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NEUROCIÊNCIAS-COMUNICAÇÃO-E-LINGUAGEM

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1 
 
 
NEUROCIÊNCIAS - COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM 
1 
 
 
Sumário 
 
NOSSA HISTÓRIA .......................................................................................... 2 
Sistema Nervoso ............................................................................................. 4 
Sensitivas ..................................................................................................... 6 
Integradoras ................................................................................................. 6 
Motoras ........................................................................................................ 6 
Elementos do Sistema Nervoso ................................................................... 7 
Tecido nervoso ......................................................................................... 7 
Neurônio ................................................................................................... 8 
Bulbo raquidiano ....................................................................................... 9 
Cérebro .................................................................................................... 9 
Cerebelo ................................................................................................. 10 
Nervos raquidianos (nervos espinhais) .................................................. 12 
Tronco encefálico ................................................................................... 12 
Medula espinhal ..................................................................................... 13 
Hipotálamo ............................................................................................. 14 
Sistema Nervoso Central (SNC) e suas funções ....................................... 15 
Sistema Nervoso Periférico e suas funções ............................................... 16 
Funcionalidade do cérebro ......................................................................... 26 
A neurociência na Formação das Emoções ............................................... 32 
REFERÊNCIAS ............................................................................................. 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, 
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo 
serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
Neurociência 
 
A neurociência abrange muitas áreas do conhecimento, os seus estudos são 
contínuos e podem revelar alguma descoberta para pesquisadores que desenvolvem 
máquinas, equipamentos e até mesmo chips para auxiliar algum indivíduo que seja 
portador de uma limitação física, para citar apenas um exemplo dentre vários.Há 
estudiosos também que estudam as funções que o sistema nervoso representa para 
as atitudes mais básicas do ser humano, como fazer um simples movimento. 
A Neurociência é a parte da ciência que descreve o estudo do sistema nervoso 
central tais como suas estruturas, funções, mecanismos moleculares, aspectos 
fisiológicos e compreender doenças do sistema nervoso. Essa, normalmente é 
confundida com a Neurologia que, por sua vez, é uma área especializada da medicina 
que se refere aos estudos das desordens e a doenças do sistema nervoso, esta 
envolve o diagnóstico e tratamento dessas condições patológicas dos sistemas 
nervoso central, periférico e autonômico. 
Essa ciência pode ser dividida em cinco grandes grupos: a neurociência molecular, 
celular, sistêmica, comportamental e cognitiva. 
1. Neurociência molecular, neuroquímica ou neurobiologia molecular - ramo 
da neurociência responsável pelo estudo de moléculas que têm importância 
funcional e suas possíveis interações no sistema nervoso; 
2. Neurociência celular, neurocitologia ou neurobiologia celular- esta área 
estuda as células que compõem o sistema nervoso, suas estruturas e funções; 
3. Neurociência sistêmica, neurofisiologia, neuro-histologia 
ou neuroanatomia- Estuda as possíveis ligações entre os nervos 
do cérebro (chamadas de vias) e diferentes regiões periféricas. São também 
considerados os grupos celulares situados nestas vias; 
4. Neurociência comportamental, psicobiologia ou psicofisiologia - estuda 
as estruturas que estão relacionadas ao comportamento ou a fenômenos 
como ansiedade, depressão, sono entre outros comportamentos; 
https://www.infoescola.com/neurologia/neuroanatomia/
4 
 
 
5. Neurociência cognitiva ou neuropsicologia - trata de todas as capacidades 
mentais relacionadas à inteligência como a linguagem, memória, 
autoconsciência, percepção, atenção, aprendizado entre outras. 
As neurociências podem ser entendidas, em face de sua amplitude 
terminológica, como uma mescla de disciplinas que se ocupam do estudo do cérebro, 
tratando, mais especificamente, de seu desenvolvimento químico, estrutural, 
funcional e patológico. Complementando essa definição, as neurociências devem ser 
concebidas como um conjunto de ciências cujo objetivo é investigar não somente o 
sistema nervoso e seu respectivo funcionamento, como também as relações entre a 
atividade cerebral, comportamento e aprendizagem. As Neurociências fazem, 
portanto, referência a campos científicos e áreas de conhecimento diversas sem, 
necessariamente, ter interesses, enfoques ou métodos homogêneos. 
 
Sistema Nervoso 
 
Sistema nervoso é o conjunto formado por ligações de nervos e órgãos do 
corpo, com a função de captar informações, mensagens e demais estímulos externos, 
assim como também respondê-los, além de ser o responsável por comandar a 
execução de todos os movimentos do corpo, sejam eles voluntários ou involuntários. 
O sistema nervoso está organizado em sistema nervoso central, sistema 
nervoso periférico e sistema nervoso autônomo.Esse último está relacionado com o 
controle das funções vitais do corpo humano que independem da vontade da pessoa. 
 
 
 
 
 
Divisão do sistema nervoso 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Entre as principais funções do sistema nervoso está o controle e comando de 
todos os outros sistemas fisiológicos do corpo, como o respiratório, o cardíaco, o 
6 
 
 
digestivo e etc.Cabe a esse sistema atuar nas funções sensitivas, integradoras e 
motoras, que são aplicadas para transportar mensagens do cérebro e medula 
espinhal para várias partes do corpo. 
 
Sensitivas 
 
Os receptores sensitivos, também chamados de neurônios receptores ou 
aferentes, captam estímulos e várias informações do corpo. 
As funções sensoriais estão ligadas com a recepção de estímulos e 
informações do próprio corpo e do ambiente externo. Um arranhão, uma picada de 
mosquito, o aumento ou diminuição da temperatura do ambiente, uma pontada ou dor 
interna, tudo é captado e informado instantaneamente. 
Por exemplo, quando ocorre uma inflamação, ferimento ou uma simples 
alteração da temperatura externa, imediatamente os receptores sensitivos captam 
essas informações, enviando-aspara o encéfalo ou medula espinhal. 
 
