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Apostila CPA-20

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SUMÁRIO
6 ............... MÓDULO 01 | SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E PARTICIPANTES DO MERCADO 
(PROPORÇÃO: DE 5% A 10%)
1.1 Composição do SFN: órgãos de regulação, autorregulação, fi scalização e de-
mais participantes do mercado ...................................................................... P.06
1.2 Códigos ANBIMA de regulação e melhores práticas ................................ P.09
1.3 QUESTÕES - MÓDULO 01 ............................................................ P.16
23 .......... MÓDULO 02 | COMPLIANCE LEGAL, ÉTICA E ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR 
(PROPORÇÃO: DE 15% A 25%)
2.1 Prevenção e combate à lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e 
valores ............................................................................................................. P.23
2.2 Normas e padrões éticos ........................................................................... P.27
2.3 Análise do perfi l do investidor .................................................................. P.30
2.4 Finanças comportamentais ...................................................................... P.31
2.5 Questões - Módulo 02 ................................................................ P.33
41 ............ MÓDULO 03 | PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ECONOMIA E FINANÇAS (PROPORÇÃO: DE 5% 
A 10%)
3.1 Conceitos básicos de economia ............................................................... P.41
3.2 Conceitos básicos de fi nanças .................................................................. P.46
3.3 Questões - Módulo 03 ................................................................ P.51
58 .......... MÓDULO 04 | INSTRUMENTOS DE RENDA VARIÁVEL, RENDA FIXA E DERIVATIVOS 
(PROPORÇÃO: DE 17% A 25%)
4.1 Renda variável ........................................................................................... P.58
4.2 Instrumentos de renda fi xa ....................................................................... P.64
3
3
4.3 Derivativos ................................................................................................. P.72
4.4 Certifi cado de Operações Estruturadas – COE ......................................... P.77
4.5 Negociação, liquidação e custódia ........................................................... P.78
4.6 Questões - Módulo 04 ................................................................ P.80
93 .......... MÓDULO 05 | FUNDOS DE INVESTIMENTO (PROPORÇÃO: DE 18% A 25%) 
5.1 Fundos de investimento ............................................................................ P.93
5.2 Tributação em fundos de investimento e carteira administrada ............ P.102
5.3 Código ANBIMA de regulação e melhores práticas para administração de re-
cursos de terceiros .......................................................................................... P.103
5.4 Questões - Módulo 05 ................................................................ P.107
120 ...... MÓDULO 06 | PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA: PGBL E VGBL (PROPORÇÃO: 
DE 5% A 10%)
6.1 Previdência social x previdência privada: avaliação da necessidade do clien-
te ...................................................................................................................... P.120
6.2 Tributação em planos de previdência complementar ............................ P.121
6.3 Produtos disponíveis de previdência complementar aberta e suas caracterís-
ticas .................................................................................................................. P.122
6.4 Questões - Módulo 06 ................................................................ P.123
131 ........ MÓDULO 07 | MENSURAÇÃO E GESTÃO DE PERFORMANCE E RISCOS (PROPORÇÃO: 
DE 10% A 20%)
7.1 Estatística aplicada.................................................................................... P.131
7.2 Risco, retorno e mercado .......................................................................... P.134
7.3 Seleção de carteiras e Modelo de Markowitz ........................................... P.135
7.4 Gestão de risco em fundos de investimento e carteiras administradas . P.138
7.5 Questões - Módulo 07 ................................................................ P.140
Este material foi desenvolvido para auxílio nos estudos para prova de certifi ca-
ção CPA-20 - ANBIMA. Não pode ser comercializado, pois os direitos autorais são 
da Eu me Banco Educação Ltda.
SOBRE O CEO
FABIO A. LOUZADA
• Prepara diariamente milhares de profi ssio-
nais especialistas em investimentos com 
calls e conteúdos em redes sociais, além de 
auxiliar pessoas que buscam seu lugar ao 
sol no mercado fi nanceiro em cursos e men-
torias.
• Economista graduado em Gestão Financeira 
pela FGV com pós-graduação em Finanças, 
Investimentos e Banking pela PUC/RS.
• Experiência de 11 anos no mercado fi nan-
ceiro com passagem pela Bradesco Corre-
tora, Bradesco Prime, Santander Select, Ci-
tibank e Itaú Personnalité como Especialista 
de Investimentos.
• Candidato CFA® Level II.
• Industry Mentor do CFA® Society Brazil.
• Sócio-fundador da Eu Me Banco!
• Aprovado nas certifi cações CPA-10, CPA-20, 
CEA, CFP®, CGA, CNPI, PQO, ANCORD e CFA 
Level I.
Conecte-se
youtube.com/fabiolouzada
@fabioalouzada_
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E PARTICIPANTES DO MERCADO 
(PROPORÇÃO: DE 5% A 10%)
1.1 Composição do SFN: órgãos de regulação, autorregulação, fiscalização e demais partici-
pantes do mercado
Principais funções do SFN:
1. A prestação de serviços de gerenciamento de recursos;
2. A intermediação fi nanceira.2. A intermediação fi nanceira.
Serviço de gerenciamento de recursos:
✓ A existência de um sistema de pagamentos para transferência de recursos e arrecadação de tri-
butos;
✓ O serviço de custódia (guarda) de valores, bens e títulos;
✓ A disponibilização de meios de pagamento, tais como cartões de crédito e cheques;
✓ A disponibilização de seguros para as mais diferentes fi nalidades (automóvel, viagem, vida, saú-
de, entre outros).
CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL – CMN
Órgão deliberativo máximo do SFN.
Composição: ministro da Economia (que preside o Conselho), presidente do Banco Central do Brasil 
(Bacen) e secretário especial de fazenda do Ministério da Economia.
✓ Estabelecer diretrizes gerais da política monetária e cambial; 
✓ Determinar a meta de infl ação;
✓ Disciplinar o Crédito em todas as modalidades;
✓ Regular o valor interno e externo da moeda;
✓ Zelar pela liquidez e solvência das instituições fi nanceiras;
✓ Regulamentar as operações de redesconto;
✓ Responsável por fi xar medidas de prevenção ou correção de desequilíbrios econômicos.
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7MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
BANCO CENTRAL - BACEN 
O Banco Central do Brasil é autarquia de natureza especial caracterizada pela ausência de vinculação 
a Ministério ou de subordinação hierárquica, pela autonomia técnica, operacional, administrativa e 
fi nanceira e pela estabilidade durante seus mandatos.
Tem por objetivo fundamental assegurar a estabilidade de preços.
Faz cumprir todas as determinações do Conselho Monetário Nacional no que diz respeito a política 
monetária e cambial.
Composição do Banco Central do Brasil:
Composto por 1 Presidente e 8 diretores nomeados pelo Presidente da República e aprovados pelo 
Senado Federal.
O mandato será fi xo de 4 anos da seguinte forma:
Início: no terceiro ano do mandato do Presidente da República.
Término: no segundo ano do mandato subsequente.
Isso ocorre para trazer autonomia para o Banco Central. Lembre-se, trata de autonomia e não indepen-
dência.
Com o mandato fi xo, os membros do Banco Central podem exercer de forma autônoma sua função de 
assegurara estabilidade de preços.
São competências do Bacen:
✓ Formular as políticas monetárias e cambiais de acordo com as diretrizes do governo federal; 
✓ Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional; 
✓ Emitir papel-moeda; 
✓ Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB e o meio circulante; 
✓ Controlar o fl uxo de capitais estrangeiros e receber os recolhimentos compulsórios dos bancos; 
✓ Autorizar e fi scalizar o funcionamento das instituições fi nanceiras, punindo-as se for o caso; 
✓ Exercer o controle do crédito.
A diretoria colegiada do Bacen é composta por 9 membros: presidente + 8 diretores (todos nomeados 
pelo Presidente da República, sujeito à aprovação no Senado).
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM 
Autarquia federal vinculada ao governo através do Ministério da Economia.
✓ Administrada por 1 presidente e 4 diretores nomeados pelo Presidente da República;
✓ Órgão normativo voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobiliários;
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
✓ São títulos e valores mobiliários: ações, debêntures, bônus de subscrição e opções de compra e 
venda de mercadorias. 
Objetivos da CVM:
✓ Estimular investimentos no mercado acionário e assegurar o funcionamento das Bolsas de Va-
lores;
✓ Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas socieda-
des anônimas de capital aberto;
✓ Fortalecer o mercado de ações e regular o valor interno da moeda a fi m de evitar desequilíbrios 
econômicos.
SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS - SUSEP 
A Superintendência de Seguros Privados - Susep é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da 
Economia, órgão responsável pelo controle e fi scalização dos mercados de seguro, previdência privada 
aberta, capitalização e resseguro.
Compete à Susep:
✓ Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras, 
de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores, na qualidade de 
executora da política traçada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP;
✓ Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das opera-
ções de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro;
✓ Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados.
SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - PREVIC 
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc é uma en-
tidade pública responsável por gerenciar o mercado de previdência comple-
mentar fechada (não aberta ao público), ou seja, ela fi scaliza e supervisiona os 
fundos de pensão.
