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No ciclo da aprendizagem

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No ciclo da aprendizagem, é possível observar que existem quatro etapas da aprendizagem:
1. incompetência inconsciente: é o momento em que nós nos encontramos antes de desenvolver alguma habilidade. Momento em que sequer imaginamos que possa vir a desenvolver uma habilidade ou que sequer exista determinada habilidade. Todos nós nos encontramos nesse ponto: ninguém nasceu falando, escrevendo, fazendo anotações, dirigindo,
vestindo sua própria roupa, comendo sozinho etc. Tudo foi aprendido. Pode ser resumida como: “não sei que não sei”. Essa fase também é conhecida como intuições ou julgamentos errados;
2. incompetência consciente: ocorre quando você, agora, sabe que existem algumas habilidades que você não tem, mas que você pode aprender, que você pode desenvolver. Nessa etapa, consideramos que o indivíduo atingiu o momento de pensar que “sabe que não sabe”. Aqui estamos sujeitos às análises erradas;
3. competência consciente ou aquisição de habilidades: é o momento de conhecer cada etapa dessas habilidades. Por exemplo, como é o processo de desenvolver essa habilidade (falando de forma específica), e qual é o momento de treinar para que possamos ter habilidade. A habilidade só ocorre com o treinamento. Dessa forma, é importante que se pratique
constantemente para adquirir essa nova habilidade. Algumas pessoas se sabotam nessa etapa, por não conhecer esse processo. Afinal, é um processo doloroso. Um processo de adaptação a uma nova estratégia, a um novo método, a uma nova habilidade. É um processo no qual
há necessidade de sair da zona de conforto. Quanto mais praticar, em menos tempo você terá uma nova habilidade. Depois de bastante treino, essa habilidade se torna automática, e vamos para a quarta etapa. Agora, já assumimos que “sabemos que sabemos”. Nesse momento, nossas análises já são estabelecidas como mais corretas;
4. competência inconsciente ou habilidade automática: se hoje falamos, caminhamos etc., é porque passamos por esse processo. Ou seja, tudo aquilo que sabemos fazer passou por esse processo. Então, qualquer outra habilidade que venhamos a adquirir passará pelo mesmo processo. É interessante e gratificante passar por ele e ampliar a capacidade. Nosso processo de competências é totalmente inconsciente, e podemos afirmar que “sabemos e nem percebemos o quanto ou o que sabemos”. Aqui já apresentamos corretas intuições.	
Conforme afirma Lefrançois (2008, p. 166), “sabemos que a experiência e aprendizagem devem resultar em mudanças relativamente permanentes no cérebro, e que pensar e sentir devem envolver atividade cerebral”. Podemos perceber a estreita relação da teoria com atividades práticas no desenvolvimento do cérebro humano. Nosso cérebro é extremamente complexo, e a sua total compreensão ainda é um mistério da ciência. Portanto, este caderno de
estudo da disciplina não tem a intenção (ou pretensão) de esgotar todo o assunto, mas apenas “instigar” a busca pelo conhecimento. Em outras palavras, neste capítulo apenas percorreremos superficialmente as características do cérebro ou aspectos essenciais que influenciam a aprendizagem. Também, para facilitar a compreensão, devemos lembrar e considerar a similaridade das teorias de aprendizagem com as teorias comportamentais, ou seja, que, no viés psicológico, as teorias que regem a aprendizagem humana visam à mudança
comportamental. Pensamentos e estudos sobre behaviorismo – baseado nos estímulos e respostas – liderados por Pavlov, Watson, Guthrie, Thorndike, Hulle Skinner (LEFRANÇOIS,2008) depois receberam acréscimos dos elementos biológicos e desenvolveram ainda mais a teoria comportamental. Após, surgiram os estudiosos das teorias cognitivas – que se preocupou com a atividade mental humana –, tais como a corrente teórica da Gestalt e os estudos de Bruner, Piaget e Vygotsky.