Integradoras 
 
Quanto às funções integradoras, no sistema nervoso os neurônios conectores 
efetuam a análise, processamento e armazenamento dos estímulos e informações 
inicialmente captadas por meio dos receptores sensitivos. 
Esses conectores são também responsáveis por preparar a resposta do 
organismo com relação à situação que está acontecendo. 
 
Motoras 
 
Consiste na etapa final do sistema nervoso com relação aos estímulos. A 
função motora determina a resposta desse sistema, sendo realizada pelos neurônios 
motores. 
Elas correspondem ao envio da informação da ação que deve ser realizada 
como resposta ao estímulo ou informação recebida. Por exemplo, no caso de uma 
7 
 
 
picada de mosquito, fazer com que o mosquito pare de sugar seu sangue, seja 
enxotando-o com a mão ou matando com um tapa. 
As células e órgãos efetores que permanecem em contato com os neurônios 
motores, são estimuladas por uma informação do cérebro e imediatamente executam 
uma ação diante de determinada situação. 
 
Elementos do Sistema Nervoso 
 
O sistema nervoso é formado por diversos elementos que desempenham 
papéis específicos. Esses elementos são: 
 Tecido nervoso 
 Neurônio 
 Bulbo raquidiano 
 Cérebro 
 Cerebelo 
 Nervos raquidianos 
 Tronco encefálico 
 Medula espinhal 
 Hipotálamo 
 
Tecido nervoso 
 
No sistema nervoso,esse tecido de comunicação atua na recepção, 
interpretação e resposta aos estímulos recebidos, sendo que as células do tecido 
nervoso são extremamente especializadas quanto ao processamento de 
8 
 
 
informações.
 
Na composição do tecido nervoso, além dos elementos conjuntivos, estão dois 
tipos de células: as nervosas (neurônios) e as de neuroglia (célula glia). 
A principal função do tecido nervoso é estabelecer uma comunicação 
altamente rápida e eficaz entre os órgãos do corpo e o ambiente (meio externo). 
 
Neurônio 
 
 
9 
 
 
No sistema nervoso, os neurônios têm como função central conduzir os 
impulsos nervosos. Ainda que essas células não sejam as únicas do sistema nervoso, 
elas são lembradas por serem as mais conhecidas. 
Uma célula nervosa possui diversos prolongamentos, sendo que o conjunto 
composto por essa célula e prolongamentos recebe o nome de neurônio. Os 
elementos básicos de um neurônio são o corpo celular, os dendritos e o axônio. 
No espaço existente entre um neurônio e outra célula, há uma junção chamada 
de sinapse. É exatamente nesses locais que são inseridos os neurotransmissores 
que transportam as informações de um neurônio para outra célula. 
 
Bulbo raquidiano 
 
Na estrutura do sistema nervoso, o bulbo raquidiano tem como função conduzir 
os impulsos nervosos. Esse elemento do sistema nervoso está conectado de forma 
direta à medula espinhal, sendo a porção inferior do tronco encefálico. 
 
 
Cérebro 
 
No sistema nervoso, o cérebro é sem dúvida o órgão mais importante, 
essencial para a vida humana. Esse minucioso “computador” fica situado na caixa 
craniana. É para o cérebro que são enviadas todas as informações que recebemos. 
10 
 
 
Esse complexo órgão responde somente por 2% do total da massa corporal. 
No entanto, o cérebro consome mais de 20% de todo oxigênio do corpo e é 
responsável pelo controle de atividades como: 
 Movimento; 
 Sono; 
 Fome; 
 Sensações; 
 Memória; 
 Fala; 
 Sede etc. 
O cérebro também atua no controle de emoções como, por exemplo, amor, 
ódio, medo, ira, alegria, tristeza etc. 
O cérebro pesa em torno de 1,5 kg, atuando nas interpretações do mundo 
exterior e também abriga a essência da mente humana. 
 
Cerebelo 
 
No sistema nervoso, o cerebelo é a região do cérebro que abriga metade dos 
neurônios. O cerebelo recebe impulsos de várias regiões do corpo e estabelece uma 
conexão entre o tronco encefálico e o córtex cerebral. 
11 
 
 
 
O cerebelo, além de ser determinante para o equilíbrio corporal, atua no 
recebimento de inúmeros estímulos de músculos e tendões e também desempenha 
o papel de controlar as funções motoras. 
Dessa forma, essa importante região do cérebro é fundamental para o 
desempenho adequado dos movimentos voluntários, aprendizagem motora, audição, 
tato e visão. 
12 
 
 
Nervos raquidianos (nervos espinhais) 
Os chamados nervos raquidianos apresentam função mista. Isso significa que eles 
atuam nas questões motoras ao transmitirem mensagens dos centros nervosos para 
os órgãos e também agem nas questões sensitivas, enviando estímulos dos órgãos 
para os centros nervosos. 
Os nervos raquidianos se originam na medula espinhal e são compostos por 
31 pares: 
 5 pares de nervos sacrais 
 8 pares de nervos cervicais 
 1 par de nervo coccígeo 
 5 pares de nervos lombares 
 12 pares de nervos torácicos 
Tronco encefálico 
 
No sistema nervoso, o tronco encefálico abriga um imenso conjunto de corpos 
de neurônios agrupados em fibras nervosas e núcleos. Esse tronco está ligado à 
coluna espinhal e atua no recebimento de informações sensitivas de estruturas 
cranianas. 
13 
 
 
Uma das funções essenciais do tronco encefálico é controlar os músculos 
localizados na cabeça, já que ele abriga circuitos nervosos capazes de transmitir 
informações da medula espinhal para as estruturas encefálicas, assim como nas 
direções contrárias. 
No sistema nervoso, outra das funções primordiais do tronco encefálico é 
equilibrar a respiração, temperatura corporal, capacidade de atenção e estado de 
alerta consciente. 
 
