Buscar

Filosofia Moderna

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 32 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 6, do total de 32 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 9, do total de 32 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

2
COLÉGIO REAÇÃO 201
Turma: 3° ano “A” 
Disciplina: Filosofia
Professor: Ricardo Lima
Alunos: Beatriz Pereira da Silva
 Júllia de Oliveira Araújo
 Gabriel Brito dos Reis
 Letícia Pazzini Gomes
 Marcos Almeida Grosse Moreira
 Maria Clara Diniz Baeta Neves
 Nicoly Bueno Nogueira
 Victor Hugo Pereira Pazzine
PERÍODO MODERNO
16 de novembro de 2023
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO..................................................................................................3
2. PERÍODO MODERNO......................................................................................4
2.1. Contexto Histórico..................................................................................4
2.2. Pilares da filosofia moderna....................................................................5
2.3. Principais escolas da Filosofia Moderna.................................................6
2.3.1. Empirismo.........................................................................................6
2.3.2. Racionalismo....................................................................................7
2.3.3. Contratualismo..................................................................................7
2.3.4. Iluminismo.........................................................................................8
2.4. Filósofos Modernos................................................................................8
2.4.1. René Descartes................................................................................8
2.4.2. Maquiavel........................................................................................11
2.4.3. Jean-Jacques Rosseau...................................................................12
2.4.4. John Locke......................................................................................15
2.4.5. Thomas Hobbes............................................................................. 19
2.4.6. David Hume.................................................................................... 23
2.4.7. Immanuel Kant............................................................................... 25
2.5. Filósofos de transição..........................................................................27
3. CONCLUSÃO.................................................................................................29
4. BIBLIOGRAFIA..............................................................................................30
INTRODUÇÃO
 A filosofia (do grego philosophia, traduzido literalmente como amor ao conhecimento) é uma das ciências mais antigas e diversificadas da humanidade, com seus estudos variados principalmente voltados à razão da existência e a mente humana, o saber, a verdade e entre vários outros temas. Ela não possui um conceito bem definido de seu significado e não há um consenso a respeito desse assunto.
 Essa ciência surgiu na Grécia antiga, através da transformação da mentalidade humana ao longo do período antigo. Primordialmente, surgiu com o objetivo de investigar as razões por trás de todas as coisas, pois anteriormente todas as coisas eram relacionadas a divindades e ao misticismo. Nesse sentido, algumas pessoas não se contentavam com essas explicações místicas (que normalmente associavam os fenômenos naturais ou psicológicos a seres sobrenaturais a deuses ou criaturas como os raios a Zeus, a vingança a Nêmesis, a loucura a Lyssa, etc) e buscavam explicações mais lógicas.
 A partir disso surgiram os filósofos, pessoas dedicadas a encontrar a suas verdades e que buscavam estabelecer relações de causalidade entre as causas e os efeitos. Esses indivíduos, inicialmente começaram pela investigação da physis (natureza) mas logo voltaram suas pesquisas a outras áreas. 
 Nesse âmbito, ela foi cada vez mais amadurecendo e se transformando ao longo do tempo, se diversificando em diversos períodos e correntes de pensamentos divididos principalmente por cronologia, juntando em grupos filósofos de uma mesma época com pensamentos semelhantes. 
 Assim sendo, neste trabalho será apresentado o período moderno da filosofia que se desenvolveu entre os séculos XV e XVIII, sendo este um dos quatro principais períodos dessa ciência em conjunto com os períodos: antigo, helenístico e medieval.
2.PERÍODO MODERNO
2.1. CONTEXTO HISTÓRICO
 O período moderno é uma divisão pautada em bases de perspectiva histórica europeia e que tem seu início em meados do século XV a partir da queda do império Bizantino e a tomada de Constantinopla pelo império Turco-Otomano (1453) e tem seu fim no século XVIII durante a Revolução Francesa (1789). Ele tem esse nome por ser considerado uma ruptura com a Idade Média que vinha previamente a ela.
 Ela foi uma época de completa oposição às tradições de sua predecessora, que foi considerada por essa equivocadamente uma Idade das Trevas por seguir fielmente as bases católicas de religião e ficar em uma espécie de “escuridão” de conhecimento. Dentro dela houve uma grande retomada à cultura greco-latinos, pois essa foi considerada o ápice cultural da humanidade, com ela seguindo as tendências do Renascimento cultural, que revolucionou a forma de produzir cultura, levando a uma estética mais realista, retratando figuras pagãs etc., tecnologia e filosofia.
 Além disso, durante esse período houve uma grande expansão territorial europeia através das Grandes Navegações que levaram a uma dominância desse continente sobre os continentes Africano, Asiático e as recém-conhecidas Américas. Resultando em um grande acúmulo de riqueza pelas classes dominantes da Europa, pois essas exploravam essas novas porções de território, extraindo demasiadamente os recursos naturais e utilizando principalmente de mão de obra escrava.
 Outros acontecimentos que ocorreram nesse período temporal foi a reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero e suas 95 teses que propunham diversas reformas dentro da base católica que dominava a religião da época, que rompeu de vez com a religião medieval, ocasionando na tradução da bíblia para a todos e uma série de outras mudanças que levaram o surgimento de novas vertentes do catolicismo como o calvinismo, protestantismo etc.
 Também ocorreu, posteriormente, o movimento iluminista, o qual visava levar a iluminação (conhecimento) a todos, que criou formas filosóficas, científicas e políticas, alterando de vez a visão da sociedade sobre o mundo, levando a humanidade a um período antropocêntrico e de grandes inovações técnico científicas. Ele foi baseado principalmente em ideias lógicas e racionais e teve como um de seus principais representantes o filósofo Diderot que propôs e realizou a criação de vários livros que reuniria todo o conhecimento humano, que ficaram conhecidos posteriormente como a Enciclopédia.
 Houve também o surgimento de uma nova classe social, a burguesia, que atuaria contra as hegemonias das nobrezas aristocráticas em busca de assumir o poder dessa antiga classe dentro da sociedade. Essa classe também teve seu poder consolidado a partir do acúmulo de capitais vindos do fortalecimento do novo sistema econômico que surgiu na época, o capitalismo, devido a primeira revolução industrial (1760) que introduziu novas formas de produção de produtos e de geração de capitais.
 Todas essas transformações citadas gradualmente foram se acumulando e tiveram seu ápice na revolução ocorrida na França no século XVIII, que também ocasionou o fim desse período. Ela foi causada devido a uma série de insatisfações geradas dentro das classes baixas da sociedade francesa causadas pelas decisões das classes mais altas que geraram uma grande crise econômica junto com uma desigualdade social no Estado francês como nunca registrado anteriormente.
 Com isso o terceiro estado (composto pela burguesia, campesinato, sendo maioria da sociedade francesa) se revoltou contra o primeiro e segundo estado (Clero enobreza respectivamente) levando a França a um gigantesco processo de mudança social e política com base principalmente em ideias racionalistas e iluministas.
2.2. PILARES DA FILOSOFIA MODERNA
 A filosofia moderna seguiu as tendências de seu período histórico e foi um momento voltado ao pensamento Humanista, a razão, ao cientificismo (principalmente ao método científico), ao ceticismo construtivo, a descobertas como o fato de que o humano não precisa do metafísico para chegar à razão e de valorização da vida política dentro da sociedade, pois houve o entendimento de que há uma relação entre essa e o conhecimento, sendo esses citados os principais pilares dessa filosofia.