Uma terceira corrente mais recente das teorias da aprendizagem preocupou-se com o processamento da informação no cérebro – destacando modelos de pensamento e
aspectos da memória, aprendizagem social e motivação. Assim, pensando em processamento da informação, devemos nos recordar que, quando tratamos de neuroaprendizagem, temos que também levar em consideração os fatores que prejudicam ou interferem no processo de ensino e da aprendizagem – ou, em outras palavras, as dificuldades de aprendizagem que muitos indivíduos possuem. O que são dificuldades e transtornos de aprendizagem? Qual é a importância desses conceitos para a neuroaprendizagem? Para Herculano-Houzel (2004), a dificuldade de aprendizagem e o transtorno de aprendizagem são dois conceitos que temos que dominar para lidar com as estratégias que auxiliaram na aprendizagem de nosso educando/aprendente. Mas, qual é a diferença entre ambas?
A dificuldade de aprendizagem – tema desta unidade – é reconhecida quando o indivíduo apresenta como característica o baixo desempenho escolar. Geralmente, é transitório e secundário a um fator psicológico, pedagógico, ou até mesmo por alguma dificuldade temporária na saúde da criança. É bastante comum na fase de alfabetização.
Segundo Dalgalarrondo (2008), o transtorno/distúrbio de aprendizagem é determinado biologicamente. Então, a criança já nasce com essa dificuldade e ela vai percorrer ao longo da vida com esse transtorno. Além disso, pode se manifestar em qualquer período, em qualquer fase da aprendizagem da criança ou do jovem.
Sendo uma condição permanente, a manifestação ocorre por meio da dificuldade de identificar e decodificar palavras, acarretando déficits nos processos de: leitura, escrita, compreensão de textos, soletração e matemática. É importante ressaltar que as pessoas com transtorno de aprendizagem precisam da intervenção de um especialista para que a fase de aprendizagem não seja tão difícil.
Uma equipe multidisciplinar é o mais indicado para que o diagnóstico seja fechado com precisão e assim seja possível traçar uma estratégia de intervenção.
É de extrema relevância identificar a demanda de nossos educandos/atendidos/ pacientes com relação à dificuldade de aprendizagem. Segundo Dennett (1998), os conceitos muitas vezes são confundidos. E precisamos compartilhar esses conhecimentos para que a práxis dos profissionais com Especialização seja realmente diferenciada e assertiva quanto à sua atuação diante da
necessidade de seu atendido. Primeiramente, precisamos entender que, ao falarmos em dificuldade de aprendizagem e transtornos de aprendizagem, estamos falando de dois temas que focam na aprendizagem. E, como sabemos, a aprendizagem exige muita atenção, memória, reconhecimento de conteúdos, entre outros pré-requisitos.
E a aprendizagem é algo muito amplo, como pudemos verificar ao longo de nossa
disciplina. É algo que envolve uma série de variáveis:
» sociais;
» cognitivas;
» biológicas;
» genéticas.
Sabendo disso e de todas as questões referentes à importância da aprendizagem, o que
percebemos?
Para Hennemann (2012), os fatores importantes dentro do diagnóstico da dificuldade
de aprendizagem (DA) são:
» importância da multiplicidade integrada – não podemos falar de aprendizagem por apenas um prisma. Portanto, temos que ampliarnosso escopo. Devemos pensar no diagnóstico da dificuldade da aprendizagem (DA). Falar que uma criança é disléxica, por exemplo, não é um rótulo. Isso é um diagnóstico. E o diagnóstico é essencial paralibertar a criança – o aluno, o paciente. Pois falamos de um diagnóstico que obviamente suscita um prognóstico; » evitar rótulos – os rótulos são extremamente negativos. Eles sucateiam a autoestima do indivíduo. Chamar alguém de burro, de idiota, incapaz etc., só vai prejudicar o desenvolvimento. O rótulo é uma exclusão;
» consequências de longo prazo (autoestima, depressão, ansiedade etc.);
» quando falamos em dificuldade de aprendizagem, estamos nos referindo a uma forma diferente de apreender o conteúdo.
