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PATOLOGIAS 
FACIAIS
Prof.ª: Janaína Alves
janaina.fernandes@ulife.br
ACNE
A acne vulgar é uma dermatose crônica e imunomediada
que acomete o folículo pilossebáceo, causada pela
bactéria anaeróbia cutisbacterium acne.
Ela é multifatorial, pois há interação complexa de fatores
como: alteração hormonal androgênica, predisposição
genética, hipersecreção sebácea levando à produção
exagerada de sebo, alteração da composição do sebo,
aumento da queratinização folicular levando à formação
dos comedões abertos e fechados, alterações na flora
microbiana e inflamação dérmica periglandular.
Há vários fatores que interagem para o desenvolvimento
da acne e basicamente quatro estão presentes:
hipersecreção sebácea, hiperqueratinização do folículo
pilossebáceo, colonização bacteriana e liberação de
mediadores inflamatórios no folículo e na derme
adjacente.
OBSTRUÇÃO DO FOLÍCULO 
PILOSO
O acúmulo de queratina da
camada córnea, obstrui o orifício
folicular, isso ocorre devido à
dificuldade do corneócito
descamar, impedindo a saída do
sebo produzido pelas glândulas
sebáceas.
O aumento contínuo dessa
queratina leva à formação dos
comedões. O acúmulo dessa
queratina e corneócitos é chamado
de hiperqueratinização.
HIPERSECREÇÃO 
SEBÁCEA
Associada à oclusão do canal folicular, a hipersecreção
sebácea é um fator fundamental na formação da acne, as
glândulas sebáceas estão diretamente sob influência dos
hormônios. Na puberdade, a ação principalmente dos
andrógenos, produzidos pelos ovários, testículos e adrenais,
influenciam uma maior produção de sebo que é composto de
colesterol, cera, ésteres, esteróides, esqualeno e triglicérides
que aprisionados pela hiperqueratinização da camada córnea,
ocasionam a formação dos comedões.
GRAU I - COMEDOGÊNICA
Forma mais simples e discreta
de Acne. Sua forma polimórfica
associa lesões inflamatórias e
não-inflamatória.
Predominância de comedões
abertos e/ou fechados.
GRAU II - PÁPULO-PUSTULOSA
Comedões abertos e/ou
fechados, com predominância
de lesões pápula-pustulosas,
com reação inflamatória.
GRAU III - NÓDULO-CÍSTICA
Presença maior de cistos,
nódulos, intensa inflamação e
as lesões dos graus anteriores.
Forma grave de acne, medida
pelo número e tamanho de
seus elementos (10 lesões, no
mínimo, de até 4 mm de
diâmetro) e resistente à
terapêutica habitual.
GRAU IV - CONGLOBATA
Tipo mais grave e incomum de
acne. Predispõe a formação de
lesões císticas grandes e
fenômenos inflamatórios
exacerbados. Caracteriza-se
pela presença de múltiplos
abscessos interconectados e
cicatrizes.
GRAU V - FULMINANTE
Presença de cicatrizes profundas,
intensa inflamação e as lesões dos
graus anteriores. Pode existir casos
com lesões queloidianas
inestéticas e permanentes.
Observada quase que
exclusivamente no sexo masculino,
sua manifestação cutânea
assemelha-se à da acne
conglobata, entretanto, vem
acompanhada das seguintes
manifestações clinicas: Febre,
poliartralgias e hiperleucocitose.
ROSÁCEA
Rosácea Eritemato-
telangectásica: 
É uma das mais severas
e produz vermelhidão súbita
e intensa da testa, bochechas
e nariz.
Rosácea Pustular: 
A vermelhidão é menor e em etap
as, vem acompanhada 
do aparecimento de espinhas 
muito pequenas.
Rosácea Fimatosa: 
Apresenta o engrossamento das
camadas da pele do nariz.
Rosácea ocular:
Causa coceira e irritação nos
olhos.
