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Camila Anacleto 
 
 Paladar e olfato 
Gustação 
A gustação é estimulada por substâncias químicas 
detectadas por receptores ou células gustativas. Essas 
se localizam agrupadas em botões/calículos gustativos, 
juntamente com células basais e de sustentação. 
As células basais são altamente mitóticas que se 
desenvolvem em células de sustentação e depois em 
células gustativas em cerca de 10 dias. Por isso, quando 
essas células sofrem lesão não demoram para serem 
substituídas. 
As células gustativas detectam os sabores por 
receptores específicos de sua membrana. 
1. Azedo: detectado pela concentração de íons 
hidrogênio. 
2. Salgado: detectado pela concentração de sais 
ionizados, principalmente o sódio. 
3. Umami: predomina concentrações de 
glutamato 
4. Doce: não é induzido por categoria única e 
pode ser identificado por diversas substâncias, 
glicóis, álcoois, cetonas... 
5. Amargo: detectado pela presença 
principalmente de alcaloides, limiar mais baixo 
para proteger de substâncias venenosas. 
Os demais sabores consistem em combinações dos 
sabores primários. Estudos demonstram que em 
baixas concentrações de produtos os botões 
gustatórios podem responder a um dos cinco sabores 
primários. No entanto, em altas concentrações a 
maioria deles pode identificar dois ou mais sabores. 
Os receptores olfativos são mais sensíveis e são 
estimulados diversas vezes durante a alimentação. Por 
isso a perda de paladar decorrente de resfriados, na 
verdade, consiste em perda olfatória. 
Em sua grande maioria, os botões se localizam na 
língua em forma de papilas, mas podem ser 
encontradas também no palato mole, faringe e 
epiglote. 
 
Papilas 
Papilas circunvaladas: se localizam na região posterior 
da língua em forma de v e cada uma contém cerca de 
100 a 300 calículos 
Papilas fungiformes: se distribuem por toda língua e 
cada uma tem cerca de 5 calículos 
Papilas folhadas: se encontram na margem lateral da 
língua, mas a maioria dos seus calículos se degeneram 
após a infância. 
 
Transdução 
O mecanismo pela qual uma substância gera um 
potencial receptor é pela ligação com o receptor. Essa 
interação resulta na abertura de canais iônicos ou na 
ativação de um segundo mensageiro que resulta em 
despolarização. Então a substância é deslocado das 
vilosidades gustatórias pela saliva removendo o 
estimulo. 
A adaptação ocorre de maneira rápida, nas primeiras 
frações de segundo o estímulo leva a um aumento da 
frequência de sinais até atingir o pico, em seguida 
retorna a um nível mais baixo e constante. 
Via gustativa 
O primeiro neurônio tem seu corpo celular no gânglio 
geniculado, o seu prolongamento periférico, ramos do 
nervo língual, se localiza nas células gustativas, seus 
prolongamentos centrais, seguem pelo ramo 
intermédio do nervo facial até o SNC. Nos 2/3 
anteriores da língua. Já nos 1/3 posterior e regiões da 
faringe e epiglote, os estímulos são conduzidos pelos 
nervos glossofaríngeo e vago. 
 
Camila Anacleto 
 
Eles são conduzidos até o trato solitário no bulbo onde 
fazem sinapses com o segundo neurônio. Dele alguns 
se projetam para o sistema límbico e hipotálamo e 
outros fazem sinapse no tálamo do mesmo lado ou lado 
oposto. 
O terceiro neurônio se origina no tálamo, no mesmo 
núcleo aonde chegam as terminações do trigêmeo, e 
enviam axônios até a área gustatória primaria no lobo 
da insula. 
 
Reflexo Gustatórios 
Durante a mastigação, a via gustativa leva sinais para os 
núcleos salivares superiores e inferiores no tronco 
cerebral que se comunicam com as glândulas 
submandibular, sublingual e parótida para o aumenta 
da produção de saliva. 
Preferencias de gosto 
Experimentos demonstram que animais tem a 
capacidade de escolher um alimento segundo suas 
necessidades corporais. Além disso, seres humanos 
rejeitam alimentos com sensações afetivas 
desagradáveis. Diante disso, acredita-se que o 
fenômeno da preferência gustatória resulta de 
mecanismos do sistema nervoso central de acordo com 
experiencias previas agradáveis ou desagradáveis. 
 