 Primeiramente, essa filosofia foi extremamente voltada para o ser humano, ignorando quase que por completo a metafísica e natureza, sendo bastante antropocêntrica. Além de que ela foi um período dessa ciência que adotou o uso do método científico para conseguir chegar a conclusões sobre os pensamentos desenvolvidos por seus filósofos.
 Também foi uma filosofia que se fundamentou do ceticismo, não o ceticismo pirrônico do período helenístico, mas sim o ceticismo construtivo que visava criticar as atitudes extremamente dogmáticas (que buscavam pregar uma verdade absoluta e inquestionável) que imperavam sobre alguns assuntos dentro da sociedade, uma marca herdada diretamente da Idade Média.
 O último pilar dessa filosofia foi o entendimento de que política e conhecimento são relacionados, levando assim aos filósofos a questionarem, descreverem e propusessem os métodos de se governar, com diversos se destacando dentro dessa área. Isso aconteceu devido às várias mudanças ocasionadas dentro das camadas sociais e principalmente pelo surgimento da classe burguesa.
2.3. PRINCIPAIS ESCOLAS DA FILOSOFIA MODERNA
2.3.1 Empirismo
O empirismo foi uma escola de pensamento da filosofia moderna que investigava a origem do conhecimento humano, como ele era adquirido e qual era o limite dele. Dentro dela se questionava diversas crenças, opiniões e aspectos da realidade que eram consideradas certezas, como por exemplo as cores.
	Essa escola se baseia na ideia de que o conhecimento era adquirido através das experiências, adotando-as como um guia para a verdade. Essas experiências que os empiristas descreviam eram baseadas em acontecimentos que se repetiam, e não apenas em casos isolados, se baseando através dos sentidos para gerar conhecimento, por isso havia uma preocupação com a certeza e com a caracterização das evidências coletadas para gerar uma verdade.
Os empiristas davam um grau de importância grande ao mundo material e suas reflexões se aproximavam bastante das propostas no método científico. Entretanto como o conhecimento era gerado através de experiências dentro de uma realidade mutável, eles tinham suas validações colocadas em risco, pois se baseavam em proposições em cima do mundo material que é uma ilusão de sensações que não mostram as verdadeiras essências de com o pensamento desenvolvido pelo filósofo Plantão durante o período clássico da mitologia que explicitava essa divisão de realidades entre o mundo material e o mundo inteligível (um mundo baseado em essências de onde todas as coisas existem em suas verdadeiras formas).
2.3.2 Racionalismo
O racionalismo foi outra dentre as escolas da filosofia moderna, ela como empirismo desejava encontrar, mas diferente do empirismo ela se baseia em ideias de inatismo, da não crença de que o conhecimento se vem através de experiências empíricas e sim através da pura racionalidade e do intelecto.
Sendo assim, para essa escola o ser humano já nascia com todo o conhecimento dentro de si e que ele é alcançado por pessoas que usam a razão de maneira correta, sendo essas aquelas que exercitavam corretamente seu intelecto. Desse modo, como o conhecimento já nasce com o ser humano ele não poderia ser adquirido e sim apenas descoberto, descartando assim as experiências empíricas e se opondo fortemente ao empirismo, pois as experiências não têm valor cognitivo e podem levar a falsas impressões, de acordo com os racionalistas.
Além disso, para os racionalistas a razão forma um conjunto de leis universais e tudo fora delas é automaticamente irrelevante, com isso eles adotam a dedução e matemática como os métodos principais para se conseguir alcançar um conhecimento.
2.3.3. Contratualismo
 Os contratualistas, diferente dos racionalistas e empiristas, não buscavam investigar as origens do conhecimento, mas sim as origens das sociedades defendendo que existiam dois períodos da humanidade sendo eles um regido pela lei da natureza e outro regido pela lei pactual, que dá início a formação dessas. Assim, eles defendem que as sociedades foram formadas a partir de um pacto social para encerrar o chamado estado de natureza.
	De acordo com esses pensadores, o estado de natureza seria um estado pré-pactual, onde o humano se organizaria e se comportaria de uma forma parecida com os animais, vivendo de acordo com as leis da natureza. Entretanto, a partir de um certo ponto os humanos se organizam para firmar um pacto, o contrato social, onde os humanos abdicaram de sua liberdade absoluta para seguir uma liberdade regidas por leis e por um Estado que garanta o direito a propriedades.
Essas teorias dos contratualistas surgiram pela necessidade humana de explicar o motivo por trás dos humanos seguirem regras e se organizarem por trás de um Estado.	
2.3.4. Iluminismo
	A escola iluminista é uma escola que une tanto o conhecimento quanto a política e seguia o pensamento de que para a sociedade evoluir o conhecimento técnico e científico deveria evoluir em conjunto pois ele é a garantia do progresso moral e social.
	Em conjunto, eles defendiam a separação definitiva de política e religião, defendendo a liberdade religiosa, também defendiam a universalização do conhecimento com a criação de escolas laicas, gratuitas e universais e da Enciclopédia (Criação do filósofo Diderot que desejava reunir o conhecimento humano em livros), por fim defendiam as liberdades individuais e o pensamento republicano.
	Concluindo, eles também defendiam o liberalismo econômico, dizendo que a economia não deveria sofrer interferência pelo Estado, a divisão do poder em três partes diferentes (legislativo, executivo e judiciário) e o tratamento político de forma igualitária a todos.
2.4. FILÓSOFOS MODERNOS
Dentro do período moderno diversos filósofos se destacaram dentro ou fora das escolas e a partir desse ponto serão apresentados alguns deles.
2.4.1. René Descartes
René Descartes foi um filósofo da escola racionalista e o criador do plano cartesiano. Ele foi importante em diversas áreas diferentes além da filosofia, mas dentro dessa ciência ele contribuiu com os pensamentos de que a razão é inata, de que o conhecimento deve ser claro e distinto e vir de um método que garanta a confiabilidade.
	Sobre sua vida, ele nasceu em Haye na França em 1596, muito jovem perdeu sua mãe e ficou aos cuidados de seu pai e uma ama. Por seu pai ser um funcionário público, teve o privilégio de ter uma educação de elite, tendo um contato precoce com matemática, astronomia e filosofia.
	Estudando em um seminário, Descartes teve um contato grande com as filosofias jesuíticas, principalmente a escolástica e outras de essência aristotélica, e ficou inquieto em relação a elas, deixando-o pensativo. Terminou a escola aos 19 e aos 22 já era bacharel em direito, mas nunca exerceu essa profissão, nessa idade ele também estudou matemática e se apaixonou pela exatidão dessa ciência.
	Ao formar-se tentou adentrar no militarismo, mas descobriu não ter nascido para essa área. Entretanto manteve o militarismo como atividade secundária, servindo no posto de estrategista militar e de conselheiro, enquanto se dedicava à filosofia e matemática.
	Durante sua época como militar, o jovem descobriu um desejo por se aventurar, fazendo diversas viagens pela Europa, mas por evitar o convívio social, tem poucos registros sobre essas aventuras de Descartes.Aos 33, escreveu o livro “Tratado sobre o Mundo”, que não foi publicado devido a defender uma tese heliocêntrica que já havia causado a condenação de Galileu Galilei. Durante os anos seguintes, Descartes publicou diversas outras obras e se tornou conselheiro da rainha Cristina da Suécia. Por fim, durante o rigoroso inverno de 1650 acabou por falecer devido a uma pneumonia. E alguns anos depois, em 1563 teve algumas de suas obras proibidas de serem circuladas pela Igreja. 