É muito importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes, pois há muitas consequências em longo prazo. No consultório, vemos muitas crianças e adolescentes que são diagnosticados com
distúrbios com 9, 10, 11 anos. Éalgo realmente complexo e, podemos dizer, triste. Porque foi perdido tempo, e, com isso, as comorbidades (transtornos associados) aumentam. Sendo assim, para Fiori (2008), uma criança que já possui um distúrbio de aprendizagem em tenra idade, pode não desenvolver um quadro de depressão aos 4 anos. Entretanto, mediante um diagnóstico tardio, essas consequências serão um agravante. Então, para Zaro (2010), diagnósticos tardios causam muitos prejuízos para as pessoas. E não estamos falando apenas sobre as consequências na vida da criança, mas também para a família. Pois há um desgaste muito grande quando vemos o que a
família acaba sofrendo em função de um laudo não fechado na idade adequada. De acordo com dados do Ambulatório de Neuro-Distúrbios de Aprendizagem (UNICAMP, 2000), quando se fala em DA, os números apontam para 52% das crianças com problemas exclusivamente pedagógicos.
O que são problemas pedagógicos? São problemas que conseguimos trabalhar tranquilamente.
Os distúrbios de aprendizagem, de acordo com essa pesquisa, são de 5%. Nem todos têm dislexia. O que nós temos, de acordo com Ventura (2010), é uma sociedade, uma questão pública de educação que acaba por inflacionar com supostos diagnósticos de dislexia. Não existe uma quantidade alarmante de disléxicos. E tampouco de distúrbios da aprendizagem. Temos uma má infraestrutura educacional que acaba gerando falsos índices – pois esses distúrbios/transtornos são de origem biológica. Mas há uma simulação exacerbada dos números. Para Tabaquim (2003), a avaliação psicopedagógica e a intervenção no ambiente escolar já colaboram para a resolução desses problemas. Vejam que interessante: quando falamos de dificuldade, distúrbio e transtornos,
estamos falando de sintomas, assim como febre. A febre é um sintoma de uma infecção, de um problema emocional etc. A dificuldade de aprendizagem também é um sintoma de alguma coisa. Precisamos avaliar se essa dificuldade de aprendizagem não é de origem familiar, de origem
escolar/educacional (problema com a professora, por exemplo), se não é a metodologia
da escola, se essa criança possui alguma disfunção neurológica, alteração no sono.
Quando falamos de dificuldade de aprendizagem, falamos em um sintoma. Entre esses sintomas, podemos pensar nos distúrbios de aprendizagem. Por exemplo, uma criança com TDAH pode ter tanto uma dificuldade quanto um distúrbio. Uma criança com TEA (autismo) pode ter dificuldade de aprendizagem. Todos esses quadros podem estar associados com dificuldades de aprendizagem ou distúrbio de aprendizagem.
Tentar buscar esses distúrbios em uma ressonância magnética, eletroencefalograma ou outro exame é praticamente impossível, pois a questão é neuronal. Os diagnósticos são clínicos.
Então, é como se o cérebro, em áreas específicas de leitura, escrita e cálculo, funcionasse de uma forma diferente. Funcionasse em uma potência, em uma organização diferente. Como foi dito anteriormente, não temos como proposta o aprofundamento das teorias de aprendizagem, mas apenas levantar uma reflexão compreensiva dos recursos disponíveis voltados para a aprendizagem.
O estudo dessas teorias serve para explicar mudanças de comportamento – explicando, prevendo ou até modificando e controlando, mas, igualmente, possui utilidade prática. Em outras palavras, podemos entender como os indivíduos “podem agir” em determinada circunstância, e, com isso, utilizar da melhor forma as características humanas relacionadas às Inteligências Múltiplas e os recursos de Mindfulness em prol do processo de aprendizagem.
