Buscar

RESUMO PENAL III

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 9 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 6, do total de 9 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 9, do total de 9 páginas

Prévia do material em texto

RESUMODIREITO PENAL - III
Teoria Geral das Penas (Lei de Execuções Penais - LEP 7210)
1º Fase: Pré Processual (IP)
2º Fase: Processual (Ação Penal)
3º Fase: Pós Processo (Fase da Execução)
Existem 3 tipos de Penas
Privativa de liberdade / PenaRestritiva de Direito /Multa
Pena de Liberdade
●Reclusão:Regime Inicial/ Fechado/Semiaberto/ Abeto.
●Detenção:Nunca regime fechado, Aberto/Semiaberto.
●Prisão Simples: Contravenção Penal
Regimes Prisionais
●Fechado: Prisão de segurança máxima, sem liberdade
alguma. (diabão).
●Semiaberto: Colônia agrícola, direito a saidinhas
temporárias (agente não tão violento).
●Aberto: Trabalha e Estuda, fica na sua própria casa
(anjinho).
⚠ Reincidência (Art 64 CP): Trânsito em Julgado: o agente
pratica novo crime depois do trânsito em julgado de crime no
período de 5 anos, não pode ser posterior aos 5 anos do trânsito
em julgado.
Reincidência Depuradora: Entre a data do cumprimento da
pena e a da infração posterior não pode ter decorrido período de
tempo superior a 5 (cinco) anos.
Crime 1: Processo/Transitou em Julgado.
●Crime 2:Novo crime .
●Aberto: Trabalha e Estuda, fica na sua própria casa
(anjinho).
Art. 64 - Para efeito de reincidência:
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do
cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior
tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos,
computado o período de prova da suspensão ou do
livramento condicional, se não ocorrer revogação:
II - não se consideram os crimes militares próprios e
políticos.
- Sistema Progressivo: Vai progredindo os regimes de acordo
com a conduta e os benefícios como estudo e trabalho.
Presume-se que a pessoa esteja ressocializando.
FECHADO → SEMIABERTO →ABERTO
- Sistema de Regressão: Volta para o regime fechado.
Regime Inicial Reclusão: 1ª Critério quando fixada a pena.
●Fechado: + de 8 anos de pena - Obrigatoriamente.
(1ºcritério)
●Semiaberto: + de 4 anos até 8 anos de pena (poderá), ser for
reincidente é fechado. (2ºcritério)
●Aberto: Até 4 anos (poderá), ser for reincidente é fechado.
●3 Critério Fixação da pena (Art. 59) O juiz, atendendo à
culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e
conseqüências do crime, bem como ao comportamento da
vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente
para reprovação e prevenção do crime:
I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;
II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites
previstos;
III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de
liberdade;
IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada,
por outra espécie de pena, se cabível.
Proibição fixação de regime + gravoso.
●Gravidade em abstrato do crime praticado.
●Hediondez - praticou com hediondez ‘’ não é justificativa
isolada’’ (Tortura/Estupro/Genocídio).
Regime Inicial: 1ª Critério quando fixada a pena.
●Semiaberto: + de 4 anos.
●Aberto: Até 4 anos (poderá chegar até).
Exame Criminológico: Realizado para defesa social, visando
avaliar o preso que está em regime fechado, para saber se está
apto a progredir para o regime aberto ou liberdade condicional e
voltar a viver em sociedade. O exame é realizado por psicólogos,
psiquiatras e assistentes sociais do sistema prisional. É
obrigatório somente em regime fechado. (Juiz tem que
justificar o porque está pedindo).
Benefícios para progressão de regime
Trabalho Preso: É obrigatório (mas quase não tem vaga),. Carga
horária de 6h á 8h (folga aos domingos e feriados) Tem direito a
salário.
Trabalhos Internos: Oficinas de trabalho, manutenções dentro
da prisão, deposita-se o pecúlio.
Trabalho Externo: Possível para quem cumpre regime fechado e
semiaberto. Geralmente em obras, tem que cumprir
determinados requisitos, tem que sermonitorados.
Pag. 1
RESUMODIREITO PENAL - III
Regimes fechados empregos diferentes (quase nunca os
fechados conseguem empregos).
Aberto:Requisito é já esta trabalho, vai para o que tiver vaga.
Remição - Art 126 LEP.
●Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime
fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por
estudo, parte do tempo de execução da pena.
§ 1º A contagem de tempo referida no caput será feita à
razão de
I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência
escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusive
profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação
profissional - divididas, nomínimo, em 3 (três) dias;
II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho.