FATORES CAUSADORES DA ROSÁCEA
EXPOR-SE AO SOL POR 
UM TEMPO 
PROLONGADO
COMER ALIMENTOS MUITO 
PICANTES OU QUENTES
UTILIZAR MAQUIAGEM QUE 
CONTENHA SUBSTÂNCIAS 
IRRITANTES, COMO ÁLCOOL;
FUMAR
INGERIR BEBIDAS ALCOÓLICAS VENTO FORTE
PRATICAR EXERCÍCIOS 
INTENSOS
DISCROMIAS
ACROMIA
ALBINISMO
O albinismo oculocutâneo é uma desordem genética na qual
ocorre um defeito na produção da melanina, pigmento que
dá cor a pele, cabelo e olhos.
Não é incomum encontrar albinos na faixa dos 20 a 30 anos
com câncer da pele avançado, especialmente aqueles que
moram em regiões quentes e se expõem de forma
prolongada e intensa à radiação solar.
Atualmente, existem 7 genes envolvidos no albinismo. Em
cada um dos genes identificados, diferentes mutações podem
ocorrer, o que determina uma grande variabilidade na
apresentação clínica. No albinismo oculocutâneo tipo I, por
exemplo, existe ausência completa da produção de melanina,
sendo o quadro clínico mais intenso, com pele e cabelos
totalmente brancos e graves alterações oculares. Já no
albinismo oculocutâneo tipo II, forma mais frequente no
Brasil, a deficiência de melanina é parcial, assim sendo, pele e
cabelo apresentam algum grau de pigmentação.
ALBINISMO
HIPOCROMIA
VITILIGO
O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da
coloração da pele. As lesões formam-se devido à
diminuição ou à ausência de melanócitos nos locais
afetados. As causas da doença ainda não estão claramente
estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar
associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas
emocionais podem estar entre os fatores que
desencadeiam ou agravam a doença.
A doença é caracterizada por lesões cutâneas de
hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com
uma distribuição característica. O tamanho das manchas é
variável.
VITILIGO
PITIRÍASE 
RÓSEA
Erupção cutânea que, às vezes, começa como uma grande
mancha no peito, na barriga ou nas costas seguida por um
padrão de lesões menores.
A causa da pitiríase rósea não é bem compreendida, mas
pode ser desencadeada por uma infecção viral.
Este problema causa erupções cutâneas generalizadas com
leve coceira no tronco e na parte superior das pernas e dos
braços.
A pitiríase rósea geralmente desaparece por conta própria.
Cremes de esteroides, anti-histamínicos e, em casos raros,
medicamentos antivirais podem ajudar.
PITIRÍASE RÓSEA
PITIRÍASE 
VERSICOLOR
Pitiríase Versicolor é uma micose superficial da pele
causada por fungos do gênero Malassezia, que são
leveduras que habitam o folículo piloso sem causar doença.
Também é conhecida popularmente como “pano
branco”. Quando existem condições favoráveis para o
crescimento do fungo, ele consegue invadir a pele e causar
as lesões características. Os fatores externos que facilitam a
infecção são o calor e a umidade. Existem também fatores
do hospedeiro que a favorecem: a desnutrição, a sudorese
excessiva e o uso de anticoncepcionais, de corticoides e/ou
de imunossupressores.
Está presente no mundo todo e atinge todas as faixas
etárias, sendo mais frequente em adolescentes e adultos
jovens, pois estes têm maior atividade da glândula sebácea.