A Previc é uma autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e fi nanceira e 
patrimônio próprio, vinculada ao Ministério da Economia, com sede e foro no Distrito Federal.
Principais competências:
• Fiscalizar as atividades das entidades fechadas;
• Apurar e julgar infrações;
• Expedir instruções de acordo com o CNPC – Conselho Nacional de Previdência Complementar;
• Autorizar o funcionamento das entidades fechadas;
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
• Decretar intervenção e liquidação extrajudicial;
• Promover a mediação e a conciliação entre entidades fechadas.
ANBIMA
A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais - ANBIMA representa as 
instituições do mercado de capitais brasileiro. A entidade possui 1.000 instituições participantes - ban-
cos comerciais, bancos múltiplos e bancos de investimento, empresas de gestão de ativos, corretoras, 
distribuidoras de valores mobiliários e gestores de patrimônio. A ANBIMA é também a associação res-
ponsável pela sua prova.
É a ANBIMA que dispõe da autorregulação de ofertas públicas de títulos e valores mobiliários e que cria 
procedimentos que permitem a autorregulação do mercado de capitais.
A atividade da associação se divide em 4 frentes:
Códigos novos
- Código ANBIMA de Administração de Recursos de Terceiros (https://www.anbima.com.br/data/
fi les/12/77/D9/66/8236A7103955D5A76B2BA2A8/codigo_Administracao_Recursos_Terceiros_01.07.21.
pdf); 
- Código ANBIMA de Distribuição de Produtos de Investimentos (https://www.anbima.com.br/data/
fi les/8F/93/93/B8/FFB697109C2486976B2BA2A8/Codigo_Distribuicao_Produtos_Investimento_14.07.21.
pdf).
1.2 Códigos ANBIMA de regulação e melhores práticas
Foi criado em 2002 para promover padrões elevados de conduta entre o crescente número de profi s-
sionais certifi cados pela ANBIMA, de modo a que exerçam suas atividades com boa fé, transparência, 
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
diligência e lealdade.
O código assegura que os profi ssionais certifi cados não tenham:
• Sido inabilitados para o exercício de cargo em instituições fi nanceiras e demais entidades auto-
rizadas a funcionar pelo Bacen, CVM, Previc ou Susep;
• Tido sua autorização para o exercício da atividade suspensa, cassada ou cancelada;
• Sofrido punição defi nitiva nos últimos cinco anos, em decorrência de sua atuação como admi-
nistrador ou membro de conselho fi scal de entidade sujeita a controle e fi scalização dos órgãos 
reguladores mencionados. 
• Cabe salientar que as instituições participantes que descumprirem as regras do Código ANBIMA 
- Programa de Certifi cação Continuada, ou cujos profi ssionais o façam, estão sujeitas às penali-
dades previstas, que incluem:
(I) Advertência pública;
(II) Multa de até 100 vezes o valor da maior mensalidade recebida pela ANBIMA; 
(III) Desligamento da ANBIMA.
CÓDIGO ANBIMA PARA DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTOS
É o código que tutela a relação direta dos intermediários fi nanceiros com os investidores na comercia-
lização de produtos de investimentos.
O documento apresenta diretrizes quanto as:
• Defi nições (conceitos);
• Canais digitais e remotos;
• Conglomerado e entidades controladoras;
• Conheça seu cliente, regras e procedimentos para conhecer o investidor.
Objetivo do código:
• Manter elevados padrões éticos e consagrar a institucionalização das práticas equitativas no 
mercado;
• Estimular a concorrência leal, a padronização dos procedimentos e o adequado funcionamento 
da atividade;
• Estimular a transparência no relacionamento com os investidores;
• Promover a qualifi cação das instituições e dos profi ssionais envolvidos na atividade.
IMPORTANTE
fi ca vedado ao distribuidor recomendar produtos ou serviços quando: 
(I) O perfi l do cliente não seja adequado ao produto ou serviço; 
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
(II) Não sejam obtidas informações que permitam a identifi cação do perfi l do 
cliente;
(III) As informações relativas ao perfi l do cliente não estejam atualizadas, uma 
vez que a atualização deve ocorrer em prazos inferiores a 24 meses.
O distribuidor deve alertar o cliente acerca da ausência, desatualização ou inadequação do per-
fi l, com a indicação das causas da divergência.
Caso o cliente insista na operação, o distribuidor deve obter declaração expressa do cliente de que 
deseja manter a decisão de investimento nessa categoria de ativo, mesmo estando ciente da ausência, 
desatualização ou inadequação de perfi l.
BANCOS MÚLTIPLOS
• O banco múltiplo deve ser constituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, obriga-
toriamente, comercial ou de investimentos.
• Carteiras de um banco múltiplo: comercial, investimentos,crédito imobiliário, desenvolvimento 
e leasing.
• Um banco múltiplo deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo publicar um 
único balanço.
Banco comercial: depósito à vista e a prazo;
Banco de Investimento: somente depósito a prazo.
DISTRIBUIDORAS E CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS
• Constituídas sob a forma de S.A., dependem da autorização da CVM para funcionar.
• Especializadas em compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários por conta e or-
dem e de terceiros.
• Os investidores não operam diretamente nas bolsas.
Não existe diferença entre DTVM e CTVM.
Corretora pode:
- Atuar também por conta própria;
- Dar maior liquidez ao mercado acionário;
- Administrar fundos e clubes de investimentos;
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
- Intermediar operações de câmbio.
CLEARING HOUSES
• Executam a liquidação da compra e venda dos ativos registrados com seus vencimentos.
• Atesta a veracidade dos títulos e das condições de compra.
SELIC TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS
CLEARING DA B3 TÍTULOS PRIVADOS (EX-CETIP)
• TÍTULOS PÚBLICOS MUNICIPAIS E ESTADUAIS (B3, EX-CETIP)
• AÇÕES E DERIVATIVOS (B3, EX-CBLC)
SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO - SPB
O Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB é o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e ope-
rações integrados que, por meio eletrônico, dão suporte à movimentação fi nanceira entre os diversos 
agentes econômicos do mercado brasileiro.
Sua função básica é permitir a transferência de recursos fi nanceiros, o processamento e liquidação de 
pagamentos para pessoas físicas, jurídicas e entre governamentais, reduzindo o risco sistêmico.
É a transferência de fundos interbancários próprios ou de terceiros que é feita em tempo real com a 
consequente redução do risco sistêmico. 
Envio de DOCs: limitados a R$ 4.999,00.
INVESTIDORES QUALIFICADOS
Segundo a CVM, investidores qualifi cados entendem mais do mercado fi nanceiro e têm acesso a fundos 
restritos.
Quem são:
• Investidores profi ssionais;
• PF ou PJ com investimentos fi nanceiros em valor superior a R$ 1 milhão e que atestem por escrito 
sua condição de investidor qualifi cado mediante termo próprio;
• Pessoas que tenham sido aprovadas em exames de qualifi cação técnica aprovadas pela CVM 
para registro de AAI.
Exemplo: Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - FIDC, destinado apenas para investido-
res qualifi cados. 
INVESTIDORES PROFISSIONAIS
Únicos que podem constituir fundos exclusivos!
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
Quem são:
• PF ou PJ com investimentos fi nanceiros em valor superior a R$ 10 milhões e que atestem por 
escrito sua condição de investidor qualifi cado mediante termo próprio;
• Instituições fi nanceiras, companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
• Fundos de investimento;
• Entidade aberta e fechada de previdência complementar;
• Administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM em rela-
ção a seu recurso próprio.
Todo investidor profi ssional é também um investidor qualifi cado.
INVESTIDORES NÃO RESIDENTES
É a pessoa física ou jurídica, os fundos e outras entidades de investimentos individuais ou coletivas, 
com residência, sede ou domicílio no exterior, que investem os seus recursos no país.
IMPORTANTE
✓ Função do CMN - Defi nir as diretrizes e normas referentes ao câmbio.
✓ Previc é responsável por fi scalizar o mercado de previdência complementar fechada.
✓ Todo investidor profi ssional é também um investidor qualifi cado.
✓ Nem todo Investidor PF ou PJ com mais de R$ 1.000.000,00 é investidor qualifi cado. Para se tor-
nar um, é necessário assinar o termo de investidor qualifi cado.
✓ É função da CVM: limitar os valores máximos de comissão que podem ser cobrados pelas institui-
ções que participam do mercado de distribuição de valores mobiliários.
✓ Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB é o conjunto de entidades, sistemas e mecanismos re-
lacionados com o processamento e a liquidação de operações de transferência de fundos, de 
operações com moeda estrangeira ou com ativos fi nanceiros e valores mobiliários.
✓ A CVM é responsável por regulamentar as matérias previstas na Lei das Sociedades Anônimas.
✓ Bancos de investimentos: assessoram empresas em operações de fusões e aquisições, emissões 
de valores mobiliários e ofertas públicas, além de fornecer crédito para médio e longo prazo.
✓ Compete privativamente ao Bacen fi scalizar as instituições fi nanceiras e conduzir a política mo-
netária.
✓ Função do Bacen: realizar, através de operações de redesconto bancário, empréstimos de assis-
tência à liquidez para as instituições fi nanceiras.