§ 2º As atividades de estudo a que se refere o § 1o deste
artigo poderão ser desenvolvidas de forma presencial ou
por metodologia de ensino a distância e deverão ser
certificadas pelas autoridades educacionais competentes
dos cursos frequentados.
§ 3º Para fins de cumulação dos casos de remição, as horas
diárias de trabalho e de estudo serão definidas de forma a
se compatibilizarem.
§ 4º O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no
trabalho ou nos estudos continuará a beneficiar-se com a
remição.
§ 5º O tempo a remir em função das horas de estudo será
acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino
fundamental, médio ou superior durante o cumprimento
da pena, desde que certificada pelo órgão competente do
sistema de educação.
§ 6º O condenado que cumpre pena em regime aberto ou
semiaberto e o que usufrui liberdade condicional poderão
remir, pela frequência a curso de ensino regular ou de
educação profissional, parte do tempo de execução da pena
ou do período de prova, observado o disposto no inciso I do
§ 1o deste artigo.
§ 7º O disposto neste artigo aplica-se às hipóteses de prisão
cautelar.
§ 8º A remição será declarada pelo juiz da execução,
ouvidos oMinistério Público e a defesa.
Trabalho: É possível pra quem tá no regime
fechado/semiaberto/presos provisórios. A cada 3 dias
trabalhados remi 1 da pena, dia de atestado médico é contado
como dia trabalhado. Oficinas de artesanato que seja
fiscalizadas pelo presídio.
Estudo: Pode ser ensino médio, cursos técnicos etc. Desde que
seja reconhecidos pelo MEC. Pode ser feito a distância ou
presencial. Todos os regimes podem praticar. A cada 15h dividido
em nomínimo 3 dias, terá dia remido na pena. Não pode estudar
mais que 4 horas por dia. A cada conclusão durante o período de
cumprimento de pena + acréscimo de⅓ dias remidos. (Estuda 90
dias e ganha + 30) → Plus.
⚠ Pode trabalhar e estudar ao mesmo tempo e ganhar
remição pelos 2, desde que umnão interfira no outro.
●Quando pratica falta grave. Cometer um crime lá,
portar celular art 127 LEP o juiz poderá revogar até ⅓
dos dias remidos que possui.
Regulamento CNJ Oficinas de leitura: Remi até 48 dias da
pena por ano, pode ler até 12 obras, remi 4 dias. Art 44 LEP As
obras são pré estabelecidas pelo autor.
Permissão - Autorização das Saidinhas LEP
Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime
fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão
obter permissão para sair do estabelecimento, mediante
escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:
I - falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira,
ascendente, descendente ou irmão;
II - necessidade de tratamento médico (parágrafo único do
artigo 14).
Parágrafo único. A permissão de saída será concedida
pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso.
Art. 121. A permanência do preso fora do estabelecimento
terá a duração necessária à finalidade da saída.
Permissão de Saída Regime fechado / semiaberto
sempre com escolta (administrado pelo diretor do
presídio) Tratamento de doenças graves e morte do
Cônjuge, Companheiro, Ascendente ouDescendente
e Irmão CADI.
Saída Temporária (saidinha) 121 A 125 LEP
Art. 122. Os condenados que cumprem pena em regime
semi-aberto poderão obter autorização para saída
temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, nos
seguintes casos:
I - visita à família;
II - freqüência a curso supletivo profissionalizante, bem
como de instruçãodo 2º grau ou superior, na Comarca do
Juízo da Execução;
III - participação em atividades que concorram para o
retorno ao convívio social.
Parágrafo único. A ausência de vigilância direta não
Pag. 2
RESUMODIREITO PENAL - III
impede a utilização de equipamento de monitoração
eletrônica pelo condenado, quando assim determinar o juiz
da execução.
§ 1º A ausência de vigilância direta não impede a utilização
de equipamento demonitoração eletrônica pelo condenado,
quando assim determinar o juiz da execução.
§ 2º Não terá direito à saída temporária a que se refere o
caput deste artigo o condenado que cumpre pena por
praticar crime hediondo com resultadomorte.
Art. 123. A autorização será concedida por atomotivado do
Juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a
administração penitenciária e dependerá da satisfação dos
seguintes requisitos:
I - comportamento adequado;
II - cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o
condenado for primário, e 1/4 (um quarto), se reincidente;
III - compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.
Art. 124. A autorização será concedida por prazo não
superior a 7 (sete) dias, podendo ser renovada por mais 4
(quatro) vezes durante o ano.
