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CURSO: TÉCNICO EM 
SECRETARIA ESCOLAR
Eixo Tecnológico: 
Desenvolvimento Educacional 
e Social
Língua Portuguesa
 Escola CETEB de Jovens e Adultos
Brasília-DF.
DOCUMENTO DE PROPRIEDADE DO CETEB
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Nos termos da legislação sobre direitos autorais, é proibida a reprodução total ou parcial deste 
documento, por qualquer forma ou meio – eletrônico ou mecânico, inclusive por processos 
xerográficos de fotocópia e de gravação – sem a permissão expressa e por escrito do CETEB.
Elaboração:
Ana Paula Porfírio de Souza
Magda Maria de Freitas Querino
Maria Teresa Caballero Brügger
Revisão Línguística:
Equipe Técnica do CETEB
Editoração Eletrônica
Diagramação: Alinne Paula da Silva
 Divaneia Paula do Nascimento
 Jorim Caetano Ferreira
 Rui Carlos de Oliveira
Tratamento de imagens: Jorim Caetano Ferreira
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................... 4
UNIDADE 1 – LINGUAGEM, LÍNGUA E FALA
LINGUAGEM.................................................................................................................... 5
LÍNGUA E FALA ................................................................................................................ 5
LINGUAGEM VERBAL: O SIGNO LINGUÍSTICO ...................................................................... 6
DIMENSÃO LINGUÍSTICA: INDIVIDUAL E SOCIAL ................................................................. 8
UNIDADE 2 – PROCESSO DA COMUNICAÇÃO
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO ....................................................................................... 11
FUNÇÕES DA LINGUAGEM ............................................................................................... 13
NÍVEIS DA LINGUAGEM .................................................................................................... 15
UNIDADE 3 – ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA.............................................................. 19
UNIDADE 4 – SINTAXE
SINTAXE DE CONCORDÂNCIA, DE REGÊNCIA E DE COLOCAÇÃO ........................................... 23
REGÊNCIA ...................................................................................................................... 28
EMPREGO DA CRASE ..................................................................................................... 31
EMPREGO DOS PRONOMES DEMONSTRATIVOS ................................................................ 32
COLOCAÇÃO PRONOMINAL .............................................................................................. 33
UNIDADE 5 – DISCURSO ADMINISTRATIVO
COMUNICAÇÃO NA REDAÇÃO ADMINISTRATIVA .................................................................. 39
DISCURSO ADMINISTRATIVO CONTEMPORÂNEO ................................................................ 40
UNIDADE 6 – DOCUMENTO ENTRE EMPRESAS
DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS..................................................................................... 47
CARTA EMPRESARIAL ..................................................................................................... 48
UNIDADE 7 – MODALIDADES ADMINISTRATIVAS
MODALIDADES DE COMUNICAÇÃO OFICIAL........................................................................ 59
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................................. 81
APRESENTAÇÃO 
A oferta de uma Educação Profissional Técnica de Nível Médio com qualidade contribui efetivamente 
para a melhoria social do nosso País. Acreditamos que, se a aprendizagem é uma jornada, este Caderno 
servirá de mapa condutor em sua caminhada de estudo.
Aqui se encontra um material didático inovador, que orientará seu trabalho no desenvolvimento das 
atividades propostas. Participe, efetivamente, deste curso, que prioriza as habilidades e as competências 
necessárias para torná-lo um profissional de sucesso.
Organize-se em seus estudos:
• reserve um tempo livre do seu dia para dedicar-se ao curso;
• leia todo o material de ensino;
• realize todas as atividades propostas.
Direção da Escola CETEB
Técnico em Secretaria Escolar
Linguagem, Língua e Fala
Unidade 1
Objetivos:
• Distinguir linguagem, língua e fala.
• Identificar a linguagem verbal e o signo linguístico.
• Compreender as variações linguísticas.
LINGUAGEM
A vida social do homem constitui-se a partir 
da interação que ele estabelece com seus 
semelhantes. Nessa relação, utiliza-se a 
linguagem como forma de expressão.
A linguagem consiste na capacidade de o ser 
humano expressar seus estados mentais por 
meio de qualquer sistema organizado de sinais 
(códigos) em busca de comunicação.
Os códigos diversos classificam-se em não 
verbais e verbais.
A linguagem não verbal serve-se de códigos 
representados por cores (semáforos), luzes 
(farol do mar, à noite), gestos (acenos), mímicas 
(imitações em geral), desenhos (imagens), 
ícones (talheres para indicar restaurantes), sons 
(música orquestrada), entre outros.
A linguagem verbal serve-se de palavras 
(signos linguísticos), faladas ou escritas, por 
meio das letras do alfabeto, e denomina-se 
língua. É o principal código utilizado pelos 
membros de uma determinada comunidade 
para se comunicarem entre si – código de 
signos convencionais que expressa a realidade 
cultural dessa comunidade, conhecido por ela 
e transmitido para outras gerações.
LÍNGUA E FALA
A língua é uma criação social, um produto 
histórico que evolui, acompanhando o processo 
de desenvolvimento da comunidade que a utiliza: 
português, francês, inglês, italiano, espanhol etc. 
É, portanto, um instrumento de comunicação.
Ao comunicar-se, o homem expressa seus 
pensamentos por meios da língua da sua 
comunidade, de forma pessoal, optando, entre 
várias possibilidades (vocabulário, estruturas 
frasais), por aquelas que melhor lhe convenham 
no momento, realizando um ato de fala.
A fala é, assim, a utilização individual da língua 
com vista à comunicação. É produto da vontade 
e inteligência do falante que a pode modificar, 
segundo seu gosto e sentimentos. Um fenômeno 
fonético (composto de sons vocais) que provém 
de uma atividade psicofisiológica do falante.
A representação gráfica da fala é a escrita, nem 
sempre fiel à fala, mas equivalente.
A língua é, assim, um código com estrutura 
própria, comum a todos os membros de uma 
determinada sociedade: um fato social. A fala 
é a realização (sonora ou visual) desse código: 
um ato individual que depende da vontade e da 
inteligência do falante; o uso que uma pessoa 
faz da língua em situação específica.
Principais diferenças entre LÍNGUA E FALA
Língua Fala
Potencial 
Código com estrutura própria
Atualizada
Realização sonora/visual desse 
código
6 Unidade 1
Língua Fala
Fato social
Move-se lentamente 
Ato individual
Move-se rapidamente
Exercícios
 I – Escreva V (verdadeiro) ou F (falso), considerando 
a veracidade dos conteúdos.
 1. ( ) A linguagem é um sistema de signos 
armazenados em nossa memória, um 
patrimônio extenso à nossa disposição.
 2. ( ) A linguagem é a faculdade própria do 
ser humano para expressar seus estados 
mentais em busca de comunicação.
 3. ( ) O semáforo é um exemplo de linguagem 
não verbal.
 4. ( ) A língua é um sistema de comunicação, uma 
criação social, utilizado pelos membros de 
uma determinada comunidade como o 
principal código de comunicação.
 5. ( ) A língua é produto da vontade e da 
inteligência do falante, que a pode 
modificar, segundo o gosto pessoal, seus 
sentimentos e sua condição social.
 6. ( ) A fala possui natureza transitória.
 7. ( ) A língua é um sistema de sinais gráficos 
que permite a comunicação entre os seres 
humanos.
 8. ( ) A fala é a utilização pessoal do código, 
denominado língua; é dinâmica e sofre 
influência de modismos e de outros 
fatores que condicionama vida do ser 
humano.
 9. ( ) A comunicação é essencial para manter a 
união entre os seres humanos e garantir-
lhes a sobrevivência no planeta.
 10. ( ) Cada falante escolhe, na língua, os meios 
de expressão de que necessita para 
se comunicar e confere-lhes natureza 
sonora, produzindo a fala.
 II – Relate uma situação em que as linguagens a 
seguir foram utilizadas.
 1. Linguagem não verbal
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 2. Linguagem verbal 
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 III – Complete as lacunas, aplicando os conceitos 
estudados.
Os textos da revista Veja são exemplos de 
linguagem ___________________________, porque 
utilizam um código estruturado, denominado 
______________________________, que é o 
principal código de comunicação da comunidade 
linguística. Por se tratar de um emprego individual 
da língua, o texto é a representação escrita de um 
ato de ______________________________.
Confira suas respostas
 I – 1. (F)
 2. (V)
 3 (V)
 4. (V)
 5. (F)
 6. (V)
 7. (F)
 8. (V)
 9. (V)
 10 (V)
 II – 1. Resposta pessoal. A situação não verbal relatada 
não pode ser representada por palavras faladas 
ou escritas. 2. A situação verbal relatada deve ser 
representada por palavras faladas ou escritas.
 III – ... verbal ... língua ... fala
LINGUAGEM VERBAL: 
O SIGNO LINGUÍSTICO 
Os signos que constituem a língua são chamados 
de signos linguísticos (palavras), que, 
organizados segundo as regras (gramática) da 
língua, possibilitam às pessoas expressarem 
pensamentos, sentimentos, emoções.
Para que haja comunicação por meio dos 
signos linguísticos, é necessário que o emissor 
(falante) e o receptor (ouvinte) conheçam a 
forma como esse código se organiza para formar 
frases (gramática) e o significado desses signos 
(semântica).
7Unidade 1
Signos linguísticos são, portanto, signos que 
constituem o código linguístico e que estão à 
disposição dos falantes para serem atualizados 
em atos de fala, durante a comunicação, por 
meio da linguagem verbal.
O signo linguístico compõe-se de duas partes: 
significante e significado.
• O significante é o lado material: sons 
(fonemas) na língua falada e letras (grafemas) 
na língua escrita, combinados de acordo com 
as regras (gramaticais) da língua.
• O significado é o lado imaterial: a ideia, o 
conceito existente na mente de cada falante 
da língua (constituindo a semântica da língua) 
e que se evoca quando o significante o 
transmite.
Significante fonemas (/á/ /r/ /v/ /o/ /r/ /e/) e letras 
da palavra árvore.
Significado conceito, ideia da palavra árvore: 
vegetal lenhoso.
O signo árvore, por exemplo, relaciona-se com 
dois dados da memória: uma imagem acústica, 
correspondente à lembrança de uma sequência 
de sons (significante) e um conceito, um dado 
do conhecimento humano sobre o mundo 
(significado).
O significado dos signos linguísticos é um 
conjunto complexo de informações acumuladas 
ao longo da história das sociedades humanas, 
ou seja, utilizar uma determinada palavra da 
nossa língua é, na verdade, fazer ecoar por meio 
dela todo um processo histórico de formação de 
conceitos sobre a vida e o mundo.
Assim, o significado do signo árvore ultrapassa 
o conceito de “vegetal lenhoso”, pois há valores 
simbólicos e ideológicos que se podem associar 
a esse signo: símbolo da vida, símbolo da 
preservação da mata etc. Há ainda, valores só 
definidos na interlocução: conjunto de sentidos 
que a palavra árvore assume numa conversa 
entre donos de madeireiras sobre a extração de 
mogno etc.
O conhecimento de uma língua abrange não 
apenas a identificação de seus signos, mas 
também o uso adequado de suas regras 
combinatórias. Esse conhecimento constitui 
o que se costuma denominar “competência 
gramatical” do usuário da língua.
Socialmente, a língua é sempre usada na forma 
de textos. A história das sociedades humanas fez 
surgirem, ao longo dos tempos, diversos tipos 
de textos. O conhecimento e o reconhecimento 
desses tipos textuais, bem como a capacidade 
de utilizá-los adequadamente, são fundamentais 
para a participação efetiva na constante interação 
comunicativa da vida social.
Os diferentes tipos textuais existem em função 
das muitas necessidades sociais e, lidar com eles 
de forma eficiente, tanto na sua leitura quanto na 
sua produção, constitui a chamada “competência 
textual’’ do usuário da língua.
Há, também, uma profunda e indissociável 
relação entre os textos e as situações concretas 
em que são utilizados pelos interlocutores. Além 
do texto propriamente dito, há, nas situações 
efetivas de interação verbal, todo um contexto 
que atua e participa dos efeitos de sentido que 
se criam. Essas situações de uso efetivo da 
linguagem constituem o chamado discurso 
– e o interlocutor hábil aprende a manejar os 
dados dessas situações a fim de alcançar seus 
objetivos por meio da linguagem. O significado 
de um texto, portanto, abrange a interpretação 
das relações que estabelece com a situação 
efetiva em que é produzido. Nessa interpretação, 
devem ser levados em conta aspectos como o 
perfil social dos interlocutores, o lugar social 
em que se colocam quando interagem, o 
contexto social e histórico da sociedade em 
que o texto é utilizado, os valores ideológicos, 
as relações do texto com outros textos que 
circulam pela sociedade (intertextualidade) e 
outros elementos.
Ass im, torna-se importante um maior 
conhecimento dos elementos constitutivos do 
código verbal: o signo linguístico.
8 Unidade 1
Exercícios
 I – Identifique os signos linguísticos que a imagem 
abaixo representa, no código de trânsito, 
indicando seus componentes:
Signos linguísticos: /
C
om
po
ne
nt
es
:
Significantes:
____________________________________
____________________________________
Significados:
____________________________________
____________________________________
 II – Observe atentamente a situação apresentada 
nos quadrinhos e responda: de que forma o 
que nela ocorre nos permite concluir que a 
linguagem é um meio de ação de um interlocutor 
sobre o outro?
 __________________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 III – Comente situações vivenciadas em que o 
desconhecimento exato do código linguístico 
o tenha deixado em situação constrangedora.
 __________________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 IV – Conceitue os seguintes termos:
Competência gramatical:
 __________________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
Competência textual:
 __________________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
Confira suas respostas
 I – Área escolar
 
