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Critérios de RCP de alta qualidade:
Iniciar compressões torácicas (forte e
rápida) em até 10 segundos;
Permitir retorno completo do tórax;
Minimizar interrupções entre as
compressões torácicas;
Assegurar que as respirações elevam o
tórax;
Não hiperventilar;
Avaliar ritmo chocável assim que o
DEA estiver disponível na PCR, pois
provavelmente é um ritmo chocável
NÃO RESPONSIVO SEM
RESPIRAÇÕES NORMAIS
LIGAR PARA O SAMU - 192 E
SOLICITAR UM DEA
Administrar uma ventilação
a cada 5-6 segundos
Avaliar pulso a cada 02
minutos
CHEGADA DO
DESFIBRILADOR - DEA
Iniciar ciclos de 30
compressões e 02 ventilações
Administrar 01 choque e
continuar RCP
imediatamente por 02
minutos
Continuar RCP imediatamente
por 02 minutos
Avaliar ritmo a cada 02
minutos
Continuar esses passos até que
profissionais de ACLS cheguem
ou até que a pessoa mostre
sinais de retorno da circulação
AVALIAR SE
RITMO É
CHOCÁVEL
Avaliar pulso:
DEFINIR
PULSO EM
ATÉ 5-10
SEGUNDOS
L A Y A N E S I L V A
Parada cardiorrespiratória - PCR
A B O R D A G E M D E P A C I E N T E C O M
S U S P E I T A D E P C R
P R I M E I R O P A S S O : 
C H E C A R R E S P O N S I V I D A D E
A parada cardiorrespiratória (PCR) é a manifestação
máxima de gravidade de qualquer doença, ou seja,
qualquer doença que evoluir, sem intervenção, para sua
gravidade máxima se tornará, portanto, uma parada
cardiorrespiratória. A PCR tem que seguir um algoritmo
chamado Cadeia de Sobrevivência da PCR, elaborada pela
American Heart Association (AHA):
Portanto, ao ver uma pessoa desacordada o primeiro passo
é checar a responsividade através da seguinte frase:
“Senhor(a), senhor(a), você pode me ouvir?” - sendo que o
ideal é checar a responsividade com um sacolejo/sacudida
no ombro (evitar os extremos de movimentar pouco ou
excessivamente o paciente). 
Se após essa checagem, o paciente não responder, deve-se
ligar o primeiro alerta para parada cardiorrespiratória. 
Diferentemente de outras patologias, como febre reumática
(critérios de Jones) ou tromboembolismo pulmonar
(critérios de Wells + angiotomografia helicoidal de 12
cortes), a PCR é uma manifestação de fácil diagnóstico. Um
paciente desacordado, por exemplo, já tem suspeita de PCR
e a partir daí será abordado para fechar o diagnóstico.
Se seguida da forma correta aumenta as chances de
retorno da circulação sistêmica do paciente, além de
assegurar juridicamente o médico - no entanto, apenas
retornar a circulação espontânea não é o suficiente, é
preciso retornar com nenhuma ou mínimas sequelas.
NÃO RESPONSIVO: SEM
RESPIRAÇÕES ou APENAS
GASPING
Monitorar ritmo
Chocar se necessário
Repetir após 02 minutos
SOLICITAR
DEA E
INICIAR RCP
ATIVAR
SERVIÇO DE
EMERGÊNCIA
Atenção! Atenção ao respeito com o paciente, a checagem
tátil de responsividade não deve ser feita com tapas na cara,
por exemplo. 
S E G U N D O P A S S O - P R É - H O S P I T A L A R :
I N D I C A R A L G U É M P A R A C H A M A R
A J U D A O U L I G A R P A R A O S A M U 1 9 2 E
C O L O C A R N O V I V A - V O Z
Uma vez que a responsividade foi checada e o paciente não
responder, deve-se apontar para a pessoa mais próxima e
pedir que ligue para o SAMU 192, solicitando ambulância
com DEA (desfibrilador automático). Portanto, no
atendimento pré-hospitalar (na rua), o protocolo é pedir
para a pessoa ligar para o SAMU 192 - se não houver alguém
próximo, ligar para o SAMU 192 e colocar no viva-voz. 
Se o paciente estiver desacordado, a primeira atitude é ligar
para o SAMU, pois se o paciente não responde a comando
físico e verbal, isto significa que vai ser necessária uma
equipe do SAMU.
S E G U N D O P A S S O -
I N T R A H O S P I T A L A R : I N D I C A R A L G U É M
P A R A C H A M A R A E Q U I P E H O S P I T A L A R
E T R A Z E R O C A R R I N H O D E P A R A D A
No hospital, se o paciente for encontrado desacordado,
deve-se indicar a pessoa que estiver mais próxima para
pedir o carrinho de parada e chamar a equipe.
T E R C E I R O P A S S O : C H E C A R P U L S O E
R E S P I R A Ç Ã O D O P A C I E N T E
Na sequência, é necessário checar o pulso e a respiração do
doente ao mesmo tempo, necessariamente o pulso tem
que ser central, sendo que os 02 pulsos centrais mais fáceis
são carotídeo e femoral - o pulso femoral não é acessível
com tanta rapidez pois geralmente está coberto por roupas,
já o pescoço a maioria das vezes está livre. 
Para identificar o pulso central, basta ter o referencial
anatômico da traqueia e correr o dedo para o lado,
alcançando exatamente a carótida e sentir a pulsação
carotídea, logo ao lado da traqueia. Essa pulsação vai ser
sentida com 02 polpas digitais, ao mesmo tempo que,
encostando o rosto no nariz do paciente com olhos fixados
no tórax, irá avaliar a respiração pelo “ver, ouvir e sentir”.
Atenção! O pulso não pode ser checado rapidamente -
checar o pulso rapidamente, impede a identificação de
condições como bradicardia, por exemplo - por isso,
segundo a AHA, a checagem de pulso deve ser feita em 5-10
segundos, evitando a ansiedade do nervosismo em
situações de emergência.
Dica da prova prática! Obrigatoriamente o pulso deve ser
checado por no mínimo 5 segundo e no máximo 10
segundos!
Se não tem pulso e não respira significa que está em PCR!
Q U A R T O P A S S O : I N I C I A R
I M E D I A T A M E N T E C O M P R E S S Õ E S
T O R Á C I C A S
Após avaliação do pulso e respiração, se o paciente não tem
pulso e não respira, iniciar imediatamente as compressões
torácicas, incluídas nas manobras de ressuscitação
cardiopulmonar (RCP).
