Logo Passei Direto
Buscar

Atividade letras prominas

Exercício avaliativo da disciplina Prática Pedagógica Interdisciplinar: Teoria Literária. Contém 8 questões de múltipla escolha sobre gêneros literários, história da literatura e noções filosóficas (senso comum), com marcação de respostas, legenda e registro de nota.

Ferramentas de estudo

Mês do Cliente Passei Direto

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Questões resolvidas

Não sendo um meio de conhecimento ou informação, a literatura expeliu de seu âmbito o jornalismo, a história, a filosofia. Para a poética neoclássica, os gêneros literários eram todas as manifestações da atividade intelectual, possuíam um sentido amplo e sua classificação era exaustiva. Mas, a duras penas, a literatura libertou-se das outras atividades. E isso depois que a ciência estética, a partir do Século XVIII, se desenvolveu, passando pela polêmica romântica acerca dos gêneros literários e pelas restrições de Croce. Em nosso tempo, as teorias poéticas, não aceitando, embora, o negativismo croceano, tampouco se deixaram reverter à tradição neoclássica. Repelem, pois, o sentido lato, amplo, reduzindo os gêneros literários àqueles de cunho estritamente literário, isto é, os gêneros narrativos da ficção e epopeia, os gêneros dramáticos, líricos e ensaísticos, fechando a porta a tudo o mais que não seja produto da imaginação e vise objetivos de conhecimento, investigação, informação, análise.
A partir da relação entre crítica literária e literatura estabelecida no texto acima, avalie as afirmacoes a seguir:
I. A crítica literária é uma atividade intelectual reflexiva cuja matéria-prima é o fenômeno literário.
II. A crítica literária não possui um campo de atuação que lhe é próprio; por isso, transita por diversos setores da cultura e das ciências.
III. A crítica literária constitui-se no desenvolvimento de todas as forças intelectuais de um povo: é o complexo de suas luzes e civilização; é a expressão do grau de ciência que ele possui; é a reunião de tudo quanto exprime a imaginação e o raciocínio pela linguagem.
II e III, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
I, apenas.

Nesse momento, relegadas a retórica e a poética à posição secundária de meras disciplinas escolares, o espaço vazio foi preenchido por uma nova formação disciplinar, a história literária, que, desinteressada das noções clássicas de boas letras ou belas letras, instala o conceito moderno de literatura nacional, individualizando tradições literárias específicas das diversas nações instituídas como estados daí derivando expressões como literatura brasileira, literatura portuguesa, literatura francesa, etc.
O trecho acima aborda qual período dos estudos literários?
O século XVII e XVIII.
Os séculos XVIII e XIX.
O século XVI e XVII.
O século XX e XXI.
A antiguidade Clássica.

De acordo com o pensador G. Vico, o senso comum é um julgamento sem qualquer reflexão, comumente sentido por toda uma classe, todo um povo, toda uma nação, ou por todo o gênero humano. Segundo Heidegger, nós nos movimentamos no nível de compreensão do senso comum à medida que nós cremos em segurança no seio das diversas 'verdades' da experiência da vida, da ação, da pesquisa, da criação e da fé.
A propósito dessas informações acerca do significado do senso comum, problematizado pela filosofia, assinale a opção correta.
Enquanto o senso comum é um conhecimento seguro, a filosofia é um pensamento inseguro. Logo, a filosofia deve ser rejeitada como perigosa para o homem do cotidiano.
É com o senso comum que o homem enfrenta, no cotidiano, os seus problemas imediatos. O senso comum antecede todo o filosofar. Devido a essa anterioridade e ao seu caráter de convicção inquestionada, ele deve ser considerado como critério de julgamento, como princípio dirimente de todas as dúvidas teóricas.
O senso comum é um julgamento irrefletido, que, uma vez compartilhado por muitos homens no âmbito da cultura como crença cotidiana, é tido como óbvio e permanece inquestionado. A filosofia, porém, é um movimento radical de autonomia do homem baseado no exercício do pensamento, do questionamento. Por isso, a filosofia se põe de maneira crítica frente às pretensões do senso comum.
O senso comum é convicção arraigada, crença partilhada com segurança pelos homens, na vida, na ação, na pesquisa, na criação e na fé. A convicção é fundamental ao pensamento e, portanto, o senso comum se identifica com o pensamento filosófico.
O senso comum reflete, argumenta e justifica suas crenças.

