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Aula 03 AFRFB 2009 FINANÇAS PÚBLICAS

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CURSO ON-LINE – FINANÇAS PÚBLICAS P/ AFRFB - 2009 
PROFESSOR: FRANCISCO MARIOTTI E SÉRGIO MENDES 
 
www.pontodosconcursos.com.br 
 
68
AULA 3 
 
 
Finanças Públicas para AFRF 
 
 
 
Caros (as) Concursandos (as), 
 
 Gostaria de reprisar neste início de aula as palavras escritas aos alunos do 
curso de Economia, uma vez que entendo que estas possam ser pertinentes a 
alguns de vocês. 
 
 Antes de qualquer coisa gostaria de fazer alguns comentários relativos a 
estes momentos finais de preparação para a prova de Auditor que se avizinha. 
Acredito que vocês devam estar bastante preocupados e ao mesmo tempo ansiosos 
com a proximidade da prova, especialmente pelo fato da série de alterações 
ocorridas nos conteúdos programáticos de muitas disciplinas. A esse respeito, 
gostaria de dizer-lhes que vocês devem tirar um ponto bastante positivo de todas 
estas mudanças. O que é novo para um é novo para todos, ou seja, vocês chegarão 
na prova com o mesmo tempo que todos os demais candidatos tiveram para estudar 
as novas matérias. Isso sendo fato consumado, digo a vocês que só resta na 
verdade é “baixar o queixo” e se dedicar a cada novo ponto, deixando de lado a 
tristeza, que muitas vezes se transforma em raiva, até porque cada minuto a mais de 
indignação é um minuto a menos de estudo. 
 
 Sei que pode até parecer bobagem para alguns este comentário logo no início 
da aula de economia, mas essa é a verdade. Mãos a obra! 
 
 
 Nossa aula de número três abordará os conceitos mais importantes referentes 
à incidência tributária. Trata-se pois de entendermos de que forma se dá o impacto 
da tributação sobre consumidores e produtores. Veremos que a principal espécie de 
tributo, o imposto, gera resultados perversos sobre a alocação dos recursos 
econômicos, o que, em sentido prático, significa a piora do bem-estar dos agentes 
econômicos. 
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 Quanto à incidência desta matéria em prova, especialmente para Auditor, 
adianto que é muito grande a probabilidade de cobrança de questão que aborde o 
tema. 
 
 Vamos em frente, sempre concentrados (as) e com os objetivos traçados. 
 
 Um abraço, 
 
 Francisco 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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70
Incidência Tributária 
 
 
Os impactos pertinentes à tributação sobre o consumidor e a indústria geram 
resultados diretos na eficiência do sistema econômico. 
 
Para que possamos analisar os impactos da tributação sobre consumidores e 
produtos torna-se importante o prévio conhecimento da estrutura da oferta de bens e 
serviços produzidos pela indústria em uma economia e, ao mesmo tempo, a 
composição da demanda dos consumidores por estes mesmos bens e serviços. 
 
Oferta e Demanda 
 
A curva de demanda 
 
A Curva de demanda ou procura pode ser definida como as várias 
quantidades de um determinado bem ou serviço que os consumidores estarão 
dispostos e aptos a adquirir, em função dos vários níveis de preços possíveis. 
Podemos ainda dizer que a demanda é a correlação entre as diversas quantidades 
procuradas de um bem, com os diversos níveis de preços apresentados. 
 
A lei da demanda diz que há uma correlação inversa entre preços e 
quantidades demandadas, coeteris paribus (expressão latina que significa tudo o 
mais constante, como a renda do consumidor, os preços de outros bens e as 
preferências dos consumidores). Quanto maior for o preço, menor será a quantidade 
demandada do bem que o consumidor estará disposto a adquirir, valendo o contrário 
caso o preço tenda a diminuir. 
 
Vejamos o gráfico abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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71
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A relação inversa existente entre preço e quantidade leva a afirmação de que a 
curva de demanda apresenta inclinação (declividade) negativa. 
 
 
Distinção entre demanda e quantidade demandada 
 
 Embora tais termos tendam a serem utilizados como sinônimos, estes 
possuem interpretações diferentes. Por demanda entendemos toda a escala ou 
curva que relaciona os diferentes preços e quantidades dos bens transacionados 
na economia. Por quantidade demandada devemos entender um ponto da curva 
que relaciona o preço e a quantidade demandada de um determinado bem. 
 
No gráfico a seguir, a curva de demanda esta indicada pela letra D, sendo 
que a quantidade demandada é relacionada ao preço P0 e a quantidade Q0. 
Caso o preço aumentasse para P1, haveria uma diminuição na quantidade 
demandada e não na demanda. Ou seja, as alterações da quantidade 
demandada ocorrem ao longo da mesma curva de demanda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P 
Q 
20 40 
Quanto maior o 
preço, menor a 
quantidade 
demandada 
20 
5 
10 
P 
Q 
20 40 20 
5 
10 
D 
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Obs: Como vocês podem perceber estou chamando uma reta de curva de 
demanda. Isto ocorre pelo fato de estarmos utilizando uma aproximação, o que 
torna mais fácil a análise existente entre preços e quantidades demandas. O 
mesmo será feito para o caso da oferta e da quantidade ofertada. 
 
No gráfico abaixo, a curva da demanda inicial está indicada por D0. Caso 
houvesse um aumento na renda dos consumidores, coeteris paribus, a demanda 
irá se deslocar para a direita D1, indicando que o consumidor estaria disposto a 
adquirir maiores quantidades de bens e serviços. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Verificamos que movimentos da quantidade demandada ocorrem ao longo da 
mesma curva de demanda (D0), devido somente a mudanças no preço do bem. 
Quando a curva de demanda se desloca (devido a variações da renda ou de outras 
variáveis, que não o preço do bem), temos um deslocamento da demanda (e não 
somente da quantidade demandada). 
 
A curva de oferta 
 
Pode-se conceituar a curva de oferta como sendo as várias quantidades de 
bens e serviços que produtores estão dispostos a oferecer no mercado aos mais 
variados níveis de preços. Ao contrário da função demanda, a função oferta 
representa a correlação positiva (direta) entre quantidade ofertada e nível de 
preços. 
 
