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Metodo Clinico caso 3 - câncer de mama

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Câncer de mama 
Caso 3
Tecido mamário normal 
• As mamas situam-se na parede torácica anterior na altura do 2º 
a 6º arcos costais.
• As mamas são constituídas de pele, tecido adiposo e glandular.
• Os suprimentos sanguíneo da mama é proveniente das artérias 
subclávias, axilar e intercostais.
• O quadrante superior externo tem mais tecido. 
Anamnese
• Esse exame não é visto como método de prevenção. É uma forma de você conhecer o seu 
corpo, e caso encontre algo anormal, é para procurar um atendimento médico.
Mamografia:
• É recomendado na faixa etária de 50 a 69 anos;
• O benefício da mamografia ➜ encontra o câncer no início e começa um tratamento 
menos agressivo, e tem menos chance de morte;
• O risco da mamografia ➜ a suspeita de câncer de mama, podendo ser um falso positivo, 
causando ansiedade e estresse para o paciente. Pode causar falso negativo em mulheres 
com câncer. Diagnóstico e tratamento sem necessidade. Exposição a raio x;
• A mamografia permite identificar melhor as lesões mamarias em mulheres após a 
menopausa.
Outros rastreamentos:
• Ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética.
Prevenção
Isabelle Isis Mello Assis
FCM/TR - 5º período
• Durante a anamnese deve obter informações sobre o ciclo menstrual e fatores de 
risco para o câncer.
• Importante anotar a idade, cor, naturalidade, idade da menarca, número de 
gravidez, partos, abortos e idade do primeiro parto.
• Interrogatório sobre antecedentes familiares de câncer de mama, ovário e tuba 
uterina.
• Antecedentes de doenças previas e atuais (hipertensão, diabetes, cardiopatias, 
pneumopatias e tromboembolismo).
• Historia de cirurgias previas de neoplasias e estéticas de mama.
• Uso de medicamento podem causar galactorreia e outros sintomas mamários.
• Utilização de bebidas alcoólicas, tabagismos, etilismo, atividade fisica, 
alimentacão e uso de terapia hormonal.
Fatores de risco:
• Idade (a partir de 50 anos);
• Histórico familiar (parentes de 1º grau);
• BRCA-1, BRCA-2 e P53 genes envolvidos;
• Menarca precose (<12). Menopausa tardia (>55). Nuliparidade (não ter filhos);
• Obesidade pós menopausa;
• Anticoncepcionais;
• Terapia de reposição hormonal;
• Exposição a radiação;
• Hiperplasia atípica.
Sinais e sintomas 
• Mastalgia ➜ dor na região da mama;
• Nódulo, fixo geralmente indolor, vendo a localização, tamanho, crescimento, 
consistência, mobilidade e sensibilidade;
• Pele da mama avermelhada (eritema), retraída ou do tipo casca de laranja 
(edema com infiltração da derme, os poros ficam mais visíveis;
• Alteração no mamilo, por exemplo a inversão mamilar (pode ser fisiológica);
• Linfonodomegalia nas axilas ou pescoço;
• Secreção papilar anormal, podendo ser transparente, rosada ou avermelhada 
devia presença de glóbulos vermelhos;
• Retração cutânea;
• Descamação ou ulceração do mamilo;
• Linfonodos palpáveis na axila;
• Telangectasia: pequenos vasos.
Rastreamento
• Exame realizado quando não há sinais e nem sintomas suspeitos.
• Recomendada para as mulheres de 50 a 69 anos uma vez a cada dois anos ➜ 
não se faz em mulheres abaixo de 35 anos, porque pode dar falso positivo, mesmo 
com histórico familiar.
• Se houver parente de primeiro grau com câncer, começa a rastrear 10 anos 
antes da idade de diagnóstico do parente.
Autoexame:
• É recomendado a partir dos 20 anos;
• O ideal é fazer o autoexame uma semana depois do ciclo menstrual, pois nesse 
período elas podem estar inchadas;
• Manter o peso adequado;
• Praticar atividades físicas;
• Evitar bebidas alcoólicas;
• Amamentar também é um fator protetor;
• Não fumar;
• Ter alimentação saudável
Tipos de câncer de mama
Pré-invasivos (detectável pela mamografia-não palpáveis):
• Carcinoma in situ ductal;
• Doença de Parget da papila - atinge mamilo e aréola, podendo se tornar mais espessa, e 
apresentar vermelhidão e coceira.
