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Trabalho FP103

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FP103 – F UNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL : PROCESSOS DE ATENÇÃO À 
 DIVERSIDADE 
 T RABALHO CONV . ORDINÁRIA 
 Nome e sobrenome (s): 
 Adriane Cristina da Silva Borba BRFPMME2535179 
 Bruna Maria Nogueira Ferreira Nunes BRFPMME4351278 
 Carmen Lúcia Fernandes Onofre BRFPMME5110302 
 Cristiane de Souza Rover BRFPMME4538895 
 Grupo: 2022/10 
 Data: 24/09/2023 
 O Transtorno do Espectro Autista na educação infantil e as estratégias de intervenções 
 e projeção de ação e formação para pais e professores. 
 1 
 Índice 
 Seleção do caso ……………………………………………………………………………03 
 Estratégia do estudo do caso ……………………………….……………………………03 
 Aplicação de instrumentos ……………………………………………………………….04 
 Acesso ao campo …………………………………………………………………………04 
 Processo de coleta de dados ……………………………………………………………04 
 Contexto físico, social e interpessoal …………………………………………………..04 
 Decisões de controle posterior ………………………………………………………….04 
 Compilação de resultados ……………………………………………………………….04 
 Diagnóstico e preparação de agentes educacionais ………………………………….04 
 Processo de treinamento …………………………………………………………………04 
 Elaboração …………………………………………………………………………………04 
 Introdução a elaboração …………………………………………………………………04 
 Descrição do caso ……………………………………………………………………….06 
 Metodologia utilizada …………………………………………………………………….07 
 Projeção do processo de treinamento …………………………………………………08 
 Referências bibliográficas ……………………………………………………………….10 
 Anexos …………………………………………………………………………………….11 
 2 
 Atividade 1: Seleção de Caso 
 Nossa proposta de formação focará em um caso de um menino, de 5 anos, 
 com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que frequenta uma instituição pré-escolar 
 inclusiva. Ele será referido como João . 
 Atividade 2: Estratégia do Estudo de Caso 
 Objetivo do Estudo de Caso: O objetivo deste estudo é compreender o 
 desenvolvimento somático, educacional, psicológico, as particularidades da 
 aprendizagem e a socialização ofertada a João , visando identificar maneiras eficazes 
 de apoiar seu desenvolvimento global. 
 Informação a ser Coletada: 
 Objetivo 1: Avaliar o desenvolvimento somático: Coletar informações sobre o 
 crescimento de João desde a etapa pré-natal até a atualidade, incluindo marcos de 
 desenvolvimento motor e habilidades motoras finas. 
 Objetivo 2: Determinar as condições da educação familiar: Entender o 
 ambiente familiar de João, incluindo o suporte emocional, as expectativas dos pais, e 
 as práticas educativas utilizadas. 
 Objetivo 3: Determinar as características do desenvolvimento psicológico: 
 Analisar as competências sociais e emocionais de João, bem como suas preferências 
 e desafios no processamento sensorial. 
 Objetivo 4: Determinar as particularidades da aprendizagem: Identificar como 
 João aprende melhor, quais estratégias de ensino são mais eficazes para ele e como 
 ele responde às mudanças no ambiente de aprendizagem. 
 Objetivo 5: Caracterizar a educação recebida: Explorar a participação de João 
 nas atividades escolares e extracurriculares, suas relações com os colegas e 
 professores, e sua adaptação ao ambiente escolar. 
 Seleção de Informantes: 
 ● Pais de João 
 ● Professores da instituição pré-escolar 
 ● Terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos envolvidos 
 ● Colegas de classe 
 Instrumentos de Pesquisa: 
 ● Entrevistas com os pais, professores e terapeutas 
 ● Questionários de avaliação de habilidades sociais e emocionais 
 ● Observações diretas em sala de aula e em casa 
 ● Avaliações de desenvolvimento motor e sensorial 
 3 
 Aplicação de Instrumentos: Realizamos entrevistas com os pais de João para 
 coletar informações sobre seu histórico de desenvolvimento e sua educação familiar. 
 Também analisamos a ficha de anamnese de sua matrícula, para verificar informações 
 importantes sobre o pré natal, contidas nas cópias da sua carteira de vacinação e 
 estudo sobre a documentação médica que está anexa a ficha. Utilizamos 
 questionários padronizados para avaliar suas habilidades sociais e emocionais. 