✓ SPB: é a transferência de fundos próprios e de terceiros realizados entre bancos em tempo real, 
com o objetivo de reduzir o risco sistêmico.
✓ A CVM protege os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado contra emissões 
irregulares de valores mobiliários.
✓ A negociação de valores mobiliários em bolsa tem como objetivo principal alcançar melhores 
formações de preços.
✓ É permitido às corretoras de títulos e valores mobiliários intermediar as operações de câmbio.
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
ASG – Ambiental, Social e Governança
Desde janeiro de 2022, as instituições fi nanceiras devem identifi car fundos com objetivo de investimen-
tos 100% sustentável com o sufi xo IS – Investimento Sustentável.
Os fundos que não tiverem objetivo 100% sustentável, mas que ainda assim, atuem com questões ASG – 
Ambiente, Social e Governança, não poderão usar o sufi xo IS, mas terão uma diferenciação dos demais, 
utilizando a frase “esse fundo integra questões ASG em sua gestão” em seus materiais.
Mas o que é ASG/ESG?
A sigla ESG é a abreviação de “Environment, Social & Governance” (Ambiental, Social e Governança, ou 
ASG no português). Esse conceito refere-se às boas práticas empresariais que se preocupam com crité-
rios ambientais, sociais e parâmetros de excelente governança corporativa.
As análises de ASG são baseadas em três importantes pilares.
Pilar 1 – Ambiental.
Uso de fontes renováveis de energia pelas empresas, gestão de resíduos, problemas com poluição at-
mosférica ou hídricas, desmatamento decorrentes de sua operação, ou seja, a preocupação da empresa 
com as questões de mudanças climáticas. Inclui-se:
- Perda da biodiversidade
- Emissão de gases de efeito estufa
- Mudanças climáticas
- Energias renováveis
- Efi ciência energética
- Escassez ou poluição da água, ar e outros recursos
- Mudanças no uso do solo
- Ciclos de nitrogênio e fósforo
Pilar 2 – Social.
Elementos ligados às pessoas, como: cultura corporativa, programa de educação, formação dos funcio-
nários, o nível de rotatividade dos funcionários, ou seja, ações que podem impactar a vida dos funcioná-
rios, clientes e fornecedores, internamente ou na sociedade. Inclui-se:
- Direitos humanos e trabalhistas
- Trabalho infantil, escravo ou degradante
- Saúde e segurança no trabalho
- Diversidade
- Relacionamento com comunidades locais
- Atividade em gestão de confl ito
- Saúde e acesso a medicina
- Proteção aos direitos do consumidor
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15MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
Pilar 3 – Governança Comportamental.
Como a gestão executiva e o conselho de administração atendem aos interesses dos stakeholders da 
empresa - qualquer pessoa ou grupo que tenha interesse em um projeto,negócio ou empresa como 
clientes, fornecedores, colaboradores etc. Inclui-se:
- Estrutura, tamanho, diversidade, competências e independência do Conselho Administrativo
- Remuneração de executivos
- Ética nos negócios
- Suborno e corrupção
- Relacionamento entre Conselho, executivos, acionistas e stakeholders
A ANBIMA dispõe em seu material “REGRAS E PROCEDIMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE FUN-
DOS DE INVESTIMENTO SUSTENTÁVEL (IS)”. Precisamos nos atentar a:
Capítulo I – Objetivo e Abrangência.
O normativo estabelece regras e normas para os Fundos 555 de Renda Fixa e Ações que adotem as no-
menclaturas IS – Investimento Sustentável ou ASG – Ambiental, Social e Governança.
- É vedado há quem não opte por identifi car seus Fundos como de Investimentos Sustentáveis incluir na 
razão social do Fundo o sufi xo IS ou qualquer outro termo que possa levar o investidor ao erro.
Seção II – Governança.
Art. 6º. O Gestor de Recursos deverá dispor de uma estrutura funcional, organizacional e de tomada de 
decisões adequada para que sejam cumpridas suas responsabilidades relacionadas à Gestão dos Fun-
dos de Investimento Sustentável, conforme previsto neste normativo.
Capítulo III – Requisitos para o Fundo de Investimento Sustentável.
O Fundo identifi cado como de Investimento Sustentável deve:
- Incluir em sua denominação o sufi xo “IS”;
- Explicitar em seu regulamento um resumo do objetivo de Investimento Sustentável do Fundo;
- Demonstrar quais ações, métricas e/ou indicadores materiais são utilizados para o monitoramento 
quanto à aferição do(s) objetivo(s) de investimento do Fundo IS;
- Assegurar, caso seja utilizado índice como referência, que este índice esteja igualmente alinhado com 
o(s) objetivo(s) de Investimento Sustentável do Fundo IS.
Capítulo IV – Fundos que integram questões ASG.
Como já vimos, esses fundos não possuem objetivo 100% sustentável, mas aderem questões ASG em 
sua gestão e por isso, devem:
- Informar em sua documentação as linhas gerais da metodologia adotada para essa fi nalidade;
- No que se refere à transparência, o Gestor deve divulgar publicamente em seu site e manter atualizada, 
e em linha com as melhores práticas internacionais de relato e expectativas do mercado, a forma como 
integra sistematicamente as Questões ASG na Gestão de Ativos;
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
1.3 QUESTÕES - MÓDULO 01
1) As corretoras de títulos e valores mobiliários, podem:
a) Cobrar a corretagem que quiser.
b) Intermediar operações de câmbio.
c) Dar isenção de IR nas suas operações.
d) Emitir CDB da própria corretora.
2) São considerados investidores qualifi cados e profi ssionais, segundo critério da CVM, respectivamente, 
as PF e PJ que atestem possuir investimentos superior à:
a) R$ 100.000,00 e R$ 1.000.000,00.
b) R$ 1.000.000,00 e R$ 10.000.000,00.
c) R$ 10.000.000,00 e R$ 100.000.000,00.
d) R$ 10.000,00 e R$ 100.000,00.
3) Um cliente que teve problemas com a sua capitalização, que foi vendida de forma indevida, irá recor-
rer ao:
a) Banco Central.
b) Susep.
c) Previc.
d) CVM.
4) Nas suas reuniões a cada 45 dias, o Copom defi ne:
a) Taxa Selic Meta.
b) Taxa Selic Over.
c) IPCA.
d) IGP-M.
5) Em qual tipo de fundo não é necessário assinar o API?
a) Fundos multimercados.
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17MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
b) Fundo de renda fi xa referenciado.
c) Fundo de renda fi xa simples.
d) Fundo cambial.
6) É uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia, a superintendência fi scaliza e supervisa as 
atividades das entidades fechadas de previdência complementar, assim como a execução das políticas 
para o regime de previdência complementar operado por essas entidades.
a) Previc.
b) Susep.
c) INSS.
d) CNSP.
7) Responsável em conceder autorização de funcionamento às instituições fi nanceiras:
a) CMN.
b) CVM.
c) Tesouro Nacional.
d) Bacen.
8) Responsável em disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias em 
todas as suas formas, inclusive prestações de quaisquer garantias por parte das instituições fi nanceiras:
a) CMN.
b) CVM.
c) Tesouro nacional.
d) Bacen.
9) Deve cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP:
a) Previc.
b) CVM.
c) Anbima.
d) Susep.
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
10) Tem função de autorregular o mercado de capitais:
a) CVM.
b) CMN.
c) Anbima.
d) Bacen.
11) São funções de sociedades corretoras de valores:
I. Exercer funções de agente fi duciário;
II. Comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros;
III. Praticar operações no mercado de câmbio de taxas fl utuantes.
Está correto o que se afi rma nas alternativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) Todas as alternativas.
12) A negociação de valores mobiliários em bolsa tem como principal objetivo: 
a) Fomentar a atividade especulativa.
b) Garantir o anonimato das transações realizadas.
c) Proteger os investidores do risco de volatilidade.
d) Alcançar a melhor formação de preços.
13) São custodiados no Selic:
I – LF;
II – LTN;
III – LCI;
IV – LFT;
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19MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
V – NTN-A.
Estão as alternativas:
a) I, II e IV.
b) I e III.
c) II e IV.
d) II, IV e V.
14) É um exemplo de Investidor Profi ssional:
a) Todo investidor PF com mais de R$ 1.000.000,00.
b) Todo investidor PF com mais de R$ 10.000.000,00.
c) Todo investidor PF e PJ com mais de R$ 10.000.000,00.
d) Instituições fi nanceiras.
15) Responsável pela defi nição da meta de infl ação e por coordenar as políticas monetárias, creditícia, 
orçamentária e da dívida interna e externa:
a) Copom.
b) CMN.
c) CVM.
d) Bacen.
16) A Susep é a entidade responsável pela fi scalização das seguintes operações: 
I – Seguro;
II – Capitalização;
III – Consórcio;
IV – Previdência complementar fechada;
V – Resseguro.
Está correto no que se afi rma em: 
a) Todas estão corretas.
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MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 01 | Sistema fi nanceiro nacional e participantes do mercado (proporção: de 5% a 10%)
b) I, II e IV.
c) I, II e V.
d) I, III e V.