Para o filósofo Hans-Georg Gadamer, os conhecimentos, os valores e as visões que utilizamos estão situados dentro de tradições comuns, enraizados comunitariamente, das quais induzimos nossa produção de ideias e pensamentos. Ou seja, o senso comum nos direciona a uma dinâmica entre convicções concebidas e herdadas pela sociedade através do tempo e a um presente ininterruptamente formado em que analisamos e criticamos o conhecimento humano.
A partir disso, podemos entender senso comum como:
conjunto de ideias e valores compartilhados por uma parcela de membros de uma comunidade acriticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados por uma parcela de membros de uma comunidade criticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade e elaborados criticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade com aprofundamento teórico.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade sem aprofundamento crítico e/ou teórico.

O termo teoria da literatura ou teoria literária só começou a ser utilizado a partir da década de 1940, com a publicação de um livro que se tornou um clássico dos estudos literários.
Considerando o trecho acima assinale a alternativa correta.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1930, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Tzvetan Todorov é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1950, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado na USP. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1949, com a publicação do manual homônimo de Terry Eagleton e Umberto Eco é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1949, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1990, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.

A linguagem poética organiza, comprime os recursos da linguagem cotidiana e, às vezes, até comete violência contra ela, em uma tentativa de forçar a nossa consciência e atenção. Muitos desses recursos um escritor encontrará formados, ou pré-formados, pelas atividades silenciosas e anônimas de muitas gerações. Em certas literaturas altamente desenvolvidas e especialmente em certas épocas, o poeta limita-se a usar uma convenção estabelecida: a linguagem, por assim dizer, poetiza por ele.
Segundo Wellek e Warren, não o autor não é um gênio, no sentido atribuído pelos românticos. Nesse respeito, a linguagem poética surge
da emulação inconsciente de modelos autorais de outras épocas.
de seguir preceitos normativos de modelos autorais do passado.
da paródia e do pastiche dos modelos autorais de sua época.
da cópia consciente de modelos autorais de outras épocas.
da originalidade inconsciente do poeta de qualquer época.

Pode-se afirmar que há uma multiplicidade de conhecimentos, desde aquele conhecimento presente no cotidiano de cada indivíduo até aquele conhecimento desenvolvido nas diversas instituições de ensino, bem como nas comunidades científicas existentes no mundo em geral. Um modo didático e pedagógico de compreender os conhecimentos em geral seria separá-los em dois grandes grupos: senso comum e conhecimento científico.
Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Pode-se afirmar que o senso comum é unificador e objetivo.
O conhecimento científico diferentemente do senso comum é particular e subjetivo, dependendo do ponto de vista individual e pessoal do cientista.
O conhecimento científico é fragmentário, devido ao fato de haver uma distinção entre as ciências humanas, as ciências formais e as ciências da natureza.
O senso comum compõe as crenças e as superstições. Tendo isso em vista, trata-se de um conhecimento equivocado. Em contrapartida, como a ciência visa comprovações, dispensa-se a formulação de novos paradigmas científicos.
O senso comum é frequentemente subjetivo, porque depende do ponto de vista individual e pessoal, pois pode ser condicionado por sentimentos ou afirmações arbitrárias. Distinto disso, o mundo construído pela ciência aspira à objetividade.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Não sendo um meio de conhecimento ou informação, a literatura expeliu de seu âmbito o jornalismo, a história, a filosofia. Para a poética neoclássica, os gêneros literários eram todas as manifestações da atividade intelectual, possuíam um sentido amplo e sua classificação era exaustiva. Mas, a duras penas, a literatura libertou-se das outras atividades. E isso depois que a ciência estética, a partir do Século XVIII, se desenvolveu, passando pela polêmica romântica acerca dos gêneros literários e pelas restrições de Croce. Em nosso tempo, as teorias poéticas, não aceitando, embora, o negativismo croceano, tampouco se deixaram reverter à tradição neoclássica. Repelem, pois, o sentido lato, amplo, reduzindo os gêneros literários àqueles de cunho estritamente literário, isto é, os gêneros narrativos da ficção e epopeia, os gêneros dramáticos, líricos e ensaísticos, fechando a porta a tudo o mais que não seja produto da imaginação e vise objetivos de conhecimento, investigação, informação, análise.
A partir da relação entre crítica literária e literatura estabelecida no texto acima, avalie as afirmacoes a seguir:
I. A crítica literária é uma atividade intelectual reflexiva cuja matéria-prima é o fenômeno literário.
II. A crítica literária não possui um campo de atuação que lhe é próprio; por isso, transita por diversos setores da cultura e das ciências.
III. A crítica literária constitui-se no desenvolvimento de todas as forças intelectuais de um povo: é o complexo de suas luzes e civilização; é a expressão do grau de ciência que ele possui; é a reunião de tudo quanto exprime a imaginação e o raciocínio pela linguagem.
II e III, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
I, apenas.