 Observações foram feitas em sala de aula e em casa para entender melhor suas 
 interações sociais e comportamento. Realizamos avaliações motoras e sensoriais por 
 meio de avaliações específicas. 
 Acesso ao Campo: Obtivemos acesso ao contexto escolar por meio da 
 colaboração com a instituição pré-escolar e a autorização dos pais de João. As 
 observações foram realizadas de maneira não intrusiva, respeitando o ambiente de 
 aprendizado de João. 
 Processo de Coleta de Dados: Realizamos entrevistas presenciais com os 
 pais, professores e terapeutas, bem como observações em sala de aula e em casa. 
 Os questionários foram aplicados de maneira sensível às necessidades de João. 
 Contexto Físico, Social e Interpessoal: O estudo ocorreu no ambiente escolar, 
 na casa de João e nas instalações de terapia. Incluímos considerações sobre sua 
 interação com colegas, professores e terapeutas. 
 Decisões para Controle Posterior: Garantimos a confidencialidade dos dados 
 coletados e a privacidade dos informantes. Adotamos uma abordagem ética na coleta 
 de informações. 
 Compilação dos Resultados: Os resultados das entrevistas (em anexo), 
 observações e avaliações foram compilados em uma análise abrangente, através de 
 diálogos e discussões deste grupo de mestrandas, para obter uma compreensão 
 completa do caso de João . 
 Diagnóstico e Preparação de Agentes Educacionais: Com base nas 
 informações coletadas, um aprofundamento na DSM-5, desenvolvemos um 
 diagnóstico que destaca os pontos fortes e desafios de João . Preparamos 
 oportunidades de reflexões, e estratégias de ação para professores, pais e terapeutas 
 com estratégias personalizadas para apoiar seu desenvolvimento. 
 Processo de Treinamento: Organizamos sessões de treinamento para a 
 escola e os pais de João, fornecendo orientações sobre adaptações curriculares, 
 estratégias de comunicação e criação de um ambiente de apoio. Sessões estas que 
 chamamos de Escola para pais. 
 Atividade 3: Elaboração do Texto Escrito 
 INTRODUÇÃO: 
 O Transtorno do Espectro Autista (TEA) se perfaz em uma síndrome 
 comportamental que possui etiologias diferentes e algumas características como 
 possibilidade de limitações ao se relacionarem com outras pessoas, distúrbios de 
 4 
 linguagem, singularidade com relação ao aprendizado e resistência a mudanças de 
 rotina. O entendimento sobre esse transtorno vem evoluindo ao longo dos anos, e 
 neste artigo, utilizaremos como base para entendimento o que diz o DSM-5 (Manual 
 Diagnóstico e estatístico de Transtornos Mentais - 5ª edição (este documento é um 
 manual diagnóstico e estatístico feito pela Associação Americana de Psiquiatria para 
 definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais. Usado por psicólogos, 
 fonoaudiólogos, médicos e terapeutas ocupacionais, e é o mais recente publicado - no 
 ano de 2013). Segundo o DSM-5, o TEA é definido como um transtorno do 
 neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades de interação social, 
 comunicação e comportamentos repetitivos e restritos. 
 O presente trabalho apresenta o caso de uma criança do público alvo da 
 educação especial com Transtorno de espectro autista (TEA), do sexo masculino, com 
 5 anos de idade, frequentando o segundo período no CEI Maria Laura Cardoso 
 Eleotério, onde apresenta um alto grau de dificuldade em seu processo de 
 aprendizagem,de socialização e de aceitação dos profissionais da instituição. A 
 Diretriz Municipal de Educação Infantil de Joinville, assegura que: “A inclusão, no 
 contexto escolar, inicia na Educação Infantil, pois essa prática requer que todos os 
 envolvidos sejam respeitados em suas diferenças, seja em relação à deficiência, raça, 
 gênero, religião, cultura ou etnia.” (JOINVILLE, pag. 165). 
 Sendo a educação infantil considerada um espaço e tempo de aprendizagem, 
 desenvolvimento motor, de trocas interpessoais e promoção da diversidade entre os 
 pares, consiste em uma etapa importante para as crianças. Pensar sobre os 
 processos inclusivos neste período de desenvolvimento é refletir sobre as 
 possibilidades e práticas que consigam envolver e despertar o interesse das crianças, 
 em especial a criança com Transtorno do Espectro Autista. 