Posicionamento adequado para realizar as
compressões torácicas
A compressão torácica de qualidade deve ser feita com: 
(1) a mão dominante na frente e mão não dominante
entrelaçando os dedos na mão dominante; 
(2) posicionar o corpo de forma perpendicular ao paciente
(90 graus), preferencialmente com o paciente na altura do
joelho - na maca, colocar uma escada, se for no chão, basta
ajoelhar; 
(3) a mão dominante na frente e a mão dominante
entrelaçada faz o movimento de puxar o punho para expor
a região hipotenar da mão que vai ficar em contato direto
com o esterno do doente na altura da linha mamilar, para
isso o tórax deve estar desnudo;
Apenas a região hipotenar deve estar em contato com o
doente (evitar que a mão fique espalmada), pois quanto
menor a área, maior a pressão, gastando menos energia.
Atenção! Se o paciente estiver na cama (enfermaria) o ideal
é posicionar ele em uma prancha rígida pois grande parte
do esforço vai se dissipar pelo colchão - na maca não é
necessário pois o colchão é fino.
L A Y A N E S I L V A
(4) o braço deve estar estendido (hiperextensão), evitando
flexionar, usando o peso do tronco para comprimir a vítima
a fim de provocar o fluxo sanguíneo e perfusão cerebral.
CRITÉRIOS DE QUALIDADE DA COMPRESSÃO TORÁCICA
Frequência: 100-120/min
Entre os critérios de uma RCP de qualidade, um dos
principais é que o sujeito compressor deve comprimir a
uma velocidade de 100 a 120 por minuto - a velocidade de
compressão pode ser mensurada de um instrumento
chamado metrônomo (aparelho capaz de produzir batidas
rítmicas e claras a uma frequência regulada pelo usuário,
aperfeiçoando o seu desempenho técnico).
Questão de prova! Os 4 principais sinais de compressão de
qualidade de uma compressão torácica são: 
Dica da prova prática! Pedir metrônomo no OSCE.
Profundidade: 5-6 cm
Outro ponto importante é que o sujeito compressor deve
comprimir com uma profundidade de 5-6 cm - evitar
compressão profunda para não afundar o tórax do paciente.
Permitir retorno completo do tórax
Ao comprimir, a única função e objetivo de compressão é
realizar o fluxo sanguíneo cerebral, ou seja, o sangue sai do
coração e vai para o cérebro para oxigená-lo - no caso da
PCR, tempo é cérebro. A cada minuto que o cérebro passa
sem sangue/fluxo, ele perde 10% da sua funcionalidade -
isto significa que 10 minutos de um paciente em PCR sem
intervenção (massagem cardíaca, compressão torácica)
levam a morte encefálica.Portanto, nenhum paciente sobrevive a mais de 10 minutos
em PCR sem assistência, a menos que ele esteja em um
ambiente muito frio, onde o metabolismo do cérebro fica
encurtado. Nesse caso, ele teria chance de sobreviver 15-20
minutos e manter o cérebro funcional após a compressão,
pois está sendo induzido a hipotermia protetora. Para
manter esse fluxo sanguíneo é necessário ter sístole e
diástole, ou seja, é necessário comprimir e permitir retorno
do tórax para proporcionar o fluxo sanguíneo adequado.
Minimizar o tempo de interrupções das compressões
O paciente precisa ter compressões com o mínimo de
interrupções possíveis, este é um critério de extrema
qualidade em uma RCP. A cada segundo que a compressão
é interrompida, há sofrimento do cérebro, então o tempo
de interrupção para analisar o ritmo, intubação ou checar
pulso, por exemplo, deve ser o mínimo possível para evitar
morte encefálica. Existe uma taxa de compressão adequada
que deve ser acima de 80%, ou seja, de 10 minutos de PCR,
8 minutos devem ser apenas de compressão.
L A Y A N E S I L V A
Essa taxa é mensurada da seguinte forma: existem 2
cronômetros que serão acionados simultaneamente assim
que a PCR for reconhecida, todas as vezes que a
compressão for interrompida um dos cronômetros será
pausado (ventilação, análise de ritmo, choque, checagem
de pulso) e retorna quando as compressões reiniciarem. Por
fim, ao dividir a taxa de compressão (tempo obtido pelo
cronômetro que foi pausado durante as interrupções) pelo
tempo total da RCP (tempo obtido pelo cronômetro que
não sofreu interferência) pode-se obter a taxa de
compressão, que deve ser acima de 80%. 
Lembrando que a compressão é de fundamental
importância já que a manutenção do fluxo circulatório
cerebral é feita através das compressões. Portanto, até a
chegada do carrinho de parada, a compressão é a manobra
mais importante na RCP, pois a compressão inefetiva tem
um desfecho neurológico ruim. Assim, a compressão efetiva
é responsável pelo retorno da circulação espontânea com
pelo menos o mínimo de socialização.
o esôfago, pois o tubo esofágico é maior e a traqueia
necessita da abertura da glote para permitir a entrada de ar.
Portanto, se houver excesso de ar, consequentemente,
haverá dilatação do pulmão e dilatação do estômago,
aumentando a pressão intra-abdominal, que influi
diretamente na redução do retorno venoso - ou seja, haverá
menos sangue retornando, e menos sangue para espalhar
durante a sístole, sendo essencial equalizar a quantidade de
ar que será jogada no paciente.
Ventilar com o ambu significa ventilar com pressão positiva,
que não é a forma mais fisiológica de respiração, pois
geralmente respiramos por pressão negativa. Ao inspirar, o
diafragma negativa a pressão intra-torácica, criando uma
diferença de pressão (delta pressórico) que desloca uma
massa de ar, quanto maior o delta, maior a massa de ar que
será deslocada (maior volume de ar para o pulmão). Essa é a
lei que rege a dinâmica dos fluidos, chamada de Lei de
Poiseuille, ela prevê que a concentração de fluido
deslocado (gases, líquidos e corrente elétrica) aumenta à
medida que aumenta o delta pressórico.
Q U I N T O P A S S O : I N I C I A R V E N T I L A Ç Ã O
Tal logo que o Ambu (bolsa-válvula-máscara) chegue na
cena, ele deve ser conectado na fonte oxigênio a 15 litros
com FiO2 de 100%. A pessoa responsável pela ventilação
deve usar a técnica de C e E, isto é, o C estará ao redor da
máscara para fixar e E será o terceiro quirodáctilo no mento,
o quarto no ramo e o quinto no ângulo da mandíbula.
Atenção! Enquanto não tiver o Ambu, não tem necessidade
de fazer respiração boca a boca no paciente, apenas focar
em compressão de 100-120 por minuto até o ambu ou
carrinho de parada chegar na cena.