Medula espinhal 
 
Na estrutura do sistema nervoso, a medula espinhal consiste em um cordão 
cilíndrico formado por células nervosas, sendo esse cordão situado no canal interno 
das vértebras. 
14 
 
 
 
A medula espinhal exerce o papel de propiciar a comunicação entre o corpo e 
o sistema nervoso, atuando também nos reflexos e preservando o corpo em 
ocorrências de emergências (que geralmente exigem uma rápida resposta). 
Ainda que a medula espinhal muitas vezes seja confundida com a medula 
óssea, é preciso ter claro a diferenciação entre elas. Enquanto que a medula óssea é 
responsável pela produção de células sanguíneas, a medula espinhal integra o 
sistema nervoso central. 
Hipotálamo 
 
O hipotálamo, que apresenta o tamanho aproximado de uma amêndoa, é o 
grande responsável por coordenar a maior parte das funções endócrinas. 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
Isso significa que o hipotálamo exerce um papel direto no desempenho da 
hipófise e também atua de forma indireta sobre outras glândulas, tais como tireoide, 
adrenais, gônadas sexuais e mamárias. 
O hipotálamo fica situado na região da base do encéfalo, logo abaixo do tálamo 
e acima da hipófise. O hipotálamo também atua na regulação de funções como 
apetite, sede, sono, temperatura corporal e atividades do sistema nervoso autônomo. 
 
Sistema Nervoso Central (SNC) e suas funções 
 
O Sistema Nervoso Central (SNC) é responsável por receber e transmitir 
informações para todo o organismo. Podemos defini-lo com a central de comando 
que coordena as atividades do corpo. É formado pelo encéfalo e medula espinhal. 
Podemos dizer que ele localiza-se dentro do esqueleto axial, mesmo que alguns 
nervos penetrem no crânio ou na coluna vertebral.O Sistema Nervoso Central é 
protegido por partes ósseas. O encéfalo é resguardado pelo crânio e a medula 
espinhal pela coluna vertebral. 
Anatomia do Sistema Nervoso Central 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os principais componentes do Sistema Nervoso Central: 
16 
 
 
Medula espinhal – A medula espinhal é uma massa de tecido nervoso situado 
dentro do canal vertebral. É o centro dos arcos reflexos e é organizada em segmentos 
(região cervical, lombar, sacral, caudal, raiz dorsal e ventral). É uma estrutura 
subordinada ao cérebro, mas pode agir independente dele. 
O encéfalo é formado pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico, esse por sua 
vez é compreendeo mesencéfalo, ponte e bulbo. 
Cérebro – Está relacionado com a maioria das funções do organismo, como a 
recepção de informações visuais e movimentos do corpo. O cérebro é protegido pelas 
meninges pia-máter, dura-máter e aracnoide. 
Cerebelo – Situado dorsalmente ao bulbo e à ponte, é responsável pelo 
controle motor, e pesquisas recentes sugerem que a principal função do cerebelo seja 
a coordenação sensorial. Difere do cérebro por funcionar sempre em nível involuntário 
e inconsciente. 
Mesencéfalo - conecta a ponte e o cerebelo com o telencéfalo. É o segmento 
mais curto do tronco encefálico. Recebe informações referentes aos músculos e 
participa no controle das contrações musculares e postura corporal. 
Ponte – Transmissão das informações da medula e do bulbo até o córtex 
cerebral e conecta-se com centros hierarquicamente superiores. 
Bulbo – Sua função é relacionada à respiração, aos reflexos cardiovasculares 
e transmissão de informações sensoriais e motoras. 
 
 
 
 
Sistema Nervoso Periférico e suas funções 
 
Representa a extensão periférica do S.N.C., é anatômica e operacionalmente 
contínuo com o encéfalo e a medula espinhal. O sistema nervoso periférico é 
constituído por nervos (espinhais e cranianos), gânglios e terminações nervosas e é 
dividido em sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo. 
17 
 
 
A distinção entre ambos é simples: o sistema somático regula as ações 
voluntárias, ou seja, aquelas que as pessoas são capazes de controlar. O sistema 
nervoso autônomo lida com as ações involuntárias e atua de modo integrado ao 
sistema nervoso central. Ele ainda apresenta duas subdivisões: o sistema nervoso 
simpático e o sistema nervoso parassimpático. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O sistema 
nervoso periférico 
consta de duas partes 
com funções opostas, o 
simpático e o 
parassimpático. Ambas as partes regulam o funcionamento e a atividade dos órgãos 
18 
 
 
com um jogo combinado de efeitos excitantes e inibidores e cada órgão recebe nervos 
de ambas as partes. O sistema nervoso simpático estimula o funcionamento dos 
órgãos, enquanto que o sistema nervoso parassimpático inibe o funcionamento 
desses órgãos. Ambos os sistemas possuem funções totalmente contrárias. 
Por exemplo, os nervos simpáticos dilatam a pupila, contraem as artérias, 
aumentam o número dos batimentos cardíacos, enquanto os nervos parassimpáticos 
contraem as pupilas, dilatam as artérias, diminuem o número dos batimentos do 
coração. 
Graças a estas atividades de compensação, o organismo normal consegue 
adaptar-se às diferentes condições em que se encontra nos diversos momentos e, de 
fato, a saúde depende sobretudo da capacidade de adequação às variações do 
ambiente exterior. 
Em resumo, o sistema nervoso periférico autônomo é denominado também 
vegetativo porque independe da vontade, age de modo automático. 
O Sistema nervoso periférico é basicamente formado por nervos que conectam 
o restante do corpo ao sistema nervoso central, através do encéfalo e da medula 
espinhal. Existem dois principais tipos de classes de nervos neste sistema nervoso: 
os cranianos e os raquidianos. 
Os nervos cranianos têm a principal tarefa de transmitir mensagens motoras e 
sensoriais para as regiões da cabeça e pescoço. Os nervos raquidianos, por outro 
lado, são constituídos por neurônios sensoriais e que estão presentes em todos as 
partes do corpo, captando impulsos externos e transportando-os ao sistema nervoso 
central. 
Nervos são cordões esbranquiçados que unem o sistema nervoso central aos 
órgãos periféricos. Se a união se faz com o encéfalo, os nervos são cranianos; se 
com a medula, os nervos são espinhais. Em relação com alguns nervos e raízes 
nervosas, existem dilatações constituídas principalmente de corpos de neurônios, que 
são os gânglios. Na extremidade das fibras que constituem os nervos situam-se as 
terminações nervosas, que, do ponto de vista funcional, são de dois tipos: sensitivas 
( ou aferentes) e motoras (ou eferentes). 
Divisão do sistema nervoso periférico 
19 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gâglios 
 
Os gânglios 
são regiões 
dilatadas que estão 
localizadas nos 
caminhos 
percorridos pelos nervos. Eles são formados por 
acúmulos de corpos celulares e estão situados fora 
do SNC.Do ponto de vista funcional, existem 
gânglios sensitivos e gânglios motores viscerais. 
 