Nesse momento, relegadas a retórica e a poética à posição secundária de meras disciplinas escolares, o espaço vazio foi preenchido por uma nova formação disciplinar, a história literária, que, desinteressada das noções clássicas de boas letras ou belas letras, instala o conceito moderno de literatura nacional, individualizando tradições literárias específicas das diversas nações instituídas como estados daí derivando expressões como literatura brasileira, literatura portuguesa, literatura francesa, etc.
O trecho acima aborda qual período dos estudos literários?
O século XVII e XVIII.
Os séculos XVIII e XIX.
O século XVI e XVII.
O século XX e XXI.
A antiguidade Clássica.

De acordo com o pensador G. Vico, o senso comum é um julgamento sem qualquer reflexão, comumente sentido por toda uma classe, todo um povo, toda uma nação, ou por todo o gênero humano. Segundo Heidegger, nós nos movimentamos no nível de compreensão do senso comum à medida que nós cremos em segurança no seio das diversas 'verdades' da experiência da vida, da ação, da pesquisa, da criação e da fé.
A propósito dessas informações acerca do significado do senso comum, problematizado pela filosofia, assinale a opção correta.
Enquanto o senso comum é um conhecimento seguro, a filosofia é um pensamento inseguro. Logo, a filosofia deve ser rejeitada como perigosa para o homem do cotidiano.
É com o senso comum que o homem enfrenta, no cotidiano, os seus problemas imediatos. O senso comum antecede todo o filosofar. Devido a essa anterioridade e ao seu caráter de convicção inquestionada, ele deve ser considerado como critério de julgamento, como princípio dirimente de todas as dúvidas teóricas.
O senso comum é um julgamento irrefletido, que, uma vez compartilhado por muitos homens no âmbito da cultura como crença cotidiana, é tido como óbvio e permanece inquestionado. A filosofia, porém, é um movimento radical de autonomia do homem baseado no exercício do pensamento, do questionamento. Por isso, a filosofia se põe de maneira crítica frente às pretensões do senso comum.
O senso comum é convicção arraigada, crença partilhada com segurança pelos homens, na vida, na ação, na pesquisa, na criação e na fé. A convicção é fundamental ao pensamento e, portanto, o senso comum se identifica com o pensamento filosófico.
O senso comum reflete, argumenta e justifica suas crenças.

Para o filósofo Hans-Georg Gadamer, os conhecimentos, os valores e as visões que utilizamos estão situados dentro de tradições comuns, enraizados comunitariamente, das quais induzimos nossa produção de ideias e pensamentos. Ou seja, o senso comum nos direciona a uma dinâmica entre convicções concebidas e herdadas pela sociedade através do tempo e a um presente ininterruptamente formado em que analisamos e criticamos o conhecimento humano.
A partir disso, podemos entender senso comum como:
conjunto de ideias e valores compartilhados por uma parcela de membros de uma comunidade acriticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados por uma parcela de membros de uma comunidade criticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade e elaborados criticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade com aprofundamento teórico.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade sem aprofundamento crítico e/ou teórico.