Nesse momento, quem estiver na compressão vai começar
a contar - não necessariamente deve fazer a contagem de 1-
3 em voz alta, o compressor pode contar em silêncio e só
aumentar o tom de voz quando estiver próximo a 30 para
que a pessoa que está na ventilação se prepare para
ventilar. Portanto, após 30 compressões, quem estiver no
ambu irá fazer 02 ventilações de resgate que serão feitas de
forma rápida em 01 segundo, seguida do retorno das
compressões, criando uma frequência de 30:2 (30
compressões para 02 ventilações de resgate).
TÉCNICA DE VENTILAÇÃO
Na ventilação, a bolsa não deve ser comprimida por
completo, apenas ½ bolsa em 01 segundo, pois ao jogar ar
na cavidade oral (orofaringe), o ar se distribui para o pulmão
através traqueia e para o esôfago, acumulando no
estômago. Caso a pessoa responsável pela ventilação jogue
muito ar, a tendência é que esse ar se encaminhe mais para
Atenção! Se o atendimento for pré-hospitalar, o paciente
será reavaliado a cada 02 minutos ou a cada 5 ciclos de
30:2!
Ao ambuzar o paciente, ele oferece oxigênio por pressão
positiva, ou seja, o ar é obrigatoriamente empurrado para
dentro do pulmão. Nesse caso, o ambu deve estar
conectado a uma fonte de oxigênio aberta em um fluxo de
15 L por minuto, oferecendo 100% de oxigênio (FiO2) para o
paciente - ou seja, a cada inspiração o paciente vai receber
apenas oxigênio puro.
A concentração de oxigênio no ar ambiente é de 21% - 70%
é de nitrogênio e o restante corresponde a outros gases -
gerando uma fração inspirada de oxigênio (FiO2) de 21%.
Lembrando que a composição dos gases atmosféricos é
uniforme em todos os locais da atmosfera terrestre,
portanto, a fração inspirada de oxigênio é igual em todo
lugar do mundo - apenas a pressão dos gases é alterada de
acordo com a altitude. Isto significa que em altas altitudes,
a pressão do ar é maior, portanto, para deslocar o mesmo
volume corrente de ar é necessário uma inspiração mais
profunda para deltalizar mais.
GARANTIR VIA AÉREA
Nem toda PCR exige intubação, pelo contrário, o AHA
desestimula a intubação, segundo seu Guideline deve-se
considerar intubação, principalmente em cenário de PCR
por hipóxia porém não obrigatoriedade. Então, é
obrigatório ventilar a uma frequência de 2 ventilações no
dispositivo bolsa-válvula-máscara para cada 30
compressões e considerar intubação.
Caso o paciente não seja intubado no procedimento intra-
PCR, a probabilidade de ser intubado após o procedimento
é altíssima, pois nenhum paciente sai da PCR
completamente bem, a maioria sai da PCR com alterações
cardíacas e cerebrais, geralmente com rebaixamento do
nível de consciência, necessitando de tubo. Por
conseguinte, o paciente da PCR pode ou não ser intubado,
isto será definido pela equipe, sendo que a compressão não
pode ser interrompida para intubar o paciente pois a
L A Y A N E S I L V A
compressão é a prioridade nesse momento. Nesse caso, o
médico com maior experiência deve tentar intubar o
paciente com apenas 01 única chance, se ele não visualizar
a valécula, ele deve desistir, não tentar mais de uma vez, e
manter a frequência de 30:2 até o final da parada. Se ele
tiver visualização da valécula, ele pode pedir para o
compressor parar de comprimir por no máximo 10
segundos, apenas na hora de inserir o tubo, pois na hora da
passagem do tubo se houver compressão ele pode deslocar
para o esôfago. Após a passagem do tubo são testados os 4
campos (epigástrico, bases e ápices) para confirmar o
posicionamento do tubo e, na sequência, retornar as
compressões imediatamente.
Existem 04 ritmos em uma PCR, sendo que 02 deles são
ritmos ditos chocáveis, ou seja, merecem desfibrilação, já os
outros 02 são ritmos olivos não chocáveis, que não serão
desfibrilados.
Dica da prova prática! Na prova prática existem 03 cenários
para tirar 10: (1) conduzir a PCR inteira no 30:2; (2) conduzir a
PCR no 30:2 e conseguir intubar; e (3) conduzir a PCR no
30:2, tentar intubar, não conseguir e continuar no 30:2. 
Na prática, a intubação será encorajada em 100% dos casos,
mas caso o médico decida não intubar existem 02
justificativas plausíveis: (1) falta de confiança ou (2)
desestímulo da intubação com respaldo da AHA. 
Atenção! Como não é obrigatório, o momento de tentar
intubar o paciente fica a encargodo médico - é comum
tentar intubar assim que o material estiver pronto -
lembrando que não precisa sedoanalgesiar e realizar
bloqueio para intubar um paciente em PCR.
Uma vez que consiga a via aérea avançada (assim que
colocar o dispositivo intraglóteo/tubo orotraqueal no
paciente) não será mais a sequência de 30:2. Até o paciente
ter uma via aérea existe uma sintonia entre quem
comprime e quem ventila de modo que quem comprime
realiza 30 compressões e quem ventila vai esperar as
compressões acontecerem para realizar as 02 ventilações. 
A partir do momento que o doente foi intubado, a
compressão e a ventilação são separadas, isto é quem está
na compressão apenas comprime com frequência de 100-
120 por minuto sem necessidade de contar as compressões.
Já, a pessoa que está na ventilação irá ventilar com a
frequência de 1 ventilação a cada 6 segundos.
S E X T O P A S S O : C H E C A R R I T M O
C A R D Í A C O
Ao encontrar o paciente desacordado, o primeiro passo é
checar a responsividade, ou seja, o quão responsivo esse
paciente está. Se ele não responder, deve-se contactar o
SAMU se estiver em ambiente extra-hospitalar ou solicitar o
carrinho de parada do hospital. Na sequência, checar pulso
e respiração simultaneamente - se o paciente não tiver
pulso, iniciar compressão cardíaca, lembrando que a
relação ventilação. compressão é de 30:02. Assim que o
carrinho de parada chegar na cena, independentemente de
momento da compressão ou ventilação, parar para a
análise de ritmo do doente.
Atenção! Lembrando que a relação de compressão e
ventilação de 30:2 só serve se o paciente não estiver em via
aérea avançada, a partir do momento que o paciente foi
intubado, a pessoa que está responsável pela compressão
deve comprimir de 100-120 sem interrupção e a pessoa que
está na ventilação vai realizar 1 ventilação a cada 6
segundos ininterruptamente.
