Prévia do material em texto
PRISCILA DUTRA - 8º PERÍODO CARDIOLOGIA ELETROCARDIOGRAMA NORMAL (ECG) CONCEITO → O Eletrocardiograma é o registro gráfico da atividade elétrica do Coração por meio de Elétrodos fixados na Pele. Essa atividade elétrica se inicia no Nodo Sinusal/Nó Sinusal até a ponta do Ventrículo Esquerdo e é registrada em um papel milimétrico, com duração e amplitude pré-determinadas. Exemplo: Eletrocardiógrafo (Peras + Elétrodos + Braçadeiras) SISTEMA DE CONDUÇÃO → O Coração é formado por três tipos de Músculo Cardíaco: • Músculo Atrial. • Músculo Ventricular. • Fibras Musculares Excitatórias e Condutoras. Responsáveis por iniciar o estímulo elétrico no Nodo Sinusal! → Ritmicidade e Velocidade de condução variáveis, formando um sistema excitatório para o coração. O estímulo elétrico inicia no Nodo Sinusal, na desembocadura da Veia Cava Superior, através das Células P/Células Marcapasso. Graças aos Feixes Internodais, o estímulo elétrico chega a nível do Nó Atrioventricular, onde existe uma pausa em torno de 0,04 segundos e é devido a essa pausa que Átrio e Ventrículo contraem em tempos diferentes, permitindo que haja Sístole e Diástole. Após essa pausa, o estímulo elétrico chega a nível do Feixe de His (Ramo Direito e Esquerdo) e por fim atinge a Rede de Purkinje, que se distribui por toda a musculatura ventricular. Esse Sistema de Condução também é modulado pelos Sistemas Simpático e Parassimpático, através das Cadeias Para-aórticas e Paravertebrais. POTENCIAL DE AÇÃO DAS CÉLULAS MARCAPASSO → De um modo geral, as Células possuem um Potencial de Ação em torno de -90, porém, as Células Marcapasso têm um Potencial de Ação “mais positivo”, em torno de -60. Isso facilita para que ocorra o Cronotropismo e o Dromotropismo das Células Cardíacas. OBS: à medida em que o Potencial de Ação é dissipado por todo o Coração, o Dromotropismo Cardíaco torna-se mais lento, per- mitindo que haja maior tempo para o enchimento atrioven- tricular e consequentemente um maior Débito Cardíaco. PROPRIEDADES FUNCIONAIS DAS CÉLULAS CARDÍACAS • Automatismo/Cronotropismo: capacidade de o Coração gerar seus próprios estímulos elétricos, independente- mente de influências extrínsecas ao órgão. • Condutibilidade/Dromotropismo: capacidade de condu- ção dos estímulos elétricos por todo o Miocárdio. • Excitabilidade/Batmotropismo: capacidade que tem o Miocárdio de reagir quando estimulado. • Contratilidade/Inotropismo: capacidade que tem o Cora- ção de se contrair ativamente como um todo único, uma vez estimulada toda a sua musculatura, o que resulta no fenômeno da contração sistólica. • Distensibilidade/Lusitropismo: capacidade de relaxamento global que tem o Coração. VETORES → Os Vetores representam as Grandezas Vetoriais, ou seja, expressam um valor numérico, direção e sentido. São proprie- dades físicas utilizadas para estudar o Potencial de Ação, Dife- rença de Potencial entre dois pontos e geração de um Vetor. → Cada Célula que despolariza gera um Vetor, duas Células que despolarizam geram dois Vetores e assim sucessivamente. A soma de todas as Células despolarizando gera um Vetor Resul- tante (seja dos Átrios ou dos Ventrículos) que tem sempre a “cauda negativa e a cabeça positiva”. Portanto, sempre que um Vetor caminhar para determinada área do Coração, ela é positiva e sempre que ele se afastar, a área será negativa, a nível de Potencial Elétrico. A medida em que os Miócitos se despolarizam, a carga positiva que estava fora da Célula entra na Célula. Isso causa na superfície dos Miócitos uma Diferença de Potencial entre as áreas despolarizadas (que foram estimuladas) e as áreas polarizadas (que ainda não foram estimuladas). Esse fenômeno é chamado de Onda de Despolarização, que tem um polo negativo atrás e um polo positivo à frente, podendo ser representada por uma seta/vetor que aponta em direção ao sentido de despolarização. DERIVAÇÕES → A Derivação nada mais é do que a combinação de 2 Elétro- dos dispostos em determinados pontos do corpo e que regis- tram uma Diferença de Potencial, ou seja, que registram uma corrente elétrica. Portanto, no Eletrocardiograma (ECG), as Derivações são o registro da Diferença de Potencial Elétrico entre dois pontos. 