• Carcinoma lobular in situ.
Invasivos:
• Carcinoma ductal invasivo ➜ se inicia em ducto mamário, rompe a parede desse ducto e 
cresce no tecido adiposo da mama, invadindo o estroma de sustentação. Se dissemina 
para outros órgãos principalmente através do sistema linfático e da circulação sanguínea.
• Carcinoma lobular invasivo ➜ começa nas glândulas produtoras de leite (lóbulos). 
Bilateral.
• Carcinoma inflamatório ➜ é um câncer raro. Ductal e invade os linfáticos e derme, 
apresentando aspecto de queimadura, inchaço, vermelhidão que é provocado pelas 
células cancerígenas que bloqueiam os vasos linfáticos e aspecto de casca de laranja 
(Peau d’orange). Pode ser confundido por uma mastite aguda.
Formas de apresentação 
Assimétrico Vermelhidão Liberar líquido 
papilar
Inchaço do linfonodo 
Abaulamento 
e retração 
Pele de casca 
de laranja 
Mamilo invertido Dor constante 
Furadeira EILEEN
ir
A- - - -
AM dela do olho
Exame físico
Inspeção estática:
• Paciente com o avental aberto para a frente;
• Paciente sentada ou em pé ➜ observar tamanho, simetria, contorno, textura e 
características (vascularização, manchas, integridade, cor) e ver se contém 
retrações e abaulamentos, os mamilos e auréolas (tamanho e forma, pigmentação 
simetria e lesões). 
• Podendo apresentar alterações conforme na imagem da ultima folha.
Inspeção dinâmica:
• Braços erguidos para cima e mãos no quadril, com o corpo ligeiramente pra 
frente ➜ observando a mesma coisa da estática.
Palpação das mamas:
• Inicia-se pela mama supostamente normal.
• Paciente sentado ou em decúbito com os braços para cima ➜ com a mão 
espalmada faz movimentos de vai e vem da região central a periferia em toda a 
mama em movimento circulares ➜ depois quadrante por quadrante com a face 
palmas dos dedos. 
• Em seguida com a manobra de Bloodgood (“manobra de tocar piano”) ➜ deve 
fazer o dedilhado com movimentos de ir e vir do centro para periferia.
Expressão papilar:
• Comprima-os da base a ponta, na busca de alguma secreção.
Palpação dos linfonodos:
• Palpar os linfonodos axilares com a mão em concha, apoiando o braço da mama 
a ser analisada;
• Em seguida, os linfonodos supra e infraclavicular e depois os laterais do pescoço.
• Tratamento de complicações.
Seguimento para quem tem a doença e já foi operado:
• Exame físico a cada 3 meses por 2 anos;
• Depois a cada 6 meses por 5 anos;
• Auto-exame regular e mamografias períodicas.
Prognóstico 
Isabelle Isis Mello Assis
FCM/TR - 5º período
Investigação
• Estimular o autoconhecimento para realizar o autoexame;
• Hemograma, bioquímica, E.A.S;
• Mamografia por rastreamento;
• Mamografia para diagnóstico;
• Atenção para microcalcificações, nódulos, alterações de densidade ou
arquitetura;
• Raio X de tórax PA e perfil;
• USG mamário e abdominal;
• Cintilografia óssea, se o tumor for > 2cm;
• BRCA teste de mutação (hist.fam.,sexo masc.) a depender da história familiar.
Biópsia:
• Por agulha fina ➜ tumores grandes;
• Por agulha grossa ➜ tumores pequenos; 
Tratamento 
• Cirurgia conservadoras (mastectomia simples, tumorectomia) ou radicais;
• Radioterapia;
• Quimioterapia;
• Bloqueio hormonal (ER+ e PR+);
• Tamoxifeno (modulador receptor de estrogênio) + anastrozole e exemestane;
• Anticorpos monoclonais (HER+: trastuzumab), como se fosse vacina;
• Geralmente bom prognóstico com sobrevida de 98-100% em 5 anos.
• A presença de metástases piora bem o prognóstico (16%).
• Usar TNM : N o fator mais útil / M o mais importante.
• Metástases : ossos > pulmão > fígado > cérebro.
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