Adentrando em seu pensamento, Descartes defendia a dualidade psicofísica da formação do ser humano, dizendo que são formados pela mente ou alma (psique) (res cogitans) e pelo corpo (res extensa). Nesse âmbito, a res cogitans é o atributo maior do ser humano e a res extensa apenas uma extensão, pois o corpo precisa da alma para viver e a alma precisa do corpo para habitar o mundo.
Descartes também estabeleceu através da observação do método de ensino de seus professores que a filosofia precisava de um método preciso, pois enquanto os professores de matemáticas eram certeiros e exatos em seus métodos os de filosofia variavam bastante, o que não deixava uma garantia de certeza. Com isso ele cria um método baseado na dúvida metódica e hiperbólica (por ser organizada e exagerada) para atingir a razão, sendo composto pelas seguintes regras:
1. Evidência: Se baseava em jamais aceitar algo de fontes duvidosas, somente de fontes claras e distintas.
2. Análise: Se baseava em dizer que o filósofo deveria dividir em partes o pensamento para facilitar a compreensão.
3. Síntese: Se baseava em sempre começar a resolver os problemas pelas partes menores e ir gradualmente progredindo para as maiores.
4. Enumeração: Se baseava em enumerar cada parte e revisá-las.
Dessa maneira descartes conseguiu chegar ao cogito, o primeiro conhecimento estritamente verdadeiro através dos seguintes passo:
1. Eu devo duvidar de tudo para atingir um conhecimento rigoroso.
2. Ao duvidar de tudo, duvido inclusive de mim mesmo, de minha essência e de minha existência.
3. Ao duvidar, eu estou pensando.
4. Se penso, logo eu existo.
Mas esse cogito foi traduzido de maneira equivocada no português, pois o original apresenta uma ambiguidade de essência e estado, sendo o original “je pense, donc je suis” com uma tradução mais fidedigna sendo “Penso, logo sou”.
	Por fim ele deixou algumas obras escritas como:
	“Discurso do método” (1637): Texto curto e em latim, focado apenas para os intelectuais da época em que Descartes apresenta o seu método.
	“Meditações Metafísicas” (1641): Livro onde tratava de questões sobre a alma e Deus, pois Descartes era Cristão e acreditava em Deus como última instância, a verdade que garante ao sujeito o poder de conhecer. Mas por modificar as estruturas tradicionais do cristianismo no livro, a obra foi proibida de circular após 1563.
	“Princípios da Filosofia” (1644): Livro que expressa a ideia de descartes de ensinar o racionalismo na educação base, devido a sua insatisfação com os métodos escolásticos e jesuíticos que o ensinaram na escola.
2.4.2. Maquiavel
Niccolò di Bernardo dei Machiavelli ou Nicolau Maquiavel foi um filósofo moderno que manteve seu pensamento na área política. Entretanto, diferente de outros filósofos de seu período, ele não elaborou nenhuma teoria sobre a essência do poder e sim elaborou teorias sobre como governar, baseando suas reflexões em fatos históricos que vivenciou se afastando de abstrações.
Primeiramente, deve se entender um pouco de sua vida, Maquiavel nasceu em 1469 em Florença na Itália dentro do Renascimento Italiano em uma família de quatro pessoas e que possuíam poucas posses. Não há muitos registros de sua juventude, mas sabe-se que em 1498 ele começou a atuar como secretário das relações exteriores (diplomatas atuais), indicado por indicação, e que em 1501 se casou e teve quatro filhos.
Enquanto na profissão, realizou diversas missões de diplomacia onde testemunhou diversas reviravoltas políticas e se dedicou arduamente aos estudos, o que conferiu aos seus manuscritos um realismo que acabou por marcar as ciências políticas inaugurando uma vertente realista dentro dessas.
Entretanto sua vida não permaneceu assim por muito tempo, pois em 1512 os Médicis, uma forte dinastia italiana, retornaram ao poder e em 1513 eles injustamente mandam prender Maquiavel acusando-o de conspiração e na prisão ele é torturado e tem seu cargo revogado. Mas, logo ele foi liberado e com isso decidiu sair de Florença, onde vivia, e se mudar para uma casa em Sant’Andrea em Percussina, desanimado pela perda do cargo mas com bastante tempo, o que permitiu escrever sobre seus pensamentos a respeito da política.
Seus manuscritos mais famosos não foram publicados enquanto estava vivo, mas após a sua morte, entretanto durante sua vida ainda leu alguns trechos deles em algumas ocasiões. 
Em meados de 1920 voltou às atividades dentro da política e poucos anos após Nicolau adoece e morre devido a fortes dores de barriga causadas por um medicamento em 1527.
Com sua vida apresentada, o pensamento de maquiavel se apresenta principalmente em suas obras mais famosas que são:
“O príncipe” (1532): Obra que começou a ser escrita em meados de 1512 e que se tornou a mais famosa desse filósofo. Nela Maquiavel apresenta suas ideias de forma clara, sendo objetivo sobre os desejos do príncipe: conquistar e manter o poder. A obra também apresenta os conceitos de virtú e fortuna que são respectivamente as características pessoais que auxiliam o governante a garantir seus objetivos e a indicação de aspectos circunstanciais que resultam em resultados pouco previsíveis, podendo ser benefícios ou malefícios. No livro, o pensador também defende o uso da força, já que de acordo como ele as pessoas não são totalmente bondosas e o governante deveria ter essa noção, baseando suas decisões através do contexto em que o príncipe deve aparentar ser bondoso, mas saber usar a violência.
“Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio” ou “Discorsi”: Obra escrita entre 1913 e 1917, essencialmente é uma comparação de fatos políticos de sua época com fatos antigos, a fim de que bons exemplos sobre decisões políticas fossem divulgados e imitados. Nele é encontrado uma exaltação do modelo republicano por parte do autor.
“A arte da guerra” (1521): Obra sobre temas de cunho militar, como a formação de exércitos, armamentos etc. No contexto de sua época pode ser entendido como um protesto para formação de um exército popular em Florença, pois a cidade se utilizava da contratação de mercenários.
 
2.4.3. Jean-Jacques Rousseau 
 Jean-Jacques Rousseau foi um importante filósofo dentro da escola contratualista e um grande crítico do iluminismo, com seu pensamento e obra focando no contrato social e no estado preestabelecimento desse pacto, entretanto diferente de alguns filósofos de sua época, Rousseau defendia que o humano dentro do estado de natureza era bom e que a formação do pacto e entra dele em sociedade era o que o corrompia.
Mas adentrar em seus pensamentos, é necessário um entendimento de sua vida, Jean-Jacques Rousseau é um suíço nascido, neto de protestantes, em Genebra em 28 de julho de 1712. Perdeu sua mãe ainda muito jovem e ela deixou para ele uma grande biblioteca que foi usada por seu pai durante a educação primária de seu filho.
Entretanto logo Rousseau perderia seu pai, pois este foi exilado devido há uma briga com um oficial da lei, a partir disso foi morar com seu tio e logo foi mandado para a França para estudar. Em 1724 ele retorna para Genebra e seu tio tenta o colocar para aprender diversos ofícios como gravador de metais e mensageiro, mas o jovem não demonstra interesse pois gostava mesmo de ler, escrever e de ter contato com a natureza, fazendo passeios para fora dos muros da cidade de Genebra e muitas vezes esquecendo de voltar antes dos fechamentos dos portões, ficando do lado de fora.