 A inclusão escolar tem início na Educação Infantil, onde se 
 desenvolvem as bases necessárias para a construção do 
 conhecimento e seu desenvolvimento global. Nessa etapa, o 
 lúdico, o acesso às formas diferenciadas de comunicação, a 
 riqueza de estímulos nos aspectos físicos, emocionais, 
 cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as 
 diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito e a 
 valorização da criança. Do nascimento aos três anos, o 
 atendimento educacional especializado se expressa por meio 
 de serviços de intervenção precoce que objetivam otimizar o 
 processo de desenvolvimento e aprendizagem em interface 
 com os serviços de saúde e assistência social. (BRASIL, 2008, 
 p.16) 
 Ainda, 
 O Atendimento Educacional Especializado é uma modalidade 
 da Educação Especial que auxilia na identificação, elaboração, 
 e organização de recursos pedagógicos e de acessibilidade, 
 garantindo a participação dos discentes, considerando suas 
 necessidades específicas, visa complementar ou suplementar 
 a formação do educando, tendo como objetivo promover a 
 autonomia dentro e fora do contexto escolar. (JOINVILLE, pag. 
 166) 
 5 
 A criança com TEA, como as demais, possuem estilos de percepção e 
 aprendizagem peculiares, com processos diferenciados para se expressar e assimilar 
 informações e demonstrar afeto. Suas ações representam tentativas de lidar com um 
 mundo que muitas vezes pode lhe parecer confuso e difícil. 
 Analisou-se a conduta do espaço educacional em relação ao 
 encaminhamento para diagnóstico e atendimento especializado desta criança, de que 
 forma é feita a abordagem aos pais alertando sobre os sintomas apresentados pela 
 criança, bem como, desvendar como o CEI (Centro de Educação Infantil), enquanto 
 meio socializador, através da ação dos profissionais de educação, consegue integrar 
 esse aluno e lhe possibilitar não somente condições de aprendizagem, mas de 
 convivência social. 
 Na Educação Infantil, o professor de sala, em articulação com 
 o professor do AEE, observa as crianças nos aspectos 
 cognitivo, social e motor e busca recursos pedagógicos que 
 minimizam barreiras encontradas no dia a dia, contribuindo 
 para a autonomia da criança nos espaços da unidade. 
 (JOINVILLE, pag 167) 
 A coleta de dados ocorreu através da realização de entrevista, aplicado um 
 questionário pré selecionado, onde os profissionais e familiares pesquisados 
 descreveram sobre João. Neste sentido apresentou-se os objetivos que conduzem a 
 pesquisa que permite um paralelo em relação às dúvidas quanto ao desenvolvimento 
 e inclusão de João, para em seguida fazer interferências pedagógicas que possibilitam 
 a superação parcial e/ou total de determinadas ações e comportamentos. 
 Desenvolvimento: Descrevemos a estratégia de estudo de caso detalhada, 
 destacando os objetivos, informantes, instrumentos e métodos utilizados para coletar 
 dados sobre o desenvolvimento de João. Apresentamos os resultados obtidos, 
 incluindo seu diagnóstico e as estratégias de treinamento propostas. 
 DESCRIÇÃO DO CASO 
 Depois das entrevistas escritas, observação em sala, e diálogos com as 
 profissionais que o acompanham no dia a dia escolar, ainda com a análise dos 
 documentos médicos presentes na unidade escolar, percebemos que a principal 
 dificuldade que João encontra é com relação às interações sociais, o fato de ter como 
 uma das característica do seu Transtorno do Espectro Autista a Não verbalização por 
 vezes o deixa irritado, pois com frequência não é compreendido especialmente pelos 
 colegas de turma. O fato de por vezes ser contrariado e ter dificuldade em processar a 
 frustração, também é uma variável que interfere no desenvolvimento e relações 
 sociais dele. Outra questão a ser observada, respeitada e reconhecida são suas 
 hipersensibilidades com relação a algumas texturas e sons, é importante que 
 professores, colegas e familiares compreendam essa característica e jamais forcem 
 qualquer situação neste sentido, muito pelo contrário, o estímulo não necessariamente 
 é a exposição ao fato, podemos e precisamos pensar em envolver João nessas 
 situações de maneira que ele se sinta confortável, por exemplo, se ele possui 
 irritabilidade ao tocar em texturas parecidas com barro, argila ou lama, mas gosta de 
 água, é importante ofertar água para ele, no mesmo ambiente em que outras crianças 
 manuseiam argila, barro ou lama, assim ele vivencia o que gosta, mas é espectador 
 6 
 daquilo que o aflige, existe alta probabilidade de depois de algumas vezes assistindo o 
 envolvimento e empolgação de seus pares ele, por iniciativa própria busque enfrentar 
 essa recusa hipersensitiva que apresenta, ou seja, é importante respeitar, e ainda 
 assim oferecer a oportunidade, um ambiente em que ele se sinta seguro. 
