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Impostos Estaduais

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08/04/2021
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IPVA – IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES (Art. 155, III 
da CF/88)
O IPVA é imposto estadual, com disciplinamento na CF, no comando inserto no artigo 
155, III. Por outro lado, não há menção a tal tributo no CTN, uma vez que seu 
nascimento data de 1985, com a promulgação da Emenda Constitucional nº 27/85.
SUJEITO PASSIVO – É o proprietário do veículo, presumindo-se como tal aquele em 
cujo nome o veículo esteja licenciado. E o caso do possuidor? 
FATO GERADOR – É a propriedade (e não o uso) de veículo automotor de qualquer 
espécie (automóvel, motocicleta, caminhão, aeronave, embarcação, etc � Segundo o 
STF o IPVA não pode incidir sobre embarcações e aeronaves – RE 134.509-8). 
Apenas a propriedade gera incidência de IPVA, e não a mera detenção do veículo, o 
próprio uso ou mesmo a posse.
BASE DE CÁLCULO – Valor venal do veículo ou preço comercial de tabela (= valor de 
mercado). – Valor de mercado para veículo usado e valor constante do documento 
fiscal de aquisição de veículo novo pelo consumidor.
É o valor venal do veículo, fixado de conformidade com o seu peso, potência, 
capacidade máxima de tração, ano de fabricação, cilindrada, número de eixos, tipo de 
combustível utilizado e dimensões.
No Estado de São Paulo, os valores venais são anualmente reajustados no mês de 
dezembro de cada ano, através de decreto do Poder Executivo.
ALÍQUOTA – Será estabelecida em lei ordinária estadual. Deverá ser proporcional, não 
existindo limite máximo a ser fixado. No entanto, a Emenda Constitucional nº 42/2003 
incumbiu ao Senado Federal a estipulação de suas alíquotas mínimas. 
ADEMAIS, PODERÁ O IPVA TER ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM FUNÇÃO DO TIPO E 
UTILIZAÇÃO DO VEÍCULO (ARTIGO 155, § 6º, I E II DA CF). NÃO PODEM, POR SUA VEZ, 
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ADEMAIS, PODERÁ O IPVA TER ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM FUNÇÃO DO TIPO E 
UTILIZAÇÃO DO VEÍCULO (ARTIGO 155, § 6º, I E II DA CF). NÃO PODEM, POR SUA VEZ, 
TER ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DA PROCEDÊNCIA OU DESTINO.
Em SP (Lei nº 13.296/08 altera 6.606/89); – divisão por tipo de veículo:
1,5% para veículos de carga, tipo caminhão;
2% para ônibus e micro-ônibus, caminhonetes cabine simples, motocicletas, 
ciclomotores, motonetas, triciclos e quadrículos;
3% para veículos que utilizarem motor específico para funcionar, exclusivamente 
com os seguintes combustíveis: álcool, gás veicular ou eletricidade, ainda que 
combinados entre si;
4% para qualquer veículo não descrito acima.
� 50% daquilo que for arrecadado do IPVA ficam para o Estado e 50% para o 
Município onde for licenciado o veículo.
ATENÇÃO � A lei do Estado pode estabelecer alíquota diferente só porque o carro é 
importado? 
PRINCÍPIO DA NÃO DIFERENCIAÇÃO TRIBUTÁRIA � Art. 152 da CF. 
É vedado aos Estados, ao DF e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre 
bens e serviços, de qualquer natureza, em razão da sua procedência ou destino. Logo, 
por esse princípio, carro importado não pode ter alíquota diferenciada (em razão da 
procedência).
OBSERVAÇÃO 1: A EC nº 42/03 dispôs na parte final do art. 150, parágrafo primeiro da 
CF que a alteração na base de cálculo do IPVA é exceção à anterioridade nonagesimal. 
Portanto, é possível que se proceda à fixação legal do valor venal de um veículo 
automotor, no fim do ano, e que tal modificação possa ser aplicada no primeiro dia do 
exercício financeiro seguinte.
OBSERVAÇÃO 2: CASOS DE ISENÇÃO DO IPVA NA LEI PAULISTA – São isentos:
1 - Máquinas utilizadas essencialmente para fins agrícolas.
2 - Veículos ferroviários.
3 - Único veículo adequado para ser conduzido por pessoa com deficiência física.
4 - Único veículo utilizado no transporte público de passageiros na categoria aluguel 
(táxi), de propriedade de motorista profissional autônomo e por ele utilizado em sua 
atividade profissional.
5 - Veículo de propriedade de embaixada, de representação consular, veículo do 
embaixador e do cônsul, bem como de funcionário de carreira diplomática, DESDE 
QUE O RESPECTIVO PAÍS DE ORIGEM CONCEDA RECIPROCIDADE DE TRATAMENTO.
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embaixador e do cônsul, bem como de funcionário de carreira diplomática, DESDE 
QUE O RESPECTIVO PAÍS DE ORIGEM CONCEDA RECIPROCIDADE DE TRATAMENTO.
6 - Ônibus e micro-ônibus, empregados EXCLUSIVAMENTE no transporte público de 
passageiros, devidamente autorizados pelos órgãos competentes. – Só não paga se for 
exclusivamente para transporte público. Aqui no Estado de SP incide 2% para ônibus e 
micro-ônibus que prestam serviço de transporte particular.
7 - Máquina de terraplanagem, empilhadeira, guindaste e demais máquinas utilizadas 
na construção civil.
8 - Veículos com mais de 20 anos de fabricação.
OBSERVAÇÃO 3: IPVA e alienação do veículo � Via de regra, o fato gerador do IPVA 
ocorre todo dia 1º de janeiro de cada ano. Assim, o imposto só poderá ser exigido 
uma única vez para aquele exercício, de modo que se a cobrança for em duplicidade 
em razão da alienação do veículo o Estado estará incorrendo no bis in idem.
Por outro lado, caso o imposto não venha a ser recolhido e ainda assim o veículo 
seja alienado, A RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO SERÁ TRANSFERIDA AO 
ADQUIRENTE (art. 131, inciso I do CTN).
