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Vigilância epidemiológica em saúde

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1 
 
 
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA EM SAÚDE 
Professora Julita Simone Therezinha Rentschler 
 
Uma definição muito comum e bastante difundida da epidemiolo-
gia foi proposta conceituando este campo do conhecimento como o estu-
do da distribuição e dos determinantes de estados ou eventos relaciona-
dos à saúde em populações específicas, e a aplicação desses estudos no 
controle dos problemas de saúde. 
 
No campo da saúde coletiva, portanto, são inúmeras as aplicações 
do conhecimento epidemiológico, particularmente as que estão articula-
das ao planejamento e à avaliação dos serviços de saúde. 
 
No caso brasileiro, os modelos assistenciais estabelecidos a partir 
do Sistema Único de Saúde (SUS) têm colocado a epidemiologia como eixo 
estruturante para suas estratégias de gestão. 
 
O uso da epidemiologia nos serviços de saúde é previsto em lei, 
tendo, portanto, suporte no campo jurídico-legal. A Lei 8.080 de 1990, em 
seu capítulo II, artigo 7º, diz que, no desenvolvimento de ações e serviços 
de saúde, deve haver "a utilização da epidemiologia para o estabelecimen-
to de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática". 
 
Segundo esta lei ainda entende-se por vigilância epidemiológica 
um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou 
 
2 
 
 
prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicio-
nantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e 
adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. Estu-
do ordenado das causas e efeitos biológicos e sociais das doenças em po-
pulações humanas, tendo a comunidade e não o indivíduo como unidade 
de interesse. 
 
 Atividades desenvolvidas: 
 
• coleta de dados; 
• processamento dos dados coletados; 
• análise e interpretação dos dados processados; 
• recomendação das medidas de controle apropriadas; 
• promoção das ações de controle indicadas; 
• avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas; 
• divulgação de informações pertinentes. 
 
É na Atenção Básica / Saúde da Família o local privilegiado para o 
desenvolvimento da vigilância epidemiológica. 
 
A finalidade maior da vigilância em saúde vem a ser recomendar, 
sobre bases científicas, as medidas oportunas que levem à prevenção e ao 
controle das doenças. 
 
 
 
 
3 
 
 
Na Odontologia, a vigilância em epidemiologia tem objetivo de: 
 
 Estudar a distribuição dos problemas; 
 Diagnosticar e medir as necessidades; 
 Avaliar as atividades dos serviços de Odontologia; 
 Abordar aspectos referentes aos fatores de risco; 
 Produzir dados para comparações em momentos futuros. 
 
O inquérito de necessidades em saúde bucal orienta a coleta de 
dados para a posterior análise e tomada de decisões no planejamento da 
atenção individual e coletiva. É um instrumento de Vigilância Epidemioló-
gica utilizado com a finalidade de planejamento das ações de saúde bucal, 
subsidiando o agendamento para o atendimento individual e orientando a 
frequência da participação nos procedimentos coletivos. 
 
Trata-se de um indicador individual que gera uma classificação co-
letiva. Possibilita uma configuração quantificada e qualificada das necessi-
dades de atenção dos grupos, dividindo as necessidades da população em 
categorias de acordo com a complexidade e o tipo de recurso humano re-
querido. (Cirurgião dentista, Agente Comunitário de Saúde, Auxiliar de 
Consultório Dentário e Técnico de Higiene Bucal). 
 
Segundo a OMS, 1999 os grupos populacionais de interesse são: 
 
 18 a 36 meses – bebês 
 5 anos: dentição decídua 
 
4 
 
 
 12 anos: idade de transição da dentição – comparações in-
ternacionais 
 15 anos: Os dentes permanentes já estão na boca por um 
período de 3 a 9 anos 
 35 a 44 anos: adultos 
 65 a 74 anos: idosos - verificação das necessidades de tra-
tamento e controle dos efeitos gerais dos cuidados em saú-
de bucal. 
 
O levantamento epidemiológico é uma pesquisa de campo feita 
em uma determinada área para identificar os problemas de saúde da po-
pulação. Através deste estudo é possível propor um plano de tratamento 
adequado e eficaz diretamente voltado para resolver os problemas diag-
nosticados neste levantamento. Enfim, o problema de uma comunidade é 
identificado e as ações de saúde podem ser desenvolvidas diretamente 
naquele foco de deficiência encontrado, sendo assim um trabalho de ex-
trema importância. 
 
Os levantamentos básicos de saúde bucal fornecem uma base im-
portante para a estimação do estado atual da saúde bucal de uma popula-
ção e suas necessidades futuras de cuidados de saúde bucal. Eles produ-
zem dados básicos confiáveis para o desenvolvimento de programas naci-
onais ou regionais de saúde bucal e para o planejamento do número e do 
tipo apropriado de pessoal. 
 