E o que podemos destacar das teorias behavioristas?
Estratégias de leitura e escrita
Existem estratégias para levarmos a leitura para a escola e também para transmitirmos a importância da leitura para os alunos. Como desenvolver estratégias no ensino da leitura?
É óbvio que, quando falamos de leitura, estamos falando de uma prática. É complexo falar sobre o ensino da leitura, porque, na verdade, a capacidade (habilidade) de leitura está relacionada a várias outras habilidades, como a capacidade de escrever, de codificar, de decodificar, a capacidade de interpretação, a experiência de vida, conhecimentos prévios etc. Mas ela não se limita a nenhum deles. Ou seja,precisamos
de todas essas habilidades para ter e desenvolver essa capacidade de leitura. Assim, a leitura é um processo de interação entre o leitor e o objeto que se lê, ou a informação. Essa interação entre o leitor e a informação tem finalidades. Quando falamos de leitura, estamos nos referindo a essa relação ou interação entre o leitor e a informação. Essa informação é um conceito que pode se estender bastante –
há vários tipos de informação. Então, podemos dizer aqui que a informação seria um conteúdo cultural,
independentemente do que nós lemos – sendo essa cultura uma cultura positiva ou não, e, nesse caso, estamos relativizando a cultura, pois há a possibilidade de existir uma cultura que não seja conveniente e se apropriar dela. É a relação entre o leitor e a informação. Por exemplo, a relação entre o leitor e a cultura, ou seja, entre o leitor e o conhecimento, é mediada por um livro, por um jornal etc. (o objeto que vai trazer a informação). Para que ler? Há vários motivos: lazer, informação imediata, devaneio, pesquisa. O mais importante é mostrar para a criança que existem várias finalidades para a leitura. Independentemente da finalidade, a criança precisa perceber desde cedo que a leitura pode atender diversas necessidades/finalidades, inclusive práticas, pois assim estimulamos a criança a fazer uma pesquisa.
A criança que pesquisa tem o hábito da leitura. Consequentemente, busca informações para o que ela deseja. A leitura é uma prática, uma ação. Entretanto, ela não terá utilidade se não houver compreensão daquilo que se lê. Podemos pensar, então, sobre a função da leitura, que é justamente a compreensão de uma informação necessária. Decodificar letras não é o mesmo que compreender um texto.
No caso da compreensão do texto, existem dois pontos importantes. O primeiro é o conhecimento de mundo, pois aquilo que o indivíduo conhece de mundo é associado ao que ele lê. E outro é o conhecimento do texto. E, quando falamos em conhecimento do texto, estamos falando que, para compreendermos um texto, é preciso ter habilidade leitora, além de utilizar aquilo que se conhece de mundo. Normalmente, a palavra que aparece é “inferir” do texto, ou seja, compreende-se do texto. Dentro desse processo de inferir, temos: interpretação, geração de hipóteses, fazer previsões, conferir ou concluir. É comum lermos um romance, uma crônica, por exemplo, e já imaginarmos o que pode acontecer no futuro. Isso quer dizer o quê? Que a capacidade leitora do indivíduo já atingiu um grau elevado entre conhecimento do mundo e a compreensão do texto para facilitar a imaginação do desfecho de uma história. Entretanto, a certeza só vem quando se lê o texto até o final. A partir do momento em que lemos o texto até o final, é possível conferir com mais precisão se as hipóteses que foram levantadas eram hipóteses coerentes, se as previsões eram coerentes e se a interpretação feita também era coerente. Pois podemos construir uma interpretação, mas também reconstruir. A compreensão do texto pode nos levar a uma reconstrução da interpretação. E o mais interessante de tudo, concordar ou discordar. Agora, quando não há compreensão, fica complicado concordar, discordar, apresenta rum ponto de vista, reconstruir uma visão a partir do texto. Quando a escola trabalha dessa forma, levando a esse processo de leitura e buscando a compreensão, ela vai gerar no aluno a autonomia. Então, a finalidade da prática é justamente levar o aluno a desenvolver a autonomia, desenvolvendo sua capacidade de habilidade leitora para que ele possa ler com autonomia e encontrar as