 
P 
Q 
20 40 20 
5 
10 
D0 
D1 
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73
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A oferta de bens e serviços também é alterada por diversos fatores. 
Imaginemos o caso de um aumento na produção de bens de consumo duráveis 
(geladeira, carro, etc.). Neste caso ocorre o deslocamento da curva de oferta para a 
direita e não ao longo da curva de oferta (O1). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Equilíbrio entre demanda e oferta 
 
Determinação do Preço de Equilíbrio de Mercado 
 
A interação entre a demanda e a oferta por bens e serviços determina o 
preço e a quantidade de equilíbrio no mercado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P 
Q 
10 
5
20 40
O 
P 
Q 
10 
5
20 40
O0 
O1 
P 
Q 
10 
5
20 40
O 
D 
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A demanda e a oferta por bens e serviços transacionados no mercado são 
sensíveis a variações nos preços. Esta sensibilidade pode ser medida através do 
conceito de elasticidade. Genericamente, a elasticidade reflete o grau de 
reação ou sensibilidade da demanda ou da oferta diante de alterações nos preços 
dos bens e serviços. 
 
Elasticidade preço da demanda 
 
A elasticidade preço de demanda é a resposta relativa da quantidade 
demandada de um bem X às variações dos preçosdo bem X. Em outras 
palavras, é a variação percentual na quantidade procurada do bem X em relação 
a uma variação percentual no preço do bem X. Como a correlação entre preços e 
quantidade demandada é inversa, o resultado encontrado é negativo (lembre-se 
que a inclinação da curva de demanda é negativa), sendo seu resultado expresso 
em módulo. 
 
Podemos expressar simbolicamente tal conceito da seguinte forma: 
 
EPD = ΔQ/Q(média) 
 ΔP/P(médio) 
 
 
Em termos gráficos temos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 100
4 
5 
Se realizarmos a simples divisão demonstrada 
acima, variação da quantidade (ΔQ/Qmédio) 
dividida pela variação no preço (ΔP/Pmédio), 
chegaremos a seguinte resposta: 
 
Quantidade final – Quantidade Inicial/ Preço final 
menos preço inicial 
 
[(50 – 100/ 75) / (5 – 4/4,5)] = - 3 = 3 
A 
B 
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75
 
A elasticidade igual a “3” serve de referência para analisarmos qual é a 
sensibilidade da demanda às variações nos preços dos bens e serviços. 
 
A curva de demanda pode ser classificada como: 
 
Totalmente Inelástica: Independentemente de variações nos preços, não 
ocorre qualquer alteração na quantidade demandada. EPD = 0 
 
Inelástica: Quando a variação na quantidade demandada é menor do que a 
variação nos preços dos produtos. EPD < 1 
 
Exemplos de produtos inelásticos: (sal, remédios de uso controlado) 
 
Elástica Unitária: Quando a variação na quantidade demandada é igual à 
variação nos preços dos produtos. EPD = 1 
 
Exemplos de produtos de elasticidade unitária, exatamente, são difíceis de se 
classificar. 
 
Elástica: Quando a variação na quantidade demandada é maior do que a 
variação nos preços dos produtos. EPD > 1 
 
Exemplos de produtos elásticos: (bens supérfluos) 
 
Totalmente Elástica: Qualquer variação nos preços – ex: para cima – leva a 
redução total na quantidade. EPD = ∞ 
 
 
 
 
 
 
 
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76
Fatores que influenciam o grau de elasticidade - preço da demanda 
 
Disponibilidade de Bens Substitutos 
 
Quanto mais substitutos existirem para um bem, mais elástica será sua 
demanda, pois pequenas variações em seu preço, para cima, por exemplo, farão 
com que o consumidor passe a adquirir seu substituto, provocando uma queda na 
demanda mais que proporcional à variação do preço do bem. 
 
Essencialidade do Bem 
 
Se o bem é essencial, será pouco sensível a variação de preço, tendo 
portanto uma demanda inelástica. 
 
Elasticidade preço da oferta 
 
O mesmo raciocínio aplicado para a demanda também se aplica para a oferta, 
observando-se, no entanto, que o resultado da elasticidade será positivo, pois a 
correlação entre preço e quantidade ofertada é direta. Quanto maior o preço, maior a 
quantidade que o empresário estará disposto a ofertar. 
 
 
EPO = ΔQ/Q(média) 
ΔP/P(médio) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Médio = Média aritmética das quantidades e dos 
preços 
100 50 
4 
5 
O 
A 
B 
Q
P 
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Sendo a demanda por bens e serviços representada pelos consumidores e a 
oferta dos mesmos bens e serviços representada pela indústria, podemos, a partir 
de agora, mensurar como a imposição de tributos pelo Estado afeta o preço e a 
alocação da renda da economia. 
 
 
A incidência tributária e os impostos específico (ad-rem) e ad-valorem 
(alíquota) 
 
 A tributação realizada pelo governo impacta não somente os consumidores 
mas também a produtores de bens e serviços. Se pensarmos que o simples fato da 
incidência tributária tende a aumentar o preço dos bens, os consumidores 
procurarão diminuir suas compras diante de preços mais altos. Ressalta-se que os 
preços elevados não representam ganhos extras para produtores mas, tão somente, 
repasse do ônus tributário. 
 
 Ao analisarmos os impactos dos impostos sobre a oferta e a demanda por 
bens e serviços, temos que distinguir a forma de incidência destes na formação dos 
preços dos produtos. 
 
O imposto específico 
 
 Este imposto é representado por um valor fixo em reais para cada unidade de 
produto vendido, independente do valor da mercadoria. Exemplo, o valor do imposto 
é de R$ 100,00, devendo ser agregado ao valor do produto sem imposto, por 
exemplo, R$ 1000,00. 
 
 Anteriormente à incidência do imposto, teríamos o seguinte equilíbrio entre a 
oferta (indústria) e a demanda (consumidores), com os preços em P0 e Q0 sendo 
transacionados. 
 