Parágrafo único. Quando se tratar de frequência a curso
profissionalizante, de instrução de 2º grau ou superior, o
tempo de saída será o necessário para o cumprimento das
atividades discentes.
§ 1º Ao conceder a saída temporária, o juiz imporá ao
beneficiário as seguintes condições, entre outras que
entender compatíveis com as circunstâncias do caso e a
situação pessoal do condenado:
I - fornecimento do endereço onde reside a família a ser
visitada ou onde poderá ser encontrado durante o gozo do
benefício;
II - recolhimento à residência visitada, no período noturno;
III - proibição de frequentar bares, casas noturnas e
estabelecimentos congêneres.
§ 2º Quando se tratar de frequência a curso
profissionalizante, de instrução de ensino médio ou
superior, o tempo de saída será o necessário para o
cumprimento das atividades discentes.
§ 3º Nos demais casos, as autorizações de saída somente
poderão ser concedidas com prazo mínimo de 45 (quarenta
e cinco) dias de intervalo entre uma e outra.
Art. 125. O benefício será automaticamente revogado
quando o condenado praticar fato definido como crime
doloso, for punido por falta grave, desatender as condições
impostas na autorização ou revelar baixo grau de
aproveitamento do curso.
Parágrafo único. A recuperação do direito à saída
temporária dependerá da absolvição no processo penal, do
cancelamento da punição disciplinar ou da demonstração
domerecimento do condenado.
●Permissão da Saída Temporária: Somente regime aberto,
sem escolta judicial (juiz da execução). O monitoramento
em tornozeleira. Tem que preencher determinados
requisitos como: bom comportamento carcerário. Ter
cumprido ⅙ primário, ¼ reincidente. Poderá ter direito a
saída temporária, para visitas familiares direito a 5x ao
ano por 7 dias intervalomínimo entre cada um é de 45 dias.
Para estudar e participar de atividades que promoverá sua
ressocialização, recebe um documento chamado salvo
conduto, juiz estabelecerá as regras (honorários, não pode
ir no inferninho (puteiro, balada e�) e deverá ter endereço
fixo, se for encontrado nesses lugares indevidos ou cometer
outros crimes, perderá o direito de saidinha temporária e
voltará para o fechado (mas antes disso terá a audiência de
justificativa para explicar omotivo do porque estava lá).
●Falta grave: A prática de falta grave (fuga, desacato, posse
de celular, posse de substância entorpecente, etc) provoca a
regressão de regime, a perda dos dias remidos (Súmula
Vinculante n. 09 – STF), podendo ainda ensejar a
interrupção da contagem do prazo para novos benefícios.
Perderá os seus direitos quando vir progressão de remite
tem que vê a data que ele praticou o crime As faltas graves
estão previstas nos artigos 50, 51 e 52 da LEP.
Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa
de liberdade que:
I - incitar ou participar de movimento para subverter a
ordem ou a disciplina;
II - fugir;
III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender
a integridade física de outrem;
IV - provocar acidente de trabalho;
V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas;
VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do
artigo 39, desta Lei.
VII – tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho
telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação
com outros presos ou com o ambiente externo.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, no que
couber, ao preso provisório.
Art. 51. Comete falta grave o condenado à pena restritiva de
direitos que:
I - descumprir, injustificadamente, a restrição imposta;
Pag. 3
RESUMODIREITO PENAL - III
II - retardar, injustificadamente, o cumprimento da
obrigação imposta;
III - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do
artigo 39, desta Lei.
Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso
constitui falta grave e, quando ocasione subversão da
ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provisório, ou
condenado, sem prejuízo da sanção penal, ao regime
disciplinar diferenciado, com as seguintes cara�erísticas:
I - duração máxima de trezentos e sessenta dias, sem
prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de
mesma espécie, até o limite de um sexto da pena aplicada;
II - recolhimento em cela individual;
III - visitas semanais de duas pessoas, sem contar as
crianças, com duração de duas horas;
IV - o preso terá direito à saída da cela por 2 horas diárias
para banho de sol.
§ 1º O regime disciplinar diferenciado também poderá
abrigar presos provisórios ou condenados, nacionais ou
estrangeiros, que apresentem alto risco para a ordem e a
segurança do estabelecimento penal ou da sociedade.
§ 2º Estará igualmente sujeito ao regime disciplinar
diferenciado o preso provisório ou o condenado sob o qual
recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou
participação, a qualquer título, em organizações
criminosas, quadrilha ou bando.
