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Aula 4 - Análise de riscos ambientais

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Análise de riscos ambientais
Apresentação
Nesta Unidade de Aprendizagem, será abordada a análise de riscos ambientais. O emprego 
predominante da análise de risco acontece durante o licenciamento ambiental de fontes 
potencialmente geradoras de acidentes ambientais. Essa análise, portanto, é fundamental em 
Estudos de Impactos Ambientais (EIA)/Relatório de Impactos Ambientais (RIMA). 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir riscos ambientais.•
Reconhecer técnica(s) mais adequada(s) de identificação de riscos.•
Identificar riscos ambientais.•
Infográfico
No infográfico a seguir, constam as cinco etapas que compõem a análise de riscos ambientais.
Conteúdo do livro
O capítulo Análise de Riscos Ambientais, da obra Avaliação de impactos ambientais apresenta a 
análise de risco ambiental que acontece durante o licenciamento ambiental de fontes 
potencialmente geradoras de acidentes ambientais.
Boa leitura!
AVALIAÇÃO DE 
IMPACTOS 
AMBIENTAIS
Karine Scherer
Revisão técnica:
Vanessa de Souza Machado
Bióloga 
Mestre e Doutora em Ciências
Ronei Stein
Engenheiro Ambiental 
Mestre em Engenharia Civil e Preservação Ambiental
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB-10/2147
A945 Avaliação de impactos ambientais / Ronei Stein... [et al.] ;
[revisão técnica: Vanessa de Souza Machado, Ronei T. 
Stein]. – Porto Alegre: SAGAH, 2018.
428 p. : il. ; 22,5 cm
ISBN 978-85-9502-344-4
1. Engenharia ambiental. I. Stein, Ronei.
CDU 502.13
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 2 26/02/2018 16:48:10
Análise de riscos ambientais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Defi nir riscos ambientais.
  Reconhecer técnica(s) mais adequada(s) de identifi cação de riscos.
  Identifi car diferentes tipos de riscos ambientais.
Introdução
Neste capítulo, será abordada a análise de riscos ambientais. O emprego 
predominante da análise de risco acontece durante o licenciamento 
ambiental de fontes potencialmente geradoras de acidentes ambientais. 
Essa análise, portanto, é fundamental em Estudos de Impactos Ambientais 
(EIA)/Relatório de Impactos Ambientais (RIMA).  
Riscos ambientais
A Política Nacional do Meio Ambiente, introduzida pela Lei nº 6.938/1981, 
prevê a utilização de diversos instrumentos para a implantação do gerencia-
mento de riscos ambientais. Entre eles, está a Avaliação de Riscos Ambientais, 
que, na maioria das vezes, está inserida no EIA/RIMA (Estudo de Impacto 
Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental), por meio da decisão de orga-
nizações governamentais de controle ambiental. (BRASIL, 1981). Assim, o 
gerenciamento de riscos ambientais é precedido por uma série de processos 
de avaliação das consequências de eventos potencialmente capazes de causar 
impactos na saúde pública e no meio ambiente. Por exemplo, explosões, incên-
dios, derramamentos e emissões imediatas de substâncias tóxicas causadas 
por acidentes são exemplos do primeiro tipo de consequência. Portanto, para 
avaliar um risco, é necessário estimar a probabilidade de que o evento venha 
a ocorrer, bem como a extensão dos danos que o mesmo poderá causar.
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 245 26/02/2018 16:49:41
Dessa forma, a análise de riscos, embora seja complexa, é uma ferramenta 
muito importante para identificar os pontos mais vulneráveis de uma insta-
lação ou de um processo, permitindo adotar medidas preventivas que irão 
proteger o meio ambiente e o homem, caso venha a ocorrer algum acidente. 
Assim, o controle e a minimização das fontes de poluição e o encaminhamento 
correto dos resíduos gerados pelas empresas e pela sociedade são as duas 
soluções mais efetivas e concretas utilizadas para assegurar a qualidade do 
meio ambiente. Existe, porém, um outro ângulo do problema que deve ser 
cuidadosamente analisado, pois afeta diretamente a eficácia destas duas 
soluções – os riscos ambientais.
Podemos considerar como risco tudo aquilo que se refere à possibilidade 
de ocorrências indesejáveis e passíveis de causar danos para a saúde, para 
os sistemas econômicos e para o meio ambiente. Portanto, entre os riscos 
ambientais que, com maior frequência dão origem a acidentes, estão aqueles 
relacionados com o processamento, armazenamento e transporte de produtos. 
Assim, visando um melhor planejamento e um maior controle por parte das 
empresas para evitar tais situações, a legislação ambiental está estruturada 
para punir severamente uma empresa que transgrida padrões de qualidade em 
suas descargas ou que introduza modificações indesejadas no meio ambiente, 
pois os riscos de contaminação, principalmente quando atingem o solo e os 
corpos d’água, podem ter proporções desastrosas.
A identificação dos riscos inerentes às atividades da empresa e a avaliação 
de suas possíveis consequências constituem os passos iniciais para qualquer 
sistema de gestão. Por meio da avaliação de riscos, como a identificação e a 
qualificação dos diferentes tipos de falhas que podem ocorrer e os volumes 
de descargas que podem ser lançados em caso de acidentes, calculando a 
possibilidade e a amplitude de um possível acidente, pode-se propor mudanças 
no projeto, com o intuito de minimizar tais riscos ou até mesmo evitá-los.