 
 
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78
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Com a incidência do imposto específico ocorre um deslocamento da curva de 
oferta para cima, especialmente porque a imposição do imposto é feita pelo governo 
sobre a indústria, por mais que esta última repasse parte da tributação aos 
consumidores. 
 
 Podemos compor o novo preço do produto vendido da seguinte forma: 
 
 P2 = P1 - T; ou 
 P1 = P2 + T 
 
Vejamos o novo equilíbrio entre preços e quantidades conforme o gráfico 
abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
D0 
O0 
P0 
Q 
P
D0
O0 (SEM IMPOSTO) 
P0 
Q 
P
Q0 
Q0 Q1 
P1 
P2 
O1 (COM IMPOSTO) 
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Perceba que o novo equilíbrio entre consumidores e a indústria ocorre em P1 
e Q1. P1 é o preço pelo qual o produto foi vendido (adquirido pelo consumidor) mas 
não o preço recebido pela indústria. O preço recebido foi, na verdade, P2, abaixo do 
preço de equilíbrio P0. Para entendermos o porque desse resultado, com um nível 
maior de preço do produto sendo cobrado (P1 > P0) mas com uma menor oferta de 
bens (Q1 < Q0) é importante que relembremos dos conceitos anteriormente 
aprendidos. 
 
Com a incidência do tributo ocorre uma imperfeição nas relações entre 
consumidores e produtores. Esta imperfeição é devida ao imposto específico, que 
faz alterar o equilíbrio representado pela combinação de preço P0 e quantidade Q0. 
Como o valor recebido pelo produtor agora é P2, menor do que P0, menos ele oferta 
de bens e serviços (Q1). 
 
O imposto devido é repartido entre consumidores e produtores na diferença 
entre o novo preço do produto (P1) e o preço inicial (P0) para os consumidores. Para 
a indústria, é devido na diferença entre o preço do produto antes da incidência do 
imposto (P0) e o novo valor recebido (P2). 
 
Assim temos: 
 
Valor do imposto pago pelos consumidores = P1 – P0 
Valor do imposto pago pela indústria= P0 – P2 
 
Cabe destacar que a arrecadação tributária do governo será composta pelo 
diferencial pago pelos consumidores com a compra do bem, multiplicado pelo 
número de unidades demandadas. Adicionada a esta arrecadação tem-se o valor 
não recebido pelos produtores, que é o resultado do preço anteriormente recebido 
pelos produtores com a venda dos produtos menos o novo preço recebido, por conta 
da incidência tributária. 
 
Valor total de impostos pagos pelos consumidores = ((P1 – P0) * Q1) 
Valor total de impostos pagos pelos produtores = ((P0 – P2) * Q1) 
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80
Considerando que o ônus tributário recai sobre consumidores e produtores, 
importa-nos saber como essa incidência é repartida entre os agentes. O conceito da 
elasticidade procura demonstrar a reação de consumidores e produtores a 
alterações nos preços dos bens e serviços. 
 
O que parece razoável de pensar é que para todo produto em que seus 
consumidoressão mais elásticos às variações nos preços, estes tendem a ter a 
demanda amplamente diminuída. Traduzindo-se de outra forma, podemos dizer 
que com a imposição do ônus tributário, que tende a elevar o preço dos 
produtos, consumidores acabam por diminuir em grande percentual a procura 
pelo bem, deixando nas mãos do produtor a necessidade de arcar com a maior 
parte do ônus do tributo. 
 
De forma inversa, caso a demanda pelo produto seja inelástica, variações 
nos preços tendem a ser mais bem aceitas pelos consumidores, ou seja, eles 
aceitam arcar com a maior parte do ônus da tributação, possibilitando, por 
conseqüência, maior margem ao produtor de poder transferir ao consumidor o 
máximo de imposto possível. 
 
Estas conclusões estão expressas no gráfico abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É importante destacar que com a incidência tributária ocorre um 
deslocamento da curva de oferta para a esquerda, sem que haja mudança na 
inclinação da reta (coeficiente angular). 
D (INELÁSTICA)
D (ELÁSTICA)
O (SEM IMPOSTO) 
O (COM IMPOSTO) 
(inelástica) P1 
 (elástica) P1 
(equilíbrio) P0 
(inelástica) P2 
 (elástica) P2 
 Q1 (elástica) Q1 (inelástica) Q0 (equilíbrio) 
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81
A parte hachurada em preto representa o chamado peso morto dos 
impostos, que seria a perda de bem estar econômico e social proveniente da 
imposição da tributação pelo Estado. Trata-se do chamado custo social dos 
impostos. 
 
Vejamos um exercício que aborda o assunto: 
 
(AFRF/SRF – ESAF/2003) Com base na imposição de um imposto, assinale a única 
opção falsa: 
 
a) Quando um imposto é aplicado num mercado, há dois preços de interesse: o que 
o demandante paga e o que o ofertante recebe. 
b) O imposto sobre a quantidade é uma taxa cobrada por cada unidade vendida ou 
comprada do bem. 
c) O imposto sobre o valor é uma taxa expressa em unidades percentuais. 
d) A parte de um imposto que é repassada aos consumidores independe das 
inclinações relativas das curvas de oferta e demanda. 
e) A produção perdida é o custo social do imposto. 
 
Resposta: 
 
a) Nos mercados taxados pela incidência tributária, consumidores e produtores 
realizam trocas. Diante da tributação deste mercado as trocas não ocorrem de forma 
eficiente, devido ao fato do ônus tributário recair diretamente sobre o bem ou serviço 
vendido, alterando por conseqüência o preço pago pelo consumidor e recebido pelo 
produtor. Destaca-se, conforme vimos, que o preço pago pelo consumidor é 
diferente do preço recebido pelo produtor, isto pelo fato de que no valor do bem 
vendido está incluída a tributação. Conforme o gráfico acima, o valor que o 
demandante paga é maior que o recebido pelo produtor. 
Assertiva Correta 
 
b) Para cada unidade comprada ou vendida (quantidade) é cobrada uma taxa 
percentual na forma de tributação. 
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82
Assertiva Correta 
 
c) O imposto sobre o valor, também chamado de imposto ad valorem, incide sobre o 
preço pago pelo consumidor. Assim, temos que: 
 
Preço recebido pelo produtor P2 = P1 (preço pago pelo consumidor) – t * P1 = P1 * 
(1 – t). O cálculo desse imposto é feito pelo método “por dentro”. O valor pago de 
tributação é T = P1*t. Com isso podemos dizer que o cálculo do imposto “por 
dentro” se utiliza do preço do produto já com a contabilização do imposto. 
 