Tabela
16% - Crimes sem violência ou grave ameaça é primário.
20% - Crime sem ameaça ou grave ameaça é reincidente.
25% - Crime com violência ou grave ameaça é primário.
30% - Crime com violência ou grave ameaça é reincidente.
40% - Crime hediondo ou equiparado 3T é primário = ⅖. (3 T =
tortura, trafico e terrorismo).
↪ O agente exerce comando de organização ou crime hediondo
(organização para prática).
↪ Condenado crime milícia privado (consiste em constituir,
organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar,
milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de
praticar qualquer dos crimes previstos no Código Penal.)
60% - Crimes hediondo ou equiparado é primário.
70 % Hediondo ou equiparado com resultado de morte é
reincidente nessa categoria ‘’diabão - pior de todos’’
Regressão - Art 118 LEP.
Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará
sujeita à forma regressiva, com a transferência para
qualquer dos regimesmais rigorosos, quando o condenado:
I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;
II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena,
somada ao restante da pena em execução, torne incabível o
regime (artigo 111).
§ 1° O condenado será transferido do regime aberto se, além
das hipóteses referidas nos incisos anteriores, frustrar os
fins da execução ou não pagar, podendo, a multa
cumulativamente imposta.
§ 2º Nas hipóteses do inciso I e do parágrafo anterior,
deverá ser ouvido previamente o condenado.
- Restritivas de Direito ou Alternativas: são uma alternativa
à prisão, ao invés de ficarem encarcerados, os condenados
sofrerão limitações em alguns direitos como forma de cumprir a
pena. Nesta forma de pena restritiva, o juiz determina que o
condenado efetuepagamento em dinheiro à vítima, aos seus
dependentes, ou à entidade pública ou privada com destinação
social,em montante não inferior a 1 salário mínimo e nem
superior a 360 salários mínimos. Há uma ordem de preferência
na lei, demodo que os valores serão destinados aos
dependentes se não puderem ser entregues à vítima (falecida,
por exemplo). Por sua vez, só poderão ser destinados a entidades
públicas ou privadas na ausência da vítima e dos dependentes.
De acordo com o texto legal, aliás, apenas as entidades
privadas que tenham destinação social é que podem ser
beneficiárias da prestação pecuniária.
CP - Art. 43. As penas restritivas de direitos são:
I - prestação pecuniária;
II - perda de bens e valores;
III - limitação de fim de semana.
IV - prestação de serviço à comunidade ou a entidades
públicas;
V - interdição temporária de direitos;
VI - limitação de fim de semana.
Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e
substituem as privativas de liberdade, quando:
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a
quatro anos e o crime não for cometido com violência ou
grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena
aplicada, se o crime for culposo;
II – o réu não for reincidente em crime doloso;
III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do condenado, bem como os motivos e as
circunstâncias indicarem que essa substituição seja
suficiente.
Pag. 4
RESUMODIREITO PENAL - III
§ 2º Na condenação igual ou inferior a um ano, a
substituição pode ser feita por multa ou por uma pena
restritiva de direitos; se superior a um ano, a pena privativa
de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva
de direitos emulta ou por duas restritivas de direitos.
§ 3º Se o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a
substituição, desde que, em face de condenação anterior, a
medida seja socialmente recomendável e a reincidência não
se tenha operado em virtude da prática domesmo crime.
§ 4º A pena restritiva de direitos converte-se em privativa
de liberdade quando ocorrer o descumprimento
injustificado da restrição imposta. No cálculo da pena
privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo
cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo
mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão.
§ 5o Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade,
por outro crime, o juiz da execução penal decidirá sobre a
conversão, podendo deixar de aplicá-la se for possível ao
condenado cumprir a pena substitutiva anterior.
Conversão das penas restritivas de direitos
Art. 45. Na aplicação da substituição prevista no artigo
anterior, proceder-se-á na forma deste e dos arts. 46, 47 e 48.
§ 1º A prestação pecuniária consiste no pagamento em
dinheiro à vítima, a seus dependentes ou a entidade pública
ou privada com destinação social, de importância fixada
pelo juiz, não inferior a 1 (um) saláriomínimo nem superior
a 360 (trezentos e sessenta) salários mínimos. O valor pago
será deduzido do montante de eventual condenação em
ação de reparação civil, se coincidentes os beneficiários.
§ 2º No caso do parágrafo anterior, se houver aceitação do
beneficiário, a prestação pecuniária pode consistir em
prestação de outra natureza.