1. Derivações Periféricas (Plano Frontal) • Derivações Bipolares: registro da Diferença de Potencial entre dois Elétrodos. • Derivações Unipolares: registro da Diferença de Potencial entre um Elétrodo e um ponto virtual dentro do próprio aparelho. O aparelho serve como um “fio terra”. OBS: é importante saber que as Derivações não devem ser analisadas separadamente, pois cada Derivação é uma visão diferente da mesma estimulação elétrica. DERIVAÇÕES BIPOLARES • DI: Braço Direito (-) e Braço Esquerdo (+). • DII: Braço Direito (-) e Perna Esquerda (+). • DIII: Braço Esquerdo (-) e Perna Esquerda (+). DERIVAÇÕES UNIPOLARES • aVR: Braço Direito (+) - Vermelho. • aVL: Braço Esquerdo (+) - Amarelo. • aVF: Perna Esquerda (+) - Verde. OBS: uma única Derivação é definida como positiva! SISTEMA HEXAXIAL DE BAILEY OU “ROSA DOS VENTOS” → As Derivações vão ser dispostas em um círculo de 360o denominado Sistema Hexaxial de Bailey. Esse sistema tem a finalidade de calcular o Eixo Elétrico Médio, ou seja, o Vetor Resultante do Coração. OBS: normalmente o Vetor Resultante da despolarização car- díaca estará no Eixo de DII, ou seja, de cima para baixo e da direita para esquerda. Isso porque o Ventrículo Esquerdo é a área que possui maior quantidade de Células despolarizando. → O Eletrocardiograma clínico padrão tem 12 Derivações. Por padronização: DI: 0o DII: +60o DIII: + 120o aVR: - 150o aVL: - 30o aVF: +90o 2. Derivações Precordiais (Plano Horizontal) DERIVAÇÕES DO PLANO HORIZONTAL • V1 - quarto espaço intercostal, na linha paraesternal direi- ta. • V2 - quarto espaço intercostal, na linha paraesternal es- querda. • V3 - entre V2 e V4. • V4 - quinto espaço intercostal, a nível da linha hemiclavi- cular esquerda. • V5 - quinto espaço intercostal, na linha axilar anterior. • V6 - quinto espaço intercostal, na linha axilar média. TRIÂNGULO DE EINTHOVEN O Triângulo de Einthoven é uma formação imaginária de três Derivações de membros em um triângulo usado na Eletrocar- diografia. Embora o Triângulo de Einthoven não seja mais usado em ECGs contemporâneos, o Triângulo de Einthoven pode ser útil na identificação do posicionamento incorreto das Derivações. A colocação incorreta de cabos pode levar a erros na gravação, o que pode levar a diagnósticos incorretos. Deve-se visualizar o Coração como se fosse um “notebook”. DERIVAÇÕES ESPECIAIS → Em certas situações, é necessária a utilização de Derivações adicionais ou até mesmo reposicionar os Elétrodos para outras regiões do Tórax, a fim de obter uma melhor informação sobre a atividade elétrica do Coração. • V3R • V4R • V5R • V6R • V7 - quinto espaço intercostal, na linha axilar posterior. • V8 - quinto espaço intercostal, no ângulo inferior da Escápula. • V9 - quinto espaço intercostal, na linha paravertebral esquerda. OBS I: nas Derivações terminadas com R (“right”) os Elétrodos são colocados nas mesmas posições correspondentes do lado direito. Estas Derivações são úteis para melhor observar o Átrio e o Ventrículo Direito. Também auxiliam no diagnóstico de IAM do Ventrículo Direito, Dextrocardia e Hipertrofia do Ventrículo Direito. OBS II: já as Derivações V7, V8 e V9, as três estão no mesmo nível de V6, sendo que V7 deve estar na linha axilar posterior, V8 abaixo da espinha da escápula e V9 na borda lateral da coluna vertebral. Estas Derivações são usadas para o diag- nóstico de IAM da parede póstero-lateral,e devem ser solicitadas quando está presente um infradesnível do Segmen- to ST nas Derivações V1 a V3. CALIBRAGEM → O Eletrocardiograma Normal possui uma calibração padroni- zada. Por padronização: 1º O ECG é registrado em quadrinhos milimétricos. 