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ELEITORALAPOSTILA

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40º EXAME
INCLUI:
• Quadros de ATENÇÃO
• Tabelas Comparativas
• Esquemas Didáticos
• Referências a temas 
cobrados em provas anteriores
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Alteração Legislativa Atenção Exemplo
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SUMÁRIO 
1. TEMAS INTRODUTÓRIOS
1.1. CONCEITO E SISTEMAS ELEITORAIS 
1.2. PRINCÍPIO DA ANUALIDADE ELEITORAL
2. DIREITO DE SUFRÁGIO 
2.1. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA
2.2. CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA
3. REGISTRO DA CANDIDATURA 
4. PARTIDOS POLÍTICOS 
4.1. CARACTERÍSTICAS GERAIS
4.2. REGISTRO E FUNCIONAMENTO 
4.3. VEDAÇÕES
4.4. EXTINÇÃO OU DISSOLUÇÃO 
4.5. FIDELIDADE PARTIDÁRIA
5. PROPAGANDA ELEITORAL
5.1. PROPAGANDA POLÍTICO-PARTIDÁRIA E MODALIDADES
5.2. PODER DE POLÍCIA E A PROPAGANDA ELEITORAL
5.3. PROPAGANDA ANTECIPADA OU EXTEMPORÂNEA
5.4. PROPAGANDA EM BENS PÚBLICOS, DE USO COMUM E PARTICULARES
6. PROCESSO ELEITORAL
6.1. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL
6.2. CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS
6.3. REGISTRO DA CANDIDATURA
6.4. NÚMERO DE CANDIDATOS QUE PODEM SER REGISTRADOS POR PARTIDO OU COLIGAÇÃO
6.5. REGRAS DE ESTÍMULO À PARTICIPAÇÃO FEMININA 
6.6. RITO
7. AÇÕES ELEITORAIS
7.1. AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE REGISTRO DE CANDIDATURA (AIRC)
7.2. AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL (AIJE)
7.3. AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO AO MANDATO ELETIVO (AIME) 
7.4. RECURSO CONTRA A DIPLOMAÇÃO (RCED)
8. RECURSOS ELEITORAIS 
9. FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS 
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1. TEMAS INTRODUTÓRIOS 
1.1. CONCEITO E SISTEMAS ELEITORAIS 
O Direito Eleitoral é o ramo do Direito Público que tem como objetivo regulamentar o exercício 
do direito fundamental de sufrágio (direito de votar e ser votado) para garantir a soberania popular, 
com a consequente validação da ocupação de cargos políticos e a legitimação do exercício do poder 
estatal.
Sufrágio universal é o direito público subjetivo de participar da vida política da 
sociedade, exercendo-se os direitos de votar e de ser votado. O voto, portanto, 
representa um exercício do direito ao sufrágio universal.
Considera-se “sistema eleitoral” as diferentes técnicas e procedimentos para o exercício dos 
direitos políticos de votar e ser votado no país, o que incluiu critérios de divisão geográfica, de 
cômputo votos e de determinação dos candidatos eleitos. 
Atualmente, no Brasil, há basicamente dois sistemas eleitorais: o majoritário e o proporcional. 
Sistema majoritário
No sistema majoritário, divide-se o país em circunscrições e o candidato eleito será aquele com 
maior número de votos, como no caso das eleições para os cargos de presidente da república, 
governadores, prefeitos e senadores. 
O sistema majoritário pode ser simples (apenas um turno), ou complexo (dois turnos) 
No a e Brasil, adota-se o sistema majoritário na eleição dos chefes do Poder Executivo e dos 
Senadores, ocorrendo em turno único (simples) para a eleição de senadores e de prefeitos e vices 
em municípios com menos de 200 mil eleitores e em turno duplo (se não houver maioria absoluta 
no primeiro turno) nos demais casos. 
Turno único: a) Eleição de senadores e b) Eleição de prefeitos e vices em municípios com 
menos de 200 mil eleitores. 
 Dois turnos: a) Eleição de Presidente da República, b) Eleição de Governadores e c) Eleição 
prefeitos e vices em municípios com 200 mil ou mais eleitores
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Sistema Proporcional 
No sistema proporcional, o principal critério utilizado é a proporção de votos recebidos 
pelo partido, que corresponderá ao número de cadeiras que lhe são atribuídas. 
Foi implantado no Brasil pelo Código Eleitoral de 1932 e é adotado para a eleição de 
deputados federais, deputados estaduais e vereadores. 
Para a implantação do sistema eleitoral proporcional, há algumas etapas: 
1ª etapa – Deve-se apurar o “quociente eleitoral”, que representa o número mínimo 
necessário de votos que o partido deve receber para conseguir 1 (uma) vaga na casa legislativa. 
De acordo com o art. 106 da Lei º 4.737/65 (Código Eleitoral), determina-se o quociente 
eleitoral dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de lugares a preencher em 
cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a meio, equivalente a um, 
se superior (QE = número de votos válidos ÷ número de vagas a preencher).
O resultado dessa divisão é a quantidade de votos necessários atribuídos ao partido para 
que ele tenha direito a uma cadeira no parlamento. Assim, terminada a votação, divide-se 
o total de votos válidos pelo número de cargos em disputa, obtendo-se assim o quociente 
eleitoral.
Na eleição para vereador houve 146 mil votos válidos para 20 vagas. Logo, o 
quociente eleitoral será 7.300 (146.000 ÷ 20 = 7.300).
2ª etapa – Deve-se determinar para cada partido o “quociente partidário”, que é calculado 
a partir do número de votos de cada partido ou coligação dividido pelo quociente eleitoral 
(QP = número de votos válidos atribuídos ao partido ou à coligação ÷ quociente eleitoral). O 
resultado dessa divisão, portanto, é o número de vagas a serem preenchidas pelo partido. 
O Partido X recebeu 40 mil votos. Esses 40 mil votos serão divididos pelo 
quociente eleitoral (7.300). Desse modo, o partido X terá direito a 5 vagas de 
Vereador (40.000 ÷ 7.300 = 5,4794520548).
3ª etapa – Deve-se verificar quantas vagas cada partido ou coligação obteve (quociente 
partidário) e depois apurar os mais votados naquele partido ou coligação, sendo estes os 
eleitos. 
No nosso exemplo, os 5 candidatos mais votados do partido X serão eleitos. 
É importante destacar, entretanto, que, para ser eleito, o candidato deverá ter recebido, 
como forma de se garantir o mínio de representatividade, votos em número igual ou superior 
a 10% do quociente eleitoral, conforme previsto no art. 108 do Código Eleitoral: 
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Art. 108 do Código Eleitoral - Estarão eleitos, entre os candidatos registrados por um 
partido ou coligação que tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% (dez 
por cento) do quociente eleitoral, tantos quantos o respectivo quociente partidário 
indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido.
4ª etapa – Vagas remanescentes: O quociente partidário normalmente é um número 
fracionado. No nosso exemplo, o QP do Partido X era 5,4794520548, de modo que foram 
garantidas 5 vagas ao partido, e a fração restante (0,4794520548) desprezada. Como isso 
ocorre com vários partidos, se juntarmos todas as frações que sobraram, novas vagas surgirão 
e, portanto, devem ser preenchidas, o que será feito com base no art. 109 do Código Eleitoral.
1.2. PRINCÍPIO DA ANUALIDADE ELEITORAL
O princípio da anualidade eleitoral está previsto no art. 16 da CF/88, que dispõe: “a lei que 
alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição 
que ocorra até um ano da data de sua vigência.” 
Desse modo, as leis que alteram o processo eleitoral, embora entrem em vigor imediatamente, 
só poderão ser aplicadas às eleições que ocorrerem pelo menos 1 ano depois.
A ideia desse princípio é trazer estabilidade e segurança jurídica às eleições, garantindo 
aos eleitores e candidato que as regras não sejam alteradas próximo das eleições, evitando-se 
surpresas aos participantes do processo eleitoral. 
Destaca-se, ainda, que o STF possui entendimento no sentidode que a regra do art. 16 da 
CF/88 é cláusula pétrea, pois trata de um direito individual do eleitor.
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2. DIREITO DE SUFRÁGIO 
O sufrágio é o direito público subjetivo democrático, por meio do qual o povo é admitido a 
participar da vida política da sociedade. 
O sufrágio é a essência dos direitos políticos, traduzindo o direito de votar e ser votado. 