§ 3º A perda de bens e valores pertencentes aos condenados
dar-se-á, ressalvada a legislação especial, em favor do
Fundo Penitenciário Nacional, e seu valor terá como teto – o
que for maior – o montante do prejuízo causado ou do
provento obtido pelo agente ou por terceiro, em
conseqüência da prática do crime.
Prestação de serviços à comunidade
ou a entidades públicas
Art. 46. A prestação de serviços à comunidade ou a
entidades públicas é aplicável às condenações superiores a
seis meses de privação da liberdade.
§ 1º A prestação de serviços à comunidade ou a entidades
públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao
condenado.
§ 2º A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em
entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos e
outros estabelecimentos congêneres, em programas
comunitários ou estatais.
§ 3º As tarefas a que se refere o § 1o serão atribuídas
conforme as aptidões do condenado, devendo ser cumpridas
à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação,
fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de
trabalho.
§ 4º Se a pena substituída for superior a um ano, é
facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva em
menor tempo (art. 55), nunca inferior à metade da pena
privativa de liberdade fixada.
Interdição temporária de direitos
Art. 47 - As penas de interdição temporária de direitos são:
I - proibição do exercício de cargo, função ou atividade
pública, bem como demandato eletivo; ]
II - proibição do exercício de profissão, atividade ou ofício
que dependam de habilitação especial, de licença ou
autorização do poder público;
III - suspensão de autorização ou de habilitação para
dirigir veículo.
IV – proibição de freqüentar determinados lugares.
V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou
exame públicos.
Limitação de fimde semana
Art. 48 - A limitação de fim de semana consiste na
obrigação de permanecer, aos sábados e domingos, por 5
(cinco) horas diárias, em casa de albergado ou outro
estabelecimento adequado.
Parágrafo único - Durante a permanência poderão ser
ministrados ao condenado cursos e palestras ou atribuídas
atividades educativas.
Lei de Execuções Penais - LEP
Art. 31. O condenado à pena privativa de liberdade está
obrigado ao trabalho na medida de suas aptidões e
capacidade.
Parágrafo único. Para o preso provisório, o trabalho não é
obrigatório e só poderá ser executado no interior do
estabelecimento.
Art. 32. Na atribuição do trabalho deverão ser levadas em
conta a habilitação, a condição pessoal e as necessidades
futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas
pelomercado.
Pag. 5
RESUMODIREITO PENAL - III
§ 1º Deverá ser limitado, tanto quanto possível, o
artesanato sem expressão econômica, salvo nas regiões de
turismo.
§ 2º Os maiores de 60 (sessenta) anos poderão solicitar
ocupação adequada à sua idade.
§ 3º Os doentes ou deficientes físicos somente exercerão
atividades apropriadas ao seu estado.
Art. 33. A jornada normal de trabalho não será inferior a 6
(seis) nem superior a 8 (oito) horas, com descanso nos
domingos e feriados.
Parágrafo único. Poderá ser atribuído horário especial de
trabalho aos presos designados para os serviços de
conservação emanutenção do estabelecimento penal.
Art. 34. O trabalho poderá ser gerenciado por fundação, ou
empresa pública, com autonomia administrativa, e terá por
objetivo a formação profissional do condenado.
§ 1º. Nessa hipótese, incumbirá à entidade gerenciadora
promover e supervisionar a produção, com critérios e
métodos empresariais, encarregar-se de sua
comercialização, bem como suportar despesas, inclusive
pagamento de remuneração adequada.
- Pena de Multa: É uma modalidade de sanção de caráter
patrimonial consistente na entrega de dinheiro ao fundo
penitenciário. Ao contrário do que ocorre com a pena restritiva
consistente na perda de bens; cujos os valores, conforme o CP art
45, § 3º, são revertidos ao Fundo Penitenciário Nacional
(regulamentado pela Lei Complementar n. 79/94), em relação à
pena de multa, o art. 49 CP refere-se genericamente a fundo
penitenciário, possibilitando que os Estados legislarem sobre o
tema, criando seus próprios fundos, a fim de obterem recursos
para construção e reforma de estabelecimentos prisionais,
aquisição de equipamentos destinados a referidas unidades etc.
No Estado de São Paulo, por exemplo, existe o FUNPESP (Fundo
Penitenciário do Estado de São Paulo), criado e regulamentado
pela Lei Estadual nº 9.171/95. Se o condenado não realizar o
pagamento da multa em até 10 dias, ele não será preso. Omesmo
ficará com uma dívida ativa e deverá para a União.