PROBLEMA DA OAB
Sônia, domiciliada em Limeira – SP, adquiriu, em meados de 2007, um veículo 
automotor importado. No início de 2008, foi notificada a efetuar o pagamento do 
imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) à alíquota de 6% sobre o 
valor venal do bem. Entretanto, ao consultar a legislação aplicável, Sônia constatou 
que as alíquotas do imposto variavam da seguinte forma: I – 1% para veículos de carga 
com lotação acima de 2.000 kg, caminhões-tratores, micro-ônibus, ônibus e tratores 
de esteira, de rodas ou mistos; II – 2% para ciclomotores, motocicletas, motonetas, 
quadriciclos e triciclos; III – 3% para automóveis, caminhonetes, caminhonetas e 
utilitários; e IV – 6% para os veículos relacionados no inciso anterior, de fabricação 
estrangeira. 
Assim, por considerar indevida a cobrança, Sônia requereu à autoridade fazendária —
delegado tributário da receita estadual — a aplicação da alíquota de 3%. Em setembro 
de 2008, foi proferida decisão que indeferiu o pedido de Sônia, sob o argumento de 
que a aplicação da alíquota de 6% está em consonância com o princípio da 
capacidade contributiva. Em face da situação hipotética apresentada, na qualidade de 
advogado(a) contratado(a) por Sônia, que entende ter direito líquido e certo de pagar 
o IPVA à alíquota de 3%, proponha a medida judicial que entender cabível, de caráter 
mais urgente e eficaz, para a defesa dos interesses de sua cliente. Aborde, em seu 
texto, todos os aspectos de direito material e processual pertinentes.
GABARITO
• Tese(s): Violação ao princípio da isonomia tributária (discriminou origem do bem e a 
CF proíbe). Vd. Arts. 150 II e 152 da CF. quando ao princípio da capacidade contributi
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• Tese(s): Violação ao princípio da isonomia tributária (discriminou origem do bem e a 
CF proíbe). Vd. Arts. 150 II e 152 da CF. quando ao princípio da capacidade contributi
va,incabível para aplicação de progressividade no IPVA (imposto real) já se 
perfazendo pelovalor do veículo
ITBI – VIVOS/ONEROSA/IMOVEIS
ITCMD – IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE QUAISQUER 
BENS OU DIREITOS (arts. 35 a 42 do CTN; art. 155, I da CF/88)
•
SUJEITO ATIVO – Art. 155, I da CF – Estados e DF – Em se tratando de DF é bom 
ressaltar que ele possui competência cumulativa, pois pode instituir impostos 
estaduais e municipais. 
•
•
SUJEITO PASSIVO: - como existem duas situações diferentes, existem dois tipos de 
sujeito passivo:
Herdeiro ou o legatário (transmissões causa mortis); - por que um ou outro? Se a 
sucessão é legítima o herdeiro será o sujeito passivo, se for testamentária o legatário 
será o sujeito passivo.
Qualquer das partes adstritas à doação (doador ou donatário)na forma da lei. – o CTN 
disse que qualquer das partes na doação pode ser considerado sujeitos passivos do 
ITCMD. Quem são as partes? Tanto o doador como o donatário. Quem escolhe se é um 
ou outro é a lei de cada Estado. 
FATO GERADOR – uma cessão de propriedade em razão da doação ou a transmissão 
em razão da morte.
Transmissão de propriedade de quaisquer bens. – Bem móveis, imóveis, valores 
financeiros e direito creditício.
Transmissão (cessão) de direitos em decorrência de:
- Falecimento de seu titular;
- Transmissão e cessão gratuitas.
A transmissão é a passagem jurídica da propriedade ou de bens e direitos de uma 
pessoa para outra. Ocorre em caráter não oneroso, seja pela ocorrência da morte 
(transmissão causa mortis) ou doação (ato de liberalidade).
ATENÇÃO � O parágrafo único do artigo 35 do CTN estabelece que: “Nas 
transmissões causa mortis, ocorrem tantos fatos geradores distintos quantos sejam os 
herdeiros ou legatários”.
Problema
• Sérgio faleceu em São Paulo, cidade onde era domiciliado, mas deixou a seus 
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Problema
• Sérgio faleceu em São Paulo, cidade onde era domiciliado, mas deixou a seus 
herdeiros uma fazenda situada em Goiás. O inventário de Sérgio tramita perante 
vara competente central de São Paulo. Qual Estado da federação será competente 
para cobrar o imposto sobre transmissão causa mortis, relativamente à fazenda? 
• Resposta: Goiás, por ser o local da situação do imóvel, conforme o art. 155, § 1º, I, da 
Constituição Federal
ELEMENTO TEMPORAL DO FG – Será o momento da transmissão (art. 35 do CTN) ou 
como estabelecer a lei ordinária estadual competente. – Se for bem imóvel é no 
momento da lavratura da escritura. Se for bem móvel, acontece o pagamento com a 
transmissão do bem. 
O momento do fato gerador deve ser o do respectivo registro da escritura de 
transmissão, no caso de bens imóveis, perante o Registro Imobiliário (arts. 1245 do 
CC).
ALÍQUOTAS – As alíquotas do ITCMD são fixadas livremente pelos Estados, respeitado 
o máximo fixado pelo Senado Federal por meio da Resolução nº 9/92 em 8%. Desta 
forma, nenhum Estado pode trazer alíquota superior a 8%. Aqui no Estado de SP a 
alíquota é de 4%.
Temos alíquotas proporcionais ou progressivas?
À luz do entendimento majoritário da doutrina e da jurisprudência, sempre foi comum 
a recusa à progressividade para o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação 
(ITCMD).
Por outro lado, conforme se mencionou, não se pode perder de vista que a Resolução 
n.º 9/92 do Senado Federal, ao estabelecer alíquota máxima para o Imposto sobre 
Transmissão Causa Mortis e Doação, de que trata a alínea “a”, inciso l, e § 1º, inciso IV 
do art. 155 da CF, dispõe: (i) a alíquota máxima do ITCMD será de oito por cento (8%), 
a partir de 1º de janeiro de 1992; (ii) as alíquotas dos impostos, fixadas em lei estadual, 
poderão ser progressivas em função do quinhão que cada herdeiro efetivamente 
receber, nos termos da Constituição Federal.
Em fevereiro de 2013, o STF declarou constitucional a progressividade para o Imposto 
sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). A conclusão do feito, com 
repercussão geral reconhecida, deu-se em 6 de fevereiro de 2013, quando o Plenário, 
por maioria, deu provimento ao recurso extraordinário, considerando constitucional a 
progressividade para o ITCMD, à semelhança do que já se adota em legislação 
alienígena (Espanha, Itália, Alemanha etc.). 