Devemos nos perguntar “o que aconteceria se…” ao analisar a viabilidade 
ambiental de um projeto, pois as consequências do mau funcionamento do 
empreendimento podem ser mais significativas do que os impactos decorrentes 
de seu funcionamento normal. O mapeamento dos riscos que podem afetar o 
meio ambiente em uma determinada área ou instalação de uma empresa é o 
primeiro passo para a solução de problemas ambientais, avaliando seus efeitos 
sobre a água, o ar, os solos e a biodiversidade. A análise de riscos ambientais 
está atrelada a três tipos de riscos existentes, que são:
Análise de riscos ambientais246
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 246 26/02/2018 16:49:41
  Riscos naturais: resultam do funcionamento dos sistemas naturais, 
como abalos sísmicos, movimentos de massa em vertentes, erosão do 
litoral, cheias e inundações. 
  Riscos tecnológicos: resultam de acidentes, frequentemente súbitos e 
não planejados, decorrentes da atividade humana, como cheias e inun-
dações por ruptura de barragens, acidentes no transporte de mercadorias 
perigosas, emergências radiológicas, entre outras.
  Riscos mistos: resultam da combinação de ações continuadas da ati-
vidade humana com o funcionamento dos sistemas naturais, como 
incêndios florestais.
Os riscos ambientais incorporam sempre dois componentes: a probabilidade 
de ocorrência e a gravidade dos danos potenciais. Para avaliar um risco, são 
necessárias, portanto, a probabilidade de que o evento venha a ocorrer e a 
extensão dos danos que o mesmo pode causar. Riscos de maior probabilidade 
de ocorrência e que impliquem em danos mais graves devem ser sempre con-
frontados em primeiro lugar, em qualquer plano de gerenciamento de riscos.
O nível de um risco pode ser avaliado em função da frequência com que 
ocorrem as situações de risco e da severidade dos efeitos resultantes e, por isso, 
as situações de risco são classificadas em permanentes, frequentes, esporádicas 
e raras e a severidade desses efeitos pode variar de grave a negligível. É a 
composição desses dois fatores que irá definir o nível de risco.
A análise de riscos, embora seja complexa, é uma ferramenta de extrema 
importância para identificar os pontos mais vulneráveis de uma instalação ou de 
um processo, permitindo adotar antecipadamente aquelas medidas preventivas 
que servirão para proteger o meio ambiente e o homem, caso ocorra algum tipo 
de acidente. É a partir da análise de riscos, com a identificação metódica das 
situações e elementos que podem contribuir para o acontecimento de algum 
acidente, que se pode elaborar um programa de redução ou minimização de riscos, 
com planos de contingência e emergênciaem todos os setores da empresa. A 
elaboração desses planos, ainda na fase de implantação de um projeto, irá facilitar 
o processo de licenciamento ambiental das instalações do empreendimento.
Os riscos ambientais constituem, portanto, a mais nova preocupação pre-
sente nas decisões de empreendedores, que, para competir em um mercado 
aberto e globalizado, precisarão se adequar às normas da série ISO 14.000, 
relacionadas com a gestão da qualidade ambiental. 
247Análise de riscos ambientais
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 247 26/02/2018 16:49:41
O tema meio ambiente assumiu uma posição de destaque entre as preocupações 
que afligem a sociedade e, nos últimos anos, vem sendo objeto de um processo 
de gradativa reavaliação. Atitudes isoladas visando à preservação do meio em que 
vivemos, vão, aos poucos, cedendo espaço para abordagens mais racionais, objetivas 
e sistêmicas dos problemas causados pela poluição e pelos impactos das atividades 
humanas sobre o meio ambiente.
Com o intuito de uniformizar as ações que deveriam ser tomadas sob essa visão de 
proteção ambiental, a ISO (Organização Internacional para a Normatização) decidiu 
criar um sistema de normas denominadas ISO 14.000. 
Em sua concepção, a série de normas ISO 14.000 tem como objetivo central um 
Sistema de Gestão Ambiental que auxilia as empresas a cumprirem seus compromissos 
assumidos com o meio ambiente. Como objetivos decorrentes, criam sistemas de cer-
tificação, tanto das empresas quanto de seus produtos, possibilitando, assim, distinguir 
aquelas empresas que atendem à legislação ambiental e cumprem os princípios do 
desenvolvimento sustentável.
Classificação de riscos ambientais
Os riscos ambientais podem ser classifi cados em quatro tipos:
  Riscos internos: relacionados com a saúde e a segurança dos funcioná-
rios, que podem dar motivo, com frequência, a processos trabalhistas e 
autuações por órgãos fiscalizadores. Como exemplos de riscos internos, 
podemos relacionar os casos de contaminação e intoxicação de funcio-
nários por produtos químicos prejudiciais à saúde, os níveis excessivos 
de ruídos nos locais de trabalho, a contaminação de equipamentos e 
partes das instalações por substâncias tóxicas, a contaminação do solo, 
entre outros.