C
om
po
ne
nt
es
: Significantes:
/á/ /r/ /e/ /a/ – /e/ /s/ /c/ /o/ /l/ /a/r/
Significados:
advertência sobre a existência de escola 
na área; cuidado redobrado.
 II – Você deve ter observado que, para provar o falso 
diagnóstico do paciente, o médico utilizou uma 
técnica eficaz, ou seja, comprovou a ação de um 
interlocutor sobre outro por meio da linguagem.
 III – Resposta pessoal.
 IV – Competência gramatical: conhecer os signos 
de uma língua e o uso adequado de suas regras 
combinatórias.
 Competência textual: lidar com os diferentes tipos 
textuais de forma eficiente, tanto na sua leitura 
quanto na sua produção.
DIMENSÃO LINGUÍSTICA: 
INDIVIDUAL E SOCIAL
A língua é um patrimônio social, um verdadeiro 
“contrato” que os indivíduos de um grupo 
estabelecem.
9Unidade 1
Individualmente,cada pessoa pode utilizar a 
língua de seu grupo social de uma maneira 
particular, que, em alguns casos, configura um 
estilo personalizado. Mas, por mais original e 
criativa que seja, a expressão oral e escrita acaba 
contida no conjunto mais amplo que norteia a 
Língua Portuguesa.
Refletir sobre as formas e os usos da Língua 
Portuguesa deve ser um processo contínuo 
em nossa vida. A principal finalidade desse 
processo é aumentar a eficiência na produção 
e na interpretação dos textos falados e escritos 
com que se organiza a interação verbal na 
sociabilidade.
Conhecer bem a língua em que se vive e pensa 
é investir no ser humano que se é – individual e 
socialmente falando. É aprender a usar a variante 
mais apropriada à situação de interação verbal 
que se está vivendo.
Falar ou escrever implica observar diferenças 
na elaboração dos textos. A tal ponto chegarão 
essas variações que se pode considerar que 
a língua tem duas modalidades diferentes: 
a língua falada e a língua escrita. Essas 
modalidades atendem a necessidades diferentes 
da vida social e, por isso, devemos conhecê-las 
bem, a fim de lidar com elas satisfatoriamente.
Alguns fatores são responsáveis por essas 
variações: geográficas, sociais, profissionais e 
situacionais.
• Fatores geográficos Há variações entre 
as formas que a Língua Portuguesa assume 
nas diferentes regiões em que é falada. Essas 
variações regionais constituem os falares e os 
dialetos. Não há motivo linguístico algum para 
que se considere qualquer uma dessas formas 
inferior ou superior às outras.
• Fatores sociais O português empregado 
pelas pessoas que têm acesso à escola 
e aos meios de instrução formal difere do 
português empregado pelas pessoas privadas 
de escolaridade. Cria-se, dessa maneira, 
uma modalidade de língua – a norma culta 
(língua-padrão), cujos modelos costumam 
combinar formas utilizadas por escritores 
considerados clássicos com outras codificadas 
em gramáticas prescritivas. A norma culta 
deve ser adquirida durante a vida escolar e seu 
domínio é solicitado como forma de ascensão 
profissional e social.
• Fatores profissionais O exercício de 
certas profissões requer domínio de termos 
específicos. Essas variantes têm seu uso 
praticamente restrito ao intercâmbio técnico 
de especialistas.
• Fatores situacionais Uma pessoa deve 
conhecer e empregar apropriadamente as 
variações da língua em situações formais 
(como um discurso para uma solenidade) e 
informais (como uma conversa descontraída 
entre amigos). Em cada uma dessas 
oportunidades, empregamos formas de língua 
diferentes, procurando adequar nosso nível 
vocabular, sintático e textual ao ambiente 
linguístico em que nos encontramos.
A língua, então, admite inumeráveis possibilidades 
de atos de fala em sua concretização, em seu 
registro, correspondentes à variação no uso da 
língua por parte do falante, conforme a situação 
social, cultural ou regional.
Exercícios
 I – Justifique a seguinte afirmação.
A língua é um conceito amplo e elástico, capaz 
de abarcar todas as manifestações linguísticas, 
individual e coletiva.
 __________________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 __________________________________________
 II – Caracterize as formas de língua solicitadas. 
 1. Língua falada
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 2. Língua escrita
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
10 Unidade 1
 III – Relacione adequadamente os fatores 
responsáveis pelas variações linguísticas.
(A) Fatores geográficos
(B) Fatores sociais
(C) Fatores profissionais
(D) Fatores situacionais
 1. ( ) Emprego de variações linguísticas de 
acordo com contextos específicos.
 2. ( ) Formas variantes que a língua apresenta 
nas diferentes regiões brasileiras.
 3. ( ) Linguagem com termos restritos ao 
intercâmbio técnico de especialistas.
 4. ( ) Modalidades de língua empregadas 
conforme a escolaridade das pessoas.
Confira suas respostas
 I – Resposta pessoal. Observe se o seu pensamento está 
coerente com os conceitos estudados.
 II – Resposta pessoal. Compare seus exemplos com os 
conceitos estudados.
 III – Sequência correta dos fatores relacionados
 1. (D)
 2. (A)
 3. (C)
 4. (B)
Técnico em Secretaria Escolar
Processo da Comunicação
Unidade 2
Objetivo:
• Reconhecer a importância dos elementos de 
comunicação para uma interação satisfatória.
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
A comunicação sempre foi uma necessidade 
do homem. Comunicando-se, ele pôde trocar 
ideias e experiências com outros membros de 
seu grupo, o que foi decisivo para a perpetuação 
da espécie e dos conhecimentos.
As comunicações administrativas, por exemplo, 
formam um sistema de informação estabelecido 
para favorecer aqueles que trabalham em 
organizações.
Essas organizações se tornam viáveis quando 
possuem meios apropriados para adquirir 
informações a respeito de si mesmas e subsistem 
quando há comunicação interna e externa bem 
estabelecida. Seus objetivos são cumpridos 
à medida que os processos eficientes de 
comunicação as impulsionam na direção do que 
foi previamente planejado.
Elemento indispensável a toda comunicação, 
a informação é o conteúdo de uma mensagem 
emitida ou recebida. É o ato de noticiar algo 
a alguém; dar parecer sobre alguma coisa; 
conceber por meio de dados. Vale lembrar 
que, enquanto o dado é uma mensagem sem 
avaliação, a informação é um dado avaliado 
para uma situação específica. Daí se afirmar que 
o desempenho de uma organização depende, 
também, da capacidade de seu sistema de 
informação em transformar dados sensoriais 
em unidades de informação consumíveis e 
processáveis.
A informação, portanto, é imprescindível ao 
administrador como base para atingir metas 
e para que possa descobrir e definir áreas 
problemáticas que impedem a organização de 
atingir seus objetivos. É por meio dela, também, 
que são avaliados desempenhos individuais e 
coletivos, uma vez que a eficiência do trabalho 
em grupo depende de informações propiciadoras 
de ajustamentos necessários.
Processo de concatenação ou sucessão de 
fenômenos, de estados ou de mudanças, a 
comunicação não pode ser atribuída a um único 
fator, pois no seu processo intervêm vários 
elementos básicos, entre eles emissor, receptor, 
mensagem, código, canal, referente.
Emissor ou codificador é aquele que, em certo 
momento, emite mensagem elaborada de acordo 
com código e regras determinados, para um 
receptor ou destinatário, tendo em vista produzir 
reação sobre outrem.
Receptor ou decodificador é aquele a quem 
se dirige a mensagem; aquele que a recebe e 
a decodifica. Em decorrência, recomenda-se o 
uso de código fechado, de vocabulário preciso, 
comum a emissor e a receptor, e simplicidade 
na estruturação fraseológica.
Para que a mensagem possa afetar o receptor, 
é necessário coerência entre mensagem e 
comportamento do emissor, credibilidade quanto 
ao valor das fontes e dos meios, aceitabilidade 
e compreensibilidade.
Mensagem é sinônimo de conteúdo, aquilo que 
é dito num texto, num discurso; o que passa de 
significativo na comunicação entre emissor e 
receptor. É a unidade básica da comunicação, 
porque gera reações e comportamentos.
12 Unidade 2
Código é um conjunto de signos relacionados de 
tal modo que formam e transmitem mensagens; 
um conjunto de regras necessárias para a 
efetivação da comunicação.
Canal é o suporte material que possibilita veicular 
a mensagem ao receptor, através do espaço e 
do tempo.
As informações chegam ao receptor de vários 
modos: face a face, por cartas, por telefonemas, 
por jornais, por revistas, por e-mails e, ainda, por 
outros meios. A escolha de um canal inadequado 
influencia negativamente a mensagem que sequer transmitir e, consequentemente, corre-se 
o risco de não se atingir os objetivos almejados.
Além desses elementos, outros são de grande valia 
para um melhor entendimento da comunicação: 
referente, contexto, feedback, repertório.
Referente é o elemento que dá origem à 
mensagem; inicia o ciclo da comunicação. É um 
dado da realidade que constituirá a mensagem.
Contexto consiste no desenvolvimento 
circunstancial em que a mensagem é transmitida; 
envolve a(s) situação(ões) em que a mensagem 
ocorre. Dele depende o sentido das palavras, 
visto que a palavra só realiza (atualiza) sua 
potencialidade em um determinado contexto.
Feedback é um processo mediante o qual 
se controla o resultado do desempenho de 
uma mensagem sobre o receptor. Possibilita o 
prosseguimento do fluxo de mensagens e auxilia 
a fonte a examinar os resultados obtidos na 
transmissão da mensagem, em relação a seus 
objetivos iniciais.
Repertório é o conjunto dos elementos que 
possuem significação; um conjunto de signos 
conhecidos ou assimilados por um indivíduo; 
uma espécie de reservatório ou estoque de 
experiências indispensável para que uma 
mensagem, codificada por um emissor, possa 
ser melhor compreendida pelo receptor.
Para transmitir informações novas de maneira 
eficaz, ou seja, ampliar o repertório do seu público, 
o emissor deve trabalhar com uma medida 
adequada de redundância, diminuindo, portanto, 
a entropia, mas aumentando a possibilidade de 
compreensão de sua mensagem.
Redundância é o elemento utilizado numa 
mensagem para reduzir os riscos de ruído. É a 
informação que se transmite adicionalmente 
para proporcionar compreensão. É a reiteração 
de determinadas frases, de explicações, de 
esclarecimentos adicionais. É desejável, porém, 
que a redundância não se transforme em 
aborrecimento e em falta de cuidado com a 
linguagem.
A recepção de uma mensagem fica facilitada 
quando a própria sintaxe contribui com a 
introdução de redundância. Assim, a redundância 
tem o papel de destaque na comunicação, pois 
dá estrutura ao sistema comunicativo.
Nas organ izações, ocor rem s i tuações 
de redundância a todo instante: envia-se 
correspondência, telefona-se em seguida, 
torna-se a confirmar por e-mail ou outro canal. 
Às vezes, comunica-se a viagem do executivo, 
faz-se a reserva de hotel por e-mail, confirma-
se a reserva por telefone e, por fim, telefona-se, 
novamente, comunicando a hora da chegada. 
Cuidado! Redundância não se confunde com 
pura repetição.
Todo sistema de comunicação está sujeito a erros 
ou a falhas denominados ruídos. A ocorrência 
desses distúrbios inviabiliza a comunicação, ou 
seja, distorce a informação pretendida.
É importante ressaltar que, no contexto da 
comunicação, uma única função não se apresenta 
como exclusiva, mas, sim, como predominante, 
considerando o objetivo do emissor ao se 
manifestar.
Vejamos, na carta transcrita a seguir, como se 
dá esse processo comunicativo.
São Paulo, ___ de ________ de______. 
Dr. Ricardo França Pereira
Companhia Coringa Ltda.
Prezado Senhor,
Oferecemos a V.Sa., nossos serviços 
profissionais de Administração de Imóveis, 
visando a auxiliá-lo em todas as etapas 
da administração do seu bem. Nosso 
trabalho consiste das seguintes etapas:
 – Assessoria Administrativa;
 – Assessoria Jurídica especializada;
13Unidade 2
 – Avaliação do imóvel gratuita;
 – Vistoria anual;
 – Atendimento Personalizado;
 – Contato direto por linha telefônica exclusiva;
 – Relatórios mensais sobre a locação;
 – Cadastro de Prestadores de Serviços e 
Parcerias.
I n fo rmamos a V.S a que somos 
especilizados na área de Administração 
Imobiliária com profissionais formados 
em Transações Imobiliárias pelo Ceteb e 
capacitados a atendê-lo com agilidade 
e eficiência.
Atenciosamente,
Humberto de Alencar Bastos
Diretor Comercial/CRECI no________
Vamos à identificação dos elementos básicos.
• Emissor: Humberto de Alencar Bastos
• Referente: O oferecimento de prestação de 
serviços de Administração Imobiliária
• Código: Verbal, a Língua Portuguesa
• Mensagem: Toda a informação a respeito do 
referente
• Canal: A escrita (carta)
• Receptor: Dr. Ricardo França Pereira – 
Companhia Coringa Ltda.
Exercícios
 I – Reconheça os elementos da comunicação 
solicitados na situação apresentada.
Vladimir decide comprar um imóvel. Procura uma 
imobiliária e esta lhe sugere, depois de conhecer os 
interesses do cliente, um imóvel na planta.
O corretor convida Vladimir para uma visita ao 
lançamento do residencial “Anjos”.
Encantado, Vladimir fecha o negócio à vista.
 1. Emissor: ______________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 2. Referente: ____________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 3. Código: _______________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 4. Mensagem: ___________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 5. Canal: _______________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 6. Receptor: _____________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
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Confira suas respostas
 I – 1. Vladimir
 2. Intenção de compra.
 3. Verbal, a Língua Portuguesa
 4. Diálogo ocorrido entre o cliente e o corretor.
 5. A fala (voz)
 6. Corretor
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Há diversos portadores de textos que se prestam 
à realização da comunicação: receitas; regras; 
jornais; telegramas; rótulos; bilhetes; símbolos; 
músicas; propagandas; cartões; apostilas; lendas; 
gráficos; convites; e-mails; anúncios; dicionários; 
quadros; telegramas; gibis; almanaques; livros; 
extratos bancários; notas fiscais; módulos; avisos; 
catálogos; tabelas; cartas; esquemas; bulas; 
tabelas; boletos; revistas; contas: água, luz, 
telefone; tabelas; manuais; mapas; documentos; 
folhetos; quadros. Mas cada um deles tem o 
seu uso em função de uma situação. Têm-se, 
então, as chamadas funções da linguagem, que, 
de acordo com seu referente, expressam seus 
objetivos.
14 Unidade 2
A função emotiva ou expressiva reflete os 
estados mentais ou emocionais do emissor. É 
centrada no “eu”.
Exemplo.
Dentro da noite, com o silêncio em torno 
de mim, deitado, sem sono, sou um 
rio, um rio que parou, um rio escondido 
na sombra de velhas árvores, um rio 
irmão de alguns que vi em Minas e que 
tiveram ouro no fundo. Na água imóvel, 
as imagens da vida se debruçam. (Álvaro 
Moreyra)
A função referencial, denotativa ou cognitiva 
refere-se a informações e a fatos do cotidiano. 
É centrada no referente ou no assunto a ser 
transmitido.
Exemplo:
A expansão do mercado imobiliário torna 
a corretagem de imóveis uma opção 
de ganho de capital rápido. Por isso, a 
profissão de Corretor de Imóveis cresce 
a cada dia e, na mesma proporção, 
aumenta também o nível de exigência 
por parte dos clientes que buscam 
neste profissional um consultor que 
possa assessorá-lo em todas as fases 
da comercialização do imóvel. (Primeira 
Edição).
A função poética tem por objetivo trabalhar 
o conteúdo de forma artística. É centrada na 
mensagem.
Exemplo:
“Eu não tinha este rosto de hoje
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.”
(Cecília Meireles)
A função fática estabelece a comunicação por 
meio de recursos linguísticos orais, que visam 
a iniciar, a prorrogar e a finalizar o contato 
entre emissor e receptor, além de testar o 
funcionamento do canal. É centrada no canal.
Exemplo:
Gerente: – Olá! Que bom vê-lo por aqui!
Precisava mesmo falar com você.
Corretor: – Ah! Meuquerido, diga.
Gerente: – Então, como estão as vendas 
por lá?
Corretor: – Tudo bem, sem muitas 
novidades...
Gerente: – Não se esqueça de que este 
mês precisamos bater nossa meta.
Corretor: – Ah! É verdade, precisamos de 
uma nova estratégia de vendas.
Gerente: – Sim? E qual é sua sugestão?
Corretor: – Não, eu não tenho sugestões. 
Ideia é trabalho para o marketing.
A função metalinguística utiliza os recursos 
gráficos da língua para explicar a própria língua. 
É centrada no código.
Exemplo:
Vaidade: desejo imoderado que leva 
pessoas a se enfeitarem para seu próprio 
prazer ou para atrair admiração.
A função apelativa ou conativa tem por 
finalidade persuadir o leitor. É centrada no 
receptor.
Exemplo:
Faça o seguro do imóvel e leve grátis a 
equipe de manutenção.
Exercícios
 Identifique a função dominante no texto 
apresentado e justifique sua resposta.
“Família com renda até R$4.900 já pode financiar 
casa mais cara
(Folha.com) – 3/3/11
Os novos limites para financiamento de imóveis 
dentro das regras do FGTS (Fundo de Garantia 
por Tempo de Serviço) começaram a valer nesta 
quinta-feira. Com isso, sobe também o teto dos 
imóveis enquadrados no programa Minha Casa, 
Minha Vida.
A Caixa Econômica Federal informou que já trabalha 
com os novos valores para avaliação de imóveis.
A renda familiar máxima para enquadramento 
nos financiamentos é de R$4.900 para regiões 
metropolitanas de SP, RJ, DF e demais capitais. O 
mesmo limite passa a ser utilizado também para os 
municípios com população igual ou superior a 250 
mil habitantes. Nas demais regiões do país, o valor 
é de R$3.900.
15Unidade 2
A justificativa para o aumento do teto é proporcionar 
a equivalência aos valores praticados no mercado 
imobiliário e pretende cobrir o deficit na habitação 
popular. Desde 2007 não havia reajuste desses 
valores.
No início de fevereiro, o Conselho Curador do FGTS 
já havia anunciado a elevação no valor dos imóveis 
que podem ser financiados com recursos do fundo 
e que passou a valer agora.
NOVOS VALORES
O teto para imóveis localizados nas regiões 
metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro 
e Distrito Federal passou de R$130 mil para 
R$170 mil. Nas demais capitais e municípios com 
população superior a 1 milhão, foi elevado de R$130 
mil para R$150 mil.
Para municípios com população a partir de 250 mil 
habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas, 
o valor máximo passará de R$100 mil para R$130 
mil.
Municípios com população igual ou superior a 50 
mil e abaixo de 250 mil habitantes, de R$80 mil 
para R$100 mil. Para os demais municípios, o valor 
segue em R$80 mil.”
 1. Função: _______________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 2. Justificativa: ___________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
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Confira suas respostas
 1. Referencial
 2. O texto acima exemplifica a função referencial, 
denotativa ou informativa da linguagem, em 
que predomina a informação do fato real, do 
acontecimento. Ao transmitir a realidade exterior, 
o emissor o faz objetivamente, sem expressar 
suas ideias, emitir opiniões ou manifestar 
emoções sobre o fato. Sua meta é informar, por 
meio de uma linguagem clara e precisa. Essa 
função é característica dos textos científicos, 
didáticos e jornalísticos.
NÍVEIS DA LINGUAGEM
Para efetivar a comunicação, o ser humano 
utilizou-se de sinais (signos) por meio dos quais 
buscou exteriorizar sentimentos e pensamentos 
em todas as situações de vida.
Os signos utilizados na comunicação fazem parte 
de sistemas organizados denominados códigos, 
que podem ser expressos com ou sem palavras. 
As comunicações realizadas por meio de palavras 
orais ou escritas exemplificam a linguagem 
verbal. O código utilizado pelos surdos, o código 
Morse e o código empregado na sinalização de 
trânsito são exemplos de linguagem não verbal.
A língua é o principal código da comunicação 
verbal. É o sistema mais completo e natural 
empregado na comunicação humana, por ser um 
conjunto de signos convencionais pertencente a 
todos os indivíduos de uma mesma comunidade. 
Trata-se, portanto, de um sistema normatizado, 
de caráter social. 
De acordo com o uso que se faz das palavras, 
surgem vários níveis ou registros de linguagem.
As pessoas menos favorecidas da sociedade, 
sem oportunidade de instrução escolar, falam, 
em geral, a linguagem popular. Essa linguagem 
caracteriza-se por uma estrutura sintática pobre, 
por vocabulário reduzido e por “desvios” da 
norma, tanto de ordem fonética, morfológica 
quanto sintática.
Exemplo:
“Tivemu qui verificá os documentu. Tava 
tudu im ordi.”
A linguagem coloquial é empregada na 
comunicação, principalmente, falada. Caracteriza-
se por ser uma manifestação espontânea do 
falante e, ao mesmo tempo, por demonstrar um 
certo grau de escolaridade por parte deste.
Exemplo:
“Me contaram que você está trabalhando 
naquela empresa famosa.”
A linguagem regional é uma variação da 
linguagem coloquial, utilizada de forma particular 
em diferentes regiões do país.
16 Unidade 2
Exemplo de linguagem utilizada na região do 
Nordeste:
“Ó xente! hoje tem bolo de macaxeira.”
A linguagem técnica é utilizada pelas pessoas 
em situações específicas e está relacionada a 
grupos profissionais. Assim, no exercício de suas 
profissões, advogados, médicos, engenheiros, 
arquitetos, biólogos e outros possuem uma 
linguagem particular, conhecida, também, por 
jargão profissional.
Exemplo de jargão médico:
Na anamnese aplicada ao paciente 
da empresa, constatou-se ocorrência 
de cefaleia constante, o que exigiu o 
recurso da tomografia computadorizada 
para a detecção do tumor encefálico 
e a prescrição de imediata cirurgia 
extirpatória.
A linguagem literária é o mais alto nível 
de linguagem. É utilizada pelos “artistas da 
palavra” (escritores e outros). As palavras 
passam a significar muito mais do que o 
sentido dicionarizado; são exploradas nas suas 
conotações, nos seus campos semânticos. A 
sintaxe é sofisticada. Há liberdade de violar, 
conscientemente, certos preceitos gramaticais, 
para extrair maior expressividade.
Exemplo:
“Era por uma dessas noites vagarosas 
do inverno em que o brilho do céu sem 
lua é vivo e trêmulo; em que o gemer 
das selvas é profundo e longo; em que 
a soledade das praias e ribas fragosas 
do oceano é absoluta e tétrica...” (A. 
Herculano)
Ao contrário da linguagem popular, a linguagem 
padrão ou culta é a das pessoas instruídas. 
Caracteriza-se pela observância às normas 
gramaticais, pela utilização de vocabulário 
rico e selecionado, pela adoção de sintaxe 
elaborada.
A linguagem padrão ou culta pode ser formal, 
empregada em situações formais, cerimoniosas, 
como, por exemplo, em correspondências oficiais, 
empresariais, cerimoniais literários, conferências, 
discursos, atos governamentais, ou informal, 
empregada em situações pouco formais, mas 
em que a norma culta deve ser utilizada, como, 
por exemplo, nas escolas, pelos educadores, 
em ambientes de trabalho, no atendimento ao 
público, em comunicações e noticiários de jornais 
e televisão, em reuniões sociais.
Exemplos.
Formal – “Todos os homens nascem 
livres e iguais em dignidade e direitos. 
São dotados de razão e consciência e 
devem agir em relação uns aos outros 
com espírito de fraternidade.”
(Declaração Universal dos Direitos Humanos, 
art. 1o)
Informal – Explosão de violência urbana 
afasta jovens das ruas, cria geração 
enclausurada e obriga instituições de 
ensino a investir tanto em segurança 
quanto em ações de cidadania.
(Revista Educação)
A competência linguística está diretamente 
relacionada ao domínio da língua e ao bom uso 
que se faz de suas variantes.
Apesar de a língua ser a mesma, é precisofazer 
uma distinção entre a modalidade falada e a 
escrita. Esta apresenta um vocabulário mais 
rico e variado, segue as regras ditadas pela 
gramática e possui uma sintaxe bem elaborada. 
Pela possibilidade que oferece de ser relida, 
repensada e corrigida, exige maior grau de 
formalidade, de exatidão e de correção. 
Exercícios
 Reconheça os níveis de linguagem apresentados.
 1. O homem vive atualmente um momento difícil, 
criado pela inversão de valores.
 _____________________________________
 2. Uma das diferenças fundamentais entre o 
álcool e o fenol é que somente o fenol é capaz 
de sofrer uma dissociação iônica em solução 
aquosa, exibindo o seu caráter ácido.
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 3. Alô, Pedro?
 Me parece que já seguiram os livros que você 
me pediu. Queira confirmar, tá? Tudo bem com 
você? Um abraço.
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17Unidade 2
 4. A luz do sol bate na lua...
 bate na lua, cai no mar...
 do mar ascende à face tua,
 Vem luzir em teu olhar...
 (Manuel Bandeira)
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 5. Nóis tava tudu vortandu da escola, quandu us 
sordadus introu na favela pra prutegê a gente.
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 6. Oh, tchê, manda logo o piá trazer-me o 
chimarrão, com água bem quente e a erva 
para fazer o mate.
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 7. A maioria dos economistas concorda que a 
estabilidade, como a proporcionada pelo Plano 
Real e pelo ajuste nas contas do governo, 
é, em si, um bem para as camadas menos 
favorecidas.
 _____________________________________
 8. Os exames ultrassonográficos da cavidade 
pélvica da paciente revelam crescimento 
anormal de tecido heterogêneo no ovário 
esquerdo, exigindo imediata pesquisa 
laparoscópica.
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 9. Sua excelência, o Presidente da República, 
acaba de adentrar o recinto, onde fará o 
discurso de abertura do Encontro de Diretores 
da Rede de Ensino Público Brasileira.
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Confira suas respostas
 1. Linguagem culta ou padrão;
 2. Linguagem técnica;
 3. Linguagem coloquial;
 4. Linguagem literária;
 5. Linguagem popular;
 6. Linguagem regional;
 7. Linguagem culta ou padrão;
 8. Linguagem técnica;
 9. Linguagem culta ou padrão.
Técnico em Secretaria Escolar
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Unidade 3
Objetivo:
• Conhecer as mudanças ocorr idas no 
vocabulário da Língua Portuguesa.
ACORDO ORTOGRÁFICO 
DA LÍNGUA PORTUGUESA
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é 
um documento internacional entre os países 
lusófonos. Foi assinado por representantes 
oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-
Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé 
e Príncipe, em Lisboa, em 16 de dezembro 
de 1990, ao fim de uma negociação entre a 
Academia de Ciências de Lisboa e a Academia 
Brasileira de Letras, iniciada em 1980. Timor-
Leste aderiu ao Acordo em 2004.
O Acordo visa à padronização e à simplificação 
do sistema ortográfico. Vários aspectos foram 
fundamentais para a reforma, entre eles a 
existência de duas ortografias oficiais ser 
prejudicial ao idioma em um mundo globalizado. A 
padronização unificará a expressão da Língua em 
termos científicos e jurídicos, internacionalmente, 
no estudo do idioma por instituições educacionais 
em todos os continentes, na linguagem de 
trabalho por organismos internacionais. Além 
disso, o governo brasileiro e o português esperam 
que o idioma, finalmente, torne-se uma das 
línguas oficiais da Organização das Nações 
Unidas (ONU).
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Alfabeto
Nova Regra Exemplos
O alfabeto é agora formado 
por 26 letras. As letras k, w 
e y foram reintroduzidas no 
alfabeto.
Essas letras serão usadas 
em siglas, símbolos, nomes 
próprios, palavras estrangeiras 
e seus derivados. Exemplos: 
km, watt, Byron, byroniano.
Trema
Nova Regra Exemplos
Não existe mais o trema em 
Língua Portuguesa. Apenas 
em casos de nomes próprios e 
seus derivados. Por exemplo: 
Müller, mülleriano.
Aguentar, consequência, 
cinquenta, quinquênio, 
frequência, frequente, 
eloquência, eloquente, 
arguição, delinquir, pinguim, 
tranquilo, linguiça.
Acentuação
Nova Regra Exemplos
Ditongos abertos (ei, oi) não 
são mais acentuados em 
palavras paroxítonas.
Assembleia, plateia, ideia, 
colmeia, boleia, panaceia, 
Coreia, hebreia, boia, 
paranoia, jiboia, apoio, 
heroico, paranoico.
Obs.: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas 
o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
Acentuação
Nova Regra Exemplos
O hiato “oo” não é mais 
acentuado.
O hiato “ee” não é mais 
acentuado.
Enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, 
moo, abençoo, povoo.
Creem, deem, leem, veem, 
descreem, releem, reveem.
Não existe mais o acento 
diferencial em palavras 
homógrafas.
Para (verbo e preposição), 
pela (substantivo e 
verbo), pelo (substantivo), 
pera (substantivo), polo 
(substantivo).
Obs.: O acento diferencial ainda permanece no verbo “poder” (3a 
pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo – “pôde”) e no verbo 
“pôr” para diferenciar da preposição “por”.
Não se acentua mais a 
letra “u” nas formas verbais 
rizotônicas, quando precedido de 
“g” ou “q” e antes de “e” ou “i” 
(gue, que, gui, qui).
Argui, apazigue, averigue, 
enxague, enxaguemos, 
oblique.
Não se acentua mais “i” e 
“u” tônicos em paroxítonas 
quando precedidos de ditongo.
Baiuca, boiuna, cheiinho, 
saiinha, feiura, feiume.
20 Unidade 3
É facultativo o uso do acento 
circunflexo para diferenciar as 
palavras forma/fôrma
Ex.: Qual é a forma da fôrma 
do bolo?
Hífen
Nova Regra Exemplos
O hífen não é mais utilizado 
em palavras formadas de 
prefixos (ou falsos prefixos) 
terminados em vogal + 
palavras iniciadas por “r” ou 
“s”, sendo que estas devem 
ser dobradas.
Antessala, antessacristia, 
autorretrato, antissocial, 
antirrugas, arquirromântico, 
arquirrivalidade, 
autorregulamentção, 
contrassenha, 
extrarregimento, extrassístole, 
extrasseco, infrassom, 
infrarrenal, ultrarromântico, 
ultrassonografia, suprarrenal, 
suprassensível.
Obs.: Em prefixos terminados por “r”, permanece o hífen se a 
palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, 
hiper-requintado, hiper- -requisitado, inter-racial, inter-regional, 
inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.
Hífen
Nova Regra Exemplos
O hífen não é mais utilizado 
em palavras formadas de 
prefixos (ou falsos prefixos) 
terminados em vogal + 
palavras iniciadas por outra 
vogal.
Autoafirmação, autoajuda, 
autoaprendiagem, 
autoescola, autoestrada, 
autoinstrução, contraexemplo, 
contraindicação, 
contraordem, extraescolar, 
extraoficial, infraestrutura, 
intraocular, intrauterino, 
neoexpressionista, 
neoimperialista, semiaberto, 
semiautomático, 
semiárido, semiembrigado, 
semiobscuridade, supraocular, 
ultraelevado.
Obs.: 1: Esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já 
existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
Obs.: 2: Esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte 
iniciar por “h”: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-
herbáceo etc.
Nova Regra Exemplos
Utiliza-se hífen quando a 
palavra é formada por um 
prefixo (ou falso prefixo) 
terminado em vogal + palavra 
iniciada pela mesma vogal.
Anti-ibérico, anti-inflamatório, 
anti-infracionário, anti-
imperialista, a arqui-inimigo, 
arqui-irmandade, micro-ondas, 
micro-ônibus, micro-orgânico.
Obs.: 1: Esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo 
terminado com vogal + palavra inciada com vogal diferente = 
não tem hífen; prefixo terminada com vogal + palavra iniciada 
com mesma vogal = com hífen.
Obs.: 2: Uma exceção é o prefixo “co”. Mesmo se a outra palavra 
inicia-se com a vogal “o”, NÃO se utiliza hífen.
Obs.: 3: Com os prefixos “pre” e “re” não se utiliza hífen.
Hífen
Nova Regra Exemplos
Não se usa mais hífen 
em compostos que, pelo 
uso, perdeu a noção de 
composição.
girassol,mandachuva, 
paraquedas, paraquedista, 
pontapé.
Obs.: O uso do hífen permanece em palavras compostas 
que não contêm elemento de ligação e constitui unidade 
sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, 
bem como naquelas que designam espécies botânicas e 
zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, 
guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-
flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.
Nova Regra Exemplos
Usa-se o hífen na formação de 
palavra com “ab”, “ob” e “ad” 
diante de palavras começada 
por “b”, “d” e “r”.
ad-digital, ad-renal, ob-rogar, 
ab-rogar etc.
Observações Gerais
O uso do hífen permanece Exemplos
Em palavras formadas por 
prefixos “ex”, “vice”, “soto”.
ex-marido, vice-presidente, 
soto-mestre
Em palavras formadas por 
prefixos “circum” e “pan” + 
palavras iniciadas em vogal, 
M ou N.
Pan-americano, circum-
navegação
Em palavras formadas com 
prefixos “pré”, “pró” e “pós” + 
palavras que tem significado 
próprio.
pré-natal, pró-desarmamento, 
pós-graduação
Em palavras formadas pelas 
palavras “além”, “aquém”, 
“recém”, “sem”.
além-mar, além-fronteiras, 
aquém-oceano, recém-
nascidos, recém-casados, 
sem-número, sem-teto
Observações Gerais
Não existe mais 
hífen Exemplos Exceções
Em locuções de 
qualquer tipo 
(substantivas, 
adjetivas, 
pronominais, 
verbais, adverbiais, 
prepositivas ou 
conjuncionais).
Cão de guarda, fim 
de semana, café 
com leite, pão de 
mel, sala de jantar, 
cartão de visita, cor 
de vinho, à vontade, 
abaixo de, acerca 
de etc.
Água-de-colônia, 
arco-da-velha, 
cor-de-rosa, 
mais-que-perfeito, 
pé-de-meia,
ao-deus-dará,
à-queima-roupa etc.
Nova Regra Exemplos
Não se usa o hífen na 
formação de palavras com 
“não” e “quase”.
não agressão, quase delito etc.
Com “mal”, usa-se hífen 
quando a palavra seguinte 
começar por “vogal”, “h” e “l”.
mal-entendido, mal-humorado, 
mal-limpo etc.
Usa-se o hífen no prefixo sub 
quando for seguido de “b” ou 
“r”.
subárea, sub-base, sub-região.
21Unidade 3
Atenção! Para clareza gráfica, se, no final da 
linha, a partição de uma palavra ou combinação 
de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser 
repetido na linha seguinte. 
Exemplo:
O professor recebeu com alegria os ex-
-alunos.
Exercícios
 I – Observe as palavras a seguir, considerando a 
ortografia proposta. Identifique as incorretas e 
corrija-as.
 1. Primeiro grupo
 a. sub-solo ___________________________
 b. sub-diretor _________________________
 c. subsíndico__________________________
 d. sub-gerente ________________________
 e. sub-humano ________________________
 f. pseudorrevelação ____________________
 g. pseudossábio _______________________
 h. pseudo-atriz ________________________
 i. pseudo-irregularidade ________________
 j. pseudo-estilista _____________________
 2. Segundo grupo
 a. anti-cárie___________________________
 b. anti-placa __________________________
 c. anti-inflamatório _____________________
 d. anti-vírus ___________________________
 e. anti-terrorismo ______________________
 f. multi-mídia _________________________
 g. multi-tarefa _________________________
 h. multi-uso ___________________________
 i. multi-instrumentista _________________
 j. extra-classe ________________________
 3. Terceiro grupo
 a. auto-ônibus ________________________
 b. micro-empresário ____________________
 c. microorganismo _____________________
 d. autosserviço ________________________
 e. autorregulamentação ________________
 f. subregião __________________________
 g. sub-raça ___________________________
 h. megassena _________________________
 i. mega-empresário ____________________
 j. mega-investidor _____________________
 4. Quarto grupo
 a. autoajuda __________________________
 b. infraestrutura _______________________
 c. contraofensiva ______________________
 d. auto-escola _________________________
 e. autoestima _________________________
 f. autoavaliação _______________________
 g. contra-ataque
 h. contracheque
 i. contraespionagem ___________________
 j. contraindicação _____________________
 5. Quinto grupo
 a. antirracismo ________________________
 b. antissequestro _______________________
 c. contrarrevolução ____________________
 d. contrarregra ________________________
 e. antirreflexo _________________________
 f. mini-investimento ___________________
 g. sub-região __________________________
 h. vice-diretor _________________________
 i. micro-ondas ________________________
 j. vaga-lume __________________________
 6. Sexto grupo
 a. herói ______________________________
 b. pára (verbo) ________________________
 c. frequente __________________________
 d. hotéis _____________________________
 e. assembléia _________________________
 f. coobrigação ________________________
 g. heróico ____________________________
 h. vôo ________________________________
 i. constroem__________________________
 j. preestabelecer ______________________
 7. Sétimo grupo
 a. hiper-realista________________________
 b extrajudicial ________________________
 c. supra-humano ______________________
 d. ante-projeto ________________________
 e. mini-hélice _________________________
 f. telerreportagem _____________________
 g. multi-inseticida ______________________
 h. ultrarradical ________________________
 i. tele-educação ______________________
 j. ultrassom __________________________
 8. Oitavo grupo
 a. anti-séptico _________________________
 b. antepenúltimo ______________________
 c. ultravioleta _________________________
22 Unidade 3
 d. antiortopédico ______________________
 e. hidroginástica _______________________
 f. hidro-sanitárias _____________________
 g. mini-rádio __________________________
 h. pré-médico _________________________
 i. predeterminar _______________________
 j. carbo-hidrato _______________________
 9. Nono grupo
 a. arquirrival __________________________
 b. antepenúltimo ______________________
 c. circum-navegação ___________________
 d. pan-americano ______________________
 e. extraterrestre _______________________
 f. extra-abdominal _____________________
 g. radiorrelógio ________________________
 h. telerrepórter ________________________
 i. telessena __________________________
 j. radiopatrulha _______________________
Confira suas respostas
 I – 1. a. subsolo
 b. subdiretor
 c. ––
 d. subgerente
 e. ––
 f. ––
 g. ––
 h. pseudoatriz
 i. pseudoirregularidade
 j. pseudoestilista
 2. a. anticárie
 b. antiplaca
 c. ––
 d. antivírus
 e. antiterrorismo
 f. multimídia
 g. multitarefa
 h. multiuso
 i. ––
 j. extraclasse
 3. a. ––
 b. microempresário
 c. micro-organismo
 d. ––
 e. ––
 f. sub-região
 g. ––
 h. ––
 i. megaempresário
 j. megainvestidor
 4. a. ––
 b. ––
 c. ––
 d. autoescola
 e. ––
 f. ––
 g. ––
 h. ––
 i. ––
 j. ––
 5. a. ––
 b. ––
 c. ––
 d. ––
 e. ––
 f. ––
 g. ––
 h ––
 i. ––
 j. ––
 6. a. ––
 b. para
 c. ––
 d. ––
 e. assembleia
 f. ––
 g. heroico
 h voo
 i. ––
 j. ––
 7. a. ––
 b. ––
 c. ––
 d. anteprojeto
 e. ––
 f. ––
 g. ––
 h. ––
 i. ––
 j. ––
 8. a. antisséptico
 b. ––
 c. ––
 d. ––
 e. ––
 f. hidrossanitárias
 g. minirrádio
 h. ––
 i. ––
 j. carboidrato
 9. a. ––
 b. ––
 c. ––
 d. ––
 e. ––
 f. ––
 g. rádio-relógio
 h. ––
 i. ––
 j. ––
Técnico em Secretaria Escolar
Sintaxe
Unidade 4
Objetivo:
• Aplicar corretamente as normas de sintaxe, 
de concordância, de regência e de colocação.
SINTAXE DE CONCORDÂNCIA, 
DE REGÊNCIA E DE COLOCAÇÃO
Sintaxe é a “parte da gramática que estuda a 
disposição das palavras na frase e a das frases 
no discurso, bem como a relação lógica das 
frases entre si e a correta construção gramatical”. 
(cf. Aurélio)
Frase é a unidade mínima da comunicação 
linguística.
Optamos por abordar a sintaxe de concordância(similaridade das palavras na frase), a sintaxe de 
regência (dependência das palavras na frase) e 
a sintaxe de colocação (colocação adequada 
das palavras na frase) por constituírem aspectos 
essenciais para uma redação eficiente.
Entende-se por concordância a similaridade 
de gênero e número entre substantivo, adjetivo, 
artigo, numeral, pronome (concordância nominal) 
e a similaridade de número e pessoa entre verbo 
e sujeito (concordância verbal).
 Concordância verbal
A norma geral reza que o verbo concorda com o 
sujeito em número e pessoa.
 v. 3a pes. sing.
A correspondência chegou à tarde.
 suj. 3a pes. sing.
v. 3a pes. pl. 
Os Chefes de Departamento compareceram à reunião.
 suj. 3a pes. sing.
Decidimos pela aquisição do equipamento.
 v. 1a pes. pl. (suj. subentendido – nós)
 v. 3a pes. pl.
O corretor e sua secretária realizaram visita aos departamentos.
 suj. comp. 3a pessoa pl.
Se o sujeito for composto por diferentes pessoas 
gramaticais, o verbo vai para o plural de acordo 
com a norma de prevalência. Observe:
a. A 1a pessoa prevalece sobre as demais:
v. 1a pes. pl. 
O corretor e eu chegamos juntos.
 suj. comp. 3a e 1a pes.
b. A 2a pessoa prevalece sobre a 3a:
 v. 2a pes. pl.
 O gerente e tu representareis a Instituição.
 suj. comp. 3a e 2a pes.
Casos particulares
1. Sujeito simples
a. Formado por expressão partitiva (uma 
porção de, parte de, a maioria de etc.) ou 
quantidade aproximada, o verbo pode ir 
para o singular ou para o plural:
suj.
 v. 3a pes. sing.
A maior parte dos acionistas votou favoravelmente à 
negociação.
suj.
 v. 3a pes. pl.
A maior parte dos acionistas votaram favoravelmente à 
negociação.
24 Unidade 4
b. Formado por número percentual ou 
números fracionários, o verbo concorda 
com o numeral:
suj. v. 3a pes. pl.
 
20% da população economicamente ativa adquiriram 
ações do Banco do Brasil.
 v. 3a pes. pl.
2/3 da clientela encontram-se inadimplentes.
 suj.
c. Formado pela expressão “mais de um”, o 
verbo fica no singular:
 v. 3a pes. sing.
Mais de um acionista vendeu suas ações.
 suj.
Nota – Com expressão repetida ou indicando 
reciprocidade, o verbo poderá ir para o plural.
suj. v. 3a pes. pl.
 