Nesta linha, o sufrágio apresenta duas dimensões:
a) capacidade eleitoral ativa (cidadania ativa): direito de votar, de eleger representantes; 
b) capacidade eleitoral passiva (cidadania passiva): direito de ser votado, de ser eleito. 
2.1. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA
Em relação ao voto, o inciso II do § 4º do art. 60 da CF/88 estabelece que não será objeto 
de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: o voto direto, secreto, universal e 
periódico.
O direito ao voto direto, secreto, universal e periódico é, portanto, cláusula pétrea. 
Vejamos cada uma dessas características: 
a) Direito: significa que o voto é feito sem intermediários, ou seja, o povo escolhe 
diretamente seu representante;
Como exceção ao voto direto, o §1º do art. 81 da CF/88 estabelece que, ocorrendo a vacância 
nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta 
dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
b) Secreto: o voto é sigiloso, não podendo o seu conteúdo ser revelado pela Justiça 
Eleitoral.
De acordo com o art. 220, IV, do Código Eleitoral, é nula a votação quando preterida formalidade 
essencial do sigilo dos sufrágios (art. 220, IV, do Código Eleitoral). Admite-se, excepcionalmente, 
o afastamento do sigilo do voto nos casos em que o eleitor seja uma pessoa com deficiência e 
houver necessidade de auxílio humano para a manifestação de sua vontade na urna eletrônica.
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c) Universal: todos têm o direito de votar (não censitário); 
d) Periódico: decorre do princípio republicano. Em intervalos regulares de tempo, os 
cidadãos devem comparecer às urnas para votar, renovando, assim, a representação política;
Além das características previstas na própria Constituição Federal, o voto igual (todo voto tem 
o mesmo peso), livre (pode-se votar em qualquer candidato, bem como em branco ou nulo) e 
personalíssimo (o eleitor deve votar pessoalmente, não sendo possível fazê-lo por procuração, 
representante ou correspondência).
O direito de votar, ou seja, a capacidade eleitoral ativa, decorre do alistamento, que é o 
ato pelo qual as pessoas, não havendo vedação legal, em caráter obrigatório ou facultativo, 
se inscrevem no corpo eleitoral, adquirindo a condição de eleitor, mediante o recebimento da 
inscrição e do título eleitoral.
Da decisão que defere ou indefere o alistamento eleitoral, cabe recurso ao Tribunal Regional 
Eleitoral, sendo que o Ministério Público também tem legitimidade para interposição desse 
recurso..
O alistamento é comprovado pelo título eleitoral ou por certidão da Justiça Eleitoral, sendo 
que, de acordo com o §1º do art. 14 da CF/88, há dois tipos de alistamento:
OBRIGATÓRIO FACULTATIVO 
Para os maiores de dezoito anos e menores de 
70 anos. 
a) os analfabetos; b) os maiores de setenta 
anos; c) os maiores de dezesseis e menores 
de dezoito anos.
O § 2º do art. 14 da CF/88, por outro lado, estabelece que não podem se alistar como 
eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.
São proibidos de se alistar, portanto: 
I – Estrangeiros
Como exceção, o Estatuto da Igualdade Brasil-Portugal (Decreto nº 3.927/2000) estabelece 
que brasileiros em Portugal e portugueses no Brasil gozarão dos mesmos direitos e estarão 
sujeitos aos mesmos deveres dos nacionais desses Estado. Portanto, havendo a equiparação, 
portugueses, independentemente de naturalização, podem gozar de direitos políticos no 
Brasil, mas, para tanto, deve haver o mínimo de três anos de residência habitual e o gozo 
de direitos políticos no Estado de residência importa na suspensão do exercício dos mesmos 
direitos no Estado da nacionalidade..
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II - Conscritos (Resolução 15.850/1989): São aqueles que cumprem serviço militar 
obrigatório, incluindo os matriculados nos órgãos de formação de reserva, bem como médicos, 
dentistas, farmacêuticos e veterinários que prestam serviço militar inicial obrigatório. Nesse 
caso, a inscrição eleitoral fica mantida, mas o conscrito fica impedido de votar.
III - Menores de 16 anos - Após completados os 18 anos, deve-se realizar o alistamento 
eleitoral dentro do prazo de 1 ano, sob pena de multa.
2.2. CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA
CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE
A capacidade eleitoral passiva representa o direito de ser votado. 
O art. 14, §3º, da Constituição Federal estabelece como condições de elegibilidade: a 
nacionalidade brasileira; o pleno exercício dos direitos políticos; o alistamento eleitoral; o 
domicílio eleitoral na circunscrição, a filiação partidária, não ser analfabeto, bem como a idade 
mínima para os seguintes cargos: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente 
da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do 
Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, 
Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador.
De acordo com o §4º do art. 14 da CF/88, são inelegíveis são os analfabetos e os inalistáveis 
(estrangeiros, conscritos e menores de 16 anos)
 a) Nacionalidade brasileira: pode ser nato ou naturalizado ou ainda português equiparado. 
Se o naturalizado não se alistar em até um ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira, 
incorrerá em multa imposta pelo Juiz Eleitoral e cobrado no ato da inscrição, tal qual o 
brasileiro nato que não se alistar até os 19 anos (TSE, Res. 21.538/2003, art. 15).
b) Gozo dos direitos políticos: o cidadão deve estar em gozo dos seus direitos políticos. 
Importante destacar que a suspensão dos direitos políticos decorrente de decisão transitada 
em julgado é apta para impedir a diplomação de candidato eleito.
c) Alistamento eleitoral: condição de eleitor, mediante o recebimento da inscrição e do 
título eleitoral
d) Domicílio eleitoral na circunscrição por seis meses: o conceito de domicílio eleitoral é 
bem mais amplo que o de domicílio civil, uma vez que não se exige o “animus” de permanência 
definitiva, sendo admitido qualquer lugar em que o cidadão possua vínculo específico, familiar, 
econômica, social ou político. Não se admite, como no domicílio civil, a pluralidade de domicílio, 
devendo o eleitor escolher dentro os domicílios civis que tiver em qual se inscreverá o eleitor. 
O Título de Eleitor faz prova do domicílio eleitoral.
e) Filiação partidária por seis meses: representa o vínculo jurídico entre o cidadão e o 
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partido, conforme estatutos partidários, e também nos termos dos artigos 16 a 22-A da Lei nº 
9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos). Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá 
a mais recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais (art. 22, 
parágrafo único, L nº 9.096/95). 
A comprovação da filiação partidária, de no mínimo 6 meses,se dará por comunicação dos 
próprios partidos que devem remeter ao juiz eleitoral a relação de nomes dos seus filiados, 
conforme art. 19 da Lei nº 9.096/95. Em caso de omissão do partido, é facultado ao prejudicado 
requerer diretamente a justiça eleitoral a inclusão do seu nome na lista.
Súmula 20 do TSE - A prova de filiação partidária daquele cujo nome não constou 
da lista de filiados de que trata o art. 19 da Lei nº 9.096/95, pode ser realizada 
por outros elementos de convicção, salvo quando se tratar de documentos 
produzidos unilateralmente, destituídos de fé pública.
CAUSAS DE INELEGIBILIDADE
Causas de inelegibilidade são as circunstâncias (constitucionais ou previstas em lei 
complementar) que impedem o cidadão do exercício total ou parcial da capacidade eleitoral 
passiva, ou seja, da capacidade de ser eleito. 
Inelegibilidades Constitucionais
I - Estrangeiros (exceto o português equiparado) e 
II - Conscritos;
III - Analfabetos (absoluta): Conforme previsto no art. 14, § 4°, são inelegíveis os inalistáveis 
e os analfabetos. O candidato, portanto, deve saber ler e escrever, minimamente, de modo que 
se possa evidenciar eventual incapacidade absoluta de incompreensão e expressão da língua. 
Portanto, o analfabeto funcional não é inelegível.
Súmula 55 do TSE - A Carteira Nacional de Habilitação gera a presunção da 
escolaridade necessária ao deferimento do registro de candidatura.
Resolução 23.548/2018 (resolução das eleições de 2018): A prova da alfabetização 
pode ser suprida por declaração de próprio punho preenchida pelo interessado, 
em ambiente individual e reservado na presença de servidor da Justiça Eleitoral; 
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IV - Inelegibilidade por motivos funcionais (relativa): No termos do § 5° do art. 14 da CF/88, 
o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e 
quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para 
um único período subsequente.
O que é prefeito itinerante (prefeito profissional)?