  Riscos externos: relacionados com a contaminação de comunidades 
vizinhas e outras áreas, resultando, muitas vezes, em multas ou interdi-
ções pelos órgãos públicos e pressões por parte de ONGs (Organizações 
Não-Governamentais). Os riscos externos mais frequentes são aqueles 
decorrentes do transporte de resíduos e produtos da empresa, as des-
cargas de poluentes sobre moradias próximas e as emissões gasosas 
que, associadas a condições atmosféricas desfavoráveis, podem causar 
intoxicação em populações vizinhas.
Análise de riscos ambientais248
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  Riscos de contaminação dos próprios produtos: acarretam sérios 
problemas de marketing, vendas e, em certos casos, processos movidos 
em defesa dos consumidores.
  Riscos relacionados com a imagem institucional: são agravados 
quando se trata de empresa exportadora para países nos quais os temas 
ecológicos são tratados com maior rigorosidade.
Alguns riscos escapam ao julgamento objetivo e ao tratamento norma-
lizado dos exemplos já citados. São os riscos que incorporam interesses 
comerciais ou resultam de campanhas movidas contra alguns tipos de produ-
tos. É o caso das barreiras não tarifárias que são impostas por alguns países 
e blocos econômicos e que se aproveitam do tema ecológico para proteger 
sua indústria e agricultura. Nesse sentido, é difícil estabelecer um limite 
justo entre o zelo genuíno pelo meio ambiente e o protecionismo comercial 
camuflado, mas é certo que empresas que não tiverem uma imagem am-
bientalmente correta correm o risco de ter os seus produtos rejeitados em 
uma economia globalizada.
Algumas iniciativas, quando bem aplicadas, permitem que as empresas 
alcancem esta imagem de “ambientalmente correta”, a custos compensadores, 
por meio da política de portas abertas à comunidade, campanhas de coleta 
seletiva e reciclagem e apoio aos moradores vizinhos para melhoria de suas 
condições de vida; essas são apenas algumas das inciativas que têm permitido 
a diversas empresas conquistar uma imagem positiva junto à sociedade. No 
entanto, nessa situação, vale um alerta: o uso da má fé na criação de uma 
imagem ambiental indevida e falsa é passível de penalidades legais.
Cabe ressaltar que outras ações, mais especificamente as de cunho técnico, 
também podem contribuir para a redução de riscos ambientais. Entre essas 
ações, convém destacar:
  A prática de auditorias ambientais periódicas, permitindo identificar as 
áreas e operações de maior risco na empresa, antecipando-se à ocorrên-
cia de sinistros. Essas auditorias são fundamentais para a certificação 
da empresa nas normas ISO 14.000.
  O tratamento adequado dos resíduos gerados, visando à sua efetiva 
eliminação pela neutralização ou reciclagem de seus elementos tóxicos, 
tendo em vista que simplesmente dispor esses resíduos em aterros não 
elimina o risco ambiental, mas, pelo contrário, constitui-se em um 
passivo ambiental para a empresa geradora.
249Análise de riscos ambientais
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 249 26/02/2018 16:49:41
  A adoção de tecnologias limpas que eliminam ou reduzem substancial-
mente a geração de poluentes no processo produtivo.
  A contratação da cobertura de riscos ambientais, modalidade de seguro 
já existente em alguns países.
Nesse sentido, é muito importante ressaltar que, no caso da proteção ao 
meio ambiente, a eventualidade da ocorrência de acidentes seja sempre con-
siderada de forma objetiva, despida do manto das catátrofes irremediáveis e 
revestida de lógica e precaução.
Técnicas para identificação de riscos ambientais
A identificação de risco é um processo que determina quais riscos podem afetar 
o empreendimento, documentando suas características a partir das informações 
disponíveis e da experiência da equipe responsável. Esses riscos podem ser 
considerados positivos (oportunidades) ou negativos (falhas). Geralmente, os 
membros da equipe de identificação de risco são: equipe do projeto, consultores 
do assunto, clientes, usuários finais, entre outros.
Podemos considerar a identificação de riscos como um processo intera-
tivo, que deve ocorrer de forma contínua entre a equipe de projeto (ou de 
identificação de riscos) e todas as partes envolvidas, tendo em vista que novos 
riscos podem surgir ao longo do processo. 
A etapa de identificação de risco deve ser traduzida em um processo metó-
dico e bem organizado, de maneira que seja possível identificar todos os riscos, 
inclusive os que não sejam controlados pela instituição, considerando que os 
eventuais riscos não identificados nesta etapa dificilmente serão examinados 
no futuro. Após a identificação, determinam-se todas as possíveis causas dos 
eventos com base na criação de cenários e se citam algumas das ferramentas 
que podem ser usadas, como: checklists, brainstormings ou análise de sistemas 
semelhantes, entre outras. A escolha da ferramenta mais apropriada irá sempre 
depender da natureza das atividades em estudo, dos tipos de risco, do contexto 
em presença e dos objetivos da gestão de risco.
Entre as técnicas mais utilizadas para a identificação de riscos, podemos 
citar as seguintes: 
Análise de riscos ambientais250
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 250 26/02/2018 16:49:41
Técnicas de coleta de informação
  Brainstorming: é a técnica cujo objetivo é a obtenção de uma lista dos 
riscos do projeto. Os principais stakeholders do projeto e especialistas 
são agrupados para apresentar suas ideias sem qualquer tipo de restrição 
ou consenso entre seus participantes. É importante que, durante essa 
reunião, o gerente de riscos seja o facilitador, promovendo a identificação 
de ameaças e oportunidades. Técnica Delphi: tem como objetivo o consenso entre especialistas. 