2º Cada quadrinho possui horizontalmente 0,04 s e vertical- mente 0,1 mV. 3º Apresenta Velocidade padrão de 25 mm/s e Amplitude máxima de 1mV ou 10mm. https://stringfixer.com/pt/Electrocardiography https://stringfixer.com/pt/Electrocardiography INTERPRETAÇÃO DO ECG • Identificação: nome do paciente. • Ritmo: Regular ou Irregular. • Frequência Cardíaca. • Eixo: Vetor Resultante do Coração. • Onda P. • Intervalo PR. • Segmento PR. • Onda Q. • Complexo QRS. • Intervalo QT. • Segmento ST. • Ponto J. • Onda T. • Onda U. ONDA P → A Onda P corresponde a Despolarização Atrial, ou seja, a contração dos Átrios. OBS: a Repolarização Atrial é “engolida” pela grande expressão eletrocardiográfica da Despolarização Ventricular (Complexo QRS). INTERVALO PR → O Intervalo PR corresponde ao tempo que o estímulo elétrico leva para despolarizar os Átrios, percorrer as vias de condução Internodais, o Nó Atrioventricular, Feixe de His, Fibras de Purkinje até alcançar os Ventrículos. SEGMENTO PR → O Segmento PR é o segmento de linha que une o final da Onda P ao início do Complexo QRS. ONDA Q → A Onda Q corresponde a propagação do influxo no Septo Ventricular e pode ou não aparecer, já que se forma durante o início da Despolarização Ventricular. COMPLEXO QRS → O Complexo QRS corresponde a Despolarização Ventricular, ou seja, a contração dos Ventrículos. INTERVALO QT → O Intervalo QT corresponde ao início do Complexo QRS até o final da Onda T. → Também corresponde ao Período Refratário Cardíaco (Abso- luto e Relativo). SEGMENTO ST → O Segmento ST é o segmento de linha que une o Complexo QRS ao início da Onda T. → É fundamental para a interpretação de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com Supra ou Infra de Segmento ST. Ex: Supra de Segmento ST - oclusão total da Artéria Coronária. Infra de Segmento ST - oclusão parcial da Artéria Coronária. PONTO J → O Ponto J é definido como o final do Complexo QRS e início da Onda T. → A partir do Ponto J é interpretado o diagnóstico de IAM com Supra ou Infra de Segmento ST. ONDA T → A Onda T corresponde a Repolarização Ventricular, ou seja, o relaxamento dos Ventrículos. OBS: o Fenômeno R sobre T descreve a aparição de uma Despo- larização Ventricular sobreposta a Onda T do batimento prévio gerando uma extra-sístole. Esse fenômeno é danoso ao mús- culo cardíaco, podendo causar uma Taquicardia Ventricular ou até mesmo uma Fibrilação Ventricular e consequentemente levar à uma Parada Cardíaca. ONDA U → A Onda U corresponde ao final da Repolarização Ventricular e nem sempre aparece no traçado do ECG. RECURSO MNEMÔNICO P/ AVALIAÇÃO DO ECG *Favorito do prof Ritmo Regular ou Irregular. Eixo Elétrico. Derivação correta. Elementos padronizados (Velocidade e Amplitude). Frequência Cardíaca (FC). Intervalos PR e QT. Nome do paciente. Amplitude e Morfologia das Ondas P, QRS, T e Segmento ST. IDENTIFICAÇÃO • Informações do paciente. - Nome, idade, sexo, peso e estatura. - Dados Clínicos. Ex: dor torácica há duas horas; diabética, hipertensa... • Identificar as Derivações. - DI, DII, DIII, aVR, aVL, aVF, V1, V2, V3, V4, V5 e V6. • Observar a qualidade do traçado. - Ausência de interferência elétrica. - Ausência de tremor muscular. Podem falsear Arritmias! • Identificar a Onda P, o Complexo QRS e a Onda T. RITMO • Identificar o Ritmo Cardíaco. - Ritmo Sinusal: estímulo elétrico nasce no Nodo Sinusal. I. Relação A/V - 1:1, ou seja, uma atividade atrial (Onda P) p/ uma atividade ventricular (Complexo QRS). II. Onda P Positiva em DI, DII e aVF (entre 0o e +75o). III. Uma Onda P precedendo cada QRS. ATENÇÃO: num ECG Patológico a Onda P pode estar blo- queada e após o QRS! IV. Ondas P com a mesma morfologia na Derivação estu- dada. *Questão de prova, uma vez que nem todo Ritmo Regular é Sinusal! FREQUÊNCIA CARDÍACA • Frequência Cardíaca p/ Ritmo Regular: a distância não mu- da entre um Complexo QRS e outro. 