Terminações nervosas 
 
As terminações nervosas são estruturas do sistema nervoso periférico 
localizados na extremidade periférica das radículas sensitivas e das radículas 
motoras nervosas. 
Na terminação nervosa sensitiva (receptores) os receptores são encontrados 
nas extremidades periféricas das radículas sensitivas dos nervos. Quando 
estimulados por uma forma adequada de energia, captam estes estímulos 
transformando-os em impulsos nervosos que após percorrerem as radículas 
sensitivas dos nervos atingem o sistema nervoso central, sendo interpretadas 
originando a percepção de uma sensibilidade especial ou geral. 
20 
 
 
Já a terminação nervosa motora é encontrada na extremidade periférica das 
radículas motoras do nervo. É responsável por conectar o sistema nervoso a órgãos 
efetuadores ou efetores. Efetuadores ou efetores: Músculo voluntário (efetor 
somático) e Músculo involuntário, glândulas, miocárdio (Efetores viscerais). 
As terminações nervosas motora somáticas liga o sistema nervoso a efetor 
somático sendo denominada placa motora. 
A terminação nervosa motora visceral liga o sistema nervoso a efetores 
viscerais sendo encontrados no sistema nervoso autônomo. (Simpático e 
Parassimpático). 
O sistema nervoso periférico conduz impulsos neurais para o sistema nervoso 
central, a partir dos órgãos dos sentidos e dos receptores sensitivos das várias partes 
do corpo. Esse sistema também conduz impulsos neurais provenientes do sistema 
nervoso central para músculos e glândulas. 
 
 
 
 
Nervos Cranianos 
 
Os nervos cranianos, em ligação direta com o cérebro, informam-nos do que 
acontece a nossa volta. Estes, na verdade, regem essencialmente a função dos 
órgãos dos sentidos e dos músculos da cabeça. O décimo nervo, o vago, controla a 
respiração, a digestão e a circulação. 
São 12 pares de nervos cranianos que fazem conexão com o encéfalo. A 
maioria deles (10) origina-se do tronco encefálico. São fibras sensitivas e 
motoras.Além do nome, os nervos são também denominados por número em 
sequência crânio caudal. 
O nervo olfatório (I), puramente sensitivo e ligado a olfação. Óptico (II) - 
sensitivo e relacionado à percepção visual. Oculomotor, Troclear e Abducente (III, IV 
e VI), motores relacionados aos movimentos dos olhos. 
21 
 
 
O Trigêmeo (V), quase todo sensitivo relacionado à cabeça, mas uma pequena 
porção é motora relacionada aos músculos da mastigação. 
Facial, Glossofaríngeo e Vago (VII, IX e X), relacionados à sensibilidade 
gustativa e visceral, além de inervar glândulas, musculatura lisa e esquelética. O vago 
é o mais importante, pois, inerva todas as vísceras torácicas e a maioria abdominal. 
O nervo vestíbulo coclear (VIII), é puramente sensitivo, relacionado a audição 
(porção coclear) e ao equilíbrio (porção vestibular). 
O acessório (XI) inerva músculo esquelético, então ele é motor. O hipoglosso 
(XII), relacionado ao movimento da língua, então é motor. 
 
 
 
 
 
Nervos cranianos 
22 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A seguir, a relação desses doze pares de nervos e suas respectivas funções: 
 
 Óptico: Conduz os estímulos de luz do globo ocular para o cérebro. 
 Motor ocular comum: Estimula a contração dos músculos que 
movimentam os olhos para baixo e para cima. 
 Motor ocular externo: Estimula certos músculos dos olhos, 
movimentando-os lateralmente. 
 Auditivo: Conduz para o cérebro os estímulos sonoros e os impulsos 
responsáveis pelo equilíbrio. Olfativo: Conduz os estímulos do olfato para o cérebro. 
24 
 
 
 Trigêmeo: Leva ao cérebro a sensibilidade da parte superior da face e 
dos dentes. Estimula também os músculos que movimentam o maxilar 
inferior. 
 Glossofaríngio: Conduz os estímulos do paladar para o cérebro e 
movimenta os músculos da faringe. 
 Hipoglosso: Estimula os músculos da língua. 
 Patético: Estimula certos músculos dos olhos, movimentando-os para 
os lados e para baixo. 
 Facial: Estimula os músculos da face, as glândulas salivares e as 
lacrimais. 
 Pneumogástrico ou Vago: Estimula o coração, os pulmões, o estômago 
e o intestino, entre outros órgãos, dando movimento e sensibilidade às 
vísceras. 
 Espinhal: Estimula os músculos do pescoço, permitindo a fonação e os 
movimentos da cabeça e da faringe. 
 
Nervos espinhais 
 
Os nervos espinhas são nervos que se originam da medula espinhal, 
responsáveis pela inervação do tronco, dos membros superiores e partes da cabeça. 
Ao todo, compreendem 31 paresnervos que mantêm conexão com a medula e 
abandonam a coluna vertebral através do forame intervertebral. 
 
A coluna pode ser dividida em porções, cervical, 
torácica, lombar, sacral e coccígea. Dá mesma maneira 
reconhecemos nervos espinhais que são, cervicais, 
torácicos, lombares, sacrais e coccígeos. 
Assim, são, 8 nervos espinhais cervicais, 12 
torácico, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo. Cada 
nervo é formado pela união de duas raízes, uma dorsal 
e outra ventral. 
25 
 
 
Cada nervo espinhal é formado pela união das raízes dorsal e ventral. A raiz 
dorsal é a parte da medula espinhal onde se localizam os neurônios sensoriais. Nela 
encontra-se o gânglio, região dilatada onde estão os corpos dos neurônios sensoriais 
somáticos e visceral. Já a raiz ventral é a parte da medula espinhal formada pelos 
axônios dos neurônios motores somáticos e motor visceral, situados na medula 
espinhal. 
 