Consiste em obter a opinião de especialistas em risco por meio de um 
questionário, que deve ser respondido anonimamente. As respostas são 
resumidas e redistribuídas aos especialistas para comentários adicionais. 
O consenso será alcançado após algumas rodadas desse processo.
  Entrevistas: consiste em aplicar entrevistas com os principais stakehol-
ders do projeto e com especialistas, buscando identificar os riscos.
  Análise SWOT (strengths, weaknesses, opportunities and threats 
analysis): este tipo de análise busca identificar problemas culturais, 
organizacionais ou de ambiente que possam impactar o projeto com 
base em quatro perguntas:
1. Quais são as forças da nossa organização, do projeto ou de algum 
aspecto do projeto?
2. Quais são as fraquezas da nossa organização, do projeto ou de algum 
aspecto do projeto?
Essas perguntas são de contexto interno do projeto, para avaliar o seu 
ambiente atual. 
3. Quais são as oportunidades que o projeto ou algum aspecto do projeto 
apresenta? 
4. Quais são as ameaças que o projeto ou algum aspecto do projeto 
apresenta? 
Essas perguntas buscam avaliar o contexto externo ao projeto e o am-
biente futuro.
  Análise da causa-raiz: busca identificar um problema e descobrir as 
causas subjacentes que levaram a ele e desenvolver ações preventivas.
251Análise de riscos ambientais
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 251 26/02/2018 16:49:42
  Revisão da documentação do projeto: revisa todos os documentos do 
projeto em busca de oportunidades e ameaças (riscos) para assegurar 
a cobertura na identificação de riscos.
  Análise de listas de verificação ou checklist corporativo: é formado 
por uma lista de verificação que auxilia o processo de análise das 
informações históricas e da experiência da equipe.
  Opinião de especialistas: reúne especialistas em negócios, finanças 
e nos aspectos técnicos para discutir os potenciais riscos do projeto.
  Análise de premissas: é a validação das premissas identificadas e 
documentadas no decorrer dos processos de planejamento.
  Técnicas de diagramas:
 ■ Diagramas de causa e efeito (também conhecido como Ishikawa 
ou espinha de peixe): são úteis para identificar a causa do risco, 
definir alguns potenciais impactos e identificar as possíveis causas 
para esses riscos.
 ■ Diagramas de sistema ou fluxograma (também conhecido como 
diagrama de influência): demostram como os vários elementos de 
um sistema se inter-relacionam e o mecanismo de causalidade. 
 ■ Diagramas de influência: são a representação gráfica que apresenta os 
eventos que mostram influências de causalidade, ordem dos eventos 
no tempo e outras relações entre variáveis e resultados. Os riscos 
identificados devem ser listados, explicitando suas causas e poten-
ciais impactos. Essas informações podem ajudar na definição dos 
planos de respostas. Após serem identificados, os riscos podem ser 
analisados qualitativamente e quantitativamente.
  Análise qualitativa de riscos: é o processo usado para avaliar o impacto 
e a probabilidade dos riscos identificados. O objetivo desse processo é 
promover uma forma de classificar os riscos identificados, priorizando-
-os. A determinação do grau de importância é o primeiro passo para a 
elaboração de respostas adequadas e para seu controle, não devendo ser 
considerada apenas na fase de planejamento, mas sim revista durante todo 
o ciclo de vida do empreendimento. É uma maneira rápida e econômica 
de estabelecer prioridades para o planejamento de resposta aos riscos, 
devendo ser reexaminada durante todo o ciclo de vida do empreendimento.
  Análise quantitativa de riscos: É o processo usado para analisar 
numericamente a probabilidade do risco, assim como sua consequência 
nos objetivos do empreendimento. Ela difere da análise qualitativa por 
ser mais precisa, sem envolvimento de mérito qualitativo, tendo por 
objetivo determinar a probabilidade de alcançar um objetivo específico 
Análise de riscos ambientais252
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 252 26/02/2018 16:49:42
do empreendimento, quantificar a exposição de risco, dimensionar o 
custo e as reservas de contingência necessárias. Também visa obter 
precisão na determinação dos recursos para defender contra incertezas 
mapeadas no processo anterior, quantificar o nível de confiança para 
alcançar os objetivos específicos do projeto, estimar distribuições de 
probabilidade das variáveis mais importantes para o empreendimento, 
aprimorando o processo de decisão, além de determinar a evolução do 
risco total do empreendimento. Essa análise deve ser repetida após o 
planejamento de respostas a riscos e de seu controle.
Identificação de riscos
Considera-se que a noção de risco está ligada à ideia de ameaça, no caso de que 
um evento indesejável e danoso venha a ocorrer. Assim, os riscos podem ser 
classifi cados a partir da natureza de seus agentes (químicos, biológicos, físicos 
e psicossociais), de sua fonte geradora (meios de transporte, fármacos e proce-
dimentos medicos, hábitos individuais, entre outros) ou mesmo em relação ao 
sujeito do risco (riscos à segurança, riscos à saúde humana, riscos ambientais, 
riscos ao bem estar público, riscos fi nanceiros, riscos ocupacionais, entre outros). 