●Pena em abstrato: Pena que o Juiz vai ter como base, é o
que está previsto no Código Penal.
●Pena em concreto: É a pena que o Juiz determinou que a
pessoa irá cumprir.
●Reincidência: É quando o agentecometeu um crime (crime
1) foi processado e foi condenado definitivamente com
trânsito em julgado. Depois, ela pratica um outro crime
(crime 2).
●Depuração: Significa apagar a reincidência do agente. Se
durante 5 anos, após o cumprimento da pena, o agente não
for considerado para efeitos de residência. Ex: Pessoa
terminou de cumprir a pena hoje (20/03/2023), a partir do
dia 20/03/2028, se a pessoa praticar um crime, ela não é
considerada reincidente.
CP - Art. 49 - A pena de multa consiste no pagamento ao
fundo penitenciário da quantia fixada na sentença e
calculada em dias-multa. Será, no mínimo, de 10 (dez) e, no
máximo, de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa.
§ 1º -O valor do dia-multa será fixado pelo juiz não podendo
ser inferior a um trigésimo do maior salário mínimo
mensal vigente ao tempo do fato, nem superior a 5 (cinco)
vezes esse salário.
§ 2º - O valor da multa será atualizado, quando da
execução, pelos índices de correçãomonetária.
Pagamento da multa - Art. 50 - A multa deve ser paga
dentro de 10 (dez) dias depois de transitada em julgado a
sentença. A requerimento do condenado e conforme as
circunstâncias, o juiz pode permitir que o pagamento se
realize em parcelasmensais.
§ 1º - A cobrança da multa pode efetuar-se mediante
desconto no vencimento ou salário do condenado quando:
a) aplicada isoladamente;
b) aplicada cumulativamente com pena restritiva de
direitos;
c) concedida a suspensão condicional da pena.
§ 2º - O desconto não deve incidir sobre os recursos
indispensáveis ao sustento do condenado e de sua família.
Conversão da Multa e revogação - Art. 51. Transitada em
julgado a sentença condenatória, a multa será executada
perante o juiz da execução penal e será considerada dívida
de valor, aplicáveis as normas relativas à dívida ativa da
Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas
interruptivas e suspensivas da prescrição.
Suspensão da execução da multa - Art. 52 - É suspensa a
execução da pena de multa, se sobrevém ao condenado
doençamental.
LEP - Art. 164. Extraída certidão da sentença condenatória
com trânsito em julgado, que valerá como título executivo
judicial, o Ministério Público requererá, em autos
apartados, a citação do condenado para, no prazo de 10
(dez) dias, pagar o valor da multa ou nomear bens à
penhora.
§ 1º Decorrido o prazo sem o pagamento da multa, ou o
depósito da respe�iva importância, proceder-se-á à
Pag. 6
RESUMODIREITO PENAL - III
penhora de tantos bens quantos bastem para garantir a
execução.
§ 2º A nomeação de bens à penhora e a posterior execução
seguirão o que dispuser a lei processual civil.
Art. 165. Se a penhora recair em bem imóvel, os autos
apartados serão remetidos ao Juízo Cível para
prosseguimento.
Art. 166. Recaindo a penhora em outros bens, dar-se-á
prosseguimento nos termos do § 2º do artigo 164, desta Lei.
Art. 167. A execução da pena de multa será suspensa
quando sobrevier ao condenado doença mental (artigo 52
do Código Penal).
Art. 168. O Juiz poderá determinar que a cobrança damulta
se efetue mediante desconto no vencimento ou salário do
condenado, nas hipóteses do artigo 50, § 1º, do Código Penal,
observando-se o seguinte:
I - o limite máximo do desconto mensal será o da quarta
parte da remuneração e omínimo o de um décimo;
II - o desconto será feito mediante ordem do Juiz a quem de
direito;
III - o responsável pelo desconto será intimado a recolher
mensalmente, até o dia fixado pelo Juiz, a importância
determinada.
Art. 169. Até o término do prazo a que se refere o artigo 164
desta Lei, poderá o condenado requerer ao Juiz o pagamento
damulta em prestaçõesmensais, iguais e sucessivas.
§ 1° O Juiz, antes de decidir, poderá determinar diligências
para verificar a real situação econômica do condenado e,
ouvido oMinistério Público, fixará o número de prestações.
§ 2º Se o condenado for impontual ou se melhorar de
situação econômica, o Juiz, de ofício ou a requerimento do
Ministério Público, revogará o benefício executando-se a
multa, na forma prevista neste Capítulo, ou
prosseguindo-se na execução já iniciada.