O termo teoria da literatura ou teoria literária só começou a ser utilizado a partir da década de 1940, com a publicação de um livro que se tornou um clássico dos estudos literários.
Considerando o trecho acima assinale a alternativa correta.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1930, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Tzvetan Todorov é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1950, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado na USP. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1949, com a publicação do manual homônimo de Terry Eagleton e Umberto Eco é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1949, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é em 1990, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca do literário.

A linguagem poética organiza, comprime os recursos da linguagem cotidiana e, às vezes, até comete violência contra ela, em uma tentativa de forçar a nossa consciência e atenção. Muitos desses recursos um escritor encontrará formados, ou pré-formados, pelas atividades silenciosas e anônimas de muitas gerações. Em certas literaturas altamente desenvolvidas e especialmente em certas épocas, o poeta limita-se a usar uma convenção estabelecida: a linguagem, por assim dizer, poetiza por ele.
Segundo Wellek e Warren, não o autor não é um gênio, no sentido atribuído pelos românticos. Nesse respeito, a linguagem poética surge
da emulação inconsciente de modelos autorais de outras épocas.
de seguir preceitos normativos de modelos autorais do passado.
da paródia e do pastiche dos modelos autorais de sua época.
da cópia consciente de modelos autorais de outras épocas.
da originalidade inconsciente do poeta de qualquer época.

Pode-se afirmar que há uma multiplicidade de conhecimentos, desde aquele conhecimento presente no cotidiano de cada indivíduo até aquele conhecimento desenvolvido nas diversas instituições de ensino, bem como nas comunidades científicas existentes no mundo em geral. Um modo didático e pedagógico de compreender os conhecimentos em geral seria separá-los em dois grandes grupos: senso comum e conhecimento científico.
Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Pode-se afirmar que o senso comum é unificador e objetivo.
O conhecimento científico diferentemente do senso comum é particular e subjetivo, dependendo do ponto de vista individual e pessoal do cientista.
O conhecimento científico é fragmentário, devido ao fato de haver uma distinção entre as ciências humanas, as ciências formais e as ciências da natureza.
O senso comum compõe as crenças e as superstições. Tendo isso em vista, trata-se de um conhecimento equivocado. Em contrapartida, como a ciência visa comprovações, dispensa-se a formulação de novos paradigmas científicos.
O senso comum é frequentemente subjetivo, porque depende do ponto de vista individual e pessoal, pois pode ser condicionado por sentimentos ou afirmações arbitrárias. Distinto disso, o mundo construído pela ciência aspira à objetividade.