 METODOLOGIA UTILIZADA 
 Percebendo isso, notamos que com certa frequencia esse “impasse” causa 
 desregularização em João, então apresentamos à professora a estratégia de utilizar 
 PEC’s ( Picture Exchange Communication System) que é um sistema de comunicação 
 que ressalta a relação interpessoal, em que ocorre um ato comunicativo entre o 
 indivíduo com dificuldades de fala e um adulto, por meio de trocas de figuras. A 
 professora apresentou as figuras para sua turma, que também foi incentivada a utilizar, 
 as figuras foram posicionadas em um lugar de fácil acesso para todos. Com as 
 famílias também fizemos um movimento de conscientização e estudo sobre a 
 estratégia, no primeiro encontro da nossa Escola de pais, eles receberam os mesmos 
 “cards” para que família e escola tenham a possibilidade de uma mesma linguagem, 
 esta abordagem não é uma ação finalizada, tanto na escola quanto em casa ficou 
 aberta a adoção de novas imagens, conforme as necessidades de comunicação 
 surgirem e não forem supridas. 
 Outro método apresentado à equipe de professoras que convive com João, e 
 nesta vez especialmente apresentado também à família de João na reunião de 
 respostas, foi o método SON RISE, que tem como Tem como base o respeito e a 
 aceitação, pelo que vai permitir que a criança com diagnóstico dentro do espectro do 
 autismo possa desenvolver-se no seu próprio mundo antes de lhe pedirmos que faça 
 parte do nosso, por outraspalavras, em vez de tentarmos mudar o comportamento, 
 vamos juntar-nos a ele. Como por exemplo, se uma criança em situação de auto 
 regulação precisa estar em contato com o chão, e isso não lhe causar perigo, que o 
 adulto permita, e que sente-se ao chão também, para que a criança perceba o 
 acolhimento e tentativa de igualdade. É uma abordagem que usa as motivações 
 específicas de cada criança para lhes ensinar as competências que necessitam de 
 adquirir. Desta forma, a criança participa espontaneamente, sendo que o período de 
 atenção interactiva aumenta, o que resulta num alargamento das suas competências. 
 Para aplicar este método, é preciso: Criarmos um ambiente livre de distrações onde as 
 interacções são facilitadas. Este espaço diminui os estímulos excessivos do ambiente 
 que provocam tensões nas crianças ou adultos com autismo e os inibem de progredir 
 e interagir. Temos na base de toda a interação uma atitude assente em 3E’s: Energia, 
 Empolgamento e Entusiasmo. Em vez de bloquearmos a estereotipia, juntamo-nos a 
 estes seus comportamentos ritualistas e repetitivos e desta forma criamos afinidades e 
 ligações. Celebramos e agradecemos cada sinal que nos é dado e cada pequena 
 conquista. Propomos jogos estimulantes e criativos. Incentivamos o contacto visual 
 agindo de forma divertida. Sendo possível através do exagero e variação de 
 expressões faciais, tons de voz e movimentos corporais adaptado a cada faixa etária. 
 Trabalhamos a flexibilidade comportamental. Estimulamos a comunicação verbal e não 
 verbal de forma adequada, encorajando a criança/adulto a usar-nos para comunicar e 
 assim perceber os benefícios da socialização com o outro. 
 Parecido com este método, também explanamos a utilização do método 
 FLOORTIME que é uma estratégia com base no desenvolvimento funcional das 
 crianças e suas diferenças individuais e de relacionamentos. Seu foco está na 
 formação de alicerces sólidos no repertório para as competências intelectuais, 
 emocionais e sociais de um indivíduo. Também conhecido como método FLOORTIME 
 DIR, O DIR é fundamentado por três elementos-chave, como o próprio nome revela: O 
 7 
 “D” vem de desenvolvimento e remete à evolução da criança por etapas graduais que 
 a ajudam a gerar capacidades para envolver-se e relacionar-se com os outros. “I”, que 
 vem de diferenças Individuais, observando às características biológicas, que a criança 
 recebe, regula e responde e que a fazem compreender sensações como o som e o 
 tato, por exemplo. “R” que vem das bases de Relações, que apontam os 
 relacionamentos como fonte de aprendizado das crianças, afetando diretamente sua 
 capacidade de desenvolvimento. Ela é um modo de intervenção não dirigida, que foca 
 em envolver a criança em uma relação afetiva. Os seus princípios básicos são: 
 a)Seguir a atividade da criança; b) Entrar na atividade e apoiar as intenções; c)Levar a 
 criança a envolver e interagir através da nossa própria expressão afetiva e ações; 
 d)Abrir e fechar ciclos de comunicação (comunicação recíproca); e) Aumentar a gama 
 de experiências interativas através de jogos e brincadeiras; f) Aumentar o repertório de 
 competências motoras e processamento sensorial; g)Adaptar as intervenções às 
 diferenças individuais de cada criança. 