Art. 170. Quando a pena de multa for aplicada
cumulativamente com pena privativa da liberdade,
enquanto esta estiver sendo executada, poderá aquela ser
cobrada mediante desconto na remuneração do condenado
(artigo 168).
§ 1º Se o condenado cumprir a pena privativa de liberdade
ou obtiver livramento condicional, sem haver resgatado a
multa, far-se-á a cobrança nos termos deste Capítulo.
§ 2º Aplicar-se-á o disposto no parágrafo anterior aos casos
em que for concedida a suspensão condicional da pena.
Concurso de Crimes
Concurso de Crime: Ocorre quando o agente realiza crimes,
idênticos ou diferentes por meio de várias condutas (concurso
material ou crime continuado).
- Concurso de Pessoas: Olha para o crime em si, vê quantas
pessoas cometeram em si o crime.
- Concurso de Crime: Eu paro de olhar se o crime aconteceu ou
não e olho para a aplicação da pena.
Sistema de aplicação de pena
- Cúmulo Material: Maximo que eu posso atingir, somo as
penas dos crimes A e B, ou seja, Crime A 2 anos + Crime B 2 anos
= 4 anos.
- Sistema a exasperação: Aplico uma só pena (do mais grave)
aumentada de … (várias formas). Ex.: Crime de furto (vários) -
Pego a pena e aumenta ela de forma específica.
Espécies de Concurso de Crimes
- ConcursoMaterial (art 69 CP):Ocorre quando o agente realiza
vários crimes idênticos (concurso material homogêneo) ou
diferentes (concurso material heterogêneo) por meio de várias
condutas independentes, não havendo necessidade de qualquer
relação entre os crimes, as vítimas, motivação etc…
●Aplica-se a pena de cada um dos crimes separadamente,
somando-às (sistema de cúmulomaterial) .
- Concurso formal perfeito ou próprio (art 70 1º parte CP):
Ocorre quando o agente pormeio de uma só conduta gera vários
crimes idênticos (homogêneo) ou crimes diferentes
(heterogêneo), possuindo unidade de desígnio, ou seja, um
único objetivo, que pode ser um único dolo, gerando vários
resultados, ou mesmo gerar vários resultados através de uma
única conduta descuidada (culpa).
●Aplica-se a pena de um só crime, ou seja, o do mais grave,
aumentada de ⅙ a½ (sistema da exasperação).
- Concurso formal imperfeito ou impróprio (art 70 2º parte
CP): Ocorre quando por meio de uma só ação o agente gera
vários crimes, porém com dolo independentes em relação a cada
crime, ou seja, atua com desígnios autônomos (é o propósito de
produzir, com uma única conduta, mais de um crime.).
●Aplica-se a pena de cada um dos crimes separadamente,
somando-as, da mesma forma que ocorre no concurso
material (sistema do cúmulomaterial).
Pag. 7
RESUMODIREITO PENAL - III
- Crime continuado (Art 71 CP): Ocorre quando por meio de
várias condutas, o agente realiza inúmeros crimes, desde que
todos sejam da mesma espécie (mesmo artigo - STF). Mesmo
tempo, lugar e modo de execução semelhante. Ex.: faqueiro 360
peças, leva um por dia, será crime continuado durante um ano.
●Considera-se como se os vários crimes fossem um só,
realizado em continuidade. Aplica-se uma só pena
aumentada de ⅙ a 2/6 (sistema da exasperação).
⚠ Importante:De acordo com o STF, o intervalomáximo
de tempo entre uma conduta no crime continuado será de
30 dias. Acima disso afasta-se o crime continuado,
aplicando-se concursomaterial (soma das penas).
- Crime continuado específico (Art 71 CP): Ocorre quando em
situações de crime continuado, preenchidos os seus requisitos
básicos, houver ainda a pluralidade de vitimas e violência ou
grave ameaça as pessoas. Em todas as condutas ocorre o
chamado crime continuado específico.
●Neste caso a pena poderá ser aumentada de ⅙ até o triplo.
Casos Serial Keller/Chacina/ Arrastão para Roubos.
⚠ Importante: A Súmula 605 do STF, perdeu aplicação e
nada impede realizar o crime continuado para crimes
contra a vida, porém na chamada modalidade específica
em que o crime continuado irá gerar aumento de pena até o
triplo.⚠ Super Importante: Em concurso formal perfeito (art
70, 1º parte CP) e no crime continuado, o valor da pena
aumenta no caso concreto jamais poderá exceder o
equivalente à soma das penas aplicadas de forma
independente. Caso isso ocorra, com base nas penas
concretamente aplicadas em uma situação fática, afasta-se
o aumento, realizando-se a soma das penas definidas no
caso prático. Concurso material benéfico - art 70 CP
parágrafo único).
Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou
omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não,
aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais,
somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de
um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto,
cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes
concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante
o disposto no artigo anterior. Parágrafo único - Não
poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art.
69 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Aplica o cúmulo material benéfico: aplica-se a caso
ontologicamente concebido como de concurso formal
quando a regra de exasperação imposta por este gera ao
apenado situação pior do que a que seria obtida pelo
sistema de cumulação material. Ocorre quando o agente,
através de mais de uma conduta (ação ou omissão), pratica
dois ou mais crimes, ainda que idênticos ou não. Exemplo:
Agente A, armado com um revólver, mata B e depois rouba
C.
CULPABILIDADE
Imputável: capacidade de entender o crime que está
praticando.
Inimputável: zero capacidade de entender que está
praticando um crime.
- Doente mental graves: redução da capacidade = semi
imputável + falta de capacidade no momento do ato +
incidente de insanidade mental + laudo psiquiátrico (nome
técnico - sentença absolutória imprópria) absolve + impõe algo
(para ter essa sentença precisa preencher 3 requisitos -
Biológico (causa - doençamental) Psicológico (0 capacidade na
hra do fato) Temporal (ser doído antes do fato)
- Menos de 18 anos (desenvolvimento incompleto)
- Formaçãomental retardada (atraso)
Semi-imputável: 50% da capacidade de entender o crime que
está praticando.
- Crianças menores de 12 anos (não recebem pena, apenas
medida socioeducativa)
- Menor de 18 anos (não são condenados mas recebem pena,
fundação casa por 3 anos, liberdade assistida, advertência,
reparar o dano, semiliberdade).
Embriaguez: Voluntária: não acidental, A�io libera in causa,
sempre se responsabiliza
Actio libera in causa
- Dolosa: Se coloca em embriaguez por vontade própria “ na
balada fecha combo - open bar”
- Culposa: Sabe que está ingerindo álcool, porém acredita ser
uma quantia pequena “fica embriagado com 1 barra de
chocolate - Jack Deaniels”
- Preordenada: beber com a intenção de ter coragem para
cometer um crime, responsabilidade dolosa com agravante de
pena.
Pag. 8
RESUMODIREITO PENAL - III
- Embriaguez forçada completa: vítima de fraude ou
obrigado a beber 0 possibilidade de acontecer será absolvido.
Incompleta: recebe pena com redução.
- Embriaguez acidental Caso fortuito: Acidental/Azar =
pedir água no bar e beber pinga (confundiu com a cor)
Potencial conhecimento da ilicitude: o dever de
conhecimento da lei é inescusável. (Presume que todos devem
conhecer a lei).
- Erro de proibição: Distorção da lei (plantar manchinha
porque ouviu dizer no rádio que o uso foi liberado para fins
medicinais) pouquíssimo usado, geralmente com analfabetos,
não conheciam a lei.
* Inevitável: isenção da pena - exclusão da culpabilidade e do
dolo 0 possibilidade de conhecer a lei “índio que não é
civilizado”
* Evitável: Responde pelo crime de dolo + tem redução de pena
de 1/6 a 1/3. - Direto: desconhecimento da lei incriminadora. -
Indireto: desconhecimento da lei permissivamente (apanha do
antigo estando grávida e tenta abortar por ter sofrido violência,
no saco da lei e sobre abuso sexual que sofreu violência) ERRO
DE PROIBIÇÃO INDIRETO.
- Erro sobre a ilicitude do fato: exercício arbitrário da
própria razão, não sabia o que estava fazendo “faxineira pegou
o dinheiro porque a chefe não pagava, e nuncamais voltou”
- Erro de tipo essencial: distorção da realidade (plantar
maconha achando que é outra planta)
* Coação moral irresistível: ex vigilante do banco ser coagido
para liberar acesso para facção entrar
* Coação moral resistível: não sou mais seu amigo, vou lá e
quebro seu carro
* Obediência hierárquica: Responde quem deu a ordem
(apenas em cargos públicos) delegado pede para deletar o BO
em troca de $ “Superior agravante de pena - Subordinado:
atenuante de pena”.
Agravante de pena: aumenta (+)
Atenuante de pena diminui (-)
Sentença condenatória
Sentença absolutória
Pag. 9

Outros materiais