A raiz dorsal possui fibras sensitivas (aferentes) cujos corpos celulares estão 
situados no gânglio sensitivo da raiz dorsal, que se apresenta como uma porção 
dilatada da própria raiz. A raiz ventral possui apenas fibras motoras (eferentes), cujos 
corpos celulares estão situados na coluna anterior da substância cinzenta da medula. 
União das raízes sensitiva e motora resulta no nervo espinhal. Isto quer dizer 
que o nervo espinhal é sempre misto, ou seja, possuem fibras aferentes e eferentes. 
Após a fusão das raízes ventral e dorsal o nervo espinhal se divide em dois ramos, 
os ventrais responsáveis pela inervação dos membros e tronco. Os dorsais 
responsáveis pela inervação da pele e músculos do dorso. 
26 
 
 
Os nervos espinhais deixam a coluna vertebral pelos forames intervertebrais 
que são pequenas aberturas laterais. 
 
Funcionalidade do cérebro 
 
O cérebro é a parte mais desenvolvida do encéfalo, sua massa de tecido cinza-
rósea apresenta duas substâncias diferentes, sendo uma branca, na região central, e 
uma cinzenta, da qual se forma o córtex cerebral. 
O córtex cerebral, um tecido fino com uma espessura entre 1 e 4 mm e uma 
estrutura laminar formada por 6 camadas distintas de diferentes tipos de corpos 
celulares, é constituído por células neuroglias e neurônios. Além de nutrir, isolar e 
proteger os neurônios, as células neuroglias são tão críticas para certas funções 
corticais quanto os neurônios, ao contrário do que se pensava alguns anos atrás. 
 
 
 
 
 
27 
 
 
O córtex cerebral é dividido em dois hemisférios cerebrais, que comunicam 
entre si. O hemisfério esquerdo controla a metade direita do corpo e o hemisfério 
direito a metade esquerda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hemisférios do Cérebro Humano 
 
28 
 
 
O cérebro é dividido em hemisférios esquerdo e direito, sendo o primeiro 
dominante em 98% dos humanos, já que é responsável pelo pensamento lógico e 
competência comunicativa. Já o hemisfério direito é quem cuida do pensamento 
simbólico e da criatividade. Nos canhotos estas funções destinadas aos hemisférios 
estão trocadas. 
A conexão entre os dois hemisférios é feita pela fissura sagital ou inter-
hemisférica, onde está localizado o corpo caloso. Essa estrutura, composta por fibras 
nervosas brancas (axônios envolvidos em mielina) faz uma ponte para a troca de 
informações entre as muitas áreas do córtex cerebral. Ambos os hemisférios possuem 
um córtex motor, que controla e coordena a motricidade voluntária. O córtex motor do 
hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo do indivíduo, enquanto que o do 
hemisfério esquerdo controla o lado direito. Um trauma nesta área pode causar 
fraqueza muscular ou paralisia no indivíduo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O cérebro é 
contralateral – ou seja, cada metade controla a metade oposta do corpo. É por isso 
que um derrame do lado direito do cérebro comprometerá os movimentos do lado 
esquerdo do corpo, e um derrame do lado esquerdo afetará o funcionamento do lado 
direito. Como algo em torno de 90% da população é destro, temos que em mais ou 
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menos de 90% das pessoas o hemisfério esquerdo controla atividades motoras 
importantes como a escrita, o ato de comer e o movimento do mouse do computador. 
A aprendizagem motora e os movimentos de precisão são executados pelo 
córtex pré-motor, que fica mais ativa do que o restante do cérebro quando se imagina 
um movimento sem executá-lo. Lesões nesta área não chegam a comprometer a 
ponto do indivíduo sofrer uma paralisia ou problemas para planejar ou agir, no entanto 
a velocidade de movimentos automáticos, como a fala e os gestos, é perturbada. 
Além dos hemisférios, de quem dependem a inteligência e o raciocínio do 
indivíduo, o cérebro é formado por mais dois componentes, o cerebelo e o tronco 
cerebral, sendo o primeiro o coordenador geral da motricidade, da manutenção do 
equilíbrio e da postura corporal. 
No tronco cerebral encontram-se o bulbo raquiano, o tálamo, o mesencéfalo e 
a ponte de Varólio. Ele conecta o cérebro à medula espinal, além de controlar a 
atividade de diversas partes do corpo através da coordenação e envio de informações 
ao encéfalo; enquanto que o bulbo raquiano cuida da manutenção das funções 
involuntárias, como a respiração, por exemplo. 
O tálamo é o centro de retransmissão dos impulsos elétricos, que vão e vem 
do córtex cerebral, ao passo que o mesencéfalo recebe e coordena as informações 
que dizem respeito às contrações dos músculos e à postura. Já a ponte de Varólio, 
constituída principalmente por fibras nervosas mielinizadas, liga o córtex cerebral ao 
cerebelo. 
O córtex cerebral é dividido em áreas denominadas lobos cerebrais, cada uma 
com funções diferenciadas e especializadas. Os lobos parietais, temporais e occipitais 
estão envolvidos na produção das percepções resultantes das informações obtidas 
por nossos órgãos sensoriais do que diz respeito à relação do meio ambiente e nosso 
corpo. O lobo frontal, por sua vez, por incluir o córtex motor, o córtex pré-motor e o 
córtex pré-frontal, está envolvido no planejamento de ações e movimento, assim 
como no pensamento abstrato. 
 
Lobos Cerebrais 
 
30 
 
 
Na região da testa está localizado o lobo frontal, na área da nuca está o lobo 
occipital, na parte superior central da cabeça localiza-se o lobo parietal e o lobo 
temporal é encontrado na região lateral, sob a orelha. 
 