Prévia do material em texto

Pincel Atômico - 27/12/2023 22:41:54 1/4
GESMAELLY NAARA
OLIVEIRA SILVA
Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 2 (21585)
Atividade finalizada em 27/12/2023 18:35:36 (1295541 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [871718] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos
- 1]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-MAIO2023 - SGegu0A280523 [92799]
Aluno(a):
91474615 - GESMAELLY NAARA OLIVEIRA SILVA - Respondeu 3 questões corretas, obtendo um total de 1,25 pontos como nota
[359297_1329
74]
Questão
001
Não sendo um meio de conhecimento ou informação, a literatura expeliu de seu âmbito
o jornalismo, a história, a filosofia. Para a poética neoclássica, os gêneros literários
eram todas as manifestações da atividade intelectual, possuíam um sentido amplo e
sua classificação era exaustiva. Mas, a duras penas, a literatura libertou-se das outras
atividades. E isso depois que a ciência estética, a partir do Século XVIII, se
desenvolveu, passando pela polêmica romântica acerca dos gêneros literários e pelas
restrições de Croce. Em nosso tempo, as teorias poéticas, não aceitando, embora, o
negativismo croceano, tampouco se deixaram reverter à tradição neoclássica.
Repelem, pois, o sentido lato, amplo, reduzindo os gêneros literários àqueles de cunho
estritamente literário, isto é, os gêneros narrativos da ficção e epopeia, os gêneros
dramáticos, líricos e ensaísticos, fechando a porta a tudo o mais que não seja produto
da imaginação e vise objetivos de conhecimento, investigação, informação, análise.
COUTINHO, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Vozes, 2008, p.92 (adaptado).
A partir da relação entre crítica literária e literatura estabelecida no texto acima, avalie
as afirmações a seguir:
I. A crítica literária é uma atividade intelectual reflexiva cuja matéria-prima é o
fenômeno literário.
II. A crítica literária não possui um campo de atuação que lhe é próprio; por isso,
transita por diversos setores da cultura e das ciências.
III. A crítica literária constitui-se no desenvolvimento de todas as forças intelectuais de
um povo: é o complexo de suas luzes e civilização; é a expressão do grau de ciência
que ele possui; é a reunião de tudo quanto exprime a imaginação e o raciocínio pela
linguagem.
É correto o que se afirma em 
II e III, apenas.
X II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
I, apenas.
[359299_1319
43]
Questão
002
Nesse momento, relegadas a retórica e a poética à posição secundária de meras
disciplinas escolares, o espaço vazio foi preenchido por uma nova formação
disciplinar, a história literária, que, desinteressada das noções clássicas de boas letras
ou belas letras, instala o conceito moderno de literatura nacional, individualizando
tradições literárias específicas das diversas nações instituídas como estados daí
derivando expressões como literatura brasileira, literatura portuguesa, literatura
francesa, etc. (Roberto Acízelo de Souza. In: Teoria da Literatura: Trajetória,
Fundamentos, Problemas. São Paulo: É Realizações Editora, 2018, p. 33)
O trecho acima aborda qual período dos estudos literários?
X O século XVII e XVIII.
Os séculos XVIII e XIX.
Pincel Atômico - 27/12/2023 22:41:54 2/4
O século XVI e XVII.
O século XX e XXI.
A antiguidade Clássica.
[359297_1329
84]
Questão
003
Sobre a Teoria da Literatura é correto afirmar:
é uma disciplina que remonta da Antiguidade Clássica.
é uma disciplina recente que se ocupa do estudo do literário.
é uma disciplina que se ocupa da crítica impressionista.
X é uma disciplina que se ocupa da história da literatura.
é uma disciplina que integra as artes literárias.
[359297_1319
37]
Questão
004
(CESPE / CEBRASPE 2013)
De acordo com o pensador G. Vico, o senso comum é um julgamento sem qualquer
reflexão, comumente sentido por toda uma classe, todo um povo, toda uma nação, ou
por todo o gênero humano. Segundo Heidegger, nós nos movimentamos no nível de
compreensão do senso comum à medida que nós cremos em segurança no seio das
diversas “verdades” da experiência da vida, da ação, da pesquisa, da criação e da fé.
M. Heidegger. Sobre a essência da verdade. São Paulo 1970, p. 18 (com adaptações).
A propósito dessas informações acerca do significado do senso comum,
problematizado pela filosofia, assinale a opção correta.
 