O mapeamento de riscos que podem afetar o meio ambiente em uma deter-
minada área ou instalação de uma empresa é o primeiro passo para a solução 
dos problemas ambientais que a afligem. Esses riscos são avaliados por seus 
efeitos sobre as três áreas básicas em que se divide tradicionalmente o meio 
ambiente: as águas, o solo e o ar.
A poluição das águas se dá pela introdução de produtos que, por meio de 
suas ações físicas, químicas e biológicas, degradam a qualidade da água e 
afetam os organismos vivos nela existentes.
A poluição dos solos é causada principalmente pelo seu mau uso (exploração 
mineral não racional, aplicação indiscriminada de pesticidas e outros produtos 
químicos de uso na agricultura) e pela disposição incorreta de resíduos sólidos 
ou líquidos que, além de contaminar o próprio solo, podem atingir o lençol 
freático, passando a ser, também, agentes na poluição das águas. 
A poluição do ar é causada pela acumulação na atmosfera de substâncias 
em concentrações que gerem efeitos nocivos ao homem e ao meio ambiente. 
Os principais contaminantes do ar são monóxido de carbono, hidrocarbo-
netos, óxidos de nitrogênio e enxofre, oxidantes fotoquímicos e materiais 
particulados que, por efeito de sua reduzida granulometria, permanecem 
em suspensão na atmosfera.
253Análise de riscos ambientais
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 253 26/02/2018 16:49:42
Também podemos citar duas outras formas de poluição ambiental que podem 
assumir características de elevada nocividade: as radiações ionizantes, geradas 
pelas atividades humanas (vazamentos e perdas ocorridos em centrais nucleares, 
experimentos nucleares, radiações de equipamentos de raios X e microondas, 
além dos subprodutos de algumas instalações de mineração) e a poluição sonora, 
gerada em grandes aglomerados urbanos e nas atividades industriais que não 
tenham sido adequadamente projetadas para controlar a propagação dos ruídos 
resultantes de seus processos e equipamentos de produção.
Riscos aos recursos hídricos
A água, sendo essencial à vida, constitui um dos bens mais preciosos à dis-
posição da humanidade. Por ser um bem já escasso em muitas regiões, requer 
racionalidade e parcimônia em sua utilização. A poluição dos recursos hídri-
cos ocorre através da introdução de elementos que, por meio de suas ações 
físicas, químicas e biológicas degradam a qualidade da água, podendo ser 
nocivos ou prejudiciais aos organismos, plantas e às atividades humanas. A 
cadeia alimentar pode ser facilmente afetada pela contaminação das águas, 
levando substâncias tóxicas como efl uentes industriais, pesticidas agrícolas, 
resíduos de atividades mineradoras, entreoutros, atingindo sucessivamente 
microrganismos, crustáceos e peixes, até chegar ao homem. Também é preciso 
levar em consideração que a interação permanente da água com o solo sobre 
o qual fl ui e no qual se infi ltra obriga a uma avaliação conjunta desses dois 
meios, além de um cuidado redobrado para que os contaminantes de um não 
se transfi ram e contaminem o outro.
O risco gerado pela contaminação das águas é uma questão crítica, tendo 
em vista que lençóis freáticos, lagos, rios, mares e oceanos são o destinatário 
final de todo e qualquer poluente solúvel em água que tenha sido lançado no 
ar ou no solo. Assim, além dos elementos poluentes, os corpos d’água também 
recebem os poluentes oriundos da atmosfera e dos solos.
A racionalização do uso da água nas atividades promovidas pelo homem 
seria um dos primeiros passos para reduzir os riscos da contaminação hídrica, 
pois se forem menores os volumes de água utilizados e descartados por ativi-
dades como mineração, agricultura, indústria ou serviços, menores serão as 
necessidades de tratamento e de recondicionamento às condições originais de 
pureza. Juntamente à racionalização do uso da água, estão atrelados outros dois 
conceitos: o de reutilização da água por mais vezes antes de ser descartada para 
o meio e o da segregação de seus vários fluxos, impedindo que águas pluviais 
se misturem aos esgotos sanitários e as àguas de processos industriais. Outro 
Análise de riscos ambientais254
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 254 26/02/2018 16:49:42
ponto importante e que precisa ser destacado está relacionado ao saneamento 
do meio (limpeza urbana, coleta de lixo, drenagem das águas pluviais, controle 
de vetores), que tem como objetivo evitar que as chuvas, os ventos e outros 
meios naturais e artificiais transportem seus agentes até os recursos hídricos.
Riscos ao solo
A poluição dos solos é causada pela introdução de elementos químicos, como 
hidrocarbonetos de petróleo, metais pesados como chumbo, cádmio, mercúrio, 
cromo e arsênio e pela aplicação indiscriminada de pesticidas (Figura 1). Sua 
causa também se deve a alterações causadas pela ação do homem e seu mau 
uso, como a exploração mineral não racional e a disposição inadequada de 
resíduos sólidos e líquidos que, além de contaminar o solo, podem atingir 
também o lençol freático.
Figura 1. Contaminação do solo pela utilização de pesticidas na agricultura.
Fonte: Alf Ribeiro/Shutterstock.com.
O maior risco da contaminação do solo por elementos poluentes está no fato 
de que essas substâncias são arrastadas pelas águas superficiais e subterrâneas 
por distâncias que se encontram fora das áreas sob controle e monitoramento, 
gerando uma contaminação cuja remediação será custosa e demorada. Por essa 
razão, o estudo da contaminação dos solos e as soluções adotadas para que isso 
seja evitado estão quase sempre relacionados com a contaminação das águas.