Assertiva Correta 
 
d) Os impactos da incidência tributária sobre os bens e serviços adquiridos pelos 
consumidores estão diretamente relacionados à elasticidade das curvas de oferta e 
de demanda. Quanto mais elásticos forem os consumidores, menor a aceitação de 
variações positivas nos preços dos bens adquiridos. De forma inversa, quanto mais 
inelásticos forem os consumidores, maior a aceitação de variações positivas nos 
preços dos bens. 
 
Assertiva Incorreta (Gabarito) 
 
e) A diminuição da produção por parte dos ofertantes de bens e serviços está 
relacionada à perda que estes têm com a diminuição dos valores provenientes das 
vendas dos produtos. É o chamado custo social dos impostos. 
 
Assertiva Correta 
 
 Apenas para fins de esclarecimento, o imposto cobrado pelo governo pode 
ser imposto diretamente aos consumidores, o que no entanto levará a um 
deslocamento da curva de demanda para baixo. 
 
 
 
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83
Adendo: O imposto ad-valorem 
Conforme já tivemos oportunidade de destacar na questão anterior, os 
impostos do tipo ad-valorem são comumente calculados levando em consideração 
como base de cálculo o valor de venda do bem, na forma percentual, ou seja, já 
incluído o valor do imposto. Trata-se assim do chamado imposto “por dentro”. 
 
Dessa forma, o valor recebido pelo produtor será: 
 
P2 = P1 (preço pago pelo consumidor) – t * P1 = P1 * (1 – t) 
 
Uma outra forma de cobrança do imposto ad-valorem é feita pelo chamado 
conceito “por fora”, em que o imposto é calculado a partir do preço do bem antes da 
incidência tributária. 
 
P1 = P2 + t * P2 = P2 *(1 + t) 
 
Esta forma de incidência tributária (ad valorem), diferentemente do imposto 
específico, altera a inclinação da curva de oferta, pois a medida que aumenta o valor 
do bem, maior será a fatia recolhida pelo governo (valor arrecadado). 
 
Vejamos esta conclusão através do gráfico seguinte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
D0 
O0 
 
 P1 
 (equilíbrio) P0 
 P2 
Q 
P
 Q1 Q0 
Veja que a incidência 
tributária altera a 
inclinação da curva de 
oferta. Perceba também 
que quando a oferta de 
bens e serviços é “zero”, 
a arrecadação tributária 
também é igual a zero. 
O1 
Peso morto dos 
impostos. 
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84
Os impactos dos impostos sobre firmas competitivas e em regime de 
monopólio 
 
 A incidência tributária exerce impactos diferenciados nas diversas estruturas 
de mercado existentes na economia. Os mercados de compra e venda de bens e 
serviços são em sua maioria divididos em mercado de perfeita competição (muitas 
empresas atuantes), monopolizado (uma única empresa) e oligopolizado (poucas 
empresas). 
 
 Para a nossa análise, vamos nos deter rapidamente aos impactos da 
tributação sobre os mercados de concorrência perfeita e monopólio, normalmente 
solicitados nas questões de concurso. 
 
 As empresas no regime de concorrência perfeita 
 
 Inicialmente, e como forma de definir o nosso resultado, podemos dizer que 
no regime de concorrência perfeita, o impacto de um imposto tipo lump-sun tax 
(imposto por unidade fabricada) sobre as empresas, se dará na forma do aumento 
de custos (inicialmente no custo fixo, sendo repassado ao custo total). A repartição 
da tributação sobre consumidores e produtores será diretamente dependente das 
elasticidades da demanda e da oferta. 
 
Empresas que atuam em mercados competitivos trabalham no regime em que 
cada unidade adicional produzida é vendida ao preço “P”, sendo este preço igual à 
receita marginal (receita adicional com cada unidade adicional de produto vendida). 
O mercado de concorrencial é o tipo de mercado em que há um grande número de 
vendedores (empresas), de tal sorte que uma empresa, isoladamente, não afeta 
os níveis de oferta de bens e serviços do mercado e, conseqüentemente, o preço 
de equilíbrio. Trata-se do conceito de mercado atomizado (muitas empresas). 
Alguns conceitos adicionais ajudam a melhor compreender o mercado 
concorrencial, tais como: 
 
• não-diferenciação entre produtos ofertados pelas empresas concorrentes(conhecida como hipótese da homogeneidade); 
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• atomicidade, que representa o mercado com infinitos vendedores e 
compradores, de forma que um agente isolado não tem condições de 
afetar o preço de mercado. Assim, o preço de mercado é único, sendo 
“fixado” para empresas e consumidores (price-takers ou tomadores de 
preço); 
 
• não-existência de barreiras para o ingresso de empresas no mercado, ou 
seja, as empresas podem entrar e sair livremente do mercado; 
 
• Transparência de mercado (todas as informações sobre lucros, preços, 
etc., são conhecidas por todos). 
 
As empresas atuantes no mercado de concorrência perfeita visam à 
maximização dos seus lucros. O resultado de suas vendas é representado pela 
Receita Total de vendas. 
 
pxqRT = 
 
O resultado da Receita Média será igual à receita total dividido pela 
quantidade de bens vendidos. 
 
p
q
pxqRMe == 
 
Conforme podemos constatar, a Receita Média (Rme) obtida pela empresa 
é igual ao preço do produto (p). 
 
Se estamos falando de receitas, podemos nos perguntar: Qual seria a Rmg 
de cada unidade adicional vendida? 
 
Considerando a hipótese de que as firmas são tomadoras de preços, já que 
existem uma série de empresas que atuam no mercado, o preço do produto 
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oferecido pela empresa será sempre o mesmo. Como a Receita Marginal (ou 
adicional) representa o quanto a empresa ganha com cada unidade 
adicional vendida, podemos concluir que a RMg de cada unidade adicional 
vendida será igual ao preço do bem ou serviço que, conseqüentemente, 
será igual a Rme da empresa. 
 