 Por fim, pensando na hipersensibilidade que João apresenta ao toque de 
 algumas texturas, e aos sons, sugerimos às educadoras e família, um aprofundamento 
 no método PADOVAN. O Método Padovan de Reorganização Neurofuncional, 
 desenvolvido pela fonoaudióloga Beatriz Padovan, é uma abordagem terapêutica que 
 recapitula as fases do neuro-desenvolvimento, usadas como estratégia para habilitar 
 ou reabilitar o Sistema Nervoso. O Método Padovan recapitula o processo de 
 aquisição do Andar, Falar e Pensar de maneira dinâmica, estimulando a maturação do 
 Sistema Nervoso Central, com intuito de tornar o indivíduo apto a cumprir seu 
 potencial genético e à adquirir todas as suas capacidades, tais como locomoção, 
 linguagem e pensamento. 
 PROJEÇÃO DO PROCESSO DE TREINAMENTO 
 Pensando num plano de formação, elaboramos a Escola de Pais, não apenas 
 para os pais de João , pois muito nos tocou quando a família de João relata que a 
 maior dificuldade que apresenta hoje é com relação a empatia e conscientização das 
 demais famílias, e também por compreender que outras famílias e outras profissionais 
 das crianças atípicas gostariam da oportunidade dessa rede de apoio. 
 A Escola de Pais será nosso treinamento em projeção, ofertada pela equipe 
 gestora da unidade escolar, em parceria com a Secretaria da educação da cidade 
 (autorização), e os mediadores serão as integrantes deste grupo de estudo. O 
 programa tem como objetivo geral “Promover práticas parentais positivas junto às 
 famílias”, com atenção especial à real inclusão de crianças atípicas, refletindo sobre 
 questões como: o que a escola pode fazer a respeito? O que as demais famílias 
 precisam saber, e como podem contribuir? O cronograma já está estabelecido em 5 
 encontros, cuja ementa será: 1. as fases do desenvolvimento humano. 2. comunicação 
 positiva/educação não violenta. 3. estilos parentais. 4 estabelecimento de rotina e 
 monitoria. 5. autoconhecimento. Cada encontro será organizado da seguinte forma: 
 Acolhimento (entenda-se não somente o início do encontro, mas o ato de acolher na 
 mais pura contextualização da palavra, tornar próximo, tornar íntimo, para que se 
 alcance a crianças de vínculos, disposição dos participantes, espaço aconchegante, 
 tornar o momento “informal” para que seja como lar, como casa; explanar a 
 necessidade de confidencialidade, como um verdadeiro grupo de apoio); Ponto 
 teórico (a fim de permitir que os participantes compreendam os ́princípios básicos da 
 educação parental e do desenvolvimento humano, compreendendo situações, 
 pensando de forma concreta e com base sólida a partir de estudos já consolidados 
 ações para situações desafiadoras da educação de crianças típicas e atípicas, bem 
 como para situações de convívio entre elas); Treino de habilidades (desmistificar 
 8 
 assim o formato de “palestra” em que apenas o mediador fala e tenta reproduzir 
 conhecimento, o treino de habilidades é uma oferta de situações hipotéticas, em que o 
 grupo de pais se reúne e pensa estratégias de ação, ao partilhar com o grande grupos, 
 os mediadores podem conduzir com perguntas críticas que tragam ao momento 
 oportunidades de retorno ao estudo dos pontos teóricos, trazendo para a prática o que 
 está em escritas); Reflexões do grupo (como um insight do que foi discutido, 
 pensado, aprendido durante aquele encontro). 
 9 
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 Frith, U. (2008). Autismo: entendendo os transtornos do espectro autista. Artmed. 
 Fernandes, F. D., & Lourenço, M. I. F. (2011). Transtorno do Espectro Autista: 
 Reflexões e Práticas Psicopedagógicas. Wak Editora. 