RITMOS CHOCÁVEIS
Nesse ritmo o ventrículo fibrila/trêmula, e esse tremular
ventricular é visto no eletrocardiograma como um tremor
de linha, tal qual ondas tremulantes que não chegam a
fazer a organização de um QRS, onda T e onda P. Assim
consiste em linhas trêmulas e, como o traçado está
tremulando, entende-se que o ventrículo está fibrilando -
sendo, portanto, um ritmo chocável.
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR (FV)
Isto é, caso seja visualizado um ritmo de fibrilação
ventricular é necessário pedir que toda a equipe se afaste e
aplicar um choque de 200 joules no bifásico ou de 360
joules no monofásico.
Um outro ritmo chocável é a taquicardia ventricular, mas,
diferentemente dos fibrilação ventricular, esse é um ritmo
organizado no qual é possível visualizar intervalos QRS
largos, que fazem um senóide (função senoidal) no
eletrocardiograma. Assim, é possível visualizar ondas
subindo e descendo de forma mais organizada do que no
FV - nesse caso, há um ritmo organizado.
TAQUICARDIA VENTRICULAR (TV)
Todo ritmo organizado é passível de ter pulso! Existem 02
tipos de TV, são elas: (1) TV sem pulso que é um ritmo
chocável de parada cardiorrespiratória, e (2) TV com pulso,
que é um tipo de taquiarritmia - importante não confundir
esses 02 tipos.
Portanto, os 02 ritmos chocáveis na PCR são: (1) fibrilação
ventricular - FV e (2) taquicardia ventricular- TV.
RITMOS NÃO CHOCÁVEIS
No AESP haverá um ritmo organizado, portanto
teoricamente passível de pulso, com onda P, complexo QRS
e onda T, porém esse ritmo organizado não apresenta pulso
AESP - ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO
L A Y A N E S I L V A
pois o QRS não é suficiente para gerar um pulso - sendo
assim um ritmo de parada.
Em resumo, sempre que for visualizador da linha reta,
solicitar protocolo de assistolia para checar cabos,
aumentar a ganho e checar as derivações - lembrando que
cabos, ganhos e derivações só precisam ser checados uma
única vez. Se está diante de uma assistolia com cabos,
ganhos e derivações checados uma vez, e após a próxima
análise de ritmo o paciente mantiver a assistolia não é
necessário checar novamente.No AESP geralmente observa-se um complexo QRS largo,
mas como a presença do QRS indica possibilidade de pulso,
sempre deve-se checar - caso o paciente não tenha pulso,
significa que está diante de uma AESP.
A assistolia é uma ausência completa da atividade cerebral,
ou seja, o coração nem trêmula, o que significa que ele está
em parada pela assístole. Nesse caso, há formação de uma
linha isoelétrica que não conduz eletricidade de forma
alguma - não há milivoltagens nem positivas e nem
negativas pois o coração está literalmente parado.
ASSISTOLIA
No eletrocardiograma, a assistolia forma uma linha reta, e
sempre que estiver diante de uma linha reta (assistolia) é
necessário aplicar o protocolo de linha reta ou protocolo
de assistolia, que inclui:
Dica! O mnemônico para protocolo de assistolia é CAGADA,
sendo CA de cabos, GA de ganhos e DA de derivações.
checagem de cabos;
Isto porque algum dos cabos pode estar desencaixado
causando um falso resultado.
ganho adequado;
Existem alguns pacientes que despolarizam o ventrículo
sob milivoltagens mínimas, e nesse tipo de paciente o ideal
é aumentar a amplitude do ganho, ou seja, aumentar a
sensibilidade do aparelho (desfibrilador) para conseguir
captar aquela milivoltagem mínima e ler o QRS.
certificar derivações.
A checagem das derivações é feita mudando a posição dos
cabos, de modo que o D1 sai da terminação negativa do
membro superior direito para a terminação positiva do
membro superior esquerdo, D2 sai da terminação negativa
do membro superior direito para a terminação positiva do
membro inferior esquerdo, e o D3 sai da terminação
negativa do membro superior esquerdo para a terminação
positiva do membro inferior esquerdo. Portanto, a cada vez
que as pás forem alteradas, elas formarão uma derivação no
triângulo de Einthoven (D1, D2 e D3).
S É T I M O P A S S O - R I T M O C H O C Á V E L :
A P L I C A R C H O Q U E
Para aplicar um choque no paciente existem algumas
regras que precisam ser respeitadas pois são situações
especiais que necessitam de um cuidado maior com o
desfibrilador. A primeira delas é não chocar o paciente que
esteja molhado por qualquer motivo, principalmente no
tórax, sendo necessário enxugar pelo menos o tórax antes
do procedimento. 
Uma outra situação que requer maior cuidado é o excesso
de pelos no tórax ao colocar as pás - nessa situação
funciona melhor o desfibrilador automático do que o
manual - pois pode haver queimadura dos pelos e o choque
não alcançar o coração propriamente dito pela camada
isolante de pelos - nesse caso, é necessário raspar o tórax do
paciente para permitir maior contato da pá com a pele da
forma mais rápida e eficiente possível.
A terceira situação é o uso de marcapasso, pois o eletrodo
não pode ser colocado acima do marcapasso para não
queimar o dispositivo - nesse caso, o choque será aplicado
com a pá logo abaixo do marcapasso. Além disso, se o
paciente estiver usando algum emplastro medicamentoso,
tais como Sabiá ou Salonpas, é necessário retirá-lo antes de
chocar o paciente para evitar que atrapalhe a condução.
A partir do momento que o carrinho de parada chega, é
necessário parar todas as atividades e checar o ritmo - pois
a prioridade deixa de ser a compressão e passa a ser a
análise de ritmo. Nesse momento, se no monitor houver um
ritmo chocável - lembrando que os ritmos chocáveis são FV
e TV - deve-se aplicar um choque em 200 joules no bifásico
e 360 joules no monofásico. Imediatamente após o choque,
é necessário retornar à compressão - isto porque não existe
lógica em chocar o paciente e não comprimir -
comprimindo por 2 minutos, de forma que a cada 2
minutos, será checado o ritmo do paciente. 
SEGUNDO CHOQUE (CICLOS PARES)
Se o ritmo for chocável, aplicar o choque novamente, sendo
que no ritmo chocável após o segundo choque deve-se
iniciar imediatamente a compressão e solicitar a primeira
dose de adrenalina. A adrenalina será feita na dose de 1 mg
IV, seguida de flush de 20 mL de soro fisiológico e elevação
do membro no qual foi feita a droga.
Portanto, no ritmochocável, a primeira dose de adrenalina
será feita apenas após o segundo choque,
necessariamente nessa ordem: compressão, análise de
ritmo, choque, compressão, análise de ritmo, choque e
compressão + adrenalina. Lembrando que não é necessário
parar a compressão para administrar a adrenalina.