Desse modo, conclui-se que subsistem quatro impostos com previsão de 
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alienígena (Espanha, Itália, Alemanha etc.). 
Desse modo, conclui-se que subsistem quatro impostos com previsão de 
progressividade em nosso sistema tributário: dois federais (IR, ITR), um municipal 
(IPTU) e, finalmente, um estadual (ITCMD).
•
Ressalte-se que o STF, ao admitir a aplicação de alíquotas progressivas ao ITCMD, em 
sede de repercussão geral (STF. RE 562.045, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Rel. p/ 
Acórdão: Min. Cármen Lúcia, Pleno, julg. 06/02/2013), também previu que esta decisão 
não se estendia ao ITBI, por ser tributo com sistemática distinta, permanecendo 
aplicável ao ITBI a Súmula 656 do STF. 
Entendeu o STF que existia uma peculiaridade que os diferencia: o ITCMD tem como 
fato gerador um acréscimo patrimonial a título gratuito, revelador de evidente 
capacidade contributiva, aproximando-o dos impostos pessoais como o IR.
Veja-se trecho do voto da Ministra Ellen Gracie no RE 562.045 que expressamente 
delimita a diferença entre ambos os tributos e ressalva a continuidade de aplicação da 
Súmula 656 ao ITBI (grifos nossos): “6. O ITCMD permite mais do que uma simples 
presunção indireta da capacidade contributiva do contribuinte. Isso porque não se 
trata de um tributo que incida sobre a propriedade de um bem, por exemplo, de 
característica estática e dissociada da situação do contribuinte ou que tome qualquer 
outra realidade econômica de modo isolado. O imposto sobre a transmissão causa 
“mortis” é devido pelo “beneficiário ou recebedor do bem ou direito transmitido” por 
ocasião do direto e necessário acréscimo patrimonial que a transmissão implica. Aliás, 
trata-se de um acréscimo patrimonial a título gratuito, que revela, por si mesmo, 
evidente e clara capacidade contributiva.
BASE DE CÁLCULO – Será o valor venal dos bens ou direito transmitidos e da doação. 
Em princípio, representará o valor de mercado do bem objeto da transmissão, não 
devendo superá-lo. 
Súmulas
O cálculo é feito sobre o valor dos bens na data da avaliação (Súmula 113 do STF), 
observada a alíquota vigente na data da abertura da sucessão (súmula 112 do STF). O 
imposto não é exigível antes da homologação do cálculo (Súmula 114 do STF). 
– Toda vez que o imposto incide sobre o bem a base de cálculo sempre será o valor 
venal. 
Valor venal valor do mercado do bem transmitido ou doado (terreno + construção).
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venal. 
Valor venal � valor do mercado do bem transmitido ou doado (terreno + construção).
Problema
Em abril de 2015, 30 dias após o falecimento de Maria, Joana, uma de suas três filhas, 
ajuizou ação de inventário e partilha e foi nomeada inventariante do espólio de sua 
mãe, composto por dois imóveis. Em julho do mesmo ano, a alíquota do Imposto 
sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) do estado Y, onde Maria residia e 
onde estavam localizados seus dois imóveis, foi alterada de 4% para 6%. O Fisco 
Estadual, dois anos após o ajuizamento da ação de inventário e partilha, discordando 
do valor dos bens declarado pela inventariante que atribuiu aos imóveis o valor venal 
vigente na data da abertura da sucessão, lançou o ITCMD, utilizando, como base de 
cálculo, os valores dos bens arbitrados na data da avaliação e a alíquota de 6%, então 
em vigor. A inventariante, após regularmente notificada do lançamento do tributo e 
sentindo-se prejudicada pela decisão desfavorável do Fisco Estadual, decidiu impugnar 
administrativamente o lançamento do tributo. A partir dos fatos apresentados, 
responda aos itens a seguir. 
A) A atitude do Fisco em cobrar o ITCMD com base na nova alíquota de 6% está 
correta? Fundamente. 
B) Sobre a base de cálculo, assiste razão à inventariante? 
•
OBSERVAÇÃO 1: ITCMD e progressividade � De acordo com o STF apenas os 
impostos pessoais poderão receber alíquotas progressivas. O ITCMD é um imposto 
REAL e, consequentemente, deverá ter alíquota proporcional. É vedado aos Estados 
estabelecerem progressividade de alíquotas a este imposto. Aplica-se a súmula 656 do 
STF por analogia. Ver atual posicionamento do STF = progressividade
OBSERVAÇÃO 2: ITCMD e morte presumida � A súmula 331 do STF nos ensina que é 
legítima a incidência do ITCMD no inventário por morte presumida. 
OBSERVAÇÃO 3: ITCMD e legislação aplicada � O ITCMD deve ser recolhido de 
acordo com a legislação em vigor na data da ocorrência do fato gerador, portanto, a 
doutrina nos ensina que a legislaçãoaplicável é aquela da DATA DO ÓBITO do 
indivíduo (art. 150, inciso III, letra “a” da CF c/c art. 144 do CTN). Verificar a súmula 112 
do STF.
OBSERVAÇÃO 4: Elemento espacial e temporal do fato gerador 
Espacial (a quem)
Imóveis = Estado da situação do bem;
Móveis, títulos e valores creditícios = na transmissão causa mortis o ITCMD deve ser 
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Imóveis = Estado da situação do bem;
Móveis, títulos e valores creditícios = na transmissão causa mortis o ITCMD deve ser 
recolhido onde se processar o inventário ou o arrolamento.
Móveis, título e valores creditícios = em se tratando de doação o ITCMD será recolhido 
no local do domicílio do doador. Aplica-se o art. 155, par. 1º, inciso I e II da CF.
Temporal – Segundo o art. 35 do CTN, o elemento temporal do fato gerador deste 
imposto é o momento da transmissão ou como estabelecer a lei ordinária competente. 
A melhor doutrina tem nos ensinado que o momento do fato gerador deve ser o 
respectivo registro da escritura em se tratando de bem imóvel, em face da condição 
de ser este o momento em que a transmissão se opera em relação a terceiros.