17) Entende-se por investidor não residente:
a) Somente PF que reside fora do Brasil.
b) PF ou PJ que reside fora do Brasil.
c) PF ou PJ que residem/possuam domicílio fora do Brasil ou fundo de investimento que for constituído 
em outro país.
d) PF ou PJ que reside no Brasil.
18) A Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc, tem entre as suas funções:
a) Fiscalizar a comercialização dos planos de previdência privada como PGBL e VGBL.
b) Responsável pela administração dos fundos de pensão.
c) Autorizar o funcionamento e realizar a fiscalização das entidades fechadas de previdência 
complementar.
d)Defi nir as diretrizes e normas do mercado de previdência complementar.
19) São funções de uma corretora, exceto:
a) Administrar planos de capitalização.
b) Administrar clubes de investimentos.
c) Administrar fundos de investimentos.
d) Realizar operações de câmbio.
20) Depósito compulsório é um dos instrumentos de política monetária. A quem compete receber os 
mesmos?
a) Copom.
b) Bacen.
c) CMN.
d) Instituição fi nanceira onde o cliente possua a conta.
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21MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor(proporção: de 15% a 25%)
21) Os Títulos públicos federais são emitidos por qual órgão:
a) Bacen.
b) Tesouro Nacional.
c) Banco do Brasil.
d) CMN.
22) Os sistemas que integram o Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB NÃO incluem o sistema:
a) De Cadastramento Unifi cado de Fornecedores (SICAF).
b) De Transparência de Reservas (STR).
c) De Registro, de compensação, de liquidação e custódia da Cetip S.A.
d) Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
23) A reforma conduzida pelo Bacen no Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB trouxe mudanças 
importantes, entre as quais se destaca a: 
a) Manutenção da tabela de tarifas operacionalizadas por bancos comerciais e caixas econômicas.
b) Reestruturação das operações de empréstimos, principalmente das operações de leasing e CDC.
c) Realização de transferências de fundos interbancárias com liquidação em tempo real, em caráter 
irrevogável e incondicional.
d) Defi nição de um capital mínimo baseado no risco de crédito para os bancos comerciais e bancos de 
investimento.
24) Podemos defi nir a Comissão de Valores Mobiliários - CVM como:
a) Autarquia federal que disciplina e fi scaliza o mercado de títulos e valores imobiliários.
b) Autarquia federal que disciplina e fi scaliza o mercado bancário.
c) Autarquia federal que fi scaliza as instituições ligadas aos sistemas de previdência das S.A's.
d) Autarquia federal que disciplina e fi scaliza o mercado de títulos e valores mobiliários.
25) O Banco Central do Brasil – Bacen é uma autarquia do governo federal e tem como função:
a) Autorizar a emissão de papel-moeda.
b) Autorizar o funcionamento de instituição fi nanceira estrangeira.
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MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
c) Coordenar a política monetária.
d) Realizar operações de redesconto.
26) O Conselho Monetário Nacional - CMN, tem como função:
a) Exercer a fi scalização das instituições fi nanceiras.
b) Conceder autorização para abertura de bancos estrangeiros no Brasil.
c) Realizar operações de redesconto junto às instituições fi nanceiras.
d) Defi nir as diretrizes e normas referentes ao câmbio.
27) É a entidade responsável pelas diretrizes das operações de seguro, capitalização e previdência:
a) Susep.
b) CNSP.
c) CMN.
d) CVM.
Gabarito
01 B 10 C 19 A
02 B 11 D 20 B
03 B 12 D 21 B
04 A 13 C 22 A
05 C 14 D 23 C
06 A 15 B 24 D
07 D 16 C 25 D
08 A 17 C 26 D
09 D 18 C 27 B
Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br.
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23MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | COMPLIANCE LEGAL, ÉTICA E ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR 
(PROPORÇÃO: DE 15% A 25%)
2.1 Prevenção e combate à lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores
Risco de Imagem: impacto negativo na opinião pública (reputação). Exemplo: Operação Lava Jato.
Risco Legal: Não executar um contrato por falta de documentação, falta de assinatura ou qualquer outro 
problema (Risco jurídico).
CONTROLES INTERNOS
Instituições fi nanceiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem 
implementar controles internos.
Ao processo de segregar atividades para não gerar confl itos de interesse é dado o nome de Chinese 
Wall. Um exemplo prático é a atuação separada da área de Gestão da área de Fusão e Aquisição dentro 
das instituições.
Os controles internos abrangem todos os funcionários e devem:
1. Defi nir responsabilidades dentro da instituição;
2. Segregar atividades para não gerar confl itos de interesse;
3. Existência de canais de comunicação;
4. Contemplar a contínua avaliação dos diversos riscos associados às atividades da Instituição;
5. Executar testes periódicos de segurança.
A atividade de auditoria interna faz parte dos controles internos.
PREVENÇÃO E COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO
Lavagem de dinheiro é o processo pelo qual o criminoso transforma recursos obtidos através de ativi-
dades ilegais em ativos com uma origem aparentemente legal.
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MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
Pena: reclusão de três a dez anos e multa.
Reclusão de três a dez anos e multa.
A multa pecuniária, aplicada pelo COAF, será variável e não superior:
Ao dobro do valor da operação;
Ao dobro do lucro real obtido ou que seria obtido pela realização da operação;
Ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).
A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto, se o 
autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos 
que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens, direitos ou 
valores objeto do crime.
A pena será aumentada de um a dois terços se os crimes defi nidos na lei forem cometidos de forma 
reiterada ou por intermédio de organização criminosa.
INDÍCIOS DE LAVAGEM DE DINHEIRO
I - Aumento do volume de depósitos, sem causa aparente;
II - Troca de grande quantidade de notas de pequeno valor por notas de maior valor;
III - Grande quantias de troca por moedas estrangeiras;
IV - Cheques administrativos, ordens de pagamento;
V - Movimentação de recursos em fronteiras;
VI - Movimentação incompatível com patrimônio;
Colocação: é a colocação do dinheiro no sistema econômico. A colocação se efetua por meio de 
depósitos, compra de instrumentos negociáveis e compra de bens.
Integração: os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. É nessa fase que ele 
volta com "cara de limpo".
Ocultação: consiste em difi cultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. Os criminosos bus-
cam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferen-
cialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas 
"fantasmas".
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25MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
VII - Numerosas contas;
VIII - Abertura de conta em agência localizada em aeroporto, rodoviária ou porto;
IX - Utilização de cartão de crédito não compatível com a capacidade fi nanceira.
CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS - COAF
O COAF é o órgão máximo no combate à lavagem de dinheiro e está vinculado ao Bacen.
Comunicar ao COAF:
− Depósito em espécie ou pedido para saque de valor igual ou superior a R$ 50.000,00, independente 
de serem suspeitas;
− Toda transação fi nanceira liquidada em espécie acima de R$ 2.000,00 deve ser registrada em controle 
interno com CPF do portador;
− Transações suspeitas devem ser encaminhadas ao COAF no prazo de 24 horas a contar da conclusão 
da operação ou da proposta de operação;
− Instituições fi nanceiras devem arquivar por 10 anos os cadastros e registros das operações.
CVM 617 E CIRCULAR 3.978/20 DO BANCO CENTRAL
1) AVALIAÇÃO INTERNA DE RISCO
 As instituições devem realizar avaliação interna com o objetivo de identifi car e mensurar o risco de utili-
zação de seus produtos e serviços na prática da lavagem de dinheiro e no fi nanciamento do terrorismo.
Para identifi cação do risco, a avaliação interna deve considerar, no mínimo, os perfi s de risco:
I. Dos clientes;
II. Da instituição, incluindo o modelo de negócio e a área geográfi ca de atuação;
III. Das operações, transações, produtos e serviços, abrangendo todos os canais de distribuição e a 
utilização de novas tecnologias; e
IV. Das atividades exercidas pelos funcionários, parceiros e prestadores de serviços terceirizados.
Orisco identifi cado deve ser avaliado quanto à sua probabilidade de ocorrência e à magnitude dos 
impactos fi nanceiro, jurídico, reputacional e socioambiental para a instituição.
A avaliação interna de risco pode ser realizada de forma centralizada em instituição do conglomerado 
prudencial e do sistema cooperativo de crédito.
A avaliação interna de risco deve ser:
I. Documentada e aprovada pelo diretor de PLD;
II. Encaminhada para ciência:
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MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
a) Ao comitê de risco, quando houver;
b) Ao comitê de auditoria, quando houver; 
c) Ao conselho de administração ou, se inexistente, à diretoria da instituição; 
III. Revisada a cada dois anos, bem como quando ocorrerem alterações signifi cativas nos perfi s de risco.
2) CONHEÇA SEU PARCEIRO E SEU FUNCIONÁRIO
A instituição deve fi car atenta ao comportamento dos colaboradores, parceiros, terceiros e prestadores 
de serviços relevantes, de modo a detectar e subsequentemente relatar quaisquer atividades atípicas, 
tais como ações e condutas não compatíveis com o padrão de vida do colaborador.