L A Y A N E S I L V A
Ordem: alguém está comprimindo e é avisado por alguém
com o cronômetro que passaram 2 minutos, o líder da RCP
irá pedir a pessoa com o desfibrilador para checar o ritmo e
os responsáveis pela compressão e ventilação se afastam. O
líder indica pelo monitor se o ritmo é chocável, em caso de
TV e FV, ele irá solicitar que o responsável pelo aparelho
aplique um choque com o desfibrilador carregado em 200
Joules, certificando-se que a equipe está afastada. O líder
solicita que reinicie a RCP e, após o segundo choque, o líder
solicita que o responsável pela medicação realize 1 mg de
adrenalina, IV, com blush de 20 ml e elevação do membro.
Após a confirmação de medicação pelo responsável, a
comunicação em alça está fechada.
Quando o paciente está em PCR não há circulação de
sangue, 1 mg de adrenalina corresponde a 1 mL, que é uma
dose pequena, cujo objetivo é chegar ao coração para
estimular o retorno dos batimentos cardíacos. A ausência
de circulação exige que seja feito um flush de soro
fisiológico, que é uma forma de administrar uma
medicação em bolus rápido - irá "empurrar" a medicação.
Assim, todas as medicações administradas em uma PCR,
sem secreção, irão precisar de um flush sequenciado de
elevação do membro!
Juntamente com a adrenalina, as compressões continuam
por 02 minutos, seguido da análise de ritmo, se o ritmo for
chocável, aplicar choque em 200 joules e reiniciar as
compressões imediatamente após o choque.
A adrenalina na parada pode ser usada a cada 3-5 minutos,
portanto, ela será usada a cada 4 minutos, “ciclo sim, ciclo
não”, pois cada ciclo tem duração de 2 minutos. Portanto, a
partir do segundo ciclo será administrada a adrenalina nos
ciclos de número par, de modo que após o 32° choque será
realizada adrenalina.
No ritmo chocável, após o terceiro choque retornar
imediatamente a compressão e solicitar administração de
Amiodarona 300 mg IV, seguida de flush de 20 mL de soro
fisiológico e elevação do membro.
TERCEIRO E QUINTO CHOQUE
Atenção! Lembrando que a primeira droga usada no ritmo
chocável é a adrenalina após o segundo choque, e a
segunda droga seria a Amiodarona após o terceiro choque. 
A Amiodarona é uma droga exclusiva de ritmo chocável
que só é feita após o terceiro e quinto choque - sendo que
após o quinto choque será usada uma dose de 150 mg,
seguida de 20 ml de soro fisiológico e elevação do membro. 
L A Y A N E S I L V A
Nesse momento termina a participação da Amiodarona no
contexto da PCR - lembrando que a prioridade sempre é da
compressão, então comprime e faz a Amiodarona após o
terceiro e após o quinto choque APENAS.
Ordem: alguém está comprimindo, após 02 minutos será
feita a análise de ritmo, caso apareça no monitor uma linha
isoelétrica (assistolia), checar protocolo de linha reta (cabos,
ganhos e derivações). Caso estes confirmem a assistolia,
retornar compressões a solicitar adrenalina 1 mg IV, seguido
de blush de 20 mL e elevação do membro.
Atenção! Durante a parada inteira, o choque será
administrado no desfibrilador bifásico com 200 joules fixo,
e no desfibrilador monofásico com 360 joules.
No lugar da Amiodarona pode ser usada uma outra droga
chamada de Lidocaína, ambos são antiarrítmicos, sendo
que a Amiodarona é um antiarrítmico classe 3, inibidor da
bomba de potássio, e a lidocaína é um antiarrítmico classe
1, inibidor da bomba de sódio e potássio. Assim, a lidocaína
irá substituir a Amiodarona, e será administrada na dose de
1,0-1,5 mg/kg, IV (primeira dose), seguida de flush de 20 mL
de soro fisiológico e elevação do membro. Após o quinto
choque, será administrada metade da primeira dose (0,5-
0,75 mg/kg).
Só existem 3 drogas preconizadas para parada, são elas: (1)
adrenalina, que será usada em qualquer parada, seja em
ritmo chocável ou não; (2) Amiodarona; e (3) lidocaína -
sendo que as duas últimas são exclusivas de ritmo chocável,
e uma substitui a outra.
CHECAGEM DE PULSO NA PCR
A checagem de pulso é feita através da sensação tátil, e em
ambiente hospitalar na qual o paciente está monitorizado e
em PCR o pulso só será checado quando o monitor
mostrar um ritmo ORGANIZADO, pois todo ritmo
organizado é passível de pulso - enquanto o ritmo não
estiver organizado, não é necessário checar o pulso. 
Atenção! Não checar pulso ou ritmo durante as
compressões, pois estará sendo registrado o ritmo e o pulso
das compressões.
Então se durante a análise de ritmo o socorrista colocar as
pás no peito do paciente e visualizar um ritmo organizado
(presença de QRS) e, consequentemente, passível de pulso,
ele deve checar o pulso. Se o ritmo for organizado, mas o
paciente não tiver pulso significa que ele está em AESP -
ritmo não chocável - por isso, deve-se reiniciar
imediatamente as compressões após a análise de ritmo.
Se por algum acaso na análise de ritmo, o paciente estiver
em TV, por ser um ritmo passível de pulso, deve-se checar o
pulso. Caso o paciente esteja sem pulso, chocar e retornar
às compressões, mas se tiver pulso, indica retorno da
circulação espontânea, seguir protocolo de taquiarritmias.
S É T I M O P A S S O - R I T M O N Ã O
C H O C Á V E L : A P L I C A R A D R E N A L I N A
s ritmos não chocáveis são AESP e assistolia - lembrando
que para ser considerado um AESP o ritmo precisa ser
organizado e não ter pulso - estes não serão desfibrilados.
Nesse caso serão feitas as compressões e ventilações na
proporção 30:2, se não houver via aérea avançada, por 02
minutos, seguida de análise de ritmo. 
Se persistência do ritmo não chocável, após a primeira
análise de ritmo, administrar adrenalina 1 mg IV, seguida
de flush de 20 mL de soro fisiológico e elevação do membro
- diferente do ritmo chocável no qual a adrenalina só é
aplicada após o segundo choque ciclo.
Curiosidade! Não existem estudos que comprovem que a
adrenalina, lidocaína e amiodarona são medicações efetivas
na parada cardiorrespiratória, eles são usados pelo princípio
da plausibilidade biológica. Isto é, biologicamente é
plausível que a adrenalina estimula o coração a bater
durante a PCR - mas não é possível realizar um ensaio
clínico para confirmar sua efetividade.