ATENÇÃO � CABERÁ A LEI COMPLEMENTAR DISCIPLINAR AS SEGUINTES SITUAÇÕES:
1 - Se o doador tiver domicílio ou residência no exterior (art. 155, par. primeiro, inciso 
III, alínea “a” da CF);
2 - Se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou teve o seu inventário 
processado no exterior (art. 155, par. 1º, inciso III, letra “b” da CF).
Problema 
Em 01 de novembro de 2017, o Estado X instituiu um sistema progressivo de alíquotas 
para o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCD. A redação do 
dispositivo legal era a seguinte: "Art. 26 – O valor da totalidade dos bens e direitos 
transmitidos é a base de cálculo do imposto e sobre ela incidirão as seguintes 
alíquotas: I – 4% (quatro por cento), para valores entre R$ 2.000,01 (dois mil reais e um 
centavo) e R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais); II – 6% (seis por cento), para valores 
entre R$ 50.000,01 (cinquenta mil reais e um centavo) e R$ 250.000,00 (duzentos e 
cinquenta mil reais); III – 8% (oito por cento), para valores acima de R$ 250.000,01 
(duzentos e cinquenta mil reais e um centavo). Parágrafo único: há isenção do imposto 
quando a totalidade dos bens e direitos transmitidos não exceder R$ 2.000,00 (dois mil 
reais)”. Caio, residente no Estado Y, recebeu de herança um bem imóvel localizado no 
Estado X, no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), e decidiu impugnar o 
lançamento, afirmando que a progressividade do ITCD é inconstitucional, por ser este 
um imposto de caráter real. Alegou, ainda, que o imposto é devido no Estado Y, local 
de sua residência. Diante de tal quadro, responda aos itens a seguir. 
A) Caio está correto quanto à alegação de inconstitucionalidade da progressividade do 
imposto? 
B) Em qual Estado o ITCD é devido? 
•
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ICMS – IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E 
SOBRE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERESTADUAL E 
INTERMUNICIPAL E DE COMUNICAÇÃO 
(Art. 155, II da CF/88; LC nº 87/96)
O imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações 
de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que 
as operações e as prestações se iniciem no exterior (ICMS), está disciplinado:
Na Constituição Federal, principalmente em seu artigo 155, inciso II e §§ 2.º (com seus 
12 incisos);
Na Lei Complementar n. 87/96, que estabelece normas gerais sobre o ICMS, a serem 
observadas por todos os Estados e pelo Distrito Federal.
Art. 155 da CF/88: Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II 
– operações relativas à circulação de mercadorias / e sobre prestações de serviços de 
transporte interestadual e intermunicipal /e de comunicação /, ainda que as operações e 
as prestações se iniciem no exterior.
SUJEITO ATIVO – Estados e DF. 
SUJEITO PASSIVO – O sujeito passivo do ICMS poderá ser, consoante a dicção do 
artigo 4º da Lei Complementar nº 87/96 c/c art. 155, § 2º, XII, “a” da CF:
- Pessoas que pratiquem operações relativas à circulação de mercadorias;
- Importadores de bens de qualquer natureza; – além de pagar o imposto sobre a 
importação, ele ainda recolhe o ICMS.
- Prestadores de serviços de transporte interestadual e intermunicipal;
- Prestadores de serviços de comunicação (qualquer tipo de comunicação).
Além da disciplina jurídica trazida pela CF, existem uma complementar que disciplinam 
as normas gerais em matéria de ICMS (LC 87/96). 
Há a possibilidade de figurar no polo passivo da relação jurídica o responsável 
tributário, quando escolhido por lei para pagar o tributo, sem que tenha realizado o 
fato gerador – há dois tipos de sujeitos passivos: 
1. Contribuinte = realiza o fato gerador, e 
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fato gerador – há dois tipos de sujeitos passivos: 
1. Contribuinte = realiza o fato gerador, e 
2. Responsável = terceira pessoa escolhida pela lei para pagar o tributo sem que 
tenha praticado o fato gerador – (art. 121, parágrafo único, II do CTN). Vide art 150, 
§ 7º da CF – admite o fenômeno da responsabilidade atinente ao ICMS – escolha de 
uma terceira pessoa para recolher o tributo antes da ocorrência do FG.
Artigo 4 da Lei Complementar 87/96
Art. 4º. Contribuinte é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize com 
habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial, operações de circulação 
de mercadoria ou prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal 
e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.
Parágrafo único. É também contribuinte a pessoa física ou jurídica que, mesmo sem 
habitualidade ou intuito comercial:
I - importe mercadorias ou bens do exterior, qualquer que seja a sua finalidade;
II - seja destinatária de serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha 
iniciado no exterior;
III - adquira em licitação mercadorias ou bens apreendidos ou abandonados;
IV - adquira lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e 
energia elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados à comercialização 
ou à industrialização.
•
ICMS e habitualidade
• Para estar sujeito à incidência do ICMS é imprescindível que a circulação da 
mercadoria seja realizada por um comerciante. Entende-se por comerciante aquela 
pessoa que pratica atos de mercancia com habitualidade. Art. 4º, LC 87/96
• Obs – Não precisam ter habitualidade os mencionados no parágrafo único do artigo 
4 (slide anterior)
•
FATO GERADOR – O ICMS é um imposto estadual, cujo fato gerador pode consistir:
1 - Circulação de mercadorias;
2 - Prestação de serviço de transporte;
3 - Prestação de serviço de comunicação;
4 - Importação.
Não incidência
a) sobre coisas corpóreas que não sejam mercadoria, isto é, bens de particulares;
b ) na alienação de bens do ativo fixo ou imobilizado .
Observe a jurisprudência no STF : EMENTA: A venda de bens do ativo fixo da empresa 
não se enquadra na hipótese de incidência determinada pelo art. 155, I, “b” da Carta 
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Observe a jurisprudência no STF : EMENTA: A venda de bens do ativo fixo da empresa 
não se enquadra na hipótese de incidência determinada pelo art. 155, I, “b” da Carta 
Federal, tendo em vista que, em tal situação, inexiste circulação no sentido jurídíco-
tributário: os bens não se ajustam ao conceito de mercadorias e as operações não são 
efetuadas com habitualidade (RE 194,300-9/SP, 1ª T., rei. Min. Ilmar Galvão j. 29-04-
1997)
c) na simples transferência de mercadoria de um para outro estabelecimento da 
mesma empresa (Súmula nº. 166 do STJ )
d) nas remessas de mercadorias para demonstração e/ou consignação;
e) na integralização de bens (máquinas, equipamentos, veículos etc.) pela pessoa 
jurídica para a constituição ou ampliação de uma outra empresa (meronegócio 
societário);
f) na mudança integral do estabelecimento da pessoa jurídica, com o deslocamento do 
seu patrimônio para outro local.
g) serviços de transporte dentro de um mesmo município, que são sujeitos ao ISS;
•
Art.155.