Recomenda-se que as questões relevantes decorrentes do monitoramento feito nos Colaboradores, 
parceiros, terceiros e prestadores de serviços relevantes, conforme aplicável, sejam investigadas e, se 
apropriado, comunicadas à área responsável para que se decida se é necessário comunicar o regulador 
competente.
Quaisquer situações relevantes em relação aos clientes, tais como mídia negativa, presença de Pessoa 
Politicamente Exposta - PEP, mudança na estrutura de controle, bem como indícios de descumprimento, 
devem ser tratadas segundo previsto na Política de na política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao 
fi nanciamento do terrorismo - PLD-FT da instituição, inclusive com envolvimento do diretor estatutário 
responsável pela PLD-FT ou área competente. 
3) REGISTRO DE TRANSAÇÃO EM ESPÉCIE
Toda transação fi nanceira liquidada em espécie acima de R$ 2.000,00 deve ser registrada em controle 
interno com CPF do portador.
4) RELATÓRIO DE EFETIVIDADE
A Circular BC 3978/20 prevê que as instituições elaborem um relatório específi co que avalie a efetividade 
do cumprimento da política, regras e procedimentos. 
A norma prevê também a obrigação de elaborar um documento referente a avaliação interna de risco, 
devendo este documento ser aprovado pelo diretor de prevenção à lavagem de dinheiro e fi nanciamento 
do terrorismo e encaminhado ao comitê de auditoria, quando houver, e ao conselho de administração 
ou diretoria, conforme aplicável.
Recomenda-se às instituições incluir na política indicadores de efetividade que permitam estabelecer 
estatísticas e que possibilitem comprovar que foram efetivos e que conseguiram mitigar os riscos de 
lavagem de dinheiro e fi nanciamento do terrorismo. 
Esses indicadores de efetividade são considerados pelos reguladores como de extrema importância no 
que se refere às normas de PLD-FT e sua implementação e manutenção. 
CONVENÇÃO DE VIENA
Convenção contra o tráfi co ilícito de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas.
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27MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
Aprovado no Congresso Nacional em 1991.
2.2 Normas e padrões éticos
Informações privilegiadas: toda e qualquer informação relevante fora do domínio público.
Insider trader: usa a informação privilegiada a seu favor.
Front runner: utiliza ordens de cliente para o seu próprio benefício, realizando antes para si próprio 
do que para o cliente.
Confi dencialidade: profi ssional deve manter restrita informações de cliente, a menos que a Lei exija 
divulgação.
Confl itos de interesse: tem algum confl ito e precisa falar para o cliente (Exemplo: esposa é presidente 
da Petrobrás, e cliente quer comprar ações da Petrobrás).
CÓDIGOS DE REGULAÇÃO
A ANBIMA irá abordar quatro códigos de regulação na prova:
• Certifi cação Continuada
• Administração de Recursos de terceiros
• Distribuição de Produtos de Investimentos 
• Distribuição e Aquisição de valores mobiliários
Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de Produtos de Investimentos
Regras, Controles Internos e Compliance – As instituições participantes devem garantir, implemen-
tando e mantendo, em documento escrito, regras, procedimentos e controles que:
I. Sejam efetivos e consistentes com a natureza, porte, estrutura e modelo de negócio das Institui-
ções Participantes.
II. Sejam acessíveis a todos os seus profi ssionais, de forma a assegurar que os procedimentos e as 
responsabilidades atribuídas aos diversos níveis da organização sejam conhecidos
III. Possuam divisão clara das responsabilidades dos envolvidos na função de controles internos e 
na função de cumprimento das políticas, etc.
As Instituições Participantes devem manter em sua estrutura área(s) que seja(m) responsável(is) por 
seus controles internos e compliance. 
I. Ser independente(s) e reportar-se ao diretor responsável pelos controles internos e pelo com-
pliance.
II. Ter autonomia e autoridade para questionar os riscos assumidos nas operações realizadas pela 
instituição. 
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MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
III. Ter acesso regular a capacitação e treinamento.
Segurança e Sigilo nas informações - As Instituições Participantes devem estabelecer mecanismos para: 
I. Propiciar o controle de informações confi denciais, reservadas ou privilegiadas a que tenham 
acesso os seus sócios, diretores, administradores, profi ssionais e terceiros contratados;
II. Assegurar a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em 
especial para os mantidos em meio eletrônico; e
III. Implantar e manter treinamento para os seus sócios, diretores, administradores e profi ssionais 
que tenham acesso a informações confi denciais, reservadas ou privilegiadas.
Publicidade - A Instituição Participante, ao elaborar e divulgar Material Publicitário e Material Técnico, 
deve: 
I. Envidar seus melhores esforços no sentido de produzir materiais adequados aos seus inves-
tidores
II. Buscar a transparência, clareza e precisão das informações, fazendo uso de linguagem sim-
ples, clara, objetiva e adequada
III. Conter informações verdadeiras, completas, consistentes e alinhadas com os documentos 
dos Produtos de Investimento distribuídos
São considerados materiais de publicidade: formulários cadastrais, API, saldos, extratos, propagandas 
etc.
Avisos obrigatórios - As Instituições Participantes devem incluir, com destaque, nos Materiais Técnicos 
os seguintes avisos obrigatórios:
I. Caso faça referência a histórico de rentabilidade ou menção a performance:
a. “Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros.”;
b. “A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos.”;
II. Caso faça referência a Produtos de Investimento que não possuam garantia do fundo garantidor 
de crédito:
a. “O investimento em [indicar produto de investimento] não é garantido pelo Fundo Garantidor 
de Crédito.”;
III. Caso faça referência à simulação de rentabilidade:
a. “As informações presentes neste material técnico são baseadas em simulações e os resultados 
reais poderão ser signifi cativamente diferentes.”
Divulgação de informações por meios eletrônicos – As Instituições Participantes devem disponibilizar 
seção exclusiva em seus sites na internet sobre os Produtos de Investimento distribuídos, contendo, no 
mínimo, as seguintes informações: 
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29MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliancelegal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
I. Descrever todas as informações necessárias ao investidor tais como: descrição do objetivo, 
público-alvo, carência, prazos de resgate, nome do emissor, tributação, classifi cação do produto, 
riscos da operação etc. 
Seção II - Remuneração do Distribuidor
O distribuidor é quem realiza operações de forma direta com o investidor, seja uma instituição 
fi nanceira ou até mesmo um gerente de relacionamento. É quem distribui (vende) CDB, LCI, cotas 
de fundos e muitos outros ativos fi nanceiros.
Como a ANBIMA é uma importante associação do mercado fi nanceiro e de capitais que busca entre 
outros pontos, trazer mais transparência ao investidor, fi ca obrigada a instituição participante 
seguir a seção II do código que diz:
- As Instituições Participantes devem disponibilizar informações referentes à remuneração rece-
bida, direta ou indiretamente, pela Distribuição de Produtos de Investimento.
- As Instituições Participantes devem incluir, em seção exclusiva em seus sites na internet, infor-
mação sobre o recebimento de remuneração pela Distribuição dos Produtos de Investimentos 
distribuídos.
Conheça seu cliente – buscar conhecer seus investidores no início do relacionamento e durante o 
processo cadastral. Os documentos devem conter:
I. procedimento para análise e validação dos dados, bem como a forma de aprovação dos inves-
tidores; 
II. Indicação dos casos em que são realizadas visitas aos investidores em sua residência, local de 
trabalho ou instalações comerciais; 
III. Indicação do sistema e ferramentas utilizadas para realizar o controle das informações, dados 
e movimentações dos investidores; 
IV. Procedimento de atualização cadastral, nos termos da Regulação em vigor;
Suitability – As Instituições Participantes, não podem recomendar Produtos de Investimento, sem que 
verifi quem sua adequação ao perfi l do investidor. O Suitability deve conter:
I. Coleta de informações
II. Classifi cação do perfi l
III. Classifi cação dos Produtos de Investimento
IV. Comunicação com o investidor
V. Procedimento operacional
VI. Atualização do perfi l do investidor
VII. Controles internos
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MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
Devem atualizar o perfi l do investidor em prazos não superiores a 24 meses
Private
A Distribuição de Produtos de Investimento para os investidores que tenham capacidade fi nanceira de, 
no mínimo, três milhões de reais, individual ou coletivamente
Selo ANBIMA:
✓ A veiculação do selo ANBIMA tem por fi nalidade exclusiva demonstrar o compromisso das Insti-
tuições Participantes em atender às disposições deste Código. 
✓ A ANBIMA não se responsabiliza pelas informações constantes dos documentos divulgados, mes-
mo com o uso do Selo ANBIMA.
DISTRIBUIÇÃO DE FUNDOS
As Instituições Participantes devem disponibilizar seção exclusiva em seus sites na internet, no mínimo, 
as seguintes informações:
I. Política de investimento;
II. Classifi cação de risco do Fundo;
III. Condições de aplicação, amortização (se for o caso) e resgate (cotização);
IV. Limites mínimos e máximos de investimento e valores mínimos para movimentação e perma-
nência no Fundo;
V. Taxa de administração, de performance e demais taxas;
VI. Rentabilidade, observado o disposto nas regras de Publicidade previstas nos anexos do Código 
ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Administração de Recursos de Terceiros, quando 
aplicável;
VII. Avisos obrigatórios, observado o disposto nas regras de Publicidade previstas nos anexos do 
Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Administração de Recursos de Terceiros, 
quando aplicável; e
VIII. Referência ao local de acesso aos documentos do Fundo com explicitação do canal destinado 
ao atendimento a investidores.