PITIRÍASE VERSICOLOR
HIPERCROMIA
MELANODÉRMICA
MANCHA
RADIAÇÃO
UV
DESEQUILÍBRIO
DA TIROSINASE
Superprodução
de melanina
1
TURN OVER
CELULAR
LENTA
Distribuição
desordenada de melanina
2
EFÉLIDES (SARDAS)
NEVOS PIGMENTARES 
(SINAIS)
LENTIGOS OU 
MELANOSES 
SOLARES
Distúrbio hiperpigmentar considerado como a marca do
dano causado pela exposição solar e o processo de
envelhecimento. Ela surge especialmente em áreas que
ficam expostas ao sol no dia a dia, como colo e dorso das
mãos, já que a exposição à radiação UV resulta no aumento
da produção de melanina, podendo levar ao
desenvolvimento dessas lesões hiperpigmentadas. São
máculas marrom-claro a escuro.
LENTIGOS OU 
MELANOSES SOLARES
HIPERPIGMENTAÇÃO 
ADQUIRIDA
Lentigos Senis – Muito semelhante as melanoses solares
são uma mistura de lesão hipopigmentadas, lesões
pigmentadas na superfície do tecido epitelial e flacidez
tissular.
O lentigo apresenta coloração castanho-claro, escura ou
negra e surge em regiões do corpo mais expostas ao sol,
como a face, o dorso das mãos e dos braços, colo e os
ombros.
HIPERPIGMENTAÇÃO ADQUIRIDAS
MELASMA 
E 
CLOASMA
É uma hipermelanose comum, adquirida, simétrica,
caracterizada por maculas acastanhadas, mais ou menos escuras,
de contornos irregulares, mas limites nítidos, nas áreas
fotoexpostas, especialmente, face, fronte, têmporas e mais
raramente no nariz, pálpebras, mento, membros superiores e
colo.
A causa do melasma ainda é largamente debatida,e os fatores
patogênicos potenciais incluem a influência dos UV’s
(Ultravioletas), o efeito hiperpigmentador de alguns cosméticos,
predisposição genética, hormonioterapia e gravidez. Estrógenos
e possivelmente progestógenos podem desencadear melasma.
Acomete geralmente mulheres em idade fértil, com fototipos
intermediários (pele castanha e parda), de origem hispânica ou
oriental, habitantes de regiões tropicais, sendo mais frequente
entre latinos, porém de rara ocorrência em homens.
MELASMA E CLOASMA
PÓS 
INFLAMATÓRIA 
E
PÓS TRAUMÁTICA
Surge como uma resposta à inflamação que pode ter sido
causada por: acne, dermatite, psoríase e pode ser causada
também por algum tipo de lesão como por exemplo um
machucado, dermoabrasão, peelings químicos ou terapias a
laser.
Em geral aparecem em forma de manchas planas delimitadas
e escuras. Estas máculas podem variar em cor de rosa a
vermelho, marrom ou preto, dependendo do tom da pele e
da profundidade da coloração.
Homens e mulheres são igualmente suscetíveis à
hiperpigmentação pós-inflamatória.
PÓS INFLAMATÓRIAS E PÓS TRAUMÁTICAS
POIQUILODERMIA 
DE CIVATTE
A Poiquilodermia de Civatte é uma condição caracterizada
por hiperpigmentação, telangiectasias e atrofia que acomete
predominantemente o pescoço e a face de forma simétrica,
poupando a área encoberta pelo mento.
A sua ocorrência é associada à predisposição genética, à
exposição cumulativa ao sol, ao processo de envelhecimento,
à hipersensibilidade de contato e a fatores hormonais.
Os tratamentos atualmente preconizados baseiam-se na
utilização de sistemas de luzes que atuam através do
princípio da fototermólise seletiva, isto é, dano térmico
confinado a alvos específicos no tecido.
Estudos clínicos mostram bons resultados no tratamento da
poiquilodermia de Civatte com a luz intensa pulsada, porém
não descrevem se estes resultados são acompanhados por
alterações histopatológicas correspondentes.
POIQUILODERMIA DE CIVATTE
NÃO 
MELANODÉRMICA
OCRONOSE
Descrito como ocronose, este é um quadro que pode
se dividir em dois tipos: exógena e endógena.