Mais de um gerente, mais de um supervisor discordaram 
do expositor.
suj.
 v. 3a pes. sing.
Mais de um acionista felicitaram-se mutuamente pelo 
lucro obtido.
d. Formado por pronome interrogativo, 
demonstrativo ou indefinido no plural, 
seguido da expressão “de nós” ou “de vós”, 
o verbo pode concordar com o primeiro 
pronome ou com nós/vós:
 v. 3a pes. pl.
Quantos de vós participaram do evento?
 suj.
 v. 2a pes. pl.
Quantos de vós participasteis do evento?
 suj.
Nota – Se o pronome interrogativo ou o pronome 
indefinido estiver no singular, o verbo fica no 
singular:
 v. 3a pes. sing.
Nenhum de nós compareceu ao comício.
 suj.
e. Formado por nomes só usados no plural, 
não precedido de artigo, o verbo fica no 
singular; precedido de artigo, o verbo fica 
no plural:
 v. 3a pes. sing.
Minas Gerais localiza-se na Região Sudeste.
 suj. s/artigo
 v. 3a pes. pl.
Os Estados Unidos invadiram o Iraque.
 suj. (prec. de artigo)
Nota – Se o sujeito for título de obra, o verbo 
pode ficar no singular ou no plural:
 v. 3a pes. sing.
Os Sertões marcou a literatura brasileira.
 suj. (obra)
 v. 3a pes. pl.
Os Sertões marcaram a literatura brasileira.
 suj. (obra)
f. Formado por coletivo, o verbo no singular; 
se o coletivo for seguido de expressão no 
plural, o verbo pode ir para o plural:
 v. 3a pes. sing.
A matilha atacou o fugitivo.
 suj. colet.
 v. 3a pes. pl.
A manada de búfalos corriam na pradaria.
 suj. colet. + exp.pl.
g. Formado por número de horas, os verbos 
“bater”, “dar” e “soar” concordam com o 
numeral:
 v. 3a pes. pl.
Soaram as quatro horas quando ele chegou.
 suj.
 v. 3a p.s.
Dava uma hora no relógio da igreja.
 suj.
Nota – Se o sujeito for as palavras “relógio”, 
“sino”, “carrilhão”, o verbo concorda com esses 
sujeito:
 v. 3a pes. sing.
Os sinos batem uma hora.
 suj.
 v. 3a pes. sing.
O carrilhão deu três horas.
 suj.
h. Formado por sujeito apassivado pela 
partícula se (partícula apassivadora), o 
verbo transitivo direto concorda com o 
sujeito:
v. 3a pes. pl.
 part. apas.
Vendem-se ações da Petrobras.
suj. pas. (pl.)
25Unidade 4
v. 3a pes. pl.
 part. apas.
Vende-se casa seminova.
suj. pas. (sing.)
i. Formado por sujeito indeterminado pela 
partícula se (índice de indeterminação do 
sujeito), o verbo intransitivo ou transitivo 
indireto fica sempre na 3a pessoa do 
singular:
 índ. de indet. suj.
Precisa-se de empregados.
 v. trans. ind. 3a pes. sing.
 índ. de indet. suj.
Precisa-se de empregados.
 v. trans. ind. 3a pes. sing.
 índ. de indet. suj.
Vive-se bem nesta cidade.
 v. intrans. 3a pes. sing.
j. Formado por sujeito inexistente, o verbo 
impessoal fica sempre na 3a pessoa do 
singular:
Verbos impessoais:
haver – no sentido de existir
fazer – indicando tempo
Chover, ventar, nevar etc.
(fenômenos da natureza)
Exemplos:
Há muitos candidatos à vaga de emprego.
Faz dez anos que estive aqui.
Chove muito naquela região.
2. Sujeito composto
a. Posposto ao verbo, este vai para o plural 
ou concorda com o núcleo mais próximo:
verbo 3a pes. pl. suj. comp., posposto ao verbo
 
Constam a passagem aérea, a hospedagem, a 
alimentação e o traslado do pacote de viagem.
suj. comp., posposto ao verbo
verbo 3a pes. sing. suj. comp., posposto ao verbo
 
Consta a passagem aérea, a hospedagem, e a 
alimentação do pacote de viagem.
suj. comp., posposto ao verbo
b. Formado por núcleos sinônimos ou quase 
sinônimos, o verbo pode ficar no singular 
ou no plural:
 v. 3a pes. sing.
A alegria e a felicidade brilhava em seu olhar.
 n. sinônimos
 v. 3a pes. pl.
A alegria e a felicidade brilhavam em seu olhar.
 n. sinônimos
c. Formado por núcleos que constituem 
gradação de ideias, o verbo pode ficar no 
singular ou no plural:
 núcleo = gradação de ideias verbo 3a pes. sin
 
Uma hora, um minuto, um segundo custava a passar, 
na sua agonia da espera.
 núcleo = gradação de ideias v. 3a pes. pl
 
Uma hora, um minuto, um segundo custavam a 
passar, na sua agonia da espera.
d. Formado por verbos no infinitivo, o verbo 
fica no singular:
 suj. formado p / infinito v. 3a pes. sing
 
Chegar atrasado e demorar no vestiário é normal para 
este operário
Nota – com infinitivos precedidos de artigos ou 
antônimos, o verbo poderá ir para o plural:
art. sing. inf. v. 3a pes. pl.
 
 O chegar atrasdo e o demorar no vestiário são 
normais para este operário.
e. Formado por verbos antônimos no infinitivo, 
o verbo vai para o plural:
v. 3a pes. pl. 
Chegar atrasado e sair cedo não são admitidos aqui.
 v. ant. inf.
f. Formado por componentes do sujeito 
resumido por pronome indefinido (tudo, 
nada, ninguém), o verbo fica no singular:
suj. pron. ind.
 
Os diretores, os supervisores, os funcionários, ninguém 
faltou ao evento.
 v. 3a pes. sing.
26 Unidade 4
Concordância dos verbos “ser” e “parecer”
1o Caso
Os verbos ser e parecer geralmente concordam 
com elementos no plural mais próximo.
Agora são dez horas.
Duas garrafas de vinho são a parte que 
me cabe na aposta.
Aquilo parecem estrelas, mas são 
planetas.
Se, porém, o sujeito for pessoa, o verbo 
com ele concordará.
No circo, o palhaço é as delícias da 
garotada.
2o Caso
O verbo ser fica obrigatoriamente no singular 
quando se deseja fazer prevalecer a importância 
do sujeito sobre a do predicativo.
Justiça é tudo, justiça é as virtudes todas.
3o Caso
Fica no singular ainda o verbo ser quando a ele 
se seguem termos como muito, pouco, nada, 
tudo, bastante, mais, menos, bom, demais 
etc.
Um é pouco, dois é bom, três é demais.
4o Caso
Quando se usam pronomes pessoais retos, o 
verbo sempre com ele concorda.
O responsável por isto aqui são vocês.
Quando, porém, concorrem dois pronomes 
retos, ou um pronome reto e um pronome de 
tratamento, o verbo ser concorda com o primeiro.
Você não éeu, nem eu sou você.
Elas não são nós; nós não somos elas.
5o Caso
O verbo ser fica no singular, em qualquer 
hipótese, sempre que o predicativo é constituído 
pelo pronome demonstrativo o.
Eleições diretas era o que o povo mais 
queria.
6o Caso
Ainda no singular ficará o verbo ser quando o 
sujeito, no plural, for usado sem determinantes 
(artigos, pronomes adjetivos, numerais etc.),
Greves é próprio de regimes democráticos.
Dez por cento, para ele, era uma 
comissão irrisória.
Questões ecológicas será o tema do 
encontro.
7o Caso
O verbo parecer pode relacionar-se de duas 
maneiras distintas com o infinitivo.
Os dias parecem voar.
Os dias parece voarem.
Se, porém, ao verbo parecer seguir-se infinitivo 
pronominal, somente variará o infinitivo.
As crianças parece queixarem-se do 
colchão duro.
 Concordância nominal
O fato de o artigo, o pronome, o numeral e o 
adjetivo concordarem em gênero e número com 
o substantivo a que se referem denomina-se 
concordância nominal. Observe:
art. adj
 adj. 
As duas novas corretoras mostraram-se muito organizadas.
 
num. subst.
O artigo as, o numeral duas, os adjetivos novas e 
organizadas encontram-se no gênero feminino 
e no número plural porque se referem ao 
substantivo “corretoras” (feminino-plural).
Adjetivo referindo-se a mais de um 
substantivo.
a. Se anteposto aos substantivos, concorda com 
o mais próximo:
subst. fem. 
A corretora possuía extraordinária competência e talento.
adj. fem. subst. masc. 
27Unidade 4
subst. fem. 
A corretora possuía extraordinário talento e competência.
adj. masc. subst. masc. 
b. Se posposto aos substantivos, há duas 
possibilidades de concordância.
 – Com o mais próximo.
subst. fem. 
A corretora possuía talento e competência extraordinária.
subst. masc. adj. fem. 
 – Com ambos os substantivos. Se os 
substantivos forem de gêneros diferentes, 
prevalece o masculino:
subst. fem. subst. fem.
 
A corretora demonstrava segurança e competência 
extraordinárias.
 adj. fem. pl.
adj. masc. pl. 
A atriz demonstrava estilo e talento extraordinários.
subst. masc. subs. masc.
adj. masc. pl. 
A atriz demonstrava talento e segurança extraordinários.
subst. masc. subs. fem.
Se o adjetivo funcionar como predicativo do 
sujeito composto, há duas possibilidades.
a. Se posposto aos substantivos, vai para o 
plural:
adj. pl. masc. 
Sua competência e seu talento eram extraordinários.
 suj. comp. (2 subst.)
b. Se anteposto aos substantivos, poderá ir para 
o plural ou concordar com o mais próximo:
 adj. pl. masc.
Eram extraordinários seu talento e sua competência.
suj. comp. (2 subst.) 
 adj. sing. fem.
Era extraordinária sua competência e seu talento.
suj. fem. 
Dois ou mais adjetivos referindo-se a um 
único substantivo.
a. Se se coloca artigo antes dos demais adjetivos, 
subentende-se o substantivo, que permanece 
no singular:
 art.
O governo alemão, o italiano e o francês assinaram o acordo.
 adj. sing.
subst. sing.
b. Se o substantivo vai para o plural, omite-se o 
artigo antes dos adjetivos:
 art.
Os governos alemão, italiano e francês assinaram o acordo.
 adj. sing.
subst. pl.
Casos particulares
1. Anexo, obrigado, mesmo, incluso, quite, 
leso devem concordar com o substantivo a 
que se referem:
adj. fem. pl.
 subst. fem. pl.
Seguem anexas as declarações de renda dos sócios da 
firma.
Seguem, em anexo, as declarações dos diretores.
Segue, em anexo, a ficha do funcionário.
Nota – A expressão em anexo é invariável.
adj. fem. subst. fem.
 
Muito obrigada, disse a secretária; 
obrigado, digo eu, respondeu o diretor.
 
adj. masc. subst. masc.
 pron. subst. fem.
Elas mesmas resolveram a questão.
 adj. fem.
 adj. fem.
A hospedagem e a alimentação estão inclusas no preço.
 subst. fem.
 subst. pl.
Os filhos estão quites com o serviço militar.
 adj. pl.
 subst. sing.
O filho estava quite com o serviço militar.
 adj. sing.
2. Alerta, menos são invariáveis:
 subst. masc. pl.
Os diretores estavam alerta à variação do câmbio.
 invariável
 invariável
Aquele banco tem menos tarifas do que os outros.
subst. fem. pl. 
28 Unidade 4
3. Bastante, caro, barato, meio, longe
Como advérbios são invariáveis; como adjetivos, 
pronomes adjetivos ou numeral (meio) concordam 
com o substantivo.
Essas situações são bastante complicadas.
adv. 
 pron. adj. pl.
Isto ocorreu bastantes vezes na empresa.
subst. pl. 
Aquelas ações custam caro.
adv. 
 subst. fem. pl.
As roupas daquela loja estão caras.
adj. fem. pl. 
Os pincéis custam barato.
adv. 
 subst. fem. pl.
As locações estão mais baratas.
adj. fem. pl. 
Os diretores estão meio desconfiados da surpresa.
adv. 
É meio-dia e meia (meia hora).
numeral 
A firma fica longe do centro da cidade.
adv. 
subst. pl. 
Nosso diretor já viajou por longes terras.
adv. pl. 
4. É proibido, é necessário, é bom, é preciso
a. Sujeito não antecipado de artigo, o verbo e o 
adjetivo ficam invariáveis:
 É proibido entrada.
 Fruta é bom para saúde.
 Cautela é necessário.
b. Sujeito determinado por artigo, pronome, 
adjetivo, o verbo e o adjetivo concordam com 
ele:
 suj.
A entrada é proibida ao público.
v. adj. fem. sing.
(art.+subst. fem. sing.)
 suj.
Esta fruta é boa para a saúde.
v. adj. fem. sing.
(pron.+subst. fem. sing.)
(art.+adj.+subst. fem. pl.)
suj. adj. fem. pl.
 