A cada 02 minutos é feita a checagem do ritmo, se for um
ritmo não for chocável, retomar as compressões
imediatamente, como a adrenalina foi usada no ciclo
anterior, não usar neste ciclo, seguir comprimindo por 02
minutos e realizar a análise de ritmo. De modo que a
adrenalina na AESP/assistolia será administrada em ciclos
ímpares, pois inicia logo após o primeiro choque.
Segundo a AHA, existem apenas 02 motivos para
interromper o ciclo da RCP e cessar os esforços , são eles: (1)
o paciente voltou, ou seja, tem pulso e devem ser feitos os
cuidados pós-PCR, e (2) exaustão da equipe, que
dificilmente ocorre no ambiente hospitalar pela quantidade
de funcionários na equipe. Na prática, os médicos agem
pelo bom senso, Ou seja, pacientes em fase final de vida são
poupados dos esforços de uma RCP longa, que promove
apenas exaustão da equipe e gasto de recursos.
O I T A V O P A S S O : U S A R A
C A P N O G R A F I A D E C U R V A
Quando o paciente está intubado, existe um instrumento
que pode ser conectado ao tubo chamado de capnografia
de curva excretora de CO2, que mede pressão de CO2
exalada. Assim o paciente inspira oxigênio e quando ele
expirar o gás carbônico, ele vai bater no sensor que vai estar
conectado no tubo, e no leitor irá mostrar uma curva de
capnografia no monitor - dessa forma há a medida da
pressão de CO2 que foi exalada a cada expiração.
PET CO2 < 10 mmHg
Se a pressão de CO2 a cada expiração (PET) for menor do
que 10 mmHg isso é um parâmetro adicional da qualidade
L A Y A N E S I L V A
das compressões na RCP, ou seja, se PET< 10 isto significa
que as compressõesnão estão sendo eficazes, aumento
risco de morte encefálica em 10 minutos. Portanto, se as
compressões não estão fazendo com que a curva de CO2
ultrapasse o limite de 10, cabe ao líder da parada melhorar
a efetividade das compressões instruindo a pessoa que está
comprimindo.
PET CO2 < 10 mmHg em 20 min de RCP
Se a compressão está seguindo todos os parâmetros de boa
qualidade e mesmo assim não houver PET CO2 > 10 mm Hg,
não existem outras medidas a serem tomadas.
Normalmente uma boa compressão eleva a PET CO2 > 10
mmHg - o que é um sinal de que o sangue está chegando
no cérebro, proporcionando fluxo sanguíneo cerebral.
Baseando nisso, em 2015, a AHA formulou uma regra que
pode ser aplicada caso o serviço disponha de capnografia,
postulando que caso a PET CO2 se mantenha < 10 mmHg
em 20 minutos de RCP isto significa que o paciente está
morto e os esforços podem ser encerrados.
Prontuário: paciente submetido a manobras de PPCP
durante 20 minutos, sendo conectado a capnografia de
curvas que não evidenciou em nenhum momento durante
esse período uma PET CO2 > 10 mmHg.
Portanto, sempre que houver a possibilidade de intubar o
paciente e conectar uma capnografia de curva isso deve ser
feito, pois essa leitura traz muitos dados (qualidade da
compressão, morte do paciente, retorno da circulação
espontânea e posicionamento do tubo).
Atenção! Caso a PET CO2 ultrapasse 10 mmhg em algum
momento, reiniciar a contagem dos 20 minutos.
PET CO2 > 35 mmHg
Uma outra utilidade da capnografia de curva, além de
informar o momento de parar a RCP e informar sobre a
qualidade da compressão, é induzir/inferir que o paciente
retornou à circulação espontânea se PET CO2 > 35 mmHg.
Assim após os ciclos de compressão, se durante a análise de
ritmo, o paciente apresentar uma capnografia > 35, o líder
irá solicitar que continue a RCP e, após 02 minutos, checar
O ritmo com a expectativa de retorno - visto que é um
excelente sinal de retorno da circulação espontânea.
PET CO2 = 0
Por fim, a última informação que um capnógrafo de curva
mostra é que se uma PET CO2 está zerada isso indica
intubação esofágica, ou seja a ventilação está ocorrendo no
abdome através do esôfago e não no pulmão através da
traqueia. Sempre que houver curva significa que o tubo está
na traquéia, pois o esôfago não exala CO2.
Atenção! No caso de intubação esofágica, remover o tubo e
manter ventilação no AMBU, não tentar intubar novamente
no intra-PCR, apenas no final da parada - exceto se a causa
for hipoxemia que só será corrigida com a intubação
orotraqueal intra-PCR.
N O N O P A S S O : I D E N T I F I C A R E
C O R R I G I R C A U S A S R E V E R S Í V E I S D E
P A R A D A C A R D I O R R E S P I R A T Ó R I A
Existem várias causas reversíveis de PCR, as 10 principais
estão divididas em: 5 H's (hipotermia, hipovolemia, acidose,
hipo/ hipercalcemia e hipoxemia) e 5 T's (tamponamento
cardíaco, tromboembolismo pulmonar, pneumotórax, IAM
e intoxicação). É essencial entendê-las pois, mesmo se a
PCR for conduzida de forma adequada, se a doença/causa
de base não for solucionada o paciente irá parar
novamente.
Atenção! Hipoglicemia, apesar de ser uma causa não está
entre as 10 principais, e hipotensão é uma consequência da
PCR e não uma causa do quadro.
5 H
A hipóxia é a principal causa de PCR entre os H's,
principalmente na pandemia do Covid-19, na qual vários
pacientes tiveram parada cardiorrespiratória por hipóxia.
Assim, o paciente hipoxêmico é a principal causa de PCR e,
nesse caso, a melhor forma de solucionar a PCR é através da 
HIPOXEMIA
L A Y A N E S I L V A
intubação orotraqueal (IOT). Portanto, esse é o único
cenário de causa reversível de PCR em que a AHA estimula
a intubação orotraqueal - exceto esta, nenhuma outra
causa exige intubação.
unidades de insulina misturadas e aplicadas na ceia para
correr aberto - que irá demorar cerca de 10 minutos.
Portanto, a solução polarizante não é a melhor escolha no
intra-PCR, mas pode ser feita após a parada.
Outra opção é utilizar o bicarbonato, pois ao corrigir o
sangue de pH ácido para básico, o potássio entra na célula -
lembrando que em ambas o potássio continua no corpo do
paciente, então ele pode ser liberado pelas células a
qualquer momento, atingir o cardiomiócito. Por fim, na
hipercalemia, imediatamente após o paciente voltar para a
circulação espontânea, a chance de parar novamente é
altíssima. Por isso, deve ser contactada a nefrologia para
solicitar diálise para corrigir o potássio com urgência.