 
 
5 
 
 
A cárie dentária é possivelmente a doença mais prevalente em to-
do o mundo. A doença periodontal, alterações de oclusão dentária e ou-
tros agravos de saúde bucal também são problemas de saúde pública e 
afetam extensamente a população. O planejamento em saúde demanda 
conhecer o impacto das doenças bucais na população; também é necessá-
rio conhecer os determinantes que influenciam na sua distribuição. 
 
Em saúde bucal, o índice mais utilizado para um levantamento 
epidemiológico é o CPO-D, que é o índice de ataque de cárie. 
 
Índices CPO 
 
O Índice de ataque de Cárie originalmente formulado por Klein e 
Palmer em 1937, conhecido pelas iniciais CPO permanece sendo o mais 
utilizado em todo mundo, mantendo-se como o ponto básico de referen-
cia para o diagnóstico das condições dentais e para formulação e avaliação 
de programas de saúde bucal. 
 
Quando a unidade de medida é o dente temos o índice CPO-D, ou 
seja, Dentes Cariados, Perdidos e Obturados. Ainda que a denominação 
mais correta, neste último caso seja "Restaurado", para efeitos do índice 
se mantém a inicial "O" como uma concessão à sua melhor sonoridade. 
 
Para a dentição temporária os índices são identificados com minúsculas, 
denominando-se respectivamente ceo-d e ceo-s. Assim, o índice ceo-d é o 
correspondente ao CPO-D em relação à dentição decídua, mas inclui só os 
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sonoridade&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Denti%C3%A7%C3%A3o_dec%C3%ADdua
 
6 
 
 
dentes cariados (c), com extração indicada (e) e obturados (o), excluindo 
os extraídos devido às dificuldades em separar os que o foram por causa 
de cárie dos perdidos pelo processo natural de esfoliação dentária. 
 
CPO aos 12 anos de idade é o padrão para comparação internacio-
nal, pois reflete o ataque de cárie logo no começo da dentição permanen-
te. Os valores do índice correspondem aos seguintes graus de severidade: 
muito baixo ( 1,1), baixo ( 2,6), moderado ( 4,4), alto ( 6,5) e muito alto 
(6,6 e mais).Valores elevados indicam más condições de saúde bucal da 
população, frequentemente associadas a condições socioeconômicas des-
favoráveis, a dificuldade de acesso aos serviços e a hábitos deletérios, co-
mo alto consumo de açúcares. Também pode indicar limitado acesso ao 
flúor. 
 
No Brasil, na área da saúde bucal, já houve quatro grandes levan-
tamentos epidemiológicos de âmbito nacional realizados nos anos de 
1986, 1996, 2003 e 2010. Este último, concluído em 2011, levantou dados 
primários das condições: cárie dentária, condição periodontal, traumatis-
mo dentário, oclusão dentária, fluorose dentária, edentulismo (uso e ne-
cessidade de prótese), condição socioeconômica, utilização de serviços 
odontológicos e autopercepção de saúde bucal. 
 
A cárie dentária continua sendo o principal problema de saúde bu-
cal dos brasileiros, mas a situação melhorou entre 2003 e 2010. Segundo 
levantamento epidemiológico com índice CPO-D realizado em 2003 pelo 
 
 
7 
 
 
Ministério da Saúde o valor era de 2,8. Em 2010 estenúmero caiu para 
2,1. Isto quer dizer que: 
 Proporção de crianças livres de cárie aos 12 anos cresce de 
31% para 44%; 
 Isso significa que cerca de 1,6 milhões de dentes deixaram de 
ser afetados pela cárie em crianças dessa faixa etária, entre 2003 e 
2010. 
 Hoje, 1,4 milhões de crianças não têm nenhum dente cariado 
na boca – aumento de 30% em relação a 2003. 
 
Este levantamento também foi realizado nas outras faixas etárias e 
houve também significativa redução deste índice. 
 
Lembrando as competências, de acordo com a PORTARIA 
Nº 648/GM DE 28 DE MARÇO DE 2006, cabe ao ASB participar na realiza-
ção de levantamentos e estudos epidemiológicos, exceto na categoria de 
examinador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
Guia de Vigilância Epidemiológica - © 2005. Ministério da Saúde 
pt.wikipedia.org/wiki/Índice_CPO 
http://www.odontomagazine.com.br/ 
SOUSA, MLR & ANTUNES, JLF – Epidemiologia e Saúde Bucal. 
http://www.odontomagazine.com.br/

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