1 min = 60 s que ÷ por 0,04 s de um quadradinho = 1500 quadradinhos. A linha vertical mais grossa são os múltiplos de 1500 (sequência: 300 - 150 - 100 - 75 - 60 - 50) - 1500 ÷ no de quadradinhos. - 300 ÷ no de quadradões. Ex: 300 ÷ no de quadradões. 300 ÷ 3,5 = 85 bpm. • Frequência Cardíaca p/ Ritmo Irregular ou Bradicárdico - ECG em Retrato: conta os QRS em 30 quadros grandes (que equivalem a 6 segundos no DII longo) e multiplica por 10. - ECG em Paisagem: conta os QRS em 50 quadros grandes (que equivalem a 10 segundos no DII longo) e multiplica por 6. OBS: todo ECG possui um DII longo, isso porque o DII é o Eixo normal do Coração, tanto para a Onda P quanto para o Complexo QRS. Ex: ECG em Papel Retrato DII longo com 11 QRS inscritos em 30 quadros com Frequência Cardíaca (FC) de 11 x 10 = 110 bpm. EIXO ELÉTRICO → O Eixo Elétrico Médio, ou seja, o Vetor Resultante do Coração é o somatório dos Vetores da Despolarização Atrial e Ventricular. Ele está normal quando está entre -30o a +90o. OBS: cada uma das Derivações "observa" os estímulos elétri- cos (Vetores) de uma maneira diferente. Quando o Vetor se afasta, ele produz uma deflexão negativa. Se o Vetor se apro- xima da Derivação, produz uma deflexão positiva. Se o Vetor é perpendicular, a Derivação terá inscrição Bifásica. INTERPRETAÇÃO DO EIXO ELÉTRICO • 1º procuramos no Plano Frontal ou nas Derivações Perifé- ricas as duas Derivações onde a inscrição do QRS seja maior; - DI, DII, DIII, aVR, aVL e aVF. ou • 2º Procuramos a Derivação onde o QRS é Isodifásico; em seguida, observamos a Derivação perpendicular a esta. Se o QRS é predominantemente positivo, o Eixo está nessa direção. Se o QRS é predominantemente negativo, o Eixo está na direção oposta. Ex: DII e aVF com maiores inscrições do QRS, logo o Eixo Elétrico se encontra entre DII e aVF, maior/mais próximo de DII do que de aVF. Portanto, o Eixo Elétrico estaria entre 75o e 60o. Ex II: DI e DII com maiores inscrições do QRS, logo o Eixo Elétrico se encontra entre DI e DII, maior/mais próximo de DII do que de DI. Ou pela 2º forma, a Derivação aVL é Isodifásica e faz 90o com DII por ter um QRS predominantemente negativo. OBS I: Entre -30o e +90o: Eixo normal. Entre -30o e -90o: Desvio do Eixo à esquerda. Entre -90 e -180: Desvio Extremo do Eixo à direita. Entre +90o e +180o: Desvio do Eixo à direita. https://pt.my-ekg.com/como-ler-ecg/desvio-eixo-esquerda.html https://pt.my-ekg.com/como-ler-ecg/desvio-extremo-eixo.html https://pt.my-ekg.com/como-ler-ecg/desvio-eixo-direita.html OBS II: Indivíduos Brevilíneos tendem a ter um tórax curto e o coração "deitado", o que resulta em um desvio do Eixo Ventricular para a esquerda. Por outro lado, os indivíduos Longilíneos tendem a ter um "coração em gota", apontando para baixo, e também podem apresentar desvios para a esquerda. EIXOS ELÉTRICOS • Onda P: 0 a +75o. • Complexo QRS: entre -30o a +90o. • Onda T: entre -10o a +90o. MORFOLOGIA DAS ONDAS NUM ECG NORMAL • Onda P - Sempre Positiva em DI. Se negativa em DI sugestiona troca de cabos! - Monofásica, Positiva e Arredondada. - Bifásica em V1 (50%). - Amplitude: 0,25 mV. - Duração: 0,11 s (2,5 quadradinhos) para adultos. - Eixo: 0 a +75o. • Intervalo PR - Varia de acordo com a Idade e a Frequência Cardíaca (FC). - Amplitude: baixa. - Duração: 0,12 s (3 quadradinhos) a 