2.3 Análise do perfil do investidor
O API é uma metodologia desenvolvida para obter o perfi l de investidor do cliente pessoa física e verifi car 
a adequação dos investimentos pretendidos a esse perfi l, através de um questionário.
O API não é obrigatório para:
• Investidores qualifi cados;
• Pessoa jurídica de direito público;
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31MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
• Cliente que tiver carteira administrada discricionariamente por um administrador de carteira de 
valores mobiliários autorizado pela CVM.
Validade: 24 meses.
Identifi ca perfi s diferentes, do mais conservador ao mais arrojado.
Para defi nir o objetivo do investimento deve considerar, no mínimo:
Período → Riscos → Finalidade
Para defi nir situação fi nanceira:
• Valor das receitas declaradas;
• Valor e ativo do patrimônio;
• Necessidade futura de recursos.
2.4 Finanças comportamentais
Indicação bibliográfi ca
Daniel Kahneman (rápido e devagar duas formas de pensar).
Sistema 1 x Sistema 2: Razão x Emoção
fi nanças comportamentais tentam identifi car e compreender as ilusões cognitivas.
HEURÍSTICAS
Disponibilidade: eventos recentes ou de fácil acesso na memória (informações disponíveis).
Exemplo clássico: avião caiu, muitos cancelam a passagem (não consideram estatísticas).
Investimentos: olham o lucro e compram as ações.
Representatividade: ignora o tamanho da amostra.
Exemplo: dados (1/1/1) enviesaram amostra, mas tem 1/6 de chance (tamanho pequena da amostra).
Investimentos: olha apenas para a rentabilidade passada, sem considerar outros fatores como 
cenário.
Ancoragem: uma informação nos leva a considerá-la fortemente na tomada de decisão ou na 
formulação de estimativas, independente da sua relevância para o que é decidido ou estimado.
Exemplo clássico: pipoca (P/M/G) ou “De R$ 3.000 por R$ 1.800”.
Efeito priming: capacidade associativa a nossa mente.
Comum a ancoragem se basear em valores.
Exemplo: comprou Petrobras a R$ 25,00, só venderá acima de R$ 25,00.
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MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
Aversão à perda (não ao risco), o medo de perder. Não é heurística e sim um viés comportamental.
Maior importância às perdas. A dor de perder R$ 1.000,00 é muito maior do que a felicidade de ganhar 
R$ 1.000,00.
Mantém investimentos não lucrativos e vende investimentos com ganho.
Ação sobe de R$ 25,00 para R$ 28,00. Vende e ganha o lucro.
Ação cai de R$ 25,00 para R$ 23,00, não vende, pois tem medo de perder. Prefere esperar a ação voltar 
para R$ 25,00.
Efeitos de estruturação: a maneira como um problema é estruturado ou a forma como a informação 
é apresentada exerce um impacto importante no processo decisório (framing).
Você tem 90% de chance de ganhar se apostar.
Você tem 10% de chance de perder se apostar.
Mesma pergunta.
Excesso de confi ança: está relacionado ao investidor que se acha melhor que a média do mercado, 
dessa forma ele superestima sua capacidade de prever o futuro, realizando muita movimentação na 
carteira. Com isso o investidor pode até conseguir realizar ganhos nas suas operações, porém, devido
as muitas movimentações, o custo de corretagem ultrapassa esses ganhos.
Armadilha da confi rmação: esse viés é identifi cado quando se busca informações para confi rmar
suas análises e perspectivas. Dessa forma só aceitam opiniões iguais e negligenciam opiniões 
contrárias.
Buscam opiniões iguais para confi rmar o seu ponto de vista.
IMPORTANTE
✓ O risco de imagem está associado a má reputação da empresa.
✓ Em um processo de lavagem de dinheiro, os participantes que cooperarem com a investigação 
podem ter suas penas reduzidas em até 2/3 da pena total.
✓ Como parte do conheça seu cliente, o gerente terá que obter informações sobre o valor e os ati-
vos que compõeo patrimônio e a necessidade futura de recursos declarada.
✓ Exemplo de front running: um operador da bolsa de valores é funcionário de uma corretora de 
valores e recebe uma ordem de compra de um determinado cliente. Porém, antes de repassar 
essa ordem de compra, o funcionário prioriza as ordens da sua corretora na frente da do cliente.
✓ Único fundo para aplicar com o API vencido: fundo de renda fi xa simples.
✓ O cadastro dos dados dos clientes das instituições fi nanceiras deve estar completo e atualizado 
para auxiliar na verifi cação da capacidade fi nanceira desses clientes com o objetivo de prevenir 
o crime de lavagem de dinheiro.
✓ É de responsabilidade da DIRETORIA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA a implantação e implementa-
ção de uma estrutura efetiva de controles internos, mediante a defi nição de atividades de con-
trole para todos os níveis de negócios da instituição fi nanceira.
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33MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
✓ Exemplo de insider trading: um determinado profi ssional tem acesso a uma informação que não 
está disponível para o mercado e poderá afetar consideravelmente o lucro de uma empresa de 
forma positiva. Ele decide então contar para um amigo essa informação e esse amigo compra as 
ações dessa empresa.
✓ Um investidor que apresenta o viés de "aversão à perda", tende a manter posições perdedoras e 
se desfazer rapidamente de posições vencedoras.
✓ Para atender as normas de conduta conhecidas como Chinese Wall, uma instituição fi nanceira 
deve segregar as atividades de administração de recursos próprios e de terceiros.
✓ Exemplo de fase de colocação: compra de propriedade rural direto com o dinheiro do crime.
✓ Ancoragem: investidor que busca sempre uma determinada cotação/preço para defi nir a sua de-
cisão de compra de um certo ativo.
2.5 QUESTÕES - MÓDULO 02
1) São restrições do Investidor, exceto:
a) Idade.
b) Horizonte de investimento.
c) Conhecimento do produto.
d) Desconhecimento ao risco.
2) Um cliente com perfi l de investidor classifi cado como conservador tem interesse em aplicar em fundo 
de ações, neste caso:
a) O gerente ignora e aplica.
b) O gerente descarta a aplicação.
c) O gerente orienta o cliente sobre o desenquadramento e sugere refazer o perfi l.
d) Nenhuma das alternativas anteriores.
3) Um investidor que compra uma ação a R$ 50,00 e depois ela cai, toma a atitude de só vender essa 
ação quando o valor do papel voltar a fi car acima de R$ 50,00. Esse investidor está agindo de acordo 
com a heurística de:
a) Disponibilidade.
b) Representatividade.
c) Ancoragem.
d) Efeito de estruturação.
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MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
4) Em uma conversa com o Sr José, o consultor de investimentos identifi cou que ele apresenta o viés 
de "aversão à perda". Ele identifi cou que o Sr José:
a) Tende a manter posições perdedoras e também manter posições ganhadoras.
b) Tende a manter posições ganhadoras e também manter posições perdedoras.
c) Tende a manter posições perdedoras e se desfazer rapidamente de posições vencedoras.
d) Tende a manter posições ganhadoras e se desfazer rapidamente de posições perdedoras.
5) Uma empresa que teve problemas com a Operação Lava Jato teve afetado o seu risco:
a) Risco Legal.
b) Risco de Imagem.
c) Risco de Mercado.
d) Risco de Crédito.
6) No processo de lavagem de dinheiro, a ordem das etapas são:
a) Colocação, ocultação e integração.
b) Preparação, colocação e integração.
c) Ocultação, colocação e integração.
d) Colocação, integração e ocultação.
7) O participante de um crime de lavagem de dinheiro que cooperar com a investigação pode ter sua 
pena reduzida em:
a) Não tem direito a redução da pena.
b) Em até 1/3 da pena total.
c) Em até 2/3 da pena total.
d) Será livre.
8) Sobre a Convenção de Viena de 1998:
a) Trata medidas de prevenção a sonegações fi scais.
b) Trata medidas de prevenção ao tráfi co ilícito de entorpecentes.
c) Trata medidas de prevenção ao tráfi co de animais em extinção.
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MÓDULO 02 | Compliance legal, ética e análise do perfi l do investidor (proporção: de 15% a 25%)
d) Trata medidas de prevenção à destruição das matas.
9) Qual a principal função da Chinese Wall?
a) Evitar a transferência de riqueza entre os cotistas.
b) Criar barreiras para entradas de produtos chineses na economia.
c) Evitar confl itos de interesses.
d) Aumentar a efi ciência das empresas.
10) O cliente que rapidamente troca sua carteira de ações tem um comportamento de:
a) Aversão à perda.
b) Excesso de confi ança.
c) Ancoragem.
d) Disponibilidade.
11) É um exemplo da fase de colocação em um processo de lavagem de dinheiro:
a) Realizar o tráfi co de entorpecentes.
b) Realizar transferências entre várias contas.
c) Comprar um imóvel. 
d) Sacar valores abaixo de R$ 10.000,00.