É o prefeito que, buscando burlar a regra da inelegibilidade, se candidata em outro município e, 
para o STF, trata-se de prática inconstitucional. Nada impede, no entanto, a desincompatibilização 
e a posterior candidatura do prefeito aos demais cargos (inclusive governador, presidente). 
Nesse caso de desincompatibilização, o titular do cargo do cargo deve renunciar ao mandato 
até 6 meses antes do pleito.
Após a reeleição, é proibido ao Presidente, Governador ou prefeito se candidatar 
a vice do mesmo cargo anteriormente ocupado. No entanto, nada a impede o vice 
de se candidatar ao cargo titular (Exemplo: Duas vezes vice, e, após, duas vezes 
Prefeito).
No Poder Legislativo não há limites de reeleições.
V - Inelegibilidade pelo parentesco /reflexa: Alguns parentes do Chefe do Executivo não 
podem se candidatar dentro da respectiva circunscrição, o que é uma forma de dar eficácia e 
efetividade aos postulados republicanos e democráticos, evitando-se a perpetuidade indireta 
no poder. Vejamos o disposto no § 7° do art. 14 da CF/88:
Art. 14 da CF/88
(...)
§ 7° - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção do Presidente da República, 
de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem 
os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de 
mandado eletivo e candidato à reeleição.
A título de exemplo, caso uma pessoa se candidate a Presidente, nenhum de seus parentes 
poderá se candidatar a nenhum cargo no território brasileiro. No entanto, nos termos da parte 
final do § 7°, é permitida a reeleição dos parentes para o cargo anteriormente já ocupado. 
Assim, no exemplo dado, caso o Presidente da República tenha um filho vereador, poderá este 
concorrer à reeleição para o mesmo cargo, mas não poderá disputar o cargo de Deputado, por 
exemplo.
Em relação ao cônjuge, a separação do casal durante o mandato não afasta a inelegibilidade. 
Nesse sentido, destaca-se a Súmula Vinculante 18 do STF: 
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Súmula Vinculante 18 do STF - A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal no curso 
do mandato não afasta a inelegibilidade prevista no § 7° do artigo 14 da Constituição 
Federal.
VI - Inelegibilidade do militar: Para os militares, a Constituição Federal trouxe, ainda, duas 
regras específicas: 1) Se contar com menos de 10 anos de serviço, o militar deverá se afastar 
da atividade para a disputa eleitoral; 2) Se contar com mais de 10 anos, será agregado pela 
autoridade superior e, se eleitor for, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a 
inatividade.
Agregação: o militar permanece na corporação, mas sem ocupar vaga na escala 
hierárquica.
O inciso V do art. 142 da CF/88 estabelece que: “o militar, enquanto em serviço ativo, não 
pode estar filiado a partidos políticos”. Por outro lado, o § 3° do art. 14 da CF/88 dispõe que “é 
condição de elegibilidade a filiação partidária”. 
Como compatibilizar essas duas regras? 
O Registro da candidatura do militar poderá ser feito sem o alistamento eleitoral, que só 
ocorrerá se o militar for eleito.
INELEGIBILIDADES INFRACONSTITUCIONAIS 
Conforme previsto no §9º do art. 14 da CF/88, a Lei complementar estabelecerá outros casos 
de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, 
a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a 
normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do 
exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.
Para tratar das causas de inelegibilidades legais, foi editada a Lei Complementar nº 
64/1990, sendo importante o conhecimento de seu art. 1º, que estabelece: 
Art. 1º da LC 64/90 - São inelegíveis:
I - para qualquer cargo:
a) os inalistáveis e os analfabetos;
b) os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara 
Legislativa e das Câmaras Municipais, que hajam perdido os respectivos mandatos 
por infringência do disposto nos incisos I e II do art. 55 da Constituição Federal, dos 
dispositivos equivalentes sobre perda de mandato das Constituições Estaduais e Leis 
Orgânicas dos Municípios e do Distrito Federal, para as eleições que se realizarem 
durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos oito anos 
subsequentes ao término da legislatura; (Vide ADIN 4089)
c) o Governador e o Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal e o Prefeito e 
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o Vice-Prefeito que perderem seus cargos eletivos por infringência a dispositivo 
da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do 
Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente e nos 8 
(oito) anos subsequentes ao término do mandato para o qual tenham sido eleitos; 
d) os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça 
Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em 
processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, para a eleição na qual 
concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos 8 
(oito) anos seguintes; 
e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão 
judicial colegiado, desde a condenaçãoaté o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após 
o cumprimento da pena, pelos crimes: 
1. contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público
2. contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos 
na lei que regula a falência; 
3. contra o meio ambiente e a saúde pública; 
4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; 
5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à 
inabilitação para o exercício de função pública; 
6. de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; 
7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; 
8. de redução à condição análoga à de escravo; 
9. contra a vida e a dignidade sexual; 
10. praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando; 
f) os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo 
de 8 (oito) anos; 
g) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas 
rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade 
administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver 
sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 
8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto 
no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem 
exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição; 
h) os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que 
beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem 
condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, 
para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se 
realizarem nos 8 (oito) anos seguintes
i) os que, em estabelecimentos de crédito, financiamento ou seguro, que tenham sido 
ou estejam sendo objeto de processo de liquidação judicial ou extrajudicial, hajam 
exercido, nos 12 (doze) meses anteriores à respectiva decretação, cargo ou função de 
direção, administração ou representação, enquanto não forem exonerados de qualquer 
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responsabilidade;
j) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão 
colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, 
por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada 
aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou 
do diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleição; 
k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os 
membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, 
das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de 
representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência 
a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do 
Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem 
durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) 
anos subsequentes ao término da legislatura
l) os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada 
em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade 
administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde 
a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após 
o cumprimento da pena; 
m) os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão 
profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de 
8 (oito) anos, salvo se o ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário)
n) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão 
judicial colegiado, em razão de terem desfeito ou simulado desfazer vínculo conjugal 
ou de união estável para evitar caracterização de inelegibilidade, pelo prazo de 8 (oito) 
anos após a decisão que reconhecer a fraude; 
o) os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo 
ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido 
suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário; 
p) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações 
eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão 
colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se 
o procedimento previsto no art. 22; 
q) os magistrados e os membros do Ministério Público que forem aposentados 
compulsoriamente por decisão sancionatória, que tenham perdido o cargo por sentença 
ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de 
processo administrativo disciplinar, pelo prazo de 8 (oito) anos; (Incluído pela Lei 
Complementar nº 135, de 2010)
II - para Presidente e Vice-Presidente da República:
a) até 6 (seis) meses depois de afastados definitivamente de seus cargos e funções:
1. os Ministros de Estado:
2. os chefes dos órgãos de assessoramento direto, civil e militar, da Presidência da 
República;
3. o chefe do órgão de assessoramento de informações da Presidência da República;
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4. o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas;
5. o Advogado-Geral da União e o Consultor-Geral da República;
6. os chefes do Estado-Maior da Marinha, do Exército e da Aeronáutica;
7. os Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica;
8. os Magistrados;
9. os Presidentes, Diretores e Superintendentes de autarquias, empresas públicas, 