Aos 16 anos, decidiu ir embora da cidade e viver sozinho após se cansar do ofício de gravador de metais, aonde muitas vezes chegava atrasado erecebia punições (inclusive físicas) de seu mestre. Por ser jovem e estar à deriva no mundo, procurou os cuidados de um padre que convertia protestantes que o enviou para um abrigo que ensinava as práticas católicas.
Lá ele estudou latim e música e se tornou um preceptor, uma espécie de professor, e começou a lecionar as crianças da burguesia. Por causa dessas experiências, posteriormente escreveu um dos livros mais prestigiados da filosofia da educação, “Emílio, ou Da Educação”.
Rousseau em um certo se casou, mas não seguindo as tradições morais da época, e teve 5 filhos, todos colocados para adoção devido sua péssima condição financeira. Entretanto, mesmo em pobreza, ele desejava brilhar com seus escritos e sua sorte começou a mudar em 1749 quando venceu um concurso literário da Academia Dijón.
Com isso, a popularidade de seus manuscritos aumentou exponencialmente e ele começou a escrever intensamente, conseguindo retornar às suas raízes em Genebra e a praticar o protestantismo. Foi nesse momento que ele conheceu Diderot e começou a atuar ajudando a criação da Enciclopédia, se juntando assim a elite intelectual de sua época. Entretanto, como na época o iluminismo estava em efervescência, logo Rousseau teve que fugir devido às perseguições aos intelectuais pela igreja e pelas monarquias absolutistas e em 2 de julho de 1778 morreu, devido a um adoecimento neurológico.
Sobre seus pensamentos, eles se diferenciavam bastante de outros de sua época pois eram mais críticas do que redes sistemáticas de reflexões. Uma de suas teses que se repetiam em todas as suas obras era que o ser humano é melhor quando está em contato com a natureza, pois desde sua juventude o filósofo gostava de estar em um ambiente natural, sem intervenção de outros humanos.
Com isso a principal base de sua teoria é de quanto mais longe o homem está da natureza, mais mal, mais corrompido ele fica. Com isso Rousseau critica o estado de sociedade pós pacto, pois diferente dos outros contratualistas acredita que o estado de natureza é um estado harmônico e sem corrupção. Com sua famosa frase sendo “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, com essa corrupção vinda do caos e da desigualdade existente na sociedade e afirmando que a culpa disso era a propriedade privada.
Rousseau também defendia que o contrato social deveria ser formado por uma coletividade, onde todos teriam a igualdade e comprometimento com a sociedade e onde o povo seria soberano e os governantes apenas funcionários do povo, valorizando a democracia. Assim defendia que as pessoas poderiam ter as vontades individuais como no estado de natureza mas enquanto cidadãos deveriam ter vontades coletivas em prol do bem comum. 
Durante sua vida ele escreveu diversas obras e entre as principais estão:
“Do contrato social” (1762): Obra onde o filósofo busca compreender a passagem de estado natural para o estado de sociedade.
“Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens” (1755): Obra onde Rousseau aponta a propriedade privada como a origem da desigualdade entre os homens.
“Emílio, ou Da educação” (1762): Livro em Rousseau defende que a educação deveria seguir os instintos naturais da criança, dividindo o processo de educação em 4 períodos:
1º período vai de 0 a 5 anos onde deveria haver um fortalecimento do corpo da criança e a amamentação, correspondendo há um período exclusivamente físico.
2º período vai dos 5 aos 12 anos onde a criança desenvolve seu corpo e caráter, sem a intervenção do perceptor.
3º período vai dos 12 aos 15 anos onde o jovem se inicia, essencialmente pela experiência na física e na geografia e onde também deve aprender um ofício.
4º período vai dos 15 aos 20 anos é onde o homem floresce para a vida moral, social e política.
2.4.4. John Locke 
John Locke foi um dos filósofos mais influentes da Modernidade e propôs uma teoria de conhecimento que defendia o empirismo. Suas investigações sobre como a mente adquire conhecimento resultaram no estabelecimento de limites para o papel da razão e estiveram relacionadas com teorias científicas da época. Embora seja descrito como uma pessoa de personalidade calma, teve envolvimento na oposição ao absolutismo inglês e seus argumentos voltaram-se para a defesa da liberdade individual. Sua principal contribuição, como pensador político, está expressa na relação entre governantes e governados: a obediência só é devida mediante a proteção dos direitos naturais.
John Locke nasceu em 1632, no condado de Somerset (Inglaterra). É o primogênito de John e Agnes Locke, ambos de orientação puritana, sendo a família completada pelo irmão, Thomas. O alinhamento de seu pai às tendências parlamentaristas, associado aos ideais calvinistas, que estava em contraste com o poder monárquico absolutista instituído na época, influenciou a educação desse pensador, o que pode ser manifestamente observado em seus escritos. Apesar de sua família não ser considerada abastada, esse pensador teve acesso a duas grandes instituições educacionais da época. Atribui-se a admissão de John Locke no prestigioso colégio londrino Westminster, em 1647, a Alexander Popham, que lutou ao lado de seu pai na guerra civil de 1642 contra as forças do rei Carlos I. A disposição do jovem para os estudos é demonstrada pela conquista de uma bolsa de estudos, em 1650, o que o encaminharia para continuar sua formação na Christ Church, renomada faculdade associada à Universidade de Oxford, aos 20 anos de idade.
Apesar das críticas ao ensino predominantemente aristotélico em Oxford, foi nessa instituição que entrou em contato com a filosofia de René Descartes e começou amizade com o cientista Robert Boyle. Começou a se aproximar, assim, da Filosofia Natural, que valorizava a experiência, e não o conhecimento livresco, isto é, que provém unicamente dos livros. Embora tenha concluído o curso superior em 1656, permaneceu associado à universidade e lecionou por alguns anos. Concluiu também o curso de medicina, em 1674, após ser influenciado pelo médico Thomas Sydenham e participar de visitas a seus pacientes.
Em 1666, um encontro ocasional mudou a vida do filósofo. Ao atender prontamente o pedido de Lord Ashley (aquele que viria a se tornar o primeiro conde de Shaftesbury), feito por meio de um amigo, suas habilidades impressionaram positivamente e logo começaram uma amizade. Já com 35 anos, John Locke começou a trabalhar para esse famoso personagem político, vindo a morar em sua residência, a Exeter House, onde esteve em contato com vários personagens políticos e intelectuais. Era não apenas seu secretário, pesquisador e amigo, mas também seu médico. Sua proximidade, entretanto, acabaria por implicá-lo em dificuldades políticas.
Em 1674, Anthony Ashley Cooper perdeu seu cargo político, chegando a ficar preso pouco tempo depois, período no qual John Locke esteve na França. Os eventos que levaram o conde de Shaftesbury a ficar novamente preso e depois fugir para a Holanda, em 1682, estavam relacionados com suspeitas de que a vinda do rei Jaime II, que era católico, significaria o retorno do absolutismo. A proximidade de John Locke com o conde e outras pessoas envolvidas no plano de assassinar os reis na Rye House fez com que ele se exilasse na Holanda.
Em seu exílio, que durou cerca de cinco anos, leu o livro de Isaac Newton, Principia Mathematica, físico com o qual fez amizade após retornar para a Inglaterra, em 1689, após a Revolução Gloriosa. Foi a partir desse momento que começou a publicar suas principais obras, que já haviam sido escritas há muitos anos. Esteve, até poucos anos antes de morrer (em 1704), envolvido com questões políticas e com sua produção intelectual. Escreveu muitas defesas de sua Carta sobre a tolerância (1689), publicou A Razoabilidade do Cristianismo (1695) e um escrito com ideias sobre a educação de sua época.