255Análise de riscos ambientais
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 255 26/02/2018 16:49:42
O risco de contaminação dos solos é, hoje, um tema de grande relevância 
nas grandes aglomerações urbanas pela dificuldade de disposição adequada de 
seus resíduos, gerados em grandes quantidades, pois uma área de disposição e 
confinamento de resíduos pode gerar ainda outros riscos, como odores, gases 
tóxicos, chorume, além do inevitável impacto visual negativo. Vale ressaltar 
que a erosão e as inundações, provocadas pelo desmatamento de áreas, por 
exemplo, também apresentam impactos consideráveis sobre o solo.
Riscos à atmosfera
A poluição do ar é provocada pelo acúmulo de elementos como monóxido 
de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de nitrogênio, de enxofre, ozônio, 
compostos de chumbo, fuligem e fumaça branca que, em determinadas 
concentrações, podem apresentar efeitos nocivos ao homem e ao meio am-
biente. Essas substâncias, conhecidas como poluentes atmosféricos, podem 
aparecer sob a forma de gases ou partículas provenientes de fontes naturais, 
como vulcões e neblinas, ou ainda de fontes artifi ciais, produzidas pelas 
atividades humanas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (2015), a poluição atmosférica 
é responsável por mais de 7 milhões de mortes por ano no mundo devido 
à grande incidência de materiais particulados, constituídos por poeiras e 
fuligem, que estão entre os principais causadores de doenças ocupacionais, 
como a silicose e a asbestose. Além dos efeitos nocivos causados pela emis-
são de gases e particulados, os odores, as radiações ionizantes, as emissões 
radioativas e a poluição sonora também podem ser considerados como fatores 
de risco para a atmosfera.
O crescimento nas taxas de incidência de algumas doenças ocupacionais 
de origem respiratória e as condições extremas de contaminação do ar, que se 
tornavam cada vez mais comuns em algumas regiões dos países industriali-
zados, foram os principais fatores que atuaram em favor de um controle mais 
rigoroso do lançamento de poluentes no ar. Pode-se dizer que, hoje, não existem 
mais razões técnicas para que as indústrias continuem a lançar poluentes no 
ar, graças aos avanços alcançados nos projetos de instalações de filtragem e 
de tratamento de gases e vapores expelidos pelos processos industriais. Redes 
de monitoramento, modelos de dispersão e sistemas de medição contínua são 
alguns dos recursos técnicos disponíveis para assegurar um bom controle da 
qualidade do ar; no entanto, em razão dos custos elevados de muitas destas 
instalações, esse processo ainda pode ser postergado.
Análise de riscos ambientais256
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 256 26/02/2018 16:49:42
Para compreender melhor as questões relacionadas à poluição ambiental e o que rege 
a legislação referente a essas questões, sugere-se as seguintes leituras:
  Lei nº 6.938/1981 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente (BRASIL, 1981).
  Lei nº 12.305/2010 – Dispõe sobre a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (BRASIL, 2010).
  Resolução CONAMA nº 3/1990 – Dispõe sobre Padrões de Qualidade do Ar.
  Resolução CONAMA nº 357/2005 – Dispõe sobre a Classificação dos Corpos da 
Água e Diretrizes Ambientais para o seu Enquadramento.
Prevenção de riscos
Alguns impactos são de ocorrência incerta, mas essa incerteza não pode, de 
forma alguma, ser negligenciada durante os estudos de Avaliação de Impacto 
Ambiental (AIA) e, muito menos, durante os processos de operação do empre-
endimento. Da mesma forma, o plano de gestão deve incluir medidas voltadas 
para esses impactos, pois quando o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) 
comporta um estudo detalhado de risco ou é complementado por um estudo de 
análise de risco, isso se torna evidente, tendo em vista que o estudo de risco irá 
propor uma série de medidas de redução e gestão do risco que, naturalmente, 
deverão fazer parte do plano de gestão do empreendimento. Entretanto, mesmo 
que o projeto não comporte graves perigos e não seja necessária a preparação 
de um estudo de risco, a incerteza sobre a ocorrência de certos impactos (que 
ocorrerão somente se certas condições se manifestarem) não pode ser usada 
para justifi car a ausência de medidas para a redução de riscos, de modo que 
elas devem fazer parte do conjunto de medidas mitigadoras.
No caso da prevenção de riscos, dois conjuntos de medidas podem fazer 
parte do plano de gestão ambiental: o plano de gerenciamento de riscos e o 
plano de atendimento a emergências. O Plano de Gerenciamento de Riscos 
(PGR) deve contemplar todas as ações a serem implementadas em caso de 
ocorrência de acidentes. Cabe ao órgão licenciador determinar a necessidade 
de apresentação de um PGR, a fase do processo de licenciamento em que o 
plano e o seu conteúdo devem ser apresentados.
Para boa parte dos empreendimentos sujeitos ao processo de AIA, não é neces-
sário um grande detalhamento dos procedimentos de segurança e gerencimentos 
de riscos, tendo em vista que apresentam riscos substancialmente menores que o 
de indústrias químicas oude instalações de transporte e armazenagem de petróleo 
257Análise de riscos ambientais
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 257 26/02/2018 16:49:42
ou derivados. Nesse caso, uma descrição dos procedimentos de prevenção de 
riscos e das ações previstas em caso de ocorrência de acidentes pode ser suficiente. 