sociedades de economia mista e fundações públicas e as mantidas pelo poder público;
10. os Governadores de Estado, do Distrito Federal e de Territórios;
11. os Interventores Federais;
12, os Secretários de Estado;
13. os Prefeitos Municipais;
14. os membros do Tribunal de Contas da União, dos Estados e do Distrito Federal;
15. o Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal;
16. os Secretários-Gerais, os Secretários-Executivos, os Secretários Nacionais, os 
Secretários Federais dos Ministérios e as pessoas que ocupem cargos equivalentes;
b) os que tenham exercido, nos 6 (seis) meses anteriores à eleição, nos Estados, no 
Distrito Federal, Territórios e em qualquer dos poderes da União, cargo ou função, de 
nomeação pelo Presidente da República, sujeito à aprovação prévia do Senado Federal;
c) (Vetado);
 d) os que, até 6 (seis) meses antes da eleição, tiverem competência ou interesse, direta, 
indireta ou eventual, no lançamento, arrecadação ou fiscalização de impostos, taxas 
e contribuições de caráter obrigatório, inclusive parafiscais, ou para aplicar multas 
relacionadas com essas atividades;
e) os que, até 6 (seis) meses antes da eleição, tenham exercido cargo ou função de 
direção, administração ou representação nas empresas de que tratam os arts. 3° e 5° 
da Lei n° 4.137, de 10 de setembro de 1962, quando, pelo âmbito e natureza de suas 
atividades, possam tais empresas influir na economia nacional;
f) os que, detendo o controle de empresas ou grupo de empresas que atuem no Brasil, 
nas condições monopolísticas previstas no parágrafo único do art. 5° da lei citada 
na alínea anterior, não apresentarem à Justiça Eleitoral, até 6 (seis) meses antes do 
pleito,a prova de que fizeram cessar o abuso apurado, do poder econômico, ou de que 
transferiram, por força regular, o controle de referidas empresas ou grupo de empresas;
g) os que tenham, dentro dos 4 (quatro) meses anteriores ao pleito, ocupado cargo ou 
função de direção, administração ou representação em entidades representativas de 
classe, mantidas, total ou parcialmente, por contribuições impostas pelo poder Público 
ou com recursos arrecadados e repassados pela Previdência Social;
h) os que, até 6 (seis) meses depois de afastados das funções, tenham exercido cargo 
de Presidente, Diretor ou Superintendente de sociedades com objetivos exclusivos de 
operações financeiras e façam publicamente apelo à poupança e ao crédito, inclusive 
através de cooperativas e da empresa ou estabelecimentos que gozem, sob qualquer 
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forma, de vantagens asseguradas pelo poder público, salvo se decorrentes de contratos 
que obedeçam a cláusulas uniformes;
i) os que, dentro de 6 (seis) meses anteriores ao pleito, hajam exercido cargo ou função 
de direção, administração ou representação em pessoa jurídica ou em empresa que 
mantenha contrato de execução de obras, de prestação de serviços ou de fornecimento 
de bens com órgão do Poder Público ou sob seu controle, salvo no caso de contrato que 
obedeça a cláusulas uniformes;
j) os que, membros do Ministério Público, não se tenham afastado das suas funções até 
6 (seis)) meses anteriores ao pleito;
I) os que, servidores públicos, estatutários ou não, dos órgãos ou entidades da 
Administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Municípios e dos Territórios, inclusive das fundações mantidas pelo Poder Público, não 
se afastarem até 3 (três) meses anteriores ao pleito, garantido o direito à percepção dos 
seus vencimentos integrais;
III - para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
a) os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República 
especificados na alínea a do inciso II deste artigo e, no tocante às demais alíneas, quando 
se tratar de repartição pública, associação ou empresas que operem no território do 
Estado ou do Distrito Federal, observados os mesmos prazos;
b) até 6 (seis) meses depois de afastados definitivamente de seus cargos ou funções:
1. os chefes dos Gabinetes Civil e Militar do Governador do Estado ou do Distrito Federal;
2. os comandantes do Distrito Naval, Região Militar e Zona Aérea;
3. os diretores de órgãos estaduais ou sociedades de assistência aos Municípios;
4. os secretários da administração municipal ou membros de órgãos congêneres;
IV - para Prefeito e Vice-Prefeito:
a) no que lhes for aplicável, por identidade de situações, os inelegíveis para os cargos de 
Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e 
do Distrito Federal, observado o prazo de 4 (quatro) meses para a desincompatibilização;
b) os membros do Ministério Público e Defensoria Pública em exercício na Comarca, nos 
4 (quatro) meses anteriores ao pleito, sem prejuízo dos vencimentos integrais;
c) as autoridades policiais, civis ou militares, com exercício no Município, nos 4 (quatro) 
meses anteriores ao pleito;
 V - para o Senado Federal:
a) os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República 
especificados na alínea a do inciso II deste artigo e, no tocante às demais alíneas, 
quando se tratar de repartição pública, associação ou empresa que opere no território 
do Estado, observados os mesmos prazos;
b) em cada Estado e no Distrito Federal, os inelegíveis para os cargos de Governador e 
Vice-Governador, nas mesmas condições estabelecidas, observados os mesmos prazos;
VI - para a Câmara dos Deputados, Assembléia Legislativa e Câmara Legislativa, no que 
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lhes for aplicável, por identidade de situações, os inelegíveis para o Senado Federal, nas 
mesmas condições estabelecidas, observados os mesmos prazos;
VII - para a Câmara Municipal:
a) no que lhes for aplicável, por identidade de situações, os inelegíveis para o Senado 
Federal e para a Câmara dos Deputados, observado o prazo de 6 (seis) meses para a 
desincompatibilização;
b) em cada Município, os inelegíveis para os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, observado 
o prazo de 6 (seis) meses para a desincompatibilização.
Portanto, para concorrer à eleição, o interessado deve preencher as condições de elegibilidade, 
condições de registrabilidade e também não incidir em causas de inelegibilidade.
Os candidatos solicitarão seus registros perante a Justiça Eleitoral por meio de seus partidos 
e coligações, sendo que a competência varia de acordo com o cargo pretendido: 
CARGO ÓRGÃO 
 Eleições para Presidente e Vice Tribunal Superior Eleitoral 
 Eleições para Senador, Governador, Deputado 
Federal, Estadual, Distrital
Tribunal Regional Eleitoral
Eleições para Prefeito e Vereador Juízes Eleitorais
Por ser matéria de ordem pública, o órgão judicial pode, de ofício, conhecer a ausência da 
condição de elegibilidade. Além disso, os interessados podem se valer da Ação de Impugnação de 
Registro de Candidatura (AIRC).
Devido à natureza constitucional, não há preclusão temporal. Dessa forma, caso eleito, o 
diploma poderá ser impugnado via Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED).
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3. REGISTRO DA CANDIDATURA 
Conforme visto anteriormente, a partir do momento em que o candidato for escolhido em 
convenção partidária, o registro da candidatura já pode ser apresentado à Justiça Eleitoral. 
O partido político, a federação ou a coligação podem substituir o candidato que tiver o registro 
indeferido, cancelado ou cassado, ou, ainda, que renunciar ou falecer após o termo final do prazo 
do registro. 
A escolha do substituto deve ser feita na forma estabelecida no estatuto do partido ou da 
federação a que pertencer a candidatura substituída, devendo o pedido de registro ser requerido 
em até dez dias contados do fato.
Para impugnar a inscrição de determinado candidato, é possível o ajuizamento da ação de 
impugnação ao Registro de Candidatura (AIRC), que tem por finalidade impedir que o candidato 
escolhido em convenção partidária seja registrado em decorrência de determinado requisito 
específico previsto lei, como por exemplo, o não cumprimento das condições de elegibilidade ou 
mesmo por causa de inelegibilidade.
A AIRC possui previsão no artigo 3º e seguintes da Lei Complementar nº 64/1990 (Lei da Ficha 
Limpa), tem natureza declaratória, e são legitimados para ajuizá-la: o candidato; o partido político; 
a coligação e o Ministério Público Eleitoral. 
Em que pese sejam apenas alguns legitimados para o ajuizamento da AIRC, qualquer eleitor 
poderá, no prazo de 05 dias contados da publicação do edital relativo ao pedido de registro, 
dar notícia de inelegibilidade ao juiz eleitoral, mediante petição fundamentada em duas vias. 
O órgão judicial, por sua vez, pode, de ofício, conhecer a ausência da condição de elegibilidade
O prazo para o ajuizamento da AIRC é decadencial de 05 dias, a partir da publicação do registro 
do candidato.
Haverá a perda do direito de agir da matéria não impugnada em tempo hábil, mas a 
inelegibilidade poderá ser arguida posteriormente por meio de Recurso Contra Expedição de 
Diploma (RCED).
Em relação à competência, esta será fixada de acordo com o cargo a ser impugnado: 
CARGO ÓRGÃO 
 Eleições para Presidente e ViceTribunal Superior Eleitoral 
 Eleições para Senador, Governador, Deputado 
Federal, Estadual, Distrital
Tribunal Regional Eleitoral
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Eleições para Prefeito e Vereador Juízes Eleitorais
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4. PARTIDOS POLÍTICOS 
4.1. CARACTERÍSTICAS GERAIS
A Constituição Federal, em seu art. 17, assegurou aos partidos políticos autonomia, já que 
podem ser livremente criados, fundidos, incorporados e extintos, desde que sejam resguardados 
a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da 
pessoa humana. TEMA COBRADO NO 39° EXAME DA OAB/FGV. 
Somente será admitida a fusão ou incorporação de partidos políticos que hajam 
obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há, pelo menos, 5 (cinco) 
anos, conforme art. 29, § 9º, da Lei 9.096/95 (LOPP).