Conta-se que a proposta da investigação feita em Acerca do Entendimento Humano surgiu em uma conversa na Exeter House, em meados de 1971. Embora utilizemos o entendimento para conhecer, em poucas ocasiõestomamos nossas faculdades mentais como alvo da nossa investigação. Implementar qualquer estudo que ultrapasse nossas capacidades de conhecer nos conduziria a dúvidas, por isso precisamos avaliar os limites do entendimento humano. Por ser um defensor do conhecimento a partir da experiência – isto é, do empirismo –, John Locke iniciou sua investigação com uma crítica à possibilidade de os seres humanos terem ideias inatas. Se algumas dessas ideias estivessem presentes já desde o nosso nascimento, seria possível percebê-las em muitas crianças e teríamos acordo universal quanto a elas, o que não ocorre.
A palavra ‘ideia’ não é usada no sentido em que geralmente a empregamos e significa qualquer conteúdo de que a mente possa se ocupar. O filósofo propõe, então, que as ideias sejam adquiridas por meio da experiência, tendo origem na sensação, na reflexão ou por uma operação conjunta de ambas – sendo a sensação a fonte primária. Dessa forma, a origem delas seria completamente externa, isto é, a mente humana não pode criá-las ou destruí-las. John Locke propõe, assim, a famosa analogia de que somos como uma folha em branco ao nascer. Faz-nos inclusive um desafio: seríamos capazes de imaginar um gosto que jamais passou pelo nosso paladar ou aroma que nunca tivéssemos cheirado?
Ao analisar a sensação ou a reflexão, chega à conclusão de que as ideias são divididas em simples e complexas. Ao tomarmos um lírio em nossas mãos, somos capazes de distinguir seu odor e a brancura de suas pétalas. De modo passivo, esses elementos são percebidos distintamente e não se confundem. As ideias simples são, assim, a base do nosso conhecimento. As operações mentais, em todo caso, ultrapassam o que é recebido pela percepção e criam as ideias complexas, momento no qual a mente adquire sentido ativo.
Tudo o que a mente pode pensar, então, teria, em última instância, uma origem empírica. A definição de John Locke sobre conhecimento está diretamente relacionada com a sua concepção de ideia. Poderíamos até usar a imaginação para associar ideias ou acreditar que algumas delas estejam associadas, mas o que determina o conhecimento é a percepção de desacordo ou discordância entre nossas ideias.
A clareza entre essas percepções determina graus de conhecimento. O grau intuitivo seria aquele em que há percepção imediata; o demonstrativo, o que depende de outras ideias para intermediar o raciocínio; e o sensitivo, o que indicamos o que há no mundo exterior. É relevante mencionar, ainda, que o filósofo enfatizou a importância da memória na explicação do conhecimento. Enquanto o conhecimento atual seria a percepção que se faz presentemente; o conhecimento habitual é aquele que depende da memória, uma vez que a percepção ocorreu em um momento anterior, sem prejuízo para sua garantia."
A instabilidade política na segunda metade do século XVII na Inglaterra, especialmente com a sucessão do rei Carlos II, foram os eventos que marcaram a escrita de Dois tratados sobre o governo civil. Publicado anonimamente após o retorno de John Locke da Holanda, essa obra deve ser estudada em sua totalidade, e não como dois escritos separados. Enquanto o primeiro tratado consiste em uma recusa ao absolutismo, em uma crítica direta à proposta do direito divino de Robert Filmer, o segundo inicia uma argumentação a favor do governo civil nos moldes das teorias do contrato social. É válido observar que a questão da liberdade pode ser observada nesses dois tratados.
Os defensores do absolutismo, em geral, postularam que o poder dos monarcas era concedido por Deus. Essa teoria retomava concepções medievais e concedia aos reis um poder inquestionável por forças terrenas. John Locke dedicou-se a retomar os argumentos expostos em Patriarcha, escrito em meados da década de 30 no século XVII e publicado em 1680, vindo não apenas a refutá-los por meio da razão, mas a indicar também que não possuíam o suporte bíblico que seu autor defendia.
Enquanto Robert Filmer entendeu Adão como o primeiro monarca a quem foi concedido o poder sobre a terra, poder esse que os reis absolutistas herdaram, a crítica antiabsolutista indicou que os argumentos estavam biblicamente equivocados, em especial a questão da herança desse poder, o que seguiria para um questionamento da autoridade dos reis sobre seus súditos. É no segundo tratado que é apresentada a descrição do estado de natureza como uma situação na qual as pessoas estivessem em iguais condições de liberdade e igualdade. Essa descrição, que contrasta em grande parte com a interpretação proposta por Thomas Hobbes, é esclarecida pelo papel da lei de natureza. Essa seria como uma instância moral da conduta humana, já que instituía a proibição de prejudicar seu semelhante. Como criações divinas, todos os seres humanos seriam igualmente racionais, pois todos foram providos uniformemente com as mesmas faculdades, e não seria razoável supor que houvesse subordinação de um ser humano a outro ou molestamentos entre as pessoas, uma vez que todos seriam livres e independentes.
O filósofo admite que uma crítica razoável seria questionar o que ocorre quando as pessoas julgam as próprias causas: não estariam elas propensas a privilegiar a si e aos que lhe são próximos? John Locke afirma que o governo civil é a solução para as dificuldades que se instalam no estado de natureza, mas o acordo que funda a comunidade política não deveria surgir como consequência dessas questões. O pensador apresenta um pensamento aparentemente simples, mas profundo: é apenas o pacto com o consentimento de todos que faz com que as pessoas se organizem em uma comunidade política, isto é, há vários pactos que se formam entre as pessoas, mas apenas esse fornece uma fundação válida.
Percebe-se a relevância dessa questão ao se definir a liberdade em sociedade, a saber: submeter-se apenas às leis estabelecidas como resultado desse pacto. Sem o consentimento universal, as leis seriam questionadas, o que representa uma desaprovação da autoridade estabelecida.
Um dos objetivos em tornar-se membro de uma comunidade política seria ter seus direitos naturais preservados, como o direito à vida, à liberdade e à propriedade. O pacto permitiria uma imparcialidade que não seria possível no estado de natureza, garantindo esses direitos. O filósofo afirmou, ainda, que quando o governo não preza pela garantia desses direitos, a rebelião é legítima, pois ocorre a violação da lei de natureza.
Suas observações sobre o direito de propriedade apresentam uma interessante solução. John Locke propôs que o homem modifica a natureza por meio de seu trabalho, fazendo com que o resultado de seu esforço se torne sua propriedade. Embora tudo o mais seja comum a todos, o trabalho transforma o que é coletivo em propriedade particular. Essa solução está, ainda, em ressonância com a lei natural, uma vez que o objetivo do trabalho não seria a acumulação mesquinha, mas o benefício para a humanidade. Apropriar-se além das necessidades causaria prejuízo aos demais.
Em Alguns Pensamentos Sobre a Educação, publicado originalmente em 1693, Locke propõe reflexões de como estimular as crianças a desenvolverem a razão. A educação deveria ser tanto da mente quanto do corpo, indicando que o aprendizado exigiria dedicação. Em todo caso, há recomendações para que o ensino não seja maçante, uma vez que o tutor não se resumiria apenas a ensinar conteúdos, mas também a motivar o gosto pelo estudo. Deve-se observar que esses pensamentos se traduziam como recomendações à educação das crianças da parcela mais abastada da sociedade, os burgueses, mas isso não desmerece a relevância de suas observações.