No link a seguir, você terá acesso a um Programa de 
Gerencimento de Riscos (PGR) referente à operação do 
Porto de São Francisco do Sul (SC), elaborado como forma 
de definir as ações de gestão para o controle das suas 
atividades operacionais. Nele, são abordados os elemen-
tos preventivos que visam reduzir o risco de acidentes e 
corretivos, minimizando eventuais impactos ambientais 
(CARUSO JR, 2012).
Disponível em:
https://goo.gl/uGyvKG
Tais ações podem ser descritas no Plano de Atendimento de Emergências 
(PAE). É importante salientar que a preparação para atendimento a emergências 
é item obrigatório em sistemas de gestão ambiental que sigam as diretrizes 
da norma NBR ISO 14.001:2004. (ASSOCIAÇÃO..., 2004)
Um PAE deve conter, entre outros itens:
  uma descrição dos cenários ou hipóteses acidentais consideradas;
  as ações de resposta às situações emergenciais compatíveis com os ce-
nários acidentais considerados, incluindo os procedimentos de avaliação 
de situação, a atuação emergencial (combate a incêndios, isolamento, 
evacuação, contenção de vazamentos, entre outros) e ações de recupe-
ração das áreas afetadas;
  a descrição dos recursos materias e humanos disponíveis e os programs 
de treinamento e capacitação.
A capacitação dos recursos humanos é um dos requisitos mais importantes 
para o sucesso dos planos de emergência e a obtenção de bons resultados dos 
demais elementos do plano de gestão ambiental.
Análise de riscos ambientais258
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 258 26/02/2018 16:49:43
Em determinadas situações, a preparação de um estudo completo de análise 
de risco pode ser substituída pela preparação de um plano de gerenciemanto de 
riscos. Com isso, evitam-se as atividades complexas e detalhadas de estimativa 
das frequências e de simulação dos efeitos físicos, concentrando os esforços na 
formulação de medidas para reduzir os riscos e na preparação de um PAE. Esse 
plano de gerenciamento de riscos pode facilmente ser incorporado a um EIA 
ou a algum documento subsequente no processo de licenciamento ambiental.
Para entender um pouco mais sobre o Plano de Gerencia-
mento de Riscos (PGR) e sobre o Plano de Atendimento 
de Emergências (PAE), sugere-se a leitura da Apostila do 
Curso sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de 
Gerenciamento de Riscos, oferecido pelo Ministério do 
Meio Ambiente. Acesse a apostila no link ou código a seguir. 
https://goo.gl/yfs5GF
1. A análise de riscos ambientais 
pode ser dividida em cinco etapas: 
identificação dos perigos, análise 
dos riscos, monitoração do plano, 
implementação de um plano de 
controle/redução dos riscos e:
a) mitigação de riscos.
b) meio biótico.
c) gerenciamento dos riscos.
d) riscos tecnológicos.
e) reavaliação periódica do plano.
2. A análise de riscos ambientais 
é o potencial de ocorrência 
de resultados adversos 
indesejados a quais meios?
a) Físico, biótico e antrópico.
b) Ambiental, social e econômico.
c) Flora e fauna.
d) Geológico e hidrográfico.
e) Social e econômico.
3. A liberação de pequenas 
quantidades de substâncias em 
águas subterrâneas utilizadas 
para abastecimento doméstico 
é considerada como qual 
tipo de risco ambiental?
a) Riscos agudos.
b) Riscos naturais.
c) Riscos crônicos.
d) Riscos biológicos.
e) Riscos siderais.
259Análise de riscos ambientais
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 259 26/02/2018 16:49:44
4. Para um pleno gerenciamento 
dos riscos, as medidas de 
prevenção de acidentes devem 
ser associadas a quê?
a) Probabilidade × magnitude.
b) Aspecto × impacto.
c) Fauna e flora.
d) Meios antrópicos e físicos.
e) Comunidade × impactos.
5. A explosão de um tanque de 
combustíveis, causada pela 
queda de um raio, é considerada 
qual tipo de risco ambiental?
a) Risco natural.
b) Risco biológico.
c) Risco geológico.
d) Risco sideral.
e) Risco atmosférico.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRAS DE NORMAS TÉCNICAS. Norma Brasileira ABNT NBR ISO 
14001. Sistemas da gestão ambiental - Requisitos com orientações para uso. São 
Paulo: ABNT, 2004. 
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. 
Brasília, DF, 1981. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.
htm>. Acesso em: 13 dez. 2017.
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. 
Brasília, DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 13 dez. 2017.
CARUSO JR. Programa de Gerenciamento de Riscos: PGR Porto de São Francisco Do 
Sul / SC. São Francisco do Sul, 2012. Disponível em: <http://www.apsfs.sc.gov.br/
wp-content/uploads/2014/11/SGA-PGR-00.pdf>. Acesso em: 13 dez. 2017.
CONAMA. Resolução CONAMA nº 3, de 28 de junho de 1990. Dispõe sobre padrões de 
qualidade do ar, previstos no PRONAR. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 1990. 
Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=100>. 
Acesso em: 13 dez. 2017.