A forma endógena é uma doença rara, hereditária,
provocada pelo acúmulo de uma substância – o ácido
homogentísico – no sangue e nos órgãos, causando
danos nas cartilagens e ao coração, pedra nos rins,
urina escura, manchas, entre outros.
A forma exógena se parece com a endógena, mas
atinge somente a pele. É causada por algumas
substâncias com o Resorcinol, fenol, mercúrio, quinina
injetável e remédios para malária, de uso oral. Porém,
o maior índice de casos são provocados pela
hidroquinona, um produto usado para clarear
manchas de pele cujo uso é muito frequente.
OCRONOSE
CÂNCER DE PELE
O câncer da pele é a neoplasia de maior incidência no Brasil. Compreender as atitudes que
influenciam a proteção e a exposição aos raios solares é extremamente importante para sua
prevenção.
Os jovens, em particular, constituem um grupo vulnerável à exposição solar inadequada, seja pela
influência de fatores estéticos, seja pela maior atividade física ao ar livre.
Entre os fatores de risco que contribuem para a gênese das lesões de pele, fatores genéticos,
história familiar de câncer da pele e radiação ultravioleta (UV) já estão bem definidos.
Os raios UV, além de facilitar mutações gênicas, exercem efeito supressor no sistema imune
cutâneo. Em geral, no caso do melanoma, a história pessoal ou familiar dessa neoplasia representa
o maior fator de risco. A utilização de fotoprotetores como forma efetiva de proteção tem sido
amplamente discutida na literatura, sendo recomendada para prevenção de todas as neoplasias da
pele.
MELANOMA
O câncer de pele melanoma pode
aparecer em qualquer parte do
corpo, na pele ou mucosas, na
forma de manchas, pintas ou sinais.
Em pessoas de pele negra, ele é
mais comum nas áreas claras, como
palmas das mãos e plantas dos pés.
Embora o câncer de pele seja o
mais frequente no Brasil e
corresponda a cerca de 30% de
todos os tumores malignos
registrados no país, o melanoma
representa apenas 3% das
neoplasias malignas do órgão.
É o tipo mais grave, devido à sua
alta possibilidade de provocar
metástase (disseminação do câncer
para outros órgãos). O prognóstico
desse tipo de câncer pode ser
considerado bom se detectado em
sua fase inicial.
NÃO 
MELANOMA
O câncer de pele não melanoma, mais
comum no Brasil, tem alta chance de cura,
desde que seja detectado e tratado
precocemente. Entre os tumores de pele,
o não melanoma é o mais frequente e
de menor mortalidade, mas pode deixar
mutilações bastante expressivas se não for
tratado adequadamente.
O câncer de pele não melanoma apresenta
tumores de diferentes tipos. Os mais
frequentes são: Basocelular ou
Espinocelular.
CARCINOMA BASOCELULAR
O mais comum e também o
menos agressivo: se caracteriza
por uma lesão (ferida ou
nódulo), e apresenta evolução
lenta.
CARCINOMA ESPINOCELULAR
Também surge por meio de
uma ferida ou sobre uma
cicatriz, principalmente
aquelas decorrentes de
queimadura. A maior
gravidade do carcinoma
espinocelular se deve à
possibilidade de apresentar
metástase (espalhar-se para
outros órgãos).
SINTOMAS DO CÂNCER DE PELE
Manchas pruriginosas (que 
coçam), descamativas ou 
que sangram.
Sinais ou pintas que mudam 
de tamanho, forma ou cor.
Feridas que não cicatrizam 
em 4 semanas.
O câncer de pele ocorre principalmente nas
áreas do corpo que são mais expostas ao sol,
como rosto, pescoço e orelhas. Se não
tratado adequadamente, pode destruir essas
estruturas.
Assim que perceber qualquer sintoma ou sinal, 
procure o mais rapidamente o profissional de 
saúde especialista para confirmar diagnóstico e 
iniciar o tratamento.

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