Apesar da liberdade dos partidos políticos de se formarem e de se articularem, eles devem 
respeitar certos limites, a saber: 
a) Caráter nacional: é vedada a criação de partidos políticos regionais, estaduais ou municipais, 
sob pena de não ser deferido o pedido de registro do estatuto do Partido no TSE; 
b) Proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governos estrangeiros ou 
de subordinação a estes: o objetivo da norma é a proteção do interesse nacional; 
c) Prestação de contas à Justiça Eleitoral: 
I - Contas partidárias: os partidos devem manter, a partir de seus órgãos nacionais, regionais 
e municipais, escrituração contábil, de modo que se possa conhecer a origem de suas receitas e 
destinação de suas despesas.
II - Contas de campanha: determina-se, inclusive, que até 180 dias após a diplomação, os 
candidatos ou partidos devem conservar a documentação referente a suas contas (LE, art. 32); 
d) Funcionamento parlamentar de acordo com a lei: esse funcionamento vem disciplinado por 
meio da Lei n º 9.096/85 (LOPP). 
Destaca-se, ainda, que houve publicação da Lei nº 13.107/2015, editada com o objetivo de evitar 
a multiplicação de partidos que não tenham substrato de eleitores que justifiquem e legitimem a 
sua criação e que, depois de criados, não tenham força para atuar no cenário político. 
Essas agremiações recebiam parcela do fundo partidário e gozavam dos demais benefícios 
dos partidos políticos, mas atuavam como “subpartidos” ou organismos que apenas faziam a 
sustentação de outros partidos políticos, somando ou subtraindo votos para se chegar a resultados 
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eleitorais pouco claros ou até mesmo fraudadores da vontade dos eleitores.
4.2. REGISTRO E FUNCIONAMENTO 
O registro do partido político junto ao TSE deve ser realizado após a sua constituição e a 
designação de seus dirigentes, na forma de seu estatuto (art. 17, §2º, CF e art. 9º, LOPP). 
Somente os partidos com registro podem: 
a) credenciar os delegados a que se refere o art. 11 da LOPP;
b) participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito 
ao rádio e à televisão (art. 7º, §2º, LOPP); 
c) ter exclusividade sobre sua denominação, sigla e símbolos, de modo a se vedar a utilização, 
por outros partidos, de variações que venham a induzir a erro ou confusão (art. 7º, §3º, LOPP). 
Apenas o partido político que tenha o estatuto registrado junto ao TSE até 06 
meses antes das eleições é que poderá participar do pleito eleitoral. 
Importante destacar, ainda, que é possível a aliança partidária. Tratando-se de eleições para 
cargos eletivos federais e estaduais, a forma correta de aliança é a federação, prevista no art. 11-A 
da Lei nº 9.096/95: “Dois ou mais partidos políticos poderão reunir-se em federação, a qual, após 
sua constituição e respectivo registro perante o Tribunal Superior Eleitoral, atuará como se fosse 
uma única agremiação partidária”. Além disso, nos termos do inciso II do § 3º de referido artigo, 
os partidos reunidos em federação deverão permanecer a ela filiados por, no mínimo, 4 anos. 
TEMA COBRADO NO 38 EXAME DA OAB/FGV.
4.3. VEDAÇÕES
Vejamos as principais vedações impostas aos partidos políticos: 
• Os partidos políticos não podem ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-se de 
organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus membros (art. 17, §4º, CRFB/88 e 
art. 6º, LOPP). 
• O partido que não tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral não pode 
participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao 
rádio e à televisão (art. 7º, §2º, da LOPP). 
• É vedado ao partido receber, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou pretexto, 
contribuição ou auxílio pecuniário ou estimável em dinheiro, inclusive através de publicidade 
de qualquer espécie, procedente de: I - entidade ou governo estrangeiros; II - entes públicos e 
pessoas jurídicas de qualquer natureza, ressalvadas as dotações referidas no srt. 38 da LOPP e as 
proveniente do Fundo Especial de Financiamento de Campanha; IV - entidade de classe ou sindical. 
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V - pessoas físicas que exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração, ou cargo 
ou emprego público temporário, ressalvados os filiados a partido político.
Caso o partido político receba recursos de origem não mencionada ou esclarecida, 
fica suspenso o recebimento, pelo mesmo, das quotas do Fundo Partidário, até que 
o esclarecimento seja aceito pela Justiça Eleitoral. Caso o partido receba recursos 
vedados, fica suspensa a participação do mesmo no Fundo Partidário por um ano 
(art. 36, LOPP).
4.4. EXTINÇÃO OU DISSOLUÇÃO
De acordo com o art. 27 da LOPP, fica cancelado, junto ao Ofício Civil e ao Tribunal Superior 
Eleitoral, o registro do partido que, na forma de seu estatuto, se dissolva, se incorpore ou venha a 
se fundir a outro.
O art. 28, por sua vez, estabelece que o Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado 
de decisão, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique 
provado: I - ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira; II - 
estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros; III - não ter prestado, nos termos desta Lei, 
as devidas contas à Justiça Eleitoral; IV - que mantém organização paramilitar.
A decisão judicial que determinar o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido deve 
ser precedida de processo regular, que assegure ampla defesa.
O processo de cancelamento é iniciado pelo Tribunal à vista de denúncia de qualquer eleitor, 
de representante de partido, ou de representação do Procurador-Geral Eleitoral.
4.5. FIDELIDADE PARTIDÁRIA
De acordo com o art. 14, § 3º, V, da CF/88, para uma pessoa concorrer a um cargo eletivo ela 
deve estar filiada a um partido político. 
O termo “fidelidade partidária”, portanto, representa a obrigação de que um político deve ter 
para com seu partido, uma vez que, se no Brasil todos os candidatos a cargos eletivos precisam 
de partidos políticos para se eleger, eles não podem se desvincular do partido para o qual foram 
eleitos, sob pena de perderem o mandato. 
No ano de 2015, foi editada a Lei nº 13.165/2015, que alterou a Lei nº 9.096/95 (LOPP), passando 
a tratar expressamente sobre o tema “infidelidade partidária” no seu art. 22-A, inverbis: 
Art. 22-A da LOPP - Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem 
justa causa, do partido pelo qual foi eleito. 
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária somente as 
seguintes hipóteses: 
I - mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
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II - grave discriminação política pessoal; e 
III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo 
de filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao 
término do mandato vigente. 
a) os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República 
especificados na alínea a do inciso II deste artigo e, no tocante às demais alíneas, quando 
se tratar de repartição pública, associação ou empresas que operem no território do 
Estado ou do Distrito Federal, observados os mesmos prazos;
Desse modo, se o detentor de cargo eletivo se desfiliar, sem justa causa, do partido pelo qual 
foi eleito, ele perderá o mandato por infidelidade partidária. 
A Constituição Federal, nos parágrafos 5º e 6º do art. 17, passou a tratar de situações que não 
configuram “infidelidade partidária”
Com efeito, o §5º do art. 17 da Constituição Federal estabelece que, se um candidato for eleito 
por um partido que não preencher os requisitos para obter o fundo partidário e o tempo de rádio 
e TV, este candidato tem o direito de mudar de partido, sem perder o mandato por infidelidade 
partidária.
Já o § 6º dispõe que os Deputados Federais, os Deputados Estaduais, os Deputados Distritais 
e os Vereadores que se desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos perderão o mandato, 
salvo nos casos de anuência do partido ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em 
lei, não computada, em qualquer caso, a migração de partido para fins de distribuição de recursos 
do fundo partidário ou de outros fundos públicos e de acesso gratuito ao rádio e à televisão
Importante destacar que a fidelidade partidária só existe para os detentores de cargos eletivos 
proporcionais (não existe dever de fidelidade partidária para os ocupantes de cargos majoritários)
Isso porque, no sistema majoritário, o candidato escolhido é aquele que obteve mais votos, não 
importando o quociente eleitoral nem o quociente partidário. Nas eleições majoritárias (Prefeito, 
Governador, Senador e Presidente), os eleitores votam no candidato e não no seu partido político. 
Súmula 67 do TSE - A perda do mandato em razão da desfiliação partidária não se 
aplica aos candidatos eleitos pelo sistema majoritário.