CONAMA. Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos 
corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como esta-
belece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. 
Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2005. Disponível em: <http://www.mma.
gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=459>. Acesso em: 13 dez. 2017.
DET NORSKE VERITAS. Módulo 13: PGR/PAE. Rio de Janeiro: DNV, 2007. (Curso sobre 
estudo de análise de riscos e programa de gerenciamento de riscos). Disponível em: 
Análise de riscos ambientais260
Cap_16_Avaliacao_de_Impactos_Ambientais.indd 260 27/02/2018 13:43:12
<http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/_14.pdf>. Acesso em: 17 
nov. 2017.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Poluição do ar provoca morte de mais de 7 mi-
lhões de pessoas por ano. 27/10/2015. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/
oms-poluicao-do-ar-provoca-morte-de-mais-de-7-milhoes-de-pessoas-por-ano/>. 
Acesso em: 21 dez. 2017. 
SILVA, D. J. P. Entendendo a ISO 14000. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa, 2012. 
(Série Sistema de Gestão Ambiental). Disponível em: <https://www2.cead.ufv.br/sgal/
files/apoio/saibaMais/saibaMais6.pdf>. Acesso em: 17 nov. 2017.
Leituras recomendadas
BARBOSA, R. P. Avaliação de Risco e Impacto Ambiental. São Paulo. Saraiva, 2014.
BRITO, R.M.L.D. Responsabilidade Ambiental: metodologia de análise de risco am-
biental. Dissertação (Mestrado em Biologia) - Faculdade de Ciências, Universidade 
do Porto, Porto, 2013.
COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Manual (P4.261): orien-
tação para a elaboração de estudos de análise de riscos. São Paulo: CETESB, 2003.
PHILIPPI JUNIOR, A.; ROMÉRO, M. A.; BRUNA, G. C. Curso de Gestão Ambiental. 2. ed. 
São Paulo: Manole, 2014.
PINTO, T. J. A. et al. Ciências Farmacêuticas: sistema de gestão ambiental. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2009. 354 p.
SÁNCHEZ, L. H. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: 
Oficina de Textos, 2008. 495 p.
VALLE, C. E. Como se preparar para as Normas ISO 14.000: qualidade ambiental. 2. ed. 
São Paulo: Pioneira, 1995. 137 p.
261Análise de riscos ambientais
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 261 26/02/2018 16:49:44
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 262 26/02/2018 16:49:44
Dica do professor
Nas análisesde risco ambiental, é possível detalhar o diagnóstico, incluindo diferentes parâmetros, 
conforme demonstrado no vídeo a seguir.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/40b2df9d6c672993145c880dfe18b459
Exercícios
1) A análise de riscos ambientais pode ser dividida em cinco etapas: identificação dos perigos, 
análise dos riscos, monitoração do plano, implementação de um plano de controle/redução 
dos riscos e:
A) mitigação de riscos.
B) meio biótico.
C) gerenciamento dos riscos.
D) riscos tecnológicos.
E) reavaliação periódica do plano.
2) Análise de riscos ambientais é o potencial de ocorrência de resultados adversos indesejados 
a quais meios?
A) Físico, biótico e antrópico.
B) Ambiental, social e econômico.
C) Flora e fauna.
D) Geológico e hidrográfico.
E) Sociais e econômicos.
3) A liberação de pequenas quantidades de substâncias em águas subterrâneas utilizadas para 
abastecimento doméstico é considerada como qual tipo de risco ambiental?
A) Riscos agudos.
B) Riscos naturais.
C) Riscos crônicos.
D) Riscos biológicos.
E) Riscos siderais.
4) Para um pleno gerenciamento dos riscos, as medidas de prevenção de acidentes devem ser 
associadas a quê?
A) Probabilidade x magnitude
B) Aspecto x impacto
C) Fauna e flora
D) Meios antrópicos e físico
E) Comunidade x impactos
5) A explosão de um tanque de combustíveis, causada pela queda de um raio, é considerado 
qual tipo de risco ambiental?
A) Risco natural
B) Risco biológico
C) Risco geológico
D) Risco sideral
E) Risco atmosférico
Na prática
Guia de Procedimentos do Licenciamento Ambiental FederalVocê é gestor ambiental em um 
empreendimento que possui uma galvanoplastia. Neste contexto, você realizou, junto com sua 
equipe, um estudo de análise de riscos ambientais. Nesse estudo, foi identificado que o efluente 
gerado por sua galvanoplastia, somado ao efluente industrial do restante do empreendimento 
(tratado separadamente), promove alta toxicidade no corpo receptor quando lançados. Como uma 
das ações para o gerenciamento dos riscos, você sugeriu um estudo da composição de cada 
efluente e justificou que o conhecimento mais detalhado acerca das propriedades de cada efluente 
será fundamental para sanar o problema e para se agir adequadamente no foco da contaminação.
Você sabe que a galvanoplastia é tida como uma das mais tóxicas entre os outros tipos de 
indústrias, pois ela é um ramo da indústria metal-mecânica em que as superfícies metálicas ou 
plásticas são tratadas a partir de processos químicos ou eletrolíticos.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Manual de Análise de Riscos Ambientais
Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM) 2001.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986
Resolução nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 fev. 1986.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://www.fepam.rs.gov.br/biblioteca/manual_analise_risco.asp
http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=8902

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