É com o senso comum que o homem enfrenta, no cotidiano, os seus problemas
imediatos. O senso comum antecede todo o filosofar. Devido a essa anterioridade e ao
seu caráter de convicção inquestionada, ele deve ser considerado como critério de
julgamento, como princípio dirimente de todas as dúvidas teóricas.
X
O senso comum é um julgamento irrefletido, que, uma vez compartilhado por muitos
homens no âmbito da cultura como crença cotidiana, é tido como óbvio e permanece
inquestionado. A filosofia, porém, é um movimento radical de autonomia do homem
baseado no exercício do pensamento, do questionamento. Por isso, a filosofia se põe
de maneira crítica frente às pretensões do senso comum.
Enquanto o senso comum é um conhecimento seguro, a filosofia é um pensamento
inseguro. Logo, a filosofia deve ser rejeitada como perigosa para o homem do
cotidiano.
O senso comum reflete, argumenta e justifica suas crenças.
O senso comum é convicção arraigada, crença partilhada com segurança pelos
homens, na vida, na ação, na pesquisa, na criação e na fé. A convicção é fundamental
ao pensamento e, portanto, o senso comum se identifica com o pensamento filosófico.
[359297_1329
75]
Questão
005
Para o filósofo Hans-Georg Gadamer, os conhecimentos, os valores e as visões que
utilizamos estão situados dentro de tradições comuns, enraizados comunitariamente,
das quais induzimos nossa produção de ideias e pensamentos. Ou seja, o senso
comum nos direciona a uma dinâmica entre convicções concebidas e herdadas pela
sociedade através do tempo e a um presente ininterruptamente formado em que
analisamos e criticamos o conhecimento humano. A partir disso, podemos entender
senso comum como:
conjunto de ideias e valores compartilhados por uma parcela de membros de uma
comunidade acriticamente.
X
conjunto de ideias e valores compartilhados por uma parcela de membros de uma
comunidade criticamente.
Pincel Atômico - 27/12/2023 22:41:54 3/4
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade e
elaborados criticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade com
aprofundamento teórico.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade sem
aprofundamento crítico e/ou teórico.
[359299_1319
44]
Questão
006
O termo teoria da literatura ou teoria literária só começou a ser utilizado a partir da
década de 1940, com a publicação de um livro que se tornou um clássico dos estudos
literários. (Pedro Paulo Silva. In: Teoria da Literatura I. São Paulo: Pearson Education
do Brasil, 2014, p. 13).
Considerando o trecho acima assinale a alternativa correta.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é
em 1930, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Tzvetan Todorov
é que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas
faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma
abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é
em 1950, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é
que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado na USP. Foi um
marco porque estabelecia uma distinção entre uma abordagem extrínseca e intrínseca
do literário.
X
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é
em 1949, com a publicação do manual homônimo de Terry Eagleton e Umberto Eco é
que Teoriaemerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas
faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma
abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é
em 1949, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é
que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas
faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma
abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
A despeito de a expressão Teoria da Literatura já haver sido utilizada anteriormente, é
em 1990, com a publicação do manual homônimo de René Wellek e Austin Warren é
que Teoria emerge propriamente como disciplina ao ser adotado em diversas
faculdades de Letras. Foi um marco porque estabelecia uma distinção entre uma
abordagem extrínseca e intrínseca do literário.
[359297_1329
80]
Questão
007
A linguagem poética organiza, comprime os recursos da linguagem cotidiana e, às
vezes, até comete violência contra ela, em uma tentativa de forçar a nossa consciência
e atenção. Muitos desses recursos um escritor encontrará formados, ou pré-formados,
pelas atividades silenciosas e anônimas de muitas gerações. Em certas literaturas
altamente desenvolvidas e especialmente em certas épocas, o poeta limita-se a usar
uma convenção estabelecida: a linguagem, por assim dizer, poetiza por ele (WELLEK;
WARREN, 2003, p. 17).
Segundo Wellek e Warren, não o autor não é um gênio, no sentido atribuído pelos
românticos. Nesse respeito, a linguagem poética surge 
X da emulação inconsciente de modelos autorais de outras épocas.
de seguir preceitos normativos de modelos autorais do passado..
da paródia e do pastiche dos modelos autorais de sua época
da originalidade inconsciente do poeta de qualquer época.
Pincel Atômico - 27/12/2023 22:41:54 4/4
da cópia consciente de modelos autorais de outras épocas.
[359297_1319
39]
Questão
008
(INSTITUTO AOCP 2019 – adaptado)
Pode-se afirmar que há uma multiplicidade de conhecimentos, desde aquele
conhecimento presente no cotidiano de cada indivíduo até aquele conhecimento
desenvolvido nas diversas instituições de ensino, bem como nas comunidades
científicas existentes no mundo em geral. Um modo didático e pedagógico de
compreender os conhecimentos em geral seria separá-los em dois grandes grupos:
senso comum e conhecimento científico.
Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Pode-se afirmar que o senso comum é unificador e objetivo.
O conhecimento científico diferentemente do senso comum é particular e subjetivo,
dependendo do ponto de vista individual e pessoal do cientista.
O conhecimento científico é fragmentário, devido ao fato de haver uma distinção entre
as ciências humanas, as ciências formais e as ciências da natureza.
O senso comum compõe as crenças e as superstições. Tendo isso em vista, trata-se
de um conhecimento equivocado. Em contrapartida, como a ciência visa
comprovações, dispensa-se a formulação de novos paradigmas científicos.
X
O senso comum é frequentemente subjetivo, porque depende do ponto de vista
individual e pessoal, pois pode ser condicionado por sentimentos ou afirmações
arbitrárias. Distinto disso, o mundo construído pela ciência aspira à objetividade.