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5. PROPAGANDA ELEITORAL
5.1. PROPAGANDA POLÍTICO-PARTIDÁRIA E MODALIDADES
A propaganda é instrumento muito importante em qualquer campanha eleitoral, é por meio 
dela que o político torna pública sua candidatura, levando ao conhecimento do eleitorado suas 
ideias, propostas e projetos. 
A propaganda político-partidária é gênero que possui 3 (três) espécies: 
a) Propaganda Partidária - Tem como objetivo a divulgação dos ideais partidárias, bem 
como a posição dos partidos políticos frente a temas relevantes para o eleitorado. Esse tipo de 
propaganda deixou de existir, já que a Lei n°13.487/2017 extinguiu a propaganda partidária no 
rádio e na televisão. 
b) Propaganda Intrapartidária – é aquela prévia à convenção partidária, de caráter não 
ostensivo, utilizada pelo pré-candidato que busca conquistar os votos dos filiados de seu partido 
para sair vencedor e poder registrar-se candidato junto à Justiça Eleitoral. 
Como se trata de propaganda dirigida a filiados de partidos políticos, é vedada a 
propaganda intrapartidária através de rádio, televisão e outdoors, somente 
podendo ser realizada nos 15 dias que antecedem a convenção partidária ou ainda 
durante as prévias partidárias.
c) Propaganda Eleitoral: Tem por objetivo a divulgação de propostas de candidatos e 
partidos para a obtenção da cargos eletivos, buscando-se o apoio popular por intermédio do voto. 
A propaganda eleitoral só pode começar a ser veiculada a partir do dia 16 de agosto do ano das 
eleições. Além disso, o horário eleitoral gratuito no rádio e televisão a é permitido a partir do dia 
28 de agosto até 1º de outubro.
De acordo com o parágrafo único do art. 240 do código eleitoral, é vedada, desde 
quarenta e oito horas antes até vinte e quatro horas depois da eleição, qualquer 
propaganda política mediante radiodifusão, televisão, comícios ou reuniões 
públicas. Essa vedação, entretanto, de acordo com o art.5º da Resolução 23.610/2019 
do TSE não se aplica à propaganda eleitoral veiculada gratuitamente na Internet, em 
sítio eleitoral, em blog, em sítio interativo ou social, ou em outros meios eletrônicos 
de comunicação da candidata ou do candidato, ou no sítio do partido, federação ou 
coligação, nas formas previstas no art. 57-B da Lei nº 9.504/1997.
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5.2. PODER DE POLÍCIA E A PROPAGANDA ELEITORAL
Trata-se do poder colocado à disposição do Judiciário para que, de ofício, promova um controle 
efetivo e ágil sobre a propaganda, com o fim de coibir abusos e garantir uma eleição isonômica. 
Há o exercício do poder de polícia (função administrativa) na adoção de medidas 
para fazer impedir ou cessar imediatamente propaganda eleitoral realizada 
irregularmente. Já nas decisões que imponham multa pela realização de propaganda 
eleitoral ilícita, há o exercício da função jurisdicional.
Em diversos dispositivos, a Lei das Eleições impõe sanção à conduta que violar as regras 
atinentes à propaganda, sendo que a restauração do bem, a adequação e a retirada de propaganda 
irregular são sanções que podem ser determinadas administrativamente pelo juiz eleitoral (poder 
de polícia). 
Já em relação à aplicação de multa e a suspensão de programação de emissora de televisão 
ou rádio, estas sanções só podem ser impostas em processo judicial (art. 96 da Lei Eleitoral), 
assegurado o devido processo legal, com contraditório e ampla defesa. 
Apenas o partido político que tenha o estatuto registrado junto ao TSE até 06 
meses antes das eleições é que poderá participar do pleito eleitoral. 
Importante destacar, ainda, que, a depender da natureza e do volume, as irregularidades na 
propaganda eleitoral podem configurar abuso de poder econômico ou político, dando ensejo à 
decretação de inelegibilidade, bem como à cassação do registro de candidatura ou do diploma do 
candidato eleito, conforme consta dos artigos 19 e 22, XIV, ambos da LC nº 64/90.
5.3. PROPAGANDA ANTECIPADA OU EXTEMPORÂNEA
O dia 16 de agosto do ano em que as eleições se realizam marca o momento em que a 
propaganda eleitoral pode se iniciar, com manutenção durante todo o período eleitoral, até o dia 
do pleito (art. 36, caput, LE). 
Antes de 16 de agosto, portanto, é vedada a realização de propaganda eleitoral e atos de 
campanha, excetuando-se apenas a propaganda intrapartidária, conforme visto no item anterior.
Desse modo, se feita fora do período eleitoral, ou seja, antes do dia 16 de agosto do ano das 
eleições, qualifica-se como extemporânea ou antecipada (artigo 36-B da Lei nº 9.504/97)
A Lei nº 9.504/97 prevê, em seu artigo 36-A, algumas situações que não configuram propaganda 
antecipada: 
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Art. 36-A da Lei nº 9.504/97. Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde 
que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a 
exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão 
ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet:
I - a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, 
programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a 
exposição de plataformas e projetos políticos, observado pelas emissoras de rádio e de 
televisão o dever de conferir tratamento isonômico; 
II - a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a 
expensas dos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, 
discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças partidárias visando às 
eleições, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação 
intrapartidária; 
III - a realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, 
a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de 
debates entre os pré-candidatos; 
IV - a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça 
pedido de votos; 
V - a divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas 
redes sociais; 
VI - a realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade 
civil, de veículo ou meio de comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, 
para divulgar ideias, objetivos e propostas partidárias. 
VII - campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade prevista no inciso IV 
do § 4º do art. 23 desta Lei. 
§ 1º É vedada a transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão das prévias 
partidárias, sem prejuízo da cobertura dos meios de comunicação social. 
§ 2º Nas hipóteses dos incisos I a VI do caput, são permitidos o pedido de apoio político 
e a divulgação da pré-candidatura, das ações políticas desenvolvidas e das que se 
pretende desenvolver. 
§ 3º O disposto no § 2º não se aplica aos profissionais de comunicação social no exercício 
da profissão. 
A responsabilidade pela propaganda antecipada, conforme prevê o § 3º do artigo 36 da Lei nº 
9.504/97, acarreta a sanção de multa a ser imposta a quem divulgar a propaganda. 
Se a divulgação for feita por várias pessoas, entre elas haverá solidariedade. No entanto, 
diferentemente do Direito Civil, essa responsabilidade solidária significa que a punição deve ser 
imputada a todos os agentes, mas deve a sanção ser aplicada integral e autonomamente. Isso 
porque a multa é sempre individualizada, não existindo “multa solidária” a ser repartida entre os 
diversos infratores.
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5.4. PROPAGANDA EM BENS PÚBLICOS, DE USO COMUM E PARTICULARES
O art. 37 da Lei nº 9.504/97 (LE) dispõe que:
Art. 37 da Lei nº 9.504/97 - Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do 
poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens de uso comum, inclusive postes 
de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas 
de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda 
de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, 
estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados. 
§ 1º A veiculação de propaganda em desacordo com o disposto no caput deste artigo 
sujeita o responsável, após a notificação e comprovação, à restauração do bem e, caso 
não cumprida no prazo, a multa no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) a R$ 8.000,00 
(oito mil reais). 
§ 2º Não é permitida a veiculação de material de propaganda eleitoral em bens públicos 
ou particulares, exceto de: 
I - bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom 
andamento do trânsito de pessoas e veículos; 
II - adesivo plástico em automóveis, caminhões, bicicletas, motocicletas e janelas 
residenciais, desde que não exceda a 0,5 m² (meio metro quadrado)
§ 3º Nas dependências do Poder Legislativo, a veiculação de propaganda eleitoral fica a 
critério da Mesa Diretora.
§ 4º Bens de uso comum, para fins eleitorais, são os assim definidos pela Lei no 10.406, 
de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil e também aqueles a que a população em geral 
tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, 
estádios, ainda que de propriedade privada. 
§ 5º Nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, 
cercas e tapumes divisórios, não é permitida a colocação de propaganda eleitoral de 
qualquer natureza, mesmo que não lhes cause dano. 
Nos termos do “caput” do art. 37 da LE, portanto, é proibida a realização de propaganda em 
bens público, tais como postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, 
pontes, paradas de ônibus. 
O artigo 37, caput, da LE também proíbe a realização de propaganda eleitoral 
“nos bens de uso comum”, que são os assim definidos Código Civil e também aqueles 
a que a população em geral tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros 
comerciais, templos, ginásios, estádios, ainda que de propriedade privada. 