 
 
 
Olfato 
Epitélio olfatório ocupa a lâmina crivosa ou cribriforme 
e a concha nasal superior. Ele é formado por células 
olfatórios, células de sustentação e células basais. 
Cada célula olfatória é um neurônio bipolar cujo 
prolongamento periférico origina os dendritos. Os 
dendritos se encontram em forma de calículo contendo 
cílios olfatórios imóveis com receptores para os 
odoríferos e os axônios se estendem pela lâmina 
crivosa até o bulbo olfatório. 
As células de sustentação são as próprias células 
colunares que revestem a cavidade mucosa e servem 
de sustentação física, nutrição, isolamento elétrico e 
ajudam a desintoxicar o epitélio. 
As células basais repõem as células receptores a cada 1 
mês. 
A glândulas de Bowman estão presentes no tecido 
conjuntivo que sustenta o epitélio olfatório. Elas 
produzem muco que umedece e dissolve as substâncias 
odoríferas para melhor transdução. 
Tanto as glândulas de Bowman quanto as células de 
sustentação são inervadas por ramos parassimpáticos 
Camila Anacleto 
 
do nervo facial. Ao detectar uma substância irritante os 
nervos parassimpáticos enviam impulsos para as 
glândulas lacrimais e de Bowman produzindo coriza e 
lagrimas. 
 
 Transdução Olfatório 
Os receptores metabotrópicos localizados na 
membrana dos cílios são uma longa molécula proteína 
que atravessa a membrana cerca de sete vezes para 
formar uma parte extracelular que se liga ao odorífero 
e uma parte intracelular que se liga a proteína G. a 
proteína G é formada por três unidades, wuando 
ativada a unidade alfa se separa e inicia a enzima 
adinalato ciclase resultando na produção de amp 
cíclico. O amp ciclico abre canais de sódio permitindo o 
influxo dos íons para o interior e levando a 
despolarização. Se a despolarização alcança o limiar é 
iniciado um impulso elétrico transmitido pelo axônio. 
 
Esse mecanismo tem grande importância na ampliação 
do sinal, uma vez que uma pequena quantidade de 
odorífero inicia uma cascata que resulta na abertura de 
muitos canais de sódio. 
A adaptação olfatória ocorre muito rápida, por volta do 
primeiro segundo 50% das células olfativas, o restante 
se adapta muito pouco ou lentamente. No entanto, 
sabe-se que por volta de um minuto as sensações de 
olfação se tornam quase extintas. Esse mecanismo se 
deve a inibição das células mitrais realizado pelas 
pequenas células glanulares localizadas no bulbo 
olfario. Assim inibindo a transmissão do sentido pelo 
sistema nervoso central. Além disso, essas células por 
meio do feedback negativo consegue refinar a 
capacidade de distinguir odores. 
 
Via Olfatória 
O neurônio primário são as próprias células olfatórias 
que emitem um prolongamento periférico e um 
central. 
Juntos, os prolongamentos centrais, formam o nervo 
craniano I olfatório. 
Esse nervo faz sinapse no bulbo olfatório, massa 
cinzenta localizada no encéfalo logo abaixo do lobo 
frontal 
O neurônio secundário consiste nas células mitrais que 
recebem sinapses do glomérulos olfatórios, 
ramificações dos prolongamentos dos primeiros 
neurônios. 
Os axônios mielinizados das células mitrais formam o 
trato olfatório que faz sinapse diretamente com o 
córtex olfatório primário no lobo temporal do mesmo 
lado, sem passar pelo tálamo. 
Ao chegar no encéfalo, o trato se se divide em duas vias 
passando pelas áreas olfatórias laterais e mediais. 
Laterais: Transmitem estímulos conscientes, apresenta 
múltiplas conexões com o sistema límbico sendo onde 
se aprende a gostar ou não de um odor. 
Mediais: relacionado a estímulos mais primitivos da 
alimentação e sexualidade, como o reflexo da 
salivação. 
 
Outros axônios se dirigem para sistema límbico e 
hipotálamo onde gera respostas emocionais e 
memorias. 
Apartir da área olfatória primaria, o estímulopode 
seguir também para área orbitofrontal onde ocorre a 
discriminação dos cheiros. 
Camila Anacleto

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