0,20 s (5 quadra- dinhos) para adultos. OBS: - Se < 0,12 s: PR curto - Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW): síndromerara e que acontece quando existem vias acessórias que promovem uma pré-excitação ventricular. - Se > 0,20 s: PR longo - Bloqueio Atrioventricular de Primeiro Grau. • Complexo QRS - Amplitude: variável a depender da Derivação estudada. A ativação ventricular é representada por 3 vetores que, quando somados, formam o vetor resultante da despolarização cardíaca, o qual estará no eixo de DII, ou seja, de cima para baixo e da direita para a esquerda. - Duração: 0,11 s (2,5 quadradinhos) para adultos. - Eixo: entre -30o a +90o. OBS: se a Duração do Complexo QRS for maior que 3 quadradinhos, isso significa que há um lento Dromotropismo, ou seja, pode haver um Bloqueio de Ramo Esquerdo (aVL, DI, V5 e V6) ou Bloqueio de Ramo Direito (aVR, V1 e V2). • Intervalo QT - Patológico se for maior de 440 ms em homens e 460 ms em mulheres. - Fórmula de Bazett p/ a correção do QT longo, isso porque quanto menor a FC (abaixo de 60 bpm), maior o Intervalo QT. Ex: atletas de alto rendimento com baixa FC, Distúrbios Hidroeletrolíticos e medicamentos. • Segmento ST - Vai do fim do QRS (Ponto J) ao início da Onda T. - Deve estar no mesmo nível do Intervalo PR. OBS: - Supradesnivelamento: Lesão Miocárdica (Fase inicial do IAM) e Pericardite Aguda. - Infradesnivelamento: Lesão Miocárdica (Fase inicial do IAM), Impregnação Digitálica e Hipocalemia. • Onda T - Onda única e assimétrica. - Ramo ascendente mais lento que o descendente e ápice arredondado. - Amplitude e Duração não padronizadas. - Eixo: entre -10o a +90o. OBS I: alterações no Segmento ST indica Lesão Miocárdica (IAM), enquanto que a Isquemia Miocárdica modifica a Onda T. IAM: Isquemia (Onda T) → Lesão (Segmento ST) → Necrose (Onda Q). OBS II: Onda T Positiva e Apiculada: Isquemia Subendocárdica. - Paciente com oxigenação da parede Anterior do Ventrículo Esquerdo. Onda T Negativa e Apiculada: Isquemia Subepicárdica. - Paciente em fase recente da dor. • Onda U - Onda Fisiológica e Positiva entre uma Onda T e uma Onda P. - A Amplitude da Onda U normal é geralmente propor- cional a da Onda T e corresponde de 5 a 25% do total desta. - Melhor observada nas Derivações V2 e V3. - Pode indicar uma Repolarização tardia das Fibras de Purkinje, Repolarização demorada dos Músculos Papilares ou Potenciais Residuais tardios do Septo. ECG NA PRÁTICA • 1º ECG - Ritmo Sinusal. - Ritmo Cardíaco Regular. - Frequência Cardíaca de 75 bpm. - Eixo mais próximo de DII, ou seja, em torno de 70o. - Onda P normal: até 2,5 quadradinhos. - Intervalo PR normal: 3 a 5 quadradinhos. - Complexo QRS normal: até 2,5 quadradinhos. - Intervalo QT: patológico se for maior de 440 ms em homens e 460 ms em mulheres. - Segmento ST: deve estar no mesmo nível do Intervalo PR. - Onda T: ramo ascendente mais lento que o descendente e ápice arredondado. OBS: por estar mais próximo do Ventrículo Esquerdo (Eixo de DII), de V1-V6 a Onda S desaparece e a Onda R cresce. • 2º ECG - Ritmo Sinusal. - Ritmo Cardíaco Regular. - Frequência Cardíaca de 100 bpm. - Eixo mais próximo de DI, ou seja, em torno de -10o. - Onda P normal: até 2,5 quadradinhos. - Intervalo PR normal: 3 a 5 quadradinhos. - Complexo QRS normal: até 2,5 quadradinhos. - Intervalo QT: patológico se for maior de 440 ms em homens e 460 ms em mulheres. - Segmento ST: deve estar no mesmo nível do Intervalo PR. - Onda T: ramo ascendente mais lento que o descendente e Ápice arredondado. • 3º ECG - Ritmo Não Sinusal, com ausência de Onda P precedendo o QRS. - Ritmo Cardíaco Irregular. - Frequência Cardíaca de 19 x 6 = 114 bpm. - Eixo mais próximo de DII, ou seja, em torno de 70o. - Onda P anormal. - Intervalo PR anormal. ...