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Cólera

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CENTRO UNIVERSITÁRIO FIPMOC-UNIFIPMOC 
CURSO: MEDICINA – 4º PERÍODO 
TURMA XXVIII 
DISCIPLINA/MÓDULO: SOI IV – TIC’S IV 
 
 
 
 
 
 
EMILLY LORENA QUEIROZ AMARAL 
 
 
 
 
CÓLERA 
 
 
 
 
 
 
 
MONTES CLAROS-MG 
MARÇO/2023 
 
1) QUANDO SUSPEITAR CLINICAMENTE QUE O 
PACIENTE POSSA APRESENTAR CÓLERA? 
QUAL A DIFERENÇA DAS OUTRAS 
ENTEROCOLITES BACTERIANAS? 
A cólera é uma doença diarreica secretora e aguda resultante da contaminação por 
cepas produtoras de toxinas da bactéria gram-negativa Vibrio cholerae. A forma grave 
da doença é caracterizada pela perda profunda de líquidos e eletrólitos nas fezes e 
a rápida instauração de um quadro de choque hipovolêmico, que costuma ocorrer 
dentro de 24h do início das manifestações como vômitos e diarreia. 
 Embora os quadros leves de cólera possam ser clinicamente indistinguíveis de outro 
as doenças diarreicas, a perda constante e rápida de fluidos e eletrólitos torna a cólera 
grave uma entidade clinicamente distinta. O sintoma patognomônico de cólera é a 
passagem de fezes abundantes em “água de arroz”, fezes que se caracterizam com aspecto 
aquoso e com manchas de muco. Normalmente as fezes têm odor de peixe, são incolores 
e sem tenesmo. Em adultos a produção de fezes pode chegar a um litro por hora, em casos 
graves. Essa taxa de perda não é comumente observada em outras patologias causadoras 
de doença diarreica. Além disso, a concentração de sódio, bicarbonato e potássio costuma 
ser bem alta em pacientes com cólera. Em pacientes tratados com reidratação adequada, 
a diarreia tende a ser mais grave nos dois primeiros dias e termina entre quatro e seis dias. 
A perda de volume total ao longo da doença pode chegar a 100% do peso corporal. 
A perda abrupta de eletrólitos e fluidos pode deixar como sequelas importantes a 
hipovolemia e anormalidades eletrolíticas. Pacientes com grau de hipovolemia alto 
podem manifestar olhos encovados, pele fria e úmida, boca seca e turgor cutâneo 
diminuído, ou então, pés enrugados, conhecidos como “mãos de lavadeira”. Na maioria 
das vezes os pacientes são apáticos e letárgicos. Alguns outros sintomas comuns, mas 
não obrigatórios, são vômitos de caráter aquoso e cólicas abdominais (não classicamente 
associada a disenteria). 
Logo, evidencia-se que a principal divergência entre a cólera e outras enterocolites 
bacterianas é justamente a perca profunda de líquidos e eletrólitos por meio das fezes, em 
decorrência do grande volume de perca, além do aspecto aquoso e presença de manchas 
de muco. 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS: 
LAROCQUE, Regina; HARRIS, Jason B. Cólera: características clínicas, diagnóstico, 
tratamento e prevenção. UpToDate. Disponível em 
https://www.uptodate.com/contents/cholera-clinical-features-diagnosis-treatment-and-
prevention?search=c%C3%B3lera&source=search_result&selectedTitle=1~68&usage_t
ype=default&display_rank=1#. Acesso em: 23/02/2023 
LAROCQUE, Regina; HARRIS, Jason B. Cólera: Microbiologia e patogênese. 
UpToDate. Disponível em https://www.uptodate.com/contents/cholera-microbiology-
and-
pathogenesis?search=c%C3%B3lera&source=search_result&selectedTitle=2~68&usag
e_type=default&display_rank=2 Acesso em: 23/02/2023

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