Lobo frontal 
 
No lobo frontal, acontece o planejamento de ações e movimento, bem como o 
pensamento abstrato. Nele estão incluídos o córtex motor e o córtex pré-frontal. 
O córtex motor controla e coordena a motricidade voluntária, sendo que o 
córtex motor do hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo do indivíduo, 
enquanto que o do hemisfério esquerdo controla o lado direito. Um trauma nesta área 
pode causar fraqueza muscular ou paralisia. 
A aprendizagem motora e os movimentos de precisão são executados pelo 
córtex pré-motor, quefica mais ativa do que o restante do cérebro quando se imagina 
um movimento sem executá-lo. Lesões nesta área não chegam a comprometer a 
ponto do indivíduo sofrer uma paralisia ou problemas para planejar ou agir, no entanto 
a velocidade de movimentos automáticos, como a fala e os gestos, é perturbada. 
A atividade no lobo frontal de um indivíduo aumenta somente quando este se 
depara com uma tarefa difícil em que ele terá que descobrir uma sequência de ações 
que minimize o número de manipulações necessárias para resolvê-la. A decisão de 
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quais sequências de movimento ativar e em que ordem, além de avaliar o resultado, 
é feito pelo córtex-frontal, localizado na parte da frente do lobo frontal. Suas funções 
incluem o pensamento abstrato e criativo, a fluência do pensamento e da linguagem, 
respostas afetivas e capacidade para ligações emocionais, julgamento social, 
vontade e determinação para ação e atenção seletiva. Lesões nesta região fazem 
com que o indivíduo fique preso obstinadamente a estratégias que não funcionam ou 
que não consigam desenvolver uma sequência de ações correta. 
Lobos occipitais 
 
Localizados na parte inferior do cérebro e cobertos pelo córtex cerebral, os 
lobos occipitais processam os estímulos visuais, daí também serem conhecidos por 
córtex visual. Possuem várias subáreas que processam os dados visuais recebidos 
do exterior depois destes terem passado pelo tálamo, uma vez que há zonas 
especializadas a visão da cor, do movimento, da profundidade, da distância e assim 
por diante. 
Depois de passarem por esta área, chamada área visual primária, estas 
informações são direcionadas para a área de visão secundária, onde são comparadas 
com dados anteriores, permitindo assim o indivíduo identificar, por exemplo, um gato, 
uma moto ou uma maçã. O significado do que vemos, porém, é dado por outras áreas 
do cérebro, que se comunicam com a área visual, considerando as experiências 
passadas e nossas expectativas. Isso faz com que o mesmo objeto não seja 
percepcionado da mesma forma por diferentes indivíduos. 
Quando esta área sofre uma lesão provoca a impossibilidade de reconhecer 
objetos, palavras e até mesmo rostos de pessoas conhecidas ou de familiares. Esta 
deficiência é conhecida como agnosia. 
Lobos temporais 
 
Na zona localizada acima das orelhas e com a função principal de processar 
os estímulos auditivos encontram-se os lobos temporais. Como acontece nos lobos 
occipitais, as informações são processadas por associação. Quando a área auditiva 
primária é estimulada, os sons são produzidos e enviados à área auditiva secundária, 
32 
 
 
que interage com outras zonas do cérebro, atribuindo um significado e assim 
permitindo ao indivíduo reconhecer ao que está ouvindo. 
Lobos parietais 
 
Na região superior do cérebro temos os lobos parietais, constituídos por duas 
subdivisões, a anterior e a posterior. A primeira, também chamada de córtex 
somatossensorial, tem a função de possibilitar a percepção de sensações como o 
tato, a dor e o calor. Por ser a área responsável em receber os estímulos obtidos com 
o ambiente exterior, representa todas as áreas do corpo humano. 
É a zona mais sensível, logo ocupa mais espaço do que a zona posterior, uma 
vez que tem mais dados a serem interpretados, captados pelos lábios, língua e 
garganta. A zona posterior é uma área secundária e analisa, interpreta e integra as 
informações recebidas pela anterior, que é a zona primária, permitindo ao indivíduo 
se localizar no espaço, reconhecer objetos através do tato etc. 
 
A neurociência na Formação das Emoções 
 
É importante destacar que as estruturas envolvidas com a emoção se 
interligam intensamente e que nenhuma delas é exclusivamente responsável por este 
ou aquele tipo de estado emocional. No entanto, algumas contribuem mais que outras 
para esse ou aquele determinado tipo de emoção. 
As neurociências estudam os neurônios e suas moléculas constituintes, os 
órgãos do sistema nervoso e suas funções, e ainda as funções cognitivas e o 
comportamento que são resultantes da atividade dessas estruturas. Graças ao 
desenvolvimento e ao aperfeiçoamento de técnicas de neuroimagem, de 
eletrofisiologia, da neurobiologia molecular e ainda os achados no campo da genética 
e da neurociência cognitiva, o conhecimento neurocientífico cresceu muito nos 
últimos anos. 
A neurociência compreende o estudo do controle neural das funções 
vegetativas, sensoriais e motoras; dos comportamentos de locomoção, reprodução e 
alimentação; e dos mecanismos da atenção, memória, aprendizagem, emoção, 
linguagem e comunicação. 
33 
 
 
 
 
 
Amigdala 
Pequena estrutura em forma de amêndoa, situada dentro da região antero-
inferior do lobo temporal, se interconecta com o hipocampo, os núcleos septais, a 
área pré-frontal e o núcleo dorso-medial do tálamo. Essas conexões garantem seu 
importante desempenho na mediação e controle das atividades emocionais de ordem 
maior, como amizade, amor e afeição, nas exteriorizações do humor e, 
principalmente, nos estados de medo e ira e na agressividade. 
A amigdala é fundamental para a autopreservação, por ser o centro 
identificador do perigo, gerando medo e ansiedade e colocando o animal em situação 
de alerta, aprontando-se para se evadir ou lutar. A destruição experimental das 
amigdalas (são duas, uma para cada um dos hemisférios cerebrais) faz com que o 
animal se torne dócil, sexualmente indiscriminativo, afetivamente descaracterizado e 
indiferente às situações de risco. 
34 
 
 
O estímulo elétrico dessas estruturas provoca crises de violenta agressividade. 
Em humanos, a lesão da amígdala faz, entre outras coisas, com que o indivíduo perca 
o sentido afetivo da percepção de uma informação vinda de fora, como a visão de 
uma pessoa conhecida. Ele sabe quem está vendo mas não sabe se gosta ou 
desgosta da pessoa em questão. 
 