2.4.5. Thomas Hobbes
 Thomas Hobbes foi um filósofo, teórico político e matemático inglês, considerado um dos principais expoentes do pensamento contratualista na Filosofia Política. Hobbes foi muito próximo da família real e defendeu, até o fim de sua vida, a monarquia. O principal livro escrito por Hobbes foi Leviatã.
Ele nasceu em 5 de abril de 1588, em Westport. O pensador inglês era filho de um pastor anglicano,que acabou deixando a sua cidade e a sua família (que ficou aos cuidados do tio de Thomas Hobbes) após um desentendimento. Hobbes recebeu educação formal, tendo estudado em uma escola anglicana e, mais tarde, em um colégio particular. Ao terminar o estudo básico, Hobbes ingressou, com apenas 15 anos, no ensino superior da Universidade de Oxford. Nessa instituição, Hobbes conhece a Filosofia tomista aristotélica, o que influenciou a sua ideia de conceber a sociedade como um mecanismo formado por “átomos”, que são os indivíduos. Também conheceu e foi influenciado pelas ideias de Maquiavel.
As teses aristotélicas sobre as ciências naturais foram bastante questionadas na época de Hobbes por conta das novas descobertas de Galileu, e o próprio Hobbes não era um grande admirador do filósofo grego antigo. Na infância e na adolescência de Hobbes, a Inglaterra vivia sob o domínio da dinastia dos Tudors e, durante muito tempo, conviveu com o medo da invasão espanhola.
As ideias defensoras do absolutismo foram originadas, provavelmente, a partir do medo que o filósofo inglês vivenciou quando jovem, aliado às revoltas burguesas e camponesas que instauraram um clima de tensão política na Inglaterra. Ao se formar em Oxford, Hobbes tornou-se preceptor de William Cavendish, o Duque de Devonshire. Entre 1608 e 1610, o preceptor viaja com seu aluno para a França e para a Itália. Em 1621, trabalha como assistente do também filósofo inglês Francis Bacon e, em 1628, torna-se preceptor do filho de Sir Gervase Clifton, outro nobre inglês. Em nova viagem à França, Hobbes estuda e aprofunda-se nas teorias matemáticas de Euclides.
Na década de 1630, o filósofo torna-se preceptor de outro filho da família Cavendish e, em viagem acompanhando o seu novo aluno, conhece pessoalmente Descartes e Galileu Galilei. Em 1634, na Inglaterra, o filósofo escreve e distribui o primeiro livro de sua trilogia filosófica: De Cive. O livro, traduzido como O Cidadão, era uma defesa da monarquia às vésperas da Revolução Inglesa de 1642. Sua defesa do absolutismo o condenou ao exílio após o êxito da Revolução, que instaurou, mais tarde, a República de Cromwell. Em 1646, torna-se professor do Príncipe Carlos, que vivia exilado com a família na França.
Em 1651, no seu exílio na França, o filósofo escreveu e publicou o seu livro Leviatã, no qual descreve a sua teoria contratualista e jusnaturalista e defende a monarquia como regime político capaz de combater o estado de natureza humano. Ainda em 1651, retorna à Inglaterra, tendo escrito e publicado De Corpore (O Corpo), em 1655, e De Homine (O Homem), em 1658. A partir de suas obras, a interpretação da época o considerou ateísta, o que lhe rendeu polêmicas com o governo republicano e com a nova monarquia restaurada, em 1660, liderada por Carlos II (seu ex-aluno). No fim de sua vida, Hobbes mantém-se próximo do rei e do governo inglês. Ele faleceu em Wiltshire, na Inglaterra, no dia 4 de dezembro de 1679, aos 91 anos de idade.
Para Hobbes, o Estado deve ser forte e com o poder centralizado, pois ele precisa ter capacidade para conter os impulsos naturais que promovem uma relação caótica entre as pessoas. Hobbes trabalhou como preceptor de dois filhos da família Cavendish, tradicionais nobres britânicos. O pensador foi influenciado por Francis Bacon, filósofo para o qual Hobbes trabalhou como assistente durante algum tempo, Aristóteles e Maquiavel. Existem dois aspectos para apresentar como centrais na obra hobbesiana, sendo um do campo da Filosofia teorética e outro da Filosofia prática. No campo teorético, Hobbes era um empirista, defendendo que não há qualquer tipo de representação mental anterior à experiência. Porém, a grande produção filosófica do pensador está ligada à Filosofia prática, ou seja, à Filosofia política. No campo político, o inglês defendeu:
· O estado de natureza humano como momento de inaptidão natural para a vida social;
· A sociedade como uma composição complexa de “átomos”, que são os indivíduos;
· O contrato social como formação da comunidade humana que retira o homem de seu estado de natureza;
· A necessidade da monarquia para estabelecer a ordem entre as pessoas.
Hobbes, por ser um filósofo contratualista, parte do pressuposto de que houve um momento hipotético em que os seres humanos eram selvagens e viviam em seu estado natural. Para ele, esse momento era caótico, pois o ser humano é, para Hobbes, naturalmente inclinado para o mal. Segundo o filósofo, os seres humanos precisam da intervenção de um corpo estatal forte, com leis rígidas aplicadas por uma monarquia forte, para que eles saiam de seu estado natural e entrem no estado civil. Hobbes afirma que, em seu estado de natureza, “o homem é o lobo do homem”.
O estado civil seria a solução para uma convivência pacífica, em que o ser humano renunciaria a sua liberdade para obter a paz no convívio social. O monarca, argumenta o filósofo, pode fazer o que for preciso para manter a ordem social. A propriedade privada, para Hobbes, não deveria existir e a monarquia é justificada pela sua necessidade como garantia do convívio seguro.
As principais obras de Thomas Hobbes são:
· De Cive: primeira parte de uma trilogia composta por livros que falam sobre a condição humana em seu estado natural, por meio da liberdade, a religião e o governo.
· De Corpore: A segunda parte de sua trilogia é um livro que envolve Filosofia e Ciências Naturais. Nele, o filósofo fala sobre a necessidade de se entender o movimento como cerne do trabalho filosófico.
· De Homine: fala sobre as paixões humanas e sua inclinação natural que pode levar à promoção da guerra.
· “Leviatã” (1651): Leviatã ou matéria forma e poder Nela, Hobbes escreve sua teoria política contratualista de maneira mais completa. Um fator interessante que envolve a escrita desse livro é que Hobbes o escreveu e publicou em inglês, ao contrário do que fez com seus outros livros e do que era feito na época, quando era comum entre os intelectuais escrever seus livros em latim. O objetivo deste feito era que a população inglesa, em meio à crise da monarquia, pudesse ler e entender a necessidade da instituição monárquica na formação política da sociedade.
O leviatã é um monstro marinho descrito no antigo testamento, que tem como caraterística o seu tamanho e sua força imensos, e a ideia de que ele protege as criaturas marinhas menores e mais frágeis. O Estado, para Hobbes, sob sua forma monárquica, seria um leviatã que protegeria os seres humanos, criaturas frágeis, da própria maldade humana.