§ 2- O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (...)
X - n ã o incidirá:
a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços 
prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento 
do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores;
b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica;
c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art, 153, § 5o.
d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora 
e de sons e imagens de recepção livre e gratuita.
Circulação de mercadorias � Assim entendida a circulação capaz de realizar o trajeto 
da mercadoria da produção até o consumo; o bem sai da titularidade de um sujeito e 
passa à titularidade definitiva de outro. Saliente-se que mercadoria são bens móveis 
que podem ser comercializados, devendo haver intuito de obtenção de lucro com a 
movimentação jurídica do bem. 
Circulação: não é mera movimentação "física", mas circulação jurídica do bem). 
Exemplo: na saída de bens para mostruário não o se paga ICMS, pois não ocorre a 
circulação jurídica do bem, apenas a movimentação “física”, não havendo mudança de 
titularidade; o mesmo fato ocorre na mera movimentação física de bens entre matriz e 
filial. Apesar da Lei Complementar 87/96 informar que incide o ICMS sobre a 
circulação de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte NÃO 
ADOTAR ESSE DISPOSITIVO PARA A OAB.
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Mercadoria � é tudo aquilo que é transferido de uma pessoa à outra, como ato de 
comércio, instrumento mercantil. De um comerciante para outro comerciante. 
A simples movimentação de bens não configura fato gerador do ICMS. Mudança da 
matriz para a filial não configura o ICMS. Não configura também quando a mercadoria 
vai da concessionária para uma feira, bem como, também não incide quando a 
mercadoria estiver consignada. TODA VEZ QUE CIRCULAR A MERCADORIA TERÁ 
NOVO FATO GERADOR DO ICMS. 
Mercadorias: o conceito de mercadoria é fundamental ao estudo do fato gerador 
deste imposto; mercadoria é a coisa que se constitui objeto de uma venda. Todavia, a 
Constituição define implicitamente mercadoria em seu sentido estrito, e somente 
nesse conceito estrito deve ser ela considerada na formatação do fato gerador do 
ICMS (art. 110 do CTN). A mercadoria é bem ou coisa móvel. O que caracteriza uma 
coisa como mercadoria é a destinação, uma vez que é coisa móvel com aptidão ao 
comércio. Não são mercadorias as coisas que o empresário adquire para uso ou 
consumo próprio mas somente aquelas adquiridas para revenda ou venda.
Saliente-se que mercadoria são bens móveis que podem ser comercializados, devendo 
haver intuito de obtenção de lucro com a movimentação jurídica do bem. Além disso, 
essa atividade deve ser habitual. Por essa razão, a saída eventual de bens do ativo fixo 
ou imobilizado de um a empresa não configura circulação de mercadorias, mas mera 
circulação de bens desgastados pelo uso.
Cabe ainda registrar que a energia elétrica é pacificamente entendida como 
“mercadoria” para efeito da incidência do ICMS.
•
- Prestação de serviço de transporte (interestadual e intermunicipal) � A prestação de 
serviços de transporte entre Municípios da mesma unidade federada (intermunicipal) 
ou entre Estados diferentes (interestadual) representa fato gerador do ICMS. Portanto, 
por exclusão, os serviços de transportes dentro do território do Município estão fora 
do campo de incidência do ICMS e dentro da incidência do ISS.
- Prestação de serviços de comunicação � A CF não entra em detalhes, deixando-os 
para serem fixados por lei complementar. A LC nº 87/96 no seu artigo 2º, III 
estabeleceu que “o ICMS incide sobre prestações onerosas de serviços de 
comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a 
transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer 
natureza”. – O ICMS incide sobre qualquer serviço de comunicação, AINDA QUE A 
COMUNICAÇÃO SEJA DE DADOS.
- Importação de bens de qualquer natureza.
As prestações hão de ser onerosas, pois as prestações de serviços gratuitos não 
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As prestações hão de ser onerosas, pois as prestações de serviços gratuitos não 
podem gerar incidência. É o que se nota no transporte de carga própria, em que o 
valor desse transporte está necessariamente incluído no valor das mercadorias 
transportadas e, assim, automaticamente, alcançado pelo tributo, conforme 
entendimento do STJ.
Outrossim é importante enaltecer que quando ocorre o transporte da mercadoria em 
parcelas considerar-se-á o corrido o fato gerador na data em que se efetivar a saída 
do primeiro componente, peça ou parte.
Por fim, a regra geral prevalecente na determinação do local da prestação, para o qual 
deve haver o recolhimento do tributo, em relação aos serviços de transporte, é 
simples: vale o local onde tenha início à prestação do transporte. Exemplo: uma 
empresa de transporte de carga, com sede no Espírito Santo, contrata serviço que 
consiste em transportar mercadoria de uma fábrica no Rio de Janeiro para os Estados 
do Ceará e Piauí. Pergunta-se: pagar-se-á o ICMS para qual Estado? Resposta: para o 
Rio de Janeiro, onde se iniciou o transporte.
•
BASE DE CÁLCULO – Pode ser:
O valor da operação – tratando-se de operação de circulação de mercadoria;
O preço do serviço – tratando-se de transporte (interurbano e interestadual) e de 
comunicação; 
O valor da mercadoria ou bem importado, constante em documento de 
importação.
ALÍQUOTAS 
- Internas – circulação dentro de um mesmo Estado. Geralmente é de 17/18%.
- Interestaduais – Senado estabelece a mínima do IPVA, a máxima do ITCMD, e a 
mínima e a máxima do ICMS.
7 – N/NE/CO � ES – A alíquota será 7% se a mercadoria ou serviço tiver como 
origem o norte, nordeste ou centro-oeste com destino ao Espírito Santo. 
12 – Sul/Sudeste � Se o serviço ou mercadoria for para o Sul ou Sudeste a 
alíquota é de 12%.
