificar a média de espera do tempo de atendimento, esse avaliado pela data inicial de atendimento e a data de marcação da consulta; 
2. Média do tempo de espera para atendimento do paciente: média do tempo de espera, sendo esse analisado pela hora da chamada do paciente com a hora de registro; 
3. Índice de produtividade: avaliar o número de pacientes atendidos, pela quantidade de horas trabalhadas;
4. Horas de treinamento da equipe de acolhimento e atendimento: os horários de treinamento realizado. 
Para que fosse reduzido o tempo de marcação de consultas serão implementadas metodologias que facilitassem o controle de dados dos pacientes e com isso redução em seu tempo de espera. Reduzimos o tempo de espera no atendimento para 30 minutosnos últimos 6 meses, devido a marcação correta de consultas, dando tempo para que o psiquiatra realize seu atendimento com calma. 
Para que a ociosidade fosse diminuída sendo esse o foco do trabalho, começamos a introduzir nos PSF e UBS questionários para que possíveis casos de pacientes que necessitem de atendimento médico fossem considerados. Com isso o aumento na quantidade de pacientes se tornou significativo, foi possível também publicar o tipo de serviço realizado em redes sociais, para que ficasse disponível para o público geral. A ociosidade em 6 meses foi diminuída, tendo 2 pacientes para cada profissional no período de 1 hora. 
 O treinamento é visto como um ponto principal para o desenvolvimento da equipe e com isso a melhoria, da equipe, foi estipulado a média anual de 20 horas. 
 
	
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ALBERTI, V. Manual de história oral. 3ª. ed. Rio de janeiro: Editora FGV, 2008. 235f. 
ALMEIDA, A. A. S.; ODA, A. M. G. R.; DALGALARRONDO, P. O olhar dos psiquiatras brasileiros sobre os fenômenos de transe e possessão. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 4, n. supl. 1, p. 34-41, 2007.    
CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 9. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. p. 215-36. v. 1.
CORREIA, V.R.; BARROS, S.; COLVERO, L. A. Saúde mental na atenção básica: prática da equipe de saúde da família. Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 45; n. 6; p. 1501-1506; 2011.
MUNARI, D. B.; MELO, T. S.; PAGOTTO, V.; ROCHA, B. S.; SOARES, C. B.; MEDEIROS, M. Saúde Mental no contexto da atenção básica: potencialidades, limitações, desafios do Programa Saúde da Família. Revista Eletrônica de Enfermagem (online) v. 10; n. 3; p. 784-795, 2008. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n3/v10n3a24.htmL.
ROSA, W. A. G.; LABATE, R. C. Programa Saúde da Família: a construção de um novo modelo de assistência. Revista Latino-americana de Enfermagem, v. 13; n.6; p.1027-1034, 2005.
SILVA, R. P. D. Medicina, educação e psiquiatria para a infância: o pavilhão-escola Bourneville no início do século XX. 2008. Dissertação (Mestrado em História) - Programa de Pós Graduação em História das Ciências e da Saúde, Casa de Oswaldo Cruz - Fiocruz, Rio de Janeiro.

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