 
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O lançamento ou derramamento de santinhos ou panfletos na véspera do pleito 
configura para o TSE propaganda eleitoral irregular violadora do artigo 37, caput, 
da LE.
Proíbe-se, também, a realização de propaganda eleitoral em locais de prestação de serviço 
público, tais como hospitais, quartéis militares, delegacias, bibliotecas, postos de atendimento, 
museus, unidades de ensino. 
Excepcionalmente, entretanto, permite-se a propaganda (§ 2º, I, do artigo 37, da LE) por meio 
de “bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento 
do trânsito de pessoas e veículos”. 
Já em relação aos bens particulares, a propaganda depende do consentimento do proprietário 
ou possuidor, sendo permitida quando feita em “adesivo plástico em automóveis, caminhões, 
bicicletas, motocicletas e janelas residenciais, desde que não exceda a 0,5 m2 (meio metro 
quadrado)”, conforme art. 37, § 2º, II, da LE. 
Súmula 48 do TSE - A retirada da propaganda irregular, quando realizada em 
bem particular, não é capaz de elidir (afastar) a multa prevista no art. 37, § 1º, da Lei 
nº 9.504/1997.
Por fim, sobre os meios de divulgação da propaganda eleitoral algumas regras são importantes: 
1) É vedada a propaganda eleitoral mediante outdoors, inclusive eletrônicos, sujeitando-se a 
empresa responsável, os partidos, as coligações e os candidatos à imediata retirada da propaganda 
irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 15.000,00 (quinze 
mil reais), conforme art. 39, § 8º, da LE. 
2) É proibida a realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de 
candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar 
comício e reunião eleitoral (art. 39, § 7º, da LE)
3) Admite-se que a imprensa escrita – jornal, revista e escritos em geral –, em qualquer época 
(inclusive durante o processo eleitoral), emita opinião favorável a candidato ou pré-candidato, mas 
a matéria não pode ser paga. 
4) É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, 
excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tale contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos e seus representantes (art. 57-C 
da LE)
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6. PROCESSO ELEITORAL 
6.1. PRINCÍPIO DE ANTERIORIDADE ELEITORAL
De acordo com o art. 16 da CF/88, a nova lei que altera o processo eleitoral entrará em vigor 
imediatamente, mas só poderá ser aplicada às eleições que ocorrerem um ano depois.
A finalidade da norma constitucional é impedir mudanças casuísticas na legislação eleitoral 
que possam surpreender os participantes do certame em curso.
Segundo o STF, esse dispositivo é considerado Cláusula pétrea, por ser um 
direito individual do eleitor.
STF, ADI 3685. (...). Além de o referido princípio conter, em si mesmo, elementos 
que o caracterizam como uma garantia fundamental oponível até mesmo à atividade 
do legislador constituinte derivado, nos termos dos arts. 5º, § 2º, e 60, § 4º, IV, a burla 
ao que contido no art. 16 ainda afronta os direitos individuais da segurança jurídica 
(CF, art. 5º, caput) e do devido processo legal (CF, art. 5º, LIV). (...)
6.2. CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS
A Convenção partidária é o evento onde os membros dos partidos políticos se reúnem para 
escolher os candidatos que disputarão as eleições pelo partido. 
Nos termos da Resolução TSE nº 23.548/2017, a escolha dos candidatos pelos partidos e a 
deliberação sobre coligações devem ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em 
que se realizarem as eleições. 
As regras para as convenções são definidas no estatuto do partido, devendo ser lavrada ata, a 
qual será utilizada para que o partido requeira o registro de candidatura dos escolhidos. Ressalte-
se que, se o partido não requerer o registro de algum filiado escolhido em convenção, este poderá, 
após o prazo para requerimento pelo partido, requerer individualmente. 
No período das convenções é permitido que os filiados realizem propaganda 
intrapartidária, voltada aos demais filiados para que estes os escolham na Convenção.
6.3. REGISTRO DAS CANDIDATURAS 
Trata-se do procedimento de formalização da candidatura, em regra iniciado por pedido de 
partido ou coligação, no qual são aferidas as condições de elegibilidade, as causas de inelegibilidade 
e as “condições de registrabilidade”.
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Súmula 45 do TSE - Nos processos de registro de candidatura, o Juiz Eleitoral 
pode conhecer de ofício da existência de causas de inelegibilidade ou da ausência de 
condição de elegibilidade, desde que resguardados o contraditório e a ampla defesa.
O §10 do art. 11 da LE dispõe que a aferição das condições de elegibilidade e causas de 
inelegibilidade ocorre no momento da formalização do pedido de registro de candidatura, 
ressalvadas as alterações, fáticas ou jurídicas, supervenientes que afastem a inelegibilidade. 
Entretanto, apesar de serem aferidas no momento do registro, nem todas as condições devem 
ser preenchidas por ocasião da data-limite do registro, como no caso da condição de elegibilidade 
pertinente à idade mínima, que deve ser atendida na data da posse (CF, art. 14, §3º, VI, c/c LE, art. 
11, §2º), salvo quando fixada em dezoito anos (aferida na data-limite do registro).
6.4. NÚMERO DE CANDIDATOS QUE PODEM SER REGISTRADOS 
O número de candidatos que podem ser registrados varia com o cargo pretendido. 
a) Eleições majoritárias: a depender do tipo de eleição, cada partido ou coligação poderá 
requerer o registro de um candidato a Presidente da República, um candidato a Governador em 
cada Estado e no DF, um candidato a Prefeito em cada município, todos com seus respectivos vices, 
e de um ou dois senadores (conforme renovação se dê por um ou dois terços), cada um com dois 
suplentes.
b) Eleições proporcionais: em regra, cada partido ou coligação poderá registrar até 100% do 
número de vagas a serem preenchidas na Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e 
Câmaras Municipais (LE, art. 10, caput). 
6.5. REGRA DE ESTÍMULO À PARTICIPAÇÃO FEMININA 
Entende-se por cota eleitoral de gênero a ação afirmativa que visa garantir espaço mínimo de 
participação de homens e mulheres na vida política. 
O art. 10, § 3°, da LE estabelece que, do número de vagas resultante, cada partido ou coligação 
preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para 
candidaturas de cada sexo. 
Com efeito, são diversas as iniciativas tendentes a aumentar a participação de mulheres e 
da população negra na política. No caso das mulheres, por exemplo, a lei já obriga os partidos 
políticos a investirem recursos públicos em programas de incentivo à participação feminina, bem 
como destinar, no mínimo, 30% das vagas para candidaturas de cada sexo. 
No entanto, essas ações não vêm apresentando resultados satisfatórios, pois, na prática, o que 
se observa é que os partidos registram candidaturas femininas politicamente inviáveis, apenas 
para cumprir a obrigação legal. 
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 Parar reverter essa situação, a EC 111/2021 criou um incentivo financeiro para promover as 
candidaturas femininas. 
Com efeito, a maior parte dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento 
de Campanha é distribuída segundo a quantidade de votos obtidos pelo partido político para a 
Câmara dos Deputados nas últimas eleições. O que a Emenda Constitucional fez foi criar uma 
ação afirmativa temporária para os pleitos 2022 e 2030, de forma a considerar em dobro os votos 
dados a candidatas mulheres ou candidatos negros. 
Além disso, é muito importante frisar que EC 117/2022 acrescentou os §§s 7º e 8º art. 17 da 
CF/88, estabelecendo que: 
Art. 17 da CF/88 
(...)
§ 7º Os partidos políticos devem aplicar no mínimo 5% (cinco por cento) dos recursos 
do fundo partidário na criação e na manutenção de programas de promoção e difusão 
da participação política das mulheres, de acordo com os interesses intrapartidários. 
§ 8º O montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e da parcela do 
fundo partidário destinada a campanhas eleitorais, bem como o tempo de propaganda 
gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído pelos partidos às respectivas 
candidatas, deverão ser de no mínimo 30% (trinta por cento), proporcional ao número 
de candidatas, e a distribuição deverá ser realizada conforme critérios definidos pelos 
respectivos órgãos de direção e pelas normas estatutárias, considerados a autonomia 
e o interesse partidário.» (NR) 
6.6. RITO (PROCEDIMENTO)
O processo de registro segue o chamado rito ordinário previsto nos artigos 2º a 16 da LC 64/90 
 Nas eleições presidenciais, o pedido é dirigido ao TSE; nas regionais ou estaduais, ao TRE do 
respectivo Estado ou do Distrito Federal e, nas municipais, ao Juiz Eleitoral.
Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as 
dezenove horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições (art. 11 da LE). 
Na omissão do partido, o próprio candidato pode requerê-lo (art. 11, §4º, da LE), observado o 
prazo de 48 horas após publicação do edital em que todos os pedidos são relacionados.
A partir do protocolo do requerimento de registro, ainda que o pedido não tenha sido apreciado, 
o candidato tem o direito de participar da campanha, inclusive arrecadar recursos, realizar 
propaganda e utilizar o horário eleitoral gratuito (art. 16-A da LE)
O pedido de registro deve estar acompanhado por dois formulários: 
a) Demonstrativo de Regularidade dosAtos Partidários (DRAP): feito 1 por partido ou 
coligação; e
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O DRAP é um processo de caráter mais amplo dotado de numeração própria 
e tem por objeto a apreciação da regularidade da agremiação e dos atos por ela 
praticados. Nele são discutidos temas como situação jurídica do partido, validade 
da convenção, deliberação sobre a forma de coligação, vagas por sexo. Sua análise 
é prévia à apreciação dos RRC dos candidatos do partido/coligação. A sorte 
dos processos individuais de registro depende do processo principal. Assim, o 
indeferimento do DRAP implica o indeferimento de todos os registros individuais a 
ele vinculados.
b) Requerimento de Registro de Candidatura (RRC): é feito 1 para cada candidato (caso o 
próprio candidato seja o requerente, o formulário é denominado Requerimento de Registro de 
Candidatura Individual – RRCI);
Quanto aos RRC, são instaurados tantos processos quantas forem as candidaturas 
a serem registradas, cada um ostentando numeração própria. Cada processo tem 
por objeto o pedido de registro de um postulante, sendo discutidos temas como 
condições de elegibilidade, causas de inelegibilidade, nome do candidato e variações, 
além de outras formalidades exigidas para o registro. Nele, não são discutidas 
questões ligadas ao processo principal (e vice-versa), por isso, em seu bojo, não cabe 
recurso para revisão de questão decidida no processo principal. Sendo indeferido 
o registro de determinado candidato, a decisão não afeta os demais processos e, 
havendo recurso da decisão, só sobem para a instância ad quem os autos respectivos.
Caberá a qualquer candidato, a partido político, coligação ou ao Ministério Público, no prazo de 
5 (cinco) dias, contados da publicação do pedido de registro do candidato, impugná-lo em petição 
fundamentada (AIRC), conforme art. 3° da LC 64/90. 
Até 20 dias antes da eleição, todos os pedidos de registro de candidatos devem estar julgados 
e publicadas as decisões a eles relativas (art. 16º, §1º, da LE). A decisão tem natureza declaratória, 
não condena o postulante nem constitui inelegibilidade, mas somente a reconhece e afirma.
 Havendo ação de impugnação (AIRC), a sentença nela proferida deve ser comum à do 
processo de registro. 
Apurados os votos e passados os prazos de questionamento e de processamento do resultado 
das eleições, ocorrerá a diplomação.
A diplomação é o ato pelo qual a Justiça Eleitoral atesta que o candidato foi efetivamente eleito 
pelo povo e, por isso, está apto a tomar posse. Realiza-se uma audiência pública, em dezembro, 
oportunidade em que ocorre a entrega dos diplomas, que são expedidos, conforme o caso, pelo 
presidente do TSE (eleições presidenciais), do TRE (demais cargos federais, estaduais e distritais, 
assim como para os suplentes) ou da junta eleitoral (eleições municipais).
No diploma devem constar o nome do candidato, a indicação da legenda sob a qual concorreu, 
o cargo para o qual foi eleito ou a sua classificação como suplente, e, facultativamente, outros 
dados a critério do juiz ou do tribunal (art. 215, CE). 
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Após a diplomação, o eleito terá as seguintes prerrogativas: a) Foro por prerrogativa de função; 
e b) Imunidade à prisão, salvo em flagrante delito ou crime inafiançável; 
Importante destacar, por fim, que a diplomação não se confunde com a posse, já que esta é o 
momento em que se inicia o mandato político dos parlamentares eleitos.
COMPETÊNCIA TSE – candidatura presidencial; 
TRE – candidatura a Senador, Governador, Deputado Federal, 
Deputado Estadual e Deputado Distrital; 
Juiz Eleitoral – candidatura a Prefeito e Vereado 
LEGITIMIDADE ATIVA Qualquer candidato, mesmo que na fase de pré-candidatura ou ainda 
que tenha seu registro impugnado; partido político e MP Eleitoral
LEG. PASSIVA Candidato, partido político ou coligação (art. 4º da LC n. 64/90). 
FUNDAMENTOS Normalmente as os fundamentos para a AIRC são: são: falta de 
documentos quando do pedido de registro e causas de inelegibilidade, 
como a condenação civil ou criminal prevista na Lei da Ficha Limpa 
(LC n. 135/10). 
PROCEDIMENTO Ajuizamento: deve se dar em até 5 (cinco) dias da publicação do edital 
no qual consta a relação dos pedidos de registro;
Contestação: 7 (sete) dias a partir do fim do prazo para a impugnação, 
após devida notificação;
Inquirição de testemunhas: 4 (quatro) dias após o prazo da contestação. 
Diligências: 5 (cinco) dias após a inquirição das testemunhas;
Alegações finais: 5 (cinco) dias;
Julgamento: 3 (três) dias;
Recurso: 3 (três) dias após a publicação da decisão
7. AÇÕES ELEITORAIS 
7.1. AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE REGISTRO DE CANDIDATURA (AIRC)
Trata-se de ação que tem como objetivo impedir que o candidato obtenha o registro de sua 
candidatura, por falta de uma das condições de elegibilidade. Conforme visto no capítulo anterior, 
o candidato, após ser escolhido pela convenção partidária, deve apresentar toda a documentação 
à Justiça Eleitoral. 
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Surge então a possibilidade legal da impugnação a esse registro de candidatura por causa de 
inelegibilidade, por parte dos partidos concorrentes, candidatos concorrentes ou até o MP eleitoral. 
Essa impugnação é feita pela Ação de impugnação de registro de candidatura (AIRC), no prazo de 5 
(cinco) dias contados da publicação pela Justiça Eleitoral da lista dos que requereram o registro 
de candidatura.
COMPETÊNCIA TSE – candidatura presidencial; 
TRE – candidatura a Senador, Governador, Deputado Federal, 
Deputado Estadual e Deputado Distrital; 
Juiz Eleitoral – candidatura a Prefeito e Vereado 
LEGITIMIDADE ATIVA Qualquer candidato, mesmo que na fase de pré-candidatura ou ainda 
que tenha seu registro impugnado; partido político e MP Eleitoral
LEG. PASSIVA Candidato, partido político ou coligação (art. 4º da LC n. 64/90). 
FUNDAMENTOS Normalmente as os fundamentos para a AIRC são: são: falta de 
documentos quando do pedido de registro e causas de inelegibilidade, 
como a condenação civil ou criminal prevista na Lei da Ficha Limpa 
(LC n. 135/10). 
PROCEDIMENTO Ajuizamento: deve se dar em até 5 (cinco) dias da publicação do edital 
no qual consta a relação dos pedidos de registro;
Contestação: 7 (sete) dias a partir do fim do prazo para a impugnação, 
após devida notificação;
Inquirição de testemunhas: 4 (quatro) dias após o prazo da contestação. 
Diligências: 5 (cinco) dias após a inquirição das testemunhas;
Alegações finais: 5 (cinco) dias;
Julgamento: 3 (três) dias;
Recurso: 3 (três) dias após a publicação da decisão
7.2. AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL (AIJE)
Trata-se de ação cujo o principal objetivo é analisar se houve alguma conduta por parte do 
candidato que tenha desiquilibrado o pleito em razão do uso do poder econômico e/ou político, 
abuso do poder de autoridade e/ou uso indevido dos meios de comunicação social, os quais podem 
ter ocorrido antes ou durante a campanha eleitoral. 
A ação pode ser ajuizada a partir do registro de candidatura até a diplomação dos eleitos. 
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Caso seja verificado que, de fato, houve abuso do poder econômico e/ou político, haverá o 
cancelamento do registro ou declaração de nulidade da diplomação (art. 15 da LC n. 64/90), além 
do que

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