Se o paciente urinar, é possível utilizar Furosemida
(diurético de alça espoliados de potássio) para eliminar o
potássio pela urina no intra-PCR e após a parada para
eliminar o potássio e prevenir uma nova PCR - mas o ideal é
dialisar o paciente. A Furosemida será administrada na dose
de 1,5-2 mg/Kg por ser uma situação extremamente grave.
Atenção! Se por acaso não for possível intubar o paciente
durante a PCR, deve-se intubar imediatamente após a PCR.
Comumente ocorre em casos de desidratação, tais como:
idoso com diarreia crônica ou aguda, ou paciente com
pancreatite e vômitos frequentes. Nesse caso, a correção é
feita com volume, ou seja, é necessário pegar um segundo
acesso, pois o primeiro será exclusivo para administrar as
drogas. A partir desse segundo acesso correr 1-1,5 litro de
ringer lactato ou soro fisiológico, o essencial é que seja no
mínimo uma solução isotônica, mas preferencialmente
soluções isotônicas balanceadas.
HIPOVOLEMIA
Atenção! Não usar solução hipotônica, como soro glicosado!
Uma das causas reversíveis de PCR mais importantes,
consiste na elevação ou redução do potássio, sendo que a
hipercalemia é muito mais grave que a hipocalemia, pois
eles leva muito mais o paciente a uma parada
cardiorrespiratória de forma que a cada 1000 pacientes que
param por hipercalemia, apenas 1 para por hipocalemia.
(1) HIPERCALEMIA: na PCR por hipercalemia, existem
medidas para pegar o potássio circulante e colocar dentro
da célula, mas ele continua no corpo, por isso, quando a
célula saturar, ela irá liberar o potássio novamente. Isto
ocorre principalmente em pacientes anúricos, pois não há a
eliminação do potássio pela urina.
A principal medida que pode ser feita na hipercalemia é o
gluconato de cálcio, não para reduzir o potássica, mas sim
blindar a membrana cardíaca, protegendo o miocárdio dos
efeitos do potássio. Este é um íon altamente arritmogênico,
de forma que se o potássio aumenta, a cardiomiócito
intoxica e gera uma arritmia grave ou até mesmo uma
parada. No entanto, se o potássio está alto mas a
membrana está blindada contra a entrada do potássio no
cardiomiócito, é possível tolerar valores de até 7-8 sem que
o paciente evolua para PCR. 
O gluconato de cálcio estabiliza a membrana, assim irá
dificultar que o paciente pare por hipercalcemia, e também
irá facilitar o retorno do coração à contração normal no
paciente com hipercalemia. Portanto, o gluconato de cálcio
não reduz potássio, mas é obrigatório no intra-PCR
administrar 02 ampolas de gluconato ou cálcio a 10%
seguida de flush de 20 ml e elevação do membro. 
HIPO/HIPERCALCEMIA
Atenção! Nenhum paciente irá passar por diálise no intra-
PCR, pois não é possível retirar volume ou um paciente que
está sem circulação em parada cardiorrespiratória
Também é possível utilizar uma solução polarizante, que
consiste em um flush de glicose e insulina ao mesmo
tempo para que, quando a insulina pegar o glicose para
jogar dentro da célula, o potássio vá junto com a glicose. A
solução polarizante deve ser o mais concentrada possível
com pouco volume para ter administração rápida, assim
são feitas com 05 ampolas de glicose a 50% com 10
Atenção! Lembrando que a Furosemida não piora a
insuficiência renal, mas não pode ser usado em paciente
anúrico!
Sabe-se que a Furosemida precisa agir no rim ao ser feita
intravenosa, mesmo que seja feito o flush, ele terá que
chegar no coração pelo átrio direito, passar pelo ventrículo
direito, chegar no pulmão, passar pelo coração esquerdo
(átrio e ventrículo), entrar na aorta parachegar no rim.
Considerando que o coração está parado e,
consequentemente a circulação também, dificilmente a
Furosemida irá ter ação no intra-PCR. Então, se o paciente
urina, obrigatoriamente será feito no pós- PCR!
Curiosidade! As alterações eletrocardiográficas clássicas da
hipercalemia são: onda T apiculada e QRS largo.
(2) HIPOCALEMIA: condição raríssima como Causa de PCR,
a reposição ou potássio no intra-PCR é feita com 03
ampolas de 100 UI KCI a 19,1%, IV, seguido de 20 ml de flush
de soro fisiológico e elevação do membro. Essa
administração em um paciente acordado tem que ser
diluída pois causa uma ardência dolorosa, mas no paciente
em PCR pode ser administrado o quanto antes.
Curiosidade! As alterações eletrocardiográficas clássicas da
hipocalemia são presença de ondas U, localizadas no final
da onda T (despolarização ventricular).
L A Y A N E S I L V A
Consiste na principal causa de PCR no mundo, mas
diferentemente do TEP, não cabe fibrinolisar o paciente
pois a obstrução não está na artéria pulmonar, mas sim na
artéria coronária - sendo um percurso muito mais longo até
a circulação coronária que está parada na PCR. Portanto, o
tratamento do IAM intra-PCR não será por trombólise,
inicialmente deve-se contactar o hemodinamicista,
estabilizar a saturação e a pressão para transferir o paciente
para hemodinâmica no momento em que ele voltar à
circulação espontânea.
Se não houver hemodinâmica, existe um alto risco de morte
ou uma disfunção cardíaca grave que a curto prazo será
incompatível com a vida. Assim é essencial realizar
intervenção coronária percutânea (angioplastia)
imediatamente após o retorno da circulação espontânea.
Atenção! Caso o paciente tenha um distúrbio no potássio, o
ideal é corrigir antes do paciente parar, pois corrigir no
meio da parada é mais difícil.
A acidose será corrigida com bicarbonato na dose de 1 mEq
por Kg na solução de bicarbonato a 8,4%, que corresponde
a 1 ml/Kg que deve correr aberto - se tiver apenas em
ampolas, abrir e aplicar de 10 em 10 mL com flush até
chegar na dose adequada para o paciente. 
ACIDOSE (H+) 
Atenção! Lembrando que o bicarbonato serve tanto para
acidose quanto para hipercalcemia, pois a correção do pH
ácido faz com que o potássio entre na célula, assim pode
ser administrada na mesma dose para ambas as condições.
Atenção! O uso de bicarbonato é uma medida que, na
maioria das vezes, é sem importância em todas as suas
utilidades, feita única e exclusivamente por plausibilidade
biológica (não tem nível de recomendação) - na PCR é feita
como uma medida emergencial.