RMg = p = Rme 
 
Conforme vimos no início da aula, a curva de demanda é negativamente 
inclinada, ou seja, quanto maior for o preço, menor será a quantidade demandada e 
vice-versa. Esta interpretação é válida para os consumidores, inclusive no mercado 
concorrencial. Destaca-se no entanto que, conforme vimos, que no mercado 
concorrencial o preço é sempre o mesmo, independente da quantidade vendida. 
Devido a isso, as empresas terão uma curva de oferta do bem horizontal, 
representando sempre a manutenção do preço do bem vendido no mercado de 
concorrência perfeita. 
 
Vejamos o gráfico abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A curva de demanda, do ponto de vista da empresa perfeitamente 
competitiva, é dada conforme o gráfico acima, ao nível do preço estabelecido pelas 
forças de mercado. A esse preço, toda a produção da empresa será absorvida pelo 
O 
D 
P = Rme = RMg 
 Q(mercado) Q q 
Oferta do bem X 
P P 
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mercado. Não há interesse em operar abaixo desse nível e não há possibilidade de 
praticar preço superior a “p”, pelo simples fato de que a empresa seria expulsa do 
mercado, já que não conseguirá vender qualquer unidade do bem. 
 
A interligação do resultado da empresa concorrencial e o Custo 
Marginal (CMg) 
 
Toda empresa busca maximizar o seu lucro, procurando, para isso, aplicar a 
regra na qual a RMg com a venda da última unidade vendida seja exatamente igual 
ao CMg com a última unidade produzida. Veja que quando isto ocorre não há 
porque a empresa querer produzir mais, uma vez que está não conseguirá 
aumentar o seu lucro. Neste sentido, se sabemos que no mercado concorrencial a 
RMg é igual ao preço “p”, que também é igual a RMe, podemos dizer que o Custo 
Marginal (CMg) igualar-se-a a esta duas, chegando a seguinte equação: 
 
RMe = p = RMg = CMg 
 
 
Para que melhor possamos entender esta idéia, interpretamos abaixo a 
seguinte tabela: 
 
 Tabela 1 
 
Preço 
(P) 
Quant. 
(Q) 
Receita Total 
(RT=PxQ) 
Custo Total 
(CT) 
Custo 
Médio 
Lucro 
(RT-CT) 
Receita 
Marginal 
RMg 
Custo 
Marginal 
CMg 
$6,00 1 $6,00 $5,00 $5,00 $1,00 $6,00 $2,00 
$6,00 2 $12,00 $8,00 $4,00 $4,00 $6,00 $3,00 
$6,00 3 $18,00 $13,00 $4,30 $5,00 $6,00 $4,00 
$6,00 4 $24,00 $18,00 $4,50 $6,00 $6,00 $5,00 
$6,00 5 $30,00 $25,00 $5,00 $5,00 $6,00 $6,00 
$6,00 6 $36,00 $30,00 $5,00 $6,00 $6,00 $7,00 
$6,00 7 $42,00 $38,00 $5,40 $4,00 $6,00 $8,00 
$6,00 8 $48,00 $47,00 $5,90 $1,00 $6,00 $9,00 
 
 
Se plotarmos inicialmente o gráfico referente a estrutura de custos médio e 
marginal da empresa e posteriormente o gráfico referente à tabela acima, teremos 
o seguinte equilíbrio: 
 
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De acordo com o que vimos acima, no mercado concorrencial, para que uma 
empresa maximize seus lucros, no curto prazo, a última unidade fabricada gerará um 
custo marginal (adicional) que é exatamente igual à receita marginal com a venda do 
produto. Um outro ponto é que no curto prazo o custo médio de produção é menor 
do que a receita médio, o que garante o lucro da empresa. 
 
Obs: Vale apenas uma informação, a curva de custo médio acima 
representada pode ser superior ao preço de venda do produto, mas não no exemplo 
dado por nós na tabela acima. Em situações como esta a empresa estará tendo 
prejuízo, o que não será objeto de análise nossa neste material. 
 
 
 
CMg 
p = RMg = RMe = CMg p* = 6 
q* = 5 q 
Cmg, Cme 
CMe
Q 
CMg 
CMe
P, Cmg, Cme 
 Cme = 5 
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A incidência tributária no mercado concorrencial 
 
Verifica-se a partir das informações dispostas acima que em um mercado 
concorrencial o equilíbrio se dará na igualdade entre a receita marginal com a última 
unidade vendida e o custo marginal com a última unidade vendida. Neste equilíbrio 
temos ainda a igualdade com o preço no qual e vendido o bem, afinal de contas as 
empresas atuantes neste mercado são tomadoras de preço. 
 
O que importa saber agora para fins de análise é como se dará a imposição 
do ônus da tributação (imposto específico) sobre consumidores e produtores no 
mercado concorrencial. Para isso teremos que voltar a considerar a elasticidade da 
demanda pelo bem ora taxado. Sabendo que a imposição do ônus da tributação 
recai sobre a curva de oferta, e que a própria incidência tributária leva ao aumento 
do preço do bem, derivado do aumento do custo (custo marginal) podemos verificar 
qual será o novo equilíbrio em termos de quantidade e preço. Vejamos a 
interpretação pelo gráfico abaixo: 
 
A curva de oferta desloca-se para cima (O2), visto que o produtor deve 
adicionar ao preço do bem o custo do ônus da tributação. Este deslocamento leva 
ao aumento do preço e a conseqüente redução da quantidade demandada. A 
imposição do ônus da tributação gerará novamente o peso morto dos impostos, 
conforme demonstrado pela parte hachurada do gráfico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O1 
D 
P0 = Rme0 = RMg0 
 q1 Q q 
O0 
P P 
O2 
 q2 
P1 = Rme1 = RMg1 
O1 
D 
 q1 q2 
Cmg0 
Cmg1 
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O resultado do ônus da tributação será maior ou menor em função das 
elasticidades de demanda e de oferta pela bem tributado. No caso do mercado 
concorrencial, como o produto já é vendido a um preço mínimo, e como a curva de 
oferta e totalmente elástica, a incidência do imposto se dará totalmente sobre os 
consumidores. 
 