As novas regras são necessárias ao bom funcionmento 
da mepresa.
5. O mais… possível / os mais… possíveis
Nessas expressões, o adjetivo “possível” 
concorda com o artigo que os inicia:
 adj. sing. 
Esses argumentos são o mais elementares possível.
 art. sing.
adj. pl. 
Esses argumentos são os mais elementares possíveis.
 art. pl.
6. Só, sós, a sós
“Só” como adjetivo concorda em número com 
o substantivo; como advérbio (= apenas) é 
invariável; a expressão “a sós” é invariável.
 subst. sing.
O corretor ficou só no recinto.
 adj. sing.
 subst. pl.
Os dois corretores ficaram sós no recinto.
 adj. pl.
Só eles permaneceram no recinto.
 adv. (apenas)
Estamos a sós, pode falar a verdade.
 adv.
REGÊNCIA
Denomina-se regência a relação de dependência 
que se estabelece entre dois termos numa 
oração. Os termos que exigem a presença de 
outros denominam-se regentes e aqueles que 
completam-lhes os sentidos, regidos.
Regência verbal ocorre quando o termo regente 
é um verbo.
 v. regente 
Necessita de sua ajuda.
 tempo regido
Regência nominal ocorre quando o termo 
regente é um nome (substantivo, adjetivo ou 
advérbio). Observe:
29Unidade 4
subst. regente 
Ele tem medo de escuro.
 tempo regido
 Regência Verbal
ASPIRAR
• Transitivo direto quando significa sorver, tragar, 
inspirar, exige objeto direto.
 V.T.D
Elas aspiraram o perfume das flores.
 O.D.
• Transitivo indireto quando significa pretender, 
desejar, almejar. O objeto indireto não pode 
ser substituído por lhe/lhes e, sim, por a ele, 
a ela, a eles.
 V.T.I
O supervisor aspira ao cargo de diretor executivo.
 O.I.
ASSISTIR
• Transitivo direto quando significa ajudar, 
prestar assistência, socorrer.
 V.T
O médico assistia o paciente.
O.D. 
• Transitivo indireto quando significa ver, 
presenciar, estar presente. O objeto indireto 
não admite pronome lhe/lhes e, sim, a ele, a 
ela, a eles.
 V.T.I.
Os funcionários assistiram
ao filme sobre segurança no trabalho.
 O.i.
• Transitivo indireto quando significa caber, 
perceber. O objeto indireto admite o pronome 
lhe(s).
 V.T.I.
Assistia-lhe o direito a ocupar aquele cargo.
 O.I.
• Intransitivo quando significa morar, residir, 
habitar, seguido de adjunto adverbial de lugar.
 V.I.
O papa assiste no Vaticano.
adj. adv. 
ESQUECER E LEMBRAR
• Transitivo direto
 V.T.D.
Eles esqueceram os livros em casa.
O.D. 
 V.T.D.
Vocês lembraram a data do concurso?
O.D. 
• Pronominal + preposição de (ou contração) 
+ objeto indireto
pron.
 V.T.I.
Eles se esqueceram dos compromissos.
prep. O.I.
V.T.I. prep.
Lembre-se do aviso.
pron. O.I.
• Verbo transitivo indireto + objeto indireto + 
sujeito, significandocair no esquecimento 
(esquecer) e ocorrer, vir à memória (lembrar).
 V.T.I
Esqueceram-lhes os compromissos.
O.I. 
suj.
 V.T.I
Lembraram-me as datas do evento.
O.I. 
suj.
IMPLICAR
• Transitivo direto quando significa acarretar, 
causar.
 V.T.D
Este novo contrato implica aumento das atividades.
O.D. 
INFORMAR
• Transitivo direto e indireto
Objeto direto – pessoa; objeto indireto – fato 
mencionado.
 V.T.D.I
Informar o diretor de sua decisão.
O.D. 
O.I.
30 Unidade 4
Objeto indireto – pessoa; objeto direto – fato 
mencionado.
 V.T.D.I
Informou ao diretor a sua decisão.
O.I. O.D.
PROCEDER
• Intransitivo quando significa ter fundamento, 
portar-se, provir de.
 suj.
Os argumentos dos grevistas não procedem.
V.T.I. 
• Transitivo indireto quando significa realizar, 
dar início a.
 V.T.I.
O governo deve proceder aos ajustes fiscais.
O.I. 
VISAR
• Transitivo direto quando significa dar visto e 
mirar.
 V.T.D.
O gerente visou o cheque.
O.D. 
 V.T.D.
O arqueiro visou o alvo.
O.D. 
• Transitivo indireto quando significa pretender, 
ter em vista, ter por objetivo.
 V.T.I.
As ações governamentais visam ao bem comum.
O.I. 
 V.T.I.
Esses objetivos visam à melhoria das ações.
O.I. 
Nota – Em ações iniciadas por pronomes 
relativos, pronomes interrogativos ou advérbios 
interrogativos, a preposição regida pelo verbo 
deve preceder essas palavras:
 prep.
A que cargo você aspira?
 pron. inter.
 prep.
De quem você se esqueceu?
 pron. inter.
 prep.
O objetivo a que visa o projeto é conhecido por todos.
 pron. rel.
 Regência Nominal
Alguns nomes podem apresentar dificuldades 
de regência, em geral aqueles que admitem 
mais de uma preposição. Relacionaremos 
alguns, principalmente os mais usados em 
correspondências.
• ADAPTADO – A, PARA
Todo manual deve ser adaptado às novas tecnologias.
O livro foi adaptado para o teatro.
• ALHEIO – A
A polícia permanecia alheia aos manifestantes.
• ALUSÃO – A
Esse texto é uma alusão aos avanços tecnológicos e à 
engenharia genética.
• ANALOGIA – COM, ENTRE
Os rituais do candomblé estabelecem analogia com os 
da igreja católica.
É evidente a analogia entre o filme e o acontecimento 
real.
• APTO – A, PARA
O candidato encontra-se apto ao cargo de 
supervisor.
A secretária mostra-se apta para realizar as 
tarefas solicitadas.
• CONSTITUÍDO – DE, POR
O aparelho é constituído de material sintético.
A diretoria é constituída por sócios fundadores.
• IMBUÍDO – DE, EM
Os competidores estavam imbuídos de espírito esportivo.
Imbuído em preceitos legais, o advogado obteve a 
liberdade do réu.
• PASSÍVEL – DE
Todo ser humano é passível de falhas.
• PROPENSO – A, PARA
O diretor mostra-se propenso a conceder o aumento.
É um político propenso para grandes causas.
• VINCULADO – A
Sua empresa é vinculada ao SPC?
31Unidade 4
EMPREGO DA CRASE
A realização da crase é um caso de regência. 
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. O 
grafema que representa a crase é o acento 
grave. 
A crase ocorre quando o verbo e os nomes 
(substantivo, adjetivo, advérbio) regem a 
preposição a e o termo regido exige a presença 
do artigo a (feminino).
O diretor entregou à secretária os documentos 
para arquivar.
No período citado, o verbo entregar rege a 
preposição a e o substantivo secretária exige o 
artigo a:
prep. art.
O diretor entregou a a secretária os documentos para 
arquivar.
O diretor entregou à secretária os documentos para 
arquivar.
• A crase ocorre também nos seguintes casos.
1. Com preposição seguida dos pronomes 
demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
O diretor manteve-se indiferente àquele tumulto.
a (prep.) + aquele (pron. dem.) 
2. Com preposição seguida dos pronomes 
demonstrativos a, as:
a (prep.) + a (pron. dem.) 
Sua filosofia de vida é semelhante à dos novos 
dirigentes.
3. Diante de expressões femininas que admitem 
o artigo a.
A secretária usa sapatos à Luís XV.
Nesse caso, subentende-se a expressão 
feminina “à moda de Luís XV”.
4. Diante de locuções femininas (adverbiais, 
prepositivas e conjuntivas):
a. locuções adverbiais
À tarde, as secretárias prepararam a sala para a 
reunião do dia seguinte.
As transações comerciais foram realizadas às 
claras.
b. locuções prepositivas (a + palavra feminina 
+ de)
A nossa firma comprou a do concorrente que 
estava à beira da falência.
c. locuções conjuntivas
À medida que os participantes chegavam, 
recebiam o crachá de identificação.
Não há crase nos seguintes casos.
1. Antes de masculino:
Saíram a passeio.
Referem-se a ele.
2. Antes dos pronomes demonstrativos – esta, 
essa, este, esse, isto, isso:
Que falta a esta folha?
Já vi outra igual a esta.
3. Antes de verbo:
Saíram a resmungar.
Alguém esteve a comentar seu gesto.
4. Antes de pronome indefinido:
Vou apresentá-lo a uma atriz.
Deu a cada criança dois presentes.
Notas – Quando uma é numeral, o a que o 
antecede recebe o sinal da crase:
Chegaram à uma hora da tarde, não às duas.
Também o a é craseado na locução à uma 
correspondente a “à uma só vez”. 
Gritaram à uma: basta!
Responderam à uma: sim!
5. Antes de pronome pessoal:
Negaram pousada a ela.
Isso cabe a você, não a mim.
6. Antes das formas de tratamento – Vossa 
Senhoria (V.S.a), Vossa Excelência (V.Ex.a), 
Sua Senhoria (S.S.a), Sua Excelência (S.Ex.a), 
Vossa Eminência (V.Em.a) etc.:
Remeto a V.S.a cópias do contrato.
Apresentamos a V.Ex.a o novo projeto.
32 Unidade 4
7. Antes de plural indeterminado:
Não dê esmola a crianças.
Ele não responde a injúrias.
Nota – Se aparecer o artigo as, escrevemos 
às (com acento grave) para indicarmos a crase 
de “a + as” (identificador do plural):
Não deu esmola às crianças nem aos pais.
É avesso às mentiras e aos boatos.
8. Antes de nome de cidade (a menos que esteja 
determinado):
Viajaremos a Fortaleza, em junho.
Voltará a Brasília, amanhã.
9. Nas locuções com palavras repetidas:
Tudo se passou frente a frente, cara a cara.
Nossa égua venceu de ponta a ponta.
10. Antes de pronomes relativos que, quem, 
cuja(o):
Esta é a pessoa a quem ofereceram propina.
Mande-me a carta a que ela se refere.
Nota – Antes do relativo que, a crase só é 
obrigatória se a fusão à (a + a) resultar de 
preposição a + a demonstrativo (= aquela):
Arquive esta e responda à que recebemos hoje.
(responda àquela que recebemos hoje.)
 a + aquela
Para redigir bem, é necessário conhecer o 
emprego das regências, pois, muitas vezes, o 
emprego inadequado da regência pode interferir 
no significado da informação que se deseja 
transmitir.
EMPREGO DOS PRONOMES 
DEMONSTRATIVOS
Outro aspecto importante para a redação é o 
emprego dos pronomes demonstrativos este, 
esse e aquele.
Correlação entre pronomes pessoais, demonstrativos 
e advérbios de lugar
Há uma correlação íntima entre os pronomes 
pessoais, os pronomes demonstrativos e os 
advérbios de lugar, no que diz respeito às pessoas 
gramaticais.
Pessoa 
gramatical
Pronome 
pessoal
Pronome 
demonstrativo
Advérbio de 
lugar
falante 
(primeira)
eu/nós este/esta/isto aqui
ouvinte 
(segunda)
tu/vós/você/
vocês
esse/essa/isso aí
assunto 
(terceira)
ele/eles aquele/aquela/
aquilo
ali/lá
Exemplos:
Eu fico com esta camiseta aqui.
Tu ficas com essa blusa aí.
Você fica com essa lapiseira aí.
Ele fica com aquela agenda ali.
Emprego específico dos pronomes este, esse 
e aquele
a. Em relação ao espaço (proximidade ou 
afastamento das pessoas gramaticais)
• Este (esta, estes, estas, isto) indica o que está 
perto da pessoa que fala (o falante – primeira 
pessoa gramatical):
Queres ler este romance que estou folheando?
Esta caneta (que tenho na mão) é de fabricação 
japonesa.
Nota – Na correspondência, este (esta, isto, 
estes, estas) indica o que está perto do 
remetente:
Convidamos V. S.a a comparecer no Departamento de 
Crédito desta Empresa, a fim de tratar de assunto de 
seu interesse.
Este Banco tem à disposição de seus clientes uma 
dezena de serviços em todas as grandes cidades deste 
estado.
• Esse (essa,isso, esses, essas) indica o que 
está perto da pessoa com quem se fala (o 
ouvinte – segunda pessoa gramatical):
Passe-me esse cinzeiro que está sobre a sua mesa.
Esse seu modo de agir ainda lhe causará sérios 
problemas.
Nota – Na correspondência, esse (essa, isso, 
esses, essas) indica o que está perto do 
destinatário:
33Unidade 4
Solicitamos que nos informe o número de empregados 
em exercício nesse Departamento.
Se V.S.a não encontrar qualquer de nossos produtos 
nas lojas dessa cidade, telefone-nos imediatamente.
• Aquele (aquela, aquilo, aqueles, aquelas) 
indica o que está perto da pessoa de quem se 
fala (o assunto – terceira pessoa gramatical) 
e longe do falante e do ouvinte:
Aquela gravura que ele tem na mão é antiga.
Sabes de quem são aqueles pacotes lá em cima do 
balcão?
Nota – Na correspondência, aquele (aquela, 
aquilo, aqueles, aquelas) indica o que está 
longe do remetente e do destinatário:
Solicitamos a V.S.a que, na sua próxima viagem a 
Uruguaiana, verifique se há condições de instalarmos 
uma filial naquele município.
b. Em relação ao tempo
• Este diz respeito ao tempo atual, que está 
transcorrendo.
Nesta semana, estamos realizando testes com o novo 
produto.
Durante este mês, as lojas promovem suas tradicionais 
liquidações.
Já estamos em março; este ano está passando muito 
depressa.
• Esse diz respeito a um tempo próximo, de 
preferência passado:
Há duas semanas, estivemos em plena campanha 
política. Nesses dias, ninguém admitia a possibilidade 
de derrota.
Na semana passada, mudamo-nos para nossas novas 
instalações. Nesse período, nossos serviços sofreram 
um pequeno descontrole.
• Aquele indica um tempo anterior mais 
afastado:
Há 50 anos, estabelecemo-nos em Porto Alegre. 
Naquela época, eram outros os costumes, outro o modo 
de pensar e de agir.
c. Em relação às ideias de um contexto 
(parágrafo, período, oração)
• Esse (isso) indica o que já se mencionou; é, 
portanto, sinônimo de citado, referido etc.:
Essa medida (= exposta acima) visa a evitar que 
pessoas inescrupulosas usem o nome de nossa 
Empresa para...
Em vista disso (= do que se mencionou acima), 
resolvemos suspender temporariamente a 
comercialização do produto.
Dessa forma (= em razão do que se diz acima), 
solicitamos a V. S.as que estudem a possibilidade de...
Isso que acabei de dizer deve ficar somente 
entre nós.
• Este (isto) indica o que se vai mencionar; é, 
pois, sinônimo de seguinte:
Para compras a crédito, o cliente deve apresentar estes 
documentos: carteira de identidade, CIC e comprovante 
de renda.
Muitos aceitam tranquilamente esta afirmação: que a 
felicidade é proporcional à renda.
O desejo de todo empregado geralmente é este: receber 
um bom salário.
 Isto que lhes vou dizer agora é extremamente 
importante.
d. Em relação a dois termos anteriormente 
citados
• Este indica o que se referiu por último; aquele 
se refere ao mencionado em primeiro lugar:
Ao conversar com o gerente e a vendedora, notei que 
esta se mostrava tranquila, e aquele, excepcionalmente 
nervoso.
O jogo rouba-nos tempo e dinheiro: este (= o dinheiro), 
talvez o possamos recuperar; aquele (= o tempo) 
nunca.
A mulher é mais tolhida socialmente do que o homem. 
A este se permitem direitos que se negam àquela.
“Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, 
porque estas, diferentemente daqueles, são 
compulsórias e...” (Súmula 545 do STF).
Nota – Havendo uma série de três termos, siga 
a estrutura do exemplo citado.
Estiveram presentes à reunião Pedro, Rosa e Jorge. 
Este (= Jorge) representava os vendedores, essa (= 
Rosa), as secretárias, e aquele (= Pedro), a gerência.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Um aspecto importante também na redação é a 
observância às normas de colocação pronominal. 
Os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, lhe, 
o, a, nos, vos, os, as, lhes) admitem três 
34 Unidade 4
possibilidades em relação ao verbo a que se 
ligam: próclise, antes do verbo; mesóclise, no 
meio do verbo; e ênclise, depois do verbo.
Embora na língua oral haja uma flexibilidade 
quanto a essa colocação, na língua escrita, o grau 
de formalidade exige a observância às normas 
da língua culta.
Vejamos algumas dessas normas.
Próclise
Algumas palavras ou expressões são consideradas 
atrativas do pronome oblíquo. 
• Palavras ou expressões negativas (não, nada, 
ninguém):
Ninguém me comunicou o fato.
• Advérbios sem pausa (sem o emprego de 
vírgula):
Tão logo me viu, João adentrou o recinto.
• Pronomes indefinidos:
Alguém se responsabilizou pelos convites.
• Pronomes e advérbios interrogativos (início 
de frase):
Quando se mudaram para Paris?
• Palavras exclamativas e optativas:
Como se parecem!
• Conjunções subordinativas
Sempre que se fala dele...
• Gerúndio precedido da preposição em:
Em se falando de flores, a rosa é a preferida.
• Conjunções coordenativas alternativas:
Ou se mantêm em silêncio ou serão evacuados do 
Tribunal.
Mesóclise
Emprega-se apenas no futuro do presente e 
no futuro do pretérito, desde que não haja a 
obrigatoriedade da próclise:
Vê-lo-ei no próximo sábado.
Dir-lhes-ia a verdade, se soubesse.
Conceder-nos-ão a licença para utilizar o 
espaço cultural?
Compare:
Não o verei no próximo sábado. (Palavra negativa)
Imediatamente lhes diria a verdade, se soubesse. 
(Advérbio sem pausa)
Quem nos concederá a licença para utilizar o espaço 
cultural? (Pronome interrogativo)
Ênclise
Casos em que se deve empregar a ênclise:
• Com verbos no início do período:
Decidiu-se que as secretárias participarão do evento.
• Com verbos no gerúndio (não precedido da 
preposição em)
Devemos cuidar dos idosos, amando-os e 
respeitando-os.
• Com verbos no infinitivo impessoal
A criatividade, é preciso desafiá-la e incentivá-la.
Colocação dos pronomes em locuções 
verbais.
1. Verbo principal no infinitivo ou no gerúndio
• Sem a obrigatoriedade da próclise (palavras 
atrativas), emprega-se o pronome após a 
locução:
Vamos encaminhar-lhe o pedido imediatamente.
Aquele assunto, estivemos debatendo-o durante horas.
• Com palavras que exijam a próclise, pode- 
se colocar o pronome antes ou no meio da 
locução:
 – Antes:
Ninguém me permitiu deixar a festa antes do final.
 – No meio:
Eles continuam se observando
Nota – A norma culta da língua sugere a 
colocação do pronome no meio da locução, 
com hífen:
Os acontecimentos vão-se seguindo naturalmente.
2. Verbo principal no particípio
• O pronome não poderá vir depois do verbo:
Os alunos tinham-se empenhado na 
realização da tarefa.
A turma tinha se posicionado contra o réu.
35Unidade 4
• Se a locução verbal vier precedida da palavra 
que exija a próclise, o pronome deverá ser 
colocado antes dela:
Todos se haviam comprometido com a causa.
Exercícios
 I – Realize a concordância verbal, de acordo com 
a norma culta.
 1. Sua mãe e eu já ____________________ a data 
do casamento. (definir – pres. ind.)
 2. C i n q u e n t a p o r c e n t o d a a g e n d a 
_______________ sob a responsabilidade dos 
palestrantes convidados. (ficar – fut. ind.)
 3. Mais de um convidado, mais de um padrinho 
____________________ atrasados à cerimônia. 
(chegar – pret. imperf. ind.)
 4. Um por cento dos conv idados não 
_____________ aos eventos. (comparecer – 
pres. ind.)
 5. Tu e teu noivo __________________ comparecer 
ao ensaio do casamento. (dever – pres. ind.)
 6. Quantos de vós ________________ os 
padrinhos do noivo? (ser – fut. ind.)
 7. Muitos de nós __________________ convidados 
para a reunião da Diretoria. (ser – pret. imperf. 
ind.)
 8. Nenhum de nós __________________ 
responder à pergunta do professor. saber – 
pret. imperf. ind.
 9. Os Estados Unidos _________________ reunião 
com o Conselho de Segurança da ONU. 
(convocar – pret. imperf. ind.)
 10. Minas Gerais __________________ a produção 
de leite no país. (liderar – pres. ind.)
 11. A junta médica ____________________ pela 
cirurgia imediata. (decidir – pret. imperf. ind.)
 12. ____________________ nove horas quando anoiva chegou à igreja. (bater – pret. imperf. 
ind.)
 13. O sino __________________ dez horas quando 
a cerimônia se encerrou. (bater – pret. imperf. 
ind.)
 14. ____________________-se apartamentos para 
temporada. (alugar – pres. ind.)
 15. ___________________-se vagas para 
cozinheiro. (oferecer – pres. ind.)
 16. ____________________ muitos candidatos 
para essa vaga. (haver – pres. ind.)
 17. __________________ muito no inverno 
europeu. (nevar – pres. ind.)
 18. Seu irmão e eu __________________ o 
desenho da logomarca. (realizar – pres. ind.)
 19. Mais de um candidato ___________________ 
prêmio pelo trabalho. (eceber – pret. imperf. 
ind.)
 20. ____________________-se de novos modelos 
de carro para venda. (necessitar – pres. ind.)
 21. ____________________ meu amigo, sua irmã, 
seus primos e avós. (chegar – pret. perf. ind.)
 22. ____________________ o assunto o advogado, 
o promotor e o juiz. (discutir – fut. ind.)
 23. A tristeza e a amargura ____________________-
se em seu olhar. (refletir – pres. ind.)
 24. A s o l i d a r i e d a d e e a c o m p a i x ã o 
____________________-se em suas atitudes. 
(evidenciar – pres. ind.)
 25. A década de 1990 ____________________ 
seus representantes ilustres. (ter – pret. perf. 
ind.)
 26. O filho _________________ as delícias dos pais. 
(ser – imperf. ind.)
 27. Seu sorriso ____________________ pérolas 
raras. (ser – pres. ind.)
 28. A felicidade ____________________ os desejos 
da humanidade. (ser – pres. ind.)
 29. Sorrir e chorar ____________________ parte 
da vida. (fazer – pres. ind.)
 30. D a n ç a r b a l é e c a n t a r ó p e r a 
____________________ a atividades culturais. 
(corresponder – pres. ind.)
 31. Os livros, os cadernos e a caneta, tudo 
_________________ sob re a mesa. 
(permanecer – pret. imperf.)
 II – Realize a concordância nominal de acordo com 
a norma culta.
 1. A b oneca t i n ha pe r na s e b r a ço s 
_______________. (desengonçado)
 2. O palhaço apresentava ____________________ 
a perna e o braço. (desengonçado)
 3. Era de uma simplicidade e franqueza 
____________________. (incomparável)
 4. Manifestava-lhe apenas uma dignidade e um 
respeito ____________________. (frio)
 5. I n s p i r o u - s e na mús i c a i t a l i a na e 
____________________. (francesa)
 6. A s b r i n cade i r a s do pa l haço e r am 
____________________ ridículas. (meio)
36 Unidade 4
 7. São razões ____________________ para que 
se altere o plano. (bastante)
 8. As tabelas estão ____________________ ao 
relatório. (anexo)
 9. As tarifas telefônicas estão custando mais 
____________________. (caro)
 10. A s pa s sagens aé r ea s e s t ão ma i s 
___________________ nesta temporada. 
(caro)
 11. As secretárias, elas ____________________ 
organizaram o arquivo. (mesmo)
 12. É ____________________ uma solução rápida 
para a crise. (necessário)
 13. A s d e s i g u a l d a d e s s o c i a i s p o r s i 
___________________ são motivos de 
vergonha nacional. (só)
 III – Realize a regência verbal de acordo com a 
norma culta.
 1. Os alunos ______________________ filme 
sobre Roma. (assistir – pret. imp. ind.)
 2. Os advogados ___________________ réu no 
tribunal. (assistir – pret. imp. ind.)
 3. O Presidente da república _______________ 
Brasília. (assistir – pres. ind.)
 4. Os alunos __________________ dia da prova. 
(esquecer – pret. imp. ind.)
 5. As sec re tá r i a s _________________ 
compromisso do diretor. (lembrar – pret. imp. 
ind.)
 6. _____________ as más lembranças do 
passado. (esquecer – pret. imp. ind.)
 7. Essas providências _____________ saneamento 
da dívida pública. (visar – pres. ind.)
 8. A desvalorização do real _____________________ 
aumento da dívida pública. (implicar – pres. 
ind.)
 9. O diretor ______________________ funcionários 
_______________________ suas decisões. 
(informar – pret. perf. ind.)
 10. As informações veiculadas pela imprensa não 
_______________________. (proceder – pres. 
ind.)
 11. Diante dos fatos, a polícia ____________________ 
prisão do suspeito. (proceder – pret. perf. ind.)
 12. __________________ que __________________ 
esses objetivos? (visar – pres. ind.)
 IV – Realize a regência nominal de acordo com a 
norma culta.
 1. Não se deve fazer alusão ____________________ 
acontecimentos recentes.
 2. O C ó d i g o C i v i l f o i a d a p t a d o 
____________________ contemporaneidade.
 3. Os d i retores permaneceram a lhe ios 
_______________ solicitações dos funcionários.
 4. Há uma estreita analogia ____________________ 
a mitologia grega e a realidade da época.
 5. A nova lei é constituída ____________________ 
120 artigos.
 6. Imbuídos ________________ espí r i to 
acadêmico, os estudantes participaram das 
palestras.
 7. Esta minuta é passível ____________________ 
críticas.
 8. Os coordenadores mostraram-se propensos 
____________________ mudanças.
 9. O supervisor parece apto ____________________ 
assumir novas responsabilidades.
 V – Empregue a crase corretamente.
 1. O diretor solicitou ________________ secretária 
que reservasse sua passagem.
 2. Os funcionários aderiram ____________________ 
manifestação por melhores salários.
 3. ____________________ margens do rio, viam-
se os casebres alagados.
 4. ____________________ proporção que chovia, 
os rios da região transbordavam.
 5. Os candidatos começaram __________________ 
reclamar da dificuldade da prova.
 6. O diretor atribui ____________________ cada 
secretária uma tarefa.
 7. A secretária solicitou uma pasta igual 
____________________ esta.
 8. Desejamos ____________________ V. S.a uma 
feliz estada na cidade.
 9. O supervisor ofereceu ____________________ 
vendedoras melhores preços.
 10. Os congressistas chegaram __________________ 
Natal __________________ vésperas do 
evento.
 VI – Empregue adequadamente os pronomes 
demonstrativos.
 1. Solange, traga-me ____________________ 
pasta que está sobre sua mesa, por favor.
37Unidade 4
 2. Peça ao Sr. Gustavo para t razer-me 
____________________ dossiê que está no 
arquivo.
 3. ____________________ loja fará liquidação de 
seu estoque e aguarda sua presença.
 4. ____________________ setor de vendas tem 
condições de atender as nossas necessidades?
 5. ____________________ semana, as pessoas 
podem comprar todos os produtos com 
desconto de 30%.
 6. Há dois meses, abrimos nossa filial em Belo 
Horizonte. ____________________ período, 
contratamos vários operários.
 7. Há um século, nascia a nossa Empresa. 
____________________ época, as condições 
eram mais difíceis do que hoje.
 8. Adotaremos, como medidas de controle do 
material, a requisição por escrito e a assinatura 
do chefe do setor. ____________________ 
medidas são necessárias para a economia da 
firma.
 9. Atentem-se para ____________________ aviso: 
a partir de amanhã não será permitido circular 
nas dependências da Firma sem o crachá de 
identificação.
 10. Compareceram ao Seminário o diretor, o consultor 
e a secretária: ____________________ ocupou-
se dos convidados, ____________________, 
da exposição dos dados estatísticos e 
____________________ dos discursos de 
abertura e encerramento do evento.
 VII – Reescreva as frases, colocando, junto ao(s) 
verbo(s), o pronome indicado entre parênteses.
 1. Informarei sobre as mudanças ocorridas no 
Código Civil. (lhes)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 2. Nada fará mudar de opinião. (me)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 3. Vendem apartamentos no litoral. (se)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 4. Tão logo aproximei, reconheceram. (me; me)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________5. Quando entregarão o presente? (lhe)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 6. Meninos, protejam de chuva. (se)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 7. Em realizando o pagamento, o sócio poderá 
beneficiar do atendimento médico. (se; se)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 8. Vou contar as novidades da viagem. (lhes)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 9. Lembrarás de mim quando sentires alegre? 
(te; te)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 10. Os prédios antigos estão deteriorando, pela 
falta de conservação. (se)
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
 _____________________________________
38 Unidade 4
Confira suas respostas
 I – 1. definimos
 2. ficarão
 3. chegaram
 4. comparece
 5. deveis
 6. serão / sereis
 7. foram / fomos
 8. soube
 9. convocaram
 10. lidera
 11. decidiu
 12. Batiam
 13. batia
 14. Alugam-se
 15. Oferecem-se
 16. Há
 17. Neva
 18. realizamos
 19. recebeu
 20. Necessita-se
 21. Chegaram / chegou
 22. Discutirão / discutirá
 23. refletem / reflete
 24. evidenciam / evidencia
 25. tiveram / teve
 26. eram / era
 27. são / é
 28. são / é
 29. fazem
 30. corresponde
 31. permanecia
 II – 1. desengonçados
 2. desengonçada
 3. incomparável / incomparáveis
 4. frios / frio
 5. na francesa
 6. meio
 7. bastantes
 8. anexas
 9. caro
 10. caras
 11. mesmas
 12. necessária
 13. sós
 III – 1. assistiram ao
 2. assistiram o
 3. assiste em
 4. esqueceram o
 5. lembraram o / lembraram-se do
 6. Esqueceram-me as / Esqueceram-lhe as
 7. visam ao
 8. implica o
 9. informou os funcionários de suas... / informou 
aos funcionários suas...
 10. procedem
 11. procedeu à
 12. A que visam...?
 IV – 1. aos
 2. à
 3. às solicitações
 4. entre
 5. de / por
 6. de
 7. de
 8. às
 9. para
 V – 1. à
 2. à
 3. Às
 4. À
 5. a
 6. a
 7. a
 8. a
 9. às
 10. a / às
 VI – 1. essa pasta
 2. aquele dossiê
 3. Esta Loja
 4. Esse
 5. Nesta
 6. Nesse
 7. Naquela
 8. Essas
 9. este
 10. esta / esse / aquele
 VII – 1. Informar-lhes-ei sobre as mudanças ocorridas no 
Código Civil.
 2. Nada me fará mudar de opinião.
 3. Vendem-se apartamentos no litoral.
 4. Tão logo me aproximei, reconheceram-me.
 5. Quando lhe entregarão o presente?
 6. Meninos, protejam-se da chuva.
 7. Em se realizando o pagamento, o sócio poderá 
beneficiar-se do atendimento médico.
 8. Vou contar-lhes as novidades da viagem.
 9. Lembrar-te-ás de mim quando te sentires alegre?
 10. Os prédios antigos estão deteriorando-se (estão 
se deteriorando), pela falta de conservação.
Técnico em Secretaria Escolar
Discurso Administrativo
Unidade 5
Objetivo:
• Conhecer os requisitos necessários à redação 
administrativa.
COMUNICAÇÃO NA REDAÇÃO 
ADMINISTRATIVA
A comunicação que merece cuidados especiais 
é aquela realizada no âmbito da Administração 
Pública e das organizações de natureza privada, 
como empresas, instituições escolares, ONGs, 
associações, sindicatos, partidos.
A redação administrativa obedece a um conjunto 
de normas preestabelecidas que têm por 
objetivo a padronização da correspondência que 
tramita entre órgãos públicos e/ou empresas 
que tem como função, entre outras, a troca de 
informações, o reconhecimento de direitos e 
vantagens, o estabelecimento de obrigações, 
a comunicação de intenções e a realização de 
negócios.
Um texto de boa qualidade, sob o ponto de 
vista linguístico, é aquele que obedece aos 
requisitos de correção e objetividade, clareza 
e concisão, coerência e coesão, visando à 
comunicação expressiva e consistente daquilo 
que se pretende.
Vale ressaltar que essa obrigatoriedade se 
aplica não apenas aos textos legais, como 
leis, decretos, portarias etc., mas também a 
toda correspondência que circula em órgãos 
da administração pública e em empresas 
particulares, tanto interna, quanto externamente. 
Essas correspondências devem permitir uma 
única interpretação. Além disso, devem ser 
estritamente impessoais e uniformes, o que 
exige o uso de um certo nível de linguagem.
É a partir daí que a linguagem do texto oficial 
se diferencia da linguagem de outros gêneros 
textuais.
Para isso, detalhamos aqui os princípios da 
redação oficial.
Impessoalidade
O interesse geral dos cidadãos deve ser levado em 
conta, em detrimento de percepções particulares. 
Os assuntos comunicados são relativos às 
atribuições do órgão ou da empresa que emite 
a correspondência, razão pela qual o tratamento 
dado aos assuntos deve ser impessoal. Em 
decorrência disso, a redação deve ser elaborada 
em nome do público e a linguagem, neste 
caso, assume também um caráter estritamente 
impessoal. Na prática, isso quer dizer que, numa 
correspondência oficial, não se deve usar de 
intimidades, de gírias ou de tratamento familiar. 
Para isso, sugerimos algumas precauções.
• Evite o uso de linguagem irônica, pomposa ou 
rebuscada e cheia de estilos pessoais.
• Diminua o grau de impessoalidade: use 
a linguagem em primeira pessoa, seja no 
singular ou plural (o chamado plural de 
modéstia).
Exemplo: “Apresentamos a Vossa Senhoria o 
documento”...
Observação: um exemplo de abuso de 
impessoalidade é o uso do verbo na terceira 
pessoa com o pronome “se”. “Dessa forma, 
solicita-se a Vossa Senhoria...”;
• Use o padrão culto da língua portuguesa.
40 Unidade 5
Formalidade e uniformidade
As comunicações oficiais devem sempre 
obedecer a certas regras de forma: não bastam 
somente as exigências de impessoalidade e uso 
do padrão culto de linguagem, é necessário que 
as comunicações obedeçam a formalidades, 
etiquetas e padrões de tratamento cerimonioso. 
São marcas dessa formalidade: polidez, cortesia 
e, principalmente, respeito ao interlocutor, o 
que implica dizer que o texto deverá observar 
as peculiaridades e as características de quem 
vai lê-lo.
Além disso, é necessário que as comunicações 
do poder público obedeçam a um padrão, o qual 
é obtido, por meio de procedimentos, normas e 
padrões que facilitem e agilizem o trabalho de 
elaboração de textos. Isso é a uniformização, 
que será obtida por meio do chamado 
Discurso Administrativo Contemporâneo, que 
apresentaremos a seguir.
DISCURSO ADMINISTRATIVO 
CONTEMPORÂNEO
Do ponto de vista linguístico, a palavra discurso 
pode ser entendida como um encadeamento de 
palavras, ou mesmo uma sequência de frases 
segundo determinadas regras gramaticais e 
numa determinada ordem, de forma a comunicar 
um sentido. O conceito de discurso é sinônimo 
de enunciado e apresenta vários tipos. Por isso, 
podemos falar de discurso político, literário, 
teatral, filosófico, cinematográfico etc.
Nesse sentido, os discursos desempenham 
diversas funções, assumem várias modalidades 
e utilizam diferentes estilos de linguagens. Um 
discurso político, por exemplo, tem estrutura 
e finalidade muito diferentes do discurso 
religioso, filosófico, científico ou publicitário. 
Alguns discursos orientam-se, sobretudo, para 
a demonstração, outros para a argumentação, 
outros ainda centram-se principalmente na 
persuasão.
Para efeitos didáticos, apresentamos o gênero 
administrativo com suas quatro qualidades 
essenciais e com os dez defeitos mais comuns.
QUALIDADES
• Objetividade
Ser objetivo é dizer apenas o que precisa ser 