12) Um cliente declara ganhar R$ 2.000,00 por mês, porém, está movimentando R$ 100.000,00 pelo 
terceiro mês seguido. O gerente identifi cou essa situação, e deverá fazer o quê?
a) Nada, pois poderia causar a perda desse cliente.
b) Bloquear a conta desse cliente para não transacionar mais e evitar novas transferências.
c) Conversar com o cliente e sugerir mudar de banco.
d) Tratar esse caso como suspeita de lavagem de dinheiro e não comunicar o cliente.
13) Uma pessoa que cometeu um crime de lavagem de dinheiro, está sujeito(a) à:
a) Somente multa.
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b) Multa e serviços comunitários.
c) Reclusão e multa.
d) Reclusão ou serviços comunitários.
14) Um jovem de 23 anos, com renda declarada de R$ 5 mil e patrimônio de R$ 50 mil, começou a 
receber diversas transferências em sua conta corrente, com valores expressivos. O gerente da conta 
ao questionar percebeu que o jovem era “laranja” de uma empresa de confecção que já teve sua conta 
encerrada unilateralmente no mesmo banco. Este caso se enquadra em qual etapa do processo de 
lavagem de dinheiro:
a) Colocação.
b) Ocultação.
c) Integração.
d) Não se caracteriza como crime.
15) O cliente de uma corretora começou a realizar diversas operações de compra e venda de ações sem 
fundamento algum. Considerando as etapas de lavagem de dinheiro, pode ser uma estratégia de:
a) Colocação.
b) Ocultação.
c) Integração.
d) Não se caracteriza como crime.
16) O risco de perda quando a instituição não pode executar os termos de um contrato, é conhecido como:
a) Risco legal.
b) Risco de imagem.
c) Risco soberano.
d) Risco de mercado.
17) As instituições fi nanceiras devem comunicar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras 
(Coaf) as operações de depósito em espécie, saque em espécie ou saque em espécie por meio de cartão 
pré-pago, de valor igual ou superior a:
a) R$ 50 mil.
b) R$ 100 mil.
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
c) R$ 150 mil.
d) R$ 200 mil.
18) Qual é a fi nalidade do Selo Anbima?
a) Atestar que o fundo tem um bom rendimento compatível com o grau de risco.
b) Demonstrar o compromisso das instituições participantes em atender às disposições do código de 
autorregulação.
c) Garantir que o investimento não possui risco.
d) Mostrar os fundos com mais de R$ 1 bilhão em recursos sob gestão.
19) Sr. José teve acesso a uma informação que ainda não está disponível ao mercado, e ouviu sem que-
rer essa informação. Chegando em casa, ele conta a informação para a Dona Maria que abre o home 
broker e compraações dessa empresa. Quem cometeu uma conduta antiética e qual conduta foi essa?
a) Somente o Sr. José cometeu, pois ele que descobriu a informação, e a conduta antiética foi o insider 
trading.
b) Somente Dona Maria cometeu, pois ela que realizou a operação, e a conduta antiética foi o insider 
trading.
c) Ambos cometeram a conduta antiética conhecida como front running.
d) Ambos cometeram a conduta antiética conhecida como insider trading.
20) O gerente de uma instituição fi nanceira está dispensado do dever de verifi car a adequação de pro-
dutos, serviços e operações ao perfi l quando o cliente:
a) Tiver a certifi cação SUSEP.
b) Tiver sua carteira de valores mobiliários administrada por administrador autorizado pela CVM.
c) For diretor de instituição fi nanceira.
d) For graduado em Direito, Economia e/ou Administração.
21) Não é um princípio a ser observado pelo Manual de Marcação a Mercado da Anbima:
a) Comprometimento.
b) Objetividade.
c) Aderência.
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
d) Consistência.
22) O participante de um crime de lavagem de dinheiro que cooperar com a investigação pode ter sua 
pena reduzida _______. Já o indivíduo que praticou o crime de lavagem de dinheiro através de organi-
zação criminosa terá sua pena aumentada _______:
a) Não tem direito a redução da pena e em até 1/3 da pena total.
b) Em até 1/3 da pena total e em até 2/3 da pena total.
c) Em até 2/3 da pena total e em até 1/3 da pena total.
d) Em até 2/3 da pena total e em até 2/3 da pena total.
23) O Coaf puniu o criminoso com uma multa. A multa estipulada foi o dobro da operação na qual o 
criminoso cometeu a lavagem de dinheiro. O valor da operação foi de R$ 14.000.000,00. Qual será o 
valor da multa que ele terá que pagar?
a) R$ 10 milhões.
b) R$ 14 milhões.
c) R$ 20 milhões.
d) R$ 28 milhões.
24) São produtos de investimentos, segundo o Código Anbima de Distribuição de Produtos:
I. Títulos públicos federais;
II. Caderneta de poupança;
III. Produtos de previdência complementar;
IV. Ações;
V. Derivativos.
Está correto no que se afi rma em:
a) Todas estão corretas
b) I, II, IV e V.
c) I, II e III.
d) I, IV e V.
25) Conforme o código de Certifi cação Continuada da ANBIMA, analise os objetivos abaixo:
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
I. Estabelecer princípios e regras para o mercado;
II. Proporcionar uma permanente elevação da capacitação técnica dos profi ssionais;
III. Defi nir regras para a distribuição de produtos;
IV. Incentivar o associado a busca a certifi cação CFP®.
Está correto no que se afi rma em: 
a) Todas estão corretas.
b) I, II e III.
c) I e II.
d) Somente o II.
26) Com relação ao crime de Lavagem de Dinheiro, que tipo de pena pode ser imposta a quem praticar:
a) Reclusão de até 3 anos mais multa.
b) Reclusão de até 10 anos, somente.
c) Reclusão de até 10 anos mais multa.
d) Reclusão de até 3 anos, somente.
27) Um investidor teve acesso a uma informação que ainda não está disponível ao mercado, 
e ele ciente que essa informação pode impactar o preço das ações, liga para o seu operador e 
pede para comprar as ações. O operador acredita que o cliente pode saber de algo, e compra 
essas ações antes de realizar a compra para o cliente. Qual conduta antiética cada um cometeu?
a) Ambos cometeram insider trading.
b) Ambos cometeram front running.
c) O operador cometeu insider trading enquanto o investidor cometeu front running.
d) O operador cometeu front running enquanto o investidor cometeu insider trading.
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
GABARITO
1 C 5 B 9 C 13 C 17 A 21 C 25 C
2 C 6 A 10 B 14 B 18 B 22 D 26 C
3 C 7 C 11 C 15 B 19 D 23 C 27 D
4 C 8 B 12 D 16 A 20 B 24 D
 
Encontrou algum erro? Por gentileza, reporte-nos pelo e-mail contato@eumebanco.com.br.
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 03 | PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ECONOMIA E FINANÇAS (PROPORÇÃO: DE 5% 
A 10%)
3.1 Conceitos básicos de economia
Produto Interno Bruto - PIB é a soma de todos os bens e serviços fi nais, em termos monetários e a valor 
de mercado, produzidos em uma determinada região durante certo período de tempo.
São considerados somente bens e serviços fi nais. 
PIB = C + I + G + (X – M) → Mnemónico: CIGarro do X-Man
Pode cair na sua prova também:
PIB = C + I + G + EL
PIB = C + I + G + NX
C = Consumo
I = Investimentos
G = Gastos
X = Exportações
M = Importações
EL = Exportações Líquidas
NX = Net Exports
ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO - IPCA
• Índice ofi cial de infl ação do Brasil.
• Calculado pelo IBGE.
• Referência para o COPOM como META DE INFLAÇÃO (2019: 4,25%, de 2,75% a 5,75%).
A população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qual-
quer que seja a fonte, residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC, as quais são: 
regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, 
São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, 
Rio Branco, São Luís e Aracaju.
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
ÍNDICE GERAL DE PREÇOS-MERCADO - IGP-M
• Calculado pela FGV;
• Divulgado mensalmente;
• IGP-M (21 até dia 20) e IGP-DI (01 até 30).
Composição:
IPA (Índice Geral de Preços ao Produtor Amplo) 60%
IPC (Índice de Preços ao Consumidor 30%
INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) 10%
SELIC META X SELIC OVER
Taxa Selic Over - Essa taxa, apresentada na forma de percentual ao ano, é a taxa média das operações 
de fi nanciamento de um dia (compromissadas), lastreadas em títulos públicos federais, realizadas no 
Selic, ponderadas pelo volume das operações. Taxa Selic Meta - Determinada Pelo COPOM.
CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO - CDI
CDI: Certifi cados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições fi nanceiras que 
lastreiam as operações do mercado interbancário.
Refl ete a média das taxas de juros cobradas entre instituições do mercado interbancário nas opera-
ções de emissão de Depósitos Interfi nanceiros - DI prefi xados, com prazo de um dia útil, registradas e 
liquidadas pelo sistema Cetip.
✓ Custo do dinheiro negociado pelos bancos.