Com a conclusão acima podemos inferir que a tributação imposta em um 
mercado concorrencial não será uma boa política, independentemente se o fato for o 
aumento da arrecadação tributária. Conforme vimosno começo de nossos estudos, 
o mercado de concorrência perfeita reflete o mercado que mais se aproxima do 
ótimo de pareto. Políticas tributárias devem sempre buscar a tributação de mercados 
em que a necessidade do bem pela sociedade é baixa, ou seja, de produtos 
considerados supérfluos. Infelizmente não é isso que ocorre no nosso país, sendo a 
tributação imposta aos mais diferentes bens e serviços, quase que sem levar em 
consideração o grau de essencialidade destes. 
 
A empresa Monopolista 
 
No regime de monopólio o produtor exerce grande influência sobre a 
formação do preço do produto, estabelecendo o seu ganho a partir da composição 
dos custos, neste incluído o imposto. Ressalta-se ainda que o produtor monopolista 
estabelece o preço a ser cobrado pelo bem ou serviço oferecido da mesma forma 
que no mercado concorrencial, partindo da igualdade existente entre a receita 
marginal e o custo marginal de produção. Vejamos o funcionamento da empresa 
monopolista. 
 
No regime de monopólio o comprador se submete às condições impostas 
pelo vendedor ou simplesmente deixará de consumir o produto1. No Brasil os 
exemplos de monopólio mais comuns são aqueles referentes ao regime de 
 
1 Ressaltamos que é sempre válida a relação da demanda, ou seja, mesmo que o monopolista sendo o único 
vendedor, ele não poderá estabelecer qualquer preço, sob pena de não conseguir vender nenhuma unidade do 
bem ou serviço produzido. 
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monopólio natural, tais como produção e transmissão de energia elétrica (em 
hidroelétricas), fornecimento de água e esgoto bem como o refino de petróleo2. 
 
Obs: Não entraremos em maiores detalhes neste material, especialmente por não 
constar tal ponto no edital do concurso, mas cabe o comentário a respeito do 
regime monopsonista ou também chamado de monopsônio, que se trata da 
questão inversa ao monopólio, ou seja, a existência de apenas um comprador 
para vários vendedores. 
 
Voltando ao nosso tema, no mesmo sentido do exposto no mercado 
concorrencial, destacamos algumas características dos monopólios: 
 
• Apenas uma única empresa é a produtora de bens ou serviços; 
• O produto oferecido não apresenta substitutos próximos (tais como os 
vistos na análise da aula 1); 
• Existência de barreiras à entrada de outras empresas, o que aumenta 
o seu poder de mercado. 
 
Cabe-nos ainda destacar que não no regime monopolista não existe uma 
curva de oferta que se oriente de acordo com as variações nos preços dos bens 
e serviços oferecidos por este. Como ele é o único oferecedor do bem, a 
definição do preço é feita de acordo com a sua intenção de venda no mercado. É 
o que definimos como discriminação de preços. Para que o monopolista aumente 
a sua receita de vendas ele terá que obrigatoriamente reduzir o preço do bem. 
Analisemos isto cuidadosamente. 
 
 
A demanda pelo produto oferecido pelo Monopolista (RT, RMe, RMg e 
o Preço) 
 
No monopólio, a curva de demanda da empresa é a própria curva de 
demanda do mercado como um todo. Ao ser exclusiva no mercado, a empresa 
não estará sujeita aos preços vigentes. Pode a empresa estabelecer o preço que 
 
2 Existem exceções, mas que não merecem maiores comentários para fins deste material. 
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melhor lhe convenha. Veja que esta situação é exatamente o inverso do regime 
de concorrência onde, a existência de muitas firmas, impede que o preço seja 
manipulado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A liberdade do monopolista não significa que este pode estabelecer o 
preço do jeito que bem entender. Ele deve sempre considerar a elasticidade-
preço dos consumidores onde a empresa atua. 
 
A receita total auferida pelo monopolista é dada pelo preço que este 
vende cada produto no mercado, multiplicado pelo preço de cada produto. Assim 
temos que: 
 
PxQRT = , sendo Q a quantidade de mercado, já que o monopolista é o 
único oferecedor. 
 
Vejamos ainda que a receita média é o próprio preço do bem vendido: 
 
P
Q
PxQ
Q
RTRMe === 
 
Veja que estando o monopolista sujeito à lei da demanda, ou seja, quanto 
menor o preço maior será a quantidade demandada, ele deve saber qual será o 
comportamento da demanda do consumidor toda vez que diminuir o preço do 
bem. Se com a queda do preço ele conseguir aumentar a sua receita, ele 
continuará a discriminar preços. 
 
p 
q 
D 
A demanda de mercado é a 
própria curva de demanda do 
monopolista. 
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Diante desta consideração, percebe-se uma importante definição do 
mercado monopolista. Como para vender cada unidade adicional de produto a 
empresa necessita reduzir o preço do produto, conclui-se que a receita marginal 
(que é a receita ADICIONAL com cada unidade vendida) será menor do que o 
próprio preço do produto. Vejamos um exemplo simples: 
 
Um monopolista vende apenas uma unidade de produto ao preço de R$ 
10,00, auferindo assim uma receita total igual a R$ 10,00. Para que ele venda 
duas unidades, terá que reduzir o preço do produto para R$ 9,00. A receita total 
dos produtores será igual R$ 18,00. Veja no entanto que a receita marginal 
(adicional) foi apenas de R$ 8,00 (R$ 18,00 (da venda de duas unidades) – R$ 
10,00 (da venda de uma unidade)) enquanto a receita média com a venda de dois 
produtos foi igual a R$ 9,00 (18/2). 
 
Essas informações levam a uma importante conclusão a respeito do regime 
monopolista. A receita marginal no regime de monopólio é sempre inferior à 
receita média obtida com a venda do bem. Em termos gráficos temos a seguinte 
disposição entre a receita média (que é a própria curva de demanda) e a receita 
marginal: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P, RMg, 
RMe 
Q 
Rme = Demanda 
RMg 
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Mas qual será a relação existente entre a Receita Média (RMe) e a Receita 
Marginal (RMg). E como se comporta a relação entre receita marginal e custo 
marginal? 
 