dito. A objetividade textual traduz-semediante 
o uso de linguagem direta, sem rodeios ou 
preciosismos. Hoje há uma predominância 
da ordem direta, não se recomenda o 
uso de parágrafos longos com excessivos 
entrelaçamentos de incidentes e orações 
subordinadas que possam causar dificuldades 
à análise e ao entendimento do interlocutor.
• Clareza 
Ser claro é procurar a expressão certa para 
dizê-la na ordem exata. A clareza facilita a 
percepção rápida das ideias expostas no 
texto. Recomenda-se, portanto, o uso de 
períodos curtos, a ordem direta, a parcimônia 
na adjetivação, a ausência de ambiguidade 
(duplicidade de interpretações), rodeios 
(circulóquios), redundâncias e digressões, 
recursos que desviam a atenção do receptor 
sobre o que é essencial.
• Concisão
Dizer o máximo com o mínimo de palavras. 
A concisão consiste em transmitir muito com 
poucas palavras, eliminando-se vocábulos 
e expressões supérfluos, a adjetivação 
desmedida, evitando-se, também, períodos 
extensos e emaranhados. A concisão traz 
clareza à frase. Para se obter concisão, é 
importante ter conhecimento do assunto, ter 
tempo para revisar o texto e retirar dele as 
ideias secundárias que nada acrescentam.
• Harmonia
Levar sempre o conjunto das palavras e das 
frases em consideração. A harmonia está 
ligada à noção de coerência e coesão. A 
primeira deve ser entendida como unidade do 
texto. Podemos obter coerência interligando as 
ideias de maneira clara e lógica. Já a coesão 
consiste no entrelaçamento significativo entre 
declarações e sentenças sequenciais e não, 
meramente, de afirmações colocadas umas 
após as outras, pois os parágrafos significam 
mais do que uma simples sucessão de 
sentenças.
41Unidade 5
São várias as palavras que, num texto, assumem 
a função de conectivo ou de elemento de coesão:
 – As preposições: a, de, para, por etc.;
 – As conjunções: que, para que, quando, 
embora, mas, e, ou etc.;
 – Os pronomes: ele, ela, seu, sua, este, esse, 
aquele, que, o qual, cujo etc.;
 – Os advérbios: aqui, lá, assim, aí etc.;
Estes elementos, além de ligarem partes do 
discurso, estabelecem entre eles certo tipo de 
relação semântica: causa, finalidade, tempo, 
conclusão, contradição, condição e outras 
mais. A escolha do conectivo adequado é, pois, 
importante, uma vez que determina a direção 
que se pretende dar ao texto, manifestando as 
diferentes relações entre os enunciados.
Enfim, a escrita não exige que os períodos sejam 
longos e complexos, mas que sejam completos e 
que as partes estejam absolutamente conectadas. 
O redator deve ter clareza do que escreve e, 
uma vez escrito o enunciado, avaliar se o texto 
corresponde, exatamente, àquilo que queria dizer, 
evitando ambiguidades.
DEFEITOS
• Prolixidade
Um texto prolixo é aquele que fornece 
informações desnecessárias. É também 
um texto enfadonho, fastidioso, por ser 
muito longo, usando mais palavras do que o 
necessário para a comunicação. A prolixidade 
é responsável pelos principais problemas de 
redação hoje em dia, resultado ainda da falsa 
percepção de que escrever muito é escrever 
bem.
Veja um exemplo:
Texto prolixo
Analisamos exaustivamente esses itens 
e constatamos, após longos e laboriosos 
estudos, que os procedimentos 
adotados, quanto aos quesitos compras 
e contratações de serviços, estão 
consoante a legislação vigente.
Texto conciso
Os procedimentos, quanto aos quesitos 
compras e contratações, estão conforme 
a legislação.
Assim, na linguagem administrativa, não há 
a necessidade de caracterizar e personalizar, 
com julgamento de valor, o trabalho realizado. 
Por isso, é desnecessário dizer “analisamos 
exaustivamente”; “após longos e laboriosos 
estudos”. A expressão “legislação vigente” é 
redundante, pois apenas a palavra “legislação” 
já deixa evidente a vigência do texto.
• Subjetividade
Esquecer o destinatário ou usar de intimidades. 
Pelo princípio da impessoalidade, os atos dos 
agentes públicos obrigatoriamente deverão 
ter como finalidade o interesse público, e 
não interesses pessoais, familiares ou de um 
círculo de pessoas amigas. Essa regra também 
vale para a linguagem oficial. O conteúdo 
das comunicações administrativas deve ser 
objetivo, ou seja, tratar de assuntos que dizem 
respeito ao interesse público, afinal, o emissor 
da mensagem está falando por um órgão, e 
não em nome pessoal.
• Linguagem rebuscada
Imitação de modelos e fórmulas arcaicas. 
O conhecimento de um grande número 
de pa la v ras e rud i t as não imp l i ca , 
necessariamente, o conhecimento da 
língua. Othon Moacir Garcia afirma que 
“se praticamente não se pode pensar sem 
palavras, é errôneo presumir que, dispondo 
apenas delas, se disponha igualmente de 
agilidade mental e de facilidade de expressão, 
pois é sabido que o comando da língua falada 
ou escrita pressupõe o assenhoramento 
de suas estruturas frasais combinado com 
a capacidade de discernir, discriminar e 
estabelecer relações lógicas, de forma que 
as palavras não apenas veiculem ideias ou 
sentimentos, mas reflitam também a própria 
atitude mental”. Da mesma forma, Garcia 
(2002) continua, concluindo que “torna-se 
estulto presumir que basta estudar gramática 
para saber falar e escrever satisfatoriamente”.
42 Unidade 5
Nesse caso, o estilo é que caracteriza a escrita. 
Estilo é tudo aquilo que individualiza a obra 
criada pelo homem, como resultado de um 
esforço mental, de uma elaboração do espírito, 
traduzindo em ideias, imagens ou formas 
concretas. Por isso, o apelo a formas previamente 
estabelecidas pode tornar o texto ridículo.
Exemplo:
“Dessa forma, pede e espera de V. Ex.a a 
mais lídima, cristalina e escorreita justiça.”
Outro exemplo, com uma frase de ladainha:
“Sem mais para o momento, mister se 
faz a análise prévia dos documentos ora 
apresentados, em cuja identidade confiam os 
nobres julgadores, a fim de lhe proporcionar, 
ainda que desprovidos de autoridade legal, 
o entendimento circunstancial do objeto e 
também o seu ponto controverso.”
• Redundância
Repetição desnecessária de ideias. A 
redundância significa a utilização desnecessária, 
exagerada, repetitiva de palavras numa frase 
que poderia ser mais curta, pois que teria 
o mesmo sentido. Segundo o dicionário 
Aurélio, é a superfluidade das palavras. Os 
exemplos na linguagem comum são inúmeros 
e utilizados a toda hora: “elo de ligação que 
faltava” (elo que faltava); “acabamento final” 
(acabamento)”; “em duas metades iguais” 
(em duas metades); “há anos atrás” (há anos); 
“surpresa inesperada” (surpresa).
Já a tautologia é um dos vícios de linguagem que 
consiste em dizer ou escrever a mesma coisa, 
por formas diversas, parecida com pleonasmo 
ou redundância.
Redundâncias, Pleonasmos e Tautologias
Acabamento final Individualidade inigualável Exultar de alegria
Quantia exata Abusar demais Encarar de frente
Nos dias 8, 9 e 10, inclusive Expressamente proibido Comprovadamente certo
Superavit positivo Terminantemente proibido Fato real
Todos foram unânimes Em duas metades iguais Multidão de pessoas
Habitat natural Destaque excepcional Amanhecer o dia
Certeza absoluta Sintomas indicativos Criar novos empregos
Sugiro, conjecturalmente Há anos atrás Retornar de novo
Como prêmio extra Vereador da cidade Frequentar constantemente
Juntamente com Outra alternativa Empréstimo temporário
Em caráter esporádico Detalhes minuciosos / pequenos detalhes Compartilhar conosco
Conviver junto A razão é porque Surpresa inesperada
Passatempo passageiro Interromper de uma vez Completamente vazio
Novo lançamento De sua livre escolha Colocar algo em seu respectivo lugar
Atrás da retaguarda Preconceito intolerante Escolha opcional
Planejar antecipadamente Medidas extremas de último caso Manter o mesmo time
Repetir outra vez / de novo De comum acordo Labaredas de fogo
Sentido significativo Inovação recente Erário público (Os dicionários ensinam que erário é o tesouro 
público, por isso, basta dizer somente erário)Voltar atrás Velha tradição
Abertura inaugural Beco sem saída Despesas com gastosPode possivelmente ocorrer Discussão tensa Monopólio exclusivo
A partir de agora Imprensa escrita Ganhar grátis
Última versão definitiva Sua autobiografia Países do mundo
Obra-prima principal Sorriso nos lábios Viúva do falecido
Gritar/ Bradar bem alto Goteira no teto Elo de ligação
Propriedade característica General do Exército (Só existem generais 
no Exército)
Criação nova
Comparecer em pessoa Brigadeiro da Aeronáutica; (Só existem 
brigadeiros na Aeronáutica)
Exceder em muito
43Unidade 5
Colaborar com uma ajuda / auxílio Almirante da Marinha; (Só existem almirantes na Marinha) Expectativas, planos ou perspectivas para o futuro
Matiz cambiante A seu critério pessoal Continua a permanecer
Com absoluta correção / exatidão
Demasiadamente excessivo
Extraído do sítio <http://oto.blog.br/tautologia-pleonasmo-ou-redundancia/> com alterações.
• Ambiguidade
Uso de frases obscuras. No plano da expressão 
linguística, devemos então cuidar das seguintes 
falhas:
 – Ambiguidade provocada pelo pronome 
relativo que.
Exemplo:
Havia um homem entre a multidão que dava 
gritos histéricos.
Quem dava gritos histéricos: o homem ou a 
multidão?
 – Ambiguidade provocada pelo pronome 
possessivo:
Exemplo:
O professor falou com o diretor em sua sala.
De quem era a sala: do professor ou do 
diretor?
Como eliminar a ambiguidade?
 – Usando a técnica do deslocamento – 
evita-se o uso do pronome relativo que 
referindo-se a dois substantivos.
Exemplos:
Havia um homem entre a multidão que dava 
gritos histéricos.
Havia um homem que dava gritos histéricos 
entre a multidão.
Entre a multidão que dava gritos histéricos 
havia um homem.
 – Usando a técnica da substituição do 
relativo – o pronome relativo que tendo 
como sinônimos: o qual, a qual, os quais, 
as quais.
Exemplo:
Havia um homem entre a multidão a qual (= 
a multidão) dava gritos histéricos.
Havia um homem entre a multidão o qual (= 
o homem) dava gritos histéricos.
Reconstruindo a frase:
Exemplo:
O consultor imobiliário falou com o diretor 
em sua sala.
O consultor imobiliário falou, em sua sala, 
com o diretor.
O consultor imobiliário falou com o diretor 
na sala deste.
Outros exemplos:
O ciúme da mulher levou-o ao suicídio. (Quem 
era ciumento? O suicida ou a mulher?)
Conheci-o quando ainda criança. (Quem 
era criança? O sujeito ou o objeto do verbo 
conhecer?)
• Detalhismo
Excesso de informações. Como a característica 
da redação oficial é a concisão, tudo que for 
além da informação estritamente necessária 
acaba prejudicando a leitura do texto 
administrativo. Lembre-se de que esse tipo 
de texto não é a mesma coisa que um texto 
literário, em que os detalhes são necessários 
para a qualidade da obra de arte. Isso provém 
do conservadorismo, que gera o apego a 
formas arcaicas de comunicação e sem muita 
aplicabilidade na prática. Essas fórmulas não 
são modificadas em função da insegurança 
dos redatores. Por isso, é comum, aquele 
comportamento:
 Se esse texto era escrito desse modo antes, 
porque vou modificá-lo agora?
 Mas o meu chefe é muito tradicional e não 
vai aceitar essa modificação!
 O chefe gosta desse finalzinho: “Colho o 
ensejo...”
 Se eu for muito conciso, o texto vai 
ficar muito seco!
Em razão disso, acaba perpetuando-se 
uma tendência equivocada em alongar a 
correspondência. Isso se faz por meio de 
extensas introduções e formas de saudação final 
piegas, como a que vemos:
44 Unidade 5
Venho por meio desta...
Tenho a satisfação...
Tenho a subida honra...
É com satisfação...
Na expressão “venho por meio desta...”, por 
exemplo, temos uma espécie de comentário 
sobre a própria correspondência. Ora, se é pela 
carta, ofício, memorando, e-mail que você está 
se dirigindo à pessoa, não há necessidade de 
explicitar o meio/expediente. Quanto à fórmula 
“tenho a honra/ tenho a subida honra...” nem 
sempre haverá satisfação ou honra em fazer 
uma comunicação. Às vezes, o redator não 
observa a informação e, por isso, temos pérolas 
como:
“Tenho a honra de informar que seu projeto 
de lei em tramitação nesta comissão foi 
rejeitado na reunião do dia 20.”
Então, como faço para resolver isso? Vá direto 
ao ponto. Pergunte sempre qual o objetivo da 
comunicação: informar algo? Solicitar algo? 
Responder a alguém?
Em geral, as correspondências oficiais são a 
formalização de um ato administrativo. Por 
vezes, a resistência do redator ao uso de um 
verbo relacionado a esses atos, está na dúvida, 
como já dito, de saber se isso não vai ficar muito 
artificial. Por isso, apresentamos abaixo alguns 
exemplos de excesso de detalhes na redação 
do texto administrativo, com a sua respectiva 
correção.
Em vez de dizer... Vá direto ao assunto e diga..
Acusamos o recebimento, no dia... último, do presente ofício... Em atenção ao ofício no...., informamos...
Chegou aos nossos ouvidos que... Fomos informados que...
Como é do conhecimento de V. S.as, apresento-lhes... Apresento a V. S.as... ou Apresentamos a V. S.as...
Cumpre dirigir-me a V. S.a para informar... Informo a Vossa Senhoria... Informamos a V. S.as que...
É nossa opinião que... Opinamos pela...
Em data de ontem, chegou às minhas mãos a carta no... Em atenção à Carta de no ... * Se ele(a) está respondendo,está óbvio 
que ele(a) recebeu a carta.
É-me grato formular a presente com o fim de solicitar a Vossa 
Senhoria...
Solicito a Vossa Senhoria...
Em resposta à solicitação de V. S.as em sua missiva... Em resposta ao ofício (carta)...
Faça chegar às mãos do Sr... Envie (Entregue) ao sr. Fulano...
Fazemos chegar ao prezado amigo nossas desculpas... Desculpamo-nos...
Ficamos no aguardo de suas notícias... Aguardamos notícias...
Formulamos a presente para solicitar a V. S.as que... Solicitamos a V. S.as que...
Há meses, solicitou-nos V. S.a o obséquio de verificar a possibilidade 
de instalar-se com seus escritórios nesta cidade...
Trata-se de uma resposta de ofício. O início da resposta formal.
Honra-nos, sobremodo, a carta em nosso poder, em que V. S.a nos 
solicita informações sobre a posição ...
Em atenção ao ofício no...., informamos...
Temos a grata satisfação de comunicar-lhes que... Em referência à Carta no....
É desnecessário dizer que nos colocamos a sua disposição... Comunicamos a Vossa Senhoria que...
Era o que tínhamos para o momento, adiantando que estamos 
atentos a qualquer modificação na atual posição e lhe daremos 
notícias imediatas.
Atenciosamente, ou Respeitosamente, dependendo da autoridade.
Sendo o que nos cabe no momento... Atenciosamente, ou Respeitosamente, dependendo da autoridade.
• Oficialismo
Excesso de justificativas e referências ao 
ordenamento institucional. É o abuso de 
expressões como
“salvo melhor juízo”, “de ordem”, “em 
atenção ao que dispõe o conteúdo...”.
• Pedantismo
Uso de palavras raras (muitas vezes com o 
sentido alterado), jargão, estrangeirismos, 
gerundismos etc. O pedantismo também está 
associado ao uso de palavras e expressões 
prontas e que, muitas vezes, não carregam 
sentido nenhum.
45Unidade 5
• Estereótipos
Uso de lugares-comuns, expressões sem 
originalidade. O lugar-comum é um dos 
vícios que mais alimenta a prolixidade e a 
sua presença, em documentos oficiais e 
comerciais, é notável.
Entende-se por lugar-comum a repetição de 
frases ou expressões batidas e frequentes que 
nada acrescentem à mensagem. Denotam, 
verdadeiramente, pobreza de estilo e falta de 
imaginação do redator.
Veja:
Por intermédio desta, solicitamos...
Sirvo-me desta missiva, para...
Vimos, pela presente, solicitar...
Tem esta a finalidade de apresentar...
Se você envia um ofício ou uma carta, é 
porque tem alguma coisa que comunicar. Toda 
correspondência tem uma finalidade. Não 
é necessário, pois, frisar que vai comunicar 
algo através do ofício ou da carta. Tudo isso é 
inútil e, além de acarretar perda de tempo e 
de material, faz muito pouco da inteligência 
do receptor.
Também o fecho dessas correspondências 
costuma apresentar uma série de lugares-
comuns.
Nada mais havendo a tratar,apresentamos...
Finalizando esta, enviamos...
Sendo o que se nos oferece no momento, 
subscrevemo-nos...
Sem mais para o presente, apresentamos...
Se você assina o ofício ou a carta, é porque 
nada mais tinha a declarar ou a tratar. Não há 
necessidade, portanto, de frisar essa falta do que 
dizer ou acrescentar.
Atestados, certidões e declarações costumam 
apresentar, logo no início, o invariável “para os 
devidos fins”. Considere o seguinte, a fim de 
melhor compreender a inutilidade desse lugar-
comum: todo documento é passado com alguma 
finalidade. Não existindo essa, o documento é 
inútil. A finalidade pode ser geral ou específica. 
Se geral, não há necessidade de esclarecer 
“para os devidos fins”; se específica, declara-se 
qual: para fins de Imposto de Renda, para fins 
de recebimento de salário-família etc.
Logo, o fecho das comunicações administrativas 
deverá ser conciso, evitando-se aquele tradicional 
e piegas fecho de cortesia “Colho o ensejo para 
renovar a Vossa Senhoria protestos da mais 
elevada consideração”.
Esses fechos, além de não dizerem nada 
de importante, provocam o desperdício de 
material e de tempo. Daí a preferência por 
fechos como “Respeitosamente (autoridade de 
grau hierárquico superior)”, “Atenciosamente 
(autoridade de grau hierárquico inferior ou igual 
ao do emissor)”, “Cordialmente”, conforme o 
modelo do documento. Para os modelos oficiais, 
usam-se apenas os dois primeiros.
• Coloquialismo
Uso de palavras e expressões coloquiais, gírias 
etc. Existem outros aspectos que prejudicam 
a legibilidade e imprimem ao texto um registro 
coloquial, comum nas situações informais da 
língua falada, mas inadequado na redação 
oficial, entre eles podemos citar estes.
 – Uso excessivo de pronomes pessoais, 
possessivos, dos artigos indefinidos um, 
uma, e da conjunção que.
 – Mistura de pronomes de tratamento.
 – Colocação dos pronomes pessoais átonos 
mal feita.
 – Regência verbal indevida.
 – Concordância nominal e verbal equivocada.
 – Uso de fragmentos de frase.
 – Versões desnecessárias.
 – Existência de pontuação ou seu uso 
incorreto.
Técnico em Secretaria Escolar
Documento entre Empresas
Unidade 6
Objetivo:
• Conhecer as normas, que regem o documento 
empresarial.
DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS
Orientações gerais
• Diagramação – Padrão básico
 – Tamanho do papel: A4 (29,7cm x 21,0 cm).
 – Fonte: Arial 12 no texto em geral, 11 nas 
citações e nas ementas da Ordem de 
Serviço, do Parecer e da Portaria, e 10 nas 
notas de rodapé.
 – Nos casos de símbolos inexistentes na 
fonte Arial, utilizam-se as fontes Symbol e 
Wingdings.
 – Numeração das páginas: obrigatória a partir 
da segunda.
 – Numeração dos parágrafos: todos 
numerados, com exceção do primeiro e 
do fecho.
 – Espaçamento entre linhas: simples e de 6 
pontos após cada parágrafo.
 – Margem lateral esquerda: no mínimo 3,0 
cm de largura.
 – Margem lateral direita: 1,5 cm.
 – Margens superior e inferior: 2 cm.
 – Alínea dos parágrafos: 2,0 cm.
 – Na correspondência oficial, a impressão 
pode ocorrer em ambas as faces do papel. 
Nesse caso, as margens esquerda e direita 
terão as distâncias invertidas nas páginas 
pares (“margem espelho”).
 – Os textos devem ser impressos na cor 
preta em papel branco, reservando-se, 
se necessário, a impressão colorida para 
gráficos e ilustrações.
• Formulários
Devem ser mantidos os formulários já 
existentes, elaborados para assuntos rotineiros. 
Nada impede, também, que órgãos públicos ou 
privados criem formulários próprios para rotinas 
específicas, na medida do possível; neste caso 
o órgão/a empresa terá cuidado de verificar 
se já não existe formulário que responda 
à necessidade, a fim de evitar a criação 
desnecessária de formulário. O memorando 
e os outros expedientes adequados servirão, 
portanto, para as comunicações que não se 
enquadrem na rotina dos formulários.
• Logomarcas
Em material de divulgação e assemelhados, 
não há impedimento para o emprego de 
logomarcas.
• Siglas
A sigla é uma espécie de abreviatura, formada 
de iniciais ou primeiras sílabas das palavras 
de uma expressão que representa nome de 
instituição, partido, órgão, departamento, 
setor etc.
Em geral, o uso da sigla deve obedecer ao 
seguinte critério: na primeira menção, deve-se 
grafar o nome por extenso com a respectiva 
sigla entre parênteses, e, a partir de então, 
fazer referência apenas à sigla.
48 Unidade 6
Quanto à flexão e à derivação, aquelas siglas 
que estão bem incorporadas ao vocabulário do 
dia a dia das pessoas passam a sofrer flexões 
de número, com o acréscimo, ao final, de um s 
minúsculo, como no exemplo a seguir:
CPI: Comissão Parlamentar de Inquérito.
CPIs: Comissões Parlamentares de Inquérito.
Evite, portanto, o uso do apóstrofo: CPI’s. As 
siglas também podem originar palavras derivadas:
PMDB – Partido do Movimento Democrático 
Brasileiro. Peemedebista: membro do PMDB.
Algumas siglas provenientes de língua estrangeira 
mantêm a sua grafia na língua original.
Exexmplos:
UFO – Unidentified Flying Object (objeto 
voador não identificado)
AIDS – Acquired Immunological Deficiency 
Syndrome (síndrome de imunodeficiência 
adquirida).
Quanto à grafia, a sigla não tem ponto abreviativo. 
Por isso, ela é escrita com caracteres maiúsculos, 
uma vez que se trata de letras iniciais de nomes 
próprios. No entanto, escrevem-se apenas com 
inicial maiúscula as siglas com mais de três 
letras, lidas como se fossem sílabas: Bradesco, 
Petrobras, Siderbras, Usiminas, Anatel, Prodasen, 
Cefor, Cenin, Demap.
Algumas sílabas têm representada em minúsculo 
a letra que não constitui inicial de um dos 
elementos componentes: UnB – Universidade 
de Brasília.
CARTA EMPRESARIAL*
Por ser a carta o documento empresarial de maior 
utilização, dedicaremos uma unidade exclusiva 
para esse tipo de correspondência.
A carta empresarial consta das seguintes partes 
básicas: cabeçalho, texto e fecho.
* Texto adaptado do livro Correspondência Empresarial, de Adalberto Kaspary.
CABEÇALHO
o timbre
o índice e o número
a data
o endereço
a linha de atenção
a referência ou o assunto
o vocativo
TEXTO
(corpo da carta)
o timbre
o índice e o número
a data
o endereço
a linha de atenção
a referência ou o assunto
o vocativo
FECHO
a despedida (a fórmula de cortesia)
a assinatura
as iniciais
a indicação de anexos
o aviso de cópias
o pós-escrito
o aviso de segunda folha
Alguns desses elementos citados, tanto no 
cabeçalho quanto no fecho, são componentes 
eventuais.
O CABEÇALHO
O timbre oferece ao leitor, num relance, 
informações sobre o remetente.
O índice indica o setor ou o departamento 
especializado que está expedindo a carta. 
Serve de indicação oportuna para o remetente, 
com vista ao arquivamento dos papéis, como 
também ao destinatário, que sabe a que setor 
da empresa dirigir-se, em função do assunto 
que lhe interessa resolver.
Logo após o índice, vem o número de ordem da 
carta. Como essa numeração é reiniciada a cada 
ano, ela é seguida do número indicativo do ano: 
DC/214-2008 (Carta no 214, de 2008, expedida 
pelo Departamento de Crédito).
O índice e o número da carta costumam ser 
separados por uma diagonal (/). Os dois números, 
o da carta e o do ano, é recomendável separá-los 
por um hífen (-), o que torna mais fácil a leitura 
do conjunto.
O índice e o número da carta podem ser 
colocados no canto superior esquerdo do papel, 
na mesma altura da data:
DCM/765-2010
49Unidade 6
ou no canto superior direito do papel. Essa prática 
atende a um critério de funcionalidade, pois 
visualiza melhor os dois elementos.
DCM/765-2010
A data é a indicação do lugar, do dia, do mês e 
do ano em que se expede a carta:
Brasília, 21 de setembro de 2010.
Quando o papel é timbrado, pode-se omitir 
a indicação do lugar, desde que a carta seja 
expedida da localidade constante no timbre e 
que este não apresente vários endereços, como 
de filiais, sucursais etc.
Na correspondência externa, deve-se escrever 
por extenso o nome domês (e sempre com 
inicial minúscula, conforme determinam as 
normas ortográficas). Deve-se evitar, também, 
a representação abreviada dos algarismos 
indicativos do ano: 99, 03 etc.
O endereço compreende o nome (pessoa física) 
ou a razão social (pessoa jurídica) e o endereço 
propriamente dito do destinatário. No corpo da 
carta, é colocado junto à margem esquerda do 
papel, em linhas dispostas em bloco, logo abaixo 
da posição tradicional do índice e do número 
da carta, devendo ser idêntico ao constante no 
envelope:
Senhores
Meira, Matos & Cia. Ltda.
Avenida dos Industriários, 857
xxxxx-xxx Soledade – RS
Senhor Doutor
Sérgio Oliveira
Rua Barata Ribeiro, no 673
xxxxx-xxx Copacabana – RJ
A disposição dos elementos do endereço obedece 
a ordem descrita a seguir.
1o Tratamento e, se for o caso, título profissional do 
destinatário, quando pessoa física: Senhor(es); 
Senhor Doutor; Sr. Engo etc., e, no caso de 
o destinatário ser pessoa jurídica, somente 
se pode antepor o tratamento Senhor(es) à 
razão social, se esta for composta dos nomes 
das pessoas que integram a sociedade; caso 
contrário, começar-se-á imediatamente pelo 
nome da empresa:
Senhores
Gomes, Bauermann & Cia. Ltda.
Editora Cultural S. A.
2o Nome ou razão social do destinatário, de 
forma clara e na grafia adotada pelo respectivo 
detentor:
Sr. Dr. 
Alberto Saraiva Gomes
Frigorífico Leão S. A.
3o Endereço do destinatário, com todas as 
indicações necessárias: rua, CEP (Código de 
Endereçamento Postal), localidade etc.:
Construtora Barbosa S. A.
Rua Domingos Crescêncio, 890
xxxxx-xxx Porto Alegre – RS 
Sr. Dr.
Mariano Peixoto Alves
Avenida Júlio de Castilhos, 1418
xxxxx-xxx Águas de Lindoia – SP
Algumas informações importantes.
• Atualmente, as indicações que precedem o 
nome ou a razão social do destinatário – A, 
À, Ao – foram abolidas:
Aurora Turismo S. A.
Rua Bento Gonçalves, 783
xxxxx-xxx Curitiba – PR
• No caso de pessoa física, o tratamento e o 
título profissional do destinatário devem ficar 
na primeira linha, reservando-se a segunda 
para o nome. Desta forma, o leitor sabe que, 
na segunda linha, encontrará, efetivamente, 
o destinatário da correspondência:
Sra Profa
Vera Sampaio
Avenida Protásio Alves, 900, ap. 601
xxxxx-xxx Porto União – SC
• Há casos em que, no endereço, além do nome 
do destinatário, aparece o nome do cargo 
que ocupa na empresa em que exerce suas 
atividades:
Sr. Prof.
Antônio Pereira Linhares
Diretor da Gráfica Mercúrio S. A.
Rua Coronel Borges do Canto, 779
xxxxx-xxx Juazeiro do Norte – CE
50 Unidade 6
• Havendo caixa postal, não se menciona, no 
endereço, a rua (avenida etc.) do destinatário:
Livraria Cultural 5/A
Caixa Postal 890
xxxxx-xxx Camaçari – BA
• A colocação do CEP (Código de Endereçamento 
Postal) no endereço interno da carta é muito 
oportuna; pois, com isso, se têm, agrupados, 
todos os elementos necessários sobre o 
destinatário, para o caso de correspondências 
futuras, evitando-se, assim, perda de tempo 
com a procura em guias especializados, nem 
sempre à mão.
• No caso em que a correspondência é 
endereçada para a mesma localidade do 
remetente, o nome da localidade, com a 
indicação do estado (em forma de sigla), 
pode ser substituída pelas expressões Nesta 
Cidade ou Nesta Capital, conforme o caso. 
Mesmo assim, no entanto, é indispensável 
colocar o número do CEP no endereço.
• Não há razão para se destacar o nome ou a 
razão social do destinatário, bem como o nome 
da localidade. O que interessa para os Correios 
é a exatidão dos dados do endereçamento, 
principalmente, do número do CEP.
• Segundo a praxe, é perfeitamente válida a 
colocação do endereço do destinatário dentro 
da carta: por questão de deferência, pois, 
dá-se um tratamento mais personalizado 
ao destinatário, e, por organização, a não 
colocação desse endereço dentro da carta faz, 
muitas vezes, que se perca a única fonte dessa 
informação para correspondências futuras.
• Atualmente, adota-se a chamada pontuação 
aberta, isto é, não se pontuam os finais de 
cada elemento do endereço:
Sra Profa
Amélia Cordeiro de Mello
Diretora do Colégio Pio XII
Praça dos Girassóis, s/no. – Centro
xxxxx-xxx Palmas – TO
Algumas normas e recomendações da ECT sobre 
o endereçamento externo
 – No caso de envelopes com endereçamento 
digitado, o número correspondente do CEP 
pode ser a primeira informação da última linha. 
Podem-se colocar na mesma linha o CEP e 
o nome da localidade, seguidos da sigla do 
estado, ou o nome da localidade, seguido da 
sigla do Estado, numa linha, deixando-se o 
CEP sozinho ou não na última linha:
....................
....................
xxxxx-xxx Brasília – DF
ou
....................
.................... 
Brasília – DF
xxxxx-xxx
 – No caso de envelopes endereçados à mão (e 
somente neste caso), o CEP deve ser anotado 
nos retângulos a ele destinados.
 – Não se deve escrever a sigla CEP antes do 
número respectivo.
 – Não se devem separar os algarismos do CEP. 
A forma correta é assim: xxxxx-xxx.
 – Não se deve sublinhar a última linha do 
endereço.
 – É indispensável a colocação do endereço 
completo do remetente no verso ou em outra 
área do envelope.
A linha de atenção é empregada quando se 
deseja que a correspondência, dirigida a uma 
empresa, geralmente de médio porte para 
cima, seja aberta por determinado funcionário, 
que deverá encarregar-se do assunto exposto. 
Pode-se indicar o nome da pessoa e/ou do 
departamento a que se deseja encaminhar 
especificamente a correspondência.
A linha de atenção pode ser colocada:
a. no endereço, após o nome da empresa, 
abreviadamente ou por extenso:
Curtume Salgueiro S. A.
At. Sr. Carlos Meireles
Avenida Bento Gonçalves, 1.100
xxxxx-xxx Montes Claros – MG
b. entre o endereço e o vocativo (ou em qualquer 
lugar visível), também abreviadamente ou por 
extenso:
51Unidade 6
Irmãos Perim & Cia. Ltda.
Rua Antônio Broilo, 612
xxxxx-xxx Palmas – TO
À atenção do Sr. Mário Pericolo
Prezados Senhores:
.............................................................
Apesar de ser solicitada a atenção de determinada 
pessoa ou de determinado departamento, a carta 
é dirigida a uma entidade coletiva (Irmãos 
Perim & Cia. Ltda.), razão por que o vocativo 
fica no plural. 
Não se deve confundir a expressão à atenção de 
(abreviadamente at.) com outra, aos cuidados de 
(abreviadamente A/C ou a/c), empregada quando 
a correspondência é entregue ao destinatário por 
intermédio de uma entidade:
Sr. Eng.
Maurício Bastos
A/C Construtora Tabajara S. A.
Rua Luís Mendonça, 957
xxxxx-xxx Recife – PE
A correspondência acima é dirigida ao Engenheiro 
Maurício Bastos, sendo-lhe entregue por 
intermédio da Construtora Tabajara S.A. Trata-se, 
portanto, de correspondência dirigida à pessoa 
nominada, e não à empresa, que apenas serve 
de intermediária ou de ponto de referência na 
destinação e na entrega do documento.
Em vez de se usar a linha de atenção, pode-se, 
também, dirigir a correspondência diretamente 
à pessoa ou ao departamento específico, 
mencionando-se, em seguida, o nome da 
empresa. Têm-se, assim, duas possibilidades de 
endereçar a correspondência:
a. com a linha de atenção (endereçamento 
indireto)
Metalúrgica Saturno S. A.
À atenção do Sr. Pedro Alvarenga – Dep. de 
Fundição
Travessa do Ouvidor, 729
xxxxx-xxx Caxias – RJ
b. sem a linha de atenção (endereçamento 
direto)
Senhor
Pedro Alvarenga
Departamento de Fundição
Metalúrgica Saturno S. A.
Travessa do Ouvidor, 729
xxxxx-xxx Caxias – RJ
As duas formas de endereçamento são corretas. 
O emprego de uma ou de outra depende 
exclusivamente da vontade do remetente ou da 
orientação adotada pela empresa.
A referência ou o assunto é uma síntese do 
conteúdo da carta. Esse dado é muito útil, 
tanto para a pessoa que classifica e arquiva a 
correspondência como para quem a recebe, que, 
num relance, toma conhecimento do assunto 
exposto.
A palavra epígrafe é utilizada impropriamente 
por alguns como sinônimo de referência. 
Epígrafe, na linguagem comum,significa “título 
ou frase que serve de tema a um assunto”; 
em bibliografia, tem o sentido de “sentença ou 
divisa posta no frontispício (página de rosto) 
de livro, capítulo, princípio de discurso, conto, 
composição poética etc.”; em técnica de redação 
legislativa, é a “parte da norma que indica sua 
natureza (nome), número e data”: Decreto-Lei 
no 2.227, de 16 de janeiro de 1985.
A referência aparece, tradicionalmente, entre 
o endereço e o vocativo, a igual distância dos 
dois, junto à margem esquerda ou do meio em 
direção à margem direita, dependendo do estilo 
de disposição da carta no papel. A posição 
do meio em direção à margem direita oferece 
a vantagem da melhor visualização. Pode vir 
antecedida, ou não, da abreviatura Ref. Não se 
usando a abreviatura, é interessante sublinhar 
os termos da referência. Pode ser apresentada, 
pois, de duas maneiras:
a. precedida da abreviatura ref.:
Vilela & Cia. Ltda.
Caixa Postal 2.315
xxxxx-xxx Nova Aurora – PR
Ref.: Seu pedido no 34-2005
Prezados Senhores:
...............................................................
52 Unidade 6
b. não precedida da abreviatura ref. 
(e sublinhada):
Indústria de Móveis Nobel Ltda.
At. Sr. Clóvis – Dep. Comercial
W3 Sul bl. C lj. 57
xxxxx-xxx Brasília – DF
Prazo de entrega de móveis
Senhores:
..............................................................
O vocativo é a saudação de cortesia dirigida 