Hipocampo 
 
Está particularmente envolvido com os fenômenos de memória, em especial 
com a formação da chamada memória de longa duração (aquela que persiste, as 
vezes, para sempre). Quando ambos os hipocampos ( direito e esquerdo) são 
destruídos, nada mais é gravado na memória. 
O indivíduo esquece, rapidamente, a mensagem recém recebida. Um 
hipocampo intacto possibilita ao animal comparar as condições de uma ameaça atual 
com experiências passadas similares, permitindo-lhe, assim, escolher qual a melhor 
opção a ser tomada para garantir sua preservação. 
 
Tálamo 
 
Lesões ou estimulações do núcleo dorso-medial e dos núcleos anteriores do 
tálamo estão correlacionadas com alterações da reatividade emocional, no homem e 
nos animais. No entanto, a importância desses núcleos na regulação do 
comportamento emocional possivelmente decorre, não de uma atividade própria, mas 
das conexões com outras estruturas do sistema límbico. 
O núcleo dorso-medial conecta com as estruturas corticais da área pré-frontal 
e com o hipotálamo. Os núcleos anteriores ligam-se aos corpos mamilares no 
hipotálamo ( e, através destes, via fornix, com o hipocampo) e ao giro cingulado, 
fazendo, assim, parte do circuito de Papez. 
 
 
Hipotálamo 
 
35 
 
 
Esta estrutura tem amplas conexões com as demais áreas do prosencéfalo e 
com o mesencéfalo. Lesão dos núcleos hipotalâmicos interferem com diversas 
funções vegetativas e com alguns dos chamados comportamentos motivados, como 
regulação térmica, sexualidade, combatividade, fome e sede. Aceita-se que o 
hipotálamo desempenha, ainda, um papel nas emoções. 
Especificamente, as partes laterais parecem envolvidas com o prazer e a raiva, 
enquanto que a porção mediana parece mais ligada à aversão, ao desprazer e `a 
tendência ao riso (gargalhada) incontrolável. De um modo geral, contudo, a 
participação do hipotálamo é menor na gênese do que na expressão (manifestações 
sintomáticas) dos estados emocionais. 
Quando os sintomas físicos da emoção aparecem,a ameaça que produzem, 
retorna, via hipotálamo, aos centros límbicos e, destes, aos núcleos pré-frontais, 
aumentando, por um mecanismo de "feedback" negativo, a ansiedade, podendo até 
chegar a gerar um estado de pânico. O conhecimento desse fenômeno tem, como 
veremos adiante, importante sentido prático, dos pontos de vista clínico e terapêutico. 
 
Giro Cingulado 
 
Situado na face medial do cérebro, entre o sulco cingulado e o corpo caloso 
(principal feixe nervoso ligando os dois hemisférios cerebrais). Há ainda muito por 
conhecer a respeito desse giro, mas sabe-se que a sua porção frontal coordena 
odores, e visões com memórias agradáveis de emoções anteriores. 
Esta região participa ainda, da reação emocional à dor e da regulação do 
comportamento agressivo. A ablação do giro cingulado (cingulectomia) em animais 
selvagens, domestica-os totalmente. A simples secção de um feixe desse giro 
(cingulotomia), interrompendo a comunicação neural do circuito de Papez, reduz o 
nível de depressão e de ansiedade pré-existentes. 
Tronco Encefálico 
 
O tronco encefálico é a região responsável pelas "reações emocionais", na 
verdade, apenas respostas reflexas, de vertebrados inferiores, como os répteis e os 
anfíbios. As estruturas envolvidas são a formação reticular e o locus cérulus, uma 
36 
 
 
massa concentrada de neurônios secretores de nor-epinefrina. É importante assinalar 
que, até mesmo em humanos, essas primitivas estruturas continuam participando, 
não só dos mecanismos de alerta, vitais para a sobrevivência, mas também da 
manutenção do ciclo vigília-sono. 
Outras estruturas do tronco encefálico, os núcleos dos pares cranianos, 
estimuladas por impulsos provenientes do cortex e do estriado (uma formação 
subcortical), respondem pelas alterações fisionômicas dos estados afetivos: 
expressões de raiva, alegria, tristeza, ternura, etc. 
Área tegmental ventral 
 
Na parte mesencefálica (superior) do tronco cerebral existe um grupo 
compacto de neurônios secretores de doapmina - área tegmental ventral - cujos 
axônios vão terminar no núcleo accumbens, (via dopaminérgica mesolímbica). 
 A descarga espontânea ou a estimulação elétrica dos neurônios desta última 
região produzem sensações de prazer, algumas delas similares ao orgasmo. 
Indivíduos que apresentam, por defeito genético, redução no número de receptores 
das células neurais dessa área, tornam-se incapazes de se sentirem recompensados 
pelas satisfações comuns da vida e buscam alternativas "prazerosas" atípicas e 
nocivas como, por exemplo, alcoolismo, cocainômano, compulsividade por alimentos 
doces e pelo jogo desenfreado. 
Septo 
 
Anteriormente ao tálamo, situa-se a área septal, onde estão localizados os 
centros do orgasmo (quatro para a mulher e um para o homem). Certamente por isto, 
esta região se relaciona com as sensações de prazer, mormente aquelas associadas 
às experiências sexuais. 
Área Pré-frontal 
 