Para que esta pergunta possa ser respondida, precisamos novamente nos 
valer dos gráficos que demonstram a estrutura de custos de uma empresa, 
independentemente do fato de ela estar trabalhando no mercado concorrencial ou 
no mercado monopolista. Adicionalmente, iremos plotar a estrutura de custos da 
empresa monopolistica junto a sua estrutura de receitas, interpretando assim o 
resultado da interação existente da igualdade entre a receita marginal e o custo 
marginal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O preço de venda que maximiza o lucro do monopolista será aquele obtido a 
a partir da igualdade entre a RMg e o CMg. De acordo com o gráfico, o preço 
maximizador do lucro de curto prazo é obtido a partir do encontro da linha pontilhada 
(que demonstra a igualdade entre RMg e CMg) com a curva de demanda do 
monopolista. 
 
 P* 
 
Cme* 
CMe
Q 
O ponto maximizador do 
lucro do monopolista é 
aquele no qual a RMg é 
igual ao custo Marginal. O 
lucro do monopolista 
dependerá da diferença 
existente entre o Custo 
Médio e o preço de venda do 
bem ou serviço oferecido. 
CMg 
P, 
Cme, 
Cmg, 
Rmg 
Lucro do 
Monopolista 
RMg 
Rme = P
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Perceba que no mercado monopolista o lucro auferido pelo produtor é maior 
do que o lucro auferido pelo produtor atuante no mercado de concorrência. De 
qualquer maneira, o que nosinteressa saber neste mercado é justamente qual será 
o impacto da incidência tributária sobre consumidores e produtores. 
 
A incidência tributária no monopólio 
 
Com a imposição do ônus da tributação irá ocorrer o aumento do custo de 
produção (custo médio), o que naturalmente reflete-se no aumento do custo 
marginal de produção. Lembrando-se que uma empresa ao maximizar o seu lucro 
iguala a receita marginal ao custo marginal, com a subida deste teremos um 
resultado do aumento do preço do bem, isto pelo simples fato de que o produtor não 
arcará com a integralidade do imposto devido. Logicamente, lembrando-se que o 
monopolista se depara com a curva de demanda do consumidor, quanto mais 
elásticos forem estes, menor será a sua margem de ganho, até porque menos ele 
poderá repassar do imposto para o demandante do seu bem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 P1 
 
 
 P0 
 Cme1 
 
 Cme0 
Cme0 
Q 
Com a imposição da 
tributação o produtor 
monopolista repassa parte 
do ônus aos consumidores, 
gerando impactos negativos 
na quantidade e o 
conseqüente aumento nos 
preços. O repasse do ônus da 
tributação dependerá do 
quão necessário é o produto 
para o consumidor, o que 
representamos por 
elasticidade da demanda. 
CMg0 
P, 
Cme, 
Cmg, 
Rmg 
RMg 
Rme = P
Cme1 CMg1 
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A transferência da tributação ( a repartição dos impostos) 
 
Conforme verificamos, a repartição dos tributos entre consumidores e 
produtores está diretamente vinculada ao grau de elasticidade destes ao bem ou 
serviço oferecido. Ocorre no entanto que transferência tributária pode se comporta 
de diversas maneiras, conforme analisamos abaixo: 
 
Transferência para frente: 
 
A chamada transferência “para frente” ocorre quando os produtores 
conseguem transferir senão plenamente, a maior parte da carga tributária ao 
consumidor final, ficando assim assegurado a estes a perfeitamente mensuração da 
sua rentabilidade com a produção e venda dos produtos ofertados. A transferência 
“para frente” é muito comum em mercados monopolizados (apenas uma empresa 
vendedora) e oligopolizados (poucas empresas vendedoras). 
 
Transferência para trás 
A transferência “para trás” ocorre quando o comprador da matéria-prima ou 
do produto consegue impor ao seu fornecedor a redução do preço do bem ou 
serviço por ele consumido, uma vez que associado a este preço, encontra-se a 
tributação indireta incidente sobre o produto. É comum a existência da transferência 
“para trás” nos mercados monopsônicos (apenas um comprador) ou oligopsônicos 
(poucos compradores). 
 
Com a conclusão deste tópico, podemos passar agora para a resolução de 
questões de provas anteriores. 
 
Um grande abraço a todos e boa resolução. 
 
Francisco 
 
 
 
 
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Exercícios: 
 
 
 
31 – (AFRF/SRF – ESAF/2003) Sob o ponto de vista da distribuição da incidência 
tributária, indique a opção errada: 
 
a) Um imposto sobre os vendedores desloca a curva de oferta para cima, em 
montante maior ao do imposto. 
b) Quando um bem é tributado, compradores e vendedores compartilham o ônus do 
imposto. 
c) A única diferença entre tributar o consumidor e tributar o vendedor está em quem 
envia o dinheiro para o governo. 
d) A incidência tributária depende das elasticidades-preço da oferta e da demanda. 
e) O ônus do imposto tende a recair sobre o lado do mercado que for menos 
elástico. 
 
32 – (AFRF/SRF – ESAF/2002) Modelos simples de oferta e demanda podem ser 
utilizados para analisar uma ampla variedade de políticas governamentais. Com 
base no impacto de um imposto, aponte a única opção falsa: 
 
a) O impacto de um imposto depende das elasticidades da oferta e da demanda. 
b) Se a demanda for muito inelástica em relação à oferta, a carga fiscal recairá 
principalmente sobre os compradores. 
c) Se a curva de oferta for horizontal, nenhuma parcela do imposto será repassada 
aos consumidores. 
d) Se a demanda for muito elástica em relação à oferta, a carga fiscal incidirá 
principalmente sobre os vendedores. 
e) O ônus de um imposto é a perda líquida excedente dos consumidores e 
produtores resultante da aplicação do imposto. 
 