 Lotterman, C., & Vian Jr, R. (2014). Autismo e inclusão: psicanálise, pedagogia e 
 clínica. Escuta. 
 Bosa, C. A. (2006). Autismo: uma revisão. Revista Brasileira de Psiquiatria,28(1), 
 3-11. 
 BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, 
 2013. 
 Ribeiro, T. C., Eggers, C., & Bosa, C. A. (2017). Intervenções psicoeducacionais para 
 crianças com transtorno do espectro autista: revisão sistemática. Psicologia: Teoria e 
 Pesquisa, 33(3), e333317. 
 Fernandes, F. D., & Lourenço, M. I. F. (2013). Intervenção psicopedagógica no 
 transtorno do espectro autista: um estudo de caso. Psicologia: Ciência e Profissão, 
 33(1), 56-71. 
 JOINVILLE. Diretriz Municipal de Educação Infantil de Joinville. Joinville: SE, 
 2019. 
 DO DSM-I AO DSM-5: EFEITOS DO DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO “ESPECTRO 
 AUTISTA” SOBRE PAIS E CRIANÇAS. Disponível em: 
 https://psicanaliseautismoesaudepublica.wordpress.com/2013/04/11/do-dsm-i-ao-dsm- 
 5-efeitos-do-diagnostico-psiquiatrico-espectro-autista-sobre-pais-e-criancas/ . Acesso 
 em 17/09/2023. 
 DMS-5 E TEA: O DIAGNÓSTICO DO AUTISMO. Disponível em: 
 https://institutoneurosaber.com.br/dsm-5-e-tea-o-diagnostico-do-autismo/#:~:text=Segu 
 ndo%20o%20DSM%2D5%2C%20o,e%20comportamentos%20repetitivos%20e%20re 
 stritos . Acesso em 18/09/2023. 
 10 
https://psicanaliseautismoesaudepublica.wordpress.com/2013/04/11/do-dsm-i-ao-dsm-5-efeitos-do-diagnostico-psiquiatrico-espectro-autista-sobre-pais-e-criancas/
https://psicanaliseautismoesaudepublica.wordpress.com/2013/04/11/do-dsm-i-ao-dsm-5-efeitos-do-diagnostico-psiquiatrico-espectro-autista-sobre-pais-e-criancas/
https://institutoneurosaber.com.br/dsm-5-e-tea-o-diagnostico-do-autismo/#:~:text=Segundo%20o%20DSM%2D5%2C%20o,e%20comportamentos%20repetitivos%20e%20restritos
https://institutoneurosaber.com.br/dsm-5-e-tea-o-diagnostico-do-autismo/#:~:text=Segundo%20o%20DSM%2D5%2C%20o,e%20comportamentos%20repetitivos%20e%20restritos
https://institutoneurosaber.com.br/dsm-5-e-tea-o-diagnostico-do-autismo/#:~:text=Segundo%20o%20DSM%2D5%2C%20o,e%20comportamentos%20repetitivos%20e%20restritos
 ANEXOS 
 11 
 12 
 13 
 Roteiro para Observação em Sala de Aula: 
 Objetivo: Avaliar as interações sociais, o ambiente de aprendizado e a dinâmica da 
 sala de aula. 
 Data: 05/09/2023 Nome do observador: Cristiane de Souza Roever. Nome do aluno 
 observado: (fictício) João. Classe/Ano: 1º período. 
 Observações: 
 1. Dinâmica da sala de aula: Descreva a organização da sala de aula, a 
 disposição das mesas, os recursos visuais e a interação do aluno com o 
 ambiente. 
 2. Interações sociais: Observe as interações do aluno com os colegas e o 
 professor. Registre exemplos de cooperação, comunicação e envolvimento nas 
 atividades. 
 3. Participação em atividades: Registre as atividades em que o aluno participou 
 ativamente, demonstrando interesse e engajamento. 
 4. Suporte adicional: Anote qualquer suporte ou adaptação oferecida ao aluno 
 durante a aula, como apoio de um profissional de inclusão. 
 5. Comportamento emocional: Registre quaisquer reações emocionais 
 observadas no aluno durante a aula. 
 Conclusões: Concluímos que a abordagem personalizada, a colaboração entre escola, 
 família e terapeutas, e a sensibilidade às necessidades de João são fundamentais para 
 seu sucesso. Destacamos a importância de adaptações curriculares e suporte 
 emocional contínuo. 
 14

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