2.4.6. David Hume
David Hume era historiador, economista e filósofo escocês, nascido nas proximidades de Edimburgo, um dos maiores expoentes da filosofia moderna, com pensamento baseado no ceticismo positivo, considerado o fundador da escola cética ou agnóstica de filosofia, o Empirismo, cujo princípio básico é evitar toda hipótese não comprovável experimentalmente. Filho de pequenos agricultores, Joseph Hume e Katherine Falconer, de acordo com o sistema de primogenitura, o filho mais velho herdou as propriedades da família e ele, de acordo com as expectativas de sua família, deveria seguir a tradicional carreira de advogado. Frequentou a Universidade Edimburgo (1724-1726) e por achar advocacia muito chata, dedicou-se entusiasticamente ao estudo de literatura e filosofia, enquanto trabalhava como comerciante. Em busca de aprofundar esses conhecimentos, estudou na França (1734-1737) e lá escreveu seu primeiro livro, A Treatise of Human Nature, que publicou após voltar para seu país (1739) e que o decepcionou com a fraca recepção. Com esse trabalho tentou, sem êxito, obter a cátedra de ética em Edimburgo.
Porém seu novo livro foi sucesso imediato. Essays, Moral and Political deu-lhe crescente prestígio e no final daquela década trabalhou como secretário do General James St. Clair em missões militares na Britânia, Viena e Turim. Ainda em Edimburgo foi nomeado guardião da biblioteca da Faculty of Advocates in Edinburgh. Com a publicação de Political Discourses, começou a ser internacionalmente conhecido.Serviu por alguns anos como secretário de governo e então entrou para o serviço diplomático quando foi nomeado embaixador em Paris. Fez várias viagens ao interior da França, aos Países Baixos, à Alemanha e à Itália, países em que entrou em contato com os principais intelectuais europeus, entre eles o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau. De volta a Inglaterra, ainda esteve em Londres trabalhando por um tempo como secretário de estado e, então, aposentou-se, retirando-se definitivamente para Edimburgo, para ir viver com a irmã.
Durante os últimos anos de vida entregou-se à revisão de sua obra e à redação de vários textos que apareceriam postumamente, entre eles uma autobiografia. Solteiro convicto, morreu em Edimburgo vítima de um incurável câncer de estômago, sem deixar filhos. Sua obra foi fundamentalmente influente para Immanuel Kant e os positivistas, e para o desenvolvimento do pensamento liberal clássico. Outras portentosas obras de sua autoria foram Philosophical Essays Concerning Human Understanding, Enquiry Concerning the Principles of Morals e o espetacular sucesso The History of England (quatro volumes), obra que durante décadas foi usada como padrão nas escolas britânicas.
Hume é conhecido por seu ceticismo e empirismo extremos. O filósofo questionava até fatos e elementos que pareciam já ter sido esclarecidos pela ciência e pela filosofia. Com os diversos questionamentos e dúvidas, Hume buscava descobrir as origens e construções das crenças humanas e não apenas a superficialidade da existência de fatos e elementos. Defensor do empirismo, o escocês afirma que todo processo de entendimento se inicia com impressões. Não seria possível desvincular o pensamento das sensações. O autor define que as sensações são as únicas capazes de serem comprovadas. A percepção a partir das nossas sensações é a única realidade que os seres humanos são capazes de conhecer. 
Hume discorda da tradição científico-filosófica ao questionar o princípio da causalidade. O princípio define a relação entre eventos, de forma que um é a causa e o outro o evento dessa mesma causa. De acordo com Hume, a filosofia não deveria tentar entender a relação entre causa e efeito e nem a eficiência desse conceito na vida humana, mas sim a força que o conceito exerce no cotidiano e na sociedade.
Para entender o conhecimento adquirido pelos indivíduos, Hume define que podemos entender o mundo de duas maneiras: através das impressões ou através das ideias.
1. Impressões: as impressões são as sensações mais fortes, mais vivas e de certa forma, mais recentes.
2. Ideias: as ideias podem ser definidas como as memórias, como as lembranças, portanto, sensações mais distantes e menos vívidas.
As ideias podem ser divididas em simples e complexas:
Ideias Simples: são as cópias diretas das impressões. Por exemplo, um brinquedo, roupa ou objeto que o indivíduo possuía enquanto criança. A impressão antiga de fato existiu, e na vida adulta é retomada como uma ideia simples, uma lembrança de algo existente, porém distante.
Ideias Complexas: são objetos da nossa imaginação. O exemplo clássico de uma ideia complexa é o do Pégaso, um cavalo com asas.
Para Hume, a imaginação manipula ideias simples e gera ideias complexas. A junção de um cavalo e um pássaro, alimentam a imaginação e transformam as duas figuras em um cavalo alado, resultado da imaginação. Segundo o filósofo, ideias simples e complexas podem se mesclar, formando uma terceira ideia ainda mais complexa, como um cavalo alado colorido.
A partir dos conceitos de impressões e ideias, Hume formula a ideia do Princípio da Cópia, que define que todas as ideias são de alguma forma, cópia das impressões. Não é possível formular cópias sem que haja sensações e impressões. Os indivíduos nunca poderão produzir cópias de impressões que nunca tiveram.
No desenvolvimento de todas as suas obras filosóficas, Hume defende o empirismo como forma de se atingir o conhecimento. O conceito de empirismo foi definido pela primeira vez em 1690, por John Locke, filósofo que foi grande influenciador das obras de Hume. Os empiristas creem que as experiências e sensações humanas são as únicas capazes e responsáveis pela formação de ideias. A razão, por sua vez, é responsável pela organização dos conhecimentos obtidos a partir das sensações. Para Hume, os conceitos do empirismo servem para a construção do princípio da causalidade. De acordo com ele, os eventos não seguem uma relação de causa e consequência. O filósofo não reconhece a existência de conexões causais entre os fatos.
A organização dos fatos é temporal e a partir dessa temporalidade é que ela deve ser analisada. De acordo com essa quebra de uma visão filosófica histórica, Hume reforça a ideia da necessidade de toda evidência ser empírica, ser, portanto, ligada às sensações.
2.4.7. Immanuel Kant
Foi um dos principais filósofos dentre o período moderno e que fundou uma nova teoria do conhecimento chamada idealismo transcendental e sua filosofia gerou uma nova corrente conhecida como criticismo. Entretanto, antes de adentrar em sua filosofia é necessário um entendimento sobre sua vida.
Kant nasceu em 22 de abril de 1724 na Prússia Oriental, vindo de uma família descendente de escoceses e religiosa, que marcou sua em relação à religião. Com isso, enquanto vivo ele manteve uma relação polêmica com a religião, mas nunca se declarou ateu.
Quando completou 16 anos começou a universidade no curso de teologia onde aprofundou seus estudos na área da filosofia, principalmente sobre o filósofo Leibniz (filósofo da escola racionalista), e despertou interesses pelas áreas dentro das ciências naturais
Após a morte de seu pai em 1746, Kant começou a trabalhar de preceptor, lecionando os filhos de famílias ricas e por seu intelecto incomum começou a receber um destaque e conseguiu adentrar dentro da elite intelectual da cidade onde morava. 8 anos depois, se doutorou em filosofia e começou a ensinar como docente e após 16 assumiu a cátedra (cadeira professoral) da Lógica e Metafísica (o que acabou por impulsionar exponencialmente suas obras), ocupando-a até sua morte.
Durante um tempo Kant foi proibido de escrever sobre religião pelo rei da Prússia devido a suas teses polêmicas e só voltar a escrever depois da morte do rei. Para finalizar, em 12 de fevereiro de 1804, Kant morreu devido a uma doença degenerativa. Por todo o período de sua vida, o filósofo foi um homem bondoso e que seguiu uma rigorosa rotina.