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
TAXA REFERENCIAL - TR
TR: taxa referencial calculada pelo Bacen com base na média das taxas de juros negociadas no mercado 
secundário com Letras do Tesouro Nacional - LTN, conforme metodologia própria. A essa média, denomi-
nada Taxa Básica Financeira - TBF, é aplicado um fator redutor para então se chegar ao resultado da TR.
TBF = Média das LTNs 
TR = TBF – Redutor
✓ Utilizada para: FGTS, poupança e fi nanciamentos imobiliários.
✓ O Bacen calcula e divulga a TR.
COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA - COPOM
• Criado em junho de 1996.
• Em junho de 1999 o Brasil passou a adotar as "metas de infl ação" (defi nida pelo CMN).
• Índice utilizado na meta: IPCA.
• É composto atualmente pela diretoria colegiada do Bacen - (8 diretores + 1 diretor presidente).
• Defi ne a taxa de juros “Selic – Meta”.
• Calendário de reuniões: 8 vezes ao ano.
Quem defi ne a taxa Selic Meta? COPOM
Quem defi ne a meta de infl ação? CMN
INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA
Depósito compulsório: A taxa dodeposito compulsório é defi nida e recolhida pelo Bacen. 
Compulsório é todo dinheiro que entra no banco por dia. Uma % do compulsório os bancos precisam 
guardar e enviar para o Bacen.
Redesconto: empréstimo de última instância feito pelo Bacen aos bancos. Vamos imaginar que 
o banco XPTO não tem o dinheiro dos compulsórios hoje, neste caso, ele pode recorrer ao Bacen 
e pegar esse dinheiro num empréstimo. Claro que vai ser uma taxa bem mais salgada se fosse 
emprestado entre bancos (interfi nanceiro).
Open market (operações de mercado aberto): Compra e venda de Títulos Públicos Federais - TPF 
pelo Bacen (comprando os títulos que estão nas mãos dos dealers (bancos) ou vendendo para os 
dealers). É quando o Bacen compra e vende os Títulos Públicos Federais. É um instrumento mais 
ágil. 
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
POLÍTICA MONETÁRIA EXPANSIVA
POLÍTICA MONETÁRIA RESTRITIVA 
PIB X JUROS X INFLAÇÃO
Os juros altos freiam a economia, fazendo com que a população pare de gastar e a infl ação caia. Desse 
modo o país não produz e o PIB cai. Logo depois, o Bacen diminui juros para melhorar a atividade eco-
nômica do país, com isso muitos pegam empréstimos e capital de giro aproveitando a taxa menor. Em 
consequência, aumenta a procura a procura por bens e o preço sobe, assim como o PIB também sobe. 
Como a infl ação sobe muito, o Bacen aumenta os juros para conter a infl ação.
POLÍTICA FISCAL
Arrecadação - Gastos
Arrecadação > Gastos => Superávit fi scal
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
Gastos > Arrecadação => Défi cit fi scal
Expansionista: Contracionista:
• Aumenta os gastos;
• Diminui os impostos.
• Diminui os gastos;
• Aumenta os impostos.
CONTAS DO SETOR PÚBLICO
POLÍTICA CAMBIAL
Brasil Perfeitamente fl utuante Câmbio fi xo
Flutuação suja Bacen não intervém Taxa fi xada pelo governo
Reservas internacionais: as reservas internacionais de um país são formadas por ativos em moedas 
estrangeiras, como títulos e depósitos bancários, que podem ser usados para pagamento de dívidas 
internacionais. 
Brasil - US$ 384 bilhões (Mar/2019)
TAXA DE CÂMBIO
A taxa de câmbio nada mais é que o preço de uma moeda comparado ao de outra moeda.
No Brasil, a taxa de câmbio mais observada é a BRL/USD, ou seja, a taxa de câmbio entre o dólar nor-
te-americano e o real brasileiro.
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
Ex.: Dólar fechou em R$ 3,85, ou seja, são necessários R$ 3,85 para trocar por 
US$ 1.
Dólar subiu para R$ 3,90, ou seja, são necessários R$ 3,90 reais para trocar por 
US$ 1. Isso indica que real se desvalorizou.
Taxa de câmbio spot: é a taxa para compra e venda imediata de dólares.
Taxa PTAX: média das cotações do dólar no mercado calculada pelo Banco Cen-
tral do Brasil por meio de metodologia própria, com base em quatro janelas de 
consulta ao longo de cada dia. Essa taxa é utilizada como referência para diver-
sos contratos no mercado fi nanceiro, incluindo derivativos
CONTAS EXTERNAS
Balança de Pagamentos (balanço do país) é um instrumento da contabilidade nacional referente à 
descrição das relações comerciais de um país com o resto do mundo.
a) Conta corrente registra a balança comercial, conta de serviços e rendas e as transferências unilaterais.
Balança comercial (bens): quando a exportação > importação ocorre superávit comercial.
Conta de serviços e rendas: serviços como fretes, seguros, aluguéis, despesas, pagamento/recebimento 
de lucros e dividendos.
Transferências unilaterais: remessas de recursos ou doações realizadas entre residentes no Brasil e 
residentes em outros países.
b) Conta capital registra o saldo líquido entre as compras de ativos estrangeiros por residentes no Brasil 
e venda de ativos brasileiros e estrangeiros.
3.2 Conceitos básicos de finanças
Taxa de juros real = Taxa de juros nominal - Taxa de infl ação
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47MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
Ou
Taxa de juros nominal = Taxa de juros real + Taxa de infl ação
Ex.: Taxa nominal = 9%
Infl ação = 5%
Taxa Real = ?
Se a taxa de infl ação for maior do que a taxa de juros nominal durante o período de um investimento, 
a taxa de juros real fi cará abaixo de zero.
Se a taxa de infl ação for negativa, isto é, se houver defl ação, a taxa de juros real será superior à taxa de 
juros nominal.
JUROS SIMPLES X JUROS COMPOSTOS
Juros simples → Juros incide apenas sobre o capital
Juros = capital x taxa x tempo (período)
Em um regime de capitalização simples, no cálculo da remuneração devida em um título, o valor de 
referência para o cálculo dos juros é sempre o montante inicial, isto é, o valor presente do título.
Juros compostos → Juros sobre juros
Juros = capital x (1 + taxa)n
O regime de capitalização composta tende a ser preferido. Nesse regime, o montante inicial cresce de 
maneira geométrica ao longo do tempo, e o valor principal acrescido de juros em um dado período 
serve como base de cálculo para os juros do período subsequente.
BENCHMARK
Parâmetro de comparação.
Índices de referência
Renda Fixa: 
Taxa DI, índice de mercado ANBIMA (IMA-B: IPCA; IMA-C: IGP-M; IMA-S: pós Selic).
Renda Variável:
Ibovespa - são as ações com maior volume de negociabilidade dentro da bolsa.
IbrX50 - são as 50 ações mais negociadas dentro da bolsa.
IbrX100 - são as 100 ações mais negociadas dentro da bolsa.
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MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
ÍNDICE DE MERCADO ANBIMA – IMA
IMA-B = Rentabilidade de todos os títulos públicos federais que são indexados ao IPCA (NTN-B).
IMA-S = Rentabilidade do tesouro Selic (LFT).
IRF-M = Prefi xados (NTN-F, LTN).
IMA-C = Rentabilidade dos títulos públicos federais que são indexados ao IGP-M (NTN-C), não é mais 
comercializado.
IMA= Média de todos os anteriores.
VOLATILIDADE E TIPOS DE MERCADO
A medida do risco associado ao investimento em um ativo é justamente o grau de variação do seu 
preço de mercado.
Volatilidade: medida de risco.
Marcação a mercado: evita a transferência de riqueza.
Mercado primário: emissores lançam seus títulos e ações para aquisição por parte dos primeiros 
investidores nesses instrumentos. → Dinheiro entra para a empresa
Mercado secundário: ativos são negociados após a sua emissão. → Não entra dinheiro para a 
empresa.
TIPOS DE RENTABILIDADE
Rentabilidade relativa: é quando a rentabilidade é expressa em relação ao seu benchmark.
Rentabilidade absoluta: ela é expressa em percentual %.
Rentabilidade real: quanto REALMENTE o investidor ganhou acima da infl ação.
Rentabilidade nominal: refere-se à rentabilidade observada no extrato.
Rentabilidade observada: refere-se à rentabilidade passada.
Rentabilidade esperada: é quanto o investidor espera receber no futuro.
Alavancagem fi nanceira: estratégia na qual o investidor opera com valores acima do que possui em 
conta, impulsionando a rentabilidade e o risco de um investimento utilizando capital de terceiros e 
capital próprio.
Um título custa hoje R$ 850,00 e o investidor irá receber R$ 50,00 por 10 anos e no último ano, irá 
receber R$ 1.000,00. Qual a taxa que ele ganhou ao ano?
PV = 850,00
FV = 1.000,00
PMT = 50,00
N = 10
49
49MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
MÓDULO 03 | Princípios básicos de economia e fi nanças (proporção: de 5% a 10%)
i =?
i = 7,15
Projeto (fl uxo de pagamento).
Irá custar R$ 150.000,00.
Vai trazer os seguintes lucros:
R$ 30.000,00 no

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