A área pré-frontal compreende toda a região anterior não motora do lobo 
frontal. Ela se desenvolveu muito, durante a evolução dos mamíferos, sendo 
particularmente extensa no homem e em algumas espécies de golfinhos. Não faz 
parte do circuito límbico tradicional, mas suas intensas conexões bi-direcionais com 
37 
 
 
o tálamo, amigdala e outras estruturas sub-corticais, explicam o importante papel que 
desempenha na gênese e, especialmente, na expressão dos estados afetivos. 
Quando o cortex pré-frontal é lesado, o indivíduo perde o senso de suas 
responsabilidades sociais, bem como a capacidade de concentração e de abstração. 
Em alguns casos, a pessoa, conquanto mantendo intactas a consciência e algumas 
funções cognitivas, como a linguagem, já não consegue resolver problemas, mesmo 
os mais elementares. 
Quando se praticava a lobotomia pré-frontal, para tratamento de certos 
distúrbios psiquiátricos, os pacientes entravam em estado de "tamponamento afetivo", 
não mais evidenciando quaisquer sinais de alegria, tristeza, esperança ou 
desesperança. Em suas palavras ou atitudes não mais se vislumbravam quaisquer 
resquícios de afetividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As neurociências têm mostrado que os processos cognitivos e emocionais 
estão profundamente entrelaçados. O fenômeno emocional tem raízes biológicas 
antigas e sua manutenção no processo evolutivo se deu pelo seu valor para a 
sobrevivência das espécies e dos indivíduo. 
Do ponto de vista das neurociências, as competências mais exigidas em nível 
cerebral para o aprendizado humano são listadas como cognitivas, técnicas, 
relacionais e emocionais. 
38 
 
 
O desencadeamento das emoções colabora para a formação de memórias. 
Desde que exista suficiente emoção numa determinada experiência, somos capazes 
de registrar na memória e de ativá-la, posteriormente. As emoções podem ser 
classificadas por valência (positiva e negativa) e ainda por três grupos: as primaria ou 
básicas, as secundárias e as emoções de fundo. 
As emoções conferem, o suporte básico, afetivo, fundamental e necessário às 
funções cognitivas e executivas da aprendizagem que são responsáveis pelas formas 
de processamento de informação mais humanas, verbais e simbólicas 
Classificação das emoções humanas por grupo e por valência 
Classificação por grupo 
Primárias/básicas Secundárias De fundo 
Alegria Culpa Ansiedade 
Tristeza Vergonha Depressão 
Medo Orgulho Calma 
Nojo Tensão 
Raiva 
Surpresa 
Classificação por 
valência 
Emoções positivas Amor, alegria, encantamento, amizade 
Emoções negativas Ódio, tristeza, agonia, desespero, pânico, inveja, medo, ansiedade, 
raiva, 
 
As primárias se originam na rede de circuitos neurais do sistema límbico, a 
amígdala e o cíngulo são seus gatilhos, são inatas e não dependem de fatores sociais 
e culturais, são inerentes a todas as pessoas. As secundárias são influenciadas pelo 
contexto social e cultural, são aprendidas. Por meio delas o indivíduo obedece, ou 
não, as regras de comportamento que a sociedade lhes recomenda em cada lugar e 
época histórica. Já as emoções de fundo, referem-se a estados gerais de bem estar, 
ou mal estar. 
O desencadeamento das emoções colabora, ainda, para a formação de 
memórias, desde que exista suficiente emoção numa determinada experiência, 
somos capazes de registrá-la na memória e de ativá-la, posteriormente. 
Áreas especiais nas regiões límbicas basais do cérebro determinam se uma 
informação é importante ou não e tomam a decisão subconsciente de armazenar a 
informação como um traço de memória sensibilizada ou suprimi-la 
39 
 
 
Hipocampo Porção posterior parece estar envolvida nos processos de 
aprendizagem e memória. Já o lóbulo anterior faz parte dos circuitos 
do lobo temporal envolvidos com a emoção e o comportamento 
motivado. Ablação bilateral do hipocampo causa amnésia retrograda, 
ou seja, a pessoa torna-se incapaz de aprender coisas novas,mas é 
capaz de acessar a memória anterior ao evento. 
Amígdala Relacionada com muitas funções emocionais, como o medo, 
comportamentos agressivos, maternal, sexual e ingestivo (os atos de 
beber e comer). Está também envolvida nos mecanismos de 
recompensa e suas implicações na motivação. 
 
Giro de cíngulo Está relacionado com a memória. Lesões singulares podem provocar 
apatia, mutismo e mudanças de personalidade. Existem evidências de 
que possa estar 
envolvidoprecocementeempatologiascomoadoençadeAlzheimer,aes
quizofrenia, a depressão e o transtorno. 
Septo Relaciona-se à raiva, ao prazer e ao controle neurovegetativo. 
Cerebelo Historicamente conhecido por suas funções no controle da 
motricidade. Parece estar envolvido, também, na aprendizagem 
motora e na memória correspondente a memória de procedimentos. 
Estudos de envolvendo tecnologias de neuroimagem têm mostrado 
alterações cerebelares em patologias como a esquizofrenia, oautismo 
e a dislexia. 
Hipotálamo Grande participação nos mecanismos reguladores dosprocessos 
emocionais e motivacionais, além da função de controle da reprodução 
e do comportamentosexual. 
Tálamo Participa de processos emocionais e motivacionais e exerce papel na 
ativação e naintegração de atividades do córtex cerebral. 
Área pré-frontal Está relacionada ao planejamento de comportamentos e pensamentos 
complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e 
modulação de comportamento social. 
Giro 
parahipocampal 
Desempenha um papel importante na codificação e recuperação de 
memória. 
 
40 
 
 
O conhecimento fornecido pelas neurociências pode indicar algumas direções, 
ainda que não exista uma receita única a ser seguida, mesmo porque cada ser 
humano tem sua individualidade e sofre interferências, tanto em relação ao seu 
contexto familiar, quanto social. A aprendizagem significativa e motivadora é o 
resultado da interação entre a emoção e a cognição, ambas estão tão conectadas a 
um nível neurofuncional tão básico, que se uma não funcionar a outra é afetada 
consideravelmente. 
Conhecer o funcionamento do cérebro humano, saber que as emoções 
participam positivamente do desenvolvimento humano, mas que também pode 
cerceá-lo é uma ferramenta imprescindível aos que lidam com o processo de 
aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
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