ao destinatário antes de entrar no assunto 
propriamente dito da carta.
Por questão de deferência e respeito, recomenda-se 
não abreviar qualquer dos termos do vocativo.
O vocativo compreende o tratamento dado ao 
destinatário, seguido, se for o caso, de seu cargo, 
função ou título profissional:
Senhores: Senhor Gerente: Senhor Professor:
Havendo um relacionamento maior entre 
remetente e destinatário, consolidado por meio 
de repetidas e satisfatórias transações, o vocativo 
pode vir antecedido da palavra prezado:
Prezado Senhor: Prezados Senhores:
Ainda num maior grau de afetuosidade entre 
remetente e destinatário, o vocativo passa a ser 
individualizado, nominal:
Prezado Senhor Ricardo:
Em cartas de caráter cerimonioso, dirigidas a 
autoridades, o vocativo costuma vir antecedido do 
tratamento convencional (o mesmo acontecendo 
no endereço):
Excelentíssimo Senhor Ministro:
Por ser termo oracional, a rigor, o vocativo deve 
sempre ser pontuado. Como se continua com 
novo parágrafo e inicial maiúscula, empregam-se 
os dois-pontos ( : ). O vocativo deixa de ser 
pontuado, no entanto, quando, na carta, se 
emprega a chamada pontuação aberta.
O vocativo deve estar em harmonia com o 
resto da carta; o tom utilizado no vocativo deve 
corresponder ao utilizado em todo o texto da 
carta e no fecho.
Segue um quadro referente aos tratamentos 
utilizados na redação empresarial/oficial, para 
consulta.
CARGO TRATAMENTO ABREVIATURA VOCATIVO ENDEREÇAMENTO
Presidente da República
Vice-Presidente da República
Vossa Excelência V. Ex.a
Excelentíssimo Senhor
Presidente da
República ...
Excelentíssimo Senhor
...
Presidente da 
República Federativa do Brasil...
Chefe do Gabinete Civil e 
Chefe do Gabinete Militar da 
Presidência da República
Ministros de Estado
Consultor-Geral da República
Vossa Excelência V. Ex.a Excelentíssimo Senhor ...
Sua Excelência o Senhor
Ministro de...
Ou
Excelentíssimo Sr. Dr.
Fulano de Tal
Chefe do ...
Membros do Congresso 
Nacional
Embaixadores
Procuradores-Gerais
Oficiais Generais
Professores Catedráticos
Vossa Excelência V. Ex.a Excelentíssimo Senhor ...
Sua Excelência o Senhor
Deputado ...
Membro da Câmara ...
Governadores de Estados e 
Distrito Federal
Presidente e Membros de 
Assembleias Legislativas
Prefeitos Municipais
Vossa Excelência V. Ex.a
Excelentíssimo Senhor
Governador, Prefeito etc.:
Excelentíssimo Senhor
 ...
Governador ...
Presidente e Membros do 
Supremo Tribunal Federal
Presidente e Membros do 
Tribunal Federal de Recursos
Vossa Excelência V. Ex.a
Excelentíssimo Senhor
Presidente (ou Membro) 
do Egrégio (ou Colendo) 
Tribunal:
Excelentíssimo Senhor
 ...
Presidente do Egrégio ...
53Unidade 6
CARGO TRATAMENTO ABREVIATURA VOCATIVO ENDEREÇAMENTO
Juízes de Direito
Juízes do Trabalho
Juízes Eleitorais
Juízes Federais
Auditores da Justiça Eleitoral
Meritíssimo
MM.
Meritíssimo Senhor
Juiz do ...
Senhor Juiz do ...
Meritíssimo Senhor ...
Dr. Fulano de Tal
Juiz do ...
Reitor da Universidade
Vice-Reitor
Pró-Reitores
Vossa Magnificência V. Mag.a
Magnífico Reitor:
Excelentíssimo Senhor 
Reitor:
Sua Magnificência o Senhor ...
Reitor da
Universidade ...
Papa Vossa Santidade V. S. Santíssimo Padre:
Sua Santidade o
Papa ....
Cardeais Vossa Eminência V. Em.a Eminentíssimo ou 
Reverendíssimo Senhor:
Sua Eminência Reverendíssima
Dom ....
Cardeal de ...
Bispos e Arcebispos
Vossa Excelência
Reverendíssima
V. Ex.a 
Rev.ma
Excelentíssimo ou 
Reverendíssimo Senhor:
Sua Excelência Reverendíssima
Dom ....
Arcebispo de ...
Sacerdotes, cléricos e 
religiosos em geral
Vossa Reverência
Vossa Reverendíssima
V. Rev.a
V. Rev.ma
Reverendo Senhor:
Sua Reverência ....
Padre ....
Reis e Imperadores Vossa Majestade V. M. Vossa Majestade:
Sua Majestade, o
Rei ....
Príncipes, duques e 
arquiduques
Vossa Alteza V. A. Vossa Alteza:
Sua Alteza, o
Príncipe ....
Outras pessoas e demais 
autoridades, comerciantes, 
funcionários de igual categoria 
de quem escreve, chefe de 
seção, oficiais até coronel, 
pessoas de cerimônia e 
profissionais liberais
Vossa Senhoria V. S.a
Prezado Senhor:
Senhor:
Senhor ....
Coordenador da.... ou
Sua Senhoria o Senhor....
Algumas informações
 – Em comunicações oficiais, aboliu-se o uso 
do tratamento (DD.) para as autoridades 
arroladas nessa forma de tratamento. A 
dignidade é pressuposto para que se ocupe 
qualquer cargo, sendo desnecessária sua 
repetida evocação.
 – A forma de tratamento VOSSA é utilizada 
quando nos reportamos diretamente ao 
receptor; SUA, quando, diante de um receptor, 
nos referimos a uma 3a pessoa.
Exemplos:
Vossa Excelência parece satisfeito.
Senhores congressistas: Sua Excelência, o 
Presidente da República, acaba de fazer um 
pronunciamento à nação sobre a relevância 
do tema deste congresso.
O TEXTO
A introdução tem por objetivo despertar o 
interesse do leitor, captar sua atenção.
A regra, na introdução da carta, é entrar 
diretamente no assunto, sem expressões e 
frases inúteis, que nada contribuem para a 
transmissão eficaz da mensagem. A regra aplica-
se, principalmente, àquelas enviadas com o 
propósito de veicular comunicações sobre o dia 
a dia da vida dos negócios:
Solicitamos que nos enviem, até ...
Informem-nos, por gentileza, ...
Encaminhamos a V. S.a, anexa, a lista ...
Agradecemos suas imediatas providências ...
Estamos interessados em ...
Em cartas rotineiras, não há razão para se 
falar, a cada momento, em honra, satisfação, 
prazer e outras palavras semelhantes. Elas 
devem ser reservadas para ocasiões especiais, 
para a transmissão de mensagens que sejam, 
realmente, motivo de honra, satisfação, prazer 
etc.:
Temos a honra de convidar V. Ex.a para 
comparecer à solenidade...
Com muita satisfação comunicamos a V. 
S.as que, a partir desta data, temos à sua 
disposição um moderno...
Temos o prazer de enviar-lhe um exemplar do 
primeiro número da publicação...
Ficamos muito honrados com o convite 
para...
54 Unidade 6
Foi para nós motivo de particular satisfação 
saber que essa Empresa conquistou o prêmio 
de...
Parabéns pelo extraordinário sucesso...
Recebam nossos efusivos cumprimentos pela 
passagem do cinquentenário de...
O emprego das palavras certas nas ocasiões 
apropriadas tornam as cartas bem-sucedidas.
Vale lembrar, também, que, ainda hoje, há os 
que iniciam suas cartas com “Em resposta ao 
seu prezado favor de...” ou “Temos em mãos 
seu estimado obséquio de...”, querendo referir-se 
a um pedido que a empresa recebeu. Assim 
falando estamos rebaixando a qualidade de 
nossos produtos ou serviços, que são adquiridos 
ou solicitados por “favor”.
Em relaçãoà carta que exige resposta, não 
é necessário repetir os termos daquela a que 
estamos respondendo: “Em resposta à carta em 
que V. S.a nos pergunta se temos condições de...”
Basta mencionar o número da carta a que se 
responde ou, se não o tiver, a data que nela 
consta:
Em atenção à carta no 306-2008, ...
Em resposta à sua carta de 18 do corrente, ...
O desenvolvimento refere-se ao motivo da carta; 
à exposição clara do assunto ao destinatário.
O texto deve referir-se a um só assunto, em torno 
do qual há de estruturar-se todo o conjunto da 
mensagem.
Se houver necessidade de tratar de diversos 
assuntos na mesma carta, o ideal é utilizar a 
chamada carta com tópicos marginados.
A conclusão é o parágrafo que encerra o corpo 
da carta, não se tratando, pois, do fecho de 
cortesia.
Nesse parágrafo, deve-se levar em conta a 
natureza da carta, que sempre deverá atender a 
um dos seguintes objetivos.
Induzir o leitor a agir, isto é, a fazer aquilo 
que se deseja dele.
ou
Deixar boa impressão sobre o remetente, 
caso não se pretenda a ação do destinatário.
Muitas vezes, o parágrafo de encerramento engloba 
a fórmula de cortesia da carta, principalmente, 
em comunicações mais rotineiras.
Eis alguns parágrafos de encerramento do texto 
ou do corpo da carta.
Teremos prazer em proporcionar-lhe quaisquer 
informações adicionais ou em responder a 
eventuais perguntas que deseje fazer.
Estamos satisfeitos em contar com sua 
colaboração.
Sua opinião será de extrema importância.
Para que V. S.a possa se beneficiar desta 
oferta, sua resposta deverá estar aqui até...
Aproveitamos a oportunidade para reafirmar 
nossa amizade comercial.
Agradecidos pela pontual solvência desse 
compromisso, esperamos cont inuar 
merecendo sua honrosa preferência.
Não perca esta oferta especial! Solicite ainda 
hoje uma demonstração, sem compromisso, 
preenchendo e remetendo a carta-resposta 
anexa. Ou acesse nosso site na Internet: ...
Conte com nossa disposição para qualquer 
orientação e esclarecimento referentes à sua 
assinatura. E aceite as nossas boas-vindas.
Após esses parágrafos de encerramento, ou 
outros que cada redator, de acordo com a 
oportunidade e seu espírito criativo, empregará, 
vem a fórmula de cortesia.
O FECHO
O fecho da carta empresarial compreende a 
despedida (fórmula de cortesia), a assinatura, 
as iniciais, a indicação de anexos, o aviso de 
cópias, o pós-escrito e o aviso de folha de 
continuação.
Para finalizar a carta, emprega-se uma fórmula 
de cortesia, ou seja, a despedida. 
As fórmulas de despedida habituais restringem-
se a algumas poucas expressões, caracterizadas 
pela sua simplicidade e naturalidade:
Cordialmente,
Atenciosamente,
Respeitosamente,
A despedida deve concluir a leitura da carta, 
portanto, é indispensável que ela seja cortês 
e esteja em harmonia com o tratamento 
dispensado ao desenvolvimento da carta.
55Unidade 6
Aos vocativos Senhor ou Senhores corresponde 
a despedida Atenciosamente.
Aos vocativos Prezado Senhor ou Prezados 
Senhores corresponde, na despedida, a fórmula 
Cordialmente. Deve ser usada quando, de fato, 
existe um relacionamento mais afetivo entre 
remetente e destinatário.
Algumas despedidas são utilizadas, apenas, em 
casos especiais, como, por exemplo, em cartas 
para altas autoridades.
Em cartas cerimoniosas dirigidas a altas 
autoridades (Governador, Ministro etc.), deve-se 
usar, com muita propriedade, na despedida, a 
fórmula Respeitosamente, uma vez que ela traduz 
exatamente a atitude cabível (respeito) no trato 
com esse tipo de pessoas.
A assinatura compreende três elementos: o 
nome digitado de quem assina, seu cargo ou 
função na empresa, também impresso, e sua 
assinatura propriamente dita.
Na assinatura, convém observar os seguintes 
pontos.
 – Não é aconselhável a anteposição de título 
profissional (doutor, engenheiro etc.) ao 
nome de quem assina, pois ele o faz em 
razão, tão somente, da função ou do cargo 
na empresa. Somente situações especiais 
(exigências de repartições oficiais, por 
exemplo) justificam exceção a essa norma.
 – O traço para assinatura é dispensável. Supõe-
se que a pessoa que assina não necessite 
desse expediente.
 – O nome da empresa junto à assinatura cabe, 
apenas, nos papéis sem timbre.
 – A presença do carimbo só é permitida em 
certos documentos específicos, principalmente 
de algumas repartições públicas.
 – Toda carta expedida deve ter assinatura: carta 
sem esse requisito não merece consideração 
e, menos ainda, resposta.
A indicação de anexos é importante, devido 
à necessidade ou à conveniência de juntar 
algum documento à carta: contrato, recibo, 
lista de preços, pedido etc. Esses anexos devem 
ser mencionados na carta, junto à margem 
esquerda:
Anexo: 1 pedido.
Anexos: 1 fatura;
 2 recibos.
Anexa: 1 ficha de inscrição.
Observe que a palavra anexo, por ser adjetivo, 
concorda em gênero e número com o que vai 
anexado.
Vale lembrar, ainda, que, apesar de ser(em) 
mencionado(s) no texto, o(s) anexo(s) deve(m) 
ser indicado(s) no final da carta, pois isso previne 
um eventual esquecimento da parte de quem vai 
envelopar os papéis e alerta o destinatário, de 
forma imediata e bem visível, de que a carta vem 
acompanhada de outro(s) documento(s).
O aviso de cópias é necessário quando se 
envia(m) cópia(s) de uma carta a outra(s) 
pessoa(s) ou a outro(s) departamento(s); indica-se, 
em cada caso, o destinatário dessa(s) cópia(s). 
Tal indicação será precedida da abreviatura C/c.
C/c: SPC
C/c: Sr. Mateus (Departamento de Compras)
C/c: Banco do Brasil (Agência Central)
O pós-escrito consiste no acréscimo de 
alguma(s) frase(s) a uma carta depois de ela ter 
sido composta no seu formato original. Emprega-
se, geralmente, a abreviatura P. S. (do latim, 
post scriptum) para indicar essa circunstância. É 
colocado ao pé da página, para cobrir um ponto 
importante omitido no corpo da carta ou para dar 
ênfase a um aspecto importante da mensagem.
Por se tratar de expressão de uso internacional, não 
se deve substituir sua forma na correspondência 
por outras, de sentido amplo e/ou aplicação 
diversa, tais como nota, observação, em tempo 
ou similar. Em tempo (E. T.), por exemplo, 
serve, especificamente, para indicar correções, 
alterações, ressalvas ou acréscimos em atas, 
certidões etc.
O aviso de folha de continuação não pode 
ser esquecido quando a carta ocupa mais de 
uma folha. Nesse caso, procede-se da maneira 
descrita a seguir.
a. Abaixo da última linha do texto da primeira 
folha, coloca-se uma série de pontos, junto à 
margem direita:
....................
56 Unidade 6
b. No canto superior esquerdo da segunda folha, 
repete-se a série de pontos. Num e noutro 
caso, não há número fixo de pontos:
....................
c. Dois ou três espaços abaixo da linha pontilhada 
da segunda folha, digita-se o nome do 
destinatário, o número da folha e a data:
....................
Lojas Netuno -2- 24-10-01
 Sendo a carta numerada, não há necessidade 
de se colocar o nome do destinatário na folha 
de continuação. Procede-se assim:
.................... 165-01 – 2
Essa indicação também pode ser feita junto às 
margens direita, o que a torna mais facilmente 
visualizável:
.................... 165-01 – 2
O algarismo após o número da carta indica 
o número da folha. A folha de continuação 
deverá ter a mesma qualidade, cor e tamanho 
da primeira, mas sem timbre.
Para uma impressão prévia favorável da parte 
do destinatário, tem particular importância, 
além da boa qualidade do papel e do esmero na 
digitação, a disposição dos diversos elementos 
da carta no papel.
(1)
(2) Svrp/895-XXXX (3) Porto Alegre, __ de _________ de _____.
 Sr.
 T. A. Beltrão de Castro
(4) Diretor da Organização Leon Ltda.
 Rua Dr. Bozano, 1100
 SANTA MARIA (RS)
 xxxxx-xxx
(5) Prezado Senhor:
(6) Desejando divulgá-la entre os dirigentes de nossas empresas públicas ou privadas, reproduzimos a mensagem 
da CTIS a propósito do Dia da Secretária.
(7) “Sem ela, você estaria perdido num mundo de planose cartas, de cálculos e compromissos, de lembretes 
e obrigações sociais; sem ela, você teria de multiplicar desculpas, justificar atrasos, corrigir erros e, quem 
sabe, mudar de profissão. Sua secretária contribui, com esforço, dedicação e lealdade, para o seu êxito. A 
ela, portanto, você deve um pouco de suas vitórias. Assim, quando mais uma vez se comemora o Dia da 
Secretária, é você quem deve ter um gesto de amizade para com sua colaboradora infatigável. Ela merece 
ser lembrada”.
(8) Valemo-nos da oportunidade para enviar a V. S.a material de propaganda alusiva a essa data, ano a ano 
mais lembrada e festejada em todos os escritórios do país.
(9) Atenciosamente,
(10) Régis Pereira
 Chefe do SvRP
57Unidade 6
DV/ XX-XX_____________ ___________________
Constutora Profissional Líder
At. Sr. J. A. Cardoso – Gerente de vendas
W3 Sul Quadra 907 Bloco B Loja 4
xxxxx-xxx Brasília – DF
Serviço de venda de imóveis
Prezado Senhor:
Com o início da construção da nova etapa do empreendimento imobiliário, um dos problemas que V. S.a pode 
estar enfrentando é a falta de corretores para este lançamento.
Com muitos anos de experiência na área de venda de imóveis, desejo prestar meus serviços a esta construtora. 
Possuo mais de 10 anos de experiência no mercado imobiliário, registro no CRECI, vontade e gosto por 
vendas, capacidade de convencimento, paciência, discrição, raciocínio espacial desenvolvido, boa aparência 
e dedicação.
Para comprovar minha experiência, segue anexo meu currículo.
Cordialmente,
Gerente de Vendas
 1. Timbre
 2. Índice e número (outras vezes, apenas 
número)
 3. Data
 4. Endereço
 5. Vocativo
 6. Introdução
 7. Desenvolvimento
 8. Encerramento
 9. Despedida
10. Assinatura
Exercícios
 Redija uma carta aos cuidados do Sr. J. A. Cardoso, 
Gerente de Vendas da Construtora Profissional Líder, 
situada na W3 sul Quadra 907 Bloco B Loja 4, em 
Brasília, oferecendo seu serviço de venda dos imóveis 
da construtora. 
 O estilo e a pontuação ficarão a seu critério.
Confira suas respostas
Segue modelo de carta, dentro das especificações 
escolhidas por nós, para sua orientação.
Técnico em Secretaria Escolar
Modalidades Administrativas
Unidade 7
Objetivo:
• Conhecer as modalidades de comunicação 
administrativa.
MODALIDADES DE 
COMUNICAÇÃO OFICIAL*
Correspondência oficial é o conjunto de normas 
regedoras das comunicações escritas, internas 
e externas, da Administração Federal.
Caracteriza-se pela impessoalidade, pelo uso 
do padrão culto da linguagem, pela clareza, 
formalidade e uniformidade, atributos esses 
decorrentes da Constituição, que dispõe, no art. 
37: “A Administração Pública direta ou indireta e 
fundacional, de qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios da legalidade, da 
impessoalidade, da moralidade, da publicidade (...)”.
A impessoalidade necessária aos documentos 
oficiais decorre da ausência de impressões 
individuais dos comunicantes e do caráter 
impessoal do universo temático das comunicações, 
que se restringe a questões referentes ao interesse 
público. Apesar de o expediente ser assinado ou 
recebido por um chefe de determinada seção, é 
sempre em nome do Serviço Público que é feita a 
comunicação.
O emprego do nível culto da linguagem nos atos 
e nos expedientes oficiais vem da necessidade 
do próprio caráter público desses atos e 
expedientes e da sua finalidade. São ações de 
caráter normativo, ou seja, estabelecem regras 
para a conduta dos cidadãos, regulam o 
* Texto adptado da obra Conhecimentos sobre Redação Oficial, de Oliveira 
Lima.
funcionamento dos órgãos, ou ainda, fornecem 
informações. E só conseguirão seus objetivos se, 
em sua elaboração, for empregada a linguagem 
adequada, livre de gíria e de jargão.
No que concerne à legalidade e à moralidade, 
a transparência (clareza) do sentido dos atos 
normativos, bem como sua inteligibilidade, 
são requisitos imprescindíveis à comunicação 
oficial. É inaceitável que um texto legal não seja 
entendido pelos cidadãos e não seja movido 
pela ética.
As correspondências oficiais obedecem a certas 
regras de formalidade e de padronização, que, 
juntamente com os outros princípios, possibilitam 
a imprescindível uniformidade dos textos. 
Há três tipos de expedientes que se diferenciam 
antes pela finalidade do que pela forma: a 
exposição de motivos, o aviso e o ofício. Para 
uniformizá-los, adotou-se uma diagramação 
única, denominada “padrão ofício”, contendo as 
seguintes partes.
Tipo e número do expediente
O tipo e o número do expediente devem ser 
seguidos da sigla do órgão que o expede:
EM no 145/MEFP
Aviso no 145/SG
Ofício no 145/DGP
Local e data
O local e a data em que o expediente foi 
assinado devem ser digitados por extenso, com 
alinhamento à direita do texto:
rasília, 28 de fevereiro de 2011.
60 Unidade 7
Vocativo
O vocativo, que invoca o signatário, deve ser 
seguido de dois pontos ou de vírgula:
Excelentíssimo Senhor Presidente da 
República:
Senhora Ministra,
Senhor Chefe de Gabinete,
Obs.: Segundo as normas gramaticais, o uso 
de dois-pontos seria o mais correto, uma vez 
que, depois da vírgula, não se admite letra 
maiúscula. 
Texto
Nos casos em que não fo r de mero 
encaminhamento de documentos, o expediente 
deve apresentar em sua estrutura os itens 
descritos a seguir.
• Introdução
A introdução apresenta o assunto que motiva a 
comunicação. Deve ser evitado o uso de frases 
feitas para iniciar o texto. No lugar de “Tenho a 
honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me 
informar que”, empregue-se a forma direta: 
“Informo a Vossa Excelência que”, “Submeto à 
apreciação de Vossa Excelência”, “Encaminho 
a Vossa Senhoria”.
• Desenvolvimento
É no desenvolvimento que o assunto é 
detalhado. Quando o texto contiver mais de 
uma ideia sobre o assunto, elas devem ser 
tratadas cada uma em um parágrafo, o que 
confere maior clareza à exposição.
• Conclusão
É na conclusão que se reafirma ou simplesmente 
se reapresenta a posição recomendada sobre 
o assunto.
Numeração dos parágrafos
No texto, à exceção do primeiro parágrafo e do 
fecho, todos os demais parágrafos devem ser 
numerados, com o número colocado a 2,5cm ou 
dez toques da borda esquerda do papel, como 
maneira de facilitar a remissão.
Fecho
O fecho das comunicações oficiais possui, além 
da finalidade óbvia de marcar o fim do texto, a 
de saudar o destinatário. Atualmente, de acordo 
com a Instrução Normativa no 4 da Secretaria de 
Administração Federal, há dois tipos de fecho 
para todas as modalidades de comunicação 
oficial:
a. para autoridades superiores, inclusive o 
Presidente da República: Respeitosamente;
b. para autoridades de mesma hierarquia ou de 
hierarquia inferior: Atenciosamente.
As comunicações dirigidas a autoridades 
estrangeiras atendem a rito e tradição próprios.
Assinatura e identificação do signatário
Com exceção das comunicações assinadas pelo 
Presidente da República, devem trazer digitado o 
nome e o cargo da autoridade que as expede, logo 
abaixo do local de sua assinatura, o que facilita 
a identificação da origem das comunicações. A 
forma de identificação deve ser a seguinte:
GUIDO MANTEGA
Ministro da Fazenda
Diagramação
Exposição de motivos, ofício e aviso têm 
diagramação igual, observando-se:
• Margem esquerda
Deve ficar a 2,5cm da borda esquerda do papel.
• Margem direita
Deve ficar a 1,5cm da borda direita do papel.
• Tipo e número do expediente
Serão colocados horizontalmente, no início 
da margem esquerda (2,5cm ou dez toques 
da borda do papel), e verticalmente, a 5,5cm 
ou 6 espaços duplos (espaço dois) da borda 
superior do papel.
• Local e data
Horizontalmente, o término da data deve 
coincidir com a margem direita, e verticalmente, 
61Unidade 7
deve estar a 6,5cm ou sete espaços duplos 
(espaço dois) da borda superior do papel.
• Vocativo
Fica a 10cm ou dez espaços duplos da borda 
superior do papel, horizontalmente, terá o 
mesmoavanço do parágrafo, isto é, 5cm ou 
dez toques da margem esquerda (5cm ou vinte 
toques da borda esquerda do papel).
• Parágrafos
A alínea paragrafal fica a 2,5cm da margem 
esquerda do texto, ou seja, a 5cm da borda 
esquerda do papel; o texto inicia a 1,5cm ou 
a três espaços simples do vocativo.
• Espaço entre os parágrafos
O espaço entre os parágrafos do texto será 
de 1cm ou um espaço duplo (espaço dois).
• O fecho será centralizado a 1cm ou um espaço 
duplo (espaço dois) do final do texto.
• Identificação do signatário
Será colocada a 2,5cm ou três espaços duplos 
(espaço dois) do fecho.
Observe o esquema dos expedientes padrão 
ofício principais.
(TEXTO)
(ASSINATURA E 
IDENTIFICAÇÃO)
2,
5c
m
1c
m
1,5cm
1,
5c
m
(DATA)
6,
5c
m
2,5cm
(VOCATIVO)
10
cm
2,5cm
(TIPO E NO)
5,
5c
m
1,5cm
(FECHO)
Em linhas gerais, essas normas oficiais aplicam-
se às demais correspondências do serviço 
público, nos estados e nos municípios, com 
pequenas adaptações e, com menos rigor, às 
correspondências administrativas. Já disseram 
Olacir e Mariúsca Beltrão, “respeitados os 
ditames técnicos, variará o texto, segundo seu 
redator”.
62 Unidade 7
Para auxil iar esses princípios inerentes 
às comunicações oficiais, seguem alguns 
modelos com suas respectivas características 
e padronizações.
OFÍCIO
Correspondência oficial usada pelas autoridades 
públicas para tratar de assuntos de serviço ou 
de interesse da administração. É também 
utilizado por particulares.
Estrutura
TÍTULO OFÍCIO, seguido do número sequencial, 
sigla do órgão expedidor e a data, 
digitada com alinhamento à direita.
VOCATIVO Forma de tratamento.
TEXTO
Exposição do assunto, sendo que, à 
exceção do primeiro parágrafo e do 
fecho, todos os demais parágrafos 
devem ser numerados, como maneira 
de facilitar a remissão.
FECHO “ R e s p e i t o s a m e n t e ” o u 
“Atenciosamente”, conforme o caso.
ASSINATURA Nome e cargo do emitente.
ENDEREÇAMENTO Margem esquerda da 1a página (caso 
haja outras), a 2,5cm da lateral e a 2cm 
do final da página.
EXEMPLO DE OFÍCIO
MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL
2,5cm
 OF. No 34/93-DF0A
Brasília, 13 de maio de 2002.
1,5cm
5cm
Senhor Chefe:
1,
5c
m
 Tendo em vista a incapacidade de armazenamento de nosso Almoxarifado, em face do número 
elevado de mercadorias apreendidas, solicito a V. S.a tomar as providências necessárias no sentido de se autorizar 
a construção de um depósito anexo para estocagem dos referidos produtos.
 Levando-se em conta a urgência que o assunto requer e considerando os prazos exigidos por lei num 
processo licitatório, sugiro que sejam aprovadas as respectivas plantas e que seja feito o encaminhamento a este 
Departamento para análise dentro de um prazo de, no máximo, 15 (quinze) dias.
 É imprescindível, também, após consultado o Departamento Financeiro, a apresentação do orçamento 
previsto para conclusão da obra, para definição da modalidade de licitação, formação e orientação de Comissão.
1c
m
Atenciosamente,
2,
5c
m
SINVAL PEREIRA RODRIGUES
Chefe do Departamento de Fiscalização e Apreensão
Ao Senhor
JOVIANO JUSTO SÓCRATES
Chefe da Divisão de Serviços Gerais 
Secretaria da Receita Federal/MF
70044-900 – Brasília-DF
6,
5c
m
10
cm
2,5cm
5,
5c
m
1,5cm
63Unidade 7
EXEMPLO DE OFÍCIO-CIRCULAR
2,5cm
 OFÍCIO-CIRCULAR No ......./........./.........
Em .......... de .................... de .......... .
1,5cm
5cm
Senhor dirigente,
1,
5c
m
 Com o processo de adaptação administrativa introduzido pela Lei no 8.490/92, ...........................
.............................................................................................
 Em decorrência, e após estudos realizados pela ........................................................................
.............................................................................................................................................
1c
m
Atenciosamente,
2,
5c
m
(ASSINATURA)
(Nome em Maiúsculas)
(Cargo do Emitente)
2,
5c
m
Senhor
(Nome e cargo do destinatário)
(Endereço)
6,
5c
m
10
cm
2,5cm
5,
5c
m
1,5cm
CIRCULAR
Correspondência oficial enviada, simultaneamente, 
a diversos destinatários, com texto idêntico, 
transmitindo instruções, ordens, recomendações; 
determinando a execução de serviços ou 
esclarecendo o conteúdo de leis, normas e 
regulamentos. A Circular pode ser apresentada 
sob a forma de ofício, de memorando, de carta 
etc.
Estrutura
TÍTULO CIRCULAR, seguida de número e data.
TEXTO Desenvolvimento do assunto tratado.
FECHO “Atenciosamente” ou “Respeitosamente”, 
conforme o caso.
ASSINATURA Nome (em maiúsculas) e cargo do 
emitente digitado.
ENDEREÇAMENTO Margem esquerda, final da página. 
(Nome e cargo do destinatário com o 
endereço) 
64 Unidade 7
Obs.: Caso o ofício-circular tenha mais de uma página, deverá ter sua(s) folha(s) de continuação, 
conforme o exemplo:
1
,5
cm
(Fl. No ..... do OFÍCIO-CIRCULAR No ..... SE/GAB, de ...../...../.....).
2
,5
cm
(início do texto).
MEMORANDO
Correspondência interna, utilizada entre unidades 
administrativas de um mesmo órgão, que podem 
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em 
nível diferente, na qual se expõe qualquer assunto 
referente à atividade administrativa.
Comunicação, Papeleta e Nota são documentos 
que têm as mesmas característ icas do 
Memorando, usados conforme a tradição do 
órgão.
Estrutura
TÍTULO MEMORANDO, seguido do número de 
ordem, sigla de identificação de sua 
origem e data.
LOCAL E DATA Digitados com alinhamento à direita.
DESTINATÁRIO Sr. (cargo que ocupa).
ASSUNTO Resumo do teor da comunicação 
digitado em espaço um.
TEXTO Exposição do assunto, digitado em 
espaço dois. Todos os parágrafos devem 
ser numerados na margem esquerda do 
corpo do texto, excetuados o primeiro 
e o fecho.
FECHO “Atenciosamente” ou “Respeitosamente”, 
conforme o caso.
ASSINATURA Nome e cargo do emitente.
EXEMPLO 1
2,5cm
 MEMORANDO No ...../...../....
Em ..... de ........................... de ..... .
1,5cm
DE: ....................................... (cargo).................................................
PARA: .................................................................................................
5cm
Encaminho a V. S.a, para exame e pronunciamento, em caráter de urgência, o Processo no ...........
...........................................................................................................
1c
m
Atenciosamente,
2,
5c
m
(ASSINATURA)
(Nome em Maiúsculas)
(Cargo do Emitente)
65Unidade 7
EXEMPLO 2 (Adaptado)
 MEMORANDO No 19/DI
Em 12 de julho de 2016.
Sr. Chefe do Departamento de Administração
Assunto: Administração. Instalação de microcomputadores.
1
cm
Nos termos do “Plano Geral de Informatização”, solicito 
a Vossa Senhoria a possibilidade de que sejam instalados três 
microcomputadores neste Departamento.
Informo que o ideal seria um equipamento de Monitor 
Super VGA. Quanto a programas, haverá necessidade de dois 
tipos: “processador de textos” e “gerenciador de banco de 
dados”.
O treinamento do pessoal para operação dos micros 
poderia ficar a cargo da Seção de Treinamento do Departamento 
de Modernização, cuja chefia já manifestou seu acordo a 
respeito.
Devo mencionar, por fim, que a informatização dos 
trabalhos deste Departamento ensejará uma mais racional 
distribuição de tarefas entre os servidores e, sobretudo, uma 
melhoria na qualidade dos serviços prestados
1c
m
Atenciosamente,
2,
5c
m
Carlos Chaves
Chefe do Departamento Jurídico
REQUERIMENTO
Instrumento pelo qual o requerente se dirige 
a uma autoridade particular ou pública para 
solicitar o reconhecimento de um direito ou a 
concessão de algo sob o amparo da lei.
Por respeito e deferência à autoridade a quem 
é dirigido, convém que se faça o requerimento 
na 3a pessoa.
Convém lembrar, ainda, que, por serem termos 
utilizados em requerimento, tecnicamente, 
residência e domicílio não são sinônimos. 
Residência, segundo OrlandoGomes, é o lugar 
onde a pessoa mora habitualmente, com a 
intenção de permanecer, ainda que se afaste 
temporariamente. É, portanto, uma relação 
de fato. Domicílio, em conformidade com 
Washington de Barros Monteiro, é a sede jurídica 
(a sede legal) da pessoa, onde ela se presume 
presente para efeitos de direito. Trata-se, pois, 
de uma relação jurídica.
Estrutura
VOCATIVO Forma de tratamento, seguida da 
indicação do cargo da pessoa a quem 
é dirigido.
TEXTO O nome do requerente, sua qualificação 
(nacionalidade, estado civil, idade, 
residência, profissão etc.), o objeto 
do requerimento, com a indicação dos 
respectivos fundamentos legais).
FECHO A fórmula terminal mais usada é: 
“Nestes termos, pede deferimento”.
LOCAL E DATA
ASSINATURA(S)
EXEMPLO 1
(Órgão)
(Unidade)
Senhor .............................. (cargo) ..................
.......................... do(a) ................ (cargo)................. do 
Ministério do Planejamento.
4c
m
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . (nome do 
favorecido)..............................., ...................................
. (qualificação)............................................................... 
deste Ministério, em exercício no(a) ...................................
..........................................requer a V. S.a .......................
............. (objetivo e fundamento legal)...........................
1c
m
Nestes termos,
pede deferimento
1c
m
Brasília, ..... de .......................... de ......... .
2,
5c
m
(assinatura)
66 Unidade 7
EXEMPLO 2
Excelent íss imo Senhor Secretár io da 
Administração
do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
4
cm
FULANO DE TAL, brasileiro, solteiro, com 26 anos, 
filho de ................................... e de .................................
........................................................, natural de Gramado, 
neste Estado, residente e domiciliado nesta Capital, na 
Avenida João Pessoa, 582, ap. 209, requer a Vossa Excelência 
inscrição no Concurso Público para o Cargo de Oficial 
Administrativo a ser realizado por essa Secretaria, conforme 
edital divulgado no Diário Ofical de 14 do corrente, para o 
que anexa os documentos exigidos na citada publicação.
1c
m
Nestes termos,
pede deferimento.
1c
m
Porto Alegre, 24 de maio de 2010.
2,
5c
m
Fulano de Tal
DECLARAÇÃO/ATESTADO
Ato verbal ou escrito, afirmativo da existência ou 
não de um direito ou de um fato.
Quanto à estrutura da redação, a declaração é 
muito semelhante ao atestado, diferindo, apenas, 
quanto ao objeto. A primeira é sempre expedida 
em relação a alguém, enquanto o segundo é 
sempre em favor de alguém.
Como medida desburocratizante, o Decreto 
no 83.936, de 6 de setembro de 1979, 
mais especificamente nos seus arts. 1o e 
2o, aboliu, “nos órgãos e nas entidades da 
administração federal direta e indireta, a 
exigência da apresentação dos seguintes 
atestados: de vida, de residência, de pobreza, de 
dependência econômica, de idoneidade moral e 