17/18 – Importação
PRINCÍPIOS
Seletividade – princípio ORIENTADOR – Alíquota vai variar de acordo com a 
essencialidade do produto. Quanto menos essencial, maior a alíquota. Quando mais 
essencial, menor a alíquota. Quem define o que é essencial? A lei de cada estado. A 
seletividade está ligada à essencialidade.
Não cumulatividade – princípio IMPOSITIVO. A Lei Estadual DEVE ter esse. Abate na 
saída aquilo que foi pago na entrada. A não cumulatividade evita o efeito cascata, 
evita o ICMS sobre o ICMS. Evita o tributo sobre o tributo.
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saída aquilo que foi pago na entrada. A não cumulatividade evita o efeito cascata, 
evita o ICMS sobre o ICMS. Evita o tributo sobre o tributo.
ICMS X SELETIVIDADE – Art 155, § 2º, III da CF
Pauta-se pela estipulação de alíquotas diferenciadas para certos produtos e/ou 
serviços, para mais ou para menos, com base na seletividade em função da 
essencialidade.
A seletividade decorre da conceituação do que é mais essencial ou do que é menos 
essencial ou supérfluo, visando-se à minimização da carga tributária daquilo que é 
mais essencial e maior onerosidade do que é dispensável. Exemplo: a Lei nº 6.374/89 
(ICMS do Estado de SP) fixa a alíquota de 25% nas operações com bebidas alcoólicas, 
fumo, perfumes, motocicletas, asas-deltas, embarcações de esporte e de recreio, 
armas e munições, binóculos, jogos eletrônicos, bolas e tacos de bilhar, cartas para 
jogar, tacos para golfe, entre outros; e estabelece a alíquota de 12% nas operações 
com arroz, feijão, pão, sal, entre outros.
•
PRINCÍPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE - A não-cumulatividadedo ICMS está prevista 
no artigo 155, § 2.º, incisos I e II, da Constituição Federal, de modo que em cada 
operação ou prestação é assegurado ao contribuinte, de modo definitivo, uma 
dedução (abatimento) correspondente aos montantes cobrados nas operações ou 
prestações anteriores.
Lembremos que o ICMS é imposto indireto. Pelo princípio da não-
cumulatividade, o Constituinte beneficiou o contribuinte (de direito) desse tributo e, 
ao mesmo tempo, o consumidor final (contribuinte de fato), a quem convém preços 
mais reduzidos ou menos gravemente onerados pela carga tributária.
ICMS e não cumulatividade – Art. 155, § 2º, I da CF
Esse princípio vem regulado no art. 19 da Lei Complementar nº 87/96. O ICMS será 
não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à 
circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual ou 
intermunicipal e o de comunicação com o montante cobrado nas operações anteriores 
pelo mesmo ou por outro Estado. 
Podemos, ainda entender a regra constitucional da não cumulatividade como o 
postulado em que o imposto só recai sobre o valor acrescentado em cada fase da 
circulação do produto, evitando assim a ocorrência do chamado efeito “cascata”, 
decorrente da incidência do imposto sobre imposto.
•
• Atualmente temos alíquotas distintas para os produtos, admitindo-se, 
facultativamente ao ICMS, a própria SELETIVIDADE, em razão da essencialidade 
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• Atualmente temos alíquotas distintas para os produtos, admitindo-se, 
facultativamente ao ICMS, a própria SELETIVIDADE, em razão da essencialidade 
(quanto mais essencial, menor a alíquota – quanto menos essencial, maior a 
alíquota) das mercadorias e dos serviços (art. 155, § 2º, III da CF/88). Quanto às 
alíquotas, consoante a Resolução do Senado federal nº 22/89, há as internas –
livremente estipuladas pelos Estados (usualmente 17% ou 18%) e as interestaduais 
para as quais há o seguinte critério:
• Alíquota de 7% - para operações interestaduais que destinarem mercadoria ou 
serviços a contribuintes dos Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste 
para o Espírito Santo;
• Alíquota de 12% - para operações interestaduais que destinarem mercadorias ou 
serviços a contribuintes dos Estados das regiões Sul e Sudeste;
• Alíquotas de 17% ou 18% - para operações de importação.
•
SENADO FEDERAL
No estabelecimento de alíquotas, os Estados devem observar o que dispõe o Senado 
Federal, que deverá fixar alíquotas mínimas ou máximas, por meio de resolução e nos 
termos da Constituição federal. Enquanto ausente a fixação de tais alíquotas pelo 
Senado federal, os estados poderão estabelecê-las no âmbito das respectivas 
competências. 
Observações
1 - Súmula 323 do STF: é inadmissível a apreensão de mercadorias como meio 
coercitivo para pagamento de tributos.
Nada obsta a que o Fisco proceda à apreensão de mercadoria transportada, quando 
desacompanhada de nota fiscal, lavrando-se o auto de infração, numa providência 
imediata, a fim de levar a efeito as providências identificatórias do bem, no entorno da 
materialidade do fato . Caso contrário, se tal embaraço ganhar foro de eternização, 
traduzir-se -á em meio coativo de percepção de tributos, não podendo ser tolerado, 
como preconiza a inteligência da Súmula em comento. Com efeito, a apreensão 
indevida se traduz em maneira vexatória e gravosa de cobrança de tributo por via 
oblíqua, constituindo sanção política, o que mobilizou o Poder Judiciário a repelir tal 
expediente arbitrário e abusivo, com inúmeros posicionamentos calcados na Súmula 323 
do STF. 
A apreensão ilícita viola inúmeros dispositivos constitucionais: desrespeita o direito de 
propriedade (art. 5o, XXII, CF), da qual o cidadão somente será privado mediante justa 
indenização, com obediência ao devido processo legal. Ademais, estiolada desponta a 
liberdade de trabalho, consagrada nos arts. 5o, XIII , XVIII e 170, ambos da CF, na 
medida em que o comerciante tem a continuação de sua atividade condicionada ao 
pagamento de tributos. Viola -se, outrossim, o devido processo legal, do qual o 
contraditório e a ampla defesa são desdobramentos (a rt. 5o, LIV e LV, CF). 
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contraditório e a ampla defesa são desdobramentos (a rt. 5o, LIV e LV, CF). 
2 – Salvados de Sinistro - As operações com salvados de sinistros ocorrem (1) na 
transferência de tais bens para as companhias seguradoras e posteriormente; (2 ) na 
saída dessas para o adquirente comum.