respostas sozinho. Isso, obviamente, tem relação com o hábito de ler, as atividades na escola, o ambiente familiar etc. A realidade que nós presenciamos é que, no Brasil, lê-se pouco. Em média, um brasileiro lê quatro livrospor ano. Se compararmos com países da Europa Centro Nórdica (Finlândia, Dinamarca), vamos ter uma média de quinze a dezoito livros por ano. A região Sul da Europa apresenta uma média de oito a doze livros. O Brasil apresenta uma média baixa do hábito da leitura. Há pessoas que passam anos sem ler um livro. E isso atrasa muito o fluxo de informações e a formação do cidadão. A leitura é sim fundamental. Não é um mero tradicionalismo defender a leitura. Não se trata de um conservadorismo. Trata-se de uma necessidade do ser humano. De forma sistematizada, atualmente nós temos como pontapé inicial para o início das práticas de leitura na escola estratégias de leitura voltadas para a primeira etapa do
ensino fundamental, ou até primeiro e segundo ciclos. Na verdade, precisamos criar um sistema educacional, e isso se faz com políticas públicas que prevejam a necessidade de leitura. O primeiro ciclo, por exemplo, é o da alfabetização. O que podemos dizer é que a leitura deve ser estimulada antes do período de escolarização, pois a escolarização obrigatória no Brasil se inicia aos quatro anos. Nós estamos, na verdade, desenvolvendo essas ideias, pois aos quatro anos talvez não se trate de uma escolarização obrigatória, mas de uma matrícula obrigatória. O processo de escolarização vai trabalhar de forma sistemática, e uma mudança no trabalho pedagógico começaria só no ensino fundamental. Aos quatro anos, a criança começa a conviver socialmente com os alunos. À medida que convive com outras crianças, surge a organização social. E o desenvolvimento cognitivo vai sendo estimulado para, quando chegar no ensino fundamental, ela ter condições de se adaptar àquela nova estrutura didática que será oferecida a ela.
E compreende-se tradicionalmente que essa nova estrutura didática – nela inserida a prática da leitura – começaria no ensino fundamental, quando nós sabemos que na pré-escola já é possível introduzir o aluno em práticas de leitura e escrita. Não estamos falando em alfabetização, mas em um processo de desenvolvimento das noções sobre leitura e escrita na criança. O professor pode ler histórias, a criança verá
as figuras, manuseará o livro e, aos poucos, percebe que aquilo que está escrito no papel tem um sentido, um significado. Não são apenas códigos. E depois haverá maior facilidade de desenvolvimento. Podemos ir além. Não se trata apenas de iniciar na pré-escola, mas do papel da família também. A família vai introduzir a criança nos processos de leitura, porque os pais vão oferecer estímulos à criança. Contar uma história, ler para a criança antes de dormir, apresentar um livro, ter conversas informais – isso tudo surge na família. Apresentar placas, símbolos que representam informações que têm sentido em vários lugares que passamos com a criança. Então, o papel da família é muito importante. Há pontos importantes para introduzir a leitura na vida da criança. O primeiro é a introdução antes do ensino fundamental. Podemos introduzir a criança na leitura e na escrita (por meio de rabiscos, desenhos) antes do ensino fundamental.
Outro ponto é ter o conceito de que a leitura não se trata de um mero processo de codificação e de decodificação. Esse conceito é importante para trabalharmos com estratégias de leitura.
O outro ponto é a questão do significado: leitura significativa. Entretanto, quando falamos de aprendizagem, não podemos esquecer que existem pessoas que estão inseridas no grupo de necessidades especiais – mas que requerem toda a nossa atenção e a forma mais adequada de desenvolver o processo de
aprendizagem.

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