Após apresentado sua vida, a filosofia de Kant causou um impacto grande nessa ciência, o que o próprio denominou como uma “revolução copernicana na Filosofia”, pois dentro de seu pensamento uniu as duas grandes principais escolas modernas, o empirismo e o racionalismo no que ficou conhecido como criticismo, sem cair em nenhum tipo de relativismo, e criou o idealismo transcendental.
Primeiramente para entender o criticismo de Kant, é necessário entender o idealismo transcendental, uma doutrina que buscava entender como ocorre o conhecimento humano, através da noção dos três juízos, formados a partir da relação entre a alma, o mundo e Deus onde esses três elementos se montam em diferentes sentenças cumprindo função de predicado ou sujeito, sendo eles:
Juízo Analítico: Condição em que o predicado explica ou explicita o sujeito, com o predicado estando contido no sujeito. Ex: “Todo triângulo tem três lados.”
Juízo Sintético a posteriori: Condição em que o predicado não está contido no sujeito, mas se relaciona com ele. Portanto, é sempre em um caso particular ou empírico e não universal ou necessário, portanto não científico. Ex: “Aquela casa é verde”
Juízo Sintético a priori: Condição em que o predicado não é extraído do sujeito, onde pela experiência se forma algo novo, por base da razão.
Através desse raciocínio e o aplicando sobre o empirismo e o racionalismo, Kant conseguiu chegar à conclusão de que nenhum dos dois estavam certos pois não explicavam plenamente a construção do conhecimento humano. Para ele o conhecimento era adquirido pela percepção que ele chamavade “coisa em si” e através desse processo a nossa racionalidade, por meio das faculdades mentais, é capaz de formar conceitos, que são o conhecimento.
No campo moral, Kant elaborou a teoria da Metafísica dos Costumes que pregava que o ser humano ou qualquer ser racional independente da situação deve seguir as leis morais estritamente e o imperativo categórico que é a formulação de uma lei moral máxima pregava que todos deveriam agir universalmente de acordo com o correto e os deveres e que não deveria se utilizar pessoas para conseguir algo. Já na política, Kant defendia a paz e a união entre as nações e na religião acreditava que ela era nada mais do que a aplicação da teologia na moral.
Por fim, Kant deixou algumas obras e entre elas duas se destacam: 
“O que é o esclarecimento?” - obra elaborada em estilo de resposta a pergunta de seu título, onde Kant explica o conceito de menoridade (onde o ser humano está em um estado de desconhecimento, nas “trevas”, e sem autonomia) e o conceito de maioridade (onde o ser humano ganha conhecimento através do “esclarecimento”, ganhando autonomia);
	“À paz perpétua” (1795) - livro onde Kant elabora um tratado de paz e colaboração efetiva entre todas as Nações respeitando os Direitos Humanos. Posteriormente, essa obra foi utilizada para elaborar a ONU.
2.5. FILÓSOFOS DE TRANSIÇÃO
	Por fim, ao final do período moderno e início do período contemporâneo surgem três filósofos que são considerados de transição pela atemporalidade de suas obras, sendo eles:
Karl Marx (1818-1883): Filósofo que gera a corrente marxista, onde em suas obras critica o sistema capitalista, fala sobre a lutas das classes, os modos de trabalho, a alienação e ao lado de Friedrich Engels publica o “Manifesto Comunista” que propõe um novo sistema político, social e econômico.
Soren Kierkegaard (1813-1855): Filósofo precursor da corrente existencialista, dentre seus pensamentos fala sobre as relações entre o homem, o mundo e Deus. Nesse sentido ele afirma que a vida é repleta de angústias e sofrimento e que só podem ser superados através da fé e de Deus.
Friedrich Nietzsche (1844-1900): Filósofo alemão com pensamentos voltados nos mais diversos temas entre eles a arte, religião, ciência, moral e principalmente em torno de uma crítica forte à sociedade ocidental. Um de seus conceitos mais importantes foi a vontade de potência, um impulso transcendental que levaria a plenitude existencial e os conceitos de apolíneo (ordem) e dionisíaco (desordem) baseado nos deuses gregos.
CONCLUSÃO
	Em síntese, a filosofia moderna foi um grande divisor de águas da filosofia, pois tratou de temas antes não debatidos e abriu possibilidade novas dentro dos ramos da filosofia e muitas reflexões de seus pensadores se tornaram atemporais.
Além do mais, por ela romper com o pensamento medieval, permitiu gerar pensamentos mais críticos em relação ao homem e a sociedade, conseguindo assim abrir portas para filosofias como marxismo, existencialismo etc.
Por fim, através do iluminismo, defendeu o acesso a todos ao conhecimento, distribuindo assim essas informações a todos e não as deixando em uma elite intelectual, fazendo a população começar a perceber as injustiças e a lutar pelos direitos. Nesse sentido, as bases morais atuais da sociedade só foram possíveis por causa dessa mudança ocasionada por esse período, pois sem a distribuição do conhecimento e sem a profunda reflexão dos filósofos sobre os direitos e deveres do Estado e da população a sociedade seria muito mais desigual e injusta.
BIBLIOGRAFIA
BEZERRA, Juliana. “Filosofia Contemporânea”. Toda Matéria. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/filosofia-contemporanea/>. Acesso em 14 de novembro de 2023.
CABRAL, João Francisco Pereira. "A educação no “Emílio” de Rousseau"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-educacao-no-emilio-rousseau.htm>. Acesso em 15 de novembro de 2023.
CABRAL, João Francisco Pereira. "Teoria dos juízos em Kant"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/teoria-dos-juizos-kant.htm>. Acesso em 13 de novembro de 2023.
CRUZ, Natália. “David Hume”; Quero Bolsa. Disponível em: <https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/david-hume>. Acesso em 15 de novembro de 2023.
ESCOLA, Brasil. "David Hume"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biografia/david-hume.htm>. Acesso em 15 de novembro de 2023.
MENEZES, Pedro. “A Origem da Filosofia”. Toda Matéria. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/origem-filosofia/>. Acesso em 10 de novembro de 2023.
MENEZES, Pedro. “Contratualismo”. Toda Matéria. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/contratualismo/>. Acesso em 10 de novembro de 2023.
OLIVEIRA, Marco. "John Locke"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/john-locke.htm>. Acesso em 15 de novembro de 2023.
OLIVEIRA, Marco. "Maquiavel"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/maquiavel-seu-pensamento-politico.htm>. Acesso em 13 de novembro de 2023.
PINTO, Tales dos Santos. "O que é Idade Moderna?"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-idade-moderna.htm>. Acesso em 8 de novembro de 2023.
PORFíRIO, Francisco. "Filosofia Moderna"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/filosofia-moderna.htm>. Acesso em 8 de novembro de 2023.
PORFíRIO, Francisco. "Immanuel Kant"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/immanuel-kant.htm>. Acesso em 13 de novembro de 2023.
PORFíRIO, Francisco. "Racionalismo"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/racionalismo.htm>. Acesso em 10 de novembro de 2023.
PORFíRIO, Francisco. "René Descartes"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/biografia/rene-descartes.htm>. Acesso em 14 de novembro de 2023.
RIBEIRO, Paulo Silvino. "Rousseau e o contrato social"; Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/rousseau-contrato-social.htm>. Acesso em 14 de novembro de 2023.
SOUZA, Thiago. Iluminismo: o que foi, resumo, pensadores e características. Toda Matéria. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/iluminismo/>.Acesso em 10 de novembro de 2023.
.

Materiais relacionados

Perguntas relacionadas

Materiais recentes

Perguntas Recentes