de bons antecedentes”, restringindo-se, pura e 
simplesmente, a uma declaração verbal feita a 
quem o solicitou. Todavia, essa medida não se 
estendeu às entidades particulares, e algumas 
continuam utilizando e exigindo esse documento.
Estrutura
TÍTULO DECLARAÇÃO/ATESTADO
TEXTO
Inicia-se sempre com a palavra “Declaro” ou 
“Declaramos” e, em seguida, a exposição 
do assunto. “Atesto” ou “Atestamos”...
LOCAL E DATA
ASSINATURA Nome e cargo/função da autoridade que 
atesta.
EXEMPLO 1
(Órgão)
(Unidade)
DECLARAÇÃO
1,
5c
m
5cm Declaro, para fins de prova junto a (ao) ........................, que ........ (nome do favorecido) ......., 
Matrícula no ...... (cargo ou função) ......, Código ..............., Classe ......................, Referência ........................, 
foi aposentado(a) conforme Portaria no ......................., publicada no Diário Oficial da União, de ...... (data) ....... e 
Processo no ............... .
1,
5c
m
Brasília, ..............de...................de....... .
1c
m
Atenciosamente,
2,
5c
m
(ASSINATURA)
(Cargo do Emitente)
2,5cm
1,5cm
67Unidade 7
(Órgão)
(Unidade)
ATESTADO
1
,5
cm
5cm Atesto, para fins de prova junto a(ao) .......
............................ (entidade particular) .............
.......................... que o(a) SR(a). .........................
......... ocupante do cargo ............................, para 
o qual foi nomeado(a) por ....................................
.............., não responde a processo administrativo.
1
,5
cm
Brasília, ..............de...................de....... .
1c
m
Atenciosamente,
2,
5c
m
(ASSINATURA)
(Cargo do Emitente)
2,5cm 1,5cm
CERTIDÃO
Declaração feita por escrito, com base em 
documento original, objetivando comprovar a 
existência de ato ou assentamento de interesse 
de alguém.
Atualmente, não está mais sendo utilizada 
a certidão de tempo de serviço para fins de 
instrução de processo de aposentadoria nos 
órgãos de administração federal direta, fundações 
e autarquias federais. Contudo, quando a 
comprovação se destinar a produzir os efeitos em 
outro órgão público, ela será necessária – Decreto 
no 84.440, de 19 de janeiro de 1980.
Estrutura
TÍTULO CERTIDÃO
TEXTO Transcrição do que foi requerido e 
encontrado referente ao pedido. Não deve 
conter emendas nem rasuras. Qualquer 
engano ou erro poderá ser retificado, 
empregando-se a palavra “digo” ou “em 
tempo”: “na linha ..........................., 
onde se lê .........................., leia-
se....................”.
LOCAL E DATA
ASSINATURA(S) Assinatura de quem lavrou a certidão e 
visto da autoridade que a autorizou
EXEMPLO 1
(Órgão)
(Unidade)
CERTIDÃO
1,
5c
m
5cm Em cumprimento ao despacho exarado no requerimento de .......... (data por extenso) ............, 
protocolado sob o número do mesmo dia, mês e ano, em que .............., servidor do ................., solicita Certidão de 
Tempo de Serviço prestado ao(à) .............................. do Ministério do Trabalho, para fins de instrução de processo 
de ....................... CERTIFICO que, de acordo com os elementos existentes nos arquivos da Coordenação Geral de 
Recursos Humanos, o referido servidor teve frequência integral no período de .............. até ........................., num 
total de ....................... dias.
 E, para constar, passei a presente certidão, que dato e assino, seguindo-se o visto do ....................................... .
1,
5c
m
Brasília, ..............de...................de....... .
1c
m
Atenciosamente,
2,
5c
m
(ASSINATURA DE QUEM LAVROU)
(VISTO DA AUTORIDADE)
2,5cm
1,5cm
68 Unidade 7
EXEMPLO 2
(Órgão)
(Unidade)
CERTIDÃO
1
,5
cm
Senhor Diretor-Geral:
5cm CERTIFICO, a pedido verbal da parte interessada e à vista dos registros existentes na Seção do Pessoal, que a Sr
a 
FULANA DE TAL ocupa, atualmente, o cargo de Chefe de Secretaria PJ-1, do Quadro de Pessoal do Tribunal Regional do 
Trabalho, da 4a Região, para o qual foi nomeada pelo Ato no 7, de dois de agosto de mil novecentos e noventa e dois, tendo 
tomado posse e entrado em exercício na mesma data, ficando lotada na 5a Junta de Conciliação e Julgamento, desta Capital. 
CERTIFICO, ainda, que as atribuições inerentes ao referido cargo se acham enumeradas no artigo 712 da Consolidação das 
Leis do Trabalho. CERTIFICO, finalmente, que a Sra FULANA DE TAL foi efetiva no cargo de Chefe de Secretaria PJ-1 desde 
a data de sua nomeação (dois de agosto de mil novecentos e noventa e dois) até a data em que é expedida a presente 
certidão. DO que, para constar, eu .................... (Fulano de Tal), Auxiliar de Portaria, nível 7-A, extraí a presente certidão, aos 
seis dias do mês de novembro de dois mil e dez, a qual vai devidamente conferida e assinada pelo Sr. Fulano de Tal, Chefe 
da Seção do Pessoal, e visada pelo Sr. Fulano de Tal, Diretor da Divisão Administrativa do Tribunal do Trabalho da 4a Região.
1c
m
Visto:
Fulano de Tal Fulanode Tal
Diretor da Divisão Administrativa Chefe da Seção do Pessoal
(Dos arquivos do TRT, 4a Região)
2,5cm 1,5cm
RELATÓRIO OFICIAL
Documento em que se expõe à autoridade 
superior a execução de trabalhos concernentes 
a certos serviços ou a execução de serviços 
inerentes ao exercício do cargo em determinado 
período.
Estrutura
TÍTULO RELATÓRIO
INTRODUÇÃO Ligeiro histórico do motivo do relatório.
TEXTO Exposição do assunto. Pode ser dividido 
em partes, capítulos, títulos e subtítulos, 
itens e subitens, em que se faz a exposição 
dos fatos, dos atos e das ocorrências que 
são causa de relatório escrito, numa 
linguagem ordenada, simples e objetiva
FECHO Apreciações subjetivas, sugestões e 
planos (se couberem) e conclusões.
LOCAL E DATA
ASSINATURA(S)
EXEMPLO 1
(Órgão)
(Unidade)
RELATÓRIO DA COMISSÃO INSTITUÍDA PELA PORTARIA
No.........de......................de.......................de...............
PUBLICADA NO ..........No........... de ........./......../..........
1,
5c
m
5cm
 A Comissão acima, especialmente designada por V. S.a para .........................................................
.......... (exposição do assunto) ................................. (considerações finais ou conclusões).......................... .
É o relatório que encaminhamos à apreciação de V. S.a
Brasília, ..............de...................de....... .
1c
m
Atenciosamente,
2,
5c
m
.......................................... ...........................................
(nome e assinatura dos demais membros da comissão)
2,5cm
1,5cm
69Unidade 7
EXEMPLO 2
(Órgão)
(Unidade)
RELATÓRIO
1
,5
cm
Senhor Diretor-Geral:
5cm Consoante sua determinação, encaminhada a esta repartição em despacho fonográfico de 5 de junho 
do corrente ano, passamos a relatar-lhe os acontecimentos ocorridos no dia 1o de junho último, nesta repartição.
Encontrávamo-nos cumprindo nossas atribuições funcionais, quando entrou na repartição o cidadão 
Antônio Borges Ferreira, residente nesta cidade, o qual apenas conhecíamos de vista e que a nós se dirigiu solicitando 
informações sobre recolhimento de tributos devidos ao Estado.
Não estando esta repartição em condições de atender à consulta formulada, comunicamos ao referido 
Senhor que deveria fazê-la à Exatoria Estadual desta cidade.
Com isso não se conformou o referido cidadão, dizendo que nossa repartição nunca estivera tão mal 
atendida e que era um absurdo que não lhe pudéssemos prestar a informação de que necessitava.
Como continuasse a nos provocar, bem como aos demais funcionários, demos as costas a ele, 
voltando à nossa mesa de trabalho.
Ainda ouvimos quando o referido cidadão dizia que iria comunicar o fato às autoridades em Porto Alegre.
Procuramos, durante os acontecimentos, manter atitude compatível com o nosso cargo e nos 
abstivemos de qualquer resposta verbal menos honrosa ao agressor, o que, aliás, foi seguido pelos demais funcionários 
da repartição.
Presenciaram a deprimente cena os Srs. Antônio Ferreira Viana, José Alfeu Soares e Carlos Serres 
Oliveira, que se encontravam tratando de assuntos relacionados com esta repartição.
Desta forma, embora desconhecendo as acusações que contra nós foram feitas pelo Sr. Antônio 
Borges Ferreira, de antemão podemos assegurar serem completamente destituídas de qualquer fundamento.
Sendo o que nos competia informar, atendendo à determinação dessa Direção Geral, aguardamos 
com confiança o julgamento imparcial dos fatos pela administração superior.
1c
m
Novo Hamburgo, ...... de .................... de ........... .
2,
5c
m
Carlos Castro Barbosa,
Chefe do Serviço de ......
(Adaptado de Português para Concursos, de Irajá Andara Rodrigues)
2,5cm 1,5cm
ATA
Registro sucinto de fatos, ocorrências, resoluções 
e decisões de uma assembleia, sessão ou 
reunião. Geralmente é lavrada em livro próprio, 
devidamente autenticado, com suas páginas 
rubricadas pela autoridade que redigiu os termos 
de abertura e de encerramento.
Estrutura
TÍTULO ATA, seguida do número de ordem da 
reunião, nome da entidade e data.
TEXTO
Escreve-se tudo seguidamente sem 
rasuras, emendas ou entrelinhas, em 
linguagem simples, clara e concisa. 
Deve-se evitar as abreviaturas, e os 
números são escritos por extenso. 
Verificando-se qualquer engano no 
momento da redação, deverá ser 
imediatamente retificado, empregando-
se a palavra “digo”. Na hipótese de 
qualquer omissão ou erro depois de 
lavrada a Ata, far-se-á uma ressalva: 
“em tempo”: “na linha ______, onde se 
lê ____________, leia-se ____________”.
LOCAL E DATA
ASSINATURA Relator e de todos os participantes
70 Unidade 7
EXEMPLO 1
ATA DA ..................................(no de ordem).................................(identificação da 
reunião)..................... do(a)........................(nome da entidade)..................................
Aos ............ dias do mês de ............................................ do ano de ........................
(extenso)............................ no(a) ...........................(local)................................... ...................................
(presidente dos trabalhos)........................................... ......................(pessoas presentes, devidamente 
qualificadas)............................. ...................................(finalidade da reunião) .....................................
............................................(nada mais havendo a tratar) o .................................................................
.... declarou encerrada a reunião, da qual eu, ................................... na qualidade de secretário(a), lavrei a 
presente Ata, que dato e assino, após ser assinada pelo ................................... e pelos demais membros 
presentes. xxxxxxxxxxxxxxxxx.
1,5cm
5cm
2,5cm
EXEMPLO 2
CONSELHO ADMINISTRATIVO
DE DEFESA ECONÔMICA
Ata da 185a Sessão (Extraordinária)
Aos doze dias do mês de março de dois mil e um, 
nesta cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, 
no nono andar do prédio número cinquenta da Avenida 
Nilo Peçanha, onde funciona o Conselho Administrativo 
de Defesa Econômica (CADE), reuniram-se os membros 
do Conselho, às dezesseis horas, sob a presidência do 
Conselheiro--Presidente, Tristão da Cunha, com a presença 
dos Senhores Conselheiros Gratuliano Brito, Geraldo de 
Rezende Martins e Hermes da Matta Barcellos, bem como 
do Procurador-Geral, Doutor Vicente Tourinho. Ausente, 
por motivo justificado, o Conselheiro J. C. de Mendonça 
Braga. Verificada a existência de “quorum”, foi aberta a 
sessão. Procedeu-se à leitura e à aprovação da ata da 
sessão anterior (184a, de 9-3-2001). Em pauta para 
julgamento o Processo de Averiguações Preliminares no 35, 
de representação de Victorino Piccinini & Filhos Limitada, 
do Rio Grande do Sul, contra Águas Minerais Vontobel Ltda. 
e Empresa de Águas Mineral Charrua Limitada, do mesmo 
Estado. Foi concedida a palavra ao relator, Conselheiro 
Hermes da Matta Barcellos, que concluiu o seu voto pelo 
arquivamento do processo, por não haver sido considerado 
abuso do poder econômico o fato objeto da representação. 
Os demais Conselheiros presentes acolheram o voto do 
relator, enquanto o Senhor Procurador-Geral se manifestou 
pela abertura de Processo Administrativo. Em seguida, 
o Conselheiro Hermes da Matta Barcellos apresentou 
ao Senhor Presidente o seu pedido de exoneração do 
cargo de Conselheiro do CADE, para encaminhamento 
ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República, por 
ter sido designado Secretário de Estado do Governo do 
Estado do Rio de Janeiro. Despedindo-se, agradeceu o 
acolhimento amigo de seus pares e a colaboração de 
todos os funcionários da casa. Retomando a palavra o 
Senhor Presidente, manifestou-se Sua Excelência pela fiel 
colaboração do Conselheiro que ora se despede, ao mesmo 
tempo em que exaltou sua personalidade de homem 
equilibrado e culto. Suas palavras foram endossadas 
pelos Conselheiros presentes e pelo Senhor Procurador-Geral. Nada mais havendo, mandou o Senhor Presidente 
encerrar a presente sessão. Eu, Osmar Bárcia Rodrigues, 
Secretário do Conselho, lavrei a presente, que, depois 
de lida e aprovada, vai por mim datada e pelo Senhor 
Presidente assinada.
Rio de Janeiro (RJ), 22 de março de 2001.
Tristão da Cunha,
Presidente
(DOU de 31-3-2001, p. 2.513)
CONTRATO/CONVÊNIO
Instrumento jurídico em que se firmam direitos e 
deveres, resultante de um acordo entre duas ou 
mais pessoas ou entidades públicas e particulares 
para a obtenção de bens e serviços.
O termo do contrato poderá ser alterado ou 
prorrogado, mediante Termo Aditivo, desde que 
durante a sua vigência.
Estrutura
TÍTULO TERMO DE CONTRATO/CONVÊNIO
EMENTA Indicação do número sequencial do 
instrumento, das partes contratantes e 
do objeto específico, em resumo.
TEXTO
Indicação das partes contratantes, 
nome e qualificação dos respectivos 
representantes, legislação pertinente, 
modalidade de licitação ou, se for o 
caso, fundamento de dispensa ou de 
inexigibilidade, finalidade do contrato, 
número do processo, seguindo-se 
as cláusulas, as subcláusulas e as 
condições que foram estabelecidas.
FECHO
E, por estarem ass im justas e 
contratadas, assinam o presente 
Instrumento, em ................ vias, de 
igual teor e forma para todos os fins 
de direito e de justiça, na presença das 
duas testemunhas abaixo, que a tudo 
assistiram.
LOCAL E DATA
ASSINATURA Contratantes (à direita) e testemunhas 
(à esquerda), abaixo dos contratantes.
Exemplo
71Unidade 7
TERMO DE CONTRATO
CONTRATO No ..................../............... QUE, ENTRE SI, CELEBRAM ...
.................................................................... e .............................
............................. para fins que especifica.
5cm Aos ............. dias do mês de ........................... do ano de dois mil e ..............................., o(a), ............
...................................(denominação do órgão/da entidade) ..............................., inscrito(a) no CGC/MF sob o no 
......................, doravante denominado(a) .........................., neste ato representado(a) por ......................................
.. (nome e função do representante legal) .................................., carteira de identidade no ...................., consoante a 
................. (delegação de competência) ..........., publicado(a) no Diário Oficial da União de .......de ............................. 
de ................, página ....................... – Seção ................, doravante designado(a) ............................, o(a) ..........
....................., CGC/MF no ................................, estabelecido no(a) ............................., neste ato representado(a) 
por ...................... (nome e qualificação) ......................, residente a domiciliado no(a) .........................................., 
doravante designado(a) .................................., celebram o presente Contrato, sujeitando-se às normas do Decreto-Lei no 
2.300/86, com suas alterações subsequentes; Processo no .........................; Tomada de Preços no .............................., 
mediante as Cláusulas e as condições a seguir estabelecidas.
2c
m
2,5cm CLÁUSULA PRIMEIRA – OBJETO 1,5cm
Constitui objeto do presente Contrato ......................................................................................
CLÁUSULA SEGUNDA – LICITAÇÃO 
Os serviços a que se refere este Contrato foram objeto de licitação, de acordo com o disposto no Capítulo II, 
do Decreto-Lei no 2.300, de 21 de novembro de 1986, na modalidade de Tomada de Preços no ......., conforme Edital, 
constante de fls. .................................. do Processo no ................................... .
Obs.: Quando houver dispensa de licitação enunciar o fundamento legal.
CLÁUSULA TERCEIRA – OBRIGAÇÕES DAS PARTES
Para garantir o fiel cumprimento do objeto do presente Contrato, o(a) ......................... compromete-se a:
a) .......................................................................
Visando à execução dos serviços, objeto deste instrumento, o(a) ......................... compromete-se a:
a) .......................................................................
CLÁUSULA QUARTA – PREÇO, SERVIÇOS E CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS
Pela execução dos serviços a que alude este Contrato, fica estabelecido o preço de R$ .............................
........................, (descrever o preço nas condições fixadas pelo Edital e estabelecidas na proposta da Contratada) .......
.................................................................................................
SUBCLÁUSULA ÚNICA – As despesas decorrentes do presente Contrato estão estimados em R$ ................
.................................... (.................................................................) e correrão à conta do Programa ou do Projeto 
ou da Atividade no .........................., elemento de despesa no ........................., em razão do que foi emitido a Nota 
Orçamentária de Empenho no .............................., de ...................... de ................ de ...................., no valor de R$ 
............................... (....................... . .............).
CLÁUSULA QUINTA – PAGAMENTO 
O preço convencionado na Cláusula Quarta deste Contrato será pago pelo(a) .................. ao(à) ..................
................. mediante a apresentação de Nota Fiscal e de Fatura discriminativas dos serviços prestados, até o décimo dia 
útil do mês subsequente, àquele a que se referirem os serviços, ou do término destes, quando não se tratar de serviços 
continuados.
SUBCLÁUSULA ÚNICA – O órgão ou o funcionário encarregado de acompanhar a execução dos trabalhos 
somente atestará os documentos comprovantes da empresa, quando comprovada a execução total, fiel e correta do 
serviço, ou da parcela a que se referir.
CLÁUSULA SEXTA – VIGÊNCIA E REAJUSTE
O presente Instrumento terá vigência a contar da data de sua assinatura até ......................, podendo ser 
prorrogado até o limite de ......................................, mediante Termo Aditivo, havendo interesse e manifestação das 
partes e na conformidade da legislação então em vigor.
SUBCLÁUSULA ÚNICA
 O reajuste dos preços, inicialmente contratados, poderá ser efetuado ................., de conformidade com a 
variação ..................., ocorrida no período.
CLÁUSULA SÉTIMA – GARANTIAS
Como garantia da execução plena do objeto e fiel cumprimento dos termos deste Contrato, o(a) .................
................... (contratada) ...................... prestou garantia no valor de R$ ..................... (..................), na modalidade 
de ....................................., consoante faculta o art. 46, § 2o, do Decreto-Lei no 2.300/86.
72 Unidade 7
SUBCLÁUSULA PRIMEIRA
O(A) ............. (contratante) ...................... fica autorizado(a) a utilizar a garantia de que trata esta Cláusula 
para corrigir imperfeições na execução do objeto deste Contrato ou para reparar danos decorrentes da ação ou da omissão 
do(a) ............... (contratada) ..................................., ou de preposto seu, ou, ainda, para satisfazer qualquer obrigação 
resultante ou decorrente de suas ações ou omissões.
SUBCLÁUSULA SEGUNDA
A autorização contida na Subcláusula Primeira é extensiva aos casos de multas aplicadas pelo(a) 
............. (contratante) ................... ao(à) ................................... (contratada) ........................, quando este último 
não recorrer, nos prazos regulamentares, da decisão que resultar na aplicação da pena ou, em recorrendo, ao seu recurso 
for negado provimento.
...............................................................................................
CLÁUSULA OITAVA – PENALIDADES 
O(A) ...................... (contratada) ........................, enquanto durar o vínculo contratual, estará sujeito(a) às seguintespenalidades:
a) Multa de até ................................. sobre o valor do contrato por dia em que, sem justa causa, não cumprir as 
obrigações assumidas ou cumpri-las em desacordo com o estabelecido neste pacto, até o máximo de .............................. dias, 
quando, então, incidirá nas cominações previstas no item subsequente.
...............................................................................................
CLÁUSULA NONA – RESCISÃO 
O não cumprimento de qualquer Cláusula, ou de simples condições deste Contrato, assim como a execução do 
seu objeto em desacordo com o estabelecido nas suas Cláusulas e Condições, dará direito ao(à) ....................... (contratante) 
................ de rescindi-lo, mediante notificação expressa, sem que caiba ao(à) ........................ (contratada) .................. qualquer 
direito, exceto o de receber o estrito valor dos serviços já efetivamente executados, de acordo com as prescrições aqui contidas e 
que resultarem em definitivo proveito do(a) .............................. (contratante) .......................... .
SUBCLÁUSULA ÚNICA
Fica, ainda, assegurado ao(a) ................ (contratante) .............. o direito à rescisão deste Contrato, independente 
de aviso extrajudicial ou de interpelação judicial, nos seguintes casos:
a) a decretação de falência, o pedido de concordada ou a dissolução do(a) ........... (contratada) .........;
b) alteração social ou modificação da finalidade ou da estrutura do(a) ..................... (contratante) ................., que, 
a juízo do(a) ........... (contratante) ........., prejudique a execução deste Contrato;
...............................................................................................
CLÁUSULA DÉCIMA – RESPONSABILIDADE CIVIL
O(A) .......... (contratada)............... responderá por perdas e danos que vier a sofrer o(a) ................ 
(representante).............. ou terceiros, em razão de ação ou omissão, dolosa ou culposa, do(a) ........... (contratada)............. ou 
de seus prepostos, independente de outras cominações contratuais ou legais a que estiver sujeita.
CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – PUBLICAÇÃO
O presente Contrato será publicado, por extrato, no Diário Oficial da União, nos termos do § 1o do art. 51 do Decreto-
Lei no 2.300/86, com suas alterações subsequentes, correndo as respectivas despesas às expensas do(a) ...............................
................... (contratante ou contratada)........................
CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA – FORO
O foro do presente Contrato é o da Justiça Federal, circunscrição judiciária de Brasília – Distrito Federal, com 
exclusividade.
73Unidade 7
Declaram as partes que este Contrato corresponde à manifestação final, completa e exclusiva do acordo entre 
elas celebrado, substituindo todas as propostas ou contratos anteriores, verbais ou escritos, bem como todas as demais 
comunicações anteriores, com relação ao seu objeto.
E, por estarem assim justas e contratadas, assinam o presente Instrumento, em ................ vias, de igual teor e 
forma para todos os fins de direito e de justiça, na presença das duas testemunhas abaixo, que a tudo assistiram.
Brasília (DF), _____ de ________________ de ____.
(NOME DA CONTRATANTE)
(NOME DA CONTRATADA)
TESTEMUNHAS:
(NOME, CPF, ASSINATURA)
(NOME, CPF, ASSINATURA)
TERMO ADITIVO
O termo aditivo é um documento de estrutura 
semelhante à do contrato e à do convênio, 
que tem por objetivo alterar ou prorrogar tais 
instrumentos jurídicos, conforme modelo.
TERMO ADITIVO
Termo Aditivo ao Convênio celebrado entre o 
Departamento de Políticas Sociais, de Esporte e Lazer, do 
Ministério do Esporte, a Secretaria de Esporte do Estado de 
Pernambuco e o Clube Náutico Capibaribe, na forma abaixo.
Aos vinte dias do mês de dezembro de dois mil e 
dois, presentes, no Departamento de Políticas Sociais, de 
Esporte e Lazer, o Cel. Eric Tinoco Marques, seu Diretor, 
e o Professor Nilton Agra Vasconcelos Galvão, Procurador 
da Secretaria de Esporte do Estado de Pernambuco e do 
Clube Náutico Capibaribe, foi celebrado o presente Termo 
Aditivo ao Convênio celebrado em 20-6-2002 com vistas 
à inclusão das Cláusulas a seguir:
Cláusula Primeira – Fica o Convênio original 
acrescido das seguintes Cláusulas: .............................
...................
Cláusula Décima Segunda – O montante de 
recursos a ser repassado pelo Departamento de Políticas 
Sociais, de Esporte e Lazer, previsto nas Cláusulas Primeira 
e Terceira, fica alterado para R$120.000,00 (cento e vinte 
mil reais).
Cláusula Segunda – Continuam em vigor todos os 
demais termos do Convênio original.
E, para validade e como prova do que ficou 
convencionado, foi lavrado este Termo, que vai assinado 
pelos representantes das partes convenentes e por duas 
testemunhas, para que produza os legítimos efeitos de 
direito.
 Brasília, 20 de dezembro de 2002.
Eric Tinoco Marques
Nilton Agra Vasconcelos Galvão
Testemunhas:
Sidney de Castro Veras
Marília Paes Leme de Castro
(DOU de 5-1-2003, p. 171)
PARECER
“Pareceres administrativos são manifestações 
de órgãos técnicos sobre assuntos submetidos 
à sua consideração.” (Hely Lopes Meirelles 
– Direito Administrativo Brasileiro). É um ato 
de procedimento administrativo que indica e 
fundamenta solução para determinado assunto 
tratado.
Partes de um parecer
IDENTIFICAÇÃO nome do orgão, ao alto, no centro do 
papel: Ministério...
DESIGNAÇÃO número do processo respectivo: 
Processo no...
TÍTULO denominação do ato, seguido do número 
de ordem: Parecer no...../ano
EMENTA resumo do assunto do parecer.
TEXTO, QUE 
CONSTARÁ DE
 – I n t r o d u ç ã o ( h i s t ó r i c o ) ; 
esclarecimentos (análise do fato);
 – Conclusão, clara e objetiva, do 
assunto.
FECHO
É o parecer. Sob censura. À consideração 
de V. Ex.a
DATA
ASSINATURA
 nome e cargo ou função de quem emite 
o parecer.
74 Unidade 7
EXEMPLO DE PARECER
(IDENTIFICAÇÃO)
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL E REFORMA DO ESTADO SECRETARIA DE RECURSOS HUMANOS
(DESIGNAÇÃO)
Processo: no 10013640/2009.
(TÍTULO)
Parecer no 40/2009.
(EMENTA)
Ementa: Gratificação pelo exercício em determinadas zonas ou locais.
(TEXTO)
 1o § (EXPOSIÇÃO – HISTÓRICO – APRESENTAÇÃO)
Trata-se do Parecer do Processo da Classificação da Cidade de Contagem – MG, entre as consideradas inóspitas, de deferimento da gratificação 
pelo Exercício em Determinadas Zonas ou Locais.
 A partir do 2o § (APRECIAÇÃO: interpretação/ justificativas/explicações)
A referida gratificação é regulamentada pelo Decreto no 75.539, de março de 2009.........
Cumpre observar que o Decreto, no art. 1o, indica quais servidores se beneficiaram com a gratificação e determina as condições de deferimento 
da vantagem.
A norma, ao utilizar a expressão “Exercício em Determinadas Zonas ou Locais”, quis reconhecer determinadas localidades com suas dificuldades 
e com precárias condições de vida irregular.
(Último § CONCLUSÃO: apontamento de solução)
Os órgãos federais deverão efetuar o pagamento aos servidores lotados ou em exercício na cidade em causa, a fim de dar cumprimento à 
legislação aplicável ao processo em questão.
 (Último § ENCAMINHAMENTO)
À consideração do Senhor Coordenador de Legislação de Pessoal.
(DATA)
Brasília, ___ de ______________ de _______.
(ASSINATURA)
FULANO DE TAL
Assistente Jurídico
PETIÇÃO
Em sentido geral, a petição significa pedido, 
reclamação ou requerimento apresentado 
à autoridade administrativa ou judicial. Na 
linguagem jurídica, representa a formulação 
escrita do pedido, baseado no direito de uma 
pessoa, apresentada ao juiz competente. 
É, basicamente, um requerimento. Quando 
se trata de um primeiro requerimento, que 
dará início à ação judicial, chama-se petição 
inicial. Enquanto o requerimento é um veículo 
de solicitação sob o amparo da lei, a petição 
destina-se a pedido sem certeza quanto ao 
despacho favorável.
75Unidade 7
EXEMPLO DE PETIÇÃO
Senhor Juiz,
 Hermando deDeus e Amélia Franco, brasileiros, 
separados judicialmente, domiciliados e residentes 
nesta cidade, vêm, por seu procurador adiante assinado 
(advogado inscrito na OAB sob o no .......... e com escritório 
também nesta cidade, na ............................. no 158), 
expor e requerer a V. Ex.a o seguinte.
 Conforme se vê da certidão inclusa, o casal 
separou-se judicialmente, em 23 de março de 2009, tendo 
respectivo processo de dissolução da sociedade conjugal 
corrido seus trâmites legais nesta Comarca, Cartório do 1o 
Ofício.
 Desejosos, porém, de reconstituírem a sociedade 
conjugal dissolvida, os signatários, assistidos por seu 
comum produrador adiante assinado, vêm requerer a 
V. Ex.a a homologação da reconciliação havida, para o 
que informam que os bens do casal foram partilhados 
amigavelmente, consoante consta dos autos da separação, 
e que o regime de seu casamento era o de comunhão 
universal de bens, conforme faz certo a certidão de 
casamento, constante dos autos.
 Nestes termos e de acordo com o art. 46 da 
Lei no ....., de ....... de .............. de ......., pedem seja 
tomada por termo a presente reconciliação e se junte esta 
ao processo no 321 do Cartório do 1o Ofício.
Taguatinga, 1o de setembro de 2009.
HERMANDO DE DEUS
AMÉLIA FRANCO
NOTA TÉCNICA
A Nota Técnica é uma declaração escrita e oficial 
do governo ou de qualquer instituição pública 
ou privada, para prestar esclarecimento ao 
Órgão/à Entidade Pública, firmando a posição da 
instituição acerca de determinado fato.
Estrutura
TÍTULO SIGLA no ____/ano
VOCATIVO Senhor + cargo
TEXTO
FECHO Emissão do parecer favorável ou 
contrário
DATA
ASSINATURA Nome e cargo do signatário
EXEMPLO DE NOTA TÉCNICA
MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DO PATRIMÔNIO DA UNIÃO
Nota Técnica SPU no ____/_____
Senhor Secretário,
Atendendo à determinação de V. S.a para o exame 
de Exposição de Motivos, encaminhada ao Ministro de Estado 
da Fazenda por representantes dos clubes sociais sediados na 
cidade de Fortaleza/CE, versando sobre a cobrança de receitas 
patrimoniais, temos a informar o seguinte:
• não cabe o acolhimento das alegações dos postulantes;
• a legislação não prevê dispensa de cobrança das receitas 
no caso em tela;
• o atendimento da reivindicação seria injusto para outros 
clubes ao longo da costa brasileira, que pagam suas 
obrigações regularmente;
• os clubes inadimplentes (apenas três) foram várias vezes 
contatados pela DPU/CE, para que regularizassem sua 
situação, sem resultado;
• as receitas cobradas são justas, consentâneas com o valor 
da terra ocupada;
• isentá-los do recolhimento dessas receitas representaria 
procedente injusto e prejudial à União.
É o parecer.
Em ........ de ............... de ....... .
FULANO DE TAL
Secretário do Patrimônio da União
Anexos – Pareceres técnicos da CGRP e CGLA.
TELEGRAMA
Com o fito de uniformizar a terminologia e 
simplificar os procedimentos burocráticos, passa 
a receber o título de telegrama toda comunicação 
oficial expedida por meio de telegrafia.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa 
aos cofres públicos e tecnologicamente superada, 
deve restringir-se o uso do telegrama apenas 
àquelas situações em que não seja possível o 
uso de correio eletrônico ou de fax e em que a 
urgência justifique sua utilização.
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a 
forma e a estrutura dos formulários disponíveis 
nas agências dos Correios e em seu sítio na 
Internet.
FAX
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-
símile) é uma forma de comunicação que está 
sendo menos usada devido ao desenvolvimento 
da Internet. É utilizado para a transmissão de 
mensagens urgentes e para o envio antecipado 
de documentos, de cujo conhecimento há 
premência, quando não há condições de envio 
76 Unidade 7
do documento por meio eletrônico. Quando se 
exige o original, ele segue posteriormente pela 
via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo 
com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, 
cujo papel, em certos modelos, deteriora-se 
rapidamente.
Os documentos enviados por fax mantêm a forma 
e a estrutura que lhes são inerentes.
É conveniente o envio, juntamente com o 
documento principal, de folha de rosto, isto 
é, de pequeno formulário com os dados de 
identificação da mensagem a ser enviada, 
conforme exemplo.
[Órgão Expedidor]
[Setor do órgão expedidor]
[Endereço do órgão expedidor]
 