O inciso IX do art. 3° da LC n , 87/96 determina a não incidência do ICMS nas 
operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de bens móveis 
salvados de sinistros para companhias seguradoras. É usual que as seguradoras 
recebam, quando do pagamento das indenizações de seguro, em caso de perda total 
do bem sinistrado, os respectivos salvados, por menor que seja seu valor. Essa 
operação de aquisição não gera incidência do ICMS. Todavia, é também usual que as 
companhias seguradoras revendam esses salvados - aqui, há incidência do ICMS (2 ), 
Nesse caso, as companhias seguradoras agem com o comerciantes comuns, devendo 
recolher o imposto. Tal direcionamento encontra guarida na Súmula nº 152 do STJ 
(“Na venda pelo segurador, de bens salvados de sinistros, incide o ICMS”).
Súmula Vinculante 32 - O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro 
pelas seguradoras.
•
3 - ICMS e Software 
Sobre a produção de software para atender a necessidade de 1 (uma) empresa 
teremos a incidência do ISS. A partir do momento que esse software passa a ser 
comercializado como mercadoria teremos à incidência do ICMS. Aplica-se aqui a 
Súmula 662 do STF por analogia.
As operações de licenciamento ou cessão do direito de uso de programas de 
computador (software) referem-se a bem incorpóreo, não tendo por objeto a 
mercadoria, propriamente dita.
Portanto, em tais operações não haverá incidência de ICMS. Todavia, outro será o 
tratamento, caso tenhamos a circulação de cópias ou exemplares dos programas de 
computador produzidos em série ou escala e comercializados no varejo (software de 
prateleira ou exemplar standard—offthe shelf). Neste caso, teremos o fato gerador do 
ICMS.
•
•
•
• Abordagem Constitucional
• Artigo 155, paragrafo 2 da CF
I - será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa 
à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas 
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I - será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa 
à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas 
anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal;
II - a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrário da legislação:
a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou 
prestações seguintes; A B C D
b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores;
III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços;
•
IV - resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da República ou de um 
terço dos Senadores, aprovada pela maioria absoluta de seus membros, estabelecerá 
as alíquotas aplicáveis às operações e prestações, interestaduais e de exportação;
V - é facultado ao Senado Federal:
a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução de 
iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros;
b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico 
que envolva interesse de Estados, mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta 
e aprovada por dois terços de seus membros;
VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do 
disposto no inciso XII, g, as alíquotas internas, nas operações relativas à circulação de 
mercadorias e nas prestações de serviços,não poderão ser inferiores às previstas para 
as operações interestaduais;
VII - nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final, 
contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado, adotar-se-á a alíquota 
interestadual e caberá ao Estado de localização do destinatário o imposto 
correspondente à diferença entre a alíquota interna do Estado destinatário e a alíquota 
interestadual (EC 87/2015);
•
VIII - a responsabilidade pelo recolhimento do imposto correspondente à diferença 
entre a alíquota interna e a interestadual de que trata o inciso VII será atribuída:
a) ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto;
b) ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do imposto;
•
IX - incidirá também:
a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou 
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IX - incidirá também:
a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou 
jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua 
finalidade, assim como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao 
Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da 
mercadoria, bem ou serviço;
b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com 
serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios;
•
X - não incidirá:
a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços 
prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento 
do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores;
b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica;
c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 5º;
d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão 
sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita;
•
• XI - não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre 
produtos industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e 
relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato 
gerador dos dois impostos;
XII - cabe à lei complementar – já definidas pela Lei Complementar 87/96
a) definir seus contribuintes;
b) dispor sobre substituição tributária;
c) disciplinar o regime de compensação do imposto;
d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável, o 
local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços;
e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços e outros 
produtos além dos mencionados no inciso X, a;
f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à remessa para outro Estado 
e exportação para o exterior, de serviços e de mercadorias;
g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, 
isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.
h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma única 
vez, qualquer que seja a sua finalidade, hipótese em que não se aplicará o disposto no 
inciso X, b;
i) fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na 
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inciso X, b;
i) fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a integre, também na 
importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço.
•
• § 3º À exceção dos impostos de que tratam o inciso II (ICMS) do caput deste artigo e 
o art. 153, I (II) e II (IE), nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações 
relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, 
combustíveis e minerais do País (falou de imposto; mas contribuição pode –
CIDE/COMBUSTIVEIS)
§ 4º Na hipótese do inciso XII, h, observar-se-á o seguinte:
h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma 
única vez, qualquer que seja a sua finalidade,
I - nas operações com os lubrificantes e combustíveis derivados de petróleo, o 
imposto caberá ao Estado onde ocorrer o consumo;
II - nas operações interestaduais, entre contribuintes, com gás natural e seus 
derivados, e lubrificantes e combustíveis não incluídos no inciso I deste parágrafo, o 
imposto será repartido entre os Estados de origem e de destino, mantendo-se a 
mesma proporcionalidade que ocorre nas operações com as demais mercadorias;
III - nas operações interestaduais com gás natural e seus derivados, e lubrificantes e 
combustíveis não incluídos no inciso I deste parágrafo, destinadas a não contribuinte, 
o imposto caberá ao Estado de origem;
•
IV - as alíquotas do imposto serão definidas mediante deliberação dos Estados e 
Distrito Federal, nos termos do § 2º, XII, g, observando-se o seguinte:
a) serão uniformes em todo o território nacional, podendo ser diferenciadas por 
produto;
b) poderão ser específicas, por unidade de medida adotada, ou ad valorem, incidindo 
sobre o valor da operação ou sobre o preço que o produto ou seu similar alcançaria 
em uma venda em condições de livre concorrência;
c) poderão ser reduzidas e restabelecidas, não se lhes aplicando o disposto no art. 
150, III, b.
•
Problema 1
A pessoa jurídica “X” é fabricante de telefones celulares e, nas vendas realizadas para 
seus adquirentes, comerciantes de tais aparelhos, efetua remessas de telefones entre 
diferentes Estados da federação. Em março de 2014, o Estado “Y”, ao fiscalizar uma 
dessas remessas, verificou que a pessoa jurídica “X” não recolheu o Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (“ICMS”) incidente sobre tal 
operação e, imediatamente, apreendeu todos os telefones celulares.