Quando o paciente está com o pH abaixo de 7,15 tem risco
alto de PCR - e nesse caso de acidose grave será feito o
bicarbonato, sendo que a melhor maneira de corrigir a
acidose do paciente é através da diálise. No entanto, nem
toda acidose deve ser corrigida, pois pH ácido até 7,25 é
fisiologicamente protetor. Se por exemplo o paciente
estiver em choque séptico com pH de 7,25, ele não deve ser
corrigido. Isto porque no choque a primeira alteração
fisiológica é acidificar o pH para 7,30-7,25 tendo em vista
que ele é benéfico em situações de hipoperfusão pela
facilidade de deslocar a curva de dissociação oxigênio-
hemoglobina para a direita. 
Isto significa que o oxigênio está menos ligado à
hemoglobina, ou seja o oxigênio fica mais fácil de ser
carreado para o tecido, pois se a hemácia passa com uma
ligação de oxigênio-hemoglobina muito forte o tecido não
consegue pegar o oxigênio. Já se ela passa menos ligada, o
oxigênio fica mais vulnerável ao tecido, retirando o oxigênio
da hemoglobina com mais facilidade, que é um fator
protetor. Então nem todo pH ácido deve ser tratado!
A hipotermia é uma das causas mais difíceis de acontecer
na prática, apenas em países com invernos rigorosos, mas
se o paciente parar por hipotermia, será necessário usar
manta térmica para aquecê-lo. Essa manta é colocada por
cima de um aquecedor para aquecer o paciente - uma
outra opção é utilizar o soro ringer lactato aquecido, mas no
contexto de PCR seria muito demorado.
HIPOTERMIA
Curiosidade! As alterações eletrocardiográficas clássicas da
hipotermia são as ondas J de Osborn, que é uma onda não
pontiaguda localizada no final do complexo QRS.
5 T
IAM (INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO)
Dificilmente o tamponamento cardíaco é resolvido no
período intra-PCR, pois é complicado realizar um
pericardiocentese durante as compressões, que são a
prioridade na RCP. Isto porque é um procedimento que
necessita de uma ecocardiografia para avaliar o derrame
pericárdico, direcionar para o pericárdio e drenar. Todavia, o
mínimo que for retirado já auxilia o paciente a voltar, se por
exemplo o paciente tiver 200 mL de derrame pericárdico, já
manifestando o swing heart, caso forem retirados 20 mL na
drenagem o coração começa a voltar ao ritmo normal.
Assim, por ser complicado tratar um tamponamento
cardíaco em um contexto de PCR, o ideal seria assim que o
paciente retornar da PCR.
TAMPONAMENTO CARDÍACO
No caso de um paciente em PCR, se houver suspeita de um
tromboembolismo pulmonar maciço existe plausibilidade
biológica para fibrinolisar/trombolisar no intra-PCR. Justo
porque o trombo está no pulmão, localizado na artéria
pulmonar, e se o trombolítico for administrado na veia
basta ele chegar até o coração direito para alcançar o
pulmão. Assim, faz sentido trombolisar pois essa é uma
causa de choque obstrutiva, que só será desobstruída com a
trombólise.
TEP (TROMBOEMBOLISMO PULMONAR) 
Nesse contexto, cabe uma drenagem de alívio com jelco 14
no quinto espaço intercostal durante a RCP - lembrando
que todo pneumotórax terá desvio das estruturas
mediastinais para o lado contralateral que só será
visualizado no raio-X. No exame físico alguns sinais de
pneumotórax são: expansibilidade reduzida e
hipertimpanismo na percussão do tórax.
PNEUMOTÓRAX
Os tóxicos como causa de PCR depende muito da história
clínica pelo tipo de tóxico caso o paciente venha com uma
história de intoxicação, ou se o paciente estiver com sinais
clássicos como: lacrimejamento, broncorreia, sialorréia,
bradicardia e miose. Assim, se o paciente tiver sinais claros
de intoxicação será feita a Atropina no período intra-PCR,
mas se suspeita de tóxico é necessário colher a história
clínica do acompanhante do paciente para investigar as
substâncias utilizadas e usar um antídoto.
TÓXICOS (INTOXICAÇÃO)
D É C I M O P A S S O : C U I D A D O S P Ó S - P C R
L A Y A N E S I L V A
O desfecho clínico de um paciente que teve uma PCR será
uma combinação das medidas realizadas no intra-PCR as
medidas que serão tomadas quando ele retornar à
circulação espontânea (cuidados pós-PCR). A partir do
momento que o paciente voltar a ter pulso, deve-se iniciar
os cuidados pós-PCR, que incluem:
Todo paciente que tem pulso, tem pressão arterial, assim,
deve-se insuflar o manguito e identificar qual a pressão
arterial daquele doente. Se o paciente tem hipotensão
(pressão arterial baixa), avaliar 02 estratégias de correção
pressórica: (1) volume e (2) DVA - droga vasoativa - nesse
caso, a escolha irá depender do nível de anasarca do
paciente. Portanto, se o paciente não está anasarcado, ou
seja, não existem gravitações pulmonares ou alterações na
ausculta será administrado volume, cerca de 1-1,5L de soro
ringer lactato. Já se o paciente estiver congesto ele utilizará
a droga vasoativa de escolha, que será sempre a
noradrenalina.
PRESSÃO ARTERIAL
Da mesma forma quem tem pressão arterial, tem saturação,
e nesse caso, se o paciente não estiver intubado, proceder a
IOT, pois o paciente retorna em um estado comatoso sem
proteção de via aérea, e em geral leva de 24-48 horas para
organizar as funções cerebrais. No paciente pós-PCR a
saturação ideal é acima de 92%.
SATURAÇÃO
Atenção! Sempre que possível solicitar uma capnografia de
curva após a intubação.
Após o retorno, todos os pacientes devem realizar: ECG,
exames laboratoriais (troponina, CKMB, gasometria, sódio,
potássio, magnésio, cálcio, uréia, creatinina, hemograma,
glicemia) para investigar a causa; raio-xde tórax no leito
(investigar fratura de costela), e TC de crânio sem contraste
após estabilidade clínica para avaliar isquemia por tempo
de anóxia cerebral (possibilidade de áreas hipodensas por
hipoperfusão).
EXAMES COMPLEMENTARES
Realizar controle direcionado de temperatura para manter
a temperatura entre 32 e 36 graus, e combater veemente a
hipertermia, sendo que temperaturas acima de 36 podem
ser consideradas como febre - essa é uma medida
importantíssima para o prognóstico neurológico e
neuroprogressão.
TEMPERATURA
Por fim, todo paciente após um PCR precisa ser
acompanhado em uma unidade de terapia intensiva.
VAGA DE UTI

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