Destinatário: ______________________________________
No do fax de destino: _______________________________
Data: ___/___/_____
Remetente: ______________________________________
Tel. p/ contato:__________Fax/Correio: ________________ 
eletrônico: _______________________________________
No de páginas: esta + ______________________________
No do Documento: _________________________________
Observações: _____________________________________
 _________________________________________________
E-MAIL
O correio eletrônico (e-mail), por seu baixo 
custo e celeridade, transformou-se na principal 
forma de comunicação para transmissão de 
documentos.
Um dos atrativos da comunicação por correio 
eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não 
interessa definir forma rígida para sua estrutura. 
Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem 
incompatível com uma comunicação oficial.
No campo Assunto do formulário de correio 
eletrônico, a mensagem deve ser preenchida de 
modo a facilitar a organização documental tanto 
do destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem, deve 
ser utilizado, preferencialmente, o formato 
Rich Text. A mensagem que encaminha algum 
arquivo deve trazer informações mínimas sobre 
seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso 
de confirmação de leitura. Caso não seja 
possível, deve constar da mensagem pedido de 
confirmação de recebimento.
Nos termos da legislação, para que a mensagem 
de correio eletrônico tenha valor documental, isto 
é, para que possa ser aceito como documento 
original, é necessário existir certificação digital 
que ateste a identidade do remetente, na forma 
estabelecida em lei.
ELEMENTOS NORMATIVOS
Artigo
O artigo é a unidade básica para apresentação, 
divisão ou agrupamento de assuntos num 
texto legal. Pode desdobrar-se “em parágrafos 
ou em incisos; os parágrafos em incisos; os 
incisos em alíneas e as alíneas em itens”. (Lei 
Complementar no 95, de 26 de fevereiro de 
1998, art. 10, II.)
Emprego da palavra artigo
a) Na forma abreviada (art.), seguida do ordinal 
até o art. 9o, dispensando-se o ponto entre o 
numeral e o texto. A partir do art. 10, emprega-
se o cardinal, seguido de ponto: 
 – Art. 5o Nas eleições proporcionais (...).
 – Art. 10. Cada partido poderá registrar (...).
b) Por extenso, se vier empregada em sentido 
genérico ou desacompanhada do numeral:
 – Fez referência ao artigo anterior da lei.
O texto de um artigo inicia-se por maiúscula e 
encerra-se por ponto-final. Quando se subdivide 
em incisos, a disposição principal, chamada 
caput (do latim, cabeça), encerra-se por dois-
pontos e as subdivisões encerram-se por ponto 
e vírgula, exceto a última, que termina por 
ponto-final.
77Unidade 7
Parágrafos
Os parágrafos são divisões imediatas do artigo 
e podem conter explicações ou modificações da 
proposição anterior. São representados pelo sinal 
gráfico §, forma entrelaçada dos “esses” iniciais 
da expressão latina signum sectionis (sinal de 
seção, corte).
Uso do sinal gráfico §
a) Antes do texto do parágrafo, quando seguido 
de número. Emprega-se o ordinal até o nono, 
dispensando-se o ponto entre o numeral 
e o texto. A partir do § 10, emprega-se a 
numeração cardinal, seguida de ponto:
 – § 1o Qualquer cidadão no gozo de seus 
direitos políticos poderá (...).
 – § 11. A violação do disposto neste artigo 
sujeita (...).
b) Nas citações e referências bibliográficas:
 – Agiu nos termos do art. 37, § 4o, da Constituição 
Federal.
Emprega-se o sinal gráfico duplo §§, quando 
seguido de número, indicandomais de um 
parágrafo:
 – O art. 32 e seus §§ 4o e 5o esclarecem o 
assunto.
Uso da palavra parágrafo por extenso
a) Quando o parágrafo for único:
 – Art. 43. É permitida (...).
 – Parágrafo único. A inobservância dos limites 
estabelecidos (...).
A forma p. único somente será usada nas 
referências, entre parênteses:
 – (art. 32, p. único, do Código Eleitoral).
b) Quando o sentido for vago, indeterminado, e 
estiver desacompanhado do número: 
 – Isso se refere ao parágrafo anterior. 
O texto de um parágrafo inicia-se por maiúscula e 
encerra-se por ponto-final. Quando se subdivide 
em incisos, empregam-se dois-pontos antes das 
subdivisões, que se separam por ponto e vírgula, 
exceto a última, terminada por ponto-final. 
Incisos
Os incisos são usados como elementos 
discriminativos do caput de um artigo ou de 
um parágrafo. Eles vêm após dois-pontos, são 
indicados por algarismos romanos, seguidos 
de travessão e separados por ponto e vírgula, 
exceto o último, que se encerra por ponto-final. 
As iniciais dos textos dos incisos são minúsculas.
“Art. 118. São órgãos da Justiça Eleitoral:
 I – o Tribunal Superior Eleitoral;
 II – os tribunais regionais eleitorais;
III – os juízes eleitorais;
IV – as juntas eleitorais” (Constituição Federal).
Alíneas
As alíneas são desdobramentos dos incisos e 
vêm indicadas por letras minúsculas seguidas 
de parênteses. Quanto às iniciais e à pontuação 
dos textos das alíneas, empregam-se as mesmas 
regras dos incisos.
“Art. 14. (...)
§ 1o O alistamento eleitoral e o voto são:
 I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II – facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de 
dezoito anos” (Constituição Federal).
Itens
Os itens são desdobramentos das alíneas e vêm 
indicados por algarismos arábicos. As letras 
iniciais e a pontuação dos textos dos itens 
seguem o padrão dos incisos.
“Art. 1o São inelegíveis: 
(...)
II – para presidente e vice-presidente da 
República: 
78 Unidade 7
a. até 6 (seis) meses depois de afastados 
definitivamente de seus cargos e funções: 
 – os ministros de Estado;
 – os chefes dos órgãos (...)” (Lei Complementar 
no 64, de 18 de maio de 1990). 
Pontuação com elementos normativos
Ao citar referências de elementos articulados, 
geralmente surgem dúvidas em relação ao uso 
de vírgulas.
a. Sequência em ordem direta crescente, ligada 
pela preposição “de”, não recebe vírgula.
 – O processo está baseado nos incisos I e II 
do art. 226 do Código Penal. 
 – O advogado recorreu com base na alínea 
“d” do inciso III do art. 593 do Código de 
Processo Penal. 
 – A autor ização está fundamentada 
corretamente com base na al. “b” do inc. 
II do art. 10 da Lei no 8.666, de 21 de 
junho de 1993.
Observe que, no último exemplo, a vírgula 
aparece somente por causa da data.
b. Sequência em ordem indireta, mesmo com a 
preposição “de”, é separada por vírgula.
 – Tal situação é regulada no art. 302, inc. III, 
do Código de Processo Penal. 
 – O art. 5o, inc. XXXVI, da Constituição de 
1988 repete a regra do art. 153, § 3o, da 
Constituição de 1967.
Erros comuns
O art. 14, “b” do Código de Processo Penal (faltou 
a vírgula após a alínea).
O art. 14, do Código de Processo Penal (não 
existe a vírgula após o número do artigo, pois 
está na ordem crescente).
Pontuação com ideia explicativa ou restritiva
A regra de pontuação obriga o uso de vírgula com 
ideia explicativa (oração explicativa ou aposto 
explicativo). No caso de a ideia ser restritiva, a 
construção não aceita vírgula. Observe.
• O Ministro do STF Gilmar Mendes votou a favor.
Sem vírgula, pois existe mais de um ministro 
no STF. A ideia é restritiva.
• O Presidente do STF, Gilmar Mendes, votou a 
favor.
Com vírgula, pois existe apenas um presidente 
no STF.
• A jurisprudência do STF, que, ao julgar o caso, 
(...).
A jurisprudência do STF que foi publicada no 
dia 16 de maio de 2008 (...).
No primeiro caso, o pronome relativo “que” 
se refere à “STF” e explica, pois só existe um 
STF e é ele quem julga no exemplo. A vírgula 
é obrigatória. 
No segundo caso, o “que” se refere à 
“jurisprudência” e promove uma restrição. A 
vírgula não pode ocorrer. Outros exemplos.
• O parecer no 123, que trata do assunto, foi 
claro.
O parecer que trata do assunto foi claro.
• A Lei no 8.666/00, que prevê o crime, aborda 
o assunto de maneira contraditória.
• A lei que prevê o crime aborda o assunto de 
maneira contraditória.
• Os Ministros, que concordaram com o Relator, 
confirmaram o voto (todos concordaram).
Os Ministros que concordaram com o Relator 
confirmaram o voto (alguns concordaram).
Remissão a texto legal
A primeira remissão a texto legal deve ser feita 
por extenso: 
• Lei no 8.177, de 1o de março de 1991. 
Nas seguintes, pode-se empregar a forma 
reduzida: Lei no 8.177, de 1991 ou Lei no 
8.177/ 91.
• Portaria no 10, de 20 de março de 2004. Nas 
seguintes: Portaria no 10/2004.
79Unidade 7
Expressões Inadequadas
As expressões vez que, de vez que, eis que, 
posto que, haja visto quase sempre são 
empregadas de forma inadequada na linguagem 
jurídica. 
• “Vez que”, “de vez que” e “haja visto” 
não devem ser empregadas nunca. Estão 
inadequadas. 
“Eis que” indica surpresa ou tempo. Raramente, 
será empregada nesse sentido. “Posto que” 
não possui valor de causa. O sentido correto 
da expressão é de concessão:
• O Tribunal solicitou a cópia, vez que não a 
possuía (inadequado).
• O Tribunal solicitou a cópia, de vez que não a 
possuía (inadequado).
• O Tribunal solicitou a cópia, eis que não a 
possuía (inadequado).
• O Tribunal solicitou a cópia, posto que não a 
possuía (inadequado).
• O Tribunal solicitou a cópia, haja visto não a 
possuir (inadequado).
• O Tribunal solicitou a cópia, haja vista não a 
possuir (adequado).
Data
As datas dos documentos oficiais devem ser 
grafadas com as seguintes normas.
a) A localidade não pode sofrer abreviatura.
b) A unidade da federação não é obrigatória.
c) O primeiro dia é sempre ordinal.
d) Não existe zero antes do número 2 ao 9.
e) O mês é minúsculo e por extenso.
f) Não existe ponto no meio de 2008. 
g) Se a data não estiver abreviada, indica-se o 
uso de ponto final:
 – Brasília, 1o de junho de 2008.
 – Brasília, 2 de junho de 2008.
 – Brasília-DF, 27 de junho de 2008.
h) No interior do texto, as datas e os anos 
devem ser escritos de forma plena. O 
primeiro dia do mês é designado com ordinal 
também:
 – O Brasil proclamou a independência em 7 
de setembro de 1822.
 – Entre 1986 e 1988, o Congresso elaborou 
a atual Constituição brasileira, assinada 
em 8 de outubro de 1988.
 – O Brasil foi campeão mundial de futebol em 
1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.
 – O documento foi assinado em 1o de abril 
de 2004. 
Observações:
São admitidas certas grafias sintéticas 
consagradas, como: Opala 84/85, Safra 97, 
Lei 10.675/03, Portaria 102/98. Também 
nos textos correntes em que for cabível o uso 
abreviado da data, não se deve pôr zero à 
esquerda do número salvo quando referente ao 
ano. Assim, o correto é 5/6/08, 8-10-2007 e 
não: 05/06/08, 08-10-2007.
Datas que se tornaram efemérides são escritas 
por extenso:
• O Sete de Setembro, o Quinze de Novembro, 
o Dois de Julho. Mas (dia 1o): o 1o de Janeiro, 
o 1o de Maio. 
As décadas devem ser mencionadas sem a 
referência ao século, salvo quando houver 
possibilidade de confusão.
• O milagre econômico da década de 70. Os 
anos 20 foram fortemente influenciados pela 
Semana de Arte Moderna de 1922. Na década 
de 1850. 
Referência de documentos jurídicos
• Legislação (leis, medidas provisórias, decretos 
etc.)
BRASIL. Lei no 9.504, de 30 de setembro de 
1997. Estabelece normas para as eleições. 
Diário Oficial [da] República Federativa do 
Brasil, Brasília, no 189, p. 21.801, 1o de out. 
1997. Seção 1.
BRASIL. Medida Provisória no 1.953-25, 
de 16 de novembro de 2000. Institui o 
auxílio-transporte a militares, servidores e 
empregados públicosda administração federal 
direta, autárquica e fundacional da União 
e revoga o § 1o do art. 1o da Lei no 7.418, 
80 Unidade 7
de 16 de dezembro de 1985. Diário Oficial 
[da] República Federativa do Brasil, Poder 
Executivo, Brasília, DF, 17 nov. 2000. Seção 
1, p. 9.
• Jurisprudência (decisões judiciais: súmulas, 
acórdãos, resoluções etc.)
BRASIL. Tr ibunal Super ior E le i tora l . 
Resolução no 20.263, de 1998. Disciplina 
os procedimentos referentes às reclamações 
e às representações de que cuidam os arts. 
58 e 96 da Lei no 9.504/97. Jurisprudência 
do Tribunal Superior Eleitoral, Brasília, DF, v. 
10, p. 304-307, jul./set. 1999.
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Súmula 
no 235. Importância recebida indevidamente 
por servidor. Ressarcimento ao Erário. In: ____. 
Súmulas. 4. ed. Brasília: TCU, 1998. p. 231.
Referência jurídica em meio eletrônico
BRASIL. TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. 
Súmula no 7. É inelegível para o cargo de 
prefeito a irmã da concubina do atual titular do 
mandato. Disponível em: <http://intranet2.tse.
gov.br/serviços/processos/index.htlm>. Acesso 
em 22 nov. 2000.
Chegamos ao final do nosso Curso. Esperamos 
que os aspectos gramaticais apresentados 
possam ajudá-lo a redigir melhor. Lembre-se 
de que essas normas devem ser internalizadas 
naturalmente e não apenas decoradas. É 
necessário utilizá-las frequentemente; por isso 
guarde o caderno em local acessível e consulte-o 
sempre que necessário. Crie o hábito de realizar 
consultas a dicionários. Além dos dicionários 
comuns (Aurélio, Houass), existem dicionários 
de regência, de sinônimos e antônimos, de 
etimologia, de verbos e de regimes.
Amplie sua habilidade de redigir, construa 
sua competência de redação própria, tão 
necessária ao crescimento pessoal e à 
atividade profissional.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Antonio Luiz Mendes de. Atenciosamente – manual prático de redação comercial e oficial. 
Rio de Janeiro: Garamond, 1999.
ALMEIDA, Napoleão Mendes. Gramática metódica da Língua Portuguesa. 46. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2009.
BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da Presidência da República. Gilmar Ferreira 
Mendes et al. Brasília: Presidência da República, 2002.
______. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria Executiva. Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias. Manual de Sinalização Rodoviária. 3. ed. Publ. IPR 743. Rio de Janeiro, 2010.
CUNHA, Celso; LINDLEY CINTRA, L. F. Nova gramática do português contemporâneo. 4. ed. Rio de 
Janeiro: Lexikon Editora Digital, 2007.
GOLD, Miriam. Redação empresarial: escrevendo com sucesso na era da globalização. São Paulo: 
Makron Books do Brasil Editora Ltda., 1999.
KASPARY, Adalberto J. Correspondência empresarial. Porto Alegre: Edita, 2002.
______. Redação oficial – normas e modelos. Porto Alegre: Edita, 2002.
MEDEIROS, João Bosco. Redação empresarial. São Paulo: Atlas, 2001.
Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Academia Brasileira de Letras. 5. ed. São Paulo: 
Global, 2009.
Site:
<www.redacaooficial.com.br>.

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