Tendo em vista o caso apresentado, responda, fundamentadamente, aos itens a seguir.
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operação e, imediatamente, apreendeu todos os telefones celulares.
Tendo em vista o caso apresentado, responda, fundamentadamente, aos itens a seguir.
A) O Estado “Y” agiu corretamente ao apreender as mercadorias? 
B) Será aplicável a alíquota interna ou a interestadual à operação, realizada pela 
pessoa jurídica “X”, de remessa de aparelhos celulares a consumidor final localizado 
em outro Estado, quando o destinatário não for contribuinte do ICMS? 
A) Não, uma vez que o Estado dispõe de meios legalmente previstos para a cobrança 
de tributos e, consequentemente, para a satisfação dos seus créditos. Nesse sentido, 
dispõe e Súmula 323, do Supremo Tribunal Federal, que “é inadmissível a apreensão 
de mercadorias como meio coercitivo para pagamento de tributos”.
B) Conforme dispõe o Art. 155, § 2º, VII, b, da Constituição, em relação às operações e 
prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro 
Estado, quando o destinatário não for contribuinte do imposto, adotar-se-á a alíquota 
interna (EC 87/2015)
•
ALTERAÇÃO GABARITO EC 87/2015
• VII - nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final, 
contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado, adotar-se-á a alíquota 
interestadual e caberá ao Estado de localização do destinatário o imposto 
correspondente à diferença entre a alíquota interna do Estado destinatário e a 
alíquota interestadual;
Problema 2
Determinado jogador integrante de importante time de futebol de estado da 
federação brasileira, na qualidade de pessoa física, ao promover, em dezembro de 
2010, a importação, por conta própria, de um automóvel de luxo, da marca Jaguar, 
zero quilômetro, fabricado no exterior, foi surpreendido com a cobrança de tributos, 
inclusive o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. Todavia, o 
jogador de futebol, inconformado com a cobrança do referido imposto estadual, 
ajuizou, por meio de seu advogado, competente mandado de segurança, combase na 
súmula 660 editada pelo STF, a fim de viabilizar a defesa dos seus direitos perante a 
Justiça Estadual. Com base no caso acima, o jogador de futebol em questão estaria 
enquadrado na qualidade de contribuinte do ICMS? 
Problema 3
A seguradora ABC S.A. realizou a venda de um lote dos chamados "automóveis 
salvados de sinistro", isto é, automóveis que, por algum acidente (colisão, enchente 
etc.), perderam mais de 75% de seu valor, sendo sua propriedade transferida para a 
seguradora, a qual paga a correspondente indenização ao segurado. O Fisco do 
Estado X, alegando que a venda dos "automóveis salvados de sinistro" é uma 
operação de compra e venda de mercadorias, exige o pagamento do Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre esta operação. Diante do caso 
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operação de compra e venda de mercadorias, exige o pagamento do Imposto sobre 
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre esta operação. Diante do caso 
exposto, responda aos itens a seguir. 
A) O Fisco Estadual está correto em sua exigência? 
B) Uma sociedade empresária que se dedicasse exclusivamente a recuperar 
“automóveis salvados de sinistro", parcial ou totalmente, vendendo-os, ou suas peças 
avulsas, aos consumidores em geral, seria contribuinte de ICMS? 
•
A) O Fisco Estadual não está correto. As seguradoras não são contribuintes de ICMS ao 
realizar as operações de venda de veículos salvados de sinistro porque a alienação de 
veículos salvados de sinistro configura atividade integrante das operações de seguros 
e não tem natureza de circulação de mercadoria para fins de incidência do ICMS. Esta 
conclusão foi consagrada na Súmula Vinculante nº 32: "O ICMS não incide sobre 
alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras". 
B) Sim. Caso uma sociedade se dedicasse empresarialmente à recuperação de 
“automóveis salvados de sinistro", colocando-os à venda posteriormente (ou suas 
peças em avulso), tal operação se configuraria como sendo propriamente mercantil e 
de circulação de mercadoria para fins de incidência do ICMS, nos termos do Art. 155, 
inciso II, da CRFB/88 e do Art. 2º da LC 87/96.
•
Problema 4
Empresa fabricante de sorvetes, sediada na Capital do Estado de São Paulo, resolve 
abrir uma filial na Capital do Estado do Rio de Janeiro, que se encarregará da 
distribuição de sorvetes a vendedores autônomos. Como é comum nesse ramo de 
atividades, a empresa possui carrinhos de sorvete, de sua propriedade, que são 
cedidos a autônomos (os sorveteiros), para o transporte de sorvetes a serem vendidos 
nas praias. A fim de iniciar as operações da nova filial, a empresa remete ao novo 
estabelecimento 200 carrinhos de sorvete adquiridos em junho de 2008 pelo 
estabelecimento paulista de um fornecedor local. Como a demanda, na alta 
temporada, superou em muito a expectativa inicial, o estabelecimento paulista 
transfere outros 100 carrinhos, adquiridos em 1o de janeiro de 2006. É legítima a 
incidência do ICMS sobre os carrinhos de sorvetes? 
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Problema 5
A Indústria Estrela do Norte Ltda. possui dois estabelecimentos situados no Município 
de São Paulo - SP: a matriz, em que se desenvolve a atividade produtiva, e a filial, em 
que se desenvolve o comércio. Para acomodar divergências entre os sócios, decidiram-
se pela cisão da sociedade, com a criação de uma nova pessoa jurídica, a Cruzeiro do 
Sul Indústria e Comércio Ltda., cujo capital social seria integralizado com os ativos 
constantes do estabelecimento filial. Antes da formalização da cisão, transferiu-se para 
a filial todo o estoque de produtos, que estava no estabelecimento matriz, sem 
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constantes do estabelecimento filial. Antes da formalização da cisão, transferiu-se para 
a filial todo o estoque de produtos, que estava no estabelecimento matriz, sem 
recolhimento de ICMS. Após a cisão, a fiscalização estadual lavrou auto de infração e 
imposição de multa contra a Estrela do Norte Ltda., exigindo o recolhimento do 
imposto sobre a mencionada transferência do estoque. Os sócios da Estrela do Norte 
Ltda. consultam-no para saber se é devido o imposto e se a operação, da forma como 
foi organizada, caracteriza fraude fiscal. Qual seu aconselhamento?
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