33 – (AFRF/SRF – ESAF/2003) Suponha uma alíquota tributária de 50%, incidente 
sobre um produto que agrega valor a matérias-primas, sem o uso de outros produtos 
que tenham passado previamente por algum processo de transformação. O valor por 
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unidade do produto é de R$100,00. O preço do produto quando o imposto é 
calculado “por dentro” será: 
 
a) R$ 125,00 
b) R$ 175,00 
c) R$ 150,00 
d) R$ 155,00 
e) R$ 200,00 
 
34 – (AFRF/SRF – ESAF/2005) Com relação à incidência tributária de um imposto, 
assinale a única opção incorreta. 
 
a) Quando o governo cria um imposto ou subsídio, o preço geralmente não reflete 
elevação ou queda igual ao valor total do imposto ou subsídio. 
b) A incidência de um imposto ou de um subsídio é, normalmente, compartilhada por 
produtores e consumidores, sendo que a fração que cada um acabará pagando, 
dependerá das elasticidades da oferta e da demanda. 
c) A intervenção governamental resulta, geralmente, em um peso morto. 
d) O peso morto é uma forma de ineficiência econômica que deve ser levada em 
consideração quando políticas são elaboradas e implementadas. 
e) Se o governo impõe um imposto sobre vendas de determinada mercadoria, esse 
imposto terá por efeito deslocar a curva de demanda dessa mercadoria para cima. 
35 – (AFRF/SRF – ESAF/2000) Considere que o governo, num mercado em 
concorrência perfeita, lança um imposto sobre a venda de determinada mercadoria, 
sendo estabelecido um imposto por unidade vendida. Com relação aos impactos 
sobre o consumidor e sobre o produtor desse tipo de imposto, não é correto afirmar 
que: 
a) se a demanda for menos elástica que a oferta, quem deve arcar com a menor 
parcela do imposto é o consumidor. 
b) a parcela do imposto paga pelo produtor é a diferença entre o que receberia sem 
o imposto menos o que recebe após o imposto, multiplicada pela quantidade 
vendida. 
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c) a parcela do imposto paga pelo consumidor é a diferença entre o que paga com o 
imposto menos o que pagaria sem o imposto, multiplicada pela quantidade 
comprada. 
d) se a demanda for mais elástica que a oferta, a maior parte do imposto incidirá 
sobre os produtores. 
e) a arrecadação total do governo é a soma da parcela do imposto paga pelo 
consumidor mais a parcela do imposto paga pelo produtor. 
 
36 – (APO/MPOG – ESAF/2002) Existem várias modalidades de impostos sobre 
vendas de mercadorias e serviços. No tocante à incidência de um imposto sobre 
vendas, indique a opção incorreta 
 
a) Os impostos sobre as vendas são impostos indiretos, pois incidem sobre o preço 
das mercadorias. 
b) Afirma-se que o imposto específico apresenta um valor fixo, em unidades 
monetárias, por unidade vendida, independente do valor da mercadoria. 
c) Diz-se que, no imposto ad valorem, se aplica uma alíquota fixa sobre o valor, em 
unidades monetárias, de cada unidade de mercadoria vendida. 
d) A incidência do imposto específico depende das elasticidades das curvas de 
oferta e demanda da mercadoria. 
e) O estabelecimento de um imposto sobre vendas funciona como custo adicional 
para o produtor, deslocando a curva de oferta para baixo e para a direita. 
 
37 - (APO/MPOG – ESAF/2003) No que concerne à incidência tributária,aponte a 
única opção incorreta. 
 
a) A análise da incidência de impostos sobre vendas preocupa-se em examinar as 
condições em que o ônus do pagamento do tributo pode ser transferido para 
terceiros. 
b) Diz-se que ocorre transferência “para frente”, quando o imposto, incorporado ao 
preço da mercadoria, é transferido para o consumidor final. 
c) Afirma-se que ocorre transferência “para trás”, no caso em que o ônus do imposto 
é transferido para os fornecedores dos principais insumos utilizados pela empresa 
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via redução na remuneração de mão-de-obra e/ou no preço pago pelas matérias-
primas utilizadas no processo de produção. 
d) A transferência do imposto depende da forma pela qual o poder de influenciar os 
preços se distribui entre produtores, fornecedores e consumidores. 
e) Em um mercado de concorrência perfeita, a possibilidade de transferência do 
imposto sobre vendas é total para o consumidor, quando a demanda for 
perfeitamente elástica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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101
Gabarito Comentado: 
 
Questão 31 – letra “a” 
 
Um imposto sobre vendedores desloca a curva de oferta para cima, em montante no 
máximo igual ao valor do imposto. 
 
Questão 32 – letra “c” 
 
Se a curva de oferta for horizontal, ou seja, totalmente elástica, o total dos impostos 
será repassado aos consumidores. 
 
Questão 33 – letra “e” 
 
Para o cálculo do imposto por dentro, temos: 
Pconsumidor = Preço Produtor / (1 – t) = 100/(1-0,5) = 200 
 
Questão 34 – letra “e” 
 
O imposto sobre vendas desloca a curva de oferta para cima e não a curva de 
demanda. 
 
Questão 35 – letra “a” 
 
Se a demanda for menos elástica do que a oferta, ou seja, mais inelástica, quem 
deve arcar com a maior parcela do imposto é o consumidor. 
 
Questão 36 – letra “e” 
 
Desloca na verdade a curva de oferta para cima e para a esquerda. 
 
Questão 37 – letra “e” 
 
CURSO ON-LINE – FINANÇAS PÚBLICAS P/ AFRFB - 2009 
PROFESSOR: FRANCISCO MARIOTTI E SÉRGIO MENDES 
 
www.pontodosconcursos.com.br 
 
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Será na verdade quando a curva de demanda for totalmente inelástica, ou seja, o 
consumidor aceita toda a imposição do imposto. 
 
Questão 38 – letra “a” 
 
Trata-se da afirmação do efeito Patinkin. 
 
Questão 39 – letra “a” 
 
O ponto ótimo é aquele em que a arrecadação tributária é máxima. Aumentando a 
alíquota, a receita tributária diminui. 
 
Questão 40 – letra “d” 
 
O efeito deslocamento refere-se ao efeito substituição, em que este afirma que as 
famílias terão mais lazer quando ficarem mais pobre (relativamente).